JBG - Edio Julho 2012

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Julho 2012 com comeo de vero, animao noturna, festas, santos populares, entrevista Luis Gomes

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  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 1

    Director: Carlos Luis FigueiraPropriedade da Associao ODIANA Fundado pela Associao Alcance em 2000

    Jornal Mensal

    Ano 12 - N146

    JULHO 2012

    PREO: 0,85 EUROS

    GuadianaBaixoBaixo

    Guadiana

    JORNALDO

    PUBLICAES PERIDICAS

    AUTORIZADO A CIRCULAR EM INVLUCRO FECHADODE PLSTICO OU PAPELPODE ABRIR-SE PARAVERIFICAO POSTALDE 01132011 SNS/GSCS

    TAXA PAGAPORTUGALCEM NORTEOFER

    TA

    Vou recandidatar-me em 2013Lus Gomes presidente da cmara municipal de Vila Real de Santo Antnio e recentemente foi reeleito presidente do Partido Social Democrata no Algarve. Enquanto autarca confessa que, em dois mandatos frente dos destinos vila-realenses, o que mais o est a marcar so os dois ltimos anos de crise intensa. Avana, no entanto, que em 2013 vai recandidatar-se neste concelho. Enquanto lder do PSD na regio tem como topo das prioridades, precisamente, as autrquicas do prximo ano, prometendo rostos novos.

    > P 13/14 e 15

    CASTRO MARIMInauguradas duas avenidas que antecipam a nova Castro Marim

    > P 5

    VRSANovo Regulamento do Espao Pblico apresenta concelho mais ordenado

    > P 12

    ALCOUTIMGoverno abandona ponte internacional e concluso do IC27

    > P 7

    Grande Reportagem Escola Realmadrid VRSA/Castro Marim mudou a vida de 115 crianas > P 8/9

    Autrquicas VRSA

    PUB

  • 2 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    JBGJornal do Baixo Guadiana

    Editorial

    Vox Pop

    R: Este Cdigo do Trabalho o pior de tudo o que pode acontecer aos tra-balhadores deste pas; nem no tempo do Salazar isto acontecia. Tudo o que o trabalhador adquiriu com tanto esforo est a ser tirado como o po para a boca .

    Nome: Maria E. DuarteProfisso: Reformada

    R: Despedir mais barato em agosto com o novo Cdigo do Trabalho. As condies para despedimento foram simplificadas e introdu-ziram-se conceitos mais vagos. o caso do despedimento por inadaptao, que ganha uma interpretao mais abrangente, podendo ser aplicado aos trabalhadores que registam menos produtividade ou qualidade.

    Tambm no caso de despedimentos por extino de posto de trabalho deixaram de ser aplicados mecanismos de proteo, nomeada-mente a antiguidade. Por outro lado, tambm foram alteradas as regras de compensao aos trabalhadores em caso de despedimento, redu-zindo os custos para os empregadores. Nesse sentido, o valor das indemnizaes baixou: para os contratos anteriores a 1 de novembro de 2011, a compensao a aplicar corresponde a um ms por cada ano de trabalho, e, depois dessa data, contam- se vinte dias por cada ano ao servio. So porm esperadas, at ao final do ano, novas redues nos dias a considerar.As novas alteraes ao Cdigo do Trabalho uma explorao aos direitos de quem trabalha e promove a precariedade laboral.

    Nome: Joo FavaProfisso: Eletrotcnico, Auditor eDirigente Sindical

    Diretor:Carlos Luis Figueira

    Sub-Diretor:Vtor Madeira

    Chefe de Redao:Susana de Sousa

    Redao:Antnia-Maria,Carlos Brito,Joana Germano,Jos CruzVictoria Cassinello

    Colaboradores da Edio:Ana BrsAna Lcia GonalvesEusbio CostaFernando PessanhaHelena VitriaHumberto FernandesJoo RaimundoJos Carlos BarrosPedro PiresRui RosaAssociao AlcanceAssociao GUADIDECOEurope Direct Algarve - CCDRAlge Associao Odiana

    Departamento Comercial:baixoguadiana@gmail.comjoanagermano@gmail.com

    Sede e Redao:Rua 25 de Abril, N. 1Apartado 21 8950-909Castro MarimTel: 281 531 171Fax: 281 531 080966 902 856baixoguadiana@gmail.com

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    Design e Paginao:Daniela VazRui Rosa

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    Tiragem desta edio:3.000 exemplares

    Registo no ICS: 123554

    Depsito legal: 150617/00

    JBG ONLINEhttp://issuu.com/jornalbaixoguadianaeFacebook

    NIB: 00350 234 0000 586 353 080 Caixa Geral de Depsitos

    No contexto de uma economia regio-nal em muito dependente da activi-dade turstica com evidentes sinais de intranquilidade que a poca alta se inicia porque dos resultados obti-dos a partir de Julho at meados de Setembro depender, termos ou no, um Outono e Inverno menos penoso, com mais ou menos desemprego, numa regio que j suporta uma das taxas mais elevadas do Pas.

    Os tempos esto sombrios, marca-dos por incertezas mltiplas. No plano interno h medidas de austeridade, como as do corte dos subsdios de Natal e Frias a funcionrios pbli-cos e pensionistas que seguramente influenciaro as decises de muita gente quanto ao modo de passarem frias, e em caso de se decidirem para fora das suas residncias, de que forma e porque perodos, sabendo-se do peso que o turismo interno tem no extremo Sotavento. J no plano externo a per-sistncia do Governo em manter o pagamento das portagens na Via do Infante pode vir a ter um efeito desas-troso, porque condicionador, junto do mercado espanhol que at aqui dava sinais de crescimento sustentado. pois sob um cu de chumbo que se inicia a poca alta. Desde h muito que assim no era.

    tambm at meados de Julho, final de legislatura, que na Assembleia da Repblica, em princpio, se vota-ro os diplomas da chamada Reforma Administrativa. Alguns deles com

    forte impacto nas prximas eleies autrquicas, decorrente da limitao de mandatos, em modificaes sobre a formao dos rgos executivos, do nmero de eleitos a tempo inteiro, da organizao interna dos municpios e do papel e nmero de chefias. A Lei dos Compromissos, que a ser apro-vada nos termos em que est, repre-sentar no s um profundo golpe na autonomia da gesto do poder autr-quico, como constituir um fortssimo e desadequado condicionador aco corrente dos municpios, podendo conduzi-los para a completa inactivi-dade. Julgo mesmo que nos termos em que se apresenta, se trata de uma Lei impraticvel. Veremos o que o futuro nos reserva. De fora fica a reforma das reformas, nunca equacionada neste processo. A criao das Regies Admi-nistrativas, facto que nunca ser por demais assinalar.

    Este Governo tem vindo, igualmente, a decidir medidas em funo do seu projecto de reorganizar administrati-vamente o Pas, numa postura como

    se observasse o territrio a partir de uma janela aberta sobre o Tejo, num fim de tarde luminoso. S assim se pode explicar o facto de, a dada altura, como bem assinala Jos Carlos Barros na sua crnica, se terem dado conta que fechar tribunais, reparties de finanas, estaes de correio, linhas frreas, postos mdicos do SNS, locais para se pagar a electricidade, escolas, toda essa imponderada saga, condu-ziria a esvaziar de gente grandes reas do nosso territrio. Ao darem-se conta, tardiamente, do desastre que estavam a provocar, criaram agora uma comis-so para concertar tais medidas, julgo que sem outro propsito para alm de dividir um pouco o mal pelas aldeias como corrente dizermos. Em mat-rias desta amplitude impunha-se maior rigor e competncia no seu tratamento. A reduo de custos, quando mal equa-cionada, conduz invariavelmente ao aumento da despesa, a comprometer o futuro e ao sacrifcio intil de vidas.

    cluisfigueira@sapo.ptCarlos Luis Figueira

    R: Na minha opinio algo que nem o Salazar teria coragem de fazer. Des-truram conquistas dos trabalhadores; algumas feitas muito antes de Abril de 1974...

    Nome: Antnio RobertoProfisso: Desenhador Projectista,

    Coordenao e Fiscalizao de Costruo Civil

    R: Acho um disparate porque as restri-es aos trabalhadores so muitas, mas a compensao pouca. O facto de os salrios serem reduzidos faz com que o prprio tra-balhador esteja em desvantagem perante o que lhe exigido, ou seja trabalhamos mais e recebemos menos o que provoca descon-tentamento

    Nome: Tiago MonteiroProfisso: Estuda Jornalismo/Ator

    ABERTURA

    Qual a sua opinio sobre o novo Cdigo do Trabalho?

    - DEVIDO A UM LAPSO DA GRFICA QUE TRATA DA IMPRESSO DO JORNAL DO BAIXO GUADIANA OCORREU UM ERRO ALTERANDO AS VALIDADE DE TODAS AS ASSINATURAS DO JBG. DESDE J LAMENTAMOS O TRANSTORNO CAUSADO AOS NOSSOS ASSINANTES, SENDO QUE NESTA EDIO A VALIDADE J EST CORRETA. - FOI EFETUADA UMA TRANSFERNCIA BANCRIA PARA PAGAMENTO DE ASSINATURA DO JBG CUJO JBG DESCONHECE A IDENTIDADE. PARA FINS DE REVALIDAO DE ASSINATURA E CONTABILSTICOS AGRADECEMOS QUE O ASSINANTE CONTACTE O JBG: TRF ALEXANDRE CARLOS 10,00 01 JUNHO 2012

    joanagermano@gmail.combaixoguadiana@gmail.com

    281 531 171

    cARO ASSINANTE

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 3

    cRNIcAS

    Ainda a digerir a quarta avaliao posi-tiva da troika sobre o desempenho de Portugal no cumprimento do res-gaste financeiro, o receio de perigar o acordo de concertao social assinado em Janeiro com os parceiros sociais e a ameaa do governo no conseguir cumprir com o tecto do dfice pblico de 4,5% no final de 2012, por causa da quebra das receitas fiscais de 3,5% registada no ms de Maio, gostava de partilhar com os nossos leitores uma opinio acerca de A Casa de Ode-leite, cuja inaugurao decorreu no dia 24 de Junho, feriado municipal, em Castro Marim.

    Trata-se do conjunto arquitectnico mais importante de Odeleite, encra-vado no casario da aldeia prespio, cujas platibandas denunciam um dos mais belos exemplares da arquitetura popular, tendo desempenhado um papel nuclear na vida das gentes do Baixo Guadiana, visto ter sido o princi-pal entreposto comercial do princpio do sculo XX.

    A franca e soberba atividade comer-cial do espao est bem patente na quantidade de produtos transaciona-dos nos anos 20 e 30, desde os frutos secos aos tecidos, passando pelos

    cabedais, graas ao dinamismo do proprietrio da Casa de Odeleite, Joo Xavier de Almeida, um dos grandes comerciantes e proprietrios da poca, que soube aliar a navegabilidade da ribeira de Odeleite e do rio Guadiana ao xito da actividade econmica.

    Num rasgo de inteligncia e de um empreendedorismo militante, a Cmara Municipal de Castro Marim adquiriu em 1999 a Casa de Odeleite, memria das gentes de Odeleite, tendo desenvolvido um projecto de recuperao do imvel que permi-tiu a sua adaptao s componentes

    museolgica e gastronmica, respei-tando de modo muito rigoroso a traa arquitctnica existente, bem como o desenvolvimento de um trabalho atu-rado de investigao e tratamento do acervo documental da casa.

    A Casa de Odeleite agora inau-gurada uma coleco visitvel, que se assume como a sala de visitas da aldeia. A mesma insere-se numa estra-tgia de desenvolvimento turstico do interior do concelho e do territrio do Baixo Guadiana, integrando outros elementos, como o moinho das Perna-das, o rio Guadiana, o Parque Aventura

    e a ribeira de Odeleite. O grande desafio colocado a Ode-

    leite e ao Municpio conseguirem dar vida prpria a esta Casa que, quer pela sua histria, quer pela sua localizao, tem condies nicas para receber o visitante. Se houver capacidade de gesto, inovao e criatividade para lanar a marca A Casa de Odeleite, apoiada numa poltica agressiva de marketing, que permita a sua venda no mercado turstico, atravs dos pro-dutos tradicionais, da gastronomia local e do envolvimento das famlias da aldeia na disponibilizao de dor-midas para os visitantes, a aposta do turismo no Baixo Guadiana ser uma aposta ganha e com futuro.

    A Casa de Odeleite pode igual-mente dar um contributo decisivo no combate tenaz ao despovoamento e desertificao do interior do Nordeste Algarvio, atravs da fixao de mais pessoas neste vasto territrio, dina-mizando o mercado de emprego e reforando a economia local.

    Basta querermos!

    Vtor Madeira

    O insubmisso

    O Governo acaba de responder com um NO rotundo a duas das mais caras aspiraes das populaes do concelho de Alcoutim e de todo o Baixo Gua-diana: a ponte Alcoutim Sanlcar e o prolongamento do IC 27 at Beja.

    A resposta do Governo, que foi dada a propsito de um requerimento de deputados do PCP, choca especial-mente pela absoluta insensibilidade governamental em relao ao interior do pas, que se revela tanto na preten-so de querer arrumar a questo para todo o sempre, como tambm pelos argumentos usados.

    Em relao ponte, o Governo clas-

    27, com projecto h muito tempo aprovado, o Governo limita-se a argu-mentar que a EN 122 entre Alcoutim e Beja responde s necessidades (v-se mesmo que no passam por c) e para o que serve e para quem serve no preciso melhor, nada de gastos.

    O tratamento expedito e simplista que o Governo se permite dar a estas duas questes, sem considerar minima-mente a ameaa de desertificao que a falta de medidas e de investimentos no interior faz cair sobre quase metade do territrio nacional e toda a questo estratgica da fronteira com Espanha, pe em evidncia a imaturidade e falta de sentido de Estado da generalidade dos membros do actual executivo.

    assim que o interior penalizado, pela medida grande, em matria de

    austeridade e, no entanto, no se lhe pode assacar quaisquer culpas na dvida e no agravamento da crise financeira e econmica em que o pas est cada vez mais afundado.

    L veio cabisbaixo o Ministro das-Finanas, por estes dias, anunciar, embora sem reconhecer o caminho errado em que persiste, que a execu-o oramental corre mal, a receita fiscal diminui e o objectivo do deficit de 4,5 por cento, em finais de 2012 est em perigo.

    Este resultado negativo foi repetido e insistentemente previsto e denun-ciado pelos partidos da oposio e pelos economistas que no esto tomados da cegueira ideolgica que afecta os membros do Governo.

    A austeridade na dose brutal com

    que foi imposta est a provocar uma recesso profunda, o pas est a parar em ramos de actividade essenciais e assim sendo a receita fiscal no pode deixar de diminuir.

    Vai o Governo recorrer a novas medidas de austeridade? O Primeiro- Ministro diz que por enquanto no, mas quem o acredita depois do que tem acontecido com suas anteriores promessas neste domnio?

    A austeridade est a matar o pas. A massa dos desempregados que j ultra-passou o milho, cresce todos os dias, o mesmo acontece com os milhares das empresas falidas ou encerradas, as obras suspensas ou abandonadas, os projectos de desenvolvimento adiados, enquanto pioram, mngua de recur-sos, a sade, a justia, a educao, a segurana social, a cultura.

    tempo de o Governo perceber que o pas no suporta mais a austeridade que lhe est a impor e que tem de encarar de frente a renegociao dos prazos e dos juros do plano de resgate, como outros pases esto a fazer.

    sifica-a como uma ligao de interesse local e como tal a sua construo e financiamento competir s autori-dades locais, querendo assim imitar, de forma ridcula, os espanhis que dizem que no caso de Espanha a ponte competir s autoridades regionais da Andaluzia. S que esta uma poderosa Regio com 87 mil quilmetros qua-drados de superfcie (quase o tamanho de Portugal) e 7 milhes de habitantes, enquanto o concelho de Alcoutim (a autoridade local, no caso) dos mais despovoados e pobres do pas. Ser a ele que o Governo quer entregar a construo e o financiamento de uma ponte internacional sobre um rio com mais de 200 metros de largura de gua?

    Quanto ao prolongamento do IC

    Carlos Brito

    A Casa de Odeleite Uma aposta no turismo do Baixo Guadiana

    1. Uma das principais defesas do novo mapa judicirio a racio-nalidade que introduz no sistema ao prever essencialmente o encer-ramento de tribunais que no se justificam dada a fraca procura potencial. Fecham os tribunais, por-tanto, nos territrios em perda. O argumento, irrebatvel, o mesmo que justifica o encerramento de urgncias e a reduo de valncias em servios de sade e o encerra-mento de escolas e maternidades. E o mesmo que, encerrados os tribunais, justifica o encerramento das reparties de Finanas e dos correios. E o mesmo que justi-

    fica o encerramento de troos dos caminhos de ferro porque os ter-ritrios mais afastados do centro vo perdendo gente e portanto fecha-se mais um servio porque o nmero de utentes j o no jus-tifica e depois fecham-se os outros servios porque j no h gente nenhuma.

    O mais certo que tudo isto, ou grande parte disto, esteja muito certo do ponto de vista tcnico. Caso a caso, isoladamente, lem-se as memrias justificativas e nada se encontra de relevante a opor.

    Depois de se fecharem as esco-las e as urgncias, porque os ter-ritrios em perda tm cada vez menos gente, encerra-se a linha de caminhos de ferro porque j no

    h utentes que justifiquem ficar a gente a ver passar os comboios. E uma coisa puxa a outra: fecha um restaurante porque fechou o tribunal e a escola e a repartio das Finanas.

    A questo poltica e relevante e no devia ficar dependente das justificaes dos relatrios tcnicos de assessores que vivem nas ruas dos ministrios e se esqueceram ou nunca chegaram a aprender que coisa essa to abstracta: um pas.

    Um pas que feito de pessoas e das almas e dos coraes delas. Um pas com aldeias e cidades, com rios e bosques de caduciflias, com reas industriais, com praias e montanhas, com incndios flo-

    restais, com engarrafamentos nas vias rpidas, com centros culturais e muros de pedra a delimitar o cadastro de terras agrcolas dei-xadas ao domnio das silvas e da avoadinha.

    2. Um dos principais objectivos da nossa poltica de desenvolvi-mento, de acordo com o Programa Nacional de Poltica de Ordena-mento do Territrio, seria (era suposto que fosse) o de assegu-rar a equidade territorial no pro-vimento de infra-estruturas e de equipamentos colectivos e a uni-versalidade no acesso aos servios de interesse geral, promovendo a coeso social.

    Tudo ao contrrio: 200 mil pes-soas vivem actualmente a mais de

    uma hora de viagem de um servio pblico de urgncia mdica. Mas o que so 200 mil pessoas da perife-ria se nos esquecermos por instan-tes da equidade territorial?

    O problema que isso que designamos por interior, e onde estas coisas acontecem, decorre de uma simplificao apressada. O interior cada vez mais um territrio imenso que junta diver-sificadas periferias. E um destes dias acordamos e descobrimos com surpresa que continuamos perif-ricos ou que o passmos ou vamos passando a ser.

    3. Quase bem feito. Fomos ns todos, em referendo, que rejeit-mos a regionalizao e continua-mos a fugir da discusso dela como o diabo da cruz.

    E Lisboa est longe de mais e tem mais com que se preocupar do que com os investimentos parados no sotavento algarvio ou com o encerramento do tribunal de Mon-chique.

    Jos Carlos Barros

    Cada vez mais perifricos

    A austeridade est a matar o pas,a comear pelo Interior

    * Os autores no escrevem ao abrigo do acordo ortogrfico

  • 4 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    Miguel Gomes eleito coordenador nacional

    240 crianas aprendem e divertem-se em Frias Ativas

    Martinlongo comemorou Dia do Leite e da Criana

    EDUcAO/JUVENTUDE

    Depois de assumir uma coordena-o regional para o ensino bsico e secundrio, o jovem de Vila Real de Santo Antnio assume maiores voos e encabea a coordenao desta matria ao nvel nacional. Miguel Gomes foi eleito no I Congresso dos Estudantes Social Democratas, que decorreu no incio de junho em Ansio.

    O lema do jovem Um Com-promisso com uma Educao De Futuro!, com o qual se candida-tou. Em comunicado a JSD lembra que o coordenador nacional ter como competncias delinear a pol-tica educativa da JSD, bem como trazer as ideias, os anseios, as pre-ocupaes e os contributos dos estudantes para a JSD. Para Miguel Gomes preciso um maior rigor na seleo dos docentes, um maior apoio e promoo do associativismo estudantil, bem como a valorizao do ensino profissional como opo

    A iniciativa Frias Ativas da cmara municipal de Castro Marim, e conta com o apoio da Empresa Municipal NovBaesuris. As premis-sas desta iniciativa so a sua ocupa-o saudvel durante a interrupo letiva de Vero e o seu desenvolvi-mento cultural, social e pessoal. As atividades este ano passam por ati-vidades como a patinagem, dana, equitao e cermica. Outra das disciplinas a que as Frias Ativas do particular importncia o teatro, na medida em que auxilia a criana no seu crescimento cultural e na sua formao como indivduo, havendo, por isso, a realizao de workshops de teatro, no auditrio da Biblioteca Municipal, pode ler-se no comunicado de imprensa do municpio que tambm refere aulas de piano, visitas semanais ao Centro de Cincia Viva, em Tavira, Quinta do Vale para aulas de golf e canoagem, jogos desportivos, idas praia, natao e hidroginstica na Piscina Municipal, entre outras.

    Os participantes do 2 ciclo tero

    A cmara municipal de Alcoutim premiou os melhores alunos das escolas do concelho. A iniciativa marcou o encerramento de mais um ano letivo, no dia 15 de junho, e contou com a presena do execu-tivo municipal.

    Ao melhor aluno de cada turma (do 1 ao 9 ano), e respetivos encar-regados de educao, foi oferecida a estadia, durante um fim de semana, numa Pousada da Juventude.

    Com a ao, a cmara municipal de Alcoutim pretende reconhecer, valorizar e estimular o esforo, a dedicao, o mrito e desempenho escolares.

    Freguesia tambm distingue

    H seis anos que a junta de

    freguesia de Alcoutim premeia o melhor aluno de cada ano da escola local no sentido de incenti-var os alunos a estudar mais, e por outro lado, reconhecer aqueles que trabalharam melhor ao longo do ano letivo. Os premiados deste ano j so conhecidos. Os alunos vo receber cheques-vale para material didtico, jogos e livros, a levantar na papelaria Odiana e vo ainda fazer uma viagem que ainda est a ser decidida pela entidade organi-zadora do concurso. Os referidos prmios foram entregues na festa da escola e contaram com a pre-sena do presidente da freguesia, pelo secretrio e pelo presidente da freguesia de Pereiro.

    A seleo dos alunos foi da res-ponsabilidade da escola.

    dicionais e atividades desportivas no pavilho Jos Rosa Pereira e na Piscina Municipal.

    A iniciativa teve o apoio das Asso-ciaes de Pais das escolas de Mar-tinlongo e Alcoutim.

    Final do Ano com muita animao

    Entretanto, j decorreu o final do ano letivo. De Martinlongo chegou-nos a informao que a comomora-o teve lugar no dia 14 de junho atravs de diversas atividades, entre elas a II Corrida Anual de BTT, Pinhata de Doces e o I Torneio de Natao. Foram, ainda, entregues os prmios no mbito dos concur-sos Leitura Expressiva e Novo Acordo Ortogrfico. Tambm este dia esteve a cargo da organizao da Associao de Pais de Martin-longo.

    A iniciativa educativa Misso: Cres-cer Saudvel Mimosa funcionou em parceria com a escola Professor Joaquim Moreira, em Martinlongo, e juntos levaram a cabo no passado dia 1 de junho as comemoraes do Dia do Leite e da Criana. Os alunos dos infantrios e das duas escolas do concelho de Alcoutim, bem como os alunos de Cachopo (Tavira), desfruta-ram de um dia diferente e com muitas atividades ldico-desportivas. Nas comemoraes estiveram presentes o Diretor Regional de Educao do Algarve, Alberto Almeida, o Presi-dente da Cmara Municipal de Alcou-tim, Francisco Amaral, e os vereadores Jos Carlos Pereira e Hugo Barradas, bem como o diretor do Agrupamento de Escolas do concelho de Alcoutim, Professor Antnio Amorim. Uma msica sobre os benefcios do leite serviu para os alunos darem as boas vindas a todos os convidados. O resto do dia preencheu-se com jogos tra-

    de facto e no apenas como recurso para alunos com piores notas. A especializao dos professores do ensino primrio numa das trs reas (estudo do meio, matemtica e lngua portuguesa) e partilha desses professores entre turmas, em vez do professor nico por turma a lecionar as trs reas, outra das convices de Miguel Gomes.

    O jovem defende, ainda, o reforo da autonomia das escolas na selec-o de professores; responsabiliza-o dos pais pelo comportamento dos alunos e perda de alguns direi-tos sociais pela sua ausncia no justificada nas reunies de pais que a escola convoca; reduo do nmero de alunos por turma; educao de excelncia, assente na qualidade dos programas e no rigor dos critrios de avaliao, revendo os programas e sincronizando-os dentro da mesma rea curricular e uniformizando os critrios de ava-

    um ateli de arqueologia, aes de sensibilizao sobre questes da sade em colaborao com o Agrupamento dos Centros de Sade [ACES] do Sotavento e da segurana (com a colaborao da GNR).

    Para a cmara municipal de Castro Marim, o projeto Frias Ativas tem por finalidade assegurar s crianas e jovens vivncias diver-

    sificadas e enriquecedoras para as suas aprendizagens que lhes possam abrir novos horizontes num futuro desafiante e de grandes exigncias. , ainda, de salientar a importncia deste programa para os pais e encar-regados de educao que, durante este perodo, no possuem forma de assegurar a ocupao dos tempos livres dos seus educandos.

    liao que valorizem o mrito.Para ter convices, e apresentar

    alternativas, o jovem est convicto que tal s possvel ouvindo os estudantes, os decisores polticos, os professores, os diretores, os pais e encarregados de educao

    Recorde-se que Miguel Gomes o atual vice-presidente da JSD/VRSA.

    Melhores alunos foram premiados

    Castro Marim

    JSD

    No total participam nas Frias Ativas 240 alunosAlunos do agrupamento de escolas de Martinlongo tiveram oportunidade de realizar diversas atividades a 1 de junho

    Jovem de Vila Real de Santo Antnio soma e segue na poltica

    A dana uma das novidades das Frias Ativas; programa para ocupao dos jovens durante a interrupo letiva de vero. A iniciativa prolonga-se entre 18 de junho e 10 de setembro para alunos do 1, 2 e 3 ciclos do concelho.

    Alcoutim

    CMCM

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 5

    Dia do Municpio de Castro Marim Hugo Cavaco e ARCDAA tm mrito

    Duas vias que rasgam a nova Castro Marim

    Revelim ao rubro

    LOcAL

    A manh no dia 24 de junho acor-dou cedo os castro-marinenses que pelas 08h tiveram a alvorada. Pelas 09h houve lugar para o hastear da bandeira nos Paos do Concelho e s 10h a missa solene na Igreja de Nossa Senhora dos Mrtires.

    O feriado municipal este ano teve um programa longo de comemora-es que, na verdade, comearam na vspera com o Arraial de So Joo que animou a Praa 1. de Maio com sardinha assada a dar mais sabor aos festejos.

    No dia do concelho a sesso solene, que aconteceu na biblioteca municipal de Castro Marim, contou com uma assistncia bem preen-chida, sendo que, entre outros, a completar a primeira fila estiveram os diretores regionais da Economia e da Educao, o vice-presidente da Comisso de Coordenao Regional do Algarve, o presidente da cmara municipal de Alcoutim e cnsul de Marrocos.

    A sesso solene foi aberta pelo presidente da Assembleia Muni-cipal, General Lino Dias Miguel, que confessou que gostaria de ter feito mais pelo municpio que o viu nascer, deixando o apelo aos mais novos para que dediquem mais tempo sua terra-natal.

    Seguidamente teve lugar a apre-sentao por parte do professor doutor Lus Marques que dedicou a sua comunicao a um olhar refle-xivo sobre a importncia da valoriza-o do patrimnio cultural imaterial

    No Dia do Municpio o profes-sor Historiador Hugo Cavaco foi distinguido com a medalha de mrito Grau Ouro. Na ocasio o edil castro-marinense lembrou que o distinto merecedor desta medalha municipal, apesar de no ter nascido em Castro Marim tem dedicado muito do seu estudo a esta terra.

    A segunda distino seguiu para a Associao Recreativa Cultural

    avanar no fosse a crise aguda que se abateu no pas, anunciou Jos Estevens, enumerando concreta-mente o Plano de Pormenor da Zona Nascente que ir urbanizar 7 hec-tares de solos municipais e o Plano de Pormenor do Parque de Lazer e Zona desportiva de Castro Marim destinada a recreio e lazer.

    Foram inauguradas duas avenidas em Castro Marim: Avenida Dr. Jos Afonso Gomes - que j havia sido aberta circulao - e a Avenida General Lino Dias Miguel - cujas obras terminaram nas vsperas da inaugurao. Trata-se de uma pea importante de um conjunto de outros projetos que estariam prontos para

    e o para o melhor desenvolvimento local, elogiando a oportunidade dada pelo municpio de Castro Marim para esta abordagem atenta que se debruou tambm sobre os valores imateriais do patrimnio local, tais como a gastronomia, o artesanato e os cantares; panplia integrante da etnografia do lugar.

    Rigor na gesto do errio pblico

    No seu discurso Jos Estevens, presidente da cmara municipal de Castro Marim, falou para os presen-tes, lembrando que ao longo dos seus mandatos o rigor tem regido uma gesto medida da realidade do muni-cpio de Castro Marim, dizendo-se orgulhoso por ter as contas em dia. Lembrou que semelhana do muni-cpio de Alcoutim a autarquia castro-marinense das poucas autarquias que, num gesto de respeito e consi-derao pelo eleitorado, tem as suas contas saudveis, congratulando-se pelo municpio que lidera no contri-buir para o desacerto da atividade econmica de muitos agentes que se relacionam com a cmara.

    Num discurso que procura manter envolto num tom de esperana, apesar das dificuldades, o autarca, salientou que o quadro de muita dificuldade, referindo que se no fosse um conjunto de alteraes de regras que surpreenderam a sua administrao ordinria as promessas feitas seriam todas cumpridas. Nesta

    e Desportiva dos Amigos da Alta Mora ARCDAA. De acordo com Jos Estevens esta jovem associa-o do concelho tem trabalhado para lutar contra a desertificao do Interior, lembrando que apesar da ARDCAA estar situada nas brenhas da serra tem dinamizado inmeras atividades e captado a ateno de milhares de pessoas de todo o pas e da vizinha Espanha para o Interior de Castro Marim.

    A fechar as comemoraes do feriado municipal o grupo Amor Electro, eletrizou o Revelim de Santo Antnio que esteve mais cheio do que nunca para ouvir, cantar e danar ao som da msica eletrnica da banda que est a agitar as sono-ridades em Portugal.

    sequncia lembrou a entrada em vigor da Lei de Compromissos que criti-cou pelos entraves que veio colocar na administrao local, lembrando tambm um conjunto de normas do Oramento de Estado que vieram destruir direitos constitudos e que per-turbam a continuao de uma gesto de realizao de compromissos para a melhoria da qualidade de vida dos castro-marinenses.

    Para alm das dificuldades

    Assim, sem esconder as dificulda-des o edil enfatizou que o municpio no est parado. Para alm da gesto ordinria, lembrou as obras de valo-rizao do patrimnio, dando como exemplo disso, a recm-inaugurada Casa de Odeleite [ver caixa abaixo], a dinamizao do Revelim de Santo Antnio, do Forte de So Sebastio e Centro Multiusos do Azinhal, entre outros.

    No setor das obras pblicas J. Este-vens anunciou que em breve vai ser concludo um prdio de habitao social em Altura e retomada a obra do ncleo museolgico do Sal, estando em condies avanadas de incio de obra o troo Altura-Furnazinhas - que aguarda para isso o Visto do Tribu-nal de Contas e a 1. fase do sistema central do abastecimento de gua.

    No dia do municpio foram inau-guradas duas novas vias que anteci-pam o crescimento da vila [ver caixa abaixo].

    O historiador Hugo Cavaco e a ARCDAA, pela mo do presidente Valter Matias, receberam as medalhas de mrito pelas mos de Jos Estevens

    (Da esqu. para a D.ta) General Lino Dias Miguel e Dr. Afonso Gomes viram os seus nomes atribudos s duas novas avenidas de Castro Marim

    A Casa de Odeleite abriu as portasTambm A Casa de Odeleite abriu as portas no Dia do Municpio de Castro Marim. Trata-se de um ncleo museo-lgico que nasce de um antigo edifcio do ncleo central de Odeleite, que foi um importante entreposto comercial do incio do sculo XX. A soluo ado-tada para o Ncleo Museolgico de Odeleite contempla uma Recepo, Salas Polivalentes, Espaos Multifun-cionais e Administrativos, Cozinha,

    Instalaes Sanitrias, Ptios e Espaos Verdes de enquadramento.

    O objetivo que este novo espao funcione como um elemento dinami-zador e revitalizador da vida social e cultural da vila de Odeleite e que con-tribua para o desenvolvimento de toda a cultura do concelho e regio.

    Na edio de agosto vamos dedicar uma reportagem alargada sobre este projeto.

    A Casa de Odeleite vai funcionar como um ncleo museolgico que se pretende em constante dilogo com a aldeia e visitantes

    Amor Electro CMCM

    CMCM

  • 6 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    LOcAL | EL ANDEVALO SUR-OCCIDENTAL * ESPANHA

    por Antnia-Maria

    Los faros de la costa occidental de huelva

    La Hermandad de San Antonio de Padua en la Punta Del Moral

    Visita cultural a Ayamonte

    El ajo blanco andaluz

    Orquesta del Algarve en Ayamonte

    12 metros de altura. Est situ-ado en el puerto. El faro nuevo se encuentra a poca distancia y tiene 24 millas de alcance

    El faro de Vila-Real de Sto.Anto-nio, por su proximidad a la fron-tera y su influencia en los puertos pesqueros de Ayamonte, Punta del Moral e Isla Cristina, est obli-gatorio en esta ruta. Este faro es el mas oriental del pas vecino,

    Ayamonte, convertida hoy, en estu-dio y lugar de eventos del conocido pintor Florencio Aguilera.

    Otros lugares a destacar fue la visita guiada al molino de mareas del Pintado, restaurado reciente-mente, y la torre de viga de Canela frente al ocano Atlntico para la defensa de la costa de los ataques berberiscos.

    La visita fue guiada, de forma magistral, por el profesor Enri-que Arroyo Berrones, que durante muchos aos dirigi, y fue el alma de las Jornadas de Historia de Aya-monte de esta Ciudad.

    mayor elogio.La recoleta iglesia de San Antonio,

    en esta la barriada marinera fue el lugar elegido para al presentacin del cartel de las Fiestas de San Antonio 2012, obra del conocido y polifactico pintor ayamontino Juan Vzquez, y representa una joven ataviada con traje tradicional que ofrece una cesta de caracolas, smbolo de los produc-tos del mar y del duro trabajo de los que viven diariamente de l para su sustento.

    Portugal, y empez a funcionar en 1923; est situado sobre un lecho arenoso y tiene 46 metros de altura y 26 millas de alcance. Emite luz blanca.

    Como curiosidad hay que des-tacar que este faro se encuentra a mas de 1600 metros de la costa portuguesa y slo a 750 metros de la frontera con la provincia de Huelva.

    La costa occidental de Huelva esta surcada de faros y balizas a lo largo de ella.

    Se inicia la ruta en el faro de la Higuera en la playa de Matalas-caas con una altura de 46 metros y 20 millas de alcance. Emite luz blanca. Ms adelante se encuentra el de Mazagn, en la localidad del mismo nombre, con una altura de 25 metros siendo su foco lumi-noso de 25 millas de alcance.

    El faro de Punta Umbra emite una luz de 5 millas de alcance.

    En la desembocadura del rio Odiel, y situado en el extremo del dique de Juan Carlos I, que protege el puerto de Huelva, se encuentra el faro del rio Odiel. Su altura es de 26 metros

    El faro de Mazagn, llamado, tambin, el Picachoest asen-tado sobre una meseta arenosa y se remonta al ao 1844. Tiene 25 metros de altura y su foco lumi-noso es de 25 millas de alcance.

    En la playa del Rompido, encon-tramos dos faros: el primero y ms antiguo es una torre blanca de

    Profesores del pas vecino, que forman parte de la Asociacin de Solidaridad Social, en el Algarve, realizaron, durante el mes de Abril, una visita cultural a la ciudad fron-teriza de Ayamonte.

    La visita transcurri por los lugares mas emblemticos de este munici-pio como la iglesia de las Angus-tias, patrona de la Ciudad, y la de San Francisco, junto al claustro del antiguo convento de franciscanos tan ligada a la convulsa historia de frontera con el pas vecino.

    Junto a esta iglesia, visitamos la casa solariega de los Marqueses de

    La Hermandad de San Antonio de Padua en la localidad marinera de Punta del Moral, viene desarrollando, desde hace mucho tiempo, una impor-tante labor desinteresada, en esta pequea barriada de Ayamonte, por mantener las tradiciones y las activi-dades propias de todo el ao: cabal-gata de Reyes, certamen de saetas en Semana Santa, cruces de Mayo, fiestas de San Antonio y procesin de Nuestra Seora del Carmen

    Su Presidente, Juan Jos Alonso, es el artfice de todo este trabajo, sin descanso y escalonado a travs del ao para que las personas de todas las edades se sientan integradas en su comunidad y participen en todas estas actividades.

    En esta labor est acompaado por el Presidente de la Asociacin de Vecinos, el joven y entusiasta, Juan Moreno de los Angeles, que realiza stas y otras actividades como talleres de pintura, clases de msica, de baile etcimpartidas en el mdulo cultu-ral de esta localidad para disfrute y entretenimiento de todos los vecinos a lo largo del ao.

    Una ardua labor la de estos dos reconocidos punteros digna del

    La orquesta del Algarve actu en el teatro Cardenio de Ayamonte, en el mes de Junio con un interesante pro-grama en el que destac las Cuatro Estaciones de Astor Piazzola, y con la presencia del destacado acordeo-nista Gonzalo Pescada, considerado uno de los solistas mas destacados del pas vecino.

    Los componentes de la orquesta, actualmente, son de 17 nacionalidades diferentes y tienen entre sus principa-les objetivos llevar la msica clsica a todos los rincones de Portugal, ademas de organizar giras internacionales en los mas prestigiosos auditorios de Europa.

    Su director Cesrio Costa, es una de las batutas mas destacadas del momento musical internacional siendo, tambin, director artstico de la Orquesta Metropolitana de Lisboa.

    El faro de Mazagn en la playa del mismo nombre

    La visita transcurri por los lugares mas emblemticos de Ayamonte

    La orquesta del Algarve actu en el teatro Cardenio de Ayamonte, en el mes de Junio

    Los faros son lugares mgicos y un lugar de encuentro entre la tierra y el mar, de la oscuridad con la luz, del hombre con la Naturaleza. Son el acantilado a donde se asoma la soledad. El amigo callado que est siempre ah para ayudar. Es imposible llegar a un lugar donde hay un faro y no sentir inters por l, por su forma, su pasado por todo lo que esconde su alma de viejo lobo de mar

    Del viejo farero

    El ajo blanco es una variante de gazpacho que, aunque originario de la provincia de Crdoba, se consume en parte de Andaluca y tambin en la regin de Extremadura.

    En los meses calurosos de verano es un alimento completo y nutritivo, hecho a base de productos natura-les de la tierra, principalmente: la almendra, el pan y el aceite.

    Ingredientes: 120 grs de almendras peladas100 grs de miga de pan 1 diente de ajoAceite de oliva, cinco cucharadas de

    sopaUnas gotas de vinagre de manzanaUvas sin piel a voluntadMeln cortado en cubitosSal a voluntad

    Preparacin:Se mezcla en la batidora las almen-

    dras, el aceite y la miga de pan y el ajo.

    Cuando se convierte en una pasta fina, se aade el vinagre y se pone a enfriar en el frigorifico. En el momento de servir se le mezcla las uvas y el meln.

    La Hermandad de San Antonio de Padua viene una importante labor desinteresada por mantener las tradiciones y las actividades propias de todo el ao

    junio Receta

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 7

    LOcAL

    Socialistas foram a votos

    Paos do Concelho de Alcoutim vai ganhar cara nova

    Francisco Amaral a ponderar candidatura a Castro Marim

    O apoio dos castro-marinenses

    O edil de Alcoutim diz-se surpre-endido com as manifestaes de sim-patia e apoio que garante receber dos castro-marinenses, realanco que no esperava que fosse assim tanto. O facto de diariamente receber apoio de vrias pessoas para uma candidatura a Castro Marim ir pesar na balana, afiana.

    O autarca que tambm fun-

    com a maior celeridade possvel; no ficando espera de uma lei, ao contrrio dos outros.

    Ainda cedo para decises

    Estamos a ano e meio das elei-es; acho que muito cedo para decidir alguma coisa, acautela, no entanto, Francisco Amara que lembra que no concelho que dirige h duas dcadas trabalha-se em velocidade de cruzeiro; com obras a decorrer, num municpio sustentvel que geriu bem os seus recursos.

    Garante que nunca ir abando-nar Alcoutim, onde ir continuar a morar e acompanhar os problemas dos cidados, diz. Quanto equipa que lidera acredita que ir conti-nuar a fazer um bom trabalho e a lutar pelos alcoutenejos.

    Contra a fuso de VRSA e Castro Marim

    No que toca a fuses F. Amaral totalmente contra, quer de fuses de freguesias quer de municpios como at j se ouve falar, defen-dendo que h que respeitar a histria e a cultura dos fregueses, muncipes e municpios. Considera que esta questo um disparate absoluto, esperando da parte do Governo bom senso.

    dador da Associao Odiana lembra que, ao longo dos anos, enquanto dirigente desta entidade, foi sempre estando a par dos vrios problemas dos trs concelhos (VRSA, Castro Marim e Alcoutim). Nada disto novidade para mim; so 20 anos de autarca e muitos deles como membro da direo da AMAL, sublinha, referindo que a diferena entre um autarca e um deputado ou um ministro que o autarca lida diretamente com os problemas e h que os resolver

    Depois de Jos Estevens, presidente da cmara municipal de Castro Marim, ter avanado que ir, provavelmente, candidatar-se ao concelho de Tavira agora, Francisco Amaral, edil alcou-tenejo, avana que apesar de estar ainda a ano e meio de eleies autr-quicas, e concentrado unicamente no trabalho autrquico em Alcoutim, tem ponderado uma possvel can-didatura a Castro Marim face s inmeras manifestaes de apoio que tem recebido nesse sentido, bem como ao desafio que constitui liderar um concelho que tem serra, barrocal, mas que tambm tem litoral.

    F. Amaral considera-se uma pessoa para o servio pblico, lembrando que h similitudes entre ser mdico e ser autarca; sendo que ambos ser-viemn as pessoas.

    Sendo alcoutenejo, lembra que tambm da serra nordestina algarvia, do Baixo Guadiana, consi-derando, por isso, que no muito estranha uma candidatura por Castro Marim.

    O atual presidente da cmara municipal de Alcoutim poder ser o potencial candidato pelo Partido Social Democrata (PSD) ao concelho de Castro Marim. Ao JBG mostrou-se veemente contra a fuso de VRSA e Castro Marim.

    Autrquicas 2013

    Susana de Sousa

    Governo abandona ponte Alcoutim-Sanlcar e concluso de IC27

    Para os comunistas o Governo abandona, na prtica, o projeto de construo da Ponte Interna-cional Alcoutim-Sanlcar, visto que, obviamente, as autoridades locais no dispem de meios para financiar e construir esta infraes-trutura, assim como abandona o projeto de concluso do IC27. Para o PCP, ao tomar esta medida o Governo manifesta a sua total indiferena pelo futuro do Nor-deste Algarvio e Sudeste Alente-jano, abandonando estas regies sua sorte. Os comunistas pro-metem no se resignar com o crescente declnio das regies

    O custo da obra vai ascender a perto dos 615 mil euros. Trata-se de uma remodelao que ter incio no princpio do ms de julho e que dever prolongar-se pelos prximos 14 meses. Ou seja, em setembro de 2013 Alcoutim ter um novo Paos do Concelho que ser recuperado, fazendo jus ao edifcio original que remonta ao sculo XIX, com janelas de sacada e gradeamentos de ferro forjado.

    O projeto de recuperao do alcoutenejo Vtor Brito e a obra assume uma grande importncia local, por se tratar de um edifcio, histrica e culturalmente, ligado s noes de servio pblico locais. Depois de remodelado, o edifcio dar de novo lugar autarquia que, entretanto, est distribuda por espaos improvisados na vila alcouteneja.

    A obra comparticipada em 50% pela Administrao Central, resultado de um protocolo, assinado em 2010, entre o Presi-dente da Cmara de Alcoutim e o ento Secretrio de Estado da Administrao Local.

    interiores do Pas, e vo continuar a lutar pela concretizao da Ponte e do IC27, infraestruturas essenciais para a dinamizao das atividades econmicas e para a fixao de habitantes nas regies do Nordeste Algarvio e Sudeste Alentejano.

    Alcoutim lamenta

    De imediato o municpio de Alcou-tim lamentou a deciso do Governo, dizendo que desta forma est a secundarizar a construo da ponte Alcoutim/Sanlcar, assim como a construo do IC27, que ligaria Alcoutim a Albernoa (Beja), lem-

    Foi o PCP que avanou com a notcia, explicando em comuni-cado que foi em resposta a uma pergunta dos deputados Paulo S e Joo Ramos do Grupo Parlamen-tar do PCP, que o Governo infor-mou que considera que a Ponte Internacional Alcoutim-Sanlcar uma ligao de interesse apenas local, pelo que o seu financia-mento e construo competem apenas s autoridades locais. Para o executivo de Pedro Passos Coelho o IC27 existente entre Alcoutim e Albernoa (ligao ao IP2, perto de Beja) responde s necessidades, denunciou o PCP.

    brando que so duas infraestruturas de primordial importncia para o desenvolvimento de duas das sub-regies mais deprimidas da Unio Europeia. Francisco Amaral, edil alcoutenejo, afirma que na peu-gada dos anteriores Governos, o atual manifesta uma total insensi-bilidade e desinteresse no combate desertificao, despovoamento e empobrecimento de toda a serra algarvia, todo o Alentejo e todo o Interior do pas em geral, no colaborando com os esforos que as autarquias locais vm desenvol-vendo no combate s assimetrias deste pas.

    O municpio de Alcoutim j lamentou a deciso do Governo em deixar de fora do investimento a ponte internacional Alcoutim-Sanlcar e a concluso do IC27 at Beja.

    Segundo o PCP

    Decorreram as eleies socialistas s diversas concelhias por todo o pas. No que diz respeito ao Baixo Guadiana Clia Brito, em Castro Marim, venceu a disputa, destro-nando nas urnas Tiago Nen. A atual presidente da concelhia PS de Castro Marim foi a votos no passado dia 1 de junho.

    Por sua vez, a 2 de junho, em Vila Real de Santo Antnio assumiu a liderana da concelhia de Vila Real de Santo Antnio Clia Paz. Em Alcoutim Jos Galrito foi reeleito pelos socialistas. Estes lti-mos com listas nicas nas respetivas concelhias.

    Carlos Nbrega candidato para autrquicas 2013

    Clia Brito confirmou ao JBG que j esolheu o candidato para as autrquicas 2013. o empresrio alturense Carlos Nbrega, que a ter unanimidade na concelhia de Castro Marim ter a sua apresentao oficial em meados de julho.

    A lder da concelhia est con-fiante em Carlos Nbrega porque um empresrio com viso e que tem tudo para levar o concelho para um desenvolvimento que faz falta, relevando para alm da cultura, patrimnio, educao, sade e apoio social, outras dinmicas como o turismo.

    Francisco Amaral atinge limite de mandatos em Alcoutim em 2013

  • 8 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    GRANDE REPORTAGEM

    Escola Realmadrid VRSA/Castro Marim mudou a vida de 115 crianas

    Fomos ao encontro de quem viveu de perto a escola scio desportiva do Realmadrid e ficmos a conhecer resultados, expectativas e tambm lacunas que aos poucos se pretendem

    colmatadas, se possvel j em 2012/2013.Pais satisfeitos, alunos entusiasmados e tcnicos empenhados fazem agora uma pausa nas aulas da primeira escola scio desportiva da fundao madrilea em Portugal. Esta escola gerida pelos municpios de Castro Marim e Vila Real de Santo Antnio que, tendo como

    parceira a Associao Odiana, mudou a vida de 115 crianas entre os 5 e os 12 anos.

    Susana de Sousa

    e suas famlias. Existem alunos que conhecemos bem do contexto escolar e que agora reconhecemos que melhora-ram a vrios nveis; e tambm os seus encarregados de educao confirmam isso mesmo. Tanto para Flvio como para David isso o mais gratificante, lembrando que o objetivo das aulas da fundao Realmadrid no a competio, mas sim formar melhores cidados no futuro. Por isso mesmo, ao invs da competio fomentou-se a cooperao, acentua Flvio.

    Projeto para as crianas, mas em articulao com famlias

    Carlos Afonso Chefe de Diviso de Desporto e Juventude da Cmara Municipal de Vila Real de Santo Ant-nio e desde o incio que acompanha o processo de formao da escola da Fundao Realmadrid em Vila Real de Santo Antnio/Castro Marim. Recorda que a ideia surgiu em terras pomba-linas e que mais tarde se estendeu ao concelho vizinho. Esta fuso tem resul-tado muito bem, garante, satisfeito

    pela abrangncia dos alunos atingidos nos dois concelhos, num total de cinco turmas distribudas em quatro polos Castro Marim, Vila Real de Santo Antnio (sede da escola), Vila Nova de Cacela e Monte Gordo.

    No concelho de VRSA surgiram os trs polos de modo a tornar mais aces-svel a todo o pblico-alvo. A prtica do basquetebol e futebol foi feita de acordo com as condies existentes em cada localidade. Por isso, em Monte Gordo, a escola abriu para uma turma de futebol, em Cacela para uma de basquetebol e em Vila Real de Santo Antnio para uma de futebol e uma de basquetebol.

    Cada turma foi ministrada por dois professores e um auxiliar. A cmara municipal contou este ano com trs estagirios de desporto da Universi-dade do Algarve que tambm auxilia-ram a escola do Realmadrid.

    Carlos Afonso recorda que este pro-jeto feito para as crianas, mas que preciso trabalhar as famlias. Traba-lhar o seio familiar o mais complexo, pois em Vila Real de Santo Antnio h muitos casos de carncia social e a

    Castro Marim ganhou uma moda-lidade que at aqui no era prati-cada no concelho: o basquetebol. Tratou-se de uma inovao que chegou no mbito de outra: a Escola Scio Desportiva da Fundao Real-madrid Vila Real de Santo Antnio/Castro Marim; de resto a primeira escola desta fundao madrilea em Portugal.

    J depois de a escola ter encer-rado estivemos conversa com Jos Flix, pai da pequena Patrcia, de 9 anos. Essencialmente, pretendemos perceber a apreciao que faz desta escola depois de um primeiro ano de existncia. Diz-se satisfeito apesar de ao incio no estar con-victo que a filha se integrasse to bem na turma, j que a pequena Patrcia uma acrrima adepta do futebol. Mas correu muito bem e ela quer continuar para o prximo ano, testemunha o pai orgulhoso da sua filha desportista. Veio sempre satisfeita das aulas; no s porque conseguiu desempenhar bem o seu papel, mas porque teve oportuni-dade de contactar com um desporto diferente, diz-nos Jos F. que faz um balano bastante positivo.

    O desporto na vida de Patrcia concilia-se com um bom desempe-nho na escola; alis, essa a regra de ouro l de casa. No deixar os estudos para trs, refora o pai. Patrcia quer continuar para o ano a praticar basquetebol porque afinal tambm um desporto giro. Quanto s regras que aprendeu considera que foram importan-tes, lembrando que lhe valeram os cartazes divulgativos afixados na escola que lhe chamaram a ateno para a nova escola internacional no concelho.

    O pequeno Afonso Reis, de oito anos, colega de Patrcia na escola da fundao espanhola. Tambm ele um grande apaixonado pelo fute-bol assume-se hoje, depois desta experincia nova, mais adepto do basquetebol e ir inscrever-se para as aulas do prximo ano. Gosto deste desporto, dos professores e das regras que aqui aprendemos, confirma-nos, garantindo que sabe que esta escola no servir para formar jogadores para o clube de Cristiano Ronaldo e Pepe.De ressal-var que quando esta escola surgiu no Baixo Guadiana muitos foram os pais e jovens que pensaram que serviria para captar talentos de futebol para o clube Real Madrid. No entanto, todos os equvocos foram insistentemente desfeitos pela equipa que coordena o projeto, tanto em Vila Real de Santo Antnio como em Castro Marim.

    Tcnicos apontam sucesso e lacunas

    Na vila de Castro Marim David Livramento e Flvio Oliveira so os dois tcnicos de desporto da cmara municipal afetos escola madrilea. Ou seja, foram eles que ministraram as aulas que aconteceram duas vezes por semana, ao longo de hora e meia, no pavilho municipal.

    Tanto na opinio de David como de Flvio, caso houvesse maior dis-ponibilidade de recursos humanos muito mais se teria feito, nomea-damente o nmero de turmas seria pelo menos de duas, j que a lista de espera ascende a cerca de 30 alunos em Castro Marim.

    No entanto, explica-nos David, que a turma que surgiu em 2012 no foi constituda exclusivamente pelo pblico-alvo inicialmente pretendido. Recorde-se que esta escola scio des-portiva, ou seja, atravs do desporto pretende chegar a pblicos mais des-favorecidos socialmente ou crianas com dificuldades motoras, e melhorar a sua qualidade de vida, promover a integrao social e ministrar regras essenciais para uma melhor forma-o pessoal.

    Mas captar exclusivamente crian-as que se encaixassem no perfil pretendido no foi tarefa fcil. David acredita que muitas tero ficado de fora porque as famlias no tiveram capacidade financeira para promover o transporte at aos treinos. O concelho de Castro Marim grande e disperso, recorda David que apesar de desta-car positivamente a assiduidade dos alunos, salvaguarda que houve casos de crianas que no vieram a todas as aulas por dificuldades dos pais em traz-las at ao pavilho.

    Para contornar esta dificuldade, e poder constituir uma turma, foi necessrio abri-la a outras crianas, criando uma grande heterogeneidade no grupo.

    Flvio enfatiza o fator da heteroge-neidade, mas garante que todos os objetivos foram cumpridos e a essncia desta escola no foi posta em causa.

    A turma de Castro Marim foi cons-tituda por crianas entre os 5 e os 10 anos e os treinos decorreram s quartas e sextas-feiras. Neste grupo trs crianas tinham dificuldades motoras que foram trabalhadas de modo a evoluir positivamente. Flvio reala a solidariedade do grupo que promovia a integrao e entreajuda entre os alunos. Por isso mesmo este tcnico assegura que o balano que faz extremamente positivo, tanto ao nvel motor, social como afetivo.

    Tanto Flvio como David ministram aulas de desporto nas escolas no mbito das Aulas de Enriquecimento Curri-culares, o que lhes permite ter um contacto muito direto com as crianas

    Esta escola funciona nos dois concelhos num total de cinco turmas distribudas por cinco polos. a nica em Portugal com as modalidades de futebol e basquetebol

    O grande lema da fundao Realmadrid Educar pelo Desporto

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 9

    GRANDE REPORTAGEM

    Alm da vertente motora, a escola desportiva de integrao social de Vila Real de Santo Antnio e Castro Marim da Fundao Real Madrid tem como objetivo oferecer alternativas de lazer s crianas em situaes de risco, contribuindo para o desenvol-vimento da sua personalidade.

    Por outro lado, visa incentivar formas de vida saudveis e incutir aos jovens sinalizados, pelas enti-dades parceiras, valores como soli-dariedade, esprito de equipa ou a promoo de valores ticos.

    De forma a garantir um acompa-nhamento integrado dos jovens, o trabalho dos formadores desenvol-vido em paralelo com os professores, centros de sade e encarregados de educao, que sero periodicamente chamados para conhecer o percurso desenvolvido pelos seus educandos.Alm disso, as metodologias aplica-das visam premiar o mrito e tm em conta fatores como as classificaes escolares, o comportamento, bem como a assiduidade dos alunos a fre-quentar as atividades da fundao.

    Lus Gomes e Jos Estevens, edis de Vila Real de Santo Antnio e Castro Marim, respetivamente, so unnimes e congratulam-se por terem trazido para o territrio do Baixo Guadiana a primeira escola da fundao madrilea. Realam ainda o objetivo social a que se prope esta instituio. Formar mais e melhor as crianas e jovens para que sejam melhores cidados amanh.

    Rosa Roncal, Relaes Internacio-nais da Fundao, disse ao JBG que as oportunidades para a abertura das escolas desta Fundao espanhola so as mais diversas, congratulan-do-se, neste caso, com o empenho da Odiana e dos municpios locais que no incio de 2011 iniciaram as nego-ciaes para a abertura da escola de VRSA e Castro Marim.

    O programa de formao Eles correm, ns formamos e envolveu 115 crianas entre os 6 e os 12 anos, tendo sido dada prioridade s crian-as e jovens com carncias sociais. O desporto utilizado para incutir valores de formao pessoal que per-mita um futuro melhor tornando-os melhores cidados.

    Espalhadas por todo o mundo existem 158 escolas da Fundao Realmadrid, de carter totalmente gratuito.

    2011Setembro - A Fundao Real-

    madrid abriu oficialmente a Escola Scio Desportiva de VRSA e Castro Marim no dia 28 de setembro. O momento inaugural foi o hastear da bandeira da fundao no complexo desportivo de VRSA, onde funciona a sede da escola.

    A formao dos formadores ini-ciou-se a 27 de setembro. Os tc-nicos madrileos estiveram cerca de trs dias em VRSA a ensinar o programa da Fundao numa for-mao em participaram cerca de 20 tcnicos, no apenas de Vila Real de Santo Antnio e Castro Marim, mas tambm das outras trs cidades em que a Fundao de Florentino Peres instalou escolas scio desportivas: Gaia, Funchal (Madeira) e Manique (Lisboa).

    Outubro 2011 Vila Real de Santo Antnio acolhe desde outubro a escola Realmadrid constituda por turmas mistas na prtica de futebol e basquetebol.

    2012Janeiro foi assinado um acordo

    entre a Fundao Realmadrid e os municpios de Vila Real de Santo Antnio e Castro Marim. Estava oficialmente criada a Escola Real-madrid inserida no Projeto Portugal da Fundao Realmadrid que por todo o mundo promove o lema Eles jogam, ns educamos.

    Escola abre em Castro Marim em Janeiro com uma turma mista na modalidade de basquetebol.

    So abrangidas crianas entre os 5 e os 12 anos em ambos os conce-lhos.

    Maro - a 17 de maro, no Pavi-lho Ildio Setbal, em VRSA, teve lugar a cerimnia de entrega dos equipamentos desportivos s 160 crianas que se encontram a fre-quentar a escola. Os jovens recebe-ram ainda a mensagem surpresa de alguns jogadores do clube espanhol: Cristiano Ronaldo, Fbio Coentro e Pepe. Para completar a atividade realizaram-se diversos jogos de fute-bol e basquetebol.

    Abril teve lugar a formao de basquetebol. Puderam participar treinadores de basquetebol de todo o Algarve. De referir que em Portugal esta a nica escola do Realmadrid que tem as duas modalidades: fute-bol e basquetebol.

    Junho no dia 10 realizou-se um encontro/convvio de atletas de doze clubes de basquetebol do Algarve. Aqui marcaram presena as equipas de basquetebol da Escola Realmadrid de VRSA/Castro Marim com uma excelente participao e onde os familiares e amigos tiveram oportunidade de ver o talento das suas crianas.

    Julho em VRSA vai realizar-se mais uma reunio com as famlias e os alunos de Castro Marim e VRSA;. Os pequenos vo ser convidados a assistir no Estdio da Luz o jogo Ben-fica X Real Madrid a 27 de julho.

    Escola Realmadrid um projeto social

    Escola Realmadrid VRSA/Castro Marim mudou a vida de 115 crianas

    Fomos ao encontro de quem viveu de perto a escola scio desportiva do Realmadrid e ficmos a conhecer resultados, expectativas e tambm lacunas que aos poucos se pretendem

    colmatadas, se possvel j em 2012/2013.Pais satisfeitos, alunos entusiasmados e tcnicos empenhados fazem agora uma pausa nas aulas da primeira escola scio desportiva da fundao madrilea em Portugal. Esta escola gerida pelos municpios de Castro Marim e Vila Real de Santo Antnio que, tendo como

    parceira a Associao Odiana, mudou a vida de 115 crianas entre os 5 e os 12 anos.

    formao que dada aos mais novos nesta escola tem de se conciliar com a formao que tm em casa; o que por vezes no nada fcil; da a importn-cia que demos a um constante dilogo com as famlias. Em julho haver uma ltima reunio a encerrar o primeiro ano e que juntar alunos, famlias, tcnicos e executivo municipal.

    Professores titulares de turma sinalizam alunos

    Um dos pontos de sucesso que Carlos Afonso aponta foi a tima sele-o feita dos alunos, levada a cabo pelos professores titulares de turma nas escolas do concelho que encami-nharam crianas pelas mais diversas razes. Falta de empenho escolar, de integrao nomeadamente alunos imigrantes que no dominam a lngua portuguesa dificuldades sociais, risco de obesidade infantil e falta de mobi-lidade representam as grandes linhas pelas quais os professores titulares se guiaram para encaminhar crianas entre os 6 e os 12 anos para a escola da Fundao Realmadrid, no tendo

    surgido qualquer lista de espera de crianas nestas circunstncias.

    O chefe de diviso municipal afirma que a grande preocupao nesta escola foi chegar aos alunos mais novos, explicando que se for captada uma grande fatia de alunos, j com 11 ou 12 anos, apenas podero frequentar esta escola durante pouco tempo.

    Recorde-se que o grande lema da fundao Realmadrid educar pelo desporto. Do balano que possvel fazer, no havendo qualquer estudo nesse sentido, Carlos Afonso assegura que de acordo com os professores titu-lares houve alunos a melhorar com-portamento e notas, referindo que tambm a equipa da autarquia quis acompanhar o desempenho escolar dos alunos para perceber a sua evolu-o a par da sua prestao na escola da fundao madrilea. Esse objetivo: que o que apreendem nas aulas de basquetebol e futebol se estenda pelo resto das vertentes da sua vida.

    Alunos integram clubes locais

    A evoluo dos alunos foi de tal ordem, tendo havido alguns que foram, entretanto, convidados para integrar o Lusitano na vertente de futebol e o Juventude Basquetebol Clube . Acreditamos que tudo isto muito bom sinal; porque a par de uma formao desportiva e humana gratuita, estes jovens veem as portas abertas para a rea da competio por revelarem inmeras capacidades que at a lhes eram desconhecidas. De referir, tambm, que em abril, quando decorreu a formao de bas-quetebol pela Fundao Realmadrid, os treinadores dos clubes da modali-dade no Algarve tiveram oportunidade de a integrar. Carlos Afonso considera que esta foi uma excelente oportuni-dade para fomentar nos clubes que, para alm da competio, impor-tante, paralelamente, desenvolverem a formao de outros valores juntos dos seus jogadores, tornando-os para alm de bons atletas, melhores seres humanos.

    27 de julho crianas vo ver Benfica X Real Madrid

    Para terminar em cheio o primeiro ano desta escola scio desportiva de VRSA/Castro Marim, as crianas vo ser convidadas a assistir no estdio da Luz ao jogo amigvel entre o Benfica e o Real Madrid, com as estrelas a marcarem presena e a prometerem tornar este dia inesquecvel para os mais pequenos que vo partir do Baixo Guadiana com destino a Lisboa.

    Esta escola funciona nos dois concelhos num total de cinco turmas distribudas por cinco polos. a nica em Portugal com as modalidades de futebol e basquetebol

    CRONOLOGIA

  • 10 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    LOcAL

    Formao s famlias

    Na sesso foram desmistificados alguns juzos sobre o lcool e sobre a doena, tendo os mdicos transmi-tido ao auditrio algumas ferramen-tas para ajudar o doente alcolico a assumir-se e a querer tratar-se. A luta contra o lcool difcil e demorada, alertaram, contando com o apoio de Francisco Amaral, edil alcoutenejo e mdico que avanou que vai ser ministrada s famlias alcoutene-jas, afetadas pelo problema, uma formao tcnica para ajudar neste processo.

    H uma inconscincia do alcoo-lismo, quase coletiva, declarou na ocasio o autarca, referindo que, muitas vezes, no basta o alcolico

    lvaro Pereira e Antnio Camacho so dois mdicos do Centro de Apoio aos Toxicodependentes de Olho e deslocaram-se at vila alcouteneja para desfazer alguns mitos volta do consumo crnico do lcool. Depois de uma introduo histria do alcoo-lismo, Antnio Camacho aproveitou para desfazer na audincia alguma ideias pr-concebidas sobre o lcool, lembrando que no abre o apetite, no mata a sede, no aquece. A cen-tena de pessoas escutou atentamente as palavras tambm do especialista lvaro Pereira que apelou para que os cidados nunca mais pensem que o alcoolismo um vcio, sublinhando que o alcoolismo uma doena do crebro, como a alzheimer ou a esqui-zofrenia.

    no acordar, como as pessoas que o rodeiam j no acreditarem na sua recuperao. Porque que nos sensi-bilizamos tanto com hipertensos e dia-bticos e com os alcolicos deixamos andar?, reclamou, por sua vez, lvaro Pereira, pedindo que estes doentes fossem verdadeiramente ajudados.

    Partilha de experincia

    A partilha de experincias entre o pblico e os palestrantes fechou o encontro. Um contributo importante foi trazido pelo Jos Pepo, mdico na Amareleja, que partilhou a sua experincia com esta comunidade, comprovando que o envolvimento e a responsabilizao sociocultural ajudam a combater o alcoolismo.

    Alcoolismo uma doena cerebral e no um vcio

    H j cerca de trs anos, ininterrupta-mente, que todas as primeiras sextas-feiras de cada ms a Rdio Guadiana, em Vila Real de Santo Antnio, transmite o programa Viver Aqui. Trata-se de um programa de rdio dedicado aos imigrantes que esco-lheram o concelho pombalino, e con-celhos vizinhos, para viver. A ideia partiu do Centro Local de Apoio Integrao de Imigrantes (CLAII) que viu neste projeto uma plataforma de comunicao inovadora para estar mais prximo dos imigrantes.

    O estdio enche-se de pessoas interessadas em veicular informa-o sobre os seus pases de origem, bem como comunicar com os seus concidados que optaram por imi-grar para o concelho pombalino. As nacionalidades russa, ucraniana, bra-sileira e moldava marcam presena numa rotina mensal que tem tido o mrito de unir a populao imi-grante e autctone, sobrevalorizando a integrao.

    Aqui conversa-se, convive-se, trazendo para cima da mesa temas da maior importncia, tanto para a comunidade imigrante, bem como para os vila-realenses que desta forma ficam a conhecer as histrias de quem teve que deixar para trs a terra-natal e a famlia de modo

    a encontrar melhores condies de vida num pas estrangeiro.

    Aos microfones abordam-se epis-dios reais do quotidiano, bem como se testemunham datas, tradies, hbitos e costumes dos imigrantes nas suas terras.

    A autntica partilha de vivncias em que se traduz o programa d um brilho especial. E, acima de tudo, tal como transmite o jingle do programa, o importante mostrar que Viver Aqui bom!. No se escondem angstias, dificuldades, processos

    difceis de integrao, mas do-se como exemplos de vida histrias de esperana, concretizao e fora de vontade.

    Pelas vozes de Neuza (Brasil), Oksana (Rssia), Juliana (Ucr-nia), Olesea (Moldvia) e Patric (Brasil) ficamos a perceber como o fenmeno da imigrao consegue ser to complexo.

    Tambm a enfermeira Ins, da Cruz Vermelha Portuguesa, tem mar-cado presena neste programa com o objetivo de transmitir a melhor

    Viver Aqui d voz ativa aos imigrantes

    O troo final da Avenida da Repblica, junto rotunda do Bairro do Lazareto, esteve con-dicionado circulao autom-vel durante o ms de junho, na sequncia do abatimento da via provocado pela deteriorao de uma caixa antiga de um coletor. A interveno foi executada pela empresa municipal Socie-dade de Gesto Urbana (SGU).

    Tero sido j vrios os assaltos ocorridos a viaturas estaciona-das no parque da Praia de Santo Antnio, em VRSA. Foram j vrias as queixas, sendo que esta j foi uma questo levantada no Conselho Municipal de Segurana do municpio vila-realense..

    Ao que o JBG conseguiu apurar a maioria das situaes acontece a viaturas cujos proprietrios deixam materiais de valor vista. As autoridades garantem estar atentas a este fenmeno, mas deixam o conselho para que os utentes deste parque salvaguar-dem os bens da vista dos margi-nais.

    A cooperao mais a nordeste do Baixo Guadiana vai fazer com que durante o vero os jovens de Alcoutim convivam mais com jovens espanhis. que o Grupo Desportivo de Alcoutim (GDA) juntou-se Associao espanhola La Viavila, de Sanlcar de Gua-diana, para uma colaborao que visa aproximar os jovens de ambas as margens.

    Durante o vero o GDA orga-niza, o curso Iniciao Canoa-gem, para crianas entre os 8 e os 17 anos, ao passo que a associao La Viavila se responsabiliza por trazer sete crianas de Sanlcar de Guadiana atividade. Com este acordo de colaborao, as asso-ciaes promovem o convvio e a interculturalidade das crianas lusas e espanholas.

    Esta o primeiro passo da Asso-ciao Viavila, que quer fomen-tar e complementar aes entre as populaes de Sanlcar de Guadiana e Alcoutim.

    informao na rea da sade.

    CLAII mobiliza imigrantes

    Uma das interlocutoras fundamen-tais para o surgimento do programa foi Rita Prieto. A coordenadora do CLAII tem conseguido mobilizar os imigrantes mensalmente, entusias-mando-os com a produo de um novo Viver Aqui. Pela antena da Rdio Guadiana j passaram temas to diversos como a Integrao, o Amor de Me, as relaes entre pases emissores e recetores, a informa-o que vem da ptria, entre tantos outros. um programa conduzido em tom coloquial que coloca num patamar justo quem d a cara pela imigrao na real aceo da palavra: Integrao.

    O sentimento de unio permitiu que Cruz Vermelha, Rdio Guadiana e comunidade civil se juntassem pela causa nobre da Imigrao, com os olhos postos na melhor integrao de todos num mundo que se quer global e justo.

    Este programa est inserido numa candidatura a um projecto no mbito do Fundo Europeu para a Integra-o de Nacionais de Pases Terceiros (FEINPT) em vigor desde 2010.

    A ideia tem resultado de tal forma que este j um programa de culto transmitido a nvel local em 90.5 FM ou em

    radioguadianafm.com para todo o mundo.

    H cerca de trs anos que a rdio local de Vila Real de Santo Antnio emite um programa mensal onde os imigrantes residentes no concelho pombalino do voz aos muitos estrangeiros que escolheram terras vila-realenses para viver.

    O alerta foi deixado por especialistas em Alcoutim que no passado dia 6 de junho deram uma conferncia sobre o alcoolismo. Cerca de 100 pessoas esclareceram dvidas.

    Programa Viver Aqui marca presena em 90.5 FM na primeira sexta-feira de cada ms

    Reparao de coletor condicionou trnsito junto ao Lazareto

    Parque da Praia de Santo Antnio na mira de assaltos

    Crianas de Sanlcar e Alcoutim convivem

    Programa de rdio local

    Acordo entre associaes promove intercmbio de vero

    Intercmbio

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 11

    LOcAL

    Torneio trouxe a VRSA milhares de visitantes que animam turismo local

    Em comunicado a SGU deu conta que no incio do ms de junho surgi-ram em Vila Real de Santo Antnio indivduos externos aos servios do Municpio Cmara e empresa municipal Sociedade de Gesto Urbana (SGU) , com o intuito de divulgar informaes falsas relati-vamente gua do concelho de Vila Real de Santo Antnio, pondo em causa a sua qualidade, avanando a empresa que estas abordagens so normalmente seguidas de demons-traes ao domiclio com um nico objetivo: a compra de um produto, neste caso um filtro ou algo seme-lhante, que alegadamente purifi-que a gua, colocando em causa a qualidade da gua da Rede de Abastecimento Pblico de VRSA.

    A SGU no tem dvidas que estas manobras se tratam de um embuste e so baseadas em informaes falsas, garantindo que a misso da SGU, bem como da autarquia, melhorar a qualidade de vida dos seus mun-cipes e, como tal, frisando que diariamente as entidades em causa trabalham para atingir esse objetivo, sendo de todo impossvel que fosse fornecida gua que no estivesse em boa qualidade para consumo

    domstico.

    gua de qualidade excelente

    A gua da rede vila-realense analisada mensalmente por uma empresa externa e especializada, havendo recolhas em diversos pontos do concelho baseadas no Plano de Controlo da Qualidade da gua regulada e supervisionada pela

    Mais uma edio do Copa Foot 21 em Vila Real de Santo Ant-nio reuniu milhares de jovens de todo o pas para mais de 360 jogos que se realizaram entre 24 e 30

    dores da autarquia vila-realense e antigas estrelas do futebol, entre eles o Chalana, artistas e algumas caras da televiso. A equipa visi-tante acabou por vencer por duas bolas a zero, mas o resultado no impediu que a boa disposio se prolongasse durante toda a tarde do passado dia 24 de junho.

    Lus Gomes, presidente da Cmara Municipal de VRSA, des-taca a vertente ldica do evento e o papel que a festa do futebol tem na formao dos quase 2000 jovens em competio, destacan-do-o como um dos eventos-chave do concelho, quer pelos seus posi-tivos impactos econmicos, quer pela sua repercusso ao nvel clu-bstico.

    Como acontece ao longo de todas as Copas, marcam pre-sena equipas oriundas de todos os distritos nacionais, a que se

    Entidade Reguladora de Servios de gua e Resduos (ERSAR), explica a SGU que deixa o apelo para que os muncipes no se deixem enganar. A nossa gua de excelente quali-dade e todos os resultados das an-lises podem ser consultados na Loja da gua ou em www.vrsa-sgu.pt, informa a empresa municipal que apela para que os muncipes alertem a autarquia, SGU, DECO ou autori-dades caso se sintam lesados.

    de junho.A abertura do evento ficou

    marcada por muita animao e o jogo inaugural levou ao confronto, ainda que amigvel, entre joga-

    juntam os grandes clubes nacio-nais, transformando Vila Real de Santo Antnio numa referncia incontornvel em termos despor-tivos. Nesta edio, a Copa conta tambm com a equipa indiana do Bhaichung Bhutia Football Scho-ols.

    Por sua vez, Jorge Andrade, diretor tcnico do torneio, refe-riu que alm de este torneio ser o espelho dos novos valores do futebol, o seu sucesso deve-se, ano aps ano, aos pais que acom-panham os atletas durante uma semana, autarquia de VRSA, bem como dedicao e ao fair play de todos os atletas.

    Ao longo do torneio disputa-ram-se mais de 360 jogos. Uma vez que a edio do JBG foi impressa antes do final deste tor-neio; daremos os resultados na prxima edio.

    SGU denuncia embuste sobre qualidade da gua

    Empresa Municipal

    Turismo

    A cmara municipal de Alcoutim assinou a 6 de junho a consigna-o da empreitada do arranjo pai-sagstico do cais de Laranjeiras. A empreitada tem um custo total de 106.103,35 euros e financiada em 75% pelo Programa de Cooperao Transfronteiria Espanha-Portugal (POCTEP).

    O projeto incide na valorizao e funcionalidade do espao existente, na margem do Rio Guadiana. Para isso vai formalizar o percurso pedo-nal e redefinir a zona de campo de jogos, j existente. Vo ser ainda criadas reas de sombra e insta-lado um quiosque com esplanada, semelhana daquilo que j acon-teceu na remodelao do cais de Guerreiros do Rio.

    As obras comearam em junho e devero ser terminadas at outubro prximo.

    Em meados do ms de junho, a empresa municipal de Vila Real de Santo Antnio SGU denunciou indivduos que estariam a divulgar informaes falsas relativamente gua do concelho pombalino.

    Muncipes devero recorrer Loja da gua para pedir esclarecimentos

    Copa Foot 21 evento-chave em VRSACais de Laranjeiras renovado

    No concelho de Castro Marim existem trs pontos de acesso Internet sem fios: em Altura, na zona de lazer da Avenida 24 de Junho e Clube Recreativo Alturense; na vila de Castro Marim, o hotspot est instalado no Centro de Interpretao do Territrio, no Revelim de Santo Antnio.

    Um vero mais acessvel o que os moradores e muitos turistas vo ter em Altura e Castro Marim. que as zonas wi-fi duplicaram nestas localidades.

    Pontos de acesso

    Duplicaram zonas wi-fi em Altura e Castro Marim

    Graas parceria entre a agncia de desenvolvimento regional Glo-balgarve, os municpios algarvios e as empresas Ol - do grupo Unilever - e Vex Portugal, que o concelho de Castro Marim explan-diu desde o ms de maio, de uma para duas, as zonas de wi-fi em Altura e Castro Marim. Trata-se de um modelo de cobertura total gratuita de acesso Internet sem fios, a partir dos hotspots, que permite aceder a este conglome-rado de redes escala mundial, em computadores, telemveis ou tablets.

    O Algarve a primeira regio do pas com 100 hotspots gratuitos, distribudos pelos vrios conce-lhos, designadamente, prximo dos edifcios das cmaras muni-cipais.

    Para a cmara municipal de Castro Marim, o projeto Ol, aqui h free wi-fi, constitui uma mais-valia para a democraticidade das

    novas tecnologias e, em particular, no acesso Internet sem custos, permitindo novas formas de comu-nicao online entre utilizadores e, ao mesmo tempo, o aparecimento de uma nova gerao do conheci-mento no espao planetrio.

    Mais acessibilidade

  • 12 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    LOcAL

    Concelho de VRSA vai estar mais ordenado este Vero

    Novo documento prev planos de ordenamento especficos. O primeiro criado foi para o centro pombalino

    Ordenamento do Espao Pblico cuja aprovao uma responsabi-lidade da cmara municipal e que, de acordo com Jos Carlos Barros, possibilita uma gesto flexvel, permitindo atuar de uma forma direcionada s necessidades que vo surgindo. O ncleo pombalino h cinco anos atrs no tinha ocupao de cafs, nomeadamente esplanadas, que colocassem problemas especiais de avaliao e de licenciamento das ocupaes. Mas tem vindo a aconte-cer uma alterao significativa que recomenda um olhar especfico sobre essa realidade e estamos a faz-lo atravs destes Planos consagrados no novo Regulamento Municipal, concretiza o autarca.

    Simplificao nos licenciamentos

    A aplicao do Licenciamento Zero que decorre do Programa Simplex tambm uma alterao significativa que este regulamento prev. H maior simplificao em processos: se um estabelecimento quiser ter uma placa a publicitar o seu nome, desde que cumpra as reas previstas, pode faz-lo sem pedir o licenciamento cmara e sem andar com tramitaes administrativas nem pagamento de taxas, esclarece. Nestes casos esto, a ttulo de exem-

    mais o espao pblico. Em qualquer dos casos reinava a

    desordenao que agora o munic-pio pombalino espera ver resolvida atravs do novo regulamento do espao pblico que entra em vigor em julho.

    Jos Carlos Barros, vice-presi-dente da cmara municipal do exe-cutivo pombalino, e vereador com o pelouro da gesto dos espaos pblicos, lembra que o regulamento que estava em vigor desde o ano de 2000 j no estava adaptado s necessidades; era demasiado normativo no sentido em que no tinha os mecanismos que permi-tissem olhar para realidades mais concretas existentes no concelho, referindo a este propsito, e a ttulo de exemplo, que as regras para a ocupao do espao pblico em Cacela, Santa Rita, Monte Gordo, Centro Histrico Pombalino devem ser diferenciadas. O regulamento que entrou em vigor prev regras gerais em relao ocupao do espao pblico, mobilirio urbano e publicidade em todo o concelho, mas tambm contempla Planos de

    plo, os cafs que no tm esplanada, mas que precisam de uma mesa no exterior e que podem t-la desde que no exceda a rea de 1,5 metros qua-drados; j para um comerciante que queira ter uma banca de produtos pode ter desde que no ultrapasse um metro quadrado de rea.

    Jos Carlos Barros lembra que um entendimento crescente de que uma ocupao ordenada e interveno sobre o espao pblico com princ-pios de ordenamento favorvel economia e do interesse pblico, frisando que um espao pblico ordenado mais atrativo.

    Atualmente est em vigor um POEP para o ncleo pombalino e entra em vigor em julho um para Monte Gordo, que vai abranger desde a zona do Casino, passando pela Rua Pedro lvares Cabral at ao Hotel Navegadores, bem como as artrias adjacentes.

    Para fazer cumprir o novo regu-lamento a fiscalizao ser perma-nente, avisa o autarca.

    ACRAL parceira no processo

    De acordo com Jos Carlos Barros a delegao de VRSA da Associao de Comerciantes (ACRAL) tem sido interlocutora neste processo e tem sido muito importante para esta-belecer o dilogo junto dos comer-ciantes.

    No ms de julho Vila Real de Santo Antnio vai estar j sob o novo regulamento do espao pblico. Entre outras novidades, surgem os Planos de Ordenamento do Espao Pblico (POEP) que vo permitir atuar mais cirurgicamente, cumprindo as especificidade dos lugares.

    Desde h cerca de cinco anos a esta parte, o centro histrico de Vila Real de Santo Antnio conheceu um cres-cimento assinalvel do nmero de espaos comerciais e de esplanadas, sendo que estas ltimas por vezes faziam-se notar, em certa medida,

    por alguma desordenao, condi-cionando a mobilidade e acessibi-lidade. Ora eram as esplanadas que cresciam, para fazer face ao nmero de clientes, ora eram os anncios publicitrios que se faziam ver em estruturas que vinham ocupar ainda

    Novo Regulamento do Espao Pblico

    Taxa turstica municipal prev 800 mil euros de receita

    Em entrevista nesta edio do JBG [pgs. 13 a 15] o presidente da cmara municipal de Vila Real de Santo Antnio avana que a des-pesa anual do complexo desportivo municipal ascende aos trs milhes de euros para uma receita que no ultrapassa os 120 mil euros. O edil tambm explica que graas a este investimento camarrio que os hotelereiros do municpio usu-fruem de ocupao nas unidades no concelho que denota timos resul-tados, sobretudo na poca baixa, animada pelos eventos desporti-vos promovidos pela autarquia. Para conseguir esbater este desiqui-lbrio financeiro a autarquia decide agora avanar com a proposta de uma taxa turstica municipal, no

    VRSA

    valor de um euro, a aplicar nas uni-dades hoteleiras do concelho. A taxa destina-se a cobrar um euro por dor-mida no final da estadia, no inter-ferindo na contratualizao feita com os operadores. Lus Gomes estima que esta medida permita arrecadar uma receita que dever atingir os 800 mil euros/ano. O autarca explica que o executivo opta, assim, por aplicar uma taxa diretamente a quem mais beneficia da dinmica de eventos e da manu-teno deste complexo desportivo pblico ao invs de fazer recair esta obrigao a todos os muncipes.Esta medida surge, assim, para ajudar a compartilhar despesas num esforo que at aqui a cmara muni-cipal reclama grandemente para si,

    Estacionamento pago para assegurar rotatividade Em comunicado a autarquia pomba-lina explica que o estacionamento pago instalado na poca balnear em Monte Gordo e Manta Rota. O objetivo assegurar a rotativi-dade de lugares e facilitar o acesso s praias do concelho. O plano de tarifrios para 2012 mantm as caractersticas do ano passado, permanecendo gratuitas a quinta e a sexta horas de estacionamento. Por outro lado, adapta-se aos tempos mdios de parqueamento de quem visita as principais zonas balnea-res de Vila Real de Santo Antnio. De forma a no onerar residentes, comerciantes e hoteleiros, foram criados sistemas de avenas mensais e semanais, cuja pr-reserva pode ser desde j efetuada na sede da SGU, em VRSA, atravs de email ou telefone. A medida entrou em vigor a 15 de junho e prolonga-se at 30 de setembro. Segundo o presidente da cmara municipal de VRSA, Lus

    Gomes, a medida ir aumentar o nmero de estacionamentos dispo-nveis durante a poca alta, atravs do aumento da rotatividade. Por outro lado, evita as prticas abu-sivas de viaturas que permaneciam mais de uma semana no mesmo lugar. Com vista a diferenciar o tipo de parqueamento, foram cria-das reas destinadas a estaciona-mentos de longa durao, na zona Poente de Monte Gordo, no campo do Beira-Mar.

    Onde no se paga:

    Quer na Manta Rota, quer em Monte Gordo, exceo dos par-ques situados junto zona de praia e do campo do Beira-Mar, todos as restantes zonas de estacionamento iro manter-se gratuitas. Tambm em Monte Gordo, a ltima bolsa de parqueamento (zona Poente) mantm-se gratuita.

    Manta Rota e Monte Gordo

    Depois de apresentada na Assembleia Municipal segue para discusso pblica. A nova taxa no concelho de Vila Real de Santo Antnio tem como objetivo arrecadar receita para diminuir a despesa anual de trs milhes de euros do Complexo Desportivo Municipal de VRSA.

    no que toca a dinamizar o concelho e promover a ocupao hoteleira.

    Alm da aposta neste equipamen-to-chave, a autarquia tem, ao longo dos ltimos sete anos, suportado, com verbas prprias, um programa de eventos constante e regular, o que tem contribudo para a fidelizao de visitantes e para o combate da sazonalidade, atenta Lus Gomes.

    Uma parte do valor cobrado desti-na-se a aes promocionais junto dos mercados tradicionais, mas tambm a contribuir para a prospeo de novos mercados internacionais.

    Com o objetivo de debater a proposta, a cmara municipal ir colocar esta proposta em discus-so pblica, recolhendo contri-butos de todos os interessados.

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 13

    GRANDE ENTREVISTA

    Presidente da Cmara Municipal de Vila Real de Santo Antnio e do PSD Algarve

    Existem entidades

    pblicas para as

    quais parece que

    no estamos

    num perodo difcil

    da crise econmica...

    Lus Gomes

  • 14 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    GRANDE ENTREVISTA

    Vou recandidatar-me em 2013

    Lus Gomes garante que os ltimos dois anos de crise intensa foram os que mais marcaram

    Lus Gomes presidente da cmara municipal de Vila Real de Santo Antnio e recentemente foi reeleito presidente do Partido Social Democrata no Algarve. Enquanto autarca confessa que, em dois mandatos frente dos destinos vila-realenses, o que mais o est a marcar so os dois ltimos anos de crise intensa. Avana, no entanto, que em 2013 vai recandidatar-se neste concelho. Enquanto lder do PSD na regio tem como topo das prioridades, precisamente, as autrquicas do prximo, prometendo rostos novos.

    Jornal do Baixo Guadiana: Esta-mos em plena poca alta do turismo. Como espera que seja o desempenho do concelho que lidera?

    Lus Gomes: Espero bem que, apesar do momento difcil que esta-mos a atravessar, os portugueses vo de frias e possam eleger o concelho de VRSA como o seu destino turstico. O Algarve precisa que este seja um bom ano turstico e para isso precisa de um bom vero, pois trata-se da sobrevivn-cia de muitas unidades de alojamento, de muitas empresas, durante o inverno e de muitos postos de trabalho, natu-ralmente.

    JBG: Tem razes para sorrir j que as cinco praias do concelho foram distinguidas pela QUER-CUS com o galaro de Ouro

    LG: Naturalmente d-nos orgulho estar num concelho que tem das melho-res praias do pas. Temos afirmado, jus-tamente, vezes sem conta, isso mesmo. fruto de um trabalho de sete anos frente dos destinos da cmara municipal de Vila Real de Santo Antnio e um incentivo numa altura difcil

    JBG: Acredita que esta distin-o vai atrair mais turistas?

    LG: Acredito que na hora da deciso as pessoas focam as suas escolhas em critrios objetivos; nomeadamente o ambiental, o da gua, o paisagstico e a envolvente. Esta distino claramente um fator competitivo que ns temos e que muito importante.

    JBG: Mais uma vez temos esta-cionamento pago na Manta Rota e Monte Gordo. Qual o impacto real desta medida?

    LG: Se falamos em qualificao temos tambm de falar em ordem; e antes de termos os estacionamentos pagos tnhamos desordem. No pode-mos por um lado falar em qualidade, e por outro, quando se tomam medi-das mais difceis, tornar se em objeto de crtica. O estacionamento pago nas frentes de praia de VRSA tiveram como primeira medida, naturalmente, a arre-cadao de receita; isso importante para ns. Hoje as cmaras municipais tm de encontrar outras formas de se financiar. Em segundo lugar juntarmos

    o til ao agradvel: o facto de termos mais receita e tambm proporcionarmos a disciplina de ocupao e trfego auto-mvel. Antes muitas pessoas no iam praia para tomar um caf nem para comer, nem at para tomar um banho, porque no conseguiam ter lugar para estacionar. Decorrente do inqurito que lanmos logo no primeiro ano em que implementmos esta medida temos tido um feedback bastante favorvel. O que nos dizem que antes no iam praia e hoje vo.

    JBG: Anuciou recentemente a Taxa Turstica Municipal no con-celho. No considera que esta exigncia poder ferir alguma suscetibilidade em tempos to difceis?

    LG: Devo dizer que ns temos tido contactos com os hoteleiros; vamos contactando um a um, e o feedback tem sido bastante aceitvel. A taxa da ocupao hoteleira a arrecadao de uma receita, mas com um fim espec-fico; ns temos um equipamento impor-tante para o nosso concelho, que o Complexo Desportivo Municipal que, por sua vez, tem um desequilbrio anual na ordem dos trs milhes de euros que mais de 10% da nossa capacidade de arrecadao de receita; portanto, no h milagres e o dinheiro tem de vir de algum lado. Havendo este dese-quilbrio ns temos de o tapar; no h uma varinha mgica que nos faa descobrir dinheiro. Pode dizer-se bom, mas gastou-se dinheiro em eventos..., e isto e aquilo; est bem, mas isto no tem nada a ver com isso tem a ver com o facto que desde o dia em que se abre a porta at que se fecha, h um custo estrutural; de funcionrios, de gesto, de energia, de gua, de qumicos para tratamentos de relvado e por a fora. Este um dinheiro que se gasta para uma receita de 120 mil euros/ano!... H um desequilbrio total. O complexo desportivo tem permitido que as nossas unidades hoteleiras sejam competitivas face ao quadro da regio, com resulta-dos que todos hoje ns conhecemos; temos as maiores taxas de ocupao hoteleira da regio do Algarve

    JBG: Sobretudo na poca baixa...

    LG: Exatamente. Portanto, ns tnha-mos dois caminhos: ou implement-vamos mais uma taxa para todas as pessoas, ou tomvamos a deciso que

    tommos que direcionar a arrecada-o da receita para quem tira partido direto da utilizao deste equipamento. O que acontece que h um negcio que os hoteleiros tm tido, e pelo qual nos regozijamos, custa de todos os contribuintes que tm que tapar aquele buraco financeiro. Isso parece-nos que nos tempos de hoje no justo; e ns atualmente temos de tomar decises difceis. E esta uma deciso difcil, mas coerente. No faz sentido que seja qualquer um dos cidados, com poucos recursos, mais uma vez a financiar este tipo de equipamentos. O que justo que quem tira partido direto da ativi-dade turstica que a ajude a financiar. um documento que vai Assembleia Municipal e se passar vai para discusso pblica e estamos disponveis, tal como temos vindo a fazer, a reunir todos os contributos dos nossos hoteleiros.

    JBG: H pouco adiantou que o feedback dos hoteleiros tem sido positivo. Est confiante que esta medida chegue a bom porto?

    LG: Ns temos tido a delicadeza de irmos falando com o setor. Tenho falado pessoalmente hoteleiro a hoteleiro; ainda no falei com todos, verdade, mas as pessoas compreendem que as coisas no esto fceis, que tem que haver aqui um maior envolvimento. Agora vamos discutir os modos e os termos em que o vamos fazer.

    JBG: Em quanto que esta taxa pode minimizar o impacto da despesa do municpio com o complexo desportivo?

    LG: Ns gostvamos de arrecadar um valor de 800 mil euros/ano com esta taxa.

    JBG: Ao nvel da animao para o vero quais vo ser os pontos altos do concelho de VRSA?

    LG: Eu acho que Vila Real de Santo Antnio est a ultrapassar uma fase do ponto de vista estratgico. Ou seja, investimos bastante nos ltimos anos na animao; sobretudo at 2009. Temos vindo a decrescer esse investimento e a deixarmo-nos substituir, e assim que deve ser, pela iniciativa privada. Havia um objetivo claro desde o incio; VRSA no tinha notoriedade, no era destino turstico de referncia no Algarve, no tinha eventos de referncia. Portanto, desde 2005 temos dado notoriedade, exposio meditica e exposio pblica

    ao destino turstico pombalino. Pode-mos concordar ou no se se fez bem ou se fez mal, mas um facto inequvoco a exposio meditica que Vila Real tem, com eventos como o Manta Beach, concertos, festivais, Torneio do Gua-diana, e por a fora.

    Agora estamos numa altura em que temos menos recursos financeiros do que tnhamos e no faz sentido estar-mos a gastar rios de dinheiro na anima-o turstica. O dinheiro e os fundos que temos tm que ser aplicados na quali-dade de servios urbanos, na ao social nalguma interveno de carter urgente que temos de fazer. O que estamos a fazer proporcionar dinmicas para que a iniciativa privada se possa substituir ao nosso trabalho e dentre os limites que possamos definir ao nvel de apoio logstico e de equipamentos, e nunca financeiro, fazemo-lo. J lanmos o concurso para o Manta e Pablo Albo-rn vir a Vila Real a 20 de Julho. o artista mais bem posicionado ao nvel da Pennsula Ibrica e a custo zero para a cmara municipal; apenas cedemos as instalaes do complexo desportivo.

    JBG: Ao longo dos ltimos anos as ruas mais movimentadas em Vila Real de Santo Antnio tm ganho uma nova dinmica. O novo regulamento municipal do espao pblico dar uma maior qualidade a esta inovao?

    LG: Com certeza que sim. O novo regulamento foi construdo com as pes-soas; tudo o que temos de normas que interferem na atividade econmica e na vida das pessoas no as construmos de costas viradas para a populao ou agentes econmicos. Pelo contrrio, envolvemo-los na discusso, no pro-cesso da concertao e da resoluo. Vila Real de Santo Antnio e o centro histrico no tinham vida noturna antes de c chegarmos. Desde 2005 que o centro histrico dos mais movimen-tados do Algarve. Vamos avanar com os quiosques dentro do espao pblico; estamos mobilizados e a trabalhar para que o processo possa ser uma realidade. Temos iniciativas privadas j, mas que-remos atrair mais. importante que as pessoas notem precisamente isso; at 2005 no se passava nada no centro histrico da cidade. Crimos uma Sociedade de Gesto Urbana para dar dinmica ao centro da cidade. A partir da crimos a Associao para o Desenvolvimento da Baixa de Vila Real

    de Santo Antnio. O centro ganhou dinmica, ganhou juventude, ganhou animao e ganhou cultura; hoje um centro histrico vivo, ao contrrio de muitos outros que andam a morrer.

    JBG: Focando as dificuldades financeiras; no seio do funcio-namento da autarquia, e devido s restries oramentais, vrios tm sido os contratos que no tm sido renovados. Como encara esta realidade?

    LG: Isso no tem sido devido s res-tries oramentais, mas sim devido a restries legais. As cmaras municipais esto impedidas de lanar novos concur-sos pblicos ou renovao de contratos sem que reduzam entre 3% a 5% da sua massa salarial.

    JBG: Que apreciao faz da Lei dos Compromissos?

    LG: uma lei muito difcil de cum-prir; um murro no estmago das autarquias, muito honestamente. O Governo para se ajustar teve que assinar um plano da Troika e est a ser assistido com financiamento direto. As cmaras municipais vo ter que cumprir uma Lei dos Compromissos que vai conduzir a que as cmaras parem e, naturalmente, isso preocupa-nos.

    JBG: E quanto Reforma Administrativa que est a ser preparada; do esboo reali-dade, qual acredita que ser o seu impacto?

    LG: Aqui em Vila Real de Santo Antnio no temos esse problema; nem em relao fuso de freguesias nem extino de empresas municipais. A empresa municipal no vai ser extinta porque cumpre j os requisitos da lei; isso foi badalado, inclusivamente aqui pelo Jornal do Baixo Guadiana, relati-vamente empresa municipal SGU ter sido a que deu mais prejuzo em 2010, mas depois no se referiu que j deu lucro em 2011

    JBG: data a notcia referia-se aos dados disponveis de um anurio [Anurio Financeiro dos Municpios Portugueses] que reportava at 2010

    LG: Pronto; mas hoje a empresa

    Susana de Sousa

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 15

    GRANDE ENTREVISTA

    Vou recandidatar-me em 2013

    Lus Gomes garante que os ltimos dois anos de crise intensa foram os que mais marcaram

    a ser conduzida com serenidade, com dilogo. bom dizer que o Secretrio de Estado, que foi quem deu a cara por este trabalho, correu o pas todo de ls a ls, no sentido de explicar, de concertar, de encontrar solues, de ajudarEstamos num tempo de reformas. Portugal no pode ultrapassar a crise sem abraar reformas estruturais

    JBG: Mas so reformas apenas para a poupana?

    LG: Acho que devemos ter em conta sempre trs pontos de vista nas refor-mas. Naturalmente, para a poupana porque no faz sentido reformar-se para se gastar mais; em segundo lugar a reforma tem de significar modernizao e terceiro tem que significar competiti-vidade e desenvolvimento.

    JBG: Portanto, num cenrio de fuses tambm encara a possibi-lidade de se fundirem as empre-sas municipais, nomeadamente aqui no Baixo Guadiana [existem duas: em Castro Marim a Nov-Baesuris e em VRSA a SGU]

    LG: Com certeza; eu at acho que era sinal de um bom processo de relaciona-mento e de modernidade haver fuso de alguns servios entre os dois conce-lhos; para gerar escalas, mais-valias e outro tipo de capacidade de resposta e tambm de eficcia.

    JBG: Esta reforma dever estar concluda atempadamente j que 2013 ser ano de autrquicas. J decidiu se se vai candidatar novamente por VRSA?

    LG: Eu j o disse publicamente que sim.

    JBG: H dois mandatos a lide-rar os destinos de VRSA o que mais o marcou at aqui e o que mais difcil de concretizar?

    LG: O que me est a marcar mais so naturalmente os ltimos dois anos que tm sido muito difceis. A cmara municipal perdeu nos ltimos trs anos 30 milhes de euros da sua receita; significa que em trs anos perdemos um de oramento lquido. quase que diablico manter os ordenados sempre em dia, naturalmente com dificuldades de pagamento, mas dando respostas sociais nicas como hoje ainda damos. Estes so momentos que marcam para a vida, momentos em que vimos pes-soas passar grandes dificuldades, sendo que temos de garantir a qualidade da resposta.

    JBG: O apoio social est no topo das prioridades

    LG: Est, claramente. Mas no meio destas dificuldades temos que lanar projetos que criem riqueza e moder-nidade em Vila Real de Santo Antnio com zero de envolvimento pblico. preciso ser-se criativo e em breve iremos apresentar algumas ideias importan-tes, para alm dos quiosques no centro histrico, que j referi, e que promove o auto-emprego e a vida no centro da cidade.

    JBG: E o que est mais difcil

    de concretizar em VRSA?LG: H dificuldades para resolver,

    nomeadamente na frente ribeirinha. Temos uma entidade que o IPTM [Ins-tituto Porturio e dos Transportes Mar-timos] que demora a decidir, sobretudo ao nvel central. Existem determinadas entidades pblicas para as quais parece que no estamos num perodo difcil da crise econmica.

    As autrquicas de 2013 so a grande prioridade [do PSD Algarve]

    JBG: Foi reeleito Presidente do PSD Algarve. Quais as linhas atuais da distrital algarvia laranja?

    LG: Atualmente temos uma prio-ridade clara. Por um lado ir acom-panhando a dinmica e evoluo do Algarve, por outro preparar o processo autrquico para 2013; essa de facto uma grande prioridade. Este mandato vai-se marcar por a.

    JBG: As ltimas eleies foram antecipadas para preparar as eleies autrquicas de 2013. Como sero escolhidos os can-didatos e at quando ser feita essa escolha?

    LG: A Comisso de Coordenao Autrquica neste momento liderada pelo Dr. Nuno Marques; um quadro do nosso partido que tem um conhe-cimento profundo das autarquias, que conhece o Partido por dentro e que conhece bem os interlocutores. Est a constituir uma equipa e metodologia de trabalho. Alis, a prpria comisso poltica desde h um ano a esta parte, tem vindo a contactar as seces no sentido de marcar uma posio e um calendrio relativamente s autrqui-cas. Queremos continuar maioritrios na regio do Algarve e esse o nosso propsito neste momento.

    JBG: comum ouvir-se falar em trazer sangue novo para a poltica. Comeou na poltica cedo e tem singrado. Gostaria de ver as concelhias com mais caras novas, numa prtica de rotatividade?

    LG: Cada concelhia tem as suas pr-prias dinmicas, mas bom verificar-se que temos tido novas caras; quase todas as concelhias, desde que eu estou a pre-sidir o Partido no Algarve, tm mudado os seus rostos; sinal que o PSD est vivo. Ns no queremos mal s pessoas que c esto h muito tempo; pelo con-trrio temos orgulho, estima, considera-o, mas bom haver uma renovao e tem havido uma renovao dos rostos no PSD no Algarve.

    JBG: Est confiante nas elei-es do prximo ano?

    LG: Ainda cedo para falar nisso. Naturalmente, estou confiante no tra-balho que os autarcas do PSD esto a fazer; em qualquer um dos concelhos marcaram uma posio clara. Existem cinco autarcas que fizeram um excelente trabalho e que no vo poder recan-didatar-se. O partido e as populaes tm de lhes estar gratos pelo excelente trabalho que fizeram. Mudaram cada um dos concelhos: Alcoutim no era o mesmo do que agora com Francisco Amaral, Castro Marim idem, Loul tem um concelho estruturado e qualificado com Seruca Emdio. Isabel Soares ps

    Silves no mapa, e importante que se diga. Desidrio Silva fez uma obra extraordinariamente importante em Albufeira; recolocou no mapa interna-cional, fazendo de Albufeira a capital do turismo do Algarve. Todos ns temos de estar orgulhosos do trabalho que reali-zaram; agora h outros Quadros que os vo substituir; iremos ver quem so, e h outros concelhos que so oposio e vamos para ganhar.

    JBG: Com exceo de VRSA, no Baixo Guadiana os edis de Castro Marim e Alcoutim atin-gem a limitao de mandatos. Ambos j levantaram a ponta do vu quanto ao seu futuro. Como encara a possibilidade de Francisco Amaral candidatar-se a Castro Marim e Jos Estevens seguir para Tavira?

    LG: Naturalmente essas candidaturas foram concertadas comigo e se esto no terreno porque so duas mais-valias que o Partido tem. Como tal, temos total confiana que vo fazer uma grande campanha; acima de tudo vo entrar num processo de contacto direto com os muncipes e cada um traz consigo um patrimnio de obra feita muito grande e isso uma vantagem tanto para eles, como para o PSD e para as populaes que sabem o que valem esses candidatos.

    JBG: Com o PSD no Governo mais fcil ou mais difcil rei-vindicar sobre os problemas da regio?

    LG: Temos que manter uma coern-cia de discurso. Eu no posso pensar diferente do que quando h um ano o PSD estava na oposio. Alis eu ata-quei o ano passado o Partido Socialista pela taxa de desemprego e este ano, h pouco tempo, fiz o mesmo relati-vamente ao Governo de maioria PSD/CDS. Mas hoje posso afirmar que temos um Governo que est preocupado com a situao do Algarve e que quer con-tribuir para a soluo do problema, e isso posso testemunhar.

    JBG: Duas bandeiras do PSD Algarve so: diminuir o desem-prego e incentivar o investimento na regio. Como ser isso poss-vel do seu ponto de vista?

    LG: Tendo pessoas nos diversos cargos que tm de decidir devidamente capacitadas para o fazer; eu acho que este Governo nomeou pessoas com grande sentido pragmtico, com grande qualificao tcnica e, sobretudo, com grande conhecimento da regio e talhadas para decidir, e assim que se pode mudar para melhor os destinos do Algarve.

    JBG: No sendo o Algarve apenas sol e praia, como encara o estado dos setores produtivos como a agricultura e a pesca?

    LG: Temos que repensar estes setores, tendo conscincia que no uma solu-o de curto prazo; demorar porque, infelizmente, deixou-se depauperar a nossa frota pesqueira desde que entr-mos para a Unio Europeia. Houve uma viso pobre e uma destruio que pode ser contestada. Temos uma Plataforma Continental, temos o mar imenso e no podemos perder as atividades relacio-nadas com o mar.

    JBG: Recentemente o Governo

    anunciou a aplicao da medida Impulso Jovem para o Algarve. Era grave se no o fizesse

    LG: A nossa posio s uma. Ns no somos como o Partido Socialista que se calou quando o PEPAL [Programa de Estgios Profissionais na Administrao Local], criado pelo Governo de Scrates, deixou de fora o Algarve, mas agora vm criticar o Governo do PSD! Tm duas caras e ns temos uma s. Fizemos os esforos para que o Algarve ficasse integrado na medida Impulso Jovem e ficou. O Governo est preocupado com a situao do Algarve e est empenhado em encontrar solues. E espero que a prxima proposta seja interferir nas tarifas das portagens da Via do Infante; preciso repensar o modelo e ser con-sequente.

    JBG: Como encara o fim das isenes?

    LG: O Governo no pode fugir a um balano das portagens. Desde que se implementaram as portagens que eu disse que no final do primeiro trimestre teria que se fazer um balano e ter que se ser consequente com esse balano. O que acho que se houver uma reduo do trfego, como parece que h, ns no podemos ficar iguais. O Governo no pode ser autista, e estou convencido que no ser. Assim como acho que o regime das isenes devia manter-se.

    JBG: Portanto, do seu ponto de vista, acabar com as portagens nunca.

    LG: Naturalmente que se me pergun-tar se devemos acabar com as portagens: Sim. Mas temos de ser pragmticos; e se defendesse um cenrio que sei que o Governo no vai pr em cima da mesa no estaria a fazer um bom trabalho para o Algarve.

    JBG: O que tem a dizer sobre a paragem da requalificao da EN 125?

    LG: lamentvel, mas bom que as pessoas saibam que no tem que ver com o Governo, mas sim com a parceria criada pelo Partido Socialista que ps a alavanca destas obras na banca e a banca no tem dinheiro para financiar os privados.

    JBG: Como encara o desenvol-vimento regional algarvio?

    LG: A situao muito preocupante do ponto de vista social e naturalmente que o Governo tem de deitar mos ao Algarve.

    JBG: Mas h empresrios a querer investir

    LG: Apesar de haver empresrios a querer investir existem muitos entraves a esses investimentos e isso que tem que mudar. A administrao pblica tem de mudar a sua postura. Existem excees que preciso realar; hoje a CCDR [Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional] do Algarve est vocacionada para decidir, bem como a Direo Regional da Economia o est. Porm, temos entidades como o IPTM que est totalmente centralizado e demora a responder; e isso que inaceitvel. Neste momento em Vila Real temos um projeto de 12 milhes de euros com previso de criao de 50 postos de trabalho que no arranca por falta de resposta do IPTM. Isto inacei-tvel, sobretudo em tempo de crise, e o Governo tem de saber disso.

    municipal rene todos os critrios para se manter, devido a um processo de rees-truturao que se iniciou em 2009. Ns estamos a reduzir bruscamente as des-pesas correntes

    JBG: O patrimnio tambm tem um peso importante no cum-primento destes critrios.

    LG: Tem um peso importante; mas quando se fala da dvida mete-se a dvida do patrimnio! De facto a empresa municipal tem uma dvida, mas pre-ciso saber que uma parte esmagadora foi para comprar patrimnio; portanto no uma dvida de dinheiro que se perdeu, mas antes garantimos 80 a 100 milhes de euros de patrimnio.

    JBG: Em algumas entrevistas que tem dado denota-se que um defensor das fuses; quer de freguesias, quer de municpios. Qual o mapa administrativo que o agradaria para o Baixo Gua-diana?

    LG: No vou falar de fuses de muni-cpios do Baixo Guadiana nem de lugar nenhum porque isso no est em cima da mesa, e seria at deselegante para com os meus colegas.

    JBG: Mas noutras circunstn-cias j se afirmou disponvel para uma fuso entre Castro Marim e VRSA

    LG: Disse que se houvesse uma din-mica legislativa nesse sentido eu estaria disponvel para discutir. Acho que no somos pessoas tapadas e obtusas que tenhamos que fugir das discusses; as discusses no querem dizer que ns concordemos ou que se faa assim

    JBG: Mas h quem seja total-mente contra. O senhor presi-dente no tem essa posio

    LG: Pois, mas enquanto h quem seja contra a limitao de mandatos eu sou a favor. Acho que tudo tem um tempo na vida e bom as pessoas mudarem; a democracia rica assim. Agora, quando se fez a limitao de mandatos era para tudo; deputados, primeiros-ministros. A injustia que os autarcas esto sempre a levar pela mesma tabela; so as cobaias das experincias legislativas. Eu acho que a reforma do poder local est

  • 16 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    LOcAL

    A cmara municipal de Alcoutim cedeu quatro infraestruturas de apoio pesca no cais de Guerreiros do Rio. A pesca uma atividade econmica com expresso naquela aldeia ribeirinha do Guadiana, nomeadamente a pesca do muge, saboga, robalo e enguia. Aps o arranjo paisagstico na beira-rio, com espaos verdes e um quiosque,

    a autarquia criou quatro apoios de pesca, com o objetivo tambm de incentivar explorao da ati-vidade piscatria. A entrega das chaves das infraestruturas aos pes-cadores aconteceu no dia 8 de maio e contou com as presenas do edil alcoutenejo Alcoutim, Francisco Amaral, e do Capito do Porto, Lus Matias.

    Falta de respostas do ICNB leva municpio a vigiar mata

    Sesses de sensibilizao do a conhecer vantagens da Via Algarviana

    O Instituto da Conservao da Natu-reza e Biodiversidade (ICNB) ao longo dos ltimos anos, tem ignorado a Mata Nacional das Dunas Litorais de VRSA, votando-a a uma situao de abandono, avana o municpio vila-realense que considera a atitude do ICNB preocupante.

    Segundo Lus Gomes, presidente da cmara municipal lamentvel que em 2004 o ICNB tenha proposto cmara municipal um acordo para a gesto da mata nacional e o tenha vindo sucessivamente a adiar. con-tudo ainda mais preocupante que o prprio instituto j tenha aceitado os termos do acordo, mas no lhe tenha dado seguimento, queixa-se o res-ponsvel.

    Sapadores Florestais avanam no terreno

    Est no terreno uma equipa de Sapadores Florestais composta por uma viatura e cinco elementos que durante o vero, e de forma diria, vai assegurar a vigilncia da mata, tendo em vista o combate a incndios.

    s devido atitude proactiva da autarquia que situaes como o incn-dio ocorrido no dia 8 de junho no

    A equipa de gesto da Via Algarviana est a realizar, durante os meses de junho e julho, sesses de sensibiliza-o e esclarecimento junto de todos os interessados em conhecer as aes previstas na candidatura. As sesses, que tero lugar em local e horrio a definir, sero dinamizadas em todos os municpios parceiros e abertas populao em geral.

    Estas sesses tm como objetivos apresentar os resultados obtidos at ao momento com o projeto, iden-tificar e explicar as aes previstas at ao final do ano por municpio, bem como perceber de que forma as empresas e populao podem beneficiar com a Via Algarviana e aproveitar os seus recursos.

    A primeira das 11 sesses previs-tas, teve lugar no dia 4 de junho, no salo do Centro Nutico de Alcoutim, local cedido pelo respe-tivo municpio. Estiveram presentes

    tm tido maiores consequncias, o que prova que a cmara municipal est mais do que habilitada para iniciar a to adiada gesto partilhada daquela rea verde, frisa o edil.

    Em comunicado a autarquia asse-gura que ao longo dos ltimos meses, o Servio Municipal de Proteo Civil de Vila Real de Santo Antnio, atravs da sua equipa de Sapadores Florestais, tem estado a cumprir as aes que caberiam ao ICNB, nomeadamente a limpeza da mata e a desobstruo de aceiros.

    Desta interveno, feita com verbas

    mais de uma dzia de muncipes, representantes de negcios locais, associaes, entidades e estudantes, incluindo o vereador municipal Hugo Barras, tornando o balano da sesso bastante positivo. Foram discutidos

    autrquicas, constam ainda o alarga-mento das vias para passagem de ve-culos de emergncia, a preservao de espcies e ainda o arranjo das vedaes que se encontravam degradadas.

    Estamos a cumprir muito mais do que nos solicitado, pelo que gos-taramos de ver atitude semelhante por parte de quem tem efetivamente responsabilidades na gesto da mata. Temos a conscincia de que todos os incidentes que se verificarem naquele espao no sero seguramente da res-ponsabilidade da autarquia, mas sim do ICNB, afirma o social-democrata Lus Gomes.

    vrios pontos de vista e debatidas sugestes muito interessantes para o futuro da Via Algarviana. Depois teve lugar em Castro Marim, no dia 8 de junho, no auditrio da Biblioteca Municipal.

    Lus Gomes, edil vila-realense, j deitou mos obra e fez iniciar a vigilncia da Mata Nacional das Dunas Litorais de VRSA, mas no sem antes criticar duramente a falta de respostas do ICNB.

    Algumas das primeiras sesses de sensibilizao sobre o projeto Via Algarviana passaram pelos concelhos de Castro Marim e Alcoutim.

    Municpio cede apoios de pesca

    No total foram fornecidos 4 apoios de pesca no cais de Guerreiros do Rio

    Desde 2004 que o municpio tenta acordos com o ICNB

    Alcoutim foi a primeira localidade a receber sesso de sensibilizao

    VRSA Alcoutim

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  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 17

    LOcAL

    O parque de caravanismo do Pereiro, no concelho de Alcou-tim, foi inaugurado pelo presi-

    No dia 16 de junho o Clube Desportivo de Vaqueiros recebeu o Projeto + Sade . Trata-se de um projeto da iniciativa do Clube Desportivo de Vaqueiros e surgiu com o objetivo de promover um envelhecimento ativo, atravs do exerccio fsico e outras ativida-des que estimulem as funes cognitivas e incentivem a uma boa nutrio.

    Neste projeto vo ter lugar diversas atividades que funcio-nam como espaos de formao, informao, convvio e como forma de interveno psicosso-cial. O grande objetivo do projeto passa por incentivar o autocui-dado.

    A Associao Vicentina, a Associao In Loco e a Associa-o Terras do Baixo Guadiana abrem no dia 2 de julho de 2012 um concurso de ideias.

    Pretendem, ao faz-lo, dotar o projecto Um Outro Algarve de uma imagem coerente e apela-tiva, que funcione como um ins-trumento de promoo da oferta turstica do territrio de Baixa Densidade da regio.

    O vencedor ter direito a um prmio no valor de quatro mil e quinhentos euros (a que acresce IVA taxa legal).

    O concurso fecha no dia 10 de agosto, data-limite para a recep-o de candidaturas,

    Para consultar o Regulamento do Concurso de Ideias Um Outro Algarve e outras informa-es, consulte: www.atbaixogua-diana.pt ou www.in-loco.pt ou www.vicentina.org

    dente da CCDR Algarve, David Santos, a 23 de junho. A infraes-trutura foi equipada com mesas,

    O executivo da cmara municipal de Alcoutim e a direo da Associao Alcance, reuniram a 30 de maio, em Mrtola, com a Associao de Defesa do Patrimnio de Mrtola (ADPM), com o objetivo de recolherem informa-es sobre as mltiplas experincias positivas desta associao de desen-volvimento, que emprega mais de 40 jovens. Com um papel ativo inicial no desenvolvimento local do concelho de Mrtola, a ADPM alargou, durante a ltima dcada, o mbito temtico e geogrfico das suas reas de interven-o. Instituio de Utilidade Pblica e considerada pelo Ministrio dos Negcios Estrangeiros Portugus como ONGD Organizao No Governa-mental para o Desenvolvimento - a ADPM hoje um exemplo de atuao estratgica nos processos de desenvol-vimento locais.

    Parcerias na mira

    Na reunio, as entidades debateram novas parcerias, estratgias e mtodos, que permitam um maior desenvolvi-mento econmico, social e cultural dos territrios e das suas gentes. A explo-rao dos recursos endgenos, como as plantas aromticas, o figo da ndia, a floresta e a cinegtica, foram alguns dos temas tratados. O aproveitamento exaustivo dos programas comunitrios foi definido como elementar para os desafios que se propem.

    A inaugurao aconteceu a 23 de junho. Este equipamento representa uma nova atrao turstica para Alcoutim, um concelho cada vez mais apetecvel para os autocaravanistas.

    Foi num encontro em Faro, com o presidente da Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Alg), David Santos, que os membros do grupo Pr Futuro de Alcoutim puderam manifestar os seus anseios.

    Inaugurado parque de merendas e auto caravanismo do Pereiro

    Pr Futuro de Alcoutim apresentou Plano de Aopara Guadiana

    Alcance recolheu boas prticas da ADPM

    Clube de Vaqueiro alerta para malefcios do calor

    Concurso de ideias para o Projecto Um Outro Algarve

    CCDR Algarve

    bancos, disponibiliza grelhadores, instalaes sanitrias e zona de estacionamento automvel. Tem tambm uma plataforma para a prtica informal de desporto. Com lugar para 16 caravanas, idn-tico quele que j foi criado em Alcoutim, permitindo aos cara-vanistas abastecer-se de gua potvel, carregar baterias e liber-tar guas residuais, nas devidas condies sanitrias. A estao poder ser usada por dois veculos em simultneo e ser self-service, com utilizao de moedeiro.

    A obra custou 174.900,00 euros, sendo cofinanciada pelo PO Algarve.

    Decorreu no dia 19 de junho em Faro, um encontro entre o Pre-sidente da CCDR Alg e represen-tantes do grupo Pr Futuro de Alcoutim, onde foram discutidos diversos temas relacionados com o desenvolvimento deste concelho. O grupo entregou um Plano de Ao para o Guadiana, evidenciando o seu enorme potencial e apontando medidas e intervenes no sentido de serem melhoradas as condi-

    es de navegabilidade e atrao deste rio, de forma a trazer cada vez mais visitantes a esta regio. O Presidente da CCDR Alg justi-ficou a importncia dos projetos comunitrios/transfronteirios, informando da aprovao de uma candidatura no mbito do Programa Operacional de Cooperao Trans-fronteiria (POCTEP)entre Espanha e Portugal, que tem como objetivo tornar o Guadiana navegvel o mais

    Novo equipamento serve para piqueniques e autocaravanas

    Rio Guadiana est no centro das atenes deste grupo alcoutenejo

    A iniciativa Noites de Lua Cheia tem granjeado cada vez mais adep-tos. E, tal como avana a organiza-o, so perto de quatro centenas de pessoas que se juntam para fazer o percurso de bicicleta e a p, em que cada dia reservado para uma modalidade diferente, tendo os participantes idades to diferentes entre os 6 e os 80 anos. Este ano tm a oportunidade de percorrer os trilhos da cidade, mata e praia, com a iniciativa de tambm ajudar a Cruz Vermelha Portuguesa de Vila Real de Santo Antnio. Ou seja, cada parti-cipante pode levar alimentos para ajudar aquela instituio que sofre muitas dificuldades para ajudar os cidados que, em cada vez maior nmero, procuram ajuda para a sua alimentao no dia-a-dia. Este ano, o Grupo de Voluntariado da Junta de Freguesia de VRSA, em parceria com o Banco Alimentar da Cruz Vermelha, associou-se iniciativa Noites de Lua Cheia no sentido de angariar comida para os mais desfa-vorecidos. Quem participar, puder e tiver vontade, pode levar qualquer bem alimentar que posteriormente ser distribudo por quem neces-sita, confirma a organizao que j avanou com o calendrio para os vrios passeios. Assim, em julho a 3 (marcha-passeio), a 4 (BTT) e em agosto a 1 e 29 (marcha-Passeio) e a 2 e 30 (BTT). Os passeios iniciam-se sempre s 21h30 junto marina de VRSA.

    possvel. O grupo deu igualmente conhecimento de outras iniciati-vas que est a desenvolver, como sejam um workshop sobre lngua portuguesa, com o tema Ler para bem Escrever, orientado pela Prof. Teresa Rita Lopes, a realizar no dia 7 de julho, nos Guerreiros do Rio; tambm um seminrio sobre desen-volvimento local, programado para a primeira quinzena de outubro, a realizar em Alcoutim.

    Noites de Lua Cheia apoiam Cruz Vermelha

    em Mrtola

  • 18 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    LOcAL

    O balano foi feito pela Associao Nacional de Conservao da Natureza (QUERCUS). A informao foi avanada pelo municpio galardoado.

    Aps a introduo de portagens na Via do Infante a quebra de circulao automvel ascende aos 56% no primeiro trimestre de 2012. A Comisso de Utentes j agendou novas aes de luta.

    Avana QUERCUS

    Valem Ouro as praias de Vila Real de Santo Antnio

    Alcoutim tem bandeiras Azul e Praia Acessvel

    Quebra de automveis na A22 ascende aos 56%

    Os turistas e residentes que este ano se banhem nas cinco praias de Vila Real de Santo Anto Ant-nio fazem-no em praias que valem Ouro, no que diz respeito qua-lidade. A QUERCUS avanou com a informao de que Fbrica-Mar, Lota, Manta Rota, Monte Gordo e Santo Antnio so as cinco praias vila-realenses distinguidas com o galardo da Quercus que premeia as zonas balneares do pas cuja gua apresenta os melhores resul-tados em termos de qualidade.

    Para receber a classificao de praia com Qualidade de Ouro, uma zona balnear tem de respeitar um conjunto de critrios predefini-dos tais como apresentar qualidade da gua boa nas trs pocas bal-neares entre 2007 e 2009, ter regis-tado qualidade da gua excelente nas duas ltimas pocas balneares e possuir resultados excelentes em todas as anlises realizadas durante a poca balnear de 2011.

    O objetivo da QUERCUS real-ar as praias que, ao longo de vrios anos (cinco, neste caso), apresentem sistematicamente boa

    A praia fluvial do Pego Fundo, em Alcoutim, foi galardoada com a Bandeira Azul e, ostenta, semelhana de anos anteriores, a Bandeira Praia Acessvel, Praia para Todos!.

    A bandeira azul um certificado de qualidade ambiental, que dis-tingue o esforo que a autarquia de Alcoutim tem realizado nesse sentido, cumprindo a praia fluvial as normas exigidas nas reas de informao e educao ambiental, gesto e segurana e qualidade da gua.

    O galardo Praia Acessvel Praia para Todos, conquistado consecutivamente h oito anos, distingue zonas balneares, mar-

    Algarve que diziam que iriam apelar a um levantamento das populaes caso as obras de requalificao paras-sem? Antes tambm prometeram que portagens no Algarve nunca! So deputados eleitos pelo PS, PSD e CDS e que tm, sistematicamente, votado no Parlamento contra a suspenso das portagens na Via do infante. So vozes completamente silenciadas e vendidas aos interesses nefastos do governo da Troika, vozes com-pletamente desacreditadas perante as populaes da regio, critica a Comisso de Utentes.

    Caos no Vero

    O prognstico para o vero o pior. A 30 de junho terminam as isenes e aumenta o trfego com a chegada dos turistas. Perante tal gravidade, lamentvel que a AMAL apenas se preocupe com a paragem das obras e com o fim das isenes e no apele suspenso imediata das portagens, denuncia a comisso que lembra que por outro lado, o Tribunal de Contas veio dar razo Comisso de Utentes

    qualidade ou qualidade excelente, tendo em conta a classificao da legislao em vigor (boa era, at 2009, a melhor qualidade possvel de acordo com a anterior legislao europeia).

    As anlises da associao so baseadas na informao pblica oficial disponibilizada pelo Insti-tuto da gua, atravs do Sistema Nacional de Informao de Recur-

    timas e fluviais, que cumpram os requisitos necessrios em termos de acessibilidade e mobilidade con-dicionada. Neste sentido, a praia fluvial do Pego Fundo est equi-pada com uma rampa de acesso ao areal, passadeiras de madeira at s sombrinhas e prximas da gua, instalaes sanitrias adaptadas e meios auxiliares de banho. Os nadadores-salvadores esto tambm sensibilizados e preparados para as dificuldades e necessidades das pessoas com mobilidade condicionada.

    Francisco Amaral, autarca de Alcoutim, congratula-se por ter em Alcoutim uma praia para todos e ver esse mrito reconhecido.

    quando o seu relatrio de auditorio indica que o Estado e os contribuintes saem gravemente lesados com as por-tagens. O regime de disponibilidade contratualizado s vai favorecer as concessionrias, incluindo a Euroscut, e as entidades bancrias.

    Aes de Luta

    No final do ms de junho foi entregue uma nova petio dirigida Assembleia da Repblica, exigindo a suspenso das portagens; no dia 1 de julho vai ser erguido um Memo-rial s vtimas da estrada da morte, ao longo de toda a EN 125, nomea-damente nos pontos negros iden-tificados. Neste dia podem ocorrer aes surpresa contra as portagens em alguns pontos do Algarve e na primeira quinzena de julho vai pro-mover uma nova marcha de veculos envolvendo a Ponte Internacional do Guadiana, com a colaborao dos vizinhos espanhis da Andaluzia. Oportunamente sero divulgados o dia, a hora e os pormenores desta marcha, adianta a comisso.

    sos Hdricos (SNIRH).O municpio regozija-se pelo

    pleno de um galardo que mais um contributo na promoo de Vila Real de Santo Antnio, em pleno Baixo Guadiana, como des-tino turstico.

    De referir que as praias de VRSA tambm receberam o galardo de Praia Acessvel

    Para alm da quebra de circulao automvel na Via do Infante, o nmero de acidentes e mortos na Estrada Nacional 125 cresceu. De acordo com a Comisso de Utentes nos primeiros meses do ano os aci-dentes de viao e os feridos graves mais que duplicaram, e as vtimas mortais so superiores, na EN 125 e vias secundrias, relativamente ao mesmo perodo do ano anterior, acrescentando que a nvel social e econmico a catstrofe e o desastre instalaram-se na regio a chaga do desemprego atinge mais de 50 mil pessoas e as insolvncias e falncias de empresas sucedem-se diariamente. O Algarve vive uma verdadeira situ-ao de emergncia social e econ-mica.

    Requalificao da EN125 parada

    Entretanto as dificuldades finan-ceiras levaram a que as obras da EN125 parassem, sem ser conhecida a data de arranque das obras. Onde esto aqueles deputados eleitos pelo

    O municpio faz o pleno ao ver distinguidas as cinco praias com qualidade ouro

    Praia Fluvial volta a ser destino de qualidade aos vrios nveis

    Diretor Regional de Economia reuniu com executivo de Alcoutim

    O Diretor Regional de Econo-mia do Algarve, Gilberto Viegas, reuniu a 19 de junho em Alcou-tim com o executivo municipal, a fim de se inteirar da situao das empresas locais, ligadas pani-ficao, pecuria, floresta, cine-gtica, construo civil, hotelaria e turismo, artesanato e apoio terceira idade.

    Aps esta anlise, ficou plane-ada a realizao, em colabora-o com o Instituto de Emprego e Formao Profissional, de uma sesso nos Paos do Concelho, sobre empreendedorismo jovem e os mltiplos apoios existentes. At ao fecho de edio do JBG a data para a sesso no tinha sido avanada.

    Alcoutim vai acolher sesso sobre empreendedorismo

    Portagens

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 19

    DESENVOLVIMENTO

    O Governo vai avanar com a Agenda Criana em Portugal e o coordenador Lus Villas-Boas, diretor do Refgio Aboim Ascenso, de Faro, e mentor da Emergncia Infantil em Portugal.

    Imposto especial sobre o consumo de cigarros: Comisso insta Portugal a alterar as suas regras

    A Comisso Europeia pediu oficialmente a Portugal que alterasse as suas regras nacionais em matria de impostos especiais de consumo no que respeita aos cigarros. Em Portugal estabelecido um prazo-limite para a venda de cigarros, associado estampilha aposta na embalagem. Os cigarros apenas podem ser vendidos at ao final do terceiro ms aps o final do ano em que foram introduzidos no consumo.

    guas residuais e poluio da gua: Comisso insta Portugal a cumprir legislao da UE

    Portugal no est a tratar adequadamente as guas residuais oriundas de pequenos aglo-merados urbanos nem a cumprir as normas da UE relativas pureza das guas conqucolas. Por recomendao do Comissrio responsvel pelo Ambiente, Janez Potonik, a Comisso

    vai enviar pareceres fundamentados, con-vidando Portugal a cumprir a legislao da Unio Europeia em ambos os domnios no prazo de dois meses, caso contrrio a Comisso poder remeter os casos para o Tribunal de Justia da UE.

    Campanha da UE faz da cincia e

    inovao um mundo no feminino Perante a necessidade de um milho

    de novos investigadores at 2020 na Unio Europeia, a Comisso lanou uma campanha destinada a interessar as raparigas pela cin-cia e estimular mais mulheres a escolherem a investigao como carreira. .

    Energias renovveis: aumento da

    contribuio das energias renovveis para 12,4% do consumo energtico da UE em 2010.

    Em 2010, a energia proveniente de fontes renovveis representou, segundo as estimativas, 12,4% do consumo final bruto de energia da UE, contra 11,7% em 2009 e 10,5% em 2008. A diretiva de 2009 sobre a energia renovvel fixou objetivos para cada um dos Estados Membros de tal forma que as energias renovveis atinjam 20% do total do consumo energtico na UE at 2020. Os objetivos individuais dos Estados-Membros tm em conta pontos de partida diferentes, bem como o potencial de energias renov-veis e os desempenhos econmicos de cada Estado-Membro. .

    Perto da

    Europa

    Centro de Informao Europe Direct do AlgarveComisso de Coordenao e Desenvolvimento

    Regional - CCDR Algarve Rua do Lethes n 32, 8000-387 Faro tel: (+351) 289 895 272 fax: (+351) 289 895 279 europedirect@ccdr-alg.pt

    www.ccdr-alg.pt/europedirect

    Anuncia Governo

    Aps 40 anos

    Odelouca comeou a fornecer gua ao Algarve

    Lus Villas-Boas encabea Agenda Criana

    A construo da Barragem de Ode-louca foi sistematicamente adiada tendo iniciado a sua construo em Outubro de 2001, sob a juris-dio do Instituto Nacional da gua (INAG). Aps diversas vicissitudes a mesma foi suspensa em Novembro de 2003, lembra em comunicado a empresa guas do Algarve.

    Desde Dezembro de 2006 que foi dada a incumbncia da concluso da construo da Barragem de Ode-louca guas do Algarve, tendo a construo sido iniciada em Feve-reiro de 2007 e concluda em junho de 2010.

    Desde ento, at presente data, cumpriram-se com todas as obrigaes legais do enchimento da albufeira da Barragem at que, final-mente, foi dada a autorizao pela alta entidade da gua (INAG) para que se desse o pleno enchimento da albufeira, assegura a guas do

    Algarve.

    Aspirao dos algarvios

    A Barragem de Odelouca cons-titui uma aspirao de todas as

    Comisso Europeia, e membro ativo da Associao Portuguesa de Crianas Desaparecidas. Sendo uma defensora do direitos das crianas, lembrou que preciso sentar todos mesma mesa para acabar com injustias gritantes, referindo-se a decises judiciais e pareceres de tcnicos da Segu-rana Social que pe em causa o futuro das crianas. Esta respon-svel congratulou-se pela criao

    entidades e estudiosos do abaste-cimento pblico e a garantia de gua em quantidade para o Barlavento Algarvio.

    H mais de 40 anos que esta bar-ragem vem sendo falada como uma

    da Agenda Criana, que acredita que vai ajudar a resolver muitos problemas relacionados com as crianas em Portugal.

    O Dia Mundial da Criana ficou marcado pela assinatura de mais um protocolo entre a BP Por-tugal e o Refgio Aboim Ascenso. De referir que nos ltimos seis anos a BP j ajudou esta IPSS com um total de 180 mil euros em gasleo e gs

    imperiosa necessidade.Todo o Sistema Multimunici-

    pal do Barlavento Algarvio, ento gerido pela guas do Barlavento Algarvio SA, assentava no Sis-tema primrio constitudo pela Barragem de Odelouca e o Tnel Odelouca-Funcho.

    Para a guas do Algarve, SA trata-se de um marco histrico de especial relevncia pelo facto de finalmente o Algarve dispor de uma infraestrutura que o garante do abastecimento pblico de gua de todo o Barlavento Algarvio, com a possibilidade, se necess-rio, de fornecer gua ao Sotavento atravs das duas Estaes Eleva-trias Reversveis existentes no concelho de Loul, pode ler-se no comunicado da empresa, que acrescenta que com esta infra-estrutura e com as Estaes de Tratamento de gua de Alcanta-rilha e Tavira, garantimos no s a qualidade de gua necessria e suficiente, mas tambm, a ele-vadssima qualidade do Produto gua que disponibilizamos a toda a Regio.

    Pedro Mota Soares falhou a sua visita ao Refgio Aboim Ascenso, em Faro, no dia 1 de junho, devido a uma reunio de emergncia com os parceiros sociais. Fez-se representar por Joaquim Caeiro, seu assessor, que leu uma missiva do ministro, em que era assegurado que a breve trecho o Governo dar novidades em relao Proteo, Acolhimento e Adoo da Criana em Portugal; consubstancia-das na Agenda Criana.

    Esta medida visa avaliar todo o Dossier e de tal dar posterior conta ao Governo, tal como explicou Lus Villas-Boas. O diretor do Refgio Aboim Ascenso fez um apelo para que enquanto se cuida das finan-as no se esqueam das crianas. Afirma que h muito para alterar em Portugal no domnio da problem-tica da criana, lembrando que h muitos anos que no Refgio Aboim Ascenso pugna-se para que Portugal tenha um Sistema Nacional de Emer-gncia Infantil, um Modelo que se

    revelou j, h muito, respondente.Em 2011 o ndice de ocupao no

    Refgio Aboim Ascenso rondou 90% da capacidade da instituio.Esta no uma instituio de ficar, mas apenas de chegar e de partir, subli-nhou Lus Villas-Boas que defende que mais do que nunca so necess-rias em Portugal Unidades de Emer-gncia Infantil para crianas entre os 0 e os 6 anos, defendendo para crianas com mais de 6 anos famlias de acolhimento pagas, supervisiona-das e acarinhadas que se substituam aos Lares, obras e casas, porque todas as crianas devem crescer no seio de uma famlia e no entre quatro paredes de uma instituio.

    Margarida Duro Barroso enaltece Agenda Criana

    Tambm a acompanhar a visita a esta IPSS esteve Margarida Duro Barroso, mulher do presidente da

    Odelouca fornece todo o Algarve desde o passado dia 1 de junho

    Mentor da Emergncia Infantil em Portugal ( d.ta) vai liderar equipa de apoio Criana

    Desde o passado dia 1 de junho que a Barragem de Odelouca est a fornecer o Algarve. Esta aspirao, que agora se materializa, tem 40 anos, e por isso sabe a vitria.

  • 20 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    cULTURA

    Antes de mais queria saudar a estimada Sr Antnia-Maria e alert-la que, efectivamente, Antnio Leite no nenhum colaborador do JBG, mas sim um capito nas praas portuguesas do Norte de frica e Senhor de Arenilha por nomeao do rei D. Joo III. Por outro lado, no posso deixar de salientar que se a figura de D. Paio Peres Correia est viva na regio da Estre-madura espanhola, tambm o est nas regies do Alentejo e Algarve, como podemos constatar pelos inmeros estudos de investigadores e histo-riadores portugueses, como os acadmicos Jos Mattoso, Joaquim Romero de Magalhes, Miguel Gomes Martins, Antnio Castro Henriques, entre muitos outros... Com efeito, a lenda e a histria confundem-se, o que dificulta qualquer reconsti-tuio segura da sua vida. Ora vejamos: natural de Portugal, em Leo que surge pela primeira vez enquanto membro da Ordem de Santiago, durante a conquista de Cceres, em 1226, vindo a combater ainda na conquista de Capiella, beda, Baeza e Quejada. Em 1235 encontra-se atestado como comendador de Alccer do Sal, e com este estatuto que consegue impulsionar a conquista de um importante nmero de forta-lezas na regio alentejana, como Moura, Serpa, Aljustrel, Alvalade, Beja e Mrtola. No Algarve conquista Alcoutim, Vaqueiros, Alfajar de la Pena e Ayamonte (ambas em Espanha). Seguem-se as fortalezas de Estombar e Alvor que, por se encon-trarem demasiado afastadas pela zona dominada pelos Espatrios, acaba por ser trocada com os muulmanos pelo castelo de Cacela. Segundo a Crnica da Conquista do Algarve, Tavira foi conquistada aos mouros como represlia pela morte de sete dos seus cavaleiros, seguindo-se Salir e, finalmente, Silves. Notabiliza-se na con-quista dos castelos de Lorca, Mula e Segura e, em 1248, na fase final do cerco a Sevilha. Na altura era j um dos principais conselheiros do rei de Leo e Castela, Fernando III, estatuto que a Primeira Crnica Geral de Espanha sublinha. A Crnica da conquista do Algarve tambm refere a participao da Ordem de Santiago e do Mestre D. Paio Peres Correia na conquista de Faro, ao lado das tropas de D. Afonso III. Conti-nuou frente dos destinos da ordem at 1275, ano em que morre em Talavera de la Reina. No princpio do sc XVI os seus restos mortais so transladados para Tentudia, sendo realmente pouco provvel que os mesmos tenham sido mais tarde transladados para Tavira, como refe-riu o cronista Rui de Pina, na sua Crnica de D. Afonso III (captulo XV). Grosso modo, o que importa aqui salientar que a discusso em torno da ltima morada dos restos mortais de D. Paio Peres Correia bem representativa do orgulho que tanto portugueses como espanhis tm nesta figura to importante para a histria de ambos os pases. A verdade que a memria de D. Paio Peres Correia est to viva na memria dos portugueses que invocada na toponmia de cidades como Tavira, Silves, Setbal, Lisboa e Samora Correia. Diz a tradio que at a aldeia de Paio Pires, no concelho do Seixal, deve o seu nome a este grande guerreiro portugus, mestre da Ordem de Santiago

    Ainda sobre a figura de D. Paio Peres Correia

    Fernando PessanhaFormador Histria Local- CEPHA/UALG

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    ALSantos Populares juntaram

    experincias de VRSA, Castro Marim, Andaluzia e

    Trs-os-MontesGraas participao de vrios cida-dos de Vila Real de Santo Antnio, entre os quais um historiador, e muitos outros convivas de tempos j passados, foi possvel organizao da tertlia Santos Populares: o seu tempo e as tradies. Recuperou-se a mem-ria viva de como a festa dos Santos Populares muito querida no Baixo Guadiana portugus e espanhol - atravs de testemunhos entusiastas de vila-realenses, de um castro-ma-rinense, uma andaluza e at de uma transmontana, que vive em VRSA h cerca de 20 anos. Entre outros, de Vila Real de Santo Antnio, estivemos conversa com o historiador Hugo Cavaco que nos falou dos primrdios dos festejos dos Santos Populares, dos mitos e das crenas. A famosa fogueira de So Joo, a Roda e os humildes Mastros de outros tempos, so figu-ras que fazem jus tradio que os testemunhos dos nossos tertulianos deliciaram ao recuperar a sua histria. As fogueiras iluminavam e alegravam os mais afoitos que as saltavam na noite de So Joo. Era acesa em cada canto onde a alma festiva assim ape-lava. As Rodas festejavam os Santos Populares, mas tambm serviam de momento fulcral para firmar namoros. E os Mastros eram mais humildes ao incio, no entanto eram engalanados com a maior vontade de dar corpo a um costume.

    Manuel Gomes, um dos poetas pom-balinos, que nos deu a honra da sua presena, animou a tertlia conjun-tamente com sua irm ao entoarem

    Tertulianos animaram momento de partilha com tradies orais que testemunharam alguns costumes hoje perdidos

    Junta de Freguesia de VRSA e Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas esto juntas nesta organizao

    Estrias da Vila promovem recolha de memrias vivas

    A primeira tertlia teve como tema Estrias da Baixa Mar e juntou cerca de 30 pessoas que partilharam o seu conhecimento sobre as estrias que fazem parte da histria da zona ribeirinha da cidade pombalina. Aconteceu a 25 de maio no Arquivo Histrico de VRSA. aqui que est instalada o espao Manuel Cabanas e aqui vo realizar-se mensalmente estas tertlias que pretendem pre-servar as estrias e memrias da vila. A segunda tertlia aconteceu a 29 de junho sob o tema Estrias da Praa.

    Esto agendadas tertlias at ao prximo dia 26 de outubro. Em julho, a 27, Estrias dos Torneios

    as cantigas animadas das Rodas que eram to alegres e festivas, como romnticas.

    Do concelho vizinho de Castro Marim o poeta Manuel Palma lem-brou a tradio do Azinhal em que na noite de So Joo o festejos levavam os populares a ir buscar gua a nove poos da freguesia. Em Castro Marim a tradio dos Mastros est bem viva e constitui momento de renhida disputa entre as localidades e anima o ms de junho. Manuel Palma brindou-nos com o poema A paixo de So Joo que nos diz assim no seu incio: A vila acordou em festa, dia de So Joo, e toda a gente se apresta, a cumprira tradio/So Joo foi convidado, para vir sua festa, e sentiu-se to honrado, que no quis faltar a esta/ O convite formulado, leva consigo outro intento/ ao pormenor estudado, resultou, deu casamento.

    Antnia-Maria Sanchez Barba, cola-boradora de redao do JBG, esteve tambm nesta tertlia e apresentou-nos as Festa de Santo Antnio 2012, da localidade pesqueira de Punta del Mural, levada a cabo pela Herman-dad de San Antonio de Padua, cati-vando os tertulianos para este evento marcadamente tradicional.

    De Vila Real de Trs-os-Montes uma tertuliana contou que que l as tradi-

    es esto hoje em dia bem acesas no seio da populao que mantm hbitos e costumes; muitos deles semelhan-tes aos que outrora se praticaram em VRSA. Ao ouvi-la os conterrneos vila-realenses lamentaram que as tradies por c, como a Roda e os Mastros, se tenham aos poucos indo perdendo.

    A tertlia Santos Populares: o seu tempo e as tradies foi uma orga-nizao conjunta do Jornal do Baixo Guadiana e Biblioteca Municipal Vicente Campinas.

    No passado dia 15 de junho a tertlia no Baixo Guadiana, que se dedicou ao tema dos Santos Populares, juntou uma roda de

    pessoas interessada em preservar a histria dos Santos Populares.

    A Junta de Freguesia de Vila Real de Santo Antnio e a Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas iniciaram em maio encontros mensais que pretendem recolher as mais variadas memrias vivas da cidade de Vila Real de Santo Antnio.

    * O autor no escreve ao abrigo do acordo ortogrfico

    Populares de Futebol; a 31 de agosto Estrias das gentes desta terra, a 28 de setembro Estrias dos jogos e brincadeiras de criana e a 26 de outubro Estrias de quem nos ensinou.

    As tertlias acontecem todas as quartas sextas-feiras de cada ms e, tal como refere a Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas (LAGM), todos os vila-realenses esto convi-dado a partilhar as suas vivncias e conhecimentos da cidade pombalina de Vila Real de Santo Antnio.

    Esta iniciativa organizada pela Junta de Freguesia de VRSA e pela LAGMC.

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 21

    cULTURA

    Lucinda Mansinho lana contos infantis

    Lucinda Mansinho apresentou na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo Antnio, o seu livro para crianas Estrias com bichinhos, com desenhos do prprio filho Lus Mansinho, que j ilustrou obras do historiador Hugo Cavaco.

    So dezoito historietas, cada uma com a sua apropriada ilustrao colorida, fbulas de animais que conversam uns com os outros, est-rias onde todos se do bem e, quem faz maldades, castigado com penas medida das suas atitudes menos prprias. um mundo de fantasia, com argumento capaz de encantar a

    So j quase trs dcadas de vida de uma feira de etnografia que faz jus s tradies da serra algarvia. A viagem ao passado , assim, possvel atravs de um evento que

    Apresentao do livro aconteceu na Biblioteca Vicente Campinas

    50 artesos trabalharam ao vivo para contento dos visitantes do certame

    Boss AC foi cabea-de-cartaz deste certame e moveu uma enchente

    Feira de Artesanato anima Alcoutim h 27 anos

    Boss AC encheu Festas em Honra do Corao Imaculado de Maria

    Sobretudo a noite de 16 de junho mostrou-se animada no recinto das Festas em Honra do Corao Ima-

    culado de Maria. O rapper Boss AC, cabea de cartaz deste certame, cativou centenas de visitantes que para alm

    mente dos pequeninos que comeam a descobrir as letras.

    O livro tem prefcio do nosso cola-borador Jos Estvo Cruz.

    Lucinda Mansinho, filha de pais portugueses, nasceu em 17 de Outu-bro de 1936 em Isla Cristina, provn-cia de Huelva, Espanha. Esteve dois anos no ensino primrio em Tavira e, desde ento, vive em Vila Real de Santo Antnio.

    Tem publicado o livro de poemas Com o Corao na Mo e par-ticipou na Antologia, Outonos Inquietos, editada pela autarquia vila-realense.

    proporciona a presena de meia centena de artesos que, a traba-lhar ao vivo, fizeram as delcias dos muitos visitantes que passaram na praia fluvial do Pego Fundo, palco

    do certame.Com cerca de 50 artesos a

    trabalhar ao vivo, e uma grande riqueza etnogrfica, a feira de arte-sanato recriou o antigo dia-a-dia na serra algarvia. Com a colaborao do Grupo Etnogrfico do Pereiro e do Teatro Experimental de Alcou-tim, foram tambm reproduzidos antigos ofcios, que hoje j no existem profissionalmente, refere a Associao A Moira, organizadora do evento.

    A animao de rua, com a Ban-dinha Amigos da Msica e Fun-farra, e as tapas de gastronomia regional completaram o evento. noite houve espao para danar, com bailes animados pelo Duo Jos e Vtor Guerreiro e Projecto RS.

    A associao A Moira conta na organizao deste evento com a colaborao do municpio alcou-tenejo.

    de assistirem ao concerto aproveitaram para animar o recinto das festas que se completaram com a presena das asso-ciaes locais, artes e ofcios, doaria e os tradicionais comes e bebes que satisfizeram os apetites mais variados. Festas que ao longo dos trs dias foram animadas com bastante msica.

    O sbado ficou tambm marcado pelas manifestaes religiosas que incluram a recitao do Tero Mariano e a celebrao da Eucaristia, na Igreja de Altura e s 19h teve lugar a procis-so em Honra do Corao Imaculado de Maria, que percorreu as ruas da localidade. Recorde-se que as Festas em Honra do Corao Imaculado de Maria tm a organizao da cmara municipal de Castro Marim, da Comu-nidade Catlica local e do Clube Recreativo Alturense.

    O fim-de-semana de 9 e 10 de junho ficou marcado pela realizao da Feira de Artesanato de Alcoutim, que h 27 anos cumpre a tradio de fazer homenagem s tradies da serra algarvia. O palco foi a praia fluvial do Pego Fundo.

    A enchente tomou conta das Festas em Honra do Corao Imaculado de Maria. A denotar j os muitos turistas que escolhem Altura para passar as frias, mas o rapper Boss AC contribuiu para cativar a adeso de muitos que assistiram ao concerto no dia 16 de junho.

    Festa solidria a 4 de JulhoA msica e a dana de vrios artistas vo estar juntas pela mesma causa. Ajudar o pequeno Joo Miguel que est em Coimbra a ser tratado a um problema de sade. A famlia para dar o apoio necessrio passa, para

    alm de tudo, por graves dificulda-des financeiras. A entrada para esta festa de solidariedade 5 euros, que faro toda a diferena para ajudar esta famlia de Vila Real de Santo Antnio.

    Centro Cultural Antnio Aleixo

  • 22 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    cULTURA

    Mostra Gastronmica recriou tradies

    A cmara municipal de Vila Real de Santo Antnio e a Associao de Defesa, Reabilitao, Investigao e Promoo do Patrimnio de Cacela (ADRIP) organizaram mais uma Mostra Gastronmica de Cacela, entre os dias 16 e 30 de junho.

    Mais uma vez o evento, que teve a sua quarta edio, teve o intuito de valorizar os saberes e os sabores do territrio de Cacela, localizado entre a serra e o mar, e pretendeu promo-ver os produtos locais e as tradies alimentares em receitas antigas ou novas criaes.

    No decorrer da Mostra foi possvel degustar pratos to diversos como espinheta de atum com feijo fradi-nho; carapaus alimados; souffl de peixe e marisco; escalopes de atum marinado e recheado com presunto e queijo de cabra algarvia com rolo de gro-de-bico e ervas do campo; wok de gambas da costa com bata-ta-doce e tomate confitado; ferreira grelhada da nossa costa com batata-

    doce cozida e salada montanheira; Aorda de amijoa da ria Formosa e camaro; biqueiro frito com gaspa-cho algarvia; arroz de lingueiro com camaro e conquilha; bacalhau com camaro e bivalves da ria; javali serrana; entre muitas outras igua-rias.

    Para as sobremesas, as ementas reservaram especialidades como pudim de laranja ou de amndoa e gila, cheesecake de figo e alfarroba, mousse de limo e hortel, arroz doce com alfarroba, torta de laranja com alfarroba ou torta de alfarroba.

    Muitos dos restaurantes partici-pantes encontram-se em reas de elevado valor paisagstico e cultural, fazendo parte da lista os estabele-cimentos Sem Espinhas, Final-mente, Rios e Ramos, na Manta Rota; A Camponesa e o Cisne, em Vila Nova de Cacela; O Pangaio, nas Cevadeiras junto EN 125 e a Casa de Pasto Fernanda e Campi-nas, na Corte Antnio Martins.

    POR C ACONTECE A G E N D A E V E N T O S

    Festa Tradicional das Cortes Pereiras 21 julho

    Baile de Aniversrio do Clube Desportivo de Vaqueiros27 julho, 21h

    Baile de Acordeo27 julho, 21hBalurcos de Cima

    Festa do Avs 28 julhoPolidesportivo dos Balurcos

    Festa Tradicional do Pereiro 28 julho

    Encontro de Grupos Corais Alentejanos28 julhoAnfiteatro do Santurio de S. Domingos Gies

    Castro Marim

    Santos Populares7 julho, 22hBaile com Trio Carlos NevesRio Seco

    Festival de Bandas7 julhoCastro Marim

    VRSA

    Festa de Solidariedade a favor de Joo Miguel4 julho, 21h30Centro Cultural Antnio Aleixo

    Exposio de trabalhos UTL4 a 15 de julho Centro de Artes da Manta Rota

    Exposio de Pintura de Antnio Vicente Cardoso5 a 12 julhoCentro Cultural Antnio Aleixo

    No te atrevas a seguir-me!Espetculo de variedades pelo II ACTO Produes Artsticas6 e 7 julho, 22hCentro Cultural Antnio Aleixo

    Mercadinho de Vero8 julho, 17h s 23hCacela Velha

    Feira do Livro de Monte Gordo13 julho a 5 de agosto das 20h00 s 00h30Zona Poente do Casino de Monte Gordo

    1. Estgio da Orquestra de Sopros do Sotavento13 julho, 22hCentro Cultural Antnio Aleixo

    Histria Breve da Lua Teatro pelo II ACTO Produes Artsti-cas14 e 15 julho, 22h; 25 julho, 18h Centro Cultural Antnio Aleixo

    Noite de fados com Raquel Peters Angariao de fundos a favor do Lusitano Futebol Clube20 julho, 22hCentro Cultural Antnio Aleixo

    Pablo Alborn com Carminho20 julho, 22hComplexo Desportivo VRSA

    Manta Beach20 julho a 2 setembroManta Rota

    Festival Juvenil de Folclore21 julho, 21h30Praa Marqus de Pombal

    Espetculo Escola de Ballet VRSA22 julho, 22hCentro Cultural Antnio Aleixo

    Mariza28 julho, 22h; Local a confirmar

    Manta Books20 julho a 27 agostoCentro de Artes da Manta Rota

    Encontro 3 CulturasCacela Velha Dias 27, 28 e 29 de Julho 2012

    Clube de Leitura Livros MexidosEm torno da obra de Gonalo M. Tava-res30 julho, 18hBiblioteca Municipal VRSA

    Dar de Volta - Banco de Manuais EscolaresBiblioteca Municipal Vicente CampinasRecolha at 31 de julho Pedidos a partir de 13 de agosto

    Alcoutim

    Exposio de Otlia Paulino Arte para Todos2 a 31 julhoCasa dos Condes

    Exposio Bonecas da Flor d`Agulha1 a 31 julhoCentro de Artes e Ofcios

    Msica na Praa 4, 11, 18, 25 julho, 21h30Praa da Repblica Alcoutim

    Festa Tradicional do Pessegueiro6, 7 e 8 julho

    Mercado de Vaqueiros12 julho

    Festival de Folclore e Feira de Arte-sanato de Martinlongo 14 julho, 16h

    Festa da Barrada 20 e 21 julho

    Iniciativa mostrou os melhores saberes e sabores

    Workshop de lngua

    portuguesa No prximo dia 7 de julho vai realizar-se no Hotel Guerrei-ros do Rio um curso rpido,

    mais comumente designado por workshop, dedicado Lngua

    Portuguesa. Vai ser ministrado pela escritora, poetisa e pesso-

    ana Teresa Rita-Lopes e d pelo ttulo Ler para bem escrever

    e as inscries podem ser feitas at ao prximo dia 5 de julho.Esta iniciativa levada a cabo

    pelo grupo Amigos pr-futuro de Alcoutim recentemente

    criado em Alcoutim encabeado por Mrio Zambujal, Teresa

    Rita Lopes, Carlos Brito e Gaspar Santos. O grupo conta

    j com 80 subscritores.

    Iniciativa da responsabilidade do grupo Pr Futuro de Alcoutim

    Criatividade valeu prmio a alunos de Castro MarimA equipa do Agrupamento de Esco-las de Castro Marim, que participou no concurso Entre Palavras - pro-movido pelo Jornal de Notcias, com o apoio da RTP e do Plano Nacional de Leitura - realizou um dos trs melhores trabalhos nacionais; o enfoque foi a criatividade. O prmio por esta seleo qualitativa uma viagem ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Blgica, que entretanto aconteceu entre 25 e 27 de junho. A equipa que participou no con-curso foi composta pelos alunos Andr Torrinha, Ins Andr, Vanessa Pereira e Gonalo Pereira e pelos professores Rosa Nunes e Pedro Tavares. As outras duas escolas vencedoras deste concurso nacional foram o Colgio de Vizela e Escola Bsica 2,3 Alfredo Silveira (Setbal).

    A chegada dos alunos aconteceu em fecho de edio do JBG pelo que na edio de Agosto prometemos uma notcia mais alargada sobre a viagem deste grupo de jovens vencedores.

    Nos prximos dias 14,15 e 25 de julho, o II ACTO leva ao palco do Centro Cultural Antnio Aleixo, em Vila Real de Santo Antnio o Musical Infantil Histria Breve da Lua, baseado no conto de Antnio Gedeo.

    ELENCO: Lua: Catarina Claro Anita: Ndia Catarro Me: Rita LivramentoCamilo/Agapito: Vitor CostaArtur/Jernimo: Rui Rodrigues

    II ACTOEstreia novo

    espetculo

    Concurso Literrio

    Ndia Catarro e Catarina Claro

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 23

    POESIA

    A vila acordou em festa, dia de So Joo,

    e toda a gente se aprestaa cumprira tradio.

    So Joo foi convidadopara vir sua festa,

    e sentiu-se to honradoque no quis faltar a esta.

    O convite formuladoleva consigo outro intento,

    ao pormenor estudado,resultou, deu casamento.

    De Castro Marim Senhora,no seu castelo morou,

    a linda princesa mourado Santo se enamorou.

    Chamava-se Margaridae de seu porte est segura;

    usava trana compridaque lhe chegava cintura.

    Num castelo beira-marque o mouro rival rasou,depois de seus pais matar,

    consigo a filha levou.

    Sobraando o Alcoro,corre ponte da Barquinha,

    receber o So Joo,mas o Santo no mais vinha.

    J a noite ia avanadae So Joo sem aparecer;

    a dama desesperadano sabia o que fazer.

    Porm, decide enfrentara p firme, essa noitada;no queria, nem a sonharver sua trama anulada.

    So Joo est no estrangeiro,o que muito frequente;

    Santo no mundo inteiro,mas entre ns, s da gente.

    Na vizinha Espanha ancoradode regresso a Portugal,

    est muito preocupado,aproxima-se temporal.

    Mas, seja o que Deus quiser,a vida no vai parare, antes de anoitecer,

    tem que enfrentar o mar.

    E, vai carpir suas mgoasem La Giralda, rezando;

    do Guadalquivir, suas guas,ficam sozinhas, chorando.

    Levantou ferro em Sevilhae as velas ao vento iou;

    j avistava Arenilha,seu bergantim naufragou.

    Contra as vagas impiedosas,nas guas do mar lutou;com braadas vigorosas

    exausto, a praia alcanou.

    Com o casario por perto,de Arenilha que dormia,

    pelo manto da noite coberto,nem uma vivalma se via.

    Pelas dunas ao passar,o vento do norte assobia;

    era engolida pelo mar,toda a areia que varria.

    Perdido nas trevas, sozinhomas seu dever vai cumprir;

    mete-se de pronto a caminho,nada o far desistir.

    Na ponte, impaciente,estava algo que mexia;

    um vulto, parecia gente,que a escurido escondia.

    Era a moura, que bulia,j cansada de esperar;

    suportar mais, no podia,mas desistir, nem pensar..

    Aproxima-se o So Joo,vestia o fato encharcado,

    como sempre, folio,contudo, muito cansado.

    Esto agora, frente a frente,o islo e a cristandade

    mas o Santo no se sentena cena, muito vontade.

    Vendo tal hesitaoa bela agarena atrevida,aos beijos ao So Joo,agarra-se, derretida.

    E jura no mais entrarnos harns do castelo;ganha foras, vai lutar,

    contra as hostes do Sulto.

    Fica o Santo envaidecidoe de atitude mudou;

    um namoro divertido,nessa noite comeou.

    Est de cabea perdidae nem queria acreditar,que o amor da sua vida

    veio nesta terra encontrar.

    Com a menina da trana,vai de brao dado feira,

    no dispensam um p de danano arraial da ribeira.

    No centro do terreiro,est o mastro engalanado;

    salta pr roda ligeiroe entra no baile mandado.

    Com a amada pela mo,rodopia, pula e salta;bate forte o corao,

    faz vibrar aquela malta.

    Ao rufar da pandeireta,toda a gente vai danar;no h coxo nem maneta

    que no queira experimentar.

    E j alta a madrugada,o dia quase a romper,

    no revelim, com sua amada,vo ver o sol a nascer.

    Ento, acertam por fim,do casamento tratar

    e, aqui em Castro Marim,ficam pra sempre a morar.

    Nas barbas do Sulto,sem pela vida temer;por esta louca paixo

    est o Santo pronto a morrer.

    s garras do tiranoo Mago a presa arrancou;gesto corajoso e humano

    que todo o mundo louvou!

    Manuel Palma

    Parabns Anita pelos teus Anos

    (16/07/1942)Parabns Anita, por este teu aniversrio!...

    Que bom seria nossa Me estar tambm presenteA nossa, porque tambm tua por criao

    E por isso que fique bem assenteQue a partir de hoje seremos irmos por adopo.

    Prima por via consangunea, verdade!Mas criada pela nossa Me, sers filha por criao.

    Sa Anita toda a nossa amizade. a razo de seres nossa mana por adopo.

    Mana se estou bem lembrado,Me era o teu tratamento j dirio.

    Que ainda hoje repetes com muito calor.

    Tudo isto, mana no nosso corao gravado.Lembro hoje neste teu aniversrio.

    E tambm por isso somos irmos por amor.

    Relgio

    Os Nossos 81 Anos(21/07/2012 e 10/09/2012)

    Fazemos 81 anos de idade!Estamos no incio dos Oitentas.Com calma, Paz e tranquilidade,

    Entraremos na casa dos Noventas.

    Preparados para l chegar,Pois com sade e amor tudo se faz.

    Depois calma para os conservar,A necessria Alegria e muita Paz.

    Nos Noventas o que vir depois!Eu prometo poupar-te sempre,

    Embora to velhinha como eu sou.

    Seremos assim felizes os dois,E a meu lado sempre presente,

    Tu uma av bondosa, e eu, um babado av.

    Relgio

    Sofrimento da NaturezaO passado para ns esquecer

    Muitos contam passagem como euMas nunca encontramos algum

    Pensando bem as penas que vida deu

    feito com amor PrimaveraMas dormimos quentes no ninho

    No outro dia almoo e jantarVemos a nossa vida com carinho

    Mas ningum me procurouComo nos tempos de infncia

    Vamos todos andando pelo passeioMas vemos imenso distncia

    Ando na vida cheio de doresMas no para me corar

    Por vezes vou para o mdicoAssim fico um pouco para aliviar

    Antnio V. Severo Martins

    A VelhiceD-me a tua mo

    Deita fora a saudadeSai desta solido

    A velhice, uma realidade

    Vou levar-te, vais deixar de estar tristeA solido, a desolao, encerrou

    O tempo. Aqui no existeEsquece o que ficou

    A teu lado sempre, no que forVamos para uma rua, sem nome

    Sem sofrimento sem dor

    Sim, vais sair desta escuridoIrei mostrar-te esse lugar

    Levanta-te, d-me a tua mo.

    Manuel Tomaz

    A Paixo de So Joo

  • 24 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    cOLABORADORES

    Dispersos por todo o Baixo Gua-diana, em particular na zona serrana, os moinhos de vento desempenharam, em tempos idos, um papel importante na economia das gentes desta regio. Curiosa-mente, muitos proprietrios de moinhos de vento eram tambm

    proprietrios de moinhos de gua, uma vez que a actividade dos moinhos de gua, no Inverno, era alternada com a dos moinhos de vento, no Vero. Os moinhos de vento eram sempre construdos no cimo dos montes, onde estavam expostos aos ventos que faziam girar har-moniosamente as velas de forma triangular. O eixo de madeira, ao girar, estava ligado a um enge-nho que engrenava noutra roda e obrigava as ms de pedra a moer o trigo e a transform-lo em farinha. Os moinhos de vento, de construo robusta em pedra e geralmente caiada, elevavam-se na paisagem em conjuntos de

    dois ou mais, especializados no tipo de cereais que moam, con-soante se tratasse de farinha para os animais ou para as pessoas. No seu quotidiano, o moleiro preocupava-se particularmente com o vento: se fazia muito vento, tinha de enrolar ou dimi-nuir o nmero de velas, se o no havia, o moinho no funcionava. O silvo dos bzios que estavam na armao das velas indicava ao moleiro o soprar constante do vento. Sempre que se preparava para moer, ou no o podia fazer, o moleiro comunicava-o aos seus clientes atravs da disposio ou do enrolar das velas. O seu paga-mento era geralmente efectuado

    com sacos de trigo ou de farinha, que podia vender ou usar para consumo prprio.Na zona do Baixo Guadiana, os moinhos de vento integram-se na tipologia genrica dos moinhos de vento fixos de torre, o mais comum em Portugal. A sua prin-cipal caracterstica a capacidade de rotao do tejadilho em funo da necessidade de acompanhar a direco do vento. A rotao conseguida atravs do sistema de traco de sarilho ou roldana no interior do moinho, ou ento, numa variante menos comum, por meio de corda ou vara lanada ao focinho do mastro, que faz girar o tejadilho. Este, tradicio-

    nalmente em palha de centeio, foi entretanto substitudo por uma chapa de lato.Nos dias de hoje, a totalidade dos moinhos de vento do Baixo Guadiana encontram-se inacti-vos e na sua maioria em com-pleto estado de runa. Na Colina do Revelim de Santo Antnio, em Castro Marim, encontra-mos um exemplo de moinho de vento restaurado, tendo por fim a sua utilizao com fins pedaggicos junto das escolas da regio.

    Pedro PiresTcnico de Patrimnio Cultural. CEPHA/UAlg

    Os Moinhos de Vento do Baixo Guadiana

    Acordar com a certeza de ajudar!Todos os dias acordo com o senti-mento de mais um dia repleto de possibilidades e enquanto cidad preocupada com o que me rodeia sinto que ter voz concede-me o privilgio de falar em nome daque-les que no se conseguem expres-sar em cdigos lingusticos.No sei se j se nasce a gostar de animais ou se se aprende, no sei se inato ou social, sei que para mim gostar de animais to natu-ral como respirar. Do-me na alma lusa ver o lugar que os animais ocupam na nossa sociedade, mas tambm sei que a mudana est dentro de ns, basta querer e unir esforos.Sei que o nosso pas devido s suas caractersticas histricas, culturais e sociais, est muito longe de ser um paraso para os animais, pelo contrrio, muitas vezes os nossos animais vivem um autntico inferno, desde o dia que nascem ao dia que morrem. Pois os animais no votam, no pagam impostos ou descon-tam para a segurana social e no tem capacidade de se representa-rem, de reclamarem ou de reivin-dicarem o respeito que merecem.Sei que jurdica e legislativamente o estado portugus, considera os animais como meras coisas, o que torna fcil compreender porque ainda existe uma grande tendncia na sociedade portu-guesa para ver os animais tambm como coisas, Quer para o seu uso ou abuso, eles

    so transformados em objectos; objectos de companhia, objectos que nos alimentam, nos vestem e calam e onde realizamos expe-rincias, sem d nem piedade. Esquecendo que nas suas veias corre sangue igual ao nosso, que respiram como ns, que sentem dor, alegria, que com extrema faci-lidade demonstram qualidades por vezes esquecidas pelos humanos, como amar incondicionalmente e ser fiel a vida inteira, indepen-dentemente do status social ou econmico do seu dono. Um co ama de igual forma um mendigo ou um cientista, no troca de dono e nunca abandona, por vezes nem mesmo o local onde deixado abandona, na esperana que o dono regresse.Perante esta realidade sei que existe um longo e rduo caminho a percorrer, em que as geraes mais jovens tm um papel funda-mental a representar na defesa dos direitos dos animais e na sustenta-bilidade do planeta.Importa despertar conscincias adormecidas pelo frenesim das sociedades deste sculo.Importa ter professores atentos e empenhados na defesa dos mais desprotegidos.Importa ter pais envolvidos numa educao abrangente, em que seja estimulada a participao cvica, a solidariedade, a preservao do planeta. Importa ter jovens a ensinar os avs aquelas coisas da reciclagem Uma Castromarinense

    RUBRICA DE PATRIMNIO

    A Ocasio faz o ladroPretendo falar de um assunto que tem a sua relevncia, aquilo sobre o qual me pretendo debru-ar tem a sua importncia nos dias de hoje, e no se refere a mais dos roubos que acontecem todos os dias.Com a precariedade e tempos de crise que se vivem actualmente cada vez so mais volumosos e frequentes esses mesmos roubos, especialmente na populao mais idosa do nosso pas, devido em grande parte sua vulnera-bilidade, e porque no diz-lo, muitas vezes devido situao de solido em que vivem muitos dos nossos idosos. Os idosos muitas vezes so vitimas de burla por pessoas que abusam do seu pouco conhe-cimento de certas circunstncias da vida actual e muitos destes vivendo sozinhos, no tem quem os defenda de certas pessoas que abusando da sua boa vontade muitas vezes os enredam em mentiras com o intuito de lhes sacar os seuas parcos haveres. Existem toda uma srie de conselhos que podem ser dados aos mais velhos para no serem induzidos nestes enredos que muitas vezes os fazem perder muito daquilo que tinham: Os ladres geralmente so bem falantes e quando encontram uma pessoa idosa sozinha aproveitam-se da situa-o fazendo-se de muito amigos e conhecedores de algum que

    familiar ao idoso, como por exemplo filhos a morar em terras distantes, e de quem eles dizem ser portadores de notcias, para assim ganhar a confiana do ancio, e vo por a fora estabelecendo todo um rol de mentiras at aos poucos irem sacando o dinheiro ou outros bens que o pobre do idoso pensa estar apenas a dar para receber algo em troca. Muitas vezes tentam sacar o dinheiro atravs da igno-rncia ou desconhecimento do idoso que no est desperto para determinadas realidades actu-ais, como a confuso que fazem entre euros e escudos, falando-lhe em notas que vo acabar, em dinheiro que portanto tem de ser trocado, e a pessoa idosa desco-nhecedora muitas vezes desses tramites cai na esparrela. ainda de salientar a menor capacidade fsica dos idosos que os leva muitas vezes a serem um alvo mais fcil para uma abordagem mais directa, ou seja a aquilo que conhece-mos como assalto, muitos deles no sabem nada destas novas tecnologias, no sabendo sequer dirigir-se a um Multibanco, como tal aos dirigirem-se aos balces financeiros ao sarem so uma presa fcil para o ladro estatuto e muitas com um certo conheci-mento maldoso dos hbitos das pessoas em certas alturas do ms.

    e do buraco do ozono, das quais no se falava na sua escola.Importa consciencializarmo-nos que isto uma passagem, vamos torn-la o mais agradvel possvel.Foi nesta linha de pensamento, que em 2006, juntei-me a um grupo de cidados preocupados com os direitos dos animais, A Guadi e desde esse dia a minha vida faz mais sentido!Sou contra o abandono,Contra os maus tratos,Sou pelos animais abandonados.Creio piamente que um bom lema, porque cuidar e proteger o planeta e os seus habitantes no uma opo uma obrigao !Por isto e (muito mais) gosto de acordar

    Helena Vitria

    ARTIGOS DE OPINIO

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 25

    PASSATEMPOS&LAZER

    Apesar das grandes dificuldades de carcter financeiro com que se debate, a Delega-o da CVP tem continuado a desenvolver intensa actividade nas reas social e da sade.

    Vrias centenas de pessoas so apoiadas regularmente atravs do Apoio Alimentar e do Banco de Roupas. Desempregados nacio-nais e estrangeiros procuram diariamente esta Delegao.

    Destaque-se o servio de transporte para consultas mdicas, exames ou tratamentos, contando sempre com uma voluntria que acompanha os utentes, prestando o apoio necessrio.

    Mdicos e enfermeiros voluntrios aten-deram mais uma vez o Mundialito e o Foot 21, eventos desportivos que todos os anos tm grande relevo a nvel nacional e inter-nacional.

    Ainda na rea da sade, esta Delegao prestar servio nos postos de enferma-gem, em quatro praias da zona ao longo do Vero.

    O nosso NIB para a sua ajuda na ajuda ao prximo: 0010 0000 37744540001 82

    u m a s l i n h a s p a r a a a l m a . . .

    Ajude-nos a Ajud-los!

    GUADI Centro de Animais Rua D. Pedro V, N 38 2 andar 8900 283

    Vila Real de Santo Antnio Contribuinte N 507 534 328

    Contactos: 964773101 e 968079025guadivrsa@hotmail.com/

    http://associacaoguadi.blogspot.comFACEBOOK

    As despesas com a alimentao so um ponto central no oramento familiar, pelo que necessrio adequar a lista de supermercado s necessidades do agregado. importante avaliar as despesas para reduzir a compra de produtos desnecessrios.

    Esteja atento s promoes e verifique o prazo de validade e certifi-que-se de que consome o alimento antes do prazo de validade expirar. Evite compras suprfluas, no faa compras com apetite ou acompa-nhado de crianas pois assim ser mais fcil seguir as listas das compras e evitar gastos desnecessrios.

    Escolha produtos mais baratos, os testes comparativos da DECO PROTESTE indicam que possvel comprar produtos como lacticnios, conservas, bebidas alcolicas, alimentos frescos e congelados com boa qualidade e mais baratos. Tambm produtos como a pescada congelada, pastis de bacalhau, rissis de camaro, leite UHT meio gordo, ch verde e preto e vinho, entre outros produtos, apresentam uma ptima relao qualidade e preo.

    Em casa uma boa conservao dos produtos tambm significa poupar. Ao guardar os produtos faa-o de forma correcta, por exemplo algumas frutas como as bananas e mas, aceleram o amadurecimento das res-tantes, pelo que deve guarda-las numa fruteira separada das restantes. No caso de sobras de refeies anteriores, deve coloc-las na zona mais fria do frigorfico, pois se bem cozinhadas ainda aguentam alguns dias. Caso preveja que no vai consumir esses alimentos no espao de 1 a 3 dias, congele o excedente.

    Uma boa gesto do frigorfico e da despensa uma ajuda fundamental, pois colocando os alimentos com os prazos de validade mais curtos frente, estes sero consumidos em primeiro lugar.

    Aproveite as sobras e recicle ingredientes de refeies anteriores para as seguintes. Por exemplo, se sobrar carne, pode reaproveit-la para fazer um empado e do po pode fazer torradas ou tostas.

    a GUADI apela

    Susana Correiajurista

    como posso reduzir as minhas despesas com as compras de

    supermercado? E ser possvel acondicionar os alimentos para que no se estraguem to

    facilmente?

    Nmero solidrio: 760 300 012

    1) Sabor2) Arunca3) Nabo4) Chana5) Vasco

    6) Oeiras7) Cobres8) Torto9) Ardila10) Alva

    Quadratim - n.97

    Auto

    r: Jo

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    aim

    undo

    Jogo da Pacincia n. 103

    HIDROGRAFIA DE PORTUGAL

    No com reduo de salrios e penses que por si s alguns j so baixos, nem cortes em subsdios de frias, Natal e outros, que a ECONOMIA renasce. preciso repor estes valores com urgncia. Nem as exportaes, de que tanto se faz bandeira tero esse privilgio, pois necessrio que sejam superiores em valores s importaes.

    A austeridade nunca foi sustentculo de riqueza em termos globais, quer para o Pas quer para a maioria dos cidados, s aumenta a misria, a fome, as doenas e os roubos.

    Pelo caminho correcto do Quadratim v ao encon-tro da ECONOMIA.

    Solues Jogo da Pacincia - n.102

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    Cruz Vermelha Vila Real de Santo Antnio

  • 26 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    PUBLIcIDADE

    cARTRIO NOTARIAL DE ALcOUTIM A cargo da Adjunta de Notrio

    Lic. Margarida Rosa Molarinho de Brito Simo

    Certifico para efeitos de publicao quer por escritura outorgada hoje numa casa sita no Lugar de Taces, freguesia do pe-reiro, concelho de Alcoutim, a folhas noventa e sete do Livro de Notas para Escrituras Diversas nmero trinta e trs D, Maria Antnia Dias Gonalves Madeira, N.I.F. 110.041.790, natural da freguesia e concelho de Alcoutim e marido, Manuel Madeira, N.I.F. 110.041.798, natural da freguesia de Pereiro, concelho de Alcoutim, casados sob o regime da comunho de adquiridos, residentes em Corte Tabelio, Alcoutim.Que so donos e legtimos possuidores com excluso de outrem dos seguintes prdios urbanos, sitos na freguesia e concelho de Alcoutim, inscritos na matriz cadastral em nome da justificante mulher, aos quais atribuem valores iguais aos patrimoniais tributrios e nos descritos na Conservatria de registo Predial de Alcoutim:a) Prdio sito em Corte Tabelio, composto edifcio de um piso, com duas divises e logradouro, destinado a arrumos, com a rea coberta de quarenta e dois metros quadrados e rea descoberta de onze metros quadrados, inscrito na matriz sob o nmero 2601, que confronta do norte, sul e nascente com via pblica e poente com Antnio Mestre Cavaco, com o valor patrimonial tributrio de mil seiscentos e setenta e quatro euros e trinta e sete cntimos.b) Prdio sito em Corte Tabelio, composto de edifcio de um piso, com duas divises, destinado a habitao, com a rea coberta de quarenta e quatro metros quadrados, inscrito na matriz sob o nmero 2783, que confronta do norte e poente com via pblica, sul com Cndida Encarnao Pissarra Martins Pereira e nascente com Joo Manuel Martins Pereira com o valor patrimonial tributrio de mil seiscentos e setenta e quatro euros e trinta e sete cntimos.Que os justificantes casaram entre si em cinco de Maro de mil novecentos e setenta e quatro e que os referidos prdios entraram na sua posse, j no estado de casados, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e cinco e portanto h mais de vinte anos, pelo que os prdios objecto da presente escritura tm a natureza de bens comuns do casal.Que adquiriram os referidos prdios, por partilha verbal feita com os demais interessados dos bens da herana aberta por bito do pai da justificante mulher, Antnio Gonalves, o qual faleceu no estado de casado com Maria Patrocnio, sob o regime da comunho geral, e residente que foi na Corte Tabelio, na freguesia e concelho de Alcoutim.Que, desde a referida data, eles justificantes entraram na posse e frico dos citados imveis, ininterruptamente, vista de toda a gente, sem oposio de quem quer que seja, com a conscincia de utilizarem e frurem coisas exclusivamente suas, adquiridas de anteriores proprietrios, habitando o imvel, destinado a habitao, e guardando instrumentos agrcolas, no imvel afecto aa arrumos, suportando os encargos dos mesmos, pagando as respectivas contribuies e impostos, enfim deles retirando todos os seus normais frutos, produtos e utilidades.Que em consequncia de tal posse, em nome prprio, pacfica, pblica, continua e de boa-f, adquiriram os ditos prdios por usucapio, posse essa, que invocam expressamente para justificar o seu direito de propriedade para fins de registo.

    Est conforme com o original.Cartrio Notarial de Alcoutim, aos vinte de Junho de dois mil e doze.

    A Adjunta do Notrio, em substituio legal,(Margarida Rosa Molarinho de Brito Simo)

    Conta:Art. 20. n.4.5 23,00So: Vinte e trs euros.Conta registada sob o n.23

    Jornal do Baixo Guadiana, 01 de Julho 2012

    NOTARIADO PORTUGUSJOAQUIM AUGUSTO LUcAS DA SILVA

    NOTRIO em TAVIRANos termos do Art. 100, n.1, do Cdigo do Notariado, na redaco que lhe foi dada pelo Dec-Lei n. 207/95, de 14 de Agosto, fao saber que no dia treze de Junho de dois mil e doze, de folhas cento e dezasseis a folhas cento e dezasseis verso, do livro de notas para escrituras diversas nmero cento e cinquenta e oito A, deste Cartrio, foi lavrada uma escritura de Rectificao, na qual: ALMERINDA DOMINGAS PEREIRA DIAS, que tambm usa e conhecida por ALMERINDA DOMINGOS PEREIRA DIAS, NIF 159.969.557, natural da freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim e marido JOS DIAS, NIF 135.876.257, natural da freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim, casados sob o regime da comunho de adquiridos, residentes no sitio da Igreja, Caixa Postal 447-Z, Pecho, Olho, declararam: Que outorgaram neste Cartrio Notarial, no dia vinte e sete de Fevereiro de dois mil e doze, uma escritura de Justificao, exarada de folhas treze a folhas quinze verso, do livro de notas para escrituras diversas nmero cento e cinquenta e sete A. Que, rectificam a mencionada escritura, no sentido de passar a constar que as verbas a identificadas pelas letras b) a m) inclusive, adquiridas por partilha amigvel e verbal, nunca reduzida a escritura pblica, so bens comuns do casal e no bens prprios da outorgante mulher, como por lapso ficou mencionado. Que, em tudo o mais se mantm o constante da escritura ora rectificada.Vai conforme o original.

    Tavira, aos 13 de Junho de 2012A funcionria por delegao de poderes;

    (Ana Margarida Silvestre Francisco Inscrita na O.N. sob o n. 87/1)Conta registada sob o n. PAO 722/2012 Factura n.-------------

    Jornal do Baixo Guadiana, 01 de Julho 2012

    cARTRIO NOTARIAL DE cASTRO MARIMA cARGO DA NOTRIA

    MARIA DO cARMO cORREIA cONcEIONos termos do art. 100, n. 1, do Cdigo do Notariado, certifico que no dia vinte e sete de Junho de dois mil e doze foi lavrada neste Cartrio, de folhas oitenta e trs a folhas oitenta e cinco do Livro de Notas para Escrituras Diversas nmero vinte - A, uma escritura de justificao, na qual compareceram:Joaquina Gertrudes Cipriano Madeira e marido, Manuel Madeira Serafim, casados sob o regime de comunho geral de bens, naturais, ele da freguesia de Azinhal, ela da freguesia de Odeleite, ambos do concelho de Castro Marim, residentes na Portela Alta de Cima, em Odeleite, portadores dos bilhetes de identidade nmeros 2246779 e 2246778, emitidos vitaliciamente a 27 de De-zembro de 2004 e 1 de Maro de 2002, pelos Servios de Identificao Civil de Faro, respectivamente, contribuintes fiscais nmeros 105 637 939 e 103 964 827, e pelos outorgantes foi dito, so donos e legtimos possuidores, com excluso de outrem, dos seguintes prdios, ambos localizados na freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, no descritos na Conservatria do Registo Predial deste concelho:a) Prdio urbano sito na Portela Alta de Cima, composto por edifcio trreo com uma diviso e logradouro, destinado a arrecadao, com a rea total de cento e doze vrgula quarenta e nove metros quadrados, dos quais trinta vrgula cinquenta e trs metros quadrados so de rea coberta, a confrontar a Norte com caminho, a Sul e Poente com Francisco Estevo Pereira e a Nascente com Herdeiros de Manuel Francisco, inscrito na matriz urbana sob o artigo 2351, proveniente do artigo 369, com o valor patrimonial tributvel de 840,38 euros;b) Prdio misto sito na Portela Alta de Cima, com a rea total de sete mil oito-centos e oitenta metros quadrados, a parte rstica composta por vinha e cultura arvense, e a parte urbana composta por edifcio trreo com logradouro, destinado a habitao, com a rea coberta de cento e quarenta e trs vrgula dez metros quadrados, dos quais cinquenta e cinco vrgula sessenta metros quadrados so de rea bruta privativa e oitenta e sete vrgula cinquenta de rea bruta dependente, a confrontar a Norte com caminho, a Sul com Herdeiros de Jos Guilhermino Anacleto, a Nascente com Herdeiros de Manuel Dionsio e a Poente com Ilarina da Conceio Alberto e Claudina Gertrudes, a parte rstica inscrita na respectiva matriz predial sob o artigo 406, seco BH, com o valor patrimonial tributvel de 206,34 euros, e a parte urbana inscrita na respectiva matriz urbana sob o artigo 2492, com o valor patrimonial tributvel de 12.098,80 euros.Que atribuem aos prdios acima referidos os respectivos valores patrimoniais tributveis, calculados para efeitos de Imposto Municipal sobre as Transmisses Onerosas de Imveis e de Imposto de Selo, pelo que somam os mesmos o valor de treze mil cento e quarenta e cinco euros e cinquenta e dois cntimos.Que os referidos prdios lhes pertencem por os mesmos terem entrado na sua posse, j no estado de casados, por partilha verbal, nunca reduzida a escrito, feita com os demais interessados, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e dois, por bito dos pais da outorgante mulher, Joaquina Gertrudes e Antnio Pedro, casados que foram sob o regime da comunho geral de bens, residentes que foram na Portela Alta de Cima, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim.E que, sem qualquer interrupo no tempo, desde ento, portanto h mais de vinte anos, tm estado os primeiros outorgantes na posse dos referidos prdios, cuidando da sua manuteno, arando suas terras, colhendo os seus frutos, fazendo uso da habitao, pagando suas contribuies, enfim usufruindo-os no gozo pleno de todas as utilidades por eles proporcionadas, sempre com nimo de quem exerce direito prprio, posse essa exercida de boa-f, por ignorar lesar direito alheio, de modo pblico, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposio de ningum, pacfica, porque sem violncia, e contnua, pelo que os primeiros outorgantes adquiriram os referidos prdios por usucapio, no tendo, todavia, dado o modo de aquisio, ttulo extrajudicial normal capaz de provar o seu direito.Est conforme o original. Castro Marim, aos 27 de Junho de 2012.

    A Colaboradora, (Ana Rita Guerreiro Rodrigues)

    (Colaboradora inscrita sob o n. 400/3, conforme despacho de autorizao da Notria Maria do Carmo Correia Conceio, publicado a 05.01.2012, no portal da Ordem dos Notrios, nos termos do disposto no artigo 8 do Estatuto do Notariado e da Portaria n. 55/2011, de 28 de

    Janeiro)

    Conta registada sob o n. 80/06 Factura / Recibo n. 2952

    Jornal do Baixo Guadiana, 01 de Julho 2012

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JULHO 2012 | 27

    DESPORTO

    Futebolndia

    Ol! Sejam bem-vindos a mais um Futebolndia!

    Desde j agradeo todas as cr-ticas positivas que tenho recebido todos os meses com a minha cr-nica, mostrando que um enorme sucesso junto dos leitores do Jornal do Baixo Guadiana!

    Quando esta edio estiver nas bancas o Euro 2012 j ter terminado, mas no podia deixar passar a oportunidade de falar um pouco sobre essa competio que tem o cabea de baguete (foi o nome mais engraado que encon-trei em francs!) - Michel Platini como representante mximo do futebol europeu.

    Portugal, alm de levar com a Troika, com o Manuel Lus Goucha, com as novelas brasi-leiras, portagens nas ex-SCUT, com o Pedro Abrunhosa sempre de culos de sol, e um sem fim de parvoces em que este pas rico, (no vou falar de todos seno eram precisas mais de 500 pginas e estamos em reduo de custos!), temos que levar com as parvoces de Michel Platini; cada vez que fala gera polmica (merde em francs).

    Disse em pleno Euro 2012 que na final estariam Alemanha e Espanha; ele que j mostrou os seus dotes de vidente (pessoa que s v um dente) na final da Liga dos Campees, quando afirmou que a final seria Real Madrid-Barcelona e foi o que se viu.

    O futebol cada vez mais um conjunto de jogadas de bastidores onde quem tem dinheiro mani-pula tudo e todos. Parece-me que os que esto frente da UEFA, FIFA e outras entidades, so l colocados por aqueles que mani-pulam o sistema; como diria Dias da Cunha (ex-presidente do Spor-ting) - ainda hoje no sei se ele se referia ao Sistema Nacional de Sade

    Enfim, d que pensar e daqui gostava de enviar uma mensagem ao Michel Platini, boa moda do Manuel Moura dos Santos (no sei se sabem quem faz parte do jri do programa dolos da SIC que est procura de um dolo no sei do qu...). Platini, vai-te encher de moscas..Merci.

    Eusbio Costa, radialista e licenciado em

    cincias da comunicaoeusebiocosta@live.com.pt

    A Associao de Futebol do Algarve, em estreita colabora-o com a cmara municipal de

    Vila Real de Santo Antnio e os Casinos Solverde, promoveu uma homenagem ao treinador vila-rea-lense Manuel Jos. Este momento solene decorreu na 4. edio da Festa do Futebol, que aconteceu a 3 de junho no Casino de Monte Gordo. Recorde-se que Manuel Jos o treinador algarvio com maior e melhor currculo, que viu o seu percurso reconhecido na terra em que nasceu e onde deu os primeiros pontaps na bola.

    A Associao de Futebol inves-tiu na condio de scios honor-rios sete antigos dirigentes. Teve ainda lugar a habitual entrega dos prmios de Dirigente do Ano, o Treinador do Ano (fute-bol e futsal), o Jogador do Ano (futebol, futsal masculino e futsal

    Decorreu no dia 17 de junho em Espo-sende, a 2 prova do Campeonato Nacional de Esperanas, onde o Grupo Desportivo de Alcoutim (GDA) contou com as presenas de 18 atletas tendo ficado no 11 lugar coletivo, em meia centena de clubes. O destaque desta prova vai para a atleta menor, Joana Ramos 1 lugar, e Beatriz Ribeiros 3 lugar; para o 2 lugar do K2 menor de Daniela Mestre/Ana Palma e ainda para o K2 Iniciado Lus Simo/Pedro

    Loureno com um 3 lugar. Nos 4kms Infantis o atleta Pedro Jeremias foi impedido de lutar pelo lugar mais alto do pdio por outro atleta que acabou desclassificado, no o impedindo de chegar a um honroso 3 lugar, no K2 Rodrigo Romo/Bruno Ramos foram 12, enquanto que Ricardo Martins/Andr Madeira ficaram-se pela 16 posio. A partir deste ponto as con-dies climatricas pioraram bastante, sendo que Joana Mestre ficou na 18

    posio com alguma dificuldade em terminar a prova. Nos 6kms cadetes, mais uma vez depois de estar no grupo da frente, a dupla Micael Marques/Alejandro Villegas contou com a falta de fair-play de alguns adversrios ao virarem-nos numa das rondagens. Por fim o atleta Hugo Carmo tambm passou por dificuldades ao embaraar-se com bastantes atletas virados no rio ter-minando mesmo assim em 6lugar.

    Baixo Guadiana sobre rodas

    crnicas

    Amaro Antunes (Carmim Prio Tavira), sagrou-se no passado dia 22 de Junho, medalha de bronze nos Campeonatos Nacionais de Contra-Relogio ao percorrer os 27.8kms em 37m17s.

    Com isto o corredor natural das Hortas, Vila Real Santo Antnio, ficou a 35 segundos de se sagar cam-peo nacional desta especialidade, ganha pelo ciclista da equipa Pro-

    tour, Leopard/Trek, Fabio Silvestre. Amaro Antunes tambm disputou o Campeonato Nacional de fundo do escalo Sub23, mas aqui teve uma prestao mais modesta, tendo sido o 26 a cortar a meta em Pataias, Alcobaa, onde se disputaram estes campeonatos. Nesta vertente o ven-cedor foi Pedro Paulinho (Mortgua) o irmo mais novo do medalhado olmpico, Srgio Paulinho.

    Quanto aos Campeonatos Nacio-

    nais de fundo na categoria de Elites, o consagrado foi Manuel Cardoso (Caja Rural), corredor que estar presente nos Jogos Olmpicos de Londres 2012. Samuel Caldeira (Carmim Prio Tavira) ainda alcan-ou um honroso 7 lugar depois de um intenso trabalho de todos os seus companheiros de equipa, para levar a corrida controlada, e onde se inseria Ricardo Mestre que apenas participou com o intuito de ajudar

    o seu colega.Ao que o JBG apurou as prxi-

    mas provas doas atletas do Baixo Guadiana sero o Prmio Joaquim Agostinho e Volta a Portugal, ambas provas ganhas pelo natural da Cor-telha, Ricardo Mestre.

    Quanto ao BTT do Baixo Gua-diana, Hugo Conceio foi o melhor representante na 2 prova da Taa do Algarve de Maratonas, disputada no passado dia 17 de Junho na Concei-o de Faro e ganha pelo elite Marco Fernandes (Clube BTT Conceio de Faro). Hugo Conceio (Ncleo Spor-tinguista Vila Real St Antnio) foi assim 17 da geral e 6 da sua catego-ria Veteranos A. Por equipas a equipa do Ncleo Sportinguista Vila Real St Antnio foi nona, tendo sido a equipa BTT Loul / BPI a vencedora.

    Humberto Fernandes

    Amaro Antunes medalha de bronze

    Festa do Futebol homenageou Manuel Jos

    Alcoutim conquista 7 pdios no Nacional de Esperanas II de canoagem

    GDA atingiu o 11. lugar coletivo em meia centena de clubes

    Treinador de VRSA foi distinguido

    PDA

    feminino), o rbitro do Ano (fute-bol e futsal), o Jogador Jovem do Ano e a Equipa Jovem do Ano. Como tem vindo a suceder nas edies anteriores, nos principais prmios estiveram presentes as trs figuras mais votadas, ficando a conhecer-se o vencedor.

    A Festa do Futebol organi-zada, desde 2009, pela Associa-o de Futebol do Algarve, com o objetivo de promover a reunio da famlia do futebol e do futsal da regio, havendo lugar dis-tribuio de prmios e a home-nagens a figuras com relevantes contributos prestados modali-dade. A atribuio dos prmios, acima mencionados, resulta da votao dos dirigentes de todos os clubes algarvios e dos treinado-

    res das equipas participantes nos campeonatos no profissionais, exceo do prmio para o Jovem Jogador do Ano. Com base nas classificaes da poca 2011/12, ainda atribudo o prmio do rbitro do Ano, que coube, esta temporada, a Bruno Brs (fute-bol) e a Emanuel Camilo (futsal). O Departamento Tcnico da AF Algarve indica, por sua vez, a Equipa Jovem do Ano Iniciados do FC S .Lus e os nomeados para o prmio de Jogador Jovem do Ano, que constam acima. A AF Algarve distinguiu, pelo seu con-tributo arbitragem, Humberto Viegas (membro do Conselho de Arbitragem da FPF) e Jos Albino (rbitro que encerra a carreira esta poca).

    H cerca de trs anos que a rdio local de Vila Real de Santo Antnio emite um programa mensal onde os imigrantes residentes no concelho pombalino do voz aos muitos estrangeiros que escolheram terras vila-realenses para viver.

  • 28 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JULHO 2012

    Enquanto cozinha existem muitas formas de salvaguardar o meio ambiente e a sua carteira:- Antes de cozinhar, retire do frigorfico todos os ingredientes de uma s vez.Evite o abre-fecha sempre que precisar de qualquer ingrediente para o jantar.- Aprenda a cozinhar em panela de pres-so, d para cozinhar tudo! muito mais rpido e economiza 70% de gs.- Cozinhe com fogo mnimo pois por mais que aumente o lume a comida no cozinhar mais depressa, pois a gua no ultrapassa 100C.

    A tradio dos mastros dos Santos Populares em Castro Marim mantm-se bem viva e vai prolongar-se at ao prximo dia 7 de julho. A organizao municipal da XIII edio do Concurso de Mastros do concelho permite que muitas mos deem asas criatividade e criem os tradicionais engalanados mastros que ao longo do ms de junho tm alegrado e decorado os bailaricos ao som de msica animada e ao sabor da famosa sardinha assada.

    Ao longo do ltimo ms, vrias associaes locais mete-ram mos obra e deram expresso artstica a mastros tradicionais, incluindo as marchas e a elaborao de qua-dras alusivas aos Santos Populares, que um jri constitudo para o efeito ir avaliar e premiar os melhores.

    Foi durante o Arraial de So Joo, realizado dia 23 de junho, noite, na Praa 1 de Maio, em Castro Marim, que foram conhecidos os vencedores do XIII Concurso de Mastros. No 1 lugar a ARCDAA, 2 lugar a Associao de Bem Estar Social da Freguesia de Odeleite, 3 lugar o Clube Recreativo do Rio Seco. Esta foi uma organizao da cmara municipal de Castro Marim e contou com a par-ticipao da Associao Recreativa Cultural e Desportiva dos Amigos de Alta Mora (ARCDAA), da Associao de Pesca Desportiva de Castro Marim, Associao Social da Freguesia de Odeleite do Campesino Recreativo Futebol Clube e do Clube Desportivo e Cultural de Rio Seco.

    A iniciativa conta com as colaboraes do Agrupamento de Escolas de Castro Marim, da Associao Odiana, do Centro de Cultura e Desporto do Pessoal da Autarquia (CCD) e do Sapal Verde, que integram o jri.

    O ltimo baile destes Santos Populares acontece a 7 de julho com o Trio Carlos Neves na Sede do Grupo Desportivo e Cultural de Rio Seco pelas 22 horas.

    Tradio dos Mastros preservada em castro Marim

    CartoonECOdica

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    Odelouca j fornece gua ao Algarve aps 40 anos de espera

    Praias de VRSA so Qualidade Ouro, de acordo com a destino da QUERCUS

    Governo abandona concluso do IC27 e Ponte Alcoutim-Sanlcar

    Sotavento Algarvio

    CMCM