Metodologia Cientfica - Programatraineegrupocanopus's noes principais sobre a quinta disciplina- Peter Senge; ... SENGE, P. M. A quinta disciplina. Arte, teoria e prtica da organizao de

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    Metodologia Cientfica

    Prof. Fernando Rondon Filho

    Julho 2010

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    1.1 EMENTA

    Organizaes de aprendizado. Capital Intelectual. Tipos de conhecimento.

    Metodologia Cientifica para elaborao de monografias. Desenvolvimento de projeto

    inovador, com aplicabilidade aos negcios das Empresas Canopus.

    1.2 CARGA HORRIA

    - 20 horas

    1.3 OBJETIVOS

    Proporcionar ao participante do curso uma compreenso global da gesto do

    conhecimento nas organizaes;

    Promover acesso a informaes pertinentes a principais tendncias do mundo do

    trabalho;

    Sensibilizar sobre quais fatores podem afetar o homem que trabalha;

    Discutir noes principais sobre a quinta disciplina- Peter Senge;

    Compreender os elementos da comunicao;

    Obter direcionamento terico para a confeco do Trabalho de Concluso de Curso.

    1.4 CONTEDO PROGRAMTICO

    1.Conhecimento - O que conhecimento?

    - Princpios bsicos sobre

    deferentes tipos de conhecimento;

    - Organizaes que aprendem.

    2. Gesto do conhecimento - O que gesto do

    conhecimento;

    - Os trs pilares da gesto do

    conhecimento;

    - Objetivos da GC;

    - Gesto do capital do

    conhecimento das organizaes;

    - Ondas da Sociedade do

    conhecimento;

    3. Inteligncia emocional - Inteligncia emocional como

    competncia do profissional de

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    sucesso

    4.A quinta disciplina - o que quinta disciplina?

    - Noes elementares sobre este

    tema;

    5. Comunicao O que comunicao?

    Elementos da Comunicao.

    6 Caracterstica de Redao

    Coerncia,Clareza;Concisso e Unidade

    Entender e exercitar os elementos

    da caracterstica de redao

    7. Tcnicas de Redao Elaborar mtodos para a

    elaborao de dissertaes

    empresariais

    8. Documentos Comercias Elaborao de documentos

    usados no dia a dia das empresas

    9. Metodologia cientfica passo a passo Conduo para a elaborao do

    Trabalho de concluso de curso

    segundo a ABNT

    1.5 METODOLOGIA

    Aulas terico-expositivas

    Apresentao e discusso de textos;

    Seminrios

    Aulas prticas (Atividades em Sala, Produes individuais e em grupo, Cases,

    Dinmica de Grupo, discusso e pesquisas sobre formas de se comunicar e divulgar

    novos produtos e servios no meio empresarial).

    1.6 CRITRIOS PARA AVALIAO

    A avaliao do mdulo ser feita pelos trabalhos confeccionados em sala de aula

    durante a aula presencial.

    1.7 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

    Harvard Bussines Review. Gesto do Conhecimento. So Paulo:Campus, 2000

    CRUZIO, Helnon De Oliveira Cooperativas Em Rede E Autogestao Do

    Conhecimento. So Paulo: FGV, 2006

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    CHIAVENATO, Idalberto. Gesto de pessoas: novo papel dos recursos humanos

    nas organizaes. RJ: Elsevier, 1999.

    DRUCKER, Peter Ferdinand. O melhor de peter drucker: o homem, a administrao,

    a sociedade. So Paulo: Nobel, 2001.

    DUTRA, Joel. Gesto de Pessoas, modelos, processos, tendncias e perspectivas.

    Ed. Atlas, So Paulo, 2006.

    Liderana e gesto de pessoas: autores e conceitos imprescindveis. So Paulo:

    Publifolha, 2002 (Coletnea HSM Management).

    DRUCKER, P.. Desafios gerenciais para o sculo XXI. So Paulo: Pioneira, 1999

    MARANALDO, D.. Estratgia para a competitividade. So Paulo: Produtivismo,

    1989.

    MEISTER, J. C. Educao Corporativa A Gesto do Capital Intelectual atravs das

    Universidades Corporativas. So Paulo, Makron Books, 1999.

    NONAKA, I. & TAKEUCHI, H.. Criao do conhecimento na empresa. Rio de

    Janeiro:Campus, 1997.

    PORTER, M.. Estratgias competitivas essenciais. Rio de Janeiro: Campus, 1999 . SAPIRO, Aro. Inteligncia empresarial: a revoluo informacional da ao competitiva. Revista de Administrao de Empresas, 33:106-124, maio-jun. 1993. SENGE, P. M. A quinta disciplina. Arte, teoria e prtica da organizao de aprendizagem. So Paulo: Best Seller , 1999.

    BRASIL. Presidncia da Repblica. Manual de redao da Presidncia da Repblica. Braslia, 2003

    Elementos da Comunicao em http://www.colegioweb.com.br/portugues/elementos-

    da-comunicacao em 19/02/2010.

    Elementos Presentes na Comunicao

    http://www.brasilescola.com/redacao/elementos-presentes-no-ato-comunicacao.htm

    em 19/02/2010.

    Medeiros, J. B. Redao Empresarial. 6 Ed. So Paulo: Atlas 2009.

    Michaelis Moderno Dicionrio da Lngua Portuguesa em

    http://michaelis.uol.com.br/ acessado em 10 de fevereiro de 2010.

    PEIXOTO, F. Balthar. Redao na Vida Profissional: setores pblico e privado. So Paulo: Martins Fontes, 2001.

    http://www.colegioweb.com.br/portugues/elementos-da-comunicacao%20em%2019/02/2010http://www.colegioweb.com.br/portugues/elementos-da-comunicacao%20em%2019/02/2010http://www.brasilescola.com/redacao/elementos-presentes-no-ato-comunicacao.htm%20em%2019/02/2010http://www.brasilescola.com/redacao/elementos-presentes-no-ato-comunicacao.htm%20em%2019/02/2010http://michaelis.uol.com.br/

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    1.8 -CURRCULO RESUMIDO PROF ESP. FERNANDO RONDON FILHO

    Fernando Rondon Filho bacharel em Direito, especialista em Docncia no Ensino Superior

    e Ps Graduando em Educao a Distncia.

    Assessor pedaggico do Programa Trainee do Grupo Canopus.

    Ex-coordenador de curso da Uniorka dos cursos de Tcnico Administrativo e Tcnico em

    Redes. professor dos Cursos de Tcnico em Segurana do Trabalho e Esttica.

    Professor e orientador de projetos de concluso dos cursos de Gesto Hospitalar, no Instituto

    Cuiab de Ensino e Cultura ICEC, Professor dos cursos de Gesto em Marketing, Gesto em

    Sistema de Informao, Gesto Hospitalar, e Gesto Empreendedora, no Instituto Cuiab de

    Ensino e Cultura ICEC .

    Foi professor de Direito na Polcia Militar do Estado de Mato Grosso.

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    SUMRIO

    INTRODUO 8

    1. CONHECIMENTO 9

    1.1 Princpios bsicos sobre os diferentes tipos de conhecimento 10

    1.2 Conhecimentos tcitos 11

    1.3 Conhecimento explicito 12

    2. O QUE GESTO DE CONHECIMENTO? 14

    2.1 Gesto de conhecimento Definies 17

    3. GESTO DE CONHECIMENTO E CAPITAL HUMANO NAS

    ORGANIZAES

    20

    3.1 Como funciona um processo de gesto de conhecimento 24

    4. A QUINTA DISCIPLINA 26

    5. COMUNICAO 30

    6. CARACTERISTICA DA REDAO 33

    6.1 Coerncia 34

    6.2 Clareza 34

    6.3 Conciso 34

    6.4 Unidade 34

    7. TCNICAS DE REDAO 36

    8. DOCUMENTOS COMERCIAIS 37

    8.1 Ata 37

    8.2 Carta Circular 38

    8.3 Contrato 38

    8.4 Convocao 39

    8.5 Declarao 41

    8.6 Memorando 41

    8.7 Procurao 42

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    8.8 Protocolo 42

    8.9 Recibo 42

    9. TRABALHO ACADEMICO PASSO A PASSO 43

    9.1 Orientao para a apresentao do trabalho escrito 43

    10. DICAS IMPORTANTES 56

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    INTRODUO

    indiscutvel que a comunicao (e a linguagem) so fatores preponderantes para o

    sucesso profissional. Atualmente em quase todos os processos seletivos preciso

    escrever, escrever, e escrever. Seja para responder s perguntas abertas, seja para

    fazer uma breve biografia, ou para fazer uma redao sobre um determinado

    assunto. Alm disso, tm as entrevistas de trabalho, reunies na empresa, reunio

    do condomnio, reunio de pais (escola), e-mails que enviamos aos nossos parentes

    e amigos contando as novidades ou pedindo opinio, o guarda de trnsito, libras e

    braile, placas de trnsito, e outros. A comunicao est sempre presente, atravs da

    linguagem corporal, verbal e escrita e de sinais.

    Veremos nesta disciplina de metodologia cientfica

    como isto ocorre dentro da organizao e como

    poderemos desenvolver uma redao eficiente,

    eficaz e efetiva.

    Uma nota importante sobre a comunicao na

    organizao que ela possui caractersticas sociais,

    culturais e tcnicas e isso requer habilidades para perceber estas nuances e adaptar

    o discurso, com o uso apropriado da lngua. Ento no basta apenas dominar as

    tcnicas de redao e saber como elaborar um documento, preciso conhecer os

    interlocutores e a prpria organizao e isso se faz no cotidiano das aes.

    Ento vamos l!

    Eficincia = "fazer certo a coisa

    Eficcia = "fazer a coisa certa"

    Efetividade = "fazer a coisa que

    tem que ser feita"

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    1. CONHECIMENTO

    Muito se fala e comenta sobre conhecimento, mas voc saberia responder por

    exemplo, quantos tipos de conhecimento temos? E sobre a diferena entre

    informao e conhecimento, saberia?

    Para comear nossa discusso sobre estes importantes assuntos da rea de gesto

    de pessoas faz-se necessrios colocar algumas premissas bsicas.

    O tema "conhecimento" inclui, mas no est limitado a, descries, hipteses,

    conceitos, teorias, princpios e procedimentos que so ou teis ou verdadeiros. O

    estudo do conhecimento a gnoseologia. Hoje existem vrios conceitos para esta

    palavra e de ampla compreenso que conhecimento aquilo que se sabe de algo

    ou algum. Isso em um conceito menos especfico. Contudo, para falar deste tema

    indispensvel abordar dado e informao.

    Dado um emaranhado de cdigos decifrveis ou no. O alfabeto russo, por

    exemplo, para leigos no idioma, simplesmente um emaranhado de cdigos sem

    nenhum significado especifico. Algumas letras so simplesmente alguns nmeros

    invertidos e mais nada. Porm, quando estes cdigos at ento indecifrveis,

    passam a ter um significado prprio para aquele que os observa, estabelecendo um

    processo comunicativo, obtm-se uma informao a partir da decodificao destes

    dados. Diante disso, podemos at dizer que dado no somente cdigos

    agrupados, mas tambm uma base ou uma fonte de absoro de informaes.

    Ento, informao seria aquilo que se tem atravs da decodificao de dados, no

    podendo existir sem um processo de comunicao. Essas informaes adquiridas

    servem de base para a construo do conhecimento. Segundo esta afirmao, o

    conhecimento deriva das informaes absorvidas.Se constri conhecimentos nas

    interaes com outras pessoas, com o meio fsico e natural. Podemos conceituar

    conhecimento da seguinte maneira: conhecimento aquilo que se admite a partir da

    captao sensitiva sendo assim acumulvel a mente humana. Ou seja, aquilo que

    o homem absorve de alguma maneira, atravs de informaes que de alguma forma

    lhe so apresentadas, para um determinado fim ou no. O conhecimento distingue-

    se da mera informao porque est associado a uma intencionalidade. Tanto o

    conhecimento como a informao consistem de declaraes verdadeiras, mas o

    conhecimento pode ser considerado informao com um propsito ou uma utilidade.

    A definio clssica de conhecimento, originada em Plato, diz que ele consiste de

    crena verdadeira e justificada.

    O conhecimento no pode ser inserido num computador por meio de uma

    representao, pois neste caso seria reduzido a uma informao. Assim, neste

    sentido, absolutamente equivocado falar-se de uma "base de conhecimento" num

    computador. No mximo, podemos ter uma "base de informao", mas se possvel

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnoseologiahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Dadohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabetohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Informa%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cren%C3%A7ahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Verdadehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Justifica%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Computadorhttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Base_de_informa%C3%A7%C3%A3o&action=edit&redlink=1

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    process-la no computador e transformar o seu contedo, e no apenas a forma, o

    que ns temos de facto uma tradicional base de dados.

    Associamos informao semntica. Conhecimento est associado com

    pragmtica, isto , relaciona-se com alguma coisa existente no "mundo real" do qual

    temos uma experincia directa.

    O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto.

    Quando nos referimos a uma acumulao de teorias, idias e conceitos o

    conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como

    todo produto indissocivel de um processo, podemos ento olhar o conhecimento

    como uma atividade intelectual atravs da qual feita a apreenso de algo exterior

    pessoa.

    A definio clssica de conhecimento, originada em Plato, diz que ele consiste de

    crena verdadeira e justificada. Aristteles divide o conhecimento em trs reas:

    CIENTFICA, PRTICA e TCNICA.

    1.1. PRINCPIOS BSICOS SOBRE DEFERENTES TIPOS DE CONHECIMENTO

    Alm dos conceitos aristotlico e platnico, o conhecimento pode ser classificado em

    uma srie de designaes/categorias:

    Conhecimento Sensorial: o conhecimento comum entre seres humanos e

    animais. Obtido a partir de nossas experincias sensitivas e fisiolgicas (tato, viso,

    olfato, audio e paladar).

    Conhecimento Intelectual: Esta categoria exclusiva ao ser humano; trata-se de

    um raciocnio mais elaborado do que a mera comunicao entre corpo e ambiente.

    Aqui j pressupe-se um pensamento, uma lgica.

    Conhecimento Vulgar/Popular: a forma de conhecimento do tradicional

    (hereditrio), da cultura, do senso comum, sem compromisso com uma apurao ou

    anlise metodolgica. No pressupe reflexo, uma forma de apreenso passiva,

    acrtica e que, alm de subjetiva, superficial.

    Conhecimento Cientfico: Preza pela apurao e constatao. Busca por leis e

    sistemas, no intuito de explicar de modo racional aquilo que se est observando.

    No se contenta com explicaes sem provas concretas; seus alicerces esto na

    metodologia e na racionalidade. Anlises so fundamentais no processo de

    construo e sntese que o permeia, isso, aliado s suas demais caractersticas, faz

    do conhecimento cientfico quase uma anttese do popular.

    Conhecimento Filosfico: Mais ligado construo de idias e conceitos. Busca

    as verdades do mundo por meio da indagao e do debate; do filosofar. Portanto, de

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_dadoshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Sem%C3%A2nticahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagemhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teleshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cient%C3%ADficohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A1ticohttp://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnico

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    certo modo assemelha-se ao conhecimento cientfico - por valer-se de uma

    metodologia experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questes

    imensurveis, metafsicas. A partir da razo do homem, o conhecimento filosfico

    prioriza seu olhar sobre a condio humana.

    Conhecimento Teolgico: Conhecimento adquirido a partir da f teolgica, fruto

    da revelao da divindade. A finalidade do Telogo provar a existncia de Deus e

    que os textos Bblicos foram escritos mediante inspirao Divina, devendo por isso

    ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestveis. A f pode basear-

    se em experincias espirituais, histricas, arqueolgicas e coletivas que lhe do

    sustentao.

    Conhecimento Intuitivo: Inato ao ser humano, o conhecimento intuitivo diz respeito

    subjetividade. s nossas percepes do mundo exterior e racionalidade humana.

    Manifesta-se de maneira concreta quando, por exemplo, tem-se uma epifania.

    1.Intuio Sensorial/Emprica: A intuio emprica o conhecimento direto e

    imediato das qualidades sensveis do objeto externo: cores, sabores, odores,

    paladares, texturas, dimenses, distncias. tambm o conhecimento direto e

    imediato de estados internos ou mentais: lembranas, desejos, sentimentos,

    imagens. (in: Convite Filosofia; CHAU, Marilena).

    2.Intuio Intelectual: A intuio com uma base racional. A partir da intuio

    sensorial voc percebe o odor da margarida e o da rosa. A partir da intuio

    intelectual voc percebe imediatamente que so diferentes. No necessrio

    demonstrar que a parte no maior que o todo, a lgica em seu estado mais

    puro; a razo que se compreende de maneira imediata.

    1.2 CONHECIMENTO TCITO

    Conhecimento tcito aquele que o indivduo adquiriu ao longo da vida, que est

    na cabea das pessoas. Geralmente difcil de ser formalizado ou explicado a outra

    pessoa, pois subjetivo e inerente as habilidades de uma pessoa, como "know-

    how". A palavra tcito vem do latim tacitus que significa "no expresso por palavras".

    Uma das referncias tericas para a noo de conhecimento tcito Michael

    Polanyi (1891-1976). Este filsofo ajudou a aprofundar a contribuio do saber tcito

    para a gncese de uma nova compreenso social e cientfica da pesquisa. Este

    autor tambm estudou sua relevncia para os educadores.

    Para Polanyy (1966), conhecimento tcito : e

    "espontneo, intuitivo, experimental, conhecimento cotidiano, do tipo revelado pela

    criana que faz um bom jogo de basquetebol, (...) ou que toca ritmos complicados no

    tambor, apesar de no saber fazer operaes aritmticas elementares. Tal como um

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    aluno meu me dizia, falando de um seu aluno: Ele sabe fazer trocos mas no sabe

    somar os nmeros. Se o professor quiser familiarizar- se com este tipo de saber, tem

    de lhe prestar ateno, ser curioso, ouvilo, surpreender-se, e atuar como uma

    espcie de detetive que procura descobrir as razes que levam as crianas a dizer

    certas coisas. Esse tipo de professor se esfora por ir ao encontro do aluno e

    entender o seu prprio processo de conhecimento, ajudando-o a articular o seu

    conhecimento-na-ao com o saber escolar. Este tipo de ensino uma forma de

    reflexo-na-ao que exige do professor uma capacidade de individualizar, isto , de

    prestar ateno a um aluno, mesmo numa turma de trinta, tendo a noo do seu

    grau de compreenso e das suas dificuldades. (Idem, ibid., p. 82)" POLANYI[1],

    Isto se deve ao fato que lidamos com algo subjetivo, no mensurvel, quase

    impossvel de se ensinar, de se passar atravs de manuais ou mesmo numa sala de

    aula.

    Este tipo de conhecimento parece ser mais valioso devido a sua difcil captura,

    registro e divulgao, exatamente por ele estar ligado as pessoas. o que algumas

    pessoas chamam de verdadeiro conhecimento.

    Podemos dizer que todos ns possumos este conhecimento, mas difcil de

    explic-lo e isto se deve a nossa experincia de vida, dos conhecimentos que

    adquirimos com o passar dos anos, ou seja, um conhecimento que est l dentro

    de ns.

    Nos parece que a melhor forma de transmiti-lo atravs da convivncia, das

    interaes que fazemos com o grupo que participamos, via comunicao oral, no

    contato direto com as pessoas.

    Quanta vezes ouvimos que "os funcionrios so o maior ativo da empresa"? Isto

    uma verdade, pois os funcionrios so os que detm o tal conhecimento tcito, que

    so os conceitos, idias, relacionamentos, enfim o conhecimento da empresa, de

    seus processos e produtos dentro de suas mentes.

    1.3 Conhecimento explicito

    E aquele formal, claro, regrado, fcil de ser comunicado. Pode ser formalizado em

    textos, desenhos, diagramas, etc. assim como guardado em bases de dados ou

    publicaes. A palavra explicito vem do latim explicitus que significa "formal,

    explicado, declarado". Geralmente est registrado em artigos, revistas, livros e

    documentos.

    Alguns dizem que este tipo de conhecimento confundido com a prpria

    informao, na sua forma mais simples.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento_t%C3%A1cito#cite_note-0

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    RELACIONAMENTO ENTRE CONHECIMENTO TCITO E EXPLICITO

    bom lembrar que os dois conhecimentos se completam e se relacionam, sendo

    impossvel de ser medido em cada indivduo.

    Um indivduo tem interesse em um determinado assunto, pois este assunto tem um

    significado especial para ele, mas talvez para outro indivduo no. O conhecimento

    como um emaranhado de significados que vamos construindo ao longo da vida,

    aonde vamos fixando cada explicao e relacionando-a a outras, montando esta

    construo sem fim.

    De uma forma simplificada, conhecimento tcito aquele que no pode ser

    exteriorizado por palavras.

    Calado, silencioso. No expresso; subentendido, implcito, que, por no ser

    expresso, se deduz de alguma maneira.

    So insinuaes atrs de uma afirmao.

    Exemplo:

    Voc tem fogo? "acenda-me o cigarro".

    Voc tem horas? "Diga-me as horas"

    Outro exemplo: A comida feita pela av, que passa a receita

    para todos, porm a feita por ela incomparvel, por mais que

    ensine outros no conseguem fazer com o mesmo sabor, ento

    dizemos que a av tem conhecimento tcito em se tratando de

    fazer comida.

    Um indivduo tem interesse em um determinado assunto, pois este assunto tem um

    significado especial para ele, mas talvez para outro indivduo no. O conhecimento

    como um emaranhado de significados que vamos construindo ao longo da vida,

    aonde vamos fixando cada explicao e relacionando-a a outras, montando esta

    construo sem fim.

    O conhecimento tcito o mais valioso e o mais difcil de capturar e transmitir. H

    at quem afirme que o conhecimento explcito pode ser facilmente confundido com

    informao pura e simples, e que somente o conhecimento tcito representa o

    verdadeiro conhecimento,. Estudos indicaram que a melhor forma de transmitir

    conhecimento tcito atravs de contato direto entre as pessoas, atravs de

    interaes e da convivncia, atravs da comunicao oral, cara a cara.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento

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    14

    O problema com o conhecimento tcito que, por estar vinculado diretamente a

    pessoas, difcil de ser absorvido por uma organizao inteira. No toa que

    freqentemente representantes de companhias que lidam com informao falam em

    seus discursos que seus funcionrios so o seu maior ativo o que eles querem

    dizer que a maior riqueza de suas organizaes o conhecimento tcito, traduzido

    em idias, julgamentos, talentos individuais e coletivos, relacionamentos,

    perspectivas e conceitos, conhecimento armazenado na mente das pessoas ou

    inserido em produtos, servios e sistemas. Seguindo essa linha de raciocnio,

    organizaes que dependem muito do conhecimento tcito.

    O conhecimento deriva da informao assim como esta, dos dados. O

    conhecimento no puro nem simples, mas uma mistura de elementos; fluido e

    formalmente estruturado; intuitivo e, portanto, difcil de ser colocado em palavras

    ou de ser plenamente entendido em termos lgicos. Ele existe dentro das pessoas e

    por isso complexo e imprevisvel. Segundo DAVENPORT e PRUSAK (1998, p. 6),

    o conhecimento pode ser comparado a um sistema vivo, que cresce e se modifica

    medida que interage com o meio ambiente. Os valores e as crenas integram o

    conhecimento pois determinam, em grande parte, o que o conhecedor v, absorve e

    conclui a partir das suas observaes. NONAKA e TAKEUSHI (1997, p. 63)

    observam que o conhecimento, diferentemente da informao, refere-se a crenas

    e compromisso.

    As organizaes deveriam investir fortemente em maneiras de manter os

    funcionrios, tentando encontrar formas de minimizar a rotatividade de pessoal e

    maximizar a interao, facilitando a disseminao de conhecimento e informao.

    Segundo [6], essa a forma de manter esse tipo de conhecimento que vem sendo

    adotada principalmente por organizaes orientais, sobretudo as japonesas.

    Organizaes ocidentais, principalmente americanas e europias, tm investido

    seus esforos em converter conhecimento tcito em explcito em documentos,

    processos, bases de dados, etc. Esse esforo comumente chamado de

    transformao do capital humano ao capital estrutural de uma organizao.

    2. O QUE GESTO DO CONHECIMENTO

    Um breve contexto histrico para facilitar a compreenso.

    Ao longo de sua evoluo o ser humano depara-se, constantemente, com mudanas

    nos vrios setores da sociedade. Com advento da informtica essas mudanas

    passaram a ocorrer quase que instantaneamente, pois estamos expostos a uma

    carga de enorme de informaes atualizadas em tempo real.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

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    Partindo do pressuposto que em um dia somos capazes de produzir, em mdia,

    quase 200 vezes mais que uma pessoa no incio do sculo passado, concluiremos

    que, estamos presos a essa falsa sensao de morosidade, o que, em momento

    algum reflete a verdade, segundo H. Guther Faggion. Somos extremamente velozes,

    mas nossa percepo dessa velocidade foi distorcida pelo excesso de informao

    com o qual temos que lidar cotidianamente.

    - ONDAS DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO;

    Percebe-se que a questo de adaptabilidade as mudanas extremamente

    relevante em todas as reas, e nas organizaes no poderia ser diferente. Uma

    pesquisa constatou que um gerente gasta em mdia, nas grandes empresas, 5

    semanas por ano de seu trabalho apenas procurando informaes.

    Diante dessa realidade afirmar-se que a humanidade entrou na Era do

    Conhecimento. A informao hoje apresenta enorme relevncia nos negcios,

    porm para manter-se atualizado sobre conhecimento torna-se imprescindvel ter

    uma viso integrada, ou seja, ter noes sobre diversas reas para o perfeito

    entendimento de um determinado assunto. No caso do conhecimento, os assuntos

    relacionados a negcios (business) e a tecnologia da informao (TI) so

    praticamente inseparveis quando se deseja estud-lo.

    A Era do Conhecimento surgiu impulsionada por fenmenos que esto

    transformando as relaes econmicas, polticas e sociais, como a globalizao, os

    mercados regionais e os avanos tecnolgicos.

    No entanto, para compreender as caractersticas peculiares s novas prticas de

    gesto empresarial faz-se necessria sua contextualizao histrica de evoluo, as

    quais so decorrentes de mudanas macro-ambientes que tornaram obsoletos os

    modos de administrar at ento utilizados.

    PEREIRA (1995) concebeu um modelo de estudo da evoluo dos modelos de

    gesto em trs nveis conceituais:

    O conceito de "Ondas de Transformaes " (TOFFLER, 1980, p.24): trata-se

    dos grandes momentos histricos de evoluo da sociedade humana, cada

    qual com seus paradigmas prprios relacionados aos aspectos poltico,

    econmico, social, tecnolgico e organizacional;

    o conceito de "Eras Empresariais" (MARANALDO, 1989, p.60): trata-se dos

    estgios de evoluo empresarial, a partir da Revoluo Industrial (Segunda

    Onda de Transformao), cada um com seus paradigmas gerenciais prprios;

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    16

    O conceito de "Modelos de Gesto": trata-se do conjunto prprio de

    concepes filosficas e idias administrativas que operacionalizam as

    prticas gerenciais nas organizaes.

    De acordo com este modelo o cenrio histrico evolutivo das abordagens da

    Administrao foi dividido em momentos:

    As Grandes Ondas de Transformao compreendendo trs grandes perodos:

    Revoluo Agrcola (at 1750 d.c.);

    Revoluo Industrial (1750 a 1970);

    Revoluo da Informao (aps 1970).

    A Revoluo Industrial a qual tambm foi dividida em trs perodos:

    1 Revoluo Industrial (1820 -1870);

    2 Revoluo Industrial (1870-1950);

    3 Revoluo Industrial, a partir de 1950.

    Nestes perodos as abordagens da Administrao foram analisadas segundo o

    esquema:

    2 Revoluo Industrial a Era da Gesto Empresarial: Era da Produo em Massa

    (1920-1949), Era da Eficincia (1950-1969), Era da Qualidade (1970-1989), Era da

    Competitividade (a partir de 1990).

    As duas primeiras pocas Produo em Massa e Eficincia correspondem s

    abordagens tradicionais da Administrao, da Escola Clssica Teoria da

    Contingncia.

    As duas ltimas pocas Qualidade e Competitividade correspondem s Novas

    Abordagens da Administrao, que so: Administrao Japonesa, Administrao

    Participativa, Administrao Empreendedora, Administrao Holstica e Corporao

    Virtual.

    Dentre os novos modelos de administrao algumas caractersticas so comuns, a

    destacar: a forte orientao para o cliente e o estilo mais participativo de gesto.

    Seus instrumentos no esto sendo utilizados como modelo definitivo mas como

    ferramentas de transio, buscando um modelo que permita a sua sobrevivncia e

    competitividade.

    Finalmente, um aspecto comum aos novos modelos de gesto a importncia de

    cada um deles na introduo e disseminao de prticas gerenciais que conduziram

    as empresas a gerenciar em recurso at ento no reconhecido como um dos

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    17

    principais ativos: o conhecimento organizacional. No decorrer dos anos 90, estas

    prticas consolidaram-se como a Gesto do Conhecimento.

    2.1 GESTO DO CONHECIMENTO DEFINIO OU DEFINIES

    Gesto do Conhecimento (GC) ou Knowledge Management (KM) - existem diversas

    definies e interpretaes, mas primeiramente apresentamos os conceitos de dado,

    informao e conhecimento para facilitar a compreenso do processo de Gesto do

    Conhecimento.

    "uma estratgia que transforma bens intelectuais da organizao - informaes

    registradas e o talento dos seus membros - em maior produtividade, novos valores e

    aumento de competitividade" Philip C.Murray em "New language for new

    leverage: the terminology of knowledge management (KM)" .

    "A funo da Gesto do Conhecimento gerar riqueza e valor a partir do

    gerenciamento de elementos que esto fora do contexto habitual de terra, capital e

    mo de obra". Peter Drucker em "Sociedade Ps-Capitalista"

    "A administrao do conhecimento colhe e partilha bens intelectuais visando obter

    resultados timos em termos da produtividade e capacidade de inovao das

    empresas. um processo que envolve gerar, coletar, assimilar e aproveitar o

    conhecimento, de modo a gerar uma empresa mais inteligente e competitiva".

    Gaertner Group. Tecnologia da Informao, Administrao do Conhecimento e

    Tecnologia: chave do sucesso.

    Dado o registro estruturado de transaes. Pode ser compreendido como a base

    da informao e do conhecimento, ou seja, o meio atravs do qual a informao e o

    conhecimento so armazenados e transferidos. Pode definir-se como um "conjunto

    de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos" (DAVENPORT & PRUSAK, 1998,

    p. 2). Logo, dado a matria-prima para a criao da informao.

    Informao "so dados interpretados, dotados de relevncia e propsito"

    (DRUCKER, 1999, p. 32). Por ser um fluxo de mensagens capaz de gerar

    conhecimento.

    Conhecimento resultado da interpretao da informao e de sua utilizao para

    alguma finalidade, assim sendo o conhecimento existe quando uma informao

    interpretada e suficientemente compreendida. Resultando da aprendizagem, o que

    experimentado e pode-se utilizar novamente em outras situaes. Para

    DAVENPORT e PRUSAK (1998, p. 6), "o conhecimento pode ser comparado a um

    sistema vivo, que cresce e se modifica medida que interage com o meio

    ambiente". NONAKA e TAKEUSHI (1997, p. 63) salientam que "o conhecimento,

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    18

    diferentemente da informao e do dado, refere-se a crenas e compromisso", visto

    que estes elementos integram o conhecimento.

    Para transformar dados em conhecimentos partindo do tipo menos estruturado para

    o mais estruturado temos: Dado Informao Conhecimento.

    Dados Informao Conhecimento

    Simples observaes

    sobre o estado do

    mundo

    Dados dotados de

    relevncia e propsito

    Informao valiosa da

    mente humana

    Facilmente

    estruturado

    Requer unidade de

    anlise

    Inclui reflexo, sntese,

    contexto

    Exige consenso em

    relao ao significado

    De difcil estruturao

    Facilmente obtido por

    mquinas

    Exige a mediao

    humana

    De difcil captura em

    mquinas

    Freqentemente

    quantificado

    Freqentemente tcito

    Facilmente

    transfervel

    De difcil transferncia

    Fonte: Livro Ecologia da Informao - Thomas Davenport, 1998

    A Gesto do conhecimento possui o objetivo de controlar, facilitar o acesso e

    manter um gerenciamento integrado sobre as informaes em seus diversos meios.

    Entende-se por conhecimento a informao interpretada, ou seja, o que cada

    informao significa e que impactos no meio cada informao pode causar de modo

    que a informao possa ser utilizada para importantes aes e tomadas de

    decises.

    Sabendo como o meio reage s informaes, pode-se antever as mudanas e se

    posicionar de forma a obter vantagens e ser bem sucedido nos objetivos a que se

    prope. Em uma definio resumida pode-se dizer que Gesto do Conhecimento

    um processo sistemtico, articulado e intencional, apoiado na gerao, codificao,

    disseminao e apropriao de conhecimentos, com o propsito de atingir a

    excelncia organizacional.

    OBJETIVOS

    A gesto do conhecimento tem como objetivos:

    Tornar acessveis grandes quantidades de informao corporativa,

    compartilhando as melhores prticas e tecnologias;

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Informa%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimentohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Corpora%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    19

    Permitir a identificao e mapeamento dos ativos de conhecimento e

    informaes ligados a qualquer organizao, seja ela com ou sem fins

    lucrativos (Memria Organizacional);

    Apoiar a gerao de novos conhecimentos, propiciando o estabelecimento de

    vantagens competitivas.

    Dar vida aos dados tornando-os utilizveis e teis transformando-os em

    informao essencial ao nosso desenvolvimento pessoal e comunitrio.

    Organiza e acrescenta lgica aos dados de forma a torn-los compreensveis.

    O conhecimento pode ser implcito (tcito) ou explcito.

    Segundo Larry Prusak, a unidade de anlise do conhecimento no deve ser a

    organizao, nem o indivduo, mas sim grupos com contextos comuns.

    Os Trs Pilares da Gesto do Conhecimento

    Information is data endowed with relevance and purpose. Converting data into

    information thus require knowledge. Peter Drucker

    Gesto do conhecimento tem trs pilares, ou como costumo falar trs Cs que

    compreendem Consultar, Compartilhar e Colaborar. Esses trs pilares atuam de

    maneira transversal, exigindo a atuao em trs dimenses: Ferramentas (ou

    mecanismos), Cultura e Capital Humano. Aqui, neste artigo, abordo principalmente

    a primeira faceta.

    Informao um bem dinmico que possui um valor associado. Toda informao

    possui um ciclo de vida desde o instante em foi gerada, passando por sua

    organizao, armazenamento, distribuio e utilizao, at o instante no qual,

    eventualmente, perde seu valor e pode ser descartada, quando ento se finaliza

    ciclo. Um fator crtico para o sucesso de empresas sua habilidade de manipular e

    utilizar todo artefato de informao disponvel. De acordo com pesquisa do Gartner

    Group, Enterprise Content Management (ECM) will be one of the key application

    software areas during the next five years [Austin 2005]. Alm disso, h uma

    tendncia das empresas dotarem o ambiente de trabalho de elevado desempenho,

    i.e. High-Performance Workplace (HPC), permitindo os profissionais de informao

    (PI) explorarem dados, desenvolverem processos e produtos inovadores, e

    atenderem a solicitaes e demandas de clientes e fornecedores de modo eficiente.

    Este tipo de soluo possibilita os PIs localizarem de maneira efetiva contedo,

    artefatos e pessoas, bem como disporem de mecanismos de comunicao e

    colaborao efetivos. Aliado a isto est a necessidade de incorporar mecanismos de

    integrao de aplicaes s implementaes de gesto de conhecimento. Nesse

    sentido, as funcionalidades da gesto do conhecimento ou KM (Knowledge

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ativohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Vantagem_competitivahttp://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gicahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento_t%C3%A1citohttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Larry_Prusak&action=edit&redlink=1

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    20

    Management) podem ser providas por meio de web services numa arquitetura

    orientada a servios.

    Cabe destacar que um diferencial de gesto alcanado quando os gestores de

    uma empresa dispe de mecanismos de acesso qualquer artefato de informao

    de maneira contnua e customizada num curto intervalo de tempo, assegurando o

    uso efetivo de informaes pertinentes a web organizacional (sistemas de

    informao na intranet da organizao) e web global. Alm disso, a instituio pode

    prover diferentes nveis de acesso e visibilidade s informaes, dependendo das

    necessidades do usurio e em conformidade com a hierarquia de acesso a

    informao da instituio.

    3. GESTO DO CONHECIMENTO E CAPITAL HUMANO NAS ORGANIZAES

    A economia da sociedade globalizada e interdependente traz mudanas radicais em

    termos do surgimento de uma nova sociedade, a sociedade da Era da Informao,

    que coloca o conhecimento como o ativo de produo mais importante do Terceiro

    Milnio.

    OS RECURSOS INTANGVEIS ENTRAM EM CENA

    A partir da dcada de 80 passa a surgir uma intensa busca por uma nova concepo

    e viso da empresa. Nasce ento o conceito de Capital Intelectual, como forma de

    evidenciar e potencializar a fora dos recursos intangveis.

    Essa emergncia traz uma conseqncia fundamental para as organizaes: a

    necessidade da revalorizao do capital humano.A necessidade de mudana de

    paradigmas e enfoques

    Capital humano como elemento estratgico das organizaes

    As mudanas acontecendo

    Recursos tradicionais apenas proporcionam vantagens temporrias, o local do

    escritrio perde importncia na era digital. As organizaes esto reconhecendo que

    o ltimo recurso da vantagem competitiva duradoura o capital humano .

    Para elaborar a melhor estratgia de capital humano preciso considerar trs

    fatores:

    Sistemas ;

    Os fatos certos;

    http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_80

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    21

    Foco no valor.

    Sistemas: compreender como vrias prticas e programas de capital humano

    (remunerao, treinamento, gesto de carreiras e superviso) trabalham em

    conjunto para produzir os retornos esperados.

    Os fatos certos: contabilidade precisa e detalhada dos atributos da fora de trabalho,

    assim como das prticas de capital humano assim que elas so realmente

    implementadas.

    Foco no valor : um foco inflexvel em como o capital humano impulsiona importantes

    resultados de negcio faturamento, lucros, reteno do cliente e qualidade.

    Companhias que comeam a agir cedo na identificao e na medio dos fatores

    importantes de capital humano, e no ajuste fino da estratgia de capital humano

    podem delinear vantagens competitivas significativas e duradouras s vezes, em

    questo de meses.

    Inteligncia Organizacional a capacidade coletiva disponvel em uma

    organizao para identificar situaes que justifiquem iniciativas de

    aperfeioamento, conceber, projetar, implementar e operar os sistemas

    aperfeioados, utilizando recursos intelectuais, materiais e financeiros.

    Proposta por Couto e Macedo-Soares[1], essa definio tem como base o conceito

    do senso comum que reconhece a inteligncia como a capacidade de identificar e de

    resolver problemas novos[2].

    Estratgias para desenvolver a Inteligncia Organizacional interessam diretamente a

    praticantes, consultores, pesquisadores e estudantes das reas de Administrao,

    Planejamento, Gerncia de projetos, Gerncia de operaes, Comunicao

    organizacional, Cincia da informao e Tecnologia da informao, entre outras.

    O tema apresenta interesse para organizaes produtoras da Agropecuria, da

    Indstria e do Setor de Servios, sejam elas empresas da iniciativa privada ou

    entidades do setor pblico.

    A questo geral da inteligncia amplamente discutida por numerosos estudiosos[3].

    Em Brown encontram-se vrios estudos sobre o que o autor chama Inteligncia

    Organizacional Computadorizada[4]. Segundo Choo, pode-se dizer que uma

    organizao "inteligente" quando ela identifica, captura, disponibiliza e usa de

    forma extensiva a informao e o conhecimento[5].

    A identificao dos recursos intelectuais facilita a proposio de estratgias para

    desenvolver a Inteligncia Organizacional.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_organizacional#nota_1http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_organizacional#nota_2http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamentohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Ger%C3%AAncia_de_projetoshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Ger%C3%AAncia_de_opera%C3%A7%C3%B5eshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_da_informa%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_organizacional#nota_3http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_organizacional#nota_4http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_organizacional#nota_5

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    22

    RECURSOS INTELECTUAIS

    Os principais responsveis pelo processo de aperfeioamento da organizao so

    os administradores, executivos, planejadores, projetistas e gerentes. Estes agentes

    executam atividades eminentemente intelectuais.

    Os recursos intelectuais so as ferramentas bsicas que os agentes do processo de

    aperfeioamento no podem deixar de usar, se desejam executar suas tarefas com

    proficincia:

    as informaes gerenciais necessrias para apoiar a tomada de decises

    adequadamente fundamentadas;

    os conhecimentos de interesse sobre os processos que a organizao precisa

    realizar, indispensveis para definir as informaes relevantes para gerenci-

    la;

    a linguagem organizacional, que descreve a realidade da organizao, reflete

    os conhecimentos por ela dominados, permite expressar as informaes

    relevantes e d suporte Comunicao Organizacional.

    ORGANIZAO PRODUTORA DE CONHECIMENTO

    Coerente com seu conceito de Inteligncia Organizacional, Couto e Macedo-Soares

    apresentam uma definio abrangente para organizao produtora:

    Organizao produtora de bens ou servios um sistema de pessoas que utilizam,

    deliberadamente, recursos intelectuais, materiais e financeiros, para desenvolver

    vises e estratgias, conceber, projetar, implementar e operar sistemas capazes de

    receber insumos do ambiente externo, executar processos e disponibilizar produtos

    que atendam necessidades de terceiros.

    Essa definio abrangente porque permite estudar quaisquer organizaes

    produtoras, pertenam elas agropecuria, indstria de transformao ou, ainda,

    ao setor de servios.

    COMUNICAO NAS ORGANIZAES

    A definio chama a ateno para o fato de que qualquer organizao sempre um

    sistema de duas ou mais pessoas. Sem participao coletiva no se pode falar em

    organizao.

    As pessoas desenvolvem suas idias e as comunicam s partes interessadas, sob a

    forma de vises, estratgias, planos, programas, projetos e outras manifestaes.

    No estgio seguinte, as palavras transformam-se em iniciativas e aes coletivas,

    que caracterizam a organizao.

    http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Informa%C3%A7%C3%B5es_gerenciais&action=edit&redlink=1http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimentoshttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Linguagem_organizacional&action=edit&redlink=1

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    23

    Por tudo isso, a Comunicao Organizacional uma competncia essencial que as

    organizaes modernas necessitam dominar, de modo a melhor compartilhar com os

    pblicos interno e externo suas intenes e realizaes.

    Para entender como as pessoas articulam suas idias, tomam decises para

    implementar aes com o objetivo de aperfeioar a configurao, a estrutura e a

    conjuntura da organizao preciso ter em mente que conhecimentos e

    informaes so representaes mentais dos objetos sobre os quais elas tm

    interesse, sejam estes objetos concretos ou abstratos.

    Por isso, a utilizao de uma linguagem adequada indispensvel para desenvolver

    essas representaes e coloc-las em comum, isto , comunic-las s partes

    interessadas (os stakeholders), de modo que aes eficazes e eficientes possam ser

    implementadas a partir das idias.

    Usurios de alto nvel da Comunicao Organizacional podem no dispor de tempo

    nem de treinamento para descobrir a causa do desconforto que eventualmente

    experimentam, quando lhes so passadas Informaes pouco claras. O problema

    da Linguagem Organizacional, mas cada usurio tender a atribu-lo a uma possvel

    deficincia de Conhecimento que somente ele prprio possui, e no a uma limitao

    da organizao como um todo. Assim, o desconforto pode provocar ansiedade, que

    ir potencializar decrscimo de desempenho, este j prejudicado pela baixa

    qualidade das Informaes.

    BENEFICIAMENTO DOS RECURSOS INTELECTUAIS

    Couto e Macedo-Soares desenham trs estratgias concatenadas, para enriquecer

    a Linguagem, explicitar o Conhecimento e desenvolver sistemas de Informaes

    aderentes realidade, um trip sobre o qual pode ser apoiado o esforo para

    iluminar a Comunicao Organizacional e amplificar a Inteligncia Organizacional:

    A primeira estratgia prope o enriquecimento da Linguagem Organizacional para

    que esta apie adequadamente a descrio dos processos de interese para a

    organizao e a identificao das informaes relevantes.

    Para facilitar o enriquecimento da linguagem organizacional indicada uma

    metalinguagem indita, uma metodologia que facilita a identificao de deficincias

    de linguagem decorrentes de omisses ou sobreposies de conceitos bsicos para

    representar itens essenciais da organizao. Omisses respondem por perda de

    informao e sobreposies acarretam rudos de comunicao. A falta de

    reconhecimento da importncia da linguagem um elo perdido da Administrao

    Estratgica[6].

    http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Administra%C3%A7%C3%A3o_Estrat%C3%A9gica&action=edit&redlink=1http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Administra%C3%A7%C3%A3o_Estrat%C3%A9gica&action=edit&redlink=1http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Administra%C3%A7%C3%A3o_Estrat%C3%A9gica&action=edit&redlink=1

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    24

    A segunda estratgia prope a modelagem de arquiteturas especiais de informaes

    gerenciais, com base na adequada caracterizao dos processos de administrao,

    de produo e de negcio da organizao.

    As arquiteturas especiais de informaes so de trs tipos: Arquiteturas

    Administrativas de Informaes Gerenciais, Arquiteturas Universais de Informaes

    Gerenciais e Arquiteturas de Informaes Gerenciais Sobre Negcios.

    A terceira estratgia prope a formatao de sistemas avanados de informaes

    gerenciais, com base nas arquiteturas especiais de informao gerencial.

    Sistema avanado de informaes gerenciais aquele que reconhece - de

    maneira explcita - as snteses e as anlises presentes no sistema de produo.

    Uma sntese transforma dois diferentes insumos em um nico e diferente produto.

    Uma anlise transforma um nico insumo em dois diferentes produtos. Os processos

    de sintese e anlise impem severas limitaes ao do gerente de produo. Um

    sistema de informaes avanado quando torna disponveis as informaes

    requeridas para o adequado gerenciamento dos processos de transformao. A

    importncia dos conceitos de sntese e anlise para a informao e a comunicao

    est em que cada um destes processos exige a utilizao de trs diferentes nomes

    para designar os trs diferentes insumo(s) ou produto(s) que afluem para ou refluem

    de cada sintetizador ou analisador. Se esta regra bsica no for obedecida, haver

    perda de informao e rudo na comunicao

    Como funciona um processo de Gesto do Conhecimento

    Em primeiro lugar tem que haver - Planejamento

    O planejamento fundamental para atingir-se os objetivos propostos. Diante de

    modelos existentes o melhor aquele que melhor se adapta a realidade da

    organizao. Todavia, independentemente do modelo de planejamento adotado

    imprescindvel o total envolvimento da alta administrao, tanto com sua

    participao quanto com seu apoio para a internalizao em todo o corpo funcional

    da empresa.

    Na pirmide de GC apresentada por Information Management & Economics, Inc.

    verifica-se que o foco principal do processo ser sempre transformar dados

    (existentes em abundncia nas empresas) em informaes, assim como

    informaes em conhecimentos.

    Pode-se apontar passos padres e fundamentais em qualquer modelo escolhido

    para implementao da Gesto do Conhecimento. Essas etapas podem ser

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    25

    realizadas de diferentes maneiras, com uso intenso de tecnologia ou de maneiras

    mais simplificadas, mas so fundamentais para a completa estruturao do

    processo.

    1 - Coleta - coletar os dados das mais diversas fontes pr-existentes;

    2 - Organizao/Resumo organizar e resumir estes dados de forma coerente e

    objetiva;

    3 - Anlise a anlise pode ser totalmente centralizada ou diretamente nas bases

    de dados. As vantagens para cada opo seriam:

    a) no caso de anlise centralizada (feita pela equipe responsvel pela GC):

    viso unificada;

    alinhamento com o planejamento estratgico;

    eliminao de redundncias;

    mtodos unificados.

    b) no caso de anlise descentralizada, ou seja, nas bases (nas equipes

    responsveis pelas reas):

    melhor conhecimento do assunto pela equipe;

    possibilidade de maior detalhamento;

    maior criatividade nos mtodos utilizados.

    4 - Sntese - aglutinao das anlises e formulao de hipteses e teses para auxlio

    da tomada de decises baseadas em fatos concretos.

    5 - Tomada de decises - a autoridade para a tomada de deciso baseia-se nas

    informaes auxiliares que esto muito mais estruturadas e fundamentadas.

    Com o objetivo de representar a migrao/transformao DADOS

    CONHECIMENTO, muitas representaes utilizam-se do crculo para demonstrar o

    carter cclico do processo de GC. Isso porque logo aps a utilizao do

    conhecimento adquirido (seja atravs de tomada de decises ou da disseminao

    do conhecimento aos funcionrios da empresa) o mesmo transforma-se em novos

    dados, os quais sero novos insumos do processo que se (re)inicia. Representao

    grfica do processo de GC, que demonstra essa caracterstica cclica do processo.

    Os principais mecanismos que facilitam a Gesto do Conhecimento

    Os principais mecanismos que facilitam a Gesto de Conhecimento so fatores

    organizacionais que devem ser integrados.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    26

    Estratgia Todo processo de Gesto de Conhecimento deve ligar-se

    estratgia da empresa, seno poder consumir recursos e prejudicar os resultados

    esperados.

    Cultura organizacional O conjunto de prticas, valores e comportamentos

    utilizados na empresa influencia a criao e a utilizao do conhecimento.

    Tecnologia e infra-estrutura Os processos implementados so apoiados

    por recursos tecnolgicos de computao e comunicao, metodologias e tcnicas,

    sem os quais no ser possvel capturar, transferir e utilizar conhecimento de forma

    efetiva.

    Prospeco As diversas aes que compem o processo devem avaliar

    constantemente o ambiente interno e externo, a fim de mapear a necessidade e a

    existncia de conhecimento til para a empresa.

    A Gesto do conhecimento possibilita que o conhecimento seja: compartilhado entre

    as pessoas, impregnado de valores e prticas cotidianas, registrado em documentos

    e bancos de dados, distribudo atravs de veculos de comunicao e construdo em

    salas de aula e em ambientes de trabalho.

    4. A QUINTA DISCIPLINA

    A Quinta Disciplina um livro escrito por Peter Senge. O livro sugere uma viso

    sistmica de vida, do mundo, e de todos os aspectos da vivncia humana. Trata-se

    de um livro de larga utilizao nos meios organizacionais e administrativos, pois

    sugere uma viso mais ampla para administrao, comeando pela maneira de ver e

    encarar a vida pelo prprio administrador. Os tpicos abordados no livro so cinco

    disciplinas, sendo cada uma delas crucial para o sucesso das outras. Dando mais

    nfase para a quinta disciplina-raciocnio sistmico como "o alicerce de organizao

    que aprende".

    Aprendizagem Organizacional

    SENGE (2002) converte as diferentes instituies em profcuas e verdadeiros

    locais onde se aprende e todos so aprendizes, as learning organization. Afirma

    que o progresso das instituies tem mais a ver com a capacidade de aprender dos

    indivduos, do que com os recursos materiais, naturais ou com as competncias

    tecnolgicas. Mas para que escolas, famlias, empresas, se constituam em learning

    organization necessrio que aprender no signifique reproduzir comportamentos

    ou memorizar contedos determinados, mas antes se constitua capacidade de

    reflexo e conseqente auto-transformao.

    Neste sentido, para mudar as escolas, as coletividades, as famlias, etc.,

    preciso que as mudanas necessrias no ocorram apenas nas organizaes, ou

    em cada outro que est ao nosso lado, mas dentro de cada um de ns. Temos uma

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Senge

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    27

    profunda tendncia para ver as mudanas que precisamos efetuar como estando no

    mundo exterior, no no nosso mundo interior. (SENGE, 1990/1998, p. 23).

    AS CINCO DISCIPLINAS

    Domnio pessoal

    Modelos mentais

    Objetivo comum (viso compartilhada)

    Aprendizado em grupo

    Raciocnio sistmico (a quinta disciplina)

    As Cinco Disciplinas

    Assim aprender um processo de crescimento integrado e integrante do indivduo e

    das suas vizinhanas. Este processo implica, por parte dos sujeitos, o

    desenvolvimento de tcnicas de aprendizagem organizacional agrupadas por

    SENGE em cinco disciplinas.

    As disciplinas so prticas de aprendizagem, que modificam o individuo atravs da

    aquisio de novas habilidades, conhecimentos, experincias e nveis de

    conscincia de si. Quando desenvolvidas em conjunto podem ter um impacto

    significativo e mensurvel sobre o nosso desempenho. Os esforos para

    desenvolver capacidades de aprendizagem misturam mudanas comportamentais

    e tcnicas... (SENGE 1990/1998, p.25). Neste sentido, quando estamos a

    aprender algo de novo, estamos tambm a pr-nos em causa, a trabalhar dentro dos

    nossos pressupostos e idias feitas.

    As cinco disciplinas intitulam-se: Domnio Pessoal, Modelos Mentais, Viso

    Compartilhada, Aprendizagem em Grupo e Pensamento Sistmico.

    Algumas das disciplinas encerram mtodos e teorias conhecidas de todos ns. A

    novidade de Senge est no seu desenvolvimento em conjunto e na formulao do

    Pensamento Sistmico como a disciplina que contm todas as outras, ao mesmo

    tempo em que est contido em cada uma.

    1. Domnio Pessoal

    A primeira disciplina relaciona-se com a tomada de conscincia e

    desenvolvimento das nossas capacidades para obter aquilo que desejamos para

    ns.

    Esta atitude de aprendizagem um misto de auto e hetero-conhecimento.

    Pressupe uma atitude reflexiva, de reconhecimento dos limites pessoais, das

    virtudes e dificuldades de forma a compreender, quanto podemos e o todo que

    somos.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    28

    SENGE (1990/1998) sugere que substituamos a tenso emocional (estado

    sentido face aos obstculos, gerador de tristeza, angstia, preocupao e

    consequentemente percepo de fracasso) pela tenso criativa.

    O indivduo empenhado na aprendizagem destas tcnicas compromete-se com

    os acontecimentos e assume a sua quota-parte de responsabilidade nos

    mesmos, aumentando a conscincia das realidades e estruturas que lhes

    subjazem.

    2. Modelos Mentais

    A todo o momento cada um de ns faz diferentes leituras e interpretaes do

    mundo, das pessoas e das situaes, baseadas em pressupostos que modelam

    o nosso modo de agir, as nossas percepes da realidade (diferentes de

    individuo para indivduo), ...o meio atravs do qual ns e o mundo interagimos

    (SENGE 1990/1998, p.23). Pretende-se que deixemos aflorar, chamemos

    conscincia, os nossos modelos mentais de forma a podermos repensar. Apela-

    se capacidade de se pr em causa e de dar o benefcio da dvida. As pessoas

    e as relaes no so a preto e branco, tm cambiantes de cor. H que estar

    consciente dos pensamentos que esto por trs das nossas decises. (SENGE

    1990/1998, p.42) diz:

    O trabalho com modelos mentais comea por virar o espelho para dentro,

    aprender a desenterrar as nossas imagens internas do mundo, a lev-las

    superfcie e mant-las sob rigorosa anlise... Implica tambm a capacidade de

    realizar conversas... que equilibrem indagao com argumentao, em que as

    pessoas exponham de forma eficaz os prprios pensamentos e estejam abertas

    influncia dos outros.

    ... desafiante pensar que, enquanto reconhecemos as estruturas das nossas

    organizaes, precisamos de reconhecemos tambm as estruturas internas dos

    nossos modelos mentais. (SENGE 1990/1998, p.23).

    3. Viso compartilhada

    Num grupo, seja ele o dos colegas de trabalho, a famlia, a turma, os

    professores, a escola, necessrio que haja objetivos comuns que a todo o

    momento nos lembra o que nos faz correr e nos ajuda a carregar as baterias,

    porque estamos todos comprometidos e porque cada um est comprometido. O

    espao ao salve-se quem puder deixa de ter lugar, porque se parte de uma

    necessidade comum que preciso alcanar. Como sugere Senge a viso

    compartilhada pressupe que as pessoas do tudo de si e aprendem no

    porque so obrigadas, mas porque querem.

    4. Aprendizagem em grupo

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    29

    Impulsiona ao dilogo em detrimento da discusso. Importa mais encontrar a

    soluo, misto das vrias solues, do que saber quem tinha a melhor soluo.

    Treinam-se competncias como: saber ouvir, diminuir o grau de defesa, saber

    expor os seus pontos de vista, entre outras.

    5. Pensamento sistmico

    Essa a quinta disciplina que consiste em perceber o mundo como um conjunto

    integrado de acontecimentos e relaes. Neste sentido muito importante

    conhecer bem o todo antes de nele fazer qualquer interveno, pois uma

    alterao num sistema afeta necessariamente a sua globalidade e as suas

    vizinhanas. O pensamento sistmico impede que as outras disciplinas no

    passem de meros truques pontuais de aparente mudana. Ope-se a

    pensamento esttico, do aqui e agora, refm do momento.

    6. Dez Princpios para a Gerncia do CI

    1. Propriedade compartilhada: capital humano e capital do cliente;2. Trabalho em equipe e socializao;3. Habilidades e talentos que criam valor;4. As melhores estruturas so as que menos obstruem;5. Capital estrutural: valor para o cliente e fluxo gil;6. Substituio dos ativos financeiros e fsicos;7. Trabalho customizado, isto , voltado para o cliente;8. Importncia da informao na cadeia do setor;9. Foco no fluxo de informaes;10. Capital Humano, Estrutural e do Cliente juntos.

    5.COMUNICAO A palavra comunicao vem do latim (communicatione), e segundo Michaelis ( vvv )

    significa:

    1 Ao, efeito ou meio de comunicar. 2 Aviso, informao;

    participao; transmisso de uma ordem ou reclamao. 3 Mec

    Transmisso. 4 Relao, correspondncia fcil; trato, amizade. 5

    Sociol Processo pelo qual idias e sentimentos se transmitem de

    indivduo para indivduo, tornando possvel a interao social. 6 Mil

    Meios para conservar as relaes entre diversos exrcitos ou corpos

    de exrcito que operam conjuntamente. 7 Lugar por onde se passa

    de um ponto para outro. 8 Ret Figura que consiste em o orador tomar

    o auditrio por rbitro da causa que defende, mostrando-se disposto

    a conformar-se com o que venha a ser decidido. 9 Figura pela qual o

    advogado, objetivando provar a improcedncia de uma imputao,

    mostra que, de acordo com os argumentos do acusador, diversas

    pessoas e at ele prprio estariam incursos nela. C. assncrona,

    Inform: transmisso de dados entre dispositivos que no

    sincronizada com um relgio, mas sim efetuada quando os dados

    esto prontos. C. de dados seriais, Inform: V transmisso de dados

    seriais. C. dos santos: participao dos mritos das obras dos justos

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    30

    e santos; comunho dos santos. Dar comunicao para: dar acesso

    a; proporcionar uma passagem para.

    A comunicao de tamanha grandeza que se funde nossa existncia, nossa

    prpria vida. Pelo de fato no vivermos isolados, estamos nos comunicando a todo o

    momento, seja em forma de smbolos (placas de sinalizao), de cdigos (braile,

    morse), de gestos (libras, guarda de trnsito, um sorriso, um aperto de mo), da fala

    e at mesmo do prprio silncio, da escrita, por sons (alarme de incndio, sirene da

    ambulncia...). um processo de troca entre as pessoas. uma ao compartilhada

    no se consegue se comunicar tendo apenas uma pessoa. Sempre temos aquele

    que emite a mensagem e aquele que recebe. Trata-se de uma prtica concreta de

    interao e no apenas um processo de transmisso de mensagens, mas de

    compreenso da mensagem e o resultado advindo desta comunicao.

    A comunicao a troca de informaes existente entre os indivduos. E ocorre de

    um ou mais indivduo para um indivduo ou grupo com o intuito de motivar ou

    influenciar o comportamento, ou passar informaes (Maximiano,2004). Ela

    possibilita a vida em sociedade.

    Basicamente a comunicao ocorre da forma ilustrada na seqncia:

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    31

    Este um modelo que reproduz o processo de comunicao que pode ser:

    - verbal, como uma orientao a dada sobre a forma correta de utilizao de um

    novo tipo de mscara;

    - pode ser feita atravs de sinais (corporais, sonoros) como os sinais utilizados

    pelos guardas de trnsito; ou aquele sinal sonoro emitido pelo alarme de incndio;

    Neste contexto entende-se que:

    Emissor o que emite a mensagem.

    Receptor o que recebe a mensagem.

    Mensagem o conjunto de informaes transmitidas.

    Cdigo a combinao de signos utilizados na transmisso de uma mensagem. A comunicao s se concretizar, se o receptor souber decodificar a mensagem.

    Canal de Comunicao por onde a mensagem transmitida: TV, rdio, jornal, revista, cordas vocais, ar...

    Contexto a situao a que a mensagem se refere, tambm chamado de referente.

    Rudo qualquer perturbao na comunicao. Nem sempre a comunicao ocorre de maneira eficaz, eficiente.

    Existem elementos que atrapalham a comunicao e a eles dado nome de rudo.

    Este entendido como um conjunto de barreiras, obstculos, acrscimos, erros e

    distores que prejudicam a compreenso da mensagem (Carvalho, 1995, p. 82).

    Vejamos:

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    32

    Na figura acima fica evidenciada que a subjetividade e o laconismo presente na

    mensagem, na maioria das vezes, o emissor tem um entendimento diferente do que

    foi compreendido pelo receptor.

    Mas afinal o que a Gerente do departamento de vendas que dizer? Ser feriado na

    empresa? A empresa ir trabalhar normalmente?

    Este o problema gerado quando no tem clareza e objetividade na mensagem

    emitida.

    A comunicao e a empatia so

    as portas principais de acesso ao

    mercado. Pessoas caladas e

    tmidas no tm vez no mundo

    dos negcios, pois tm

    dificuldade em estabelecer

    relacionamentos interpessoais

    com colegas, professores e at

    mesmo com o patro. Ressalto:

    preciso se comunicar, j no

    PARE, OLHE e ESCUTE

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    33

    basta saber escrever. preciso saber falar, expressar-se de

    maneiras diversas. Afinal, o importante fazer-se entender e ter

    facilidade de compreender os demais nas mais variadas formas.

    Todos esses ingredientes fazem parte da nova receita de uma

    Administrao de sucesso, onde todos saem vitoriosos.

    Fonte texto: http://www.administradores.com.br/artigos/administrar_e_uma_arte/14331/ em 15/12/2009. Fonte imagem: http://www.sobracibr.org/portal2009/images/stories/megafone0404.jpg em 15/12/2009.

    6.CARACTERSTICAS DA REDAO

    Um bom texto no quer dizer que ele deva ser, necessariamente, longo, com muitas

    explicaes e pormenores desnecessrios no momento. Existem algumas

    caractersticas que tornam o texto mais rpido, agradvel, e de fcil compreenso da

    mensagem.

    PENSE, REFLITA e PROSSIGA!

    Ambrosino, fazem 40

    minutos que te

    mandei o e-mail. T

    esperando sua

    resposta at agora!

    Me responda apenas

    sim ou no.

    Eu abri o e-mail assim que voc mandou...

    mas ainda no terminei de ler.

    http://www.administradores.com.br/artigos/administrar_e_uma_arte/14331/http://www.sobracibr.org/portal2009/images/stories/megafone0404.jpg

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    34

    Fonte:http://www.tjpe.jus.br/drh/informativo/comunicaRH/2005/Imagens/Charge_computador_6.gif em fevereiro de 2010. O desenho foi alterado

    de sua forma original com as caixas de texto.

    importante que o texto contemple os requesitos descritos a seguir.

    6.1COERNCIA

    a caracterstica que deixa o texto lgico, harmmico. A coerncia da conexo

    entre os fatos, impondo nexo a aquilo que est sendo comunicado.

    Coerente A mquina da lavanderia parou de funcionar s 08h e eram quase 18h da tarde deste mesmo dia quando o tcnico chegou para realizar o conserto da mquina.

    Incoerente A mquina da lavanderia parou de funcionar s 18h e eram quase 08h da manh deste mesmo dia quando o tcnico chegou para realizar o conserto da mquina.

    6.2 CLAREZA

    a caracterstica daquela mensagem que teve efeito, que se fez inteligvel, que

    conseguiu eliminar possveis elementos que pudessem atrapalhar o entendimento

    da mensagem pelo receptor.

    Com a clareza a percepo da mensagem mais rpida, em temos de pensamento.

    Ento podemos afirmar que a clareza uma necessidade do emissor para a correta

    compreenso da mensagem que se quer passar.

    Confuso Na prxima semana estaremos alterando os horrios.

    Clareza Na prxima semana estaremos alterando os horrios dos funcionrios da fbrica.

    6.3 CONCISO

    Confere ao texto a caracterstica da brevidade com a exatido. Ser breve e preciso

    naquilo que se pretende comunicar, evitando colocar palavras desnecessrias,

    inteis. Isso evita o uso de repertrio que nada acrescenta mensagem deixando-a

    apenas extensa, sem nada a acrescentar.

    Prolixo Caros senhores funcionrios, conforme deciso da diretoria executiva, em reunio realizada em 20/02, estaremos concedendo frias coletivas no ms de maro, para todos. Assim deste o dia 01/03 at 31/03, no teremos expediente. Em 01 de abril vamos retornar s atividades normais, quando todos os funcionrios devero retornar, conforme seus horrios de trabalho. A diretoria e a gerncia desejam, imensamente, timas frias a todos.

    Conciso Comunicado: informamos que entraremos de frias coletivas no perodo de 01/03 a 31/03. Retornaremos s nossas atividades normais em 01/04. Boas frias.

    6.4 UNIDADE

    http://www.tjpe.jus.br/drh/informativo/comunicaRH/2005/Imagens/Charge_computador_6.gif

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    35

    Caracterstica que confere ao texto um todo, com um nico objetivo. As partes

    interligadas conduzem ao mesmo fim, ou seja, ao objetivo da mensagem, ainda que

    a mensagem tenha assuntos diferentes, como o caso dos relatrios, cartas de

    apresentao de produtos e outros.

    O texto bem redigido certamente faz o seu leitor pensar sobre o assunto. Portanto,

    clareza e objetividade acerca do tema escolhido so fundamentais. As dificuldades

    iniciais para escrever um texto podem estar justamente na delimitao do tema. s

    vezes, o tema escolhido pode ser amplo demais e uma delimitao se faz

    necessria a fim de evitar divagaes. A delimitao da idia central a ser

    desenvolvida se encontra geralmente logo na introduo.

    Para que se alcance a comunicao desejada na forma escrita, vale lembrar:

    - a comunicao escrita difere em muito em da comunicao falada;

    - uma troca de informao escrita que tambm se caracteriza pela emisso e

    recepo da mensagem;

    - elaborada, possui um conjunto de normas que devem ser seguidos,

    necessariamente, h o predomnio da linguagem culta ou lugar da coloquial,

    formal;

    - a comunicao escrita planejada, por isso mais breve, elaborada para a devida

    compreenso;

    Lembre: uma mensagem escrita no necessita apenas tratar

    de nico assunto, mas deve ter um nico objetivo. Isso facilita

    a compreenso por parte do receptor.

    Para escrever um bom texto, fazer uma boa

    redao preciso ter pacincia. Muitas vezes

    so necessrios vrios rascunhos at que se

    consiga alcanar todos os elementos

    necessrios para tornar a mensagem clara ao

    receptor.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    36

    7. TCNICAS DE REDAO Existe uma regra bsica para composio de textos, onde podemos afirmas que um

    texto composto de trs partes essenciais e fundamentais: introduo,

    desenvolvimento e concluso.

    Estas partes so concatenadas entre si, conferindo ao texto a unidade. So

    associadas atravs da linha de raciocnio lgico, capaz de conduzir o leitor (receptor

    na mensagem) compreenso do texto e conseqentemente ao alcance do objetivo

    da mensagem emitida.

    A lgica do raciocnio elaborado na escrita do texto forma uma trama (tecido)

    concisa, coerente e clara.

    Os elementos da redao/texto so:

    1- Introduo: onde o assunto/tema apresentado, primeiramente. No deve ser

    muito longa/extensa. Ela deve ser breve, clara e objetiva. Aconselha-se que a

    introduo tenha um pargrafo.

    2- Desenvolvimento: tem a funo de desenvolver aquilo que foi posto na

    introduo. o corpo da redao. A parte mais importante, pois nela ser coloca

    os pormenores do assunto colocado na introduo. neste momento que o assunto

    a ser passado dever ser desenvolvido de forma inteligvel. O emissor da

    mensagem escrita (quem faz a redao) expe seu pensamento argumenta de uma

    forma lgica, com as idias encadeadas para que o receptor acompanhe a linha de

    raciocnio do texto e, por conseguinte, que a mensagem atinja o seu objetivo.

    Recomenda-se que nesta parte do texto faz-se uso de no mnimo dois pargrafos.

    3- Concluso: o encerramento da mensagem. Nos relatrios, neste momento so

    defendidos o ponto de vista e possveis solues. construda a unidade do

    pensamento daquilo que quer se comunicar, o fechamento do assunto abordado.

    Lembre que introduo, desenvolvimento e concluso devem estar

    interligados, so dependentes entre si, mesmo que sejam

    Vamos treinar!

    A leitura uma forte

    aliada!

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    37

    construdas da forma que foi posta. Assim poderemos as

    caractersticas importantes para que a mensagem tenha qualidade.

    8. DOCUMENTOS COMERCIAIS

    A literatura apresenta a importncia dos documentos empresarias, conforme segue:

    Relaes comerciais ocorrem de maneira formal; Expressam a realidade do momento; So registros legais; Tm carter documental e histrico; Criam, mantm ou alteram situaes/ fatos empresariais e relaes

    mercantis.

    Os documentos comerciais mais conhecidos so:

    8.1 Ata

    Quem documento este?

    o registro pormenorizado do que se passou em uma reunio, assemblia ou

    conveno.

    Como deve ser feita?

    Utiliza-se a lgica de assuntos abordos na reunio, tem a seqncia da pauta. No

    elaborada como uma redao. No pode conter rasuras nem emendas, ou

    correo utilizando-se corretivos ou borrachas. Quando houver erro ou

    esquecimento escreve-se a palavra digo seguida da forma correta correto do texto a

    ser escrito;

    Ex: ....e ficou concertado, digo, consertado s 18h (dezoito)....

    Os nmeros devem ser escritos por extenso e em parnteses para que no leve a

    dvidas ou possibilite falsificaes como no exemplo acima;

    Preferencialmente deve ser lavrada (escrita) livro exclusivo para esta finalidade,

    devidamente identificado e numerado.

    Deve ser sempre escrita por algum que participou da reunio.

    A redao da ata tem uma seqncia e ela deve ser escrita:

    a) Dia, ms, ano, hora e local da reunio;

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    38

    b) Relao nominal das pessoas presentes, com seus cargos;

    c) Mencionar forma da convocao para a reunio (se foi carta, edital,

    comunicado);

    d) Descrever a abertura dos trabalhos pelo presidente, que geralmente,comea pela

    leitura da ata da reunio anterior e da pauta da reunio atual.

    e) Registrar o cumprimento da pauta ou ordem do dia (assuntos a serem discutidos),

    de forma fiel, clara e principalmente objetiva de todas as ocorrncias, discusso que

    ocorreram e as decises mantidas pela maioria dos participantes;

    f) Fechamento, deve seguir conforme o modelo:

    Ex: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que vai assinada por

    mim, que a redigiu e lavrou, pelo Presidente que dirigiu os trabalhos e pelos

    presentes na qualidade de participantes da reunio.

    h) As assinaturas devem ser colocadas logo aps a ltima palavra do texto, para no

    deixar espao livre, e todas as demais folhas devero ser rubricadas por todos os

    participantes.

    8.2 Carta Circular

    Que documento este:

    uma comunicao escrita destinada a transmitir avisos, ordens ou instrues que

    sejam de interesse coletivo, onde o receptor deve ter a impresso de que a carta foi

    escrita para ele.

    Como feito este documento?

    a) deve ser feito de forma breve;

    b) preferencialmente deve tem um nico objetivo. Para objetivos diversos, melhor

    que se faam cartas-circulares para cada um destes.

    c) o texto deve seguir as normas para construo da redao para um melhor

    entendimento por parte do receptor.

    8.3 Contrato

    Que documento este?

    um acordo entre duas ou mais partes que deve ser analisado pelo jurdico da

    empresa. Nestes documentos ficam estabelecidas as relaes de direitos e

    obrigaes entre as partes.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    39

    Como feito este documento?

    colocado um ttulo: Termo de Contrato.

    O texto se inicia com nomes e qualificaes das partes, com recuo da margem

    esquerda, alinhada margem direta do papel.

    Exemplo:

    Contrato de Locao de Maquinrio da Lavanderia que

    entre si fazem, de um lado, como LOCADOR , Service

    Servios de Limpeza, CNPJ 12312312/0001-XX,

    localizada rua 31 de maro, sem nmero, bairro

    Centro, Cuiab-MT, neste ato representada por Ricardo

    de Souza Amaro, brasileira, empresria, diretora

    administrativa, casada, CPF 111.222.333-XX, RG

    123.456 SSP/GO, e do outro, como LOCATRIO, Hotel

    Pantanal, CNPJ 321321321/0002-XX, localizado na

    Avenida das Palmeiras, em Vrzea Grande-MT, neste

    ato representada por Fernando Elvecio Rondon Filho,

    brasileiro, advogado, diretor geral, divorciado, CPF

    987.654.321-XX, RG 01010101 MEx .

    Em seguida vem as clausulas contratuais obedecendo margem da folha.

    Ao final constar as assinaturas das partes e das testemunhas.

    8.4 Convocao

    Que documento este?

    um convite por escrito de pronto reconhecimento.

    Como este documento deve ser feito?

    Neste deve conter de forma breve: local, data , hora e finalidade da reunio. Alm

    disso, dever estar especificados que so os convidados. Isso para no comparecer

    ao evento pessoas cujo o tema no tem relao.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    40

    Ex.

    MKINAS equipamentos e mquinas agrcolas

    Convida:

    Usina Cana de Aucar,

    Para evento de lanamento de novos tratores

    agrcolas que acontecer no Centro de Eventos s

    19h do dia 05 de agosto deste ano, na sala 06.

    No ficou especificado neste convite quem dever comparecer ao evento, o

    endereo do Centro de Eventos (logradouro e cidade) a origem do convite.

    MKINAS equipamentos e mquinas agrcolas

    Convida:

    Os diretores da Usina Cana de

    Aucar,

    Para evento de lanamento de novos tratores

    agrcolas que acontecer no dia 05 de agosto deste

    ano, s 19h, na sala 06 do Centro de Eventos sito

    Rua Boa esperana, n444, Jardim Vitria da

    conquista, Varzea Grande-MT.

    Joo de Souza

    Diretora Comercial

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    41

    8.5 Declarao

    Que documento este?

    Documento de prova escrita, depoimento e explicao. Manifesta conceito,

    resolues, observaes.

    Como ele feito?

    Iniciado com relato do nome do declarante, seguido dos fins a que se destina o

    documento e o que est sendo declarado. Quando tratar de empresa, deve ser feito

    em papel timbrado, o que dispensa a necessidade de especificar o declarante. Ao

    final Coloca-se a data e a assinatura do responsvel.

    Ex.

    Eu, Joo da Silva, declaro para os devidos fins que Aldo Bianch prestou servio de

    eletricista, em minha residncia no ms de janeiro de 2010 durante o perodo

    matutino ds 8h (oito) s 12h (doze).

    Cuiab, 02 de fevereiro de 2010.

    Joo da Silva

    CPF 123.123.123.XX

    8.6 Memorando

    Que documento este?

    uma comunicao ligeira, breve entre os departamentos da empresa, estando ou

    no no mesmo prdio ou cidade; e tambm conhecida como C.I. (comunicao

    interna).

    Como feito este documento?

    Como se trata de uma comunicao breve dispensa o uso das partes que contm

    uma redao e fica expressa a mensagem principal, sem muitos detalhes ou

    explicaes. Nela contem a identificao imediata do emissor, local, data e a

    assinatura do emissor.

    Exemplo:

    DATA: 12 de junho de 2009.

    DE: Gerencia Tcnica

    Para: Supervisores da produo

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    42

    Foram adquiridos os novos equipamentos de proteo individual da fbrica,

    solicitamos que os supervisores compaream, amanh pela manh ao almoxarifado

    para reunio sobre logstica de distribuio dos mesmos.

    Grato,

    Joo Abud Gerente Tcnico

    8.7 Procurao

    Que documento este?

    Documento de transferncia de direito.

    Como este documento deve ser feito?

    Tem incumbncia legal e deve ser analisado e confeccionado pelo jurdico da

    empresa, ou sob a superviso deste. Tem que conter o que dever ser tratado de

    direito (o que ser feito), prazo (validade da procurao), finalidade da procurao.

    8.8 Protocolo

    Que documento este?

    um registro de entrada e sada de documentos e objetos. Deve ter detalhamento

    necessrio ser breve.

    Como este documento deve ser feito?

    Geralmente utilizado livros de protocolos (evita perdas), ou formulrios padro,

    confeccionado para este fim. Tem conter no mnimo as seguintes informaes:

    datas de entrada e sada (ambos, se for o caso), objeto a ser protocolado

    (documentos, equipamentos, uniformes,...), assinatura de quem entregou e de

    quem retirou. No se faz protocolos para recebimento ou entrega de dinheiro.

    8.9 Recibo

    Que documento este?

    Documento em que se declara, confessa o recebimento de algo (geralmente

    dinheiro).

    Como feito este documento?

    Deve conter o ttulo: Recibo. Informaes de quem est recebendo o

    objeto/dinheiro, os valores expressos em numeral, seguidos desta quantidade

    escrita Poe extenso (em parnteses), a referencia da importncia em dinheiro, ou

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    43

    do objeto recebido. Ao final colocar cidade data e a assinatura do emissor do

    documento seguido das testemunhas. H vrios modelos impressos disponveis

    venda em papelarias.

    9. TRABALHO ACADMICO PASSO A PASSO

    Conceituando trabalhos acadmicos:

    Os trabalhos acadmicos a serem tratados nesse momento so os seguintes:

    TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO TCC

    Prope estudar um tema relativamente restrito, relacionado disciplina, ao curso, ou

    programa ministrado. Trata-se de uma experincia de informao cientfica,

    desenvolvida sob orientao de um orientador.

    MONOGRAFIA

    Representa o resultado de uma pesquisa, devendo expressar conhecimento do

    assunto escolhido, que deve estar obrigatoriamente relacionado a uma disciplina,

    um mdulo, um estudo independente, um curso, um programa a ser desenvolvido

    sob a coordenao de um orientador.

    DISSERTAO

    Corresponde exposio de matria doutrinria, cientfica ou artstica, realizada por

    um candidato em nvel de ps-graduao stricto sensu, mestrado. Aborda um tema

    restrito envolvendo investigaes prprias rea em que se inscreve e utilizando

    mtodos cientficos.

    TESE

    Consubstancia um trabalho experimental ou um estudo cientfico de tema nico,

    bem delimitado e indito, elaborado com base em investigao original, constituindo-

    se em real contribuio para a especialidade em questo. elaborado sob a

    coordenao de um orientador ( doutor) e visa obteno do ttulo de doutor, ou

    similar.

    9.1 ORIENTAES PARA A APRESENTAO DO TRABALHO ESCRITO

    O trabalho dever ser realizado dentro dos conceitos de Metodologia Cientfica.

    Segue abaixo sugestes de consulta:

    Bibliografia:

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    44

    SEVERINO A.J.. Metodologia Cientfica. So Paulo. Cortez: 2001;

    O trabalho escrito dever conter embasamento terico (consulta bibliogrfica)

    consistente e comprovado, a fim de facilitar a interpretao e avaliao das

    informaes obtidas, como tambm a anlise.

    Um dos objetivos do TCC desenvolver a habilidade do pesquisador (aluno), na

    elaborao de trabalho acadmico, utilizando normas de formatao cientfica

    (ABNT). Para tanto, abaixo so sugeridos como elementos estruturais do trabalho: o

    tipo e tamanho de fonte (estilo da letra), posio e formato de ttulos, subttulos,

    numeraes de pginas e demais partes integrantes do trabalho. Cabe ressaltar

    que, conforme norma ABNT NBR 14724:2002 e NBR 14724/2005, o projeto grfico

    de responsabilidade do autor do trabalho. Todavia, os elementos que so

    normatizados devero ser atendidos.

    APRESENTAO DO TRABALHO

    9.1. Formato

    Papel em branco, formato A4 (21 X 29,7cm);

    Fonte Arial ou Times New Roman com tamanho 12 para todo o texto;

    Fonte Arial ou Times New Roman com tamanho 10 para citaes com mais de

    trs linhas, notas de roda p, paginao e legenda das ilustraes;

    Fonte Arial tamanho 12 para (TTULO DE SEO) em maisculo e negrito;

    Fonte Arial tamanho 12 para (Subttulo) em minsculo e negrito.

    9.1.2. Margem

    Margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior 2 cm;

    Recuo de primeira linha do pargrafo: 1,25 cm (1 tab), a partir da margem

    esquerda;

    Recuo de pargrafo para citao com mais de trs linhas: 4 cm da margem

    esquerda;

    Alinhamento do texto: utilizar a opo Justificado do programa Word;

    Alinhamento de ttulo e sees: utilizar a opo Alinhar Esquerda do

    programa Word;

    Alinhamento de ttulo sem indicao numrica (Resumo, Abstract, Listas,

    Sumrio

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    45

    Referncias): utilizar a opo Centralizado do programa Word.

    9.1.3. Espaamentos

    Espao entre linhas do texto: 1,5 cm;

    O espao simples usado em: citaes de mais de trs linhas, notas de roda p,

    referncias, resumos, legendas, ficha catalogrfica;

    Os ttulos das sees e subttulos devem comear na parte superior da margem

    esquerda da folha e separados do texto por dois espaos de 1,5 cm entre linhas;

    A Natureza do trabalho, o objetivo, o nome da instituio a que submetido e a

    rea de concentrao devem ser alinhados do meio da folha para a direita em

    espao simples e fonte Arial tamanho 10, ver exemplo de Folha de rosto.

    9.1.4. Paginao

    As folhas do trabalho devem ser contadas seqencialmente a partir da folha de

    rosto e numeradas a partir da Introduo. Os nmeros devem ser escritos em

    algarismos arbicos e alinhados a 2 cm da margem direita e da margem superior.

    9.2. ESTRUTURA DO TRABALHO

    A estrutura de tese, dissertao ou de um trabalho acadmico compreende:

    Elementos pr-textuais: Capa, lombada, folha de rosto, errata, folha de aprovao,

    dedicatria, agradecimento, epgrafe, resumo na lngua verncula, resumo na lngua

    estrangeira, listas de ilustraes, tabelas, abreviaturas, siglas e smbolos, sumrio.

    Elementos textuais: Introduo, desenvolvimento, concluso.

    Elementos ps-textuais: Referncias, glossrios, apndices, anexos, etc.

    9.2.1. Elementos Pr-Textuais

    9.2.1.1. Capa (obrigatrio): Proteo externa do trabalho e sobre a qual se

    imprimem as informaes indispensveis sua identificao.

    Elementos essenciais:

    Nome da instituio;

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    46

    Nome do curso;

    Ttulo e subttulo se houver, precedido de dois pontos (:);

    Local (cidade) da instituio;

    Ano de entrega (depsito).

    9.2.1.2. Lombada (opcional): Parte da capa do trabalho que rene as margens

    internas das folhas. As informaes devem ser impressas no mesmo sentido da

    lombada.

    Elementos essenciais: :

    Nome do autor;

    Ttulo do trabalho e subttulo se houver, precedido por de dois pontos (:);

    Elementos alfanumricos de identificao de volume,

    fascculo e data, se houver;Logomarca da editora.

    9.2.1.3. Folha de Rosto (obrigatrio): Folha que contm os elementos essenciais

    identificao do trabalho.

    Elementos essenciais:

    Nome da instituio;

    Nome do curso;

    Nome(s) do(s) autor(es);

    Ttulo e subttulo se houver, precedido de dois pontos (:);

    Natureza (projeto, tese, dissertao, trabalho de concluso de curso e outros);

    Nome da instituio a que submetida;

    Objetivo (aprovao em disciplina);

    Nome do(a) orientador(a);

    Local (cidade) da instituio;

    Ano de entrega (depsito).

    9.2.1.4. ERRATA (OPCIONAL): L ISTA DAS FOLHAS E LINHAS EM QUE OCORREM

    ERROS , SEGUIDAS DAS DEVIDAS CORREES . DEVE SER INSERIDA LOGO APS

    A FOLHA DE ROSTO .

    Exemplo:

    Errata

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    47

    Folha Linha Onde se l Leia-se

    32 3 publiacao publicao

    9.2.1.5. DEDICATRIA (OPCIONAL): FOLHA ONDE O AUTOR PRESTA

    HOMENAGEM OU DEDICA SEU TRABALHO.

    9.2.1.6. AGRADECIMENTOS (OPCIONAL): FOLHA ONDE O AUTOR AGRADECE AS

    PESSOAS QUE COLABORARAM DE CERTA FORMA COM SEU TRABALHO .

    9.2.1.7 . EPGRAFE (OPCIONAL): FOLHA ONDE O AUTOR APRESENTA UMA

    CITAO, SEGUIDA DE INDICAO DE AUTORIA, RELACIONADA COM A MATRIA

    TRATADA NO CORPO DO TRABALHO .

    9.2.1.8 RESUMO NA L NGUA VERNCULA PORTUGUS (OBRIGATRIO):

    APRESENTA OS PONTOS RELEVANTES DE UM TEXTO , FORNECENDO UMA VISO

    RPIDA E CLARA DO CONTEDO E DAS CONCLUS ES DO TRABALHO , SEGUIDO

    DAS PALAVRAS CHAVES , NO ULTRAPASSANDO 500 PALAVRAS .

    (OBRIGATRIO):

    9.2.1.9 . RESUMO EM L NGUA ESTRANGEIRA (OPCIONAL): VERSO DO RESUMO

    PARA IDIOMA DE DIVULGAO INTERNACIONAL .

    Ingls Abstract;

    Espanhol Resumen;

    Francs Rsum.

    9.2.1.10 . L ISTA E ABREVIATURAS E S IGLAS (OPCIONAL): CONSISTE NA

    RELAO ALFABTICA DAS ABREVIATURAS E SIGLAS UTILIZADAS NO TEXTO ,

    RECOMENDA-SE A ELABORAO DE L ISTA PRPRIA PARA CADA TIPO .

    9.2.1.11. Lista de Smbolos (opcional): Elaborada de acordo com a ordem em que

    os smbolos aparecem no texto, com o devido significado.

    9.2.1.12. SUMRIO (OBRIGATRIO): ENUMERAO DAS PRINCIPAIS DIVISES , SEES E OUTRAS PARTES DO TRABALHO , NA MESMA ORDEM E GRAFIA EM QUE APARECE NO TEXTO , ACOMPANHADOS DOS RESPECTIVOS NMEROS DAS PGINAS .

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    48

    9.2.2 ELEMENTOS TEXTUAIS

    10 .2.2.1. INTRODUO

    Introduo a parte inicial do texto, onde devem constar a delimitao do assunto

    tratado de forma breve e objetiva.

    9.2.2.2. DESENVOLVIMENTO

    A partir do levantamento bibliogrfico, desenvolve-se o corpo do trabalho, onde se

    analisa a idia principal, destacando, formulando e discutindo hipteses.

    Divide-se em sees ou captulos, e concentra a maior parte do total de pginas da

    monografia.

    9.2.2.3. CONCLUSO

    Parte final do texto onde so apresentados os resultados finais da pesquisa,

    correspondentes aos objetivos ou hipteses.

    importante apresentar novas idias, abrindo caminho a outros pesquisadores que

    podero trabalhar no assunto.

    9.2.3. ELEMENTOS PS-TEXTUAIS

    9.2.3.1. REFERNCIAS (OBRIGATRIO)

    Monografia no todo (livro, manual enciclopdia, dicionrio, tese, dissertao,

    trabalho acadmico etc.)

    Elementos essenciais: autor(es), ttulo, edio, local, editora e data de publicao.

    Exemplos:

    Um autor

    GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. So Paulo: Atlas, 2002.

    Dois autores

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    49

    DAMIO, Regina Toledo; HENRIQUES, Antonio. Curso de direito jurdico. So

    Paulo: Atlas, 1995.

    Trs autores

    PASSOS, L. M. M; FONSECA, A; CHAVES, M. Alegria de saber: matemtica,

    segunda srie, 2, primeiro grau: livro do professor. So Paulo: Scipione, 1995. 136 p.

    Mais de trs autores

    Indica-se apenas o primeiro, acrescentando-se a expresso et al.

    URANI, A. et al. Constituio de uma matriz de contabilidade social para o Brasil.

    Braslia: IPEA, 1994.

    Autor desconhecido

    Quando no existir autor, a entrada feita pelo ttulo com a primeira palavra em

    maiscula.

    DIAGNSTICO do setor editorial brasileiro. So Paulo: Cmara Brasileira do Livro,

    1993.

    Pseudnimo

    Deve-se considerar o pseudnimo para entrada, desde que seja a forma adotada

    pelo autor.

    DINIZ, Julio. As pupilas do senhor reitor. 15. ed. So Paulo: tica, 1994. 263 p.

    (Srie Bom Livro).

    Organizadores (Org.), compiladores (Comp.), editores (Ed.), Coordenadores

    (Coord.) etc.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    50

    FERREIRA, Leslie Piccolotto (Org.). O fonoaudilogo e a escola. So Paulo:

    Summus, 1991.

    MARCONDES, E; LIMA, I. N. de (Coord.). Dietas em pediatria clnica. 4.ed. So

    Paulo: Sarvier, 1993.

    Tradutores, revisores, ilustradores etc.

    Podem ser acrescentados aps o ttulo.

    ALBERGARIA, Lino de. Cinco anos sem chover: histria de Lino de Albergaria.

    Ilustraes de Paulo Lyra. 12. ed. So Paulo: FTD, 1994.

    CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionrio de smbolos. Traduo Vera

    da Costa e Silva et al. 3.ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1990.

    Autor entidade (associaes, empresas, instituies).

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. NBR 10520: Informao e

    documentao: citaes em documentos: apresentao. Rio de Janeiro, 2002.

    UNIVERSIDADE DE SO PAULO. Catalogo de teses da Universidade de So

    Paulo, 1992. So Paulo, 1993.

    Quando a entidade tem uma denominao genrica, seu nome precedido pelo

    nome do rgo superior, ou pelo nome da jurisdio geogrfica qual pertence.

    SO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Diretrizes para a poltica

    ambiental do Estado de So Paulo. So Paulo, 1993.

    BRASIL. Ministrio da Justia. Relatrio de atividades. Braslia, DF, 1993.

    9.2.3.2. APNDICE (OPCIONAL): TEXTO OU DOCUMENTO ELABORADO PELO

    AUTOR, COM O OBJETIVO DE COMPLEMENTAR O TRABALHO . DEVEM SER

    APRESENTADOS EM UMA FOLHA PARTE COMO DA SEGUINTE FORMA:

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    51

    9.2.3.3. ANEXO (OPCIONAL): TEXTO OU DOCUMENTO NO ELABORADO PELO

    AUTOR, QUE SERVE DE FUNDAMENTAO PARA COMPLEMENTO DO TRABALHO .

    DEVEM SER APRESENTADOS EM UMA FOLHA PARTE COMO DA SEGUINTE

    FORMA:

    9.3. CITAES

    Meno de uma informao extrada de outra fonte.

    9.3.1. REGRAS GERAIS DE APRESENTAO

    Nas citaes, as chamadas so feitas pelo sobrenome do autor, instituio

    responsvel ou ttulo na sentena, em letras maisculas e minsculas e quando

    estiverem entre parnteses, em letras maisculas.

    Exemplos:

    A ironia seria assim uma forma implcita de heterogeneidade mostrada, conforme a

    classificao proposta por Authier-Reiriz (1982).

    Apesar das aparncias, a desconstruo do logocentrismo no uma psicanlise

    da filosofia [...] (DERRIDA, 1967, p. 293).

    Citao direta: Transcrio textual de parte da obra do autor consultado.

    Especificar no texto, a(s) pgina(s), volume(s), tomo(s) ou seo(es) da fonte

    consultada, aps a data, separados por vrgula.

    Exemplos:

    Oliveira e Leonardos (1943, p. 146) dizem que a [...] relao da srie So Roque

    com os granitos portifirides pequenos muito clara.

    Meyer parte de uma passagem da crnica de 14 de maio, de A Semana: Houve

    sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o senado voltou a lei, que a

    regente sancionou [...] (ASSIS, 1994, v.3, p.583).

    Citao direta de at 3 linhas: Devem estar contidas entre aspas duplas.

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    52

    Exemplos:

    Barbour (1971, p. 35) descreve: O estudo da morfologia dos terrenos [...] ativos [...]

    No se mova, faa de conta que esta morta. (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72).

    Segundo S (1995, p. 27): [...] por meio da mesma arte de conservao que

    abrange to extensa e significativa parte da nossa existncia cotidiana [...]

    Citao direta com mais de 3 linhas: Devem ser destacadas com recuo de 4

    cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto e sem as aspas.

    Exemplo:

    A teleconferncia permite ao individuo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de teleconferncias incluem o uso da televiso, telefone, e computador. Atravs de udio-conferncia, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de udio pode ser emitido em um salo de qualquer dimenso. (NICHOLS, 1993, p. 181).

    Citao indireta: Baseado na obra do autor consultado.

    Nas citaes indiretas a indicao das pginas opcional.

    Exemplo:

    Merriam e Caffarella (1991) observam que a localizao de recursos tem um papel

    no processo de aprendizagem autodirigida.

    Sistema autor-data

    A indicao da fonte nas citaes pode ser feita de duas formas:

    a) pelo sobrenome de cada autor ou entidade responsvel seguido da data de

    publicao do documento e das pginas de citao (se a citao for direta),

    separados por vrgula e entre parnteses.

    Exemplos: Citao direta

    A chamada pandectstica havia sido a forma particular pela qual o direito romano fora integrado no sculo XIX na Alemanha em particular. (LOPES, 2000, P. 225).

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  • Prof. Fernando Rondon Filho

    53

    LOPES, Jos Reinaldo de Lima. O Direito na Histria. So Paulo: Max Limonad, 2000.

    Exemplos: Citao indireta

    Merriam e Caffarella (1991) observam que a localizao de recursos tem um papel crucial no processo de aprendizagem autodirigida. MERRIAM, S.; CAFFARELLA, R. Learning in adulthood: a comprehensive guide. San Francisco:Jossey-Bass, 1991.

    b) Pela primeira palavra do ttulo seguida de reticncias, data de publicao e

    pgina(s) da citao (caso seja citao direta), separados por vrgula e entre

    parnteses.

    Exemplos: Citao direta

    Ema nova Londrina (PR), as crianas so levada s lavouras a partir dos 5 anos. (NOS CANAVIAIS..., 1995, p. 12). NOS CANAVIAIS, mutilao em vez de lazer e escola. O Globo, Rio de Janeiro, 16 jul. 1995. O Pas, p. 12.

    Quando os sobrenomes dos autores forem coincidentes, acrescentam-se as iniciais

    dos prenomes, e se ainda houver coincidncia, indica-se os pronomes por extenso.

    Exemplos:

    (BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, Cssio, 1965)

    (BARBOSA, O., 1959) (BARBOSA, Celso, 1965)

    Em citaes de vrios documentos de um mesmo autor publicados no mesmo ano,

    faz-se a distino com letras minsculas, em ordem alfabtica, aps a data e sem

    espacejamento.

    Exemplo:

    Seguindo a anlise de Pires (2004a)

    (PIRES, 2004a)

    Nas citaes indiretas de documentos de mesma autoria, publicados em anos

    diferentes e mencionados simultaneamente, as datas so separadas por vrgulas.

    Exemplos:

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    54

    (SILVA, 1989, 1994)

    (SANTOS; VARGAS; ALVES, 2000, 2002, 2004)

    As citaes indiretas de diversos documentos de vrios autores, mencionados

    simultaneamente, devem ser separadas por (;), em ordem alfabtica

    Exemplos:

    (CASTRO, 1994; SILVA, 1989)

    (FONSECA, 1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997).

    Notas de rodap: Indicaes, observaes ou aditamentos ao texto feitos pelo

    autor.

    As notas de rodap podem ser notas de referncia ou notas explicativas e so

    alinhadas a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da

    primeira palavra para destacar o expoente, sem espao entre elas e com fonte

    menor.

    Exemplo:

    ____________________ 1 Veja-se como exemplo desse tipo de abordagem o estudo de Netzer (1976) 2 Encontramos esse tipo de perspectiva na 2 parte do verbete referido na nota anterior, em grande parte do estudo de Rahner (1962).

    Notas de referncias

    A numerao das notas de referncias feita por algarismos arbicos, devendo ter

    numerao nica e consecutiva para captulo ou parte. No se inicia a numerao a

    cada pgina. A primeira citao de uma obra, em nota de rodap, deve ter sua

    referncia completa.

    Exemplo:

    __________________ 3 FARIA, Jos Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justia. So Paulo: Malheiros, 1994.

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    a

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    55

    As subseqentes citaes da mesma obra podem ser referenciadas de forma

    abreviada, utilizando as seguintes expresses, abreviadas quando for o caso, mas

    s devem ser usadas na pgina da citao a que se referem.

    Idem-mesmo autor-id.: quando a obra citada j foi indicada anteriormente.

    Exemplo:

    _________________ 8

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS, 1989, p.9. 9

    Id. , 2000, p.19.

    Ibidem na mesma obra - Ibid.: quando a obra citada j foi indicada anteriormente.

    Exemplo:

    __________________ 3 DURKHEIM, 1925, p.176 4 Ibid., p.190.

    Opus citatum obra citada - op. cit.: quando a obra citada j foi indicada

    anteriormente.

    Exemplo:

    ___________________

    8 ADORNO, 1996, p. 38.

    9 GARLAND, 1990, p.42-43.

    10 ADORNO, op. Cit., p. 40.

    Passim - aqui e ali, em diversas passagens - passim: quando a citao est

    dispersa por vrios pontos da obra.

    Exemplo:

    ___________________

    5 RIBEIRO, 1997, passim.

    Sequentia- seguinte ou que se segue - et seq.: quando a citao continua pelo

    texto adiante.

    Exemplo:

    __________________

  • Prof. Fernando Rondon Filho

    56

    7 FOCAULT, 1994, p. 17 et seq.

    Apud citado por, conforme, segundo pode, tambm, ser usada no texto:

    utilizada na citao de citao.

    Exemplos:

    Segundo Castro (1984 apud FREITAS, 1998, p.2) Aa teoria do DNA [...]

    Com o passar do tempo a vida nos centros urbanos tornou-se neurtica e infeliz

    (FONTES, 1987, p.18 apud MEDEIROS, 1996, p. 38-46).

    _________________

    1 GOMES, 2000 apud DANTAS, 2001, p. 7-8.

    Notas explicativas

    A numerao das notas explicativas feita em algarismos arbicos, e ter que ser

    nica e consecutiva para cada captulo ou parte. No se inicia a numerao a cada

    pgina.

    Exemplos:

    Alm da coleta de dados em livros e revistas cientficas, fizemos entrevistas em

    campo para posterior relato da situao.1

    ___________________

    1 No final do trabalho encontram-se a bibliografia consultada e os questionrios das entrevistas.

    10. DICAS IMPORTANTES

    Ao fazer o levantamento bibliogrfico, explore em primeiro lugar as fontes de

    pesquisas disponveis nas bibliotecas;

    Se necessrio, utilize fontes idneas para complementao de dados na

    elaborao das referncias. Exemplos: Catlogo CNN, Dedalus, Medline;

    Adotar o mesmo padro em todo o trabalho para prenomes dos autores e ttulos

    de peridicos: escolher a forma por extenso ou abreviado;

    Destaque de palavras e ttulos de documentos: escolher negrito ou itlico.

    N

    o

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    e

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  • Prof. Fernando Rondon Filho

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