relatrio de auto-avaliao da ufpa 2004-2006

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    08-Jan-2017

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR

    AAuuttoo--AAvvaalliiaaoo RR ee ll aa tt rr ii oo

    Belm agosto/2006

  • Reitor Alex Bolonha Fiza de Mello

    Vice-Reitora Regina Ftima Feio Barroso

    Chefe de Gabinete Slvia Helena Arruda Cmara Brasil

    Pr-Reitor de Ensino de Graduao Licurgo Peixoto de Brito

    Pr-Reitor de Pesquisa e Ps-Graduao Roberto DallAgnol

    Pr-Reitora de Extenso Ney Cristina Monteiro de Oliveira

    Pr-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional Sinfronio Brito Moraes

    Pr-Reitora de Administrao Iracy de Almeida Gallo Ritzmann

    Pr-Reitora de Desenvolvimento e Gesto de Pessoal Sibele Maria Bitar de Lima Caetano

    Prefeito Marcus Vinicius Menezes Neto

    Procuradora Geral Sandoval Alves da Silva

    Diretor Executivo da FADESP Joo Farias Guerreiro

    Assessora Especial de Educao a Distncia Selma Dias leite

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR

  • 2

    DIRIGENTES DAS UNIDADES ACADMICAS

    Diretora do Centro de Cincias Agrrias Maria de Nazar ngelo Menezes

    Diretor do Centro de Cincias Biolgicas Jos Luiz Martins do Nascimento

    Diretor do Centro de Cincias Exatas e Naturais Geraldo Narciso da Rocha Filho

    Diretor do Centro de Cincias Jurdicas Luiz Fernando de Paiva Neves

    Diretora do Centro de Cincias da Sade Eliete da Cunha Arajo

    Diretora do Centro de Educao Josenilda Maria Maus da Silva

    Diretora do Centro de Filosofia e Cincias Humanas Maria de Nazar dos Santos Sarges

    Diretor do Centro de Geocincias Jos Geraldo das Virgens Alves

    Diretor do Centro de Letras Luiz Roberto Vieira de Jesus

    Diretora do Centro Scio-Econmico Maria Elvira Rocha de S

    Diretor do Centro Tecnolgico Jos Augusto Lima Barreiros

    Coordenadora do Ncleo de Altos Estudos Amaznicos Edna Maria Ramos de Castro

    Coordenador do Ncleo de Medicina Tropical Luiz Carlos de Lima Silveira

    Coordenador do Ncleo de Meio Ambiente Gilberto de Miranda Rocha

    Coordenadora do Ncleo Pedaggico de Apoio ao Desenvolvimento Cientfico Terezinha Valin liver Gonalves

    Coordenador do Ncleo Pedaggico Integrado Walter Silva Jnior

    Coordenador do Instituto de Cincias da Arte Jos Afonso Medeiros Souza

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR

  • 3

    Coordenador do Campus de Abaetetuba Valdir Ferreira de Abreu

    Coordenador do Campus de Altamira Rainrio Meireles da Silva

    Coordenadora do Campus de Bragana Rosa Helena Sousa de Oliveira

    Coordenador do Campus de Breves Carlos lvio das Neves Paes

    Coordenador do Campus de Camet Gilmar Pereira da Silva

    Coordenador do Campus de Castanhal Drio Azevedo dos Santos

    Coordenador do Campus de Marab Erivan Souza Cruz

    Coordenador do Campus de Santarm Elinei Pinto dos Santos

    Coordenadora do Campus de Soure Maria Luizete Sampaio Sobral Carliez

    DIRIGENTES DOS HOSPITAIS UNIVERSITRIOS

    Diretora do Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza Elizabeth Carvalho Silva Salgueiro

    Diretor do Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto Luiz Alberto Moraes

  • 4

    PR-REITOR DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

    Sinfrnio Brito Moraes

    EQUIPE TCNICA:

    Aluzio Marinho Barros Filho Diretor do Departamento de Informaes

    Madeleine Mnica Athanzio Diretora do Departamento de Planejamento

    Sandra Maria de Azevedo Carvalho Diretora do Departamento de Avaliao

    Luiz Armando Souza Pinheiro Assessor da PROPLAN

    __________________________

    Organizao e elaborao

    Sandra Carvalho (coordenao)

    Luiz Armando Souza Pinheiro

    Apoio

    Ana Paula Ribeiro Amaral Estagiria

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR

  • 5

    APRESENTAO

    Num mundo cada vez mais sistmico, interdependente, de transformaes

    permanentes e radicais e de significativa efemeridade dos fenmenos e padres institucionais,

    a prtica da avaliao, isto , a cultura da reflexo, do autocontrole, da verificao de

    qualidade das prticas e aes em curso e da reprogramao contnua dos objetivos e metas

    coletivos torna-se um imperativo inescapvel.

    Avaliao, aqui entendida, no se constitui em controle punitivo, burocratizao,

    racionalidade instrumental voltada para a simples satisfao de ndices e o cumprimento de

    obrigaes. Antes, deve ser, de um lado, a busca da realizao da utopia, do dever-ser pelo

    aperfeioamento ou reformulao do planejamento e das prticas quotidianas em vista do

    cumprimento das finalidades da Instituio; de outro, a prestao de contas pblicas dos

    investimentos, para a Instituio, canalizados.

    A Universidade Federal do Par, ao criar um Departamento de Avaliao

    Institucional, na PROPLAN, e uma Comisso Prpria de Avaliao, atendendo Lei do

    SINAES e a Portaria Ministerial n 2.051, materializa um dos principais objetivos

    preconizados em seu Plano de Desenvolvimento Institucional e se organiza, assim, a

    responder aos desafios da eficincia e da qualidade que sero cada vez mais exigidos nos

    quadros dinmicos do sculo XXI, alm de oferecer sociedade em geral e ao Estado

    Brasileiro, seu mantenedor, maior transparncia administrativa, como requer uma cultura

    democrtica e republicana.

    Prof. Dr. Alex Bolonha Fiza de Mello Reitor da Universidade Federal do Par

  • 6

    SUMRIO

    APRESENTAO.............................................................................................................. 5

    LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................... 8

    LISTA DE QUADROS........................................................................................................ 9

    LISTA DE FOTOGRAFIAS.............................................................................................. 10

    LISTA DE GRFICOS....................................................................................................... 11

    LISTA DE TABELAS......................................................................................................... 14

    LISTA DE SIGLAS............................................................................................................. 15

    1 DADOS DA INSTITUIO................................................................................... 20

    2 CONSIDERAES INICIAIS.............................................................................. 21

    3 UNIVERSO INSTITUCIONAL............................................................................. 33

    4 METODOLOGIA.................................................................................................... 42

    5 DIMENSES DA AVALIAO........................................................................... 45

    5.1 A MISSO E O PLANO DE DESENVOLVIMENTO............................................ 45

    5.1.1 A Construo do Plano Estratgico....................................................................... 47

    5.1.2 A Estrutura do Plano de Desenvolvimento........................................................... 49

    5.1.3 Implantao do Plano.............................................................................................. 62

    5.1.4 Principais Resultados.............................................................................................. 63

    5.1.5 Enquete sobre a Percepo e o Grau de Satisfao da Sociedade acerca do Cumprimento da Misso Institucional.................................................................. 65

    5.1.6 Elaborao do Plano de Gesto 2005-2009 UFPA XXI..................................... 66

    5.2 PERSPECTIVA CIENTFICA E PEDAGGICA FORMADORA: polticas, normas e estmulos para o ensino, a pesquisa e a extenso....................................... 70

    5.2.1 Ensino de Graduao.............................................................................................. 70

    5.2.2 Ensino de Ps-Graduao....................................................................................... 99

    5.2.3 Pesquisa.................................................................................................................... 106

    5.2.4 Extenso e Incluso Social...................................................................................... 110

    5.3 RESPONSABILIDADE SOCIAL............................................................................ 117

    5.4 COMUNICAO COM A SOCIEDADE............................................................... 130

    5.5 POLTICAS DE PESSOAL, CARREIRA, APERFEIOAMENTO,

  • 7

    CONDIES DE TRABALHO............................................................................... 138

    5.5.1 Corpo Docente e Corpo Tcnico-Administrativo................................................. 140

    5.6 ORGANIZAO E GESTO.................................................................................. 145

    5.7 INFRA-ESTRUTURA FSICA E RECURSOS DE APOIO.................................... 150

    5.8 PLANEJAMENTO E AVALIAO........................................................................ 159

    5.8.1 Planejamento............................................................................................................ 159

    5.8.2 Avaliao da Gesto 2001-2005.............................................................................. 162

    5.9 POLTICAS DE ATENDIMENTO AOS ESTUDANTES....................................... 165

    5.9.1 Estudantes................................................................................................................ 165

    5.9.2 Egressos.................................................................................................................... 170

    5.10 SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA................................................................... 172

    5.10.1 A Crise no Financiamento das IFES.................................................................. 172

    5.10.2 Os esforos empreendidos pela UFPA na busca da Sustentabilidade Financeira.............................................................................................................................

    172

    5.10.3 Recursos Oramentrios (Outras Despesas Correntes e de Capital) Tesouro.................................................................................................................................

    174

    5.11 ENSINO TCNICO, PROFISSIONALIZANTE E BSICO.................................. 178

    5.11.1 Instituto de Cincias da Arte.............................................................................. 178

    5.11.2 Ncleo Pedaggico Integrado............................................................................ 183

    5.12 HOSPITAIS UNIVERSITRIOS.............................................................................. 188

    5.12.1 Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza................................................. 188

    5.12.2 Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto................................................ 193

    6 CONSIDERAES FINAIS...................................................................................... 200

    DOCUMENTOS E SISTEMAS PESQUISADOS............................................................ 201

    GLOSSRIO........................................................................................................................ 204

    ANEXOS............................................................................................................................... 206

    ANEXO A FORMULARIOS DE AVALIAO DOS CURSOS DE GRADUAO DA UFPA............................................................................ 207

    ANEXO B PROGRAMA DE AUTO-AVALIAO DA UFPA................................. 211

    ANEXO C FORMULRIO ELETRNICO DE PESQUISA COM OS EGRESSOS DA UFPA................................................................................. 248

  • 8

    LISTA DE FIGURAS

    Figura 1 Forma de operacionalizao da avaliao institucional na UFPA.................... 22

    Figura 2 Operacionalizao do projeto de avaliao dos cursos de graduao da UFPA...............................................................................................................

    28

    Figura 3 Organograma da PROPLAN............................................................................ 30

    Figura 4 Organograma da UFPA.................................................................................... 38

    Figura 5 Diagrama do processo de auto-avaliao......................................................... 43

    Figura 6 Capa do Plano de Desenvolvimento 2001-2010.............................................. 45

    Figura 7 Eixos e Metas do Plano de Desenvolvimento.................................................. 60

    Figura 8 Capa do Plano de Gesto 2005-2009 UFPA XXI........................................ 66

    Figura 9 Capa do Relatrio da Gesto 20012005......................................................... 164

  • 9

    LISTA DE QUADROS

    Quadro 1 Resumo das observaes apresentadas no relatrio do CRE.......................... 25

    Quadro 2 Nmero de cursos e de alunos matriculados................................................... 35

    Quadro 3 Estrutura organizativa da UFPA..................................................................... 37

    Quadro 4 Eixos Estruturantes do Plano de Desenvolvimento da UFPA 20012010..... 39

    Quadro 5 Eixos de Ao do Plano da Gesto 20052009 UFPA XXI........................ 40

    Quadro 6 Resultados das avaliaes para reconhecimento e/ou renovao de reconhecimento de cursos..............................................................................

    81

    Quadro 7 Cursos envolvidos no Processo de Avaliao da PROEG.............................. 83

    Quadro 8 Programas/Cursos de Ps-Graduao da UFPA............................................. 100

    Quadro 9 Tipos e quantidade de obras intelectuais......................................................... 107

    Quadro 10 Relao dos programas e projetos de extenso contemplados com bolsas do PIBEX.......................................................................................................

    115

    Quadro 11 Aes da Associao dos Amigos da UFPA................................................ 135

    Quadro 12 Relao das bibliotecas por rea de conhecimento....................................... 155

    Quadro 13 Distribuio da carga horria docente ocupada 1/2005............................ 161

    Quadro 14 Nmero de bolsas de ps-graduao em 2005, por programa...................... 167

    Quadro 15 Especialidades mdicas do HUBFS.............................................................. 188

    Quadro 16 Nmeros dos Programas de Residncia Mdica do HUBFS........................ 192

    Quadro 17 Produo hospitalar do HUBFS.................................................................... 190

    Quadro 18 Nmeros dos Programas de Residncia Mdica no HUJBB........................ 196

    Quadro 19 Produo hospitalar do HUJBB.................................................................... 198

    Quadro 20 Indicadores de produtividade do HUJBB..................................................... 199

  • 10

    LISTA DE FOTOGRAFIAS

    Fotografia 1 Seminrio sobre avaliao institucional da UFPA..................................... 29

    Fotografia 2 Vista area da UFPA.................................................................................. 34

  • 11

    LISTA DE GRFICOS

    Grfico 1 Evoluo do nmero de alunos matriculados na graduao........................... 35

    Grfico 2 Nmero de vagas ofertadas nos processos seletivos de ingresso na UFPA... 77

    Grfico 3 Resultados das avaliaes para reconhecimento e/ou renovao de reconhecimento de cursos...............................................................................

    82

    Grfico 4 Nmero de cursos envolvidos no processo de avaliao da PROEG............. 85

    Grfico 5 As salas de aula esto adequadas s atividades didticas?............................. 87

    Grfico 6 O acervo das bibliotecas atende s suas necessidades?.................................. 87

    Grfico 7 O atendimento nas bibliotecas satisfatrio?................................................. 87

    Grfico 8 Os laboratrios esto adequados aos objetivos das disciplinas e do curso como um todo?.................................................................................................

    87

    Grfico 9 Os recursos de informtica que a Universidade dispe atendem s necessidades do curso?.....................................................................................

    87

    Grfico 10 Projetos especiais, tais como colees didticas, museus, herbrios, biotrios etc., disponveis na UFPA, contribuem para a sua aprendizagem?

    87

    Grfico 11 Em que medida os recursos audiovisuais utilizados nas atividades de ensino contribuem para a sua aprendizagem?................................................

    87

    Grfico 12 Orienta o percurso acadmico dos alunos deixando claro o Projeto Pedaggico ou grade curricular do curso?.....................................................

    88

    Grfico 13 Estimula a organizao de eventos (ciclo de palestras, visitas monitoradas, etc.)?.........................................................................................

    88

    Grfico 14 Mantm um bom relacionamento com os alunos?........................................ 88

    Grfico 15 disponvel para atendimento aos alunos?.................................................. 88

    Grfico 16 Demonstra conhecer as estruturas acadmico-administrativas da UFPA?... 88

    Grfico 17 - Os (As) secretrios (as) esto disponveis para atendimento aos alunos?... 88

    Grfico 18 Em que medida voc consegue resolver questes acadmicas com o apoio das secretarias?...............................................................................................

    88

    Grfico 19 As atividades ficam comprometidas pela ausncia do apoio tcnico?......... 89

    Grfico 20 Os tcnicos que do suporte s atividades de seu curso desempenham satisfatoriamente as suas funes?.................................................................

    89

    Grfico 21 Os tcnicos e secretrios demonstram cordialidade no relacionamento com os alunos?...............................................................................................

    89

    Grfico 22 Em uma escala de 0 a 10, qual nota voc daria para seu curso?................... 89

    Grfico 23 Em uma escala de 0 a 10, qual nota voc daria para a instituio UFPA?... 89

    Grfico 24 - Em uma escala de 0 a 10, qual nota voc daria para voc como estudante. 90

    Grfico 25 Situao atual do processo de reformulao dos projetos pedaggicos....... 91

  • 12

    Grfico 26 Evoluo do nmero de cursos na graduao............................................... 92

    Grfico 27 Nmero de cursos de graduao em 2006.................................................... 93

    Grfico 28 Evoluo do nmero de alunos matriculados na graduao......................... 93

    Grfico 29 Nmero de alunos matriculados na graduao em 2006.............................. 93

    Grfico 30 Nmero de matriculas trancadas................................................................... 95

    Grfico 31 Nmero de alunos diplomados..................................................................... 95

    Grfico 32 Conceitos obtidos pelos cursos de doutorado............................................... 99

    Grfico 33 Conceitos obtidos pelos cursos de mestrado................................................. 99

    Grfico 34 Nmero de cursos de ps-graduao da UFPA............................................ 101

    Grfico 35 Teses e Dissertaes defendidas................................................................... 102

    Grfico 36 Evoluo dos cursos de doutorado da UFPA................................................ 102

    Grfico 37 Alunos matriculados nos cursos de doutorado da UFPA.............................. 102

    Grfico 38 Evoluo dos cursos de Mestrado da UFPA................................................. 103

    Grfico 39 Alunos matriculados nos cursos de Mestrado da UFPA............................... 103

    Grfico 40 Evoluo dos cursos de Especializao da UFPA........................................ 103

    Grfico 41 Alunos matriculados nos cursos de Especializao da UFPA...................... 104

    Grfico 42 Monografias defendidas................................................................................ 104

    Grfico 43 Nmero de servidores envolvidos com pesquisa.......................................... 106

    Grfico 44 Nmero de projetos de pesquisa e de pesquisadores.................................... 108

    Grfico 45 Programas e projetos de extenso.................................................................. 113

    Grfico 46 Recursos humanos envolvidos nas aes de extenso.................................. 114

    Grfico 47 Nmero de pessoas atendidas nas aes de extenso................................... 114

    Grfico 48 Evoluo do n de bolsas ofertadas pelo PIBEX.......................................... 115

    Grfico 49 Evoluo do corpo de docentes efetivos....................................................... 141

    Grfico 50 Nmero de docentes efetivos com doutorado............................................... 141

    Grfico 51 Nmero de docentes efetivos com mestrado................................................ 141

    Grfico 52 Percentual de docentes efetivos doutores e mestres em 2006....................... 142

    Grfico 53 Percentual de docentes efetivos do ensino superior doutores e mestres....... 142

    Grfico 54 Evoluo do corpo tcnico-administrativo................................................... 142

    Grfico 55 Nmero de tcnico-administrativos com doutorado..................................... 143

    Grfico 56 Nmero de tcnico-administrativos com mestrado....................................... 143

    Grfico 57 Percentual de tcnico-administrativos doutores e mestres............................ 143

    Grfico 58 Nmero de tcnico-administrativos com especializao.............................. 144

    Grfico 59 Nmero de tcnico-administrativos com graduao..................................... 144

    Grfico 60 Nmero de tcnico-administrativos com ensino fundamental e mdio........ 144

  • 13

    Grfico 61 Nmero de livros publicados pela EDUFPA 2001/2005........................... 158

    Grfico 62 Recursos captados com a venda de livros..................................................... 158

    Grfico 63 Percentual da carga horria docente ocupada 1/2005............................... 161

    Grfico 64 Total de bolsas de graduao concedidas no perodo de 2001 a 2005.......... 166

    Grfico 65 Total de bolsas de ps-graduao concedidas no perodo de 2001 a 2005... 166

    Grfico 66 Nmero de refeies servidas no RU............................................................ 169

    Grfico 67 Evoluo do oramento no perodo 2001 a 2006.......................................... 174

    Grfico 68 Recursos oramentrios gerenciados pela FADESP..................................... 177

    Grfico 69 Percentual de docentes do ICA..................................................................... 181

    Grfico 70 Percentual de docentes do NPI..................................................................... 184

    Grfico 71 Alunos do NPI matriculados e aprovados no perodo 2000 a 2005.............. 185

    Grfico 72 Taxa anual de aprovao no NPI.................................................................. 185

    Grfico 73 Taxa de aprovao na educao infantil....................................................... 186

    Grfico 74 Taxa de aprovao no ensino fundamental................................................... 186

    Grfico 75 Taxa de aprovao no ensino mdio/educao geral.................................... 186

    Grfico 76 Taxa de aprovao no ensino mdio/magistrio........................................... 187

    Grfico 77 Taxa de aprovao no ensino supletivo........................................................ 187

  • 14

    LISTA DE TABELAS

    Tabela 1 Resultado da enquete sobre a Misso Institucional.......................................... 65

    Tabela 2 Cursos de oferta permanente e nmero de vagas ofertadas no PSS/2006 Perodo Letivo Regular..................................................................................

    70

    Tabela 3 Cursos de oferta permanente e nmero de vagas ofertadas no PSS/2006 Perodo Letivo Intervalar...............................................................................

    74

    Tabela 4 Nmero de vagas ofertadas nos processos seletivos de ingresso na UFPA..... 76

    Tabela 5 Desempenho dos estudantes da UFPA no ENADE 2004............................... 78

    Tabela 6 Desempenho dos estudantes da UFPA no ENADE 2005............................... 78

    Tabela 7 Recursos humanos envolvidos e clientela atendida nas aes de extenso..... 113

    Tabela 8 rea fsica construda, reformada e adaptada.................................................. 153

    Tabela 9 Investimentos em infra-estrutura...................................................................... 153

    Tabela 10 Acervo Geral das Bibliotecas da UFPA, em dezembro de 2005................... 156

    Tabela 11 Recursos oramentrios aplicados na aquisio de acervos........................... 157

    Tabela 12 Nmero de bolsas concedidas aos alunos de graduao e de ps-graduao, no perodo de 2001 a 2005..........................................................

    166

    Tabela 13 Evoluo do oramento, no perodo de 2001 a 2006..................................... 173

    Tabela 14 Estrutura programtica do PGO..................................................................... 175

    Tabela 15 Nmero de alunos do NPI matriculados e aprovados no perodo 2000/2005, por modalidade de ensino...........................................................

    185

  • 15

    LISTA DE SIGLAS

    AAEPA Associao de Arte-Educadores do Estado do Par

    ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas

    ACG Avaliao dos Cursos de Graduao

    AIDPI Ao Integrada das Doenas Prevalentes da Infncia

    ALUNORTE Alumina do Norte do Brasil

    AMBADE Ambulatrio de Ansiedade e Depresso

    ARNI Assessoria de Relaes Nacionais e Internacionais

    ASSEAI Assessoria Especial de Avaliao Institucional

    BASA Banco da Amaznia

    BC Biblioteca Central

    BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social

    CA Centro Agropecurio

    CAM Centro de Atividades Musicais

    CAP Comit de Apoio Pedaggico

    CAPACIT Centro de Capacitao

    CAPES Coordenao de Aperfeioamento do Pessoal de Nvel Superior

    CCB Centro de Cincias Biolgicas

    CCEN Centro de Cincias Exatas e Naturais

    CCJ Centro de Cincias Jurdicas

    CCS Centro de Cincias da Sade

    CE Centro de Educao

    CEBRAN Central de Biotecnologia da Reproduo Animal

    CEFET-PA Centro Federal de Educao Tecnolgica do Par

    CENP Centro Nacional de Primatas

    CEPLAC Comisso Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira

    CESUPA Centro de Estudos Superiores do Par

    CFCH Centro de Filosofia e Cincias Humanas

    CG Centro de Geocincias

    CIEE Centro de Integrao Empresa-Escola

    CLA Centro de Letras e Artes

    CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico

    CODEINFRA Coordenao de Infra-Estrutura

  • 16

    CODESAU Coordenao do Servio de Alimentao Universitria

    CODESEG Coordenao de Segurana Patrimonial e Comunitria

    CONAES Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior

    CONSEP Conselho Superior de Ensino e Pesquisa

    CONSUN Conselho Universitrio

    CPA Comisso Prpria de Avaliao

    CRE Clube de Reitores Europeus

    CRPM Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais

    CSE Centro Scio-Econmico

    CVRD Companhia Vale do Rio Doce

    DAC Departamento de Apoio Didtico-Cientfico

    DAVES Departamento de Apoio ao Vestibular

    DEARTE Departamento de Arte

    DEAVI Departamento de Avaliao Institucional

    DEINF Departamento de Informaes

    DEPLAN Departamento de Planejamento

    DERCA Departamento de Registro e Controle Acadmico

    DST Doenas Sexualmente Transmissveis

    EDUFPA Grfica e Editora Universitria da UFPA

    ELETRONORTE Centrais Eltricas do Norte do Brasil

    EMATER Empresa de Assistncia Tcnica e Extenso Rural

    EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria

    ENADE Exame Nacional de Avaliao de Desempenho dos Estudantes

    ENAPE Escola Nacional de Administrao Pblica

    FADESP Fundao de Amparo ao Desenvolvimento da Pesquisa

    FAEB Federao de Arte-Educadores do Brasil

    FINEP Financiadora de Estudos e Projetos

    FUNDEF Fundo de Manuteno e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorizao do Magistrio

    HUBFS Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza

    HUJBB Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto

    IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica

    ICA Instituto de Cincias da Arte

    IDESIGN Incubadora de Design

    IDH ndice de Desenvolvimento Humano

  • 17

    IEC Instituto Evandro Chagas

    IEL/PA Instituto Euvaldo Lodi

    IES Instituio de Ensino Superior

    IESAM Instituto de Ensino Superior da Amaznia

    IETIC Incubadora de Tecnologia da Informao e Comunicao

    IFES Instituies Federais de Ensino Superior

    IFNOPAP O Imaginrio nas Formas Narrativas Orais Populares da Amaznia

    INCRA Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria

    INDESP Instituto Nacional do Desenvolvimento do Desporto

    INEP Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais

    IP Internet Protocol

    IQCD ndice de Qualificao do Corpo Docente

    LOA Lei Oramentria Anual

    MCT Ministrio da Cincia e Tecnologia

    MEC Ministrio da Educao

    METROBEL Rede Metropolitana de Belm

    MPEG Museu Paraense Emlio Goeldi

    NAEA Ncleo de Altos Estudos Amaznicos

    NMT Ncleo de Medicina Tropical

    NPADC Ncleo Pedaggico de Apoio ao Desenvolvimento Cientfico

    NPI Ncleo Pedaggico Integrado

    NUAR Ncleo de Arte

    NUMA Ncleo de Meio Ambiente

    OCC Despesas de Custeios e Capital

    PAIUB Programa Nacional de Avaliao Institucional das Universidades Brasileiras

    PGO Plano de Gesto Oramentria

    PIAPA Programa Interisntitucional de Apoio a Produo Acadmica

    PIBEX Programa Institucional de Bolsas de Extenso

    PIBIC Programa Institucional de Bolsas de Iniciao Cientfica

    PIEBT Programa de Incubao de Empresas de Base Tecnolgica da UFPA

    PIEBT Programa de Incubao de Empresas de Base Tecnolgica

    PMC Prefeitura Multicampi

    POEMA Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amaznia

    POEMATEC Comrcio de Tecnologia Sustentvel para a Amaznia

  • 18

    PQI Programa de Qualificao Institucional

    PRAP Programa Rotativo de Aprendizagem Progressiva

    PROAD Pr-Reitoria de Administrao e Coordenao de rgos Suplementares

    PROAVI Projeto de Avaliao Institucional

    PROEG Pr-Reitoria de Ensino de Graduao e Administrao Acadmica

    PROEX Pr-Reitoria de Extenso

    PROGEP Pr-Reitoria de Gesto e Desenvolvimento de Pessoal

    PROINFRA Programa de Recuperao da Infra-Estrutura Fsica

    PROINT Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso

    PROMEG Programa de Melhoria do Ensino de Graduao

    PRONERA Programa Nacional de Educao para a Reforma Agrria

    PROPESP Pr-Reitoria de Pesquisa e Ps-Graduao

    PROPLAN Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento

    PSS Processo Seletivo Seriado

    REDECOMEP Redes Comunitrias de Educao e Pesquisa

    RNP Rede Nacional de Pesquisas

    RU Restaurante Universitrio

    SAAD Sistema de Acompanhamento de Atividades Docentes

    SAM Servio de Atividades Musicais

    SEEL Secretaria Executiva de Esporte e Lazer

    SESMA Secretaria Municipal de Sade

    SESPA Secretaria Executiva de Sade Pblica do Par

    SIAFI Sistema Integrado de Administrao Financeira

    SIAPE Sistema Integrado de Administrao de Pessoal

    SIB Sistema de Bibliotecas da UFPA

    SIDOR Sistema Integrado de Dados Oramentrio

    SIE Sistema de Informao para o Ensino

    SIG Sistema de Informaes Gerenciais

    SINAES Sistema Nacional de Avaliao da Educao Superior

    SISCA Sistema de Controle Acadmico

    SISPLO Sistema de Planejamento e Oramento

    SPG Sistema de Ps-Graduao

    SUS Sistema nico de Sade

    TCC Trabalho de Concluso de Curso

    UAB Universidade Aberta do Brasil

  • 19

    UEPA Universidade Estadual do Par

    UFAM Universidade Federal do Amazonas

    UFBA Universidade Federal da Bahia

    UFPA Universidade Federal do Par

    UFRA Universidade Federal Rural da Amaznia

    UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

    UNAMA Universidade da Amaznia

    UNAMAZ Associao de Universidades Amaznicas

    UNIVERSITEC Rede UFPA de Inovao Tecnolgica

    USP Universidade de So Paulo

    UTI Unidade de Terapia Intensiva

  • 20

    1 DADOS DA INSTITUIO

    1.1 NOME: Universidade Federal do Par

    1.2 CDIGO: 0569

    1.3 ESTADO: Par

    1.4 MUNICPIO SEDE: Belm

    1.5 COMPOSIO DA CPA

    Adelino Ferranti Docente

    Amaury Braga Datas Docente

    Licurgo Peixoto de Brito Docente

    Ney Cristina Monteiro de Oliveira Docente

    Paulo Srgio de Sousa Gorayeb Docente

    Carlos Barbosa Pena Tcnico Administrativo

    Luiz Armando Souza Pinheiro Tcnico Administrativo

    Sandra Maria de Azevedo Carvalho* Tcnico Administrativo

    Raoni Beltro do Vale Discente

    Tatiana Cibelle da Silva Oliveira Discente

    Jos Miguel da Conceio Ferreira Sociedade Civil

    Jos Olmpio Bastos Sociedade Civil *Coordenadora.

    1.6 ATO DE DESIGNAO DA CPA: Portaria n 2098/2004 de 11/06/2004

  • 21

    2 CONSIDERAES INICIAIS

    Com o firme propsito de sistematizar a avaliao institucional, a Universidade

    Federal do Par (UFPA) criou, em abril de 2006, o Departamento de Avaliao Institucional

    (DEAVI), unidade da Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (PROPLAN),

    responsvel por coordenar e executar a poltica de avaliao interna da UFPA e de definir

    procedimentos tcnicos a serem adotados para a execuo das aes de auto-avaliao.

    A criao do Departamento de Avaliao Institucional o desdobramento de um

    processo iniciado em 1995, quando a UFPA vinculou suas aes de avaliao interna ao

    Programa Nacional de Avaliao Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB) atravs

    de seu Projeto de Avaliao Institucional.

    O seminrio sobre planejamento universitrio e avaliao do ensino, realizado em

    setembro de 1993 com o ttulo: Universidade: o desafio da qualidade foi um marco

    importante na obteno de subsdios para a elaborao de uma proposta de Avaliao para

    Universidade Federal do Par. Das anlises e reflexes demandadas aps a realizao desse

    seminrio, decidiu-se realizar uma pesquisa social na UFPA, com a finalidade de estabelecer

    metodologicamente os parmetros que permitiriam uma anlise crtica das avaliaes

    desenvolvidas internamente em algumas unidades acadmicas. Surge, ento, o Projeto de

    Avaliao institucional da UFPA (PROAVI), com o objetivo geral de: Rever e analisar criticamente as condies como se processa o seu Projeto Pedaggico relativo ao ensino, bem como a pesquisa, a extenso e a gesto acadmica, em funo da identificao das necessidades da comunidade acadmica, visando proporcionar, em conseqncia, a definio de metas e aes capazes de aprimorar o seu desempenho.

    O PROAVI foi amplamente discutido pelos sujeitos acadmicos1 por meio de vrios

    seminrios internos, ocasio em que eram apresentados e analisados seus aspectos

    metodolgicos e operacionais. Tambm foram realizados, at dezembro de 1996, cursos e

    treinamentos sobre os procedimentos a serem adotados na realizao da pesquisa.

    Em junho de 1996 foi realizado importante Simpsio de Avaliao Institucional, com

    a seguinte temtica: Avaliao Institucional e o desafio da Universidade diante de um novo

    sculo. Em maro de 1997 a UFPA foi a instituio anfitri do III Workshop de Avaliao

    Institucional das Universidades do Nordeste e Norte.

    A execuo do PROAVI deu-se em nvel administrativo de cada unidade acadmico-

    administrativa e sua operacionalizao obedecia forma de Mdulos. Havia um Mdulo

    Central constitudo por uma equipe tcnica, com a funo de coordenar todo o processo 1 O termo sujeitos acadmicos compreende os corpos docente, tcnico-administrativo e discente.

  • 22

    avaliativo, e os Mdulos Setoriais ou Especficos, formados pelos Centros de formao

    acadmica e produo do conhecimento, Ncleos de produo e integrao do conhecimento,

    Campi do interior e Hospitais Universitrios. Os Mdulos Setoriais possuam equipes tcnicas

    prprias constitudas de acordo com suas necessidades e especificidades dos

    coordenadores de cursos, docentes, discentes e tcnico-administrativos, com as atribuies de

    planejar e executar a sua avaliao interna. A FIGURA 1 ilustra a forma como era

    operacionalizada a avaliao institucional na UFPA.

    Figura 1 Forma de operacionalizao da avaliao institucional na UFPA.

    O PROAVI constituiu o primeiro ciclo avaliativo da UFPA e permitiu uma avaliao

    participativa de docentes, tcnico-administrativos e alunos, bem como o conhecimento da

    realidade acadmica no que se refere ao ensino, pesquisa, extenso e gesto,

    proporcionando a definio de diretrizes capazes de favorecer o pleno desenvolvimento

    Mdulo Setorial: HOSPITAIS

    UNIVERSITRIOS

    Mdulo Setorial:CAMPI

    DO INTERIOR

    Mdulo Setorial:NCLEOS DE PRODUO E

    INTEGRAO DO CONHECIMENTO

    Mdulo Setorial:CENTROS DE FORMAO

    ACADMICA E PRODUO DO

    CONHECIMENTO

    MDULO CENTRAL

  • 23

    institucional e foi implementado nos Campi Universitrios de Abaetetuba, Altamira, Belm,

    Bragana, Camet, Castanhal, Marab e Santarm, por meio de entrevistas e de aplicao de

    formulrios.

    O Projeto de Avaliao Institucional da UFPA buscava, num primeiro momento,

    identificar as condies do ensino de graduao e suas interfaces com a pesquisa e com a

    extenso. Num segundo momento, seriam processadas a avaliao da ps-graduao e a

    avaliao externa. O resultado deste trabalho destaca que dos quarenta e trs cursos de

    graduao existentes na poca, 95,35% aderiram ao Projeto. Com a implantao do PROAVI,

    a Universidade Federal do Par alcanou um diagnstico preciso da sua realidade e avanou

    em direo ao seu processo de auto-avaliao, tornando-o irreversvel e sistemtico.

    Outra iniciativa de avaliao surge em 1998, por ocasio da criao do Frum de

    Acadmicos, que se constituiu em um espao de debates entre os melhores alunos dos cursos

    de graduao da instituio, onde um dos pontos abordados foi a sugesto de medidas que

    visassem melhoria da qualidade de ensino dos Cursos de Graduao e do processo de

    aprendizagem.

    Nessa ocasio, a preocupao estava voltada para o desempenho docente e a qualidade

    dos cursos. Da surgiu a idia de avaliao dos cursos sugerida pelos discentes que faziam

    parte deste Frum.

    Em maro de 1999 constituiu-se uma comisso para discutir e implantar o processo de

    avaliao do ensino. Aps ser submetido apreciao nos Fori da Graduao e das

    Licenciaturas instncias em que se estabelecem amplos debates sobre a graduao na

    UFPA foi implantado, no segundo semestre do mesmo ano, o Projeto de Avaliao de

    Disciplinas, com o objetivo de dar visibilidade real situao do ensino de graduao. Uma

    equipe interdisciplinar elaborou questionrios de avaliao de docentes e discentes, abordando

    questes referentes qualidade do ensino, s disciplinas, organizao dos cursos e ao

    relacionamento interpessoal em sala de aula e com o corpo tcnico-administrativo dos cursos.

    O projeto teve a adeso de cinco Centros de Formao Acadmica e Produo do

    Conhecimento: Cincias Jurdicas, Exatas e Naturais, Geocincias, Scio-econmico e

    Tecnolgico, e previa a criao de um banco de dados para dar suporte s decises

    administrativas: No entanto, problemas operacionais impediram a elaborao final do banco

    de dados. Os resultados obtidos com a aplicao dos questionrios foram encaminhados,

    poca, aos Centros. Por falta de sistematizao e acompanhamento, o projeto foi cancelado.

    Motivada a avaliar suas prticas estratgicas de gerenciamento e atrada pela

    experincia europia, a UFPA solicitou avaliao externa ao Clube de Reitores Europeus

  • 24

    (CRE), que possui um Programa de Avaliao Institucional desenvolvido por universidades

    daquele continente com a finalidade de: Ajudar dirigentes de universidades (em diversos nveis) a melhorar a estrutura, a organizao e o modo de funcionamento de sua instituio e, conseqentemente, a qualidade de suas atividades e seu nvel geral de atuao. A avaliao focaliza, em particular, a capacidade de mudana da universidade, sua condio de adaptao s condies externas e oportunidades de influenciar a sociedade de diferentes maneiras.

    O grupo de avaliadores do CRE efetivou a avaliao na UFPA por meio da realizao

    de duas visitas uma preliminar e outra denominada de principal e do relatrio de auto-

    avaliao realizada pela UFPA no ano de 1999. Nesse relatrio estavam contidas as

    aspiraes da UFPA em relao ao seu futuro, aqui resumidas:

    ressaltar o fato de que atividades de ensino, pesquisa e extenso constituem a

    essncia do trabalho na universidade;

    dar aos cursos uma estrutura curricular flexvel que alie a teoria prtica, bem como

    um carter interdisciplinar;

    implementar nova legislao atravs da qual as qualificaes para o ensino sejam

    elevadas;

    aprofundar conhecimento em reas relacionadas s necessidades regionais, com

    vistas sustentabilidade dos recursos naturais e melhoria da qualidade de vida na

    regio;

    buscar parcerias mais efetivas com as autoridades estaduais e regionais para o

    treinamento de professores da educao bsica e para expandir o acesso educao

    superior.

    Estas aspiraes estavam em perfeita sintonia com as recomendaes da UNESCO,

    declaradas na Conferncia Mundial sobre Educao Superior, realizada em Paris, em outubro

    de 1998.

    A visita preliminar dos avaliadores do Clube de Reitores Europeus ocorreu em junho

    de 1999. A visita principal foi realizada em setembro do mesmo ano, durante a qual os campi

    de Belm e de Castanhal foram visitados. Nessas visitas, o grupo de avaliadores dialogou com

    aproximadamente 400 pessoas em 26 encontros.

    Ao longo da avaliao externa, dois tpicos dominaram as discusses na UFPA:

    1. a misso institucional conhecer a regio Amaznica e universalizar esse

    conhecimento, bem como formar pessoal tcnico-cientfico e formas de melhor

    implement-la;

  • 25

    2. a falta de recursos, visvel de forma direta pela baixa qualidade das instalaes

    fsicas e de equipamentos.

    Este trabalho constituiu o terceiro ciclo avaliativo da UFPA. Nesse perodo, realizou-

    se avaliao sobre o ambiente, senso de identidade, atividades, recursos, organizao,

    qualidade de gerenciamento e capacidade geral de mudana.

    O relatrio de avaliao construdo pelo grupo de avaliadores do CRE contempla

    observaes sobre as realizaes da UFPA, seus pontos fortes e fracos e um sumrio de

    recomendaes. O QUADRO 1 apresenta um resumo dessas observaes.

    As Realizaes

    As Recomendaes

    De uma srie de diferentes iniciativas e de instituies de ensino superior, a UFPA est gradualmente evoluindo para ser uma verdadeira universidade;

    A UFPA tem desenvolvido algumas iniciativas notveis, como os campi do interior e os cursos intervalares;

    Pesquisas relevantes a tm sido desenvolvidas, como por exemplo nas reas de Geologia e Biologia;

    Importante contribuio tem sido dada preparao de novas geraes para o trabalho nas esferas profissionais (advogados, mdicos, professores, etc.), e para postos na administrao municipal, estadual e federal, bem como para empresas privadas e nos campos da Engenharia e da Sade;

    Mais de 50% dos estudantes vm de meios scio-econmicos deficientes e muitos pertencem primeira gerao de suas famlias a freqentar o ensino

    A baixa mdia de idade dos docentes;

    O forte programa de capacitao e reciclagem dos servidores;

    A genuna confiana que a larga maioria de estudantes parece ter em relao aos professores.

    Falta de coeso dentro da instituio e de confiana mtua nas intenes e capacidades de outros indivduos e grupos;

    Comunicaes internas e externas muito fracas;

    Vagarosos e burocrticos processos internos de tomada de decises, envolvendo muitas instncias e colegiados.

    Intensificar as relaes com outras Universidades da regio;

    Aproveitar a participao na Associao de Universidades Amaznicas (UNAMAZ) para desenvolver cursos de ps-graduao em parceira com outras IES, implementar o projeto de capacitao do corpo docente e como ponto de partida para as atividades internacionais;

    Desenvolver uma estratgia pr-ativa para estabelecer acordos de cooperao institucional na regio;

    Tornar explcito na misso institucional o desejo de expandir suas aes s mais remotas regies do Estado;

    A integrao entre o ensino, a pesquisa e a extenso deve ocorrer em todos os nveis;

    Promover processo de reforma organizacional;

    Melhorar a comunicao interna e externa;

    Os Pontos Fortes Os Pontos Fracos

  • 26

    superior;

    Importante senso de boa vontade tem sido construdo na sociedade em larga escala. Todos os representantes de parcerias externas expressam alta expectativa em relao s contribuies futuras da universidade.

    Buscar gerenciamento de qualidade por meio de um sistema de avaliao cclica;

    Implementar o planejamento estratgico;

    Aumentar a capacidade de mudana de modo a se consolidar como universidade autoconsciente e autoconfiante.

    Quadro 1 Resumo das observaes apresentadas no relatrio do CRE.

    O relatrio produzido foi discutido com todos os segmentos da comunidade acadmica

    em diferentes seminrios, reunies e encontros, com o objetivo de traar metas, compromissos

    e aes da Universidade para o presente e o futuro. Com base neste trabalho, foram detectados

    problemas, identificadas solues e implantadas novas polticas institucionais com o objetivo

    de rever e definir mais claramente a misso da UFPA.

    O processo de avaliao nos cursos de graduao tem sua continuidade assegurada por

    meio dos projetos denominados: Avaliao e Acompanhamento dos Cursos de Graduao da

    UFPA e Avaliao das Formas de Ingresso na Instituio.

    O projeto de Avaliao e Acompanhamento dos Cursos de Graduao da UFPA inicia

    o quarto ciclo avaliativo da UFFA. Este projeto foi elaborado por uma Comisso constituda

    por profissionais de diferentes reas de atuao com o objetivo de sistematizar procedimentos

    prevendo a avaliao semestral do desempenho de docentes e discentes, a avaliao anual de

    tcnicos e gestores e a avaliao bianual da infra-estrutura dos cursos. A implantao deste

    projeto, ocorrida em 2003, materializa uma das linhas de ao do eixo estruturante

    Reestruturao do Modelo de Ensino que integra o Plano de Desenvolvimento 20012010 da

    Universidade Federal do Par e est configurado no Plano de Gesto 20052009.

    A Pr-Reitoria de Ensino de Graduao (PROEG), por meio da Comisso de

    Avaliao do seu Departamento de Apoio Didtico-Cientfico (DAC), a unidade

    responsvel pela coordenao e operacionalizao do referido projeto.

    Comprometida com a implantao sistemtica da avaliao nos cursos de graduao

    de todos os Campi da UFPA, a PROEG est estimulando e assessorando os cursos de

    graduao a promoverem a sua avaliao interna. A coleta de dados realizada por meio de

    questionrios (Anexo B) e entrevistas , a anlise dos resultados, a sua divulgao e as

  • 27

    providncias para a soluo dos problemas revelados na pesquisa so procedimentos

    efetuados pelos Colegiados dos Cursos, sistematizados em relatrios, internamente s

    unidades didtico-cientficas s quais o curso se vincula.

    A operacionalizao da pesquisa constitui-se de trs momentos, com demandas

    especficas. So elas:

    1) Demanda Espontnea: compreende os cursos que voluntariamente procuram a

    PROEG, solicitando apoio para iniciar o processo de avaliao e aqueles que j

    realizam suas avaliaes;

    2) Demanda Induzida: compreende os cursos que, ao tomar conhecimento do

    processo de avaliao realizado em outros cursos, so estimulados a participar do

    processo de avaliao;

    3) Demanda Estimulada: compreende os cursos incentivados diretamente a

    participar do projeto, por meio de reunies de Colegiados e Departamentos, com

    base nos resultados obtidos por outros cursos.

    Cabe Comisso de Avaliao da PROEG a elaborao do relatrio anual e a

    divulgao dos resultados no mbito da instituio, destacando as aes administrativas e

    tcnicas implementadas para resolver os problemas apontados pela avaliao.

    A FIGURA 2 ilustra a forma como operacionalizado o atual projeto de avaliao e o

    acompanhamento dos cursos de graduao da UFPA.

  • 28

    O terceiro momento do projeto, o da Demanda Estimulada, iniciou-se em 2005. Os

    registros desse ciclo avaliativo indicam que, at dezembro de 2005, foram avaliados 50 cursos

    de graduao, ou seja, 28% dos 181 cursos de graduao financiados pelo Ministrio da

    Educao (MEC).

    O quinto ciclo avaliativo da Universidade Federal do Par tem seu inicio registrado no

    ano de 2004, com o processo de adequao e de integrao do seu Programa de Avaliao

    Institucional ao Sistema Nacional de Avaliao da Educao Superior (SINAES), institudo

    em 14/04/2004 pela Lei n 10.861.

    Naquela ocasio, a UFPA constitui sua Comisso Prpria de Avaliao (CPA) e em

    2005 instituiu a Assessoria Especial de Avaliao Institucional (ASSEAI), com a finalidade

    de propor aes destinadas superao das dificuldades no processo avaliativo e de propor

    procedimentos, mecanismos, metodologias e instrumentos para a avaliao interna da UFPA,

    3 Momento: Demanda

    Estimulada

    2 Momento: Demanda Induzida

    1 Momento: Demanda

    Espontnea

    Figura 2 Operacionalizao do projeto de avaliao dos cursos de graduao da UFPA.

  • 29

    em uma ao conjunta com a CPA, que culminou com a realizao do Seminrio Sobre

    Avaliao Institucional da UFPA: Desafios e Perspectivas do SINAES, com 251 pessoas

    inscritas e a participao

    efetiva de 232 representantes

    da UFPA e de outras IES do

    Par, Amap e Roraima.

    O seminrio foi

    realizado com o objetivo de:

    aprofundar o conhecimento

    sobre os princpios

    fundamentais do SINAES e de

    buscar maior envolvimento

    dos participantes no processo

    de avaliao interna da UFPA.

    Os palestrantes, com competncia em avaliao da educao superior, representavam a

    UFPA, a Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior (CONAES) e o INEP.

    Em abril de 2006, a Administrao Superior da UFPA iniciou um processo de

    reestruturao e ampliao de suas aes de avaliao, que culminou com a extino da

    Assessoria Especial de Avaliao Institucional e a criao do Departamento de Avaliao

    Institucional, unidade vinculada Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento e

    integrada pela Diviso de Auto-Avaliao e pela Diviso de Instrumentao e Estatstica,

    conforme ilustrado pela FIGURA 3.

    O resultado desse processo de reestruturao estabelece a gesto das aes de auto-

    avaliao em dois nveis:

    1) Comisso Prpria de Avaliao: que tem as atribuies definidas no seu Regimento Interno, aprovado pelo Conselho Universitrio em 28/06/2006, atua

    como rgo colegiado na definio de polticas e diretrizes do programa de auto-

    avaliao, na orientao dos processos de avaliao internos, de sistematizao e

    de prestao das informaes solicitadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas

    Educacionais.

    2) Departamento de Avaliao Institucional: coordena e executa a poltica de

    avaliao interna e define procedimentos tcnicos a serem adotados para a

    execuo das aes de auto-avaliao.

    Fotografia 1 Seminrio sobre avaliao institucional da UFPA. Crdito: Aluzio Barros Filho.

  • 30

    Figura 3 Organograma da PROPLAN.

    PROPLAN

    SECRETARIA EXECUTIVA

    DEPARTAMENTO DE INFORMAES INSTITUCIONAIS

    (DEINF)

    DIVISO DE INFORMAES

    DIVISO DE PESQUISA INSTITUCIONAL

    DIVISO DE PLANEJAMENTO

    ACADMICO

    DIVISO DE MODERNIZAO

    ADMINISTRATIVA

    DIVISO DE PLANEJAMENTO ORAMENTRIO

    DIVISO DE INSTRUMENTAO E

    ESTATSTICA

    DIVISO DE AUTO-AVALIAO

    DEPARTAMENTO DE

    PLANEJAMENTO (DEPLAN)

    DEPARTAMENTO DE AVALIAO INSTITUCIONAL

    (DEAVI)

  • 31

    O Departamento de Avaliao Institucional manteve em andamento os trabalhos que

    vinham sendo desenvolvidos pela ASSEAI e, numa ao compartilhada com a CPA, o

    Departamento de Avaliao redesenhou a

    proposta de avaliao encaminhada ao INEP

    em maro de 2005, transformando-a no

    Programa de Avaliao Institucional da UFPA

    (Anexo C), pautado nos seguintes princpios

    bsicos:

    Democracia e participao: a natureza democrtica e participativa da avaliao

    fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento do sistema de avaliao

    institucional e esta participao deve ser exercida por todos os atores envolvidos. A

    proposta garantir uma auto-avaliao participativa, dinmica, ativa e de adeso

    voluntria, tornando o processo atraente e convidativo.

    Globalidade: as experincias anteriores reportam somente avaliao do ensino da

    graduao. A proposta atual de avaliar a Universidade como um todo e no em

    partes fragmentadas, o que permitir uma viso geral e abrangente da Instituio.

    Neste caso, a avaliao far-se- em todas as dimenses do ensino, da pesquisa e da

    extenso, da gesto, dos docentes, dos tcnico-administrativos, dos alunos e de

    todos os atores e todas as atividades desenvolvidas pela UFPA.

    Gradualidade: a avaliao interna na UFPA no se reduzir ao simples

    levantamento de dados, sua anlise e a produo de um relatrio final. A proposta

    de construo de um processo gradual, permanente e sistemtico, capaz de

    mensurar a relao entre o Projeto Pedaggico Institucional, o Plano de

    Desenvolvimento da UFPA e a sua execuo, e de garantir, outrossim, a qualidade

    de suas atividades visando uma melhor eficincia das aes futuras da instituio.

    Legitimidade: a avaliao institucional na UFPA deve revestir-se de elevado grau

    de seriedade e correo, utilizando critrios avaliativos com ampla legitimidade

    tcnica (que requer o uso de metodologias adequadas, de modo a garantir a

    identificao de indicadores de natureza quali-quantitativa) e poltica (conquistada

    pela efetiva participao de toda a comunidade na construo do processo

    avaliativo e no uso dos resultados por ele gerados).

    No premiao e no punio: premiar ou punir no o objetivo da proposta. A

    avaliao deve identificar pontos fortes e pontos fracos como meio de apoiar o

  • 32

    contnuo aperfeioamento do desempenho da instituio e de avaliar o efeito e a

    eficincia das estratgias implantadas para o alcance da excelncia.

    Respeito Identidade Institucional: o desempenho institucional deve ser

    analisado em funo de sua misso, sua viso, seus princpios, seus projetos, sua

    relevncia social, sua cultura institucional e sua realidade social, econmica e

    poltica.

    Transparncia: a auto-avaliao, em suas diferentes etapas, fases e procedimentos,

    deve ser a mais transparente possvel, assegurando o debate e a divulgao dos seus

    resultados a toda a comunidade.

    Cada um desses princpios contribui significativamente para que o processo de auto-

    avaliao da UFPA seja o mais abrangente, transparente e fidedigno possvel.

    Considerando-se que a proposta da UFPA de institucionalizao do processo de

    auto-avaliao, as aes desenvolvidas neste mbito no esto atreladas a datas marcadas para

    incio e fim e se caracterizam pela presena permanente ao longo do tempo. Contudo,

    determinadas atividades de avaliao s vezes so priorizadas por questes relacionadas aos

    planos e projetos institucionais.

    A execuo da presente proposta prev a ocorrncia de quatro etapas, algumas das

    quais so desenvolvidas simultaneamente e outras ocorrem em momentos distintos,

    dependendo do grau de sensibilizao e de amadurecimento dos atores envolvidos em relao

    s aes que se desenvolvem em suas unidades acadmico-administrativas. Estas etapas

    encontram-se detalhadas no item 4 deste relatrio, que trata da metodologia adotada.

    O Processo de Auto-Avaliao na Universidade Federal do Par permite potencializar

    e desenvolver a instituio e propicia aes pr-ativas que viabilizem uma atuao qualificada

    e socialmente relevante em favor da regio amaznica.

    A Universidade Federal do Par, por meio do presente Relatrio, apresenta e divide,

    com a comunidade acadmica e com a sociedade, os resultados do trabalho de auto-avaliao

    institucional realizado no perodo de abril de 2004 a dezembro de 2005. Salientamos que foi

    de fundamental importncia, na obteno dos resultados, a relao de transparncia e

    acessibilidade estabelecida entre as unidades acadmicas e administrativas.

    O contedo deste Relatrio, orientado pelas dez dimenses do SINAES, contempla um

    referencial histrico que compreende o perodo de 2000 a 2005.

  • 33

    3 UNIVERSO INSTITUCIONAL

    A proposta de criao de uma Universidade Federal na Amaznia, com sede em

    Belm, surgiu no final da dcada de 1940, com o parecer do Senador lvaro da Silveira sobre

    o projeto que disciplinava o sistema universitrio brasileiro.

    Tal Universidade, segundo o referido relator:

    Teria por fim no s elevar o nvel cultural do meio, quanto ao exame de problemas ligados produo da riqueza, como dar unidade de orientao ao sistema de ensino e de uniformidade aos mtodos de explorao e racionalizao dessa produo.

    Em 1955, a idia evoluiu para a criao de uma Universidade da Amaznia, com uma

    estrutura fsica que permitisse dotar o ensino superior na regio de modernas tcnicas

    educacionais.

    Dois anos depois, em 02 de julho de 1957, foi sancionada pelo Presidente Juscelino

    Kubitscheck de Oliveira a Lei n 3.191, instituidora da Universidade do Par. Este ato

    agregou sete escolas superiores, j existentes e at ento isoladas, atribuindo-lhes nova escala

    de grandeza e novo ritmo de ao. So elas:

    Faculdade de Direito do Par, fundada em 1902, o mais antigo estabelecimento

    de ensino superior da Amaznia e a segunda no Norte do Pas;

    Faculdade de Odontologia do Par, fundada em 4 de julho de 1914;

    Faculdade de Medicina e Cirurgia do Par, fundada em 9 de janeiro de 1919;

    Escola de Engenharia do Par, fundada em 10 de abril de 1931;

    Faculdade de Farmcia de Belm do Par, fundada em 16 de julho de 1941;

    Faculdade de Cincias Econmicas, Contbeis e Atuariais do Par, fundada em 3

    de dezembro de 1947 e,

    Faculdade de Filosofia, Cincias e Letras do Par, fundada em 17 de janeiro de

    1948.

    O ato de instalao da UFPA ocorreu em 31 de dezembro de 1959 e, como toda

    instituio do gnero, surgiu sob uma complexa poltica de fins a cumprir. Assim que, nos

    termos do artigo 1 do Estatuto original, ela teria por finalidade:

    manter e desenvolver o ensino nas unidades que a compem, bem assim outras

    modalidades de ensino, necessrios plena realizao de seus objetivos;

    promover a pesquisa cientfica, filosfica, literria e artstica, aperfeioar os

    mtodos de estudo, de investigao e de crtica, inclusive no que concerne

  • 34

    Amaznia brasileira, como complexo geogrfico e sociolgico digno de explorao

    cultural para perfeito domnio de suas possibilidades;

    formar elementos habilitados para o exerccio das profisses tcnico-cientficas,

    liberais, de magistrio e das altas funes da vida pblica;

    concorrer para o engrandecimento da nao;

    estimular os estudos relativos formao moral e histrica da civilizao brasileira,

    em todos os seus aspectos;

    desenvolver harmonicamente e aperfeioar, em seus aspectos moral, intelectual e

    fsico, a personalidade dos alunos.

    Em consonncia com esses fins, no artigo 2 vem definida a orientao da poltica

    educacional da UFPA: A formao universitria obedecer aos princpios fundados no

    respeito dignidade da pessoal humana e ter em vista a realidade brasileira e o sentido da

    unidade nacional.

    A Universidade Federal do Par tornou-se uma fora integradora da Amaznia no

    contexto nacional e o reconhecimento de sua importncia para a regio foi publicizado pelo

    ministro da Educao e Cultura, Clvis S. da Gama, no seu discurso de instalao da UFPA:,

    A criao da UFPA foi ato de clarividncia poltica. No contexto histrico da Nao, surge

    este Instituto como propulsor de civilizao e instrumento de conquista definitiva do

    territrio.

    A idia de construo

    de um Campus prprio para

    reunir todas as faculdades foi

    concretizada em 1963, com a

    inaugurao do Campus

    Pioneiro do Guam, que hoje

    possui rea total de

    2.064.755,90m2, dos quais,

    216.858,06m2 so de rea

    construda.

    Contando com pouco mais de mil alunos por ocasio de sua criao, vinte anos depois

    foi registrado um aumento considervel da ordem de 1.199,3%, visto que a UFPA possua,

    em 1987, 12.976 alunos regularmente matriculados nos 38 cursos de graduao.

    Fotografia 2 Vista area da UFPA. Crdito: http://www.deec.ufpa.br/ppgee/imagens/foto_aerea_ufpa.gif

    http://www.deec.ufpa.br/ppgee/imagens/foto_aerea_ufpa.gif

  • 35

    O GRFICO 1 apresenta a evoluo do nmero de alunos matriculados na UFPA,

    desde a sua criao at os dias atuais.

    N de Alunos 1.082 2.986 11.169 12.976 20.788 35.213 37.508

    1957 1967 1977 1987 1997 2005 2006

    Hoje a Universidade Federal do Par possui 43.345 alunos matriculados na graduao

    e na ps-graduao, conforme demonstra o QUADRO 2.

    312 cursos1 de graduao com 37.508 alunos matriculados em 2006.

    94 cursos de especializao com 3.759 alunos matriculados em 2006.

    37 programas de mestrado2 com 1.655 alunos matriculados em 2006.

    15 programas de doutorado com 423 alunos matriculados em 2006.

    Quadro 2 Nmero de cursos e de alunos matriculados. 1 Includo cursos de contrato. 2 Um profissionalizante. Fonte: Departamento de Informaes/PROPLAN.

    A Universidade Federal do Par , hoje, a maior instituio de ensino e pesquisa de

    todo o Norte do Brasil e, de acordo com o seu Estatuto recentemente reformulado pelo

    Conselho Universitrio (CONSUN) , a sua prtica institucional objetiva os seguintes fins:

    gerar, sistematizar, aplicar e difundir o conhecimento em suas vrias formas de

    expresso e campos de investigao;

    ampliar e aprofundar a formao humanista e tica para o exerccio profissional, a

    reflexo crtica e a melhoria da qualidade de vida, particularmente do amaznida;

    formar e qualificar continuamente profissionais nas diversas reas do

    conhecimento, de modo a contribuir para o pleno exerccio da cidadania e a

    promoo do bem pblico;

    cooperar para o desenvolvimento regional, nacional e internacional, firmando-se

    como suporte tcnico e cientfico de excelncia s demandas scio-poltico-

    Grfico 1 Evoluo do nmero de alunos matriculados na graduao.Fonte: Departamento de Informaes/PROPLAN.

  • 36

    culturais para uma Amaznia economicamente vivel, ambientalmente segura e

    socialmente justa.

    A partir de 1971 a UFPA deu incio ao seu Programa de Interiorizao, expandindo

    suas atividades para o interior do Estado com a realizao de Cursos Especiais de

    Licenciatura Curta, nas reas de Letras, Estudos Sociais e Cincias Naturais, destinados

    preparao de docentes de 1 e 2 graus e de Cursos de Licenciatura Plena destinados

    formao de Administradores e de Supervisores Escolares. Em 1986 a interiorizao foi

    redimensionada e, por meio do I Projeto de Interiorizao, levou a oito municpios

    destinados a serem plos regionais de atuao cursos de Licenciatura voltados

    capacitao e formao de professores para a rede de ensino, cuja quase totalidade era

    formada por professores leigos. Em 1994 essas atividades j eram desenvolvidas em 117

    municpios. Ao longo do tempo, o Programa se consolidou como meio de democratizao do

    acesso ao ensino superior no extenso territrio paraense e alcanou reconhecimento nacional

    ao ser adotado como referncia em vrias universidades.

    Diante das restries oramentrias, da necessidade de reviso dos critrios at ento

    adotados e dentro de uma viso de universidade-rede de integrao entre os seus dez campi

    , a Universidade Federal do Par desencadeou, em 2001, uma srie de estudos e de reunies

    no interior do Estado, que culminaram com a criao do modelo de Universidade Multicampi

    para, dentre outras aes:

    promover a implantao de novos cursos de Graduao no interior;

    implantar programas de Ps-Graduao nos plos do interior;

    modernizar a gesto acadmico-administrativa;

    dotar os campi de pessoal tcnico-administrativo;

    dotar os campi de equipamentos adequados e promover a melhoraria de infra-

    estrutura;

    estabelecer novas relaes institucionais entre os campi.

    A natureza e os procedimentos orientadores deste novo modelo estabelecem princpios

    que norteiam a gesto da Universidade Multicampi. So eles:

    oferta de ensino pblico, gratuito e com qualidade;

    flexibilidade curricular;

    integrao com a sociedade civil e cooperao interinstitucional;

    ateno s especificidades regionais.

  • 37

    Ao longo dos seus 49 anos, a UFPA se consolidou e, hoje, a Instituio abriga um

    contingente de aproximadamente 53.000 pessoas, distribudas entre docentes, tcnico-

    administrativos e discentes. A constituio de sua estrutura organizativa est representada no

    QUADRO 3 e na FIGURA 4, a seguir:

    11 Centros e 1 Instituto de formao acadmica e de produo de conhecimento

    5 Ncleos de produo de conhecimento 9 Campi no interior do Estado. O mais prximo est a 70 km de Belm, e o mais distante

    a 800 km. 2 Hospitais Universitrios

    33 Bibliotecas Universitrias 1 Central 32 Setoriais localizadas na capital e nos

    Campi do interior 1 Sistema de Incubadora de Empresas

    1 Centro de Capacitao

    Quadro 3 Estrutura organizativa da UFPA.

  • 38

    Figura 4 Organograma da UFPA.

    CONSELHO UNIVERSITRIO - CONSUN

    CONSELHO SUPERIOR DE ADMINISTRAO - CONSAD

    CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA - CONSEP

    CONSELHO DE CURADORES CONCUR

    REITORIA

    PROCURADORIA GERAL

    COMISSO PERMANENTE DE PESSOAL DOCENTE - CPPD

    COMISSO PERMANENTE DE PESSOAL TCNICO-ADMINISTRATIVO - CPPTA

    SECRETARIA DOS RGOS DELIBERATIVOS DA ADMINISTRAO

    SUPERIOR - SEGE

    SECRETARIA GERAL

    ASSESSORIA DE RELAES NACIONAIS E INTERNACIONAIS - ARNI

    ASSESSORIA ESPECIAL

    ASSESSORIA DE COMUNICAO

    MUSEU DA UFPA

    HOSPITAL UNIVERSITRIO BETTINA FERRO DE SOUZA

    HOSPITAL UNIVERSITRIO JOO DE BARROS BARRETO

    REDE UFPA DE INOVAO TECNOLGICA - UNIVERSITEC

    AUDITORIA INTERNA - AUDIN SECRETARIA ESPECIAL DE EDUCAO A

    DISTNCIA - SEAD SISTEMA DE BIBLIOTECAS - SIBI

    EDITORA UNIVERSITRIA

    MEDICINA TROPICAL - NMT

    ALTOS ESTUDOS AMAZNICOS - NAEA

    MEIO AMBIENTE NUMA

    PROPLAN PROEX PROPESP PROEG PROAD PMC

    CENTROS E INSTITUTO

    LETRAS E ARTES

    CINCIAS BIOLGICAS

    CINCIAS EXATAS E NATURAIS

    EDUCAO

    CINCIAS JURDICAS

    FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS

    CINCIAS DA SADE

    TECNOLGICO

    SCIO-ECONMICO

    GEOCINCIAS

    AGROPECURIO

    INSTITUTO DE CINCIAS DA

    ARTE

    N C L E O S

    PEDAGGICO INTEGRADO NPI

    APOIO AO DESENVOLVIMENTO CIENTFICO - NPADC

    CASTANHAL MARAB ALTAMIRA ABAETETUBA CAMET

    SANTARM SOURE BREVES BRAGANA

    CAMPI NO INTERIOR

  • 39

    Caracterizada como universidade multicampi, a Universidade Federal do Par tem por

    princpios:

    a universalizao do conhecimento;

    o respeito tica e diversidade tnica, cultural e biolgica;

    o pluralismo de idias e de pensamento;

    o ensino pblico e gratuito;

    a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extenso;

    a flexibilidade de mtodos, critrios e procedimentos acadmicos;

    a excelncia acadmica;

    a defesa dos direitos humanos e a preservao do meio ambiente.

    O Planejamento Estratgico das aes da UFPA est configurado no Plano de

    Desenvolvimento 20012010, elaborado dentro dos princpios da Administrao Pblica,

    atravs de um processo de planejamento contnuo e construdo conjuntamente pelos mais

    variados segmentos da comunidade universitria. Mais de quatro mil pessoas participaram das

    discusses promovidas pela Administrao Superior da UFPA, em reunies realizadas em

    Belm, no interior do Estado e consulta pblica por meio da Internet. Nele, encontram-se

    delineadas vinte Metas, cinqenta Estratgias e duzentas e vinte e sete Linhas de Ao,

    traduzidas em forma de sete Eixos Estruturantes, listados no QUADRO 4.

    Universidade Multicampi

    Integrao com a Sociedade

    Reestruturao do Modelo de Ensino

    Pesquisa e Desenvolvimento Amaznico

    Valorizao dos Recursos Humanos

    Ambiente Adequado

    Modernizao da Gesto

    Quadro 4 Eixos Estruturantes do Plano de Desenvolvimento da UFPA 20012010.

    So fundamentos do Plano de Desenvolvimento:

    1. A Misso:

    Gerar, difundir e aplicar o conhecimento nos diversos campos do

    saber, visando melhoria da qualidade de vida do ser humano em

    geral, e em particular do amaznida, aproveitando as potencialidades

  • 40

    da regio mediante processos integrados de ensino, pesquisa e

    extenso, por sua vez sustentados em princpios de responsabilidade,

    de respeito tica, diversidade biolgica, tnica e cultural,

    garantindo a todos o acesso ao conhecimento produzido e acumulado,

    de modo a contribuir para o exerccio pleno da cidadania, fundada

    em formao humanstica, crtica, reflexiva e investigativa.

    2. A Viso

    Tornar-se referncia local, regional, nacional e internacional nas

    atividades de ensino, pesquisa e extenso, consolidando-se como

    instituio multicampi e firmando-se como suporte de excelncia para

    as demandas scio-polticas de uma Amaznia economicamente

    vivel, ambientalmente segura e socialmente justa.

    Em 2005, aps a reeleio do atual Reitor, foi elaborado o Plano de Gesto para o

    perodo 2005/2009 que, em consonncia com o Plano de Desenvolvimento 20012010,

    incorporou as metas alcanadas no perodo 2001/2005 e estabelece diretrizes que ratificam a

    relao transformadora entre a universidade e a sociedade. Estas diretrizes esto traduzidas

    em trs grandes eixos de ao. So eles:

    Eixos de Ao Objetivo Geral

    Implementao de um Amplo Projeto Acadmico Integrado UFPA XXI

    Implementar um amplo projeto acadmico integrado aqui denominado de UFPA XXI e inspirado no Projeto Pedaggico Institucional , conceitual e funcionalmente articulado, contemporneo e aberto a inovaes, cooperao interinstitucional, promotor de maior incluso social, concebido segundo diretrizes de formao do alunado que integre a pesquisa, a extenso e outros experimentos acadmicos, conforme o caso, s atividades regulares de formao e treinamento, flexibilizando-se e diversificando-se as estratgias e modalidades de transmisso e aquisio de conhecimentos, bem como a oferta de cursos, tudo em ateno s novas exigncias e desafios postos gerao de conhecimentos pelo novo contexto mundial e regional e o perfil das competncias e habilidades profissionais requeridas nesse novo cenrio.

    Colegialidade, Modernizao, Transparncia da gesto e Valorizao do Servidor

    Dar continuidade poltica de gesto colegiada, em todos os nveis institucionais, e ao trabalho de reestruturao dos setores de apoio tcnico da UFPA, com a finalidade de torn-los mais qualificados, eficientes, transparentes e integrados vida acadmica.

    Reforma, Ampliao e modernizao da Infra-estrutura e Aperfeioamento da Poltica de Segurana

    Dar continuidade ao trabalho de construo de novos espaos fsicos, reformas prediais, modernizao de laboratrios, salas de aulas, bibliotecas, espaos culturais e hospitais universitrios e melhorias na urbanizao dos diversos campi, com ateno especial poltica de sade e segurana do trabalhador.

    Quadro 5 Eixos de ao do Plano de Gesto 20052009.

  • 41

    Nos ltimos seis anos, a Universidade Federal do Par busca consolidar, por meio do

    fortalecimento do planejamento, uma cultura administrativa pr-ativa, a partir da qual as

    unidades acadmico-administrativas planejam suas aes, definem metas e estabelecem

    indicadores que possibilitam o acompanhamento, a avaliao e mudanas de rumo, quando

    necessrio.

  • 42

    4 METODOLOGIA

    O universo da avaliao institucional no mbito da Universidade Federal do Par

    constitudo dos servidores (docentes e tcnico-administrativos), dos discentes, dos cursos de

    graduao e de ps-graduao (lato e stricto sensu), dos projetos de pesquisa, dos programas

    e projetos de extenso integrados ao ensino e/ou pesquisa, dos hospitais universitrios e dos

    setores administrativos.

    A institucionalizao do processo de auto-avaliao atribuiu s aes desenvolvidas na

    rea da avaliao institucional um carter permanente e cclico, tendo em vista que tanto a

    comunidade universitria quanto os planos e projetos institucionais so dinmicos e esto em

    constante mudana.

    Nesse ciclo avaliativo foi implementada uma nova proposta de auto-avaliao,

    elaborada pelo Departamento de Avaliao Institucional e pela Comisso Prpria de

    Avaliao.

    Os aspectos metodolgicos inerentes ao processo de auto-avaliao proposto pela

    Universidade Federal do Par esto distribudos em quatro etapas/fases, a saber: preparao,

    sensibilizao, execuo e consolidao, expressos no diagrama a seguir:

  • 43

    Para esse ciclo do processo de auto-avaliao, realizado no perodo de abril de 2004 a

    junho de 2006, contemplando um referencial histrico que compreende o perodo de 2000 a

    2005, as atividades de avaliao no se deram de forma homognea, uma vez que se optou

    por atribuir maior nfase avaliao das dimenses voltadas s atividades acadmicas e s de

    planejamento, gesto e infra-estrutura, em funo das prioridades institucionais estabelecidas

    no Plano de Desenvolvimento da UFPA 2001-2010.

    Principais tipos de dados e tcnicas utilizados nesse ciclo avaliativo:

    Dados Primrios obtidos mediante a aplicao de:

    Questionrios estruturados

    Formulrios semi-estruturados

    Enquete por meio eletrnico

    Preparao

    Execuo da

    Proposta

    Consolidao

    Sensibilizao

    FIGURA 5 Diagrama do Processo de Auto-Avaliao

  • 44

    A aplicao de questionrios e formulrios foi utilizada no processo de avaliao dos

    cursos de graduao, enquanto que a enquete por meio eletrnico foi utilizada para verificar a

    percepo dos sujeitos acadmicos e da sociedade em geral se a UFPA cumpre a sua misso

    de gerar, difundir e aplicar o conhecimento.

    Dados Secundrios obtidos mediante a utilizao de:

    Documentos disponveis na Instituio

    Sistemas Gerenciais

    Relatrios de avaliaes anteriores

    Relatrios de Gesto

    Anurios Estatsticos

    Foram utilizados dados secundrios para avaliar as demais dimenses da auto-

    avaliao, tendo em vista que os instrumentos a serem utilizados para a avaliao das aes

    desenvolvidas pela UFPA ainda se encontram em fase de elaborao e discusso com as

    unidades acadmico-administrativas envolvidas no processo.Considerando-se que a proposta

    da UFPA de institucionalizao do processo de auto-avaliao, as aes desenvolvidas neste

    mbito no esto atreladas a datas marcadas para incio e fim e caracterizam-se pela presena

    permanente ao longo do tempo. Contudo, determinadas atividades de avaliao podem ser

    priorizadas por questes relacionadas aos planos e projetos institucionais.

  • 45

    5 DIMENSES DA AVALIAO

    5.1 A MISSO E O PLANO DE DESENVOLVIMENTO

    &

    PLANO DE DESENVOLVIMENTO

    INSTITUCIONAL

    Figura 6 Capa do Plano de Desenvolvimento 20012010. Crdito: Edison Farias

    Gerar, difundir e aplicar o conhecimento nos diversos campos do saber, visando melhoria da qualidade de vida do ser humano em geral, e em particular do amaznida, aproveitando as potencialidades da regio mediante processos integrados de ensino, pesquisa e extenso, por sua vez sustentados em princpios de responsabilidade, de respeito tica, diversidade biolgica, tnica e cultural, garantindo a todos o acesso ao conhecimento produzido e acumulado, de modo a contribuir para o exerccio pleno da cidadania, fundada em formao humanstica, crtica, reflexiva e investigativa.

    MISSO

  • 46

    No segundo semestre de 2001, a Universidade Federal do Par iniciou a construo do

    seu Plano Estratgico Institucional de mdio e longo prazos para o horizonte 2001-2010.

    Baseado na aplicao dos fundamentos da administrao estratgica, essa iniciativa permitiu

    introduzir na administrao acadmica uma mudana paradigmtica no que se refere sua

    cultura organizacional e inspirou uma viso mais ampla e orgnica das diretrizes de sua

    atuao institucional.

    O Plano de Desenvolvimento, aprovado pela Resoluo n 604, em reunio

    extraordinria do Conselho Universitrio, realizada em 21/11/2002, apresenta anlises do

    ambiente interno e externo, envolve o estudo de tendncias e o desenho de cenrios scio-

    econmicos para a Amaznia e o Estado do Par, permitindo identificar processos e atores

    sociais presentes em cena, com a finalidade de apontar programas, projetos e aes que

    valorizem e norteiem a atuao da UFPA nesse contexto. Trata-se de um diagnstico que, de

    forma sinttica, busca equilibrar as dimenses tcnica e poltica de anlise e, dentro de uma

    metodologia de planejamento participativo uma das marcas do Plano , fornece as

    informaes necessrias para uma escolha mais adequada das estratgias de desenvolvimento

    institucional a serem implementadas ao longo da dcada.

    O trabalho contextualizou a Universidade e o seu papel histrico, os desafios de sua

    funo pblica, enfatizando os imperativos das relaes de interdependncia com um

    ambiente (globalizado), em que a nica certeza a da contnua mudana das estruturas, da

    transformao ininterrupta das legalidades, na moldura de dinamismos sociais cada vez mais

    cleres e de ritmos progressivamente intensificados. Situou-se, na esteira do argumento, o

    compromisso da construo da cidadania por meio da produo do conhecimento, do fomento

    das idias, da formulao de solues sociais inovadoras e da formao de quadros

    profissionais de qualidade colocados a servio da sociedade. De forma clara, assumiu-se

    como escopo o avano social e econmico da regio, respeitando-se, como fundamento da

    proposta, o iderio do desenvolvimento sustentvel. Celebrou-se, ademais, a construo de

    uma universidade multicampi, verdadeira universidade-rede certamente uma das mais

    importantes conquistas da trajetria histrica da UFPA , merc das adversidades e

    distncias do espao geogrfico de sua atuao, fato que no a impediu de perseguir o

    objetivo de firmar-se como referncia nacional e internacional nas atividades de ensino,

    pesquisa e extenso na Amaznia.

    O documento final apresentou, ento, uma seleo de metas, traduzidas em estratgias

    concretas e linhas de ao, organizadas e sistematizadas sob a gide de grandes Eixos

    Estruturantes, e que traduzem os verdadeiros temas referenciais do Plano Estratgico.

  • 47

    O Plano encerra uma anlise do nosso presente, da nossa situao atual e um olhar

    sobre o futuro. o norte da instituio, a partir do qual todas as unidades organizacionais

    procuram pautar suas aes de forma cooperativa, integrada e harmnica.

    5.1.1 A Construo do Plano Estratgico

    a) Princpios do Plano de Desenvolvimento 2001-2010

    O Plano de Desenvolvimento, o processo decisrio e as aes da instituio esto

    pautados de acordo com os princpios bsicos definidos para a gesto, fundamentados na

    misso institucional e que contemplam:

    defesa do ensino pblico, gratuito e de qualidade;

    autonomia universitria;

    gesto democrtica;

    indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extenso;

    busca da excelncia acadmica;

    desenvolvimento sustentvel;

    compromisso social e o fortalecimento das parcerias e do dilogo com a sociedade.

    b) Misso da UFPA:

    Gerar, difundir e aplicar o conhecimento nos diversos campos do saber, visando melhoria da qualidade de vida do ser humano em geral, e em particular do amaznida, aproveitando as potencialidades da regio mediante processos integrados de ensino, pesquisa e extenso, por sua vez sustentados em princpios de responsabilidade, de respeito tica, diversidade biolgica, tnica e cultural, garantindo a todos o acesso ao conhecimento produzido e acumulado, de modo a contribuir para o exerccio pleno da cidadania, fundada em formao humanstica, crtica, reflexiva e investigativa.

    c) Viso Estratgica da UFPA:

    Tornar-se referncia local, regional, nacional e internacional

    nas atividades de ensino, pesquisa e extenso, consolidando-se

    como instituio multicampi e firmando-se como suporte de

    excelncia para as demandas scio-polticas de uma Amaznia

    economicamente vivel, ambientalmente segura e socialmente

    justa.

  • 48

    d) Bases Metodolgicas

    A misso da UFPA que foi incorporada pelo Plano de Desenvolvimento 2001-2010

    aprovado pela Resoluo n 604/2002 do Conselho Universitrio, foi elaborada a partir da

    realizao de Cursos Governo e Planejamento Planejamento Estratgico Situacional

    da Fundao Altadir-Stratgia para os integrantes da Administrao Superior, Diretores de

    Unidades, Professores e Tcnicos, de cujos trabalhos realizados no perodo de fevereiro a

    dezembro de 1998, resultaram alm da definio da misso, a identificao e anlise dos

    macro problemas institucionais, estudo e redesenho de microprocessos administrativos, um

    Programa de Modernizao com a proposio de reformas, estratgias e aes para a

    otimizao da governabilidade e a eficcia na atuao acadmica e administrativa.

    Os estudos desenvolvidos utilizaram o referencial terico do Planejamento Estratgico

    Situacional proposto por Carlos Matus, e a partir dele a Universidade pode levantar toda a sua

    anlise de ambiente interno. Foram processados os principais problemas identificados na

    Instituio, com o envolvimento direto de pelo menos 750 servidores entre dirigentes,

    professores e tcnicos. A partir de 2001, o diagnstico do ambiente interno e externo foi

    sempre atualizado. O vasto material existente nestes estudos realizados na gesto

    imediatamente anterior foi analisado e considerado.

    O exerccio de construo de cenrios foi determinante anlise do ambiente externo;

    ao mesmo tempo, estabeleceu-se parmetros de percepo de como as variveis circundantes

    e transversais ao ambiente institucional tenderiam a atuar, em mdio e longo prazos, segundo

    determinados fatores.

    A construo referida no se aprofundou na avaliao dos quadros econmico, poltico

    e social e em um exerccio analtico-hipottico mais alargado para projetar diversas vises

    possveis de futuro. Para os objetivos do Plano, apresentou-se to somente o cenrio e as

    tendncias da scio-economia regional para a presente dcada, com base na crtica aos

    diversos estudos disponveis, mesmo reconhecendo no ser este o arcabouo tradicional para

    estudos mais completos que utilizam essa importante ferramenta de planejamento.

    Assim, foram avaliadas as mudanas do mundo econmico e as trajetrias da

    sociedade contempornea, seus reflexos sobre a conjuntura atual e as formas como elas se

    traduziam em ameaas e oportunidades realizao da misso institucional.

    Cumprindo este mapeamento diagnstico preliminar, o documento apresentou, ento,

    uma seleo de metas, traduzidas em estratgias concretas e linhas de ao, organizadas e

    sistematizadas sob a gide de Eixos Estruturantes.

  • 49

    5.1.2 A Estrutura do Plano de Desenvolvimento

    Consideradas as anlises diagnsticas da UFPA, do contexto histrico mundial, das

    caractersticas da regio amaznica e a delineados os cenrios possveis, foram eleitos 7

    (sete) os principais eixos estruturantes do Plano de Desenvolvimento e que, de forma

    transversal, orientam as principais linhas de atuao institucional:

    Universidade Multicampi

    Integrao com a Sociedade

    Reestruturao do Modelo de Ensino

    Pesquisa e Desenvolvimento Amaznico

    Valorizao dos Recursos Humanos

    Ambiente Adequado

    Modernizao da Gesto

    Os eixos organizam 20 (vinte) metas, 50 (cinqenta) estratgias e 228 (duzentas e

    vinte oito) linhas de ao:

    UNIVERSIDADE MULTI CAMPI 1 Definir e implantar um modelo de Universidade Multicampi 1.1 promover a melhoria da infra-estrutura e a modernizao da gesto acadmica e administrativa dos Campi. 1.1.1 discutir e implementar o conceito de plo regional de formao acadmica; 1.1.2 promover e implantar novos cursos de Graduao no interior do Estado e reavaliar a oferta dos cursos atuais, conforme as necessidades e demandas do desenvolvimento econmico e social; 1.1.3 criar e implantar programas de Ps-Graduao modulares e/ou intervalares, prioritariamente nos plos do interior, para atendimento, de forma mais efetiva, aos docentes da UFPA; 1.1.4 criar um programa de incentivo transferncia de recursos humanos da capital para o interior; 1.1.5 priorizar a contratao de pessoal (docente e tcnico-administrativo) atravs de concurso pblico, a partir de matriz de necessidades, visando consolidao de um quadro permanente de recursos humanos da UFPA nas vrias localidades; 1.1.6 formular poltica de contratao de professores visitantes para viabilizar necessidades especficas; 1.1.7 definir prioridades para implantar laboratrios bsicos nos Campi do interior; 1.1.8 dotar os Campi de estrutura fsica e equipamentos adequados, garantindo a sua manuteno. 1.2 estabelecer novas relaes institucionais entre os Campi. 1.2.1 criar e implementar um frum permanente, de carter propositivo, formado pelas administraes superior e intermediria para o planejamento das aes institucionais; 1.2.2 definir projetos didtico-pedaggicos para cursos permanentes e temporrios, com grau elevado de compatibilizao, de forma a facilitar a regncia de disciplinas nos vrios Campi, bem como o trnsito de professores; 1.2.3 criar a representatividade dos Campi nos Conselhos Superiores da UFPA. 1.3 instituir um novo arcabouo legal-institucional, que defina e regulamente a Universidade Multicampi.

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    INEGRAO COM A SOCIEDASDE 2 Promover a integrao permanente entre a Universidade e a sociedade 2.1 instituir polticas de ensino, pesquisa e extenso que, atravs de programas/projetos integrados, possibilitem a interface entre a Academia e os diferentes segmentos da sociedade. 2.1.1 elaborar e implementar projetos de ensino, de pesquisa e de extenso comprometidos com a soluo de problemas amaznicos, com a melhoria da qualidade de vida, com a preservao do meio ambiente e com a busca do desenvolvimento com sustentabilidade; 2.1.2 intensificar a interao da Universidade com o setor produtivo, com a comunidade local e com os segmentos populares, a partir da ampliao dos programas/projetos de ensino, pesquisa e extenso; 2.1.3 promover fori de debates articulados com a sociedade civil e/ou organismos governamentais, para discusses e proposies de alternativas para os problemas scio-ambientais; 2.1.4 contribuir para a adoo de diretrizes polticas dentro da viso de desenvolvimento sustentvel, visando ao incremento de mecanismos de apoio e ao assessoramento a organizaes pblicas e privadas; 2.1.5 fortalecer o intercmbio com organizaes da sociedade, estabelecendo mecanismos de troca de experincias e informaes; 2.1.6 contribuir com a elevao do ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades amaznicas, atravs de programas integrados e gerenciamento participativo voltados ao desenvolvimento local sustentvel; 2.1.7 ampliar a participao da UFPA nos fori de gesto de projetos e programas, aes e polticas governamentais e nogovernamentais, com nfase nas questes amaznicas; 2.1.8 criar canais de interlocuo entre a Universidade e a sociedade, para que a instituio absorva as demandas comunitrias que subsidiem a elaborao e a implementao de projetos de ensino, pesquisa e extenso. 2.2 consolidar e ampliar os projetos de extenso de carter permanente. 2.2.1 desenvolver programas de extenso para os perodos letivos regular e intervalar, associando-os ao ensino e pesquisa; 2.2.2 propor e incentivar a participao de estudantes, professores e tcnico-administrativos em programas de ao solidria a grupos especiais da populao; 2.2.3 buscar parcerias com instituies pblicas e privadas para ampliar a participao da UFPA na alfabetizao e escolarizao de jovens e adultos no Estado; 3 promover a socializao de conhecimentos produzidos e acumulados na academia 3.1 implantar e fortalecer a Escola de Extenso da UFPA. 3.2 implementar e consolidar programas de prestao de servios e/ou consultorias a instituies pblicas e privadas. 3.3 estimular a produo de materiais pedaggicos de divulgao e socializao do conhecimento produzido/acumulado nas aes de ensino, pesquisa e extenso na UFPA. 3.4 disponibilizar as bases de dados e as informaes sobre a UFPA para a comunidade acadmica e a sociedade em geral. 4 Estimular e apoiar projetos voltados para o Empreendedorismo 4.1 incentivar o Empreendedorismo. 4.1.1 estimular, ampliar e apoiar a criao de escritrios-modelo de empresas-jnior e a experincia de incubao de empresas de base tecnolgica na Universidade; 4.1.2 ampliar parcerias com rgos/empresas pblicas, privadas e/ou Organizaes No-Governamentais ONGS, para incentivo ao empreendedorismo; 4.1.3 estimular a criao de cursos voltados para a formao empreendedora; 4.1.4 discutir e redimensionar processos produtivos alternativos (solidrios); 4.1.5 ampliar e diversificar a interao universidade setor produtivo.

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    REESTRUTURAO DO MODELO DE ENSINO 5 Democratizar o acesso e a permanncia com sucesso 5.1 redefinir o modelo de acesso. 5.1.1 promover a Avaliao Institucional permanente dos processos seletivos de ingresso na UFPA; 5.1.2 debater e avaliar a adoo de mecanismos alternativos de ingresso na Instituio; 5.1.3 rever a legislao que trata da Matrcula Especial; 5.1.4 definir modelo de acesso para os cursos a distncia. 5.2 expandir a oferta de vagas. 5.2.1 promover estudos visando expanso das vagas dos cursos existentes; 5.2.1.1 ampliar a oferta de cursos noturnos; 5.2.1.2 ampliar o nmero de vagas nos cursos existentes, quando os estudos realizados demonstrarem sua necessidade; 5.2.1.3 implantar cursos e/ou disciplinas na modalidade a distncia; 5.2.1.4 debater e avaliar a criao e a implantao de cursos seqenciais; 5.2.1.5 ofertar novos cursos de Graduao e Ps-Graduao em reas estratgicas para o desenvolvimento regional; 5.2.1.6 promover estudos visando a ampliao da oferta de vagas em cursos de Ps-Graduao nos Campi do interior. 5.3 promover a melhoria das condies de oferta dos cursos. 5.3.1 melhorar as condies de oferta dos Cursos Regulares e Intervalares de Graduao; 5.3.2 melhorar as condies de oferta dos cursos de Ps-Graduao. 5.4 possibilitar a integralizao curricular em tempo hbil. 5.4.1 implementar aes permanentes de orientao acadmica; 5.4.2 efetivar uma poltica de acompanhamento pedaggico e avaliao do processo de ensino-aprendizagem; 5.4.3 realizar estudos diagnsticos que identifiquem causas e apontem possveis solues da distoro ingresso/concluso dos cursos de Graduao; 5.4.4 ampliar e fortalecer uma poltica de assistncia estudantil; 5.4.5 adequar a oferta dos cursos de Graduao aos turnos de maior demanda. 5.5 atualizar a poltica institucional de estgio. 5.5.1 definir e implementar uma poltica integrada para discentes; 5.5.2 buscar e ampliar parcerias institucionais para a oferta e garantia de campos de estgio; 5.5.3 ampliar os campos de estgio dentro da prpria Instituio; 5.5.4 definir e implementar uma poltica integrada de bolsas para discentes, transformando a prpria instituio em espao privilegiado para estgios; 5.5.5 revitalizar a central de estgio para discentes. 6 Construir um modelo de ensino sintonizado com a produo/socializao do conhecimento com compromisso tico e social 6.1 redefinir a concepo paradigmtica da poltica curricular do ensino de Graduao. 6.1.1 propor diretrizes curriculares para os cursos de Graduao, sintonizadas com as demandas loco-regionais; 6.1.2 fomentar e contribuir para a incorporao curricular, nos cursos de Graduao, de atividades de extenso, conforme prev o Plano Nacional de Educao, lei n 10.172, de 09 de janeiro de 2001; 6.1.3 promover a reviso do Projeto Pedaggico da Instituio visando atualizao de currculos e adoo de estratgias inovadoras comprometidas com a melhoria do processo ensino aprendizagem; 6.1.4 redefinir a prtica de ensino e de estgio dos cursos de licenciatura; 6.1.5 restabelecer e ampliar o conceito pedaggico-educacional do Ncleo Pedaggico Integrado-NPI como escola modelo e espao privilegiado para estudos, aplicao de metodologias educacionais e treinamentos pedaggicos; 6.1.6 orientar e acompanhar a construo dos projetos pedaggicos dos cursos de Graduao. 6.2 ressignificar o projeto educativo de espaos de integrao Universidade Sociedade.

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    6.2.1 fomentar poltica de integrao dos cursos de Graduao e projetos de pesquisa com os espaos de integrao da Instituio (Ncleo de Artes NUAR, Ncleo de Meio Ambiente-NUMA, Ncleo de Altos Estudos Amaznicos NAEA etc.); 6.2.2 fortalecer e ampliar os Hospitais Universitrios HUs como espaos de formao acadmica dos cursos de Graduao e de Ps-Graduao. 7 Desenvolver e implementar tecnologias inovadoras de ensino 7.1 incrementar a modernizao pedaggica e tecnolgica do processo ensino-aprendizagem. 7.1.1 implementar uma poltica Institucional de educao a distncia; 7.1.2 dotar os cursos de Graduao e de Ps-Graduao de modernos recursos didticos e tecnolgicos; 7.1.3 estimular atividades curriculares a distncia em cursos presenciais; 7.1.4 criar sistema de suporte tecnolgico a software educacional. 8 Planejar e implementar programas especiais de formao de docentes para a educao bsica. 8.1 desenvolver e implementar plos regionais de formao de professores no Estado do Par, com base no Protocolo de Integrao das Instituies de Ensino Superior IES paraenses, convnios com a Secretaria de Estado de Educao e Prefeituras Municipais. 8.1.1 definir e conferir formato prprio para essa atividade, com aplicao durante cinco anos.

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    PESQUISA E DESENVOLVIMENTO AMAZNICO 9 Promover atividades acadmicas multi, inter e transdisciplinares 9.1 apoiar os projetos que propiciem sinergismo entre ensino, pesquisa e extenso. 9.1.1 consolidar o Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso-PROINT como Programa de aes integradas com nfases distintas (extenso pesquisa e ensino; ensino pesquisa e extenso; pesquisa ensino e extenso); 9.1.2 desenvolver aes de pesquisa que proporcionem contribuies tericas e prticas ao ensino e extenso; 9.1.3 contribuir para a formao de uma cultura de pesquisa integrada ao ensino e extenso; 9.1.4 criar e desenvolver sistema de bolsas de pesquisa, ensino e extenso; 9.1.5 estimular a premiao anual dos destaques discentes em ensino, pesquisa e extenso. 9.2 integrar consrcios nacionais e regionais. 9.2.1 integrar a UNIREDE 9.2.2 integrar o Campus Net da Amaznia 9.2.3 integrar a Unitrabalho 9.2.4 integrar a Rede Nacional de Extenso RENEX. 10 Institucionalizar e fortalecer programas de pesquisa interdisciplinares e interinstitucionais 10.1 apoiar as atividades de pesquisa em todas as reas do conhecimento. 10.1.1 implantar mecanismos de captao de recursos para o fomento pesquisa; 10.1.2 apoiar grupos consolidados e grupos emergentes e incentivar a criao de novos grupos de pesquisa; 10.1.3 integrar as atividades de pesquisa aos programas da Graduao e Ps-Graduao; 10.1.4 incentivar a discusso de temas cientficos de fronteira; 10.1.5 adequar todos os Programas de Ps-Graduao da UFPA ao sistema de avaliao da Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior CAPES; 10.1.6 criar mecanismos de apoio aos novos programas de Ps-Graduao, tendo em vista seu reconhecimento junto CAPES; 10.1.7 elaborar e implementar macroprogramas de Pesquisa e Ps-Graduao para as reas estratgicas definidas pela UFPA; 10.1.8 criar um banco de informao da produo intelectual; 10.1.9 fomentar a elaborao e a execuo de programas e projetos interdisciplinares de pesquisa, particularmente em reas estratgicas para a regio Amaznica; 10.1.10- estimular a criao de plataformas e redes temticas de pesquisas interinstitucionais. 11- Estimular as atividades de iniciao cientfica 11.1 fortalecer e ampliar o Programa de Iniciao Cientfica. 11.1.1 estimular as atividades de iniciao cientfica integradas a projetos de ensino, extenso e/ou da Ps-Graduao; 11.1.2 fortalecer Programas Acadmicos, como o Programa Especial de Treinamento PET e a formao de grupos tutoriados; 11.1.3 reformular e consolidar o Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso PROINT; 11.1.4 implementar, junto UFPA, programa de iniciao cientfica e/ou divulgao cientfica voltado para estudantes de ensino mdio.

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    VALORIZAO DO RECURSOS HUMANOS 12 Estruturar e implantar polticas de desenvolvimento e fixao de recursos humanos 12.1 promover a capacitao dos recursos humanos. 12.1.1 elevar o ndice de Qualificao do Corpo Docente IQCD institucional; 12.1.2 criar o ndice de Qualificao do Corpo Tcnico-Administrativo IQCTA; 12.1.3 induzir a formao de novos doutores para as reas estratgicas definidas pela UFPA; 12.1.4 definir poltica de atrao de pessoal qualificado/titulado para os programas institucionais; 12.1.5 incentivar e promover a capacitao continuada dos servidores tcnicos e administrativos, inclusive em nvel de Ps-Graduao; 12.1.6 criar e implantar programa continuado de capacitao para a gesto pblica; 12.1.7 criar e implementar programas de educao continuada para professores formadores de professores da UFPA (financiamento CAPES); 12.1.8 fomentar a criao/incremento de programas de formao de professores em nvel de Atualizao e Especializao, autofinanciados; 12.1.9 incentivar a realizao de cursos de pesquisa-ao para extensionistas da UFPA. 12.2 promover a valorizao dos Recursos Humanos. 12.2.1 criar propostas de desenvolvimento humano para a comunidade da UFPA (servidores), utilizando perodos de recesso letivo; 12.2.2 equiparar a valorizao de atividades de extenso s de pesquisa, na Gratificao de Estmulo Docncia GED e na Gratificao de Incentivo Docncia GID; 12.2.3 instituir sistema de prmios e recompensas visando reter o capital intelectual da UFPA; 12.2.4 disponibilizar atendimento mdico-psico-social aos servidores, desenvolvendo aes integradas proativas e reativas; 12.2.5 instituir o Programa de Medicina do Trabalho; 12.2.6 avaliar a viabilidade de implantao de uma creche e de uma brinquedoteca para os filhos dos servidores, que alm de atenderem s suas necessidades, sirvam como espao de estudo e estgio comunidade acadmica. 12.3 desenvolver e implantar o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Humanos. 12.3.1 redimensionar o quadro de pessoal visando alocao otimizada dos recursos humanos; 12.3.2 realizar estudo sobre o perfil dos recursos humanos para a definio de poltica de relotao de pessoal e ridico dos programas de capacitao; 12.3.3 criar o Banco de Talentos da UFPA, para veicular oferta e demanda de habilitaes, habilidades e a disponibilizao de docentes e tcnico-administrativos, com vistas ao atendimento das necessidades institucionais; 12.3.4 reformular o Sistema de Avaliao de Desempenho vigente.

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    AMBIENTE ADEQUADO 13 Ampliar, revitalizar e redimensionar a infra-estrutura fsica e os recursos materiais s necessidades acadmicas e administrativas 13.1 criar o Programa de Recuperao da Infra-estrutura Fsica da UFPA (PROINFRA). 13.1.1 restaurar, reformar, ampliar, atualizar e construir laboratrios, salas de aula, salas multi-meios, de tele-conferncia e administrativas, em todos os Campi; 13.1.2 definir critrios para aquisio, atualizao e aproveitamento dos recursos de informtica j disponveis; 13.1.3 equipar o maior nmero possvel de salas de aula com recursos audiovisuais, mobilirio adequado e conforto ambiental; 13.1.4 buscar a implantao de laboratrios avanados, visando colocar a UFPA em um novo patamar tecnolgico; 13.1.5 ampliar o sistema de abastecimento de gua do Campus do Guam, adequando a qualidade da gua s necessidades gerais de consumo humano, e as particulares de alguns laboratrios, assim como realizar anlises e intervenes com vistas melhoria do abastecimento de gua dos demais Campi; 13.1.6 reequipar a frota de veculos da UFPA, sobretudo aqueles destinados pesquisa de campo, atividades de extenso e de ensino, incluindo a frota dos Campi do interior; 13.1.7 reconfigurar a rede eltrica dos Campi e implantar programa de conservao de energia; 13.1.8 ampliar a rede lgica do Campus do Guam; 13.1.9 consolidar a intranet e implantar a internet II, com vistas, sobretudo, mudana do paradigma de ensino na UFPA; 13.1.10 restaurar e ampliar a rede de drenagem pluvial do Campus do Guam; 13.1.11 planejar e apoiar aes para a implantao de um sistema de tratamento de esgoto no Campus do Guam; 13.1.12 promover o fortalecimento infra-estrutural dos Hospitais Universitrios; 13.1.13 criar unidades de apoio manuteno de equipamentos cientficos. 13.2 planejar a urbanizao dos Campi, dotando-os de equipamentos e servios de infra-estrutura urbana. 13.2.1 criar, aprovar e aplicar um Cdigo de Posturas, estabelecendo critrios de uso, preservao e interveno nas reas e nas edificaes dos Campi; 13.2.2 definir planos diretores de implantao de novos Campi e da expanso urbana de outros; 13.2.3 reformar o sistema de acesso aos espaos, na perspectiva de incluso social; 13.2.4 otimizar a orientao do usurio atravs de comunicao visual eficaz e durvel; 13.2.5 repensar, projetar e desenvolver design urbano e paisagstico que eleve a qualidade da paisagem natural e construda, dotando o Campus do Guam de estrutura que acentue a sua vocao natural de atrao turstica para a cidade de Belm; 13.2.6 expandir, revitalizar e otimizar os espaos de convivncia, considerando-se a remodelao das passarelas, a implantao de abrigos de passageiros e praas, assim como fomentar o estabelecimento de lojas de convenincias no Campus do Guam; 13.2.7 promover a arte pblica na cultura urbana do Campus; 13.2.8 planejar a construo do Centro de Convenes e do Hotel Escola da UFPA no Campus do Guam; 13.2.9 reestruturar o Restaurante Universitrio RU, melhorando a qualidade de atendimento comunidade interna e, tendo em vista sua localizao privilegiada, expandir seus servios para o turismo receptivo; 13.2.10 proceder coleta seletiva e reciclagem dos resduos slidos gerados nos Campi; 13.2.11 remanejar, organizar e otimizar os espaos de oferta de servios de alimentao, controlando a qualidade dos alimentos. 13.3 modernizar e ampliar os acervos bibliogrficos e o acesso a acervos digitais.

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    13.3.1 implantar sistemas modernos de pesquisa bibliogrfica via internet na Biblioteca Central BC e nas bibliotecas setoriais; 13.3.2 manter, ampliar e preservar o acervo impresso e em meio eletrnico, da UFPA; 13.3.3 adquirir acervo para completar colees, reas emergentes, reas desatualizadas, reas que atendem s linhas de pesquisa da UFPA; 13.3.4 estabelecer poltica de desenvolvimento de colees para a BC e Setoriais da capital e dos Campi do interior; 13.3.5 implantar um programa de preservao de acervo. 13.4 melhorar a infra-estrutura do sistema de bibliotecas. 13.4.1 modernizar os prdios das bibliotecas, recuperando as suas condies fsicas e ambientais; 13.4.2 adquirir e instalar sistema de deteco anti-furto nas bibliotecas; 13.4.3 instalar cmeras e sensores infra-vermelhos em locais predeterminados nas bibliotecas; 13.4.4 reorganizar o layout das bibliotecas; 13.4.5 implantar Sistema de Sinalizao para o acervo, bem como para os servios internos das bibliotecas; 13.4.6 reformar e modernizar o auditrio da Biblioteca Central BC. 13.5 restaurar o patrimnio arquitetnico e histrico da UFPA. 13.5.1 articular, com as unidades afins, a definio da identidade e funo dos prdios histricos da UFPA, restaurando-os e revitalizando-os; 13.5.2 resgatar a memria da UFPA, inclusive com projetos de levantamento, catalogao, registro, sistematizao e publicao das informaes referentes evoluo do espao fsico da UFPA. 14 Garantir o bem estar individual e coletivo da comunidade universitria 14.1 estimular a produo de cultura, arte, esporte e lazer. 14.1.1 possibilitar aos usurios do sistema multicampi acesso e fruio dos eventos culturais e artsticos, criando espaos dialogais onde a interao entre os diversos segmentos universitrios se processe num clima de prazer e lazer construtivo; 14.1.2 propiciar a explorao do sistema virio e do rio Guam para a prtica de esportes de finais de semana, como kart, ciclismo, aeromodelismo, canoagem, remo, vela e motonutica; 14.1.3 criar a Orquestra e o Coro da UFPA; 14.1.4 estabelecer calendrio anual de eventos; 14.1.5 estimular a realizao de oficinas e cursos de curta durao para a promoo das linguagens mltiplas da cultura, dirigidas preferencialmente comunidade universitria; 14.1.6 estimular a prtica de esportes, formando equipes competitivas, em nveis local, nacional e internacional. 14.2 articular mecanismos de promoo social. 14.2.1 melhorar as condies de funcionamento das casas de estudantes; 14.2.2 criar casas universitrias nas cidades-plo, para acolhimento de discentes e docentes de outras localidades. 14.3 estabelecer polticas de segurana comunitria e patrimonial. 14.3.1 aprimorar os sistemas de segurana dos Campi, atravs da capacitao dos vigilantes, inclusive com especializao em reas especficas e acompanhamento com mtodos de motivao ao trabalho; 14.3.2 trabalhar o conceito de segurana imbricado com o conceito de responsabilidade, na viso de que a segurana atribuio de todos e responsabilidade da Prefeitura do Campus; 14.3.3 cadastrar os usurios, membros ou no da comunidade universitria, possibilitando identificao estudantil e funcional, com o objetivo de facilitar o acesso e a convivncia segura dentro do Campus; 14.3.4 sedimentar a relao estabelecida entre a UFPA e a segurana pblica para tratar dos casos de polcia como casos de polcia; 14.3.5 adquirir e implantar sistemas de segurana, monitorados por alarmes e imagens para os acessos principais e para os estacionamentos;

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    14.3.6 complementar o sistema de vigilncia com a ampliao das rondas motorizadas e a intercomunicao entre as unidades fixas e mveis. 15 Inovar e dinamizar a gesto da infra-estrutura 15.1 promover a reestruturao administrativa da Prefeitura do Campus. 15.1.1 eliminar as dicotomias e as superposies de funes existentes na atual estrutura; 15.1.2 adequar a estrutura administrativa da Prefeitura do Campus Universitrio PCU ao carter multicampi da UFPA; 15.1.3 estruturar e adequar o servio de vigilncia para que o mesmo atinja patamares afinados com as demandas e com os desafios provocados pelo contexto social e histrico do campus universitrio, culminando com a criao do Departamento de Segurana da Prefeitura Multicampi da UFPA; 15.1.4 ampliar as aes da assessoria da Prefeitura, que dever dispor de profissionais que planejem, proponham e critiquem programas nos mbitos da poltica e assistncia social, cultural e tcnica, luz da inovao da gesto pblica, no perdendo de vista, portanto, o seu compromisso com a produo do conhecimento sobre si prpria, seu espao e sua ao, em perfeito compartilhamento com a Academia e a comunidade em geral. 15.2 adotar poltica intensiva de planejamento, programao e captao de recursos para a infra-estrutura. 15.2.1 desenvolver projetos de extenso para o bem-estar social das comunidades das redondezas, inclusive com a gerao de trabalho e de renda, buscando-se junto aos agentes financiadores o apoio para essas atividades, que tero interface direta com algumas necessidades infra-estruturais da UFPA; 15.2.2 estabelecer parcerias com as unidades acadmicas afins, para a soluo de problemas de natureza urbana e seus desdobramentos, multiplicando-se os saberes produzidos dentro do sistema Prefeitura Multicampi. 15.3 aprimorar a gesto, o gerenciamento e a otimizao dos recursos. 15.3.1 avanar na gesto de contratos de limpeza, vigilncia, manuteno predial e servios de telefonia, com vistas otimizao da aplicao dos recursos e maior eficcia dos servios; 15.3.2 estabelecer poltica de abertura da UFPA para a comunidade circundante, no sentido de proporcionar-lhe trabalho e renda, reduzindo os custos operacionais e substituio parcial dos servios prestados por empresas, consolidando assim sua funo social no sentido de contribuir para o resgate da cidadania;

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    MODERNIZAO DA GESTO 16 Modernizar a Gesto Acadmica 16.1 promover a melhoria da qualidade dos processos administrativos. 16.1.1 desenvolver e implantar um sistema de informao gerencial integrado para a UFPA; 16.1.2 atualizar e divulgar o Catlogo dos Cursos de Graduao; 16.1.3 criar e divulgar catlogo eletrnico de programas, projetos, cursos e servios de extenso sociedade; 16.1.4 simplificar as rotinas de trabalho, aumentando a comunicao por meio da intranet; 16.1.5 unificar o sistema de matrcula da Ps-Graduao; 16.1.6 disponibilizar o sistema de matrcula da Graduao e da Ps-Graduao via ridic; 16.1.7 contribuir para a transformao da Fundao de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa FADESP em instrumento efetivo de apoio ao desenvolvimento da pesquisa e da extenso no mbito da UFPA; 16.1.8 desenvolver estudos e regulamentar o Sistema Integrado de Bibliotecas SIBI. 16.2 desenvolver mecanismos para mudana na estruturao e nos procedimentos de gesto acadmica. 16.2.1 estimular a integrao dos procedimentos administrativos dos Departamentos e Colegiados de Curso, nas vrias subunidades; 16.2.2 modernizar o controle acadmico; 16.2.3 desburocratizar e descentralizar os mecanismos de administrao acadmica; 16.2.4 criar e consolidar uma Secretaria de Cursos Lato Sensu; 16.2.5 criar e consolidar uma Secretaria de Apoio aos Campi, sediada em Belm; 16.2.6 criar e implementar o Comit Gestor do Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso PROINT (instituir uma cmara integrada); 16.2.7 criar e implementar o Comit Gestor do Programa de Recuperao da Infra-estrutura Fsica da UFPA PROINFRA (instituir uma cmara integrada); 16.2.8 criar e implementar o Comit Gestor do Programa ri de Formao de Professores; 16.2.9 rever as resolues que orientam e regulamentam a prestao de servios comunidade, com ressarcimento UFPA; 16.2.10 disponibilizar normas para a apresentao de trabalhos acadmicos (Trabalho de Graduao Interdisciplinar, elaborao de Trabalho de Concluso de Curso, Monografia de Curso de Especializao, Dissertao e Tese). 16.3 democratizar a Informao. 16.3.1 montar e disponibilizar banco de dados para aproximar os nossos graduandos e egressos do mercado de trabalho; 16.3.2 criar e implantar home page de professores, tcnicos e administrativos; 16.3.3 disponibilizar, na pgina da UFPA, os catlogos dos cursos de Graduao, Ps-Graduao e Extenso; 16.3.4 disponibilizar os procedimentos de registro e fornecimento de informao via intranet; 16.3.5 integrar e centralizar as bases de informao e manter atualizadas as bases de dados e os indicadores de desempenho da UFPA; 16.3.6 manter atualizado o Portal da Amaznia. 16.4 democratizar a Gesto. 16.4.1 implementar a gesto colegiada nas Pr-Reitorias de Ensino de Graduao PROEG, de Extenso PROEX e de Pesquisa e Ps-Graduao PROPESP; 16.4.2 estimular a participao dos discentes nas diversas instncias decisrias da universidade; 16.4.3 criar uma Ouvidoria na UFPA; 16.4.4 manter interlocuo permanente com entidades representativas dos docentes, tcnico-administrativos e discentes; 16.5 concluir o processo de elaborao do novo Estatuto e do novo Regimento da UFPA, incorporando o modelo de universidade multicampi. 16.5.1 criar Comisso Sistematizadora da documentao disponvel.

  • 59

    16.6 estabelecer e implantar uma poltica editorial de qualidade acadmica, que venha a ser reconhecida nacional e internacionalmente. 16.6.1 dinamizar a produo editorial; 16.6.2 promover o crescimento quantitativo e qualitativo da produo editorial; 16.6.3 incrementar a divulgao da produo editorial; 16.6.4 buscar alternativas para a ampliao da distribuio da produo editorial. 17 Instituir processo permanente de avaliao institucional 17.1 atualizar e dinamizar o projeto acadmico da UFPA. 17.1.1 intensificar e aperfeioar a avaliao permanente do ensino de Graduao; 17.1.2 promover a avaliao interna dos cursos permanentes de Graduao; 17.1.3 criar e consolidar mecanismos de avaliao da pesquisa, da extenso e da gesto universitria; 17.1.4 divulgar os resultados da avaliao comunidade acadmica e sociedade; 17.1.5 instituir a Auditoria Acadmica. 17.2 promover o acompanhamento e a otimizao das aes de avaliao institucional. 17.2.1 criar e consolidar a Secretaria de Avaliao Institucional subordinada Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento PROPLAN; 17.2.2 criar e implementar Comits Executivos de Avaliao; 18 Estruturar a prestao de servios e a captao de recursos financeiros 18.1 promover a reviso dos instrumentos legais para maior agilidade e controle da execuo de projetos. 18.1.1 reformular resolues e normas internas para maior agilidade e controle dos projetos; 18.1.2 rever os procedimentos de estabelecimento de contratos e convnios. 18.2 ampliar e fortalecer as alternativas de captao de recursos financeiros. 18.2.1 incentivar a busca de recursos externos atravs da prestao de servios; 18.2.2 ofertar cursos comunidade; 18.2.3 criar e implementar a Secretaria de Apoio Captao de Recursos; 18.2.4 integrar o acompanhamento das aes de interesse comum da instituio; 18.2.5 apoiar a ao da comunidade universitria junto aos rgos de fomento da pesquisa e do desenvolvimento tecnolgico; 18.2.6 estimular a incubao de empresas de base tecnolgica, aproximando o setor produtivo da Academia; 18.2.7 promover e apoiar a participao da universidade em projetos multi-institucionais de desenvolvimento regional; 18.2.8 consolidar o processo de patenteamento e de licenciamento das pesquisas realizadas e dos processos e produtos desenvolvidos pela universidade; 18.2.9 incentivar a criao e o fortalecimento de incubao de empresas e de cooperativas no mbito social, para a criao de novos postos de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento sustentvel local; 18.2.10 desenvolver projetos/programas que promovam a gerao de renda, otimizando o aproveitamento sustentvel de recursos naturais prprios das respectivas localidades; 18.2.11 fortalecer a parceria entre a UFPA e a Unitrabalho. 19 Intensificar a insero internacional e ampliar as parcerias com a sociedade 19.1 desenvolver aes integradas com outras instituies universitrias e no-universitrias. 19.1.1 consolidar e ampliar o Protocolo de Integrao estabelecido entre as instituies de ensino superior do Estado do Par; 19.1.2 propor e implementar a formao de redes cooperativas regional e nacionalmente; 19.1.3 fortalecer a Assessoria de Relaes Nacionais e Internacionais ARNI, transformando-a em Secretaria; 19.1.4 estabelecer parcerias com as bibliotecas das instituies participantes do Protocolo de Integrao das IES paraenses. 19.2 estimular a cooperao e intercmbio nacional e internacional. 19.2.1 fortalecer o pacto panamaznico de instituies universitrias, atravs da Associao de Universidades Amaznicas UNAMAZ;

  • 60

    19.2.2 desenvolver a insero internacional da Graduao, da Ps-Graduao e da Pesquisa; 19.2.3 facilitar a estada e a participao de professores nacionais e estrangeiros nas atividades acadmicas da UFPA. 20 Planejar de forma integrada as aes institucionais 20.1 aprimorar o sistema de planejamento institucional. 20.1.1 estabelecer uma cultura de planejamento participativo na Instituio; 20.1.2 estabelecer uma agenda permanente de eventos com a finalidade de repensar objetivos, estratgias e modos de atuao, envolvendo todos os segmentos da UFPA.

    A FIGURA 7 ilustra os Eixos Estruturantes e as Metas do Plano de Desenvolvimento:

    EIXOS ESTRUTURANTES METAS

    UNIVERSIDADE MULTICAMPI

    Definir e implantar um Modelo de Universidade Multicampi

    INTEGRAO COM A SOCIEDADE

    Estimular e apoiar projetos voltados para o

    Promover a socializao de conhecimentos produzidos na

    Academia

    Promover a integrao permanente entre a Universidade e a Sociedade

    REESTRUTURAO DO MODELO DE ENSINO

    Planejar e implementar programas especiais de formao de docentes

    para a educao bsica

    Desenvolver e implementar tecnologias inovadoras de ensino

    Construir um modelo de ensino sintonizado com a

    produo/socializao do conhecimento com compromisso

    social

    Democratizar o acesso e a permanncia com sucesso

  • 61

    MODERNIZAO DA GESTO

    Modernizar a gesto acadmica

    Planejar de forma integrada as aes institucionais

    Instituir processo permanente de avaliao institucional

    Intensificar a insero internacional e ampliar as parcerias com a sociedade

    Estruturar a prestao de servios e a captao de recursos financeiros

    PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

    AMAZNICO

    Promover atividades acadmicas multi, inter e transdisciplinares

    Institucionalizar e fortalecer programas de pesquisa

    interdisciplinares e interinstitucionais

    Estimular as atividades de iniciao cientfica

    VALORIZAO DOS RECURSOS HUMANOS

    Estruturar e implantar polticas de desenvolvimento e fixao de recursos

    humanos

    Ampliar, revitalizar e redimensionar a infra-estrutura fsica e os recursos

    materiais s necessidades acadmicas e administrativas

    Garantir o bem estar individual e coletivo

    Inovar e dinamizar a gesto da infra-estrutura

    AMBIENTE ADEQUADO

    Figura 7 Eixos e Metas do Plano de Desenvolvimento.

  • 62

    5.1.3 Implantao do Plano

    a) Facilidades

    Uma das principais facilidades da implantao do Plano decorreu do fato de que o

    mesmo foi construdo de forma participativa e, assim, os vrios atores que necessitavam

    participar da sua execuo tinham sido, de uma forma ou de outra, os seus construtores. Alm

    disso, e de forma decisiva, o sucesso da sua implantao tem muito a ver com o engajamento

    da Administrao Superior em todos os momentos e uma firme deciso poltica do prprio

    Reitor em implement-lo.

    A proposta de funcionamento da UFPA dentro da viso multicmpica, uma

    universidade-rede e a descentralizao do poder, implcita na concepo do Plano com a

    criao de vrias instncias propositivas, espaos de discusso que antes no existiam,

    motivou fortemente a participao de toda a administrao intermediria, aonde acontece

    verdadeiramente o fazer na Universidade.

    Assim, pode-se dizer que um novo clima institucional e a perspectiva de mudana da

    cultura organizacional foram fatores facilitadores da implantao do Plano e do seu sucesso.

    Deve-se acrescentar, como fator facilitador, a iniciativa da Administrao Central da

    UFPA enquanto instncia coordenadora e impulsionadora de todo o processo de

    planejamento, de apresentar uma proposta concreta como base para as discusses, no caso os

    Eixos Estruturantes com as respectivas metas, estratgias e principais linhas de ao, que

    foram criticadas, trabalhadas, enriquecidas e ampliadas durante as fases descritas, resultando,

    portanto, no documento final aprovado.

    b) Dificuldades

    O passivo histrico acumulado por longos anos de falta de investimentos em infra-

    estrutura, da no reposio de quadros funcionais, de desestruturao organizacional, do

    crescimento e proliferao de cursos, sobretudo no interior, muitas vezes sem uma anlise

    criteriosa de pertinncia, o distanciamento operacional entre o campus-sede e os campi do

    interior, entre outros, afetaram as relaes de solidariedade, a busca de objetivos comuns,

    ameaando organicamente a Instituio.

    Esse quadro inicial canalizou, em um primeiro momento, todos os esforos na busca

    de uma repactuao universitria, da soluo de problemas institucionais graves de infra-

    estrutura e de pessoal, de recursos financeiros entre outros, de tal maneira que as mudanas

    contidas no Plano no puderam ser efetivadas de imediato, s ganhando escala a partir do

    segundo semestre de 2002.

  • 63

    As restries oramentrias sempre presentes e a descrena de vrias reas quanto

    funcionalidade de um Plano de Desenvolvimento em uma Instituio Federal de Ensino

    Superior (IFES) configuram-se em obstculos que desafiam a capacidade gerencial, a

    determinao, a perseverana e a criatividade de todos os que compem a Instituio e tm a

    responsabilidade de colocar um plano em marcha. Entretanto, no chega a inviabilizar diante

    da potencializao dos aspectos positivos.

    5.1.4 Principais Resultados

    Aps esses trs anos e oito meses da efetiva implantao do Plano podemos assinalar

    de forma sinttica, alguns avanos significativos por eixo estruturante. Os aspectos mais

    significativos desses e de outros avanos sero objeto de detalhamento nas demais dimenses

    da auto-avaliao.

    Universidade Multicampi: ao definir e implantar um modelo de universidade

    multicampi, a UFPA investiu em um modelo alternativo de gesto acadmica

    voltado para o desenvolvimento do Estado. Hoje, a UFPA est presente em 10

    campi e 115 municpios paraenses, o que representa uma cobertura de 80% dos

    municpios do Estado, contribuindo com a diminuio das diferenas regionais,

    conseqentemente com o progresso do Estado do Par.

    Integrao com a Sociedade: nos ltimos trs anos, a UFPA vivencia efetiva e

    progressiva integrao entre a Academia e os diferentes segmentos da sociedade na

    busca do bem comum entendido como aquele que satisfaz as necessidades de

    uma comunidade e da sociedade como um todo, no apenas as de um indivduo ou

    de um grupo. Uma credencial significativa dessa integrao a criao da

    Associao dos Amigos da UFPA. Entidade sem fins lucrativos, formada sobretudo

    por pessoas de fora da instituio, com o objetivo de contribuir para o seu

    fortalecimento em todas as reas possveis, seja na cincia, na tecnologia, nas artes,

    na cultura e at mesmo na parte fsica.

    Reestruturao do Modelo de Ensino: as atividades direcionadas ao processo de

    reformulao e construo dos Projetos Pedaggicos dos Cursos de Graduao

    abriram o caminho para a melhoria do ensino de graduao e para a modernizao

    pedaggica e tecnolgica do processo de aprendizagem. J foram reformulados e

    regulamentados 25 projetos pedaggicos dos cursos, tanto na capital como no

    interior.

  • 64

    Pesquisa e Desenvolvimento Amaznico: a UFPA trabalha para firma-se como um

    plo de gerao de pesquisas. Esse trabalho vem sendo materializado por meio da

    implantao de novos cursos de ps-graduao lato e stricto sensu e a

    celebrao de novos convnios com agncias de fomento nacionais e

    internacionais; como p.ex.: a criao do Acordo Multilateral de Cooperao

    Tcnico-Cientfica em Sade das Instituies da Amaznia cujo principal

    objetivo incentivar pesquisas em rede nas reas prioritrias para a regio e, a

    criao do Campus Flutuante da UFPA, originado de um convnio assinado entre a

    UFPA, o Ministrio da Cincia e Tecnologia (MCT) e o corpo de Bombeiros do

    Par, para permitir o ensino (em nvel de graduao), a pesquisa e a extenso s

    regies ribeirinhas do Estado.

    Valorizao dos Recursos Humanos: as polticas de desenvolvimento, fixao e

    valorizao de recursos humanos iniciaram-se em agosto de 2002 com a criao e

    execuo do Programa de Capacitao do Pessoal Tcnico-Administrativo e

    culminaram com a criao da Pr-Reitoria de Desenvolvimento e Gesto de Pessoal

    (PROGEP). Criada em junho de 2005, a PROGEP desenvolve atividades centradas

    em aes prioritrias para o crescimento da qualidade e condies de vida do

    pessoal da Instituio.

    Ambiente Adequado: a infra-estrutura da UFPA foi submetida a um processo

    coletivo de avaliao, cujo resultado ratificou o que se inferia: prdios, instalaes e

    equipamentos no mais atendiam s demandas institucionais. Com vistas a reverter

    essa situao, foi criado e implementado o Programa de Recuperao da Infra-

    estrutura Fsica da UFPA (PROINFRA), com resultados extraordinrios na

    recuperao e ampliao do patrimnio institucional.

    Modernizao da Gesto: no conjunto de aes que compem o Programa de

    Modernizao da Gesto na UFPA, foi traado um plano de ao que privilegia

    aes multidisciplinares a partir da transversalidade dos temas que aborda. O

    Desenvolvimento e implantao de diversos sistemas voltados para o Planejamento

    Acadmico (SAAD), Planejamento Oramentrio (SISPLO), Financiamento de

    Projetos de Ensino, Pesquisa e Extenso (SISPROL), Planejamento da Ps-

    graduao (SPG), Acompanhamento Jurdico da Procuradoria (SJPG), Controle

    informatizado de identificao de bens e gerenciamento de projetos (GPF), que

    devero compor o novo Sistema de Informaes Gerenciais da UFPA, atualmente

    em fase de implantao, imprimiu efetividade e a transparncia na gesto.

  • 65

    5.1.5 Enquete sobre a percepo e o grau de satisfao da sociedade acerca do cumprimento da misso institucional.

    O Departamento de Avaliao Institucional realizou uma enquete por meio do portal

    da UFPA, no perodo de 16/06 a 01/07/2006, com o objetivo de avaliar a percepo e o grau

    de satisfao da sociedade e, particularmente, dos sujeitos acadmicos, atualmente constitudo

    de aproximadamente 51.000 pessoas, entre docentes, tcnico-administrativos e alunos, em

    relao ao cumprimento da misso institucional. O resultado da enquete est descrito na

    TABELA 1.

    Resultado da Enquete: Na sua opinio, a UFPA cumpre com a sua misso de gerar,

    difundir e aplicar o conhecimento?

    Tabela 1- Resultado da enquete sobre a Misso institucional.

    Alternativas Votos Porcentagem (%)

    Sim 530 31.2

    Parcialmente 852 50.2

    No tenho opinio sobre o assunto 50 2.9

    No 266 15.7

    Total 1.698 100

    Fonte: Departamento de Avaliao Institucional.

    O resultado foi positivo para a Instituio, se considerarmos a receptividade da

    comunidade 1.698 pessoas, ou 3,3% dos sujeitos acadmicos, opinaram num curto perodo

    de 16 dias e a percepo e o grau de satisfao em relao ao cumprimento da misso

    institucional expressaram que: 81,4% das opinies esto entre os que acham que a UFPA

    cumpre total e parcialmente sua misso, enquanto 15,7% acham que a Instituio no cumpre

    o seu papel.

    Devemos considerar tambm que apenas 2,9% no tm opinio sobre o assunto o

    que nos leva a inferir que, deste universo (1.698), um nmero reduzido de pessoas (50)

    desconhece a misso da UFPA.

  • 66

    Figura 8 Plano de Gesto 20052009. Crdito: Jefferson Galvo.

    5.1.6 Elaborao do Plano de Gesto 2005/2009 UFPA XXI

    A partir de julho de 2005, aps a

    reconduo do atual Reitor para mais um

    mandato de quatro anos, a UFPA elaborou o

    Plano de Gesto 2005-2009, que tem o

    objetivo principal de formalizar os desafios

    priorizados pela Administrao Superior

    para serem enfrentados no perodo, bem

    como as suas respectivas aes, de modo a

    cumprir o preceito constitucional da

    transparncia com vistas ao controle social e a responsabilidade social da UFPA. Tendo como

    referencial o Plano Estratgico Institucional, o chamado Plano de Desenvolvimento 2001-

    2010, procedeu-se uma reviso dos principais cenrios e uma atualizao das anlises de

    ambiente externo e interno, incorporando os efeitos das realizaes ocorridas no perodo

    2001-2005.

    O imenso desafio que se coloca agora o de se conceber um significativo e bem

    articulado Projeto Acadmico para a Instituio, devidamente integrado e de longo prazo, que

    vise dar uma contribuio substantiva e inovadora na construo de um modelo de

    desenvolvimento vivel e sustentvel para a Amaznia. Nesse sentido, e como prerrogativa

    consistncia e alcance da ao institucional, torna-se imprescindvel que a UFPA entre outros

    aspectos:

    oferte um ensino de graduao voltado s necessidades loco-regionais, por meio de

    uma poltica de gerenciamento que articule sistematicamente avaliao e

    planejamento na execuo dos projetos pedaggicos, tendo em vista a melhoria das

    condies de oferta e qualidade do corpo de servidores;

    amplie a articulao entre ensino de graduao, pesquisa e extenso, de modo a

    superar a tendncia atual de dissociao entre os mesmos, valorizando todos os

    aspectos que contribuam para a formao plena do estudante e sua integrao com a

    sociedade;

    consolide os programas de ps-graduao, com a melhoria de desempenho em reas

    j tradicionalmente constitudas (buscar-se, minimamente, conceitos 4 e 5) e

    incentive a criao de novos doutorados em campos do conhecimento que j

    possuam mestrados em funcionamento e a expanso de novos em reas ainda no

  • 67

    cobertas que se demonstrem estratgicas para o desenvolvimento da regio e para

    sua integrao com o conhecimento universal;

    induza o replanejamento de atividades acadmicas de modo a colocar teoria e

    prtica como aspectos complementares e indissociveis, alm de indispensveis

    aprendizagem significativa;

    crie os mecanismos necessrios ao efetivo cumprimento das Diretrizes Curriculares

    dos cursos de graduao da UFPA, aprovados pela resoluo n 3.186 de

    28/06/2004 do Conselho Superior de Ensino e Pesquisa (CONSEP);

    redefina o papel do Ncleo Pedaggico Integrado (NPI) como campo de aplicao

    de propostas metodolgicas inovadoras e espao de integrao entre a formao

    docente para a Educao Bsica e a prpria Educao Bsica;

    favorea a capacitao docente para que esses possam planejar e executar atividades

    acadmicas voltadas mais para a aprendizagem do que para o ensino, na perspectiva

    da aprendizagem significativa;

    promova a integrao dos programas prprios de ps-graduao com programas

    atuantes nas mesmas reas em outras regies do pas ou da Amaznia, fortalea as

    trocas e a recepo e transmisso de experincias e conhecimento, e estimule as

    aes de solidariedade intra e inter-regional, visando formao mais acelerada de

    mestres e doutores;

    impulsione grupos e programas de pesquisa, sobretudo aqueles voltados a temticas

    estratgicas para a regio, a alcanar padres organizativos e de pessoal qualificado

    capazes de dot-los de maior pertinncia cientfica, dinamismo produtivo,

    sustentabilidade material e insero social;

    descentralize as atividades de pesquisa, disseminando-a gradualmente nas suas

    diferentes unidades, em particular nos campi do interior;

    fortalea, prioritariamente por meio do Protocolo de Integrao das Instituies de

    Ensino Superior do Estado do Par, os laos j existentes com as demais instituies

    de ensino superior e pesquisa atuantes em nosso Estado e, particularmente, em

    Belm;

    busque manter e criar mecanismos que viabilizem a formao de novos docentes

    doutores, assim como a atrao daqueles formados em outras regies, gerando ao

    mesmo tempo condies para a sua fixao e atuao adequadas;

    resgate extenso o status devido na dinmica da vida acadmica, transformando-a,

    definitivamente, por meio de polticas indutoras e articuladas com o ensino e a

  • 68

    pesquisa, em arena permanente e prioritria de formao acadmica e cidad e, ao

    mesmo tempo, de servio qualificado comunidade, afirmando assim a

    responsabilidade social da UFPA;

    amplie os laos de cooperao nacional e internacional, contribuindo para reduzir a

    endogenia e permitindo s vrias instncias universitrias as interlocues

    estratgicas permanente renovao e intercmbio de idias, atualidade de projetos

    acadmicos e de formao cientfica, qualificao de quadros, contemporaneidade

    de propsitos e reconhecimentos nacional e internacional sua produo de

    conhecimento;

    renove e valorize os quadros tcnicos da Instituio, qualificando-os a desempenhar

    funes essenciais de apoio acadmico e assessoria didtico-pedaggica, em todas

    as instncias que lhes so pertinentes: gesto de pessoas, planejamento estratgico,

    administrao e finanas, pesquisa institucional, secretariado executivo, tecnologias

    de informao, assessoria de comunicao, gesto de laboratrios etc;

    altere a cultura interna da Instituio, mediante a execuo de uma inovadora

    poltica de recursos humanos, comprometendo toda a comunidade acadmica com

    cdigos de postura pautados em valores e normas que priorizem o mrito no

    trabalho e no estudo, o sentido de pertencimento pblico do patrimnio institucional

    e o zelo pela sua manuteno, a civilidade e o respeito no tratamento das pessoas e

    ao pluralismo de idias, alm da vontade pelo esforo permanente de crescimento

    individual e coletivo;

    coloque em pleno funcionamento um sistema de informao integrado, abrangente e

    de amplo acesso, permanentemente atualizado, que disponibilize em tempo real

    todos os dados de interesse para a comunidade acadmica e para aqueles que

    interagem com ela, transmitindo uma viso transparente da UFPA para todos os

    cidados;

    utilize, de maneira eficiente, a Tecnologia da Informao e Comunicao, de

    maneira a suprir a gesto, em todos os seus nveis, de informao privilegiada,

    visando efetivao de suporte deciso e ao planejamento e;

    impulsione o estabelecimento de uma poltica institucional de educao a distncia

    e de incluso de novas tecnologias de ensino.

    As principais diretrizes definidas no Plano de Gesto consubstanciam-se em trs

    grandes eixos de ao, interdependentes, com seus objetivos especficos, denominados de

  • 69

    desafios, e as correspondentes aes traduzidas por prioridades e metas a partir de indicadores

    estabelecidos. So eles:

    Implementao de um Amplo Projeto Acadmico Integrado UFPA XXI;

    Colegialidade, Modernizao, Transparncia da Gesto e Valorizao do Servidor;

    Reforma, Ampliao e Modernizao da Infra-estrutura e Aperfeioamento da

    Poltica de Segurana.

    O Plano de Gesto 2005/2009 composto das Aes (Projetos e Atividades) que esto

    sendo desenvolvidas pelas macroestruturas organizacionais, as Pr-Reitorias, e pactuadas com

    as unidades acadmicas, de forma a atender os Eixos de Ao estabelecidos na Proposta

    aprovada para o quadrinio 2005/2009 e decompostos em Desafios a serem respondidos.

    As Aes definidas pelas Pr-Reitorias e pactuadas com as unidades acadmicas sero

    compatibilizadas a partir do registro mediante acesso ao mdulo Sistema Aplicativo de

    Administrao Oramentria e Financeira, do Sistema de Informao Gerenciais (SIG), que

    est sendo substitudo pelo Sistema de Informao para o Ensino (SIE), que integrar os

    diversos sistemas de informao da UFPA, tanto no mbito acadmico quanto no mbito

    administrativo. Ressalte-se, que antes do registro no sistema, as unidades devero promover o

    agrupamento das Aes em Programas setoriais, que respondero aos Desafios e Metas

    definidos como prioritrios para atendimento.

  • 70

    5.2 PERSPECTIVA CIENTFICA E PEDAGGICA FORMADORA: polticas, normas e estmulo para o ensino, a pesquisa e a extenso.

    5.2.1 Ensino de Graduao

    A Pr-Reitoria de Ensino de Graduao e Administrao Acadmica (PROEG) detm

    a coordenao das atividades didtico-pedaggicas e de administrao acadmica da

    Instituio. Ela promove os estudos necessrios para viabilizar as mudanas na poltica

    educacional da UFPA, adequando-a realidade do Estado e em conformidade com a

    legislao determinada pelo Governo Federal.

    Alm disso, trata das questes pertinentes ao alunado, desde o Concurso Vestibular

    que executado pelo Departamento de Apoio ao Vestibular (DAVES), passando pelo controle

    e acompanhamento dos alunos, no que se refere aos documentos apresentados para matrcula,

    crditos e conceitos recebidos nas disciplinas para a integralizao curricular, at chegar

    colao de grau tarefas pertinentes ao Departamento de Registro e Controle Acadmico

    (DERCA). O outro departamento que integra a PROEG o de Apoio Didtico Cientfico, que

    faz o assessoramento tcnico-pedaggico s unidades acadmicas responsveis pelo ensino de

    graduao.

    misso da PROEG Propor, coordenar, acompanhar e sistematizar as polticas

    educacionais da UFPA visando formao de profissionais ticos e competentes nas

    diversas reas do conhecimento.

    O ensino de graduao na Universidade Federal do Par voltado formao

    profissional de nvel superior, articulado com a iniciao cientfica e a extenso, com nfase

    na formao cidad. O acesso aos cursos de graduao se d por meio da oferta de vagas no

    Processo Seletivo Seriado (PSS). Nas TABELAS 2 e 3 esto listados os cursos de oferta

    permanente da Universidade, nos perodos letivos regular e intervalar, respectivamente, com o

    nmero de vagas ofertadas no Processo Seletivo Seriado no ano de 2006, por turno.

    Tabela 2 Cursos de oferta permanente e nmero de vagas ofertadas no PSS/2006 Perodo Letivo Regular.

    VAGAS CURSO/HABILITAO/MUNICPIO CHT TP M V N

    BELM Administrao 3.000 4 40 Administrao 3.000 5 40 Arquitetura e Urbanismo 3.600 5 251 252 Biblioteconomia 2.500 41/2 30 Biblioteconomia 2.500 41/2 30

  • 71

    VAGAS CURSO/HABILITAO/MUNICPIO CHT TP M V N

    Biomedicina 3.200 4 40 Cincias Biolgicas Bacharelado 2.500 4 30 Cincias Biolgicas Licenciatura 2.500 4 30 Cincias Biolgicas Licenciatura 2.500 5 25 Cincias Contbeis 2.700 4 40 40 Cincias Contbeis 2.700 5 40 Cincia da Computao Bacharelado 3.000 5 35 Cincias Econmicas 2.700 4 40 Cincias Econmicas 2.700 5 40 Cincias Sociais Bacharelado/Licenciatura 2.200 4 40 Cincias Sociais Bacharelado/Licenciatura 2.200 4 40 Comunicao Social Jornalismo 2.700 4 301 Comunicao Social Publicidade e Propaganda 2.700 4 201 Direito 3.300 5 60 60 Direito 3.300 5 60 Educao Artstica Habilitao em Msica 2.500 4 302 Educao Artstica Licenciatura Habilitao em Artes Plsticas 2.500 4 30

    2

    Educao Fsica Licenciatura 2.985 4 45 Enfermagem 3.500 5 403 402 Engenharia de Alimentos 3.600 5 35 Engenharia Civil 3.600 5 70 Engenharia Civil 3.600 6 70 Engenharia de Computao 3.600 41/2 30 30 Engenharia Eltrica 3.600 5 30 30 Engenharia Naval 3.645 5 204 Engenharia Mecnica 3.600 5 801 Engenharia Qumica 3.600 5 502

    Engenharia Sanitria 3.600 5 40 Estatstica Bacharelado 2.700 4 402

    Farmcia 2.475 4 701 Filosofia Bacharelado/Licenciatura 2.200 4 402

    Fsica Bacharelado/Licenciatura 2.760 5 501 Fsica Licenciatura 2.500 41/2 30 Geofsica Bacharelado 3.200 4 201 Geografia Bacharelado/Licenciatura 2.200 5 30 30 Geologia 3.600 5 401 Histria Bacharelado/Licenciatura 2.200 5 45 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Portuguesa 2.200 4 501 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Portuguesa 2.200 4 50 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Inglesa 2.200 4 251

  • 72

    VAGAS CURSO/HABILITAO/MUNICPIO CHT TP M V N

    Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Inglesa 2.200 4 25 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Francesa 2.200 4 251 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Alem 2.200 4 251 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Espanhola 2.200 4 25 Matemtica Bacharelado/Licenciatura 2.200 4 40 40 Matemtica Licenciatura/Modalidade a Distncia 3.600 5 50 Medicina 7.200 6 1501 Meteorologia Bacharelado 2.880 4 40 Nutrio 2.880 5 30 30 Oceanografia 3.000 4 301 Odontologia 4.000 5 904 Pedagogia 2.400 5 45 Pedagogia 2.400 5 90 Psicologia Formao do Psiclogo 4.050 5 30 30 Qumica Bacharelado 2.800 41/2 152 Qumica Licenciatura 2.500 4 451 Qumica Industrial 2.880 4 302 Servio Social 2.700 41/2 40 40 Servio Social 2.700 41/2 40 Sistemas Informao 3.000 4 35 Turismo 1.600 4 25 Turismo 1.600 4 25

    ABAETETUBA Letras 2.835 4 40 Pedagogia 2.380 41/2 40 Matemtica 2.400 4 50

    ALTAMIRA Agronomia 2.380 41/2 303 Cincias Biolgicas Licenciatura 3.255 5 301

    BRAGANA Cincias Biolgicas Licenciatura 3.255 5 401 Engenharia de Pesca 4.046 5 301 Pedagogia 2.415 41/2 50

    CAMET Letras 2.835 4 50 Pedagogia 2.415 41/2 50

    CAPANEMA Letras Habilitao em Lngua Portuguesa 2.835 5 40

    CASTANHAL Educao Fsica 2.985 4 40 Letras Habilitao em Lngua Portuguesa 2.835 4 40

  • 73

    VAGAS CURSO/HABILITAO/MUNICPIO CHT TP M V N

    Matemtica Licenciatura 2.400 4 40 Medicina Veterinria 3.200 5 301 Pedagogia 2.790 41/2 40

    MARAB Agronomia 2.400 41/2 303 Cincias Sociais Bacharelado/Licenciatura 2.850 5 40 Direito 3.300 5 40 Engenharia de Minas de Meio Ambiente 3.600 5 301 Engenharia de Materiais 3.650 5 301 Geologia 3.735 5 301 Letras Licenciatura 2.835 4 50 Matemtica Licenciatura 2.400 4 401 Sistemas de Informao 3.200 4 40

    SANTARM Cincia Biolgica Licenciatura 3.255 5 40 Direito 3.300 5 40 Fsica Ambiental Licenciatura 2.895 5 40 Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Portuguesa 2.835 4 30 Matemtica Licenciatura 2.400 4 30 Pedagogia 2.415 41/2 40 Sistemas de Informao 2.650 4 30

    TUCURU Engenharia Civil 3.495 5 301 Engenharia Eltrica 3705 5 301

    TOTAL 1.785 1.125 1.510 Total Geral 4.420

    Fonte: DAVES. Legenda:

    CHT a carga horria do curso. TP o tempo previsto de integrao curricular do curso, em anos. M o nmero de vagas oferecidas e de alunos matriculados no turno da manh. V o nmero de vagas oferecidas e de alunos matriculados no turno da tarde. N o nmero de vagas oferecidas e de alunos matriculados no turno da noite. 1 MatutinoVespertino. 2 VespertinoNoturno. 3 MatutinoNortuno. 4 MatutinoVespertinoNoturno.

  • 74

    Tabela 3 Cursos de oferta permanente e nmero de vagas ofertadas no PSS/2006 Perodo Letivo Intervalar.

    CURSO/HABILITAO/MUNICPIO CHT TP VAGAS BRAGANA

    Letras Habilitao em Lngua Inglesa 2.835 5 35 Matemtica Licenciatura 2.400 5 40

    BREVES Letras Licenciatura/Habilitao em Lngua Portuguesa 2.835 4 50 Pedagogia 2.415 5 50

    CASTANHAL Pedagogia 2.790 5 40

    CONCRDIA DO PAR Pedagogia 2.380 6 40

    SOURE Cincias Biolgicas Licenciatura 3.255 5 30 Educao Artstica Habilitao em Msica 3.077 6 25 Letras Habilitao em Lngua Alem 2.835 4 25 Histria Bacharelado Licenciatura 2.288 5 50

    TOTAL 385

    Fonte: DAVES. Legenda:

    CHT a carga horria do curso. TP o tempo previsto de integrao curricular do curso, em anos.

    A partir de 2005 a UFPA passou a priorizar as vocaes e demandas loco-regionais,

    como critrio fundamental para a implantao de novos cursos, cuja principal caracterstica

    a formao tcnico-acadmica de profissionais para responder aos desafios propostos pelo

    desenvolvimento das regies nas quais eles esto inseridos. So eles:

    Engenharia de Minas e Meio Ambiente, Engenharia de Materiais e Geologia.

    implantados no Campus de Marab em parceria com a Companhia Vale do Rio

    Doce (CVRD). Para capacitar professores aos novos cursos, promoveu um curso de

    especializao em Engenharia de Minas, j concludo com sucesso.

    Engenharia de Pesca criado no municpio de Bragana, o qual, num futuro

    prximo, com a formao de profissionais qualificados e associando-se ao curso de

    Cincias Biolgicas, possibilitar a explorao sustentada da biodiversidade

    aqutica, com vistas ao aumento da produo e verticalizao da cadeia do

    pescado na regio e particularmente no Estado do Par.

    Engenharia Eltrica e Engenharia Civil implantados no municpio de Tucuru,

    na trilha da expanso na gerao de energia e o conseqente estmulo aos

  • 75

    investimentos para a implantao de indstrias de transformao no sudeste

    paraense. Neste municpio tambm est prevista a abertura do curso de Engenharia

    Mecnica.

    Fsica Ambiental criado em 2005, no municpio de Santarm, veio preencher

    uma lacuna numa das regies mais ricas em biodiversidade do planeta. A UFPA

    juntamente com as demais IES instaladas na regio, o poder pblico, o setor

    produtivo e a sociedade civil organizada, tm o compromisso e o dever de definir

    um modelo de desenvolvimento sustentvel para uma das reas mais ricas em

    biodiversidade do planeta, possibilitando populao que habita aquela regio, ter

    acesso renda e ao emprego, sem agredir ao meio ambiente, diminuindo assim, as

    profundas desigualdades sociais existentes na Amaznia gerada em nome de sua

    preservao.

    Engenharia Naval criado no Campus de Belm, com vistas a suprir uma lacuna

    existente na regio que, por suas caractersticas, utiliza o transporte fluvial como

    principal meio de deslocamento da populao ribeirinha.

    As imensas potencialidades do Estado do Par no Setor Produtivo Animal e Agrcola

    requerem a introduo e adoo de tecnologias destinadas ao aproveitamento mais racional

    das potencialidades desses setores e elevao dos padres de desempenho econmico e de

    desenvolvimento. Nesse contexto, de fundamental importncia a manuteno e a

    qualificao do Curso de Medicina Veterinria, no apenas na regio metropolitana de

    Belm, mas tambm em outras regies do Estado, alm de dar nova dimenso aos cursos de

    Agronomia em Marab e Altamira, agregando-lhes Programas de Ps-Graduao, lato e

    stricto sensu.

    Em 2007, a UFPA est se estruturando para criar os Cursos de Engenharia de

    Alimentos, no Campus de Santarm e o de Cincias Biolgicas, no Ncleo de Oriximin,

    que, associados aos j existentes na regio, traro uma contribuio inestimvel para o

    desenvolvimento sustentvel daquela regio.

    a) Processo seletivo de ingresso na UFPA

    A partir do ano de 2004, o Vestibular tradicional processo seletivo de ingresso na

    Universidade Federal do Par foi substitudo por um novo modelo de avaliao para o

    acesso aos cursos de graduao ofertados pela UFPA: o Processo Seletivo Seriado (PSS).

    Este novo modelo de ingresso dos estudantes de ensino mdio Universidade Federal

    do Par se constitui um instrumento hbil na parceria com escolas pblicas e no estreitamento

  • 76

    das relaes da UFPA com as escolas do ensino bsico. Na sua proposta de criao foi

    considerado, fundamentalmente:

    A valorizao do processo ensino-aprendizagem em todos os nveis do ensino

    mdio, e no somente no terceiro, como induzia o antigo Vestibular;

    um melhor aproveitamento, pelo aluno, de todas as disciplinas previstas para a sua

    formao, por possibilitar uma avaliao mais abrangente;

    a diluio, no tempo, do volume dos contedos cobrados em um s momento pelo

    antigo modelo;

    uma maior flexibilizao das oportunidades de acesso, com possibilidade de

    recuperao e de melhor planejamento dos estudos;

    um maior estreitamento entre a Universidade e a Secretaria Executiva de Educao

    do Par e todo o sistema pblico de ensino, referente elaborao dos contedos.

    Com este processo, a UFPA propicia uma integrao mais efetiva com o Ensino

    Mdio como conseqncia natural da prpria essncia e das caractersticas da modalidade

    seriada de seleo, que permite determinar, em suas propostas, o acompanhamento do

    desempenho dos candidatos ao longo da avaliao, indicando, s instituies de ensino

    superior e s escolas de ensino mdio, re-orientaes terico-metodolgicas de suas incurses

    pedaggicas.

    A TABELA 4 e o GRFICO 2, a seguir, mostram o nmero de vagas ofertadas nos

    processos seletivos de ingresso na UFPA, no perodo de 2000 a 2006.

    Tabela 4 - Nmero de vagas ofertadas nos Processos Seletivos de ingresso na UFPA/AnoVAGAS CAMPI 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

    Capital 2.990 3.035 3.020 3.060 3.010 3.060 3.140Processo Seletivo Seriado PSS Cursos Regulares Interior 1.280 1.320 1.490 1.155 1.340 1.885 1.280Processo Seletivo Seriado PSS Cursos Intervalares Interior 303 130 * 310 890 325 385

    Capital 700 735 632 531 413 513 369Processo Seletivo Mobilidade Acadmica(Vestibulinho) Interior 312 181 218 54 147 166 117

    Capital 50 331 299 40 47Contrato Interior 628 1.678 1.588 200 210 242Capital 3.690 3.820 3.983 3.890 3.423 3.613 3.556TotalInterior 2.523 3.309 3.296 1.719 2.377 2.586 2.024

    Total Geral 6.213 7.129 7.279 5.609 5.800 6.199 5.580Fonte: DAVES/DERCA/DEINF. (*) Em 2002 no houve oferta de vagas para os cursos intervalares nos campi do interior.

  • 77

    6.213

    7.129 7.2795.6

    095.8

    006.1

    995.9

    10

    2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

    O aumento do nmero de vagas evidenciado nos anos de 2001 e 2002 fruto do que

    foi denominado de convnio das licenciaturas. Uma parceria estabelecida entre a UFPA, a

    Universidade Estadual do Par (UEPA) e a Universidade da Amaznia, que por meio da

    assinatura convnios com o Governo do Estado e com algumas prefeituras ampliaram suas

    ofertas de vagas para investir na formao de professores do Ensino Bsico das redes pblicas

    Estadual e Municipais de Ensino, com recursos do Fundo de Manuteno e Desenvolvimento

    do Ensino Fundamental e de Valorizao do Magistrio (FUNDEF).

    b) Exame Nacional de Avaliao de Desempenho dos Estudantes

    O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), que integra o Sistema

    Nacional de Avaliao da Educao Superior, foi institudo pela Lei 10.861/2004.

    Coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira-

    INEP, tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduao em relao

    aos contedos programticos, suas habilidades e competncias.

    O ENADE realizado por amostragem e a participao no Exame constar no

    histrico escolar do estudante ou, quando for o caso, sua dispensa pelo MEC. O INEP/MEC

    constituir a amostra dos participantes a partir da inscrio, na prpria instituio de ensino

    superior, dos alunos habilitados a fazer a prova.

    A primeira edio do ENADE ocorreu em novembro de 2004. As reas avaliadas pelo

    ENADE naquele ano foram: Agronomia, Educao Fsica, Enfermagem, Farmcia,

    Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinria, Nutrio, Odontologia,

    Servio Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia. Os cursos da Universidade Federal do Par

    que participaram desta primeira edio do Exame esto listados na TABELA 5, que apresenta,

    tambm, o desempenho dos estudantes ingressantes e concluintes.

    Grfico 2 Nmero de vagas ofertadas nos processos seletivos de ingresso na UFPA. Fonte: DAVES/DERCA/DEINF.

  • 78

    Tabela 5 Desempenho dos estudantes da UFPA no ENADE 2004. Nmero de Estudantes Mdia do Componente Especfico Municpio Curso

    Ingressante Concluinte

    Mdia da Formao

    Geral Ingressante Concluinte

    Mdia Final Conceito

    Altamira Agronomia 8 2.5 3.8 SC Belm Enfermagem 62 6 2.7 3 0 1.1 2 Belm Farmcia 44 69 2.4 2.6 2.8 2.7 3 Belm Medicina 80 141 2.8 1.6 3.1 2,8 3 Belm Nutrio 25 17 2.7 2.1 2.8 2.7 3 Belm Odontologia 43 42 3.5 3.6 3.6 3.6 4 Belm Servio Social 121 115 0.5 0.3 0.8 0.6 1 Marab Agronomia 5 2.4 4.1 SC Fonte: INEP/MEC.

    O baixo conceito aferido ao Curso de Servio Social pode ser atribudo ao fato de que

    os alunos recusaram-se a responder as questes do ENADE, como represlia realizao do

    mesmo.

    Em 2005 participaram da segunda edio do Exame Nacional de Desempenho de

    Estudantes os alunos do primeiro e ltimo ano das reas de Arquitetura e Urbanismo,

    Biologia, Cincias Sociais, Computao, Engenharia, Filosofia, Fsica, Geografia, Histria,

    Letras, Matemtica, Pedagogia e Qumica. Nesta edio do ENADE foi avaliado o

    desempenho dos estudantes de sessenta (65) cursos, cujos resultados esto expressos na

    TABELA 6.

    Tabela 6 Desempenho dos estudantes da UFPA no ENADE 2005.

    MFG MCE Mdia Geral Municpio Curso ING CON ING CON ING CON

    Enade Conceito (1 a 5)

    IDD ndice (-3 a 3)

    IDD Com- ceito (1 a 5)

    Abaetetuba Letras 65.4 56.4 26.5 25.2 36.2 33 3 -1.320041 2 Alenquer Pedagogia 52.1 49.1 49.9 SC Altamira Geografia 72.7 40.7 48.7 SC Augusto Correa Pedagogia 49.7 49.4 49.5 SC

    Aurora do Para Pedagogia 49.7 38.8 41.5 SC

    Belm Arquitetura e Urbanismo 54.7 41.3 44.7 SC

    Belm Biologia 66.4 61.2 24.5 29.2 35 37.2 4 -0.1458798 3

    Belm Cincias Sociais 60.8 60.7 51.2 56.1 53.6 57.2 4 -0.8705192 2

    Belm Bacharelado em Cincias

    da 25.9 58.9 11.4 28.8 15 36.4 2 -1.12017 2

  • 79

    MFG MCE Mdia Geral Municpio Curso ING CON ING CON ING CON

    Enade Conceito (1 a 5)

    IDD ndice (-3 a 3)

    IDD Com- ceito (1 a 5)

    Computao

    Belm

    Bacharelado em Sistemas

    de Informao

    66.7 67.4 26 46.6 36.2 51.8 4 -1.12017 2

    Belm Engenharia Civil 58.9 57.5 30.1 39 37.3 43.6 3 0.2033318 3

    Belm Engenharia

    de Computao

    55.8 63.1 33.3 36.2 39 42.9 3 -0.2055964 3

    Belm Engenharia Eletrotcnica 51.8 56.4 21.8 32.7 29.3 38.6 2 -0.2055964 3

    Belm Engenharia de Alimentos 73.3 63.6 37.1 49.6 46.1 53.1 4 -0.9748095 2

    Belm Engenharia Qumica 68 62.7 28.9 34.2 38.7 41.3 3 -0.9748095 2

    Belm Engenharia- Mecnica 44.1 6.8 22 5.7 27.5 6 1

    Belm Filosofia 30.5 16 19.6 SC Belm Fsica 40 40.1 18.2 22.9 23.6 27.2 2 Belm Geografia 34.4 29.8 16.9 18 21.2 21 1.196662 4 Belm Histria 34 38.4 25.5 29 27.6 31.4 2 -1.915307 1 Belm Letras 49.6 50.4 27.9 29.2 33.4 34.5 3 -0.6028867 2 Belm Matemtica 58.5 49 27.7 24.6 35.4 30.7 3 -1.847321 1 Belm Pedagogia 51.5 43.4 34 36.9 38.4 38.6 2 -0.1457734 3 Belm Qumica 41.6 44.3 18 22 23.9 27.6 2 -1.323763 2

    Belterra Letras 56.4 26.3 33.8 SC Bragana Biologia 70.9 65 23.9 30.1 35.6 38.9 4 0.4292921 3 Bragana Letras 55.5 62.8 20.8 31 29.5 39 3 1.092025 4 Bragana Pedagogia 56.1 57 33.7 48.1 39.3 50.3 3 0.5611735 4

    Breu Branco Geografia 47.2 20.2 26.9 SC

    Breves Letras 67 26.8 36.8 SC Breves Pedagogia 52.7 58.2 42 50.1 44.7 52.2 4 0.3980017 3 Camet Geografia 68 38.5 45.9 SC Camet Histria 63.7 41.4 47 SC Camet Letras 55 57 21.2 32.8 29.7 38.9 3 1.203861 4 Camet Pedagogia 51.2 53.9 32.7 45.9 37.3 47.9 3 0.3872421 3

    Castanhal Geografia 53.7 33.1 38.3 SC Castanhal Letras 12.3 24.4 5 14.2 6.8 16.8 1 Castanhal Matemtica 57.7 56.6 28.3 24.3 35.7 32.4 3 -1.622988 2 Castanhal Pedagogia 53.8 32.1 26.5 27.9 33.3 29 1 0.7268674 4

    Curu Letras 55.1 28.3 35 SC Irituia Pedagogia 49.5 48 48.3 SC

  • 80

    MFG MCE Mdia Geral Municpio Curso ING CON ING CON ING CON

    Enade Conceito (1 a 5)

    IDD ndice (-3 a 3)

    IDD Com- ceito (1 a 5)

    Itaituba Letras 54.4 28.6 35 SC Me do

    Rio Letras 45.6 26.4 31.2 SC

    Marab Cincias Sociais 32.8 54 15.5 45.3 19.8 47.4 3

    Marab Geografia 58 31.6 38.2 SC Marab Letras 53 49.1 22.3 29.3 30 34.3 3 0.3523031 3 Marab Matemtica 6.2 10.1 0.8 3.5 2.2 5.1 1 Marab Pedagogia 51.9 57.1 37.1 50.3 40.8 52 4 1.216184 4

    Marapanim Pedagogia 56.4 47 49.4 SC Novo

    Progresso Pedagogia 54.4 55.9 55.5 SC

    bidos Letras 64.8 30.1 38.8 SC Santarm Biologia 69 67.6 27.4 26.5 37.8 36.8 4 -0.7586735 2

    Santarm

    Bacharelado em Sistemas

    de Informao

    60.7 26 34.6 SC

    Santarm Geografia 73.4 50.4 56.2 SC Santarm Letras 60.1 64.3 32 42.5 39.1 48 4 1.828414 4 Santarm Matemtica 62 64.7 21 28.5 31.3 37.6 3 0.2762127 3 Senador

    Jos Porfrio

    Pedagogia 38.7 31.7 33.5 SC

    Soure Letras 57.2 63.9 25.1 28.2 33.2 37.1 3 0.1117655 3 Soure Matemtica 44.5 17.2 24 SC

    Tailndia Matemtica 61 5.3 19.3 SC Tom-A Matemtica 51 17.9 26.2 SC

    Tucuru Geografia 0 0 0 SC Tucuru Qumica 69.6 17.6 30.6 SC Uruar Matemtica 54.9 24.2 31.9 SC Viseu Pedagogia 53.5 42.5 45.2 SC

    Fonte: INEP/MEC. Legenda:

    MFG: mdia da formao geral. MCE: mdia do componente especfico. ING: ingressante. CON: concluinte. IDD: indicador de diferena entre os desempenhos observado e esperado.

    c) Avaliao dos Cursos de Graduao (ACG)

  • 81

    A avaliao dos cursos de graduao, que integra o Sistema Nacional de Avaliao da

    Educao Superior, um procedimento utilizado pelo MEC para o reconhecimento ou

    renovao de reconhecimento dos cursos de graduao representando uma medida necessria

    para a emisso de diplomas.

    Esta avaliao passou a ser realizada de forma peridica com o objetivo de cumprir a

    determinao da Lei de Diretrizes e Bases da Educao Superior, a fim de garantir a

    qualidade do ensino oferecido pelas Instituies de Educao Superior.

    O Formulrio eletrnico, instrumento de informaes preenchido pelas Instituies,

    permite a anlise prvia pelos avaliadores da situao dos cursos, possibilitando uma melhor

    verificao in loco de comisses externas designadas pelo Instituto Nacional de Estudos e

    Pesquisas Educacionais. Este formulrio composto por trs grandes dimenses: a qualidade

    do corpo docente, a organizao didtico-pedaggica e as instalaes fsicas, com nfase na

    biblioteca.

    A portaria de reconhecimento e/ou renovao do curso avaliado gerada aps a

    validao do relatrio elaborado pela equipe de avaliadores. O QUADRO 6 e o GRFICO 3

    apresentam o resultado de algumas avaliaes realizadas de 2004 a 2006, cujos relatrios de

    avaliao j foram validados e disponibilizados.

    AVALIAO CDIGO CURSO CAMPUS

    DATA PP CD IE 53101 Agronomia Altamira 10.11.2004 CMB CB CR53243 Agronomia Marab 10.11.2004 CMB CMB CB20886 Cincias Agrrias Marab 10.11.2004 CMB CMB CB53087 Cincias Naturais/Lic. Abaetetuba 25.11.2004 CMB CMB CB21849 Educao Fsica Castanhal 01.06.2004 CB CMB CR21850 Engenharia de Alimentos Belm 05.10.2004 CB CB CB12015 Medicina Belm 21.12.2004 CB CB CB21848 Oceanografia Belm 13.05.2004 CB CB CR65021 Cincias Naturais/Lic. Breves 29.05.2005 CB CB CR53193 Engenharia da Computao Belm 26.01.2005 CMB CMB CB12017 Odontologia Belm 08.04.2005 CMB CB CI 12001 Engenharia Civil Belm 09.06.2006 CR CMB CB

    Quadro 6 Resultados das avaliaes para reconhecimento e/ou renovao de reconhecimento de cursos. Fonte: PROEG. Legenda:

    PP: projeto pedaggico. CD: corpo docente. IE: infra-estrutura. CMB: condies muito boas. CB: condies boas. CR: condies regulares. CI: condies insuficientes.

  • 82

    8,3%

    33,4% 58,3%

    50% 50%

    8,3%

    41,7% 50,0%

    0% 20% 40% 60% 80% 100%

    Infra-Estrutura

    CorpoDocente

    ProjetoPedaggico

    InadequadaRegularBomMuito Bom

    consenso entre os atores envolvidos nesse processo de que o mesmo ainda est

    muito lento. O tempo decorrido entre a abertura do formulrio eletrnico, para preenchimento,

    e a validao do relatrio da avaliao externa dura, em mdia, quatro meses.

    d) Projeto de Avaliao dos Cursos de Graduao da UFPA

    O atual Projeto de Avaliao e Acompanhamento dos Cursos de Graduao da

    Universidade Federal do Par um trabalho coletivo coordenado pela Pr-reitoria de Ensino e

    Graduao Acadmica por meio do DAC, que desde o ano de 2003 vem executando o

    trabalho, em uma ao compartilhada com os coordenadores dos cursos de graduao. O

    Projeto tem por finalidade o conhecimento da situao dos cursos, e desta forma contribuir

    para a elaborao de um perfil diagnstico dos mesmos, e, por meio desse perfil, propor

    solues e planejar estratgias para a construo do Projeto Poltico Pedaggico, que

    representa mais uma etapa do processo avaliativo, resultante do interesse da comunidade

    universitria, envolvida na construo sistemtica do conhecimento e na melhoria dos cursos

    em toda a sua extenso.

    Apesar dos obstculos causados pela greve dos servidores das IFES ocorrida no

    perodo de 23/08 a 16/12/2005 , foi possvel reunir servidores (tcnico-administrativos e

    docentes) e discentes em um evento denominado I Seminrio Preparatrio da Avaliao dos

    Cursos de Graduao, para relato das experincias vivenciadas pelos atores dos cursos at

    ento avaliados e a socializao dos resultados com os representantes da comunidade

    acadmica dos cursos que estavam iniciando seus processos de avaliao. O grau de interesse

    Grfico 3 Resultados das avaliaes para reconhecimento e/ou renovao de reconhecimento de cursos.

    Fonte: PROEG.

  • 83

    que o assunto vem despertando na comunidade acadmica, o reconhecimento e importncia

    do mesmo pode ser medido pelo significativo nmero de participantes no evento.

    Um dos resultados positivos do Seminrio diz respeito s informaes que foram

    geradas pelos diversos integrantes dos cursos discentes, docentes e tcnicos o que,

    indubitavelmente, contribuiu para que a equipe de coordenao do projeto de avaliao

    pudesse estabelecer parmetros entre os indicadores do perfil dos cursos e o que de fato neles

    efetivado. Considera-se que esses primeiros dados foram importantssimos para garantir o

    prosseguimento das aes.

    A adeso da comunidade acadmica ao processo tem sido bastante animadora, embora

    dificuldades de operacionalizao estejam impedindo a efetivao de algumas etapas. Entre

    essas dificuldades, destacam-se:

    Os instrumentos de coleta de dados no contemplam as especificidades de alguns

    cursos;

    a impossibilidade, at o momento, de realizao de reunies sistemticas e

    seminrios peridicos, com a comunidade universitria, para manter e/ou ampliar o

    nvel de sensibilizao dos atores acadmicos;

    o percentual de formulrios aplicados tem sido incompatvel com o quadro de

    pessoal e de discentes dos cursos avaliados;

    o no estabelecimento, no calendrio acadmico, de perodos para aplicao dos

    formulrios;

    a falta de uma cultura de avaliao e as resistncias advindas dessa situao;

    o reduzido nmero de membros nas equipes envolvidas no processo.

    A partir da constatao destas e de outras dificuldades, a equipe coordenadora

    elaborou um plano de ao para orientar os comits setoriais de avaliao na criao de

    estratgias de minimizao e/ou soluo dos problemas.

    No QUADRO 7 esto listados os cursos submetidos ao Processo de Avaliao no

    perodo 2003 a 2005, por campus/curso e o GRFICO 4 ilustra o nmero de cursos

    envolvidos no processo de avaliao.

    CAMPUS/CENTROS CURSOS 2003 2004 2005 Letras Matemtica ABAETETUBA Pedagogia Cincias Agrrias Letras ALTAMIRA Pedagogia

  • 84

    CAMPUS/CENTROS CURSOS 2003 2004 2005 BELM

    Cincias Biolgicas Cincias Biolgicas Biomedicina Estatstica Fsica Cincias Exatas e Naturais Matemtica

    Cincias Jurdicas Direito Farmcia Medicina Nutrio

    Cincias da Sade

    Odontologia Filosofia e Cincias Humanas Histria

    Geofsica Geologia Meteorologia

    Geocincias

    Oceanografia Comunicao Social Letras Educao Artstica Administrao Biblioteconomia Servio Social Cincias Contbeis

    Scio-Econmico

    Turismo Arquitetura Eng. Civil Eng. Da Computao Eng. De Alimentos Eng. Eltrica Eng. Naval

    Tecnolgico

    Eng. Qumica Cincias Biolgicas Engenharia de Pesca BRAGANA Pedagogia Letras BREVES Pedagogia Letras CAMET Pedagogia Educao Fsica Letras Matemtica Medicina Veterinria Pedagogia

    CASTANHAL

    Sistemas de Informao Cincias Sociais Cincias Agrrias Direito Histria

    MARAB

    Pedagogia SANTARM Biologia

  • 85

    CAMPUS/CENTROS CURSOS 2003 2004 2005 Direito Fsica Ambiental Letras Matemtica Pedagogia

    Sistemas de Informao Letras Pedagogia SOURE Turismo

    Total 63 9 17 45

    Quadro 7 Cursos envolvidos no processo de avaliao da PROEG. Fonte: PROEG.

    9 1745

    0

    20

    40

    60

    2003 2004 2005

    Os resultados da pesquisa qualitativa apontam dois grandes conjuntos de posies, um

    mais proativo e propositivo, com sugestes e crticas voltadas para o aperfeioamento dos

    resultados considerados satisfatrios; outro, mais crtico, que aponta carncias e fragilidades

    que precisam ser superadas tendo em vista a melhoria das condies de ensino/aprendizagem

    na Instituio.

    Algumas sugestes e crticas:

    abertura da biblioteca da ps-graduao graduao;

    ampliao do acesso Internet;

    ampliao espacial dos quadros magnticos;

    construo de alojamentos e ambulatrios;

    construo de estacionamento para bicicletas;

    construo de salas especficas para determinadas disciplinas;

    higienizao e climatizao das salas;

    iluminao e segurana dos pavilhes de aulas;

    melhoria do aproveitamento dos espaos disponveis;

    necessidade de contratao de professores;

    Grfico 4 Nmero de cursos avaliados pela PROEG. Fonte: PROEG.

  • 86

    necessidade de hospital veterinrio;

    reforma da instalao eltrica;

    reforma e ampliao dos auditrios;

    reforma e higienizao dos banheiros;

    reforma das bibliotecas setoriais.

    Algumas carncias e fragilidades:

    acervo bibliogrfico defasado;

    carncia de avaliao dos semestres;

    carncia de equipamentos didticos para professores e alunos;

    carncia de salas de vdeo;

    demora no concerto dos equipamentos;

    escassez de gua potvel nos blocos de salas de aulas;

    estrutura inadequada para os portadores de necessidades especiais;

    dificuldade de acesso aos projetos especiais;

    falta de espao para outras atividades;

    falta de estmulo aos alunos para o conhecimento da estrutura da Universidade;

    insuficincia de servidores tcnico-administrativos;

    baixo incentivo pesquisa e extenso;

    falta de material pedaggico sofisticado;

    falta de mobilirio para canhotos;

    baixo n de projetos e de bolsas de iniciao cientfica;

    precria sinalizao dos campi;

    insatisfao com a assiduidade e disciplina de alguns docentes;

    mobilirios desconfortveis e quebrados;

    nmero insuficiente de salas de aulas;

    circulao de animais nos campi;

    segurana insuficiente.

    Os GRFICOS de 5 a 24 apontam os nveis de satisfao da comunidade universitria

    com a UFPA, medidos nas pesquisas quantitativas realizadas durante os perodos letivos dos

    anos de 2004 e 2005, junto a 1.522 alunos de 7 cursos de graduao em 4 campi.

  • 87

    INFRA-ESTRUTURA

    GRFICO 5 - As salas de aula esto adequadas s atividades didticas?

    29%

    34%

    36%0%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 6 - O acervo das bibliotecas atende s suas necessidades?

    49%

    31%

    19% 1%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 7 - O atendimento nas bibliotecas satisfatrio?

    28%

    29%

    42%

    1%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 8 - Os laboratrios esto adequados aos objetivos das disciplinas

    e do curso como um todo?

    52%25%

    18% 5%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 9 - Os recursos de informtica que a Universidade dispe

    atendem s necessidades do curso?

    51%21%

    21% 2%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 10 - Projetos especiais, tais como colees didticas, museus,

    herbrios, biotrios etc., disponveis na UFPA, contribuem para a sua

    aprendizagem?

    58%21%

    18% 3%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 11 - Em que medida os recursos audiovisuais utilizados nas

    atividades de ensino contribuem para a sua aprendizagem?

    36%

    27%

    34%3%

    Baixa Mdia Alta Nulo

  • 88

    COORDENADOR DO CURSO

    GRFICO 12 - Orienta o percurso acadmico dos alunos deixando claro o Projeto Pedaggico ou grade curricular

    do curso?

    40%

    24%

    34%2%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 13 - Estimula a organizao de eventos (ciclo de palestras, visitas

    monitoradas, etc.)?

    50%

    21%

    26%3%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 14 - Mantm um bom relacionamento com os alunos?

    32%

    18%

    48%

    2%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 15 - disponvel para atendimento aos alunos?

    33%

    26%

    39%2%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 16 - Demonstra conhecer as estruturas acadmico-administrativas da

    UFPA?

    17%

    16%51%

    4%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    TCNICO-ADMINISTRATIVO

    GRFICO 17 - Os (as) secretrios(as) esto disponveis para atendimento aos

    alunos?

    29%

    29%

    40%1%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 18 - Em que medida voc consegue resolver questes acadmicas

    com o apoio das secretarias?

    36%

    29%

    24%2%

    Baixa Mdia Alta Nulo

  • 89

    GRFICO 19 - As atividades ficam comprometidas pela ausncia do apoio

    tcnico?

    34%

    25%

    37%3%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 20 - Os tcnicos que do suporte s atividades de seu curso

    desempenham satisfatoriamente as suas funes?

    34%

    30%

    33%3%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    GRFICO 21 - Os tcnicos e secretrios demonstram cordialidade no

    relacionamento com os alunos?

    29%

    28%

    39%

    4%

    Baixa Mdia Alta Nulo

    REFERNCIA DE NOTAS

    0%5%10%15%20%25%

    0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

    GRFICO 22 - Em uma escala de 0 a 10, qual nota voc daria para seu curso?

    0%5%10%15%20%25%

    0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

    GRFICO 23 - Em uma escala de 0 a 10, qual nota voc daria para a instituio UFPA?

  • 90

    0%5%10%15%20%25%30%

    0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

    GRFICO 24 - Em uma escala de 0 a 10, qual nota voc daria para voc como estudante?

    Nos dias 28 e 29 de agosto de 2006, a Pr-Reitoria de Ensino de Graduao coordenou

    importante Seminrio Internacional de Avaliao Educacional, com mais de 400 pessoas

    inscritas e a participao efetiva de representes das trs categorias acadmicas da UFPA, de

    alunos e profissionais de outras instituies de educao do Par. O Seminrio foi realizado

    com o objetivo de: estimular o debate na rea da avaliao educacional; propor medidas para

    a melhoria da educao superior no Estado; e a socializao de resultados alcanados pela

    UFPA e por outras instituies educacionais do Estado. Os palestrantes representavam cursos

    j submetidos a processos de avaliao interna. Coube ao Prof. Dr. Almerindo Janela Afonso,

    da Universidade do Minho/Portugal, a conferncia de abertura do evento, com o tema

    Sociologia da Avaliao Educacional.

    e) Reformulao dos Projetos Pedaggicos

    O Projeto Pedaggico representa o instrumento fundamental para definir a identidade

    de um curso de Graduao, por meio de uma dinmica de construo coletiva a partir, no s,

    de orientaes legais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educao, mas tambm em

    conformidade com a misso institucional estabelecida no Plano de Desenvolvimento 2001

    2010, e ainda considerando as exigncias atuais do mundo do trabalho.

    O novo modelo de ensino pretendido pela UFPA passa pela reviso do Projeto

    Pedaggico da Instituio, com a adoo de currculos flexveis, atualizados e mais

    condizentes com as mudanas da realidade mundial e regional, em que os saberes se inter-

    relacionem e se complementem atravs da utilizao de modernas tecnologias de ensino.

    Pretendem-se reformas que atendam a um maior nmero de alunos e permitam o aumento da

    produo do conhecimento cientfico, formando profissionais mais atualizados, competentes e

    capazes de intervir na realidade.

  • 91

    Na Universidade Federal do Par, o compromisso com a atualizao e mudanas na

    organizao curricular de seus cursos de graduao vem sendo assumido desde 1996, com a

    realizao do Seminrio: Os currculos de graduao frente ao desafio de um novo milnio,

    que teve por objetivo provocar as indagaes necessrias sobre os currculos de graduao.

    A fim de orientar a construo e/ou revises de Projetos Pedaggicos, foram

    institudas em junho de 2004, pelo Conselho Superior de Ensino e Pesquisa, as Diretrizes

    Curriculares para os Cursos de Graduao da Universidade Federal do Par, aps ampla

    discusso no Frum da Graduao da Instituio.

    O cenrio atual da UFPA em relao aos Projetos Pedaggicos reflete o resultado das

    estratgias de sensibilizao que vm sendo adotadas pela PROEG, dentre as quais se

    destacam:

    Simpsio sobre Projetos Pedaggicos;

    capacitao Docente para elaborao de Projetos Pedaggicos;

    assessoria na Implementao e Acompanhamento de Novos Projetos;

    aprovao das Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduao da UFPA;

    publicao do CADERNO 7 da PROEG e;

    o Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso (PROINT).

    O GRFICO 25 apresenta a situao atual do processo de reformulao dos projetos

    pedaggicos.

    A mobilizao dos cursos de graduao da UFPA retrata o comprometimento dos

    mesmos com a formao de profissionais inseridos na dinmica do contexto educacional

    contemporneo.

    Grfico 25 Situao atual do processo de reformulao dos projetos pedaggicos. Fonte: DAC/PROEG.

    8

    1

    18

    9

    16

    64

    12 10

    15

    Capital Interior

    Sistematizao noCurso

    No DAC para anlisepreliminar

    No Curso paraadequao

    Na Cmera de Ensino

    Regulamentados eimplementados

  • 92

    A organizao curricular, parte integrante do Projeto Pedaggico dos Cursos de

    Graduao, pauta-se, no mbito da UFPA, nos seguintes princpios:

    integrao da pesquisa e da extenso s atividades de ensino;

    articulao permanente de conhecimentos e saberes tericos, com a aplicao em

    situaes reais ou simuladas;

    adoo de mltiplas linguagens que permitam ao aluno a identificao e a

    compreenso do seu papel profissional social;

    liberdade acadmica e gesto curricular democrtica e flexvel, possibilitando a

    participao do aluno em mltiplas dimenses da vida universitria.

    Com a adoo do modelo de universidade multicampi, torna-se imperativo interiorizar,

    tambm, o apoio pedaggico s diversas aes didtico-cientficas. Tal apoio, por ter estrutura

    diminuta e estar centralizado no mbito do DAC, no tem atendido plenamente s demandas,

    o que impe a necessidade de uma ao integrada que tenha como meta principal a otimizao

    das situaes de aprendizagem e que esteja articulada realizao do Projeto Pedaggico

    Institucional e dos Projetos Pedaggicos dos cursos. A proposta de criao dos Comits de

    Apoio Pedaggico (CAPs) com o objetivo de promover a integrao mais efetiva do

    Departamento de Apoio Didtico-Cientfico com os sujeitos acadmicos dos cursos de

    graduao, em especial, docentes e discentes, tendo em vista a necessidade da socializao da

    discusso pedaggica e a construo conjunta de propostas que possam atender s diferentes

    necessidades de aprendizagem, difundindo e multiplicando experincias inovadoras e

    estimulantes com vistas a melhorar a graduao na UFPA.

    f) Alguns nmeros da graduao

    Os GRFICOS 26, 27, 28 e 29 expressam os nmeros da graduao na UFPA, no que

    se refere aos cursos e alunos matriculados.

    N deCursos

    153 172 202 241 242 274 312

    2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

    Grfico 26 Evoluo do nmero de cursos na graduao. Fonte: DEINF.

  • 93

    74%

    26%

    Capital: 81 Interior: 231

    No perodo de 2000 a 2006, houve um aumento de 103,9% no nmero de cursos de

    graduao ofertados pela UFPA. Disso decorreu um salto expressivo no nmero de alunos

    matriculados.

    26.421

    28.921

    33.198

    33.164

    33.915

    35.213

    37.508

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    2006

    62%

    38%

    0%

    50%

    100%

    Capital: 23.106 Interior: 14.402

    Nos ltimos 7 anos (2000/2006), a Universidade Federal do Par apresentou um

    aumento expressivo no nmero de alunos matriculados em seus atuais 312 cursos de

    Grfico 27 Nmero de cursos de graduao em 2006. Fonte: DEINF.

    Grfico 28 Evoluo do nmero de alunos matriculados na graduao. Fonte: DEINF

    Grfico 29 Nmero de alunos matriculados na graduao em 2006. Fonte: DEINF.

  • 94

    Graduao, passando de 26.421 alunos em 2000, para 37.508 em 2006, um incremento da

    ordem de 41,9% no perodo.

    Aqui, foram computados, tambm, os alunos dos cursos de contratos financiados pelo

    FUNDEF, convnios com Prefeituras e com a Secretaria de Estado de Educao, para a

    formao de professores do Ensino Bsico das Redes Pblicas Estadual e Municipais de

    Ensino, que somam 3.626 alunos matriculados.

    A relao aluno/professor de 19,1 e, em que pese estar dentro dos parmetros

    estabelecidos pelo MEC, refere-se mdia Institucional, uma vez que em alguns campi do

    interior esta relao atinge 45. Diante desse quadro, constata-se que a UFPA est no limite de

    sua capacidade operacional, principalmente em seus Campi localizados no interior, para a

    absoro da demanda crescente de alunos que buscam o ingresso no Ensino Superior em todo

    o Estado.

    A relao aluno/tcnico-administrativo (excludos os Hospitais Universitrios) de

    15,8. Apesar de ser considerada satisfatria, ainda apresenta desequilbrio entre as unidades,

    com destaque para os Campi do interior e alguns setores estratgicos que exigem pessoal

    tcnico qualificado de nvel superior.

    Vale ressaltar que o nmero de alunos matriculados nos cursos de graduao ofertados

    no interior do Estado passou de 8.905, em 2000, para 14.402, em 2006, um aumento

    expressivo de 61,8%. Observa-se ainda que o nmero de alunos matriculados em 2006, nos

    nove campi do interior, representa 38.4% do total de alunos matriculados na UFPA, o que

    confirma o sucesso do Modelo de Universidade Multicampi.

    Apesar dos ndices at aqui apresentados serem favorveis ao desempenho

    institucional, o nmero de alunos com matrcula trancada cresceu significativamente nos

    ltimos cinco anos, com exceo do ano de 2004, que apresenta um declnio conforme se

    observa no GRFICO 30.

  • 95

    2000 914 46

    2001 1.041 117

    2002 1.083 149

    2003 1.094 159

    2004 947 133

    2005 1.072 218

    Capital Interior

    O GRFICO 31 domonstra que os nmeros evoluram no tocante aos alunos que

    concluram seus cursos. Em 2000, o total de alunos anualmente diplomados perfazia 2.580; j

    em 2005, o nmero de graduados totalizou 5.361 alunos: um crescimento de 107,8%. Se

    comparados com o nmero de vagas ofertadas no PSS de 2005, 6.199 vagas, o sucesso das

    colaes de grau naquele ano deve ser considerado excelente, j que a razo de

    praticamente um para um entre ingressantes e concluntes.

    2.580

    2.425

    3.615

    4.503

    4.923

    5.361

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    Nessa evoluo houve um crescimento paralelo de alguns cursos, que passaram a

    diplomar o dobro de alunos que estavam sendo graduados em anos anteriores. Entende-se que

    esse salto se deve ao desempenho dos Coordenadores dos Colegiados dos Cursos em realizar,

    em um breve tempo de gerenciamento, mecanismos que resultaram no retorno do aluno s

    Grfico 30 Nmero de matriculas trancadas. Fonte: DEINF.

    Grfico 31 Nmero de alunos diplomados. Fonte: DEINF.

  • 96

    salas de aula, na valorizao da matrcula e no desempenho, com um nmero maior de

    aprovaes. Para a obteno desses resultados, o DERCA contribuiu com dados e

    informaes jurdicas que subsidiaram os Coordenadores a realizar um melhor

    acompanhamento junto ao alunado.

    g) Programa de Melhoria do Ensino de Graduao (PROMEG)

    No momento em que os sujeitos acadmicos compreendem a necessidade da

    construo, implementao e avaliao contnua e sistemtica dos projetos pedaggicos.dos

    cursos da UFPA, surge o Programa de Melhoria do Ensino da Graduao como uma iniciativa

    de apoio didtico e cientfico por meio de aes concretas e complementares, dirigidas ao fim

    ltimo de bem formar cidados. A Pr-Reitoria de Graduao, ao implantar este Programa,

    tem a perspectiva de que o desenvolvimento de seus eixos estruturantes, a seguir descritos,

    possa contribuir para promover a melhoria do ensino de graduao, incrementar a

    modernizao pedaggica e tecnolgica do processo de aprendizagem, fortalecer o

    acompanhamento e a autoavaliao dos cursos e implementar a poltica institucional de

    estgio.

    Eixos estruturantes do PROMEG:

    Assessoramento e acompanhamento construo dos Projetos Pedaggicos dos

    cursos de graduao;

    avaliao a acompanhamento dos cursos de graduao;

    formao de coordenadores de cursos;

    acompanhamento dos Comits de Apoio Pedaggico;

    socializao de informaes e experincias pedaggicas;

    sensibilizao para a transformao das aes pedaggicas cotidianas;

    modernizao da Central de Estgio.

    Estes eixos so contemplados pelo desenvolvimento de projetos integrados,

    desenvolvidos para fortalecer a relao ensino-prtica profissional e a integrao professor

    aluno na investigao e busca de esclarecimentos e propostas de solues especficas e

    originais para diferentes situaes, possibilitando o aprendizado vivencial e a autonomia de

    pensamento.

    h) Educao a Distncia

    Um nmero cada vez maior de pessoas tem encontrado dificuldades para freqentar as

    salas de aula, devido a uma srie de fatores, dentre eles a falta de recursos humanos e

  • 97

    financeiros no sistema educacional brasileiro, em especial na rede pblica, alm das

    limitaes no que se refere ao aporte na estrutura fsica. Esse um problema que s ser

    resolvido com investimentos massivos em educao, o que no se espera em curto prazo.

    Nesse contexto, a educao a distncia surge como uma alternativa para atender

    demanda excluda do ensino presencial. Nos pases em desenvolvimento, como o Brasil, o

    objetivo social de democratizar a educao tem sido a principal motivao para o crescimento

    da educao a distncia que j uma realidade na Universidade Federal do Par.

    Em 2004, a UFPA implantou o seu primeiro curso de graduao na modalidade

    Licenciatura em Matemtica. Com 330 alunos, abrange 14 municpios de Juruti, na

    fronteira com o Amazonas, a Vigia, no nordeste do Par. Os municpios de mais baixo ndice

    de Desenvolvimento Humano (IDH), como os do Maraj, foram os mais favorecidos. Em

    junho de 2006 foi implantado o curso de graduao em Administrao a distncia. Foram

    ofertadas 500 vagas destinadas exclusivamente a servidores pblicos da rede municipal,

    estadual e federal e funcionrios do Banco do Brasil. Das vagas ofertadas, 375 foram

    preenchidas por funcionrios do Banco, 35 por servidores pblicos da prpria Universidade e

    as demais por funcionrios de outras instituies pblicas. A iniciativa pretende melhorar a

    qualificao dos servidores e funcionrios pblicos e faz parte do Programa de educao a

    distncia Universidade Aberta do Brasil (UAB), do MEC. O curso ser realizado a distancia

    quase que integralmente. Os 30% de aula presencial sero realizados nos plos de ensino

    locais, laboratrios tecnolgicos construdos para a realizao do projeto UAB. Ao todo, so

    seis plos que funcionaro em Altamira, Belm, Capanema, Marab e Santarm.

    At 2009, a UFPA dever ter cerca de 5 mil alunos no modelo de ensino a distncia.

    Alm dos cursos de Licenciatura em Matemtica e de Administrao, j oferece os cursos de

    graduao em Letras, Qumica e Biologia. Na ps-graduao so ofertadas especializaes

    nas reas de recursos hdricos, direito ambiental e letras, alm de planejamento e gesto da

    Amaznia que j est na terceira verso do curso.

    Em 2005, a UFPA investiu 100 mil para a construo, na Biblioteca Central, da sua

    primeira sala de vdeo-conferncia interativa, e repassou 60.mil para a elaborao de

    materiais didticos dos cursos. A Secretaria de Educao a Distncia do MEC apoiou com

    recursos da ordem de 300 mil a elaborao de material didtico e deslocamento de tutores.

    Estima-se que a UFPA ter, em 2010, em torno de 10 mil alunos na modalidade. Para

    as dimenses geogrficas continentais do estado do Par, que dificultam o deslocamento,

    alm do alto ndice de pobreza, a metodologia a distncia pode, efetivamente, ser a melhor

  • 98

    forma de democratizao do acesso educao superior e formar quadros qualificados para o

    ensino bsico nos municpios mais distantes dos principais centros urbanos.

  • 99

    5.2.2 Ensino de Ps-Graduao

    A Pr-Reitoria de Pesquisa e Ps-Graduao (PROPESP) da UFPA a responsvel

    pela coordenao das atividades de pesquisa e ps-graduao da instituio.

    Esto implementados 33 programas de ps-graduao stricto sensu, incluindo 12

    cursos de Doutorado, 32 de Mestrado Acadmico e 01 de Mestrado Profissional. Esses

    programas atendem em seu conjunto 423 alunos de doutorado e 1.655 alunos de mestrado,

    totalizando 2.078 alunos matriculados. No perodo de 2000 a 2005 foram concludas 203 teses

    de doutorado e 1.759 dissertaes de mestrado.

    Os Programas de Ps-Graduao stricto sensu ofertados pela UFPA sofreram

    variaes diferenciadas nos ltimos seis anos, com destaque para os cursos de doutorado que

    tiveram um aumento de mais de 70%. Em 2000, foram ofertados 30 cursos de ps-graduao

    stricto sensu sendo, 7 de doutorado e 23 de mestrado.

    Houve um aumento significativo em relao ao nmero de alunos matriculados, tendo

    em vista que em 2000 haviam 956 alunos matriculados, sendo 172 nos cursos de doutorado e

    784 nos cursos de mestrado, enquanto que em 2005 esse nmero subiu para 2.078 alunos

    matriculados, sendo 423 nos cursos de doutorado e 1.655 nos cursos de mestrado,

    verificando-se um aumento de 117%.

    Em 2005, a mdia ponderada dos conceitos atribudos pela CAPES, foi de 3,74. Os

    GRFICOS 32 e 33 ilustram, respectivamente, os conceitos obtidos pelos cursos de

    doutorado e de mestrado ofertados pela UFPA.

    67%

    8%8%17%

    C3 C4 C5 C6

    36%55%

    3%6%

    C3 C4 C5 C6

    Quanto ps-graduao lato sensu, a UFPA retomou gradativamente a oferta dos

    cursos em nvel de especializao, os quais foram reduzidos consideravelmente ao longo dos

    anos, principalmente por restries oramentrias para o financiamento destes.

    Esto em execuo 40 cursos de Especializao em diferentes reas do conhecimento.

    No decorrer de 2005 foram concludos 54 cursos e 1.073 monografias.

    Grfico 32 Conceitos obtidos pelos cursos de doutorado Fonte: PROPESP.

    Grfico 33 Conceitos obtidos pelos cursos de mestradoFonte: PROPESP.

  • 100

    O QUADRO 8 e os GRFICOS de 34 a 42, a seguir, expressam os nmeros da Ps-

    Graduao na UFPA.

    GRANDE REA REA PROGRAMA NVEL

    CONCEITO CAPES

    ANO INICIO

    Psicologia Teoria e Pesquisa

    do Comportamento

    Mestrado/ Doutorado 5 1987/1999

    Sociologia (Ms 1999)/

    Antropologia (Ms 1994)

    Cincias Sociais: Antropologia,

    Sociologia

    Mestrado/ Doutorado 3 Dr2003

    Educao Educao Mestrado 4 2003 Histria Histria Mestrado 3 2004

    Geografia Geografia Mestrado 3 2004

    Cincias Humanas/

    Sociais

    Psicologia Psicologia Clnica e Social Mestrado 3 2005

    Direito Direito: Direito Pblico Mestrado/ Doutorado 4 1984/2003 Cincias Sociais Aplicadas

    Servio Social Servio Social Mestrado 3 2003

    Letras e Artes Letras/ Lingstica

    Letras: Lingstica e

    Teoria Literria Mestrado 3 1987

    Engenharias IV Engenharia Eltrica Mestrado/ Doutorado 4 1986/1998

    Engenharias IV

    Engenharia Eltrica:

    Processos Industriais

    Mestrado Profissio-

    nal 4 2000

    Engenharias II Engenharia Qumica Mestrado 3 1992

    Engenharias III Engenharia Mecnica Mestrado 3 1994

    Engenharias

    Engenharias I Engenharia Civil Mestrado 3 2001

    Zoologia I Zoologia Mestrado/ Doutorado 4 1996/1999

    Cincias Biolgicas I

    Gentica e Biologia

    Molecular

    Mestrado/ Doutorado 4 2001

    Parasitologia

    Biologia de Agentes

    Infecciosos e Parasitrios

    Mestrado/ Doutorado 4 2004/2005

    Cincias Biolgicas

    Neurocincias e Biologia Celular

    Mestrado/ Doutorado 4 2004

    Cincias Biolgicas

    Oceanografia Biolgica

    Biologia Ambiental Mestrado 3 2000

    Medicina II Doenas Tropicais Mestrado 3 1994 Cincias da Sade Odontologia Odontologia Mestrado 3 2004

  • 101

    GRANDE REA REA PROGRAMA NVEL

    CONCEITO CAPES

    ANO INICIO

    Zootecnia Cincia Animal Mestrado 3 1999

    Agronomia Agriculturas Amaznicas Mestrado 4 2000 Cincias Agrrias Cincia de Alimentos

    Cincia e Tecnologia de

    Alimentos Mestrado 3 2004

    Geocincias Geologia e Geoqumica Mestrado/ Doutorado 6 1973/1992

    Geocincias Geofsica Mestrado/ Doutorado 4 1992/1992

    Qumica Qumica Mestrado/ Doutorado 4 1987/2005

    Fsica Fsica Mestrado 3 2003 Matemtica/

    Probabilidade e Estatstica

    Matemtica e Estatstica Mestrado 3 2004

    Cincias Exatas e da Terra

    Computao Cincia da Computao Mestrado 3 2005

    Multidisciplinar Desenvolvimento

    Sustentvel do Trpico mido

    Mestrado/ Doutorado 5 1977/1994

    Ensino de Cincias e

    Matemtica

    Educao em Cincias e

    Matemticas Mestrado 3 2002 Multidisciplinar

    Multidisciplinar Cincias

    Ambientais Mestrado 3 2005

    Quadro 8 Programas/Cursos de Ps-Graduao da UFPA. Fonte: PROPESP.

    12

    32

    105

    101520253035

    Doutorado Mestrado MestradoProfissional

    Grfico 34 Nmero de cursos de Ps-Graduao da UFPA. Fonte: PROPESP.

  • 102

    Teses 19 26 33 28 28 32

    Dissertaes 138 167 246 226 237 355

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    1212

    109

    77

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    172206

    251 256 274

    423

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 36 Evoluo dos cursos de Doutorado da UFPA. Fonte: PROPESP.

    Grfico 37 Alunos matriculados nos cursos de Doutorado da UFPA. Fonte: PROPESP.

    Grfico 35 Teses e Dissertaes defendidas. Fonte: PROPESP.

  • 103

    33

    2320

    2327

    31

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    784936 850

    1.0311.165

    1.655

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    2736

    57 55

    90 94

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 38 Evoluo dos cursos de Mestrado da UFPA.Fonte: PROPESP.

    Grfico 39 Alunos matriculados nos cursos de Mestrado da UFPA. Fonte: PROPESP.

    Grfico 40 Evoluo dos cursos de Especializao da UFPA. Fonte: PROPESP.

  • 104

    893 931

    1.7202.027

    3.877 3.750

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    662346 289

    678399

    1.073

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Para permitir uma melhor avaliao dos cursos de Especializao e de questes gerais

    de interesse da Cmara de Pesquisa do CONSEP, foi estruturado um comit assessor para a

    mesma, com a finalidade de apoi-la. As aes desencadeadas por este comit possibilitaram

    um re-ordenamento da sistemtica de aprovao, acompanhamento e avaliao dos cursos de

    Especializao, seguindo as normas definidas pelo MEC e pela prpria UFPA. Em particular,

    foi exigido um projeto pedaggico para cada novo curso proposto, seguindo o modelo

    fornecido pela SESu/MEC.

    Foi efetivada no segundo semestre de 2005 a realizao do I Seminrio da Ps-

    graduao da UFPA, com participao efetiva de todos os 33 Programas existentes, em sete

    reunies organizadas por grandes reas de conhecimento. Essas reunies permitiram

    visualizar a situao dos diferentes programas e suas adaptaes s crticas recebidas durante

    a avaliao trienal (2001-2003) da Coordenao de Aperfeioamento do Pessoal de Nvel

    Superior (CAPES). Pretende-se manter, a organizao peridica de seminrios anlogos ao

    que foi realizado, como forma de potencializar o dilogo, disseminar informaes e promover

    a interao entre os diferentes programas e destes com a PROPESP.

    O Catlogo dos Cursos da Ps-Graduao da UFPA, lanado em 2005, sintetiza as

    principais informaes sobre os programas existentes na UFPA e permite uma viso geral da

    Grfico 41 Alunos matriculados nos cursos de Especializao da UFPA. Fonte: PROPESP.

    Grfico 42 Monografias defendidas.Fonte: PROPESP.

  • 105

    atuao da instituio na ps-graduao stricto sensu. No segundo semestre, o catlogo foi

    disponibilizado na pgina da UFPA, estando acessvel permanentemente tambm em meio

    eletrnico.

  • 106

    5.2.3 Pesquisa

    A Pr-Reitoria de Pesquisa e Ps-Graduao, por meio de seu Departamento de

    Pesquisa, mantm convnio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e

    Tecnolgico (CNPq) para viabilizao de bolsas do PIBIC/CNPq aos pesquisadores e alunos

    da UFPA, a fim de desenvolver a iniciao cientfica na UFPA. Em 2005 foram contemplados

    123 pesquisadores e 231 alunos. Entretanto, visando alcanar um universo maior, a UFPA

    entra com recursos prprios e, por meio do Programa PIBIC/UFPA, contempla mais 105

    alunos e 83 pesquisadores.

    A UFPA a instituio de ensino superior mais importante da regio Norte. No que

    diz respeito pesquisa, tambm a que mais produz do ponto de vista quantitativo e

    qualitativo. Segundo dados recentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e

    Tecnolgico, a Universidade tem 24% dos grupos de pesquisa da Amaznia. Alm disso,

    45% de mestres e doutores em atividade na regio tambm esto na UFPA.

    Em 2005 foram concludos 34 projetos de pesquisa em todas as reas do

    conhecimento, envolvendo 61 docentes. Atualmente, em execuo, h 381 projetos com 594

    docentes-pesquisadores e 42 tcnicos, com aes no campus de Belm e em cinco campi do

    interior. O GRAFICO 43 demonstra o nmero de servidores envolvidos com projetos de

    pesquisa.

    594

    42 47 0

    Captal Interior

    DocentesTcnicos

    Como todos os anos, estes projetos so apresentados em seminrios e os resumos

    publicados nos respectivos Anais. O de 2002 contou com a participao do Setor de

    Documentao e Informao, que deu uma nova formatao estrutura dos Anais, a fim de

    facilitar o acesso informao, com acrscimo de dados usualmente utilizados pelo CNPq e

    normalizado segundo as normas da Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT).

    O Setor de Propriedade Intelectual e Transferncia de Tecnologia contabilizou, em

    2005, o registro de 94 obras intelectuais, 9 marcas e 4 patentes. Este Setor tambm emite

    Grfico 43 Nmero de servidores envolvidos com pesquisa. Fonte: PROPESP.

  • 107

    pareceres em contratos e/ou convnios de interesse da UFPA, os quais so solicitados pela

    Procuradoria Geral. No QUADRO 9 esto descritos os tipos e a quantidade dessas obras.

    DESCRIO QUANTIDADE Poesia 13

    Romances 3 Didtico/Pedaggico 18 Msica (Letras e Partituras) 20 Teatro (Peas) 5 Tcnico/Cientfico 6 Teses/Monografias 6 Contos/Crnicas 5 Cinema/TV 5 Poltico/Filosfico 1 Personagens/Desenhos 1 Biografias 1 Outros 10 TOTAL 94 Quando 9 Tipos e quantidades de obras intelectuais. Fonte: PROPESP.

    No novo milnio, a UFPA trabalha para se consolidar como um plo de gerao de

    conhecimento, buscando maior interao com o setor produtivo e passando, pouco a pouco, a

    interferir nas cadeias produtivas do Estado.

    Para tanto, estabeleceu-se um canal permanente de articulao com os pesquisadores,

    de importncia fundamental para o crescimento registrado no setor. A exemplo do Comit de

    Pesquisa, que j existia, foi criado um Comit de Ps-Graduao, onde so discutidos

    propostas e projetos. Nenhuma idia nova vai para a Coordenao de Aperfeioamento do

    Pessoal de Nvel Superior, Ministrio da Cincia e Tecnologia, Financiadora de Estudos e

    Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico ou outro

    rgo de fomento sem que antes tenha sido discutida amplamente no Comit.

    O trabalho de captao de recursos financeiros foi ampliado, viabilizando a

    modernizao e ampliao da infra-estrutura e dos servios de apoio pesquisa. Foram

    captados recursos Tesouro, Fundos Setoriais, Contratos e Convnios destinados s

    reformas e construo de laboratrios, aquisio de equipamentos, ampliao de bibliotecas e

    construo de novos espaos para aulas.

    Entre os setores que mais avanaram, destacam-se as pesquisas nas reas de recursos

    hdricos, energia, tecnologia de alimentos e biologia.

    Quanto ao nmero de artigos cientficos publicados, a Universidade responde por 46%

    de toda a produo cientfica regional, conforme evoluo demonstrada no GRFICO 44.

  • 108

    495 462 430570 633

    328 374 390 379 415

    2001 2002 2003 2004 2005

    Projetos Pesquisadores

    Claro que, em termos nacionais, a produo da UFPA ainda representa muito pouco.

    Ainda existe uma disparidade acentuada em relao a outras regies, em funo do nmero

    reduzido de pesquisadores na Amaznia. Em conseqncia disso, os investimentos so

    menores, se comparados a outros centros, transformando-se tal fenmeno num crculo

    vicioso. A sada investir na formao de recursos humanos qualificados para desenvolver

    pesquisa. E isso tem sido feito de forma muito positiva, principalmente no Par e no

    Amazonas, por meio da UFPA, da EMBRAPA Amaznia Oriental, do Museu Emlio Goeldi,

    da Universidade Federal Rural da Amaznia, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaznia

    e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

    Em 2004 foi firmado, entre as instituies que fazem pesquisa na rea de sade, o

    Acordo Multilateral de Cooperao Tcnico-Cientfica em Sade das Instituies da

    Amaznia. O objetivo dessa iniciativa reverter um quadro tambm preocupante: o nmero

    de pesquisadores, de doutores e, conseqentemente, a produo cientfica na rea de sade

    ainda muito aqum das necessidades regionais. Para mudar esse panorama, as instituies

    esto procurando unir esforos para incentivar pesquisas em rede nas reas prioritrias para a

    regio e incentivar a formao de pessoal e a captao de recursos.

    So propostas do acordo:

    Identificar os grupos de pesquisa em sade na regio;

    incentivar a criao de fundaes de apoio pesquisa nos Estados que ainda no as

    criaram;

    aproximao com os gestores e parlamentares da regio para incentivar o

    financiamento de atividades de pesquisa;

    identificar instituies nacionais e internacionais com potencial para financiar

    pesquisas em sade na regio;

    Grfico 44 Nmero de projetos de pesquisa e de pesquisadores. Fonte: PROPESP.

  • 109

    descentralizar cursos stricto sensu, criando cursos que possam beneficiar mais de

    um Estado.

    Como resultado desse acordo pode-se destacar a criao do Curso de Mestrado em

    Sade, Sociedade e Endemias, aprovado pela Capes e desenvolvido numa parceria entre a

    UFPA, a UFAM e Instituto Oswaldo Cruz. So 15 alunos da UFPA e 14 da UFAM.

    H um esforo coletivo das universidades da Amaznia, que vm buscando estratgias

    para a superao dos fatores impeditivos ao desenvolvimento da pesquisa na regio, seja por

    meio da formao de doutores, seja pela contratao e incentivo fixao de doutores

    formados em outros centros. Mas isso ainda um desafio a ser vencido.

  • 110

    5.2.4 Extenso e Incluso Social

    Cada vez mais a sociedade est a demandar a participao da Universidade na

    discusso de aspectos importantes para o desenvolvimento humano, social e econmico e,

    conseqentemente, para a melhoria da qualidade de vida das populaes.

    H cerca de 130 anos comearam as atividades de Extenso Universitria na Inglaterra

    e, h cerca de 70, no Brasil. Durante todo este tempo, o conceito de Extenso vem sendo

    construdo, uma vez que sofre decididamente influncias da evoluo do conhecimento ou da

    cincia em contextos histricos diferenciados, especialmente no sculo passado. Inicialmente

    (e at bem pouco tempo) tal conceito esteve muito ligado ao assistencialismo. O foco da ao

    extensionista era, assim, as comunidades de baixa renda e a Extenso Universitria era

    compreendida como ponte entre a Universidade e essas populaes.

    No momento presente, apesar das aes assistenciais continuarem sendo, de certa

    forma, ainda necessrias, principalmente em regies do pas com grandes bolses de excluso

    social, compreende-se a Extenso Universitria de modo mais amplo, sendo uma ao

    integradora das vrias reas do conhecimento, imbricando-se tanto Pesquisa como ao

    Ensino. Com base no Plano Nacional de Extenso, podemos dizer que a Extenso

    Universitria constitui-se em um processo educativo, cientfico e cultural realizado por meio

    de aes integradas com a pesquisa e o ensino na sociedade, situando-se numa perspectiva

    transformadora, de modo a contribuir quer para a formao cidad do estudante

    universitrio quer para o desenvolvimento sustentvel local.

    Discutindo sucintamente a concepo acima, podemos dizer que o processo

    extensionista :

    Educativo, enquanto ao que, em todos os seus nveis, envolve o ensinar e o

    aprender. Pela lei 10.072, de 09 de janeiro de 2001, pelo menos 10% dos crditos

    para integralizao curricular de cursos de graduao devem ser correspondentes

    participao dos alunos em atividades de Extenso. Este um aspecto que parece

    muito importante como contribuio da Universidade para a formao cidad dos

    seus graduandos. Alm disso, ao oferecer servios sociedade ou atender s suas

    demandas, a universidade torna acessvel o conhecimento produzido/acumulado

    em seu mbito aos cidados, cumprindo uma das suas importantes funes

    transformadoras na sociedade.

    Cientfico, enquanto possibilidade e campo de produo de conhecimento. Toda

    atividade de Extenso pode produzir, pelo menos, uma pergunta de pesquisa, que

  • 111

    pode dizer respeito a questes metodolgicas ou tecnolgicas do trabalho em si, ou

    a estudos especficos sobre o objeto de trabalho. No se pode, entretanto, confundir

    esta viso com o trabalho de investigao que se utiliza certa clientela para a

    construo de dados de uma pesquisa. Para que se constitua um trabalho de

    Extenso com Pesquisa necessrio que a ao desenvolvida na e com a

    comunidade tenha em vista a transformao social, quer como acesso ao

    conhecimento, quer como melhoria da qualidade de vida de modo mais amplo.

    Neste sentido, a Pr-Reitoria de Extenso (PROEX), responsvel pela poltica de

    extenso da UFPA, tem procurado atender a esse novo marco conceitual de Extenso

    Universitria, destacando que:

    A Extenso Universitria um processo educativo, cultural e cientfico que articula

    o ensino e a pesquisa de forma indissocivel e viabiliza a relao transformadora

    entre Universidade e Sociedade;

    a Extenso uma via de mo-dupla, com trnsito assegurado comunidade

    acadmica, que encontra, na sociedade, a oportunidade de elaborao da prxis de

    um conhecimento acadmico;

    o fluxo que estabelece a troca de saberes sistematizados, acadmico e popular, ter

    como conseqncias a produo do conhecimento resultante do confronto com a

    realidade brasileira e regional, a democratizao do conhecimento acadmico e a

    participao efetiva da comunidade na atuao da Universidade.

    Com esse objetivo, a PROEX, por meio da Resoluo n 3.298, de 7 de maro de

    2005, normalizou as aes de extenso, com os seguintes princpios:

    A Extenso Universitria um conjunto de atividades acadmicas, de carter

    mltiplo e flexvel, que se constitui num processo educativo, cultural e cientfico,

    articulado ao ensino e pesquisa, de forma indissocivel, e que viabiliza, atravs de

    aes concretas e contnuas, a relao transformadora entre a Universidade e a

    sociedade;

    so consideradas Atividades de Extenso as aes de contribuio sociedade,

    segundo uma metodologia contextualizada e constituda a partir do objetivo de

    obteno de resultados em curto prazo, condizentes com o sentido de

    responsabilidade social, desenvolvidas sob a forma de programas, projetos, cursos,

    eventos, prestao de servios e produo, publicao e outros produtos

    acadmicos;

  • 112

    as atividades de extenso devem ser desenvolvidas, preferencialmente, de forma

    multidisciplinar e devem propiciar a participao dos vrios segmentos da

    comunidade universitria, privilegiando aes integradas com as administraes

    pblicas, em suas vrias instncias, e com as entidades da sociedade civil.

    Enquanto apoio para estudantes de graduao, a Pr-Reitoria de Extenso busca

    implementar o Programa UFPA CIDAD, a partir de articulaes com os Colegiados de

    Cursos, Departamentos e Frum de Extenso, com vistas a assegurar a participao dos

    estudantes universitrios em programas e projetos de extenso com contagem de crditos

    acadmicos.

    A socializao dos conhecimentos produzidos e acumulados no mbito acadmico e a

    sistematizao dos conhecimentos regionais so viabilizadas por meio da articulao e

    proposio da Poltica de Divulgao e Publicao, estabelecida pela Pr-Reitoria de

    Extenso, baseada em aes estratgicas, a saber:

    Implantar e fortalecer mecanismos para a institucionalizao de programas de

    cursos, eventos, assessorias, consultorias e prestao de servios sociedade;

    estimular a realizao de eventos, palestras, oficinas e cursos, tendo em vista a

    promoo dos vrios saberes e expresses culturais;

    elaborar e divulgar catlogos anuais, eletrnicos e impressos, de programas,

    projetos, cursos, assessorias, consultorias, oficinas e eventos em geral promovidos

    pela UFPA, em suas diferentes reas do conhecimento;

    apoiar a produo e divulgao de produtos, tais como cartilhas, vdeos, cd-rom,

    livros e coletneas, visando socializao de conhecimentos para a sociedade.

    Os Departamentos de Ao Comunitria e Cultural da PROEX atuam como unidades

    articuladoras dos programas e projetos de extenso por meio de convnios e parcerias que

    contemplam a troca de saberes entre a Academia e a Sociedade, com o objetivo de estimular a

    convivncia dos estudantes universitrios com as comunidades urbanas e rurais do Par, por

    meio da participao em projetos diversos. Enquanto exercitam aes prticas dentro de reas

    especficas, os estudantes travam conhecimento com realidades culturais, econmicas e

    sociais diferentes. Essa convivncia tende a estimular a formao de profissionais mais

    comprometidos com a Sociedade. A TABELA 7 e os GRFICOS 45, 46 e 47 apresentam o

    nmero de recursos humanos envolvidos e da clientela atendida nas aes de extenso, no

    perodo compreendido entre os anos de 2000 a 2005.

  • 113

    Tabela 7 Recursos humanos envolvidos e clientela atendida nas aes de extenso.

    Recursos Humanos Envolvidos Ano N de Programas

    N de Projetos N de

    Docentes N de

    Tcnicos* N de

    Discentes**

    N de Pessoas

    Atendidas

    2000 10 43 144 125 1.004 59.597

    2001 18 76 99 76 853 50.083

    2002 14 38 195 134 1.599 102.850

    2003 9 32 117 156 631 128.943

    2004 24 117 239 307 1.300 155.747

    2005 23 113 234 172 1.167 135.295

    Total 98 419 1.028 970 6.554 632.515

    Fonte: PROEX. *Tcnicos e/ou colaboradores da UFPA e/ou de outras instituies. ** Da graduao e da ps-graduao.

    1018 14

    9

    24 23

    43

    76

    3832

    117 113

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 45 Programas e Projetos de Extenso. Fonte: PROEX.

    Programas Projetos

  • 114

    14412

    5

    1.004

    99 76

    853

    19513

    4

    1.599

    11715

    6

    631

    239 30

    7

    1.300

    234

    172

    1.167

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    DocentesTcnicosDiscentes

    59.5

    97

    50.0

    83

    102.

    850 1

    28.9

    43

    155.

    747

    135.

    295

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Programa Institucional de Bolsas de Extenso (PIBEX), institudo a partir de 2003,

    destina-se a alunos de graduao dos Campi da UFPA e desenvolvido junto a Programas e

    Projetos de Extenso. O QUADRO 10 apresenta a relao dos programas e projetos de

    extenso contemplados com bolsas do PIBEX no perodo de 2003 a 2005 e o GRFICO 48

    apresenta a evoluo do nmero de bolsas ofertadas no mesmo perodo.

    PROGRAMAS/PROJETOS A Importncia do Resgate da Sade Pblica e

    Cidadania para os Moradores do Bairro da rea da Liberdade

    Programa de Extenso Museu de Zoologia

    A Poltica dos Servios de Sade Mental do Municpio de Belm

    Programa de Multivacinao

    Arte na escola Programa Infncia e Adolescncia

    Grfico 47 Nmero de Pessoas Atendidas nas Aes de Extenso. Fonte: PROEX.

    Grfico 46 Recursos Humanos Envolvidos nas Aes de Extenso. Fonte: PROEX.

  • 115

    PIA/Projeto de Apoio ao programa de enfrentamento ao trabalho infantil domstico TID no Par

    Exames Complementares e Anlises Clnicas Projeto : A terceira Idade na Amaznia : Arte e Cultura

    GETI-Grupo de Estudos da Terceira Idade Projeto Ambulatorio de Especialidades Peditricas

    Identificao e caracterizao bioqumica e molecular dos erros inatos do metabolismo na populao do Estado do Par

    Projeto Atravs do Cinema: Os Nossos Modos de Ser

    O Auto do Crio Projeto de Ateno Multiprofissional ao Paciente Diabtico

    Polticas publicas e seguridade social Projeto de Extenso Esporte Participativo Prgrama Laboratrio de Aptido Fsica

    LAFIS Projeto Luamim

    Programa : Universidade da Terceira Idade UNITERCI

    Projeto Orientao Profissional a Estudantes e Trabalhadores OPET

    Programa de Ateno a Criana de 0 a 5 Anos com Desnutrio Primria

    Projeto Patologia Endcrinas na Infncia e Adolescencia

    Programa de Atividades Artsticas do Ncleo de Artes. Projeto XXXII Encontro de Arte de Belm-ENARTE

    Qualidade de Vida e Sade da Mulher no Climatrio

    Programa de Extenso do Depto de Psicologia Clnica

    QUADRO 10 Relao dos programas e projetos de extenso contemplados com bolsas do PIBEX. Fonte: PROEX.

    0

    50

    100

    150

    200

    2003 2004 2005

    A Universidade realizou em dezembro de 2005, a sua VIII Jornada de Extenso

    Universitria. Intitulado Multirresponsabilidades para incluso social na Regio

    Amaznica, o tema da jornada mostrou que a UFPA est cada vez mais ligada aos problemas

    da sociedade paraense e no tem medido esforos para ajudar e contribuir com a mudana do

    quadro social. Ao todo foram realizados 11 minicursos, 13 oficinas, 16 prestaes de servios, 69

    apresentaes de pesquisas de extenso. Toda esta gama de assuntos envolveu a participao

    direta de 1.149 pessoas.

    Grfico 48 Evoluo do n de bolsas ofertadas pelo PIBEX. Fonte: PROEX.

  • 116

    A Extenso trabalha para dar aos seus projetos um carter permanente e sistemtico,

    integrando suas atividades ao Ensino e Pesquisa, proposta pelo modelo estrutural

    multicampi. Trata-se de uma profunda mudana na forma de fazer Extenso Universitria, at

    ento vista como um setor de criatividade, improviso e de iniciativas de carter temporrio e

    extemporneo. Efetivamente, a Extenso parte indissocivel do processo de aprendizagem.

  • 117

    5.3 RESPONSABILIDADE SOCIAL

    No incio da dcada de 1970, na Europa, particularmente na Frana, Alemanha e

    Inglaterra, a sociedade iniciou uma cobrana por maior responsabilidade social das

    instituies e consolidou-se a necessidade de divulgao dos chamados balanos ou relatrios

    sociais.

    Alm do aspecto tico e humano que a responsabilidade social envolve, ela tambm

    ajuda a promover um maior, melhor e mais justo desenvolvimento humano, social e

    ambiental. O balano social um indicador de como as instituies desenvolvem o conceito

    de responsabilidade social corporativa e instrumento fomentador de aes responsveis,

    visando minimizar a pobreza, a excluso e as injustias sociais.

    As relaes da Universidade Federal do Par com os diferentes setores vem sendo

    materializada por meio da implementao de alguns programas, a seguir detalhados;

    UNIVERSITEC: No mbito da pesquisa aplicada e servios tecnolgicos, a

    Universidade Federal do Par do Par conta com o apoio da UNIVERSITEC,

    estrutura articuladora entre a UFPA e os diversos segmentos do setor produtivo,

    governamental e a sociedade em geral, com vistas a disponibilizar os meios

    necessrios integrao de competncias da UFPA para direcion-las ao

    desenvolvimento cientfico, tecnolgico e scio-econmico da regio.

    Essa rede de integrao articulada pela UNIVERSITEC formada por dois programas

    estruturantes o Programa de Consultorias e Servios Tecnolgicos e o Programa de

    Incubao de Empresas e Parques Tecnolgicos e tem como principais objetivos:

    Promover, no mbito da UFPA, a agregao dos diversos grupos de pesquisa para o

    atendimento de demandas por projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovao

    tecnolgica requeridas pelos vrios segmentos do setor produtivo e governamental

    sediados na regio, preferencialmente no Estado do Par;

    estimular e promover processos legais de transferncia de tecnologia,

    preferencialmente aquela produzida no Pas e/ou na regio, para os setores privado e

    governamental;

    articular a prestao de servios aos interessados, dando nfase ao uso da infra-

    estrutura laboratorial e aos recursos humanos oriundos da Universidade;

    operacionalizar um Banco de Dados sobre servios tcnicos, laboratoriais e outros

    servios tecnolgicos disponveis na UFPA, no Estado e em todo o Pas, assim

  • 118

    como um guia de sites de interesse, na Internet, com informaes para todos os

    segmentos interessados;

    organizar eventos, simpsios e exposies pertinentes;

    buscar estabelecer formas de cooperao com as entidades representativas da

    sociedade civil organizada;

    apoiar e/ou articular projetos de normatizao, metrologia e certificao;

    zelo continuo pelo fomento poltica de propriedade intelectual.

    Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amaznia (POEMA): programa de

    pesquisa e desenvolvimento da Universidade Federal do Par com o fim de garantir

    o fomento da produo local dos pequenos produtores rurais da Amaznia,

    fornecedores de matria-prima, como a fibra de coco e ltex, apoiando-os com

    conhecimentos tecnolgicos, comerciais, ambientais e em questes de

    responsabilidade social. Os parceiros comprometem-se em preservar a

    biodiversidade e os ecossistemas da Amaznia, assim como em manejar, de

    maneira sustentvel, as reas degradadas e em verticalizar sua produo agrcola.

    Com essa cadeia produtiva foram criados novos empregos, melhorando

    consideravelmente as condies de vida das pessoas beneficiadas pelo Programa.

    Uma das experincias exitosas foi a criao da empresa POEMATEC Comrcio

    de Tecnologia Sustentvel para a Amaznia. As atividades da POEMATEC tiveram

    incio em maro de 2001, com a construo da fbrica mais moderna do mundo, no

    que diz respeito produo de artefatos de fibra de coco e ltex. A POEMATEC

    tambm vem finalizar uma cadeia produtiva sustentvel no Estado do Par, que tem

    seu incio na coleta dos recursos naturais, passando pelo processamento at chegar

    ao produto final para ser comercializado. As principais aplicaes dos materiais so

    assentos e bancos para a indstria automobilstica, substituindo produtos base de

    petrleo, como a espuma de poliuretano.

    O projeto piloto de processamento de fibra de coco foi iniciado na Ilha do Maraj,

    na comunidade de Praia Grande e no municpio de Ponta de Pedras, sendo este

    ltimo o local onde a empresa comunitria PRONAMAZON produz encostos de

    cabea e para-sis para caminhes da marca Mercedes-Benz. Essa experincia foi o

    ponto decisivo para a implantao de uma srie de unidades de processamento de

    fibras, fornecedoras de matria-prima para a fbrica da empresa POEMATEC.

  • 119

    Central de Biotecnologia da Reproduo Animal (CEBRAN): vinculada ao

    Centro Agropecurio da UFPA, voltada para a Biotecnologia da Reproduo

    Animal, em especial de bubalinos e bovinos. Foram frutos desse pioneirismo o

    congelamento de smen e a inseminao artificial em bubalinos e o domnio da

    tcnica de fertilizao in vitro, biotecnologias desenvolvidas pela primeira vez no

    Brasil, colocando a UFPA na vanguarda entre as demais Universidades brasileiras e

    do mundo, sendo, portanto, hoje considerada uma Instituio de referncia nacional

    e internacional para o uso dessas tecnologias.

    Com o funcionamento da CEBRAN, um novo patamar surgiu na pecuria do Estado

    do Par, pois detm-se em nvel regional o que existe de mais moderno em

    equipamentos e inovaes tecnolgicas, conduzidas por uma equipe do mais alto

    nvel tcnico, possibilitando, com isso, a troca de informaes entre centros

    similares no Brasil e em outros pases do mundo, interessados em permutar

    recprocos conhecimentos, colocando, assim, a regio permanentemente atualizada

    em termos cientficos e tecnolgicos. Foi o reconhecimento destes fatores que

    levaram a Universidade Federal do Par, atravs da CEBRAN, a colocar

    disposio de toda a comunidade pecuarista do Par e do Brasil todo esse potencial

    de desenvolvimento do setor.

    Programa de Incubao de Empresas de Base Tecnolgica da UFPA (PIEBT):

    fundada h doze anos, uma estrutura especialmente criada para estimular o

    desenvolvimento de novos empreendimentos e modernizar os j existentes,

    atuando, principalmente, como um mecanismo de transferncia de tecnologia entre

    a universidade e o setor produtivo, oferecendo suporte gerencial, cientfico,

    tecnolgico e apoio em infra-estrutura.

    O Programa formado por trs incubadoras e pelo projeto denominado de Pr-

    Incubao. Dele participam vinte e duas empresas residentes, associadas e

    graduadas e doze projetos de pr-incubao. O PIEBT est assim configurado:

    Incubadora de Base Tecnolgica que se caracteriza por ser genrica e

    atuar nas diversas reas do conhecimento. importante destacar que a

    maioria das empresas incubadas representa novos nichos de produtos

    extremamente promissores e que contam com uma extraordinria demanda

    nos mercados nacionais e internacionais. So os produtos naturais da

    biodiversidade da Amaznia cosmticos, leos naturais e essenciais,

  • 120

    fitoterpicos e frmacos que contribuem com a mudana da base

    produtiva do Estado, que hoje dependem dos minrios e do setor madeireiro,

    produtos extrativos em mais de 90% da matriz produtiva do Estado.

    Algumas das empresas incubadas hoje se sobressaem em suas atividades no

    cenrio nacional, seja atravs de lojas prprias (instaladas em vrios

    estados), seja por meio de franquias;

    Incubadora de Tecnologia da Informao e Comunicao (IETIC): atua

    predominantemente na rea de informtica. As principais temticas

    trabalhadas incluem sistemas baseados na Web, projetos de redes de

    computadores tradicionais e de alta velocidade (inclusive ticas),

    desenvolvimento de aplicativos baseados em software livre, aplicao de

    inteligncia artificial (minerao de dados, lgica Fuzzy etc.) em sistemas de

    informao geogrfica, tcnicas de automao e controle para indstria,

    jogos eletrnicos e avaliao de desempenho de sistemas (inclusive os de

    tempo real), entre outras;

    Incubadora de Design (Idesign): segmentada, atua no desenvolvimento de

    embalagens e biojias, utilizando resduos de madeira nobre certificada na

    regio Amaznica e artefatos de madeira (confeco de embalagens de

    madeira certificada) e beneficia duas empresas, sendo uma associada e uma

    graduada;

    Projeto Pr-Incubao: visa ao amadurecimento tecnolgico e gerencial de

    uma idia at a definio do Plano de Negcios de futuros empreendimentos

    nas reas de atuao do PIEBT.

    Os Empreendedores participam da Pr-Incubao atravs de diversas

    atividades, como Instrutorias, Consultorias Especficas, Workshops,

    Palestras, etc.

    O Programa de Incubao de Empresas de Base Tecnolgica da UFPA, conforme

    demonstrado, j registrou avanos significativos e possui o reconhecimento de

    rgos e instituies de apoio pesquisa e ao setor produtivo do Estado. Constitui-

    se em um instrumento estratgico para a Universidade, pois, alm de fomentar a

    pesquisa e transferir tecnologia s empresas, muitos alunos conseguem trabalhar e

    fazer estgios na incubadora e nas empresas. A partir de suas prticas, produzem

    trabalhos de concluso de cursos e monografias sobre os processos de incubao e a

    experincia das empresas incubadas. Na Incubadora possvel exercer o

  • 121

    empreendedorismo de forma concreta, real e contribuir com um dos maiores

    desafios da universidade: formar empreendedores. Finalmente, a Incubadora

    alm de incubar empresas hoje, de fato, um espao aberto para o debate sobre

    inovao tecnolgica, desenvolvimento regional e o movimento das pequenas e

    microempresas do Estado. Durante o processo de incubao, as empresas adquirem

    os conhecimentos necessrios para atuar de maneira competitiva e asseguram sua

    permanncia e insero no mercado objetivo maior de qualquer empresa.

    Programa de Extenso Multicampi Sade: coloca-se como importante

    instrumento pedaggico de responsabilidade social, ao propor a insero dos

    estudantes em programas de sade pblica. O Programa prev a participao dos

    estudantes do ciclo bsico em grandes campanhas de aes preventivas e

    promocionais.

    No ciclo profissionalizante, eles esto incorporados s redes de ateno

    referenciadas. O ltimo ano da faculdade dedicado, de forma sistemtica e com

    carga horria estabelecida, experincia vivencial nos municpios do interior, em

    hospitais, ambulatrios e postos de sade.

    Projeto Formiguinha de preveno ao diabetes na infncia: A doena tem uma

    estreita relao com a cavidade bucal, pois nela fica possvel observar alguns

    primeiros sinais da doena. Por isso, o Projeto Formiguinha, do Curso de

    Odontologia, realiza um trabalho preventivo, no qual atende pacientes infantis

    diabticos ou com tendncia para a doena.

    O Projeto um servio de atendimento odontolgico que possui caractersticas

    educativas, preventivas e curativas das conseqncias do diabetes na cavidade

    bucal. Aberto comunidade, atende crianas de 0 a 12 anos de idade por meio de

    acadmicos do curso de Odontologia da UFPA, com a superviso de docentes do

    Curso. O Projeto desenvolvido por meio de palestras em escolas, onde as crianas

    ficam sabendo sobre a doena e suas repercusses para a boca. O trabalho de

    divulgao feito pelos estudantes que ensinam hbitos saudveis, mtodos de

    escovao e de higiene buco-dental, s crianas. A idia chamar a ateno para as

    conseqncias da doena se no for tratada.

    A parte prtica do projeto Formiguinha desenvolvida na Clnica de

    Odontopediatria da UFPA, onde so feitas aplicaes de flor nos dentes das

  • 122

    crianas, tratamentos de leses j instaladas na cavidade bucal e acompanhamento

    dos pacientes participantes do projeto.

    O Projeto Formiguinha comeou como um programa de iniciao cientifica, onde o

    objetivo da pesquisa era levantar a quantidade de pacientes diabticos ou com

    tendncia para a doena. A idia agora transform-lo em um projeto de extenso

    para que possa atender a um nmero maior de pacientes e realizar um melhor

    trabalho preventivo. Atualmente 20 crianas so atendidas pelo projeto, que j

    ganhou vrios prmios em congressos de odontologia infantil e foi tema de muitos

    trabalhos cientficos.

    Programa Multicampiartes Circuito de Arte e Cultura da UFPA: atravs das

    artes a UFPA busca apresentar sociedade contribuies ao seu processo de

    desenvolvimento material, cultural e espiritual que se realiza pelo carter interativo

    de aperfeioamento da viso humanista da vida e a formao de comunidades

    emocionais, que a mesma proporciona, alm de contribuir com a qualidade do saber

    acadmico, de modo direto e informal, e ao aprimoramento social.

    A legitimao social do modelo de trabalho de uma universidade o alicerce da

    compreenso que a sociedade passa a ter dela. Sendo assim, no momento em que a

    Universidade Federal do Par comea a implantar um novo modelo de

    relacionamento interno e externo, estratgico que por todos os meios, esse novo

    formato estrutural, seus conceitos, sua metodologia, sejam amplamente

    socializados.

    O Multicampiartes pode ser um exemplo concreto de aplicao prtica desse novo

    modelo. O desenho multicmpico em implantao lgico, harmnico e auto

    explicativo, na medida em que a espacializao atual da UFPA j uma base para

    essa outra modalidade, coroando e aperfeioando o trabalho acadmico,

    amadurecido em seus 10 campi. um modelo adequado s necessidades de um

    equilibrado avano do ensino, das pesquisas, da extenso; distribuio geogrfica

    do Estado; s novas possibilidades de desenvolvimento do Estado; ao maior

    equilbrio de valor conceitual, cientfico e tcnico, entre as pessoas que vivem na

    capital e no interior, distribuio eqitativa e estratgica de possibilidades na

    formao de quadros tcnicos para a exigncia de competncia cada vez maior, do

    Par no contexto amaznico do mundo como terra-ptria.

  • 123

    Por essa razo, o Projeto Multicampiartes j nasce dentro dessa filosofia e no

    conceito de trabalho articulado em rede, na realidade multicmpica da UFPA.

    Trata-se de uma forma de se fazer circular as artes nos campi, e dos campi entre si.

    Os resultados tero sua culminncia no campus de Belm, para promover

    repercusso e legitimao do Programa, atravs dos meios de comunicao

    existentes em Belm, como capital do Estado.

    O Programa Multicampiartes pretende valorizar e reconhecer as atividades artsticas

    nos municpios onde esto instalados os campi da UFPA, garantindo, com isso, o

    fortalecimento do vnculo institucional da Universidade com a realidade social,

    numa relao mutuamente alimentadora. Outro aspecto, inerente ao Programa a

    democratizao das oportunidades de teoria e prtica das artes, prprio do carter

    social dessas formas simblicas da cultura.

    Recentemente, a UFPA inaugurou a exposio permanente Jardim das Esculturas

    espao cultural localizado na rea externa do Museu da UFPA, com obras de

    artes de renomados artistas paraense.

    Campus Flutuante: Os municpios de Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari e

    Santa Cruz do Arari, na Ilha do Maraj, sero as primeiras localidades beneficiadas

    com a criao do Campus Flutuante da UFPA. Um convnio assinado entre UFPA,

    MCT e o Corpo de Bombeiros do Par para viabilizar a ida dos pesquisadores da

    instituio a essas regies. O MCT disponibilizar recursos financeiros na ordem de

    670 mil e o Corpo de Bombeiros far a cesso do barco Gro Par equipado com

    laboratrios e biblioteca e com capacidade para 400 pessoas durante trs anos,

    perodo de durao do convnio. Trata-se de uma iniciativa pioneira de

    mapeamento completo de todas as reas de rios da Amaznia para minimizar os

    desastres naturais, como enchentes e desabamentos nas encostas dos rios. O

    Campus Flutuante o resultado maior de projetos anteriores, como o IFNOPAP:

    projeto integrado da UFPA, de carter interdisciplinar, denominado O Imaginrio

    nas Formas Narrativas Orais Populares da Amaznia, concebido no segundo

    semestre de 1995; embora exista na forma de programa de pesquisa desde 1993.

    Iniciado no Campus de Belm, est hoje implantado nos Campi do interior e este

    ano far sua dcima expedio desta vez, ao municpio de Bragana. O

    IFNOPAP surgiu para investigar e conhecer os mitos das florestas e rios da

    Amaznia e significar o imaginrio na forma narrativa, oral e popular da Amaznia.

  • 124

    O projeto tem contribudo de forma significativa para a formao acadmica de

    alunos, tanto da graduao quanto da ps-graduao. Por meio do IFNOPAP j

    foram produzidos 12 livros, 17 dissertaes de mestrado e 6 teses de doutorado.

    Atlas do Esporte no Par: site www.atlasdoesportepara.com.br, lanado pelo O

    Departamento de Educao Fsica da Universidade Federal do Par, em parceria

    com a Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (SEEL) disponibiliza para o pblico

    em geral o desenvolvimento das atividades esportivas dentro do Estado do Par. A

    idia proporcionar um maior reconhecimento nas atividades fsicas de sade,

    esporte e lazer, alm de competio, danas e jogos realizadas no Estado. O

    contedo do site tambm mostra as iniciativas das instituies que apiam o

    desenvolvimento de atividades esportivas, como federaes, clubes e academias.

    Programa Nacional de Educao para a Reforma Agrria (PRONERA):

    Programa do governo federal, que, no Par, realizado em parceria com a UFPA,

    visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida e a conquista da cidadania do

    homem do campo. Os trabalhos vm sendo desenvolvidos nos municpios de

    Altamira, Santarm, Bragana, Marab, Castanhal e Abaetetuba, alm de Belm. O

    Programa teve incio com a alfabetizao de pessoas que moram em assentamentos

    do Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria. Muitos destes

    alfabetizados j concluram o ensino fundamental e agora esto no mdio. Uma

    parte das pessoas que j tinha o ensino mdio est hoje estudando na UFPA. Em

    pouco tempo muitos assentados que comearam a estudar no curso de alfabetizao

    estaro na universidade. Isso incluso social eficiente. J h o curso de tcnicas

    agrcolas em nvel mdio em Castanhal e Altamira. No ensino superior, os cursos

    de engenharia agronmica e de pedagogia so os mais procurados pelos assentados.

    Em Altamira, a UFPA j iniciou o curso de tcnico na rea de sade. Por meio da

    UFPA, o PRONERA beneficiou 20 mil pessoas diretamente at agora. A meta

    chegar a 100 mil pessoas nos prximos quatro anos.

    As principais entidades parceiras no Programa, alm da Universidade Federal do

    Par, so: a Superintendncia Regional e Unidades Executoras do INCRA, o

    Governo Estadual e secretarias afins, os Governos Municipais e secretarias, as

    entidades ligadas rea rural (EMATER, CEPLAC, Casa da Famlia Rural, etc.), os

    Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, as Associaes de Trabalhadores Rurais, as

    http://www.atlasdoesportepara.com.br/

  • 125

    Cooperativas de Produtores Rurais, e outras organizaes sociais presentes na rea

    de abrangncia desse programa.

    A UFPA, por meio dos Centros Scio-Econmico, de Educao e do Campus de

    Altamira, elaborou a proposta pedaggica, selecionou e capacita monitores, alunos

    universitrios e coordenadores locais para a implementao da proposta, organizou

    o levantamento da demanda inicial, mobilizou os parceiros e garante a execuo do

    projeto de acordo com o Plano de Trabalho estabelecido.

    Riacho Doce: Surgiu em 1993, como alternativa para melhorar o problema de

    segurana do Complexo Esportivo da Universidade Federal do Par, que enfrentava

    um processo desordenado de ocupao das reas vizinhas.

    No incio, objetivou a aproximao com a comunidade atravs de turmas de

    iniciao esportiva para crianas e adolescentes, levando conscientizao dos seus

    responsveis da necessidade de colaborarem na manuteno da segurana da

    Instituio. Duas vezes por semana, aproximadamente 100 alunos iam praticar

    esportes e o objetivo dos professores era apenas a dimenso educacional, sem

    preocupao com a performance.

    Em pouco tempo, o projeto ganhou outras dimenses, despertando o interesse de

    mais participantes. Ento, tornou-se necessrio aumentar a estrutura existente, o que

    s foi possvel com a parceria, na poca, da Secretaria de Esporte do MEC, depois

    substituda pelo Instituto Nacional do Desenvolvimento do Desporto (INDESP) e

    mais tarde tambm com o apoio do Instituto Ayrton Senna.

    Hoje, o Projeto uma proposta acadmico-social de ao complementar escola,

    desenvolvido pelo Departamento de Educao Fsica do Centro de Educao da

    UFPA, com o apoio do Instituto Ayrton Sena, do Banco Nacional de

    Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES), da Secretaria Nacional de

    Esportes e do Banco da Amaznia (BASA). Seu principal objetivo dar

    oportunidade para que crianas e adolescentes de 07 a 14 anos desenvolvam o seu

    potencial pela busca da formao integral, com o aprimoramento de competncia

    pessoais, sociais e cognitivas para o sucesso na vida e na escola, capazes de

    promover melhorias na qualidade de vida. Esta atividade de extenso promove

    uma forma de integrao da Instituio com a comunidade residente no Campus

    Universitrio do Guam, utilizando o esporte como eixo estruturador dos seus

  • 126

    projetos didticos e oferecendo atividades esportivas, pedaggicas e arte-educativas,

    complemento alimentar, alm de atendimento odontolgico e de enfermagem.

    O projeto atende 700 crianas e jovens e conta com o envolvimento de 150

    participantes do Grupo de Pais, 30 egressos do Projeto, 6 alunos do ensino mdio,

    20 educadores e 40 alunos universitrios de vrios cursos da rea de convergncia

    do esporte educacional, a saber:

    Administrao: a participao dos alunos se d por meio da

    operacionalizao das atividades gerais, tais como controle de banco de

    dados, acompanhamento dos processos de compras, do fluxo de caixa, do

    consumo de material, do almoxarifado e coordenam programas de

    motivao;

    Comunicao Social: os discentes produzem peas publicitrias para

    divulgao (cartaz, folder, out door, vdeo), materiais de relaes pblicas

    (camisas, bons) alm da composio de cartilhas e folhetos educativos;

    Educao Artstica: os estagirios do projeto criam situaes que ajudam a

    desenvolver a capacidade criativa e sensitiva e, por meio delas, provocar

    estmulos que possibilitem o entendimento da Arte num contexto histrico-

    social mais abrangente;

    Educao Fsica: O Projeto Riacho Doce elege, anualmente, um tema central

    para os seus projetos didticos, na busca de responder uma necessidade da

    sociedade e/ou da comunidade atendida, que suscite o fortalecimento das

    competncias pessoais, sociais, produtivas e cognitivas. Em 2005, o tema

    abordado foi Educao Fsica e Esporte: Uma largada para a educao, a

    sade e a paz, encampando o documento da Assemblia Geral da

    Organizao das Naes Unidas (ONU) que instituiu para 2005 o Ano

    Internacional do Esporte e da Educao Fsica. Os alunos orientam

    atividades esportivas e buscam promover entre os participantes o respeito

    pelas diferenas e o desenvolvimento das potencialidades por meio do

    esporte educacional.

    Enfermagem: os alunos trabalham com a comunidade contedos sobre os

    efeitos das atividades no desenvolvimento do corpo humano, a importncia

    da alimentao saudvel no desenvolvimento humano, etc.

    Nutrio: os alunos avaliam as condies nutricionais, procurando orientar

    para os cuidados com a sade por meio da higiene alimentar, adequadas a

  • 127

    realidade scio-econmica das famlias e oferecem um complemento

    alimentar as suas necessidades alimentares dirias;

    Odontologia: os discentes proporcionam condies para que a sade bucal,

    das crianas e adolescentes, possa ser melhorada, por meio de mtodos de

    promoo da sade preveno e restaurao;

    Pedagogia: os alunos do curso conduzem orientaes de estudos para as

    principais disciplinas escolares, promovem leituras orientadas e coordenam

    o desenvolvimento de temas geradores, garantindo um espao de

    complemento escola;

    Servio Social: os alunos realizam aes que visam maior aproximao com

    as famlias dos participantes, permitindo um melhor acompanhamento dos

    benefcios individuais proporcionados pelas atividades.

    Participam, tambm alunos do curso de Cincias da Computao e Psicologia.

    Resultados de um processo contnuo de avaliao do Instituto Ayrton Senna

    indicam que entre os participantes, h mais de um ano no Projeto Riacho Doce,

    quase nulo o ndice de evaso escolar e se aproxima muito de 100% o

    aproveitamento nos estudos seriados.

    Observatrio Paraense de Polticas Municipais: Foi criado em 2002 com a

    perspectiva de fortalecer as polticas locais buscando respostas s demandas

    municipais e tem por objetivo o incentivo s polticas pblicas para a assistncia

    social em Belm, tendo como eixos estratgicos a criao de instrumentos, a

    qualificao dos empreendedores populares e o monitoramento do trabalho. O

    fortalecimento desta iniciativa se deu por meio da aprovao de alguns projetos

    integrados, a saber:

    Laboratrio de Gesto de Polticas Municipais: tem como objetivo a

    disponibilizao de instrumentos de referncia para o desenvolvimento da

    gesto pblica nos municpios;

    Grupo de Estudo e Produo de Planejamento Municipal da Amaznia:

    composto pelos cursos de Servio Social, Administrao, Cincias

    Contbeis, Turismo, Biblioteconomia e Economia, Esse projeto sistematiza

    estudos sobre planejamento municipal e a discusso de novos conceitos,

    metodologias e paradigmas sobre o planejamento. A idia de se produzir

    material referencial sobre planejamento municipal na Amaznia;

  • 128

    Sistema de Informao Municipal da Mulher: esse sistema apresenta quatro

    eixos fundamentais. O primeiro chama-se Base de Dados Scioeconmicos,

    Culturais e Polticos e vai auxiliar os formuladores de polticas e entidades

    que trabalham na rea ao fornecer dados para a produo de relatrios. Esse

    eixo tende a ser um aglutinador de outras bases de dados, como as do

    Governo do Estado, das prefeituras municipais, do IBGE e de rgos de

    pesquisa.

    O segundo eixo, denominado Redes de Servios, reuni informaes dentro

    do municpio quanto ao desenvolvimento de aes, programas, projetos e

    servios envolvidos pelas entidades governamentais e no-governamentais

    voltados s mulheres. Em breve, este mapeamento estar disponvel na Web

    para alimentao e consultas.

    Em um terceiro eixo, o sistema ser alimentado com informaes das

    usurias, que tero sua identidade preservada. O objetivo montar um perfil

    de quem usa a rede. Para facilitar o acesso Internet, o Programa dever

    buscar apoio no Ministrio da Cincia e Tecnologia.

    O quarto eixo trata da produo de conhecimento sobre a questo da

    mulher. Nesse eixo sero disponibilizados artigos, monografias, dissertaes

    e teses para que os interessados no tema. O sistema tambm incluir um

    frum on-line para debater as temticas femininas e estimular novas

    pesquisas

    A Associao dos Municpios do Arquiplago do Maraj solicitou ao Observatrio

    a realizao de um diagnstico socioeconmico completo. Para traar o diagnstico

    dos municpios do Maraj, os pesquisadores buscaro estudos sobre as populaes

    que esto residindo nesses municpios. Alm de levantar dados in loco com as

    fontes primrias tambm sero utilizadas fontes secundrias, como as bases do

    IBGE, do Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento e de outras

    organizaes.

    Conexes dos saberes: dilogos entre a universidade e as comunidades populares

    um projeto de abrangncia nacional, financiado pelo MEC, que vem sendo

    desenvolvido no Par pelo Observatrio Paraense de Polticas Municipais. No

    primeiro semestre de 2005, ocorreu a realizao da pesquisa Universidade pblica:

    (re) conhecendo diferenas, que atingiu uma amostra de 2.561 alunos da graduao

  • 129

    matriculados no campus de Belm. A pesquisa forneceu informaes importantes

    para a realizao de polticas que possam incentivar a presena e a permanncia dos

    alunos de camadas populares na UFPA.

    Isenes ao pagamento das taxas de inscrio no PSS: cumprindo sua

    responsabilidade social, a UFPA disponibiliza, anualmente, um nmero

    significativo de isenes de pagamento taxa de inscrio no seu Processo Seletivo

    Seriado, aos candidatos considerados carentes aps anlise das condies sociais

    e econmicas daqueles que se inscrevem para concorrer a tal iseno. No processo

    seletivo de 2006 concorram 40.0000 candidatos ao preenchimento de 9.000 vagas.

    Alm dos registros aqui efetivados, o desenvolvimento humano, social e ambiental,

    promovido pela UFPA, est presente nas demais dimenses, visto que o compromisso com a

    responsabilidade social transversal a todas as aes Institucionais.

  • 130

    5.4 COMUNICAO COM A SOCIEDADE

    a) Assessoria de Imprensa

    A responsabilidade pelas atividades de comunicao na Universidade Federal do Par

    atribuda a Assessoria de Comunicao Social, denominao que a Diviso de Imprensa,

    criada em 1985, passou a apresentar no organograma institucional a partir de 1996. O setor

    tem suas origens no inicio da dcada de 1970, com a criao do Servio de Rdio e Tv

    Universitria.

    Atuando com recursos humanos, em sua maioria temporrios, a Assessoria de

    Imprensa procura desenvolver esforos no sentido de expandir as aes de comunicao e

    adequ-las, de forma planejada e diversificada, s novas demandas e tecnologias para

    atendimento s necessidades comunicacionais do pblico interno e externo. No entanto, suas

    aes ainda esto aqum das necessidades ditadas pelo crescimento institucional, destacando-

    se a adoo do modelo de universidade multicampi que requer maior integrao entre os

    Campi institucionais.

    b) Jornal Beira do Rio

    O Jornal Beira do Rio, criado em 1986, teve sua produo suspensa por 2 longos

    perodos (1993 a 1997 e 1997 a 2002). Sua produo foi retomada por meio de um convnio

    com a Fundao de Amparo ao Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP), em setembro de

    2002. O Beira do Rio o instrumento mais demandado para divulgao da produo cientfica

    da Instituio e est consolidado como instrumento de divulgao cientfica na regio, haja

    visto que muitos dos temas abordados em suas matrias so pautadas pela grande imprensa

    (tv, rdio, jornal e sites) para veiculao em matrias especiais. A recepo do jornal tambm

    muito boa tanto junto ao pblico interno quanto externo, sendo, inclusive, procurado por

    pesquisadores de fora do Estado. No entanto, sua tiragem limitada em apenas 2 mil

    exemplares dos quais 342 so distribudos para outros rgos (fundaes, assemblia

    legislativa, imprensa, secretarias estatuais e municipais, entre outros) contempla apenas

    15,6% da populao universitria.

    c) Portal da UFPA

    Consiste em estratgias de disponibilizar as informaes da Universidade em forma

    racional e dinmica ao pblico interessado, ao esta inserida no eixo Modernizao da

    Gesto do Planejamento Estratgico da UFPA.

  • 131

    O Portal foi reformulado em outubro de 2004. A nova proposta, implementada com

    recursos avanados, apresenta-se como uma vitrine da Instituio na Internet, apoiado pelo

    moderno Sistema On-line de Informao e Comunicao (sistema de gerncia de contedo)

    com um design contemporneo, verstil e arrojado, onde toda a comunidade universitria

    participa do sistema, atualizando o contedo virtual de forma descentralizada, dinmica e em

    tempo real. O Portal pretende ser um gerenciador informacional dentro da Universidade e um

    plo centralizador de todo o conhecimento nela produzido.

    Funcionando com vrias opes de recuperao e diferentes mecanismos de busca, o

    Sistema disponibiliza informaes de todas as unidades, ncleos e rgos que compem a

    Universidade, tais como: informaes acadmicas, notcias, servios e estatsticas.

    A insero de contedos no link Noticias possibilita a visibilidade mundial das aes

    administrativas e produo cientfica da Universidade. Por meio do link Agenda possvel

    divulgar toda a gama de eventos que ocorrem diariamente no ambiente acadmico. O link

    Enqute tem possibilitado comunidade a manifestao de opinies sobre temas relevantes

    de interesse da sociedade, como p.ex. a avaliao institucional, a reforma universitria e

    greves.

    d) Pgina Cincia em Ao

    A Assessoria de Imprensa tambm responsvel pela produo de matrias para

    veiculao semanal na pgina Cincia em Ao, publicada no jornal Dirio do Par. Este

    espao fruto da parceria estabelecida entre as instituies paraenses de ensino superior com

    o referido jornal. Durante o ano de 2005 foram produzidas 50 matrias de divulgao das

    pesquisas institucionais.

    e) Servio de Divulgao

    O Servio de Divulgao da UFPA um servio de correio eletrnico da UFPA

    gerenciado pela Assessoria de Imprensa desde 2003. o canal de comunicao mais

    demandado pela comunidade acadmica para divulgao de suas aes administrativas,

    eventos e demais servios. A veiculao diria de aproximadamente 10 mensagens. O

    Servio, embora eficiente, atinge apenas 4 mil usurios, j que nem todos os sujeitos

    acadmicos possuem conta de correio eletrnico vinculada ao servidor de Internet da UFPA.

    Por meio de parceria estabelecida com o Departamento de Comunicao do Curso de

    Comunicao Social da UFPA, a Assessoria de Imprensa viabilizou, durante o ano de 2005,

    estgio supervisionado a 4 estudantes do Curso, oportunizando-lhes o exerccio da produo

  • 132

    de textos jornalsticos para o Portal da UFPA e para o Jornal Beira do Rio, alm do

    conhecimento e vivencia peculiares ao cotidiano de uma Assessoria de Imprensa Institucional.

    O relacionamento com a grande imprensa local e nacional , implementado pela

    Assessoria de Imprensa, favorece a divulgao das aes institucionais. Em 2005 foram

    contabilizadas mais de 160 solicitaes de jornalistas para a indicao de pesquisadores da

    UFPA como fontes de credibilidade s matrias publicadas sobre cincia & tecnologia,

    educao, sade e outros temas estudados na academia.

    f) Programa Academia Amaznia/Programa Minuto da Universidade

    O Programa ACADEMIA AMAZNIA foi produzido durante seis anos pela

    Academia Amaznia produtora de vdeo da FADESP/UFPA, que presta servios tanto

    Universidade quanto ao mercado externo. Criada em 1991, a Academia Amaznia produz

    vdeos de qualquer natureza, e detm o maior know how da regio em telejornalismo

    cientfico, documentrios sobre cincia, tecnologia, cultura e meio ambiente e vdeos

    didticos, nestas e em outras reas.

    O Programa ACADEMIA AMAZNIA iniciou com de 30 minutos de exibio pela

    TV Liberal afiliada da Rede Globo e, posteriormente, passou a ser transmitido,

    nacionalmente, pela TV Educativa. Traduzia para o grande pblico o conhecimento cientfico

    e tecnolgico produzido nos meios acadmicos e em instituies de pesquisa da Amaznia,

    caracterizando-se, tambm, pela difuso e discusso de temas ligados cultura e ao meio

    ambiente da regio.

    A Universidade Federal do Par foi a primeira instituio pblica de ensino superior a

    transmitir, em rede nacional, um programa numa TV aberta com trinta minutos de durao. O

    ACADEMIA AMAZNIA cobria todas as instituies de pesquisa da regio amaznica.

    Foram 6 anos de produo de mais de 250 programas.

    O Programa MINUTO DA UNIVERSIDADE produzido pelo Projeto Academia

    Amaznia e patrocinado pelo Grupo Y. Yamada um dos principais grupos empresariais do

    Estado com parceria da Fundao de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa. O Minuto

    da Universidade foi criado em janeiro de 1999 com o objetivo de aproximar a UFPA da

    comunidade e, assim, prestar contas populao do seu produto acadmico. um programa

    de divulgao para a sociedade do que gerado na UFPA, em termos de pesquisa e

    experimentos, a partir dos seus projetos de ensino, pesquisa e extenso. Alm de aproximar a

    instituio da sociedade, contribui com o corpo acadmico, visto ser importante instrumento

  • 133

    para captao de recursos, prestao de contas e relatrios junto aos agentes financiadores da

    pesquisa.

    O Programa semanal MINUTO DA UNIVERSIDADE foi exibido durante sete anos

    ininterruptos pela TV Liberal. Ficou fora do ar por quatro meses por falta de patrocnio, e no

    dia seis de julho, teve a sua reestria na Rede Brasil Amaznia de Comunicao. exibido

    pela Rede Bandeirantes/TV RBA aos sbados, no intervalo do Jornal da Band, e reprisado s

    segundas-feiras, no intervalo do Programa Barra Pesada. Em 2003 o grupo Y. Yamada foi o

    vencedor do Prmio TOP SOCIAL 2003 de Responsabilidade Social, oferecido pela

    Associao dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil com o case Minuto da

    Universidade.

    g) Rede Metropolitana de Belm (MetroBel)

    A Universidade Federal do Par est na coordenao local do Projeto, que consiste na

    interligao de 12 instituies pblicas e privadas de ensino e pesquisa de Belm e

    Ananindeua por meio de cabos de fibra tica utilizando tecnologia Gigabit Ethernet. Ser o

    primeiro sistema institucional a operar com esse modelo no Brasil. A interligao dessas

    instituies permite o aumento significativo da capacidade de trfego de dados entre elas,

    gerando novas aplicaes, aumentando a colaborao em projetos interinstitucionais e

    reduzindo custos com servios de telecomunicaes. Alm de possibilitar maior integrao

    entre as instituies de ensino e pesquisa participantes, a MetroBel trar as seguintes

    vantagens:

    Maior facilidade de acesso a servios com Internet (bibliotecas digitais, portais de

    conhecimento, repositrios de dados pblicos etc.);

    implantao de uma infra-estrutura de rede com alta capacidade, proporcionando

    aumento da banda de acesso Internet destas instituies pelo menos uma centena

    de vezes;

    utilizao e desenvolvimento de pesquisa de aplicaes avanadas como:

    videoconferncias, ensino a distncia, telefonia sobre Internet Protocol (IP), tele-

    medicina;

    reduo de custos com servios de telecomunicaes, entre outras.

    So instituies participantes do Projeto: a UFPA, Universidade Federal Rural da

    Amaznia, Universidade do Estado do Par, Instituto de Ensino Superior da Amaznia

    (IESAM), Universidade da Amaznia, Instituto Evandro Chagas (IEC), Centro Nacional de

    Primatas (CENP), EMBRAPA, Museu Emlio Goeldi, Centro Federal de Educao

  • 134

    Tecnolgica do Par (CEFET-PA), Centro de Estudos Superiores do Par (CESUPA) e a

    Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CRPM). Reunidas em um protocolo, as

    instituies particulares tero que arcar com uma contrapartida de R$ 300 mil para colocar o

    sistema em funcionamento. A UFPA investir cerca de meio milho para trocar

    computadores e demais equipamentos.

    A Rede MetroBel foi lanada em novembro do ano passado, quando o ministro da

    Cincia e Tecnologia esteve em Belm assinando convnio para o investimento de R$ 1,1

    milho para implementao do Projeto, o qual tambm ter apoio financeiro da Rede

    Nacional de Pesquisas (RNP).

    A iniciativa pioneira da Metrobel serviu de base para o MCT propor o Projeto Redes

    Comunitrias de Educao e Pesquisa (REDECOMEP) a 26 regies metropolitanas do pas,

    atravs de cabos de fibra tica utilizando tecnologia Gigabit Ethernet,

    h) Associao dos Amigos da UFPA

    A Associao dos Amigos da UFPA uma associao civil, sem fins lucrativos, que

    tem por objetivo fundamental apoiar projetos e aes que favoream o desempenho, a

    qualidade e uma melhor ambientao da Universidade. Surgiu da idia de resgatar e valorizar

    a importncia da UFPA para a sociedade, com o objetivo de fomentar, junto a cada cidado,

    um sentimento de pertencimento da UFPA como um patrimnio da sociedade paraense

    e de constituir um frum amplo da sociedade civil para debater e formar uma organizao

    sem fins lucrativos, visando implementao dos objetivos propostos.

    Hoje, a Associao possui, aproximadamente, 300 amigos 15 pessoas jurdicas e

    285 pessoas fsicas e nove empresas ncoras: Alumina do Norte do Brasil (ALUNORTE),

    Vale do Rio Doce, Albrs, Banco do Brasil, Nassau, Rede Celpa, Daime Crysler, Minerao

    Rio do Norte, Centrais Eltricas do Norte do Brasil (ELETRONORTE). A meta associar

    cinco mil pessoas fsicas, 500 pessoas jurdicas e 20 empresas ncoras. As entidades de classe

    so parceiras decisivas para a conquista de amigos cerca de 103 mil pessoas j passaram

    pela universidade ao longo de seus 49 anos e a primeira idia no segmento de pessoas fsicas

    buscar os egressos da UFPA.

    O principal objetivo da Associao dos Amigos da UFPA a captao de recursos

    financeiros junto a pessoas fsicas ou jurdicas para aplicao em aes de recuperao e

    investimento em infra-estrutura e, assim, mudanas de patamar da qualidade das aes

    acadmicas. A meta da associao arrecadar mensalmente R$300.000,00.

  • 135

    No QUADRO 11 esto listadas algumas das iniciativas e obras realizadas pela

    Associao dos Amigos da UFPA.

    Revitalizao e recuperao de muros e

    do prtico principal do Campus do

    Guam;

    Revitalizao e recuperao da passarela

    do acesso principal do Campus;

    Revitalizao do bosque Paul Le Doux;

    Reforma do Ginsio de Esportes;

    Recuperao e revitalizao do Setor de

    Recreao e Atividades Estudantis;

    Recuperao da Capela Ecumnica;

    Participao na Campanha em defesa do

    patrimnio pblico.

    Quadro 11 Aes da Associao dos Amigos da UFPA.

    A criao da Associao dos Amigos da UFPA uma idia socialmente relevante.

    Afinal, no h futuro promissor possvel sem instituies slidas que promovam ensino

    superior de qualidade, cincia, tecnologia e inovao. Este o papel da UFPA.

    i) Protocolo de Integrao das Instituies de Ensino Superior do Estado do Par

    O Protocolo de Integrao das Instituies de Ensino Superior do Estado do Par,

    criado em 27 de setembro de 2001, uma iniciativa conjunta da Universidade Federal do

    Par, Faculdade de Cincias Agrrias do Par, Universidade da Amaznia, Universidade do

    Estado do Par, Centro Universitrio do Par e Centro Federal de Educao Tecnolgica do

    Par e tem por objetivo originrio e fundamental congregar as participantes em aes comuns

    de cooperao, visando a melhoria da qualidade do ensino e o desenvolvimento e

    aprimoramento de todas as demais expresses da atividade acadmica no estado do Par e na

    regio amaznica.

    Aberto adeso de outras instituies congneres, desde que cumpridos os pr-

    requisitos bsicos da participao, o Protocolo uma iniciativa singular e inovadora, pois

    articula instituies de ensino superior pblicas e privadas sinalizando que, para alm das

    especificidades inerentes diversidade de suas naturezas jurdicas, a funo social comum

  • 136

    a educao o elemento que permite criar unidade e coeso de propsitos entre as

    signatrias.

    Num contexto histrico em que a globalizao da economia, a mundializao da

    cultura e a planetarizao da poltica impem novas agendas e estratgias de insero no

    cenrio nacional e mundial, esta opo por aes em rede por certo fortalece as instituies de

    ensino e pesquisa da Regio Norte do Brasil, abrindo caminhos alternativos sua

    consolidao, ao seu crescimento e conseqente engajamento no processo de

    desenvolvimento regional.

    O Protocolo de Integrao das IES do Par tem por objetivos:

    Estabelecer, de forma planejada e sistemtica, integrao acadmica e de

    gerenciamento administrativo entre as entidades convenentes;

    construir uma rede de cooperao que permita aes conjugadas em favor do

    desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa, extenso e gesto;

    favorecer iniciativas inovadoras e criativas, alm de programas integrados de

    atividades cientficas e profissionais;

    contribuir para o fortalecimento institucional dos pares e a melhoria da qualidade de

    vida da sociedade paraense e da regio amaznica.

    So critrios para aceitao de novos membros:

    ter cursos reconhecidos pelo Ministrio da Educao;

    possuir um Programa de Investimento Iniciao Cientfica;

    ter formado a primeira turma de alunos;

    desenvolver programas de Extenso Universitria;

    possuir um Plano de Capacitao Docente;

    ter um Plano de Desenvolvimento Institucional.

    j) Servio de Ouvidoria

    Visando estabelecer um canal direto e permanente da sociedade com a Universidade,

    em junho de 2006, por meio da Resoluo n 1.211, a UFPA instituiu o seu Servio de

    Ouvidoria, responsvel pelo encaminhamento, administrao das UFPA, das interpelaes

    individuais ou coletivas de membros da sociedade civil e da comunidade universitria, em

    prol da melhoria do servio pblico prestado pela Instituio. So objetivos do Servio de

    Ouvidoria da UFPA:

    Assegurar a participao da comunidade na Instituio em vista do aperfeioamento

    das atividades nela desenvolvidas;

  • 137

    garantir ao cidado/usurio resposta s suas manifestaes;

    atuar com autonomia, transparncia, imparcialidade e de forma personalizada no

    controle da qualidade dos servios e no exerccio da cidadania; e

    encaminhar as demandas sobre o funcionamento administrativo e acadmico da

    Universidade, com o fim de contribuir para uma gesto institucional mais eficiente.

    Mais do que dialogar, debater temticas ou servir de frum, a Universidade tem de

    ouvir a sociedade para responder, concretamente, aos seus anseios, com os instrumentos de

    que dispe. Em uma regio como a amaznica, caracterizada pela fragilidade da organizao

    social, pela pobreza da maioria da populao, por uma crescente destruio dos recursos

    naturais, a Universidade Federal do Par atua como propulsora e lder de processos de

    desenvolvimento, de fortalecimento da cidadania, enfim, como instituio a servio da

    sociedade.

  • 138

    5.5 POLTICAS DE PESSOAL, CARREIRA, APERFEIOAMENTO, CONDIES DE TRABALHO

    A Universidade Federal do Par materializa mais uma meta do seu Plano de

    Desenvolvimento 20012010 ao estruturar e implantar polticas de desenvolvimento e fixao

    de recursos humanos. A Pr-Reitoria de Gesto e Desenvolvimento de Pessoal (PROGEP),

    criada pelo Conselho Universitrio em junho de 2005, detm a coordenao dessas polticas

    de pessoal, com a misso de atuar como agente de mudana desenvolvendo polticas de

    gesto de pessoas que contribuam para o alcance dos objetivos institucionais.

    A PROGEP constitui-se de trs grandes Coordenaes:

    Gesto de Pessoal: tem por finalidade manter atualizados os registros referentes

    vida funcional de servidores e pensionistas da UFPA, visando garantia de seus

    direitos e deveres e a subsidiar, com informaes precisas e just-in-time, o processo

    decisrio nos vrios nveis hierrquicos da Instituio;

    Desempenho e Desenvolvimento: sua misso prover a Instituio de pessoal

    qualificado, por meio do recrutamento e seleo, capacitao e programas de gesto

    de melhoria do desempenho e carreira;

    Sade e Qualidade de Vida: seu alvo a promoo da sade integral e segurana do

    servidor visando a sua qualidade de vida e responsabilidade social da Instituio

    junto comunidade interna.

    Atualmente, a Pr-Reitoria de Gesto e Desenvolvimento de Pessoal, por meio de suas

    coordenaes, desenvolve quatro programas estratgicos voltados, dentre outros, para a

    qualificao dos servidores e melhoria da qualidade de vida dos mesmos, a saber:

    Programa de Dimensionamento de Pessoal: iniciado em abril de 2006, objetiva

    dimensionar o quadro de pessoal tcnico-administrativo da UFPA, qualitativa e

    quantitativamente;

    Programa de Avaliao de Desempenho: desenvolvido para prover a Instituio de

    pessoal qualificado, por meio do recrutamento e seleo, capacitao e programas

    de gesto de melhoria do desempenho e carreira;

    Programa de Escolarizao Bsica: um dos principais objetivos da PROGEP a

    formao do corpo tcnico-administrativo por meio da complementao de

    escolaridade, incluindo o crescimento individual e coletivo e a sua formao tica.

    Para a consecuo desse objetivo, a PROGEP iniciou, em abril de 2006, em parceria

    com o Ncleo Pedaggico Integrado (NPI) uma ao de escolarizao e certificao de

  • 139

    Ensino Fundamental e Mdio para atender aos tcnico-administrativos da UFPA 67 para o

    ensino fundamental e 170 para o ensino mdio. A proposta pedaggica tem como

    pressupostos aes educativas que favoream a troca de saberes e de construo e organizao

    coletiva dos conhecimentos;

    Programa de Desenvolvimento Gerencial: com o objetivo de propiciar um espao de

    reflexo em torno dos avanos e conquistas do conhecimento no campo da gesto

    pblica, que possibilite a construo de viso compartilhada da gesto pblica

    adequada institucionalidade universitria, de forma a desenvolver tcnicas gerenciais

    e favorecer o alinhamento do corpo gerencial em torno de misso, objetivos e metas

    institucionais.

    O Centro de Capacitao (CAPACIT) da Universidade Federal do Par tem como

    misso executar a poltica de capacitao da UFPA alinhada aos seus objetivos estratgicos,

    visando, prioritariamente, a melhoria do desempenho dos servidores (docentes e tcnico-

    administrativos), abrangendo tambm servidores pblicos de outros rgos, no sentido de

    aumentar a produtividade e qualidade no servio pblico federal.

    Concentra suas atividades na capacitao de docentes e tcnico-administrativos da

    UFPA, alm de manter parcerias com rgos pblicos federais, dentre eles, a Escola Nacional

    de Administrao Pblica (ENAP), visando a capacitao de servidores pblicos federais do

    Estado do Par.

    Atua em sete reas: administrativa, gerencial, comportamental, acadmica,

    informtica, tcnico-operacional e sade, segurana e meio ambiente.

    Em 2005 foram capacitados 963 servidores da UFPA, sendo 42 docentes e 921

    tcnico-administrativos.

    A Universidade Federal do Par tem claro que os investimentos em tecnologia, em

    facilidades e aparatos tcnicos, materiais e infraestruturais so absolutamente ineficientes sem

    igual preocupao com os recursos humanos. Com as aes deflagradas pela PROGEP, a

    UFPA inicia um amplo movimento de mudana e sintetiza sua viso e preocupao

    institucional em ter quadros que permitam uma mudana qualitativa de patamar dos servios.

  • 140

    5.5.1 Corpo Docente e Corpo Tcnico-Administrativo

    O processo de recomposio dos quadros docente e tcnico-administrativo das IFES,

    que vinham sofrendo um esvaziamento desde o final da dcada de 1980, vem se dando de

    forma lenta, positiva, ainda que aqum do desejado, a considerar a defasagem histrica

    acumulada de pessoal e a expanso das unidades descentralizadas e atividades implementadas

    nos ltimos 10 anos pelas IFES. Mas j um bom recomeo.

    Como forma de potencializar as contrataes de docentes e tcnico-administrativos, a

    UFPA estabeleceu, entre 2001 e 2006, uma poltica criteriosa para a alocao dessas vagas,

    tanto para a categoria docente, quanto para a dos tcnico-administrativos. Para a categoria

    docente, estabeleceu-se como prioridades:

    os Campi do interior, que demandavam a constituio e a fixao de seus quadros

    de ensino;

    os programas de ps-graduao, que necessitavam de densidade docente para a sua

    expanso e consolidao;

    a recomposio dos quadros daqueles Departamentos com maior defasagem

    histrica. Com relao aos tcnico-administrativos, as contrataes tiveram como

    prioridade os Campi do interior e os Hospitais Universitrios.

    Nesse perodo foram contratados por meio de concurso pblico 309 docentes e 416

    tcnico-administrativos, enquanto que, no mesmo perodo, 175 docentes e 159 tcnico-

    administrativos foram excludos dos quadros da instituio por motivos diversos, dentre eles,

    aposentadorias, bitos e exoneraes.

    Outro aspecto importante foi o investimento na qualificao do corpo docente, que j

    comea a apresentar resultados, tendo em vista que, em 2000, o nmero de doutores era de

    apenas 315. Em agosto de 2006, esse nmero ultrapassou os 700 docentes doutores, com

    previso de 1.000 at o final de 2009. O ndice de Qualificao do Corpo Docente (IQCD)

    passou de 2,94, em 2001, para 3,34, no primeiro semestre de 2006. Se for considerado

    somente o quadro docente do ensino superior, o IQCD de 3,54.

    Os GRFICOS 49 a 60 apresentam a evoluo do corpo docente e tcnico-

    administrativo no perodo compreendido entre os anos de 2000 a 2006.

  • 141

    1.564

    1.826

    1.831

    1.818

    1.860

    1.933

    1.982

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    2006

    Grfico 49 Evoluo do corpo de docentes efetivos. Fonte: Anurio Estatstico/2005 e SIAPE agosto/2006..

    315 337420

    491545

    634706

    2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

    Grfico 50 Nmero de docentes efetivos com doutorado. Fonte: Anurio Estatstico/205 e SIAPE agosto/2006.

    602644 704

    723 745 761 760

    2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

    Grfico 51 Nmero de docentes efetivos com mestrado. Fonte: Anurio Estatstico/2005 e SIAPE agosto/2006.

  • 142

    35,6%

    38,3%

    Doutores Mestres

    Grfico 52 Percentual de docentes efetivos doutores e mestres em 2006. Fonte: SIAPE agosto/2006.

    Se forem considerados somente os docentes efetivos do ensino superior, o percentual

    de doutores e de mestres passa a ter a seguinte configurao:

    58,6%

    61,8%

    69,3%

    74,5%76,4%

    78,7%

    80,6% 2000200120022003200420052006

    Grfico 53 Percentual de docentes efetivos do ensino superior

    doutores e mestres. Fonte: Anurio Estatstico/2005 e SIAPEagosto/2006.

    1.575

    2.116

    2.138

    2.189

    2.354

    2.342

    2.379

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    2006

    Grfico 54 Evoluo do corpo tcnico-administrativo. Fonte: Anurio Estatstico /2005 e SIAPE agosto/2006.

  • 143

    34

    34

    54

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 55 Nmero de tcnico-administrativos

    com doutorado. Fonte: Anurio Estatstico/2005..

    20 25 25 2934 39

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 56 Nmero de tcnico-administrativos

    com mestrado. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

    1,5%

    1,4%

    1,3%1,5%

    1,70%

    1,8% 200020012002200320042005

    Grfico 57 Percentual de tcnico-administrativos doutores e mestres.

    Fonte: Anurio Estatstico/2005.

  • 144

    112168 166 193 205 244

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 58 Nmero de tcnico-administrativos

    com especializao. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

    528

    715

    695

    751

    849

    812

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    Grfico 59 Nmero de tcnico-administrativos com graduao. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

    912 1

    .204

    1.249

    1.212

    1.261

    1.243

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 60 Nmero de tcnico-administrativos

    com ensino fundamental e mdio. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

  • 145

    5.6 ORGANIZAO E GESTO

    A Universidade Federal do Par uma instituio pblica de educao superior,

    organizada sob a forma de autarquia especial, criada pela Lei n 3.191, de 2 de julho de 1957,

    estruturada pelo Decreto n 65.880, de 16 de dezembro de 1969, modificado pelo Decreto n

    81.520, de 4 de abril de 1978.

    A UFPA goza de autonomia didtico-cientfica, disciplinar, administrativa e de gesto

    financeira e patrimonial, nos termos da lei e do seu Estatuto. Caracteriza-se como

    universidade multicampi, com atuao no Estado do Par e foro legal na cidade de Belm.

    So instrumentos institucionais da Universidade Federal do Par:

    a legislao federal pertinente;

    o Estatuto;

    o Regimento Geral;

    o Plano de Desenvolvimento Institucional;

    as resolues dos rgos colegiados de deliberao superior;

    os regimentos das unidades.

    Os rgos de administrao superior da Universidade Federal do Par so aqueles

    diretamente responsveis pela superintendncia e definio de polticas gerais da

    Universidade, referentes s matrias acadmicas e administrao, em estreita interao com

    os demais rgos universitrios. So eles:

    Os Conselhos Superiores;

    A Reitoria; a Vice-Reitoria; as Pr-Reitorias; a Prefeitura; e a Procuradoria-Geral.

    Os Conselhos Superiores so rgos de consulta, de deliberao e de recurso no

    mbito da Universidade Federal do Par. So Conselhos Superiores da UFPA:

    Conselho Universitrio (CONSUN), o rgo mximo de consulta e deliberao da

    UFPA e sua ltima instncia recursal. integrado pelo Reitor, como presidente,

    pelo Vice-Reitor e pelos membros que compem os outros dois Conselhos. Entre as

    suas atribuies destacam-se:

    aprovar e supervisionar a poltica de desenvolvimento e expanso

    universitria expressa em seu Plano de Desenvolvimento Institucional,

    estabelecer a poltica geral da UFPA em matria de administrao e

    gesto oramentria, financeira, patrimonial e de recursos humanos;

    criar, desmembrar, fundir e extinguir rgos e Unidades da UFPA.

  • 146

    Conselho Superior de Ensino e Pesquisa, o rgo de consultoria, deliberao e

    superviso em matria acadmica. So membros do CONSEP:

    o Reitor, como presidente;

    o Vice-Reitor;

    os Pr-Reitores;

    o Prefeito do Campus;

    os representantes docentes das Unidades Acadmicas, da Escola de

    Aplicao e dos campi do interior;

    os representantes dos servidores tcnico-administrativos;

    os representantes discentes da graduao e da ps-graduao;

    os representantes do Diretrio Central dos Estudantes;

    os representantes sindicais.

    Entre as suas atribuies destacam-se:

    aprovar as diretrizes, planos, programas e projetos de carter didtico-

    pedaggico, culturais e cientficos, de assistncia estudantil e seus

    desdobramentos tcnicos e administrativos;

    fixar normas complementares s deste Estatuto e do Regimento Geral

    em matria de sua competncia;

    decidir sobre criao e extino de cursos.

    Conselho Superior de Administrao (CONSAD), o rgo de consultoria,

    superviso e deliberao em matria administrativa, patrimonial e financeira. So

    membros do CONSAD:

    o Reitor, como presidente;

    o Vice-Reitor;

    os Pr-Reitores;

    o Prefeito do Campus;

    os coordenadores de campi do interior;

    os Diretores-Gerais de Unidades Acadmicas e de Unidades

    Acadmicas Especiais;

    os representantes dos servidores tcnico-administrativos;

    os representantes discentes da graduao e da ps-graduao;

    os representantes da sociedade civil.

    os representantes do Diretrio Central dos Estudantes;

    os representantes sindicais

  • 147

    Entre as suas atribuies destacam-se:

    propor e verificar o cumprimento das diretrizes relativas ao

    desenvolvimento de pessoal e administrao do patrimnio, do material e

    do oramento da Universidade;

    assessorar os rgos da administrao superior nos assuntos que afetam

    a gesto das Unidades;

    apreciar proposta oramentria.

    Reitoria, como rgo executivo superior, cabe a superintendncia, a fiscalizao e o

    controle das atividades da Universidade, competindo-lhe, para esse fim, estabelecer as

    medidas regulamentares cabveis. A Reitoria integrada pelo Reitor, pelo Vice-Reitor, pela

    Secretaria Geral e pelas Assessorias Especiais.

    As Pr-Reitorias, em nmero de seis, so subordinadas ao Reitor e encarregadas dos

    seguintes assuntos:

    Ensino de Graduao (PROEG);

    Pesquisa e Ps-Graduao (PROPESP);

    Extenso (PROEX);

    Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PROPLAN);

    Administrao (PROAD);

    Desenvolvimento e Gesto de Pessoal (PROGEP).

    A Universidade promove a integrao entre o ensino, a pesquisa e a extenso,

    especialmente por meio:

    dos projetos pedaggicos dos cursos;

    de programas de apoio institucional, de parcerias com agentes nacionais e

    internacionais, tendo em vista o desenvolvimento da investigao cultural,

    cientfica e tecnolgica e seus efeitos educativos;

    do intercmbio com instituies, estimulando a cooperao em projetos comuns;

    da ampla divulgao de resultados dos programas/projetos de ensino, pesquisa e

    extenso desenvolvidos em suas unidades;

    da realizao de congressos, simpsios, fruns, seminrios e jornadas, dentre

    outros, para estudo e debate de temas culturais, cientficos e tecnolgicos.

    A gesto colegiada implantada na UFPA incentivou e apoiou a criao e o

    fortalecimento de diversos Fori constitudos na UFPA. Foram criados os Fori: dos Dirigentes;

    dos Coordenadores dos Campi do interior; dos Diretores de Centros e Coordenadores de

  • 148

    Ncleos; da Ps-Graduao; das Licenciaturas, etc., que passaram a discutir e a deliberar, de

    forma colegiada, os assuntos de interesses comuns de cada instncia, fortalecendo a

    participao das unidades acadmico-administrativas no processo decisrio da UFPA.

    Frum de Graduao

    um frum propositivo, capaz de identificar problemas e propor solues a serem

    encaminhadas Administrao Superior, visando a melhoria na qualidade de Ensino de

    Graduao.

    Competncias:

    Propor diretrizes institucionais para o Ensino de Graduao;

    sugerir polticas de estgios e de Trabalhos de Concluso de Curso (TCC);

    incentivar a extenso e a pesquisa.

    Composio:

    coordenadores dos Colegiados dos Cursos, ou seus representantes legais.

    um representante discente de cada Colegiado

    o dirigente mximo da Pr-Reitoria de Ensino de Graduao, rgo coordenador do

    Frum.

    Participam tambm:

    chefes de Departamentos.

    diretores e vice-diretores de Centros.

    So convidados:

    Reitor e Vice-Reitor.

    Pr-Reitores.

    Coordenadores de Campi.

    Frum das Licenciaturas

    O Frum de Licenciaturas o espao de discusso das questes pertinentes formao

    de professores pela UFPA. Foi criado em 1995 a partir da necessidade de se estabelecer aes

    acadmicas para os Cursos das Licenciaturas e promover sua integrao no mbito da UFPA,

    reduzindo, assim, o descompasso entre a licenciatura da UFPA e a Educao Bsica.

    Objetivos:

    Discutir e propor polticas e diretrizes acadmicas para os Cursos de Licenciaturas;

    incentivar programas que promovam a melhoria do ensino dos cursos de

    Licenciaturas;

  • 149

    definir aes que visem a articulao entre o ensino de graduao e a Educao

    Bsica;

    acompanhar as discusses, em nvel nacional, acerca da formao dos profissionais

    de educao.

    Participam:

    diretores e vice-diretores de centros.

    coordenadores dos Cursos das Licenciaturas.

    coordenadores dos Campi.

    representante de Alunos das Licenciaturas.

    dirigente mximo da Pr-Reitoria de Ensino de Graduao, rgo coordenador do

    Frum.

    chefes de Departamentos

    So convidados:

    Reitor e Vice-Reitor.

    Pr-Reitores.

    A materializao desse modelo de gesto se deu em 2001, quando a administrao

    superior da UFPA convocou toda a comunidade universitria e a sociedade em geral a

    participar do processo de construo do Plano de Desenvolvimento 20012010, documento

    que definiu os rumos da UFPA para a dcada atual.

    A gesto colegiada tem sido adotada, tambm, em todas as decises sobre temas

    relevantes na Instituio, como a reformulao do Estatuto, a implantao do Processo

    Seletivo Seriado, da Poltica de Ps-Graduao, dentre outros.

  • 150

    5.7 INFRA-ESTRUTURA FSICA E RECURSOS DE APOIO

    H sete, a Universidade Federal do Par deixava transparecer a sensao de que havia

    passado por um processo de involuo das condies de infra-estrutura. Prdios, instalaes e

    equipamentos j no mais atendiam s demandas da comunidade universitria porque estavam

    ultrapassados ou depredados. Alm disso, a rea de segurana estava em situao catica,

    com gangues de arrombadores e assaltantes agindo livremente no Campus do Guam. A

    prpria unidade responsvel pela rea, a prefeitura do Campus, carecia de uma profunda

    reformulao administrativa para responder aos desafios que se apresentavam.

    Reconhecendo que no h auto-estima em ambiente de trabalho precrio, a

    administrao superior da UFPA lanou um grande plano de revitalizao e ampliao das

    instalaes fsicas da UFPA, com vistas a tornar o espao adequado para o desenvolvimento

    das atividades acadmicas, de acordo com o estabelecido pelo Plano de Desenvolvimento da

    UFPA 20012010, sexto eixo estruturante. Sua execuo exigiu um formidvel empenho da

    institucional na captao de recursos oramentrios e extra-oramentrios.

    A partir de 2001, Centros, Ncleos e Campi conquistaram maior autonomia financeira

    e se tornaram parceiros da Prefeitura Multicampi no trabalho de revitalizao, ampliao e

    conservao das condies fsicas da UFPA, por meio do Programa de Recuperao da Infra-

    estrutura Fsica da UFPA.

    A reformulao administrativa processada no interior da Prefeitura Multicampi foi

    outra ao igualmente importante para o plano de revitalizao.

    A Prefeitura Multicampi se organizou, no exerccio de 2004, ainda de maneira

    experimental, em uma estrutura de coordenadorias.

    Essa nova estrutura foi projetada, acima de tudo, para a atualizao de uma estrutura

    organizacional, antes conflitante e obsoleta, tudo em consonncia com a nova ordem

    estabelecida na Instituio no sentido de atingir os principais objetivos e metas estabelecidas

    no Plano de Desenvolvimento da UFPA 20012010. Os resultados alcanados tm

    demonstrado que as medidas e rotas adotadas no planejamento e execuo das aes estavam

    corretas, notadamente quando foram estabelecidos os programas que ora orientam as aes da

    unidade, a saber:

    Programa de Reestruturao Funcional e Administrativa;

    Programa Prefeitura Acadmica e,

    Programa de Infra-estrutura.

  • 151

    A Prefeitura Multicampi desenvolveu, por meio de suas unidades, no perodo 2002

    2005, diversas aes visando melhoria da qualidade de vida e o bem-estar de toda a

    comunidade universitria conforme demonstrado a seguir:

    Acompanhamento das aes atinentes Coordenao de Infra-Estrutura

    (CODEINFRA), Coordenao de Segurana Patrimonial e Comunitria

    (CODESEG) e Coordenao do Servio de Alimentao Universitria

    (CODESAU), na rea de planejamento, gesto e desenvolvimento de atividades no

    Campus do Guam;

    coordenao e planejamento da melhoria do aspecto urbanstico do Campus

    Guam;

    acompanhamento ao apoio tcnico e logstico exercido pela CODEINFRA e

    CODESEG junto aos demais campi;

    manuteno das relaes de parcerias com instituies pblicas e privadas para a

    melhoria das condies fsicas do Campus do Guam;

    planejamento e acompanhamento da construo do Sistema de Acompanhamento e

    Controle SIGAS WEB, que ir otimizar o atendimento ao usurio e possibilitar

    agilidade e desburocratizao dos processos dentro das unidades da Prefeitura;

    participao e apoio comisso constituda para implantar a melhoria dos trmites

    de processos em conjunto com a PROPLAN e demais unidades;

    gesto junto Administrao Superior para a aprovao da Poltica de Segurana

    dentro da UFPA;

    superviso e acompanhamento das execues de Planos Bsicos para a captao de

    recursos extra-oramentrios;

    planejamento e acompanhamento para a expanso da frota de veculos locada nos

    campi; coordenao da equipe de pesquisa e realizao do Projeto

    UniverS/Cidade;

    elaborao da minuta do Cdigo de Posturas da UFPA;

    viabilizao de aes favorveis implantao do Sistema de Gesto Ambiental da

    UFPA, como o Programa Integrado de Gerenciamento Ambiental, ao qual estaro

    vinculadas as aes relacionadas coleta seletiva, coleta de resduos

    potencialmente perigosos (hospitalar e qumico), fazendo parte de uma grande

    ao guarda-chuva, a Educao Ambiental, interfaciado com a academia;

    desenvolvimento de Cursos envolvendo a temtica Qualidade e Meio Ambiente

    para os funcionrios da empresa prestadora de servios de conservao e limpeza,

  • 152

    estimulando a auto-estima e o compromisso na preservao do patrimnio da

    UFPA;

    implementao de infra-estrutura para melhoria no atendimento s demandas da

    Instituio, bem como para facilitar os servios de manuteno da frota;

    estabelecimento de relaes organizacionais na rea da limpeza e conservao das

    reas externas e internas da UFPA;

    implantao do sistema de transporte de passageiros dentro do Campus do Guam

    durante 15 horas ininterruptas;

    reestruturao e revitalizao do Restaurante Universitrio;

    intensificao do controle da produo e comercializao de alimentos;

    integrao com a Academia atravs da oferta e concretizao de estgio para

    alunos do curso de Nutrio, Cincias Contbeis e Engenharia de Alimentos;

    intensificao de patrulhamento nos Campi bsico, profissional, esportivo e no

    NPI;

    reforo de vigilncia nos pavilhes de aulas do Campus e em eventos realizados no

    Setor de Recreao e Atividades Estudantis e no Restaurante Universitrio (RU);

    instalao de monitoramento eletrnico nos prdios.

    A recuperao do espao fsico e a aquisio de equipamentos para o desenvolvimento

    das atividades acadmicas da UFPA exigiram da Instituio um esforo substantivo para a

    captao de recursos provenientes de diversas fontes Tesouro, Prprios e Convnios

    visando ao financiamento das aes estabelecidas em seu Plano de Desenvolvimento 2001

    2010, mais especificamente no eixo estruturante Ambiente Adequado. Para tanto, foram

    fixadas prioridades contemplando todos os Campi e elaborados projetos de forma

    compartilhada entre a Prefeitura Multicampi e as unidades acadmico-administrativas, que

    resultaram na transformao das condies de infra-estrutura aqui explicitadas.

    Nos ltimos cinco anos, foram captados recursos da ordem de R$ 40.929.144,73

    (quarenta milhes, novecentos e vinte e nove mil, cento e quarenta e quatro reais e setenta e

    trs centavos), detalhados nas TABELAS 8 e 9 , dos quais R$ 23.226.392,08 (vinte e

    trs milhes, duzentos e vinte e seis mil, trezentos e noventa e dois reais e sessenta e oito

    centavos) foram destinados construo, reforma e revitalizao dos espaos fsicos, e R$

    17.702.752,65 (dezessete milhes, setecentos e dois mil, setecentos e cinqenta e dois reais e

    sessenta e cinco centavos) aquisio de equipamentos.

  • 153

    Tabela 8 rea fsica construda, reformada e adaptada no perodo de 2002 a 2005. Construes, reformas e adaptaes em m2

    Discriminao 2002 2003 2004 2005 Total

    Obras, reformas e adaptaes 45.081,76 64.552,67 41.009,13 39.963,10 190.606,66

    Fonte: CODEINFRA/PMC.

    Tabela 9 Investimentos em infra-estrutura. Descrio 2002 2003 2004 2005 CAPITAL 4.130.767,15 9.699.801,22 4.886.408,70 16.341.404,53

    Construo/Reforma 1.048.454,79 5.978.604,99 1.633.470,17 8.695.099,00 Aquisio de Equipamentos 3.082.312,36 3.721.196,23 3.252.938,53 7.646.305,53

    CUSTEIO 782.746,33 1.200.152,03 1.510.783,50 2.377.081,27 Revitalizao 782.746,33 1.200.152,03 1.510.783,50 2.377.081,27

    Total 4.913.513,48 10.899.953,25 6.397.192,20 18.718.485,80Fonte: DEFIN/PROAD.

    a) Sistema de Bibliotecas da UFPA

    A Biblioteca Central criada em 19 de dezembro de 1962, alm de exercer a funo

    de Biblioteca Universitria Central, como unidade, assume tambm a Direo Tcnica do

    Sistema de Bibliotecas da UFPA (SIBI), que tem como competncias estabelecer

    procedimentos e formatos para os servios, poltica de desenvolvimento de colees, padres

    de intercmbio e comunicao, poltica de pessoal tcnico (bibliotecrio) e dar apoio tcnico

    s demais bibliotecas componentes do Sistema.

    Revitalizao e modernizao da infra-estrutura fsica da Biblioteca Central

    A reinaugurao das obras de Revitalizao da infra-estrutura fsica da Biblioteca

    Central ocorreu em janeiro de 2004.

    Nessa nova fase, a Biblioteca Central dispe de:

    ambientes iluminados e climatizados;

    hall de entrada repaginado;

    guarda-volumes reativado;

    acervo geral sinalizado;

    otimizao de ambientes de acesso de usurios, como: reas de leitura individual,

    salas de estudo em grupo, espao informal para leitura de jornais, rea especial

    para pesquisa Internet e acesso ao Portal .peridicos. da Capes;

  • 154

    novo layout das estanterias do acervo geral, proporcionando, assim, espaos

    abertos entre as estantes para facilitar o fluxo de usurios;

    reforma do mobilirio;

    reprografia em novo espao;

    reforma na Seo de Peridicos;

    melhorias na Sala de Obras Raras;

    videoteca em novo espao com televiso e vdeo;

    reabertura da Sala Escritora Eneida, abrigando obras com dedicatrias

    pertencentes sua biblioteca, doada Universidade na dcada de 1970;

    pintura em geral;

    reformas e mudanas de espaos internos da Biblioteca.

    instalao do Sistema Antifurto.

    O Sistema Antifurto de Tecnologia Eletromagntica dispe de contador eletrnico

    para o registro do fluxo de usurios na Biblioteca Central, o qual trouxe proteo contra furtos

    e roubos e maior segurana ao acervo com a magnetizao de cerca de 100.000 volumes.

    instalao do Sistema Eletrnico 24 horas

    O Sistema Eletrnico 24 horas trouxe maior proteo ao patrimnio material

    pertencente Biblioteca Central.

    reimplantao da Seo de Conservao e Restaurao

    Foi instalada em um novo espao, e o trabalho de restauro foi iniciado com cerca

    da 3.000 livros danificados. Houve treinamento de funcionrios e bolsistas quanto

    realizao de pequenos consertos e reparos.

    Ampliao do Quadro Funcional

    O SIBI/UFPA teve seu quadro funcional ampliado com a admisso de 10

    bibliotecrios, no perodo 2004/2006 por meio de Concurso Pblico, para provimento do

    Cargo de Bibliotecrio/Documentalista para os campi de Belm, Abaetetuba, Altamira,

    Bragana, Castanhal, Marab e Santarm. Ressalte-se a lotao de sete profissionais nas

    Bibliotecas Setoriais dos campi do interior, uma vez que nunca essas bibliotecas haviam sido

    chefiadas por um bibliotecrio.

    Capacitao de Recursos Humanos

    Buscando um melhor desempenho individual e institucional, priorizou-se nos ltimos

    quatro anos a capacitao das equipes de bibliotecrios e de servidores de apoio da Biblioteca

  • 155

    Central e Setoriais, visando prestao de servios de qualidade, motivao destes, ao

    processo de mudanas ocorridas devido s novas tecnologias, ao enriquecimento de

    conhecimentos e ao desenvolvimento de habilidades compatveis com os perfis profissionais.

    Os servidores foram contemplados com cursos e treinamentos promovidos pelo CAPACIT,

    pela Biblioteca Central e outras instituies.

    Ampliao e Atualizao do Acervo Bibliogrfico e Digital

    Os acervos bibliogrfico e digital cresceram expressivamente, devido obteno de

    recursos financeiros oriundos do Oramento da UFPA, de emendas parlamentares e de

    recursos da CAPES. No perodo de 2002 a 2005 foram adquiridos, por compra, 15.826

    exemplares de livros, 5.945 ttulos novos e/ou renovados de peridicos estrangeiros e

    18 itens de outros tipos de materiais, totalizando o valor de mais de um milho, duzentos e

    cinqenta mil reais de recursos aplicados em acervo.

    Biblioteca Central e Setoriais

    O Sistema de Bibliotecas (SIBI/UFPA) da UFPA composto por 33 bibliotecas, sendo

    uma Biblioteca Central e 32 Setoriais. Destas, 21 atendem a demandas de graduao e ps-

    graduao e uma biblioteca escolar em nveis fundamental e mdio, estando localizadas

    dentro e fora do campus da UFPA, na cidade de Belm e 9 localizadas nos seguintes

    municpios: Abaetetuba, Altamira, Bragana, Breves, Camet, Castanhal, Marab, Santarm e

    Soure. O QUADRO 12 a relao das bibliotecas, e as TABELAS 10 e 11 apresentam,

    respectivamente, o acervo geral das bibliotecas e os recursos oramentrios aplicados na

    aquisio de acervos impressos e em meio eletrnico da UFPA.

    reas de Conhecimento Unidades NmeroCincias Agrrias CA 1 Cincias Biolgicas CCB 1 Cincias da Sade CCS, NMT, HUJBB, Odontologia 4 Cincias Exatas e da Terra Qumica, Fsica, CCEN, NPADC, CG 5 Cincias Sociais e Aplicadas CSE, CCJ, CE, NAEA 4 Cincias Humanas CFCH 1 Engenharia & Tecnologia Eng. Eltrica, Mecnica, Qumica; Arquitetura 4 Lingstica, Letras e Artes CA, Instituto 2 Geral BC, NPI, outros campi* 11 Total 33 Quadro 12 Relao das bibliotecas por rea de conhecimento. Fonte: Biblioteca Central. * Abaetetuba, Altamira, Bragana, Breves, Camet, Castanhal, Marab, Santarm e Soure

  • 156

    Tabela 10 Acervo Geral das Bibliotecas da UFPA, em dezembro de 2005.

    Biblioteca CentralBibliotecas

    Setoriais campus Belm

    Bibliotecas Setoriais Outros

    campi

    Total Geral SIBI/UFPA TIPO DE MATERIAL

    Ttulos Exemplares Ttulos Exemplares Ttulos Exemplares Ttulos Exemplares

    Livros 41.900 122.295 58.211 92.525 38.903 65.270 139.014 280.090

    Coleo Eneida 339 371 0 0 0 0 339 371 Obras de Referncia 1.051 3.811 0 0 0 0 1.051 3.811 Folhetos 153 414 0 0 0 0 153 414 Peridicos impressos 5.225 333.780 5.186 115.393 3.940 10.288 14.351 459.461 Coleo Amaznia 2.194 6.339 0 0 0 0 2.194 6.339 Obras Raras 263 376 0 0 0 0 263 376

    Dissertaes/Teses 1.586 1.807 3.989 5.321 88 89 5.663 7.217

    Mapas 734 734 1.594 2.915 74 74 2.402 3.723 Discos 102 133 0 0 0 0 102 133 Fitas de udio 65 65 0 0 0 0 65 65 Fitas VHS 548 662 1.059 1.180 311 314 1.918 2.156 Fotografias 1.109 1.109 0 0 0 0 1.109 1.109 Fotografias areas 0 0 4.381 6.233 0 0 4.381 6.233 Disquetes 39 157 176 247 54 54 269 458 CD-Roms 355 418 600 806 57 108 1.012 1.332 Bases de Dados 47 47 0 0 0 0 47 47 Relatrios Tcnicos 0 0 1.575 2.713 0 0 1.575 2.713

    Outros Materiais * 0 0 18.867 20.714 3.001 3.848 21.868 24.562

    TOTAL 55.710 472.518 95.638 248.047 46.428 80.045 197.776 800.610

    Fonte: Biblioteca Central.

    Os acervos bibliogrfico e digital cresceram vertiginosamente, devido alocao pela

    Administrao Superior de recursos financeiros oriundos do Oramento da UFPA, como

    tambm por meio de Emenda Parlamentar e CAPES. No perodo de 2001 a 2005 foram

    adquiridos mais de 15.800 exemplares de livros e no ano de 2006 tem uma previso de

    adquirir mais de 8.800 exemplares, peridicos e outros materiais, totalizando o valor de mais

    de dois milhes de recursos aplicados em acervo (livros, peridicos, vdeos, CD e DVD). Para

    o ano de 2007, a dotao destinada acervo cerca de R$700.000,00 do oramento da UFPA.

    Outro meio de ampliao do acervo se deu por doao de materiais, tendo sido bastante

    intensificada no perodo 2001/2005.

    A partir de 2005, os acervos da Biblioteca Central de livros, Coleo Eneida, folhetos,

    dissertaes, teses, Coleo Amaznia, obras raras, fitas VHS e obras de referncia foram

    quantificados tendo como referncia o software Pergamum, ou seja, o acervo automatizado. O

  • 157

    objetivo demonstrar o nmero mais real possvel de obras existentes e disponveis aos

    usurios na Biblioteca Central.

    Tabela 11 Recursos oramentrios aplicados na aquisio de acervos. Livros Peridicos Recursos

    Aplicados Recursos Aplicados

    Ano Ttulos Exemplares

    Fitas VHS

    CDRom DVD Tesouro/

    Emenda Ttulos Convnio/

    CAPES Tesouro

    2001 116 200.108,72 2002 957 3.817 170.773,07* 207 315.000,00 2003 1.549 2.691 14 4 200.085,69** 2004 1.691 4.254 0 201.937,57** 2005 1.752 5.123 182 0 341.105,49** 24 6.950,20**

    2006*** 2.952 8.804 2 16 657.760,00** Total 8.901 24.689 196 6 16 1.571.661,82 347 522.058,92

    Fonte: Biblioteca Central. * Recursos oriundos de Emenda Parlamentar. ** Recursos do Tesouro. *** Previso. Em processo licitatrio.

    b) Sistema de Bibliotecas da UFPA

    Editora e Livraria Universitria

    H 43 anos foi criada a Imprensa Universitria da UFPA que, posteriormente, passou a

    ser denominada Grfica e Editora Universitria da UFPA (EDUFPA).

    A partir de 2001, a Grfica e a Editora foram desmembradas, tornando-se

    independentes, porm mantendo a harmonia em suas atividades.

    Hoje a EDUFPA notadamente uma editora universitria que se volta para o fomento

    da produo de trabalhos no mbito da UFPA, mas que se ocupa tambm em (re)editar

    literatura e oportunizar o surgimento de novos talentos, o que feito por meio do Concurso

    de Contos da Regio Norte, h mais de uma dcada. Os GRFICOS 61 e 62 ilustram o

    Nmero de Livros Publicados pela EDUFPA no perodo 2001/2005 e os Recursos Captados

    com a venda de Livros, respectivamente.

  • 158

    14 15 1518

    22

    2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 61 Nmero de livros publicados pela EDUFPA. Fonte: Biblioteca Central.

    17.657,68

    40.936,60

    43.581,48

    52.103,56

    94.394,27

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    Grfico 62 Recursos captados com a venda de livros.

  • 159

    5.8 PLANEJAMENTO E AVALIAO

    5.8.1 Planejamento

    A Universidade Federal do Par, nos ltimos anos, vem se estruturando fortemente na

    rea do planejamento e gesto, de modo a criar uma cultura administrativa que se antecipe s

    oportunidades conjunturais e minimize as ameaas do ambiente externo. Para tanto, elaborou

    e aprovou um plano estratgico de mdio prazo, um plano de gesto com desdobramentos no

    nvel ttico e sistemas operacionais corporativos que vm apoiando a gesto planejada de

    forma determinante.

    Dentre os sistemas operacionais corporativos utilizados pelas unidades acadmicas e

    administrativas no apoio a gesto planejada, destacam-se:

    a) Plano de Gesto Oramentria: Um salto de qualidade na distribuio

    oramentria

    O Plano de Gesto Oramentria (PGO) foi elaborado em 2003, e desde sua

    implantao tem se mostrado um instrumento eficaz de Planejamento e Gesto do Oramento

    da UFPA. Por meio de seu Sistema Operacional SISPLO, desenvolvido especificamente

    para este fim, o novo Plano vem possibilitando s unidades acadmico-administrativas

    planejarem a curto e mdio prazo seus programas, projetos, atividades e aes; e,

    Instituio, ter uma viso global de todas as aes demandadas pelas diversas unidades nas

    reas de ensino, pesquisa, extenso, administrao e infra-estrutura. At ento no havia uma

    metodologia clara para a elaborao do oramento. Os procedimentos oramentrios

    consistiam na projeo das necessidades de recursos baseada em percentuais do oramento

    executado no ano anterior.

    Observa-se que a sistematizao do planejamento oramentrio vem induzindo, em

    seus atores, a criao da cultura do planejamento, o que por si s j se constitui num grande

    avano.

    Some-se a isso a melhoria na qualidade das informaes, que tem possibilitado aos

    gestores a tomada de deciso com mais segurana, e com base em critrios tcnicos, acerca da

    distribuio oramentria entre as unidades e programas da UFPA.

    O processo de elaborao e controle do oramento da Instituio realizado a partir do

    registro das demandas de Programas e Aes (Projetos e Atividades) das 51 Unidades

    existentes, mediante a utilizao, via Internet, do Sistema de Planejamento e Oramento

    (SISPLO), associado Matriz de Distribuio Oramentria, e tem potencializado a aplicao

  • 160

    dos recursos captados pela UFPA, possibilitando o financiamento continuado de programas

    como o Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso e o Programa de

    Recuperao da Infra-estrutura Fsica da UFPA.

    O Plano de Gesto Oramentria do exerccio 2005 consolidou na Instituio o

    planejamento oramentrio participativo a partir do levantamento de demandas das unidades

    acadmicas que foram atendidas com dotao de recursos do limite oramentrio2 no valor de

    R$ 33.098.219,00 autorizado pela Lei Oramentria Anual (LOA) n 11.100, de 25/01/05,

    para despesas discricionrias3 da Universidade Federal do Par.

    Como metodologia aprovada pela Instruo Normativa IN-004, de 4 de junho de 2003,

    o PGO faz a integrao planejamento, programao e oramentao, e estabelece a incluso

    de indicadores de desempenho e de metas a serem alcanadas pelas unidades. Assim, o

    oramento passou a ser uma espcie de contrato de desempenho pelo qual a instituio e suas

    unidades orgnicas comprometem-se a alcanar resultados voltados para a sociedade de

    forma responsvel e transparente.

    Ressalte-se que o PGO se constitui em elo de ligao com o Plano de

    Desenvolvimento da UFPA 20012010, Plano de Gesto 20052009, Sistema Integrado de

    Dados Oramentrio (SIDOR) e ao Sistema Integrado de Administrao Financeira (SIAFI),

    destinando-se a servir de instrumento de planejamento e controle para os gestores de unidades

    da Instituio, alm de atender o disposto no Art. 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal que

    identifica o oramento entre os instrumentos de transparncia da gesto fiscal, posto que o

    PGO 2005 foi publicado na pgina: http://www.sig.proplan.ufpa.br, cumprindo portanto essa

    determinao.

    b) Planejamento Acadmico: A busca do equilbrio na distribuio da carga horria

    docente entre o Ensino, a Pesquisa e a Extenso

    O processo de Planejamento Acadmico implementado pela UFPA, no que concerne

    distribuio da carga horria docente referente s atividades de ensino, programas/projetos,

    administrao e afastamentos, seja para qualificao, exerccio em outros rgos ou licenas,

    tem por objetivo dar visibilidade ao emprego da carga horria docente, tanto nas atividades

    acadmicas como nas administrativas.

    2 (...) valores oramentrios consignados a cada unidade oramentria para que possa aloc-los nos programas e aes que fazem parte do conjunto de despesas discricionrias (MTO 2005: 46). 3 "aquelas no-predeterminadas, constitucional e legalmente e, portanto, passveis de avaliao quanto ao mrito e quantificao das metas e dos valores oramentrios (MTO 2005: 46).

    http://www.sig.proplan.ufpa.br/

  • 161

    Para tanto, a Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento, coordenadora desse

    processo, utiliza-se do Sistema de Acompanhamento de Atividades Docentes (SAAD), um

    dos sistemas operacionais da UFPA, para a coleta de informaes sobre as atividades

    acadmico-administrativas, lanadas on-line pelos prprios docentes. O Sistema gera

    relatrios gerenciais de cada unidade e subunidade, alm dos relatrios gerais que permitem

    uma viso global da distribuio da carga horria docente na Instituio, subsidiando os

    gestores na tomada de deciso.

    O Planejamento Acadmico da UFPA sofreu um processo de modernizao em 2004

    atravs da integrao do Sistema de Acompanhamento da Atividade Docente com os demais

    sistemas gerenciais do SIG/UFPA. Em 2005 essa integrao apenas se fortaleceu,

    aprimorando-se e adaptando-se o SAAD s necessidades das Unidades Acadmicas e da

    Administrao Superior da Instituio.

    A anlise dos dados apresentados pelas unidades acadmicas gerou a distribuio da

    carga horria docente ocupada da UFPA, que est distribuda conforme apresenta o

    QUADRO 13 e GRFICO 63.

    Atividade % da CH Ocupada Ensino de Graduao e Orientao 57 % Ensino de Ps-Graduao e Orientao 12 % Projeto de Pesquisa 9 % Projeto de Extenso/Ensino 5 % Administrao 17 % Total 100% Quadro 13 Distribuio da carga horria docente ocupada 1/2005. Fonte: DEPLAN.

    57

    129

    5

    17

    % Carga Horria Ocupada

    Ensino de Graduao eOrientaoEnsino de Ps-Graduao e OrientaoProjeto de Pesquisa

    Projeto de Extenso /EnsinoAdministrao

    Grfico 63 Percentual da carga horria docente ocupada 1/2005.

  • 162

    Observa-se que o percentual de ocupao dos docentes na atividade de ensino

    (Graduao e Ps-Graduao), atinge 69% do total da carga horria ocupada. Um dos maiores

    desafios para o Planejamento Acadmico a diminuio da carga horria ocupada destinada

    ao exerccio de atividades administrativas.

    A disponibilizao das informaes, por meio de formulrios ou sistema, atingiu em

    2005, a marca de 100% das unidades acadmicas, em comparao aos 96% alcanados no

    ano de 2004.

    Uma das mais importantes destinaes da anlise do Planejamento Acadmico a

    utilizao destas informaes na Matriz de distribuio interna de vagas para a contratao de

    professores efetivos do ensino superior. A Matriz torna-se uma importante ferramenta para a

    tomada de deciso da Administrao Superior da UFPA.

    Outra ao relevante que vem sendo implementada pela PROPLAN a realizao de

    Seminrios de Orientao para a Elaborao dos Planos de Gesto das Unidades Acadmicas

    da Universidade Federal do Par, que tem como objetivo principal, assessorar as unidades

    buscando a concretizao do desafio de dotar o nvel intermedirio da instituio de

    instrumentos de planejamento e gesto compatveis com os fundamentos da administrao

    estratgica e em sintonia com o planejamento estratgico institucional. Tal medida busca

    aperfeioar o sistema de planejamento das aes da UFPA, tendo como paradigma maior a

    participao dos diversos atores na elaborao dos Planos de Gesto das Unidades e, por

    finalidade, integrar a atividade de planejamento, ao mesmo tempo em que pretende consolidar

    uma cultura de planejamento na instituio.

    5.8.2 Avaliao da Gesto 20012005

    A avaliao de Gesto de um mandato pblico , antes de tudo, uma prestao de

    contas sociedade dos investimentos realizados com os recursos oriundos dos impostos por

    ela mesma pagos em favor de servios destinados melhoria de sua qualidade de vida e

    desenvolvimento humano.

    Ao encerrar-se o quadrinio da gesto 20012005, a Universidade Federal do Par

    colocou disposio dos rgos de Estado, da comunidade acadmica e da sociedade em

    geral os principais resultados de um imenso e persistente trabalho coletivo que visou

    referenciar e consolidar a maior instituio de educao superior e pesquisa da regio Norte

    do pas como plo propulsor de desenvolvimento regional, sempre atenta s demandas scio-

    polticas.

  • 163

    O processo de avaliao da gesto 20012005 foi coordenado pela Pr-Reitoria de

    Planejamento e Desenvolvimento e a metodologia utilizada obedeceu a seis etapas:

    Primeira: construo dos instrumentos de coleta de dados contemplando a obteno do

    maior nmero de dados e informaes referentes ao perodo e s dimenses:

    Planejamento institucional;

    oramento;

    ensino de graduao;

    ensino de ps-graduao, pesquisa e inovao tecnolgica;

    ensino tcnico profissionalizante e bsico;

    extenso e incluso social;

    poltica institucional de concesso de bolsas;

    educao a distncia;

    sistema de bibliotecas

    editora e livraria universitria;

    redes de cooperao nacional e internacional;

    gesto de pessoal;

    infra-estrutura; e

    hospitais universitrios.

    Segunda: aplicao dos instrumentos de coleta de dados, junto s Unidades da UFPA;

    Terceira: todas as unidades acadmico-adminstrativas da UFPA procederam

    elaborao de um relato analtico-comparativo das aes desenvolvidas com base em

    um referencial histrico compreendendo o perodo 20012005;

    Quarta: consolidao dos dados e informaes coletados;

    Quinta: avaliao dos resultados alcanados, tendo como referencial, o Plano de

    Desenvolvimento da UFPA2001/2010 e a anlise da coerncia entre gesto e

    objetivos institucionais;

  • 164

    Figura 9 Capa do Relatrio da Gesto 20012005. Crdito: Edison da Silva Farias.

    Sexta: explicitao dos resultados alcanados por meio do Relatrio da Gesto 2001

    2005.

    O Relatrio da Gesto 20012005 foi constitudo de textos que expressam de forma

    concisa, os resultados alcanados em cada uma das dimenses avaliadas alm de tabelas,

    grficos, quadros e fotografias e est incorporado neste documento.

  • 165

    5.9 POLTICAS DE ATENDIMENTO AOS ESTUDANTES

    5.9.1 Estudantes

    a) Poltica de Concesso de Bolsas

    A UFPA desenvolve uma poltica vigorosa de concesso de bolsas, como estratgia de

    incentivo e insero, tanto dos alunos da graduao quanto da ps-graduao, em projetos de

    ensino, pesquisa, extenso e campos de estgio, desenvolvidos no mbito institucional e/ou

    em parceria com outras entidades.

    A Pr-Reitoria de Pesquisa e Ps-Graduao, por meio de seu Departamento de

    Pesquisa, mantm convnio com o CNPq para viabilizao de bolsas do PIBIC/CNPq aos

    pesquisadores e alunos da UFPA, a fim de fortalecer a iniciao cientfica nesta Instituio.

    Em 2005 foram contemplados 231 alunos. Entretanto, visando alcanar um universo maior, a

    UFPA entrou com recursos prprios e, por meio do Programa PIBIC/UFPA, contemplou mais

    105 alunos. Outro Programa, o de Bolsas de Iniciao Acadmica (PBIA), est vinculado ao

    Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extenso, que atualmente apia 95

    projetos. O PBIA, nos ltimos quatro anos, concedeu uma mdia anual de 370 bolsas aos

    alunos envolvidos nos projetos do PROINT.

    O Programa de Bolsas de Extenso destina-se concesso de bolsas aos alunos

    envolvidos nos projetos de Extenso cadastrados na Pr-Reitoria de Extenso. No havia, em

    2001, nenhum apoio nesse sentido. Em 2003, foram concedidas 50 bolsas e, a partir de 2004,

    houve um aumento de mais 50. Hoje j so 150 por ano. Esta modalidade de bolsa tambm

    concedida eventualmente, com recursos prprios, por algumas unidades acadmicas da

    UFPA.

    J o Programa de Bolsas Estgio, coordenado pela Pr-Reitoria de Administrao,

    demanda da necessidade dos alunos em desenvolver atividades que lhes proporcionem

    condies de experincias prticas na linha de sua formao profissional, incentivando a

    complementao do ensino e da aprendizagem. O Programa destina-se concesso de bolsas

    aos alunos envolvidos principalmente em atividades meio desenvolvidas pelas unidades da

    Administrao Superior e aquelas acadmicas ou a elas vinculadas. Nos ltimos quatro anos,

    o Programa concedeu uma mdia anual de 450 bolsas.

    Na Ps-Graduao, o Programa de Bolsas de Residncia Mdica destinado aos

    alunos residentes dos Hospitais Universitrios da UFPA e da Santa Casa de Misericrdia do

    Par, em parceria com o MEC e o Governo do Estado. Nesta modalidade, foi concedida uma

    mdia anual de 72 bolsas. A TABELA 12 apresenta o nmero de bolsas concedidas aos

  • 166

    alunos de Graduao e de Ps-Graduao, no perodo de 2001 a 2005 e os GRFICOS 64 e

    65 apresentam o total de bolsas de graduao e de ps-graduao, respectivamente.

    Tabela 12 Nmero de bolsas concedidas aos alunos de graduao e de ps-graduao, no perodo de 2001 a 2005.

    Nvel Tipos 2001 2002 2003 2004 2005 Estgio 421 394 448 539 566Extenso 149 50 100 150PBIA 504 504 232 242 257Graduao

    PIBIC (CNPq/UFPA) 211 281 310 310 336Ps-Graduao Residncia Mdica 62 70 67 89 91

    Total 1.198 1.398 1.107 1.280 1.400Fonte: DEINF.

    Houve reduo no nmero de bolsas concedidas pelo PBIA, em funo da

    reestruturao do PROINT que, alm de limitar em trs o nmero de projetos apresentados

    por cada unidade, passou a vincular esses projetos aos Projetos Pedaggicos dos cursos

    envolvidos.

    1.1361.328

    1.0401.191 1.309

    2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 64 Total de bolsas de graduao. Fonte: DEINF;

    62 70 67

    89 91

    2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 65 Total de bolsas de ps-graduao. Fonte: DEINF.

  • 167

    O QUADRO 14 apresenta o nmero de bolsas de ps-graduao, por programa.

    PROGRAMAS N DE BOLSAS

    Programa Institucional de Qualificao Docente PIQD 35 Programa de Mestrado Interinstitucional MINTER 15 Programa Institucional de Capacitao Docente e Tcnica PICDT 80 Programa de Qualificao Institucional PQI 17

    TOTAL 112 Quadro 14 Nmero de bolsas da ps-graduao em 2005. Fonte: PROPESP.

    b) Central de Estgio

    Criada em 1999, a Central de Estgio nasceu da necessidade de organizao e

    unificao de procedimentos relativos ao estgio, em conformidade com o acervo de leis que

    o regulamentam.

    Antes da Central, no havia um setor nico na UFPA que tratasse dos assuntos

    relativos ao estgio. Existiam convnios, mas no se sabia ao certo quantos e em que

    empresas os alunos estavam estagiando. As empresas no possuam um referencial para

    efetuar solicitaes. Alm disso, no existia uma poltica de repasse de informaes para a

    criao de um banco de dados referente ao assunto.

    Hoje, com a Central, o controle de empresas conveniadas, de alunos cadastrados e de

    alunos encaminhados, consideravelmente mais seguro, tendo em vista que tambm so

    realizados encaminhamentos por meio de agncias de integrao como o Instituto Euvaldo

    Lodi (IEL-PA) e o Centro de Integrao Empresa-Escola (CIEE).

    A Central de Estgio atua com o objetivo de promover a interface entre o corpo

    docente, discente e a comunidade e de acompanhar, com mais eficcia, os alunos que

    necessitam realizar estgio curricular nos seus cursos de formao. Ao longo desses 7 anos de

    existncia, a Central de Estgio firmou convnio com grandes empresas, como o caso da

    Centrais Eltricas do Norte do Brasil em que a inscrio ao processo seletivo de estgio

    bastante concorrida, devendo-se a isso, a excelente qualidade nas atividades desenvolvidas

    pelos alunos da UFPA, contribuindo para a formao profissional e insero no mercado de

    trabalho de profissionais qualificados.

    Ao lado da ELETRONORTE, destacam-se outros campos de estgio:

    Companhia de Pesquisa em Recursos Minerais (CPRM) onde o estagirio executa

    atividades concernentes a sua formao;

  • 168

    Fundao Aquarela vinculada Rede CELPA (Centrais Eltricas do Par),

    direcionado aos alunos da rea da Educao;

    ALUNORTE oferece aos estudantes de Engenharia Mecnica.

    Alm da Universidade Federal do Par desempenhar o papel de Interveniente nesse

    processo, atua, tambm, como Concedente de estgio; o que ocorre com a parceria

    estabelecida com o CEFET/PA, na qual a UFPA encaminha seus alunos para estagiar naquele

    rgo, como tambm, recebe os estudantes do CEFET, que atuam como estagirios em

    diversos setores desta Universidade.

    Em 2003 eram 160 empresas conveniadas. Em 2004 mais 140 empresas firmaram

    acordo de cooperao com a UFPA e em 2005 mais 126. Cerca de 5.991 alunos cadastrados

    em 2005, foram encaminhados as concedentes conveniadas, como tambm, as

    intermediadoras de estgio (IEL e CIEE). Em 2003 foram cadastrados 3.000 alunos e em

    2004, 3.500. Dos alunos cadastrados em 2005, 1.461 obtiveram estgio.

    A Central de Estgio da UFPA tem por princpio, a insero dos alunos em atividades

    que contribuam efetivamente para sua formao profissional e humana, orientando as

    concedentes para requisitar estagirios que, de acordo com sua formao acadmica,

    desempenhem atividades profissionais capazes de promover tanto o enriquecimento do aluno

    como da empresa, evitando distores.

    c) Transporte

    Desde 2004, a UFPA possui dois nibus doados pela Empresa de Transporte

    Urbano de Belm que trafegam dentro do Campus Universitrio de Belm, facilitando o

    acesso e a locomoo dos 2.100 estudantes que utilizam diariamente esse servio.

    d) Alojamento Estudantil

    A Universidade Federal do Par possui 2 alojamentos estudantis, que juntos

    beneficiam 47 alunos. Um alojamento est situado em Belm com 37 estudantes, o outro, no

    municpio de Castanhal, com 15 alunos. A manuteno mensal desses alojamentos de,

    aproximadamente, R$3.500,00

    e) Facilidades de acesso aos portadores de necessidades especiais

    As reformas de infra-estrutura fsica passarelas, banheiros e salas de aulas

    implementadas pela UFPA contemplaram portadores de necessidades especiais. Hoje a

  • 169

    Instituio possui 52 banheiros adaptados para tal fim. Os prdios em construo esto em

    conformidade com as normas estabelecidas para portadores de necessidades especiais.

    f) Restaurante Universitrio

    Com estrutura adequada s exigncias da legislao sanitria e aos padres

    nutricionais, o restaurante universitrio fornece alimentao sadia e nutritiva aos alunos da

    UFPA no valor de R$1,00. Funcionando no sistema de bandejo, o Restaurante tambm

    vende refeio aos servidores da UFPA e visitantes por R$2,00 e fornece quentinhas

    comunidade acadmica ao custo de R$2,50.

    Com capacidade de atendimento para 300 pessoas a cada meia hora, nos ltimos sete

    anos (2000/2006) o RU apresentou um aumento expressivo na mdia diria de refeies,

    passando de 476 em 2000 para 1.200 refeies em agosto de 2006; um incremento de 52%. O

    GRFICO 66 apresenta o nmero de refeies servidas no RU no perodo de 2002 a 2005.

    26.881

    66.330

    72.465

    42.864

    2002

    2003

    2004

    2005

    Grfico 66 Nmero de refeies servidas no RU. Fonte: PROAD.

    A queda no nmero de refeies fornecidas no ano de 2005 em relao ao ano de

    2004, justifica-se pela greve dos servidores das IEFEs ocorrida no perodo de setembro a

    dezembro daquele ano.

    Alm do servio de fornecimento de alimentao aos alunos, o restaurante

    universitrio mantm integrao com a Academia por meio da oferta e concretizao de

    estgio para alunos do curso de Nutrio, Cincias Contbeis e Engenharia de Alimentos.

    A poltica de atendimento aos estudantes desenvolvida pela UFPA de forma

    compartilhada com as pr-reitorias, especialmente PROEG, PROEX e PROAD, e seus

    Departamentos, visando consolidar a formao profissional e garantir a satisfao fsica e o

    conforto dos seus alunos.

  • 170

    5.9.2 Egressos

    At 30 de agosto de 2006, a UFPA apresentava uma lacuna nas suas estratgias de

    ao: a inexistncia de um acompanhamento de egressos. A partir desta data esta lacuna foi

    preenchida com o lanamento da Pesquisa Eletrnica com os Egressos. O sistema foi

    desenvolvido pelo Departamento de Avaliao Institucional da UFPA, com o suporte tcnico

    do Servio de Computao da Instituio e est disponvel no site da UFPA

    http://www.ufpa.br/egressos. O acesso para responder o instrumento permitido por meio

    CPF e do e-mail dos alunos egressos.

    A pesquisa, parte integrante do processo de auto-avaliao da UFPA, tem por

    finalidade conhecer a opinio de um universo de cerca de 103 mil pessoas que estudaram na

    Universidade ao longo dos seus 49 anos de histria, a respeito de sua formao acadmica e

    de sua atuao profissional, visando, principalmente, a melhoria da qualidade do ensino de

    graduao ofertado por esta Instituio.

    O convite aos egressos para participao na pesquisa feito por contato telefnico,

    correio eletrnico e pela mdia. Entende-se por egressos no apenas queles que, concluram a

    graduao. Mas, tambm, os que saram da Universidade sem concluir o curso por

    desligamento ou por abandono. Pesquisar as causas que determinam essas duas formas de

    sada possibilitar identificar as que so de responsabilidade da UFPA, tornando-se objeto de

    intervenes futuras para sua erradicao.

    O questionrio de pesquisa (Anexo D) foi dividido em quatro Blocos:

    informaes pessoais;

    informaes acadmicas (graduao e ps-gradao);

    informaes profissionais; e

    informaes Adicionais.

    Os dados so armazenados diretamente em uma base de dados institucional para

    posterior anlise e gerao de relatrios.

    Na seqncia deste trabalho, buscar-se- coletar dados junto s entidades de classe e,

    desta forma, construir indicadores confiveis para a avaliao e adequao dos currculos dos

    cursos, por meio da realimentao por parte da sociedade e especialmente dos ex-alunos.

    Este estudo fundamental para que a Instituio possa conhecer o perfil dos seus

    egressos, avaliar a eficcia de sua atuao e rev-la, no que for necessrio, no sentido de

    implementar polticas e estratgias de melhoria da qualidade do ensino de graduao e de ps-

    http://www.ufpa.br/egressos

  • 171

    graduao ofertado pela UFPA de modo a garantir uma formao adequada frente s

    necessidades do mercado de trabalho.

  • 172

    5.10 SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA

    5.10.1 A Crise no Financiamento das IFES

    O financiamento das Instituies Federais de Ensino Superior comeou a apresentar

    um declnio expressivo a partir da segunda metade da dcada de 1990, quando o oramento

    do Ministrio da Educao, at 2002, manteve-se praticamente inalterado em valores

    nominais para o financiamento da educao superior. Para agravar este quadro, o MEC

    adotou, no perodo de 1995 a 1999, dois modelos para alocao de recursos de Outras

    Despesas de Custeios e Capital (OCC) para as IFES, cujos critrios implicaram distores

    considerveis na distribuio de recursos entre as Instituies Federais de Ensino Superior,

    uma vez que no foi levada em considerao a heterogeneidade das instituies que

    compunham o Sistema. O primeiro adaptado do modelo Holands baseava-se em

    critrios de necessidade, desempenho e fatores histricos; o segundo uma adaptao do

    sistema Ingls era baseado no conceito de produtividade acadmica, o que acabou por

    privilegiar as IFES das regies Sul e Sudeste. Some-se a isto o fato de que o nmero de

    instituies que passaram a integrar o Sistema das Instituies Federais de Ensino Superior

    aumentou consideravelmente nesse perodo, tornando a partilha dos recursos, j escassos,

    mais crtica ainda.

    O impacto desses fatores no oramento da UFPA foi desastroso. Para se ter uma idia,

    em 1996 o oramento de OCC fora de R$ 37.080.000,00 (trinta e sete milhes e oitenta mil

    reais), enquanto em 2001 esse valor havia sido reduzido em 56,37%, apesar de, nesse

    perodo, ter sido registrada uma expanso das atividades de ensino, pesquisa e extenso. Ou

    seja, teve-se de administrar os impactos do crescimento da universidade e a reduo nominal

    (real) de recursos para o financiamento dessas aes.

    5.10.2 Os esforos empreendidos pela UFPA na busca da Sustentabilidade Financeira

    A atual gesto vem empregando enormes esforos, em frentes distintas, com a

    finalidade de restituir e fazer crescer o oramento da UFPA. No campo poltico, por meio da

    ANDIFES, no sentido de aumentar os recursos no oramento do MEC destinados ao

    financiamento da Educao Superior, assim como na construo de uma nova matriz de

    alocao de recursos de OCC para as IFES, ambos com resultados positivos e com impactos

    bastante representativos no oramento da Instituio para 2006. No campo tcnico, com os

    investimentos realizados para a melhoria da base de informaes da UFPA, que possibilitaram

    um aumento expressivo na captao de recursos na matriz de alocao de recursos de OCC

  • 173

    para as IFES, alm de subsidiarem na elaborao de projetos institucionais para a captao de

    recursos externos, junto aos rgos e agncias de fomento, para o financiamento de atividades

    acadmicas, de infra-estrutura fsica e aquisio de equipamentos.

    Com essas aes, a Universidade tem conseguido recompor progressivamente seu

    oramento de OCC captado junto ao MEC que, em 2001, havia apresentado um dos piores

    desempenhos dos ltimos 10 anos, com um valor de R$ 16.179.244,00 (dezesseis milhes

    cento e setenta e nove mil e duzentos e quarenta e quatro reais). Em 2006, esse valor foi de

    R$ 40.227.733,00 (quarenta milhes duzentos e vinte e sete mil e setecentos e trinta e trs

    reais), um salto de 149% o ensino de graduao teve um aumento percentual de recursos

    de 106%; a extenso aumentou mais de 3.000%; a ps-graduao um aumento de 233%; a

    infra-estrutura apresentou aumento de 1.072%, o que denota o esforo desta Administrao

    na recuperao e ampliao da infra-estrutura, bem como na implementao da qualidade

    acadmica, com destaque para o ensino a distncia que, a partir do ano de 2005, passou a

    dispor de recursos oramentrios para a realizao de suas atividades. A evoluo do

    oramento, no perodo de 2001 a 2006, est demonstrada na TABELA 13 e no GRFICO 67.

    Tabela 13 Evoluo do oramento no perodo de 2001 a 2006.

    Execuo Oramentria Dotao Aes MEC

    2001 2002 2003 2004 2005 2006

    Acrscimo

    %

    Funcionamento

    de Cursos de GRADUAO

    15.250.277 13.149.247 13.235.918 17.018.322 25.809.424 31.413.451 106

    Universidade

    Aberta e DISTNCIA

    0,00 0,00 0,00 0,00 150.000 100.000 *

    EXTENSO

    Servios Sociais

    Comunidade

    34.687 53.215 39.766 275.717 807.049 1.081.200 3.017

    Modernizao e

    Recuperao da

    INFRA-ESTRUTURA

    Fsica

    400.000 1.236.788 2.514.034 2.239.057 4.014.385 4.689.866 1.072

    ACERVO

    BIBLIOGRFICO

    destinado as

    IFES e Hospitais

    0,00 0,00 200.086 202.666 450.000 526.341 *

  • 174

    Universitrios

    Funcionamento

    de Cursos de PS-

    GRADUAO

    494.280 675.197 670.055 446.050 950.284 1.646.000 233

    Funcionamento

    da EDUCAO PROFISSIONAL

    0,00 0,00 140.903 248.486 317.227 350.319 *

    CAPACITAO

    DE

    SERVIDORES

    Pblicos

    Federais

    0,00 361.905 643.042 200.000 599.850 420.556 *

    Total 16.179.244 15.476.352 17.443.803 20.630.297 33.098.219 40.227.733 149

    Fonte: DEPLAN. 1 A base de clculo para o percentual de acrscimo foi a dotao de 2006 em relao execuo oramentria de 2001. * Para as aes que no tiveram dotao oramentria em 2001, no cabe o clculo do percentual de acrscimo.

    16.179.244

    15.476.352

    17.443.803

    20.630.297

    33.098.219

    40.227.733

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    2006

    Grfico 67 Evoluo do oramento no perodo de 2001 a 2006.

    5.10.3 Recursos Oramentrios (Outras Despesas Correntes e de Capital) Tesouro

    Alm do aumento na captao de recursos, foi implantado, em 2003, o Plano de

    Gesto Oramentria que, associado Matriz de Distribuio Oramentria para as unidades

    acadmico-administrativas da UFPA, possibilitou a melhoria da qualidade e racionalizao na

    aplicao desses recursos, por meio do financiamento de programas e projetos de aes

    continuadas, como o PROINT e o PROINFRA, medida que tem assegurado, de forma

    sistemtica, dotaes oramentrias anuais permitindo a implementao de polticas

    permanentes direcionadas s reas consideradas estratgicas para a Instituio.

  • 175

    Para adequao s diretrizes estabelecidas no PGO, a estrutura programtica passou a

    ser composta de 27 Programas institucionais, sendo permitida a criao de outros programas,

    desde que necessrios para o funcionamento da Instituio.

    A estrutura programtica adotada est vinculada s grandes aes do Ministrio da

    Educao e integrada, de forma indissocivel, aos sete Eixos Estruturantes do Plano de

    Desenvolvimento 20012010. Sob o conceito de transversalidade, eles regem as aes

    projetos e atividades que so desenvolvidas no mbito da UFPA, porque um programa,

    embora esteja mais fortemente ligado a um eixo estruturante, tambm influencia os demais

    eixos. A TABELA 14 apresenta a estrutura programtica do PGO, com dotao oramentria

    para 2006:

    Tabela 14 Estrutura programtica do PGO com dotao oramentria para 2006.

    Aes MEC/Programas UFPA Valor (R$)

    Funcionamento da Instituio 9.325.829,00

    Gesto Institucional 7.088.312,38

    Matriz Oramentria para Funcionamento de Cursos

    de Graduao 3.650.006,00

    PROINFRA CUSTEIO 1.682.826,85

    PROINT 1.200.000,00

    Apoio Graduao 285.038,00

    Viagens de Campo 297.634,00

    Valorizao do Discente 2.003.808,00

    Reformas para Modernizao da Infra-Estrutura 1.533.725,64

    Interiorizao 500.000,00

    Programa de Segurana Universitria 40.000,00

    Prefeitura Acadmica 383.400,00

    Valorizao do Servidor 171.542,00

    Contratos de Apoio Administrativo 2.770.220,75

    Auditoria Interna 24.759,38

    Planejamento Institucional 456.349,00

    GRADUAO

    Subtotal 31.413.451,00

  • 176

    Aes MEC/Programas UFPA Valor (R$)

    Ps-Graduao 710.000,00

    Iniciao Cientfica 486.000,00

    Programa Institucional de Apoio a Produo

    Acadmica - PIAPA 450.000,00

    PS-GRADUAO

    Subtotal 1.646.000,00

    Multicampiarte 250.000,00

    Programa Institucional de Bolsas de Extenso 475.200,00

    Programa de Extenso 356.000,00 EXTENSO

    Subtotal 1.081.200,00

    ACERVO BIBLIOGRFICO Acervo Bibliogrfico 526.341,00

    Subtotal 526.341,00

    CAPACITAO DE

    SERVIDORES Capacitao de Servidores 420.556,00

    Subtotal 420.556,00

    Aes MEC/Programas UFPA Valor (R$)

    Programa de Recuperao da Infra-Estrutura

    (PROINFRA) 489.706,00

    Aquisio de Equipamentos e Material Permanente 900.160,00

    Obras e Instalaes 3.300.000,00

    INFRA-ESTRUTURA

    (Capital)

    Subtotal 4.689.866,00

    Educao a Distncia 100.000,00 UNIVERSIDADE ABERTA E A DISTNCIA Subtotal 100.000,00

    Educao Artstica 350.319,00 DESENVOLVIMENTO DA EDUCAO

    PROFISSIONAL E

    TECNOLGICA Subtotal 350.319,00

    Total 40.227.773,00

    Fonte: DEPLAN.

  • 177

    Essa configurao permitiu uma melhor alocao de recursos das aes (projetos e

    atividades) a partir das demandas informadas pelas unidades interessadas, por meio do

    Sistema de Planejamento e Oramento.

    A Fundao de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa tem se constitudo, a seu

    turno, em uma importante parceria no gerenciamento de recursos captados pela UFPA por

    meio de suas unidades acadmico-administrativas, para o financiamento de programas e

    projetos nas reas de Ensino, Pesquisa, Extenso e Desenvolvimento Institucional.

    Entre 2001 e 2005, a FADESP gerenciou um volume de recursos no valor de R$

    248.931.687,00 (duzentos e quarenta e oito milhes, novecentos e trinta e um mil, seiscentos e

    oitenta e sete reais) detalhados no GRFICO 2 provenientes de instituies pblicas,

    privadas e internacionais por meio de convnios, contratos e cartas. Esses recursos, em sua

    grande maioria, foram captados pela UFPA e tiveram um crescimento no perodo da ordem de

    104,74%. O GRFICO 68 ilustra os recursos oramentrios gerenciados pela FADESP.

    71.866.029

    35.100.288

    40.019.195

    62.862.325

    39.083.850

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    Conforme o exposto, pode-se constatar, que os esforos empreendidos pela UFPA nos

    ltimos seis anos, tanto na rea poltica quanto tcnica, possibilitaram o equilbrio na

    execuo oramentria e a sustentabilidade no financiamento das aes acadmicas,

    administrativas e de infra-estrutura da Instituio.

    Grfico 68 Recurso oramentrios gerenciados pela FADESP. Fonte: DAVES/DERCA/PROPLAN.

  • 178

    5.11 ENSINO TCNICO, PROFISSIONALIZANTE E BSICO

    5.11.1 Instituto de Cincias da Arte

    a) Histrico

    Quatro anos aps sua fundao, a Universidade Federal do Par iniciou a execuo de

    programas e projetos na rea de artes. Em 1961, a partir da solicitao da Federao Paraense

    de Teatro, foi implantado o primeiro curso voltado s atividades teatrais. Dessa maneira, a

    Escola de Teatro ento, Servio de Teatro nasce oficialmente no dia internacional do

    teatro (27 de maro de 1962). Seis anos depois (1968) foi criado o Grupo Coreogrfico. Essas

    duas atividades deram origem Escola de Teatro e Dana. Em 1971, um incndio destruiu a

    sede da Escola e, com ele, perderam-se os arquivos, figurinos e a biblioteca de teatro que

    tinha obras raras e era referncia na rea.

    Em 2004, a Escola de Teatro e Dana iniciou a oferta de cursos tcnico-

    profissionalizantes, em teatro, dana e cenografia. Atualmente, encontra-se em fase de

    elaborao o projeto de oferta dos cursos de graduao em Dana e em Teatro. Esta Escola,

    foi pioneira, na regio, na formao de atores e bailarinos. Augusto Rodrigues, Cludio

    Barradas, Maria Silvia Nunes, Walter Bandeira, Eni Correa e Marbo Gianancini foram

    mestres de vrias geraes que hoje fazem as artes cnicas no Estado.

    Em 1963, iniciaram-se as atividades musicais com a implantao do Coral e da

    Orquestra universitrios, reunidos sob a denominao de Centro de Atividades Musicais

    (CAM). No comeo da dcada de 1970, o ento Servio de Atividades Musicais (SAM) j

    oferecia ensino e extenso em vrias modalidades, alm de manter o Madrigal e a Orquestra

    Juvenil. Estas aes na rea de msica resultaram na criao, em 2003, da Escola de Msica,

    com cursos tcnico-profissionalizantes em vrios instrumentos e diversas habilitaes. A

    Escola de Msica tambm foi um centro de confluncia de grandes mestres como p. ex.

    Altino Pimenta, Joo Bosco Castro, Nivaldo Santiago e Marina Monarcha.

    Ainda em 1963, realizou-se o I Salo de Artes Plsticas da Universidade Federal do

    Par, tendo Benedito Nunes como presidente da comisso organizadora e Eneida de Moraes

    como curadora da sala especial. Tal salo, marco da histria da arte no Estado, consagrou a

    gerao de artistas abstracionistas, da qual pode-se destacar Roberto de La Rocque Soares,

    Ruy Meira, Moraes Rgo, Benedicto Melo e Joo Pinto, entre outros. A sala especial exps a

    obra de artistas brasileiros consagrados como Fayga Ostrower, Marcelo Grassman e Iber

    Camargo.

  • 179

    Em 1973, por iniciativa do maestro Altino Pimenta, realizou-se o I Encontro de Arte

    ENARTE da UFPA congregando espetculos, exposies, oficinas e seminrios nas diversas

    linguagens artsticas. Tal evento, que acontece anualmente sem interrupes, o projeto

    artstico-cultural mais longevo e ininterrupto em toda a histria do Estado do Par.

    Em 1974, no Centro de Letras e Artes (CLA), criou-se o curso de graduao em

    Educao Artstica (Habilitao em Artes Plsticas), o primeiro curso de Arte-Educao no

    norte do Brasil. Artistas consagrados como Roberto de La Rocque Soares, Emmanuel Nassar,

    Dina Oliveira, Ronaldo Moraes Rgo, Rosngela Brito e Osmar Pinheiro Jnior tornaram-se

    professores do curso que foi a clula mater da Associao de Arte-Educadores do Estado do

    Par (AAEPA). Ex-alunos tornaram-se presidente e vice-presidente da Federao de Arte-

    Educadores do Brasil (FAEB) e realizaram, em outubro de 1992, em Belm, o Congresso

    Nacional da Federao, alm de terem contribudo sobremaneira para a criao da

    Associao dos Artistas Plsticos do Par. Um dos marcos do Curso de Artes Plsticas, foi a

    exposio da produo discente ocorrida na Galeria ngelus do Theatro da Paz, em 1981, e o

    painel sobre a mesma, apresentado no IV Salo Nacional de Artes Plsticas, realizado no Rio

    de Janeiro, no mesmo ano. J como Departamento de Arte (DEARTE), ofereceu-se o Curso

    de Especializao Inter-relaes Arte na Escola, em 1994.

    Em 1991, foi implantada a Habilitao em Msica do Curso de Educao Artstica,

    tambm no DEARTE/CLA. Apesar de razoavelmente novo e de ser um curso oferecido na

    modalidade Licenciatura, a Habilitao em Msica tem assumido a responsabilidade direta na

    continuidade da formao de profissionais na rea.

    O Ncleo de Artes (NUAR) foi criado em 1991, tornando-se a unidade coordenadora

    das Escolas de Msica e de Teatro e Dana. Em conjunto com estas sub-unidades, vem

    pesquisando e registrando boa parte da herana cultural local e disponibilizando esse acervo

    por meio de discos e publicaes. Em 2004, o NUAR implantou o primeiro curso regular de

    ps-graduao Especializao em Semitica e Cultura Visual.

    Apoiado em um projeto discutido durante 3 anos por todas essas unidades, o Conselho

    Universitrio criou, em fevereiro de 2006, o Instituto de Cincias da Arte (ICA) o primeiro

    da Instituio. O ICA congrega numa s unidade acadmica todas as aes de ensino,

    pesquisa e extenso realizadas pela UFPA no campo das artes. Assim, o Instituto de Cincias

    da Arte rene todos os cursos e aes que estavam dispersos entre o Ncleo de Artes e o

    Centro de Letras e Artes. Atualmente, o ICA est investindo na elaborao do projeto de

    mestrado em Arte e Linguagem.

  • 180

    O ICA, deu continuidade a quatro grandes e importantes projetos culturais para a

    comunidade:

    ENARTE (33 edio);

    Auto do Crio (13 edio);

    Concurso de Contos da Regio Norte (12 edio); e

    Frum de Pesquisa em Artes (3 edio).

    Muitos profissionais egressos dos cursos tcnicos e de graduao desenvolvem

    atividades relevantes em museus, galerias, orquestras, institutos, fundaes e grupos de teatro

    e dana, bem como em escolas e faculdades que mantm cursos de artes dos outros 3

    cursos superiores de arte existentes na cidade, ofertados por outras instituies, 2 so,

    atualmente, coordenados por ex-alunos da UFPA. importante ressaltar, tambm, que a

    UFPA vem privilegiando nos ltimos anos a qualificao dos professores de arte, mantendo

    convnios com vrias IFES para tal fim:

    com a USP para mestrado interinstitucional em Musicologia, concludo em julho de

    2003 por 12 professores;

    com a UFRJ para mestrado interinstitucional em Artes Visuais, 5 professores

    concluram o curso em dezembro de 2003;

    com a UFBA para mestrado interinstitucional em Artes Cnicas, concludo em

    novembro de 2004 por 17 professores;

    com a UFBA e UFRGS para doutorado (PQI) em Msica, 6 professores concluiro o

    curso em 2007.

    Vale ressaltar que esses programas qualificaram, tambm, professores de outras

    unidades da UFPA, como p.ex. Ncleo Pedaggico Integrado e Departamento de Arquitetura.

    Por outro lado, o ICA mantm dois cursos de especializao:

    Semitica e Cultura Visual;

    Arte, Ensino e Expresso, ofertado nos campi do interior.

    Na rea de artes, a UFPA foi pioneira em muitos aspectos na Amaznia: os primeiros

    cursos tcnicos, as primeiras graduaes, as primeiras especializaes e o primeiro frum de

    pesquisa interdisciplinar em artes este, at o momento, o nico em todo o Brasil.

    b) Contexto

    O Instituto de Cincias da Arte conta com 68 professores efetivos; destes, 7 so

    doutores, 34 so mestres (16 doutorandos) e 7 so especialistas em todas as linguagens

  • 181

    artsticas teatro, dana, msica e artes visuais. O quadro tcnico-administrativo conta com

    26 servidores. O GRFICO 69 ilustra o percentual de docentes do ICA, por formao

    acadmica.

    10%

    29%

    10%

    51%

    Doutores Mestres Especialistas Graduados

    c) Avaliao

    Diante desse histrico e contexto, inegvel o crescimento da rea de artes na

    Universidade Federal do Par, sobretudo no que diz respeito qualificao de seu quadro

    docente. Neste aspecto, deu-se um salto qualitativo extraordinrio, considerando-se que em

    2001 havia somente dois doutores em artes. O Instituto de Cincias da Arte ressente-se da

    falta de profissionais tcnico-administrativos qualificados nas mais diversas reas como, p.ex.

    de bibliotecrios. Para suprir esta necessidade, o ICA conta com a ajuda imprescindvel de

    estagirios no desenvolvimento das atividades dirias.

    Outro avano importante foi a transformao dos cursos de teatro, dana e msica em

    cursos tcnicos, o que atraiu verbas especficas da Secretaria de Ensino Tcnico do MEC.

    A maior dificuldade est, no setor de infra-estrutura. Embora o espao fsico do

    Instituto seja suficiente para o desenvolvimento de todas as suas atividades depois de

    dcadas instalados em prdios alugados e adaptados, a infra-estrutura ainda precria no

    que diz respeito a equipamentos e laboratrios, em face, sobretudo, dos escassos recursos de

    capital que impede o atendimento s suas necessidades. Pelo mesmo motivo, a aquisio de

    instrumentos musicais e sua manuteno ainda esto muito aqum das reais necessidades do

    ICA. O Instituto de Cincias da Arte possui prdios tombados pelo patrimnio histrico, cuja

    reforma e manuteno sempre onerosa e difcil. Acrescente-se a isso a necessidade de

    tratamento acstico imprescindvel para as atividades de msica, teatro e dana e de

    refrigerao.

    Grfico 69 Percentual de docentes do ICA. Fonte: ICA.

  • 182

    O Instituto no possui um laboratrio de gravao que atenda s necessidades

    pedaggicas de alunos e professores de msica, nem um estdio que atenda os de teatro e

    dana.

    Investe-se na compra de acervo para as bibliotecas setoriais, mas ainda no o acervo

    ideal para as atividades que so desenvolvidas e para o nmero de alunos atendidos. Este

    cenrio agravante na medida em que se pretende implantar, j em 2007, um mestrado

    interdisciplinar na rea de artes.

    No h salas equipadas para professores exercerem condignamente as atividades de

    orientao e pesquisa. No existem espaos cnicos e de galeria adequados. No h

    computadores suficientes para as necessidades de docentes e discentes. Considerando-se que a

    arte contempornea lida cada vez mais com tecnologia de ponta, abissal a carncia nesse

    sentido.

    PROINFRA, PIAPA e PROINT so programas institucionais que amenizam algumas

    dessas carncias, mas no do conta, nem de longe, do dever ser de uma unidade acadmica

    dedicada s artes.

    Os programas de extenso como o Auto do Crio o maior cortejo artstico da capital

    do Estado e j tradicional na agenda da cidade num de seus momentos de maior expresso

    cultura; o ENARTE projeto de extenso universitria que rene as reas de msica, artes

    plsticas e cnicas e o Frum de Pesquisa em Artes tm sido executados graas, em grande

    parte, s parcerias mantidas com outras instituies por meio das leis de incentivo cultura.

    d) Perspectivas e Potencialidades

    O projeto de um teatro-escola para o ICA j foi finalizado e encontra-se em fase de

    encaminhamento para captao de recursos (sobretudo por meio das leis de incentivo

    cultura). Com o oramento existente investe-se na recuperao, lenta, mas gradual, dos

    espaos. Neste sentido, foi relevante a implantao da biblioteca setorial de msica, recm-

    inaugurada.

    Em termos acadmicos, os projetos polticos pedaggicos de graduao em Dana, de

    graduao em Teatro e de mestrado em Arte e Linguagem esto sendo elaborados. Tambm

    se est procedendo reviso do projeto pedaggico da graduao em Educao Artstica

    Artes Plsticas, que dever transformar-se no curso de Bacharelado e Licenciatura em Artes

    Visuais. Espera-se que todos esses projetos sejam implantados no binio 2007/2008.

    O pessoal docente lotado no ICA , de longe, o mais qualificado de toda a Regio

    Norte. Isso impe a perspectiva de aprofundamento do ensino, da pesquisa extenso, alm da

  • 183

    implantao ou reformulao de licenciaturas e bacharelados em todas as linguagens

    artsticas. J com um nmero suficiente de doutores, mister investir num curso de mestrado

    interdisciplinar em artes (ora em formulao) para atender a imensa demanda reprimida.

    Note-se que ele ser o primeiro de toda a Regio Norte.

    Assim sendo, a maior das potencialidades do ICA tornar-se, a mdio prazo, o maior

    centro de ensino, pesquisa e extenso na rea de artes em toda a Amaznia, compreendendo

    os nveis tcnico, de graduao e ps-graduao.

    5.11.2 Ncleo Pedaggico Integrado

    Criado em 7 de maro de 1963, o Ncleo Pedaggico Integrado (NPI) apresentou

    muitos avanos em seus quarenta e trs anos de existncia e, hoje, com aproximadamente

    2.000 alunos matriculados, oferece:

    Educao Bsica (educao infantil, ensino fundamental e mdio) dedicada,

    prioritariamente, aos dependentes de servidores da UFPA;

    Programa Rotativo de Aprendizagem Progressiva (PRAP) ofertado comunidade

    externa funciona como um supletivo de 1 e 2 graus; e

    Curso de Magistrio.

    Um desses avanos foi a mudana na poltica de ingresso dos alunos, que passou a

    destinar sociedade um percentual das vagas ofertadas. Em 2002, esse percentual

    correspondeu a 7% das vagas ofertadas e concentrou-se mais na Educao de Jovens e

    Adultos.

    A queda na evaso escolar no ensino noturno, composto por alunos com mais de 18

    anos, outro sinal de avano. H quatro anos o NPI comeou a implementar uma poltica de

    permanncia para esses alunos, que perderam a oportunidade de cursar o ensino bsico

    regular em funo de suas necessidades de trabalho. Apesar da demanda ser maior entre os

    moradores de bairros circunvizinhos ao Ncleo Pedaggico Integrado, existem alunos

    matriculados oriundos de 23 bairros diferentes, como p. ex. Marambaia, Cidade Nova,

    Marituba e do Distrito de Mosqueiro.

    O Ncleo Pedaggico Integrado tambm vem se consolidando como campo de estgio

    aos acadmicos de cursos de licenciatura e bacharelado. Escola de Aplicao, cerca de 800

    acadmicos de 14 cursos de licenciatura e 8 de bacharelado passam anualmente por um dos

    dois tipos de estgio oferecidos no NPI: o supervisionado, que atende a uma exigncia

    curricular, e o programado, que extracurricular.

    O termo escola de aplicao definido como um espao onde as teorias pedaggicas

  • 184

    e as descobertas passariam pela prova dos nove, na prtica. Apesar da crtica de que essas

    escolas no representam a realidade social da escola pblica, em nvel de ensino Fundamental

    e Mdio, o NPI oferece uma experincia diferenciada, considerando aspectos como: melhor

    qualificao e atendimento do professor; possibilidade de se fazer pesquisa e o nmero

    adequado de alunos na sala de aula na Educao Infantil o limite de 20 alunos por turma;

    nas turmas de 1 a 4 srie do Ensino Fundamental, este limite de 25, e nas de 5 srie em

    diante, 30 alunos por turma.

    O Ncleo Pedaggico Integrado obteve a segunda maior nota na avaliao do

    ENEM/2005 no Estado e, nos ltimos trs anos, pelas suas aes, recebeu do Governo

    Federal, o Selo e o Certificado de Reconhecimento de Escola Solidria.

    O investimento na qualificao do corpo docente outra conquista do NPI, que conta

    atualmente com 204 docentes efetivos, dos quais 10 so doutores, 39 so mestres 96 possuem

    especializao, 7 possuem aperfeioamento e 52 docentes so graduados. O GRFICO 70

    apresenta o percentual de docentes do NPI, por formao acadmica.

    5%

    19%

    48%

    3%

    25%

    Doutorado

    Mestrado

    Especializao

    Aperfeioamento

    Graduao

    A instabilidade no calendrio acadmico do NPI, causada pelas ltimas greves dos

    servidores de Instituies Federais de Ensino Superior, influenciou diretamente na reduo do

    nmero de alunos matriculados no Ncleo no perodo de 2000 a 2005. Em 2005, ano de

    ocorrncia da greve mais longa da histria do NPI, a taxa de evaso foi de 9,92% o que

    representa em nmeros absolutos a evaso de 210 alunos, dos quais a maior incidncia foi no

    ensino supletivo 90, seguido do ensino fundamental que registrou evaso de 78 alunos e do

    ensino mdio com evaso de 42 alunos naquele ano. Em 2000, o NPI matriculou 2.889

    alunos, j em 2005, o nmero de alunos matriculados foi de 2.117, uma queda de 36,5% no

    nmero de matrculas, conforme se observa no GRFICO 71 que apresenta, tambm, o

    nmero de alunos aprovados no mesmo perodo. A TABELA 15 apresenta o nmero de

    alunos matriculados e aprovados no perodo, por ano e por modalidade de ensino.

    Grfico 70 Percentual de docentes do NPI. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

  • 185

    2.889

    2.621

    2.245

    2.180

    2.1172.3

    40

    1.732

    1.771

    2.543

    1.915

    1.889

    1.798

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Matrculados Aprovados

    Tabela 15 Nmero de alunos do NPI matriculados e aprovados no perodo 2000/2005, por modalidade de ensino.

    2000 2001 2002 2003 2004 2005 Ensino M A M A M A M A M A M A Ed Infantil: Jardim/Alfa 190 175 179 91 151 150 136 136 151 139 138 138

    Fundamental 1.439 1.381 1.368 1.129 1.279 1.136 1.246 1.111 1.223 1.050 1.180 1.046 Mdio:

    Ed. Geral 487 405 417 331 444 325 507 330 523 397 505 431 Magistrio 122 101 101 70 88 62 79 46 65 39 88 46 Supletivo RAP/EJA 651 481 556 294 378 216 277 175 218 107 206 110

    Total 2.889 2.543 2.621 1.915 2.340 1.889 2.245 1.798 2.180 1.732 2.117 1.771 Fonte: Anurio Estatstico/2005. Legenda: M Matriculados. A Aprovados.

    A mdia anual de aprovao no NPI foi de 1.941 alunos no perodo 2000/2005. O

    GRFICO 72 apresenta a taxa anual de aprovao nos ltimos seis anos e os GRFICOS 73

    a 77 ilustram as taxas dos alunos aprovados no mesmo perodo, por nvel de ensino.

    88%

    73%

    80%80%

    79%

    83%

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 71 Alunos do NPI matriculados e aprovados no perodo 2000 a 2005. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

    Grfico 72 Taxa anual de aprovao no NPI. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

  • 186

    92%

    50%

    99% 100% 92% 100%

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 73 Taxa de aprovao na educao infantil.

    Fonte: Anurio Estatstico/2005.

    96%

    82%

    88% 89%85%

    88%

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 74 Taxa de aprovao no ensino fundamental. Fonte: Anurio Estatstico/2005.

    83% 79% 73%65%

    75% 85%

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 75 Taxa de aprovao no ensino mdio/ed. geral. Fonte: Anurio Estatstico/2005

  • 187

    82%69% 70%

    58% 60% 52%

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 76 Taxa de aprovao no ensino mdio/magistrio. Fonte: Anurio Estatstico/2005

    73%

    52% 57%63%

    49% 53%

    2000 2001 2002 2003 2004 2005

    Grfico 77 Taxa de aprovao no ensino supletivo. Fonte: Anurio Estatstico/2005

    Por meio de uma proposta inovadora de ensino e da difuso de experincias

    pedaggicas, o NPI enquanto escola de aplicao tem procurado alternativas de dilogo

    entre os diferentes nveis de ensino e o fortalecimento de sua capacidade em realizar uma

    educao acadmica que valoriza o saber.

  • 188

    5.12 HOSPITAIS UNIVERSITRIOS

    5.12.1 Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza

    Fundado em 18 de outubro de 1993, o Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza

    (HUBFS) destina-se ao ensino, pesquisa e extenso como formao integral, no mbito de

    graduao e ps-graduao de profissionais da rea da sade. Seu foco de atendimento

    oftalmologia, otorrinolaringologia e crianas com problemas de desenvolvimento.

    O servio de oftalmologia do Bettina desenvolvido com reconhecimento no nvel

    estadual, servindo de apoio acadmico, por meio da preceptoria na Residncia Mdica e no

    ensino de graduao para curso de Medicina.

    Vinculado ao Ministrio de Educao, o HUBFS atende ambulatoriamente 13

    especialidades mdicas multiprofissionais, as quais encontram-se relacionadas no Quadro 15.

    1. Clnica Mdica 2 Ginecologia 3. Gastroenterologia 4. Pediatria 5. Alergia e Imunologia 6. Neurologia 7. Proctologia 8. Ortopedia 9. Psiquiatria 10. Cirurgia Geral 11. Endocrinologia e Gentica Mdica12. Oftalmologia 13. Otorrinolaringologia Quadro 15 Especialidades mdicas do HUBFS.

    Alm das especialidades mdicas, o HUBFS oferece atendimento em Nutrio,

    Enfermagem, Servio Social, Psicologia e Farmcia Hospitalar. Tambm dispe de exames de

    apoio diagnstico em Endoscopia, Colonocospia, Ultrassonografia, Radiologia, Patologia

    Clnica, Eletrocardiograma, Preveno do Cncer Crvio Uterino e Coloposcopia.

    O Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza, por meio das programaes de

    interesse institucional mantidas com o comprometimento do MEC/UFPA em parceria com o

    Ministrio da Sade, SUS, FADESP, SESMA, SESPA, tem o compromisso acadmico de

  • 189

    desenvolver conhecimentos e aes de mtuo interesse, de cunho acadmico, cientfico e

    comunitrio, que promovam inovaes, oportunizando a incluso social e o exerccio de

    cidadania.

    A ausncia de uma definio de Sistema Organizacional para ao HUBFS o deixa em

    situao desfavorvel frente s outras unidades acadmicas da UFPA, pois, o Bettina vem

    servindo apenas de locus para o desenvolvimento das vrias atividades acadmicas

    desenvolvidas pelos Centros de Formao.

    No ano de 2005 foram desenvolvidos 28 projetos de pesquisas e 14 projetos de

    extenso das vrias reas de conhecimento de interesse na Sade.

    O constante desenvolvimento das atividades acadmico deu origem a programas que

    vm se solidificando como atividades essenciais para a assistncia e para o conhecimento,

    com destaque para:

    Programa Especial Caminhar: desenvolvido em parceria com a SESMA e

    UNAMA, teve destaque e reconhecimento no Estado pelos mtodos de tratamento

    precoce adotados no auxlio ao diagnstico preventivo de doenas em crianas

    portadoras de necessidades especiais, servindo de referncia para intercambio

    internacional.

    O Programa, de caracterstica social, visa a solucionar necessidades essenciais

    relacionadas ao atendimento criana portadora de necessidades especiais. Atende

    677 crianas. Por meio dessa ao, foram realizadas 9.910 consultas nas 13

    especialidades multiprofissionais disponibilizadas pelo HUBFS, numa mdia de

    quinze consultas anuais por criana.

    Embora esse programa no se caracterize pela ao hospitalar, graas a ele,

    possvel a deteco de doenas que servem de estudo e propicia o desenvolvimento

    das pesquisas nas reas da gentica humana, fisioterapia, pediatria, na psicologia

    infantil e no servio social.

    Na perspectiva acadmico-assistencial, o programa desenvolveu quatro trabalhos, a

    saber:

    Perfil Clnico Epidemiolgico das Crianas Atendidas no Programa

    Caminhar do HUBFS;

    Desenvolvimento Neuropsicomotor de Filhos de Mes Usurias de Drogas

    no Programa Caminhar do HUBFS;

    Programa Caminhar Diagnstico Clnico e Funcional das Crianas

    Matriculadas;

  • 190

    Procedncias/Causas Associadas ao Atraso no Desenvolvimento das

    Crianas.

    Esse ltimo, oportunizou a realizao do 1 Curso Estadual de Vigilncia do

    Desenvolvimento Infantil no Contexto da AIDPI-PA, para mdicos e enfermeiros

    dos Municpios Paraenses de Belm, Ananindeua, Barcarena e Bragana,

    proporcionando o intercmbio com paises Latinos Americanos como Chile,

    Colmbia, Peru e Republica Dominicana, fortalecendo a condio do HUBFS como

    integrante do Plo de Educao Permanente.

    Programa de Psiquiatria: por meio do Ambulatrio de Ansiedade e Depresso

    (AMBADE) tem oportunizado o desenvolvimento da rea de Sade com interface

    nas Cincias Humanas e Aplicadas, na perspectiva da humanizao dos servios,

    numa ao multidisciplinar, previstos pela Organizao Mundial de Sade,

    diversificando e ampliando as frentes de trabalho e pesquisas. Destaca-se o Planto

    para acompanhamento de perdas da Psicologia.

    O AMBADE serve de referncia para estudantes de medicina que demonstram

    interesse pela psiquiatria e desenvolvem trabalhos de pesquisa na rea.

    Programa Acadmico Assistencial de Otorrinolaringologia: destaque na

    expanso dos servios, oportuniza o desenvolvimento da disciplina com auxlio da

    prtica, alm de proporcionar o atendimento de qualidade na especialidade

    disponibilizado aos usurios do SUS.

    Este programa contribui para o desenvolvimento de novas frentes de pesquisa e ps-

    graduaes e em especial na Residncia Mdica.

    Na perspectiva da multidisciplinaridade, o servio de Nutrio tem se mantido como

    suporte para o desenvolvimento de vrios trabalhos acadmicos de carter complementar a

    sade com aes ambulatoriais das quais destaca-se:

    Projeto de Acompanhamento s Crianas Recm-nascidas de Risco;

    Controle de Peso de Estudantes;

    Programa com Grupo de Diabticos: atende 430 pacientes, com trabalho

    educativo complementar ao servio mdico, alm de atuar de forma preventiva com

    familiares dos pacientes atendidos pelo programa.

    O alcance desse programa est na melhoria da qualidade de vida dos pacientes face

    ao controle da doena. Graas a esse trabalho no foram registrados bitos nem

    complicaes crnicas no grupo de pacientes atendidos, enfatizando, assim, a

  • 191

    importncia do trabalho educativo, tanto de carter preventivo quanto na inibio do

    avano da doena.

    Na perspectiva da gesto para o atendimento com qualidade, o trabalho desenvolvido

    pelos servios de Ouvidoria, Comisso de Controle de Infeco Hospitalar e Ncleo de Apoio

    Acadmico, foram de fundamental importncia estratgica para a alocao dos investimentos,

    pois auxiliaram no acompanhamento das necessidades identificas no HUBFS.

    A assessoria desses rgos fortaleceu o controle da qualidade dos servios prestados,

    por meio da deteco de insatisfaes de usurios. Resultando dessa assessoria:

    a criao do 1 Laboratrio de Informtica, disponibilizado para alunos;

    a ausncia da infeco hospitalar, pelo trabalho preventivo;

    a aquisio de medicamentos e material hospitalar, o que possibilitou a continuidade

    dos servios prestados comunidade.

    Em 2005 foram investidos R$ 396.395,83 em bens de consumo; R$614.811,06 em

    obras e servio de manuteno e R$40.754,75 em equipamentos e material permanente. Os

    investimentos oportunizaram a melhoria das instalaes fsicas e de higiene e,

    conseqentemente, maior conforto e comodidade a todos os envolvidos nos processos do

    HUBFS.

    A parceria com a ELETROBRAS/ELETRONORTE, por meio de Termo de

    Cooperao Tcnica do Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica rendeu

    investimentos da ordem de R$55.725,00, utilizados na reviso das instalaes eltricas e

    climatizao do prdio do HUBFS.

    Outro ganho institucional foi a aprovao do Hospital Universitrio Bettina Ferro de

    Souza como Ambulatrio de Especialidades pela equipe de superviso do Programa Nacional

    de Avaliao dos Servios de Sade do Ministrio da Sade, pois embora o HUBFS seja

    considerado, na UFPA, Hospital Universitrio; frente a Nova Conjuntura Nacional da Sade

    Pblica caracteriza-se como ambulatrio. Atualmente, o esforo institucional est canalizado

    para a certificao do HUBFS como Hospital de Ensino.

    Em 2005, o Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza realizou 151.741 consultas

    140.604 de especialidades mdicas, 8.577 multiprofissionais e 2.560 ambulatoriais. Foram

    efetivados 256.112 exames de apoio diagnstico, alm de 20.455 cirurgias. Comparados com

    os registros do ano de 2000, estes nmeros expressam aumentos acentuados, visto que

    naquele ano foram realizados 95.271 consultas (59,3%), 146.884 exames (74,4%) e 893

    cirurgias (2.190%).

  • 192

    Do total das cirurgias realizadas em 2005, 6.355 foram oftalmolgicas. O aumento no

    nmero das cirurgias de oftalmologia representa para esse servio um crescimento de 521%

    em relao ao ano anterior. Este dado bastante significativo para a produo assistencial,

    demonstrando a contribuio do servio oftalmolgico para o fortalecimento assistencial e

    acadmico.

    Considerando a densidade mdica na relao populacional do Estado do Par que

    hoje de 1.332 habitantes para cada mdico4, podemos considerar que o Hospital Universitrio

    Bettina Ferro de Souza vem prestando relevantes servios populao desprovida de maiores

    ofertas de assistncia a Sade pblica, necessitando, reafirmar, cada vez mais, seu carter

    acadmico assistencial por meio da ampliao de suas frentes de pesquisa e extenso.

    O HUBFS referncia em oftalmologia no Estado do Par e como tal, criou em 2005

    o Programa de Residncia Mdica em Clnica Mdica com 14 discentes matriculados. OS

    QUADROS 16 e 17 apresentam, respectivamente, os nmeros dos Programas de Residncia

    Mdica e a Produo Hospitalar do HUBFS.

    PERODO RESIDENTES CONCLUINTES PROGRAMAS

    Incio Trmino R1 R2 R3 Total R1 R2 R3 Total

    Oftalmologia 2004 2007 2 2 4

    Clnica Mdica 2005 2007 7 7 14

    Total 9 9 18 Quadro 16 Nmeros dos programas de residncia mdica do HUBFS. Fonte: HUBFS. Legenda: R residncia.

    DESCRIO Quantidade

    1. ndices de Funcionamento

    ndice de Infeco Hospitalar 0

    Percentual Geral de Ocupao 100%

    2. assistncia hospitalar, ambulatorial e de emergncia

    Nmero de Internaes

    Clnica Cirrgica Clnica Ginecolgica e Obstetrcia Clnica Mdica Clnica Peditrica Outras (*)

    Nmero de Cirurgias Centro Cirrgico Ambulatoriais

    Total

    6.355 14.100 20.455

    4 Segundo o IBGE, a populao do Estado do Par de 6.850.181 habitantes. De acordo com o Conselho Regional de Medicina, o nmero de mdicos ativos no Par de 5.146.

  • 193

    Total de Consultas

    Mdicas e Ambulatoriais Nutrio e diettica Por percia mdica Pelo pronto atendimento Outras (*)

    140.604 8.577

    2.560

    Outros Procedimentos

    Hospitalar, Ambulatorial e Emergencial Servio de Enfermagem Servio Social Servio de Fisioterapia Outros (*)

    26.814

    6.268 2.222

    19.015

    Exames Complementares de Diagnstico e Tratamento

    Patologia Clnica Anatomia Patolgica Hemoterapia e Hematologia Radiologia Geral Endoscopia Medicina Nuclear Outros (*)

    189.713 13.819

    46.015

    2.293

    4.2723. faturamento (R$) 3.634.960,34

    Total

    Sistema nico de Sade - SUS Prprio Convnios UFPA Outros (*)

    3.263.667,00

    170.541,40 40.370,30

    160.752,14Quadro 17 Produo hospitalar do HUBFS. Fonte: HUBFS. (*) Interministerial MEC/MS

    O Hospital Universitrio Bettina Ferro de Souza est integrado ao Sistema

    informatizado de Sade Pblica e membro do Plo de Educao Permanente da SESPA que

    inaugurou, em 2005, o Portal da Sade Pblica por meio do qual ser possvel implementar

    o Programa de Sade a Distncia para vrias localidades do Estado do Par, abrindo assim,

    novas frentes de trabalho na Unidade.

    Unindo o binmio educao/sade, o HUBFS reafirma seu compromisso com o

    desenvolvimento Institucional nas mais variadas reas, buscando oferecer projetos e

    programas que visem melhoria da qualidade de vida da populao. O Hospital Universitrio

    Bettina Ferro de Souza quer primar, sobretudo, pela qualidade de seus servios. Para tanto,

    no deixa de unir esforos neste sentido.

    5.12.2 Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto

    O Hospital Universitrio Joo de Barros Barretos (HUJBB) comeou a funcionar em

    15 de agosto de 1959, como sanatrio para tratamento de tuberculose. Na dcada de 1980

    tornou-se referncia nacional no tratamento de Aids; foi suporte contra a clera nos anos 90 e,

    nos dois ltimos anos (2004 e 2005), referncia no surto de raiva humana. Hoje, se prepara

  • 194

    para enfrentar a gripe aviria e tem o cncer como terceira causa de internao hospitalar, o

    que determinou a implantao de uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, em

    parceria com o Instituto Nacional do Cncer.

    O HUJBB tem como misso prestar assistncia sade da populao, por meio do

    Sistema nico de Sade, como tambm atuar na rea de Ensino e Pesquisa e na gerao e

    sistematizao de conhecimentos.

    Em 2004, depois de ser avaliado com critrios rigorosos por uma Comisso

    Interministerial, o Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto foi certificado como Hospital

    de Ensino, pois respeita o princpio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extenso.

    Oferece Internato em Medicina, dispe de Programas de Residncia Mdica, assegura

    acompanhamento docente para os estudantes de graduao; desenvolve atividades de

    pesquisa; possui instalaes adequadas ao ensino; dispe de biblioteca atualizada e

    especializada na rea da sade; participante ativo do Plo de Educao Permanente em

    Sade e participa das polticas prioritrias do Sistema nico de Sade (SUS).

    Os ltimos seis anos foram marcados por conquistas que fortaleceram as aes dessa

    instituio hospitalar. Dentre essas conquistas, destacam-se:

    Na rea de ateno sade

    referncia estadual em endocrinologia e diabetes;

    referncia especializada em assistncia ao idoso;

    referncia em oncologia e patologia bucal;

    referncia nacional em DST/AIDS;

    referncia regional em infectologia;

    referncia regional em pneumologia;

    assistncia sade da populao, na rea ambulatorial e de internao, nas

    especialidades: clnica mdica, pneumologia, pediatria, cirurgia geral, cirurgia de

    cabea e pescoo, cirurgia torcica, cirurgia vascular, urologia, nefrologia,

    endocrinologia, cardiologia e doenas infecto-parasitrias;

    ateno s doenas emergentes e reemergentes;

    centro especializado no tratamento da tuberculose;

    centro de informaes toxicolgicas;

    unidade de alta complexidade em oncologia;

    laboratrio de imunohistoqumica;

    hemodilise para pacientes agudos;

  • 195

    programa de assistncia ao paciente portador de tuberculose multiresistente;

    programa de assistncia ao paciente portador de fibrose cstica;

    programa de assistncia a pacientes adultos e crianas, portadores de asma grave;

    programa de assistncia na rea de psicologia clnica;

    programa de controle de infeco hospitalar;

    programa de humanizao inclusive aos pacientes, servidores e discentes da graduao

    e da ps-graduao;

    dispenso de medicamentos para mal de Alzheimer, mal de Parkinson, hormnio do

    crescimento, asma e hipertenso;

    implantao de novos exames como dosagem hormonal, marcadores tumorais e

    reaes de infectibilidade;

    ativao de cinco leitos de UTI;

    aumento de seis leitos de AIDS.

    Em 2005 o nmero de internaes hospitalares (5.698) apresentou um crescimento de

    8,5% em relao ao ano de 2001 que registrou 5.254 internaes. O total de consultas

    mdicas passou de 83.987, em 2001, para 103.521, um aumento de 23,3%. Em 2005 foram

    realizados 568.393 servios de diagnose e terapia, 2.566 cirurgias e 1.474 cirurgias

    ambulatoriais.

    Na rea do ensino, extenso e tecnologia

    implantao da residncia mdica em gastroenterologia clnica, endocrinologia e

    cirurgia digestiva;

    formao de grupos de pesquisa clnico-cirrgico, morfolgico, citogentico e

    gentico do cncer gstrico, infectologia, endocrinologia/diabetes, toxicologia,

    hepatopatias crnicas e psicologia clnica;

    cursos de educao permanente nas reas de referncia do hospital;

    termo de cooperao com o Ncleo de Medicina Tropical da UFPA;

    implantao da liga de hepatites virais;

    convnio com o Instituto Evandro Chagas para realizao de pesquisas nas reas de

    infectologia;

    projeto com financiamento em pesquisa clnica e de farmcia hospitalar;

    campo de formao para alunos de cursos da rea de sade, biolgica, humanas,

    educao, tecnolgica e exatas da UFPA;

  • 196

    campo de aula prtica para alunos de cursos da rea de sade da UFPA e de outras

    instituies de ensino superior, pblicas e privadas;

    programa de internato nas clnicas mdicas e cirrgicas, com expanso para as reas

    de infectologia peditrica;

    programa de residncia mdica nas reas de: pneumologia, infectologia, cirurgia geral,

    clnica mdica, com expanso nas reas de endocrinologia, cirurgia digestiva e

    gastroenterologia;

    convnio com o Instituto Evandro Chagas;

    realizao de 137 cursos e eventos de extenso, com 3.592 concluintes e uma carga

    horria de 3.726 horas;

    programa de extenso na rea de sade e meio ambiente efetivado, com 6.409

    beneficirios;

    realizao da VIII Jornada de Extenso, sob o ttulo CINEMED: Aprendizagem de

    tica em sade de discentes de graduao e de ps- graduao no HUJBB;

    realizao de projetos de pesquisa em Infectologia, Endocrinologia, Epidemiologia das

    Infeces, Anatomia Patolgica e Farmcia.

    O QUADRO 18 apresenta os nmeros dos Programas de Residncia Mdica no

    HUJBB.

    Perodo Residentes Concluintes PROGRAMAS/ REAS Incio Trmino R1 R2 R3 Total R1 R2 R3 Total

    Cirurgia Geral 02.02.05 02.02.07 7 7 14 7 7Grastroenterologia 03/02/05 03/02/07 2 2 Cirurgia digestiva 02.02.05 02.02.07 3 3 Clinica mdica 02.02.05 02.02.07 8 8 16 8 8Infectologia 22/03/05 22/03/07 3 2 2 7 2 2Endocrinologia 03/02/05 03/02/07 2 - 2

    Total 25 17 2 44 15 2 17Quadro 18 Os nmeros dos programas de residncia mdica do HUJBB. Fonte: HUJBB. Legenda: R residncia.

    Na rea da gesto hospitalar

    consolidao do HUJBB como Unidade Acadmica Especial;

    implantao da Coordenadoria de Recursos Humanos;

    implantao do Conselho Gestor;

    instalao da Comisso de Acompanhamento do Plano Operativo Anual;

  • 197

    implantao do Sistema de Gerenciamento Hospitalar;

    instalao da Gerncia de Risco;

    criao do Ncleo de Vigilncia Epidemiolgica;

    ampliao e modernizao do espao fsico acadmico e aquisio de equipamentos

    multimdia;

    certificao como hospital de ensino;

    contratualizao;

    Unidade Gestora prpria.

    Uma conquista muito importante em 2005 foi insero do HUJBB no Programa

    Nacional de Reestruturao Hospitalar (Termo de Contratualizao), que lhe permitiu maior

    equilbrio entre receita e despesa e melhor desempenho dos servios assistenciais e do ensino

    de graduao, ps-graduao e da pesquisa.

    Entre os principais benefcios da passagem oficial do hospital para a UFPA, foi o que

    lhe permitiu ter uma Unidade Gestora prpria, condio importante para sua autonomia

    gerencial.

    A implementao de mecanismos na gesto hospitalar proporcionou novas

    modalidades de compras, permitindo o abastecimento mais regular do hospital, assim como

    induziu uma padronizao mais adequada na aquisio do material cirrgico/hospitalar e dos

    medicamentos. Tais adequaes favoreceram em muito o suprimento do hospital, condio

    necessria para enfrentar a gravidade do quadro das molstias da populao atendida, cuja

    mdia de permanncia de internao superou 20 dias, especialmente, na AIDS, nas molstias

    cardiovasculares, nos esclarecimentos de diagnstico de cncer e de infeces concorrentes

    (mais de 290 casos/ano), no aumento de casos de Leishmaniose visceral (calazar), sobretudo

    em crianas (mais de 81 casos/ano) e no surto de raiva humana transmitida por morcegos

    (mais de 14 casos/ano).

    Os incentivos financeiros advindos da contratualizao alm de permitirem o

    abastecimento regular do hospital, possibilitaram o investimento na melhoria dos meios

    clnicos, superando diversos gargalos, no atendimento das vrias referncias do hospital.

    Em 2005, o oramento do Hospital apresentou um incremento acentuado de 88%,

    passando dos R$12.489.678,00 em 2001 para R$23.467.318,00. O nmero de leitos passou de

    276 em 2001, para 300; um aumento 8,7%. O quadro de pessoal apresentou um acrscimo de

    233 funcionrios, passando dos 906 servidores em 2001 para 1.139 em 2005. Um aumento

  • 198

    significativo de 25,7%. O nmero de funcionrio/leito passou de 3,24 em 2001,para 3,8 em

    2005.

    Alem da aprovao, pela FINEP e CNPq, dos projetos de pesquisa que financiaro a

    Pesquisa Clinica e a Farmcia Hospitalar, tambm foram contnuos os financiamentos

    externos para pesquisa em endocrinologia e diabetes.

    A captao de recursos no Ministrio da Sade para construo e reinstalao da casa

    de caldeiras, instalao de uma lavanderia e para a educao permanente, no montante de R$

    1.420.215,06, bem como a captao de recursos junto ao Governo do Estado para a 2 etapa

    das obras da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, no valor de R$ 3.500.000,00,

    representaram um fator decisivo para a melhoria da infra-estrutura e na expanso de servios

    no Hospital.

    Os QUADROS 19 e 20 apresentam a Produo Hospitalar e os Indicadores de

    Produtividade do HUJBB, respectivamente.

    Descrio Quantidade 1. ndices e Funcionamento

    ndice de Infeco Hospitalar 2,6

    Percentual Geral de Ocupao 92,00

    2. Assistncia Hospitalar, Ambulatorial e de Emergncia

    Nmero de Internaes

    Clnica Mdica Clnica Cirrgica Clnica Peditrica Clnica DIP Clnica Pneumolgica

    634 1.370

    701 1.301 1.683

    Nmero de Cirurgias Centro Cirrgico Ambulatoriais 2.566 1.474

    Total de Consultas Mdicas e Ambulatoriais Outras consultas de prof. de nvel superior 80.558 22.963

    Outros Procedimentos

    Palestra Terapia Individual Visita Domiciliar Administrao de Medicamentos Glicemia Capilar

    - -

    1.184 11.266

    997

    Exames Complementares de Diagnstico e Tratamento

    Patologia Clnica Anatomia Patolgica Radiologia Geral Ecocardiograma Tomografia Ultrassonografia Endoscopia Broncoscopia Eletrocardiograma Eletroencefalograma Prova de Funo Respiratria

    504.160 3.663

    27.401 2.558 4.831 4.957 1.070

    278 8.264

    527 -

  • 199

    3. Faturamento (R$) 27.846.558,22

    Total

    Sistema nico de Sade Recursos do Tesouro MEC/SESu Outros Convnios Ministrio da Sade (Portaria 775)

    25.477.777,25 1.075.592,31

    319.438,66 973.750,00

    Quadro 19 Produo hospitalar do HUJBB. Fonte: HUJBB.

    ANO INDICADORES

    2004 2005 VALOR DE REFERNCIA

    N Leitos Ativados 300 300

    N Servidores 1.100 1.139

    Relao servidor/leito 3,7 3,8 4,5 A 5,7 funcionrios PROHASA Taxa Mdia de Permanncia 15,59 15,83 14 dias (referncia HUJBB)

    Taxa de Ocupao Geral 92,51 92,00 85% a 90% (PT: 3046/82 tx INAMPS) ndice de Substituio 1,83 1,77 3% A 3,5 %

    Mdia de doente/dia 244,86 248,26 215,00

    Total de Altas 5.765 5.659 6.540 sadas

    Total de bitos 654 689 Taxa de Infeco Hospitalar por 1.000 pacientes/dia 2,7 2,59

    2,8 A 3,0 para 1000 paciente/dia

    Faturamento Mdio Mensal 668.331,55 2.123.148,101.955.610,99 - mdia mensal conforme contrato de metas /

    2005 Quadro 20 Indicadores de produtividade do HUJBB. Fonte: HUJBB. Nota: Em 2005 o HUJBB funcionou com novo contrato de metas que considera o faturamento geral da

    produo de servios.

    Com ampla viso de futuro, o Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto est

    elaborando o seu Plano de Gesto Hospitalar at o ano 2016, refletindo sobre seu papel e

    insero integrada na rede do Sistema nico de Sade e na Educao em Sade, a partir do

    cenrio epidemiolgico do Estado do Par.

  • 200

    6 CONSIDERAES FINAIS

    O relatrio final de avaliao interna aqui apresentado, expressa o resultado de uma

    trajetria de discusso, de anlise e interpretao dos dados advindos do processo de auto-

    avaliao, realizado de abril de 2004 a junho de 2006 contemplando um referencial histrico

    que compreende o perodo de 2000 a 2005.

    Neste contexto, ao abordar as concluses advindas do trabalho executado, fica

    demonstrado, mais uma vez, o empenho da UFPA de aprimorar os seus esforos em favor da

    sociedade, no mbito da educao superior e de viabilizar a implementao das condies

    necessrias para que a instituio concretize a sua misso

    Ao promover seu autoconhecimento, a UFPA garante a eficcia de seu compromisso

    em difundir, aprofundar e produzir conhecimento e cultura. O que se pretende, agora, dar

    prosseguimento ao trabalho j realizado no campo da avaliao institucional apoiando-se

    nas experincias exitosas e a consolidao de uma avaliao contnua e sistemtica da

    qualidade das funes Institucionais.

  • 201

    DOCUMENTO E SISTEMAS PESQUISADOS

    ASSOCIAO DOS AMIGOS DA UFPA. Ofcio de apresentao. Belm, 2006.

    BRASIL. Mistrio da Educao. Avaliao externa de instituies de educao superior: diretrizes e instrumentos. Braslia: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira, 2006.

    __________. Diretrizes para a avaliao das instituies de educao superior. Braslia: Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior, [2004?].

    __________. Instrumento de avaliao de cursos de graduao. Braslia: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira, 2006.

    __________. Manual de avaliao institucional (verso preliminar). Braslia: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira / Diretoria de Estatsticas e Avaliao da Educao Superior, 2002.

    __________. Roteiro de auto-avaliao institucional 2004. Braslia: Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior, 2004.

    BRASIL. Tribunal de Contas da Unio. Orientaes para o clculo dos indicadores de gesto: Deciso TCU n 408/2002-Plenrio. Foz do Iguau, 2002. Verso revisada em jan. 2005. Digitado.

    CARVALHO, Sandra Maria de Azevedo. Subsdios para a implantao do processo permanente de uma poltica de avaliao institucional na Universidade Federal do Par. Belm, 2003. Monografia.

    COSTA, Maria Jos Jackson (Org.). Avaliao institucional: desafio da Universidade diante de um novo sculo. Belm, 1997.

    PINTO, Walter. Histria de avanos atravs das dcadas. Beira do Rio. informativo da Universidade Federal do Par. Ano I. N 11, Belm, jul. 2003. p. 6 e 7.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Avaliao. Belm, 1989.

    __________. Relatrio de autoavaliao. Belm, 1999.

    __________. UFPA XXI Plano de Gesto 20052009. Universidade Federal do Par. Belm: EDUFPA, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Assessoria de Imprensa. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Hospital Bettina Ferro de Souza. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Hospital Universitrio Joo de Barros Barreto. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

  • 202

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Instituto de Cincias da Arte. Histrico e Avaliao / Jos Afonso Medeiros Souza. Belm, 2006.

    __________. Relatrio de atividades. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Ncleo Pedaggico Integrado. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Prefeitura do Campus. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARPA. Pr-Reitoria de Administrao e Coordenao de rgos Suplementares. Avaliao institucional da PROAD 20002005. Belm, 2005.

    __________. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Pr-Reitoria de Ensino de Graduao e Administrao Acadmica. Avaliao dos cursos de graduao da UFPA: relatrio 20042005. Belm, 2006.

    __________. Programa de melhoria do ensino de graduao. Belm, 2006.

    __________. Projeto de avaliao institucional da Universidade Federal do Par, 19951996. Belm, 1995.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Pr-Reitoria de Extenso. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    __________. Avaliao institucional da Pr-Reitoria de Extenso 20002005. Belm, 2006.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Pr-Reitoria de Desenvolvimento e Gesto de Pessoal. A linguagem no meio ambiente institucional: construindo novos saberes com jovens e adultos / Eunice Ferreira dos Santos, Maria Helena de Freitas Vale. Belm, 2005.

    __________. Plano de Gesto 20052009. Belm, 2005.

    __________. Programa de desenvolvimento gerencial. Belm, 2006.

    __________. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Pr-Reitoria de Pesquisa e Ps-Graduao. Relatrio de atividades 2005. Belm, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento. Anurio Estatstico 1979. Belm, 1980.

    __________. Anurio Estatstico 1987. Belm, 1988.

    __________. Anurio Estatstico 1997. Belm, 1998.

    __________. Anurio Estatstico 2000. Belm, 2001.

  • 203

    __________. Anurio Estatstico 2005. Belm, 2006.

    __________. Orientaes para elaborao dos Planos de Gesto das Unidades Acadmico-Administrativas da UFPA / Madeleine Mnica Athanzio, Luiz Armando Souza Pinheiro. Belm: EDUFPA, 2006.

    __________. Plano de desenvolvimento da UFPA: 2001-2010 / Universidade Federal do Par. Belm: EDUFPA, 2003.

    __________. Programa de AutoAvaliao da UFPA / Luiz Armando Souza Pinheiro, Sandra Maria de Azevedo Carvalho. Belm, 2006.

    __________. Relatrio da gesto 20012005 / Universidade Federal do Par. Belm: EDUFPA, 2005.

    __________. Relatrio de gesto 2002. Belm, 2003.

    __________. Relatrio de gesto 2003. Belm, 2004.

    __________. Relatrio de gesto 2004. Belm, 2005.

    __________. Relatrio de gesto 2005. Belm, 2006.

    __________. UFPA por dentro. Belm, [199].

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Servio de Ouvidoria. Regulamento Interno do Servio de Ouvidoria da UFPA. Belm, 2006.

    __________. Sistema de acompanhamento de atividades docentes.

    __________. Sistema de Controle Acadmico.

    __________. Sistema de Planejamento e Oramento.

    __________. Sistema de Ps-Graduao.

    __________. Vice-Reitoria Marlene Rodrigues Medeiros Freitas. Universidade Multicampi conhecimento e tecnologia em favor do desenvolvimento do Par 2001-2005 / Universidade Federal do Par. Belm: EDUFPA, 2005.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Disponvel em http://www.deec.ufpa.br/ppgee/imagens/foto_aerea_ufpa.gif, Acesso em: 3. fev. 2006.

    WORKSHOP DE AVALIAO INSTITUCIONAL DAS UNIVERSIDADES DO NORDESTE E NORTE. O desafio das Universidades diante de um Novo Milnio: a importncia da avaliao institucional, 3. 1997, Belm. Anais... Belm: UFPA, 1997.

    http://www.deec.ufpa.br/ppgee/imagens/foto_aerea_ufpa.gif

  • 204

    GLOSSRIO

    Concluinte: Estudante que, no prazo estipulado pela legislao referente ao ENADE daquele ano, tenha cumprido o percentual estabelecido para aquele grupo, isto , tenha cumprido, at a data inicial do perodo de inscrio, pelo menos 80% da carga horria mnima do currculo do curso da IES, ou ainda aquele que tenha, independentemente do percentual j realizado, condies de concluir o curso durante o ano letivo no qual ser realizado o exame da rea.

    ENADE Conceito: Calcula-se o conceito pela mdia ponderada da nota padronizada dos concluintes no componente especfico, da nota padronizada dos ingressantes no componente especfico e da nota padronizada em formao geral (concluintes e ingressantes), possuindo estas, respectivamente, os seguintes pesos: 60%, 15% e 25%. Assim, a parte referente ao componente especfico contribui com 75% da nota final, enquanto a referente formao geral contribui com 25%. O conceito apresentado em cinco categorias (1 a 5) sendo que 1 o resultado mais baixo e 5 o melhor resultado possvel.

    Formao Especfica: A prova, na parte de formao especfica, elaborada com base nas Diretrizes Curriculares, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educao (CNE) e tambm no perfil profissional de cada curso, contemplando os saberes fundamentais exigidos em cada rea profissional.

    Formao Geral: O componente de Formao Geral no deve ser confundido com uma prova de conhecimentos gerais. As questes desta parte da prova so de natureza transdisciplinar e exploram habilidades e competncias importantes para os estudantes de todas as reas do conhecimento: capacidade de relatar, analisar, sintetizar, inferir, comunicar-se com clareza e coerncia, usar adequadamente em diferentes contextos a lngua portuguesa.

    Ingressante: Estudante que, no prazo estipulado pela legislao referente ao ENADE daquele ano, tenha cumprido o percentual estabelecido para aquele grupo, isto , tenha cumprido entre 7% a 22% inclusive, da carga horria mnima do currculo do curso da IES.

    Temas contemplados na parte de Formao Geral: sociodiversidade: multiculturalismo e incluso; excluso e minorias; biodiversidade; ecologia; novos mapas scio e geopolticos; globalizao; arte e filosofia; polticas pblicas: educao, habitao, sade e segurana; redes sociais e responsabilidade: setor pblico, privado, terceiro setor; relaes interpessoais (respeitar, cuidar, considerar e conviver); vida urbana e rural; incluso/excluso digital; cidadania; violncia; terrorismo, avanos tecnolgicos, relaes de trabalho.

    SC: Quando no tem ingressante ou concluinte que participou efetivamente do ENADE atravs da realizao da prova; Para o caso das engenharia tinha menos de 10 cursos participantes.

    IDD ndice

    O Indicador de Diferena Entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) tem o propsito de trazer s instituies informaes comparativas dos desempenhos de seus estudantes concluintes em relao aos resultados obtidos, em mdia, pelas demais instituies cujos perfis de seus estudantes ingressantes so semelhantes. Entende-se que essas informaes so boas aproximaes do que seria considerado efeito do curso.

    O IDD a diferena entre o desempenho mdio do concluinte de um curso e o desempenho mdio estimado para os concluintes desse mesmo curso e representa, portanto, quanto cada

  • 205

    curso se destaca da mdia, podendo ficar acima ou abaixo do que seria esperado para ele baseando-se no perfil de seus estudantes.

    O IDD ndice varia, de modo geral, entre -3 e +3, sendo o desvio padro sua unidade de medida da escala do IDD. Assim se um curso possui IDD positivo, como IDD=+1,5, isso significa que o desempenho mdio dos concluintes desse curso est acima (1,5 unidades de desvios padro) do valor mdio esperado para cursos cujos ingressantes tenham perfil de desempenho similares. Valores negativos, por exemplo, IDD=-1,7, indicam que o desempenho mdio dos concluintes est abaixo do que seria esperado para cursos com alunos com o mesmo perfil de desempenho dos ingressantes.

    IDD Conceito O Indicador de Diferena Entre os Desempenhos Observado e Esperado - IDD Conceito uma transformao do IDD ndice, de forma que ele seja apresentado em cinco categorias (1 a 5) sendo que 1 o resultado mais baixo e 5 o melhor resultado possvel no IDD Conceito.

    SC: Menos de 10 ingressantes e/ou concluintes; Nota zero.

  • 206

    _________________________

    ANEXOS _________________________

  • ANEXO A FORMULRIOS DE AVALIAO DOS CURSOS DE GRADUAO DA UFPA

    207

  • 208

  • 209

  • 210

    210

  • ANEXO B PROGRAMA DE AUTO AVALIAO DA UFPA

    agosto/2006

    211

  • Reitor

    Alex Bolonha Fiza de Mello

    Vice-Reitora

    Regina Ftima Feio Barroso

    Chefe de Gabinete

    Silvia Helena Arruda Cmara Brasil

    Pr-Reitor de Graduao

    Licurgo Peixoto de Brito

    Pr-Reitor de Pesquisa e Ps-Graduao

    Roberto DallAgnol

    Pr-Reitora de Extenso

    Ney Cristina Monteiro de Oliveira

    Pr-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional

    Sinfronio Brito Moraes

    Pr-Reitora de Administrao

    Iracy de Almeida Gallo Ritzmann

    Pr-Reitora de Desenvolvimento e Gesto de Pessoal

    Sibele Maria Bitar Lima Caetano

    Prefeito do Campus

    Marcus Vinicius Menezes Neto

    Procurador Geral

    Sandoval Alves da Silva

    Diretor da FADESP

    Joo Farias Guerreiro

    Assessora Especial de Educao a Distncia

    Selma Dias Leite

    212

  • CRDITO TCNICOS

    Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional

    Pr-Reitor

    Sinfronio Brito Moraes

    Diretora do Departamento de Avaliao Institucional

    Sandra Maria de Azevedo Carvalho

    Diretora do Departamento de Planejamento

    Madeleine Mnica Athanzio

    Diretor do Departamento de Informaes Institucionais

    Aluzio Marinho Barros Filho

    Assessoria Tcnica

    Luiz Armando Souza Pinheiro

    _________________________ Organizao e elaborao

    Sandra Carvalho (coordenao) Luiz Armando Souza Pinheiro

    213

  • SUMRIO

    p.

    LISTA DE SIGLAS---------------------------------------------------------------------------------- 215

    1 CARCTERIZAO DA UFPA----------------------------------------------------------------- 217

    2 JUSTIFICATIVA ---------------------------------------------------------------------------------- 220

    3 OBJETIVOS ---------------------------------------------------------------------------------------- 223

    4 DIRETRIZES--------------------------------------------------------------------------------------- 224

    5 METODOLOGIA---------------------------------------------------------------------------------- 227

    REFERNCIAS -------------------------------------------------------------------------------------- 231

    ANEXOS ----------------------------------------------------------------------------------------------- 232

    214

  • LISTA DE SIGLAS

    ACG Avaliao dos Cursos de Graduao

    AVALIES Avaliao das Instituies de Educao Superior

    CAPES Coordenao de Aperfeioamento do pessoal de Nvel Superior

    CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico

    CONAES Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior

    CONSEP Conselho Superior de Ensino e Pesquisa

    DAC Departamento de Apoio Didtico-Cientfico

    DEAVI Departamento de Avaliao Institucional

    ENADE Exame Nacional de Avaliao de Desempenho dos Estudantes

    ENEM Exame Nacional do Ensino Mdio

    FADESP Fundao de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa

    INEP Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais

    PAIUB Programa Nacional de Avaliao Institucional das Universidades Brasileiras

    PROAD Pr-Reitoria de Administrao

    PROEG Pr-Reitoria de Ensino de Graduao e Administrao Acadmica

    PROEX Pr-Reitora de Extenso

    PROGEP Pr-Reitoria de Desenvolvimento e Gesto de Pessoal

    PROPESP Pr-Reitoria de Pesquisa e ps-Graduao

    PROPLAN Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional

    SAAD Sistema de Acompanhamento das Atividades Docentes

    SAEB Sistema de Avaliao da Educao Bsica

    SIAPE Sistema Integrado de Administrao de Recursos Humanos

    SIE Sistema de Informaes para o Ensino

    SINAES Sistema Nacional de Avaliao da Educao Superior

    SISCA Sistema de Controle Acadmico

    215

  • SISPLO Sistema de Planejamento e Oramento

    SPG Sistema de Ps-Graduao

    SISRH Sistema de Recursos Humanos

    UFPA Universidade Federal do Par

    216

  • 1 CARCTERIZAO DA UFPA

    A Universidade Federal do Par (UFPA), criada pela Lei n 3.191, de 2 de julho de

    1957 , hoje, a maior instituio de ensino e pesquisa de todo o Norte do Brasil. uma

    instituio pblica de ensino superior, organizada sob a forma de autarquia especial, mantida

    pela Unio. Caracteriza-se como Universidade multicampi, regulamentada por meio da

    Resoluo n 3.211, de 03/11/2004 CONSEP, que reconhece formal e legalmente a

    dinmica acadmica da UFPA, caracterizada por sua presena permanente e crescente em

    vrios municpios e regies do interior do Estado e que tem como misso:

    gerar, difundir e aplicar o conhecimento nos diversos campos do saber, visando melhoria da qualidade de vida do ser humano em geral, e em particular do amaznida, aproveitando as potencialidades da regio mediante processos integrados de ensino, pesquisa e extenso, por sua vez sustentados em princpios de responsabilidade, de respeito tica, diversidade biolgica, tnica e cultural, garantindo a todos o acesso ao conhecimento produzido e acumulado, de modo a contribuir para o exerccio pleno da cidadania, fundada em formao humanstica, crtica, reflexiva e investigativa (PLANO DE DESENVOLVIMENTO 2001-2010. UFPA 2003, p.25).

    A Viso Estratgica da UFPA

    tornar-se referncia local, regional, nacional e internacional nas atividades de ensino, pesquisa e extenso, consolidando-se como instituio multicampi e firmando-se como suporte de excelncia para as demandas scio-polticas de uma Amaznia economicamente vivel, ambientalmente segura e socialmente justa (PLANO DE DESENVOLVIMENTO 2001-2010. UFPA, 2003, p.29).

    A estrutura organizativa da Universidade Federal do Par est constituda de 11

    Centros e 1 Instituto de formao acadmica e de produo de conhecimento; 5 Ncleos de

    produo e integrao de conhecimento; 9 Campi no interior do Estado; 2 Hospitais

    Universitrios; 33 bibliotecas universitrias, sendo 1 Biblioteca Central e 32 Setoriais

    localizadas na capital e nos campi do interior; 1 Sistema de Incubadoras de Empresas e 1

    Centro de Capacitao.

    A Instituio abriga um contingente de aproximadamente 53.000 pessoas, distribudas

    entre docentes, tcnico-administrativos e alunos, conforme demonstra o Quadro I, que

    apresenta tambm os nmeros gerais da UFPA.

    217

  • ESPECIFICAO QUANTIDADE

    UNIDADES

    Campi 10 Centros Acadmicos 11 Instituto 1 Ncleos 5 Departamentos 72 Bibliotecas 33 Hospitais 2

    CURSOS

    Cursos de Graduao 312 Cursos de Especializao 94 Programas de Mestrado 371

    Programas de Doutorado 15

    RECURSOS HUMANOS

    Docentes 2.4332

    Tcnico-administrativos 2.373

    PROCESSO SELETIVO SERIADO 2006

    Inscritos 43.279 Vagas Ofertadas 4.805

    ALUNOS MATRICULADOS (2005) Ensino Fundamental e Mdio e Educao Infantil 2.116

    Ensino Tcnico e Profissionalizante e Cursos Livres 3.645

    Graduao3 37.508 Especializao 3.759 Mestrado 1.655 Doutorado 423

    ALUNOS FORMADOS (2005)

    Graduao 5.3.61 Especializao 1.073 Mestrado 355 Doutorado 32

    Quadro 1: Nmeros Gerais da UFPA. Fonte: UFPA em nmeros 2005/PROPLAN, PROPESP; SIAPE; DAVES. (1) Um profissionalizante. (2) 1960 efetivos e 473 substitutos. (3) 2 semestre/2006. Includos cursos de contrato.

    218

  • O Plano de Desenvolvimento 20012010 da UFPA, elaborado dentro dos princpios

    da Administrao Pblica, fundamenta-se na aplicao da administrao estratgica e est

    pautado nos princpios bsicos definidos para a atual gesto e que contemplam:

    defesa do ensino pblico, gratuito e de qualidade;

    autonomia universitria;

    gesto democrtica;

    indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extenso;

    busca da excelncia acadmica;

    desenvolvimento sustentvel;

    compromisso social e o fortalecimento das parcerias e do dilogo com a sociedade.

    No Plano de Desenvolvimento encontram-se delineados sete Eixos Estruturantes,

    vinte Metas, cinqenta Estratgias e duzentos e vinte e sete Linhas de Ao. Uma dessas

    metas a implantao de um Processo Permanente de Avaliao Institucional que integra o

    Eixo Estruturante Modernizao da Gesto, onde est prevista a criao e consolidao de

    uma Secretaria de Avaliao Institucional com a adoo do controle por resultados e a

    disponibilizao de informaes institucionais, como forma de imprimir transparncia aos

    atos dos gestores (PLANO DE DESENVOLVIMENTO 2001-2010. UFPA, 2003, p.124).

    Dentro desse contexto, espera-se potencializar e desenvolver a instituio por meio de

    processo permanente e contnuo de avaliao do seu desempenho acadmico e administrativo,

    de modo a facilitar e viabilizar uma atuao qualificada e socialmente relevante em favor da

    Regio.

    219

  • 2 JUSTIFICATIVA

    O processo de avaliao do ensino superior no Brasil surgiu com a Reforma

    Universitria Lei n 5.540. de 28/11/1968. De l para c, mudanas significativas tm sido

    observadas. J esto estruturados processos de avaliao em quase todos os nveis: de

    desempenho do sistema de educao bsica, por meio do SAEB; de concluso do ensino

    mdio, tendo em vista introduzir um exame nacional que substitua o vestibular para ingresso

    no ensino superior, por meio do ENEM; e institucional e de desempenho do ensino superior,

    por meio do Sistema Nacional de Avaliao da Educao Superior (SINAES).

    Criado em 2004 pela Lei n 10.861 e coordenado pela Comisso Nacional de

    Avaliao da Educao Superior (CONAES), o Sistema Nacional de Avaliao da Educao

    Superior composto da Avaliao dos Cursos de Graduao (ACG), do Exame Nacional de

    Avaliao de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e da Avaliao das Instituies de

    Educao Superior (AVALIES), esta realizada em dois momentos: auto-avaliao e avaliao

    externa.

    O SINAES tem por finalidade:

    a melhoria da qualidade da educao superior, a orientao da expanso da sua oferta, o amento permanente da sua eficcia institucional e efetividade acadmica e social e especialmente a promoo do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituies de educao superior, por meio da valorizao de sua misso pblica, da promoo dos valores democrticos, do respeito diferena e diversidade, da afirmao da autonomia e da identidade institucional. (MINISTRIO DE ESTADO DA EDUCAO, 2004).

    Na Universidade Federal do Par, as aes voltadas avaliao interna antecedem o

    SINAES, visto que, em 1995, vinculou-se ao PAIUB atravs de Projeto de Avaliao

    Institucional, com o objetivo geral de

    rever e analisar criticamente as condies como se processa o seu Projeto Pedaggico relativo ao ensino, bem como a pesquisa, a extenso e a gesto acadmica, em funo da identificao das necessidades da comunidade acadmica, visando proporcionar, em conseqncia, a definio de metas e aes capazes de aprimorar o seu desempenho (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR, 1995).

    Naquela ocasio, a UFPA desencadeou seu processo de avaliao institucional nos

    Campi Universitrios de Abaetetuba, Altamira, Belm, Bragana, Camet, Castanhal, Marab

    e Santarm por meio de entrevistas e de aplicao de formulrios. Algumas unidades no

    estavam sintonizadas com o objetivo da proposta, surgindo em alguns Centros e Ncleos

    movimentos contrrios execuo do referido projeto, que previa a realizao de uma

    220

  • pesquisa institucional direcionada para a avaliao. Entendida por parte da comunidade

    universitria como uma avaliao unilateral e punitiva, seus opositores alegavam que as

    finalidades da pesquisa no estavam suficientemente esclarecidas. Os resultados desse

    trabalho foram registrados sob a forma de relatrios, em um livro (COSTA, 1997) e em Anais

    (WORHSHOP DE AVALIAO INSTIUCIONAL DAS UNIVERSIDADES DO

    NORDESTE E NORTE, 1997). A divulgao desses resultados foi efetivada com tanto atraso

    que a informao, na ocasio, em grande parte, j estava defasada.

    No primeiro semestre de 1999 surgiu o Projeto de Avaliao de Disciplinas, com o

    objetivo de dar visibilidade real situao do ensino de graduao. Uma equipe

    interdisciplinar elaborou questionrios de avaliao de docentes e discentes que abordavam

    questes referentes qualidade do ensino, s disciplinas, organizao dos cursos e ao

    relacionamento interpessoal em sala de aula e com o corpo tcnico-administrativo dos cursos.

    O projeto previa a criao de um banco de dados para dar suporte s decises administrativas;

    no entanto, problemas operacionais impediram a elaborao final do banco de dados. Os

    resultados obtidos com a aplicao dos questionrios foram encaminhados aos Centros. Por

    falta de sistematizao e acompanhamento, o projeto foi cancelado.

    Atualmente a Pr-Reitoria de Ensino de Graduao (PROEG), atravs do

    Departamento de Apoio Didtico-Cientfico (DAC), est estimulando e assessorando os

    cursos de graduao a promoverem a sua avaliao interna. Implantado em 2003, esse projeto,

    denominado Avaliao e Acompanhamento dos Cursos de Graduao da UFPA , foi

    elaborado por uma Comisso constituda por profissionais de diferentes reas de atuao com

    o objetivo de sistematizar procedimentos prevendo a avaliao semestral do desempenho de

    docentes e discentes, a avaliao anual de tcnicos e gestores e a avaliao bianual da infra-

    estrutura dos cursos. A coleta de dados realizada por meio de questionrios e entrevistas

    a anlise dos resultados, a sua divulgao e as providncias para a soluo dos problemas

    revelados na pesquisa so procedimentos efetuados pelos Colegiados dos Cursos,

    sistematizados em relatrios, internamente s unidades didtico-cientficas s quais o curso se

    vincula. Cabe Comisso de Avaliao da PROEG a elaborao do relatrio anual e a

    divulgao dos resultados no mbito da instituio, destacando as aes administrativas e

    tcnicas implementadas para resolver os problemas apontados pela avaliao.

    No momento em que a Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior, como

    rgo colegiado de superviso e coordenao do SINAES, estabelece as diretrizes, critrios e

    estratgias para o processo de avaliao, torna-se necessrio que a Universidade Federal do

    Par integre seu Projeto de Avaliao de modo a permitir aes pr-ativas que viabilizem esse

    221

  • processo e que superem as exigncias legais, ou seja, que as aes de avaliao a serem

    realizadas na UFPA no sejam entendidas apenas como cumprimento s determinaes da Lei

    n 10.861, mas, sim, como um processo contnuo e permanente. Neste sentido, faz-se

    necessrio descobrir e desenvolver procedimentos que envolvam e comprometam os

    servidores com a misso da instituio, minimizando os equvocos dos tradicionais mtodos

    de avaliao e corrigindo os erros praticados nas experincias anteriores. dentro dessa

    perspectiva que se coloca a presente Proposta de Avaliao Institucional.

    222

  • 3 OBJETIVOS

    Analisar a eficincia, a eficcia e a relevncia cientfica e social dos programas e

    projetos da Universidade Federal do Par;

    contribuir para a construo de uma cultura de avaliao que possibilite permanente

    atitude de tomada de conscincia sobre a misso e as finalidades acadmica e social

    da Universidade Federal do Par;

    estimular a implantao do processo permanente de uma poltica de avaliao

    institucional na UFPA;

    fornecer subsdios para a tomada de decises que favoream o desenvolvimento

    institucional;

    propor aes que visem melhorar o desempenho, maximizar os recursos e aumentar

    o grau de satisfao da comunidade acadmica e da sociedade.

    223

  • 4 DIRETRIZES

    Conforme apresentadas anteriormente, as iniciativas de avaliao institucional na

    Universidade Federal do Par no so de hoje. As experincias j desenvolvidas permitem

    identificar as principais dificuldades e os desafios para a sua consolidao, que se situam

    principalmente no nvel das condies para a sua operacionalizao e na sensibilizao e

    adeso da comunidade acadmica.

    A adequada implantao de uma poltica de avaliao institucional na UFPA, a

    implantao e implementao de um processo permanente de avaliao voltado para a

    instituio como um todo e a obteno de resultados satisfatrios pressupem alguns

    requisitos bsicos, a saber:

    compromisso explicito por parte dos dirigentes;

    envolvimento direto e coletivo da comunidade acadmica em seus diferentes

    momentos;

    existncia de uma equipe de coordenao;

    informaes vlidas e confiveis;

    participao de membros da comunidade externa;

    uso efetivo dos resultados.

    Implantar uma poltica de avaliao institucional no tarefa simples. O esforo neste

    sentido ser recompensado pela construo de um processo contnuo de aperfeioamento do

    desempenho acadmico, do planejamento da gesto institucional e de prestao de contas

    sociedade. Esses procedimentos sero concretizados mediante a articulao entre as

    atividades-meio e as atividades-fim e tendo por base os princpios estratgicos aqui propostos:

    Democracia e participao: a natureza democrtica e participativa da avaliao

    fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento do sistema de avaliao

    institucional e esta participao deve ser exercida por todos os atores envolvidos. A

    proposta garantir uma auto-avaliao participativa, dinmica, ativa e de adeso

    voluntria, tornando o processo atraente e convidativo.

    Globalidade: as experincias anteriores reportam somente avaliao do ensino da

    graduao. A proposta atual de avaliar a Universidade como um todo e no em

    partes fragmentadas, o que permitir uma viso geral e abrangente da UFPA. Neste

    caso, a avaliao far-se- em todas as dimenses do ensino, da pesquisa e da

    extenso, da gesto, dos docentes, dos tcnico-administrativos, dos alunos e de

    todos os atores e todas as atividades desenvolvidas pela UFPA.

    224

  • Gradualidade: a avaliao interna na UFPA no se reduzir ao simples

    levantamento de dados, sua anlise e a produo de um relatrio final. A proposta

    de construo de um processo gradual, permanente e sistemtico, capaz de

    mensurar a relao entre o Projeto Pedaggico Institucional, o Plano de

    Desenvolvimento da UFPA e a sua prtica, e de garantir, outrossim, a qualidade de

    suas atividades visando uma melhor eficincia das aes futuras da instituio.

    Legitimidade: a avaliao institucional na UFPA deve revestir-se de elevado grau

    de seriedade e correo, utilizando critrios avaliativos com ampla legitimidade

    tcnica (que requer o uso de metodologias adequadas, de modo a garantir a

    identificao de indicadores de natureza quali-quantitativa) e poltica (conquistada

    pela efetiva participao de toda a comunidade na construo do processo

    avaliativo e no uso dos resultados por ele gerados).

    No premiao e no punio: premiar ou punir no o objetivo da proposta. A

    avaliao deve ser formativa e identificar pontos fortes e pontos fracos como meio

    de apoiar o contnuo aperfeioamento do desempenho da instituio e de avaliar o

    efeito e a eficincia das estratgias implantadas para o alcance da excelncia.

    Respeito Identidade Institucional: o desempenho institucional deve ser

    analisado em funo de sua misso, sua viso, seus princpios, seus projetos, sua

    relevncia social, sua cultura institucional e sua realidade social, econmica e

    poltica.

    Transparncia: a auto-avaliao, em suas diferentes etapas, fases e procedimentos,

    deve ser a mais transparente possvel, assegurando o debate e a divulgao dos seus

    resultados a toda a comunidade.

    Cada um desses princpios contribui significativamente para que o processo de auto-

    avaliao da UFPA seja o mais abrangente, transparente e fidedigno possvel.

    Lembramos que a avaliao requer parmetros e decises claros; a definio de um

    caminho legtimo para a sua concretizao; a construo coletiva dos instrumentos de coleta

    de dados e a composio criteriosa da equipe de gestores da avaliao interna.

    A gesto da avaliao institucional no mbito da UFPA ser exercida de forma

    compartilhada pela Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional

    (PROPLAN) e pela Comisso Prpria de Avaliao da UFPA (CPA/UFPA).

    A PROPLAN, por meio do seu Departamento de Avaliao Institucional (DEAVI),

    dever:

    225

  • coordenar e executar a poltica de avaliao interna e;

    definir procedimentos tcnicos a serem adotados para a execuo das aes de auto-

    avaliao.

    A CPA, que tem suas atribuies definidas no artigo 11 da Lei do SINAES, atuar

    como rgo colegiado na definio de polticas e diretrizes do programa de auto-avaliao, na

    orientao dos processos de avaliao internos, de sistematizao e de prestao das

    informaes solicitadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP).

    Nas unidades acadmicas e administrativas e nas demais unidades de ponta, a

    execuo das atividades de avaliao dar-se- por meio das divises responsveis pelas

    atividades, conforme o caso.

    As dimenses consideradas no processo de avaliao interna (Anexo A) sero aquelas

    estabelecidas pela Lei n 10.861/2004, Art. 3, e outras que sejam consideradas relevantes

    pelos atores envolvidos, tendo em vista a compreenso da misso, identidade institucional e

    especificidades institucionais.

    Os mecanismos de avaliao interna da UFPA devem contemplar as especificidades

    institucionais, permitir o autoconhecimento crtico, a anlise das aes propostas no Plano de

    Desenvolvimento e o contnuo aperfeioamento do desempenho institucional.

    226

  • 5 METODOLOGIA

    O universo da avaliao institucional no mbito da Universidade Federal do Par

    constitudo dos sujeitos acadmicos1, dos cursos de graduao e de ps-graduao (lato e

    stricto sensu), dos projetos de pesquisa, dos programas e projetos de extenso integrados ao

    ensino e/ou pesquisa, dos hospitais universitrios e dos setores administrativos.

    Considerando-se que a proposta de institucionalizao do processo de auto-

    avaliao, as aes desenvolvidas neste mbito no devero estar atreladas a datas marcadas

    para incio e fim e devem se caracterizar pela presena permanente ao longo do tempo.

    Contudo, determinadas atividades de avaliao podem ser priorizadas por questes

    relacionadas aos planos e projetos institucionais.

    A execuo desta proposta de auto-avaliao prev a ocorrncia de quatro etapas,

    algumas das quais podem ser desenvolvidas simultaneamente e outras podem ocorrer em

    momentos distintos, dependendo do grau de sensibilizao e de amadurecimento dos atores

    envolvidos em relao s aes que se desenvolvero em suas unidades acadmico-

    administrativas. So etapas:

    1) Preparao

    elaborao da proposta de avaliao.

    2) Sensibilizao

    realizao de eventos de sensibilizao e de apresentao do SINAES e da

    proposta de avaliao.

    3) Execuo da Proposta

    sistematizao de demandas;

    elaborao do roteiro de auto-avaliao;

    construo dos instrumentos de coleta de dados;

    construo do formato dos relatrios;

    definio da metodologia de anlise e interpretao dos dados;

    coleta, anlise e interpretao dos dados.

    4) Consolidao

    elaborao de relatrios;

    publicao dos resultados;

    balano crtico; 1 O termo sujeitos acadmicos compreende os corpos docente, tcnico-administrativos e discentes.

    227

  • uso efetivo dos resultados;

    meta-avaliao.

    Diagrama do Processo de Auto-Avaliao

    Preparao

    Execuo da

    Proposta

    Consolidao

    Sensibilizao

    Os dados quantitativos sero extrados dos relatrios das unidades acadmicas e

    administrativas; do Censo da Educao Superior realizado pelo INEP; da Fita Espelho do

    Sistema Integrado de Administrao de Recursos Humanos (SIAPE) e dos Sistemas

    Corporativos que integraro o Sistema de Informaes para o Ensino (SIE/UFPA), a saber:

    Sistema de Acompanhamento das Atividades Docentes (SAAD);

    Sistema de Controle Acadmico (SISCA);

    Sistema de Planejamento e Oramento (SISPLO);

    Sistema de Ps-Graduao (SPG);

    Sistema de Recursos Humanos (SISRH).

    228

  • Os dados qualitativos sero coletados por meio de instrumentais criados a partir da

    elaborao do Roteiro de Auto-Avaliao.

    Os resultados da Avaliao dos Cursos de Graduao e do Exame Nacional de

    Avaliao de Desempenho dos Estudantes tambm sero incorporados ao processo de auto-

    avaliao da UFPA.

    Considerando a importncia e abrangncias distintas das dez dimenses avaliativas do

    SINAES, fundamental observar a natureza das atividades contempladas nas diferentes

    dimenses. Algumas, apresentam maior importncia com vistas concretizao do projeto

    institucional e, por isso, dizem respeito s atividades finalsticas, enquanto outras se referem

    aos procedimentos organizativos e operacionais.

    As atividades finalsticas abrangem os recursos necessrios execuo do ensino, da

    pesquisa e da extenso, incluindo suas responsabilidades e compromissos com a sociedade.

    As dimenses com estas caractersticas so:

    Dimenso 2: Perspectiva Cientfica e Pedaggica Formadora: polticas, normas

    e estmulos para o ensino, a pesquisa e a extenso (abrange todos os resultados

    do trabalho acadmico, considerando as atividades de ensino de graduao e

    ps-graduao, pesquisa e extenso);

    Dimenso 3: Responsabilidade Social da IES (avalia a interao e o

    cumprimento dos compromissos da instituio para com a sociedade, do ponto

    de vista da misso educativa e cientfica de uma IES);

    Dimenso 5: Polticas de Pessoal, Carreira, Aperfeioamento, Condies de

    Trabalho;

    Dimenso 7: Infra-Estrutura Fsica e Recursos de Apoio.

    Os processos avaliativos destas dimenses sero coordenados pelo DEAVI e pela

    CPA, que atuaro de forma articulada com as comisses de avaliao das Pr-Reitorias afins.

    importante observar a transversalidade da dimenso 3 e destacar que as dimenses 5 e 7

    envolvem todos os recursos humanos, fsicos e de infra-estrutura disponveis para a realizao

    das atividades acadmicas.

    As demais dimenses dizem respeito aos procedimentos organizativos e operacionais e

    a coordenao de seus processos avaliativos far-se- de forma compartilhada entre a equipe

    do DEAVI e membros da CPA, que juntos articularo com representantes da comunidade

    acadmica que atuam na rea referente a cada uma dessas dimenses com vistas a obter

    subsdios para a criao dos instrumentos e procedimentos de avaliao.

    229

  • O projeto de Avaliao e Acompanhamento dos Cursos de Graduao da UFPA

    dever ser implementado e os atores envolvidos devem ter a clareza de que tanto a poltica de

    ensino da instituio como um todo, como os projetos pedaggicos de cada um de seus 312

    cursos necessitam de acompanhamento e avaliao que forneam informaes relevantes

    quanto eficincia e eficcia de suas polticas, programas e projetos.

    No que diz respeito s avaliaes relativas ps-graduao e pesquisa, que

    atualmente utilizam sistemas externos de avaliao j consolidados pela Coordenao de

    Aperfeioamento Coordenao de Aperfeioamento do Pessoal de Nvel Superior (CAPES) e

    pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq), ser

    necessrio a criao de sistemas prprios nessas reas.

    Quanto extenso, que historicamente no possua a cultura de avaliao, ser

    necessrio, no mbito da UFPA, ampla discusso e anlise dos indicadores criados por meio

    do Frum Nacional de Pr-Reitores de Extenso das Universidades Pblicas Brasileiras,

    propostos para a construo de diretrizes conceituais e polticas relacionadas s seguintes

    dimenses: poltica de gesto, infra-estrutura, relao universidade sociedade e plano

    acadmico. Assim sendo, tanto no mbito local quanto nacional, ainda dever ser percorrido

    um longo caminho para que se consolide um sistema de avaliao para as atividades de

    extenso.

    O Planejamento e a Gesto Universitria devem ser avaliados mediante critrios

    estabelecidos internamente, atravs de indicadores que abranjam processos, produtos e

    resultados, observando-se o equilbrio entre a gesto administrativa e a acadmica.

    necessrio assegurar que todo este esforo garanta a utilidade da avaliao para a

    melhoria do ensino, da pesquisa, da extenso e da gesto. Para tanto, preciso periodicamente

    refletir sobre os objetivos definidos, sobre os atores envolvidos, sobre as estratgias

    estabelecidas e sobre os instrumentos utilizados. Isto requer o planejamento de aes que

    permitam a meta-avaliao: elemento fundamental para que a UFPA possa avaliar o seu

    prprio sistema de avaliao e estabelecer procedimentos futuros para o alcance da

    excelncia.

    230

  • REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    CARVALHO, Sandra Maria de Azevedo. Subsdios para a implantao do processo

    permanente de uma poltica de avaliao institucional na Universidade Federal do Par.

    Belm, 2003. Monografia

    COSTA, Maria Jos Jackson (Org.). Avaliao institucional: desafio da Universidade diante

    de um novo sculo. Belm, 1997.

    MINISTRIO DE ESTADO DA EDUCAO. Comisso Nacional de Avaliao da

    Educao Superior. Avaliao externa de Instituies de Educao Superior: diretrizes e

    instrumento. Braslia: MEC, 2004

    __________. Comisso Nacional de Avaliao da Educao Superior. Roteiro de auto-

    avaliao institucional 2004. Braslia: MEC, 2004.

    __________. Lei n 10.861, de 14 de abril de 2004.

    __________. Portaria n 2.051, de 9 de julho de 2004.

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR. Pr-Reitoria de Ensino de Graduao e

    Administrao Acadmica. Projeto de avaliao institucional da Universidade Federal do

    Par, 1995 - 1996. Belm, 1995.

    __________. Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento. Plano de desenvolvimento

    da UFPA, 2001-2010. Belm: EDUFPA, 2003.

    __________. Pr-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento. Universidade Federal do

    Par em Nmeros 2005. Belm, 2005.

    WORKSHOP DE AVALIAO INSTITUCIONAL DAS UNIVERSIDADES DO

    NORDESTE E NORTE. O desafio das Universidades diante de um Novo Milnio: a

    importncia da avaliao institucional, 3., 1997, Belm. Anais... Belm: UFPA, 1997.

    231

  • A N E X O

    232

  • ANEXO A

    DIMENSES DA AUTO-AVALIAO

    As dimenses a serem consideradas no processo de auto-avaliao foram estabelecidas pela Lei n 10.861/04, art.3. No quadro a seguir, so apresentados alguns tpicos que permitem a operacionalizao dessas dimenses:

    Elementos Centrais: explicitados com a finalidade de nortear a elaborao dos instrumentos e das aes pertinentes ao desenvolvimento da auto-avaliao; Ncleo Bsico: contempla tpicos que devem integrar o processo de avaliao; Indicadores, Dados e Documentos: sugestes de indicadores, dados e documentos que podem contribuir para fundamentar e justificar as anlises e interpretaes.

    DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS NCLEO BSICO INDICADORES/DADOS/ DOCUMENTOS

    COORDENAO DE AVALIAO

    1) A Misso e o Plano de Desenvolvimento Institucional

    Natureza das atividades: procedimentos organizativos e

    operacionais

    A misso, finalidades, objetivos e compromissos declarados nos

    documentos oficiais da instituio explicitam sua poltica de oferta de

    formao, de autonomia, responsabilidade e participao dos

    estudantes e sua poltica de pesquisa, extenso e produo do

    conhecimento, caracterizando o perfil institucional em relao com a

    sociedade;

    O Plano de Desenvolvimento (PD) articula a proposio da instituio

    com o Projeto Pedaggico dos Cursos. Estes documentos, de conhecimento da comunidade

    acadmica, so avaliados e atualizados periodicamente, alm de

    usados como referncia para programas e projetos desenvolvidos

    Finalidades, objetivos e compromissos da instituio, explicitados em

    documentos oficiais;

    Concretizao das prticas pedaggicas e administrativas e suas relaes com os

    objetivos centrais da instituio, identificando resultados, dificuldades,

    carncias, possibilidades e potencialidades;

    Caractersticas bsicas do Plano de Desenvolvimento e suas relaes com o contexto social e econmico em que a

    instituio est inserida;

    Articulao entre o Plano de Desenvolvimento e o Projeto Pedaggico Institucional (PPI) no que diz respeito s atividades de ensino, pesquisa, extenso,

    gesto acadmica, gesto e avaliao institucional.

    Plano de Desenvolvimento;

    Projeto Pedaggico Institucional;

    Projeto Pedaggico dos Cursos;

    Efetiva utilizao do PD como referncia para programas e projetos desenvolvidos pelas unidades acadmicas e pela

    administrao (Reitoria, Pr-Reitorias);

    Avaliao e atualizao do PD (realizao de seminrios,

    reunies, consultas);

    Descrio do perfil de egressos (conhecimentos e competncias

    que devem adquirir durante a sua permanncia na Instituio);

    Descrio do perfil de

    DEAVI e CPA em articulao com

    representantes da rea.

    233

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    pelas unidades acadmicas e pela administrao central da instituio.

    ingressantes: com base nas demandas regionais e nacionais (conhecimentos e competncias

    que devem apresentar).

    2) Perspectiva Cientfica e Pedaggica Formadora:

    polticas, normas e estmulos para o ensino, a pesquisa e a extenso (abrange todos os

    resultados do trabalho acadmico, considerando as

    atividades de ensino de graduao e ps-graduao,

    pesquisa e extenso)

    Natureza das atividades: atividades finalsticas

    Ensino de Graduao e Ps-Graduao

    Relao das atividades de ensino com as demandas locais, regionais,

    nacionais e/ou internacionais, com os Projetos Pedaggicos dos Cursos e

    suas propostas curriculares, formuladas dentro de padres de qualidade cientfica e pedaggica

    objetivando qualificao profissional e a formao cidad;

    Apoio aos estudantes de graduao e ps-graduao por meio de bolsas

    de monitoria, bolsas de iniciao cientfica, tutorias, ofertas de estudos

    compensatrios gratuitos, bolsas trabalho entre outros, com vistas

    qualificao da sua formao;

    Articulao e proposio de uma poltica de ensino de graduao e/ou

    ps-graduao que estimule inovaes e a melhoria do ensino,

    incluindo a qualificao pedaggica dos docentes (atuao de setor de

    apoio pedaggico; espaos de partilha de experincias; ambientes

    de estudo para professores e estudantes com infra-estrutura de apoio; recursos para projetos de

    ensino inovadores; carga horria para

    Ensino de Graduao

    Concepo de currculo e organizao didtico-pedaggica (mtodos,

    metodologias, planos de ensino e de aprendizagem e avaliao da

    aprendizagem) de acordo com os fins da instituio, as diretrizes curriculares e a

    inovao da rea;

    Prticas pedaggicas, considerando a relao entre a transmisso de

    informaes e a utilizao de processos participativos de construo do

    conhecimento;

    Pertinncia dos currculos (concepo e prtica), tendo em vista os objetivos institucionais, as demandas sociais

    (cientficas, econmicas, culturais etc.) e as necessidades individuais;

    Prticas institucionais que estimulam a melhoria do ensino, a formao docente, o

    apoio ao estudante, a interdisciplinaridade, as inovaes

    didtico-pedaggicas e o uso das novas tecnologias no ensino.

    Ensino de Ps-Graduao

    Polticas institucionais para criao, expanso e manuteno da ps-graduao

    lato e stricto sensu;

    Currculos e programas de estudos;

    Mecanismos, acordos e concluses da reviso, atualizao

    e renovaes dos currculos e programas de estudo;

    Responsveis pelas aes de atualizao dos documentos da

    instituio;

    Sistematizao das atividades de extenso (programas, descrio

    de atividades, nmero de estudantes participantes);

    Acompanhamento e avaliao do impacto das atividades de

    extenso;

    Grupos de trabalho, bolsas outorgadas, estmulos pesquisa;

    Convnios e acordos com outras instituies pblicas e

    privadas, organizaes profissionais e empresariais,

    associaes, centros assistenciais;

    Indicadores de atividades cientficas (publicaes,

    existncia de grupos de pesquisa, patentes, entre outros);

    DEAVI e CPA em articulao com as

    Comisses de Avaliao da

    PROEG, PROPESP e PROEX.

    234

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    reunies e preparao de atividades de ensino; apoio participao em

    cursos de ps-graduao e em eventos acadmicos entre outros);

    Relao dos cursos de Mestrado, Doutorado, de Especializao e de

    Educao Continuada com o ensino de graduao e de acordo com a

    produo cientfica da instituio;

    Desenvolvimento de projetos estimulando as inovaes

    curriculares e metodolgicas.

    Pesquisa

    Relao das atividades de pesquisa com a dimenso curricular do ensino

    de graduao e ps-graduao, incluindo uma poltica de pesquisa

    concretizada em carga horria docente e infra-estrutura de apoio;

    Apoio para estudantes de graduao e ps-graduao

    participarem de pesquisas e de sua socializao, incluindo bolsas de

    iniciao cientfica, bolsas-sanduche, estgios e participao em

    eventos cientficos;

    Articulao e proposio de uma poltica de produo cientfica que

    inclua divulgao, publicao, relaes inter-institucionais,

    convnios, cooperaes e intercmbios nacionais e

    internacionais e/ou parceria com os

    Poltica de melhoria da qualidade da ps-graduao;

    Integrao entre graduao e ps-graduao;

    Formao de pesquisadores e de profissionais para o magistrio superior.

    Pesquisa

    Relevncia social e cientfica da pesquisa em relao aos objetivos

    institucionais, tendo como referncia as publicaes cientficas, tcnicas e

    artsticas, patentes, produo de teses, organizao de eventos cientficos,

    realizao de intercmbios e cooperao com outras instituies nacionais e

    internacionais, formao de grupos de pesquisa, polticas de investigao e de

    difuso dessas produes;

    Vnculos e contribuio da pesquisa para o desenvolvimento local/regional;

    Polticas e prticas institucionais de pesquisa para a formao de

    pesquisadores (inclusive iniciao cientfica);

    Articulao da pesquisa com as demais atividades acadmicas;

    Critrios para o desenvolvimento da pesquisa, participao dos pesquisadores

    em eventos acadmicos; publicao e divulgao dos trabalhos.

    Extenso

    Conceitos da CAPES;

    Indicadores de atuao profissional dos egressos;

    Indicador de publicaes (livros e captulos de livros,

    artigos publicados em revistas cientficas indexadas, trabalhos

    publicados em anais, propriedade intelectual, publicaes

    eletrnicas).

    235

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    movimentos sociais, setores produtivos, agncias governamentais

    e sistemas de ensino.

    Extenso

    Relao das atividades de extenso com a dimenso curricular do ensino

    de graduao e ps-graduao, incluindo uma poltica de extenso,

    concretizada com a cobertura de carga horria docente e infra-estrutura de apoio, em linhas e

    prioridades, de acordo com a misso da UFPA;

    Apoio para estudantes de graduao e ps-graduao

    participarem de projetos de extenso e de sua socializao, incluindo bolsas de extenso, estgios e

    participao em eventos;

    Articulao e proposio de uma poltica de extenso que inclua

    divulgao, publicao, relaes inter-institucionais, convnios,

    cooperaes e intercmbios e/ou parcerias com os movimentos

    sociais, setores produtivos, agncias governamentais e sistemas de ensino.

    Concepo de extenso e de interveno social afirmada no Plano de

    Desenvolvimento;

    Articulao das atividades de extenso com o ensino e a pesquisa e com as

    necessidades e demandas do entorno social;

    Participao dos estudantes nas aes de extenso e interveno social e o

    respectivo impacto em sua formao.

    3) Responsabilidade Social da IES (avalia a interao e o

    cumprimento dos compromissos da instituio para com a

    sociedade, do ponto de vista da misso educativa e cientfica de

    Incluso Social

    Relao das polticas institucionais com processos de incluso social, envolvendo a alocao de recursos

    que sustentem o acesso e permanncia dos estudantes (bolsas

    Transferncia de conhecimento e importncia social das aes

    universitrias e impactos das atividades cientficas, tcnicas e culturais, para o desenvolvimento regional e nacional;

    Natureza das relaes com os setores

    Critrios que a instituio utiliza para a abertura de cursos e

    ampliao de vagas;

    Contribuio da instituio na criao de conhecimentos para o

    desenvolvimento cientfico,

    A natureza das atividades

    contempladas nessa dimenso deve

    permear as demais dimenses.

    236

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    uma IES)

    Natureza das atividades: atividades finalsticas

    de estudo, subveno para alimentao, transporte e alojamento

    estudantil, facilidades para portadores de necessidades especiais, financiamentos alternativos e outros).

    Desenvolvimento Econmico e Social

    Aes e programas que concretizem e integrem as diretrizes curriculares com os setores sociais e

    produtivos, incluindo o mercado profissional, podendo expressar-se

    por relaes com escolas, assistncia judiciria, associaes de bairro, movimentos sociais, conselhos

    tutelares, campanhas de sade, postos de sade, cooperativas, incubadoras,

    empresas juniores, escritrios tecnolgicos, escritrios de captao

    de recursos, estgios em setores profissionais especficos, prestao de servios, parcerias de trabalho com rgos pblicos e privados;

    Experincias de produo e transferncia de conhecimentos,

    tecnologias e dispositivos decorrentes das atividades cientficas,

    tcnicas e culturais, que atendam a demandas de desenvolvimento local,

    regional, nacional e internacional, bem como do meio rural e/ou meio urbano, incluindo o registro de seus

    resultados.

    Meio Ambiente

    pblico e produtivo, com o mercado de trabalho e com instituies sociais,

    culturais e educativas de todos os nveis;

    Aes voltadas ao desenvolvimento da democracia, promoo da cidadania, de

    ateno a setores sociais excludos, polticas de ao afirmativa etc.

    tcnico ou cultural;

    Caracterizao e pertinncia das atividades da UFPA nas reas de educao, sade, lazer, cultura,

    cidadania, solidariedade, organizaes econmicas e

    sociais, meio ambiente, patrimnio cultural, planejamento

    urbano, desenvolvimento econmico, entre outras;

    Descrio e sistematizao das atividades relacionadas com cooperativas, ONGs, corais,

    centros de sade, escolas, clubes, sindicatos, partidos polticos ou

    outras;

    Evidncias da vinculao dessas atividades com o

    desenvolvimento das finalidades da instituio;

    Dados sobre bolsas, descontos e outras evidncias de polticas

    institucionais de incluso de estudantes em situao econmica

    desfavorecida;

    Lista de estudantes, docentes e tcnico-administrativos

    portadores de necessidades especiais. Estratgias pedaggico-

    didticas empregadas;

    Convnios e acordos com outras instituies pblicas e

    privadas, organizaes

    237

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    Aes e programas que concretizem e integrem as diretrizes

    curriculares com as polticas relacionadas com a preservao do

    meio ambiente, estimulando parcerias e transferncia de

    conhecimentos;

    Experincias de produo e transferncia de conhecimentos,

    tecnologias e dispositivos decorrentes das atividades cientficas, tcnicas e culturais que sirvam para a

    preservao e melhoria do meio ambiente no mbito local e regional,

    em espaos rurais e/ou urbanos.

    Preservao da memria e do Patrimnio Cultural

    Aes e programas que concretizem e integrem as diretrizes

    curriculares com as polticas relacionadas ao patrimnio histrico e cultural, visando sua preservao e estimulando parcerias e transferncia

    de conhecimentos;

    Experincias de produo e transferncia de conhecimentos,

    tecnologias e dispositivos decorrentes das atividades cientficas,

    tcnicas e culturais que sirvam preservao da memria e do

    patrimnio cultural no mbito local, regional, nacional/internacional.

    profissionais e empresariais, associaes, centros assistenciais.

    238

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    4) Comunicao com a Sociedade

    Natureza das atividades: procedimentos organizativos e

    operacionais

    Consistncia e exeqibilidade das propostas de comunicao com a sociedade, constituindo-se como

    referncia na identificao e soluo de problemas de natureza social,

    tcnica, organizacional, econmica, cultural e ecolgica;

    Consistncia e exeqibilidade das propostas de comunicao com a

    comunidade interna, favorecendo a socializao das informaes e

    qualificando a participao coletiva nas atividades da UFPA, envolvendo

    a relao entre os cursos e demais instncias acadmicas.

    Estratgias, recursos e qualidade da comunicao interna e externa;

    Imagem pblica da instituio nos meios de comunicao social.

    Meios e canais de comunicao utilizados para publicizar as atividades da instituio na

    comunidade externa;

    Regimentos e manuais de circulao interna informando

    sobre procedimentos;

    Folhetos e jornais para divulgao interna, existncia de

    pginas na internet para divulgao. Anlises sobre sua

    eficcia;

    Guias do aluno ou semelhante que contenha informaes sobre

    Projeto Pedaggico do curso, disciplinas, crditos, horrios de

    funcionamento e outros;

    Questionrios destinados aos membros dos diversos segmentos

    da instituio avaliando a efetividade da comunicao e a circulao das informaes na

    instituio;

    Questionrios para os estudantes, docentes e tcnico-

    administrativos indagando e avaliando as estratgias mais eficazes e os problemas na circulao das informaes;

    Procedimentos de recepo de sugestes e procedimentos de

    resposta.

    DEAVI e CPA em articulao com

    representantes da rea.

    239

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    5) Polticas de Pessoal, Carreira, Aperfeioamento,

    Condies de Trabalho

    Natureza das atividades: atividades finalsticas

    Coerncia entre objetivos e compromissos institucionais e

    polticas de admisso, acompanhamento e desenvolvimento

    profissional do pessoal docente e tcnico-administrativo;

    Relao entre regime de trabalho, tarefa docente ou tcnica, titulao

    docente e tcnica e o perfil institucional;

    Congruncia das iniciativas de formao continuada com as

    atividades realizadas por professores e pessoal tcnico-administrativo.

    Planos de carreira regulamentados para docentes e funcionrios tcnico-

    administrativos com critrios claros de admisso e de progresso;

    Programas de qualificao profissional e de melhoria da qualidade de vida para os docentes e tcnico-administrativos;

    Clima institucional, relaes inter-pessoais, estrutura de poder, graus de

    satisfao pessoal e profissional.

    Docentes

    N de docentes em tempo integral, parcial e substitutos;

    N de docentes doutores, mestres e especialistas com

    respectivo regimes de trabalho;

    Experincia profissional no magistrio superior;

    Experincia profissional fora do magistrio superior;

    Formao didtico-pedaggica;

    N. de publicaes por docente;

    Critrios de ingresso na instituio e de progresso na

    carreira;

    Polticas de capacitao e de avaliaes de desempenho;

    Pesquisas e/ou estudos sobre as condies de trabalho dos

    docentes;

    Conceito da CAPES/MEC para a Ps-graduao stricto sensu*;

    ndice de Qualificao do Corpo Docente (IQCD);

    Produo acadmica/docentes;

    Aluno tempo integral/professor equivalente*;

    Grau de envolvimento com

    Comisso de Avaliao da

    PROGEP.

    240

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    ps-graduao;

    Grau de envolvimento com pesquisa;

    Grau de envolvimento com extenso.

    Tcnico-Administrativo

    N de servidores tcnico-administrativos;

    Escolaridade dos servidores tcnico-administrativos;

    Envolvimento de servidores tcnico-administrativos com

    pesquisa e extenso;

    Experincia profissional;

    Critrios de ingresso na instituio;

    Critrios de progresso na carreira;

    Polticas de capacitao;

    Avaliaes de desempenho;

    Pesquisas e/ou estudos sobre a satisfao dos servidores tcnico-administrativos com as condies

    de trabalho e formao;

    Pessoal tcnico-administrativo equivalente/docente equivalente;

    Aluno tempo integral/pessoal tcnico-administrativo

    241

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO equivalente.

    6) Organizao e Gesto da Instituio (a estrutura

    organizacional constante dos documentos da Instituio e sua

    coerncia com a gesto institucional; o funcionamento

    dos rgos colegiados)

    Natureza das atividades: procedimentos organizativos e

    operacionais

    Independncia e autonomia dos colegiados na relao com a

    mantenedora, atendendo a critrios de representatividade e participao

    dos diferentes atores na gesto;

    Adequao da gesto ao cumprimento dos objetivos e metas

    constantes no Projeto de Desenvolvimento Institucional e

    coerente com a estrutura organizacional real.

    Existncia de plano de gesto e/ou plano de metas: adequao da gesto ao cumprimento dos objetivos e projetos

    institucionais e coerncia com a estrutura organizacional oficial e real;

    Funcionamento, composio e atribuio dos rgos colegiados;

    Uso da gesto e tomadas de deciso institucionais em relao s finalidades

    educativas;

    Uso da gesto estratgica para antecipar problemas e solues;

    Modos de participao dos atores na gesto (consensual, normativa,

    burocrtica);

    Investimento na comunicao e circulao da informao (privativa da

    gesto central ou fluida em todos nveis).

    Atas dos rgos colegiados;

    Regulamentos internos, normas acadmicas, regimentos e estatutos da instituio;

    Funcionamento do sistema de registro acadmico;

    Funcionamento do sistema e recursos de informao;

    Mecanismos de controle de normas acadmicas;

    Organogramas.

    DEAVI e CPA em articulao com

    representantes da rea.

    7) Infra-Estrutura Fsica e Recursos de Apoio

    Natureza das atividades: atividades finalsticas

    Adequao da infra-estrutura fsica da instituio a suas funes,

    dimenso e objetivos, em relao visvel entre meios e fins e

    desenvolvimento de prticas pedaggicas e cientficas inovadoras;

    Poltica de atualizao e reposio de equipamentos, de manuteno e

    atualizao do acervo das bibliotecas, atendendo exigncias de qualidade

    acadmica e necessidades de professores e estudantes;

    Adequao da infra-estrutura (salas de aula, biblioteca, laboratrios, reas de

    lazer, transporte, hospitais, equipamentos de informtica, rede de informaes e outros) em funo das atividades de

    ensino, pesquisa e extenso;

    Polticas institucionais de conservao, atualizao, segurana e de estmulo

    utilizao dos meios em funo dos fins;

    Utilizao da infra-estrutura no desenvolvimento de prticas pedaggicas

    N. de salas de aula;

    N. de instalaes administrativas;

    N. e condies das salas de docentes;

    N. e condies das salas de reunies;

    N. e condies dos gabinetes de trabalho;

    N. e condies das salas de

    Comisso de Avaliao da

    PROAD e Prefeitura

    Multicampi.

    242

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    Preocupao com o conforto das instalaes, com segurana no campus, com o bem estar da

    comunidade acadmica, incluindo condies de acesso e permanncia

    dos portadores de necessidades especiais.

    inovadoras. conferncia e auditrios;

    N. e condies das instalaes sanitrias;

    Existncia de reas de convivncia;

    Acessos para portadores de necessidades especiais;

    N. de equipamentos (informtica, laboratrios, apoio

    administrativo);

    N. de Bibliotecas (central e setoriais);

    Acesso a bases de dados e bibliotecas virtuais;

    No. de livros, peridicos e ttulos em geral;

    N. e condies de laboratrios de informtica;

    N. de equipamentos de informtica e condies de uso e

    acesso pelos estudantes;

    N. e condies de laboratrios especficos;

    Descrio do plano de segurana, proteo de riscos e

    proteo ambiental;

    Questionrios de satisfao dos usurios sobre as instalaes em

    geral e especialmente sobre a biblioteca, laboratrios e

    243

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    equipamentos de informtica.

    8) Planejamento e Avaliao

    Natureza das atividades: procedimentos organizativos e

    operacionais

    Relao entre o Plano de Desenvolvimento, os Projetos

    Pedaggicos dos Cursos e a auto-avaliao institucional, incluindo a definio de aes futuras com a

    participao da comunidade acadmica;

    Desenvolvimento de metodologias participativas de auto-avaliao; de

    anlise e reflexo sobre os resultados alcanados na avaliao.

    Adequao e efetividade do (plano estratgico) planejamento geral da

    instituio e sua relao com o Projeto Pedaggico Institucional e com os projetos pedaggicos dos cursos;

    Procedimentos de avaliao e acompanhamento do planejamento

    institucional, especialmente das atividades educativas.

    Projeto Pedaggico Institucional;

    Projeto Pedaggico dos cursos;

    Relatrios parciais de auto-avaliao;

    Aes decorrentes das concluses das avaliaes j

    realizadas;

    N de eventos e seminrios de difuso dos processos de auto-

    avaliao.

    DEAVI e CPA em articulao com

    representantes da rea.

    9) Polticas de Atendimento aos Estudantes

    Natureza das atividades: procedimentos organizativos e

    operacionais

    Impacto das polticas de seleo e acompanhamento de estudantes

    definidas nos objetivos institucionais sobre sua permanncia e sucesso

    acadmico;

    Estmulo participao dos estudantes concretizada em posies

    de gesto acadmica, de ao comunitria e de representao

    poltica;

    Existncia de programas de educao continuada com base nas

    demandas da sociedade e dos egressos, incluindo a manuteno de

    servios e programas que visem o apoio s necessidades dos estudantes

    atuais.

    Estudantes

    Polticas de acesso, seleo e permanncia de estudantes (critrios

    utilizados, acompanhamento pedaggico, espao de participao e de convivncia) e sua relao com as polticas pblicas e

    com o contexto social;

    Polticas de participao dos estudantes em atividades de ensino (estgios,

    tutoria), Iniciao Cientfica, Extenso, avaliao institucional, atividades de

    intercmbio estudantil;

    Mecanismos/sistemticas de estudos e anlises dos dados sobre ingressantes, evaso/abandono, tempos mdios de

    concluso, formaturas, relao professor/aluno e outros estudos tendo em

    Pesquisas ou estudos sobre os egressos e/ou empregadores dos

    mesmos;

    Dados sobre a ocupao dos egressos;

    Evidncias de atividades de formao continuada para os

    egressos;

    N de Candidatos;

    N de Ingressantes;

    N de Estudantes matriculados por curso;

    N de Estudantes com bolsas;

    N mdio de estudantes por turma;

    DEAVI e CPA em articulao com

    representantes da rea.

    244

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    vista a melhoria das atividades educativas;

    Acompanhamento de egressos e de criao de oportunidades de formao

    continuada.

    Egressos

    Insero profissional dos egressos;

    Participao dos egressos na vida da Instituio.

    N de bolsas e estmulos concedidos;

    N de intercmbios realizados;

    N de eventos realizados;

    N de participaes em eventos;

    N de trabalhos de estudantes publicados;

    Taxa de Sucesso na Graduao (TSG);

    Grau de Participao Estudantil (GPE);

    Grau de Envolvimento Discente com Ps-Graduao

    (GEPG);

    Tempo mdio de concluso do curso;

    Aluno tempo integral/professor;

    Aluno tempo integral/pessoal tcnico-administrativo

    equivalente.

    10) Sustentabilidade Financeira

    Natureza das atividades: procedimentos organizativos e

    operacionais

    Relao compatvel entre a quantidade e o tipo de cursos e

    atividades oferecidas e os recursos necessrios para viabiliz-los,

    assegurando o padro de qualidade proposto no Plano de

    Sustentabilidade financeira da instituio e polticas de captao e

    alocao de recursos;

    Polticas direcionadas aplicao de recursos para programas de ensino,

    Custo corrente/aluno equivalente;

    Aluno tempo integral/tcnico-administrativo;

    Planilha de contratao de

    DEAVI e CPA em articulao com

    representantes da rea.

    245

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    Desenvolvimento;

    Congruncia entre planos de desenvolvimento de pessoal,

    incluindo obrigaes trabalhistas, atualizao de infra-estrutura e apoio e s condies para implement-los;

    Controle demonstrativo das despesas efetivas em relao s

    despesas correntes, de custeio, de pessoal e investimentos, e

    cumprimento das obrigaes legais.

    pesquisa e extenso. pessoal docente;

    Planilha de contratao de pessoal tcnico-administrativo;

    Planilha financeira que compe o PDI;

    Tabela de cursos oferecidos (graduao, ps-graduao,

    seqenciais e a distncia) pela IES;

    Folhas de pagamento dos docentes e dos tcnico-

    administrativos (ltimos 6 meses);

    Planilha de liberao de verbas para capacitao de docentes e

    tcnico-administrativos;

    Planilha de liberao de verbas para auxlio de custo para

    participao em eventos pelos discentes;

    Planilha de gastos com multas (trabalhistas e outras);

    Relao oramento/gastos (semestral e anual);

    Relao ingressantes/concluintes;

    Relao docentes em capacitao/docentes capacitados

    (em nvel de ps-graduao especializao, mestrado e

    doutorado);

    246

  • DIMENSES ELEMENTOS CENTRAIS INDICADORES/DADOS/ COORDENAO DE NCLEO BSICO DOCUMENTOS AVALIAO

    Relao dos tcnicos-administrativos em capacitao/ capacitados (em nvel de ps-

    graduao: especializao, mestrado e doutorado).

    247

  • ANEXO C FORMULRIO ELETRNICO DE PESQUISA COM OS EGRESSOS DA FPA

    QUESTIONRIO DE PESQUISA

    EGRESSOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR A PARTIR DO ANO DE 1990

    Prezado(a) ex-aluno(a), Este um instrumento de auto-avaliao da Universidade Federal do Par, que tem por finalidade conhecer a sua opinio acerca de sua formao acadmica e de sua atuao profissional, visando, principalmente, a melhoria da qualidade do ensino de graduao ofertado por esta Instituio. Sua opinio muito importante para ns que fazemos a UFPA. Seja parceiro(a) na construo de uma Universidade comprometida com os princpios da qualidade, eficincia e excelncia acadmica. Ressaltamos que as informaes so confidenciais e sero utilizadas apenas para avaliao e estudos institucionais. Maiores informaes pelo telefone (91) 3201-7290 ou pelo endereo eletrnico deavi@ufpa.br.

    BLOCO I INFORMAES PESSOAIS

    Nmero de Matrcula:

    Nome do Curso:

    Nome: (preencha este campo somente se existir alguma diferena entre o seu nome atual e poca em que era discente)

    1. Endereo eletrnico:

    2. Gnero:

    Masculino Feminino

    3. Cor ou Raa:

    Branca Negra Parda Amarela Indgena

    4. Portador(a) de necessidades especiais:

    Nenhuma Auditiva Fsica Visual Mental Mltiplas

    248

    mailto:deavi@ufpa.br

  • 5. Data de nascimento: (dd/mm/aaaa)

    6. Nacionalidade:

    Brasileira Estrangeira

    7. Naturalidade: (Cidade/Estado)

    8. Endereo residencial: R., Av., Tv.

    Nmero:

    Bairro:

    Cidade:

    Estado:

    Acre Paraba Alagoas Paran Amap Pernambuco Amazonas Piau Bahia Santa Catarina Cear So Paulo Distrito Federal Sergipe Esprito Santo Rio de Janeiro Gois Rio Grande do Norte Maranho Rio Grande do Sul Mato Grosso Rondnia Mato Grosso do Sul Roraima Minas Gerais Tocantins Par Outros Pases

    Telefone: Celular:

    9. Estado civil:

    Solteiro(a) Casado(a) Separado(a)/desquitado(a)/divorciado(a) Vivo(a) Outro

    BLOCO II INFORMAES ACADMICAS

    GRADUAO

    10. Quantidade de cursos realizados na UFPA:

    249

  • 11. Forma de ingresso:

    Vestibular Processo Seletivo Mobilidade Acadmica (Vestibulinho) Transferncia

    Semestre/ano de ingresso:

    Semestre/ano de sada:

    12. Forma de sada:

    Diplomado Desistente Excludo Prescrito Transferido Se desistente, excludo ou transferido, informe o por qu e passe para o Bloco IV. Se diplomado, passe para as questes seguintes.

    13. Em relao durao do curso, acha que o tempo foi suficiente?

    Sim No Se no, qual a sua sugesto:

    Aumentar

    Diminuir

    14. Marque, a seguir, a(s) atividade(s) acadmica(s) da(s) qual(is) voc participou durante o seu Curso de Graduao na UFPA:

    Estgio Extenso Monitoria Programa de Bolsas de Iniciao Acadmica (PBIA) Programa Especial de Treinamento (PET) Programa Institucional de Bolsas de Iniciao Cientfica (PIBIC) Programa de Iniciao a Pesquisa (PIPES) Empresa Jnior Participao em eventos cientficos em sua rea de formao No participei de nenhuma atividade extracurricular Outras

    Qual(is)?

    15. Quanto ao processo de ensino/aprendizagem, marque a opo que melhor se adequa: Organizao do currculo (distribuio da grade curricular)

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    250

  • Relao entre aulas tericas e prticas

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    Acervo bibliogrfico disponvel

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    Mtodo de avaliao

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    Atividades relacionadas extenso

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    16. Quanto s atividades prticas de campo/estgio, marque a opo que melhor se adequa: Campos de estgio

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    Estratgia de superviso

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio Se insatisfatrio, por que?

    Aprendizado proporcionado

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    251

  • Se insatisfatrio, por que?

    Tempo e durao

    Suficiente Insuficiente

    17. possvel detectar, no conjunto de disciplinas do seu curso, reas mais prestigiadas ou com franca expanso no seu campo profissional?

    Sim No Se positivo, qual(is)?

    18. Alm do que voc j mencionou anteriormente, voc poderia destacar outros pontos fortes do seu curso?

    19. Analisando o conjunto de disciplinas do seu curso, possvel detectar alguma(s) desnecessria(s) ou ultrapassada(s)?

    Sim No Se positivo, qual(is)?

    20. Alm do que voc j mencionou anteriormente, voc poderia destacar outros pontos a melhorar do seu curso?

    21. Com os conhecimentos adquiridos no curso, qual das opes a seguir melhor se adequa sua capacidade de desempenhar suas funes profissionais?

    Capaz de lidar, interagir com quem domina tais funes profissionais Capaz de desempenhar essas funes mediante treinamento adicional Capaz de desempenhar essas funes sob superviso Capaz de desempenhar tais funes com pouco auxlio no mbito geral do campo profissional Capaz de desempenhar tais funes no mbito pleno do campo profissional, com autonomia e mesmo sobre presso

    22. Quanto ao corpo docente, marque a opo que melhor se adequa: Domnio dos contedos das disciplinas

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    252

  • Recursos didtico-pedaggicos

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    Assiduidade

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    Pontualidade

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    Atendimento extra-classe

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    Estmulo ao aprendizado

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    Adaptao do mtodo de trabalho s caractersticas da turma

    Muito satisfatrio Satisfatrio Insatisfatrio

    23. Voc pretende retornar Universidade para participar de outra atividade educacional?

    Curso de Graduao Presencial Curso de Graduao a Distncia Curso de Extenso Curso de Especializao/Aperfeioamento Curso de Mestrado ou Doutorado na rea Curso de Mestrado ou Doutorado em outra rea Curso de Ps-Doutorado Cursos de curta durao No

    24. Voc pretende retornar Universidade para participar de alguma outra atividade?

    Cultural Artstica Esportiva/Recreativa Seminrio/Conferncias/Palestras No

    253

  • 25. Indique seu grau de satisfao em relao formao adquirida na UFPA:

    Muito satisfeito Satisfeito Insatisfeito Se insatisfeito, por que?

    PS-GRADUAO

    26. Voc concluiu ou est cursando algum curso de ps-graduao?

    Sim No

    27. Caso voc tenha concludo mais de um curso de ps-graduao, por favor responda apenas sobre o de maior nvel:

    Nvel:

    Especializao Mestrado Doutorado Grande rea:

    rea:

    Programa/Curso:

    Local:

    Na UFPA Outra instituio brasileira Outra instituio estrangeira

    Concluso: (aaaa)

    28. Por que a opo pela ps-graduao? (assinalar mais de uma alternativa, caso necessrio) Seguir carreira acadmica/pesquisa Aprimorar os conhecimentos Exigncia do mercado de trabalho Opo financeira imediata Outra

    Qual?

    254

  • BLOCO III INFORMAES PROFISSIONAIS (as questes 30 a 32, se referem formao na graduao)

    29. Durante sua graduao na UFPA voc exercia alguma atividade remunerada?

    Sim, na rea de formao Sim, em outra rea No

    30. Com referncia a sua rea da atuao, marque a opo que melhor se adequa:

    Nunca atuei em minha rea de formao J atuei em minha rea de formao, no momento no Atuo em minha rea de formao. Neste caso, passe para a questo 32

    31. Caso no esteja atuando em sua rea de formao, marque o item que caracteriza seu ingresso em outra rea:

    Falta de emprego em minha rea de formao J trabalhava em outras atividades antes de me formar Salrio mais atrativo/melhores oportunidades Formao insuficiente Progresso funcional Outro Qual?

    32. Quanto tempo decorreu desde a sua formatura at o ingresso no seu primeiro emprego em sua rea de formao?

    At 3 meses De 3 a 6 meses De 6 a 12 meses Acima de 12 meses Nunca trabalhei em minha rea de formao

    33. Qual a sua atual situao profissional?

    Aposentado/militar da reserva/reformado e pensionista da previdncia Aposentado/militar reformado ou pensionista da previdncia portador de molstia grave Beneficirio de penso alimentcia judicial Bolsista Capitalista, auferiu rendimentos de capital, inclusive alugueis Empregado de empresa privada, exceto de instituies financeiras Empregado de empresa publica ou de economia mista municipal Empregado de instituies financeiras pblicas e privadas Empregado/contratado de organizao internacional ou organizao no-governamental Empregado/empresa pblica ou sociedade de economia mista estadual e do DF exceto instituies financeiras Empregado/empresa pblica ou sociedade de economia mista federal, exceto instituies financeiras Esplio Membro ou servidor pblico da administrao direta estadual e do DF Membro ou servidor pblico da administrao direta federal Membro ou servidor pblico da administrao direta municipal Militar Profissional liberal ou autnomo sem vinculo de emprego Proprietrio/empresa ou firma individual ou empregador-titular

    255

  • Servidor pblico de autarquia ou fundao federal Servidor pblico de autarquia ou fundao estadual e do DF Servidor pblico de autarquia ou fundao municipal No estou trabalhando (neste caso passe para a questo 39)

    34. Qual a rea de atuao da organizao em que voc atua?

    Comrcio Ensino Financeira Industria Prestao de Servios Outra Qual?

    35. Exerce alguma atividade acadmica na Educao Superior?

    Sim No Se sim, indique o(s) nome(s) da(s) insituio(es) de ensino superior?

    36. Indique seu grau de satisfao em relao s atividades profissionais desenvolvidas:

    Muito satisfeito Satisfeito Insatisfeito Se insatisfeito, por que?

    37. Qual sua faixa salarial bruta atual por ms?

    At 1 salrio mnimo Mais de 1 a 2 salrios mnimos Mais de 2 a 3 salrios mnimos Mais de 3 a 5 salrios mnimos Mais de 5 a 10 salrios mnimos Mais de 10 a 20 salrios mnimos Mais de 20 salrios mnimos

    38. Indique seu grau de satisfao com a remunerao recebida em sua profisso:

    Muito satisfeito Satisfeito Insatisfeito Muito insatisfeito

    39. Voc acredita que o mercado de trabalho na sua rea de atuao nos prximos 10 anos estar:

    Em retrao Estvel Em expanso

    256

  • BLOCO IV INFORMAES ADICIONAIS

    40. Voc mantm contato com a UFPA ou, em particular, com alguma de suas unidades?

    Sim No Se positivo, quais as unidades?

    41. Que crticas voc faria UFPA?

    42. Sugestes/Observaes: (utilize este espao com informaes que julgar relevantes/necessrias)

    ENVIAR LIMPAR

    257

    Capa.pdfPgina 1

    Relatrio de Auto-Avaliao da UFPA.doc NVELCONCEITO CAPESANO INICIOMestradoLetras/ LingsticaEngenharias IIICincias BiolgicasParasitologiaDoutorado

    GeocinciasMultidisciplinar

    Anexos.doc LISTA DE SIGLAS 1 CARCTERIZAO DA UFPA 2 JUSTIFICATIVA 3 OBJETIVOS 4 DIRETRIZES 5 METODOLOGIA REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ANEXO A

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