Organizao do sistema cardiovascular e circulatrio ? ORGANIZAO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

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    20-Sep-2018

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  • Organizao do sistema cardiovascular e circulatrio

    CINCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS NERVOSO E CARDIORRESPIRAT RIO

    Profa. MSc. ngela C. I to

  • ORGANIZAO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR ECIRCULATRIO

    O sistema cardiovascular e circulatrio um sistema fechado, no qual osangue circula exclusivamente nointerior dos vasos e no ocorre amistura do sangue arterial com ovenoso.

    Conforme os vasos vo sedistanciando do corao, vodiminuindo de tamanho, e quanto maisprximos do corao, maior ser otamanho do vaso.

  • SISTEMA SANGUNEOO sistema sanguneo possui trs principais funes:

    Transporte: o sangue transporta o oxignio dos pulmes para todas as clulas doorganismo e o dixido de carbono eliminado das clulas corporais pelos pulmesatravs da expirao. O sangue tambm transporta os produtos residuais pelos pulmes,rins e a pele.

    Regulao: o sangue que est circulante ajuda a manter a homeostasia, regula o pHatravs dos tampes, auxilia na manuteno da temperatura corporal atravs daabsoro de calor e o resfriamento da gua que est presente no plasma sanguneo.

    Proteo: a coagulao do sangue ajuda na proteo contra a perda excessiva de sangueaps uma leso, e os leuccitos ajudam na proteo de doenas atravs da fagocitose.Existem tambm diversas protenas no sangue, como os anticorpos que protegem contravrias patologias.

  • SISTEMA SANGUNEO

    Com relao s caractersticas fsicas dosangue, ele aproximadamente trs vezesmais viscoso que a gua, fluindo maislentamente. A temperatura do sangue , emmdia, de 38 C, com um pH que varia de7,35 a 7,45, possui cerca de 8% do pesocorporal total e um volume total de 5 a 8litros de sangue.

    O sangue composto por plasma sanguneoe clulas, que so os glbulos sanguneos,sendo em mdia 45% de glbulos sanguneose 55% de plasma sanguneo.

  • SISTEMA SANGUNEO O plasma sanguneo composto aproximadamente por 91,5% de gua e 8,5%de solutos, sendo a maioria protenas plasmticas, como a albumina, globulinas,fibrinognio, anticorpos. Outros solutos no plasma so os eletrlitos, nutrientes,enzimas, hormnios e produtos residuais, tais como ureia, cido rico,creatinina e amnia.

    Nos glbulos sanguneos esto includos os eritrcitos (clulas vermelhas),leuccitos (clulas brancas).

    O volume de sangue composto por eritrcitos chamado de hematcrito.Normalmente, esse valor est entre 38 a 42%, o que quer dizer que o sangue ento composto de 38 a 42% de eritrcitos e o restante por plasma.

  • SISTEMA SANGUNEO

  • SISTEMA SANGUNEO ABO

    O sistema de grupos sanguneos maisconhecido o grupo sanguneo ABO, baseadoem dois antgenos, que so o A e o B.

    Os indivduos que possuem eritrcitos queapenas produzem antgenos A so entoconsiderados do tipo sanguneo A. J os queproduzem antgenos B so considerados tipoB, enquanto os indivduos que produzemantgenos A e B so do tipo AB e os que noproduzem nenhum tipo de antgeno so dotipo O.

  • SISTEMA SANGUNEO Rh

    O sistema sanguneo Rh recebe esse nomeporque foi inicialmente desenvolvidousando o sangue do macaco Rhesus.

    Os indivduos que tm eritrcitos queapresentam o antgeno Rh (antgenos D)so denominados Rh+. J os que nopossuem os antgenos Rh so chamados deRh-.

  • SISTEMA SANGUNEO

  • SISTEMA SANGUNEO

    A presena ou a ausncia de determinadosantgenos nos eritrcitos ser utilizada paraclassificar o sangue em diversos gruposdiferentes.

    Todas essas informaes so fundamentaisno momento de uma transfuso, que podeser realizada para corrigir um volume desangue, anemia ou ainda um nmero muitobaixo de plaquetas.

  • HEMORRAGIAS

    As hemorragias so definidas como uma perda de sangue devido aorompimento de um vaso sanguneo; so divididas em dois tipos: externa einterna.

    A hemorragia externa quando o sangue extravasa para o exterior devido presena do ferimento. Existem dois tipos de hemorragia externa, a venosa e aarterial, sendo que o procedimento utilizado para os dois tipos de hemorragia o mesmo, porm no sangramento arterial a regio deve ser comprimida pormais tempo do que no sangramento venoso. A regio afetada deve sercomprimida por um tecido seco e limpo para o estancamento do ferimento e omembro acometido deve ser elevado com a finalidade de diminuir o fluxosanguneo neste local.

  • HEMORRAGIAS EXTERNAS

  • HEMORRAGIAS

    Nos casos em que o ferimento ocorre nos rgos internos acontece ahemorragia interna. Essas leses podem ser causadas por traumatismos semperda externa de sangue, devido ao rompimento de vasos ou artrias no interiordo corpo, e a deteco nesses casos mais difcil. Os sintomas so: pulso fraco,suor frio, palidez cutnea intensa, sede, vmitos e inconscincia.

    Nesses casos, os pacientes precisam receber atendimento hospitalar imediatodevido gravidade, e a conduta sempre colocar o indivduo em decbitodorsal. Quando o ferimento estiver localizado na cabea, ela deve ser levantadapara evitar que o sangue no coagule na regio enceflica, devendo sersolicitado o socorro imediato para que a vtima seja encaminhada para ohospital, pois, na maioria dos casos, existe a necessidade de intervenocirrgica.

  • COAGULAO SANGUNEA Para manter a homeostasia, o organismo acaba liberando algumas clulas, coma finalidade de realizar o tamponamento no local onde ocorreu a hemorragia. Asclulas liberadas so as plaquetas, as hemcias e as fibrinas, que vorapidamente estancar a hemorragia.

    Durante o estancamento hemorrgico, as hemcias, plaquetas e fibrinas vopara o local da hemorragia e formam um cogulo, trombo ou mbolo, e,geralmente, esses cogulos so dissolvidos. Existem alguns casos em que asvtimas no conseguem realizar esse processo de tamponamento natural,fazendo ento com que se desloque e percorra na corrente sangunea, o quepode levar a problemas mais graves como o infarto e o acidente vascularcerebral.

  • SISTEMA LINFTICO

    Os sistemas imune e linftico so constitudos por um lquido chamado de linfa,sendo que esses sistemas vo auxiliar a circulao dos lquidos corporais eajudar a defender o organismo contra os agentes causadores das doenas.

    A maioria dos componentes do plasma sanguneo vai se infiltrar nas paredesdos capilares sanguneos para formar o lquido intersticial; durante a passagemdo lquido intersticial para os vasos linfticos passa ento a ser chamado de linfa.

    As principais funes do sistema imune e linftico so: drenagem do excesso delquido intersticial, transporte de lipdeos dietticos e conduo das respostasimunes.

  • FORMAO E FLUXO DA LINFA

    A maioria dos componentes do plasma sanguneo infiltra-se livremente pelasparedes dos capilares para formar o lquido intersticial, porm a remoo delquidos dos capilares sanguneos muito maior do que o retorno por meio dareabsoro. Todo o excesso do lquido filtrado, em torno de 3 litros dirios, drenado para os vasos linfticos, tornando-se linfa.

    Assim como as veias, os vasos linfticos tambm contm vlvulas, que vogarantir o movimento unilateral da linfa, que ser drenada para o sangue venosoatravs do ducto linftico direito e ducto torcico, na juno entre das veiassubclvia e jugular direita. A sequncia de fluxo do lquido : capilaressanguneos (sangue), espaos intersticiais (lquido intersticial) capilares linfticos(linfa) vasos linfticos (linfa) ductos linfticos (linfa) e juno das veias subclviae jugular interna (sangue).

  • TECIDOS E RGOS LINFTICOS

    Os tecidos e os rgos linfticosesto distribudos por todo o corpo,sendo classificados em dois gruposde acordo com as suas funes:rgos linfticos primrios, quecorrespondem medula sseavermelha (presente nos ossos planose nas epfises dos ossos longos nosadultos) e o timo e os rgos etecidos linfticos secundrios e obao.

  • DESENVOLVIMENTO EMBRIONRIO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

    A partir da 3 semana de gestao so formadas as clulas sanguneas e osvasos sanguneos. O primeiro sistema a ser formado em um embrio osistema nervoso.

    Entre o 18 e 19 dias aps a fertilizao, inicia-se o desenvolvimento docorao. Por volta de 21 dia, formado o tubo cardaco primitivo. No 22dia, o corao primitivo ser dividido em cinco regies distintas, que so: seiovenoso, trio primitivo, ventrculo, bulbo e cardaco e tronco arterial. Nessemesmo perodo, inicia-se o bombeamento de sangue.

  • DESENVOLVIMENTO EMBRIONRIO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

    No 23 dia, o tubo cardaco primitivo vai alongar-se e no 28 dia os trios eos ventrculos j vo assumir as posies finais adultas; o restante dodesenvolvimento cardaco est relacionado com a reconstruo das cmarase a formao dos septos e valvas para formarem as quatro cmaras docorao. Na 5 a 8 semana, so formadas as valvas atrioventriculares e entrea 5 e a 9 semana so formadas as valvas semilunares.

  • HEMOFILIA

    A hemofilia uma doena gentica hereditria, caracterizada por umdistrbio na coagulao do sangue, fazendo com que o cogulo no se formee o sangramento continue.

    Existem dois tipos de hemofilia, a A e a B. A hemofilia A ocorre pordeficincia do fator VIII de coagulao do sangue e a hemofilia B, pordeficincia do fator IX. Os sangramentos so iguais nos dois tipos, porm agravidade depende da quantidade de fator presente no plasma.

  • HEMOFILIA

    A doena classificada, de acordo com a quantidade do fator deficitrio, emtrs categorias: grave (fator menor do que 1%), moderada (de 1% a 5%) eleve, acima de 5%. Na categoria leve, muitas vezes a doena s percebidana idade adulta.

    O gene causador da hemofilia transmitido atravs do par de cromossomossexuais XX. As mulheres geralmente no desenvolvem a doena, mas soportadoras. Dessa forma, os seus filhos do sexo masculino podem manifestara doena.

  • HEMOFILIA

    O diagnstico pode ser feito, alm dos sinais clnicos, atravs do exame desangue que vai medir a concentrao sangunea dos fatores de coagulao.

    Nos quadros leves, o sangramento geralmente ocorre durante as cirurgias,extrao de dentes ou em um trauma. J nos quadros graves a moderados,os sangramentos geralmente ocorrem espontaneamente, atravs dehemorragias intramusculares e intra-articulares, que vo desgastar primeiroas cartilagens e, posteriormente, vo provocar leses sseas.

  • HEMOFILIA

    Os principais sintomas so: aumento da temperatura, dor forte e restrio demovimento.

    As articulaes mais envolvidas so: joelho, tornozelo e cotovelo.

    As mucosas (como nariz, gengiva, etc.) tambm podem sangrar, e ossangramentos podem tanto surgir aps um trauma ou sem nenhuma razoaparente.

    Os cortes na pele levam um tempo maior para que o sangramento pare.

  • TRATAMENTO DA HEMOFILIA

    O tratamento da hemofilia realizado atravs da reposio do fator anti-hemoflico, sendo que o paciente com hemofilia A recebe a molcula do fatorVIII, e com hemofilia B, a molcula do fator IX. Essas infuses ajudam a repor ofator de coagulao que est baixo ou ausente. Esse tratamento de reposiodeve ser feito frequentemente para prevenir as hemorragias, sendo chamado deterapia preventiva ou profiltica. Para que o tratamento seja completo, opaciente deve fazer exames regularmente e jamais utilizar medicamentos queno sejam recomendados pelo seu mdico.

    O incio do tratamento deve ser precoce, para garantir menores sequelasdevido aos sangramentos. fundamental que o paciente tenha em casa umadose de urgncia do fator anti-hemoflico especfico para o seu tipo dehemofilia, pois, caso apaream os sintomas, ele deve aplic-la imediatamente.

  • TRATAMENTO DA HEMOFILIA

    A relao que existe entre a hemofilia e a AIDS que antigamente no existiaum controle nos bancos de sangue, o que acabou levando um grande transtornopara muitos pacientes hemoflicos, pois acabaram contraindo AIDS em umadessas transfuses.

    Os mtodos atuais da produo do fator de coagulao a partir do sanguehumano so muito mais seguros, portanto o risco de contrair uma doena porinfeco quase nulo devido ao cuidado e acompanhamento que existem nosbancos de sangue. Esses tambm podem ser produzidos atravs de fatores decoagulao que no utilizam o sangue humano; nesses casos, so chamados defatores de coagulao recombinantes.

    Infelizmente, devido falta de cuidados nos bancos de sangue no passado, muitaspessoas contraram vrias doenas, principalmente a AIDS.

  • BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

    CONSTANZO, L. S. Fisiologia. 5 ed. So Paulo: Elsevier, 2014.

    CURI, R.; PROCPIO, J. Fisiologia bsica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2009.

    GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia mdica. 12 ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2011.

    RUNGE, M. S.; OHMAN, E. M. Cardiologia de Netter. Porto Alegre: Artmed,2006.

    TORTORA, G. J. Princpios de anatomia humana. 12 ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2013.

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