NR-15 Anexo n. 13 Agentes Qumicos - ? benzeno e suas misturas lquidas contendo 1% (um por cento)

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    09-Nov-2018

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NR 15 - ATIVIDADES E OPERAES INSALUBRES ANEXO N. 13 AGENTES QUMICOS 1. Relao das atividades e operaes envolvendo agentes qumicos, consideradas, insalubres em decorrncia de inspeo realizada no local de trabalho. Excluam-se cesta relao as atividades ou operaes com os agentes qumicos constantes dos Anexos 11 e 12. ARSNICO Insalubridade de grau mximo Extrao e manipulao de arsnico e preparao de seus compostos. Fabricao e preparao de tintas base de arsnico. Fabricao de produtos parasiticidas, inseticidas e raticidas contendo compostos de arsnico. Pintura a pistola com pigmentos de compostos de arsnico, em recintos limitados ou fechados. Preparao do Secret. Produo de trixido de arsnico. Insalubridade de grau mdio Bronzeamento em negro e verde com compostos de arsnico. Conservao e peles e plumas; depilao de peles base de compostos de arsnico. Descolorao de vidros e cristais base de compostos de arsnico. Emprego de produtos parasiticidas, inseticidas e raticidas base de compostos de arsnico. Fabricao de cartas de jogar, papis pintados e flores artificiais base de compostos de arsnico. Metalurgia de minrios arsenicais (ouro, prata, chumbo, zinco, nquel, antimnio, cobalto e ferro). Operaes de galvanotcnica base de compostos de arsnico. Pintura manual (pincel, rolo e escova) com pigmentos de compostos de arsnico em recintos limitados ou fechados, exceto com pincel capilar. Insalubridade de grau mnimo Empalhamento de animais base de compostos de arsnico. Fabricao de tafet sire. Pintura a pistola ou manual com pigmentos de compostos de arsnico ao ar livre. CARVO Insalubridade de grau mximo Trabalho permanente no subsolo em operaes de corte, furao e desmonte, de carregamento no local de desmonte, em atividades de manobra, nos pontos de transferncia de carga e de viradores. Insalubridade de grau mdio Demais atividades permanentes do subsolo compreendendo servios, tais como: operaes de locomotiva, condutores, engatadores, bombeiros, madeireiros, trilheiros e eletricistas. Insalubridade de grau mnimo Atividades permanentes de superfcies nas operaes a seco, com britadores, peneiras, classificadores, carga e descarga de silos, de transportadores de correia e de telefrreos. CHUMBO Insalubridade de grau mximo Fabricao de compostos de chumbo, carbonato, arseniato, cromato mnio, litargrio e outros. Fabricao de esmaltes, vernizes, cores, pigmentos, tintas, ungentos, leos, pastas, lquidos e ps base de compostos de chumbo. Fabricao e restaurao de acumuladores, pilhas e baterias eltricas contendo compostos de chumbo. Fabricao e emprego de chumbo tetraetila e chumbo tetrametila. Fundio e laminao de chumbo, de zinco velho cobre e lato. Limpeza, raspagem e reparao de tanques de mistura, armazenamento e demais trabalhos com gasolina contendo chumbo tetraetila. Pintura a pistola com pigmentos de compostos de chumbo em recintos limitados ou fechados. Vulcanizao de borracha pelo litargrio ou outros compostos de chumbo. Insalubridade de grau mdio Aplicao e emprego de esmaltes, vernizes, cores, pigmentos, tintas, ungentos, leos, pastas, lquidos e ps base de compostos de chumbo. Fabricao de porcelana com esmaltes de compostos de chumbo. Pintura e decorao manual (pincel, rolo e escova) com pigmentos de compostos de chumbo (exceto pincel capilar), em recintos limitados ou fechados. Tinturaria e estamparia com pigmentos base de compostos de chumbo. Insalubridade de grau mnimo Pintura a pistola ou manual com pigmentos de compostos de chumbo ao ar livre. CROMO Insalubridade de grau mximo Fabricao de cromatos e bicromatos. Pintura a pistola com pigmentos de compostos de cromo, em recintos limitados ou fechados. Insalubridade de grau mdio Cromagem eletroltica dos metais. Fabricao de palitos fosfricos base de compostos de cromo (preparao da pasta e trabalho nos secadores). Manipulao de cromatos e bicromatos. Pintura manual com pigmentos de compostos de cromo em recintos limitados ou fechados (exceto pincel capilar). Preparao por processos fotomecnicos de clichs para impresso base de compostos de cromo. Tanagem a cromo. FSFORO Insalubridade de grau mximo Extrao e preparao de fsforo branco e seus compostos. Fabricao de defensivos fosforados e organofosforados. Fabricao de projteis incendirios, explosivos e gases asfixiantes base de fsforo branco. Insalubridade de grau mdio Emprego de defensivos organofosforados. Fabricao de bronze fosforado. Fabricao de mechas fosforadas para lmpadas de mineiros. HIDROCARBONETOS E OUTROS COMPOSTOS DE CARBONO Insalubridade de grau mximo Destilao do alcatro da hulha. Destilao do petrleo. Manipulao de alcatro, breu, betume, antraceno, leos minerais, leo queimado, parafina ou outras substncias cancergenas afins. Manipulao do negro de fumo. (Excludo pela Portaria DNSST n. 9, de 09 de outubro de 1992) Fabricao de fenis, cresis, naftis, nitroderivados, aminoderivados, derivados halogenados e outras substncias txicas derivadas de hidrocarbonetos cclicos. Pintura a pistola com esmaltes, tintas, vernizes e solventes contendo hidrocarbonetos aromticos. Insalubridade de grau mdio Emprego de defensivos organoclorados: DDT (diclorodifeniltricloretano) DDD (diclorodifenildicloretano), metoxicloro (dimetoxidifeniltricloretano), BHC (hexacloreto de benzeno) e seus compostos e ismeros. Emprego de defensivos derivados do cido carbnico. Emprego de aminoderivados de hidrocarbonetos aromticos (homlogos da anilina). Emprego de cresol, naftaleno e derivados txicos. Emprego de isocianatos na formao de poliuretanas (lacas de desmoldagem, lacas de dupla composio, lacas protetoras de madeira e metais, adesivos especiais e outros produtos base de poliisocianetos e poliuretanas). Emprego de produtos contendo hidrocarbonetos aromticos como solventes ou em limpeza de peas. Fabricao de artigos de borracha, de produtos para impermeabilizao e de tecidos impermeveis base de hidrocarbonetos. Fabricao de linleos, celulides, lacas, tintas, esmaltes, vernizes, solventes, colas, artefatos de ebonite, guta-percha, chapus de palha e outros base de hidrocarbonetos. Limpeza de peas ou motores com leo diesel aplicado sob presso (nebulizao). Pintura a pincel com esmaltes, tintas e vernizes em solvente contendo hidrocarbonetos aromticos. MERCRIO Insalubridade de grau mximo Fabricao e manipulao de compostos orgnicos de mercrio. SILICATOS Insalubridade de grau mximo Operaes que desprendam poeira de silicatos em trabalhos permanentes no subsolo, em minas e tneis (operaes de corte, furao, desmonte, carregamentos e outras atividades exercidas no local do desmonte e britagem no subsolo). Operaes de extrao, triturao e moagem de talco. Fabricao de material refratrio, como refratrios para frmas, chamins e cadinhos; recuperao de resduos. SUBSTNCIAS CANCERGENAS (Alterado pela Portaria SSST n.14, de 20 de dezembro de 1995) Para as substncias ou processos as seguir relacionados, no deve ser permitida nenhuma exposio ou contato, por qualquer via: - 4 - amino difenil (p-xenilamina); - Produo de Benzidina; - Betanaftilamina; - 4 - nitrodifenil, Entende-se por nenhuma exposio ou contato significa hermetizar o processo ou operao, atravs dos melhores mtodos praticveis de engenharia, sendo que o trabalhador deve ser protegido adequadamente de modo a no permitir nenhum contato com o carcinognico. Sempre que os processos ou operaes no forem hermetizados, ser considerada como situao de risco grave e iminente para o trabalhador. Para o Benzeno, deve ser observado o disposto no anexo 13-A. OPERAES DIVERSAS Insalubridade de grau mximo Operaes com cdmio e seus compostos, extrao, tratamento, preparao de ligas, fabricao e emprego de seus compostos, solda com cdmio, utilizao em fotografia com luz ultravioleta, em fabricao de vidros, como antioxidante, em revestimentos metlicos, e outros produtos. Operaes com mangans e seus compostos: extrao, tratamento, triturao, transporte de minrio; fabricao de compostos de mangans, fabricao de pilhas secas, fabricao de vidros especiais, indstria de cermica e ainda outras operaes com exposio prolongada poeira de pirolusita ou de outros compostos de mangans. (Excludo pela Portaria SNT n. 8, de 05 de outubro de 1992) Operaes com as seguintes substncias: - ter bis (cloro-metlico) - Benzopireno - Berlio - Cloreto de dimetil-carbamila - 3,3' dicloro-benzidina - Dixido de vinil ciclohexano - Epicloridrina - Hexametilfosforamida - 4,4' - metileno bis (2-cloro anilina) - 4,4' - metileno dianilina - Nitrosaminas - Propano sultone - Betapropiolactona - Tlio - Produo de trixido de amnio ustulao de sulfeto de nquel. Insalubridade de grau mdio Aplicao a pistola de tintas de alumnio. Fabricao de ps de alumnio (triturao e moagem). Fabricao de emetina e pulverizao de ipeca. Fabricao e manipulao de cido oxlico, ntrico sulfrico, bromdrico, fosfrico, pcrico. Metalizao a pistola. Operaes com o timb. Operaes com bagao de cana nas fases de grande exposio poeira. Operaes de galvanoplastia: dourao, prateao, niquelagem, cromagem, zincagem, cobreagem, anodizao de alumnio. Telegrafia e radiotelegrafia, manipulao em aparelhos do tipo Morse e recepo de sinais em fones. Trabalhos com escrias de Thoms: remoo, triturao, moagem e acondicionamento. Trabalho de retirada, raspagem a seco e queima de pinturas. Trabalhos na extrao de sal (salinas). Fabricao e manuseio de lcalis custicos. Trabalho em convs de navios. (Revogado pela Portaria SSMT n. 12, de 06 de junho de 1983) Insalubridade de grau mnimo Fabricao e transporte de cal e cimento nas fases de grande exposio a poeiras. Trabalhos de carregamento, descarregamento ou remoo de enxofre ou sulfitos em geral, em sacos ou a granel. ANEXO N. 13-A (Includo pela Portaria SSST n.14, de 20 de dezembro de 1995) Benzeno 1. O presente Anexo tem como objetivo regulamentar aes, atribuies e procedimentos de preveno da exposio ocupacional ao benzeno, visando proteo da sade do trabalhador, visto tratar-se de um produto comprovadamente cancergeno. 2. O presente Anexo se aplica a todas as empresas que produzem, transportam, armazenam, utilizam ou manipulam benzeno e suas misturas lquidas contendo 1% (um por cento) ou mais de volume e aquelas por elas contratadas, no que couber. 2.1. O presente Anexo no se aplica s atividades de armazenamento, transporte, distribuio, venda e uso de combustveis derivados de petrleo. 3. Fica proibida a utilizao do benzeno, a partir de 01 de janeiro de 1997, para qualquer emprego, exceto nas indstrias e laboratrios que: a) o produzem; b) o utilizem em processos de sntese qumica; c) o empreguem em combustveis derivados de petrleo; d) o empreguem em trabalhos de anlise ou investigao realizados em laboratrio, quando no for possvel sua substituio; e) o empreguem como azetropo na produo de lcool anidro, at a data a ser definida para a sua substituio. 3.1. As empresas que utilizam o benzeno como azetropo na produo de lcool anidro devero encaminhar Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho - SSST/MTb proposta de substituio do benzeno at 31 de dezembro de 1996. 3.2. As empresas que utilizam benzeno em atividades que no as identificadas nas alneas do item 3 e que apresentem inviabilidade tcnica ou econmica de sua substituio devero comprov-la quando da elaborao do Programa de Preveno da Exposio Ocupacional ao Benzeno - PPEOB. 3.3. As empresas de produo de lcool anidro e aquelas proibidas de utilizarem o benzeno devero, at a efetiva substituio do produto, adequar os seus estabelecimentos ao abaixo relacionado, conforme previsto no presente Anexo: a) cadastramento dos estabelecimentos junto SSST/MTb; b) procedimentos da Instruo Normativa n. 02 sobre " Vigilncia da Sade dos Trabalhadores na Preveno da Exposio Ocupacional ao Benzeno"; c) levantamento de todas as situaes onde possam ocorrer concentraes elevadas de benzeno, com dados qualitativos que contribuam para a avaliao ocupacional dos trabalhadores; d) procedimentos para proteo coletiva e individual dos trabalhadores, do risco de exposio ao benzeno nas situaes crticas verificadas no item anterior, atravs de medidas tais como: organizao do trabalho, sinalizao apropriada, isolamento de rea, treinamento especfico, ventilao apropriada, proteo respiratria adequada e proteo para evitar contato com a pele. 4. As empresas que produzem, transportam, armazenam, utilizam ou manipulam benzeno e suas misturas lquidas contendo 1% (um por cento) ou mais de volume devero, no prazo mximo de 90 (noventa) dias da data de publicao desta Portaria, ter seus estabelecimentos cadastrados junto Secretaria de Segurana no Trabalho - SSST do Ministrio do Trabalho. 4.1. O cadastramento da empresa junto Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho do Ministrio do Trabalho, conforme estabelecido pelo art. 4 da presente Portaria, ser concedido mediante as seguintes informaes: a) identificao da empresa (nome, endereo, CGC, ramo de atividade e Classificao Nacional de Atividade Econmica - CNAE); b) nmero de trabalhadores por estabelecimento; c) nome das empresas fornecedoras de benzeno, quando for o caso; d) utilizao a que se destina o benzeno; e) quantidade mdia de processamento mensal. 4.2. A comprovao de cadastramento dever ser apresentada quando da aquisio do benzeno junto ao fornecedor. 4.3. As fornecedoras de benzeno s podero comercializar o produto para empresas cadastradas. 4.4. As empresas constantes devero manter, por 10 (dez) anos, uma relao atualizada das empresas por elas contratadas que atuem nas reas includas na caracterizao prevista no PPEOB, contendo: - identificao da contratada; - perodo de contratao; - atividade desenvolvida; - nmero de trabalhadores. 4.5. A SSST/MTb poder suspender, temporria ou definitivamente, o cadastro da empresa, sempre que houver comprovao de irregularidade grave. 4.6. Os projetos de novas instalaes em que se aplicam o presente Anexo devem ser submetidos aprovao da SSST/MTb. 5. As empresas que produzem, transportam, armazenam, utilizam ou manipulam benzeno e suas misturas lquidas contendo 1% (um por cento) ou mais de volume devero apresentar SSST/MTb, no prazo mximo de 180 (cento e oitenta) dias, aps a publicao desta Portaria, o Programa da Preveno da Exposio Ocupacional ao Benzeno - PPEOB. 5.1. Ficam excludas desta obrigatoriedade as empresas produtoras de lcool anidro e aquelas proibidas de utilizarem o benzeno. 5.2. O PPEOB, elaborado pela empresa, deve representar o mais elevado grau de compromisso de sua diretoria com os princpios e diretrizes da preveno da exposio dos trabalhadores ao benzeno devendo: a) ser formalizado atravs de ato administrativo oficial do ocupante do cargo gerencial mais elevado; b) ter indicao de um responsvel pelo Programa que responder pelo mesmo junto aos rgos pblicos, s representaes dos trabalhadores especficas para o benzeno e ao sindicato profissional da categoria. 5.3. No PPEOB devero estar relacionados os empregados responsveis pela sua execuo, com suas respectivas atribuies e competncias. 5.4. O contedo do PPEOB deve ser aquele estabelecido pela Norma Regulamentadora n. 9 - Programa de Preveno de Riscos Ambientais, com a redao dada pela Portaria n. 25, de 29.12.94, acrescido de: - caracterizao das instalaes contendo benzeno ou misturas que o contenham em concentrao maior do que 1% (um por cento) em volume; - avaliao das concentraes de benzeno para verificao da exposio ocupacional e vigilncia do ambiente de trabalho segundo a Instruo Normativa - IN n. 01; - aes de vigilncia sade dos trabalhadores prprios e de terceiros, segundo a Instruo Normativa - IN n. 02; - descrio do cumprimento das determinaes da Portaria e acordos coletivos referentes ao benzeno; - procedimentos para o arquivamento dos resultados de avaliaes ambientais previstas na IN n. 01 por 40 (quarenta) anos; - adequao da proteo respiratria ao disposto na Instruo Normativa n. 01, de 11.4.94; - definio dos procedimentos operacionais de manuteno, atividades de apoio e medidas de organizao do trabalho necessrias para a preveno da exposio ocupacional ao benzeno. Nos procedimentos de manuteno devero ser descritos os de carter emergencial, rotineiros e preditivos, objetivando minimizar possveis vazamentos ou emisses fugitivas; - levantamento de todas as situaes onde possam ocorrer concentraes elevadas de benzeno, com dados qualitativos e quantitativos que contribuam para a avaliao ocupacional dos trabalhadores; - procedimentos para proteo coletiva e individual dos trabalhadores, do risco de exposio ao benzeno nas situaes crticas verificadas no item anterior, atravs de medidas tais como: organizao do trabalho, sinalizao apropriada, isolamento de rea, treinamento especfico, ventilao apropriada, proteo respiratria adequada e proteo para evitar contato com a pele; - descrio dos procedimentos usuais nas operaes de drenagem, lavagem, purga de equipamentos, operao manual de vlvulas, transferncias, limpezas, controle de vazamentos, partidas e paradas de unidades que requeiram procedimentos rigorosos de controle de emanao de vapores e preveno de contato direto do trabalhador com o benzeno; - descrio dos procedimentos e recursos necessrios para o controle da situao de emergncia, at o retorno normalidade; - cronograma detalhado das mudanas que devero ser realizadas na empresa para a preveno da exposio ocupacional ao benzeno e a adequao ao Valor de Referncia Tecnolgico; - exigncias contratuais pertinentes, que visem adequar as atividades de empresas contratadas observncia do Programa de contratante; - procedimentos especficos de proteo para o trabalho do menor de 18 (dezoito) anos, mulheres grvidas ou em perodo de amamentao. 6. Valor de Referncia Tecnolgico - VRT se refere concentrao de benzeno no ar considerada exeqvel do ponto de vista tcnico, definido em processo de negociao tripartite. O VRT deve ser considerado como referncia para os programas de melhoria contnua das condies dos ambientes de trabalho. O cumprimento do VRT obrigatrio e no exclui risco sade. 6.1. O princpio da melhoria contnua parte do reconhecimento de que o benzeno uma substncia comprovadamente carcinognica, para a qual no existe limite seguro de exposio. Todos os esforos devem ser dispendidos continuamente no sentido de buscar a tecnologia mais adequada para evitar a exposio do trabalhador ao benzeno. 6.2. Para fins de aplicao deste Anexo, definida uma categoria de VRT. VRT-MPT que corresponde concentrao mdia de benzeno no ar ponderada pelo tempo, para uma jornada de trabalho de 8 (oito) horas, obtida na zona de respirao dos trabalhadores, individualmente ou de Grupos Homogneos de Exposio - GHE, conforme definido na Instruo Normativa n. 01. 6.2.1 Os valores Limites de Concentrao - LC a serem utilizados na IN n. 01, para o clculo do ndice de Julgamento "I", so os VRT-MPT estabelecidos a seguir. 7. Os valores estabelecidos para os VRT-MPT so: - 1,0 (um) ppm para as empresas abrangidas por este Anexo (com exceo das empresas siderrgicas, as produtoras de lcool anidro e aquelas que devero substituir o benzeno a partir de 1.01.97). - 2,5 (dois e meio) ppm para as empresas siderrgicas. 7.1. O Fator de Converso da concentrao de benzeno de ppm para mg/m3 : 1ppm = 3,19 mg/m3 nas condies de 25 C, 101 kPa ou 1 atm. 7.2. Os prazos de adequao das empresas aos referidos VRT-MPT sero acordados entre as representaes de trabalhadores, empregadores e de governo. 7.3. Situaes consideradas de maior risco ou atpicas devem ser obrigatoriamente avaliadas segundo critrios de julgamento profissional que devem estar especificados no relatrio da avaliao. 7.4. As avaliaes ambientais devero seguir o disposto na Instruo Normativa n. 01 "Avaliao das Concentraes de Benzeno em Ambientes de Trabalho". 8. Entende-se como Vigilncia da Sade o conjunto de aes e procedimentos que visam deteco, o mais precocemente possvel, de efeitos nocivos induzidos pelo benzeno sade dos trabalhadores. 8.1. Estas aes e procedimentos devero seguir o disposto na Instruo Normativa n. 02 sobre "Vigilncia da Sade dos Trabalhadores na Preveno da Exposio Ocupacional ao Benzeno." 9. As empresas abrangidas pelo presente Anexo, e aquelas por elas contratadas quando couber, devero garantir a constituio de representao especfica dos trabalhadores para o benzeno objetivando a acompanhar a elaborao, implantao e desenvolvimento do Programa de Preveno da Exposio Ocupacional ao Benzeno. 9.1. A organizao, constituio, atribuies e treinamento desta representao sero acordadas entre as representaes dos trabalhadores e empregadores. 10. Os trabalhadores das empresas abrangidas pelo presente Anexo, e aquelas por elas contratadas, com risco de exposio ao benzeno, devero participar de treinamento sobre os cuidados e as medidas de preveno. 11. As reas, recipientes, equipamentos e pontos com risco de exposio ao benzeno devero ser sinalizadas com os dizeres - "Perigo: Presena de Benzeno - Risco Sade" e o acesso a estas reas dever ser restringido s pessoas autorizadas. 12. A informao sobre os riscos do benzeno sade deve ser permanente, colocando-se disposio dos trabalhadores uma "Ficha de Informaes de Segurana sobre Benzeno", sempre atualizada. 13. Ser de responsabilidade dos fornecedores de benzeno, assim como dos fabricantes e fornecedores de produtos contendo benzeno, a rotulagem adequada, destacando a ao cancergena do produto, de maneira facilmente compreensvel pelos trabalhadores e usurios, incluindo obrigatoriamente instruo de uso, riscos sade e doenas relacionadas, medidas de controle adequadas, em cores contrastantes, de forma legvel e visvel. 14. Quando da ocorrncia de situaes de emergncia, situao anormal que pode resultar em uma imprevista liberao de benzeno que possa exceder o VRT-MPT, devem ser adotados os seguintes procedimentos: a) aps a ocorrncia de emergncia, deve-se assegurar que a rea envolvida tenha retornado condio anterior atravs de monitorizaes sistemticas. O tipo de monitorizao dever ser avaliado dependendo da situao envolvida; b) caso haja dvidas das condies das reas, deve-se realizar uma bateria padronizada de avaliao ambiental nos locais e dos grupos homogneos de exposio envolvidos nestas reas; c) o registro da emergncia deve ser feito segundo o roteiro que se segue: - descrio da emergncia - descrever as condies em que a emergncia ocorreu indicando: - atividade; local, data e hora da emergncia; - causas da emergncia; - planejamento feito para o retorno situao normal; - medidas para evitar reincidncias; - providncias tomadas a respeito dos trabalhadores expostos. 15. Os dispositivos estabelecidos nos itens anteriores, decorrido o prazo para sua aplicao, so de autuao imediata, dispensando prvia notificao, enquadrando-se na categoria "I-4", prevista na NR-28. OPERAES DIVERSAS Insalubridade de grau mximo Operaes com cdmio e seus compostos: - extrao, tratamento, preparao de ligas, fabricao e emprego de seus compostos, solda com cdmio, utilizao em fotografia com luz ultravioleta, em fabricao de vidros, como antioxidante em revestimentos metlicos, e outros produtos. Operaes com as seguintes substncias: - terbis (cloro-metlico); - benzopireno; - berlio; - cloreto de dimetil-carbamila; - 3,3' - dicloro-benzidina; - dixido de venil ciclohexano; - epicloridrina; - hexametilfosforamida; - 4,4'- metileno bis (2-cloro anilina); - 4,4'- metileno dianilina; - nitrosaminas; - propano sultone; - beta-propiolactona; e - tlio. Produo de trixido de amnio - ustulao de sulfeto de nquel. Insalubridade de grau mdio Aplicao a pistola de tintas de alumnio. Fabricao de ps de alumnio (triturao e moagem). Fabricao de emetina e pulverizao de ipeca. Fabricao e manipulao de cido oxlico, ntrico e sulfrico, bromdrico, fosfrico, pcrico. Metalizao a pistola. Operaes com bagao de cana nas fases de grande exposio poeira. Operaes com o timb. Operaes de galvanoplastia: dourao, prateao, niquelagem, cromagem, zincagem, cobreagem, anodizao de alumnio. Telegrafia e radiotelegrafia, manipulao em aparelhos do tipo Morse e recepo de sinais em fones. Trabalhos com escrias de Thomas: remoo, triturao, moagem e acondicionamento. Trabalho de retirada, raspagem a seco e queima de pinturas. Trabalhos na extrao de sal (salinas). Fabricao e manuseio de lcalis custicos. Insalubridade de grau mnimo Fabricao e transporte de cal e cimento nas fases de grande exposio poeira. Trabalhos de carregamento, descarregamento ou remoo de enxofre ou sulfitos em geral, em sacos ou granel. AGENTES BIOLGICOS (Revogado pela Portaria SSST n. 12, de 12 de novembro de 1979)

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