Normas de Segurana em Laboratrio de Qumica e Equipamentos Bsicos

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    18-Jun-2015

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UNIVERSIDADE IBIRAPUERA CURSO DE QUMICADISCIPLINA: INTRODUO QUMICA

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LABORATRIO SEGURANA NO LABORATRIOINTRODUO A sade segundo a OMS (Organizao Mundial de Sade) definida como o bem-estar fsico, mental e social. de nossa natureza preservar e conservar a sade. No entanto, existe uma preocupao maior com a sade fsica do que as demais. Diariamente estamos expostos a riscos que podem comprometer esse bem-estar e por isso, tomamos um conjunto de medidas para preserv-las, como o banho, o lavar as mos, o pentear os cabelos, o escovar os dentes. Outras medidas so de ordem coletiva, como a coleta de lixo, a rede de esgoto, a distribuio de gua tratada, as campanhas de vacinao, o combate ao mosquito da dengue por fumigao etc. A natureza de muitas profisses est sujeita a riscos especficos para a sade. Problemas com as cordas vocais e o stress docente so doenas (riscos) que todo professor est sujeito, o nmero de trabalhos cientficos sobre o assunto grande, assim como o nmero de pacientes e as recomendaes mdicas ao professor. As manicures esto expostas a uma situao que aumenta a probabilidade de contrair hepatite B e C e, por isso, precisam se preocupar com a sua sade e de seus clientes. Os profissionais de qumica esto expostos a uma srie riscos sade que devem ser considerados e minimizados. O laboratrio um ambiente comum dos profissionais da qumica, independentemente da freqncia ou da habilitao (tcnicos; bacharis ou licenciados). Cada profissional que utiliza esse ambiente precisa seguir um conjunto de normas gerais e especficas para que a sade individual e coletiva seja preservada. Para isso, existem normas e recomendaes para o trabalho em laboratrio. A teimosia de vrios profissionais e de demais pessoas em no atender as recomendaes e os protocolos exigidos neste ou naquele laboratrio provavelmente a maior responsvel pela maioria dos acidentes nesse ambiente de trabalho. No entanto segundo o Manual de Segurana de Laboratrio da Universidade de Braslia (UnB), os acidentes em laboratrio ocorrem porque: A variedade de riscos nos laboratrios muito ampla, devido presena de substncias letais, txicas, corrosivas, irritantes, inflamveis, alm da utilizao de equipamentos que fornecem determinados riscos, como alterao de temperatura, radiaes e ainda trabalhos que utilizam agentes biolgicos e patognicos. As causas para ocorrncia de acidentes nos laboratrios so muitas, mas resumidamente so instrues no adequadas, supervises insuficientes do executor e ou inapta, uso incorreto de equipamentos ou materiais de caractersticas desconhecidas, alteraes emocionais e exibicionismo. Por outro lado, voc enquanto aluno no deve ter receio de manusear e operar reagentes e equipamentos do laboratrio, pois o propsito das aulas de laboratrio possibilitar ao aluno desenvolver habilidades especficas e ampliar conhecimentos prprios do trabalho em laboratrio. O que permitir a voc se tornar um profissional mais competente. Seguindo as normas com cautela, conscincia e concentrao na atividade os riscos diminuem muito. Aqui sero apresentadas recomendaes gerais para o trabalho em laboratrio e aquelas especficas para os laboratrios da Universidade Ibirapuera. Espero que este material seja de grande utilidade para voc aluna e aluno, leia com ateno, tire suas dvidas e siga cada uma delas. Obrigado Prof. Ms. Alfonso Gmez Paiva

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ALGUMAS DEFINIES BSICASRisco: perigo que uma pessoa est exposta ao entrar em contato com um agente txico ou situao. Toxicidade: qualquer efeito nocivo de uma substncia em contato com o organismo. Acidente: fatos no programados e estranhos ao andamento normal do trabalho que podem acarretar danos fsicos e/ ou materiais. Preveno de acidentes: a prtica de normas, regras e protocolos de segurana que foram estabelecidas para evitar e minimizar possveis riscos. EPI: Equipamento de Proteo Individual. Os equipamentos de segurana individuais mais usados para a preveno da integridade fsica do indivduo so: culos, mscaras, luvas, aventais, gorros, etc. EPC: Equipamento de Proteo Coletiva. Entre esses equipamentos esto: extintores, mantas contra fogo capelas e blindagens plsticas.

NORMAS1- No laboratrio usar sempre avental abotoado de preferncia de algodo, longo e de mangas longas. Sapatos fechados e manter os cabelos presos. 2- Usar sempre culos de segurana; no recomendado o uso de lentes de contato no laboratrio. 3- No levar jamais as mos boca ou aos olhos quando estiver manuseando produtos qumicos. 4- Discutir sempre com o professor ou supervisor a experincia que ser feita. 5- Jamais trabalhar sozinho em um laboratrio. 6- Jamais comer ou beber em laboratrio. 7- expressamente proibido fumar e atender celular em laboratrio. 8- No use nenhum equipamento em que no tenha sido treinado ou autorizado a utilizar. 9- No usar produto algum que no esteja devidamente rotulado. 10- No testar substncias qumicas pelo odor ou sabor. 11- Verificar sempre a toxicidade e a inflamabilidade dos produtos com os quais se esteja trabalhando. 12- No pipetar produto algum com a boca. Usar peras, pipetadores ou o sistema a vcuo. 13- Lavar sempre as mos aps manipulao de qualquer produto qumico. 14- Certifique-se da tenso de trabalho da aparelhagem antes de conect-la rede eltrica. Quando no estiverem em uso, os aparelhos devem permanecer desconectados. 15- Qualquer acidente ocorrido no laboratrio deve ser imediatamente comunicado ao responsvel pelo setor (no caso da sala de aula, o professor). 16- Procurar sempre discutir com o professor ou supervisor o local correto de descarte dos produtos txicos, inflamveis, mau-cheirosos, lacrimogneos, pouco biodegradveis ou que reagem com a gua. 17- Utilizar os aparelhos s depois de ter lido e compreendido as respectivas instrues de uso e segurana. 18- Antes de efetuar qualquer atividade experimental, ler com ateno o protocolo experimental e procurar compreender a sua finalidade. 19- Manter as bancadas limpas e arrumadas, o cho limpo e seco, e as passagens desobstrudas. 20- Efetuar o trabalho laboratorial sempre de p.

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21- Conhecer os equipamentos de segurana individual e coletivos presentes no laboratrio, como mantas a prova de fogo, sacos de areia, extintor, lava-olhos, chuveiro de emergncia equipamentos estes que todos que trabalham no setor devem saber manusear e operar. 22- No retorne reagentes aos frascos originais, mesmo que no tenham sido usados. Evite circular com eles pelo laboratrio. Inclusive no pipetar diretamente de frascos PA. 23- Usar luvas apropriadas ao manipular material quente e produtos custicos ou que penetram facilmente atravs da pele. 24- Jamais manipular produtos inflamveis perto de chamas ou fontes de calor. 25- Produtos volteis e/ ou txicos devem sempre ser manipulados na capela e em casos especiais, com mscaras de proteo adequadas a cada caso. 26- Rotular imediatamente qualquer reagente ou soluo preparada e as amostras coletadas com nome do reagente, nome da pessoa que preparou e data. 27- Ao usar material de vidro, verifique sua condio. Lembre-se que o vidro quente pode ter a mesma aparncia que a do vidro frio. Qualquer material de vidro trincado ou quebrado deve ser descartado em recipiente apropriado. Colocar o material de vidro partido ou rachado em recipiente prprio. 28- Use sempre um pedao de pano protegendo a mo quando estiver cortando vidro ou introduzindo-o em orifcios. Antes de inserir tubos de vidro (termmetros, etc.) em tubos de borracha ou rolhas, lubrifique-os. 29- Antes de iniciar o experimento verifique se todas as conexes e ligaes esto seguras. Nunca use mangueiras de ltex velhas. Faa as conexes necessrias utilizando mangueiras novas e braadeiras. 30- Tenha cuidado especial ao trabalhar com sistemas sob vcuo ou presso. 31- Nunca adicione gua sobre cidos e sim cidos sobre gua. 32- Ao testar o odor de produtos qumicos, nunca coloque o produto ou o frasco diretamente sob o nariz. 33- Quando estiver manipulando frascos ou tubos de ensaio, nunca dirija a sua abertura na sua direo ou na de outras pessoas. 34- As vlvulas dos cilindros devem ser abertas lentamente com as mos ou usando chaves apropriadas. Nunca force as vlvulas, com martelos ou outras ferramentas, nem as deixe sobre presso quando o cilindro no estiver sendo usado. 35- Sempre que possvel, antes de realizar reaes onde no conhea totalmente os resultados, faa uma em pequena escala, na capela. 36- Os resduos aquosos cidos ou bsicos devem ser neutralizados na pia antes do descarte, e s ento descartados. Para o descarte de metais pesados, metais alcalinos e de outros resduos, consulte antecipadamente a bibliografia adequada. 37- Quando estiver trabalhando em um laboratrio, voc deve: a. Localizar os extintores de incndio e verificar a que tipo pertencem e que tipo de fogo podem apagar b. Localizar as sadas de emergncia. c. Localizar a caixa de primeiros socorros e verificar os tipos de medicamentos existentes e sua utilizao. d. Localizar a caixa de mscaras contra gases. Se precisar us-las, lembre-se de verificar a existncia e qualidade dos filtros adequados sua utilizao. e. Localizar a chave geral de eletricidade do laboratrio e aprender a deslig-la. f. Localizar o cobertor anti-fogo. g. Localizar a caixa de areia. h. Localizar o lava-olhos mais prximo e verificar se est funcionando adequadamente. i. Localizar o chuveiro e verificar se este est funcionando adequadamente. j. Alm de localizar estes equipamentos, voc deve saber utiliz-los adequadamente.

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38- Intoxicaes por substncias txicas que NO devem envolver o vmito (aes emticas): a. cidos fortes, Fluidos de lavagem a seco b. Amnia, Gasolina c. Benzeno, Hipoclorito de sdio (gua sanitria)* d. xido de Clcio (cal)*, ter de petrleo (nafta) e. Carbonato de sdio*, leo de pinho f. Fenis, creolina, Querosene g. Desinfetantes fenlicos, Hidrxido de sdio (soda)* h. Detergentes*, Barrilha (soda para lavagem)* i. Estricnina, Tinner e removedor de tintas j. (*) Estas substncias so lcalis corrosivos. 39- Intoxicaes por substncias txicas que podem envolver o vmito (aes emticas): a. lcool (etlico, isoproplico, desnaturado) b. lcool (metlico) c. Etilenoglicol d. Borx e. Cnfora f. Formaldedo g. Repelente de insetos h. O vmito pode ser induzido por excitao do fundo da garganta 40- Substncias Provavelmente Carcinognicas para o homem: a. Acrilonitrila Cdmio em p b. Cloreto de cdmio Sulfato de cdmio c. Tetracloreto de carbono Clorofrmio d. xido de etileno Nquel em p e. o-Toluidina f. Fatores que ainda devem ser considerados so a mutagnese qumica e a teratognese, associadas ao uso de substncias qumicas. A mutagnese qumica a capacidade que uma substncia possui de induzir mutaes, isto promover alteraes no patrimnio gentico do indivduo. A teratognese o aparecimento de um efeito degenerativo sobre um sistema em desenvolvimento. 41- No caso de intoxicao com gases, retirar a vtima para um lugar mais arejado e afrouxar a roupa, se estiver apertada. Inalao de pequenas quantidades de vapor de bromo ou cloro pode ser neutralizada pela inalao de vapor de amonaco e subsequente gargarejo com soluo de bicarbonato de sdio a 1%. 42- Nos casos de envenenamento em que a droga no chegou a ser engolida, deve-se cuspir imediatamente e lavar a boca com muita gua. Caso tenha sido engolida, deve-se chamar imediatamente um mdico. Enquanto isso se deve ministrar um antdoto, de acordo com a natureza do veneno. Existem tabelas que descrevem as substncias txicas e seus antdotos, fornecidas comercialmente. Estas tabelas devem ser afixadas no laboratrio, em lugar bem visvel. a. cidos e bases devem ser diludos com bastante gua. Pode-se depois, tomar leite, mas no se deve provocar vmito. 43- Para o utilizador do laboratrio fundamental a identificao de um produto qumico, bem como as suas propriedades potencialmente perigosas, a fim de trabalhar em condies de segurana. A identificao dos produtos qumicos comerciais feita por meio de um rtulo, onde so indicados, alm da marca do fabricante ou do vendedor, o nome qumico, smbolos, aviso sobre as suas propriedades perigosas, o grau de pureza, a frmula molecular e outras especificaes, como a densidade, o ponto de fuso, o ponto de ebulio, listagem da percentagem de impurezas, entre outras informaes.

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a. Todos aqueles cuja temperatura de inflamao, "flash point", inferior temperatura ambiente. ( acetona, cido actico, lcool etlico )Deve evitar-se o uso de recipientes de vidro para os guardar e devem ser colocados em armrios metlicos resistentes ao fogo e exploso. b. Todos os que oferecem elevado risco de envenenamento, e morte, por ingesto, inalao e/ou absoro cutnea, como benzeno, mercrio e tetracloreto de carbono. Devem ser separados dos reagentes inflamveis, cidos e quaisquer compostos em contacto com os quais formem substncias txicas. Reagentes que formem compostos txicos em contacto com a umidade devem ser protegidos desta.

c. Todos os que, devido ao choque, impacto ou exposio ao calor, fasca ou chama, podem explodir, por exemplo o perclorato de magnsio, dicromato de amnio e perxidos. O armazenamento destes reagentes deve ser feito em local isolado.

d. Todos os que podem iniciar uma reaco de combusto, como xidos, perxidos, nitratos, cloratos, percloratos, cromatos, dicromatos e permanganatos.No devem ser armazenados junto de reagentes combustveis.

e. Todos os que destroem os tecidos vivos, a maior parte dos cidos, o hidrxido de sdio e o hidrxido de potssio, por exemplo. Devem ser armazenados em local fresco.

f.

Todos os que, por ingesto, inalao e/ou absoro cutnea, podem causar a morte, afeces agudas ou crnicas.

g. Todos os que, presentes no ambiente, representam, ou podem representar, um risco imediato ou diferido para um ou mais compartimentos do ambiente.

h. Todos os que, por ingesto, inalao e/ou absoro cutnea, podem produzir defeitos genticos hereditrios, ou aumentar a sua freqncia, bem como provocar o cancro, ou aumentar a sua incidncia.

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44- Fique atento s operaes onde for necessrio realizar aquecimento. Os combustveis apresentam 3 tipos de temperaturas, a de inflamao, a de combusto e a de ignio, a seguir a definio de cada ponto e alguns exemplos:

Temperatura de inflamao "flash point"

Temperatura de combusto "fire point"

Temperatura mnima qual os Temperatura a partir da qual os vapores emanados se inflamam na vapores emanados inflamam-se presena de uma fonte de energia de na presena de uma fonte de ativao externa, fasca ou chama, energia de ativao externa, apagando-se em seguida. fasca ou chama, continuando a queimar-se na ausncia desta.

Temperatura de autoignio "ignition point" Temperatura, muito acima das temperaturas de inflamao e combusto, qual os vapores emanados entram em combusto espontnea por ao do calor.

Produto lcool etlico (etanol) ter etlico acetona (propanona) Gasolina Querosene

"flash point" (C) "fire point" (C) 13 78 -45 35 -18 -43 40 a 205* 60 *depende da composio da mistura

"ignition point" (C) 423 180 538 280 160 a 250*

45- Diante de um foco de incndio considerar os pontos a seguir: a- No entrar em pnico. Mantenha sempre a calma. b- Fechar imediatamente o registro geral de gs e desligar qualquer equipamento eltrico, de preferncia desligar a chave geral. c- Um pequeno incndio pode ser extinto colocando-se um pano mido sobre o recipiente. d- Nos casos mais graves, utilizar areia seca ou extintores de incndio. e- Nunca usar gua em leo porque ela tende a espalhar o fogo. Neste caso, conveniente a utilizao de uma mistura de areia e bicarbonato de sdio. f- Os incndios em laboratrio podem ser divididos em trs classes: A - Papel, madeira ou materiais que deixam brasa ou cinza: use agente que molhe e esfrie; B - Lquidos inflamveis (leo, gasolina, etc.): ao rpida de resfriamento e abafamento. C - Equipamentos eltricos: use agentes no-condutores de eletricidade. g- Verifique o tipo de extintor que melhor se aplica ao tipo de incndio: Extintores CO2 P qumico Espuma gua hijklmnAlcance do jato (em metros) 1a2 2a4 9 a 18 9 a 20 Classe de incndio A B C Ruim Bom Excelente Ruim Excelente Bom Regular Excelente No Excelente No No

Ler atentamente as instrues impressas no rtulo do extintor. Verificar se o extintor est pressurizado. Certificar-se que o fogo no o envolve pelas costas. Retire o extintor do suporte e transporte-o na vertical, segurando no manipulo. Retire a cavilha de segurana. Aproxime-se progressivamente ao foco de incndio e sempre a favor do vento. Dirija a mangueira do extintor base das chamas.

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o- Pressione o gatilho do extintor e segure na mangueira com firmeza (cuidado, pois a presso a que o extintor est sujeito pode fazer com que ele recue ao ser acionado) p- Varra, devagar, toda a superfcie do foco at a extino do mesmo. q- Incndio nas roupas: deve-se evitar que a pessoa corra, fazendo-a deitar-se no cho, enrolando-a com a manta prova de fogo at que o fogo apague. 46- Os bicos de gs apenas devem ser acesos quando for necessrio e deve ser vigiado o seu funcionamento. 47- No aquecer recipientes fechados. 48- Concludo o trabalho experimental, verificar se as torneiras de gua e de gs se encontram fechadas e se os aparelhos eltricos foram desligados. 49- Remover quaisquer salpicos de reagentes da pele, utilizando gua e sabo. 50- No usar anis no laboratrio, para que os reagentes no se alojem sob os anis.

51- Incompatibilidades qumicas de algumas classes e produtos qumicos individuais:Acetona cido actico (etanico) cido ntrico cido oxlico (etanodiico) cido sulfrico cido perclrico cidos agentes oxidantes gua oxigenada (perxido de hidrognio) Amonaco Cobre Cloratos hidrocarbonetos hipocloritos Iodo Mercrio metais alcalinos e alcalinoterrosos nitratos e nitritos xido de clcio Oxignio permanganato de potssio sulfureto de hidrognio gua oxigenada, cido ntrico, cido sulfrico cido crmico, cido ntrico, permanganatos, perxidos cido actico, cido ciandrico, cido crmico, acetona, lcool, anilina, sulfureto de hidrognio, lquidos e gases inflamveis, substncias nitrveis mercrio, prata cloratos, percloratos, permanganatos anidrido actico, lcool, bismuto, papel, madeira, gorduras, leos bases, cianetos, metais agentes redutores, carvo ativado anilina, nitrometano, cromo, ferro, a maior parte dos metais e respectivos sais, lquidos inflamveis e materiais combustveis mercrio, bromo, cloro, iodo, fluoreto de hidrognio, hipoclorito de clcio acetileno (etino), gua oxigenada cidos, sais de amnio, metais e compostos orgnicos, enxofre, materiais combustveis cido crmico, bromo, cloro, flor, perxidos cidos acetileno (etino), amnia, amonaco acetileno (etino), amnia, amonaco, cido ntrico, etanol gua, dixido de carbono, hidrocarbonetos clorados cidos gua leos, gorduras, hidrognio, gases inflamveis, lquidos inflamveis, slidos inflamveis cido sulfrico, aldedo benzico, etileno glicol, glicerina (glicerol ou 1,2,3propanotriol) cido ntrico, gases oxidantes

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52- Perigos especficos: da mxima importncia para a preveno de acidentes conhecer os perigospotenciais das substncias com que se trabalha. Assim, os rtulos de alguns produtos txicos constam informaes sobre eventuais riscos, sob a seguinte forma:

DL50 (Dose Letal) VLE (Valor Limite de Exposio) VLE-MP (VLE-Mdia Ponderada) VLE-CD (VLE-Curta Durao)

Quantidade, em mg/kg, isto , mg de substncia ingerida, inalada ou absorvida pela pele, por kg de massa corporal, que provoca a morte de 50% dos indivduos a ela expostos. Concentrao de substncias nocivas, s quais se julga que a quase totalidade das pessoas pode estar exposta, dia aps dia, sem efeitos prejudiciais para a sade. Quantidade de substncia, expressa em concentrao mdia diria, para um perodo de exposio de 8h, e 40h semanais, ponderada em funo do tempo de exposio a que uma pessoa poder estar exposta sem que se registrem efeitos adversos.

Quantidade de substncia, que poder ser 3x maior que o Valor Limite de Exposio, a que uma pessoa poder estar exposta em perodos de 30min, no ultrapassando as 5 exposies, e no excedendo o valor total dirio a que poder estar exposta sem que se registrem efeitos adversos. Nota: O Valor Limite de Exposio tambm pode ser designado por VLT, Valor Limite de Tolerncia. Alguns exemplos: Substncia cido actico cido clordrico cido ntrico (aztico) cido oxlico (etanodiico) cido sulfrico amonaco e amnia VLT (mg/m3) 25 5 5 1 1 18 Perigos envolvidos Lquido inflamvel. Evitar a inalao do vapor e o contacto com a pele e olhos devido ao perigo de queimaduras. Lquido muito corrosivo. Causa queimaduras nos olhos e na pele. O gs que se liberta rapidamente do concentrado, cloreto de hidrognio, txico e irritante. Lquido fumante extremamente corrosivo. Liberta fumos muito txicos que afectam os olhos e as vias respiratrias. As partculas do slido inflamam as vias respiratrias. Tanto o slido como as suas solues irritam os olhos. Solues concentradas produzem queimaduras graves nos olhos e na pele. Solues diludas irritam os olhos e a pele. O gs tem um cheiro desagradvel que irrita os olhos e as vias respiratrias. A soluo aquosa (amnia) pode provocar queimaduras nos olhos e na pele, libertando amonaco. A inalao de poeiras ou a ingesto de sais de chumbo pode causar leses internas graves acompanhadas de vmitos, diarreias e colapsos. As suas partculas irritam a pele, os olhos e as vias respiratrias. O contacto prolongado com a pele produz lceras, sendo cancergenos. Slido que queima a pele, libertando vapores nocivos que irritam os olhos e as vias respiratrias.

chumbo e derivados

0,15

cromatos e dicromatos Iodo

0,10 1

Caixa de Primeiros Socorros Todo laboratrio deve estar equipado com uma caixa de primeiros socorros, mantida em local de fcil acesso e que contenha, pelo menos, os seguintes artigos: Atadura, gaze, esparadrapo, algodo, tesoura e pina metlica; Vaselina, leo de rcino e azeite; Pomada para queimaduras; Soluo aquosa de cido actico a 1%; Soluo aquosa de cido brico a 1%; Soluo aquosa de bicarbonato de sdio a 1%;

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Soluo aquosa de cloreto frrico a 1%; Etanol, glicerina, soro fisiolgico; Luva cirrgica. Bibliografia 1-Manual de Segurana em Laboratrios. Braslia, UnB, sem data. Disponvel em: http://www.unb.br/ib/manual_segur_em_laboratorios_ib.htm Acesso em: 30/1/09 2-Segurana em Laboratrio na Universidade Federal de Minas Gerais Disponvel em: http://zeus.qui.ufmg.br/~quipad/seg/menus.htm Acesso em: 30/1/09 3-OLIVEIRA, E. A. Aulas Prticas de Qumica. So Paulo, Papiro, 1980. 4-Segurana em Laboratrio Qumico. Chemkeys. Disponvel em: http://www.chemkeys.com/bra/ag/segura_9/snlq_5/snlq_5.htm Acesso em: 30/1/09 5-SAD, C. Segurana no Laboratrio de Qumica e Boas Prticas Laboratoriais. Vitria, UFES, 2008. 6-Manual de Seguran do IQ-USP. So Paulo, IQ-USP, 2004. 7-Segurana no Laboratrio de Qumica. Disponvel em: http://profs.ccems.pt/PauloPortugal/CFQ/Segurana_Laboratrio/Laboratrio.htm#Seguran%C3%A7a %20no%20Laborat%C3%B3rio Acesso em: 30/1/09

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Materiais de laboratrio 1) Observe os materiais presentes no laboratrio e compare com a relao abaixo, identifique cada um e escreva o nome e a respectiva funo.

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1- Tubo de ensaio, usado para realizar testes de reao. 2- Copo bquer, usado para aquecimento de lquidos, reaes de precipitao, etc. 3- ... ... ...

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