Relatrio de Sustentabilidade binio 2009-10

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A implementao do modelo de relatrio e sua integrao colaborativa com o segmento de transportes e logstica.

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  • Relatrio de Sustentabilidadebinio 2009-10

    A implementao do modelo derelatrio e sua integrao colaborativa com osegmento de transportes e logstica

  • Voluntrios do comit para desenvolvimento do relatrio de sustentabilidade

    Representante: Anna Luiza Miranda

    Integrantes: Caio Miranda, Danilo Raymundi, Fernando Pecchiaio, Luciane Sena , Mirian Alborgheti, Thiago Albuquerque, Vanila Delevali, Washington Machado

    Integrantes dos workshops: Construindo o modelo de relatrio de sustentabilidade

    Consultora responsvel pela conduo dos workshops:Nsia Werneck

    Representantes dos demais comits Instituto Cuidando do Futuro (ICF):Carlos Eduardo Marques, Karina Kuroda, Karine Dornelas, Maildes Soares, Marcos Teixeira, Mirna Del Ry, Pedro Rincon

    Representantes das reas:Airton Peres, Juliana Tripari, Marco Alex, Rosana Fidlay, Sergio Freitas, Sidnei Arenas

    Aprovao:Ricardo Miranda, Artur Santos, Antonio Carlos Mendes, Regina Miranda

    Edio:Anna Luiza Miranda, Luciane Sena, Regina Miranda, Silvia Campos

    Projeto Grfico:Space Produes: Itiber Muarrek, Gabriel Guimares

    Composio participativa do relatrio

  • SUMRIO

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    2606

    Integrao das aes sociaisda Pamcary com a sociedade brasileira

    Crise de 2008-09os mercados derrapam e aPamcary acelera

  • 2. Alinhado ao negcio, a Pamcary estrutura sua funo de responsabilidade social corporativa e apoia a fundao do ICF

    ANEXOS

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    3. Regulamentao da Lei 11.442 organiza o mercado e melhora condies de trabalho para todos

    4. Entrevista Prof. Dr. Paulo Resende:A logstica no caminho certo

    1. A trajetria da Pamcary e as tecnologias do setor

  • CARTA DO PRESIDENTECaminhar com seguranaA melhor forma de prever o futuro constru-lo.

    Peter Drucker

  • CARTA DO PRESIDENTECaminhar com seguranaA melhor forma de prever o futuro constru-lo.

    Peter Drucker

    O risco o negcio da Pamcary, marca lder de mercado operada pela GPS Logstica e Gerenciamento de Riscos S.A e GPS Corretora e Admi-nistradora de Seguros S.A. Tem como objetivo prevenir e mitigar riscos em toda cadeia logstica. Ns estamos sempre atentos ao cenrio para enxergar oportunidades de atender s necessidades do mercado, at mesmo antes do mercado demandar alguma soluo, ressalta o presi-dente executivo da Pamcary, Ricardo Miranda.

    Um exemplo de ameaa como foi a crise financeira que abalou as estruturas da economia mundial em meados de 2008, mostra que o risco indissocivel. A Pamcary, como toda a economia mundial, so-freu os impactos dessa crise e fez importantes mudanas nos ltimos dois anos. Passamos por uma fase difcil e nos ajustamos realidade global. Enfrentamos uma concorrncia ainda mais perversa no nosso j competitivo mercado, quando a produo industrial brasileira di-minuiu, a sinistralidade aumentou e foi necessrio buscar novas fr-mulas para atenuar as conseqncias desse momento, fortalecendo nossa musculatura para os novos tempos. Mas toda a crise traz tambm oportunidades e, como a Pamcary uma empresa inovadora que sabe enxergar as possibilidades de cres-cimento com pioneirismo, revimos conceitos e prticas e samos desse furaco, mais fortalecidos.

    Para isso, foi fundamental a participao e o empenho dos nossos co-laboradores, que so a maior fora da Pamcary. Operamos uma verda-deira revoluo na empresa, com a reviso da poltica de remunerao da rea comercial, a implantao de uma gesto focada em resultados e, com isso, otimizamos recursos e reestruturamos diversas reas.

    Estamos sempre prontos para novos desafios, diferenciamo-nos e mantivemos a liderana no mercado graas a uma gesto eficiente, produtos e servios inovadores e em perfeita sinergia. Sabemos que vivemos em um ambiente em constante transformao, mas a busca por solues capazes de gerar valor para o futuro , sem dvida, o melhor meio de garantir a perpetuao do negcio.

    A receita de sucesso da Pamcary intervir positivamente no clima or-ganizacional, energizando e envolvendo todos os colaboradores para que se tornem diferenciais competitivos no nosso setor de atuao, adotando a estratgia de incentivo ao crescimento profissional inicial-mente individual, favorecendo sua ampliao para toda a empresa, gerando assim, oportunidades ilimitadas.

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  • INTRODUO

    O presente relatrio reflete o compromisso da Pamcary com a sustentabilidade, assumido em meados de 2007 com a criao do Instituto Cui-dando do Futuro (ICF) e a publicao da Revista Caminhar em 2008, com o objetivo de resgatar o histrico de aes de responsabilidade social praticadas pela empresa.

    Em 2010 a Pamcary delegou ao Instituto Cuidando do Futuro, o desafio de desenvolver um relatrio de sustentabilidade com um modelo prprio, para tan-to, o ICF sugeriu a formao de um grupo de traba-lho, composto por profissionais de todas as reas da empresa, ampliando e enriquecendo a discusso.

    Inicialmente a construo do modelo dava-se con-comitante a de medidas urgentes para diminuir os efeitos da crise em curso, e a base de sua formali-zao durante esse perodo proporcionou os insu-mos para o planejamento do ano seguinte.

    No primeiro workshop foi proposta a estrutura or-ganizacional para a criao de um comit visando a implantao de um modelo sustentvel. Contem-plamos os temas mais relevantes para a sustentabi-lidade na Pamcary, dividindo-os em 5 reas, sendo, Operaes, Mercado, Colaboradores, Sociedade e Governana. A abordagem partiu de uma anlise dos desafios da sustentabilidade para as empresas, passou por uma anlise do setor, resultando em uma viso compartilhada da companhia.

    Assim, o modelo desenvolvido e aplicado pela Pamcary extravasa a formulao bsica da revista, que inclua apenas seus recursos humanos, para agora abarcar todo o sistema de valores de sua cadeia produtiva, assim como aprofundar essa in-tegrao na sociedade.

    No segundo workshop, os temas foram mais traba-lhados e detalhados como desafios e indicadores.

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  • 7/

  • Aps a validao desse material pelo Comit - Rela-trio Sustentabilidade, definiu-se que a forma de apresentao do relatrio seria em 3 captulos e 4 anexos.

    Os 3 captulos retratam dificuldades impostas pela crise do final de 2008. O captulo 1 apre-senta o cenrio que o setor enfrentou e as aes que a Pamcary implementou nas reas de Go-vernana, Colaboradores, Operaes e Mercado. De acordo com os princpios do modelo de sus-tentabilidade elaborado, este captulo demons-tra o real valor do investimento nesse conceito sustentvel.

    No captulo 2 o item Colaboradores indicado no Mapa de Sustentabilidade aprofunda as medidas realizadas e descritas no captulo 1 e as consolida s demais determinaes do item colaboradores geradas nas atividades dos workshops, funda-mentando o modelo proposto.

    O captulo 3 evidencia como os esforos da dire-o em estabelecer reais alianas com a sociedade e o mercado, foram fundamentais para inovar seus produtos e servios, alavancando suas operaes e consolidando o crescimento profissional de seus colaboradores. Esse captulo aborda tambm o in-vestimento no Instituto Cuidando do Futuro (ICF) e os acordos com instituies governamentais, como por exemplo, o Governo de Minas Gerais, tendo como beneficirio o motorista autnomo. Essas aes e programas refletem o modelo su-gerido pela Pamcary oferecendo ganhos a todos, quando implementado de forma responsvel e colaborativa.

    Para complementar o contedo deste relatrio e oferecer mais subsdios de como o processo se inicia e naturalmente ganha cultura empresarial, inclumos 4 anexos, a saber:

    Anexo 1, como as empresas podem redefinir sua cultura e criar seu prprio ambiente competitivo.

    Anexo 2, como o ICF contribui com o segmento de transporte e logstica, construindo um futuro me-lhor.

    Anexo 3, destaca como a partir de um produto a Pamcary influencia os agentes polticos por meio da gerao de desenvolvimento social baseado em ganhos de rentabilidade para todos.

    Anexo 4, a viso do Prof. Dr. Paulo Resende sobre os potenciais e percalos do setor de logstica.

    Temos a convico que o modelo proposto, as-sim como tudo relacionado sustentabilidade, est em constante evoluo e em sinergia com a trajetria de inovao da Pamcary, ratificando que bons resultados so gerados atravs de ex-perincias compartilhadas, por isso agradecemos aos que colaboraram com este trabalho.

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  • A primeira atitude das empresas ao enfrentar uma crise ajustar rapidamente seus custos, mas a Pamcary foi alm, fez da ges-to da crise uma oportunidade em agregar seus colaboradores para a empresa fazer mais com menos recursos, preservando a qualidade dos resultados econ-micos e seus investimentos em sustentabilidade

    O setor de transportes o inte-grador de quase a totalidade das atividades de um pas, sempre afetado de imediato por crise ou expanso dos mercados, o que modifica as relaes de trabalho e comerciais de toda uma eco-nomia. Durante a crise financeira mundial de 2008, a insegurana do mercado nacional e interna-cional trouxe a noo urgente de que as empresas deveriam cortar custos e investimentos em tudo que no fosse primordial s ope-raes de produo.

    Nesse perodo, a Pamcary, seus clientes e fornecedores tambm sob forte impacto da crise insta-lada e propagada como a pior desde 29, no destoaram das demais empresas e lanaram-se realizao de fortes mudanas na

    CRISE 2008-09os mercados derrapam e a Pamcary acelera

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  • gesto de seus negcios. A Pamcary ajustou seus custos integrando seus colaboradores, clientes e fornecedores na adequao das novas realidades, proporcionando que todo seu sistema de valores trabalhasse alinhado na reduo dos custos, ma-nuteno das entregas, otimizao das receitas e, principalmente, que os benefcios alcanados nos resultados desses fatores fossem compartilhados por todos e cada qual remunerado de acordo com seu desempenho.

    Mudou o mundo? Mude o olhar da gover-nana e inove transformando seu mercado

    Em 2009 e 2010, a empresa deu uma grande vira-da na sua prpria gesto, conta o Diretor de Ne-gcios e Produtos, Felipe Dick. Passamos a olhar mais para o que acontecia aqui dentro, e no ape-nas para o negcio. Isso fez com que os prprios colaboradores discutissem mais e buscassem so-lues para os problemas, afirma.

    No final de 2009, em decorrncia da crise, o mer-cado geral de seguros apresentava um resultado pouco positivo. O nmero de viagens diminuiu em funo da queda da produo industrial e a sinis-tralidade aumentou. Nesse perodo, foi implantada uma poltica firme de reduo e controle de custos, promovendo gerao de receita, focada em resul-tados, enfrentando com coragem um processo de maior direcionamento de seus esforos comerciais, que impactou sua carteira de clientes.

    A qualidade conquistada com a reviso da carteira fez com que outras seguradoras que no trabalha-

    Passamos a olhar mais para o que acontecia aqui dentro, e no apenas para o negcio. Isso fez com que os prprios colabora-dores discutissem mais e buscassem solues para os problemas

    Felipe Dick

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  • vam com a Pamcary comeassem a se interessar pela parceria. Foi uma ao inusitada, mas muito bem vista pelo mercado. Mantivemos a preocu-pao com a rentabilidade dos nossos parceiros e fornecedores, observa o Diretor Tcnico, Wal-ter Venturi. Alm deles, tambm os clientes foram beneficiados com mais segurana e a manuten-o de preos competitivos.

    A rea comercial fez uma reestruturao qualita-tiva com o Vale Quanto Pesa (VQP), projeto que mudou a forma de remunerao dos corretores e executivos de vendas.

    Operaes mais flexveis e leves, colabora-dores mais geis e engajados

    As transformaes focadas na reduo de custos no ficaram restritas apenas ao Centro Administra-tivo em So Paulo. No incio de 2010, a Pamcary realizou uma anlise de custo-benefcio e decidiu implantar o conceito de home office em algumas filiais de menor porte. Os profissionais que traba-lham no atendimento a acidentes nas estradas fo-ram mantidos e se adaptaram nova estrutura. A empresa ofereceu os recursos necessrios, possi-bilitando assim, alm da reduo de custos, maior eficincia e capilaridade na prestao desse servio, inclusive melhorando a qualidade de vida dos pro-fissionais. Considerando que, o home office po-sitivo tambm para o meio ambiente, j que evita viagens de casa para o trabalho, poluindo menos, observa o Diretor de Operaes, Cleri Mozzer. A iniciativa foi bem aceita pelos colaboradores que, aps as mudanas efetivadas no modelo de re-

    munerao, passaram no s a se preocupar mais com os custos, como se tornaram parceiros proa-tivos nas iniciativas para sua reduo.

    Com a implantao de 13 estaes de home offi-ce, os profissionais no precisam se localizar ne-cessariamente na mesma cidade e podem ficar distribudos na mesma jurisdio, de acordo com o epicentro dos acontecimentos. Isso extrema-mente importante, j que o aumento da capilari-dade permite que o tempo de chegada ao local do acidente seja reduzido e tambm as possveis perdas decorrentes, ou seja, a Pamcary ganha e o colaborador tambm.

    A otimizao dos custos de telecomunicaes foi outro importante passo dado pela Pamcary. A rea de TI elaborou um estudo das contas de te-lecomunicaes que viabilizou a reduo de mais de 20% em nos custos com telecomunicaes, afirma Jonas Siquieri, Diretor de Tecnologia.

    Assim como toda a economia brasileira, a Pamcary saiu da crise fortalecida e pronta para enfrentar novos desafios. A gesto eficiente, os produtos e servios inovadores, capazes de gerar valor para o futuro, so os maiores responsveis por garantir a perpetuao da empresa num ambiente em cons-tante transformao. Porm, isso s foi possvel graas s seguintes adequaes:

    Integrao e engajamento de todos os colaboradores

    Remunerao justa e baseada em resultados

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  • Ampliao da qualidade dos servios oferecidos

    Adequao na gesto de seus profissionais visando melhor qualidade de vida

    Melhoria constante na utilizao dos recursos tecnolgicos

    O compromisso da Pamcary com o Instituto Cuidan-do do Futuro e suas aes internas contriburam para a superao da crise externa.

    Assim como toda a economia brasileira, a Pamcary saiu da crise fortalecida e pronta para enfrentar novos desafios

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  • Poltica de desenvolvimento humano: Compartilhando conhecimento

    A transparncia e equidade

    na definio das polticas de

    desenvolvimento do conhe-

    cimento, gerou uma atuao

    mais colaborativa dos profis-

    sionais nos processos produti-

    vos e, principalmente, eficcia

    nos resultados da empresa

    atravs do compartilhamento

    das aes planejadas A Pamcary tem como fatores de sucesso o atendimento sob medida aos clientes, investimento contnuo em tecnologia de informao e processos de gesto. A rea de desenvolvimento declara sua mis-so como, Valorizar o potencial de talentos da empresa, aprimo-rando a atrao e reteno do capital intelectual, atravs de uma proposta de desenvolvimento que garanta o plano de negcios da organizao e sua estratgia de perpetuao.

    Aes de reteno e poten-cializao de talentos durante e ps-crise 2008-09

    A rea de Desenvolvimento Hu-mano tem um desafio para os prximos anos que reestruturar e desenvolver novos programas considerando o cenrio econ-mico do Brasil, do mercado de seguros especificamente, e a es-tratgia de desenvolvimento e sustentao da empresa.

    A Pamcary agiu rapidamente para mitigar os reveses da crise, adequando o quadro de colabo-radores. Porm, sem desviar-se da misso, conduziu sua gesto de recursos humanos para po-tencializ-los e otimizar os resul-tados comerciais, como j vimos no captulo 1.

    Assim, em 2010, ainda sentindo efeitos da crise de 2008-09, mas motivada pelos ndices de cresci-mento, a Pamcary refletiu na sua declarao de misso e principais diretrizes para uma reestrutura-o da rea, considerando trans-parncia, equidade e eficincia. A reestruturao contemplou as-pectos importantes, tais como:

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  • Condies de trabalho:

    Para melhor entender, avaliar, estabelecer polti-cas e priorizar programas, a Pamcary adota como ferramentas a Pesquisa de Clima Organizacional e a atualizao do seu Mapeamento Social, ambos realizados a cada dois anos. Em 2010, alm disso, foi elaborado um Diagnstico de Qualidade de Vida e o Projeto de Cargos e Salrios teve incio.

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    COLABORADORES POR FAIXA ETRIA

    MENOS DE 18 ANOS 91

    2010 2009

    18 ANOS A 35 ANOS 541 520

    35 ANOS A 60 ANOS 304 390

    ACIMA DE 60 ANOS 91 1

    CATEGORIA

    877 59.591.671

    GASTOS COM REMUNERAO

    3 20.949,95

    EMPREGADOS

    NMERO

    2010

    3ESTAGIRIOS 58.991.75

    188TERCEIROS 30.959.417

    1068TOTAL 90.551.088

    1100 61.218.367

    GASTOS COM REMUNERAO

    3 20.949,95

    NMERO

    2009

    9 114.730.42

    177 29.948.226

    1286 91.166.593

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    Oportunidades de treinamento e desenvolvimento:

    A Pamcary incentiva e apia seus colaboradores para que busquem capacitao que atenda seus interesses. Para isso disponibiliza alternativas de treinamento distncia, com acompanhamento e avaliao de participao e que abrangem desde cursos tcnicos at comportamentais. Alm disso, mantemos parcerias com associaes que dissemi-nam conhecimentos dos mais variados temas. Em 2010, 220 colaboradores participaram de treina-mentos por meio das instituies parceiras ABTD, AAPSA e Catho On-line

    No mesmo ano o Programa de Integrao foi re-estruturado, contemplando no apenas os novos colaboradores, mas tambm aqueles com interesse em atualizar-se a respeito de produtos e servios

    da empresa. O Programa de Integrao acontece mensalmente, com o objetivo de ampliar a viso sistmica dos negcios e j passaram por ele 244 colaboradores.

    O diferencial desse programa foi a participao de representantes de todas as reas de negcio da empresa, que juntos, discutiram, analisaram e organizaram uma apresentao geral, abordando seus principais produtos e negcios, sua organiza-o, misso e valores.

    Com uma proposta rpida e dinmica, atravs da coordenao da rea de Desenvolvimento Huma-no, profissionais compartilham suas experincias e viso da empresa.

    O convnio com a Fundao Getulio Vargas, fir-mado em 2010, possibilitou que 37 colaboradores

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    participassem do curso de MBA In Company.

    A Pamcary oferece a seus colaboradores opor-tunidades de convnios com Universidades. Essa iniciativa ainda est restrita a So Paulo, onde se concentra o maior nmero de colaboradores. uma preocupao da empresa estender o progra-ma a todas as filiais.

    No segundo semestre de 2010 foram reavaliados outros programas:

    Estgio Universitrio: oferece aos estudantes de Ensino Superior a criao de aes empre-endedoras com acompanhamento de orienta-dores em projetos de interveno, propiciando o desenvolvimento e a reteno de talentos potenciais.Trainees: promove o desenvolvimento profis- sional prtico de recm-formados com potencial para atuar como futuros lderes na organizao, buscando a atrao e a reteno de jovens talentos.Avaliao de Desempenho: trata-se de um pro- cesso de avaliao compartilhado, reconhecido como ferramenta importante para o alinhamento de objetivos e o desenvolvimento de talentos. Treinamento Corporativo: ministrado por lderes ou profissionais por eles preparados, ocorre trimestralmente.

    Aps implantao desses programas o prximo desafio ser desenvolver mdulos de especiali- zao para capacitar colaboradores com compe- tncias e especializaes tcnicas que atendam

    s exigncias de qualidade e desenvolvimento na prestao de servios.

    Remunerao Justa

    O resultado da Pesquisa de Clima Organizacional aplicado em 2010 revela um quadro onde o maior percentual de colaboradores encontra-se na fai-xa salarial at R$ 2.000,00. Podemos observar, tambm, que nos anos de 2009 e 2010 houve aumento do quadro de lderes, o que reflete in-vestimento da empresa em profissionalizao.

    O ano de 2009 exigiu ajustes na empresa que tive-ram impacto direto tanto no nmero de colaborado-res como na mdia salarial. Essa situao comea a normalizar-se em 2010, como podemos verificar na evoluo do salrio mdio dos trs ltimos anos:

    2009R$ 2.080,65

    2010R$ 2.188,22

    2008R$ 2.122,54

    No segundo semestre de 2010, outro projeto da rea de Desenvolvimento Humano, foi o de Car-gos e Salrios. Com ele pretende-se criar uma infra-estrutura de gesto de pessoas que assegure condies propcias para atrair, reter e motivar ta-lentos. Esse projeto tambm ter como produto o Mapa de Carreiras da empresa, dando clareza aos colaboradores sobre as oportunidades e alternati-vas de crescimento que podem ser consideradas por cada um, conforme competncias e aptides exigidas nas diversas opes de carreiras.

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    O Programa de Remunerao Varivel teve incio em 2008 e, ao final de 2010 estava implantado em trs grandes diretorias da empresa. A estratgia da im-plantao por reas foi escolhida adotando-se uma adaptao do conceito de participaes nos lucros.

    O modelo adotado considera o exerccio individual de avaliao de desempenho, alm do alcance de metas qualitativas e quantitativas estabelecidas. Essa metodologia aprimora a gesto evidenciando talen-tos e direcionando oportunidades de crescimento.

    Movimentao Responsvel

    A Avaliao de Desempenho uma das ferramentas utilizadas para a definio de movimentao de pes-

    soal e, por isso, deve prioritariamente ser implantada em todas as reas. Alm disso, a Pamcary tem o Pro-grama de Oportunidades Internas, para concorrer a uma vaga, o candidato deve ter no mnimo um ano de empresa ou na funo, salrio igual ou inferior ao cargo oferecido e atender aos pr-requisitos ex-postos na divulgao. A rea de Desenvolvimento Humano prioriza, sempre que possvel, o preenchi-mento de vagas atravs desse programa.

    Em 2009, 33 colaboradores participaram dos pro-cessos internos, em 2010, devido ao sucesso do ano anterior, foram 79 colaboradores, somando 13 vagas preenchidas. Esses processos tambm resulta-ram na identificao de 14 colaboradores com perfil compatvel para assumir funes em diferentes re-as, possibilitando crescimento profissional.

  • 21

    Benefcios

    Com base no resultado da Pesquisa de Clima e Mapeamento Social, observa-se que 92% dos colaboradores consideram o Seguro Sade o mais importante benefcio oferecido pela empre-sa. Em relao ao ndice de satisfao, avaliado como timo por 26 % dos colaboradores e, como bom, por 52% dos mesmos. Alm dos benefcios cuja obrigatoriedade estabelecida conforme os acordos coletivos dos diferentes estados, a Pam-cary revisa suas polticas e critrios de benefcios espontneos, propondo melhoria.

    Abaixo verificamos a proporcionalidade das des-pesas referentes a alguns dos benefcios ofereci-dos, nos anos de 2009 - 2010:

  • Sade e Segurana

    As questes relativas sade e segurana do tra-balhador tambm merecem destaque nas aes desenvolvidas pela empresa. No decorrer de 2009 e 2010 oferecemos programas de promoo do bem estar, com conscientizao sobre hbitos saudveis, acompanhamento e orientao por profissionais capacitados.

    No Centro Administrativo onde h a maior concen-trao de profissionais, est a disposio durante o horrio do expediente ambulatrio mdico, en-fermeira, nutricionista, fisioterapeutas e assistente social.

    O servio social oferecido 24h por dia em car-ter confidencial e extensivo aos cnjuges e filhos at 18 anos. O colaborador conta com esse ser-vio em situaes de falecimentos, problemas no relacionamento familiar ou conjugal, desequilbrio oramentrio, dependncia qumica, orientao jurdica, previdncia social e incidentes crticos.

    O canal da Ouvidoria possibilita a identificao de conflitos e insatisfaes, onde a anlise dos fatores apontados promove solues que buscam o me-lhor desempenho da empresa na resoluo de pro-blemas gerando a satisfao de todos. Este canal tambm est aberto a elogios e sugestes.

    Em 2010 o Diagnstico de Qualidade de Vida que apontou o seguinte perfil dos colaboradores: 60% em suas horas de lazer dedicam o tempo fam-lia; 70% realizam consultas para avaliao geral da sade; 43% esto com o IMC (ndice de massa corporal) dentro da faixa de peso normal e 60% consideram a sua qualidade de vida de maneira geral como boa e apenas 0,7% considera sua qualidade de vida ruim. Esse levantamento orien-tar a implantao de aes futuras.

    22

  • 23

  • Diversidade

    A empresa busca atender a legislao relativa contratao de pessoas com deficincia mas en-frenta, assim como a maioria das empresas, dificul-dade em contrat-las pois o mercado no prepara essas pessoas para assumir funes especficas.

    O grande desafio para 2012 reestruturar o pro-grama Acesso Livre visando ampliar as oportuni-dades e contribuir socialmente.

    Insero de jovem no mercado de trabalho

    Para participar da formao e desenvolvimento de jovens talentos, a Pamcary cumpre a Lei 10.097/00 e Decreto 5.598/05. Formar a terceira turma de Jovens Aprendizes, em agosto de 2011, oferecen-do mais do que a legislao exige. Desde a primeira edio, so oferecidas aulas de ingls, espanhol e informtica, alm das oficinas de teatro e leitura.

    Considera-se, tambm, a importncia de desen-volver nesses jovens conscincia do seu papel na sociedade, como cidados, com direitos e deve-res. Sendo assim, todos so incentivados a par-ticipar do Programa de Voluntariado Empresarial Pamcary em Ao onde, dentre inmeras pos-sibilidades, elaboram e cadastram currculos de mulheres participantes de um dos projetos sociais apoiados pela Pamcary, atravs do Instituto Cui-dando do Futuro.

    Ao final desse ano, ajustes na estrutura da rea de Desenvolvimento Humano foram propostos,

    preparando-a para uma gesto estratgica de pro-fissionais onde sero priorizados os programas de reteno de talentos e formao de sucessores.

    Concluindo, as aes combinadas e interligadas para estruturar as condies de trabalho dos cola-boradores so a fonte que prover a sustentabilida-de da Pamcary, pois sua liderana no setor em que atua depende de inovao e, esse quesito, exige profissionais capacitados e engajados.

    Essa combinao entre as aes possibilita ao pro-fissional condies de desenvolvimento dentro de suas aptides e ter seu valor reconhecido pelo es-foro na empresa e na sociedade.

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  • Os dirigentes da Pamcary acre-ditam que uma gesto do risco verdadeiramente eficiente deve beneficiar a todos, das crianas ao meio ambiente. E as iniciativas para que isso ocorra contemplam os produtos da empresa, seus programas e projetos sociais, alm da valorizao em sua ma-neira de se relacionar com outros atores do mesmo setor.

    Entre as aes da Pamcary inspi-radas pelos valores da sustentabi-lidade que envolvem agentes de seu setor e a sociedade em que est inserida, destacam-se seguro Ambiental 3.1.1, o Programa Mo-torista Socialmente Responsvel e o Pacto Rodovirio Mineiro.

    Um exemplo dessa preocupao o seguro Ambiental 3.1.1, lan-ado em 2008 e consolidado nos ltimos dois anos, tem claro vis de responsabilidade ambiental e destina parte de sua renda para o Instituto Cuidando do Futuro que, utiliza a verba para manter seus programas, identificando opor-tunidades sociais que desafiam a Pamcary em seu objetivo de atuar em um setor mais justo e trans-parente.

    Integrao das aes sociais da Pamcary com a sociedade brasileira

    A atuao do ICF atravs do Pro-grama Motorista Socialmente Responsvel, promove aes educativas direcionadas ao ca-minhoneiro. Neste contexto, atravs do ICF, a Pamcary e a Federao das Empresas de Transportes de Carga do Esta-do de Minas Gerais (FETCEMG) uniram-se e criaram o Pacto Rodovirio Mineiro, com o obje-tivo de reduzir o nmero de aci-dentes nas rodovias do estado.

    Seguro Ambiental 3.1.1

    Se os acidentes causam mui-ta dor de cabea e prejuzos s vezes irreparveis, como a per-da de vidas humanas, quando o produto transportado perigoso ou poluente a situao pode ser ainda mais complicada.

    Pensando em diminuir os impac-tos gerados ao meio ambiente e reduzir os riscos de seus clientes por eventuais acidentes com pro-dutos perigosos, a Pamcary lanou no segundo semestre de 2008, o Ambiental 3.1.1- 3 servios, 1 interlocutor e 1 soluo - um se-guro exclusivo com assistncia ambiental integrada e, que en-fatiza a preveno e o gerencia-

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  • mento do atendimento a emergncias. O mesmo seguro cobre no s a carga, mas a mo-de-obra especializada, a remoo e a destinao correta do resduo. E como isso feito pelo mesmo seguro, o processo se torna mais gil, diminuindo assim o passivo ambiental, explica o Diretor de Opera-es, Cleri Mozzer. De acordo com o Presidente Executivo, Ricardo Miranda, esse conceito revo-lucionrio, que verdadeiramente sustentvel, transformou-se no nosso maior sucesso de vendas dos ltimos anos.

    Motorista Socialmente Responsvel

    O Programa Motorista Socialmente Responsvel, do Instituto Cuidando do Futuro (ICF) promove aes educativas para que o caminhoneiro, um dos principais parceiros da Pamcary, se torne um agente consciente de sua cidadania, evitando aci-dentes e combatendo a utilizao de drogas, toda forma de explorao de crianas e adolescentes nas rodovias e a poluio ambiental.

    A partir da iniciativa de combate explorao se-xual de crianas e adolescentes nas rodovias, sur-giu a importante parceria com a World Childhood Foundation (WCF) no programa Na Mo Certa.

    Os voluntrios do ICF falam sobre o combate a explorao sexual de crianas e adolescentes (ESCA), tema nas palestras do Programa Motoris-ta Socialmente Responsvel, ressaltando a urgn-cia de eliminar a explorao sexual de crianas e adolescentes nas rodovias brasileiras. A questo abordada no Guia do Motorista Socialmente

    O mesmo seguro cobre no s a carga, mas a mo-de-obra especializada, a remoo e a destinao correta do resduo.

    E como isso feito pelo mesmo seguro, o processo se torna mais gil, diminuindo assim o passivo ambiental

    Cleri Mozzer

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  • Responsvel, distribudo aos caminhoneiros. Os pontos de riscos de explorao foram incorpora-dos ao rotograma da Pamcary, instrumento que indica ao motorista as rotas mais seguras e onde esto os pontos perigosos das estradas. O vice-presidente do ICF, Darcio Centoducato, refora ainda o cuidado de no condenar o caminhoneiro ou transform-lo em um vilo, mas sim traz-lo para o Programa de forma que ele se sinta valori-zado por ajudar na causa, tornando-se um ativo agente de proteo.

    Pacto Rodovirio Mineiro

    O Instituto Cuidando do Futuro (ICF) e a Pamcary foram os primeiros parceiros a aderirem ao esfor-o da Federao das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (FETCEMG) para livrar o estado da liderana do ranking de aciden-tes e vtimas de acidentes rodovirios. No dia 23 de maro de 2010, foi assinado o Pacto Rodovi-rio Mineiro que busca, por meio de aes preven-tivas e educativas, a reduo em 40% do nmero de ocorrncias no estado nos prximos trs anos.

    O Diretor de Gerenciamento de Riscos e Vice-pre-sidente do ICF, Darcio Centoducato, afirma que a principal causa dos acidentes o motorista can-sado, dirigindo em uma velocidade incompatvel com o trecho sinuoso.

    O Pacto prev a produo e a distribuio de cartilhas e banners, alm da exibio de vdeos em pontos estratgicos nas estradas, alertando os motoristas quando passarem pelas reas de maior

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    risco, explica Centoducato.

    Para identificar tais pontos, primeiramente a cam-panha teve como base o diagnstico da Pamcary sobre os acidentes na malha rodoviria mineira, apontando nove trechos mais perigosos em oito rodovias. A FETCEMG decidiu pela pesquisa em funo do slido embasamento estatstico utili-zado em sua elaborao e agilidade de apurao dos resultados, requisito fundamental para acom-panhar os efeitos do plano de ao.

    Em seguida, a Pamserv, unidade de logstica de operaes da Pamcary, delegou um comissrio de avarias para mapear as particularidades de cada um desses nove trechos, como curvas sinuosas e sinalizaes precrias, alm de identificar os pos-tos autorizados para receber e distribuir o material de divulgao.

    As filiais envolvidas no estudo foram Belo Horizon-te, Uberlndia, Governador Valadares, Muria e Vi-tria da Conquista.

    A participao do comissrio de avarias no Pacto Rodovirio Mineiro de suma importncia para o sucesso do programa. Esse profissional atende diariamente sinistros no local do evento, provi-dencia o resgate, a destinao da mercadoria e apura o prejuzo, atividades cotidianas que per-mitem reunir conhecimento aprofundado sobre a realidade das estradas.

  • Pamcary e sociedade contra a indesejada li-derana de recordes em acidentes

    De acordo com os indicadores apresentados trimes-tralmente pela Pamcary e pela FETCEMG, Minas Ge-rais responsvel por 19% dos acidentes nacionais e por 30% das vtimas. So Paulo apresenta 21% e 17%, respectivamente; e o Paran e a Bahia esto empatados com 9% nas duas categorias. (Fonte: Viagens e sinistros atendidos pela Pamcary, outubro de 2010).

    Esses dados mostram que o estado de Minas Gerais deixou a liderana na participao de aci-dentes, ocupada agora por So Paulo. Quando o Pacto foi lanado, as estradas mineiras apresenta-vam 22% das ocorrncias, enquanto as paulistas apontavam 20%. No entanto, MG continua ocu-pando o 1 lugar em vtimas, com quase 1/3 das mortes em todo o pas.

    As razes dessa relativa melhora podem ser atri-budas sensibilizao dos usurios das rodovias, mas possvel perceber que as consequncias dos acidentes ainda so bastante severas. A inci-dncia de vtimas em Minas Gerais quase duas vezes maior que em So Paulo, segundo lugar no ranking. Essa triste realidade mostra que h um longo caminho a ser percorrido.

    Em meio a uma realidade difcil, com elevado n-mero de mortes e grandes prejuzos para a socie-dade, a evoluo dos indicadores mostra que o Pacto Rodovirio Mineiro est no caminho certo.

    No segundo trimestre de 2010, enquanto o Brasil apresentou 2% de reduo no nmero de aciden-tes rodovirios, Minas Gerais mostrou 22%. E o terceiro trimestre apontou nmeros mais otimistas 33% de reduo de acidentes nas estradas minei-ras e 15% em todo o territrio nacional.

    Pamcary e FETCEMG defendem que o sucesso dessa empreitada depende da iniciativa de cada cidado e de convencer a sociedade que os aci-dentes de trnsito no devem ser vistos como acontecimentos normais ou corriqueiros. Aes simples e educativas, como as propostas pelo Pac-to, mostram que possvel transformar essa rea-lidade e tornar as rodovias de todo o pas lugares mais tranquilos e por consequncia mais seguros.

    Concluindo, para a Pamcary inovao e segurana sempre andam juntas. Essa preocupao se ratifica atravs da nossa trajetria, sempre desenvolvendo produtos que se antecipam s demandas do mer-cado, com tecnologia para garantir segurana nas estradas. Conscientizamos pessoas a aderirem responsabilidade socioambiental atravs de pro-postas simples e significativas.

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  • Consideraes finais

    Esto contempladas no relatrio aes e propostas implementadas ao longo do binio 2009-10, rei-teramos que o desenho do nosso Modelo de Sustentabilidade no estanque. Desde j, seus resul-tados esto sendo reavaliados e os procedimentos revistos, pois sabemos que o modelo est em constante evoluo.

    Portanto, a mensagem , no temos todas as respostas e nem todos os caminhos para construir o futuro que idealizamos, mas estabelecemos uma trajetria de conquistas atravs da vonta-de diria de fazer mais e melhor, beneficiando a empresa, a socie-dade e os demais envolvidos na nossa cadeia de valores.

    O prximo relatrio consolidar, a partir dos resultados ora apre-sentados, o compromisso que assumimos com a inovao e a participao das empresas, seus colaboradores, agentes sociais, polticos e econmicos que fa-zem parte de nosso mercado.

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  • Atuando sempre no competitivo mercado de transporte rodovirio de cargas e logstica, a Pamcary evoluiu mantendo sempre a sua marca mais forte: o DNA de inovao.

    1. A trajetria da Pamcary e as

    tecnologias do setor

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  • Hoje a Pamcary provedora de solues integra-das de seguros, gerenciamento de riscos, infor-maes logsticas e gesto de pagamentos das despesas inerentes ao transporte de cargas. Para chegar at aqui, a empresa utilizou sua viso de mercado e trilhou o caminho da inovao, en-carando os obstculos que surgiam sua frente como oportunidades de negcio. Para a Pamcary isso significa atender alm das demandas e neces-sidades dos clientes, antecipando-se a elas, iden-tificando processos que ainda esto embrionrios, comeando a aparecer no cenrio da logstica e propondo solues visando sempre os ganhos recprocos para parceiros, prestadores de servio, clientes e para a prpria empresa, que ganha em competitividade.

    O foco da Pamcary a logstica, atividade extre-mamente complexa que envolve todos os proces-sos de transporte, armazenamento e estoque de bens materiais. A atividade logstica hoje res-ponsvel pela gerao de 12% do PIB brasileiro, o que corresponde a R$ 364 bilhes. O objetivo desta atividade complexa e cara, no entanto, pa-rece bastante simples: fazer com que o produto chegue ao seu destino no prazo certo e com o menor custo possvel.

    O Diretor de Gerenciamento de Riscos, Darcio Centoducato, explica que a logstica tem trs prin-cipais vetores: o fluxo de mercadorias, ou seja, o transporte; o fluxo de informaes, pois preciso saber onde o produto est e em que condies; e o fluxo financeiro, que inclui os pagamentos feitos ao transportador, motorista e outros envolvidos.

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  • A marca Pamcary em sua traje-tria, sempre esteve vinculada a servios inovadores. Numa poca em que os principais problemas enfrentados pelas transportado-ras eram os acidentes e a falta de assistncia comercial e tcni-ca, quando ocorria um sinistro o segurado era obrigado a resolver tudo sozinho, desde o atendimen-to ao sinistro gesto de todo o processo para conseguir o ressar-cimento da mercadoria. A segura-dora no tinha uma estrutura para dar suporte aos seus segurados, gerando demora no recebimento da indenizao, o que impactava significativamente no negcio. Nessa poca, no havia estrutura nenhuma no atendimento a aci-dentes. Se o caminho tombava no interior do Par, por exemplo, os riscos de roubo e avaria da car-ga eram enormes, pois nenhuma corretora assistia esses eventos, observa Centoducato.

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    A inovao dos servios da marca Pamcary

  • 37

    Diante dessa realidade, sob a insgnia da marca Pamcary foram criados servios inovadores no atendimento de sinistros. A ideia era interme-diar a relao seguradora-segurado de maneira que ambos os lados sassem ganhando: O segu-rado poderia continuar focando no seu negcio, pois a Pamcary assumiria todo o atendimento e regulao do sinistro, agilizando o processo de pagamento e a seguradora melhoraria sua sinis-tralidade, j que haveria de fato um atendimento ao sinistro no local do evento, o que minimizaria os prejuzos e garantiria o pagamento de indeni-zaes comprovadamente devidas. Ento nesse processo foi detectada uma oportunidade e criou a assistncia 24 horas no local do acidente, a Pa-mserv, considerada hoje um cone por seu pionei-rismo. A Pamserv tem como misso, assessorar o cliente na reduo de suas perdas e sinistralida-de e suas consequncias (furtos, saques, roubos, etc), dando maior qualidade s carteiras do ramo de transporte das seguradoras, bem como segu-rana aos seus processos de ressarcimento.

    Com a evoluo do transporte rodovirio, este modal passou a ser um dos principais distribui-dores da riqueza nacional, atraindo ateno dos criminosos, surgindo assim um novo risco, deno-minado desvio de cargas.

    Este delito era praticado de maneira simples, bastan-do que o criminoso se fizesse passar por um cami-

  • nhoneiro e assim desviava da rota e desaparecia com a carga. Esse problema se tornava ainda mais grave para as transportadoras, pois ainda no existia se-guro para o risco de desaparecimento de carga. Em contribuio SUSEP (Superintendncia de Seguros Privados) desenvolvemos o seguro de responsabili-dade civil facultativo por desaparecimento de carga (RCF-DC), outra novidade importante para o setor, que representava mais segurana para os clientes e uma nova oportunidade para a seguradora.

    Para minimizar os riscos de ocorrncia desse tipo de delito, foi criada a ferramenta Telerisco, um banco de dados dinmico que possibilita a avalia-o de diversos tipos de informaes sobre profis-sionais de transporte, caminhes, sinistros, cargas e etc., atribuindo diferentes perfs aos caminho-neiros envolvidos com a operao do cliente, se-gundo seu histrico de atuao.

    A criao do Telerisco marca uma mudana de foco, representando mais uma inovao ligada a marca Pamcary. O novo objetivo era a reduo de perdas, e a partir de ento passamos a ser proa-tivos, pensando na preveno de perdas. Esse um marco importante, uma mudana de viso do negcio e de postura no mercado que deu novo rumo aos negcios, abrindo um largo horizonte de oportunidades.

    Houve ento uma transformao no cenrio de riscos: a antiga estratgia do criminoso em se fa-zer passar por caminhoneiro se tornou mais difcil, porm o crime organizado j havia percebido que

    o roubo de carga era de grande rentabilidade. As-sim, comearam a surgir os assaltos nas estradas.

    Por outro lado, os seguros estavam se tornando deficitrios porque as seguradoras comearam a ter tantos prejuzos com o roubo de carga que nenhuma delas se interessava em fazer esse tipo de cobertura.

    Antes da estabilizao da economia brasileira com os altos ndices inflacionrios, tnhamos um cen-rio instvel onde o lucro estava diretamente ligado ao aumento de preo dos produtos com grandes estoques e na ciranda do mercado financeiro. A partir do momento que acontece um choque de gesto governamental que derruba a inflao, a eficincia logstica passa a ser um desafio impor-tante para as empresas, que deviam evitar a for-mao de grandes estoques, que representam um capital investido e parado.

    Foi nesse momento que comeamos a investir na estruturao de projetos de Gerenciamento de Riscos (GR) para embarcadores. Passamos a estudar a logstica para fazer um plano de gesto para a indstria com o objetivo de garantir que o produto dela chegasse ao lugar certo na hora certa, independentemente da transportadora. Isso era feito por meio de diagnsticos elabora-dos a partir do estudo de cada negcio, como um mdico prescreve um tratamento especfico para cada paciente. Isso nos possibilitou ver o risco no processo de transporte como um todo, observa Centoducato.

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  • Para elaborar os planos de gerenciamentos de riscos, contvamos com ferramentas adequa-das como o Telerisco, a escolta armada e o sis-tema de rastreamento via satlite. Tivemos uma importante atuao na insero do sistema de rastreamento no Brasil, onde essa tecnologia era utilizada nos Estado Unidos apenas com o enfoque em logstica. A sua tropicalizao, pro-cesso do qual a Pamcary participou ativamente, teve como um dos objetivos ampliar o seu pa-pel, agregando uma funo de gerenciamento de riscos. Foi definida uma nova configurao da instalao de segurana, implementadas mu-danas na concepo de dispositivos, sensores e atuadores, e tambm foi desenvolvido o con-ceito de inteligncia embarcada (lgicas de se-gurana). Todas essas inovaes foram depois submetidas a um processo de melhoria contnua, pois eram fornecidos feedbacks visando evolu-o da tecnologia a cada ocorrncia. Os proje-tos de Gesto de Riscos possibilitaram a oferta de solues integradas para o seu pblico, que nesse momento eram aos embarcadores e novos parceiros. Com isso, o custo total do risco para o cliente diminuiu.

    Posteriormente, face s novas necessidades do mercado, agravou-se a presso pela eficincia lo-gstica com a filosofia do Just in Time, que deter-mina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata. Nessa linha de pensamento, o atraso passou a ser visto tambm como uma inconformidade, assim como o roubo ou o acidente. Por outro lado, conviver com cami-

    Passamos a estudar a logstica para fazer um plano de gesto para a indstria com o objetivo de garantir que o produto dela chegasse ao lugar certo na hora certa

    Darcio Centoducato

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  • nhes vazios ou parados se tornou um risco, ou dinheiro jogado fora, principalmente num pas em crescimento que tem uma frota insuficiente para atender a demanda do mercado.

    Nesse cenrio apareceu um novo ator: o ope-rador logstico, empresa que presta servio para a indstria e cuida da contratao das transpor-tadoras, dos depsitos, acompanha viagens, enfim, viabiliza todas as demandas da logstica dessa indstria. O trabalho do operador logstico avaliado por meio da capacidade de fazer o produto chegar ao destino determinado, no pra-zo e certo ao menor custo possvel.

    Imediatamente identificamos essa tendncia e passamos a viabilizar o diagnstico logstico, que significa dar subsdio para que o cliente obtenha e analise os tempos e movimentos de sua operao de transporte de carga e enxergue as oportunida-des para poupar dinheiro e agregar valor. Assim surgiu o Infolog, ferramenta concebida para cap-turar informaes das viagens e disponibiliz-las via web em tempo real. Seu objetivo a visibi-lidade da operao, melhorando o nvel de ser-vio, aumentando a produtividade dos clientes, apoiando a tomada de decises e constante ad-ministrao do processo logstico.

    Alm disso, ferramenta importante de apoio aos projetos de gerenciamento de riscos por permitir o monitoramento da viagem.

    A proposta da logstica naquele momento era agregar valor aos negcios. Ningum queria mais

    s reduzir e prevenir perdas, porque isso era insu-ficiente para garantir vantagem competitiva. Ao informar o cliente que um caminho est parado e vazio possvel ajud-lo a reduzir seus custos.

    Assim completa-se o ciclo de evoluo da marca Pamcary. Primeiro, por meio dos seguros, ela redu-zia as perdas de seus clientes. Depois alm de re-duzir, prevenia essas perdas, atravs da gesto do risco. A partir da base de informaes e da gesto do conhecimento passou a assegurar maior efici-ncia no processo logstico, reduo de custos e aumento da competitividade de seus clientes.

    Em um novo conceito de negcio comeamos a trabalhar com outros corretores em parceria. Pas-samos a fazer a chamada cocorretagem, ofere-cendo nossos servios complementares ao seguro para os clientes. Desta forma, ampliou-se o mer-cado e passamos a ter uma escala maior e acesso a um volume de informaes que ia alm de sua prpria base de clientes.

    Nos ltimos anos o mercado de seguros come-ou a enfrentar um srio problema: a concor-rncia predatria. As seguradoras disputavam os clientes oferecendo taxas que no gerariam prmios suficientes, nem mesmo para cobrir os riscos assumidos. Ainda no setor de logstica, o Brasil assistiu a banalizao do conceito de ges-to de risco, pois qualquer empresa com siste-ma de rastreamento, se considerava capaz de desempenhar a importante funo de monitora-mento das cargas transportadas.

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  • A estratgia da Pamcary para garantir sua susten-tabilidade foi identificar dentro de casa oportuni-dades de expanso de negcios, que surgiram a partir da mudana da viso que se tinha do ca-minhoneiro, at ento tido apenas como um dos atores do processo de transporte rodovirio, e que passa a ser visto como potencial cliente.

    Analisando suas necessidades, percebemos que um de seus principais problemas era o recebimento do frete, feito por meio da carta-frete, um sistema da-noso e ilegal, do qual o caminhoneiro era refm. Este instrumento de pagamento de frete compromete em at 15% o poder de compra do motorista.

    Com a proposta de substituir a carta-frete a Pam-cary inovou e transformou o Pamcard, at ento um carto de identificao do motorista, em um carto de dbito pr-pago onde o caminhoneiro pode receber seus fretes, pedgios e despesas de viagem por meio do sistema Pamcard, onde seu contratante faz o processo de crdito destes valo-res online. Saiba mais sobre essa importante mu-dana na pgina 50.

    A Pamcary passou a propor diversos produtos para o caminhoneiro, como o Auto-Caminhoneiro, que um seguro do caminho; o seguro de vida, que inclui a concesso de diria por internao hospitalar em decorrncia de acidentes, garantindo um mnimo de renda para a famlia; e ainda por meio de parceria com a BV Financeira, oferece o financiamento ou refinanciamento do caminho. Esta ampliao de vi-so estratgica para a empresa, porque se trata de uma pulverizao da carteira, reduzindo os riscos .

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  • Para se comunicar com o caminhoneiro cliente, passamos a utilizar uma Central de Atendimen-to exclusiva, e por meio de ligaes gratuitas ele pode obter informaes sobre os produtos e ser-vios disponveis, alm de solicitar a incluso ou atualizao de seus dados no Telerisco.

    A partir de 2007 o Brasil passou a viver um impor-tante crescimento econmico e o principal risco era justamente o gargalo da logstica. A oferta por caminhes e motoristas qualificados tornou-se in-suficiente para atender a demanda do mercado, sendo fundamental a otimizao dos recursos existentes. Isto se traduz em uma operao de transporte de alto desempenho, aquela em que se garante o nvel de servio esperado a um custo adequado e dentro dos padres de segurana.

    Neste cenrio, as empresas entenderam que de-veriam aproveitar este crescimento, porm, por meio do uso consciente dos recursos necessrios e sem comprometer as futuras geraes. Assim, o conceito de sustentabilidade passa a ser mais abrangente focando a perenidade dos negcios e no apenas a preservao do meio ambiente.

    A Pamcary enxerga a importncia da questo da sustentabilidade h muitos anos o que pode ser constatado em seus produtos e aes. Soli-

    dificou o seu compromisso com a sustentabili-dade atravs da criao do Instituto Cuidando do Futuro (ICF), entidade de direito privado sem fins lucrativos, que tem como objetivo estender e fortalecer a rede de parcerias de atores moti-vados pelo mesmo ideal de sustentabilidade no setor de transporte de cargas, sejam motoristas, transportadoras e embarcadores.

    Com o amadurecimento da aprendizagem obtida por meio das operaes dos clientes com cargas perigosas e poluentes e o fato de que at ento o seguro e assistncia eram comercializados e ge-renciados de maneira isolada, a Pamcary lanou em 2008 o Ambiental 3.1.1, um seguro de carga com cobertura e assistncia ambiental integradas, enfatizando a preveno e o gerenciamento do processo de atendimento a emergncias.

    Para contribuir com a eficincia da cadeia logstica a Pamcary lanou o GTR (Gesto de Transporte e Risco), em parceria com o renomado ILOS (Insti-tuto de Logstica e Supply Chain), para planejar, implantar e manter operaes de transporte de alto desempenho aos seus clientes. O ILOS res-ponsvel pelo planejamento e aperfeioamento logstico, durante e aps a implantao do proje-to. A Pamcary responsvel pela tecnologia de vi-sibilidade, central de monitoramento de trfego e

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  • sua expertise em preveno e reduo de riscos.

    A experincia do ILOS somada a da Pamcary mos-tram que o potencial de ganho ao se alcanar o alto desempenho pode chegar a 8% do total de gastos com transporte. Para atingi-lo no transpor-te, o GTR tem como base a construo de trs pilares: padro, visibilidade e gesto pr-ativa.

    Paralelamente ao GTR a Pamcary em parceria com a Autofax lanou o Pamcert, um Sistema de con-trole de entregas com possibilidade de certifica-o e assinatura digital via web em tempo real, por meio dos cartes e-CPF ou e-CNPJ, seguindo os padres do ICP-Brasil com o carimbo do tem-po pelo observatrio Nacional e com a localizao GPS em todo o territrio nacional, garantindo va-lidade jurdica em todas as transaes.

    O Pamcert d segurana para quem est entre-gando e para o motorista, pois ele formaliza a en-trega da mercadoria, com visibilidade em tempo real do cumprimento da tarefa e do prazo, acaban-do com a necessidade da devoluo do canhoto da nota fiscal. Esse produto coloca mais uma vez a Pamcary na vanguarda, ressalta o Diretor de Negcios e Produtos, Felipe Dick.

    As constantes inovaes ao longo dos anos de ati-

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    vidade deram Pamcary um diferencial competiti-vo: o seu portflio e a sinergia entre os seus diver-sos produtos e servios. Isso uma caracterstica muito interessante da empresa, porque ns temos solues que conseguem levar oportunidades para o mercado e, assim, nos renovamos continuamen-te superando qualquer crise ou obstculo. O con-corrente pode at copiar determinado produto ou servio, mas o portflio da Pamcary ele no conse-gue copiar, conclui o Presidente Ricardo Miranda.

  • 2. Alinhado ao negcio, a Pamcary estrutura sua funo de respon-

    sabilidade social corporativa e apoia a fundao do ICF

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    Nos dois ltimos anos, o Instituto Cuidando do Futuro cresceu e se estruturou. Hoje, alm de coordenar a atuao social da Pamcary, tornou-se um importante parceiro da empresa para identificar oportunidades no segmento de trans-porte e logstica. A Pamcary acredita que, praticando de forma consciente e organizada a responsabilidade socio-ambiental e econmica, as empresas asseguram a sustentabilidade dos negcios e por consequn-cia a lucratividade. Para consolidar sua crena so-cial em 2007 fundou o Instituto Cuidando do Fu-turo, entidade sem fins lucrativos que tem como misso desenvolver projetos socioambientais que contribuam com a sociedade de forma geral, prio-rizando aqueles que geram benefcios para o seg-mento de transporte e logstica ou lidam com im-pactos causados por ele.

    O ICF responsvel por gerenciar o Investimento

    Social Privado da Pamcary, empresa mantene-dora, por isso est atento aos principais desafios do mercado em que ela atua, contribuindo na identificao de riscos e oportunidades inclu-sive para o desenvolvimento de inovaes em produtos e servios oferecidos pela Pamcary. Alm disso, o Instituto desenvolve, implementa e acompanha os projetos direcionados especifi-camente para os colaboradores da empresa.

    O modelo de gesto responsvel para a susten-tabilidade do Instituto Cuidando do Futuro re-presentado pela figura a seguir:

    Para realizar suas atividades, o ICF se organi-zou em nove comits, que contam com a par-ticipao de mais de 80 colaboradores volunt-rios. Os comits se renem periodicamente com objetivos, pautas, tarefas e prazos definidos.

    Conhea os comits e como atuam no desen-volvimento dos projetos e aes:

  • 45

    Comits que desenvolvem projetos para o mercado:

    Motorista Socialmente Responsvel: cuja mis-so revisitar todas as aes em prol do saber e bem estar do motorista e canalizar ao escopo do programa Motorista Socialmente Responsvel, que abrange trs mdulos de Instruo, Moto-rista Seguro, Competente e Protetor.

    Incluso Socioeconmica do Caminhoneiro: busca ampliar as aes de incluso formal do ca-minhoneiro no mercado de trabalho, asseguran-do liberdade de escolha e aumento de seu poder aquisitivo.

    Associados ICF: clientes do seguro Ambiental 3.1.1 tornam-se associados do ICF. O Comit tem

    como objetivo reavaliar a comunicao com os associados e ampliar o entendimento interno so-bre essa relao, a fim de obter novas parcerias. Comits que desenvolvem projetos para o ICF:

    Planejamento e oramento: visa implementar processos de gesto para administrao do or-amento e dos projetos e programas realizados pelos demais comits.

    Comunicao: atua no desenvolvimento do mode-lo de comunicao para os demais comits, abran-gendo os projetos, monitorando e alimentando fontes de comunicao (site, relacionamento com associados e relacionamento com voluntrios).

    Comits que desenvolvem projetos para a Pamcary:

    Neutralizao de CO2: tem como objetivo pro-por estratgias para a reduo e neutralizao do CO2 emitido no exerccio das atividades da organizao.

    Pblico interno: desenvolve programas e sis-temas de gesto voltados aos colaboradores da empresa, que promovam a conscientizao sobre a importncia da preservao do meio ambiente e da responsabilidade social, possibilitando me-lhoria na qualidade de vida para as pessoas e a sociedade em geral.

    Relatrio de Sustentabilidade: seu desafio desenvolver um modelo de relatrio baseado

  • nas caractersticas das atividades da Pamcary e do mercado de transportes de cargas.

    Voluntariado: por intermdio do ICF, esse comi-t possibilita a ampliao das adeses ao progra-ma Pamcary em Ao, buscando entender as possibilidades e os limites da comunicao, rela-o com colaboradores, poltica de voluntariado, parcerias, interao com demais comits. O ICF se estruturou em um novo modelo de go-vernana e comeou a angariar novos e maiores desafios. Marcos Teixeira, representante do Comi-t Voluntariado afirma que a evoluo de todos os comits foi muito satisfatria nesse perodo, em especial, a do Voluntariado, que ampliou o nmero de adeses.

    Abaixo, algumas das principais atividades re-alizadas por cada um dos comits em 2010:

    1. Associados ICFRealizao de palestras e workshops para a di- vulgao do ICF em empresas do setor qumico, que realizam transporte de produtos perigosos.Palestras em associaes, congressos e seminrios. Participao total de aproximadamente 500 pessoas em eventos promovidos por associa-dos do ICF.

    2. VoluntariadoO programa Pamcary em Ao conta com a parti-cipao de colaboradores da empresa, que, seguin-do a poltica corporativa atuam 8 horas mensais em aes sociais, dedicaram-se em 2010 a traba-

    lhar em projetos e programas do ICF ou apoiados pelo ICF. Alm da importncia da atuao direta desses profissionais como voluntrios, imprescin-dvel a participao deles nas campanhas promo-vidas internamente. Ao disseminar as informaes e motivar novos colegas a aderirem s iniciativas, os voluntrios provocam um grande movimento na empresa em benefcio de causas importantes e muitas vezes urgentes, tais como:

    Campanha do dia das crianas: 870 brinquedos foram encaminhados para quatro instituies e uma comunidade.

    Campanha do agasalho: arrecadou 1.247 peas destinadas ao FUSSEP Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de So Paulo.

    Campanha O Rio de Janeiro continua lindo: ar-recadou 1.400 fraldas descartveis, 73 kg de leite em p, 354 itens de higiene pessoal e 198 litros de gua potvel.

    Adoo de instituies durante o ano. Realizao de festa para crianas carentes e doao de brindes.

    Realizao em 2010 da pesquisa Perfil do Vo-luntariado e do caf de reconhecimento do trabalho dos voluntrios. O evento contou com a participao da alta direo da empresa que compe o conselho de gesto ICF.

    3. Pblico InternoPromoo de palestras, em parceria com a Sa-

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  • besp, sobre o uso consciente de recursos, e da Fundao Procon sobre direitos do consumidor, participaram cerca de 200 colaboradores e parcei-ros, que lotaram o auditrio.

    Definio de um novo modelo de coleta seletiva a partir de pesquisas sobre o consumo de produ-tos reciclveis na empresa.

    Realizao de feirinhas, em datas comemorati-vas, objetivando parceria com instituies que pro-movam ou apoiem projetos sociais. Exemplo disso o Hospital Esprita Fabiano de Cristo, que reverte o valor dos itens comercializados em doao de re-cursos para a manuteno de seus projetos.

    4. Neutralizao de CO2Elaborao do Inventrio das emisses de carbono do Centro Administrativo e discusso das propostas para os planos de ao de neutralizao e reduo de CO2 que sero executados a partir de 2012.

    5. Planejamento e OramentoLevantamento de gastos e investimentos do ICF nos ltimos anos para a elaborao do oramen-to de 2011.

    Desenvolvimento e divulgao bimestral do Bole-tim ICF contendo as atualizaes dos programas dos comits.

    6. Relatrio de SustentabilidadeRealizao de dois workshops para definir os in-dicadores dos temas relevantes de acordo com o negcio da Pamcary. Com base nos resultados dos

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  • workshops foram gerados dois produtos, o mode-lo de relatrio e a rota para sua evoluo, alm do relatrio de lacunas que indicam os temas a serem trabalhados pela empresa.

    7. Motorista Socialmente Responsvel.Sensibilizao de aproximadamente 320 motoristas por meio de apresentaes do programa. Distribui-o de 21.955 unidades do Guia dos Caminhoneiros, do Programa Na Mo Certa, promovido pela World Childhood Foundation (WCF) em 29 empresas.

    Apresentaes do programa em diversos eventos do setor: ABAD (abril/09), Abiclor (setembro/09), Sindsan (novembro/09), ABIQUIM (junho/10), WCF Empresas de Gerenciamento de Risco (abril/10), Rhodia (setembro/10), workshop Porto Alegre (outubro/10).

    Gravao e entrega do vdeo do Motorista Social-mente Responsvel a 13 empresas.

    Distribuio de 2.200 exemplares do Guia Prti-co do Motorista Socialmente Responsvel em 16 contas gerenciadas.

    Produo e distribuio de 100 mil cpias do panfleto sobre o Pacto Rodovirio Mineiro para motoristas.

    Ainda para o Pacto Rodovirio Mineiro, foram iden-tificados 51 postos nos trechos de risco e nove ro-togramas para esses postos.

    O volume de material distribudo nos diversos even-

    tos do Programa, embora expressivo, no mede sua real disseminao, pois (guias, video etc.) encon-tram-se disponvel no site do Instituto Cuidando do Futuro. Sempre que possvel, o ICF opta por dire-cionar o pblico para a verso digital, reduzindo o volume de impresso e difundindo propriamente o conhecimento por meio de diversas mdias, o que reafirma a conscincia e a responsabilidade socio-ambientais da empresa e do Instituto.

    48

  • 8. Incluso Socioeconmica do CaminhoneiroA maior conquista do Programa em 2010 foi o fim da carta-frete, detalhado neste relatrio na pgina 50.

    Aes de apoio regulamentao do pagamento do frete rodovirio junto a diversos rgos como o Ministrio Pblico, Sindicato dos Caminhoneiros, Agncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entre outros. 9. ComunicaoDivulgao das aes de todos os comits do ICF, criao de materiais grficos e gesto do site do Instituto.

    Alm de acompanhar as atividades especficas de cada comit, o Instituto est diretamente envolvido nas aes Associao Paulista de Apoio Famlia (APAF) e demais instituies assistidas por meio do Investimento Social privado da Pamcary.

    Associao Paulista de Apoio FamliaPor meio do seu programa de Investimento Social Privado, a Pamcary parceira da Associao Pau-lista de Apoio Famlia (APAF), entidade sem fins lucrativos, voltada assistncia de famlias em si-tuao de vulnerabilidade social. Possui as creches Aconchego I e II e o Espao Iluminar, onde so desenvolvidos os projetos sociais.

    As creches atendem crianas entre 0 e 4 anos, com projeto pedaggico diferenciado, que visa o desenvolvimento integral, em seus aspectos f-sicos, intelectuais e sociais. J o Espao Iluminar

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    promove a incluso social de mulheres, por meio de programas de apoio sade integral, alm de incentivar o desenvolvimento de habilidades e competncias que dem condies de trabalho e empregabilidade, por meio dos cursos de hospita-lidade e empreendedorismo, contribuindo para a formao profissional.

    O programa de formao se divide em terico e prtico. No primeiro momento, os voluntrios colaboradores da Pamcary, so palestrantes que abordam temas como motivao, mercado de trabalho, sade financeira, valorizao da mulher, automaquiagem e empreendedorismo, entre ou-tros. Os voluntrios oferecem tambm aulas de ginstica e artesanato.

    Aps o perodo terico, inicia-se a Vivncia, uma parceria com empresas e associaes para que re-cebam as participantes do curso por 10 dias, ofe-recendo oportunidade de atuao, sempre acom-panhada por profissionais mais experientes. A formatura dessas mulheres comprova de maneira emocionante a contribuio do curso para um reco-meo, possvel notar que sonhos transformam-se em planos para o futuro.

    A Pamcary e o ICF atuam junto APAF em seus principais projetos, e so parceiros de outras orga-nizaes, em iniciativas cuja atuao varia desde a participao em campanhas de sade at a con-sultoria em projetos sociais.

  • Os Transportadores Autnomos de Cargas (TAC) brasileiros tiveram o que comemorar em 2010: alm da recuperao da crise econmica que vol-tou a acelerar os negcios no pas, o pagamen-to do frete no transporte rodovirio de cargas foi regulamentado por intermdio do artigo 5-A, inserido na Lei n 11.442/2007 pelo 128 da Lei 12.249/2010, consequentemente foi decretado o fim da carta-frete, instrumento de remunerao sem previso legal que permitia a cobrana de gio e a prtica de venda casada, dentre outras ilegalidades, em prejuzo dos TACs.

    A carta-frete era um documento de crdito emi-tido pelos transportadores para viabilizar o paga-mento de frete aos caminhoneiros autnomos. Este documento era descontado nos postos de combustvel conveniados e era liberado o valor do frete somente mediante a utilizao de gran-de parte do valor no abastecimento, muitas vezes por um preo muito mais alto que o de mercado.

    Segundo a Lei sancionada fica proibido o paga-mento do frete aos TACs por meio distinto dos previstos no artigo 5-, ou seja, dever ser feito por meio do crdito em conta de depsitos manti-da em instituio financeira ou por outro meio de pagamento regulamentado pela ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres). Esse fato foi considerado pela categoria um instrumento disci-plinador e moralizador para o segmento.

    Um dos itens mais comemorados da Lei o pa-rgrafo 5 do artigo 5-A, que estabelece que o registro das movimentaes da conta de depsi-

    3. Regulamentao

    da Lei 11.442

    organiza o mercado

    e melhora condies

    de trabalho para

    todos

    A proibio da carta-frete por lei, grande vitria

    para os Transportadores Autnomos de Cargas

    de todo Brasil, torna mais claras as regras de

    remunerao e viabiliza a incluso da categoria no

    mercado de crdito.

    50

  • tos ou do meio de pagamento homologado pela ANTT servir para comprovao de renda do TAC. Com isso, ele poder obter crdito no mercado para diversos fins, inclusive para o financiamento de novos caminhes, o que vai possibilitar, por sua vez, a renovao da frota nacional que, de acordo com dados da ANTT, tem idade mdia superior a 20 anos, embora especialistas acreditem que ela no deveria ultrapassar os 10 anos.

    Condies gerais da estrutura do setor de transportes no Brasil:

    No Brasil, segundo dados da ANTT (Agn- cia Nacional de Transportes Terrestres), mais de 84% do transporte rodovirio de cargas feito por caminhoneiros autnomos. Apenas 15,8% so realizados por transportadoras e 0,1% por cooperativas. No total, os fretes es-to nas mos de 1,2 milho de caminhoneiros autnomos ou microempresas.

    Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica), o governo brasi-leiro registra apenas R$ 16 bilhes por ano como resultado da movimentao de fre-te realizada por caminhoneiros autnomos. Mas conforme pesquisa realizada pela Deloit-te, o setor movimenta R$ 60 bilhes por ano. Isso significa que R$ 44 bilhes estariam na informalidade.

    A mdia de tempo em circulao dos cami- nhes utilizados por autnomos de 23 anos enquanto nas transportadoras o tempo mdio

    de uso dos caminhes de 11 anos. H ainda muitos caminhes com mais de 40 anos rodan-do nas rodovias.

    Outro aspecto importante da proibio da carta-fre- te que, por ser um documento sem nenhuma pre- viso legal, o sistema no se sujeitava a fiscalizao por parte dos poderes pblicos. De acordo com os nossos clculos, atualmente cerca de R$5 bilhes a R$8 bilhes em impostos no so pagos ao governo em funo da marginalidade. E, com a regulao do pagamento, esse dinheiro vai chegar aos cofres p- blicos, afirma Jorge Miranda, Scio e Membro do Conselho de Administrao da Pamcary.

    O fim da carta-frete considerado uma grande vitria para o Instituto Cuidando do Futuro (ICF) que, atento injustia social que representava o instrumento, vinha lutando contra ele desde sua fundao.

    Uma viso geral sobre os benefcios que a extin- o da carta-frete e a Resoluo ANTT 3.658/11, que regulamenta o Artigo 5o.A da Lei 11.442/07, proporcionam aos caminhoneiros, proprietrios de postos de abastecimento e Governo, podem ser conferidos na Tabela abaixo:

    51

  • Comparativo dos benefcios e dos beneficirios promovidos pela regulamentao.

  • 53

  • A Pamcary j est preparada para este momento, pois oferece o Sistema Pamcard para o mercado desde 2004 e seu modelo de negcios j nasceu da idia de garantir a liberdade de escolha do ca-minhoneiro, o que est perfeitamente em linha com os objetivos desta lei.

    O Pamcard facilitou muito a forma de pagamen-to do frete. Com a carta-frete, voc era obrigado a colocar uma porcentagem de leo, os postos davam cheques pr-datados de troco, o valor do combustvel era mais alto e a viagem acabava saindo muito mais cara. Eu acho que esse carto facilitou muito o nosso trabalho, comenta o ca-minhoneiro Cristiano Eneas.

    Esse produto retrata a maneira de ser de nossa empresa, que busca nos desafios a motivao para crescer, fazendo da tecnologia um dos principais fundamentos de seu negcio. Com ele transpor-tadoras e embarcadores reduzem custos operacio-nais e administrativos, o que possibilita melhoria nos resultados financeiros da atividade logstica. Os relatrios gerenciais, por sua vez, passam a ser mais detalhados e precisos, viabilizando uma gesto centralizada e tornando muito mais fcil e transparente o controle do frete, afirmou Felipe Dick, Diretor de Negcios e Produtos.

    Outra vantagem do Pamcard a incluso no mer-cado de crdito de uma classe antes marginaliza-da. Os caminhoneiros, que tinham dificuldade ou

    eram impossibilitados de abrir conta corrente em banco, por no conseguirem comprovar renda, passam a ter um carto de crdito.

    Com a lei que probe a carta-frete, os desafios da Pamcary parecem aumentar, pois o Pamcard j est sendo copiado pelos concorrentes, interessa-dos nessa oportunidade de negcio. No entanto, o Diretor de Operaes da empresa, Cleri Mozzer acredita que o DNA de inovao da empresa, mais uma vez, pode ser considerado o seu dife-rencial competitivo. Como a Pamcary olhou para esse problema de frente e vislumbrou uma solu-o h alguns anos, sendo a pioneira em lanar um carto visando exatamente este segmento, ns temos condies de sair na frente com uma vantagem competitiva, garante.

    Entenda o papel de cada um dos agentes envolvi-dos no Sistema Pamcard:

    54

  • 55

  • 4. Entrevista Prof. Dr. Paulo

    Resende

    A logstica no caminho certofornecida Prof. Nsia Werneck

    da fundao Dom Cabral

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  • Apesar dos enormes gargalos enfrentados, o profes-sor Paulo Resende afirma que a situao nas estradas brasileiras est melhorando, mais importante, pela percepo e viso de todos do setor empresrios, caminhoneiros e governo que proporcionam aos investimentos em curso gerarem ganhos coletivos e mais sustentveis a longo termo.

    1. Quais so os principais gargalos da logstica no Brasil hoje?Paulo Resende O maior problema hoje o percentual de investimentos feito pelo governo. Atualmente, o pas investe cerca de 2% de seu PIB (Produto Interno Bruto) nas questes de es-coamento e armazenamento de mercadorias por ano. Enquanto isso, naes como a China e a Co-ria do Sul investem mais de 6% de seus respec-tivos PIBs. Estima-se que, para a capacidade de escoamento ser proporcional capacidade pro-dutiva brasileira, o investimento governamental deveria girar em torno de R$ 300 bilhes anuais, mas o montante atual de apenas R$ 3 bilhes, ou seja, apenas 10% do necessrio.

    2. E quais so as consequncias principais dessa falta de investimentos?Paulo Resende Diante deste contexto nada favorvel para a economia nacional, a rea que mais sofre a de armazenamento. Hoje, ns te-mos pouca capacidade de guardar as mercadorias e produtos produzidos e que precisam chegar ao seu destino final, seja ele dentro ou fora do Brasil. Isso provoca uma presso muito grande sobre o escoamento, j que essas mercadorias devem ser transportadas imediatamente, pois no h condi-es de guard-las por um perodo de tempo.Essa presso sobre o escoamento nos leva a um segundo ponto crtico, consequente tambm da escassez de investimentos em logstica: a situao de conservao das estradas. Hoje, do total de 1,6 milho de quilmetros de estradas brasileiras, ape-nas 18% so asfaltadas. Alm disso, o Brasil tem 500.000 quilmetros de rodovias que so os prin-cipais corredores por onde passam, diariamente, 80% das cargas. Metade desses corredores esto em situao precria.

    o custo do transporte no Brasil 30% mais caro que nos Estados Unidos

    57

  • 3. O que isso significa para a economia brasileira?Paulo Resende Isso quer dizer que, por qui-lmetro, o custo do transporte no Brasil 30% mais caro que nos Estados Unidos, pas que pos-sui uma malha rodoviria to extensa quanto a nossa. Esse alto custo resultado de gastos com combustvel, peas e pneus, elevados por causa da m conservao das estradas.

    Apesar desses elevados custos, as empresas trans-portadoras no podem aumentar muito o preo do frete, pois existe uma dura concorrncia no setor. Isso acaba gerando um ciclo vicioso para a economia brasileira: quanto menor a margem de lucro das transportadoras, menores os investi-mentos que elas fazem em, por exemplo, renova-o da frota, o que acaba por tornar o custo ain-da mais elevado, pois os caminhes mais antigos demandam mais manuteno.

    Quando falamos em transporte rodovirio, que a principal matriz brasileira, tambm encontramos um outro gargalo: a mobilidade urbana. Como as grandes metrpoles investem pouco em transpor-te pblico, principalmente nos metrs, o nmero de carros circulando aumenta. Para desafogar o trnsito saturado, as cidades se vem obrigadas a restringir o trfego de caminhes pesados em determinadas vias e horrios. Por isso, neces-srio muitas vezes trocar a carga de veculo, pas-sando para um de menor porte, o que demanda tempo e pode provocar danos nas mercadorias. Tudo isso eleva ainda mais o custo da logstica, que acaba ficando muito cara.

    4. E o que as empresas, tanto transporta-doras quanto embarcadoras, podem fazer para minimizar esses custos?Paulo Resende Eu acredito que uma das for-mas de se minimizar esses problemas passa pela profissionalizao da gesto de frotas, ou pelo in-vestimento em inteligncia no gerenciamento dos transportes. As empresas precisam buscar uma locao mais eficiente com custo operacional pro-porcional. Isso ainda pouco visto no Brasil, porque ainda existe uma mentalidade que busca sempre o menor preo acima de tudo, mas eu penso que as organizaes que comearem a pensar dessa for-ma desde j vo sair na frente.

    Outro ponto importante o investimento em segu-rana, j que se voc est em uma estrada ruim, a sua exposio ao risco aumenta. Esse investimento passa por aes como rastreamento, treinamento dos motoristas, reviso peridica dos veculos etc.

    metade dos caminhoneiros entrevistados no se sentem seguros no trabalho

    58

  • Uma outra sada possvel a formao de grupos entre empresas do mesmo setor para a contra-tao e gesto dos transportes. Organizaes da mesma rea tm necessidades e demandas pare-cidas e podem contratar uma mesma transporta-dora com um volume maior de viagens gerando escala e volume, o que possibilitaria a essa trans-portadora uma margem maior para investir em melhorias.

    O retorno de qualquer uma dessas aes e investi-mentos para as empresas garantido. Ns precisa-mos quebrar o paradigma negativo da busca pelo menor preo acima de tudo, pelo menos quando falamos sobre transporte. O relacionamento entre clientes e transportadoras, entre transportadoras e motoristas, enfim, entre todos os agentes, deve ser de parceria, pois todos so responsveis de al-guma forma pela segurana nas estradas.

    5. Na opinio do senhor, quais so as pers-pectivas para a logstica no Brasil? A situa-o est melhorando?Paulo Resende As perspectivas so positivas. Desde de 2007, com o lanamento do Programa de Acelerao do Crescimento (PAC), do Governo Federal, o investimento vem aumentando. Ele ain-da pequeno, mas j apresenta o que eu chamo de vis de crescimento. O que precisamos fazer aumentar essa inflexo e buscar cada vez mais parcerias entre o governo e as empresas.

    A mentalidade do empresariado brasileiro tambm est evoluindo. A concorrncia externa, a entrada de organizaes multinacionais no mercado na-

    8% consomem substncias ilegais para se manter acordados durante as longas horas de direo

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  • cional e a chegada de executivos mais novos aos postos de chefia das grandes corporaes esto provocando uma reviso de paradigmas e uma mudana de cultura fundamental para estabele-cer um gerenciamento de frotas mais profissional, eficiente e seguro.

    6. Quando falamos em transporte de cargas no Brasil, o principal agente que ns temos de pensar no motorista caminhoneiro. Em 2010, a Fundao Dom Cabral realizou a Pes-quisa Nacional Caminhoneiros. Qual o retra-to desse profissional feito por esse estudo?Paulo Resende Ns ouvimos 513 caminhonei-ros que circulam pelas estradas do Brasil em viagens de longa distncia e chegamos ao seguinte perfil: 61% tm idade entre 30 e 49 anos, 98% so do sexo masculino e a renda mdia gira em torno de um a cinco salrios mnimos. Cerca de 45% deles dirigem de 10 a 12 horas no perodo diurno e 39% tm de 4 a 6 horas de sono por dia.

    7. E quais so os principais problemas en-frentados por esse profissional?Paulo Resende A questo chave o tempo. O estudo mostra que a presso do tempo a princi-pal causa de estresse dos caminhoneiros. Como a remunerao baixa, ele se v obrigado a fazer v-rias viagens para conseguir uma renda satisfatria. E, para cumprir com todos esses compromissos, o profissional acaba adotando comportamentos pe-rigosos, como o abuso de velocidade e o sacrif-cio das horas de sono. Isso quando ele no acaba entrando em situaes ainda mais nocivas como o consumo de drogas a pesquisa estima que 8%

    consomem substncias ilegais para se manter acor-dados durante as longas horas de direo.

    A falta de apoio nas rodovias foi um outro pon-to bastante mencionado. O caminhoneiro no encontra nas estradas o suporte de que precisa na rede de postos. Hospedagem, alimentao e higiene so fatores srios ainda mais quando le-vamos em conta que muitos desses profissionais viajam com a famlia inteira. Isso agrava a sensa-o de desamparo dessas pessoas.

    Outra questo importante o fato de que mais da metade dos caminhoneiros entrevistados no se sentem seguros no trabalho, sendo que 38% deles j se envolveram em acidentes na estrada e 43% j sofreram de um a trs assaltos.

    8. Na sua opinio, qual seria a soluo para esse cenrio?Paulo Resende Sobre a questo da remunera-o, eu acredito que a soluo passa por uma re-viso do modelo de pagamento feita no s pelas empresas, mas tambm pelo governo. Acho ain-da que o Brasil devia iniciar um movimento para incentivar a estruturao de uma rede de apoio maior e mais eficiente nas estradas para atender o motorista e toda a sua famlia. Hoje, qualquer caminhoneiro se sente mais seguro viajando pe-las estradas concedidas, porque elas contam com uma estrutura melhor em todos os sentidos. preciso que isso seja garantido em todos os 1.6 milho de quilmetros de rodovias nacionais.

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  • Relatrio de Sustentabilidadebinio 2009-10

    A implementao do modelo derelatrio e sua integrao colaborativa com osegmento de transportes e logstica

    www.gps-pamcary.com.br

    Relatorio Pamcary.pdf

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