Jornal dos Bairros | Dezembro 2013

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    28-Mar-2016

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Edio de dezembro de 2013 do veculo comunitrio, Jornal dos Bairros.

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  • Ano 17N 12

    Jornaldos

    BairrosDezembro 2013Publicao da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul - Filiada FRACAB e CONAM

    Caxias possui um dos dez melhores centros de ensino pblico do pas. Conhea mais sobre o IFRS, que proporciona ensino tcnico e superior gratuito

    Pg. 07

    Educao

    Melhores da Srie Prata e do Veteranos 2013 so premiados pela UAB

    Pg. 15

    Esporte

    Comunidade Negra celebra sua culturaFoto: caro de Campos

    Pgs. 08 e 09

    Edinia Santos de Castilhos a Mais Bela Negra de Caxias. Ela foi escolhida em um concurso no dia 22 de novembro, em meio s comemoraes do Dia da Conscincia Negra. A data busca dar visibilidade para a situao do negro na sociedade, jogando luz sobre a desigualdade racial. Novembro o ms de refletir, mas tambm de celebrar com alegria todas as contribuies do povo afrodescendente

    Confira as dicas apresentadas na Oficina Bsica de Comunicao Comunitria. Saiba como divulgar seu evento para imprensa e como criar uma notcia Pgs. 04 e 05

    Comunicao

    ltimo Cmara Vai aos Bairros de 2013 concentra reclamaes sobre a situao da BR 116

    Pg. 10

    BR 116

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013Opinio 02

    Editorial

    Preocupao com a Festa da Uva

    Jornal dos BairrosExpediente: Veculo da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo Cep: 95080-000 - Caxias do SulFiliada Federao Riograndense de Associaes Comunitrias e de Moradores de Bairros (FRA-CAB) e a Confederao Nacional de Associaes de Moradores (CONAM)

    Presidente: Valdir WalterDiretor de Imprensa e Comunicao: Cludio Teixeira - claudiosteixeira@gmail.comEditora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.comEditorao e Design Grfico: Karine EndresReportagem: Karine EndresE-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348Tiragem: 10.000 exemplares

    Conselho Editorial:Antonio Pacheco de Oliveira, Cludio Teixeira, Flvio Fernandes, Karine Endres, Paulo Saussen e Valdir WalterEmail: uabcaxias@gmail.comComercial: 3219.4281Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Mande seu recadoEscreva para o Jornal dos Bairros. Mande sua sugesto, reclamao ou comentrio.

    Entregue na sede da UAB at a ltima semana de cada ms ou pelo e-mail jornaldosbairroscx@gmail.com

    UAB homenageada pela Comenda 100 anos de Amizade do Pompia

    18 /12 - 18h30min Manifestao contra alagamentos na Regio Norte. Concentrao na Av. Dr. Mrio Lopes, em frente a SER Criana Feliz

    18/12 19h30min Reunio do Policiamento Comunitrio Amob Sagrada Famlia II - Salo da Igreja Catlica - na Rua Conselheiro Dantas

    20/12 9h Ato de entrega dos novos ncleos de policiamento comunitrio - Lagoa do Rizzo - Desvio Rizzo

    21/12 14h Festa de Natal da Amob Parque dos Pinhais

    21/12 14h Festa de Natal da Amob So Luiz

    11/01 14h Assembleia Geral - Sede da UAB

    Agenda Comunitria

    Foto: Felipe PavanO Hospital Pompia pres-

    tou uma homenagem s institui-es que colaboraram para que ele alcanasse a marca de um sculo de histria. A UAB esteve entre as 100 entidades escolhi-das e, no dia 29 de novembro, foi agraciada com a Comenda 100 anos de Amizade do Hos-pital Pompia.

    Entre os demais homena-geados estavam entidades de classe, poderes executivos, le-gislativos e judicirios, alm de rgos de imprensa, entidades esportivas, educacionais e de sade, entre outras. Os homenageados receberam trofus e diplomas.

    Certamente, teramos muitas ou-tras instituies e pessoas para agra-ciar, mas essa Comenda dos 100 anos a forma que o Hospital Pompia encon-trou para dizer um muito obrigado para toda a comunidade pelo apoio que ela sempre lhe dedicou, disse o superin-tendente-geral do HP, Francisco Ferrer.

    Para Maria Bonilla, que recebeu a comenda em nome da UAB, comemorar

    os 100 anos do HP mais que festejar, abraar uma longa histria de servi-os prestados comunidade caxiense e, de modo mais especial, classe mais necessitada. Quando no h vagas em outros pontos de atedimento, o Hospi-tal Pompia abre suas portas e abraa a quem chegar, disse.

    Sempre fomos parceiros do hospi-tal, mantendo boas relaes com a Dire-o e administrao desse monumento intitulado Hospital Pompia, completa a diretora de Patrimnio da Unio.

    Maria Bonilla (1 esq.) representou UAB

    A Festa Nacional da Uva tida como a maior festa comunitria do Brasil. Construda por muitas mos, realizada h mais de 70 anos e agora chega a sua 30 edio. Como uma festa feita h muito tempo, ela j tem uma receita mais ou menos a ser seguida. Nesta receita, entram os shows como um dos compo-nentes para a alegria da festa e so res-ponsveis por levar uma boa parte do pblico aos Pavilhes. Tradicionalmen-te a Festuva traz shows nacionais e es-taduais de gosto bem popular. Este ano durante a escolha da corte da festa foi anunciado com pompa e circunstncia que a Festa teria na sua abertura o show internacional da banda mexicana Man.

    Essa notcia causou alvoroo no es-tado inteiro, pois essa banda tem muitos sucessos em novelas e seria uma opor-tunidade nica assistir a um show como esse com as facilidades que uma grande festa como a Festa da Uva proporciona, vide preo popular e espao. Surpreen-dentemente, passados quase 3 meses aps o anncio pela alta cpula da Fes-tuva juntamente com a escolha da cor-te do evento, a banda Man publica em suas redes sociais uma nota desmentin-do qualquer agendamento de show para a Festuva. Explicaes no faltam para tamanha falta de zelo com o nome de um dos maiores patrimnios de Caxias do Sul, que a nossa Festuva. A culpa recaiu sobre a produtora contratada pela direo da Festa para intermediar o show. Dizem at que a produtora vai pagar R$ 50 mil de multa.

    O fato que foi feito um enorme es-trago na imagem da Festa Nacional da Uva e tambm no nome da cidade. Basta lembrarmos que nossa vizinha Flores da Cunha conhecida como a terra do galo, por causa de uma lambana feita por um

    mgico que cobrou por uma apresenta-o em que mataria e ressuscitaria uma galo, enquanto o povo esperava o galo voltar a vida, o mgico fugiu com todo o dinheiro da apresentao. Os vizinhos florenses levam em auto estilo a gozao e cunharam terra do galo na cidade. J pensaram se Caxias comear a ser lem-brada como terra do Man?

    Ainda se esse fato fosse isolado, mas outros acontecimentos recentes na histria da Festa da Uva esto gerando uma carga negativa que pode compro-meter este que o nosso maior evento. No necessariamente por erros na con-duo da festa como este do Man, mas no entorno da festa tem se notado uma apropriao pessoal buscando um retor-no poltico, haja visto no comeo do ano e tambm comeo do mandato da nova direo da festa a vontade de projetar a sucesso da Prefeitura em 2020 a partir do sucesso do evento. Ou ainda mesmo embaixatrizes que aproveitam o espao da festa para catapultar suas carreiras polticas e j se anunciam candidatas a deputao em 2014. Esses fatos por si s no so de alada da Festa da Uva, mas com certeza contribuem para criar uma aura negativa sobre a Festa.

    A UAB parceira da Festa da Uva desde sempre. Somos companheiros da construo desta Festa, que como dito no incio deste texto, construda com vrias mos.

    Recentemente estivemos em So Gabriel para a escola da Mais Bela Esta-dual e fomos os ganhadores de melhor torcida. Torcida que com orgulho levou o nome da Festa da Uva 2014. Nossa pre-ocupao com a Festa e com tudo que ela representa para o nosso povo. Deus queira que tenhamos uma boa festa, a maior festa que j tivemos.

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013Movimento 03

    Sade pauta da ltima Assembleia do anoFoto: Karine Endres

    Secretria Dilma Tessari apresenta dados sobre a sade em Caxias

    Comunitaristas questionam

    Cooperativa Habitacional apresentada

    Tambm durante a AG foi apresentada a Coohabras Co-operativa Habitacional Central do Brasil, que pretende ser uma ferramenta para a construo de moradias dignas e acessveis.

    A Coohabras atua em todo o Brasil, formando cooperati-vas autogestionrias que tm como objetivo a construo coletiva das moradias. Segun-do o Coordenador Pedaggi-co para a Regio Sul da Cooha-bras, Tadeu Peixoto, desta for-ma se pode construir moradias dignas, maiores daquelas que esto sendo ofertadas para as famlias de baixa renda e ainda mais baratas.

    Em alguns lugares, j es-

    O dia 7 de dezembro foi o momento dos comunitaristas participarem da ltima Assem-bleia Geral da UAB em 2013. E um dos temas que mais afeta as comunidades, a sade pblica, foi o tema do encontro, com a presena da titular da pasta, Dil-ma Tessari.

    A secretria municipal da Sade aproveitou a oportuni-dade para trazer mais informa-es sobre o Sistema nico de Sade (SUS), seu financiamento e dados sobre a sade pblica em Caxias. Ela apresentou um relatrio do trabalho realizado pela pasta, com um diagnsti-co da sade pblica, as dificul-dades e as formas de venc-las.

    A secretria explicou como esto estruturadas as redes de ateno sade. Dilma relatou que um dos objetivos a frente da secretaria melhorar a re-solutividade da ateno prim-ria. Para isso, pretende incenti-var atividades preventivas, au-mentar as equipes e as prprias UBSs, proporcionar mais capa-citaes aos funcionrios, pro-mover a descentralizao dos medicamentos e de exames. Alm disso, Dilma falou que as UBSs Desvio Rizzo, Diamantino e Mariani tero novas equipes de Estratgia Sade da Famlia.

    Dilma Tessari tambm fa-lou sobre as novas unidades em construo, como a UPA da Zona Norte, a UBS Campos da Serra e a UBS Diamantino, e sobre a reforma e ampliao da UBS Planalto Rio Branco. Em nmeros, ela citou que so atendidas mais de 4,2 mil pes-soas diariamente nas UBSs e 1,1 mil no Pronto Atendimento 24 Horas.

    FinanciamentoConforme a Emenda Cons-

    titucional 29, o SUS deve ser financiado pelos trs entes fe-derativos, sendo que o muni-cpio deve contribuir com, no mnimo, 15% da sua receita, o Estado com 12% e a Unio com outros 10% da arrecadao prpria. Mas isto nem sempre acontece afirma Dilma. O Go-verno do Estado colocava cerca de 6%. Recentemente ampliou este percentual e est prximo aos 12%, afirma ela ainda.

    Alm disso, a rede de sa-

    de em Caxias tambm utili-zada pelos municpios da re-gio, que no fazem o repasse correspondente ao nmero de leitos utilizados. Isto impacta na saturao do servio, com muitas pessoas que no so de Caxias utilizando os hospitais, e em mais custos para o muni-cpio, que precisa arcar com as despesas.

    Para resolver este proble-ma, est sendo construdo um dilogo com os municpios que utilizam os servios de sade em Caxias, para que faam os repasses corretos e tambm para que busquem atender os servios de mdia complexida-de nas suas cidades, desafogan-do os hospitais caxienses.

    Atendimento domiciliarOutra estratgia apontada

    pela secretria para liberar mais leitos hospitalares o atendi-mento domiciliar. Nesta for-ma de servio, o paciente que est com uma condio est-vel de sade, mas que precisa de acompanhamento mdico, poder ser atendido em casa.

    O mdico e a equipe vi-sitaro o paciente em sua pr-pria casa, adotando todos os procedimentos necessrios. Ele ter o mesmo tratamento que teria no hospital, mas es-tar em casa, liberando o lei-to hospitalar para um paciente com uma condio mais grave, afirma Dilma.

    M a s a s e c r e t a r i a ressalta que este proce-dimento no pode ser ado-tado em qual-quer caso. preciso que e le atenda uma srie de requisitos em relao gra-vidade da do-ena. cla-ro que um paciente em condio gra-ve no pode-r ser atendi-do em casa, afirma.

    Ela citou como exemplo um idoso, que precise ser me-

    dicado dez dias com um antibi-tico. Ele poder ser medicado em casa, recebendo a visita da

    equipe mdica, pois no preci-sa ficar em um hospital para re-ceber antibiticos, esclarece.

    to sendo oferecidos kitnets com 19m2, e esto sendo acei-tos financiamentos pelo Minha Casa Minha Vida para estes im-veis. Como uma famlia vai mo-rar com dignidade neste espa-o?, ele questiona.

    Segundo o coordenador, as residncias construdas atravs do cooperativismo tambm po-dem ser financiadas pela Minha Casa Minha Vida, e, por no se-rem intermediadas por constru-toras que tem como objetivo o lucro, acabam tendo mais qua-lidade e preo mais acessvel.

    A Coohabras uma coo-perativa autogestionria regida pela Lei do Cooperativismo (Lei 5.764/71) e pelo Novo Cdigo

    Civil (Lei 10.406/02). Ela tem as famlias com renda de at 3 sa-lrios mnimos como seu foco e atua com mtodo de organiza-o social, educao popular e poupana coletiva, capaz de proporcionar a construo de imveis a preo de custo.

    Ela forma grupos de fam-lias que desejem adquirir a casa prpria. Esse grupo forma um crculo de cooperao, ligado Coohabras, que define quan-to pode ser pago mensalmente para formar a poupana coleti-va. Quando houver recursos su-ficientes, o grupo, com auxlio de assessores e educadores po-pulares, define a rea que ser comprada e o tipo de residncia

    que ser construda. Os coope-rados tanto podem construir so-brados, casa ou apartamentos.

    Todas as decises referen-tes ao projeto de determinado crculo so tomadas pelos prprios integrantes, atravs de assembleia. A Coohabras pro-porciona assistncia e apoio tcnico para todas as fases, mas os cooperativados precisam colaborar com horas de servi-o, exercendo algumas funes para o desenvolvimento do pro-jeto, que precisa ser coletivo.

    A cooperativa iniciou com uma experincia em Bento Gon-alves, h quase vinte anos, e foi inspirada pelas cooperativas ha-bitacionais do Uruguai.

    Natal da Fonseca, pre-sidente do So Victor Co-hab, questionou a falta de mdicos nas UBSs. Esta-mos acabando mais um ano e continuamos com o mesmo problema: a falta de mdicos. Estamos sem pe-diatra e sem clnico geral no nossa UBSs e isso me dei-xa muito preocupado, fala Natal, que tambm integra o Conselho Local de Sade.

    Temos que lutar pelo SUS pleno, reivindicou o presidente de honra da

    UAB, Luiz Pizetti. Segundo ele, o SUS ainda um dos melhores sistema de sade do mundo se fosse aplicado na sua integra-lidade, mas como os governos federal e estadual no cumprem sua responsabilidade em enviar os recursos estipulados por lei, as associaes de moradores precisam se mobilizar e lutar pelo SUS pleno.

    Mas o problema no apenas isso. Tambm precisa-mos de uma sade preventiva e para isso necessrio que haja o mdico da famlia. Temos que

    lutar para que isso acontea, acredita Pizetti.

    O presidente da AG, Paulo Saussen, fez sua fala questionando a efetividade do Conselho Municipal de Sade. Sabemos que o SUS possui um dos melhores mo-delos pois efetiva o controle social. Mas por isso mesmo temos que nos preocupar com a eleio do Conselho Municipal de Sade, que j deveria ter acontecido e est sendo empurrada de uma for-ma complicada, afirma.

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013Movimento 04

    Foto: Karine Endres

    Diversos tpicos foram abordados buscando auxiliar a comunicao das Amobs

    Oficina aborda comunicao comunitriaOs principais temas ligados

    comunicao comunitria fo-ram discutidos em uma oficina, elaborada e apresentada pelo departamento de Comunicao e Imprensa da UAB. O encontro Oficina de Comunicao Co-munitria Mdulo Bsico foi realizado no dia 30 de novem-bro e procurou sanar as dvidas dos presidentes e secretrios de comunicao das Amobs quan-to ao tema.

    Tpicos como a cobertura do Jornal de Bairros de eventos realizados pelas Associaes, divulgao de informaes pela imprensa e pelos veculos co-munitrios, incluso de eventos na agenda comunitria, criao de perfis e pginas no Facebook e publicao de fotos foram al-guns dos assuntos discutidos na oficina pelo diretor do departa-mento, Cludio Teixeira, e pela editora do Jornal dos Bairros, Karine Endres.

    Fato JornalsticoA editora do Jornal dos

    Bairros introduziu os participan-tes nos principais conceitos de comunicao. Para se discutir comunicao, seja comunitria ou no, preciso compreender

    alguns conceitos. Entre os prin-cipais, esto o de fato jornalsti-co e notcia. Afinal, no qual-quer fato que acontece que de

    interesse da sociedade como um todo. Quanto mais pessoas so atingidas pelo acontecido, maior a chance disto ser um

    fato jornalstico e vi-rar uma notcia, afir-ma Karine.

    Por exemplo, se o reboco da casa de um morador cai, este no um fato jorna-lstico, pois interes-sa praticamente ape-nas aos moradores daquela casa. Mas se uma casa desmorona devido chuva, este fato de interesse de toda a comunidade, pois pode indicar a necessidade da imple-mentao de polticas pblicas ou a existn-cia de uma rea de ris-co. Ento, este um fato jornalstico que quando for publicado por um veculo de co-municao, se trans-forma em uma notcia. Resumidamente, uma notcia a publicao de um fato jornalsti-co por um veculo de comunicao, diz a

    editora.Para ela, importante com-

    preender que quanto mais pes-soas forem atingidas pelo fato,

    mais interesse os veculos de comunicao iro ter em co-brir e divulgar o assunto. Ento, quando houver o interesse que a imprensa, seja comunitria ou empresarial, cubra um determi-nado assunto, importante dei-xar claro que o fato impacta na vida de inmeras pessoas.

    Um exemplo disso um protesto contra um buraco em uma rua. Se quando formos cha-mar a impressa para cobrir o protesto e dissermos que o bu-raco incomoda a dona Maria, pouco provvel que os veculos tenham interesse. Agora, se di-zermos que incomoda vinte fa-mlias, prejudicando o acesso via, que inclusive caminho para uma escola, o interesse pode aumentar, explica o di-retor Cludio Teixeira.

    Eles pedem ateno para o fato de que isso no significa que melhor inventar informa-o ou deturpar para chamar mais ateno. At porque essa atitude facilmente descoberta por um bom profissional. O que temos que ter ateno na hora de divulgar um fato, mostrando que ele impacta na vida de v-rias pessoas e no apenas de um pequeno grupo, diz o diretor.

    Confira alguns dos temas abordados na oficina

    Agenda Comunitria

    a agenda com os eventos organizados pelas lideranas comunitrias ou de interesse do movimento.

    atravs desta agenda que os diretores da UAB se organi-zam para participar de um even-to promovido por uma Associa-o. Ela fica sob a responsabi-lidade da secretria da Unio.

    Para incluir um evento na Agenda Comunitria da UAB, entre em contato com a secre-tria (recepo) da UAB, atravs do nmero 3219.1281, infor-mando a data, horrio e local da atividade.

    Quanto antes a comunida-de avisar sobre o evento, mais fcil para a diretoria da UAB definir um representante para a atividade. A incluso na agenda no tem custo.

    Agenda Comunitria

    do JBOs principais eventos da

    Agenda Comunitria da UAB so divulgados na Agenda Comuni-tria do Jornal dos Bairros. Em geral, a divulgao na agenda do JB tambm garante a cobertura do evento e sua posterior divul-gao (na edio seguinte a sua realizao).

    Para que seja includo no Jornal dos Bairros, este evento precisa ser informado com cer-ca de 30 dias de antecedncia.

    Porqu? Como o Jornal dos Bairros mensal, as reunies acontecem logo aps o fecha-mento da edio do ms. En-to, as matrias que da edio de dezembro, por exemplo, j foram definidas ainda nos pri-meiros 10 dias de novembro.

    Nenhuma equipe de reda-o consegue cobrir todos os eventos da sua comunidade. Isso tambm acontece com o JB. Ento, mesmo que nenhum reprter do JB v ao seu evento, isso no impede de darmos uma nota sobre o assunto.

    Divulgando seu evento no JBPara isso, envie uma pe-

    quena matria para a equipe do JB, com o lead (veja sobre lead na pgina ao lado) e uma de-clarao do presidente ou res-ponsvel pelo evento. impor-tante tambm enviar algumas imagens para ilustrar a matria.

    PrazoPara um evento ser divul-

    gado pelo JB na sua agenda co-munitria ou ento, contar com a cobertura da equipe, ele pre-cisa ser informado ao conselho editorial com no mnimo 30 dias de antecedncia.

    Ateno com as fotos!Para uma foto ser publi-

    cada em um jornal, ela preci-sa ter resoluo. Resoluo a quantidade de pontos da imagem e que faz com que ela seja ntida ou no no jornal impresso.

    Isto est re laciona-do com o tamanho da foto. Quanto maior a foto, maior a resoluo. Em geral, uma foto pequena tem no mnimo cer-ca de 500K.

    Para saber o tamanho de uma imagem no seu PC, clique sobre ela com o boto direito do mouse. Aparecer uma cai-xa de dilogos.

    Ao fim da caixa, consta o item propriedades. Clique em propriedades e aparecer o ta-manho da imagem em k.

    Fotos com menos de 300k dificilmente tm condies de serem publicadas. Busque sem-pre enviar as imagens mais cla-

    ras, que so melhor impres-sas no papel jornal.

    por isso que fotos do Facebook, na grande maio-ria das vezes, no podem ser usadas para impresso de jor-nal. Na internet as fotos cos-tumam estar postadas com um tamanho pequenno (at 500K), para permitir a rpida visualizao. Nas telas, voc v a imagem bonita, mas no papel, no vai ficar bom.

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013Movimento 05

    Participantes participaram da criao de uma pgina e tiraram dvidas

    Com o advento da internet, cada vez mais as pessoas se co-municam atravs deste meio, sejam por e-mail, mensagens instantneas ou redes sociais. As redes sociais so uma gran-

    Como divulgar seu evento para a imprensa utilizando o releaseNa comunicao, o relea-

    se o material enviado para os veculos de comunicao, divul-gando um determinado assun-to. Em geral, ele enviado bem antes para dar tempo do veculo agendar a cobertura do assun-to. Por exemplo, se houver uma festa na sua comunidade, inte-ressante divulgar 15 dias antes, 1 semana antes, 3 dias e 1 dias antes da sua realizao. A repe-tio da informao aumenta as chances do veculo cobrir o as-sunto, mas importante tam-bm ter o cuidado para no ser irritante.

    A notcia, na era industrial de produo da informao, tambm conta com uma fr-mula para ser produzida. Esta frmula se chama pirmide in-vertida. A pirmide invertida

    construda com o lead em pri-meiro lugar e a documentao em segundo.

    O lead o nome dado para seis perguntas que sempre devem estar respondidas em uma notcia: o qu, quem, onde, quando, como e porque. No h uma ordem fixa para estas respostas, mas bom que elas estejam no primeiro e segundo pargrafos do texto. Ao respon-d-las de forma coordenada, j estar feita a introduo da no-tcia ou do release.

    Nos demais pargrafos pode constar a chamada do-cumentao da notcia. Isto , aquelas informaes que provam o que est sendo afir-mado, seja uma declarao do presidente da Associao, de um morador, um histrico do

    problema, ou dados estatsti-cos retirados de algum estudo.

    Quando voc quiser infor-mar um fato para a imprensa, seja objetivo. No enrole. Tex-tos muito compridos ou cheios de firulas, ou que iniciam de forma pouco objetiva, geral-mente so descartados no cor-re-corre das redaes. V direto ao ponto. E explique a impor-tncia, histrico da questo ou d a fala do presidente aps dar as informaes principais (que o lead).

    No se esquea de tambm incluir uma fonte, ou seja, um responsvel pelo assunto na co-munidade, que poder ser con-tato pelos jornalistas para dar mais informaes ou uma de-clarao. Inclua o nome dessa pessoa, e-mail e seus telefones.

    Mais informaes:Joo da Silva, presidente da AmobTelefones: 9126.7814 / 3014.7896 E-mail: joaodasilva@hotmail.com

    Confira um exemplo de release

    Almoo na Comunidade Kayser arrecada brinquedos para o Natal

    A Associao de Moradores do Bairro Kayser est orga-nizando um almoo, no dia 12 de dezembro, com o objetivo de arrecadar brinquedos para a festa de Natal. Os ingressos esto sendo vendidos pelo preo de R$ 20,00 e podem ser adquiridos at o dia 10 de dezembro, com o presidente da Amob, Joo da Silva. O almoo, com risoto, po, salada e vi-nho no cardpio, ser servido s 12h30min no salo da Igreja Santssima Trindade.

    Os veculos comunitrios so aqueles voltados exclusi-vamente para a sua comunida-de e que possuem no conse-lho gestor diversas entidades representativas da sociedade. Ou ainda, como no caso do JB, mantido por uma organizao comunitria.

    Atualmente, existem trs veculos comunitrios oficiais

    Ao enviar o release, sempre indique um nome para ser o contato com a imprensa, com telefone e e-mail.

    Redes Sociaisde estrutura virtual, ou seja, s existe na internet, conectando pessoas, grupos, empresas, as-sociaes ou entidades.

    Atualmente, as principais redes so o Facebook e o Twit-

    Veculos Comunitriosem Caxias do Sul. A rdio UAB FM 87,5, a TV Caxias e o JB.

    Cada tipo de veculo exige uma dinmica prpria e nem todos so mantidos exclusiva-mente pela UAB. A TV Caxias, por exemplo, conta com um grande nmero de instituies mantenedoras, como sindica-tos e at associaes de classe patronais, como a CDL.

    tter. Este ltimo diferenciado por permitir mensagens de at 140 caracteres, ou seja, men-sagens muito curtas com o ob-jetivo de informar rapidamente o que se est fazendo ou como se est sentindo, ou ainda, di-vulgar uma informao urgente de interesse pblico.

    Em geral, o Facebook mais utilizado por associaes e empresas buscando fidelizar um determinado pblico.

    No Facebook, h a possi-bilidade de montar lbuns de fotos, que podem ser compar-tilhadas, alm de se conectar com as pessoas ou grupos de interesse.

    Para entidades jurdicas, como Amobs, aconselhavel fa-zer uma pgina que as pessoas podero curtir e no adicionar como amigas.

    Fotos na InternetAo contrrio do que

    acontece para se imprimir uma foto, que em geral, quan-to mais pesada melhor, na in-ternet as melhores fotos so as menores.

    E justamente por esse motivo que muito difcil usar no jornal uma foto diretamen-te do Facebook, e se precisa

    da original, mais pesada.Para a internet, as fotos

    podem ser feitas do celular, tablet e postadas na Inter-net. Assim os integrantes das Amobs ou os moradores podem ilustrar os problemas vivenciados, no precisando do intermdio de um profis-sional da comunicao.

    Foto: Karine Endres

  • Jornal dos Bairros6Dezembro 2013 Movimento 06

    Nova direo da Fracab toma posseFoto: Serginho Neglia

    Valdir (quarto da esq/dir) e Cleuza (de azul) representam caxienses na Fracab

    A direo eleita para a Fe-derao Riograndense das As-sociaes Comunitrias de Moradores de Bairros do Rio Grande do Sul (Fracab) j tomou posse. O ato aconteceu no dia 29 de novembro, em Porto Ale-gre, levando oficialmente An-tnio Carlos Damasceno Lima presidncia da entidade e Valdir Fernandes Walter vice-presidncia.

    A nova diretoria assume a entidade aps 13 anos sem o processo democrtico direto para escolha dos dirigentes. O pleito foi realizado em 9 de no-vembro e contou com a parti-cipao de mais de 300 Amobs e Unies de Bairros. Antnio e Valdir estavam inscritos na Cha-pa 1 Recuperao da Fracab, que obteve a vitria com mais de 93% dos votos. Eles devem permanecer frente da entida-de para o mandato de 2013 a 2017. Alm de Valdir, presidente da UAB, a secretria geral da en-tidade, Cleuza Moraes, tambm

    est na federao como secre-tria geral.

    Valdir Walter afirma que aceitou participar da nova ges-to da Fracab justamente por saber que ela est passando por dificuldades. Entendemos que a Fracab extremamente importante para o movimento comunitrio e para o RS, por ser uma entidade que j liderou muitas lutas, como as por mora-dias melhores e mais acessveis. Queremos retomar a capacida-de de luta e organizao dessa entidade, afirma. Segundo ele, grandes lideranas esto fren-te da nova diretoria, com grande conhecimento do movimento comunitrio.

    J Antnio Damasceno, presidente eleito, ressalta a conquista democratica que as eleies representaram. A elei-o significa muito para o mo-vimento, h 13 anos no havia uma eleio direta para a Fede-rao. Conseguimos avanar com uma grande mobilizao

    das Unies. Foram mais de 300 asso-ciaes e unies que participaram desse momento e compro-va que as comuni-dades queriam par-ticipar do processo eleitoral, afirma An-tnio.

    Segundo ele, um dos principais objetivos da dire-toria empossada efetivar os progra-mas que haviam sido anunciados duran-te a campanha elei-toral. Em primeiro lugar est retomar os projetos habitacio-nais que so ligados ao Gover-no Federal. Afinal, ns enquanto federao de moradores temos um tratamento diferenciado e com certeza vamos usar isso para que as comunidades te-nham acesso moradia, pro-mete.

    Outro objetivo, segundo

    ele, reativar o departamento Jurdico da Fracab, que estava desativado. Por muitos anos a Fracab, atravs do seu depar-tamento, prestou assessoria e atuou em defesa dos muturios do sistema nacional de habita-o, buscando tabelas de rea-juste mais condizentes com a realidade financeira dos traba-lhadores, relata.

    Antnio diz que se inspira

    na UAB como modelo de gesto comunitria e fica feliz em poder contar com Valdir Walter como seu vice. Queremos dar um agradecimento especial para o presidente da UAB, Valdir Walter, que est frente de uma entida-de comunitria que modelo na gesto administrativa. Agrade-cemos por ter Valdir como vice-presidente, completa o presi-dente da Fracab.

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013 07Educao

    IFRS o quarto melhor centro de ensino do pas

    Bairro Ftima abriga novas estruturas de um dos melhores centros de ensino do pas

    O Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecno-logia do Rio Grande do Sul (IFRS), Cmpus Caxias do Sul, tem muitos motivos para co-memorar.

    Alm das principais es-truturas do cmpus no bairro Ftima estarem finalizadas, do sucesso do vestibular realiza-do no incio de dezembro, o Instituto ainda foi classificado como um dos dez melhores de todo o Brasil.

    No caso, a classificao envolve todos os campus da instituio no RS, que possui sede em Bento Gonalves e tambm est presente em Far-roupilha, Porto Alegre, Canoas, Erechim, Feliz, Ibirub, Osrio, Rio Grande e Serto.

    Entre mais de 15 mil cen-

    tros de ensino superior do Bra-sil, o IFRS ficou colocado como o quarto melhor.

    Esta estatstica no envol-ve as universidades, que diver-gem dos centros por oferece-rem uma grande quantidade de cursos.

    Estar entre os 10 melho-res centros de ensino superior do Brasil com apenas 5 anos de existncia uma estatstica fantstica para qualquer insti-tuio de ensino, mais ainda para uma pblica, afirma Ta-tiana Weber, diretora-geral do IFRS Cmpus Caxias.

    motivo de muito orgu-lho e um incentivo para todos que fazem parte do propsito de promover a educao pro-fissional e tecnolgica de ex-celncia e impulsionar o de-

    senvolvimento sustentvel das regies, afirma ainda a diretora.

    O concei-to preliminar de curso (CPC) ava-lia o rendimento dos estudantes, a infraestrutura da instituio, a organizao didtico-peda-ggica e o cor-po docente.

    O clculo do ndice geral de cursos ava-liados da ins-tituio (IGC) inclui a mdia ponderada dos CPCs e os conceitos da Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal

    de Nvel Superior (Capes), res-ponsvel por avaliar os pro-

    Estrutura principal est prontaAs principais estruturas do

    cmpus Caxias do IFRS j esto prontas para receber os alunos, em 17 de fevereiro. Uma srie de aes esto sendo organiza-das pela instituio, procuran-do inserir a comunidade neste processo.

    O projeto Faa Parte Des-sa Histria tem o propsito de envolver todas as pessoas que esto vivenciando a construo da primeira fase do cmpus e se mobilizaram para que o projeto fosse viabilizado.

    O projeto iniciou no dia 30 de novembro com o plantio de 400 mudas na nova sede e con-tou com a presena da comuni-dade, reitora Cludia Schiedeck

    Soares de Souza, do ministro do Desenvolvimento Agrrio, Pepe Vargas, e de diversas lideranas. Ainda esto previstas outras iniciativas, como pesquisa de opinio, caixa de sugestes e criao da cpsula do tempo.

    As novas estruturas do Ins-tituto em Caxias ficam na rua Avelino Antnio de Souza, n 1730, no bairro Ftima.

    Atualmente, o Instituto Fe-deral de Caxias funciona em um prdio alugado no bairro Flo-resta. A sede prpria est sen-do construda no bairro Ftima desde 2009. Problemas com a construtora Costa Azul, que no est mais com a obra, atra-saram a entrega dos prdios. Os

    blocos A4, D e F, esto prontos para que o ano letivo de 2014 possa iniciar na sede prpria. No final de novembro foi publi-cado o edital para a construo do bloco A3.

    Foto: Karine Endres

    gramas de ps-graduao das instituies.

    Novos alunos em 2014 IFRS realizou seu primei-

    ro vestibular unificado entre os diversos campus, com um total de 9.379 inscritos concorrendo a 2.166 vagas em cursos supe-riores e tcnicos de nvel mdio.

    Via Exame Nacional do En-sino Mdio (Enem), so mais 1.444 inscritos, que concorrem a 463 vagas em cursos tcnicos subsequentes ao Ensino Mdio.

    O IFRS oferece 2.020 va-gas em cursos tcnicos de nvel mdio e 1.219 vagas em cursos superiores, todos gratuitos, dis-tribudas em 12 cmpus no Rio Grande do Sul.

    Das vagas para os cursos

    subsequentes, 50% tero in-gresso mediante as notas no Enem e das vagas para os supe-riores, 50% sero com ingresso via Sistema de Seleo Unifica-da (Sisu), cujas inscries ainda no foram realizadas.

    A divulgao do resulta-do do processo seletivo, da 1 chamada e de orientaes para a matrcula ocorreu no dia 10 de dezembro para os cursos tcnicos, e acontece no dia 19 de dezembro para os cursos su-periores.

    Todas as informaes po-dem ser acompanhadas pelo site www.ifrs.edu.br.

    Saiba Mais: www.ifrs.edu.br

    Instituio pblica com apenas cinco anos superou outros 15 mil centros de educao em todo o Brasil, oferecendo ensino gratuito e de qualidade tambm em Caxias

    Foto: Catia Sandri

    Pepe Vargas planta no IFRS

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013Igualdade

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    365 dias para a Conscincia Negra e a igualdade racialAinda falta muito para se

    conquistar a to falada igualda-de racial. Buscando a visibilida-de da condio atual do negro na sociedade que se celebra no dia 21 de novembro o Dia da Conscincia Negra. Este um dia celebrado oficialmen-te, atravs de feriado, em mais de mil cidades brasileiras e que se busca, em diversos espaos pblicos, discutir a questo da igualdade racial.

    Os negros ainda figuram como maioria dos principais in-dicadores da desigualdade so-cial. So em maior nmero nas camadas com menor renda, me-nor salrio, menor faixa de es-colarizao e so vitimados em maior nmero pela violncia.

    Os dados estatsticos pro-vam que brancos e negros no saem do mesmo patamar para disputar o acesso aos bens eco-nmicos, culturais e sociais. E o Dia da Conscincia Negra busca jogar luz sobre estas questes.

    Dados da Secretaria de As-suntos Estratgicos, da Presi-dncia da Repblica, mostram que oss negros ainda so maio-ria entre os 5% mais pobres do pas, representando 70% desse grupo que vive na pobreza ex-trema ou na misria. Os dados comprovam que a renda dos negros menor em compara-o a dos no negros. A renda per capita entre os negros ficou em torno de R$ 543, em 2011, ante R$ 1.004 dos no negros.

    O estudo demonstra que, em 2011, o rendimento mdio por hora de negros (pretos e pardos) era R$ 6,28, o equiva-lente a 61% do valor para o res-tante da populao, R$ 10,30. A pesquisa indica ainda que a diferena entre as taxas de de-semprego de negros e no ne-gros diminuiu nos ltimos anos, embora a do primeiro segmento ainda supere a do segundo, em 2011 (12,2% e 9,6%, respecti-vamente). Essa diferena, de

    2,6 pontos percentuais, cor-respondia a 7,2 pontos percen-tuais, em 2002, quando se ini-ciou a implementao das leis de cotas.

    J entre os brasileiros que ganham mais de dez salrios mnimos, apenas 20% so ne-gros. Enquanto a respeito de crimes contra a vida, 29% dos mortos de forma violenta so brancos e 64,9% negros, reve-lando que eles tambm sofrem mais com a violncia e com a criminalidade.

    Em relao ao acesso educao, em torno de 5,9% dos brancos so analfabetos contra uma taxa de 13,3% da populao negra. Dos univer-sitrios, 15% dos jovens bran-cos brasileiros freqentam al-gum curso superior e apenas 4,7% dos jovens negros esto na mesma posio. E entre os profissionais que chegam a fa-zer ps-graduao, somente 20% so negros.

    As mulheres negras po-bres so ainda as mais afeta-das pela excluso racial, pois tambm precisam superar a pobreza e a discriminao de gnero. Um dos dados que mostram esse panorama o cruzamento de dados feito pelo Instituto de Estudos So-ciais e Polticos (Iesp) da Uni-versidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que mostra que mulheres pretas, pardas e ind-

    Mulher, Negra e Pobre

    genas so a maioria entre os 5,3 milhes de jovens de 18 a 25 anos que no trabalham nem estudam no pas, a chamada gerao nem nem.

    Elas somam 2,2 milhes, ou seja, 41,5% desse grupo. Do total de jovens brasileiros nes-sa faixa etria (27,3 milhes), as negras e indgenas representam 8% - enquanto as brancas na mesma situao chegam a 5% (1,3 milho).

    Para o coordenador do le-vantamento, Adalberto Cardo-so, que fez a pesquisa com base nos dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), vrias ra-zes explicam o abandono da educao formal e do mercado de trabalho por jovens.

    Entre elas, o casamento e a necessidade de comear a trabalhar cedo para susten-tar a famlia. Cerca de 70% dos jovens nem nem esto entre os 40% mais pobres do pas. A gravidez precoce o principal motivo do abandono, uma vez que mais da metade das jovens nessa situao tm filhos.

    Segundo o levantamento, embora a taxa de jovens da ge-rao nem nem no Brasil seja considerada alta (19,5% do to-tal de pessoas de 18 a 25 anos), o ndice no est distante do verificado em pases com ca-ractersticas demogrficas se-melhantes onde comum que a mulher deixe de trabalhar e es-tudar para se casar. o caso da Turquia e do Mxico, segundo estudos da Organizao para a Cooperao e o Desenvolvi-mento Econmico (OCDE), ci-tados pelo pesquisador da Uerj.

    Fonte: Agncia Brasil

    Em Caxias do Sul, entre os dias 13 e 20 de novembro, diversas atividades foram rea-lizadas, buscando promover a reflexo sobre a condio do negro na nossa sociedade.

    As atividades estavam in-seridas na Semana da Cons-cincia Negra e tambm na 1 Semana Municipal da Ca-poeira.

    A Semana da Conscincia foi ralizada pelo Conselho da Comunidade Negra (COMUNE) e pela Cmara de Vereadores e a da capoeira pela Prefeitura Municipal, COMUNE e organi-zaes da sociedade civil.

    Encontros de capoeira, celebrao do Dia Nacional da Umbanda, em 15 de no-vembro, lavagem das escada-rias da Catedral, encontro da Juventude e Religio de Matriz Africana, Seminrios sobre a Lei 10.639/03 que institui o ensino da histria e cultu-ra negra em todas as redes de ensino - foram algumas das atividades promovidas.

    Caxias realiza atividades para celebrar conscincia negra

    Fotografia de Miro, um dos mais importantes fotgrafos brasileiros, que faz parte da exposio Prolas Negras do Museu Afro Brasil

    J a semana da capoeira levou rodas da arte para diver-sas comunidades de Caxias, aulas especiais de dana, m-sica, festival artstico, mesas redondas, batizados de ca-poeira, jantar e formatura de capoeira.

    Alm disso, neste ano a Semana da Conscincia Ne-gra contou com o lanamento de um documentrio sobre a participao do negro na so-ciedade caxiense.

    Questo de Pele mos-trou a participao dos negros na construo de Caxias, des-de os seus primrdios, quan-do aqui chegaram os primeiros imigrantes italianos.

    Outras importantes ativi-dades realizadas inseridas na Semana da Conscincia Negra foram a outorga da Comenda Zumbi dos Palmares pela C-mara de Vereadores a Maria Geneci Silveira, Caren Daiane da Silva e Salzio Evangelista Macedo, alm da realizao do concurso Mais Bela Negra.

  • Jornal dos Bairros

    Dezembro 2013Igualdade

    Conversamos com a pre-sidente do COMUNE, Juara Quadros, que tambm integra o Movimento Negro e diretora de Etnias da UAB. Juara falou sobre temas importantes para a igualdade racial. Para ela, as cotas so apenas uma das po-lticas afirmativas voltadas para o povo negro. Confira:

    JB - Qual a importncia de discutir a insero do negro na sociedade e sua visibili-dade com o dia da Consci-ncia Negra?Juara justamente fazer visvel a situao do negro. Ao lngo da histria a comunidade no negra tenta nos tornar invi-sveis. Ento, ns trabalhamos essa semana para conscienti-zar uma parte dessa populao,

    365 dias para a Conscincia Negra e a igualdade racial

    Caxias realiza atividades para celebrar conscincia negra

    Fotografia de Miro, um dos mais importantes fotgrafos brasileiros, que faz parte da exposio Prolas Negras do Museu Afro Brasil

    Foto: Marcelo Camargo / Agncia Brasil

    No dia 22 de novembro, a comunidade negra de Caxias es-colheu as mais belas represen-tantes da sua etnia. O concurso foi realizado no ponto de cultu-ra UAB Cultural, pelo COMUNE e Prefeitura Municipal, com apoio do Movimento Negro, Visate e TV Caxias.

    De oito candidatas que dis-putavam o ttulo, Edinia Santos de Castilhos foi a vencedora e a

    O documentrio Questo de Pele foi lanado pela Cma-ra de Vereadores no dia 19 de novembro, integrando as ativi-dades da Semana da Conscin-cia Negra.

    Os 50 minutos do docu-mentrio so divididos em cin-co partes: origens, trabalho, ra-cismo, cultura (Clube Gacho) e aes afirmativas. Durante cin-co meses, as equipes do Cen-tro de Memria, de Relaes

    Questo de PelePblicas e da TV Cmara Caxias (canal 16 da NET) e do Instituto de Memria Histrica e Cultural (IMHC) da Universidade de Ca-xias do Sul (UCS) ouviram 14 de-poentes sobre a histria negra, no municpio. Organizaram mais de 500 fotografias oriundas de acervos familiares.

    O presidente do Legisla-tivo caxiense, vereador Edson da Rosa (primeiro presidente negro da Casa), tambm depo-

    ente do vdeo historiogrfi-co, destacou o avano do processo de respeito a to-das as etnias. Salientou o fato de a exi-bio ter reu-nido cerca de 200 pessoas, no plenrio da Cmara.

    Capa do documentrio Questo de Pele

    Escolhida nova corte do Mais Bela Negra

    Mais Bela Negra de Caxias do Sul.Ainda compem o trio, as

    princesas negras rika Ferreira Bueno e Priscila Oliveira Ferrei-ra. Todas as candidatas ganha-ram um trofu de participao e as ganhadoras, alm das faixas e flores receberam uma premia-o em dinheiro.

    A corte recebeu as faixas da Mais Bela Negra 2012, Tain Oliveira Teixeira, e das princesas

    Ingrid Laisa Moraes e Giordnia Silva de Cndido.

    Alm das vencedoras, con-correram tambm as jovens An-diara Valduga da Rosa, Carina de Oliveira dos Santos, Giova-na dos Santos e Silva, Nathaly da Fonseca e Potira Moreira dos Santos Rodrigues. As meninas precisam ter entre 15 e 26 anos, e no podiam ter sido Rainha ou Princesa em outras edies.

    Edinia Santos de Castilhos (ao centro) Mais Bela Negra de Caxias

    Foto: caro de Campos

    Polticas Afirmativas no so apenas cotas

    da importncia do negro estar dentro dos espaos de poder, dentro do mercado de trabalho e que existam as polticas pbli-cas voltadas para essa popula-o. E apenas nessa semana que conseguimos dar um pouco de reflexo para a comunidade, para pensarmos sobre essa si-tuao como um todo.

    Porque as polticas afirmati-vas so importantes?Juara Polticas afirmati-vas no so apenas cotas. Por exemplo, preciso implemen-tar uma poltica especial volta-da para a sade do povo negro, que tem algumas peculiarida-des, como as doenas falc-micas, entre elas a anemia fal-ciforme. Hoje j conseguimos ter profissionais que trabalham

    com estas especificidades da sade da populao negra. Mas tambm no apenas na rea da sade, como na educao, por-que ela que transforma a po-pulao. A lei 10.639 trabalha uma ao afirmativa na rea da educao, que torna as crian-as negras mais visveis den-tro da sala de aula, evitando o abandono do ensino pelos jo-vens negros.

    Como est a aplicao da Lei 10.639 em Caxias?Juara Existem seminrios, existem capacitaes, mas a aplicao da lei no existe. E esse um problema que verifi-camos em todo o Brasil: como aplicar a lei. Porque discutir a lei em um seminrio uma vez por ano no aplicao da lei.

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  • Jornal dos Bairros10Dezembro 2013

    Geral

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    Regio Leste quer soluo para BR 116

    !S nesta microrre-gio, 127 crianas no tm vagas no primeiro ano da educao bsica,Rudimar Leiser

    A Regio Leste foi protago-nista da ltima edio do C-mara Vai aos Bairros em 2013. Ao todo, 74 bairros e loteamen-tos da regio foram convidados para participar do evento pro-movido pela Cmara de Verea-dores, no dia 18 de novembro, na UCS.

    Agora, os 23 vereadores do Legislativo caxiense encami-nharo as demandas colhidas s autoridades competentes, para buscar a soluo dos problemas apresentados. O presidente da Casa, vereador Edson da Rosa, conduziu a reunio. Neste ano, o projeto itinerante j havia ocorrido nas regies Norte, Sul, Oeste, Centro e no Interior.

    O reitor da UCS que apoiou a realizao do evento na regio Leste Isidoro Zorzi, enfatizou que a representao da diversidade de ideias uma caracterstica comum aos m-bitos legislativo e universitrio.

    BR 116Gilda Pontalti, presidente

    da Amob Bela Vista, ressaltou a importncia dos vereadores estarem dispostos a ouvir as demandas comunitrias. Ela iniciou sua fala apresentando as dificuldades com a BR 116 e defendeu a municipalizao da via. As passarelas so impor-tantes, mas se a gente no co-locar semforos, no vai adian-tar, porque h pessoas que iro ter muita dificuldade em usar as passarelas, como os idosos. Precisamos acelerar o processo de municipalizao da BR 116, afirmou.

    Ela tambm falou a respei-to da ocupao por moradores de rua que est acontecendo no viaduto que d acesso ao bairro Bela Vista. Precisamos revitali-zar aquele viaduto, que uma entrada horrvel e agora est sendo ocupado por moradores de rua, gerando insegurana, denunciou.

    Bocas de LoboOutra presidente de Amob,

    Ivete Maria Boff Moreira, do bairro Castelo, tambm apon-tou dificuldades com a BR 116. Mas tambm temos problemas especficos no bairro, afirmou. Segundo ela, as bocas de lobo acarretam diversos problemas para os moradores em dias de chuva forte, j que no do con-ta do volume da gua. feito o calamento, o asfaltamento,

    mas as bocas de lobo no suportam o volu-me de gua em dias de chuvarada. H casas sendo inundada,, pois ficam abaixo do nvel da rua e no possuem boca de lobo, afirmou ela. Segundo Ivete, as bocas de lobo foram

    instaladas em pontos onde no coletam toda a gua. Quando se define um projeto, tem que olhar o entorno, as conseqn-cias, que acabam prejudicando os moradores, afirmou.

    Oramento ComunitrioIvete tambm registrou

    queixas contra o Oramento Comunitrio, pois, segundo ela, foram prometidas obras que no foram realizadas. Conquis-tamos o calamento de uma rua atravs do OC. Nos promete-ram que em 30 dias a obra ini-ciaria e at agora nada. Eu pri-mo pela verdade. Se possvel fazer a obra, que se faa, mas se no possvel, que tambm se fale a verdade. Acredito que os vereadores precisam fiscali-zar essas situaes, afirmou a presidente.

    Ildenfonso da Fonseca, do Jardim Adorado, foi outro pre-sidente a apontar dificuldades com o Oramento Comunitrio. Precisamos fiscalizar as obras do OC. H muitas obras atrasa-das e outras que no foram fei-tas. Dizem que vo realizar, mas passam anos e nada acontece e quem fica com

    c a r a d e mentiroso na comu-nidade o presidente da Amob, denunciou.

    Segurana J Dan-

    te Pinghello, presidente da Amob Diamantino, enfatizou as dificuldades com a seguran-a pblica no bairro. No ltimo ano, 12 pessoas foram assas-sinadas por causa das drogas. No sabemos mais a quem re-correr. Os traficantes so leva-dos pela Brigada Militar, e no dia seguinte j esto de volta, disse Dante.

    Ele aproveitou a oportu-nidade para agradecer secre-taria da Sade pela construo de uma UBS no bairro. Outra demanda de Dante foi em rela-o abertura de uma via que daria acesso direto dos alunos da UCS para a regio Cruzeiro, possibilitando que os mesmos evitassem a BR 116.

    Regularizao FundiriaTnia Menezes, presiden-

    te da Amob Villa Lobos e Ver-gueiros chama a ateno para a regularizao fundiria, cala-mento das vias e para a partici-pao da comunidade no mo-mento de definio e execuo de obras. Precisamos ouvir a sabedoria popular, porque de

    nada adianta mandar fazer o calamento e no escutar, co-locando a boca de lobo no lado errado. Afinal de contas, quem sabe quanto desce de gua e para que lado corre?, questio-nou a presidente.

    Tnia protestou contra a demora para a concluso do processo de regularizao fun-diria dos loteamentos Villa Lo-bos e Vergueiros. Temos um problema grave com a regula-rizao. Foi investido muito di-nheiro nesse processo e agora est emperrado. Boa parte dos moradores j esto pagando o IPTU, mas no conseguimos as escrituras porque a rea de ris-co, afirma. Ou a procuradoria geral do municpio, juntamente com as secretarias de Urbanis-mo e de Planejamento traba-lham a questo e fazem valer o More Legal, ou no tem porque existir esse programa, critica.

    Alm disso, ela denunciou que uma pessoa se apropriou de uma procurao e reivindica 40 terrenos baldios no Vergueiros, impedindo tambm o trmino do processo de regularizao.

    EducaoO presidente do Jardim Ira-

    cema cobrou mais vagas nas es-colas pblicas que atendem a regio. S nesta microrregio, 127 crianas no tm vagas no primeiro ano da educao b-sica, alertou. Fizemos um le-vantamento em trs escolas desta rea 250 crianas ficaro fora de sala de aula por falta de vagas em 2014, afirma. Tere-mos que recorrer Justia para garantir a vaga e isso uma ver-gonha. O Jardim Iracema est rodeado de novos loteamentos e empreendimentos. Se j no temos vagas agora, como fare-mos quando esses lotamentos comearem a ser ocupados?, questiona.

    ltimo Cmara vai aos Bairros no teve a mesma participao que outras edies

    Foto: Karine Endres

  • Jornal dos Bairros11Dezembro 2013

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    Bem Estar

    Fungo Odeo compromete o tomate

    Foto: Wikipdia

    Trate suas plantas naturalmente com leite

    Manter uma pequena horta em casa representa economia nas despesas do-msticas e uma forma de conquistar bem estar e qualidade de vida. Alm do prazer de cultivar seu prprio alimento, ainda uma forma de se obter vegetais e frutas livres de agrotxicos.

    Justamente este um ponto difcil para quem mantm uma pequena hor-ta. Em muitos momentos desvantajo-

    so e ecologicamente incorreto usar agrotxicos, embora as plantas sejam atacadas.

    Existem diversas formas de cuidar das plantinhas caseiras sem o uso de ve-nenos qumicos. E o leite pode ser um recurso. Melhor ainda: ele indicado jus-tamente para as culturas tpicas da pri-mavera e vero da Serra Gacha, como o tomate, pepino e moranga.

    Tratando o tomateiro com leite crO tomate uma das culturas mais

    sensveis e difceis de manter sem a utili-zao de agrotxicos. Em primeiro lugar, sempre se lembre de colocar um tutor no p isto , uma vara ou pau, amarrados planta, que vai garantir que o p no fique no cho. Em segundo lugar, evite ao mximo molhar as folhas dos toma-teiros ao regar a planta. Tente regar ape-nas a base do p.

    Mas mesmo estes cuidados no im-pedem o desenvolvimento dos fungos. Voc percebe a presena deles quando as folhas comeam a apresentar man-chas brancas ou ficam muito amarela-das.

    Pode ser utilizado qualquer tipo de leite, caixinha ou de saquinho, e mesmo o leite que tenha azedado ou amanhe-cido fora da geladeira. Inclusive, para quem no consome leite, pode com-prar o em p. Mas ateno, o leite pre-cisa estar cr.

    Como preparar Se for leite lquido, dilua na propor-

    o de 30% de leite em gua (3 copos de leite para 7 de gua) para colocar a mistura diretamente na terra regando as razes ou de 10% de leite em gua (1 copo de leite para 9 de gua) para bor-rifar a mistura nas folhas.

    Se for leite em p prepare um copo com 250ml de gua e uma colher de sopa de leite em p e use 1 medida des-se leite preparado para 4 medidas de gua se for diluir para regar ou borrifar nas folhas.

    O leite em p tambm pode ser co-locado diretamente na terra, sem dilui-o alguma, mas se as folhas dos seus tomates j esto com fungos prefira re-

    gar a planta ou borrifar as folhas para um efeito mais rpido.

    Como UsarSe as folhas dos seus tomates j es-

    tiverem com fungos use a mistura de lei-te e gua em dias alternados, ou a cada 3, 4 ou 5 dias dependendo da gravidade do problema. Isso serve tanto para regas quanto para borrifar as folhas.

    As regas so mais seguras, pois o tomate no gosta de gua nas folhas, facilitando o aparecimento de fungos. Caso haja muitos fungos, pode ser uma soluo borrifar nas folhas, mantendo a rega. No indicado borrifar noite, pois pode aumentar a quantidade de fungos, j que a planta fica mida.

    Se o seu tomateiro no apresenta problema de fungos e voc vai usar a mistura como preventivo pode aumen-tar o intervalo para uma vez por sema-na (se houve problema recente), a cada 15 ou 30 dias e pode at misturar o leite em p com o adubo.

    Outras culturasA pulverizao do leite de vaca

    cru, pode ser feita em diversas cultu-ras, como abobrinhas, pepino, pimen-to, hortalias, roseiras e plantas orna-mentais.

    Se utiliza uma vez por semana, nas

    concentraes de 5% e 10%, dependen-do da severidade da doena. A concen-trao de 10% deve ser utilizada quando a infestao dos fungos for alta. O lei-te deve ser utilizado preventivamente e toda a planta deve ser pulverizada.

    [Com informaes da Embrapa e do blog Saberes de Jardim]

  • Jornal dos Bairros12Dezembro 2013 Espao Comunitrio

    Sculo XX faz do seu centro espao para integrao

    Foto: Karine Endres

    Espao utilizado por todas as geraes da comunidade

    Espao Comunitrio:Centro Comunitrio

    Sculo XX

    Estrutura: churrasqueira, cozinha equipada com freezer, geladeira e fogoAluguel: R$ 100,00Endereo: Rua Valdemar Betanin, s/n, Bairro Sculo XX

    O centro comu-nitrio do bairro S-culo XX foi constru-do h mais de vinte e cinco anos e pas-sou por reformas e ampliaes ao longo das diversas gestes que estiveram fren-te da Amob. Segun-do Loiva Pereira dos Santos, presidente da Amob, as modificaes fo-ram realizadas tambm com o apoio das administraes que comandaram a Prefeitura Mu-nicipal nestes anos. H alguns dias, eu estava conversando com o senhor Adiodato Reis de Brito, ex-presidente da Amob, que contou que neste espao h um pouco de Manueto Se-rafini Filho, Mrio Vanin, Pepe Vargas e Jos Ivo Sartori, alm do apoio de vrios vereadores e deputados, conta Loiva.

    No incio da primeira ges-to de Loiva frente da Amob, foi feita uma reforma, envol-vendo principalmente o enca-namento e o escoamento de esgoto. Tambm reformamos os banheiros, com troca dos sanitrios, diz ela. Loiva tam-bm relata que uma loja de materiais de construo doou alguns materiais para a conti-nuao da reforma, mas que no foi possvel manter o pro-jeto naquela gesto.

    Foram comprados novos equipamentos como cadeiras, liquidificador, balco para do-

    cumentos e um novo cortina-do. A comunidade se esfora por manter o salo em boas condies de uso, explica a presidente. Um dos principais objetivos da Amob no curto prazo adequar o espao s normas de segurana.

    O centro mantido atra-vs do aluguel de festas para aniversrio e para os cultos da Igreja Universal no bairro. Te-mos uma agenda bem cheia no centro, com diversos alugueis durante os finais de semana, explica ela. A Amob cobra um valor de R$ 100,00 pelo aluguel, sem taxa de limpeza.

    O centro tambm utili-zado para as aulas de dana infantis que acontecem nas quartas-feiras e capoeira na sexta-feira. Os idosos do bairro utilizam o centro nas segundas-feiras, quando acontecem as aulas de ginstica para a ter-ceira idade. Alm disso, o es-pao tambm utilizado para as reunies da Amob e ou-tros eventos voltados para a comunidade. Na gesto pas-

    sada, realizamos trs eventos bus-cando arrecadar recursos para o centro, mas no uma estratgia que utilizo com muita freqncia, explica a presi-dente da Amob.

    Para Loiva, alm de aumen-

    tar a segurana, seria impor-tante calar a frente do centro comunitrio e trocar o forro interno. Pretendo buscar re-cursos junto com a prefeitura para fazermos essa reforma, explica Loiva.

    A Amob tambm est avaliando a possibilidade de abrir o centro para ativida-des de lazer voltada para os homens da terceira idade da comunidade, j que o espao que freqentavam est sendo fechado. Esta uma deman-da bem grande dos moradores mais antigos do bairro, fala a presidente.

    Ela tambm relata que al-gumas mulheres da terceira idade sentem a falta de mais atividades recreativas voltadas para elas. Agora teremos que avaliar como contemplaremos todos estes anseios da nossa comunidade, diz a presidente.

    O centro conta com um salo, cozinha equipada com fogo, freezer, loua para 170 pessoas, churrasqueira para 40 espetos.

  • Jornal dos Bairros13Dezembro 2013 Bairros

    Diversos problemas se en-trelaam para compor a vida dos moradores do Beltro de Quei-rz. Partindo do fato de ser uma comunidade de baixa renda, estigmatizada pela violncia e que no foi completamente re-gularizada, temos um rea onde faltam servios e equipamentos pblicos, com problemas bsi-cos de manuteno nas redes de esgoto e regularizao de energia. Alm do qu, o pouco acesso aos bens culturais e edu-cacionais gera ainda mais crimi-nalidade e violncia.

    Por isso, uma das principais frustraes da comunidade em relao antiga quadra da escola de samba, demolida em 2009 e nunca mais reconstruda.

    Quadra de sambaEm 17 de outubro de 2012,

    um incndio consumiu o que restava das estruturas da quadra da Escola de Samba XV de No-vembro, no Beltro de Queiroz. O prdio havia sido interditado pela prefeitura e virado refgio para usurios de drogas desde ento. Logo aps o incndio, ainda em 2012, a prefeitura mu-nicipal se comprometeu a refor-mar o espao, que tambm era usado para as oficinas e prti-cas esportivas. Desde ento, os carnavalescos precisam guardar as fantasias nas prprias casas e no h mais a realizao de

    Beltro de Queirz reclama que est esquecidoOutra comunidade se or-

    ganizou e garantiu que suas de-mandas fossem institucional-mente ouvidas pelo poder p-blico, neste final de 2013.

    As lideranas do Euzbio Beltro de Queirz, a Vila do Cemitrio, solicitaram uma au-dincia pblica Comisso de Legislao Participativa e Comu-nitria, da Cmara de Vereado-res, e foram atendidos.

    Ela foi realizada no dia 30 de novembro, no centro co-munitrio do Euzbio e contou com a presena de muitos mo-radores e lideranas que atuam na regio, vereadores, incluin-do o presidente da casa, dson da Rosa (PMDB), presidente da FAS, Marls Andreazza, secre-tria municipal de Educao, Marla Alves e representantes das secretarias de Habitao, da

    Sade, de Transporte e Mobili-dade e tambm Obras e Servios

    Pblicos. Embora convidada, a secretaria de Esporte e Lazer

    no enviou um representante.O presidente da comisso

    realizadora da audincia, Ro-drigo Beltro (PT), ressaltou que aquele um espao para as au-toridades terem conhecimento das demandas e, ento, serem fiscalizadas e cobradas.

    importante que as lide-ranas da comunidade se ma-nifestem e estamos aqui para ouvi-las. somente assim que os representantes do governo e as secretarias tero conheci-mento dos problemas e ento, partir do que for apontado, a comisso poder acompanhar e comparar, afirmou.

    Sabemos que a reunio por si s no resolve nada, mas ela d o conhecimento dos pro-blemas para o governo e, talvez, eles assumam alguns compro-missos. Depois disso podere-mos ficar em cima, como se diz, ele explicou.

    Fotos: Karine Endres

    Moradores reivindicam local para integrao e desenvolvimento de atividades educativas

    Comunidade desassistidaatividades voltadas para os jo-vens, pois no existe outro es-pao que comporte uma grande quantidade de moradores.

    O presidente da Amob Eu-zbio Beltro de Queirz, Paulo Roberto da Rosa Teixeira, mais conhecido por Cara Preta, fa-lou da importncia do espao para a comunidade. No temos como pagar para nossos filhos fazerem um curso, ou pratica-rem um esporte. E aqui a pre-feitura tambm no vem ofere-cer nada. Reclamam que nossos jovens se envolvem com a crimi-nalidade, mas eles no podem trabalhar, ns no podemos pagar para se ocuparem, o po-

    der pblico no oferece nada e nosso nico espao foi tirado. Como que eles no vo se en-volver, estando desocupados?, questionou.

    O oficineiro Chiquinho, do grupo Poetas Divilas, que atua na comunidade, reiterou a im-portncia de um espao. Esses muros que no esto mais a, que eram nossa quadra, fazem uma grande falta. Queremos conversar com estas crianas, para mostrar e apontar alterna-tivas atravs do Hip Hop, mas no termos um projeto com periodicidade, um espao, aca-ba prejudicando o trabalho e a confiana dos jovens, fala Chi-

    quinho.

    Regularizao fundiriaO presidente da Amob aler-

    tou que, no momento, 40% do bairro no teve a regularizao fundiria concluda. preocu-pante a situao, porque, em trechos da parte que j est re-gularizada, embora alguns mo-radores contem com a escritu-ra, servios bsicos continuam faltando, comentou.

    Teixeira questionou ainda as grandes diferenas na taxa de IPTU, para casas semelhantes. Segundo ele, h casos de mo-radias parecidas onde para uma cobrado R$ 400,00 de IPTU e para a outra R$ 80,00.

    EducaoUm queixa que mobilizou

    as mulheres da comunidade foi em relao escola infantil. En-quanto moradoras do bairro no conseguem uma vaga na escola prxima, inmeras vans che-gam trazendo crianas. A se-cretria Marla Alves prometeu que buscar uma escola para a comunidade e tambm expli-cou que neste ano foi mudado o critrio de ingresso nas esco-linhas, que passar a ser renda e zoneamento.

    Estabelecemos uma nova matrcula este ano, fizemos todo o recadastramento e tam-bm temos um acordo com o

    Ministrio Pblico, que com este modelo, conseguiremos identi-ficar as famlias que mais preci-sam, de acordo com a renda, in-clusive fazendo um cruzamento com os dados dos cadastros dos programas sociais do governo federal, que tero prioridade. E tambm vamos buscar atender o zoneamento para as matrcu-las, afirmou.

    O presidente Cara Preta, em nome da comunidade, ofe-receu o terreno da escola de samba para a construo de uma escolinha. Em resposta, a secretria Marla Alves, garantiu que, nos prximos dias, tcni-cos da pasta avaliaro o terreno indicado por Teixeira. Segundo ela, se no houver viabilidade, a prpria secretaria se encarre-gar de verificar outros espaos, nas proximidades.

    Pavimentao Cristforo Randon

    Recentemente a Secreta-ria Municipal de Obras e Servi-os Pblico anunciou a apro-vao de financiamento para o municpio, atravs do Programa de Acelerao do Crescimen-to 2 (PAC2 ), do Governo Fede-ral. Pelo convnio, o municpio conquista verba para algumas obras, entre elas o alargamen-to e pavimentao da Cristfo-ro Randon, que faz divisa com o bairro.

    Mudana na Cristforo Randon, que passa entre o estdio do Caxias e o

    Cemitrio Municipal, implica tambm em revitalizao do Euzbio

  • Jornal dos Bairros14Dezembro 2013 Bairros

    C M

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    Comunidade quer soluo para terreno no So Victor

    Fotos: Karine Endres

    A situao de um terreno at ento pertecente ao Go-verno Estadual no bairro So Victor, foi tema de audincia pblica, pedido da Associa-o de Moradores do So Victor Cohab. Realizada pela Comis-so de Legislao Participativa, presidida por Rodrigo Beltro, aconteceu no dia 6 de dezem-

    O diretor estadua de Habi-tao, Aurlio Froener, trouxe um histrico da rea, que era propriedade da Cohab e hoje do Estado. Segundo ele, o pro-cesso de desmembramento e cesso para o municpio come-ou ainda em 2010 no governo de Yeda Crusius, quando foi so-licitada a doao da rea para a construo da escolinha infan-til. Mas ainda em 2012, o Go-verno Estadual j teria assinado um termo de cesso, autorizan-do a construo. No incio de 2012, foi firmado um termo de permisso de uso entre o Esta-do e a Prefeitura, assinado pelo Sartori e pelo secretrio esta-dual da Habitao, permitindo a utilizao da rea para a cons-truo da escola de educao infantil, relata. Segundo ele, essa foi uma demanda passada pela secretaria estadual da Ha-bitao assim que ele assumiu a coordenao da Cohab.

    Ele ainda explica que o Es-

    bro na Cmara de Vereadores.Lideranas da comunida-

    de, vereadores, o diretor do De-partamento de Desenvolvimen-to Urbano da secretaria estadu-al de Habitao e coordenador da Cohab Rio Grande do Sul, engenheiro Aurlio Froener e os secretrios municipais, Marla Ramos Alves - da Educao, e

    Renato Oliveira - da Habitao, estiveram presentes. Eles deba-teram a situao do terreno e a construo da escola infantil Marquinhos no espao.

    A rea havia sido cedida pelo Estado ao Municpio, mas no havia sido concludo o re-passe da escritura do terreno. Este impasse implica direta-

    mente na conquista de uma nova escola infantil no bairro. A escola Marquinhos foi desati-vada pelo risco de desabamen-to em 2009 e desde ento, 54 crianas esto sendo levadas para uma outra escola infantil no Bela Vista.

    Uma das queixas o fato da antiga escola dispor de 98 vagas de educao infantil. Alm dis-so, as mes das crianas peque-nas no conseguem levar seus filhos, ficando desassistidas.

    Ainda em maio deste ano, a comunidade j havia se reunido com a secretria da Educao Marla Alves e os vereadores. A secretaria ento havia prometi-do que a obra estaria finalizada ainda em 2013.

    A gente tem que achar o caminho para aquela rea para termos logo a nossa creche, afirmou Natal Fonseca, presi-dente da Amob So Victor Co-hab.

    A secretria Marla expli-cou que a escolinha antiga j est em processo de demoli-o. A escolinha antiga conti-nua em processo de demolio. J foi feita uma parte, mas fal-tam outras partes de alvenaria. Foi interrompido em funo de

    obras de urgncia que surgiram na cidade, mas vo ser retoma-das, afirmou.

    Quanto escola nova, o terreno, ns j temos o termo de cesso de uso do Estado para isso. No termo de doao, termo de cesso de uso do es-pao, o qual j pode ser ocu-pado, afirma. Segundo ela, j havia sido iniciado um projeto para a escolinha, atravs da Se-cretaria de Planejamento. Mas a arquiteta responsvel se exo-nerou e o projeto ficou parado desde ento. Esta semana fo-mos informados que um novo arquiteto foi designado para continuar o trabalho. Temos a previso de que a entrega deste projeto deve ser feita at o fim do primeiro trimestre de 2014, quando iniciaremos a licitao, assegurou a secretria.

    O secretrio de Habita-o, Renato Oliveira, reafirmou em sua fala o compromisso do governo em entregar a obra. A escola infantil Marquinhos um compromisso do Governo Mu-nicipal, e no s a escola in-fantil, tambm a praa espor-tiva e o ginsio. compromis-so do governo fazer um projeto completo, reiterou Renato.

    Obra poderia ter iniciado em 2012

    tado est doando metade da rea para o municpio, com o objetivo de construir a esco-linha e outros equipamentos pblicos. A outra metade no est sendo doada. Tem que ser feita uma escritura definitiva da parte doada, desmembrando o terreno em duas matrculas. Hoje uma matrcula s, uma escritura s. Ns procedemos ao desmembramento em duas matrculas. Esse processo est h um tempo aqui na Prefeitura para ser feito. No momento em que esse desmembramento es-tiver pronto imediatamente vai ser assinada a escritura., expli-ca o secretrio.

    Demora irrita oposioDenise Pessoa, vereadora

    pelo PT, cobrou a demora na execuo do projeto. J faz um ano e meio que foi feita a cesso do terreno pelo Estado, o pro-blema existia desde 2009 e no houve nenhum encaminhamen-

    to por parte da Prefeitura. Uma Prefeitura que j teve aponta-mento do Ministrio Pblico, condenao para que aumente o nmero de vagas da educao infantil, tem uma rea que teve concesso para ser constru-da uma escola e simplesmente no encaminha projeto, deixan-do mes e crianas esperando. Este um fato incompreens-vel, denunciou Denise.

    A vereadora tambm ques-tionou sobre a fonte de recur-sos para custear a obra, j que o oramento para 2014 j foi aprovado pela Cmara de Ve-readores e previa a construo de apenas uma escola de edu-cao infantil. Quero saber se o recurso aprovado para esta escola, porque quando apon-tamos a necessidade de emen-da, indicando recursos para a escola Marquinhos, a base do governo no aceitou e garantiu que isso j fazia parte do pla-nejamento municipal. O proje-

    to ainda precisa ser finalizado, tem a licitao. Quando de fato estar pronta esta escolinha?, indagou.

    Segundo ela, nos momen-tos em que a oposio questio-nou sobre a obra, a base do go-verno afirmou que o atraso era responsabilidade do Governo do Estado, que estaria burocra-tizando. No para d para vir aqui prometer um prazo e no cumprir. Agora o representan-te do Estado afirma que o des-membramento j foi repassado para a prefeitura, que precisa concluir o processo, disse.

    Para o presidente da co-misso responsvel pela reu-nio, Rodrigo Beltro, foi atigin-do o principal objetivo: esclare-cer para a populao a situao de fato do terreno e da constru-o da escola. Ficou claro que a Prefeitura j tem o termo de cesso, que garante o direito de construir a escolinha h um ano e meio. Esperamos que a trami-tao legal para que enfim tenha a escritura seja breve, embora a obra j pudesse estar sendo re-alizada, afirmou. Ele colocou a Cmara disposio e prome-teu acompanhamento.

    Audincia pblica esclareceu que, desde 2012, Governo Municipal j tem documento permitindo construo da escola infantil Marquinhos em terreno pblico

    Terreno ocupa toda uma quadra. Municpio j pode utilizar metade

  • Jornal dos Bairros15Dezembro 2013 Bairros

    C M

    Y K

    Campeo - Serrano2 Lugar - Cidade Indstrial3 Lugar - Loteamento Caxias4 Lugar - Ftima BaixaMelhor Tcnico - Adilson Teixeira (Serrano)Goleador - Antnio dos ReisDefesa Menos Vasada - Loteamento CaxiasDisciplina Geral - Ftima BaixaDestaque - Adelar Walter (Loteamento Caxias)

    19 Campeonato Intebairros Srie Prata - Copa Lambari

    Campeo - Serrano2 Lugar - Santa Lcia3 Lugar - Pio X4 Lugar - Belo HorizonteMelhor Tcnico - Luiz de Miranda (Serrano)Goleador - Andr Toss - Pio XDefesa Menos Vasada - Serrano e Santa Lcia, com seis gols cada Disciplina Geral - Pio X Destaque Geral: Paulo (Santa Lcia)

    7 Campeonato de Futsal Veteranos Copa Z Maria

    Srie Prata

    Veteranos

    UAB premia melhores da Prata e Veteranos 2013

    Confira os premiados

    No dia 30 de novembro foi realizada mais uma premiao do departamento de Esportes da UAB. A atividade aconte-ceu no plenrio da Cmara de Vereadores e entregou os tro-fus para os melhores times e jogadores do 19 Campeonato Interbairros Srie Prata - Copa Luz Alberto Cidade - Lambari, e o 7 Campeonato Interbair-ros Veteranos - Copa Eduardo Antnio dos Santos Fontoura -

    Z Maria.Neste ano, duas equipes

    do Serrano conquistaram tanto o trofu da Srie Prata, quanto do Veteranos. O bairro tambm levou para casa o ttulo de me-lhor tcnico nos dois campeo-natos. Adilson Teixeira foi res-ponsvel pela conquista na S-rie Prata e Luiz de Miranda con-quistou pelo Veteranos.

    No Veteranos, o time do Serrano ainda dividiu o trofeu

    de Defesa Menos Vasada com com a equipe do Santa Lcia, com seis gols marcados por cada um deles.

    O segundo lugar da Srie Prata ficou com o Cidade In-dstrial e o terceiro com o Lo-teamento Caxias. Este tambm recebeu o trofu Destaque da Competio, pela atuao de Adelar Walter, que presidente da Amob Loteamento Caxias.

    J no Veteranos, o segun-do lugar ficou com a equipe do Santa Lcia e o terceiro com o time do Pio X. Paulo, do Santa Lcia, garantiu o trofu Desta-que da Competiao para a sua comunidade.

    Pedro Jardim, diretor do departamento de Esportes, durante sua fala na abertura do evento, agradeceu a todos os integrantes do departamento, que possibilitaram que os jo-gos fossem realizados com su-cesso. Ele tambm saudou os apoiadores e em especial, aos responsveis pelas quadras do Andy, Cruzeiro, Enxuto, Arena e Santa Lcia, por terem cedido os horrios para o campeonato.

    Em 1994 realizamos nos-so primeiro interbairros e a cada edio cresce o nmero de par-ticipantes. E o importante que tambm est aumentando o interesse pelo futsal feminino e categorias de base, afirmou.

    O secretrio municipal de Esporte e Lazer, Washington Stecanela Cerqueira, afirmou que o esporte uma forma de preparar cidados.

    Ele aproveitou a oportuni-dade para anunciar a abertura de dois novos ginsios em Ca-xias, o do Vasco e do centro esportivo com 3 quadras para alto e mdio rendimento, alm de formao de atletas e utili-zao pelas comunidades. Sa-bemos da necessidade de mais espao, disse.

    Fotos: Karine Endres

    Departamento de Esportes comemora mais um ano bem sucedido

  • Jornal dos Bairros16Dezembro 2013 Mais Bela

    UAB garante melhor torcida no estadual Mais Bela Comunitria

    Foto: ngela CrdovaEste ano foi a vez da UAB

    trazer para Caxias o ttulo de melhor torcida no concurso Mais Bela Comunitria do RS. Realizado no dia 7 de dezem-bro, em So Gabriel, a esco-lha ainda deu para a Caxias um lugar na corte, com Elisabeth Brenda Martins garantindo a fai-xa de segunda princesa mes-ma faixa que ela j possui na atual corte municipal. Isadora Perotti, Simpatia Comunitria de Caxias, tambm participou do concurso estadual.

    A noite foi de despedida para Gabriele Barilli Rossi - que entregou sua faixa de Primeira Princesa estadual - e para Le-tcia de Carvalho - que passou a faixa de Simpatia Estadual. Letcia a atual Mais Bela Co-munitria de Caxias e Gabriele

    a primeira princesa munici-pal e Embaixatriz da Festa da Uva 2014.

    A corte eleita do RS ainda

    composta por Rudiane Batis-ta do Amaral, como Mais Bela Comunitria do RS, represen-tando Cruz Alta, Giulia de David Gonalves como primeira prin-cesa, representando Cachoei-ra do Sul e a simpatia Rosana Michael, de Buti. A vencedo-ra recebeu uma viagem para Montevidu, entre os prmios oferecidos. Tambm foram pre-miadas as torcidas de Butia em segundo lugar e Cruz Alta como terceira.

    Para Valdir Walter, presi-dente da UAB, as con-quistas caxienses s foram possveis devido a atuao das diretoras do Departamento de Or-ganizao das Mulheres da UAB. Foram elas que acompanharam todo esse processo que re-sultou na conquista da faixa de segunda prince-sa e melhor torcida para Caxias, ressalta.

    J Shania Pandol-

    fo, diretora do departamento de Organizao das Mulheres, ex-Mais Bela Comunitria e Em-baixatriz da Festa da Uva 2012, acredita que o mrito de toda a torcida. Temos que agrade-cer a todos os integrantes da torcida, que apesar de uma via-gem de 7 horas at So Gabriel, nos ajudaram a conquistar o primeiro lugar, fala. Ns man-tivemos sempre a animao e a integrao do grupo, apoiando no apenas as candidatas, mas a entidade como um todo, afir-

    ma Shania.Para Shania, o concurso

    uma forma das meninas divul-garem a UAB, que possui um movimento organizado, forte e unido. E tambm uma oportu-nidade para conhecer os movi-mentos de outras cidades.

    ngela Crdova, tambm diretora do departamento de Organizao das Mulheres da UAB, concorda com Shania e ressalta que o concurso traz conhecimento para as partici-pantes, a respeito do funcio-namento de outras Unies de Associaes, do movimento comunitrio estadual, alm de reforar a integrao entre os municpios.

    A prxima escolha da corte estadual j est marcada para dezembro de 2014, em Buti.

    Mais Bela Comunitria de Caxias

    O Concurso Mais Bela Co-munitria de Caxias do Sul 2014 j est sendo organizado. As di-retoras prometem novidades. J comecem a pensar no as-sunto que logo estaremos di-vulgando as novidades, pro-mete ngela.

    Nem a longa viagem, de mais de sete horas,tirou a nimao da torcida caxiense

    Foto: Caderno 7

    Foto: Caderno 7

    Elisabeth (n 7) e isadora (n 6) representaram o movimento caxiense

    UAB na luta contra o cncerNo dia 23 de novembro, a UAB

    participou de uma grande atividade no Parque dos Macaquinhos, buscando a conscientizao sobre a importncia da preveno das doenas tpicas da populao masculina, em especial do

    cncer de prstata.

    O Matiada pela Vida foi promovido pelo Centro de Auxlio s Pessoas com Cncer (CAPC), com apoio da Unio, entre outras entidades. Entre as atividades, foram realizadas medies de glicose e presso arterial, distribuio de mudas nativas, abordagens explicativas sobre as doenas da populao masculina, apresentaes artsiticas e

    distruio de erva-mate.