Jornal dos Bairros | Julho 2013 | Edio 17 - Ano 17

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Edio completa do Jornal dos Bairros, edio de julho de 2013. Confira a cobertura da V Conferncia Municipal das Cidades, Manifestaes em Caxias do Sul - com uma grande anlise do processo no Brasil. Ainda: reunies do OC em agosto, Assembleia Geral da UAB de julho, mapa do policiamento do em Caxias. E mais: festas comunitrias em julho.

Transcript

  • UAB sedia V Conferncia Municipal das Cidades e debate reforma urbana

    Junho de 2013 viu o que h muitos anos no acontecia. Imensas manifestaes sacurdiram o Brasil. Bandeiras e pautas muitas vezes contraditrias tomaram as ruas. Em julho, os trabalhadores foram novamente s ruas - pois para eles ir s ruas no novidade - somando-se s vozes das manifestaes, reivindicando um Brasil justo, digno

    com direitos para todos.

    Ano 17N 07

    Jornaldos

    Bairros Julho 2013Publicao da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul - Filiada FRACAB e CONAM

    Pg. 11

    Reunies do Oramento Comunitrio iniciam em agosto. Confira a agenda de quatro regies

    OramentoPgs. 08, 09 e 10

    Brasileiros querem avanos

    Nova diretoria da UAB toma posse

    durante Assembleia Geral

    Pg. 03Pgs. 06 e 07

    Participao

    Fotos: Karine Endres

    Jornal dos Bairros

    Julho 2013Opinio 02

    EditorialBrasil em luta

    Jornal dos BairrosExpediente: Veculo da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo Cep: 95080-000 - Caxias do SulFiliada Federao Riograndense de Associaes Comunitrias e de Moradores de Bairros (FRA-CAB) e a Confederao Nacional de Associaes de Moradores (CONAM)

    Presidente: Valdir WalterDiretor de Imprensa e Comunicao: Cludio Teixeira - claudiosteixeira@gmail.comEditora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.comDesign Grfi co: Karine EndresReportagem: Karine EndresE-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348Tiragem: 10.000 exemplares

    Conselho Editorial:Antonio Pacheco de Oliveira, Cludio Teixeira, Flvio Fernandes, Karine Endres, Paulo Saussen e Valdir WalterEmail: uabcaxias@gmail.comComercial: 3219.4281Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Mande seu recadoEscreva para o Jornal dos Bairros. Mande sua sugesto, reclamao ou comentrio.

    Entregue na sede da UAB at a ltima semana de cada ms ou pelo e-mail jornaldosbairroscx@gmail.com

    Srie Prata e Veteranos iniciam em 10 de agosto

    As inscries para os campeonatos Srie Prata e Veteranos, realizados pelo departamento de Esportes da UAB, ain-da no foram encerradas, mas as abertu-ras dos certames j esto programadas. Os dois jogos de abertura devem ser re-alizados no dia 10 agosto, s 19 horas, no Enxuto.

    As inscries podem ser realizadas at o dia 20 julho, com uma taxa de R$ 220,00 por time, em cada categoria. Logo aps o encerramento das inscries e ainda antes da abertura, ser realizado o sorteio das chaves e importante que os times se organizem para participar. Pre-visto para s 20 horas do dia 24 de julho, na UAB, cada equipe deve enviar um re-presentante para o sorteio, quando se-ro definidos as chaves e o regulamento

    dos certames.O diretor do departamento de Es-

    portes, Josmar dos Santos, lembra que todas as equipes devem comparecer abertura, contando assim, desde o in-cio, pontos para sua classificao. im-portante que todos venham na abertura, fortalecendo assim os campeonatos da UAB. Isto vai contar pontos para a clas-sificao disciplinar dos times, explica o diretor.

    Esperamos que estes sejam nova-mente campeonatos muito bons, com um excelente nvel, como tem aconte-cido nos ltimos anos. Alm disso, res-saltamos a importncia da disciplina em campo, lembrando que as infraes gra-ves contaro tambm para os demais campeonatos municipais, afirma. Jos-mar lembra que nome do bairro que est sendo levado em quadra. Cada jo-gador tem que lembrar que representa seu bairro. No apenas ele que est em quadra, mas o nome o bairro, afirma.

    Alm disso, o departamento de Es-portes est com um programa na rdio comunitria UAB FM 87,5. O programa vai ao ar aos domingos, das 18 s 20 horas, comentando os principais fatos da roda-da do final de semana. Neste programa queremos manter os jogadores atualiza-dos sobre as rodadas, andamento dos jogos, classificao e todos os fatos im-portantes que acontecerem durante as partidas, afirma Josmar.

    Agende-se para o futebol:

    Prazo de inscries: 20 de julho

    > R$ 220,00 por time

    Sorteio das chaves: 24 de julho

    > 20 hs, na UAB

    Abertura dos campeonatos Srie Prata e Veteranos: 10 de

    agosto> 19 hs, no Enxuto

    Sebastio Nunes

    Fomos sacudidos durante o ltimo ms por gigantescas mobilizaes popu-lares nas ruas dos grandes centros urba-nos do Brasil. Inclusive em nossa cidade, milhares de pessoas foram s ruas. Sem uma reivindicao em comum, assisti-mos uma multido sem lderes marchar pelas ruas das cidades cobrando mais direitos, mais opes de cultura, lazer e educao e expressando sua indignao com as discusses no Congresso Nacio-nal, que tem produzido verdadeiras gros-serias como o projeto da cura gay ou Projetos de Emenda a Constituio que beneficiam a corrupo.

    O estopim de toda essa inquieta-o foram as manifestaes contra os aumentos de passagem de nibus em capitais como Porto Alegre, So Paulo e Recife seguidas por abuso de violncia policial contra os manifestantes. O incio da Copa das Confederaes em estdios que consumiram milhes de reais para atender os interesses da FIFA tambm um ingrediente que ajudou esse incons-ciente coletivo, alimentado pela grande mdia que se beneficiar muito da rea-lizao da Copa do Mundo, mas tenta emplacar pechas negativas ao Governo Federal, demonstrando que o verdadeiro partido de oposio a grande imprensa, representada pelas Organizaes Globo, Editora Abril, Folha de So Paulo e Gru-po Estado.

    A juno de tantos grupos infiltra-dos em meio a esse imenso inconscien-te coletivo produziu situaes curiosas. Imaginar at ento skinheads (fascistas da extrema-direita) em uma mesma mani-festao que os punks, assim como par-tidrios de esquerda e de direita, mistu-rados a bondes e quadrilhas de arrasto gerou manifestaes com atos de violn-cia e destruio nunca antes vistas em nosso pas. Grupos sociais que h anos esto permanentemente na luta como

    anarquistas e militantes de movimentos sindicais, alm de partidos de esquerda, foram escorraados das manifestaes, numa tentativa de afastar aqueles que sempre esto com o povo.

    O que inicialmente poderia ser lido como um golpe de estado, pois as primei-ras transmisses televisivas apontavam para a tentativa de derrubada da presi-denta Dilma, mostrou-se como uma for-ma de produzir uma reviravolta do Gover-no Federal contra a areia movedia que o Congresso Nacional. Dilma foi a TV e em cadeia nacional de televiso anunciou 5 pactos com a populao nas reas eco-nmica, sade, transporte, educao e participao popular, com a realizao de um plebiscito pela reforma poltica que se arrasta h anos.

    Os movimentos sociais sentiram que o momento est propcio para a re-afirmao de pautas histricas e tam-bm foram as ruas de forma organizada. Como deve ser a luta daqueles que lutam contra as foras do capital, foras que dominam nosso pas nos bastidores do poder, foras que controlam a grande m-dia e que tem pavor de ver o povo exer-cendo direitos.

    Ainda muito ter que ser refletido sobre estas manifestaes. Com a pos-sibilidade de mais pessoas terem direito a educao, com polticas como o PROUNI ou as cotas raciais ou mesmo com a erra-dicao da fome e da misria com polti-cas como o bolsa-famlia e ainda com o direito a moradia atravs do Minha casa, minha vida, nos deparamos com uma po-pulao que engatinha nesta democracia de pouco mais de 20 anos em busca de mais direitos. Cabe a ns que estamos a frente de movimentos sociais nos colo-carmos ao lado dessa sede de melhorias em nosso pas. Afinal de contas, como diz o ditado popular, s se busca o livro depois de se estar alimentado.

    Faleceu no dia 6 de junho o tcni-co de futebol Sebastio Nunes. Mais co-nhecido como Tio, tcnico de futebol amador de Futsal.

    Ele atuou em vrios torneios ama-dores da cidade e acompanhou por anos os campeonatos realizados pela UAB.

    20/07 - 14h Debate do departamento de Organizao da Mulher sobre violncia contra as mulhers nas redes sociais

    20/07 - Trmino das inscries para os campeonatos Srie Prata e Veteranos

    20/07 - 20h Fil das Embaixatrizes da Festa da Uva

    24/07 - 20h Reunio de organizao dos campeonatos Srie Prata e Veteranos

    27/07 - 09h Reunio da diretoria da UAB

    03/08 - 14 Assembleia Geral da UAB

    Agenda Comunitria

  • Jornal dos Bairros

    Julho 2013Movimento 03

    Comunitaristas eleitos so empossadosFoto: Karine Endres

    Alceu quer todas as crianas de Caxias, maiores de quatro anos, no ensino fundamental at 2016

    Os comunitaristas eleitos para diri-girem as Amobs e a Unio das Associa-es de Bairros lotaram o auditrio Jos Carlos de Anflor durante a sua posse, no dia 6 de julho. Presidentes, alm de diretores de Amobs e da UAB foram di-plomados durante a Assembleia Geral da UAB. Mais de 180 comunidades elege-ram as diretorias no dia 2 de junho para o mandato de 2013 a 2015.

    UAB prestigiadaDiversas autoridades prestigiaram o

    evento, como o prefeito municipal, Al-ceu Barbosa Velho (PDT), vice-prefeito, Antnio Feldmann (PMDB), presiden-te da Cmara de Vereadores, dson da Rosa (PMDB), a deputada estadual, Ma-risa Formolo (PT), alm de vereadores, secretrios municipais e presidente de autarquias.

    O prefeito municipal, Alceu Barbo-sa Velho, ressaltou a solidariedade pre-sente no movimento comunitrio. Se eu tivesse que definir a relao de vocs, o que significa a UAB, seus dirigentes, as-sim como os presidentes de bairro, eu diria que um dos maiores exemplos de solidariedade que eu posso perceber. P

    O prefeito afirma tor-cer para que a amizade se fortalea na UAB e no mo-vimento. Tudo que eu tor-o, que vocs continuem tendo essa amizade, que vocs tm e que vocs vi-vam essa solidariedade. Eu, como prefeito, agradeo a parceria, fao voz para que ela continue e vida longa nossa UAB.

    Para Pizetti, momento histrico

    Luiz Pizetti, presiden-te de honra da UAB, apro-veitou a oportunidade para chamar os novos e antigos comunitaristas a se soma-rem s manifestaes de ruas, para que possa ser possvel dar um salto de cem anos na histria.

    Pizetti lembrou que a Ditadura Mili-tar fez mais do que ceifar vidas, ela rom-peu com a capacidade de luta de mais de uma gerao. Temos que recuperar esse tempo perdido e surgiu a oportu-

    nidade para avanarmos nas conquis-tas sociais, na busca de uma socieda-de justa e construir um mundo novo, afirma Pizetti.

    Capacidade de unirEm nome da Assembleia Legislati-

    va, a deputada estadual Marisa Formolo, saudou a nova diretoria e cumprimentou pela maturidade poltica, que resultou em uma nica chapa para a Unio. In-dependente das posies partidrias, todos se juntaram em uma chapa nica para fazer uma grande eleio democr-tica nessa cidade, enfatizou. Aqui hoje, as maiores autoridades so vocs que esto tomando posse, tanto na direo da UAB quanto nas Amobs. Sem vocs, no haveria solenidade hoje. Quero dei-xar um voto de esperana, pois a cidade uma grande casa, se cada um faz a sua parte, d certo. E vocs esto organiza-dos nos bairros e disso que precisa-mos, organizao, afirmou

    ParceriaO presidente da Cmara de Verea-

    dores, dson da Rosa, destacou que o momento festivo. Uma posse um momento festivo de todas as pessoas que se colocam disposio e reconhe-cemos o valor de todos os comunitaris-tas. Tanto que neste ano fizemos efetiva-mente uma parceria, atravs do Cmara vai aos Bairros, com aqueles que melhor conhecem a realidade e os problemas de suas comunidades, diz dson. Em nome da Cmara de Vereadores, sauda-mos a todos que foram eleitos e deseja-mos a todos uma boa gesto, concluiu.

    CoquetelCada presidente de bairro foi cha-

    mado frente do plenrio para receber seu diploma de posse. Ao encerramento da diplomao, todos foram convidados a participar de um coquetel no ponto de cultura UAB Cultural.

    A Executiva da UAB a instncia responsvel por dar andamento e exe-cutar as decises da diretoria da UAB e tambm dos presidentes de bairro, atravs da Assembleia Geral. Ela res-ponde pelo dia-a-dia da Unio.

    J a diretoria formada por todos os diretores dos 22 departamentos, conselho fiscal, diretorias de regio em um total de dez regies, seis secre-tarias especiais, alm da mesa da As-sembleia Geral constituda por presi-dente, vice e trs secretrios).

    A Assembleia Geral o espao onde os presidentes de bairro tomam suas decises, podendo orientar e de-finir a linha poltica que ser adotada pela entidade.

    Prestao de contas aprovada por unanimidade

    Durante a AG, tambm foi realizada a prestao de contas da UAB do man-dato, pela ento tesoureira Maria Bo-nilla, que deixou o cargo. Maria assume o departamento de Patrimnio da UAB e passa a tesouraria para o ex vice-pre-sidente, Flvio Fernandes.

    A prestao de contas foi aprovada por unanimidade pelos presentes. Valdir Walter, reeleito para a presidir a Unio, destacou o trabalho de Maria Bonilla, que conduziu com sobriedade as finan-as da entidade nos ltimos quatro anos.

    Quero agradecer a Maria por esses dois mandatos e quero dizer, que l no incio eu j dizia que ela seria uma gran-de tesoureira, e se confirmou. Muitas vezes ela chorou nessa salinha ao lado, quando a verba ficava curta e a Maria se desesperava. Eu sempre dizia que a gente conseguiria fazer com que tudo desse certo, afirma Valdir. Maria, tu foi nossa grande tesoureira e ser sempre. Tenho certeza que continuar fazendo um grande trabalho no departamento de Patrimnio, afirmou.

    Maria Bonilla, ao centro na mesa, teve planilhas aprovadas com casa cheia

    UAB tem nova ExecutivaSaiba quem a nova Executiva

    Presidente: Valdir Fernandes WalterVice: Jocemar BarbosaSecretria geral: Cleusa MoraesJurdico: Antonio PachecoTesoureiro: Flavio FernandesPatrimnio: Maria BonilaComunicao: Cludio TeixeiraParticipao Popular: Elvino SantosFormao: Alexandre Severo

    Confi ra a Assembleia Geral:Presidente: Paulo SaussenVice-presidente: Valdevino Tavares1 Secretria: Edi Maria Bolson2 Secretria: Cludia Maria dos San-tos3 Secretrio: Srgio Luis de Jesus

    Jornal dos Bairros

    Julho 2013Geral 04

    Grabriele UAB e Visate na Festa da Uva 2014Foto: Luiz Chaves

    Gabriele, primeira embaixatriz esquerda, divulga tambm o nome da UAB em visita ao governador Tarso

    A primeira princesa comu-nitria da UAB, Gabriele Bari-li Rossi, est representando a UAB, em parceria com a Visa-te, no concurso para Rainha da Festa da Uva 2014.

    Gabriele moradora do Jardim Amrica e tem 21 anos. Ela foi a candidata da UAB, con-trariando a tradio de indicar a Mais Bela Comunitria, pois Letcia de Carvalho, que detm a faixa, ainda no completou 18 anos e no pode concorrer, conforme o regulamento do concurso soberana da Festa da Uva.

    Gabriele vem cumprindo uma extensa agenda do pr-concurso. As 25 candidatas precisam dominar a histria da cidade de Caxias, sobretudo aquela referente colonizao italiana, conhecer os pontos tu-rsticos e sua importncia, as-sim como ter boas noes de etiqueta e comportamento em

    pblico.A agenda extensa sim,

    fora os eventos oficiais, todos os dias temos um novo compro-misso, afirma a candidata co-

    munitria. So entrevistas nos meios de comunicao, visitas, apresentaes de candidatas, fora o tempo para estudar, diz.

    Mas, segundo ela, a dedi-

    cao vale a pena. Fico feliz e orgulha por estar representan-do duas entidades de tamanha importncia para Caxias do Sul. A UAB como se fosse uma se-gunda casa para mim, e a Visa-te parte do dia a dia da maio-ria dos caxienses, continua Gabriele.

    Segundo ela, um com-promisso diferenciado, pois o movimento comunitrio uma fora muito grande. Tenho que me empenhar o mximo, dar o meu melhor, para poder estar representando cada uma des-sas pessoas que fazem parte e lutam pela comunidade, da me-lhor forma possvel, explica.

    Segundo ngela Crdova, diretora do Departamento de Organizao das Mulheres, da UAB, a importncia da UAB ter uma candidata no concurso da Festa da Uva justamente por esta ser a maior festa comuni-tria da cidade. A UAB sendo

    uma entidade popular, que atin-ge a maior parte da populao de Caxias, tendo uma candida-ta que nos represente na Festa, nos d oportunidade de visibi-lidade e tambm possibilita a participao das meninas dos bairros, afirma.

    Shania Pandolfo, que tam-bm diretora do departamen-to, ex Mais Bela e que j concor-reu Rainha, reafirma a opor-tunidade de visibilidade para a entidade. So meses de visibi-lidade e uma forma de nos afir-marmos em um determinado meio social. Afinal, no por-que somos uma entidade popu-lar, que no podemos participar da uma festa tradicional e que, historicamente, rene as elites da cidade, diz.

    ngela ainda afirma que, neste ano, a festa tem como lema a diversidade e por isso, ainda mais importante a UAB estar representada. Quem mais representa a diversidade de Ca-xias do que a prpria UAB, que rene todo o tipo de cultura e padres sociais?, questiona.

    A Unio das Associaes de Bairros tambm est repre-sentada na corte eleita para o distrito de Galpolis. A atual Mais Bela, Letcia de Carvalho, concorreu e foi eleita princesa

    Unio tambm est na corte de Galpolisde Gal-polis, no dia 29 de j u n h o . C e c i l l e Fe l i p p i foi esco-lhida rai-nha do distr ito e Luana To n e t -

    ta, a outra princesa. Elas iro representar a comunidade por dois anos.

    Alm disso, a torcida de Letcia foi escolhida como a melhor entre as sete candida-tas. Muitos comunitaristas par-

    ticiparam do evento, ajudando a conquistar este ttulo.

    Para ns foi importante apoiar nossa Mais Bela Comu-nitria em um concurso do seu prprio bairro, onde ela tam-bm levou o nome da UAB. Alm de conquistarmos a coroa de princesa, garantimos o ttu-lo de melhor torcida organiza-da. Isto, no mnimo, demons-tra nossa capacidade de unio e de participao comunitria em eventos que no so ape-nas os organizados pela prpria entidade. Assim fortalecemos o nome da UAB nos mais diver-sos locais e bairros de Caxias, diz ngela.

    Foto: Andreia Coppini

    Letcia, esquerda, representou comunitaritas

    Uma candidata que nos represente na Festa, nos d oportunidade de visibilidade e tambm

    possibilita que as meninas dos bairros possam participar, no mesmo grau de

    importncia que uma menina de um grande

    clube ou grande empresa

    ngela Crdova

  • Jornal dos Bairros

    Julho 2013Segurana 05

    Caxias j tem 14 ncleos de policiamento comunitrio

    A experincia piloto do policiamento comunitrio em Caxias j deu bom resultados. Alm dos dez ncleos iniciais, que comearam a operar ainda no incio de 2012, o municpio recebeu mais quatro ncleos no dia 13 de junho.

    Agora, os bairros Mare-chal Floriano, Euzbio Beltro de Queirz, Cruzeiro, Cinquen-tenrio I e II e Universitrio, Jar-dim Amrica e Antena passam a contar com esse tipo de segu-rana, beneficiando mais 40 mil pessoas. O modelo uma par-ceria entre o Governo do Estado que sede as viaturas, p o l i c i a i s e equipa-mentos, e a prefeitura municipal, que res-p o n s v e l em auxiliar o custo de moradia dos policiais. Hoje o projeto se expandiu para outros munic-pios como Bento Gonalves, Campo Bom, Cruz Alta, Esteio

    e Passo Fundo.A entrega dos novos ncle-

    os foi realizada em um evento no bairro Cruzeiro, um entre os quatro novos ncleos implan-tados, e contou com a presen-a do prefeito municipal, Alceu Barbosa Velho, do secretrio estadual de Segurana Pblica, Airton Michels, alm de demais autoridades militares e muni-cipais.

    Agradeo aos nossos pre-sidentes de bairros que so a porta de entrada do policia-mento comunitrio nos bairros.

    Sempre estare-mos juntos de projetos como esse, que bene-ficiam a toda a comunidade. um modelo que deu certo, que reduziu em 60 a 70% da violn-cia nos bairros atendidos. No

    ouvimos mais falar de casos graves nesses bairros, ento agradeo aqui ao empenho de todos os parceiros, em espe-cial a Prefeitura e ao Governo

    do Estado, disse o presidente da UAB, Valdir Walter, em nome da comunidade.

    Caxias pioneiraO secretrio estadual, Air-

    ton Michels, ressaltou a ini-ciativa caxiense e anunciou oito novos ncleos do Policia-mento Comunitrio at o final deste ano. Vocs foram pro-

    tagonistas e incentivado-res para que outros mu-nicpios ga-chos procu-rassem essa poltica esta-dual de pol-cia comuni-

    tria. De longe, Caxias o muni-cpio que mais incentiva e busca aes da rea da segurana jun-to ao Governo Estadual, porque uma vontade da comunidade, que pede e ns, autoridades da rea, procuramos atender essas solicitaes. Tanto que Caxias apresentou resultados positivos na reduo da criminalidade. Voltarei aqui ate o final do ano para entregar mais ncleos do Policiamento Comunitrio aos caxienses, informou o secre-trio estadual, tambm anun-ciando para breve a implanta-o na cidade da Patrulha Maria da Penha.

    O prefeito Alceu Barbosa Velho ressaltou a parceria com o Governo do Estado em vrias

    aes em prol da comunidade.A sua presena secretrio

    uma distino para Caxias pela sua posio no Estado e pela sua economia. Temos vrias parcerias com a Brigada Militar, entre elas a participao no Ga-binete de Gesto Integrada do Municpiol. o GGI-M, que re-ne as foras do municpio, que decide as aes como a implan-tao da justia restaurativa, a qual tambm somos pioneiros no Rio Grande do Sul e no Brasil. E nossas parcerias so efetivas, no caso do Policiamento Comu-nitrio a Prefeitura investe cerca de R$ 500 mil ao ano. Ento, o que o Governo Estadual faz en-contra eco aqui em Caxias, dis-se Alceu Barbosa Velho.

    Foto: Andrea Copini

    Governo do Estado pretende implantar mais oito ncleos ainda em 2013

    Os dez ncleos mais antigosCaxias do Sul foi pioneira no Rio

    Grande do Sul na implantao deste novo modelo de policiamento comu-nitrio.

    Ainda no incio de 2012, foram instalados 10 ncleos abrangendo os bairros Pio X, Santa Catarina, Expo-

    sio, Panazzolo, Cristo Redentor, Rio Branco, Lourdes, Bela Vista, Sanvitto, Floresta, Medianeira, Sagrada Famlia, Santa Lcia, Cohab, Colina Sorriso, So Pelegrino, Petrpolis e Presidente Vargas, abrangendo cerca de 112 mil moradores.

    Divulgao Governo do RS

    Cada ncleo conta com trs PMs morando na regio e uma viatura

    Vocs foram protagonistas e incentivadores para que outros municpios

    gachos procurassem essa poltica estadual de polcia

    comunitria

    Airton Michels

    Jornal dos Bairros6Julho 2013 Reforma Urbana

    C M

    Y K

    06

    Secretrio estadual defende protagonismo popular

    5 Conferncia Municipal das Cidades discute reforma urbana em Caxias

    Cidades com transporte de qualidade, mobilidade urba-na, acessibilidade, moradia de qualidade com custo acessvel, acesso aos servios pblicos, comrcio, alm de cultura e lazer, somado qualidade no abastecimento de gua e trata-mento de efluentes e resduos so alguns temas que consti-tuem a reforma urbana. E no dia 15 de junho, a UAB abriu suas portas para colocar estes assuntos em debate na 5 Con-ferncia Municipal das Cidades.

    Com o tema Quem muda a cidades somos ns. Refor-ma urbana J., o processo da conferncia (que ainda tem etapas estaduais e nacional) pretende que as pessoas dis-cutam a cidade que querem e ajudem a formular planos para a mudana.

    Etapa municipalEm Caxias, a conferncia

    teve a presena do secretrio estadual de Habitao e Sane-amento, Marcel Frison, do vi-ce-prefeito Antnio Feldmann, do secretrio municipal da Ha-bitao e Coordenador da Co-misso Preparatria Municipal, Renato Oliveira, do diretor pre-sidente do Samae, Eli Frizzo, do secretrio municipal do Ur-banismo, Fbio Vanin, alm de vereadores, comunitaristas e

    comunidade em geral. Frison abordou A Reforma

    Urbana e a Poltica Nacional de Desenvolvimento Urbano.

    J o engenheiro Arnaldo Dutra, da Corsan, trouxe infor-maes sobre o tema Sanea-mento para Todos com Desen-volvimento Sustentvel e Con-trole Social.

    Aps os painis, os inscri-

    tos, representantes de diversos segmentos da sociedade, par-ticiparam das oficinas, inspi-radas no texto-base da confe-rncia, enviado pelo Ministrio das Cidades.

    O relatrio final, aprovado em plenria, est ainda sendo formatado pela prefeitura mu-nicipal, que dever divulg-lo para a comunidade.

    RS participaNo RS, 235 municpios es-

    to realizando suas confern-cias e devem enviar delegados para a Conferncia Estadual das Cidades, que ocorre de 15 a 17 de agosto no Centro de Eventos da Fiergs em Por-to Alegre.

    A etapa nacional deve acontecer de 20 a 24 de no-

    vembro deste ano, em Braslia.

    RealizaoA 5 Conferncia Munici-

    pal foi uma realizao da pre-feitura, em parceria com C-mara de Vereadores, CIC, UAB e sindicatos e Associao de En-genheiros, Arquitetos, Agrno-mos, Qumicos e Gelogos de Caxias do Sul (SEAAQ).

    Foto: Karine Endres

    Marcel Frison, secretario estadual, chamou ateno para importncia da presso popular para que avanos sejam conquistados

    Quem muda a cidade so-mos ns, reafirmou o secret-rio estadual de Habitao e Sa-neamento, Marcel Frison, que tambm conselheiro nacio-nal das Cidades. Segundo, ele, j existem os mecanismos que podem garantir mais democra-cia no acesso terra e s cida-des, porm, as prefeituras no faro isso se no houver pres-so popular, afirma.

    Para ele, o programa fe-deral Minha Casa Minha Vida uma importante iniciativa para diminuir o dficit de ha-bitaes, porm, sozinho, no conseguir dar uma resposta satisfatria a toda a demanda que existe nesta rea. O pro-

    grama retomou uma poltica massiva de habitao que no existia desde a dcada de oi-tenta. Desde esse pero-do tambm no existiam mais investimentos em saneamento no pas. Po-rm, o custo da terra ain-da extremamente alto em muitos lugares, invia-bilizando a construo de unidades habitacionais a um preo mais acessvel, argumenta.

    Para o gestor, o pro-grama foi um indutor do desenvolvimento econ-mico, foi uma poltica econmi-ca criada para a ajudar a gerar emprego e a movimentar a eco-

    nomia, mas tambm responde a um grande dficit habitacio-nal. O processo que gerou o

    programa no perfeito e pre-cisamos evoluir mais, afirma.

    Estatuto das CidadesA criao do Estatutos da Cidade foi uma grande conquista para a socieda-de, avalia o secretrio Fri-son, que poderia ajudar a diminuir o custo da terra para habitaes de inte-resse social. Mas no aplicado, argumenta o secretrio.

    O Estatuto das Ci-dades cria um conjunto de instrumentos para a reforma urbana, como a taxao progressiva, as reas de interesse social,

    mas muito pouco as prefeituras tm aplicado isso. E um deba-te que precisa ser feito. Mas as

    prefeituras no faro isso sem presso popular, diz.

    O interesse pela terra enquanto mercadoria muito grande em uma economia mo-vida pelo capital, a presso da propriedade privada muito grande. Se a gente no tiver um contraponto social profundo, para dar firmeza para os ges-tores e a Cmara fazerem as reformas, elas no vo sair, diz Frison.

    As ocupaes em rea de risco so um forte sintoma deste fato, acredita o gestor estadual. Elas no vo para as reas de risco porque so suicidas, mas sim, so empur-radas para as periferias por-

    O interesse pela terra enquanto mercadoria muito grande em

    uma economia movida pelo capital, Se a gente no tiver um

    contraponto social profundo, para dar firmeza para os gestores e a

    Cmara fazerem as reformas, elas no vo sair

    Marcel Frison

  • Jornal dos Bairros

    Julho 2013 07

    Foto: Karine Endres

    Saneamento bsico um direito de todos, por isso deve ser pblico, diz Arnadlo Dutra

    Reforma Urbana

    Arnaldo Dutra, engenheiro da Corsan, tambm palestrou na Conferncia Municipal das Cida-des e trouxe dados importantes sobre este setor hoje, no Brasil e no RS. Ele lembrou que h um longo perodo no se investia em saneamento e hoje a situao precria, mesmo os investimen-tos tendo sido retomados atra-vs do PAC Programa de Acele-rao do Crescimento, mantido pelo Governo Federal.

    Para ele, avanar no sane-amento garantir cidadania. No se pode querer que uma pessoa tenha dignididade, se ela no tem como tomar um banho com gua limpa para ir trabalhar, afirma Dutra.

    O saneamento um direito das pessoas e por isso no pode virar lucro. E se no pode visar o lucro, precisa ser pblico, acre-dita. Hoje, 1,6 bilho de pessoas

    que no tm para onde ir, e esse processo resulta na criao dos bolses de misria ao redor das cidades, afirma.

    Plano estadualSegundo Frison, o Governo

    do Estado j est construindo o plano estadual de habitao de interesse social, e no qual, Ca-xias dever ser considerada uma regio metropolitana. Precisa-mos enfrentar a democratizao do solo urbano, mas no faremos isso se as prefeituras no utiliza-rem os instrumentos para incidir no meio urbano. No possvel

    que a terra tenha o mesmo valor quando utilizada para os bens sociais e quando usada para o mercado. As questes comunitrias e so-ciais precisam ter o mesmo valor das coisas voltadas para o mercado e para a econo-mia, diz.

    Mobilidade e acessibildade

    Ele tambm destaca a importncia de discutir a mo-bilidade urbana, e isso tem a ver com a forma como en-xergamos a cidade, explica

    Frison. A cidade tem que ser in-

    tegrada, o emprego, o acesso aos servios, ao lazer, sade, em que estar perto das pesso-as. As coisas no podem estar segmentadas. O desenvolvi-mento no pode ser pensado dividindo as coisas. A grande parte do emprego tem que es-tar perto das pessoas, acre-dita.

    Para o secretrio estadual, no um problema de fato to-das as famlias terem um vecu-lo prprio. O problema todas as pessoas quererem usar seu

    veculo todos os dias, e no ter-mos um transporte pblico de qualidade e acessvel, afirma.

    Outro tema de fundamen-tal importncia a acessibilida-de, segundo Frison, que trouxe o dado de que cerca de 10% da populao brasileira possui algum tipo de dificuldade de acessibilidade. Isso inclui as crianas, os idosos, os que en-xergam pouco, os surdos e os que ouvem pouco, os obesos. Quando falamos de acessibili-dade, no falamos apenas dos cadeirantes, expe.

    Frison afirma que o Go-

    verno Federal est criando os instrumentos necessrios para que os gestores comecem a buscar solues para estes pro-blemas, como o prprio Esta-tuto das Cidades, o Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano e um fundo monetrio correspondente, que buscam integrar todas as polticas de desenvolvimento urbano.

    Mas para que estes proble-mas sejam resolvidos, preciso que estes instrumentos encon-trem eco nas prefeituras e nos Estados, de forma articulada e com participao social.

    Saneamento com controle e incluso social

    no possuem gua limpa para a higiene pessoal e da casa. Alm disso, 2,4 bilhes ou 1 a cada trs pessoas em todo o planeta no tem acesso a esgoto e usa diariamente rios, crregos e matas para suas necessidades, disse.

    Para ele, pelo fato do sa-neamento afetar a sade e a qualidade de vida das pesso-as, este mais grave proble-ma relacionado com a pobre-za e interfere diretamente na auto-estima e na dignidade das pessoas.

    Falar em erradicao da pobreza sem falar em sane-amento e por consequncia em habitao impossvel, acredita. Ele tem que ser um direito de todos, independen-te da sua situao econmi-ca, e para isso, as pessoas precisam exigir do gover-

    no e participar de forma ativa para construir essa temtica. E para isso pre-cisa de contro-le pblico, isto , controle so-cial, diz Dutra.

    Hoje, 5% do PIB brasi-leiro investi-do em educa-o; 3,77% em sade e outros 3% em infraes-trutura o que abarca todos investimentos em estradas, aeroportos e saneamento, por exemplo. Existe uma lacuna muito gran-de e precisamos avanar, diz. Saneamento se faz com von-

    tade poltica, com planejamen-to, mas sobretudo, com recur-sos financeiros. Sem dinheiro, no se faz saneamento, afir-

    mou Dutra.Quando falamos em obra

    de saneamento, falamos em obras de milhes. E com recur-sos das tarifas, invivel, pois demoraria muito tempo para ar-recadar o valor. E o PAC, neste sentido, foi muito importante, pois trouxe alguns recursos, mas ainda precisamos avan-ar, reafirmou o engenheiro.

    Como exemplo, Dutra ci-tou que o PAC 1 liberou R$ 40 bilhes para obras de sanea-mento. Agora, o PAC 2 liberou outros R$ 45 bilhes.

    Porm, segundo ele, o d-ficit brasileiro na rea de R$ 510 bilhes. O Conselho das Cidades identificou que preci-samos investir cerca de R$ 510 bilhes nos diversos tipos de obras de saneamento, em 20 anos, para resolvermos nos-so dficit neste setor, encer-ra Dutra.

    O engenheiro Arnaldo Du-tra trouxe uma srie de infor-maes sobre como foi tratado o saneamento bsico na hist-ria recente brasileira. Ele tam-bm falou sobre as principais leis que regem o tema hoje:

    Antes de 1969: cada ente fede-rativo conduzia o saneamento local de acordo com sua vonta-de prpria. Foi quando alguns servios, como o Samae foram criados. No havia uma diretriz nacional, nem fonte de recur-sos estabelecidos.

    1969: criao do Planasa Pla-no Nacional de Saneamento.

    Saneamento bsico no tempoIncio dos investimentos fe-derais em saneamento. Po-rm, considerava apenas o abastecimento de gua e no o tratamento de efluentes ou de resduos.

    2004: criao do Conselho Nacional das Cidades. Um marco no controle social e participao sobre o tema do saneamento

    2005: criada a Lei dos Con-srcios Pblicos

    2007: criada a Lei do Sane-amento, que traa as diretri-zes para o setor. Define que

    o saneamento pblico um direito de todos e que precisa ser universalizado. Abriu o con-ceito de saneamento, incluindo o tratamento de gua, esgoto, tratamento dos resduos e do lixo, assim como o manejo das guas.

    2007: Inicio do PAC 1, que des-tinou R$ 40 bilhes para obras de saneamento

    2010: criado o Plano Nacional de Saneamento Bsico d as diretrizes para o saneamento em todo o Brasil e define que devem ser feitos planos esta-duais e municipais. O assunto

    deixa de ser de compromisso do governante eleito e pas-sa a ser um compromisso de gesto dos municpios.

    2010: aprovada a Lei 12.305, que trata da poltica nacional de resduos slidos e determi-na o final dos lixes em at quatro anos. Ainda hoje, mais de 3 mil municpios ainda tm depsitos de lixo a cu aberto como destino de seus resdu-os. Caxias j conta com aterro sanitrio regularizado.

    2013: Conselho Nacional das Cidades aprova o Plano Na-cional de Saneamento Bsico

    Jornal dos Bairros

    Julho 2013Especial

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    Fotos: Karine Endres

    Difcil leitura

    2013: o ano que o BNo dia 6 de junho, os jornais de So

    Paulo ainda repercutiam mortes violen-tas em tentativas de assalto quando uma primeira manifestao de 150 jovens, aparentemente despretensiosa, acon-teceu no centro da cidade, na hora do rush, rumo Avenida Paulista. Era o pri-meiro protesto do Movimento Passe Li-vre (MPL), que nos dias seguintes atrairia os holofotes da imprensa e se espalharia como epidemia pelo Brasil, contagian-do rapidamente a populao de diferen-tes cidades.

    O papel das redes sociais (Twitter e Facebook) foi decisivo para a articula-o dos discursos e para divulgar hora e local dos protestos. Mas a epidemia s ganhou fora depois do dia 17, ao mo-nopolizar o noticirio das grandes redes de televiso.

    Em So Paulo, os primeiros trs pro-testos aconteceram em um intervalo de seis dias e no ultrapassaram os 10 mil manifestantes. Mesmo assim, j eram a principal histria dos jornais. No dia 13 de junho, outras dez cidades aderiram - capitais ou cidades mdias, como Natal, Porto Alegre, Rio, Santos e Sorocaba.

    A represso policial utilizada con-tra estes manifestantes correu como um rastilho de plvora na internet. Diver-sas organizaes e movimentos sociais iniciaram uma articulao nacional em apoio a estes manifestantes. Em Caxias do Sul no foi diferente. Os estudantes, sobretudo, chamaram um ato para o dia 21 de junho e ainda na tera, dia 18,

    eles fizeram uma primeira ocupao na Cmara de Vere-adores.

    Ainda naque-la semana, o dia 17 se transformou em um marco nas ma-nifestaes de ruas do Brasil. So Pau-lo parou, com 200 mil pessoas nas ruas e j se conta-vam 21 protestos por todo o pas.

    O auge foi no dia 20, quando 150 municpios tiveram protestos. Pelo menos 1 milho de brasileiros foram s passeatas, segun-do dados das Po-lcias Militares de 75 cidades. Desde Belm, no Par, at Santana do Livra-mento, na frontei-ra com o Uruguai. A menor cidade a se rebelar foi Figuei-ro (MS), que tem 2,9 mil habitantes.

    O mote do transporte pblico foi o mais popular principalmente nas ci-dades que tm rede de nibus. Mas os protestos tambm ganharam conota-

    es regionais, especialmente nas cida-des menores. Picos (PI), por exemplo, atraiu manifestantes contra os pisto-

    leiros. Coxim (MS) protestou contra os buracos nas ruas e pediu a sada do se-cretrio de obras.

    Mais de 30 mil estavam na manifestao em Caxias, tomando mais de 11 quadras centrais

    Mesmo para aqueles que acompa-nham a histria do movimento, a epi-demia de protestos surpreendeu. O fi-lsofo Pablo Ortellado, coautor do livro Estamos Vencendo! (Conrad), sobre os movimentos autonomistas no Brasil, ainda se esfora para entender o que aconteceu. A resistncia e a desobedi-ncia civil j eram discutidas desde Se-attle, em 1999, nos movimentos antiglo-balizao. A novidade foi o Passe Livre, que passou a ter uma pauta clara, com

    um grupo de referncia para negociar. O governo foi acuado pelas passeatas e mudou sua deciso. As manifesta-es continuaram em menor quantida-de depois da reduo das tarifas, apesar de muitos protestos contra a Copa das Confederaes.

    Para especialistas, atos podem continuar

    Diante da epidemia de protestos, as autoridades foram surpreendidas e

    tentaram administrar antibiticos para acalmar a febre popular.

    A presidente Dilma Rousseff tam-bm precisou se mexer e anunciou a in-teno de convocar um plebiscito para promover a reforma poltica, entre ou-tras medidas. A professora e pesquisa-dora de mdia digital Giselle Beiguelman (FAU-USP) v a atitude dos polticos com ceticismo. Parece que eles tentaram co-locar um curativo para solucionar um problema muito mais grave, diz. H

    uma crise na democracia representati-va. A internet aumentou a quantidade de informao e hoje as pessoas esto de olho nas aes governamentais Os protestos devem continuar enquanto no forem feitas reformas profundas.

    Os analistas lembram que as rei-vindicaes atuais so diferentes das ocorridas, por exemplo, em 1984, quan-do se pedia as Diretas-J, e em 1992, quando os caras-pintadas gritaram pelo Fora Collor.

  • Jornal dos Bairros

    Julho 2013 09Especial

    Brasil foi para a rua

    Os recentes protestos em todo o pas tm levado para as ruas uma gama variada de pautas e manifestantes. Con-vocadas, em sua maioria, por estudantes engajados contra o aumento das tarifas do transporte pblico, as mobilizaes ganharam a adeso, a partir de agora, da classe trabalhadora organizada.

    No dia 11 de julho, sete centrais sindicais foram para a rua. As manifes-taes reuniram sete centrais sindicais (CUT, CTB, Fora, UGT, CSP/Conlutas, CGTB, CSB e NCST) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em Caxias, novamente no foi diferente.

    A cidade parou no dia 11 de julho.

    Uma energia vulcnica irrompeu nas ruas

    Para o telogo, filsofo e es-critor Leonardo Boff, o projeto de incluso do PT alcanou depois de dez anos o seu teto. A iluso do PT foi entender-se como a re-alizao do Brasil que queramos. Abandonou o trabalho nas bases e perdeu a organicidadade com os mo-vimentos sociais organizados que o criaram. Nas bases no se discutia mais poltica nem se sonhava com a constru-o de um Brasil ainda melhor, consta-ta Leonardo Boff.

    Segundo ele, as ruas foram ocu-padas pela energia da indignao. No se trata de vinte centavos mas de res-peito e de direitos negados. A prpria destruio de bens pblicos so gestos de negao de um mundo que nega as pessoas. Quer dizer, o arranjo histrico-social j no funcionava mais. Nega-se tudo: o poder pblico, os partidos, qual-quer sigla de organizao. O que est a tem que mudar. uma sociedade em

    estado nascente cuja centralidade deve ser a coisa pblica, de todos, afirma.

    No entender essa irrupo ne-gar-se realidade, diz Boff. No fazer as mudanas exigidas permitir que a energia do negativo triunfe, diz.

    Para Boff, O PT significava a cris-talizao do poder social acumulado nas bases, transformado agora em po-der poltico. Conquistou o lugar central das decises dos destinos do pas. O filsofo diz ainda que o PT apresenta-

    va-se como a resposta questo que durante dcadas se discutia nos

    grupos e que movia mentes e cora-es: Que Brasil queremos que seja libertador para as grandes maiorias historicamente condenadas e ofen-didas?, ele pergunta.

    Uma vez no poder, o PT aten-deu s principais urgncias popula-res desde sempre negadas ou insufi-cientemente satisfeitas. Finalmente,

    a dignidade dos condenados a serem no cidados foi resgatada: puderam comer, ter um mnimo de educao, de sade e de benefcios da modernidade como luz eltrica, acesso casa e ao sis-tema bancrio. Cerca de uma inteira Ar-gentina de marginalizados foi includa na sociedade contempornea. um feito de magnitude histrica. A desigualdade social, nossa maior chaga, diminuiu em 17%, completa.

    O povo, uma vez desperto, quer mais. No basta sair da misria e da po-breza. Postula um outro Brasil, onde no haja contradies escandalosas como a atividade poltica movida por interesses, conchavos e negcios, como a corrup-o fruto da relao incestuosa entre o poder publico e os interesses particula-res dos poderosos, acredita.

    Os privilgios das elites dominantes contam mais que os direitos dos cida-dos. Para elas so feitos os principais investimentos, restando sobras para as necessidade da populao. Da se expli-ca a m qualidade do transporte coleti-vo em cidades inchadas, porque no se fez a reforma agrria, a sade precria e a educao desqualificada.

    Mas para Boff, tambm notrio que a direita brasileira, especialmente

    aquela articulao de foras que sempre ocupou o poder de Estado e o tratou como propriedade privada, apoiada pela mdia privada e familiar, est se aprovei-tando das manifestaes massivas nas ruas para manipular esta energia a seu favor. A estratgia fazer sangrar mais e mais a Presidenta Dilma e desmora-lizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhe permite voltar ao lugar que por via democrtica perderam, acredita o filsofo.

    Para ele, se deve superar a contra-dio criticar o governo ou s defen-d-lo. Se por um lado no podemos nos privar de crticas ao governo do PT, mas crticas construtivas, por outro, no podemos ingenuamente permitir que as transformaes poltico-sociais alcana-das nos ltimos 10 anos sejam desmora-lizadas e, se puderem, desmontadas por parte das elites conservadoras, afirma.

    Para Boff, as foras de direita visam ganhar o imaginrio dos manifestantes para a sua causa que inimiga de uma democracia participativa de matriz po-pular. Por isso, as massas devem con-tinuar na rua contra elas. Precisam estar atentas a esta infiltrao que visa mudar o rumo das manifestaes. Elas invocam a segurana pblica e a ordem a ser es-tabelecida. Quem sabe, at sonham com a volta do brao armado para limpar as ruas, afirma o telogo.

    Para ele, uma sada enfrentar as articulaes da direita e ,com mais for-a, reclamar reformas polticas de base que vo na direo de atender a infra-estrutura reclamada pelo povo nas ruas: melhor educao, melhores hospitais pblicos, melhor transporte coletivo e menos violncia na cidade e no campo.

    !O povo, uma vez desperto, quer mais.

    No basta sair da misria e da po-breza. Postula um outro Brasil, onde no haja contradies escandalosas

    como a atividade poltica movida por interesses, conchavos e ne-gcios, como a corrupo fruto

    da relao incestuosa entre o poder publico e os interesses particulares dos poderosos

    Leonardo Boff

    Centrais vo para a rua destravar pauta dos trabalhadores

    Com os portes da Visate fechados desde s 3 horas da manh, e com uma grande publicidade anterior sobre isso, os trabalhadores ficaram em casa. As ruas estavam com pouqussimos carros e muitas firmas tiveram seu contingente de funcionrios extreamente reduzidos.

    Em Caxias, a coalizo de foras de diversos sindicatos metalrgicos, servi-dores, profissionais da sade, carteiros, bancrios, comercirios reuniu mais de quatro mil pessoas nas ruas. O objetivo pressionar o governo a atender deman-das que beneficiem os trabalhadores.

    Os protestos que vm ocorrendo h cerca de um ms por centenas de

    cidades brasileiras tambm motivam as entidades. Para o secretrio nacional de Finanas da Central nica dos Trabalha-dores (CUT), Quintino Severo, o momen-to positivo para se obter conquistas. Estamos h um bom tempo fazendo mobilizaes com a pauta da classe tra-balhadora e, dado o momento conjuntu-ral, evidentemente que a possibilidade de conquista maior, avalia.

    PautasA plataforma unitria das centrais

    e do MST inclui pontos como aumento dos investimentos pblicos em educa-o, sade e transportes; reduo da

    jornada de trabalho para 40 horas sema-nais sem reduo dos salrios; cancela-mento dos leiles do petrleo; realiza-o da reforma agrria e o fim do fator previdencirio.

    A questo da precarizao das con-dies de trabalho tambm aparece na pauta, simbolizada na luta contra o Pro-jeto de Lei n 4.330/04. De autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), o texto prope a regulamentao da ter-ceirizao nos setores pblico e privado. O PL tem sido duramente criticado pelas centrais sindicais, que veem na proposta uma forma de flexibilizar ainda mais os direitos trabalhistas.

    Jornal dos Bairros10Julho 2013

    Geral

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    Entregue relatrio do Cmara Vai aos Bairros

    O presidente da Cmara Municipal de Caxias do Sul, vereador Edson da Rosa, entregou no dia 04 de julho, ao prefeito Alceu Barbosa Velho, o relat-rio da primeira edio do Cmara Vai aos Bairros 2013. O documento contm 55 reivindicaes de 34 localidades da regio Norte do municpio. As deman-das foram colhidas durante encontro realizado no ltimo dia 29 de abril, no centro comunitrio do Bairro Belo Ho-rizonte, que reuniu 150 pessoas.

    Edson comentou que os principais objetivos da iniciativa tm sido fixar o conceito de Legislativo junto popu-lao, e ouvir as suas reivindicaes. Ele tambm enfatizou a parceria com a Unio das Associaes de Bairros (UAB), para mobilizar as comunidades.

    Ao longo deste ano, a previso de que ocorreram mais cinco edies

    do projeto, com a inteno de abranger as regies Sul, Leste e Oeste, alm do Interior e do meio universitrio.

    Para Valdir Walter, presidente da UAB, a iniciativa aproxima de fato os moradores da Cmara e tambm dos vereadores. uma oportunidade para a populao fazer suas reivindicaes atravs do legislativo, afirma o presi-dente da UAB.

    O projeto Cmara Vai aos Bairros realizado por meio de parcerias com as associaes de moradores, clubes de mes, igrejas, instituies de ensi-no e quaisquer outras entidades inte-ressadas.

    A inteno consiste em aumentar a participao da Casa, junto a variados segmentos da comunidade caxiense, bem como, intermediar a soluo de problemas apontados pela populao.

    Foto: Karine Endres

    UAB parceira da Cmara e esteve na primeira edio do evento no Belo Horizonte

    UAB forma novas turmas de informtica

    O departamento de Incluso Digital da UAB entregou os certificados de con-cluso do curso de informtica, promovi-do pela Unio, no dia 13 de julho.

    Ao todo, trs turmas receberam seus diplomas, no evento realizado na sede da Unio. Na era da informtica, a UAB est de portas abertas para aque-

    les que tm dificuldade com o mundo digital, afirma Valdir Walter, presiden-te da entidade. Ele ainda ressalta que os cursos so gratuitos e esto abertos para todos os moradores de bairros. As inscries para novas turmas j esto abertas. Maiores informaes atravs do 3219.4281, com Clara.

    Foto: Mirando Toson

    Danbia Maciel, ao centro, entrega certifi cado para o comunitarista Srgio Luis

    Por que a Globo simboliza os podres da mdia brasileira?

    No dia 11, a manifestao chamada pelos trabalhadores e pelas centrais sin-dicais, em conjunto cutras oitenta organi-zaes, pediu transformaes em nosso pas. Ao lado das pautas trabalhistas, a democratizao da mdia foi uma reivin-dicao central. Em vrias capitais, os protestos terminaram em frente sede da TV Globo e suas afiliadas. Em Porto Alegre, 100 quilos de esterco foram dei-xado na frente do prdio da RBS.

    Mas por que a Globo como alvo, se a crtica cada vez maior da populao acer-ca do papel dos meios de comunicao de massa aponta para problemas comuns ao conjunto das grandes empresas que controlam a maioria do que se l, assis-te e ouve no Brasil? Porque a Globo um smbolo. parte desse problema e uma de suas principais causas. Vale enumerar:

    ConcentraoO cenrio na televiso brasileira

    de quase monoplio algo proibido pela Constituio Federal, mas nunca garanti-do na prtica. Na TV aberta, a Globo con-trola 73% das verbas publicitrias, embo-ra tenha 43% da audincia. No mercado de TV por assinatura, a Globosat participa de 38 canais e tem poder de veto na de-finio dos canais da NET e da SKY, que juntas controlam 80% do conjunto de assinantes. Em grandes cidades como a do Rio de Janeiro, o grupo controla os principais jornais, TVs e rdios, situao que seria proibida nos Estados Unidos e em vrios pases da Europa, onde h re-gulao democrtica da mdia anticon-centrao.

    Promiscuidade poltica

    Vrias emissoras afiliadas da Globo pelo Brasil so controladas por polticos envolvidos em inmeros escndalos: no Maranho, a famlia Sarney controla a TV Mirante; em Alagoas, Fernando Collor controla a Gazeta; entre outros. impor-tante lembrar que a Constituio Federal tambm probe, em seu artigo 54, que po-lticos detentores de cargos eletivos con-

    trolem concessionrias de servio pbli-co. Historicamente, as Organizaes Glo-bo construram seu poder econmico e poltico a partir de estreitos laos com a ditadura militar, que lhe garantiu o aces-so a toda a estrutura da Telebrs e a ex-panso nacional do seu sinal.

    Manipulao

    A emissora opera politicamente, direcionando o noticirio jornalstico a partir de suas opinies conservadoras e buscando definir a agenda pblica do pas a partir de entrevistados que tm vi-ses alinhadas. A mudana que vimos re-centemente na abordagem da cobertura dos protestos simboliza bem a transio entre a deslegitimao e a tentativa de cooptao das ruas a partir de sua pr-pria pauta. Momentos grosseiros de ma-nipulao, como a cobertura das Diretas J ou a edio do debate entre Collor e Lula, que favoreceu a eleio do primeiro, ainda existem, mas perdem espao para uma manipulao mais sutil, sofisticada e cotidiana muitas vezes imperceptvel para grande parte da populao.

    CorrupoA recente denncia de uma opera-

    o fraudulenta da Globo para sonegar impostos na compra dos direitos de exi-bio da Copa do Mundo de 2002 so-bre a qual a populao ainda aguarda explicaes no o primeiro caso de corrupo na histria da empresa. Seu crescimento na dcada de 1960 se deu a partir de um acordo tcnico ilegal com o grupo Time-Life, que mereceu uma CPI no Congresso Nacional, mas foi abafado.

    Por estes e outros motivos a Globo simboliza os podres da mdia brasileira. Por este e outros motivos, a democracia brasileira s ser consolidada quando os meios de comunicao de massa fo-rem tambm democratizados; quando os princpios previstos na Constituio para a comunicao social sarem do papel e quando a liberdade de expresso for um direito garantido a todos e todas.

    Foto: Karine Endres

    Democratizao da mdia tambm foi pautada em Caxias, no dia 11

  • Jornal dos Bairros11Julho 2013

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    Oramento Comunitrio

    Algumas regies j esto com as suas reunies do Or-amento Comunitrio 2013 marcadas.

    Neste ano, as reunies es-to sendo realizadas por eta-pas e o Centro, Serrano, So Gicomo e Planalto so as pri-meiras regies a realizarem os encontros. Os presidentes de bairro das demais regies j podem entrar em contato com os coordenadores do OC, bus-cando agendar os seus encon-tros para setembro e outubro.

    ParticpaoSegundo o coordenador

    do OC, Jos Dambrs, a pre-feitura quer a participao da comunidade.

    OC 2013 j tem reunies marcadasQuem escolhe a data e o

    local o presidente da Amob, ento, eles precisam se organi-zar com as demais entidades e foras vivas do seu bairro e lo-teamento e colocar gente nas reunies, afirma Dambrs. Ele ressalta que este o critrio para a distribuio dos valores: o nmero de participantes em cada reunio.

    O valor destinado ao OC, que em 2013 de R$ 15 mi-lhes, ser dividido pelo n-mero total de participantes em cada reunio. Ento, quem co-locar mais gente, levar mais recursos, argumenta.

    A comunidade precisa participar, no apenas das reu-nies, mas tambm depois,

    fiscalizando, acompanhando e ajudando a preservar. A porta de entrada da prefeitura con-tinua sendo o Oramento Co-munitrio, enfatiza o coorde-nador.

    ControleEle ainda ressalta que a

    secretaria do OC redefiniu os mtodos de controle das fichas e que ser feito uma fiscaliza-o rigorosa. No quero saber de gente querendo pegar ficha antes ou depois nas reunies. Vale quem est l, na hora mar-cada, afirma.

    Sem UBS e crecheDambrs tambm alerta

    que neste ano no ser aceito

    o aporte de verbas para Uni-dade Bsica de Sade e cons-truo de novas escolas infan-tis. As comunidades que j iniciaram o aporte de verbas para este tipo de obra podero continuar destinando recursos, at que se complete o valor ne-cessrio. Mas no sero acei-tas novas indicaes, porque so obras muito caras e acaba por se desmobilizar a comuni-dade, quando a obra demora para sair, afirma.

    Loteamentos IrregularesOutra questo que gera

    inmeros debates so os lo-teamentos irregulares. O co-ordenador afirma que estas comunidades podero realizar

    as reunies do OC, mas que as verbas tero que ser desti-nadas para a regularizao. A prioridade a regularizao. A comunidade pode aportar ver-bas e assim vamos construin-do o mapa, o alinhamento das ruas e avanando na questo, afirma.

    Obras caras e que vinham sendo reivindicadas, como o asfaltamento de vias extensas para a circulao do transporte coletivo caso do Conquista e do Cannyon ou de infraestru-tura como a entrada do Villa Lobos e o acesso ao Belvedere esto sendo planejadas com recursos do PAC 2 (Programa de Acelerao do Crescimento, Fase 2 do Governo Federal).

    Sculo XX - Centro Comunitrio - 03/08 /15:00Jardim Eldorado - Centro Comunitrio - 07/08 / 19:30J. das Hortnsias I - EMEF Bento Gonalves - 10/08 / 14:00Interlagos - Igreja Nossa Senhora dos Homens - 10/08 / 17:00Rota do Sol - Casa do Valdecir - 17/08 / 15:30Capivari - Igreja (Salo da Igreja) - 23/08 / 19:30Mariland - EMEF ngelo Guerra - 30/08 / 19:30So Ciro II - EMEF Laurindo Formolo - 31/08 / 15:00Chaimar - Bar Rodrigues - 31/08 / 19:00

    Serrano

    Confi ra as reunies que j esto marcadas:

    Vale Verde - Rua Adelino Andreazza Samotto, n 288 - 03/08 / 14:00Morada Feliz - Borracharia Cristal - 03/08 / 16:30Colina das Castanheiras - Rua Antnio Felipe, n 2800 - 07/08 / 19:00Vale da Esperana - Centro Comunitrio - 08/08 / 19:00Matioda - Pavilho da Comunidade Catlica - 09/08 / 19:00Mariani - Centro Comunitrio - 10/08 / 16:00Lorandi - Restaurante Gralha Azul - 14/08 / 19:00Cidade Nova IV - Centro Comunitrio - 15/08 / 19:00Boa Ventura - Espao Aberto Rua Mrio Verona - 16/08 / 19:00So Gicomo - Salo Comunitrio - 17/08 / 14:30Reolon - Salo da Igreja N. Sra. Do Caravggio - 21/08 / 19:00Cidade Nova - Centro Comunitrio - 24/08 / 14:30

    So GicomoPinho Verde - Casa da Presidente, n 303 - 03/08 / 14:00Monte Reali - Casa da Dona Irdes Salvalaggio - 03/08 / 18:00Assuno - Rua So Pedro, n 1140 - 09/08 / 19:00Vila Verde - So Romdio - 16/08 / 19:00Brisotto - Rua ngelo Brisotto (Salo) - 17/08 / 19:00Planalto I - Salo Igreja Aparecida - 19/08 / 19:00So Victor COHAB - Colgio So Victor - 22/08 / 19:00Bortoline - Salo N. Sra. Do Rosrio (R. Conde DEu, n 730) - 28/08 / 19:00Planalto II - Colgio Guerino Zugno - 30/08 / 19:00COESP - Centro Comunitrio - 31/08 / 10:00Paiquer - Salo da Igreja So Victor - 31/08 / 14:30So Verglio - Salo da Igreja Santo Antnio - 6 Lgua - 31/08 / 18:00

    Planalto

    CentroRio Branco - Sede da Associao - 03/08 / 14:00Floresta II - Travessa Virglio Curtullo, n 17 (Residncia Lucimara) - 03/08 / 15:30So Leopoldo - Salo Jesus Bom Pastor - 07/08 / 19:30Jardim Amrica - CTG Minuano - 08/08 / 19:30Jardim Amrica Antena - Rua Italo V.

    Bersani, n 155 (Residncia Sr. Henrique) - 10/08 / 14:00Pio X - Escola Joo Triches - 10/08 / 16:00Cinquentenrio I - Centro omunitrio - 12/08 / 19:30Marechal Floriano - Centro Comunitrio - 12/08 / 19:30Cristo Redentor - Seminrio Lateranense - 13/08 / 20:00Flor da Serra - Centro Comunitrio - 15/08 / 19:301 de Maio - Centro Comunitrio - 16/08 / 19:30Sagrada Famlia - Centro Comunitrio - 17/08 / 16:30Centro - Anfi teatro da Cmara - 20/08 / 19:00Vila Moderna - Sede da Associao - 22/08 / 20:00Vila Libert - Escola Governador Roberto Silveira - 23/08 / 19:30Euzbio Beltro de Queiroz - Postinho (Ao lado da Cozinha Comunitria) - 24/08 / 16:00Kahler - Centro Comunitrio - 26/08 / 19:30Madureira - Centro Comunitrio - 27/08 / 19:00N. Sra. De Lourdes - Salo da Igreja de Lourdes - 27/08 / 19:00Jardelino Ramos - Escola Ivanir Marchioro - 30/08 / 19:00

    Santa Catarina - Salo da Igreja Santa Catarina - 31/08 / 14:30Boa Vista - EMEF Giuseppe Garibaldi - 31/08 / 17:00

    Cidade Industrial - Salo da Comunidade (Avenida Industrial) - 25 /08 / 15:00

    Jornal dos Bairros12Julho 2013 Igualdade

    Caxias realizou no dia 6 de julho sua II Conferncia da Igualdade Racial e discutiu po-lticas pblicas voltadas especi-ficamente para este tema. Com mais de 120 participantes, uma das principais deliberaes foi a indicao de uma secretaria municipal da Igualdade Racial. O tema importante pois pos-sibilita que o municpio acesse os recursos que sero disponi-bilizados pelo Governo Federal, atravs do Sistema Nacional de Promoo da Igualdade Racial (Sinapir).

    O Sinapir representa uma forma de organizao voltada implementao de polticas e servios para superar as de-sigualdades raciais e combater as desigualdades sociais resul-tantes do racismo. Ele foi ins-titudo pelo Estatuto da Igual-dade Racial e envolve toda a estrutura executiva de um mu-nicpio ou estado, buscando

    II Conferncia da Igualdade Racial prope criao de secretaria especfi ca

    que conjunto a superao das desigualdades.

    O Sinapir busca criar uma forma dos municpios e esta-dos criarem polticas pblicas consistentes para a igualdade social, como poltica de estado.

    Aquelas prefeituras ou es-tados que optarem por criar secretarias destinadas exclusi-vamente ao tema da igualdade racial podero ter a gesto ple-na dentro do sistema e receber mais volume de recursos para implementar as polticas de combate desigualdade.

    Segundo Juara Quadros, diretora de Etnias da UAB e presidente do Comune, im-portante a conferncia muni-cipal apontar para a criao de uma secretaria municipal para a igualdade, buscando foras para que isso de fato acontea.

    Tambm foram discutidos polticas de promoo da igual-dade racial nos mbitos regio-

    nal Serra, estadu-al e nacional.

    Como des-taque de propos-ta nacional, foi sugerida a cria-o do Minist-rio de Promoo da Igualdade Ra-cial; em mbito estadual, cria-o da Secreta-ria de Promoo de Igualdade Ra-cial; e para o mu-nicpio, alm da secretaria espec-fica, tambm foi apontada a inclu-so do segmento cultura afro no Financiarte. Esta confern-cia serviu de base para as ou-tras conferncias que ocorrero nas outras regies do Estado, lembra Mestre Brazil.

    O encontro contou com cerca de 120 participantes.

    Entre eles, estavam o titular da Coordenadoria de Promoo da Igualdade Racial, Mestre Brazil, o diretor geral da Secretaria de Segurana Pblica e Proteo Social, Jos Francisco Barden da Rosa; da coordenadora do COEPPIR e representante da

    III COEPPIR, Sandra Maciel; da Vice-Presidente do CODENE, Jeanice Dias Ramos; da presi-dente do COMUNE e diretora do departamento de Etnias da UAB, Juara Quadros e do pre-sidente da Cmara de Vereado-res, Edson da Rosa.

    Foto: Natielen Legner

    Promoo da igualdade racial tema de conferncia na Cmara de Vereadores

  • Jornal dos Bairros13Julho 2013 Espao Comunitrio

    O bairro Belo Horizonte conta uma histria de supera-o atravs de seu centro co-munitrio. De um local marcado pela violncia, o espao agora abriga diversas iniciativas vol-tadas para a cultura e o lazer da comunidade. Segundo Jairo Gomes, presidente reeleito da Amob, o bairro Belo Horizon-te tem em sua histria a marca da violncia e isso tambm im-pactava no centro comunitrio. Nosso bairro era muito violen-to h alguns anos atrs. E os moradores no viam o centro comunitrio com bons olhos, pois em todas as festas ocor-riam incidentes, inclusive com a ocorrncia de mortes, relata.

    Mas esta histria ficou no passado. Um forte trabalho da diretoria fez do espao local para a diverso, cultura e lazer. E viemos numa busca de res-gatar esse espao. Hoje, esse centro ocupado de segunda a segunda. Tanto os moradores com as festas de aniversrio, casamento, quanto as igrejas da regio e tambm usado para a poltica comunitria, relata.

    Segundo ele, o centro aberto para todas as matrizes religiosas e as reunies que preparam as festas da comu-nidade, seja a junina, seja a de Natal, so realizadas no espa-o. At as atividades esporti-vas so organizadas no centro, pois buscamos fazer um traba-lho de combate violncia, que antigamente, em qualquer situ-ao que saamos do bairro, a coisa acabava mal. Hoje, eu j aviso, que se para sair e me in-comodar por causa de atitutes violentas, eu no saio de casa, enfatiza.

    Alm disso, diversas ati-

    Muita cultura no centro comunitrio do Belo Horizonte

    vidades da Unidade Bsica de Sade so realizadas no centro, como as reunies do grupo an-titabagismo, a ginstica laboral, o PIM, o grupo de hipertensos e diabticos.

    Ponto de CulturaOs moradores do Belo Ho-

    rizonte se organizaram atravs da Amob e conquistaram um ponto de cultura, que abrigado no centro comunitrio. O pon-to Msica para Todos, funcio-na no centro em uma sala pr-pria e foi conquistado h dois anos, conta Jairo. Segundo ele, ali se renem crianas, jovens e adultos do bairro, alm de artis-tas de toda a cidade.

    O ponto de cultura Msi-ca para Todos oferece aulas de violo, capoeira, cavaquinho, dana de salo e uma nova tur-ma com aulas de canto deve ini-ciar em breve. Todos os cursos tm trs turmas com dez alunos

    cada, com um pblico que va-ria entre os cinco e os sessenta anos. Estas atividades so to-das gratuitas e abertas apenas para os moradores do bairro.

    Alm disso, no ponto de cultura tambm disponibiliza um estdio de gravao que pode ser utilizado por todos os artistas de Caxias. A gra-vao dos CDs pode ser feita sem custo algum para o artista. Apenas necessrio entrar em contato com os responsveis pelo ponto ou com o presiden-te da Amob, pelo telefone (54)

    9126.8824, para agendar ho-rrios.

    TelecentroOutro recurso disponi-

    bilizado pela Amob o te-lecentro, com recursos do governo fe-deral. Hoje, a Amob conta com 11 com-putadores no-vos e uma es-tagiria, que

    d aulas de segunda a sexta-fei-ra. E recentemente, uma empre-sa de internet da cidade passou a fornecer internet de forma gra-tuita para o telecentro e para o centro comunitrio. uma for-ma da empresa fazer um traba-lho social, mas para ns foi fun-damental, porque nossa primei-ra turma de alunos, que tinham em torno de 50 anos de idade, j tinham computadores em casa, mas no sabiam acessar a internet. Vieram fazer o curso para aprender a usar internet e a gente no tinha como ofere-cer, relata.

    Biblioteca ComunitriaNo espao tambm exis-

    te uma biblioteca comunitria, que atende das 14 s 16 horas, nas quartas-feiras. Hoje, temos cerca de 500 livros para disponi-bilizar para a comunidade, que pode retirar os ttulos ou ler no espao do centro comunitrio, explica Jairo.

    Foto: Vitor Lemes

    Msica para Todos proporciona aulas de msica e dana no centro do Belo Horizonte

    Espao Comunitrio:Centro Comunitrio

    Belo Horizonte

    rea Construda: 200 m2

    Estrutura: Banheiros, churrasqueiras, cozinha e saloAluguel: de R$ 100 a R$ 200Endereo: Avenida dos Metalrgicos, 654, Belo Horizonte

    O Centro foi construdo h mais de vinte anos e h dois anos recebeu uma reforma que remodelou todo o espao. S no foram mudados as paredes e o piso, pois todo o resto rece-beu interveno, explica Jairo.

    O espao

    Ele relata que o telhado foi re-feito, as paredes que receberam novo reboco e pintura. Foi gas-to em torno de R$ 100.000,00, tudo atravs de verba do OC. Esse valor foi conquistado com duas reunies do OC. Chegou a

    faltar um pouco, mas a prefei-tura completou o valor, relata. A cozinha tambm foi modifi-cada, com novos instrumen-tos. Jairo explica que no havia gua, nem fiao eltrica. O centro estava completamente depredado, quando chovia, ti-nha mais gua dentro do centro do que fora, relata ele.

    O aluguel do salo co-brado apenas para festas e va-ria de R$ 200,00 a R$ 100,00, dependendo se a estrutura ser usada apenas tarde, ou contar com janta noite. O locador pega as chaves com o salo limpo e assim deve deve devolver. Segundo Jairo, o cen-tro emprestado apenas para moradores do bairro.Espao tambm abriga telecentro, com aulas em Linux

    Jornal dos Bairros14Julho 2013 Bairros

    So Victor discute defi nio para a escola infantil

    A nova diretoria da Amob So Victor j est trabalhando para resolver demandas antigas da comunidade. Um destes pro-blemas foi discutido no dia 13 de junho, em uma reunio entre diretores da Amob, moradores e representantes da secretaria municipal de Educao.

    Em 2009, a escola de edu-cao infantil Marquinhos teve seu prdio condenado pelo se-tor de engenharia da prefeitura e as crianas foram transferi-das para uma outra escola no Bela Vista. Esta escola atende 54 crianas de 1 a quatro anos, dos bairros So Vitor, Bela Vista e arredores.

    Mas as crianas menores de 1 ano e quatro meses no puderam ser atendidas no novo local, devido dificuldade de transporte. Os moradores dos bairros questionam o motivo da transferncia das crianas e falta de atendimento para os bebs, j que o prdio antigo, no So Victor, ficou desocupa-do e em p.

    Segundo a secretria mu-nicipal da Educao, Marla Ramos Alves, como o prdio foi condenado, ele no chegou a desabar, mas isto poderia ter acontecido. O prdio conti-nuou em p, mas vocs imagi-nam se ele chega a cair com as crianas dentro? A prefeitura no podia correr esse risco, afirma a secretaria.

    Segundo ela, o atual pr-dio da escolinha Marquinhos ser demolido e ser constru-do um novo prdio no espao onde houve a permisso de uso do Estado, que fica em frente escola So Vitor.

    A permisso de uso foi dada pelo Governo do Estado e agora vamos iniciar a licitao.

    A obra deve iniciar no segundo semestre e a previso de 180 a 240 dias, explica Marla. O mu-nicpio est prevendo construir uma creche e um ginsio este atravs da secretaria de Espor-te e Lazer.

    De acordo com Marla, o projeto da nova escola infantil j est pronto. Neste momento, o municpio realiza a avaliao tcnica e topogrfica do local. Aps, ser aberto o processo li-citatrio para, ento, dar incio obra. A nova escola ter sua ca-pacidade ampliada e atender 99 crianas, de zero a trs anos. O prdio antigo ser demolido e o terreno ser utilizado para a ampliao da Escola de Ensino Fundamental So Vitor.

    Secretria de Educao (ao centro, em p) annciou construo de nova escola infantil no bairro

    Foto: Karine Endres

    A nova Escola de Educa-o Infantil Marquinhos ser construda na Rua Giovani Menegotto, esquina com a rua Pompeu Pezzi, no bairro

    ConquistaSo Vitor Cohab. Os recursos para a obra so provenientes do prprio municpio. O custo estimado para a construo superior a R$ 830 mil.

    Foi oficializado no dia 12 de julho o convnio entre a prefeitura municipal e o poder judicirio do Estado para a ins-talao e o funcionamento do Ncleo de Prticas Restaurati-vas, junto Central de Conci-liao e Mediao da Comarca de Caxias. A Justia Restaurati-va um encontro de pessoas diretamente envolvidas em uma

    Caxias tem Ncleo de Prticas Restaurativassituao de violncia ou confli-to, valorizando a autonomia e o dilogo. Cria oportunidades para que as pessoas envolvidas e os interessados em questo possam conversar e identificar as necessidades no atendidas, a fim de restaurar a harmonia e o equilbrio.

    O Ncleo de Pacificao est sendo implantado grada-

    tivamente na cidade desde o incio do ano. composto pela Central Judicial de Prticas Res-taurativas, que funciona junto ao Frum; pela Central de Pr-ticas Restaurativas da Infncia e da Juventude, junto UCS; e pela Central de Prticas Restau-rativas Comunitria, que fun-cionar junto ao CRAS, na Zona Norte do Municpio.

  • Jornal dos Bairros15Julho 2013 Bairros

    C M

    Y K

    Rio Branco tambm tem academia da melhor idade

    Moradores contam com nova academia desde o incio do ano

    Liga de Bolo quer incentivar o esporte na cidade

    Foto: Karine EndresA populao da tercei-

    ra idade no bairro Rio Branco tem um bom motivo para sair de casa. A comunidade conta com uma academia da melhor idade (Amei) instalada desde fevereiro deste ano. Com um custo R$ 69 mil, a academia conta com dez equipamento de exerccios, bancos, cercamen-to, calada de piso ttil para deficientes visuais e rampa de acesso para portadores de di-ficuldade motora.

    Srgio Scola, presidente da Amob, relata que os moradores costumam usar o espao mais pela manh e ao final da tarde. Uma das grandes vitrias con-quistada junto com o equipa-mento, e tambm um dos mo-tivos que atrasou a obra, foi a manuteno das rvores do lo-cal. Segundo Srgio, o terreno no muito grande e a presen-a das rvores estava dificultan-do a instalao da academia.

    O presidente da Amob re-lata que o acesso ao espao fechado noite e aberto pela manh. Os vizinhos esto aju-dando a cuidar da praa e tam-bm a abrir e fechar o acesso. J

    aconteceu um in-cidente, quando jovens entraram na praa e tenta-ram depredar o equipamento. Os vizinhos ouviram o barulho e cha-maram a Briga-da, que espantou os guris, relata Scola.

    Srgio tam-bm afirma que agora, as pesso-as de mais ida-de do bairro tm um incentivo a mais para sair de suas casas e pra-ticar algum exer-ccio fsico. Al-guns moradores no saiam nem mais para cami-nhar. Temos mui-to idosos acima de 70 anos, in-clusive morado-res com mais de oitenta e noventa anos. Agora, eles saem de casa e usufruem do espao, relata.

    Outro motivo para co-memorao foi a instalao

    da lomba-fai-xa, em frente UBS Rio Bran-co. O pesso-al que trabalha na Unidade B-sica tinha que ajudar alguns moradores a atravessarem a avenida Rio Branco, porque uma regio de muito movi-mento, relata Scola. Segundo ele, agora j possvel ver os carros parando para a travessia de idosos.

    A Acade-mia fica na Joo Polla, esquina com a rua Ge-neral Mallet, tem 10 apare-lhos para gi-nstica. Uma instrutora da

    SMEL orientar a comunidade sobre a melhor forma de utilizao dos apare-

    lhos nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 16h s 18h.

    Srgio Scola afirma que trabalhando unidos, todos juntos pela mesma demanda, possvel melhorar a vida da populao. E vamos continuar lutando, afirma ele. Scola tam-bm ressalta o apoio da pre-feitura. No tem como negar que tivemos um grande apoio da prefeitura no ano passado e neste ano j comeou nesse ritmo tambm, diz.

    Existe uma viso de que o Rio Branco um bairro antigo e de que no h mais deman-das, mas no assim, argu-menta. Segundo ele, o bairro hoje j pode ser considerado central, e isso acarreta novas demandas. Alm da manuten-o, sempre temos que olhar para as novas coisas que sur-gem. Por exemplo, hoje, temos seis agncias bancrias aqui, e isso implica em segurana, diz. Scola ressalta ainda que a pr-xima demanda da comunidade ser por conquistar uma rea prpria para a UBS Rio Branco, que hoje alugada e o custo muito alto.

    Um fato que poucas pes-soas conhecem, sobretudo as mais jovens, que Caxias pos-sui uma Liga de Bolo, que tem por objetivo incentivar esta modalidade esportiva amado-ra e tambm organizar cam-peonatos.

    Fundada em 1968, a Liga de Bolo de Caxias com-

    posta por quatro associaes, e rene mulheres e homens na prtica deste esporte, que teve seu incio h mais de 3 mil anos.

    A Sociedade Recreativa Capuchinhos, Clube de Bo-lo So Pelegrino, Sociedade Unio Forquetense e o Grupo de Bolo So Francisco so

    as associaes que compem a Liga de Bolo de Caxias, e seus participantes se renem sema-nalmente para a prtica do bo-lo, e tambm para as compe-ties.

    Caxias se-dia duas com-pet ies por ano. Uma de-las organizada pela prefeitura municipal e ou-tra pela prpria

    Liga. Alm disso, os jogadores tambm disputam o campe-onato estadual e o nacional, que rene sobretudo os trs estados do sul do pas.

    No Brasil, sua prtica aca-bou sendo mais disseminada nas cidades com populaes formadas por descendentes de imigrantes europeus. um dos

    mais antigos tipos de jo-gos da his-tria da hu-manidade.

    O mais d i f u n d i d o boliche um tipo de variao do bolo. Em pe-rodos variados da histria, o bolo foi condenado, por ser con-siderado jogo de azar. At que nos Estados Unidos en-contraram uma forma de libe-rar o jogo oficialmente: os nor-te-americanos acrescentaram mais um pino, alteraram um pouco as regras, o desenho e formato das pistas, pinos e bo-las, e finalmente renomearam o bolo para bowling (boliche, em portugus).

    O presidente da Liga de Bolo de Caxias, Mrio Po-zzer, conta que embora o jogo seja antigo, em Caxias h cada vez menos praticantes. Mauro

    explica que o jogo mui-

    to parecido com o bo-liche, mas que exige uma certa d i spos i -o fsica,

    j que cada bola pode pe-

    sar at 11 qui-los. Mas tambm um

    esporte que no exige muita tcnica, alm disso, sempre h algum disposto a ensinar nas associaes, afirma.

    Segundo Mrio Pozzer, cada sociedade possui regu-lamento prprio e define seus critrios para a participao dos jogadores. Mas para co-nhecer o jogo, o acesso li-vre, e independente do bairro onde o jogador mora, explica. Cada associao composta por agremiaes, sendo algu-mas voltadas para homens e outras para mulheres.

    Premiao do campeonato de bolo realizado pela prefeitura em 2012

    Foto:Divullgao

    !O bolo composto de uma pista de ma-deira, bolas de arre-messo feitas de ma-

    deira ou resina, e nove pinos de plstico ou

    madeira.

    Jornal dos Bairros16Julho 2013 Integrao

    Festa junina rene comunidade no Colina do Sol

    Diretoria da Amob buscou ocupar praa da comunidade e integrar moradores

    Uma atividade realizada no Colina do Sol promoveu o lazer e a integrao da comunidade e, de quebra, deixou a diretoria da Amob com um grande sor-riso estampado no rosto. Foi maravilhosa, foi at melhor do que a gente esperava, fala Fer-nanda Goulart Pereira, ao co-mentar os resultados da festa junina realizada no bairro, no dia 15 de junho.

    Nem ns espervamos tanto calor humano quanto ti-vemos. A comunidade ajudou e participou e a diretoria da Amob est bem contente, re-lata. A festa foi organizada com os objetivos de integrar a comu-nidade e, alm disso, ocupar a praa do bairro, espao que foi amplamente reivindicado pela comunidade.

    Conquistamos a praa atravs o Oramento Comu-nitrio e importante ocupar-mos e mostrarmos que para as crianas, mas tambm para os adultos. um espao para a comunidade se conhecer e se encontrar, relata a presidente. Fenanda relata que no houve cobrana de ingresso na festa, apenas a venda de alimentos e passe para as brincadeiras.

    Tudo foi organizado com a ajuda da comunidade. Todos os alimentos vendidos foram fei-tos atravs de doao dos mo-radores. Por exemplo, os bolos foram feitos pelas mulheres da comunidade que j trouxeram cortados para a venda, conta.

    Na festa, foi vendido quen-to, pipoca, amendoim cara-melado, bolo, pastis fritos na

    hora, e refri-gerante para as crianas. Havia algu-mas brinca-deiras para os pequenos, como pesca-r ia , caval i -nhos e jogo de argolas. Os br indes tambm fo-ram doados pela comuni-dade. Dei-xamos bem claro, desde o incio, que e s t v a m o s arrecadando as does, mas que na hora os alimentos e os passes seriam vendidos e o dinheiro encami-

    nhado para a Amob, que estava com o caixa vazio, relata Fernanda.

    Segundo ela, a co-munidade achou vlida a ideia. Batemos de porta em porta, temos scios, mas no so todos que pagam. Como temos gas-tos, todos se prontifica-ram a ajudar, afirma. Se-gundo ela, a falta de um centro comunitrio difi-culta um pouco a integra-o da comunidade, mas a diretoria da Amob vai

    procurar realizar mais ativida-des na praa, proporcionando que os moradores se conhe-am. Nosso loteamento cres-ceu muito e hoje j contamos com mais de mil moradores, afirma Fernanda.

    Para a presidente, este tipo de evento uma oportunidade tambm para que as lideranas comunitrias sejam mais co-nhecidas, que as propostas da Amob sejam divulgadas e que a comunidade apresente as de-mandas que julga necessrias. Os preos variavam entre R$ 0,50 e R$ 2,00, o que ajudou a fortalecer o caixa da Amob. Ar-recadamos R$ 884,00 e preten-

    demos usar esse valor para os gastos da Amob, como as ins-cries para o futebol, a men-salidade com a UAB e gastos de divulgao da prpria Associa-o, explica Fernanda.

    Fotos: Cludio Teixeira

    Crianas participaram de concurso para escolher melhor fantasia

    Vitria comemora 15 da ocupaoO loteamento Vitria tem

    muitos motivos para comemo-rar. Iniciado h 15 anos, atra-vs de uma ocupao, hoje o loteamento j conta com di-versos servios pblicos, ruas caladas, linha de nibus e est prestes a concluir seu processo de regularizao.

    Para comemorar, a comu-nidade realizou uma janta com um baile e 14 meninas debuta-ram no evento, no dia 15 de ju-nho. Cerca de 400 pessoas par-ticiparam da festa no Recreio Imigrante, no bairro Cruzeiro, porque o Vitria ainda no tem centro comunitrio.

    As meninas Yasmin Miran-da Friedrich, Tais da Rocha Al-ves, Tain Guadagnini Portalu-pe, Stephanie Schneider Perei-ra, Patrcia Rech, Mnica Theis

    da Veiga, Katiele Las Knack, Karina de Lima Medino, Gra-ziele Sales Lucchese, Gabriele Almeida Machado, Dbora da Silva Cavalheiro, Daniella Leal da Silva, Caroline Rech Calde-ron e Bruna de Oliveira Gomes debutaram no evento.

    A festa foi organizada com grande esforo da comunida-de, que adquiriu ingressos para o jantar. O Vitria completou seu 15 aniversrio no dia 30 de maio.

    Na oportunidade ficou es-tabelecido com a Secretaria de Habitao do RS, a assinatura da transferncia de reas habi-tacionais do Estado para Caxias do Sul (antiga Cohab), mais es-pecificamente reas onde esto os loteamentos Vitria e Con-quista, que posteriormente so-

    frero regularizao fundiria.Ainda durante a festa, os

    moradores do bairro foram homenageados com diversas placas comemorativas. O vere-ador Edi Carlos entregou uma

    placa em nome da Cmara de Vereadores.

    A comunitarista Juara Quadros tambm entregou uma placa, representando a deputa-da estadual Marisa Formolo, em

    nome da Assembleia Legislati-va do RS.

    Alm disso, a Visate tam-bm esteve presente no en-contro e entregou outra placa comemorativa.

    Meninas que nasceram na poca da ocupao debutaram no aniversrio de 15 da comunidade

    Foto: Tas Batalha