Jornal Municipal - Out | Nov | Dez'14

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Jornal Municipal do concelho de Setbal. Edio de outubro, novembro e dezembro de 2014.

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SETBALJORNAL MUNICIPAL.dezembro 2014.ano 14.n.54Comrcio totalBela Vista de todospg. 12Oramento municipal refora consolidao financeirapgs. 4 a 7Abertura do Alegro marca nova era na economia local. Baixa atravessa perodo de fulgor com atividade cativante para clientes e visitantesFesta a postosjunto do Sadopg. 28pgs. 14 e 15Tremoo elevadoa estatuto de pituJovens setubalenses surpreendem com pat improvvelAtelier de tricot e crochet ajuda a partilhar experincias e at atrai quem vive fora do bairropg. 25pgs. 16 e 17Futuro chegaaos SapadoresEsprito de Natalcontagia concelhopg. 282SETBALoutubro|novembro|dezembro14Setbal - Jornal MunicipalPropriedade:Cmara Municipal de SetbalDiretora: Maria das Dores Meira,Presidente da CMSEdio: SMCI/Servio Municipal de Comunicao e ImagemCoordenao Geral: Srgio MateusCoordenao de Redao: Joo MonteiroRedao: Frederico Campos, Hugo Martins, Marco Silva, Raquel Proena, Susana ManteigasFotografia: Jos Lus Costa, Mrio Peneque, Nuno Gaspar (foto da Escola Lima de Freitas)Paginao: Humberto FerreiraImpresso: Daniel & Lino, Lda.Redao: SMCI - Cmara Municipalde Setbal, Paos do Concelho,Praa de Bocage, 2901-866 SetbalTelefone: 265 541 500E-mail: smci@mun-setubal.ptTiragem: 8000 exemplaresDistribuio GratuitaDepsito Legal N. 183262/02Sugestes e informaes dirigidas a este jornalpodem ser enviadas ao cuidado da redaopara o endereo indicado nesta ficha tcnica.informaes teissumrioeditorialCMARA MUNICIPALPaos do ConcelhoPraa de Bocage265 541 500 | 808 200 717 (linha azul)Gabinete da Presidnciagap@mun-setubal.ptDepartamento de Administrao Gerale Finanas | daf@mun-setubal.ptGabinete da Participao Cidadgapc@mun-setubal.ptEdifcio do Banco de PortugalRua do Regimento de Infantaria 11, n. 7265 545 180Departamento de Cultura, Educao,Desporto, Juventude e Incluso SocialDepartamento de Recursos HumanosEdifcio SadoRua Accio Barradas, 27-29265 537 000Departamento de Ambiente e Atividades Econmicasdaae@mun-setubal.ptDepartamento de Obras Municipaisdom@mun-setubal.ptDepartamento de UrbanismoGabinete de Apoio ao ConsumidorMercado do Livramento, 1. andar265 545 390Gabinete de Apoio ao EmpresrioAv. Belo Horizonte Escarpas de Santos Nicolau265 545 150gae@mun-setubal.ptSEI Setbal, Etnias e ImigraoRua Amlcar Cabral, 4-6265 545 177 | Fax: 265 545 174sei@mun-setubal.ptGabinete da JuventudeCasa da CulturaRua Detrs da Guarda, 28265 236 168gajuve@mun-setubal.ptTURISMOCasa da Baa de SetbalCentro de Promoo TursticaAv. Lusa Todi, 468265 545 010 | 915 174 442Posto Municipal de Turismo - AzeitoPraa da Repblica, 47212 180 729Loja municipal Coisas de SetbalPraa de Bocage Paos do Concelhocoisasdesetubal@mun-setubal.ptESPAOS CULTURAISBiblioteca Pblica MunicipalServios CentraisAv. Lusa Todi, 188265 537 240Polo da Bela VistaRua do Moinho, 5265 751 003Polo Gmbia, Pontes e Alto da GuerraEstrada Nacional 10, Pontes265 706 833Polo de S. JulioPct. Ilha da Madeira ( Av. de Angola)265 552 210Polo Sebastio da GamaRua de Lisboa, 11, V. Nogueira Azeito212 188 398Frum Municipal Lusa TodiAv. Lusa Todi, 61-67265 522 127Casa da CulturaRua Detrs da Guarda, 28265 236 168Museu de Setbal/Convento de JesusExposio de longa duraoAvenida Lusa Todi, 119265 537 890Museu do Trabalho Michel GiacomettiLg. Defensores da Repblica265 537 880Casa BocageArquivo Fotogrfico Amrico RibeiroRua Edmond Bartissol, 12265 229 255Museu Sebastio da GamaRua de Lisboa, 11Vila Nogueira de Azeito212 188 399Casa do Corpo SantoMuseu do BarrocoRua do Corpo Santo, 7265 534 402Cinema Charlot Auditrio MunicipalRua Dr. Antnio Manuel Gamito265 522 446EqUIPAMENTOSDESPORTIVOSComplexo Piscinas das ManteigadasVia Cabeo da Bolota265 729 600Piscina Municipal das PalmeirasAv. Independncia das Colnias265 542 590Piscina Municipal de AzeitoRua Dr. Agostinho Machado Faria212 199 540Complexo Municipal de AtletismoEstrada Vale da Rosa265 793 980Pavilho Municipal das ManteigadasVia Cabeo da Bolota265 739 890Pavilho Joo dos SantosRua Batalha do Viso265 573 212UTILIDADE PBLICALoja do CidadoAv. Bento Gonalves, 30 D265 550 200Balco CMS: 265 550 228/29/30Piquete de gua 265 529 800Piquete de gs 800 273 030Eletricidade 800 505 505URGNCIASSOS 112Intoxicaes217 950 143SOS Criana808 242 400Linha Sade 24808 242 424Hospital S. Bernardo265 549 000Hospital Ortopdico do Outo265 543 900Companhia Bombeiros Sapadores265 522 122Linha Verde CBSS800 212 216Bombeiros Voluntrios de Setbal265 538 090Proteo Civil265 739 330Proteo Floresta117Capitania do Porto de Setbal265 548 270Comisso Proteo Crianase Jovens de Setbal265 550 600PSP265 522 018GNR265 522 022SETBALJORNAL MUNICIPAL.dezembro 2014.ano 14.n.54Comrcio totalBela Vista de todospg. 12Oramento municipal refora consolidao financeirapgs. 4 a 7Abertura do Alegro marca nova era na economia local. Baixa atravessa perodo de fulgor com atividade cativante para clientes e visitantesFesta a postosjunto do Sadopg. 28pgs. 14 e 15Tremoo elevadoa estatuto de pituJovens setubalenses surpreendem com pat improvvelAtelier de tricot e crochet ajuda a partilhar experincias e at atrai quem vive fora do bairropg. 25pgs. 16 e 17Futuro chegaaos SapadoresEsprito de Natalcontagia concelhopg. 284 PRIMEIRO PLANO O comrcio est em alta em Setbal. O Alegro abriu portas a uma nova realidade, num espao que concilia modernidade e inovao, e a Baixa responde com iniciativas que atraem os clientes. 8 LOCAL Um conjunto de obras de requalificao da rede viria est a mudar a cidade. Novos equipamentos servem um municpio dotado de uma gesto com preocupaes de rigor financeiro.13 FREGUESIA Um polo operacional concentra servios de limpeza da Unio das Freguesias de Setbal. A Gmbia melhorou a imagem da quinta da Amizade e S. Sebastio tem uma assembleia do futuro.14 PLANO CENTRAL Na Bela Vista, velhos nem os trapos. Um atelier de tricot e crochet, dinamizado por muncipes no mbito do Nosso Bairro, Nossa Cidade, um hino ao convvio e partilha de experincias.16 SEGURANA A capacidade operacional dos Bombeiros Sapadores melhorou com o reforo de viaturas e equipamentos graas a uma candidatura municipal. Os Voluntrios tambm so apoiados pela Autarquia.18 DESPORTO O tapete sinttico do Campo Municipal da Vrzea j est em funcionamento para gudio dos Pelzinhos. A cidade continua a marcar pontos na atividade desportiva, incluindo a pesca. 19 TURISMO Um projeto acadmico procura contribuir para o aumento da qualidade do setor turstico, numa aposta na sustentabilidade. As iniciativas associadas ao Sado continuam a ser aposta segura.20 CULTURA O regresso dos Disto & Daquilo, uma exposio de Jos Mouga, e mais, nos dois anos da Casa da Cultura. As artes esto em foco tambm com mostras de Rogrio Chora e sobre o Finuras.22 EDUCAO Figuras pblicas e instituies so padrinhos ativos dos estabelecimentos de ensino, no mbito do projeto Uma Escola, Um Amigo. Setbal acolhe bem a comunidade educativa. 23 ACADEMIA Uma aluna da Escola Superior de Tecnologia levou NASA um revestimento protetor de ligas de magnsio. A Escola Superior de Sade associa deficincias de mastigao a problemas da fala.24 RETRATOS Verdadeiras obras de arte nascem do ouro e da prata num atelier de joalharia de Azeito. A Officina Bellu Conti produz trabalhos personalizados nicos, alguns j premiados.25 INICIATIVA O empreendedorismo no para de surpreender. Um engenheiro de automao, um mestre em engenharia biolgica e um estudante de marketing inventaram uma gama de pats de tremoo.26 MEMRIA quinze minutos abalaram a vila de Setbal, a 1 de novembro de 1755, quase a destruindo e matando um tero da populao. Meio sculo depois nasceu o visionrio Jos Maria da Fonseca.28 PLANO SEGUINTE O Natal anima a cidade e Azeito, com um conjunto de iniciativas culturais e de lazer que se prolonga at 2015. Como j se tornou hbito, o novo ano festejado nas duas margens do rio.3SETBALoutubro|novembro|dezembro14editorialA afirmao de Setbal como a grande capital que continua a ser feita com enorme intensidade pelos vrios protagonistas da vida local.No que diz respeito Cmara Municipal, temo-lo feito de variadssimas formas, entre as quais a requalificao urbana da cidade e do concelho, tornando-os mais atrativos para os que nos visitam e criando mais qualidade para os que c vivem. Estamos convencidos de que, por esta via, criaremos mais e melhores condies para o desenvolvimento sustentado, para a criao de mais riqueza, para o aumento do nmero de turistas que nos visitam. O aumento gradual e sustentado da procura de Setbal como destino turstico confirma, alis, esta nossa viso.De acordo com dados do INE, registou-se, este ano, um crescimento de 16 por cento de dormidas no concelho apenas no perodo entre janeiro e agosto, crescimento que parece ser a continuao da tendncia verificada desde 2013, em que a subida deste indicador em relao ao ano anterior foi de cerca de 11 por cento. Tais nmeros so ainda mais relevantes quando comparados com os 4,8 por cento de aumento do nmero de dormidas a nvel nacional e de 6,4 por cento na rea Metropolitana de Lisboa.Vamos continuar a trabalhar para reforar o posicionamento e a notoriedade de Setbal como destino turstico, aumentando a perceo de valor de destino por parte de visitantes nacionais e estrangeiros. quem nos visita sabe bem, alis, que temos muito para dar, em especial e de forma integrada produtos associados aos segmentos Sol e Mar, tradicional e ativo, Touring, nas reas rural, descoberta e citadino, e Gastronomia e Vinhos.O que estamos a fazer apenas aproveitar todo este enorme potencial. Os nmeros indicam que estamos no bom caminho.O Centro Comercial Alegro Setbal, inaugurado em novembro, corresponde a uma forma de comrcio que transformou, definitiva e obrigatoriamente, o tecido comercial do nosso pas. Na Cmara Municipal de Setbal acreditamos, porque conhecemos intenes de investimento que apontam nesse sentido, que ser tambm um potenciador para que todo o comrcio local se renove, se modernize, ainda que os tempos sejam complexos e at mesmo de asfixia dos pequenos e mdios negcios, com uma carga fiscal brutal e injusta de que o mais acabado exemplo a taxa de IVA que a restaurao obrigada a praticar.A autarquia continuar, contudo, empenhada na transformao urbana das principais zonas centrais e de comrcio da cidade, requalificando-as para que atraiam mais gente, mais consumidores.Fizemo-lo com a criao de novos polos de atrao, como o caso do Frum Municipal Lusa Todi e da Casa da Cultura, da Casa da Baa, da Galeria de Arte do Banco de Portugal ou com a instalao no quartel do Onze de uma escola de hotelaria que traz, diariamente, zona mais e novos utentes.O apoio municipal s mais recentes iniciativas de animao da Baixa comercial outro dos exemplos que evidenciam o nosso profundo interesse em criar condies para que estas zonas continuem a ser espaos comerciais de oferta qualificada e diversificada, capazes de atrair cada vez mais consumidores.Claro que ainda temos muito para fazer. Mas no podemos nem queremos faz-lo sozinhos.Precisamos do empenho franco e aberto de todos, em particular dos mais interessados nestas questes, para que possamos ultrapassar tempos difceis; para que possamos, tambm, mudar o paradigma da prestao de servios comerciais que hoje temos em muitas zonas da cidade.Sabemos que esta caminhada ser longa, recheada de dificuldades, mas tambm sabemos que, juntos, temos capacidade e fora para chegar a bom porto.A todos(as) um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.Temos muito para darVamos continuar a trabalhar para reforar o posicionamento e a notoriedade de setbal como destino tursticoPresidente da Cmara Municipal de Setbal4SETBALoutubro|novembro|dezembro144SETBALoutubro|novembro|dezembro14primeiroplanoAo longo de vinte meses, a cidade assistiu, passo a passo, concre-tizao de uma complexa obra de engenharia e arquitetura. O Alegro mais do que um equipamento de comrcio. um espao de lazer e entretenimento, de portas abertas a todas as geraes.Traos de Setbal saltam vista chegada ao Alegro. O rio, a serra e a baa do as boas-vindas nas portas de entrada do moderno espao co-mercial, um edifcio de referncia que tanto aposta na inovao tec-nolgica como na sustentabilidade ambiental.H mais de uma centena de lojas, uma dezena de restaurantes, nove salas de cinema de ltima gerao e um ginsio, sob um teto, parcial-mente transparente, que em dias de cu limpo lembra a leveza azul do Sado.Mquinas de costura, cabides e car-tolas de outros tempos decoram as paredes dos acessos pelos trs pisos subterrneos de estacionamento e indicam aos clientes a localizao do ncleo comercial Alegro. No lado oposto, pela porta da Baa, so car-rinhos de compras a remeter para a loja Jumbo.Setbal inspira Alegro A modernidade e a inovao unem-se no Alegro, o novo espao comercial da cidade. H lojas e servios para todos os gostos e idades, salas de cinema de ltima gerao e espaos para entreter os mais novos. Tudo num edifcio vanguardista, com traos da identidade setubalense, instalado numa rea alvo de uma profunda reabilitao urbansticaO edifcio, criado de acordo com a mais exigente certificao ambien-tal, inclui sistemas de aproveita-mento de guas pluviais para rega e lavagem, iluminao com tecnolo-gia LED, mais eficiente e com con-sumos menores, a par de plantas naturais no interior do imvel para renovao do ar.Entre as 114 lojas disponveis no Alegro Setbal com diversas insg-nias do mercado nos mais variados setores, destaque para uma FNAC, assim como para uma Mango, com a primeira megastore em Portugal, POSIO. A Immochan investiu 110 milhes de euros em Setbal. o terceiro centro comercial da marca Alegro a ser criado em Portugal e o nico espao desta tipologia de comrcio aberto no Pas nos ltimos dois anos.CARACTERSTICAS DA OBRADESIGN. O projeto de arquitetura do Alegro Setbal foi desenvolvido pela Sua Kay Arquitectos. O mobilirio e a sinaltica, criados pelo designer portugus Pedro Gomes, deram origem a 14 produtos exclusivos para o centro comercial.TECNOLOGIA. Paredes digitais que interagem com o pblico, mesas que se assemelham a tablets gigantes e elevadores panormicos que criam um cenrio de ecrs LED em movimento so exemplos do pioneirismo tecnolgico.LAZER. Alm da rea comercial, h equipamentos para midos e grados usufrurem, como parques infantis, um campo de jogos e uma parede de escalada, a par de jardim e varandas com vista para a cidade e a Arrbida.AMBIENTE. Este o primeiro edifcio do Pas a respeitar completamente a BREEAM Bilingue Research Establishment Environmental Assessment Method, a certificao ambiental mais exigente a nvel internacional.e uma H&M, a segunda maior do Pas.Na praa da restaurao, h uma grande esplanada exterior vira-da a poente, inspirada em vrios conceitos arquitetnicos. O espao oferece uma vista privilegiada para a cidade e a Arrbida, tal como duas varandas, para fumadores, locali-zadas a sul.Experincias para ver, fazer e sen-tir so proporcionadas, em breve, na Experience Box, projeto que inclui a instalao de uma estrutura modelar, com aplicaes diversas, para a dinamizao de workshops e cursos, assim como para a realiza-o de exposies temporrias.No exterior do centro comercial h uma ampla rea destinada ao lazer e entretenimento a descobrir, com parques infantis, um campo de jo-gos, uma parede de escalada e um vasto jardim com mquinas des-portivas.O Alegro Setbal foi criado a par-tir da renovao do hipermercado Jumbo, espao comercial presente na cidade h 22 anos, com um total de 11.150 metros quadrados de rea, 5SETBALoutubro|novembro|dezembro14o qual foi tambm intervencionado no mbito deste investimento.A reabilitao da loja, que agora in-corpora a zona da Box, dedicada a novas tecnologias e equipamentos domsticos, permitiu tornar este espao num dos mais modernos, com a introduo de servios como o Avulso, de venda a granel, e o Dri-ve, para compras online e entregas na viatura particular estacionada numa rea dedicada.O investimento de 110 milhes de euros para a construo do Ale-gro impulsionou, igualmente, uma transformao urbanstica na en-trada norte de Setbal que cria uma ligao entre o centro comercial e a cidade (ver caixa).Inovao em portugusA experincia digital um dos des-taques do Alegro. A tecnologia de vanguarda, desenvolvida pela em-presa Edigma, complementa o mo-bilirio e a sinaltica criados em ex-clusivo para o espao pelo atelier de Pedro Gomes. Tudo com assinatura em portugus.Pelos corredores, h ecrs que inte-ragem passagem das pessoas, com informaes teis ou a anunciar eventos. A interao tambm est patente nos dois elevadores pano-rmicos interiores, que, em movi-mento, criam cenrios digitais.Em pequenas estaes, zonas tec-nolgicas com iluminao e energia dedicadas, dada a oportunidade de os clientes utilizarem os seus equi-pamentos portteis, em momentos de trabalho ou de lazer. Em todo o lado, disponvel gratuitamente, est uma rede sem fios.Na praa da restaurao, o mobili-rio essencialmente feito em ma-deira. H diferentes reas temti-cas, com caractersticas adaptveis a vrios momentos de fruio, seja uma refeio mais demorada, em famlia, numa zona dedicada, ou um snack ligeiro, degustado num dos sofs.J as mesas so tablets gigantes. A inovao tecnolgica proporciona jogos para os midos e um conjun-to de contedos e funcionalidades para os grados, como o acesso a jornais digitais, informaes me-teorolgicas e um mapa interativo do Alegro.Arte volta a casaA arte est em toda a parte. A cidade e o Alegro sabem disso. Ao longo da construo do centro comercial, a populao setubalense foi envolvi-da num processo criativo que resul-tou na produo de um conjunto de oito manifestaes culturais.Vrias formas e expresses artsti-cas foram utilizadas por fotgrafos, graffiters e designers, a par de ou-tros artistas locais, nacionais e in-ternacionais, para retratar a iden-tidade de Setbal, com pessoas, costumes e sentimentos, a fauna, a flora e o prprio Alegro.Comeou com arte urbana exposta em tapumes que alindaram a obra, agora colocados numa das fachadas. Continuou com Bisnau, uma rpli-ca de golfinho criada a partir de lixo recolhido no mar e que hoje em-beleza a porta da baa, envolta num espelho de gua.Num dos pisos subterrneos, esto patentes as restantes intervenes do Arte em Toda a Parte, como os desenhos que decoraram trs ca-mies betoneiras ou a reproduo fotogrfica do mural em graffiti criado a partir de uma imagem de Amrico Ribeiro.Ali, esto ainda os rostos de trs de-zenas de setubalenses fotografados, outdoors que formaram uma galeria ao ar livre, materiais de construo convertidos em obras de arte e um antigo bote, decorado com 20 mil pioneses dourados, numa aluso aos martimos da cidade sadina.44.00027.00026001500 36411511020109 1metros quadrados construdosmetros quadrados com lojaslugares de estacionamentopostos de trabalho Alegro no mundolojas em dois pisosmilhes de euros investidosmeses de obrasrestaurantessalas de cinema health clubNMEROSCidade reabilita entradaA criao do Alegro Setbal resultou na oportunidade para a Cmara Municipal avanar, em paralelo, com uma profunda interveno de renovao urbanstica naquela zona da cidade, dotando uma rea de 221 mil metros quadrados de novas condies de vivncia e usufruto.Uma das alteraes mais relevantes foi concretizada na Avenida Antero de quental, com um novo reperfilamento, via agora dotada de caractersticas mais urbanas e que, a par da envolvente, possui zonas de circulao pedonal, ciclovias, reas ajardinadas e bolsas de estacionamento.Ao nvel das acessibilidades rodovirias, destaque para a criao de uma rotunda de grandes dimenses no n de interseo do final da A12 com as avenidas lvaro Cunhal, Antero de quental e Pedro lvares Cabral, assim como um novo viaduto de acesso Nova Azeda.As obras, previstas no Plano de Urbanizao da Entrada Norte da Cidade de Setbal, incluram a reabilitao das redes de saneamento e abastecimento de gua daquela zona e impulsionaram a criao do emissrio Ciprestes/Bonfim, com trabalhos igualmente em vrias vias da cidade (ver pgina 8).Infraestruturas bsicas, como passeios, redes de esgotos e guas e iluminao pblica foram tambm criadas na envolvncia do Alegro, em concreto numa zona que pode vir a receber um empreendimento habitacional, com arquitetura contempornea.6SETBALoutubro|novembro|dezembro146SETBALoutubro|novembro|dezembro14primeiroplanoA primeira pedra do Alegro foi lan-ada no incio de 2013. Em menos de dois anos, o que era um ambi-cioso projeto tornou-se uma reali-dade. O Alegro Setbal foi revelado populao em ambiente de festa, numa cerimnia com vrios apon-tamentos culturais.A mais importante conquista alcan-ada por este novo espao comercial setubalense a vitria sobre o ceticis-mo, afirmou a presidente da C-mara Municipal, a 11 de novembro, na cerimnia de inaugurao.A autarca, ao sublinhar que o Ale-gro corresponde a uma forma de co-mrcio que transformou, definitiva e obrigatoriamente, o tecido comercial do Pas, vincou que o investimento ser um potenciador para que todo o comrcio local se renove e modernize, apesar dos tempos complexos.Maria das Dores Meira salientou que, alm das limitaes financei-ras impostas pelo Oramento do Estado para as autarquias locais, este um perodo de asfixia dos pequenos e mdios negcios, com uma Estmulo economia da cidadecarga fiscal brutal e injusta, como a taxa de IVA que a restaurao obri-gada a pagar.Apesar de todas as restries, ga-rantiu que o Municpio continua empenhado na transformao urba-na das principais zonas centrais da cidade, requalificando-as para que atraiam mais gente e mais consumi-dores.Setbal cresceu e avanou com proje-tos que h muito esperavam para sair da gaveta, com a imparvel vontade de abrir cidade um rio que esteve de-masiados anos bloqueado, e com no-vas e mpares condies para a criao cultural e artstica, frisou.A inaugurao do novo espao co-mercial contou com a participao do ministro da Economia, Antnio Pires de Lima, que destacou a im-portncia do investimento para Se-tbal. O Alegro Setbal traz melho-rias assinalveis para Setbal e para os setubalenses.O governante, ao assinalar que este o maior investimento estrangeiro concretizado em Portugal este ano, destacou o empenho da presidente da Cmara Municipal de Setbal na atrao de mais investidores e oportu-nidades de negcio para a regio.A cerimnia de inaugurao do Ale-gro Setbal contou com vrios mo-mentos de animao, com msica e demonstraes cnicas e de dana, a par de apontamentos festivos de ndole cultural promovidos por al-gumas lojas.ltima geraoCom o Alegro Setbal est preenchi-do um vazio na cidade, afirmou o diretor-geral da Immochan, Mrio Costa, ao frisar que Setbal era a nica capital de distrito que no tinha uma oferta deste tipo.Destacou, ainda, que os servios e comrcio disponibilizados vo atrair mais gente e negcios.Mrio Costa adiantou que so mui-tas so as razes que fazem do Alegro um projeto nico e especial, porque o nico equipamento comercial deste tipo a ser inaugurado em Portugal nos ltimos dois anos, e tendo em conta que, finalmente, a regio tem um cen-tro comercial de ltima gerao.J o diretor-geral da Immochan Internacional, Valentin Serrano, indicou que o Alegro Setbal um exemplo de pioneirismo que merece um destaque especial. diferente e inovador e ser uma fonte de inspira-o para todos.Para a concretizao desta realida-de, afirmou Mrio Costa, foi funda-mental a excecional interao com a presidente da Cmara Municipal de Setbal e a sua equipa, numa parceria empenhada em contribuir para a for-mulao de solues para alcanar os objetivos do projeto.Aquele responsvel realou que, num perodo de profunda crise na-cional, a Immochan acreditou no pro-jeto e teve conscincia da importncia do investimento a nvel regional e na-cional, nomeadamente com a con-tratao de empresas e fornecedo-res portugueses.7SETBALoutubro|novembro|dezembro14Baixa renova dinmicaA Baixa est diferente. Um conjunto de novas iniciativas impulsionadas pelos comerciantes com o apoio da Cmara Municipal renova a atratividade e estimula o comrcio local. H programas de animao, mais oportunidades de negcio, assim como decoraes modernas e tradicionais a descobrirA vida na Baixa feita de msica e de cor, de animao e de movimen-to. feita de smbolos da identi-dade setubalense e da vontade dos lojistas de revitalizar o comrcio local. feita de estabelecimentos abertos fora de horas e de oportu-nidades de negcio imperdveis. feita de Setbal.Cardumes de peixes, golfinhos e chocos, entre outros, confeciona-dos com trapilho e linha, alm de uma praia, construda a partir de metal e plstico, sem esquecer o mar, enfeitam as ruas lvaro Caste-les e Dr. Paula Borba, num trajeto entre os largos da Misericrdia e Francisco Soveral. A decorao tradicional, intro-duzida no mbito da campanha municipal Setbal Mais Bonita e impulsionada atravs de um pro-jeto promovido por comerciantes, convive em harmonia com o novo mobilirio urbano instalado recen-temente nos arruamentos do centro histrico (ver fotolegenda).Uma caminhada pela Baixa, alm de um pretexto para ver as mon-tras e fazer algumas compras, uma oportunidade para um passeio de convvio e de descontrao, mo-mento acompanhado de um banda sonora regular que ecoa nas ruas.Artigos e servios a preos bonifi-cados, com uma panplia de opor-tunidades de negcio e verdadeiras pechinchas, a par de momentos de animao cultural, somaram atra-tivos de uma feira outlet, realizada a 25 de outubro, que levou uma en-chente Baixa comercial.Vesturio e acessrios de moda, perfumes e cosmtica e artigos de decorao foram alguns dos produ-tos em destaque e com preos con-vidativos na iniciativa que trouxe os estabelecimentos comerciais rua, com zonas de mostra e venda insta-ladas no espao pblico.A iniciativa incluiu ainda, ao longo de todo o dia, um vasto programa de animao cultural, com apon-tamentos musicais e cnicos pelas ruas da Baixa e nos largos Francisco Soveral e da Misericrdia que cen-traram atenes das pessoas que aderiram ao evento.Cheira a Natal!As luzes tradicionais de Natal ilu-minam a cidade desde o final de novembro. Esto colocadas na Praa de Bocage e na Avenida Lu-sa Todi, numa iniciativa da Cmara Municipal, enquanto a decorao das ruas da Baixa ficou a cargo de comerciantes.Para celebrar o esprito natalcio, a Autarquia, a Unio das Freguesias de Setbal e comerciantes junta-ram-se para oferecer um programa, dinamizado a 22 de novembro, inti-tulado Na Baixa j cheira a Natal!, primeiroplanoMODERNIDADE. A atratividade da Baixa comercial foi reforada com novas floreiras, instaladas nas ruas lvaro Casteles e Dr. Paula Borba, bem como em algumas vias adjacentes. As floreiras, um investimento municipal da ordem dos 7 mil euros, so constitudas por pequenas torres em ao corten, material nobre e moderno, esteticamente intemporal e que no necessita de manuteno. A operao foi concretizada no mbito da estratgia do Municpio de criar novas dinmicas de fruio desta rea do centro histrico.com apontamentos musicais, dana e animao cultural pelas ruas.O Tocador de Realejo Orlandito, o tango argentino ao ar livre pelo pro-fessor Carlos Matias e o Grupo de Gaiteiros Bardoada marcaram pre-sena neste programa de animao do centro histrico.Neste dia, vrios espaos comer-ciais da Baixa aderentes a esta ini-ciativa de estmulo e dinamizao do comrcio local estiveram aber-tos fora de horas e proporcionam um conjunto de promoes espe-ciais e surpresas para setubalenses e visitantes.Esta foi a primeira iniciativa de um programa mais vasto, intitulado Natal da Baixa, com a zona comer-cial a receber, durante a quadra, um conjunto de apontamentos cultu-rais e de atrao turstica.8SETBALoutubro|novembro|dezembro14localA otimizao da distribuio de trnsito na cidade assegurada com um conjunto de beneficia-es virias em curso, obras da Cmara Municipal enquadradas num plano integral de reabilita-o viria que inclui a reabilitao de vias e a construo de infraes-truturas rodovirias. Na Avenida da Europa, a criao de uma rotunda na zona de con-fluncia com a Avenida Indepen-dncia das Colnias, permitiu a reduo de trfego na Avenida Re-pblica da Guin-Bissau, via para a qual est programada uma pro-funda reabilitao urbanstica.A redistribuio de trnsito pro-gramada para a Avenida da Eu-ropa inclui, posteriormente, a construo de uma outra rotunda, a instalar na interseo com a Rua Manuel Joaquim Santana Reimo, que d acesso zona habitacional do Bairro do Liceu.A Casa das quatro Cabeas, no centro histrico de Setbal, rea-bilitada numa operao impul-sionada que faz renascer aquele patrimnio classificado desde 1977 como Imvel de Interesse Municipal com um uso habitacio-nal renovado.A reabilitao da Casa das qua-tro Cabeas, edifcio de tipologia multifamiliar localizado no Troi-no, com trabalhos de recuperao a decorrer desde dezembro, ma-terializa um dos grandes investi-mentos da Autarquia para este ano na rea do urbanismo.A operao, consignada a uma empresa especializada na recupe-rao de imveis antigos, centra os trabalhos na reabilitao, con-Reforo na iluminaoA iluminao pblica sai reabilitada e moder-nizada num investimento municipal superior a 75 mil euros que incluiu a substituio de lanternas de vapor de sdio por outras de tecnologia LED e o restauro de candeeiros. A operao, no centro da cidade, no mbito do Plano de Otimizao Energtica Municipal, incidiu no incio de novembro na concluso dos trabalhos no Jardim do quebedo e nos largos da Misericrdia e Francisco Soveral. Obras otimizam trnsitoAs condies de mobilidade e de circulao automvel em Setbal saem melhoradas com a reabilitao de um conjunto de vias estruturantes. A adoo de novas solues rodovirias, com a criao de acessos e rotundas, impulsiona a beneficiao urbana em vrios locais da cidadeNa zona da Vrzea, rea para a qual est projetada a construo de um amplo parque urbano para usufruto da populao, est igual-mente em curso uma obra viria que corresponde criao da pri-meira fase de uma via de ligao entre a Estrada dos Ciprestes e a Avenida da Europa.A reformulao do cruzamento nas imediaes do Alegro Setbal, com a construo de uma rotunda de grandes dimenses, com trs vias de circulao, materializa mais uma das aes de requalifi-cao urbana e de otimizao vi-ria em execuo na cidade.Esta reestruturao do n de in-terseo do final da A12 com as avenidas lvaro Cunhal, Antero de quental e Pedro lvares Cabral uma medida que permite uma maior fluidez no trfego autom-vel naquela que uma das princi-pais entradas na cidade.A otimizao e o reordenamento do esquema de circulao rodo-viria impulsionado naquela rea motivaram a criao de uma ro-tunda no cruzamento dos quatro Caminhos, soluo que permite melhorar ainda mais o escoa-mento do trfego proveniente, sobretudo, da A12, e a passagem a prioridade na rotunda da Praa de Portugal.Arruamentos mais urbanosNo mbito da requalificao de vias estruturantes da cidade, a Autarquia est a avanar com uma operao urbanstica que dota um conjunto de vias de caractersticas urbanas renovadas, com priori-dade para o usufruto pblico, e que promove, igualmente, o reor-denamento de trnsito.Os trabalhos englobam operaes nas avenidas Alexandre Hercula-Interveno reabilita quatro Cabeasservao e restauro das fachadas do edifcio, com vestgios histri-cos de vrias pocas arquitetni-cas, e na reconstruo do interior.Antes da obra, um investimento A possibilidade de requalificao da Casa das quatro Cabeas sur-giu no mbito de uma candidatura da Autarquia ao Reabilitar para Arrendar, programa promovido pelo IHRU Instituto da Habita-o e da Reabilitao Urbana que impulsiona, com condies es-peciais, a recuperao de imveis antigos.Os cinco fogos a criar quatro com tipologia T0 e um T1 so destinados a realojar tempora-riamente, em regime de renda apoiada ou condicionada, os ar-rendatrios ou proprietrios que decidam reabilitar edifcios e que, por esse motivo, necessitem de um local para permanecer du-rante as obras.Requalificao de terrenoNovas acessibilidades pedonais e rodovirias, a par de uma rede de drenagem de guas plu-viais, so criadas numa interveno liderada pela Autarquia que permite reabilitar uma rea descaracterizada entre a Rua dos quatro Caminhos e a Avenida Pedro lvares Cabral. A obra, um investimento superior a 30 mil euros com concluso prevista para o final do ano, dota aquele espao pblico de condies mais condignas de usufruto urbano.Pees ganham mobilidadeA mobilidade urbana na cidade melhorada com uma interveno que inclui a criao e reconstruo de acessibilidades pedonais, a par de aes de ordenamento do estaciona-mento pblico. O investimento superior a 42 mil euros, com concluso prevista para o incio do ano, decorre na zona do Bairro do Liceu e envolve a construo, reconstruo e alterao de passagens de pees de superfcie e a eliminao de barreiras arquitetnicas.Rotunda nova em AzeitoUma nova rotunda, localizada na interseo da EN 10 com a EN 379, melhora a fluidez de trnsito e a segurana rodoviria em Azeito e na ligao Arrbida e a Sesimbra. A obra da Estradas de Portugal, que inclui a reabi-litao de uma conduta de abastecimento de gua dinamizada pela Autarquia, a terminar em breve, permite eliminar um dos pontos negros identificados na EN10 no que respeita sinistralidade rodoviria.no e Repblica da Guin-Bissau e na Praa Vitria Futebol Clube, arruamentos que ganham uma maior atratividade e renovam as dinmicas de usufruto e de vivn-cia urbana.O objetivo de assegurar uma me-lhor redistribuio do sistema de circulao virio na cidade passa pela Praa Vitria Futebol Clu-be, n giratrio que distribui o trnsito nas avenidas Alexandre Herculano, Repblica da Guin--Bissau, Dr. Antnio Rodrigues Manito e 22 de Dezembro.Naquela praa, os trabalhos in-cluem o redimensionamento da rotunda existente a par da cons-truo de uma infraestrutura vi-ria semelhante, na confluncia das avenidas Dr. Antnio Rodri-gues Manito e 22 de Dezembro, solues que asseguram uma maior fluidez e reorganizao de trfego na cidade.global de 368.977,98 euros, uma equipa dos servios camarrios de arqueologia foi chamada a condu-zir trabalhos de estudo e investi-gao no interior e exterior.9SETBALoutubro|novembro|dezembro14Dia do Mar exaltapotencial ribeirinhoUm estudo para a instalao da futura marina de Setbal foi apresentado num seminrio internacional dedicado ao turismo nutico. O encontro, visitas aos navios Sagres, Creoula e Vera Cruz e uma exposio integraram o programa que assinalou o Dia Mundial do MarA apresentao de um estudo preli-minar sobre a futura Marina de Se-tbal, num seminrio internacional sobre nutica de recreio dinamiza-do no mbito do Dia Mundial do Mar, aponta aquela infraestrutura como um projeto ncora para a re-qualificao e o desenvolvimento da frente ribeirinha.O estudo foi apresentado no I Se-minrio Internacional Cidades Porturias e a Relao Porto-Cida-de A Nutica de Recreio e o Turis-mo Nutico, a 26 de setembro, no Frum Municipal Lusa Todi.O projeto da Marina de Setbal est em estudo desde 2013 por um grupo de trabalho que junta elementos da Autarquia e da Administrao dos Portos de Setbal e Sesimbra para avaliar uma estratgia para o desen-volvimento do futuro equipamento e a otimizao do potencial da fren-te ribeirinha da cidade.O vice-presidente da Autarquia, Andr Martins, anunciou que a fu-O primeiro prev a melhoria da ar-ticulao de Setbal com o Polo Turs-tico de Troia e com o Litoral Alentejano em matria de transportes e acessi-bilidades, fazendo convergir numa plataforma intermodal os transportes rodovirios, ferrovirios e fluviais e o estacionamento automvel.O segundo est associado nuti-ca de recreio e ao turismo nutico, no qual se identificam os locais para a implantao de novas in-fraestruturas de apoio neste setor e se caracterizam os equipamentos existentes, contribuindo para uma melhoria dos servios prestados.Navios de portas abertasO encontro incluiu um debate com a participao de responsveis de reas de interesse na nutica de recreio, que explanaram sobre as potencialidades do projeto para a Marina de Setbal.J o diretor-geral da Poltica do tura infraestrutura, considerada um dos eixos estratgicos para a requalificao da frente ribeirinha, ter como melhor localizao a doca de recreio utilizada atualmente pelo Clube Naval Setubalense.Qualifica a cidade e contribui decisi-vamente para melhorar a sua relao com a frente ribeirinha, sublinhou, acrescentando que as vantagens ur-bansticas da marina naquela loca-lizao resultam da proximidade de equipamentos culturais e tursti-cos, o que potencia investimentos. Andr Martins adiantou que j esto a ser preparados dossiers para po-tenciais investidores no projeto da marina, que incluem um estudo de mercado sobre nutica de recreio, um estudo prvio de viabilidade econmica e uma caracterizao de Setbal como destino turstico.O autarca anunciou que a Cmara e o Porto de Setbal vo celebrar em breve um protocolo de intenes com dois objetivos basilares.Mar, o comandante Joo Fonseca Ribeiro, frisou que o urbanismo azul [frentes ribeirinhas] tem um espao de afirmao no futuro das cidades e que o desenvolvimento da nutica de recreio deve centrar-se na valorizao dos recursos endgenos dos locais.Alm do seminrio, o programa comemorativo do Dia Mundial do Mar, promovido pela Administra-o dos Portos de Setbal e Sesim-bra e pela Autarquia, proporcionou a oportunidade de a populao co-nhecer os navios Sagres, Creoula e Vera Cruz, acostados ao longo de trs dias na frente ribeirinha, em visitas que revelaram um pouco da histria naval portuguesa.A iniciativa dinamizada em Setbal incluiu, igualmente, a exposio Portos em Banda Desenhada, mostra de vrios autores, que este-ve patente na Casa da Baa, sobre a atividade porturia e o mundo ma-rtimo. O Convento de Jesus, monumento nacional atualmente em fase de rea-bilitao e requalificao numa obra liderada pela Cmara Municipal, foi visitado no incio de outubro por uma delegao constituda por ele-mentos da Associao Europeia de Casas Histricas.Durante a visita, promovida pela Associao Portuguesa das Casas Antigas, foi apresentada comitiva o projeto de requalificao do monu-mento em curso e que permitir, no Delegao internacional visita Convento de Jesusfinal desta fase de intervenes, re-ceber o esplio do Museu de Setbal.A visita impressionou a delegao devido aos avanos registados na reabilitao do Convento de Je-sus, sendo que a obra atualmente em curso no monumento nacional destina-se a suster a degradao e a permitir a abertura parcial do edif-cio ao pblico.A interveno foi assumida pela C-mara Municipal de Setbal aps a Direo-Geral do Patrimnio Cul-Baa encanta no BrasilSetbal esteve representado no Frum Internacional sobre Ges-to de Baas, a 25 de setembro, em Salvador, Baa, no Brasil, com especialistas em baas de vrios pases. Maria das Dores Meira, presidente eleita do Clube das Mais Belas Baas do Mundo, fez uma apresentao do historial da instituio e comentou um filme sobre a baa setubalense.Cidade chega CoreiaO esforo de recuperao da frente ribeirinha de Setbal foi destacado no 10. Congresso do Clube das Mais Belas Baas do Mundo, realizado entre 17 e 19 de outubro, em Yeosu, na Coreia do Sul. A presidente da Cmara Mu-nicipal, Maria das Dores Meira, falou sobre os investimentos que permitiram devolver o usufruto daquela zona populao.Patrimnio descobertaAs riquezas setubalenses estive-ram descoberta, entre setembro e novembro, num programa que assinalou em Setbal as Jorna-das Europeias do Patrimnio. A exposio Meu Ptrio Sado, no Museu do Trabalho Michel Gia-cometti, foi um destaque da ini-ciativa, que incluiu tardes inter-culturais, uma visita Arrbida e conferncias sobre arquitetura.tural, instituio do Estado, alegar incapacidade oramental para rea-lizar as obras.Participaram na visita Carrilho da Graa, o arquiteto responsvel pelo projeto de requalificao integral do convento, Fernando Antnio Bap-tista Pereira, investigador de hist-ria de arte, a presidente da Cmara Municipal, Maria das Dores Meira, assim como o presidente da Asso-ciao Portuguesa das Casas Antigas, Hugo ONeill.10SETBALoutubro|novembro|dezembro14localZeca Afonsorevisitadopelos discosA obra discogrfi-ca de Jos Afonso foi revisitada numa mostra patente en-tre 8 de novembro e 13 de dezembro na Galeria Municipal do 11. Da edio do primeiro registo fonogrfico, em 1953, nos estdios da Emissora Regional de Coimbra, at ao ltimo disco, Galinhas do Mato, de 1985, a exposio da Associao Jos Afonso deu uma perspetiva global de um dos mais marcantes autores da msica por-tuguesa. Desta cano que apeteo Obra discogrfica de Jos Afonso 1953//1985 foi dinamizada com o apoio da Autarquia.Arte espao sem barreirasO Festival ExpressArte XV Encontro de Tea-tro e Dana, da APPACDM, realizado entre o final de novembro e o incio de dezembro, promoveu um conjunto de eventos em vrios espaos de Setbal, de Palmela e da Moita. Na abertura da iniciativa, que apresentou excertos desses espetculos, o vereador com o pelouro da Incluso Social, Pedro Pina, afirmou que a arte no tem barreiras nem constrangimentos.Aposta no caminho da inclusoA importncia de prosseguir o trabalho de criao de condies para uma cidade inclu-siva foi destacada a 3 de dezembro na abertu-ra da 6. Semana Temtica da Deficincia. O vereador Pedro Pina lembrou que a incluso s acontece se todos continuarem empenhados, numa altura em que, lamentou, h um desin-vestimento no apoio s famlias e s instituies.CerimniaengradecepatronoA deposio de flo-res no monumento de S. Francisco Xa-vier assinalou, a 3 de dezembro, os 462 anos da morte do padroeiro da cidade de Setbal. um grande orgulho para a Autar-quia estar associada a esta homenagem, frisou o vereador Pedro Pina na cerimnia, assisti-da por cerca de cinquenta pessoas. O autarca destacou a misso da Cmara Municipal de perpetuar a memria das pessoas, homens e mu-lheres, que representam a cidade e agradeceu a participao e o envolvimento de vrias enti-dades e associaes na homenagem.Arquivo desvendamemrias da cidadeMomentos do Vitria so partilhados numa exposio patente at 14 de fevereiro na Casa Bocage, que desvenda memrias da cidade e do clube sadino num cruzamento de fotogra-fias e trofus.Para falar de Setbal e da histria contempor-nea temos de falar de duas referncias da cida-de. Uma faz histria e a outra ajuda a fix-la, afirmou a presidente da Cmara Municipal, Maria das Dores Meira, na inaugurao da mostra Para alm da Glria entre a Trofu e a Imagem, a 20 de novembro, referindo--se, no primeiro caso, ao clube, no segundo, ao fotgrafo Amrico Ribeiro.A mostra intimista, inaugurada no dia em que o clube completou 104 anos, inclui mais de duas dezenas de imagens do Arquivo Fotogr-fico Municipal Amrico Ribeiro que retratam momentos entre os anos 40 e 70 da histria centenria do Vitria, as quais esto associa-das a um conjunto de trofus do esplio da agremiao sadina.O que aqui se revela a importncia da enor-me massa de setubalenses que fazia o Vitria de Setbal, que o apoiava e que por ele gritava de alegria ou de tristeza, afirmou a autarca, ao apontar para uma das imagens que retrata uma manifestao popular na Praa de Boca-ge contra uma deciso de secretaria que fez a equipa de futebol do Vitria descer de diviso.Maria das Dores Meira frisou que ler as fotos de Amrico Ribeiro e acrescentar-lhes o devido contexto ser sempre, para qualquer setubalen-se, um prazer e para a cidade ser sempre um exerccio de memria que abre espao reflexo e ao melhor conhecimento da histria recente.J o presidente do Vitria Futebol Clube, Fernando Oliveira, afirmou que um prazer Momentos de vitriaenorme poder observar as relquias do grande fo-tgrafo Amrico Ribeiro. O Vitria est orgulhoso por estas preciosas fotos terem o seu cunho e faze-rem parte da histria e identidade setubalense.A iniciativa, alm de dar a conhecer histrias As fotografias de Amrico Ribeiro, com textos associados, ajudam a retratar alguns dos principais momentos da histria centenria do Vitria. Esta exposio mostra ainda trofus, alguns desconhecidos do grande pblicomenos conhecidas do Vitria, destaca o tra-balho de restauro, estudo e inventariao do patrimnio museolgico do clube que est a ser conduzido desde o incio do ano por uma equipa de voluntrios e tcnicos municipais.As memrias guardadas no Arquivo Muni-cipal de Setbal deslumbraram os 15 idosos do Centro Comunitrio de Vanicelos que vi-sitaram, dia 5 de novembro, o espao mais escondido dos Paos do Concelho.Apesar da idade, nada demove Maria de Lur-des, 89 anos, conhecida como D. Milu, de su-bir os 28 degraus que do acesso ao Arquivo Municipal de Setbal, guardador da histria da cidade. Sou setubalense, mas nunca vim ao arquivo. Estou muito curiosa, refere, animada. A sala de leitura o ponto de partida da visi-ta, promovida pela Cmara Municipal de Se-tbal. Neste espao, sbrio e com luz natural, as mos podem folhear pedaos da Histria. Numa mesa possvel consultar-se docu-mentos arquivados, de obras a bitos, passan-do por atas oficiais, mas com todo o cuidado.Mariana Garraz, 82 anos, convidada a sen-tar-se, mas prefere olhar primeiro para a imensa coleo da sala. Antes, tenho de ver, depois que me sento, anuncia, deslumbrada. Os idosos, com um ar curioso, anseiam saber mais sobre um local que a maioria nunca an-tes visitara. Ouvem com toda a ateno a ex-plicao do tcnico municipal Nuno Soares.Da sala de leitura abre-se a porta sala de depsito, um lugar com corredores repletos de testemunhos que guarda dois quilmetros de documentao e acolhe uma quantida-de enorme de papel gasto pelo tempo e com cheiro a Histria.Na sala tcnica, hora de descobrir o que est por trs de todo o processo, desde que os do-cumentos chegam s mos dos arquivistas at que passam para as dos leitores.Uma mscara, pincis e luvas so materiais imprescindveis na limpeza dos documentos. Retira-se tudo o que nocivo, como clipes, agrafos, tachas, de forma a manter sempre a ordem original. Depois de limpo, o documento digitaliza-do e inserido na base de dados DigitArq, que permite usufruir distncia, atravs da in-ternet, de um conjunto de servios que ape-nas so disponibilizados presencialmente no arquivo.O armazenamento a ltima etapa do pro-cesso. Os papis so presos com uma fita de nastro, de forma a garantir a preservao dos documentos e, depois, acondicionados em pastas devidamente identificadas no exterior.11SETBALoutubro|novembro|dezembro14O segundo ciclo do Ouvir a Popula-o, Construir o Futuro completou a fase de visitas de trabalho. Foram nove meses a percorrer a pente fino todo o concelho, num progra-ma municipal que aproxima como nunca as populaes da gesto ca-marria.Os territrios das freguesias de Azeito, do Sado e de Gmbia, Pon-tes e Alto da Guerra foram os lti-mos a receber o Executivo muni-cipal e corpo tcnico da edilidade, com visitas no terreno, e encontros com associaes, coletividades e instituies locais, a par de empre-sas e estabelecimentos de ensino.A metodologia de interveno deste programa indito em Portugal in-cluiu a dinamizao de atendimen-tos personalizados com muncipes, em todas as freguesias sem exceo, sesses que contaram com a parti-cipao da presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, e de outros membros do Executivo.O Ouvir a Populao, Construir o Futuro, relanado em finais de abril, com incio em So Sebastio e, depois, no territrio da Unio das Freguesias de Setbal, permite re-solver os problemas mais urgentes Um forno crematrio e outro piro-ltico foram inaugurados a 1 de no-vembro, Dia de Todos os Santos, no Cemitrio da Paz, espao que agora acolhe o Complexo Fnebre de Se-tbal.O complexo resulta de um contrato de concesso da Cmara Municipal CFS Acticonstroi, que tem os direi-tos de explorao da nova infraes-trutura durante os prximos vinte anos.A construo do equipamento e o respetivo investimento foram assu-midos pela empresa, que tem ainda a responsabilidade de pagar Au-tarquia, at ao fim do perodo con-tratualizado, um valor total de 300 mil euros pela concesso.O concessionrio fica responsvel pelo pagamento de uma percenta-gem sobre o total de receitas geradas pelos servios prestados no equipa-mento, resultante da tabela de pre-os, sujeita a aprovao da Autar-quia e da Assembleia Municipal.O novo complexo, inaugurado na Complexo fnebre com crematrioA ltima despedida para entes queridos feita em condies mais condignas no Complexo Fnebre de Setbal. O espao est dotado de salas de velao, reas ajardinadas para deposio de cinzas e um crematrio com dois fornosMunicpio ouve a populaode cada zona do concelho com rapi-dez e eficcia.No terreno, feito um levantamen-to exaustivo que identifica as prin-cipais necessidades dos muncipes e define quais as prioridades de in-terveno no territrio de Setbal.Esta metodologia, adotada no m-bito da filosofia de municpio par-ticipado, transversal a todo o tra-balho desenvolvido na Autarquia, apura com preciso o que, em cada freguesia, cada bairro, cada rua, pode ser feito em prol da qualidade de vida das populaes e da imagem urbana do concelho.presena de vrias personalidades locais, constitudo por dois edif-cios, sendo o primeiro no concelho a permitir cerimnias fnebres de cremao.No edifcio principal encontram--se o forno crematrio, instalaes sanitrias, uma sala para crianas e outra designada de ltima Despe-dida, alm do Jardim das Cinzas, espao ajardinado no exterior onde se pode optar por depositar as cin-zas dos entes queridos.Este edifcio do Complexo Fnebre de Setbal, localizado logo aps a entrada do Cemitrio da Paz, inclui ainda salas de velao, disponveis no apenas para as cremaes, mas tambm para qualquer outra ce-rimnia fnebre. Possui tambm servios de marmorista, florista e de cafetaria. A segunda estrutura do Complexo Fnebre, localizada nas imediaes do Cemitrio da Paz, constituda por um forno piroltico destinado principalmente a animais, tanto de origem domstica, como selvagem.A abertura deste complexo funerrio representa, para os setubalenses, ine-gvel progresso, evitando que tenham de se deslocar para fora do concelho em momentos particularmente difceis e de grande dor, sublinhou a presi-dente da Cmara Municipal, Maria das Dores Meira.Guilherme Gomes, da CFS Acti-nria, como tantas outras de Norte a Sul, tambm teve de enfrentar.Maria das Dores Meira recordou que est prevista para breve a reabilita-o da capela do Cemitrio de Nossa Senhora da Piedade, uma interven-o tambm a cargo da CFS Acti-constroi, que faz parte do caderno de encargos do contrato de concesso do Complexo Fnebre de Setbal.constroi, salientou que a inaugu-rao da obra representou um mo-mento muito ambicionado por todo o concelho e endereou um agradeci-mento especial Cmara Municipal por todo o apoio.A autarca adiantou que a demora na construo do novo complexo se de-veu conjuntura de crise que o Pas atravessa e que a empresa concessio-PAZ. A necessidade de concrdia entre os homens para a preservao da paz foi defendida, a 11 de novembro, na comemorao do 96. armistcio da Grande Guerra. Na cerimnia, organizada pelo Ncleo de Setbal da Liga dos Combatentes, o vice-presidente da Autarquia, Andr Martins, sublinhou a importncia de continuar a lembrar os soldados portugueses que combateram na I Guerra Mundial.CONFLITO DA GRANDE GUERRA RECORDADOEVOCAO. Setbal associou-se s comemoraes nacionais de evocao do centenrio da Grande Guerra com uma cerimnia realizada a 18 de outubro. A evocao, organizada pelo Estado--Maior General das Foras Armadas, em colaborao com o ncleo de Setbal da Liga dos Combatentes, teve a participao de pelotes do Exrcito, da Marinha e da Fora Area nas honras militares.12SETBALoutubro|novembro|dezembro14localDesfile com roupas locais A Moda Sado 2014 culminou num desfile a 4 de outubro na Praa de Bocage, numa parceria da Cmara Municipal e lojas de pronto a vestir e sales de beleza da Baixa. Dos cinquenta candidatos que participa-ram em castings, 17 jovens entre os 15 e os 25 anos fizeram o desfile e dois acabaram selecionados para serem agenciados pela Just. As lojas SMS, Tininha e ZetaNel vesti-ram os modelos com a nova coleo, numa noite que contou ainda com a participao dos estabelecimentos de roupa de criana Totinhas e Picolino. Dois jovens criadores setubalenses, Lus Miguel e Flvia Fer-nandez, apresentaram-se na mesma noite com vrias propostas.Talento distingue juventudeA Cmara Municipal de Setbal premiou, em cerimnia realizada a 10 de outubro, no Frum Municipal Lusa Todi, 25 jovens com ligao ao concelho que se destacaram durante este ano nas mais distintas reas. Na Festa Jovem Revelao de Setbal 2014, o vereador com o pelouro da Juventude, Pedro Pina, partilhou com o pblico a difi-culdade em falar dos jovens como algo em trnsito, sem presente. Esta noite prova o contrrio. Eles tm voz prpria, sentir prprio, olhar prprio e um papel na sociedade. Como cidados e cidads, do o melhor de si cida-de, ao Pas, sublinhou. Os jovens no so um processo de futuro. So o hoje, o agora, o presente.Tarde dedicada PalestinaA histria e a cultura da Palestina deram o mote a um encontro realizado no dia 1 de novembro, na Casa da Cultura, com diver-sas intervenes, uma sesso de poesia e um lanche inspirado nas tradies e nos costu-mes gastronmicos palestinos. Adel Sida-rus, professor egpcio jubilado e investiga-dor da Universidade de vora, o jornalista Jos Manuel Rosendo e Carlos Almeida, da organizao, deram os seus contributos nesta tarde intercultural promovida pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palesti-no e pela Paz no Mdio Oriente, com o apoio da Cmara Municipal de Setbal. O verea-dor com o pelouro da Cultura, Pedro Pina, tambm participou no encontro.A Cmara Municipal de Setbal tem um Oramento para 2015 com uma dotao inicial de 106 milhes e 500 mil euros, o que representa um decrscimo de cerca de 15 por cento em relao ao montante aprovado no ano anterior.O prembulo do documento fi-nanceiro indica a preocupao de prosseguir o esforo feito na conteno de despesas, por exem-plo na evoluo prevista para os custos com pessoal, bem como de consolidao das finanas municipais, continuando a adotar os melhores princpios de gesto e contratao.Por outro lado, h a inteno de, O Parque Urbano de Albarquel e a Avenida Lusa Todi contam, desde o incio de dezembro, com mais 1730 plantas, aps uma operao de requalificao ambiental pa-trocinada pelo Grupo Soporcel Portucel.A iniciativa, desenvolvida em es-treita colaborao com a Cmara Municipal de Setbal, traduziu--se na plantao de um conjun-to diversificado de espcies, em particular autctones e de reves-timento, caracterstica que, alm do embelezamento do espao p-blico, permite poupar nos servi-os de manuteno.Enquanto no Parque Urbano de A necessidade de trabalho em equipa para a promoo da en-treajuda entre associaes e o poder local foi a nota dominante no 9. Encontro do Movimento de Dirigentes Associativos de Se-tbal, realizado a 6 de dezembro, na Casa da Baa.Na sesso de abertura, a presi-dente da Cmara Municipal sa-lientou que, em Setbal, acredi-ta-se plenamente no associativismo como um bem maior, uma riqueza de primeira ordem, na dinmica que gerida nas atividades culturais, desportivas, recreativas e de ao social.Na reflexo no incio do encontro, subordinado ao tema A Relao do Movimento Associativo e a Administrao Local, com orga-Oramento consolidafinanas municipaisO Oramento e Grandes Opes do Plano para 2015 foi elaborado pela Autarquia com a preocupao de prosseguir o reequilbrio financeiro. A aposta na qualificao e na competitividade do territrio tambm para manterembora com menor intensidade, continuar a maximizar a utili-zao de financiamentos a fundo perdido para a qualificao do ter-ritrio e das pessoas, enquadran-do-se nesta rea projetos como o Parque Urbano de Albarquel, a nova Biblioteca Pblica Munici-pal, o Terminal 7 e a recuperao geral do Convento de Jesus.O documento destaca que o es-foro de investimento feito nos ltimos anos, suportado sem re-curso a emprstimos, contribui para a dvida total do Municpio, o que onera as finanas munici-pais.Apresenta-se portanto adequado, neste momento, a realizao de um estudo sobre as eventuais vantagens que podero decorrer da realizao de uma operao de consolidao da dvida total do Municpio, cujos resultados podero contribuir para a consolidao oramental neces-sria, operao a concretizar ain-da durante e com efeitos no ano de 2015, assinala o prembulo.A Cmara Municipal de Setbal considera que, com a requali-ficao resultante dos investi-mentos realizados recentemen-te, o desafio para os prximos anos, e j em 2015, o de manter, e reforar, embora a um ritmo menor, a qualificao e a competitividade do territrio de Setbal, ao mesmo tempo que, agora com maior priori-Associativismo em articulao com poder localnizao da Autarquia, Maria das Dores Meira destacou no s a importncia das associaes e co-letividades como parceiros fun-damentais da Autarquia na pres-tao de servios comunidade, mas tambm o papel relevante e central que as mesmas tm numa malha urbana recheada de desafios complexos.A autarca indicou que, atual-mente, o movimento associativo de Setbal contabiliza cerca de 250 associaes, das mais pe-quenas que trabalham laborio-sa escala do seu bairro ou empre-sa, s de maior dimenso que movimentam centenas ou milhares de scios bem como a populao em geral, referindo que a Autar-quia insiste em manter nveis con-Cidade mais verde Albarquel foram plantados 560 espcimes, a Avenida Lusa Todi, via com mais de um quilmetro de extenso, recebeu 1170 arbustos e herbceas.A operao incluiu ainda, princi-palmente na Avenida Lusa Todi, a plantao de flores, o que confere mais cor quelas zonas da cidade.Os trabalhos de plantao realiza-dos no Parque Urbano de Albar-quel e na Avenida Lusa Todi fo-ram desenvolvidos pela empresa Lusiform, a qual j tem a respon-sabilidade de assegurar a manu-teno das zonas verdes daqueles e de outros locais da cidade, por adjudicao da Autarquia.dade, se dever promover uma oti-mizao das receitas e das despesas municipais.A Autarquia refere que, nos pr-ximos anos, o valor da dvida total ir diminuir, nomeada-mente por via da amortizao de emprstimos de mdio e longo prazo, enquanto expectvel que as receitas prprias do Muni-cpio apesentem uma evoluo ligeiramente positiva.O ritmo destes dois fatores, convergentes para a consoli-dao oramental e financeira, depende diretamente do nvel de grandeza do efeito da des-truio de valor das polticas dos governos.siderados de apoio, quer financeiro, quer logstico.Um esforo traduzido em 2014, at outubro, em mais de 1 milho de euros atribudos s associaes do concelho, no somatrio dos apoios diretos e logsticos e dos subsdios a agrupamentos escola-res e refeies de alunos.O presidente da Confederao Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, Au-gusto Flor, indicou que o desafio que se coloca s associaes passa pela cooperao com o poder local e entre associaes e outros movi-mentos, pois s assim se combate a tese da adaptao em prol da tese da transformao e da mudana.Durante o encontro, que contou com diversas intervenes, me-sas de casos prticos e debates, o vereador Pedro Pina reforou a noo de que o trabalho em equi-pa fundamental para o desen-volvimento do associativismo. As associaes tm de sair dos casulos e zelar pela cumplicidade e com-prometimento mtuo, frisou. necessrio pugnar pelo trabalho in-terassociativo e implementar o jogo de dilogo.13SETBALoutubro|novembro|dezembro14freguesiaUma operao de limpeza e desmatao lidera-da pela Junta de Freguesia de Gmbia, Pontes e Alto da Guerra, executada entre outubro e novembro, renovou as condies de segurana e salubridade numa rea descaracterizada na zona da quinta da Amizade.A interveno, dinamizada ao longo de duas semanas, foi concretizada com recursos tc-nicos e humanos da prpria junta de freguesia, com o apoio da Cmara Municipal de Setbal, auxiliados por maquinaria pesada, como trato-res e retroescavadoras.A operao, que materializa uma resposta di-reta aos apelos de um conjunto de moradores da-quela zona, sublinha o presidente da Junta de Freguesia de Gmbia, Pontes e Alto da Guerra, Jos Belchior, constitui um trabalho de grande relevncia para a imagem da zona da quinta da Amizade.As novas tecnologias esto em destaque na Junta de Freguesia de So Sebastio. Nas as-sembleias, a documentao em papel foi substituda pelo formato digital e o trabalho feito com recurso a computadores. A me-dida inovadora no concelho j d resultados e aponta ao futuro. A sesso da Assembleia de Freguesia de S. Sebastio de 25 de setembro marcou o incio de uma nova realidade na gesto da junta. Es-tamos a criar as condies para trabalhar com a total ausncia de papel, assinala o presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastio, Nuno Costa.A medida, impulsionada com a aquisio de 18 computadores portteis, em regime de renting, permite uma maior racionalizao de recursos, atravs da poupana de consumveis, como papel e tinteiros, medidas que apoiam, igual-A operacionalidade dos servios de limpeza e manuteno urbana da Unio das Freguesias de Setbal reforada com a construo de uma nova base de operaes, situada na zona de Vanicelos, dotada de funcionalidades que asseguram um melhor servio pblico. Tecnologia melhora gestoInterveno limpa terrenomente, a sustentabilidade ambiental. Agora s necessitamos de imprimir um exemplar em papel para arquivo. Antes, eram mais de trs dezenas, a distribuir por todos os membros, adianta Nuno Costa, para vincar que a opo pelo formato digital facilita, igualmente, a consulta e o ar-quivo de documentos. Tambm a gesto ganha uma nova eficincia, com o expediente das sesses da assembleia de freguesia a ser tratado em poucas horas. Com este novo procedimento aumentmos a eficincia dos processos que, antes, demoravam cerca de dois dias.No futuro, esta medida poder ser alargada a todos os servios da Junta de Freguesia de So Sebastio, com a implementao de um sistema de gesto documental. O objetivo continuar a trilhar este caminho que inicimos, salienta o autarca. Do terreno, uma rea com cerca de 30 mil me-tros quadrados com vegetao descaracteriza-da, como canaviais e moitas de silvas, foram removidas perto de vinte toneladas de lixo, vin-ca Jos Belchior, ao adiantar um conjunto de mais-valias alcanadas com a obra.Os trabalhos conduzidos naquele local permi-tiram a limpeza de uma vala, para um correto encaminhamento de guas pluviais, assim como a desobstruo de sumidouros de uma rede de drenagem. Agora temos uma zona mais condiga, com uma melhor imagem para a popula-o, adianta o autarca. O presidente da Junta de Freguesia de Gmbia, Pontes e Alto da Guerra salienta, igualmente, que a operao de limpeza e desmatao da-quela zona permitiu salvaguardar as condies de segurana para automobilistas e utilizado-res pedonais.Polo refora operacionalidadeA logstica e a eficincia dos servios de limpeza e manuteno da Unio das Freguesias de Setbal so reforadas com uma nova base de operaes. O Polo Operacional de Vanicelos, que visa a reduo de custos funcionais, deve ficar pronto at ao final do anoO Polo Operacional de Vanicelos, localizado na Rua Conde Ferreira, criado com um in-vestimento global de 32.880,14 euros, cujas obras esto a decorrer, implementado no mbito do processo de descentralizao de competncias da Cmara Municipal de Se-tbal nas freguesias nas reas da limpeza e da manuteno urbana.O equipamento, com entrada em funciona-mento prevista para o final do ano, ser o centro nevrlgico das atividades dos 16 fun-cionrios que desenvolvem tarefas em zonas como os bairros do Liceu, das Amoreiras, da Urbisado e de Vanicelos.Este polo passa a ser a base para os operacionais de higiene, limpeza e manuteno do espao p-blico cuja interveno est centrada no territrio correspondente antiga freguesia de So Julio, adianta o presidente da Unio das Freguesias de Setbal, Rui Canas.O espao, implantado num terreno descarac-terizado cedido pela Cmara Municipal, inclui balnerios, refeitrio e uma zona qumica dedicada, exclusivamente, preparao de produtos, assim como uma rea destinada ao estacionamento automvel.Rui Canas salienta que o Polo Operacional de Vanicelos permite reforar os nveis logsticos e de mobilidade dos meios da junta, mais-valias que se traduzem numa reduo de custos ope-racionais e no aumento de eficincia dos servios prestados populao.O autarca reala que este projeto, localizado junto do Centro Comunitrio de So Paulo, d continuidade ao objetivo de dotar a Unio das Freguesias de Setbal dos recursos tcnicos e hu-manos que visam a satisfao das necessidades da comunidade.A construo do polo operacional inclui, igualmente, a execuo de uma interveno urbanstica do local, com a criao de zonas de circulao pedonal e pequenas reas ajar-dinadas, para uma maior integrao do equi-pamento na malha habitacional.14SETBALoutubro|novembro|dezembro1414SETBALoutubro|novembro|dezembro14planocentral Dominada por novelos coloridos, li-nhas, agulhas, panos, rendas, uma das salas do polo da biblioteca da Bela Vista junta pessoas da zona e de fora. A unio e o crescimento coletivo do bairro tm sido prio-ridade tanto da Cmara Municipal como dos que ali residem.Eduarda Fernandes, 52 anos, mo-radora na Bela Vista h trinta e dois, exemplo disso. Orgulhosa do stio onde vive, foi uma das pri-meiras moradoras a pr as mos na massa para cuidar daquilo que tambm lhe pertence.Como o comodismo no faz parte do seu lxico, tem desenvolvido inmeras atividades em coordena-o conjunta com a Cmara Muni-cipal de Setbal.Desta vez, Eduarda decidiu parti-Velhos nem os traposA Bela Vista conta com os mais velhos. Autonomia, crescimento coletivo e combate ao isolamento so ingredientes que ganham incentivo no Atelier de Tricot e Crochet. No meio de agulhas e ls um grupo de mulheres partilha o mesmo princpio conviver e partilhar experinciaslhar o conhecimento que tem nas reas do tricot e do crochet. No sabe ao certo, mas deve ter sido por volta dos 13, 14 anos que despertou para o mundo das agulhas e nove-los, lio que aprendeu com a irm, lendo algumas revistas desta arte e praticando muito, recorda.Animadas e de olhos sempre pos-tos no trabalho, as formandas do atelier concordam que de projetos como este que o bairro precisa.Parece que este momento lhes per-tence nica e exclusivamente, abs-traindo-se de tudo e de todos, de tal forma que um alvio ao stress, explica Maria Teresa, 63 anos, uma das formandas.Quando estamos aqui, o tempo pas-sa a correr e aprendemos sempre no-vas tcnicas, diz, enquanto mostra, com vaidade, a primeira pea que fez no projeto. Um casaco gran-de de malha, verde-esmeralda. deste orgulho que feito o Nosso Bairro, Nossa Cidade, programa de que faz parte o atelier.Maria Teresa mora na Bela Vista h trinta e trs anos. A fbrica de con-fees onde trabalhava fechou e foi no bairro que encontrou uma es-capatria vida de desempregada. Saber que perto da minha casa h qualquer para me entreter timo!, exclama, animada.O atelier uma das aes dinami-zadas no Nosso Bairro, Nossa Ci-dade, programa que conta com o envolvimento de moradores, tc-nicos municipais e de instituies com atividade nos bairros da Bela Vista, Manteigadas, Forte da Bela 15SETBALoutubro|novembro|dezembro14Novas aes a dinamizar no territrio da Bela Vista foram apre-sentadas a 16 de novembro no 2. Encontro Nosso Bairro, Nossa Cidade, com perto de duas centenas de moradores a participar ativamente na iniciativa, um exemplo de exerccio de cidadania democrtica.A vontade de contribuir com ideias para construir um bairro melhor foi o sentimento dominante do encontro, realizado ao longo de toda a tarde na EB+S Ordem de SantIago, com o en-volvimento de autarcas, tcnicos municipais e moradores em representao dos cinco bairros do territrio da Bela Vista.A construo de um futuro melhor feita de homens e mulhe-res, dos jovens aos idosos. feita a uma s voz, num esforo e empenho conjunto que juntou uma multiplicidade de culturas e etnias com vrias crenas no auditrio escolar completamente lotado.Vocs so a fora de transformao das vossas prprias vidas. Ns, Poder Local Democrtico, incondicionalmente, estamos c para vos ajudar, salientou a presidente da Cmara Municipal, Maria das Dores Meira. Estamos a ir muito bem! O encontro, que incluiu um apontamento dos BelaBatuke e a exibio de um vdeo com o trabalho que tem vindo a ser reali-zado no mbito do programa, foi organizado por uma comisso com moradores dos cinco bairros, com o apoio da Cmara Mu-nicipal. Na iniciativa, os participantes reuniram-se em grupos de tra-balho para debater e avaliar o resultado das iniciativas sadas do primeiro encontro anual e para perspetivar novas medidas e planos de ao concretos para o desenvolvimento de projetos em prol da populao.Aes definidas em vrias reasProjetos de beneficiao do espao pblico, com a reabilitao de passeios e a criao de zonas ajardinadas, a par de trabalhos de recuperao do edificado para melhoria das condies de vi-vncia em comunidade, foram algumas das ideias lanadas no encontro. A continuidade de algumas iniciativas de ndole cultural e des-portiva, como o Frias no Bairro e festas populares, foi tam-bm definida no encontro, assim como um projeto de pr-reco-lha de roupas e outros materiais colocados no lixo para posterior tratamento e reutilizao.Maria das Dores Meira afirmou que a continuidade do caminho de mudana impulsionado por este programa nico em todo o Pas deve ser feita com a participao de todos e com a convic-o de que a transformao desejada no alcanada somente com o trabalho camarrio.A tamanha participao de moradores no encontro, o dobro da edio anterior, comoveu a autarca. Esta atitude d-nos confian-a para o que a vem e a certeza de que o futuro pode e j est a ser transformado com este trabalho conjunto.O vereador da Habitao da Autarquia, Carlos Rabaal, enalte-ceu a importncia do encontro, este ano com o lema Decidir, Organizar e Realizar, para a procura e debate de novas propostas de trabalho, mas tambm para o reforo dos laos de coeso e de proximidade entre os moradores.Carlos Rabaal vincou a qualidade do debate e o sentido comuni-trio alcanado no encontro e frisou o compromisso de todos os moradores em se envolverem ativamente para a concretizao de to-das as propostas debatidas e apresentadas em plenrio.Velhos nem os traposVista, Alameda das Palmeiras e quinta de Santo Antnio.As formandas partilham da opinio de que o atelier excelente para pas-sar umas horas diferentes e tambm para conviver e gera uma partilha muito interessante entre conhecimen-tos.Comparam, espreitam o trabalho da vizinha, do e recebem dicas de Eduarda Fernandes. Sim, tambm do. Todos ensinam, todos apren-dem, esse o lema. Uma vez tive uma dvida relativamente ao bico de um pano e foi uma das formandas que me ajudou, relembra a formadora.Da cidade ao bairroCom o Nosso Bairro, Nossa Ci-dade a mudana visvel. No apenas aos moradores da Bela Vista e zona envolvente que o programa toca. Tambm abrange pessoas de fora do territrio. Uma das Ma-rias que fazem parte do atelier Maria Jos Banha, 61 anos. Apesar de ter nascido no Alentejo, consi-dera-se mais setubalense. J vivo em Setbal h trinta e quatro anos.Maria Banha vive fora do bairro e uma das mulheres que participam no atelier e, como outras, em situa-o de desemprego. quando soube da abertura de inscries para o Atelier de Tricot e Crochet no hesitou em inscrever-se.O rtulo que alguns ainda pem no bairro no me afetou, salienta, con-tando que, tempos antes, passava na Bela Vista com regularidade, quando trabalhava na antiga uni-dade industrial Mecnica Setuba-lense.Um dos motivos que levaram Ma-ria Jos a inscrever-se foi o sonho de participar num projeto destes dada a importncia para o estmu-lo do esprito de participao ativa. Ouve -se falar do bairro como proble-mtico. por isso que importante participar neste tipo de iniciativas, pois s assim se pode mudar men-talidades.No por acaso que os olhos bri-lham quando fala em tricot e cro-chet. O gosto por esta arte nasceu comigo e isto acaba por ser viciante, assume Maria Jos. No h dia em que me deite sem fazer alguma coisa.Embora j soubessem fazer crochet e tricot, as formandas consideram que esto sempre a aprender e h tambm quem faa questo de no ter os trabalhos acabados.Tenho sempre um trabalho a meio, confessa Maria Jos, enquanto aponta para uns marcadores de li-vros feitos em ponto cruz que no esto terminados. Assim, quando estiver cansada de uma coisa, tenho sempre algo para acabar.Apesar do nmero crescente de participantes pena no haver mais pessoas a participar em iniciativas como esta, lamenta Maria Jos Ba-nha, que no percebe como h muitas pessoas em casa sem fazer nada. Tm locais onde passar uma tarde agradvel e, participando, iam sentir-se mais teis.Combate ao isolamento Nem s do convvio e da partilha de experincias se faz este atelier. Diminuir o isolamento em que al-gumas pessoas possam viver uma das premissas do projeto, adianta Eduarda Fernandes, para sublinhar a mais-valia social da iniciativa. Uma das senhoras que estiveram connosco vive sozinha, porque viva. Enquanto aqui esteve, falava, convi-via, passava um bom momento.Com Eduarda est Maria Alfaiate, 82 anos, tambm formadora. O seu cajado como trata a bengala , num dos cantos da sala, simboliza a partilha intergeracional de que feito o projeto.A pronncia charroca no enga-na. Nasceu em Setbal, na freguesia de So Sebastio, e mora na Alame-da das Palmeiras, Bela Vista. Apesar de a idade j ir avanada e das dificuldades na viso, no lar-ga as agulhas e os novelos. Gosto muito de tricotar e ensinar. As pessoas aprenderem aquilo que eu ensino que me deixa feliz. assim que Maria Alfaiate define o vcio de tricotar e a importncia do atelier na sua vida. O problema so os meus olhos, continua, entriste-cida. A vista, a aborrecida falta de vista, que tanto a incomoda e que, muitas vezes, no a deixa fazer mais.Me, av e bisav, Maria Alfaiate dedica o seu tempo no Atelier de Tricot e Crochet a fazer trabalhos e olha ao redor. Sinto-me muito feliz com os projetos que so desenvolvidos no meu bairro. Parece que me sinto sempre acompanhada, agradece, enquanto as mos, calejadas, tra-balham num casaquinho, em tons de amarelo, azul e rosa, para um bisneto. Maria Alfaiate acarinhada por to-das, e o faz juntamente com Eduar-da Fernandes exemplo do envolvi-mento da populao e da promoo do envelhecimento ativo.Do atelier, nascem panos, roupa para crianas, camisolas. Da Bela Vista. nascem mudanas.Oficina de partilhaO que levou Eduarda Fernandes, moradora da Bela Vista, a propor a realizao de um atelier de partilha da vontade de aprender a arte do tricot e do crochet foi fazer com que as pessoas saiam de casa e participem no esforo de construir um bairro melhor.O Atelier de Tricot e Crochet, iniciado em 2012 e que propor-ciona aos participantes a oportu-nidade de aprender em conjunto, conviver e partilhar experincias, uma das muitas iniciativas do Nosso Bairro, Nossa Cidade, programa municipal assente na participao dos moradores em aes de beneficiao e na imple-mentao de projetos na zona da Bela Vista.Apesar de especialmente diri-gido zona de interveno do programa Bela Vista, Mantei-gadas, Alameda das Palmeiras, Forte da Bela Vista e quinta de Santo Antnio , o atelier recebe pessoas vindas de fora. No total, este projeto envolveu cerca de vinte formandas, acompanhadas por duas formadoras. A oficina, com sesses tarde no Polo da Bela Vista da Biblioteca Pblica Municipal de Setbal, j conta com trs edies. As formandas tm a oportunidade de, em datas festivas como o Natal e a Pscoa, oferecer alguns dos trabalhos que realizam.O atelier j ultrapassou o territrio da Bela Vista. Em 2013, transitou para o Museu do Trabalho Michel Giacometti no mbito da exposio Do Bairro ao Museu Olhares do Bairro, como forma de divulgar a partici-pao ativa dos moradores.Novas ideias lanamfuturo na Bela Vista16SETBALoutubro|novembro|dezembro1416SETBALoutubro|novembro|dezembro14seguranaUma viatura plataforma de gran-des dimenses, com um alcance mximo, em altura, de 43 metros, vocacionada para misses de sal-vamento e tambm para cenrios de combate a incndios, um dos principais veculos adquiridos no mbito da candidatura comunit-ria Resilincia Setbal +. Mais do que o reforo da capacidade Sapadores mais operacionaisAs capacidades operacionais da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setbal saem reforadas com um conjunto de novos equipamentos. Veculos, contentores logsticos e material de interveno diverso foram adquiridos no mbito do Resilincia Setbal +, uma candidatura comunitria apresentada pela Autarquia da ordem dos 2,5 milhes de eurosoperacional da companhia, a nova viatura permite uma maior abran-gncia de interveno em vrios tea-tros de operao, sublinha Paulo Lamego, comandante da Compa-nhia de Bombeiros Sapadores de Setbal (CBSS).A maior flexibilidade de inter-veno, um dos principais ganhos para esta companhia, alcanada com a plataforma da viatura que pode ser manobrada, simultanea-mente, na vertical at um mximo de 33 metros de altura, e tambm na horizontal, num alcance at dez metros.Esta polivalncia de atuao per-mite alcanar locais de difcil acesso, como so exemplo algumas reas no centro histrico. A viatura avana at zona mais prxima possvel do local a intervir, enquanto a misso exe-cutada pela plataforma, adianta o comandante da CBSS.Uma cesta instalada no topo da plataforma, com capacidade de carga at 500 quilos, outra das principais mais-valias de utiliza-o no novo veculo. Conseguimos colocar, rapidamente, operacionais e material em locais a grandes altu-ras, salienta.A viatura plataforma est apetre-chada com um jato de gua com possibilidade de controlo remoto, assim como um gerador de energia eltrica e tanques de ar compri-mido. Est igualmente preparada com tubagem para o fornecimento de ar respirvel e gua. O Resilincia Setbal +, um in-vestimento global de 2 milhes, 662 mil e 457,78 euros, promo-vido no mbito do qREN quadro de Referncia Estratgico Nacional e enquadrado no regulamento de Preveno e Gesto de Riscos do Programa Operacional Temtico Valorizao do Territrio.Atuao abrangenteTrs contentores logsticos, um dos quais com um conjunto de ma-A consolidao de procedimentos e o trabalho em equipa foram reforados numa iniciativa que juntou, entre os dias 3 e 7 de novembro, bombeiros sapadores de Setbal e militares da GNR num treino de busca e resgate em estruturas colapsadas.O balano muito positivo, subli-nha o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setbal (CBSS), Paulo Lamego, ao destacar que durante os cinco dias da iniciati-va, alm da forte componente de treino tcnico, houve um importante fomento nas relaes institucionais.Participaram na Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas 13 ele-mentos da CBSS, trinta militares do Grupo de Interveno de Proteo e Resgate une forasMULTIUSOS A viatura plataforma a nova estrela da companhia. Tem um alcance mximo em altura de 43 metros, 360 cavalos e pesa 35 toneladas. EqUIPAMENTOS DE SOCORROINDSTRIAO novo veculo, dotado de dois jatos de ataque a fogos, tem um depsito com capacidade para 9 mil litros de gua e mil de espumfero.FLORESTAA antiga viatura, com perto de 20 anos, substituda por um veculo todo o terreno preparado para o combate a incndios florestais.RODOVIRIO Material de corte em grande amplitude e uma grua para elevar grandes cargas so mais-valias do Veculo de Socorro e Assistncia Especial.LOGSTICAOs contentores, de utilizao polivalente, tm uma rea de utilizao at 60 metros quadrados. Dispem de isolamento trmico.RESGATE Os Sapadores so a segunda fora do Pas com um contentor de material de ltima gerao para busca e resgate em estruturas colapsadas.QUMICOA reduo de custos na aquisio de materiais do Resilincia Setbal + permitiu reequipar e reativar o contentor qumico da companhia.Socorro da GNR e cinco operacionais da Fora Especial de Bombeiros Ca-narinhos, da Autoridade Nacional de Proteo Civil.Paulo Lamego adianta que o trei-no, com aes tericas e prticas no quartel dos Sapadores de Setbal, na Serra da Arrbida e em unidades industriais abandonadas, permitiu testar as capacidades operacionais em exerccios com equipas constitudas por elementos das trs foras envolvidas no treino.No exerccio de teste das capacida-des globais de proteo e socorro na rea da busca, salvamento e resgate de vtimas em edifcios, estruturas colapsadas e espaos confinados, foram utlizados, pela primeira vez e em simultneo, dois contentores logsticos equipados com material de ltima gerao.Operaes de escoramento de edi-fcios, demolies, corte e perfu-rao de estruturas, trabalhos de desencarceramento em viaturas e exerccios de extrao de vtimas em espaos confinados foram algumas das aes dinamizadas no mbito do treino conjunto realizado em Se-tbal.O exerccio, uma organizao con-junta da CBSS e do Grupo de In-terveno de Proteo e Socorro da GNR, com a presena de meia cente-na de operacionais, permitiu testar o trabalho em equipa em prol da segu-rana da populao.17SETBALoutubro|novembro|dezembro14Os procedimentos de evacuao no caso de ocorrncia de um sismo foram testados, com sucesso, a 13 de outubro, no Centro Escolar do Bairro Afonso Costa, exerccio no qual participaram mais de duas centenas e meia de crianas.Este um tipo de exerccio realizado duas vezes por ano e que faz parte da atividade global da proteo civil, so-bretudo em termos de preveno, di-namizada no concelho, salientou o vereador da Proteo Civil, Carlos Rabaal, num briefing dinamizado aps o simulacro.Nuno Sousa, do Servio Munici-pal de Proteo Civil e Bombei-ros, adiantou que o sucesso desta iniciativa surge na sequncia do trabalho de planeamento e de prepa-rao que tem vindo a ser realizado desde 2007 num trabalho de coope-rao muito prximo entre a Cmara Municipal de Setbal e as escolas.Apoio aos VoluntriosO apoio municipal Associao Hu-manitria dos Bombeiros Volunt-rios de Setbal (AHBVS) foi desta-cado pelo vereador Manuel Pisco, a 19 de outubro, nas celebraes do 131. aniversrio da instituio, ce-rimnia que incluiu a apresentao de uma nova ambulncia.Escolas treinam para sismosO teste aos procedimentos e s respostas de evacuao em caso de emergncia foi conduzido no Cen-tro Escolar do Bairro Afonso Costa, assim como noutras 32 escolas do 1. ciclo e em mais de uma dezena de estabelecimentos de ensino do 2. ciclo e do secundrio.O exerccio foi conduzido no m-Sapadores mais operacionaisO autarca, ao afirmar que os Bom-beiros Voluntrios de Setbal so uma fora imprescindvel no quadro de proteo e socorro estabelecido para o concelho, destacou o trabalho de-senvolvido, sobretudo atravs da dinamizao de protocolos munici-pais de colaborao.Sistema vigia tsunamisUma experincia no sistema de alerta de tsunamis instalado no cais da Secil testou com sucesso, a 2 de outubro, o equipamento pro-ttipo capaz de detetar antecipa-damente a ocorrncia deste tipo de fenmenos naturais.O ensaio permitiu analisar se a transmisso em tempo real do sinal proveniente do sistema de medio para o painel digital fi-dedigna e demonstrar que a medi-o do nvel do mar pode ser usada eficazmente como mecanismo de acionamento do sistema de alerta.O teste consistiu na simulao computorizada da elevao do nvel do mar correspondente a um tsu-nami, num cenrio criado a partir dos dados conhecidos aquando da teriais modernos para salvamento e resgate, figuram no leque de no-vos equipamentos ao servio dos Sapadores de Setbal, adquiridos no mbito da candidatura Resi-lincia Setbal +.Os contentores logsticos, dotados de isolamento trmico, esto aptos para atuao em qualquer teatro de operaes, em qualquer parte do mundo. A conceo estandardiza-da dos equipamentos permite que sejam transportados por meios terrestres, martimos e areos.Os contentores, com 60 metros quadrados de rea mxima de uti-lizao, permitem uma multipli-cidade de aplicaes, desde logo o transporte de materiais, incluindo embarcaes semirrgidas, mas tambm podem funcionar como postos avanados de comando, hospitais de campanha ou refeit-rios.Um dos contentores logsticos, utilizado recentemente num exer-ccio conjunto entre Sapadores de Setbal e GNR, est equipado com material de ltima gerao para busca, salvamento e resgate de v-timas em edifcios, estruturas co-lapsadas e espaos confinadosMerecem destaque os equipamen-tos de corte e perfurao, entre os quais um hidrulico para demoli-es, ferramentas para uso em ve-culos eltricos, a par de detetores ssmicos e de gases, assim como lanternas que podem ser utiliza-das em cenrios potencialmente explosivos.Mais proteoNo mbito da candidatura a fun-dos comunitrios foi adquirido mais um conjunto de equipamen-tos, nomeadamente um veculo de socorro e assistncia especial, di-recionado para acidentes rodovi-rios, com material de corte e uma grua para elevar grandes cargas. companhia de Sapadores chega igualmente um veculo especial de combate a incndios, viatu-ra vocacionada para a atuao em ocorrncias na rea industrial, uma mais-valia brutal na proteo industrial, reala o comandante da CBSS.Alm do reequipamento do conten-tor qumico, concretizado graas a uma candidatura com financia-mento comunitrio, est previs-ta a chegada de um veculo todo o terreno especialmente preparado para intervenes em situaes de incndio em reas florestais.Todos estes equipamentos tornam a companhia mais eficaz, com atua-es mais especializadas que abran-gem cenrios urbanos, florestais, industriais e ainda o porto, destaca Paulo Lamego, ao adiantar que este apetrechamento operacional mo-tiva um trabalho extra na elabora-o de procedimentos.O Resilincia Setbal + j dotou os Sapadores de outros materiais e equipamentos, nomeadamente o recheio do modernizado Centro Municipal de Operaes de Socor-ro, assim como 65 equipamentos de comunicao SIRESP Sistema Integrado de Redes de Emergncia e Segurana de Portugal.ELITE. Uma equipa de Sapadores de Setbal representou Portugal no Firefighter Combat Challenge 2014, competio realizada entre os dias 3 e 9 de novembro, em Phoenix, nos Estados Unidos. Pedro Gomes, Abrao Borges, Daniel Andr, Edi Silva e Mauro Castro competiram com elementos de 46 equipas oriundas de pases como Austrlia, Alemanha, Argentina e frica do Sul. A primeira participao de sempre de uma equipa portuguesa valeu um lugar a meio da tabela, numa prova que contribui para o aperfeioamento de tcnicas e tticas.A Autarquia apoiou ainda, recen-temente, a aquisio de vrios ve-culos para os Voluntrios, entre os quais uma viatura de desencarcera-mento que refora significativamen-te o dispositivo de proteo e socorro presente em Azeito, realou Manuel Pisco.Em dia de festa, em cerimnia realizada no pavilho do quartel da AHBVS, o corpo de voluntrios apresentou uma nova ambulncia, um investimento de 53 mil euros que refora no s as capacidades da instituio mas tambm o dis-positivo municipal ao servio das populaes.As celebraes incluram ainda o hastear da bandeira nos quartis de Setbal e de Azeito, uma romagem ao Cemitrio de Nossa Senhora da Piedade para deposio de flores no talho dos bombeiros e a assinatura um protocolo de parceira entre os Voluntrios e a Liga dos Bombeiros Portugueses no mbito do Centro Internacional de Gesto de Emer-gncias.bito do Dia Internacional para a Reduo de Catstrofes, que tem como objetivo de alertar os Esta-dos para a necessidade de adoo de polticas que visem a preveno e a reduo de danos, humanos e materiais, causados pela ocorrn-cia de fenmenos de origem natu-ral.ocorrncia do terramoto de 1755 que devastou Lisboa e afetou gra-vemente Setbal.A experincia foi conduzida pela equipa tcnica do Centro Comum de Investigao da Comisso Euro-peia, entidade que desenvolveu o equipamento experimental, cons-titudo por um sistema de medio do nvel do mar e por um painel di-gital informativo, este colocado no Parque Urbano de Albarquel.Estratgia, preveno e respon-sabilidade so razes invocadas pela presidente da Cmara Muni-cipal, Maria das Dores Meira, para a adeso de Setbal a este projeto pioneiro e de fulcral importncia para a proteo da cidade e dos ha-bitantes em caso da ocorrncia de um tsunami.O dispositivo de alerta integra o Modelo Global de Propagao de Ondas Tsunami, desenvolvido pelo Centro Comum de Investigao da Comunidade Europeia no contexto do Sistema de Coordenao e Aler-ta Global de Desastres.18SETBALoutubro|novembro|dezembro1418SETBALoutubro|novembro|dezembro14desportoAs condies de prtica despor-tiva para mais de uma centena de crianas e jovens saram me-lhoradas com a aplicao de um relvado sinttico no Campo Mu-nicipal da Vrzea, beneficiao desportiva inaugurada a 4 de no-vembro, numa festa com um jogo de futebol. Cumprimos um sonho, realou a presidente da Cmara Muni-cipal, Maria das Dores Meira, na cerimnia de inaugurao do piso artificial aplicado naquele equipamento, um investimento camarrio de 167 mil euros.O recinto, anteriormente em terra batida, utilizado pelo Clube Des-portivo Os Pelzinhos no mbi-to de um protocolo de colaborao com a Autarquia, est agora dota-do de condies renovadas para o desenvolvimento desportivo.Aqui, crianas e jovens formam--se como atletas mas tambm como O VII Campeonato do Mundo de Pesca Embarcada Clubes, realizado entre os dias 29 e 31 de outubro, foi ganho pelos italianos da Lenza Emiliana Tubertini e nas outras duas posies do pdio fi-caram portugueses, um deles de Setbal.Na competio, organizada pela Federao Portuguesa de Pes-ca Desportiva do Alto Mar, os 52 atletas participantes, de 13 clu-bes provenientes de seis pases, capturaram mais de 4 mil peixes, cana, numa rea defronte da Comporta e do Carvalhal, a me-nos de dez milhas da costa.No evento desportivo, organi-zado com o apoio da Autarquia, os italianos da Tubertini foram Crianas ganham campoMais de meia centena de crianas do jardim de infncia e ATL O Palhacinho usufruem de um campo de jogos, num investimento de cariz social impulsionado por sapadores de Setbal e pela Liga dos Amigos da Ter-ceira Idade. Alm da criao do recinto des-portivo, a interveno solidria inaugurada a 29 de setembro incluiu a reabilitao de reas ajardinadas com canteiros de flores e a criao de zonas de passagem.Sinttico refora VrzeaDe pelado a relvado. Um piso sinttico forra o Campo Municipal da Vrzea. A beneficiao melhora as condies de prtica desportiva para mais de uma centena de crianas e jovens. Seguem-se mais requalificaes em equipamentos camarriospessoas, afirmou Maria das Dores Meira, acompanhada de outros membros do Executivo, ao apon-tar a importncia da instituio desportiva na cidade.Com a beneficiao do campo municipal, o clube sadino fun-dado h mais de trs dcadas, em 1981, que usufrui daquele cam-po, espera captar mais crianas e jovens para as fileiras das vrias equipas de futebol.A obra, dinamizada entre julho e setembro, incluiu trabalhos preparatrios do terreno, com a construo da caixa de areia para receber o relvado sinttico que cobre o campo de futebol de 11, a par de intervenes complemen-tares.A instalao de um sistema de rega, a criao de uma rede de drenagem de guas e a colocao de mobilirio novo foram aes dinamizadas no mbito da em-preitada executada naquele equi-pamento desportivo.Lus Mendes, em representao do Clube Desportivo Os Pelzi-nhos, agradeceu, em nome do presidente da instituio, Mrio Mestre, o esforo e o empenho do Municpio para tornar o sonho uma realidade.O presidente da Associao de Futebol de Setbal, Joaquim Sou-sa Marques, sublinhou que esta uma requalificao fundamental para o desenvolvimento desportivo da cidade.Maria das Dores Meira, ao frisar que este mais um investimento que consagra a ambio de desporto para todos, afirmou a continui-dade do objetivo de dotar outros campos em terra batida com rel-vados sintticos.O prximo campo a intervencio-nar est aqui ao lado, anunciou a presidente da Autarquia ao apon-Clubes do mundo pescam em Setbalos vencedores, na segunda po-sio ficou o Clube Pesca e Nu-tica Desportiva, de Albufeira, e o terceiro lugar foi ocupado pelo cipal de Setbal, na reunio p-blica de 5 de novembro, na qual foi destacado o empenho e esforo dos atletas participantes, assim como a vocao martima dos se-tubalenses.Os restantes representantes de Portugal, o Botafogo Futebol Clu-be, de Palmela, e o Clube Naval de Sesimbra, ficaram, respeti-vamente, no sexto e no stimo lugar.As equipas foram pontuadas de acordo com a quantidade de exemplares pescados, cada um com um determinado valor uni-trio. O peixe capturado foi en-tregue a instituies de solida-riedade social, atravs do Lions Clube de Setbal.Zumba dana solidriaO esprito solidrio e a prtica desportiva danaram juntos na Festa Zumba Setbal + Solidria, iniciativa realizada a 15 de no-vembro com vista angariao de fundos para a Cruz Vermelha Portuguesa Delega-o de Setbal. O evento, realizado no Cais 3 do Porto de Setbal, envolveu dezenas de participantes numa tarde de dana integra-da nas comemoraes do 99. aniversrio da delegao setubalense.Arrbida desafia no trailA resistncia fsica foi desafiada no Arr-bida Ultra Trail, a 16 de novembro, com perto de 1300 participantes em trs provas de dificuldades e distncias distintas. Por caminhos de natureza menos conhecidos da cordilheira, entre o Castelo de Palmela e o Parque Urbano de Albarquel, foram per-corridos percursos de 80, 23 e 14,5 quil-metros, com o mais longo a ser conquistado por Henrique Delgado em 08h43m36s. Passeio revela cidadeCerca de 500 pessoas participaram no IV Setbal Bike Tour, evento que levou famlias e, principalmente, muitas crianas a desco-brir a cidade ao longo de um percurso com 16 quilmetros em bicicleta. A iniciativa, realizada a 19 de outubro, um momento de confraternizao entre cicloturistas, incluiu passagens por zonas onde possvel circu-lar de bicicleta em segurana e que deu a co-nhecer novas zonas ciclveis em construo.tar para o equipamento de utili-zao desportiva partilhada, com utilizao regular pelo Vitria Fu-tebol Clube.Um desafio na categoria de ini-ciados entre Os Pelzinhos e os dolos da Praa estreou o relvado sinttico, com o pontap de sada do jogo inaugural a ser dado por Maria das Dores Meira.O investimento municipal na rea de instalao de relvados sintticos em recintos despor-tivos realizado nos ltimos anos perfaz trs campos de futebol de 11 e cinco polidesportivos.A criao de condies despor-tivas condignas que promovam e estimulem a prtica despor-tiva dos mais novos o princi-pal desgnio destas intervenes municipais e uma das apostas estratgicas da Autarquia para o aumento da qualidade de vida de Setbal.Grupo Desportivo Os Amarelos, de Setbal. O feito desportivo do clube sadino foi distinguido com uma saudao da Cmara Muni-19SETBALoutubro|novembro|dezembro14turismoO reforo do posicionamento e da notorie-dade de Setbal como destino turstico foi destacado na apresentao, a 5 de novembro, no Cinema Charlot Auditrio Municipal, do Sistema LiderA, projeto que aponta medi-das para um desenvolvimento sustentvel.Estamos a afirmar Setbal como a grande capi-tal que com a requalificao urbana da cidade e do concelho, salientou a presidente da C-mara Municipal, Maria das Dores Meira, no encontro Desenvolvimento do Destino Tu-rstico Sustentvel para Setbal.A autarca reforou que Setbal o nico des-tino turstico com oferta to diversificada, no qual se engloba o turismo de natureza, da ob-servao de aves aos recursos do Esturio do Sado e da Arrbida, mas tambm os vinhos e a gastronomia.O Sistema LiderA, uma ferramenta de ava-liao e reconhecimento da construo sus-As potencialidades naturais do Esturio do Sado foram observadas e descobertas ao longo de dois dias no ObservaNatura, cer-tame dedicado ao turismo de natureza, com enfoque na vertente ornitolgica, com ati-vidades centradas no Moinho de Mar da Mourisca.O palco desta feira um ponto de referncia na observao de aves, um ponto de partida para passeios de natureza, para conhecer o Esturio A necessidade de estimular o empreende-dorismo no setor da aquicultura regional foi destacada pela presidente da Cmara Munici-pal num colquio realizado a 1 de outubro no mbito do 34. aniversrio da Reserva Natu-ral do Esturio do Sado.Setbal, terra intimamente ligada ao seu rio e ao mar, sempre foi, com maior ou menor intensi-dade, de acordo com os tempos, uma cidade com atividade aqucola de relevo, apontou Maria das Dores Meira na abertura do encontro, na qual destacou o retomar da produo de ostras nos ltimos anos.Na iniciativa, realizada no auditrio do Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setbal, a autarca adiantou que so ainda muitas as empresas que se dedicam explorao de aqui-culturas de onde sai peixe de grande qualidade, razo pela qual o Municpio continua a dar uma grande ateno ao setor.No colquio A Aquicultura na Reserva Natu-ral do Esturio do Sado: contributos, a autar-ca enalteceu a importncia para, em conjunto Destino sustentvelO desenvolvimento de Setbal como destino turstico sustentvel est na mira do Sistema LiderA. Este projeto acadmico avalia o setor e procura contribuir para o aumento da qualidadeConvvio com a naturezatentvel, estabelece indicadores e orientaes que auxiliam a procura de sustentabilidade na rede de servios tursticos, tais como o aloja-mento, a restaurao e os transportes.O projeto procura desenvolver e gerir a sustenta-bilidade, afirmou Manuel Duarte Pinheiro, docente do Instituto Superior Tcnico e coor-denador do projeto que atua no setor turstico e procura conciliar, em harmonia, as verten-tes de ambiente, economia e sociedade.Um melhor desempenho dos servios e a criao de valor, a par do contributo para o aumento da sustentabilidade, so objetivos do sistema de avaliao, que atua ao nvel da integrao local, dos recursos energticos, das cargas ambientais e das vivncias socio-econmicas.No mbito do Sistema LiderA foi ainda di-namizado um workshop, a 17 de novembro, na Casa da Baa, para agentes do setor turstico.Concelho ao gosto francsSetbal e a baa sadina foram os convida-dos de honra de 2014 do SAGA Salo de Gastronomia e Artes Culinrias, realizado em Vannes, Frana, entre novembro e de-zembro. O pavilho, uma exposio sobre o Esturio do Sado e a degustao da cozinha regional fizeram sucesso juntos dos milha-res de visitantes. A delegao setubalense estreitou ainda relaes com o municpio francs e a comunidade lusa ali residente.Enoturismo celebrado mesaCerca de trs dezenas de pessoas marcaram presena numa iniciativa gastronmica e v-nica com a apresentao e degustao de os-tras e vinho espumante, que assinalou, a 9 de novembro, o Dia Europeu do Enoturismo. Na Casa da Baa, os participantes tiveram dis-posio ostras Neptuno ao natural, gratinadas ou com acompanhamento de molhos e espu-mante Santo Isidro Espumante Branco Bru-to, da Adega Cooperativa de Peges.Regio prova em EspanhaO alargamento dos contactos internacionais e a divulgao de produtos locais e do concelho foram algumas das mais-valias da participa-o de Setbal na Iberovinac. Neste Salo do Vinho e da Azeitona da Extremadura, realiza-do em Almendralejo, Espanha, no incio de novembro, Setbal mostrou credenciais na vertente turstica e apresentou-se a dezenas de pases de todo o mundo como uma regio produtora de vinho de qualidade. Outono saboroso na MouriscaDuas mil pessoas passaram pela VII Feira de Outono, realizada a 9 de novembro, na Herdade da Mourisca, certame de divul-gao de produtos regionais da poca que contou com um magusto, msica, poesia, degustaes e passeios ao ar livre. Produtos hortofrutcolas, mel, sal, ostras, po, vinho, queijo e ervas aromticas foram atrativos do evento, no qual foi inaugurada a mostra O Sal e a Salicrnia, de Florbela Glindim. do Sado e a beleza que envolve a regio, salien-tou a presidente da Cmara Municipal, Ma-ria das Dores Meira, na abertura do evento.Na sexta edio da iniciativa, organizada pelo Instituto da Conservao da Natureza e das Florestas e pela Autarquia, a 11 e 12 de outubro, houve minicursos, workshops, passeios, observao de aves, encontros e troca de experincias entre empresas deste setor turstico.Empreendedorismo ajudaa estimular aquiculturacom os vrios agentes, entender as razes de um eventual declnio do setor e encontrar est-mulos para o aparecimento de novas empresas.J o secretrio de Estado do Ordenamento do Territrio e da Conservao da Natureza, Mi-guel de Castro Neto, ao salientar o potencial das ostras portuguesas, desafiou os especia-listas presentes a propor medidas que pos-sam impulsionar a atividade da aquicultura no Esturio do Sado.20SETBALoutubro|novembro|dezembro14Vrias geraes assistiram, quase trinta anos depois, ao regresso da msica dos Disto & Daquilo, num concerto realizado a 4 de outu-bro, no exterior da Casa da Cultura, no mbito do segundo aniversrio deste espao de pro-moo das artes.O espetculo serviu para o grupo, pelo qual passaram mais de duas dezenas de msicos, recordar os temas do lbum que gravou em 1983 e outros que no chegaram a ser edita-dos, nalguns casos apresentados agora com novos arranjos.O pblico, heterogneo, dos 8 aos 80, prati-camente encheu a entrada da Casa da Cultura. Os mais velhos quase se lembravam das le-tras de cor, enquanto para os mais novos foi a oportunidade de conhecer um projeto que, nos anos 80, obteve reconhecimento nacio-nal, com crticas positivas na imprensa espe-cializada e aparies na televiso e rdio.Casa com muita arteUm concerto de regresso dos Disto & Daquilo e uma exposio do pintor Jos Mouga foram os pontos altos das comemoraes do segundo aniversrio da Casa da Cultura. Mas houve muito mais para mostrar e apreciar num espao que j recebeu mais de 100 mil visitantesTeatro no palco do sonho O Sonho, a nova produo do TAS Teatro Animao de Setbal, com drama, poesia e comdia a proporcionarem uma viagem por um ambiente onrico, esteve em cena a 24, 25 e 26 de novembro, no Frum Municipal Lusa Todi, repetindo a 27 e 28 de dezembro. A pea, baseada na obra homnima de Au-gust Strindberg, com encenao de Carlos Curto, convida a assistir ao desenrolar de um sonho, recorrendo a vdeo mapping que utiliza uma dinmica de imagens em que realidade e a imaginao ora se confundem, ora se complementam.Jazz toca em salas cheiasSetbal recebeu com casas cheias Rodrigo Amado Wire quartet, uma das formaes portuguesas que gozam de mais prestgio internacional, mas tambm Osso Vaidoso, o quarteto Guida Palma e a Capricho Big Band, conjuntos que preencheram o cartaz desta edio do Crculo de Jazz, a 7, 8 e 9 de novem-bro. O festival, organizado pela Cmara Mu-nicipal, em parceria com a Sociedade Musical Capricho Setubalense e a associao Expe-rimentculo, atrai mais pblico a cada ano. Nesta edio os espetculos foram na Casa da Cultura e na Capricho.Cinema francs em festaUm homem cujo horizonte o sof da sala de casa, adolescentes estrangeiros a aprender francs, um jovem que aspira ser ator de ci-nema e outro que sonha ser estrela do futebol. A 15. Festa do Cinema Francs exibiu, entre 13 e 15 de novembro, diversas obras, algu-mas em antestreia. A iniciativa, do Institut Franais du Portugal, em colaborao com a Cmara Municipal e a Alliance Franaise de Setbal, promoveu diversas sesses no Cine-ma Charlot Auditrio Municipal, incluin-do uma destinada ao pblico infantil. Tudo a preos especiais.Oferta de msica alternativa A msica alternativa s produes vistas como mais comerciais esteve em destaque em Setbal, nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, na Casa da Cultura, em mais uma edio do festival Lado B. O certame, organizado pela Cmara Municipal em parceria com a Capricho Setubalense, trouxe no dia de abertura o pianista Tiago Sousa e Timespi-ne, projeto de T Trips. O Vaiapraia, de voz e piano, abriu o sero de dia 6, em que tam-bm atuou A Jigsaw, de blues e folk. Charlie Mancini, que cria bandas sonoras de clssi-cos do cinema mudo, fechou o cartaz, dia 7.No dia anterior, a 3 de outubro, foi inaugura-da a exposio de pintura e desenho Notas de Viagem, inspirada em ciprestes, de Jos Mouga, artista que rompe com estticas defi-nidas e que, com este trabalho, que requer uma observao precisa, remete para uma viagem, afirmou o vereador da Cultura da Cmara Mu-nicipal de Setbal, Pedro Pina.equipamento municipal, acessvel atravs do endereo www.casadacultura-setubal.pt.A plataforma disponibiliza informaes so-bre as atividades regulares e pontuais dina-mizadas naquele espao de concentrao das artes, como exposies, palestras, encontros, msica e cinema, que em dois anos de fun-cionamento acolheu mais de 100 mil visitan-tes, adiantou o vereador Pedro Pina.Com cerca de 60 mil visitantes s em 2014, a Casa da Cultura proporciona aos setubalenses e queles que visitam a cidade uma oferta diver-sificada de cultura, com qualidade.A aposta na cultura, com a promoo de in-meras iniciativas e com a reabilitao, nos l-timos anos, de vrios espaos e equipamentos culturais, constitui uma viagem de continui-dade que a Cmara Municipal de Setbal quer continuar a fazer em conjunto com a popula-o, frisou o autarca.Jos Mouga, ao afirmar que ao longo de toda a vida nunca teve um estilo definido, classificou o trabalho como um processo de fecundao.Alm do espetculo de Disto & Daquilo e des-ta mostra, o segundo aniversrio da Casa da Cultura contou, entre os dias 3 e 5 de outubro, com a msica de The Logadogue Swing Pro-ject, do Tocador de Realejos e da Banda Filar-mnica da Casa Gaiato, a palestra e exposio de monografias A Repblica e os Museus: O Museu de Educao de Setbal, um atelier de pintura e a tertlia As Duas Caras do Patro o Crculo Cultural e o Teatro de Interveno Social.Viagem de continuidadeO encontro com Jos Mouga, no mbito da inaugurao da exposio Notas de Viagem, serviu de pretexto para apresentar o stio do cultura21SETBALoutubro|novembro|dezembro14Francisco Finura, homem multifacetado que se destacou em vida no desempenho de v-rias profisses e pelo esprito inventivo e empreendedor, recordado numa exposio biogrfica patente at 1 de fevereiro no Museu do Trabalho Michel Giacometti.Entre familiares, amigos, conhecidos e ad-miradores de Finuras, como era conhecido, dezenas de pessoas estiveram, a 29 de no-vembro, presentes na inaugurao da mostra Francisco Finura Um homem muito gran-de que viveu num mundo muito pequeno.O percurso de 50 anos na pintura de Rogrio Chora foi recuperado numa exposio com mais de meia centena de obras, patente em outubro na Galeria Municipal do 11.Esta uma grande exposio de um artista que no s setubalense, pois passa muito alm das fronteiras da regio, sublinhou a presidente do Municpio sadino na inaugurao, dia 5 de outubro, que encheu a galeria com familia-res, amigos e admiradores do pintor, alm de apreciadores de arte.Maria das Dores Meira, confessa admirado-A Cmara Municipal reforou a aposta na qua-lidade da programao cultural do Frum Lu-sa Todi, j patente nos eventos que ali se rea-lizam, como comprova o ltimo trimestre do ano, ao celebrar a 1 de outubro um protocolo de colaborao com a AMEC|Metropolitana.O acordo assegura, para 2015, um programa cultural desenvolvido em conjunto pelas duas entidades, nomeadamente concertos da Or-questra Metropolitana de Lisboa, que atuou nessa noite para interpretar obras de Richard Strauss e Tchaikovsky.A msica clssica voltou maior sala de espe-tculos do concelho a 21 de novembro, com a Mostra revela gnio do FinurasHomem dos mil ofcios. Operrio especializado em trabalhos no especializados. Mergulhador-salvador, ilusionista. Quase tudo. A genialidade de Francisco Finura recordada numa exposioO filho, igualmente Francisco Finura, subli-nhou na abertura todo o envolvimento e em-penho da Cmara Municipal na organizao da exposio, constituda por muitas fotogra-fias, pinturas, objetos pessoais e um vdeo de e sobre Finuras, falecido em 2012.O esprito inventivo do homem que se des-creveu como operrio especializado em tra-balhos no especializados revelou-se em so-lues to simples com traves para bicicletas instalados de forma diferente ou enchimen-tos para motores de barcos.Meio sculo de artera da obra de Rogrio de Chora, frisou que o pintor setubalense, que tantas vezes retratou paisagens e retratos de figuras da terra natal, est a pintar Setbal para o futuro, uma vez que retrata muitas coisas que em breve vo dei-xar de ser assim.O pintor hiper-realista, atualmente com 73 anos, elogiou o espao maravilhoso onde fi-cou patente a mostra Rogrio Chora 50 Anos de Pintura, composta por 54 obras criadas pelo pintor sadino, a mais antiga, um autorretrato desenhado a lpis, de 1959.qualidade espreita o futuroGala de pera Bel Canto Italiano, que deu voz a rias, duetos e tercetos de Bellini, Verdi e Donizetti.Noutro registo musical, revivalista dos anos 70, o cantautor espanhol Patxi Andin atuou a 31 de outubro para apresentar o lbum Cuatro Das de Mayo, gravado em Portugal.No teatro, a companhia Artistas Unidos apre-sentou a 15 de novembro o clssico de Ten-nessee Williams Gata em Telhado de Zinco quente. A encenao de Jorge Silva Melo con-tou com Catarina Wallenstein e Rben Gomes nos principais papis.Num esprito de fuso do moderno com o tra-dicional, subiu ao palco do Frum Lusa Todi o quarteto de Fado Deolinda de Jesus, que inter-preta temas clssicos daquele gnero musical com arranjos com outras influncias rtmicas.A 29 de novembro um grupo de amigos de Fernando Guerreiro organizou um espetculo multidisciplinar para recordar as diferentes facetas, pessoais e profissionais, do ator, en-cenador e poeta falecido em agosto de 2013.O Coral Infantil de Setbal assinalou os 35 anos com o espetculo Um aniversrio com... Gospel, a 30 de novembro. O Coro Gospel de Lisboa e o Coro Feminino TuttiEncantus jun-taram-se festa.Finuras, nascido em 1929, em Setbal, alm de inventor, foi um desportista regular. Mer-gulhador e nadador-salvador credenciado, salvou vrias pessoas de afogamento, sendo reconhecido com algumas medalhas pelos feitos.Trabalhou, entre muitos outros ofcios, como vulcanizador, empresrio do ramo das con-servas, serralheiro, bate-chapas, ferreiro, mecnico, encarregado de vendas, polidor de metais, eletricista e fundidor. Foi ainda ilu-sionista, hipnotista e telepata.22SETBALoutubro|novembro|dezembro14educaoPadrinhos ativosFiguras pblicas e instituies apoiam estabelecimentos de ensino desde 2005. Uma Escola, Um Amigo ganhou novo flego. Personalidades e empresas ajudam e animam crianas e jovens E, de caminho, inspiram-nos a traar planos de vidaO projeto municipal Uma Escola, Um Ami-go conheceu um novo impulso depois de um encontro entre padrinhos e representantes de escolas do concelho, realizado a 26 de no-vembro, no Hotel do Sado.Rosa Mota e Helena Coelho foram algumas das individualidades e instituies que mar-caram presena no encontro destinado a re-lanar o projeto criado em 2005.Uma Escola, Um Amigo procura aproximar figuras pblicas e instituies da comunida-de escolar atravs do apadrinhamento de es-tabelecimentos de todos os graus de ensino no concelho.Durante o encontro, no qual participaram tambm a presidente da Cmara Municipal de Setbal, Maria das Dores Meira, e o ve-reador com o pelouro da Educao, Pedro Pina, escolas afilhadas e padrinhos tiveram oportunidade de se conhecer melhor e trocar impresses sobre iniciativas a desenvolver.Trata-se de um projeto de educao para a cidadania e tambm de participao cidad, sublinhou a presidente da Autarquia, que enfatizou, ainda, o facto de Uma Escola, Um Amigo estar a ser um dos mais importantes projetos no que comunidade educativa diz res-peito, responsvel pela edio de livros, festas com artistas e tantas outras iniciativas, em que figuras pblicas e empresas tm-se substitudo ao Poder Central nas responsabilidades que tem para com as crianas e jovens que frequentam os sistema de ensino.No encontro realizado no Hotel do Sado, v-rios padrinhos e escolas ainda tinham ini-ciativas e objetivos a definir. Noutros casos, porm, os apadrinhamentos j se fazem sen-tir junto da populao escolar.A SOPAC reformulou os jardins da EB dos Arcos e ofereceu bilhetes aos alunos para um musical em Lisboa, enquanto a Casa Erme-linda Freitas deu um apoio financeiro Esco-la Secundria de Bocage para a aquisio de equipamento desportivo.A Cruz Vermelha, numa parceria desenvolvi-da juntamente com uma marca de produtos desportivos, ofereceu centenas de pares de tnis a alunos da EB dos Pinheirinhos.O envolvimento social de figuras pblicas tambm se reflete de diferentes formas, como na prpria imagem do projeto. O hino de Uma Escola, Um Amigo foi criado por Toy, que o gravou juntamente com o Coral In-fantil de Setbal, enquanto a cantora Piedade Fernandes produziu o logotipo do projeto.Na longa lista de padrinhos das escolas de Setbal encontram-se ainda nomes como Maria Barroso, Telma Santos, More Than a Thousand, Anjos, Ana Sobrinho, Lus Lou-reno e Deolinda de Jesus.BOAS-VINDAS. Perto de mil alunos, entre caloiros e veteranos, do Instituto Politcnico de Setbal foram recebidos pela Cmara Municipal, na manh do dia 2 de outubro, na Praa de Bocage. O coordenador do Gabinete da Juventude da Autarquia, Hugo Tavares, deu as boas-vindas aos estudantes, a quem pediu a responsabilidade de serem embaixadores de Setbal.A urgncia da criao de condies para que o funcionamento das escolas profissionais seja devidamente enquadrado em termos ju-rdicos foi uma das mensagens deixadas num congresso sobre estabelecimentos de ensino daquela natureza, realizado a 2 de outubro, no Frum Municipal Lusa Todi.A presidente da Cmara Municipal de Se-tbal, Maria das Dores Meira, apelou a que o Governo coloque um ponto final nas situa-es de vazio para o futuro destas escolas [pro-fissionais], que so muito necessrias e no tm culpa de reformas da Administrao Pblica que no lhes eram dirigidas, mas de que sofrem as consequncias.Ao discursar no VI Congresso da Associao Nacional de Escolas Profissionais, a autarca referia-se incerteza gerada pelo processo de extino de fundaes e empresas municipais detentoras de escolas profissionais.Ensino profissionaldiscutedefinioMeio milhar de pessoas marcaram presena, no dia 8 de outubro, na cerimnia de receo comunidade educativa, iniciativa em que a presidente da Cmara Municipal apontou cr-ticas ao processo de colocao de professores.Com os docentes a viverem dias muito difceis, envolvidos numa confuso sem precedentes, na qual no tm qualquer responsabilidade, Ma-ria das Dores Meira manifestou total solida-riedade para com os docentes no encontro realizado na Escola de Hotelaria e Turismo de Setbal.Na cerimnia, em que esteve o vereador com o pelouro da Educao, Pedro Pina, assim como outros membros do Executivo municipal, Ma-ria das Dores Meira salientou a importncia deste setor na estratgia municipal. A Educa-o uma prioridade de interveno, porque nela que est o futuro, o desenvolvimento e o progresso.A Educao, uma das grandes conquistas de Abril que importa reconhecer e recordar, vincou, constitui um esforo conjunto para proporcionar s crianas e aos jovens um crescimento saudvel, em harmonia, conhecimento e bem-estar.Na habitual confraternizao dos agentes da comunidade educativa estiveram ainda, entre outros, o delegado regional de Educao de Lisboa e Vale do Tejo, o presidente da Assem-bleia Municipal de Setbal e presidentes de juntas de freguesia.A cerimnia incluiu um apontamento musical a cargo do ensemble de percusso do Conser-vatrio Regional de Setbal.Municpio acolhe comunidadeO projeto de modernizao e ampliao da EB+S Lima de Freitas est nomeado para o Prmio de Arquitetura Contempornea da Unio Europeia Mies van der Rohe, numa lista com um total de 420 candidatos na qual constam outros cinco trabalhos portugueses.O projeto, elaborado pelo atelier Ricardo Car-valho + Joana Vilhena Arquitectos, resultou na execuo de uma obra naquela escola, conclu-da em 2013, com o objetivo de melhorar a fun-cionalidade do imvel e integrar o estabeleci-mento com a paisagem da Serra da Arrbida.Candidata a prmio europeuA valorizao do espao coletivo, a criao de mais valncias educativas e a beneficiao geral da escola, com melhorias ao nvel das acessibilidades, conforto trmico, acstico e energtico, foram algumas das mais-valias al-canadas.O prmio de arquitetura, institudo em 1987 pela Comisso Europeia, pelo Parlamento Europeu e pela Fundao Mies van der Rohe, atribudo de dois em dois anos. A lista dos projetos finalistas ao galardo conhecida no final de janeiro.23SETBALoutubro|novembro|dezembro14quando mastigar d que falaracademiaA importncia de mastigar cor-retamente, sobretudo em idade de pr-escolar, explorada num projeto de investigao acadmi-ca que junta docentes e alunos da licenciatura em Terapia da Fala da Escola Superior de Sade do Ins-tituto Politcnico de Setbal.O Mastiga +, em desenvolvi-mento h cerca de um ano, surge aps a frequente identificao de problemas na fala e na voz dos mais novos e que, de acordo com os investigadores envolvidos, po-dem resultar de perturbaes na alimentao ou de uma incorreta mastigao/deglutinao.A construo e validao de um instrumento que permita a sina-lizao precoce de alteraes na mastigao em crianas em idade de pr-escolar e que possibilite uma interveno atempada e efi-caz no tratamento materializam o grande desafio da investigao.Barreira protetoraUm revestimento inovador que aumenta a durabilidade de ligas de magnsio foi desenvolvido por uma aluna de mestrado da Escola Superior de Tecnologia, que esteve na NASA. As consequncias de uma mastigao incorreta, sobretudo ao nvel da fala, so estudadas numa investigao que junta professores e estudantes da Escola Superior de SadePara validar a teoria, o projeto, coordenado pelas docentes Snia Lima e Vnia Ribeiro, conta com o envolvimento de mais de duas de-zenas de alunos e profissionais de sade e da educao, assim como os prprios pais e antigos estudantes. uma rea pouco desenvolvida. H uma escassa partilha de informao de casos de crianas com problemas de alimentao e mastigao, situa-es que podem estar relacionadas com anomalias da fala, crescimento craniofacial, postura, motricidade orofacial e respirao, adianta Snia Lima.Para elaborar o instrumento de si-nalizao, os investigadores con-tam com a colaborao de agentes que intervm com as crianas, que reportam comportamentos que se julgam vulgares e normais mas que, na realidade, podem estar relacio-nados com o objeto de estudo do trabalho.H vrios sinais referenciados. Crianas que levam demasiado tempo na hora da refeio, que se sujam em demasia, que tm preferncias por di-ferentes formas de confeo do mesmo alimento ou que no sabem manusear corretamente os talheres, alerta Vnia Ribeiro. Muitos destes comportamentos, vulgarmente identificados como preguia, distrao ou simples falta de jeito, podem estar relacionados com alteraes sensoriais nas crianas, algumas delas muito precoces, que po-dem surgir ainda durante o perodo de amamentao, afirma Snia Lima. A durabilidade de ligas de magn-sio, materiais com diversas formas de aplicao, nomeadamente na indstria aeronutica, automvel e biomdica, aumentada com a aplicao de um revestimento pro-tetor inovador desenvolvido por Ctia Piedade.A otimizao de ligas de magnsio, atravs da diminuio do processo de corroso destes materiais, cada vez mais utilizados, foca a investi-gao da aluna do mestrado em En-genharia Biomdica Desporto e Reabilitao, da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politcnico de Setbal.A designao do projeto da inves-tigadora de 25 anos pouco revela grande maioria das pessoas, Re-vestimento em magnsio ultra puro nas ligas AZ31 biodegradveis: fun-cionalizao com nanopartculas de hidroxiapatite e grafeno. A expli-cao acaba por ser mais simples.As ligas de magnsio detm exce-lentes propriedades e permitem uma panplia de aplicaes. Contu-do, so muito suscetveis corroso, facto que a aluna procurou inverter no trabalho de investigao iniciado em outubro de 2013, com largos me-ses de experincias em laboratrio. Para baixar a corroso do magnsio so necessrios tratamentos de su-perfcie. Neste caso foi utilizada uma soluo com fosfato e grafeno, um componente quimicamente inerte, es-tvel e impermevel. Juntos formam a barreira de proteo desejada, expli-ca Ctia Piedade. A investigao da estudante, licen-ciada em Engenharia Biomdica, comeou precisamente por explo-rar esta rea da medicina, com a criao de implantes biodegrad-veis que desaparecem ao longo do tempo, sem necessidade de remo-o por cirurgia e sem efeitos noci-vos para o utente.As experincias conduzidas, com recurso a simulaes e tcnicas la-boratoriais de desgaste e corroso agressivas, indicam que a aplicao do revestimento diminui substan-cialmente a taxa de degradao de ligas de magnsio. Foram momen-tos de descoberta at porque esta uma rea pouco explorada. Em suma, salienta a jovem investi-gadora, o trabalho visou o aumento da durabilidade de ligas de magnsio, o que permite o alargamento da apli-cao deste material a diversas reas de interveno, nomeadamente na biomdica, na qual o magnsio ainda pouco utilizado.Sonho americanoEm finais de outubro, Ctia Piedade levou o trabalho de investigao at aos Estados Unidos, para uma apre-sentao na conferncia Environ-ment and Alternative Energy: In-creasing Space Mission Resiliency through Sustainability, da NASA, Agncia Espacial Norte-AmericanaO desafio foi impulsionado pelas docentes Catarina Santos e Maria Joo Carmezim. As orientadoras da tese de mestrado da aluna can-didataram a investigao Funda-o Luso-Americana, entidade que atribuiu uma bolsa que ajudou Ctia Piedade a viajar at ao outro lado do Atlntico. Na conferncia sobre ambiente e energias alternativas, realizada no Kennedy Space Center Visitor Complex, em Orlando, Flrida, a aluna apresentou a investigao do revestimento de proteo em fos-fato e grafeno em aplicaes mais vocacionadas para a indstria aero-nutica e automvel.Neste caso, a utilizao do revesti-mento protetor em ligas de magnsio aplicadas na mecnica, alm do au-mento da durabilidade, pode pro-porcionar mais-valias na eficincia, nomeadamente na reduo de consu-mos de energia e de emisso de gases, esclarece.A participao na conferncia in-ternacional, ao lado de alguns dos melhores cientistas e investigado-res da atualidade, motivo de orgu-lho. Foi gratificante e, no fundo, um reconhecimento pelos vrios meses de estudo, pesquisa e investigao.A experincia americana, vinca C-tia Piedade, contribuiu para o cres-cimento pessoal, acadmico e poste-riormente profissional, bem como para uma maior projeo do revestimento desenvolvido. Em suma, abriu algu-mas portas para explorar no futuro.Apesar de fascinada pela rea da investigao, a aluna quer agora ingressar no mercado de trabalho. Foram sete anos consecutivos a estu-dar. Agora, se conseguir, espero come-ar a trabalhar.Contudo, no fecha a porta a um novo desafio na vertente de pesqui-sa. Se surgir a oportunidade certa...O instrumento de sinalizao, uma checklist de diagnstico que permita identificar e validar si-nais de alteraes sensoriais para uma atuao mais rpida, sobre-tudo ao nvel do terapeuta da fala, dever estar finalizado at meados de 2015.Alm da criao do instrumento, a investigao pretende cons-ciencializar os profissionais que trabalham com crianas para a importncia do diagnstico de transtornos na mastigao, atra-vs de aes de formao dinami-zadas pelos estudantes em regime curricular.Se conseguirmos intervir o mais atempadamente possvel e, por outro lado, sensibilizar a populao para a correta identificao destes compor-tamentos, estamos a contribuir para a atenuao de repercusses futuras no desenvolvimento das crianas, vinca Snia Lima.24SETBALoutubro|novembro|dezembro1424SETBALoutubro|novembro|dezembro14retratosPelas bancadas brotam martelos, li-mas, tenazes, lixas, ferramentas de corte, alguidares, frascos e frasqui-nhos com qumicos e o indispens-vel maarico. Mistura-se e espalha-se esta e outra parafernlia por uma assoalhada do tamanho de uma ga-ragem. O resultado, num quadro que recupera uma comum carpintaria, o atelier da joalharia Officina Bellu Conti.Camuflados na pacatez buclica de Brejos de Azeito, Jos e Paula Vilaa do vida a rudes blocos de ouro, pra-ta ou outros metais nobres e vis.So artesos. Artistas. Nunca saram daqui duas peas iguais. Nem se pode dizer que seja, chamemos-lhe assim, capricho artstico. Simplesmente, no possvel, garante Jos Vilaa, com os ombros encolhidos.A originalidade e a criatividade vin-cam, como uma cinzelada, a distncia que os separa de uma convencional ourivesaria. As peas so todas per-sonalizadas, mpares e concebidas medida dos desejos dos clientes. Um corao pode ser um pedido ha-bitual a um joalheiro, mas na Bellu Conti os coraes batem todos de maneira diferente e, talvez pela pai-xo demonstrada na viagem entre a fundio do ouro em estado bruto e o polimento final da nova obra de arte, Oficina de ovos de ouroDe metais em bruto fazem arte. A matria--prima, muita dela preciosa, ganha a elegncia de uma joia. A Officina Bellu Conti destaca -se em Azeito pelo trabalho personalizado. O ouro ou a prata no lhe esconde segredos e ganha a forma dos sonhos de cada umas encomendas no vo faltando e at se sobrepem.Repare, um quilo de prata custa vol-ta de 400 euros. muita prata. No o que encarece o valor de uma pea. As horas de trabalho, a dedicao, o que se reflete no preo final, observa Jos Vilaa.A propsito, as peas mais baratas a sair das mos dos artesos so anis em metais no nobres. Custam entre 20 e 30 euros. Da mais cara, curio-samente, no se lembram do valor. Talvez uns 300 ou 400 euros, adian-ta, manifestamente insegura, Paula Vilaa, mulher de Jos, na mesma frase em que atira tambm uns 1700 euros por um trabalho mais com-plexo e com muito material precioso. Resumindo, difcil dar nmeros arte.No saem prmiosO esforo e o empenho empregues em cada pea podem gerar devoo e, sem dvida, so fonte de orgulho quando o trabalho fica terminado.D sempre um apertozinho no peito quando se entrega uma pea de que gostamos muito. Mas este o trabalho. Pode deixar de ser minha, s que passou para algum que gostou dela o suficien-te para a encomendar. um conforto, desabafa a sempre sorridente Paula.Tambm temos de viver todos os dias, acrescenta Jos, a quem, concordam ambos, mais difcil desapegar-se das criaes.S que o ego encontra outros meca-nismos de consolo. As peas premia-das no as vendemos. J quiseram com-prar, mas no consigo. Eventualmente podemos fazer outra. As premiadas que no, afirma Jos com recurso a pantomina assertiva, mas sem abrir mo da simpatia contagiante.Por isso, naquela que uma espcie de antecmera do atelier, h prate-leiras decoradas com obras de uma coleo que se pode definir como pessoal e intransmissvel.Desde que se iniciaram no ramo da joalharia, h cerca de vinte anos, j arrecadaram vrios prmios em concursos.No mostrurio impem-se vista dois enormes ovos de avestruz, um deles com duas figuras de prata a eclodir em alegria. Foi meno hon-rosa numa edio dedicada ao Ano Europeu da Igualdade de Oportuni-dades do concurso Inovarte, no qual o casal tambm j recebeu honras de primeiro e segundo lugares noutros anos.A restante rea das prateleiras est polvilhada com outras peas, mais ou menos vistosas, e, praticamente todas, com etiquetas a indicar um concurso e o respetivo prmio con-quistado.Em quase uma dezena de provas no fomos premiados por duas vezes. Esta foi uma delas [segura uma detalhada e impactante rendeira de bilros em prata]. No que coloquei um leno na cabea da mulher?! Disseram-me que no ganhava o prmio porque as senho-ras no usam lenos. Nunca!, explica Jos Vilaa entre gargalhadas.A culpa, porventura, residir na contemporaneidade que define o estilo de ambos os artesos e que poder negligenciar detalhes de tra-dies.Joias com pronnciaJos nasceu em Braga e Paula em Gondomar. Fizeram as malas rumo ao Sul depois de Jos cumprir o servio militar. O Barreiro ficou ento para trs com o desejo de se abrir uma ourivesaria em Azeito, cumprindo-se o gosto comercial de Paula.Jos, amigo das artes, em particular da pintura, e tipgrafo naquela al-tura, decide tirar um curso de joa-lharia em Gondomar instigado pela mulher.Absorve o mximo de informao possvel para poder trazer c para bai-xo. Resulta, pois leva jeito para a coisa e, numa altura em que havia assaltos a lojas, fecham a que ti-nham e abrem a oficina de joalha-ria personalizada e por encomenda. Paula junta-se ao mester depois de a curiosidade a levar a observar o ma-rido a trabalhar.Assinam as peas que criam porque os clientes assim o pedem.Cada tem um estilo prprio, mas adotam um processo criativo de com-plemento mtuo, diz Paula.Somos mais conhecidos fora de Se-tbal, observa a artes, notando, igualmente, que o Norte tem mais tradio na compra e criao de joa-lharia.O incio foi engraado, acrescenta Jos. No ltimo dia de uma feira em Coimbra, uma senhora aborda-me com as mos cheias de peas em pra-ta. Perguntou se era arteso, confirmei. Deu-me aquilo tudo e disse para levar, derreter e ir enviando criaes novas medida que as fosse fazendo. Fiquei parvo. Perguntei-lhe se no tinha medo que fosse um bandido.No era. E a senhora no teve medo. Ainda hoje, como tantos outros, continua cliente da Officina Bellu Conti. 25SETBALoutubro|novembro|dezembro14O popular tremoo est a ganhar o es-tatuto de iguaria requintada graas iniciativa de trs jovens setubalenses que transformaram a vulgar semente em pat gourmet. originalidade inspirada na tradio chamou-se Taroo e, convena ou no o paladar, impossvel passar desper-cebido.Numa primeira impresso, transfor-mar o prosaico tremoo em pat de elite soa a ideia peregrina, mas Pedro Baptista, Andr Fernandes e Pedro El-vas rapidamente perceberam que de tal excentricidade poderia surgir uma ideia com futuro.Queremos que as pessoas vejam o Taroo como algo de excelncia porque se trata de um produto saudvel, explica Pedro Baptista, 26 anos.Para o engenheiro de automao, con-trolo e instrumentao, a maioria dos produtos biolgicos e saudveis peca por lhes faltar sabor. O Taroo vem dar outro tempero a essa tendncia. Ningum fica indiferente. intenso e marcante. Depois depende dos gostos, observa.Andr, 26 anos, mestre em engenharia biolgica, explica que o tremoo tem as O tremoo gourmetcaractersticas de um superalimento, com altos teores de protenas. Recusam-se a usar conservantes, co-rantes e outros aditivos artificiais, alm de que o original pat setubalen-se no leva sal e est livre de glten e lactose. Argumentos que fazem Andr Fernandes garantir que a produo do produto final transparente para o consumidor.Agora a srioOs constantes convites para reporta-gens e programas televisivos, os mais de mil Gostos no Facebook e as mi-lhares de visualizaes no canal do Ta-roo no Youtube quase fazem esquecer que este um projeto que est a dar os primeiros passos.Na verdade, nem sequer est a ser co-mercializado.quem quiser experimentar deve enco-mendar atravs da pgina do Facebook ou do endereo de correio eletrnico taroco.geral@gmail.com.Recentemente, o projeto esteve expos-to numa plataforma de crowdfunding para angariar fundos junto do pblico.A equipa conseguiu, graas confiana iniciativaDo pires saltou para um frasco com rtulo elegante. Barra-se em tostas e no po e at adorna saladas. Estranha-se e depois entranha-se, num plgio, com propriedade, das palavras do poeta. Senhoras e senhores, vem a o Taroo, o pat de tremoorostogua revela super-heriUsualmente renegado aos pires de caf, quase como adorno de uma refrescante imperial em esplanada de vero, o tremoo merece um olhar mais atento.Esta semente das plantas fabceas tem como nome cient-fico Lupinus e, de entre as centenas de espcies existentes, a Albus a mais consumida em Portugal.O tremoo quase lembra um super-heri com uma identi-dade secreta.quando se encontra no estado de semente seca, contm vrias substncias txicas e prejudiciais sade, como aminocidos e alcaloides.Cozido e passado por gua corrente, torna-se altamen-te proteico e rico em fitonutrientes e fibras, com baixo valor calrico e de gorduras. Caractersticas tpicas de um super alimento, com vrios benefcios para a sade.Tremoo em nmeros: Energia (kcal) 83,05; gua (g) 49,61; Protena (g) 10,87; Lpidos totais (g) 2,04; Carbohidratos (g) 6,90; Fibras (g) 1,95.depositada pelos cibernautas, apoios financeiros para que o Taroo seja ana-lisado em laboratrios. Um dos valores dos quais aguardam novidades , por exemplo, o prazo de validade do sabo-roso pat.Mas a espera no se faz de braos cru-zados. Contactos para perceber o futu-ro do negcio sucedem-se, desejando o trio assegurar a continuidade da pro-duo do Taroo e garantir uma distri-buio ajustada do produto.A ansiedade faz parte, mas no nos dei-xamos afetar. Queremos fazer as coisas bem e com calma, sem precipitaes, re-flete Andr.Pedro Elvas, 25 anos, estudante de marketing, desvenda algo mais sobre planos a longo prazo. O Taroo dever ser uma marca de vrios produtos saud-veis base do tremoo e pensamos ainda ser possvel vingar internacionalmente, acrescenta.Pedro Elvas tem motivos para querer conquistar o mundo. J fomos contac-tados por uma senhora, emigrante em Pa-ris, que nos props vender o Taroo na loja gourmet que tem l.Com tantas perspetivas de crescimen-to, j pensam em mais variedades alm dos atuais Clssico, Pimento Ver-melho e Cebola.Acreditamos piamente que se vai tornar uma realidade no mercado, confessa Pedro Baptista.Essa f comercial est intimamente ligada prpria origem da ideia, que remonta a uma conversa corriquei-ra entre Andr e Pedro Elvas na qual constataram uma lacuna no mercado dos produtos biolgicos e saudveis. No tm paladar, consideram.Curiosos, comearam a investigar pro-dutos com potencial. Curiosamente foi fcil. Pensmos no abacate, mas no tinha potencial. No dia seguinte, com uma simples pesquisa na internet, depa-rmo-nos com o tremoo. O Pedro [Elvas] gosta de se aventurar na cozinha, surgiu a primeira pasta e percebemos que merecia mais ateno, recorda Andr Fernan-des.Agora, j com Pedro Baptista, que ra-pidamente abraou a aventura, fabri-cam o Taroo para amigos, familiares e curiosos experimentarem e ditarem sentenas. Temos pedidos, mas o me-lhor sintoma que geralmente voltam a pedir mais, adianta Pedro Elvas, com palavras de confiana.26SETBALoutubro|novembro|dezembro1426SETBALoutubro|novembro|dezembro14quem v a cidade de Setbal hoje no consegue imaginar como foi o acordar do primeiro dia de novem-bro de 1755. Um terramoto e um maremoto, aos quais se seguiu um fogo incomensurvel. Um verdadei-ro dia de terror.Calores desajustados para a poca, a lembrar um longo vero sem pingo de chuva, foi assim que se anunciou o Dia de Todos os Santos de 1755. As missas tinham comeado cedo e sucediam-se em todas as igrejas e capelas da cidade.Era perto das nove e meia da manh quando um abalo, de quinze minu-tos, sacodiu a vila de Setbal. A terra no parava de tremer, as casas desa-bavam, e j se preparava outra amea-a o mar comeara a crescer como uma montanha e a enchente atingiu o primeiro andar dos edifcios. Derrubou barcos, engoliu quantos se tinham refugiado junto da gua para escapar ao terramoto. Depois do mar, o fogo, que, durante seis dias, viria a assenhorear-se de tudo o que encontrava, ateava o lume e este era espalhado pelos ventos.Em Portugal Antigo e Moderno, de Pinho Leal, o cronista escreve que Setbal, na altura vila, sofreu mais do que as outras povoaes naquele que ficou conhecido por Terramo-to de Lisboa porque saram da terra grandes jatos dgua, que se levanta-ram a grande altura, ao mesmo tempo em que o mar, que abandonara a praia, refluiu logo com grande fria e acabou por assolar o porto, destruindo em-barcaes e matando muita gente.O historiador relata que, falta de habitaes, se fizeram barracas em di-versos stios, principalmente junto das muralhas, de que ainda restam alguns vestgios.Nesse perodo, Setbal viveu dias de balbrdia. No meio do horror e da destruio, as pessoas, enlou-quecidas, procuravam amigos e fa-miliares entre as runas, acorriam Os quinze minutosque abalaram SetbalO terramoto de 1755 no devastou apenas Lisboa. Muitas localidades do Sul tambm foram atingidas. A vila de Setbal no escapou fria da natureza e foi a que mais sofreu, com mais de 4 mil mortos, quase um tero da populaoa esmos sem saber onde abrigar--se. Dos escombros retiravam-se os mortos e comearam a crescer, de forma desorganizada, barracas de lona ou de madeira armada para abrigar os desalojados.Um dos setubalenses que vivenciou o terramoto, o historiador Gregrio de Freitas, deixou um documento intitulado Notcia do terramoto do ms de Novembro de 1755 pelo que respeita a esta Vila de Setbal, no qual refere a perturbao de toda a gente aps o dia do sismo que con-sidera o dia final, no qual os mari-dos procuravam pelas mulheres, estas por eles, os pais e mes pelos filhos, estes por eles e elas, os irmos uns pelos outros, enfim tudo era confuso.Danos incalculveisDo terramoto de 1755 sabe-se que ter vitimado mais de 4 mil dos cer-ca de 13 mil habitantes de Setbal. Muitas casas caram. Outras ruram parcialmente. Pinho Leal refere, no seu livro, que no Largo da Fonte Nova, se reuniu to grande entulho que chegava altura das janelas dos primeiros andares.Os Paos do Concelho, edifcio-se-de da Cmara de Setbal, ficaram praticamente em runas. Esta situa-o vai determinar que o arquivo do municpio, que no foi afetado pelo terramoto, seja transferido para o Convento de Brancanes, onde passa a reunir a vereao.As freguesias de S. Sebastio, S. Ju-lio, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graa sofreram violentamente os efeitos da cats-trofe. disso que do conta os re-latos prestados pelos procos das freguesias de Setbal, em resposta ao inqurito nacional coordenado pelo padre Lus Cardoso, em 1758, a mando do secretrio de Estado dos Negcios do Reino, Sebastio Jos de Carvalho e Melo, futuro Marqus de Pombal.Na freguesia de S. Sebastio, nal-gumas ruas, os edifcios caram. Na freguesia de S. Julio, a maior parte das casas ficou arrasada e as restan-tes bastante destrudas. Trs ruas inteiras, Direita dos Mercadores, dos Caldeireiros e das Canastras, foram queimadas pelo fogo que se seguiu ao terramoto.Na Igreja de S. Domingos, caiu a abbada e algumas das capelas cola-terais. No Convento dos Agostinhos Descalos, houve tambm preju-zos, mas facilmente reparados. No Colgio dos Padres da Companhia de Jesus, todo o teto veio a terra, s ficando ilesa a capela-mor. No Con-vento de S. Joo, metade da igreja, a capela-mor e colaterais caram, o coro ficou muito aludo e a parte Desenho da vista geral de Setbal em 1669, um sculo antes do terramoto, feito por Pier Maria Baldi durante a viagem por Portugal de Cosme III de Mdicis, gro-duque da ToscanaNa atual Praa Tefilo Braga, existia a Igreja da Anunciada, devastada pelo terramoto e onde, no trio, eram enterrados cadveres, descobertos em escavaes arqueolgicas realizadas a partir de 2011Fontes Setbal no sculo XVIII As infor-maes paroquiais de 1758, Rog-rio Peres Claro, Setbal, 1957Coleo de clssicos n. 5 O Marqus de Pombal, o terramoto de 1755 em Setbal e o Padre Malagri-da, Daniel Pires, Setbal, 2013Portugal Antigo e Moderno, Au-gusto Soares de Pinho Leal, Lisboa, 1880Histria e cronologia de Setbal, 1248-1926, Albrico Afonso Costa, Setbal, 2011poente do convento inabitvel. Na Igreja Paroquial de S. Sebastio, veio abaixo o zimbrio da torre, ficando as escadas bastante afeta-das. Caram a cruz e as cimalhas de pedra.A Igreja de S. Julio tambm sofreu muito com o terramoto, o mesmo acontecendo ao Convento do Carmo e Igreja de Santa Maria, particu-larmente a capela-mor e as torres. A Igreja da Misericrdia ou do Santo Esprito ficou irreparvel e o hos-pital a instalado registou srios danos.A runa causada pelo maremoto, descrita pelos procos das fregue-sias de Santa Maria e da Anunciada, foi muito intensa nos bairros do Troino e das Fontainhas. Com o tre-mor de terra se observaram na mesma vrias aberturas, de onde saa quanti-dade de gua.Depois do flagelo de 1755, registos de azulejos passaram a aparecer nas fachadas das casas dos setubalen-ses, convocando a proteo dos san-tos contra semelhantes catstrofes.Apesar da devoo e f, um sculo depois, em 1858, Setbal de novo assolada por um violento terramo-to que provoca inmeras vtimas, destruindo tambm vrias casas do centro histrico, principalmente na zona do Troino.Histria27SETBALoutubro|novembro|dezembro14Cidade unida pelo VitriaBrinde visohojeontem O edifcio que hoje todos conhecemos ocupado pelo Comando da PSP de Setbal, no nmero 350 Avenida Lusa Todi, esquina com a Avenida 22 de Dezembro, como retrata a foto atual de Mrio Peneque, serviu, durante o Estado Novo, de sede da delegao local da Legio Portuguesa, como se v na imagem de Amrico Ribeiro, de 1947, e numa das salas funcionava o servio de censura imprensa. Depois do 25 de Abril de 1974, o imvel foi sede do MDP/CDE, partido da oposio ao regime de Salazar e Caetano.PessoaEstriamemriaQueremos o Vitria na primeira di-viso! Este era o sentimento que setubalenses e vitorianos exibiam nos cartazes presentes na Praa de Bocage a 21 de junho de 1951. O que os unia era o protesto contra a des-cida de diviso da equipa de futebol decidida por despacho do ministro da Educao Nacional. Motivo: sus-peita de suborno.Homens, mulheres, crianas, com bandeiras e bandeirinhas, saram rua em manifestao. Nada os demoveu de exigirem a revogao do despacho que consideravam injusto, referente ao jogo entre o Oriental e o Vitria disputado a 18 de maro de 1951, partida que os sadinos venceram 2-1.Reuniram-se em frente do Palcio Salema (antiga sede do clube), do Governo Civil e da Cmara Muni-cipal. A revolta e a preocupao de-monstraram o apego dos setubalen-ses ao clube da terra. A populao Jos Maria da Fonseca foi um empresrio inovador. nica imagem conhecida. Sem dataJos Maria da Fonseca sobressaiu como um visionrio que h 180 anos se instalou no concelho para mudar indelevelmente a paisagem cam-pestre de Azeito e revolucionar o mercado do vinho em Portugal e no mundo.Natural de Vilar Seco, concelho de Nelas, onde nasceu a 31 de maio de 1804, desde o primeiro instante que chegou a Setbal revelou perspiccia invulgar.Filho de um comerciante com ativi-A empresa foi a primeira a usar charruas atreladas a animais nas vinhas, diminuindo a fora braal nas plantaes. Imagem do sculo XX.Arquivo Jos Maria da FonsecaMedalhas de mudanadade no Cais do Sodr, em Lisboa, visitou Azeito para avaliar uns ter-renos dados como garantia de d-vida ao Contrato dos Tabacos. Viu, analisou e concluiu que as parcelas seriam boa paga da dvida, desde que tivessem um novo rumo: a plantao de vinhas.Da personalidade de Jos Maria da Fonseca pouco se conhece no crculo pblico, mas as inovaes que im-plementou ajudam a adivinhar uma mente pragmtica e incomum.extraordinria de Cmara, na qual o vereador Guilherme Faria apresen-tou uma moo, aprovada por una-nimidade. O esforo foi em vo. O despacho de descida de diviso do Vitria manteve-se.Manifestao popular na Praa de Bocage, a 21 de Junho de 1951, contra uma deciso de secretaria que empurrou o Vitria Futebol Clube para a 2. diviso. Imagem do Arquivo Fotogrfico Amrico Ribeirono entendia outra linguagem se no a vitoriana. Mais do que qual-quer outra coisa, s o Vitria Fute-bol Clube contava naquela hora.Na manifestao de 1951, conside-rada a maior concentrao do gne-ro realizada em Setbal, as pessoas surgiam nas varandas dos edifcios e assistiam aos discursos que pro-metiam fazer justia ao Vitria, pela voz do presidente da Assembleia Geral, lvaro Gomes, do deputado pelo Crculo de Setbal e antigo go-vernador civil de Setbal Jos Gui-lherme de Melo e Castro e ainda do presidente da Cmara de Setbal, Miguel Rodrigues Bastos.As taas mais emblemticas foram colocadas na varanda da sede do clu-be, de onde discursou o presidente do Vitria, Artur Gago da Silva. Jun-to do Governo Civil, na Avenida Lu-sa Todi, o presidente da Assembleia Geral do Vitria falou sobre a preo-cupao dos setubalenses em geral relativamente ao sucedido. Tambm o governador civil, Francisco Corra Figueira, prometeu fazer todos os possveis para que a deciso fosse revogada ou alterada.Nesse dia houve ainda uma reunio A inglria de 1951 no foi caso nico. Aps o regresso 1. diviso, o Vitria Futebol Clube chega, na poca de 1953/54, final da Taa de Portugal, defrontando o Sporting, num desafio marcado por uma ar-bitragem com critrios duvidosos. A equipa acaba, injustamente, der-rotada por 3-2.Mais uma vez, as hostes sadinas no se conformaram. Organizou-se uma subscrio pblica e, com os donati-vos do povo setubalense, foi feito um trofu que recebeu o nome de Taa Recompensa, uma rplica da Taa de Portugal, para distinguir aqueles que deveriam ter sido os vencedores da final.A manifestao de 1951 e outras es-trias do clube so recordadas na ex-posio Para Alm da Glria Entre o trofu e a imagem, com esplio do Arquivo Fotogrfico Amrico Ribei-ro, patente at ao dia 14 de fevereiro na Casa Bocage.A casa Jos Maria da Fonseca conquistou vrias medalhas ao longo do trajeto de 180 anos e as primeiras premiaram o fundador ainda em vida.At ao ano da morte de Jos Maria da Fonse-ca, em 1884, a empresa recebeu a medalha de ouro na Exposio Universal de Paris, em 1855, pelo Moscatel de Setbal, vinho que tambm marcou pela inovao na produo.O ouro assentou ainda a Jos Maria da Fon-seca na Exposio Universal de Filadlfia, EUA, em 1876, por duas vezes, e novamen-te, por uma vez, noutra edio da Exposio Universal de Paris, desta feita em 1878.Em 1840, seis anos aps a fundao da empresa com o seu nome, passa-vam pelas vinhas charruas atreladas a animais. Cenrio inusitado para a poca.Jos Maria da Fonseca, bacharel em Matemtica pela Universidade de Coimbra, reparou ainda que as habi-tuais plantaes em quincncio, uma disposio no formato do cinco nos dados, s prejudicavam, adotando a plantao em fileiras, que permi-tiam, tambm, mais exposio solar. Seguiu-se o engarrafamento do vi-nho, opo mais prtica e apelativa para a comercializao e de total ru-tura com a usual venda a granel em Portugal.Em 1850 cria o Periquita, a primei-ra marca vnica do Pas e que fica na boca de portugueses e estrangeiros. At hoje.Os novos padres implementados no setor vnico foram tais que D. Pedro V confere em 1857 a Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mrito s instalaes vinrias do senhor Fon-seca.28SETBALoutubro|novembro|dezembro1428SETBALoutubro|novembro|dezembro14plano seguinteSetbal est a festejar o Natal com um conjunto de iniciativas, que se prolongam at janeiro, em diversos espaos e locais pblicos do conce-lho, dirigidas a todos os pblicos.O programa Natal em Setbal, com concertos, exposies, animaes de rua, teatro, dana e artesanato, em vrios locais da cidade e em Azeito (ver texto nesta pgina), conta este ano com a novidade STB Christmas Market, um mercado instalado na O Esprito de Natal chegou a Azei-to em meados de dezembro e s de l sai em janeiro, depois de muitos dias e muitas noites de animao garantida.A histria de Vila Nogueira de Azei-to, as nozes e os citrinos produzi-dos na regio deram tema este ano s atividades desenvolvidas num certame no mbito do Esprito de Natal em Azeito, entre os dias 12 e 14 de dezembro.O Espao Descoberta centrou as atenes dos mais novos com vrios ateliers ldico-pedaggicos, como decorao de pinhas natalcias, animais feitos a partir de cascas de nozes e confeo de bolos com base em pasta de acar.A chegada do Pai Natal foi um dos momentos mais aguardados. Com ele vieram a Me Natal, a Fada da Azeito com espritoNeve e o Ratinho, personagens pro-venientes de um espetculo cnico e de dana que juntou a histria da Vila Nogueira e o bailado quebra--Nozes, e tambm o Manel da Horta. O certame incluiu a construo e decorao de uma rvore de Natal com pinhas e a entrega de brinque-dos e cabazes s crianas e a fam-lias carenciadas da freguesia.Houve ainda, entre outras ativi-dades, uma Venda de Natal, com artesanato e produtos regionais de artesos e produtores locais. O programa Esprito de Natal em Azeito, organizado pela Junta de Freguesia de Azeito, com o apoio da Cmara Municipal e da guas do Sado, engloba ainda a Tempora-da Musical nas Igrejas e Capelas de Azeito, com um conjunto de con-certos a decorrer at janeiro.Fim de ano azulSetbal festeja NatalO Natal motivo de festa. Por todo o concelho, h atividades espera dos muncipes e dos visitantes. A alegria da quadra contagia Setbal at ao incio de janeirozona da Praa de Bocage. At 24 de dezembro, cerca de vinte casinhas rsticas de madeira e bancas com artesanato e gastronomia decoram o largo central da cidade, com pontos de venda como Me cor-de-rosa, Fascnio da arte e Molhos e sabo-res, numa organizao da Cmara Municipal de Setbal.Boris, um argentino que vive em Se-tbal h cerca de 25 anos, um dos artesos presentes no mercado de Momentos de msica, animao em bares e restaurantes na frente ribeirinha e um espetculo de fogo de artifcio integram a festa de fim de ano, que volta a unir Setbal e Troia.Com o tema Venha Passar um Fim de Ano Azul numa das Mais Belas Baas do Mundo, so esperadas mais de 30 mil pessoas nesta festa que comea, s 22h30, com ani-mao musical da banda Danie-la4teto, na Doca dos Pescadores, centro de animao da noite. Pouco antes da contagem decres-cente para a meia-noite, a ateno foca-se num inesquecvel fogo de artifcio que vai iluminar o pla-no de gua do rio Sado, visvel em Setbal e Troia. hora marcada, ouve-se o estalo das garrafas de espumante e comem-se as 12 pas-sas, enquanto se pedem os desejos para 2015.As primeiras horas de uma noite re-cheada de cor, luz e brilho so ani-madas pelo DJ Monchique.O programa envolve a participao de quarenta restaurantes e trinta bares da Avenida Lusa Todi e da zona beira-rio, que promovem um programa especial de divertimento, que, nalguns casos, se prolonga at de manh.O Esturio do Sado serve de pano de fundo para o programa de r-veillon organizado pelo quarto ano consecutivo pela Cmara Munici-pal de Setbal e pelo troiaresort, em parceria com a Cmara Mu-nicipal de Grndola, Infratroia, guas do Sado, Atlantic Ferries, Casino de Troia e Administrao dos Portos de Setbal e Sesimbra.O programa completo do Fim de Ano Azul pode ser consultado em www.fimdeanoazul.com.Natal. Muito acostumado vida de ambulante, saltitando de feira em feira, justifica que a necessidade faz o artista, ao mesmo tempo que negoceia um pequeno sino com um cliente, que regateia a pea por um preo mais baixo. No posso baixar o preo, amigo, porque este de bronze!, responde.O mercado tem como principal ob-jetivo promover o artesanato local e estimular o comrcio tradicional. Artesanato que vai desde os traba-lhos em cortia s bonecas de trapo, da gastronomia aos bordados, para delcia de quem por ali passa.Passei pela Baixa, vi o mercado e ex-perimentei dar uma olhadela. Est muito giro, diz uma das visitantes, enquanto mexe num saco para o po exposto numa das bancas, bordado com Feliz Natal.Artur Caetano transaciona as peas que constri em casa, em conjunto com a mulher. O casal faz do arte-sanato uma espcie de hobby para ajudar os filhos e os netos e v no mercado uma boa oportunidade de negcio.Apesar de o artesanato ser o ponto forte, no STB Christmas Market h lugar gastronomia. Venham c para provar umas coisas boas!, apre-goa Joo Paulo Matos, especialista na arte de confecionar geleias e com-potas.Setbal volta a estar na rota das grandes decises desportivas ao receber, em junho de 2016, a elite mundial da natao em guas aber-tas numa prova de qualificao para os Jogos Olmpicos do Rio de Janei-ro.A atribuio cidade da derradeira competio que apura atletas para o Brasil nesta disciplina da natao Sado na rota do Rio de Janeirofoi decidida no incio de dezembro pela Federao Internacional de Natao, entidade que organiza o evento desportivo sadino em con-junto com a Federao Portuguesa de Natao e a Autarquia.Os dez quilmetros da FINA Olympic Marathon Swim quali-fier, organizada pela segunda vez na cidade, depois da competio em 2012 de apuramento para os Jogos de Londres, so percorridos a par-tir do Parque Urbano de Albarquel.Antes da prova de qualificao olmpica, Setbal recebe, a 27 de junho de 2015, uma etapa do cir-cuito mundial da FINA 10 Km Marathon Swimming World Cup, competio que se mantm no Sado pelo menos at 2017.