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  • 921Levantamento das pastagens naturais da regio de Santa Maria-RS, Brasil.

    Cincia Rural, v. 33, n. 5, set-out, 2003.

    Cincia Rural, Santa Maria, v.33, n.5, p.921-927, set-out, 2003

    ISSN 0103-8478

    Levantamento das pastagens naturais da regio de Santa Maria-RS, Brasil1

    Fernando Luiz Ferreira de Quadros2 Gabriela Schenato Bica3 Paulo Rogrio Viegas Dam4

    Rubens Dorow5 Csar Kersting6 Luciana Ptter7

    Survey of natural pastures from Santa Maria region (RS), Brazil

    1Trabalho financiado pelo CNPq2Professor, Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 97119-900, Santa Maria-RS. E-mail:fquadros@ccr.ufsm.br. Autor para correspodncia.

    3Aluno do curso de Zootecnia, UFSM, bolsista BIC-FAPERGS. E-mail: gabrielabica@hotmail.com4Zootecnista, M.Sc., In memoriam5Engenheiro Agrnomo, MSc, Prefeitura Municipal de Santa Maria-RS6Engenheiro Agrnomo, MSc, Cooperativa Agrcola Entre-Rios, Guarapuava-PR.7Zootecnista, MSc, Professor, PUC, Uruguaiana-RS

    RESUMO

    Este trabalho foi realizado com o intuito de se obterum levantamento das pastagens naturais da regio de SantaMaria, a qual foi subdividida, para este objetivo, em quatrolocalidades: Dilermando de Aguiar, Pains, Santa Flora e SoMartinho. O levantamento utilizou estimativas visuais dafreqncia de espcies atravs do mtodo BOTANAL e permitiua identificao de 61 espcies, dentre as quais 45 apresentaramcontribuio significativa para a biomassa area da vegetao.No distrito de Pains, encontrou-se maior freqncia das espciesAxonopus affinis, Eragrostis plana, Desmodium barbatum eAristida spp. . Em Dilermando de Aguiar, houve maiorcontribuio de Calamagrostis viridiflavescens, Schizachyriummicrostachyum e Paspalum notatum a qual foi, tambm, umaespcie abundante em Santa Flora, assim como Desmodiumincanum. As espcies mais freqentes em So Martinho foram:Baccharis trimera , Paspalum plicatulum e Erianthusangustifolius. O teste de aleatorizao mostrou que, em todasas localidades, ocorreu diferena significativa na suacomposio florstica (P= 0,0058), evidenciando a inexistnciade associao entre os tipos fisionmico-florsticos e os tiposde solo. A partir disto, este levantamento permite que seestabeleam prioridades quanto pesquisa e manejo daspastagens naturais dos diferentes grupos fisionmico-florsticosda regio.

    Palavras-chave: anlise de ordenao, espcies nativas,freqncia, grupos fisionmicos, testes dealeatorizao, vegetao campestre.

    ABSTRACT

    T h i s s t u d y w a s c a r r i e d o u t t o o b t a i n asurvey of natural pastures in the Santa Maria region,R i o G r a n d e d o S u l , B r a z i l . T h e e x p e r i m e n t w a ssubdivided in four si tes: Dilermando de Aguiar, Pains,Santa Flora and So Martinho. The survey was basedo n v i s u a l a s s e s s m e n t o f s p e c i e s f re q u e n c y b y t h eBOTANAL method and al lowed the ident i f icat ion o f6 1 s p e c i e s w i t h i n t h o s e 4 5 s h o w e d s i g n i f i c a n tcontribut ion to the vegetat ion aerial biomass. Painss i t e p re s e n t e d h i g h e r f r e q u e n c y o f t h e s p e c i e sAxonopus affinis , and Eragrostis plana . Dilermandod e A g u i a r s h o w e d h i g h e r c o n t r i b u t i o n o fS c h i z a c h y r i u m m i c r o s t a c h y u m a n d P a s p a l u mnotatum , which was, as well , an abundant specie inSan ta F lora , as we l l as Desmodium incanum . Themost frequent species in So Martinho were Baccharistrimera and Paspalum plicatulum . The randomizat iontest showed di f ferences in f loris t ic composit ion of al ls i tes (P=0.0058), showing that physiognomic-f loris t ictypes were not associated with soi l types. This surveyallows the establ ishment of priori t ies in managementa n d re s e a rc h o n n a t u r a l p a s t u re s o f t h e d i f f e re n tregional physiognomic groups.

    Key words : frequency, grasslands vegetation, nativespecies, ordination analysis, phisiognomicg ro u p s , r a n d o m i z a t i o n t e s t s , s a t e l l i t eimages.

    Recebido para publicao 08.01.02 Aprovado em 11.09.02

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    INTRODUCO

    A vegetao natural do RS, nos dias atuaisainda composta majoritariamente por campos, nosdias atuais (IBGE,1996), mesmo que tenha reduzidosua participao percentual de cerca de 60 para menosde 40% do territrio gacho, nos ltimos 20 anos. Oscampos representam uma formao vegetal pioneira,que recobria os solos h milhares de anos. Essaformao tambm denominada savana, com ossubtipos: arbustivo-arbrea, estpica, parque, entreoutros (TEIXEIRA et al., 1986; PORTO, 1998).

    Segundo GIRARDI-DEIRO (1985), apesarda importncia econmica e ecolgica que tm para oEstado, estas extensas reas de campo natural no estoainda suficientemente estudadas.

    A falta de conhecimento sobre as pastagensnaturais advm do fato de elas representaremcomunidades vegetais variveis, dinmicas ecomplexas, influenciadas por fatores climticos,edficos e biticos (STODDART & SMITH, 1955).

    PEREIRA et al. (1990) afirmam quelevantamentos florsticos so importantes na medidaque contribuem para evidenciar a riqueza biolgicada rea levantada e oferecem informaes acerca dadistribuio geogrfica das espcies. Alm disto,fornecem informaes sobre potencialidades de uso,facilitando tomadas de decises.

    Neste sentido, dentre os poucos trabalhossobre este tema, est o de GONALVES et al. (1988),que objetivou caracterizar as formaes campestres eestabelecer uma possvel associao com os diferentestipos de solo e obter informaes aplicveis ao manejodas mesmas.

    Apesar do restrito nmero de publicaesacerca deste tema, muitos recursos esto disponveispara a realizao de trabalhos, como por exemplo,imagens de satlite e fotografias areas. As imagensareas, dependendo da escala utilizada, podem daruma boa viso do conjunto de uma regio,permitindo uma distino preliminar dos limites dasdiferentes comunidades. A partir destas, umreconhecimento no campo permite um confrontoentre as imagens e a realidade, proporcionando aelaborao de mapas de zoneamento da vegetao(BRAUN-BLANQUET, 1979; WHALLEY &HARDY, 2000).

    Utilizando-se de imagens orbitais TM emdois canais, LORENSI (1987) provou ser um recursode boa aplicabilidade. CARMEL & KADMON (1998)afirmam que fotografias areas so uma boa opopara estudos que levam ao entendimento de processosecolgicos, desde que tenham alta resoluo espacial.

    Devido necessidade de caracterizar ariqueza florstica da comunidade campestre,subsidiando informaes para tomadas de decisesrelativas ao manejo, foi realizado um levantamentocom o objetivo de identificar as pastagens naturais daregio de Santa Maria.

    MATERIAL E MTODOS

    O presente trabalho teve como rea deabrangncia a regio de Santa Maria, no Rio Grandedo Sul, a qual foi subdividida em quatro localidades:Dilermando de Aguiar e So Martinho (municpiosemancipados de Santa Maria), Pains e Santa Flora(distritos rurais deste municpio). As avaliaes foramrealizadas durante o ms de novembro de 1991. Oclima desta regio classificado como Cfa e asprincipais unidades de mapeamento de solo so: SoPedro (argissolo vermelho), Santa Maria (alissolocrmico), Cruz Alta (latossolo vermelho), Jlio deCastilhos (argissolo vermelho-amarelo), Vacaca(planossolo hidromrfico), Venda Grande(chernossolo argilvico) e Guassupi (neossolo litlico)(BRASIL, 1973; EMBRAPA, 1999).

    Foram usadas imagens de satlite na escalade 1/100.000 e fotografias areas na escala de 1/25.000, sobre as quais se realizou fotointerpretaopara a seleo de manchas de vegetao campestre.Nestas manchas, foram escolhidos 19 pontos paraamostragem a campo, nos quais foram avaliadas, emmdia, 18 unidades amostrais constitudas de quadrosde 0,25 m2.

    A amostragem da vegetao seguiu osprocedimentos de campo do mtodo BOTANAL(TOTHILL et al., 1978), em que h uma combinaode estimativas da composio relativa de espcies edo rendimento de pastagens, onde cada quadro estimado visualmente e fornece informaes sobreos atributos de maior interesse. Tomou-se afreqncia de espcies atravs do critrio depresena/ausncia nos quadros avaliados, comovarivel para a anlise estatstica, a qual utilizouanlise de agrupamentos, tendo como critrio deformao de grupos a varincia mnima; ordenaopor coordenadas principais, considerando afreqncia mdia por localidade e testes dealeatorizao, considerando as 344 unidadesamostrais, como unidades amostrais independentes,atravs do programa MULTIV (PILLAR, 1997).

    Alm da amostragem da vegetao, foramcoletadas amostras de solo, as quais foram analisadaspelo Laboratrio de Anlises de Solo da UniversidadeFederal de Santa Maria.

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    RESULTADOS E DISCUSSO

    O levantamento identificou 61 espcies(Tabela 1), dentre as quais 45 com contribuiosignificativa para a biomassa area da vegetaocampestre. Entre estas, esto includas principalmenteespcies das famlias Gramineae, Leguminosae,Compositae e Rubiaceae, tendo a primeira famliacontribudo com 24 espcies.

    O dendrograma da anlise de agrupamentos(Figura 1) permitiu identificar a existncia de trs ouquatro grupos fisionmicos, dependendo do ponto decorte estabelecido. A definio do nmero de gruposfoi estabelecida pela anlise de ordenao e pelostestes de aleatorizao.

    A anlise de ordenao revelou umaseparao ntida entre localidades, sendo que o eixo Isintetizou 52,7% da variao na composio florstica,enquanto que o eixo II resumiu 39,1% da mesmavariao(Figura 2).

    Um conjunto de 11 espcies caracterizou afisionomia dos diferentes locais, apresentando umacorrelao superior a 0,85 com os eixos de ordenao(Figura 3). Estas espcies no representam,necessariamente, aquelas de maior disponibilidade debiomassa, mas so elementos fisionmico-florsticoscaractersticos de um determinado tipo de vegetao.Podemos citar o exemplo de Andropogon lateraliscomo uma espcie com grande contribuio na matriaseca de, pelo menos, trs locais, mas que, devido a

    Tabela 1 - Espcies freqentes nas pastagens naturais da regio de Santa Maria, RS, 1991.

    COMPOSITAE Schizachyrium tenerum Nees

    Baccharis trimera (Less.) DC. Setaria geniculata (Lam.) Beauv.

    Chevreulia acuminata Less. Sporobolus indicus Nees

    Facelis retusa (Lam.) Sch. Bip. HYPOXIDACEAE

    Gamochaeta americana (Mill.) Weddell Hypoxis decumbens L.

    Orthopapus angustifolius (Sw.) Gleason IRIDACEAE

    Pterocaulon alopecuroides (Lam.) DC. Allophia pulchella Herb.

    Senecio selloi (Spreng.) DC. Sisyrinchium laxum Otto ex Sims

    Vernonia nudiflora Less. LEGUMINOSAE

    CONVOLVULACEAE Aeschynomene falcata (Poir.) DC.

    Dichondra sericea Sw. Arachis burkartii (O.) Handro

    CYPERACEAE Desmanthus depressus Humb. et Bonpl. ex Willd.

    Cyperus brevifolius (Rottb.) Hassk. Desmodium barbatum (L.) Benth.

    Eleocharis glauco-virens Boeck. Desmodium incanum DC.

    Fimbristylis diphylla (Rez.) Vahl Eriosema tacuaremboensis Vog.

    GRAMINEAE Rhynchosia corylifolia Mart. ex Benth.

    Andropogon lateralis Nees Macroptilium prostratum (Benth.) Urb.

    Andropogon selloanus (Hack.) Hack. Stylosanthes leiocarpa Vog.

    Aristida filifolia (Arech.) Herter Stylosanthes montevidensis Vog.

    Aristida laevis (Nees) Kunth Tephrosia adunca Benth.

    Aristida jubata (Arech.) Herter Trifolium riograndensis Burk.

    Axonopus affinis Chase Zornia dyphyla ( L.) Pers.

    Briza poaemorpha (J. Presl) Henr. MELASTOMATACEAE

    Briza subaristata Lam. Tibouchina gracilis (Bonpl.) Coqn.

    Calamagrostis viridiflavescens (Poir.) Steud. OXALIDACEAE

    Coelorhachis selloana (Hack.) Henrard Oxalis brasiliensis Lodd.

    Eragrostis lugens Nees PLANTAGINACEAE

    Eragrostis neesii Trin. Plantago australis Lam.

    Eragrostis plana Nees RUBIACEAE

    Erianthus angustifolius Nees Borreria eryngioides Cham. et Schlecht.

    Panicum sabulorum Lam. Borreria verticillata (L.) G.F.W.Mey.

    Paspalum guenoarum Arech. Relbunium richardianum (Gill. ex Hook. et Arn.) Hicken

    Paspalum notatum Fl. Richardia brasiliensis Cham. et Schlecht.

    Paspalum plicatulum Michx. UMBELLIFERAE

    Paspalum pumilum Nees Eryngium ciliatum Cham. et Schlecht.

    Piptochaetium montevidense (Spreng.) Parodi Eryngium horridum Malme

    Schizachyrium microstachyum (Desv.) Roseng., Arrill. et Izag.

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    isto, apresentou uma menor correlao (0,6) com oseixos de ordenao.

    No distrito de Pains, houve maiorfreqncia das espcies Axonopus affinis, Eragrostisplana, Desmodium barbatum e Aristida spp.. EmDilermando de Aguiar, encontrou-se maiorcontribuio de Calamagrostis viridiflavescens,Schizachyrium microstachyum e Paspalum notatuma qual foi, tambm, uma espcie abundante em SantaFlora, assim como Desmodium incanum. As espciescom maior freqncia em So Martinho foram:Baccharis trimera, Paspalum plicatulum e Erianthusangustifolius.

    O teste de aleatorizao considerouas unidades amostrais independentemente desua local izao recombinando aamostra 10.000 vezes e mostrouq u e t o d a s a s l o c a l i d a d e sa p r e s e n t a r a m d i f e r e n asignif icat iva na sua composioflorstica (P=0,0058).

    O f a to de , em cadaloca l i dade , ex i s t i r em d ive r sa sunidades de mapeamento de solomostrou que o t ipo de solo nocond ic ionou a compos i o davege tao , uma vez que qua t rounidades f is ionmico-flors t icas

    foram evidenciadas, sem a existncia de umaassociao com as unidades de mapeamento, aocontrrio da afirmao de GONALVES et al.(1988). Tal afirmao pode ser atribuda ao fatode os autores no haverem realizado nenhumtratamento estatstico multivariado que pudessefundamentar suas consideraes fisionmicas,que so subjetivas. As anlises das amostras deso lo , de aco rdo com as md ia s de cadalocalidade, podem ser observadas na tabela 2,que mostra que as caractersticas qumicas dossolos so muito semelhantes.

    Este levantamento permite estabelecerprioridades de pesquisa e decises com relao aomanejo das pastagens naturais dos diferentes grupos

    Figura 1 - Dendrograma de anlise de agrupamentos, tendo como critrio de agrupamento a varincia mnima (menor soma de quadrados noeixo horizontal), as localidades seguem a seguinte legenda: SaMar = So Martinho; SaFlo = Santa Flora; DilAg = Dilermando deAguiar; Pains. A varivel analisada foi a freqncia de espcies nas pastagens naturais da regio de S.Maria, RS, 1991.

    Tabela 2 - Anlises qumicas dos solos, valores mdios das localidades levantadas.Santa Maria, RS, 1991.

    LocalidadeArgilag.kg-1

    pH-H2O pH SMPP

    mg.L-1K

    mg.L-1Al

    cmolc.L-1M.

    g.kg-1

    S. Martinho 290 5,1 4,9 1,5 96 1,3 30

    D. de Aguiar 120 5,0 5,3 1,2 55 1,5 31

    S. Flora 170 4,9 5,4 2,3 98 1,3 27

    Pains 130 5,1 6,1 2,0 112 0,3 24

    Legendas : S. Martinho= So Martinho, D. de Aguiar= Dilermando de Aguiar, S.Flora= Santa Flora

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    fisionmico-florsticos existentes na regio. Observa-se que, no distrito de Pains, urgente desenvolver eutilizar estratgias de controle da espcie invasoraEragrostis plana, cujo potencial infestante podeprejudicar sensivelmente a produtividade dapastagem natural. A dominncia de espcies de baixovalor forrageiro como Baccharis trimera e Erianthus

    Figura 3 - Mapa de tipos fisionmicos das pastagens naturais da regio de Santa Maria RS.

    angustifolius permite estabelecer o ajuste de cargaanimal e/ou o uso de prticas de limpeza, como fogo,roada e herbicidas, como uma das prioridades domanejo a ser empregado na regio de So Martinho.Neste sentido, trabalhos como o de GIRARDI-DEIRO (1985), evidenciando o efeito de diferentescargas animais na composio botnica da pastagem

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    Campos y Chaco, 1988. p.63-64.

    Figura 2 - Diagrama de ordenao de anlise de coordenadas principais, utilizando como medida de semelhana a distncia euclidiana. Asespcies indicadas esto localizadas segundo suas correlaes com os dois eixos de ordenao, sendo a correlao superior a 0,85com pelo menos um dos eixos. As espcies so identificadas pelas seguintes legendas:A. affinis= Axonopus affinis, B. trimera=Bacharis trimera, C. viridiflavescens= Calamagrostis viridiflavescens, D. barbatum= Desmodium barbatum, D.incanum= Desmodium incanum, E. angustifolius= Erianthus angustifolius, E. plana= Eragrostis plana, P. notatum=Paspalum notatum, P. plicatulum= Paspalum plicatulum e S. microstachyum= Schizachyrium microstachyum. A varivelanalisada foi a freqncia de espcies nas pastagens naturais da regio de S.Maria, RS, 1991.

    permitem antecipar a relevncia do tema para estaregio.

    CONCLUSES

    Foi evidenciada a inexistncia de associaoentre os quatro tipos fisionmico-florsticos e os tiposde solos. Os diferentes tipos de vegetao permitemestabelecer as prioridades de pesquisa e manejo para aspastagens naturais.

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