No cenrio das escrituras

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Matrias sobre viagem a Israel, publicadas no caderno Turismo do Jornal Estado de Minas. Agosto de 2009.

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  • TUR ISMO Planetrio no Rio deJaneiro ofereceinterao com ouniverso, de formacientfica e ldicaSHOW DOCOSMOS

    PGINA 8

    ESTADODEMINAS T E R A - F E I R A , 1 1 D E A G O S T O D E 2 0 0 9 ED I TORA -ASS I STENTE : Mar l yana Tava re s E - M A I L : t u r i s m o . e m @ u a i . c o m . b r T E L E F O N E : ( 3 1 ) 3 2 6 3 - 5 3 3 3

    ISRAEL

    NO CENRIO

    DAS ESCRITURASJerusalm O calor intenso, o clima rido, as oliveiras somilenares. inevitvel

    estar em Jerusalmeno se sentir um figurante de JJeessuussddeeNNaazzaarr (1977), aquela produ-o de Franco Zeffirelli reprisada exausto pela televiso brasileira, noNatal ouna Ps-coa. A culpa , principalmente, das pedras claras que revestem casas e prdios na capi-tal declarada de Israel proibido erguer qualquer construo que fuja a esse padro.Almdemanter a esttica de sempre, as pedras so isolantes trmicos, o que, nomeiodo deserto, sempre bom.De longe, a paisagemdoMonte Sio (foto)pode dar a impres-sodeque ali o temponopassa enadamuda. A consequncia a sensaontida dequeaqualquermomento, ao virar umaesquina, vocpode trombar comumbarbudoRobert Powellmontado emumburrinho, nopapel de Jesus, ou uma sedutora Maria Madalenana pele de Anne Bancroft.

    Tudo aqui lembra as escrituras sa-gradas, avisa o guia EfraimRushan-sky, de 56 anos. Brasileiro dePernambuco, o judeu foi vi-ver em Israel quando ti-nha pouca idade, s19 anos, mas mui-tos problemascom o AI-5.

    Serviu o Exrcito como o fazem todos os jovens,meninos emeninas e hoje trabalhaguiando grupos brasileiros e espanhis, judeus e cristos pela Terra Santa. Sagrada paraas trs principais religies monotestas domundo, aqui possvel encontrar, lado a la-do, mesquitas, igrejas e sinagogas. Em hebraico, "Cidade da Paz"; em rabe, "A Sagrada".

    Amaiorparte dos 3milhesde turistas quevisitamopas, de fato, assinalam peregri-nao religiosa, nos questionrios queperguntamomotivodaviagem. Porm,hoquefazer almde se religar ao Senhor: atraes comooMarMorto, nos limites com Jordniae Cisjordnia, so umblsamo alternativo de paz. A Fortaleza deMassada, prxima dali,

    uma das mais incrveis aulas de histria da regio. E a curiosidadequanto aos kibutzim, unidades de produo socialista que

    ajudaram a firmar a economia do Estado e esto emplena transformao na sociedade israelense,

    outros fator que engrossao caldodopasseio(este assunto voc confere na prxima

    edio do caderno TTuurriissmmoo). Issotudo faz valer a pena encarar as

    14horasdonovovooquevaide So Paulo a Telavive,

    sem escalas, pela El Al,companhia area is-

    raelense.

    FREDERICO BOTTREL

    LEIAMAIS SOBRE ISRAELPGINAS 4A 7

    JNIA GARRIDO/DIVULGAO

  • ISRAELTURISMO

    E S T A D O D E M I N A S T E R A - F E I R A , 1 1 D E A G O S T O D E 2 0 0 9

    54

    Sobreviventes de destruies, principais pontosde peregrinao do pas convidam tolerncia

    TUDO JUNTOemisturado

    FREDERICO BOTTREL*

    Jerusalm - Por aquele portal, Jesus entrou na ci-dade,montadoemumburrinho, aclamadopelamul-tido,naPscoa.Ali,maisadiante,vemosacpuladou-radadamesquitadeOmar,deondeMaomsubiuaoscus emumcavalo aladopara ter a revelao, basedaf islmica. E,mais atrs, temos oMurodas Lamenta-es,ondeos judeuschoramadestruiodotemploepedemapaz. Bastamtrs frases.Dedos esticados emdireo paisagem cinematogrfica, Efraim Rushan-sky, guia tursticoemIsrael, resumeaimportnciahis-trico-religiosa doprincipal pontodeperegrinaodopas.DoMontedasOliveiras, tem-se amelhor vistadaCidadeAntiga, cujosmuros guardamvalores arquite-tnicosesentimentaisquemovemfiisdomundoto-do.Berodocristianismo, islamismoejudasmo, Jerusalm,comonopo-deria deixar de ser, tem aquele pesodetradio.

    Para alm dosmuros, os bairrosmodernos da cidade correspondemfdeseushabitantes:hobairroju-deu, o rabe, o cristo armnio e ocristonoarmnio.Dentrodacida-demurada,asmesmasvielasservemdepassagematodos.Eparecemcon-viverbemcomisso.Aquelaprimeiraideia, de rusgas constantes entre di-ferentes, vai embora quando se ca-minha pelo lugar e se percebe que cadaummuito nasua.

    Quem ganha o turista sempreconceitos, disposto a aproveitaro melhor que tanta riqueza hist-rica tem a oferecer. Afinal, nada

    menos que impressionante estar em uma cidadeque j foi destrudaduas vezes, sitiada 23 vezes, ata-cada 52 vezes, capturada e recapturada 44 vezes.

    O ambiente amistoso, totalmentemonitoradopor cmeras de segurana, em sistema interligado polcia local. Policial umacoisacara; cmeraumacoisa barata, justifica o guia. A estratgia reduz rou-bos cuidadoapenasquandoumvendedor esperta-lho quiser cobrar US$ 2 por uma garrafinha dgua,quenodeve custarmais queUS$ 1.

    Amaiorpartedosgruposbrasileirosquevisitaolo-cal fazoroteirocristo, seguindoosltimospassosdavida terrena de Jesus. Por isso, oMonte das Oliveiras,ainda do lado de fora da cidademurada, a primeiraparadaobrigatria. Asmesmas rvores que testemu-nharamaagoniadeCristoeatraiodeJudasEscario-

    tes produzemolivas aosmontes, aindahoje. Aquelascultivadas no Jardimda Igreja deGetsemani, ou Igre-ja das Naes, ficam cercadas, para preservao afi-nal, somais de 3mil anos. Umgrupo de freirinhasat j pulou a cerca para levar alguns galhos desuvenir, diverte-se Efraim.

    Descerapat l,pelocaminhoquemargeiaoce-mitrio judeu, oportunidade bacana para repararem detalhes como as pedrinhas que eles depositamsobreos tmulos, comotradioancestral.Omendi-goque,dianteda igreja,pedeesmolaseminglsou-tro detalhe que escapa ao famigerado city tour dedentrodomicro-nibus.

    A igrejaemquestoDominusFlevit,ouLgrimasdoSenhor, construdasobreo localemqueJesusteriachoradoasortedeJerusalm.Diantedosanturiome-

    dieval,nosomendigoqueestdeolho nas oportunidades: um vende-dordepashminasestapostosquan-doumguardaavisaquemulheresdedecote ou homens de bermuda nopodementrar sem tapar as partes docorpo expostas indevidamente. OprovidencialvendedordepashminasficaUS$10mais ricoa cada lenoquevende,eopasseioprossegue.Por isso,se voc no quiser sair dessa US$ 10mais pobre, no use decotes ou ber-mudasparavisitar templosreligiososem Israel. E isso vale para todos. J acaminho da Cidade Antiga, amelhorvista doMonte das Oliveiras d umadimenso do cenrio, emque se des-tacam as cpulas russas da igreja or-todoxadedicadaaMariaMadalenaeasuntuosidadeda IgrejadasNaes.

    Judasmo, cristianismo e islamismo se encontramnas vielas da parte antiga de Jerusalm.

    Um garoto faz seu bar mit-zvah (cerimnia que transformao menino judaico em partici-pante adulto da comunidade),levantado por homens da fam-lia. Separadas por uma cerqui-nha, esto as mulheres mes,irms, primas, jogando balinhas,cantando e gritando Mazel tov(algo como boa sorte, ou para-bns). No Muro das Lamenta-es assim: homens de um la-do, mulheres de outro. Todostmacesso ao grandeMuroOci-dental, parte do templo cons-trudo por Herodes que resistiu destruio romana, local maissagrado para o povo judeu, em-bora as moas fiquem espremi-das em uma rea bem menorque a dedicada aos rapazes. To-dos so rigorosamente revista-dos antes de entrar.

    O guia Efraim explica: O so-nho de todo judeu de que, coma volta do Messias, o templopossa ser reconstrudo e a paz,restabelecida. E emenda, emtom de chacota, antes de liberaros turistas para conhecerem omuro de perto: Os homens po-dem fazer a visita em cinco mi-nutos. J as mulheres, que tm

    muito mais pecados para la-mentar, a gente encontra depoisdo almoo.

    Como o lugar sagrado, bom estar atento aos costumes:gafe ali coisa sria. funda-mental desligar o celular, nousar roupas inapropriadas e nofotografar em sbados e diassantos nos outros dias, os cli-ques devem ser discretos, semimportunar o pessoal emprece:alguns homens se balanamdiante da parede, um senhorusa um leno branco na cabeae fala sozinho, um outro prati-camente entra em uma racha-dura do muro, outros deposi-tam bilhetinhos. Antes de en-trar na rea destinada aproxi-mao do muro, homens de-vem colocar na cabea um kipde papel, disponvel em reci-piente na entrada. de bomtomno esquecer de devolver ochapeuzinho na sada, sob penade encarar os protestos vee-mentes do judeu que toma con-ta do posto. Ele capaz de armarum escarcu em hebraico e fa-zer o turista pagar o maior mi-co. A dica da reportagem vemcom conhecimento de causa.

    Por um lugar nomuro

    YAD VASHEMHildaFainsilber(foto) temavozembargadapelaemoodezenasdevezes,acadavisitaqueguianoMuseuYadVashem,erguidoem2005,emmemriaaos6milhesde

    judeusquemorreramnoHolocausto.Hildapaulista, filhadesobreviventesda2

    GuerraemoraemIsraelhquatroanos.Aqui,nomeamoscadaumadessas6

    milhesdepessoas,destaca.Avisitacomeadiantedeumvdeoqueretrataavidados

    judeusantesdoHolocausto,segueemdireoaoinciodapropagandanazista,detalhaos

    constrangimentosnosguetoseasagoniasnoscamposdeconcentrao.Ohalldosnomeso

    picedavisita,comdocumentoshistricosqueremetemindividualidadedasvtmas.Depoisdeleumbalcoamplooferecevista

    esperanosadeJerusalm.

    Do caos ao silncio

    A MOEDAO shekel novo vale R$ 0,50.Embora restaurantes, lojase museus aceitem dlar,geralmente, sai mais baratousar a moeda local. Sacar,com carto brasileiromesmo, de caixas rpidos, uma boa.

    TRAJES CURTOS proibido entrar emlocais sagrados com ojoelho ou o colo mostra.Alguns locais indicam aproibio com placas,mas no bom arriscaronde no hsinalizao.

    QUERO IR DE BIKEViajantes soltinhosencontram amparo emtours gratuitos eecolgicos em Jerusalm:a p ou de bicicleta,promovidos pelo centro doviajante independenteSandemans New Europe.

    OUVINDO TUDOEste udioguia, vendidonos hotis e bancas, bom companheiro paraquem fala ingls e querconhecer a Cidade Antigaimerso em narrao etrilha sonora bacanas.US$ 19.

    PEDRAS NOCEMITRIO

    Tradio herdada dotempo nmade. Emperegrinao, judeusdepositavampedras

    marcando os locais ondeenterravamosmortos.

    Fazem isso at hoje.

    FOTOS: FREDERICO BOTTREL/EM/D.A PRESS

    Jerusalm no d muitotempo para o visitante virar aschavinhas entre uma cultura eoutra. Quando mal samos darea destinada visitao doMuro, j estamos no Mercadorabe da cidade, construdoexatamente em volta dos pon-tos quemarcamaVia Dolorosaosltimospassos de Jesus, ru-

    mo crucificao. Judasmo,cristianismo e islamismo as-sim; tudo junto emisturado. Otrajeto inusitado: aqui, eleapoiou a mo na pedra (e oscristos tiram foto apoiandotambm), ao lado vemos umalojinha vendendo um candela-brode sete braos de Israel, ali oCirineu ajudou Jesus a carregar

    a cruz, acol vendem-se teroscatlicos e prespios. Adiante,vus rabes adornam belas ca-beas demanequins (US$ 15 ca-da).

    A comida calrica e imper-dvel: homous e falafel, ambosfeitos com gro-de-bico, servi-dosnasmelhoresbiroscas. Esco-lha uma limpinha, espante afrescura e mande ver. As lem-branas arqueolgicas tambmchamam a ateno. Esculturas,vasos e moedas milenares soto abundantes que custam apartir deUS$ 10. Emmeio ao ce-nrio que convida viagem aostempos bblicos, uma mulherrabe caminha enquanto, de te-lefone celular na mo, mandaSMSs enos lembraque estamosnosculo21.Mesmocomtodaadisperso, h os fieis que conse-guem se concentrar para medi-tar naVia-Sacra.

    O caminho culmina na Bas-lica do Santo Sepulcro. Guiastursticos acompanhamgruposfranceses, russos, espanhis, eusam alto-falantes do lado ex-terno da igreja. Uma Babel de

    lnguas, contando amesmahis-tria: estamos onde Jesus foicrucificado, sepultado e de on-de teria ressucitado. Os evan-glicos no entram nessa igre-ja, polemiza Efraim, indicandoque os protestantes preferemgastar o tempo no Jardim daTumba Vazia, que, acreditam,merecemais crdito. parte ascontrovrsias, at mesmo nocristos visitam o lugar a ttulode curiosidade.

    Aqui dentro temos as lti-mas estaes da Via Dolorosa.Neste pontoo corpode Jesus foilavado, conforme a tradio ju-daica. At hoje mulheres vmaquie lavamestapedra. Por isso,ela conserva esse cheirinhobom, diz o guia. Amaior fila sededica ltima estao, a tum-ba propriamente dita. O sol en-tra por um enorme orifcio noteto, projetando a luz em fachosobre o ambiente denso com afumaadasvelas. Iluminados,osfieis esperam, em silncio.

    ** OO rreepprrtteerr vviiaajjoouu aa ccoonnvviitteeddoo MMiinniissttrriioo ddoo TTuurriissmmoo ddee IIssrraaeellVus colorem o Mercado rabe, em meio Via Sacra Fieis esperam, em fila, o momento de entrar no Santo Sepulcro

    SEAPE

    DIDA

    MUSEU

    TORRE DE DAVIDNasmuralhas da Torre de David,umdos stios arqueolgicosmais

    preciosos de Jerusalm, tudoconvida reflexo, a comearpelas inscries, talhadas naparede: H pedras que tem

    corao de homeme homemquetmcorao de pedra. No interior

    da Fortaleza esto registros dequase todos os perodos histricosda cidade. Contando 4mil anos de

    histria, painis e reproduesgarantem interesse para fieis das

    trs principais religiesmonotestas domundo. Almdas

    visitas guiadas, o showNoiteespetacularmerece ateno,

    contando a histria pormeio deluzes incrustadas namuralha.

    ADV Tour Vectra Travel Velocitas MMTGapNet Turnet Turismo IntravelEden Tours Nascimento Turismo CVC Flot Operadora Turistica

    Do Monte das Oliveiras (detalhe) tem-se a melhor vista da cidade murada, com atraes como o portal de entrada e a mesquita de Omar, com sua cpula dourada

    Paramentado, garoto faz bar mitzvah, cerimnia de iniciaoCom o livro sagrado nas mos, judeu se concentra

    BOM SABER

  • TURISMO

    E S T A D O D E M I N A S T E R A - F E I R A , 1 1 D E A G O S T O D E 2 0 0 9

    7

    ISRAELBatismo no Rio Jordo atrativo administradopor brasileiro. Lago Tiberades e Monte dasBem-Aventuranas completam tour cristo

    PASSAGEMpara a Bblia

    Tiberades -Umdiadepasseiossuficienteparaseguir alguns dos principais passos da vida pblicade Jesus,no interiorde Israel.NoMardaGalileia, ouLagoTiberades,vriasdashistriascontadassore-conhecidasfacilmente.Estetalvezumdosnicoslugaresdomundoemqueaspessoasjsabemtudoo que os guias tursticos vo dizer, reconhece, hu-milde, Efraim. Ele exagera namodstia, porque, naverdade,detalhespicantesoupolmicossemprees-capamaoslivrossemfalarnassensaesparticula-resqueos lugarescostumamcausarnoscristos.

    AntesdechegaraTiberades, oRio Jordopit-stopobrigatrio. Benzer-seoubatizar-senasmes-mas guas em que Joo Batista batizou Jesus, se-gundoa tradio, privilgiodequemvisita o lu-gar, explorado turisticamentepeloKibutzdeYar-denit. Na gerncia da atrao, o brasileiro SergioDoclis, h 24 anos em Israel. A entrada grtis,por isso precisamos do lado comercial tanto dalojinha quanto da lanchonete l fora. Vrios gru-pos de igrejas brasileiras vm. Normalmente co-loco na entrada uma bandeira do Brasil, outra deIsrael, eles adoram isso, conta Sergio.

    OLagoTiberadestestemunhoumomentosno-trios davidapblicade Jesus, comoapescamila-grosa, amultiplicaodepesepeixes, a caminha-da sobre as guas. Na margem norte est Cafar-naum, onde possvel visitar as runas da vila emquemorouoapstolo Pedro. Deagora emdiantevocs no seromais pescadores de peixes, e simpescadores de homens, Efraim cita a Bblia, dian-teda casa sobre aqual foi construdauma igreja.

    TambmnoMontedasBem-Aventuranas, de

    onde Jesus proferiu uma das mais belas mensa-gens do cristianismo, o Sermo da Montanha,uma igrejamarca o local de oraes. Foi projeta-daporAntonioBerlucci, financiadaporMussolini,nos anos 1930, diz o guia, traduzindo o evange-lho para a arquitetura, com vitrais retratando ca-da uma das bem-aventuranas. Ela simples efosca por fora e dourada por dentro, tambmpa-ramostrar que abeleza do cristo interior. (FB)

    LEIANOPRXIMOCADERNOTURISMOSOBREOSKIBUTZIMETELAVIVE, EM ISRAEL

    SERVIOIsraelFica no Oriente Mdio, na extremidadeSudeste do Mar Mediterrneo. Tem reatotal de 20.770 km2, com populaoestimada de 7.401.400 habitantes.

    COMO IRDe avioIda e volta a partir de US$ 2.224,70.Pela El Al. www.elal.co.il

    PACOTESOito dias a partir de US$ 2.507 porpessoa / duplo. Inclui areo ida e volta,traslados, sete dias de excurso comguia espanhol em Telavive, Rehovot,Ashdod, Beit Guvrin, Jerusalm, Desertoda Judeia, Mar Morto, Fortaleza deMassada, Cidade Moderna, Yad Vashem,Ein Karem, Monte das Oliveiras, CidadeVelha, Vale do Jordo, Beit Shean, Golan,Safed, Nazar, Tiberades, Rosh, Hanikra,Acco, Haifa e Caesarea Maritima. Pela Master.(31)3330-3614. www.masterturismo.com.br

    13 dias a partir de US$ 3.324 por pessoa / duplo. Inclui areo ida e volta,traslados, roteiro passando por Telavive, Haifa, Galilia, Nazar,Jerusalm e Mar Morto. Pela ALM. (31)3412-7744www.almtour.com.br

    ONDE FICARMount Zion Hotel JerusalmDirias a partir de US$ 1.799 / casal / superior /caf da manhwww.mountzion.com

    Le Memidiem Dead Sea Mar MortoDirias a partir de US$ 300 / casal / superior / caf da manhwww.starwoodhotels.com/lemeridiem

    Club Hotel Tiberias TiberadesDirias a partir de US$ 600 / casal / sute / caf da manh

    Hostel MassadaUma noite a partir de US$32/ por pessoawww.hihostel.com

    No almoo emmercadosrabes, houmous (pastafeita base de gro-de-bico) e falafel (bolinhofeito base, advinhem,de gro-de-bico!) comlegumes, acompanhadode po srio, em algumbotequim. Gafeimperdovel: pedircerveja. A inconfundvellatinha de Coca-Cola,mesmo em rabe, faz asvezes, em ambiente emque proibido oconsumo de lcool. Arefeio no passa deUS$ 8.

    ONDE COMER

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    Em todo o caminho, a maior parte dos restaurantes so koscher. Issosignifica que so preparados de acordo com regras especiais para acomida judaica. No se misturam queijo e carne, por exemplo. S noMcDonalds a atendente pergunta se o cliente quer queijo no Big Mac.H bistrs charmosos como o Little Jerusalm e o Hachatzer, nacapital. Tiberades tambm explora a orla do lago, com bares erestaurantes especializados em peixes

    FOTOS FREDERICO BOTTREL/EM/D. A PRESS

    Bno no Rio Jordo, onde Joo Batista batizou Jesus, um dos pontos altos da visita ao localNa igreja, construda sobre o local onde foi proferidoo Sermo da Montanha, o clima de paz absoluta

  • Por ter um comrcio que abre todos os dias, Tel Aviv conhecida tambm como a cidade dadiverso. Em sua costa, bares e restaurantes foram reformados para receber bem o turista

    IISSRRAAEELL

    TURISMO

    E S T A D O D E M I N A S T E R A - F E I R A , 1 8 D E A G O S T O D E 2 0 0 9

    POR DENTRO DA BOLHA

    8

    FREDERICO BOTTREL*

    Normalmente, a primeirae ltima impresso que setem de Israel Telavive, cida-de cosmopolita que abriga oAeroporto Ben Gurion, prin-cipal porta de entrada dos 3milhes de turistas que visi-tam o pas anualmente. Tela-vive reconhecida pela co-munidade internacional co-mo a capital do pas (as em-baixadas esto l), enquantoJerusalm a capital declara-da pela legislao israelense.Tem praia, sol, grandes ho-tis e empresas, vida notur-na e cultural agitada. Quan-do a vista so os prdios qua-se futuristas da cidade, en-tende-se por que ela conhe-cida como a bolha.

    Diferente de outras par-tes do pas que guardam odia santo, aqui todos os esta-belecimentos abrem todos osdias da semana. A diversono para, sempre tem algopara fazer, dizem os guiasespecializados em vida no-turna, no antigo Porto de Te-lavive. Eles tmuma boa fra-se de efeito: Se Jerusalm cidade sagrada, em Telavive sagrado curtir a vida. O es-pao do porto foi totalmentereformado para abrigar ba-res, restaurantes e lojas, quese espalham ao longo da cos-ta. A regio hoteleira tam-bm boa para badalao. Sdorme quem quer.

    Para os que torcem o narizpara a noite, Telavive guardapasseiosmais singelos, em Ja-ffa, cidade antiga, hoje anexa-da principal. A quantidadede edifcios em estilo Bau-hauss tambm chama a aten-o. A cidade branca, como fi-cou conhecida a regio queconcentra esses prdios, tombada pela Unesco. Com2 milhes de habitantes(que costumam lotar apraia no fim de semana pa-ra conferir o memorvelpr do sol no Mediterr-neo), a cidade est em festaeste ano. A celebrao docentenrio se estende atdezembro, com eventos demoda, inauguraes de no-vos espaos culturais, festi-vais de cinema e culminamcom a abertura do novomuseu de histria da cida-de. Veja programao no si-te www.tlv.100.co.il

    A paisagem futurista colabora para os inconfundveis ares cosmopolitas da metrpole. Diante do Mediterrneo, (abaixo) a pedida se render ao pr do sol na praia

    FOTOS: FREDERICO BOTTREL/EM/D. A PRESS

    Os novos kibutzimDurante a Guerra dos Seis

    Dias, fiz a promessa de que stiraria minha barba quando apaz viesse. Desde ento, estouesperando e acredito que vouassimpara a cova. assim queZabo Levium, um senhor queno revela a idade, explica a vo-lumosa barba branca aos curio-sos que visitam o kibutz de EnGedi, na Regio do Mar Morto,em Israel. Ele emenda: Talvezalguma coisa mude com Oba-ma, mas v saber!. Zabo fala apartir da experincia de quemj combateu, defendendoos in-teresses do estado israelense,em quase todas as guerras emque o pas esteve envolvido.

    Desde que deixou o Exrci-to, Zabo mora ali, escolheuaquele modo de vida. Os ki-butzim (o plural esse) sounidades de produo comu-nitria, com bases socialistas,que ajudaram a dar fora economia de Israel. A ativida-de agrcola de muitos deles setransformou: hoje, fcilachar kibutzim que exploramo turismo em Israel, alm decuidar de suas plantaes para

    subsistncia. En Gedi, mesmo,tem at um supermercado. Osturistas compram comdinhei-ro; osmoradores do kibutz ba-sicamente penduram a con-ta, debitada de uma certa co-ta, ao fim doms.

    Fato que estamos emple-na transformao, ainda redefi-nindo muitos dos parmetrosa que estvamos acostuma-dos, explicaUria Levium, filhode Zabo, que tem32 anos e nas-ceu no kibutz. Ele usa uma san-dlia Croc (que, alias, umamania em Israel). O barulho deum grilo interrompe a conver-sa: o toque, digamos, ecolgi-co, do celular de Uria, umNokia. O rapaz conta que, deuma maneira geral, os jovensfaziamuma imagemmuito ne-gativa dos kibutzim: ramosvistos como se caminhssemosa passos de tartaruga.

    H 20 anos, as crianas eramcriadas por uma unidade espe-cfica, no cresciam junto aospais, que precisavamde tempopara trabalhar para o coletivo.Hojeno mais assim.As indi-vidualidades somais respeita-

    das. Temos experimentado no-vas formas de convvio nos ki-butzim, diz Uria. Em nomxi-mo 50 anos, ele acredita, terosolidificadobases deummode-lo social mais justo que poderat ser exportado. O parlamen-to que discute as novas regras,em En Gedi, conta com 180 re-presentantes. No pas todo, somais de 200 kibutzim.

    Um deles Zabo, que, almde carpinteiro, responsvelpor guiar os turistas que visi-tam o lugar. Sempre que passadiante de algumkibutznik (mo-rador do kibutz), Zabo o cum-primenta: Oi, chefe!. E expli-ca: Todos eles someus chefesaqui. Sou um s, mas tenho 10chefes!. O Jardim Botnico deEn Gedi um colosso. Mantidopor irrigao e gua reciclada, o maior orgulho dos habitan-tes. Informado sobre anaciona-lidade do grupo de visitantes,Zabo vai em direo de umaplanta nossa conhecida.

    O jardim muito impor-tante para nossa vida, porqueestamos no meio do deserto.A Unesco o declarou Jardim

    Botnico Internacional, por-que contm 1 mil tipos dife-rentes de plantas, inclusive doBrasil, como este p de algo-do. Zabo chama o vegetal deplanta da boa noite: Com es-se aqui, d para fazer umamanta quentinha.

    Com 650 habitantes, o ki-butz de En Gedi mantm umhostel, que tem 107 quartos e90% de ocupao, de acordocom Uria. As dirias no pas-sam de 100 euros. As mudan-as podem agradar aos jovensde 30 e poucos anos, comoUria, o filho. O pai, Zabo, con-fessa que no dosmais refor-mistas: Quando os kibutzimcomearam a mudar comple-tamente, me senti rfo pelaterceira vez a primeira domeu pai, depois daminhamee depois dos kibutzim. Segun-dos depois domomento refle-xivo, com bom humor queele arremata a visita: Demo-rei demais com vocs, meuchefe vai mematar.

    TEL AVIV-JAFFA MISHKENOTRUTHDANIELUma noite a partir deUS$ 28 por pessoawww.hihostel.com

    HOSTEL EINGEDIUma noite apartir de US$ 28por pessoawww.hihostel.com

    SERV

    IO

    ONDE FICAR

    Zabo Levium espera a paz para cumprir promessa e fazer a barba

    O reprter viajou a convite doMinistrio doTurismo de Israel.

    israel1israel2israel3israela