PRAGAS DO CAFEEIRO. INTRODUO Dentro do conceito de cafeicultura racional o controle s pragas do cafeeiro ocupa lugar de destaque. O cafeeiro atacado.

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    07-Apr-2016

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PRAGAS DO CAFEEIRO PRAGAS DO CAFEEIROINTRODUODentro do conceito de cafeicultura racional o controle s pragas do cafeeiro ocupa lugar de destaque.O cafeeiro atacado por muitas pragas, que, se no combatidas devidamente, ocasionam grandes prejuzos e em muitos casos limitam a produo.O cafeeiro hospeda normalmente muitos insetos. Dentre eles merecem destaque especial, a broca-do-caf e o bicho-mineiro pelos prejuzos que freqentemente causam produo.A broca destri os frutos, podendo causar a perda total da produo em anos favorveis praga.O bicho-mineiro, provoca o desfolhamento e a reduo da rea foliar, podendo causar perdas de mais de 50% na produo, prejuzos esses j constatados no Estado de Minas Gerais. (REIS; SOUZA; MELO, 1978)O grau da importncia das pragas varia com as diferentes regies cafeeiras do pas;O Bicho Mineiro, a Broca e Cochonilhas so problemas destacados, praticamente em todas as regies onde se cultiva o caf;Ataques de caros vermelhos e bichos mineiros tm se intensificado com a utilizao de fungicidas cpricos, para o controle da ferrugem do cafeeiro.Tem se notado ainda, o aparecimento de outras pragas atacando o caf, como diversas espcies de lagartas, provavelmente decorrentes do desequilbrio biolgico, causado pela grande utilizao de produtos qumicos.Sabe-se das muitas possibilidades e vantagens do controle biolgico, mas ainda no se dispe de informaes suficientes para sua aplicao prtica. So dotados, entretanto, nas recomendaes de controle qumico, cuidados necessrios para a preservao dos inimigos naturais.O controle s pragas deve ser feito quando o seu nvel populacional pode ocasionar dano econmico, encaixando-se dentro do sistema de Manejo de Pragas.SISTEMA DE MANEJO DE PRAGASOs sistemas de manejo de pragas visam desenvolvimento de uma estratgia global de ao, que lana mo de um elenco de tticas de controle, tais como : qumicos, biolgicos, culturais, e uso de variedades resistentes . Recomenda-se observar atentamente as pocas de controle e usar os defensivos recomendados nas dosagens certas, para evitar problemas de resduos dos produtos nos frutos e para no causar desequilbrios biolgicos. importante reconhecer os insetos e caros que atacam o cafeeiro e distinguir as pragas para control-las adequadamente.Apresentam um aparelho bucal em formato de estilete, por onde as ninfas sugam a seiva das razes, eliminando o excesso de gua.A umidade do solo, mesmo em pocas de clima seco, um indcio da ao das cigarras. (GALLO et al., 1988) Possuem, em geral, colorao escura, verde oliva a marrom; as asas so transparentes com algumas manchas escuras, podem apresentar pilosidade bastante intensa no abdome.Os machos possuem rgos emissores de sons que atraem as fmeas. A fmea coloca os ovos no interior da casca dos ramos do cafeeiro por intermdio de seu ovipositor em disposio linear aps a ecloso, surgem as formas jovens que penetram no solo, as vezes a grandes profundidades, fixando-se nas razes onde sugam a seiva da planta.PRAGAS DAS RAZESCIGARRAS DO CAFEEIROQuesada gigas (Olivier, 1790)Fidicina pronoe (Walker, 1850)Carineta fasciculata (Germar, 1830)Descrio Nos ltimos anos, este inseto tem aumentado a sua importncia, e segundo alguns, seria devido utilizao de reas de cerrado. Existem diversas variedades de cigarras dos gneros Quesada e Fidicina. A principal diferena entre elas o tamanho.As ninfas do gnero Quesada medem de 20 a 35 mm, o perodo de revoada, ou de acasalamento, que ocorre de agosto a dezembroAs ninfas do gnero Fidicina medem de 18 a 20 mm, iniciam a cpula nos meses de novembro e encerram o perodo em maro. So insetos cuja fase imatura de ninfa mvel vivida no solo, agindo despercebidamente nas razes das plantas.A durao da fase ninfal geralmente longa (um ano). Terminado o perodo ninfal, abandonam as razes que sugam e, por orifcios circulares, saem do solo.Posteriormente, se fixam a um suporte, que pode ser o prprio tronco do cafeeiro, e iniciam sua fase ninfa imvel. A durao dessa fase de aproximadamente 48 horas, quando ocorre o rompimento do dorso do inseto, por onde sai a cigarra adulta. Em seguida rompe-se o tegumento na regio dorsal do trax e emergem os adultos, deixando a exvia. A emergncia dos adultos inicia-se em setembro-outubro (Q. Gigas., F. pronoe,),) e fevereiro ( C. Fasciculata) (GALLO et al., 1988).PrejuzosDe acordo com Rena et al. (1984) as cigarras podem causar prejuzos totais s lavoras atacadas.Para perceber a alta nocividade desses insetos basta considerar que as plantas sofrem um bombeamento de seiva nas razes, em virtude de centenas de ninfas das cigarras.As plantas perdem folhas com queda precoce de flores e frutos; as extremidades dos ramos secam, causando sensvel diminuio da produo, em lavouras novas entre 6 e 10 anos. So registradas, em ataques intensos, at 400 ninfas por cova, o que pode levar a planta a morte (GALLO et al., 1988).Reis e Souza (1986) afirmam que os sintomas caractersticos das ninfas Q. Gigas nas razes manifestam-se na parte area das plantas, pelo definhamento, clorose nas folhas das extremidades dos ramos, queda precoce das folhas, resultando em ramos desnudos, com a permanncia de folhas somente nos pices. No perodo chuvoso, as lavouras atacadas, recebendo os tratos culturais normas, exibem um desenvolvimento vegetativo normal, no apresentando definhamento to visvel, mas no perodo seco, os sintomas tornam-se caractersticos.Devido a suco de seiva, pelas ninfas, a planta apresenta: clorose nas folhas da extremidade dos ramos (semelhante a deficincias nutricionais).ControleControle culturalConsiste na eliminao do cafezal infestado e plantio de novos cafeeiros somente aps dois a trs anos.Os cafezais em formao no so atacados pelas cigarras, porque na plantas ainda novas o sistema radicular no suficientemente desenvolvido e a parte area no apresenta ainda o formato do arbusto para abrigar e atrair o inseto adulto. (REIS; SOUZA, 1986)Controle biolgicoObservou-se em 1980 que ninfas moveis das cigarras no solo apresentavam-se mortas, mumificadas, com o corpo recoberto por um fungo de colorao esverdeada, muitas vezes em associao com um lquen ramificado, localizado em parte generalizadas do corpo, principalmente na cabea e apndices, identificado como Metarhizium anisopliae (Metschnikoff, 1879). Aps o isolamento do fungo de ninfas parasitadas coletadas no campo, ele foi multiplicado em laboratrio, sendo a suspenso de esporos pulverizada em ninfas vivas, grandes, da espcie Quesada gigas, criadas em mudas de cafeeiros.Trinta dias aps a pulverizao das ninfas vivas, estas se apresentavam mortas, totalmente envolvidas pelo miclio e esporos do fungo.Controle qumico recomendada a aplicao de adubo, para que a planta volte a receber nutrientes.A aplicao de produtos qumicos para o combate das ninfas deve ser feito em perodos chuvosos, para que haja uma melhor absoro pelo solo.Outro fator que influencia a aplicao o perodo de revoada das cigarras. O controle qumico deve coincidir com a poca em que as ninfas descem ao solo para se instalarem nas razes. (GALLO et al., 1988) o mais eficiente. Deve ser feito atravs do uso de inseticidas lquidos ou granulados sistmicos de solo. A poca da aplicao muito importante para o sucesso do controle. Para as espcies do gnero Quesada as aplicaes devem ser feitas a partir de setembro, estendendo-se at dezembro. Para as espcies menores o controle deve ser iniciado em dezembro, estendendo-se at maro. Iniciar o controle quando se constatar a presena de aproximadamente 15 a 20 ninfas por cova de caf. importante observar que a eficincia desses produtos depende da umidade do solo. Na ocasio da aplicao o solo dever estar livre de ervas daninhas.COCHONILHA DA RAIZDysmicocus crytus (Hempel, 1918)(Homopetera-Pseudococcidae)A cochonilha-da-raiz do cafeeiro um inseto sugador, de colorao rosa, que tem apresentado maior infestao em solos arenosos ou areno-argilosos.pode estar localizada a uma profundidade de at 50 cm.O aparecimento da praga est relacionado altas temperaturas, com variao de 20C a 25C.A locomoo da cochonilha entre as razes pode ocorrer atravs de formigas ou por enxurradas. A cochonilha da raiz do cafeeiro na fase adulta mede de 2,5 a 3 mm de comprimento por 1,5 a 2 mm de largura. Excreta um lquido aucarado, que condiciona o desenvolvimento de um fungo do gnero Bornetina, formando assim uma cripta sobre a colnia.A sucesso de criptas, tambm chamadas pipocas, se apresenta com aspecto de nodosidade das razes, e servem para alojar o inseto. Os sintomas de ataques so mais evidentes no inverno, quando h problemas de falta d'gua e de menor circulao da seiva.Os sintomas da infestao so amarelamento na parte area de plantas em fase de formao ou o definhamento de cafeeiros adultos.Em plantas jovens, o ataque pode resultar em morte.Isso tambm pode ocorrer se o inseto atacar a raiz principal da planta, provocando, assim, a destruio dos tecidos.A cochonilha tambm pode se alojar em razes secundrias ou tercirias e, alm de destruir os tecidos, impede a absoro de nutrientes pela planta. Segundo os dados de Nakano (1972), o inseto pode dar at 5 geraes anuais. Em um perodo de 52 dias cada indivduo pode dar origem a outros 253.Reproduo partenogentica. PrejuzosUma cova de caf com cinco anos de idade, com a raiz principal completamente atacada, pode perder o equivalente a 6.044 frutos do caf cereja ou 0,84kg de caf beneficiado.Essas cochonilhas podem destruir razes secundrias e tercirias e destruir seus tecidos, impedindo assim a assimilao de nutrientes pela planta. Atacando raiz principal, podem causar tambm a morte da planta pela destruio da raiz. (NAKANO, 1972)ControleComo a cochonilha da raiz inicia seu ataque em reboleira, o controle feito na rea atacada e em plantas ao redor (faixa de segurana).Aplica-se inseticida sistmico granulado em sulco, a 10cm de profundidade, distncia de 20cm do tronco do cafeeiro, empregando-se dissulfotom a 5% ou forato a 5% ou aldicarbe a 10%, nas dosagens de 100g, 100g e 50 g/cova, respectivamente.Esses produtos devem ser aplicados na poca das chuvas, a fim de propiciar a disperso do inseticida no solo para atingir as razes. No devem ser aplicados prximo da poca da colheita.O melhor controle dessa cochonilha feito atravs do uso de fosfeto de alumnio, equivalente em fosfina (Gastoxin, Phostec), colocado ao redor do tronco das plantas, a 20 cm de profundidade, por meio de um cano de polegada. Como o produto fumigante, dever ser aplicado na poca da seca.Tambm podero ser usados inseticidas sistmicos lquidos como o Carbofuran (Furadan 350 SL) - 6 ml do produto comercial por cova, PRAGAS DOS RAMOS E DAS FOLHASCOCHONILHAS DA PARTE AREASo insetos sugadores de seiva que se instalam na parte area das plantas. Geralmente iniciam seus ataquem em reboleiras e, se no forem controladas, podem tomar a lavoura.As formas jovens ou ninfas das cochonilhas movimentam-se nas plantas antes de se fixarem para a alimentao. Devido a esta movimentao e ao diminuto tamanho que possuem, so facilmente arrastadas pelo vento e as guas das chuvas, sendo o vento o principal veculo de disseminao.COCHONILHA VERDECoccus viridis (Green, 1889)A cochonilha verde um inseto oval, achatado, tendo 2 a 3 mm de comprimento.Encontrado normalmente em ramos e folhas novas, ao longo da nervura principal. Aps sua fixao, o inseto perfura as folhas com seu aparelho bucal e inicia a suco da seiva.O seu perodo de postura de 50 dias e cada fmea capaz de colocar 150 ovos, neste perodo.Sua reproduo sexuada ou partenognica. uma importante praga em viveiro de mudas, onde, se no controlada, ser posteriormente levada ao campo. Ocorre com maior freqncia no perodo chuvoso, nos meses de novembro a janeiro.COCHONILHA PARDASaissetia coffeae (Walker, 1852)Inseto de forma hemisfrica, medindo aproximadamente 3,5 mm de comprimento por 2mm de altura e 2mm de largura.Sua colorao marrom escura.Vive nos ramos, folhas e frutos do cafeeiro.Apresenta reproduo partenogentica. praga polfaga que ataca inmeras espcies vegetais.COCHONILHA BRANCAPlanococcus citri (Risso, 1813)A cochonilha branca um inseto de forma oval, com 3 a 5mm de comprimento.As formas jovens possuem colorao rosada, e as adultas castanho-amraelada.Caracteriza-se por apresentar, lateralmente, 17 apndices de cada lado, de colorao branca pulverulenta e outros dois apndices terminais maiores que os laterais. Localizam-se nos ramos mais novos, folhas, botes florais e preferencialmente frutos, desde os estgios chumbinho maduro, instalando-se na base dos mesmos e nos pednculos.O ataque na lavoura facilmente reconhecido face secreo de uma substncia lanuginosa, de cor branca, que serve para proteger os ovos junto ao corpo do inseto. Sua capacidade de ovoposio cerca de 400 ovos e seu ciclo evolutivo completo de 25 dias em mdia. Reproduo sexuada. A poca de maior incidncia tem sido a partir de maro, com as primeiras estiagens: o ataque muitas vezes prolonga-se at o incio da estao chuvosa. Prejuzos causados pelas cochonilhasOs prejuzos diretos so causados pela suco contnua da seiva que acarretam o depauperamento da planta, principalmente em lavouras novas.Em lavouras adultas, as colnias instalam-se nas rosetas, sugando os frutos em formao, os quais caem, reduzindo drasticamente a produo, conforme a intensidade da infestao.Tambm causa prejuzos indiretos, em virtude do excesso de secreo aucarada que cai nas folhas e serve de substrato para o desenvolvimento da fumagina ou p-de-caf, Capnodium sp., fungo que reveste a folhagem em camada preta, prejudicando a fotossntese e a respirao da planta, principalmente em viveiros.Controle das cochonilhasControle biolgicoReis e Souza (1986) afirmam que as cochonilhas tm muitos inimigos naturais, o que geralmente mantm a populao da praga em equilbrio, no sendo necessria outra medida de controle.As cochonilhas so predadas pela joaninha Azya luteipes Mulsant, 1850 (Coleptera-Coccinellidade).Tanto os adultos, quanto as larvas so predadores das cochonilhas, principalmente a verde e a branca.As larvas da joaninha so brancas, com cerca de 7mm de comprimento, revestidas por secreo cerosa de cor branca e filamentosa.Os adultos medem cerca de 4mm de comprimento, possuem dorso convexo e de colorao preta-azulada; apresentam nos litros densa pilosidade cinza com duas manchas circulares pretas.As cochonilhas tambm so parasitadas por microhimenpteros. Dos fungos entomopatogncios destacam-se o Cephalosporium lecanii, o Verticillium lecanni e o Acrostalagmus albus.O uso indiscriminado de fungicidas pode causar um desequilbrio biolgico e favorecer surtos desses insetos.Controle qumicoComo as cochonilhas iniciam seus ataques em reboleiras, as pulverizaes devem atingir inclusive uma faixa de segurana ao redor. O controle pode ser feito eficazmente com inseticidas fosforados; porm a mistura de leo emulsionvel a 1% com esses inseticidas proporciona um controle mais eficiente das cochonilhas.Produtos e dosagens (REIS; SOUZA; MELO, 1978)leos emulsionveis - 1000 ml/ 100 litros de guamalatiom 50% CE - 300 ml/100 litros de guadiazinom 60% CE - 150 ml/100 litros de guadimetoato 50% CE - 200 ml/100 litros de guametidatiom 40% CE - 200 ml/100 litros de guaRecomenda-se pulverizar somente as plantas atacadas e as vizinhas destas. Os mesmos produtos podem ser usados quando o ataque ocorrer em mudas em viveiros.Reis e Souza (1986) advertem que no comum o uso de fungicidas para controlar a fumagina, pois controlando-se as cochonilhas, a secreo desaparecer, eliminando assim, a fumagina.PRAGAS DAS FOLHASLAGARTASAs lagartas, que so a fase jovem de borboletas e mariposas, no so consideradas pragas perigosas para os cafeeiros.Somente causam problemas quando ocorre um desequilbrio biolgico, provocado por fatores climticos ou pelo uso indiscriminado de defensivos, que resulta no desaparecimento de seus predadores naturais. Existem diversas espcies de lagartas, dentre as quais esto a lagarta urticante, a lagarta dos cafezais, a lagarta cabeluda, a taturana do cafeeiro e a graveto, tambm conhecida como mede palmo.A lagarta urticante a espcie que mais preocupa os produtores. Alm de ser voraz e destruir folhas e brotos, ela aparece sempre em grande nmero. As lagartas tambm tm representado perigo para colhedores, pois muitas delas tem efeito urticante, provocando queimaduras. As principais lagartas que ocorrem so:Eacles imperialis magnifica (Walker, 1856)Automeris sppLonomia (periga) circunstans (Walker 1855).DescrioLagartas urticantes, Lonomia circunstans, merecem cuidados, pois vivem agrupadas e so encontradas em grande nmero.So escuras, urticantes e com intensos prolongamentos em todo o corpo. Durante o dia tm o hbito de ficar agrupadas na base da planta ou no solo sob esta, no se alimentando. noite, as lagartas sobem para as plantas e vo se alimentar.So vorazes, gregrias e com rpida locomoo.As lagartas, pelo grande nmero, destroem as folhas e brotos, principalmente a partir da parte superior da planta.Os insetos adultos so mariposas, possuindo as fmeas cerca de 60mm de envergadura e os machos 50mm.As fmeas, alm de serem maiores, possuem colorao cinza e os machos avermelhada. Ambos possuem uma linha transversal nas asas.Eacles imperialis magnifica, lagarta dos cafezais.So grandes, medindo cerca de l00mm de comprimento, de colorao varivel entre o verde, o alaranjado e o marrom.No so urticantes.Os adultos so mariposas grandes, de colorao amarela e com pontos escuros nas asas, mais numerosos nos machos. Alm das pontuaes, possuem tambm uma faixa transversal nas asas.As fmeas so maiores e possuem at 135mm de envergadura, sendo que os machos possuem cerca de l00mm.Possuem colorao parda e locomovem-se imitando o movimento de medir palmos.Megalopyge lanata, lagarta cabeluda (tambm conhecida como bicho de fogo, lagarta de fogo ou taturana)Mede cerca de 70mm de comprimento por 18 de largura;Possui colorao branca e apresenta o corpo segmentado e coberto com tufos de pelos longos e finos de colorao castanha.Os insetos adultos so mariposas com cerca de 60mm de envergadura, colorao clara, acinzentada e com as asas manchadas.Oxydia sp., vulgarmente conhecida como mede palmo ou graveto,As lagartas apresentam cerca de 50mm de comprimento, quando completamente desenvolvidas;PrejuzosAs lagartas alimentam-se de folhas, so vorazes e, se ocorrerem em grande quantidade;Podem ser prejudiciais ao cafeeiro, principalmente aos mais novos e com menos folhas.Alm da reduo na rea foliar e produo, podem ser citados tambm como prejuzos a no aceitao por parte dos colhedores de caf das lavouras infestadas por lagartas, devido ao efeito urticante que a maioria possui, o que causa queimaduras.A lagarta rosca ataca durante a noite e pode causar grandes prejuzos em viveiros ou plantaes novas, pois roletam as plantas na regio do colo, e eventualmente no pice da planta, causando o tombamento e morte das mudas.ControleControle BiolgicoNormalmente as lagartas no se constituem em pragas, devido ao alto grau de parasitismo que apresentam.J foram encontradas parasitando lagartas, moscas da famlia Tachinidae, Belvosia bicinta Robineau & Desduoidy, 1830,Belvosia potens (Wideman, 1830) e Pararrhinactia parva Town bem como microhimenpteros do gnero Apanteles.O inseticida microbiano Bacilus thuringiensis (Thuricide HP) na dosagem de 250-500g/ha tem sido usado com eficincia no controle das lagartas.As lagartas que atacam o cafeeiro so controladas biologicamente por seus inimigos naturais (parasitos e predadores), os quais so encontrados nos cafezais, procura de seus hospedeiros (lagartas). Visto que o uso indiscriminado de inseticidas, visando controlar outras pragas, elimina os inimigos naturais das lagartas (insetos teis), tendo como conseqncia, surtos destas e tambm de outras lagartas que geralmente no atacam o cafeeiro, podendo causar prejuzos, j que se alimentam das folhas.Controle qumicoDeve-se pulverizar somente os talhes infestados Se o ataque ocorrer em reboleira, pulverizar tambm uma faixa de segurana ao redor dela.O controle das lagartas pode ser feito atravs de inseticidas organofosforados como o Triclorfon (Dipterex 500: 1 l/ha) inseticidas biolgicos como o Bacillus thuringiencis (Dipel PM: 250-500 g/ha) e mais comumente atravs de inseticidas piretrides.Especificamente para a lagarta rosca, a aplicao do inseticida dever ser dirigida para a regio do colo da planta, local visado pela praga.O controle qumico pode ser feito atravs de inseticidas fosforados aos quais se adiciona leo mineral miscvel ou emulsionvel a 1,0-1,5% (Assist, Spinner, Sunspray E, Triona, Dytrol, Iharol, Naturl leo, Nimbus, etc.). Esse leo ajuda a penetrao do inseticida e a matar a cochonilha por asfixia. No caso de cochonilha branca deve-se dar preferncia a inseticidas com efeito fumigante.BICHO MINEIROPerileucoptera coffeella (Gurin & Mneyille, 1842)DescrioPraga de origem africana , constatada no Brasil a partir de 1851, quando aqui entrou , provavelmente atravs de mudas de caf , provinientes das Antilias e da ilha de Bourbon. Atualmente encontra se em disseminada por todas regies cafeeira do pas. a praga que mais preocupa os cafeicultores do Brasil;Ao nascer, as pequenas lagartas passam dos ovos diretamente para o interior das folhas, ficando alojadas entre a epiderme superior e inferior.Dentro da folha, as larvas se alimentam formando as galerias, ou minas.A ao do bicho mineiro pode provocar uma desfolha de 70%.A conseqente diminuio da fotosssntese ocasiona a queda de produo.A perda de produtividade do cafeeiro atingido pode ser de at 50%. uma praga monfaga, atacando somente o cafeeiro.Pode-se encontrar, em uma leso, uma ou mais lagartas. (a presena de mais de uma lagarta devido coalescncia de leses).Finalizando o perodo larval, a lagarta deixa de alimentar-se e sai pela epiderme superior da folha, abrindo uma tampa na extremidade da leso.Ao sair, desce por meio de um fio de seda por ela produzido e vai construir o casulo nas folhas geralmente na pgina inferior.Antes de passar para a fase crislida, constri uma teia em forma de X, que servir de fixao e proteo ao casulo; Finalizando a fase de crislida, emerge o adulto.A leso ou mina caracterizada por um centro preto, resultado do acmulo de suas excrees e com o contorno castanho-claro.A epiderme superior de uma leso destaca-se facilmente, sendo comuns leses velhas sem epiderme superior, que se desprendeu naturalmente.O Bicho Mineiro na fase adulta uma mariposa de cerca de 6,5 mm de envergadura e 2,2 mm de comprimentoA parte superior das asas anteriores tem colorao branco-prateada, com mancha circular preta, de halo amarelado em cada ponta.As mariposas do bicho-mineiro so microlepidpteros de hbitos crepuscular-noturnos.Para visualiz-las, basta agitar a folhagem do cafeeiro, a fim de que saiam voando.Durante o dia as mariposas escondem-se na folhagem, instalando-se na pgina inferior das folhas do cafeeiro, ou de outros vegetais.A tarde ou ao anoitecer deixam o abrigo e iniciam a postura, na pgina superior das folhas do cafeeiro.A ocorrncia do bicho mineiro est condicionada a diversos fatores: climticos - temperatura e chuva principalmente; condies da lavoura - lavouras mais arejadas tm maior probabilidade de serem intensamente atacadas; presena ou ausncia de inimigos naturais como parasitos, predadores e patgenos.H diferenas quanto poca de ocorrncia entre as regies cafeeiras, porm, de modo geral, as maiores populaes tm sido encontradas nos perodos mais secos do ano, com incio em junho e cume em outubro, sendo menor antes e aps esses meses.H casos em que a populao aumenta em maro-abril em decorrncia de veranicos no ms de janeiro e/ou fevereiro.Aps a constatao da ferrugem (Hemileia vastatrix Berk & Br.) no Brasil em 1970, o bicho mineiro passou a ser considerado a principal praga da cultura, superando mesmo a broca do caf, Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) (Coleoptera-Scolytidae), e isto foi devido s condies necessrias para o controle da ferrugem, tais como espaamentos maiores para permitir o uso de mquinas e propiciar arejamento s plantas, que so condies adversas doena, porm ideais para o inseto. As prticas culturais, como as pulverizaes de fungicidas, j foram tambm correlacionadas com o aumento da populao do bicho mineiro (PAULINI et al., 1976).PrejuzosEsta praga at 1970 era considerada problema apenas no perodo seco do ano e os cafeicultores conviviam com ela sem grandes problemas. A partir de ento, a praga passou a ocorrer indiscriminadamente no perodo seco e chuvoso, passando a ser, em determinadas regies, o principal problema fitossanitrio do caf.Esses prejuzos resultam da reduo da capacidade fotossinttica pela destruio das folhas e principalmente pela queda destas folhas.Os sintomas so mais visveis na parte alta da planta, onde se observa um grande desfolhamento, quando o ataque intenso.Cafeeiros conduzidos em espaamentos mais largos tm tendncia a uma maior infestao da praga.O inseto prejudicial ao cafeeiro somente na fase larval.Quando adulto, causa prejuzos indiretos (nessa fase ocorre a fecundao da fmea, de cujos ovos surgiro as lagartas)As lagartas possuem aparelho bucal mastigador, enquanto os adultos o tm sugador-maxilar, dotado de uma espirotromba, que se desenrola por ocasio da alimentao.O bicho-mineiro pode causar prejuzos produo e a longevidade dos cafeeiros.Para produzir frutificao normal, a planta precisa de sua folhagem durante o processo da diferenciao das gemas florais por ocasio das floradas.Ocorrendo a florao e conseqente fecundao haver produo de frutos. Para o desenvolvimento normal destes, aps a fecundao, preciso que a planta possua enfolhamento suficiente, pois os frutos necessitam dos nutrientes que so sintetizados nas folhas pela fotossntese.Se o enfolhamento insuficiente, haver pouca disponibilidade de nutrientes e os frutos no se desenvolvero satisfatoriamente, em prejuzo da produo.O ataque do bicho-mineiro aumenta normalmente a partir de julho-agosto, quando via de regra as condies climticas lhe so mais favorveis, atingindo o mximo em outubro;Pode ocorrer um drstico desfolhamento das plantas, que ficam sem folhagem ou com folhagem rala e mais ou menos dilacerada por ocasio das floradas.Devido desfolha causada pela praga, os ramos, antes protegidos, ficam tambm desnudos, e por esse motivo secam facilmente ante a incidncia direta dos raios solares, com perda dos frutos.Os ramos secos no tero funo na planta, que por isso se enfraquece. Com o surgimento da nova folhagem, a lavoura ter pssimo aspecto devido associao de ramos secos com a folhagem nova.Tem-se observado maiores prejuzos quando o ataque se d no perodo de maior intensidade pluvial.Os prejuzos causados pelo Bicho Mineiro variam principalmente pela intensidade, durao do ataque e poca de ocorrncia.A planta, sofrendo desfolhas drsticas anualmente, enfraquece (a exigncia para a reposio das folhas perdidas, leva exausto.ControleUm dos fatores que beneficiam o aparecimento da praga so as lavouras arejadas.Em princpio o controle da praga deve ser feito de maneira preventiva pisando a forma larval, antes que a populao atinja seu ponto mximo. Com o controle, reduz-se a quantidade de insetos; haver conseqentemente uma menor porcentagem de folhas minadas e, portanto, pode-se esperar um enfolhamento melhor no perodo das floradas.Normalmente, devem ser feitas duas pulverizaes no cafezal, com intervalo de 30 dias, a primeira das quais em julho.A quantidade de gua a ser utilizada por hectare depende do equipamento utilizado. Recomenda-se que em lavouras que tenham mais de 2,5 anos de idade se use o pulverizador costal motorizado, ou acoplado ao trator, ou o de trao animal.Em viveiros, o controle do bicho-mineiro pode ser feito com os mesmos produtos na proporo de 200 a 250 ml por 100 litros de gua, em pulverizao sobre as mudas.Controle culturalA eliminao de ervas daninhas dos cafezais contribui para a diminuio da praga; recomendada capina racional dos mesmos.Evitar utilizao de cobertura morta e culturas intercalares.Controle biolgicoAps a constatao cada vez maior da praga, muitos trabalhos de controle foram realizados, principalmente com produtos qumicos. Entretanto, durante a realizao desses trabalhos, observaes paralelas demonstraram que havia um controle biolgico natural atravs de parasitos, predadores e patgenos.PredadoresEntre os agentes que promovem o controle biolgico, os predadores, podem ser considerados os mais eficientes, pois necessitam predar mais de um indivduo para sua sobrevivncia e tornam-se assim grandes inimigos naturais.Para o bicho mineiro j foram identificados diversos predadores, todos da ordem Hymenoptera e da famlia Vespidae.A eficincia dos predadores no controle ao bicho mineiro pode ser feita observando-se folhas minadas que, aps haver a predao, tm a epiderme superior e/ou inferior, correspondente rea da leso, totalmente dilacerada. Estas dilaceraes so realizadas pela vespa para retirar a lagarta que lhe serve de alimento.O controle biolgico pelas vespas predadoras pode ser considerado eficiente, desde que no seja observada nas lavouras uma porcentagem superior a 30% de folhas minadas intactas, ou seja, que no apresentem rasgaduras produzidas pelas vespas, nos meses de junho a julho.Esta porcentagem deve ser obtida em folhas do tero mdio e superior das plantas, visto que a distribuio do bicho mineiro nas plantas de caf de cima para baixo na 3, 4 ou 5 folhas do ramo.Quando ocorrerem mais de 30% de folhas minadas intactas, deve-se recorrer ao controle qumico pois, neste caso, o predatismo, ou seja, o controle biolgico, no est sendo isoladamente suficiente.V-se que por si s o controle biolgico nem sempre suficiente e, caso o nvel de 30% mencionado seja atingido, deve-se lanar mo de outros meios de controle, pois se as condies nos meses de agosto, setembro e outubro forem favorveis ao bicho mineiro, os prejuzos podem chegar aos nveis j mencionados anteriormente, ou seja, acima de 50% de decrscimo na produo.As vespas predadoras do bicho mineiro predam tambm larvas de outros insetos, e a poca de ocorrncia depende de abundncia de presas, sendo este um dos motivos pelos quais no se recomenda o uso indiscriminado de defensivos, principalmente na poca de maior atividade dos insetos, que o vero.Controle qumicoMedidas de controle qumico somente devem ser tomadas aps ser observada nas lavouras uma porcentagem de ataque do bicho mineiro superior a 30% de folhas. No deve ser feita aplicao indiscriminada de inseticidas, pois poder ocorrer desequilbrio devido eliminao dos inimigos naturais, causando exploses populacionais da praga ou surtos indesejveis de lagartas que normalmente so controladas biologicamente por parasitos encontrados em abundncia nas lavouras.Quando se usa constantemente inseticidas em pulverizao, principalmente piretrides, os parasitos so eliminados, mas os piretrides podem causar desequilbrio em favor do caro vermelho. O controle qumico deve ser feito somente nos talhes ou parte dos talhes mais infestados, a fim de auxiliar na preservao dos inimigos naturais.Normalmente bastam duas pulverizaes no perodo junho-agosto, mas em algumas regies h tambm necessidade do controle em abril. Para o controle do pico de abril pode ser usado um inseticida granulado, se houver umidade no solo, aplicado em fevereiro ou maro.O controle qumico pode ser realizado atravs de dois sistemas bsicos: pulverizao foliar e aplicao via solo.a) Pulverizao foliarUso de produtos inseticidas organo-fosforados, carbamatos,, piretrides.Inseticidas organofosforados:Ethion - Ethion 500 Rhodia Agro: 1,0 a 1,2 l/haParathion metlico - Folidol 600: 1,0 a 1,5 l/haDimetoato - Tiomet 400 CE: 1,0 a 1,5 l/haInseticidas carbamatos:Cartap - Cartap BR 500: 0,8 a 10 l/h- Thiobel 500: 0,8 a 1,0 l/hInseticidas piretrides:Permethrin - Ambush 500 CE: 100 a 150 ml/ha- Piredan: 120 a 150 ml/ha- Pounce 384 CE: 120 a 150 ml/ha- Valon 384 CE: 120 a 150 ml/ha- Talcord 250 CE: 100 a 200 ml/haCypermethrin - Ripcord 100: 100 a150 ml/ha- Sherpa 200: 50 a 80 ml/ha- Arrivo 200 CE: 50 a 70 ml/ha- Cyptrin 250 CE: 40 a 70 ml/ha- Nortrin 250 CE: 40 a 70 ml/haAlfacypermethrin - Fastac 100: 100 a 150 ml/haZetacypermethrin - Fury 180 EW: 35 ml/haDeltamethrin - Decis 25 CE: 150 a 250 ml/haPara plantas jovens pode-se considerar a regra de uso da mesma concentrao de calda inseticida, ou seja diluindo-se a dose indicada para a lavoura adulta em 400 litros de gua.O controle via foliar feito basicamente atravs da mortalidade das larvas, dentro das minas nas folhas, embora os tratamentos possam acarretar tambm a morte parcial das mariposas (adultos).Deste modo, importante que os produtos possuam ao sistmica ou mesmo de profundidade, para atingir as larvas dentro das folhas.Alguns produtos apresentam ao ovicida (Cartap).Normalmente so necessrias duas a trs aplicaes, com intervalo de 30 a 40 dias para um controle eficiente do bicho mineiro, em condies normais de ataque para os inseticidas organofosforados, carbamatos e derivados de uria. Para os piretrides uma ou duas aplicaes com aplicaes com intervalo de 50 a 60 dias. Em regies quentes onde o ciclo evolutivo da praga bem mais curto, esse intervalo pode cair pela metade.O acompanhamento da praga, pela verificao da presena de minas com larvas vivas, a base para avaliar a necessidade de novas aplicaes.O perodo residual de controle via foliar normalmente pequeno. Os inseticidas fosforados e carbamatos tm uma tima ao de profundidade, matando as lagartas no interior das leses (efeito de choque) mas apresentam curto efeito residual (25 a 30 dias).Os inseticidas peretrides, ou suas misturas, ao contrrio, apresentam maior efeito residual (50-60 dias) e nenhuma ao de profundidade. Por esta razo, quando a praga j estiver instalada e com nveis elevados de infestao, recomenda-se o uso de misturas de inseticidas fosforados ou carbamatos com inseticidas piretrides em pulverizao. sempre bom lembrar que quando se usam inseticidas piretrides recomenda-se associar um inseticida fosforado para evitar desequilbrio que favorea o aparecimento de caros. O uso de leos emulsionveis na dosagem de 0,5 a 1,0% proporciona alta adesividade dos produtos nos tecidos vegetais, aumentando a eficincia das pulverizaes e diminuindo as perdas por lavagem da gua das chuvas.b) Aplicao via soloUso de produtos organofosforados ou carbamatos, formulados em grnulos e veiculados em argila ou areia. Podem tambm ser usados inseticidas sistmicos via lquida. Nesse sistema o controle deve ser feito preventivamente, pois necessrio um perodo de 30 a 40 dias para a liberao, absoro e translocao dos ingridientes ativos, em nveis adequados, at a folhagem.A aplicao deve ser cuidadosa pelo fato de os produtos, no geral, serem extremamente txicos.Alguns produtos novos, derivados do cido nicotnico, esto apresentando bons resultados e menor toxicidade ao meio ambiente. Exemplo: Imidacloprid (Premier) e Thiametoxan (Actara).Para facilitar a exposio, vamos dividir esse item em trs tpicos:a) Inseticidas granulados sistmicosTerbufs - Counter 50 G: 60 a 80 kg/ha- Counter 150 G: 15 a 20 kg/haCarbofuran - Carboran Fersol 50 g: 60 a 80 kg/ha- Diafuran 50: 60 a 80 kg/ha- Furadan 50 G: 60 a 80 kg/ha- Furadan 100 G: 20 a 30 kg/ha- Ralzer 50 GR: 60 a 80 kg/haPhorate - Granutox 50 G: 60 a 80 kg/ha- Granutox 150 G: 20 a 30 kg/haAldicarb - Temik 150: 20 a 25 kg/haThiametoxan - Actara: 25 a 40 kg/haEsses produtos devem ser enterrados sob a saia do cafeeiro, em sulcos, dos dois lados da planta quando se usam granuladeiras mecnicas, em dois ou quatro pontos quando se usa matraca, no perodo de novembro a fevereiro, pois o uso desses produtos exige umidade do solo que garanta a sua absoro pela planta. Podem ser feitas uma ou duas aplicaes no intervalo de 60 a 90 dias. O solo deve estar livre de ervas daninhas e de alta porcentagem de matria orgnica no decomposta na regio de aplicao.O inseticida Aldicarb, devido sua alta solubilidade, pode ser aplicado no final da estao chuvosa, dilatando assim o perodo de controle. Os demais inseticidas devero ser aplicados at dezembro, pois so menos solveis e necessitam de maior umidade e tempo para serem absorvidos e distribudos pela seiva das plantas para toda a parte area do cafeeiro. Nos cafezais irrigados no h restries.b) Inseticidas sistmicos via lquidaCarbofuran - Furadan 350 SC: 9 a 12 l/haImidacloprid - Premier: 1,3 a 1,6 kg/haEsses produtos devem ser diludos em gua e aplicados sobre a saia dos cafeeiros dirigidos s proximidades do caule. Quando se pretende controlar as cigarras ou mosca das razes concomitante ao bicho mineiro, aplicar no perodo de outubro a dezembro. Quando se quer estender o controle do bicho mineiro exclusivamente us-lo no ms de fevereiro.c) Controle associado da ferrugem e bicho mineiro feito atravs da mistura de fungicidas e inseticidas granulados sistmicos em aplicao nica, no perodo de outubro a dezembro, enterrado sob a saia do cafeeiro, da mesma maneira como foi recomendado para os inseticidas granulados sistmicos:Disulfoton + triadimenol - Baysiston: 30 a 70 kg/haDisulfoton + Cyproconazole - Altomix: 103,2: 30 a 70 kg/ha- Altomix 104: 30 a 70 kg/haThiametoxan + Cyproconazole - Verdadero 20 GR: 30 kg/haEm certos casos, dependendo da poca de ocorrncia da praga e da umidade do solo, conveniente associar aplicaes de solo com uma complementao foliar mais tarde.Como ao complementar, tem-se observado que, nos meses de preparo para a colheita, a operao de soprao tem apresentado reduo considervel de pupas do bicho mineiro nas folhas cadas.As doses recomendadas variam conforme a densidade de plantio e idade do cafezal. O monitoramento da praga essencial para a tomada de decises para o seu controle. extremamente vantajosa a integrao dos mtodos culturais, biolgicos e qumicos para que se tenha maior sucesso no controle do bicho mineiro.A alternncia no uso de inseticidas sempre recomendvel para se evitar o aparecimento de resistncia da praga a esses produtos.CARO BRANCOPolyphagotarsonemus latus (Banks, 1904)Descrio um caro polfago ou heterfago, atacando dentre outras culturas o algodoeiro, o feijoeiro, o mamoeiro e a seringueira.Recebe alguns nomes vulgares como: caro branco, caro tropical, caro do chapu do mamoeiro, caro das rasgaduras das folhas e caro do bronzeamento das folhas (REIS, 1974). muito pequeno, no sendo visto facilmente sem o auxlio de lentes de aumento.Somente notado quando as plantas atacadas apresentam sintomas tpicos.Os machos so menores que as fmeas e de corpo estreito, com a extremidade afilada; apresentam quatro pares de pernas, sendo que o quarto par no usado na locomoo, permanecendo estendido para trs e servindo de rgos sexuais auxiliares.So mais ativos que as fmeas, tm pernas mais compridas e so comumente vistos carregando as pupas, hbito que auxilia a disseminao da praga e garante a propagao da espcie, pois as fmeas, logo que se tornam adultas, so copuladas.Localizam-se de preferncia nos tecidos novos das plantas, abrigando-se dos raios solares na pgina inferior das folhas, onde realizam o ataque.Foi relatado por CHIAVEGATO et al. (1974) atacando cafeeiros pela primeira vez no Brasil, no Estado do Esprito Santo, e atualmente j tem sido encontrado atacando cafeeiros em outros Estados. PrejuzosAtacam as folhas e ramos dos ponteiros que em ataques intensos passam a apresentar os sintomas caractersticos do ataque de P. Latus.Folhas novas se enrolam e secam ou permanecem rudimentares, podendo apresentar rasgaduras.Tornado-se deprimidas na parte central com os bordos voltados para baixoO crescimento desuniforme do limbo foliar, evolui para necroses e rasgaduras.ControleSe ocorrer grande rea infestada pelo caro, o controle pode ser feito utilizando-se o clorobenzilato a 25% CE, na dosagem de 150-200ml/100 litros de gua.O endossulfam a 35% CE, na dosagem de l,5 a 2,0l/ha, que usado para o controle da broca, tambm apresenta eficincia no controle do caro branco.CARO VERMELHOOligonychus (O.) ilicis (Mc Gregor, 1919)(Acari-Tetranychidae)DescrioO caro vermelho do cafeeiro vive na parte superior das folhas (epiderme superior).A fmea, de aspecto avermelhado, tem 0,5 mm de comprimento e chega a depositar, a cada postura, de 10 a 15 ovos. O caro vermelho se alimenta das folhas do cafeeiro, furando as clulas e sugando seu contedo.Com a ao da praga, a folha perde seu brilho e apresenta um aspecto bronzeado.Em alguns casos, podem ser observadas pequenas teias, nas quais ficam grudadas poeira e ciscos.Apesar de pequenos, os caros podem ser vistos a olho nu. Foi descrito pela primeira vez na Carolina do Sul, EUA, atacando azevim americano, em 1917.Posteriormente, foi encontrado atacando pltano. tambm praga de conferas, azlea, camlia e nogueira nos Estados Unidos; ch, arroz, loureiro, azevim no Japo, alm do caf no Brasil e diversas outras culturas (JEPPSON, 1975).O ataque do caro ocorre geralmente em reboleiras e, se as condies forem favorveis ao caro e o controle no for feito no inicio da infestao, poder atingir toda a lavoura.O uso em excesso de fungicidas cpricos no controle da ferrugem do cafeeiro pode causar um desequilbrio que trar como conseqncia grande aumento da populao do caro.PrejuzosDevido ao grande nmero de caros, que raspam a epiderme das folhas, ocorre uma reduo na capacidade fotossintetizadora das plantas atacadas.Em perodo de seca, com estiagem prolongada, as condies so propcias ao desenvolvimento do caro.Podendo causar desfolha do cafeeiro.Nas lavouras novas, em formao, podem retardar o seu desenvolvimento..ControleControle biolgicoEm folhas de cafeeiro so encontrados caros predadores pertencentes famlia Phytoseiidae e colepteros do gnero Stethorus;Juntamente com outros predadores mantm baixa a populao de caro vermelho em condies normais de clima e manejo da lavoura.Controle qumicoO controle qumico da praga pode ser feito com acaricidas. Porm, o caro tem se beneficiado com prticas de combate a outras pragas e doenas.Estudos comprovaram que fungicidas utilizados no controle da ferrugem aumentaram a populao do caro vermelho.Da mesma forma, produtos qumicos utilizados no combate ao bicho mineiro tambm causam um desequilbrio e favorecem o aparecimento da praga, pois os predadores naturais so eliminados.Chuvas pesadas paralisam o ataque e propiciam s plantas condies de vegetao e recuperao, no sendo necessria nenhuma medida de controle.PRAGAS DOS FRUTOSBROCAHypothenemus hampei (Ferrari, 1867)(Coleoptera-Scolytidae)DescrioA broca do caf considerada uma das principais pragas do cafeeiro, atacando frutos em qualquer estdio de maturao. originria da frica, onde foi citada pela primeira vez no ano de 1901, no Congo Belga.No Brasil, foi introduzida no Estado de So Paulo, provavelmente antes de 1922, pois j neste ano verificaram-se intensos ataques desse inseto.O adulto da broca do caf um besourinho de cor preta, luzidio, medindo a fmea cerca de l,65mm de comprimento por 0,73mm de largura.O macho menor, e possui cerca de l,18mm de comprimento por 0,51mm de largura, corpo subcilndrico, ligeiramente recurvado para a frente.Os litros possuem e escamas filiformes, no que difere da falsa broca, Hypothenemus obscuras (Fabricius, 1801) que possui cerdas espatuladas, mais largas e com cinco a seis estrias longitudinais.A falsa broca alimenta-se somente da polpa do fruto bem seca, no atingindo os cotildones e no se constitui numa praga.Os machos da broca do caf possuem as asas membranosas rudimentares, no voam e permanecem constantemente dentro dos frutos, onde se realiza a fecundao das fmeas.O nmero de fmeas maior que o de machos, sendo a razo sexual de 10:1, ou seja, dez fmeas para cada macho.Ao ser fecundada, a fmea perfura o fruto e faz uma galeria de aproximadamente 1 mm, at atingir a semente.Onde faz a postura, que resultar no aparecimento de larvas.As larvas sero responsveis pela destruio total ou parcial da semente. A fecundidade mdia das fmeas de 74 ovos (31 a 119 ovos) e a longevidade mdia, de 156 dias (81 a 282 dias). A fmea coloca 2 ovos por dia e o numero de ovos por cmara dificilmente ultrapassa a 20. O perodo mdio de incubao dos ovos de 7,6 dias (4 a 16 dias). O perodo larval de 13,8 dias em mdia (9 a 20 dias) e o perodo pupal de 6,3 dias em mdia (4 a 10 dias).O nmero de geraes, em nossas condies, pode chegar at a 7 por ano, sendo que 4 a 5 evoluem no perodo de novembro-dezembro a julho-agosto.O ciclo evolutivo mdio da praga de 27,7 dias (17 a 46 dias). O ataque do pequeno besouro pode ocorrer em qualquer estgio de desenvolvimento do fruto: verde, maduro ou seco.Ocorre queda de frutos, mas via de regra no ovopositam por estarem nos frutos muito aquosos.O ataque se acentua na fase de granao e maturao. PrejuzosAltas infestaes diminuem a porcentagem de gros perfeitos e aumentam a de gros perfurados, de escolha e de gros quebrados, determinando, em conseqncia, uma sensvel perda de peso alm do ruim aspecto e sabor.Outro prejuzo atribudo a broca aquele referente a queda de frutos.A inferiorizao do tipo tambm um dos prejuzo, pois a cada 5 gros perfurados atribui-se um defeito.Um lote de caf pode passar do tipo 2 ou 3 para o tipo 7 ou 8, devido exclusivamente ao ataque da praga.Observa-se, portanto, que alm de se ter menor quantidade de caf devida a reduo do peso e queda de frutos, consegue-se menor preo pelo produto devido perda da qualidade. Os resultados da infestao so o mau aspecto e do sabor prejudicado.Em casos de grande infestao, a perda de peso pode ser superior a 20%, ou seja, mais de 12 quilos por saca de 60 quilos.O gro brocado tambm inferiorizado na classificao do tipo do caf, que determinado pelo nmero de defeitos existentes em amostras. ControleO produtor pode controlar a ao da praga tendo alguns cuidados. necessrio que colheita e limpeza sejam bem feitas, de maneira que frutos no permaneam na rvore e no cho.Evitando que a broca sobreviva na entressafra para infestar posteriormente a nova frutificao.Outro detalhe importante iniciar a colheita pelos talhes mais afetados, pois a praga tem grande poder de infestao.Mesmo aps armazenado, o caf brocado pode contaminar os cafs sadios. Recomenda-se iniciar o controle da broca, quando se encontrar aproximadamente 5% dos frutos broqueados, da primeira florada. Isto ocorre geralmente no ms de novembro na Zona da Mata e em janeiro, no Sul de Minas.A fim de que o controle seja iniciado na poca correta, deve-se proceder a amostragens peridicas dos frutos, nos vrios talhes da lavoura, comeando-se pelas partes mais baixas e midas.O controle deve iniciar-se pelas partes mais atacadas da lavoura. Lavouras velhas e fechadas requerem maiores cuidados, pois em tais condies so mais favorveis as condies de infestao. Controle biolgicoO controle biolgico da broca do caf por meio da vespa de Uganda tornou-se o principal programa de estudos e observaes pelos cientistas do Instituto Biolgico, que ainda no tinham uma opinio conclusiva sobre o mtodo, ainda que j tivesse sido experimentado pelos holandeses em Java.Enquanto isso o repasse continuava a ser considerado pelos cientistas como a melhor e mais segura medida de combate praga. Outra forma de controle biolgico feita com um fungo que tem tido considervel sucesso. A tecnologia Embrapa responsvel pelo desenvolvimento em laboratrio de um dos inimigos naturais da broca-do-caf, a principal praga que ataca o cafeeiro.O fungo Beauveria bassiana capaz de controlar biologicamente a incidncia da broca, substituindo gradativamente o uso de agrotxicos. Em fase de multiplicao, o fungo est sendo aplicado em lavouras experimentais da Embrapa Rondnia e os resultados so extremamente satisfatrios. Ganha a natureza e ganha o produtor.Controle CulturalA colheita do caf deve ser muito bem feita, evitando-se deixar frutos nas plantas e no cho, nos quais a broca poderia sobreviver na entressafra para infestar posteriormente a nova frutificao. recomendvel fazer o repasse ou a catao dos frutos remanescentes da colheita.A colheita deve ser iniciada pelos locais ou talhes mais infestados da lavoura, pois a broca apresenta grande capacidade de reproduo e em anos de alta infestao, os ltimos talhes colhidos so os que apresentam maiores nveis de infestao.Deve-se tambm eliminar cafeeiros no explorados comercialmente, como por exemplo talhes velhos e j improdutivos, com o intuito de reduzir fontes de broca. Controle qumicoO controle qumico, mais utilizado no Brasil, deve ser iniciado quando se constatar a presena da broca em 3 a 5% dos frutos das primeiras floradas.O nvel de infestao deve ser avaliado a partir de amostras de frutos de diferentes talhes.A fim de que o controle seja iniciado na poca correta, deve-se proceder a amostragens peridicas dos frutos, nos diversos talhes da lavoura, comeando pelas partes mais baixas e midas.O controle deve ser iniciado pelas partes mais atacadas da lavoura. Na maioria das vezes, o controle no feito em toda a lavoura, mas limitado a alguns talhes. Mesmo aps o controle, a inspeo deve continuar e quando a infestao alcanar os ndices recomendados, fazer o controle novamente, respeitando os limites de carncia dos defensivos. Lavouras velhas e fechadas requerem maiores cuidados, pois em tais condies so mais favorveis ao ataque da broca. MOSCA DAS FRUTASCeratitis capitata (Wied., 1824)Anastrepha fraterculusDescrioA larva depositada pela mosca adulta se instala nas razes e inicia perfuraes nos tecidos.Essa ao impede a absoro de nutrientes pela planta e tambm precede o ataque de fungos e bactrias.Um dos sintomas da infestao a deficincia nutricional.Em relao produtividade, o estudo aponta que a reduo da produo dos cafeeiros depende do grau de infestao e a idade da lavoura.Plantas mais velhas apresentam recuperao deficiente.O controle da mosca da raiz do cafeeiro deve ser feito com inseticidas. A mosca tambm est presente em lavouras dos Estados do Esprito Santo, So Paulo, Minas Gerais, Paran, Bahia e outros.Os insetos adultos (moscas) medem de 4 a 5 mm de comprimento por 10 a 12 mm de envergadura; o trax, na parte dorsal, e branco acinzentado com manchas pretas brilhantes; as asas so transparentes com faixas amarelas e castanhas.Os adultos de Anastrepha so ligeiramente maiores que os da Ceratitis acima descritos e, apresentam colorao amarela e ainda apresentam um S caracterstico nas asas.O perodo de pr-oviposio e de 11 dias.Atacam o caf cereja e colocam os ovos introduzindo o ovipositor na parte mais tenra do fruto e, por meio de movimentos circulares, as fmeas alargam neste ponto a cavidade da polpa formando uma cmara, colocando nesta os ovos, de p e em numero de 2 a 5.Os ovos tm aspecto caracterstico de uma pequena banana e so de colorao branco amarelada. Aps a ecloso surgem as larvas que so retilneas e com a extremidade posterior truncada e a anterior afilada. O perodo larval de cerca de 6 a 9 dias, em mdia, findo o qual passam a pupa no solo, aprofundando-se mais ou menos de acordo com a consistncia do mesmo. Aps 10 a 21 dias surgem os adultos. O ciclo evolutivo completo , em mdia, de 25 a 30 dias, podendo dar at 9 geraes por ano e cada fmea pe, durante a sua vida, uma mdia de 250 ovos. PrejuzosNa cultura do caf estes insetos embora se alimentem da polpa do caf cereja no atacando as sementes, podem prejudicar a qualidade da bebida e constituir foco de infestao para pomares.Podem, tambm, causar o apodrecimento e queda de frutos. ControleControle CulturalPode ser feito o controle mediante apanha dos frutos no estado de cereja e seu imediato despolpamento e beneficiamento, eliminando assim, todas as larvas.Controle biolgicoExistem diversos inimigos naturais podem auxiliar na reduo da praga, destacando-se certos microhimenpteros.Controle QumicoNas propriedades onde existirem culturas de caf e citros, pode-se iniciar o tratamento das moscas das frutas com aplicaes de inseticida, juntamente com iscas nos cafezais.MOSCA DO MEDITERRNEOCeratitis capitata (Wiedemann, 1824)(Diptera-Tephritidae)Descrio Entre as moscas das frutas que ocorrem em caf, a espcie predominante a C. Capitata.GARCIA (1981)afirma que o hospedeiro preferencial dessa espcie em relao aos citros o caf.MALAVASI (1977) destaca dentre todos os hospedeiros da mosca, o caf, pela grande populao que este apresenta, apesar de no lhe causar problemas.Os insetos adultos, moscas, de C. capitata medem de 4 a 5mm de comprimento por l0 a 12mm de envergadura, apresentando asas transparentes com faixas amarelas e castanhas.PrejuzosPor atacarem somente a polpa do caf, os prejuzos que causam so o apodrecimento e a queda de frutos, o que prejudica a qualidade do caf.Os maiores prejuzos so indiretosOs cafezais so focos de infestao de moscas das frutas para os pomares de frutferas como de citros, pssego, goiaba, manga, onde apresentam significativa importncia econmica.ControleNormalmente no se recomenda o controle da mosca das frutas em caf.Uma prtica que deve ser adotada evitar o plantio de citros ou outra frutfera explorada comercialmente prximo aos cafezais.Observaes relatadas por SALGADO (1979) mostram que exemplares de C. capitata, coletados em frutos de cafeeiros tratados com cobre para o controle da ferrugem causada por Hemileia vastatrix, no se reproduziram normalmenteSALGADO (1979) concluiu que o cobre exerce influncia negativa em algumas das fases de desenvolvimento de C. capitata, podendo, de acordo com a dose de cobre recebida na alimentao, influir na viabilidade dos ovos, no desenvolvimento das larvas e na fertilidade das fmeas atravs do atrofiamento dos ovrios e na longevidade dos adultos que diminuda.O uso de oxicloreto de cobre em pulverizaes para o controle da ferrugem pode interferir no processo de desenvolvimento e postura de C. capitata, podendo haver um decrscimo da viabilidade larval mdia em cerca de 25%, pupal em cerca de 13% e postura mdia em torno de 43%.MOSCA SULAMERICANAAnastrepha fraterculus (Wiedmann, 1830)(Diptera-Tephritidae)DescrioOs adultos de Anastrepha fraterculus so ligeiramente maiores que os da Ceratitis capitata;apresentam colorao amarela e um desenho em forma de S caracterstico nas asas.Os prejuzos e as medidas de controle so semelhantes aos da mosca do Mediterrneo, C. capitata.PRAGAS DO CAF ARMAZENADOCARUNCHO DAS TULHASAraecerus fasciculatus (De Geer, 1775)(Coleoptera-Anthribidae)Descrio uma importante praga de gros de caf armazenado.Inicialmente atacava somente caf em coco e sua importncia se restringia s tulhas das fazendas;Se adaptou ao caf beneficiado, assim se constituindo em temvel praga dos armazns de caf.O ataque inicial no campo e continua no armazm.O adulto do caruncho um pequeno besouro, com cerca de 5mm de comprimento e 3mm de largura.Quando ainda novo apresenta colorao castanho-clara e posteriormente se torna acinzentado ou pardo.Nos litros apresenta trs manchas alongadas e de cor amarelada. Toda a superfcie dos litros apresenta manchas puntiformes claras e escuras, sem alinhamento definido.A cor pode variar de tom, conforme o meio em que o inseto se encontra. um inseto polfago, podendo atacar alm do caf armazenado, o cacau, o feijo, o milho e frutos secos alm de outros, ao contrrio da broca do caf que praga especfica.O ciclo evolutivo do caruncho das tulhas em frutos de caf, em condies normais, varia de 46 a 62 dias, sendo da postura ecloso das larvas de 5 a 8 dias, de larva a pupa de 35 a 45 dias e de pupa a adulto de 6 a 9 dias.As larvas inicialmente se alimentam de mucilagem e posteriormente penetram nas sementes.Aps o nascimento do adulto, este ri a casca do caf, abrindo um furo circular, de 3 a 4mm de dimetro, para sua sada ao exterior.PrejuzosO caruncho danifica o caf seco em todas as suas formas: coco, despolpado e beneficiado.Destri geralmente uma parte das sementes dos gros de caf, no sendo entretanto alterados a cor, o aroma e o sabor, prestando-se portanto ainda torrefao.Em conseqncia do ataque pode causar at 30% de quebra no peso do caf armazenado em um perodo de seis meses.Os maiores danos so causados em armazns com temperatura e umidade elevadas.ControleComo se trata de uma praga de armazns, uma medida que auxilia no controle a limpeza e remoo de restos de caf armazenado antes da entrada da nova safra.As demais medidas de controle recomendadas so curativas ou preventivas.Segundo o INSTITUTO BRASILEIRO DO CAF (1981), o controle ao caruncho nos armazns com caf pode ser feito com fumigao dos blocos e nebulizaes quinzenais com malatiom.TRAA DO CAFAuximobasis coffeaella Busck, 1925(Lepidoptera-Blastobasidae)DescrioAs traas so pequenas mariposas que medem cerca de 11 a 13mm de envergadura.Possuem a cabea e o trax esbranquiados, o mesmo acontecendo com as asas anteriores, s que estas possuem escamas escuras, notadamente ao longo da margem costal.As lagartas, quando completamente desenvolvidas, medem l0mm de comprimento e possuem colorao parda ou levemente castanha.Transformam-se em crislidas dentro de um casulo de seda, ao qual podem estar aderidos detritos ou excrementos.Excrementos presos s teias caracterizam seu ataque.PrejuzosAlimentam-se quase que exclusivamente da casca dos frutos.Esta traa no ataca gros ou sementes perfeitas, porm destri completamente as sementes quebradas.Os frutos perfurados pela broca do caf ou pelo caruncho podem ser completamente destrudos pela traa, pois ela aproveita o orifcio para sua penetrao nas sementes.A presena de casulos e excrementos na sacaria e nos gros prejudica a exportao.ControleAs medidas de controle do caruncho so eficientes contra a traa.Fim