Guia estudante 2011 completo

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opinioA carreira do geofsicode Paulo Buarque, professor do departamento de Geologia da UFF e membro do comit gestor do CTPetroGuia doT e r c e i r a e d i o , 2 0 1 1ESTUDANTEAno XIII mar/abr 2011 Nmero 77 (Suplemento Guia do Estudante) www.tnpetroleo.com.brNESTA EDIOA indstria do petrleo no BrasilPlataformas brasileirasCenrio do petrleo no mundoPr-sal: o presente e o futuro do BrasilBacias sedimentares brasileirasA logstica do petrleoMalha dutoviriaParque de refinoO beab da exploraoSustentabilidade e recursos energticosPersonalidades da indstria do petrleoIndstria naval brasileiraARTIGOSMBA em qu?, por Bianca Machado BrancoA difcil escolha da profisso, por Joo Batista Frazo(No) H vagas, por Jane Cludia Queiroz dos SantosEngenharia est sempre na moda, por Marco Tulio Duarte Rodriguez Revista Brasileira de TECNoloGiA e NEGCioS de Petrleo, Gs, Petroqumica, Qumica Fina e BiocombustveisTN PETRLEO GUIA DO ESTUDANTE: NOVOS DESAFIOS NA ENGENHARIA DO PETRLEO n 77na engenharia do petrleoEntrevista exclusivaJos Renato Ferreira de Almeida coordenador executivo do ProminpProminp: qualificao o desafio permanenteNovos desafios2 Guia do Estudante 2011sumrio edio n 77 (Suplemento Guia do Estudante) maio/jun 2011Entrevista exclusivaPesquisa e desenvolvimentoFormaoEspecial: Mercado de trabalho25 Cenpes ampliado26 IBM ter centro de pesquisa no Brasil27 Suecos inauguram centro de P&D no Brasil em maio31 Falta de trabalhador qualificado afeta 69% das indstrias32 Pesquisa revela escassez de talentos no nvel tcnicocom Fbio Fares, engenheiro naval e vice-presidente do Grupo ForshipMar de oportunidadesPresena feminina no mercado de energiaPesquisa em parceria: os novos centros de P&D da cadeia produtiva de petrleo no BrasilO profissional do refino10281522Guia do Estudante 2011 1 40FormaoProfissesProfissesLiderana em Classificao e Certificao Offshoree-mail: absrio@eagle.org Tel: + 55 21 2276-3535CONSELHO EDITORIALAffonso Vianna JuniorAlexandre Castanhola GurgelAndr Gustavo Garcia GoulartAntonio Ricardo Pimentel de OliveiraBruno MussoColin FosterDavid ZylbersztajnEduardo MezzaliraEraldo MontenegroFlvio FranceschettiFrancisco SedeoGary A. LogsdonGeor Thomas ErhartGilberto IsraelIvan LeoJean-Paul Terra PratesJoo Carlos S. PachecoJoo Luiz de Deus FernandesJos FantineJosu RochaLuiz B. RgoLuiz Eduardo Braga XavierMarcelo CostaMrcio GianniniMrcio Rocha MeloMarcius FerrariMarco Aurlio LatgMaria das Graas SilvaMrio Jorge C. dos SantosMaurcio B. FigueiredoNathan MedeirosRoberto Alfradique V. de MacedoRoberto FainsteinRonaldo J. AlvesRonaldo Schubert SampaioRubens LangerSamuel Barbosa36 SPE agiliza transio de estudantes para a indstria de E&P48 A engenharia de petrleo como opo profissional, por Sergio Fontoura51 Experincia internacional diferencial na hora da contratao, por Cludio Chalom53 As questes-chave da economia da energia, por Helder Queiroz Pinto Junior 03 editorial 04 hot news 42 eventos 46 produtos e servios 55 cursos 58 feiras e congressos 59 opinioGeofsica e a ssmica, o comeo de tudoO engenheiro de petrleo:engenharia de poo, de produo e qumicaO profissional de projeto naval e offshoreartigosAno XIII Nmero 77 maio/jun 2011Fotos: Wilson,Sons e Agncia Petrobrassees34382 Guia do Estudante 2011Guia do Estudante 2011 3 Rua do Rosrio, 99/7 andarCentro CEP 20041-004Rio de Janeiro RJ BrasilTel/fax: 55 21 3221-7500www.tnpetroleo.com.brtnpetroleo@tnpetroleo.com.brDIRETOR EXECUTIVOBencio Bizbeniciobiz@tnpetroleo.com.brDIRETORA DE NOVOS NEGCIOSLia Medeiros (21 8241-1133)liamedeiros@tnpetroleo.com.brEDITORABeatriz Cardoso (21 9617-2360)beatrizcardoso@tnpetroleo.com.brEDITOR DE ARTE, CULTURA E VARIEDADESOrlando Santos (21 9491-5468)REPRTERESCassiano Viana (55 21 9187-7801)cassiano@tnpetroleo.com.brMaria Fernanda Romero (55 21 8867-0837) fernanda@tnpetroleo.com.brRodrigo Miguez (21 9389-9059)rodrigo@tnpetroleo.com.brRELAES INTERNACIONAISDagmar Brasilio (21 9361-2876) dagmar.brasilio@tnpetroleo.com.brDESIGN GRFICOBencio Biz (21 3221-7500)beniciobiz@tnpetroleo.com.brPRODUO GRFICA E WEBMASTERLarcio Loureno (21 3221-7506)webmaster-tn@tnpetroleo.com.brMarcos Salvador (21 3221-7510)marcossalvador@tnpetroleo.com.brREVISOSonia Cardoso (21 3502-5659)DEPARTAMENTO COMERCIALJos Arteiro (21 9163-4344)josearteiro@tnpetroleo.com.brCristina Pavan (21 9408-4897)cristinapavan@tnpetroleo.com.br Lorraine Mendes (21 7801-7860)lorraine@tnpetroleo.com.brBruna Guiso (21 7682-7074)bruna@tnpetroleo.com.brLuiz Felipe Pinaud (21 7861-4828) l.felipe@tnpetroleo.com.brASSINATURASRodrigo Matias (21 3221-7503)matias@tnpetroleo.com.brCTP e IMPRESSOWalprint Grfica DISTRIBUIO Bencio Biz Editores Associados.Os artigos assinados so de total responsabilidade dos autores, no representando, necessariamente, a opinio dos editores.TN Petrleo dirigida a empresrios, executivos, engenheiros, gelogos,tcnicos, pesquisadores, fornecedorese compradores do setor de petrleo.ENVIO DE RELEASESSugestes de temas ou envio de matrias devem ser feitos via fax: 55 21 3221-7511 ou pelo e-mail tnpetroleo@tnpetroleo.com.br O crescimento de 7,5% do Pro-duto Interno Bruto (PIB) do Brasil, no ano passado, e o ndice de 4,2% obtido no primeiro trimestre de 2011 reforam as expectativas de que o mercado de trabalho vai continuar aquecido. Sobretudo no setor de petrleo e gs e, consequentemente, em toda a cadeia produtiva, que engloba ainda a rea de indstria naval e offshore. Est a o fato de a atividade extrati-vista (que inclui explorao de petr-leo e gs) ter sido a responsvel pela alta do setor industrial, o qual, pela primeira vez em vrios anos, superou agricultura e servios, at ento os maiores responsveis pelo cresci-mento do PIB (ainda que pequeno) na ltima dcada.Todos esses nmeros e ndi-ces apenas confirmam o que vem se delineando nos ltimos anos: o crescimento da demanda por mo de obra qualificada, abrindo numero-sas oportunidades de trabalho para aqueles que esto concluindo cursos tcnicos nos mais distintos segmen-tos, assim como para os universit-rios que esto na poca de escolher sua especialidade. Quem apostar nas indstrias pe-trolfera, naval e offshore vai ter um incrvel leque de opes! No apenas as companhias de petrleo, como a Petrobras e outras que atuam no Brasil, esto sempre buscando pro-fissionais qualificados, mas tambm todas as empresas que fornecem bens e servios, dos mais simples itens s mais sofisticadas tecnolo-gias, tm uma demanda em expanso. Na realidade, uma demanda prestes a explodir, se, como previsto, forem acelerados vrios empreendi-mentos programados para os prxi-mos cinco anos, quando o Brasil de-ver mais do que dobrar a produo de petrleo e gs. O que demandar no somente uma infinidade de bens e servios de todos os nveis, mas, principalmente, tcnico e superior.Comprometida com o desenvolvi-mento do setor e com a gerao e disseminao de conhecimento (que so movidos a informao), a TN Petrleo publica uma nova edio do Guia do Estudante. Nosso objetivo mostrar como funciona e quem so os profissionais que fazem rodar as engrenagens dessa indstria que, alm de ajudar o pas a crescer, tem investido pesado na qualificao e formao de novos profissionais. Eles sero bem-vindos!Mercado aquecidoFiliada editorialLia MedeirosDiretora de Novos NegciosFoto: Banco de Imagens Stock.xcngFoto: Agncia PetrobrasFoto: Agncia Petrobras4 Guia do Estudante 2011hot newsEm fEvErEiro, o prEsidEn-tE da Chevron Brasil petrleo, George Buck, e o reitor da pUC--rio, padre Josaf Carlos de Siqueira, assinaram um acordo de parceria para a formao de recursos humanos adequados realidade do mercado da rea de petrleo e gs. o apoio, indito entre a universidade e a multi-nacional, da ordem de r$ 2 milhes e vlido pelos pr-ximos trs anos.os recursos financeiros sero aplicados na concesso de bol-sas de estudo, na criao de um programa de tutoria e no incre-mento das condies de ensaios experimentais em trs laborat-rios do Centro tcnico Cientfi-co da pUC-rio (CtC/pUC-rio), com o objetivo de dar aos alunos o acesso a equipamentos de alta tecnologia e permitir uma formao acadmica consistente e competitiva ao mercado de trabalho.por meio de parcerias como esta pretendemos colaborar com o desenvolvimento dos alunos que optam pela rea de petrleo e gs. importante termos bons profissionais for-mados para fazer frente a uma demanda de mo de obra que crescente em nosso mercado, afirma George Buck. sero concedidas 12 bolsas para alunos de graduao, a partir do quinto perodo, cuja elegibilidade considerar aque-les que apresentem destaque quanto ao grau do coeficiente de rendimento, com prioridade para alunos que apresentem dificul-dades quanto ao custeio das mensalidades.no programa de tutoria, os alunos contemplados tero um orientador cientfico, profes-sor da pUC-rio, e um mentor da Chevron, o que permitir a transferncia de conhecimentos e experincia no desenvolvimento e capacitao dos alunos. muito importante que o curso de Engenharia de petrleo tenha esse tipo de janela para o aluno, com temas vinculados realidade do mercado. o co-orientador atua tambm na funo de mentor, j que o trabalho ser realizado no ambiente da Chevron e pode servir como um primeiro contato com a indstria, possibilitando melhor entendimento da aplicao da disciplina no mercado de leo e gs, explica srgio fontoura, co-ordenador do curso de Engenharia de petrleo da pUC-rio.A compra de equipamentos contemplar trs laboratrios di-ferentes, conforme o cronograma estabelecido at 2013: mecnica das rochas, petrofsica e fluidos de perfurao e de reservatrios. A implementao do projeto vai beneficiar, de imediato, os cerca de cem alunos do curso de Enge-nharia de petrleo.fontoura ressalta ainda que a parceria mostra aos alunos de graduao que quem sou-ber aproveitar todos os demais recursos que a pUC-rio oferece (excelente biblioteca na rea, laboratrios e corpo docente qualificado) tem grandes chan-ces de empregabilidade em um mercado to competitivo. Ao conciliar o universo acadmico (com sua tradio na transfern-cia do conhecimento) com o da indstria (que busca solues e profissionais com caractersticas especficas), os alunos contam com um diferencial no currcu-lo, diz ele. Chevron fecha acordo indito com a PUC-Rio para investimento no curso de engenharia de petrleoInfraestrutura de laboratrios, bolsas de estudo e co-orientao de projetos esto entre os benefcios que sero oferecidos aos alunos da graduao. Recursos financeiros chegam a R$ 2 milhes.O presidente da Chevron Brasil Petrleo, George Buck, e o reitor da PUC-Rio, padre Josaf Carlos de Siqueira, durante a assinatura do acordo.Guia do Estudante 2011 5 A fAltA dE mo dE oBrA es-pecializada para algumas reas fez com que o empresrio Samuel Pinheiro, proprietrio da escola de capacitao em petrleo e gs petrocenter, apos tasse no ouro negro para ampliar os neg-cios da empresa por meio de fran-quias. segundo ele, a populao, ainda mais a de classe baixa, ga-nha a oportunidade de entrar para o mercado e de aumentar vertigi-nosamente sua renda salarial. Este setor promove a insero social e o desenvolvimento econmico do pas. o meu objetivo levar o nosso know-how neste segmento e fortalecer ainda mais o nordes-te. Em dois anos, pretendo ter 50 franquias da petrocenter em todo o territrio nacional, completa pinheiro. o investimento total do negcio pode ficar entre r$ 50 mil e 160 mil. dependendo da admi-nistrao, o retorno chega at em 18 meses. para quem busca uma rea de atuao e pensa em um negcio lucrativo, o segmento de petrleo e gs deve ser uma das opes. Existem muitas vagas e salrios altos, por isso a procura por cursos de especializao tem aumentado a cada dia, inclusive entre os jovens da classe C. outra franquia que aposta no petrleo como meio de crescimento o Curso maxx. A escola prepa-ratria para concursos pblicos tambm aproveita a oportunida-de gerada no setor para ingresso no mercado de trabalho e criou o modulo petrleo e Gs com turmas de estudo para a prova do prominp (programa de mobilizao da in-dstria nacional de petrleo e Gs natural). outra empresa que vem lucran-do com as oportunidades geradas pelo petrleo a sampling planeja-mento. segundo o CEo da empre-sa, fernando Quintella, somente na rea de petrleo e gs, h necessi-dade de 34 mil engenheiros, alm de profissionais de nvel tcnico. o centro de treinamento aposta na tecnologia para formar profissio-nais. A empresa passou a utilizar o Centro de simulao de Guindas-tes porturio e offshore, primeiro no Brasil com tecnologia 3d total-mente nacional desenvolvida pela empresa virtualy. o cenrio virtual conta com simuladores para ope-rao em guindastes de diferentes modelos, entre eles, o Guindaste de Bordo, portainer, ponte rolante, caminhes, alm de um simulador de combate a incndio. os equipa-mentos emitem sons e condies meteorolgicas com base em re-produes de ambientes dos portos brasileiros entre os quais esto o de santos, do rio de Janeiro e por-tocel, no Esprito santo. Petrleo fortalece o setor de franquias e a educaoA extrao de petrleo no pr-sal uma oportunidade para o Brasil diversificar sua economia, desenvolver-se tecnologicamente, gerar empregos e renda. Mas no s o fortalecimento desses setores que est em evidncia. O segmento de franquias e educao tambm observa a oportunidade latente.TN Petrleo no Twitter. Siga-nos em http://twitter.com/tnpetroleoFoto: Cortesia British Petroleum6 Guia do Estudante 2011hot newsQUAsE dois tEros dos em-pregadores brasileiros encontram dificuldades de selecionar pessoas qualificadas para preencher cargos disponveis, segundo indica uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de recursos humanos manpower.de acordo com a pesquisa reali-zada este ano, que ouviu mais de 35 mil empregadores em 36 pases, a escassez de mo de obra qualificada no Brasil s no maior do que no Japo. Entre os empresrios brasi-leiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados no Ja-po, esse percentual foi de 76%. na mdia dos 36 pases pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissio-nais qualificados.no mercado de engenharia, a realidade no diferente. E foi exatamente esse cenrio uma das motivaes para o estabelecimento da parceria entre EpC Engenharia, Autodesk e a faculdade pitgoras. o projeto prev a utilizao dos softwares da Autodesk nas discipli-nas dos cursos de engenharia da faculdade com o direcionamento da EpC para as necessidades do mercado.para isso, foram feitas reu-nies entre os coordenadores de cursos da faculdade pitgoras e os gerentes de disciplinas da EpC, nas quais foram propostos ajustes nos contedos programticos de algumas disciplinas e criao de matrias optativas voltadas para o segmento, segundo o gestor estratgico de pessoas da EpC, Carlos scoli.o diretor de produo da EpC, Wilmar ruas, acredita que, alm do interesse de capacitar novos profissionais, essa seja uma forma de cumprir a misso social da EpC de aproximar a empresa da faculdade. samos da posio cmoda e espectadora de ficar s demandando e reclamando da falta de mo de obra qualificada. temos que assumir nossa responsabili-dade social e nos colocar como agente de mudana, avaliou. Como ser na prtica por meio da parceria, os laboratrios de engenharia vo ser equipados com os softwares da Autodesk com aplicao no mercado de engenha-ria. Alm disso, o aluno vai receber login e senha para fazer o download gratuito dos softwares no computador pessoal.de acordo com o gerente de marketing da Autodesk, mrcio r. pinto, a utilizao dos mais de 20 softwares da Autodesk vai permitir aos alunos da faculdade pitgoras manter relaes com estudantes do mundo inteiro, promovendo troca de conhecimento e de experin-cias. Entre os softwares disponveis esto revit, Civil 3d, AutoCAd, inventor e navisworks.Cerca de 30 professores sero treinados por consultores da Autodesk at o final do ano. de incio, sero beneficiados seis mil estudantes das turmas de Belo Horizonte, Betim e ipatinga.Acio lira, coordenador do Comit Acadmico do Conselho de Administrao da Kroton Educacio-nal, grupo detentor da faculdade pitgoras, acredita que, ao usar a tecnologia da Autodesk e o referen-cial de mercado da EpC, o grande beneficirio ser o aluno, que vai ter acesso em casa e na faculdade a softwares de cunho profissional. Comeamos com trs unidades, mas a meta atingir, ao final de 2011, as 18 unidades do grupo que tm cursos de engenharia, alcan-ando 12 mil alunos, explicou.os coordenadores dos cur-sos de engenharia da faculdade pitgoras tero link direto com os gerentes das mesmas disciplinas da EpC para trocar experincias e discutir melhorias na grade curri-cular, com base nas reais necessi-dades do mercado.Wilmar informou que a EpC tem interesse em absorver os melhores alunos. vamos fomentar concursos e disputas para os estudantes para reduzir a distncia entre o que feito na empresa e o que aprendido na faculdade. E queremos levar adiante o projeto. A EpC preten-de levar esse modelo para outras faculdades, destacou. Parceria para capacitar alunos de engenharia deve ajudar a reduzir a falta de mo de obra especializadaEPC Engenharia, Faculdade Pitgoras e Autodesk firmam parceria que vai atingir 12 mil alunos de engenharia e aproximar a teoria da prtica de mercado.Representantes da EPC Engenharia, da Faculdade Pitgoras e da Autodesk durante do evento do acordo de parceria.Guia do Estudante 2011 7 ExistEm poUCAs mAnEirAs de subir em um corpo cilndrico de mdia ou grande altura. o trabalho pode ser feito com escadas convencionais (com ou sem apoio prprio) ou mesmo com o auxlio das mos e ps. sendo que as escadas convencionais no oferecem a aderncia e a estabilidade necessrias, e a subida por meio de mos e ps ne-cessita de certo grau de conhecimento, equipamento de apoio e depende de grande esforo fsico. portanto, em qualquer uma das duas formas existentes hoje no mercado, no possvel garantir segurana alguma ao seu usurio, o que pode gerar diversas complicaes, fraturas e machucados, podendo lev-los at a morte. o projeto desenvolvido pelo inven-tor Oliveira Marcos Vicente Moncada foi denominado degraus autossusten-tveis para subida em corpos cilndri-cos de mdia ou grande altura, com o objetivo de promover maior agilidade e eficincia, diminuindo o esforo e o tempo, alm de garantir a segurana do usurio em exerccios similares. os degraus possuem design estru-tural leve para permitir sua mobilida-de; sua estrutura adere com grande presso ao corpo no qual estiver sendo usada, presso produzida pela sua forma de alavanca; completa o apoio com pequenos ressaltos da corrente e da base inferior, alm de ser comple-tada por cordis ligados a um cinto de utilidades que facilita o movimento de subida e descida. segundo o inventor: A estru-tura dos degraus autossustentveis foi elaborada de maneira simples e funcional, facilitando sua utilizao, transporte e, at mesmo, sua acomodao. Este projeto torna-se indispensvel em stios, fazendas, estradas e quar-tis!, afirma. E agrega diversas vantagens, entre elas: praticidade, facilidade, agilida-de, conforto, evita danos e acidentes, tudo isso com um excelente custo/benefcio. por isso, oliveira est em busca de parceiros para o desenvolvimento de modelos. Com patente requerida em todo o territrio brasileiro, o inventor busca negoci-la ou obter parceria entre empresas especializadas em equipa-mentos de segurana, para criar mode-los, realizar testes e industrializ-la. Empresrios interessados em inves-tir no produto devem entrar em contato com a Associao nacional dos inven-tores, pelo telefone (11) 3873-3211. O PROGRAMA NOVOS TALENTOS, da Shell, vai recrutar, at o dia 27 de junho, recm-formados e universitrios prestes a se formar interessados em trabalhar na empresa. O processo destinado a jovens graduados entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011. O salrio varia a partir de R$ 4,5 mil, para oito horas dirias. Ao todo so 12 vagas, distribudas entre os cursos de ad-ministrao, economia, geologia, engenha-ria de petrleo, civil, mecnica, produo e qumica. Os selecionados vo atuar nos negcios de Explorao e Produo, Lubri-ficantes e Finanas da empresa. Uma das vagas ser para trabalhar no escritrio da Shell em So Paulo. As demais oportuni-dades so destinadas sede e fbrica da empresa no Rio de Janeiro.Nossa grande vantagem em relao maior parte dos programas de trainee do mercado que, no Novos Talentos os selecionados j entram como funcionrios, com contrato por prazo indeterminado, destaca a analista de Recursos Humanos da Shell, Luiza Corra. A empresa tambm oferece como vantagens a possibilidade de desenvol-ver uma carreira internacional, diversos treinamentos, horrios flexveis e a oportunidade de colaborar nos projetos sociais desenvolvidos pela Shell. As inscries devem ser feitas pelo site www.shell.com.br/rh. PROGRAMA NOVOS TALENTOSProcesso seletivo Inscries online (at 27/06); Anlise qualitativa da ficha de ins-crio (2 quinzena de junho); Testes de Ingls, Conhecimentos Gerais e Lgica - via internet (1 quinzena de jullho); Laboratrio de Competncias (2 quinzena de julho e 1 quinzena de agosto); Entrevistas Indi-viduais (2 quinzena de agosto); Assess-ment Center: SRD - Shell Recruitment Day (a partir da 2 quinzena de agosto).Exame Mdico / Admisso (A partir da primeira quinzena de setembro). Incio a partir de outubro. Para os candidatos que residem em local diferente da vaga, o incio ser a partir de janeiroInformaes Perfil do candidato: univer-sitrio ou recm-formado; Concluso da graduao: dezembro de 2009 a dezembro de 2011; Ingls avanado; Conhecimentos no Pacote Office; Cursos: Administrao, Economia,Geologia e Engenharias de Pe-trleo, Civil, Mecnica, Produo e Qumica; Inscries at 27 de junho de 2011Benefcios Plano de Sade Bradesco; Plano Odontolgico Bradesco; Seguro de Vida; Tquete Refeio; Adicional por tempo de servio; Plano de Previdncia Privada.Degraus autossustentveis para subir em postesShell abre vagas para universitrios e recm-formadosProjeto promove maior agilidade, eficincia e segurana na hora de subir em corpos cilndricos de mdia ou grande altura.Foto: Divulgao8 Guia do Estudante 2011Em mEio s notCiAs de sobrecarga no sistema eltrico e apages, a Cmara de Comrcio e indstria Brasil-Alemanha de so paulo, em parceria com a vdi--Brasil (Associao de Engenhei-ros Brasil-Alemanha), realizar, de maio a outubro, o curso de eficin-cia energtica European Energy manager (Eurem) em so paulo. A iniciativa conta com o apoio do ministrio da Economia e tecnolo-gia da Alemanha (BmWi) e da GiZ (Agncia Alem para Cooperao internacional).desenvolvido por engenheiros alemes e ministrado para mais de mil alunos da Europa desde 2003, o curso foi desenvolvido como um programa de treinamento para gestores de energia. Hoje, o Eurem funciona regularmente e em alto nvel, em 12 pases europeus, como um curso de qualificao padro na rea de gesto de energia. A Unio Europeia (UE) tem como meta melhorar em 20% a eficincia energtica at 2020 e a Alemanha tem papel importante nesse quadro. Alm de aderir meta da UE para 2020, o pas desenvolveu um plano nacional com o objetivo de reduzir o consumo de energia em 80% at 2050, comeando pelos sistemas de aquecimento e isolamento trmico das construes, que respondem sozinhos por 85% dos gastos com energia nos lares alemes. os esforos da Cmara e do ministrio da Economia e tecnolo-gia da Alemanha para implemen-tar o curso no Brasil buscam au-mentar a cooperao tecnolgica Brasil-Alemanha, contribuir para melhorar a eficincia energtica no Brasil e posicionar a Cmara como centro de competncia e de especialistas em eficincia energ-tica e energias renovveis, afirma ricardo Ernest rose, diretor do departamento de meio Ambiente, Energias renovveis e Eficincia Energtica da Cmara Brasil--Alemanha.Com durao de seis meses e 350 horas, o Eurem foi totalmente adaptado realidade brasileira a fim de ajudar profissionais de empresas instaladas no Brasil a implementar um moderno sistema de gesto de energia e aumentar a eficincia energtica para, consequentemente, reduzir os custos de produo e contri-buir de forma ativa na gesto ambiental.o curso destina-se a profissio-nais que estejam envolvidos com o tema da energia ou que preten-dam adquirir conhecimentos para implantar projetos nessa rea. o certificado de especializao vlido no Brasil e em toda Unio Europeia.mais informaes sobre o curso: http://www.ahkbrasil.com/Eurem/. hot newsCurso sobre eficincia energtica no BrasilFoto: Valter Campanato/Agncia BrasilEdies anteriores? CLIQUE!www.tnpetroleo.com.brGuia do Estudante 2011 9 entrevista exclusiva10 Guia do Estudante 2011oportunidadesFbio Fares, engenheiro naval e vice-presidente do Grupo ForshipFoi em guas muitas vezes turbulentas, de raras calmarias, em guas rasas e profundas que o engenheiro naval Fbio Fares consolidou uma trajetria bem-sucedida.por Cassiano VianaFORMADO PELA UNIVERSIDADE Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com ps-graduao em Engenha-ria de Sistemas de Computao (Coppe-UFRJ), Fares iniciou sua carreira no Lloyd Brasileiro, em 1976, e participou da fase urea dos estaleiros nacionais, na dcada de 1970. Coordenou projetos ainda na Diretoria de Engenharia Naval da Marinha do Brasil (DEN) e viu a der-rocada da indstria naval brasileira no incio da dcada de 1990 at que decidiu criar sua prpria empresa. Ao fundar a Forship Engenharia, em 1998, Fares deu um passo impor-tante para criar uma nova cultura no Brasil: a da engenharia de comissio-namento, processo de gesto pri-mordial para o sucesso de qualquer empreendimento que abranja plantas industriais complexas de parques industriais, refinarias e siderrgicas a plataformas de petrleo.Hoje, comissionamento e Forship so palavras indissociveis. Com sede no Rio de Janeiro e amplo portflio de projetos em quase todos os conti-nentes Amricas, Europa, frica e sia , a Forship tornou-se referncia internacional nesse segmento. Mais ainda: uma empresa na medida certa para quem gosta de desafios. Nada mais natural que se tornasse uma alia-da estratgica na formao de novos recursos humanos, em parceria com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg), onde hoje est em expanso um novo polo da indstria naval. TN Petrleo A Forship recente-mente estabeleceu um protocolo de cooperao com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg) para a realizao de cursos e desenvol-vimento de disciplinas relacionadas ao tema comissionamento. Qual a importncia das parcerias entre empresas e universidades?Fbio Fares A universidade sempre vai ter um papel fundamental na gerao do conhecimento e no desenvolvimento do pas. E por mais que se busque maior proximidade com a indstria, com as empresas, eu particularmente defendo que ela a Academia no pode abrir mo do seu princpio conceitual indepen-dente. J a empresa, por sua vez, deve ter o compromisso de treinar continuamente seus colaboradores, cumprindo um papel complementar na formao de quadros. A demanda por mo de obra qualificada motiva as empresas a buscarem profissio-nais nas universidades e escolas tcnicas. Devido ao momento atual da economia, temos de contribuir para acelerar essa capacitao. Esse o principal objetivo dessa parceria.Mas o ensino tcnico, ao que parece, tem sido cada vez mais valorizado.Sim. Hoje temos melhores oportunidades de trabalho e boas remuneraes para o profissional de nvel mdio. A quantidade de escolas tcnicas sendo abertas nos ltimos anos bastante repre-sentativa. Num pas estagnado, o profissional com nvel superior tem mais oportunidades. Mas o pas est crescendo, temos um cenrio promissor pela frente. Hoje, h Mar de Guia do Estudante 2011 11 A UNIVERSIDADE NO , NA INDSTRIA DO PETRLEO, GS, NAVAL E OFFSHORE, O NICO CAMINHO, O NICO PERCURSO, OU UMA REGRA PARA UMA CARREIRA BEM-SUCEDIDA.demanda tanto por profissionais tcnicos como de nvel superior. Se levarmos em considerao o universo de um epecista ou de uma construtora, para cada engenheiro voc precisa de cinco a dez, ou mais, colaboradores tcnicos. E qualquer investimento em educa-o, em qualquer nvel, de uma es-cola tcnica e profissionalizante ao universitrio, um grande negcio. A universidade continua sendo a porta de entrada?A universidade no , na indstria do petrleo, gs, naval e offshore, o nico caminho, o nico percurso, ou uma regra para uma carreira bem--sucedida. Temos muitos diretores na Forship que passaram, num primeiro momento, pelo nvel tcnico, Cefets e outras instituies, e que depois vieram a fazer engenharia; e tambm temos muitos tcnicos de nvel mdio fazendo trajetrias muito bem-su-cedidas profissionalmente. O ensino tcnico hoje valorizado, h maiores oportunidades e melhores salrios e condies de trabalhos que antiga-mente. O Programa de Mobilizao da Indstria Nacional de Petrleo e Gs Natural (Prominp) tem dado uma contribuio fantstica nesse sentido, no somente na valorizao, mas tambm na formao de recursos para a indstria de leo e gs em todas as reas.Qual o tamanho do mercado de trabalho no setor?O Brasil vive um momento muito especial de desenvolvimento. E em Foto: Banco de Imagens TN Petrleoentrevista exclusiva12 Guia do Estudante 2011um pas em crescimento, a enge-nharia uma atividade de grande demanda. O mercado, porm, tem dois tamanhos: um que est no papel, no planejamento estratgico das empresas; e outro que est se traduzindo em realidade. E esse descompasso entre o previsto e o realizado vai influenciar diretamente na formao de recursos humanos. A perspectiva de uma demanda crescente de mo de obra, mas esse processo ainda est lento, pois muitos projetos ainda no saram no papel, o que acaba gerando certa ansiedade. Teremos ou no pro-fissionais qualificados para tocar-mos os projetos? Por outro lado, obviamente, as empresas precisam trabalhar de olho no futuro, nas demandas futuras. O ideal que a formao esteja sincronizada com a demanda real, no s a planejada. O Estado brasileiro, historicamen-te, tem uma dvida enorme com a educao. De qualquer forma, h uma acelerao da qualificao de mo de obra. Governo, empresas e instituies de ensino esto todos se movendo nesse sentido. Para a engenharia, qual o impacto da falta de mo de obra? terrvel. Em primeiro lugar, porque a imprevisibilidade inflacio-na os salrios. Para o setor como um todo, isso bem complicado, principalmente para as empresas, levando em considerao a for-mao dos preos dos servios. Fica difcil fechar a equao da competitividade. Fica complicado para o planejamento econmico das empresas definir qual o salrio real dos profissionais. O outro ponto a qualidade do trabalho, pois voc acaba tendo profissionais qualificados mas inexperientes, ou alocando profissionais de outros setores. O que, por um lado, um motivador de capacitao, uma vez que obriga as empresas a realiza-rem mais treinamentos. Por fim, h o risco de voc no conseguir, de forma alguma, nem pelo salrio mais absurdo, garantir em tempo hbil a mo de obra necessria para os projetos. Isso pode provocar o atraso de projetos, comprometer a capacidade de entrega do produto que voc vendeu. Com isso, toda a cadeia sofre, do epecista ao opera-dor, passando pelos fornecedores de bens e servios.Na rea de comissionamento, a Forship est iniciando a formao de profissionais no pas?Evidentemente, o comissio-namento j existe muito antes da Forship, mas no de maneira sistemtica e empresarial. O comissionamento a mistura de uma viso sistmica de projeto com teste e operao; precisa ter (e aplicar com disciplina) metodo-logia, procedimentos, capacidade de anlise, conhecimento da planta no abstrato e ainda fazer ver isso ao vivo, no campo, operar, ter pra-zer em sujar a mo de graxa para cuidar da qualidade de cada objeto operacional. preciso o conhecimento de projeto, mas fundamental tambm ter um DNA de operador e sonhar com a operabilidade. O comissio-namento uma transio do papel para a operao. Trata-se de um profissional com vocao para fazer o encontro do abstrato com o con-creto. O melhor perfil do engenhei-ro de comissionamento aquele que tem uma formao tcnica de background. O ideal conseguir um encontro entre a formao superior com a formao tcnica. O melhor perfil do tcnico de comissionamen-to aquele tem bom desempenho tanto no campo quanto no papel. E paixo: um trabalho interessan-tssimo tornar uma planta industrial pronta para operar, v-la sair do papel e entreg-la ao operador em plenas condies de operabilidade.Qual o horizonte para o profissional de comissionamento no Brasil?O passado j era interessante. O presente muito bom. Temos profissionais bem remunerados nessa rea. Penso que o futuro cada vez mais interessante, at mesmo pela demanda crescente por esse profissional, devido aos vrios empreendimentos que esto sendo feitos ou programados. Alm disso, a cultura de comissionamento vem se consolidando cada vez mais: as empresas e os epecistas trabalham mais e mais com a viso sistem-tica e conceitual que caracteriza a engenharia de comissionamento. Portanto, uma rea que tem tudo para continuar crescendo e remu-nerando bem seus profissionais. O IDEAL QUE A FORMAO ESTEJA SINCRONIZADA COM A DEMANDA REAL, NO S A PLANEJADA. O ESTADO BRASILEIRO, HISTORICAMENTE, TEM UMA DVIDA ENORME COM A EDUCAO. DE QUALQUER FORMA, H UMA ACELERAO DA QUALIFICAO DE MO DE OBRA. GOVERNO, EMPRESAS E INSTITUIES DE ENSINO ESTO TODOS SE MOVENDO NESSE SENTIDO.Guia do Estudante 2011 13 de volta ao eldorado14 Guia do Estudante 2011A participao da mulher no setor de energia, especialmente no segmento de petrleo e gs, j uma realidade no Brasil h alguns anos. Hoje comum ver mulheres desempenhando as mais variadas funes, de soldadoras nas plataformas ou nos campos terrestres at os mais altos cargos executivos. A sensibilidade e competncia feminina j so reconhecidas no mercado de trabalho que, cada vez mais, tem dado uma posio de destaque s profissionais mulheres, sendo hoje um tema recorrente no setor de leo e gs no mundo inteiro.mercado de trabalhoPresena14 Guia do Estudante 2011Foto: Agncia PetrobrasFoto: Cortesia Wilson,SonsFoto: Agncia PetrobrasGuia do Estudante 2011 15 Um levantamento rea-lizado em 2010 pela Catho, em mais de cem mil empresas, revela que as mulhe-res ocupam cargos mais altos em empresas conside-radas de pequeno porte (menos de 50 funcionrios). Quase 30% dessas empresas em todo o pas possuem mulheres em cargos de presidncia ou gerncia. no en-tanto, esse nmero cai para 12,86% quando consideradas as empresas que possuem acima de 1,5 mil fun-cionrios.outra pesquisa realizada um ano antes pela mesma empresa revelou a participao histrica das mulheres nos nveis hierrqui-cos mais altos: 20,56% em 2009, enquanto que em 1997 o nmero era de 10,39%. foi o maior per-centual registrado nos ltimos 11 anos. nos cargos de gerncia, as mulheres mantm tendncia de crescimento gradativo. para car-gos de gerncia e superviso, os ndices passaram de 15,61% para 32,03%, e de 28,85% para 44,68%, respectivamente.E ainda, constata-se maior par-ticipao feminina nos cargos de chefia (24,76% para 40,54%), en-carregado (36,78% para 53,49%) e coordenador (36,95% para 53,89%), principalmente em empresas de grande e mdio porte.depois de dilma rousseff ter se tornado a primeira mulher a assu-mir a presidncia do Brasil, o tema tem sido amplamente discutido no pas e este, no mbito dos neg-cios, tem, nos ltimos anos, olhado para as mulheres com outros olhos.Petrleo na veiapara a diretora da Agncia na-cional do petrleo, Gs natural e Biocombustveis (Anp), Magda Chambriad, o setor de petrleo e gs precisa de pessoas compe-tentes, criativas, com esprito de liderana e sem medo de assumir posies chaves e, segundo ela, as mulheres esto prontas para atuar muito bem neste mercado. Engenheira civil pela Univer-sidade federal do rio de Janeiro (UfrJ) e ps-graduada em enge-nharia qumica pela Coppe/UfrJ, magda fez engenharia de reser-vatrios e avaliao de formaes na Universidade Corporativa da petrobras. Entrou na petrobras como engenheira estagiria em 1980, e ficou na estatal at 2002, passando pelas reas de engenha-ria de reservatrios, atuando na superviso e controle de projetos, rea de produo e por ltimo na rea de novos negcios de ex-plorao e produo, trabalhando na negociao de blocos explorat-rios, campos de petrleo maduros e campos em desenvolvimento.Com grande experincia no se-tor, em 2002, a executiva foi para a Anp, onde se mantm at hoje. Entrou como assessora da diretoria, mas passou ainda pela superin-tendncia de explorao (sEp), a superintendncia de definio de blocos (sdB), atuou como co-ordenadora tcnica no processo seletivo da Anp no segmento de explorao e produo de petrleo e gs natural, e hoje diretora da entidade.na petrobras, onde trabalhei por muitos anos, convivi com mu-lheres muito competentes. sei que hoje muitas delas ocupam cargo de chefia. Aqui na Anp tambm tenho na minha equipe e em outros setores da agncia um grupo de mulheres com todas as condies de desempenhar suas funes em femininano mercado de energiaGuia do Estudante 2011 15 por Maria Fernanda Romero16 Guia do Estudante 2011qualquer empresa privada, seja no Brasil ou no exterior, conta magda.A executiva afirma ainda que assim como acontece com jovens do sexo masculino, as jovens mu-lheres que esto ingressando no mercado agora devem ser vistas como possveis candidatas a cargos executivos. no se trata de pri-vilegiar as mulheres simplesmen-te porque so mulheres, mas sim de investir no futuro da empresa ou da instituio pblica, dando condies s jovens de crescerem profissionalmente, assumindo res-ponsabilidades e desafios que no final das contas so os mesmos enfrentados pelos homens, indica.Da terra ao marnas indstrias pesadas, como a naval, ainda comum se estra-nhar mulheres frente de algu-mas atividades, mas a presena feminina garantida. E elas no se encontram apenas na rea de soldagem ou nas atividades mais pesadas, as mulheres tambm j so destaque em cargos altos do setor, como o caso de solange Aversa, gerente de recursos Hu-manos da Companhia Brasileira de offshore (CBo), brao de na-vegao do Grupo fischer.formada em filosofia, servio social e psicologia, solange diz que entrou no segmento meio por acaso. sua histria comeou h 24 anos, quando, j formada, foi trabalhar como assistente social numa empresa de navegao e simplesmente se apaixonou em trabalhar com martimos. naquela poca, eles trabalhavam nove me-ses por trs de descanso. Era uma vida dura e, durante este perodo, nasciam e morriam filhos, esposas, mes etc., o meio de comunicao era precrio e eu participava ati-vamente dessa dolorosa atividade. Com o passar do tempo, senti a necessidade de cursar psicologia para aprimorar meus conhecimen-tos e para atender a esses seres profissionais especiais, disse so-lange, complementando que hoje no sabe fazer nada melhor do que lidar com o ser humano.Ela explica que ser uma mulher executiva saber conviver com a dura jornada tripla: me, mulher, executiva, mas que apesar de tudo isso as mulheres conseguem se sair muito bem em suas atividades. Em sua maioria, as mulheres so persistentes, dedicadas, corajosas e disciplinadas, e se cobram mui-to em suas funes, tanto como executivas quanto mes, por isso tendem a procurar, constantemen-te, desenvolvimento e aperfeioa-mento, aponta.E ela explica que exatamente essa gesto competente e profissio-nal acompanhada de dedicao, sensibilidade e intuio que faz a vantagem feminina no mercado de trabalho. Esses atributos podem ser um diferencial no momento de tomar decises, de liderar grupos e de pensar em um projeto, afirma.Questionada sobre como lidar com o universo majoritariamen-te masculino, em estaleiros, e de martimos, a gerente da CBo con-ta que no v muitos problemas e que nunca passou por situao preconceituosa ou algum momento em que percebeu ser discriminada por ser mulher e/ou estar no cargo que est. para mim muito fcil. nunca tive problema srio... bem verdade que s vezes existem di-vergncias de opinies e condutas, mas nada que no haveria, penso eu, se eu fosse do sexo masculino. mas, certo, utilizo o cargo contri-buindo para humanizar o relacio-namento entre as pessoas, formar lderes conscientes e criar uma co-munidade com energia positiva, ressalta, dizendo que sempre foi muito respeitada e solicitada do ponto de vista profissional.para solange, o maior desa-fio dessa atuao manter uma equipe equilibrada sem esprito de competio e sim de unio e enriquecimento, profissional e pes-soal, num ambiente com homens (mais racionais e concretos) e mu-lheres (intuitivas, espiritualizadas e sensveis), com atributos muito diferentes e que se completam. de acordo com a gerente, es-tamos numa nova etapa dentro da trajetria de conquistas das mu-lheres e que isto sinal de que o mercado de trabalho est acompa-nhando a modernizao dos con-ceitos e a ascenso profissional da Na sua maioria, as mulheres so per-sistentes, dedicadas, corajosas e disciplinadas, e se cobram muito em suas funes, tanto como exe-cutivas quanto mes, por isso tendem a procurar, constantemente, desenvol-vimento e aperfeioamento.SOLANGE AVERSA,gerente de Recursos Humanos da Companhia Brasileira de Offshore (CBO)mercado de trabalhomulher. A sociedade hoje mais sensvel. Creio que as mulheres tm atributos da personalidade que podem ser um diferencial. A mulher intuitiva, espiritualizada, consegue fazer vrias coisas ao mesmo tempo (isso j comprovado cientificamente) e no gosta de autoritarismo, finaliza.Desafiar o tempo A cobrana do tempo entre fam-lia e negcios , para ela, o principal desafio do dia a dia. Economista, com mestrado em tecnologia da energia e do meio ambiente pelo imperial College, Universidade de londres, inglaterra, sylvie dApote scia diretora da Gas Energy s/A, empresa de assessoria nos setores de gs natural, petrleo e energia no Brasil e Conesul e diz que sua maior preocupao no se sentir sempre culpada por no dedicar tempo su-ficiente famlia ou de no dedicar energias suficientes ao trabalho. Eu me cobro muito e acabo me dando sempre objetivos bem altos, por isso vivo estressada. Acho que isso um trao de muitas mulheres executi-vas, afirma sylvie.Ela conta que bem cansa-tivo lidar com famlia e trabalho ao mesmo tempo, e percebe que leva para o trabalho preocupaes que seus colegas homens no tm. mas vejo tambm que h uma maior compreenso e aceitao pelos meus colegas homens das minhas duplas responsabilidades. tenho a sorte de ter um marido Eu me cobro muito e acabo me dando sempre objetivos bem altos. Acho que isso um trao de muitas mulhe-res executivas. A situao bem melhor hoje que na poca da minha me, mas ainda h muito caminho pela frente. Estou segura de que nossas filhas vivero num mundo mais igualitrio.SyLVIE DAPOTE,scia diretora da Gas Energy S/Apresena feminina no mercado de energia18 Guia do Estudante 2011muito participativo em casa. os homens esto mudando, certo?, ressalta a executiva. sylvie diz que sua entrada no mercado de energia foi uma mis-tura de acaso, no incio, e de de-ciso, depois. Certa dose de acaso entrou na escolha do mestrado na inglaterra. Entre todos os cursos sobre economia e meio ambiente, escolhi este do imperial College sobre energia e meio ambiente por ser multidisciplinar e muito mais aplicado que outros mestrados. Gostei muito do tema da energia e decidi ficar neste segmento como consultora. Estou at hoje, e no me arrependo, assegura.A executiva considera que a si-tuao atual de grande crescimento da mulher no mercado de trabalho, com a ascenso da primeira presi-dente mulher no Brasil, a conti-nuao de uma trajetria de peque-nas conquistas do dia a dia durante anos e anos. E essa conquista vem lentamente levando as mulheres a ter igualdade de oportunidade com os homens. Acho que a situao bem melhor hoje que na poca da minha me, mas ainda h muito caminho pela frente. Estou segura de que nossas filhas vivero num mundo mais igualitrio, no qual uma mulher presidente ou CEo de empresa sero a norma e no a exceo, salienta sylvie.Mercado aquecidoComo todos sabem, o setor de petrleo e gs a bola de vez. um segmento com uma caracterstica que abre inmeras oportunidades de desenvolvimento para profis-sionais de diferentes formaes. isso porque, desde a explorao do recurso natural, passando por toda a cadeia produtiva, at o con-sumo final dos derivados, existem vrias atividades que geram opor-tunidades para engenheiros(as), gelogos(as), bilogos(as), econo-mistas, projetistas, profissionais das reas de comunicao, transporte, meio ambiente e servios em geral.para Gilda Bouch, gerente tcnica da Gas Energy s/A, esse um momento especial para pes-soas formadas em engenharia, em especial, em engenharia qumi-ca, na qual ela formada. Esta uma modalidade de engenha-ria que possui amplo espectro de atuao. Alm disso, os cursos de ps-graduao podem fornecer a especialidade desejada para atuar num segmento especfico, indica.Com mestrado em engenharia qumica na Coppe (Coordenadoria de programas de ps-graduao em Engenharia da Universidade federal do rio de Janeiro) e mBA executivo na Coppead (instituto de ps-gradu-ao e pesquisa em Administrao da Universidade federal do rio de Janeiro), Gilda acredita que a en-genharia qumica uma profisso promissora, mas que se encontra numa fase de maturidade e no de crescimento muito acelerado.para ela, dentro deste mercado e de outros, as mulheres possuem vantagens como: responsabilidade, organizao e intuio. partindo do princpio de que homens e mulhe-res se equivalem intelectualmente, acho que a mulher, de modo geral, apresenta como vantagem um timo equilbrio dessas trs caracters-ticas fundamentais para um bom posicionamento no mercado de trabalho. segundo a executiva, esses trs elementos combinados resultam numa grande eficincia, com uma leveza que nem sempre o mundo masculino permite. Creio que isso faz a diferena, conclui.diante de todas essas caracte-rsticas positivas da mulher e da quebra de paradigmas, ela est crescendo e se destacando cada vez mais no mercado de trabalho. Gilda se lembra de um dos vrios episdios preconceituosos por que passou no comeo da careira: Um colega (homem, bvio) me disse a seguinte prola: fulano da empre-sa tal comentou que sua participa-o na reunio de negociao foi muito boa, pois teve a impresso que estava lidando com um ho-mem. depois do primeiro choque e revolta com o comentrio, termi-nei por perceber que, na verdade, se tratava de um elogio, conta a executiva. Embora tal episdio tenha ocor-rido h mais de dez anos, Gilda considera que o cenrio j mudou bastante, mas ainda se encontra esse tipo de reao, que mesmo como brincadeira tem um fundo Partindo do princ-pio de que homens e mulheres se equiva-lem intelectualmente, acho que a mulher, de modo geral, apresenta como van-tagem um timo equilbrio entre responsabilidade, organizao e intuio, caractersticas fundamentais para um bom posicionamen-to no mercado de trabalho.GILDA BOUCH,gerente Tcnica da Gas Energy S/Amercado de trabalhoGuia do Estudante 2011 19 de preconceito. nesses casos, o importante a mulher se posicio-nar de forma correta e com firmeza para no permitir que o preconcei-to se estabelea, sugere.Fazendo a diferenarealizada e bem sucedida pro-fissionalmente, Cristina pinho, gerente geral de operaes e ma-nuteno da petrobras, defende e muito o crescimento feminino no mundo dos negcios, e ressalta: A mulher pode contaminar de forma positiva o ambiente de trabalho com mais delicadeza, empatia pelo prximo e equilbrio entre a jornada e a vida pessoal. segundo ela, hoje as mulheres so bem preparadas e muito dedicadas durante o perodo de estudos, assim como no trabalho. Alm disso, reco-nhece ainda a contribuio da matu-ridade masculina, j que o homem passou a dar o devido valor mulher e sua competncia, abrindo espaos em seus grupos antes fechados. temos tambm educado de for-ma diferente nossos filhos homens, dando o exemplo, mostrando que podemos e somos to competentes quanto eles. E educando nossas filhas mulheres, mostrando que elas podem ser o que sonharem ser, complementa.Apesar disso, a executiva lem-bra que j passou por alguns pre-conceitos em funo de seu cresci-mento e ascenso profissional: H alguns anos percebi muito bem que um gerente meu subordinado tinha muita dificuldade de me aceitar por eu ser mulher. Eu o transferi para outra unidade. formada em engenheira me-cnica, Cristina diz que sempre gostou de fsica, mecnica e mate-mtica e a escolha pela petrobras foi natural, graas ao orgulho que a empresa j lhe despertava na poca. sobre o mercado de trabalho na sua rea de formao, ela co-menta que h forte demanda, mas SEGUNDO SAMUEL PINHEIRO, di-retor da Petrocenter, centro de qua-lificao profissional especializado em petrleo e gs, hoje as mulheres apresentam 30% da demanda de alu-nos interessados nos cursos tcni-cos da instituio. A estimativa, de acordo com o executivo, representa que a mulher est cada vez mais conquistando espao neste setor dominado pela figura masculina.Samuel considera que o esforo vale a pena, pois as oportunidades no param de crescer e as mulheres so bem-vindas ao setor. H incon-tveis maneiras de inserir o sexo fe-minino nas atividades relacionadas ao petrleo, tanto que j existem empresas investindo na capacitao delas, afirma. Pinheiro conta que algumas em-presas esto preferindo mulheres para trabalhar ao invs de homens. As mulheres realmente tm prefe-rncia em setores da indstria, que exigem maior meticulosidade, traba-lhos de acabamento em geral. Elas so vistas como organizadas e deta-lhistas. Nas contrataes de cargos administrativos, as competncias profissionais pesam mais na hora da contratao do que o sexo, aponta. O diretor da Petrocenter indica ainda que a diferenciao por sexo est cada vez mais fora do contex-to de trabalho em nossa sociedade. Nosso pas hoje liderado por uma mulher e isso prova que a grande parte da populao no tem restri-o a ser liderado e/ou representado por uma figura feminina. Alm disso, as lderes femininas tendem a ter um talento natural para persuaso, item obrigatrio para atingir os objetivos das organizaes, pontua.Segundo ele, o setor industrial, no geral, dominado pela figura mascu-lina e os cursos de engenharia, tcni-cos e operacionais da rea de petr-leo e gs ainda apresentam em sua maioria alunos do sexo masculino, mas j se observa que esta realidade vem mudando nos ltimos anos.Para Pinheiro, hoje a mulher compete em igualdade com os ho-mens. Isto representa a grande van-tagem da mulher no mercado, pois as competncias humanas e tcni-cas que iro definir o sucesso do profissional. Desta forma, o executi-vo acredita que a vantagem no est relacionada ao sexo.Mais espao e oportunidades no mercadoO Brasil est passando por um momento es-pecial e profissionais do ramo de leo e gs esto sendo muito deman-dados. Estamos vivendo um momento especial e os jovens engenheiros e enge-nheiras, com certeza, no iro sofrer o que eu sofri na dcada de 1980. H empre-go para todos os bem quali-ficados.CRISTINA PINHO,gerente geral de Operaes e Manuteno da Petrobraspresena feminina no mercado de energia20 Guia do Estudante 2011tambm uma boa oferta. de acordo com a executiva, em outras reas, como naval ou metalrgica, a pro-cura muito maior do que a oferta, mas o que preocupante o nvel de qualidade do ensino. o Brasil est passando por um momento especial e profis-sionais do ramo de leo e gs esto sendo muito demandados. Estamos vivendo um momento especial e os jovens engenheiros e engenheiras, com certeza, no iro sofrer o que eu sofri na d-cada de 1980. H emprego para todos os bem qualificados, pon-tua a gerente da petrobras.Apesar da jornada tripla de me, mulher e executiva, Cristina afirma que muito bom ser uma gerente que pode fazer diferena, sendo capaz de extrair o melhor de sua equipe e contribuir para o progresso e futuro da companhia. temos uma responsabilidade com a sociedade brasileira de preser-var e perpetuar o sucesso desta empresa. A jornada ainda tripla, mas agora com uma demanda mais suave: meus filhos no so mais bebs, conta.Experincia e dedicaona rea ambiental h 33 anos, Gisela forattin, atual diretora de licenciamento ambiental do insti-tuto Brasileiro do meio Ambiente e dos recursos naturais renov-veis (ibama), desde agosto do ano passado acredita que, com a valo-rizao da mulher, a questo de gnero j reconhecida no mundo corporativo. de fato, estamos em uma nova etapa dentro da trajetria de conquistas da mulher, mas ain-da faltam mulheres em postos de comando no Brasil. mais espaos devem ser ocupados, valorizando a mulher e a competncia tcnica delas e no a indicao poltica, acrescenta. Apaixonada pelo meio ambien-te, Gisela sempre se identificou e direcionou sua carreira para a rea de recursos hdricos. formada em engenharia civil, com mestrado em recursos Hdricos e saneamento pela Coppe e ps-graduada em limno-logia pela Usp (Universidade de so paulo), de so Carlos. Atuou como superintendente de fiscalizao e assessora tcnica do diretor presidente da Agncia nacional de guas (AnA). tambm foi presidente da GWp Brasil (Glo-bal Water partnership south Ame-rica) e trabalhou na Companhia de pesquisa de recursos minerais (Cprm), vinculada ao ministrio de minas e Energia (mmE).J fui diretora do ibama h dez anos e tenho um orgulho muito grande de estar onde estou agora. tenho um leque de possibilidades de trabalho e agradeo a confiana da ministra izabella teixeira quan-to ao meu papel nos destinos do nosso pas, diz Gisela.Casada h 33 anos e me de duas filhas, uma de 27 e outra de 23, a diretora do ibama conta que dedica grande parte do seu tempo ao trabalho, mas no esquece do exerccio e de sua sade. Estou vivendo um momento de muita produtividade na minha vida pro-fissional, mas gostaria de ter mais tempo para mim, aponta.Alm da competncia, sensi-bilidade de antecipar problemas e mais foco no trabalho, Gisela aponta como vantagem feminina no mercado de trabalho o fato de as mulheres serem mais observadoras e ouvir a todos, num negcio, por exemplo. no sou feminista, mas o olhar feminino diferenciado numa negociao. Alm de muito produtivas, nos preocupamos com um todo maior e temos muita com-petncia tcnica, ressalta.Por oportunidades iguaisAs mulheres esto conquistan-do grande espao no mercado de trabalho no decorrer dos ltimos anos. ingrid Zech, engenheira qu-mica do Cenpes (Centro de pesqui-sas leopoldo Amrico miguez de mello), da petrobras, reconhece isso, mas considera que diante disso, homens e mulheres devem ter oportunidades iguais, com os mesmos direitos. porm, segundo ela, ineg-vel que homens e mulheres tm caractersticas diferentes. mi-nha viso, que no uma regra, de que as mulheres so mais detalhistas, mais disciplinadas e mais agregadoras do ponto de vista social que os homens. O olhar feminino diferenciado numa negociao. Alm de muito produtivas, nos preocupamos com um todo maior e temos muita competncia tcnica.GISELA FORATTIN,diretora de Licenciamento Ambiental do Ibamamercado de trabalhoGuia do Estudante 2011 21 Cabe s empresas tirar vanta-gem das caractersticas de cada um. olhando pelo lado pessoal, a entrada da mulher no mercado de trabalho propiciou a abertura de seus horizontes e contribuiu para a estabilidade financeira das famlias, entre outras coi-sas, destaca a executiva, que trabalha na gerncia de Gs e Energias renovveis da rea de engenharia bsica do Cenpes. A executiva comenta ainda que nunca foi discriminada ou viven-ciou uma situao profissional de discriminao de ordem se-xual ou racial e acredita que porque trabalha num ambiente de altssimo nvel tcnico, com pessoas de um patamar cultural muito elevado. ingrid diz que sua escolha pro-fissional deveu-se a um caso de amor primeira vista. Ainda es-tudante do ensino mdio, ela con-ta que ao fazer um passeio com a famlia at Camaari, passou por dentro do polo petroqumico na poca ainda em seus primeiros pas-sos e se encantou com a torre de refrigerao da Copene (Com-panhia petroqumica do nordeste s/A). Eu me apaixonei por aquele monumento de concreto. Juntando ao fato de que sempre gostei de matemtica e qumica, optar pela engenharia qumica foi um passo natural, relembra.J fazendo o curso escolhi-do, ingrid pensava em trabalhar no polo petroqumico, porm, segundo ela, ir para o sistema petrobras aconteceu meio no susto: na poca, o curso de especializao em engenharia de processamento petroqumico (Cenpeq) era oferecido apenas aos homens, na Bahia, onde eu estudava. por sorte, comearam a aceitar mulheres exatamente no meu ltimo ano de faculdade. fiz o concurso e passei. por meu de-sempenho, recebi proposta para trabalhar na gerncia tcnica da petroquisa, no rio e, dez anos depois, fui para o Cenpes, onde estou at hoje, afirma a enge-nheira da petrobras.sobre o cenrio da mulher no mercado de trabalho, ela indica que o preconceito ainda existe e as estatsticas mostram isto, mas percebe que cada vez menos pre-sente em carreiras menos especia-lizadas. lembro-me de que, ao me formar, no existiam mulheres na rea de produo das fbricas. Hoje, elas esto presentes at mes-mo nas plataformas de petrleo. sem dvida, termos uma mulher como presidente da repblica, eleita pelo voto popular, uma prova irrefutvel da mudana na forma de pensar da sociedade, opina ingrid.de acordo com a engenheira, apesar de todos os avanos, na maior parte das famlias a mulher continua sendo a maior respons-vel pelos filhos, por manter a en-grenagem da casa funcionando, mesmo que muitas vezes o marido participe. isto sem poder deixar de lado sua feminilidade e seu lado profissional. A mulher muito sa-crificada. fazer o supermercado, educar os filhos, fazer projeto, enfim, ser mulher, me, esposa e profissional muito complicado, mas na minha vida no cabe outra forma de agir, indica.Hoje, com os filhos j cria-dos, ingrid diz que seu maior desafio o profissional. depois de 28 anos de formada, passei a encarar uma nova atividade, envolvendo muito estudo e no-vas responsabilidades. Uma nova guinada profissional, que tem me estimulado muito, diz.sobre a forte demanda por profissionais na rea de enge-nharia, a executiva considera que profissionalmente o momento muito bom e que a situao econmica do pas est muito favorvel, sobretudo para o setor de petrleo e gs, que de acordo com ela, est fervilhante. As em-presas tm ido s universidades captar estagirios, j pensando em aproveit-los aps a forma-tura. foi-se o tempo em que as pessoas se formavam e iam para o mestrado como falta de opo de emprego. Hoje, mestrado e doutorado so opes para quem quer se aprofundar na profisso. para aqueles que j esto no mer-cado de trabalho, no incomum receber propostas para mudana de emprego, explica. A entrada da mulher no mercado de trabalho propiciou a abertura de seus horizontes e contribuiu para a estabilidade financeira das famlias, entre outras coisas.INGRID ZECH,engenheira qumica do Cenpes (Petrobras)presena feminina no mercado de energia22 Guia do Estudante 2011A internacionaliza-o desses centros comea a ser acele-rada e ganha espao maior no Brasil. so amplos laboratrios multinacionais que tm o objetivo de gerar conhecimento e desen-volver tecnologia para produtos inovadores destinados ao mercado ou a clientes especficos. A impor-tncia desses centros para o Brasil est no crescimento do nvel da tecnologia produzida por empresas aqui e na contratao de centenas de pesquisadores brasileiros em grande parte com doutorado.o estmulo pesquisa e ino-vao nas reas de petrleo, gs e energia tem sido constante nesses ltimos anos no pas. por meio da pesquisa e inovao tecnolgica, garante-se maior competitividade no mercado e, no caso do setor de petrleo e gs, tem-se tambm um auxlio no desenvolvimento da se-gurana para evitar os riscos nos processos exploratrios. Como o principal desafio em pesquisa e inovao ainda a ca-pacitao da cadeia de fornecedo-res, as empresas esto buscando criar seus prprios centros de p&d, para cada vez mais especializar e O ano de 2010 foi marcado pelo anncio de criao de diversos centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no pas. O cenrio otimista do setor de petrleo, gs e energia e as descobertas do pr-sal so os grandes propulsores dos olhares atentos das empresas nacionais e internacionais na expanso dos negcios nos setores. Pesquisa em parceria:os novos centros de P&D da cadeia produtiva de petrleo no Brasilpor Maria Fernanda RomeroFoto: Agncia Petrobrasrea: 8.000 m Investimento: US$ 50 milhesPara o desenvolvimento de novas tecnologias de leo e gs, principalmente para solues para o pr-sal.Empresas instaladas: GE, Halli-burton, FMC, Usiminas, Tenaris Confab e Baker Hughes.p&dGuia do Estudante 2011 23 aprimorar suas atividades, e capa-citar seus funcionrios. o rio de Janeiro, em especial o parque tecnolgico do estado, localizado na ilha do fundo, tem sido a princesinha dos olhos das empresas. o local garante acesso privilegiado a laboratrios, profis-sionais de alta qualificao e novas oportunidades de negcios e o local mais disputado para abrigar estes novos centros.de acordo com Maurcio Gue-des, diretor do parque, mais de r$ 500 milhes de investimentos foram anunciados na ilha do fun-do s em 2010.outros fato-res considerados fundamentais pelas empresas que justificam a instalao das mesmas no estado so: a localizao estratgica; a in-fraestrutura; a facilidade de acesso a matrias-primas; as facilidades logsticas (ferrovias e portos); os polos de demanda (petrleo, cons-truo naval, indstria automotiva etc.); as facilidades para a formao de mo de obra e para a expanso do parque instalado e o apoio ins-titucional, especialmente por parte do Governo do Estado.At 2014, diversas multina-cionais tero centros de pesquisa operando na ilha do fundo. tero como vizinhos o principal campus da Universidade federal do rio de Janeiro (UfrJ) e o Cenpes (Centro de pesquisas e desenvolvimen-to leopoldo Amrico miguez de mello), da petrobras.A primeira a anunciar seu centro de pesquisa no estado foi a fmC technologies. A lder em solues tecnolgicas para a in-dstria de petrleo e gs informou, em junho do ano passado, a cons-truo de um centro de tecnologia no parque tecnolgico. segundo Paulo Couto, vice--presidente de tecnologia, Enge-nharia e produ-tos Emergentes da fmC, a ame-ricana ir inves-tir cerca de r$ 70 milhes s na infraestru-tura do projeto. de acordo com o executivo, os investimentos em recursos hu-manos e tecnologia tambm so significativos. o centro da fmC vai empregar cerca de 300 engenheiros dedica-dos ao desenvolvimento de projetos e pesquisa de tecnologias submari-nas para explorao de petrleo e gs no pas, sobretudo para o pr--sal e o ps-sal. A unidade contar com centros de p&d, laboratrios de testes e qualificaes, instala-es para testes de integrao e prottipos em escala real. Com contrato de durao de 20 anos, esse ser o primeiro centro de pesquisa da empresa no Bra-sil, que vai ocupar uma rea de cerca de 20.000 m. paulo Couto informou ainda que as obras esto sendo realizadas desde junho de 2010 e que o empreendimento deve estar em pleno funcionamento j em meados deste ano. Ainda no segundo semestre de 2010, em outubro, a petroleira repsol anunciou o patrocnio de um dos cinco laboratrios especializa-dos em petrleo e gs, do Centro tecnolgico 2 (Ct2), da fundao Coppetec, na ilha do fundo. A espanhola ir participar ati-vamente das pesquisas a serem desenvolvidas no laboratrio de modelagem de impactos e Eco-gerenciamento de reservatrios de petrleo (lmiErp). segundo a empresa, s no lmiErp devem trabalhar 50 pessoas, entre profes-INAUGURADO EM 2003, o Parque Tecnolgico foi criado com o objetivo de estimular a interao entre a Universidade seus alunos e corpo acadmico e empresas que trabalham com inovao. So 350.000 m, destinados a abrigar empresas de setores intensivos em diferentes reas de conhecimento. Hoje, o Parque Tecnolgico abriga cerca de seis empresas e mais trs outras j esto em processo de licita-o, com previso de instalao ainda para este primeiro semestre de 2011. Para elas, o grande fator de atrao para a implantao dos centros no Parque Tecnolgico o posicionamento estratgico, prximo ao aeroporto e a facilidade na interao com os universitrios. Parque Tecnolgico do Rio de JaneiroFoto: Agncia Petrobras24 Guia do Estudante 2011sores, administrativo e estudantes de ps-graduao. A inaugurao foi realizada no ms de novembro.As linhas de pesquisa do la-boratrio construdo pela repsol estaro voltadas para temas como a preservao da biodiversidade nas operaes de perfurao e explora-o de petrleo; avaliao do ciclo de vida de insumos da indstria de petrleo; produo de biocom-bustveis; logstica ambiental em E&p; e modelagem ecoeficiente de reservatrios de petrleo.mas foi em novembro do ano passado que a primeira empresa abriu seu centro de tecnologia para o pr-sal na rea do parque tecno-lgico, a multinacional schlum-berger. o empreendimento, que ocupa uma rea de 8.000 m no parque, destina-se a pesquisas em geoengenharia e o primeiro da empresa dedicado a atividades de explorao e produo de petrleo no hemisfrio sul. Cerca de 300 funcionrios trabalham no local, entre cientistas, engenheiros e tcnicos. foram investidos Us$ 50 milhes no projeto do Centro de pesquisas em Geoengenharia da schlumberger (BrGC). A unidade ter como foco o desenvolvimento de novas tec-nologias na rea do petrleo e gs, principalmente, no desen-volvimento de solues para os desafios tcnicos encontrados nas guas profundas da costa Centro de P&D da FMCrea: 20.000 m Investimento: R$ 70 milhes (s em infraestrutura)Previso de funcionamento: segun-do semestre de 2011Foco: laboratrio de testes e quali-ficaes, instalaes para testes de integrao e prottipos em escala realCentro de Pesquisas em Geoengenharia da Schlumberger (BRGC)rea: 8.000 m Investimento: US$ 50 milhes Foco: voltado para o desenvolvi-mento de novas tecnologias em petrleo e gs, principalmente, no desenvolvimento de solues para o pr-sal.Centro de Tecnologia da Usiminasrea: 3.600 m Previso de funcionamento: primei-ro semestre de 2012 Foco: voltado para o desenvolvi-mento de novas tecnologias de aplicao de aos para os setores de petrleo e gs, naval e offshore, com foco nas demandas do pr-sal. Centro de P&D da Halliburton e Tenaris Confabrea: 7.000 m (Halliburton) e 4.000 m (Tenaris Confab)Investimento: R$ 26 milhes (Halli-burton) e R$ 36 milhes (Tenaris Confab)Previso de funcionamento: final do segundo semestre de 2012 Foco: voltado para pesquisas em caracterizao e o monitoramento de reservatrios; produtividade, construo e completao de poos de petrleo.Centro de Pesquisas em Geoenge-nharia da Schlumberger (BRGC)Centro Global de Pesquisas da GECentro de P&D da FMCp&dGuia do Estudante 2011 25 brasileira. o centro vai integrar geocincias e engenharia, a fim de aprimorar a produo e recu-perao de petrleo e gs natural das reservas de petrleo em guas profundas na camada pr-sal da costa brasileira. segundo a empresa, o BrGC vai operar a partir de trs n-cleos: o Centro de pesquisas em Geoengenharia, que desenvol-ver pesquisas em cooperao com clientes e universidades; o Centro de tecnologia em Geo-engenharia, que desenvolver aplicaes em software baseadas nas plataformas ocean e petrel, da schlumberger e da Western-Geco; e a unidade WesternGeco Geosolutions, que se dedicar ao desenvolvimento de solues geofsicas otimizadas para a costa brasileira. Alm destas unidades, o centro contar com trs labo-ratrios integrados para testes e avaliao de rochas e fluidos em ambientes controlados. no incio de novembro do ano passado, a GE anunciou o novo Centro de pesquisas Global, o quinto da empresa no mundo, que ficar localizado na ilha de Bom Jesus, na ilha do fundo, dentro do parque tecnolgico da Universidade federal do rio de Janeiro (UfrJ).Com investimentos de Us$ 100 milhes, o centro de pesquisas ter como foco o desenvolvimento de tecnologias avanadas para as in-dstrias de leo e gs, energias renovveis, minerao, transporte ferrovirio e aviao. A construo do complexo, no qual trabalham cerca de 300 pesquisadores e en-genheiros, comeou este ano e a previso que as obras estejam concludas no fim de 2012.Escolhemos o rio de Janeiro por concentrar muitas qualidades como facilidades de acesso, logstica, proximidade com nossos clientes e com as universidades, afirmou Joo Geraldo ferreira, presidente e CEo da GE Brasil, lembrando que cidades como Belo Horizonte, Campinas e so Jos dos Campos tambm estavam na disputa pelo empreendimento.Juntamente com o Centro de pesquisas Global, a GE ir construir um Centro de Qualificao, com custo de Us$ 50 milhes, com foco em treinamento e desenvolvimento dos funcionrios. durante o anncio de instalao do Centro, a empresa assinou acordos de cooperao com rgos do governo, universidades e companhias brasileiras.A vale e a GE firmaram um ter-mo de cooperao tcnica focada em projetos de armazenamento, gerao EM OUTUBRO DE 2010, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Amrico Miguez de Mello (Cenpes) expandiu sua capacida-de de pesquisa para atender s demandas do pr-sal. O centro foi reinaugurado aps duplicar sua estrutura, com investimento de US$ 700 milhes. Hoje, conta com 800 pesquisadores e 137 labora-trios. Com a expanso, o empre-endimento da Petrobras passa a ser um dos maiores complexos de pesquisa do mundo (com mais de 300.000 m). Localizado no Rio de Janeiro, o Cenpes conta com diversos laborat-rios destinados a atender as demandas tecnolgicas das reas de biotecnolo-gia, fertilizantes, biocombustveis, reu-so de gua, petroqumica e avaliao do meio ambiente nos locais em que a empresa opera ou pretende operar.Com a ampliao, o centro de pesquisas contar tambm com modernos laboratrios para aten-der exclusivamente as demandas do pr-sal. Das dez alas de novos laboratrios, cinco so dedicadas ao pr-sal, com foco na caracterizao de rochas e interao dessas rochas com os diversos fluidos presentes (petrleo, gs natural, gua, CO2 etc.).Na ocasio, o presidente da Petrobras, Jos Sergio Gabrielli de Azevedo, ressaltou que a ampliao gerou cerca de seis mil empregos diretos e 15 mil empregos indiretos durante a execuo da obra. Cenpes ampliadopesquisa em parceria: os novos centros de P&D da cadeia produtiva de petrleo no brasilFoto: Agncia Petrobras26 Guia do Estudante 2011e distribuio de energia. Com o acordo, as duas empresas podero compartilhar conhecimentos e expe-rincias e trabalhar conjuntamente para compartilhar informaes sobre as atividades do Centro de pesquisas Global, para auxiliar no desenvolvi-mento de tecnologias e cooperar na identificao de reas de p&d.Ainda em novembro, a Usimi-nas lanou a pedra fundamental de seu centro de tecnologia no parque tecnolgico. A siderr-gica ocupar uma rea de 3.600 m no parque tecnolgico, loca-lizado na ilha da Cidade Uni-versitria. o objetivo do projeto, que deve comear a operar no primeiro semestre de 2012, de-senvolver novas tecnologias de aplicao de aos para os setores de petrleo e gs, naval e offsho-re, com foco no atendimento s demandas da explorao da ca-mada pr-sal.E em dezembro de 2010, mais anncio: as multinacionais Halli-burton, prestadora de servios para explorao e produo de petrleo, e a tenaris Confab, fabricante de tubos de ao, assinaram contrato para a construo de unidades de pesquisa para o desenvolvimento de novas EM JUNHO DO ANO PASSADO, a IBM anunciou a instalao de um centro no Brasil, no qual um dos focos de pesquisa sero as descobertas na rea de recursos naturais, principal-mente petrleo e gs. A explorao do petrleo na rea do pr-sal deve gerar pesquisas especficas no centro da empresa, que requer desafios enor-mes na rea de explorao, produo e logstica. Vamos atuar nessas reas trazendo as nossas competncias em modelagem e simulao de processos geol-gicos e sistemas de engenharia, computao de alto desempenho, campos digitais inteligentes, an-lise massiva de dados, otimizao e logstica, diz Ulisses Mello, diretor da rea de recursos naturais da IBM.Segundo o executivo, vrios fato-res pesaram na deciso da abertura do laboratrio no Brasil, entre eles a maturidade do sistema educacional brasileiro, disponibilidade de talentos tcnicos e riqueza do pas em termos de recursos naturais, hdricos, alm de megaeventos (Copa do Mundo e Olimpadas) e poltica brasileira para o avano de cincia e tecnologia. A IBM tem oito centros de pesquisa em seis pases, reunindo mais de trs mil cientistas e engenheiros. As negociaes entre a empresa e o governo brasileiro duraram pouco menos de trs meses. O centro era disputado tambm pelo emirado de Abu Dhabi e pela Austrlia. Trs reas do governo atuaram para trazer esse investimento para o pas: o Ministrio do Desenvol-vimento, Indstria e Comrcio Exterior, o Ministrio de Cincia e Tecnologia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico Social (BNDES).Mello explica que a rea de recursos naturais, tambm incluir gesto avanada de gua, minerais e agricultura, sobretudo para biocom-bustveis e aponta outras reas de fo-cos importantes: Sistemas humanos inteligentes, com nfase em eventos de larga escala. O objetivo desen-volver inovaes que sero usadas nos grandes eventos esportivos que ocorrero no Brasil, incluindo a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olmpi-cos de 2016; cincia de servios, com foco no entendimento, modelagem e simulao de sistemas focados em qualidade, eficincia e produtividade; e dispositivos inteligentes que podem ser criados utilizando avanos na rea de semicondutores.De acordo com o executivo, o la-boratrio de pesquisa j est em ope-rao desde seu anncio, em junho de 2010. As instalaes de uma de suas sedes foram inauguradas oficialmente em maro de 2011, no Rio de Janeiro. A sede de So Paulo ser inaugura-da em breve. Estamos contratando pesquisadores e j estamos discutindo parcerias estratgicas com compa-nhias e universidades, indica Mello.O laboratrio de pesquisa ir se envolver com linhas de pesquisa rela-cionadas s reas-foco em explorao de recursos naturais, semicondutores, evento de larga escala e cincias de servio. Na rea de leo e gs vamos nos concentrar em modelagem numrica de processos geolgicos e geofsicos, como tambm em otimi-zao de operaes integradas para gesto de reservatrios. Estaremos muito envolvidos em desenvolvimento de tecnologia e processos que podem transformar nossas grandes cidades em cidades inteligentes, que aumen-tem de modo significativo a sustenta-bilidade com o aumento de eficincia de transporte, energia, e principal-mente a gesto de eventos catastrfi-cos como inundaes, deslizamentos, etc., explica ele.Ulisses Mello conta que, no Brasil, a empresa ainda no possui contrato fechado na rea de petrleo e gs, mas est discutindo parce-rias estratgicas com companhias e universidades. Globalmente, a IBM j tem vrias colaboraes nessa rea como, por exemplo, com a Statoil na rea de operaes integradas e com a Shell na rea de gesto de reser-vatrio em que desenvolve novas metodologias para incluir dados de ssmica 4D no processo de ajuste histrico. O laboratrio de pesquisa no Brasil o nono da IBM no mundo e o primeiro do hemisfrio Sul. Iremos trabalhar de forma integra-da aos outros laboratrios globais que, em conjunto, tm perto de trs mil pesquisadores, a maioria PhDs. Porm, nossa inteno liderar as pesquisas na rea de petrleo aqui do Brasil com o suporte dos labora-trios globais, conclui.IBM ter centro de pesquisa no Brasilp&dGuia do Estudante 2011 27 tecnologias para o setor de petrleo e gs, no rio.o centro de pesquisa ter como foco a caracterizao e o monitora-mento de reservatrios; a produti-vidade, construo e completao de poos de petrleo. A previso que as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2011 e sejam concludas at o final de 2012. os investimentos podem chegar a r$ 42 milhes. A Halliburton, que ocupar ter-reno de 7.000 m, investir de Us$ 10 a 15 milhes (perto de r$ 26 milhes) na construo do centro e pretende desenvolver solues para estimulao e performance de poos, rea eletrnica e desen-volvimento de softwares em 3d e visualizao. J a tenaris Confab ocupa-r terreno de 4.000 m, onde vai construir seu centro de pesquisas voltado para os setores de p&G, mi-nerao, construo civil e automo-bilstica. o objetivo desenvolver novas tecnologias para soldagem de tubos, testes e simulaes para tubos de grande dimetro e estudos de revestimentos metlicos de pol-meros. Alm disso, haver um setor para cuidar especificamente das conexes premium tenarisHydril, especialmente destinadas a ope-raes de perfurao de poos de p&G. A empresa prev investimento de cerca de Us$ 21 milhes (cerca de r$ 36 milhes). Ademais, em maro deste ano, o BG Group anunciou a instalao do Centro tecnolgico mundial do grupo no Brasil como um primeiro passo para tornar o pas provedor de solues tecnolgicas em nvel glo-bal. o Centro ser um gerenciador de projetos de acordo com as prio-ridades acordadas com a Agncia nacional de petrleo, Gs natural e Biocombustveis (Anp).na ocasio, a BG assinou um protocolo de intenes com a Escola politcnica da Usp para desenvolvimento de projetos de pesquisa no setor de leo e gs, parte do plano de investimento em p&d no pas.Alm de parcerias com uni-versidades e investimentos em infraestrutura, o Centro desen-volver novas tecnologias e contri-buir para a formao de recursos humanos de alto nvel em todo o pas, diz o presidente do conselho de administrao do BG Group, sir robert Wilson, que veio ao Brasil na ocasio para anunciar o plano de investimentos da BG Brasil que alcana Us$ 30 bilhes nesta dcada.A BG Global technology Cen-ter (GtC) vai gerir os programas de pesquisa que sero executados no Brasil. pr-sal, perfurao, se-gurana operacional e meio am-biente esto entre as linhas de projetos a serem desenvolvidos. A previso de investimentos da BG Brasil no programa de Us$ 1,5 bilho at 2025. segundo a empresa, o GtC ser o epicentro da pesquisas do BG Group e ir atender to-dos os desafios tecnolgicos do grupo em mbito mundial. os estudos realizados no Centro se concentraro em pesquisa, desenvolvimento e aplicao de estudos e projetos realizados em parceria com a academia brasi-leira e prestadores de servios instalados no Brasil. O PRIMEIRO CENTRO de P&D no Brasil da empresa sueca Saab ser inaugurado em maio, em So Ber-nardo do Campo (SP). J temos 15 empresas e uni-versidades participando do projeto. Nossa meta inaugurar a unidade com pelo menos 20 integrantes, informou o diretor tcnico da Saab, Pontus De Laval. Segundo o execu-tivo, a iniciativa da Saab tem como objetivo proporcionar tanto experi-ncias de conhecimento (pesquisa) quanto corporativas (negcios). O centro de P&D para o Brasil foi desenvolvido a partir de um modelo utilizado na Sucia, com base na cooperao entre indstria, acade-mia e governo. A ideia instalar a unidade, identificar as necessidades da sociedade brasileira e desen-volver as solues a partir desde diagnstico, completou.Ele informou ainda que as reas de pesquisa provavelmente sero relacionadas a setores como defe-sa, segurana, transporte, logstica, energia e meio ambiente. A previ-so de investimento para financiar os projetos de US$ 50 milhes.pesquisa em parceria: os novos centros de P&D da cadeia produtiva de petrleo no brasilSuecos inauguram centro de P&D no Brasil em maioFoto: Arquivo ABDI28 Guia do Estudante 2011Ao sair do fundo do oceano, o petrleo cru levado para refinarias de todo o pas para ser sub-metido a um proces-so qumico de limpeza para que estas produzam diversos derivados como lubrificantes, asfalto, diesel, gasolina, querosene, entre outros.A indstria de refino no Brasil est a pleno vapor, com grandes empreendimentos sendo impul-sionados pela petrobras, como o Complexo petroqumico do rio de Janeiro (Comperj), a refinaria Abreu e lima, em pernambuco, a refinaria do nordeste (rnEst) e duas refinarias premium. Com isso, a estatal pretende aumentar a capacidade de refino de 1,8 milho de barris para 2,2 milhes por dia. so grandes as oportunidades para quem quer ingressar no setor de refino, principalmente para os interessados na rea de engenharia de petrleo e engenharia qumica. E a especializao tambm envol-ve trabalhadores de segurana do trabalho, manuteno e automao. Hoje, tanto universidades p-blicas quanto privadas oferecem vagas para cursos voltados para o mercado de petrleo. Em funo da grande demanda do setor e de es-tudantes interessados na rea, vem aumentando a cada ano o nmero de instituies que esto abrindo cursos tanto de graduao quanto de especializao. formaoO profissional do refinoCom grandes investimentos programados para os prximos anos, as refinarias so uma tima oportunidade para quem quer entrar no mercado de leo e gs e conhecer mais profundamente esta indstria. Foto: Bia Cardosopor Rodrigo MiguezGuia do Estudante 2011 29 pioneiro no Brasil, o curso de Engenharia de Explorao e pro-duo de petrleo da Universida-de Estadual do norte fluminense (Uenf) foi criado h 17 anos para aumentar a profissionalizao na rea de explorao de petrleo na Bacia de Campos. o curso combina a formao bsica do engenhei-ro (matemtica, fsica e qumica) com o domnio de informtica e conhecimentos fundamentais de geofsica e geoqumica, engenharia de petrleo e petrofsica. Oportunidades profissionaisCom a alta demanda por pro-fissionais especializados nas mais diversas reas, praticamente todos os engenheiros formados tm vaga garantida nas empresas do setor petrolfero que atuam na Bacia de Campos e em outras regies produtoras do Brasil e do mundo. Alm de ser uma rea em ex-panso, a grande procura pelas profisses ligadas ao setor de pe-trleo tambm tem relao com os salrios aplicados, em geral muito bons. Hoje, a remunerao mdia inicial em cargos tcnicos de nvel mdio de cerca de r$ 2.600, j na rea de engenharia esses valores podem chegar a r$ 6.000.percebendo o aumento da de-manda do mercado de leo e gs, as empresas privadas esto inves-tindo no setor de refino, deixando para trs a ideia de muitos de que as oportunidades esto apenas na petrobras. Hoje, as refinarias privadas atendem demanda dos seus clientes com muita qualidade, ajudando no aumento dos negcios para os pequenos produtores de petrleo. Empresa fabricante de solven-tes, a dax oil inaugurou, no ano passado, sua unidade de refino de petrleo no polo petroqumico de Camaari (BA). Com investimentos de r$ 20 milhes, a expectativa da companhia processar em mdia 2,5 mil barris por dia. Com isso, os produtores independentes de pe-trleo localizados na Bahia passam a contar com uma alternativa para a comercializao da produo, at ento destinada petrobras, man-guinhos (rJ) e a refinaria paulista Univen, em itupeva.os investidores nos peque-nos campos de produo andaram desanimados com as dificuldades de venda de seu petrleo e acaba-ram reduzindo o ritmo. Acredita-mos que, com a nossa entrada no mercado, este cenrio deve mu-dar, comentou Cyro Valentini Jr, da dax oil, em entrevista exclusi-va TN Petrleo no incio do ano passado.Trabalho em terrao dia a dia em uma refinaria definido basicamente pelo re-cebimento das cargas e insumos programados, o planejamento e a execuo dos diversos tipos de pro-cessamento industrial existentes e a movimentao e transporte dos produtos acabados. A alta tecnolo-gia, a integrao e o compromisso com a segurana, com o meio am-biente e com a sade esto sempre presentes nas rotinas dirias.Como as refinarias produzem de forma contnua para atender s demandas do pas e do mercado em geral, os regimes de trabalho so divididos entre administrativo e de turno. no regime administra-Principais produtos das refinarias Asfalto; Diesel/leo diesel; Nafta; leo combustvel; Gasolina; Querosene e querosene de aviao; Gs Liquefeito de Petrleo (GLP); leos lubrificantes; Ceras de parafinas; Coque.Foto: Agncia PetrobrasFoto: Bia Cardoso30 Guia do Estudante 2011tivo, alm da operao dos proces-sos, so realizadas atividades de acompanhamento da produo, manuteno e servios adminis-trativos de suporte aos processos industriais. no regime de turno, ocorre a operao dos processos industriais.para atender a essa forte de-manda de profissionais neces-srio investimento em escolas tcnicas voltadas para a cadeia produtiva de petrleo e gs em todo o Brasil. Juntamente com isso, o fomento s carreiras de n-vel superior ligados rea, para fazer com que os jovens possam cada vez mais se informar sobre a importncia e as vantagens do ensino mdio profissionalizante e dos cursos tcnicos necessrios para se trabalhar na indstria. os futuros profissionais de re-finarias que tm interesse em in-gressar na petrobras, por exemplo, devem ficar atentos aos cargos de tcnico de manuteno, tcnico de operao, tcnico de Administra-o e Controle Jr. que foram os mais demandados no ltimo processo seletivo pblico (psp) da petrobras, e possuem muitas oportunidades de crescimento profissional.outra porta interessante para entrar no mercado das refinarias atravs de programas de estgio, que so uma boa oportunidade de ganhar experincia, podendo at surgir uma vaga para efetivao na empresa. H mais de 50 anos recebendo estagirios, a refinaria riograndense uma referncia no setor, sendo a origem da ipiranga, e desde o seu incio apoia o crescimen-to profissional de jovens estudantes. no ano passado, 30 estagirios passaram pela refinaria exercendo funes em reas como produo, engenharia e meio ambiente. Com capacidade de processamento de 17 mil barris de petrleo por dia, a refinaria riograndense produz sobretudo gasolina, leo diesel, bunker, asfalto, Glp e solventes. Profisses nas refinarias Engenheiro de Petrleo; Engenheiro Qumico; Automao; Tcnicos de Produo de Refino de Petrleo; Engenheiro de Processamento de Petrleo; Engenheiro de Equipamentos; Engenheiro de Segurana; Engenheiro de Meio Ambiente; Tcnico de Operao; Tcnico de Manuteno; Tcnico de Inspeo de Equipamentos e Instalaes; Tcnico Qumico de Petrleo; Tcnico de Segurana; Tcnico Ambiental; Tcnico de Suprimento de Bens e Servios; Tcnico de Projeto, Construo e Montagem; Tcnico de Comercializao e Logstica.Foto: Bia Cardosowww.tnpetroleo.com.brInformao que repercute.Foto: Banco de Imagens Stock.xcngformaoGuia do Estudante 2011 31 A maioria das em-presas enfrenta dificuldades com a falta de trabalha-dores qualificados, o que prejudica o aumento da competitividade. de acordo com o estudo da Cni, das 1.616 empresas consultadas, 69% enfrentam dificuldades com a falta de trabalhadores qualifi-cados. E mais, 78% das empresas que informam enfrentar o proble-ma procuram capacitar o tra-balhador dentro da prpria em-presa. Essa a principal forma de lidar com a situao, revela o levantamento. no entanto, 52% das empre-sas industriais indicaram que a m qualidade na educao bsica uma das principais dificuldades que enfrentam para qualificar os trabalhadores. o pas precisa melhorar sua educao bsica para aumentar a competitividade da indstria brasileira, atesta o estudo.o problema atinge empresas de todos os setores da indstria de transformao e da indstria extrativa e prejudica, sobretudo, empresas de menor porte. o dficit atinge 70% das pequenas e mdias empresas e 63% das grandes. o problema sentido da produo s vendas, passando por pesquisa e desenvolvimento (p&d) e pela gerncia da organi-zao, l-se na publicao.A rea de produo, contudo, a mais afetada com a falta de engenheiros, tcnicos e operado-res. nestas duas ltimas catego-rias, o problema ainda mais dis-seminado. Quase a totalidade das empresas que enfrentam a falta de trabalhadores qualificados tem dificuldade em encontrar tcnicos (94%) e operadores (82%). o que chama a ateno que as empresas esto sentindo as mesmas dificuldades que os cursos de capacitao j tinham detectado, que a pouca quali-dade da educao bsica, disse o gerente-executivo da Unidade de pesquisa da Cni, Renato da Fonseca, que divulgou a pesqui-sa. As empresas hoje necessitam de trabalhadores versteis, flex-veis, que precisam de educao e treinamento, completou.de acordo com o diretor de Educao da fundao vanzo-lini, prof. Renato de Oliveira Moraes, devido ao crescimento da econo-mia interna, o Brasil teve que alavancar sua produo e melhorar a qualidade de seus produtos para se tornar competitivo no mercado externo tambm. isso interferiu diretamente na quali-ficao de nossos trabalhadores que, no passado, tiveram acesso educao bsica insuficiente. neste primeiro momento, as empresas tero que apostar em programas de capacitao que incentivem o aperfeioamento de seus trabalhadores em diver-sos setores, explica.de acordo com moraes, o que acontece tambm que muitos profissionais assumem cargos mais elevados e pouco tempo depois percebem que neces-srio adquirir conhecimentos de forma rpida. para levar conhe-cimentos a estes profissionais, a fundao vanzolini com atuao na rea educacional criou sete novos cursos com enfoque nas reas da indstria automotiva, sustentabilidade ambiental, tecnologia da informao e negcios. so eles: Gerncia da inteligncia Competitiva; Gesto da tecnologia da informao; Gesto de Empreendimentos e operaes na Construo Civil; Gesto de negcios e operaes em servios; Ecodesign design e inovao para a sustentabi-lidade Ambiental; sustentabi-lidade na Cadeia produtiva e Anlise e projeto de negcios no novo setor Automotivo, destaca moraes. para grupos de profis-sionais, possvel desenvolver as aulas do curso no formato in company, com programao especfica para empresas de ori-gens nacional e internacional. Falta de trabalhador qualificado afeta 69% das indstriasPraticamente sete em cada dez empresas industriais brasileiras enfrentam problemas de falta de trabalhador qualificado. A constatao da Sondagem Especial pela Confederao Nacional da Indstria (CNI). As empresas que tm tais dificuldades afirmam que a escas-sez de mo de obra qualificada prejudica a competitividade.32 Guia do Estudante 2011Tcnicos e engenhei-ros so as profisses com maior escassez de profissionais capacitados em comparao com a necessidade do mercado no Bra-sil, segundo pesquisa da manpo-werGroup. Este o segundo ano em que o pas participa. A pesquisa identificou que 57% dos 876 empregadores brasileiros ouvidos pelo estudo encontram dificuldade em preen-cher funes e posies impor-tantes dentro de suas organiza-es. Esta a sexta edio da pesquisa de Escassez de talentos realizada pelo manpowerGroup, e revela que um em cada trs empregadores do mundo se de-para com diversos problemas na busca por talentos que ocupem os postos em aberto.no Brasil, os cargos com maior escassez de talentos so tcnicos em produo, opera-es, engenharia e manuteno, seguidos por engenheiros e mo-toristas. Em comparao com os resultados do ano passado, a de tcnico continua a ser a profisso com maior incompatibilidade en-tre a qualificao disponvel e o perfil demandado. trabalhadores de ofcio manual e operadores de produo deixaram de ocupar o topo da lista e passaram, respec-tivamente, para a oitava e quinta posies do ranking de 2011.Embora nem todos os empregadores tenham sentido os efeitos da escassez de talen-tos enfrentada globalmente, os fatores do mercado de trabalho atual apontam que provvel que em breve todos comecem a sentir essa presso. As empre-sas precisam adotar uma ampla abordagem para garantir que eles tenham o talento necessrio para alcanar seus objetivos de negcios. Enquanto o talento no pode ser fabricado em curto pra-zo, uma abrangente estratgia de capacitao de mo de obra deve assegurar os negcios da empre-sa, fazendo com que ela tenha os talentos necessrios para viabi-lizar suas estratgias, afirma o country manager da manpower Brasil, riccardo Barberis.o recente estudo do manpo-werGroup, fabricando talentos para a era do potencial humano, faz recomendaes de como os empregadores devem enfrentar o estigma da escassez de talentos, face ao grande nmero de traba-lhadores disponveis incluindo uma estratgia completa de fora de trabalho, atualizando os modelos de trabalho e as prticas das pessoas para refletir a reali-dade do sculo xxi e colaborar com todos os pblicos.o fato de as empresas esta-rem citando a falta de capacita-o ou experincia como razo para a escassez de talentos deve chamar a ateno das organi-zaes, governos e indivduos, completa Barberis. impres-cindvel que todos trabalhem juntos, de forma sistemtica, gil e sustentvel, para lidar com o desequilbrio no mercado entre oferta e demanda. Pesquisa revela escassez de talentos no nvel tcnicoPesquisa da Manpower Brasil aponta que demanda do mercado maior do que o nmero disponvel de profissionais qualificados como tcnicos e engenheiros. E mais: 57% dos empregadores brasileiros tm dificuldades para preencher vagas a mdia global de 34%. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial da falta de mo de obra.mo de obraRanking das dez profisses com maior escassez de talentos no Brasil em 20111. Tcnicos2. Engenheiros3. Motoristas4. Operrios5. Operadores de Produo6. Representantes de Vendas7. Secretrias e Assistentes Administrativos8. Trabalhadores de Ofcio Manual9. Mecnicos10. Contadores e Profissionais de FinanasInformao de qualidadeAssine hoje mesmo!SIM!Sempre, sempre, sempre...H mais de uma dcada, TN PETRLEO a mais importante mdia impressa do setor.Uma competente e especializada equipe de jornalistas, articulistas e consultores traz para voc os principais fatos referentes a essa in-dstria, com informaes isentas e objetivas.Eu quero receber uma assinatura anual (6 edies) da Revista TN PETRLEO, por apenas R$ 100,00 (cem reais).Depsito bancrio em favor de Bencio Biz Editores Associados Ltda. (Unibanco, agncia 0108, c/c 131418-7).Enviar comprovante via fax (55 21 3221-7511), ou por e-mail (matias@tnpetroleo.com.br). Boleto bancrio (via: assinatura@tnpetroleo.com.br), ou diretamente em nosso site, www.tnpetroleo.com.br/assinatura.EXPLORAO E PRODUO REFINO E DISTRIBUIO GEOFSICA E SSMICA DUTOS E TERMINAIS INDSTRIA NAVAL E OFFSHORE BIOCOMBUSTVEIS E SUSTENTABILIDADE RECURSOS HUMANOS E GOVERNANA CORPORATIVA LEGISLAO E MERCADONome:Endereo:CEP:Tel.:Cidade:Fax:Estado:e-mail:Empresa: Cargo:H mais de uma dcada, a mais importante mdia impressa do setor.Uma competente e especializada equipe de jornalistas, articulistas e consultores traz para voc os principais fatos referentes a essa in-dstria, com informaes isentas e objetivas.www.tnpetroleo.com.br | 55 21 3221-75002010_Assinatura_10_Outubro.indd 1 07/06/2011 17:01:04Guia do Estudante 2011 33 Informao de qualidadeAssine hoje mesmo!SIM!Sempre, sempre, sempre...H mais de uma dcada, TN PETRLEO a mais importante mdia impressa do setor.Uma competente e especializada equipe de jornalistas, articulistas e consultores traz para voc os principais fatos referentes a essa in-dstria, com informaes isentas e objetivas.Eu quero receber uma assinatura anual (6 edies) da Revista TN PETRLEO, por apenas R$ 100,00 (cem reais).Depsito bancrio em favor de Bencio Biz Editores Associados Ltda. (Unibanco, agncia 0108, c/c 131418-7).Enviar comprovante via fax (55 21 3221-7511), ou por e-mail (matias@tnpetroleo.com.br). Boleto bancrio (via: assinatura@tnpetroleo.com.br), ou diretamente em nosso site, www.tnpetroleo.com.br/assinatura.EXPLORAO E PRODUO REFINO E DISTRIBUIO GEOFSICA E SSMICA DUTOS E TERMINAIS INDSTRIA NAVAL E OFFSHORE BIOCOMBUSTVEIS E SUSTENTABILIDADE RECURSOS HUMANOS E GOVERNANA CORPORATIVA LEGISLAO E MERCADONome:Endereo:CEP:Tel.:Cidade:Fax:Estado:e-mail:Empresa: Cargo:H mais de uma dcada, a mais importante mdia impressa do setor.Uma competente e especializada equipe de jornalistas, articulistas e consultores traz para voc os principais fatos referentes a essa in-dstria, com informaes isentas e objetivas.www.tnpetroleo.com.br | 55 21 3221-75002010_Assinatura_10_Outubro.indd 1 07/06/2011 17:01:0434 Guia do Estudante 2011Cincia que estuda a es-trutura, composio e dinmica do planeta, sob a tica da fsica, a Geofsica uma das reas mais importan-tes da indstria de petrleo e gs. levando em considerao que a maior parte dos recursos mine-rais, principalmente o petrleo, encontrada em profundidades muito alm das alcanadas pelas formaoo comeo de tudoGeofsica e a ssmica,Da explorao e modelagem de bacias ao desenvolvimento do campo e acompanhamento da produopor Cassiano VianaGelogos da Petrobras atuando em plena Floresta Amaznica, na regio de Urucu.Foto: Agncia PetrobrasGuia do Estudante 2011 35 observaes da geologia de super-fcie, o geofsico um profissional bastante requisitado, atuando na explorao, no desenvolvimento e acompanhamento da produo.o estudo dos campos, a coleta e interpretao dos dados ssmicos esto entre as atividades principais da profisso. outro ramo desta rea a utilizao de mtodos geofsicos no diagnstico ambiental e moni-toramento de impactos.o trabalho do geofsico consiste em coletar, com auxlio de equipa-mentos apropriados, essas informa-es (em terra, no mar, em poos ou pelo ar), trat-las convenientemen-te e interpret-las com o auxlio do conhecimento geolgico. Como as tcnicas empregadas so, em ge-ral, muito sofisticadas e o volume de dados levantados muito grande, o perfil desse profissional interdis-ciplinar e exige conhecimentos de geologia, fsica, matemtica e com-putao, alm de disposio para o trabalho em equipe e, muitas vezes, em longos perodos no campo.o mercado est em crescimento. o geofsico tem um campo de traba-lho muito amplo e a demanda por esse tipo de profissional cresce ano a ano. Alm do setor de petrleo & gs e da rea acadmica, empresas de construo civil, minerao, meio ambiente e geotecnia oferecem boas oportunidades para quem quer se-guir a carreira. segundo o Crea-sp, o salrio inicial de um geofsico de r$ 3.060,00 (por seis horas dirias).o primeiro curso de bacharela-do em Geofsica no Brasil surgiu em 1984, no ento chamado ins-tituto Astronmico e Geofsico da Universidade de so paulo, ofe-recendo 20 vagas e um currculo bastante amplo e denso. At ento, os geofsicos eram formados no exterior, em geral em nvel de ps--graduao, e o mercado de traba-lho praticamente desconhecia este profissional. Com o passar do tem-po, novos cursos foram surgindo, dando nfase s reas ambiental, de explorao ou de geofsica b-sica. Atualmente, existem vrios cursos no Brasil. os profissionais formados na rea tm se mostrado bem competitivos e produtivos no mercado nacional e internacional, e o nmero de instituies que ofe-recem o curso tende a crescer. Com durao mdia de quatro anos, matemtica, estatstica, fsica, geologia e sistemas computacio-nais so a base do currculo. Entre as disciplinas profissionalizantes esto prospeco de gua, de pe-trleo e de recursos minerais. H vrias atividades prticas, tanto em campo quanto em laboratrio. Elas so fundamentais na formao de profissionais aptos a trabalhar com monitoramento ambiental, na construo civil e na indstria do petrleo. preciso tambm levar em considerao que, por atuar em mercados globalizados, o geofsico sofre a concorrncia de profissio-nais de todas as partes do mundo e necessita de uma permanente atualizao de seus conhecimentos.os cursos de graduao em geofsica da Universidade federal da Bahia (Ufba), da Universidade federal do par (Ufpa) e da Uni-versidade federal fluminense (Uff) esto entre os mais tradi-cionais no pas. merecem desta-que tambm os cursos do instituto de Geocincias e Cincias Exatas da Unesp (Universidade Estadual paulista Julio de mesquita), do instituto de Geocincias da Ufr-Gs (Universidade federal do rio Grande do sul) e do instituto de Geocincias, da UnB (Universi-dade de Braslia). Links teisUniversidade Federal da Bahia (Ufba) www.ufba.brInstituto de Geocincias e Cincias Exatas - Unesp (Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita) www.unesp.brUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) www.ufrgs.br/ufrgsUniversidade de Braslia (UnB) www.unb.brCurso de Graduao em Geofsica da Universidade Federal Fluminense (UFF) www.proac.uff.br/geofisicaUniversidade Federal do Par (Ufpa) www.portal.ufpa.brFoto: Divulgao36 Guia do Estudante 2011Os alunos que esto entrando na inds-tria de energia, ago-ra e no futuro, tero a oportunidade de causar um impacto importante na sociedade moderna, pois a energia essencial para a gesto do nosso mundo. medi-da que aumenta o consumo de energia, a qua-lidade de vida sobe e mais pessoas tm con-dies de melho-rar seu padro de vida, observa Alain Labastie, presidente da spE.de acordo com a Agncia in-ternacional de Energia, at 2030 a demanda mundial por energia ser quase 40% maior do que hoje. para alcanar esse crescimento, esto previstos para os prximos 20 anos mais de Us$ 20 trilhes em investimentos globais, dos quais boa parte ser direcionada para o desenvolvimento de tecnologia. tambm possvel prever que um grande nmero de engenheiros que atuam na indstria de petrleo e gs vai se aposentar nos prxi-mos cinco a dez anos. sempre converso com os alunos sobre a excelente oportunidade que tra-balhar em uma indstria que vai receber um volume to grande de investimentos e na qual muitos dos profissionais de nvel snior iro se retirar do mercado nos prximos anos, afirmou labastie.maior prova disso que o n-mero de jovens que esto comean-do nesse setor continua a crescer. Atualmente, os scios da spU com idade inferior a 35 anos de idade j representa 23% do total. A spE tem mais de 23.500 estudantes scios na comunidade universitria (uni-versity chapters) em 52 pases, de todas as partes do mundo o que representa 20% a mais do que no ano passado. no Brasil, a spE tem mais de mil estudantes scios, em nove universidades.o complexo processo de deci-so e a capacidade de gerir e ex-plorar todas as possibilidades da tecnologia avanada que demanda hoje essa indstria exigem anos de experincia. Alm das habilida-des tcnicas, destacada liderana e capacidade de comunicao so essenciais para o trabalho em equi-pes multidisciplinares.o desenvolvimento de com-petncias tcnicas uma viagem ao longo da vida. trata-se de for-mao na prtica, da experincia adquirida atravs de atribuies de trabalho, bem como da tutoria e da aprendizagem que pode ser incorporada por meio da partici-pao em sociedades tcnicas, observa Alain labastie. Acredito firmemente que ser um participan-te ativo na spE pode proporcionar entidadesSPE agiliza transio de estudantes para a indstria de E&POs estudantes que esto buscando carreira na indstria do petrleo, escolheram um trabalho muito importante encontrar e produzir energia. Juntar-se Sociedade de Engenheiros de Petrleo (Society of Petroleum Engineers/SPE), como estudante scio, pode ajud-los na opo por essa rea, assim como facilitar o ingresso nesse mercado de trabalho. Histria Fundada em 1955, as organizaes antecessoras a SPE datam do nascimento da indstria petrolfera, nos idos de 1880. Membros Mais de 97 mil mem-bros em 118 pases, participam em 180 sees e 225 comu-nidades universitrias. Esto includos entre os membros da SPE mais de 25 mil estudan-tes participantes.Brasil So mais de mil estu-dantes em nove universidades.Guia do Estudante 2011 37 oportunidades ilimitadas de apren-der e ganhar o reconhecimento, que ir ajudar os alunos em suas carreiras profissionais.Acesso ao conhecimentopor que tornar-se um estudante scio do spE? Um dos benefcios mais importantes o acesso aos recursos tcnicos e profissionais da entidade. Cada comunidade (student chapter) afiliada a uma seo, o que permite aos alunos interagir com os profissionais em exerccio e se beneficiar da tecno-logia de discusses que ocorrem nas reunies de seo. Alm de programas de bol-sas, inclusive de ps-graduao h um banco de dados sobre o assunto no site www.spe.org , a spE oferece oportunidades de de-senvolvimento e qualificao aos seus filiados, como, por exemplo, a orientao profissional. A entidade dispe tambm de um programa de orientao online (eMentoring online), por meio do qual os estudantes ficam conecta-dos a um profissional jovem (com idade inferior a 35 anos) que pode servir como orientador nas questes da carreira. os scios estudantes podem ainda participar de progra-mas especiais de desenvolvimento oferecidas pela sua comunidade (by their chapter) e assistir s reunies locais da spE l quando so discu-tidos assuntos tcnicos. por meio do programa professor Embaixador, jovens profissionais visitam as universidades e con-versam com os scios estudantes, partilhando experincias relacio-nadas carreira, como graduao, especializaes e ps-graduao, alm de debater sobre as modernas tecnologias e a rotina de trabalho na E&p de petrleo e gs.A spE realiza ainda competi-es estudantis regionais que se constituem em uma oportunida-de mpar para os alunos mostra-rem suas pesquisas e habilidades analticas, competindo com outros alunos em premiaes regionais e internacionais. o ltimo concurso para estudantes brasileiros acon-teceu na Competio regional Amrica latina /Caribe, realizada em 30 de novembro de 2010, em lima, peru. participar em concur-sos regionais no s amplia as ha-bilidades tcnicas, como enrique-ce o currculo do aluno quando se candidata a empregos.A entidade tambm oferece oportunidades de capacitao em uma nova rea os alunos podem praticar suas habilidades de ge-renciamento de equipe, servindo como oficial em um comit univer-sitrio ou como lder de um comit de eventos.para se qualificar como es-tudante scio da spE, o aluno universitrio deve estar matri-culado no curso de engenharia de petrleo ou em alguma rea relacionada, ter pelo menos 30% de calendrio acadmico em tem-po integral, estar buscando uma licenciatura ou ps-graduao, ou estudar em uma universidade na qual haja comit estudantil esta-belecido pela spE.no Brasil, a spE tem comits de estudantes na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual do norte fluminense, Universidade federal de itajub (mG), Universidade de vila velha Uvv/Es, Universidade federal do rio Grande do norte, pontifcia Universidade Catli-ca do rio de Janeiro (pUC-rio), Universidade federal fluminen-se (Uff), Universidade federal do Esprito santo e Universidade federal do rio de Janeiro (UfrJ). Em 2009, a Unicamp foi reconhe-cida como o melhor Comit Estu-dantil da spE foi o nico comit brasileiro a receber este prmio internacional.A society of petroleum Engi-neers (spE) uma associao sem fins lucrativos cujos membros so profissionais envolvidos no desen-volvimento dos recursos energticos e de produo. A spE atende a 92 mil membros de mais de 117 pases em todo o mundo. um recurso fundamental para o conhecimento tcnico relacionado explorao de petrleo e gs e na indstria de produo e presta servios atravs de suas publicaes, conferncias, workshops, fruns e do site www.spe.org. para mais informaes, vi-site www.spe.org/students. Foto: Divulgao SPE38 Guia do Estudante 2011Segundo estudo do programa de mobi-lizao da indstria nacional de petr-leo e Gs natural (prominp), sero necessrios pelo menos 15.421 profissionais da rea engenharia, entre tcnicos e de nvel superior.por ser de uma rea que abrange todos os ramos relacio-nados produo de hidrocarbo-netos (leo ou gs natural), alm de atuar na explorao, o enge-nheiro de petrleo contratado para trabalhar em perfurao, transporte, instalao de siste-mas submarinos, de gasodutos e no desenvolvimento de projetos. As atividades so divididas em geral em duas grandes reas: ups-tream atividades de explorao e produo; e downstream ativida-des de refino e distribuio.A Engenharia de petrleo dividida em seis reas bsicas: Engenharia de reservatrios, Engenharia de perfurao, Engenharia de completao, processo de produo, Econo-mia do petrleo e tecnologia offshore.Com durao mdia de quatro anos, os cursos de Enge-nharia do petrleo contam com aulas de clculos, fsica, qumi-ca, geologia, geometria, lgebra, lgica, estatstica, mecnica e fenmenos de transporte, prin-cipalmente nos dois primeiros anos. A partir do terceiro ano, entram matrias mais especfi-cas, como fontes alternativas de energia, tcnicas de explorao e refino do petrleo, prospeco de petrleo, matrias ligadas indstria do petrleo, engenha-ria de reservatrio, mtodos de elevao, cincias dos materiais, entre outras. na grade curricular tambm h disciplinas ligadas gesto do negcio, como marke-profissesO engenheiro de petrleo Engenharia de poo, de produo e qumicaCom o aquecimento da indstria de petrleo no Brasil, sobretudo aps as descobertas das reservas na regio do pr-sal, o pas precisa investir at 2013 na qualificao de 207 mil profissionais de 185 categorias para atender demanda da cadeia de fornecedores da indstria do petrleo. Foto: Agncia Petrobraspor Cassiano VianaGuia do Estudante 2011 39 ting, empreendedorismo, gesto ambiental e direito internacional. o engenheiro de petrleo capacitado para atuar em diver-sos segmentos da cadeia produti-va do petrleo, desde a pesquisa de novas jazidas at a produo de petrleo e gs natural. Ele habilitado tambm para fazer anlise econmica e avaliao de reservatrios e para auxiliar em projetos de construo de plataformas e poos de petrleo. o campo de trabalho para esse profissional abrange: empresas de extrao, de engenharia, con-sultoria, institutos de pesquisa e rgos do governo.Cabe Engenharia de poos, por exemplo, a tarefa de perfurar, testar e equipar os poos para que esses atendam aos requisitos de explorao ou produo.J a Engenharia de produo de petrleo est relacionada ao conjunto de tecnologias e tcni-cas que envolvem os processos de elevar e escoar a produo do fundo do poo, separao multifsica (leo, gs e gua) e produo, bem como os proces-sos fsico-qumicos que promo-vem a separao das fases dentro de rigorosas especificaes e posterior transporte da produo para os terminais. o engenheiro deve conhecer como ningum o comportamento dos fluidos e suas propriedades para que escoamen-to destes seja feito atravs dos melhores mtodos possveis.o engenheiro de produo pode atuar tanto no setor in-dustrial como no de servios, realizando o planejamento, coordenao e controle dos processos produtivos. o curso de Engenharia de produo lida com a interao de homens, ma-teriais, equipamentos e proces-sos, encarando-os como recursos para a realizao da atividade produtiva. o curso d nfase s competncias gerenciais, mas tambm trabalha as habilitaes tecnolgicas, de modo que o engenheiro possa atuar nos mais diversos nveis das organizaes empresariais, desde o cho de fbrica at a administrao.A Engenharia Qumica, por sua vez, a rea/profisso que se dedica concepo, desen-volvimento, dimensionamento, melhoramento e aplicao dos processos e dos seus produtos.na cadeia do petrleo, o en-genheiro qumico responsvel por todo o processamento que ocorre aps o petrleo sair do poo. Assim, a partir da separa-o primria entre gs/leo/gua/areia, que ocorre na boca do poo, at a produo de combus-tveis e derivados so atividades sob a responsabilidade do enge-nheiro qumico. Esse profissio-nal, juntamente com o qumico industrial, tambm responsvel pelo acompanhamento da qua-lidade dos derivados produzidos nas refinarias. Aps a descoberta do petrleo, o engenheiro de petrleo o responsvel por de-senvolver o poo e acompanhar sua operao.o bacharel em Engenharia de petrleo, ou engenheiro de petrleo, tem como campo de atividade os petroleiros, refina-rias, plataformas martimas e petroqumicas. Com seus co-nhecimentos em engenharia, geofsica, minerao e geologia, ele trabalha na descoberta de jazidas de petrleo e tambm em poos de gs natural. da responsabilidade desse profis-sional desenvolver projetos que visem explorao e produo desses bens, sem prejuzo ao meio ambiente nem desperdcio de material. Alm disso, cuida do transporte do petrleo e seus de-rivados, desde o local da explo-rao at a chegada na refinaria. Esse especialista tambm pode atuar em consultorias ambien-tais e no setor de exportao e importao, fazendo pesquisas de preos de matrias-primas ou captando compradores. requisito da profisso conhecer a legislao internacional que regula as atividades ligadas ao petrleo e seus derivados e, como a maior parte das empresas do setor estrangeira, necess-rio ter fluncia em ingls.os cursos de graduao do departamento de Engenharia Qumica e de petrleo, como os da Universidade federal flumi-nense (Uff), da Universidade federal do rio de Janeiro (UfrJ), da Universidade Estadual do norte fluminense (Uenf) e da Universidade Estadual de Cam-pinas (Unicamp), esto entre os principais no pas. NO BRASIL, O PRIMEIRO CURSO de Engenharia de Petrleo foi criado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) em seu Laboratrio de Engenharia e Explorao de Petrleo (Lenep). Em 1987, criado o curso de ps-graduao em Engenharia de Petrleo da Unicamp, resultado de conv-nio de cooperao cientfica firmado com a Petrobras. Tambm em 1987 foi criado o Cepetro (Centro de Estudos de Petrleo).Em So Paulo, o primeiro curso de graduao na rea de Engenharia de Petrleo foi criado pela USP, em 2002.Links teisLaboratrio de Engenharia e Explorao de Petrleo/Lenep www.lenep.uenf.brUFF www.uff.br/petroleo/depsobre.htmUSP www2.poli.usp.br Cepetro www.cepetro.unicamp.br40 Guia do Estudante 2011O perodo de reto-mada comeou em 2000, quando a petrobras deu incio converso, na Bacia de Cam-pos, de dois navios petroleiros nas unidades de produo do tipo fpso (Unidades flutuantes de produo, Armazenamento e descarga), p-43 e p-48, desti-nadas aos campos de Barracuda e Caratinga, respectivamente. pouco tempo depois, o governo brasileiro orientou a petrobras a construir, no Brasil, mais plata-formas, dentre elas a p-51, p-52, p-53, p-54 e prA-1.Hoje, o pas conta com a quinta maior carteira de enco-mendas de navios petroleiros do mundo em 2010, elas somaram 132 projetos (entre plataformas de petrleo, petroleiros, navios graneleiros e porta-contineres, rebocadores, balsas e empurra-dores). no setor de construo naval, o Brasil atualmente s fica atrs da Coreia, China e Japo. o volume de negcios crescente. segundo o sindi-cato nacional da indstria da Construo e reparao naval e offshore (sinaval), apenas a demanda da petrobras para os prximos dez anos prev a construo de 40 plataformas e sistemas de produo de petr-leo, 400 embarcaes de apoio martimo e 70 navios-petroleiros para fazer o transporte entre as plataformas e os terminais locali-zados na costa.para os prximos anos so esperadas novas contrataes de plataformas, navios de apoio e petroleiros. A explorao de profissesO profissional de projeto naval e offshoreEm seu auge, nos anos 1970, a indstria naval brasileira era considerada a segunda maior do mundo, ficando atrs apenas da japonesa. No entanto, em meados dos anos 1980, ela entrou em declnio, as atividades se estagnaram na dcada de 1990, muitos estaleiros fecharam e o setor passou mais de 20 anos sem receber encomendas.por Cassiano VianaFoto: Bia CardosoGuia do Estudante 2011 41 novos reservatrios e o incio de produo dos campos do pr--sal tambm abrem perspectivas de aumento de encomendas de embarcaes e empregos para a indstria naval brasileira.Em 2010, havia 269 empreen-dimentos nos estaleiros asso-ciados ao sinaval. foram cerca de 56 mil empregos diretos que, somados aos 28 mil postos de trabalho da rea nutica de lazer, o total chegava a 84 mil empre-gos diretos.no ano passado havia 13 estaleiros em processo de implan-tao, expanso ou modernizao em diversas regies do pas. Um dos principais polos da inds-tria naval brasileira, o estado do rio se prepara para uma nova expanso do setor. de acordo com a secretaria Estadual de desen-volvimento Econmico, Energia, indstria e servios, nos prxi-mos anos sero geradas mais de dez mil vagas em cinco estaleiros na capital, na regio metropoli-tana e em cidades do interior.H 13 estaleiros em implan-tao ou expanso/modernizao em diversas regies do Brasil. logo, este um mercado de tra-balho em expanso e de grandes oportunidades.os profissionais especialistas em engenharia naval e offshore devem estar preparados para participar de empreendimen-tos que se destinam ao projeto, construo, reparo, operao e manuteno de navios e platafor-mas ocenicas ligados cadeia de prospeco, transporte, arma-zenagem e produo de petrleo em terra e em mar. Arquitetura naval e projeto de navios e plataformas, engenharia de sistemas, ergonomia, plane-jamento da produo offshore, teoria bsica de estruturas navais offshore esto entre as principais disciplinas dos cursos oferecidos para os interessados.Entre os principais cursos de Engenharia naval no pas esto o da Universidade federal do rio de Janeiro (UfrJ), o da Escola politcnica da Universidade de so paulo (Usp), Universidade federal de pernambuco (Ufpe) desenvolvida para atender a demanda do Complexo indus-trial de suape , da Universi-dade federal do par (Ufpa) e o curso de Engenharia mecnica da Universidade federal do rio Grande (furg).Alm disso, so vrias as opor-tunidades para o nvel tcnico, passando por vagas para mecni-cos, eletricistas, instrumentistas, tcnico de tubulao, pintores, soldadores, montadores de andai-me e alpinistas industriais.no rio de Janeiro, o ser-vio nacional de Aprendiza-gem industrial (senai) oferece diversos cursos de qualificao e especializao na rea. Entre os de qualificao esto: ajustador mecnico, montador de estrutu-ras metlicas, caldeireiro, solda-dor de arame tubular, soldador de eletrodo revestido, soldador tiG, soldador mAG, soldador brasador oxicombustvel e pintor industrial. As unidades que oferecem os cursos so o Cen-tro de tecnologia senai-rJ de solda, no maracan; o Centro de tecnologia senai-rJ Automao e simulao, em Benfica; e as unidades de niteri, so Gona-lo, maca, Jacarepagu, santa Cruz, duque de Caxias, Campos, Barra mansa. J a fundao de Apoio a Escola tcnica (faetec) tem op-es como encanador industrial, bsico em caldeiraria, inspe-tor de solda nvel i, instalao mecnica de motores martimos, soldador, soldagem a maarico, soldagem com eletrodo revestido, soldagem miG-mAG, soldagem tiG, alm do tcnico em mqui-nas navais e tcnico em constru-o naval. Esses e outros cursos so encontrados nas unidades de Campos, santa Cruz, niteri, so Gonalo, so Joo de meriti, duque de Caxias e rezende. Posio Estado Empregos Partic. %1 Rio de Janeiro 25.987 46,312 Pernambuco 10.581 18,863 Amazonas 9.244 16,474 Rio Grande do Sul 5.500 9,805 Santa Catarina 1.958 3,49Outros 2.842 5,07Total geral 56.112 100,00Distribuio regional da produo e do emprego nos estaleiros do BrasilFoto: Cortesia Projemar42 Guia do Estudante 2011No dia 15 de maro, a sociedade Brasi-leira de Engenharia naval (sobena) completou 49 anos de atividade. E em maio, durante almoo comemo-rativo com algumas das princi-pais autoridades e empresrios do setor naval no rio de Janeiro, homenageou profissionais que prestam servios relevantes en-genharia naval brasileira e que se destacaram em suas ativida-des no ano passado.foram homenageados como destaques da engenharia na-val: nelson luiz Coelho Alves, engenheiro da vale, e Carlos Eduardo macedo, do ministrio do desenvolvimento, indstria e Comrcio Exterior (mdiC). na ocasio, o engenheiro da petro-bras, pedro Jos Barusco filho, recebeu a placa da homenagem concedida a ele em 2010. o primeiro homenageado foi Carlos Eduardo macedo, coro-nel aviador da reserva da fora Area Brasileira e atualmente funcionrio do mdiC. ps-gra-duado em gerncia executiva em transporte e mobilizao (Ge-tram) pela faculdade da terra de Braslia (ftB); e em logstica, pelo Certificate in logistics to Executive manager, da Univer-sidade de miami, macedo j recebeu medalha da ordem do mrito militar, da fora Area Brasileira (fAB), medalha do mrito mau, do ministrio dos transportes e medalha do paci-ficador, do Exrcito Brasileiro. Atualmente coordenador-geral das indstrias de transporte Areo, Aeroespacial e naval, na secretaria do desenvolvimento da produo do mdiC.Com extenso currculo, de-sempenhou inmeras funes ao longo de sua carreira: foi conselheiro no Conselho diretor do fundo de marinha mercante (Cdfmm); representante no Grupo de trabalho/transpor-te Aquavirio da Comisso de desenvolvimento Econmico, indstria e Comrcio (decom) da Cmara dos deputados; gestor da poltica de desenvolvimento da Competitividade da indstria martima e de petrleo e Gs; representante do mdiC junto gerncia do projeto H-xBr, com a responsabilidade da compensa-o e cooperao industrial; re-presentante do mdiC no Comit Gestor do Catlogo de navipe-as; representante do mdiC no Comit da rede de inovao para Competitividade da inds-tria naval e offshore (ricino).tambm foi homenageado o engenheiro da vale, nelson luiz Coelho Alves. formado em engenharia mecnica pela Uni-versidade Gama filho, tem mBA Uma trajetria de SUCESSOeventosNo aniversrio de 49 anos, Sobena homenageia profissionais que se destacaram no setor.No alto, esquerda: Alceu Mariano, presidente da Sobena, entrega placa a Carlos Eduardo Macedo, do Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior (MDIC). direita: Sergio Garcia, diretor administrativo da Sobena e Nelson Luiz Coelho Alves, engenheiro da Vale. Ao lado: Luiz Felipe Assis, diretor tcnico da Sobena e Pedro Jos Barusco Filho, engenheiro da Petrobras.Sobena 49 anosFoto: Divulgao SobenaGuia do Estudante 2011 43 executivo em gesto empresarial pela fundao dom Cabral, e vrios cursos de especializao em shipping e gesto, assim como em construo naval no Brasil e no exterior.Quando ainda estudante, foi estagirio na ishikawajima do Brasil Estaleiros s/A (ishi-bras) e na vale do rio doce navegao s/A (docenave). trabalhou na verolme Estalei-ros reunidos do Brasil s/A, nas reas de estimativa, coordena-o tcnica e de contratos e no departamento de compras de mquinas/eletricidade da em-presa, nas unidades do rio de Janeiro e de Angra dos reis.desenvolveu diversas ati-vidades ligadas contratao de fretes, estudos de solues logsticas de transporte martimo, gerenciamento tcnico da frota de navios graneleiros e reboca-dores, projetos, contratao e acompanhamento da construo de navios de grande porte para transporte de minrio e em-barcaes de apoio porturio, gerenciamento das operaes de contineres e diretor da rea de transporte de contineres. Em 2007 passou a integrar o quadro do departamento de navegao da vale, no qual de-sempenhou funes de gerencia-mento e coordenao nas reas tcnica da frota, de operaes comerciais, de planejamento comercial de transporte martimo internacional, de estimativa de custo e projeto bsico de navios, de produo industrial na rea de construo naval, e de com-pras de equipamentos para a construo naval. nos ltimos cinco anos, participou diretamente da contratao para construo de cinco navios porta-contineres no Brasil, pela log-in ao Estalei-ro Eisa no rio de Janeiro, com projeto da projemar, assim como das 51 embarcaes contrata-das diretamente para vale no Brasil, incluindo 15 rebocadores porturios azimutais, sendo 11 construdos no estaleiro detroit, em itaja (sC), e outros quatro no estaleiro santa Cruz, em Araca-ju (sE), dois comboios fluviais formados por dois empurradores e 32 barcaas, em construo no estaleiro rio-maguari, no par, com projeto da interocean, e dois catamars no estaleiro Arpoador, em Angra dos reis, para trans-porte de funcionrios do termi-nal da ilha Guaba. nelson tambm participou diretamente na contratao para construo em trs esta-leiros, na China e Coreia, de 19 navios mineraleiros de 400.000 dwt (valemax) e quatro grane-leiros de 180.000 dwt. os va-lemax de 400k so os maiores mineraleiros do mundo e o pro-jeto bsico foi encomendado projemar, valorizando uma vez mais a engenharia brasileira. A projemar tambm foi contrata-da pela vale para desenvolver o projeto de converso de 12 vlCCs em vloCs em estalei-ros na China.E o homenageado de 2010, que recebeu uma placa na ocasio, foi o engenheiro pedro Barusco, diretor de operaes da recm-formada companhia sete Brasil. formado em engenharia naval pela Universidade de so paulo (Usp), graduou-se mes-tre em engenharia ocenica na Coppe/UfrJ.ingressou na petrobras em janeiro de 1979, onde se apo-sentou recentemente. durante esse perodo, ocupou vrias posies na estatal, foi o primei-ro engenheiro naval do Centro de pesquisas leopoldo Amrico miguez de mello (Cenpes), da petrobras, gerente de engenharia naval no Cenpes e no departa-mento de produo, gerente de instalaes martimas de produ-o no E&p, e foi o primeiro e at o momento o nico enge-nheiro naval a ocupar a funo mais importante da engenharia aplicada na empresa, que a de gerente executivo da engenharia da petrobras.no Cenpes, teve a oportuni-dade de participar de projetos importantes ligados ao desen-volvimento de tecnologia de produo em guas profundas. no departamento de produo, conduziu a instalao de vrios sistemas de produo em guas profundas, participou da inves-tigao do acidente da p-36 e desenvolveu novos sistemas de offloading.na engenharia da petrobras, teve a oportunidade de conduzir projetos como a implantao do Gasoduto nordeste-sudeste, ga-soduto Coari-manaus, a constru-o de vrias plataformas, como p-43/p-47/p-48/p-51/p-52/p-53/p54/p-55/p-56/p-57/prA-1/plataforma fixa de mexilho, entre outras. na rea industrial, executou melhorias e ampliaes em todas as refinarias do Brasil, alm de ter iniciado a implanta-o das novas refinarias renest (refinaria Abreu e lima)/Com-perj (Complexo petroqumico do rio de Janeiro)/premium 1 e premium 2.recentemente foi conduzido a diretor de operaes da sete Brasil, empresa privada que j possui um contrato de cons-truo das primeiras sete son-das martimas de perfurao a serem construdas no Brasil e se prepara para contratar mais 21 unidades, todas para operar para a petrobras. 44 Guia do Estudante 2011A cidade de so paulo sediou a etapa bra-sileira da 6 marato-na Global de Enge-nharia e tecnologia, evento gratuito, pro-movido pela Engineers Week foun-dation e que no Brasil patrocina-do pelas empresas dupont, promon Engenharia e CH2m Hill, com o apoio do ligados na facul, portal de educao destinado a jovens. Com o tema Cultivando o Ama-nh, o evento teve por objetivo debater as perspectivas futuras de carreira nas reas de engenharia e tecnologia, e o papel dos jovens profissionais nesse cenrio. Com a realizao da Copa do mundo de 2014 e das olimpadas de 2016 no Brasil, alm dos cres-centes investimentos em infraestru-tura por conta do pAC e do pr-sal, a demanda por profissionais de engenharia e tecnologia tende a aumentar. por essa razo, o evento tambm funcionou para esclarecer eventuais dvidas sobre a carreira e para compartilhar as oportuni-dades que essas reas oferecem. de acordo com Ana paula Goes, gerente de tecnologia da dupont, o evento global, mas na regio j tem quatro anos de existncia. A cada ano temos visto uma au-dincia maior, motivando mais e mais jovens a seguir as carreiras de engenharia e tecnologia, aponta.A executiva conta que foi gra-tificante participar do evento, pois teve a oportuni-dade de mostrar aos jovens que esto se prepa-rando para a universidade o quo fascinante a carreira de engenharia, sua importncia e o cenrio de atual demanda por pro-fissionais nesta rea. Alm disso, eu, como enge-nheira, pude contar um pouco das vivncias e experincias que venho desenvolvendo ao longo da minha carreira e mostrar a todos que hoje em dia a engenharia deixou de ser uma profisso exercida somente por homens e que, cada vez mais, o nmero de mulheres em dife-rentes reas da engenharia vem crescendo, pontuou.segundo Pablo Ibaez, diretor de operaes da CH2m Hill, o Bra-sil vive um momento especial, com diversos projetos de infraestrutura sendo executados. projees in-dicam que o pas deve crescer de forma sustentada pelos prximos dez a 15 anos. Um dos desafios do pas nesse processo de crescimento ser a qualificao da mo de obra. Evento internacional incentiva carreira nos setores deENGENHARIA E TECNOlOGIAeventosCom o patrocnio da DuPont, Promon Engenharia e CH2M Hill, o Brasil foi um dos pases que receberam a 6 Maratona Global de Engenharia e Tecnologia. O evento foi realizado no incio de maro.6 Maratona Global de Engenharia e TecnologiaFoto: DivulgaoGuia do Estudante 2011 45 EM MEIO S NOTCIAS de so-brecarga no sistema eltrico e apages, a Cmara de Comrcio e Indstria Brasil-Alemanha de So Paulo, em parceria com a VDI-Brasil (Associao de Engenheiros Brasil--Alemanha), realizar, de maio a outubro, o curso de eficincia ener-gtica European Energy Manager (Eurem) em So Paulo. A iniciativa conta com o apoio do Ministrio da Economia e Tecnologia da Alemanha (BMWi) e da GIZ (Agncia Alem para Cooperao Internacional).Desenvolvido por engenheiros alemes e ministrado para mais de mil alunos da Europa desde 2003, o curso foi desenvolvido como um programa de treinamento para gestores de energia. Hoje, o Eurem funciona regularmente e em alto nvel, em 12 pases europeus, como um curso de qualificao padro na rea de gesto de energia. A Unio Europeia (UE) tem como meta melhorar em 20% a eficincia energtica at 2020 e a Alemanha tem papel importante nesse quadro. Alm de aderir meta da UE para 2020, o pas desenvolveu um plano nacional com o objetivo de reduzir o consumo de energia em 80% at 2050, comeando pelos sistemas de aquecimento e isolamento trmico das construes, que respondem sozinhos por 85% dos gastos com energia nos lares alemes. Os esforos da Cmara e do Mi-nistrio da Economia e Tecnologia da Alemanha para implementar o curso no Brasil buscam aumentar a coope-rao tecnolgica Brasil-Alemanha, contribuir para melhorar a eficincia energtica no Brasil e posicionar a Cmara como centro de competncia e de especialistas em eficincia energtica e energias reno-vveis, afirma Ricardo Ernest Rose, diretor do Departamento de Meio Ambiente, Energias Renovveis e Eficincia Energtica da Cmara Brasil-Alemanha.Com durao de seis meses e 350 horas, o Eurem foi totalmente adaptado realidade brasileira a fim de ajudar profissionais de empresas instaladas no Brasil a implementar um moderno sistema de gesto de energia e aumentar a eficincia energtica para, consequentemente, reduzir os custos de produo e contribuir de forma ativa na gesto ambiental.O curso destina-se a profissio-nais que estejam envolvidos com o tema da energia ou que pretendam adquirir conhecimentos para im-plantar projetos nessa rea. O certi-ficado de especializao vlido no Brasil e em toda Unio Europeia. Mais informaes sobre o curso: http://www.ahkbrasil.com/Eurem/. Curso sobre Eficincia Energtica, European Energy Manager (Eurem), chega ao Brasil para treinar gestores de energiana rea de enge-nharia, o desafio ainda maior, pois o nmero de profissionais for-mados atualmen-te, em torno 35 mil engenheiros por ano, insuficiente e est mui-to abaixo do registrado em outros pases com demandas semelhantes s nossas, afirma.para o executivo, a importncia do evento despertar nesses jovens a conscincia de que eles podem contribuir muito para o desenvol-vimento do Brasil ao optar pelas diferentes reas da engenharia. Fbio Marzionna, engenheiro civil da promon, conta que achou o evento uma excelente oportuni-dade para a divulgao da enge-nharia para a gerao que est na iminncia de prestar vestibular e escolher uma carreira. Alm disso, a oportunidade de profissionais que desenvolveram sua carreira na rea contarem suas experincias serviu de incentivo a quem est para escolher uma carreira e optar pela engenharia. A mesa-redonda realizada foi bem interessante, por colocar pessoas de diversas gera-es nas mais diferenciadas fases da vida profissional para debater a engenharia, e a sua importncia. Creio que o evento cumpriu seu objetivo e como fruto trar mais profissionais carreira da enge-nharia, explica.no evento, aps as palestras, foi realizada uma rodada de dis-cusso, com mesa formada por estudantes, jovens engenheiros e profissionais experientes, lide-rada por denilson shikako, da fbrica de criatividade. A 6 maratona Global de Enge-nharia e tecnologia teve durao de uma semana e ocorreu simul-taneamente nos diversos pases participantes, como Estados Uni-dos, China, ndia, mxico, lbano, frica do sul e reino Unido. Foto: Banco de Imagens Stock.xcng46 Guia do Estudante 2011A UnivErsiA BrAsil, maior rede iberoamericana de colabo-rao universitria, presente em 23 pases, reuniu 24 aplicativos e programas de computador gra-tuitos para auxiliar quem deseja ajuda da tecnologia at para es-tudar. so ferramentas teis para compartilhar arquivos, pesquisar, criar e armazenar documentos, escrever, etc.Alm dos aplicativos direcio-nados para os estudos, a Univer-sia separou algumas tecnologias fundamentais para desenvolvi-mento de projetos e gravao de aula. todos os aplicativos podem ser encontrados no link: http://noticias.universia.com.br/desta-que/noticia/2011/04/13/810882/conheca-24-aplicativos-gratuitos--podem-ajudar-nos-estudos-e-pes-quisas.html. Parceria com a Unicamp A Universia Brasil e a Unicamp (Uni-versidade Estadual de Campinas) lanaram, em abril, o openCour-seWare Unicamp, portal desen-volvido para hospedar contedos educacionais e digitais originrios de cursos de graduao da Uni-versidade. por meio do site http://www.ocw.unicamp.br/, os interes-sados ao redor do mundo podem baixar contedos gratuitamente. Com 12 disciplinas disponveis e liberadas para uso do pblico, o objetivo do portal oferecer contedos apostilas, textos, fotos, vdeos, animaes, entre outros materiais para uso gratuito da sociedade. Alm disso, o portal tambm ter funo de aproximar o pblico da produo tcnico--cientfica da Unicamp, uma vez que haver publicaes das disci-plinas. para o diretor geral da Uni-versia Brasil, ricardo fasti, que acompanhou o lanamento oficial do portal, trata-se de uma iniciati-va inovadora, e a inovao uma das caractersticas da Unicamp. Essa ferramenta certamente me-xer com uma srie de situaes, inclusive com mtodos peda-ggicos. o desafio que fica aos professores fazer com que os contedos de suas aulas tambm possam ser aprendidos a distn-cia, afirmou. desenvolvida a partir de um acordo firmado com a Universia Brasil h cerca de dois anos, a Unicamp a primeira universi-dade pblica brasileira a utilizar o openCourseWare. muitos docentes j manifestaram o dese-jo de publicar contedos did-ticos no portal. nossa tarefa foi desenvolver uma plataforma com recursos de edio, respeitando o direito autoral, explicou o titular da pr-reitoria de Gradu-ao (prG) da Unicamp, marcelo Knobel. idealizado pela prG e GGtE (Grupo Gestor de tecnologias Educacionais), o portal vai funcionar como vitrine do que produzido na Universidade. nos-sos docentes vo disponibilizar contedos de boa qualidade, que estaro disponveis para downlo-ad no mundo inteiro, explicou o coordenador do GGtE, professor Jos Armando valente. o acesso aos dados do portal livre, sem custo para o internauta e sem necessidade de inscrio, mas conveniente que o interessado esteja de acordo com os termos de Uso da plataforma. segundo valente, o GGtE confere, junto ao professor, se os direitos autorais relativos aos contedos da aula fo-ram observados, a fim de eliminar qualquer dvida. vale ressaltar que a platafor-ma no oferece assistncia dos autores para tirar dvidas, assim como no emite certificados ou diplomas. E, tambm, alguns materiais disponveis podem no apresentar o amplo contedo das disciplinas. A ferramenta do openCour-seWare Unicamp segue uma tendncia mundial e amplia a relao entre universidade e sociedade, da mesma maneira como acontece na mit (massa-chusetts institute of technolo-gy). interessados em conhecer a plataforma devem acessar o site http://www.ocw.unicamp.br/. Universia rene 24 aplicativos gratuitos para pesquisas e estudosprodutos e serviosPortal apresenta as ferramentas para compartilhar documentos, escrever, estudar e pesquisar. Sem custo e prontos para download, os interessados podem baixar disciplinas originrias dos cursos da graduao da Universidade.Guia do Estudante 2011 47 iniCiAdo Em sEtEmBro de 2010, o projeto j qualificou trs turmas de soldadores. A primeira formou 15 trabalhadores-alunos em 90 dias. A segunda turma, j com pr-seleo pelo simulador, capacitou 15 soldadores, mas em prazo ainda menor. A escolinha de solda, como assim o chamam, prepara mo de obra para realizar os processos de solda de que a empresa necessita. Mauri Finholdt, gestor de cons-truo e monta-gem da Quip na p-55, conta que os participantes so pr-selecio-nados em um equipamento desenvolvido pela empresa. os es-tudantes passam por um simulador de habilidades em solda, equipa-mento controlado por computador, que mede a curva de habilidade do trabalhador aspirante a soldador, diz. o equipamento foi desenvolvi-do internamente na empresa com o objetivo de selecionar candidatos que j apresentassem alguma apti-do para esse tipo de trabalho.o bom resultado deveu-se sobre-tudo ao simulador, que entrou em funcionamento ainda na primeira turma. Esse equipamento mostra se a pessoa tem ou no aptido para o servio e reduz o tempo para capa-citao em solda, revela finholdt.segundo ele, na terceira turma, foram capacitados seis soldado-res em 45 dias, metade do prazo inicial. E um stimo trabalhador conseguiu se habilitar em 60 dias.o executivo observa que na escolinha da Quip os ministran-tes dos cursos so da rea naval, atuam na empresa, e conseguem preparar o soldador para o traba-lho que necessrio nas obras de construo de plataformas. Eles se qualificam fazendo soldagem especfica para esta rea. os alu-nos tm aulas tericas e prticas, sendo que para estas ltimas h 15 cabines de solda disponveis. Cada trabalhador tem uma cabine para treinar, apontou.de acordo com finholdt, a ideia instalar a escolinha em ou-tros projetos da Quip. At fevereiro de 2011, a empresa contava com 204 soldadores que atuavam na construo da p-55, dos quais 134 do rio Grande, 24 de outros mu-nicpios do estado e 46 de outras unidades da federao. na mon-tagem da plataforma so utilizados processos de soldagem eletrodo revestido, arame tubular e tiG. Quip qualifica soldadoresA falta de mo de obra qualificada para a indstria naval, principalmente de soldadores, e a proposta de aproveitar trabalhadores na regio das obras de construo de plataformas de petrleo levaram a Quip S/A a montar uma escolinha de solda. Foto: Cortesia QuipPortal Naval no Twitter. Siga-nos em http://twitter.com/portalnavalIlustraes P-55: Agncia Petrobras48 Guia do Estudante 2011A mudana estrutural do setor, ao ser promulgada a lei do petrleo em 1997, trouxe grande aumento das atividades, com a vinda de novas empresas operadoras para o Brasil e a consequente demanda por profissionais. As recentes descobertas de gigantescos campos de petrleo em camadas geologicamente complexas, e chamadas de pr-sal, aumen-taram ainda mais a demanda por profissionais de engenharia de petrleo. tais descobertas atraram muitos investimentos no Brasil, pas que se firma como uma das mais importantes reas do mundo no setor de leo e gs, com a consequente procura por profissionais.mas, afinal, o que um engenheiro de petrleo? o que faz um enge-nheiro de petrleo? A engenharia de petrleo um ramo da engenharia reconhecido em 1973 pelo Conselho federal de Educao (Confea). A designao engenheiro de petrleo se aplica, em geral, aos profissionais de engenharia que atuam na rea de explorao e produo (E&p). As atividades desenvolvidas por este profissional consistem de construo de poos, testes e extrao do petrleo da rocha reservatrio e elevao do leo/gs at a unidade de separao e armazenamento. Estas atividades vm em seguida de explorao, coman-dada por geofsicos, gelogos e geoqumicos que tm por misso identificar os alvos no interior da crosta terrestre a serem investigados.por tradio, em tempos anteriores ao marco regulatrio de 1997, a formao do engenheiro de petrleo no Brasil ficava a cargo da empresa operadora estatal brasileira, a petrobras. os engenheiros aprovados em concurso pblico nacional eram treinados por profissionais da prpria empresa em seu centro de formao em salvador (BA). Este curso de for-mao, com durao de dois anos, funcionava como uma especializao e transformava engenheiros civis, mecnicos, eltricos, e outros, em enge-nheiros de petrleo. As atividades do setor de leo e gs eram atendidas por estes profissionais e por engenheiros estrangeiros trazidos pelas empresas prestadoras de servio.Aos poucos, o pas vai respondendo ao desafio de formar recursos hu-manos para o setor e h, em 2011, em praticamente todas as regies, cursos O ciclo atual de crescimento econmico do Brasil necessita dos mais variados tipos de engenheiros. Em particular, o setor de leo e gs um dos que mais se ressentem da falta de engenheiros especializados. A engenharia de petrleocomo opo profissionalformao profissionalSergio Fontoura coorde-nador do curso de Enge-nharia de Petrleo do Cen-tro Tcnico Cientfico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio). Graduado em engenharia civil com doutorado em Mecnica das Rochas pela Universidade de Alberta, Canad. presidente do Comit Brasileiro de Mecnica das Rochas. Atualmente coordena projeto que objetiva difundir a engenharia de petrleo entre alunos do ensino mdio. o responsvel acadmico na PUC-Rio por programa de intercmbio com a Escola de Geologia de Nancy, e as Escolas de Minas de Nancy e St Etienne.Guia do Estudante 2011 49 de graduao de engenheiros de petrleo. no entanto, a velocidade dos projetos e investimentos e a sada de profissionais por aposentadoria geram um dficit de especialistas no setor de leo e gs. os grandes desafios tecnolgicos envolvidos com o desenvolvimento dos campos do pr-sal motivaram empresas de servios especializados, tais como schlumberger, Baker Hughes e Halliburton, a montarem Centros de pesquisas no Brasil, no parque tecnolgico da UfrJ, junto ao Centro de pesquisas da petrobras (Cenpes). Em resumo: a demanda atinge todos os nveis de formao: h carncia de tcnicos de nvel mdio, de engenheiros plenos e de pesquisadores. H cursos de especializao para engenheiros de outras habilitaes e que desejam mudar de rea de atuao.o curso de graduao em Engenharia de petrleo tem a durao mdia de cinco anos. na grade curricular, o aluno passa por grupo de disciplinas fundamentais como clculo, fsica, qumica, mecnica geral, mecnica dos fluidos e termodinmica e geologia. Esta etapa equivale aos dois primeiros anos do curso. na parte profissional, o aluno cursa disciplinas obrigatrias em engenharia de perfurao, engenharia de reservatrio e engenharia de produo de petrleo e sistemas de produo offshore. Alm disto, h disciplinas tambm obrigatrias de instrumentao, mtodos experimentais, mtodos nu-mricos em petrleo, mecnica de rochas, geofsica, petrofsica, ensaios em poos. H ainda as disciplinas complementares de administrao, legislao do setor de leo e gs, economia e avaliao financeira em projetos de desenvolvimento de campos de leo e gs. os cursos de graduao em Engenharia de petrleo j comearam a ser avaliados pelo mEC atravs do Exa-me nacional de Cursos (Enade), e j existe um ranking destes cursos, que deve ser consultado pelos interessados no momento da escolha da instituio na qual estudar. os melhores cursos tendem a ser mais procurados pelas empresas para recrutamento de seus profissionais. os cursos de especializao em geral possuem uma durao de dez meses, num equivalente a 400 horas, em mdia. so oferecidos por instituies com tradio em ensino superior e que tm provido o mercado com um grande nmero de engenheiros. o curso de especia-lizao em engenharia de petrleo do Centro tcnico Cientfico da pUC-rio (CtC/pUC-rio) foi criado em 1999 e j formou cerca de 280 engenheiros que hoje ocupam posies em vrias empresas do setor de leo e gs.A indstria de leo e gs tem participado da formao dos engenheiros com bolsas, convnios de cooperao para cesso do direito de uso de sofisticados programas computacionais para fins educacionais e de programa de estgios e tutorias. A Agncia nacional de petrleo, Gs natural e Biocombustveis (Anp) possui um extenso programa de recursos Humanos que distribui bolsas para alunos de graduao e ps-graduao em todo o pas, formando uma grande rede de incentivo entrada de profissionais no setor de leo e gs. Associaes como o instituto Brasileiro do petrleo (iBp), a society of pe-Foto: Agncia Petrobras50 Guia do Estudante 2011troleum Engineers (spE) e empresas como a petrobras e a Chevron possuem programas de bolsas para alunos de Engenharia de petrleo. Mercado de trabalho e condiesAs empresas multinacionais que atuam no setor de leo e gs no Brasil tm adotado a saudvel prtica de contratao de profissionais brasileiros para seus qua-dros, aumentando a proporo de contedo local dos seus servios. Assim sendo, o mercado de trabalho est muito aquecido. talvez at demasiadamente aquecido. os engenheiros de petrleo podem ser recrutados por empresas operadoras estrangeiras, como Chevron, sta-toil, shell e devon, ou empresas brasileiras, tais como oGx e Queiroz Galvo. As grandes contratantes so as empresas de servios: transocean, schlumberger, Baker Hughes, Halliburton, entre outras. H oportunidades por concurso pblico para os quadros da petrobras e da Anp. os salrios so elevados para os que se destacam em suas atividades. H tambm oportunidades atra-entes para muitos e que so bem remuneradas como desempenhar atividades em plataformas offshore, em regime de 14 dias embarcados e 14 dias de folga. os salrios so bem elevados. os profissionais com perfil de pesquisa e que possuem cursos de ps-graduao so muito requisitados pelos institutos de pesquisa brasileiros que realizam estudos de pesquisa e desenvolvimento, principalmente com a petrobras. os centros de pesqui-sas de empresas estrangeiras tambm recrutam muitos destes profissionais.no se pode pedir um cenrio melhor que o atual. H falta de profissionais, sim, e isto um grande problema, mas um problema positivo. os jovens brasileiros esto diante de belssimas oportunidades, devem busc-las e ajudar na construo de nosso pas. necessrio se preparar bem, pois a indstria de leo e gs extrema-mente competitiva e de alta tecnologia. os profissionais mais desejados so os que possuem esprito inovador, conhecimentos, paixo por tecnologia e, sobretudo, que sabem aprender com rapidez. Conscincia e responsabilidade social e ambiental tambm so fundamentais. A indstria de leo e gs uma das que mais investem em preservar o meio am-biente e seus profissionais so treinados exausto para garantirem a segurana das operaes. o carter multinacional da indstria faz com que os seus profissionais possuam muita facilidade de comunica-o e interao com outras culturas e idiomas. o idioma da indstria o ingls. os alunos que buscam entrar no setor de leo e gs devem investir muito em se tornar proficientes em outros idiomas em particular em ingls. para tal, uma opo importante buscar instituies de ensino que ofeream bons programas de intercmbio internacional durante o curso de graduao.muito importante comear desde cedo a construir uma rede de contatos e se filiar a grupos e associaes tcnicas. A society of petroleum Engineers permite e encoraja a filiao de alunos no quadro de associados e promove muitos eventos de integrao entre profissionais mais experientes e os mais jovens. As universidades de maior expresso possuem Captulos Estudantis da spE entre seus alunos, e estes promovem feiras e eventos de divulgao do setor.por fim, h muita informao disponvel aos inte-ressados. sugerimos consultar os portais da spE (www.spe.org) e das grandes universidades brasileiras que oferecem cursos de Engenharia de petrleo, assim como o ranking do mEC para os cursos. Foto: Agncia PetrobrasNewsletter TN PetrleoDiariamente, na tela do seu computador, as informaes do setor naval e offshore. Assine em www.tnpetroleo.com.brformao profissionalGuia do Estudante 2011 51 Cludio Chalom diretor da BEX Intercmbio do Rio de Janeiro.A petrobras estima que h necessidade de contratao de mais de 200 mil profissionais qualificados para trabalhar na rea de petr-leo at 2013. E neste campo existe grande variedade de reas para os profissionais que desejam entrar neste setor, um dos que mais cresce na economia nacional. As opes vo desde tcnicos para o trabalho nas plataformas (como em sondas de perfurao) at engenheiros, pilotos e cientistas. A escassez de profissionais especializados inflaciona o mercado salarial e atrai cada vez mais candidatos para empregos no segmento de petrleo e gs. neste cenrio, alm de possuir especializao na rea de petrleo e gs, fundamental que o candidato a uma vaga de emprego nesta rea tenha fluncia em idiomas estrangeiros, principalmente o ingls, e expe- rincia internacional. nove em cada dez profissionais da rea de recursos Humanos apontam a vivncia no exterior como um dos principais fatores na contratao das empresas, ainda mais as multinacionais.Alm de aprimorar o conhecimento da lngua, a vivncia no exterior proporciona melhor compreenso da cultura local e a oportunidade de tomar decises importantes com maior independncia. isto muito valo-rizado pelas empresas na contratao de mo de obra qualificada e um diferencial importante no mercado de trabalho.os idiomas mais procurados por aqueles que desejam estudar no exte-rior so o ingls, espanhol, francs, alemo e o italiano. no entanto, idio-mas como o mandarim e o japons vm atraindo cada vez mais o interesse de estudantes que desejam aprender uma nova lngua. isto um reflexo claro da globalizao, que torna imprescindvel no s o conhecimento de novas lnguas, mas tambm de novas culturas. os pases mais procurados por estudantes brasileiros para a realizao de programas de intercmbio so os destinos de lngua inglesa, como Esta-dos Unidos, Canad, reino Unido e irlanda. A explorao de petrleo na camada do pr-sal vem atraindo investimento de muitas empresas multinacionais, principalmente na regio da Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Grandes empresas multinacionais, como a FMC, Schlumberger e a Baker Hughes esto investindo milhes de dlares no Brasil em tecnologia para a explorao de petrleo na camada do pr-sal. formao profissionalEXPERINCIA INTERNACIONAL diferencial na hora da contratao52 Guia do Estudante 2011de janeiro de 2009 para c, o dlar americano desvalorizou cerca de 33% com relao ao real. Com a queda da moeda americana, os Estados Unidos, desde o ano passado, passaram a ser um dos destinos mais procurados para a realizao de programas de inter-cmbio no exterior. A exigncia de vistos de entrada para este pas ainda um entrave a ser superado. A visita do presidente Barack obama ao Brasil, em maro deste ano, trouxe tona a discusso sobre a eli-minao de vistos de curta permanncia para brasilei-ros, mas este pedido foi ignorado pelas autoridades de imigrao americana, que acreditam que ainda no o momento ideal para esta liberao. Com a descoberta do pr-sal, o Brasil passou a ser um futuro fornecedor estratgico de petrleo para os EUA, que depende muito de pases do oriente mdio e esta dependncia causa desgastes no campo poltico e econmico ao governo americano. o nmero de intercambistas brasileiros tambm cresceu no reino Unido, em funo da queda da libra em relao a vrias moedas. nos ltimos cinco anos, a libra esterlina se desvalorizou em quase 40% com rela-o ao real. mesmo com as novas regras mais rgidas para a solicitao de vistos de estudantes, a inglaterra ainda um excelente destino para brasileiros, pois no exige visto de entrada para permanncia inferior a seis meses.o Canad o pas de lngua inglesa com maior crescimento no nmero de estudantes brasileiros nos ltimos dez anos. Apesar de, atualmente, os custos no serem to mais baixos que os de programas de inter-cmbio nos EUA, o Canad um destino muito popular entre estudantes brasileiros em razo da receptividade do povo canadense e suas belas cidades.outro fato interessante a possibilidade de apren-der ou aperfeioar o francs, j que a provncia de Quebec adota o francs como o seu principal idioma. montreal, que a segunda maior cidade canadense, convive muito bem com os dois idiomas e o estudante brasileiro pode tirar proveito desta situao. A regio de Calgary, na provncia de Alberta, chama a ateno pelo fato de ser o principal polo de empresas da rea de petrleo e gs. A irlanda comeou a atrair mais estudantes brasilei-ros aps as mudanas nas regras de vistos de estu-dantes para o reino Unido. Este pas no exige visto de entrada para brasileiros e permite que o estudante trabalhe legalmente em meio perodo durante a realiza-o de seu curso.no mundo dos negcios, imprescindvel conhecer as diferenas culturais dos diversos pases com quem o Brasil realiza transaes comerciais, pois isto um fator primordial para o bom andamento das negociaes e acordos. At mesmo em empresas multinacionais que pos-suem escritrios em diferentes pases, importante entender estas diferenas culturais para que o relacio-namento com colegas de trabalho e, principalmente, com executivos em cargos de chefia. Alguns conflitos de interesse podem surgir de dife-renas culturais, o que ambos os negociadores devem ter em mente. o perigo est em localizar erradamente a origem desses conflitos. Um fabricante ocidental de mquinas agrcolas, por exemplo, ao negociar com dis-tribuidores indianos no deve presumir, gratuitamente, que o conflito devido a questes de preo.A nfase do indiano na competio e na necessi-dade premente pode, muito possivelmente, derivar de uma viso do mundo baseada em sua experincia cul-tural de escassez e limitao de recursos. o conflito de interesses, neste caso, pode ser mais uma questo de experincias culturais de escassez e de fartura do que uma questo de preo para cada um dos contendores.neste caso, como, alis, na maioria dos casos de negociao, o requisito principal para o sucesso a compreenso do ponto de vista do oponente. devemos compreender com clareza o modo de pensar e de agir de pessoas de diferentes pases para que possamos distinguir as divergncias verdadeiras daquelas que decorrem de vieses culturais. Em qualquer negociao, os conflitos de interesses podem ou no estar baseados em diferenas culturais. Foto: Cortesia British Petroleumformao profissionalGuia do Estudante 2011 53 economia da energiaHelder Queiroz Pinto Junior economista, formado pela UFRJ, com mestrado em Planejamen-to Energtico pela Coppe/UFRJ e doutorado pelo Instituto de Economia e Poltica de Energia da Universidade de Grenoble (Frana) e pro-fessor associado do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.Autores: Helder Queiroz Pinto Junior (organizador); Edmar Fagundes de Almeida; Jos Vitor Bomtempo; Mariana Iooty e Ronaldo Goulart Bicalho. Editora Campus. Formato 17 cm x 24 cm. 346 pginas.Por esta razo, a energia ocupa papel de destaque no processo de de-finio das estratgias empresariais e na agenda de polticas gover-namentais. de fato, no h desenvolvimento econmico e social sem suprimento de energia.Contudo, a incorporao destes aspectos na agenda de poltica se tra-duz em fonte de incerteza com relao evoluo da matriz energtica mundial e das tecnologias de produo e de uso de energia.o debate sobre as questes energticas tem sido pautado, no plano internacional e nacional, sobre o futuro da produo e uso das fontes de energia e no pode ser mais dissociado das polticas que visam atingir estes trs objetivos: a segurana do abastecimento energtico, a reduo da dependncia energtica dos Estados nacionais e a diminuio dos im-pactos das mudanas climticas provocadas por gases do efeito estufa, em especial os oriundos da queima de combustveis fsseis. no h nada de trivial na compatibilizao desses objetivos, os quais provavelmente apon-tam para uma crescente importncia do binmio energia-tecnologia no processo de busca de solues.no caso das indstrias de energia, existem externalidades negativas, ainda que em graus variados, na produo e uso de todas as formas de energia. por esta razo, o Estado cumpre um papel fundamental tanto na definio de diretrizes de poltica energtica, quanto na aplicao dos ins-trumentos econmicos e fiscais necessrios mitigao das externalidades e garantia do abastecimento energtico.no Brasil, por dcadas, desde o primeiro choque do petrleo, o eixo condutor das polticas energticas implementadas por governos muito diferentes foi a tentativa de alcanar a autossuficincia do petrleo. Este um extraordinrio trao comum das diretrizes governamentais para o setor energtico brasileiro. os resultados so largamente conhecidos. Ainda que o Brasil tenha que importar leos leves para o equilbrio do seu processo de refino, o grau de dependncia lquida das importaes de petrleo , hoje, prximo de zero. E as possibilidades descortinadas com as importantes descobertas do pr-sal, mesmo com grandes desafios tecnolgicos e institucionais a serem equacionados e superados, colo-cam o pas numa privilegiada posio em matria de dotao de recursos energticos.Assim, no setor de energia no Brasil, as perspectivas de o pas consoli-dar a posio de exportador lquido de petrleo e derivados, de gs natural A segurana do abastecimento energtico e a busca do desenvolvimento sustentvel com ateno justificadamente crescente para o tema dos impactos ambientais da produo e uso de energia so objetivos da poltica energtica de todos os pases. energiaAs questes-chave da 54 Guia do Estudante 2011e mesmo de biocombustveis (em especial, etanol) con-diciona no curto, mdio e longo prazo as tendncias setoriais de investimentos.Cabe observar, contudo, que a condio exportado-ra no est dada e deve ser construda, pois compor-ta riscos, e deve ser negociada nos campos poltico e comercial. sua construo depende, assim, das dife-rentes formas de insero internacional, e tambm da dinmica da indstria mundial de energia.Estes riscos esto associados a uma srie de ques-tes sobre a evoluo do setor de energia ao longo das prximas dcadas, tanto em matria de estratgias em-presariais, quanto da efetividade da poltica energti-ca nacional, bem como das novas polticas energticas em curso em diferentes pases, visando reduo de emisses.neste sentido, importa destacar dois aspectos cru-ciais relativos a este tema e que implicam maior inter-dependncia de polticas:1. no plano internacional, parece claro que haver uma tendncia ampliao do grau de interdependncia das polticas energticas nacionais. As alternativas de substituio dos combustveis fsseis, em diferen-tes pases, reduzem as possibilidades de viabilizar plenamente as oportunidades de exportao de carvo, de petrleo e de seus derivados dos pa-ses com maiores dotaes de recursos energticos. decises de investimento para ampliar a capacidade de oferta destes energticos, hoje, comportam riscos maiores do que no passado, quando as incertezas fi-cavam circunscritas s elasticidades de preo e ren-da da demanda, condicionando as taxas esperadas de crescimento.2. no plano nacional, dada a magnitude das reservas esperadas, o advento das descobertas do pr-sal se desdobra na necessidade de articulao da poltica energtica com as polticas macroeconmica, am-biental, tecnolgica, industrial, externa, de formao de recursos humanos, entre outras. tal articulao ter que ser instituda a partir de bases inteiramente novas. no passado, como foi dito aqui, o norte das polticas energticas foi a reduo da dependncia. A busca de uma participao relevante no cenrio energtico internacional exigir arranjos institu-cionais, dispositivos regulatrios e instrumentos de poltica energtica distintos daqueles usados no pas-sado e adequados aos novos objetivos inerentes ao almejado status de exportador lquido de energia.desse modo, a evoluo do setor de energia no Brasil, no longo prazo, tarefa de grande comple-xidade tcnica, econmica e institucional na con-cepo e desenvolvimento dos projetos de expanso. isto decorre das diferentes dimenses (tecnolgica, financeira, ambiental) que influenciam as decises de investimento, e do nmero crescente de atores econmicos envolvidos.Estas complexas questes so em geral estudadas pela disciplina Economia da Energia. A Economia da Energia , por definio, um ramo da economia apli-cada que tenta oferecer elementos de resposta a estas questes, e busca conjugar a anlise econmica com as dimenses tcnica e poltico-institucional que abarcam os problemas energticos.A abordagem privilegiada no livro Economia da energia est articulada em torno de trs eixos prin-cipais de anlise que constituem o subttulo do livro: 1) os fundamentos tericos e os instrumentos analti-cos que contribuem para a compreenso da estrutu-ra e da dinmica do setor energtico; 2) a evoluo histrica das principais indstrias de energia; e 3) as diferentes formas de organizao industrial e institu-cional do setor de energia, com particular nfase no papel do Estado na regulao e formulao de pol-ticas energticas.por se tratar, fundamentalmente, de uma rea de Economia Aplicada, a Economia da Energia constitui um terreno frtil utilizao dos ensinamentos tericos e empricos da Cincia Econmica. Em suma, a Econo-mia da Energia trata de cinco temas interdependentes, os quais contemplam uma srie de relaes econmi-cas fundamentais envolvendo empresas de energia, pases, representados pelos Estados nacionais e consu-midores. Estes temas esto associados:1. s relaes entre a oferta e demanda de energia e o crescimento econmico sustentvel;2. s condies econmicas e geopolticas que gover-nam as relaes comerciais e de interconexo fsica da infraestrutura de energia entre diferentes pases;3. ao processo de formao de preos e os critrios que presidem as decises de financiamento, de investi-mento e de consumo de energia;4. ao papel do Estado na formulao das polticas de oferta e de demanda, do regime fiscal e/ou atravs da criao de empresas estatais;5. ao papel das estratgias empresarias e das inovaes tecnolgicas, que configuram, em ltima instncia, determinado padro de concorrncia nas indstrias energticas.A partir desta abordagem, espera-se que, ao cabo da leitura, o leitor esteja em condies de analisar as principais questes de energia, as quais continuaro por muito tempo como cruciais para o desenvolvimen-to econmico e social de todos os pases do mundo. o livro busca apresentar os problemas e os instrumen-tos de anlise da disciplina Economia da Energia, bus-cando, nas ltimas sees de cada captulo, enfatizar os aspectos inerentes ao setor de energia no Brasil. Em suma, o livro pretende capacitar o leitor para a compreenso das diferentes dimenses que envolvem o tema Energia, bem como o entendimento das rela-es geopolticas, das estratgias empresariais e as po-lticas energticas de diferentes pases. energiaGuia do Estudante 2011 55 UNIVERSIDADES FEDERAISUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ)www.ufrj.brTel.: (21) 2562-2010Graduao em: Engenharia de Petrleo; Engenharia de Produo; Engenharia Qumica; Engenharia Naval e OcenicaPs-Graduao em: Engenharia de Mquinas Navais e Offshore; En-genharia Porturia; Engenharia de Confiabilidade em Sistemas Navais e Offshore; Engenharia de Sistemas Flutuantes Offshore e Ps-Gradua-o Executiva em Petrleo e GsMBA: Gesto de SMS (Segurana, Meio Ambiente e Sade)UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF)www.uff.brTel.: (21) 2629-5205Graduao em: Engenharia de Petrleo; Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia Mecnica; Engenharia Metalrgica; Engenharia Qumica; Geofsica; Qu-mica e Qumica IndustrialPs-Graduao em: Engenharia de Dutos e Engenharia de Petrleo e Gs NaturalFUNCEFETRio de JaneiroTel.: (21) 3553-4112www.funcefet-rj.com.brMaca Rio de Janeirowww.funcefet-macae.com.brTel.: (22) 2762-9887/ 8823-5621So PauloTel.: (11) 4063-7756 Ps-Graduao em: Engenharia de Construo Naval e Offshore; Enge-nharia de Inspeo e Manuteno na Indstria do Petrleo e Engenharia SubmarinaMBA Executivo em Petrleo e GsMBA em Gesto Integrada em QSMS (Qualidade, Segurana, Meio Ambiente e Sade) na Indstria do PetrleoUNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN (UFPR)www.ufpr.brTel.: (41) 3360-5000Curso Tcnico de Petrleo - durao 3 anosGraduao em: Engenharia de Produo; Engenharia Qumica; Engenharia Mecnica e Qumica; Geologia; Oceanografia; Engenha-ria Qumica Eltrica e Tecnologia em Anlise e Desenvolvimento de SistemasUNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG)www.ufmg.brTel.: (31) 3409-5000Graduao em: Engenharia de Contro-le e Automao; Engenharia Ambien-tal; Engenharia Mecnica; Engenharia Metalrgica; Engenharia Qumica; Engenharia de Produo; Engenharia de Sistemas; Geologia e QumicaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)www.ufrgs.brTel.: (51) 3308-6000Graduao em: Engenharia de Energia; Engenharia de Produo; Engenharia Qumica; Geologia e QumicaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)www.furg.brTel.: (53)3233.6500Graduao em: Engenharia Civil Costeira e Porturia; Engenharia de Automao; Engenharia de Mecni-ca Naval e Engenharia QumicaUNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPRITO SANTO (UFES)http://portal.ufes.brTel.: (27) 4009-2203Graduao em: Engenharia de Petrleo; Engenharia de Produo; Engenharia Qumica; Geologia e QumicaUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) www.ufba.brTel.: (71) 3283-9703 Graduao em: Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia Mecnica e Engenharia QumicaPs Graduao em: Energia e Ambiente; Engenharia Eltrica; Engenharia Industrial; Engenharia Qumica (mestrado em Processos e Sistemas Qumicos); Engenharia Qumica (doutorado em Processos e Sistemas Qumicos); Geofsica; Geoqumica: Petrleo e Meio Am-biente; Geologia; Qumica e Enge-nharia de Automao e Controle (Mestrado)UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM)http://portal.ufam.edu.br/Tel.: (92) 3305-4559Graduao em: Engenharia de Gs e Petrleo; Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia de Materiais; Engenharia Mecni-ca; Engenharia Qumica; Geologia; QumicaPs Graduao em: Qumica; Enge-nharia de Recursos da AmazniaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN)Tel.: (84) 3215-3124Graduao em: Geofsica; Qumica; em Qumica do Petrleo; Engenharia do Petrleo; Engenharia de Produ-o; Engenharia Mecnica; Engenha-ria Eltrica; Engenharia QumicaUNIVERSIDADE FEDERAL DO CEAR (UFC)www.ufc.brTel.: (85) 3366 9410Graduao em: Geologia; Qumica; Engenharia de Energias Renovveis; Engenharia de Petrleo; Engenharia CURSOS56 Guia do Estudante 2011de Produo Mecnica; Engenharia Mecnica; Engenharia Qumica; Engenharia Eltrica; Engenharia de Gs Natural; Engenharia de Produ-o; Especializao em Engenharia Hidrulica e AmbientalUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)www.ufpe.brTel.: (81) 2126.8000Graduao em: Engenharia de Energia; Engenharia de Materiais; Engenharia Eltrica-Eletrnica; Engenharia Eltrica-Eletrotcnica; Engenharia Mecnica; Engenharia de Produo; Engenharia Qumica; Geologia e Qumica IndustrialPs Graduao em: Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia Mecnica; Engenharia Qumica e Tecnologias Energticas e NuclearesUNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (UFAL)www.ufal.brTel.: (82) 3214-1052Graduao em: Engenharia Qumica e Engenharia AmbientalESTADUAISUNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ)www.uerj.brTel.: (21) 2334-0652Graduao em: Engenharia de Produo; Engenheria Qumica; Engenharia Mecnica e QumicaPs-Graduao em: Engenharia de Petrleo e Gs Natural e Qumica AmbientalUNIVERSIDADE DE SO PAULO (USP) www4.usp.brTel.: (11) 3091-3414Graduao em: Engenharia de Petrleo; Engenharia de Produo; Engenharia de Produo Mecnica; Engenharia Metalrgica; Engenha-ria Mecatrnica; Engenharia Naval; Engenharia Qumica; Engenharia Eltrica - Eletrnica e Sistemas de Energia e Automao; Engenharia Eltrica Com nfase em Automao e Controle; Engenharia Eltrica com nfase em Energia e Automao Eltricas; GeofsicaPs Graduao em: Cincias da Engenharia Ambiental; Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia Mecnica; Geotecnia; Engenharia Qumica; Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia Mecnica; Engenha-ria Naval e Ocenica ; Engenharia Qumica; Engenharia de Sistemas LogsticosUNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS (UEA)www2.uea.edu.brTel.: (92) 3214-5771Graduao em: Engenharia de Produo; Engenharia Eltrica; Engenharia Mecnica; Enge-nharia Mecatrnica; Engenharia Qumica; Automao Industrial; MecnicaPs Graduao em: Engenharia de Segurana do Trabalho; Enge-nharia de Prouduo com nfase em Recursos Produtivos; Gesto e Tecnologia do Gs Natural; Proces-sos e Tecnologias de Fabricao Mecnica Planejamento, Oramentao, Contratao e Gerncia de Em-preendimentos de Manuteno e Montagem Rio de Janeiro. 32 horas. 13 a 16/09/2010 Inspeo e Manuteno de Siste-mas de Proteo Catdica de Du-tos Terrestres (ABRACO) Rio de Janeiro. 32 horas. 5 a 8/10/2010 Interferncia em Instrumentao Maranho. 16 horas. 25 e 26/10/2010 Controle Regulatrio Avanado e Sintonia de Controladores PID Rio de Janeiro. 32 horas. 5 a 8/10/2010 Aprovando Projetos de Automao com Bases Financeiras Rio de Janeiro. 16 horas. 18 e 19/10/2010 Bsico de Instrumentao 2 turma Pernambuco. 40 horas. 18 a 22/10/2010 Segurana e Sade em Laborat-rios So Paulo. 24 horas. 29/10 a 1/11/2010 Auditoria Interna em Laboratrios Rio de Janeiro. 24 horas. 18 a 20/10/2010 Tcnicas de Gerenciamento de Projetos de E&P Rio de Janeiro. 24 horas. 29/10 a 1/11/2010 Produo de Petrleo Campos Maduros Bahia. 16 horas. 23 e 24/09/2010 Gerenciamento de Negcios de Explorao e Produo de Petr-leo Rio de Janeiro. 32 horas. 4 a 7/10/2010 Gesto da Logstica de Supri-mento de Petrleo e Derivados (Mdulo II) Rio de Janeiro. 40 horas. 25 a 29/10/2010 Anlise de Investimento na Inds-tria Petroqumica Rio de Janei-ro. 40 horas. 18 a 22/10/2010 Implementao e Certificao de Sistemas de Gesto da Qualidade com Base na NBR ISO 9001:2000, de Forma Integrada com a NBR ISO 14001, Gesto Ambiental, BS 8800 e OHSAS 18001, Sade e Segurana no Trabalho e sua re-lao com Sistemas de Exceln-cia em Gesto Rio de Janeiro. 24 horas. 7 a 9/10/2010 Comunicao Ambiental segundo a nova Norma ISO 14063 Rio de Janeiro. 16 horas. 14 e 15/10/2010 Auditor e Fiscal da Legislao de Segurana e Medicina do Traba-lho Rio de Janeiro. 32 horas. 4 a 7/10/2010IBP (INSTITUTO BRASILEIRO DE PETRLEO, GS E BIOCOMBUSTVEIS)www.ibp.org.br/cursos. Tel.: (21) 2112-9033/9034formaoGuia do Estudante 2011 57 PARTICULARESCENTRO DE FORMAO PROFISSIONAL JFW www.jfw.com.brTel: 0800-021-2000Capacitao em: Petrleo e Gs. Durao: 8 meses (90 horas)Carga horria semanal: 3 horasENPROTEC www.cursosenprotec.com.brTel.: (21) 3705-7199Cadeia Produtiva do Petrleo (1 ano)UGF (UNIVERSIDADE GAMA FILHO)www.ugf.br Tel.: (21) 2599-7100Graduao em: Engenharia do Pe-trleo (durao de 5 anos); Tecnol-gica em Petrleo e Gs (3 anos)PUC-RIO (PONTIfCIA UNIVERSI-DADE CATLICA)www.puc-rio.brTel.: (21) 3527-1001Graduao em: Engenharia do Pe-trleo (durao de 4,5 anos) Ps-Graduao em: Qumica Ana-ltica do Petrleo; Engenharia de Petrleo; Engenharia de Dutos; Gs Natural; Estrutura da Indstria de Petrleo, Gs e DerivadosESTCIOwww.estacio.brTel.: (21) 3231-0000Graduao em: Engenharia do Petr-leo (durao de 5 anos); Tecnolgica em Automao Industrial (durao de 3 anos); Tecnlogo em Petrleo e Gs (durao de 2,5 anos)Ps-Graduao em: Engenharia de Petrleo e Gs; Geologia e Geofsica de poo em reservat-rios de Petrleo e Gs; Logstica de Petrleo e Gs (estes com durao de 361 horas) e Engenha-ria Naval e Offshore (durao de 496 horas)UNISUAM (CENTRO UNIVERSIT-RIO AUGUSTO MOTTA)www.unisuam.edu.brTel.: (21) 3882-9797Graduao em: Engenharia de Pe-trleo (durao de 5 anos)UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO www.cursosoffshore.com.brTel.: (21) 2253-2147 / (22) 2772-6788/2759-1164Graduao em: Engenharia de Construo e Montagem de Tu-bulaes Onshore e Offshore (19 meses); Engenharia de Constru-o Naval e Offshore (20 meses); Engenharia de Equipamentos na Indstria do Petrleo (19 me-ses); Engenharia de Inspeo e Manuteno de Equipamentos Onshore e Offshore (20 meses); Engenharia de Petrleo e Gs (19 meses); Engenharia Submarina (20 meses)MBA em: Qualidade, Segurana, Meio Ambiente e Sade Onshore e Offshore (19 meses); Engenharia e Gesto de Projetos, com nfase em sistemas e equipamentos industriais e navais (20 meses). Todos os cur-sos em Maca e no Rio de JaneiroUNIGRANRIOwww.unigranrio.brTel.: (21) 3882-9797Graduao em: Engenharia de Petrleo e Gs; Tecnolgica em Petrleo e GsCENTRO DE TREINAMENTO ESPECIALIZADO SIOwww.cetessiao.com.br Tel.: (22) 2791-5058; 9933-7439Soldador Eletrodo Revestido (6G) Maca; Soldador TIG (6G, solda-dor com argnio) MacaPROJECT-EXPLO SPwww.project-explo.com.brTel.: (11) 5589-4332 Ramal: 217Aperfeioamento em reas classi-ficadas: Eltrica, Instrumentao, Projetos, Montagens e ManutenoDatas: 14 e 16, 28 a 30 de setembro; 19 a 21, 28 a 30 de outubro; 9 a 11, 23 a 25 de novembro; 7 a 9, 14 a 16 de dezembro de 2010.Analista Tcnico de Segurana Contra ExplosesDatas: 14 a 16, 28 a 30 de setembro; 19 a 21, 28 a 30 de outubro; 9 a 11, 23 a 25 de novembro; 7 a 9, 14 a 16 de dezembro de 2010.SENAIwww.senai.brTel.: (61) 3317-9000/9001Tcnico em Operao deProduo de Petrleo eGs Natural Campos e Niteri. Durao: 1.440 horasTcnico Industrial em Tecnologias Finais do Gs Rio de Janeiro. Durao: 1.140 horasPs-Graduao em: Automao Industrial dos Sistemas de Produ-o, Refino e Transporte Rio de Janeiro. Durao: 400 horas; Espe-cializao em Projetos de Automa-o em Instalaes de Superfcies de Produo de Petrleo Rio de Janeiro. Durao: 418 horasCurso Tcnico de Petrleo e Gs Acacu (BA); Maracana (CE);Belo Horizonte e Contagem (MG); Joo Pessoa (PB); Cabo de S. Agos-tinho e Recife (PE); Campos, Duque de Caxias, Niteri, Nova Iguau, Petrpolis e Rio de Janeiro (RJ); Mossor e Natal (RN); Porto Velho (RO); Caxias do Sul, Esteio e Porto Alegre (RS); Caador, Capivari de Baixo, Cricima, Itaja, Joinville, So Jos, Tijucas, Tubaro (SC); Aracaju (SE), Campinas e So Paulo (SP)Foto: Divulgao CNI58 Guia do Estudante 2011 www.tnsustentavel.com.brJunho7 a 9 CanadGas & Oil Expo & Conference North AmericaLocal: Calgary, AlbertaTel.: +1 (403) 209-3555fax: +1 (403) 245-8649ryanmurray@dmgevents.comwww.gasandoilexpo.com7 a 9 NigriaNigeria Oil & Gas Technology 2011Local: Victoria IslandTel.: +44 20 7978-0000CWCConferences@thecwcgroup.comwww.cwcnogtech.com7 a 9 AlemanhaNGV 2011Local: BerlimTel.: +54 11 4300-6137 info@ngv2011berlin.comwww.ngv2011berlin.com7 a 10 AzerbaijoCaspian International Oil & Gas Exhibition & Conference 2011Local: BakuTel.: 0044 207 596-5091fax: 0044 207 596-5008me.coombes@ite-exhibitions.comwww.caspianoil-gas.com/2010/index.html8 a 9 ChinaGAP & Coal Chemicals ConferenceLocal: PequimTel.: (00XX336) 07 28 5247fax: (00XX331) 56 08 0351management2011@gap-gasification.com www.gap-gasification.com14 a 17 BrasilBrasil Offshore 2011Local: Maca, RJTel.: 55 11 3060-4868fax: 55 11 3060-4953contato@brasiloffshore.com www.brasiloffshore.com20 a 22 BrasilXI Conferncia da ANPEILocal: Fortaleza, CETel.: 55 11 3842-3553 ou 55 85 3261-1111anpei2011@ikone.com.brwww.anpei.org.br21 a 24 Rssia11th MIOGE 2011Local: MoscouTel.: 0044 207 596 5135fax: 0044 207 596 5135trubetskaya@ite-expo.ruwww.russianpetroleumcongress.com/2010/22 a 23 CanadAtlantic Canada Petroleum ShowLocal: NewfoundlandTel.: +1 (403) 209-3555fax: +1 (403) 245-8649bettyshea@dmgevents.comwww.atlanticcanadapetroleumshow.comAgosto1 a 3 ColmbiaHola Heavy Oil Latin America CongressLocal: BogotTel.: (888) 799-2545 fax: +1 (403) 245-8649sdcomercial@campetrol.orgheavyoillatinamerica.com15 a 18 BrasilInternational Congress of the Brazilian Geophysical SocietyLocal: Rio de JanieroTel.: 918 497 5500fax: 918 497 5557eventos@sbgf.org.brsys2.sbgf.org.br/congresso/17 a 19 EUANAPE Conference & ExpoLocal: Houston, TXTel.: 972 993 9090 fax: 972 993 9191info@nape.com www.nape.com22 a 24 ChinaCIPPE 2011 - ShanghaiLocal: XangaiTel.: +86 10 5823-6588/5823-6548fax: +86 10 5823-6567cippe@zhenweiexpo.comsh.cippe.com.cn/cippeen/Setembro20 a 22 BrasilRio Pipeline Conference & Exposition 2011Local: Rio de JaneiroTel.: +55 21 2112-9077fax: +55 21 2220-1596congressos@ibp.org.brwww.riopipeline.com.brOutubro4 a 6 BrasilOTC Brasil 2011Local: Rio de JaneiroTel.: 1 281 491-5908fax: 1 281 491-5902info@otcbrasil.orgwww.otcbrasil.org10 a 13 ArgentinaArgentina Oil & Gas AOG 2011Local: Buenos AiresTel.: +54 11 4322-5707fax: +54 11 4322-0916 aog@uniline.com.arwww.aog.com.ar24 a 26 BrasilVitria Oil & Gas 2011Local: Vitria, ESTel.: +55 21 2112-9000ibp@ibp.org.br www.ibp.org.br25 a 26 BrasilPernanbuco Business 2009 Oil & Gas, Offshore, ShipbuildingLocal: RecifeTel.: +55 21 2112-9077fax: +55 21 2220-1596congressos@ibp.org.brwww.ibp.org.brNovembro7 a 10 BrasilNNO Niteri Naval Offshore Local: Niteri, RJTel.: (55 21) 2215-3207maria.jose@nno.com.brwww.nno.com.br/10 a 12 ArgentinaV ExpoGNC 2011 Local: Buenos AiresTel.: +54 11 4300 6137info@expognc.comwww.expognc.com28 a 30 BrasilBrazil Onshore 2011Local: Natal, RNTel.: (21) 2112-9000ibp@ibp.org.br www.ibp.org.br Para divulgao de cursos e/ou eventos, entre em contato com a redao. Tel.: 21 3221-7500 ou webmaster-tn@tnpetroleo.com.brfeiras e congressosGuia do Estudante 2011 59 opinioMuitos investimentos foram realizados e era o perodo em que as melhores oportunidades estavam nas carreiras tcnicas, com nfase nas engenharias mecnica, eletrnica, qumica e nucle-ar, entre outras menos cotadas. o sonho de muitos era trabalhar em uma empresa estatal e, sem dvida, a petrobras era uma das mais atraentes. tambm havia muitas oportunidades na iniciativa privada. dificilmente, um formando na rea tcnica ficava desempregado.Em seguida, j nos anos 1980 e 90, o Brasil entrou em uma rigorosa dieta de investimentos e as melhores oportunidades profissionais passaram a ser encontra-das no servio pblico, com nfase nas reas de sade e principalmente nas escolas de direito, formao que abria excelentes oportunidades como ser juiz, procu-rador, promotor, defensor... os salrios eram atraentes e estavam associados a status, estabilidade, benefcios e menores cargas horrias nominais.nesse perodo, o Brasil sofreu uma verdadeira desengenheirizao. por falta de oportunidades, a procura por cursos tcnicos diminuiu, numerosas indstrias fecharam e muitos formados em carreiras tcnicas foram buscar outras formas de sobrevivncia. o Brasil perdeu muito de sua capacitao tcnica.mas, por mais elstico e voraz de funcionrios que o Estado possa ser, num dado momento os jovens precisaram buscar outras possibilidades de colocao e, nesse aspecto, a gerao que ora est entrando no mercado de trabalho tem fortes sinali-zaes de que muitas oportunidades esto surgindo para as carreiras tcnicas.Convivo no setor de petrleo e gs h mais de 40 anos e nunca tinha visto um perodo de tantas possi-bilidades. Existe uma forte demanda de mo de obra especializada e, ao mesmo tempo, enorme carncia de pessoal qualificado. A formao brasileira em carrei-ras tcnicas est muito aqum da verificada em pases que concorrem conosco em termos de desenvolvimen-to, como o caso do grupo dos emergentes designado como Bric (Brasil, rssia, ndia e China) e da Coreia. na fase atual, o Brasil, desse grupo, o pas que forma o menor nmero de profissionais nas carreiras tcnicas, pro-fisses fundamentais ao crescimento econmico, crescimento que, por exemplo, claramente visvel na Coreia, pas que na dcada de 1960 simplesmente no exis-tia em se tratando de indstrias. vale acres-centar que as carreiras tcnicas no se limitam s engenharias, pois incluem outras reas do conhecimento, como geolo-gia, geofsica, informtica, profissionais de marinha mercante, entre outras.Embora apenas tenham sido citados exemplos de carreiras de terceiro grau, o mesmo ocorre com as de nvel mdio e operacional e nesse ltimo grupo esto includos soldadores, montadores, operadores de mquinas-ferramenta, caldeireiros, entre outras O contedo local e o dilema do primeiro empregode Alberto Machado, diretor executivo de Petrleo, Gs, Bionergia e Petroqumica da Abimaq.Na minha juventude, as principais escolhas profissionais eram a carreira militar para os homens e o magistrio primrio para as mulheres. Na dcada de 1970, o Brasil experimentou um perodo de crescimento: este um pas que vai pra frente, dizia o Governo Federal e muitos de ns vivemos isto. Foto: Divulgao60 Guia do Estudante 2011profisses que so vitais para um pas colocar sua indstria para funcionar. A maioria desses profissionais no se forma da noite para o dia, em muitos casos so necessrios mais de cinco anos somente na formao acadmi-ca. A considerar as demandas previstas em inves-timentos e operaes para os prximos anos, se nada for feito com urgncia, o dficit ser enorme e o Brasil acabar tendo que importar mo de obra estrangeira ou, o que pior, ter que exportar as oportunidades.para viabilizar a constituio desses quadros, antes da citada capacitao profissional, existe uma primeira misso que motivar o jovem em idade produtiva a ingressar e investir em sua formao tcnica. preciso um trabalho de convencimento a partir da demonstrao do caminho a ser seguido e do mundo de oportunidades que existem. Um jovem que mora em maca (rJ) at pode perceber isso, mas e um do interior do maranho ou do Cear, onde esse setor ainda pouco divulgado, ser que j o percebe? se eu quero ter um emprego de engenhei-ro, necessrio, antes de qualquer coisa, que eu me torne um engenheiro.Como se sabe, formar um profissional no tarefa simples, entretanto, mais complexo o mecanismo de ingresso do profissional recm-formado no mercado de trabalho. E, nesse ponto, as medidas at ento adotadas no tm se mostrado eficientes.por outro lado, as oportunidades potenciais decor-rentes dos investimentos previstos s iro se concreti-zar na medida dos valores que o pas conseguir captu-rar para seu mercado interno. A indstria do petrleo cresce at em pases sem qualquer industrializao, s que, nesse caso, o nico benefcio vem do petrleo pelo petrleo. todos os empregos so gerados fora. da a relevncia do trabalho que vem sendo desenvolvido em prol do aumento do contedo local. Contedo local implica emprego local e renda local. E as empresas s vo empregar se perceberem a real possibilidade de receberem encomendas. Concluindo, o fator mais importante, que so as demandas, ns j temos e, para concretiz-las com reais benefcios para o pas, necessrio que cada um faa sua parte: que os jovens se interessem, os profissionais se qualifiquem, os empresrios invistam e o governo crie condies para que o Brasil possa ter uma indstria competitiva. opinioIndstria naval brasileira. Um setor em expanso.Acompanhe, acessando www.portalnaval.com.brCom um mar de oportunidades em sua proa e aps anos de estagnao, o mercado naval brasileiro volta a ser uma realidade. De 2000 para c, com os programas de Renovao da Frota de Apoio Martimo (Prorefam) e o de Modernizao e Expanso da Frota (Promef) da Transpetro, a indstria da construo naval brasileira saltou de dois mil para 80 mil empregos diretos e indiretos, sero 146 embarcaes de apoio martimo e 49 navios, com um ndice de 65% de contedo nacional no setor de navipeas. 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