Programa proteo respiratoria 2

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    08-Jul-2015

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BREVE HISTRIA DA PROTEO RESPIRATRIA

O reconhecimento da necessidade de proteger as vias respiratrias dos trabalhadores muito antigo. Plnio (23-79 AC)* menciona o uso de bexiga animal como cobertura das vias das vias respiratrias sem vedao facial para proteo contra a inalao oxido de chumbo nos trabalhos dentro das minas Outros autores AC tambm citam o uso de outros respiradores feitos com bexiga de animais para uso por mineiros. Leonardo da Vinci (1452-1519), antecipando de alguns Sculos a histria, recomendou o uso de um pano molhado contra agentes qumicos no caso de guerra qumica. Tambm se refere a uma substncia misteriosa "Alito" que permitiria ao usurio respirar sem uma fonte de ar externo. Outra de suas idias foi o uso de um "snorkel" ligado a um tubo longo que flutuava na superfcie da gua permitindo mergulhos demorados. Bernardino Ramazzini (1633-1714) apresenta uma reviso critica sobre a inadequada proteo respiratria dos mineiros de seu tempo que trabalhavam com arsnico, gesso, calcrio e de trabalhadores que manipulavam tabaco. cereais em gro ou cortadores de pedra.

Em 1700, no incio da Revoluo Industrial, aparece a primeira descrio da ancestral da mscara autnoma de circuito aberto e fechado, e da mscara de ar natural.Na fase mais intensa da Revoluo Industrial de 1800 a 1850, comeou-se fazer diferena entre os contaminantes particulados e gasosos anteriormente reconhecidos somente como "poeira".

Em 1825 John Roberts desenvolveu o "filtro contra fumaa para bombeiros, um capuz de couro com um tubo preso na perna do usurio que captava o ar menos contaminado que estava prximo ao solo. A extremidade do tubo que ficava prxima ao solo tinha um funil voltado para baixo contendo pedaos de tecido para filtrar partculas, e uma esponja molhada para remover gases solveis na gua.

Provavelmente o desenvolvimento mais significante dos ltimos sculos foi a descoberta em 1854 da capacidade do carvo ativo em remover vapores orgnicos e gases do ar contaminado. Nessa poca, E.M. Shaw e o fsico famoso Jonh Tyndall criaram o "filtro contra fumaa para bombeiros, que protegia contra particulados (camada de algodo seco), gs carbnico (cal sodada) e outros gases e vapores (carvo ativo).

O desenvolvimento da Proteo Respiratria est muito ligado atividade de minerao, principalmente aos trabalhos nas minas de carvo, sendo os conhecimentos adquiridos tambm adotado nas fbricas e no combate a incndios.

No fundo das minas surge pela decomposio de matria orgnica o Gs Metano que asfixiante e em combinao com o ar atmosfrico forma o temido gris, altamente explosivo, e, quando h a presena de enxofre, o que nas minas de carvo se d com alguma freqncia, forma tambm o gs sulfdrico altamente txico e mortal em altas concentraes. Tambm havia o problema da falta de oxignio causado pela distncia que as galerias seguem a partir da entrada.

*Antes de Cristo

Os mineiros costumavam levar pssaros em uma gaiola, para que pudessem ser alertados a tempo se havia gases no ambiente.Caso o pssaro apresentasse alteraes no seu comportamento, desmaiando ou morrendo isto indicava que no ambiente poderia haver gases explosivos, txicos ou ento que havia falta de oxignio e os mineiros abandonavam imediatamente o local, para que equipes especializadas pudessem providenciar a ventilao adequada, evitando exploses, intoxicaes e os riscos de baixo teor de oxignio.

O qumico ingls Humphry Davy (1778 - 1829) desenvolveu uma lanterna, que recebeu o nome de Lanterna de Davy. No interior desta lanterna havia uma pequena chama que, caso se apagasse, indicava falta de oxignio e, caso a chama aumentasse provocando pequenas exploses dentro da lanterna, isto significava que havia gs explosivo no ambiente, devendo o local ser abandonado imediatamente.

A tcnica de proteo respiratria foi evoluindo e passou a ser adotada em ambientes fabris onde ocorriam escapes de gases. As fbricas, que antes pouco havia e processavam materiais naturais e geravam poucos gases e partculas normalmente grossas e de pouco risco na inalao, agora passavam a processar substncias cada vez mais complexas, gerando gases venenosos e partculas muito mais finas e txicas do que as normalmente encontradas na natureza.

Mesmo j no incio do sculo 20 ainda havia pouca preocupao social com o trabalhador e um grande nmero de pessoas adoeciam aps alguns anos de trabalho, sofrendo de doenas Muitas vezes desconhecidas que raramente eram atribudas ao ambiente em que trabalhavam.

Nas minas de carvo por exemplo, levou-se muito tempo at que o adoecimento nos pulmes fosse considerado um problema social e atribudo ao p de carvo mineral. Os trabalhadores, aps alguns anos de atividade nas minas, sofriam de uma pneumoconiose provocada pela inalao de p de carvo mineral, hoje conhecida como ANTRACOSE.

Os avanos mais rpidos ocorreram durante a I Guerra Mundial (1914 - 1918) com as mscaras de uso militar. Os alemes geravam aerossis altamente txicos no campo de batalha forando o desenvolvimento de filtros altamente eficientes contra particulados. Um desses filtros desenvolvido em 1930 por Hansen usava l animal impregnada de resina, com eficincia em torno de 99,99 % ! Atualmente os filtros contra aerossis utilizam fibras mais baratas, de mais fcil obteno, com baixa resistncia respirao e com boas propriedades contra o entupimento superficial.

Tambm comearam a surgir cilindros de ao mais leves, que resistiam a maiores presses e assim podiam armazenar uma quantidade maior de ar respirvel comprimido tornando transportados nas costas. Havia problemas com os sistemas de vlvulas e registros mas j era um equipamento que podia ser usado pelos bombeiros e equipes de salvamento com maior grau de confiabilidade.

Aps a primeira Guerra Mundial, com a expanso das Industrias avano da medicina e o incio de uma maior preocupao social com a sade e o bem estar dos trabalhadores reivindicaes dos prprios trabalhadores que comearam a se organizar em sindicatos, surgiram novos equipamentos com maior e mais confiveis capacidade de proteo e com mais conforto no uso.Muitas doenas j eram diagnosticadas como decorrentes de trabalhos em ambientes contaminados e algumas medidas de saneamento e precauo passaram a ser adotadas.Com a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) novas tcnicas, novos materiais e portanto novos problemas foram surgindo mas tambm novas solues foram sendo encontradasNo ps-guerra at nossos dias., a indstria desenvolveu enorme variedade de materiais que trouxeram problemas ambientais mas tambm possibilitaram o desenvolvimento de equipamentos de proteo individual eficazes, maiores possibilidades de diagnstico de doenas e determinao de suas origens tcnicas equipamentos para avaliao de ambientes para que os equipamentos de proteo ao trabalhador pudessem sei desenvolvidos.

Novas Leis foram surgindo em funo de uma maior preocupao com a sade do trabalhador.

necessrio que as empresas conheam e reconheam os riscos que esto gerindo para a sade de seus trabalhadores e ter em mente que um trabalhador devidamente protegido certamente vai produzir mais e melhor necessrio que o trabalhador seja esclarecido quanto aos riscos que corre caso no use ou use de forma incorreta os equipamentos de proteo individual.

As empresas devem oferecer treinamento, esclarecimento e equipamentos corretos, escolhidos de acordo com a boa tcnica e no apenas pelo preo, simplesmente para satisfazer a Lei.

No BRASIL equipamentos de proteo respiratria vm sendo utilizados h muitos anos. Talvez h 25 ou 30 anos, os equipamentos eram bastante simples, porm com o tempo foram surgindo equipamentos mais modernos importados e a indstria nacional tambm passou a se preocupar mais com a qualidade, eficincia e conforto dos equipamentos que produzia.

Por volta de fins de 1992, incio de 1993, um Sindicato de Trabalhadores do Estado de S. Paulo detectou em fbricas de porte que alguns trabalhadores apresentavam problemas respiratrios provocados principalmente por SLICA e ASBESTO. Foi verificado que tais trabalhadores utilizavam respiradores descartveis sendo os problemas prontamente atribudos suposta ineficincia deste tipo de respiradorO Ministrio do Trabalho emitiu ento uma INSTRUO NORMATIVA que limitava o uso desse tipo de respiradores. O fornecedor dos respiradores, com base em estudos internacionais entrou com uma defesa junto SSST/MTb.

Foi ento verificado que a Instruo Normativa carecia de maior embasamento tcnico, sendo prontamente convocada uma COMISSO DE ESTUDOS que em curtssimo prazo teve que elaborar documentao tcnica que servisse como base para a aplicao de proteo respiratria.A comisso, sob a coordenao do Prof. Maurcio Torloni, contou com a colaborao de tcnicos altamente especializados da FUNDACENTRO, e a participao ativa de membros da prpria Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho, representantes de Sindicato de Trabalhadores, DIESAT SESI E ANIMASEG (Associao Nacional da Indstria de Material de Segurana e Proteo ao Trabalho) e muitos desses tcnicos de cada uma das entidades, so tambm membros ativos no Grupo de Trabalho de Proteo Respiratria do CB-32 da ABNT, que est empenhado na elaborao das Normas Brasileiras deste segmento.Resultado desse trabalho, foi a elaborao do PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA - Recomendaes, Seleo e uso de Respiradores, publicao esta editada pela FUNDACENTRO e que faz parte integrante da Instruo Normativa nr. 1 de 11 de abril de 1994, que entrou em vigor a partir de Agosto de 1994.

Com base na publicao da FUNDACENTRO, que l deve ser adquirida pelos interessados, elaboramos o nosso trabalho dividindo a matria em 12 passos.

Inicialmente, o simples manuseio da publicao faz com que se fique apreensivo quanto implantao de um PPR porm, segundo o sistema passo-a-passo, pode-se verificar que a matria no to complexa quanto aparenta.

Ao convidar o Prof. Maurcio Torloni para participar na reviso desta 2a Edio do Programa de Proteo Respiratria em 12 Passos da EPICON, contamos com o conhecimento tcnico, a experincia, a sensatez e a clareza de expresso do Prof. Torloni, tendo a certeza de estarmos apresentando algo consistente e til a todos aqueles que precisam elaborar um PPR dentro de sua empresa.

Diadema Agosto de 1998Vili Francisco Meusburger

INTRODUO

SEJA BEM VINDO AO PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA (PPR) EM 12 PASSOS DA EPICON

O PPR de vital importncia para sade e a vida dos trabalhadores que devam utilizar um respirador. Sua implantao e manuteno obrigatria conforme determina a Instituio Normativa n.1 de 11/4/94, da Secretria de Segurana e Sade no Trabalho (SSST/Mtb) do Ministrio do Trabalho.

No controle das doenas ocupacionais provocadas pela inalao de ar contaminado (por exemplo com poeiras, fumos, nvoas, gases e vapores) o objetivo principal deve ser minimizar a contaminao do local de trabalho. Isto deve ser alcanado, tanto quanto possvel, pelas medidas de controle coletivo (p. ex. enclausuramento, ventilao local, etc.) Quando as medidas de controle coletivo no so viveis, ou enquanto esto sendo implantadas ou avaliadas. ou nas Situaes de emergncia, devem ser usados respiradores apropriados, em conformidade com os requisitos contidos no PPR

O GUIA APRESENTADO NO FORMATO PASSO-A-PASSO PARA FACILITAR A PREPARAO DE UM PROGRAMA DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DE SUA EMPRESA. ESTE GUIA FOI PREPARADO COM BASE NO PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA - Recomendaes, Seleo e uso de Respiradores, PUBLICADO PELA FUNDACENTRO, E QUE FAZ PARTE DA INSTRUO NORMATIVA No 1 DE 11/4/94 - SSST/MINISTRIO DO TRABALHO.

Este Guia tem por objetivo auxiliar na preparao e implantao de um PPR, no podendo haver qualquer imputao EPICON pela seleo ou uso inadequado de respiradores.

Este Guia no deve ser considerado com nica referncia na preparao do seu PPR. Entre as diversas fontes adicionais que existem destacam-se a CFR 29-1910.134 e a Norma z88.2.1980 Practices for Respiratory Protection American National Standard Institute (ANSI) disponveis na Biblioteca da Fundacentro em S. Paulo.

Convm ressaltar que as Normas Regulamentadoras Brasileiras (NR), j existentes, ou que venham a existir, evidentemente prevalecero sobre qualquer regulamentao estrangeira, por melhores que estas possam parecer.

O QUE O PPR?

O PPR um conjunto de medidas prticas e administrativas atravs das quais se pretende proteger a sade do trabalhador pela seleo adequada e uso correto dos respiradores.O PPRA - Programa de Preveno de Riscos Ambientais da NR-9 e o PCMSO - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional da NR-7, mantm relao direta com o PPR.O primeiro, faz o levantamento dos riscos ambientais e o segundo o controle biolgico dos funcionrios.Neste Gula voc ver como redigir o PPR para a Sua empresa, acompanhando os 12 Passos.

CONSULTE UM PROFISSIONAL COMPETENTE DA REA DE SEGURANA OU DE SADE OCUPACIONAL PARA AVALIAR CORRETAMENTE O LOCAL DE TRABALHO

COMO PODEMOS SABER QUE NECESSITAMOS DE UM PPR?

Se os trabalhadores de sua empresa esto expostos produtos qumicos, gases, vapores, poeiras nvoas fumos, Ou ambientes com deficincia de oxignio o oca d e trabalhopode apresentar graves riscos respiratrios. So muitas as circunstncias e condies de exposio ao risco para que se possa fazer uma enumerao completa, mas podem incluir:exposio durante as operaes de fabricao

trabalhos de manuteno

construo e montagem

vazamentos acidentais

emergncias

combate a incndios

Lembre-se de que os produtos qumicos txicos, a slica e o amianto no so os nicos culpados. Mesmo os produtos comuns como solventes acetona, tiritas, poeiras podem ser perigosos em concentraes elevadas, ou quando a exposio contnua por longos perodos de tempo.O nico modo de conhecer com segurana se os trabalhadores esto correndo perigo consultar um profissional competente, cuja avaliao fundamental para o estabelecimento e manuteno de um Programa eficiente.

CONHEA A LEGISLAO RELATIVA PROTEO RESPIRATRIA. CONHEA A LEI

Uma vez conhecido o relatrio do profissional da rea de segurana ou de sade ocupacional, o empregador est em condies de preparar um PPR que satisfaa todos os requisitos legais. responsabilidade do empregador seguir ao p da letra essas e exigncias. Falhas no Programa podem significar custo para a empresa, porm, o que mais importante ainda: graves doenas ou danos permanentes ao sistema respiratrio, ou mesmo a morte de um trabalhador.SE VOC TEM DVIDASConsulte a EPICON Voc pode. Tambm, consultar diretamente a FUNDACENTRO (011) 3066.6000.

COMO PREPARAR O PPR PARA A SUA EMPRESA?

O PPR pode ser preparado, seguindo as indicaes que apresentamos adiante. Se voc tiver dvidas a respeito consulte-nos.O PPR pode ser redigido em duas partes:um documento bsico, assinado pela representante legal pela empresa, que contem a poltica da empresa na rea de proteo respiratria, a indicao do Administrador e as, suas responsabilidade, inclusive as relativas a preparao dos Procedimentos Operacionais escritos. (ver Passo 1 )

um conjunto de Anexos, preparado pelo Administrador do Programa, ou por pessoa por ele indicada, contendo os diversos Procedimentos Operacionais. os quais devem abranger, no mnimo:

seleo de respiradores;

ensaios de vedao;

treinamento;

avaliao mdica;

monitoramento ambiental;

distribuio dos respiradores,

guarda, limpeza, manuteno e inspeo;

qualidade do ar comprimido;

emergncias;

auditoria.

Esses Procedimentos podem ser preparados por pessoa por ele indicada, mas somente podem ser alterados pelo Administrador do programa. (ver Passo 2 em diante)

REQUISITOS MNIMOS PARA UM PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA

Da publicao da FUNDACENTRO: Programa de Proteo Respiratria, Recomendaes, Seleo e uso de Respiradores, que parte integrante da Instruo Normativa n 1 de 11/04/94 do Ministrio do Trabalho, podemos identificar 12 pontos importantes que resumem o contedo de um bom PPR e que sero detalhados a seguir:1.Devem ser estabelecidos Procedimentos Escritos definindo como selecionar e usar o respirador.

2.Os respiradores devem ser escolhidos considerando os riscos respiratrios aos quais os trabalhadores estaro expostos.

3.O usurio deve ser instrudo e treinado quanto ao uso correto dos respiradores e suas limitaes.

4.Quando vivel. cada usurio deve receber um respirador para uso exclusivo

5.Os respiradores devem ser limpos e higienizados regularmente. Os usados por mais de uma pessoa devem ser limpos e higienizados aps o uso por cada uma delas.

6.Os respiradores devem ser guardados em local apropriado, limpo e higinico.

7.Os respiradores usados rotineiramente devem ser inspecionados durante a limpeza. Partes gastas ou deterioradas devem ser substitudas. Os respiradores usados para emergncia, como as mscaras autnomas, devem ser inspecionadas pelo menos Uma vez por ms ou imediatamente aps cada uso.

8.Deve haver monitoramento apropriado das condies da rea de trabalho, do nvel de exposio, e do stress do trabalhador.

9.Para o PPR ser eficiente deve haver acompanhamento contnuo e uma avaliao anual.

10.No devem ser atribudas tarefas que requeiram o uso de respirador antes de verificar se a pessoa tem condies fsica de realiza-la usando o equipamento. O mdico da empresa definir as condies fsicas e de sade necessrias. As condies de sade do usurio devero ser avaliadas periodicamente (por ex: anualmente).

11.Somente devem ser selecionados respiradores aprovados, isto , com Certificado de Aprovao (CA).

12.Quando selecionar, e cada vez que colocar o respirador necessrio verificar a vedao no rosto.

PASSO 1

O PROGRAMA ESCRITO

"Devem ser estabelecidos Procedimentos Escritos definindo como selecionar e usar o respirador"

O documento bsico do programa define as linhas gerais do PPR No entra em pormenores mas define claramente como a empresa vai enfrentar os riscos respiratrios potenciais ou presentes. Os Anexos contendo os diversos Procedimentos Operacionais descem aos pormenores. O PPR poder ser til em eventual defesa da empresa no caso de ocorrncias graves provocadas pelo uso inadequado dos respiradoresO contedo do Programa deve conter respostas s seguintes perguntas:1.Qual o nome da sua empresa?

2.Em que data foram preparados o documento bsico e os procedimentos?

3.Quem preparou os procedimentos?

4.Quais so as reas ou processos de fabricao que necessitam de proteo respiratria?

5.Quais os tipos de respiradores que devem ou podem ser usados?

6.Quem o responsvel pelo treinamento adequado, realizao dos ensaios de vedao, inspeo, manuteno e entrega dos respiradores?

7.Com que freqncia feito o treinamento?

8.Qual a freqncia do monitoramento do local de trabalho e qual a metodologia utilizada?

9.Quais so os procedimento para as situaes rotineiras no rotineiras, de emergncia e de resgate?

Os procedimento que dizem respeito direto ao usurio devem ser distribudo a todos os trabalhadores que estejam sujeitos a riscos respiratrios. Fazendo com que os trabalhadores saibam exatamente como funciona o Programa da empresa, a segurana deles aumenta.

EXEMPLO DE UM PROGRAMA DE PROTEO RESPIRATRIA

A finalidade deste exemplo mostrar como o Documento Bsico citado neste Guia, no item: "Como preparar o PPR para a sua empresa?".Foi traduzido e adaptado do "Guide to Industrial Respiratoy Protection" NIOSH 1987.

COMPANHIA ABC

O objetivo deste Programa assegurar proteo todos os trabalhadores contra riscos respiratrios pelo uso correto de respiradores. Os respiradores somente podem ser usados nesta empresa:onde as medidas de controle coletivo dos riscos respiratrios no so viveis;

enquanto as medidas de controle coletivo esto sendo adoradas;

nas emergncias

O funcionrio Sr Fulano de Tal o Administrador do Programa. Ele (ou ela) o responsvel por todos os aspectos do mesmo, e tem toda autoridade para tomar as decises necessrias para garantir o seu sucesso. Esta autoridade inclui a indicao de pessoas, ou a compra dos equipamentos necessrios para a sua implantao.A Companhia ABC autoriza expressamente o Administrador a parar qualquer operao da companhia onde haja risco grave de ocorrncia de danos srios pessoas. Este Programa inclui os riscos respiratrios. O Administrador, ou pessoa por ele indicada, preparar Procedimentos Operacionais escritos, no mnimo, sobre:poltica da empresa na rea de proteo respiratria;

seleo de respiradores;

treinamento dos usurios;

ensaios de vedao;

distribuio dos respiradores;

limpeza, inspeo guarda e manuteno dos respiradores;

acompanhamento do uso;

monitoramento dos riscos respiratrios.

Os Procedimentos Operacionais devem obedecer, no mnimo o recomendado na publicao da FUNDACENTRO: Programa de Proteo Respiratria Recomendaes Seleo e uso de respiradores. Havendo dvidas, devero ser consultados especialistas externos, fabricantes dos respiradores, e autoridades competentes. Os Procedimentos Operacionais detalhados devero ser includos como Anexo este documento, e ambos constituiro o Programa de Proteo Respiratria da Companhia ABC. Somente o Administrador do Programa poder efetuar alteraes nos Procedimentos Operacionais.Os respiradores devero ser selecionados em funo dos riscos aos Quais o trabalhador estar exposto. Somente devero ser selecionados respiradores com Certificado de Aprovao (CA).O usurio dever ser instrudo e treinado sobre o uso correto do respirador, bem como, sobre suas caractersticas e limitaes. O treinamento deve incluir os supervisores e os usurios.Nenhum trabalhador da Companhia ABC que necessite usar respirador que exija vedao facial poder usar barba. O empenho dos trabalhadores na observao destes cuidados dever ser avaliada por verificaes peridicas.Cada trabalhador dever receber, quando vivel, um respirador para uso exclusivo.Os respiradores de uso rotineiro ou para emergncias, no momento do uso, devem sempre estar limpos, higienizados, e em perfeitas condies de uso. Os respiradores usados por mais de um devero ser limpos e higienizados antes que o outro trabalhador o use. O Administrador dever providenciar local e meios para a limpeza, inspeo, higienizao e manuteno.Deve ser feita verificao peridica apropriada nas condies ambientes, de exposio, ou stress do trabalhador.O funcionamento do Programa deve ser verificado por inspees regulares e por uma auditoria anual. O Administrador dever fazer inspees freqentes em todas as reas onde aos respiradores so usados. com a finalidade de assegurar obedincia ao previsto no Programa.No podero ser atribudas tarefas que exijam o uso de respiradores, antes de verificar, se o trabalhador est em condies apropriadas de sade para executar a tarefa usando respirador. O mdico da Companhia ABC definir quais so as condies de sade aceitveis. Anualmente todo usurio de respirador dever ser submetido a exame mdico, com nfase das vias respiratrias, para confirmar o estado de sade do usurio.As exigncias deste Programa devem ser obedecidas por todas as empresas ou pessoas contratadas para realizao de trabalhos nesta companhia e que exijam o uso de respiradores.

Joo dos AnzisSuperintendente da Companhia ABC

EXEMPLO DE AVALIAO DO PPR

De um modo geral, o Programa deve ser avaliado como ele est sendo aplicado em cada atividade e feitas as correes necessrias, de tal modo que os Procedimentos escritos reflitam a realidade. Pelo menos anualmente deve-se fazer uma auditoria a qual deve abranger a Administrao e os aspectos do operacionais do Programa.

A-ADMINISTRAO DO PROGRAMA

Est escrita a poltica que fixa a responsabilidade do empregador em manter um local de trabalho seguro e saudvel, atribuindo responsabilidade e autoridade para o Administrador do Programa?

A responsabilidade pelo Programa foi atribuda a uma pessoa que tenha conhecimentos e capacidade de coordenar o Programa em todos os seus aspectos no local de trabalho?

possvel, atravs de medidas de engenharia, ou de Mudanas no processo de produo, eliminar a necessidade do uso de respiradores?

Existem Procedimentos Escritos, ou referncias explicita no Programa, abrangendo, no mnimo:

-designao do Administrador

-seleo de respiradores

-com para de apenas equipamentos com CA

-exame mdico orientado para candidatos ao uso de respiradores

-distribuio dos respiradores

-ensaios de vedao

-treinamento

-manuteno guarda e inspeo

-higienizao

-uso em condies especiais

-monitoramento dos riscos respiratrios

B-OPERAO DO PROGRAMA

B1 - Seleo dos respiradoresFoi feito levantamento adequado do local de trabalho e da exposio a que esto submetidos os trabalhadores?

Os respiradores foram selecionados de acordo com os riscos a que esto expostos os trabalhadores?

A seleo foi feita por pessoa que conhece os Procedimentos de seleo?

B2 - Somente so adquiridos e usados respiradores com CA? Eles oferecem proteo adequada para os riscos e concentraes especficas dos contaminantes?

B3 - Existe avaliao mdica para verificar se o usurio em potencial est fsica e psicologicamente apto a usar o respirador selecionado?

B4 - Os respiradores esto sendo distribudos para uso exclusivo de uma pessoa (quando possvel) e existe registro da distribuio?

B5 - Ensaios de vedaoOs usurios tem a oportunidade de escolher, entre diversos respiradores, aquele que proporciona melhor vedao?

O ensaio de vedao repetido regularmente?

satisfatria a vedao do respirador usado por trabalhador com lentes corretivas?

Os usurios esto proibidos de usarem lente de contato enquanto esto com o respirador?

O ensaio de vedao feito em uma atmosfera de teste?

Os trabalhadores com barba por fazer, ou outras caractersticas que possam prejudicar a vedao esto proibidos de usarem respiradores em reas contaminadas?

B6 - Uso de respiradores na rea de trabalho Os respiradores esto sendo usados corretamente? (Por exemplo, gorro ou outra cobertura da cabea por cima dos tirantes da pea facial) Os respiradores esto sendo usados durante todo o tempo que os trabalhadores permanecem na rea de risco?

B7 - Limpeza, higienizao, guarda, inspeo e manuteno dos respiradores

Limpeza e HigienizaoOs respiradores usados por mais de uma pessoa esto sendo limpos e higienizados aps o uso de cada um, ou aqueles usados por um s, com a freqncia necessria?

Os procedimentos de limpeza e higienizao so eficientes?

GuardaOs respiradores esto sendo guardados de modo que fiquem protegidos da poeira, luz solar, calor, frio excessivo, umidade, ou agentes qumicos?

Os respiradores so guardados corretamente, de modo que no fiquem deformados?

Somente permitida a guarda nos armrios ou caixas de ferramentas quando o respirador esta protegido por uma caixa ou estojo?

InspeoOs respiradores so inspecionados antes, depois de cada uso, e durante a limpeza?

H pessoas qualificadas ou usurios instrudos quanto tcnica de inspeo?

Os respiradores designados para emergncias so inspecionados, no mnimo, uma vez por ms e adicionalmente aps cada uso?

A presso do ar do cilindro das mscaras autnomas verificada semanalmente?

Para os respiradores para emergncias mantido atualizado o registro de Inspeo?

ReparosAs peas de reposio so do prprio fabricante do respirador?

Os reparos so feitos pelo fabricante, ou por pessoas treinadas?

B8 - Condies especiais de uso Existe procedimento para uso de respiradores em ambientes IPVS? (Imediatamente Perigoso vida e sade)

Existe procedimento para uso de respiradores em espaos confinados?

B9 - TreinamentoOs usurios esto treinados sobre o uso adequado, limpeza, guarda e inspeo dos respiradores?

Os usurios foram informados sobre como feita a seleo dos respiradores?

Os usurios so avaliados quanto ao aproveitamento, antes e depois do treinamento?

PASSO 2

COMO SELECIONAR UM RESPIRADOR"Os respiradores devem ser escolhidos com base nos riscos respiratrios aos quais os trabalhadores estaro expostos"

Deve ser conhecida a forma como os contaminante se apresentam no ambiente (poeira, nvoa, fumos, gases, vapores), e a sua concentrao, medida ou estimada.A seleo dos diversos tipos de respiradores, filtros mecnicos e qumicos deve ser feita de acordo com as recomendaes do item 4.2.2.2 da publicao da FUNDACENTRO:Programa de Proteo Respiratria - Recomendaes, Seleo e uso de respiradores.

Use as perguntas apresentadas a seguir como um roteiro para determinar qual o tipo derespirador que voc necessita:1.Atualmente voc est usando proteo respiratria? Se estiver, qual ? satisfatria?

2.A concentrao do contaminante poder atingira concentrao IPVS (Imediatamente Perigosa Vida ou Sade)?

3.Quanto tempo durante um dia ou semana os trabalhadores esto expostos?

4.Como o contaminante utilizado no processo: aquecido, misturado com outras substncias qumicas?

5.Quais so as condies existentes nas reas vizinhas? H outros processos de produo nas proximidades que possam gerar contaminantes? Quais?

6.A rea de trabalho ventilada? Se for, qual a sua intensidade? uma rea aberta ou um espao confinado? Qual a temperatura e umidade?

7.Qual o limite de exposio do contaminante? Tem fracas propriedades de alerta Irrita a pele? Os olhos?

8.H menos que 18% de oxignio no local de trabalho?

9.Voc calculou o Fator de Proteo Requerido? (Veja no Programa de Proteo Respiratria da FUNDACENTRO - no anexo 1 - item 17)

GUIA PARA SELEO DE RESPIRADORES

ESTAS INFORMAES SO DE CARTER GERAL. CONSULTE O FORNECEDOR DO SEU RESPIRADOR PARA MAIORES INFORMAES

RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR

Com Pea semifacial filtrante para partculas (PFF) a chamada mscara descartvel. Leve, confortvel e de baixo custo. Oferece proteo contra poeiras, nvoas e fumos. Dispensa limpeza, manuteno e higienizao. Para uso em at 10 vezes o Limite de Tolerncia. Existem tipos especiais, denominadas de Filtros de Baixa Capacidade (FBC) com camada de carvo ativo para baixas concentraes de vapores orgnicos ou de alguns gases cidos.

Com pea semifacial, de baixa manuteno, com filtros qumicos/mecnicosPeas semifacial de baixo custo e filtros substituveis. A pea facial permite limpeza, mas no a substituio de componentes, exceto os filtros. Reduz o tempo de treinamento e custos de peas de reposio. Indicado para at 10 vezes o Limite de Tolerncia, desde que menor que a concentrao IPVS, ou menor que a Mxima Concentrao de uso do filtro qumico.

Com pea semifacial com filtros substituveisLeve, fcil manuteno, pequena restrio viso e aos movimentos. Os filtros so substituveis. Poucas peas de reposio. Protege contra poeiras nvoas, fumos gases e vapores. Indicado para at 10 vezes o Limite de Tolerncia, desde que menor que a concentrao IPVS, ou menor que a Mxima Concentrao de uso do filtro qumico.

Com pea facial inteira e filtros substituveisOferece proteo muito maior que a semifacial. Protege os olhos. Pode usar filtro qumico pequeno, mdio ou grande. Poucas peas de reposio. Protege contra poeiras, nvoas, fumos, gases e vapores. Indicado para at 100 vezes o Limite de Tolerncia desde que menor que a concentrao IPVS, ou menor que a Mxima Concentrao de uso do filtro qumico.

Motorizado, com pea facial inteira e filtros substituveisMais confortvel de usar que os no motorizados resultando maior produtividade. Usa filtros qumicos ou mecnicos fixados na pea facial ou no cinturo. A bateria alimenta o motor de uma ventoinha que fora o ar atravs do filtro at a pea facial. Indicado para at 1000 vezes o Limite de Tolerncia (com P3, ou 100 vezes o LT, com P2) desde que menor que a concentrao IPVS, ou menor que a Mxima Concentrao de uso do filtro qumico.

RESPIRADORES DE ADUO DE AR

Respirador de linha de ar comprimido respirvelUsa fonte externa de ar. Refresca o usurio. Maior proteo que os purificadores de ar no motorizados. Podem ser de fluxo contnuo, de demanda, com ou sem presso positiva. Exige ar respirvel provindo de compressor ou bateria de cilindros. Para situaes IPVS deve ser com pea facial inteira, com fluxo contnuo ou de demanda com presso positiva, e, obrigatoriamente com cilindro auxiliar para fuga. Indicado para at 1000 vezes o LT (com pea facial inteira, fluxo contnuo, ou demanda com presso positiva), ou at 50 LT (com pea semifacial, fluxo contnuo, ou demanda com presso positiva).

Respirador para fugaPara uso em situaes de escape em atmosferas lPVS, ou com deficincia de oxignio. Autonomia de 5 a 10 minutos, dependendo do volume e da presso do cilindro de ar. No serve para resgate. No se especifica o fator de proteo.

Mscara Autnoma o respirador que oferece maior proteo. Uso em atmosfera lPVS, com deficincia de oxignio e em emergncias. Cilindros de ao, e composite. Boa mobilidade, porm, com restries devido o cilindro nas costas. Indicada para at 10000 vezes o LT.

PASSO 3

TREINAMENTO DOS USURIOS

"O usurio deve ser instrudo e treinado quanto ao uso correto dos respiradores e suas limitaes"

Antes de usar um respirador, voc precisa conhecer os tipos disponveis e as condies sob as quais podem ser usados. Todas as informaes e cuidados recomendados devem ser obedecidas. Todos os usurios devem estar familiarizados com a publicao da FUNDACENTRO" Programa de Proteo Respiratria, Recomendaes, Seleo e Uso de Respiradores", na parte que for conveniente ou aplicvel, e informados sobre os contaminantes presentes.De acordo com essa publicao a pessoa que distribui os respiradores e os usurios devem receber, de pessoa qualificada, treinamento adequado sobre o uso do respirador. Se existirem dvidas sobre qualquer aspecto do treinamento, consulte um profissional competente ou o fabricante do respirador.O que o usurio necessita saber antes de usar o respirador:As razes pelas quais se necessita de proteo respiratria;

A natureza, extenso e efeitos dos riscos respiratrios aos quais est exposto;

Explicao sobre porque as medidas de proteo coletiva no esto sendo aplicadas, ou no so adequadas, e o que esta sendo feito para reduzir, ou dispensar O uso de respiradores,

Explicao do porque um determinado respirador foi escolhido;

Explicao sobre o funcionamento, caractersticas e ]imitaes do respirador selecionado;

Instrues sobre como inspecionar, colocar, verificar a vedao e usar o respirador;

Durante o treinamento cada usurio deve ter a oportunidade de manusear, colocar, ajustar e verificar a vedao do respirador bem como usa-lo em atmosfera no contaminada e em atmosfera de teste; atmosfera de teste;

Instrues sobre a guarda e o modo correto de fazer a inspeo e manuteno;

Instrues sobre como reconhecer e enfrentar situaes de emergncias;

Instrues necessrias sobre o uso de respiradores especiais;

Regulamentos sobre o uso de respiradores.

Todos os usurios de respiradores devem ser retreinados ao menos uma vez por ano quanto mais informaes o usurio receber sobre a necessidade e razes do uso, mais motivao ter para conservar e usar corretamente o equipamento. Fazendo com que os trabalhadores atuais e os novos saibam como e porque o PPR funciona, eles estaro mais protegidos e a empresa tambm.

PASSO 4

DISTRIBUIO DOS RESPIRADORES AOS USURIOS

"Quando vivel, cada usurio deve receber um respirador para uso exclusivo"

Uma vez feita a escolha do tipo de respirador para cada aplicao em particular, e includa essa informao nos Procedimentos Escritos do PPR, chegado o momento de distribui-lo para casa usurio.Sempre que vivel, cada usurio deve receber um respirador para uso exclusivo. Deve ser marcado de modo de forma indelvel para identificar a quem pertence. A marcao no deve afetar o desempenho.Se possvel, registre de forma conveniente a distribuio, o uso previsto, a data da distribuio, das redistribuies e dos reparos efetuados.

ESCOLHA DO TAMANHO CORRETONo fcil a escolha do respirador que vede bem por causa da grande variedade de formatos e dimenses de rostos. Colocando vrios tamanhos e marcas disposio do usurio para experiment-los a tarefa ficar mais simples. Permita que o usurio escolha, entre os tamanhos e marcas, o mais confortvel. Se ele puder participar da deciso de escolha, aumentar a sua aceitao.

PASSO 5

LIMPEZA E HIGIENIZAO DOS RESPIRADORES

"Os respiradores devem ser limpos e higienizados regularmente. Os usados por mais de uma pessoa devem ser limpos e higienizados aps ouso por cada uma delas"

Os respiradores devem ser limpos e higienizados antes de serem distribudos aos usurios e depois, com a freqncia necessria. Os de emergncia devem ser limpos e higienizados aps cada uso.

PARA LIMPAR OS RESPIRADORESRetire os filtros suportes de filtros e tirantes. Desmonte completamente o respirador.Lave a pea facial com gua e sabo, ou com a soluo recomendada pelo fabricante. A seguir faa a higienizao. No Anexo 4 da citada publicao da FUNDACENTRO voc encontrar recomendaes sobre limpeza e higienizao de respiradores. Consulte tambm o fabricante.Enxge novamente em gua morna e deixe secar ao ar sobre prateleira. No pendure a pea facial pois poder provocar distoro prejudicando a vedao.

Desejando usar um pano impregnado com substncias para remover o suor ou a gordura facial, necessrio certificar-se junto ao fabricante de que o processo de limpeza escolhido e seu agente qumico no so prejudiciais ao material de que confeccionado o respirador.

PASSO 6

GUARDA

"Os respiradores devem ser guardados em local apropriado, limpo e higinico"

Os respiradores devem ser guardados de modo que fiquem protegidos contra poeira, luz solar, calor e frio intensos, umidade excessiva ou agentes qumicos. E recomendvel o uso um saco plstico que possa ser fechado quando necessrio. No pendurar o respirador pelos tirante ou de modo que provoque a deformao da pea facial, pois a vedao no rosto ficar prejudicada.Mantenha os respiradores de emergncia e resgate em reas de rpido e fcil acesso. Se estiverem guardados em armrios ou caixas, identifique-os de modo que sejam facilmente achados.

PASSO 7

INSPEO E MANUTENO

"Os respiradores usados rotineiramente devem ser inspecionados durante a limpeza. Partes gastas ou deterioradas devem ser substitudas. Os respiradores usados para emergncia, como as mascaras autnomas, devem ser inspecionadas pelo menos uma vez por ms, ou imediatamente aps cada uso"

INSPEOToda vez que for usar, e aps o uso, verifique se o seu respirador est em boas condies. Esse cuidado a garantia de que ele proteger contra poeiras, nvoas, fumos gases ou vapores perigosos.Verifique o funcionamento das vlvulas e membranas. Observe se existe poeira ou fiapos depositados que possam provocar vazamentos;

Verifique se existem partes gastas ou deterioradas principalmente rias peas de Borracha ou plstico. Troque qualquer pea que esteja gasta ou apresente sinais de deteriorao;

As mscaras autnomas e as de escape devem ser inspecionadas no mnimo, mensalmente. Os reparos e ajustes nestes respiradores devem ser feitos pelo fabricante ou pessoa por ele treinada;

Lembre-se de registrar em local apropriado a data de inspeo, o que foi encontrado, o que e quem fez o servio.

MANUTENOSe na inspeo de rotina for observado algo errado com o respirador, ou a informao vier do usurio, o reparo deve ser feito imediatamente, ou ento providenciado outro respirador. Os reparos somente devem ser realizados por pessoas treinadas e utilizando peas originais. Se forem necessrios ajustes que no constem das instrues do fabricante, pea a sua ajuda.

EXEMPLO DE REGISTRO DE INSPEO

Data da inspeo __________________ Feita por ______________________________1. Tipo de respirador ______________________________________________________2. Nmero ____________Marca _____________________________________________3. Defeitos encontradosa-pea facial _______________________________________________________

b-vlvula de inalao ________________________________________________

c-conjunto da vlvula de exalao ______________________________________

d-tirantes _________________________________________________________

e-suporte do cartucho ________________________________________________

f-cartucho _________________________________________________________

g-filtro/prfiltro ______________________________________________________

h-suportes e cinturo ________________________________________________

i-mangueiras, traquia, tubos flexveis __________________________________

j-diafragma de voz __________________________________________________

k-guarnies "O" ring ________________________________________________

l-conexes ________________________________________________________

m-outros defeitos ____________________________________________________

PASSO 8

MONITORAMENTO DA REA DE TRABALHO

"Deve haver monitoramento apropriado das condies da rea de trabalho, do nvel de exposio, e do stress do trabalhador"

Uma vez implantado o PPR necessrio continuar o monitoramento do local de trabalho, a identificar os riscos bem como o grau de exposio do trabalhador e do seu stress.Mesmo pequenos ajustes no processo ou no modo de operao, mudanas de temperatura, movimentao do ar e umidade podem mudar a concentrao de uma substncia no ambiente e influir na eficincia da proteo respiratria implantada.Para garantir que os trabalhadores estejam protegidos como devem fundamental que se monitore o contaminante periodicamente. Desse modo voc ter certeza que os nveis, de exposio no ultrapassem a capacidade de proteo do respirador em uso.

PASSO 9

ACOMPANHAMENTO E AVALIAO DO SEU PROGRAMA

"Para o PPR ser eficiente deve haver acompanhamento contnuo e tinta avaliao anual"

ACOMPANHAMENTO E AVALIAOUma vez por ano todo o PPR deve ser avaliado para verificar a sua eficcia. Nessa ocasio, faa as alteraes que julgar convenientes, nos Procedimentos Escritos. Implante os melhoramentos e corrija os erros imediatamente, para garantir proteo e segurana dos trabalhadores. A habilidade e percepo dos lderes de equipe sero de grande auxlio. O conhecimento das tarefas e as observaes que tenham feito durante a avaliao podero melhorar cada vez mais o PPR.

O QUE DEVE SER OBSERVADOAceitao do respiradorPergunte sobre o conforto vedao resistncia respirao, cansao, interferncia na viso ou na comunicao. restrio de movimentos. interferncia com as atividades realizadas e nvel de confiana. O PPR somente ser eficaz se os trabalhadores usarem os respiradores. Aproveite as reclamaes deles para fazer as alteraes necessrias 1 irias e melhorar a aceitao.

Verificao do cumprimento dos Procedimentos EscritosVerifique se est ;crido utilizado o respirador que foi selecionado, se os usurios esto bem treinados, com a barba feita e se esto bem a ajustados no rosto, inspecionados em bom estado e guardados corretamente. Verifique se os riscos esto sendo monitorados e se o acompanhamento mdico est sendo feito.

AVALIAOUse os resultados documentados da inspeo realizada para avaliar a eficcia do Programa Registre, por escrito, os problemas identificados e investigue porque a proteo respiratria no foi eficaz. Adote medidas corretivas imediatas para preservar a sade e a segurana dos usurios.Os resultados da avaliao devem ser apresentados por escrito num relatrio e devem conter os planos para correo das falhas, datas e prazos para sua implantao.

PASSO 10

AVALIAO MDICA

"No devem ser atribudas tarefas que requeiram o uso de respirador antes de verificar se a pessoa tem condies fsicas de realiza-Ia usando o equipamento. O mdico da empresa definir as condies fsicas e de sade necessrias. As condies de sade do usurio devero ser avaliadas periodicamente (por ex. anualmente)"

Somente devem realizar- tarefas que exijam o uso de respirador aquelas pessoas capazes de usa-lo. Tais trabalhadores devem ser avaliados anualmente pelo mdico para verificar se podem continuar a realizar aquela tarefa.

PERGUNTE AO TRABALHADOR SOBREhistrico de doenas respiratrias Identifique os trabalhadores com histria de asma, efisema, doenas pulmonares crnicas.

histrico laboral. Identifique os trabalhadores que estiveram expostos ao amianto, slica poeira de algodo, berlio etc., nos ltimos dez anos ou que trabalharam em ocupaes ou indstrias onde a exposio a essas substncias foi provvel.

outras informaes mdicas. Tais informaes podem fornecer evidncias sobre a capacidade ou incapacidade do trabalhador usar o respirador.

A anlise dessas respostas podem ajudar na avaliao da eficincia do PPR. Se algum trabalhador apresentar sinais de exposio voc dever observar o local de trabalho e tentar achar alguma correlao entre o fato e o uso do respirador.

PASSO 11

RESPIRADORES APROVADOS

Somente devem ser selecionados respiradores aprovados, isto , com Certificado de Aprovao (CA)Somente devem ser selecionados e utilizados respiradores com Certificado de Aprovao (CA) emitido pela Secretaria de Sade e Medicina do Trabalho do Ministrio do Trabalho, dentro do prazo de validade. Os respiradores devem, em sua confeco, obedecer s Normas Brasileiras (NBR) feitas pela ABNT e na sua falta podem ser aceitas normas de outros pases (USA, Comunidade Europia).Quando adquirir o respirador, observe se a embalagem vem com instrues adequadas, isto , se o fabricante explica claramente quais as aplicaes e as limitaes, como usar e conservar, etc.

PASSO 12

VERIFICAO DE VEDAO E ENSAIOS DE VEDAO

"Quando selecionar, e cada vez que colocar o respirador, necessrio verificar a vedao no rosto"

Cada vez que colocar o respirador necessrio verificar a vedao no rosto. A Verificao de vedao feita rpida e facilmente pelo teste tia presso positiva ou negativa. Se os trabalhadores usam as peas semifacial filtrantes ou respiradores de presso negativa (como o purificadores de ar no motorizados) de fundamental importncia a realizao de um dos Ensaios de Vedao aprovados pela FUNDACENTRO: qualitativos (sacarina, leo de banana, fumaa irritante) ou quantitativos. A realizao do Ensaio de Vedao para cada usurio, durante a seleo do respirador, garante uma escolha mais segura entre os diversos tipos e formatos disponveis no mercado

ENSAIO DE VEDAO QUALITATIVO Neste ensaio o usurio exposto a uma fumaa irritante ou a um vapor orgnico com cheiro (leo de banana), ou a partculas com gosto (sacarina) enquanto executa movimentos com a cabea, semelhantes aos que faz durante o seu trabalho a fim de verificar a vedao. O respirador deve estar equipado com um filtro que retenha o agente de ensaio. Se o usurio no sentir irritao da garganta o cheiro ou o gosto do agente de ensaio porque esse modelo e tamanho de respirador est perfeitamente adaptado ao seu rosto isto , a vedao satisfatria.

ENSAIO DE VEDAO QUANTITATIVO O Ensaio de Vedao Quantitativo, mede, por exemplo, a concentrao do contaminante na atmosfera de teste e dentro do respirador enquanto executa os mesmos movimentos que no ensaio qualitativo. Este ensaio d um indicao mais segura que o Ensaio Qualitativo.

VERIFICAO DE VEDAOA verificao de Vedao pelo teste de presso positiva ou negativa deve ser feito toda vez que o usurio colocar ou reajustar o respirador. Com isso voc ter que ele esta bem colocado e que est funcionado corretamente. Os procedimentos para esta verificao podem variar entre fabricantes Consulte as instrues de uso do seu respirador.

EXEMPLO DE FORMULRIO PARA USURIO DE RESPIRADOR

Nome da empresa _______________________

DESCRIO DA ATIVIDADE______________________________________________________________________________________________________________________________________________

Contaminantes Concentrao l. T_______________________________________________________________________

RESPIRADORES RECOMENDADOS

Primeira escolha ______________ Segunda escolha ______________Num. do CA / data de validade ________________________________

DISTRIBUIO DO RESPIRADOR E TREINAMENTO

Nome do empregado/ Numero Funo Data_______________________________________________________________________

Respirador entregue

Respirador semifacial filtrante (descartvel) _______ com filtro mecnico P-1 ___ P-2 ___Respirador semifacial filtrante (descartvel) com filtro combinado P-1 ___ P-2 ___Mascara autnoma ________ Linha de Ar____________Respirador semifacial ________ 1/4 facial ____________ com filtro recambivelFiltro Qumico Classe ___________ Tipo ___________Filtro mecnicos P1 ______ P2 ______ P3 ______Purificador motorizado ______

ENSAIO DE VEDAORespirador ensaiado ______ modelo ______ tamanho ______ fabricante______Aprovado ______ Reprovado ______Qualitativos:leo de banana ______ sacarina ______ fumos irritantes ______Quantitativo ______Caractersticas pessoais:Barba _____ dentadura _____ cicatriz _____ culos _____ nenhuma _____ outras _____ assinatura do empregado ________________________________ data: ___/___/____assinatura de quem conduziu o ensaio ________________________

CUIDADOSLimpeza: todo dia ______ toda semana ______ outro ______Descartar: todo dia ______ toda semana ______ outro ______Manuteno: Individual ______ empresa ______ outro ______

PPR