Musa - Copia2 - Home - EditoraMoinhos ? 2017-11-24 em, pelo menos, um aspecto: entre o que os

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MUSA FUGIDIAA POESIA PARA OS POETAS DEPOIMENTOS ORGANIZAO EDSON CRUZMUSA FUGIDIAA POESIA PARA OS POETAS DEPOIMENTOS ORGANIZAO EDSON CRUZMUSA FUGIDIAA POESIA PARA OS POETAS DEPOIMENTOS ORGANIZAO EDSON CRUZ Moinhos, 2017. Edson Cruz, 2017.Edio:Camila Araujo & Nathan MatosAssistente Editorial:Srgio RicardoOrganizao:Edson CruzReviso:LiteraturaBr EditorialDiagramao e Projeto Grfico:LiteraturaBr EditorialCapa:Lus Otvio1 edio, Belo Horizonte, 2017.Nesta edio, respeitou-se o novo Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa ea vontade de escrita dos poetas. C955Cruz, Edson | Musa fugidiaISBN 978-85-92579-74-6ndices para catlogo sistemtico1. Poesia Brasileira 2. Potica 3. Poetas 4. Depoimentos I. TtuloBelo Horizonte: Editora Moinhos 2017 | 208 p.Todos os direitos desta edio reservados Editora MoinhosBelo Horizonte MGeditoramoinhos.com.br contato@editoramoinhos.com.br5| A poesia para os poetas espreita das MusasAntonio Vicente Seraphim PietroforteCerto dia, recebo do amigo Edson Cruz o convite para fa-zer o prefcio da Musa Fugidia. O Edson entende de Musas: o organizador do site de literatura Musa Rara [www.musarara.com.br] organiza o livro Musa Fugidia. Por entender das Mu-sas, Edson sempre foi bastante heterodoxo no papel de agitador cultural; apesar de suas escolhas pessoais, ele d espao a todos os modos de fazer poesia. Se isso est explcito nos colunistas articulados por ele ao redor da Musa Rara, tambm se verifica nas pginas da Musa Fugidia, em que 70 poetas foram invo-cados para responder trs indagaes: (1) o que poesia para voc?; (2) o que um iniciante no fazer potico deve perseguir e de que maneira?; (3) cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho potico, justificando suas escolhas.A importncia da Musa Fugidia no para, entretanto, ape-nas em suas indagaes formais e filosficas, uma vez que, tan-to fazer poesia quanto refletir sobre ela, so atividades polticas. Por isso mesmo, gostaria de comear o prefcio refletindo so-bre qual o papel de empreitadas como as do Edson Cruz e de outros militantes da literatura.Dizer que a poesia no serve para nada afirmao bas-tante infeliz. O que seria servir? No caso, penso, servir sig-nifica ter utilidade? Mas utilidade para fazer o qu? No difcil perceber, pelo menos, dois modos bsicos de valorizar objetos: (1) eles podem servir para alguma coisa; (2) eles tm fins em si mesmos. Urinis servem para urinar, j o Chafariz, de Duchamp, obra de arte. Desse ponto de vista diga-se de passagem, ponto de vista bastante simplrio , a obra de arte no serve para nada e, no limite dessa argumentao infantil, apenas coisas prticas aquelas que servem para alguma coisa podem circular em sociedades liberais, capitalistas, enfim, regimes burgueses. Por isso mesmo, em tempos da burguesia, Musa fugidia | 6os artistas comerciais aqueles que, por transformarem suas obras em mercadorias, vendem-se para vender tendem a ser desvalorizados pelos verdadeiros artistas.No vou, porm, enveredar por essa discusso; quero, ape-nas, fazer dois destaques: (1) a arte no , simplesmente, um objeto e seus valores; (2) a arte, sem se perder nas malhas do capitalismo e da sociedade de consumo, serve para muitas coisas alm de fechar-se sobre si mesma. A palavra objeto, por designar quase tudo, termina, em suas generalizaes con-ceituais, no designando nada, muitos menos algo algo outra palavra suspeita to complexo como a arte. Minha argumentao no vai, todavia, por a; ningum conseguiu de-finir arte porque cabe a ela nossa musa fugidia escapar das definies.Quanto sua utilidade, entre tantas, pelo menos para mim, a arte ajuda a fugir da estupidez porque ela melhora a qua-lidade dos meus pensamentos e reflexes. Em momentos te-nebrosos, quando canalhas neonazistas e fanticos religiosos buscam tomar o poder por meio de bancadas polticas e de mo-vimentos supostamente nacionalistas, a verdadeira arte sempre se impe, mesmo quando proibida. Por isso mesmo, iniciativas como a Musa Fugidia so, antes de tudo, manifestos polticos e, porque no dizer, revolucionrios, pois, antes de pretende-rem mudar sistemas sciopolticos, estimulam as inteligncias, o primeiro passo para quaisquer mudanas significativas.Retomando as indagaes propostas pelo Edson, a primeira o que poesia para voc bastante difcil, no porque no haja resposta, mas porque h muitas delas. Embora faa prosa e poesia, nunca considerei o que seria fazer arte literria. Sempre que penso o que poesia, penso em termos de lingus-tica e semitica, minha formao acadmica e profisso desde que me formei em Letras, em 1990.Para os linguistas, talvez a reflexo mais significativa a esse respeito tanto para confirmar, quanto para discordar dela , seja a de Roman Jacobson de que o potico se faz quando h projeo das equivalncias, do eixo da seleo, no eixo da com-7| A poesia para os poetasbinao dos elementos de quaisquer linguagens. Trata-se de afirmao tcnica, mas nem por isso ela deixa de ser instigante para quem se d ao trabalho de entend-la e, consequente-mente, meditar sobre ela. Em linhas gerais, as lnguas e demais semiticas so forma-das por sistemas de signos; quando tais semiticas se manifes-tam, h uma articulao entre selecionar os signos do sistema e combin-los entre si. Restringindo-se apenas s lnguas natu-rais, fcil observar como h equivalncias entre esses signos, que se aproximam por meio de, pelo menos, trs grandezas: (1) a dos significantes prosdico-fonolgicos, gerando rimas, alite-raes, assonncias, ps de versos estabilizados; (2) a dos signi-ficados conceituais, gerando metforas, metonmias, compa-raes, polissemias; (3) a dos signos, gerando anforas, elipses, quiasmos, anagramas. Quando tais propriedades, intrnsecas aos sistemas de signos, so realizadas nas muitas combinaes entre eles pois so nessas combinaes que as figuras de lin-guagem lembradas se manifestam e podem ser sentidas e en-tendidas , a poesia surge.No se trata de aprisionar a poesia em frmulas incompre-ensveis, mas de lembrar seu verdadeiro estatuto: o de ser o fundamento de todas a linguagens. A observao de Jacobson mostra, a seu modo, como as linguagens so formadas em suas infinitas equivalncias, que so os fundamentos de articulao dos sistemas de signos, isto , os princpios de suas existncias semiticas. Desse ponto de vista, as linguagens no so siste-mas denotativos de referncias s coisas do mundo, que s ve-zes podem se tornar poesia; as linguagens so poesia e, vez ou outra, so utilizadas para fazer referncias. Ao se falar sobre o mundo, valendo-se de algo que no ele, j h poesia; em outras palavras, Jacobson mostra o quanto o potico a base da significao humana.As reflexes de Jacobson vo alm das palavras e das frases, indo ao encontro das dimenses dos discursos e da argumen-tao. Desse modo, em suas equivalncias textuais, a significa-o da poesia se torna, potencialmente, tambm infinita, sen-Musa fugidia | 8do, apesar de possvel definir seus princpios, impossvel definir seus fins. Jacobson, em sua frmula, reflete sobre a criao e a liberdade, justamente aquela em que poesia pode ser defini-da entre tantos discursos afins, contrrios, contraditrios, entre tantas harmonizaes e polmicas.As questes seguintes o que um iniciante no fazer potico deve perseguir e de que maneira e cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho potico so complementares em, pelo menos, um aspecto: entre o que os iniciantes devem fazer, est, com certeza, ler; em suas leituras, aparecem poetas, poesias, textos de referncia. As duas questes podem, talvez, ser combinadas em uma nica: de que poeta voc gosta mais? Bem, isso depende...Desde 2005, ajudo a organizar recitais e entrevistas com escritores; muitos deles afirmam gostar dos concretistas, do Ro-berto Piva, da Ana Cristina Csar e do Glauco Mattoso. Ora, isso que atualmente busca de snteses, esquizofrenia ps-mo-derna, pluralismo histrico ou ecletismo estilstico, reflete, tambm, fenmenos lingusticos e semiticos. As diferenas ideolgicas entre Piva e os concretistas no so difceis de ve-rificar; por isso mesmo, possvel salientar suas diferenas se-miticas.Enquanto os concretistas tendem a desmontar as lingua-gens verbais, articulando-as com linguagens visuais, Piva e as poesias beat e surrealista emuladas por ele, predominantemen-te pensadas em fluxos prosdicos, aproximam-se da msica e das artes performticas a poesia beat explicita suas relaes com o jazz; Jorge Mautner, poeta semelhante a Roberto Piva em alguns aspectos, faz poesias e canes. Em termos lingus-ticos, os concretistas lidam diretamente com os nveis fonolgi-co, morfolgico, sinttico e semntico das lnguas, valendo-se das semiticas visuais para intensificar isso. J os poetas beats investem no fluxo oral em performances e declamaes, mui-tas vezes seguidas de improviso, com variaes em torno de temas que podem ser frases, assonncias etc. o conhecido Uivo, de Allen Ginsberg, emulado por Piva no poema Os anjos 9| A poesia para os poetasde Sodoma, est baseado na orao eu vi /substantivos/ que /orao subordinada adjetiva/ e seus desdobramentos. Em termos semiticos, concretistas enfatizam as descontinuidades da lngua, desmontando palavras; poetas beats enfatizam suas continuidades, inserindo a palavra em fluxo entoativos costu-mo chamar poetas linguistas aos primeiros e poetas pregadores, aos segundos.Entre essas duas formas de fazer poesia, h poetas que pre-ferem organizar os fluxos entoativos em versos metrificados seriam os poetas arquitetos e, contrariamente, aqueles que, em vez de segmentar as palavras, buscam aproximar a poesia da fala coloquial seriam os poetas conversadores. So as ten-dncias de, respectivamente, Glauco Mattoso e Ana Cristina Cesar. Em termos semiticos, entre poetas linguistas, conversado-res, pregadores e arquitetos, a poesia segue por, pelo menos, quatro regimes de composio, cada um deles com proprie-dades especficas. Em linhas gerais: (1) o poeta linguista, ao insistir na desmontagem do sistema verbal, tende a trabalhar contedos metalingusticos, utilizando a linguagem para fa-lar da prpria linguagem; (2) o poeta conversador, com versos livres e figuratividade menos abundante, geralmente trata de temas engajados; (3) o poeta pregador, ao insistir no fluxo dis-cursivo, deriva para contedos delirantes; (4) o poeta arquiteto reutiliza e inova formas j consagradas. No se trata de apri-sionar a poesia em outra frmula, mas de mostrar como, por meio de poucos processos discursivos gerais e abstratos, a ela se multiplica e varia infinitamente. Conhecendo os regimes de engenharia potica, possvel responder qual poeta voc gosta mais: depende do regime adotado, pois cada regime solicita, dos leitores, modos diferen-tes de apreciao. Entre os poetas linguistas, eu prefiro Ernesto Manuel de Melo e Castro e Ana Hatherly; dos conversadores, gosto bastante de Ferreira Gullar e Fiama Hasse Pais Brando; dos pregadores, sem dvida escolho o Roberto Piva; entre os arquitetos, admiro trs: Bocage, Glauco Mattoso e Pedro Xisto. Musa fugidia | 10Escolher os regimes no envolve apenas escolher modos de fazer poesia; envolve dialogar com crticas, manifestos, teorias literrias e, como no poderia ser diferente, lies de potica e de criao literria. A respeito das sugestes de leitura, que so tambm lies de arte, alm dos poetas brasileiros e portugue-ses citados antes, eu recomendaria ler: (1) dos poetas linguis-tas, indispensvel conhecer Stphane Mallarm refiro-me aqui composio de Um lance de dados jamais abolir o acaso e. e. cummings; (2) entre os conversadores, Bertold Brecht e, claro, Charles Bukowski; (3) dos pregadores, sem dvida recomendo ler Walt Whitman e Allen Ginsberg; (4) dos arquitetos, Ariosto, Dante e Petrarca so geniais.Pois bem, partir de algumas generalizaes para prefaciar a Musa Fugidia a definio potico-lingustica de Jacobson e a minha abordagem semitica dos regimes de engenharia po-tica foi como busquei evitar fazer escolhas movidas por mi-nhas opinies pessoais e, com isso, perder de vista a importn-cia do livro, que , justamente, sua pluralidade. Por ser fugidia como encaminha Jacobson em sua formulao , a poesia no pode ser definida o que poesia para voc apenas em um discurso; suas definies devem se perder nos numerosos dilogos em que se busca por ela. Por ter muitas faces seus muitos regimes de composio e para ser devidamente repre-sentada, muitos devem refletir sobre ela, ressignificando-a em seus variados pontos de vista.Antonio Vicente Seraphim Pietroforte poeta, prosador, editor e professor livre-docente em Lin-gustica pela USP. autor de inmeros livros na rea acad-mica e literria.11| A poesia para os poetasAdemir AssunoO que poesia pra voc? saber usar a lngua para extrair gemidos, uivos e palavras obscenas das mulheres mais vagabundas. O que um iniciante no fazer potico deve perseguir e de que maneira? Encarar a vida como um leo (ou leoa), e no como um cor-deirinho. No ter medo de tomar porrada. Ler o que os outros j escreveram (de preferncia, os mais radicais). E descobrir seu prprio caminho. Cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho potico. Por que destas escolhas?Allen Ginsberg, Paulo Leminski e Rodrigo Garcia Lopes. Poderia citar mais uns 20 ou 50. Poetas ou no. Como Ar-rigo Barnab, Itamar Assumpo, Mrio Bortolotto, Laurie Anderson, Augusto de Campos, Patti Smith, Torquato Neto, Marcos Losnak, Frank Zappa, Meredith Monk, Arnaut Daniel, Roberto Piva, Claudio Daniel, Marcabru, Srgio Leone, Fran-cis Ford Coppola, Van Gogh, Sylvia Plath, Jimmi Hendrix... Trs poemas: Uivo (Ginsberg), Sintonia para Pressa e Pressgio (Leminski), Zeitgeist (Rodrigo). Em vez de justi-ficar minhas escolhas, prefiro reproduzir os poemas. Cada um que tire suas concluses. Uivo (Allen Ginsberg)Eu vi as melhores cabeas* da minha gerao destrudas pela loucura, morrendo de fome, histricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa, hipsters com cabea de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dnamo estrela-Musa fugidia | 12do da maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escurido dos miserveis apartamentos sem gua quente, flutuando so-bre os tetos das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus crebros ao cu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de cmodos, que passaram por universidades com os olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragdias luz de William Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos e publicarem odes obscenas nas janelas do crnio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror atravs da parede, que fo-ram detidos em suas barbas pblicas voltando por Laredo com um cinturo de marijuana para Nova York, que comeram fogo em hotis mal-pintados ou beberam terebentina em Paradise Alley, morreram ou flagelaram seus torsos noite aps noite com sonhos, com drogas, com pesadelos na viglia, lcool e caralhos e interminveis orgias, incomparveis ruas cegas sem sada de nuvem trmula e claro na mente pulando nos postes dos plos de Canad & Paterson, iluminando completamente o mundo imvel do Tempo intermedirio...(fragmento inicial traduo de Cludio Willer)* Em sua traduo, Willer usa expoentes. Eu prefiro cabe-as, que, na gria, pode ser utilizada tanto para o masculino quanto para o feminino.Sintona para pressa e pressgio (Paulo Leminski)Escrevia no espao.Hoje, grafo no tempo, na pele, na palma, na ptala,luz do momento. So na dvida que separao silncio de quem grita13| A poesia para os poetas do escndalo que cala,no tempo, distncia, praa, que a pausa, asa, levapara ir do percalo ao espasmo. Eis a voz, eis o deus, eis a falaeis que a luz se acendeu na casa e no cabe mais na sala.Zeitgeist (Rodrigo Garcia Lopes)Nocauteando celebridades disfaradas de pinguinsMonitorando a muvuca das transaes e trapaas alpinistasSerpenteando entre escadarias cravejadas de citaesChutando o balde do crepsculo com o beb da aurora dentroChegando firme na dividida com a mentira, pisando o calo da calniaColecionando estoques de pacincia e delatores pederastasBeliscando morenas de fiberglass e pixels de altssima definioPegando marqueteiros pela orelha, levando o bispo milion-rio pelo pescooMostrando seu catlogo de golpes de jiu-jitsu para web designersApavorando editores de moda com crucifixos de merdaPartindo pra ignorncia pra cima das floriculturasEsfaqueando a manh e as boas intenes com sua adaga afiadaPulverizando jogadores de genoma e modelos chipadasDando geral nos arquivos adulterados dos tribunais de justiaAssaltando pipoqueiros metafsicos e banqueiros artistas de fim de semanaDistribuindo pirulitos de cido para crticos literriosArrebentando a boca da razo com denncias inconsequentes.Estrangulando docemente a tarde carregada de cmeras de vdeo & trance musicPregando a irresponsabilidade fiscal, e anthrax para todos,Rifando o shopping lotado de ideias fixas com um grito de jihadO homem-bomba entra no poema.Musa fugidia | 14Adriana ZaparolliO que poesia pra voc?Uma forma de linguagem. O silncio. Um momento de en-trega, de incerteza. O que um iniciante no fazer potico deve perseguir e de que maneira?a) Leitura: Ler muito. Este o exerccio.b) Experimentar: Experimentando, descrevendo a sua ma-neira de perceber omundo. Cite-nos 3 poetas e 3 textos referenciais para seu trabalho potico. Por que destas escolhas? Os trs poetas e as suas respectivas obras pela intensidade, versatilidade e estranheza. As Flores do Mal Charles Baudelaire A Light in the Moon Gertrud Stein En La Masmedula Oliverio Girondo

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