Jornal do Cariri - Edio 17 a 23 de julho

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    06-Mar-2016

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Jornal do Cariri

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  • E L E I E S

    5

    O Cariri ganhou a terceira unidade da Vara do Trabalho. O rgo ser instalado provisoriamente no Crato ou em Juazeiro, at quando for construdo o prdio sede do Frum Trabalhista, que em um s local vai abrigar trs unidades. Tcnicos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) j estiveram na Regio e conversaram com os prefeitos para analisar a localizao de terrenos.

    Acesse e veja a programao completa: www.bnb.gov.br/cultura

    Dia 17, tera-feira.ARTE RETIRANTEProgramao de Comemorao dos 60Anos do Banco do NordesteLocal: Largo da RFFSA - Crato-CE.18h00 - Sua Incelena Ricardo III - Grupode Teatro Clowns de Shakespeare -Natal-RN.Dia 18, quarta-feira.

    ARTES CNICAS 19h30 - DJ Vu - Grupo Graxa deTeatro - Joo Pessoa-PB.Dia 19, quinta-feira.ESPECIAL ROCK-CORDEL E ARMAZM DO SOM Local: Sesc Juazeiro.19h00 - Msica - Trotsk - Juazeiro doNorte-CE.

    20h30 - Msica - Banda Anonimato -Joo Pessoa-PB.Dia 20, sexta-feira.ARTES VISUAIS19h00 - Abertura da Exposio Bomde Bola.Artista: Felipe Barbosa-RJ.Curadoria: Luciano Vinhosa-RJ.Dia 21, sbado.

    ESPECIAL ROCK-CORDEL E ARMAZM DO SOM Local: Sesc Juazeiro. 19h00 - Msica - Los The Os - Juazeirodo Norte-CE.20h30 - Msica - Blues Cream -Crato-CE.Dia 22, domingo.ESPECIAL ROCK-CORDEL E

    ARMAZM DO SOM Local: Largo da RFFSA. 20h30 - Msica - Lanamento do CDda Banda Nightlife - Crato-CE.Dia 23, segunda-feira.Fechado.

    Destaques da programao de 17 a 23 de julho de 2012.

    REGIO DO CARIRI l DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012 l ANO XIV l NMERO 2543 R$ 1,50

    SADE

    O peridico do Cariri independente

    BICHOS

    Icasa tem o seu zagueiro-artilheiro

    ESPORTE

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    ENTREVISTA

    Voze

    sdo

    Carir

    i

    WiltonBezerra

    Um cronistade verdade

    MILIONRIAS

    JUAZEIRO

    Campanhas vo custar maisde R$ 12 milhes no Crajubar

    Ministrio Pblico de olho nos baixos custos declarados por candidaturas a prefeito em Juazeiro do Norte

    DIREITOS TRABALHISTAS

    CULTURA

    Foto: Organizao da exposio

    Arte

    : Eva

    ndo

    F. M

    atia

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    Crato e Juazeiro disputam pela sede da terceira unidade da Vara do Trabalho

    Xilogravura e Paleontologia no Museu de Santana conquistam o pblico

    A Regio do Cariri responsvel por boa parte dos transplantes de rgos no Estado, porm o nmero de voluntrios ainda muito reduzido. Neste primeiro semestre, em quase 30 transplantes de rins realizados em uma clnica do Crato, apenas dois doadores so do Cariri. Grande parte dos rgos vem da Capital. Por outro lado, a quantidade de sangue arrecadada na regio tem suprido a demanda regional, sendo responsvel por 24% da coleta em todo o Cear, assim como a doao de medula ssea, que j alcanou diversas pessoas identificadas como compatveis em todo o Brasil.

    Nmero de transplantes cresce e doaestm dficit

    7

    Coluna do Donizete

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    Adoo deanimais embaixa no Cariri

    R$ 6 MILHES

    Crato tem as candidaturasmais caras da regio

    Sam

    uel M

    aced

    o

  • Um marco na histria da doao de rgos no Brasil foi a Lei Lcio Alcntara (Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997), aprovada pelo Congresso Nacional, a partir de um projeto de lei de autoria do grande sena-dor cearense. Essa lei dispunha, em sua verso original, at ser modificada em 2001, criava uma presuno de doao, que s seria desconsiderada se a pessoa se de-clarasse expressamente no doador de rgos. Desde a mudana, apesar das campanhas educativas, os indi-cadores de doao jamais atingiram os patamares espe-rados pelo legislador. Aquilo que seria a redeno de todos os pacientes necessitados de ajuda para sobrevi-ver, se tornou um ato de vontade e de desprendimento individual.

    Campanhas educativas, mensagens subliminares em novelas e filmes, documentrios, programas jorna-lsticos e tantos outros meios de sensibilizao do povo para que sejam doados rgos compem o conjunto de tentativas de minorar os problemas e o sofrimento de todos quantos dependem de rgos humanos para con-

    tinuar a viver ou melhorar suas condies de existncia.Esse drama particularmente sensvel no Cari-

    ri, que uma referncia nacional em transplantes, mas no consegue doadores. Os nmeros atuais so desani-madores. A falta de conscientizao e a baixa qualidade de informao dos potenciais doadores e seus familiares so gritantes. Os hospitais tm de esperar a boa vontade das famlias, enquanto isso h uma verdadeira romaria de pessoas que esperam quotidianamente pelo rgo que lhes restituir a dignidade ou lhes prolongar a vida.

    O ponto central est na deficincia de captao. A procura de doadores deve-se tornar um elemento pre-ponderante nas polticas pblicas relacionadas. Nesse aspecto, no apenas os rgos estaduais ou federais de-vem agir. A iniciativa de congregar todos os municpios da Regio Sul importantssima e ela passa necessaria-mente pelas Secretarias de Educao, pois os jovens tm condies de agir como propagadores e difusores de uma cultura de doao.

    A prpria Lei de Doao de rgos, em vigor

    desde 1997, no suficientemente conhecida. Medidas prticas e simples como colocar a lei nas pginas na in-ternet dos municpios, seja em sua verso completa, seja de uma forma resumida, seriam muito eficazes para dar cincia dessa norma para todos. A elaborao de uma campanha publicitria, usando jornais, rdio e televi-so, por certo, contaria com a boa vontade dos rgos de comunicao social.

    Os nmeros atuais de doao de rgos devem ser comparados com os bitos, especialmente aqueles causados por acidentes. Essa comparao revelar o verdadeiro abismo entre a potencialidade do aprovei-tamento de rgos e tecidos humanos e seu desperdcio por no terem as famlias a oportunidade de refletir pre-viamente e de autorizar as doaes.

    O momento da morte de um parente doloroso. Ningum pode tomar decises com a necessria rapidez ou com o desprendimento imaginvel, sem ter antes re-fletido e avaliado a importncia de se doar rgos. E, com isso, doar vida!

    DOAO DE RGOS NO CARIRI E VIDAS QUE SE PERDEM

    2 REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012Opinio

    Editorial

    Envie sua carta para jornaldocariri@jornaldocariri.com.br e d sua opinio faa sua sugesto, uma crtica. Esse espao aberto para voc, caro leitor.

    QUEM EDUCA A INTELIGNCIAOBTM SABEDORIAQUEM EDUCA OS PENSAMENTOSCONQUISTA SUA ALFORRIAMODELO DE EDUCAO JESUS NO DIA-A-DIA!

    Welington Costa

    Achei que a homenagem a Luiz Gonzaga fosse mais expressiva dentro do parque de exposies do Crato. Ao que se falou, cem sanfoneiros fariam homenagem ao nosso nordestino mais ilustre, mas no foi bem isso que pudemos acompanhar. Achei que deixou a desejar.

    Luciana Alves, Cratense

    CULTURA DE MASSACHARGE

    E AT OS ERROS DO MEU PORTUGUS RUIM

    Imaginariamente pelo ttulo, o leitor tem a sugestiva ideia que tratarmos dos erros de Lngua Portuguesa. Na verdade, e at os erros / do meu portugus ruim um trecho da cano Detalhes do Rei Roberto Car-los. Em loco, abordaremos como temtica de nossa descrio, a msica, como arte e cincia de combinar os sons, de modo agra-dvel ao ouvido humano.

    Quando se produz uma msica de qualidade, ela tem o poder de: falar direto ao corao do ouvinte, despertar o sentimento, d sentida a vida das pessoas, eterniza na memria dos apaixonados, um pedao da estrada de cada um de ns. Algumas letras das msicas descrevem cenas e histrias do nosso quotidiano. Muitas geraes ouviro boas e pssimas msicas. Para o radialista o senhor Mazim, apresentador do programa, (da rdio Araripe do Crato) em cada can-o uma recordao. Ouvi muitas vezes o locutor falar que: atravs da msica que ouvinte, vive seus melhores momentos.

    Cabe afirmar, que a trilha sonora de um filme, novela, permite ao ouvinte reviver algo inesquecvel. Alm do valor sonoro que expressa e de se comunicar com as pessoas. Existem pessoas que at, danam conforme a msica, ou melhor, agem segundo a con-venincia do momento. A revoluo musical substituda por uma nova ordem musical, atravs da qual se organiza novos gneros musicais em torno da internet.

    A qualidade da msica atual permite que o vocalista no cante ruim, tudo se vende para todos os gostos. Uma vez ouvida pblico deveria buscar Para entender o verdadeiro signi-ficado, merece uma reflexo. As Letras das msicas, tem o poder de fazer as pessoas refletirem. Ve-jamos as Letras. (...) o mundo um livro aberto / Ensina a quem no sabe ler Genival Santos. s vezes tudo lindo / s vezes tudo engana Ivan Lins. No adianta ir igreja rezar e / (depois) fazer tudo errado (Sorte tem acredita nela) Fernando Mendes. No Cear no tem disso no Luiz Gonzaga (o Rei do Baio). (...) Secretaria, que trabalha o dia inteiro comigo / Estou correndo um grande perigo, de ir para no tribunal (...) Amado Batis-ta. Laranja madura na beira da estrada / T azeda ou tem maribondo no p Ataulfo Alves. Minha fraqueza voc / Meu cora-ao quem diz (...) Nando Cordel. Se agente falasse menos / Talvez compreen-desse mais Luiz Melodia (1975).

    A Msica de vanguarda oriunda da MPB, composta pelos os artistas: Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Geral-do Vandr... No perdia a chance de criticar o regime da poca, expressando no seu repertrio, o protesto. Coletneas de suces-so consagrado foram censuradas, conforme

    atesta a histria a Msica. A ex-presso cale-se (do verbo calar), fora substitudo por Clice (obje-to/vaso).

    O ms de fevereiro po-ca do carnaval onde entra em cena o samba (RJ) e frevo(PE). No ms de junho os festejos juninos evidenciam como tema principal o Forr, que no aspecto tradicio-

    nal, a maior expresso musical o forr autntico idealizado por Luiz Gonzaga e cantado por seus seguidores. afirma que o forr de Gonzaga - a alta rvore que ningum sabe o tamanho. O forr tem suas particularidades, nas noites dos festejos Juni-nos So Joo e So Pedro tomam conta do Nordeste. O arrasta-p alegra e deixam for-rozeiros de planto. O espetculo das festas juninas arrasta multides.

    A boa msica tornou-se parte da vida dos religiosos, o destaque a msica Gospel inicialmente criado em 1920 pelos norte-americanos, hoje, cantado em igrejas catlicas e evanglicas, se projeta com muita frequncia no cenrio radiofnico das emis-soras AM / FM, tocada em todas as igrejas.

    Andson Andrade da SilvaLicenciado em Letras pela Urca

    As produ-es de cultura atravs dos meios de comunicao de massa revelam o quanto as m-quinas dominaram os seres humanos, ofertando enlata-dos aos turbilhes, invs de bens de conscin-cia. Prova disso, as tevs por assinatura e seus pacotes indiscriminados. Os livros iguais, nas bancas e livrarias. As mesmas revistas velhas, enfileiradas nos mercantis. Telespectador virou pea de reposio do sistema, tritura-dor de lixo industrial e engo-lidor de sucata.

    Correr, correr apressa-do at chegar para receber a tal dose mdica do que en-fiam de buraco adentro, cus-to dos ganhos lutados dessa gente, isso pede estudos acadmicos e reavaliao de onde chegou o trem da his-tria intelectual da civiliza-o empacotada.

    Antes havia sedimen-tao das tradies da arte, do pensamento, no decorrer dos sculos eternos. Povos guardavam frutos decanta-dos milnios a fio em for-ma de linguagem, filosofia, pintura, escultura, teatro, dana, literatura. A oralida-de mesma preservou quase tudo que hoje existe de con-tedo na vida cultural dos lugares e museus.

    Depois, o mercantilis-mo avanou mundo afora, primeiro em navios a vela, se-cundados pelos submarinos atmicos. Veio a Revoluo Industrial. Os imperialismos ingls, francs, holands, alemo, russo, americano. As Grandes Guerras. Essa

    fome de merca-dos transformou a face do mundo e a cabea das pesso-as nos estdios. A Era do Consumo expandiu fora no trilho dos cos-tumes e as linhas

    de produo das fbricas no esfriaram mais. Ganhar para viver; viver para consumir; consumir para permanecer igual.

    Quando algum v di-ferente dos outros, fica logo de fora dos cdigos e some alienado goela abaixo pelas entranhas da Besta.

    Eterno drama abrir as cortinas dos palcos a qual-quer um desses atores. Que dose diria de embriaguez solicitar nos balces dos ba-res antes de dormir a solido estropiada? A massa de res-tos das mesas dos estrangei-ros, sem qualidade ou senti-do, abobalha as juventudes, nos pases dos outros mun-dos distantes, sem chance de vencer a corrida do ouro.

    Dizem que sempre aconteceu assim, feras fa-mintas e busca de alimento, nas selvas sombrias deste cho. No entanto sonhar exige imaginao, liberdade e vontade, cata dos segre-dos das possibilidades; olhar l longe e trabalhar alterna-tivas aos novos passos, en-quanto vida viver, ensinam os credos da conscincia, nas artes verdadeiras.

    Emerson Monteiro Advogado

    Exped

    iente

    :

    Fundado em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao

    da Editora e Grfica Cearasat Comunicao Ltda

    CNPJ: 34.957.332/0001-80

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    SEXTILHA CARTA

  • 3REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012PolticaCidades

    Consultores de ONG nacional analisam reciclagem no Cariri

    MEIO AMBIENTE

    Wilson Rodrigues

    Consultores da ONG Compromisso Em-presarial para Reci-clagem (Cempre), sediada em So Paulo, esto no Cariri. Eles visitaro os municpios do Crato, Santana do Cariri e Nova Olinda, para conhecer o trabalho de coleta seletiva de material reciclvel e a incluso social nessas trs cidades. No Crato, estaro reunidos na Associao dos Agentes Recicladores (AARC) para discutir a capacitao dos trabalhadores e a doao de equipamentos, como a entre-ga de cinco carrinhos eltricos para o trabalho de coleta. O presidente da AARC, Jos Bar-bosa de Sousa, esclareceu que a entidade coleta, mensalmen-te, 10 toneladas do material, e os carrinhos possibilitaro a arrecadao de13 toneladas mensais. Os equipamentos so frutos da conquista, em 1 lugar, do projeto na categoria

    Coleta Seletiva, apresentado pela AARC, em 2010, durante um evento realizado em So Paulo pela Associao Bra-sileira de Industria do PET (ABIPET).

    Os carrinhos eltricos significam o segundo prmio conquistado pela Associao, que j foi contemplada com R$ 142 mil, junto a Secretaria das Cidades do Cear, que

    aprovou o projeto sobre co-leta seletiva, elaborado pela Fundao Araripe, Secretaria Municipal do Meio Ambien-te, Geopark Araripe e ge-renciado pela Universidade

    Regional do Cariri. Com os R$ 142 mil, ns compramos uma prensa e construmos um galpo em terreno doado pela Prefeitura. Estamos na expectativa de recebermos os carrinhos doados pela Cem-pre, e dar maior celeridade aos nossos trabalhos, disse Jos Barbosa.

    O ambientalista com experincia em coleta de re-sduos slidos, Paulo Sergio Garcia de Souza, articulador da vinda dos consultores da empresa ao Cariri, quando esteve participando da Rio + 20, disse que a ONG tem ramificao em vrios pases e mantida por empresas multinacionais e de muita credibilidade internacional. A visita desses consulto-res poder significar muito para o trabalho de coleta na regio, principalmente para a cidade do Crato, onde j existe uma associao de catadores fortemente conso-lidada e reconhecida nacio-

    nalmente.Lvia Frana, secre-

    tria de Meio Ambiente do Crato, destacou a Associa-o dos Agentes Reciclado-res como referncia regional. Para ela, o que mais desper-tou os ambientalistas em re-lao coleta no Crato foi a apresentao de um projeto na Feira Internacional e In-dustrial do Meio Ambiente, realizado ano passado, em So Paulo, quando foram apresentadas as principais atividades geradas pelo programa de coleta seleti-va, desempenhado no Mu-nicpio. Um dos pontos mostrados no evento foi a trajetria da AARC, criada no ano de 2005, e sete anos depois ter tantos resultados positivos para mostrar. O trabalho dos catadores no se limita apenas em coletar, eles orientam as pessoas so-bre a destinao adequada do material reciclvel, con-cluiu a Secretria.

    n Catadores recebero cinco carrinhos eltricos para auxiliar na coleta seletiva de material reciclvel

    Serena Morais

    Acompanhando o aumento da quantidade de estudantes procurando pelo primeiro emprego, a deman-da por estgio tambm tem crescido no Cariri. Para con-seguir ingressar no mercado de trabalho, os alunos bus-cam a ajuda das prprias ins-tituies de ensino e de em-presas especializadas, como o caso do Centro de Integra-o Empresa-Escola (CIEE).

    Segundo a Superviso-

    ra de Unidade de Operao do CIEE Juazeiro do Norte, Samara Jesuna Ribeiro da Silva, as empresas da regio ainda desconhecem como o CIEE funciona e os benef-cios do convnio. Ela conta que os empresrios no pos-suam viso sobre a questo social, principal objetivo da instituio. A supervisora chegou h pouco tempo na regio e seu objetivo adap-tar a empresa metodologia correta de trabalho. A rea-lidade da regio diferente

    dos outros Estados, inclusive em relao gesto do pr-prio CIEE daqui, conclui Samara.

    Os dados da empresa apontam, segundo os cadas-tros efetuados, que a regio mais focada na rea de di-reito, contbeis e administra-o. J o setor de licenciatura no muito explorado e, por isso, surgem poucas vagas para estgio. O trabalho de-senvolvido pela supervisora pretende mostrar s empre-sas as escolas particulares,

    por exemplo como elas po-dem trabalhar com os estu-dantes de licenciatura, sendo esta uma forma de moldar um futuro profissional para a empresa.

    Na Regio do Cariri, o CIEE possui em torno 300 empresas ativas cadastradas e cinco mil estudantes em busca de vagas, atualmente. Cerca de 1.000 estudantes es-to contratados em estgios, enquanto 215 so apren-dizes. Para o estudante, o contato com a instituio

    abre portas para o mercado de trabalho e tambm para a melhoria na vida pessoal, pois eles tm acesso a cur-sos online distncia, que ajudam em diversos setores, desde a entrevista de empre-go at quando j est ligado uma empresa.

    AprendizesA articulao fei-

    ta no Programa Aprendiz envolve o CIEE, empresa, escola e famlia. feito um

    acompanhamento familiar e escolar, para que haja um equilbrio entre os envol-vidos, no somente entre empresa e CIEE. Para ser um aprendiz, o jovem deve ter no mnimo 14 anos. A jornada de trabalho re-duzida, trabalhando cinco dias por semana, onde em um desses dias eles vo ao CIEE para a capacitao. O aprendiz sai com total ca-pacidade de ingressar ou continuar no mercado de trabalho.

    Estudantes procuram CIEE na busca do primeiro emprego

  • Mirelly Morais

    Mais de R$ 12 milhes sero gastos oficial-mente nas campa-nhas eleitorais para prefeito nos trs municpios do tringulo Crajubar. So dez can-didatos na disputa, quatro no Crato, trs em Juazeiro do Norte e trs em Barbalha. Na cidade de Juazeiro, os trs os postulan-tes a prefeitura, podero gastar o equivalente a R$ 4,1 milhes.

    Pelos dados fornecidos Justia Eleitoral, o candidato do PSOL, Francisco Demon-tieux Fernandes, ter o menor oramento de campanha. Ele declarou um patrimnio de R$ 435.804,94 e limitou seus gastos com a campanha em R$ R$ 100 mil. Demontieux declarou seis bens mveis e imveis.

    J o candidato pelo PMDB, Raimundo Antnio de Macedo declarou um patrim-nio de R$ 1.005.103,78 e estipu-lou um gasto de campanha de R$ 2 milhes. Raimundo Mace-do declarou 21 bens mveis e imveis.

    O menor patrimnio declarado foi do atual prefeito Manoel Raimundo de Santana Neto. Ele concorre reeleio pelo PT e declarou um patrim-nio de R$ 324.904,00, mas esti-pulou um gasto limite igual ao do adversrio Raimundo Ma-cedo, de R$ 2 milhes. Manoel Santana declarou, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quatro bens moveis e imveis.

    Alm dos trs candida-tos a prefeito e seus vices, Jua-zeiro tem 249 candidatos a ve-reador para 21 vagas na Cmara Municipal.

    Oposio gasta mais em Barbalha

    Os candidatos a prefeito

    Ccero Valrio

    DONIZETE ARRUDAPoltica

    4 REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012Poltica

    BARBALHA

    Hildegardis defende administrao socialista

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    E L E I E S

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    Mirelly Morais

    O barbalhense Antnio Hildegardis Ferreira, 54 anos, poeta, compositor, ambien-talista, e concorre pela primei-ra vez a prefeitura de Barba-lha, em chapa pura do Psol, tendo como companheira de Chapa, Jane Lima.

    Hildegardis foi aluno do Instituto Jos Bernardino e dos Colgios Martiniano

    de Alencar, Centro Educa-cional Lyrio Callou (Celc) e Colgio Santo Antnio, passando pelo curso de Ad-ministrao de Empresas na Universidade de Fortaleza (Unifor). Nos dias atuais, encontra-se cursando Eco-nomia, na Universidade Regional do Cariri (Urca). Por 17 anos foi funcionrio do Grupo Joo Santos, onde ocupou o cargo de gestor comercial da (IBACIP), nos

    ltimos 04 anos.Para Hildegardis, seu

    destino foi traado, quando na infncia, subiu no pata-mar da coluna da Praa da guia para evitar a sua de-molio. Na mesma poca, se juntou ao povo barbalhense, em passeata, contra a venda do sistema de abastecimento dgua do municpio para a Companhia de gua e Esgo-to do Cear (Cagece).

    Anos depois, ainda jo-vem, registra a sua primeira atividade na poltica de es-querda, quando no ano de 1984, juntou-se com outros amigos e montaram o nico palanque Diretas J!, do in-terior cearense. Impedimos a subida de qualquer poltico local, pois o espao era dos jo-vens em protesto.

    Da em diante, a luta continuou at os dias de hoje, conta o postulante ao cargo de prefeito. Participando de movimentos em favor do rea-

    juste salarial dos professores municipais, lutando pela per-manncia da Escola de Artes no municpio, sendo contra a elitizao do CaldasFest e atuando na defesa do solda-dinho do Araripe. Participou ainda de protestos contra o uso do Parque da Cidade para festejos particulares, de-fendeu na Tribuna Popular da Cmara Municipal a cria-o do Dia do Carregador do Pau da Bandeira.

    O candidato pelo PSOL chama para a construo de uma nova poltica, pois o que at agora foi vivido po-liticamente pelo nosso povo, no serve de exemplo para a juventude, porque ainda no so sabedores dos verdadei-ros valores de uma adminis-trao socialista, que vem a expurgar de vez, essa pol-tica coronelesca, nepotista e descompromissada com o verdadeiro desejo de acertar do povo barbalhense.

    n Hildegardis Ferreira concorre a primeira campanha para prefeito

    n Campanha milionria marca perodo eleitoral deste ano no Crajubar, fazendo redobrar ateno do Ministrio Pblico

    Cariri na presidncia do CongressoO senador Euncio Oliveira visitou no final de semana a Expocrato. Aproveitou a festa para fortalecer as candidaturas do PMDB no Cariri, especialmente a de Ronaldo Matos, no Crato. Euncio no se manifestou sobre o fortalecimento de sua candidatura para suceder o senador Jos Sarney na Presidncia do Senado. A eleio acontecer em fevereiro de 2013. O cargo pertence ao PMDB e o nome favorito do partido, Renan Calheiros, pensa em desistir privilegiando o Governo de Alagoas. Com a vaga aberta, Euncio disputar o lugar com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobo.

    Silncio indevido da AssociaoUma semana se passou sem que a diretoria da Associao Comercial do Crato se manifestasse sobre quem pagou a pesquisa realizada por um grande instituto sobre as eleies no Municpio. O candidato Ronaldo Matos tambm no se posicionou sobre as suspeitas de que os recursos usados pela Associao eram oriundos de caixa 2 de sua campanha. Numa corrida eleitoral, essencial a transparncia para que o eleitor possa ir as urnas sem medo de ser enganado. Aguarda-se uma atitude firme do Ministrio Pblico Eleitoral para investigar e punir os responsveis por eventuais irregularidades na realizao dessa operao. H suspeita na divulgao de uma pesquisa para incrementar candidatura em detrimento de outras no Crato. O silncio da Associao Comercial e de Ronaldo Matos inaceitvel.

    Confirmada vinda de vice-presidenteUm reforo para contrabalanar a provvel vinda de Lula a Juazeiro para pedir votos para a candidatura reeleio do prefeito Manoel Santana. O vice-presidente Michel Temer confirmou ao deputado Raimundo Macedo que ter agenda livre para se deslocar at o Cariri. A data quem definir ser a coordenao da campanha de Raimundo. Em Juazeiro, Temer cumprir compromissos ao lado do candidato do PMDB para mostrar a fora peemedebista a favor de Raimundo sob a liderana do senador Euncio Oliveira no Cear. O vice-presidente de Dilma Roussef tambm vir dizer que prioridade do seu partido eleger Raimundo e que o PMDB est todo unido e engajado nessa eleio.

    Custos bem baixos em JuazeiroA polarizao das eleies em Juazeiro do Norte ir provocar um acirramento jamais visto numa corrida eleitoral na cidade. Com 10 dias de campanha, os dois candidatos Raimundo e Manoel Santana esto se resguardando para o ms de agosto. Por ora, poucos carros de som e apenas caminhadas. Juazeiro ainda no vive nas ruas um clima eleitoral intenso de propaganda. Os dois adversrios anunciaram que vo gastar, cada um, R$ 2 milhes em suas campanhas. dinheiro insuficiente para uma eleio to dura e cara. O Ministrio Pblico Eleitoral prega aviso: est atento para impedir qualquer abuso econmico, seja de Santana, seja de Raimundo.

    Abertas contas de RaimundoAo declarar que vai gastar apenas R$ 2 milhes em sua campanha, Raimundo ter que fazer o milagre da multiplicao de seus recursos financeiros. Somente com a contratao da empresa MCI, do professor Antonio Lavareda, Raimundo ir desembolsar no mnimo R$ 500 mil. Com as produtoras de tev e radio sero investimentos de R$ 700 mil. S nesses dois itens, a campanha ter consumido R$ 1,2 milhes. Sobraro R$ 800 mil para todo o restante. E essa sobra ter que pagar gasolina, militantes, aluguis de carros, bandeiras, comits, palanques, som de comcios, advogados, cartazes. Raimundo vai ter que ser hbil para evitar envolver sua candidatura com recursos contbeis no contabilizados, o famoso e perigoso caixa 2.

    Encontro secreto de Cid com SamuelO governador Cid Gomes e o prefeito Samuel Araripe tiveram uma reunio reservada no Palcio Abolio. Oficialmente, os dois trataram da liberao de verbas para a recuperao do canal do rio Grangeiro e a construo da estrada de Santa F. Nos bastidores, Cid e Samuel podem ter abordado abertamente a retirada da candidatura de Cicinho para apoiar o deputado Sineval Roque. Samuel nega que isso seja possvel de acontecer. Confirma ter se reunido com Cid, mas sustenta que Cicinho candidato para ganhar as eleies no Crato.

    Disse me disse...

    Nesta edio, o Jornal do Cariri muda sua direo. O responsvel pela coluna, jornalista Donizete Arruda assume a presidncia do Jornal do Cariri. E a jornalista Jaqueline Freitas assume a Direo de Redao.

    Deputado Manoel Salviano assumiu com todos os poderes a coordenao geral da campanha do prefeito Manoel Santana.

    Presidente da Cmara do Crato, vereador Florisval Coriolano, todo enrolado por irregularidades em sua administrao.

    Ministrio Pblico Eleitoral ameaa denunci-lo por improbidade administrativa, tornando-o inelegvel. Mesmo que seja reeleito, pode tomar seu mandato de vereador.

    Prefeito de Maracana, Roberto Pessoa, visitou a Expocrato. Teve uma longa conversa com deputado Sineval Roque. Gesto de civilidade entre adversrios polticos.

    Publicitrio Adrsio Cmara que trabalhou no Governo Tasso ser o responsvel pela campanha de Sineval Roque.

    Desculpe a ignorncia, o Ministrio Pblico Eleitoral de Juazeiro acredita que os candidatos Manoel Santana e Raimundo Macedo vo gastar realmente R$ 2 milhes em suas campanhas?

    Campanhas para prefeito vocustar mais de R$ 12 milhes

    CRAJUBAR

    do municpio de Barbalha gasta-ro cerca R$ 2,6 milhes. A cam-panha mais cara ser a da frente de oposio, que apoia Argemiro Sampaio Neto (PPS). Os gastos foram limitados em R$ 2 mi-lhes. Os trs bens de Argemiro, declarados no Imposto de Ren-da, somam R$ 270 mil.

    O atual prefeito, Jos Lei-te Gonalves Cruz (PT), planeja um gasto de R$ 600 mil para a disputa reeleio. Ele alegou um patrimnio de R$ 1 milho, distribudos em 10 bens mveis e imveis.

    J o candidato do PSOL, Antnio Hildegardis Ferreira, declarou um patrimnio de R$ 40 mil. Ele no tem bens decla-rados ao Imposto de Renda e o candidato com o menor valor declarado nos trs municpios.

    O municpio de Barbalha tem ainda 152 candidatos que disputam as 15 vagas da Cmara Municipal.

    Crato tem amais cara

    A Campanha poltica no municpio cratense custar mais

    de R$ 6 milhes, divididos en-tre os quatro candidatos. Ser a mais cara do Cariri.

    O candidato do PSB, Si-neval Roque, estimou os limite de gastos em R$ 1.500 milhes. Como patrimnio, Roque de-clarou possuir 4.847.194,09 em bens. O candidato Ccero Frana, do PV, apoiado do atual prefeito Samuel Araripe (PSDB), limitou seus gastos em R$ 2 milhes. E at a ltima pesquisa realizada no site do TSE no constavam bens declarados em seu nome. O candidato pelo PT, o mdico Marcos Cunha, nomeou um li-mite de gastos na ordem de 1,3 milho, e declarou possuir R$ 491.417,52 em bens. J o empre-srio Ronaldo Gomes de Matos, candidato pelo PMDB, deve ter a campanha mais cara do munic-pio, limitada em R$ 2,5 milhes. Ronaldo declarou possuir, em bens, 1.395.690,95.

    No Crato, quase 200 can-didatos disputam as 19 vagas na Cmara de Vereadores.

    Os dados de patrimnio so baseados no ltimo Imposto de Renda, declarados a Receita Federal ,e esto disponveis no

    site do Tribunal Superior Elei-toral. A Justia Eleitoral aceita a contribuio de pessoas fsicas e jurdicas, desde que a ajuda financeira seja um ato transpa-rente, com dinheiro de origem comprovada. Os nmeros divul-gados dos gastos de campanha estipulam os limites mximos de gastos dos candidatos. As cam-panhas podero custar menos, mas no podero ultrapassar os valores.

    Cavaletes proibidosAs coligaes partidrias

    de Juazeiro assinaram um Ter-mo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministrio Pblico Eleitoral, referente progaganda eleitoral por meio sonoro, visan-do a ordem e o sossego pblico em benefcio da coletividade. Durante o perodo destinado a campanha eleitoral, ficam proi-bidos o uso de carros de som em horrios de descanso, antes das oito da manh, das 12 s 14 horas e depois das 21 horas. Ficando proibido tambm o uso de cava-letes com fotos dos candidatos em vias pblicas.

  • Cariri referncia em transplantes, mas doadores ainda so poucos

    5REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012PolticaCidades

    DOAO

    Aglcio Dias

    O nmero de viagens que a aposentada Joana Damio da Silva, de 49 anos, fez de sua casa, em Santana do Cariri, at a clnica Uni-rim, no Crato, algo que ela quer esquecer. Foram mais de oito anos fazendo tratamento de hemodilise. Nesse pero-do levou uma vida de sofri-mento, provocada por cen-tenas de sesses de filtragem sangunea. At que, aps dois anos na fila de espera por um rim, teve a notcia de um r-go compatvel. O doador era um homem de 36 anos que faleceu em um acidente de trnsito em Fortaleza. Ela conta que, naquele momento, sentiu renascer a esperana e a vontade de viver. Eu ha-via decidido no continuar o tratamento, tinha desistido de viver, relembra. Casada e me de trs filhos, dona Jo-ana faz parte de uma estats-tica relevante: o aumento no nmero de transplantados no Cariri, apesar da pouca capta-

    o de rgos na regio.O mdico nefrologista

    Valncio de Carvalho explica que s na entidade, desde a sua implantao, j foram re-alizados aproximadamente 230 transplantes de rins em pacientes do Cariri, sendo 30 somente nos ltimos seis

    meses. Ele, porm, lamenta que grande parte dos rgos tenha que vir do Centro de Captao de rgos do Esta-do, em Fortaleza. Na regio tem havido muitos trans-plantes, mas ainda h pouca captao. Segundo ele, nes-te ano, apenas dois pacientes

    eram do Cariri totalizando quatro rgos o restante foi atravs da captao feita em Fortaleza.

    Para o mdico, esse fato s ser resolvido com a implantao da Organizao para Procura de rgo (OPO) na Regio, que de acordo com

    assessoria de comunicao da Secretaria de Sade do Esta-do, est prevista para aconte-cer no Hospital Regional do Cariri, nos prximos meses.

    Especialistas chamam ateno para que as famlias de pessoas que sofreram aci-dentes graves autorizem as doaes dos rgos, em caso de morte. Tendo em vista a quantidade de habitantes nos 32 municpios caririenses, o nmero de doadores poderia ser muito maior. Com a insta-lao do OPO, nesses casos, parentes mais prximos sero conscientizados sobre a im-portncia das doaes.

    Alm de transplantes, o Sul do Estado referncia em outros tipos de captao, como sangue e medula s-sea. Para comprovar essa re-alidade, a coordenadora tc-nica do hemocentro regional do Crato, Aldilene Sobreira de Moura, conta que so-mente o Cariri responsvel por mais de 24% da coleta de sangue em todo Estado. Sendo o Crato e Juazeiro do Norte os responsveis por

    3% da arrecadao regional. Junto doao de

    sangue, o Hemocentro faz a coleta de medula ssea, que tambm tem um nmero bastante expressivo e que, de acordo com a coordenadora, j identificou nove pesso-as da regio como possveis doadores. A mais recente foi a juazeirense Talita Correia Nunes, de 22 anos, que aps alguns exames ir realizar, neste dia 19, em Natal, a do-ao da medula para um pa-ciente de 26 anos, do Rio de Janeiro, que est com leuce-mia. A doadora lembra que quando fez a inscrio para doar a medula, h dois anos, no tinha noo do gesto que estava fazendo. Somente aps receber uma ligao, no incio de maro desse ano, que percebeu a importncia dessa atitude. A sensao que se tem com o fato de sa-ber que voc pode ser o res-ponsvel por salvar uma vida inexplicvel, comentou a jovem deixando transparecer a emoo e a felicidade que parecia no caber em si.

    Fotos: Samuel Macedo

    Cargas e Encomendas Urgentes para o Serto Central, Cariri, Baixo Cariri e Chapada do Araripe, DIARIAMENTE. Filiais: Quixad, Quixeramobim, Senador Pompeu, Mombaa, Acopiara, Iguatu, Vrzea-Alegre e Juazeiro do Norte.

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    Juazeiro do Norte-CE

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    Wilson Rodrigues

    O Cariri foi contem-plado com mais uma uni-dade judiciria do trabalho. A designao da instituio aconteceu recentemente pela presidente da Repblica, Dil-ma Rousseff, ao sancionar a Lei que cria mais cinco Varas Trabalhistas para o Cear, elevando para 33 o nmero de unidades no Estado. Atu-almente, no Cariri, s existem duas varas, sendo a 1 em Cra-to e a 2 em Juazeiro do Norte, que foram unificadas em 2010 e atendem 32 municpios da regio. Com o advento da 3 vara aceleram-se os entendi-mentos para a construo do prdio sede do Frum Traba-

    lhista da Regio, juntando as trs unidades, alm de um setor de Distribuio Unifi-cada de Processos (DUP) e o Sistema de Protocolo Integra-do (SPI). Com isso, as notifi-caes, intimaes, citaes e outros atos que dependem de interveno de oficiais de justia, sero divididos equitativamente entre os servidores ocupantes dos respectivos cargos. Com a instalao do Frum na sua sede prpria, o Cariri passa-r a ter mais dois juzes fede-rais do trabalho e trs oficiais de justia atuando em toda a rea jurisdicionada.

    Tcnicos do Tribunal Regional do Trabalho do Ce-ar j estiveram no Cariri

    vendo a viabilidade de lo-calizao de terrenos, para a construo do prdio sede do Frum. Os prefeitos de Crato e Juazeiro do Norte, Samuel Araripe e Manoel Santana, respectivamente, promete-ram apoiar no que for preciso.

    Samuel Araripe tem interesse que o empreendi-mento seja construdo no Crato e colocou a disposio do TRT uma rea de terra localizada na Avenida Fbio Pinheiro Esmeraldo, bairro Muriti, que d acesso ao cam-pus da Universidade Federal do Cear. J o prefeito de Ju-azeiro, Manoel Santana, disse que o terreno disponibilizado pelo Municpio tem 10 mil metros quadrados e fica na

    Rua Rafael Malzoni, bairro So Jos, aproximadamente 40 metros distante da Aveni-da Padre Ccero.

    Para o juiz federal do trabalho e diretor do Frum Regional, Clvis Valena Al-ves Filho, a chegada da ter-ceira vara no Cariri dar mais respaldo a sociedade que busca a tutela jurisdicional no tocante aos direitos trabalhis-tas. Segundo o juiz, somente em 2012 as duas unidades judicirias do Cariri j recebe-ram, aproximadamente, 1.560 novas aes. A instalao de mais uma unidade vai fazer com que a resposta da Justia do Trabalho seja mais clere possvel no atendimento da demanda, concluiu.

    Ingrid Monteiro

    Todos os dias, centenas de ces e gatos abandonados so recolhidos das ruas, a fim de evitar a transmisso de doenas. Nos Centros de Zo-onoses da regio, os animais apreendidos permanecem espera de seus donos ou de algum pretendente que queira adot-los. Apesar disso, m-dicos veterinrios e especia-listas afirmam que o nmero de pessoas dispostas a adotar um animal abandonado dimi-nui, significativamente, a cada ano, no Cariri.

    Adotar um animal considerado um ato de amor. Pesquisas cientficas com-provam que quem tem um bicho de estimao vive mais e melhor. No entanto, muitos

    animais aguardam por um lar acolhedor e saudvel, nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte. Existe muito pre-conceito em relao adoo de gatos, principalmente no caso de fmeas e de cor pre-ta, enfatiza a presidente da Associao de Proteo Vida (Aprov), Antnia Ferreira Lima. A preferncia, nestes municpios, consiste em ado-o de ces machos por conta da serventia na proteo das residncias, acrescenta.

    A Associao de pro-teo vida, que desenvolve trabalho na educao sobre a posse responsvel, importn-cia do controle de natalidade e adoo de animais h trs anos, funciona como inter-mdio entre a famlia que deseja doar o animal e a que pretende adotar. De acordo

    com a presidente, cerca de 200 bichos foram doados nos municpios de Crato, Juazei-ro e Barbalha. Atualmente, a instituio conta com 15 ces adultos e 35 gatos aguardan-do uma famlia adotiva.

    No municpio de Crato, o nmero de registros de doa-o de animais preocupante. De acordo com o mdico ve-terinrio do Centro de Zoono-ses, Ricardo Pierri, cerca de 30 animais chegam ao departa-mento clnico, mas apenas 5% dos ces e gatos so disponi-bilizados para a adoo. Na maioria das vezes, os animais que chegam aqui esto conta-minados com o vrus do cala-zar, algo que dificulta ainda mais as adoes. Hoje em dia, conseguimos realizar trs pro-cessos de adoo a cada sema-na, pois a procura por animais

    reduziu bastante ao longo dos anos, explica.

    Em Juazeiro do Norte, o ndice persiste. Segundo da-dos do Centro de Zoonoses,

    aproximadamente 70 caninos e 40 felinos so capturados nas ruas da cidade, porm apenas 10 adoes so realizadas a cada semana. Especialistas

    apontam que quanto menor o nmero de ces abandonados, maior o controle de zoono-ses e assim h uma melhoria na qualidade de vida das pes-soas, evitando a disseminao de muitas doenas que so prejudiciais sade.

    Para a professora Aline Paulino, adotar um animal tambm uma prova de soli-dariedade, pois cada animal adotado nos abrigos permi-te retirar mais um das ruas. Eu e meu marido no temos filhos e sempre gostamos de animais, decidimos realizar adoo de um gato e de uma cachorrinha. O sentimento bastante recompensador, pois com a nossa atitude, eles po-dem contar com uma nova chance de vida, e so os mais fieis amigos que existem, fi-naliza emocionada.

    Crato e Juazeiro disputam para sediar terceira Vara Trabalhista

    Adoes so inferiores ao nmero de animais abandonados

    n Nova sede ser provisria, at a construo do Frum Trabalhista da Regio

    n Hemoce faz coleta de sangue e de medula ssea

    n Associaoes e Centro de Zoonoses disponibilizam animais para adoo

    Campanhas para prefeito vocustar mais de R$ 12 milhes

  • 6 REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012VozesdoCariri

    Wilton Bezerra, um comunicador de respeito

    Jornal do Cariri - O que o motivava um jovem como voc, morador do Crato nas d-cadas de 50 e 60, no mundo da comunicao?

    Wilton Bezerra - Alm do cinema, leitura de jornais e revistas, o rdio foi, na minha adolescncia, a forma de comunicao que mais me fascinou. Atravs dele, desper-tei a minha paixo pelo futebol, sen-do fundamental a transmisso da Copa do Mundo da Sucia de 1958, com as narraes vibrantes de Pe-dro Luis e Edson Leite.

    JC - Como comeou sua histria no rdio?

    WB - O meu ingresso na atividade se deu por conta do amigo Evandro Bezerra (locutor da Rdio Educadora do Crato). Ele me colo-cou na Amplificadora Cratense e posteriormente, por um pequeno perodo, na Rdio Educadora, onde exerci a funo de controlista (hoje operador) Logo depois, ingressei na Rdio Araripe. Tudo isso no comeo da dcada de 60.

    JC - Que fase voc consi-dera a mais importante no rdio caririense?

    WB - O momento mais rico da minha trajetria profissional se deu em 1967, quando integrei o grupo de grandes profissionais que inaugurou a querida Rdio Pro-gresso de Juazeiro do Norte, sob o comando dos irmos Geraldo Me-nezes Barbosa e Joo Barbosa, ex-perientes homens da comunicao.

    JC - Voc continuou como operador? Como chegou a comentarista?

    WB - Na emissora do grupo Bezerra de Menezes eu fui operador, programador, discotec-rio, disk jockey e, finalmente, co-mentarista esportivo, integrando o primeiro departamento de esportes ao lado dos pioneiros Wellington Amorim, Drio Maia Coimbra, Jussi Cunha e Damio Gomes.

    JC - Em que momento surgiu a oportunidade de ir a Fortaleza?

    WB - Em 1979, fui con-tratado pela Rdio Uirapuru de Fortaleza, por iniciativa de Mosio Loiola, hoje Deputado Estadual e proprietrio da Rdio Assuno. Em 1983, ingressei da TV Educati-va (hoje TVC) e posteriormente tive passagem de onze anos pela Rdio e TV Cidade. De novo, a convite de Mosio Loiola, integrei a equipe da Rdio Assuno em 1995, de onde me transferi para TV Dirio e Rdio

    Verdes Mares no ano passado. Sem-pre como comentarista esportivo.

    JC - Que momentos mais marcaram a sua trajetria no r-dio esportivo?

    WB - Fiz parte de grandes coberturas esportivas pelo rdio, inclusive das Copas do Mundo no Mxico em 1986 e Itlia em 1990, alm de Copa Amrica. No entanto, nada me gratificou e realizou mais do que a contribuio, mesmo que inconsciente, dada para a valoriza-o dos profissionais do rdio da mi-nha poca. Isso porque eu no tinha viso larga o suficiente para compre-ender todo o universo que compu-nha o veculo de comunicao rdio. Joo Eudes, grande locutor, de posi-o secundria na Rdio Iracema, foi contratado pela Rdio Progresso por minha insistncia. Campos Jr., da Rdio Educadora, tinha grande au-dincia e ns convencemos a direo da emissora da importncia sua con-tratao. Esses so dois exemplos de outras grandes iniciativas em aqui-sies e promoes, das quais tive orgulho de participar. Na rea da ra-diofonia esportiva nem se fala. Con-tratei Foguinho sem que os dirigen-tes soubessem. Joo Barbosa segurou a bronca. A vieram posteriormente Luiz Carlos de Lima, Heron Aquino e Hamilton Lima, os dois ltimos s para transmisses aos domingos.

    JC - Foi uma poca de efervescncia de investimentos no rdio do Cariri?

    WB - As dificuldades eram muitas, porque as limitaes finan-ceiras assim impunham. Os sal-rios subiram s alturas e, embora eu ganhasse trs vezes menos, acei-tava isso de bom grado para poder ver as coisas progredirem. Afinal, o meu sonho era trabalhar um radio-jornalismo esportivo inspirado nas grandes emissoras que sintonizva-mos nas ondas curtas de frequn-cia modulada, como Rdio Globo, Tupi, Mau, Mayrink Veiga, Na-cional e Bandeirantes, do Sudeste brasileiro. Achava que era possvel reproduzir tudo aquilo, mesmo diante das limitaes. Era realmen-te coisa de sonhador. Mesmo assim, vrias outras iniciativas catapulta-ram o setor para uma posio mais profissional. E, ao sentir hoje que as coisas deram certo, tenho um sentimento tardio de realizao por ter ajudado a construir essa hist-ria. Mas o fato que nunca perdi o Cariri de vista e me sinto, como cronista, um representante da bra-va crnica esportiva da regio.

    Nunca perdi o Cariri de vista e me sinto, como cronista, um representante da brava crnica

    esportiva da regio.

    A evoluo do rdio e do esporte no Cariri pos-sui traados de relevo profissional feitos com ajuda da abnegao, competncia e credibilidade de Jos Wilton Be-zerra. Um filho de Vrzea da Con-ceio, municpio de Cedro, que, hoje, aos 63 anos, tem consagrada a sua trajetria como o mais reno-mado comentarista esportivo de Fortaleza. Sua voz, imagem e isen-o de atitudes so atraes da TV Dirio e Rdio Verdes Mares AM 810, emissoras do Sistema Verdes Mares de Comunicao. Iniciou na profisso ainda de calas curtas, na antiga Amplificadora Cratense, onde chegou a ser repreendido no primeiro dia de trabalho pelos trajes inapropriados para a fun-o de controlista (hoje, operador de udio). A vocao do menino, que passou a melhor parte da sua

    infncia na chamada poca de ouro da efervescncia cultural do Crato de cinco dcadas atrs, revelou-se benfica para o rdio. Da amplificadora para a Rdio Educadora e, depois, para a Rdio Araripe, o talento de comunica-dor se revelou e foi consolidado em Juazeiro do Norte. At hoje, se engrandece com reconhecimento e prestgio alm fronteiras. Fun-dador da Rdio Progresso, par-ticipou ativamente do processo de profissionalizao da crnica radiofnica e esportiva da regio. Com a montagem dos novos time de profissionais e de uma progra-mao que transformou o esporte local, especialmente o futebol e seus clubes, engrandeceu a paixo dos torcedores em todo o Cari-ri. Nesta entrevista, trazemos um pouco mais da histria de mais esta grande Voz do Cariri.

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  • Ingrid Monteiro

    A paleontologia alia-da arte da gravura em madeira faz par-te da Exposio Pa-leo-xilo, que tem por objetivo utilizar a expresso artstica da xilogravura para represen-tar as riquezas arqueolgicas da regio do Cariri. Idealizada pelo xilgrafo cratense Carlos Henrique Soares, a exposio segue aberta ao pblico at o ms de setembro, no Museu de Paleontologia da cidade de Santana do Cariri.

    Por meio da parceria com o professor alemo da Universidade Regional do Cariri (Urca), Titus Rield, o ar-tista produziu representaes de fsseis por meio do uso da xilogravura nas estruturas de

    lambe-lambe, arte urbana de-senvolvida principalmente na regio Sudeste do Brasil e pa-ses da Europa, que consiste basicamente em um pster de papel colado em locais como muros e postes das vias pbli-cas da cidade.

    O projeto visa desen-volver novas formas e lin-guagens contemporneas por meio da arte da xilogravura, tradicionalmente associada s capas da Literatura de Cordel. As produes foram cons-trudas para aes de inter-veno urbana que promove-mos nos espaos pblicos das cidades da regio, no entanto estamos levando esta arte para o interior das galerias e museus, a fim de que estes espaos sejam cada vez mais ocupados pela populao,

    explica Carlos Henrique.A regio do Cariri

    considerada uma das mais importantes devido enor-me quantidade e qualidade de preservao de fsseis. De acordo com o xilgrafo, a arte educativa importante fer-ramenta para conscientizar a populao acerca das riquezas naturais do Cariri. Preocupa-mos em possibilitar que a nos-sa arte conscientize as pessoas, principalmente em relao valorizao do meio ambiente e, sobretudo, dos vestgios ar-queolgicos, enfatiza.

    Durante dois anos, os artistas realizaram estudo e pesquisa no acervo de fs-seis da regio, com a finali-dade de construir verdadei-ras rplicas das estruturas fossilizadas. Cerca de 100 rplicas foram produzidas para a exposio, represen-tando estruturas de fsseis de plantas e animais. H 25 anos trabalho com a xilo-gravura e sempre bastante gratificante ver resultado do nosso trabalho, ainda mais quando se tem como propos-ta desenvolver a conscincia ecolgica da comunidade, finaliza o xilgrafo membro da Academia dos Cordelistas do Municpio de Crato.

    7REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012PolticaSocial Cultura

    CULTURA

    Sociedade em FocoPOR WALESKA MARROCOS waleskamarrocos@jornaldocariri.com.br

    CULTURA

    Rua Senador Pompeu, N 429 - Centro - Crato-CEFone/Fax (88) 3253.1080

    Diretora TcnicaDr Fabiana Pereira Rodovalho Alencar Gomes

    ALFARMA, a primeira farmcia de manipulao genuinamente Cratense.

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    Ambiente e Servios Pblicos - SEMASP a Regularizao de Licena

    Operao para Fabricao de Letras, Letreiros e Placas de Qualquer

    Material, exceto Luminoso, na Rua: Zeferino Pedro dos Santos, N 278

    Bairro: So Jos no Municpio de Juazeiro do Norte - CE

    Foi Determinado o Cumprimento das Exigncias contidas nas

    Normas eInstrues de Licenciamento da SEMASP.

    Meus que-ridos amigos Val-deisa e Humberto inauguraram o mais novo espao para realizao de eventos em Juazei-ro. Eles realizaram o sonho de ter uma cede prpria para as festas de seu Buffet. Parabns ao casal pela aqui-sio.

    O jovem casal Rebeca Landim e James Rocha vive em perfei-ta sintonia. Eles so presena freqente nos mais badalados eventos da sociedade caririense.

    R e -sidindo na capital cea-rense, o ca-sal Giovan-ne Matos e Suely Ribei-ro chegou na terrinha para curtir merecidas frias. Na foto, com a empresria Soraia Ri-beiro, eles aproveitaram para matar a saudade de amigos e familiares. Descanso merecido. Aproveitem!

    VOZ E VIOLO FAMILIA DE SUCESSO

    Meus queridos Juvencio Gondim e Isabel Gondim, com os fi-lhos Israel e David. Famlia muito querida e de grande sucesso em nossa regio.

    INAUGURAO

    MERECIDAS FRIASO n d e

    ela passa arras-ta multides, e no Cariri no foi diferente. O show de Ivete na Expocra-to foi o mais concorrido de todos. Ela ar-rasou!!! Linda e loira, cantou sucesso anti-gos e atuais, levando o p-blico a levantar poeira!!!!

    Na foto, Amanda com Ivete antes do show. Foi muita curtio.

    CASAL 20IVETE NO CARIRI

    Rinal-do Barreto c o m e m o r a 20 anos de carreira.Com uma voz su-ave e amplo reper tr i o , ele tem bri-lhado nas noites e fes-tas de nossa Rgio. Eu sou f.

    Exposio une arte e educao ambiental em Santana

    PROCURO P/ ALUGAR

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  • CCERO NICSSIOTOQUE DE PRIMEIRA

    TRS DEMAIS

    No existe coincidncia em tabela de campeonato nenhum. O que a CBF fez com o

    Treze de Campina Grande foi uma resposta a tudo que o galo da Borborema causou de constrangimento aos clubes da srie C. A Confederao colocou os trs primeiros jogos do Treze fora de casa. Um bom, dois est de bom tamanho, mas trs demais. A torcida do Treze s ver seu time jogando na Paraba, na quarta rodada.

    CAMPANHA

    No existe boa campanha na Taa Fares Lopes. O objetivo claro: ser campeo e preparar o time em dose dupla para disputar dois campeonatos paralelos, o certame Cearense e a Copa do Brasil. Cear e Fortaleza nunca deram importncia a Copa Fares Lopes, pois os dois clubes tem vagas garantidas na Copa do Brasil. No preciso ter bola de cristal para apontar os quatro clubes que faro a semi-final e final: Horizonte, Guarani de Juazeiro, Guarany de Sobral e Icasa. Se surgir outros times, podem me gozar.

    GUARANI X ICASA

    Guarani e Icasa fizeram o primeiro clssico pela Fares Lopes, foi um 0 a 0 sem muita emoo, principalmente na primeira fase, com apenas dois chutes a gol. Um do Icasa e outro do Leo do Mercado. No segundo tempo, as duas equipes resolveram abrir a marcao e o jogo ficou mais aberto. O volante Simio, aos cinco minutos, assustou o goleiro Fbio com um forte chute de fora da rea, o Guarani respondeu com Djalma e o goleiro Tomazella, que fez uma boa defesa. O treinador do Guarani, Antonio Luis, gostou do resultado e acrescentou que pelo pouco tempo de trabalho, o time suportou muito bem o maior volume de jogo do verdo.

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    Travessa Slino Duda, 59 - Bairro Santa Teresa - Juazeiro do Norte - CE

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    8Esporte

    REGIO DO CARIRI(CE), DE 17 A 23 DE JULHO DE 2012

    FUTEBOL

    Maior zagueiro-artilheiro do Brasil joga no IcasaToni Sousa Especial para o JC

    O maior zagueiro-ar-tilheiro do Brasil joga no Icasa. An-dr Turatto che-gou marca de 81 gols em 17 anos de carreira. Antes, Emerson do Coritiba era con-siderado o maior zagueiro--artilheiro do Pas. Inclusive, Emerson j foi companheiro do Turatto no Ava-SC.

    O primeiro gol mar-cado por Andr Turatto foi em 1996, pelo Ypiranga de Erechim, Rio Grande do Sul. Seu tcnico, na poca, era o Guilherme Macuglia, atual-mente tcnico do Rio Branco do Acre. A partir da foram vrios clubes e 81 gols marca-dos, porm o zagueiro garan-te que todos foram em com-peties oficiais. Nenhum foi feito em amistoso.

    Segundo Andr Turat-to as palavras zagueiro e ar-tilheiro no combinam, mas acha legal o reconhecimento das pessoas por este fato. O atleta disse que seu gol mais importante foi pelo Ava con-

    tra Ponte Preta, em 2008, oca-sio em que o clube catarinen-se conseguia a classificao para a Srie A do Brasileiro. Porm, o de maior valor sen-timental foi contra o Santa Cruz. Na oportunidade o za-gueiro defendia o Fortaleza. A esposa de Turatto estava gr-vida de gmeas e o casal ha-via recebido a informao h pouco tempo. Na comemora-o do gol, Andr Turatto co-locou duas bolas por baixo da camisa, para representar as fi-lhas que em breve nasceriam.

    Quando o assunto gol-contra, Turatto afirma: J fiz vrios, no sei quan-tos. Acredito que quase todo zagueiro passou por esta situ-ao. Acho que uns cinco ou seis j devo ter feito, com cer-teza. Indagado sobre a pos-sibilidade do gol 100 o atleta enftico: Eu gosto de fazer gols, fico feliz em fazer gols, mas no sei se chego aos 100. No sei nem se consigo jogar muitos anos, porm irei sem-pre tentar ajudar minha equi-pe e se puder ajudar com gols, melhor ainda.

    Andr Turatto no fala em encerrar a carreira: Meu plano jogar o prximo jogo. Eu sempre fui assim e depois que cheguei a uma certa ida-de eu trao como objetivo jogar a prxima partida. Turatto frisou que aps dei-xar a carreira de jogador no pensa em deixar o futebol. O atleta passou no vestibu-lar para administrao, mas quer conciliar algo particular sem sair do futebol.

    Andr Turatto tem con-trato com o Icasa at o final da Srie C do Brasileiro. O joga-dor j marcou sete gols com a camisa alviverde. Pela Srie B, ano passado, foram dois. Pelo Campeonato Cearense deste ano, mais quatro. Inclusive, foi um dos artilheiros do Ica-sa, na competio. E na Srie C j marcou um.

    Guarani confirma dois reforos

    A diretoria do Guara-ni confirmou o acerto com o lateral-esquerdo Panda e o atacante Niel. Panda j atuou pelo Icasa e estava no Remo do Par. J Niel jogou o Cam-peonato Cearense deste ano pelo Tirandetes e depois se transferiu para o futebol do Piau. O atleta foi Vice-Cam-peo Cearense e Campeo da Taa Padre Ccero em 2011, pelo Leo do Mercado.

    n Andr Turatto j fez 81 gols

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    Samuel Macedo