Percees e intenes na utilizao das TIC por educadores e professores na sua formao inicial e na futura prtica profissional

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A discusso em torno da utilizao do computador evoluiu de devemos ou no utilizar o computador em educao? para como podemos melhorar a utilizao do computador na educao?. No entanto, so vrios os estudos concluem que os computadores ainda no so utilizados eficazmente para e com as crianas (Dawson, 2008; Tezci, 2011). A investigao refere a adoo das TIC (Tecnologias de Informao e Comunicao) no ambiente educativo depende dos sentimentos dos profissionais, competncias e atitudes perante as TIC. Ou seja, educadores/professores que tm atitudes positivas relativamente s TIC e que as compreendem como uma ferramenta til na aprendizagem vo, obviamente, integr-las na sala mais facilmente que outros professoresPorque que o computador continua a no ser utilizado como uma ferramenta do educador no ensino e aprendizagem? De modo a responder a esta questo foi desenvolvido um estudo que contemplar 3 fases, onde na primeira fase ser aplicado um questionrio aos alunos da licenciatura em Educao Bsica antes da lecionao da Unidade Curricular (UC) TIC aplicadas educao, a segunda fase consta da aplicao do mesmo questionrio aos mesmos alunos aps o final da UC e numa terceira fase sero selecionados alguns alunos que responderam a ambos os questionrios e ser feito um perodo de observao na sua futura prtica profissional. Nesta comunicao apresentaremos dados referentes primeira fase do estudo.

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  • PERCEES E INTENES NA UTILIZAO DAS TIC POR

    EDUCADORES E PROFESSORES NA SUA FORMAO INICIAL E

    NA FUTURA PRTICA PROFISSIONAL

    Rita Brito

    Instituto Superior de Cincias Educativas britoarita@gmail.com

    Resumo:

    A discusso em torno da utilizao do computador evoluiu de devemos ou no utilizar o computador em educao? para como podemos melhorar a utilizao do computador na educao?. No entanto, so vrios os estudos concluem que os computadores ainda no so utilizados eficazmente para e com as crianas (Dawson, 2008; Tezci, 2011). A investigao refere a adoo das TIC (Tecnologias de Informao e Comunicao) no ambiente educativo depende dos sentimentos dos profissionais, competncias e atitudes perante as TIC. Ou seja, educadores/professores que tm atitudes positivas relativamente s TIC e que as compreendem como uma ferramenta til na aprendizagem vo, obviamente, integr-las na sala mais facilmente que outros professores Porque que o computador continua a no ser utilizado como uma ferramenta do educador no ensino e aprendizagem? De modo a responder a esta questo foi desenvolvido um estudo que contemplar 3 fases, onde na primeira fase ser aplicado um questionrio aos alunos da licenciatura em Educao Bsica antes da lecionao da Unidade Curricular (UC) TIC aplicadas educao, a segunda fase consta da aplicao do mesmo questionrio aos mesmos alunos aps o final da UC e numa terceira fase sero selecionados alguns alunos que responderam a ambos os questionrios e ser feito um perodo de observao na sua futura prtica profissional. Nesta comunicao apresentaremos dados referentes primeira fase do estudo. Palavras-chave: Tecnologias de informao e comunicao, formao, professores.

    Introduo

    A importncia do computador em educao tem sido j largamente investigada. As

    concluses dos estudos respeitantes a esta temtica revelam que crianas que utilizem o

    computador regularmente em sala tm maiores ganhos desenvolvimentais relativos

    inteligncia, competncias no verbais, conhecimento estrutural, memria de longo prazo,

    destreza manual, competncias verbais, resoluo de problemas, abstrao e competncias

    conceptuais relativamente a outras crianas sem experincia de utilizao do computador na

    sala (Haugland, 1992; Nir-Gal & Klein, 2004). No entanto o problema da integrao das

  • tecnologias de informao e comunicao (TIC) na escola continua muito longe de estar

    resolvido (Costa, 2010, s/p), persistindo a integrao da tecnologia no curriculum da escola

    como um processo complexo, no tendo sido ainda alcanada a integrao dos

    computadores no ensino e aprendizagem (Dawson, 2008; Papanastasiou & Angeli, 2008;

    Tezci, 2011).

    Segundo vrios investigadores existe uma lacuna entre o que os professores aprendem na

    sua formao inicial relativamente s TIC e como eles as utilizam na sua prtica profissional

    (Ottenbreit-Leftwich, Glazewski, Newby, & Ertmer, 2010; Pope, Hare, & Howard, 2002).

    Watt (1980) refere que as percees e atitudes tm um papel fundamental na maneira de como os professores lidam com as TIC na sala. Veen (1993) diz-nos que uma implementao efetiva das TIC depende se os seus utilizadores tm uma atitude positiva perante as mesmas. O mesmo autor diz que as escolas apenas conseguem encorajar a utilizao das TIC e que a verdadeira adoo depende acima de tudo dos sentimentos dos professores, competncias e atitudes face s TIC. Isto significa que os professores que tm atitudes positivas relativamente s TIC e que as compreendem como uma ferramenta til na aprendizagem vo, obviamente, integr-las na sala mais facilmente que outros professores (Becker & Riel, 2000; Sandholtz, Ringstaff, & Dwyer, 1997). Infelizmente a investigao indica (Brush, 1998; Cuban, 2000; Ely, 1995; Hunt & Bohlin, 1995) que as reformas relativas tecnologia falharam porque as percees, as competncias e as atitudes dos professores nunca so tidas em considerao.

    Perante isto, o objetivo do nosso estudo centra-se na verificao das percees e intenes na utilizao das TIC por futuros educadores de infncia e professores do 1 Ciclo nas suas prticas profissionais.

    De seguida apresentaremos a contextualizao terica deste tema, a metodologia utilizada, analisaremos os resultados e terminaremos com algumas concluses.

    Antes de apresentarmos o marco terico explicamos alguns termos utilizados neste artigo. O termo percees designa o efeito de perceber. O termo atitude sinnimo de inteno, ou seja, o resultado da vontade de praticar algo ou de ter algum comportamento. O termo opinio refere-se a um juzo formado sobre alguma coisa. Ao longo deste artigo utilizamos o termo docentes para profissionais que j detm a habilitao e o termo aluno para futuros docentes.

  • 1. Contextualizao

    Atualmente verifica-se a presena de computadores nas escolas devido ao largo

    investimento feito pelo Ministrio da Educao nas ltimas dcadas, nomeadamente, e

    segundo informao do Plano Tecnolgico de Educao (ME, s/d), em 2010 o objetivo seria

    que as escolas tivessem 2 alunos por cada computador com ligao internet e a certificao

    de 90% dos docentes com competncias TIC. Para alm disso os planos de estudos das

    instituies de formao inicial de educadores de infncia e de professores do 1 Ciclo tm

    tambm sido atualizados, verificando-se a introduo de, pelo menos, uma unidade

    curricular (UC) relacionada com TIC nos ltimos anos (Brito & Madrid, 2011).

    No entanto, o computador, s por si, no contribui significativamente para as aprendizagens

    das crianas. Esta utilizao s se torna numa aprendizagem importante para as crianas

    quando os educadores/professores o utilizam corretamente a nvel pedaggico e integrado

    no ambiente de aprendizagem destas e no seu currculo (Gialamas &, Nikolopoulou, 2009),

    passando este a ser mais uma ferramenta, equiparada aos livros, jogos, pinturas, entre outros.

    O papel do educador/professor na integrao do computador no ensino e na aprendizagem

    de extrema importncia e as reformas educativas deveriam ter em conta os conhecimentos

    destes profissionais, as suas competncias, opinies e atitudes (Cuban, 2000).

    Para a integrao do computador em ambiente educativo necessrio que o

    educador/professor tenha boas percees sobre o mesmo e que tenha a inteno prvia de o

    utilizar. As opinies de alunos e educadores/professores so essenciais para a integrao das

    TIC no ambiente educativo, sendo as opinies positivas fundamentais, na medida em que

    influenciam as suas prticas com TIC (Sime & Priestley, 2005). As suas opinies e

    intenes predizem a integrao (ou no) dos computadores na sua prtica, enquanto que

    uma integrao com sucesso depender de outros fatores como as suas competncias e a

    formao. Essa formao deve ser providenciada contextualmente e socialmente situada

    num ambiente escolar, ao invs de ser um curso autnomo. Este pode ajudar na construo

    de conhecimentos bsicos, mas inibe a necessria transferncia de competncias, ou seja,

    colocar em prtica o que se aprendeu. As prticas de campo de alunos relativas

    tecnologia tm um impacto positivo nas suas atitudes em relao utilizao do computador

    nas suas prticas profissionais de futuro (Ertmer, 2005; Dexter and Riedel, 2003; Schrum, 1999). medida que os alunos experienciam a integrao das TIC durante estas prticas, tornam-se mais confiantes na aplicao destas na sua futura profisso (Stulmann, 1998).

  • As opinies influenciam as intenes e estas, por sua vez, influenciam o comportamento

    (Dillon & Gayford, 1997; Ma, Anderson, & Streith, 2005). Ou seja, a inteno de um

    professor utilizar o computador na sua prtica profissional pode ser prevista pela sua

    perceo da utilidade do computador. De modo a poder explicar a relao entre opinies-

    intenes-comportamento, quanto mais favorveis forem as opinies dos professores, maior

    ser a probabilidade de realizar o comportamento em questo (Ajzen, 2005). As opinies

    dos professores esto interligadas s suas anteriores experincias com computadores, assim

    como as opinies e atitudes positivas podem ser correlacionadas com o nvel da sua anterior

    experincia com o computador. Os professores que se sentem confiantes nas suas

    competncias de utilizao do computador vo ver essa mesma utilizao do computador na

    educao de uma forma positiva. As opinies dos professores sobre as suas competncias na

    utilizao do computador tm mostrado predizer a integrao do computador na sua prtica

    profissional (Wozney, Venkatesh, & Abrami, 2006). Uma fraca eficcia e falta de

    competncias na utilizao do computador constituem os principais obstculos na integrao

    e uso do computador na educao (Kumar & Kumar, 2003; Paraskeva, Bouta, & Papagianni,

    2008; Yildirim, 2000).

    Referindo-nos s opinies de educadores de infncia, investigaes neste campo (Chen & Chang, 2006; Tsitouridou & Vryzas, 2003, 2004) constataram que estas so modeladas pelos seus conhecimentos e experincias com o computador, nomeadamente com a utilizao deste em casa juntamente com formao de qualidade que os educadores tenham tido durante a sua prtica profissional. Os educadores com experincia na utilizao do computador e que tenham recebido formao tendem a expressar opinies positivas ligadas confiana na utilizao do computador. Os educadores que tm computador em casa estavam mais propensos a avaliar a sua confiana em nveis mais elevados (Chen & Chang,

    2006). Angeli (2004) no seu estudo referencia que embora os futuros educadores de infncia

    se apropriem da tecnologia no seu papel de estudantes (e.g. trabalhos, preparar atividades),

    ainda resistem em v-la como uma ferramenta na sua prtica profissional diria e expressam

    pouco desejo de utilizar o computador com as crianas na futura prtica profissional (Laffey,

    2004). Como pudemos verificar, as atitudes e as crenas relativas integrao da tecnologia tm

    sido estudadas por vrios investigadores (Abbott & Farris, 2000; Ertmer, 1999; Pope, Hare

    & Howard, 2002; Swain, 2006; Tezci, 2011), mas poucos fazem o acompanhamento desde

    que os alunos esto em formao inicial at sua prtica profissional. Para alm disso, a

  • investigao tem-se centrado mais nas valncias do 1 Ciclo e no ensino secundrio (e.g.,

    Choy, Wong & Gao, 2008; Jimoyiannis & Komis, 2007; Kiridis, Drossos, & Tsakiridou,

    2006), tendo sido dada pouca relevncia a alunos em formao inicial de educao de

    infncia ou j na prtica profissional (Angeli, 2004; Kiridis, Tsakiridou, Kaskalis, & Golia,

    2004; Laffey, 2004; Tsitouridou & Vryzas, 2001). Este tipo de investigao tambm

    importante no sentido do desenvolvimento de programas de formao de professores.

    Reportando-nos ao caso portugus e segundo dois estudos efetuados com amplitude nacional

    visando conhecer qual a formao ministrada aos alunos de licenciatura de formao inicial

    de professores, verificou-se que apesar destas instituies possurem os recursos humanos e

    fsicos para trabalharem neste campo, as TIC desempenhavam aqui um papel moderado,

    direcionando-se as competncias dos alunos mais para um nvel tcnico, nomeadamente na

    utilizao de processadores de texto e correio eletrnico. Em relao integrao das TIC

    nas prticas profissionais, os alunos mostravam algumas fraquezas (Matos, 2004; Ponte &

    Serrazina, 1998).

    Perante isto, o objetivo do nosso estudo centra-se na verificao das opinies, e intenes na utilizao das TIC por futuros educadores de infncia e professores do 1 Ciclo nas suas prticas profissionais. Apresentaremos o plano de investigao no ponto seguinte.

    2. Metodologia

    Esta investigao segue uma abordagem exploratria de carter descritivo e interpretativo

    (Bogdan & Biklen, 1994).

    O estudo que se encontra em desenvolvimento ir dividir-se em 3 fases: numa primeira fase ser distribudo um questionrio aos alunos do 2 ano da licenciatura em Ensino Bsico anteriormente lecionao da UC TIC aplicadas educao, de modo verificar as suas opinies, competncias, percees e atitudes face ao computador e sua utilizao em educao; numa segunda fase os mesmos alunos iro responder ao mesmo questionrio no final dessa UC com o objetivo de verificar se as suas opinies se mantm aps essa lecionao; na terceira fase sero selecionados alguns alunos que responderam a ambos os questionrios e sero feitas observaes na sua prtica profissional de modo a averiguar se as suas intenes referidas anteriormente no questionrio se mantm, e se no se mantm qual o motivo. Neste artigo apresentaremos dados referentes primeira fase do estudo.

    2.1 Participantes

  • Neste estudo participaram 36 alunos (n=36) do 2 ano da licenciatura do Ensino bsico de

    uma instituio de ensino superior do concelho de Lisboa, sendo que 27.8% (10) tem menos

    de 22 anos, 38.9% (14) tem entre 22 a 25 anos, 8.3% (3) tem entre 26 a 29 anos, 8.3% (3)

    tem 30 a 35 anos e 16.7% (6) tm mais de 36 anos. Relativamente aos estudos futuros,

    verifica-se que 69.4% (25) quer seguir educao pr-escolar, 13.9 % (5) quer seguir estudos

    de 1 Ciclo e 16.7% (6) quer seguir ambas as valncias.

    2.2 Instrumento de recolha de dados Como forma de recolha de dados foi utilizado um questionrio. Foram feitas pesquisas de

    modo a utilizar um questionrio j validado pela investigao, no entanto no foi encontrado

    nenhum que fosse ao encontro de todos os nossos objetivos, tendo sido encontrados dois

    questionrios em duas investigaes semelhantes a esta (Nikolopoulou K. & Gialamas V.,

    2009; Redmond P., Albion P., Maroulis J., 2005). Foi pedida a autorizao aos autores dos

    mesmos para a sua aplicao, embora com algumas alteraes. Ambos os questionrios

    foram analisados, tendo sido escolhidas algumas perguntas dos mesmos. Visto os

    questionrios estarem escritos na lngua inglesa foi necessrio obter uma verso portuguesa

    dos mesmos, adotando-se para isso o mtodo de traduo-retroverso (Hill & Hill, 2008).

    Posteriormente o questionrio foi disponibilizado a outros investigadores na rea de

    tecnologias educativas, tendo sido feito um aprofundamento da anlise ao instrumento. Por

    fim foi realizado um pr-teste ao instrumento atravs da aplicao a uma amostra de alunos

    (estudantes de mestrado em educao pr-escolar). Foram tecidas poucas apreciaes ao

    questionrio, no entanto este ainda sofreu algumas alteraes.

    Assim, o questionrio composto por 5 partes. A PARTE 1 diz respeito aos dados

    demogrficos da amostra.

    Com a PARTE 2 quisemos perceber a experincia na utilizao das TIC pelos inquiridos,

    nomeadamente que dispositivos usam, h quanto tempo utilizam o computador e durante

    quanto tempo o usam diariamente. Ainda dentro da PARTE 2 foram apresentadas aos

    inquiridos vrias ferramentas/suportes tecnolgicos de modo a verificarmos, com uma escala de Likert de 5 graus (1 - Nenhuma experincia; 5 - Expert), qual a experincia de utilizao destes.

    Com a PARTE 3 do questionrio quisemos averiguar o nvel de confiana dos alunos na

    utilizao das TIC em ambiente educativo, sendo para isso apresentadas vrias afirmaes

    contendo uma escala de Likert de 5 pontos (1 - Concordo totalmente; 5 - Discordo

  • totalmente) de modo aos inquiridos poderem selecionar o seu nvel de concordncia

    relativamente s mesmas.

    A PARTE 4 teve o intuito de verificar as atitudes dos inquiridos perante a utilizao do

    computador na educao. Para tal foram-lhes apresentadas vrias afirmaes contendo uma

    escala de Likert de 5 nveis (igual anterior) de modo a verificarmos o nvel de

    concordncia para cada afirmao.

    Finalmente, na PARTE 5 voltmos a apresentar as ferramentas/suportes apresentados na

    PARTE 2 e questionmos os inquiridos sobre qual a frequncia que pretendem fazer na sua

    prtica profissional das mesmas, apresentando uma escala de Likert com 5 valores (1

    Nunca; 5 - Mais do que diariamente).

    Os dados foram analisados pelo programa SPSS Statistics, verso 20.0.

    3. Apresentao e anlise de resultados

    Iremos ento apresentar os dados relativos perceo e inteno dos futuros educadores e

    professores na utilizao do computador nas suas futuras prticas profissionais, detendo-nos

    na atual experincia que a amostra tem no que concerne utilizao das TIC e em vrias

    ferramentas/suportes tecnolgicos, qual a sua confiana e atitudes perante as TIC e qual a

    frequncia de utilizao que pretendem fazer com vrias ferramentas/suportes

    tecnolgicos na sua futura prtica profissional.

    Experincia na utilizao das TIC

    Do resultado da anlise das respostas dos inquiridos relativamente sua experincia na

    utilizao das TIC verificamos que o dispositivo mais utilizado o computador, pois a

    totalidade da amostra possui pelo menos um (100%, 36), de seguida o telemvel (47.2%, 17)

    e o leitor de MP3 (63.9%, 23). Os dispositivos menos utilizados so a mquina fotogrfica

    (66,70%) e a mquina de filmar (66,70%).

    Relativamente utilizao do computador 80.6% (29) da amostra referiu utiliz-lo h mais

    de 5 anos. No que concerne ao tempo dirios de utilizao, nota-se alguma aproximao

    entre os resultados, sendo que 33.3% (12) utiliza-o entre 1 a 2 horas e 25% (9) utiliza

    durante mais de 4 horas. No GRFICO 1 podemos visualizar a informao completa:

    Grfico 1: Tempo de utilizao do computador diariamente

  • No que concerne ao nvel de experincia relativamente utilizao de vrias ferramentas ou

    suportes tecnolgicos, os inquiridos afirmam ser expert (22.2%) na utilizao das redes

    sociais e 41,7% refere muita experincia nas mesmas. Verifica-se igualmente muita

    experincia na utilizao de programas de processamento de texto (ex: Word) (58%) e

    programas de apresentao (ex: Powerpoint) (56%). As ferramentas que a amostra refere

    no ter nenhuma experincia sero os sistemas de gesto de referncias bibliogrficas (Ex:

    Mendeley; Zotero) (61,1%) e aplicaes para criar pginas web (61,1%). Apresentando

    pouca experincia verifica-se o correio eletrnico (55,6%), os programas para publicao

    online de imagens (Ex: Flickr.com) (50%), programas de publicao online de ficheiros de

    som (Ex. podcast) (52,8%), sistemas de gesto e sincronizao de contactos (Ex: Plaxo) e

    aplicaes de gesto de ficheiros (Ex: Cloud, Dropbox). A TABELA 1 apresenta em

    pormenor a informao referida.

    TABELA 1: Experincia na utilizao das seguintes ferramentas/suportes tecnolgicos

    33,30%

    22,20%

    8,30%

    25%

    1-2 Horas

    2-3 Horas

    3-4 Horas

    Mais de 4 horas

  • Confiana na utilizao das TIC

    A PARTE 3 do questionrio consiste na apresentao de afirmaes relacionadas com a

    confiana dos inquiridos na utilizao do computador em ambiente educativo (TABELA

    2). Verificamos que a maioria da amostra concorda em como consegue resolver a maior

    parte das dificuldades com que se deparam com o uso do computador (80.60%), pois os

    programas baseados em Windows no lhes causam problemas (72.20%) e o

    computador torna-os muito mais produtivos (72.20%). So muito competentes na

    utilizao da internet e aplicaes em geral (66.70%), referindo que muito fcil

    trabalhar com o computador (61.10%) e inclusivamente aprendem a trabalhar

    rapidamente com novo software (61.10%). Consideram-se utilizadores experientes e

    seguros (58.30%) e muito confiantes nas suas capacidades para usar o computador

    (63.90%).

    Os inquiridos discordam totalmente que muito frustrante trabalhar com o computador

    (54.30%), que os computadores so demasiado complicados (41.70%) e que tm

    problemas quando tentam usar o computador (47.20%). Discordam totalmente quando

    se refere que no tm a certeza do que podem fazer com o computador (41.70%) e que

    quando usam o computador tm receio de pressionar a tecla errada e danificar algo

    (38.90%).

    Discordam que se sentem inseguros quanto s suas capacidades para usar o computador

    (75%), que acham confuso trabalhar com este (44.40%) e que muito difcil conseguir

    que o computador faa o que querem que ele faa (55.06%). Discordam igualmente que

    no se consideram muito competentes no uso do computador (44.40%) e que s vezes

    quando utilizam o computador parece que as coisas acontecem sem saberem porqu

    (44.40%). No entanto 50% referiram incerteza perante a afirmao de no se sentirem

    bem a trabalhar com o computador.

    .

  • Atitudes perante a utilizao das TIC

    Relativamente PARTE 4 do questionrio que diz respeito opinio dos inquiridos

    sobre a integrao e utilizao do computador no ambiente educativo, atravs da

    TABELA 3 podemos verificar que os inquiridos esto interessados em integrar as TIC na

    sua prtica diria (58.30%) e concordam que este uso e integrao na educao

    necessrio (63.90%), sendo o computador complementar mas no essencial a todo o

    processo educativo (47.20%). Os futuros professores concordam que a utilizao do

  • computador promove a participao ativa das crianas no processo de aprendizagem

    (75%) e til para a sua melhoria (77.80%), motivando-as igualmente para este

    processo (66.70%). So da opinio que o computador ajuda as crianas a entenderem os

    conceitos de uma forma mais efetiva (52.80%) e no bloqueiam a imaginao e

    criatividade da criana (55.60%). Concordam, no entanto, que a utilizao do

    computador pelas crianas favorece a sua isolao social (52.80%). O computador

    uma ferramenta valiosa para os professores (61.10%) e estes pretendem utiliz-lo com

    as crianas na sua futura prtica profissional (77.20%), pois so da opinio que

    importante a familiarizao das crianas com a tecnologia (77.80%) e esta tambm os

    ir auxiliar a ensinar de forma mais eficaz (47.20%).

    Discordam que o uso dos computadores pelas crianas seja mais prejudicial do que

    benfico (63.90%), que o computador no favorece a aprendizagem dos alunos porque

    no de fcil utilizao (63.90%) e discordam totalmente que o computador seja apenas

    til para a realizao de jogos (47.20%).

    Referem tambm que o computador no os deixa nervosos (58.30%), muito pelo

    contrrio, sentem-me confortveis com a ideia de o utilizar como ferramenta no ensino e

    na aprendizagem (69.40%), no sendo esta ltima uma ideia que os assuste (47.20%),

    entusiasmando-os poderem utilizar o computador nas suas prticas (63.90%) e caso

    alguma coisa corra mal tentaro resolver a situao (36.10%).

    Os inquiridos no so cticos sobre o uso das TIC nas suas prticas de ensino (44.40%)

    e so da opinio de que no h diminuio do papel do professor (58.30%) nem este

    afetado (66.70%), no conseguindo fazer to bem o que o computador faz (58.30%).

    So da opinio de que o computador no torna a aprendizagem mecnica (58.30%) e

    gostavam de utiliz-lo nas suas futuras prticas com as crianas (63.90%).

  • Utilizao do computador pelo professor para /com as crianas

    Por fim, a PARTE 5 diz respeito futura utilizao do computador para e com as

    crianas pelo professor. Questionmos os inquiridos sobre quanto tempo esperam

    utilizar o computador para/com as crianas diariamente e 38.90% referiu que espera

    utilizar entre 20 a 30 minutos o computador (GRFICO 2).

    Grfico 2: tempo de utilizao diria estimado das TIC pelos futuros professores

    Voltmos a apresentar as mesmas ferramentas e suportes tecnolgicos relativos

    PARTE 2 do questionrio, mas questionmos os inquiridos sobre a frequncia de

    utilizao (para e com as crianas) que pretendem fazer com estes quando estiverem na

    sua prtica profissional (TABELA 4). Os inquiridos tencionam nunca utilizar as redes

    sociais (Ex: Facebook) (41.7%), jogar jogos de computador (Ex: FIFA, Solitria)

    (41.7%), referem que nunca iro utilizar linguagens de programao (Ex: Logo,

    Scratch) (55.6%), programas para publicao online de imagens (Ex: Flickr.com)

    (47.7%) e sistemas de gesto e sincronizao de contactos (Ex: Plaxo) (50%). As

    ferramentas que tero utilizao mensal sero a folha de clculo (ex: Excel) (50%), as

    bases de dados (Ex. access) (50%) e os sistemas de posicionamento global (GPS)

    (52.8%). No que concerne a utilizao diria consideram que iro utilizar aplicaes

    para digitalizar ficheiros (41.7%) CDs educacionais (50%) e consulta de gramticas,

    dicionrios ou pronturios em suporte digital (41.7%).

    25%

    38,90%

    30,60%

    2,80%

    Entre 10 a 20 min

    Entre 20 a 30 min

    Entre 30 min e 1 Hora

    Mais de 2 Horas

  • 4. Concluses

    A integrao efetiva e com sucesso das TIC na educao depende de alguns fatores

    como a experincia, a confiana, as percees e atitudes. As percees influenciam as

    intenes e por sua vez estas influenciam o comportamento (Tezci, 2011).

    As atitudes perante a utilizao do computador tm um papel muito importante no

    comportamento dos alunos/docentes. No seu estudo Khine (2001) refere-nos uma correlao significativa entre as atitudes perante os computadores e a utilizao destes na educao. Glbahar (2008) verificou igualmente uma correlao positiva entre as experincias dos alunos com computadores, as suas atitudes em relao a estes e a sua confiana em utilizar o computador na sala de aula.

    O conhecimento pessoal e a experincia com as TIC tm tambm um papel relevante na integrao da tecnologia na educao e nas suas atitudes. Vrios estudos confirmaram igualmente correlao entre experincias e atitudes (Glbahar 2008; Roussos 2007).

    Outro fator importante na integrao das TIC na educao a confiana, tendo sido encontradas correlaes entre experincia e confiana na utilizao das TIC e evidenciando-se que o desenvolvimento da confiana depende, em parte, de ter experincias positivas com o computador (Li & Kirkup, 2007).

    Em termos gerais, os resultados indicam-nos que, relativamente experincia na

    utilizao das TIC todos os inquiridos tm computador e utilizam-no diariamente,

    considerando-se moderadamente experientes em vrias ferramentas/suportes

    tecnolgicos. Sentem-se muito confiantes na utilizao diria que fazem do computador

    e na sua atitude perante a utilizao deste na futura prtica profissional. Pensam utilizar

    o computador de futuro, tanto com as crianas como para uso profissional e pretendem

    que essa utilizao seja diria.

  • Atravs dos resultados evidenciam-se favoravelmente todos os fatores referidos na

    bibliografia. De modo a verificarmos se esses comportamentos se concretizam teremos

    de aguardar pela terceira fase do estudo.

    Recordamos que este questionrio foi preenchido antes da lecionao da unidade

    curricular (UC) de TIC aplicadas educao. Posteriormente ao trmino dessa UC o

    questionrio ser preenchido de novo pelos mesmos alunos e aps a sua

    profissionalizao iremos aos seus locais de prtica de modo a verificar se as suas

    percees e intenes influenciaram realmente o seu comportamento. Em caso negativo,

    qual o motivo de no adoo do comportamento referido.

    5. Referncias bibliogrficas

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