Os biomas brasileiros ......

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    01-Nov-2014

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  • 1. Os biomas brasileiros
  • 2. Podemos definir bioma como um conjunto de ecossistemas que funcionam de formaestvel. Um bioma caracterizado por um tipo principal de vegetao (num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetao). Os seres vivos de um biomavivem de forma adaptada as condies da natureza (vegetao, chuva, umidade,calor, etc) existentes. Os biomas brasileiroscaracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).
  • 3. - Floresta amaznica considerada a maior floresta tropical do mundo com uma ricabiodiversidade. Est presente na regio norte(Amazonas, Roraima, Acre, Rondnia, Amap,Maranho e Tocantins). o habitat de milharesde espcies vegetais e animais. Caracteriza-se pela presena de rvores de grande porte, situadas bem prximas umas das outras (floresta fechada). Como o clima na regio quente e mido, as rvores possuem folhas grandes e largas.
  • 4. - Caatinga presente na regio do serto nordestino(clima semi-rido), caracteriza-se por uma vegetao de arbustos de porte mdio, secos e com galhos retorcidos. H tambm a presena de ervas e cactos. A caatinga tpica de regies com baixo ndice de chuvas (presena de solo seco). A caatinga, palavra originria do tupi-guarani, que significa mata branca, o nico sistema ambientalexclusivamente brasileiro. Possui extenso territorial de734.478 de quilmetros quadrados, correspondendo a cerca de 10% do territrio nacional, est presente nos estados do Cear, Rio Grande doNorte, Paraba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Pi au e norte de Minas Gerais.
  • 5. - Cerrado este bioma encontrado nos estados do Mato Grosso, MatoGrosso do Sul, Gois e Tocantins. Com uma rica biodiversidade, caracteriza-se pela presena de gramneas, arbustos e rvores retorcidas. As plantas possuem longas razes para retirar gua e nutrientes em profundidades maiores. a segunda maior formao vegetal brasileira. Estendia-se originalmentepor uma rea de 2 milhes de km, abrangendo dez estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas 20% desse total.Tpico de regies tropicais, o cerradoapresenta duas estaes bem marcadas: inverno seco e vero chuvoso. Com solo de savana tropical, deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumnio, abriga plantas de aparncia seca, entre arbustos esparsos e gramneas, e o cerrado, um tipo mais denso de vegetao, de formao florestal. A presena de trs das maiores bacias hidrogrficas da Amrica do Sul (Tocantins-Araguaia, So Francisco e Prata) na regio favorece sua biodiversidade . Cerrado um bioma do tipo bicoro savana que ocorre no Brasil, constituindo-se num dos seis grandes biomas brasileiros.
  • 6. -A Mata Atlntica - uma formao vegetal que estpresente em grande parte da regio litornea brasileira. Ocupa, atualmente, uma extenso de aproximadamente 100 mil quilmetros quadrados. uma das mais importantes florestas tropicais do mundo, apresentando uma rica biodiversidade. A Mata Atlntica encontra-se, infelizmente, em processo de extino. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extrao do pau-brasil, importante rvore da Mata Atlntica. Atualmente, a especulao imobiliria, o corte ilegal de rvores e a poluio ambiental so os principais fatores responsveis pela extino desta mata.
  • 7. -O Pampa-O clima da regio temperado, apresentando temperaturas que podem atingir os 40C no vero e podem chegar abaixo de 0C no inverno. Possui espcies de fauna e flora que s existem nesta regio do planeta.A paisagem do Pampa formada de plancies (longas extenses de reas planas), banhados (reas permanentemente alagadaspor gua doce), vrzeas (reas eventualmente alagadas por guadoce), coxilhas (terreno ondulado por um conjunto de pequenosmorros) e cerros (morros isolados), onde por restries de soloe de disponibilidade hdrica predominam as espcies silvestres herbceas. As matas nativas do Pampa, em sua maioria, concentram-se aolongo dos cursos dgua, formando na paisagem belos desenhos em diferentes tonalidades de verde.
  • 8. -O Pantanal-Um dos ecossistemas mais ricos do Brasil, oPantanal, estende-se pelos territrios do Mato-Grosso (regiosul), Mato-Grosso do Sul (noroeste), Paraguai (norte) e Bolvia (leste). Ao todo so aproximadamente 228 mil quilmetros quadrados. Em funo de sua importncia e diversidade ecolgica, o Pantanal considerado pela UNESCO como um Patrimnio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. O Brasil apresenta ao longo de seu territrio diversas composiesvegetais, dentre elas o Pantanal, que conhecido tambm porComplexo do Pantanal; sua formao vegetal recebe influnciada floresta Amaznica, Mata Atlntica, Chaco e do Cerrado. O Pantanal, maior plancie alagvel do mundo, o elo entre as duas maiores bacias da Amrica do Sul: a do Prata e a Amaznica, o que lhe confere a funo de corredorbiogeogrfico, ou seja, permite a disperso e troca de espcies de fauna e flora entre essas bacias.
  • 9. -A Zona Costeira- ou faixa litornea corresponde zona de transio entre o domnio continental e o domnio marinho. uma faixa complexa, dinmica, mutvel e sujeita a vrios processos geolgicos. A aco mecnica das ondas, das correntes e das mars so importantes factores modeladores das zonas costeiras, cujos resultados so formas de eroso ou formas de deposio. As formas de eroso resultam do desgaste provocado pelo impacto do movimento das ondas sobre a costa - abraso marinha -, sendo mais notria nas arribas. As formas de deposio so consequncia da acumulao dos materiais arrancados pelo mar ou transportados pelos rios, quando as condies ambientais so propcias. Resultam praias ou ilhas-barreiras. O dinamismo elevado caracterstico das zonas costeiras traduz-se numa constante evoluo destas reas. Algumas formas modificam-se, mudam de posio, umas desaparecem e outras aparecem. A zona costeira um sistema que se encontra num equilbrio dinmico, queresulta da interferncia de inmeros factores, quer naturais quer antrpicos. Dos fenmenos naturais que interagem com a dinmica das zonas costeiraspodem referir-se a alternncia entre as regresses e transgresses marinhas,a alternncia entre perodos de glaciao e interglaciao e a deformao das margens dos continentes.
  • 10. A Legislao e a Concervao da Natureza -O Objetivos-O SNUC objetiva a conservao da natureza no Brasil. Especificamente, fornece mecanismos legais s esferas governamentais federal, estadual e municipal e iniciativa privada para que possam: contribuir para a manuteno da diversidade biolgica e dos recursos genticos no territrio nacional e nas guas jurisdicionais; proteger as espcies ameaadas de extino no mbito regional e nacional; contribuir para a preservao e a restaurao da diversidade de ecossistemas naturais; promover o desenvolvimento sustentvel a partir dos recursos naturais; promover a utilizao dos princpios e prticas de conservao da natureza no processo de desenvolvimento; proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notvel beleza cnica;proteger as caractersticas de natureza geolgica, geomorfolgica, espeleolgica, paleontolgica e cultural; proteger e recuperar recursos hdricos e edficos; recuperar ou restaurar ecossistemas degradados;proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa cientfica, estudos e monitoramento ambiental; valorizar econmica e socialmente a diversidade biolgica; favorecer condies e promover a educao e interpretao ambiental, a recreao em contato com a natureza e o turismo ecolgico;proteger os recursos naturais necessrios subsistncia de populaes tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente.
  • 11. A Recuperao de reas DegradadasA preocupao com a reparao de danos provocados pelo homem aos ecossistemas no recente. Plantaesflorestais tm sido estabelecidas desde o sculo XIX no Brasil com diferentes objetivos. Entretanto, somente na dcada de 1980, com o desenvolvimento da ecologia da restaurao como cincia, o termo restaurao ecolgica passou a ser mais claramente definido, com objetivos mais amplos, passando a ser o mais utilizadono mundo nos ltimos anos (Engel & Parrotta 2003). O histrico desta fase, no Brasil, inicia-se em 1862, sendo um dos primeiros trabalhos de restaurao florestal na atual Floresta Nacional da Tijuca, municpio do Rio de Janeiro, visando preservao das nascentes e regularizao do abastecimento pblico de gua (Ver: Pacto para Restaurao Ecolgica da Mata Atlntica, 2007). Consideram-se degradadas reas que apresentam sintomas como: minerao, processos erosivos, ausncia ou diminuio da cobertura vegetal, deposio de lixo, superfcie espelhada...entre outros (SMA 2004). Em 2004 a Society for Ecological Restoration - SER publicou Os Princpios da SER na Ecologia de Restaurao esse guia define a restaurao ecolgica como uma atividade intencional que inicia ou acelera a recuperao de um ecossistema no que diz respeito a sua sade, integridade e sustentabilidade. Ecossistemas que requerem restaurao tm sido degradados, danificados, transformados ou inteiramente destrudos comoresultado direto e indireto das atividades humanas. Adicionalmente, descreve vrios passos a serem tomados para o desenvolvimento e o manejo de projetos de restaurao ecolgica. Dentre as vrias atividades a serem realizadas esto: identificar o local e o tipo de ecossistema a ser restaurado; identificar o agente causador da degradao; e identificar se h necessidade de intervenes diretas para a restaurao. Dentro desses princpios foram desenvolvidos vrios modelos para a restaurao de reas degradadas, dentre eles: Conduo da Regenerao Natural: restaurao atravs da sucesso secundria, sendo necessrio apenas oabandono da rea a ser restaurada para que esta, naturalmente, se desenvolva atravs da regenerao natural (Engel e Parrotta, 2003). No entanto, para que isso ocorra, h a necessidade de superar barreiras para aregenerao natural, como a ausncia ou a baixa disponibilidade de propgulos (sementes) para a colonizao do local, a falha no recrutamento de plntulas e jovens (predao de sementes e plntulas e/ou ausncia de um microclima favorvel), falta de simbiontes (micorrizas e rizobactrias) e polinizadores e dispersores. Atualmente o mtodo um dos indicados para restaurao florestal em reas de preservao permanente pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente
  • 12. Plantio por sementes: esta tcnica supera uma das barreiras regenerao natural, pois os propgulosseriam diretamente lanados no local a ser restaurado. Mas o sucesso no emprego desta tcnica depende de haver condies mnimas para que ocorra o recrutamento das plntulas e dos juvenis e damanuteno das interaes para a funcionabilidade do ecossistema. No Mato Grosso algumas iniciativasdemonstram que o mtodo da semeadura direta, ainda que com desempenho no satisfatrio para algumasespcies, mostrou-se vivel, o que o recomenda como alternativa econmica de restaurao florestal
  • 13. Plantio de mudas: Apesar de ser uma forma mais onerosa de restaurao de reasdegradadas, por aumentar as chances de sucesso do desenvolvimento das plntulas e diminuir a perda das sementes, o plantio de mudas de espcies nativas de rpido crescimento apresenta alta eficcia na restaurao e com o passar do tempoproporciona o desenvolvimento de espcies vegetais de outros nveis de sucesso e a atrao de animais frugvoros dispersores de sementes. Pelo alto ndice de sucessodessa tcnica, com a utilizao de espcies de rpido desenvolvimento, cerca de um adois anos aps o plantio tm-se reas onde espcies arbreas venceram a competiocom espcies invasoras herbceas e gramneas, atravs do sombreamento (Cavalheiro et al., 2002). possvel baratear os custos das atividades de restauro com o plantio de mudas em ilhas. O plantio de mudas pode ser feito conforme sugerido por Kageyama eGandara (2000), as ilhas de alta diversidade so formaes de pequenos ncleos onde so colocadas plantas de distintas formas de vida (ervas, arbustos, lianas e rvores). Com a utilizao de uma alta diversidade e densidades de espcies arbreas, essasilhas serviriam como trampolins para restaurar a conectividade entre os fragmentos e auxiliar o processo de restaurao de florestas nativas (Kageyama, et al., 2003). Ou ainda, com o plantio de rvores isoladas ou em grupos de espcies que atraem a fauna, servindo como dispersores de sementes (SMA 2004).

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