O Atalaia de Israel Estudo Ezequiel

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    26-Oct-2015

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O Atalaia de IsraelUm Estudo do Livro de EzequielDennis Allan2009www.estudosdabiblia.netDistribuio Gratuita Venda ProibidaO Atalaia de IsraelUm Estudo do Livro de EzequielDennis Allan 2009Introduo Literatura Apocalptica nas Escrituras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1O Atalaia de Israel: Introduo ao Livro de Ezequiel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3Lio 1: A Viso da Glria de Deus (1:1 - 3:27) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6Lio 2: Um Sinal para a Casa de Israel (4:1 - 7:27) . . . . . . . . . . . . . . . . . 10Lio 3: A Glria de Deus Deixa o Templo (8:1 - 11:25) . . . . . . . . . . . . . . . 14Lio 4: E Sabereis que No Foi sem Motivo (12:1 - 15:8) . . . . . . . . . . . . 19Lio 5: Uma Histria de Amor Incrvel (16:1 - 17:24) . . . . . . . . . . . . . . . . . 24Lio 6: Deus Age por Amor do Nome Dele (18:1 - 20:44) . . . . . . . . . . . . . 29Lio 7: Avisos de Fogo e Espada (20:45 - 22:31) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34Lio 8: Duas Meretrizes, uma Panela e um Vivo (23:1 - 24:27) . . . . . . . 37Lio 9: Profecias sobre os Vizinhos de Israel (25:1 - 28:26) . . . . . . . . . . . 41Lio 10: Profecias sobre o Egito (29:1 - 32:32) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45Lio 11: Deus Julga Entre Ovelhas (33:1 - 35:13) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49Lio 12: Deus Ressuscita o Povo de Israel (36:1 - 37:28) . . . . . . . . . . . . . . 53Lio 13: Deus Chama a Espada contra Gogue (38:1 - 39:29) . . . . . . . . . . 55Lio 14: Deus Manda Medir o Templo Restaurado (40:1 - 42:20) . . . . . . . 63Lio 15: A Glria do Senhor Enche o Templo (43:1 - 45:8) . . . . . . . . . . . . . 68Lio 16: O Senhor Est Ali (45:9 - 48:35) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71O Atalaia de Israel 1Introduo Literatura Apocalptica nas EscriturasApalavra apocalptico, para muitas pessoas,significa algo catastrfico ou relacionado ao fim domundo. Quando falamos da literatura apocalptica na Bblia, porm, utilizamosoutro sentidopara esta palavra. Linguagem apocalptica um modo de expresso simblico e at obscuro.O estilo de linguagem empregado nestes livros ou trechos no literal, mas uma maneirasimblica de comunicar verdades importantes aos leitores.Muitos comentaristas consideram Daniel o primeiro autor verdadeiramente apocalptico. Ezequiel,cujo trabalho antecede o de Daniel, escreveu muitos trechos num tom apocalptico. Zacarias, umprofeta ps-exlico, tambm empregou o estilo apocalptico quando motivou os judeus quevoltaram do cativeiro a reconstrurem o templo.Aparentemente adaptando o estilo destes escritos inspirados para servir seus prprios fins, vriosescritores judeus produziram livros de natureza apocalptica durante o perodo de 200 a.C a 200d.C. Embora tendo um estilo semelhante e um contedo que freqentemente concorda com oslivros bblicos, estes livros contm, tambm, falhas graves e contradizem a Bblia em vrios pontos.Conseqentemente, foram geralmente rejeitados e tratados como livros no inspirados de origemhumana.At a data do livro do Apocalipse, escrito por Joo nas ltimas dcadas do primeiro sculo, o estiloapocalptico tornou-se bem conhecido entre alguns setores da sociedade judaica. As descobertasda comunidade de Qumran sugerem que os judeus que moravam l, e talvez toda a seita dosessnios, valorizava os escritos apocalpticos. provvel que outros judeus, tambm, conhessemesse estilo de literatura at a poca do Apocalipse. Independente de qualquer influncia dosessnios, os cristos primitivos tiveram a mesma vantagem que os estudantes da Bblia tm athoje: o privilgio de estudar a literatura apocalptica do Antigo Testamento com intuito de sabercomo abordar o livro do Apocalipse.Abordando Estilos Literrios Diferentes no Estudo da BbliaAs tendncias ocidentais, ao enfatizarem uma expresso prosaica e raciocnio lgico, podemexplicar, em parte, a dificuldade que muitos cristos enfrentam no estudo de certas partes daBblia. Uma boa parte da Bblia foi escrita em linguagem simples e direta, mas outras partesusam vrios modosde expresso figurada. Podemos concluir que nem todos os versculos foramcriados iguais, desde que os estilos literrios diferentes exigem abordagens diferentes no estudo.Encontramos nas Escrituras diversas formas literrias. Entre elas:! Prosa! Poesia! Parbolas! Alegorias! Metforas! Smiles! Profecias! Narrao (histrica, biogrfica, etc.)! Literatura apocalptica! Debates! Ilustraes! E diversas outras2 Estudo do Livro de EzequielPara compreender a mensagem transmitida por um autor, devemos considerar seu modo decomunicao. Se aplicarmos uma afirmao literal de maneira figurada, ou interpretarmosliteralmente uma expresso figurada, estaremos cometendo equvocos no uso das Escrituras.Dificuldades deste tipo so a fonte de muitas divergncias entre estudantes da Bblia nos dias dehoje.Algumas Caractersticas da Literatura Apocalptica na BbliaEstas observaes se limitam aos livros apocalpticos bblicos (inspirados por Deus). No devemser aplicadas aos livros semelhantes de origem humana.Algumas caractersticas importantes da literatura apocalptica:! Altamente simblica; freqentemente utiliza sonhos e vises! Um escopo amplo de assuntos, s vezes tratando de questes no abordadas emoutros livros profticos! Sentido forte do controle de Deus sobre os assuntos terrestres! Escrita em perodos de crise nacional! Significados simblicos de nmeros! nfase no futuroNo nosso estudo do livro de Ezequiel, como tambm em estudos dos livros de Daniel, Zacarias eApocalipse, importante reconhecer e respeitar o estilo literrio escolhidopelo Esprito Santo paratransmitir a sua mensagem aos leitores.O Atalaia de Israel 3O Atalaia de Israel:Introduo ao Livro de EzequielOlivro de Ezequiel um exemplo fascinante da riqueza da literatura bblica. Escrito numperodo de crise nacional, este livro ofereceu esperana a um povo que enfrentava odesepero do aparente abandono por Deus. Ao mesmo tempo, o profeta usado por Deuspara transmitir esta mensagem encarava suas prprias crises. Usando linguagem rica e ilustrativa,Ezequiel desafia o povo de Israel a aprender as lies da sua histria, enfatizando a necessidadeda fidelidade a Deus para conseguir a restaurao da comunho com o Senhor. Este profetaolhava alm do estado sofrido dos exlios para ver o reino glorioso sob o domnio de Deus. Ele foiescolhido como atalaia ou vigia para proteger o povo dos perigos do pecado. Ezequiel nos ensinamuito sobre o povo de Deus na poca do Antigo Testamento, oferecendo um vislumbre do cartersanto de Deus e, afinal, desafia cada leitor a examinar-se e a avaliar suas escolhas sobre Deus.I. O Homem Que Escreveu o Livro de EzequielA. Na introduo ao livro, encontramos esta afirmao: veio expressamente a palavrado SENHOR a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote (1:3)B. Ele foi descrito como sacerdote (1:3)1. Aparentemente, foi levado Babilnia entre os valentes e principais homens nasegunda leva, que aconteceu em 597 a.C. (cf. 2 Reis 24:8-16). A posio de Ezequielcomo membro de uma famlia sacerdotal pode ajudar a entender a visita dos anciosde Jud casa dele (8:1)2. o mesmo cativeiro usado como ponto de referncia para marcar a data do livro (1:2)3. Ezequiel estava na terra dos caldeus (babilnicos) quando recebeu sua primeirarevelao no quinto ano do cativeiro de Joaquim, em 593 a.C. (1:2-3)C. O fato de Ezequiel proceder de uma linhagem sacerdotal esclarece o sentido provvel dareferncia ao 30 ano na data inicial do livro (1:1). As explicaes mais comuns destareferncia sugerem que Ezequiel cita sua prpria idade, dizendo que comeou a profetizarno seu 30 ano, ou seja, quando tinha 29 anos de idade. Com esta base, podemos fazeralgumas observaes sobre a vida deste profeta:1. Ele teria nascido por volta de 622 a.C., during o perodo das reformas iniciadas porJosias. Ezequiel teria passado seus primeiros anos num perodo em que Jerusalmestava livre da idolatria e guiada por um rei que honrava Deus e respeitava a lei doSenhor2. Ezequiel teria 17 anos quando Daniel e outros foram deportados por NabucodonosorII em 605 a.C.3. Como jovem, ele poderia ter ouvido as mensagens do profeta Jeremias e visto aousadia daquele profeta fiel diante da oposio violenta e opressora4. No sabemos se Ezequiel conheceu pessoalmente o profeta contemporneo, Daniel,mas ele claramente sabia do trabalho e da reputao deste outro homem de Deus(14:14,20; 28:3)5. Os leitoresdolivro de Ezequielpoderiam terentendidouma mensagem especialmentecomovente do fato de um sacerdote escrever durante seu 30 ano. O servio pleno deum sacerdote levita comeava ao atingir a idade de 30 anos (cf. Nmeros 4:3; 1Crnicas 23:3). Ezequiel teria se preparado a vida toda para servir no templo em4 Estudo do Livro de EzequielJerusalm. Agora, chegando idade de 30 anos, ele estava a centenas de quilmetrosdaquele lugar santo. At terminar a sua mensagem, o templo seria totalmentedestrudo. Quem poderia melhor compreender e comunicar a angstia destes exiladosdo que um sacerdote novo que nunca teria o privilgio de servir no templo emJerusalm? Quem melhor para ter as vises de uma nova Jerusalm para daresperana ao povo no cativeiro?D. Como outros grandes servos do Senhor, Ezequiel era um homem dedicado, com umcompromisso srio com Deus1. Os primeiros captulos mostram como a seriedade e a importncia da sua missoforam frisadas pela viso de Deus e o relato das instrues divinas que o profetarecebeu2. Parece que Ezequiel aceitou a sua tarefa voluntariamente, mesmo sabendo que teriaque ser firme e at duro com o povo no seu papel de atalaia3. O trabalho dele exigia grandes sacrifcios e a fora para superar sofrimento pessoal.Suas cenas mudas envolviam demonstraes humilhantes. A tristeza de Ezequiel emrelao queda de Jerusalm foi multiplicada quando a esposa dele morreu aomesmo tempoII. O Contexto Histrico do Trabalho de EzequielA. O Perodo do Trabalho Proftico de Ezequiel1. Ezequiel fornece datas especficas de vrias vises, facilitando o nosso estudo emtermos do ambiente histrico2. Comeou em 593 a.C., durante o quinto ano do cativeiro de Joaquim (1:1-2)3. A ltima viso que inclui uma citao de data ocorreu 22 anos depois, no 27 ano, ouseja, por volta de 571 a.C. (29:17)4. Estas datas posicionam todo o trabalho de Ezequiel no perodo do reinado deNabucodonosor II, o rei da Babilnia de 605 - 562 a.C. Ele foi responsvel pelasdeportaes dos judeus deJerusalm epeladestruio do templo e da cidade em 586a.C.B. O Local do Trabalho Proftico de Ezequiel1. Os versculos iniciais do livro dizem que Ezequiel estavano meio dos exilados, junto ao rio Quebar....naterra dos caldeus (1:1,3). Acredita-se que o rioQuebar tenha sido um canal de irrigao que partia dorio Eufrates perto da cidade da Babilnia, passando porNippur e voltando ao Eufrates perto de Ereque2. Houve um acampamento ou povoado dos exilados emTel-Abibe, junto ao mesmo rio (3:15)3. Ezequiel trabalhou, tambm, em outros lugares,possivelmente prximos (3:22; 37:1)4. Ele foi levado a Jerusalm em vises (8:5), mas no hregistro de nenhuma viagem para longe da regio de Tel-AbibeIII. A Relao de Ezequiel com Outros Livros da BbliaA. Ezequiel pode ser comparado a Jeremias em termos do tempo do trabalho deles1. O trabalho de Ezequiel iniciou antes de Jeremias terminar seu trabalho como profeta2. Os dois foram fiis, apesar de receberem misses difceis3. Os dois vieram de famlias sacerdotais4. O estilo dos dois semelhante, com ilustraes dramticas em suas mensagensO Atalaia de Israel 5

Lio 1A Viso da Glria de Deus:Deus Envia um Profeta ao Seu Povo(Ezequiel 1:1 - 3:27)Os primeiros captulos de Ezequiel so alguns dos mais impressionantes na Bblia. Ezequielestava no exlio, num ambiente que poderia ter sido deprimente para este jovem sacerdote,mas ele foi levado numa viso presena do Senhor. Ele se esfora para achar as palavraspara descrever as imagens que lhe foram apresentadas e consegue pintar um quadro em palavrasque ainda cria nos leitores a admirao que ele sentiu pela glria de Deus.Mas a viso de Deus no foi dada apenas para satisfazer algum anseio humano. Esta viso serviupara passar para Ezequiel a sua tarefa de proclamar a mensagem de Deus ao povo rebelde deIsrael. Ele recebeu as instrues para agir com resistncia e uma cabea dura, cumprindo fielmenteseu papel como o atalaia da casa de Israel. Da chamada de Ezequiel, podemos aprender muitosobre a seriedade do nosso trabalho na divulgao do evangelho hoje.I. A Viso da Glria de Deus (1:1-28)A. A introduo ao livro (1:1-3)1. No 30 ano (provavelmente da vida de Ezequiel veja os comentrios na introduodeste estudo, pginas 3 e 4), Ezequiel teve vises de Deus2. Ele estava entre os exilados de Jud, no territrio babilnico junto ao rio Quebar3. A referncia mais especfica do versculo 2 identifica a data inicial do trabalho deEzequiel como 593 a.C., o quinto ano do cativeiro de Joaquim4. Ezequiel, cujo nome significa Deus fortalecer, era um sacerdoteB. Um vislumbre da glria de Deus (1:4-28)1. importante lembrar que Ezequiel nos d uma imagem visual. Devemos focalizar aimagem toda, e no nos perdermos com pormenores2. Inicialmente, ele viu a imagem chegando de um lugar distante (1:4). Ele a descrevecomo um vento tempestuoso e uma grande nuvem envolvida em fogo com uma luzbrilhante irradiando do meio dela3. Quando a nuvem se aproxima, ele a descreve com mais detalhes (1:5-28)a. A semelhana de quatro seres viventes saa do meio da nuvem (1:5; cf. Apocalipse4:6-9)1) Cada ser vivente tinha quatro rostos de homem, leo, boi e guia (1:6,10)2) Cada um tinha quatro asas (1:6,11; cf. Isaas 6:2; Apocalipse 4:8)3) Eles tinham quatro pernas direitas, que pareciam com ps de um bezerro feitosde bronze polido (1:7)4) Tinham mos de homem nos quatro lados, debaixo das asas (1:8)5) Tinham a aparncia de tochas, fogo e relmpagos (1:13,14)6) Cada ser tinha uma roda que parecia com uma roda dentro da outra (1:15-21)a) Com estas rodas, os seres viventes movimentavam-seem qualquer direosem a necessidade de se virarem (1:17,9,12,14,20)b) O movimento deles no estava restrito a terra; tambm se elevavam daterra (1:19,21)c) As rodas tinham olhos ao redor (1:18; cf. Apocalipse 4:8)7) Quando consideramos estes seres viventes, junto com as referncias relevantesO Atalaia de Israel 7em outras passagens, podemos chegar a algumas concluses:a) Que estes seres so de uma posio muito alta, talvez as maiorescriaturas no cu. Parece que sempre esto na presena imediata de Deus,totalmente dedicados ao servio deleb) Que eles tm uma relao com o mundo inteiro. As descries dos seresviventes e de suas posies sugerem a capacidade deles em enxergar tudoe movimentar-se livremente em qualquer direo. Tais capacidadesenfatizam os atributos divinos de oniscincia e onipresenab. Os seres viventes evidentemente apiam uma plataforma (firmamento) com aaparncia de cristal brilhante (1:22; cf. xodo 24:10; Apocalipse 4:6)1) Quando movimentaram este firmamento, fizeram um barulho forte, sugerindoo poder da voz de Deus (1:24)2) De cima do firmamento, veio uma voz (1:-24-25). Ezequiel no dizespecificamente que era a voz de Deus, mas o contexto e a descrio seguidado trono sugere claramente ser a voz do Senhor. Quando a voz falou, os seresviventes se mostraram totalmente sujeitos autoridade divinac. Quando Ezequiel olha para cima do firmamento, ele v a imagem maravilhosa dapresena de Deus. Ele parece incapaz ou hesita em olhar bem para a pessoa emcima do trono (1:26-28)1) Uma figura parecida com um homem estava sentada no trono2) O resplendor de fogo e metal brilhante emanava do trono. O resplendor erasemelhante a um arco-ris ao redor do trono (cf. Apocalipse 4:3)d. Ezequiel foi consumido com reverncia, talvez com medo, quando viu a aparnciada glria de Deus. Ele caiu com o rosto em terra at ouvir a voz de Deus (cf. Daniel8:17-18)II. Deus Envia Ezequiel para Pregar ao Povo de Israel (2:1 - 3:15)A. A chamada de Ezequiel veio quase 130 anos depois da queda do reino do Norte, que foiconhecido como Israel. At este perodo, o termo Israel estava sendo usado novamentepara se referir em geral ao povo escolhido de Deus. O trabalho de Ezequiel seriaprincipalmente relacionado ao povo de Jud, o reino do Sul, especialmente aos judeus quehaviam sido levados ao cativeiro na BabilniaB. O Esprito de Deus ps Ezequiel em p para ouvir as instrues de Deus (2:1-2). Deuschama Ezequiel de Filho do homem (2:1)1. Esta expresso aparece 93 vezes em Ezequiel, quase a metade das ocorrncias delaem toda a Bblia. No Antigo Testamento, aparece poucas vezes antes de Ezequiel (noslivros de J, Salmos e Isaas) e duas vezes em Daniel. No Novo Testamento, setornou uma descrio comum de Jesus nos quatro relatos do evangelho, e apareceraramente no resto do Novo Testamento (cf. Atos 7:56; Hebreus 2:6; Apocalipse 1:13;4:14)2. Em Ezequiel, este termo mostra a posio do profeta como homem em contrasteevidente com Deus. uma expresso referente humanidade do profeta,subordinado claramente ao Criador o Soberano DeusC. Deus instrui Ezequiel a ser forte na sua tarefa de enfrentar o povo rebelde e teimoso dacasa de Israel (2:3 - 3:15)1. O fato de Deus dirigir a mensagem casa de Israel tem sido usado por algunspara concluir que Ezequiel deve ter pregado em Jerusalm. Mas, este fato no suficiente para chegar a tal concluso, por vrios motivos:a. Uma boa parte da casa de Israel j tinha sido deportada Babilnia, e foitotalmente apropriado para Deus dirigir sua mensagem a esses exilados (3:11)8 Estudo do Livro de Ezequielb. Outras pessoas poderiam ter levado a mensagem de Ezequiel a Jerusalm sem oprprio profeta chegar ao localc. Todas as referncias no livro ao local colocam Ezequiel entre os cativos naBabilnia. Simplesmente no h base no livro para dizer que ele tenha voltado paraJerusalm2. Ezequiel recebeu a responsabilidade de pregar, independente da reao ou respostado povo mensagem (2:3-7)3. Deus, ento, deu-lhe uma ordem de comer um rolo (livro) com a advertncia deno se mostrar rebelde como a casa de Israel (2:8 - 3:3)a. Nos dois lados do rolo foram escritas palavras de lamentaes, suspiros e ais.Assim, Deus revelou de antemo a natureza da misso de Ezequielb. O sabor era doce, como mel (cf. Apocalipse 10:8-11)c. Ezequiel, como outros profetas, aceitou a responsabilidade de pregar a palavra,reconhecendo sua obrigao de falar (cf. 3:10; Jeremias 20:9; Atos 4:20)4. Ezequiel foi enviado para pregar as palavras de Deus (3:4; cf. 3:1) casa de Israel, complena compreenso do fato que ele seria rejeitado pelos seus compatriotas (3:4-11)5. A viso terminou com a sada de Deus da mesma maneira que ele havia chegado(3:12-13)6. Ezequiel voltou ao seu lugar entre os exilados em Tel-Abibe (3:14-15)a. Ele sentiu amargura e excitao no seu esprito. H vrias explicaes possveis:1) Raiva ou ressentimento por ter recebido uma tarefa to difcil sem esperanade aceitao pelo povo2) Frustrao por no ter mais a viso da glria de Deus3) Um sentimento forte de indignao e justia, compartilhando da ira de Deuspara com o povo pecaminoso de Israel. Esta explicao parece ser a melhor emrelao ao texto e em comparao com as experincias de outros profetas (cf.Jeremias 6:11 econsiderea amargura da misso de Joo em Apocalipse 10:8-11)b. Depois da sua grande viso, Ezequiel ficou esgotado emocionalmente e assentouse, atnito, em Tel-AbibeIII. O Papel de Ezequiel como Atalaia de Israel (3:16-27)A. A idia de um profeta servir como vigia ou sentinela para avisar o povo de perigo iminenteno foi nova em Ezequiel. Encontramos a mesma imagem em profetas anteriores (Isaas56:10; Osias 9:8; Habacuque 2:1)B. Ezequiel recebeu a tarefa de avisar o povo das conseqncias dos seus atos1. Se ele cumprisse este dever, ele viveria, independente da resposta dos ouvintes palavra2. Se ele negligenciasse a sua responsabilidade e ficasse quieto sobre o pecado dosoutros, ele seria culpado pelo sangue dos condenadosC. Deus impeliu o profeta ao vale, onde falou com ele outra vez (3:22-27)1. Mandou que Ezequiel se fechasse na sua casa, como se estivesse preso2. Deus falou que o profeta ficaria mudo, podendo falar para o povo somente quando oSenhor o determinasse (cf. 1 Pedro 4:11). Pode ser que o silncio de Ezequiel tenhasido eventual, alternando momentos em que Deus mandasse Ezequiel ora falar oracalar-seConcluso: No de admirar que Ezequiel tenha ficado atnito durante uma semana depois daviso da glria de Deus! Ezequiel e os exilados de Jud devem ter sentido desespero quandoficaram afastados do templo, mas o profeta teve a consolao de vero verdadeiro templo do DeusO Atalaia de Israel 9vivo! Mas ningum se aproxima de Deus sem encarar as suas responsabilidades. A viso destescaptulos serviu para ajudar Ezequiel a apreciar melhor o carter de Deus e para se preparar parasua tarefa de pregar casa rebelde de Israel. Perguntas1. Descreva a aparncia dos quatro seres viventes. Quem eram? Quaisseriam algumas das caractersticas dos seres viventes representadaspor estes aspectos da sua aparncia?2. Descreva as rodas. Qual foi a funo delas?3. O que ficava acima dos quatro seres viventes?4. A descrio da aparncia de Deus, dada por Ezequiel, no inclui muitos detalhes.a. Qual seria o motivo de omitir detalhes nesta descrio?b. Sua descrio de Deus enfatizou quais qualidades do Senhor?5. O que quer dizer Filho do homem em Ezequiel?6. Como Deus descreve o carter da casa de Israel?7. Ezequiel tinha motivo para sentir otimismo quando se preparou para sua misso? Explique.8. Qual foi o significado de comer o rolo?9. Qual foi a responsabilidade de Ezequiel como atalaia? Como podemos aplicar os mesmosprincpios nos dias de hoje?10. Compare as caractersticas da viso de Deus em Ezequiel 1 com outras descries deste tipona Bblia. Cite algumas coisas semelhantes e algumas diferenas:A viso de Ezequiel Comparaes de outros livros da BbliaTarefa opcional: Tente visualizar as rodas da viso de Ezequiel 1 e faa um desenho ou construaum modelo (talvez de papelo). Se Se tiver habilidades artsticas, pode desenhar toda a cena docaptulo 1.

3Concluso: Deus havia avisado Ezequiel que sua misso seria difcil. As primeiras tarefas doprofeta certamente foram suficientes para provar este aviso! A sua primeira mensagem tomou aforma de uma cena dramtica em que o profeta sofreu grande privao. Logo em seguida, eletransmitiu uma mensagem de um destino infeliz, repetindo diversas vezes o refro de lamentao,Haver fim, o fim vem. provvel que Ezequiel fosse identificado pelo povo, logo no inciodo seu ministrio, como um profeta esquisito e pessimista. Para uma nao que, durante muitotempo, havia ignorado e rejeitado os apelos de Deus para seu arrependimento, tal mensagem deum fim horrvel foi necessria. Como um atalaia fiel, Ezequiel avisou o povo que estava andandono caminho que levaria morte.Perguntas1. Descreva a dramatizao que Ezequiel fez para representaro cerco de Jerusalm.2. Por que Deus mandou que Ezequiel deitasse sobre seu lado? Durante quanto tempo iriacontinuar assim?3. Descreva o que ele comia e bebia, observando as quantidades dirias. Qual foi o ponto queDeus queria ensinar com esta apresentao dramtica?4. Descreva o que Ezequiel fez com seus cabelos. Explique o significado desta parte da cena.5. A afirmao de Ezequiel 5:9 significa que a destruio de Jerusalm foi a pior coisa queaconteceu em toda a histria do mundo? Explique sua resposta.6. Como Ezequiel explicou o lado positivo (um benefcio importante) do cativeiro dos judeus emuma outra terra?7. Quando a Bblia diz: o fim vem, ela sempre se refere ao fim do mundo? Explique.8. Como a afirmao de Deus em Ezequiel 7:22 teria sido chocante e at quase inacreditvelpara os judeus da poca de Ezequiel?

14 Estudo do Livro de EzequielLio 3A Glria de Deus Deixa o Templo:Vises da Corrupo de Jerusalm(Ezequiel 8:1 - 11:25)Este trecho mais um relato altamente simblico e impressionante. Ezequiel descreve a suaviagem fantstica em vises ao templo em Jerusalm. Naquela cidade importantssima parao povo judeu, o profeta viu uma explicao dramtica do declnio de Jerusalm e dos motivospelo castigodivinoquevinhasobreela. A arrogncia dos habitantes e lderes de Jerusalm enfrentaa realidade da vingana divina. Mas h um lado positivo nestas vises. Deus assegura ao profetaque ainda recolheria seu povo e voltaria a ter comunho com Israel.I. Ezequiel Testemunha Diversas Abominaes no Templo (8:1-18)A. O contexto destas vises (8:1-4)1. Esta viso foi recebida no 6 ano, no 6 ms, no 5 dia (8:1). a. Entendendo a data como referncia ao cativeiro de Joaquim (cf. 1:2), conclumosque a viso aconteceu no ano 592 a.C.b. O intervalo de tempo entre a primeira data (1:1-2) e esta viso de um ano e doismeses. Se Ezequiel tinha 29 anos no incio do seu trabalho, ele teria completado30 anos de idade at a data desta viso1) Se estivesse ainda em Jerusalm, estaria iniciando seu servio sacerdotal2) Nesta viso, ele ter o privilgio deentrarnacasade Deus, mas enfrenta a tristerealidade do pecado do povo que levou sada do Senhor de sua casa2. Ezequiel estava na sua prpria casa, ainda entre os exilados em Quebar (8:1)3. Os ancios de Jud estavam assentados diante dele, provavelmente procurandoorientao espiritual, como costumavam fazer (8:1; cf. 14:1; 20:1; 33:31)4. Deus ps a mo sobre Ezequiel, e o profeta viu uma figura celestial que nos lembra aviso do captulo 1 (8:1-2). Nesta seqncia, relatada nos captulos 8 a 11, Ezequiel fazcomparaes que mostram que a viso da glria de Deus aqui basicamente igual viso que teve junto ao rio Quebar (8:4)5. Ele foi levado pelo Esprito a Jerusalm em vises de Deus (8:3)B. Deus permitiu que Ezequiel olhasse para dentro do templo para ver algumas dasabominaes sendo cometidas na casa que representava a presena de Deus no meio dopovo escolhido (8:3-16; cf. 5:11)1. Na entrada do ptio do templo do lado norte, Ezequiel viu a imagem dos cimes (8:3-6)a. Torna-se evidente que os efeitos das reformas de Josias, um dos melhores reis deJud, que morreu menos de 20 anos antes desta viso, no duraram muito (cf. 2Reis 23:6)b. Aparentemente, os ltimos reis de Jud voltaram idolatria de Manasss, at oponto de erigir uma imagem numa das portas do templo (cf. 2 Reis 21:7,11-12;Jeremias 7:30; 15:4; 19:3-4; 32:34)c. A porta do norte seria a entrada normalmente usada pelo rei quando vinha do seupalcio para o templo. Sabendo da histria da idolatria de vrios reis, provvelque o rei fosse um dos principais culpados destas prticas abominveisd. Talvez o aspecto desta descrio da idolatria no templo que mais nos surpreendanesta descrio da idolatria no templo seja o comentrio no versculo 4: a glriaO Atalaia de Israel 15do Deus de Israel estava ali. Apesar da rebeldia de Israel na rejeio de Deus,ele ainda no havia abandonado seu povo. Claramente, foi o pecado do povo, eno a impacincia de Deus, que causou o sofrimento de Israel (8:5-6; cf. Isaas59:1-2)2. Ezequiel foi guiado at uma cmara escondida, onde ele encontrou 70 ancios deIsrael participando de um rito idlatra e adorando animais (8:7-12; cf. Deuteronmio4:15-18; Romanos 1:23-25) a. O nmero 70 pode virdos 70 anciosdosistema judicirio estabelecidono tempode Moiss (cf. Nmeros 11:16,25), a mesma idia encontrada sculos depois noSindrio, o corpo governante dos judeus na poca de Jesus e os apstolos. Onmero 70 o produto de 7 x 10, sugerindo um nmero completo (e at santo)e mostrando que a nao, em geral, havia se dedicado idolatriab. Alguns nomes so mencionados aqui (8:11) e em 11:1. No temos informaespara melhoridentificarestaspessoas. Podem tersido lderes conhecidos do profetae do povo de sua poca, assim mostrando aos cativos como a idolatria seespalhava desde os mais elevados nveis da populaoc. Estes ancios tinham se convencidos que Deus no via seus pecados, e assimparticipavam desses atos abominveis com arrogncia e desrespeito pela palavradele (8:12)3. porta da entrada do norte do templo, Ezequiel viu mulheres adorando o falso deusTamuz (8:13-14)a. Tamuz era um deus de fertilidadeb. Na adorao deste falso deus, as pessoas choravam e participavam de rituais defertilidade4. Por ltimo, Ezequiel viu 25 homens, de costas para o templo, adorando o sol (8:15-16;cf. Deuteronmio 4:19)C. Depois de mostrar para Ezequiel todos estes crimes na rea do templo, Deus enfatizou avingana que ele traria contra o povo rebelde que claramente merecia o castigo (8:17-18)II. Executores da Vingana Divina Matam os Malfeitores (9:1-11)A. Uma voz forte chamou sete homens para executar a justia na cidade (9:1-2)1. Seis deles trouxeram armas para esmagar e destruir (9:2)2. O stimo estava vestido de linho e trouxe um estojo de escrevedor (9:2)B. Deus, da entrada do templo, falou com estes homens (9:3-7)1. A glria de Deus se levantou do querubim (parece neste ponto uma referncia aosquerubins da arca da aliana cf. xodo 25:18-20) e foi at entrada do templo, ondeaparentemente parou para orientar os executores (cf. 10:4)2. Ele instruiu o homem com o estojo a passar pela cidade e colocar um sinal na testados homens que foram angustiados por causa das abominaes dos rebeldes emJerusalm (9:4; cf. Apocalipse 7:2-4; 9:4; 14:1)3. Mandou, ento, que os outros seis seguissem para matar sem misericrdia todos queno tinham a marca dos justos (9:5-7). Eles foram obedientes ordem divinaC. Ezequiel clamou ao Senhor em angstia, preocupado que todo o restante do povo seriadestrudo (9:8). Aqui, e num apelo semelhante em 11:13, parece que Ezequiel entendia queo povo de Deus inclusse apenas as pessoas na presena do Senhor (ou seja, na presenado templo fsico em Jerusalm). Deste ponto de vista, o restante teria que estar emJerusalm, e no afastado de Deus na Babilnia. Deus responde a esta idia mais tarde (cf.11:14-21)D. Deus respondeu ao apelo de Ezequiel, dizendo que o pecado excessivo do povo realmente16 Estudo do Livro de Ezequielseria castigado sem compaixo (9:9-10)E. Enfatizando a finalidade desta deciso de executar a punio, o homem com o estojovoltou e disse que tinha terminado seu trabalho (9:11)III. A Glria de Deus Deixa o Templo (10:1-22)A. Como j observamos, Ezequiel faz comentrios ligando esta viso scenasanteriores juntoao rio Quebar. Nossa nfase no estudo deste captulo estar nos atos de Deus, e no nosdetalhes da aparncia da glria divina. importante notar, porm, que:1. Ezequiel agora identifica os quatro seres viventes como querubins (10:15,20; cf.Gnesis 3:24; xodo 25:18-22; 1 Samuel 4:4; Salmo 18:7-12)2. No somente as rodas, mas os prprios querubins, estavam cheios de olhos (10:12;cf. Apocalipse 4:8)3. Cada querubim tinha quatro rostos. Quando comparamos a descrio aqui com a docaptulo 1, percebemos que o rosto de boi descrito agora como rosto de querubim(10:14; cf. 1:10; 10:22)B. O homem vestido de linho foi instrudo a tomar brasas acesas do meio dos querubins eespalh-las sobre a cidade (10:1-2,6-14). A idia de fogo ser lanado do cu umarepresentao comum do julgamento de Deus (cf. Gnesis 19:24; Levtico 10:2; Lucas9:54; Apocalipse 8:5)C. Quando o Senhor se levantou do querubim, o templo se encheu do resplendor da glriade Deus (10:3-5)D. Os querubins se levantaram da entrada do templo, levando a glria de Deus para fora dacasa dele (10:15-22). Deus saiu para o lado oriental (10:19), a mesma direo de onde virquando volta para a cidade restaurada (cf. 43:1-5). Esta cena claramente representava opior pesadelo possvel para Ezequiel ou qualquer outro judeu temente a Deus. O Senhor,finalmente, ficou to irado pelo pecado da nao que ele foi embora do seu lugar no meiodo povo. Ezequiel tinha visto os acontecimentos celestiais atrs da calamidade da quedade Jerusalm. Que dia triste para este sacerdote!IV. Ezequiel Avisa sobre o Destino de Jerusalm (11:1-25)A. Nas revelaes deste captulo, o Senhor responde falsa confiana de alguns doshabitantes rebeldes de Jerusalm, afirmando a certeza do julgamento iminente. Ao mesmotempo, ele procura fortalecer a confiana de Ezequiel e os outros exilados, prometendo arestaurao que viria depoisB. O Esprito levou Ezequiel porta oriental do templo, onde ele viu mais uma cena paramostrar a confuso e a maldade dos lderes em Jerusalm (11:1-4)1. Ele viu 25 homens, entre eles alguns prncipes citados por nome (11:1-2). Nada notexto aqui liga estes 25 homens com o grupo do mesmo nmero que adorava o solno mesmo lugar (cf. 8:16). Parece que este grupo era mais poltico, talvez homensdiscutindo como agir diante da ameaa babilnica. Mesmo com a dificuldade citadaabaixo na interpretao do versculo 3, claro que eles estavam agindo contra avontade de Deus: so estes os homens que maquinam vilezas e aconselhamperversamente nesta cidade (11:2)2. H algumas possibilidades na interpretao do provrbio de 11:3, entre elas:a. Que o comentrio sobre a construo de casas se refere s palavras de Jeremias29:5. Neste caso, eles estariam negando a longa durao do cativeiro, comoprofetizada por Jeremias. A idia da carne na panela poderia significar que o povo(a carne) no seria queimado ou destrudo devido proteo da panela. Assim opovo no precisaria construir casas no cativeiro, porque a cidade santa daria aoshabitantes proteo de qualquer ataque de fora, e o cativeiro acabaria logo.O Atalaia de Israel 17Sabemos que Jeremias ensinou contra pensamentos deste tipob. Que o comentrio mostra o desespero dos judeus e seus lderes diante dadestruio iminente, mas que eles ainda no voltaram a Deus. Nesta interpretao,o sentido seria do povo reconhecer seu destino, mas ainda recusar admitir anecessidade de se arrepender. Assim, no devem construir casas, porque todos jsero consumidos na panela fervente. De fato, Jeremias tentou convencer o reiZedequias (o mesmo que estava reinando quando Ezequiel teve esta viso) que onico caminho que pouparia o povo seria o arrependimento e a deciso de serender aos babilnicos (Jeremias 38:17-28). Esta interpretao sugere que o povoentendeu que no teria poder para resistir aos babilnicos, mas que, mesmo assim,recusou o conselho de Deusc. Uma terceira interpretao junta aspectos das primeiras duas, sugerindo que nodeviam construir casas em Jerusalm com a guerra iminente, mas que oshabitantes iam sobreviver como carne numa panela que no queimada. Estaabordagem faz sentido no contexto, pois nos versculos seguintes, Deus diz queretiraria os rebeldes do meio da cidade e que seriam mortos pela espada fora (11:7-11; cf. 5:2)d. Independente da interpretao especfica do versculo 3, podemos ver claramenteque os 25 homens e os lderes citados estavam aconselhando uma poltica contraa palavra de Deus, assim agravando uma situao que j estava pssimaC. O Esprito mandou que Ezequiel profetizasse contra estas atitudes erradas (11:5-13)1. As atitudes dos judeus e dos seus lderes multiplicavam o sofrimento e as mortes(11:5-6)2. Deus prometeu novamente que traria julgamento contra os desobedientesa. A cidade no seria a panela de proteo, pois os rebeldes seriam entregues espada at os confins de Israel, fora da cidade protetora (11:7-12)b. Deus demonstrou a sua inteno quando matou um dos prncipes de Israel,Pelatias, filho de Benaas (11:13; cf. 11:1)1) No sabemos se Deus, de fato, matou Pelatias, ou se a morte dele foi umaparte da viso de Ezequiel2) Ezequiel novamente clamou a Deus, perguntando se ia destruir o resto de Israel(cf. 9:8; Ams 7:1-5). Parece que Ezequiel, como o povo judeu em geral,entendia que o verdadeiro povo teria que ficar na terra. Se levasse alguns aocativeiro e matasse os que sobraram, acabaria totalmente com a nao? Estadvida ser respondida nos prximos versculosD. Deus introduzedepois responde a um provrbio usado pelos habitantes de Jerusalm quedesprezava Ezequiel e os demais exilados: Apartai-vos para longe do SENHOR; estaterra se nos deu em possesso (11:14-21)1. Primeiro, Deus assegura Ezequiel que ele no abandonaria o povo durante o perododo cativeiro, que ele descreve como um pouco de tempo (11:16)2. Ele segue esta promessa com outra, a da restaurao do povo fiel depois do cativeiro a restaurao de um restante santo (11:17-20). Como comum nas profecias sobrea volta do cativeiro, encontramos aqui uma mistura de idias sobre a volta literal terraprometida com vislumbres do reino messinico e espiritual do Novo Testamento3. Os perversos seriam castigado pelos seus pecados (11:21)4. notvel que Deus enfatiza aqui a responsabilidade individual, e no nacional. umtema importante em EzequielE. A ltima cena desta viso de Ezequiel foi a sada da glria de Deus da cidade de Jerusalm(11:22-23). Deus foi embora!F. O Esprito devolveu o profeta ao seu lugar entre os cativos na Babilnia, e este contou tudo18 Estudo do Livro de Ezequielpara os outros exilados (11:24-25). provvel que esta viso tenha respondido sperguntas dos ancios que procuravam a orientao de Ezequiel (cf. 8:1)Concluso: Ezequiel, como os outros exilados, tinha motivo para se preocupar com o futuro deparentes e amigos em Jerusalm. Por causa do significado especial daquela cidade, tinham atmais motivo para se preocuparem com o destino da cidade e do templo. A nao poderiasobreviver se a cidade casse? A queda de Jerusalm seria prova de Deus ter abandonado seu povoe seus planos para a nao e at para a redeno no Messias? Estas preocupaes so respondidasnesta srie fantstica de vises nas quais Deus abre a cortina e deixa Ezequiel ver o que est prestesa acontecer com sua amada nao. Em cada cena, fica evidente que Deus justoe soberano, queele controla os eventos e julgar em justia os perversos e os fiis.Perguntas1. Onde estava Ezequiel durante as vises dos captulos 8 - 11?2. Descreva as abominaes que ele testemunhou no templo.3. O que a marca na testa significava?a. O que aconteceu com as pessoas que no receberam esta marca?b. Foi uma marca literal? Explique.4. Qual foi a tarefa dada aos outros seis homens?5. Depois de completar o trabalho de marcar as pessoas, qual foi a prxima tarefa dada aohomem vestido de linho? Explique o significado disso.6. Nesta viso, qual palavra foi usada por Ezequiel para identificar os quatro seres viventes?7. O que foi importante sobre a sada da glria de Deus do templo?8. Como que Deus mostrou para Ezequiel que Jerusalm poderia ser destruda e que o restanteainda seria restaurado?9. Como a mensagem de Ezequiel apresenta a doutrina de responsabilidade individual?

O Atalaia de Israel 19Lio 4E Sabereis que No Foi sem MotivoDeus Promete Julgar o Povo de Israel(Ezequiel 12:1 - 15:8)Mesmo com a queda de Jerusalm se aproximando, a naode Israelcontinuoua se enganar,negando o seu destino. Falsos profetas que prometeram paz e vitria apareceram emabundncia, e foram bem-recebidos pelo povo comum e pelos nobres e poderosos. O papelde Ezequiel entre os exilados sugere que muitos que j tinham sido levados ao cativeiro aindaacreditavam que Jerusalm fosse inviolvel, e que Israel no poderia ser totalmente destrudo. Atarefa de Ezequiel, ento, foi tentar persuadir o povo que Deus de fato pretendia castigar a casarebelde de Israel. Ele se esforou para trazer as pessoas ao arrependimento verdadeiro paracomear o processo de reconciliao com Deus. Nestes captulos, Ezequiel apresenta suamensagem de julgamento divino por meio de ensinamento direto, encenao dramtica e osimbolismo de uma parbola. Para um povo que negava a possibilidade de tal julgamento, Ezequielapresenta as palavras firmes do Senhor avisando sobre o castigo iminente. Sabereis que eu souo SENHOR Deus (13:9), e sabereis que no foi sem motivo quanto fiz nela, diz o SENHORDeus (14:23). I. Deus Afirma a Iminncia da Queda de Jud (12:1-28)A. Aviso sobre a queda de Jerusalm (12:1-20)1. As instrues de Deus para Ezequiel envolvem, como antes, o uso de uma cenadramtica para impressionar o povo com a urgncia dos avisos sobre a queda deJerusalm (12:1-8)a. Durante o dia, Ezequiel levou sua bagagem para a rua, agindo como se estivessese preparando para ir ao exliob. tarde, ele cavou um buraco na parede e saiu por ele, levando a sua bagagem. Aidia seria de uma tentativa de escapar ocultamente dos inimigos para evitar ocativeiro2. Quando o povo perguntasse sobre o significado da cena, Ezequiel responderia que elaprevia a tentativa fracassada do prncipe em Jerusalm escapar do inimigo para noser levado ao cativeiro (12:9-15)a. Quando Jerusalm caiu (poucos anos depois desta profecia), o rei Zedequiastentou fugir, de noite, da cidade (12:12; cf. Jeremias 39:4)b. Zedequias foi capturado e deportado Babilnia, mas o rei da Babilnia mandouvazar os olhos dele antes de chegar terra do exlio, conforme a profecia deEzequiel (12:13; cf. Jeremias 39:7)3. No meio desta mensagem triste da queda de Jerusalm, Deus fala novamente dosseus planos para poupar alguns que aprenderiam a lio da tragdia nacional de Israel(12:16)4. Deus mandou que Ezequiel vivesse mostrando a ansiedade e medo para relembrar opovo que o julgamento chegaria em breve (12:17-20)B. Resposta a um provrbio dos israelitas (12:21-28)1. Parece que um provrbio se tornou popular em Israel como maneira de negar aurgncia da situao e at de negar a palavra proftica do Senhor: Prolongue-se otempo, e no se cumpra a profecia (12:21-22)2. Deus prometeu fazer cessar o provrbio, cumprindo em breve as profecias (12:23-28)20 Estudo do Livro de Ezequiela. Ele disse que as profecias da destruio seriam cumpridas nos dias daquele povo(ou seja, durante aquela gerao)b. Ele deu para Ezequiel a resposta s afirmaes dos falsos profetas que alegavamque as profecias diziam coisas do futuro distante (12:26-28): Assim diz oSENHOR Deus: No ser retardada nenhuma das minhas palavras; e apalavra que falei se cumprir, diz o SENHOR Deus (12:28)c. Estes avisos, transmitidos por Ezequiel, so comparveis aos avisos de outrosprofetas sobre a necessidade de ouvir com urgncia a palavra do Senhor (cf. Ams6:1-3)II. Os Falsos Profetas e Idlatras Seriam Castigados (13:1 - 14:11)A. Os profetas que ofereciam uma falsa esperana de paz seriam rejeitados por Deus (13:1-16)1. A mensagem deles veio do seu prprio corao, mas falsamente a atriburam a Deus(13:1-3)a. Sempre perigoso quando a pessoa segue seu prprio corao, seu prprioesprito, seus prprios sentimentos (cf. Provrbios 14:12; Isaas 55:8-9; Jeremias10:23)b. H uma tendncia forte, nos dias atuais, de enfatizar sentimentos da prpria pessoacomo a coisa mais importante em relao a Deus. Muitosdesprezam ensinamentosobre a doutrina da Bblia e as exigncias de Deus. Foi exatamente o problema queEzequiel enfrentou, e a mesma atitude que levava Israel destruio2. Os falsos profetas encorajaram o povo a se defender e a resistir o inimigo, mas elesmesmos enfraqueceram a nao (13:4-16)a. O efeito das falsas profecias foi a mesma de raposas entre as runas. Raposascavam tneis, que enfraqueceriam qualquer muro de defesa construdo nasuperfcie (13:4-5)b. As falsas profecias no vieram do Senhor (apesar das afirmaes dos profetas)e no seriam cumpridas (13:6)c. Deus confronta os falsos profetas, perguntando diretamente se no tivessemmentido (13:7). No precisamos ouvir a resposta, pois qualquer defesa seria vd. Deus rejeita os falsos profetas, dizendo que noentrariam na assemblia do povo do Senhor (13:8-9; cf. Malaquias 3:16-18)e. Os falsos profetas profetizaram Paz, quando noh paz (13:10,16; cf. Jeremias 8:4-12). f. O efeito foi o mesmo de chapiscar uma paredefraca, tentando esconder os seus defeitos, ou defazer a caiao com cal inadequado, assim deixandoa parede desprotegida. O resultado: a parede ia cairsob a presso da ira de Deus (13:10-15)g. O problema das profecias de paz naquela poca(13:16) comparvel situao atual na qualmuitos pastores pregam doutrinas diludas,assegurando os ouvintes da sua salvao sem teremcumprido os requisitos revelados por Deus.Cuidado!B. Deus libertaria o povo do controle de falsas profetisas e feiticeiras (13:17-23)1. Deus dirige esta mensagem s profetisas e feiticeiras que enganavam o povo com suasrevelaes (13:17-19)O Atalaia de Israel 21a. A base da crtica foi a mesma citada em referncia aos falsos profetas: as profeciasvinham do corao da pessoa, e no de Deus (13:17; cf. 13:2-3)b. Estas mulheres evidentemente sevestiam de uma maneira especial (a descrio atnos lembra das ciganas de hoje) e usavam seus feitios para conduzirem aspessoas morte (13:18)c. Por motivos financeiros (e parece que ganhavam pouco), elas mentiam a um povoque queria ouvir as mentiras (13:19). Os que transmitem falsas profecias hoje,sejam cartomantes, quiromantes, clarividentes ou pastores evanglicos,conseguem enganar as pessoas somente porque muitas delas gostam de ouvir asmentiras e pem sua f nestas falsas revelaes, e no na verdade que Deus jrevelou nas Escrituras2. Deus promete livrar as vtimas das mos destas enganadoras (13:20-23)a. Elas caavam almas, e Deus agiria para tirar as vtimas das mos delas (13:20-21)b. Elas fortaleciam a mo dos perversos no seu pecado, no deixando os pecadoressarem do erro para voltar para Deus (13:22)c. Deus livraria o povo destas falsas vises (13:23). Como? Considere duaspossibilidades:1) Que qualquer poder que estas feiticeiras e profetisas usavam iria cessar. Seagissem por influncia de espritos falsos e enganadores, estes poderesacabariam. Neste sentido, alguns interpretam Zacarias 13:2 como uma profeciada cessao dos poderes demonacos depois da vinda do Messias2) Que a purificao do cativeiro e o arrependimento do povo levaria os fiis aconfiar exclusivamente na verdade de Deus, livrando-se totalmente do poderdo engano da idolatria, da feitiaria e dos falsos ensinos (cf. Joo 8:32)C. O Senhor revela seu plano para castigar os idlatras e falsos profetas (14:1-11)1. Alguns dos ancios de Israelforam novamentea Ezequiel, aparentemente procurandoorientao do Senhor (14:1; cf. 8:1)2. A palavra do Senhor referente aos ancios foi spera, condenando os lderes por suasinclinaes idolatria (14:2-5)a. Ele falou de levantar dolos dentro do corao (14:3), mostrando o problema deuma atitude idlatra, e no somente das prticas visveis da idolatria (cf. Jeremias6:19; 17:10; Mateus 5:27-28; Filipenses 4:8; Colossenses 3:1-5; Hebreus 4:12)b. Em conseqncia desta idolatria no corao, eles no tinham direito deaproximarem-se de Deus para interrogar (14:3). O acesso a Deus depende de umcorao puro e voltado a ele (cf. Salmo 24:3-6; 5:4-7)c. Os idlatras que ousavam ainda chegarem a Deus seriam castigados severamente.Os que no aprenderam pela palavra, poderiam aprender somente pelos atos deDeus (14:4-10; cf. Isaas 26:9)d. Deus queria que o povo se purificasse de sua idolatria para ser verdadeiramente opovo do Senhor (14:11). Como? Convertei-vos, e apartai-vos dos vossosdolos, e dai as costas a todas as vossas abominaes.... para que a casade Israel no se desvie mais de mim, nem mais se contamine com todasas suas transgresses. Ento, diz o SENHOR Deus: Eles sero o meu povo,e eu serei o seu Deus (14:6,11).III. Deus Explica a Queda de uma Nao Intil (14:12 - 15:8)A. Deus mostra que Israel havia se tornado uma nao intil que no merecia a misericrdiadele (14:12-23)1. Deus resolveu estender a mo contra Israel para castigar o povo rebelde (14:12-13)2. A nao no seria poupada, mesmo se trs grandes homens No, Daniel e J 22 Estudo do Livro de Ezequielestivessem no meio do povo (14:14-20)a. Este ponto interessante no uso de trs pessoas de perodos histricos diferentesque se destacaram por sua f em Deus, mesmo em ambientes de descrena einfidelidade1) No foi justo no meio de um mundo que Deus achou revoltante2) Daniel, um contemporneo de Ezequiel, j havia se destacado por sua f emDeus como um jovem levado ao cativeiro e confrontado com as tentaes daBabilnia3) J foi considerado to ntegro que Deus permitiu que Satans o provasse. Osamigos e a prpria esposa, porm, no demonstraram a mesma confiana emDeusb. Mas a presena de homens como estes no seria suficiente para salvar a nao. Aconfiana destes homens fiis seria suficiente somente para a salvao deles. Aqui,novamente, observamos a nfaseneste livro quanto doutrina de responsabilidadeindividual diante de Deus3. Mesmo assim, alguns seriam poupados e consolados (14:21-23)a. Deus traria seus castigos fortes contra Israel (14:21)b. Alguns habitantes da terra ainda seriam levados ao cativeiro, levando seus filhos(14:22)c. Vendo os exilados, eles teriam o consolo de compreender o motivo de Deus paracastigar a nao (14:23)B. Deus usa uma parbola de uma videira para reforar amensagem de sua justia no castigo de Jerusalm (15:1-8)1. A ilustrao desta parbola focaliza o valor da madeira deplantas diferentes num bosque2. Deus diz que a madeira do ramo tenro de videira intilpara construo ou outras aplicaes (15:1-5)a. O sarmento no tem valor como madeira (15:1-3)b. Ele serve apenas para queimar (15:4)c. Depois de ser queimado, fica mais intil ainda (15:5)3. Se Jerusalm j se mostrou intil antes de ser destruda, seria ainda mais intil depoisde ser queimada (15:6-8). A nao merecia o castigo. Deus no achou valor nela paralhe dar motivo para poup-laConcluso: Jerusalm foi destinada destruio devido a sua constante rebeldia contra Deus.A tarefa de Ezequiel foi, em boa parte, convencer o povo que Deus realmente faria o que ele falou.O profeta encorajava os transgressores a reconhecerem os seus pecados e aprenderem as liesdos seus erros fatais.Perguntas1. Descreva a cena dramtica do captulo 12. Explique o significado.2. Como foi cumprida esta profecia na queda de Jerusalm?O Atalaia de Israel 233. Nos ltimos versculos do captulo 12, Deus refutou qual provrbio popular?4. O que Deus disse sobre os falsos profetas em referncia a:a. A fonte de suas revelaes?b. O efeito de suas profecias em relao ao destino do povo?5. Explique o significado da ilustrao da parede caiada. H paredes caiadas deste tipo hoje?6. Qual foi o crime das mulheres criticadas por Deus em 13:17-23?7. No meio de tantas profecias de destruio e castigo, quais so algumas indicaes do ladopositivo dos atos de Deus os desejos e a esperana dele referente a Israel?8. Qual foi o ponto das referncias a No, Daniel e J?9. Explique a parbola da videira e o significado dela no contexto das profecias de Ezequiel.

24 Estudo do Livro de EzequielLio 5Uma Histria de Amor Incrvel:Como Deus Tratou Jerusalm Infiel(Ezequiel 16:1 - 17:24)Os primeiros captulos do livro de Ezequiel apresentam os temas principais. Deus estavapreparando um castigo definitivo para o povo de Jud, mas o prprio povo vivia negandoesta realidade. Algumaspessoas ainda seriam resgatadas por Deus, voltando a uma relaoespecial de comunho com o Senhor e at voltando para a terra prometida. Ele continua frisandoos mesmos temas, usando abordagens e ilustraes diferentes. Nos dois captulos includos nestalio, ele fala sobre a infidelidade de Jud diante da bondade e proteo de Deus. O captulo 16 um dos mais bonitos e um dos mais feios na Bblia. O captulo 17 uma parbola que fala deplantas e guias para mostrar ao povo a loucura de buscar ajuda nos lugares errados.I. Jerusalm, como uma Mulher Adltera, Despreza o Amor de Deus (16:1-63)A. O propsito desta mensagem: fazer o povo de Jerusalm conhecer as suas abominaes(16:1-2). Jerusalm, como cidade principal de Jud, representa a nao todaB. Deus encontrou uma criana abandonada e cuidou dela (16:3-7)1. Desde o princpio, o povo de Israel tinha sido abenoado por Deus, mas no pormrito prprio (16:3)a. Veio da terra de Cana, como filho dos amorreus e dos heteusb. Ele no se refere aqui literalmente a respeito de linhagem, mas ao fato de Deus terseparado os descendentes de Abrao dos povos da terra de Canac. Desde a sua origem, Israel foi diferente e privilegiado por causa da graa de Deus2. A criana recm-nascida (Jerusalm) foi rejeitada e abandonada pelos prprios pais(16:4-5)3. Deus (representado aqui como um homem) passou perto desta criana e a pegou. Elecuidou da criana, e ela cresceu e se tornou uma moa bonita, embora ainda nua edescoberta (16:6-7). Comparando esta parte da parbola com a histria de Israel,podemos entend-lo como uma referncia ao perodo antes da conquista da terra deCana. Israel j era o povo de Deus, mas ainda faltava a proteo especial que ele dariana terra prometida. Mais importante, ainda no tinha sido totalmente purificado daimundcia da idolatria e outras abominaes praticadas antes (cf. Josu 5:9)C. Deus casou com a moa e lhe deu sua glria e beleza (16:8-14)1. Nestes versculos, o papel de Deus muda. Ele passa de pai adotivo para marido2. Deus viu que a moa havia atingido a maturidade, e ele casou com ela (16:8). interessante observar que Deus usa palavras como juramento e aliana quando elese refere ao casamento (cf. Malaquias 2:14). O casamento no apenas algo queacontece; envolve um compromisso srio entre as duas partes, um compromissodescrito nas Escrituras como aliana3. Agora que Deus casou com ela, ele lavou, vestiu e colocou jias na sua esposa. Ela foisustentada com as melhores coisas, e se tornou uma mulher extremamente bonita efamosa a rainha casada com o Rei dos reis (16:9-14). importantssimo observar anfase destes versculos na fonte da beleza e glria dela. No que Deus achou umamulher bonita e gloriosa e casou com ela. Toda a beleza e glria dela vieram do marido(cf. Efsios 5:25-27). Ela no tinha beleza prpria. No merecia ser rainhaO Atalaia de Israel 25D. A rainha se entregou ao adultrio (16:15-22)1. Apesar de todas as bnos que Deus lhe havia dado, a mulher usou sua beleza e suasriquezas para praticar o adultrio, oferecendo-se abertamente para outros homens(16:15-19)a. O adultrio da mulher simboliza a idolatria do povo de Jud1) Na figura do casamento, Deus o marido2) A idolatria o envolvimento com outros deuses uma traio da aliana docasamento entre a mulher (o povo de Jud) e seu marido (Deus)3) Muitos dos rituais idlatras envolviam a imoralidade e a prostituio (cf.Nmeros 25:1-2; Apocalipse 2:14,20)b. Israel utilizou as coisas que Deus lhe deu roupas, jias, perfumes, alimentos para servir os falsos deuses2. A mulher infiel chegou ao extremo de oferecer seus filhos filhos de Deus comosacrifcios aos falsos deuses (16:20-21)a. A prtica de oferecer sacrifcios humanos, especificamente de queimar filhos aosdolos, foi condenada e proibida antes dos israelitas tomarem posse da terraprometida (Deuteronmio 12:29-31)b. Acaz e Manasss, reis de Jud, desobedeceram esta ordem do Senhor (2 Reis 16:3;21:6). Os pecados de Manasss so citados como motivo da queda de Jud (2 Reis24:1-4)3. Quando ela se entregou ao pecado, esqueceu do seu passado (16:22)a. Se ela tivesse valorizado o resgate e a bondade de Deus, jamais teria secomportado como adlterab. Ns, tambm, devemos lembrardanossa libertao como motivo para a fidelidade(cf. Tito 2:11-14)E. A mulher infiel multiplicou os seus erros (16:23-29)1. Jud participou de todo tipo de idolatria2. Deus comparou esta infidelidade com uma mulher imoral que se oferece a todos oshomens que passam3. Ela se prostituiu, fazendo alianas e participando da idolatria das naes ao seu redor Egito, Filstia, Assria, Babilnia, etc,F. Jud se comportou no apenas como meretriz, mas como mulher adltera (16:30-34)1. Por ser casada (com Deus), as relaes ilcitas dela constituam adultrio2. Enquanto as meretrizes recebem pagamento dos outros, Jud pagava seus amantespara ter relaes com ela. Esta descrio destaca a condio pattica de uma naocorrompida pelo pecado e descartada pelos prprios cmplices no erro. Em geral, oDiabo e seus aliados tomam o que querem e, depois, descartam as suas vtimasG. Jerusalm sofreria as conseqncias do seu adultrio (16:35-43)1. Deus deixaria os amantes de sua esposa infiel trat-la como quisessem at que elaparasse de agir como meretriz (16:35-41). Ela tinha se oferecido aos amantes; agoraseria exposta e envergonhada diante de todos2. Neste castigo de Jerusalm, a ira de Deus seria satisfeita (16:42-43)3. A penalidade legal para o adultrio, conforme a lei do Antigo Testamento, foi a morte(cf. Levtico 20:10)H. O pecado de Jerusalm foi pior do que os erros de Samaria e Sodoma (16:44-59)1. Jerusalm tinha seguido os pecados dos seus pais (a me hetia e o pai amorreu,16:44-45; cf. 16:3)2. As irms dela foram Samaria e Sodoma (16:46-47) a. Estes dois povos j haviam sido destrudos por causa das suas abominaesb. Jerusalm no aprendeu do castigo das irms; ainda fez pior do que aquelas26 Estudo do Livro de Ezequielcidades 3. Sodoma era uma cidade prspera mas arrogante, um povo que no ajudou osnecessitados (16:48-50)4. Jerusalm foi pior do que estas outras cidades, assim justificando as irms (16:51-52)5. Deus traria Jerusalm de volta ao seu primeiro estado quando fizesse a mesma coisacom Sodoma e Samaria (16:53-59)a. Embora Deus refira-se aqui sobre restaurao, parece que a mensagem destesversculos outrab. Jerusalm j olhava para Samaria e, mais ainda, para Sodoma, como exemplo deum povo destrudo que nunca teria chance de ser restauradoc. Agora, Deus diz que a possibilidade da restaurao de todas estas cidades amesma. Se Jerusalm considerava Sodoma uma causa perdida, agora percebe queDeus olhava da mesma maneira para a cidade santaI. Depois de falar em termos to fortes sobre a depravao de Jerusalm, Deus fala dereconciliao com Jerusalm (16:60-63)1. A noiva bonita que se corrompeu com seus adultrios e outras abominaes chegoua ser rejeitada pelos prprios amantes. Ela se tornou feia e pattica2. Foi neste estado que Deus a tomou de volta, fazendo novamente sua aliana especiale eterna com ela3. Deus usa aqui o mesmo refro que j usou 17 vezes entre captulo 6 e 15, e queaparece, ao todo, mais de 60 vezes no livro de Ezequiel: Sabers que eu sou oSENHOR (16:62). Mas esta a primeira vez que ele usa uma evidncia positiva paramostrar que ele o Senhor. Nos casos anteriores, e ainda em vrias outras vezes quea frase aparece posteriormente no livro, ele mostra que o Senhor pelo justo castigodos mpios (cf. 6:7; 7:27; 12:15; 25:7; etc.). Desta vez, ele mostra a sua posio desoberania pela bondade de tomar de volta o povo, demonstrando a sua misericrdia.Depois, ele explicar esta categoria de prova: Sabereis que eu sou o SENHOR,quando eu proceder para convosco por amor do meu nome, no segundo osvossos maus caminhos, nem segundo os vossos feitos corruptos, casa deIsrael, diz o SENHOR Deus (20:44). Deus exaltado quando ele humilha osrebeldes pelo castigo. Mas o nome dele engrandecido, tambm, quando o pecadorse humilha e se arrepende, recebendo o perdo do Senhor (16:63)II. Uma Parbola de guias e rvores (17:1-24)A. No texto do captulo 17, a parbola apresentada (17:1-10) e, depois, interpretada (17:11-21). Neste esboo, a interpretao intercalada com a prpria parbola. aconselhveller o captulo inteiro antes de ler o resumo e os comentrios abaixoB. A primeira grande guia (a Babilnia) levou a ponta de um cedro (o rei e os prncipes deJud). A muda se tornou em videira que crescia e prosperava, mas no ficou alta. Judcontinuou a sua existncia, subordinado Babilnia e aliana com ela (17:1-6,11-14).Jud no foi destrudo enquanto se submetia BabilniaC. A segunda grande guia (o Egito) apareceu, e a videira (Jud) se inclinou para ela e pediuque ela a cultivasse (17:7-8; 15)1. Um dos grandes conflitos em Jud do sculo 8 ao comeo do sculo 6 a.C. foi aquesto de alianas. Alguns queriam confiar na Babilnia (e, antes dela, na Assria),enquanto outros queriam fazer alianas com o Egito2. Em primeiro lugar, eles deveriam ter confiado exclusivamente no Senhor, recusandoqualquer aliana com os povos pagos (cf. 16:26-29; cf. Isaas 30:1-3; 31:1)3. Uma vez que Deus anunciou seus planos de usar a Babilnia para humilhar seu povo,O Atalaia de Israel 27Jud deveria ter se submetido ao jugo deste imprio, serendendo ao invasor (Jeremias6:8; 27:813)D. Deus pergunta: Este povo que se rebelou contra a Babilnia viver? (17:9-10; 15b)E. A resposta: O rebelde ser facilmente arrancado e morto (17:9-10,16-21)1. O Egito no ajudaria na defesa, deixando o povo sofrer nas mos dos babilnios(17:17-18)2. O rei e o povo (as pessoas que sobrevivessem a batalha) seriam levados ao cativeirona Babilnia (17:19-21)F. Depois da interpretao da parbola, Deus acrescenta outra parte, dando ao povo aesperana da restaurao (17:22-24)1. Deus tomaria um ramo tenro da ponta de um cedro, e este seria exaltado, plantadosobre um monte (17:22)2. Este ramo cresceria numa grande rvore, dando abrigo para diversos animais e aves(17:23)3. Todos saberiam que foi o Senhor que reverteu a situao, humilhando os poderosose exaltando os humildes (17:24)Concluso: Os captulos 16 e 17 apresentam duas ilustraes excelentes das atitudes do povode Jud e das conseqncias do procedimento deste povo rebelde. O povo que dependia de Deuspor sua prpria vida, sua beleza e seu sustento se tornou infiel e agiu como uma mulher adltera.Deus, o marido dela, permitiu que ela sofresse as conseqncias dos seus erros por um tempo.Quando ela chegou ao fundo do poo como uma mulher rejeitada e nojenta at para seusamantes, Deus ofereceu seu amor no merecido, e tomou de volta sua esposa infiel. Na segundailustrao, Deus usa plantase guias para ilustrar a loucura das escolhas erradas do povo de Jud.Novamente, ele encerra a histria com uma afirmao da sua misericrdia para com a naorebelde. Com a mesma fora que ele havia demonstrado sua santidade e justia no castigo dosmpios, ele mostra seu carter divino, tambm, na sua grande bondade.Perguntas1. Descreva como Deus cuidou de Israel desde a sua infncia, quandofoi abandonado como uma criana rejeitada pelos pais.2. Na histria do captulo 16, quem foram os pais de Israel?3. Na segunda parte desta histria (a partir de 16:8), qual foi o novo papel de Deus?4. De onde vieram a glria, a beleza e a prosperidade da esposa de Deus?28 Estudo do Livro de Ezequiel5. Depois de toda a bondade que Deus mostrou para com ela, que coisa terrvel foi feita pelamulher?6. Descreva o extremo da depravao a qual ela chegou.7. Como foi o castigo desta mulher adltera?8. Deus aceitaria de volta esta mulher infiel? Explique.9. Captulo 16 pode ser visto como uma histria muito linda, extremamente feia e incrivelmente linda. a. Explique o sentido desta descrio em todos os trs aspectos.b. Considere as implicaes desta histria em relao nossa redeno: Deus nos salvaporque somos atraentes?10. Explique a parbola das guias e da rvore, identificando os elementos principais:a. A primeira guiab. A segunda guiac. A videira baixad. A rvore plantada por Deus

O Atalaia de Israel 29Lio 6Deus Age por Amor do Nome Dele:Sua Justia e Misericrdia(Ezequiel 18:1 - 20:44)Opovo da poca de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus errospela ttica perversa de pr a culpa em Deus. Questionaram a justia dele, mas ele defendeusua retido em lidar com o povo de Israel, julgando cada um conforme seus prprios atos(captulo 18). Como Deus de compaixo, que no sente prazer na morte do pecador, ele lamentao declnio de alguns dos ltimos reis de Jud (captulo 19). E se o povo se sentisse atingido pelajustia de Deus, precisaria reconhecer a misericrdiano merecidaqueele demonstrou em pouparalguns de uma nao rebelde (captulo 20). Quando ele resgata a nao de Israel, Deus age poramor do nome dele, no deixando as naes pags profanarem o nome do Senhor.I. Deus Refuta um Provrbio Falso sobre a Responsabilidade Individual (18:1-32)A. Este trecho trata de um provrbio que alguns falavam a respeito de Israel: Os paiscomeram uvas verdes, e os dentes dos filhos que se embotaram (18:1-4)1. Evidentemente alguns acreditavam que os filhos fossem cobrados e responsveis pelospecados dos pais, e usavam este provrbio para comunicar uma noo de pecadoherdado, dizendo que o pecado dos pais passava para os filhos (18:1-2)2. Deus responde ao provrbio dos homens, mostrando que cada pessoa responsvel,individualmente, pelos prprios pecados (18:3-4)B. A culpa pelo pecado no passa de uma gerao para outra (18:5-18). Deus ilustra seuponto falando de trs geraes de uma mesma famlia:1. A primeira gerao: Se o homem for justo, ele viver (18:5-9)a. Ele cita aqui vrios exemplos das exigncias da Lei do Antigo Testamento parailustrar o tema da justia do homem (18:6-9)b. O homem que fizesse tudo isso viveria por causa da sua justia (18:9)2. A segunda gerao: Se o filho for injusto, ele morrer (18:10-13)a. Aqui, tambm, ele usa princpios bem conhecidos da Lei dada no monte Sinai(18:10-13)b. Este homem seria morto por causa dos seus prprios pecados: o seu sangueser sobre ele (18:13)3. A terceira gerao: Se o neto for justo, evitando os erros do prprio pai, ele viver(18:14-18)a. Os exemplos daobedincia, como nos primeiros dois casos, se baseiam na Lei doVelho Testamento (18:14-17)b. No final da apresentao deste caso, Deus deixa bem claro que o filho no morreriapelos pecados do pai1) o tal no morrer pela iniqidade de seu pai (18:17)2) Este homem justo certamente, viver (18:17)3) Mas o pai morrer por causa da sua iniqidade (18:18)C. O resumo e algumas aplicaes deste ensinamento: indivduos escolhem a vida ou amorte, e podem mudar de direo para o melhor ou para o pior (18:19-32)1. Cada um decide como agir diante da palavra de Deus (18:19-20)a. O filho no responde pelos pecados do pai (18:19)b. A alma que pecar, essa morrer (18:20)30 Estudo do Livro de Ezequiel2. Quando o perverso volta a Deus, ele ser perdoado e viver. Deus deseja a vida paratodos (18:21-23; cf. 1 Timteo 2:4; 2 Pedro 3:9)3. Quando o justo abandona Deus e pratica a iniqidade, ele ser condenado e morrer(18:24)4. Deus justo (18:25-29) Deus responde acusao de no ser justoa. Ele justo, e os caminhos dos homens so tortuosos (18:25,29; cf. Romanos 3:3-4; Isaas 55:6-9)b. Ele defende a sua justia com uma srie de ilustraes que mostram que:1) A morte resultado da iniqidade do homem (18:26)2) A vida a recompensa da justia do homem (18:27-28)5. A aplicao prtica deste ensinamento sobre o pecado, a culpa e as conseqncias(18:30-32)a. Deus julgar conforme os atos de cada um (18:30; cf. Joo 5:28-29; 2 Corntios5:10; Romanos 14:10; 2 Timteo 4:1; Hebreus 4:13)b. Deus apela ao povo para que, sabendo do julgamento justo que viria, cada um searrependesse dos seus pecados (18:30-31; cf. Atos 17:30-31)c. Deus no queria que ningum morresse e, por isso, pediu que se convertessem evivessem (18:32)II. Lamentao pelos Prncipes de Jud (19:1-14)A. A introduo mensagem do captulo 19 (19:1)1. Deus mandou que Ezequiel transmitisse esta mensagem de lamentao sobre osprncipes (reis cf. 12:12) de Jud2. Ezequiel usa aqui um estilo potico especfico de lamentao, um tipo de cantofnebre, chamado, s vezes, de endecha. O ritmo no hebraico (que se perdetotalmente na traduo para outros idiomas) deu fora para as palavras com seu tomde tristeza e lamentaoB. A parbola dos leezinhos (19:2-9)1. Jud (ou talvez, especificamente, a famlia real) comparado a uma leoa que cria seusfilhotes (19:2)2. Um dos filhotes cresceu e foi apanhado e levado ao Egito (19:3-4). Em 609 a.C.,depois da morte de Josias, Jeoacaz reinou trs meses antes de ser preso e levado aoEgito (cf. 2 Reis 23:31-34)3. A leoa, frustrada, fez outro filhote ser leozinho. Este tambm comeou a ficar fortemas foi apanhado e levado Babilnia (19:5-9)1) Esta linguagem poderia descrever os dois reis depois de Jeoacaz Jeoaquim eJoaquim pois ambos foram depostos por Nabocodonosor e levados Babilnia(cf. 2 Crnicas 36:5-10)2) Dois fatos favorecem a aplicao desta lamentao a Joaquim, e no a Jeoaquim:a) O contexto de Ezequiel. i. Ele comeou seu trabalho depois da deportao de Joaquim (1:1-2). SeDeus quisesse falar de todos os reis deportados, poderia ter includo trsfilhotes da leoa na parbolaii. A prxima parbola j comenta sobre um galho fraco, provavelmente sereferindo a Zedequias, o rei em Jud na poca desta profeciab) Um aviso de Jeremias proibiu lamentao por Jeoaquim: Portanto, assimdiz o SENHOR acerca de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Jud: Noo lamentaro.... (Jeremias 22:18)C. A parbola da videira (19:10-14)1. A me (a leoa na parbola anterior) representada como uma videira plantada juntoO Atalaia de Israel 31s guas (19:10)2. Ela tinha galhos fortes (19:11). Os cetros sugerem a autoridade de reis3. Mas a videira forte foi arrancada e plantada num deserto, falando do cativeiro naBabilnia (19:12-13)4. Fogo saiu dos galhos e consumiu o fruto desta videira(19:14). Os galhos representamos reis (19:11). O fogo saindo dos galhos pode servir para mostrar que os prprios reisforam responsveis pelo castigo deles e do povo5. O resultado: a videira ficou sem galho forte para reinar (19:14). Este versculo sugereque Zedequias, o homem que reinava em Jerusalm quando Ezequiel recebeu estamensagem, tambm no teria fora para resistir os babilniosIII. Deus Fala sobre a Rebeldia, o Castigo e a Restaurao de Israel (20:1-44)A. A data desta profecia (7 ano, 5 ms, 10 dia) a coloca no ano 591 a.C. (20:1)B. Deus recusou responder ao pedido dos ancios, que procuravam conselhos do Senhor,por causa dos pecados do povo (20:2-4)C. Deus, por meio de Ezequiel, deu um resumo da histria das atitudes rebeldes do povo deIsrael (20:5-32)1. O povo foi desobediente antes de sair da terra do Egito (20:5-9)a. Deus tinha motivo para castigar os israelitas l no Egito, devido rebeldia delesb. Mas ele poupou o povo por amor do seu prprio nome esta expresso aparececinco vezes no livro de Ezequiel, quatro delas neste captulo (20:9,14,22,44; cf.36:22). Mostra que Deus no agiu pelo mrito do povo, mas para manter asantidade do seu prprio nomediante dos povos2. No deserto, aquela gerao deisraelitas se rebelou contra o Senhore morreu antes de chegar terraprometida (20:10-17)a. Deus fez uma aliana especialcom o povo de Israel no deserto(20:10-12). 1) Deus usa a expresso meussbados 15 vezes noAntigo Testamento, 10 delasno livro de Ezequiel(20:12,13,16,20,21,24;22:8,26; 23:38; 44:24). 2) Guardar os sbadosrepresentou a alianaexclusiva que Deus fez comos israelitas (cf. xodo 31:12-18)b. A rebelio do povo contra Deus merecia a destruio nodeserto, mas Deus no fezisso por amor do nome dele (20:13-17). Sabemos, porm, que aquela gerao noentrou na terra prometida (cf. Nmeros 14:20-24)3. Os filhos deles, a gerao que entraria na terra prometida, tambm se rebelou eparticipou das abominaes idlatras (20:18-26). Em vrias ocasies, a conduta dopovo merecia a destruio. Exemplos:a. A rebelio de Cor e seus seguidores levou Deus a ameaar a destruio total dopovo (Nmeros 16:44-45)O Sbado para Todos? Os adventistas dostimo dia e alguns outros grupos religiososdefendem a necessidade de guardar osbado nos dias de hoje. Eles enfrentamalgumas dificuldades que podemos observarno estudo aqui: Enquanto tentam provar, baseado emGnesis 2:1-3, que guardar o sbado setornou obrigao de todos os homens,Deus diz outra coisa. Ele descreve osbado como sinal entre ele e o povo deIsrael (xodo 31:16-17) Ele disse que deu a lei do sbado aosisraelitas no deserto (Ezequiel 20:12) Ele condenou os israelitas por noguardar o sbado, mas nunca dirigiu amesma crtica s naes gentias, queforam condenadas por outros motivos32 Estudo do Livro de Ezequielb. A participao dos israelitas na idolatria dos moabitas e midianitas foi motivo paraa morte de 24.000 pessoas, e mais teriam morrido se no fosse pela intervenojusta de Finias (Nmeros 25:7-9)4. Depois de entrar na terra prometida, o povo foi infiel e praticou a idolatria (20:27-29)5. O povo da poca de Ezequiel mostrou a mesma atitude rebelde e, por isso, Deus norespondeu quando Israel o consultava (20:30-32)D. Deus derramaria seu furor sobre o povo para purificar a nao e traz-la ao arrependimento(20:33-38)1. Novamente, Ezequiel destaca o benefcio do cativeiro Deus esperava a reconciliaodo povo com seu Senhor2. Deus promete usar seu braoestendido para tirar o povo docativeiro (20:33-34), uma expressoda fora irresistvel do Senhor. Amesma fora divina que levou opovo ao exlio traria o restante devolta (cf. Jeremias 21:5)3. Deus levaria o povo ao deserto parajulg-lo face-a-face, trazendo Israel disciplina e proteo da vara doPastor (20:35-38). A expressopassar debaixo do ... cajado(20:37) refere-se relaorestaurada com o Pastor que contae cuida do seu rebanho (cf. Levtico27:32; Jeremias 33:13)E. Deus chamou a casa de Israel aescolher o servio a ele, deixando paratrs as suas prticas idlatras (20:39-44)1. A idolatria no podia ser misturada com o servio ao verdadeiro Deus (20:39)2. O povo restaurado a Deus no seu santo monte lhe daria honra, servio e prazer (20:40-41)3. A misericrdia de Deus em restaurar o povo terra prometida seria prova da divindadedele (20:42-44). Diante desta bondade de Deus, o povo sentiria nojo de si por causadas abominaes que praticaraConcluso: Deus justo em julgar cada um conforme a sua conduta, no culpando os filhospelos pecados dos pais, nem os pais pelos erros dos seus descendentes. A nao de Israel, emconseqncia da sua longa histria de rebeldia, merecia o castigo de Deus. Mas, repetidas vezes,ele havia poupado a nao perversa. Por qu? Porque o povo merecia ser salvo? No! Porque elequeria manter a santidade absoluta do seu nome. Ele salvou um povo rebelde por amor do nomedele, no deixando que outros povos o profanassem.Perguntas1. No captulo 18, Deus responde a qual falso provrbio?Sujeitos Aliana de Deus (Ezequiel 20:37).Um aspecto da promessa da restaurao deIsrael so estas palavras de Deus: Far-vosei passar debaixo do meu cajado e vossujeitarei disciplina da aliana. Estapromessa no sugere que o povo fosseisento, anteriormente, da obrigao deobedecer a palavra de Deus (veja 20:30-31),mas que agora teria a bno de umrelacionamento renovado com Deus.Semelhantemente, todos os homens hoje soresponsveis diante de Deus e sujeitos leide Cristo (cf. Joo 12:47-48; Mateus 28:18-20; Atos 17:30), mas nem todos participam dacomunho especial de filhos com seu Paicelestial (cf. Hebreus 13:10).O Atalaia de Israel 332. possvel um pecador se arrepender e alcanar o perdo de Deus?3. possvel um justo se desviar e perder a sua comunho com Deus?4. Herdamos o pecado dos nossos antepassados?5. Deus quer que algum seja condenado? Justifique sua resposta com citaes de Ezequiel edo Novo Testamento.6. Responda s seguintes perguntas sobre a parbola da leoa e seus filhotes (19:1-9):a. O primeiro filhote foi levado aonde?b. Este filhote representa qual prncipe de Jud?c. O segundo filhote foi levado aonde?d. Este representa qual prncipe de Jud?7. Na parbola da videira (19:10-14), donde veio o fogo que consumiu o fruto da videira?8. O captulo 20 resume a histria da rebeldia de Israel. Identifique as fases da histria citadaneste relato.9. Por que Deus poupou um povo to rebelde?Desafios adicionais:1. Usando o captulo 18 e outras passagens bblicas, responda a estas perguntas:a. Ns herdamos a culpa pelo pecado de Ado e Eva?b. Uma criana nasce j condenada por Deus?c. Os filhos podem sofrer por causa dos pecados dos pais?2. Temos obrigao de guardar o sbado nos dias de hoje?

34 Estudo do Livro de EzequielLio 7Avisos de Fogo e Espada:Deus Prepara-se para Castigar Seu Povo(Ezequiel 20:45 - 22:31)Novas mensagens reforam os pontos apresentados nos primeiros captulos do livro. Deustraria castigo contra seu povo por causa das abominaes praticadas na terra. Nesta lio,ele avisa dos castigos pelo fogo e pela espada, e enumera as abominaes do povo queexigiram estejulgamento divino. Deusatprocuraria um homem justo para salvaro povo, mas noacharia nenhum!I. Deus Traria Destruio com Fogo e com a Espada (20:45 - 21:32)A. Deus enviaria fogo para queimar o bosque do Sul (20:45-49)1. Esta profecia olha para o bosque do Sul, possivelmente se referindo regio do sul deJud, o Neguebe (20:45-47)2. Deus acenderia um fogo que ia consumir o bosque (20:47-48)a, Todas as rvores secas e verdesb. Toda a terra do Sul ao Norte3. Aparentemente, o povo respondeu ao aviso em incredulidade ou confuso, chamandoEzequiel de proferidor de parbolas, assim dizendo que no deu paracompreender o aviso (20:49)B. Numa profecia paralela, Ezequiel falou de destruio pela espada e assegurou o povo queeste julgamento realmente viria (21:1-7)1. Se o aviso sobre o fogo no foi claro, no teria como entender este aviso de umamaneira errada!2. Nesta profecia contra Jerusalm, Deus disse que traria a espada contra todas aspessoas da terra (21:1-4)a. Todos os homens justos e perversosb. Toda a terra do Sul ao Norte3. Todos iam saber que foi o Senhor que agiu contra o povo (21:5)4. Deus mandouque Ezequiel suspirasse, mostrando sua tristeza com este aviso (21:6-7)Uma Comparao dos Pontos Principais dos Avisos do Fogo e da EspadaAviso sobre o Incndio no Bosque(20:45-48)Aviso sobre a Espada em Israel(21:1-5)Profecia contra o bosque do Sul Profecia contra JerusalmUm fogo no bosque A espadarvores verdes Os justosrvores secas Os perversosTodos os rostos queimados A espada contra todo viventeJulgamento do Sul ao Norte Julgamento do Sul ao NorteTodos os homens vero que o Senhor acendeuo fogoTodos os homens sabero que Deus mandou aespadaO Atalaia de Israel 35C. Deus daria sua espada ao matador, e este a usaria para matar segundo as ordens doSenhor (21:8-17)1. A espada foi preparada afiada e polida para a matana (21:8-10)2. Israel acreditava que a espada seria para os outros, os povos desprezados pelo rei(21:10)3. Mas Deus respondeu que a espada seria usada contra seu prprio povo os prncipese o povo comum (21:11-13)4. Na cena descrita aqui, parece possvel que o prprio Ezequiel tivesse uma espada namo, batendo e virando a espada para representar golpes contra o povo; a espadarecebe suas ordens num ritmo militar que acrescenta mais intimidao vira-te ...para a direita, vira-te para a esquerda... (21:14-16)5. Deus, controlando tudo que aconteceu, bateria suas palmas para executar sua ira. Asordens vm do Senhor (21:17)D. A espada do rei da Babilnia viria contra Jud, e o poder do rei em Jerusalm seria abatido(21:18-27)1. Deus mandou que Ezequiel pusesse marcadores para indicar os caminhos para duascidades: Rab (dos amonitas) e Jerusalm (21:18-20)2. O rei da Babilnia chegaria bifurcao e teria que decidir atacar uma cidade antesda outra (21:21). Ele usaria vrios meios de adivinhao para tomar a sua deciso.Entendemos, porm, que o soberano Deus controlava o movimento do exrcito emandaria o rei da Babilnia para o lado que o Senhor quisesse3. A adivinhao indicou que ele deveria atacar Jerusalm (21:22)4. Os judeus ainda poderiam achar que estavam seguros, talvez confiando na sua alianacom o Egito (21:23; cf. 17:15-17)5. Mas Deus j havia determinado o castigo. O povo e o rei seriam rejeitados (21:24-27)E. Os amonitas, porm, no escapariam ilesos (21:28-32)1. Deus mandou que Ezequiel profetizasse contra Amom (21:28)2. Deus traria a espada e o fogo contra os amonitas (21:29-31)3. A destruio dos amonitas seria completa seriam esquecidos (21:32; cf. 25:10)II. Israel foi Condenado por suas Abominaes (22:1-31)A. A cidade sanguinria deJerusalm foicondenada por suas muitas abominaes (22:1-13).Entre os pecados citados:1. Homicdio (22:3-4,9,13)2. Idolatria (22:3-4,9)3. Abuso do poder pelos governantes (22:6)4. Desrespeito para com os pais (22:7)5. Opresso de estrangeiros (22:7)6. Maus tratos de vivas e rfos (22:7)7. Profanao das coisas santas (22:8)8. Calnias (22:9)9. Perversidade sexual (22:9-11)10. Subornos e outras prticas desonestas nos negcios (22:12-13)B. Deus traria o castigo e o povo no teria fora para resistir; Israel seria disperso entre asnaes (22:14-16)C. Deus ia purificar a nao com fogo, da mesma maneira que separa prata da escria narefinao (22:17-22)1. A nfase aqui est no castigo da nao: todos vs vos tornastes em escria(22:19)2. A ilustrao do processo de purificao de prata, porm, implicitamente olha para a36 Estudo do Livro de Ezequielsalvao do restante, purificado pelo cativeiroD. Os lderes da nao, como a populao em geral, foram condenadospor Deus (22:23-29).Ele comenta especificamente sobre:1. Profetas que devoravam as almas das suas vtimas, alegando ter revelaes do Senhor(22:25,28-29)2. Sacerdotes que profanavam as coisas santas, no distinguindo entre o comum e osanto (22:26)3. Prncipes que reinavam com violncia e desonestidade (22:27)E. Deus chega cidade para castigar, e espera encontrar um homem justo que ficaria nabrecha para defender o povo, mas no encontra este homem (22:30-31)1. No devemos tratar este versculo literalmente at o ponto de negar a presena depessoas justas em Jerusalm. Pelo menos, Jeremias e Baruque ainda defendiam averdade e tentavam salvar o povo. Continuaram ativos at depois da queda deJerusalm (cf. Jeremias 43:1-7)2. A figura mostra que a nao em geral havia se tornado to corrupta que Deus noachou motivo suficiente para poup-laConcluso: O castigo to merecido pelo povo de Jud se tornou inevitvel, porque o povo secorrompeu e recusou todas as oportunidades para se arrepender. As iniqidades do povo, dos maispoderosos s pessoas mais comuns, seriam castigadas pelo furor de Deus. Os julgamentos dele,representados nestes captulos pelo fogo e pela espada, atingiriam todos os habitantes da terra.Perguntas1. Na profecia sobre o bosque do Sul (20:45-49), qual seria o meio decastigo usado por Deus?2. Responda s seguintes perguntas sobre a profecia da espada contra Jerusalm (21:1-17):a. A espada era de quem?b. Quem seria eliminado pela espada?c. Os lderes seriam isentos deste castigo?3. A Babilnia chegariacom a espadaprimeiro contraJerusalm ou contra Rab? A outra cidadeseria isenta do castigo?4. No captulo 22, qual cidade chamada de sanguinria?5. Cite, pelo menos, seis das abominaes de Jerusalm citadas como motivos do castigo.6. Deus compara o castigo de Jud com qual processo de purificao?7. Quais categorias de pessoas so especificamente condenadas nos ltimos versculos docaptulo 22?

O Atalaia de Israel 37Lio 8Duas Meretrizes, uma Panela e um Vivo:Mais Mensagens do Castigo Merecido(Ezequiel 23:1 - 24:27)Deus continua reforando a sua mensagem, mostrando os motivos e a severidade do castigodo povo rebelde. Nestes captulos, ele usa trs ilustraes para explicar sobre a queda deJerusalm. Na primeira, ele compara Israel e Jud a duas irms adlteras, e mostra que estepecado leva ao castigo de morte. Na segunda, o povo comparado carne numa panelaenferrujada, uma panela que no pode ser purificada nem pelo fogo. A terceira ilustrao usa amorte da mulher de Ezequiel para representar a destruio do templo, a delciados olhos do povo.I. A Histria de Duas Irms (23:1-49)A. Deus aborda o problema da culpa de Jud, agora, com mais uma ilustrao. Ele conta ahistria de Ool e Oolib, duas irms, ambas meretrizesB. Deus usa aqui o pecado de prostituio ou adultrio para representar, simbolicamente, aidolatria destes povos. Pecados de imoralidade sexual freqentemente acompanhavam asprticas idlatras, mas aqui a infidelidade das prprias naes a idolatria que vistacomo prostituioC. Elementos principais desta ilustrao incluem:1. Deus: o marido de Ool e Oolib2. Ool: Samaria ou Israel, o reino do Nortea. Ool significa o tabernculo dela e serefere, provavelmente, religio introduzidapor Jeroboo Ib. Israel no possua o tabernculo do Senhor. O tabernculo ou a religio de Israelera da nao, mas no de Deus3. Oolib: Jerusalm ou Jud, o reino do Sula. Oolib significa o meu tabernculo est nela e se refere, evidentemente, presena de Deus em Jerusalmb. O templo em Jerusalm representava a presena de Deus e o centro da verdadeirareligio dos judeus4. Amantes: dolos e naes idlatras como a Assria e a Babilnia5. Prostituies/devassides: a idolatria e a infidelidade de deixar de servir o verdadeiroDeus para servir aos falsos deuses6. Adultrio: um termo mais especfico de imoralidade sexual baseada numrelacionamento de pertencer a um outro. Aqui, as irms se tornaram adlteras porquese casaram com Deus (foram minhas 23:4) e, depois, tiveram relaes ilcitascom outros deuses (com seus dolos adulteraram 23:37)D. A juventude de Ool e Oolib (23:1-4)1. As irms j se prostituram no Egito, na sua mocidade (23:1-3). Sabemos que aseparao do reino aconteceu sculos depois de sair do Egito, mas nesta histria,Deus trata as duas naes como irms distintas desde a mocidade, assimcompletando a figura do casamento e do adultrio2. Deus casou com as duas irms e elas tiveram filhos (23:4)E. A infidelidade de Ool (23:5-10)1. Ool (Samaria) se prostituiu com a Assria (23:5-7)2. Ela continuou as mesmas prticas imorais (idlatras) que trouxe do Egito (23:8)38 Estudo do Livro de Ezequiel3. Deus, o marido trado, entregou Ool nasmos dos amantes, os assrios (23:9)4. Os amantes (os assrios) expuseram asvergonhas de Ool, levaram os filhos e asfilhas dela e a ela mataram (23:10)F. Oolib deveria ter aprendido a lio dos erros dairm dela, mas no o fez (23:11-21)1. Ela fez coisas ainda piores do que asdevassides de Ool, prostituindo-se com osassrios e os babilnios (23:11-17)2. Mesmo quando Deus mostrou seu desgostocom os pecados de Oolib,ela continuou comas mesmas prticas erradas (23:18-21)G. Deus dirige as palavras de advertncia a Oolib, opovo de Juda (23:22-49)1. Por causa da infidelidade de Oolib (Jud),Deus a entregaria aos amantes dela osbabilnios e os filhos da Assria (23:22-23)2. Os amantes agora so os instrumentos dejustia que Deus traz para castigarseveramente a mulher adltera (23:24-29)a. O efeito de entregar Oolib aos amantesseria uma purificao da idolatria: nolevantars os olhos para eles e j note lembrars do Egito (23:27)b. Semelhantemente, h situaes em que uma igreja precisa entregar a Satans ummalfeitor para a destruio dos desejos carnais (1 Corntios 5:4-5). O resultadoesperado a purificao e a salvao daquele irmo3. Deus deixaria as naes castigarem Oolib porque ela praticou a prostituio espiritual,a idolatria, e no aprendeu com os erros de sua irm, Ool (23:30-35)a. Jud no aprendeu a lio, e cometeu os mesmos erros que haviam levado Israelao castigo (23:30-31)b. Deus daria a Oolib o mesmo copo de desolao que deu a Ool (23:32-35)4. Um resumo dos crimes das irms infiis (23:36-45)a. Adultrio/idolatria (23:37,40-45)b. Derramamento de sangue (23:37,45)c. Sacrifcios de filhos (23:37,38)d. Contaminao do santurio de Deus (23:38,39)e. Profanao dos sbados (23:38)5. As mulheres adlteras foram condenadas por Deus e seriam castigadas (23:46-49)a. A punio para o adultrio, na Lei do Antigo Testamento, foi a morte (Levtico20:10)b. A aplicao desta punio s irms adlteras teria o efeito de impedir que outrasmulheres cometessem o mesmo pecado (23:48). A pena de morte, conforme avontade de Deus, serve como advertncia para outras pessoas que enfrentamtentaes semelhantesII. A Parbola de Carne numa Panela (24:1-14)A. Esta profecia traz uma data importante, o mesmo dia que o cerco de Jerusalm comeou contando as datas pelo reinado de Zedequias ou o cativeiro de Joaquim foi o nono ano,A Prostitiuo inclui oAdultrio Ouvimos hojealgumas doutrinas estranhas sobretextos como Mateus 19:9 nasquais algumas pessoas afirmamque a prostituio (da palavraporneia no grego) no podesignificar adultrio. A conclusodestes ensinamentos a posioque nega o direito ao divrcio emcasos de adultrio. Ezequiel 23 um de vrios exemplos bblicos emque a palavra prostituio (na LXX,da mesma palavra grega usadaem Mateus 19:9) usada paradescrever o adultrio relaessexuais envolvendo uma pessoaque j assumiu o compromisso docasamento. Quando estudamos aBblia, devemos prestar atenoem detalhes deste tipo para nosermos enganados por falsosmestres que distorcem asEscrituras.O Atalaia de Israel 39dcimo ms, dcimo dia, ou seja, 589/588 a.C. (24:1-2; cf. Jeremias 39:1; 52:4; 2 Reis25:1)Datas Importantes: A Queda de JerusalmAcontecimento Data do Reinado de Zedequias ouCativeiro de JoaquimData a.C.(Aproximada)Cerco de Jerusalm Comea 9 ano, 10 ms, 10 dia 589/588Brecha nos Muros 11 ano, 4 ms, 9 dia 587/586Templo Queimado, Cidade Destruda 11 ano, 5 ms, 7 dia 587/586B. Deus mandou que Ezequiel cozinhasse carne numa panela enferrujada (24:3-14)1. Mandou que colocasse pedaos bons de carne, com os ossos, na gua na panela(24:3-5)2. Depois falou para ele tirar os pedaos, sem escolha, da panela enferrujada (24:6)3. Este ato serviu para condenara cidade sanguinriaquederramou sangue sobre pedra,onde no foi coberto com p (24:7-8). A culpa de Jerusalm continuou descoberta,motivo de castigo (24:9-10)4. Depois, ele coloca a panela enferrujada, vazia, sobre as brasas para tentar tirar aferrugem, mas no consegue purificar a panela (24:11-12)5. A mensagem para Jerusalm: ela no seria purificada at Deus satisfazer a sua ira nojulgamento da cidade sanguinria (24:13-14)III. A Morte da Mulher de Ezequiel Representa a Destruio do Templo (24:15-27)A. De todas as ilustraes dramticas do trabalho de Ezequiel, este deve ter sido a mais difcilB. Deus falou para ele que a mulher do profeta ia morrer de repente, e que ele no poderialamentar por ela (24:15-17)C. Pela manh, ele falou ao povo e, tarde, a mulher dele morreu (24:18)D. No dia seguinte, ele fez o que Deus mandou e no lamentou pela mulher (24:18)E. Quando o povo perguntou sobre o significado de tudo isso, ele explicou (24:19-24)1. Deus falou que ele tiraria a delcia dos olhos do povo o templo em Jerusalm, eque os filhos deles seriam mortos (24:19-21)2. Como Ezequiel no tinha lamentado, eles no lamentariam (24:22-24)F. Ezequiel no teria outras revelaes de Deus at chegar um mensageiro com a notcia dadestruio do templo (24:25-27)Concluso: Ezequiel continuou seus esforos para mostrar ao povo a justia de Deus e parachamar o povo rebelde ao arrependimento verdadeiro. Ele usou uma srie de ilustraes paraavisar o povo, chegando cena difcil de aceitar, sem lamentao exposta, a morte de sua mulher.J era tarde demais para salvar os habitantes de Jerusalm, mas Ezequiel ainda lutava pararesgatar alguns dos restantes entre os cativos.Perguntas1. Na histria das meretrizes, quais so os nomes das duasmulheres? Elas representam, respectivamente, quais povos?40 Estudo do Livro de Ezequiel2. Nesta histria, ele identifica especificamente trs amantes, um de antes do casamento e maisdois que entram na histria depois. Identifique os trs.3. Nesta histria, o adultrio representa qual pecado espiritual?4. A palavra prostituio, na Bblia, pode significar adultrio?5. A pena de morte, no captulo 23, serviu dois propsitos. Quais so?6. Qual foi a data (usando o cativeiro de Joaquim) da profecia sobre a panela?7. Na explicao da parbola da panela, qual foi o significado de derramar sangue numa pedrae no na terra?8. O que foi necessrio para purificar a panela e tirar sua ferrugem?9. Qual evento marcante na vida de Ezequiel simbolizou a destruio do templo?10. Como que Deus mandou que o profeta reagisse a este acontecimento triste?

O Atalaia de Israel 41Lio 9Profecias sobre os Vizinhos de Israel(Ezequiel 25:1 - 28:26)Mesmo nos livros profticos dirigidos ao povo escolhido, comum achartrechos que contm avisos para outras naes (veja Isaas 10-22; Jeremias 46-51, Ams 1 e Sofonias 2). Ezequiel, tambm, contm uma parte dedicada s naes gentias.Nesta e na prxima lio, vamos estudar as profecias sobre outras naes nos captulos 25 a 32.Nesta lio, consideraremos as profecias sobre os povos vizinhos de Jud os amonitas, osmoabitas, os edomitas, os filisteus, e as cidades de Tiro e Sidom. Na prxima, veremos as profeciassobre o Egito (captulos 29 a 32). A mensagem destas profecias clara e importante: Deus exercecontrole e julgar at as naes mais fortes.Uma lio que devemos aprender deste trecho do livro a abrangncia do domnio divino.Enquanto as naes gentias no participavam de uma relao especial como o povo escolhido(uma comunho especial limitada ao povo de Israel), elas ainda tinham a obrigao de reconhecera soberania de Deus e a responsabilidade de seguir os princpios divinos de moralidade, tica, etc.Isaas descreve o padro que servia como base para o julgamento divino das naes como aaliana eterna (Isaas 24:5). Os conceitos bsicos de santidade e justia so caractersticas doprprio Senhor, e assim fazem parte de todos os padres que ele j deu aos homens. Uma segunda lio a fraqueza daqueles poderes dominantes no mundo. Nestas duas lies,vamos observar a nfase nos povos do Egito e de Tiro. Comentrios no texto e informaeshistricas sugerem que estas duas naes sofreram menos do que a maioria das outras duranteo perodo do domnio assrio na regio. possvel que alguns israelitas tenham encontrado algummotivo de esperana e coragem na fora aparente do Egito e de Tiro, pensando que eles tambmteriam condies de resistir a Babilnia. Ezequiel apresenta a resposta de Deus a qualquer noodeste tipo, mostrando que estes povos poderosos, tambm, seriam julgados pela mo poderosado Senhor.Nestas lies, vamos destacar principalmente a estrutura bsica destas profecias sobre as naes.Alunos que quiserem mais informaes podero procurar relatos histricos e outros comentriosbblicos sobre os mesmos povos para ver como Deus cumpriu a sua palavra referente s naes.I. Profecia contra Amom (25:1-7)A. O crime dos amonitas: Eles se alegraram e zombaram quando Jerusalm caiu (25:3,6).Veja a observao sobre a data destas profecias nos comentrios abaixo sobre Tiro (26:1)B. O castigo deles: 1. Seriam entregues aos filhos do Oriente (25:4)2. Rab se tornaria um lugar de repouso para animais (25:5)3. Seriam destrudos (25:7).Jeremias49:6 esclarece a inteno de Deus, mostrando quealguns amonitas sobreviveriamII. Profecia contra Moabe (25:8-11)A. O crime dos moabitas: No reconheceram o lugar especial de Jud entre asnaes (25:8).O povo de Jud foi o povo escolhido por Deus, e os judeus eram parentes dos moabitas.No deviam ter considerado estes vizinhos como nao qualquer42 Estudo do Livro de EzequielB. O castigo deles: 1. Deus abriria espao onde eles tinham cidades (25:9)2. Seriam entregues, junto com os amonitas, aos povos do Oriente (25:10-11)III. Profecia contra Edom (25:12-14)A. O crime deles: Comportamento vingativo para com o povo de Jud (25:12)B. O castigo deles:1. Deus faria da terra deles um deserto (25:13)2. Ele usaria Israel como seu instrumento para executar a ira contra Edom (25:14)IV. Profecia contra a Filstia (25:15-17)A. O crime deles: Comportamento vingativo, aparentemente contra o povo de Israel (25:15)B. O castigo deles: 1. Deus eliminaria os queretitas (25:16). Pela citao aqui, deduz-se que os queretitastenham sido filisteus ou um povo vinculado aos filisteus (cf. 1 Samuel 30:14)2. O resto do povo da costa seria destrudo (25:16)V. Profecia contra Tiro (26:1 - 28:19)A. A referncia data em 26:1 coloca esta profecia ou, pelo menos, a primeira mensagemnesta srie, no mesmo ano da queda de Jerusalm (587/586 a.C.). Este versculo noidentifica o ms, mas o contexto mostra que estas profecias foram feitas depois da quedade Jerusalm, que aconteceu no quinto ms daquele ano (cf. 2 Reis 25:8-9)B. O crime deles: Zombaram de Jerusalm quando a cidade caiu (26:2)C. O castigo deles (26:3-21):1. Deus enviaria muitas naes para destruir Tiro (26:3-4)2. A cidade seria varrida e deixada como uma pedra lisa (26:4)3. Tiro se tornaria lugar paraesticar redes de pescadorespara secarem (26:5)4. As filhas (as cidades menoresdependentes de Tiro) seriammortas (26:6)5. Nabucodonosor seria usado por Deus para liderar o cerco de Tiro e a destruio dascidades filhas (26:7-13). A histria confirma que Nabucodonosor cercou a cidade deTiro entre 585 e 572 a.C., levando queda da cidade de Tiro e, posteriormente, adestruio total da cidade continental6. Aquela cidade nunca seria reconstruda (26:14,20-21). Observao: Existe hoje umacidade de Tiro no Lbano, mas no a mesmacidadecontinental. O entulho da cidadeantiga foi usada para fazer um molhe e a nova cidade foi construda prxima costaD. As reaes dos vizinhos de Tiro queda da cidade (26:15-18)1. Os prncipes do mar os poderosos da regio da costa ficariam pasmos (26:15-16)2. Os povos vizinhos lamentariam a queda de Tiro (26:17-18). A cena aqui lembra umvelrio, introduzindo a descrio que vir nos versculos seguintesE. Estendendo a imagem de uma procisso funerria, Deus fala da descida da cidade cova,da qual nunca voltaria (26:19-21)F. Ezequiel faz uma lamentao sobre Tiro, usando a figura de um grande navio quenaufragou (27:1-36)Para mais comentrios sobre o significado daprofecia contra Tiro e seu cumprimento, veja:Profecia Cumprida: Evidncia da Inspirao dasEscrituras: http://www.estudosdabiblia.net/d37.htmO Atalaia de Israel 431. Ele descreve Tiro como um navio impressionante, construdo por trabalhadores devrias naes usando materiais de primeira qualidade (27:1-11)2. Uma vez que o navio foi construdo, ele foi envolvido no comrcio com muitas naes,adquirindo sua riqueza e seu poder dos povos (27:12-24). Vamos observar alguns dosmesmos nomes no captulo 38, onde daremos mais ateno ao significado destaslistas de povos3. Tiro e seus dependentes cairiam em runas, como se fosse o naufrgio deste navio(27:25-27)4. As outras naes que faziam negcios com Tiro lamentariam o naufrgio (27:28-36)G. Deus avisa sobre o destino do rei de Tiro (28:1-19)1. O prncipe de Tiro se exaltoucomo se fosse Deus, achando-seinvencvel. Mas Deus humilhariaeste homem (28:1-10)a. Como a arrogncia de outrosreis (a mesma atitude demuitos governantes hoje), orei de Tiro mostrou seuorgulho em se gabar comose fosse o responsvel pelaprosperidade do seu reinob. Evidentemente com um tomde ironia, Deus diz que esterei se achava mais sbio queDaniel2. O rei de Tiro, pela sua maldade,havia rejeitado as bnos dofavor divino. Foi como se tivesseabandonado a beleza do denou renunciado uma posiocomo querubim na presena deDeus (28:11-19)VI. Profecia contra Sidom (28:20-26)A. O crime deles: Trataram o povo deIsrael com desprezo (28:24)B. O castigo deles: 1. Sofrimento de doenas graves (28:23)2. Mortes violentas (28:23)C. A queda de Sidom completaria a remoo dos vizinhos de Israel que desprezavam o povoescolhido (28:24-26)D. Deus seria santificado pela aplicao da justia (28:22)Concluso: O povo de Israel merecia o castigo e seria severamente disciplinado por Deus. Masas naes ao seu redor que achavam prazer no sofrimento do povo escolhido enfrentariam castigosat mais severos. Olhando no mapa, podemos ver que as profecias destes captulos tratam devizinhos de praticamente todos os lados norte, sul, leste e oeste. Os que zombavam de Israel oumaltratavam o povo escolhido teriam que responder para Deus.Ezequiel 28 e a Origem de Satans muito comum encontrar explicaes da origemde Satans baseadas em Ezequiel 28 (a profeciacontra o rei de Tiro) e Isaas 14 (a profecia contrao rei da Babilnia). At o nome Lcifer, aplicadopor muitos ao Diabo, vem de algumas traduesde Isaas 14. Mas o estudo cuidadoso destescaptulos mostra que as pessoas condenadas,embora imitando muitas atitudes erradas deSatans, eram, de fato, reis de povos antigos.Ezequiel 28 diz que fala de algum que nopassa de homem (2,9) e que seria morto pelaespada de estrangeiros (7-10). Muitos justificama interpretao sobre Satans por causa doscomentrios sobre den e o querubim (12-14),mas Satans no brilhava no den comoquerubim. Ele entrou como serpente para tentaro primeiro casal! Este trecho usa linguagemsimblica que fala de Daniel e de um querubim,mas o assunto da profecia o prprio rei de Tiro.Com certeza era um filho do Diabo (Joo 8:44),mas este trecho no uma histria da origem doAdversrio. Para mais sobre este assunto, veja:Quem Lcifer?:http://www.estudosdabiblia.net/bd510.htmA Origem de Satans:http://www.estudosdabiblia.net/1999439.htm44 Estudo do Livro de EzequielPerguntas1. Nestes captulos, quais povos so especificamente mencionadoscomo objetos da justia divina?2. Encontre, num mapa, a localizao das naes citadas aqui. Observea posio geogrfica delas em relao a Jud.3. Qual nao foi vtima de crimes cometidos por todos estes povos gentios?4. Explique a ilustrao do navio bonito, Tiro, e seu naufrgio.5. O que significa a cova nestas profecias (em 26:20, por exemplo)?6. Entre os vizinhos de Jud, condenados nestes captulos, qual recebeu o destaque maior?7. Ezequiel 28:1-19 uma explicao da origem de Satans? Justifique sua resposta.Desafios adicionais:1. Pesquise sobre a palavra Lcifer. De onde vem? O que significa? Nas Escrituras, um nomede Satans?2. Antes da vinda de Jesus, as naes gentias estavam sujeitas vontade de Deus e obrigadasa obedecerem ao Senhor?3. Hoje em dia, todas as pessoas esto sujeitas vontade de Jesus e obrigadas a obedeceremao Senhor?

O Atalaia de Israel 45Lio 10Profecias sobre o Egito(Ezequiel 29:1 - 32:32)Na lio 9, consideramos as profecias sobre os vizinhos de Jud. Nos captulos29 a 32, Deus continua falando sobre castigos dos povos pagos,especificamente a nao poderosa do Egito. Durante alguns sculos, o Egito tinha sido o principal rival dos poderes mesopotmios a Assriaat o final do stimo sculo a.C., e a Babilnia nas dcadas depois da queda da Assria. Duranteeste tempo, os reinos na Palestina (Israel at a sua queda em 721 a.C., e Jud at a sua queda em586 a.C.) vacilaram nas suas alianas s vezes se alinhando com os egpcios e, outras vezes,procurando o favor dos imprios da Mesopotmia, esquecendo frequentemente do verdadeiroprotetor Deus. Nestes captulos, Deus mostra que o Egito no teria poder para resistir a vingana divina executadapela Babilnia. Da mesma forma que Deus usaria esta nao para punir o povo de Jud, elehumilharia os egpcios pela espada babilnica.I. Observaes sobre Estas MensagensA. Deus deixa de falar sobre os vizinhos e agora d ateno ao reino que o povo Jud haviaprocurado como aliado para proteg-lo dos babilniosB. Nestes quatro captulos, Ezequiel apresenta sete mensagens ou palavras do Senhor, sobreo EgitoC. Vrias vezes, Deus usa o mesmo refro j encontrado nos captulos anteriores: saberoque eu sou o Senhor (29:16,21; 30:19,25,26; 32:15)D. Seis destas mensagens incluem referncias s datas, que abrangem um perodo de 17anos entre 587 e 571 a.C. Podemos organizar estas mensagens cronologicamente:1. A primeira palavra (29:1-16) no 10 ano, 10 ms, 12 dia2. A segunda palavra (30:20-26) no 11 ano, 1 ms, 7 dia3. A terceira palavra (31:1-18) no 11 ano, 3 ms, 1 dia4. A quarta palavra (32:17-32) no 12 ano,1 ms, 15 dia. Veja os comentrios abaixosobre esta data5. A quinta palavra (32:1-16) no 12 ano, 12 ms, 1 dia6. A sexta palavra (29:17-21) no 27 ano, 1 ms, 1 dia7. Uma palavra sem data, possivelmente da mesma data da anterior, ou seja 571 a.C.(30:1-19; cf. 29:17). Neste caso, seria a stima da srie de profeciasE. No nosso estudo aqui, vamos considerar as profecias na seqncia que Ezequiel as relatouII. As Profecias sobre o EgitoA. O Egito condenado por crimes cometidos contra Israel (29:1-16)1. Esta profecia foi a primeira na seqncia desta srie, e foi dada um ano depois daBabilnia sitiar Jerusalm (29:1-2; cf. 2 Reis 25:1)2. O Egito havia se exaltado, esquecendo que dependia de Deus at para sua prpriavida, que dependia do rio (Nilo) que Deus tinha feito (29:3)3. O Egito seria castigado como um crocodilo e peixes jogados no deserto (29:4-5)4. O Egito no apoiou o povo de Israel na sua necessidade e, por isso, seria castigado porDeus (29:6-7)46 Estudo do Livro de Ezequiel5. Devido aos crimes deste povo, o castigo do Egito seria severo (29:8-12)6. Depois do castigo de 40 anos, os egpcios seriam restaurados sua terra, mas noseriam exaltados posio de um imprio mundial (29:13-16). O Egito ainda existecomo nao, mas nunca voltou importncia que tinha at o 7 sculo a.C.B. O Egito seria dado a Nabucodonosor (29:17-21)1. A data mencionada aqui a ltima no livro, mostrando que Ezequiel continuou seutrabalho proftico at, pelo menos, 571 a.C.a. Esta data foi pouco tempo depois do fim do cerco de Tiro pelos babilnios, assimexplicando o comentrio de 29:18b. Conforme registros histricos, a Babilnia atacou o Egito aproximadamente trsanos depois desta profecia2. O cerco de Tiro por Nabucodonosor levou subjugao daquela cidade aosbabilnios, mas evidentemente no rendeu esplios suficientes para financiar a longacampanha (29:18)3. Portanto Deus pagaria o salrio dosbabilnios,permitindo que tomassem os despojosdo Egito (29:19-20)4. O castigo do Egito est ligado prosperidade de Israel (29:21). Seja uma refernciaao resultado da vitria de Nabucodonosor, uma referncia volta do cativeiro ou umacitao messinica, o ponto claro. Deus, e no o Egito, que traz prosperidade paraseu povo (cf. 28:24-26)C. O Egito e seus aliados cairiam (30:1-19)1. Esta a nica nesta srie de palavras que no inclui a data2. Deus usaria a Babilnia como seu instrumento de justia para castigar o Egito e seusaliados Etipia, Pute, Lude e Arbia (30:1-12)3. A abrangncia deste julgamento frisada pelas citaes de vrios lugares no Egito(30:13-19)D. O poder de Fara seria quebrado (30:20-26)1. Esta profecia a segunda na srie, sendo feita aproximadamente trs meses depoisda primeira (30:20; cf. 29:1)2. Deus j havia quebrado o brao do Fara que, por falta de tratamento, no tinha serecuperado e no conseguia tomar a espada (30:21)3. Deus quebraria os dois braos, deixando o rei totalmente incapaz de se defender(30:22-23)4. Ao mesmo tempo, Deus fortaleceria os braos do rei da Babilnia e lhe daria suaespada para vencer os egpcios (30:24-26)E. A grande rvore do Egito seria cortada (31:1-18)1. Esta a terceira das palavras sobre o Egito, e veio a menos de dois meses depois dasegunda (31:1; cf. 30:20)2. Deus comea com uma pergunta: A quem pode comparar a grandeza do Egito? (31:2)3. A Assria usada como exemplo comparvel (31:3-17)a. A Assria comparada a um cedro do Lbano, uma rvore grande e majestosa(31:3-9). como se estivesse no jardim do den, superior a todas as outras rvores(31:8-9)b. Esta rvore se exaltou, e foi humilhada quando Deus a entregou nas mos dosseus inimigos (31:10-17). A queda desta nao comparada procisso funerriaem que o morto desce cova (31:15-17; cf. 26:20; 32:17-32)4. Da mesma maneira, Deus faria o rei do Egito descer cova da morte (31:18)F. Uma lamentao contra Fara (32:1-16)1. Esta a quinta das palavras nesta srie, e foi revelada cerca de 585 a.C. (32:1)2. A lamentao descreve o Fara como um crocodilo (a mesma figura de 29:3) que seriaO Atalaia de Israel 47apanhado na rede de Deus e puxado para fora do rio pelos povos (32:2-3)3. Fara (representando o Egito) seria jogado em campo aberto onde os animaiscomeriam sua carne (32:4-5)4. A queda deste rei e do seu povo descrita atravs de figuras fortes que sugerem o fimdo mundo as estrelas, o sol e a lua escurecem porque seria o fim do mundo deles(32:6-8; cf. Joel 2:30-31; Mateus 24:29; etc.)5. As naes lamentariam o castigo do Egito, que seria executado pela Babilnia (32:9-16). Observamos aqui a semelhana desta profecia com a de Tiro. Depois das naeslamentarem a queda de Tiro, ele desceu cova (26:17-20). Depois desta lamentaodas naes sobre o Egito, ele descer cova (cf. 32:17-32)G. O Egito desce cova (32:17-32)1. H incerteza sobre a data desta profecia, devido a questes sobre o texto original(32:17). Pode ser que esta profecia fosse revelada logo depois da anterior, ou que fosserevelada antes, como a data na ARA sugere, e que o autor a colocou aqui por causado contedo, seguindo a mesma seqncia da profecia contra Tiro no final do captulo262. Apesar de sua beleza e grandeza, o Egito desce cova e toma seu lugar no meio dosincircuncisos (32:18-21)3. Ele passa na frente dos outros mortos naes mpias j castigadas por Deus (32:22-32). a. Os valentes que apavoravam as pessoas nesta vida sero conduzidos conseqncia da sua crueldadeb. No final, Deus que causa espanto nos coraes destes valentes Fara e seupovo (32:32)Concluso: Enquanto Ezequiel e a maioria dos outros profetas do Velho Testamento focalizavamo relacionamento de Deus com a nao escolhida, Israel, este fato no isentava as outras naesde responsabilidades diante do Senhor. Deus ocupa constantemente uma posio soberana sobretodos os homens. Ezequiel, nas profecias contra as naes, relembra seus ouvintes deste fato emtermos prticos. Algumas naes sobreviviam durante sculos, com pouca preocupao com avontadede Deus. Elas se mostraram injustas, idlatrase arrogantes. Deus, por um tempo, toleravatal procedimento, mas nunca lhes deu a sua aprovao. Ezequiel fala do dia em que Deus trariaa sua justia contra o Egito, um dos principais transgressores. Destas profecias, duas expressesde Deus se tornam especialmente significativas: Sabero que eu sou o SENHOR e Porquetambm eu pus o meu espanto na terra dos viventes.Perguntas1. O rei do Egito foi comparado a qual animal? Qual foi a sua atitudesobre o grande rio do Egito?2. Conforme o captulo 29, a destruio do Egito seria total e final? Explique.48 Estudo do Livro de Ezequiel3. Qual rei seria o instrumento de Deus para humilhar os egpcios?4. Explique a profecia que usou a ilustrao de braos quebrados e braos fortes.5. Na profecia sobre o Egito no captulo 31, a Assria foi representada por qual planta? O queesta ilustrao tinha a ver com o Egito?6. A Assria estava no den (31:8-9)? Explique como este trecho ajuda para entender a profeciasobre o rei de Tiro (28:12-13).7. O que acontece com o animal que representa o Egito (veja pergunta nmero 1 acima) nalamentao do captulo 32?8. Ezequiel 32:7-8 fala sobre o fim do mundo? Explique a sua resposta.9. Compare 32:27 com 32:32. Qual terror na terra dos viventes deve ser temido?

O Atalaia de Israel 49Lio 11Deus Julga entre Ovelhas(Ezequiel 33:1 - 35:15)Estes trs captulos apresentam as ltimas das profecias negativas do livro deEzequiel. Servem como um resumo das mensagens do livro sobre o castigo dopovo de Jud, e acrescentam mais uma profecia sobre os edomitas. A partir do captulo 36,a mensagem do livro se torna positiva, com promessas da restaurao dos fiis comunho comDeus. Nos captulos includos nesta lio, Deus fala novamente sobre o papel do profeta como atalaia,condena os lderes maus do povo, e fala do seu prprio cuidado de Israel como o bom pastor. Emcontraste com a salvao que viria para o povo de Israel, ele fala novamente do castigo dosparentes ao sul, os descendentes de Esa.I. A Culpa pelo Pecado de Jud (33:1-34:10)A. Neste resumo da mensagem do livro, Deus considera quatro possveis respostas a umapergunta implcita: Quem culpado pelo pecado de Jud?1. O atalaia? (33:1-16)2. Deus? (33:17-20)3. O povo? (33:21-33)4. Os lderes/pastores? (34:1-10)B. O papel do atalaia (33:1-16)1. Se o atalaia tocar a trombeta para avisar o povo da chegada da espada e o povo noder importncia ao aviso, o prprio povo ser responsvel pela sua morte, e o atalaiaficar sem culpa, porque avisou (33:1-5; cf. Jeremias 6:17)2. Se o atalaia no avisar o povo,ainda assim este sofrer oataque, mas o atalaia serculpado por no ter avisado(33:6)3. Deus repete os comentriossobre o atalaia que j foramconsiderados no estudo docaptulo 3 (33:7-16). Estetrecho, praticamente no fim dasprofecias sobre o castigo deIsrael, serve para encerrar esteaspecto da misso de Ezequiel,mostrando que o profeta foi fielem cumprir sua tarefa4. O atalaia, Ezequiel, foiresponsvel pela culpa de Jud?No!C. O povo acusa Deus de culpa (33:17-20)1. Apesar de todas as explicaes eprovas j oferecidas neste livro, oNo reto o caminho do Senhor(33:17-20)O povo de Israel, como muitas pessoas fazemhoje, atribuiu seu sofrimento injustia de Deus.Neste caso, a resposta dele foi especfica, dizendoque eles sofreram por causa dos seus prpriospecados. O sofrimento hoje pode ser por causa dopecado do prprio sofredor, ou pode ser efeito dacorrupo de um mundo manchado pelo pecado,em termos gerais. O sofrimento nunca vem dainjustia de Deus. Mesmo quando nocompreendemos o Criador, no temos direito dequestionar a retido dele. Quando as criaturasdiscordam do Criador, elas sempre esto erradas!O Princpio da Restituio (33:14-15)Na explicao da sua justia, Deus liga oarrependimento restituio. Aquele que furtou oudefraudou o outro tem obrigao de devolver o quetomou como parte dos frutos do arrependimento.50 Estudo do Livro de Ezequielpovo de Israel negava sua culpa e ousou questionar a justia de Deus (33:17,20)2. Mas o problema foi o caminho torto do povo (33:17)3. Deus repete os princpios bsicos da sua justia: a. Se o justo abandonar a justia, ser condenado (33:18)b. Se o perverso abandonar a sua injustia, ser salvo (33:19)c. Cada um ser julgado segundo seus prprios atos (33:20)4. Deus foi responsvel pela culpa do povo? No!D. Ezequiel recebeu um homem que havia escapado quando Jerusalm caiu (33:21-22). Adata dada aqui seria aproximadamente um ano e cinco meses depois da destruio dotemplo. A meno aqui pode servir para frisar a realidade do castigo no meio de uma partedo livro que trata da responsabilidade por este fato tristeE. A culpa do prprio povo na destruio de Jerusalm (33:23-33)1. Alguns judeus evidentemente se confortavam em possuir as runas na terra,acreditando que Deus lhes havia dado a terra irrevogavelmente. A noo que Deusexpulsaria seu povo da terra parecia inacreditvel (33:23-24)2. Deus lhes oferece uma explicao da realidade, mostrando que o julgamento dele foireal, e que eles o trouxeram sobre si (33:25-29)3. Quando Ezequiel pregava, muitas pessoas elogiaram as suas mensagens, mas nofizeram a aplicao para mudarem a prpria vida. Estas pessoas reconheceriam queele havia servido como profeta de Deus somente quando j era tarde demais (33:30-33). Devemos aprender a lio deste trecho. No adianta nada elogiar pessoas queapresentam boas mensagens sobre a palavra de Deus se nofizermos a aplicao paramudar as nossas vidas (cf. Tiago 1:21-25)4. O povo judeu foi responsvel pelo seu prprio declnio? Sim!F. A culpa dos lderes da nao no castigo de Israel (34:1-10)1. Esta palavra dirigida aos pastores de Israel, os lderes que deveriam ter cuidado dasalmas do povo (34:1-2)2. Ao invs de alimentar e protegero rebanho, estes lderessatisfaziam seus desejos egostase prejudicavam o rebanho (34:3-4)3. Sob esta liderana irresponsvele cruel, o rebanho foi espalhadoe maltratado (34:5-6)4. Deus culpou os pastores porno cuidar do rebanho dele, eprometeu livrar as ovelhas dosmaus tratos destes lderes (34:7-10)5. Os pastores de Israel foramculpados na queda da nao?Com certeza!II. Deus Estabeleceria um Bom Pastor sobre Israel (34:11-31)A. Deus j falou da sua decepo com os pastores de Israel, e agora fala da soluo para oproblema do seu rebanho, IsraelB. Deus disse que ele procuraria as ovelhas dispersas para conduzir seu rebanho a bonspastos (34:11-16). Compare 34:16 com textos que falam do cuidado dos cristos paraseus irmos (cf.1 Tessalonicenses5:14; Hebreus 12:12-13; Glatas 6:1-2; Tiago 5:19-20)Os Pastores InfiisA mensagem de Ezequiel 34, como a censura feitapor Jesus em Mateus 23, mostra claramente oproblema de lderes espirituais que no so fiis aDeus, e que no cumprem seu dever para com opovo. Hoje, h alguns pastores qualificados e fiisno seu servio, e devemos agradar a Deus poreles. Mas, infelizmente, h muitos outros que seencaixam nestas descries de homens egostase ambiciosos que dominam os outros para proveitoprprio. Tais pessoas no merecem o respeito deningum! E aquelas ovelhas que seguem pastoresmaus devem lembrar das palavras de Jesus no s o pastor que cair (Mateus 15:14).O Atalaia de Israel 51C. O rebanho ainda seria julgado pelo pastor, separando aqueles que no pertenciam aorebanho (34:17-19). Alguns do prprio rebanho (no esquea de que os pastores mausfaziam parte do rebanho de Israel) seriam rejeitados por serem ovelhas gordas quebeberam as guas claras e as sujaram para prejudicar as outras ovelhasD. Para fazer a separao entre as ovelhas e proteger as boas, Deus poria sobre elas um spastor, Davi (34:20-24)1. Davi seria pastor e prncipe (uma palavra que freqentemente significa rei emEzequiel)2. Este trecho olha para o papel do bom pastor no reino messinico (cf. Joo 10:1-30)3. Jesus no era, literalmente, Davi, mas um descendente do segundo rei de Israel quemostrou as qualidades daquele rei/pastorE. Israel teria o prazerdas bnos da comunho com Deus neste estado restaurado (34:25-31)1. Ainda descrevendo os homens do reino figuradamente como ovelhas num rebanho(34:31), este trecho descreve as bnos de Israel restaurado em termos de proteoe sustento fsico2. O povo de Deus seria protegido de bestas-feras, ataques de inimigos, etc.3. Receberiam chuvas de bnos sob a proteo do bom pastor4. O ponto principal destas bnos a comunho com Deus (34:30-31)III. Edom Seria Castigado (35:1-15)A. Os edomitas haviam se regozijado com o sofrimento de Israel (cf. 25:12-14; Obadias 10-14). Agora, Israel seria abenoado e Edom, destrudoB. O castigo de Edom seria severo (35:1-15)1. Monte Seir representa o povo de Edom (35:2,15)2. Edom foi condenado por suas atitudes e por seus atos contra Israel3. Deus faria de Edom extrema desolao (35:7)Concluso: O julgamento viria, e os culpados seriam condenados. Deus no tinha culpa, e seusprofetas fiis estavam livres de sangue. Mas o prprio povo havia pecado e merecia o castigo. Eseus lderes, os pastores de Israel, haviam aproveitado a sua posio para satisfazer seus desejosegostas. Tambm seriam condenados.Mas o futuro seria melhor. Deus, por meio do seu servo, o rei/pastor segundo a ordem de Davi,traria justia e prosperidade para seu rebanho. Israel restaurado o reino de Cristo teria a bnoda presena de Deus!Perguntas1. Como Deus avaliou a culpa ou inocncia de cada personagem ougrupo:a. Ezequiel, o atalaia de Israelb. O Senhor Deusc. O povo de Israeld. Os lderes/pastores de Israel52 Estudo do Livro de Ezequiel2. A restituio tem alguma coisa a ver com o arrependimento? Justifique sua resposta.3. Temos direito de falar, como os israelitas fizeram, que No reto o caminho do Senhor?Explique a sua resposta e sugira aplicaes deste princpio.4. Quais foram algumas das crticas feitas por Deus sobre os pastores de Israel?5. Quem cuidaria, de fato, do rebanho de Israel?6. Todos os problemas do rebanho eram externos? Explique sua resposta, citando as palavrasde Deus sobre o que ele faria com as ovelhas.7. Quais so os dois papis do servo Davi? 8. Esta profecia sugere que Davi, literalmente, voltaria para reinar? Explique.9. Monte Seir representa qual povo?10. Qual foi o motivo principal do castigo deste povo?

O Atalaia de Israel 53Lio 12Deus Ressuscita o Povo de Israel(Ezequiel 36:1 - 37:28)Nos ltimos 13 captulos do livro, a mensagem de Ezequiel se torna positiva. Elefala sobre a restaurao de Israel e sobre a beleza da comunho do povo fielcom Deus. A mensagem ofereceu esperana aos exilados, e tambm contribuiu expectativanacional da vinda do Messias. Nos dois captulos que estudaremos nesta lio, podemos ver amaneira dramtica de que Deus assegura o povo de seu poder para dar vida nao morta.I. A Condio Abenoada do Povo Restaurado (36:1-15)A. Esta profecia apresentada como contraste com a mensagem do captulo 351. As duas mensagens so dirigidas aos montes dos respectivos povos2. A primeira uma profecia contra os edomitas (35:1-15; cf. lio 11 desta apostila)3. A segunda uma profecia de esperana para o povo de Israel (36:1-15)B. Os inimigos, incluindo os edomitas, haviam falado contra Israel e aproveitado a situaodo povo no seu momento de fraqueza e angstia (36:1-5)C. Deus havia castigado Israel no seu furor, mas agora castigaria as prprias naes (36:6-7)D. Deus prometea restaurao e a prosperidade do povo de Israel (36:8-15). Estes versculosse dirigem aos montes de Israel, dizendo que homens e animais seriam multiplicados paraandar em paz sobre elesII. A Impureza de Israel Seria Tirada (36:16-38)A. Os pecados de Israel tinham causado a imundcia da terra diante do Senhor (36:16-17)1. A ilustrao de imundcia aqui se baseia nas regras da Lei do Antigo Testamento sobreimpureza (cf. Levtico 15:19-33; Nmeros 19:14-19)2. Este fato ajudar na interpretao do versculo 25 (abaixo)B. Devido imundcia de Israel, Deus lhe entregou s naes, onde o povo continuou aprofanar o nome do Senhor (36:18-21)C. A salvao deste povo no foi por mrito dele, mas porque Deus agiu por amor do seuprprio nome (36:21-32)1. Ele restauraria Israel a sua terra (36:24)2. Ele purificaria os homens das suas imundcias (36:25)3. Daria ao povo um corao novo no lugar do seu corao de pedra (36:26)4. O povo se arrependeria, sentindo nojo de si pelas suas abominaes (36:31)III. A Ressurreio dos Ossos Secos de Israel (37:1-14)A. Para um povo morto no pecado, as promessas de restaurao podem parecer fantsticase inacreditveis. A viso deste trecho responde a quaisquer dvidas!B. Ezequiel foi levado pelo Esprito a um vale cheio de ossos secos (37:1-2)C. Deus mandou que Ezequiel pregasse aos ossos, profetizando sobre a ressurreio delespelo poder do Senhor (37:3-6)D. O profeta foi obediente (37:7)E. Enquanto Ezequiel profetizava, os ossos se ligaram, e tendes, carne e pele se formaramsobre eles. Mas ainda no tinham vida (37:7-8)F. Quando Ezequiel chamou, o Esprito (ou flego de Deus) encheu os corpos mortos e estespassaram a viver (37:9-10)G. Deus explicou o significado desta viso (37:11-14)54 Estudo do Livro de Ezequiel1. Os ossos representam o povode Israel, cuja esperana estava secadepoisde algunsanos de exlio (37:11)2. Deus ressuscitaria o povo de Israel e o restauraria terra (37:12-14)IV. A Restaurao de Um Reino sobre Um Rei (37:15-28)A. Deus mandou que Ezequiel usasse dois pedaos de madeira para ilustrar a reunio dasduas casas do seu povo Jud e Israel (37:15-23)1. No primeiro pedao de madeira, ele escreveu Jud para representar o reino do sul(37:16)2. No outro, ele escreveu Efraim para representar o reino do norte (37:16)3. Ele ajuntou os dois para representar a reunio dos dois povos em um (37:17-22)4. Deus colocaria um s rei sobre este povo unido (37:22)5. O povo seria purificado e viveria livre de contaminaes (37:23)B. De mais importncia do que a reunio das duas naes seria a comunho do povo comDeus e o governo do nico Rei (37:23-28)1. Eles seriam o povo dele, e ele seria seu Deus (37:23b)2. Davi, o servo de Deus, seria seu Rei/Pastor eterno (37:24; cf. 34:23-24 e oscomentrios sobre a mesma promessa na lio 11; compare, tambm, Salmo 110 ea aplicao dele a Jesus no livro de Hebreus)3. Deus faria com eles uma aliana perptua de paz (37:26)4. Ele habitaria para sempre no meio deles, no seu santurio (37:26-28)Concluso: Deus quem vivifica! Israel se encontrava nas profundezas da morte, mas Deusprometeu uma restaurao que pode ser comparada a uma ressurreio. A partir destes doiscaptulos, a mensagem de Ezequiel se torna em uma palavra de esperana e confiana de umfuturo bem melhor para o povo de Israel. A abenoada comunho com Deus descrita aqui poderser realizada somente por meio do verdadeiro Rei dos reis, o descendente de Davi, Jesus Cristo.Perguntas1. Descreva, resumidamente, o contraste entre a profecia sobre Edom(35:1-15) e a sobre Israel (36:1-15).2. A promessa de 36:26 foi cumprida por meio de quem? Sob qualaliana?3. Qual foi o propsito principal da viso do vale de ossos secos?4. Os dois pedaos de madeira (37:15-23) representam quem? Explique o significado destaprofecia.5. Quem o servo Davi (37:24). Justifique sua resposta.Desafio adicional: Algumas pessoasusam Ezequiel36:25 para defender aspersocomo modode batismo. Responda a este argumento.

O Atalaia de Israel 55Lio 13Deus Chama a Espada contra Gogue(Ezequiel 38:1 - 39:29)Estes dois captulos de Ezequiel tm atrado muita ateno de sensacionalistas,exigindo estudo cuidadoso para separar a verdade revelada por Deus dasdiversas especulaes humanas. Na nossa abordagem a estes captulos como estudantesbuscando entendimento, importante tomar uma deciso sobre os nossos mtodos. Podemosestudar para extrair do texto o significado que Deus transmite, ou podemos inserir no texto asnossas idias e especulaes. A primeira abordagem representa a busca honesta de pessoas quequerem aprender de Deus. A segunda o mtodo de pessoas que j chegam com seuspreconceitos e que procuram os justificar com interpretaes que distorcem a palavra de Deus. Devido confuso nas diversas interpretaes destes captulos, o esboo desta lio segue umpadro diferente das outras nesta srie de estudos. A primeira parte apresenta um esboo do textoe explicaes da mesma maneira das outras lies. A segunda parte oferece uma introduoresumida a alguns dos pontos polmicos nos debates escatolgicos referentes a estas mensagensprofticas. Nenhuma das duas partes pretende ser completa, nem procura responder a todas aspossveis dvidas sobre o trecho. O propsito deste estudo desafiar cada aluno a se esforar paraentender melhor o que Deus revelou por meio do profeta Ezequiel.A Primeira Parte: Examinando o TextoI. Deus Traria Gogue contra o Povo de Israel (38:1-16)A. Esta profecia no cita a data, mas se enquadra bem na seqncia das profecias em termosdo seu contedo1. Nos captulos anteriores, Deus assegurou o povo de Israel que a nao seriaressuscitada e restaurada proteo divina, enquanto inimigos como os edomitasseriam humilhados (captulos 35-37)2. Este trecho serve para reforar a convico de que Deus mudaria a sorte do seu povoe lhe daria vitria contra os inimigos mpiosB. A profecia refere-se a Gogue, da terra de Magogue1. O nome Gogue aparece em trs livros da Bblia (11 versculos na RA2):a. Ezequiel 38:2,3,14,16,18,21; 39:1,11,15b. Apocalipse 20:8 onde Gogue e Magogue (diferente de Gogue de Magogue emEzequiel) representam as naes mundanasc. 1 Crnicas 5:4 menciona um rubenita chamado Gogue. Esta citao parece noter nada a ver com as outras2. A origem do nome Gogue em Ezequiel tem sido discutida ao longo da histriaa. Exemplos de explicaes incluem Giges, rei da Ldia, e Ggu, chefe de uma tribodo norte da Assria (Harris, Archer e Waltke, Dicionrio Internacionalde Teologiado Antigo Testamento, 326)b. Mesmo no sabendo a origem do nome, devemos observar as informaes bblicaspara compreender o significado simblico de Gogue nesta profecia de Ezequiel.Gogue e seus aliados representam os inimigos de Deus e de seu povo3. Gogue da terra de Magogue (38:2)a. A palavra Magogue aparece 5 vezes na Bblia (RA2):i. Trs vezes nas citaes de Gogue acima mencionadas (Ezequiel 38:2; 39:6;

O Atalaia de Israel 63Lio 14Ezequiel Mede o Templo Restaurado(Ezequiel 40:1 - 42:20)Estes captulos introduzem a ltima srie de vises de Ezequiel, nas quais ele vo templo restaurado. Nesta lio, vamos considerar alguns fatos importantesque devem guiar a interpretao do texto e, depois, vamos observar os pontos principaisdestes primeiros trs captulos da descrio do templo restaurado.I. Observaes Importantes para Guiar a Interpretao dos ltimos Nove Captulosde EzequielA. Ezequiel falou do templo literal em Jerusalm que seria construdo aps o cativeiro naBabilnia?1. Algumas interpretaes tratam este trecho como a planta para a construo do templodepois do exlio2. Problemas com esta interpretao incluem:a. A idia de uma aplicao literal e histrica (na poca antes de Cristo) sugere umafalha bvia e grande, pois o templo construdo por Zorobabel e outros no seapoxima das medidas e descries destes captulos. Se for literal, algum falhou!i. Ou Ezequiel falhou em fazer uma profecia que no foi cumprida. Estaexplicao levanta srias questes sobre a inspirao do livroii. Ou Zorobabel e os outros construtores falharam em no seguir a plantarevelada por Deus por meio de Ezequielb. Mas os relatos da reconstruo do templo no sugerem falha, nem pelo profeta,nem pelos construtores. Deus mostrou a sua alegria com o novo templo e aaceitao dos esforos dos construtores (cf. Ageu 2:3-4,19; Esdras 6:13-18,22)3. Devemos rejeitar a interpretao literal histrica, porque ela no concorda com asevidncias bblicasB. Ezequiel falou de um templo literal que ainda ser construdo no futuro?1. Algumas das interpretaes mais comuns nos dias de hoje esperam o cumprimentoliteral destas profecias num reino milenar futuro2. Alm das observaes gerais sobre o pr-milenarismo apresentadas na lio 13,notamos alguns outros problemas na aplicao desta interpretao aos ltimos 9captulos de Ezequiel:a. Este trecho fala claramente de sacrifcios de animais pelo pecado (40:38-43; 45:18-25; 46:1-15). A aplicao literal deste trecho a um reino futuro enfrenta o problemasrio de defender sacrifcios de animais pelo pecado milhares de anos depois damorte de Jesus, ou de abandonar o literalismo em alguns pontos. Considere odilema dos pr-milenaristas:i. Se aceitar a noo dos sacrifcios serem literais, negam a eficcia e suficinciado nico sacrifcio de Jesus Cristo (cf. Hebreus 9:11-15,24-28; 10:1-18)ii. Se afirmar que os sacrifcios em Ezequiel so simblicos, o sistema deinterpretao literal comea a desmoronar. Se os sacrifcios so simblicos, asmedidas podem ser simblicas, e o prprio templo pode ser simblico, etc.b. Os ltimos captulos do livro falam em festas e comemoraes do AntigoTestamento que foram meras sombras das coisas do reino de Cristo e que jperderam seu significado no Novo Testamento. Encontramos referncias scelebraes anuais, mensais e semanais (45:18 - 46:8), exatamente as celebraes64 Estudo do Livro de Ezequielque Paulo descreveu como sombra das coisas que haveriam de vir em Cristo(Colossenses 2:16-17). Novamente, os pr-milenaristas enfrentam um problema:i. Se aceitarmos que estas celebraes so literais, estaramos voltando da luz sombra, da liberdade escravido, do esprito que vivifica letra que mata!ii. Se reconhecer que a linguagem de Ezequiel, nestes pontos, figurada esimblica, como justificar a interpretao literal de outros pontos do mesmotrecho?c. Estes captulos falam de sacerdotes levitas que entram no santurio de Deus(44:15-16; 48:11). Este fato apresenta mais um problema para a interpretaoliteral dos pr-milenaristas. i. Se aceitarmos que os sacerdotes literalmente so os levitas da famlia deZadoque, como explicaramos:a) O sacerdcio de todos os crentes? (1 Pedro 2:9)b) O sacerdcio eterno de Jesus Cristo, que no era levita? (Hebreus 7:11-14)ii. Os pr-milenaristas realmente acreditam num reino terrestre no qual o prprioJesus no seria mais o sumo sacerdote? Considere Hebreus 8:4iii. Se admitirmos que as referncias em Ezequiel aos sacerdotes levitas sosimblicas e figuradas, como justificar a interpretao literal das outras coisasnestes mesmos captulos?d. H vrias dificuldades na interpretao literal das medidas do templo. Por exemplo,em vrios versculos, a LXX d as medidas em cvados, enquanto o TextoMassortico as d em canas ou no inclui a medida em si, s o nmero. i. Este fato leva a diferenas nas tradues de versculos como 42:16:a) A RA2, seguindo o Texto Massortico, traz quinhentas canas, que seria,literalmente, quase 1,6 km.b) A NTLH e a NVI, seguindo a LXX, trazem duzentos e cinqenta metrosii. O problema fica maior quando chegamos aos limites das tribos, onde a LXXfala de uma rea de 25.000 x 20.000 cvados (45:1; 48:9), e o TextoMassortico traz 25.000 x 10.000 sem especificar a medida. Se for cvados(como interpretado em vrias tradues) seria uma rea de 5 x 13 km. Mas, sea medida for canas, como no Texto Massortico em 42:16, daria uma rea de32 x 80 km s para a regio santa dos sacerdotes, e se tornaria impossvelposicionar tudo que descrito nestes captulos dentro dos limites geogrficosda PalestinaC. Ezequiel falou, usando linguagem simblica, do reino messinico espiritual que seriaestabelecido por Jesus Cristo? Esta a abordagem que respeita o estilo e contexto deEzequiel e o ensinamento do resto da Bblia. Consideremos alguns motivos que nos levama aplicar estas passagens simblicas ao reino de Cristo que existe atualmente e existir parasempre1. O texto destes ltimos captulos no admite uma interpretao literal. Alm dosexemplos citados acima, consideremos:a. Qualquer interpretao literal j enfrenta problemas no primeiro versculo docaptulo 40. Ezequiel foi levado a Jerusalm no ano 572 a.C. quando o templo,literalmente, estava em runas. Necessariamente, comeamos com umainterpretao simblicab. Estrangeiros e incircuncisos de carne so excludos do santurio de Deus (44:7-9).Se for literal, teramos que rejeitar tudo que o Novo Testamento ensina sobre aabrangncia universal do evangelho (Romanos 1:16; Glatas 3:28; etc.)2. O contexto de Ezequiel apia a interpretao espiritual e simblica que olha para acomunho dos fiis com Deus no reino messinicoO Atalaia de Israel 65a. Dois dos principais temas do livro tm sido a comunho com Deus e aresponsabilidade individual, temas que seriam aperfeioados no evangelho deJesusb. A nfase num santurio puro e adequado para a habitao de Deus ajusta-seperfeitamente aos temas sobre o santurio espiritual do Novo Testamentoc. As profecias sobre o pastor/rei Davi do Antigo Testamento so aplicados no NovoTestamento ao reinado atual de Jesus (34:23-24; 37:24-26; cf. Atos 2:29-36;13:32-37; Hebreus 1:3-13; 2:9)d. A linguagem simblica do livro desde o incio nos preparou para interpretar estesltimos captulos como descries figuradas de verdades espirituais. Seria umgrave erro tentar forar uma interpretao literal destes captulosD. A abordagem aos ltimos captulos neste estudo ser uma aplicao da linguagemsimblica do profeta ao reino messinico que foi estabelecido por Jesus Cristo e que existeatualmente1. Enquanto as palavras reino e igreja tm significados diferentes e enfatizamcaractersticas diferentes do povo de Deus, os dois termos se referem ao povo queserve a Jesus atualmentea. Joo Batista, Jesus Cristo e os apstolos pregaram sobre o reino que j estavaprximo (Mateus 3:2; 4:17; 10:7)b. Jesus falou da igreja e do reino no mesmo contexto (Mateus 16:18-19)c. A igreja mencionada freqentemente no livro de Atos e nas epstolasd. A igreja de Corinto foi composta de santos (1 Corntios 1:2)e. Os santos foram transportados para o reino de Jesus (Colossenses 1:12-13)2. Nos ltimos captulos do seu livro, Ezequiel emprega linguagem simblica enraizadanas prticas da lei conhecidas pelos judeus para falar sobre a relao especial decomunho com Deus no reino espiritual de JesusII. Ezequiel Mede o Templo (40:1 - 42:20)A. Ezequiel teve esta viso no 25 ano do cativeiro (572 a.C.), no incio do ano (40:1)1. Se for o incio do ano religioso, seria poucos dias antes da Pscoa, um momentoapropriado para refletir sobre a libertao divina2. Se for o incio do ano civil, o dcimo dia do ms teria sido o Dia da Expiao, queenfatizaria a purificao do povoB. Ezequiel foi levado, numa viso, a Jerusalm (40:1-2)C. Ele viu um homem com instrumentos para medir, que mandou que ele observasse eanunciasse ao povo de Israel tudo que veria (40:3-4)D. Ele foi levado para todas as partes do templo, e anotou as medidas e as descries (40:4 -42:20)1. Nas interpretaes literais destas medidas, diversos problemas surgem, alguns delescitados nos comentrios acima2. Tratando a descrio simbolicamente, no precisamos nos preocupar com mapas emedidas exatas, pois o ponto evidente a perfeio deste santurio e da cidadeE. As medidas foram feitas com uma cana de um pouco mais de trs metros de comprimento(40:5). A descrio, neste versculo, do cvado longo (um cvado e quatro dedos) dariaaproximadamente 53 cmF. Um resumo das medidas (40:4 - 42:20). Obs.: Para compreender melhor estas descries,procure um desenho da planta como, por exemplo, o que se encontra no Bblia de EstudoAlmeida (RA2), pgina 9051. O muro exterior: uma cana de altura e uma de largura (40:5); 500 canas (ou cvados)de comprimento em cada lado do santurio (cf. 42:15-20)66 Estudo do Livro de Ezequiel2. Ele comeou com a porta do oriente, medindo a porta, as cmaras, o vestbulo, ospilares, etc. (40:6-16)3. Passou para o trio exterior, que media 100 cvados em cada lado (40:17-19)4. Foi para a porta do norte e repetiu o processo de medir (40:20-23)5. Fez a mesma coisa quando entrou pela porta do sul (40:24-27)6. Era necessrio subir sete degraus para chegar s portas do trio (40:6,22,26)7. Nas medidas das vrias portas, vestbulos, cmaras, pilares, etc., houve uma nfase nasimetria com frases como estas: cuja medida era a mesma para cada um,mediam o mesmo, tinham as mesmas dimenses (40:10,24,28; etc.)8. Ele passou do trio exterior para o trio interior pela porta do sul, e mediu a porta, ascmaras, os pilares, o vestbulos, etc. Passou a medir o lado oriental e o lado do norte.As escadas entre o trio exterior e o interior tinham 8 degraus (40:28-37)9. Ele descreveu a rea usada para preparar o holocausto e a oferta pelo pecado epela culpa (40:38-43)10. Falou das cmaras dos cantores e sacerdotes, destacando a famlia de Zadoque noservio sagrado(40:44-47). Estafamliasercitadaoutras vezes nos captulos 43 e 44,onde poderemos observar mais sobre o papel dela11. Foi ao vestbulo do templo, onde encontrou degraus para subir ao santurio (40:48-49). Obs.: A LXX diz aqui que eram 10 degraus12. O templo foi medido, dando destaque ao Santos dos Santos, que mediu 20 por 20cvados (41:1-4)13. Ao redor do santurio, havia trs andares com 30 cmaras cada, e estas aumentavamem largura conforme subiam (41:5-11)14. Do lado ocidental do templo (o lado que no tinha porta de entrada), ficava outroedifcio de 70 por 90 cvados, com paredes de 5 cvados, levando a medida total docomprimento a 100 cvados (41:12-15)15. Ele descreveu o templo e suas esculturas de querubins e palmeiras (41:15-26)16. Ele saiu para o trio exterior e mediu celas dos lados norte e sul do edifcio, com trsandares de galerias (42:1-12)17. O homem explicou para Ezequiel que as cmaras do norte e do sul eram santas,usadas para os sacerdotes comerem e guardarem as coisas sagradas (42:13-14)18. Ele saiu do templo e mediu em redor: 500 canas (ou 500 cvados se seguir a LXX) emcada lado (42:15-20). O muro servia para fazer separao entre o santo e o profanoConcluso: O captulo 42 encerra com esta explicao da funo do muro ao redor do templo:para fazer separao entre o santo e o profano (42:20). O propsito do exemplo do Deusperfeito e santo, e de toda a sua revelao no Antigo e no Novo Testamento, para fazer estadistino. Nesta viso, que representa a comunho de Deus com seu povo, ele destaca anecessidade da santidade. Aqueles que habitam na cidade (onde Deus entrar para habitar captulo 43), precisam manter sua santificao.Perguntas1. Por que devemos rejeitar a interpretao literalhistrica dosltimos nove captulos de Ezequiel?O Atalaia de Israel 672. Comente sobre cada um dos seguintes problemas com a interpretao literal dos pr-milenaristas, que geralmente dizem que estes captulos falam do reino futuro de Cristo naTerra:a. Sacrifcios de animais pelo pecadob. Celebraes de dias especiais anuais, mensais e semanaisc. Sacerdotes levitas d. A excluso de incircuncisos (na carne) e estrangeiros3. Apresente alguns motivos para aceitar uma interpretao simblica que aplica estes captulos comunho com Deus que os santos tm, atualmente, em Cristo.4. A igreja de Jesus j existe? Justifique sua resposta.5. O reino de Cristo j existe? Justifique sua resposta.6. D o comprimento aproximado das medidas usadas nestes captulos:a. O cvado longob. A cana/vara7. Quantas portas davam acesso ao trio exterior? Ficavam em quais lados?8. Quantas portas davam acesso ao trio interior? Ficavam em quais lados?9. As entradas do trio exterior tinham quantos degraus de subida?10. As entradas do trio interior tinham quantos degraus?11. Tinha ainda outra escada para chegar ao templo?12. Os sacerdotes que serviam nas coisas sagradas eram de qual famlia?13. Este templo tinha quantas cmaras laterais em quantos andares?14. D as medidas do muro exterior:a. Alturab. Largura (espessura)c. Comprimento (cada lado)15. Qual foi a funo deste muro?

68 Estudo do Livro de EzequielLio 15A Glria do Senhor Enche o Templo(Ezequiel 43:1 - 45:8)Nas vises dos captulos 8 a 11, Ezequiel teve a profunda tristeza de ver a glriado Senhor sair do templo e da cidade de Jerusalm. Assim Deus mostrou,simbolicamente, que ele deixaria de habitar no meio do povo. Mas os ltimos captulostrazem a esperana renovada. Deus promete a restaurao (captulo 36) e ilustra seus planos coma ressurreio dos ossos secos (captulo 37). Os inimigos no conseguem destruir o reino doSenhor (captulos 38 e 39). Numa nova srie de vises, Ezequiel v um templo perfeito quesimboliza a volta da comunho com Deus, a habitao dele no meio do povo purificado (captulos40 a 48). Nos captulos includos nesta lio, vamos ver a glria do Senhor encher este novotemplo, representando a grande bno da presena de Deus com seu povo fiel. Devemos lembrar em todo este trecho que Deus usa coisas conhecidas do sistema antigo pararepresentar a comunho com ele no sistema que ainda viria. O reino de Cristo no inclui um altarpara os holocaustos (43:10-17), e muito menos os prprios sacrifcios pelo pecado (43:18-27). Ossacerdotes hoje no so levitas (43:19). No observamos dias especiais como a Pscoa, a LuaNova ou o sbado (45:18-25; 46:1-8), e no nos preocupamos com a repartio de territriosgeogrficos (44:28; 47:13 - 48:29). Em todos estes casos, as coisas do sistema antigo servem pararepresentar os conceitos espirituais do reino do Messias, como as parbolas de Jesus que usavamcoisas terrestres para comunicar verdades celestiais.I. A Glria do Senhor Entra no Templo (43:1-9)A. Lembramos que a glria do Senhor saiu do templo e da cidade para o oriente (11:23)B. A glria do Senhor veio do oriente, com as manifestaes do poder divino a voz, a luzbrilhante (43:1-3)C. A glria do Senhor entrou no templo e encheu a casa (43:4-5). Comparamos este relato dedicao do tabernculo (xodo 40:24-38; Nmeros 9:15-16) e do templo (2 Crnicas7:1-3)D. Do interior do templo, Deus falou para Ezequiel e o homem (que media o templo) que elehabitaria para sempre na presena do povo, e que o povo no profanaria mais o nome delecom suas prostituies e outras impurezas (43:6-9; cf. 37:26-28; Jeremias 32:38-41; Isaas52:10-12; 2 Corntios 6:16-18)II. A Santidade do Templo e as Medidas do Altar dos Holocaustos (43:10-27)A. Deus mandou que Ezequiel mostrasse a perfeio deste templo para o povo de Israel, paraque o povo ficasse envergonhado por ter praticado abominaes antes (43:10-11)B. Ele frisou a santidade total deste templo (43:12)C. Ele mediu o altar dos holocaustos, que seria abordado por uma escada do lado oriental(43:13-17)D. Os sacerdotes levitas, da famlia de Zadoque, ofereceriam os holocaustos neste altar(43:18-19). Chegaremos ao motivo desta escolha dos descendentes de Zadoque nocaptulo 44. Por enquanto, devemos observar a nfase na santidade daqueles que entramo temploE. As instrues sobre os holocaustos pelo pecado parecem com as orientaes dadas aMoiss e Aro na purificao do altar no tabernculo e no incio do servio dos sacerdotes(43:20-27; cf. xodo 29:35-37; Levtico 8:33-36)O Atalaia de Israel 69III. O Acesso ao Templo Limitado aos Puros (44:1-27)A. A porta do oriente, pela qual Deus havia entrado, permaneceria fechada, no permitindoque outros entrassem pelo mesmo caminho (44:1-2). Encontramos uma exceo a estaregra em 46:1, onde a porta seria aberta aos sbados e na Festa da Lua NovaB. O prncipe assentaria diante do Senhor para comer o po (44:3)C. O homem levou Ezequiel porta do norte, e pediu que observasse as restries sobre oacesso ao santurio (44:4-14)1. Relembrou o povo das abominaes do passado, quando permitiam a entrada depessoas impuras (44:6-8)2. Estrangeiros incircuncisos no poderiam entrar (44:9)3. Os levitas que haviam se desviado de Deus poderiam ajudar no servio como guardas,etc., mas no entrariam na presena de Deus para o servio sacerdotal (44:10-14)D. O servio dos sacerdotes da famlia de Zadoque (44:15-27)1. A famlia de Zadoque foi destacada por sua fidelidade aos reis Davi e Salomo emperodos de crise nacional (44:15-16; cf. 2 Samuel 15:24-29; 1 Reis 1:5-10,32-49;2:26-27,35)2. Deus deu diversas orientaes sobre o servio destes sacerdotes diante dele (44:17-27)a. Sobre as vestes e os cabelos (44:17-20)b. Sobre o consumo de vinho (44:21)c. Sobre o casamento (44:22)d. Sobre o trabalho de ensinar o povo (44:23)e. Sobre o papel dos sacerdotes como juzes (44:24)f. Sobre a sua purificao (44:25-27)IV. A rea Santa Preservada na Repartio da Terra (44:28 - 45:8)A. Deus seria a herana dos sacerdotes (44:28; cf. Nmeros 18:20)B. Eles seriam sustentados pelas ofertas do povo (44:29-31; cf. Nmeros 18:21-24)C. Deus designou as medidas da poro santa da terra de 25.000 por 10.000 cvados, como santurio, de 500 por 500 cvados, no meio (45:1-4). Os sacerdotes ocupariam esta reaD. Os levitas teriam uma rea anexa de igual tamanho (45:5)E. Do outro lado, uma rea de 25.000 por 5.000 cvados pertenceria cidade (45:6)F. Ao lado ocidental e ao lado oriental, o prncipe teria a sua herana at as fronteiras da terra(45:7-8)Concluso: Para Deus habitar neste templo, seria importantssimo manter a santidade. O temploem si e toda a rea ao redor dele teriam que refletir a santidade do Senhor. Somente as pessoaspurificadas e aceitas por Deus teriam acesso ao santurio. Os sacerdotes teriam que respeitar asantidade do Senhor. At a diviso do territrio prximo serviria para manter a separao entre opuro e o imundo. Esta casa, a habitao de Deus, precisa ser pura!Perguntas1. De qual direo veio a glria do Senhor?2. Para Deus ficar no templo,o que no poderia mais se encontrar nestelugar santo?70 Estudo do Livro de Ezequiel3. Quais levitas foram aceitos como sacerdotes neste novo templo? O que destaca esta famliana histria de Israel?4. Qual porta do templo ficaria fechada? Por qu?5. Acesso ao templo foi vedado para quem?6. Quais foram algumas das regras sobre o comportamento da famlia de Zadoque?7. Por que os sacerdotes no receberam um territrio prprio?

68 Estudo do Livro de EzequielLio 15A Glria do Senhor Enche o Templo(Ezequiel 43:1 - 45:8)Nas vises dos captulos 8 a 11, Ezequiel teve a profunda tristeza de ver a glriado Senhor sair do templo e da cidade de Jerusalm. Assim Deus mostrou,simbolicamente, que ele deixaria de habitar no meio do povo. Mas os ltimos captulostrazem a esperana renovada. Deus promete a restaurao (captulo 36) e ilustra seus planos coma ressurreio dos ossos secos (captulo 37). Os inimigos no conseguem destruir o reino doSenhor (captulos 38 e 39). Numa nova srie de vises, Ezequiel v um templo perfeito quesimboliza a volta da comunho com Deus, a habitao dele no meio do povo purificado (captulos40 a 48). Nos captulos includos nesta lio, vamos ver a glria do Senhor encher este novotemplo, representando a grande bno da presena de Deus com seu povo fiel. Devemos lembrar em todo este trecho que Deus usa coisas conhecidas do sistema antigo pararepresentar a comunho com ele no sistema que ainda viria. O reino de Cristo no inclui um altarpara os holocaustos (43:10-17), e muito menos os prprios sacrifcios pelo pecado (43:18-27). Ossacerdotes hoje no so levitas (43:19). No observamos dias especiais como a Pscoa, a LuaNova ou o sbado (45:18-25; 46:1-8), e no nos preocupamos com a repartio de territriosgeogrficos (44:28; 47:13 - 48:29). Em todos estes casos, as coisas do sistema antigo servem pararepresentar os conceitos espirituais do reino do Messias, como as parbolas de Jesus que usavamcoisas terrestres para comunicar verdades celestiais.I. A Glria do Senhor Entra no Templo (43:1-9)A. Lembramos que a glria do Senhor saiu do templo e da cidade para o oriente (11:23)B. A glria do Senhor veio do oriente, com as manifestaes do poder divino a voz, a luzbrilhante (43:1-3)C. A glria do Senhor entrou no templo e encheu a casa (43:4-5). Comparamos este relato dedicao do tabernculo (xodo 40:24-38; Nmeros 9:15-16) e do templo (2 Crnicas7:1-3)D. Do interior do templo, Deus falou para Ezequiel e o homem (que media o templo) que elehabitaria para sempre na presena do povo, e que o povo no profanaria mais o nome delecom suas prostituies e outras impurezas (43:6-9; cf. 37:26-28; Jeremias 32:38-41; Isaas52:10-12; 2 Corntios 6:16-18)II. A Santidade do Templo e as Medidas do Altar dos Holocaustos (43:10-27)A. Deus mandou que Ezequiel mostrasse a perfeio deste templo para o povo de Israel, paraque o povo ficasse envergonhado por ter praticado abominaes antes (43:10-11)B. Ele frisou a santidade total deste templo (43:12)C. Ele mediu o altar dos holocaustos, que seria abordado por uma escada do lado oriental(43:13-17)D. Os sacerdotes levitas, da famlia de Zadoque, ofereceriam os holocaustos neste altar(43:18-19). Chegaremos ao motivo desta escolha dos descendentes de Zadoque nocaptulo 44. Por enquanto, devemos observar a nfase na santidade daqueles que entramo temploE. As instrues sobre os holocaustos pelo pecado parecem com as orientaes dadas aMoiss e Aro na purificao do altar no tabernculo e no incio do servio dos sacerdotes(43:20-27; cf. xodo 29:35-37; Levtico 8:33-36)O Atalaia de Israel 69III. O Acesso ao Templo Limitado aos Puros (44:1-27)A. A porta do oriente, pela qual Deus havia entrado, permaneceria fechada, no permitindoque outros entrassem pelo mesmo caminho (44:1-2). Encontramos uma exceo a estaregra em 46:1, onde a porta seria aberta aos sbados e na Festa da Lua NovaB. O prncipe assentaria diante do Senhor para comer o po (44:3)C. O homem levou Ezequiel porta do norte, e pediu que observasse as restries sobre oacesso ao santurio (44:4-14)1. Relembrou o povo das abominaes do passado, quando permitiam a entrada depessoas impuras (44:6-8)2. Estrangeiros incircuncisos no poderiam entrar (44:9)3. Os levitas que haviam se desviado de Deus poderiam ajudar no servio como guardas,etc., mas no entrariam na presena de Deus para o servio sacerdotal (44:10-14)D. O servio dos sacerdotes da famlia de Zadoque (44:15-27)1. A famlia de Zadoque foi destacada por sua fidelidade aos reis Davi e Salomo emperodos de crise nacional (44:15-16; cf. 2 Samuel 15:24-29; 1 Reis 1:5-10,32-49;2:26-27,35)2. Deus deu diversas orientaes sobre o servio destes sacerdotes diante dele (44:17-27)a. Sobre as vestes e os cabelos (44:17-20)b. Sobre o consumo de vinho (44:21)c. Sobre o casamento (44:22)d. Sobre o trabalho de ensinar o povo (44:23)e. Sobre o papel dos sacerdotes como juzes (44:24)f. Sobre a sua purificao (44:25-27)IV. A rea Santa Preservada na Repartio da Terra (44:28 - 45:8)A. Deus seria a herana dos sacerdotes (44:28; cf. Nmeros 18:20)B. Eles seriam sustentados pelas ofertas do povo (44:29-31; cf. Nmeros 18:21-24)C. Deus designou as medidas da poro santa da terra de 25.000 por 10.000 cvados, como santurio, de 500 por 500 cvados, no meio (45:1-4). Os sacerdotes ocupariam esta reaD. Os levitas teriam uma rea anexa de igual tamanho (45:5)E. Do outro lado, uma rea de 25.000 por 5.000 cvados pertenceria cidade (45:6)F. Ao lado ocidental e ao lado oriental, o prncipe teria a sua herana at as fronteiras da terra(45:7-8)Concluso: Para Deus habitar neste templo, seria importantssimo manter a santidade. O temploem si e toda a rea ao redor dele teriam que refletir a santidade do Senhor. Somente as pessoaspurificadas e aceitas por Deus teriam acesso ao santurio. Os sacerdotes teriam que respeitar asantidade do Senhor. At a diviso do territrio prximo serviria para manter a separao entre opuro e o imundo. Esta casa, a habitao de Deus, precisa ser pura!Perguntas1. De qual direo veio a glria do Senhor?2. Para Deus ficar no templo,o que no poderia mais se encontrar nestelugar santo?70 Estudo do Livro de Ezequiel3. Quais levitas foram aceitos como sacerdotes neste novo templo? O que destaca esta famliana histria de Israel?4. Qual porta do templo ficaria fechada? Por qu?5. Acesso ao templo foi vedado para quem?6. Quais foram algumas das regras sobre o comportamento da famlia de Zadoque?7. Por que os sacerdotes no receberam um territrio prprio?

O Atalaia de Israel 71Lio 16O Senhor Est Ali(Ezequiel 45:9 - 48:35)Abno da presena de Deus no meio do povo resumida na descrio de umaterra onde os lderes so pessoas espirituais que guiam o povo no seu servio,e onde o prprio Senhor habita no meio da sua congregao. Usando as caractersticas daterra e da lei conhecidas pelos israelitas, Deus mostra simbolicamente como seria a comunho pormeio de Jesus. Nestas figuras ele descreve a nossa comunho com o Senhor!I. O Servio dos Prncipes (45:9 - 46:18)A. Da mesma maneira que Deus falou para o povo no voltar s abominaes do passado (cf.44:6-8), ele disse para os prncipes no voltarem s suas prticas abusivas (45:9)B. Eles governariam, e cobrariam impostos, usando medidas justas (45:10-12)C. O povo faria ofertas ao prncipe, e este, por sua vez, seria responsvel em fornecer osholocaustos e as ofertas para os dias de festas (45:13 - 46:15)1. Desta maneira, o prncipe assume um papel importante na vida religiosa do povo2. So mencionados aqui vrios dias de comemorao:a. Anuais: Ano Novo e Pscoa (45:18-25)b. Mensais: Lua Nova (46:1-3,6-8)c. Semanais: Sbado (46:1-5)d. Ofertas dirias (46:13-15)D. Quando o povo entrasse no templo nos dias de festas, entraria por uma porta e sairia poroutra, usando somente as portas do norte e do sul (46:9)E. A porta do leste seria aberta quando o prncipe trouxesse ofertas voluntrias (46:12; cf.46:1-3; 44:1-2)F. As heranas, tanto da famlia do prncipe, como do povo, seriam protegidas parapermanecerem na mesma famlia (46:16-18; cf. 1 Reis 21)II. As guas que Saem do Templo (46:19 - 47:12)A. Deixando o assunto do prncipe, o homem leva Ezequiel novamente a ver as instalaesdo templo, mostrando as cozinhas dos sacerdotes nos cantos do trio exterior (46:19-27)B. Voltaram para a entrada do templo, de onde saiu gua (47:1)C. Ezequiel acompanhou o homem enquanto este mediu o rio (47:2-5)1. 1.000 cvados depois do templo, a gua chegava aos tornozelos de Ezequiel (47:3)2. Depois de 2.000 cvados, chegava aos joelhos (47:4)3. Depois de 3.000 cvados, chegava aos lombos (47:4)4. Chegando a 4.000 cvados, o rio era to profundo que no era possvel atravessar(47:5)5. Obs.: Mais uma vez, uma interpretao literal no faz sentido. Na natureza, um riocresce assim somente quando tiver acrscimo de gua de outras fontes (chuva, riachosque desguam no rio, etc.)6. Como veremos nos versculos que seguem, o ponto aqui de uma s fonte da vida esta gua vem unicamente de Deus e se multiplica para sustentar a vida no seucaminhoD. O homem explicou este rio para Ezequiel (47:6-12)1. Ele mostrou muitas rvores s margens do rio (47:6-7)2. Explicou que o rio saa para o oriente at chegar ao Mar Morto, deixando as guas do72 Estudo do Livro de Ezequielmar (mas no as dos pntanos prximos) saudveis (47:8-11). Aqui encontramos maisum motivo para rejeitar a interpretao literal histrica, pois o Mar Morto continuasalgado at os dias de hoje (veja outros comentrios sobre as interpretaes literais nalio 14)3. Dos lados do rio teriam rvores que constantemente produziriam fruto para se comer,e cujas folhas serviriam de remdio (47:12)E. Esta descrio do rio que vem da casa do Senhor representa a vida que Deus oferece atodos por meio do evangelho de Jesus Cristo (cf. Joel 3:18, observando o contexto de2:28-32 citado por Pedro no Pentecostes; Zacarias 13:1; 14:8-9; Joo 4:10-14; 7:38;Apocalipse 21:6; 22:1-2)III. A Repartio da Terra (47:13 - 48:35)A. Deus deu as instrues para a diviso da terra entre as doze tribos de Israel, novamenteusando os conceitos conhecidos do Antigo Testamento para representar a bno da suapresena no meio do seu povo. Lembramos que, mesmo no Novo Testamento, Israel ouas doze tribos representavam a totalidadedo povo de Deus (cf. Romanos 2:28-29; Glatas3:29; Apocalipse 7:4-8)B. Ele definiu os limites gerais da terra que seria dividida entre os judeus e os estrangeiros quemoravam no territrio dos israelitas (47:13-23)C. Ele especificou os territrios de sete tribos que ficavam ao norte da regio sagrada (jdescrita em 45:1-8) em faixas que se estendiam dos limites da terra, do leste ao oeste. Adiviso comea no norte (48:1-7)1. D (48:1)2. Aser (48:2)3. Naftali (48:3)4. Manasss (48:4)5. Efraim (48:5)6. Rben (48:6)7. Jud (48:7)D. Ele falou de novo da diviso de uma rea de 25.000 por 25.000 cvados para a regiosanta e a possesso da cidade (48:8-20; cf. 45:1-8)1. A parte central, de 10.000 por 25.000 cvados, incluiria o santurio e a rea dossacerdotes (48:9-12)2. Os levitas teriam uma rea de 10.000 por 25.000 cvados (48:13-14)3. Uma faixa de 5.000 por 25.000 cvados ficaria como a rea civil, com a cidadeocupando a parte central desta regio (48:15-20)E. As reas ao oriente e ao ocidente da regio sagrada pertenceriam ao prncipe (48:21-22)F. Continuando para o sul da regio sagrada, ele definiu os limites das faixas das outras cincotribos (48:23-29)1. Benjamim (48:23)2. Simeo (48:24)3. Issacar (48:25)4. Zebulom (48:26)5. Gade (48:27-29)G. Cada lado da cidade teria trs portas, e cada porta receberia o nome de uma das tribos(48:30-35)1. Portas do norte: Rben, Jud, Levi (48:30-31)2. Portas do leste: Jos, Benjamim, D (48:32)3. Portas do sul: Simeo, Issacar, Zebulom (48:33)4. Portas do oeste: Gade, Aser, Naftali (48:34)O Atalaia de Israel 73H. A medida da cidade toda em redor foi de 18.000 cvados (48:35); 20.000 se incluir osarredores (48:17)IV. O Nome da Cidade (48:35)A. Nas ltimas palavras de um livro que enfatizou, do comeo ao fim, a importncia dacomunho com Deus, a cidade denominada: O SENHOR Est AliB. No meio de discusses sobre a interpretao dos ltimos captulos, no devemosesquecer-nos do significado deste ltimo versculo1. No incio do livro, as vises de Deus serviam para mostrar que ele ainda estava comos judeus, mesmo eles estando longe de casa no exlio (captulos 1 e 3)2. Num dos piores momentos da sua carreira, Ezequiel viu a realidade triste dasabominaes do povo como motivo para Deus abandonar a sua casa (captulos 8 a11)3. Na ltima viso do livro, ele v Deus entrar no novo templo (43:1-12)4. Agora, ele chega s ltimas palavras do livro: ...e o nome da cidade desde aqueledia ser: O SENHOR Est AliConcluso: O livro de Ezequiel nos oferece uma oportunidade para compreender melhor aperspectiva divina da comunho entre Deus e o homem. Este profeta abriu a cortina para nosmostrar melhor como o pecado interrompe a relao de homens com Deus. Ezequiel mostra umDeus que no se agrada de hipcritas e no aceita servio sem compromisso e dedicao. Deusquer a pureza e quer que ns nos desprezemos sentindo nojo de ns mesmos pelos pecadosque temos cometido contra o Senhor. Ao mesmo tempo, ele mostra que Deus no sente prazerna rejeio de pecadores. Ele deseja levar seu povo para o abrigo do seu amor.As vises e as profeciasde Ezequiel respondem sdvidas e ao medoque surgiriam naturalmenteentre os exilados. Por meio da revelao divina, ele guia o povo do desespero e desnimo de sentirse totalmente abandonado, pelo caminho do arrependimento e remorso, esperana de umareunio gloriosa com Deus. As palavras dele chamam todos ns a aceitarmos o desafio de Paulo:...purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como esprito, aperfeioando anossa santidade no temor de Deus (2 Corntios 7:1). Quando consideramos a mensagem deEzequiel luz da revelao do Novo Testamento, temos motivo para repetir as palavras de Paulo:Graas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor (Romanos 7:25).Perguntas1. Descreva algumas maneiras que os prncipes nesta nova cidadeseriam diferentes dos lderes de Israel no Antigo Testamento.2. Responda s seguintes perguntas sobre o rio descrito no captulo 47:a. De onde saiu a gua?b. Para onde esta gua corria?74 Estudo do Livro de Ezequielc. Quais foram alguns dos efeitos das guas deste rio?d. O que este rio significa?3. Faa uma lista das tribos que receberam territrio nestes captulos de Ezequiel, do norte aosul, e compare a posio das tribos com a repartio da terra no Antigo Testamento. Osmapas seriam iguais?4. Qual foi a rea total da regio sagrada?5. A cidade tinha quantas portas? Quais foram os nomes dados s portas?6. Qual nome foi dado cidade?

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