Jornal de Artes | Edio Agosto 2012

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    30-Mar-2016

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Jornal de Artes | Uma pblicao da Muruci Editor. Veculo de mdia impressa, com periodicidade trimestral. Circulao em Porto Alegre e Osrio nos principais pontos culturais da cidade. Anlise crtica da produo artistica e cultural, tanto nacional e gacha, quanto internacional.

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  • JORNAL DE

    ARTESArtes Plsticas Artes Cnicas Cinema Musica Literatura

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    Porto Alegre Agosto 2012 R$ 2,00

    jornaldeartes

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    IDADES CONTEMPORNEAS

    Museu de Arte Contempornea do RS inaugura exposio com mais de 60 artistas apresentando sua viso de mundo, atravs das suas diferentes geraes

    :DAVID LYNCH O LADO ESCURO DO SONHO

    Por Marcelo Castro Moraes

    CRTICA

    Foto

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    DOS POETAS

    Por Djine Klein

    ARTIGO

    QUEM ESCUTA A VOZ

    ARTIGO

    A Necessidade da Arte:Por | Agostinho N. Ruschel

  • Porto Alegre |Agosto | 2012 | ARTES | 2

    CARTUM

    CINEMA

    Por | Bilheri

    JORNAL DE

    ARTESArtes Plsticas | Artes Cnicas |

    Cinema | Musica | Literatua

    EXPEDIENTE

    Jornal de Artes uma publicao da

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    MURUCI Editor

    Joo Clauveci B. Muruci

    Mauricio Muruci

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    Colaboradores desta edio

    Marcelo Castro Moraes | Djine Klein |

    Gergia Quincas | Camila Schekel | Leandro

    Selistre | Fernanda Blaya Figueir | Stela

    Mariz Ribeiro | Lucia Barcelos | Gerci de

    Oliveira Godoy | Maestro Agostinho N.

    Ruchel | Dnia Bazanella Fone: (51) 3276 - 5278 9874 - 6249 9505 - 4243 Email: jornaldeartes@yahoo.com.br

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    (51) (51)

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    Em Tempos de EleioESQUECE TUDO

    SOBRE IDEOLOGIA.

    A PALAVRA DE ORDEM

    QUALQUER ACORDO

    POR MINUTOS NA TV.

    SE TIVERES

    ESCRPULOS,

    ESQUECE. O MODERNO

    AGORA, ABRAAR

    ADVERSRIOS DA

    DIREITA, PARA TER MAIS

    TEMPO NA TELINHA

    Sinopse: Um acidente automobilstico na estrada Mulholland Drive, em Los Angeles, d incio a do primeiro at o final do segundo ato, estejamos (aparentemente) assistindo uma historia com comeo, meio e

    uma complexa trama que envolve diversos personagens. Rita (Laura Harring) escapa da coliso, mas perde a fim. Mas ao surgir a enigmtica (e melhor cena) seqncia do Clube Silncio, de uma forma inesperada, tudo que

    memria e sai do local rastejando para se esconder em um edifcio residencial que administrado por Coco (Ann assistimos at ali revertido e o cineasta nos joga em uma realidade, na qual num primeiro momento, ficamos

    Miller). nesse mesmo prdio que vai morar Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz recm-chegada cidade sem saber o que esta acontecendo realmente.

    que conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Em outra parte da cidade o cineasta Mas o diretor nos deixa a ficar vendo navios? No exatamente, pois com um belo jogo de cmera,

    Adam Kesher (Justin Theroux), aps ser espancado pelo amante da esposa, roubado pelos sinistros irmos Linch nos proporciona um passeio por inmeras pistas que surgem na tela. Mas no espere ele explicando as

    Castigliane. cenas, pois a pessoa que ir assistir que ter que fazer um verdadeiro quebra cabea mental, com as cenas que

    Foi apartir desse filme, que conheci finalmente o universo bizarro de David Lynh. Mais precisamente, so jogadas para ele, desde personagens chaves que surgem em cena, como determinados objetos simblicos

    foi numa edio, da saudosa revista SET (com o ET na capa), em que alm da critica sobre o filme, tinha matria que aparecem, como uma chave azul e um piano miniatura como exemplo. Alm disso, no decorrer da trama,

    especial falando um pouco de cada filme que ele criou. Isso foi o suficiente para eu ir caa, para assistir a essa mesmo com poucos recursos, Lynch gosta de brincar com nossa perspectiva, deixando a gente boiando em alguns

    obra, mas nem imaginava que ela me pegaria de jeito, muito menos ter imaginado se tornando o meu segundo momentos, fazendo agente acreditar, que o que estamos vendo uma coisa, quando na verdade outra. Bom

    filme preferido da minha vida (perdendo para Blade Runner). exemplo disso quando surge uma cena de uma atriz cantando, no que aparentemente parece ser um palco, mas

    a cmera afasta e revela ser um estdio, que por sua vez revela no estar num prdio, mas sim num deserto do

    entardecer, mas que por fim, quando a cmera finalmente para de se afastar, revelado que tudo aquilo est num

    grande estdio de cinema.

    Na poca, o filme acabou consagrando, at ento a desconhecida atriz Naomi Watts, num papel Para David Lynch, os filmes no precisam fazer sentido, pois a prpria vida no faz. Com essa opinio

    que exigiu trabalho em dobro e para aqueles que j viram o filme, sabem do que estou falando. O seu (e dentre muitas), o que serve de impulso para ele criar filmes, um tanto que inusitados e diferentes de tudo que

    desempenho foi to elogiado, que muitos lamentaram ela no ter sido indicada ao Oscar, o que no quer dizer se v por ai e o publico a de gostar ou odiar. Quando Mulholland Drive estreou no inicio dessa primeira dcada do

    que no choveram inmeros convites para filmes, que somente levantariam mais o seu status de tima atriz, sculo 21, acabou no s gerando debates, como inmeras teorias levantadas em diversas mdias, como a

    como Senhores do Crime, 21 Gramas, King Kong e dentre outros. Vale lembrar, que originalmente, Mulholland internet por exemplo. Nem mesmo Matrix, com todas as suas engrenagens filosficas, superou em termos de

    Drive foi realizado para a TV, como filme piloto que daria origem a uma srie, mas, como a rede ABC rejeitou o debates, discuties e teorias levantadas ao longo do tempo.

    projeto por ach-lo pesado demais, David Lynch decidiu lev-lo ao cinema. A idia do filme surgiu quando ele Se muitos ficaram admirados com nmero de buscas na rede para entender os mistrios da srie

    visualizou a placa Mulholand Drive, a mtica estrada de Los Angeles, que atravessa as colinas de Santa Mnica, Lost, pode-se dizer que foi Lynch que comeou com essa mania. Isso graas ao fato de, no somente esse filme,

    passando por Hollywood at a praia de Malibu, na Costa Oeste. Durante o ltimo Festival de Cannes, Lynch disse como tambm outros de sua filmografia, deixar mais perguntas do que respostas nas

    que se inspirou na viso da placa sendo iluminada pelos faris dos carros que passam pela estrada noite, mentes das pessoas. Para

    permeada pela inocncia perdida de seus fantasmas que queriam conquistar Hollywood. "Que as pessoas se ter uma idia da

    entrem, ento, nesta viagem por Mulholand Drive e sintam algo que no se explica", disse o cineasta rede ABC dimenso do cenrio da

    de televiso. p o c a q u e e s t re o u

    Mulholland Drive rendeu-lhe indicao ao Oscar de Melhor Direo em 2002 e a conquista da Mulholland Drive, houve

    Palma de Ouro na mesma categoria no Festival de Cannes 2001, cujo jri foi presidido pelo prprio Lynch. O filme muitas salas de cinema,

    tambm foi indicado a quatro Globos de Ouro (Filme-Drama, Direo, Roteiro e Trilha Sonora) e venceu na que pediam as pessoas

    categoria Melhor Fotografia o Independent Spirit Award, alm de ter sido eleito o Melhor Filme de 2001 pelas (aps terem assistido o

    Associaes de Crticos de Cinema de Nova York, Boston e Chicago. Com tudo isso, ao longo do tempo, filme), para que no

    Mulholland Drive veio a se tornar um dos mais importantes filmes da primeira dcada do sculo 21. Um filme que contasse os mistrios e

    mexe com os sentidos do espectador, o faz pensar e adentrar ainda mais no universo de Lynch. Seja por esse filme, revelaes da trama, para

    ou por outros de sua (quase) impecvel filmografia cheia de mistrios. aquelas pessoas que

    iriam pegar a sesso

    s e g u i n t e . C o n t u d o ,

    Mulholland Drive sendo

    visto por uma segunda ou

    terceira vez, consegue

    at matar a charada, o

    que no quer dizer que

    tenhamos uma resposta

    para tudo que mostrado

    em cena. Digamos, que

    Por traz das cortinas vermelhas

    DAVID LYNCH: O LADO ESCURO DO SONHO Parte 1

    Mulholland Drive: desde que estreou no Brasil h dez anos, obra mxima de David Lynch continua sendo um dos mais enigmticos filmes da historia.

    * Marcelo Castro Moraes crtico de cinema e autor

    do blog "Cinema Cem Anos

    Luz" http://cinemacemanosluz.blogspot.com.br/

    Por Marcelo Castro Moraes *

  • Porto Alegre | | 2012 | ARTES | Agosto 3

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    QUEM ESCUTA A VOZ DOS POETAS

    Por Djine Klein*

    ARTIGO

    E as rvores mortas j no mais te abrigam, nem te consola o canto

    dos grilos, / E nenhum rumor de gua a latejar na pedra seca.

    T.S. Eliot

    mas no tempo do verso, no seu pas o mar ainda tinha peixe.

    Hoje um barqueiro deslizando guas cristalinas sonho do mar. E

    o mar! Quando ele dorme agasalhado por colcha de plstico. Os olhos do mar

    tm sede de gaivotas e albatrozes, mas com menosprezo a boca do homem s

    move a mandbula para dizer no ao pedido de socorro do mar. Lava as mos e

    vira as costas sua queixa. O mar gritando socorro... Socorro, socorro!

    Todavia h os que insistem em preservar uma certeza: a de que

    A epgrafe acima de O Enterro dos Mortos, poema do inicio do os meninos podem escutar a voz dos poetas. E se os levarmos desde

    Sculo XX. O poeta T.S.Eliot um americano radicado em Londres, logo que pequeninos para passear ao ar livre, vo conhecer as muitas formas de vida,

    teve inicio a Primeira Guerra Mundial. um jovem que mira o rio Tmisa e se vo descobrir a alegria que nasce nesse contato. Mais tarde, crescidos eles

    impressiona com o comportamento irresponsvel do ser humano, neste caso, sabero o que fazer pelo nosso pobre Mundo. Seus olhos e ouvidos foram

    os nobres europeus. Em o Sermo do Fogo, outro poema de A Terra sensibilizados, so ntegros e aptos para escutar todas as vozes que chamam

    Desolada, grita o rio sufocado por tanto lixo. Que razes so essas que se socorro. Socorro, socorro... E at escutar nas conchas, o barulho do mar.

    arraigam, que ramos se esgalham / Nessa imundcie pedregosa? Filho do Depois haver vozes crianas pedindo que toda forma de vida

    homem,... E possvel ver no texto-poema que o olhar do poeta est seja respeitada. Afinal cada nova gerao ganha o direito de continuar por ns a

    inconsolado diante de tal viso. O rio no suporta garrafas vazias, restos de viagem do existir. nossa obrigao cuidar melhor do mundo desde ontem. E

    comida, lenos de seda, caixas de papelo, pontas de cigarro... Ento diante da com poesia sim, sim para escutar a voz do poeta mostrando com dor onde est

    leitura destes textos, escritos h cem anos, tenho a impresso de que o poeta o equvoco. Mas tambm em ao o slido gesto para aplacar atos rudes.

    acabou de chegar de um passeio, aqui pertinho de nossas casas. Rios e crregos Chamando por mais respeito pelo Planeta Terra. Lembrando que maltratada a

    abarrotados de objetos e o que mais impressiona a quantidade de calados Me chora por seus meninos, esquecidos de seu imenso e criativo amor.

    que a encontramos. Sapatos o smbolo de homem civilizado, acrescido de todo

    tipo de novidade eletrnica, as maravilhas da ps-modernidade. Contudo,

    moderno e lcido era o poeta no final do sculo XIX. Ele soube dos problemas

    que teramos que enfrentar, pois j estava ali posto, mas s ele viu.

    Talvez se escutssemos mais os poetas, menos os polticos...

    Talvez tivssemos apreendido que o Planeta h muito tempo pede socorro.

    Aprendido que no difcil acolher as queixas destes que olham para nossas

    vidinhas cotidianas e tm mais viso. Por onde andam os poetas e os loucos em

    ns! Aquelas criaturas em que o corao pulsa fora do peito e os olhos tm mais

    viso. E aqui lembrando Euclides da Cunha, no final do sculo XIX, alm de um

    senhor poeta ao escrever Os Sertes, era engenheiro e tinha a soluo para a

    seca no Serto Nordestino. Mas quem para escutar!

    E somos hoje os cidados do sculo XXI, mas ainda no

    aprendemos a reconhecer o que d sustentao a nossa existncia. Que ainda

    no sabemos que todas as formas de vida esto correndo risco de extino. E

    que junto com elas o prprio homem 'extinta' a si mesmo!

    De que adianta a cincia, toda a tecnologia de nosso tempo

    facilitando nossas vidas. E no conseguimos ainda ver que a Natureza a fonte

    para todas as nossas necessidades. Quantas formas de vidas, quantas criaturas

    j desapareceram. Negligenciamos de maneira to irresponsvel, com a

    mesma rudeza como vimos fazendo h sculos. Atentando contra quem nos

    alimenta e propicia o abrigo.

    Que bicho esse, o homem que controla o Mundo, mas no a sua

    fome de domnio e para isso no se importa em aniquilar tudo a sua volta. E no

    rastro por onde passa deixa os dejetos de tudo aquilo que industria, querendo

    paraso.

    O homem um forasteiro quando se faz poeta. Esqulido de

    abandono e horror narra ao vento s estradas ressequidas que tem que trilhar.

    O colquio surdo para os outros homens. Mudo de pssaros em seus poemas,

    pois no h mais laranjais a margem dos caminhos. A ltima cigarra de to

    sozinha no teve foras para fazer vero. doce morrer no mar diz Caymmi,

    * Djine Klein contadora de histria e artista plstica

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  • Porto Alegre | | 2012 | ARTES | Agosto 4

    ARTES PLSTICAS

    EXPRESSES DE UMA DCADA

    Mostra coletivaCultura que Gera Memria

    Expresses de uma dcada

    O Grupo CEEE e Sistema Fecomrcio RS / Sesc, realizam exposio Cultura que Gera

    Memria: expresses de uma dcada. A mostra comemora os dez anos de existncia Do centro

    Cultural CEEE Erico Verissimo, onde mais de 40 exposies de artes visuais, promovendo artistas e

    suas obras.

    Reunindo um conjunto de obras escolhidas pelos autores, a mostra coletiva do CCCEV em

    parceria com o sistema Fecomrcio RS/SESC, oportunizam aos portos alegrenses o retorno s

    obras j expostas ao longo da existncia do Centro Cultural CEEE.

    A parceria entre o Grupo CEEE e Sistema Fecomrcio RS/ Sesc atuando de forma

    expressiva, continuada e sistmica no campo da cultura artstica, promovem o maior

    desenvolvimento neste setor, e torna-se um referencial a vida cultural da capital gacha.

    As aes culturais em conjunto entre entidades institucionais, promovem maior

    desempenho entre os artistas, curadores e pblico que transitam pelo campo da artes visuais,

    ampliando e qualificando os seguimentos envolvidos.

    Expositores:

    Alfeu Viosa, Alfredo Aquino, Aquino Herskovits, Beatriz Balen Susin, Belony Ferreira, Beto

    Rodrigues, Bina Moneiro, Celina Cabrales, Daliana Mirapalhete, Danbio Gonalves , Enio Squeff,

    Estelita Branco, Francisca Duarte Dallabona, Gilberto Perin, Irene Ludwing, Isabella Carnevale,

    Isolde Bosak, Jane Milman, Joyce Loss, Juliano Lopes, Laki Gatti , Marcia Marostega, Maria Ins

    Rodruigues, Maria Rita Webster, Marta loguercio, Mauro Holanda, Miriam Tolpolar, Moacir

    chotguis, Paulina Elzirik, Paulo Porcella, Romulo Lubachesky , Srgio Vaz, Valquiria Monenmor,

    Vincio Giacomelli, Zoravia B ettiol, Zupo.

    Sala O Arquiplago e Memorial Erico Verissimo

    Visitao: de 1 de agosto a 15 de setembro de 2012-08-07

    De tera a sexta, das 10h s 19h, sbado, das 11s 18h

    Alunos da Fabico recuperam antigas tcnicas de fotografia

    Onze alunos da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicao Social (Fabico) da

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) esto com a exposioAlquimia at 3 de agosto

    na Galeria Clbio Sria da Cmara Municipal de Porto Alegre. O grupo, coordenado pela

    professora Andra Brcher, mostra 62 trabalhos criados em processos histricos de fotografia.

    As obras resultam de pesquisas tcnicas e estticas desenvolvidas na faculdade sobre

    procedimentos fotogrficos no-convencionais. Os estudantes recuperam a histria do ciantipo

    (emulso fotossensvel azul, baseada em sais de ferro), do marrom vandycke (emulso

    fotossensvel marrom, baseada em sais de prata) e do phytotype (emulso fotossensvel de

    diversas cores, baseada em pigmentos vegetais, como de flores, frutas e legumes)

    Experimentaes

    Na contramo da indstria fotogrfica, os alunos optam pela produo artesanal de fotos,

    por meio do uso do papel de algodo e do emulsionamento dos materiais fotossensveis. Como

    atestam, essas experimentaes, que incluem a captao das imagens e as prticas laboratoriais,

    permitem que os trabalhos incorporem ocorrncias aleatrias ou provocadas: manchas,

    variaes de tons, apagamentos e metalizaes.

    Participam da exposio Ana Campos de Carvalho, Ana Rita Graciola, Felipe Beltram

    Marcelino, Joo Ricardo Gazzaneo Schmitt, Leonardo Lima Ferreira, Maurcio Rodrigues Pereira,

    Nathlia dos Santos Silva, Patrcia Franke da Cruz, Rafael Francisco Carneiro Ferreira, Renan

    Kovalczuk de Oliveira e Shana Silveira Torres.

    A mostra na Cmara (Avenida Loureiro da Silva, 255, trreo) est aberta das 9 s 18 horas, de

    segundas a quintas-feiras, e das 9 s 15 horas, s sextas-feiras. Entrada franca. Informaes (51)

    3220-4392, e-mailclaudiah@camarapoa.rs.gov.br.

    Texto: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

    ALQUIMIA

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    A Koralle realiza curso ArteArquiteruta - Aproximaes e

    Cruzamentos entre os dias 30 de agosto a 27 de outubro de 2012 (quintas-

    feiras, das 19h s 21h30).

    O curso ir trabalhar as afinidades entre os campos da arquitetura,

    do urbanismo e das artes visuais, ampliando o repertrio cultural dos

    participantes ao mesmo tempo em que estabelece aproximaes e

    cruzamentos conceituais e processuais entre as reas. Pretende contribuir

    com os processos criativos daqueles que trabalham com projetos nas reas de

    arquitetura, urbanismo, design e artes visuais.

    Tem como pblico-alvo arquitetos, artistas, designers, profissionais

    das reas de criao, estudantes e interessados em geral. O material didtico e

    bibliografias sero fornecidas em CD no final do curso, juntamente com

    certificados.

    Servio

    Quando: 30 de agosto a 27 de outubro de 2012, quintas-feiras, 19h s 21h30

    (sada de campo, 27/10, 15h s 17h).

    Local: Koralle - Av. Jos Bonifcio, 95 - Porto Alegre/RS

    Valor: R$ 400 (ou 2x de R$225)

    Carga horria: 16h

    Vagas: mximo 20 alunos

    Informaes e inscries: cursos@koralle.com.br ou (51) 3226.0265

    Site: www.koralle.com.br

    ARTE E ARQUITETURA:

    LUCIANO LANER

    APROXIMAES E

    CRUZAMENTOS, COM MARCOS SARI E

    Foto: Alfeu Viosa; Sem Ttulo

  • Porto Alegre | | 2012 | ARTES | Agosto 5

    ARTES PLSTICAS

    De 23 de agosto a 07 de outubro de 2012 o Museu de Arte Contempornea

    do Rio Grande do Sul inaugura sua mais representativa exposio da programao 2012

    (FOLDER ANEXO) IDADES CONTEMPORNEAS (CONVITE ANEXO) reunindo nos

    espaos das Galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger, obras de mais de sessenta

    artistas, cuja produo contempornea recente vir a incorporar o novssimo acervo do

    Museu. A exposio ir contar com intervenes urbanas, vdeos nas redes sociais e

    filme que tila Ferrarez e Gabriel Gamb, da GAD'Red agncia que adotou o Museu

    criaram sobre o lema: DIFCIL ENTENDER O MUNDO CONTEMPORNEO / A ARTE

    CONTEMPORNEA NEM TANTO.

    Ana Zavadil, Paula Ramos, Paulo Gomes e Marcelo Gobatto so os curadores

    que integram este ambicioso projeto, para o qual tiveram a liberdade de convidar

    artistas de diferentes geraes e linguagens.

    Ana Zavadil apresenta em sua proposta curatorial Poticas em Paralelo

    artistas que situam o seu intervalo de ao a partir da virada deste novo sculo:

    Alexandra Eckert, Ana Flores, Antnio Augusto Bueno, Amlia Brandelli, Bruno Borne,

    Camila Schenkel, Evenir Comerlatto, Guilherme Dable, Jander Rama, Ktia Costa,

    Leandro Selister, Leonardo Fanzelau, Marlia Bianchini, Rogrio Livi e Rogrio Severo. As

    obras escolhidas foram todas concebidas para esta exposio, sem um tema especfico,

    o que se impe a potica, pois no cotejo e/ou confronto entre as obras, atravs desse

    encontro singular, podemos conferir, comparar e estabelecer novos rumos para a arte

    contempornea.

    A curadora Paula Ramos convidou os artistas: Belony, Clvis Martins Costa,

    Dione Veiga Vieira, Fbio Del Re, Fernanda Valadares, Frantz, Gonzaga, Julio Ghiorzi,

    Mariza Carpes, Tlio Pinto, Ubirat Braga e Wilbert. Diante da Matria o ttulo da sua

    curadoria em que apresentam trabalhos que esto entre o racional e o intuitivo, o

    programado e o casual, o geomtrico e o orgnico. Entre a linha e a mancha, a sntese e

    o excesso, a ordem e o caos. Entre desenho e pintura, pintura e gravura, escultura e

    desenho, fotografia e pintura. As obras apresentadas nesta exposio exploram

    diferentes procedimentos e materiais, tcnicas e linguagens, gestos e temporalidades,

    evidenciando o carter plural da produo contempornea. Elas tambm atestam a

    postura investigativa de seus criadores, artistas que tm problematizado as tradies

    do campo da arte, suas prticas e conceitos, bem como revisitado suas prprias

    trajetrias. Diante da Matria prope uma experincia entre o espao, a matria e o

    corpo.

    Os curadores Paulo Gomes e Marcelo Gobatto assinam a mostra de

    CORPOIMAGEM com a novssima produo em vdeo na arte contempornea

    brasileira. Esta mostra apresenta a produo de mais de 40 artistas: Alberto Semeler, Ali

    Khodr, Amlia Brandelli, Ana Norogrando, Andr Severo, Bruno Borne, Camila Melo,

    Carlos Donaduzzi, Chico Machado, Claudia Paim, Clvis Martins Costa, Denise Gadelha,

    Diogo Dornelles, Dirnei Prates, Elaine Tedesco, Eny Schuch, Fbio Noronha, Fabio Puper

    Machado, Fabrcio Almeida, Fernando Codevilla, Glaucis de

    Morais, Isabel Ramil, James Zorta, Jorge Soledar, Kelly

    Wendt, Letcia Bertagna, Lizangela Torres, Luiz Roque Filho,

    Mairon Martins, Manuela Eichener, Marcelo Gobatto,

    Maria Lcia Cattani, Mirieli Costa, Nelton Pelenz, Niura

    Borges, Patrcia Francisco, Rafael Rosso Berlezi, Rebeca

    Stumm, Renato Heuser, Rochele Zandavalli, Romy

    Pocztaruk e Sandra Rey.So filmes e propostas heterodoxas

    que tem renovado tanto a produo do que vemos, como a

    forma dos artistas se relacionarem com o cinema.

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    IDADES CONTEMPORNEAS

    Museu de Arte Contempornea do RS inaugura exposio com mais de 60 artistas apresentando sua viso de

    mundo, atravs das suas diferentes geraes

  • Porto Alegre | | 2012 | ARTES | Agosto 6

    Viamo Cultural

    Tenho guardada na MEMRIA a viso de uma RAMADA de cip COBREADO que

    balanava furiosamente batendo no dorso de um Tobiano, que de VENTA aberta empinou o corpo e saiu

    num trote marchado rumo ao campo aberto, em total INDEPENDNCIA. O cip se esparramava por todo

    o matagal, com sua ramada pendurada entre marics,butiazeiros, figueiras e brincos de princesa. O

    Tobiano aventado desapareceu sem deixar rastro, deixando o cavaleiro solito da vida... Solito? Solito,

    solito no! Que este conto contado uma velha histria do tempo dos amores proibidos. Essa velha

    coruja, que j ouviu muito causo, que j viu muita coisa neste mundo velho de Deus, vai lhe recontar,

    rapidinho, o acontecido. Os tempos eram de peleia, os dias sombrios e secos, o gado andava magro, o rio

    barrento. E algum disse: este amor no pode ser. Foi o que bastou. Se no pode ser da que ser.

    Quem proibiu o mato no sabe, porque motivo, muito menos. Coisa de gente. Que gente gosta destas

    coisas de proibir e de libertar. Proibi para libertar, liberta para proibir. Vive pra lembrar, lembra pra

    esquecer... E o proibido foi encontrar abrigo nas ramadas cobreadas do cip da mata. No tempo que

    tinha isso de ter mata. Tempo antigo. Anoitecia, o sol deitava o cabelo no cu tingindo ele de um

    alaranjado que s aqui no pampa acontece, os proibidos tinham a doura e a ternura do amor novo. Que

    o amor coisa muito boa, nos primeiros tempos. Chegaram no dorso do Tobiano, que foi amarrado, sem

    a montaria, no p de uma grande rvore, pra descansar o lombo. Nisto apareceu uma cobra. Chiiiiiiiiiiiii,

    Chiiiiiiiiiiiiiii! Pucutum,pucutum,pucutum... A Proibida arregalou os olhos e o proibido foi logo tratando

    de encontrar um jeito de acalmar a amada. Hu.Hu.Hu... Piei para ajudar! Disse ele que o Tobiano haveria

    de voltar e que a cobra j havia partido. Ah, as cobras... Nunca perdem a chance de dar uma forcinha pra

    uma amor proibido. O vento soprou os longos cabelos da amada, que as amadas mantem longos

    cabelos, como os cips cobreados, na pele forte do amado, que os amados tem uma pele forte, como os

    brados de independncia. Todas as boas histrias de amor acontecem no tempo da juventude. Com a

    ajuda da cobra, do vento e da lua, que nessa hora j dominava o horizonte, o amor proibido aconteceu.

    Hu,hu,hu... Dizem que foi desse amor que nasceu... No! No foi a humanidade, que essa era uma

    histria mais antiga. Nasceu desse amor um conto contado, dissimulado. Coco Verde e Melancia? No

    sei no seu moo, no bem o que a coruja tem guardado na memria... Que as corujas guardam os

    segredos bem guardados... Hu,hu,hu...

    Nascimento do poeta

    Lcia Barcelos

    O sol desaparecia envolto em p dourado.

    O ocaso, que lento passava,

    anunciava ao mundo, o poeta.

    De origem singela, recm-chegado...

    De sonhos presos no canto do olhar...

    Sorriso tmido, passos macios,

    nem faziam rastro no caminhar.

    Um punhado de rimas nas mos talentosas

    e o veludo das rosas no versejar.

    Concebido, certamente, sob signo especial...

    Nascido do parto dorido e natural

    de singela mulher, no meio da gente,

    na hora em que a estrela cadente

    jogava luzes nas areias morenas.

    Amigo das brisas e das conchas pequenas,

    meio-irmo do mar por onde cruzou...

    E a lua sorria, quando o poeta chegou!

    Aflux de Pr do sol

    Stela Maris Ribeiro

    Ah! esse pr do sol Guaibalesco

    To intenso em seu calor e cor

    Colore l dentro de meus olhos

    A esperana em forma de clamor.

    Engana-se quem diz que no cuidamos do mundo

    Porque no o amamos,

    No sabem eles tambm,

    Amamos sim, s que ignoramos

    Deram a ns idias distorcidas

    De que o que s vale o que vem do esprito

    Tirando de ns esta verdade linda

    Que somos tudo; carne, terra, alma, osso, natureza

    Flores do campo como as margaridas.

    Amm a este pr do sol Guaibalesco!

    Que nos remete alm de seu esplendor horizontal

    E nos permite chance em sua fortaleza

    Compreender-nos como parte de toda essa grandeza

    Que ainda h tempo de nos conscientizarmos

    E resgatarmos sim a unicidade do planeta

    Todos como irmos benditos

    E nesta fora colossal

    Aflux de vida...

    Em meio a toda esta beleza natural!

    O Conto ContadoFernanda Blaya Figueir (o conto teve como mote: Coco verde e Melancia de Simes

    Lopes Neto)

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  • Porto Alegre | | 2012 | ARTES | Agosto 7

    v i d a a o v e r s o

    Das penas

    Por: Gerci Oliveira Godot

    uma nesga de natureza

    encanta meus olhos

    vidos de verde

    um mormao parado

    denuncia o vero

    nuvens passeiam no azul

    na gaiola o canrio canta

    Canta?

    Ou lamenta a priso

    dor solido perpetuada

    Como Joo de barro

    Solitria na noite

    me transporto letra

    ave terra plantada no fio

    pouso alerta

    atropelo linhas tortas

    galopo paisagem

    garimpo metforas

    roubo a sonoridade da brisa

    mudo acordes

    sou arremedo

    poesia

    O Jornal de Artes abre espao em duas pginas onde estaro as produes do Grupo diVersos e outros amigos, e os autores de

    Viamo, para nossos leitores terem contato com um universo maior da nossa produo literria. preciso expor a mercadoria,

    enfatizou outro dia Bertolt Brecht, explicitamente. nosso dever mostrar na prateleira nossos objetos de arte.

    A editora de literatura, Djine Klein estar encarregada de trabalhar junto a esses autores, e descobrir o melhor achado, um

    pequeno diamante junto a peneira de algum descuidado poeta , e trazer do fundo do rio a tmida criao.

    Boa leitura.

    A Necessidade da Arte:

    Por: Maestro Agostinho N. Ruschel (OMB/RS 21324)

    O homem, que se tornou homem, que superou o limite da animalidade,

    transformando o natural em artificial, que se tornou um mgico, o criador da realidade ser

    sempre o mgico supremo, o Prometeu trazendo fogo do cu para a terra, sempre Orfeu

    enfeitiando a natureza com sua msica... Enquanto a humanidade no morrer, a Arte no

    morrer!

    Com estas palavras to verdadeiras e maravilhosas o poeta, escritor e filsofo

    austraco ERNEST FISCHER finaliza seu livro VON DER NOTWENDIGKEIT DER KUNST Da

    necessidade da Arte.

    Gostaria de fazer algumas reflexes que julgo de fundamental importncia ao se

    falar em Arte Cultura Educao nos dias de hoje... Desde sempre, a necessidade da Arte

    (expressa nas mais diversas formas) se fez presente na vida humana. Isso porque,

    querendo ou no, consciente ou no, o homem precisa da Msica, da Poesia, do Teatro, da

    Pintura, para amenizar a sua nsia de infinito, de eternidade, de superao... (como

    fazedor ou receptor da Arte)

    Sobretudo a Msica e a Poesia sabem criar esta realidade virtual e mgica,

    mostrando o mundo como possvel de mudana, dando ao homem momentos de alvio, de

    libertao do stress do cotidiano, lembrando-o de sua humanidade, de sua dignidade e

    de sua grande e possvel fora criadora, chamando ateno para tudo de bom e belo que

    existe...

    Voc j pensou, alguma vez, em expressar seus sentimentos em forma de poema?

    No gostaria de participar de um grupo de canto, de poesia, de teatro, de dana? Em geral,

    falta somente a coragem do primeiro passa! Na verdade, a Arte eleva, dignifica, transforma,

    cria elos... Participar de um grupo de Arte a melhor terapia contra a solido, o Stress, a

    melancolia etc. Formam-se novas e belas amizades, acontecem trocas de ideias,

    redescobre-se valores esquecidos e a certeza de que o ser humano, para expressar e

    vivenciar sua plenitude, precisa do outro e para sonhar e sobreviver precisa da ARTE!!!

    Tempo

    Por: M.Conceio Hipolito

    tempo sem pressa

    Tece com o fio da vida

    Envolve

    E talha no corpo

    Sua mortalha

    ...finda vaidades.

    Made in China

    Por: Dnia Bazanella

    Nem santa, nem demnio.

    Carne apenas.

    Sangrenta, ptrida.

    Matria nica.

    Benta na cor do vinho, ou no silncio dos monges.

    Sofrida, como o gemido das fontes.

    Com o perdo dos sacros,

    original. Autntica.

    Na intimidade dos cantos,

    onde o olhar dos sbios no perscruta,

    o mais profano dos poemas : "made in china".

    Ilustrao: Clauveci Muruci

  • Porto Alegre |Agosto | 2012 | ARTES | 8

    FOTOGRAFIA

    Foto: Clauveci Muruci; Dourado em Fundo Azul

    Foto: Clauveci Muruci; Em Busca de Inspirao

    Foto: Clauveci Muruci; Sem Ttulo

    A Potica na Fotografia e suas EspecificidadesPor | Geogia Quintas

    A imagem fotogrfica um jogo de viso de mundo e imaginao. E nisto reside toda a complexidade de quem capta e a apreende visualmente. Pois, se ela

    o registro de um tempo e de um espao, de objetos ou pessoas, ser irremediavelmente memria de expresso cultural e de significado simblico. Ou seja, ela

    tambm poder ser tudo e nada. A dimenso subjetiva da fotografia se d entre o real e a fico, entre a realidade visvel e a construo de um novo realismo, e tudo

    isso pode vir a ser muito surreal. No falo do surrealismo enquanto estilo artstico, mas sim, da realidade movedia que se apresenta concreta enquanto ndice

    visual. O que vemos a partir da imagem so as causas e os efeitos dela prpria em nosso olhar

    Por certo, a fotografia documental reafirma a realidade. Mas no s isso, ao reconduzir o real, uma nova dimenso perceptiva se coloca diante de ns. Sem

    dvida, a superfcie da imagem a representao da coisa em si, sua quintessncia; entretanto, ela tambm, muito alm da questo do tempo inerente natureza

    fotogrfica, intensidade, reciprocidade, atitude, a fora do hbito e das idias de quem faz a imagem fotogrfica existir. Se tudo j foi fotografado e o nosso entorno

    passvel de registro, se as temticas so recorrentes e os gneros fotogrficos (como o fotojornalismo) inexorveis, o que fazer ainda atravs da fotografia?

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