Frmas Para Construo Civil e Suas Aplicaes

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    18-Jul-2016

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CONSTRUO

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  • Monografia

    FRMAS PARA CONSTRUO CIVIL E SUAS APLICAES

    Autor: Carlyne Pomi Diniz Costa

    Orientador: Prof(a).Sidnea Eliane Campos Ribeiro

    2014

    Universidade Federal de Minas Gerais

    Escola de Engenharia

    Departamento de Engenharia de Materiais e Construo

    Curso de Especializao em Construo Civil

  • FRMAS PARA CONSTRUO CIVIL E SUAS APLICAES

    Monografia apresentada ao Curso de Especializao em Construo Civil

    da Escola de Engenharia UFMG

    nfase: Tecnologia e produtividade das construes

    Orientador: Prof(a). Sidnea Eliane Campos Ribeiro

    Belo Horizonte

    Escola de Engenharia da UFMG

    2014

  • A minha famlia pelo apoio, carinho e dedicao.

  • SUMRIO

    1. INTRODUO ............................................................................................. 16

    2. OBJETIVOS ................................................................................................ 19

    2.1 Objetivo Geral ....................................................................................... 19

    2.2 Objetivos Especificos ............................................................................. 19

    3. REVISO DA LITERATURA ........................................................................ 21

    3.1 Definies Gerais Sobre Sistema de Frma .......................................... 21

    3.2 Caractersticas Bsicas das Frmas ....................................................... 22

    3.2.1 Rigidez ................................................................................................ 23

    3.2.2 Estaqueidade ..................................................................................... 23

    3.2.3 Durabilidade ........................................................................................ 23

    3.2.4 Resistncia mecnica ruptura ......................................................... 24

    3.2.5 Reatividade qumica ........................................................................... 24

    3.2.6 Baixa aderncia do concreto .............................................................. 25

    3.2.7 Estabilidade ....................................................................................... 25

  • 3.2.8 Baixa absoro de gua .................................................................... 25

    3.3 Classificao dos Sistemas de Frma .................................................. 26

    3.3.1 Sistema convencional de frma de madeira ...................................... 26

    3.3.1.1 Materiais utilizados no sistema de frma de madeira ..................... 27

    3.3.1.2 Estuo sobre sistema de madeira..................................................... 31

    3.3.2 Sistema de frma metlica ................................................................ 36

    3.3.2.1 Caracterizao do sistema metlico ............................................... 36

    3.3.2.2 Vantagens e desvantagens do sistema metlico ............................ 37

    3.3.2.3 Viabilidade do sistema metlico ...................................................... 38

    3.3.2.4 Principais sistemas de frma metlica modulares para construo

    civil .................................................................................................................. 40

    3.3.2.4.1 Frma TOPEC SH ....................................................................... 40

    3.3.2.4.2 Frma Concreform SH ................................................................. 42

    3.3.2.4.3 Frma Lumiform SH ..................................................................... 44

    3.3.2.4.4 Frma SL 2000 Mills .................................................................... 47

    3.3.2.4.5 Frma Deck Light ......................................................................... 49

    3.3.2.4.6 Frma Easy- Set Mills .................................................................. 52

  • 3.3.2.4.7 Frma RECUB - Ulma .................................................................. 55

    3.3.3 Sistema frma mista .......................................................................... 56

    3.3.3.1 Cimbramentos ................................................................................. 56

    3.3.4 Sistema de frma tipo Mesa Voadora ................................................ 58

    3.3.4.1 Procedimento executivo .................................................................. 60

    3.3.5 Sistema frmas Deslizantes ............................................................... 61

    3.3.5.1 Procedimento executivo .................................................................. 64

    3.3.6 Sistema de frmas Trepantes ............................................................ 65

    3.3.6.1 Procedimento executivo .................................................................. 66

    3.3.7 Sistema de frma hbrido ................................................................... 69

    3.4 Anlise para Escolha do Sistema Ser Empregado ............................ 69

    3.4.1 Projeto estrutural ................................................................................ 69

    3.4.2 Cronograma de obras ........................................................................ 70

    3.4.3 Porte do empreendimento ................................................................. 70

    3.4.4 Acabamento superficial ...................................................................... 70

    3.4.5 Disponibilidade de materiais e equipamentos .................................... 71

  • 4. ESTUDO DE CASO ..................................................................................... 72

    4.1 Apresentao da Obra .......................................................................... 72

    4.2 Escolha do sistema Metlico ................................................................. 73

    4.2.1 Atraso ................................................................................................. 74

    4.2.2 Espao reduzido no canteiro de obras ............................................... 74

    4.2.3 Contratao de funcionrios qualificados .......................................... 75

    4.2.4 Descarga de material ......................................................................... 75

    4.2.5 Limpeza ............................................................................................. 75

    4.2.6 Nmero de pavimentos ...................................................................... 76

    4.3 Estudo Oramentrio Sistema Metlico x Sistema de Frma de Madeira

    ........................................................................................................................ 76

    4.3.1 Pavimentos do subsolo (lajes nervuradas) ........................................ 77

    4.3.2 Pavimentos tipo (lajes/paredes/pilares) ............................................. 80

    4.4 Processo Executivo............................................................................... 82

    4.4.1 Desenvolvimento de projetos ............................................................. 82

    4.4.2 Execuo do teto do 4 subsolo ......................................................... 85

    4.4.3 Execuo do teto do 2 subsolo ......................................................... 89

  • 5. CONCLUSO .............................................................................................. 92

    REFERNCIAS ............................................................................................... 94

  • LISTA DE QUADROS

    Quadro 1: Subsistemas e seus componentes.........................................32

  • LISTA DE FIGURAS

    Figura 1: Grfico custo da estrutura de empreendimentos ............................. 24

    Figura 2: Madeira Serrada .............................................................................. 28

    Figura 3: Folha de compensado resinado ....................................................... 29

    Figura 4: Folha de compensado plastificado .................................................. 30

    Figura 5: Tipos de pregos ............................................................................... 31

    Figura 6: Subsistema de frma de laje ........................................................... 33

    Figura 7: Subsistema de frma de pilar .......................................................... 34

    Figura 8: Subsistema de frma de viga .......................................................... 35

    Figura 9: Procedimento para montagem da frma TOPEC SH ...................... 41

    Figura 10: Detalhe dos componentes principais do sistema Concreform ....... 43

    Figura 11: Utilizao do sistema para paredes e pilares ................................ 44

    Figura 12: Sistema Lumiform SH e seus componentes .................................. 46

    Figura 13: Sistema Mills SL 2000 e seus componentes ................................. 49

    Figura 14: Diferentes tipos de escoras utilizadas no sistema ......................... 50

  • Figura 15: Sistema Deck Light montado ......................................................... 51

    Figura 16: Escora drophead armada(esq.) e desarmada (dir.) ....................... 52

    Figura 17: Sistema Easy-Set .......................................................................... 54

    Figura 18: Montagem do sistema RECUB ...................................................... 56

    Figura 19: Montagem de cimbramentos ......................................................... 57

    Figura 20: Sistema de mesas voadoras .......................................................... 58

    Figura 21: Procedimento executivo mesas voadoras ..................................... 61

    Figura 22: Execuo de torres de gua com sistema deslizante .................... 63

    Figura 23: Sistema de frma deslizante .......................................................... 65

    Figura 24: Execuo de torres com frmas trepantes .................................... 66

    Figura 25: Procedimento executivo do sistema de frmas trepantes ............. 68

    Figura 26: Perspectiva do edifcio ABC .......................................................... 73

    Figura 27: Projeto de pilares ........................................................................... 83

    Figura 28: Projeto de paredes ......................................................................... 84

    Figura 29: Projeto das lajes dos subsolos ...................................................... 85

    Figura 30: Armadura dos pilares(esq.) e Concreform(dir.) .............................. 86

    Figura 31: Detalhe posicionamento das escoras no sistema TOPEC SH ...... 87

  • Figura 32: Laje e paredes do teto do 4 subsolo ............................................ 88

    Figura 33: Concretagem da laje do teto do 4 subsolo ................................... 88

    Figura 34: Laje forrada (p-direito duplo) vista de baixo ................................. 89

    Figura 35: Montagem da laje do teto do 2 subsolo (p-direito duplo) ............ 90

    Figura 36: Colocao das cubetas plsticas da laje do teto 2 subsolo ......... 91

    Figura 37: Posicionamento das armaduras sobre as cubetas (2subsolo) ..... 91

  • LISTA DE TABELAS

    Tabela 1: Comparativo financeiro entre frmas para pilares e paredes......79

    Tabela 2: Comparativo financeiro entre frmas para lajes..........................80

    Tabela 3: Comparativo financeiro entre frmas para pavimento tipo...........82

  • LISTA DE NOTAES, ABREVIATURAS

    Cm = centmetro

    Cm = centmetro quadrado

    Km = quilmetro

    kN= quilo Newton

    Kg = quilograma

    H = hora

    hh = homem hora

    m = metro

    m = metro quadrado

    mm = milmetro

    CONAMA = Conselho Nacional do Meio Ambiente

    C = Grau Celsiu

    DER-SP = Departamento de Estradas de Rodagem de So Paulo

    EPUSP-58 = Escola politcnica da Universidade de So Paulo

    FGV = Fundao Getlio Vargas

    LEED = Leardership in Energy and Environmental Desing

  • NBR = Norma Brasileira

    PIB = Produto Interno Bruto

    TCPO = Tabela de Composio de Preos para Oramentos

    USGBC = United States Green Building Council

  • RESUMO

    As frmas so de grande importncia para construo civil, pois desempenham funes de moldagem das estruturas de concreto e so responsveis por resistirem aos esforos do concreto fresco como peso prprio e sobrecargas acidentais, antes que o mesmo se torne autoportante. O trabalho desenvolvido tem como objetivo apresentar um estudo sobre sistemas de frmas e escoramentos metlicos para estruturas de concreto armado disponveis no mercado nacional. Sero apresentados dados como materiais utilizados, procedimentos de execuo, especificidades, finalidades e particularidades de cada tipo de sistema de frma existente, incluindo apresentao de um estudo de caso.

    Palavras Chaves: Frmas reutilizveis, tecnologia da construo, inovao em

    processos construtivos.

  • 16

    1 INTRODUO

    A construo civil no Brasil, principalmente em Minas gerais, muito

    tradicionalista, sendo difcil inserir nesse mercado novos produtos e processos. A

    tecnologia de frmas teve incio na dcada de 60 e amplamente utilizada at

    hoje, ou seja por mais de 50 anos. (ASSAHI)

    O setor da construo busca inovaes em seus produtos e processos, de forma

    a otimizar os custos para maximizao dos lucros atravs da melhoria na

    produtividade, menor consumo de materiais e maior reaproveitamento dos

    mesmos. Um exemplo a utilizao de ao cortado e dobrado em uma central de

    forma a fim evitar, desperdcio de ferragem, melhor aproveitamento do espao no

    canteiro de obras, bem como menor utilizao de mo de obra, visto que, no

    cenrio atual, a mesma uma parcela importante nos gastos mensais do

    construtor devido sua valorizao com a ascenso do mercado construtivo.

    (MOREIRA, 2013)

    Alm de todas as exigncias do mercado, est mais frequente a necessidade e

    incentivos de certificaes ambientais, como LEED (Leardership in Energy and

    Environmental Desing), um sistema internacional de certificao e orientaes

    ambientais para as edificaes com ao intuito de incentivar a transformao dos

    projetos, obra e posteriormente a operao, sempre com enfoque na

  • 17

    sustentabilidade. Possui benefcios econmicos, sociais e ambientais, como uso

    racional e reduo dos recursos naturais, uso de materiais e tecnologias de baixo

    impacto ambiental, e reduo, tratamento e reuso de resduos da construo e

    operao. (USGBC, 2013)

    Devido a maior oferta de frmas metlicas no mercado brasileiro e necessidade

    de atender a nova tendncia ambiental, com gerao de menos resduos,

    interessante o estudo de frmas reutilizveis, que so sistemas em que h um

    melhor aproveitamento dos materiais, pois so utilizados combinaes de

    materiais para atingir esse objetivo, como o sistema Topec, implantado pela

    empresa SH Frmas, o qual consiste em painis modulares, produzidos com

    alumnio e compensado, o tornando mais resistente e de fcil manuseio se

    comparado o convencional de execuo de painis. O sistema, como pode-se

    observar na prtica, gera economia de mo de obra, visto que a produtividade

    muito superior do que o sistema convencional, maior aproveitamento dos espaos

    uma vez que no ser necessrio a confeces de painis para as frmas, e

    estrategicamente vivel para certificaes ambientais, sendo o gasto com

    madeira e resduos significativamente menor, devido a alta taxa de

    aproveitamento do produto. (SH Frmas, 2013)

    necessrio um estudo mais completo para pesquisar as vantagens de utilizao

    do sistema, visto que atualmente o processo convencional de produo de

    frmas expressivamente utilizado, muitas vezes devido a falta de conhecimento

    dos construtores, que levam em conta somente o custo do produto e no de sua

  • 18

    produo global no empreendimento. Novas tecnologias devem ser estudadas a

    fim de modernizar o setor de construo civil, gerando melhor aproveitamento dos

    produtos, processos, menor gasto de mo de obra e tornando o setor

    responsvel por 5% PIB brasileiro, ainda mais rentvel e sustentvel. (FGV,

    2011)

  • 19

    2 OBJETIVOS

    O objetivo geral e os principais objetivos especficos da pesquisa desenvolvida

    neste trabalho so:

    2.1 Objetivo Geral

    O objetivo geral deste trabalho pesquisar sobre diferentes tipos de frmas e

    suas aplicaes, demonstrando as vantagens e desvantagens de suas aplicaes

    a fim de contribuir na escolha do processo a ser adotado.

    2.2 Objetivos Especficos

    Para se obter o objetivo geral, os seguintes objetivos especficos sero

    desenvolvidos:

    Realizar reviso bibliogrfica dos tipos de frmas existentes junto com os

    fabricantes;

    Comparar os tipos de frmas existentes;

    Comparar o estudo oramentrio do sistema metlico x sistema de frma de

    madeira;

  • 20

    Pesquisar impactos ambientais dos cenrios propostos;

    Estudo de caso do empreendimento All Business Center.

  • 21

    3 REVISO DA LITERATURA

    As frmas so muito utilizadas no setor de construo civil, para dar formato as

    estruturas de concreto e para suportar o peso prprio, das cargas acidentais e

    trabalho at que a mesma se torne autoportante. O sistema de frma de madeira

    o mais antigo processo de confeco de frma na construo civil, e apesar das

    inovaes no setor, ainda hoje, o mais utilizado, principalmente por pequenos

    construtores. Porm, vrios outros materiais e processos surgem no mercado de

    forma a melhor atender as necessidades das construtoras, cada vez mais em

    busca de menores prazos e custos, alm da presso por menor gerao de

    resduos.

    3.1 Definies Gerais sobre Sistema de Frmas

    A frmas para construo civil e seus subsistemas possui definio e requisitos

    especificados em normas. Os quais preciso seguir a fim de evitar patologias

    futuras.

    As frmas so estruturas provisrias utilizadas para moldar o concreto fresco,

    resistindo a todas as aes provenientes das cargas variveis resultantes das

    presses do lanamento do concreto fresco at que o concreto se torne

    autoportante. (NBR15696:2009)

  • 22

    Escoramentos so estruturas provisrias com capacidade de resistir e transmitir

    s bases de apoio da estrutura todas as aes provenientes das cargas

    permanentes e variveis resultantes do lanamento do concreto fresco sobre as

    frmas horizontais e verticais, at que o concreto se torne autoportante.

    (NBR15696:2009)

    Cimbramento o conjunto de elementos-suporte que garantem o apoio

    consistente, indeformvel, resistente s intemperes, s cargas de peso prprio do

    concreto e das frmas, inclusive s cargas decorrentes da movimentao

    operacional, de modo a garantir total segurana durante as operaes de

    concretagem das unidades estruturais. (DER-SP, 2013)

    De acordo com Assahi, pode-se concluir que o sitema de frma o conjunto

    completo dos elemento que a compes incluindo a prpria frma, elementos de

    cimbramento, escoramento remanescente, equipamentos de transporte,

    manuteno, etc.

    3.2 Caracteristicas Bsicas das Frmas

    Existem normas que definem as condies mnimas e os requisitos bsicos para

    o desempenho adequado do sistema de frma. As normas NBR 14931:2004 e a

    NBR15696:2009 estabelecem alguns critrios que devem ser respeitados para

    projetar e executar as frmas e escoramento para estruturas de concreto, como:

  • 23

    3.2.1 Rigidez

    As frmas devem possuir rigidez suficiente para suportar as tolerncias

    especificadas em projeto para a estrutura, para que a integridade dos elementos

    estruturais no seja afetada. O formato, a funo e a durabilidade das peas de

    concreto no devem ser alteradas.

    As frmas no devem sofrer deformaes excessivas, de forma a garantir o nvel,

    posio e dimenses dos elementos de concreto, para que a estrutura no seja

    afetada.

    3.2.2 Estanqueidade

    O sistema de frma deve ser estanque para garantir que a pasta de cimento

    existente no concreto no seja perdido durante a concretagem, o que pode gerar

    o surgimento de agregados midos na superfcie do concreto. Essa propriedade

    tem como objetivo impedir a entrada de agentes externos que podem causar

    corroso da armadura, diminuio da resistncia estrutural e a durabilidade da

    estrutura, uma vez que o processo de calcinao ser facilitado pelas condies

    da mesma.

    3.2.3 Durabilidade

    Segundo Nazar, 2007, o custo do sistema de frma e escoramento pode

    representar cerca de 46% (Figura 1) do oramento de um edifcio. Portanto

  • 24

    interessante que o sistema seja durvel e com alto ndice de reaproveitamento, a

    fim de reduzir os custos do construtor pela agilidade na montagem e menor

    utilizao de materiais.

    Figua 1: Grfico custo da estrutura de empreendimentos Fonte: Nazar, 2007

    3.2.4 Resistncia mecnica ruptura

    O sistema de frmas deve ser capaz de resistir as cargas que possam solicita-lo

    durante o processo de construo, como aes ambientais, sobrecarga acidental,

    peso prprio da estrutura, trafgo de pessoas e equipamentos.

    3.2.5 Reatividade qumica

    Os materiais utilizados para a confeco de frma e desmoldantes devem ser

    inertes, ou seja, no devem apresentar nenhuma reao qumica com o concreto,

    de modo a no afetar a durabilidade e resistncia estrutural.

  • 25

    3.2.6 Baixa aderncia ao concreto

    Para que o processo de desfrma ocorra sem imprevisto, as frmas devem

    possuir baixa aderncia ao concreto, a fim a garantir a perfeio da superfcie ,

    que afeta diretamente na durabilidade da estrutura.

    3.2.7 Estabilidade

    O sistema de frmas deve possuir estabilidade devido a necessidade de garantir

    a segurana quanto ao processo de montagem das armaduras, lanamento e

    adensamento do concreto, cura e desforma. Essa propriedade tem como objetivo

    minimizar riscos, financeiros e quanto a segurana dos envolvidos no setor da

    construo civil.

    3.2.8 Baixa absoro de gua

    recomendvel que os materiais que constituem as frmas apresentem baixa

    absoro de gua, para que no haja comprometimento da hidratao do

    cimento, apesar de ser necessrio que as frmas sejam saturadas antes do

    lanamento do concreto.

  • 26

    3.3 Classificao dos Sistemas de Frmas

    Os sistemas de frma so classificados pelo tipo de material empregado em sua

    fabricao e so apresentados nos subitens abaixo.

    3.3.1 Sistema convencional de frma de madeira

    O sistema de frma de madeira o mais utilizado no Brasil, pela cultura das

    empresas em empregar esse processo e por ser o mais acessvel a empresas de

    pequeno e mdio porte.

    Nesse sistema no existe projeto especifico da execuo das frmas, sendo

    executada de acordo com a experincia do mestre de obras, o que gera uma falta

    de padro no processo podendo onerar os custos uma vez que o consumo de

    material est diretamente ligado a execuo. Em duas obras semelhantes, pode-

    se utilizar quantidade de materiais completamente diferentes se forem

    executadas por equipes diferentes. Essa despadronizao pode gerar consumo

    de insumos em excesso, gerando prejuzos ao empreendimento.

    O processo necessita de maior quantitade de mo de obra e maior especializao

    em relao aos demais sistemas. Tambm gera uma grande quantidade de

    resduos devido ao baixo reaproveitamento das peas.

  • 27

    Esses fatores, em relao a atual conjuntura nacional, muitas vezes, inviabiliza o

    processo devido a escassez de mo de obra especializada e fiscalizaes

    ambientais.

    3.3.1.1 Materiais utilizados no sistema de frma de madeira

    Madeira serrada

    A madeira serrada (Figura 2) era muito utilizada para confeco dos moldes para

    as estruturas de concreto, antes do surgimento das chapas compensadas, as

    quais apresentam melhor desempenho. A madeira serrada geram maior

    quantidade de resduos e baixa padronizao das peas havendo maior

    necessidade de ma de obra para confeco das frmas.

    Porm esse tipo de madeira ainda muito utilizado na execuo de

    escoramentos. As peas de madeira serrada no formato de pontaletes, sarrafos e

    tbuas no devem possuir defeitos em suas dimenses, formato, arqueamento,

    rachaduras, podrido,fendas, alm dos limites de tolerncia para cada classe,

    que so divididas em primeira qualidadeinduatrial, segunda qualidade industrial e

    de terceira qualidade industrial. (YAZIGI, 2013)

  • 28

    .

    Figua 2: Madeira Serrada Fonte: Alpina Eucaliptos, 2013

    Chapas de madeira compensada

    As madeiras em forma de compensado apresentam uma distribuio das lminas

    que a compes, no sentido vertical e horizontal, o que ocasiona uma distribuio

    das tenses quando o material solicitado. (NAZAR, 2007)

    As chapas de madeira compensada so fabricadas pela unio de trs ou mais

    lminas, alternando-se as direes da fibras em ngulos retos, sob presso, com

    auxlio de um adesivo, quase sempre em painis com nmero mpar de lminas.

    O posicionamento cruzado das lminas proporciona ao painel de compensado

    uma excelente resistncia mecnica, tornando-o a prova de movimentaes de

    contratao e expanso. (NAZAR, 2007)

    Quando comparada a madeira serrada, a chapa de compensado possuem maior

    resistncia normal s fibras, menor propabilidade de surgimento de trincas e

  • 29

    possibilidade de fabricao de grandes peas, porm seu custo mais elevado.

    (NAZAR, 2007)

    Pode-se encontrar compensados em duas formas:

    - Compensado resinado

    O compensado resinado (Figura 3) fabricado com lminas internas de pinus e

    externas em madeira dura (hardwood). As lminas so sobrepostas em sentidos

    alternados, em nmero mpar. Com as capas no mesmo sentido e ento coladas

    entre si com resina flica (100% a prova dgua), sob uma presso de 15 Kg/cm

    e submetidas a temperatura mdia de 135C. (MADECAL MADEIRA, 2013)

    Podem ser encontrados com dimenses de 2,50 m x 1.25 m ou 2,44 m x 1,22 m,

    com espessura variando de 6mm a 21 mm. (MADECAL MADEIRA, 2013)

    Figua 3: Folha de compensado resinado

    Fonte: Madlimoeiro, 2013

  • 30

    - Compensado Plastificado:

    O compensado plastificado (Figura 4) fabricado semelhante ao resinado. A

    diferena est no final do processo, em que os compensados so revestidos por

    um filme, uma resina de fenol-formaldedo modificada com desmoldante. Esta

    chapa de compensado,portanto, possui maior poder impermeabilizante, ou seja

    apresentam melhor rendimento para o uso em estruturas de concreto. Apesar de

    seu preo ser mais elevado que as chapas resinadas, so mais durveis e

    resistem a maior nmero de reaproveitamentos. (FORMACOMP, 2008)

    As dimenses encontradas so de 2,50m x 1,25m ou 2,44 m x1,22 m com

    espessuras variando de 6mm a 21mm. (REVECOM, 2013)

    Figua 4: Folha de compensado plastificado

    Fonte: Madlimoeiro, 2013

    Pregos

    No processo de frma de madeira os pregos so bastante utilizados. Existem em

    vrias dimenses e so fabricados de diversos materiais. O mais utilizado o

  • 31

    produzido com arame galvanizado, com uma cabea, porm existe pregos com

    duas cabeas para facilitar sua retirada, de ao, sem cabea, etc (Figura 5).

    Figua 5: Tipos de pregos

    Fonte: PINI, 2013

    3.3.1.2 Estudo sobre o sistema de madeira

    O sistema deve ser analisado aps a diviso do processo em subsistema,

    elementos e componentes. (FAZERSZTAN,1992)

    O subsistema de frma o conjunto das frmas utilizadas para moldar

    determinadas partes da estrutura de concreto armado da edificao. Assim tem-

    se subsistema lajes, vigas, pilares e paredes, conforme a funo que cada uma

    das partes desempenha na estrutura. (MAGALHES, 2000)

    O elementos so conjuntos de peas que exercem funo determinada dentro do

    subsistema de frmas. So classificados de acordo com a finalidade em molde,

    estrutura do molde, escoramento e acessrios. O molde o elemento que entra

  • 32

    em contato direto com o concreto, definindo seu formato e textura. A estrutura do

    molde o elemento destinado a enrijecer e suportar o molde, garantindo que no

    se deforme quando submetido aos esforos originados pelas operaes de

    armao e concretagem.

    Os componentes so as diferentes peas que compe os elementos. Em nvel de

    pea pronta se constituem na ltima decomposio das frmas. No quadro 1

    mostra um resumo dos subsistemas e seus elementos e componentes.

    (MAGALHES, 2000)

    Quadro 1: Subsistemas e componentes

    SUBSISTEMAS ELEMENTOS COMPONENTES

    MOLDE PAINIS

    ESTRUTURA DO MOLDE TRANSVERSINAS E LONGARINAS

    ESCORAMENTO PONTALETES DE MADEIRA/ESCORAS DE METLICAS/TRAVAMENTOS/TORRES/CONTRAVENTAMENTOS/ETC.

    ACESSRIOS PARA ESTRUTURAO E NIVELAMENTO

    MOLDE PAINIS DE FACE E FUNDO

    ESTRUTURA DO MOLDE SARRAFOS

    ESCORAMENTO GARFOS/PONTALETES DE MADEIRA/ESCORAS METLICAS/TORRES/ETC.

    ACESSRIOS PARA ESTRUTURAO E NIVELAMENTO

    MOLDE PAINIS LATERAIS

    ESTRUTURA DO MOLDE GUIAS DE ARMAO /GRAVATAS

    ESCORAMENTO APRUMADORES/MO FRANCESA/NIVELADORES

    ACESSRIOS PARA ESTRUTURAO E NIVELAMENTO

    SISTEMA DE FRMAS

    LAJES

    VIGAS

    PILARES

    Fonte: Magalhes, 2000

    Subsistemade laje

    Segundo Magalhes, o subsistema de frma para laje composto por painis de

    laje que so constitudos de chapas de compensado, apoiados sobre

    transversinas, que so vigas compostas de madeira macia ou sobre vigas

    treliadas de madeira. As transversinas, por sua vez, se apoiam nas longarinas,

  • 33

    que so compostas pelo mesmo material das transversinas e transferem os

    esforos para o escoramento conforme figura 6.

    Figura 6: Subsistema de frmas de laje Fonte: Magalhes, 2000.

    Subsistemas de pilar

    O subsistema de pilar possui como principais componentes os painis, as

    gravatas, gastalhos, os tensores ou tirantes e acessrios para nivelamento.

    Os gastalhos tm como principal funo locar a frma, para o correto

    posicionamento do molde, e conter os empuxos na base do pilar. O molde

    composto pelos painis laterais e de fundo, confeccionados usualmente em

    madeira compensada. Os primeiros normalmente so maiores e servem como

    travamento para os seguintes. So utilizados sarrafos e pontaletes para

    estruturao do molde e o travamento executado com a utilizao das gravatas

  • 34

    ou dos tirantes. Os tirantes normalmente so as barras de ancoragem apertadas

    com porcas, conforme ilustrado na figura 7. (MAGALHES, 2000)

    Figura 7: Subsistema de frma de pilares Fonte: Magalhes, 2000.

    Subsistema de viga

    Conforme visto anteriormente, o subsistema de viga composto basicamente por

    painis de face e fundo da viga, sarrafos, garfos e acessrios para nivelamento.

    (MAGALHES, 2000)

    Os painis, tanto os de face quanto os de fundo, so confeccionados em chapas

    de madeira compensada. Os sarrafos servem como reforo para os painis

    laterais resistirem aos esforos horizontais da concretagem e tambm como

    apoio do molde da viga nos garfos. Os mesmos trabalham como escora para os

    painis de fundo de viga e como travamento para os laterais, evitando

  • 35

    deformaes horizontais excessivas. Alm disso, so eles que transmitem os

    esforos verticais do molde e da estrutura do molde para os pontos de apoio na

    superfcie. (MAGALHES, 2000)

    O principal acessrio para nivelamento dos paines so chamados de cunhas de

    madeiras, colocadas entre a travessa inferior do garfo e a estrutura. Esse

    funcionamento pode ser melhor entendido na figura 8. (MAGALHES, 2000)

    Figura 8: Subsistema de frmas de vigas Fonte: Magalhes, 2000.

  • 36

    3.3.2 Sistema de Frmas metlicas

    um sistema no qual todos os elementos que o compe so metlicos, podendo

    ser de ao ou alumnio. So empregadas em todos os tipos de elementos

    estruturais, pilares, vigas, lajes e cortinas. Nem sempre esse sistema vivel,

    pois alguns fatores interferem como padronizao da estrutura, cronogramas e

    nmero de reutilizaes. Esse processo requer maior grau de planejamento e

    maior detalhamento nos projetos para que as vantagens em sua utilizao sejam

    maximizadas.

    3.3.2.1 Caracterizao do sistema metlico

    Na dcada de 1960, o engenheiro Toshio Ueno (EPUSP-58) foi pioneiro no

    desenvolvimento da tecnologia do sistema de frmas, em busca de incorporar o

    conceito de racionalizao, otimizao e reduo de custo no uso de frmas de

    madeira atravs da produtividade. Foi o precursor da maior industrializao,

    maior profissionalizao, e do surgimento constante de novos produtos e

    solues tcnicas ocorridas recentemente.

    Com a diminuio de mo de obra dos canteiros no Brasil e a imposio de

    prazos cada vez mais curtos, o sistema metlico surge como alternativa que traz

    maior agilidade, industrializao, racionalizao e alta produtividade nas obras.

    (MACHADO, 2013)

  • 37

    As frmas metlicas so modulveis e reaproveitveis. Compostas basicamente

    por um perfil metlico e acabamento em uma chapa de compensado, podem ser

    divididos em sistemas leves, com peso de at 35 Kg/m, e pesados, que pesam

    mais que 35Kg/m. So calculados por profissionais especializados, para suportar

    o peso do concreto fresco e as eventuais sobrecargas at que o mesmo se torne

    autoportante, devendo garantir propriedades do concreto lanado, assim como

    antender aos requisitos mnimos mencionados anteriormente .(ASSAHI)

    O atual nvel de desenvolvimento do sistema de frma metlicas e o constante

    investimento nesse setor que possibilita ao construtor a utilizao desse sistema

    para as mais diversas frmas desejveis, pois j existem diversos tipos de

    produtos no mercado. (COMUNIDADE DA CONSTRUO, 2013)

    3.3.2.2 Vantagens e desvantagens do sistema metlico

    Praticidade, rapidez e facilidade so alguns dos motivos que fazem com que mais

    empresas optem pela utilizao do sistema. Empresas especializadas garantem

    que o sistema pode gerar at 50% de ganho de produtividade.

    Segundo fabricantes, a montagem do sistema no requer funcionrios

    experientes e pode ser executada por profissionais sem grande treinamento,

    tornando o sistema competitivo para o atual cenrio da construo civil, cada vez

    com mais dificuldade de contratar mo de obra qualificada.

  • 38

    De acordo com a empresa SH Frmas, os escoramentos so calculados

    estrategicamente, de maneira que as escoras fiquem posicionadas com o mximo

    de espaamento entre elas, garantindo que haja uma rea suficiente para

    circulao dos operrios, facilitando a limpeza do ambiente de trabalho e

    minimizando riscos de acidentes.

    O sistema modulvel e com alta taxa de reaproveitamento, o que diminui a

    quantidade de madeira com necessidade de corte em obra, o que gera

    diminuio de risco de acidentes, devido a reduo de uso de mquinas de corte.

    O sitema metlico tambm produz menor quantidade de resduos, o que causa

    menos impacto ambiental que o sistema convencional de madeira, o que

    garantem os fabricantes.

    Devido ao maior rigor da legislao vigente juntamente com o aumento das

    fiscalizaes ambientais no canteiro de obras quanto ao uso e correto descarte

    da madeira, visando atender as diretrizes especificadas pelo CONAMA pode

    gerar elevao dos preos do insumo, o que iria aumentar as vantagens

    econmicas no uso do sistema metlico, o que especulam os fabricantes.

    3.3.2.3 Viabilidade do sistema metlico

    Para que a aquisio do sistema seja economicamente vivel, no entanto,

    necessrio um grande nmero de reaproveitamentos. O custo de aquisio do

    material deve ser bem avaliado, pois necessrio que o volume de repeties

  • 39

    seja capaz de diluir seu custo. Isso pode ocorrer em obras horizontais ou

    verticais, com produo em larga escala, como as obras de conjuntos

    habitacionais e projetos voltados para o atual programa Minha Casa, Minha Vida

    do governo federal. importante salientar que optando-se pela compra, ser

    preciso arcar com custos de manuteno e estocagem do material.

    Porm o construtor pode alugar os equipamentos. A cada dia o nmero de

    empresas especializadas que investem nessa tecnologia aumentam

    expressivamente. Dessa maneira, o processo ganha espao no mercado sendo

    utilizado em diversos empreendimentos de vrios tipos. Um fator importante que

    muitas vezes negligenciado pelas construtoras o correto planejamento e

    previso, ainda na fase de projeto, da utilizao do sistema metlico, para

    melhor aproveitamento do mesmo.

    Existem inmeros tipos de frmas e escoramentos metlicos disponveis no

    mercado. Para seleo da opo que melhor atenda a demanda da construtora

    necessrio que o projeto estrutural seja bem elaborado, para que o projetista de

    frma e escoramento consiga especificar o sistema de forma econmica para a

    empresa. Fatores como logstica interna do canteiro, quantidade de reuso de

    peas, peso a ser suportado pelas frma e escoramento, dimenses e formas

    das estruturas a serem moldadas, dentre outros, precisam ser levados em

    considerao para que se tenha uma correta equalizao de propostas. (PORTAL

    DO CIMBRAMENTO, 2013)

  • 40

    3.3.2.4 Principais sistemas de frmas metlicas modulveis para construo civil

    A pesquisa pelos sistemas disponveis no mercado foi baseada nas principais

    empresas fornecedoras desse tipo de servio no setor da construo civil no

    Brasil, em especial para os sistemas indicados para execuo de pilares, paredes

    e lajes.

    3.3.2.4.1 Frma TOPEC SH

    De acordo com o catlogo de equipamentos da SH Frmas, o sistema para

    frmas de lajes em concreto armado, composta de painis de alumnio forrados

    com compensado plastificado, que pode ser aplicada nos mais variados tipos de

    projetos, como lajes planas, protentidas, nervuradas e com p direiro duplo, sem

    a necessidade de cortes, pregos e emendas. Dispensa o uso de mo de obra

    especializada e revestimento de teto. (SH FRMAS, 2013)

    O sistema TOPEC foi desenvolvido para ser utilizado na concretagem de lajes.

    Suporta qualquer tipo de concreto, e com cerca de trs dias, j pode ser

    desformado, liberando o pavimento inferior e a reutilizao do material para

    montagem da prxima laje. (SH FRMAS, 2013)

    O principal artifcio desse sistema a utilizao de escoras com cabeas

    especiais denominadas dropheads. Atravs de um dispositivo ao ser

  • 41

    movimentado desarma os dropheads, surgindo um espao livre entre a face do

    Concreto e da frma, o que possibilita a movimentao da escora que seria

    utilizada no reescoramento. Esse mecanismo possibilita agilidade, o que aumenta

    a produtividade da obra. (SH FRMAS, 2013)

    A frma TOPEC SH bastante dinmica e adaptvel, podendo ser utilizada at

    para lajes com ps-direitos maiores. Podem ser utilizadas tambm em lajes

    nervuradas, porm as escoras dropheads perdem sua funo uma vez que nem

    sempre o posicionamento das cumbucas coincidem com os paneis modulares.

    (SH FRMAS, 2013)

    Os paneis do sistema possuem medidas fixas e, por esse motivo, na grande

    maioria dos casos, necessrio a execuo de arremates. A primeira opo

    que sejam utilizadas chapas de ao e perfis metlicos que so encaixados nos

    vos entre as escoras dropheads, mas quando isso no for possvel

    necessrio lanar mo do uso de madeira. Portanto, apesar de minimizar, o

    sistema no elimina o uso desse material. O procedimento de montagem pode

    ser observado na figura 9. (SH FRMAS, 2013)

    Figura 9: Procedimento para montagem da frma TOPEC SH Fonte: SH Frmas, 2013

  • 42

    Principais caractersticas do sistema TOPEC SH:

    - Peso: aproximadamente 14 Kg/m;

    - Produtividade: 0,3 hh/m;

    - Dimenses dos painis: 200x100/200x75/100x100/75x100/75x75 (cm). (SH

    FRMAS, 2013)

    3.3.2.4.2 Frma Concreform SH

    De acordo com o catlogo de equipamentos da SH Frmas, a frma consiste em

    chassis de ao galvanizado forrados em compensado plastificado, conectados

    com apenas trs grampos que os unem e alinham silmultaneamente,

    dispensando perfis extras. Leve e ao mesmo tempo rgido, pode ser movimentado

    manualmente ou com auxlio de grua. Extremamente fcil de manusear, o

    Concreform SH consistui a soluo mais econmica na medida em que permite a

    reduo de at 70% da mo de obra necessria para montagem e desmontagem

    da frma.

    Esse sistema de frma utilizado para pilares e paredes. Caso a parede seja

    muito alta possvel aclopar um andaime suspenso para que seja facilmente

    movimentada e acessvel aos funcionrios. Alm dos painis, o sistema

    montado com auxlio de outros componentes, tais como grampos externos para

    garantir o esquadro da frma, grampos de alinhamento que garantem o

  • 43

    alinhamento das frmas, grampos ajustveis que tm a funo de ajuste de

    arremates de madeira, caso seja necessrio ( possvel o ajuste de arremates de

    madeira de at 15 cm entre os painis para que atinjam as dimenses desejadas,

    caso isso no seja possvel com a utilizao apenas dos painis metlicos) e por

    fim parafusos CF que garantem o travamento das frmas. (SH FRMA, 2013)

    Os principais grampos componentes so apresentados na figura 10.

    Figura 10: Detalhe dos componentes principais do sistema Concreform SH Fonte: SH frmas, 2013

    Principais caractersticas do sistema Concreform SH:

    - Produtividade: 0,3 hh/m;

    - Carga admissvel: 60 kN/m;

    - Altura: mdulos de 1,20m ou 2,70m;

    - Largura: mdulos de 45 cm/60cm/75cm;

    - Peso: varivel em funo do painel utilizado. (SH FRMAS, 2013)

  • 44

    A figura 11 ilustra a utilizao do sistem Concreform SH em paredes e pilares.

    Figura 11: Utilizao do sistema para paredes e pilares Fonte:SH frmas, 2013

    3.3.2.4.3 Frma Lumiform SH

    Segundo o catlogo de equipamentos da SH Frmas, o sistema composto por

    painis fabricados com perfis especiais de alumnio e forrados com placas de

    alumnio. Alm de leves e durveis, os painis no possuem rebites, emendas ou

    marcas na face que faz contato com o concreto, o que garante um acabamento

    perfeito. Os painis apresentam furao apenas nas laterais, onde encaixado o

    espaador que, alm de espaar as frmas, suporta as cargas atuantes do

    empuxo. Pode ser aplicado nos mais variados tipos de projetos. (SH FRMAS,

    2013)

  • 45

    O sistema de frma Lumiform SH foi desenvolvido visando atender a grande

    demanda de unidades habitacionais populares. O sistema busca uma maior

    industrializao que possibilita uma padronizao e em consequncia maior

    controle da qualidade. (SH FRMAS, 20013)

    Ao substituir a parede convencional em alvenaria, elimina etapas como chapisco

    e reboco, aumentando significativamente a velocidade de execuo da obra,

    alm de no necessitar de mo de obra especializada para a realizao da

    montagem do sistema. (SH FRMAS, 20013)

    Outros componentes necessrios para a montagem do sistema so:

    - Espaadores: definem a espessura da parede. Fabricados em ao, possuem

    4,76mm de espessura e 38,1mm de largura. So fixados com auxlio de pinos e

    cunhas e podem ser reutilizados desde que envoltos em sacos plsticos ou

    espuma antes da concretagem.

    - Alinhadores: garante o alinhamento da frma. Devem ser posicionados nas

    partes interna e externa.

    - Capas de fechamento: So personalizadas e fabricadas com espessura de 3/8

    para atender o fechamento dos vos em geral (portas e janelas).

    Principais caractersticas do sitema Lumiform SH:

    - Peso: 17,75 Kg/m;

    - Movimentao manual;

  • 46

    - Carga admissvel: 40 kN/m;

    - Produtividade: 0,15hh/m;

    - Largura: em mdulos de 5cm at 90cm ou conforme projeto do cliente;

    - Altura: de acordo com projeto. (SH FRMAS, 2013)

    O sistema montado, juntamente com todos os seus componentes so mostrados

    na figura 12.

    Figura 12: Sistema Lumiform SH e seus componentes Fonte: SH frmas, 2013

  • 47

    3.3.2.4.4 Frma SL 2000 Mills

    Segundo o catlogo da empresa Mills, o SL 2000 um sistema de frma leve,

    projetado para transporte e montagem manual (sistema pesa aproximadamente

    33 Kg/m) de maneira fcil e rpida (dispensando o uso de grua), e com

    possibilidade de formar as mais diversas geometrias desde as poligonais at as

    circulares, em qualquer situao ou terreno.

    Os painis possuem estrutura de ao USI-SAC 300 e so forrados por

    compensado, que so fixados nos painis atravs de rebites, diferente dos

    sitemas anteriores. O SL 2000 apresenta flexibilidade a ponto de poder ser

    utilizado tambm para geometrias com ngulos diferentes de 90, por meio da

    colocao de dobradias. Apesar de seu principal componente serem os painis,

    exixtem outros acessrios que podero variar a produtividade do sistema em

    funo da quantidade necessria, tais como:

    - Dobradias: utilizadas quando o encontro das frmas diferente de 90.

    - Canto interno e cantoneira externa: utilizados para garantir o encontro das

    frmas em ngulo de 90, onde determinado pelo projeto.

    - Pino trava: permite a unio de painis adjacentes.

  • 48

    - Tirantes: so posicionados em furaes pr-existentes e apertados por porcas

    borboletas, para suportar a presso do concreto e garantir o travamento da

    estrutura.

    - Parafuso de ligao: so utilizados no travamento dos painis.

    - Escoras de aprumo: servem para aprumar a estrutura.

    Alm de todos esses acessrios a frma ainda pensada, caso a construtora

    deseje, aclopar guarda-corpos e plataformas de trabalho para os funcionrios.

    Principais caractersticas do sistema SL 2000 Mills:

    - Peso: 33 Kg/m;

    - Carga admissvel: 40 kN/m ou 55kN/m, dependendo da largura do painel;

    - Produtividade: 0,37hh/m;

    - Largura: mdulos de 20cm/25cm/30cm/40cm/50cm/75cm/80cm;

    - Altura: mdulos de 75cm ou 1,50m. (MILLS, 2013)

    A figura 13 representa, esquerda o sistema Mills SL 2000 com seus

    componentes principais, e direita uma representao tridimensional da

    utilizao do sistema em um pilar.

  • 49

    Figura 13: Sistema Mills SL2000 e seus componentes Fonte: Mills, 2013

    3.3.2.4.5 Fma Deck Light

    De acordo com o catlogo da empresa, o sistema Mills Deck Light composto de

    painis modulares estruturados em alumnio e revestidos com chapa

    compensada plastificada. Os painis so sustentados por escoras com cabeas

    especiais dropheads que permitem a desforma dos painis mantendo a laje

    escorada. Tal mecanismo possibilita, ento a retirada e o reaproveitamento de

    toda a frma da laje apenas um dia aps a sua execuo, proporcionando

    rapidez nos ciclos de concretagem e economia de um jogo de frma na obra.

    O sistema Deck Light utilizado para concretagem de lajes e em virtude de suas

    limitaes dimensionais, por vezes se faz necessria a utilizao de

    complementos de madeira. So utilizadas trs tipos de suportes para os painis

    em sua montagem, representados na figura 14 e descritos abaixo: (MILLS, 2013)

  • 50

    - Drophead: utilizado na linha de escoramento fixo que pemite a retirada do painel

    sem que a escora seja retirada.

    - Fixo: utilizado na faixa de desforma.

    - Fixo intermedirio: utilizados em situaes onde no possvel manter os

    painis alinhados, deixando-os descasados e impossibilitando a utilizao de

    drophead. Tambm utilizado na linha de periferia.

    Figura 14: Diferentes tipos de escoras utilizadas no sistema Fonte: Mills, 2013

    Existe ainda outros acessrios como a viga guia de reescoramento, que auxilia na

    vedao entre painis posicionados na faixa de suporte drophead, e o perfil de

    periferia que serve de apoio para os possveis arremates. (MILLS, 2013)

    O sistema frmas Deck Light se assemelha significativamente ao sistema TOPEC

    SH, anteriormente mencionado, devido a sua metodologia executiva de

    montagem e conceitos semelhantes.

  • 51

    Principais caractersticas do sistema Deck Light:

    - Carga admissvel: 1500 kgf/m;

    - Produtividade mdia: 0,45hh/m;

    - Largura: mdulos de 60cm ou 90cm;

    - Altura: mdulos de 1m ou 2m. ( MILLS, 2013)

    Na figura 15 possvel observar a montagem do sistema e na figura 16 h um

    detalhe de mecanismo da escora drophead.

    Figura 15: Sistema Deck Light montado Fonte: Mills, 2013

  • 52

    Figura 16: Escora drophead armada (esq.) e desarmada (dir.)

    Fonte: Mills, 2013

    3.3.2.4.6 Frma Easy-Set Mills

    A frma Easy-Set Mills um moderno sistema construtivo em frmas especiais

    de alumnio para agilizar construes populares nas tecnologias de paredes de

    concreto macias moldadas in loco. um sistema de frma leve e modular,

    desenvolvido especialmente para a construo de paredes de concreto, tanto

    para casas, como para edifcios de mltiplos andares.

    O sistema no posssui nenhuma restrio ao tipo de concreto a ser utilizado e de

    acordo com o fabricante aceita ciclos de at mil repeties, desde que sejam

    tomados os cuidados com armazenamento, aplicao de desmoldantes e limpeza

    frequente aps cada concretagem.

  • 53

    Os principais componentes do sistema so:

    - Painis de alumnio: So fabricados em liga de alumnio 6160 T6, formados por

    perfis extrudados e unidos mecanicamente entre si, dispensando o uso de soldas

    estruturais. So trs tipos de painis no sistema, o primeiro destinado as paredes,

    outro as lajes e um terceiro para os cantos.

    - Chapas de fechamento: painis especiais que definem o vo de portas e

    janelas.

    - Espaadores reutilizveis.

    - Alinhadores e aprumadores: garantem o alinhamento e prumo da estruturas.

    - Pinos e cunhas em ao galvanizado: So de ao galvanizado e recebem uma

    bucha de silicone para absorver as vibraes e garantir o aperto das cunhas. So

    utilizados para unir os diversos mdulos adjacentes.

    - Gravatas metlicas: reponsveis pelo travamento do sistema, mantendo a

    espessura especificada para paredes. So envoltos por uma camisa plstica para

    garantir sua retirada aps a desforma.

    O procedimento executivo do sistema comea com a realizao do radier,

    colocao de espaadores de piso, colocao des telas soldadas e por fim o

    posicionamento e instalao das tubulaes eltricas e hidrulicas. A montagem

    de frmas pode ser iniciada pela parte interna dos cmodos, a partir de um canto.

    A pea de canto interna posionada e liga-se a ela dois painis, formando um

  • 54

    L. Utilizam-se pinos e cunhas para fixar os painis entre si. Uma vez montado o

    canto, pode-se proceder montagem do restante dos painis. Aps a montagem

    das frmas das paredes, so instaladas os alinhadores e aprumadores. Para a

    montagem das frmas de laje, posicionam-se os painis de quina, elementos que

    ligam as frmas de laje e parede. Em situaes com vos pequenos, que no

    possuem escoras, o processo feito posicionando-se os painis em sequncia.

    Em cmodos grandes, recomenda-se a instalao de painis de apoio, que

    possuem escoras em seu vos e servem de apoio para os demais painis de laje.

    A montagem das lajes feita pelo processo convencional. Os guarda-corpos de

    proteo perimetral so instalados aps a montagem da lajes. (SILVA, 2010).

    A figura 17 abaixo ilustra a utilizao do sitema tanto em casas quanto em

    edifcios multipavimentos.

    Figura 17: Sistema Easy-set

    Fonte: Mills, 2013

    Principais caractersticas do sistema Easy- Set Mills:

    - Carga admissvel: 18 a 20 Kg/m;

  • 55

    - Peso: 18 a 20 Kg/m;

    - Produtividade:0,3hh/m;

    - Largura: 10cm, 15cm, 20cm, 30cm, 45cm e 60cm.(MILLS, 2013)

    3.3.2.4.7 Frma RECUB- Ulma

    A frma recupervel RECUB especialmente indicada para executar lajes

    nervuradas bidirecionais utilizando cubetas (peas plsticas utilizadas no sistema

    de laje nervurada) recuperveis, com um alinhamento perfeito das estruturas.

    Fabricado em ao de alta resistncia e acabamento feito em pintura epxi.

    Composto basicamente pelo cabeal recupervel, as cubetas e/ou compensados,

    travessas, e as longarinas. um sistema reticulado, que permite a realizao de

    grandes vos entre pilares, suportam maiores cargas e pode ser dividido em

    zonas nervuradas e macias (capiteis).

    A principal vantagem do sistema que ele pode ter sua parte autoportante

    (longarinas e escoramentos) montada previamente e posteriormente o material

    recupervel posicionado. As cubetas so encaixadas sem a necessidade de

    preg-las e nos locais dos capiteis os compensados so pregados sem maiores

    complicaes. A flexibilidade do sistema permite utiliz-lo para lajes nervuradas

    com diferentes geometrias. A figura 18 representa a montagem e utilizao do

    sistema RECUB. (ULMA, 2013)

  • 56

    Figura 18: Montagem do sistema RECUB

    Fonte: Ulma, 2013

    3.3.3 Sistema de frma mista

    Esse sistema caracterizado pela utilizao de vrios materiais na fabricao

    dos elementos constituintes. muito comum a utilizao em que nos moldes so

    utilizadas madeiras e o cimbramento executado em material metlico.

    3.3.3.1 Cimbramentos

    uma soluo mista, ou seja, com a presena de peas de diferentes materiais,

    indicada para lajes que possuam muitos recortes. O sistema composto por

    perfis que podem ser utilizados como vigas secundrias ou primrias,

    posicionando sobre torres de carga e escoramentos. Os perfis podem ser

    metlicos, alumnio ou em vigas de madeira SH20, de alturas e resistncias

    variveis. Cada material possui suas propriedades mecnicas, e por isso

  • 57

    recomendado um estudo detalhado para a escolha da melhor soluo, a fim de

    evitar possveis transtornos futuros. (CEHOP)

    Sobre os perfis so instaladas as chapas de madeira compensada que serviro

    de forro para as lajes. O sistema traz maior produtividade na montagem da frma

    de lajes e /ou vigas e por isso um dos mais utilizados em edifcios

    multipavimentos, como pode ser observado na figura 19.

    Figura 19: Montagem de cimbramentos Fonte: SH Frmas, 2013

  • 58

    3.3.4 Sistema de frma tipo mesa voadora

    O sistema de mesas voadoras caracterizado pelo transporte vertical ou

    horizontal de estruturas denominadas mesas, compostas pelos elementos de

    escoramento e vigamento ligados frma que d o molde desejado laje. O

    conjunto formato permite a desforma e a movimentao das mesas com o auxlio

    de gruas para a prxima etapa de concretagem. (SH FRMAS, 2013)

    A utilizao do sistema j vem sendo feita no pas desde a dcada de 1980, em

    algumas obras de shoppings e edifcios comerciais, porm est se tornando mais

    difundida com a diminuio da mo de obra disponvel no setor de construo

    civil nos ltimos anos, pois possibilita um aumento da produtividade entre os

    ciclos de concretagem, por no existir as etapas de montagem e desmontagem

    de escoramentos, aliados a uma reduo da equipe necessria para sua

    execuo. A figura 20, mostra o sistema de mesas voadoras em utilizao.

    Figura 20: Sistema de mesas voadoras

    Fonte: Mills, 2013

  • 59

    Sua viabilidade, no entanto, requer a verificao de uma srie de condicionantes

    para que suas vantagens se convertam em benefcios reais para a obra. Do ponto

    de vista estrutural, o sistema preferencialmente aplicvel em projetos que

    prevm a execuo de grandes lajes planas macias, nervuradas ou protendidas.

    Outro fator importante avaliar as interferncias de vigas internas e vigas de

    borda, pois em alguns casos h limitao de altura das mesas voadoras, o que

    pode facilitar ou dificultar sua movimentao e retirada do pavimento.

    importante prever repetitividade mnima de 10 a 15 usos para cada mesa, pois,

    invariavelmente, sua montagem exige um tempo relativamente extenso antes do

    primeiro uso. (CICNHINELLI, 2011)

    O sistema apresenta pontos crticos que devem ser previamente estudados, sob

    o risco de inviabilizar a soluo. O principal deles a velocidade do vento na

    regio, pois a transposio das mesas no pode ser feita sob ventos com

    velocidade maior que 42Km/h. Outro aspecto relevante a necessidade de gruas

    com capacidade mnima de 2 toneladas e de concretos especiais com cura mais

    rpida para a execuo, que pode representar um aumento de preo significativo.

    Um terceiro ponto a ser observado a necessidade de escoramento de 100% da

    laje seguinte antes que a mesa suba assim como no mnimo 50% das duas lajes

    inferiores. A ausncia de mo de obra qualificada para operar o sistema no

    mercado requer uma ateno com o treinamento prvio da equipe que ser

    responsvel pela execuo, caso no seja especializada. (SH FRMAS, 2013)

  • 60

    3.3.4.1 Procedimento Executivo

    A execuo das frmas do tipo mesa voadora composta basicamente pelas

    etapas de montagem, movimentao e desforma.

    Assim que os elementos constituintes das mesas voadoras chegam obra, as

    frmas comeam a serem montadas para sua primeira utilizao, sua montagem

    segue especificaes do projeto elaborado exclusivamente para esse fim. As

    dimenses, esquadro e nvel devem ser feitos com preciso, pois as mesas sero

    utilizadas para todas as lajes da obra (dependendo do nmero de repeties em

    relao a vida til da mesa).

    O planejamento da movimentao das mesas, com a sequncia da retirada at o

    reposicionamento na laje seguinte deve ser pensado previamente, para que todos

    os envolvidos estejam informados dos procedimentos, minimizando os riscos e

    transtornos gerados.

    A movimentao para o pavimento superior tem incio com as mesas da periferia,

    pois o alcance das gruas limitado a elas. O iamento feito com o auxlio de

    um garfo de translao que se prende ao cabo de ao da grua e o vigamento

    horizontal feito com o uso de um equipamento hidrulico com roletes

    denominado charriot de translao ou carro de movimentao.

    O reposicionamento das mesas no pavimento superior deve ser executado

    conforme indicado no projeto de montagem. Para que essa etapa seja bem

  • 61

    sucedida necessria ateno especial quanto ao nivelamento e alinhamento da

    frma. Nos locais onde no h mesas executado arremates dos assoalhos.

    Finalizado todo o posicionamento e arremate dos assoalhos inicia-se a

    concretagem. O processo se repete da mesma maneira at o ltimo pavimento.

    Apenas aps a ltima concretagem a mesa voadora e desmontada.

    (CICNHINELLI, 2011)

    Todo o procedimento executivo representado de maneira ilustrativa na figura

    21.

    Figura 21: Procedimento executivo de mesas voadoras

    Fonte: Cicnhinelli, 2011

    3.3.5 Sistema de frmas deslizantes

    As frmas deslizantes foram desenvolvidas com intuito de dar maior agilidade na

    execuo de grandes extruturas verticais ou horizontais de seo varivel ou

    constante, por um meio de um sistema de concretagem initerruptas.

  • 62

    O sistema composto basicamente por painis metlicos ou de madeira,

    cavaletes metlicos que fixam a frma interna e externa, equipamentos de

    iamento (normalmente macacos hidrulicos) e andaimes para pedreiro e

    armadores que se prendem aos cavaletes e so levantados junto com a frma,

    como representado na figura 22.

    O deslizamento das frmas contnuo e regulvel entre 3 a 8 metros a cada 24

    horas. Essa caracterstica possibilita concretagens sem interrupo, acelerando o

    ritmo de execuo das estruturas de concreto e eliminando juntas frias, o que

    evita patologias futuras como vazamentos e infiltraes. Alm disso, ao contrrio

    do sistema trepante, a desforma no depende da cura do concreto. Ela pode ser

    executada assim que tenha incio o tempo de pega do concreto, podendo a partir

    desse momento subir a frma mais 20 ou 30 cm para uma nova concretagem. A

    ausncia de desformas propicia uma melhor limpeza no canteiro de obras e

    menos gerao de resduos. (ALBUQUERQUE, Ricardo. Frmas deslizantes.

    Infraestrutura urbana. Entrevista concedida a Juliana Nakamura)

  • 63

    Figura 22: Execuo de torres de gua com sistema deslizante

    Fonte: Buzolin Torres Dgua

    Em comparao a outras solues para frmas existentes, o sistema de frmas

    deslizantes gera economias em alguns aspectos e pode ocasionar maiores

    gastos em outros. Normalmente esse sistema exige maior consumo de concreto

    com alguns aditivos como acelerador de pega, o que tende a encarecer a

    soluo. Em contrapartida, por no utilizar andaimes nem escoramentos nas

    paredes, podem gerar grande economia. S nesse ponto, em comparao com

    as frmas tradicionais, temos uma reduo de mo de obra e tempo de execuo

    em torno de 80%, estima Albuquerque.

  • 64

    3.3.5.1 Procedimento executivo

    Para que execuo do sistema deslizante tenha incio necessrio que a

    estrutura a ser concretada esteja completamente armada. Aps colocao da

    armadura, os painis de frma internos so posicionados e unidos para depois

    serem instalados os cavaletes que garantiro o distanciamento necessrio entre

    elas. Nas travessas superiores dos cavaletes so ento fixados os macacos

    hidrulicos e por fim so colocados os painis de frmas externos. Assim que

    finalizada a montagem, a concretagem poder ter incio.

    A concretagem da estrutura deve ser feita em camadas de 20 cm,

    convenientemente vibradas, e assim que a pega da primeira camada tiver incio,

    a frma dever ser levantada pra abrir espao para o lanamento da outra

    camada de 20 cm. O iamento ocorre atravs do bombeamento do leo sob alta

    presso para os macacos, que transmitem os esforos ao barres, que elevaro

    todo o sistema. Esses barres possuem dimetro de 25mm, atravessam os

    macacos hidrulicos e se fixam a estrutura. O procedimento se repete at que

    seja atingida a cota limite de altura, definida em projeto.

    necessria ateno redobrada aos nivelamentos. O deslizamento contnuo

    aliado a fatores externos como vento, lanamento de concreto, etc, podem

    movimentar as frmas e influenciar na verticalidade das paredes. Por esse

    motivo, o monitoramento dos nveis deve ser realizado constantemente a cada

    deslizamento de frma.

  • 65

    Ao atingir a cota final da estrutura, o concreto ento nivelado e a frma

    continuar sendo levantada para que se garanta o descolamento do concreto da

    estrutura. A partir desse instante iniciado o processo de desmontagem do

    sistema, que desmembrado em seus diversos componentes. O procedimento

    finalizado ao preencher com nata de cimento e areia os vazios deixados pelos

    barres. O sistema completo ilustrado na figura 23.

    Figura 23: Sistema de frmas deslizantes Fonte: Corsini

    3.3.6 Sistema de frmas trepantes

    O sistema de frmas trepantes indicado para a construo de estruturas de

    concreto de alturas elevadas, em que a instalao de andaimes para a execuo

    da obra invivel ou onerosa demais. Usualmente so utilizadas em obras de

  • 66

    infraestrutura, como reservatrios de concreto armado, barragens para

    hidreltricas, mastros de pontes e viadutos, caixas de escada ou elevadores,

    pilares e paredes macias de concreto muito elevadas, estdios e obras especiais

    de geometria arrojada. (CORSINI, Rodnei)

    Na figura 24 possvel visualizar a utilizao do sistema na construo de torres.

    Figura 24: Execuo de torres com frmas trepantes

    Fonte: Ulma, 2013

    O sistema de frmas trepantes foi desenvolvido como uma alternativa ao sistema

    de frmas deslizantes, mantendo as principais vantagens do mesmo, mas

    suprindo suas limitaes. Foram mantidas as caractersticas como velocidade de

    execuo, pequena quantidade de material de frma e baixa necessidade de mo

    de obra. O sistema no necessita de concretagens initerruptas, em ciclos de 24

  • 67

    horas, o que reduz os custos com pessoal. Por outro lado, no possvel que a

    execuo ocorra sem a existncia de juntas, que so pontos crticos e que

    requerem maior ateno para evitar falhas e possveis pontos de infiltrao.

    Apesar de nem todos os sistemas serem flexves a ponto de permitirem

    concretagens em faces inclinadas, sejam elas positivas ou negativas, j existe no

    mercado alguns sistemas trepantes com essa versatilidade.

    Os sistemas de frmas trepantes podem ser de madeira ou metlico. So

    formados basicamente por trs partes: o sistema trepante em si, composto pela

    msula, por escoras, por montantes verticais, por um conjunto de cones e por

    barras de ancoragem; a frma e os andaimes de trabalho dos operrios.

    3.3.6.1 Procedimento executivo

    Existem dois tipos de procedimento possveis, dependendo do sistema dotado

    pela obra:

    - O sistema utiliza-se de dois conjuntos de frmas metlicas, leves, que permitam

    o manuseio sem a necessidade de equipamento mecnico. O primeiro conjunto

    montado e posicionado envolvendo a armadura de arranque da estrutura, sendo

    criteriosamente nivelado. Efetuada a concretagem da primeira etapa, o segundo

    conjunto de frma posicionado sobre o primeiro j nivelado, tendo esse como

    base para apoio. Posteriormente a concretagem passa-se ao terceiro lance.

    Nesse momento feita a desforma e limpeza do primeiro conjunto de frma, a

  • 68

    qual reposicionada sobre o segundo e assim se suceder at atingir a altura

    desejada.

    - Inicialmente posicionada a armadura de arranque da estrutura que ser

    concretada. Antes do incio da montagem das frmas metlicas trepantes, deve-

    se deixar embutido dentro do concreto o cone de espera, que servir de apoio

    para montagem do console ou msula. Em seguida so colocados os painis de

    frma e por fim feita a concretagem. Na etapa seguinte, respeitando-se a cura

    de concreto, feita a desforma e o sistema frma reposicionado. A msula se

    apoia no cone que foi deixado embutido no concreto na etapa anterior. O cone

    inferior pode ser retirado e reutilizado na prxima etapa. A figura 25 ilusta esse

    processo.

    Figura 25: Procedimento executivo do sistema de frmas trepantes Fonte: Corsini

  • 69

    3.3.7 Sistemas de frmas hbridos

    O sistema de frma hbrido no muito utilizado no cenrio nacional. composto

    por subsistemas de diferentes materiais. Podem ser metlicos, de madeira fibra

    de vidro, borracha, plstico, entre outros.

    3.4 Anlise para Escolha do Sistema a ser Empregado

    Basicamente a escolha do sistema ser empregado basea-se em fatores

    econmicos como prazo e custo. Porm outros fatores devem ser observados,

    levando em considerao a estratgia da empresa. Outras variveis so:

    3.4.1 Projeto estrutural

    O projeto estrutural afeta diretamento o tipo de sistema a ser empregado. Um

    projeto no qual h uma maior padronizao dos elementos estruturais, maior

    repetitividade, permite que qualquer sistema citado seja empregado. No entando,

    caso a projeto tenha frmas irregulares, como pouca repetio, torna, por

    exemplo, o sistema metlico invivel. Muitas empresas antes mesmo da

    concepo do projeto estrutural, determinam o sistema que desejam empregar,

    portanto o projeto elaborado para atender as especificaes e particularidades

    do sistema de frma escolhido.

  • 70

    3.4.2 Cronograma de obras

    Em um projeto, o prazo de execuo da estrutura de extrema relevncia, pois

    as demais atividades esto diretamente ligadas a concluso dessa etapa, como

    alvenaria, fachada, revestimentos, esquadrias, etc.

    Quando o projeto possui um pequeno prazo para execuo da estrutura

    necessrio o emprego de maior quantidade de material, enquanto quando o prazo

    mais flexvel, pode-se utilizar menos material, pois possvel aumentar o

    nmero de reutilizaes.

    Vrias vezes ocorrem algumas intercorrncias durante a execuo da obra, o que

    faz necessrio a mudana do sitema empregado para que os prazos

    estabelecidos sejam cumpridos.

    3.4.3 Porte do empreendimento

    O porte econmico do empreendimento pode viabiliar a utilizao de sistemas

    com custo mais elevado, devido a maior possibilidade de diluio do mesmo.

    3.4.4 Acabamento superficial

    A qualidade superficial se diferencia nos sistemas e frmas, sendo orientado

    pelas especificaes de projeto. Em casos em que o acabamento seja concreto

  • 71

    aparente necessrio maior qualidade na execuo das estruturas, diminuindo

    os custos com regularizaes posteriores.

    3.4.5 Disponibilidade de materiais e equipamentos

    A disponibilidade de material condicionante para a escolha do sistema. As

    regies em que h uma abundncia na oferta de madeira e pouca disponibilidade

    de materiais metlicos, bem como a necessidade de guindastes e gruas para

    determinadas peas metlicas, o que torna invivel a utilizao desse sistema

    caso a obra no tenha estrutura para a estocagem e movimentao do material.

  • 72

    4 ESTUDO DE CASO

    4.1 Apresentao da Obra

    No estudo de caso ser apresentada uma obra de construo civil da Construtora

    Capara, situada em Belo Horizonte. O empreendimento um edifcio comercial

    de alto luxo, com rea construda de aproximadamente 1.260m , distribuda em

    23 pavimentos tipo, 4 subsolos e 5 elevadores. A localizao dentro de uma

    regio central da cidade, com elevado trfego de veculos, alta visibilidade do

    canteiro, elevada fiscalizao, dentre outros fatores, contribuem para a

    complexidade da sua execuo.

    A fundao da obra foi executada em estacas com fluido estabilizante, tambm

    chamadas de estaces. Ao todo foram perfuradas 59 estacas. Sobre elas so

    apoiados 20 blocos de coroamento.

    A estrutura toda executada em concreto armado. Os subsolos so em laje

    nervurada, com a presena de paredes no ncleo central, onde estaro

    posicionados os elevadores, que far o contraventamento de toda a estrutura. Os

    pavimentos tipo, por sua vez, sero executados em lajes macias, pilares,

    paredes e vigas.

  • 73

    A figura 26 ilustra a perspectiva do futuro edifcio quando finalizado.

    Figura 26: Perspectiva do edifcio ABC Fonte: Construtora Capara, 2013

    4.2 Escolha do Sistema Metlico

    Inicialmente a obra foi planejada para ser executada utilizando um sistema de

    frmas mistas, com as frmas em madeira e escoramentos metlicos. No entanto

    a obra enfrentou uma srie de imprevistos devido alta complexidade do

  • 74

    empreendimento. Por esse motivo foi realizado um replanejamento e optou-se

    pelo sistema de frmas metlico.

    4.2.1 Atraso

    A fase inicial da obra foi bastante conturbada, nas etapas de conteno, retirada

    de terra e fundao, devido uma srie de obstculos encontrados. A obra

    encontrava-se com um atraso de aproximadamente 6 meses no momento de

    incio da execuo da estrutura. Foi necessrio a busca por um sistema que

    possibilitasse uma reduo no tempo inicialmente programado para a execuo

    da estrutura. O Processo escolhido pela obra foi o sistema TOPEC SH.

    4.2.2 Espao reduzido no canteiro de obras

    O canteiro de obras possui dimenses bastante reduzidas em relao ao demais

    empreendimentos da construtora. Para execuo de quatro subsolos, foi

    necessrio a construo de uma rampa provisria para que fosse possvel fazer a

    retirada de terra. Essa necessidade diminuiu ainda mais o espao disponvel para

    armazenamento de material.

  • 75

    4.2.3 Contratao de funcionrios qualificados

    A construtora encontrou dificuldade na contratao de funcionrios capacitados

    para a execuo do sistema de frmas de madeira convencional. A alta demanda

    por esse tipo de profissional no mercado inviabilizou a contratao do nmero de

    funcionrios necessrios para que o cronograma da obra no fosse afetado,

    mantendo o sistema de frma inicial.

    4.2.4 Descarga de material

    A cota do nvel da rua era de aproximadamente 12 metros acima da cota inferior

    do terreno, por causa dos subsolos. Aliada dificuldade para o trnsito de

    caminhes na regio, a descarga de material era bastante complexa e

    demandava uma alta quantidade de recursos.

    4.2.5 Limpeza

    O fato do canteiro de obras ter pouco espao disponvel e a obra ser bastante

    complexa, a quantidade de resduos gerado no corte da madeira para confeco

    das frmas tambm foi um fator determinante para escolha do sistema TOPEC

    SH. Seria necessrio um espao destinado separao dos resduos

  • 76

    provenientes dessa operao, para seu correto descarte seguindo as normas

    ambientais vigentes, caso a obra utilizasse o sistema convencional em frma

    madeira.

    4.2.6 Nmero de pavimentos

    O edifcio em estudo conta com 16 pavimentos tipo, cuja geometria se mantm. A

    grande quantidade de repeties tende a viabilizar o uso do sistema metlico.

    Esse fator mais um que foi levado em considerao no momento de deciso

    pelo sistema metlico.

    4.3 Estudo Oramentrio Sistema Metlico x Sistema de Frmas de Madeira

    O estudo financeiro da substituio do sistema de frmas convencional de

    madeira com escoramentos metlicos pelo sistema metlico foi feito

    separadamente para os diferentes subsistemas de frmas. Em todos os casos a

    nica opo vivel foi a de aluguel dos materiais, pois o nmero de reutilizaes

    no justificava a opo de compra.

  • 77

    4.3.1 Pavimentos do Subsolo ( Lajes nervuradas)

    Os sistemas escolhidos para a execuo da obra foram a Concreform SH, para

    pilares e paredes e a TOPEC SH, para as lajes.

    A comparao de custos de frma para os pavimentos do subsolo foi feita

    parte, separada do estudo para os pavimentos tipo. O alto grau de incerteza

    existente na execuo das lajes dos subsolos, em virtude de vrios fatores como

    profundidade em relao ao nvel da rua, necessidade de movimentao de terra,

    a ausncia de ndices de produtividade da empresa para obras semelhantes e o

    fato de as lajes serem nervuradas possibilitaram o estudo sem a considerao do

    efeito da repetitividade das lajes.

    Em uma laje lisa, as escoras do tipo drophead, estrategicamente posicionadas,

    dispensam a movimentao das escoras para reescoramento durante a retirada

    dos painis. No entanto, a presena das cubetas plsticas sobre os painis

    TOPEC SH nas lajes nervuradas, requerem essa movimentao pois no

    possvel garantir que todas as escoras estejam posicionadas de maneira a

    permitir a retirada dos painis e das cubetas, garantindo simultaneamente o

    reescoramento da laje recm-concretada. (SH FRMAS, 2013)

    O estudo financeiro foi feito separadamente para os diferentes subsistemas. Para

    o comparativo de custos da frma de pilares e paredes desses pavimentos foi

    utilizada como base a composio de preos unitrios propostas pelo TCPO 14

  • 78

    para o servio de frmas de madeira convencional, modificando-se apenas o

    preo dos materiais e o salrio dos funcionrios de acordo com os valores

    praticados na empresa.

    A opo a ser comparada foi a de utilizao do sistema de frmas metlicas

    Concreform SH, anteriormente explicitada no item 3.3.2.4.2 .O preo pago pelo

    aluguel teve como base a proposta enviada pela empresa contratada, de acordo

    com o somatrio do preo de locao unitrio de todos os componentes

    detalhados em projeto. A fim de no se considerar o efeito de repetitividade,

    devido aos motivos apresentados anteriormente, foi considerada a locao

    mensal para a execuo do servio e a consequente devoluo de todo o

    material ao fim do perodo de um ms. Esse comparativo ilustrado na tabela 1.

  • 79

    Tabela 1: Comparativo financeiro entre frmas para pilares e paredes

    Quantidade

    370,01

    m2 0,27 23,00 2.297,76

    kg 0,04 4,30 63,64

    kg 0,2 4,30 318,21

    kg 0,18 4,28 285,06

    m 1,24 2,71 1.243,38

    m 1,64 1,30 788,86

    l 0,02 1,20 8,88

    5.005,79

    h 0,2 12,10 895,42

    h 0,8 16,48 4.878,21

    5.773,64

    10.779,43

    Quantidade

    370,01

    ms 1 15.091,89 15.091,89

    l 0,02 1,20 8,88

    15.100,77

    h 0,5 16,48 3.048,88

    3.048,88

    18.149,65

    Carpinteiro

    Unidade

    Forma para PILARES e PAREDES em chapa compensada

    18mm (m2)R$ Unit. R$ TotalndiceUnidade

    R$ Total

    Aluguel peas metlicas

    Chapa compensada plastificada 18mm

    Prego 17 x 21 com cabea

    Prego 17 x 27 com cabea dupla

    Arame galvanizado

    Pontalete 3"x3"

    Sarrafo 1" x 3"

    Desmoldante

    TOTAL MATERIAL=>

    TOTAL MO DE OBRA=>

    TOTAL=>

    R$ Unit.Forma metlicas para PILARES e PAREDES (m2) ndice

    Ajudante de carpinteiro

    TOTAL=>

    Desmoldante

    TOTAL MATERIAL=>

    Carpinteiro

    TOTAL MO DE OBRA=>

    Fonte: Construtora Capara, 2013

    Para a comparao financeira entre o subsistema de lajes, tambm foi

    considerado como base a composio de preos unitrios propostas pelo TCPO

    14 para o servio de frmas convencional de madeira para laje, com as mesmas

    modificaes praticadas para as paredes e pilares.

    Nesse caso, a opo a ser comparada foi a de utilizao do sistema de frmas

    metlicas TOPEC SH, anteriormente explicitada no item 3.3.2.4.1. O preo do

    aluguel teve como base a proposta enviada pela empresa contratada, de R$ 0,70

    m/dia. Esse comparativo pode ser visualizado na tabela 2 .

  • 80

    Tabela 2: Comparativo financeiro entre frmas para lajes

    Quantidade

    1033,2

    m2 0,416 23,00 9.885,66

    kg 0,05 4,30 222,14

    m 0,866 2,71 2.424,78

    m 0,433 9,93 4.442,44

    l 0,02 1,20 24,80

    16.999,81

    h 0,206 12,10 2.575,35

    h 0,824 16,48 14.030,36

    16.605,71

    33.605,52

    Quantidade

    1033,2

    m/ms 1 21,00 21.697,20

    l 0,02 1,20 24,80

    m 0,2 23,00 4.752,72

    26.474,72

    h 0,3 16,48 5.108,14

    5.108,14

    31.582,86

    Forma para LAJES em chapa compensada 18mm (m2) unidade R$ Unit. R$ Total

    TOTAL MATERIAL=>

    ndice

    Aluguel peas metlicas

    TOTAL MO DE OBRA=>

    TOTAL=>

    Chapa compensada plastificada 18mm

    Prego 15 x 15 com cabea

    Pontalete 3"x3"

    Tbua 25cm

    Desmoldante

    Ajudante de carpinteiro

    Carpinteiro

    Forma metlicas para LAJES (m2) Unidade ndice R$ Unit. R$ Total

    Desmoldante

    TOTAL MATERIAL=>

    Carpinteiro

    TOTAL MO DE OBRA=>

    TOTAL=>

    Arremates madeira

    Fonte: Construtora Capara, 2013

    4.3.2 Pavimento tipo (lajes/paredes/pilares)

    Para que o estudo do sistema metlico fosse mais realista, foi realizado um

    comparativo das lajes tipo, que mais representativo na obra pois possvel

    usufruir dos benefcios da repetio de geometria. Foram utilizados sistemas

    metlicos do tipo TOPEC SH (para as lajes) e Concreform SH (para pilares e

    paredes), da mesma maneira que no item anterior.

  • 81

    Diferentemente da desforma de pilares e paredes, que feita um dia aps

    terminada a concretagem, o nicio da desforma das lajes deve respeitar o prazo

    mnimo recomendado de 3 dias. Considerando esses aspectos, para que a

    comparao financeira fosse mais efetiva, foi considerado que a obra deveria

    possuir dois conjuntos de sistema TOPEC, para que, enquanto um aguardava o

    prazo para que pudesse ser retirado, o outro era utilizado no pavimento seguinte.

    Para o sistema Concreform SH, um conjunto foi suficiente.

    O edifcio conta ao todo com 16 pavimentos tipo e para efeito de estudo foi

    considerado um ciclo de concretagem entre lajes de 8 dias. Os valores praticados

    no comparativo foram o mesmo preo/m/dia utilizados no item anterior, para

    ambos os sistemas. No caso dos pilares e paredes, o preo foi obtido pela diviso

    entre o valor total da locao mensal pela metragem quadrada. O comparativo

    apresentado na tabela 3.

  • 82

    Tabela 3: Comparativo financeiro entre frmas para o pavimento tipo

    Descrio Unidade Quantidade ndice R$ Unit R$ Total

    1 - Forma para LAJES em chapa compensada 18mm m 3.567,04 1,00 32,53 116.035,81

    2 - Forma para PILARES e PAREDES em chapa

    compensada 18mm (m2) m 5.874,08 1,00 47,00 276.081,76

    392.117,57

    Quantidade

    3567,04

    m/dia 8 1,40 39.950,85

    l 0,02 1,20 85,61

    m 0,2 23,00 16.408,38

    56.444,84

    h 0,3 16,48 17.635,45

    17.635,45

    74.080,29

    Quantidade

    5874,08

    m/dia 8 1,36 63.909,99

    l 0,02 1,20 140,98

    64.050,97

    h 0,5 16,48 48.402,42

    48.402,42

    112.453,39

    186.533,67

    TOTAL=>

    Sistema Convencional

    R$ Total

    1.1 - Aluguel de 2 conjuntos peas metlicas (ciclos de 8 dias)

    1.2 - Desmoldante

    1.3 - Arremates madeira

    1 - Forma metlicas para LAJES (m2) Unidade

    2 - Forma metlicas para PILARES e PAREDES (m2) Unidade ndice R$ Unit.

    ndice R$ Unit.

    TOTAL=>

    TOTAL GERAL=>

    Sistema Metlico

    R$ Total

    2.1 - Aluguel peas metlicas

    2.2 - Desmoldante

    TOTAL MATERIAL=>

    2.3 - Carpinteiro

    TOTAL MO DE OBRA=>

    TOTAL MATERIAL=>

    1.4 - Carpinteiro

    TOTAL MO DE OBRA=>

    TOTAL=>

    Fonte: Construtora Capara, 2013

    4.4 Processo Executivo

    4.4.1 Desenvolvimento de projetos

    O primeiro passo para a execuo das frmas metlicas a elaborao dos

    projetos que sero utilizados na montagem das frmas. A empresa contratada

    para o fornecimento do material responsvel tambm pelos projetos. A

  • 83

    construtora fornece a ela os projetos de frma elaborados pelo projetista

    estrutural e baseado neles feito o estudo sobre o posicionamento das peas

    constituintes da maneira mais eficiente possvel. Abaixo so apresentados os

    projetos de pilares (Figura 27), paredes (Figura 28) e lajes (Figura 29) dos

    subsolos. (SH FRMAS, 2013)

    Figura 27: Projeto de pilares Fonte: Construtora Capara, 2013

  • 84

    Figura 28: Projeto de paredes Fonte: Construtora Capara, 2013

  • 85

    Figura 29: Projeto das lajes dos subsolos Fonte: Construtora Capara, 2013

    4.4.2 Execuo do Teto do 4 Subsolo

    O teto do 4 subsolo a primeira laje a ser executada. Devido complexidade e a

    dificuldade em movimentar a terra simultaneamente execuo da laje, uma

    profundidade de 12 metros abaixo do nvel da rua, optou-se executar apenas a

    parte da laje que estava dentro da projeo do edifcio, deixando o restante para

    um momento futuro.

    A montagem das frmas das paredes e pilares, localizadas no ncleo do edifcio,

    onde estaro localizados os elevadores, so executadas primeiro. Inicialmente

    so posicionadas as armaduras dessas estruturas. Para os pilares e paredes o

    sistema metlico utilizado foi o Concreform SH. O posicionamento dos painis

  • 86

    ocorre aps a execuo dos gastalhos, conforme o projeto de frmas. Com o

    auxlio dos componentes do sistema, conforme mencionados no item 3.3.2.4.2,

    feito o aprumo, nivelamento e alinhamento, como visto na figura 30.

    Figura 30: Armadura dos pilares (esq.) e Concreform (dir.) Fonte: Construtora Capara, 2013

    Por fim executada a concretagem at a cota inferior da laje nervurada seguinte.

    A montagem das frmas da laje tem incio assim que finalizada a concretagem

    das paredes e pilares. No estudo de caso em questo, as lajes que foram

  • 87

    acompanhadas so nervuradas e por esse motivo possuem tambm formas

    plsticas, que do o molde necessrio estrutura.

    O sistema utilizado foi o TOPEC SH. Apesar de existirem sistemas indicados

    especialmente para lajes nervuradas, conforme mencionado anteriormente nesse

    trabalho, a frma TOPEC tambm atende esse tipo de laje. Alm disso, na obra

    em estudo apenas as lajes do subsolo possuem nervuras, sendo todas as outras

    macias, o que no justificava a substituio do sistema. A figura 31 mostra o

    detalhamento da montagem do sistema TOPEC.

    Figura 31: Detalhe do posicionamento das escoras no sistema TOPEC SH Fonte: Construtora Capara, 2013

    Primeiramente toda a rea de laje a ser executada forrada utilizando o sistema

    TOPEC, sendo o nivelamento realizado simultaneamente. O segundo passo para

    a execuo das lajes foi o posicionamento das frmas plsticas, tambm

    chamadas de cubetas, seguindo as dimenses, recomendaes e quantidades

    indicadas em projeto. Em seguinte as armaduras so posicionadas e por fim

  • 88

    realizada a concretagem de toda a estrutura. A laje pronta para ser concretada

    pode ser observada na figura 32 e a figura 33 ilustra a concretagem sendo

    executada.

    Figura 32: Laje e paredes do teto do 4 subsolo Fonte: Construtora Capara, 2013

    Figura 33: Concretagem da laje do teto do 4 subsolo Fonte: Construtora Capara, 2013

  • 89

    4.4.3 Execuo do Teto do 2 Subsolo

    A segunda laje a ser executada foi o teto do 2 subsolo. Devido ao atraso ainda

    existente na obra, foi tomada a deciso de saltar a laje do teto do 3 subsolo,

    deixando para execut-la num momento posterior, j que a mesma deixaria de

    ser um caminho crtico para o planejamento da obra. Essa deciso s foi possvel

    graas flexibilidade proporcionada pelo sistema TOPEC SH, que permite a

    execuo de lajes com p-direito duplo, como pode ser observado na figura 34.

    Figura 34: Laje forrada (p-direito duplo) vista de baixo Fonte: Construtora Capara, 2013

  • 90

    As paredes e pilares foram executadas normalmente, sem a necessidade de

    saltar um pavimento, sendo concretadas em duas etapas e deixando as esperas

    para a armadura da laje do teto do 3 subsolo para quando fossem executadas.

    A montagem das frmas da laje foi feita da mesma maneira que no pavimento

    anterior, conforme demonstrado na figura 35.

    Figura 35: Montagem da laje do teto do 2 subsolo (p-direito duplo) Fonte: Construtora Capara, 2013

    Aps a montagem da laje feita a distribuio das cubetas (Figura 36).

    Posteriormente so posicionadas as armaduras (Figura 37) para receber a

    concretagem.

  • 91

    Figura 36: Colocao das cubetas plsticas da laje do teto do 2 subsolo Fonte: Construtora Capara, 2013

    Figura 37: Posicionamento das armaduras sobre as cubetas (2 subsolo) Fonte: Construtora Capara, 2013

    Em comparao com o tempo gasto na execuo da laje anterior, houve um

    ganho de cinco dias no cronograma caso a laje no houvesse sido saltada.

  • 92

    5 CONCLUSO

    No cenrio em que a construo civil est buscando solues para suprir a maior

    dificuldade em encontrar funcionrios capacitados para a execuo de servios

    especializados, o sistema de frmas metlicos surge como uma boa alternativa

    ao sistema de frmas convencionais de madeira.

    A maior produtividade adquirida, o fcil manuseio, a pequena gerao de

    resduos e consequente limpeza do canteiro so fatores que foram percebidos no

    estudo de caso e que se somam aos benefcios proporcionados. Em conversas

    com os funcionrios da empresa, nenhum deles manifestou interesse em retornar

    s prticas convencionais, com o uso da madeira como material principal, devido

    aos diversos motivos citados anteriormente inclusive com a reduo de acidentes

    com cortes, gerando um ambiente de trabalho mais seguro e saudvel. O que

    concede maior credibilidade ao sistema.

    No aspecto econmico, em comparao com o sistema de madeira convencional,

    o sistema metlico possui um custo mais elevado com a aquisio do material,

    sendo compensado pelo menor gasto com a mo de obra necessria para a

    execuo do servio. Quanto maior a rea e o nmero de repeties de frma,

    mais vantajoso o sistema metlico se torna, sendo mais fcil diluir o seu custo na

    obra.

  • 93

    Para as empresas que encontram dificuldades na contratao de funcionrios, a

    utilizao desse sistema recomendada, pois apesar de possuir um custo

    levemente maior representa um montante muito pequeno comparado ao valor

    total de uma obra. No entanto, existem empresas que possuem diversos

    funcionrios capacitados, e que no querem disponibiliz-los no mercado de

    trabalho, mesmo que enfrentem um momento de ociosidade. Para essas, o

    sistema de frma convencional continua sendo de grande valia. Uma equipe

    qualificada e bem treinada capaz de apresentar produtividade elevada na

    execuo do servio e garante um alto nvel de competitividade.

  • 94

    REFERNCIAS

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    - ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS ABNT Frmas e escoramentos para estruturas de concreto Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos: NBR 15696:2009.

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  • 95

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