Inqurito s Despesas das Famlias 2010

  • Published on
    07-Jan-2017

  • View
    214

  • Download
    1

Transcript

  • Edi

    o 2

    01

    2

    2010/2011

    ii dd eeff

    Inqurito s

    Despesas das Famlias

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    2

    ficha tcnica

    TtuloInqurito s Despesas das Famlias

    2010/2011

    Continuao de: Inqurito aos oramentos

    familiares - ISSN 0872-1386

    Editor Instituto Nacional de Estatstica, I.P.

    Av. Antnio Jos de Almeida

    1000-043 Lisboa

    Presidente do Conselho DirectivoAlda de Caetano Carvalho

    Design, Composio e Impresso Instituto Nacional de Estatstica, I.P.

    Tiragem 350 exemplares

    Preo 11,00 (IVA includo)

    ISSN 1647-0443

    ISBN 978-989-25-0168-0

    Depsito Legal n 55144/92

    Periodicidade: Quinquenal

    INE, I.P., Lisboa - Portugal, 2012 *A reproduo de quaisquer pginas desta obra autorizada, exceto para fins comerciais, desde que mencionando o INE, I.P., como autor, o ttulo da obra, o ano de edio, e a referncia Lisboa-Portugal.

    www.ine.ptO INE, I.P. na Internet

    201 808808

    Apoio ao cliente

  • 3

    Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    i edf

    ndice

    Glossrio .................................................................................................5

    Introduo ...............................................................................................7

    Sumrio Executivo ....................................................................................9

    01. Caraterizao dos Agregados Familiares .................................................15

    Regies e grau de urbanizao ............................................................16

    Composio dos agregados familiares ..................................................17

    Principal fonte de rendimento ..............................................................20

    02. Despesa mdia dos Agregados Familiares ................................................23

    Despesa total anual mdia dos agregados familiares .............................24

    Despesa total anual mdia por regies e grau de urbanizao ................26

    Anlise detalhada da despesa dos agregados familiares .........................32

    Despesa total anual mdia segundo a composio do agregado familiar ...35

    Despesa total anual mdia segundo o rendimento .................................38

    03. Rendimento mdio dos Agregados Familiares ...........................................43

    Rendimento mdio por regies e grau de urbanizao ............................44

    Rendimento mdio por composio do agregado familiar ........................49

    Rendimento mdio por principal fonte de rendimento .............................53

    Rendimento mdio por quintis de rendimento total equivalente ...............54

    Rendimento mdio por caractersticas do indivduo de referncia ............56

    04. Pobreza e desigualdade: comparao com outras fontes ...........................61

    Rendimento total anual por adulto equivalente ......................................63

    Distribuio do rendimento: comparao entre o IDEF 2010/2011 e o ICOR 2010 .......................................................................................65

    Taxa de risco de pobreza e nvel de desigualdade por regio ....................67

    Impacto dos rendimentos no monetrios na desigualdade e no risco de pobreza .............................................................................................68

    05. Indicadores de Conforto .........................................................................71

    Regime de ocupao ...........................................................................72

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    4

    Conforto bsico do alojamento ............................................................73

    Equipamentos de apoio ao trabalho domstico ......................................74

    Equipamentos de comunicao e lazer .................................................75

    06. Nota Metodolgica ................................................................................77

    Desenho do questionrio .....................................................................78

    Perodos de referncia dos dados .........................................................79

    Mtodos de recolha ............................................................................80

    Amostragem ......................................................................................81

    Recolha de dados ................................................................................83

    Anualizao dos Dados ........................................................................84

    Estimativas e sua Preciso .................................................................85

    Anexos ....................................................................................................89

    Classificao do Consumo Individual por Objetivo (COICOP) ...........................90

    Lista de quadros de resultados (em CD) .....................................................95

  • 5

    Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    i edf

    SINAIS CONVENCIONAIS/ CONVENTIONAL SIGNS

    x - Valor no disponvel (ausncia de valor decorrente da inexistncia de dados ou da falta de qualidade dos mesmos) / Not available (value not available due to the inexistence or lack of quality of data)

    - Desvio do padro de qualidade/Coeficiente de variao elevado/ Extremely unreliable value

    NOTA/ NOTE

    Por razes de arredondamento, a soma das parcelas pode no corresponder ao total.

    Where estimates have been rounded, discrepancies may occur between sums of the component items and totals

    Glossrio / Glossary

  • 7

    Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    i edf

    Introduo

    IntroductionO INE apresenta nesta publicao os resultados estatsticos do Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 (IDEF 2010/2011) relativos estrutura das despesas dos agregados familiares residentes em Portugal e distribuio dos rendimentos.

    Estes resultados fazem parte da srie de dados estatsticos sobre oramentos familiares, que em Portugal desenvolvida desde finais da dcada de 60, e concorre para a informao da UE designada por Household Budget Survey.

    Os inquritos s despesas das famlias so grandes operaes estatsticas, realizadas de cinco em cinco anos, associados a um questionrio que inclui cadernetas para o preenchimento pelas famlias selecionadas de todas as despesas familiares e individuais durante duas semanas. Recolhe tambm dados demogrficos, dados sobre rendimento e sobre os consumos no correntes, atravs de entrevista direta.

    O IDEF 2010/2011 utilizou pela primeira vez o registo informtico, pelos entrevistadores, na recolha das despesas em bens e servios de consumo corrente, em resultado da integrao da Nomenclatura COICOP (cerca de 14 mil produtos) na aplicao informtica do inqurito, no sentido de se obterem ganhos de qualidade, de proximidade local e temporal na relao entrevistador/famlia.

    Os resultados do IDEF 2010/2011 decorrem de uma amostra repre-sentativa estratificada por conglo-merados dos alojamentos familiares com residncia principal no territrio

    Statistics Portugal presents the statistical results from the Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 (IDEF 2010/2011) on the structure of the expenditures and the income distribution of the households living in Portugal.

    These results are part of a data series on household budgets, carried out in Portugal since the 60s, and contribute to the Household Budget Survey at the EU level.

    The household budget surveys are large statistical operations, carried out every five years, and are associated to a questionnaire including a log-book to be fulfilled by the selected households with the overall set of collective and individual expenditures during two weeks. It also collects demographic data, income data and data on goods or services not frequently consumed, obtained through direct interview.

    For the first time, the IDEF 2010/2011 has made use of the electronic recording during the collection of daily consumption of goods and services, after the inclusion of the COICOP nomenclature (almost 14 thousand products) in the collection software. This new procedure has facilitated increased quality by providing interviewers with an easy and friendly way to edit and recontact the interviewed.

    The results are associated to the use of a representative stratified clustered sample of private dwellings with main residence in the national territory, whose dimensioning took into account the dispersion of monetary expenditure by region and the class of expenditures as observed in the 2005/2006 survey.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    8

    nacional, cujo dimensionamento teve em conta a disperso da despesa monet-ria por regio NUTS II e Diviso COICOP observada no inqurito de 2005/2006. A dimenso da amostra selecionada foi de 16 815 alojamentos, distribu-dos de forma aproximadamente uni-forme ao longo das 26 quinzenas (que constituram o perodo de inquirio) de modo a minimizar os efeitos sazo-nais. A taxa de resposta global corres-ponde ao quociente entre o nmero de entrevistas conseguidas e vlidas (9 489) e a dimenso da amostra (16 815), ou seja, 56%. Considerando em denominador apenas os alojamen-tos elegveis e contactados (14 032), obtm-se uma taxa de resposta espe-cfica de 68%.

    A recolha de dados no Continente e na Regio Autnoma dos Aores efetuou-se de acordo com o calendrio planeado, i.e., entre 1 de maro de 2010 e 27 de fevereiro de 2011; no caso da Regio Autnoma da Madeira, e devido aos constrangimentos inerentes ao temporal de fevereiro, a recolha iniciou-se apenas no final de maro de 2010, tendo terminado a 27 de maro de 2011.

    junho 2012

    Sample dimension accounted for 16,815 dwellings near uniformly distributed by the 26 fortnights constituting the surveying period, in order to minimize the seasonal effects. The global response rate, 56%, corresponds to the quotient between the number of completed and valid interviews (9,489) and the sample size (16,815). Considering in the denominator only the eligible and contacted dwellings (14,032), one obtains a specific response rate of 68%.

    Data collection was developed in Mainland and the Regio Autnoma dos Aores between March 1st 2010 and February 27th 2011; in Regio Autnoma da Madeira it began final March 2010 because of constrains due to the February storm floods.

    June 2012

  • 9

    Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    i edf

    Sumrio executivo

    Executive summaryA informao estatstica apresentada nesta publicao encontra-se organizada em cinco dimenses: a partio dos agregados familiares de acordo com diferentes caractersticas socioeconmicas, no captulo 1; a despesa anual mdia por agregado familiar, no captulo 2; o rendimento mdio por agregado familiar, no captulo 3; o rendimento por adulto equivalente, a pobreza e a desigualdade, no captulo 4; e alguns indicadores de conforto, no captulo 5. O captulo 6 apresenta de forma detalhada a metodologia de amostragem e a estimao dos resultados.

    Os resultados estatsticos detalhados que serviram de base ao resumo analtico, bem como o questionrio utilizado no inqurito, podem ser consultados no CD

    anexo publicao.

    No primeiro captulo caracterizam-se os cerca de 4 milhes de agregados familiares residentes em Portugal.

    A leitura dos resultados por tipologia de reas urbanas permitiu caracterizar as famlias portuguesas como residentes em reas predominantemente urbanas (69,8% do total), e a existncia de disparidades regionais relevantes segundo o grau de urbanizao. Concluiu-se ainda que a maioria dos agregados familiares portugueses no inclua crianas dependentes (63,4%), e que para 52,1% das famlias, o trabalho por conta de outrem era a principal fonte de rendimento.

    O segundo captulo apresenta a descrio detalhada do indicador despesa anual mdia por agregado familiar. Em 2010/2011, esta despesa anual mdia era de 20 391 por agregado.

    This publication is organized in five perspectives: in chapter 1, the distribution of the number of private households according to several socioeconomic characteristics; in chapter 2, average annual expenditure by private household; in chapter 3, average income by private household; in chapter 4, adult equivalent income, poverty and inequality; in chapter 5, few well-being indicators are presented; and in chapter 6, the sampling methodology and estimation are presented in detail.

    The enclosed CD includes the detailed statistical results base to the analytical summary, as well as the survey questionnaire.

    First chapter characterizes the 4 million private households residing in Portugal.

    The analysis by typology of urbanization revealed the Portuguese families as mainly residing on densely populated areas (69.8% of total) and the existence of relevant regional disparities by degree of urbanisation. It was also concluded that most Portuguese private households did not include dependent children (63.4%), and the wage was the main income source for 52.1% of private households.

    The second chapter presents the detailed description of the indicator average annual expenditure by private household. In 2010/2011, the average annual expenditure was 20,391 per household. The average expenditure on Housing, water, electricity, gas and other fuels accounted for 29.2% of the average total expenditure, while the expenditure on Transport and

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    10

    A despesa mdia em Habitao; despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis representava 29,2% da despesa mdia total, enquanto que a despesa em Transportes e em Produtos alimentares e bebidas no alcolicas representava, respetivamente, 14,5% e 13,3% do mesmo total. No seu conjunto estas trs classes de despesa representavam 57% da despesa mdia total anual das famlias.

    A regio de Lisboa registava claramente uma despesa mdia superior ao valor nacional (22 384), enquanto que o Alentejo refletia o valor de despesa mdia mais reduzido no conjunto das regies NUTS II (16 774). A despesa total anual mdia dos agregados com crianas dependentes (26 775) era cerca de 60% superior dos agregados sem crianas dependentes (16 705).

    A anlise dos resultados de acordo com a condio perante o trabalho dos membros das famlias, demonstra a associao que existe entre nmero de indivduos economicamente ativos e o nvel de despesa mdia, claramente mais baixa nos agregados familiares sem membros ativos. Constatam-se tambm diferenas relevantes entre os dois grupos no que respeita composio da despesa mdia total, nomeadamente no que se refere importncia das despesas em Transportes mais elevada no caso do primeiro grupo. O nvel mdio de despesa era naturalmente superior mdia nas famlias cuja fonte principal de rendimento eram os rendimentos de propriedade e capital e de trabalho, ficando aqum da mdia no caso dos agregados que viviam predominantemente de penses e transferncias sociais. A despesa mdia dos agregados com menores rendimentos por adulto equivalente

    on Food and non-alcoholic beverages represented, respectively, 14.5% and 13.3%. As a whole, these three classes of expenditure accounted for 57% of the average annual total expenditure of households.

    The region of Lisboa clearly showed an average expenditure (22,384) larger than the national figure, while Alentejo reflected the lowest average expenditure in the context of NUTS 2 regions (16,774). The average total annual expenditure of households with dependent children (26,775) was circa 60% above the one of households with no dependent children (16,705).

    The analysis of results by the activity status of household members highlights the existence of an association between the number of economically active members and the level of average expenditure, which was clearly lower for households with no active member. Relevant differences on the composition of the average total expenditure were also identified between the two groups, namely the importance of Transport, which was higher for the first group. As expected, the average expenditure for households whose main income source corresponded to property income or income from work was larger than the national average consumption expenditure, while shorter than average in the case of households living predominantly of pensions and social transfers. The average expenditure of households with lower equivalent income was 11,428, slightly superior to half of the total average expenditure (20,391). On the opposite side, top equivalent income households registered an average expenditure above the national average by about 73% (35,314).

  • 11

    Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    i edf

    apresentava um valor de 11 428, apenas ligeiramente superior a metade da despesa mdia total (20 391). No outro extremo, os agregados com maiores rendimentos por adulto equivalente registavam uma despesa mdia total superior mdia nacional em cerca de 73% (35 314).

    Nos dois captulos seguintes, analisa--se o rendimento dos agregados familiares que, no mbito do IDEF 2010/2011, se refere ao ano de 2009. No captulo 3 detalha-se a distribuio do rendimento mdio por agregado familiar, enquanto que no captulo 4 se analisa a distribuio pessoal do rendimento por adulto equivalente, em particular a descrio regional dos indicadores de pobreza e desigualdade na distribuio dos rendimentos. Em caixa especial do captulo 4, procede-se comparao dos resultados do IDEF 2010/2011 com os resultados do Inqurito s Condies de Vida e Rendimento 2010 para uma adequada leitura das estatsticas oficiais sobre a taxa de risco de pobreza e desigualdade na distribuio dos rendimentos.

    Em 2009, de acordo com os resultados do IDEF 2010/2011, o rendimento lquido total anual mdio era de 23 811 por agregado, o que corresponde a uma mdia mensal de 1 984.

    No perodo observado, o rendimento monetrio (em mdia, 19 201) repre-sentava 80,6% do rendimento total lquido das famlias, correspondendo os restantes 19,4% ao rendimento no monetrio, composto pelo autoconsu-mo e autoabastecimento, autolocao e recebimentos gratuitos ou a ttulo de salrio.

    The next two chapters analyse private households income, referring to 2009 in the context of IDEF 2010/2011.The distribution of average income by private household is detailed in chapter 3, while chapter 4 analyses the distribution of personal income by adult equivalent, in particular the regional poverty and income inequality distribution indicators. A special highlight in chapter 4 compares IDEF 2010/2011 and Inqurito s Condies de Vida e Rendimento 2010 estimates, contributing to an adequate interpretation of the official statistics on the at-risk-of poverty rate and on the inequality of income distribution.

    In 2009, according to the IDEF 2010/2011, the average net total annual income was 23,811 per household, i.e. an average net total income per month of 1,984.

    In the same period, the monetary income (19,201 on average) accounted for 80.6% of total household net income, the remaining 19.4% corresponding to the non monetary income that encompasses household production for own consumption, services provided by owner occupied dwellings, transfers in kind received.

    Income from work accounted for 54.5% of the total income and constituted the main source of income in all NUTS 2 regions. Wages and salaries (11,378 on average) were 7 times the value of income from self-employment (1,593 on average). Income from pensions accounted for almost 21% of the average total annual income per household.

    In 2009, over three quarters of the non-monetary income were associated to subjective rents, i.e., the rents

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    12

    Os rendimentos do trabalho represen-tavam 54,5% do rendimento total e constituam a principal fonte de rendimento em todas as regies NUTS II. No conjunto dos rendimentos do trabalho, os auferidos por conta de outrem (em mdia, 11 378) eram 7 vezes superiores aos obtidos por conta prpria (em mdia, 1 593). Os rendimentos de penses representavam quase 21% do rendimento total anual mdio por agregado.

    No perodo em anlise, mais de do rendimento no monetrio associava-se autolocao ou rendas subjetivas, i.e., ao valor estimado pelos agregados proprietrios ou usufruturios de alojamento gratuito de renda da sua residncia principal.

    Tal como para a despesa mdia total anual, a regio de Lisboa registava o valor mais elevado para o rendimento lquido total anual mdio por agregado (27 468), e a regio do Alentejo o valor mais baixo (20 643).

    O rendimento mdio dos agregados com crianas dependentes (29 740) era superior em 46% do rendimen-to dos agregados sem crianas (20 386). Todavia, considerando os ren-dimentos por adulto equivalente a dis-paridade entre agregados com e sem crianas dependentes esbate-se, re-gistando os agregados sem crianas dependentes (14 015) um rendimen-to mdio ligeiramente superior ao das famlias em que estas esto presentes (13 518).

    Entre os agregados sem crianas dependentes, a presena de pelo menos um indivduo idoso implicava rendimento familiar mais baixo.

    estimated by the residents of owner occupied dwellings and by rent-free tenants.

    Similarly to the average total annual expenditure, Lisboa was also the region that stood out with the highest value for the average net total annual income per household (27,468). The region of Alentejo presented the lowest value (20,643).

    The average total income of households with dependent children (29,740) was 46% higher the one of households without dependent children (20,386). However, considering the adult equivalent income, disparities between households with and without dependent children fade, with an average income estimate for households without dependent children (14,015) slightly higher than for families with dependent children (13,518).

    Among households without dependent children, the presence of at least one person aged 65 years or more is generally associated to a lower household income.

    Based on the 2009 total income per adult equivalent (13,750), it was estimated an at-risk-of poverty rate of 14.8%. If considering only the monetary income per adult equivalent, the at-risk-of poverty rate would be 17.3%, which demonstrates the equalizing effect of non monetary income in Portugal, as well as its reduction of the situations of poverty and lack of resources.

    Whether considering the total income or the monetary income per adult equivalent, the Regio Autnoma dos Aores recorded the highest incidence of poverty (17.9% and 20.3%, respectively). The regions of Lisboa and

  • 13

    Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    i edf

    Tomando como base o rendimen-to total por adulto equivalente (13 750) apurado pelo inqurito para 2009, estimou-se uma taxa de risco de pobreza de 14,8%. Considerando exclusivamente os rendimentos mo-netrios, a taxa de risco de pobreza seria de 17,3%, o que evidencia o efei-to equalizador dos rendimentos no monetrios em Portugal, bem assim como o seu efeito atenuador das situa-es de precariedade e de pobreza.

    Quer se considere o rendimento total ou o rendimento monetrio por adulto equivalente, a Regio Autnoma dos Aores apresentava os indicadores de incidncia da pobreza mais elevados (17,9% e 20,3%, respetivamente). As regies de Lisboa e Alentejo, apresentavam taxas de risco de pobreza inferiores do conjunto da populao.

    O ltimo captulo analtico, captulo 5, descreve as principais caractersti-cas da distribuio dos indicadores de conforto bsicos, estimando-se, por exemplo, que, a quase totalidade dos alojamentos dispunham em 2010/2001 de fogo e de frigorfico (mais de 99%), assim como de mquina de lavar roupa (93%).

    Alentejo recorded at-risk-of poverty rates below the national figures.

    The last analytical chapter, chapter 5, describes the main features of the distribution of the basic well being indicators, estimating, for example, that in 2010/2011 almost all dwellings had a stove and refrigerator (more than 99%), as well as a washing machine (93%).

  • i edf

    Conceitos e classificaes utilizados neste captulo:

    O agregado domstico privado corresponde ao conjunto de pessoas que residem no mesmo alojamento e cujas despesas fundamentais ou bsicas (alimentao, alojamento) so suportadas conjuntamente, independentemente da existncia ou no de laos de parentesco; ou a pessoa que ocupa integralmente um alojamento ou que, partilhando-o com outros, no satisfaz a condio anterior. [Nesta publicao utiliza-se tambm agregado familiar e famlia como sinnimos de agregado domstico privado].

    So consideradas crianas dependentes todos os indivduos at aos 15 anos (inclusive) ou at aos 24 anos, desde que economicamente dependentes (que no exeram uma atividade ou estejam desempregados). So classificados como idosos todos os indivduos com 65 ou mais anos.

    Indivduo de referncia do agregado domstico privado: aquele a que corresponde a maior proporo do rendimento total lquido anual do agregado familiar.

    O Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 utiliza duas desagregaes territoriais:

    1) Regies NUTS II 2002 (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatsticos de 2002), conforme Decreto-Lei n 244/2002, de 5 de novembro; Regulamento (CE) n 1059/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio de 2003, publicado no JOCE L 154, de 21 de junho de 2003;

    2) Tipologia de reas urbanas, 2009 (TIPAU 2009), conforme 8. (2008) deliberao da Seco Permanente de Coordenao Estatstica publicada no Dirio da Repblica, 2 srie, n. 188, de 28 de setembro de 2009.

    01|Caracterizao dos Agregados

    Familiares

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    16

    Regies e grau de urbanizao

    De acordo com os resultados do IDEF 2010/2011 estimava-se um total de cerca de 4 milhes de agregados familiares residentes em Portugal, dos quais 95,7% residiam no Continente e 4,3% nas Regies Autnomas. Na regio Norte registava-se a maior proporo de famlias residentes (com cerca de 33% do total), seguida das regies de Lisboa (28,4%) e do Centro (22,4%). No Alentejo (7,5%) e no Algarve (4,5%) situavam-se as menores propores de famlias residentes no Continente. Na Regio Autnoma da Madeira residiam 2,3% do total de famlias, e na Regio Autnoma dos Aores 2,0%.

    A classificao do territrio nacional de acordo com a tipologia de reas urbanas revelava que 13,5% das famlias residiam em reas predominantemente rurais. Em contrapartida, nas reas predominantemente urbanas residiam 70% das famlias e nas reas mediamente urbanas viviam 16,7% dos agregados familiares.

    1.1. | Mapas de Portugal por NUTS II e Tipologia de reas urbanas

    INE, DMSI/GEO - Servio de Georreferenciao

  • 01| Caracterizao dos Agregados Familiares

    17

    i edf

    Por regio, destacava-se Lisboa com a quase totalidade dos agregados familiares (96,3%) a residir em reas predominantemente urbanas. Na Regio Autnoma da Madeira registava-se a segunda maior proporo de famlias residentes em reas com aquelas caractersticas (77,8%), seguida do Norte e do Algarve com propores prximas de 70% (69,9% e 66,5%, respetivamente).

    No Alentejo (32,6%), no Centro (27,4%) e na Regio Autnoma dos Aores (25,9%) observavam-se, por outro lado, os valores relativos mais elevados no que respeita a agregados residentes em meio rural, pese embora, nestas regies, a maioria dos agregados residir em reas urbanas.

    Composio dos agregados familiares

    De acordo com este inqurito, estimava-se que a maior parte dos agregados familiares residentes em Portugal no tinham crianas dependentes (63,4%) face a 36,6% de agregados com pelo menos uma criana dependente, o que significa um decrscimo da proporo de famlias com crianas comparativamente ao ltimo inqurito (IDEF 2005/2006, com 42,0%).

    A tipologia de famlia mais frequente era constituda por dois ou mais adultos no idosos (sem crianas dependentes), com 21,6% do total, uma proporo tambm muito prxima das famlias

    1.2. | Distribuio dos agregados familiares por grau de urbanizao e NUTS II, 2010/2011

    Portugal

    Norte

    Centro

    Lisboa

    Alentejo

    Algarve

    R A Aores

    0% 20% 40% 60% 80% 100%

    R.A. Aores

    R.A. Madeira

    rea predominantemente urbana rea mediamente urbana

    rea predominantemente rural

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    18

    constitudas por dois ou mais adultos em que pelo menos um dos membros tinha 65 ou mais anos (20,4%). Os agregados de uma s pessoa representavam 21,4% do total: 12,4% com 65 ou mais anos e 9,0% com menos de 65 anos.

    Apesar de algumas diferenas regionais, era comum em todas as regies a predominncia das famlias sem crianas dependentes, com propores entre 56% e 70%. Constatava-se ainda um aumento da importncia relativa destas famlias em todas as regies face aos resultados de 2005/2006.

    A maior proporo de famlias sem crianas, 70,1% do total, verificava-se no Alentejo, onde tambm se registava a maior proporo de idosos a viver s (15,8%) e de dois ou mais adultos com pelo menos um dos membros com 65 ou mais anos (24,7%).

    Nas regies autnomas dos Aores e da Madeira regista-se a mais baixa proporo de famlias sem crianas (56,3%); baixas percentagens de idosos a viver s (9,7% na Regio Autnoma da Madeira face a 7,7% na Regio Autnoma dos Aores) e de famlias de dois ou mais adultos e com pelo menos um idoso (18,5% na Regio Autnoma da Madeira face a 16,1% na Regio Autnoma dos Aores). Para a Regio Autnoma dos Aores registava-se, por seu lado, a maior proporo de famlias s de adultos com menos de 65 anos (23,0%).

    unidade: %

    Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

    Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Agregados sem crianas dependentes 63,4 60,2 65,6 64,2 70,1 66,2 56,3 56,3

    1 adulto no idoso 9,0 7,8 6,9 11,5 7,8 13,3 9,4 9,9

    1 adulto idoso 12,4 9,4 14,7 14,0 15,8 11,6 7,7 9,7

    2 ou + adultos no idosos 21,6 22,2 21,1 21,4 21,8 20,7 23,0 18,3

    2 ou + adultos, pelo menos 1 idoso 20,4 20,8 22,9 17,3 24,7 20,5 16,1 18,5

    Agregados com crianas dependentes 36,6 39,8 34,4 35,8 29,9 33,8 43,7 43,7

    1 adulto com crianas dependentes 3,5 3,0 x 4,3 x 3,7 x x

    2 ou + adultos com 1 criana 18,6 20,8 15,9 18,9 15,4 17,4 19,3 20,6

    2 ou + adultos com 2 ou + crianas 14,6 16,1 14,8 12,6 12,5 12,8 20,8 19,7

    1.3. | Distribuio dos agregados familiares por composio do agregado e NUTS II, 2010/2011

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 01| Caracterizao dos Agregados Familiares

    19

    i edf

    A par da Regio Autnoma dos Aores, em Lisboa (21,4%) e no Algarve (20,7%) as famlias mais comuns eram constitudas por dois ou mais adultos com menos de 65 anos e sem crianas.

    A composio dos agregados familiares por nmero de crianas mostra apenas duas regies em que a proporo de agregados com duas ou mais crianas dependentes era superior a 20%, destacando-se da mdia do pas (15,9%): a Regio Autnoma dos Aores, com 22,4%, e a Regio Autnoma da Madeira, com 21,0%. Nesta perspetiva, o Alentejo (13,1%), Lisboa (14,0%) e Algarve (14,1%) registavam as propores mais baixas.

    Considerando as famlias com crianas dependentes, as que tinham apenas uma criana constituam geralmente a situao mais frequente no pas (20,7%).

    1.4. | Distribuio dos agregados familiares por nmero de dependentes e NUTS II, 2010/2011

    Portugal

    Norte

    Centro

    Lisboa

    Alentejo

    Algarve

    0% 20% 40% 60% 80% 100%

    R.A. Aores

    R.A. Madeira

    0 dependentes 1 dependente 2 ou + dependentes

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    20

    Principal fonte de rendimento

    As estimativas obtidas neste inqurito indicam que a principal fonte de rendimento das famlias em todas as regies NUTS II era do trabalho por conta de outrem.

    Por regies os resultados da origem dos rendimentos das famlias revelavam que:

    As Regies Autnomas da Madeira e dos Aores apresentavam as propores mais elevadas de famlias em que o trabalho por conta de outrem constitua a principal fonte de rendimento, com 60,8% e 58,9%, respetivamente;

    No Centro, com 48,0%, e no Alentejo, com 46,2%, observavam-se as menores propores de famlias cujo rendimento provinha de trabalho por conta de outrem e inferiores mdia do pas (52,1%);

    A maior proporo de famlias com penses como principal fonte de rendimento situava-se no Alentejo (42,2%), enquanto que esta proporo era de apenas 26,3% nas famlias residentes na Regio Autnoma dos Aores, (35,1% nas famlias residentes em Portugal).

    1.5. | Distribuio dos agregados familiares por principal fonte de rendimento e NUTS II, 2010/2011

    Nota: As outras fontes de rendimento incluem rendimentos de propriedade e capital, de outras transferncias sociais e de outras transferncias Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade: %

    Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

    Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Trabalho por conta de outrem 52,1 53,3 48,0 53,9 46,2 56,4 58,9 60,8

    Trabalho por conta prpria 7,9 7,6 7,6 8,3 7,7 8,7 11,2 5,4

    Penses 35,1 33,3 40,2 33,0 42,2 30,4 26,3 28,7

    Outras fontes de rendimento 4,9 5,9 4,3 4,8 x 4,5 x 5,1

  • 01| Caracterizao dos Agregados Familiares

    21

    i edf

    A Regio Autnoma dos Aores era tambm a regio com maior proporo de famlias cuja principal fonte de rendimento era o trabalho por conta prpria, com 11,2%, mais do dobro do valor mais baixo, registado para a Regio Autnoma da Madeira (5,4%) e 3,3 p.p. acima da mdia nacional (7,9%).

    1.6. | Distribuio dos agregados familiares pela principal fonte de rendimento, mnimos e mximos regionais, 2010/2011

    52 1%

    R.A. Madeira60%

    70%

    52,1%

    35,1%Alentejo

    Alentejo

    40%

    50%

    R.A. AoresR.A. Aores

    20%

    30%

    7,9%R.A. Madeira0%

    10%

    Trabalho por t d t

    Trabalho por t i

    Pensesconta de outrem conta prpria

    Portugal Mnimo regional Mximo regional

  • i edf

    02 |Despesa mdia dos Agregados

    Familiares

    Conceitos e classificaes utilizados neste captulo:

    A Despesa Total composta pela soma da Despesa Monetria com a Despesa no Monetria.

    Despesa Monetria: refere-se a todas as compras de bens e servios, no pas ou no estrangeiro, sejam para consumo imediato pelo agregado, oferta ou armazenamento, abarcando um perodo de referncia retroativo at aos 12 meses anteriores quinzena da entrevista. As compras so avaliadas pelo seu valor total, independentemente do modo ou momento do pagamento.

    Despesa no Monetria: abrange o autoconsumo (bens alimentares e outros de produo prpria), o autoabastecimento (bens ou servios obtidos, sem pagamento, de estabelecimento explorado pelo agregado), a autolocao (autoavaliao pelos agregados proprietrios ou usufruturios de alojamento gratuito de valor hipottico de renda de casa), recebimentos em gneros e salrios em espcie. (ver rendimento no monetrio)

    A despesa mdia por agregado corresponde ao quociente entre a soma das despesas de todos os agregados que verificam uma determinada condio e a soma desses mesmos agregados.

    A despesa mdia por adulto equivalente obtm-se dividindo o valor da despesa do agregado pela sua dimenso em termos de adultos equivalentes, utilizando a escala de equivalncia modificada da OCDE.

    A despesa per capita resulta do quociente entre o valor da despesa do agregado e o respetivo nmero de indivduos membros desse agregado.

    Escala de equivalncia modificada da OCDE: esta escala atribui, dentro de cada agregado, um peso de 1 ao primeiro adulto de um agregado; 0,5 aos restantes adultos (14 e mais anos) e 0,3 a cada criana.

    As despesas so apresentadas de acordo com a Classificao do Consumo Individual por Objetivo (COICOP), conforme referido no Captulo 6 e pode ser consultada em anexo.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    24

    Despesa total anual mdia dos agregados familiares

    A despesa total anual mdia por agregado residente em Portugal era de 20 391, de acordo com os resultados do IDEF 2010/2011.

    Do total de despesas, 29,2% (5 958) destinavam-se a Habitao; despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis. Estas, em conjunto com as despesas em Transportes, 14,5% (2 957) e em Produtos alimentares e bebidas no alcolicas, 13,3% (2 703) concentravam 57% da despesa mdia anual do conjunto das famlias residentes.

    A concentrao das despesas nestas classes mantinha o perfil da estrutura da despesa observado nas famlias portuguesas durante a dcada anterior, embora com perda de importncia relativa nas despesas com Produtos alimentares e bebidas no alcolicas. Estas despesas representavam 18,7% em 2000, 15,5% no perodo 2005/2006 e 13,3% em 2010/2011, ou seja, uma reduo de 5,4 pontos percentuais (p.p.) em 10 anos.

    Paralelamente, e no mesmo perodo, assistiu-se a um aumento de quase 10 p.p. do peso nas despesas com Habitao; despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis: 19,8% em 2000, 26,6% em 2005/2006 e 29,2% em 2010/2011.

    Em 2010/2011, as despesas com Transportes (14,5%) registavam uma percentagem prxima da de 2000 (15,0%), todavia passando a ocupar a segunda posio na estrutura das despesas dos agregados familiares.

    2.1. | Despesa total anual mdia por agregado e divises da COICOP, Portugal, 2010/2011

    Habitao; despesas com gua, electricidade, gs e out.combust.

    Transportes

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas

    Hotis, restaurantes, cafs e similares

    Outros bens e servios

    Sade

    Lazer, distraco e cultura

    Mveis, artigos de decorao, eq. domst. e desp.cor.man.hab.

    V t i l d

    0 1 000 2 000 3 000 4 000 5 000 6 000 7 000

    Vesturio e calado

    Comunicaes

    Ensino

    Bebidas alcolicas, tabaco e narcticos/estup.

  • 25

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    A importncia relativa da despesa total anual mdia das famlias nas trs principais componentes aumentou cerca de 3,6 p.p. entre 2000 (53,4%) e 2010/2011 (57,0%).

    As despesas efetuadas no mbito da diviso 05 (Mveis, artigos de decorao, equipamento domstico e despesas correntes de manuteno da habitao), assim como com Vesturio e calado (diviso 03) e com bebidas alcolicas e tabaco (diviso 02) prosseguiam, em 2010/20011, a tendncia de reduo, em termos relativos, comparativamente ao inqurito de 2000.

    2.2. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado e divises da COICOP (percentagem acumulada), Portugal, 2000, 2005/2006 e 2010/2011

    2000 2005/2006 2010/2011

    COICOP COICOP COICOP

    Habitao; despesas () e outros combustveis (04) 19,8

    Habitao; despesas () e outros combustveis (04) 26,6

    Habitao; despesas () e outros combustveis (04) 29,2

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01) 38,4

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01) 42,1 Transportes (07) 43,7

    Transportes (07) 53,4 Transportes (07) 55,0 Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01) 57,0

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11) 62,8

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11) 65,8

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11) 67,3

    Mveis, artigos de decorao () (05) 70,0 Outros bens e servios (12) 72,3 Outros bens e servios (12) 73,6

    Vesturio e calado (03) 76,6 Sade (06) 78,4 Sade (06) 79,4

    Outros bens e servios (12) 82,7 Lazer, distrao e cultura (09) 84,1 Lazer, distrao e cultura (09) 84,7

    Sade (06) 87,8 Mveis, artigos de decorao () (05) 88,9Mveis, artigos de decorao () (05) 88,9

    Lazer, distrao e cultura (09) 92,6 Vesturio e calado (03) 93,0 Vesturio e calado (03) 92,6

    Comunicaes (08) 95,9 Comunicaes (08) 96,0 Comunicaes (08) 96,0

    Bebidas alcolicas, tabaco () (02) 98,7 Bebidas alcolicas, tabaco () (02) 98,3 Ensino (10) 98,1

    Ensino (10) 100,0 Ensino (10) 100,0 Bebidas alcolicas, tabaco () (02) 100,0

    %acumulada

    %acumulada

    %acumulada

    Fonte: Inqurito aos Oramentos Familiares 2000 e Inquritos s Despesas das Famlias 2005/06 e 2010/2011

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    26

    Despesa total anual mdia por regies e grau de urbanizao

    Por NUTS II, a anlise dos resultados do IDEF 2010/2010 permite constatar que:

    As famlias residentes na regio de Lisboa registavam uma despesa total anual mdia superior mdia nacional, com 22 384; situao comum da regio Norte (20 671) com um valor de despesa total anual mdia por agregado superior mdia global, em cerca de 280.

    Na regio do Alentejo, o valor mdio por agregado situou-se em 16 774, menos 3 617 do que a mdia do pas. Nas Regies Autnomas dos Aores (17 626) e da Madeira (18 586) e Centro (19 183) observavam-se tambm valores de despesa inferiores mdia global.

    2.3. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado, por divises da COICOP, Portugal, 2000, 2005/2006 e 2010/2011

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01)

    Bebidas alcolicas, tabaco () (02)

    Vesturio e calado (03)

    Habitao; despesas () e outros combustveis (04)

    Mveis, artigos de decorao () (05)

    Sade (06)

    Transportes (07)

    Comunicaes (08)

    Lazer distrao e cultura (09)

    0% 5% 10% 15% 20% 25% 30%

    Lazer, distrao e cultura (09)

    Ensino (10)

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11)

    Outros bens e servios (12)

    2000 2005/2006 2010/2011

  • 27

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    A afetao da despesa total anual mdia seguia um padro idntico em cada regio NUTS II, designadamente no que respeita s trs principais componentes: despesas relacionadas com habitao, com transportes e com alimentao. A Regio Autnoma dos Aores era a nica em que o peso relativo da despesa em produtos alimentares surgia em segundo lugar, com as despesas em transportes na terceira posio.

    A proporo das despesas nas trs principais divises da COICOP (04, 07 e 01, respetivamente) que, como se referiu, era de 57,0% para o pas, representava propores mais significativas na Regio Autnoma dos Aores (64,4%) e na Regio Autnoma da Madeira (62,0%), sendo de apenas 55,4% na regio de Lisboa.

    A Regio Autnoma dos Aores registava a proporo de despesas com habitao (34,6%) mais elevada do pas com um valor mdio por agregado de 6 095 e, simultaneamente, a maior proporo de despesas em produtos alimentares (17,5% face a 13,3% em Portugal), com um valor de 3 093 em mdia por agregado. Por outro lado, esta era a regio com a menor proporo de despesas com transportes (12,3%) do pas (14,5%), com um valor de 2 161 em 2010/2011.

    A Regio Autnoma da Madeira registava propores acima da mdia global nas despesas em habitao (32,1%), em bens alimentares (14,2%) e, especialmente, em transportes, 15,7%, com a proporo mais elevada do pas.

    2.4. | Despesa total anual mdia por agregado, NUTS II, 2010/2011

    20 391

    20 671

    19 183

    22 384

    16 774

    Portugal

    Norte

    Centro

    Lisboa

    Alentejo

    19 967

    17 626

    18 586

    Algarve

    R.A. Aores

    R.A. Madeira

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    28

    A regio de Lisboa caracterizava-se por uma maior disperso nas categorias de despesa, na medida em que a percentagem acumulada das trs principais divises da COICOP (55,4%) era menor do que no total do pas. Nesta regio, as despesas em produtos alimentares tinham o menor peso relativo (11,4%) do pas, com 2 550 em mdia por agregado familiar, valor muito prximo da despesa em Hotis, restaurantes, cafs e similares (2 429), com 10,9% do total da despesa na regio.

    Tambm a importncia das despesas com Lazer, distrao e cultura (diviso 09), 6,3%, e com Ensino (diviso 10), 2,8%, apresentavam as propores mais elevadas na regio de Lisboa.

    2.5. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado, por divises da COICOP, NUTS II, 2010/2011

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade: %

    Portugal Continente Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A. AoresR.A.

    Madeira

    100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    01 Produtos alimentares e bebidas no alcolicas 13,3 13,2 14,5 13,2 11,4 14,8 12,8 17,5 14,2

    02 Bebidas alcolicas, tabaco e narcticos/ estupefacientes 1,9 1,9 1,9 1,5 2,0 2,2 2,0 2,4 1,6

    03 Vesturio e calado 3,7 3,7 4,1 3,7 3,4 3,7 3,3 3,0 3,7

    04Habitao, despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis

    29,2 29,1 26,5 29,4 31,0 30,7 30,7 34,6 32,1

    05

    Mveis, artigos de decorao, equipamento domstico e despesas correntes de manuteno da habitao

    4,2 4,2 4,3 4,3 4,3 3,8 3,6 4,1 4,0

    06 Sade 5,8 5,8 6,4 6,1 5,0 5,9 5,0 6,8 6,8

    07 Transportes 14,5 14,5 15,2 15,5 13,0 15,2 14,4 12,3 15,7

    08 Comunicaes 3,3 3,3 3,0 3,2 3,6 3,7 3,4 4,0 3,8

    09 Lazer, distrao e cultura 5,3 5,3 5,1 4,7 6,3 3,5 5,5 3,5 4,3

    10 Ensino 2,2 2,2 2,1 1,9 2,8 1,2 1,4 1,2 2,3

    11 Hotis, restaurantes, cafs e similares

    10,4 10,5 10,7 9,8 10,9 9,0 11,6 6,4 6,9

    12 Outros bens e servios 6,3 6,3 6,1 6,7 6,3 6,4 6,4 4,2 4,6

    COICOP

    Despesa total anual mdia por agregado

  • 29

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    2.6. | Despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP, por NUTS II, 2010/2011

    continua

    unidade:

    Despesa total anual mdia por agregado 20 391 20 493 20 671 19 183 22 384 16 774 19 967 17 626 18 586

    01 Produtos alimentares e bebidas no alcolicas 2 703 2 697 3 006 2 529 2 550 2 480 2 552 3 093 2 641

    01.1 Produtos Alimentares 2 545 2 540 2 842 2 387 2 392 2 327 2 378 2 901 2 459

    01.2 Bebidas no Alcolicas 158 157 164 143 158 153 174 193 182

    02 Bebidas alcolicas, tabaco e narcticos/ estupefacientes 384 385 397 289 445 376 407 421 299

    02.1 Bebidas Alcolicas 133 133 156 119 128 93 127 145 114

    02.2 Tabaco 251 252 242 171 317 283 280 276 185

    02.3 Narcticos e Estupefacientes x x x x x x x x x

    03 Vesturio e calado 757 763 851 715 757 617 649 522 687

    03.1 Vesturio incluindo Reparao 553 559 627 526 552 436 478 383 466

    03.2 Calado incluindo Reparao 203 204 223 189 206 181 171 139 221

    04Habitao, despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis

    5 958 5 955 5 477 5 646 6 940 5 142 6 132 6 095 5 975

    04.1 Rendas Efetivas 468 478 359 328 757 343 555 238 284

    04.2 Rendas Subjetivas (Arrendamento Fictcio) 3 640 3 613 3 138 3 280 4 466 3 258 3 950 4 185 4 292

    04.3 Reparao e Conservao da Habitao 295 295 301 333 272 221 341 481 125

    04.4 Outros Servios relacionados com a Habitao 372 377 369 300 497 230 316 243 254

    04.5 Eletricidade, Gs e outros Combustveis 1 183 1 192 1 310 1 405 949 1 090 970 948 1 020

    05

    Mveis, artigos de decorao, equipamento domstico e despesas correntes de manuteno da habitao

    864 870 887 830 970 630 716 723 741

    05.1Mveis, Artigos Decorao, Tapetes outros Revestimentos 132 132 116 140 150 x 101 88 147

    05.2 Artigos Domsticos base de Txteis 49 49 59 53 43 22 40 9 57

    05.3 Equipamento Domstico de Base. Reparao 118 118 119 124 122 96 97 98 111

    05.4 Loias, Vidros, Cristais e Utenslios Domsticos 22 23 25 24 22 x 20 9 13

    05.5Ferramentas, mquinas e Equipamento para Casa e Jardim

    18 19 16 17 x 5 17 3 13

    05.6Bens e Servios para Manuteno Corrente da Habitao

    525 529 552 471 606 355 440 515 400

    06 Sade 1 186 1 184 1 313 1 171 1 128 985 997 1 194 1 257

    06.1 Medicamentos, Aparelhos e Material Teraputicos 661 666 764 670 584 585 578 497 593

    06.2Servios Mdicos, Paramdicos e outros Servios de Sade no 486 479 500 474 495 383 397 663 638

    06.3 Servios Hospitalares 39 40 48 x 49 x x x x

    07 Transportes 2 957 2 975 3 136 2 972 2 918 2 555 2 866 2 161 2 922

    07.1 Aquisio de Veculos Pessoais 801 804 821 778 781 878 831 x 739

    07.2 Despesa com a Utilizao de Veculos Pessoais 1 889 1 907 2 069 2 023 1 721 1 590 1 856 1 204 1 736

    07.3 Servios de Transporte 267 264 247 171 417 86 180 221 446

    COICOP Portugal Continente Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    30

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade:

    08 Comunicaes 680 679 626 612 808 622 681 705 704

    08.1 Servios Postais 3 3 2 3 4 x 5 x x

    08.2 Equipamento de Telecomunicao 15 15 16 11 18 5 22 4 12

    08.3 Servios de Telefone e Telefax 662 661 608 598 786 616 654 700 689

    09 Lazer, distrao e cultura 1 073 1 089 1 063 897 1 400 592 1 090 617 807

    09.1Equipamento e Acessrios Audiovisuais, Fotogrficos e Informticos. Reparao

    111 112 109 99 144 45 115 x 92

    09.2Outros Bens Durveis relacionados com Lazer, Distrao e Cultura. Reparaes

    5 5 5 x x x x x x

    09.3Outros Artigos e EquipamentosRecreativos, de Lazer e de Distrao

    209 213 207 178 268 128 227 105 134

    09.4 Servios Recreativos e Culturais 334 340 357 241 443 186 320 176 219

    09.5 Livros, Jornais e Outros Impressos 309 313 298 292 385 171 311 191 227

    09.6 Viagens Tursticas Organizadas 105 105 89 83 152 61 113 x 130

    10 Ensino 441 446 433 356 624 194 286 216 423

    10.1 Ensino Pr-Escolar e Bsico - 1 e 2 Ciclo 170 174 147 120 283 76 110 x 129

    10.2 Ensino Bsico - 3 Ciclo e Secundrio 42 42 52 41 40 x 35 x 50

    10.3 Ensino Ps-Secundrio x x x x x x x x x

    10.4 Ensino Superior 180 181 204 160 203 101 113 119 180

    10.5 Outros Tipos de Ensino 47 48 28 x 98 x x x x

    11 Hotis, restaurantes, cafs e similares 2 111 2 152 2 217 1 885 2 429 1 512 2 321 1 136 1 274

    11.1 Servios de Catering 2 019 2 058 2 125 1 774 2 321 1 469 2 295 1 101 1 228

    11.2 Servios de Alojamento 92 94 92 111 108 43 x x 46

    12 Outros bens e servios 1 277 1 298 1 264 1 281 1 416 1 070 1 269 743 856

    12.1 Higiene e Cuidados Pessoais 491 497 515 460 547 351 479 326 378

    12.2 Servios de Prostituio x x x x x x x x x

    12.3 Artigos de Uso Pessoal 65 66 76 60 66 33 75 33 52

    12.4 Servios de Proteo Social 227 232 138 225 318 327 249 105 117

    12.5 Seguros 372 378 400 394 356 315 377 248 216

    12.6 Servios Financeiros, n.e. 6 6 6 6 5 4 9 7 6

    12.7 Outros Servios n.d. 116 119 127 135 x 36 81 x 87

    LisboaCOICOP Portugal Continente Norte Centro Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

    continuao

  • 31

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    A anlise da estrutura da despesa por grau de urbanizao permite verificar que as reas predominantemente urbanas assumiam padres de consumo similares aos do total do pas. A proporo da despesa com habitao (29,1%), com transportes (14,1%) e com produtos alimentares (12,5%), perfaziam cerca de 56% da despesa mdia anual das famlias residentes nas reas predominantemente urbanas. Nestas reas observavam- -se tambm propores mais elevadas nas despesas com hotis e restaurantes (10,8%), em Lazer, distrao e cultura (5,7%) e em Ensino (2,4%) relativamente mdia do pas e, especialmente, em relao mdia das reas predominantemente rurais.

    Por outro lado, verificava-se uma maior concentrao da despesa nas trs principais componentes (divises 01, 04 e 07) nas famlias residentes em reas predominantemente rurais, com 63,2% da despesa anual mdia distribuda por habitao (31,2%), produtos alimentares (16,6%) e transportes (15,4%). Nestas reas, as despesas com sade (7,0%) eram relativamente mais elevadas do que no total do pas.

    2.7. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP, por grau de urbanizao, 2010/2011

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade: %

    Portugalrea

    predominantementeurbana

    rea mediamente urbana

    reapredominantemente

    rural

    Despesa total anual mdia por agregado 100,0 100,0 100,0 100,0

    01 Produtos alimentares e bebidas no alcolicas 13,3 12,5 14,6 16,6

    02 Bebidas alcolicas, tabaco e narcticos/ estupefacientes 1,9 1,9 1,8 1,8

    03 Vesturio e calado 3,7 3,9 3,3 3,2

    04 Habitao, despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis 29,2 29,1 28,8 31,2

    05Mveis, artigos de decorao, equipamento domstico e despesas correntes de manuteno da habitao

    4,2 4,4 3,9 3,5

    06 Sade 5,8 5,5 6,5 7,0

    07 Transportes 14,5 14,1 15,8 15,4

    08 Comunicaes 3,3 3,4 3,2 3,2

    09 Lazer, distrao e cultura 5,3 5,7 4,5 3,4

    10 Ensino 2,2 2,4 1,8 1,2

    11 Hotis, restaurantes, cafs e similares 10,4 10,8 9,8 7,9

    12 Outros bens e servios 6,3 6,4 5,9 5,4

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    32

    Anlise detalhada da despesa dos agregados familiares

    Em Portugal, e numa anlise ao 2 nvel da COICOP, cerca de 71% da despesa mdia anual concentrava-se em dez grupos de despesas. Por NUTS II, estes mesmos grupos de despesa, registavam o maior peso relativo no Alentejo (75,2%) e o menor na regio de Lisboa (67,8%).

    Deste conjunto de produtos e servios, destacam-se as despesas subjacentes a rendas subjetivas1, com 17,9% da despesa total anual (3 640), apresentando as regies autnomas dos Aores (23,7%) e da Madeira (23,1%) as propores mais elevadas e o Norte (15,2%) a mais baixa.

    As despesas com produtos alimentares (excluindo bebidas) constituam o segundo grupo mais importante, com 12,5% do total das despesas em Portugal, e pesos relativos extremos entre 10,7% na regio de Lisboa e 16,5% na Regio Autnoma dos Aores.

    As despesas com servios de catering (que correspondem posio COICOP relativa a despesas efetuadas em restaurantes, cafs e similares) e com a utilizao de veculos pessoais registavam, respetivamente 9,9% e 9,3% da despesa total para a mdia das famlias residentes em Portugal. O primeiro grupo registava valores relativos mais elevados no Algarve, na regio de Lisboa e no Norte, e o segundo no Centro e no Norte.

    1 Rendas subjetivas ou arrendamento fictcio: este grupo refere-se aos proprietrios e beneficirios de alojamento gratuito ou a ttulo de salrio, aos quais se solicitou uma autoavaliao sobre o valor razovel de uma renda mensal, em termos hipotticos, aplicada ao respetivo alojamento, a preos de mercado.

  • 33

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    Analisando as classes de despesa da diviso 04 (Habitao, despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis), e para alm da componente relativa s rendas subjetivas (17,9%) anteriormente referida, as rendas efetivas, que se referem aos valores reportados pelos arrendatrios, registavam uma despesa de 468, ou seja, 2,3% da despesa mdia das famlias. Estas duas componentes somavam 20,2% do total da despesa mdia por agregado.

    As despesas com Eletricidade, Gs e outros Combustveis assumiam um peso de 5,8% no total da despesa mdia por agregado residente no pas (1 183), e as restantes despesas relacionadas com a habitao (incluindo abastecimento de gua, despesas de reparao e conservao) perfaziam 3,2% da despesa total (667 em mdia por ano).

    2.8. | Hierarquizao dos 10 principais grupos de despesa anual mdia por agregado segundo a COICOP (2 nvel), por NUTS II, 2010/2011

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade: %

    Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

    04.2 Rendas Subjetivas (Arrendamento Fictcio) 17,9 15,2 17,1 20,0 19,4 19,8 23,7 23,1

    01.1 Produtos Alimentares 12,5 13,7 12,4 10,7 13,9 11,9 16,5 13,2

    11.1 Servios de Catering 9,9 10,3 9,2 10,4 8,8 11,5 6,2 6,6

    07.2 Despesa com a Utilizao de Veculos Pessoais

    9,3 10,0 10,5 7,7 9,5 9,3 6,8 9,3

    04.5 Eletricidade, Gs e outros Combustveis 5,8 6,3 7,3 4,2 6,5 4,9 5,4 5,5

    07.1 Aquisio de Veculos Pessoais 3,9 4,0 4,1 3,5 5,2 4,2 x 4,0

    06.1 Medicamentos, Aparelhos e Material Teraputicos 3,2 3,7 3,5 2,6 3,5 2,9 2,8 3,2

    08.3 Servios de Telefone e Telefax 3,2 2,9 3,1 3,5 3,7 3,3 4,0 3,7

    03.1 Vesturio incluindo Reparao 2,7 3,0 2,7 2,5 2,6 2,4 2,2 2,5

    05.6 Bens e Servios para Manuteno Corrente da Habitao 2,6 2,7 2,5 2,7 2,1 2,2 2,9 2,2

    COICOP

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    34

    Considerando a despesa em produtos alimentares (2 545 em mdia por famlia em 2010/2011), com 12,5% da despesa total, mais de metade destinou-se aquisio de carne e derivados (3,1%), de cereais e produtos base de cereais (2,3%) e de peixe e derivados (1,9%), perfazendo 1 486. A classe de despesas relativa aos lacticnios e ovos (01.1.4) apresentava uma proporo prxima dos 2% (366) e as despesas com legumes (01.1.7) e fruta (01.1.6) no seu conjunto representavam 2,2% (446 por ano em mdia).

    2.9. | Estrutura da despesa anual mdia por agregado da diviso 04 da COICOP (2 nvel), Portugal, 2010/2011

    2.10. | Estrutura da despesa anual mdia por agregado do grupo 01.1 da COICOP (3 nvel), Portugal, 2010/2011

    17,9%

    5,8%

    2,3%

    Rendas Subjetivas (Arrendamento Fictcio) (04.2)

    Eletricidade, Gs e outros Combustveis (04.5)

    Rendas Efetivas (04.1)

    1,8%

    1,4%

    Outros Servios relacionados com a Habitao (04.4)

    Reparao e Conservao da Habitao (04.3)

    3,1%

    2,3%

    1,9%

    1,8%

    1,2%

    1 0%

    Carne e Derivados (01.1.2)

    Cereais e Produtos base de Cereais (01.1.1)

    Peixe e Derivados (01.1.3)

    Leite, Queijo e Ovos (01.1.4)

    Legumes e outros Hortcolas () (01.1.7)

    Frutos (01 1 6) 1,0%

    0,5%

    0,4%

    0,3%

    Frutos (01.1.6)

    leos e Gorduras (01.1.5)

    Acar, Confeitaria, Mel () (01.1.8)

    Produtos Alimentares n.d. (01.1.9)

  • 35

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    Despesa total anual mdia segundo a composio do agregado familiar

    A despesa total anual mdia dos agregados com crianas dependentes (26 775) era cerca de 60% superior dos agregados sem crianas dependentes (16 705).

    Em valores absolutos, este padro verificava-se em todas as divises da COICOP.

    Nas despesas com Ensino observava-se a maior disparidade entre os dois tipos de agregado familiar em anlise, com gastos cerca de dez vezes superiores nos que incluam crianas dependentes (1 028 face a 102 nos agregados sem crianas). Tambm nas despesas relacionadas com Vesturio e calado, Lazer, distrao e cultura, Transportes e Outros bens e servios, os valores registados pelos agregados com crianas dependentes eram cerca de duas vezes mais elevados do que nos agregados sem crianas. Por outro lado, nas despesas com Sade observava- -se um valor muito prximo nos dois tipos de famlias, ainda que ligeiramente superior nos que tinham crianas dependentes.

    2.11. | Despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP, por composio do agregado, Portugal, 2010/2011

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01)

    Bebidas alcolicas, tabaco () (02)

    Vesturio e calado (03)

    Habitao, despesas () e outros combustveis (04)

    Mveis, artigos de decorao () (05)

    Sade (06)

    Transportes (07)

    Comunicaes (08)

    Lazer distrao e cultura (09)

    0 2 000 4 000 6 000 8 000

    Lazer, distrao e cultura (09)

    Ensino (10)

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11)

    Outros bens e servios (12)

    Agregados sem crianas dependentes Agregados com crianas dependentes

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    36

    A anlise dos padres de despesa mdia per capita e por adulto equivalente reflete, para alm das diferenas da despesa mdia anual por tipo de famlia, as economias de escala associadas dimenso dos agregados, pelo que a considerao da dimenso dos agregados permite uma anlise complementar da despesa mdia dos diferentes tipos de famlia.

    De entre os agregados sem crianas, o fator idade condicionava a despesa mdia per capita. Enquanto que nos agregados com dois adultos no idosos a despesa mdia por indivduo (9 973) se situava 28% acima da mdia por indivduo (7 808), nas situaes em que um dos membros ou ambos eram idosos, a despesa descia

    2.12. | Despesa total anual mdia por composio do agregado, Portugal, 2010/2011

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    total=100 total=100 total=100

    Total 20 391 100 11 799 100 7 808 100

    Agregados sem crianas dependentes 16 705 82 11 413 97 8 686 111

    1 adulto sem crianas dependentes 11 231 55 11 231 95 11 231 144

    no idoso 13 789 68 13 789 117 13 789 177

    idoso 9 379 46 9 379 79 9 379 120

    2 adultos sem crianas dependentes 17 718 87 11 812 100 8 859 113

    no idosos 19 946 98 13 297 113 9 973 128

    sendo 1 idoso 16 127 79 10 751 91 8 063 103

    idosos 15 568 76 10 379 88 7 784 100

    3 ou + adultos sem crianas dependentes 23 704 116 10 943 93 7 129 91

    no idosos 25 407 125 11 651 99 7 580 97

    pelo menos 1 idoso 20 898 102 9 752 83 6 370 82

    Agregados com crianas dependentes 26 775 131 12 137 103 7 039 90

    1 adulto com crianas dependentes 18 365 90 11 499 97 7 410 95

    com 1 criana 17 440 86 12 410 105 8 720 112

    com 2 ou + crianas 19 867 97 10 590 90 6 104 78

    2 adultos com crianas dependentes 27 220 133 13 116 111 7 575 97

    com 1 criana 25 884 127 13 861 117 8 628 111

    com 2 crianas 28 091 138 12 766 108 7 023 90

    com 3 ou + crianas 31 236 153 11 810 100 5 886 75

    3 ou + adultos com crianas dependentes 29 000 142 10 129 86 5 788 74

    com 1 criana 29 135 143 11 074 94 6 597 84

    com 2 ou + crianas 28 769 141 8 941 76 4 771 61

    Despesa total anual mdia

    por agregado por adulto equivalente per capita

  • 37

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    para, respetivamente, 8 063 e 7 784. O mesmo se verificava nos agregados constitudos apenas por um adulto idoso e nos de trs ou mais adultos com pelo menos um indivduo idoso.

    Os agregados com crianas dependentes registavam uma despesa per capita de 7 039 representando cerca de 90% da mdia.

    Em 2010/2011, a proporo de despesas em habitao era superior nos agregados sem crianas comparativamente aos que tinham crianas dependentes: 33,0% e 25,2%, respetivamente. O mesmo se verificava desde o incio da dcada, observando-se igualmente um aumento relativo mais forte destas despesas entre os agregados sem crianas (cerca de 12 p.p. contra 7 p.p. nos agregados com crianas).

    As despesas com transportes registavam um maior peso relativo nos agregados com crianas dependentes: cerca de +3 p.p. face proporo destas despesas nos agregados sem crianas, quer em 2010/2011, quer em 2000.

    2.13. | Evoluo da estrutura da despesa total anual mdia segundo a COICOP, por composio do agregado, Portugal, 2000, 2005/2006 e 2010/2011

    Fonte: Inqurito aos Oramentos Familiares 2000 e Inquritos s Despesas das Famlias 2005/06 e 2010/2011

    unidade: %

    2000 2005/2006 2010/2011 2000 2005/2006 2010/2011 2000 2005/2006 2010/2011

    100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    01 Produtos alimentares e bebidas no alcolicas 18,7 15,5 13,3 19,6 16,2 13,8 17,7 14,9 12,7

    02 Bebidas alcolicas, tabaco e narcticos/ estupefacientes 2,8 2,3 1,9 2,9 2,3 1,9 2,8 2,2 1,9

    03 Vesturio e calado 6,6 4,1 3,7 6,3 3,6 3,0 6,9 4,6 4,4

    04Habitao, despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis

    19,8 26,6 29,2 21,2 28,5 33,0 18,4 24,9 25,2

    05

    Mveis, artigos de decorao, equipamento domstico e despesas correntes de manuteno da habitao

    7,2 4,8 4,2 7,3 4,6 4,2 7,0 4,9 4,3

    06 Sade 5,2 6,1 5,8 6,5 7,7 7,1 3,9 4,6 4,4

    07 Transportes 15,0 12,9 14,5 13,6 12,0 13,1 16,3 13,8 16,0

    08 Comunicaes 3,3 3,0 3,3 3,3 3,1 3,3 3,2 2,8 3,4

    09 Lazer, distrao e cultura 4,8 5,7 5,3 4,4 5,1 4,4 5,2 6,2 6,2

    10 Ensino 1,3 1,7 2,2 0,6 0,7 0,6 2,0 2,6 3,8

    11 Hotis, restaurantes, cafs e similares

    9,5 10,8 10,4 8,8 10,3 10,0 10,0 11,3 10,7

    12 Outros bens e servios 6,1 6,5 6,3 5,6 5,8 5,6 6,5 7,2 7,0

    COICOPTotal Agregados sem crianas dependentes

    Agregados com crianas dependentes

    Despesa total anual mdia por agregado

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    38

    Observando a estrutura da despesa por nmero de crianas dependentes, visvel a influncia destes nas componentes Vesturio e calado, Lazer, distrao e cultura, Ensino e Outros bens e servios.

    Despesa total anual mdia segundo o rendimento

    A despesa anual mdia dos agregados sem indivduos ativos em situao de emprego2 situava-se em 13 268, ou seja, 65% da despesa mdia total. Por outro lado, entre os agregados com trs ou mais indivduos ativos a trabalhar a despesa mdia anual era de 29 708, situando-se 46% acima da mdia nacional.

    2.14. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP por nmero de dependentes, Portugal, 2010/2011

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01)

    Bebidas alcolicas, tabaco () (02)

    Vesturio e calado (03)

    Habitao; despesas () e outros combustveis (04)

    Mveis, artigos de decorao () (05)

    Sade (06)

    Transportes (07)

    Comunicaes (08)

    Lazer, distrao e cultura (09)

    0% 10% 20% 30% 40%

    Lazer, distrao e cultura (09)

    Ensino (10)

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11)

    Outros bens e servios (12)

    Agregados sem crianas dependentes com 1 dependente com 2 ou + dependentes

    2 Consideram-se os indivduos em situao de emprego os que se autoclassificam numa das seguintes situaes: exerce uma profisso, tem trabalho, mesmo que no remunerado para uma pessoa de famlia ou est em estgio profissional.

  • 39

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    A anlise da estrutura da despesa total anual mdia dos agregados segundo o nmero de membros em situao de emprego permite evidenciar algumas diferenas:

    As despesas em habitao assumiam uma proporo bastante mais elevada nas famlias sem qualquer indivduo com emprego (37,4%), verificando-se o mesmo com as despesas em alimentao (15,6%) e em sade (9,7%);

    Nos agregados com trs ou mais indivduos ativos a trabalhar, as despesas com habitao mantinham a posio principal (23,7%) na despesa total, mas relativamente mais baixa do que nos agregados com menor nmero de membros ativos. As despesas com transportes assumiam, pelo contrrio, um peso relativo na despesa total tanto maior quanto o nmero de membros ativos por agregado.

    Tambm as componentes da despesa referentes a restaurantes e lazer eram claramente superiores nos agregados com pelo menos um membro a trabalhar comparativamente s famlias em que nenhum dos indivduos trabalhava.

    2.15. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP por nmero de indivduos ativos a trabalhar, Portugal, 2010/2011

    Produtos alimentares e bebidas no alcolicas (01)

    Bebidas alcolicas, tabaco () (02)

    Vesturio e calado (03)

    Habitao; despesas () e outros combustveis (04)

    Mveis, artigos de decorao () (05)

    Sade (06)

    Transportes (07)

    Comunicaes (08)

    Lazer distrao e cultura (09)

    0% 10% 20% 30% 40%

    Lazer, distrao e cultura (09)

    Ensino (10)

    Hotis, restaurantes, cafs e similares (11)

    Outros bens e servios (12)

    0 indivduos 1 indivduo 2 indivduos 3 ou + indivduos

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    40

    Considerando a principal fonte de rendimento dos agregados familiares, a despesa total anual mdia dos que viviam sobretudo de rendimentos de propriedade e capital era de 33 867 em 2010/2011 (66% superior mdia nacional). No extremo oposto situavam-se os agregados cuja fonte de rendimento provinha essencialmente de outras transferncias sociais, com uma despesa mdia anual de 13 670, ou seja, 67% da mdia global (20 391).

    Nos agregados em que os rendimentos do trabalho constituam a principal fonte de rendimento, a despesa mdia anual era tambm superior mdia nacional: 24 672 no caso de trabalho por conta prpria e 24 091 no trabalho por conta de outrem.

    Para os agregados que viviam sobretudo de rendimentos provenientes de penses verificava-se uma despesa mdia de 14 312 (cerca de 70% do total) no perodo de referncia deste inqurito.

    2.16. | Estrutura da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP por principal fonte de rendimento do agregado, Portugal, 2010/2011

    unidade: %

    Total Trabalho por conta de outremTrabalho por conta prpria

    Propriedade e capital Penses

    Outrastransferncias

    sociais

    Outras fontes de rendimento

    100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    01 Produtos alimentares e bebidas no alcolicas 13,3 12,4 12,0 10,8 15,8 17,5 10,3

    02 Bebidas alcolicas, tabaco e narcticos/ estupefacientes 1,9 2,1 1,7 x 1,5 3,3 x

    03 Vesturio e calado 3,7 4,1 4,2 3,3 2,6 2,9 x

    04 Habitao, despesas com gua, eletricidade, gs e outros combustveis 29,2 26,4 28,4 35,9 35,9 31,2 34,1

    05Mveis, artigos de decorao, equipamento domstico e despesas correntes de manuteno da habitao

    4,2 4,0 4,2 6,2 4,7 3,3 3,5

    06 Sade 5,8 4,5 4,4 9,2 9,5 6,0 x

    07 Transportes 14,5 16,4 15,6 9,0 9,8 12,3 13,4

    08 Comunicaes 3,3 3,4 3,7 2,4 3,0 3,6 3,5

    09 Lazer, distrao e cultura 5,3 5,8 5,7 4,5 3,8 4,6 5,6

    10 Ensino 2,2 2,8 2,9 x 0,5 x x

    11 Hotis, restaurantes, cafs e similares 10,4 11,5 11,3 x 7,2 8,6 x

    12 Outros bens e servios 6,3 6,6 6,1 5,0 5,7 5,5 4,5

    COICOP

    Despesa total anual mdia por agregado

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 41

    02| Despesa mdia dos Agregados Familiares

    i edf

    As despesas subjacentes habitao constituam, em todos os tipos de agregado em anlise, a principal componente, sendo relativamente superiores nas famlias que detinham principalmente rendimentos de propriedade e capital e de penses (35,9%) e mais baixas nas famlias cuja principal fonte de rendimento era o rendimento do trabalho por conta de outrem (26,4%) e por conta prpria (28,4%).

    As despesas com produtos alimentares revelavam propores acima da mdia nacional nos agregados em que as penses ou outras transferncias sociais constituam o rendimento principal: 15,8% e 17,5%, respetivamente. Para estas famlias, as despesas com alimentao surgiam em segunda posio.

    No que respeita s famlias cuja principal fonte de rendimento era o trabalho, as despesas com transportes eram de cerca de 16% enquanto que as despesas com alimentao situavam-se entre os 12,0% e os 12,4%.

    Considerando a despesa mdia dos agregados por classes de rendimento total por adulto equivalente, observa-se que os agregados do 1 quintil (20% com menores rendimentos) apresentavam um valor de despesa (11 428) de quase metade da despesa mdia total (20 391). No outro extremo, os agregados com rendimento equivalente correspondente ao 5 quintil (20% com maiores rendimentos) registavam uma despesa mdia total superior mdia nacional em cerca de 73% (35 314).

    Por regies, a disparidade da despesa mdia anual entre os agregados pertencentes ao primeiro e ao ltimo quintil de rendimento equivalente, era menor na Regio Autnoma dos Aores e mais elevada na regio Centro.

    2.17. | Despesa total anual mdia por agregado por quintis de rendimento total equivalente, NUTS II, 2010/2011

    unidade:

    Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

    Despesa total anual mdia por agregado 20 391 20 671 19 183 22 384 16 774 19 967 17 626 18 586

    1 quintil 11 428 12 121 10 707 11 716 10 368 11 705 11 120 10 073

    2 quintil 14 327 15 513 13 999 13 459 11 969 14 673 12 800 14 835

    3 quintil 17 762 19 104 17 929 16 588 15 722 18 234 15 141 17 028

    4 quintil 22 960 25 135 23 918 21 507 21 021 21 249 19 218 21 045

    5 quintil 35 314 35 798 35 567 36 731 30 618 30 223 28 105 30 493

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • i edf

    03 | Rendimento mdio

    dos Agregados Familiares

    Conceitos e classificaes utilizados neste captulo:

    O Rendimento Total composto pela soma do Rendimento Monetrio com o Rendimento no Monetrio.

    Rendimento Monetrio Lquido: inclui os rendimentos obtidos pelos agregados atravs de cada um dos seus membros provenientes do trabalho (por conta de outrem e conta prpria), de propriedade e capital, de penses (nacionais ou provenientes do estrangeiro), de outras transferncias sociais (apoio famlia, habitao, ao desemprego, doena e invalidez, educao e formao, incluso social) e de outras transferncias privadas (de agregados domsticos privados e outras transferncias n.e.), aos quais foram deduzidos os impostos sobre o rendimento e as contribuies para regimes de proteo social.

    Rendimento no Monetrio: coincidente com a Despesa no Monetria, abrange o autoconsumo (bens alimentares e outros de produo prpria), o autoabastecimento (bens ou servios obtidos sem pagamento em estabelecimento explorado pelo agregado), a autolocao (autoavaliao do valor hipottico de renda de casa pelos agregados proprietrios ou usufruturios de alojamento gratuito), recebimentos em gneros e salrios em espcie.

    O rendimento por adulto equivalente obtm-se dividindo o rendimento de cada agregado pela sua dimenso em termos de adultos equivalentes, utilizando a escala de equivalncia modificada da OCDE.

    O rendimento per capita resulta do quociente entre o valor do rendimento do agregado e o respetivo nmero de indivduos membros desse agregado.

    Escala de equivalncia modificada da OCDE: esta escala atribui, dentro de cada agregado, um peso de 1 ao primeiro adulto de um agregado; 0,5 aos restantes adultos (14 e mais anos) e 0,3 a cada criana.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    44

    Rendimento mdio por regies e grau de urbanizao

    De acordo com os resultados do Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011, o rendimento lquido anual mdio por agregado familiar em 2009 era de 23 811, ou seja, uma mdia de cerca de 1 984 mensais.

    Por NUTS II, na regio de Lisboa registava-se o rendimento lquido anual mdio por agregado familiar mais elevado (27 468), 15,4% acima da mdia nacional; seguida da Regio Autnoma dos Aores com um valor cerca de 5% acima da mdia do pas. O rendimento mdio por agregado, mais baixo, com 20 643, ou seja, 86,7% do valor nacional, situava-se no Alentejo.

    Na Regio Autnoma da Madeira observava-se um valor de 23 470, muito prximo (98,6%) da mdia do pas; no Norte e no Algarve registavam-se valores de rendimento mdio por famlia muito prximos, e inferiores mdia nacional em 3,5 p.p. e 4,2 p.p., respetivamente, enquanto que no Centro, o rendimento mdio anual auferido pelas famlias residentes era de 21 602, menos 9,3 p.p. que o valor mdio de Portugal.

    3.1. | Distribuio do rendimento lquido anual mdio por NUTS II, 2009

    96,5%90,7%

    115,4%

    86,7%95,8%

    104,9%

    98,6%

    Portugal100%

    Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.Aores R.A.Madeira

  • 45

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    Quando analisada a importncia do rendimento monetrio lquido, esta representava 80,6% do rendimento total lquido das famlias, correspondendo os restantes 19,4% ao rendimento no monetrio. A predominncia do rendimento monetrio no rendimento total das famlias era transversal a todas as regies, registando propores entre os 77,1% no Algarve e 81,5%, na regio de Lisboa e no Alentejo.

    3.2. | Rendimento lquido anual mdio, NUTS II, 2009

    3.3. | Estrutura do rendimento lquido anual mdio por tipo de rendimento, NUTS II, 2009

    23 811

    22 970

    21 602

    27 468

    20 643

    Portugal

    Norte

    Centro

    Lisboa

    Alentejo

    22 802

    24 969

    23 470

    Algarve

    R.A.Aores

    R.A.Madeira

    80,6%

    80,8%

    79,6%

    81,5%

    81,5%

    19,4%

    19,2%

    20,4%

    18,5%

    18,5%

    Portugal

    Norte

    Centro

    Lisboa

    Alentejo

    77,1%

    80,7%

    79,0%

    22,9%

    19,3%

    21,0%

    Algarve

    R.A. Aores

    R.A. Madeira

    Rendimento monetrio Rendimento no monetrio

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    46

    Decorrente de uma anlise por situao na profisso, constata-se que os rendimentos do trabalho (por conta de outrem e por conta prpria) representavam 54,5% do rendimento total mdio das famlias residentes no pas. Considerando apenas o rendimento monetrio, essa proporo aumentava para 67,6%. Os rendimentos do trabalho constituam a principal fonte de rendimento em todas as regies do pas, com pesos relativos a variar entre 51,3% do rendimento total na regio Centro e 58,8% na Regio Autnoma da Madeira. Considerando apenas o rendimento monetrio, estas propores aumentavam para 64,5% e 74,5%, nestas regies.

    No conjunto dos rendimentos do trabalho, os valores auferidos por conta de outrem eram em mdia 7 vezes superiores aos rendimentos por conta prpria. Regionalmente, essa diferena era mais acentuada na Regio Autnoma da Madeira, onde 54,0% do rendimento total anual mdio era proveniente de trabalho por conta de outrem e 4,8% de trabalho por conta prpria, e menos incidente no Alentejo, com 45,5% e 8,1%, respetivamente. Na regio Centro registava-se a menor proporo de rendimentos do trabalho por conta de outrem no rendimento total mdio, com 45,3%.

    3.4. | Estrutura do rendimento lquido anual mdio, NUTS II, 2009

    unidade: %

    Portugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A.AoresR.A.

    Madeira

    Rendimento total anual mdio por agregado 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Rendimento monetrio 80,6 80,8 79,6 81,5 81,5 77,1 80,7 79,0

    Trabalho por conta de outrem 47,8 46,5 45,3 50,5 45,5 47,3 50,1 54,0

    Trabalho por conta prpria 6,7 7,2 6,0 6,3 8,1 7,6 7,9 4,8

    Propriedade e capital 1,7 1,4 1,0 2,6 1,4 1,6 1,3 x

    Penses 20,8 20,9 23,7 19,1 23,6 17,7 18,6 15,6

    Outras transferncias sociais 3,1 4,2 3,0 2,2 2,5 2,6 2,1 3,6

    Outras transferncias, de agregados e outras n.e. 0,6 0,5 0,6 0,8 x x x x

    Rendimento no monetrio 19,4 19,2 20,4 18,5 18,5 22,9 19,3 21,0

    Autoconsumo e autoabastecimento 1,1 1,4 2,2 0,2 0,9 1,4 0,7 0,7

    Autolocao (renda subjetiva) 14,6 12,9 14,7 15,7 14,9 16,1 16,3 17,9

    Recebimentos gratuitos e salrios em gneros 3,6 4,9 3,5 2,6 2,6 5,4 2,3 2,5

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 47

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    Os rendimentos provenientes de penses representavam quase 21% do rendimento total anual mdio por agregado no pas em 2009. Esta proporo oscilava entre 23,7% no Centro e 15,6% na Regio Autnoma da Madeira, sendo a segunda componente mais importante em quase todas as regies, exceto na Regio Autnoma da Madeira, em que a segunda maior proporo do rendimento total respeitava autolocao.

    Considerando apenas o rendimento monetrio, o rendimento de penses constitua tambm a segunda parcela mais importante em todas as regies, com propores entre 19,7% na Regio Autnoma da Madeira e 29,8% no Centro.

    Os rendimentos de outras transferncias sociais representavam cerca de 3% do rendimento total anual mdio das famlias residentes em Portugal naquele perodo. Em termos regionais, esta componente representava 4,2% no Norte e 3,6% na Regio Autnoma da Madeira (os valores mais elevados); enquanto que as famlias de Lisboa (2,2%) e da Regio Autnoma dos Aores (2,1%) detinham os valores relativos mais baixos. Considerando apenas os rendimentos monetrios, a importncia relativa desta componente aumenta para 3,8% do rendimento mdio das famlias.

    Os rendimentos de propriedade e capital registavam um valor reduzido, representando uma mdia de 1,7% do rendimento total anual mdio e de cerca de 2,1% do rendimento monetrio mdio.

    Em Portugal, no perodo em anlise, mais de do rendimento no monetrio associava-se autolocao ou rendas subjetivas, i.e., ao valor estimado pelos agregados proprietrios ou usufruturios de alojamento gratuito de renda da sua residncia principal. Esta componente apresentava valores relativos entre 67,1% no Norte e 85,1% do rendimento no monetrio na regio de Lisboa.

    O peso relativo desta componente no rendimento total anual mdio das famlias era de 14,6% no total do pas, destacando-se a proporo mais elevada, 17,9%, na Regio Autnoma da Madeira, e a mais reduzida, 12,9%, na regio Norte.

    A proporo dos recebimentos gratuitos e salrios em gneros era de 3,6% do rendimento total anual mdio dos agregados, apresentando valores entre 2,3% na Regio Autnoma dos Aores e 5,4% no Algarve.

    O rendimento no monetrio proveniente de autoconsumo representava apenas 1,1% do rendimento total, com a regio Centro a registar o peso relativo mais elevado (2,2%).

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    48

    A distribuio por grau de urbanizao revela igualmente algumas assimetrias no rendimento mdio das famlias. Em 2009, as famlias residentes em reas predominantemente urbanas usufruram de um rendimento lquido anual mdio de 25 789, ou seja mais 8,3% do que a mdia do pas. Por outro lado, o rendimento mdio dos agregados familiares residentes em reas predominantemente rurais era o mais reduzido (16 660), representando 70% da mdia nacional.

    Prosseguindo nesta vertente atravs de uma anlise mais detalhada das diversas componentes do rendimento verifica-se que os rendimentos de trabalho por conta de outrem eram relativamente mais elevados nas reas mais urbanas (49,6% do rendimento total e 61,0% do rendimento monetrio) do que nas reas rurais (37,4% e 48,0%, respetivamente). Apesar de no se constatar a mesma situao com os rendimentos de trabalho por conta prpria, a concluso anterior mantm-se quando considerados os rendimentos do trabalho em conjunto.

    Nas reas rurais os rendimentos de penses eram relativamente mais importantes para as famlias residentes, representando 28,8% do rendimento total, face a 19,8% nas reas predominantemente urbanas e 20,4% nas mediamente urbanas. Considerando apenas o rendimento monetrio, estes valores aumentavam para 37,0%, 24,4% e 25,9%, respetivamente.

    3.5. | Componentes do rendimento lquido anual mdio por grau de urbanizao, 2009

    Trabalho por conta de outrem

    Trabalho por conta prpria

    Propriedade e capital

    Penses

    Outras transferncias sociais

    Outras transferncias, de agregados e outras n.e.

    Autoconsumo e autoabastecimento

    0% 10% 20% 30% 40% 50% 60%

    Autoconsumo e autoabastecimento

    Autolocao (renda subjetiva)

    Recebimentos gratuitos e salrios em gneros

    rea predominantemente urbana rea mediamente urbana rea predominantemente rural

  • 49

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    O contributo do rendimento no monetrio na formao do rendimento total era tambm mais importante nas reas rurais (22,2%) do que nas reas predominantemente urbanas (18,7%), principalmente devido ao peso do autoconsumo e autoabastecimento (3,0% nas reas rurais e 0,6% nas reas predominantemente urbanas).

    Rendimento mdio por composio do agregado familiar

    Em 2009 o rendimento mdio anual das famlias sem crianas dependentes (20 386) era inferior ao dos agregados com crianas dependentes (29 740).

    Nos agregados sem crianas dependentes, apenas os que eram compostos por dois adultos com menos de 65 anos (26 465) registavam um valor anual mdio superior mdia global dos agregados (23 811).

    De entre os agregados com crianas dependentes, os compostos apenas por um adulto tinham um rendimento mdio de 16 200 por ano, ou seja, 32% abaixo da mdia global. Por outro lado, nos agregados com dois ou mais adultos, independentemente do nmero de crianas a cargo, registavam-se os rendimentos mdios anuais mais elevados considerando o espectro das tipologias familiares em anlise.

    3.6. | Rendimento lquido anual mdio por tipo de rendimento e composio do agregado, 2009

    Total: 23 811

    29 740

    21 835

    26 465

    11 306

    15 099

    20 386Agregados sem crianas dependentes

    1 adulto no idoso

    1 adulto idoso

    2 ou + adultos no idosos

    2 ou + adultos p.m. 1 idoso

    Agregados com crianas dependentes

    31 949

    30 547

    16 2001 adulto

    2 ou + adultos c/ 1 dependente

    2 ou + adultos c/ 2 ou + dependentes

    Rendimento monetrio Rendimento no monetrio

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    50

    Todavia, considerando os rendimentos por adulto equivalente aquela disparidade esbatia-se, registando os agregados sem crianas dependentes (14 015) um rendimento mdio ligeiramente superior ao das famlias com crianas dependentes (13 518) e, em ambos os casos, muito semelhante ao rendimento total anual mdio por adulto equivalente para o total do pas (13 750).

    A anlise do rendimento mdio per capita revela igualmente valores superiores para o conjunto das famlias sem crianas dependentes relativamente s famlias com crianas dependentes a cargo, com valores mdios de 10 600 e 7 819, respetivamente.

    3.7. | Rendimento lquido anual mdio por composio do agregado, 2009

    total=100 total=100 total=100

    Total 23 811 100 13 750 100 9 117 100

    Agregados sem crianas dependentes 20 386 86 14 015 102 10 600 116

    1 adulto sem crianas dependentes 12 899 54 12 899 94 12 899 141

    no idoso 15 099 63 15 099 110 15 099 166

    idoso 11 306 47 11 306 82 11 306 124

    2 adultos sem crianas dependentes 21 515 90 14 343 104 10 757 118

    no idosos 23 615 99 15 744 114 11 808 130

    sendo 1 idoso 20 439 86 13 626 99 10 219 112

    idosos 19 269 81 12 846 93 9 635 106

    3 ou + adultos sem crianas dependentes 30 567 128 14 125 103 9 193 101

    no idosos 31 505 132 14 465 105 9 399 103

    pelo menos 1 idoso 29 022 122 13 553 99 8 846 97

    Agregados com crianas dependentes 29 740 125 13 518 98 7 819 86

    1 adulto com crianas dependentes 16 200 68 10 152 74 6 537 72

    com 1 criana 15 232 64 10 870 79 7 616 84

    com 2 ou + crianas 17 772 75 9 437 69 5 460 60

    2 adultos com crianas dependentes 29 524 124 14 221 103 8 216 90

    com 1 criana 28 547 120 15 296 111 9 516 104

    com 2 crianas 30 072 126 13 682 100 7 518 82

    com 3 ou + crianas 32 784 138 12 432 90 6 178 68

    3 ou + adultos com crianas dependentes 36 169 152 12 688 92 7 219 79

    com 1 criana 35 739 150 13 619 99 8 093 89

    com 2 ou + crianas 36 908 155 11 517 84 6 120 67

    Rendimento total anual mdio

    por agregado por adulto equivalente per capita

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 51

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    Os agregados constitudos por um adulto e duas ou mais crianas dependentes detinham o rendimento anual equivalente mais baixo em 2009, com 9 437 em mdia por cada famlia deste tipo, cerca de 30% abaixo do total anual mdio equivalente para o conjunto das famlias residentes em Portugal.

    Nas famlias com um adulto e uma criana dependente (10 870), nas de um idoso a viver s (11 306) e nas de trs ou mais adultos com duas ou mais crianas (11 517) registavam-se tambm valores de rendimento mdio equivalente, entre os 16% e os 21% inferiores ao total (13 750).

    Ainda por adulto equivalente e no mesmo perodo, as famlias com rendimento mais elevado eram as constitudas por dois adultos com menos de 65 anos e sem crianas dependentes, com 15 744 em mdia, seguidas das que tinham dois adultos com uma criana dependente, com 15 296.

    Considerando os agregados sem crianas dependentes verifica-se que, globalmente, a presena de pelo menos um indivduo idoso influenciava negativamente o rendimento mdio das famlias. Por exemplo, o rendimento mdio por adulto equivalente das famlias de dois adultos, com um rendimento mdio equivalente de 14 343, aumentava para 15 744, no caso de ambos os indivduos terem menos de 65 anos, mas diminua para 13 626 quando um dos indivduos era idoso e para 12 846 no caso de ambos serem idosos. O mesmo se observa nos agregados unipessoais e nos de 3 adultos ou mais adultos.

    Por fonte de rendimento, verifica-se que os rendimentos de trabalho por conta de outrem constituam o principal contributo para a formao do rendimento lquido total nos agregados com crianas dependentes, com cerca de 63%. A proporo deste rendimento nos agregados com crianas dependentes mas com apenas um adulto era, todavia, bastante inferior (48,8%).

    De entre os agregados sem crianas dependentes, nos constitudos por adultos no idosos registava-se tambm a predominncia dos rendimentos do trabalho por conta de outrem: 55,2% nos agregados de dois ou mais adultos no idosos, e 47,9% nos de um adulto no idoso.

    Os rendimentos de penses constituam a componente principal nos agregados sem crianas dependentes e com pessoas idosas, sendo de 66,2% para os adultos idosos que viviam ss, e de 57,2% para as famlias com dois ou mais adultos em que pelo menos um membro tinha 65 ou mais anos.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    52

    De referir ainda um aumento da importncia relativa dos rendimentos provenientes de outras transferncias sociais nos agregados com crianas dependentes (4,3%) face aos que no tinham crianas a cargo (2,0%).

    Por componente monetria e no monetria do rendimento lquido total, eram os agregados com apenas um indivduo adulto, independentemente da idade e da presena de crianas dependentes, que registavam propores de rendimento no monetrio superiores mdia do pas (entre mais 6,8 p.p. e mais 8,3 p.p.). A saber, os agregados de um idoso a viver s, com 27,7%, os compostos por um adulto com crianas dependentes, com 27,6%, e os de um adulto no idoso, com 26,2%.

    Os valores em autolocao constituam a principal componente do rendimento no monetrio em qualquer tipo de agregado familiar. Nas famlias com crianas dependentes, as constitudas

    3.8. | Estrutura do rendimento lquido anual mdio por composio do agregado familiar,2009

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade: %

    Total 1 adulto no idoso1 adulto

    idoso

    2 ou + adultos

    no idosos

    2 ou + adultosp.m. 1 idoso

    Total 1 adulto2 ou +

    adultos c/ 1 dependente

    2 ou + adultos c/ 2 ou +

    dependentes

    Rendimento total anual mdio por agregado 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Rendimento monetrio 80,6 79,5 73,8 72,3 82,1 80,2 82,0 72,4 82,5 82,5

    Trabalho por conta de outrem 47,8 35,2 47,9 x 55,2 16,3 62,8 48,8 63,6 63,4

    Trabalho por conta prpria 6,7 5,4 7,6 x 8,3 2,6 8,2 x 8,7 8,1

    Propriedade e capital 1,7 2,3 x 3,5 1,9 2,9 1,0 x 0,9 1,1

    Penses 20,8 34,2 13,8 66,2 13,2 57,2 4,8 x 5,7 3,7

    Outras transferncias sociais 3,1 2,0 2,5 x 3,1 1,1 4,3 6,6 3,1 5,4

    Outras transferncias, de agregados e outras n.e. 0,6 0,4 x x x x 0,9 6,5 0,4 0,7

    Rendimento no monetrio 19,4 20,5 26,2 27,7 17,9 19,8 18,0 27,6 17,5 17,5

    Autoconsumo e autoabastecimento 1,1 1,2 0,4 0,5 1,3 1,7 1,0 x 1,0 1,0

    Autolocao (renda subjetiva) 14,6 15,8 18,5 20,7 13,6 16,3 13,2 16,0 13,3 12,8

    Recebimentos gratuitos e salrios em gneros 3,6 3,4 7,3 6,4 2,9 1,9 3,8 11,1 3,2 3,7

    Total

    Agregados sem crianas dependentes Agregados com crianas dependentes

  • 53

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    por dois ou mais adultos apresentavam as menores propores, com valores de cerca de 13% do rendimento total. Os agregados constitudos por apenas um adulto e sem crianas dependentes registavam, por outro lado, os valores mais elevados: 20,7% quando aquele tinha 65 ou mais anos, e 18,5% quando tinha uma idade inferior.

    Rendimento mdio por principal fonte de rendimento

    Considerando o contributo dos rendimentos de trabalho (54,5%) para a formao do rendimento lquido total anual mdio, os agregados familiares cuja principal fonte de rendimento era o trabalho por conta de outrem (28 061) ou o trabalho por conta prpria (25 903) constituam os dois grupos mais prximos do valor mdio nacional (23 811).

    O rendimento lquido anual mdio das famlias que viviam principalmente de rendimentos de propriedade e capital (47 391) quase duplicava o valor da mdia nacional. Estes rendimentos representavam cerca de 51% do rendimento total e 62% do rendimento monetrio destas famlias, que, todavia, no seu conjunto constituam apenas 0,8% dos agregados familiares.

    Para as famlias cujo rendimento principal provinha de penses registava-se um rendimento anual mdio de 17 518, ou seja, 26,4% abaixo do valor mdio global.

    3.9. | Distribuio do rendimento lquido anual mdio por principal fonte de rendimento dos agregados, 2009

    118%109%

    199%

    74% 72%

    Total:100%

    74%60%

    72%

    Trabalho por conta de outrem

    Trabalho por conta prpria

    Propriedade e capital

    Penses Outras transferncias

    sociais

    Outras fontes de rendimento

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    54

    Nas famlias cuja principal fonte de rendimento provinha de outras fontes de rendimento ou de outras transferncias sociais, a contribuio do rendimento no monetrio para o rendimento total anual mdio era relativamente mais importante, 26,9% e 25,0%, respetivamente. Ao contrrio, nas famlias que viviam sobretudo de rendimentos do trabalho por conta de outrem e de rendimentos de propriedade e capital, a proporo do rendimento no monetrio era menor, cerca de 18%.

    Rendimento mdio por quintis de rendimento total equivalente

    Uma anlise da distribuio do rendimento total anual mdio por quintis do rendimento total equivalente, mostra que em 2009 o rendimento lquido anual mdio dos agregados que pertenciam ao 1 quintil do rendimento total por adulto equivalente, 9 634, era inferior em 60% ao rendimento anual mdio total (23 811).

    Os agregados do ltimo quintil de rendimento total por adulto equivalente detinham um rendimento mdio quase 2,1 vezes superior ao valor de referncia global (23 811), 49 539 para o perodo em anlise.

    Para os agregados pertencentes ao 4 quintil de rendimento total equivalente, o rendimento mdio anual (25 770) era tambm superior mdia nacional.

    3.10. | Componentes do rendimento lquido anual mdio por principal fonte de rendimento dos agregados, 2009

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    unidade TotalTrabalhopor conta de outrem

    Trabalho por conta prpria

    Propriedade e capital Penses

    Outrastransferncias

    sociais

    Outras fontes de rendimento

    Rendimento total anual mdio por agregado 23 811 28 061 25 903 47 391 17 518 14 286 17 085

    Rendimento monetrio 19 201 23 099 20 241 38 878 13 661 10 720 12 483

    Rendimento no monetrio 4 610 4 962 5 662 8 513 3 857 3 566 4 603

    Rendimento total anual mdio por agregado % 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Rendimento monetrio % 80,6 82,3 78,1 82,0 78,0 75,0 73,1

    Rendimento no monetrio % 19,4 17,7 21,9 18,0 22,0 25,0 26,9

  • 55

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    Por fontes de rendimento, verifica-se que para os agregados do 1 quintil de rendimento total equivalente os rendimentos de penses (2 929) eram o principal contributo na formao do rendimento total anual mdio, representando cerca de 30,4% do rendimento total, proporo que atinge 40,4% quando considerados tambm os rendimentos de outras transferncias sociais (3 897).

    Para os agregados dos trs ltimos quintis de rendimento total por adulto equivalente (60% da populao), a preponderncia dos rendimentos de trabalho por conta de outrem situava-se entre os 45% (no 3 quintil) e os 53% (no 5 quintil) do rendimento total anual mdio. A proporo dos rendimentos de trabalho por conta prpria tambm aumentava de importncia com o quintil de rendimento a que pertenciam os agregados familiares (6,2% no 3 quintil e 7,4% no 5 quintil).

    No que se refere ao rendimento no monetrio, os valores referidos em autolocao constituam em todos os grupos a principal componente do rendimento, variando entre 1 462 para os agregados pertencentes ao 1 quintil e 6 176 para os agregados do 5 quintil.

    3.11. | Distribuio do rendimento lquido anual mdio por quintis de rendimento total equivalente, 2009

    108%

    208%

    Total:100%

    40%

    62%

    80%

    1 quintil 2 quintil 3 quintil 4 quintil 5 quintil

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    56

    Rendimento mdio por caractersticas do indivduo de referncia

    Quando observado o grupo etrio do indivduo de referncia constata-se que os agregados em que este tinha menos de 30 anos (22 683) ou 65 ou mais anos (16 727) registavam em mdia um rendimento lquido anual inferior mdia nacional (23 811) em 2009. Pelo contrrio, quando o indivduo de referncia tinha entre 45 e 64 anos, o rendimento do agregado era cerca de 16% superior mdia nacional, situando-se em 27 703. As famlias cujo indivduo de referncia tinha entre 30 e 44 anos auferiam um rendimento mdio de 26 537, ou seja, cerca de 11% acima da mdia do pas.

    Os resultados do inqurito evidenciam igualmente um rendimento anual mdio mais elevado nas famlias em que o indivduo de referncia era homem: 25 506 que compara com 20 900 nas famlias em que o indivduo de referncia era mulher.

    3.12. | Componentes do rendimento lquido anual mdio por quintis de rendimento total equivalente, 2009

    unidade:

    Total 1 quintil 2 quintil 3 quintil 4 quintil 5 quintil

    Rendimento total anual mdio por agregado 23 811 9 634 14 800 19 061 25 770 49 539

    Rendimento monetrio 19 201 7 561 11 484 14 680 20 308 41 764

    Trabalho por conta de outrem 11 378 2 911 5 827 8 653 13 359 25 987

    Trabalho por conta prpria 1 593 628 816 1 186 1 627 3 690

    Propriedade e capital 409 x 30 95 221 1 671

    Penses 4 943 2 929 3 880 3 966 4 459 9 453

    Outras transferncias sociais 727 968 829 654 525 660

    Outras transferncias, de agregados e outras n.e. 150 104 99 126 x 303

    Rendimento no monetrio 4 610 2 073 3 316 4 381 5 462 7 775

    Autoconsumo e autoabastecimento 265 157 255 303 329 280

    Autolocao (renda subjetiva) 3 485 1 462 2 467 3 271 4 016 6 176

    Recebimentos gratuitos e salrios em gneros 860 454 594 808 1 116 1 320

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 57

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    Cruzando a idade do individuo de referncia com as principais fontes do rendimento monetrio, destacava-se o contributo dos rendimentos de trabalho, especialmente do trabalho por conta de outrem, nos agregados cujo indivduo de referncia tinha menos de 65 anos. Nos agregados em que o indivduo de referncia tinha menos de 30 anos, os rendimentos de trabalho no seu conjunto (15 927) representavam 70,2% do rendimento total. Esta proporo era de 71,8% quando o indivduo de referncia tinha entre 30 e 44 anos (19 051), e de 61,8% para as idades entre os 45 e os 64 anos (17 129).

    Para as famlias em que o indivduo de referncia era idoso, os rendimentos provenientes de penses (10 782) representavam, como j constatado, a maior proporo do rendimento total: 64,5%. Nestas famlias, o contributo do rendimento no monetrio era proporcionalmente mais elevado (22,5%) do que nas famlias com um indivduo de referncia mais jovem (entre 18,1% e 19,0%).

    3.13. | Rendimento lquido anual mdio por sexo e grupo etrio do indivduo de referncia, 2009

    23 811

    22 683

    26 537

    27 703

    16 727

    25 506

    23 641

    27 326

    28 664

    19 195

    Total

    At 29 anos

    30 - 44 anos

    45 - 64 anos

    65 ou + anos

    Homem

    At 29 anos

    30 - 44 anos

    45 - 64 anos

    65 ou + anos 19 195

    20 900

    21 199

    24 915

    25 753

    13 696

    65 ou + anos

    Mulher

    At 29 anos

    30 - 44 anos

    45 - 64 anos

    65 ou + anos

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    58

    Integrando nesta anlise o nvel de escolaridade completado pelo indivduo de referncia da famlia, verifica-se que o nvel mdio do rendimento dos agregados aumentava com o nvel de escolaridade, sendo de 47 837 quando este detinha um nvel de ensino superior, o equivalente a 2,8 vezes o valor mdio quando o indivduo de referncia apenas completou o 1 ciclo ensino bsico, 17 013, e a 2,3 vezes o valor mdio quando o nvel de ensino era o 2 ciclo do ensino bsico, 20 871.

    A desigualdade agrava-se quando a comparao se refere ao rendimento das famlias em que o indivduo de referncia no tinha qualquer nvel de escolaridade, 11 301, menos de metade do valor mdio nacional, e menos de do valor auferido pelas famlias em que o indivduo de referncia concluiu o ensino superior.

    3.14. | Componentes do rendimento lquido anual mdio por grupo etrio do indivduo de referncia, 2009

    unidade Total At 29 anos 30 - 44 anos 45 - 64 anos 65 ou mais anos

    Rendimento total anual mdio por agregado 23 811 22 683 26 537 27 703 16 727

    Rendimento monetrio 19 201 18 416 21 496 22 683 12 957

    Rendimento no monetrio 4 610 4 267 5 041 5 019 3 771

    Rendimento total anual mdio por agregado % 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Rendimento monetrio % 80,6 81,2 81,0 81,9 77,5

    Rendimento no monetrio % 19,4 18,8 19,0 18,1 22,5

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 59

    03| Rendimento mdio dos Agregados Familiares

    i edf

    Relativamente importncia relativa do rendimento no monetrio na formao do rendimento total, esta, era mais significativa nos agregados em que o indivduo de referncia no possua qualquer nvel de escolaridade (27,6%) ou possua nveis de escolaridade mais baixos: 22,8% para o 1 ciclo do ensino bsico e 21,1% para o 2 ciclo do ensino bsico.

    Por outro lado, a contribuio do rendimento monetrio assumia uma importncia relativa com expresso elevada nos agregados cujo indivduo de referncia tinha um nvel de escolaridade superior (85,5% do rendimento total), bem como nos que tinham completado o 3 ciclo do ensino bsico ou o ensino secundrio (com valores acima dos 80% do rendimento total).

    88%

    101%

    122%

    201%

    Total:100%

    47%

    71%

    Nenhum Bsico -1 ciclo

    Bsico -2 ciclo

    Bsico -3 ciclo

    Secundrio (e ps-

    secundrio)

    Superior

    3.15. Distribuio do rendimento lquido anual mdio por nvel de escolaridade completado do indivduo de referncia, 2009

    unidade Total Nenhum Bsico - 1 cicloBsico - 2 ciclo

    Bsico - 3 ciclo

    Secundrio(e ps-

    secundrio)Superior

    Rendimento total anual mdio por agregado 23 811 11 301 17 013 20 871 23 977 29 076 47 837

    Rendimento monetrio 19 201 8 186 13 135 16 465 19 324 23 682 40 889

    Rendimento no monetrio 4 610 3 115 3 878 4 407 4 653 5 394 6 948

    Rendimento total anual mdio por agregado % 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

    Rendimento monetrio % 80,6 72,4 77,2 78,9 80,6 81,4 85,5

    Rendimento no monetrio % 19,4 27,6 22,8 21,1 19,4 18,6 14,5

    3.16. Componentes do rendimento lquido anual mdio por nvel de escolaridade completado do indivduo de referncia, 2009

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    60

    Nas situaes em que o indivduo de referncia no tinha completado qualquer nvel de escolaridade, o rendimento de penses representava 56,3% do rendimento total e 77,7% do rendimento monetrio.

    Esta componente representava ainda uma parte importante do rendimento total dos agregados cujo indivduo de referncia tinha completado o 1 ciclo do ensino bsico, com 34,9% do rendimento total, perdendo importncia na formao do rendimento dos agregados com indivduo de referncia detentor do 2 ciclo do ensino bsico ou nvel superior.

    Os rendimentos de trabalho eram, em contrapartida, a componente mais importante nas famlias em que o indivduo de referncia tinha completado o ensino secundrio ou superior (cerca de 59% do rendimento total), ou ainda naquelas em que este membro possua o 2 ou o 3 ciclo de escolaridade, com valores acima dos 50% do rendimento total.

    Nos agregados em que o indivduo de referncia exercia uma profisso o rendimento lquido total mdio registava em 2009 um valor superior mdia nacional: 27 958 face a 23 811.

    Nas famlias em que a maior proporo de rendimento lquido total provinha de um elemento desempregado, o rendimento mdio para o mesmo ano era de 16 850, ou seja, cerca de 30% abaixo do valor de referncia para a mdia dos agregados.

    3.17. | Rendimento lquido anual mdio por tipo de rendimento e condio perante o trabalho do indivduo de referncia, 2009

    23 811

    27 958

    16 850

    18 539

    Total

    Exerce uma profisso (tem trabalho)

    Desempregado

    Reformado

    16 637 Total:23 811Outra situao

    (no ativo)

    Rendimento monetrio Rendimento no monetrio

  • i edf

    04 | Pobreza e desigualdade:

    comparao com outras fontes

    Conceitos e classificaes utilizados neste captulo:

    O Rendimento Total composto pela soma do Rendimento Monetrio com o Rendimento no Monetrio.

    Rendimento Monetrio Lquido: inclui os rendimentos obtidos pelos agregados atravs de cada um dos seus membros provenientes do trabalho (por conta de outrem e conta prpria), de propriedade e capital, de penses (nacionais ou provenientes do estrangeiro), de outras transferncias sociais (apoio famlia, habitao, ao desemprego, doena e invalidez, educao e formao, incluso social) e de outras transferncias privadas (de agregados domsticos privados e outras transferncias n.e.), aos quais foram deduzidos os impostos sobre o rendimento e as contribuies para regimes de proteo social.

    Rendimento no Monetrio: coincidente com a Despesa no Monetria, abrange o autoconsumo (bens alimentares e outros de produo prpria), o autoabastecimento (bens ou servios obtidos sem pagamento em estabelecimento explorado pelo agregado), a autolocao (autoavaliao do valor hipottico de renda de casa pelos agregados proprietrios ou usufruturios de alojamento gratuito), recebimentos em gneros e salrios em espcie.

    O rendimento por adulto equivalente obtm-se dividindo o rendimento de cada agregado pela sua dimenso em termos de adultos equivalentes, utilizando a escala de equivalncia modificada da OCDE.

    Escala de equivalncia modificada da OCDE: esta escala atribui, dentro de cada agregado, um peso de 1 ao primeiro adulto de um agregado; 0,5 aos restantes adultos (14 e mais anos) e 0,3 a cada criana.

    Coeficiente de Gini: indicador de desigualdade na distribuio do rendimento que visa sintetizar num nico valor a assimetria dessa distribuio. Assume valores entre 0 (quando todos os indivduos tm igual rendimento) e 100 (quando todo o rendimento se concentra num nico indivduo).

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    62

    Rcio S80/S20: indicador de desigualdade na distribuio do rendimento, definido como o rcio entre a proporo do rendimento total recebido pelos 20% da populao com maiores rendimentos e a parte do rendimento auferido pelos 20% da populao com menores rendimentos.

    Rcio S90/S10: indicador de desigualdade na distribuio do rendimento, definido como o rcio entre a proporo do rendimento total recebido pelos 10% da populao com maiores rendimentos e a parte do rendimento auferido pelos 10% da populao com menores rendimentos.

    Limiar ou linha de pobreza relativa: limiar do rendimento abaixo do qual se considera que uma famlia se encontra em risco de pobreza. Este valor foi convencionado pela Comisso Europeia como sendo o correspondente a 60% da mediana do rendimento por adulto equivalente de cada pas.

    Taxa de risco de pobreza: proporo da populao cujo rendimento equivalente, aps transferncias sociais, se encontra abaixo da linha de pobreza.

  • 63

    04| Pobreza e desigualdade: comparao com outras fontes

    i edf

    Rendimento total anual por adulto equivalente

    O Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 permitiu uma caracterizao detalhada da distribuio pessoal do rendimento total e do rendimento monetrio dos agregados familiares.

    Na medida em que a anlise da distribuio do rendimento pretende evidenciar o bem-estar das famlias e dos indivduos numa dada populao, torna-se necessrio transformar o rendimento dos agregados (seja total, seja monetrio) em rendimento por adulto equivalente de forma a considerar a dimenso e a composio dos diferentes agregados domsticos privados.

    Em 2009, o rendimento total por adulto equivalente era de 13 750, traduzindo uma subida real de 4,5% face ao valor de 13 162 registado no Inqurito s Despesas das Famlias de 2005/20063.

    O quadro seguinte ilustra o rendimento por adulto equivalente total mdio por decis do rendimento para os anos de 2005 e 2009, bem assim como a evoluo real do nvel de rendimento de cada decil.

    4.1. | Rendimento total anual por adulto equivalente por decis

    2005 a 2009 Variao

    unidade %

    1 Decil 4 112 4 515 9,8%

    2 Decil 6 057 6 603 9,0%

    3 Decil 7 352 7 905 7,5%

    4 Decil 8 597 9 059 5,4%

    5 Decil 9 767 10 316 5,6%

    6 Decil 11 134 11 777 5,8%

    7 Decil 12 869 13 627 5,9%

    8 Decil 15 391 16 084 4,5%

    9 Decil 20 026 20 687 3,3%

    10 Decil 36 278 36 894 1,7%

    Total 13 162 13 750 4,5%

    a valores a preos de 2009

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2005/2006 e 2010/2011

    3 Os rendimentos apurados no Inqurito s Despesas das Famlias 2005/2006 respeitam ao ano de 2005 enquanto que os rendimentos obtidos pelo Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 tm como referncia o ano de 2009.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    64

    A leitura do quadro anterior permite constatar uma subida real do nvel de vida do conjunto da populao entre 2005 e 2009. No entanto, o acrscimo do rendimento dos vrios decis no homogneo, sendo tanto mais significativo quanto mais baixa a posio das famlias e dos indivduos ao longo da escala dos rendimentos. Este crescimento diferenciado do rendimento equivalente dos vrios decis da distribuio implica necessariamente, como se ver, alteraes significativas nos indicadores de desigualdade e de pobreza.

    O rendimento total por adulto equivalente no ltimo quintil, correspondente aos 20% da populao de maiores rendimentos, era 5,2 vezes superior ao do primeiro quintil onde se situavam as famlias de rendimentos mais baixos. Este indicador assumia em 2005 um valor de 5,5, observando-se uma ligeira diminuio na assimetria da distribuio do rendimento total entre os dois anos em anlise.

    Esta reduo torna-se mais expressiva ao comparar-se o rendimento total por adulto equivalente do ltimo decil com o rendimento do primeiro decil. O indicador S90/S10 diminuiu de 8,9 para 8,2 entre 2005 e 2009. O crescimento mais acentuado do rendimento dos dois decis de menor rendimento entre os dois anos permitia explicar a diminuio dos dois indicadores.

    4.2. | Distribuio do rendimento total e indicadores de desigualdade e de pobreza

    2005 2009

    Rendimento por adulto equivalente 13 162 13 750

    S80/S20 5,5 5,2

    S90/S10 8,9 8,2

    Coeficiente de gini 34,4% 33,2%

    Limiar de Pobreza (60% da mediana do rendimento por adulto equivalente 6 232 6 600

    Populao em risco de pobreza 16,4% 14,8%

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2005/2006 e 2010/2011

  • 65

    04| Pobreza e desigualdade: comparao com outras fontes

    i edf

    A ligeira diminuio da desigualdade do rendimento total por adulto equivalente entre 2005 e 2009 era igualmente confirmada pelo coeficiente de Gini que desceu de 34,4% para 33,2%.

    A taxa de risco de pobreza dos rendimentos totais - monetrios e no monetrios - por adulto equivalente apresentou igualmente uma reduo no perodo compreendido entre os dois inquritos. De facto, enquanto que de acordo com o IDEF 2005/2006, o limiar de pobreza era de 6 232 (valorizados a preos de 2009) e a incidncia da pobreza era de 16,4%, em 2009 a linha de pobreza do rendimento total ascendia a 6 600 e a taxa de risco de pobreza era de 14,8%.

    Distribuio do rendimento: comparao entre o IDEF 2010/2011 e o ICOR 2010

    O Inqurito s Condies de Vida e Rendimento constitui atualmente a principal fonte de informao estatstica acerca dos rendimentos familiares e da sua distribuio. Este inqurito, implementado anualmente desde 2004, tem sido utilizado para medir a desigualdade na distribuio dos rendimentos monetrios em Portugal e na Unio Europeia e para retratar de forma quantificada o fenmeno da pobreza monetria e da excluso social.

    Dado que, quer o Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011, quer o Inqurito s Condies de Vida e Rendimento 2010, recolheram informao acerca da distribuio dos rendimentos monetrios em 2009, possibilitando a construo de indicadores sobre desigualdade e pobreza, possvel proceder comparao entre os resultados obtidos nos dois inquritos.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    66

    A comparao entre a distribuio do rendimento monetrio por adulto equivalente em 2009 obtida em cada um dos inquritos afigurou-se bastante consistente, apesar das caractersticas distintas dos dois inquritos, da diferente dimenso das amostras que lhes serviram de base e dos diferentes perodos de recolha.

    4.3. | Distribuio do rendimento monetrio e indicadores de desigualdade e de pobreza (IDEF2010/2011 ICOR 2010)

    IDEF 2010/2011 ICOR 2010

    Rendimento por adulto equivalente 11 152 10 540

    S80/S20 6,1 5,6

    S90/S10 9,9 9,2

    Coeficiente de gini 36,2% 33,7%

    Limiar de Pobreza (60% da mediana do rendimento por adulto equivalente 5 132 5 207

    Populao em risco de pobreza 17,3% 17,9%

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 e Inqurito ao Rendimento e Condies de Vida 2010

  • 67

    04| Pobreza e desigualdade: comparao com outras fontes

    i edf

    Taxa de risco de pobreza e nvel de desigualdade por regio

    Procedeu-se estimao da taxa de risco de pobreza e do coeficiente de Gini para cada NUTS II, procurando identificar-se a incidncia deste fenmeno social em 2009, a nvel regional.

    Constatou-se que a incidncia da pobreza variava de forma significativa entre as diversas regies do pas. A Regio Autnoma dos Aores, com uma taxa de risco de pobreza de 17,9% (ou seja, cerca de trs pontos percentuais acima da mdia nacional), era em 2009 a regio em que a percentagem da populao com um rendimento total por adulto equivalente inferior linha de pobreza era mais elevada. A Regio Autnoma da Madeira, o Alentejo e a regio Norte apresentavam igualmente taxas de pobreza superiores mdia nacional. As regies do Centro, Lisboa e Algarve eram as nicas que apresentavam taxas de incidncia de pobreza mais baixas do que o conjunto do pas.

    Uma anlise das desigualdades intrarregionais evidenciou uma situao diferenciada. A regio de Lisboa registava um ndice de Gini de 37,1% constituindo a regio com maior nvel de desigualdade do rendimento total por adulto equivalente e a nica com um coeficiente de Gini superior mdia nacional.

    4.4. | Indicadores de desigualdade e de pobreza (rendimento monetrio e no monetrio), por NUTS II

    unidade: %

    Taxa de risco de pobreza

    Coeficientede Gini

    Norte 15,3 31,3

    Centro 14,6 29,7

    Lisboa 14,2 37,1

    Alentejo 16,1 29,2

    Algarve 11,3 28,4

    R.A. Aores 17,9 32,1

    R. A. Madeira 16,1 29,9

    Total 14,8 33,2

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    68

    Impacto dos rendimentos no monetrios na desigualdade e no risco de pobreza

    A comparao entre o rendimento total por adulto equivalente (rendimento monetrio e rendimento no monetrio) e o rendimento monetrio permitiu constatar que os rendimentos no monetrios desempenharam, em 2009, um papel equalizador e de atenuao do fenmeno da pobreza e da excluso social.

    Os rendimentos no monetrios, correspondentes a autoconsumo, autoabastecimento, autolocao e recebimentos e salrios em gneros, com um peso de 19,4% no rendimento total das famlias permitiram uma reduo de trs pontos percentuais no coeficiente de Gini e de 2,5 pontos percentuais na taxa de risco de pobreza estimados para 2009.

    4.5. | Distribuio do rendimento e indicadores de desigualdade e pobreza

    Rendimento total Rendimentomonetario

    Rendimento por adulto equivalente 13 750 11 152

    S80/S20 5,2 6,1

    S90/S10 8,2 9,9

    Coeficiente de gini 33,2% 36,2%

    Limiar de Pobreza (60% da mediana do rendimento por adulto equivalente 6 600 5 132

    Populao em risco de pobreza 14,8% 17,3%

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 69

    04| Pobreza e desigualdade: comparao com outras fontes

    i edf

    A reduo da desigualdade resultante da considerao dos rendimentos no monetrios repercutia-se de forma muito semelhante em todas as regies do pas, com redues prximas dos trs pontos percentuais no coeficiente de Gini para a generalidade das regies. Quando includos os rendimentos no monetrios, na regio do Alentejo a reduo na desigualdade correspondia a 2,4 pontos percentuais, enquanto que para o Centro se estimava uma reduo de 3,6 pontos percentuais.

    Contrariamente ao que se verificava com o nvel de desigualdade, o impacto redutor dos rendimentos no monetrios sobre a taxa de risco de pobreza era significativamente diferente nas vrias regies. As regies do Centro e do Algarve eram as regies onde o rendimento no monetrio apresentava o maior efeito na diminuio da taxa de pobreza.

    31,3% 29,7%

    37,1%

    29,2% 28,4%32,1%

    29,9%34,3% 33,3%

    39,9%

    31,6% 31,5%34,8% 33,1%

    Rendimento total: 33,2%

    Rendimento monetrio: 36,2%

    Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A. Aores R.A. Madeira

    Rendimento Total Rendimento Monetrio

    4.6. | Coeficiente de Gini por NUTS II, IDEF 2010/2011

    Rendimento total versus rendimento monetrio

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    70

    4.7. | Taxa de risco de pobreza por NUTS II, IDEF 2010/2011

    Rendimento total versus rendimento monetrio

    15,3% 14,6% 14,2%16,1%

    11 3%

    17,9%16,1%

    17,6%18,9%

    15,8% 15,8% 14,7%

    20,3%18,8%

    Rendimento total: 14,8%

    Rendimento monetrio: 17,3%

    11,3%

    Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve R.A. Aores R. A. Madeira

    Rendimento total Rendimento monetrio

  • i edf

    05 | Indicadores de Conforto

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    72

    Regime de ocupao

    Em 2010/2011, observava-se no pas a preponderncia da propriedade do alojamento relativamente s outras formas de ocupao do alojamento. Esta situao era transversal a todas as classes de rendimento, e com propores crescentes com o aumento do rendimento das famlias.

    Mais de 80% das famlias das duas classes com rendimentos mais elevados (4. e 5. quintis) eram proprietrias do alojamento de residncia principal (83,5% e 87,6%, respetivamente), enquanto que apenas 53,2% dos agregados pertencentes classe de menores rendimentos (1. quintil), detinham a propriedade da residncia principal.

    5.1. | Agregados familiares por regime de ocupao e quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    unidade:%

    Total 1. quintil 2. quintil 3. quintil 4. quintil 5. quintil

    Proprietrio 74,9 53,2 70,2 79,9 83,5 87,6

    Arrendatrio 19,1 39,3 23,1 14,2 10,0 x

    Alojamento gratuito ou a ttulo de salrio 5,9 7,5 6,7 x x x

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • 73

    05| Indicadores de Conforto

    i edf

    Conforto bsico do alojamento

    Para a quase totalidade das famlias residentes, verificava-se em 2010/2011, o acesso generalizado a itens de conforto bsico no alojamento de residncia principal, independentemente da classe de rendimento.

    Considerando o conjunto de equipamentos de conforto associados a sistemas de regulao de temperatura do alojamento, a disponibilidade destes aumentava com o nvel de rendimento das famlias.

    No caso do sistema de aquecimento central, 11,3% das famlias, dispunham deste tipo de equipamento enquanto que o acesso a outros aparelhos de aquecimento de ar, era detido por 66,1% dos agregados.

    5.2. | Agregados familiares com conforto bsico no interior do alojamento por quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    unidade:%

    Total 1. quintil 2. quintil 3. quintil 4. quintil 5. quintil

    gua canalizada 99,2 97,9 99,0 99,4 99,9 99,9

    Eletricidade 99,8 99,6 99,7 99,9 99,9 100,0

    Gs canalizado (apenas com contador) 26,9 12,3 17,6 21,1 32,7 50,5

    Gs de botija 70,5 85,5 79,3 77,0 66,0 44,8

    Sistema de esgotos (rede pblica ou sistema particular) 97,9 95,9 97,5 98,0 98,5 99,4

    Instalao sanitria completa 98,1 95,0 97,7 98,7 99,5 99,7

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    5.3. | Agregados familiares com sistemas de regulao de temperatura no interior do alojamento por quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    unidade:%

    Total 1. quintil 2. quintil 3. quintil 4. quintil 5. quintil

    Aparelho de ar condicionado 10,4 x 5,9 8,8 12,7 20,4

    Sistema de aquecimento central 11,3 x 7,2 10,6 12,0 21,9

    Outro aparelho de aquecimento de ar 66,1 59,7 63,0 65,9 70,9 70,7

    Aparelho de aquecimento de gua 96,9 92,0 96,4 97,5 99,4 99,0

    Desumidificador eltrico 19,0 9,0 12,8 17,2 25,2 30,5

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    74

    Equipamentos de apoio ao trabalho domstico

    A proporo de alojamentos com fogo (99,7%), frigorfico (99,5%), e mquina de lavar roupa (92,8%) demonstra a proviso comum deste tipo de equipamentos de apoio ao trabalho domstico.

    Verifica-se ainda a importncia de um segundo conjunto de equipamentos de apoio ao trabalho domstico disponveis nos agregados familiares, constitudo por micro-ondas (82,9%), aspirador (80,9%) e arca frigorfica (54,2%). Em relao ao perodo 2005/2006, a proporo de alojamentos com micro-ondas cresceu 12,7 p.p. enquanto que a de alojamentos com arca frigorfica diminuiu 8,9 p.p.

    80,9%

    82,9%

    92,8%

    99,5%

    99,7%

    Aspirador

    Micro-ondas

    Mquina de lavar roupa

    Frigorfico ou combinado

    Fogo ou placa

    2,7%

    22,5%

    41,4%

    54,2%

    Mquina de lavar e secar roupa

    Mquina de secar roupa

    Mquina de lavar loia

    Arca frigorfica

    5.4. | Agregados familiares com equipamento de apoio ao trabalho domstico, Portugal, 2010/2011

  • 75

    05| Indicadores de Conforto

    i edf

    Equipamentos de comunicao e lazer

    De acordo com os resultados do IDEF 2010/2011, os aparelhos de televiso eram comuns quase totalidade dos alojamentos do pas (99,3%), tendncia j verificada nos inquritos anteriores.

    O acesso a televiso por cabo ou satlite, 52,3% a nvel nacional, variava entre 35,0% na regio Centro e 84,3% na Regio Autnoma dos Aores.

    A posse de telemvel era predominante face de telefone fixo, sendo que a nvel nacional 87,7% de agregados tinham acesso a pelo menos um telemvel, e apenas 67,7% tinham telefone fixo. O acesso a telemvel variava entre 82,3% no Alentejo e 91,1% na regio de Lisboa, enquanto que para o telefone fixo, as propores variavam entre 59,7% no Algarve e 77,3% na Regio Autnoma dos Aores.

    Observa-se que o telemvel e a televiso estavam presentes de forma expressiva em todos os quintis de rendimento (entre 77,4% e 98,5% no 1 quintil, e 96,8% e 99,9% no 5 quintil, respetivamente).

    5.5. | Agregados familiares com equipamento de comunicao e lazer por quintis de rendimento total equivalente, 2010/2011

    unidade:%

    Total 1. quintil 2. quintil 3. quintil 4. quintil 5. quintil

    Telefone - rede fixa 67,7 57,1 62,6 64,7 73,6 80,3

    Telefone - rede mvel 87,7 77,4 81,4 88,4 94,1 96,8

    Aparelho de televiso 99,3 98,5 99,0 99,4 99,7 99,9

    Equipamento para acesso a televiso por cabo ou satlite 52,3 32,7 38,4 45,9 63,2 81,2

    Leitor de DVD ou videogravador 55,5 38,1 42,0 52,0 64,6 80,5

    Leitor de CD's 43,3 27,4 30,7 39,2 51,3 67,8

    Rdio ou radiogravador 64,3 58,2 60,0 63,5 65,1 74,8

    Aparelhagem de som 43,2 27,7 31,2 39,0 50,1 67,7

    Leitor de MP3 ou MP4 29,8 18,0 21,6 27,6 35,1 46,4

    Cmara de vdeo 16,9 6,9 7,0 13,3 21,5 35,6

    Equipamento fotogrfico 49,1 26,3 35,0 45,0 57,8 81,2

    Consola de jogos 22,1 13,2 16,6 18,9 27,8 33,8

    Computador 57,2 40,1 45,1 51,4 67,5 81,6

    Computador com ligao internet 51,0 32,9 38,6 45,5 60,6 77,1

    Fonte: Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    76

    Os agregados familiares que possuam equipamento para acesso a televiso por cabo, eram sobretudo os da classe de rendimento mais elevado, com 81,2%.

    O leitor de MP3 ou MP4, a cmara de vdeo e a consola de jogos estavam disponveis para 29,8%, 16,9% e 22,1% das famlias, respetivamente, tendo maior expresso nos agregados com maior rendimento (46,4%, 35,6% e 33,8%, respetivamente).

  • i edf

    06 | Nota

    Metodolgica

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    78

    Desenho do questionrio

    O desenho do questionrio do Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011 (IDEF 2010/2011) seguiu, no essencial, o modelo dos inquritos aos oramentos familiares anteriores, todavia incluindo ciclos de perguntas detalhadas sobre eletricidade, gs natural, telecomunicaes (telemveis e televiso paga), e veculos automveis, de modo a melhorar a resposta s necessidades das Contas Nacionais.

    O questionrio, que pode ser consultado no CD anexo publicao, composto por quatro mdulos:

    O Mdulo I respeita caracterizao do alojamento, do agregado domstico privado e do(s) indivduo(s), incluindo os rendimentos monetrios e a disponibilidade de alguns bens de conforto;

    Os Mdulos II e III correspondem ao dirio de consumo do agregado (II) e ao dirio de consumo do indivduo (III);

    O Mdulo IV diz respeito recolha retrospetiva dos consumos geralmente realizados com frequncia mensal, trimestral ou anual e a recebimentos gratuitos e a ttulo de salrio, apelando-se, respetivamente, para a recordao dos consumos efetuados durante os 30 dias anteriores quinzena de entrevista, durante os trs meses anteriores quinzena de entrevista e no decurso dos doze meses anteriores quinzena de entrevista.

  • 79

    06| Nota Metodolgica

    i edf

    Perodos de referncia dos dados

    O perodo de referncia dos dados assumiu momentos distintos, consoante as variveis em estudo:

    VARIVEIS PERODO DE REFERNCIA

    Mdulo I

    Caracterizao do alojamento Momento da entrevista

    Caracterizao do agregado Momento da entrevista

    Conforto e bens de equipamento Momento da entrevista

    Caracterizao dos indivduos Momento da entrevista

    Receitas monetrias lquidas do indivduo Ano fiscal de 2009

    Mdulos II, III e IV

    Despesas de consumo

    Quinzena em curso no momento da entrevista

    (14 dias: de 2 feira a domingo)

    Recolha em dirio intensivo ou retrospetiva,

    com perodo de referncia em funo da

    periodicidade de aquisio do bem ou servio em

    questo, definida a priori

    Os ltimos 30 dias (30 dias anteriores ao 1 dia da

    quinzena da entrevista)

    Os ltimos 3 meses (90 dias anteriores ao 1 dia da

    quinzena da entrevista)

    O ltimo ano (365 dias anteriores ao 1 dia

    da quinzena da entrevista)

    Utilizaram-se quatro perodos de referncia para as despesas de consumo:

    Anual aplicvel a bens ou servios geralmente adquiridos com frequncia reduzida, em que expectvel uma resposta correta para os ltimos 12 meses imediatamente anteriores entrevista, como sejam, por exemplo, as despesas com servios de saneamento, aquisio de eletrodomsticos, servios hospitalares, aquisio de veculos ou seguros;

    Trimestral destina-se aos bens ou servios adquiridos vrias vezes no ano, mas sem periodicidade mensal, como o caso das despesas com vesturio, calado, reparao e conservao da habitao, utenslios domsticos, transportes areos ou jogos e brinquedos;

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    80

    Mensal aplica-se s despesas efetuadas mensalmente, geralmente de natureza fixa, como sucede com as despesas relativas a arrendamentos, abastecimento de gua, eletricidade, gs e alguns tipos de servios de transporte;

    Quinzenal sendo o perodo de observao mais reduzido, destina-se s despesas com bens e servios adquiridos frequentemente, nomeadamente a alimentao, bebidas, tabaco, artigos domsticos no durveis, combustveis, jogos de azar ou despesas em restaurantes e cafs.

    A informao relativa aos bens e servios enquadrados nos tipos anual, trimestral e mensal obtida por recolha retrospetiva, enquanto que, no caso do tipo quinzenal se utiliza o registo dirio ao longo da quinzena de observao.

    Mtodos de recolha

    O IDEF 2010/2011 utilizou pela primeira vez o registo informtico na recolha das despesas em bens e servios de consumo corrente (Mdulos II e III), em resultado da integrao da Nomenclatura COICOP (cerca de 14 mil produtos) na aplicao informtica do inqurito, no sentido de se obterem ganhos de qualidade, de proximidade local e temporal na relao entrevistador/famlia.

    Durante a quinzena de inquirio, os entrevistadores foram procedendo recolha e registo das despesas de consumo dos Mdulos II e III descritas em papel pelos entrevistados, de modo a assegurar a codificao imediata de acordo com a Nomenclatura COICOP e o esclarecimento rpido de dvidas e falhas de preenchimento.

    A recolha dos dados sobre o alojamento, agregado, indivduos, conforto e bens de equipamento, receitas monetrias lquidas (Mdulo I) e despesas de consumo dos tipos mensal, trimestral e anual (Mdulo IV) mantiveram o mtodo de recolha j utilizado nas edies anteriores: entrevista direta presencial com computador (CAPI).

    A possibilidade de utilizao de respostas por procurao, caso em que se recorreu ao indivduo do agregado com 15 ou mais anos que estivesse mais habilitado a responder com todo o detalhe necessrio, foi aplicada de acordo com as seguintes diretrizes:

  • 81

    06| Nota Metodolgica

    i edf

    Caracterizao dos indivduos (Mdulo I): Indivduos com 15 ou mais anos de idade no momento da entrevista: informao fornecida pelo prprio, exceto se o indivduo no foi encontrado (proxy); indivduos com menos de15 anos de idade no momento da entrevista (proxy).

    Despesas do agregado (Mdulo II): Responde o indivduo que habitualmente se responsabiliza pela gesto das despesas.

    Despesas individuais (Mdulo III): Indivduos com 15 ou mais anos de idade no momento da entrevista: informao fornecida pelo prprio, ou proxy no caso de impossibilidade de ser o prprio a responder. Estes indivduos podem optar por integrar as despesas individuais no Mdulo II. Indivduos com menos de 15 anos de idade no momento da entrevista: as despesas destes indivduos so sempre includas nas despesas do agregado.

    Outros consumos (Mdulo IV): Responde o indivduo que habitualmente se responsabiliza pela gesto das despesas, com consulta a outros membros do agregado, atendendo a que necessrio apelar memria e recuar 12 meses no tempo.

    Amostragem

    Populao

    O universo do IDEF 2010/2011 corresponde populao residente em territrio nacional (Continente e Regies Autnomas), tanto considerada individualmente, como organizada em agregados domsticos privados. Excluem-se os indivduos residentes em alojamentos coletivos.

    Base de amostragem

    A amostra do IDEF 2010/2011 foi selecionada a partir de uma base de amostragem, constituda por um ficheiro de alojamentos familiares de residncia principal, denominada Amostra-Me (AM), que o INE utiliza para a realizao de inquritos junto das famlias e que foi construda a partir dos dados do Recenseamento da Populao e Habitao de 2001 (Censos 2001), designando-se por AM-20014.

    4 Para mais informaes sobre a AM-2001 dever-se- consultar o documento "Metodologia da Amostra-Me 2001".

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    82

    Desenho da amostra

    A amostra do IDEF 2010/2011 foi dimensionada de modo independente para cada uma das sete regies a nvel NUTS II (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatsticos de 2002) em que o pas est dividido: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Regio Autnoma dos Aores e Regio Autnoma da Madeira.

    Para o dimensionamento da amostra utilizou-se a informao do Inqurito s Despesas das Famlias (IDEF) realizado em 2005/2006, e exigiu-se:

    Um limite mximo para o erro relativo de amostragem a priori de 8% para as divises de despesa ao nvel nacional ( exceo da Diviso 10);

    Erros relativos de amostragem superiores a nvel regional, no ultrapassando genericamente os 20%; todavia, no Norte e em Lisboa, considerou-se como valor mximo 10%, dada a relevncia destas duas regies para a despesa monetria total.

    A fim de colmatar possveis no respostas resultantes de desatualizao da base de amostragem, a amostra obtida foi reforada com uma taxa adequada, de modo que o nmero final de entrevistas conseguidas seja prximo do dimensionamento inicial necessrio ao cumprimento dos critrios de preciso pretendidos.

    A amostra do IDEF 2010/2011 foi selecionada a partir da AM-2001, introduzindo uma nova etapa no processo de seleo. Assim, as unidades da primeira etapa (unidades primrias) correspondem s reas da AM-2001, e as unidades da segunda etapa (unidades secundrias) correspondem aos alojamentos familiares de residncia principal existentes em cada uma das reas.

    Dentro das unidades secundrias - alojamentos familiares de residncia principal - no se realizou qualquer amostragem, dado que se recolheu informao sobre todos os indivduos que a tinham a sua residncia principal.

    Em cada rea, selecionou-se sequencialmente o nmero pretendido de unidades de alojamento, de modo a minimizar os custos de deslocao dos entrevistadores.

  • 83

    06| Nota Metodolgica

    i edf

    No quadro seguinte apresenta-se a dimenso global da amostra, em unidades de alojamento, e a sua distribuio por cada uma das regies NUTS II.

    A recolha de dados sobre oramentos familiares desenvolve-se normalmente durante um ano completo. De modo a minimizar os efeitos sazonais nos resultados do inqurito, houve a preocupao de assegurar uma razovel disperso temporal e geogrfica das unidades de alojamento da amostra. Assim, considerando que o perodo de observao de cada agregado familiar era de duas semanas, distriburam-se as unidades de alojamento de forma mais ou menos uniforme por 26 perodos idnticos (quinzena).

    Recolha de dados

    Perodo de recolha

    A recolha de dados no Continente e na Regio Autnoma dos Aores efetuou-se de acordo com o calendrio planeado, i.e., entre 1 de maro de 2010 e 27 de fevereiro de 2011; no caso da Regio Autnoma da Madeira e devido aos constrangimentos inerentes ao temporal de fevereiro, a recolha iniciou-se apenas no final de maro de 2010, tendo terminado a 27 de maro de 2011.

    Regio Unidades de Alojamentoreas da AM a

    inquirir

    Norte 3 570 357

    Centro 2 890 289

    Lisboa 3 750 250

    Alentejo 1 940 97

    Algarve 2 025 81

    R. A. Aores 1 200 80

    R. A. Madeira 1 440 48

    Pas 16 815 1 202

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    84

    Taxa de respostas

    Na sequncia do trabalho de campo, foram obtidos os seguintes resultados:

    A taxa de respostas global corresponde ao quociente entre o nmero de entrevistas conseguidas e vlidas (9 489) e a dimenso da amostra (16 815), ou seja, 56%. Considerando em denominador apenas os alojamentos elegveis e contactados (14 032), obtm-se uma taxa de respostas especfica de 68%.

    Anualizao dos Dados

    Os dados sobre despesas de bens ou servios cuja classificao de acordo com a COICOP est associada a um perodo de referncia quinzenal, mensal ou trimestral, foram anualizados atravs da aplicao de um fator multiplicativo que tm em conta o nmero de perodos no ano: 26 no caso da periodicidade ser quinzenal, 12 no caso da periodicidade mensal, e 4 no caso de consumos a que est associada periodicidade trimestral.

    n. % n. % n. % n. % n. % n. % n. % n. %

    Amostra inicial de alojamentos

    16 815 100 3 570 100 2 890 100 3 750 100 1 940 100 2 025 100 1 200 100 1 440 100

    Alojamentos ocupados para outros fins, vagos e demolidos

    1 501 9 373 10 248 9 315 8 179 9 173 9 125 10 88 6

    Residncias secundrias 1 100 7 201 6 289 10 159 4 154 8 229 11 28 2 40 3

    Alojamentos elegveis 14 214 85 2 996 84 2 353 81 3 276 87 1 607 83 1 623 80 1 047 87 1 312 91

    Alojamentos inlocalizvel e inacessveis 182 1 81 2 22 1 37 1 8 0 4 0 15 1 15 1

    Alojamentos elegveis contactados 14 032 83 2 915 82 2 331 81 3 239 86 1 599 82 1 619 80 1 032 86 1 297 90

    Entrevistas no conseguidas

    4 482 27 939 26 818 28 1 762 47 214 11 259 13 224 19 266 18

    Temporariamenteausente

    2 185 13 401 11 376 13 883 24 113 6 88 4 176 15 148 10

    Recusa 1 766 11 431 12 335 12 710 19 62 3 92 5 31 3 105 7

    Outras 531 3 107 3 107 4 169 5 39 2 79 4 17 1 13 1

    Entrevistas conseguidas 9 550 57 1 976 55 1 513 52 1 477 39 1 385 71 1 360 67 808 67 1 031 72

    Entrevistas conseguidas e vlidas 9 489 56 1 959 55 1 504 52 1 458 39 1 383 71 1 354 67 792 66 1 039 72

    R.A.Aores

    R.A.MadeiraPortugal Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve

  • 85

    06| Nota Metodolgica

    i edf

    Estimativas e sua Preciso

    O clculo das estimativas tem como base a aplicao a cada unidade estatstica (agregado/indivduo) de um ponderador calculado em duas fases:

    1 fase: Determinao de um ponderador inicial, a nvel de regio NUTS II, baseado no estimador de Horvitz-Thompson, dado pelo inverso da probabilidade de seleo de cada unidade amostral alojamento. De modo a compensar o efeito das no respostas, foi ainda aplicado um fator de correo.

    2 fase: Correo dos ponderadores iniciais aplicando o mtodo de ajustamento por margens, para cada uma das regies geogrficas envolvidas, de modo que a distribuio dos efetivos ponderados pelos valores das variveis consideradas no ajustamento, seja idntica estrutura no universo correspondente.

    Utilizaram-se como margens as seguintes variveis, cujos valores foram estimados a partir dos resultados provisrios obtidos nos Censos 2011 e ainda dos resultados provisrios do Inqurito s Condies de Vida e Rendimento (ICOR) de 2010 para a estrutura das classes do nvel de escolaridade do individuo de referncia do agregado, o total de famlias, por dimenso da famlia, definida pelo nmero dos seus indivduos (1, 2, 3, 4 e mais);

    O total de famlias, por tipo de aglomerao geogrfica do alojamento a que a famlia pertence (urbana, no urbana);

    O total de famlias, por quatro nveis de escolaridade do indivduo de referncia do agregado (tendo como base a estrutura proveniente do ICOR 2010);

    O total de indivduos, por cinco escales etrios (0-14 anos, 15-24 anos, 25-44 anos, 45-64 anos, 65 e mais anos) cruzados com sexo;

    O total de indivduos, por quatro nveis de escolaridade (nenhum, ensino bsico, ensino secundrio, ensino superior).

    O facto de se terem utilizado para a calibragem simultaneamente variveis de agregado e de indivduo permite que o ponderador obtido se possa aplicar s duas unidades estatsticas.

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    86

    Erros de Amostragem

    A preciso de uma estimativa - - indicada pelo valor do coeficiente de variao correspondente, obtido atravs da expresso:

    A complexidade do esquema de amostragem associada ao tipo de estimadores (que se podem classificar em lineares ou no lineares), impede na maior parte das vezes a aplicao de frmulas especficas para o clculo das varincias, razo pela qual existem mtodos que permitem obter valores aproximados. O INE dispe de uma rotina desenvolvida em SAS denominada CALJACK, que possibilita o clculo de varincias para estimativas de totais (estimadores lineares); estimativas de quocientes de totais e ainda diferenas de quocientes (estimadores no lineares) recorrendo ao mtodo Jackknife.

    Neste inqurito, para alm de se definirem indicadores baseados em estimativas de totais ou de quocientes de totais, foram definidos indicadores mais complexos cujas varincias no podem ser diretamente calculadas pelo CALJACK, como acontece com os indicadores de pobreza e desigualdade na distribuio de rendimentos.

    Neste caso, aplicaram-se previamente tcnicas de linearizao que consistem em construir, a partir de uma estimativa no linear, uma estimativa linear com a mesma varincia assimpttica. Existem, contudo, duas teorias subjacentes a esta tcnica: a clssica (baseada nas sries de Taylor e aplicvel a estimadores no lineares diferenciveis) e uma outra baseada na funo de influncia (aplicvel a uma classe de estimadores mais abrangente).

    As caractersticas dos estimadores calculados sobre pobreza e desigualdade na distribuio do rendimento justificam a aplicao da tcnica de linearizao baseada na funo de influncia.

    Aps linearizao aplicou-se o mtodo Jackknife, que consiste em efetuar aleatoriamente uma partio da amostra em g grupos de igual dimenso e construir subamostras, retirando amostra completa cada um dos grupos. A partir de cada subamostra, calcula-se a estimativa da caracterstica () em relao qual se pretende calcular o erro de amostragem. A varincia estimada com base na variabilidade entre as estimativas obtidas a partir

    %100

    )(rav)( cv

  • 87

    06| Nota Metodolgica

    i edf

    das subamostras constitudas e a calculada a partir da amostra na sua totalidade, de acordo com a seguinte expresso:

    g

    g

    g

    1

    2)()1(

    )r(av

    onde a estimativa de obtida a partir da amostra total e

    a estimativa de quando se retira da amostra completa o

    grupo .

    Em geral, as concluses baseadas em estimativas com coeficientes de variao superiores a 20% devem ser elaboradas com cuidado. Nesta publicao, as estimativas com coeficientes de variao iguais ou superiores a 30% no so publicadas.

    Intervalos de confiana utilizados

    A partir da estimativa e do respetivo coeficiente de variao podem construir-se intervalos designados por intervalos de confiana, os quais contm o verdadeiro valor da caracterstica

    , com uma certa probabilidade (geralmente 68% e 95%).

    Segundo a teoria da amostragem, os limites dos intervalos de confiana correspondem a:

    )( cv , com um nvel de confiana de 68%;

    )(.96,1 cv , com um nvel de confiana de 95%.

  • i edf

    Anexos

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    90

    Classificao do Consumo Individual por Objetivo (COICOP)

    Diviso 01 PRODUTOS ALIMENTARES E BEBIDAS NO ALCOLICAS

    Grupo 01.1 Produtos Alimentares

    Classe

    01.1.1 Cereais e Produtos base de Cereais

    01.1.2 Carne e Derivados

    01.1.3 Peixe e Derivados

    01.1.4 Leite, Queijo e Ovos

    01.1.5 leos e Gorduras

    01.1.6 Frutos

    01.1.7 Legumes e outros Hortcolas, incluindo Batatas e outros Tubrculos

    01.1.8 Acar, Confeitaria, Mel e Outros Produtos base de Acar

    01.1.9 Produtos Alimentares n.d.

    Grupo 01.2 Bebidas no Alcolicas

    Classe 01.2.1 Caf, Ch e Cacau

    01.2.2 guas Minerais ou de Nascente, Refrigerantes e Sumos

    Diviso 02BEBIDAS ALCOLICAS, TABACO E NARCTICOS/ESTUPEFACIENTES

    Grupo 02.1 Bebidas Alcolicas

    Classe

    02.1.1 Bebidas Espirituosas

    02.1.2 Vinhos

    02.1.3 Cervejas com e sem lcool

    Grupo 02.2 Tabaco

    Classe 02.2.1 Tabaco

    Grupo 02.3 Narcticos e Estupefacientes

    Classe 02.3.1 Narcticos e Estupefacientes

    Diviso 03 VESTURIO E CALADO

    Grupo 03.1 Vesturio incluindo Reparao

    Classe

    03.1.1 Tecidos para Vesturio

    03.1.2 Vesturio

    03.1.3 Outros Artigos e Acessrios de Vesturio

    03.1.4 Reparao e Aluguer de Vesturio

    Grupo 03.2 Calado incluindo Reparao

    Classe 03.2.1 Calado e Acessrios para Calado

    03.2.2 Reparao e Aluguer de Calado

    Diviso 04 HABITAO, DESPESAS COM GUA, ELETRICIDADE, GS E OUTROS COMBUSTVEIS

    Grupo 04.1 Rendas Efetivas

    Classe 04.1.1 Rendas Efetivas de Residncia Principal

    04.1.2 Rendas Efetivas de Residncia Secundria

  • 91

    Anexos

    i edf

    Grupo 04.2 Rendas Subjetivas (Arrendamento Fictcio)

    Classe 04.2.1 Rendas Subjetivas de Residncia Principal (proprietrios)

    04.2.2 Outras Rendas Subjetivas de Residncia Principal (exceto proprietrios)

    Grupo 04.3 Reparao e Conservao da Habitao

    Classe 04.3.1 Material e Equipamento para Reparao e Conservao da Habitao

    04.3.2 Servios de Reparao e Conservao da Habitao

    Grupo 04.4 Outros Servios relacionados com a Habitao

    Classe

    04.4.1 Abastecimento de gua

    04.4.2 Recolha de Resduos Slidos

    04.4.3 Servios de Saneamento

    04.4.4 Outros Servios relativos Habitao

    Grupo 04.5 Eletricidade, Gs e outros Combustveis

    Classe

    04.5.1 Eletricidade

    04.5.2 Gs

    04.5.3 Combustveis Lquidos para Aquecimento e Iluminao

    04.5.4 Combustveis Slidos para Aquecimento e Iluminao

    04.5.5 Energia trmica (gua Quente, Vapor de gua e Gelo)

    Diviso 05 MVEIS, ARTIGOS DE DECORAO, EQUIPAMENTO DOMSTICO E DESPESAS CORRENTES DE MANUTENO DA HABITAO

    Grupo 05.1 Mveis, Artigos Decorao, Tapetes outros Revestimentos de Cho. Reparao

    Classe

    05.1.1 Mveis e Artigos de Decorao

    05.1.2 Tapetes e Outros Revestimentos de Cho

    05.1.3 Reparao de Mveis, Artigos de Mobilirio e Revestimento de Cho

    Grupo 05.2 Artigos Domsticos base de Txteis

    Classe 05.2.1 Artigos Domsticos base de Txteis

    Grupo 05.3 Equipamento Domstico de Base. Reparao

    Classe

    05.3.1 Equipamento Domstico de Base, Eltrico e No Eltrico

    05.3.2 Pequenos Eletrodomsticos

    05.3.3 Reparao de Aparelhos Domsticos

    Grupo 05.4 Loias, Vidros, Cristais e Utenslios Domsticos

    Classe 05.4.1 Loias, Vidros, Cristais e Utenslios Domsticos

    Grupo 05.5 Ferramentas, mquinas e Equipamento para Casa e Jardim

    Classe 05.5.1 Grandes Ferramentas eltricas e Equipamento para Casa e Jardim

    05.5.2 Pequenas Ferramentas e Acessrios Diversos

    Grupo 05.6 Bens e Servios para Manuteno Corrente da Habitao

    Classe 05.6.1 Artigos Domsticos no Durveis

    05.6.2 Servios Domsticos e Outros Servios de Manuteno da Habitao

    Diviso 06 SADE

    Grupo 06.1 Medicamentos, Aparelhos e Material Teraputicos

    Classe

    06.1.1 Medicamentos, e Especialidades Farmacuticas

    06.1.2 Outros Produtos Mdicos e Farmacuticos

    06.1.3 Aparelhos e Material Teraputico

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    92

    Grupo 06.2 Servios Mdicos, Paramdicos e outros Servios de Sade no Hospitalares

    Classe

    06.2.1 Servios Mdicos

    06.2.2 Servios de Dentista

    06.2.3 Servios Paramdicos

    Grupo 06.3 Servios Hospitalares

    Classe 06.3.1 Servios Hospitalares

    Diviso 07 TRANSPORTES

    Grupo 07.1 Aquisio de Veculos Pessoais

    Classe

    07.1.1 Aquisio de Veculos Automveis

    07.1.2 Aquisio de Motociclos e ciclomotores

    07.1.3 Aquisio de Bicicletas

    07.1.4 Aquisio de Veculos de Trao animal

    Grupo 07.2 Despesa com a Utilizao de Veculos Pessoais

    Classe

    07.2.1 Peas e Acessrios para Veculos Pessoais

    07.2.2 Combustveis e Lubrificantes

    07.2.3 Manuteno e Reparao de Veculos Pessoais

    07.2.4 Outros Servios com a Utilizao de Veculos Pessoais

    Grupo 07.3 Servios de Transporte

    Classe

    07.3.1 Servios de Transportes Ferrovirios de Passageiros

    07.3.2 Servios de Transportes Rodovirios de Passageiros

    07.3.3 Servios de Transportes Areos de Passageiros

    07.3.4 Servios de Transportes Martimos e Fluviais de Passageiros

    07.3.5 Servios de Transportes Combinados de Passageiros

    07.3.6 Outros Servios de Transporte

    Diviso 08 COMUNICAES

    Grupo 08.1 Servios Postais

    Classe 08.1.1 Servios Postais

    Grupo 08.2 Equipamento de Telecomunicao

    Classe 08.2.1 Equipamento de Telecomunicao

    Grupo 08.3 Servios de Telefone e Telefax

    Classe 08.3.1 Servios de Telefone e Telefax

    Diviso 09 LAZER, DISTRAO E CULTURA

    Grupo 09.1Equipamento e Acessrios Audiovisuais, Fotogrficos e Informticos. Reparao

    Classe

    09.1.1 Equipamento para Receo, Registo e Reproduo de Som e de Imagem

    09.1.2 Equipamento Fotogrfico, Cinematogrfico e Instrumentos de tica

    09.1.3 Equipamento Informtico

    09.1.4 Suportes para Gravao de Som e Imagem

    09.1.5 Reparao Equipamento e Acessrios Audiovisuais, Fotogrficos e Informticos

  • 93

    Anexos

    i edf

    Grupo 09.2Outros Bens Durveis relacionados com Lazer, Distrao e Cultura. Reparaes

    Classe

    09.2.1 Bens Durveis relacionados com Lazer, Distrao e Cultura em Espaos Abertos

    09.2.2 Instrumentos Musicais e Bens Durveis relacionados com Lazer, Distrao e a Cultura em Espaos Fechados

    09.2.3 Manuteno e Reparao dos Bens Durveis relacionados com Lazer, Distrao e Cultura e dos Instrumentos Musicais

    Grupo 09.3Outros Artigos e Equipamentos Recreativos, de Lazer e de Distrao

    Classe

    09.3.1 Jogos, Brinquedos e Artigos relacionados com Passatempos

    09.3.2 Equipamentos associados Prtica Desportiva e Campismo

    09.3.3 Jardinagem

    09.3.4 Animais de Estimao e Produtos relacionados

    09.3.5 Veterinrios e Outros Servios para Animais de Estimao

    Grupo 09.4 Servios Recreativos e Culturais

    Classe

    09.4.1 Servios Desportivos e Recreativos

    09.4.2 Servios de Distrao e Cultura

    09.4.3 Jogos de Azar

    Grupo 09.5 Livros, Jornais e Outros Impressos

    Classe

    09.5.1 Livros

    09.5.2 Jornais, Revistas e Outros Peridicos

    09.5.3 Impressos Diversos

    09.5.4 Artigos de Papelaria e de Desenho

    Grupo 09.6 Viagens Tursticas Organizadas

    Classe 09.6.1 Viagens Tursticas Organizadas

    Diviso 10 ENSINO

    Grupo 10.1 Ensino Pr-Escolar e Bsico - 1 e 2 Ciclo

    Classe 10.1.1 Ensino Pr-Escolar e Bsico - 1 e 2 Ciclo

    Grupo 10.2 Ensino Bsico - 3 Ciclo e Secundrio

    Classe 10.2.1 Ensino Bsico - 3 Ciclo e Secundrio

    Grupo 10.3 Ensino Ps-Secundrio

    Classe 10.3.1 Ensino Ps-Secundrio

    Grupo 10.4 Ensino Superior

    Classe 10.4.1 Ensino Superior

    Grupo 10.5 Outros Tipos de Ensino

    Classe 10.5.1 Outros Tipos de Ensino

    Diviso 11 HOTIS, RESTAURANTES, CAFS E SIMILARES

    Grupo 11.1 Servios de Catering

    Classe 11.1.1 Restaurantes, Cafs e Similares

    11.1.2 Cantinas ou Refeitrios

    Grupo 11.2 Servios de Alojamento

    Classe 11.2.1 Servios de Alojamento

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    94

    Diviso 12 OUTROS BENS E SERVIOS

    Grupo 12.1 Higiene e Cuidados Pessoais

    Classe 12.1.1 Servios de Cabeleireiro e Anlogos

    12.1.2 Aparelhos Eltricos para Cuidados Pessoais

    12.1.3 Outros Artigos e Produtos para Cuidados Pessoais

    Grupo 12.2 Servios de Prostituio

    Classe 12.2.1 Servios de Prostituio

    Grupo 12.3 Artigos de Uso Pessoal

    Classe 12.3.1 Artigos de Bijutaria, Joalharia e Relojoaria. Reparao

    12.3.2 Outros Artigos de Uso Pessoal n.d.

    Grupo 12.4 Servios de Proteo Social

    Classe 12.4.1 Servios de Proteo Social

    Grupo 12.5 Seguros

    Classe

    12.5.1 Seguros de Vida - Fora do mbito do IDEF

    12.5.2 Seguros relacionados com a Habitao

    12.5.3 Seguros relacionados com a Sade

    12.5.4 Seguros relacionados com os Transportes

    12.5.5 Outros Seguros

    Grupo 12.6 Servios Financeiros, n.e.

    Classe 12.6.1 Servios Financeiros SIFIM - Fora do mbito do IDEF

    12.6.2 Servios Financeiros, n.e.

    Grupo 12.7 Outros Servios n.d.

    Classe 12.7.1 Outros Servios n.d.

  • 95

    Anexos

    i edf

    LISTA DE QUADROS DE RESULTADOS (EM CD)

    Lista de Quadros de Resultados

    Quadros de Caraterizao dos Agregados Familiares

    Q.1.1. Distribuio dos agregados familiares por grau de urbanizao e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.2. Distribuio dos agregados familiares por composio do agregado e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.3. Distribuio dos agregados familiares por nmero de dependentes e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.4. Distribuio dos agregados familiares por principal fonte de rendimento e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.5. Distribuio dos agregados familiares por escales de rendimento total do agregado e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.6. Distribuio dos agregados familiares por sexo e grupo etrio do indivduo de referncia e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.7. Distribuio dos agregados familiares por nvel de escolaridade do indivduo de referncia e NUTS II, 2010/2011

    Q.1.8. Distribuio dos agregados familiares por condio perante o trabalho do indivduo de referncia e NUTS II, 2010/2011

    Quadros de Despesa Mdia dos Agregados Familiares

    Q.2.1. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por NUTS II, 2010/2011

    Q.2.1. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por NUTS II, 2010/2011

    Q.2.2. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por grau de urbanizao, 2010/2011

    Q.2.2. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por grau de urbanizao, 2010/2011

    Q.2.3. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por composio do agregado, 2010/2011

    Q.2.3. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por composio do agregado, 2010/2011

    Q.2.4. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por nmero de dependentes, 2010/2011

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    96

    Q.2.4. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por nmero de dependentes, 2010/2011

    Q.2.5. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por regime de ocupao, 2010/2011

    Q.2.5. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por regime de ocupao, 2010/2011

    Q.2.6. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por nmero de indivduos ativos a trabalhar, 2010/2011

    Q.2.6. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por nmero de indivduos ativos a trabalhar, 2010/2011

    Q.2.7. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por principal fonte de rendimento, 2010/2011

    Q.2.7. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por principal fonte de rendimento, 2010/2011

    Q.2.8. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por quintis de rendimento total equivalente, 2010/2011

    Q.2.8. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por quintis de rendimento total equivalente, 2010/2011

    Q.2.9. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por escales de rendimento total do agregado, 2010/2011

    Q.2.9. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por escales de rendimento total do agregado, 2010/2011

    Q.2.10. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por grupo etrio do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.10. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por grupo etrio do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.11. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por sexo e grupo etrio do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.11. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por sexo e grupo etrio do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.12. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por nvel de escolaridade completado do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.12. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por nvel de escolaridade completado do indivduo de referncia, 2010/2011

  • 97

    Anexos

    i edf

    Q.2.13. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP, por condio perante o trabalho do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.13. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP, por condio perante o trabalho do indivduo de referncia, 2010/2011

    Q.2.14. Despesa total anual mdia por agregado () segundo a COICOP e quintis de rendimento total equivalente, por NUTS II, 2010/2011

    Q.2.14. Despesa total anual mdia por agregado (%) segundo a COICOP e quintis de rendimento total equivalente, por NUTS II, 2010/2011

    Quadros de Rendimento Mdio dos Agregados Familiares

    Q.3.1. Rendimento lquido anual mdio por NUTS II, 2009

    Q.3.2. Rendimento lquido anual mdio por grau de urbanizao, 2009

    Q.3.3. Rendimento lquido anual mdio por composio do agregado familiar, 2009

    Q.3.4. Rendimento lquido anual mdio por nmero de dependentes, 2009

    Q.3.5. Rendimento lquido anual mdio por principal fonte de rendimento dos agregados, 2009

    Q.3.6. Rendimento lquido anual mdio por quintis de rendimento total equivalente, 2009

    Q.3.7. Rendimento lquido anual mdio por escales de rendimento total anual dos agregados, 2009

    Q.3.8. Rendimento lquido anual mdio por grupo etrio do indivduo de referncia, 2009

    Q.3.9. Rendimento lquido anual mdio por sexo e grupo etrio do indivduo de referncia, 2009

    Q.3.10. Rendimento lquido anual mdio por nvel de escolaridade completado do indivduo de referncia, 2009

    Q.3.11. Rendimento lquido anual mdio por condio perante o trabalho do indivduo de referncia, 2009

  • Inqurito s Despesas das Famlias 2010/2011

    98

    Quadros de Indicadores de Conforto

    Q.5.1. Agregados familiares por regime de ocupao e quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    Q.5.2. Agregados familiares por tipo de alojamento e quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    Q.5.3. Agregados familiares por existncia de garagem na residncia principal e quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    Q.5.4. Agregados familiares por existncia de garagem, nmero de divises e rea disponvel do alojamento e quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    Q.5.5. Agregados familiares com conforto bsico no interior do alojamento por quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    Q.5.6. Agregados familiares com sistemas de regulao de temperatura no interior do alojamento por quintis de rendimento total equivalente, Portugal, 2010/2011

    Q.5.7. Agregados familiares com equipamento de apoio ao trabalho domstico por NUTS II, 2010/2011

    Q.5.8. Agregados familiares com equipamento de apoio ao trabalho domstico por quintis de rendimento total equivalente, 2010/2011

    Q.5.9. Agregados familiares com equipamento de comunicao e lazer por NUTS II, 2010/2011

    Q.5.10. Agregados familiares com equipamento de comunicao e lazer por quintis de rendimento total equivalente, 2010/2011

    Q.5.11. Agregados familiares com acesso a algum meio de transporte, por NUTS II, 2010/2011

    Q.5.12. Agregados familiares com acesso a algum meio de transporte, por quintis de rendimento total equivalente, 2010/2011

  • 99

    Anexos

    i edf

    Quadros de Indicadores de Qualidade

    Q.6.1. Coeficientes de variao da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP, por NUTS II, 2010/2011

    Q.6.2. Coeficientes de variao da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP, por grau de urbanizao, 2010/2011

    Q.6.3. Coeficientes de variao da despesa total anual mdia por agregado segundo a COICOP, por composio do agregado, 2010/2011

    Q.6.4. Coeficientes de variao do rendimento lquido anual mdio por NUTS II, 2009

    Q.6.5. Coeficientes de variao do rendimento lquido anual mdio por composio do agregado familiar, 2009

    Q.6.6. Coeficientes de variao do rendimento lquido anual mdio por grupo etrio do indivduo de referncia, 2009

    Q.6.7. Coeficientes de variao do rendimento lquido anual mdio por sexo e grupo etrio do indivduo de referncia, 2009

Recommended

View more >