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    O RUMOR DO CONHECIMENTO

    A

    O RUMOR DO CONHECIMENTO

    ALDO DE ALBUQUERQUE BARRETOPresidente da Associao Nacional de Pesquisa e Ps-Graduao em Cincia da Informao, Pesquisador do CNPq

    O rumor o rudo daquilo que funciona bem.Daqui deriva este paradoxo: o rumor denota um rudo limite,

    um rudo impossvel, o rudo daquilo que, funcionando naperfeio, no tem rudo; rumorejar fazer ouvir a prpria

    evaporao do rudo; o tnue, o confuso, o fremente sorecebidos como os sinais de uma anulao sonora.

    Roland Barthes, 1987

    informao modificou seu status cientfico quan-do seu destino vinculou-se ao conhecimentocomo fato cognitivo do sujeito e ao desenvolvi-

    mento como decorrncia social natural da acumulao des-te conhecimento. A essncia (ao com vigor de propsi-tos) do fenmeno da informao passou a ser esta condi-o de intencionalidade para gerar conhecimento noindivduo e em sua realidade.

    Contudo, as modificaes na esfera de influncia da in-formao no foram acompanhadas de uma explanao te-rica em que possveis evidncias do processo de transfor-mao fossem esclarecidas. Com a qualificao de rumor(sussurro, rudo tnue ou brando, ocultamento, informao,boato) para o conhecimento procuramos indicar esta e ou-tras condies especficas da manifestao da informaocomo participante deste processo. Assim, dividimos este ar-tigo em duas partes: a primeira para mostrar as possveisevidncias conceituais da existncia da relao entre infor-mao e conhecimento; e a segunda para apresentar os re-sultados iniciais de pesquisa1 ainda em andamento, em quese procura qualificar os mecanismos de elaborao do pen-samento nesta relao de transformao, com dados empri-cos de trs reas do conhecimento ou comunidades lings-ticas ou grupos informacionais diferenciados.

    Considera-se que a viabilidade e o valor dos produtosde informao orientam para uma reflexo da manifesta-o do fenmeno da informao, aqui limitado percep-o de seu contedo semntico pela conscincia. A es-sncia deste fenmeno, muitas vezes raro e sempre sur-preendente, se mostra pela transformao de estruturassimblicas em realizaes de uma conscincia individualou coletiva. neste sentido que a informao sintoniza omundo (Barreto, 1994), pois referencia o homem ao seusemelhante e ao seu espao vivencial.

    Qualquer anlise de viabilidade poltica, econmica ousocial de um produto de informao est condicionada aesta premissa bsica que envolve a relao entre infor-mao e gerao do conhecimento.

    Assim colocada, a informao se qualifica como uminstrumento modificador da conscincia do homem e deseu grupo social. Estabelece-se uma relao entre infor-mao e conhecimento que s se realiza se a informaofor percebida e aceita como tal, colocando o indivduoem um estgio melhor, consciente de si mesmo e inseri-do no mundo onde se realiza sua aventura individual.

    Como agente mediador da produo de conhecimen-to, introduz-se o conceito de assimilao da informaocomo um processo de interao entre o indivduo e umadeterminada estrutura de informao. Esta gera uma mo-dificao em seu estado cognitivo, produzindo um conhe-cimento que se relaciona corretamente com a informaorecebida. Trata-se de um estgio qualitativamente supe-rior ao de acesso e uso da informao. No se pretendeaqui levantar grandes questes filosficas sobre a teoriado conhecimento. Aceita-se que o conhecimento a alte-rao provocada no estado cognitivo do indivduo. or-ganizado em estruturas mentais por meio das quais o su-jeito assimila o meio. Conhecer um ato de interpretao,

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    uma assimilao do objeto (informao) pelas estruturasmentais do sujeito. Estruturas mentais no so pr-for-matadas no sentido de serem programadas nos genes. Asestruturas mentais so construdas pelo sujeito que per-cebe o meio. A produo ou gerao de conhecimento uma reconstruo das estruturas mentais do indivduo atra-vs de sua competncia cognitiva, ou seja, uma modifi-cao em seu estoque mental de saber acumulado, resul-tante de uma interao com uma informao percebida eaceita. Esta modificao pode alterar o estado de conhe-cimento do indivduo, ou porque aumenta seu estoque desaber acumulado, ou porque o sedimenta, ou porque oreformula.

    Em nossa argumentao, conhecimento um proces-so, um fluxo de informao que se potencializa. Estrutu-ras de informao formalizam um processo de transfern-cia em que o fluxo de conhecimento se completa ou serealiza com a assimilao da informao pelo receptorcomo um destino final.

    Como definio instrumental deste trabalho, a infor-mao pensada como estruturas simbolicamente sig-nificantes com a competncia de gerar conhecimento noindivduo, em seu grupo, ou a sociedade.

    Dentro de um cdigo simblico convencionado, umaestrutura de informao o conjunto de elementos sim-blicos que formam um todo ordenado. Como limitamosnosso estudo informao com condies semnticas,nosso cdigo simblico ser o sistema da lngua portu-guesa. Contudo, o carter geral do conceito de informa-o deve ser sempre mantido no pensamento para facili-tar a compreenso de analogias elaboradas no presenteartigo.

    Sem qualquer perda de substncia ou qualidade doconceito de informao, o foco de nossa ateno passa aser a relao entre a informao e suas estruturas, quepodem ser pensadas como um texto escrito, seu resumo,seu ttulo ou suas indicaes de referncia bibliogrfica,entre outras.

    A SOLIDO FUNDAMENTAL

    As relaes da comunicao com a lingstica foram in-dicadas por Jakobson (1993) de maneira clara e acessvel.

    importante ter-se uma idia geral das funes da lin-guagem e de sua relao com os atos de comunicao.Um ato de comunicao se efetiva quando um emissor ouremetente envia uma mensagem a um destinatrio ou re-ceptor. Para realizar-se de forma eficaz, a mensagem ne-cessita de um contexto de referncia que precisa ser aces-svel ao receptor. Este contexto deve ser verbal ou passvelde ser verbalizado. necessrio ainda um cdigo, totalou parcialmente comum ao emissor e ao receptor, e, fi-

    nalmente, um contato, isto , um canal fsico e uma cone-xo psicolgica entre o emissor e o receptor que os capa-citem a entrar e a permanecer em contato. Cada um dosseis fatores indicados determina uma diferente funo dalinguagem em relao comunicao, com as necess-rias adaptaes aos casos especficos. O fsico, por exem-plo, cria suas construes tericas, aplicando seu prpriosistema hipottico de novos smbolos que traduzam os jexistentes para uma metalinguagem especfica da comu-nidade lingstica e comunicacional. A linguagem nunca monoltica e seu cdigo total inclui um conjunto de sub-cdigos (Jakobson, 1993).

    Entretanto, o que para o lingista e para o comunicadorpode parecer tecnicamente explicvel o ritual de passa-gem de uma estrutura de informao, um texto, de seuemissor para o seu receptor, leitor em termos existen-ciais um acontecimento admirvel, pois se relaciona solido fundamental do ser humano. Por solido funda-mental (Ricoeur, 1976) no se quer expressar o estar soli-trio nos espaos de convivncia, mas a condio do su-jeito em relao a sua experincia vivenciada. A expe-rincia vivenciada por mim s minha e de mais ningum.No podes ouvir Deus a falar com outrem, s o podesouvir se fores tu a pessoa a quem a palavra dirigida.Isto uma observao gramatical (Wittgenstein, 1981).

    O viver da minha vida pensante se projeta na minhamais recndita privacidade. Esta a solido fundamentalde todos aqueles que criam uma informao. Atravs dainformao produzida, com a ajuda de um sistema sim-blico, procura-se relatar sua experincia vivenciada paraoutras pessoas, transferir a experincia experimentada daesfera privada da criao individual para a esfera pblicada significao coletiva.

    O texto, enquanto estrutura de informao, um eventoprivado em sua produo, que se completa em um tempofinito. Sua significao ocorre, no espao pblico, paraum nmero indefinido de leitores, possui autonomia se-mntica e indeterminada em relao ao tempo.

    Neste artigo, o foco de interesse est colocado nasignificao do contedo de estruturas de informao,referenciadas, tambm como textos escritos. Todo atode interpretao do contedo simblico de uma estru-tura de informao tambm um ritual de solido fun-damental.

    ATRIBUTOS DO CONHECIMENTO

    Apesar de no haver dvida maior que o processo deelaborao do pensamento e a gerao de conhecimentoocorrem no crebro humano, os neurofisiologistas nodescobriram ainda os mecanismos biolgicos que o qua-lificam.

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    O RUMOR DO CONHECIMENTO

    A cincia cognitiva indica que a compreenso da mentehumana pode ser explicada pela analogia com a compu-tao eletrnica e pela modelagem no computador domodo de funcionamento da mente humana A cinciacognitiva rene em uma reflexo interdisciplinar elemen-tos da cincia da computao, da psicologia cognitiva, dossistemas de informao, da lingstica, das neurocincias,da inteligncia artificial, da antropologia, e definida co-mo um esforo contemporneo para responder as ques-tes relacionadas com a gerao do conhecimento, suanatureza, componentes, fontes e desenvolvimento.

    Em suas colocaes, no questiona o fato de o proces-so de pensamento realizar-se na mente humana. Contu-do, sem pretender imitar estes mecanismos fisiolgicos,acredita poder programar computadores para simular opensamento humano atravs do processamento simbli-co da informao. a chamada hiptese do sistema sim-blico fsico. Esta no supe substituir chips por neurniosou comparar circuitos integrados com a mente humana.Supe que, de maneira fisicamente diferente, smbolospodem ser representados por padres eletromagnticos deum computador. Neste nvel simblico, o computadorpode simular os smbolos armazenados e processados namente. Os processos bsicos que um computador podeexecutar com a informao simblica, tais como enviar earmazenar smbolos na memria, combin-los e reor-ganiz-los em novas estruturas simblicas, compar-lospara qualificao de acordo com regras programadas, uti-lizar uma memria de longo prazo e uma memria opera-cional de curto prazo, justificam as condies necess-rias e suficientes para a aceitao da hiptese de que,possuindo estes atributos, o computador pode ter a ha-bilidade de simular o pensamento humano.

    A base conceitual da cincia cognitiva tem sido utili-zada tambm para analisar o processo de significao docontedo de textos, como conseqncia de procedimen-tos de elaborao do pensamento que podem levar aoconhecimento (Simon, 1995).

    Desta forma, a interpretao do significado do contedode uma estrutura de informao enquanto texto pode serpensada como um fluxo de intenes (propriedade quedireciona para o ato de entendimento, vigor que dirige aao, implica causalidade, mas no necessariamente von-tade deliberada ou premeditao consciente) do receptorao interagir com uma estrutura de informao.

    Assim, quando um receptor (leitor) interage com umtexto, significados so evocados (evocar: chamar de al-gum lugar, transferir de um local para outro, trazer lem-brana) em um fluxo de inteno para o entendimentodeste texto; ou seja, determinados smbolos ou estruturasde smbolos que esto armazenados na memria vm conscincia. Evocar representa aqui um conjunto de pro-

    cessos psicolgicos para a transferncia de significadosda memria de longo prazo para a memria de curto pra-zo, para ateno do leitor que interpreta o texto.

    O mecanismo que realiza esta transferncia chama-do de recognio (reconhecimento, acessa o significadoe toda a informao a ele associada); assim, um conceito(menor unidade com que se labora o pensamento; unida-des simblicas de menor complexidade e que possuempropriedades causais e representacionais) que evocadopara a ateno do leitor pela recognio pode estar asso-ciado a uma considervel quantidade de informao (con-ceitos associados), dependendo da qualidade da memriaacessada e do contexto do texto. A qualidade da memriae o contexto do texto implicam direta ou indiretamente adiversidade de associaes que podem ser feitas a partirdo conceito acessado no texto. A evocao do conceitocasa, por exemplo, pode trazer por recognio concei-tos como habitao, morada, edifcios, cidade, lar, fam-lia, pais, filhos, casamento, proteo, felicidade, etc.

    Esta associao de conceitos est geralmente conectadaa elementos como:- contexto do texto, enquanto estrutura de informao;

    - contexto particular do sujeito, no tempo e no espao deinterao com o texto; desvio cognitivo da privacidadedo receptor;

    - estoque de informao do sujeito; qualidade da mem-ria do leitor no contexto do texto;

    - competncia simblica do receptor em relao aosubcdigo lingstico no qual o texto se insere;

    - contexto fsico e cultural do sujeito que interpreta o texto.

    A evocao simblica operada por associaes, liga-es, combinaes, referncias do passado e projees dofuturo. limitada unicamente pela riqueza das estruturasde memria que so ativadas. O significado do texto estconectado relao entre a informao e o estado da me-mria do receptor, seu contedo e os seus contextos. Nainterpretao da informao, o receptor fica liberado dainteno do emissor. Uma mesma informao pode terdiferentes significados para diferentes pessoas e para amesma pessoa em diferentes tempos. Uma subestruturade uma mesma informao pode ter mltiplos significa-dos at mesmo para a mesma pessoa.

    Assim se recicla o ser total da escrita: um texto feitode escritas mltiplas, sadas de vrias culturas e que entramumas com as outras em dilogo, em pardia e em contesta-o; mas h um lugar em que esta multiplicidade se rene, eesse lugar no o autor, como se tem dito at aqui, o lei-tor: o leitor o espao exato em que se inscrevem, sem quenenhuma se perca todas as citaes de que uma escrita fei-ta; a unidade do texto no est em sua origem, mas no seudestino, mas este destino no pode ser pessoal: o leitor um

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    homem sem histria, sem biografia, sem psicologia (...) paradevolver escrita o seu devir preciso inverter o seu mito.O nascimento do leitor tem que pagar-se com a morte doautor (Barthes, 1987).

    Acreditamos que a elaborao da informao comosugerida pela cincia cognitiva pode trazer um maior en-tendimento de como se processa a transformao da in-formao em conhecimento. Talvez um rumor de comooperacionalizar a transformao.

    EM BUSCA DE EVIDNCIAS

    Foi com a inteno de lanar um olhar especulativosobre a informao como matria-prima do conhecimen-to que conduzimos a pesquisa, ainda em desenvolvimen-to, em que procuramos estudar a interao de um recep-tor com uma estrutura de informao.

    Procuramos investigar como diferentes indivduos, comcondies lingsticas, culturais e competncias cogniti-vas semelhantes, realizavam a assimilao da informao.Trabalhamos com pesquisadores seniores das reas decomunicao, fsica e informao tecnolgica, que foramcolocados em interao com artigos de peridicos, em ln-gua portuguesa, de volume semelhante e com publicaoposterior a 1984.

    Como resultado desta aproximao, foi solicitado aostrs grupos de pesquisadores que indicassem, para cadatexto, trs produtos de conhecimento, expressos por meiode conceitos simples (unitermos) e conceitos compostos(reunio de conceitos simples para exprimir uma inter-pretao do texto). Possuindo assim uma fonte de infor-mao e indicadores de conhecimento relacionados a estafonte, poderamos proceder a diversas anlises que nosenvolvessem com o objeto da pesquisa: qual o processoque levou interpretao de um determinado contedo,como os produtos do conhecimento se manifestaram paradiferentes pesquisadores atuando em reas distintas, comoqualificar estes conceitos e suas relaes em termos derecognio e evocao.

    O material coletado corresponde, portanto, a trs conjun-tos de dez textos nas reas de comunicao, fsica, e infor-mao tecnolgica. Evitamos os textos de fsica em lingua-gem matemtica, preferindo adotar textos discursivos.

    Cada texto foi considerado como uma macroestruturade informao e apresentado em trs microestruturas deinformao correspondentes ao ttulo do artigo, ao seuresumo e ao texto completo do artigo. Para a seleo des-tes artigos, contamos com a assessoria de um especialistade cada rea.

    Os textos foram examinados por cinco pesquisadorespara cada rea estudada, que analisaram para cada um dosdez textos as suas trs microestruturas de informao. A

    fim de obtermos uma ao do tempo de memria e dovolume de informao, analisamos separadamente as in-teraes2 do usurio com a microestrutura de informao(primeiro o ttulo, depois o resumo e, finalmente, o textocompleto). Cada microestrutura foi levada ao pesquisa-dor com um intervalo de pelo menos oito dias. Assim,cada texto gerou trs interaes, para cada microestruturade informao ttulo do texto, seu resumo e o texto com-pleto. Cada microestrutura (ttulo, resumo, texto) foi le-vada ao pesquisador de cada rea, fora de seu contexto,isto , o ttulo no continha qualquer elemento que o iden-tificasse com o artigo, o resumo tambm e assim o textocompleto, com a inteno de se observar, em um ambien-te controlado, como o acrscimo de informao e o tem-po possam ter infludo nas condies de recognio eevocao dos conceitos.

    Cada uma destas interaes gerou como resultadosprodutos do conhecimento, elaborados a partir da infor-mao recebida pelo pesquisador da rea, conforme indi-cado abaixo:- conceitos simples, atribudos por cada pesquisador paracada microestrutura de informao (ttulo, resumo e tex-to completo). Exemplo: mdia, televiso, eletrnica;

    - conceitos compostos, com uma ou mais palavras, atri-budos por cada pesquisador, tambm para cada micro-estrutura de informao. Exemplo: mdia eletrnica ou aimportncia da televiso como mdia eletrnica no Bra-sil.

    Em anexo, mostramos para um texto de comunicao,um de fsica e um de informao tecnolgica, os concei-tos simples e os conceitos compostos com sua freqn-cia, em uma contagem geral para as trs microestruturasconsideradas. A base de dados que temos para anlise eque sustenta nossas primeiras concluses bastante ex-tensa. As trs reas produziram cerca de 450 interaesdo leitor com cada uma das estruturas de informao. Cadainterao gerou em mdia 14 produtos do conhecimentoem forma de conceitos simples ou compostos.

    Comunicao

    Ivana Bentes (1995) investiga quatro momentos deci-sivos da esttica da violncia no cinema, na literatura enas artes plsticas no Brasil:- o relato da barbrie do positivismo brasileiro por Euclidesda Cunha em Os Sertes;

    - a violncia transformadora de Glauber Rocha, com suanfase no martrio revolucionrio;

    - a romantizao da violncia da marginalidade urbana;

    - a violncia niilista e implacvel de personagens des-territorializados a partir dos anos 80 (Quadros 1 e 2).

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    O RUMOR DO CONHECIMENTO

    QUADRO 1

    Comunicao Conceitos Simples(ttulo+resumo+texto)

    Comunicao Texto 1Conceitos Simples Freqncia

    Violncia 9Cinema 7Esttica 6Literatura 5Brasil 4Marginalidade 3Artes 2Agresso 1Antonio Conselheiro 1Arte 1Canudos 1Contemporneo 1Cultura 1Dominao 1Espetculo 1Estticas 1tica 1Fanatismo 1Glauber 1Glauber Rocha 1Histria 1Intolerncia 1Masoquismo 1Misria 1Moral 1Plstica 1Poltica 1Positivismo 1Resistncia 1Revolta 1Sadismo 1Sertanejo 1Tribos 1Urbano 1

    Fonte: Elaborao do autor.

    Fsica

    As explicaes dadas na maioria dos textos de fsicapara justificar o aparecimento da tenso superficial noslquidos, so, na opinio de Ferreira (1981), insatisfat-rias, tanto porque focalizam exclusivamente as interaesnormais superfcie dos lquidos, como tambm porquemisturam em uma mesma situao consideraes de for-a e energia. Relembra, usando a teoria de Laplace co-mentada por Lord Rayleigh, que a tenso superficial ad-vm de um dficit da fora de coeso, tangente super-fcie, devido ausncia de lquido (acima da superfcie)(Quadros 3 e 4).

    QUADRO 2

    Comunicao Conceitos Compostos (ttulo+resumo+texto)

    Comunicao Texto 1Conceitos Compostos/T01 Freqncia

    Esttica da violncia 5Cinema brasileiro 3Cinema novo 2Literatura brasileira 2A arte e a violncia 1A violncia como estrutura esttica 1Abordagem esttica da violncia 1Arte e revolta 1Artes no Brasil 1Artes plsticas 1Artes plsticas brasileiras 1Artes plsticas no Brasil 1Blade Runner 1Brasil sculo XX 1Canudos histria 1Cinema Glauber Rocha 1Cinema arte-americana desde Bonnie & Claide 1Cinema violncia 1Civilizao brasileira 1Esttica e revolta 1Esttica, violncia e marginalidade 1Esttica, violncia e positivismo 1Esttica, violncia e revoluo 1Estticas da dominao 1Estticas da violncia 1Estudos da violncia 1Fanatismo no Brasil 1Hrcules Quasmodo 1Histria do Brasil 1Identidade cultural 1Incompatibilidade cultural 1Literatura violncia 1Literatura da violncia 1Marginais romantizados 1Marginalidade humana 1Marginalidade urbana 1Martrio revolucionrio 1Moral e tica 1Pedagogia da violncia 1Pertencimento & Excluso 1Quentin Tarantino 1Resistncia esttica 1Retricas da violncia 1Romantizao da misria 1Violncia cinema e literatura 1Violncia como esttica 1Violncia cultural 1Violncia e arte 1Violncia estrutural 1Violncia nas artes brasileiras 1Violncia poltica 1Violncia urbana 1Violncia, esttica e excluso 1

    Fonte: Elaborao do autor.

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    QUADRO 3

    Fsica Conceitos Simples(ttulo+resumo+texto)

    FsicaPesquisados: FU01A+FU02A+FU01B+FU02B+FU03A

    Conceitos Simples/F06 Freqncia

    Lquidos 9Tenso 9Superfcie 7Superficial 4Fsica 3Laplace 3Molculas 3Atrao 2Elasticidade 2Foras 2Lquido 2Rayleigh 2Superfcies 2Capilaridade 1Coeso 1Conceitos 1Crtica 1Densidade 1Didtica 1Elementos 1Ensino 1Fluidos 1Fora 1Interaes 1Modelo 1Sinergias 1Temperatura 1Viscosidade 1

    Fonte: Elaborao do autor.

    Informao Tecnolgica

    Segundo Goodrich (1987), vrios sinais evidentes nomundo de hoje indicam que a organizao moderna, funcio-nando na fronteira da tecnologia, no pode mais confiar emmtodos intuitivos e no sistemticos de agrupar e analisarinformao necessria para o gerenciamento estratgico desuas operaes. Enquanto os padres de sinais que levam aesta concluso esto se tornando mais evidentes todos os dias,a resposta organizacional a este desafio ainda altamenteirregular e freqentemente irracional. A grande maioria dasorganizaes s pratica a forma no estruturada de observa-o (Monitorao Parformica Informal) para monitorar seuambiente externo. A recente onda de atividades em empre-sas tecnolgicas, institutos de P&D e rgos governamen-tais, para melhor acompanhar as mudanas bruscas e rpi-das em seu ambiente externo, indicativa da crescentetendncia prtica de formas mais sofisticadas de MA. O

    objetivo deste trabalho foi desenvolver a conceituao doprocesso de MA dentro do contexto de planejamento estra-tgico e indicar, com base em uma reviso da literatura e naexperincia do autor, como esta atividade pode ser estrutu-rada dentro da organizao. Devido ampla gama de vari-veis organizacionais que influenciam o desenvolvimento deum sistema de MA, apenas diretrizes gerais puderam serapresentadas. Entretanto, espera-se que este material venhaa ajudar organizaes interessadas a entenderem as opesdisponveis e encontrarem uma soluo compatvel com suasatividades e recursos (Quadros 5 e 6).

    QUADRO 4

    Fsica Conceitos Compostos(ttulo+resumo+texto)

    Fsica - Texto 6Pesquisados: FU01A+FU02A+FU01B+FU02B+FU03A

    Conceitos Compostos/F06 Freqncia

    Tenso superficial 13Fsica de fluidos 2Coeso molecular 1Comentrios de Lord Rayleigh 1Crticas das descries usuais 1Dficit de fora de coeso na superfcie do lquido 1Dficit de presso 1Descrio didtica 1Ensino de fsica 1Estao trmica 1Estado lquido da matria 1Estudo introdutrio sobre tenso superficial 1Fsica de fluidos 1Fora atrativa 1Fora coesiva 1Fora de coeso 1Fora gravitacional 1Fora normal superfcie 1Fora paralela superfcie 1Foras intermoleculares 1Foras moleculares 1Foras superficiais 1Foras superficiais atrativas 1Foras tangenciais superfcie 1Interaes normais superfcie nos lquidos 1Interaes normais e tangenciais superfcie 1Mecnica clssica 1Mecnica dos fluidos 1Mecnica newtoniana 1Presso atmosfrica 1Superfcie plana lquida 1Tenso superficial 1Tenso superficial em lquidos 1Teoria cintica da matria 1Teoria de Laplace 1Teoria de Laplace para lquidos 1Teoria de Lord Rayleigh 1Textos introdutrios de fsica 1

    Fonte: Elaborao do autor.

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    O RUMOR DO CONHECIMENTO

    QUADRO 5

    Informao Tecnolgica Conceitos Simples(ttulo+resumo+texto)

    Informao TecnolgicaPesquisados: TU01A+TU02A+TU01B+TU02B+TU03B

    Conceitos Simples/T07 Freqncia

    Planejamento 10Monitorao 8Tecnologia 8Informao 8Estratgia 7Monitoramento 6Gesto 5Ambiente 4Anlise 3Mudanas 3Pesquisa 3Organizaes 3Desenvolvimento 2Conceitos 2Contexto 2Diretrizes 2Ambientao 1Ambiental 1Cenrios 1Centro 1Coleta 1Competitividade 1Concorrncia 1Evoluo 1Gerncia 1Gerenciamento 1Getkeeper 1Incerteza 1Investimentos 1Mudana 1Poltica 1Previso 1Prospeco 1Tendncias 1Variveis 1

    Fonte: Elaborao do autor.

    UMA PRIMEIRA ANLISE DOMATERIAL COLETADO

    A interpretao do significado de um texto (no senti-do de uma estrutura de informao), que interatua com oleitor (enquanto receptor) para gerar conhecimento, mos-trou ter caractersticas muito prximas ao modelo de pen-samento cognitivo com que elaboramos nossas suposiestericas. O fato que, nas trs reas estudadas, os pes-quisados agiram atravs da recognio para evocar damemria unidades de pensamento sensveis ao contedode informao do texto. Constatou-se em todos os textosdas trs reas a existncia de um modelo de pensamento

    QUADRO 6

    Informao Tecnolgica Conceitos Compostos(ttulo+resumo+texto)

    Informao TecnolgicaPesquisados: TU01A+TU02A+TU01B+TU02B+TU03B

    Conceitos Compostos/T07 Freqncia

    Planejamento estratgico 11Monitorao ambiental 8Monitoramento ambiental 4Pesquisa e desenvolvimento 4Ambiente externo 3Organizaes tecnolgicas 3Previso tecnolgica 3Tomada de deciso 3Administrao de cincia e tecnologia 2Anlise de informao 2Empresas tecnolgicas 2Gesto de tecnologia 2Gesto estratgica 2Gesto tecnolgica 2Incerteza ambiental 2Informao estratgica 2Monitorao panormica ambiental 2Acompanhamento tecnolgico 1Aquisio de informao 1Atualizao tecnolgica 1Cenrios econmicos 1Cenrios tecnolgicos 1Centro de PGO 1Coleta de informao 1Competitividade industrial 1Desempenho tecnolgico 1Desenvolvimento tecnolgico 1Gesto da informao 1Gesto empresarial 1Informao com valor agregado 1Informao e mudana organizacional 1Informao tecnolgica 1Meio ambiente organizacional 1Meio concorrencial 1Monitorao de ambiente 1Monitorao do ambiente organizacional 1Monitorao panormica informal 1Monitorao tecnolgica 1Monitoramento tecnolgico 1Mudana contextual 1Mudana de contexto e sua influncia na organizao 1Mudana organizacional 1Nichos de mercado 1Organizao moderna 1Pesquisa de mercado 1Pesquisa tecnolgica 1Poltica de investimentos 1Programa de implantao de monitorao ambientale previso tecnolgica 1Prospeco tecnolgica 1Rede de getkeepers 1Reviso da literatura 1Sistema de informao 1Sistema de monitorao ambiental 1Tecnologia emergente 1Tendncias tecnolgicas 1Variveis organizacionais 1

    Fonte: Elaborao do autor.

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    convergente aquele no qual a recognio se direcionapara uma cadeia de conceitos pontuais, convencionalmenteligados ao contedo explcito do texto. Em nosso exem-plo, este procedimento corresponde aos conceitos simplese compostos, com uma freqncia de indicao dos leito-res maior que 1, informando que dois ou mais leitoresindicaram aqueles conceitos como relevantes para expri-mir o contedo de conhecimento do texto considerado.

    Contudo, convivendo com este modelo convergente depensar, identificamos ainda, operando na interao tex-to-leitor, um fluxo de pensamento divergente, em que osmeandros do pensamento se orientam para uma associa-o que referenciada aventura individual e simblicade cada receptor. Suas vivncias e projees, suas condi-es de individualidade e competncias simblicas e cog-nitivas. Em nosso estudo experimental, os conceitos comfreqncia igual a 1 (indicados s uma vez), particularespara apenas um leitor, representaram um desvio cognitivodeste receptor da informao.

    Verificamos, ento, como uma manifestao constan-te para todos nossos dados, tanto para os conceitos sim-ples como para os conceitos compostos, a existncia deum grupo de conceitos convergentes com freqncia deindicao maior que 1. E um nmero bem maior dos con-ceitos que representariam um fluxo de pensamento diver-gente com freqncia de indicao igual a 1, resultado doque chamamos desvio cognitivo do leitor, embora paraos conceitos compostos, que denotam j uma elaboraodo pensamento, esta convergncia de tenha sido menor.

    As Tabelas 1 e 2 mostram a distribuio dos conceitos sim-ples e compostos e a qualificao de sua freqncia de indica-o pela mdia de todos os documentos de cada rea estudada.

    Apesar de ser conceitualmente esperado, foi uma sur-presa encontrarmos nos dados coletados um desviocognitivo do receptor com tanta fora de manifestao.Este desvio apresentado aqui como freqncias de evo-cao de conceitos igual a 1, com s uma indicao. Estarevelao mostrou-se com mais vigor nos conceitos com-postos ou relacionados, quando existe tambm uma ela-borao do pensamento. Nota-se ainda que quanto maislivre ou menos formal o subcdigo da comunidade lin-gstica considerada, maior foi a fluncia de conceitos oua atuao de um pensar divergente. Quanto mais formalo subcdigo, maior ser a concordncia nos atributos ex-plcitos de um pensamento convergente.

    Neste estgio, acreditamos que se poderia indicar que, aorelacionar-se com uma estrutura de informao, um recep-tor realiza reflexes e interaes que lhe permitem evocarconceitos que se relacionam explicitamente com a informa-o recebida; mas mostra tambm aspectos de um pensa-mento que seduzido por condies quase ocultas, silen-ciosas de um meditar prprio de sua privacidade.

    Estes rumores na elaborao do pensamento nos levama colocar a hiptese de que o conhecimento funo deum fluxo de processos explcitos do pensamento e de umconjunto de manifestaes tcitas que se relacionam solido fundamental de cada indivduo. Esta proposio,que acreditamos seja vlida para todas as estruturas deinformao, poder influir na compreenso da transfor-mao da informao em conhecimento.

    Seria vlido ainda considerar, como nosso modelo doprocesso de transformao, uma adaptao do modelousado por Guilford (1959) para o pensamento. Trata-sede um cubo de trs faces no qual suas clulas interatuam:os processos do pensamento e os contedos de informa-o, para gerar cada produto do conhecimento.

    Consideramos, ento, que no processo de conhecer li-damos com condies explcitas e condies tcitas paraa interpretao de uma estrutura de informao. As con-dies tcitas possuem vigor em sua manifestao, de-vendo ser consideradas particularmente nas questes dagesto da informao e, principalmente, nas suas estrat-gias de transferncia e nos procedimentos e instrumentosda organizao da informao.

    As circunstncias de elaborao e reflexo de indica-dores de metaconhecimento ou ncleos de metadados, aono considerarem este tipo de manifestao do receptorda informao deixam de revelar todas as qualidades da

    TABELA 1

    Conceitos Simples

    Mdia das Nmero Mdio de Conceitos por Documento

    Freqncias (1)Comunicao Fsica

    InformaoTecnolgica

    Freqncia > 1 (A) 4 5 7Freqncia = 1 (B) 10 8 11Percentagem A/B 40 63 64

    Fonte: Elaborao do autor.(1) Freqncia mdia de indicao para os dez documentos de cada rea, nos trs momen-tos: ttulo, resumo e texto. (A) = conceitos indicados mais de uma vez; (B) conceitos indicadoss uma vez, por uma nica pessoa.

    TABELA 2

    Conceitos Compostos

    Mdia das Nmero Mdio de Conceitos por Documento

    Freqncias (1)Comunicao Fsica

    InformaoTecnolgica

    Freqncia > 1 (A) 8 29 44Freqncia = 1 (B) 192 115 191Percentagem A/B 4 25 23

    Fonte: Elaborao do autor.(1) Freqncia mdia de indicao para os dez documentos de cada rea, nos trs momen-tos: ttulo, resumo e texto. (A) = conceitos indicados mais de uma vez; (B) conceitos indicadoss uma vez, por uma nica pessoa.

  • 77

    O RUMOR DO CONHECIMENTO

    realidade de uma atuao do usurio com uma estruturade informao.

    A construo de estruturas de informao em hipertextono devem ser formalizadas em esquemas rgidos, que noconsiderem as particularidades da comunidade lingsti-ca e informacional e os desvios de um pensamento diver-gente dos habitantes deste grupo especfico. Estas so asaplicaes mais diretas que vislumbramos em uma apro-ximao inicial das nossas colocaes neste artigo.

    Finalmente, notvel que, como um sussurro, a infor-mao possa estar buscando suas explicaes conceituaisem elementos da prpria tecnologia, que tanto modificouas suas prticas.

    NOTAS

    E-mail do autor: aldoibct@ax.apc.org

    1. A pesquisa est sendo realizada com o apoio do CNPq.

    2. Cada interao do pesquisador com uma microestrutura foi realizada com umaentrevista estruturada, registrada em um formulrio apropriado e padronizadopara as trs reas.

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