Pragas e Doenas Do Cafeeiro

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    05-Jan-2016

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Manual de identificao de pragas e doenas da cafeicultura

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Pragas e doenasdo cafeeiroPragas e doenasdo cafeeiroDE OLHOFIQUE Limiar de dano econmico a menor densidade populacional de determinado organismo que causa dano econmico. a quantidade mnima de sintoma que justifica a aplicao de determinada ttica de manejo.Manejo Integrado de Pragas MIPManejo integrado de pragas e doenas a melhor combinao de medidas culturais, biolgicas e qumicas que produz a administrao referente a insetos e doenas das culturas, numa dada situao, socialmente mais aceita, ambien-talmente mais sadia e de despesa mais vlida.Objetivos do Manejo Integrado- Racionalizar os custos de produo.- Preservar a sade do consumidor.- Reduzir o risco de intoxicao do aplica-dor.- Manter o equilbrio ecolgico e preservar o meio ambiente.Fatores determinantes- Patgeno.- Hospedeiro.- Meio ambientePrincpios do Manejo Integrado- Histrico da rea e diagnstico da situao.- Conhecimento do agroecossistema a ser manejado.- Definio da estratgia de manejo.Pragas e doenas do cafeeiro: fique de olho!- Estabelecimento de tcnicas de monitora-mento.- Estabelecimento do limiar econmico.- Desenvolvimento de modelos de previso.Para desenvolver modelos de previ-so deve-se ter conhecimento:A) do Patgeno- perodo de incubao.- forma de sobrevivncia.- raas predominantes e sua virulncia.- formas de disperso.- local de penetrao do patgeno no hospedeiro.B) do Hospedeiro- nvel de resistncia.- extenso da cultura.- densidade de plantas por rea.- espaamento.- estado nutricional.- disponibilidade de diferentes cultivares.- arquitetura da planta.C) do Ambiente- temperatura.- umidade relativa.- molhamento foliar.- precipitao.- altitude.- tipo de solo.- tipo de irrigao.- poca de plantio.- local de plantio.- nvel de fertilidade do solo.- pH do solo.2Pragas e doenas competem com as culturas econmicas, causando quedas na produo.A garantia de produo e produtividade competitiva s obtida, no mercado agrcola, com plantas sadias.no for possvel, fazer mensalmente.- Dividir a rea em talhes de 5 hectares, levando em conta a idade da planta, densidade populacional, variedade do caf e face do terreno.- Caminhando em zig-zag, fazer a amostragem em 30 plantas por talho, retirando 10 folhas por planta, sendo 5 de cada lado do cafeeiro, totalizando 300 folhas.- Retirar, em ramos diferentes, as folhas na altura mdia do cafeeiro, entre o segundo e o quarto par de folhas, contando da ponta do ramo para dentro.- Separar as folhas sadias das folhas contaminadas, ou seja, com p alaranjado no verso.- Fazer a contagem das folhas doentes e calcular a porcentagem para verificar o ndice de infestao da doena no talho.- Anotar as informaes na ficha de controle do talho e encaminha-la a um tcnico ou agrnomo para analisar as medidas a serem tomadas.Dentre as doenas que ocorrem no cafeeiro, a Ferrugem a mais importante, por causar prejuzos relevantes cultura e reduo na renda do produtor. Os primeiros sintomas da enfermidade so pequenas manchas circulares de cor amarelo-alaranjada. Os prejuzos desta enfermidade para o cafeeiro so a desfolha prematura, com conseqente seca dos ramos laterais, afetando o florescimento, o desenvolvimento dos frutos e a produo do ano seguinte, com queda na produo entre 20 e 45%.A ocorrncia da doena favorecida por fatores ligados ao cafeeiro e ao fungo e relacionados com o ambiente. Dentre os fatores relacionados com a planta e com o ambiente esto o enfolhamento, a carga pendente (produo) e a densidade de plantas. O controle da Ferrugem pode ser feito pela utilizao de variedades resistentes ou por produtos qumicos preventivos, curativos e preventivo-curativos.Ao programar o controle convm lembrar que:- Quanto maior o enfolhamento, maior ser o inculo para o prximo ciclo da Ferrugem.- Quanto maior for a carga pendente, maior ser a intensidade da doena.- No sistema de cultivo adensado, o microcli-ma plenamente favorvel ao desenvolvi-mento da Ferrugem.Como fazer o monitoramento: - A amostragem deve ser feita a partir de novembro.- A periodicidade ideal de 15 em 15 dias. Se DOENAS DO CAFEEIROFerrugem3Como controlar:- Fazer sempre uma adubao equilibrada.- Plantar linhagens resistentes.- Fazer desbrotas, evitando o excesso de hastes e assim o auto-sombreamento.- Consultar um tcnico quando aplicar produtos qumicos.Cercspora uma doena que ataca as folhas e frutos em desenvolvimento. Os maiores prejuzos ocorrem em mudas e plantios novos. A Cercosporiose causa perdas de 15 a 30% na produtividade da lavoura de caf.A doena provocada por um fungo que recebe denominaes de: cercosporiose, mancha de olho pardo, olho de pombo, olho pardo.Os sintomas da doena so manchas circulares de colorao castanho-clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado.Principais danos provocados pela doena:- Viveiros: queda de folhas e raquitismo das mudas.- Ps plantio: desfolha e atraso no cresci-mento das plantas.- Lavouras novas: aps as primeiras produes, pode causar queda de frutos e seca de ramos produtivos.- Lavouras adultas: queda de folha, amadurecimento precoce e queda prema-tura de frutos, chochamento. As leses funcionam como porta de entrada para outros fungos que depreciam a qualidade do produto.Alm das condies climticas, como umidade relativa alta, temperaturas amenas, excesso de insolao e dficit hdrico, um estado nutricional deficiente ou desequilibrado favorece a doena.4Como controlar:Fases de plantio e ps-plantio:- Fazer a correo necessria do solo, um bom preparo das covas e sulcos de plantio, seguindo um plano de adubao e nutrio adequado.- Ficar atento para a realizao do controle qumico, principalmente se o plantio for feito no final de perodo chuvoso, pois o excesso de insolao, ventos e deficincia hdrica neste perodo predispem as plantas ao ataque da Cercosporiose.- Fazer adubaes nitrogenadas de cobertura aps o pegamento das mudas, o que reduz a intensidade do ataque de Cercosporiose.Lavouras adultas:- Fazer adubaes equilibradas, principalmente por ocasio das primeiras produes dos cafeeiros, a fim de evitar o desequilbrio da relao parte area e sistema radicular, condies que favorecem a doena.- Fazer o acompanhamento do estado nutricional das plantas periodicamente, atravs de anlises foliares.- Fazer adubaes equilibradas em lavouras adultas, dando ateno especial em anos de carga pendente alta.PhomaA doena foi constatada no Brasil inicialmente em cafezais locali-zados em altitudes elevadas (acima de 900m), no estado do Esprito Santo e em regies do Tringulo Mineiro e Alto Paranaba, em Minas Gerais. No entanto, a doena tem sido encontrada em outras regies, em lavouras expostas a ventos fortes e frios, com as faces voltadas para o Sul, Sudeste e Leste.A penetrao do fungo facilitada por danos mecnicos nos tecidos da planta, produzidos por insetos ou pelo roar de folhas tenras causado pelos ventos. Favorecem a doena perodos intermitentes de frio, ventos frios e chuva.Os sintomas nas folhas novas so manchas circulares de colorao escura e de tamanho variado, podendo chegar a 2cm de dimetro. Quando as leses atingem as bordas das folhas, estas se encurvam, podendo apresen-tar rachaduras.Podem ocorrer nos ramos, iniciando-se a partir dos fololos ou do ponto de absciso das folhas. Nos ramos atacados observam-se leses deprimidas e escuras. Estas leses podem ocorrer nos botes florais, nas flores e nos frutos na fase de chumbinho, causando a morte e mumificao desses rgos atacados.5Como controlar:- Evitar a instalao de lavoura em reas sujeitas a ventos frios. - Programar a instalao de quebra-ventos provisrios ou definitivos desde a implantao da lavoura.- Fazer adubaes equilibradas e em quantidades adequadas.- Fazer o controle com fungicidas especficos durante os perodos favorveis doena.- Fazer o controle preventivo, principalmente nas fases ps-florada (chumbi-nho), nas reas onde a doena ocorre sistematicamente.- Consultar um tcnico quando utilizar produtos qumicos.AscochytaMancha AureoladaOs sintomas nas folhas so semelhan-tes aos causados pela Phoma, e no observam-se diferenas em nvel de campo, sendo necessrias diagnoses laboratoriais com o auxlio de tcnicas especficas para identificar suas estruturas reprodutivas.Geralmente encontra-se associada a outras enfermidades do caf, principalmente a Phoma.Os sintomas so mais evidentes nas folhas mais velhas, caracterizando-se por leses escuras e com anis concntricos. Causa a queda prematura de folhas, frutos e seca dos ramos.A Mancha Aureolada uma doena causada por uma bactria e pode ocorrer tanto em mudas de viveiro, onde causa maiores prejuzos, como em plantas adultas. Sua denominao em decorrncia da formao de um halo amarelo circundando a leses. As reas lesionadas normalmente desprendem-se das bordas das folhas, dando um aspecto rendilha-do.As lavouras instaladas em locais de maiores altitudes e desprotegidas da ao dos ventos esto mais sujeitas doena. Os ventos provocam ferimentos nas folhas e ramos novos, abrindo portas para a penetrao da bactria. A ocorrncia de chuvas de granizo e frio intenso podem provocar leses nas plantas, o que tambm facilita a entrada da bactria. As condies de temperatura, umidade relativa e precipitao que favorecem a ocorrn-cia da doena vo de outubro a dezembro.6Como controlar:- Evitar a instalao de lavoura em reas sujeitas a ventos frios.- Programar a instalao de quebra-ventos provisrios ou definitivos desde a implantao da lavoura.- Fazer adubaes equilibradas e em quantidades adequadas.- Fazer o controle com fungicidas especficos durante os perodos favorveis doena.Como controlar:- Fazer o controle preventivo.- Construir viveiros protegidos de ventos frios.- Evitar a formao de lavouras em reas sujeitas a ventos frios e fortes.- Programar a formao de quebra-ventos junto implantao da lavoura.- O controle da bactria normalmente feito atravs de antibiticos, que so uma opo para muda e lavoura nova.A broca do caf um pequeno besouro bem conhecido dos cafeicultores. A fmea desse besouro ataca frutos do cafeeiro fazendo uma perfurao na regio da coroa. Aprofunda essa perfurao at atingir as sementes e deposita seus ovos. Dos ovos nascem as larvas, que vo se alimentar das sementes do caf. So atacados tanto os frutos verdes como os maduros e secos.De um ano para o outro, se o inverno for chuvoso, a broca fica abrigada dentro dos frutos no colhidos na planta ou no solo. Quando os frutos da nova safra esto na fase de chumbinho, comea o trnsito da broca dos frutos velhos para os novos. Nessa poca, devem ser feitas amostragens peridicas nos frutos para verificar o nvel da infestao.Prejuzos- Perda de peso das sementes, devido destruio pelas larvas.- Perda de qualidade, pela depreciao do tipo e da bebida do caf na classificao, pelo aumento do nmero de defeitos.PRAGAS DO CAFEEIROBroca- Queda de frutos novos perfurados.- Apodrecimento de sementes e frutos broqueados.- Inviabilidade de produo de sementes de caf.- Perda de mercado externo, que no aceita caf broqueado.Como fazer o monitoramento:- Monitorar a Broca por meio de amostragens dos frutos, que devero ser feitas mensalmente a partir de novembro.- Divida a lavoura em talhes de at 5 hectares. Em pontos bem distribudos, escolha 50 covas de caf para serem amostradas.- Colha 100 frutos de cada cova de caf escolhida, sendo 25 em cada face. Os frutos devem ser colhidos no tero mdio e no tero inferior, ao redor de toda a planta.- Nos frutos colhidos em cada talho, faa a contagem de frutos atacados.- Somente se o nmero de frutos atacados ultrapassar 3% que se deve fazer o controle da Broca com aplicao de inseticida. Para isso, consulte um tcnico.7Como controlar:- Faa uma colheita bem feita, evitando a permanncia de frutos nos cafeeiros ou no cho.- Se necessrio, faa o repasse aps a colheita (frutos na planta e no solo).- No deixar de colher as lavouras com baixa produtividade.- Eliminar os cafezais velhos e improdutivos e as lavouras abandonadas, pois a broca encontra neles abrigo e se multiplica livremente.Bicho Mineiro a lagarta de uma mariposa que se alimenta da folha do cafeeiro. Recebeu esse nome pelo fato de a lagarta minar as folhas do cafeeiro.Os prejuzos so: reduo da rea foliar e intensidade de queda de folhas.Lavouras mais arejadas e sujeitas a vento aumentam a intensidade do ataque.Os inimigos naturais e as condies ambientais reduzem o ataque em at 70%. O ataque maior nos perodos secos de julho, atingindo o mximo em outubro.Como fazer o monitoramento- Para o monitoramento da infestao deve-se dividir a lavoura em talhes de at 5 hectares.- A amostragem deve ser feita a partir de maio, com periodicidade de 15 a 20 dias.- Escolher 25 covas aleatoriamente e coletar oito folhas em cada uma delas, do segundo e terceiro pares de folhas.- O inseticida s deve ser aplicado quando a percentagem de folhas atacadas for acima de 20% no tero superior ou acima de 30% nos teros mdio e superior.8Como controlar:- Inspecionar as lavouras constantemente.- No caso de viveiros e de plantas novas, por ter pequena rea foliar, aplicar o inseticida assim que a praga aparecer.- O controle feito com produtos em pulverizao ou via solo. Para isso, consulte um tcnico.CigarraExistem diversos tipos de cigarras que atacam o cafeeiro. As mais comuns so dos gneros Quesada, Carineta e Fidicina.So insetos cuja fase de ninfa mvel ocorre no solo, podendo passar desaperce-bida e ficar de 3 a 4 anos sugando as razes do cafeeiro. Depois cava galerias no solo e passa para a parte area da planta e, posteriormente, transforma-se em adulto. normal achar cigarras nas razes mais grossas e tambm na raiz principal, onde so encontradas at a profundidade de 1 metro.Normalmente ocorre a maior concentrao das ninfas nos primeiros 35cm de profundidade, numa circunferncia de 25cm a partir da raiz principal.A suco contnua da seiva causa o depauperamento das plantas. Os sintomas so sempre mais acentuados nas pocas de dficit hdrico.As conseqncias finais do ataque resultam em quebra de produo e mesmo perda total da lavoura se a praga no for controlada a tempo.Como fazer o monitoramento- Fazer a amostragem a partir de agosto, antes da revoada dos adultos.- Dividir a rea em talhes de at 5 hectares, escolhendo 20 plantas por talho, caminhando em zig-zag.-As amostragens podem ser feitas de um s lado da cova (para no haver morte das plantas) fazendo trincheira que abrange o sistema radicular e contando as ninfas de cigarras encontradas. O resultado deve ser multiplicado por 2 para obteno do nmero de ninfas por cova.- O controle deve visar as ninfas no solo. O gnero Quesada deve ser controlado quando a populao de ninfas por cova de cafeeiro for igual ou superior a 35.9Como controlar- O uso de inseticidas a modalidade mais eficiente de controle e, embora no elimine a totalidade das cigarras, a praga reduzida a nveis suportveis pelas plantas, sem que haja dano econmico.- Consultar um tcnico quando utilizar produtos qumicos.Os nematides so pequenos vermes que atacam as razes do cafeeiro. A espcie de maior incidncia em nossa regio a Meloidogyne exigua, que causa pequenas galhas nas radicelas do cafeeiro, resultando em perdas de produo, mas no chegam a depauperar a lavouras em mdio prazo, como ocorre com outras espcies desse verme, podendo haver uma convivncia com esse nematide, sem necessidade de erradicar a lavoura, a curto prazo. Ocorrem problemas srios em plantios feitos sobre reas de cafezal velho, infectado. A disseminao dos nematides pode se dar atravs de mudas de caf e de plantas de sombra infestadas, atravs de enxurradas e pelo trnsito de implementos agrcolas, que levam o solo infestado (com ovos e larvas) para outras reas, assim como os trabalhadores, que transferem solo infestado, agarrado s botas, nos dias de chuva.Entre os fatores que influenciam a distribuio e a densidade de nematides esto: poca do ano, cultivos anteriores, textura do solo e prticas de manejo de nematides. Normalmente, a distribuio dos fitonematides ocorre em focos (reboleiras).NematidesComo fazer o monitoramento: A amostragem um procedimento de coleta de amostras para serem analisadas quanto existncia ou no de nematides bem como, no caso de presena, os nmeros populacionais e localizaes (distribuies) na rea.- Para a coleta, as propriedades devem ser divididas em talhes.- Em cada talho ser realizado o caminhamento em zique-zague coletando-se, por meio de trados, enxadas ou enxades, de 20 amostras simples.- interessante remover a camada superficial do solo antes da retirada das amostras. As amostras simples sero coletadas ao longo do perfil dos primeiros 20 a 30 cm de profundidade.- Essas amostras simples sero homogeneizadas e resultaro em uma amostra composta contendo 500 a 1000gr de solo e 50gr de razes.- Essa amostra composta deve ser acondicionada em saco plstico que dever ser identificada e/ou ser acompanhado de uma ficha de identificao da amostra (local, data da coleta, proprietrio, cultura e outros dados que julgar necessrio).- Muitas vezes, bastante til fazer o croqui da rea amostrada. As amostras compostas devero chegar no Laboratrio, no prazo mximo de 72 horas a 96 horas aps a coleta para o incio dos procedimentos das tcnicas de extrao de nematides.10Como controlar- Reduzir os riscos de disseminao dos nematides.- Fazer corretamente o monitoramento.- De posse dos resultados da anlise das amostras, o tcnico ir decidir a melhor forma de controle, com base no nvel de infestao.caro VermelhoO caro vermelho do cafeeiro vive na parte superior das folhas do cafeeiro. A fmea, de aspecto avermelhado, tem 0,5 milmetro de comprimento e chega a depositar, a cada postura, de 10 a 15 ovos. Alm dessa espcie, existe tambm o caro branco, que tem maior incidncia em outras culturas.O caro vermelho se alimenta das folhas do cafeeiro, furando as clulas e sugando seu contedo. Com a ao da praga, a folha perde seu brilho e apresenta um aspecto bronzeado. Em alguns casos, podem ser observadas pequenas teias, nas quais ficam grudadas poeira e ciscos. Apesar de pequenos, os caros podem ser vistos a olho nu.O problema do caro que, por raspar a superfcie das folhas, ocasiona uma reduo na capacidade fotossinttica da planta. A praga tambm pode provocar a desfolha do cafeeiro e um retardamento no desenvolvimento de plantas jovens. O perodo de maior incidncia ocorre em pocas de clima seco. Chuvas intensas garantem a paralisao do ataque, alm de oferecerem condies da planta se recuperar.O caro vermelho tem um grande poder de infestao, sendo que, se no for controlado no incio, os riscos de toda lavoura ser atingida so grandes.Embora tenham ocorrnci-as mais isoladas, outras pragas merecem citao, como a Mosca (ou Berne) do Cafeeiro, o caro Branco e Cochonilhas. Os produtores devem estar atentos aos sinais de infestao para evitar prejuzos s suas lavouras.Outras pragas do cafeeiroBibliografia11Como controlar:O controle qumico da praga pode ser feito com acaricidas. Porm, o caro tem se beneficiado com prticas de combate a outras pragas e doenas. Estudos comprovaram que alguns produtos qumicos utilizados no combate ao bicho mineiro tambm causam um desequilbrio e favorecem o aparecimento da praga, pois os predadores naturais so eliminadosUm novo conceito de associaoO conceito da Iniciativa 4C no pe em foco o gro individual de caf, mas sim aposta em um processo de longo prazo que busca melhorar, passo a passo, o setor cafeeiro como um todo. Todos os membros fazem parte desse abrangente movimento comum e, ao mesmo tempo, contribuem para a sua continuidade. Somente esta abordagem comunitria de longo prazo permitir uma melhoria ampla e contnua da situao do mercado mundial de caf para os cerca de 25 milhes de cafeicultores. precisamente esse conceito de associao que faz com que o Cdigo Comum para a Comunidade Cafeeira represente uma abordagem diferenciada.www.sustainable-coffee.netPragas e doenas do cafeeiroProjeto GrficoEquipe de Colaborao (Instrutores do 4C)Eduardo Piedade Garcia, Roberto Felicori Rodrigues, Augusto Czar Martins Gomes, Eugnio Santos Botrel, Luiz Cludio Miranda Nogueira, Mrcio Vencio Mendona Ferreira, Wander de Faria Pereira, Gabriel Jos Mesquita Vieira, Bruno de Oliveira Paiva, Diagramao: Marlon Jos de FreitasEditor: Marden da Veiga e Sousa - (MTb 2830MG)Impresso: Bel Grfica LtdaAv. Prefeito Nilson Vilela, 1148 - Bairro EsperanaCEP 37190-000 - Trs Pontas - MGTiragem: 5.000 exemplaresContatos:Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Trs Pontas Ltda.Departamento de Assistncia Tcnicadep-tecnico@cocatrel.com.brTels.: (35)3265-5175 / (35) 3266-2269www.cocatrel.com.brTel.: (35) 9919-2272Parceria: