nutrio na pancreatite aguda

  • Published on
    18-Jul-2015

  • View
    1.337

  • Download
    1

Transcript

Pancreatite Aguda

Pancreatite AgudaSIGLAS PA: pancreatite aguda PAG: pancreatite aguda grave TN: terapia nutricional TNE: terapia de nutrio enteral TNP: terapia de nutrio parenteral NE: nutrio enteral NP: nutrio parenteral TCM: triglicerdeos de cadeia media TCL: triglicerdeos de cadeia longa SARA: sndrome da angstia respiratria aguda ASPEN: American Society for Parenteral and Enteral nutrition ESPEN: Europen Society for Clinical Nutrition and Metabolism

Pancreatite AgudaDefinio

Patologia inflamatria do pncreas

com amplo espectro de apresentao clnica,variando desde a uma uma doena forma leve e

autolimitada

grave

com

comprometimento sistmico e alta taxa de mortalidade.

Pancreatite AgudaEpidemiologia

Incidncia anual em torno de 10 - 20 casos novos por milho 185.000 casos por ano nos EUA

Pancreatite AgudaQuadro Clnico

Extremamente variado e pouco especfico Pncreas pouco acessvel ao exame fsico Necessrio alto ndice de suspeio para fazer o diagnstico

Pancreatite AgudaSinais e Sintomas

Dor abdominal epigstrica com irradiao para o dorso Nuseas e vmitos so frequentes Abdome distendido e doloroso, mas pouco tenso e pouco expressivo, desproporcional a dor relatada pelo paciente Febre Taquicardia Hipotenso

Pancreatite AgudaSinais Semiolgicos SINAL DE CULLEN SINAL DE GREY-TURNER

Blumberg +Percusso dolorosa

Pancreatite AgudaCausas de pancreatite aguda (modificada de Beckingham & Bornman, 2001)Causas Frequncia

Litase e microlitase biliar, Abuso de ingesto de lcoolIdiopticas Outras Drogas, Trauma, Cirurgia Abdominal, Bypass cardiopulmonar, Hipercalcemia, Hiperlipidemia, lcera ptica penetrante, Vasculite, Tumores pancreticos, Pncreas divisum, Pancreatite familiar, Isquemia ou Embolia, Gradivez, Transplante de rgos, Insuficincia renal avanada, Parasitas intraduxtais (scaris), Infeco por Mycoplasma, Venenos de algumas espcies de aranha e escorpio, Infeco viral (caxumba, coxsackie B, vrus da imunodeficincia humana adquirida, dentre outras)

80%10% 10%

SANTOS, JS.; JUNIOR, JE.; SCARPELINI, S.; SANKARANKUTTY, AK. Pancreatite Aguda: Atualizao de conceitos e condutas. Medicina, Ribeiro Preto, 36:266-282, abr/dez.2003.

Pancreatite AgudaPatologia Pancreatite aguda edematosa (intersticial/leve) 80-90%

Edema de pncreas. Ausncia de necrose. Autolimitado- 3-7 dias. Letalidade prxima a 1%.

Pancreatite aguda necrosante (necro-hemorrgica/grave) 10-20%

Necrose parenquimatosa. Hemorragia retroperitoneal. Quadro sistmico grave (choque, insuficincias respiratria, renal e circulatria). Evoluo de 3-6 semanas. Letalidade de 30-60%.

Pancreatite AgudaDiagnstico Diferencial

Clica biliar ou colecistite aguda lcera pptica perfurada Hepatites agudas Obstruo intestinal Isquemia mesentrica Perfurao intestinal Pneumonia em base pulmonar Infarto agudo do miocrdio Aneurisma dissecante de aorta abdominal

Pancreatite AgudaExames Complementares 1. Hemograma e bioqumica 2. TGO e TGP 3. Amilase e Lipase 4. PCR 5. Ultrassonografia 6. Tomografia Computadorizada

7. ColangioRM e CPRE

Pancreatite AgudaEnzimas pancreticas Amilase Elevao de 3 ou mais vezes na pancreatite aguda. normal em at 10% dos paciente. Pode ser aumentada por outras patologias das

glndulas salivares ou intra-abdominais. O nvel srico no se relaciona com a gravidade ou prognstico.

Pancreatite AgudaEnzimas pancreticas Lipase A elevao em 3 ou mais vezes geralmente por causa pancretica.

A utilizao da lipase em associao com aamilase aumenta muito a sensibilidade e

especificidade para o diagnstico.

Pancreatite AgudaUltrassonografia

Visualizao do pncreas difcil til no diagnstico diferencial com outras

patologias abdominais Diagnstico de etiologias biliares

Pancreatite AgudaTomografia Obrigatria em todo paciente com suspeita diagnstica de pancreatite Valor prognstico. Auxilia na teraputica.

Detecta

complicaes

tardias

como

pseudocisto e abcesso.

Pancreatite AgudaEstratificao

Critrios de Ranson Critrios de Glasgow ndice de Gravidade Tomogrfica de Balthazar Escore de APACHE II

Pancreatite AgudaEstratificao

Critrios de Ranson

Definies de Gravidade: 0-3 Pancreatite Discreta, menos de 1% de mortalidade 3-4 Pancreatite Moderada, 15% de mortalidade 5-6 Pancreatite Moderadamente Grave 7-8 Pancreatite Catastrfica, mortalidade de at 90%

SANTOS, JS.; JUNIOR, JE.; SCARPELINI, S.; SANKARANKUTTY, AK. Pancreatite Aguda: Atualizao de conceitos e condutas. Medicina, Ribeiro Preto, 36:266-282, abr/dez.2003.

Pancreatite AgudaEstratificao

Critrios de GlasgowNas primeiras 48 horas> 55 anos

Idade

LeuccitosGlicemia Ureia

> 15.000 mm> 180 mg/dl > 45 mg/dl

DHLAlbumina Clcio

> 600 U/I< 3,3 g/dl < 88 mg/dl

PO2

< 60 mmHg

APODACA-TORREZ, FR. Caso Clnico: Pancreatite Aguda. Einstein: Educ. Cont. Sade. 2009; 7(1 Pt 2): 34-36.

Pancreatite AgudaEstratificao ndice de Gravidade Tomogrfica de Balthazar

DIENER, JRC.; ROSA, CM.; LINS,S. Avanos no Manuseio da Pancreatite Aguda. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. V16, n4. out/dez, 2004.

Pancreatite AgudaEstratificao Escore de APACHE II

CARNEIRO, MC; ... et al. Reviso Pancreatite Aguda. Revista Brasileira de Medicina. 2006. pag 118 128. Pesquisa realizada em 28 de agosto de 2010. Disponvel em: http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3759.

Pancreatite Aguda

DIAGNSTICO DE PANCREATITE AGUDA GRAVERanson APACHE II Choque, Ins. Renal e Ins. Pulmonar TC Contrastada 3 ou mais 8 ou mais 1 ou mais Necrose de 30% ou mais

Pancreatite AgudaTratamento Clnico Clssico (1996)1. 2. 3. 4. Dieta zero-repouso pancretico Hidratao venosa generosa Analgesia com opiides meperidina. Estratificao de gravidade:1. 2. 3. Critrios de Ranson Disfuno orgnica Critrio tomogrfico: Balthazar

5. Necrose infectada: cirurgia e antibioticoterapia 6. Necrose estril: nutrio parenteral antibitico profiltico?

Pancreatite AgudaDificuldade no tratamento 1. Doena com espectro varivel:1. 2. Leve 80% dos casos, de curso benigno Grave 20% dos casos com mortalidade elevada

2. Identificao precoce dos pacientes com a forma grave, com maior risco de complicaes e bito. 3. Ausncia de tratamento especfico. 4. Fragilidade da evidncia cientfica que norteava o tratamento.

Pancreatite AgudaConcluses 1. Estratificaoinflamao. 2. Reposio perfusionais. 3. Dieta enteral jejunal sempre que possvel. volmica guiada por parmetros da gravidade. Monitorizar a

4. No fazer ATB na necrose de risco (>30%).5. Retardar o tratamento cirrgico.

6. CPRE precoce na pancreatite biliar com obstruo,principalmente nos pacientes graves Colangite!

Pancreatite AgudaTerapia Nutricional

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisEstratgias que podem melhorar o suporte nutricional

Protocolo estabelecido de rotinas de TN Incio precoce Monitorizao resultados de complicaes e de

Aspectos nutricionais TN FASE INICIAL Valor calrico inicial: iniciar 20ml/h Meta 1: 20 30 kcal/kg/24h Meta 2: 25 35 kcal/kg/24h Utilizar PESO ATUAL SINAIS DE DESNUTRIO GRAVE:IMC < 19kg/m (P/A) Perda ponderal significativa no intencional Vrios diagnsticos associados ou catabolismo alto

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisQuando a TN esta indicada na PA? A TN artificial no est indicada na PA leve, se o paciente conseguir ingerir alimento por via oral at 5-7 dias aps o incio do quadro. Na PA grave seu uso indicado.

Iniciar TN quando houver a previso de 5 a 10 diasde incapacidade de atingir necessidades nutricionais por VO

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisQuais os principais objetivos da nutrio na PA? Minimizar o catabolismo. Evitar desnutrio proteica energtica ou seu agravo. Imunomodulao.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisQuando deve ser iniciada a TN na PA? PA leve: Se no h possibilidade do paciente receber alimentos por via oral aps 5 a 7 dias.

PA grave: Pode ser iniciada assim que houver estabilidade hemodinmica.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisQue via deve ser utilizada na TN da PA grave? A via de preferncia deve ser a enteral. A nutrio parenteral deve ser reservada para quando a nutrio enteral no possvel e se esta no atinge 80 a 100% da meta de 20 a

30kcal/kg/dia.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisNa NE, qual deve ser o posicionamento da ponta da sonda: gstrica ou jejunal? O posicionamento jejunal o mais recomendvel, no entanto, o posicionamento gstrico tambm pode ser seguro e bem tolerado em at 79% dos pacientes. Para posicionar a sonda nasojejunal,

frequentemente

necessrio

auxlio

de

um

endoscopista, resultando em atraso no incio da TN.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisO uso de TNE adicionada com imunonutrientes recomendada em PAG? No h evidncia suficiente para a recomendaodo uso de TNE contendo imunonutrientes

(glutamina, arginina, mega-3 e nucleotdeos) para pacientes com PAG. Estudos demonstraram que no houve reduo de

complicaes infecciosas, mortalidade e dias deinternao.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisO uso de probiticos est indicado em PA? O uso foi avaliado por alguns estudos, que demostraram que traz alguns benefcios. O uso de Lactobacillus plantarum 299 proporcionou reduo de abcessos intra-abdominais e reduo do tempo de internao.

Ao utilizarem um simbitico (4 bactrias probiticas + 4 fibras) todos comTNE via jejunal, houve reduo no nmero de falncias de rgos e mortalidade.

Um estudo multicntrico com 298 pacientes, demonstrou que o uso deprobiticos aumentou a mortalidade em pacientes com PAG. Esses resultados contraditrios associados a no existncia de

padronizao do tipo de probitico, simbitico, concentrao, etc., tornam controverso e no est recomendado o seu uso em PA.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisA adio de glutamina TNP recomendada? Alguns estudos comparam grupos de pacientes com PAGem TNP com ou sem glutamina, demonstrando significativa da durao da TN, de morbidade infecciosa e

complicaes de modo geral. Embora o tempo de internaoe a mortalidade tenha sido semelhante entre os dois grupos. Quando indicada a suplementao de glutamina deve ser feita na dosagem superior 0,3g/kg de peso. A adio de glutamina na soluo de TNP deve ser considerada em PAG.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisA adio de glutamina TNP recomendada? Alguns estudos comparam grupos de pacientes com PAGem TNP com ou sem glutamina, demonstrando significativa da durao da TN, de morbidade infecciosa e

complicaes de modo geral. Embora o tempo de internaoe a mortalidade tenha sido semelhante entre os dois grupos. Quando indicada a suplementao de glutamina deve ser feita na dosagem superior 0,3g/kg de peso. A adio de glutamina na soluo de TNP deve ser considerada em PAG.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisA composio da TNE na PAG deve ser polimrica ou oligomrica? Dietas Polimricas: nutrientes ntegros, com ou sem

lactose,

baixa

osmolaridade,

menor

custo,

hiperproticas, hipercalricas suplementadas com fibra, etc.

Dietas

Oligomricas:

hidrlise

enzimticade

das

protenas, cristalinos,

suplementao osmolaridade

aminocidos alta, digesto

mais

facilitada, absoro intestinal alta.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisA composio da TNE na PAG deve ser polimrica ou oligomrica? Vrios estudos usaram diferentes composies em

comparao TNP. A maioria dos estudos usouuma frmula oligomrica, mas outros usaram polimrica e tambm obtiveram melhores em

comparao TNP. Frmulas oligomricas tm,teoricamente, mais vantagens que as polimricas na PA.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisA composio da TNE na PAG deve ser polimrica ou oligomrica? Um estudo comparou a composio da TNE

(oligomrica vs. polimrica) na PA, onde o grupo dafrmula oligomrica ficou menos tempo

hospitalizado e teve menor perda de peso.

O tipo de dieta indicado na PA a oligomrica. Adieta polimrica deve ser tentada, se tolerada.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisComo deve ser a frmula nutricional em relao ao teor de lpideos? PA leve: dieta deve ser rica em carboidratos e protenas e baixa em gorduras (menos de 30% da ingesto energtica). A frmula administrada no jejuno pode ser normolipdica. Recomendam-se frmulas com alto teor de triglicerdeos de cadeia mdia. Nos casos em que necessria a nutrio parenteral, o lipdio uma eficiente fonte energtica, na dose de 0,8 a 1,5g/kg/dia este deve ser descontinuado se hipertrigliceridemia superior a 1000mg/dl.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisQue tipo de lipdio deve ser utilizado? O uso de frmulas contendo cidos graxos mega-3 (3,3g/dia) foi testado para terapia enteral jejunal demostrando diminuio de tempo de internao e de dias de TN em pacientes graves. cidos graxos mega-3 suplementados na nutrio parenteral podem elevar os nveis de IL-10, diminuindo a resposta inflamatria. O uso de cidos graxos e mega-3 na frmula de TNE jejunal pode ser recomendado em pacientes com PAG.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisH benefcios do uso de TCM em PAG? No h estudos randomizados que tenham comparados o uso de TCM e TCL na abordagem inicial do paciente com PAG. Autores compararam o uso de TCM vs. TCL em pacientes com

PAG j com SARA instalada, e demonstraram melhora emdiversos parmetros de VM no grupo que usou TCM. Todos os estudos randomizados que compararam TNE e TNP utilizaram

frmulas com percentuais de TCM que variaram de 39 a 69%. Os guidelines da E.S.P.E.N. recomendaram maior concentrao de TCM na frmula de TNE.

Recomenda-se frmulas com alto teor de TCM para TN jejunalna PAG.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPEN K. Pancreatite Aguda K1. Na admisso, os pacientes com PA devem ser avaliados para a severidade da doena. (Grau: E) Os pacientes com pancreatite

aguda grave deve ter um tubo nasoenteral colocado e NE iniciadalogo que a reanimao volume est completa. (Grau: C)

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENFundamentao. Com base na classificao de Atlanta, os pacientes com PAG, podem ser identificados na admisso pela presena de falncia de rgos e / ou a presena de complicaes locais do

pncreas na TC, complementado com a presena de sinais prognsticodesfavorvel. Pacientes com PAG tm uma taxa maior de complicaes (38%) e maior mortalidade (19%) do que pacientes com doena leve a moderada e tem chance de 0% de avanar para dieta oral no prazo de 7 dias. A perda de integridade intestinal com aumento da permeabilidade intestinal pior, quanto maior gravidade da doena. Pacientes com PAG experimenta um melhor resultado desde que iniciada a NE precoce.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENTrs meta-anlises de diferentes combinaes de dez estudos de nvel II randomizados mostrou que o uso do NE em relao ao NP reduz a morbidade infecciosa, tempo de internao hospitalar, necessidade de interveno cirrgica, falncia de mltiplos rgos e mortalidade. Em uma meta-anlise de estudos em 2 pacientes operados por complicaes de pancreatite aguda grave,

houve uma tendncia de reduo da mortalidade com o uso de NEprecoce comeou no 1PO comparada com a terapia STANDARD THERAPY onde nenhuma terapia de suporte nutricional foi fornecido.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENA necessidade de iniciar NE dentro de 24-48 horas de

internao apoiada pelo fato de que dos seis estudos de nvel IIrealizado apenas em pacientes com PAG, 5 estudos randomizados e que iniciaram NE dentro de 48 horas de internao todos apresentaram

resultado significativo benefcios em relao ao NP. Somente o estudorandomizado 1 em paciente com PAG comeou a NE aps 4 dias no mostrou nenhum resultado benfico significativo.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPEN K. Pancreatite Aguda K2. Os pacientes com PA leve a moderado no necessitam de terapia de suporte nutricional (a no ser que uma complicao

inesperada se desenvolve ou no for possvel avanar para dietaoral no prazo de 7 dias). (Grau: C)

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENFundamentao. Os doentes com PA leve a moderada tm uma taxa muito menor de complicaes (6%) do que os pacientes com doena grave, tm uma taxa de mortalidade em torno de 0%, e tm uma possibilidade de 81% de avanar para a dieta oral dentro de 7 dias. Proporcionar uma terapia de suporte nutricional a estes pacientes no parece alterar resultado.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENDos trs estudos randomizados de nvel II que incluram pacientes com menor gravidade da doena (62% - 81% dos pacientes apresentaram PA leve a moderada), nenhum deles apresentou resultados benficos significativos com o uso de NE em relao ao NP. Fornecimento de suporte nutricional nestes pacientes deve ser considerada se uma complicao inesperada se desenvolve (por

exemplo, septicemia, choque, insuficincia de rgos), ou o pacienteno consegue avanar para dieta oral aps 7 dias de hospitalizao.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPEN K. Pancreatite Aguda K3. Os pacientes com PAG podem ser alimentados entericamente por via gstrica ou jejunal. (Grau: C)

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENFundamentao. Dois estudos randomizados prospectivos nvel II estudos comparando alimentao gstrica com jejunal em pacientes com pancreatite aguda grave no mostraram diferenas significativas entre os 2 nveis de infuso NE dentro do trato gastrointestinal. O sucesso da alimentao gstrica nestes estudos 2 (em que apenas 3 do grupo apresentou aumento da dor sem a necessidade de reduzir a taxa

de perfuso) foi atribuda a um incio precoce da alimentao dentro 3648 horas de internao, minimizando o grau de leo paraltico.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPEN K. Pancreatite Aguda

K4. Tolerncia ao PT em pacientes com pancreatite aguda gravepode ser reforada atravs das seguintes medidas: Minimizar o perodo de leo paraltico aps admisso pelo incio precoce da NE.

(Grau: D) Sonda em posio distal no trato gastrointestinal. (Grau: C) Evoluir de dieta com protena intacta para peptdica e com TCL para TCM ou at elementar hipolipdica. (Grau: E)

Migrad de infuso em bolus para infuso contnua. (Grau: C)

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENFundamentao. Num estudo prospectivo estudo nvel III, foi demostrado que um maior perodo de leo e a demora em iniciar o NE levou a pior tolerncia (e maior a necessidade de mudar para NP) em

pacientes internados com PAG. Os atrasos igual ou superior a 6 diasresultou em tolerncia 0% de NE, ao passo que o incio NE dentro de 48 horas foi associada com a tolerncia de 92%.

Alimentando atravs do trato gastrointestinal vai estimular a secreopancretica excrina, que pode invocar maiores dificuldades com a tolerncia. Inversamente, a alimentao para dentro do jejuno 40 cm ou mais abaixo do ligamento de Treitz est associada com pouca ou nenhuma estimulao pancretica excrina.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENEm um estudo prospectivo nvel II, demostraram diferentes graus de tolerncia com diferentes nveis de infuso dentro do trato gastrointestinal. Trs pacientes que toleraram alimentao jejunal com

uma frmula de NE desenvolveu uma exacerbao no complicada dossintomas com o avano para dieta VO lquida (um efeito que foi revertida por retorno alimentao jejunal). Um paciente que

apresentaram tolerncia alimentao jejunal teve uma exacerbaoda SIRS quando o tubo foi deslocado de volta para o estmago (um efeito que novamente foi revertida pelo retorno alimentao jejunal). Ao mesmo nvel da infuso dentro do trato gastrointestinal, o contedo da frmula da NE pode ser um fator de tolerncia.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENEm uma srie de casos, prospectivo, de pacientes hospitalizados por PA que no podia tolerar uma dieta regular mostrou resoluo dos sintomas e normalizao dos nveis de amilase aps a mudana para dieta oral hipolipdica. Em um paciente operado para complicaes da pancreatite aguda grave, alimentando de uma hipolipdica por NE tinha estimulao excrina pancretica

significativamente menor do que uma frmula de NE com TCLinfundidas no o mesmo nvel do jejuno.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENA forma de infuso de NE tambm afeta a tolerncia. Um

pequeno estudo randomizado nvel II mostrou que a infuso contnuade NE para dentro do jejuno (100 mL durante 60 minutos) estava associado com um volume significativamente menor de bicarbonato e

de sada da enzima pancretica do que o mesmo volume dado comoum bolus imediato. No est claro se os dados deste estudo podem ser extrapolados para alimentao gstrica. (Nota:. O Comit de Diretrizes no recomendar a alimentao com bolo para o jejuno).

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPEN K. Pancreatite Aguda K5. Para o paciente com PAG, quando NE no vivel, a utilizao de NP deve ser considerado. (Grau: C) NP no deve ser iniciado at que aps os primeiros 5 dias de internao. (Grau: E)

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisGuidelines 2009 ASPENFundamentao. Para os pacientes com PAG, quando a NE no vivel, o incio de NP (e a escolha entre NP e STANDARD THERAPY) torna-se uma questo importante. Em um estudo randomizado nvel II, foi

demostrado prejuzo ao uso de NP iniciada dentro de 24 horas em pacientecom PA leve a moderada, prolongou significativamente a internao em relao aos pacientes da STANDARD THERAPY (sem terapia de suporte). Em contraste, posteriormente um estudo nvel II em pacientes com pancreatite grave pelo qual foi iniciado NP 24-48 horas aps a "ressuscitao volmica completa," ocorreram redues significativas na incidncia de complicaes gerais, tempo de internao e mortalidade

quando comparada com a STANDARD THERAPY.

Pancreatite Aguda - Aspectos nutricionaisResumo das recomendaes e as principais concluses Ao iniciar TN a NE a via preferida. Comparada com a NP, a NE pode acelerar a resoluo do processo de doena e melhorar o resultado. NP iniciada dento de 24-48 horas de internao pode ter impacto pior que

manter o jejum. Quando no for possvel NE eficiente, iniciar NP aps o 5 dia. NE pode ser incrementada com arginina, glutamina, AG w-3 e probiticos (para probiticos a ressalvas), no entanto ainda so baixas as evidncias. Glutamina deve ser adiciona a NP, no h consenso quanto a sua utilizao com NE. Colocao de sonda nasogstrica para incio da NE pode ser considerada mesmo PAG.

Pacientes com sintomatologia importante ou grandes necroses podem sebeneficiar da sonda distal ao ngulo de Treitz.

Pancreatite Aguda - BibliografiaDOLEY, RP. et al. Enteral Nutrition in Severe Acute Pancreatitis. Journal Online Pancreas JOP. Maro. 2009. Disponvel em: http://www.joplink.net/prev/200903/200903_10.pdf McCLAVE, S.A. et al. Guidelines for the Provision and Assessment of Nutrition Therapy in the Adult Critically Patient. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, Vol. 33, No. 3, 277-316. Society of Critical Care Medicine and American Society for Parenteral and Enteral Nutrition, 2009. Disponvel em : http://www.nutritioncare.org//Professional_Resources/Guidelines_and_Standa rds/Guidelines/2009_Clinical_Guidelines_-_Acute_Pancreatitis/ McCLAVE, SA. et al. Nutrition Support in Acute Pancreatitis: a systematic review of the literature. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition. Mar-Apr, 2006. Disponvel em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16517959. SPANIER, WM. et al. Enteral Nutrition and Acute Pancreatitis: A Review. Gastroenterology Research and Practice. Volume 2011, Article ID 857949, 2011. Disponvel em: http://www.hindawi.com/journals/grp/2011/857949/

Recommended

View more >