JC MAGAZINE NMERO 17

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    26-Mar-2016

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JC MAGAZINE

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  • 1ViVendo a melhor fase da

    especial

    vida!

    aNO 9 - eDiO N 17 seMesTRal JUNHO De 2012 a NOVeMBRO De 2012 Grupo Jc de comunicao Jc MaGaZiNe

    pgina 74 pgina 18 pgina 46 pgina 70 pgina 89

    GUAcomo nos preparamos para o futuro

    SADEHora de desmistificaro cncer

    CALVCIEas mulheres preferem os carecas?

    EXTICASas aves que soum luxo

    SOCIALOs acontecimentos da cidade

    Luciana Arajo

    Ana Lucia Carvalho

    Ana Paula Tissiano

    Ana Lucia Branco

    Flavia Albuquerque

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  • 8ND

    ICE 92 Jerdes andrade 98 Damaris Bortolozi

    100 Noriel e Jane spadari106 Rodolfo almeida118 silvana Oliveira124 cris serrano130 Giba Jr.180 pra pavan

    SOCIAL

    PopUpMarcelo lapola- 26

    AleatriasFabola cunha- 62Sabor Malagueta

    ludmar Gonzalez- 144Pela Cidade

    carla Hummel- 172Cultura

    letcia Tonon- 186Almanaque

    Jos R. santana-190 ltima Linha

    Jaime leito- 194

    COLUNAS

    Revitalizado, o Mercado Municipal no s mais um centro de compras e

    sim de diverso. Pgina 112

    com as atenes voltadas para o pr-sal, cresce o interesse pela Geologia na Unesp de Rio claro.

    Pgina 30

    carecas assumem sua condio sem medo de ser feliz.

    Pgina 46

    musa

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    EntrevistaRio-clarense no Google:

    alessandro Belgamo- 12

    Superaoenfrentando o cncer- 18

    Esportesatletas olmpicos- 36

    SadeBate, corao- 54

    Veculospaixo pelos jipes- 56

    EleiesHora da deciso- 66

    Mundo animalaves exticas- 70

    Meio ambientegua para todos- 74

    E MAIS:

    148ESPEC

    IAL 40 A

    NO

    S

    turismo

    yes

    82

    8

    Fotos: Giba JrBeleza: Jerdes andradeSapatos: pulo do Gato

    Produo: Helena GuimaresDireo de Arte: Du.scatolin

    agncia de ideiasTratamento de imagem:

    edilson Gusson

    Flavia Albuquerque, Ana Paula Tissiano, Ana Lucia Carvalho , Ana

    Lucia Branco e Luciana Arajo

    NOSSA CAPA

    Dani Maule, a musa

    de Jerdes andrade

    Orlando, capital da diverso e compras

    nos ENTA?

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    c m

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    az

    ine

    comea

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    Editorial

    chegamos a mais uma edio da JC Magazine em perodo de expectativa em relao aos rumos da nossa querida Rio claro. No mesmo ms em que faz aniversrio, o municpio assiste s definies do quadro poltico para a disputa das eleies que acontecem em outubro. o momento de exerccio da cidadania, oportunidade para que o eleitor analise nomes e propostas e defina qual o melhor administrador para a cidade.

    tambm um momento de mudanas, tema do especial desta edi-o. At h alguns anos, chegar casa dos chamados entas significava que a maior parte da vida j tinha sido vivida. era a hora de pensar na aposentadoria. Hoje, homens e mulheres de 40, 50 e muitos outros anos esto em plena fase produtiva no trabalho, recomeando relacionamen-tos, cuidando da sade do corpo e da mente com a perspectiva de vi-ver, e viver intensamente, por ainda muitos e muitos anos. as mudanas tambm acontecem em relao aos obstculos enfrentados diariamente em nosso cotidiano. o caso do cncer, doena que atinge um grande nmero de cidados, mas que hoje enfrentada com tratamentos mais evoludos, apoio familiar e profissional e muita coragem.

    tempo ainda de torcer por nossos atletas que estaro nas Olim-padas de londres. so representantes de Rio claro que enfrentaram muitas dificuldades e, com muito empenho, conseguiram as to dispu-tadas vagas para integrar a delegao brasileira. Histrias que servem de inspirao para outras batalhas. esta nova edio da JC Magazine tambm traz os eventos e personalidades de destaque de nossa socie-dade por meio de coberturas sociais dos nossos colunistas. O melhor da moda, decorao, turismo e gastronomia tambm pode ser conferido em nossas pginas. Fatos curiosos e muitas vezes desconhecidos pela populao de Rio claro e da regio tambm marcam presena nesta 17 JC Magazine. Boa leitura!

    REDATOR CHEFEludmar Gonzalez

    COORDENADORA DE PAUTA carla Hummel

    REDAOMarcelo lapola, carla Hummel, Janyne

    de Godoy, ludmar Gonzalez, Matheus pezzotti, sidney Navas, adriel arvolea,

    Fabola cunha, loureno Favari, antonio archangelo

    PROJETO GRFICO:alexssandro Gomes de Oliveira

    PRODUO EXECUTIVAevandro prates Ferreira, Neto Fabris,

    alexssandro Gomes de Oliveira, patricia cristina Rigo e Gilberto Muniz Fairbanks

    FOTOGRAFIAS:aliana Foto e Vdeo, studio Diga Xis, Foccus Fotografia, Gilberto Jr. e Foto

    studio Brasil

    COLUNISTAS E COLABORADORES:silvia pezzotti Magalhes, Jane e Noriel

    spadari, ngela Hilsdorf e Joaquim pereira, cristiane serrano, Rodolfo almeida, Jaime leito, Gilberto Jr.,

    prazeres pavan, Jos Roberto santana, letcia Tonon, Jerdes andrade, silvana

    Oliveira e Damaris Bortolozi

    GERENTE COMERCIAL:Maria angela Tavares de lima

    EXECUTIVAS DE NEGCIOS:adria Boim, Jandira de Oliveira Barbosa, aline lautenschalaeger, Mayra Kleiner,

    Damaris Bortolozi, Josiane Queiroz e Miriam Marinovic R. costa

    PR-IMPRESSO:

    Humberto de angelis carnahyba

    REVISO:paulina a. c. Rissatto e Jesus eduardo

    Mendona

    IMPRESSO:Grfica Bandeirantes

    TIRAGEM:23.000 exemplares

    CIRCULAO:Rio claro, santa Gertrudes, cordeirpolis,

    corumbata, analndia, limeira, piracicaba, ipena, leme, itirapina e

    araras

    CONTATOS PUBLICITRIOS:(19) 3526.1024

    Departamento comercial

    HOME PAGE: www.jornalcidade.net

    E-MAILS:redacaojc@uol.com.br

    vendas@jcrioclaro.com.br

    Uma publicao do:GRUpO Jc De cOMUNicaO

    avenida 5, 283Telefone: (19) 3526.1000

    Rio claro - sp - cep 13500-380

    DIRETORA ADMINISTRATIVA:aline de Magalhes ceron

    DIRETOR EXECUTIVO:luis augusto pezzotti de Magalhes

    DIRETOR GERAL: luis eduardo pezzotti de Magalhes

    Novas e boas perspectivas

    Marcelo Ribeiro, Alexssandro Gomes de Oliveira, Jerdes Andrade, Adriel Arvolea, Carla Hummel, Josiane Queirz e Patricia Cristina Rigo representam a equipe de profissionais responsvel pela JC Magazine

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    GooGlE

    Alessandro Belgamo na sede do Google em So Paulo: Muito estudo,

    trabalho e dedicao. Muitas vezes dividia meu tempo entre a

    universidade e um trabalho noturno

    Um rio-clarense no

    O garoto sentado numa das carteiras tem o ar compe-netrado e presta ateno aula. Meados da dcada de 70, na escola estadual de primeiro Grau indai, hoje escola professora carolina augusta seraphim, na Vila indai, em Rio claro. O menino que resolve os problemas de matemti-ca propostos pela professora nem faz ideia, nessa poca, da existncia de um outro jovem, um pouco mais

    velho que ele, morador da cidade de seattle, nos estados Unidos, que j havia dado os primeiros passos, na garagem de sua casa, para uma re-voluo sem precedentes na tecno-logia de informao e na criao de uma das maiores empresas do mun-do. enquanto Bill Gates e seu amigo paul allen cuidavam da recm-fun-dada Microsoft, o jovem Alessandro Belgamo dividia seu tempo entre os estudos na escola indai e as brin-

    cadeiras com os amigos de infncia, bem como os jogos memorveis do Velo clube, clube da cidade.

    alessandro jamais poderia ima-ginar naquela poca que um dia iria trabalhar para aquele jovem de se-attle e cuidar, aqui no Brasil, de um dos produtos mais importantes en-tre os mais importantes: O Windows.

    a histria de alessandro com a Microsoft comeou em 2003. e, desde ento, foram vrias as

    marcelo Lapola

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    ocasies em que esteve com Bill Gates. contratado em 2003 como gerente de marketing de produtos Office da Microsoft Brasil, Belgamo conta que a caminhada at a realizao deste sonho foi longa at cursar a Unimep em piracicaba.

    Muito estudo, trabalho e dedica-o. Muitas vezes dividia meu tempo entre a universidade e um trabalho noturno, relata alessandro, que j teve vrios convites para trabalhar na matriz da Microsoft nos Estados

    Unidos. Trabalhar na Microsoft foi uma experincia nica. somente quem passa por l pode sentir e vi-ver isso.

    Desde o incio deste ano, alessandro trabalha no comando de desenvolvimento de outro gigante da era da informao, um sonho para qualquer garoto que gosta de tecnologia: o Google. Aps quase nove anos na Microsoft, alessandro Belgamo ocupa o cargo que vai dirigir os negcios do Google

    no segmento enterprise na amrica latina, com foco na computao em nuvem. Uma excelente empresa, sem dvida. a proposta do Google foi superinteressante, pois a companhia est em busca de alinhar as oportunidades de cloud computing no mercado, e eu entendi que desenvolver essa rea seria extremamente interessante, o momento do Google e a hora da nuvem, conta Belgamo em entrevista JC Magazine.

    JC Magazine - Depois de con-cluir os estudos primrios, onde mais estudou em Rio Claro?

    Alessandro Belgamo - Quando estava na 8 srie, prestei concurso para uma bolsa de estudo do col-gio Universitrio integrado e ocupei o 1 lugar, estudando l at 1987. Ao final do 3 ano do colegial, optei

    por prestar Matemtica na Unesp e anlise de sistemas na Unimep, sendo aprovado em ambas univer-sidades. Tive que tomar a primeira deciso importante em minha vida e, mesmo sendo uma universidade particular, optei pela Unimep, pois prevaleceu a paixo pela tecnologia desde aquela poca.

    JC Mag - Chegou a trabalhar no Jornal Cidade por um perodo tambm, no?

    AB - em 1991, o Jornal cidade tambm veio fazer parte de minha vida. como era meu penltimo ano de universidade e meu curso era diurno, das 19 horas at o horrio de fechamento da edio eu atuava como digitador para ajudar nas des-pesas. J, no ltimo ano de universi-dade, surgiu mais um desafio: buscar um estgio. Foi quando concorri com muitos candidatos a uma vaga para o estgio na rea de Tecnologia da informao na Rockwell Fumagalli,

    em limeira, e fui um dos trs es-colhidos. em 1992, fazia o estgio em limeira, o ltimo ano do curso em piracicaba e noite morava, ou melhor, dormia em Rio claro (risos). Mas tudo valeu muito a pena. Foi quando novamente tive que tomar uma deciso importante em minha vida e optei por vir para so paulo e iniciar minha carreira profissional.

    JC Mag - Em So Paulo deu continuidade a seus estudos?

    AB - comecei na Datasul, uma empresa de solues de gesto empresarial, como consultor de negcios atuando na implementao da soluo eRp para diversos clientes. aps 2 anos, em 1995, juntamente com mais 2 amigos, montamos nosso prprio negcio, tornando-se um parceiro da prpria Datasul na comercializao e implementao de suas solues. em 1998, j como o responsvel pelo marketing e pelos negcios

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    ONZE ENTRE DEZ SONHAM EM UM DIA TRABALHAR NO GOOGLE. CONTRATADO NO INCIO DESTE ANO, O RIO-CLARENSE ALESSANDRO BELGAMO CONTA UM

    POUCO SOBRE OS NOVE ANOS EM QUE TRABALHOU NA MICROSOFT E OS NOVOS DESAFIOS NA EMPRESA MAIS DESEJADA DO MUNDO

    CONFIRA:

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    ta de minha empresa, cursei minha

    primeira ps-graduao na rea de marketing na Unimep. No final de 2000, fui aprovado no processo seletivo para o MBa em Marketing de servios da Usp, o qual cursei durante o ano de 2001. J, em 2002, realizei uma extenso do MBa da Usp na california state University (csU), em Fresno, califrnia.

    JC Mag - Como comeou sua carreira na Microsoft?

    AB - em 2003, fui contratado para ser o gerente de marketing de produtos Office da Microsoft Brasil, logo aps o lanamento do Microsoft Office 2003. Aps aproximadamente 3 anos nesta posio e tendo lana-do no Brasil o 2007 Microsoft Office system, assumi a gerncia geral des-ta diviso no Brasil por um perodo de aproximadamente um ano e meio, quando fui ento convidado a assu-mir a gerncia-geral da diviso Win-dows para empresas da Microsoft Brasil. Fui o responsvel pelo lana-mento do Windows 7 no pas.

    JC Mag - E como surgiu o con-

    vite para trabalhar no Google?AB - a proposta do Google foi

    superinteressante, pois a companhia est em busca de alinhar as oportu-nidades de cloud computing (compu-tao em nuvem) no mercado, e eu entendi que desenvolver essa rea seria extremamente interessante, o momento do Google e a hora da nuvem. eu j trabalho com esses ca-nais h mais de 15 anos, sendo que, mesmo quando cuidava de produtos na Microsoft, tambm tinha relacio-namento com parceiros. J fui pro-prietrio de um canal e conto com experincia para atuar em grandes contas, que o foco do meu traba-lho no Google, desenvolvendo proje-tos no segmento enterprise.

    JC Mag - De que maneira hoje se lembra de Rio Claro?

    AB - Quando vivia em Rio claro, sempre morei no bairro cidade Nova e, apesar de estar h mais de 18 anos vivendo fora da cidade azul, os laos com minha terra ainda existem. No consigo deixar de acompanhar o meu time de corao da cidade: o Velo clube. apesar da fase no ser

    boa, jamais o abandonarei. sou ve-lista de corao e aprendi isso com meu pai. Tenho boas lembranas de jogos histricos da poca dos gran-des clssicos regionais e principal-mente dos drbis. Jamais esquecerei os 11 a 2 contra o Rio claro no dia 30 de maro de 1983. Outras gran-des lembranas da cidade so andar de bicicleta, a discoteca do Ginstico aos domingos noite, o carnaval de salo do GG e Grmio, o carnaval de rua, os churrascos com os amigos, o Bar do Khl, e por a vai.

    JC Mag - Nessa vida de executivo, de tantos compromissos, viagens, como conciliar a vida profissional vida pessoal?

    AB - esta uma pergunta inte-ressante. Voc necessita ser bastan-te disciplinado para poder conciliar a sua vida profissional e pessoal, pois, no final do dia, no d para separar o alessandro executivo do Google do alessandro marido, pai de famlia, etc. as nossas prprias tecnologias oferecem o poder de trabalhar em casa em determinadas circunstn-cias.

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    carla Hummel

    da

    se esta reportagem fos-se escrita h alguns anos, certamente a palavra cncer no apareceria no texto. Durante dcadas, as pessoas evitavam pronunciar o nome da doena que atinge milhes de pessoas em todo o mundo. Quando algum co-mentava fulano est com a doena ruim ou com aquela doena, j se subentendia que se tratava de mais um caso de cncer. era como se apenas o ato de pronunciar a palavra j aumentasse as chances de se tornar mais uma vtima do mal. O tempo passou, os tratamen-tos evoluram e hoje o cncer encarado de uma maneira diferente pelos pacientes, por suas famlias e por toda a so-ciedade. No h como ignorar esta doena. Na maioria das famlias, sempre h um de seus integrantes que j enfrentaram, esto enfrentando ou ainda en-

    frentaro um dia este inimigo. O cncer faz parte da vida.

    Outro fato que ajuda a des-mistificar a doena o posicio-namento de artistas, polticos e celebridades que so vitima-dos pelo cncer e decidem assu-mir publicamente que enfrentam a doena. Nos ltimos anos, os brasileiros acompanharam pela imprensa casos como a da pre-sidente Dilma Rousseff, do ex-presidente luiz incio lula da silva, da apresentadora Hebe camargo e dos atores Reynal-do Gianechinni e Drica Moraes. a exposio na mdia tambm mostra que fama e dinheiro no garantem vitria contra a doena. Vrios talentos no conseguiram vencer a batalha, como o ator patrick swayze e os cantores Dona summer e Robin Gibb, dos Bee Gees. No Brasil, causou comoo a luta do vice-presidente Jos alencar para vencer a doena. Foram anos en-

    Faz partevidA

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    frentando cirurgias e tratamentos. O vice-presidente acabou morrendo em virtude da doena, mas, por meio de sua obstinao, conseguiu prolongar e muito seu tempo de vida, alm de deixar um exemplo de perseverana. Muitos ainda no conseguem vencer a doena, mas a qualidade de vida durante a batalha melhorou muito. steve Jobs, empresrio norte-ameri-cano criador da apple, que morreu em decorrncia de um cncer no fgado, continuou trabalhando e produzindo invenes na rea da informtica en-quanto passava pelo tratamento.

    as estatsticas mostram que, in-felizmente, nem todos vencero a ba-talha contra o cncer. Mas, sem dvi-da alguma, as condies para que os pacientes enfrentem todo o processo

    do tratamento melhoraram muito nos ltimos anos, assim como a qua-lidade de vida durante esse perodo. se antes os pacientes se tornavam reclusos, hoje comum encontrar os portadores de cncer nos shoppings, supermercados e eventos. Tanto pa-cientes como seus familiares j se sentem mais vontade para falar sobre o cncer com outras pessoas.

    Quando as celebridades ex-pem sua luta contra o cncer na mdia, de certa forma contribuem para desmistificar a doena. o que constata a psicloga clnica Maristela Marinho Marcondes Fer-reira antonio, que h anos trabalha no apoio aos portadores da doena nos centros de apoio existentes em Rio claro, principalmente nos casos

    de cncer de mama, tipo que pode afetar diretamente a feminilidade. a circulao de mais informaes, reportagens, relatos, campanhas sobre o cncer de mama ajuda, e muito, na desmistificao da doena e no enfrentamento da mesma, ala-vancando a preveno como fator primordial de cura, e no de busca da doena. as mulheres j enfren-tam as perdas da mama e dos cabe-los como consequncia da busca de cura, e a vida se torna maior do que tudo, destaca a psicloga.

    Evoluo nos tratamentos e novos posicionamentos diante da doena mudam a forma como o cncer

    visto na sociedade

    O fortalecimento emocional considerado um fator muito impor-tante para enfrentar o ainda muito sofrido tratamento contra o cncer. nesse campo que atua a psicloga Maristela. Os grupos de apoio e a psicoterapia so auxiliares podero-sos na reativao da autoestima e na reconstruo da feminilidade - que continua a existir -, ou seja, as pacientes aprendem a valorizar ou-tros aspectos que no s o esttico. se fortalecem e os resultados so timos! Nem peruca muitas delas j no usam. com as campanhas de

    preveno e o aumento na sua procura, aliados

    aos avanos na medicina, as

    chances de cura aps o diagnsti-co precoce do cncer de mama podem ul-

    trapassar os 90%. Nos outros tipos de cncer, as chances tambm au-mentaram muito.

    Durante os longos e dolorosos tratamentos contra o cncer, tudo que os pacientes no querem re-ceber o olhar de piedade da socie-dade. Fiquei por nove meses careca. entrava num banco, por exemplo, e todo mundo me olhava. Muitas pes-soas so solidrias, mas o olhar de pena de outras no ajuda em nada, conta Marta Nalin (veja depoimento abaixo). Mas, como proceder quan-do temos um amigo ou parente que descobre ser portador de cncer? apesar do preconceito ainda exis-tir, quem est de fora deve agir e enxergar o diagnstico no mais como uma sentena de morte, mas como uma doena a ser combatida. O paciente precisa direcionar todas as suas foras e positividade ao combate e ao tratamento, que cos-tuma ser intenso e desgastante. Vo acontecer momentos de depresso,

    de revolta, de negao. e precisam ficar sozinhos nesses momentos! Muitos pacientes ainda me relatam que os olhares de pena acontecem, como se as pessoas j os enxergas-sem no caixo. Tm histrias at engraadas, comenta Maristela. a psicloga destaca que o importante no mudar o tratamento em re-lao ao doente. a melhor postura dos familiares e amigos continu-ar tratando o paciente como um ser humano normal, que est passando por uma etapa difcil e complicada na vida, mas que continua sendo a mesma pessoa que admiram e amam. Ter pacincia com as altera-es de humor, que podem ocorrer, e se mostrar disposto a ajudar, se ne-cessrio. sempre com palavras po-sitivas e acreditar na cura sempre! lembrar-se de que um parnteses que se abriu na vida dessa pessoa e que tudo tem que ser feito para que a normalidade volte, orienta Maris-tela.

    Equilbrio emocional aliado fundamental

    Dilma Rousseff, Drica Moraes e Hebe Camargo: de volta ativa aps enfrentar o tratamento contra a doena

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    O avano da medicina nos tra-tamentos tambm contribui para desmistificar o cncer como uma doena fatal. Mas, devido s con-dies socioeconmicas do pas, muitos brasileiros ainda no tm acesso a toda estrutura necessria para combater a doena. O alerta do presidente da sociedade Brasilei-

    ra de clnica Mdica, antonio carlos lopes. Hospitais de ponta, equipa-mentos modernos, medicamentos de ltima gerao e profissionais qualificados existem no pas, mas o difcil permitirem o acesso dos pa-cientes mais necessitados. para se ter uma ideia, o Hospital de cncer de Barretos (HCB) e sua filial, em Ja-

    les (sp), so referncias no pas e no exterior, porm sofrem com a fragi-lidade de nossas polticas pblicas de sade. Diariamente, deixam de atender um total de 450 pacientes por falta de mo de obra especiali-zada, fato que foi amplamente noti-ciado pela imprensa, alerta o presi-dente da sociedade.

    a professora angela Mnaco pe-rin aily levava uma vida tranquila at 2005, quando, aos 47 anos, foi fazer exames de rotina e surgiu uma alte-rao em seu hemograma. a notcia que recebeu no era nada boa e se tornou ainda pior devido forma como o mdico comunicou a ngela que ela era portadora de mielofibro-se, um tipo raro e muito agressivo de cncer na medula. saiu arrasada do consultrio. H vrias formas de enfrentar a doena, e tambm vrias formas de dar essa notcia para um paciente. No fui poupada, ele deixou claro logo na primeira conversa que no havia cura, e que eu teria s mais alguns meses de vida. acho que falta humanizao a muitos profissionais da rea da sade. Na poca em que angela descobriu a doena, ainda no eram realizados transplantes de me-dula ssea em adultos, somente em crianas e jovens. a professora man-teve sua rotina, mas conta que no foi fcil. um processo de aprendizado, autoconhecimento, controle e acei-tao. se voc tira a esperana, tira os planos do ser humano, ele perde a razo de viver. sempre pensava em quanto tempo eu ainda teria de vida. Os sintomas foram aparecendo aos poucos, fadiga, fraqueza, at chegar a uma anemia profunda que exigia que todas as semanas ngela fosse internada para receber transfuso de sangue. Nesse momento crtico, ela foi informada sobre os avanos na medicina que passaram a permitir que os adultos tambm recebessem medula de um doador. De incio, po-

    rm, rejeitou a ideia, temendo morrer j durante o processo do transplante. Mas chegou a um estgio de sade to debilitado, que j no havia outra sada. No momento mais crtico, ela comearia a descobrir que era uma privilegiada. a chance de encontrar um doador de medula compatvel de uma em 100 mil. alm disso, o transplante arriscado, com ndice de 20% a 25% de sucesso. para piorar, um processo carssimo, com filas de pacientes a sua espera no sistema pblico de sade. ngela saiu vitorio-sa em todas as probabilidades, supe-rando as estatsticas desanimadoras. conseguiu um doador compatvel, um jovem morador do Rio Grande do sul; conseguiu vaga para fazer o trans-plante no Hospital albert einstein, em so paulo, e enfrentou o perodo cr-tico de possvel rejeio. atualmente, passados oito meses da cirurgia, uma outra pessoa. Me acho escolhi-da, privilegiada. em toda a jornada, a professora contou com o apoio da famlia, o que considera fundamental. Marido, filhos, pais, irmos, amigos, todos se mobilizaram. Junto com a me, lcia Mnaco perin, que h 30 anos tambm enfrentou o cncer, ngela ajuda a organizar campanhas de cadastro de doadores de medula ssea e de doao de sangue. sabe que ainda no venceu totalmente a batalha, pois os riscos de complica-es ainda existem. Mas, para quem saiu do consultrio em 2005 com a perspectiva de apenas alguns meses de vida, j tem a certeza de que uma vencedora.

    Avanos para todos

    privilegiadasou outra pessoa, hoje me acho escolhida,

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    Num exame de rotina, a funcio-nria pblica aposentada Marta cristina Nalin recebeu um resultado inesperado. apesar de no apresen-tar nenhum sintoma, descobriu que era portadora do cncer de mama. chorei muito, o mdico me deu a notcia de uma forma muito direta, sem qualquer cuidado. assustada com a doena, Marta reuniu a fam-lia para contar sobre seu problema e decidiu que no queria fazer tra-tamento. eu s chorava, no sa-bia o que ia ser da minha vida. Foi a que sua me, suas irms e seu marido entraram em cena para

    convenc-la a lutar contra a doen-a. assim como muitas outras mulhe-

    res que recebem o mesmo diagnstico, Marta temia que fosse preciso pas-sar por uma cirurgia para retirada da mama. Mas nesse momento comecei a fazer tratamento com outro mdico, e este profissional era completamente diferente, compreensivo, atencioso, me tranquilizou. O apoio da famlia tam-

    bm foi muito importante. Minha me, que tem 82 anos, me acom-panhava s sesses de quimiote-rapia. a outra parte do tratamen-

    to, com sesses de radioterapia, Marta teve que fazer em piracicaba. Foi nesse momento que comeou uma etapa de aprendizado em plena batalha contra o cncer. eu viajava com o transpor-te mantido pela prefeitura, e nessas viagens fui conhecendo pessoas em si-tuao muito mais grave que a minha, alguns no sobreviveram. como a van buscava as pessoas em casa, tambm passei a conhecer lugares de Rio claro que eu nem imaginava que existiam, pessoas muito carentes. Me tornei uma pessoa melhor, eu antes me importava com problemas pequenos, hoje penso, bom, isso d para resolver. Foram 38 sesses de radioterapia. Hoje Mar-ta j terminou o tratamento e est na fase de acompanhamento da doena, tomando remdios e fazendo exames regularmente. Mas no se esquece do perodo em que lutava contra o cncer. Hoje procuro ajudar quem enfrenta o mesmo problema. e acho que impres-cindvel trazer para Rio claro o servio de radioterapia. so muitos doentes, e uma cidade com quase 200 mil habi-tantes j deveria oferecer esse trata-mento. acho que falta vontade polti-ca.

    Me tornei uma pessoa

    melhor

    uma doena terrvel, e para enfrent-la

    no podemos desanimar

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    aos 83 anos, o aposentado an-gelo spatti enfrenta pela segunda vez a batalha contra o cncer. H 11 anos, passou por tratamento e saiu vitorioso na luta contra a doena na garganta. H trs anos, recebeu o diagnstico de que o cncer voltou, agora na bexiga. apesar da dor e dos transtornos enfrentados no do-loroso tratamento, ngelo est oti-mista. uma doena terrvel e, para enfrent-la, no podemos desani-mar. Fumante durante 40 anos, n-gelo atribui ao cigarro os problemas de sade que vem enfrentando. an-tigamente ningum falava sobre as

    doenas que o cigarro pode causar. Hoje h mais informao. acostu-mado a viajar por vrios pases du-rante dcadas, em virtude de traba-lhar com o treinamento de cavalos de corrida, o aposentado conta que percebeu mudanas significativas na forma como as pessoas enfren-tam ou enxergam a doena. Hoje no h mais tanto medo do cncer. a medicina tambm evoluiu. a gente passa por cirurgias, tratamentos e, quando volta para casa, as pesso-as nem acreditam que enfrentamos tanta coisa. a vida continua normal-mente.

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    Depois do Veta Dilma!, polticos pegam carona e lanam o caduca mensalo!

    Quem diria! capito Nascimento ataca de Renato Russo e agrada geral!

    enriquecimento ilcito d cadeia, mas a pessoa continua a ser tratada como rica.

    Quem no tem vida interior refm daquilo que est em volta.

    Final de junho sempre igual. Querendo desacelerar comentamos como o ano est passando depressa.

    J notou que em toda academia sempre tem algum que se ocupa de malhar muito? a reputao alheia...

    Novos tempos comea a enxergar o fim dos tempos. Ou no.

    cuidado! Muitas vezes a luz

    no fim do tnel pode ser um trem na contramo.

    pesquisa de adversrio de prefeito um verdadeiro ventilador j carregado com munio.

    Quieta non Movere. povo rio-clarense to pacfico que s vai para protesto no cartrio.

    O ruim de envelhecer no ver o mundo perder a graa. so as piadas repetidas.

    Vai comear o inverno. Agora d pra ficar em forma para o vero.

    prefeito pensa em como seria bom se na prefeitura tivesse um boto restart.

    Mal informado aquele que tem uma ideia e nem imagina que algum j pensou naquilo antes.

    Na campanha eleitoral, desculpas esfarrapadas se disfararo com roupas novinhas.

    PoPUPBlog: www.bloglog.com.br/marcelolapola

    twitter: @marlapola e-mail: mlapola@bol.com.br

    Rapi

    DiN

    Has

    (The

    Bes

    t Of)

    EM TEMPoS dE ElEio PRoMESSA dvidA!

    EM PolTiCA NiNGUM ANdA dE MoS dAdAS.

    S EMPRESTAdAS.

    - Slogan da Copa juntos num s ritmo.

    ser que o mesmo da

    construo dos estdios?

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    ARRiSCAR o

    iMPoSSvEl

    Getlio Vargas esta-va no governo e a aliana Nacional libertado-ra, que luiz carlos prestes assumira, tentou fazer uma insurreio comunista. com o fracasso dessa tentativa prestes foi preso, em 1936, e viu sua mulher, Olga Be-nrio prestes, ser entregue ao governo alemo por or-dem expressa de Getlio. Depois de nove anos preso, prestes subiu ao palanque ao lado de Vargas.

    a est talvez o exemplo maior de como bons polti-cos, no em ideologia mas no modo de fazer poltica, desempenham seus papis na vida pblica. a habilida-de de compor, de chamar o adversrio para si e anu-lar importantes foras de oposio pode determinar o sucesso de um governo bem como o sucesso de um poltico que almeje galgar postos mais altos na polti-ca nacional.

    O que se v, em muitos casos, bem o contrrio. prtica comum de alguns governos, o ato de silenciar diante do ataque de um ad-versrio, por exemplo, pode representar numa primei-ra anlise a inteno de no querer polemizar, no querer dar voz ao inimigo. Mas a que pode estar o engano. silenciar diante do ataque pode soar aos ou-vidos dos eleitores como um consentimento, um re-cuo obsequioso diante dos argumentos. o popular

    quem cala, consente.H milnios sun Tzu,

    com seu clebre livro a arte da Guerra, ensina que, se conhecemos e respeitamos o inimigo e a ns mesmos, no precisamos temer o resultado. se nos conhe-cemos, mas no ao inimigo, para cada vitria sofremos uma derrota. se no nos co-nhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas.

    por essas e outras, para se fazer poltica preciso estmago forte. para muitas vezes compor com potenciais adversrios e jogar no ponto futuro. Diferente das outras relaes sociais, em nossa poltica, pragmtica e fisio-logista por definio, muitas vezes a pessoa que voc me-nos suporta que tem a cha-ve para o seu sucesso.

    e saber cham-la para si, ou ao menos silenci-la uma arte conhecida por poucos. a estratgia bem diferente de cooptao por dinheiro ou interesses. ter a habilidade de contagiar a todos com seu ideal e minar as aes da oposio. para isso talvez seja preciso al-gumas qualidades raras no nosso universo, como lei-tura, boa oratria e muita capacidade de enxergar a todos sem preconceitos. porque a derrota nas urnas comea quando se subesti-ma a capacidade de quem critica. em poltica ganha

    quem arrisca o impos-svel.

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    popUp - marcelo Lapola

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    PETRlEoDescoberta do pr-sal aquece mercado para

    gelogos e atrai investimentos para Rio Claro

    a explorao do chamado pr-sal brasileiro, que segundo as pesquisas tem uma imen-sa capacidade de produo de petrleo, atrai a ateno das mdias e da opinio pblica brasilei-ra para um novo tipo de riqueza que antes nem era cogitado no pas. O sonho do petrleo jor-rando em grandes quantidades ainda no est concretizado mas, indiretamente, atrai riquezas para Rio claro na forma de investimentos em educao. o que vem acontecendo no cam-pus da Universidade estadual paulista - Unesp no bairro Bela Vista, mais precisamente no cur-so de Geologia, que forma os profissionais que atuaro nesse setor. Os benefcios no ficam somente entre os muros da universidade. Os alu-nos da graduao e pesquisadores que aqui de-senvolvem sua carreira acadmica movimentam a economia do municpio. isso sem contar com a projeo de Rio claro dentro das otimistas pers-pectivas na rea de explorao do petrleo.

    O curso de Geologia da Unesp de Rio claro foi implantado em 1970. Os primeiros cursos brasileiros foram criados no incio da dcada de 1960. segundo o coordenador do curso de gra-duao em Geologia da Unesp de Rio claro, pro-fessor doutor Jos eduardo Zaine, um curso que pode ser considerado tradicional e bem es-truturado no universo acadmico. em avaliaes no to formais, foi classificado como 4 estre-las no Guia do estudante da abril e no portal do estudante est em 1 lugar dentre os cursos de Geologia do Brasil. Recentemente, foram criados vrios cursos no nosso pas, totalizando cerca de 30 cursos.

    Uma das mais indiscutveis provas do aumen-to do interesse pela Geologia est na relao candidato/vaga do vestibular da Unesp. segundo o anurio estatstico da universidade de 2005, no ano de 1993 a relao foi de 4,7 candidatos para cada vaga. No ltimo vestibular, essa dis-puta j aumentou para 22 candidatos por vaga.

    A profisso hoje oferece boas perspectivas, mas preciso ter vocao para abraar a car-reira, assim tambm como em outras reas, no se deixando levar pela onda de otimismo trazi-da pelo pr-sal. Do Guia de Profisses da Unesp (disponvel em www.unesp.br) consta que o can-didato profisso deve ter perfil misto, ou seja, gostar de atividades ao ar livre, ter esprito ob-servador e crtico na coleta de dados, mas tam-bm gostar das atividades em laboratrio e es-critrio, onde deve ser criterioso e meticuloso no tratamento dos dados coletados. estima-se que o salrio inicial seja de R$ 3.060,00 em mdia.

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    JC Magazine - Nos ltimos anos, o curso de Geologia ganhou ateno da mdia devido ao pr-sal e ao crescimento dessa rea no Brasil. Isso aumentou a procu-ra pelas vagas? E quais os outros benefcios para o curso?

    Zaine - verdade, a rea de geologia de petrleo teve um gran-de desenvolvimento por conta das descobertas do pr-sal, o que ge-rou uma demanda no mercado. com isso, houve maior procura pelo cur-so de Geologia que, neste ano, teve concorrncia de 22 candidatos por vaga. Outras reas da Geologia tm crescido, como o setor de minera-o, que emprega muitos gelogos de Rio claro. Tambm os setores de meio ambiente e geologia de en-genharia tm uma certa demanda, ainda um pouco discreta, mas acre-dito que devam ter um crescimento considervel, principalmente pela

    necessidade de gelogos em mape-amentos e estudos de reas de ris-co. com o aquecimento do mercado, h um incremento nos projetos de pesquisa e extenso e, automatica-mente, a universidade fica mais bem equipada e capacitada para melho-rar o nvel do profissional gelogo formado.

    JC Magazine - Os pesquisado-res de Rio Claro tiveram partici-pao na evoluo das descober-tas sobre petrleo no Brasil?

    Zaine - a histria do curso de Geologia de Rio claro tem uma re-lao muito prxima com a pesquisa de petrleo. as antigas pesquisas de petrleo na nossa regio, sem dvi-da, foram um forte argumento para a criao do curso de Geologia da antiga Faculdade de Filosofia (FAFI), depois Unesp. essa proximidade explicada por muitos gelogos aqui formados ingressarem na petrobras e tambm em outras empresas de petrleo. por outro lado, temos v-rios docentes que j foram da petro-bras.

    JC Magazine - O que o la-boratrio que foi construdo em parceria com a Petrobras aqui no campus de Rio Claro? Qual o tra-balho desenvolvido?

    Zaine - O UNespetro, centro de Geocincias aplicadas ao petrleo, um centro de pesquisa e de for-mao de recursos humanos vincu-lado ao instituto de Geocincias e cincias exatas da Unesp - iGce. Os trabalhos esto focados em pesqui-sas (laboratrios de rochas carbo-nticas e de interpretao de dados geolgicos) e cursos de treinamento aos gelogos da petrobras, alm de curso de Geo-engenharia em parce-ria com a Universidade de aveiros, de portugal. atrelado ao UNespetro

    est o programa de Formao de Recursos Humanos da aNp, o pRH-05 que, h mais de 10 anos, oferece bolsas a graduandos e ps-gradu-andos que desenvolvem pesquisas e estudos na rea de petrleo e gs, assim como estudos na rea de Ge-ocincias e Meio ambiente.

    JC Magazine - E quanto em-pregabilidade dos formandos da Geologia? Mudou tambm nos ltimos anos? verdade que as empresas procuram a universida-de para disputar os futuros pro-fissionais?

    Zaine - Os gelogos formados na Unesp tm conseguido empre-gos em diferentes setores, princi-palmente nas reas de minerao e petrleo. De fato, o mercado est aquecido para o gelogo e a procu-ra tem aumentado nos ltimos anos. verdade sim, h procura, no sei se seria uma disputa, mas muitas empresas ligam e mandam e-mails procura de gelogos. como coor-denador do curso, fao a divulgao aos formandos e ex-alunos.

    JC Magazine - H excesso de otimismo por parte do governo federal e da mdia ou realmente o Brasil dispe de grande reserva de petrleo? Diante dessa reser-va, quais as perspectivas para o curso de Geologia nos prximos anos?

    Zaine - Realmente, os novos campos descobertos so reser-vas espetaculares. as perspectivas so muito boas, sem dvida. como uma rea nova, ainda h muito por desenvolver, isso dever refletir na formao de mais gelogos, na ne-cessidade de pesquisas e de cursos de especializao. O nosso curso de Geologia pretende acompanhar esse crescimento do setor.

    Futuro PRoMiSSoR

    coordenador do curso de gradu-ao em Geologia da Unesp de Rio claro, o professor doutor Jos edu-ardo Zaine assiste ao aumento da disputa pelas vagas oferecidas no vestibular e do interesse das empre-

    sas pelos jovens recm-formados. Graduado pela mesma universida-de na dcada de 70, Zaine v novas perspectivas para o futuro da profis-so nos prximos anos. Mas no s a descoberta do pr-sal que voltou

    os olhos do mercado para os gelo-gos. H tambm o empenho da uni-versidade em aprimorar e atualizar o curso, alm das outras reas que tambm aumentam o nmero de em-pregos para os futuros profissionais.

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    No campus da Unesp em Rio claro, na Bela Vista, est instalado um dos mais importantes laboratrios do pas na rea do petrleo. inaugurado no dia 23 de novembro de 2010, o UNespetro um polo de formao de especialistas e de desenvolvimento de pesquisas com nfa-se em rochas carbonticas, que formam a camada pr-sal e outros importantes reservatrios petrolferos brasileiros. O complexo, nascido da parceria da Unesp com a petrobras, tem 2 mil metros qua-drados de rea til e envolveu a aplicao inicial de R$ 10,5 milhes para constru-o do prdio e compra de equipamentos e mobilirio. Desse total, cerca de R$ 9,2

    milhes so investimentos vinculados Rede Tecnolgica da petrobras e R$ 1,3 milho corresponde contrapartida da universidade, que responde tambm pela contratao de professores e servidores tcnico-administrativos.O centro uma das principais iniciativas para o desen-volvimento do sistema de capacitao, cincia e Tecnologia em carbonatos (scTc). esse sistema fruto de um acor-do firmado em fevereiro de 2010 entre a petrobras, a Unesp e as universidades estadual de campinas (Unicamp), esta-dual do Norte Fluminense (Uenf), Federal Fluminense (UFF) e Federal do Rio de Ja-neiro (UFRJ).

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    sp O que o pr-sal

    Investimento de R$ 10 milhes em Rio Claro

    Denomina-se de pr-sal o conjunto de rochas localizadas em guas mari-nhas ao longo do litoral brasileiro, numa faixa que vai do esprito santo a santa catarina. as pesquisas apontam para um enorme potencial de gerao e acmulo de petrleo no intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal. a profundidade dessas reservas pode chegar a 7 mil metros. Na Bacia de Santos, o leo j identificado tem caractersticas de petrleo de alta qualidade e maior valor de mercado. O volume tambm impressiona. s na acu-

    mulao de Tupi, na Bacia de santos, existiriam volumes recuperveis estima-dos entre 5 e 8 bilhes de barris de leo e gs.

    segundo a petrobras, as descobertas no pr-sal nos elevam a um novo pata-mar de reservas e produo de petrleo, com posio de destaque no ranking das grandes empresas de energia.a meta alcanar, em 2017, produo diria su-perior a 1 milho de barris de leo nas reas do pr-sal em que operamos (mais informaes podem ser obtidas no site da empresa, o www.petrobras.com.br).

    UNESPetro: parceria entre a Unesp e a Petrobras para formao de profissionais e

    desenvolvimento de pesquisas

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    nas olimpadas

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    A Cidade Azul

    entre os meses de julho e agosto deste ano, com aber-tura marcada para o dia 27 de julho, acontecem, em londres, na inglater-ra, os XXX Jogos Olmpicos. ao todo sero disputadas 29 modalidades de 26 esportes e Rio claro estar re-presentado em trs.

    No Hipismo, Jesper Martendal briga por uma das trs vagas entre os titulares da equipe no concurso completo de equitao (cce). atu-almente, o rio-clarense possui ndi-ce tcnico e treina com a delegao sob o comando do tcnico britnico Nick Turner.

    Medalha de bronze nos 16 Jo-gos pan-americanos, Jesper supe-rou uma fratura na tbia e fbula da perna direita, leso considera-da grave pelos mdicos e, contra-riando os diagnsticos, retornou s atividades em menos de trs meses.

    matheus pezzotti

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    Outro representante de Rio cla-ro, Filipe Fuzaro, no Tiro esportivo, buscar mais uma medalha para o pas na modalidade em que conquis-tamos nossas primeiras medalhas olmpicas, em 1920, na sexta edio das Olimpadas da era Moderna, disputada na Blgica.

    Na primeira participao brasi-leira em Jogos Olmpicos, o pas con-quistou as trs nicas medalhas da modalidade. Guilherme Paraense fi-cou com a medalha de ouro na prova de tiro rpido (25 metros), afrnio costa levou a prata na pistola livre e o bronze foi conquistado pela equipe de pistola livre formada por afr-nio costa, Dario Barbosa, Fernando soledade, Guilherme paraense e se-bastio Wolf.

    a preparao de Filipe Fuzaro mudou radicalmente desde que ele assegurou a vaga nas Olimpadas de 2012, no campeonato das amricas de Tiro esportivo, disputado no Rio

    de Janeiro, no final de 2010. Na oca-sio, superou, por apenas um tiro, o norte-americano ian Ruppert, que era apontado como favorito. agora, treinando cinco vezes por semana e com equipamento de alto nvel, o atleta brasileiro j traou os planos para londres.

    O objetivo ir para a final. Nas Olimpadas tudo possvel, d para sonhar com uma medalha. estou preparado psicologicamente para as disputas e espero representar o Bra-sil da melhor maneira possvel, diz.

    O recorde brasileiro pertence a Fuzaro, que acertou 144 pratos dos 150 possveis em uma etapa do campeonato Brasileiro de 2011, em so paulo. Nos treinamentos, ele j conseguiu 145. O atual recor-de olmpico do russo Vitaly Foke-ev, com 148 acertos, que superou o norte-americano Walton eller, ouro em pequim em 2008, que havia feito 147 acertos. Vale lembrar que es-

    ses nmeros so referentes fase classificatria, quando 150 pratos so lanados em trs sries de 50, sendo que dois pratos saem da mquina de cada vez de forma si-multnea a uma velocidade de 60 quilmetros por hora.

    em londres, as provas de tiro se-ro disputadas do dia 28 de julho ao dia 6 de agosto, em uma estrutura provisria montada no Royal artil-lery Barracks, em Woolwich, sudeste da capital britnica.

    a modalidade fossa double muito semelhante fossa olmpi-ca, por ser derivada da mesma. so lanados dois pratos simultneos de uma fossa a 15 metros do atirador, que deve dar um disparo para cada alvo. Os pratos so lanados a uma velocidade de aproximadamente 60 quilmetros por hora com um n-gulo de 10 entre si, dentro de um intervalo de 0 a 1 segundo aps o comando do atirador.

    Tir

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    No Taekwondo, a tcnica carmen silva pigozzi vai utilizar sua experin-cia olmpica para auxiliar os atletas Diogo silva, na categoria at 68 kg, e Natlia Falavigna, da categoria aci-ma de 67 kg. Natlia j conquistou o bronze nas Olimpadas de pequim em 2008. a tcnica utiliza sua experin-cia como coordenadora da delegao brasileira.

    Natural de londrina, carmen veio para Rio Claro em 2008 a fim de co-ordenar e competir com a equipe nos Jogos Regionais dos quais a cidade azul foi sede. com a conquista da medalha de ouro em sua categoria, at 56 kg, o ttulo de campeo nas categorias masculina e feminina e tambm na classificao geral sob sua coordenao, a treinadora se mantm na equipe rio-clarense des-de ento.

    carmen disputou as Olimpadas como atleta, em 2000, em sydney, na Austrlia, ficando em oitavo lugar na primeira vez que a modalidade foi inserida nos Jogos Olmpicos.

    estou nesta funo pela minha experincia em competies. conhe-o a logstica a ser utilizada e estou

    preparada para fazer um bom traba-lho. Estamos confiantes em resulta-dos positivos. Nossos atletas esto entre os 10 melhores no ranking mundial em suas categorias e trei-nam para buscar medalhas, afirma.

    Os Jogos Olmpi-cos de 2016 sero

    realizados no Rio de Janeiro e essa

    rotina de participa-es rio-clarenses po-

    der ser mantida ou, quem sabe, aumentada, ao menos para car-men silva pigozzi.

    Rio claro tem potencial para levar atletas para 2016, pelo me-nos no Taekwondo. Todos os atle-tas lideram o ranking nacional em suas categorias e treinam com dedicao e propsito. acredito ser uma questo de tempo termos rio-clarenses competindo nos Jo-gos Olmpicos no Taekwondo, diz.

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    Jesper Martendal - HipismoData de Nascimento: 05 de

    fevereiro de 1982Local: Rio claro

    Carmen Silva Pigozzi - Taekwondo

    Data de Nascimento: 12 de outubro de 1979Local: londrina

    Filipe Fuzaro - Tiro EsportivoData de nascimento: 05 de

    dezembro de 1982Local: Rio claro

    FICHA TCNICA

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    esta no ser a pri-meira vez que Rio claro estar presente nas Olimpadas. Joo Gonalves Filho, o peixinho, partici-pou de cinco edies dos Jo-gos Olmpicos como atleta. Na natao, em 1952, em Helsinque, na Finlndia, e em 1956, em Melbourne, na austrlia. No polo aqutico marcou presena em 1960, em Roma, na itlia; em 1964, em Tquio, no Japo; e em 1968, na cidade do Mxico. se fez presente ainda em duas oportunidades como treinador no jud. em 1992, em Barcelona, na espanha, e em 1996, em atlanta, nos estados Unidos. ao lado do nadador norte-americano Johnny Weissmuller, famoso por interpretar Tarzan nos cinemas, foi o nico atleta a disputar dois esportes aqu-ticos em uma mesma edio dos jogos. Nunca chegou a subir no pdio, mas estava l quando seus pupilos Dou-glas Vieira e aurlio Miguel o fizeram por ele, no jud. O ex-atleta olmpico teve seu trabalho reconhecido e, em 2002, recebeu o Trofu adhemar Ferreira da silva durante cerimnia do pr-

    mio Brasil Olmpico, sendo o primeiro esportista a rece-ber esse prmio concedido aos destaques olmpicos.

    Joo Gonalves iniciou no esporte por meio de um convite de Herta Koelle, que o viu nadar nas guas do Ribeiro claro em 1947. Na dcada de 50, ao lado de Uadi Mubarac, amigo e parceiro, criou a associao Gonalves Mubarac de Jud, um dos maiores celeiros de judocas do interior de so paulo. em suas participa-es em Jogos Olmpicos, foi em 1968 que recebeu a maior homenagem que um atleta olmpico pode rece-ber: ser porta-bandeira da delegao brasileira. Neste, que considera o momen-to mximo de sua carreira como atleta, deixa definiti-vamente a natao e passa a se dedicar exclusivamente ao polo aqutico.

    Na natao e no polo aqutico foi 26 vezes cam-peo no sul-americano e colecionou seis medalhas no pan-americano. como trei-nador de jud, revolucionou a mentalidade do esporte, criando toda uma gerao de campees olmpicos, in-

    cluindo Douglas Vieira, au-rlio Miguel, Thiago camilo e leandro Guilheiro. Filho de um funcionrio da compa-nhia paulista de estradas de Ferro e de uma costureira, cresceu de forma humilde e foi descoberto como na-dador quando entrou de pe-netra na piscina do colgio Koelle. a diretora da poca foi falar com o intruso que nadava mais rpido que os matriculados e, quando o menino j se preparava para um sermo, ganhou uma bolsa de estudo para com-petir pela escola.

    peixinho, como era cha-mado na poca, venceu trs campeonatos brasileiros consecutivos e foi para o clube Fluminense, mudan-do-se para o Rio de Janeiro. Foi l que conheceu Wilma, com quem foi casado por 50 anos. Na faculdade de edu-cao fsica da escola do exrcito, adhemar Ferrei-ra da silva, atleta de salto triplo e primeiro bicampeo olmpico brasileiro, era seu colega de classe.

    em um dos treinamen-tos, eles eram jogados em alto-mar e tinham de voltar nadando para a praia da

    Peixinho foi o primeiro representante de Rio Claro nos Jogos Olmpicos. Como

    atleta, treinador e dirigente, defendeu com classe o esporte nacional

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    Joo Gonalves

    Filho, o Peixinho, foi mestre

    no Jud

    Vava Ribeiro

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    Urca, sem perder o unifor-me nem o coturno. J com duas Olimpadas na baga-gem, Joo voltou a so pau-lo para ser atleta do clube pinheiros, onde permane-ceu at o dia de sua morte, no dia 27 de junho de 2010.

    Outros dois atletas no naturais de Rio claro - mas com passagens pela cidade azul - se destacaram em Jogos Olmpicos. em Roma, em 1960, Rio claro foi re-presentada em uma con-quista de medalha. Manoel dos santos, nascido em Guararapes, em 1939, ga-rantiu o bronze nos 100 me-tros livres com o tempo de 55 segundos e quatro dci-mos. Na infncia, o atleta residiu na cidade azul, onde iniciou no esporte aqutico tambm no colgio Koel-le. No dia 20 de setembro de 1961, diante de trs mil pessoas reunidas na pisci-na do Flamengo, quebrou, nadando sozinho, o recor-

    de mundial dos 100 metros livres com a marca de 53 segundos e seis dcimos. a marca s foi quebrada trs anos depois.

    em 1964, nas Olimp-adas do Japo, o ala/piv carioca Friedrich Wilhelm Braun, o Fritz, conquis-tou a medalha de bronze com a seleo brasileira, marcando 11 pontos em seis jogos. Nascido no Rio de Janeiro em 18 de julho de 1941, comeou a jo-gar basquete no Grmio Recreativo de Rio claro, passando pelo Fluminense, onde foi campeo carioca, Ginstico de so paulo, ec srio, onde conquistou o campeonato paulista, Taa Brasil e sul-ameri-cano, e encerrou a carrei-ra no XV de piracicaba em 1972. Fritz foi campeo do Mundial de 1963 no Brasil e medalha de prata nos Jogos pan-americanos em so paulo, no mesmo ano.

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    Peixinho no Clube Pinheiros em SP Joo e Wilma na abertura do Pan-Americano de 59, em Chicago

    Peixinho porta-bandeira no Mxico em 1968 O time campeo de polo no Pan-Americano de 63, no Brasil

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    Na contramo da Medicina, as crendices so muitas e as promessas milagrosas, tambm, contra a calvcie, alm de outros mitos que associam o problema ao uso de acessrios e pro-dutos. Confira:

    - clepatra receitava para seu amado Jlio csar, que era calvo, uma frmula caseira com rato domstico;

    - Hipcrates pai da Medicina - in-dicava massagens com olivas verdes e at urtigas;

    - Fazer uso de gel no contribui para a queda dos cabelos. possivel-mente, pode ocorrer a quebra de fios quando se dorme com o produto no ca-belo, tornando-o endurecido;

    - pode interferir em pessoas que o usam exageradamente, mas o bon no faz cair os cabelos. O que acontece o agravo de doenas capilares, como a dermatite seborreica, que pode ser um fator associado queda.

    Observao: em qualquer indcio que aponte a calvcie, procure um m-dico especialista.

    certa vez, disse o Rei Roberto carlos sobre os seus principais temores: O primeiro a calvcie. O segundo a velhice. O terceiro? imagine o que vocs quiserem. Deus me livre e guarde. assim como o dolo nacional, a perda de cabelo temida por grande parte dos seres do sexo masculino, situao que expe a vaidade masculina frente ao do tem-po e aos fatores comportamentais e genticos.

    A fim de fugir de apelidos constrangedores como Pouca telha, Boi lambeu, Nenhum de Ns, Tobog de piolho, aeroporto de mosqui-to, entre outros ttulos, o mais indicado prestar ateno aos in-dicadores do problema e iniciar o tratamento capilar antes que as famosas entradas se tornem sadas. No entanto, quais os sinais que indicam a calvcie? a Dra. simone corat, dermatologista, diz que no homem caracteriza-se por afinamento dos fios e queda de cabelo na regio frontal - as famosas entradas - e coroa. J na mulher, a diminuio dos fios aparece no alto da cabea, com uma diminuio difusa e afinamento. Ela percebe diminuio do calibre do rabo de cavalo, alm de queda intensa - maior que 110 fios por dia.

    Em termos mdicos, a profissional explica que a calvcie, ou alopecia, uma doena gentica, ou seja, est progra-mado no nosso cdigo gentico se seremos susceptveis calvcie ou no. Geralmente, inicia-se na adolescncia, junto com o amadurecimento hormonal e evolui progressivamente ao longo dos anos. Na mulher, pode piorar aps a menopau-sa, visto que o hormnio feminino pode desempenhar alguma proteo, comenta. a alopecia torna-se perceptvel depois da perda de 30% dos fios.

    porm, h casos em que, somada calvcie, a pessoa de-senvolve um eflvio telgeno, que consiste numa queda abrupta de grande quantidade de fios causada por problemas orgni-cos, como doenas de tiroide e anemia, ou procedimentos de cirurgia e incidncia de infeces. isso deve ser avaliado e investigado pelo mdico, refora.

    Vale ressaltar que, normalmente, perdemos de 100 a 110 fios por dia, tratando-se de uma fase biolgica do cabelo. Todo fio tem um ciclo de crescimento, manu-

    adriel arvolea

    Cabelo,

    CALV

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    alimentos podem ser fa-tores de piora para a queda de cabelo quando a pessoa tem ane-mia associada, por ingerir pouca ou nenhuma carne ou por carncia de vitaminas, principalmente a a. Uma alimentao adequada gera um equilbrio que vai se refletir na sade dos fios. Por se tratar de uma doena gentica, a alimentao no a causa da queda, e sim a herana (possuir genes predisponen-tes alopecia). O uso de capacetes e bons, tambm, pode ser fator negativo, uma vez que causa transpirao excessiva e, conse-quentemente, caspa e dermatites no couro cabeludo. a gua quente pode provocar o

    mesmo problema. J a necessida-

    de de lavar o cabelo muito individual, mas, normalmen-te, devemos lav-lo quando o percebe-mos oleoso e sujo. Quem tem cabelo oleoso deve fazer a lavagem diria.

    cabeleira,

    CIE...

    cUiDaDOs

    teno e queda. O que importa saber que na calvcie ocorre uma minia-turizao - diminuio do tamanho do folculo piloso - e encurtamento da

    fase de crescimento, ou seja, o cabelo que nasce mais fino, de menor comprimento e, aps algum tempo, h dificuldade de reposio dos fios

    perdidos.conforme orienta a Dra. simone, o tratamento contra a calvcie

    consiste em bloquear o receptor de testosterona (hormnio masculi-no) por meio do medicamento Finasteride, pois, assim, bloqueia-se o processo de queda. esse medicamento usado em homens e mu-lheres ps-menopausa ou que no tm risco de gravidez, esclarece. podem ser usadas, ainda, loes capilares com Minoxidil para es-timular o crescimento capilar e shampoos para controle da caspa e oleosidade, quando estas esto presentes. possvel, tambm, fazer aplicaes com agulha (intradermoterapia) com os medica-mentos Finasteride e Minoxidil. como um processo gentico, o tratamento por toda vida, com pausas curtas, completa. Outro recurso disponvel no mercado o implante capilar, uma alternativa para casos em que grande rea capilar foi perdida, onde esto presentes as reas peladas, com raros fios. O pro-cedimento deve ser feito fio a fio e o resultado esttico muito bom depois de, pelo menos, duas sesses.

    apesar da medicao disponvel, estudos comprovam que o Finasteride pode diminuir a libido em 1,8% dos ho-mens e disfuno ertil em 1,3%, porm ressalta-se que as mesmas taxas ocorreram em pacientes que tomaram placebo - comprimidos sem o princpio ativo, feitos de fari-nha para pesquisa clnica. J o Minoxidil pode causar aler-gia em pessoas susceptveis e, ainda, causar aumento de pelos na face, principalmente em mulheres com tendncia ou por uso inadequado. Quanto ao transplante de cabelos, a mdica alerta para que deva ser feito por equipe especializa-da e com muita prtica. a tcnica requer habilidade e, pelo

    menos, trs profissionais em cada procedimento, o que o torna dispendioso. cirurgies plsticos ou dermatologis-tas podem faz-lo, mas devem possuir treinamento em transplante capilar, orienta.

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    ser que dosCARECAS

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    que elas gostam mais?

    dos carecas que elas gostam mais? essa uma marchinha de carnaval que surgiu para nos di-vertir e, tambm, parece dar vanta-gem sexual aos homens. e a essa pergunta que a psicloga clnica Rosane Rodrigues Marques ir nos responder.

    Na avaliao da profissional, fe-lizmente, para os homens, os danos do tempo so chamados de: char-me. est grisalho, com barrigui-nha, careca? charme, comenta. Nesse sentido, faz meno a um careca precoce e raro como, por

    exemplo, o prncipe William, que pode ser beneficiado por parecer mais velho, mais sbio e mais se-xualmente maduro.

    porm, observa que muitos ho-mens encaram sua calvcie com negatividade, sofrendo e se lamen-tando com relao a sua aparncia. Nestes casos, no devemos subes-timar a intensidade da compulso do ego para se vingar de tudo o que acham de ruim em seu corpo. ento, o que pode ser feito?, questiona.

    H sempre dois objetivos distin-tos em qualquer negociao: sentir-

    se bem e feliz com a sua aparncia e fortalecer o seu relacionamento com as pessoas que lhe so caras. igno-rar qualquer um desses objetivos pode ser desastroso. Dessa forma, bem provvel que alimentam uma tendncia a confundir os limites da vaidade com a autoestima. Tudo que a vaidade quer o culto perfeio, enquanto que a autoestima nos en-sina que a perfeio contm a im-perfeio, ou seja, nossa perfeio est na aceitao e no reconheci-mento de tudo o que considerado imperfeito em ns, conclui.

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    antes e depois

    Da cabeleira com luzes cabea raspada (tenista Andre Agassi)

    Coroado pela calvcie (prncipe William)

    Calvo assumido (ator Kadu Moliterno)

    Desarmado pela gentica e tempo (ator Sean Connery)

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    carecas famososOs atores Vin Die-

    sel, bem como o lu-tador anderson silva e o apresentador Marcelo Tas so alguns exemplos de carecas que assumiram sua condio, seja por fora da profisso ou da natu-reza, e adotaram o look da cabea ras-pada. No auge de seus 60 anos, o ator Marcos caruso um dos que no se

    incomoda com a calvcie, uma vez que a assume sem medo e preconceitos. J o modelo e ator paulo Zulu mantm o corte de cabelo baixo, adequando-o s suas entradas, tornando-se um refe-rencial na rea em que atua. cada qual com suas particularidades, compem um estilo que sucesso na dramatur-gia, televiso, moda e artes marciais.

    Estilosos!

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    Quem conhece William Nagib Filho, advogado e msico, talvez desconhe-a o seu passado um tan-to cabeludo. No nada srio, s o fato de que ele tinha cabelo de roqueiro, desses que d at para prender atrs. segundo conta, foi cabeludo por uns quatro anos, at voltar a cort-lo dentro da moda da poca, com grande franja. com a calvcie se acentu-ando, comeou a raspar com mquina 3, depois 2, 1 at a zero. O cabelo ficava esquisito com chumaos nas laterais e poucos fios no meio, justifica.

    Os primeiros sinais da calvcie comearam a apa-recer, ainda, na adolescn-cia, sendo uma pequena entrada, tornando-se mais acentuada mesmo aps os 20 anos, j na faculda-de. apesar de ter vivencia-do um perodo de precon-ceito contra os carecas, conta que, hoje, passou a ser um estilo adaptado a um corte da moda, princi-palmente entre jogadores,

    artistas, lutadores, entre outros. encara a questo naturalmente, at porque hereditria. No h como ser diferente, e no acho vivel implante ou trata-mento para tentar reverter o quadro. acostumei-me bem e vai ser assim at o fim, revela. Quanto per-gunta que no quer calar, sua esposa, ariane Ros-setti Nagib, faz questo de respond-la. se dos carecas que elas gostam mais? acredito que pode-mos dizer isso, sim, pois no conheo nenhum care-ca que esteja sozinho. acho charmoso e gosto das pes-soas que assumem sua identidade. posso dizer que meu marido careca su-perpaquerado, orgulha-se.

    Mas, frente ao atual es-tilo, Nagib revela um nico problema. s meu barbei-ro que anda chateado. Depois que ganhei uma mquina de cortar, dessas do paraguai, raspo sema-nalmente em casa mesmo, limitando as poucas idas ao salo para ajustes mais detalhados, conclui.

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    pai, marido, bom filho, pes-soa de boa-f e que acre-dita na vida. esse Marcos Rogrio Joaquim ou, melhor, o Dr. Marcos Rogrio Joaquim, respeitado cirurgio cardiovascular de Rio cla-ro. aos 40 anos de idade, com gra-duao em Medicina pela Famerp - Faculdade de Medicina de so Jos do Rio preto e especializao em cirurgia cardaca, hoje referncia na rea em que atua.

    Dr. Marcos sempre estudou em escolas pblicas da cidade. Na ado-lescncia, mudou-se para so carlos a fim de cursar ensino tcnico em eletrnica. posteriormente, fez cur-sinho preparatrio para o vestibular e cogitou ingressar em engenharia Eltrica. Ao final do Ensino Mdio, os bons ventos o levaram para ou-tro caminho: a Medicina. Mas, como passar da rea de cincias exatas para Humanas? certa vez, em con-versa com um amigo que cursava

    Bate forte, cora ...adriel arvolea

    Medicina, acabei me interessando pela profisso e senti que era aquilo que queria. No entanto, quando se nasce mdico, voc ser mdico, no importando os caminhos at ento percorridos, justifica o Dr. Marcos.

    De famlia simples, filho nico de antonio Joaquim (in memoriam) e luza aparecida Tonin Joaquim. Dis-putou vaga no vestibular de Medici-na, o mais concorrido do pas, com os melhores alunos, mantendo os ps no cho e o seu ideal vivo sem pensar em desistir frente s dificul-dades. sempre tive para mim o se-guinte pensamento: no tem como dar errado, comenta.

    Diante de tantas virtudes e quali-dades, talvez nem tudo seja to per-feito assim: Dr. Marcos corintiano. Brincadeiras parte, s um corao alvinegro para aguentar tantas e for-tes emoes. chora quando fala da famlia, principalmente das filhas laura, 4, e eduarda, 8. se tivesse que

    agradecer a uma nica pessoa nesta vida, esta seria a sua me. ela foi a base para que eu me formasse. Deu os ombros para que eu pudesse cres-cer. Dentre as demais pessoas que o inspiram, cita Dr. Domingo Marcolino Braile, chefe de cirurgia cardaca da Faculdade de Medicina de so Jos do Rio preto. Dr. Braile inspirador; motiva a todos sem precisar dizer uma s palavra, comenta.

    Em seu dia a dia profissional, ci-rurgias cardiovasculares so agen-dadas para o perodo da manh. tarde, dedica-se aos pacientes em seu consultrio. com os horrios definidos e organizados, diz que consegue se dar ao luxo de almoar durante a semana em famlia. con-sigo conciliar meus compromissos profissionais com os pessoais. No comeo da noite, j estou em casa com a minha esposa adriana, que magnfica em todos os aspectos, e filhas, orgulha-se.

    Durante uma cirurgia cardaca, por exemplo, o rgo vital do nosso corpo o corao fica parado por at uma hora e meia, e a responsa-bilidade do cirurgio faz-lo bater novamente, sendo que uma escolha errada pode ser prejudicial ao pa-ciente sob os seus cuidados. Dessa forma, mantm um ritual do trajeto de sua casa at o hospital. antes de sair de casa, fao uma orao agradecendo e pedindo a proteo de Deus, a qual se estende durante o procedimento cirrgico, revela. Nesse momento, mantm-se cen-trado, buscando estar em paz com a prpria conscincia.

    considera-se um homem reali-zado, ainda mais por ter conduzido o primeiro implante de marcapasso em Rio claro (particular) na santa casa de Misericrdia - alm de ter integrado o corpo clnico da insti-tuio -, que foi registrado por duas grandes coincidncias: a primeira que a cirurgia ocorreu em 08 de maro de 2012, Dia internacional da Mulher, cuja paciente era mulher; e a outra que a paciente era sua pr-pria tia.

    A felicidade quando o que

    voc PENSA, o que voc DIZ e o que

    voc FAZ esto em harmonia

    (Gandhi)

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    Vera Luiza Martins Joaquim, 57 anos, recebeu o primeiro implante de marcapasso

    em Rio Claro, cujo procedimento foi conduzido por seu sobrinho, Dr. Marcos Joaquim.

    Uma semana depois, realizou ou-tro implante (pelo sUs). Mais recen-temente, em 20 de maio de 2012, realizou o primeiro transplante de corao da regio de piracicaba e, tambm, do Hospital dos Fornece-dores de cana de piracicaba. O re-ceptor, um homem de 56 anos, natu-ral de piracicaba, recebeu o corao de um jovem de 27 anos, de Ja. O transplante durou quatro horas e foi um sucesso.

    comemora, ainda, o feito de a santa casa ter inaugurado a Uni-dade ii do Hospital so Rafael com uma Unidade de car-diologia completa, equipada com eco-cardiograma com

    Fluxo em cores, ergometria, UTi e centro de Hemodinmica. alm dis-so, est ampliando o centro cirrgi-co, que possibilitar a realizao de cirurgias cardacas mais complexas, como de vlvulas e revascularizao do miocrdio.

    O Dr. Marco aurlio Mestrinel e a sua equipe de cardiologistas da santa casa, junto ao provedor da instituio, Jos carlos cardoso, tm construdo uma base slida para ini-ciar, ainda neste ano, procedimen-tos de alta complexidade em cardio-logia e cirurgia cardaca o sUs no credenciado. Rio claro ganha com isso e a santa casa passa a prestar

    um servio essencial e at refe-rencial, avalia o cardiologista.

    Dessa forma, poder operar em Rio claro uma de suas realizaes e ampliar sua atuao na cidade onde nasceu, pois, atualmente, trabalha no Hospital dos Fornecedores de cana de piracicaba.

    apesar dos louros e mritos conquistados, bem como de todo o reconhecimento, mantm a hu-mildade que o torna, ainda mais, um profissional humano e atento s necessidades alheias. esse o Dr. Marcos Rogrio Joaquim, ou simplesmente Marcos Rogrio Jo-aquim: mdico, caseiro, cinfilo, viajante, famlia e que tem na vida a chance de fazer bater forte o co-rao de quem venha a precisar da sua ajuda.

    Numa quarta-feira, 7 de maro de 2012, por volta das 7h, estava fazendo minha caminhada rotinei-ra quando passei mal, sentindo canseira, com o

    corao acelerado e a viso escura. cheguei

    em casa, liguei para a minha filha, que conta-

    tou o meu cardiologista. No mesmo dia, fui encaminhada ao hospital direto para a

    Unidade de Terapia intensiva (UTi). Tive um bloqueio no corao, sendo que, em 2010, passei por um procedimento de angioplas-

    tia. Em momento nenhum fiquei nervosa com a situao, pois sou calma at demais. Quando soube que seria o Dr. Marcos

    Joaquim que me operaria, fiquei mais tranquila. Durante a cirur-gia, conversamos, batemos papo, contamos at piada. Tudo

    isso porque recebi anestesia local. so uma bno as mos dele. Hoje em dia, fao minha faxina, caminho normalmente e tudo o mais. Quem me v, no acredita que tenho marca-

    passo. e costumo brincar que tenho dois coraes: se um falhar, tenho outro reserva.

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    projetado para fins militares, o Jeep respondeu com xito aos esforos americanos durante a se-gunda Guerra Mundial. O exrcito dos estados Unidos decidiu ento com-prar mais de 15 mil deles e a Willys venceu a concorrncia, apresentando um chassi forte e motor superior se comparado ao dos outros dois rivais. seu desempenho no desapontava mesmo com 200 kg a mais e ainda lhe sobrava flego para rebocar carretas ou canhes. como suportava as mais resistentes misses, logo os militares apelidarem de Jeep toda e qualquer mquina invencvel e salvadora. Qual-quer coisa mesmo, de trator a avio.

    Outra faanha que o tornou ain-da mais popular por sua mobilidade e raa se deu no comeo da dca-da de 40, quando o piloto de testes da Willys-Overland subiu com seu novo modelo as escadas do capi-tlio. Depois da indita faanha, perguntaram-lhe qual era o nome do formidvel veculo: isto um Jeep, respondeu, orgulhoso. O que era ape-nas para ser um projeto militar, aps o fim dos conflitos, ganhou as ruas e hoje comum encontr-los por todos os cantos.

    a vida em cima de um Jeep sem-pre mais divertida. Uso na rotina diria, como ir ao banco, levar e bus-

    Resistsidney navas

    a toda

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    nciaPRovA

    Adoro meu Jeep. um carro excelente para quem quer sair do convencional

    e gosta de adrenalina. Voc

    passa a ver o mundo de outra forma em cima de um Jeep, - Zilda Ferreira,

    coordenadora de vendas

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    car minha filha na escola e, claro, principalmente aos finais de sema-na com toda a famlia. realmen-te perfeito. pronto pra tudo. adoro o meu, conta a coordenadora de vendas Zilda Ferreira, feliz proprie-tria de um Jeep Willys ano 75. ela destaca ainda que h cerca de dois anos tentou comprar seu primeiro modelo, um legtimo 1957. Foi em so Joo da Grama. pretendia refor-m-lo mas, antes de fechar negcio, acabei comprando este que tenho hoje, um modelo mais novo. Tnha-mos dois carros e uma motocicleta. eram muitos custos com seguros, impostos, combustveis e manuten-o. Decidimos trocar um deles pelo Jeep.

    escolha certeira para quem busca aventuras. em uma delas, voltva-mos acompanhados de alguns ami-gos na trilha da serra do cantagalo. Era final de tarde. No total, seguiam quatro Jeeps e um Troller. Um passeio inesquecvel. O caminho de volta, for-mado por muitas cachoeiras, vegeta-

    o e um cenrio pintado caprichosa-mente pela natureza, impressionava de to lindo. Me fez esquecer o es-tresse dirio e a loucura da selva de pedra. encontramos muitos trilheiros com gaiolas e motocicletas. livres e alegres como crianas. comecei a enxergar a vida por outro ngulo. O Jeep um grande companheiro, sem-pre a postos, defende.

    Mas preciso ateno ao vo-lante, alerta a coordenadora de vendas. por ser um carro que ofe-rece segurana em qualquer tipo de terreno, mas que ao mesmo tempo intimida, necessria a devida pru-dncia no trnsito e muito cuidado na direo, observa.

    O farmacutico arnaldo Degea tambm foi hipnotizado, deixou-se levar pelo fascnio deste universo e ostenta com orgulho o ttulo de ji-peiro. sempre que pode no perde tempo e viaja com seu Jeep Willys, ano 67, parrudo, restaurado por ele e a mulher madrugadas a fio na garagem da residncia do casal.

    algo inexplicvel. O poder de atra-o realmente incrvel. lembro at hoje. eu e minha esposa, que tambm adora Jeep, passvamos madrugada adentro trabalhando na restaurao. s paguei para fa-zer a parte eltrica e a pintura. O resto foi fruto de muita dedicao. Foram 40 dias, ou melhor, noites de muito esforo, mas valeu a pena, comemora.

    e como valeu. para se ter uma ideia de tanto esmero, Degea fez questo absoluta de restaurar o motor somente com peas origi-nais. Hoje vale cerca de R$ 20 mil. comprei o meu por R$ 12 mil, mas depois gastei outros sete mil para restaur-lo. ele j foi avaliado no mercado por mais de R$ 19 mil. Mas o meu Jeep no tem preo. nico. eu e minha esposa cuidamos dos mnimos detalhes desde o incio, diz, eufrico como qualquer garoto feliz ao lado de sua primeira bici-cleta ou pai ansioso pela espera do nascimento do filho.

    Meu Jeep no tem preo. O ideal mant-lo o mais original possvel. Tem

    gente que mexe numa coisa aqui e outra l descaracterizando o modelo,

    assim perde a graa, - Arnaldo Dega, farmacutico

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    Quando comecei a matria, conheci e tro-quei e-mails com vrios jipeiros, como so or-gulhosamente chama-dos. Foi com Fernanda Mol, presidente pelo 2 ano consecutivo do Jeep Gaiola clube da pacata santa Gertrudes, que re-solvi quebrar a rotina de um sbado ensolarado, porm um pouco mido e frio, tpico desta po-ca do ano. ela me convi-dou para um passeio. a simptica turma de ma-lucos formada por co-

    merciantes, contadores, enfermeiras, advogados, donas de casa, cera-mistas e trabalhadores em geral se concentrou logo depois do almoo na sede da associao, prximo ao centro.

    passageiro de pri-meira viagem, cheguei um pouco antes e, de cara, j encontrei Fer-nanda. com um sorriso largo e simptica por natureza, foi logo me ex-plicando qual seria nosso trajeto. com quase uma hora de atraso, enfim

    partimos. No demorou muito, nosso garboso comboio rapidamente alcanou a zona rural. eram quinze Jeeps, qua-tro gaiolas, trs Ford Ru-ral, alm de uma Blazer e duas picapes como car-ros de apoio. impossvel no ser notado.

    No demorou muito chegamos nossa pri-meira parada: a pedreira abandonada. Um lugar realmente incrvel. Tal como adolescentes, os jipeiros se esbaldaram numa pequena rea inun-

    Uma Ford Rural atolou. Diverso garantida para os jipeiros, que se esbaldaram...

    Dirio de bordo, por Sidney Navas

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    NA TRilHA

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    CoM ElES...dada. Foi uma festa no meio de tanta lama. Uma Ford Rural acabou atola-da. ela foi rebocada por um Troller com uma faci-lidade jamais vista: pelo menos eu nunca havia assistido a nada igual.

    Trinta minutos de-pois avistamos os arre-dores da Fazenda Dom pedro. passamos perto de uma das entradas. O cenrio empolgante. alm de guardar muita histria e ser um smbolo de status, a propriedade linda, mesmo admira-

    da s pelas beiradas. Na sequncia chegamos ao Bar do Juc. uma mes-cla de armazm e boteco que vende cerveja gelada e uma famosa e genero-sa poro de mortadela, digna dos deuses. l os mais inquietos e ousados tambm provam uma mistura alcolica apeli-dada como na concha. O nome sugestivo vem porque voc bebe o tro-o direto de uma concha daquelas de sopa.

    antes de cair a noite, o comboio j preparava

    seu caminho de volta. s dava pra ver aquela fileira de faris e muita, mas muita poeira mes-mo antes de chegar at a rodovia Washington lus. isso quase perto de onde tudo comeou. De l para a sede do Jeep Gaiola clube de santa Gertrudes foi um pulo. assim que me fez o con-vite, Fernandinha - como carinhosamente cha-mada - me avisou desde cedo: - Vem com a gente. Voc vai adorar. No que ela tinha razo...

    no meio da poeira e da lama que os jipeiros se sentem bem.

    Quanto mais acidentado for o terreno, melhor

    pra eles...

    Todo final de semana assim

    para os membros do Jeep Gaiola Clube de Santa Gertrudes. Eles comem muita

    poeira, se emporcalham no lamaal e voltam felizes pra casa...

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    Aleatrias Fabola cunha redacao@jcrioclaro.com.br

    Vim, vi e cansei a.le.a.t.rioadj (lataleatoriu) 1 Que depende de acontecimentos incertos,

    favorveis ou no a um determinado evento. 2 Eventual, fortuito, incerto. sm Sala ou casa especialmente consagrada, entre os ro-manos, aos jogos de azar. (dicionrio Michaelis)

    ao preparar uma rao noturna, a pessoa que mora sozinha tem alguns alimentos e itens culinrios como in-dispensveis vida. Quando voc sai de casa e se tor-na uma ovelha desgarrada da famlia (ou simplesmente toma vergonha na cara porque j est com 30 anos e tem que cuidar da prpria existncia), perde a oferta e varie-dade de comida disposio (e de roupa lavada). ento voc descobre que, a menos que sua me seja a cruela de Vil e voc um dlmata, muito mais confortvel ser alimentado e aquecido no lar materno que levar uma vida loka sustentada pelos itens abaixo.

    Po: primeiro item indispensvel vida do morador de pequeno apartamento. seja francs, caseiro, sovado ou de frma, ele sempre tapa aquele buraco dolorido que surge no estmago no meio da tarde de sbado. Mesmo que no haja nada para rechear ou untar o po, ele vai fazer a funo de um balozinho gstrico inflado: vai te dar condies de esperar o delivery do china abrir s 18 horas.

    Miojo: Todos conhecem, o que dizer? o fundo do poo, o crack alimentcio dos moradores de repblicas e /ou quarto-e-sala. Naquela noite chuvosa e gelada, quando voc s lembra de comer depois que os caixas eletrni-cos fecharam e no tem trocados suficientes nem para 1

    Mas que encheo essa histria de que os trinta so os novos vinte! Trinta so trinta, vinte so vinte. e que encheo essa histria de que fazer aniversrio muda alguma coisa. Fazer vinte, fazer 30, s servem para piadi-nhas em almoo de famlia. a vov aconselha, o papai franze o cenho. Nada (de) mais. eu re-clamo muito de tudo, menos de fazer idades. a mudana a conta-gotas, no dia a dia. O que muda, o que nos mudam so fatos. Uma grande tristeza, uma grande alegria. e isso no tem data para acontecer. Nem bola de cristal para prever. ento no me venham com churumelas. Os 30, os 40 e os 60 s mudam a conta bancria de escritor de autoajuda, que enche o picu de dinheiro, lambendo os beios com a insegurana trouxa de gente frouxa.

    (uma) esfirra do Habibs, ento o miojo torna-se o manjar que os deuses enviaram para um sem-noo como voc. ps: ignore que alguns delivery tm mquinas de carto de crdito/dbito para no gerar faturas impossveis de pagar.

    Legumes: se voc se tornou pessoa preocupada com a alimentao nos ltimos anos, mesmo com recadas, procure ento conservar uma cenourinha ou um tomati-nho na geladeira. Quando tudo est perdido, lembrar que h uma cenourinha para petiscar faz bem ao corao. e ao culote. ps: culote sua bunda deixando de ser par-ceira e querendo te abandonar pela lateral. Quanto mais amendoim com cerveja voc come, mais a bunda tenta fugir e maior fica o seu culote. Ento corte o amendoim.

    Telefone: este com certeza o item culinrio mais importante na vida de uma ovelha desgarrada e preguio-sa. com a desculpa de ser sexta-feira, sbado ou domin-go, voc disca os nmeros mgicos da vida e digdindigdin, uma embalagem de isopor ou papelo fumegante chega a sua casa com a salvao para seu infortnio. claro que isso exige que voc tenha dinheiro, mas o que no exige, no , minha gente? e para isso que existe o acordar cedo e ir trabalhar: para garantir o leitinho das crianas, trocando leitinho por pizza e crianas por voc.

    Delivery, meu amor

    Idades

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    a Revista Veja igual rodeio: fez parte da minha in-fncia, mas cresci, li, me informei e hoje desprezo no s os dois, mas quem gosta.

    aproveitando a campanha Veta, Dilma! quero criar a campanha seta, Dilma!. Nossa presidente poderia lan-ar uma medida provisria para tirar a cNH de quem no liga a seta e ameaa a vida de pedestres irritadas como eu.

    eu tenho muito medo de duas coisas: barata e ho-mem misgino (tambm conhecido como estuprador em potencial). eles tm similaridades: esto em qualquer lu-gar e podem atacar a qualquer momento.

    Vocs no adoram quando eva Mendes ou Olivia Wil-de comeam a discorrer sobre como temos que valorizar a beleza interior em cada uma de ns? eu adoro, acho supercoerente.

    Odeio morar em sobrado. subir escada acaba comi-go. Dona, o que acaba com a senhora ter 800 kg e 495 cm de quadril.

    A Forbes noticiou em maio que Dilma Rousseff a segunda me mais poderosa do mundo, atrs apenas de Hilary clinton. e nosso Brasil no para a: na lista de ma-mes mais espertas, luciana Gimenez hours concours, com dois rebentos bilionrios como renda per capita. Va-leu, lu!

    a Fundao Biblioteca Nacional (FBN) anunciou em 2012 R$ 373 milhes em incentivos leitura. s queria saber como isso convertido em qualidade, porque lei-tor da saga crepsculo, Harry potter e paulo coelho tem bastante at.

    e se a melhor srie televisiva de todos os tempos, Breaking Bad, se chamasse Baking Bread e contasse a histria de um padeiro que resolve traficar filozi-nho?

    li (ou ouvi) em algum lugar, h algum tempo, que voc sabe que est cercado de pessoas inteligentes quando nenhuma delas cita falas dos cQcs para tentar parecer engraado.

    No lembro o que almocei ontem, mas guardo uma mgoa como ningum, viu?

    Jornalista recebendo e-mail no trabalho com uma linha de texto mal escrito, uma foto desfocada e no campo as-sunto Matria jornalstica c/ texto e fotos igual a voc mandar um desenho de uma casinha e um solzinho feito por uma criana de 6 anos para um arquiteto com o ttulo: projeto da minha casa.

    listras horizontais engordam? No, nhoque engorda.

    Nada explica a felicidade que senti ao ler uma discus-so via Facebook em que uma dondoca afetada criticava uma pessoa pobre por escrever pobrema. a concluso a que ela chegou? Infelismente a educao no Brasil assim.

    complexo de princesa da Disney s aceitvel at os 12 anos. Mesmo assim, evite.

    Dica para as decepcionadas com o gnero masculino: ler livro sobre como colocar um homem a seus ps no to legal quanto fazer aula de muay-thai e nocautear um pra valer.

    Aleatrias Fabola cunharedacao@jcrioclaro.com.brVim, vi e cansei

    a dedicao da TV Globo ao Neymar to intensa e desesperada que de se pensar que a me dele assumiu o Departamento de Jorna-lismo da emissora. E que Neymar filho nico. Mas a nos lembramos de Ronaldo Fenmeno e o meaculpa feito no Fantstico aps o mal- entendido com travestis e lembramos que a TV Globo uma grande me adotiva, me-cora-gem desses heris nacionais fabricados. e me coruja tambm, porque rapaziada mal diagra-mada! Fiquem com Malvino salvador, da Globo mesmo, para manter o nvel alto.

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    eu nunca fui muito de moda, porque a moda cria uns monstros que ora causam risos, ora compaixo, ora desprezo. Mas os itens abaixo merecem (des) ateno, mesmo que no este-jam to na moda hoje em dia. Tem gente que acha aceitvel desfil-los por a, fazendo dos meus olhos penico, porque, sei l, entraram no cheque especial para adquiri-los. atentem e evitem:

    Bota pata de bode: quando papai viu numa vitrine, perguntou se era para pessoas com uma perna mais curta que a outra. Res-pondi que no, ele riu. preciso dizer algo mais?

    Chinelo plataforma: encurta sua perna, encurta sua moral, encurta sua possibilidade de conversar comigo. O que pode ser excelen-te, j que sou muito chata.

    Batom rosa-b****a: se eu tiver uma bota pata de bode por perto, taco na sua cara.

    Suti com ala de silicone: eu j tive um. No cometa o mesmo erro que eu.

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    Aleatrias Fabola cunharedacao@jcrioclaro.com.brVim, vi e cansei

    Moda com quem entende de

    E lembrem-se: Audrey Hepburn os despreza

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    Janyne godoy

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    No por acaso que muitas cidades con-sideradas de pequeno porte so vistas como se tivessem donos. assim como o per-sonagem Odorico paraguau era o poltico que no dei-xava o cargo de prefeito na cidade fictcia de Sucupira, na novela O Bem amado, no Brasil real existem nomes que so considerados como lendas nas urnas. conseguem permanecer no cargo por lon-gos anos e fazem da poltica algo muito prximo de uma

    profisso. Falta de opo, o velho coronelismo regional ou competncia poltica? a verdade que poucos sabem ou se arriscam a explicar. O que se percebe de forma cla-ra que nem sempre o que bom para uns, ou no caso a maioria - de outra forma no seriam eleitos -, bom para todos. isso gera indignao a quem est do outro lado. a derrota e a vitria fazem parte do jogo, pois na polti-ca no se permite o empate. este o papel da democra-

    cia, pela qual, entre bons ou ruins, feita a opo do elei-tor. pedir, vender, comprar votos, tudo pode acontecer, at que o eleitor se encontre na cabine do voto. e, nesse momento, s a conscincia vale. longe de querer pro-vocar uma discusso, fazer campanha, criticar ou mes-mo sugerir que esse tempo j passou, expomos aqui personagens, at mais que polticos, que de uma forma ou de outra so bons no que fazem: conquistar votos.

    PODER E DO VOTOOs homens do

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    Desde que a cidade passou a ter prefeito, ele atua junto ao poder executivo. ildebran prata comeou a trabalhar na prefeitura de ipena em 1965 como escriturrio, depois passou a contador e, em 1977, j era prefeito. ildebran tambm exer-ceu a funo de secretrio para ou-tros prefeitos e s esteve fora do pao Municipal por um perodo de 4 anos, na administrao anterior. eleito cinco vezes para ocupar o car-go (1977-1983, 1989-1992, 1997-2000, 20012004 e 2009-2012), vai completar 22 anos frente do vizinho municpio. Meu primeiro mandato foi prorrogado por mais dois anos, porque na poca as da-tas das eleies no coincidiam em muitos municpios e essa alterao foi feita para se igualar. assim, to-das as cidades passaram a ter incio de mandato na mesma data, conta. Fui eleito na primeira vez com 813 votos. Era final da dcada de 70 e, na poca, era pouco mais de 1 mil eleitores. a curiosidade que eu era candidato nico, mas existia oposi-o e, caso meus votos no ultra-passem os 50%, poderia perder as eleies. ildebran conta que a cam-panha era de porta em porta e que no existiam recursos financeiros

    como hoje. atualmente a cidade tem cerca de 6 mil habitantes. Quando venci pela primeira vez, a prefeitura tinha 17 funcionrios, hoje so cerca de 350. para ildebran, a legislao mudou muito. Naquela poca no se pedia muita coisa, mas era dif-cil de trabalhar, porque a cidade no tinha recursos. No havia verbas da Unio e do estado. assim mesmo hoje mais difcil de governar, sa-lienta. O poltico fala que teve que se adaptar ao desenvolvimento do municpio e conseguiu. segundo il-debran, para ter sucesso preciso ter conhecimento de administrao pblica, caso contrrio no consegue trabalhar. administrar uma cidade mais complexo do que uma empre-sa, porque so vrias reas bem di-ferentes, salienta.

    No muito diferente de outras pequenas cidades, corumbata - com cerca de 4 mil habitantes - vi-vencia um cenrio poltico em que poucos se arriscam disputa elei-toral, principalmente quando a con-corrncia tem sucesso nas urnas. O atual prefeito ivanir Franchin est prestes a finalizar seu quarto man-dato como prefeito (1989-1992,

    1997-2000, 2005-2008 e 2009-2012), o que significa que 25% da vida poltica do municpio foi co-mandada por ele. ivanir no teve 100% de aproveitamento, registrou uma nica derrota. por outro lado, na ltima eleio, apenas Franchin foi reeleito na regio. a cidade, que recicla quase 100% do seu lixo, foi emancipada em 1948 e a maior parte dos habitantes reside na rea rural. Quando reeleito, Vani - como o prefeito conhecido - observou que a cidade tinha dificuldades para atrair empregos, j que indstrias poluentes no tm vez no munic-pio, mas que o turismo poderia ser melhor explorado. ao melhor estilo mineiro, o prefeito de corumbata no gosta de dar entrevistas, em-bora sempre receba com simpatia a imprensa. segundo seus aliados, esta talvez sua grande caracters-tica. Dizem que o nico prefeito eleito que no pede votos.

    22 anos frente do Executivo

    Um padeiro de sucesso

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    ao contrrio de Ribeiro, a ou-tra linha vitoriosa de santa Ger-trudes adota outro discurso. Joo carlos Vitte j foi eleito trs vezes (1997-2000, 2000-2004 e 2009-2012) e, para ele, a alternncia no poder no se d por falta de opo, haja vista que nas ltimas eleies a cidade registrou cinco candidatos, nmero maior por exemplo que Rio claro. acho que isso representa a confiana do povo no trabalho que vem sendo realizado, diz. para o atual prefei-to, o conhecimento do cidado em torno do candidato e a profissio-nalizao do poltico so fatores essenciais para o sucesso de uma administrao. Hoje a prefeitura uma empresa e o prefeito, seu gestor. ele precisa saber reduzir

    as despesas para trabalhar com a receita que tem, afirma. Para ele, j se foi o tempo da velha poltica, do assistencialismo. Mas ainda existem polticos que trabalham dessa maneira, pois vejo que muitos no se atualizaram. so-bre a receita para o sucesso nas urnas, a primeira resposta passa pelo trabalho. e vale para todos. ele descarta a existncia do que chamam coronelismo naquele municpio, mas sabe que o fato existe na poltica nacional. em santa Gertrudes, por exemplo, s o fato de termos cinco candidatos j mostra que existe democracia. Mas sei que existe a expresso (coronis), porm isso no existe aqui e est mais do que claro, finaliza.

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    O outro lado

    Na vizinha cidade de santa Gertrudes, com pouco mais de 22 mil habitantes e 16 mil eleitores, h 20 anos duas pessoas se alter-nam no posto de prefeito: Valtimir Ribeiro e Joo carlos Vitte.

    Valtimir Ribeiro foi eleito pela primeira vez em 1973. J esteve frente do executivo gertruden-se por quatro mandatos (1973-1977, 1983-1988, 1993-1996 e 2005-2008). entre o passado e o presente, diz que a diferena fica por conta do perfil do eleitor. antigamente as eleies eram bem diferentes. O vencedor era eleito praticamente por seus fa-miliares e conhecidos. Hoje, com as mudanas na legislao, isso no basta e preciso uma equi-

    pe de apoio. segundo Ribeiro, no existia publicidade e a dis-puta era mais amadora, apenas com carro de som e o trabalho de porta em porta. sou o primeiro poltico da famlia que deu conti-nuidade vida pblica, e o maior desafio ter conscincia de que voc tem que dar o melhor de si e que este melhor seja realmente o melhor para a populao, fala. para Valtimir, o fato de ser eleito por quatro vezes se deve a vrios fatores, entre eles a dificuldade de ascenso de novos lderes. Tal-vez por conta desse quesito que, nos ltimos anos, tenham surgido novos nomes em santa Gertrudes de olho nesse revezamento dos ltimos anos. seria em 2012?

    Santa Gertrudes: 20 anos de alternncia

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    com 4 mil habitantes, a es-tncia climtica de analndia j contou com Jos Roberto perin por trs vezes frente do exe-cutivo (1993-1996, 2001-2004 e 2005-2008). para perin, sua his-tria de uma fora jovem que veio para ficar. Analndia era governada por antigos coronis que cerceavam o crescimento da cidade ao impedirem a criao de empregos e o desenvolvimento socioeconmico. a cidade era vis-ta como uma grande fazenda cer-cada por famlias tradicionais que tinham medo do progresso, medo de ter contato com outras pesso-as e outros moradores, fala.

    Mas o que estranha que, para seus adversrios, o cenrio ainda o mesmo, mas isso no abala Beto perin. Hoje consegui-mos projetar analndia na rea turstica. Nosso carnaval chega a reunir 35 mil pessoas e isso mostra que estamos no caminho certo. para ele, ainda existem po-lticos que so egostas e que no enxergam a fora das pessoas humildes. segundo Beto perin, o poltico que trabalha e se dedica ao seu povo colhe a coisa mais saborosa em uma eleio, que

    a vitria, e essa sede pelo poder fica evidente nos comentrios. No me chamo candidato copa do Mundo, no apareo de quatro em quatro anos, estou sempre disposio do cidado e do povo. O sucesso nas urnas passa por fases complicadas na vida, se-gundo nosso entrevistado. sou de famlia humilde, j vendi muita verdura, fiz minha faculdade sua-da de administrao, mas investi na minha vida e me especializei em poltica. perin tambm se mostra exigente em relao a colegas que buscam a carreira pblica. Todo poltico deveria ter um nvel mnimo de formao e capacitao, pois precisa saber criar e analisar as leis. Na sua opinio, s assim os mais jovens, principalmente, no seriam in-duzidos ao erro por outros mais experientes. Talvez esse tenha sido um recado a seus advers-rios polticos, e aqui vale lembrar um fato interessante: da mesma forma que crescem seus aliados e cabos eleitorais, tambm aumen-tam os adversrios. Um fato que pode explicar o nmero de eleito-res em analndia ser maior que o de moradores.

    A polmica e turstica Analndia

    Odorico Paraguau, personagem de Paulo Gracindo na dcada de 70, era o poltico que no

    deixava o cargo de prefeito na cidade fictcia de Sucupira, na novela O Bem Amado.

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    Aves exticas

    paixo. assim que os pro-prietrios de pssaros exticos definem o moti-vo para manter a criao. e no de se espantar com a afirmao, pois a variedade de cores, entona-o voclica e at mesmo a forma desses animais impressionam at os leigos no assunto. somente da famlia dos psitacdeos figuram cerca de 360 espcies cataloga-das, e as mais conhecidas so as araras, papagaios, cacatuas, ara-

    tingas, lris, calopsitas, roselas e periquitos.

    as principais caractersticas destas espcies possuir cabea larga e robusta, bico forte, alto, curvo e especializado em quebrar e descascar sementes. para ajudar na manipulao dessas sementes possuem uma musculatura na man-dbula e na lngua muito desenvol-vida. Os ps curtos so articulveis e, alm de sustentar o corpo dos animais, auxiliam na manipulao

    dos alimentos que consomem. Os psitacdeos tambm so

    considerados as aves mais inteli-gentes e que possuem o crebro mais desenvolvido, podendo imi-tar com exatido diversos tipos de sons, inclusive palavras. O valor dessas aves pode chegar a at R$ 80.000,00 e as espcies de grande porte atingem entre 60 e 80 anos de idade. estima-se que as esp-cies menores alcancem 40 anos em boas condies de cativeiro.

    encantamLoureno Favari

    at os leigos no assunto

    Empresrio rio-clarense mantm um plantel com

    diversas aves exticas, entre elas cacatuas, papagaios do

    Congo e os psicodlicos loris

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    em Rio claro, o empresrio eduardo Fricelli, 50 anos, um apaixonado pela linhagem e mantm uma rea de 200 metros quadrados com dezenas de papagaios, roselas e lris ornamentando o am-biente, construdo para atender s necessidades dos animais. De acordo com ele, todos foram com-prados legalmente, possuem nota fiscal e a anilha (anel inviolvel preso pata) que identifica e ca-dastra o animal junto ao ibama.

    Fricelli conta que seu interesse por aves se deu em funo de influncia do pai. Meu pai ti-nha muitos passarinhos, mas eram de espcies comuns, como coleirinha, pintassilgo, periquito australiano, canrio do reino, frisa, ao comentar que criou essas espcies at os 24 anos de ida-de, mas que se desfez dos bichos devido falta de um lugar adequado para acomod-los.

    No ano de 2003, o empresrio adquiriu um espao maior e construiu uma rea de lazer, para reiniciar a criao de periquitos, que em breve se tornaria um grande recanto dos pssaros exticos. Um criador de corumbata me levou para ver de perto algumas aves exticas. eu j conhecia atra-vs da literatura especializada e por meio de fotos, mas quando se tem contato com o bicho voc fica encantado, argumentou.

    Depois da paixo consumada, ele comprou os primeiros exemplares e deu incio formao do plantel. esse tipo de animal muito amigvel e fica muito manso. Existe uma grande facilidade para cri-lo na mo, diz.

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    com o conhecimento adquirido ao longo dos anos junto a criadores da regio e pela prpria expe-rincia, o empresrio afirmou que pretende em bre-ve montar um criadouro de compra e venda de aves exticas e mergulhar de vez nesse universo de cores, sons e muita paixo. J dei entrada na documenta-o junto aos rgos responsveis de fiscalizao e estou aguardando pela liberao para iniciar a cria-o com esse objetivo, finalizou.

    Um criador de Corumbata me levou para ver de perto algumas aves exticas. Eu j

    conhecia atravs da literatura

    especializada e por meio de fotos,

    mas quando se tem contato com o bicho voc fica

    encantado

    O proprietrio explica que os viveiros dos papa-gaios so os nicos que tm trs metros de compri-mento por um e meio de altura e largura. Os outros viveiros so menores porque as aves so menores, diferentes dos papagaios, que precisam de um espa-o maior para se movimentar, acrescenta.

    em mdia, ele passa trs horas por dia para tra-tar dos pssaros, dividindo o tempo no incio da ma-nh, almoo e final da tarde para alimentar, trocar a gua, realizar a limpeza, entre outras tarefas. J, nos fins de semana, depois de tratar, eu passo o dia todo curtindo os bichos. Minha famlia tambm gos-ta da criao, acentuou.

    Fricelli tem um gasto mensal de aproximadamen-te R$ 50,00 para a manuteno de cada ave. Ques-tionado sobre o segredo para ter um desses bichos em casa, foi enftico: Tratamento adequado e hi-giene. Com esses dois cuidados dificilmente eles fi-caro doentes e as pessoas tero um bom animal de estimao.

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    AGRAdECER

    Dia 11 de setembro de 2008, Gabinete da pre-sidncia da Repblica em Braslia. Dada a importncia do fato e de como o governo fe-deral vinha conduzindo a ques-to de perto, o ento presidente luiz incio lula da silva fez ques-to de marcar uma solenidade. lula, ao lado da ento ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento econmico e social (BNDes), luciano coutinho,

    assinou os dois primeiros contratos do Brasil de parceria pblico-priva-da para o saneamento bsico.

    Os projetos faziam parte do programa de acelerao do cres-cimento com objetivo de ampliar e modernizar a rede de esgoto dos municpios de Rio claro (sp) e Rio das Ostras (RJ).

    anunciado na ocasio para Rio claro, o investimento total foi de R$ 80,6 milhes, com R$ 50,3 milhes financiados pela instituio estatal e a empresa contratada pela recm-

    criada saneamento de Rio claro s/a, controlada pelos grupos Ode-brecht e safdi.

    aps a assinatura, lula, Dilma e os demais presentes comemo-raram. esta foi uma ocasio his-trica para o pas. esta data ser lembrada como um momento em que o Brasil passa a um novo pa-tamar de preservao de seu meio ambiente, disse lula na ocasio. O tempo passou, e a ppp do Daae foi tema de embates polticos, principal assunto de campanha,

    por antonio archangelo e marcelo Lapola

    o futuro vai

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    crticas e elogios. enquanto isso, a empresa Foz do Brasil foi traba-lhando, e muito.

    CIDADE-MODELO Quase quatro anos depois da

    assinatura da ppp do Daae, Rio claro se tornou cidade-modelo no tratamento de esgoto. seja pelo modelo pioneiro, ou pelos ndices de eficincia na ordem de 90% atingidos pelas estaes de trata-mento de esgoto, que juntas j tra-tam 55% dos resduos domsticos. para o diretor da Foz do Brasil em Rio claro e regio, sandro stroiek, o municpio tem contratado mon-tante suficiente para a universaliza-o do esgoto em um curto prazo. Nos prximos 26 anos, perodo de vigncia do contrato, a empresa promete deixar a cida-de com 100% de esgoto tratado. como conser-tar um avio em pleno voo, j que, nesse tem-po todo, a cidade deve-r quase que dobrar seu nmero de habitantes. isso envolve a opera-o de todo o sistema de coleta, afastamento e tratamento de esgoto, servio esse essencial para o desenvolvimento e a melhoria da qualida-de de vida da populao rio-clarense, comenta. esse ganho ambiental beneficia diretamente o rio-clarense e indireta-mente a populao de piracicaba, que depende do Rio corumbata para o abastecimento pbli-co, concluiu stroiek.

    RUMO AOS 100%O foco inicial tratou

    da operao e da recuperao dos sistemas existentes. para isso, fo-ram investidos recursos na aquisi-o de equipamentos, reforma das instalaes, construo de novas elevatrias e interceptores de es-goto. stroiek cita que, em junho de 2011, a Foz concluiu parte desse trabalho, inaugurando uma estao de tratamento no Jardim conduta, a maior de Rio claro, que atende a regio leste. No total so perto de 70 mil pessoas beneficiadas com a obra, ou seja, mais de 1/3 da po-pulao que reside nos bairros Vila Bela Vista, Vila alem, Vila indai, Jardim Bandeirantes, cidade Nova,

    Vila paulista, Jardim conduta, entre outros. com essa etapa do projeto, o municpio retirou todo o esgoto domstico que antes era despejado no Ribeiro claro e no crrego la-vaps.

    a obra do conduta se junta s demais estaes, totalizando oito unidades, localizadas no Jardim das Flores e no Jardim das palmeiras, alm dos distritos do municpio. Jun-tas, essas estaes tratam o esgoto de mais da metade da populao, mais precisamente de 55%.

    O ganho ambiental com a insta-lao do subsistema conduta pode ser sentido no crrego lavaps e no Ribeiro claro, que no recebem

    mais despejo de matria orgnica. a despoluio desses corpos hdri-cos representa muito para a cida-de, porque devolve aos moradores a oportunidade de voltar a praticar o lazer nas guas que antes estavam contaminadas. Os peixes j esto retornando ao rio, para a alegria dos pescadores.

    com a implantao do subsiste-ma conduta, o Ribeiro claro deixou de receber, desde o funcionamen-to da eTe em dezembro de 2010, 1.390 toneladas de carga orgnica. alm de coletar 100% do esgoto domstico, o foco a despoluio do crrego lavaps e do Ribeiro

    claro, pontua.atualmente a Foz trabalha na

    implantao do sistema de esgota-mento sanitrio Jardim Novo. Todo ele conta com aproximadamente 21 quilmetros de interceptores, emis-srios, estaes elevatrias e uma estao de tratamento de esgoto com capacidade de 224,6 l/s em sua primeira fase. O esgoto que chega-r at essa estao vir das regies localizadas na Bacia 7 (rea central, avenida Visconde do Rio claro, ave-nida Brasil, avenida Tancredo Neves, avenida dos costas e regio do ino-coop) e de todos os bairros que es-to prximos.

    a Foz j implantou 2.200 metros

    de interceptores e emissrios simul-taneamente s obras de drenagem da prefeitura Municipal no Jardim inocoop e preparou a rea onde ser construda a nova eTe, j totalmen-te demarcada a partir de estudos topogrficos e arqueolgicos. A Es-tao de Tratamento de esgoto do Jardim Novo ser a maior a entrar em operao. a eTe do Jardim Novo ser a maior de Rio claro, e com ela a cidade caminhar para tratar todo o esgoto, comenta o diretor.

    O Brasil tem 40% de seu esgo-to coletado e pouco esgoto tratado. Rio claro, hoje, se destaca no cen-rio nacional, comemora.

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    com reticncias insinuadas por polmica ou no, o nome de Nevoeiro Junior ficar marcado na histria do Brasil no momento em que assinou a primeira parceria pblico-privada do pas, e o objetivo era um s: impedir que uma tarifa alta de gua se trans-formasse numa barreira que pudesse impedir a instalao de indstrias na cidade como o fatdico episdio que resultou na sada da cervejaria skol de Rio claro na dcada de 70.

    O tratamento de esgoto atravs de uma parceria com a iniciativa pri-vada levou Rio claro a outro patamar.

    com 100% dos resduos tratados, a cidade conquistar o chamado issO-9001. a ppp proporcionou uma tarifa barata, condies para a vinda de in-dstrias e o recolhimento dos respec-tivos impostos, conta o socilogo e ex-prefeito.

    a iniciativa anterior de propor-cionar o tratamento com recursos prprios no se mostrava eficiente na viso de Nevoeiro. apesar de ter condies para tratar at 30% dos resduos, a estrutura efetivamente no tratava nem 10% do esgoto. O grande problema da mquina pblica

    a burocracia. O problema nunca foi em relao aos servidores do Daae, e sim o formalismo. com a ppp, a cida-de conseguiu uma tarifa baixa e um servio de qualidade. se continusse-mos o servio com a autarquia, o con-tribuinte pagaria mais, e a qualidade talvez no fosse a mesma. O contri-buinte busca eficincia, haja vista a grande carga tributria, pontua.

    a gua o bem que mais vale-r daqui para frente. e, com a ppp, garantimos o tratamento do esgoto, sem dvida, e com tarifa mais em conta, conclui.

    No terceiro mandato como pre-feito de santa Gertrudes, Joo Vitte (DeM) nunca imaginaria a mudan-a ocasionada pela necessidade da preservao ambiental no planeta.

    Questes emergenciais, como o investimento em saneamento, pas-savam longe dos planos de governos e das aes governamentais, princi-palmente em cidades interioranas. O crescente apelo ambiental cobrou caro dos administradores pblicos, que tiveram que rever as prioridades e inaugurar um novo pensamento, pleiteando o bem-estar de sua popu-lao.

    anos atrs as questes ambien-tais eram ignoradas. eu mesmo tive que modernizar meu pensamento e, at por questes legais, focar as aes. Desde 1997, por exemplo, co-mecei a confeccionar um plano para o tratamento de 100% do esgoto de santa Gertrudes, cita Vitte.

    De l para c foram 15 anos e pelo menos dois anos do atual man-dato focados na questo da gua. Em maio, finalmente, a cidade inau-gurou oficialmente a sua primeira estao de Tratamento de esgoto - eTe, construda com recursos da prpria cidade e de outras esferas governamentais. Tratar 100% do esgoto um ganho, vai despoluir o rio e entregar gua limpa para Rio claro. a cada real investido em sane-amento estimo que sero economi-zados R$ 4 em sade pblica, decor-rentes da diminuio de internaes

    por conta de doenas de veiculao hdrica, como a diarreia, cita.

    Na cidade de santa Gertrudes, a gua captada do crrego so Joa-quim e o despejo do esgoto doms-tico acontecia no final do leito do riacho com o Ribeiro claro. com as medidas em prol do meio ambien-te, santa Gertrudes se juntou aos 400 municpios do pas com 100% de gua encanada e tratada e com 100% do esgoto domstico tratado.

    apesar dos avanos, Vitte reco-nhece que muito ainda precisa ser

    feito para resguardar 0,3% da gua potvel para consumo humano dis-ponvel na Terra. Um dos entraves a questo das prefeituras ainda no estarem capacitadas para lidar com a questo. O poder pblico tem uma legislao para tocar essa questo, por meio de autarquia ou concesso. santa Gertrudes, por exemplo, no teria condio de re-solver essa questo sozinha, por isso optamos pela concesso com a iniciativa privada, comenta, sem papas na lngua. esta parceria com a Foz do Brasil diminuiu a perda de gua, que caiu de mais de 50% para abaixo dos 20%, e isso representa uma quantidade valiosa de gua que deixou de ser desperdiada, elenca.

    bom ressaltar que a burocra-cia atrapalha a otimizao do ser-vio pblico com qualidade, por isso vivel a parceria com a iniciativa privada para resguardar os recursos hdricos do municpio, diz. Todo mundo sabia o que era preciso ser feito, mas ningum teve coragem de encarar a questo. mais fcil, por vezes, voc enganar o contribuinte, prometendo gua barata e a resolu-o deste problema, crtica.

    para ele, o prximo passo manter a fiscalizao e combater o desperdcio de gua. Teremos que incentivar uma mudana na menta-lidade do muncipe, que pensa: t pagando, ento posso gastar o que quiser, e este ser o desafio de se compreender a seriedade do tema.

    Santa Gertrudes: Mudana de Mentalidade

    soluo frente: a ppp

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    privilegiada pela sua posio ge-ogrfica, que traz s suas margens urbanas a gua do Rio corumbata, do Ribeiro claro, do Rio cabea e do passa cinco, a cidade azul carre-ga a responsabilidade de zelar pelas centenas de nascentes que afloram em sua regio. Desde nascentes fora de suas divisas a riachos e crregos que cruzam a zona rural, a cidade pea fundamental na manuteno da qualidade da gua que abastece a bacia do Rio corumbata.

    para mapear a quantidade de nascentes, o municpio se prepara para realizar um estudo j apro-vado e com recursos liberados que mapear a rede hidrolgica para intensificar aes que garantam a proteo dos recursos hdricos para as prximas geraes. precisamos saber precisamente quantas mudas de rvores e outras quais aes ne-cessitam ser feitas para preservar e melhorar as reservas de gua, co-menta o prefeito de Rio claro, pal-mnio altimari Filho Du altimari.

    Caa ao desperdcioalm de garantir a produo de

    gua, o municpio percebeu que a principal batalha a ser travada seria a luta contra o desperdcio de gua tratada. para isso, o Departamento autnomo de gua e esgoto (Daae) identificou que o desperdcio aconte-cia na captao, no tratamento, na distribuio e no uso final da gua.

    s no tratamento, a estimativa era de que as eTas i e ii (estaes de Tratamento de gua) e a central de Distribuio de gua desperdia-vam quase cinco milhes de litros todos os dias, devido a vazamentos e precariedade dos equipamentos utilizados desde a inaugurao do sistema na dcada de 80. O sistema atual produz cerca de 44 milhes de litros de gua tratada por dia.

    atravs de programa de troca, manuteno e recuperao de tan-ques e equipamentos, o superinten-dente Geraldo Gonalves demonstra a reduo de 90% no desperdcio pelas eTas i e ii, e espera reduzir a 99% a perda de gua na central aps concluso da reforma realiza-da na diviso.

    Na distribuio, a opo esco-lhida foi a troca da antiga da tubu-lao, iniciada na gesto anterior e estendida na atual. ao todo, a esti-mativa de que a cidade necessite trocar 130 km de redes, e deste total est em andamento ou entrar em licitao a troca de 90 km 47 km j foram substitudos. com a ao, espera-se a diminuio de rompi-mentos e vazamentos, reduzindo-se a perda silenciosa de gua.

    No uso final, o secretrio de Pla-nejamento, Desenvolvimento e Meio ambiente, Milton Machado Hussni luz, visa s aes de conscientiza-o que ocorrem anualmente na se-mana do Meio ambiente com alunos

    da rede estadual, pois a ideia que os muncipes usem conscientemente a gua. algumas leis municipais j incentivam o uso racional da gua, proibindo, por exemplo, a lavagem de caladas e afins no perodo de es-tiagem. a ideia que acontea uma atualizao da poltica Municipal de Meio ambiente, para reforar outras frentes que garantam a proteo dos recursos hdricos.

    O prefeito Du altimari ressalta R$ 46 milhes 90% a fundo per-dido de investimentos realizados pelo Daae. em 42 anos de histria, esta a primeira vez que o Daae recebe investimentos deste porte. com eles, afastamos de vez a ques-to da privatizao, pontuou.

    dobrada do produtor A RESPoNSAbilidAdE

    o custo da gua limpaa conta simples: quanto mais

    poluda a gua, mais cara a tarifa. a questo importante e reflete que, a cada ano que passa, a captao, o tratamento e a distribuio da gua custam mais caro.

    esta a concluso da pesquisa-dora smia Maria Tauk-Tornisielo, do centro de estudos ambientais da Unesp de Rio claro. para ela, h uma realidade que no pode ser despreza-da: quanto maior a poluio dos re-cursos hdricos, maior a necessidade de aumentar o gasto com tratamen-

    to da gua. com este aumento no custo do tratamento de gua devido ao maior adensamento populacional, maior quantidade de esgoto dever ser tratada, e certamente o custo ser repassado para nossos bolsos, ou seja, dos consumidores, aponta.

    a pesquisadora ressalta que as regies sul e sudeste, com relati-va abundncia de recursos hdricos comprometidos pela poluio de origem domstica (generalizada) e industrial (bacias mais industrializa-das), apresentam reas de escassez,

    como a regio metropolitana de so paulo. com esta anlise, o gerencia-mento dos recursos hdricos deve ser feito de forma integrada, tendo como unidade de gesto a bacia hidrogr-fica, compreendendo tambm o solo e a cobertura vegetal. a gesto deve considerar o princpio do usurio-pa-gador e do poluidor-pagador, permi-tindo integrar os custos ambientais aos diversos usos da gua, sugere.

    a iniciativa de cidades da regio que focaram o investimento em sa-neamento vista com bons olhos.

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    Municpio Tipo de Servio Tarifas

    gua Esgoto Tarifa gua (R$/M)Tarifa Esgoto

    (R$/M)Tarifa Mdia

    Americana DAE - Departamento de gua e Esgoto de Americana DAE - Departamento de gua e Esgoto de Americana R$ 1,35 R$ 1,17 R$ 1,25Araras Saema - Servio de gua e Esgoto do Municpio de Araras Saema R$ 0,86 R$ 0,86 R$ 0,86Ipena Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal R$ 1,83 R$ 0,00 R$ 1,83Leme Saecil - Superintendncia de gua e Esgotos da Cidade de Leme Saecil - Superintendncia de Agua e esgotos da Cidade de Leme R$ 1,61 R$ 1,00 R$ 1,34Limeira Foz do Brasil Foz do Brasil R$ 1,55 R$ 1,70 R$ 1,63Piracicaba Semae - Servio Municipal de gua e Esgoto Semae - Servio Municipal de gua e Esgoto R$ 1,32 R$ 1,30 R$ 1,31Rio Claro Daae - Departamento Autnomo de gua e Esgoto Foz do Brasil R$ 1,78 R$ 1,28 R$ 1,56Santa Gertrudes Foz do Brasil Foz do Brasil R$ 1,35 R$ 1,07 R$ 1,21

    CUSTO DA GUA

    investir no saneamento do munic-pio, sem dvida, melhora a qualida-de de vida da populao, bem como atua na proteo ao meio ambiente urbano. Quando associado a polticas de sade e habitao, o saneamen-to ambiental diminui a incidncia de doenas e internaes hospitalares. por evitar comprometer os recursos hdricos disponveis na regio, o sa-neamento ambiental garante o abas-tecimento e a qualidade da gua. alm disso, melhorando a qualidade ambiental, o municpio torna-se atra-tivo para investimentos externos, podendo inclusive desenvolver sua vocao, lembra.

    Na equao ambiental, a con-ta reflete no bolso do contribuinte. Um levantamento realizado pela Jc Magazine evidencia que na regio (piracicaba, Rio claro, santa Ger-trudes, americana, araras, ipena e leme) a tarifa mnima por m de gua e esgoto tratado no sai por menos de R$ 0,86. a tarifa mdia (gua e esgoto) de R$ 1,37 e en-globa o valor estabelecido por servi-os autnomos de gua e esgoto e concessionrias aps aprovao da agncia Reguladora do consrcio pcJ. Os dados foram fornecidos pelo sistema Nacional de informaes sobre saneamento sNis 2009 formulado pela secretaria Nacional de saneamento ambiental do Minis-trio das cidades.

    sabe-se que qualquer nvel de cobrana tende a induzir a melho-rias na qualidade da gua, seja por mudanas de comportamento por parte do usurio na busca por re-duo de custos, seja porque gera recursos financeiros que podem ser reaplicados em controle, proteo e tratamento do recurso. necessria a adoo de tarifas para os servios de abastecimento de gua e coleta e tratamento de esgoto que permitam a recuperao dos custos de pro-viso e de ampliao dos servios.

    O usurio domstico individual s induzido pela cobrana a reduzir seu uso quantitativo, pois ele no tem controle sobre o uso qualitativo, j que no est sob seu controle a deciso de tratar ou no o efluen-te ou sobre o nvel de tratamento a ser aplicado. ao usurio somente so apresentadas as faturas com base em tarifas oneradas pelo re-passe, de modo geral, integral, sem qualquer possibilidade de opo de servios. a capacidade da cobrana de reduzir o consumo domstico limitada, j que, a partir de um pa-tamar mnimo de uso definido pelos hbitos pessoais, o usurio doms-tico passa a privilegiar o conforto em detrimento da economia. at mesmo porque as prprias polticas macroeconmicas de cada pas im-pedem que as despesas com gua/esgoto venham a representar um percentual elevado nas despesas de cada famlia. Quanto aos prestado-res dos servios urbanos de gua e esgoto, desde que possam repassar integralmente para as tarifas a co-brana pelo uso qualitativo e quan-titativo da gua, no so induzidos pela cobrana em si a reduzir a cap-tao ou carga poluente, esclarece.

    em alguns pases europeus, a cobrana por captao varia entre Us$ 0,01 e Us$ 0,05/m3, podendo, no limite, para fontes subterrne-as como na alemanha, atingir Us$ 0,18/m3. estes valores representam entre 1% e 10% das tarifas de gua praticadas nesse pas. No setor do-mstico, nos pases mais ricos, o uso s se reduz substancialmente quan-do as tarifas de gua e esgoto saem de Us$ 1 a Us$ 2/m3 para Us$ 3 a Us$ 4/m3. Ou seja, supe-se que, mesmo que a cobrana por capta-o seja totalmente repassada para as tarifas, os aumentos de at 10% nelas introduzidos tendem a no sensibilizar o consumidor domsti-co, conclui.

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    A tarifa mdia suficiente para universalizar o saneamento bsico entre 10 e 15 anos, mas falta efi-cincia s empresas pblicas.

    O efeito cascata do aumento tarifrio tende a se tornar uma bolha para custear empresas pblicas que vinculam o reajuste tarifrio ao seu aumento de custo operacional sem busca de eficin-cia e sem fiscalizao e regulao adequada destes custos opera-cionais. O check-up emitido por Yves Besse - presidente da caB ambiental.

    as empresas pblicas que prestam servios maior parte da populao brasileira seguiro a mesma poltica adotada por elas hoje, de vincular o reajuste tarif-rio ao seu aumento de custo ope-racional sem busca de eficincia e sem fiscalizao e regulao ade-quada destes custos operacionais. como essas empresas no inves-tem em eficincia operacional e nem em melhoria de gesto, quan-do elas s pensam em investir em expanso, teremos cada vez mais sistemas ineficientes com altos custos operacionais que devero ser repassados s tarifas, alerta.

    De acordo com Besse, na maioria das regies, o contribuin-te paga duas vezes pelo mesmo servio. Como existe ineficin-cia operacional e de expanso, o brasileiro paga muito pelo ser-vio que recebe. em so paulo, por exemplo, pagamos pelo tra-tamento de esgoto, mas convive-mos com dois canais de esgoto a

    cu aberto, os rios Tiet e pinhei-ros, e com o cheiro insuportvel de esgoto. porm, o pior quando a empresa concessionria, alm de receber pelas tarifas, recebe recursos no onerosos dos gover-nos. Neste caso, pagamos duas vezes pelo mesmo servio, uma vez como usurios pela conta de gua e de esgoto e outra vez como contribuintes pelo imposto que gerou o recurso no oneroso, pontua.

    Yves alerta que o desafio planejar o tratamento de gua e esgoto, executar o planejamento com eficincia e eficcia, e fisca-lizar e regular o que foi planejado com o que est sendo executado. com relao tarifa mdia, eu diria que suficiente, sim, para universalizar o saneamento bsi-co entre 10 e 15 anos, desde que se tenha planejamento adequado, operador eficiente, e regulador e fiscalizador competentes, comen-ta Yves Jc Magazine.

    Besse conclui afirmando que o termo saneamento ainda no ganhou notoriedade suficien-te para que o tema seja includo como uma prioridade poltica de governo ligada sade, vida e morte, e como direito humano, so-cial, ambiental e econmico. a so-luo simples: cumprir o marco regulatrio brasileiro que obriga a planejar adequadamente, execu-tar com eficincia e eficcia o pla-nejamento, e regular e fiscalizar o que se planejou com o que se est fazendo, conclui.

    Municpio Tipo de Servio Tarifas

    gua Esgoto Tarifa gua (R$/m)Tarifa Esgoto

    (R$/m)Tarifa Mdia

    Americana DAE - Departamento de gua e Esgoto de Americana DAE - Departamento de gua e Esgoto de Americana R$ 1,35 R$ 1,17 R$ 1,25Araras Saema - Servio de gua e Esgoto do Municpio de Araras Saema R$ 0,86 R$ 0,86 R$ 0,86Ipena Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal R$ 1,83 R$ 0,00 R$ 1,83Leme Saecil - Superintendncia de Agua e esgotos da Cidade de Leme Saecil - Superintendncia de gua e Esgotos da Cidade de Leme R$ 1,61 R$ 1,00 R$ 1,34

    Limeira Foz do Brasil Foz do Brasil R$ 1,55 R$ 1,70 R$ 1,63Piracicaba Semae - Servio Municipal de gua e Esgoto Semae - Servio Municipal de gua e Esgoto R$ 1,32 R$ 1,30 R$ 1,31Rio Claro Daae - Departamento Autonomo de Agua e Esgoto Foz do Brasil R$ 1,78 R$ 1,28 R$ 1,56

    Santa Gertrudes Foz do Brasil Foz do Brasil R$ 1,35 R$ 1,07 R$ 1,21

    Em busca daEFiCiNCiA

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    as cidades brasileiras sofrem um impacto cada vez maior em seu crescimento, resultado de polticas desordenadas, pois na ver-dade o debate sustentvel s se es-cancarou h cerca de uns 10 anos e ainda est em processo de amadu-recimento.

    Mesmo na europa esse debate, apesar de j ser antigo, ainda enga-tinha, pois mudar pensamento, com-portamento e aes demanda um bom espao de preparao cultural e espacial.

    a europa tem suas cidades an-tigas o Velho Mundo que se contrastam com a pujana do cres-cimento global tanto em tecnologia, quanto em populao. a preocu-pao chegou e, com ela, a gesto urbanstica, uma espcie de pensa-mento estrutural para as cidades.

    O crescimento gerou inchaos urbanos de comunidades e, com eles, a demanda por transporte,

    trnsito, infraestrutura e condies de sobrevivncia. O debate europeu se ampliou, surgindo os projetos de polticas urbanas concentradas em quatro eixos: excluso social, enve-lhecimento populacional, alteraes climticas e mobilidade. Resumindo: nascia o binmio ambiente-qualida-de de vida.

    em Rio claro isso no tem sido diferente. No d mais para pen-sar em um quarteiro, mas nele e em todo o seu entorno e o que isso vai provocar na comunidade de uma forma geral. Tudo est interligado, tudo est em movimento, tudo exi-ge planejamento para fazer valer de fato o que por hoje o mundo grita: sustentabilidade.

    H trs anos Rio claro vem so-frendo impactos dessa filosofia na sua rea central. a prefeitura tem desenvolvido projetos com a mesma linha de raciocnio das velhas cida-des europeias, e o casamento do

    antigo com a era moderna caminha para um final feliz.

    projeto de grande envergadura viria comea a sair do papel e vai mexer com um dos pontos mais ne-vrlgicos do centro da cidade: o pon-tilho da avenida 7.

    este ir desaparecer, literalmen-te, e em seu lugar entraro em cena duas grandes avenidas interligando toda a rea central ao shopping center, Horto, avenida 29 e san-ta Gertrudes. a transformao do pontilho da avenida 7 ser a maior interveno viria do centro, com um custo de quatro milhes de reais conseguidos a fundo perdido (sem precisar devolver) em Braslia.

    O projeto do pontilho gigante. envolve preservao de patrimnio, no caso a rea da estao; desapro-priao, pois o casaro amarelo in-tegra a rea de lazer; e todo o entor-no que hoje est abandonado, cheio de mato, desprotegido.

    velhoUm novoCENTRo

    O complexo virio ter avenidas com pista dupla e a fonte em homenagem famlia ferroviria

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    A rea de lazer ser ampla, proporcionando bem estar e tranquilidade

    este um sonho de todos os rio-clarenses, com certeza. essa rea do pontilho sempre foi um problema para o centro de Rio claro e agora pretendemos resolver e transform-la numa grande praa de acessibi-lidade, confirma o prefeito Du Alti-mari.

    De fato, o projeto bem arroja-do. Duas avenidas com duas faixas de fluxo de trnsito na mesma dire-o, indo do centro para o shopping e vice-versa. ao lado, uma ampla rea com arena jovem, praa, fon-te dos ferrovirios, academia ao ar livre e praa do pergolado. em dire-o Rua 1, o caf estao, na casa amarela devidamente restaurada sem perder os aspectos antigos, dar o arremate final a um projeto que vai mexer com a sensibilidade do rio-clarense.

    a prefeitura elaborou um pro-jeto consistente que ampara duas correntes do urbanismo: o velho e o novo. estamos contemplando o cen-tro da cidade com a valorizao de seu aspecto histrico, transforman-do um local tombado em rea mo-derna, como nas grandes cidades, informa o arquiteto Marcos pisconti, atual secretrio de Governo da pre-feitura.

    Outra interveno em espao central - sem perder a conotao

    de seus valores histricos patrimo-niais - a retirada dos trilhos, proje-to que teve aval de Dilma Rousseff, ento ministra-chefe da casa civil. Ningum acreditava nessa possibili-dade, mas os trilhos foram retirados para dar lugar a uma avenida que in-terligar, em breve futuro, todo cen-tro a partir da avenida 24 at o Dis-trito de Batovi, passando por toda Vila Martins, cervezo e Nosso Teto.

    MUITO CARRO

    sistema virio fortalecido, vias de fluxo rpido, modificaes e uma poltica urbanstica correta. essa a meta da prefeitura visando ao pla-nejamento e ao desafogo do centro da cidade. a realidade crua quando se tm em mos os dados da secre-taria de Mobilidade Urbana apon-tando para 132 mil carros transitan-do em Rio claro.

    Torna-se extremamente neces-srio que polticas de mobilidade, acessibilidade e escoamento no trnsito sejam desenvolvidas para acabar com gargalos, congestiona-mentos e concentraes que colo-cam em risco o movimento da po-pulao. isso caos, argumenta o secretrio de Mobilidade Urbana, Jos Maria chiossi.

    a sua pasta j prepara uma srie de intervenes tambm importan-

    tes para o conceito de meio ambien-te e qualidade de vida. as mudanas no trnsito sero visveis dentro de mais algum tempo. Um quadriltero formado pelas Ruas 1 a 9 com ave-nidas 7 a 14 passar a ter somen-te estacionamento do lado esquer-do, com trfego liberado em duas pistas. Tambm os corredores de transporte coletivo da Rua 8 e Rua 9 da avenida 29 at a avenida 40 passaro a ter o mesmo sistema. Toda essa interveno tambm vai exigir a reposio de mil placas de trnsito, e aplicao de sinalizao e instalao de faixas elevadas em trechos devidamente estudados.

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    o Silvia Pezzotti Magalhes

    TURiSMo

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    Normalmente, quando se fala em viajar e ir a um parque de diverses, a primeira lembrana a Disney. Dizer que se vai Dis-ney quando na verdade se vai a Or-lando comum, mas errado. Afinal a cidade de Orlando se tornou uma potncia quando se fala e pensa em turismo. e, principalmente, turismo para todas as idades e gostos.

    Orlando conhecida como a ca-pital mundial da diverso e oferece inmeras opes de entretenimento para todas as idades, com parques

    temticos e aquticos, bares e res-taurantes, danceterias, uma rede hoteleira gigantesca e muitas lojas concentradas, principalmente nos grandes outlets.

    a permanncia ideal para conhe-cer muito, no tudo em Orlando, aproximadamente de dez a quinze dias, adiantando que quanto menos tempo, mais corrida ser a viagem e menos tempo para os parques ou para as compras infelizmente se ter.

    Melhores perodos so a prima-vera e o outono do Hemisfrio Nor-

    te, que tem temperatura mais ame-na, e preo tambm mais em conta, pois se trata de baixa temporada. J no vero ou seja, julho e agosto, os parques ficam lotados, com filas in-terminveis e bastante demoradas, sendo que o calor torna tudo mais difcil. Outro perodo que para ns, brasileiros, muito procurado e que para os americanos considerado de baixa temporada o final do ano, aproveitando que o frio da Flrida bem menos intenso que no Norte dos eUa.

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    conglomerado de quatro par-ques temticos: Magic Kingdom, epcot, Disneys Hollywood studios e Disneys animal Kingdom; dois parques aquticos: Blizzard Beach

    e Typhoon lagoon, e dois fantsti-cos centros de diverso, que so o Downtown Disney - onde fica o La Nouba, um espetculo de circo fas-cinante, extraordinrio e vanguar-

    dista, realizado pelo cirque du so-leil - e Disneys Boardwalk. J para os apreciadores dos esportes vale a pena conhecer o Disneys Wide World.

    MAGIC KINGDOMTalvez, o mais famoso e que

    tem o castelo da cinderela na en-trada, dando boas-vindas aos visi-tantes.

    Principais atraes so: Space Mountain Piratas do Caribe Splash Mountain Montanha-Russa Grande Trovo Voo de Peter Pan Filme 3-D Mickeys Philharmagic Bibbidi Bobbidi Boutique, onde

    meninas se transformam em ver-dadeiras princesas dentro do cas-telo da cinderela.

    EPCOTTem o dobro da rea do Magic

    Kingdom e dividido em duas partes:

    a primeira delas, o Future World dedicado cincia e s inova-es tecnolgicas, que tem como principais atraes: *O interior da Geosfera da spaceship earth

    Soarin Test Track Mission: Space em dois nveis,

    sendo o mais intenso, intenso demais.

    A segunda parte, o World Show-case, construdo em torno de um lago artificial, destaca a cultura de 11 pases em pavilhes que oferecem bons restaurantes e atraes diversas.

    DISNEY HOLLYWOOD STUDIOSOferece shows de dubls, filmes

    em muitas dimenses e desfiles de personagens da pixar fantsticos.

    Maiores atraes: a montanha-russa

    RocknRollercoaster o elevador The Twilight Zone Tower

    of Terror / Toy Story Mania, em 3-D o emocionante Fantasmic!, show

    de fogos de artifcio e gua, es-trelado por Mickey e sua turma

    ANIMAL KINGDOM o maior parque da Disney e em

    rea no mundo. Bem ao centro do parque tem a rvore da Vida.

    Maiores atraes so: a montanha-russa Everest Expedition Kilimanjaro Safari, onde os visi-

    tantes observam de perto lees, elefantes, girafas e outras espcies

    Show Festival do Rei Leo Musical Procurando Nemo

    paRQUesWalT DisNeY WORlD

    IMPERDVEIS, NA MAIORIA DOS PARQUES DISNEY, SO OS FANTSTICOS SHOWS PIROTCNICOS E MARAVILHOSAS PARADAS APRESENTADAS DIARIAMENTE.

    Hoje no durmo para descansar...

    simplesmente durmo para

    sonhar. Walt Disney

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    UNIVERSAL STUDIOSA atrao inspirada no filme Tu-

    baro, uma das mais tradicionais e antigas, foi encerrada no incio des-te ano.

    Atraes mais visitadas: Twister Men In Black / Terminator The Mummy E.T. / Monstros S.A. Simpsons a montanha-russa Hollywood Rip

    Ride Rockit / a mais nova Meu Malvado Favorito em 3-D

    ISLANDS OF ADVENTURE o segundo parque da Universal

    e conta com atraes de alta tecno-logia, em que se destacam:

    Jurassic Park River Adventure Popeye & Brutus Bilge-Rat Bar-

    ges Montanha Russa indoor e em 3-D

    do Homem-aranha Incrvel Hulk montanha- russa, que

    logo no incio coloca a adrenalina a mil

    A queda do Dr. Doom, que o lana a 46 metros de altura e o empur-ra de volta Terra mais rpido do que a gravidade

    E talvez uma das visitas mais esperadas seja s salas de aula e corredores do castelo de Ho-gwarts at as lojas pitorescas de Hogsmeade, onde o visitan-te vai se sentir como se tivesse entrado nas prprias pginas das histrias de Harry potter.

    O citywalk da Universal, mais movimentado a noite e oferece inme-ras lojas, cinemas, restaurantes muitos

    deles ligados ao esporte e fica no ca-minho das entradas dos parques Uni-versal studios e islands of adventure.

    paRQUesDa UNiVeRsal

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    um parque temtico no qual voc poder, alm de apreciar in-meras espcies marinhas, descobrir a importncia da sua preservao.

    Atraes imperdveis: espetculos com baleias orcas e

    golfinhos, caso do Believe e do Blue Horizons

    montanha-russa Kraken montanha-russa Viagem para

    atlntida com queda na gua a mais nova montanha-russa

    Manta, bastante radical, imitando uma raia gigante em mergulhos alucinantes

    um aqurio enorme que deixa qual-quer um apaixonado

    AquaticaFazendo parte do seaWorld, o

    aquatica concorre com outros par-ques aquticos, mas o diferencial fica por conta da presena dos gol-finhos de commerson, alm de ani-mas silvestres, muitos toboguas, piscinas, rios e lagoas e mais de 7.000 metros quadrados de praias de areias brancas. Destaque para o Dolphin plunge, escorregador que transporta os visitantes por tubos transparentes submersos na

    piscina dos golfinhos.

    Discovery Covelindo, o local tem lagoas, reci-

    fe de corais, rios tropicais e praias com capacidade diria limitada a mil pessoas - mediante reser-va. Destaque especial para a rara oportunidade de interagir com um dos 40 golfinhos. Assim como a gua das piscinas, o preo do in-gresso pode ser meio salgado. Mas inclui alimentao, bebidas, equi-pamento de snorkel, protetor solar especial e uso de armrios durante todo o dia.

    aproximadamente a noventa quilmetros de Orlan-do, em Tampa, est localizado outro parque temtico fantstico com 2.000 espcimes de bichos e atraes eletrizantes, esse parque querido por adolescentes e adultos.

    atraes escolhidas pelos viciados em adrenalina so: Montanha-russa Sheikra, com duas quedas, uma de-

    las o carrinho fica pendurado a quase 90 graus Montanha-russa Kumba, num incrvel emaranhado

    de loopings e espirais montanha-russa Montu, em que o carrinho anda pen-

    durado nos trilhos montanha-russa Gwazi, feita de madeira montanha-russa Cheetah Hunt, a mais nova que dis-

    para como um guepardo na natureza os radicais e encharcados - Stanley Falls, Tanganyika

    Tidal Wave e congo River Rapids

    seaWORlD

    BUscH GaRDeNs (TaMpa)

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    DICASl Quando for estacionar o seu ve-

    culo nos parques, no se esquea de anotar o local exato onde o deixou.l logo ao entrar nos parques,

    adquira o seu mapa e planeje quais atraes quer ver. existem mapas em portugus em todos os parques, com horrios e disponibilidade da programao, com durao de cada evento e se h disponibilidade do Fastpass que pode ser adquirido gratuitamente nas entradas dos brinquedos mais concorridos e evita que se fique nas filas, determinando um horrio para retornar ao brin-quedo e entrar direto sem demora. Na Universal, os passes rpidos so vendidos individualmente ou em pa-cotes.l Combine com os filhos um lugar

    para se encontrar, caso se percam.

    l leve para os parques garra-finhas com gua, pois nos parques elas custam caro. l se voc vai viajar com os seus

    filhos, d uma olhada nas restries de altura existentes em algumas das atraes dos parques de Orlando.l atente tambm para a data

    dos feriados americanos, pois os parques ficam muito cheios durante toda a semana. l procure comprar em lojas com

    boas referncias e preos no muito mais baixos que os da concorrn-cia. s vezes uma grande promoo pode se tornar uma grande desilu-so.l Tanto em excurses como por

    conta, o que vale mesmo apro-veitar todas as oportunidades, lem-brando que ao estar com seu prprio

    veculo, a liberdade com horrios e escolhas de atraes pode se tornar muito mais interessante e vantajo-sa.l Habilite seu celular para usar

    fora do Brasil ou leve o via rdio, tipo Nextel tem e tambm a possi-bilidade de se alugar um telefone celular ou rdio em Orlando mesmo.l Dentro do parque tente apro-

    veitar ao mximo, podendo ser at mesmo o ltimo a sair, pois existem lojas em Orlando que ficam abertas 24 horas e uma comprinha no final do dia ou da noite pode ser boa pe-dida.l consulte sempre um agente de

    viagens credenciado que o auxiliar nos melhores perodos e nos par-ques mais interessantes para o tipo de viagem que pretende fazer.

    em Orlando e dentro dos parques, comer no problema. l se encontram muitas opes j conheci-das aqui no Brasil, como restaurantes tpicos dos mais diversos pases do mundo, e temticos como Rainflorest que parece

    uma verdadeira floresta e o T-Rex que te remete ao mundo cheio de dinossau-ros. para quem no dis-pensa arroz e feijo muitos restaurantes brasileiros, principalmente na interna-tional Drive, podem ser en-contrados.

    HOTISa rede hoteleira de Or-

    lando imensa e pode-se escolher entre ficar nos mais variados hotis nos bairros tursticos, como as proximi-dades da international Drive, nos Resorts da Universal e da Disney com transporte direto e gratuito aos parques.. e optar por ficar em ho-tis ou casas alugadas em Kissimmee ou lake Buena Vista.

    COMER

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    mo

    Sonho que se sonha junto:

    DISNEYWORLD!por claudia cristina Fiorio guilhermeme de giovanna guilherme

    era uma vez um sonho de um ho-mem chamado Walt Disney, no sonho havia princesas, castelos, bruxas e prncipes dos mais famosos contos de fadas, e tambm foram criados para participar do sonho ratinhos, ces e muitos outros bichinhos en-cantados... O resultado: o sonho des-te grande homem abrigava o incons-ciente de todos os seres humanos, ou seja, o desejo de que a fantasia pudesse se tornar realidade!

    a mgica Disney j dura muitas dcadas e repete em diversas fam-lias o mesmo milagre diariamente: viver num mundo perfeito de alegria, diverso e fortes emoes.

    J ouvi muitos adultos cticos di-zerem que no gostam de parque de diverses e muito menos, de fanta-sias. esta opinio permanece at o

    momento que se tm filhos e estes co-meam a adentrar no mundo Disney, especialmente pelos filmes e pela TV. H uma invaso deliciosa deste mun-do maravilhoso que traz ao adulto, criana que ainda habita dentro dele!

    Foi exatamente assim que ocor-reu pelas mozinhas de minha filha Giovanna, pois fui levada a rever Branca de Neve, pinquio, a Bela adormecida, dentre tantos outros. passamos a compartilhar destas mesmas fantasias.

    Neste ano de 2012, deixamos de lado todo o racionalismo da vida co-tidiana e embarcamos para a viagem que todas as famlias deveriam fazer: Disney, na Flrida!

    ao entrar no primeiro parque, a msica foi nos envolvendo, cada detalhe nos fez pensar que, de fato,

    estvamos vivendo um sONHO, en-tramos nos filmes de Walt Disney! No adiantava beliscar, pois a cada passo, a cada emoo, o sonho pas-sava a ser mais real e palpvel! Muita adrenalina, muitos risos, muitos de-safios, me e filha, pai e filha, enfim, todos com a mesma idade! isso s possvel l...

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    Vale lembrar que todas as com-pras possuem taxas que devem ser embutidas no preo final, logica-mente na converso dlar-real.

    Lojas que ficam abertas 24 ho-ras e que tm de tudo so o Wall-mart e o Walgreens, que podem ser encontradas em muitos lugares pela cidade.

    Os outlets mais conhecidos so: Orlando premium Outlets, um em cada extremo da international Drive e na Vineland ave; The Mall at Millenia, na conroy Road; The Flori-

    da Mall, na south Orange Blossom; st. John Outlet, na international Drive; Outlet Marketplace, na inter-national Drive; Festival Bay Mall, na international Drive, entre muitos outros.

    Nos outlets ou nas lojas de rua existe uma infinidade de lojas de marcas especficas, com preos bas-tante interessantes, como abercrom-bie & Fitch, Banana Republic, Burber-ry, calvin Klein, chanel, Diesel, Dior, DKNY, Dolce & Gabbana, Fendi, GAP, Giorgio Armani, Gucci, Guess, H&M

    butique, Kiplling, a loja do chocolate M&M, Macys, Neiman Marcus, New Balance, Nike, Oakley, prada, Ray Ban, Reebok, Ron Jon surf, salvatore Ferragamo, samsonite, sephora, TaG Heuer, Tommy Hilfiger, Tharoo & Co., Valentino, Versaces, Victorias secret, calvin Klein.

    Existem lojas especficas tam-bm para a venda dos produtos Disney, a maior na Dowtown Dis-ney, com megaloja da lego e Harley Davidson capaz de enlouquecer os apaixonados pelas marcas.

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    O DICIONRIO aurlio assim define o glamour: quali-dade da mulher fascinante.

    O GLAMOUR est de volta, e nisso somos especialis-tas... Distribumos sonhos, for-mamos opinies, e j que esta-mos no social, e no no policial, o resgate do melhor da nossa sociedade se torna automti-co, necessrio, e j comea a tirar o flego das elegantes, despertar desejos de moda, o

    Di

    Troque a sombra preta pela marrom mais chic. Sombra Eye Shadow MAC.

    Esfume bem para misturar os tons. Um trao preciso de delineador, e uma poderosa

    mscara para clios completam o look. Delianador Eyeko e rimel Size Queen.

    Ilumine o glamour imediato. Diorskin Nude.

    Sou do princpio que no necessrio ter uma Saks na penteadeira, mas o bsico como um belo jogo de pinceis, makes de qualidade e um

    bom demaquilante fundamental.

    tnico, no Fontoura, das finas de planto.

    Luxo, postura, finesse, rou-pas caras... No basta ser chic tem que participar... este pen-samento ganhou fora e j est sendo feita a lista da Dez Mais da cidade, com direito a noite de gala no fim do ano... As elei-tas? Quem viver ver!

    e no basta falar tem que mostrar o caminho... ento, vamos ao passo a passo do Glamour.

    cas PORQUE usar uma

    boa maquiagem, creme ou perfume como ter uma boa roupa. e o melhor, um prazer para voc mesma, pode fa-zer um rombo no bolso, mas fato... Funciona... e salve Nossa senhora do Make-up.

    A COSMTICA A NOVA MODA, SABIA?

    CABELOS DE CAPA DE REVISTA, SABE COMO?

    by jerdes andrade

    O truque das ondas perfeitas com movimento fazer o babyliss pela metade, deixando as pontas soltas para evitar o cacho, que c entre ns bem cafoninha.

    Uma ajeitadinha desembaraando as mechas com os dedos...

    e voil... Nossa Glamour Girl est pronta.

    Kit bsico: Base HD Foundation Make-up

    Forever com cobertura perfeita, sombras MAC com

    alta fixao,batom MAC, mscara para clios Size

    Queen com efeito de clios postios, delineador Eyeko para traos precisos e jogo de pincis Sigma tudo da

    Inove produtos importados... No tem como errar.

    Lets Glam!JC

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    a BelDaDe cresceu em todos os

    sentidos, menos na balana, e assume posto de uma das

    Dez Mais da cidade.... eleita a primeira da lista,

    Moniquinha Rocco nasceu com DNa fashionista e tem

    faro fino para tudo que bom, trend setter legtima ela desfila com

    desenvoltura dentro do estilo da nova

    elegncia e o mais importante, sabe se

    divertir com isso.

    Glamour Mnica Rocco

    Foto: studio Diga Xis.Make-up: inove produtos importados.Figurino: laliqueProduo e beleza: Jerdes team.

    by jerdes andrade

    Girl

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    A BOLA DA VEZ

    conheo muita gente que se sente desconfor-tvel usando uma mini depois dos 20 anos e conheo muita mulher gatrrima de mini e ca-belo aos cinquentinha...

    DEPOIS DO sucesso profissional no se tem mais idade... A nova mu-lher compete de igual para igual no mercado de trabalho, com direito a happy hour e partidinha de sinuca no fim do dia... Detalhe: ela ganha o jogo!

    MUITO ME perguntam o que pode, o que no pode depois do 30, dos 40, dos 50... e eu digo: depende de voc. Depende de como voc se sente bem e de como voc segura o look...

    by jerdes andradeJC

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    claro que com a tecnologia ao seu favor e uma boa gentica facilita e muito. por isso, as regras mudaram, novas carreiras surgiram, como personal stylist, consul-tor de imagem, visagista, etc... se voc chegou aos 40 e no sabe o que adotar, chegou a hora de ter um bom profissional para chamar de seu. Se pararmos pra pen-sar bem, 40 anos muito pouco diante da expectativa de vida hoje em dia, ento abrir mo de um comporta-mento jovem to cedo no faz sentido algum.

    Roubado do guarda- roupa masculino, o terninho item fundamental da

    mulher inteligente... acessrios poderosos imprimem respeito.

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    idade est na mente no no corpo, claro que dependendo do lugar melhor deixar o shortinho para praia... para a cida-de fica um pouco demais, mas, se est um caloro com clima de praia e o corpitcho ajuda por que no?... Vestidos curtos so permitidos e pode deixar voc lindssima, s no ultrapasse um palmo acima do joelho, mais que isso pode parecer muito mocinha ...Vale a mesma regra da elegn-cia para qualquer idade: descobriu embaixo cobre em cima e vice-versa.

    E os comprimentos?

    Tecidos nobres da alfaitaria masculina a bola da vez para o inverno 2012.

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    E o Cabelo?Uma regra equi-

    vocada que maturi-dade combina com

    cabelos curtos... Combina mais com

    o tipo fsico, se voc tem cabelo lindo e

    bem cuidado fica na sua e arrasa darling.

    Modelos: Carina Caetano e Jos Chinelato.

    Figurino: ela veste Simulasso ele

    veste Mr Kitsch Alta bijuterias, culos,

    relgios e bolsas: Inove produtos importados

    Calados: Pulo do Gato Produo e beleza:

    JerdesTeam.Cabelos: Duda Araujo.

    Fotos: Foccus fotografia.Agradecimentos: Clube do

    Taco.

    Invista em clssicos, como um vestido tubinho em cor neutra, so eternos, combinam com tudo e so sinnimo de elegncia.

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    Uma pesquisa publicada em 2010, sugeriu que o efeito causado pelas curvas das mulheres no crebro dos homens, similar ao causado pelo consumo de lcool ou drogas. De

    acordo com o estudo, quando um homem olha uma mulher com formas exube-

    rantes, ativada uma rea no c-rebro, associada ao sentimen-

    to de recompensa, mesmo local de quando submetido ao de substncias qu-micas.

    segundo os cientistas, as curvas das mulheres esto diretamente asso-ciadas fertilidade, ge-rao de filhos saudveis e a menor incidncia de doenas. Os resultados indicam que a figura da

    mulher com o corpo de violo ativa reas ce-rebrais, que dirigem a ateno do homem a garotas com poten-cial de serem boas parceiras de repro-duo, publicaram os pesquisadores na revista espe-cializada plos.

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    UNiVeRsO plUs siZe e aFiNs ESSNCIA

    Damaris Bortolozi damaris.bortolozzi@gmail.com

    bElEzAem

    curvas

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    Os cientistas tambm disseram, que as mudanas no ndice de massa corprea somente ativam reas asso-ciadas apreciao visual. isso signi-fica que para o crebro masculino, as gordurinhas extras, eterna preocupa-o das mulheres, nada tm a ver com

    a sensualidade. as mulheres plus size tm sim seu lugar cativo no olhar e preferncia masculina, para eles, te-rem onde pegar, volpia e aconchego so qualidades bastante valorizadas. sem esquecer a parceria gastronmi-ca e a tranquilidade em relao apa-

    rncia. Mulheres gordinhas, de forma geral, so mais sossegadas em rela-o aparncia, sem neuras.

    e vamos combinar... que uma mu-lher gostosa, de bem com a vida e ainda parceira, sonho de consumo, certo?

    a diferena entre a sacarose e a sacarina; entre um almoo e um lanchinho,

    Mas, principalmente, aprenda a diferenciar,...amor, vamos comer uma coisinha?

    Do querido, vamos fazer uma boquinha?e, procure no misturar;

    O ato com o prato;O teso com o peso;

    O come com a fomee trate de viver feliz e em paz!

    PARA AMAR UMA GORDINHA, TRATE DE APRENDER ALGUMAS COISAS:

    Roupasevolution Modas

    Caladosstyle calados

    Via UnoAcessrios

    alternativa Bijuterias

    Maquiagem Karina Rozin

    CabeloTho lopesFotgrafa

    angela amaral

    Produo ExecutivaDamaris Bortolozi

    ModelosJuliana Dagnone

    Taciana Dagnonecarol peixotoadriana pires

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    Jp Veiga

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    acontecnciasJane e norieL spadari 15meusanos

    Quem ?empresrio, casado com luciana e tem dois filhos Lucas e Leonardo.Aos 15 anos...aos quinze anos, vivia junto natureza porque nasci no interior do Mato Grosso e s pensava em pescar e andar a ca-valo.Melhores lembranas...as lembranas da escola so as me-lhores. sempre fui muito brincalho, um verdadeiro palhao. Junto com meus amigos gostava sempre de cantar.Caractersticas do menino de ontem e do homem de hoje...era sonhador na juventude e nunca dei-xei de sonhar. Hoje sou um homem rea-lizado, tenho uma linda famlia, sempre tive o apoio dos meus pais e sou muito agradecido a Deus, acima de tudo.

    Osiel Ferreira

    Quem ?casada com luiz Freitas Jardim, me de luiz carlos, luciana e leo-nardo e av de Vernica e Joaquim.Aos 15 anos... aos 15 anos vivia com meus pais em so paulo, sonhava ser aeromo-a para conhecer o mundo inteiro. sempre fui muito feliz, muito sor-ridente e muito alegre.Melhores lembranas... estudei no colgio santa

    amlia e pegava o bonde para ir escola. Mi-nha prima, ana Maria e eu riamos muito, danvamos elvis, sinatra e Rock and Roll. Tinha tambm duas grandes ami-gas, Bete e Therezinha.Caractersticas da menina de ontem e da mulher de hoje... Minhas caractersticas de quando era meni-na no mudaram, sempre fui muito reservada, muito romntica, sonhadora e muito famlia. continuo sendo a mesma pessoa.

    Maria Luiza Jardim

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    Quem ? esteticista e empresria, casada com

    ademir, me da carolina, aninha e Marina e av de lucas e da Beatriz e em breve

    do Theo.Aos 15 anos...

    Vivia em itirapina. Fazia cabelo e unhas das amigas, era bem moleca, j tinha

    uma paixo secreta pelo meu vizinho ade-mir, e sonhava em casar e ter oito filhos.

    Melhores lembranas... passeios por itirapina, o macarro com

    carne de panela da minha me e o cheiro do cigarro de palha que meu pai enrolava com tanto capricho. era apaixonada pelo

    meu vizinho ademir, que se tornou meu marido.

    Caractersticas da menina de ontem e da mulher de hoje...

    continuo na rea de esttica, minha paixo se concretizou em minha famlia

    atravs das filhas, genros e netos. Conti-nuo sonhando e correndo em busca deles

    para torn-los realidade.

    Maria Clia Colin de Mattos

    Luiz Antonio Barsotti

    Quem ?Mdico dermatologista, casado com silvia e pai de Isabella e Sofia. Aos 15 anos... aos 15 anos vivia segundo a frase do Zeca pagodinho: deixa a vida me levar, pois minha responsabilidade era somente com o estudo. aos 16, tive meu primeiro emprego.Melhores lembranas: Dos professores do Bayeux e das risadas com o professor esclair Freitas, saudade da comuni-dade da igreja santa cruz, em especial, o coral do meu pai prof. cherubim Barsotti, da minha me, Maria e do irmo, Jos luiz.Caractersticas do menino de ontem e do homem de hoje... Continuo confiante e crente a Deus; mantendo os

    risos, os amigos, minhas viagens, a roda de samba, desfile na sapuca pela Unidos de Vila isabel e o contato e ateno com mi-nha famlia e meus pa-cientes.

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    Quem ? Dentista, casado com Telma e pai de Tel-ma Blanca e Felipe Neto. Aos 15 anos... acreditava que a nica obrigao que tinha, era estudar e passar de ano, ado-rava reunies de grupo de estudo, sem-pre na casa de alguma menina, cujo ob-jetivo principal nem sempre era estudar e sim paquerar. Melhores lembranas:Gostava de jogar basquete no Batista leme, treinar jud com o Uadi Mubarac. inesquecvel, a vaca-preta, na pauliber, o Hambrguer da Rainha e as brincadeiras danantes no GG.Caractersticas do menino de ontem e do homem de hoje... Trago de lio o que meus pais me ensi-naram: carter, honestidade, o prazer de fazer o bem, o gosto pela vida. Enfim... posso dizer que sou uma pessoa feliz e realizada, e com muita f em Deus.

    Quem ?engenheiro, casado com Maria itamara e pai de Nayara e dos gmeos Guilherme e leopoldo. Aos 15 anos: eu vivia na boa, amava os Beatles, Bee Gees e Roling stones. Tinha muitos sonhos, gostava de tocar guitarra, ir ao clube de campo, GG e phila. era muito tmido, mas com muitos ami-gos.Melhores lembranas: so tantas... Os estudos, em especial os pro-fessores Denizar F. Machado e liselote palota. lembro-me quando paulo leone e eu canta-mos e vencemos o colgio encontra colgio, com a msica cabocla Tereza. Dos amigos Ri-cardo penteado, paulo Dikertse, castro, Neto e Marco spadari, Rubens Tadeu, paulinho Maria-no entre outros. Caractersticas do menino de ontem e do homem de hoje...continuo sendo um sonhador, porque o dia que parar de sonhar, com certeza, no estarei mais aqui. Vivo, hoje, com muito mais respon-sabilidade, e dedicao total minha famlia, continuo sendo tmido e com muitos amigos.

    15meusanos Felipe Bedran

    Filho

    Coaracy Oliveira

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    Jane e norieL spadari

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    Quem ?Mdico ginecologista casado com Mirtes e pai de Dunaway e Daphni.Aos 15 anos... Vivia como toda pessoa da classe mdia baixa, alternava meu tempo com o trabalho e o estudo. sonhava em ter uma profisso que me realizasse para ajudar a melhorar a comu-nidade em que vivia.Melhores lembranas... Na escola, bons tempos do colgio Joaquim Ribeiro, com amizades que mantenho at hoje. em diverso, cine excel-sior, bailes do GG, na parquia Bom Jesus, e futebol no bairro so Benedito.Caractersticas do menino de ontem e do homem de hoje...O jovem idealista e sonhador amadureceu, tornei-me um adulto comprometido comigo mesmo, com meu trabalho e as pessoas com quem convivo e esto ao meu redor.

    Luiz Eduardo Volpato

    Quem ? comerciante, casado com Roseli e pai

    de Diego e carla. Aos 15 anos...

    era uma pessoa estudiosa, adorava esporte, em especial, o futebol, pensava em ser engenheiro eletrnico e empre-

    srio.Melhores lembranas...

    Da escola, gosto de lembrar dos ami-gos e das festas. Nos relacionamentos,

    eu era temperamental e gostava de ser o lder da turma, principalmente, na

    rea esportiva.Caractersticas do menino de ontem

    e do homem hoje... eu era alto, magro, cabelos castanhos,

    atleta e sonhador. Hoje sou alto, forte, cabelos grisalhos, sedentrio e... conti-

    nuo sonhador.

    Marcos Roberto Iamonti

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    Quem ?comerciante, casada com

    sinsio Jos Degaspari e me de Guilherme, Gabriel e Tho.

    Aos 15 anos... aos quinze anos vivia rodeada

    de amigos e, preocupando-me com o futuro, pensava em ser

    uma mulher independente e bem-sucedida.

    Melhores lembranas... ia aos clubes e a reunies na

    casa dos amigos, adorava estu-dar na querida escola purssimo corao de Maria, onde cultivo

    as amizades at hoje. Caractersticas da menina de

    ontem e da mulher de hoje... a menina de ontem se trans-formou na mulher comunicati-va, de bem com a vida, amiga,

    batalhadora e ciente de todas as obrigaes.

    Quem ?casada com Jos Roberto, me de Roberta, Marcela e Giovana e av do Tlio, sua maior paixo. Aos 15 anos... era alegre, extrovertida, sonha-dora e muito bem orientada, o que construiu o alicerce de uma pessoa feliz e preparada para a adoles-cncia e consequentemente para a vida adulta.Melhores lembranas... O Baile de Debutantes, as tardes com as amigas. as reunies fami-liares muito frequentes na poca e lembranas das tranquilidades oriundas dessa etapa da vida.Caractersticas da menina de ontem e da mulher de hoje... Hoje, com os sonhos realizados, com uma linda famlia formada, considero-me muito feliz ao lado do meu marido, minhas filhas e genros e em especial ao meu neto encantador Tlio.

    15meusanos Thatiana Cristina Spiller

    Maria Luiza Chiavari

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    iaL Jane e norieL spadari

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    rodolfo almeida

    Fazer boas escolhas, vestir-se apropria-damente para as mais variadas ocasies, pro-duz efeito e traz resultados positivos.

    Ousado, casual, glamou-roso, social, rock, tnico, mi-nimalista, street wear, urban

    wear, entre outros, so esti-los muito escolhidos e explo-rados, no entanto, uns fazem boas escolhas, outros no acertam e acabam sendo exagerados e demods, pe-cando e gerando uma viso negativa e destorcida da sua personalidade.

    Moda + Personalidade

    = Estilo

    Acerte nas escolhas

    Confira alguns looks perfeitos, uns para o dia a dia, outros para ocasies especiais.

    As t-shirts esto com tudo, estampadas ou bsicas, so

    perfeitas com shorts, adquira o famoso e desejado sneaker

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    Estampa animal-print no pode faltar, regatas com

    sobreposies so perfeitas para cair na balada

    Esti

    lo

    Bermudas em look dia, caem muito bem, combinadas com botinhas meio cano, estilo equilibrado e jovial

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    Mod

    aJaquetas de

    couro, muito usadas por

    homens, continuam

    sendo pea fundamental,

    escolha um belo tric e some

    pontos em seu visual

    O tradicional e indispensvel

    jeans pode ser a escolha

    certa para qualquer

    ocasio, ouse na parte

    superior do look

    Camisetas polo para ela, isso mesmo, sem dvida, estar bem-vestida, enriquea o make e o hair

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    iaL rodolfo almeida

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    iloRomantismo em alta dose, saia longa belssima, mas cuidado: ter baixa estatura pode ser um problema, o salto alto indispensvel, seja charmosa

    O clima mudou? As jaquetinhas so ideais,

    capriche na produo, este vestido de cobra acrescenta

    ousadia total no estilo

    Est

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    Pura ousadia e sensualidade em alta, quer ser notada? Abuse da criatividade: saltos mega-altos e peas bordadas em paets remetem beleza da mulher fashion e elegante

    O estilo casual chic perfeito,

    camisas listradas,

    estampadas e bem elaboradas

    podem remeter limpeza no look,

    babe!

    ModaJC

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    rodolfo almeida

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    Black total, sempre em alta! Maxicasaco de rica textura e a maxibota superalta deixam este look galante e cobiado

    Na dvida, escolha o fundamental: vestido pretinho bsico, sapatos altos e acessrios finos so preciosos, complementam o visual glam

    Estilo

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    Agradecimentos - aliana Foto e Vdeo, la Vita Boutique, s.a Feet, Make-up Rogerio Guiaro, Hair elder espoladorModelos - Juliane louback, Nathalia Felizatti, Maria Gabriela Zanghettin, ewerton locatelli

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    atualmente, o Mercado Muni-cipal conta com 13 salas ocu-padas, nas quais pode-se encontrar, ainda, um pouco das atividades desti-nadas na sua criao, em 1885.

    Um verdureiro, ervas e condimen-tos, comida chinesa e japonesa, pei-xaria, alfaiataria, passanderia, arte-sanato, produtos naturais, aougue e quatro locais de refeies e bebidas

    fazem parte do dia a dia do Merca-do Municipal. se em sua origem fora construdo para atendimento da popu-lao apenas durante o dia, hoje, seu destino tambm de uma vida notur-na intensa e de muita descontrao.

    Numa breve visita ao Mercado Mu-nicipal, pode-se ver famlias em pas-seio, realizando suas compras em lo-cal seguro e de muito espao para as

    YesJOAQUIM PEREIRA &NGELA HILSDORF

    Entrada pela Rua 9 continua dando acesso ao Mercado

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    O prdio do Mercado Muni-cipal foi construdo a partir de 1885, em rea de 6.500m loca-lizada na margem direita do cr-rego da servido.

    Foi inaugurado em 15 de ju-lho de 1897. O ptio central, com chafariz de gua potvel, que hoje no existe mais, era rodeado por salas que comer-cializavam secos e molhados, hortalias, verduras, aves e ani-mais para abate. Havia tambm aougues e botequins.

    as Foras da Unio (exrcito Brasileiro) usaram o prdio como quartel, alojando a sexta compa-nhia de Metralhadoras (6 c.M).

    (Fonte: Anselmo Ap. Selingardi Jr. - Arquelogo-

    Pesquisador)His

    tri

    co

    crianas. percebe-se que ali, formou-se uma clientela fiel aos departamen-tos existentes, muito deles h mais de meio sculo, pontos passados de avs para filhos, e hoje, at netos.

    Nos bares, os petiscos atraem crianas, jovens e no jovens, princi-palmente, aos sbados e domingos pela manh, quando pais, mes, filhos, avs e netos passeiam, sentam-se s

    mesas colocadas nos corredores inter-nos e apreciam deliciosos salgados e comidas de botequins (pastis, coxi-nhas, quibe, bolinhos de arroz, espe-tinhos, sushi, sashimi, moelas...), sem contar com as mais geladas bebidas, importadas ou no. as crianas, devi-do ao espao interno do Mercado, po-dem brincar vontade, enquanto seus pais realizam suas compras.

    HojEMercado Municipal

    Antigo chafariz, que hoje est remodelado

    Luci

    ano

    Calli

    garis

    Jni

    or

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    Um brinde ao Mercado e aos amigos Reunir amigos... bate-papo e descontrao

    O Mercado Municipal oferece amplo espao para bate-papo

    Diogo Contato e Dayany Garnica. Aqui encontramos amigos e lugar de muita

    moada bonita. A msica ao vivo atrai bastante gente. Passamos muitos momentos descontrados e colocamos o

    papo em dia.

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    JOAQUIM PEREIRA &NGELA HILSDORF

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    Hoje, a grande con-centrao de pes-soas no Mercado Municipal acontece noite e aos sbados tarde. Devido ao atendimento diferenciado de seus bares e botequins, o Mercado Municipal recebe um grande nmero de jovens, que aps um dia de intenso tra-balho, renem-se para des-contrao, bate-papo, comer iguarias, tomar refrigerante ou chopp gelado.

    com msica ao vivo, pode-

    se perceber muita alegria e di-verso. casais de namorados, amigos, famlias, solteires e solteironas fazem do Mercado Municipal um ponto de encon-tro que, a cada dia, cresce e torna-se um local agradvel para passar algumas horas.

    alm de tudo, de dentro do Mercado Municipal, todos po-dem apreciar finais de tardes maravilhosos.que o proprie-trios conquistaram. Tudo muito agradvel. Ns fazemos parte do Mercado.

    Noite

    Stephanie Sewell, Luciana Freitas e Priscila Rampim... ex-colegas de colgio e amigas,

    atualmente morando fora de Rio Claro. Sempre que esto na cidade frequentam o Mercado.

    Fazia falta para Rio Claro um espao para as tardes de sbado. So muitas opes aqui.

    Paulo Teixeira com Gabriel e Solange com Maria Tereza H. Teixeira. Aqui tem tambm muito

    espao para o lazer das crianas. Nossos filhos se divertem muito no Mercado e ns aproveitamos

    juntos. Comemos um lanche e realizamos compras nas lojas daqui.

    Janana Janei Secco e Rodrigo Csar Camargo... O mercado uma atrao parte. Muito bonito e bem frequentado. Aos sbado e tarde, ento, o lugar

    que todos deveriam frequentar.

    Diego Meleiro e Murilo Brande... frequentam o Mercado h mais de 6 anos. Antes no havia a

    estrutura que tem hoje. Acompanhamos as mudanas

    Alia

    na

    Foto

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    Municipal

    Quem faz parte do

    MERCADO01 02

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    Box 1 Metlio cestari: h 6 anos no Mer-cado Municipal. alfaiate que confecciona calas sob medida e efetua reformas e con-sertos.

    Box 2 Gilberto e Diego de Oliveira: lan-ches do Mercado de so paulo para Rio cla-ro - lanche de mortadela e pastel de baca-lhau e carne seca

    Box 3 Dulcina de carvalho: prestao de servio especializado, oferece servio de passadeira por quilo ou peas.

    Box 4 Renata Queiroz: traz variedades de artesanato de qualidade e bebidas espe-ciais, e tambm reserva espao para obje-tos de artesanato da Rede de combate ao cncer.

    Box 5 Rafael de Oliveira e a atendente l oferecem comidinhas de botequim.

    Box 6 Daniel Gonzalez: h mais de 30 anos servindo produtos diferenciados e di-versificados na Casa Oriente.

    Box 7 O funcionrio sandro comanda a casa de carnes carioca, de luci e Wilson Xavier.

    Box 8 prsio simes traz sempre um grupo musical aos sbados tarde. e se tornou conhecido pelo seu famoso baca-lhau.

    Box 9 Josu Bueno de Oliveira no co-mando da empresa fundada pelo seu pai Jorge, h mais de 50 anos, oferece produtos orgnicos com certificado de qualidade no sabor da Terra.

    Box 11 Os scios Geraldo silva e Braz Neto: servem pores diferenciadas de bo-teco e, uma vez por ms, servem a deliciosa paella caipira no santo-M Botequim.

    Box 12 cludio e edna sueli de Ftima so pedro oferecem no emprio Dom Vito uma grande variedade de temperos e cere-ais.

    Box 13 isabel soave, sebastio Genero-so Neto e priscila Missono so especialistas em refeies rpidas deliciosas, alm das encomendas de assados aos domingos, e a conhecida feijoada no inverno do Generoso Bar.

    Box 14 Mrcia e Marcelo Yukio Miiji so os campees de venda em sushi e sashimi, alm dos famosos sorvetes Melona do Ja-po e cia.

    Boxe 15 Roseli cstola Romero e Nelson Romero abastecem a cidade inteira com peixes frescos e frutos do mar que so lim-pos na hora.

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    conheci Janana ainda em sua adolescncia, quando fazia o programa iN FOcO, e en-contrava-me com a bela e sim-ptica Janaina. ela tem veia ar-tstica, pois filha de Virlei Cais que integrava a dupla sertaneja com Valtinho e Virlei.

    Janaina formada em propa-ganda e Marketing e arte cnica, e, alm de cantar, compe e as-socia a msica ao teatro!

    atuou na Novela cristal no sBT, teve uma msica de sua composio na Novela paraso da Rede Globo, gravou uma m-sica, tambm composta por ela, com o cantor Rick sollo e est no teatro com espetculos de gran-de repercusso.

    e dessa vez, d uma paradi-nha e conversa com a gente num bate- papo muito gostoso e des-contrado.

    IN FOCO: Pensei que segui-ria apenas a carreira de mo-delo! (risos) Quando descobriu que a msica era presente em voc?

    Janana Kais: ah, sim, de pensar mesmo, j que na ado-lescncia desfilava muito, n! (risos)... eu comecei a cantar ain-da criana no culto da igreja, na escola e em festinhas. comecei a compor com 17 anos e aos 18, gravei minha primeira msica acha que certo?

    IN FOCO: Mas percebi que voc no gosta de associar be-

    leza ao talento. Janana Kais: acho que be-

    leza ajuda sim, claro, seria at injusto dizer que no, mas sem-pre quis construir minha carreira embasada no talento, por isso recusei um convite da playboy e outra da Sexy, afinal, no queria usar o nu apenas como escada. Fui para o Rio e fiz muitos cur-sos de interpretao, voltei para so paulo e especializei-me ain-da mais. No ano passado, criei e produzi o meu primeiro espe-tculo J que l t deixa que l teje, uma comdia musical.

    IN FOCO: E compor suas prprias canes? Alguns com-positores dizem que a inspira-o vem atravs de sonhos. E com voc?

    Janana Kais: sonhos? ah no, vem muito de experincias minhas vivenciadas, s vezes uma histria contada, outras um belo filme de amor, enfim, de v-rias maneiras. H dois meses, eu compus a pedido, com um tema especfico, foi a primeira vez!! Fiz uma composio falando do meio ambiente, Mata verde Cu Azul, que ficou lindssima.

    IN FOCO: A batalha por um lugar no meio musical gran-de, j que tantos outros estilos tm tido grande receptividade do pblico, o que representou a entrada de Rick Sollo em sua vida e como aconteceu?

    Janana Kais: costumo falar

    ela linda, charmosa, talentosa, cantora,

    compositora, atriz... e rio-clarense!

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    que o cantor Rick sollo foi um presente de Deus na minha vida, ele entrou num momento muito difcil e Deus me abenoou com esse encontro, foi como um avi-so: siga em frente, filha, erga a cabea, no desista, que o mun-do seu (trecho de uma cano minha). Frequentamos o mesmo estdio e compomos a cano a MiNHa pele e a sUa, gravamos e acredito que ela far todo o su-cesso que merece.

    IN FOCO: Falando em m-sica, qual sua viso dos esti-los de msicas que vm sendo aceitos pelo pblico?

    Janana Kais: ah, eu no consigo ter hoje, uma viso exata sobre isso, acho que o mercado mudou, a vida mudou, a criao das crianas mudou, as mulhe-res mudaram, tudo hoje muito efmero, e consequentemente a msica tambm mudou. Mas ain-da acredito que h espao para as msicas que contam histrias, que retratam o cotidiano, que aproximam a arte do humano ou um grande amor.

    IN FOCO: E como foi ter uma msica sua, em uma novela da Globo?

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    iaL Janana Kais: ah, sim, isso

    foi uma ddiva, uma bno na minha vida, porque era meu pri-meiro cD e a msica tambm era composio minha. chorei quan-do ouvi minha msica na novela. Deus foi muito generoso comigo, sinto-me abenoada e sei que merecimento.

    IN FOCO: E atuar? O que significa para voc?

    Janana Kais: ah! amor, de-voo, entrega, juno de espri-to, corpo e alma! e aproveitando o gancho, quero dizer que can-tar para mim o encontro disso tudo, junto com o esprito santo de Deus.

    IN FOCO: E esse monlo-go que voc produziu, atuou e cantou? Ousada voc, hein!

    Janana Kais: Ousei mesmo! Joguei-me no trabalho sem medo de ser feliz, e tive presena no espetculo cheio logo de incio. Ningum acreditava naquilo, de repente eu escrevo uma pea e monto no Brigadeiro! as pessoas queriam saber quem era aquela moa doida e corajosa, que cantava e atuava.

    Tenho muita gratido minha produtora do espetculo e amiga patrcia Rigotti. atualmente, meu produtor o Hrcules Marcos que se tornou um grande amigo e organizou comigo a abertura do show da paula Fernandes, no final de 2011 no Grupo Ginstico.

    IN FOCO: Conte pra gente os nomes dos espetculos que voc j fez.

    Janana Kais: Oba, vamos l! Atuando, j fiz: Morte e vida Se-verina, lbum de famlia, sonho de uma noite de vero, Tribos e farras, Dois Maridos para uma esposa, Que Me que eu arranjei, super Neco, as Filhas da Me, a vida secreta de Batman e Robin, as garotas do 111 e atualmente, Me engana que eu gosto!

    IN FOCO: O espetculo Me

    engana que eu gosto! que est em cartaz em So Paulo, como surgiu pra voc?

    Janana Kais - a lol Ne-vves, autora e diretora do espe-tculo, foi me assistir e gostou de mim. ela disse que foi amor primeira vista, que ficou muito satisfeita com o que viu, adorou

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    meu trabalho e me convidou!

    IN FOCO: Dizem que o artis-ta representa qualquer papel, mas voc percebe que tem um perfil para comdia?

    Janana Kais No tablado no Rio, encenei salom de Oscar Wilde e foi muito emocionante, lembro-me que fui aplaudida de p e lembro-me tambm do Ri-cardo Kosvisk me dizer que eu tinha uma veia dramtica mara-vilhosa. J em So Paulo, s fiz comdia e as pessoas me acham engraada.

    IN FOCO: O que falta acon-tecer profissionalmente na sua vida?

    Janana Kais: Garanto que se eu fizer uma novela na Globo e se eu for reconhecida na msi-ca nacionalmente, no vou achar ruim no! Mas acredito que um DVD o que falta hoje, para mi-nha carreira de cantora, depois disso, segura peoa! amm.

    IN FOCO: Sei que voc est solteira. E o seu prncipe, j chegou ou est a caminho?

    Janana Kais: ai meu Deus, 121

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    sabia que vinha bomba! kkkk, a curiosidade matou o gato! Sabia? Eu estou solteira defi-nitivamente solteira h oito meses, terminei uma relao de sete anos... ento estou tran-quila agora... sei que meu prncipe vir, talvez at j esteja bem perto, ou no. Mas como dizia Nitchze case-se com quem voc tenha assunto para o resto da vida! Meu prncipe est bem prximo eu posso senti-lo, e eu sou toda dele e ele j todo meu.

    IN FOCO: Qual a frase que mais usa?Janana Kais: J que l t deixa que l

    teje.

    IN FOCO: O que deixaria como dica aos leitores desta edio da JC Magazine, pela experincia de vida?

    Janana Kais: ah! ame, ame e ame! ame tudo a sua volta, apaixone-se por voc, pela vida!

    IN FOCO: Quer agradecer algum?Janana Kais: ah! Quero agradecer em

    primeiro lugar a Deus e minha famlia que-rida, principalmente minha me que me deu tudo e me ensinou o mais importante, a ter Dignidade. Quero agradecer a todos os meus fs, a toda imprensa e todos que me apoiam e me valorizam aqui em Rio claro, porque nada que eu fale, poder expressar minha gratido a eles!

    siLvana oLiveira

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    cris serranoCRIS-SERRANO@AGENIAL.COM.bR

    pets

    love No novidade que a onda pet est crescendo cada vez mais, graas a esse novo comporta-mento, as pessoas esto se preocupando

    com o cuidado e a proteo dos animais. engana-se quem pensa que esse mundo de amor, cuidados e mimos, refere-se apenas aos animais de raa e com pedigree, pois quem realmente apaixonado por animais, no se importa com a raa, cor e at mes-

    mo se ou no perfeito. Hoje, muitas pes-soas adotam animais de rua e os tornam literalmente membros da famlia, levantan-do a questo de quem precisa realmente de quem. Afinal, a cumplicidade, o vnculo e o convvio acabam tornando seus donos mui-to mais dependentes dos bichinhos de esti-mao do que o contrrio. e nesta edio, dirigimos todos os holofotes para nossos astros e estrelas.

    casado com sandra Maria Fegadolli palazzo

    e pai da caroline e Mariana, ama animais

    desde a infncia, incentivado por seu tio

    ansio Marques.

    Quem precisade quem?

    O amor de um animal incondicional

    e sincero.

    O ASTRO: AIRON ANTONIO PALAZZORaa: so Bernardo

    Idade: 6 anosMembro da famlia desde: 2006

    Comida preferida: rao e po francs

    Mania: assistir TV, enroscado no p do dono

    Frescurinha: todas as manhs espera a Ftima chegar, para ganhar

    carinho e depois a puxa pelo brao para lev-lo at a porta, para

    ver o movimento da rua.Jeito de ser: companheiro, amoroso,

    adora tomar banho de mangueira e quando dorme ronca muito.

    Antonio Carlos Marques Palazzo,

    Bela Foto: silvia penatiProduo e Edio: anglica lunardi

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    Blog: aironpalazzo.blogspot.com.br

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    casada com Ricardo Bruzdzensky Garcia, me de Maiara, sempre teve

    loucura por animais. Tem cinco ces e uma gata.

    Silvia Turolla Milo Garcia,

    O ASTRO E AS ESTRELAS: CIA, TALITA E BELOIdade e raa: cia, 10 aNOs, TaliTa, +ou- 4 aNOs e BelO, +ou- 3 ANOS, todos sem raa definida.Comida preferida: rao e adoram miolo de po molhado no leiteMania: cada um tem a sua, mas destaco a mania da cia, que gosta de brincar com o gro da rao antes de com-lo, joga para o alto, rola em cima, faz careta e depois come. Frescurinha: Talita adora sua bolinha Fik Fik, gosta que jogue para trazer de volta e dorme com a bolinha.Jeito de ser: cada um tem um jeito de ser, cia carinhosa e gulosa. Talita um grude e Belo brincalho.

    Animais tambm foram criados por Deus, que requer

    de ns atitudes de amor. Coloque-se no lugar deles e ajude-os, afinal,

    bicho vida!

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    ESTRELA e ASTROS : Madonna, Jesus Luz e Boy IIRaa e idade: Madonna(poodle), 4 anos, Jesus luz (exotic shorthair), 3 anos e Boy ii (shitzu), 4 mesesMembros da famlia desde: Madonna e Jesus luz desde 2009 e Boy ii desde abril de 2012Comida preferida: rao e patas de caranguejo (gato)Mania: adoram subir em minha cama e ficar me lambendoFrescurinha: disputam minha ateno e choram se eu ignorar esse ciuminhoJeito de ser: so todos muito amveis e carinhosos

    me de Neto, sempre teve muito carinho por animais e sentia vontade de abraar,

    brincar e fazer ccegas neles, desde criana.

    Marcia Marques,

    Os animais so puros, sinceros e tm muitos sentimentos. Como toda criatura de Deus, merecem

    respeito e cuidados, e eu simplesmente

    amo, portanto, fao um apelo: ame os animais, preserve-

    os e Deus lhe recompensar.

    Temos muito que aprender com os animais! Basta

    prestarmos mais ateno para saber

    como viver em harmonia com a

    natureza...

    CATIA CILENE DEGASPERI VITTI e RODRIGO DEBONI VITTI,

    casados, so apaixonados por animais desde sempre. cuidam da Toula, assim chamada

    carinhosamente como uma filha.

    A ESTRELA: FOTOULA apelido TOULAIdade: 7 anosRaa: lhasa apso.Membro da famlia: desde que nasceu Comida preferida: palitos caninos de carneMania: gosta de cavoucar os cantos do banheiro e as portas da casaFrescurinha: se uma comida dela cai no cho, ela no pega! Temos que pegar e lhe dar na bocaJeito de ser: extremamente companheira, inteligente (ela entende tudo o que a gente fala, s vezes, temos que disfarar ao falar algo perto dela!) dominadora e bem dona de si.

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    1. Nathalia Moraes2. ana carolina

    Murari,Karol leonhardt

    3. aline Gurgel , Marina Gracioli

    4. ana Beatriz almeida5. Flavia pedroso,

    poliana pedrosa

    6. Natlia Guedes7. anelise Whitehead8. Bruna De Oliveira

    Bercelli9. carol souza10. Thais leticia11. Dani Jacovetti12. Merylin Zen ,paula

    Haddad sanches

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    1. lgia inforsato2. Heveline Fernandes3. lucas carvalho,Tatiana

    Franco4. cassiano Ricardo

    Geromel,cassiano Ricardo Geromel

    5. agda Bocato6. Giovanna Bellagamba

    7. alessandro casella, Daiane casella

    8. aline Barbieri9. Natalia codo10. Vanessa Trentini11. Mariana Vieira

    catista12. Thais Figueiredo13. Tatiana Franco

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    Basta olhar para peas de mobilirio feitas com os mais diversos tipos de ma-teriais que o nome irmos campa-na vem mente. Fios entrelaados, cordas, lascas de madeira, couro, guarda-chuvas, papelo, garrafas pet, retalhos, ralos de banheiro e at bichinhos de pelcia esto entre os itens usados pelos irmos que mos-tram que a imaginao no tem li-mite.

    Humberto campana nascido em Rio claro em 17 de maro de 1953 e Fernando em 19 de maio de 1961 na cidade de Brotas, onde os

    irmos viveram a infncia e come-aram a dar os primeiros sinais de que a criatividade ia alm do imagi-nrio comum. Humberto queria ser ndio e Fernando, astronauta e, com isso, faziam a partir da fuso entre o caipira e o urbano seus prprios brinquedos.

    alm de mobilirios, os irmos tambm criam luminrias, joias, vesturios e objetos domsticos com as mais variadas influncias da dupla, como o surrealismo, a cultura indgena, a utilizao de material reciclvel, o prprio cotidiano popular, alm claro do tropicalismo

    irmosCampanaDo interior de So Paulo para o reconhecimento mundial na arte do designer

    Janyne godoy

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    brasileiro, que pode ser percebido nas formas e nas cores de muitas obras dos campana.

    Foi em 1994 que os irmos foram reconhecidos internacio-nalmente, aps se tornarem os primeiros designers brasileiros a expor no Museu de arte Moderna de Nova York (MOMa), onde mes-claram criatividade, inovao e contemporaneidade.

    Muito alm da beleza, as peas dos irmos campana trazem exclu-sividade e, com um ar artesanal, as peas so verdadeiras obras de arte. com tcnica e ao mesmo tempo sofisticao, o design de-senvolvido pelos irmos deixa a todos maravilhados pela sua sim-plicidade, ao usarem materiais comuns mas ao mesmo tempo de forma inovadora e nica.

    Nesses 20 anos, os irmos j viajaram o mundo realizando expo-sies, palestras, cursos e recebe-ram diversos prmios. alm disso,

    parcerias fizeram sucesso, entre elas podemos citar a coleo Me-lissa campana, lanada no vero de 2005, quando as sandlias fo-ram inspiradas pela famosa cadei-ra Zig-Zag.

    e a habilidade da dupla no para por a, eles so procurados por marcas do mundo todo para criar e reinventar a identidade de grifes famosas, como a camper em Berlim, Barcelona, Zaragoza, Flo-rena, londres e Nova York.

    Os irmos, que contam com uma equipe na hora de desenvol-ver os projetos, conseguem mate-rializar ideias que so destinadas a linhas de produo de empresas nacionais e internacionais, como edra, alessi, artecnica, Bernardaud, corsi Design, Kreo, Magis, Grende-ne, entre outras.

    Nos dias de hoje, os irmos so reconhecidos pela crtica especializa-da como os designers de maior cria-tividade deste incio do sculo XXi.

    Fernando e Humberto Campana queriam criar

    um mvel com um conceito diferente, em que o material

    desse no s a estrutura, mas tambm o estofamento.

    Com 500 metros de corda em mos, comearam

    a entrelaar a poltrona Vermelha e a construir um

    futuro internacional.

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    Conhecidos internacionalmente como Irmos Campana, Fernando e Humberto nasceram em

    Rio Claro e Brotas e so prestigiados pelas suas obras, que, ao contrrio dos processos de industrializao, os dois buscaram resga-tar das mos dos artesos, tecendo novas e

    exuberantes superfcies e dando outro rumo expresso contempornea chamada design.

    Lacoste por Campana: Os Campana criaram

    uma plo que tem mais de mil jacarezinhos

    bordados ou melhor, crocodilos -, que podem

    ser encontrados na cor original (verde),

    vermelho ou dourado, formando como se fosse

    uma renda do nosso nordeste.

    O sof Kaiman Jacar, inspirado em jacars da regio amaznica, produzido em 2006

    foi feito com pedaos de couro sinttico no formato do animal e j esteve presente em

    diversas exposies dos irmos

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  • 140

    Os irmos, que faziam os prprios brinquedos desde criana, continuaram a criar e a inspirar-se na natureza e a transformar cores e formas de objetos que poderiam estar no lixo em verdadeiras obras de arte.

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    oO projeto Shaping Silestone uma inovadora pea modular

    que reflete a ideia de um canivete suo, transformando

    uma multifuncional pea de moblia numa cozinha dinmica e

    verstil, um espao vivo.

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    PrmiosJC

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    1992 - Prmio Aquisi-o, Museu de Arte Brasi-leira FAAP (Fundao Ar-mando Alvares Penteado) So Paulo. Biombo Cerca.

    1996 - Primeiro Prmio Categoria Design (1 lu-gar) XXI Salo de Arte de Ribeiro Preto, SP. Cadei-ra de Papelo.

    1997 - Primeiro Prmio Categoria Mveis Resi-denciais (1 lugar) Abim-vel (Associao Brasileira de Indstria de Mveis) So Paulo. Mesa Inflvel.

    1998 - Segundo Prmio Categoria Mveis Resi-denciais (2 lugar) Museu

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    da duplada Casa Brasileira, So Paulo. Estante Labirinto.

    1999 - Prmio George Nelson Design Award, Re-vista Interiors, EUA.

    2001 - Prmio Especial, Museu da Casa Brasileira, So Paulo, Brasil, H.Stern coleo de joias.

    2005 - Le Prix du Nom-bre dOr, Salon du Meuble de Paris, Frana, para Fer-nando e Humberto Cam-pana.

    2005 - Primeiro lugar na cDim award da Feira Internacional de Mveis de Valencia pela cadeira Corallo.

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    malagueta LUDMAR GONZALEZ

    Que estamos prximos de uma guerra civil con-tra a criminalidade no tenho dvida. Mas, enquanto no chega este enfrentamento, questiono qual a melhor forma de continuarmos vivos. Qual seria a melhor maneira de nos enganarmos de que tudo caminha s mil maravilhas quando falamos no tema segurana? e talvez nem tudo esteja perdido. existe sempre uma sada, diriam os mais otimistas. po-deramos adotar um trabalho em prol do coletivo. Uma ao em conjunto e em benefcio de todos. e este movi-mento est muito prximo. alis, est ao lado, ou ainda sua frente. Falo sobre o vizinho. isto mesmo, seu vi-zinho. Hoje, sem dvida, seu melhor porto de seguran-a, seu co de guarda. Na verdade, seria recproco, pois este tambm o seu papel quando visto pelo outro lado. Quando samos ou chegamos em casa, quando preci-samos de ajuda, quando escutamos algo de estranho, enfim, uma parceria que tem tudo para dar certo. Um protegendo o outro, mas aqui preciso confiar e passar confiana. Defender e ser defendido, isto fato. No devemos ver nossos vizinhos apenas como a soluo para a falta de acar, do sal e quem sabe de um limo para a salada. Se no podemos confiar nas autorida-des, vamos confiar em nossos vizinhos. Uma sada real e barata.

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    Selvade

    E-mail: gonzalez@jcrioclaro.com.br

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    se a vida comea aos 40, chegamos a uma explicao sobre por que tantos deixam de existir ainda na adoles-cncia.

    a traduo mais simples da lei da Ficha limpa o eleitor saber escolher um honesto entre tantos candida-tos.

    O sonho da mulher de 40 manter o corpinho de 20. J o homem se contenta com a virilidade dos 39.

    estar de bem com a vida acreditar que mulher adora um homem careca e barriguinha de chopp pode ser sexy.

    Quando homem diz que sexo no tudo, podemos in-terpretar que j passou dos 40 e sinceridade deixou de ser seu forte.

    se as preliminares substituem o jogo de fundo por-que o homem deixa de ser um atacante nato e passa a atuar na defesa.

    O homem destri o mundo, torna um animal em figura rara e ainda lucra com essa situao. isso sim fants-tico.

    Trocar voto por cerveja, churrasco e bola de futebol garantia na certa de quatro anos de ressaca.

    Depois da denncia de cartel do combustvel, Rio claro encara agora o cartel da coxinha.

    independente da qualidade e tamanho, salgados da cidade esto sendo vendidos quase tudo a R$ 3,50.

    Depois de quatro anos em crescente, carnaval da ci-dade liga o sinal de alerta de olho em outubro.

    Dependente do poder executivo, sucesso do Reinado de Momo tambm passa pelo resultado nas urnas.

    Ou os carnavalescos criam independncia para or-ganizar carnaval ou fantasma vai rondar a cada quatro anos.

    expectativa de mudana na poltica local passa pela Ficha limpa ou informe de necrologia.

    alis, a cada nome conhecido na necrologia que per-cebemos o quanto estamos envelhecendo.

    Ficha limpa no deveria impedir a candidatura de corruptos, mas sim obrig-los a devolver o que no lhes pertence.

    papai Noel, coelhinho da pscoa ou concurso pblico? entre os trs, acredito mais no bom e velho homem de vermelho.

    as eleies municipais de ou-tubro prometem ser das mais acirradas. pela primeira vez a lei da Ficha limpa deve estar valendo para os candidatos envolvidos em escndalos e denunciados por irre-gularidades. Mesmo que no seja colocada em prtica da forma ideal e em sua totalidade, serve para cha-mar a ateno do eleitor. para ter peso, a Ficha limpa precisa de uma soma de fatores que passa por uma Justia eficiente e s vezes difcil de ser localizada. Mas seu sucesso

    passa tambm pelas mos do elei-tor, este sim o fiel da balana. No precisamos de uma lei para saber do que precisamos para o pas. a coisa muito mais simples.

    Basta votar com a cabea, com o corao, e no com o estmago ou com a carteira. sabendo escolher os candidatos corretos, estaremos fa-zendo uma faxina na cultura do voto comprado ou trocado por favores. No precisamos esperar que a Jus-tia diga quem pode ser candidato ou no. Hoje, a informao corre e,

    de forma rpida, a ela todos temos acesso. Dizer que todos so iguais aceitar o jogo de quem engana e lucra com isso.

    Faa sua prpria ficha limpa. pergunte, questione, troque infor-maes sobre os candidatos. Veja quem pode ajudar seu municpio, seu estado, a Unio. Veja quem vive da poltica e quem tem a carreira marcada pelos desmandos. Na urna, para um pas melhor, vote no que h de melhor. Na urna teclamos nme-ros, no puxamos a descarga.

    De olho nasurnas

    polticos e prostitutas conju-gam o mesmo verbo. e nos dois casos o eleitor paga e acaba achando ter sido enganado.

    a vantagem da prostituta que o programa dura no mxi-mo duas horas, no quatro anos e com reeleio.

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    Quando nos reunimos para discutir mais uma edio da Jc Ma-gazine, estamos sempre abertos a temas novos e que possam agregar valores comunidade. Nesta edio, no que chamamos de especial, de-cidimos retratar a fase que marca os 40 anos. No meu caso, j atrope-lando os quarentinhas, sempre tive a tranquilidade de trabalhar a cabea em relao aos vrios janeiros, mas fiquei curioso com a abrangncia do tema.

    Venho de uma famlia em que a mdia de idade em vida no das mais vantajosas. O que salva que ainda no atingi essa mdia, ento acho que ainda posso esperar por alguns parabns a voc no porvir, e que venham muitos. Mas tambm no podemos acreditar na imortali-dade, embora este seja o sonho de alguns.

    De uma coisa no posso recla-mar. O corpinho, embora no seja de 20, pouco sofreu de transforma-es. e aquela histria, lembra da

    minha voz, mas meus cabelos.... aqui tambm no h muito que se lamentar ou comemorar. H muito tenho deixado de dar lucro aos bar-beiros. isso mesmo: barbeiro, pois cabeleireiro coisa para os mais novos.

    sempre fui educado a tratar os mais velhos como senhor e senho-ra, da no ter preconceito quando assim me chamam. Melhor que tio, putz!, isto sim horrvel. primeiro que o/a infeliz no teu parente, de-pois que existe um certo ar de ironia. e nada de sukita, pois nos dias de hoje tem muito tiozinho confundindo as coisas. Beiram o ridculo e suge-rem um ar de tarados.

    ainda em relao histria de tiozo, tem muita quarentona que perdeu a vergonha na cara. e repete a histria do chapeuzinho Vermelho. s que, nesse caso, o lobo mau que acaba comido pela vovozinha.

    alis, em relao forma ca-rinhosa como as pessoas se tratam,

    sempre tive amigos pelos quais criei admirao e tentei ampliar o lao de relacionamento, quase familiar. a muitos chamei de irmo. Hoje, com o avano tecnolgico, viraram manos. Nesse caso prefiro os bons e velhos tempos.

    No desenho da vida nunca fui um grande artista. sempre contava chegar casa dos 40 pensando na contagem regressiva para a apo-sentadoria. Tirar o p, como dizem. No deu muito certo. Hoje, quando caminhamos para os 50, sentimos que trabalhamos mais que aos 30. No fui um bom estudante em edu-cao artstica ou economia.

    Uma das maiores faltas nos tempos de juventude fica por conta dos efeitos da ressaca. incrvel, ra-mos capazes de grandes noitadas e acordvamos no outro dia prontos para outro. Hoje, uma noite mais longa nos leva ao dia seguinte de co-quetis e uma baita dor de cabea. J entre quatro paredes deixamos de ser exigentes para sermos exigidos.

    o tempo no passa, voaJC

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    (O autor editor do grupo JC de Comunicao.E-mail: gonzalez@jcrioclaro.com.br)

    Quando indicou Dilma Rousse-ff como sua candidata presidncia da Repblica, luiz incio lula da silva comprou uma grande dor de cabea. enfrentou alia-dos e manteve o nome da ex-ministra da casa civil na disputa. aos primeiros n-meros das pesquisas eleito-rais, o ex-presidente se man-teve firme. E deu certo. Dilma foi eleita a primeira mulher a ocupar o cargo mais importante no pas. e assim mesmo paira-va sobre o palcio do planalto um certo temor, criava-se um questionamento sobre as reais condies da presidenta elei-ta. passado o primeiro ano de administrao e Dilma seguiu em sua decolagem. enfrentou preconceitos e acabou se tor-nando uma pedra no sapato para aliados corruptos. at com

    banqueiros mediu foras. se exigiu ou pediu no importa, mas a economia mudou no Brasil, e para melhor. Foi mais corajosa que lula e inteligente que collor ao tratar da pou-pana. Hoje, Dilma uma realidade. a criatura criou vida e ameaa o criador. para quem acreditava no

    retorno de lula em 2014, as chances so remotas. e,

    para os adversrios, fica a preocupao. para seus crti-

    cos, entre os quais me incluo, Dilma mostra que o sexo frgil sabe ser forte, principalmente onde ronda a sacanagem e os desmandos com dinheiro pblico. se o criador no sabia de nada, a criatura tambm pode ter sido enganada, mas neste caso no existiu uma segunda chance. Dilma no passa a mo na ca-bea, prefere a foice.

    LUDMAR GONZALEZ

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    Viver nos

    a adolescncia era uma fase em que a pessoa dava conta do mundo. Meio perdidos ainda, a-mos tentando localizar e encontrar nosso lugar.

    a chegavam os 20 e poucos anos. e, com eles, os ensinamentos e cobranas para terminar os estudos, arranjar trabalho, casar, constituir uma famlia, entre outras coisas. as-sim, entre o trabalho e as frias, os anos iam passando. chegava-se ao auge, profissional e emocional, aos 45-50 anos. aos 60 se aposentava, para ficar em casa brincando com os netos, assistindo a televiso ou mesmo dedicando-se a algum ho-bby. e, aos 70-75 anos, no mximo, se morria.

    Hoje, tudo mudou. Os avanos

    da cincia aumentaram nossa ex-pectativa de vida e a expectativa de se viver mais com mais qualidade. Hoje, aos 40 anos, possvel pensar na hiptese de haver ainda mais 50 anos pela frente. esse o desafio que o mundo, acelerado, nos lana nas mos. como assim?

    assim vemos cada vez mais pes-soas com mais de uma profisso, por exemplo. Tambm, para alguns, a palavra aposentadoria algo re-moto, palavra quase fora do vocabu-lrio. Mesmo porque, na ativa, pos-svel ganhar mais e, o que melhor, estar sempre ativo.

    No surpresa nenhuma que, nesse ponto, depois dos quarenta anos, surjam novamente as ques-tes sobre o amor, o trabalho, a vida

    em si e de como se reinventar diante desse novo mundo globalizado, sem padres a serem seguidos. Vive-se ento uma nova adolescncia. Mas isso pode ser muito bom.

    Mais do que se assustar diante das escolhas, preciso enfrentar os desafios de peito aberto e com mui-ta coragem.

    porque fazer quarenta anos hoje pode ser como fazer trinta. e, aos cinquenta, possvel se sentir como se ainda tivesse quarenta. Basta sa-ber identificar as oportunidades.

    De olho em todas essas mudan-as, a Jc Magazine traz este especial para quem ainda tem dvida e para quem j tem a certeza de que a vida comea aps os 40, de novo...

    Boa leitura!

    por marcelo Lapola

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    na meia-idade

    marcelo Lapola

    Um novoFilHo

    Hoje a idade no mais um impedimento para muitas coisas que antes eram apenas para os mais jovens. Ter um filho, por exemplo. Quem foi que disse que para se ter um filho preciso ser jovem? avanos na medicina, na tecnologia e principalmente nos cuidados com a sade permitem mulher engra-vidar mesmo aps os 40 anos.

    segundo os mdicos, a idade no um impediti-vo para a mulher ser me. enquanto estiver ovulando, seu corpo tem condies de gerar um beb. a medi-cina evoluiu, criou tecnologias que auxiliam a concep-o e aumentou a expectativa de vida do ser humano.

    por outro lado, as pessoas trataram de se dedicar mais ao corpo e se preocupar com os excessos. essa combinao vem surtindo efeitos. segundo o iBGe, o nmero de mulheres que engravidaram com 40 anos ou mais aumentou 27% nos ltimos 10 anos.

    para silvana Grieco, ginecologista e obstetra, at a menopausa, a idade no um fator que impede a mu-lher de ter filhos. O histrico o que determina se ela poder ser me aos 35-40 anos. a maior parte das que cuidam da alimentao, controlam o peso e que fazem acompanhamento ginecolgico tem condies de ter filhos tranquilamente.

    a gravidez tardia ainda traz mais condies para a mulher adaptar seu estilo de vida e estar mais per-to da criana. Com carreira profissional garantida e unio estabilizada, essa me capaz de optar de ma-neira consciente por diminuir a carga de trabalho ou alterar seu ritmo profissional.

    enquanto a mulher menstruar, a idade no o fator que determina se ela consegue engravidar. H-bitos saudveis e cuidados profilticos influenciam di-retamente se elas podem gerar bebs aos 20, 30 ou 40 anos, salienta.

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    Mas, e no caso do ho-mem? ser pai depois dos quarenta tambm tem suas grandes alegrias. Mas ain-da h algumas informaes desencontradas que as pes-soas do por a.

    Tomar a deciso no foi nada fcil para o eco-nomista que viveu de perto o preconceito dos colegas. Diziam que eu estava lou-co. Que, quando meu filho completasse 15 anos, eu j estaria na casa dos 60 sem condies de aguentar o ritmo de um adolescente. Renato Ribeiro chegou a re-pensar seu desejo, mas aos poucos conseguiu romper o preconceito e levar com

    bom humor as brincadeiras. Hoje acredito que a idade seja um ponto positivo na minha relao com meu filho. Tenho maturidade e vivncias suficientes para lhe ensinar e dar bons con-selhos. e ele me ouve sem-pre, argumenta.

    para Helosa Garbuglio, psicloga especialista em relaes familiares, a idade no um complicador para o desenvolvimento infantil: Ns nos preocupamos com a tese de que pessoas mais velhas tm menos tempo de vida e vigor, mas acre-ditar que um pai mais velho morrer primeiro ironia do destino. No sabemos o

    Tiozpapai

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    zo?que o futuro nos reserva e quanto tempo teremos. O melhor aproveitar o pre-sente da vida, aconselha.

    existem inmeras ma-neiras de se estar junto. O importante o pai aceitar suas limitaes e conversar com o filho, acrescenta a profissional.

    assumir a paternida-de tardiamente pode tra-zer inmeros benefcios a ambos, pai e filho. A ma-turidade advinda de mais experincias e vivncias beneficia a paternidade, que pode ser vivenciada em plenitude quando o homem j se encontra em uma ida-de avanada, constata He-

    losa. aos pais de segunda ordem, pode ser uma forma de amenizar a culpa por ter sido ausente num primeiro relacionamento. Quando jovem, este pai muitas ve-zes no esteve disponvel para acompanhar o de-senvolvimento dos filhos. agora se dar o direito de lev-los escola, participar de reunies pedaggicas, jogar bola e estar mais pre-sente no crescimento deles. poderamos at arriscar dizer que, em relao pa-ternidade, ser talvez a pri-meira experincia deste pai, embora tenha outros filhos de casamentos anteriores, arrisca Helosa.

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    marcelo Lapola

    uma arte, sem dvida ne-nhuma. Ou at mesmo uma cincia. exige muita disciplina. Basi-camente, essa difcil misso de todo ms guardar em uma aplicao ban-cria uma parcela do salrio um ato de herosmo em muitos casos.

    promessa de Rveillon que muita gente faz. Neste ano vou co-mear a poupar, muita gente pro-mete. porm, muitas vezes, entre a promessa e a prtica h um abismo que parece ser intransponvel.

    Mas no h mistrio. Nas pala-vras do psicoterapeuta paulo Gau-dncio, juntar dinheiro como fa-zer dieta. eu me imponho algumas frustraes a curto prazo para obter ganhos a mdio e longo prazo. No caso da dieta, voc deixa de comer a segunda fatia do bolo de chocolate ou outras guloseimas para a mdio ou longo prazo emagrecer. para o caso do dinheiro poupado, voc dei-xa de gastar com algumas coisas hoje e fica um pouco mais rico ama-nh, analisa Gaudncio.

    Mesmo que voc ainda esteja muito longe de se aposentar, vale a pena pensar no assunto e avaliar se os seus investimentos sero sufi-cientes para garantir uma vida con-fortvel no futuro. Um bom planeja-mento, de acordo com consultores de finanas pessoais, no pode se limitar ao clculo de quanto dinheiro ser necessrio para a sua aposen-tadoria. preciso considerar os pro-jetos e expectativas que voc tem para essa fase. Quem pretende pas-sar a metade do ano viajando cer-tamente precisar poupar mais do que quem sonha em se mudar para o campo. Quanto mais especfico for o planejamento, menor ser a pro-babilidade de subestimar os custos da aposentadoria.

    de juntara difcil arte

    diNHEiRo

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    parar de trabalhar e ter mais de 1 milho de reais rendendo no banco o sonho de muita gente. e, segundo al-guns especialistas, pode se tornar rea-lidade se voc comear a poupar cedo e com regularidade.

    Quanto mais cedo, melhor.as seguradoras que administram

    planos de previdncia complementar estimam que uma renda equivalente a 70% do ltimo salrio lquido baste para manter o mesmo padro de vida. H quem discorde desse clculo. as des-pesas no diminuem, elas mudam. por isso, detalhar como ser seu estilo de vida e projetar os gastos para concreti-z-lo far voc ter mais (ou menos) su-cesso na sua estratgia de investimen-to de longo prazo. O ponto de partida definir a idade em que voc quer se aposentar. Voc vai saber quantos anos de despesas ter de custear.

    Ou seja, se quer se aposentar aos 65 anos e trabalha com uma expecta-tiva de vida de 90, seu planejamento deve considerar 25 anos de gastos.

    Uma boa dica, em qualquer idade, para no ser pego de surpresa por um

    imprevisto ter sempre uma poupana com o valor de, pelo menos, trs meses de suas despesas. Mantenha o dinheiro em um fundo de renda fixa ou na pou-pana. Se voc tem filhos ou despesas maiores, aumente o valor para o equi-valente a seis meses ou um ano dos seus gastos.

    Mas o mais importante que no haja neurose nesse ato de guardar di-nheiro. em todo lugar vemos muitas receitas de como ficar rico. Algumas nos fazem descobrir, por exemplo, que deixar de tomar aquele cafezinho dirio e poupar o seu valor durante quarenta anos pode levar a ter uma quantia con-sidervel. e o mesmo vale para as com-pras de roupas mais caras, as pizzas semanais, viagens e outros gastos com pequenos prazeres. Tudo isso para se chegar aos 50-60 anos com um mon-te de dinheiro e a certeza de que no se viveu o suficiente. Por isso, pou-par deve ser um ato espontneo, sem grandes sacrifcios. D muito bem para conciliar as boas coisas que o dinheiro proporciona com uma boa poupana, salienta Gaudncio.

    R$ 1 MilHo

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    como conciliar a carreira com o quanto precisa guardar para a

    aposentadoria:

    Aos 20 anos1. Gaste menos do que

    ganha: quanto mais cedo voc cultivar a disciplina de poupar, menores sero os riscos de tomar decises fi-nanceiras equivocadas e de atrasar a sua aposentadoria.

    2. poupe pelo menos 20% de sua renda bruta: aprovei-te que as suas responsabili-dades ainda no envolvem filhos e famlia para poupar mais. se 20% for muito, com-pense guardando parcelas do 13 salrio ou do bnus, se voc receber um.

    3. contenha-se ao escolher o carro: o erro mais comum nesta idade comprometer a renda com o financiamento de um carro caro. O preo do automvel influencia o valor do seguro, que j mais alto para pessoas jovens.

    4. compre a primeira casa vista: diga no quele amigo que props alugar um apartamento e fuja do finan-ciamento. Quanto mais voc guardar, mais cedo colocar as mos nas chaves da pri-meira casa.

    5. invista de maneira ar-rojada: esse o melhor mo-mento para fazer investimen-tos de maior risco, aplicando diretamente em aes ou em fundos de renda varivel. se ocorrerem perdas, ainda ha-ver tempo para recuper-las.

    6. crie um fundo de emer-gncia: guarde dinheiro sufi-ciente para cobrir dois anos de despesas bsicas. assim, voc no mexe nos seus in-vestimentos caso ocorra um imprevisto.

    Veja comoJC

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    Aos 30 anos1. priorize sua carreira:

    essa a melhor hora para investir no seu desenvolvi-mento. Faa especializao e planeje um MBa, guardando dinheiro para pag-lo vista.

    2. Tire proveito das van-tagens tributrias: com uma renda maior, bem provvel que voc passe a pagar mais imposto de Renda. conhea as possibilidades de abati-mento das quais voc pode usufruir.

    3. Trate seu portflio como uma empresa: os cus-tos de seus investimentos devem ser avaliados e redu-zidos. evite as taxas de admi-nistrao ou de performance altas.

    4. Diversifique seus inves-timentos: ainda no hora de buscar segurana, mas importante arriscar menos,

    especialmente se voc j es-tiver casado.

    5. Continue longe dos fi-nanciamentos: trocar de carro ou de apartamento no precisa ser sinnimo de endividamen-to. Faa aplicaes separadas para cada objetivo e s aja quando puder pag-los vista.

    6. some as rendas, divi-da os custos: quando se tem uma famlia, unir os planeja-mentos fundamental. com-partilhe as metas e evite que a falta de disciplina de um atrapalhe os planos do outro.

    7. Considere os filhos como projetos: na hora de es-timar os custos de cada filho, considere 25 anos. entre es-cola, cuidados mdicos, rou-pas e faculdade, os pais gas-taro ao longo desse perodo o equivalente a 1 milho de reais com cada um.

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    Aos 40 anos1. Turbine sua previdn-

    cia: esse o momento certo para poupar mais, conside-rando que sua carreira est prxima do auge. Direcione a maior parte de sua remune-rao varivel para a previ-dncia e os investimentos de longo prazo que sero usados quando voc no tiver mais a renda do seu salrio.

    2. poupe para a sade: escolha um fundo de inves-timento ou mesmo um pla-no de previdncia especfi-co para questes de sade, seja para custear o seu pla-no aps os 60 anos ou para uma emergncia eventual. as seguradoras estimam que 65% dos gastos com sade que uma pessoa tem na vida ocorrero aps os 60 anos.

    3. cuidado com a casa na praia: quando os filhos deci-dem morar sozinhos, o sonho da casa na praia ou no cam-po pode se tornar um tiro no p. Muitas vezes difcil con-seguir vender o imvel sem ter prejuzo.

    4. invista no networking: aproxime-se das pessoas mais jovens, como um chefe bem relacionado, e reforce os laos com os amigos da gra-duao e do MBa. com um bom networking voc pode embarcar num processo de aposentadoria gradual, atu-ando como consultor num primeiro momento, garan-tindo mais anos de gerao de renda antes de passar a depender exclusivamente das reservas acumuladas durante toda a vida.

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    Aos 50 anos1. Reavalie sua mora-

    dia: em poucos anos seus fi-lhos vo comprar o primeiro apartamento e ingressar no mercado de trabalho. con-sidere mudar para um lugar menor, com boas condies de acessibilidade. e adicione os lucros obtidos na troca do imvel aos seus investimen-tos feitos para quando voc se aposentar.

    2. Revise o planejamento tributrio: as dedues que voc obtinha com os depen-dentes podero ser compensa-das pelo aumento nos custos de sade. avalie com um ad-vogado se vale a pena adian-tar parte da herana que voc deixaria a seus dependentes ou se melhor doar parte de seu patrimnio em vida para diminuir a tributao.

    3. atualize seus planos: medida que a idade que voc pensa em se aposentar se aproxima, importante rea-valiar as metas. ser que voc quer mesmo parar de traba-lhar agora? Ou prefere man-ter suas atividades? impor-tante que voc trace cenrios alternativos e se mantenha flexvel, tendo em mente sua expectativa de vida.

    4. Resista tentao do negcio prprio: boa parte das pessoas acaba arriscan-do os investimentos de dca-das ou o pacote de aposenta-doria em empreendimentos com grande risco de darem errado. ser que voc quer mesmo ser dono de uma pou-sada e trabalhar todos os fins de semana e feriados? anali-se tudo com cuidado.

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    marcelo Lapola

    Toda poca marcada pelos acontecimentos histricos, sem dvida. lembra-se, por exemplo, dos anos oitenta como o auge da Guerra Fria entre estados Unidos e Unio sovitica, do Brasil tentando se democratizar depois de mais de 20 anos de ditadura militar, e de muitas e muitas outras coisas, algumas boas, outras nem tanto.

    Como que num filme, toda poca tambm tem suas muitas trilhas sonoras. e quem viveu intensamente os anos 80 sabe muito bem disso.

    O fim da era industrial, incio da era da informao foi marcado por intensas transformaes ao som de bandas e artistas supercriativos, do Brasil e do mundo.

    isso sem contar a moda, que explodiu em cores e novos materiais.

    Quem a com olhos nesta matria, hoje com um pou-quinho mais de quarenta anos, no se apertou dentro de uma bela cala semibag, com um par de canadians nos ps e camisas estampadas bufantes? ah, sem contar nas belas carteiras de velcro quase estouran-do os bolsos das calas. calas, ou camisas, de pre-ferncia brancas, para poder brilhar sob a luz negra do Ginstico, do Grmio, ou qualquer outra discote-ca por este pas afora.

    Na dcada que comeou com o 3 em 1 e aca-bou no cD ouvimos de tudo. a herana do punk, uma msica eletrnica emergente, e a ascenso comercial da cano pop foram os ingredientes que levaram a uma diversidade de estilos indita na histria da msica jovem.

    No rock, a fase ps-punk trouxe a moderni-dade da new wave, um danante rock eletrnico, e novas variaes do he-avy metal, que iam do meldico aos rpidos riffs de guitarras do trash metal.

    PERdidAA dcada

    que fez muita gente se encontrarJC17

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    No estilo pop, uma ver-so mais adocicada e suave do rock, Michael Jackson e Madonna reinaram absolu-tos. seus sucessos traziam a influncia da black music, da nascente cultura hip hop, ecos da disco music do final dos anos 70 e uma pitada de rock tambm. alis, a aproxi-mao entre pop e rock ficou evidente em vrios estilos de sucesso nos anos 80.

    a new wave (lembra do gel de cabelo com glitter?), apesar de ser uma descen-dente direta do movimento punk, mostrou-se uma ver-so mais palatvel comer-cialmente.

    Bandas como Talking Heads, B-52s, Blondie, The police e Devo misturaram elementos essenciais do punk com influncias de es-tilos mais sofisticados e dan-antes, como reggae, disco music e msica eletrnica. Alm da new wave, as influ-ncias da msica eletrnica alcanaram grupos que fize-ram um rock mais danante, como as canes romnticas

    do Duran Duran e culture club ou o pop-rock eletrnico de Soft Cell, Depeche Mode e New Order.

    No Brasil, a renovao da msica jovem ocupou o es-pao da MpB e dos herdeiros da Tropiclia, gneros que h tempos no faziam canes que expressassem a realida-de e os sentimentos de boa parte da juventude. Novos grupos inspirados pelas est-ticas do pop-rock que faziam sucesso l fora surgiram em so paulo, Rio, Braslia, por-to alegre e salvador. O clima de redemocratizao ajudou nesse processo. com mais li-berdade de expresso e uma atmosfera de renovao cul-tural, nasceram bandas como legio Urbana, Tits, Os paralamas do sucesso, Ba-ro Vermelho, capital inicial e ira!, que revelaram novos e talentosos compositores do pop-rock bra-sileiro como cazuza, Renato Russo e arnaldo antunes.

    LUZ

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    da msica em o REi

    RIO CLARO

    Quem tem mais de trinta anos e morou em Rio claro nesse pero-do pode procurar na estante, onde guar-da ainda com carinho seus discos de vinil, que ir encontrar por l muitos deles com o adesivo da loja Big Drio Discos e Fi-tas. Quem dessa gerao no se lembra da imensa loja com as estantes divididas por gnero, abarrotadas de grandes novi-dades em vinil e, mais tarde, em cD?

    Geraes de clientes passaram por ali, onde nasceram tambm grandes amizades. a loja existiu de 1972 ao ano 2000, comenta Big, que mora j h 11 anos com sua famlia em Okland, na cali-frnia (eUa).

    No incio da dcada de 1980, Big Drio foi um dos pioneiros na locuo de rdio FM em Rio claro. Uma era de ouro na ci-dade.

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    Bob Dylan O radialista, produtor e msico, Irineo Andr Drio Junior, o Big Drio

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    Big faz uma comparao com o que temos hoje em matria de msica. se an-tes a msica estava associada a um ob-jeto, como o disco de vinil e o cD, suas capas e encartes, hoje ela est nos bits e bytes do computador. essa transforma-o da msica consumida pelas pessoas em algo imaterial contribui, na anlise de Big Drio, para torn-la mais descartvel.

    a msica que se ouve hoje no mundo totalmente descartvel. a indstria fo-nogrfica faliu, no soube pensar em um modelo de negcio que acompanhasse a evoluo da tecnologia. com essa dis-sociao da msica do meio fsico, me parece que os novos artistas esto desa-prendendo o que velhos msicos aperfei-oaram, afirma.

    segundo Big, uma era sem grandes dolos.

    No se pode falar em um cone da m-sica hoje, como na califrnia tm eagles, creedence, como o Michael Jackson. Mas essa gerao nova j no tem mais dolos. compare Bob Dylan com a lady Gaga, por exemplo. ela totalmente produzida pela gravadora e pelo marketing, ele talento puro, exemplifica.

    1 de janeiro de 1980 a 31 de dezem-bro de 1989. Uma dcada. Quanto se vive em uma dcada? Quanto voc viveu nessa dcada? Muitos historiadores a chamam de dcada perdida. Mas pense em quanta gente se encontrou nos anos oitenta.

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    Nos anos 80, a cala bag ou semibag era o es-tilo da dcada. pantalonas coloridas tambm. e cores ctricas alegravam a com-binao das meninas.

    apesar de existirem desde os primrdios da cano pop, foi nos anos 80 que houve uma exploso de boy bands, grupos vocais com visual

    caprichado, canes grudentas e ta-lento discutvel. Na safra oitentista estavam Menudos, New Kids on The Block, polegar e Domin.

    BOY BANDS

    NEW WAVE:

    CALA SEMIBAG

    O gnero nasceu no final dos anos 70 como uma verso mais pala-tvel musical e visual-mente do punk. Mas no comeo dos anos 80 que a moda new wave toma conta do gosto de parte dos jovens brasi-leiros. as primeiras ban-das do novo pop-rock

    nacional exploraram os fundamentos estticos da new wave tanto em suas canes, como em suas performances. Bandas como Blitz, Ti-ts, Gang 90 e absur-dettes, Magazine e Kid Abelha & Os Abboras selvagens, entre outros, foram exemplos disso.

    O QUE TINHA DE MELHOR

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    Um dos videogames pioneiros chegou ofi-cialmente ao Brasil em 1983, seis anos aps ser lanado nos estados Unidos. com seus jogos clssicos como space invaders, Donkey Kong, Defender, River Raid, pacMan e Mario Bros, virou uma mania e um dos itens mais cultuados pelos saudosos dos anos 80.

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    DECADA PERDIDA

    De VOlTa paRa O FUTUROa trilogia que tornou Michael J. Fox num astro, no papel do ado-

    lescente Marty McFly, que viaja para o passado e para o futuro na tentativa de melhorar sua famlia, uma coletnea de smbolos dos anos 80: da moda dos tnis Nike ao carro Delorean DMc-12, da onda do skate ao sucesso da cano power of love, de Huey lewis and The News.

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    O grupo, tendo o compo-sitor e vocalista Renato Rus-so frente, foi uma das me-lhores bandas do pop-rock brasileiro dos anos 80 e dei-xou como legado uma srie de canes que viraram cls-sicos para vrias geraes. O poder de expressar os sen-timentos da juventude est presente em sucessos como ser, Tempo perdido, eu sei, H Tempos, pais e Fi-lhos e Meninos e Meninas, entre outros.

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    SolTEiRodepois dos 40.

    o QUE FAzER?

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    a vida feita de escolhas. J nos cansamos de ouvir isso. Mas, com a revoluo fantstica pela qual o mundo passou, nos-so poder de escolha aumentou na mesma medida da nossa liberdade.

    Hoje ningum mais consegue dar, por muito tempo, desculpas como estamos juntos apenas pe-los nossos filhos ou porque pro-meteu diante de um altar, para os pais, para Deus. com isso, h muita gente vivendo sozinha com mais de 40 anos. Uns lidando bem com sua solido, outros tentando recomear uma vida a dois com outra pessoa. e o que deixa mui-ta gente madura insegura que, diante de tantas escolhas, quando se faz uma, a nica certeza que tem de que perdeu as outras.

    Um relacionamento, um novo trabalho, que roupa usar, o que fa-lar, como continuar, e tudo mais.

    estar alm dos 40 anos de ida-de no parece ser uma garantia de acomodao para muita gente. Muitas vezes a zona de conforto vista como uma trincheira aperta-da. e quando o homem e a mu-lher enfrentam um novo desafio: solteiros de novo, com filhos, e

    com mais de 40 anos.algumas angstias de estar

    nessa condio so muito pareci-das quando se adolescente. Ou-tras incertezas j so melhor ad-ministradas por conta dos anos de experincia.

    Hoje em dia, com o rompimen-to de todos os padres, pobre de quem ainda torce o nariz para uma pessoa que optou por no se ca-sar. absolutamente normal.

    e quem opte com muita ale-gria. o caso de silvia lvares. ela refora a tese de que as mu-lheres esto mais interessadas em manter a prpria liberdade do que em se envolver numa re-lao insatisfatria. aos 40 anos, ela nunca se casou e diz no ter vontade de ser me. No tenho vocao, nem pacincia. Filhos representam um novo pacote de obrigaes, e as minhas j so suficientes, afirma. Ela conta que se diverte com amizades colori-das e no pretende dividir a casa com um companheiro. Gosto da minha vida como est atualmen-te, com liberdade de ir e vir. e no tenho medo da solido, pois vivo bem comigo mesma.

    marcelo Lapola

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    Do outro lado, h quem viva espe-rando pela reconstruo de uma nova famlia aps uma separao. Jorge al-berto, aos 43 anos, atualmente soltei-ro, conta que deseja ter filhos antes de completar 50. Meu sonho ser pai, diz. ele j foi casado durante quatro anos, dos 22 aos 26, mas a relao no durou. Mesmo depois de enfrentar uma separao, ele garante que no perdeu a confiana no amor e no casamento. agora, busca uma mulher para se casar. s falta encontrar a pessoa certa, diz.

    Mas esse dilema, se melhor ca-sar ou permanecer solteiro, est longe

    de ser resolvido. Muita gente tambm adora a vida de casado sem sentir sua individualidade ferida.

    e, seja homem ou mulher, h uma presso no ar para que viva com al-gum, alm da autocobrana. O que se precisa saber, no entanto, que no h necessidade alguma de divi-dir o dia com a cara-metade para ser plenamente feliz. Muito da felicidade, mesmo a dois, comea com autos-suficincia que, quando solteiros, as mulheres e os homens tm chance de desenvolver com maestria. s se permitir, analisa.

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    SOZINHOSNo Brasil, cerca de 9% dos lares j

    so compostos de pessoas que mo-ram sozinhas. elas formam um merca-do respeitvel e se dizem felizes. Mas ningum gosta de se imaginar solit-rio para sempre. a tendncia de viver sozinho mundial. alguns dos pases campees de domiclios ocupados por uma s pessoa so: sucia, com 40%; Dinamarca, 36%; inglaterra, 35%; alemanha, 30%; Frana, 30%; estados Unidos, 26%. No Brasil j so 9%.

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    peLa cidadecarla Hummel

    Nos embalos

    noiteDE RIO CLARO

    Houve uma poca em que a vida noturna de Rio Claro estava totalmente concentrada no Centro. Bares, lanchonetes e bo-ates instalados na regio deles eram os pontos de encontro dos jovens. A gerao que hoje vive ou est chegando ao chamado enta foi a ltima a desfrutar das noites em que as ruas ficavam cheias de jovens, numa poca em que ainda era seguro caminhar pela cidade em plena madrugada. Nomes como Paraso, Nevada, Xod, gua na Boca, Big Dog, Dju, Jou Jou Balangandans, Khl, Stonage, PHD by Night e Excelsior, e as famosas discotecas nas noites de do-mingo no Grupo Ginstico e no Grmio Recreativo da Cia. Paulista esto guardados para sempre na memria de quem um dia passou por esses lugares.

    as noites de domingo nunca foram de descanso para quem viveu a adolescncia na dcada de 80. era a hora de ir para as famosas discotecas no Grupo Ginstico Rioclarense e no Grmio Recreativo da cia. paulista de estradas de Ferro. sales lotados de jovens vestidos com roupas coloridas, ao som das msicas de Madon-na, cindy lauper e a banda a-Ha, as discotecas aconte-ciam das oito s onze horas da noite. comeavam com msicas agitadas e havia tambm a sesso das len-tas, em que os garotos tiravam as moas para danar. era a poca da cuba libre e do auge do rock brasileiro com legio Urbana, Tits e capital inicial, entre outros. s vezes aconteciam shows, como o da banda Metr no Ginstico, sucesso nas rdios da poca (quem no se lembra da loirinha vocalista Virginia cantando corao ligado, beat acelerado...?).

    discotecasAs inesquecveis

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    a jorna-lista Bea-triz altimari Olivatti, que hoje mora na itlia,

    lembra-se com saudade da poca de ouro da vida no-turna no centro de Rio cla-ro. eu acredito que cada gerao defende a sua!! a minha me ama os anos 60 e suas msicas, e tem sau-dade da sua poca. eu mor-ro de saudade da minha, nos anos 80. as melhores msicas e os melhores em-

    balos de sbado noite. existiam inmeras opes em bares. Voc queria es-cutar MpB, voc ia ao Jou Jou Balangandans; se gos-tava de New Wave, ia dan-ar no Bar do Dju, tinha tambm o Brutus; se queria danar orquestradas, tinha baile no Ginstico e no Gr-mio; queria namorar, ia no chega Mais da philarm-nica; discoteca, stonage, Toca 2, phd e outros que nem me lembro dos nomes. Saudade infinita de todos os amigos.

    O DJ lo Ribeiro Jr. tam-bm viveu a adolescncia durante a poca de ouro das casas noturnas e lan-chonetes no centro de Rio claro. J adulto, de maneira informal, comeou a orga-nizar festas para matar a saudade dessa poca atra-vs das msicas. No incio era apenas para os ami-gos, mas o sucesso acabou levando os eventos para clubes e grandes pblicos. Hoje a festa stonage j faz

    parte do calendrio da vida noturna de Rio claro e de outras cidades da regio. Quarentes e muitos jovens se divertem ao som dos su-cessos das dcadas de 70, 80 e 90. para lo, o traba-lho se mistura com o prazer de reviver a adolescncia. as festas unem geraes. Pais e filhos se divertem, e os jovens conhecem as m-sicas antigas. s come-ar a tocar que a pista fica cheia.

    a administradora de empre-sas andresa camargo Vivan pas-sou a adolescncia frequentando lugares como a lanchonete Big Dog, a sorveteria Xod e a dis-coteca pHD by Night juntamente com seus amigos. Ficava lotado de jovens, tudo muito tranquilo, poca da lambada na phd e no

    Ginstico, os passinhos no meio do salo no Grmio, foi uma po-ca muito boa, pois havia mais respeito entre os jovens, msicas mais bonitas, amizades sinceras. a tranquilidade da cidade tam-bm deixa saudade. lembro que a gente saa de casa a p, noite, e no havia tanta violncia.

    para matar a saudade

    adolescncia livre e segura

    Bia Altimari Olivatti e as amigas no Chega Mais, que funcionava dentro da

    Sociedade Philarmnica

    Bia Altimari Olivatti, (1 direita)

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    para os que j no eram mais to garotos assim nas dcadas de 80 e 90, a rea central de Rio claro tambm reservava opes de lazer. era o caso do caf excelsior, que funcionava na Rua 4, ao lado do tradicional cinema que marcou poca em Rio claro. Quem relembra com saudade os momentos pas-sados no caf Renata sta-belini Zanotti, que comandou a casa de 91 a 97. era um bar mais para o pessoal na faixa dos 30 anos para cima, mais para a meia-idade. era um pessoal mais sossega-do, mas cheio de energia e alegria. Tnhamos msi-ca ao vivo, na quinta era a noite mais frequentada ia at umas quatro horas da madrugada. chegava uma

    determinada hora a gen-te baixava as portas, mas os clientes continuavam l, cantando, danando. Muitos casais que se conheceram ali acabaram se casando e esto juntos at hoje. Quem passou pela casa certamente

    se lembra do delicioso caldi-nho de feijo que era servido como cortesia. at hoje en-contro pessoas que se lem-bram do caldinho de feijo, e perguntam quando vou fazer de novo para poder recordar aqueles bons tempos.

    Boemia no caf excelsior

    Um dos pontos mais badalados da juventude nos anos 80 foi a sor-veteria e lanchonete Xod. instalada na Rua 5 esquina com a avenida 3, a sorveteria era ponto de encontro dos adolescentes. Quem relata a histria da Xod Carol Palma, fi-lha do proprietrio. Minha famlia inaugurou a sorveteria em 79, ini-cialmente na Rua 7 com a avenida 4, em frente antiga skol. em 85 foi criada a segunda unidade, na Rua 5, que era o point dos jovens. Duran-te o dia a casa era frequentada por muitas famlias, e noite os jovens se encontravam l para comer um lanche, tomar sucos, conversar. Hoje, a Xod lanchonete e restau-rante instalados na Rua 6.

    Xod, a sorveteria-balada

    Nas noites de sexta e sbado, era muito difcil passar com os car-ros pela avenida 2 no trecho da Rua 5. era naquela esquina que funcio-nava a famosa lanchonete gua na Boca. O nmero de frequentadores era muito maior que o espao exis-tente na lanchonete. Os grupos fica-vam espalhados pela calada e at no asfalto. Numa poca em que no existiam unidades das grandes ca-deias de fast-food na cidade, o gua na Boca era a verso rio-clarense desse tipo de lanchonete. a casa foi inaugurada em 1984 pelo empres-rio eduardo Mnaco de Melo, sua

    esposa clia e seu irmo Guilher-me. a primeira mquina postmix de refrigerante da coca-cola foi instalada na gua na Boca, como tambm fomos os primeiros a servir pes de hambrguer com gergelim em sua superfcie, pois nessa po-ca no era usual a utilizao deste item na panificao, e isso foi poss-vel em razo da padaria Gaib ser de propriedade da familia da clia, que fabricava com exclusividade nossos pes. como fato pitoresco a respei-to do gergelim, muitas vezes nos perguntavam se aquela sementinha era alpiste, relembra eduardo.

    gua na Boca, sempre lotada

    Renata com os msicos e frequentadores do Excelsior174

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    40 anos, advogada, natural de Rio Claro, casada com Luciano Mendona,

    preza por uma vida saudvel, e hoje, junto ao seu grande amor, curte a

    chegada de Maria Eduarda. A gravidez quase aos 40 anos, a fez realizar o grande sonho de ser me. Embora

    algumas pessoas acreditem que a idade impe limites, Sandra declara que a maturidade a chave principal para

    bons resultados, considera-se cheia de vida e com disposio para trabalhar

    e curtir bons momentos ao lado da famlia e amigos.

    cris serranoCRIS-SERRANO@AGENIAL.COM.bR

    antigamente, as pessoas com quarenta anos eram consideradas de idade, afinal, casavam-se cedo, tinham fi-lhos cedo e aos quarenta anos, j estavam curtindo os netos. com a evoluo do mundo, a busca por qua-

    lidade de vida e a valorizao pelo corpo fsico e mental, os conceitos mudaram. Hoje, os quarenta anos abrem uma porta cheia de possibi-lidades e por que no, realizaes que talvez com menos tempo no se conquistassem. escolher os convida-

    dos desta matria foi realmente um grande presente, pois aprendi que o limite est na cabea e no no tem-po. a cada segundo, abre-se uma nova janela de oportunidades. Basta querer, persistir para vencer barrei-ras, preconceitos e paradigmas.

    40ANoS a porta dasPOSSIBILIDADESSandra Maria

    dos Santos Mendona,

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    41 anos, natural de Carapicuba (SP), casada com Jos Luis Ruiz Pessenda, me de Mateus e Tiago, formada em Educao

    Fsica pela UNESP, proprietria e professora da Academia Patrcia Pessenda.

    Adora curtir a famlia. Cuida da sua alimentao, equilibrando com exerccios

    fsicos, acupuntura e claro que, com tempo para lazer e descanso. E adianta que no

    existem limites e regras, basta cuidar do corpo e da mente, sempre buscando

    ser feliz, vivendo intensamente todos os instantes e fazendo de cada problema um

    degrau para o aprimoramento.

    Patricia Helena

    Golfieri Pessenda,

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    ambos com 40 anos, casados, pais do Nicolas. Segundo eles,

    so almas gmeas. Sempre foram apaixonados por esportes, cuidam

    do corpo e da mente. Adoram se exercitar, e alm de cuidarem

    do corpo, buscam qualidade de vida com alimentao saudvel e agregam maneira de viver, uma enorme preocupao com a preservao do planeta. Aos

    quarenta anos de idade, demonstram imensa gratido por todas as etapas da vida que passaram. Fabio finaliza dizendo: espero, j querendo muito,

    que Deus nos permita chegar ao final da jornada do enta, com sade e lucidez suficientes para colher tudo o que plantamos. E

    desejo a todos, muita sade e para o resto, equilbrio.

    Daniela e Fbio

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    Serrano,

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    40 anos, natural de Rio Claro (SP), solteira, formada em Direito, hoje, administra

    os bens da famlia, v a possibilidade de inovar, criar e reinventar-se, todos os dias.

    Alm de sua paixo por Busily (sua poodle), adora se produzir e garante que fazer

    compras muito teraputico (risos). Com bom humor, de forma leve e otimista, a bela

    conserva seu entusiasmo Infantil.Seu lema : agradecer e fazer o bem

    sempre, no esperar o momento certo para ser feliz, pois o amanh incerto.

    Telles,Martha

    Foto Brasil Marcelo ZanelattoProduo e Make - Jssica leonardoEdio - Kamilla Bertollozi

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    - Vamos, vamos... Me ajude a levantar... Escuta...

    E um ensurdecedor silncio tomou conta do quarto.

    - O povo t chegando! Va-mos!!! T atrasada...

    Contrariada, gritava: -Por que voc no me aju-

    da??? Tenho que abrir a bilhe-teria! Vamos!!! Meu pai vai ficar bravo comigo...

    Eram as palavras desespera-das da minha av. Na realidade, estvamos no quarto do hospi-tal, durante sua internao. Tudo no passava do efeito Alzheimer do final da vida. No havia ne-nhum barulho. No havia nin-gum. A no ser eu e ela.

    Depois vim a saber que minha av se referia ao cinema da Fa-zenda Santa Gertrudes (funda-

    do em 1912), no qual trabalhou com seu pai e meu bisav Luiz Moffato durante tantos anos. Meu bisa veio imigrante da It-lia diretamente para a Fazenda Santa Gertrudes. Durante o dia trabalhava nas mquinas de beneficiamento do caf. E, nas noites de sbado, era projecio-nista dos filmes em pelcula no cinema. Minha av, aos 10 anos,

    Letcia tonon

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    e reencontroCinema, caf

    ajudava na bilheteria. Uma se-nhora, vizinha da casa dos meus pais, comentou que era menina e lembra que havia uma placa na janela da casa do seu Moffato com a divulgao do filme em cartaz.

    A instalao do cinema no Brasil, isto , o incio da exibi-o de filmes em salas de cinema est ligada chegada da energia

    eltrica. Sem energia era impos-svel haver cinema.

    Hoje minha av no est mais entre ns. Essa histria conti-nua me instigando e s vezes me pego viajando por esse cinema da fazenda. Acordei numa manh e decidi pesquisar e escrever so-bre o assunto. Liguei para o Luis Filipe, um dos proprietrios da fazenda, e perguntei se podia ir

    at l para fazer algumas fotos.Dia e hora marcados, pego o

    carro e percorro a estrada de ter-ra rumo ao passado. Aperto o in-terfone e o grande e antigo por-to com as iniciais de Eduardo Prates se abre como um portal para outro tempo. Sigo em dire-o ao escritrio. Passo em fren-te colnia - casa n 12 - onde minha av nasceu.

    FAZENDA SANTA GERTRUDES

    Fachada do Cinema187

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    Respiro em meio poeira do tempo um pouco de suas clulas.

    Os rolos de pelcula, a antiga mquina de projeo, os pedaos de carvo ... eis o meu cine-paradiso. somente agora, depois de realizar alguns filmes, reencontro meu ante-passado e descubro uma paixo em comum que nos une indelevelmente: o cinema.

    Respiro fundo e dou uma pausa para um cafezinho... O caf da fa-zenda. Troco algumas palavras com a Ndia e mergulho no ano de 1912, com a instalao do primeiro apare-lho cinematogrfico dentro da tulha de caf. Dois anos depois, em 1914, numa instalao prpria, foi inau-gurado o primeiro cinema popular da regio, frequentado pelas fam-lias dos funcionrios, proprietrios e moradores das cidades vizinhas. Meu bisa continuou com o trabalho no beneficiamento de caf e a pro-jeo dos filmes no cinema a sua grande paixo.

    por incrvel que parea, o que alimentava a projeo do cinema

    na Fazenda santa Gertrudes era a energia produzida por uma roda dgua que corria do grande lago nos fundos da casa-sede. s vezes caa a energia e o cinema apagava devido baixa correnteza da gua. Ento, seu filho e aprendiz Mrio Moffato corria at a engrenagem e aumentava a abertura da gua.

    esse passeio de volta a um tem-po remoto me faz ter ainda mais convico sobre a necessidade da revitalizao e restaurao do pa-trimnio histrico. a necessidade de conhecer a tradio oral e registrar um pouco da nossa histria para evitar que falemos tantas besteiras por falta de conhecimento.

    Um povo sem memria como uma clula morta, no serve pra nada. a Fazenda santa Gertrudes me da cidade de santa Gertrudes sozinha nos salva da vergonha de negligen-ciar o nosso patrimnio. No difcil perceber que a soluo muitas vezes est no novo olhar da juventude, que tem a possibilidade de conhecer o passado e possui energia de sobra

    Na parte superior - a Sala de Projeo

    Latas e pelcula de 35 mm

    Carvo dos antigos projetores

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    para trilhar o que est por vir. Diante de tanto desprezo pelo

    patrimnio do municpio e do esta-do, a Fazenda santa Gertrudes co-lrio diante dos meus olhos.

    Felizmente no foi demolida, graas atitude de um jovem desta famlia quatrocentona. a iniciativa de revitalizar e rentabilizar a fazen-da veio de luis Filipe, tataraneto do conde eduardo prates, que, depois de rodar pelo mundo, voltou para salvar suas razes - a Fazenda santa Gertrudes.

    V Adlia, Tio Mrio, Bisa Moffa-to, conde prates... esto mortos e en-terrados. a memria? Vive, por meio da atitude de quem ainda respira.

    www.fazendasantagertrudes.com.br/

    Conhea a fazenda:

    Tulha de caf, local provisrio para exibio do cinema

    Detalhe da fachada do Cinema

    A torneira com gua na sala de projeo era uma medida de segurana. Os filmes antigos eram altamente inflamveis

    Letcia Tonon cidad santagertrudense, cineasta,

    produtora e educadora.

    Espao reservado aos proprietrios da fazenda. Uma espcie de camarote

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    almanaque la prensaJ.r.santana

    Jrsantana10@gmaiL.com

    Cerqueira CsarRio Claro no ncleo duro que derrubou o Imprio

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    em seus quase vinte anos de militncia como advogado e antimonarquista no munic-pio, ele integrou a liderana paulista na proclamao da Repblica ao lado de prudente de Moraes (piracicaba), cam-pos salles (campinas), Rangel pesta-na, Francisco Glicrio, Martinho prado, Bernardino de campos, Rodrigues al-ves, alfredo ellis e demais formadores do ncleo duro no novo regime.

    sua trajetria na poltica comeou em Rio claro. Vereador por trs manda-tos a partir de 1870, foi eleito deputa-do. Governou so paulo na transio do regime em seu momento mais crtico. Depois foi senador estadual, quando assumiu a presidncia da instituio que deixaria de existir em 1930. eleito senador federal, no assumiu o cargo, provavelmente por questo de sade. Morreu em 1911. sua sepultura encon-tra-se no cemitrio da consolao. Um bairro da capital e um municpio pau-lista trazem o seu nome. a galeria de advogados ilustres da OaB local tem seu retrato a leo.

    casado com Maria, irm de cam-pos salles (depois presidente da Rep-blica) e pai de lucila, mulher de Jlio de Mesquita, cerqueira csar foi jornalis-ta fundador do O estado de s. paulo (1875), inicialmente dirigido por Ran-gel pestana. Naquela sociedade que viria a definir os padres da moderna imprensa brasileira destacou-se ainda cndido Valle, tambm vereador em Rio claro e republicano histrico. Os nomes de ambos esto no expediente da edio nmero um do jornal.

    apesar dos ideais republicanos ha-verem sido cogitados no Rio de Janeiro desde a independncia (1822), e antes disso no Nordeste, sua consolidao poltica e econmica original do in-terior de so paulo. O republicanismo carioca era terico, nutrido por profis-sionais liberais e intelectuais. O de so paulo foi prtico, desencadeado pelos fazendeiros que sustentavam a econo-mia nacional e queriam direcion-la.

    No chamado Velho Oeste que tudo aconteceu. a capital era uma ci-dade provinciana, pobre, com menos de 30 mil habitantes. Rio claro tinha 15 mil habitantes, contando os distri-tos. O processo industrial estava por acontecer, bem como a chegada dos imigrantes. a maior expresso paulis-tana vinha da Faculdade de Direito do largo so Francisco. O Vale do paraba era conservador pela proximidade da corte. O litoral era santos, porto para

    escoao das riquezas que vinham do interior.

    Os donos do poder econmico es-tavam instalados em suas fazendas na rea distribuda entre itu, campinas, piracicaba e Rio claro, regio localiza-da como Oeste porque mais alm no havia praticamente nada. Rio claro era a boca do serto. Os jornais locais eram eco do povo, estrela do Oeste, correio do serto e O Rio-clarense.

    Historicamente o declnio do im-prio data de 1873, quando em itu foi fundado o partido Republicano paulista que proclamaria a Repblica (1889) e se manteria nico no poder nacional at 1930. a conhecida conveno de itu nutriu-se de razes existentes em Rio claro.

    Registros da crnica local apontam que j em 1865 havia no municpio uma agremiao republicana alinhada s ideias precursoras de Rangel pesta-na. em 1870 Rio claro divulgava apoio ao lanado Manifesto Republicano ca-

    rioca daquele mesmo ano. a imprensa nacional registra que

    em 1872 foi fundado no Teatro Fnix o clube Republicano Rio-clarense por cerqueira csar e com a presena de campos salles, cuja famlia morava em Rio claro, sua me, o irmo Joaquim entre outros. a famlia salles ocupou todos os cargos eletivos da Repblica, no que se inclui a presidncia.

    Os registros das atas da cma-ra Municipal revelam de Jos alves de Cerqueira Csar um perfil de pessoa culta, dinmica, imersa em responsabi-lidades e de viso que transcende a do fazendeiro comum. Um poltico convic-to de suas opinies.

    sem disposio demaggica ou oportunista, era admirado pela popula-o, que fez abaixo-assinado para ten-tar evitar sua mudana para a capital (1880), onde ele logo assumiria a pre-

    sidncia do partido Republicano pau-lista e conviveria com uma poltica em conflitos. Entre 1881 e 1886, a atual Rua Um chamava-se Doutor csar. seu sepultamento em so paulo ganhou di-menses cvicas com honras de chefe de estado e manchetes dos jornais, em especial de O estado em s. paulo.

    Na cmara Municipal de Rio claro ele mobilizara a campanha pela cons-truo da ferrovia (1876), por estradas e pelo novo cemitrio (1875), alm de haver participado ativamente das de-cises administrativas. Os vereadores geriam a execuo dos servios pbli-cos. No havia o poder executivo.

    Membro de comisses permanen-tes e temporrias, seus conhecimentos eram solicitados em todo assunto de maior complexidade, como elaborao e atualizao do cdigo de posturas, o equivalente atual lei Orgnica e ao plano Diretor. Foi presidente da Ordem dos advogados local e presidente fun-dador da Filarmnica.

    Duas votaes por ele definidas acentuam seu perfil antimonarquista e republicano. em 1871 fez ser rejeita-da moo de pesar Famlia Real pelo falecimento de uma das filhas do im-perador D. pedro ii, a princesa leopol-dina. em 1874, conseguiu ver aprovada propositura defendendo a separao entre estado e igreja, que se efetivaria apenas com a Repblica, incluindo-se, ento, o casamento civil, a seculariza-o dos cemitrios e o fim da educao religiosa nas escolas pblicas.

    sobre a segunda propositura, ca-bem observaes. Na poca, as elites polticas do pas se dividiam no que se convencionou chamar de Questo Manica. Conflitos originais do Rio de Janeiro indispunham nacionalmente lideranas catlicas e manicas em processo que culminou na campanha pela separao entre igreja e estado. cerqueira csar liderou o movimento no municpio.

    segundo Oscar de arruda pentea-do (Miscelnea, 1984), cerqueira csar foi signatrio da manifestao local por um estado laico. O cronista repro-duz documento aprovado pela cmara Municipal datando-o de 16 de abril de 1874. sobre aquela data, no entanto, verifica-se no registro de atas que a sesso legislativa deixou de ser rea-lizada por falta de qurum. O detalhe fica em aberto para futuras pesquisas.

    Naquele momento, em Rio claro havia a loja manica Fraternidade iii, instituio atuante que mantinha

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    hospital para atendimento das vtimas da epidemia de varola que assolava a cidade. a cmara Muni-cipal mudava-se da esquina da ave-nida 2 com Rua 5 para novo prdio, depois demolido para dar lugar ao Frum, na praa da liberdade. O ce-mitrio atual era inaugurado e pros-seguiram as obras de construo de uma nova matriz no hoje Jardim p-blico, projeto que acabou desativado e a construo, demolida.

    a posse de cerqueira csar como governador estadual (1891) marca um dos maiores conflitos da trama republicana e est diretamente vin-culada figura de outro heri que de Rio claro seguiu para as pginas da histria nacional. Trata-se de alfre-do ellis.

    logo nos primeiros momentos da Repblica, o marechal Deodo-ro da Fonseca fechou o congresso. Foi a primeira ditadura, em seguida derrubada por seu vice, tambm mi-litar, Floriano peixoto. Uma e outra constituem a chamada Repblica da

    espada. em so paulo, o governador amrico Brasiliense foi igualmente deposto por haver defendido De-odoro. Vice-governador, cerqueira csar assumiu como smbolo da re-tomada dos princpios republicanos.

    a deposio de amrico Brasi-liense no foi simples. Foi conquis-tada s armas. O episdio aconteceu da seguinte maneira: a cpula da poltica paulista, com destaque para campos salles, decidiu por um levan-te armado que, por questo estrat-gica, deveria eclodir a partir do inte-rior do estado. Rio claro foi a cidade escolhida para deflagrar o levante sob comando do mdico, fazendeiro e depois senador alfredo ellis.

    com bloqueio da ferrovia para evitar a chegada de tropas da capi-tal e organizao de homens arma-dos do municpio, alfredo ellis con-seguiu a rendio das foras locais. Diante da disposio de outras for-as do interior em seguirem para a capital, amrico Brasiliense deixou o governo para cerqueira csar.

    a rendio de armas dos defen-sores de amrico Brasiliense no mu-nicpio acabou concentrada na pra-a da liberdade. em memria, no local foi construdo o obelisco que existe em frente ao Frum. Trata-se de homenagem ao conhecido Bata-lho alfredo ellis. a guarnio atuou em outras frentes, em santos, por exemplo, quando remanescentes da Marinha monarquista tentaram em vo depor Floriano peixoto.

    a primeira fase da Repblica, em seus quase quarenta anos, foi um extenuante fracasso que custou muito sangue e dinheiro aos brasi-leiros. De comum com o regime que substitura o imprio, consolidou o mrito de manter a integridade ter-ritorial de um pas com dimenses continentais, enquanto o restante da amrica latina se viu transfor-mado em uma colcha de retalhos te-cida com repblicas de bananas. No Brasil, a primeira Repblica foi do caf. Mas isto uma outra histria, que fica para uma outra vez.

    Velho Oeste paulista - Entre 1881 e 1886, a rua do Largo da Estao tinha nome de Doutor Csar.

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    brincadeira

    votar no

    Tem gente que encara o ato de votar como uma brincadeira e h os que o encarem com o mximo deboche ou at como um negcio. No, votar significa exercer o sagrado direito de escolher os nossos repre-sentantes pelos prximos quatro anos. essa deveria ser a regra desde sempre, mas infelizmente no .

    essa conscincia da importncia de votar bem no representa pouco, mas muito. Tanto importante o voto que, quando ele mal direcionado, retorna a todos ns em forma de pssimos servios, corrupo e os mais va-riados desmandos.

    a responsabilidade deve existir de ambos os lados, mas cabe a ns distinguir o poltico maroto, que est s se candidatando para melhorar a sua condio financei-ra, daquele que pretende administrar e legislar de forma sria, com ideias inovadoras e exequveis.

    Todo poltico tem uma histria, seja na poltica ou na profisso que exerce fora dela. fcil saber se o seu currculo o abona ou o desabona. Temos que pesquisar, analisar, e no votar na base do tanto faz, que pode significar eleger um poltico que no faz nada ou que s ir fazer para si e a sua turma. Fazer, todos fazem, mas certas aes so to devastadoras, que podem arruinar uma cidade, um estado ou um pas por um longo perodo de tempo.

    O significado de poltica e democracia transcende os concha-vos, os acertos secre-tos, o conluio para en-ganar a populao com promessas que nunca sairo do papel porque foram criadas s para convencer o eleitor na hora da eleio.

    em vez de repetirmos os velhos clichs de que todo poltico safado, por que no procuramos escolher um que no seja? existe? Vamos acreditar que sim. e caso, depois da eleio, percebamos que aquele poltico em quem votamos est pisando na bola em vez de chut-la para o gol da maioria, vamos denunciar, reagir, buscar sa-das dentro da lei para que esse poltico nada srio seja afastado e outra eleio seja marcada antes do prazo.

    Temos poder. E exerc-lo significa, por exemplo, exi-gir que a lei da Ficha limpa se cumpra em sua totalida-de e que a transparncia seja cada vez maior nos sites do executivo e legislativo, para que possamos nos in-formar diariamente sobre licitaes, obras e tudo o que est sendo projetado e feito.

    O nosso papel passar a limpo a velha poltica vicia-da e viciosa. O voto o incio do processo; acompanhar os prximos quatro anos aps a eleio representa estar atento e no aceitar que prticas danosas prosperem como erva daninha. Queremos colher bons frutos. e disso no podemos abrir mo.

    se nos abstivermos de assumir o nosso papel de ci-dados, com certeza os no cidados tomaro conta da cena e exercero o poder com a maior desfaatez. No queremos isso. J estamos na segunda dcada do sculo

    XXi e no faz sentido ser conivente com prticas ar-caicas, que no combinam com o novo que desejamos acontea da melhor ma-neira.

    (O autor cronista, poeta, autor teatral e professor de redao. jaimeleitao@linkway.

    com.br)

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