NBR 5738 - Moldagem de Corpos de Prova de Concreto

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    DEZ 2003 NBR 5738Concreto - Procedimento paramoldagem e cura de corpos-de-prova

    Palavras-chave: Concreto. Corpo-de-prova. Moldagem 6 pginas

    Sumrio

    Prefcio1 Objetivo2 Referncias nor mativas3 Definio4 Aparelhagem5 Amostragem6 Abatimento7 Procedimento d e moldagem8 Cura9 Preparao das bases dos corpos-de-prova cilndricos para ensaio compresso axial

    Prefcio

    A ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas o Frum Nacional de Normalizao. As Normas Brasileiras, cujocontedo de responsabilidade dos Comits Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalizao Setorial(ABNT/ONS), so elaboradas por Comisses de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delasfazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratrios e outros).

    Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no mbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pblica entreos associados da ABNT e demais interessados.

    1 Objetivo

    1.1 Esta Norma prescreve o procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova de concreto.

    1.2 Esta Norma se aplica a corpos-de-prova cilndricos utilizados nos ensaios de compresso e de trao por compressodiametral e a corpos-de-prova prismticos utilizados no ensaio de trao por flexo.

    1.3 Esta Norma no se aplica a concretos com abatimento igual a zero ou misturas relativamente secas, tais como asempregadas para a construo de tubos para galerias ou blocos de concreto.

    Origem: Projeto NBR 5738:2002ABNT/CB-18 - Comit Brasileiro de Cimento, Concreto e AgregadosCE-18:301.03 - Comisso de Estudo de Ensaios Fsicos para Concreto FrescoNBR 5738 - Concrete - Procedure of molding and curing of concrete testspecimensDescriptors: Concrete. Test specimens. MoldingEsta Norma substitui a NBR 5738:1994Vlida a partir de 30.01.2004

  • NBR 5738:20032

    2 Referncias no rmativas

    As normas relacionadas a seguir contm disposies que, ao serem citadas neste texto, constituem prescries para estaNorma. As edies indicadas estavam em vigor no momento desta publicao. Como toda norma est sujeita a reviso,recomenda-se queles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a convenincia de se usarem as edies maisrecentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informao das normas em vigor em um dado momento.

    NBR 9833:1987 - Concreto fresco - Determinao da massa especfica e do teor de ar pelo mtodo gravimtrico -Mtodo de ensaio

    NBR NM 33:1998 - Concreto - Amostragem de concreto fresco

    NBR NM 36:1998 - Concreto fresco - Separao de agregados grandes por peneiramento

    NBR NM 47:2002 - Concreto - Determinao do teor de ar em concreto fresco - Mtodo pressomtrico

    NBR NM 67:1998 - Concreto - Determinao da consistncia pelo abatimento do tronco de cone

    3 Definio

    Para os efeitos desta Norma, aplica-se a seguinte definio:

    3.1 dimenso bsi ca dos corpos-de-prova: Dimenso utilizada como referncia para os corpos-de-prova, sendoutilizado o dimetro, no caso de corpos-de-prova cilndricos, e a menor aresta, no caso de corpos-de-prova prismticos.

    4 Aparelhagem

    4.1 Moldes

    4.1.1 Cilndricos

    4.1.1.1 Devem ter altur a igual ao dobro do dimetro. O dimetro deve ser de 10 cm, 15 cm, 20 cm, 25 cm, 30 cm ou 45 cm.As medidas diametrais tm tolerncia de 1% e a altura, 2%. Os planos das bordas circulares extremas do molde devem serperpendiculares ao eixo longitudinal do molde.

    4.1.1.2 Devem ter espe ssura suficiente para assegurar as condies definidas em 4.1.3.1 e 4.1.4.

    4.1.2 Prismticos

    Devem ter seo transversal quadrada, com superfcies lisas e livres de salincias, e cumprir com os seguintes requisitos:

    o comprimento deve ser pelo menos 50 mm maior que o vo de ensaio e 50 mm maior que trs vezes a dimenso do ladoda seo transversal do corpo-de-prova;

    a dimenso transversal deve ser de no mnimo 150 mm;

    a tolerncia das dimenses deve ser inferior a 2% e nunca maior do que 2 mm.

    4.1.3 Caractersticas gerais

    4.1.3.1 As laterais e a b ase do molde devem ser de ao ou outro material no absorvente, que no reaja com o cimentoPortland, e suficientemente resistentes para manter sua forma durante a operao de moldagem. O molde deve ser abertoem seu extremo superior e permitir fcil desmoldagem, sem danificar os corpos-de-prova. A base, colocada no extremoinferior do molde, deve ser rgida e plana, com tolerncia de planeza de 0,05 mm.

    4.1.3.2 O conjunto cons titudo pelo molde e sua base deve ser estanque. Quando as juntas no forem estanques, devemser vedadas com um material de caractersticas adequadas que no reaja com o cimento Portland, para evitar perda degua.

    4.1.3.3 No devem ser aceitos moldes com geratrizes abertas desencontradas. Para evitar esse problema, os moldespodem ter um dispositivo que evite o desencontro das geratrizes abertas.

    4.1.4 Controle geomtrico

    Periodicamente, dependendo das condies e freqncia de uso dos moldes, ou sempre que se verificar alguma anomalia,deve ser realizado um controle geomtrico, sendo verificadas as dimenses, com exatido de 0,1 mm, e as condies deperpendicularidade e planeza das laterais e base dos moldes, respectivamente, com exatido de 0,05 mm.

    4.2 Haste de adensamento

    Deve ser de ao, cilndrica, com superfcie lisa, de (16,0 0,2) mm de dimetro e comprimento de 600 mm a 800 mm, comum ou os dois extremos em forma semiesfrica, com dimetro igual ao da haste.

    4.3 Vibradores

    4.3.1 Os vibradores de imerso (internos) podem ter eixo rgido ou flexvel e devem ser acionados por um motor eltrico.A freqncia de vibrao no deve ser inferior a 100 Hz (6 000 vibraes por minuto), medida quando o elemento vibranteestiver submerso no concreto.

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    4.3.2 O dimetro ou o lado exterior da seo transversal do elemento vibrante de vibradores internos no deve ser inferiora 19 mm nem superior a 1/4 da dimenso bsica (d) para os corpos-de-prova cilndricos e 1/3 da dimenso bsica (d) paraos corpos-de-prova prismticos. O comprimento total da parte flexvel e do elemento vibrante deve ser pelo menos 80 mmmaior que a altura do molde.

    4.3.3 Os vibradores e xternos podem ser do tipo de compartimento fechado e a freqncia de vibrao deve ser superior a50 Hz (3 000 vibraes por minuto).

    4.3.4 Qualquer que s eja o tipo de vibrador externo utilizado, ele deve dispor de meios para fixar firmemente o molde aovibrador. Deve dispor ainda de aparelhagem para controlar a freqncia de vibrao.

    5 Amostragem

    5.1 A amostra de co ncreto destinada preparao de corpos-de-prova deve ser obtida de acordo com o definido naNBR NM 33.

    5.2 Registrar, para posterior referncia, a data, a hora de adio da gua de mistura, o local de aplicao do concreto, ahora da moldagem e o abatimento obtido.

    6 Abatimento

    6.1 Determinar o ab atimento da amostra de concreto de acordo com a NBR NM 67.

    NOTA - Quando necessrio, determinar o teor de ar na amostra de concreto de acordo com a NBR NM 47 ou, no caso de concretos quecontenham agregados de elevada porosidade, de acordo com a NBR 9833.

    6.2 As amostras em pregadas nos ensaios de abatimento e teor de ar devem ser descartadas.

    7 Procedimento de moldagem

    7.1 Dimenses do s corpos-de-prova

    A dimenso bsica do corpo-de-prova deve ser no mnimo quatro vezes maior que a dimenso nominal mxima doagregado grado do concreto. As partculas de dimenso superior mxima nominal, que ocasionalmente sejamencontradas na moldagem dos corpos-de-prova, devem ser eliminadas por peneiramento do concreto, de acordo com aNBR NM 36.

    NOTA - Alternativamente, desde que conste no relatrio do ensaio, a medida bsica do corpo-de-prova pode ser no mnimo trs vezesmaior que a dimenso nominal mxima do agregado grado do concreto.

    7.2 Preparao dos moldes

    7.2.1 Antes de proced er moldagem dos corpos-de-prova, os moldes e suas bases devem ser convenientementerevestidos internamente com uma fina camada de leo mineral.

    7.2.2 A superfcie de apoio dos moldes deve ser rgida, horizontal, livre de vibraes e outras perturbaes que possammodificar a forma e as propriedades do concreto dos corpos-de-prova durante sua moldagem e incio de pega.

    7.3 Moldagem dos corpos-de-prova

    7.3.1 Proceder a uma prvia remistura da amostra para garantir a sua uniformidade e colocar o concreto dentro dosmoldes em nmero de camadas que corresponda ao que determina a tabela 1, utilizando uma concha de seo U.

    7.3.2 Ao introduzir o c oncreto, deslocar a concha ao redor da borda do molde, de forma a assegurar uma distribuiosimtrica e, imediatamente, com a haste em movimento circular, nivelar o concreto antes de iniciar seu adensamento.

    7.4 Adensamento dos corpos-de-prova

    7.4.1 Escolha do mtodo de adensamento

    Deve ser feita em funo do abatimento do concreto, determinado de acordo com a NBR NM 67, e das seguintescondies:

    a) os concretos com abatimento compreendido entre 10 mm e 30 mm devem ser adensados por vibrao;

    b) os concretos com abatimento compreendido entre 30 mm e 150 mm podem ser adensados com a haste(adensamento manual) ou por vibrao;

    c) os concretos com abatimento superior a 150 mm devem ser adensados com a haste (adensamento manual).

    NOTA - Para concretos especiais, o procedimento de moldagem pode ser modificado de modo a simular o adensamento a ser empregadona obra, de acordo com o responsvel pela obra.

    7.4.2 Adensamento manual com haste (ver tabela 1)

    7.4.2.1 Introduzir o con creto no molde em camadas de volume aproximadamente igual e adensar cada camada utilizando ahaste, que deve penetrar no concreto com seu extremo em forma de semiesfera o nmero de vezes definido na tabela 1.

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    Tabela 1 - Nmero de camadas para moldagem dos corpos-de-prova 1)

    Nmero de camadas em funo do tipode adensamentoTipo de

    corpo-de-prova

    Dimenso bsica(d)mm Mecnico Manual

    Nmero de golpes paraadensamento manual

    Cilndrico

    100

    150

    200

    250

    300

    450

    1

    2

    2

    3

    3

    5

    2

    3

    4

    5

    6

    9

    12

    25

    50

    75

    100

    225

    Prismtico

    150

    250

    450

    1

    2

    3

    2

    3

    --

    75

    200

    --1) Para concretos com abatimento superior a 160 mm, a quantidade de camadas deve ser reduzida metade da estabelecidanesta tabela. Caso o nmero de camadas resulte fracionrio, arredondar para o inteiro superior mais prximo.

    7.4.2.2 A primeira camada deve ser atravessada em toda a sua espessura, quando adensada com a haste, evitando-segolpear a base do molde. Os golpes devem ser distribudos uniformemente em toda a seo transversal do molde.Cada uma das camadas seguintes tambm deve ser adensada em toda sua espessura, fazendo com que a haste penetreaproximadamente 20 mm na camada anterior.

    7.4.2.3 Se a haste de adensamento criar vazios na massa de concreto, deve-se bater levemente na face externa do molde,at o fechamento destes.

    7.4.2.4 A ltima camad a deve ser moldada com quantidade em excesso de concreto, de forma que ao ser adensadacomplete todo o volume do molde e seja possvel proceder ao seu rasamento, eliminando o material em excesso.Em nenhum caso aceito completar o volume do molde com concreto aps o adensamento da ltima camada.

    7.4.3 Adensamento por vibrao

    7.4.3.1 Para cada class e de concreto, tipo de vibrador e de molde, requerido um tempo particular de vibrao, que deveser mantido uniforme. Esse tempo depende da consistncia do concreto e da eficincia do vibrador. A vibrao deve serfinalizada quando a superfcie do concreto apresentar um aspecto relativamente liso e praticamente no houver mais oaparecimento de bolhas de ar na superfcie. Deve-se evitar vibrar demasiadamente o concreto, pois isso pode produzirsegregao.

    7.4.3.2 Colocar o concr eto no molde em camadas de volumes aproximadamente iguais, de acordo com a tabela 1. Antesde iniciar a vibrao de cada camada, o molde deve conter a quantidade total de concreto correspondente a essa camada.Somente quando o adensamento for realizado por vibrao interna, o concreto da ltima camada deve ser colocado demodo que sua superfcie fique no mximo 5 mm abaixo da altura do molde, preenchendo totalmente o molde com concretoao vibrar.NOTA - permitido o emprego do complemento auxiliar tronco-cnico, definido na NBR NM 67, com dimenses compatveis com odimetro do corpo-de-prova a ser moldado.

    7.4.3.3 Vibrao intern a

    7.4.3.3.1 Para corpos-de -prova cilndricos, a razo entre o dimetro do corpo-de-prova e o dimetro ou o lado externo doelemento vibrante no deve ser inferior a quatro. Ao vibrar cada camada, o elemento vibrante deve ser introduzido apenasuma vez, no centro da superfcie do corpo-de-prova, ao longo de seu eixo.

    7.4.3.3.2 Para corpos-de -prova prismticos, a razo entre a largura do molde e o dimetro ou o lado externo do elementovibrante no deve ser inferior a trs. O elemento vibrante deve ser introduzido em direo perpendicular superfcie docorpo-de-prova, em pontos afastados entre si aproximadamente a metade do comprimento do corpo-de-prova, no sentidodo eixo longitudinal do corpo-de-prova.

    7.4.3.3.3 Ao adensar a camada inferior, evitar que o vibrador descanse sobre a base do molde ou toque suas paredeslaterais; ao adensar a segunda camada, o vibrador deve penetrar aproximadamente 20 mm na camada anterior.

    7.4.3.3.4 A retirada do vib rador deve ser realizada com todo o cuidado possvel, evitando que fiquem vazios em cada localde insero, na massa do concreto adensado. Aps o adensamento de cada camada, bater levemente na face externa domolde at o fechamento dos vazios deixados pelo elemento vibrante.

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    7.4.3.4 Vibrao externaDevem ser tomadas todas as precaues para que o molde se mantenha fixo superfcie ou ao elemento vibrante.

    7.5 Rasamento

    Independentemente do mtodo de adensamento utilizado, aps o adensamento da ltima camada deve ser feito orasamento da superfcie com a borda do molde, empregando para isso uma rgua metlica ou uma colher de pedreiroadequada.

    7.6 Manuseio e transporte

    7.6.1 Quando no for possvel realizar a moldagem no local de armazenamento, os corpos-de-prova devem ser levadosimediatamente aps o rasamento indicado em 7.5, at o local onde permanecero durante a cura inicial. Ao manusear oscorpos-de-prova, evitar trepidaes, golpes, inclinaes e, de forma geral, qualquer movimento que possa perturbar oconcreto ou a superfcie superior do corpo-de-prova.

    7.6.2 Aps a desforma, os corpos-de-prova destinados a um laboratrio devem ser transportados em caixas rgidas,contendo serragem ou areia molhadas.

    8 Cura

    8.1 Cura inicial

    8.1.1 Aps a moldagem, colocar os moldes sobre uma superfcie horizontal rgida, livre de vibraes e de qualquer outracausa que possa perturbar o concreto. Durante as primeiras 24 h (no caso de corpos-de-prova cilndricos), ou 48 h (no casode corpos-de-prova prismticos), todos os corpos-de-prova devem ser armazenados em local protegido de intempries,sendo devidamente cobertos com material no reativo e no absorvente, com a finalidade de evitar perda de gua doconcreto.

    8.1.2 Os corpos-de-p rova transportados da obra ao laboratrio para serem ensaiados, aps cumprido o perodo de curainicial, devem ser submetidos ao tipo de cura correspondente, segundo definido em 8.2 ou 8.3. Para realizar o transporte,devem ser embalados de maneira adequada, que evite golpes, choques, exposio direta ao sol ou outra fonte de calor,evitando temperaturas elevadas e perda de umidade.

    8.2 Corpos-de-pro va moldados para comprovar a qualidade e a uniformidade do concreto durante a construo

    8.2.1 Os corpos-de-p rova a serem ensaiados a partir de um dia de idade, moldados com a finalidade de verificar aqualidade e a uniformidade do concreto utilizado em obra ou para decidir sobre sua aceitao, devem ser desmoldados24 h aps o momento de moldagem, no caso de corpos-de-prova cilndricos, ou aps 48 h, para corpos-de-provaprismticos.

    NOTA - Em casos especiais, os corpos-de-prova podem ser desmoldados em idades mais recentes e esse fato deve constar no relatriodo ensaio.

    8.2.2 Antes de serem armazenados, os corpos-de-prova devem ser identificados.

    8.2.3 Imediatamente aps sua identificao, os corpos-de-prova devem ser armazenados at o momento do ensaio emsoluo saturada de hidrxido de clcio a (23 2)C ou em cmara mida temperatura de (23 2)C e umidade relativado ar superior a 95%. Os corpos-de-prova no devem ficar expostos ao gotejamento nem ao de gua em movimento.

    NOTA - A temperatura do ar da cmara mida ou da gua do tanque de cura pode ser mantida no intervalo de (21 2)C, (25 2)C ou(27 2)C, porm deve ser registrada no relatrio de ensaio.8.2.4 Impedir a secag em das superfcies dos corpos-de-prova prismticos entre o momento em que so retirados do localde cura e a realizao do ensaio.

    8.2.5 Os corpos-de-p rova preparados com concreto leve devem ser retirados da cmara de cura aos sete dias econservados ao ar a (23 2)C e a uma umidade relativa de (50 15)% at o momento do ensaio.

    NOTA - A temperatura do ar pode ser mantida no intervalo de (21 2)C, (25 2)C ou (27 2)C, porm deve ser registrada no relatriode ensaio.

    8.3 Corpos-de-pro va moldados para verificar as condies de proteo e cura do concreto

    8.3.1 Os corpos-de-p rova devem ser desmoldados e identificados como descrito em 8.2.1 e 8.2.2, sendo imediatamentearmazenados sobre a estrutura, no local mais prximo possvel de onde foi extrada a amostra de concreto.

    8.3.2 Esses corpos-d e-prova devem receber as mesmas protees contra as aes climticas e a mesma cura em todasua superfcie que a estrutura de concreto que representam.

    8.3.3 Aps o perodo d e cura especificado para as estruturas, os corpos-de-prova devem permanecer no mesmo local eexpostos s mesmas condies climticas que as estruturas, at que sejam enviados ao laboratrio para serem ensaiados.

    8.3.4 Se os corpos-de -prova forem ensaiados aos 28 dias, devem permanecer na obra nas condies indicadas em 8.3.3pelo menos durante 21 dias. No caso de outras idades, devem permanecer na obra pelo menos durante trs quartas partesda idade de ensaio.

    8.3.5 Ao chegar ao la boratrio, os corpos-de-prova devem ser mantidos em cmara mida at o momento do ensaio.

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    9 Preparao das bases dos corpos-de-prova cilndricos para ensaio a compresso axial

    9.1 Antes de ensaia r os corpos-de-prova, imprescindvel preparar suas bases, de modo que se tornem superfcies planase perpendiculares ao eixo longitudinal do corpo-de-prova.

    9.2 A preparao das bases dos corpos-de-prova cilndricos, de forma a adequ-las para a realizao dos ensaios decompresso, deve ser feita de acordo com o estabelecido em 9.3 e 9.4.

    9.3 Remate com p asta de cimento (procedimento opcional)

    9.3.1 Decorridas 6 h a 15 h do momento da moldagem, passar uma escova de ao sobre o topo do corpo-de-prova eremat-lo com uma fina camada de pasta de cimento consistente, com espessura menor ou igual a 3 mm.

    9.3.2 A pasta deve ser preparada cerca de 2 h a 4 h antes de seu emprego.

    9.3.3 O acabamento dos topos dos corpos-de-prova deve ser feito com o auxlio de uma placa de vidro plana, com nomnimo 12 mm de espessura e dimenses que ultrapassem em pelo menos 25 mm a dimenso transversal do molde.

    9.3.4 A pasta de cimento colocada sobre o topo do corpo-de-prova deve ser trabalhada com a placa at que a face inferiordesta fique em contato firme com a borda superior do molde em todos os pontos.

    9.3.5 A aderncia da pasta placa de capeamento deve ser evitada, lubrificando-se esta ltima com uma fina pelcula deleo mineral.

    9.3.6 A placa deve permanecer sobre o topo do corpo-de-prova at a desforma.

    9.4 Retificao ou capeamento

    Os corpos-de-prova que no tiverem sido rematados conforme 9.3 devem ser capeados ou retificados.

    9.4.1 Retificao

    9.4.1.1 Consiste na remoo, por meios mecnicos, de uma fina camada de material do topo a ser preparado.Esta operao normalmente executada em mquinas especialmente adaptadas para essa finalidade, com a utilizao deferramentas abrasivas. A retificao deve ser feita de tal forma que se garanta a integridade estrutural das camadasadjacentes camada removida, e proporcione uma superfcie lisa e livre de ondulaes e abaulamentos.

    9.4.1.2 As falhas de planicidade em qualquer ponto da superfcie obtida, no devem ser superiores a 0,05 mm.

    9.4.2 Capeamento

    9.4.2.1 Consiste no revestimento dos topos dos corpos-de-prova com uma fina camada de material apropriado, com asseguintes caractersticas:

    a) aderncia ao corpo-de-prova;

    b) compatibilidade qumica com o concreto;

    c) fluidez, no momento de sua aplicao;

    d) acabamento liso e plano aps endurecimento;

    e) resistncia compresso compatvel com os valores normalmente obtidos em concreto.

    NOTA - Em caso de dvida, a adequabilidade do material de capeamento utilizado deve ser testada por uma comparao estatstica, comresultados obtidos de corpos-de-prova cujos topos foram preparados por retificao.

    9.4.2.2 Deve ser utilizado um dispositivo auxiliar, denominado capeador, que garanta a perpendicularidade da superfcieobtida com a geratriz do corpo-de-prova.

    9.4.2.3 A superfcie resultante deve ser lisa, isenta de riscos ou vazios e no ter falhas de planicidade superiores a 0,05 mmem qualquer ponto.

    9.4.2.4 A espessura da camada de capeamento no deve exceder 3 mm em cada topo.

    9.4.2.5 Outros processos podem ser adotados, desde que estes sejam submetidos avaliao prvia por comparaoestatstica, com resultados obtidos de corpos-de-prova capeados por processo tradicional, e os resultados obtidosapresentem-se compatveis.

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    licenca: Cpia no autorizada

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