Formas Para Concreto Armado

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SUMRIO 1. Introduo 2. Projeto 3. Pilar 4. Viga 5. Laje 6. Mesa Voadora 7. Patologia 03 07 21 31 33 53 59

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INTRODUO

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Desde o incio do sculo XX no Brasil, o concreto armado utilizado nas construes de edificaes, desde as mais simples at as mais complexas obras, todas estruturadas neste material. Numa obra, alm do concreto e ao, necessrio um conjunto de elementos que devem sustentar o concreto fresco, denominamos este conjunto como sistema de frmas. O BOLETIM TCNICO n 50 da associao Brasileira de Cimento Portland (1943) diz que a execuo de estruturas de concreto armado exige a confeco de frmas com dimenses internas exatamente iguais s das peas da estrutura projetada. Em geral, as frmas para estruturas de edifcios so executadas de acordo com a prtica dos mestres de obra, este procedimento tem ocasionado muita diversidade de critrios na utilizao do material; em algumas oras ocorre o excesso, e em outras, h deficincia, acarretando prejuzo resistncia das peas da estrutura, e consequentemente deformaa das frmas. A uniformidade das espcies e dimenses das madeiras usadas, da nomenclatura e dimenses das peas que compem as frmas, e tabelas confiveis, vantajosa, pois facilita a fiscalizao do consumo da madeira na obra.Segundo Requena (1983) houve vras inovaes como o texto do alemo Der Prackishe Zimmerer, editado em 1949, que apresentou inovaes no sistema de frmas eliminando o uso de gravatas pregadas e substituindo-o por gravatas parafusadas, facilitando, com isso, a desfrma dos pilares. Tambm substitui-se os caibros por peas rolias para suportar as frmas. Outro texto do mesmo ano, Der Zimmerlerhriling, introduz emendas em peas rolias de cimbramento. Uma nova idia publicada em 1962 pela Pratical Formwork and mould construction (1962) mostra o sistema de frmas para novas posies a serem concretadas. E, em 1965, a publicao Formwork for modern structures (1965) indica a utilizao de chapas de madeira compensada. O grande interesse foi o de substituir o uso de pregos, por parafusos, e em modular o sistema de frmas atravpes de grandes painis de capa de madeira compensada, unidos e enrijecidos por sarrafos. No Brasil, algumas inovaes foram adaptadas para o sistema, como modulao dos painis, espaadores plsticos, urantes de ao (barra de ancoragem), chapas de compensado, entre outros. Segundo o consultor de frmas engenheiro Paulo Takahashi (2002), na dcada de 60 foi introduzido por Ueno o projeto de frmas. Nos meados de 1970 as indstrias Madeirit comeou a industrializar o sistema Ueno. Em 1983 a Prtika indstria e Comrcio de Frmas utiliza compensados de 18mm de espessura para fabricao, deixando os painis "lisos", ainda hoje utilizado. Nos anos 90 variaes para a estruturao dos painis e unio de peas, o prego continua largamente empregado.

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Conforme Maranho (2000), as frmas de concreto devem apresentar resistncia suficiente para suportar cargas provenientes de seu prrpio peso, do peso e empuxo lateral do concreto, do adensamento, do trnsito de pessoas e equipamentos; rigidez suficiente para manter as dimenses e formas previstas no projeto estrutural. Sua estabilidade deve ser garantida utilizando-se suportes e contraventamentos. A pesquisa de Hadipriono e Wang (1986), que cobriu 85 casos de colapso em vrios tipos de estruturas ocorridos entre 1963 e 1986, detectou que 49% aconteceram durante a etapa de concretagem, e 48% ocorreram em sistemas de escoramento tipo vertical, formados por escoras verticais de madeiras, ainda adotados na construo brasileira. Apesar das metodologias e conceitos, a grande responsabilidade cabe ao projetista, que ir assegurar se as frmas so adequadas. Uma anlise minunciosa deve ser realizada em cada obra para determinao das aes que sero aplicadas nas frmas , a seleao e escolhas adequadas dos materiais que efetivaro a frma, garantindo a resistncia para sustentar todo o carregamento. Numa composio de custos de uma estrutura, o itm frmas, segundo Rocha (1997), o custo de 45%, enquanto que Almeida e Critiani (1995) indicam que esse percentual pode variar de 33 a 60% e maranho (2000) entre 40 e 60 % do custo total da estrutura de concreto armado. O engenheiro Paulo Assahi, diz que em mdia 60% das horas gastas para moldar a estruturas so utilizadas para as frmas, 25% para o lanamento e armao e 15 % para concretagem. Maranho (2000) afirma que a economia deve ser considerada inicialmente quando se estiver projetando a estrutura e continuar com o planejamento do sistema para a estrutura de concreto. Economia envolve vrios fatores, incluindo o custo dos materiais, o custo da mo-de-obra na fabricao, montagem e desmontagem da frmas, e o custo dos equipamentos adquiridos para a fabricao das mesmas. Tambm inclui o nmero de reutilizaes, a possibilidade de utilizao em outras partes da obra e o tipo de superfcie final do concreto aps serem removidas. As frmas tm sofrido inovaes para a sua concepo, com novas tecnologias e materiais desenvolvidos em pases mais industrializados. A madeira continua sendo largamente utilizada para a sua fabricao, embora alguns tipos de frmas empreguem outros tipos de materiais, como o ao (frma metlica). novos materiais vem surgindo no mercado e passaram a ser alternativos s opes tradicionais. Agrande mudana no passado recente ocorreu com a introduo de chapa de madeira compensada, em substituio tbua de Pinho Paran, a partir de 1940 e incio de 50. A partir de 1960, com a reduo da oferta de madeira para a fabricao das frmas, o custo destas passou a afetar significativamente o custo total da obra. Assim as tbuas utilizadas foram substituidas por chapas de madeira compensada.

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Atualmente, encontramos diversos sistemas que so baseadas em arranjos que utilizam compensado, plstico, OSB entre outros.

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PROJETO

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Como j citado, as formas no devem ser improvisadas. Sendo assim, elas devem ser objeto de um estudo especfico. Este estudo deve englobar duas etapas: a definio do sistema de formas a ser utilizado e a execuo do projeto das mesmas. Alm de evitar a improvisao das formas, a execuo do projeto tem como objetivo fabricar formas resistentes suficientes para suportar as cargas e presses que atuam sobre elas e ao mesmo tempo em que no estejam superdimensionadas, o que resultaria em um gasto desnecessrio de matria-prima e mo-de-obra. A execuo do projeto, tambm deve ser dividida em etapas, sendo elas: o conhecimento das cargas que atuam sobre as formas, o dimensionamento e o desenho das formas. Cargas atuantes sobre as formas As cargas atuantes sobre as formas geralmente so de dois tipos: as horizontais e as verticais. Cargas verticais As cargas verticais provm do peso prprio dos materiais, de pessoas, equipamentos, etc.. Esta carga pode ser dividida em: cargas permanentes peso do concreto O peso especfico do concreto armado pode variar em funo dos materiais que o compem, por isso, antes de comear a dimensionar as formas, deve-se conhecer o peso especfico do concreto a ser utilizado. Segundo Hurd (1995), o peso especfico do concreto armado pode variar de 6,4 kN/m a 96 kN/m. Porm, podemos considerar como 24 kN/m o peso especfico mdio da maioria dos concretos utilizados em obras prediais; peso das Formas Para efeito de projeto considera-se como peso das formas

10% do valor peso especfico do concreto utilizado. sobrecarga de servios Pessoas (operrios e supervisores); Material auxiliar para a concretagem; Materiais estocados sobre as frmas durante certo perodo;

Acmulo de concreto em um certo ponto. Este tipo de carga atua em lajes e fundos de vigas.

Exemplo de cargas verticais atuando em lajes e fundos de vigas

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Cargas horizontais As cargas horizontais so aquelas que atuam nas laterais de vigas, pilares, paredes e blocos de fundao. Dentre as cargas horizontais atuantes sobre as formas, podemos destacar: presso lateral de concreto; ao do vento; componentes de cargas inclinadas; choques acidentais. Entre elas, podemos considerar a presso lateral do concreto como a mais importante. Alm disso, a presso lateral do concreto a mais polmica, pois a determinao do seu valor ainda no est bem resolvida no meio tcnico. Consta nos anexos desta dissertao um texto sobre a presso lateral do concreto e os principais mtodos para o seu clculo.

Exemplo de presso lateral atuando na lateral da viga

Dimensionamento das formas O profissional escolhido para executar o dimensionamento das formas deve possuir conhecimentos de geometria, principalmente trigonometria, que so fundamentais para determinar as medidas das formas, e tambm conhecimentos de clculo estrutural, uma vez que utilizada a anlise estrutural compatibilizando a deformao das peas e a resistncia dos materiais empregados nas formas. Um projetista de formas experiente j tem em mente um modelo de projeto elaborado antes de comear o dimensionamento e, a partir deste modelo desenvolve seu projeto. A medida em que executa os clculos, ele pode confirmar o projeto idealizado ou alter-lo, trocando as peas ou at a concepo total do projeto. Para um projetista em incio de carreira ou um profissional sem experincia nesta rea, este trabalho torna-se rduo, acarretando uma demanda de tempo em clculos que obviamente no seriam necessrios executar. O dimensionamento deve ser feito verificando elemento por elemento e sempre de dentro para fora, ou seja, deve-se dimensionar primeiro o elemento que est em

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contato com o concreto, depois o que est em contato com o primeiro elemento dimensionado e assim sucessivamente. A utilizao desta seqncia imprescindvel pois, para dimensionar um determinado elemento, precisa-se de informaes obtidas no dimensionamento anterior. Segundo a ABCP (1944), o dimensionamento desses elementos ser feito: primeiro, tendo em vista que a tenso mxima em cada pea no exceda a admissvel; segundo, que a deformao de cada pea, considerada isoladamente, no exceda o limite conveniente; terceiro, que no caso de um conjunto de peas, a deformao mxima resultante da superposio das deformaes parciais das peas, tambm no ultrapasse limite prefixado. Alm do dimensionamento individual dos elementos, deve-se observar a estabilidade do conjunto pois, apesar dos elementos serem resistentes s cargas atuantes, o conjunto pode tombar. Sendo assim, para evitar este tombamento, deve-se trav-lo e contravent-lo corretamente. Nos anexos, so apresentados dois exemplos de dimensionamento: no primeiro dimensionada uma forma para pilar e no segundo uma forma para laje. Deve-se notar que os clculos apresentados so simplificados para facilitar o

dimensionamento, porm, sempre esto a favor da segurana. Contudo, para facilitar a realizao do dimensionamento pode-se utilizar softwares desenvolvidos

especialmente para esta finalidade.

Software desenvolvido para auxiliar o dimensionamento das formas

Estes softwares permitem a realizao de clculos precisos e com muita rapidez, aumentando consideravelmente a qualidade e a produtividade de um

dimensionamento. Porm, para sua utilizao fundamental que o usurio seja capacitado para inserir dados e analisar resultados. Caso contrrio, apesar de uma ferramenta poderosa, o dimensionamento ser comprometido.

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Desenho de formasConcludos os dimensionamentos, vem uma fase muito importante, que o desenho de formas, ou seja, a representao grfica do projeto e do planejamento das formas concebido anteriormente. No so raras situaes em que, depois de vrias horas gastas planejando-se e dimensionando-se as formas, verifica-se que o resultado final foi insatisfatrio. Muitos destes casos, devem-se aos desenhos de formas mal executados, que no conseguem transmitir as informaes necessrias para fabricar e montar as formas. Estes desenhos devem conter informaes tanto sobre o tipo, as dimenses e as quantidades de madeira utilizada, que so fundamentais para a fabricao das formas, quanto sobre, a seqncia de montagem e os espaamentos que so necessrios para sua montagem na obra. Segundo Calil Jnior (1991), um desenho de formas deve: incluir ordens de comando por escrito, chamando-se a ateno de modo sucinto para detalhes de difcil representao; incluir notas breves e claras para evitar mal-entendidos; fazer todos os desenhos em uma nica escala geral, de preferncia 1:50, indicando, quando necessrios, detalhes em escalas maiores como 1:25 ou 1:10; escrever sempre de maneira legvel, prevendo as difceis condies de campo para o manuseio dos desenhos; incluir claras e elucidativas cotas, com dimenses em centmetros, sempre cuidadosamente verificadas; sempre que for necessrio, usar smbolos padres e abreviaes para todos os desenhos, mas indicar em tabela estas convenes adotadas; padronizar o leiaute de todos os desenhos para facilitar a leitura; indicar o ttulo do desenho de maneira a identificar perfeitamente a parte da estrutura em que ser utilizado e se possvel, numerar conforme a ordem de uso; incluir vistas isomtricas ou perspectivas para esclarecer novos detalhes ou solues no convencionais; fornecer sempre uma planta com o arranjo geral da obra ou parte dela, indicando o desenho executivo de cada uma das partes; em cada desenho executivo, incluir leiaute de montagem dos painis,

indicando a locao de cada um, bem como identificando-o de maneira conveniente, conforme tipo e localizao; detalhar do melhor modo possvel cada um dos painis ou peas;

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apresentar em desenhos padronizados as dimenses de corte e montagem das peas mais comuns como vigas e pilares; finalmente, permitir executar a estrutura sem dificuldades, sendo coerentes com desenhos estruturais e de arquitetura. Deve-se ainda, indicar os valores adotados de tenses, cargas, velocidade de concretagem, tipo de concreto, temperatura do concreto, etc. Estas e outras informaes devem ser colocadas no projeto de maneira clara e

objetiva, visando esclarecer todas e quaisquer dvidas que possam surgir na sua leitura. Hoje em dia, existem vrios softwares que auxiliam na execuo dos desenhos de formas, que so os computer aided drawing, tambm chamados CADs. O mais utilizado sem dvida o AUTOCAD, desenvolvido pela Autodesk, que apesar de no ser um software especfico para esta funo, funciona perfeitamente com a ajuda de uma biblioteca contendo os principais componentes da forma (figura 20).

Paginao de lajes desenvolvida no software AUTOCAD

No Brasil, o software especfico mais conhecido o CAD-MADEIRA, desenvolvido pela TQS. Este software, baseado em informaes fornecidas pelo projetista, dimensiona automaticamente todos os componentes das formas, facilitando assim, o trabalho. A desvantagem deste software que ele trabalha com apenas um sistema de formas, limitando assim seu uso. No exterior existem vrios softwares, os quais geralmente so desenvolvidos pelas prprias empresas de formas, que inclusive, acrescentam ao software uma biblioteca com seus equipamentos.

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Software desenvolvido por uma empresa de formas

Atualmente no se fazem mais projetos na prancheta, pois, alm da produtividade e padronizao conseguidas com o uso desta ferramenta, a introduo da INTERNET facilitou muito a transferncias dos projetos entre calculistas, projetistas de formas, fabricantes de formas e as obras. Alm disso, a INTERNET uma inesgotvel fonte de pesquisas, onde possvel atravs de fotos, filmes e textos conhecer praticamente todos os sistemas de formas existentes no mercado mundial.

Pgina na INTERNET de uma empresa de formas

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Tipos de contratao e atribuies dos profissionais nos servios relativos s formas Com o passar dos anos, a construo civil tem mudado o perfil dos seus profissionais. Se antes o engenheiro necessitava de um conhecimento especfico em todas as etapas da construo, hoje em dia existem especialistas para cada tipo de servio. Os servios relativos s formas no so diferentes, pois arquitetos, calculistas, construtores, fabricantes de formas, projetistas, e fornecedores de equipamentos dividem as tarefas. Porm, fundamental a integrao de todos os profissionais para que o processo se desenvolva sem transtornos. Em um empreendimento podem existir diferentes tipos de contratao dos servios relativos s formas, que ocorrem em funo de uma escolha pessoal, de uma necessidade especfica ou de mercado. Na figura 23, esto descritos fluxos de informaes que representam trs tipos mais usuais de contratao. No primeiro caso, representado o fluxo do tipo de contratao mais usada, atualmente, ou seja, o construtor contrata uma empresa para fabricar as formas e outra para fornecer os equipamentos. Neste caso as empresas desenvolvem os projetos e orientam a montagem na obra. Existem algumas parcerias entre fabricantes de formas e fornecedores de equipamentos no mercado que facilitam a contratao e o andamento dos trabalhos. No segundo caso, o construtor contrata um projetista de formas, que desenvolve os projetos com o objetivo de fabric-las no canteiro da obra. Se a opo for utilizar equipamentos, dever ser contratada uma empresa para este fim. Nos dois casos citados, o construtor faz o papel de coordenador do processo. No terceiro caso, a funo do coordenador, que pode ser exercida pelo construtor ou um profissional contratado para esta finalidade, ganha destaque uma vez que, todos os participantes do processo interagem sob sua coordenao, evitando assim vrias incompatibilidades nos projetos. O ideal nesta situao que estas interaes ocorram ainda na fase de desenvolvimento dos projetos estruturais, de tal forma que possam ser feitas alteraes nos projetos, visando melhorar os aspectos relacionados s formas.

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Legenda Fluxo Fluxo desejvel Apesar de nem sempre ele existir (no que se refere as formas), ele fundamental para a qualidade e produtividade dos servios

1)

Arquiteto

Fabricante de Formas Construtor Fornecedor de Equipamentos

Calculista

2)

Projetista de Formas Arquiteto Fornecedor de Equipamentos

Construtor

Calculista Construtor (equipe de fabricao) Obs.: No caso de no utilizar o sistema completo de madeira, ou seja, fabricao total das formas e escoramentos, haver necessidade da contratao de um fornecedor de equipamentos.

3)Arquiteto

Projetista de formas Construtor Coordenador Calculista Fabricante de formas Fornecedor de Equipamentos

Fluxos de informaes em diferentes tipos de contratao

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Contudo, independentemente da forma de contratao adotada, as atribuies relativas aos servios de forma, de maneira alguma podem ser ignoradas. Abaixo est descrita uma sugesto para diviso destas atribuies entre os profissionais e empresas participantes dos servios ligados s formas. Importante citar que esta diviso apenas uma sugesto. Contudo, fundamental que todas as atribuies estejam englobadas entre as responsabilidades de um dos profissionais ou empresas mencionadas. O Arquiteto, deve: determinar a aparncia do concreto; determinar a geometria das peas. O Projetista de estruturas, tambm chamado de calculista, deve: determinar as dimenses estruturais; determinar os prazos para desforma parcial e total; verificar e aprovar os projetos de reescoramento desenvolvidos pela fornecedora de equipamentos ou pelo projetista de formas. O Coordenador, ou o Construtor, deve: determinar o sistema de formas a ser utilizado; determinar o modo de fixao das armaduras; determinar os pontos de apoio disponveis para as formas e escoras; determinar o plano de concretagem da obra, incluindo a velocidade de enchimento e alturas de lanamento do concreto; determinar a consistncia do concreto; determinar os meios de transporte, formas de lanamento e cura do concreto; determinar o sistema a ser empregado para endurecimento: natural, acelerado, retardado ou com aplicao de qualquer aditivo; determinar os mtodos a serem usados para montagem e manuteno das formas; informar as cargas de curta durao ou instalaes provisrias sobre as formas, durante os trabalhos; informar toda e qualquer caracterstica particular do concreto (agregados leves, aditivos, etc); analisar as caractersticas do solo onde sero apoiadas as escoras; sugerir alteraes nos projetos estruturais e arquitetnicos, visando melhorar os aspectos relacionados s formas, no caso do construtor ser o responsvel pelo empreendimento.

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O Projetista das formas, deve: compatibilizar os projetos de formas e escoramentos; determinar os pontos de apoio das formas e suas cargas; quando necessrio, detalhar as peas de apoio; determinar todas as dimenses das peas das formas e seu escoramento e, se necessrio, suas fundaes; desenvolver plantas de formas; especificar as condies climticas consideradas no seu projeto; especificar os materiais a serem empregados e suas caractersticas; determinar o prazo e o modo da desforma nos limites aceitos pelo construtor; indicar detalhadamente, as ligaes, definindo os elementos a serem empregados, tipos e quantidades; definir as deformaes mximas previstas; determinar a presso mxima admissvel. O Fabricante de formas, empresa que fabrica os painis, deve: especificar as caractersticas dos produtos fornecidos ou empregados tais como: resistncia mecnica, mdulo de elasticidade, ou as capacidades de carga, acompanhadas de certificados de ensaios, fornecidos por laboratrios idneos; indicar informaes necessrias para montagem e desmontagem; indicar as deformaes mximas previstas. A Fornecedora de equipamentos, empresa que vende ou loca equipamentos, no caso de no utilizar o sistema completo de madeira, deve: desenvolver o projeto de escoramentos; revisar todos os componentes dos seus equipamentos; fiscalizar a montagem dos seus equipamentos. O construtor, ou a equipe de montagem das formas na obra, deve: montar as formas, segundo os projetos, preparando todo tratamento da superfcie (limpeza antes da concretagem); desformar, conforme o projeto; realizar limpeza, manuteno e estocagem dos componentes das formas.

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O Construtor, ou o fiscal das formas na obra, deve: verificar se o projeto foi fielmente cumprido verificar a geometria das peas; controlar a localizao exata das juntas construtivas; observar se a concretagem obedece ao projeto; verificar se o lanamento do concreto no se faz de altura superior a dois metros, salvo se o projeto o especificar devidamente, por meios de dispositivos que eliminem a queda livre; verificar se as condies climticas so compatveis com as consideraes do projeto; exigir a limpeza e umidificao das formas, antes da concretagem; exigir a substituio ou recuperao de elementos danificados pelo uso.

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HistricoA tecnologia de frma, atualmente amplamente utilizada pela maioria das construtoras teve incio nos canteiros de obra nos fins da dcada de 60.Tendo o Eng. Toshio Ueno (EPUSP-58) como precursor, o desenvolvimento deveu-se embasado nos conhecimentos da engenharia civil, complementado com as observaes e experincias do dia-a-dia dos canteiros. O objetivo principal, na poca, era a otimizao dos custos atravs da melhoria da produtividade e do menor consumo de materiais com aumento do nmero de reaproveitamento dos mesmos. Todas as peas de madeira que compem a frma passaram a ser prconfeccionadas na bancada na sua dimenso definitiva mediante um desenho especfico e definiu-se a seqncia de montagem, passo a passo, vinculando-a com a de inspeo. A grande novidade era a de, justamente, as peas terem suas dimenses definitivas, considerandose todos os detalhes de seus encontros, cuja montagem planejada para ser executada sem o uso de serrotes, apenas acertando-se os encontros, substituindo-se o processo at ento utilizado, de ajuste das dimenses inloco, pois as peas eram apenas semiprontas. A outra mudana radical no processo produtivo de frma foi a da utilizao de escoras estrategicamente distribudas para permitir a retirada da grande parte da frma (entre 80% a 90%) enquanto que somente estas permaneciam prendendo uma pequena parte da frma, chamada de tiras de reescoramento, ainda com a estrutura em plena fase de cura, com idade entre 3 a 5 dias. Chamou-se, inicialmente, de reescoramento, pois as mesmas eram posicionadas 3 dias aps concretagem das lajes e das vigas, antes do inicio do descimbramento. Atualmente, chamam-nas de escoras remanescentes, pois, a prtica mostrou que mais seguro quando as posicionamos antes ou durante a concretagem das vigas e lajes, conseguindo-se, desta maneira, melhor uniformidade de carregamento nas mesmas. Os resultados obtidos com estas mudanas foram alem das expectativas iniciais, tendo-se o objetivo alcanado com louvor em poucos anos. Melhorou-se a produtividade pela reduo do retrabalho na montagem e otimizou-se o uso dos materiais, reduzindo-os a apenas 1 jogo de frma (mais 3 ou 4 jogos complementares para escoras remanescentes) mesmo para ciclo de produo de 1 laje / semana, at ento, comumente utilizados 3 jogos completos de frma. E, como conseqncia natural do prprio processo, a preciso geomtrica dos elementos moldados veio a melhorar nas mesmas propores. O que se percebeu que, tendo-se a exatido na medida de confeco das partes da frma, normalmente retalhada para se obter peso adequado para transporte e manuseio manual, bastaria mont-las sem que abrissem frestas entre as peas ou que no remontassem uma sobre outra para se obter medida total correta. Baseado neste raciocnio criou-se o

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procedimento de inspeo de controle da qualidade geomtrica eficaz, apenas com observao cuidadosa, sem a necessidade de utilizao de qualquer instrumento de medio durante a montagem. Nascia desta maneira os primeiros sistemas de produo de frma que, ao longo das ltimas dcadas, foi-se adequando a outros e a novos equipamentos e acessrios e, tambm s necessidades cada vez mais exigentes do mercado. Atualmente, encontra-se em patamares bastante satisfatrios, tanto na qualidade e produtividade, como tambm no custo. Em algumas empresas o nvel de excelncia alcanou ndices comparveis aos melhores do mundo, considerando-se, evidentemente, as diferenas de processos operacionais de cada pas, onde ainda existem grandes diferenas tanto nos partidos estruturais adotados, como tambm, na quantidade e na qualidade dos equipamentos de transportes verticais e horizontais utilizados.

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PILAR

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Projeto Existem algumas variaes de projeto no mercado, porm sempre adotando o mesmo conceito. Nesta dissertao, ser detalhado o projeto de forma mais encontrado no mercado. No caso de um pilar retangular (figura 27), os painis A e B so compostos por chapas de madeira compensadas com dois sarrafos pregados nas laterais, que so chamados de sarrafos de presso. Estes sarrafos tm como objetivo sustentar os painis C e D. Os painis C e D, tambm chamados de fundos de pilar, so compostos por chapas de madeira compensadas e geralmente dois sarrafos. Estes sarrafos tm como finalidade unir as chapas e facilitar a montagem das formas.P3 (22x110) ACESSRIOS 3 peas c/ 205 cm 1 peas c/ 245 cmB D22

C

A

6 peas c/ 245 cm

PAINIS27 94 11 SP 15 17 40 51 42 53 47 219 47 105 27

SP

SP

SP 122 261

122

259

219

47

47

219

47

122

122

47

47

47

P3A

P3B

20

20

P3C

7

132

7

7

132

7

22

P3D22

Figura 27 Detalhe de um projeto para fabricao dos painis de pilares (Fonte: Ilustrao de Vera Lcia Pereira de Lima) Na montagem so colocados dois pontaletes 3 x 3, um de cada lado do painel. Estes pontaletes devero ser aprumados, ou seja, colocados perfeitamente na posio vertical. Isto conseguido com o auxlio de sarrafos de madeira ou aprumadores tubulares (figura 28). Estes pontaletes so apontados, ou seja, pregados de maneira provisria, no painel A ou no painel B. Em seguida, so encaixados os painis C e D. Com estes trs painis montados, inicia-se a colocao das armaduras (figura 29). Finalizada esta etapa, fecha-se a forma com o ltimo painel e executa-se o travamento dos mesmos.

219

22

Pontalete 3" x 3"

Aprumador Tubular

Figura 28 Detalhe da utilizao de um aprumador tubular (Fonte: Ilustrao do Autor)

Sarrafo 1" x 3" (para aprumar os painis)

Figura 29 Detalhe da montagem dos painis de um pilar (Fonte: Ilustrao do Autor)

Os painis so estruturados verticalmente com pontaletes e longarinas de madeira, que so travados atravs de tensores e barras de ferro. Em muitos casos, prefere-se utilizar apenas as longarinas no lugar dos pontaletes. A longarina de travamento, tambm chamada de sanduche de madeira, composta de dois sarrafos de 1 x 4 pregados entre eles atravs de bolachas, que so fabricadas com retalhos de chapas de madeira compensadas (figura 30)."BOLACHAS"

RI VA

EL V

SARRAFO 1" X 4"

2.5

102 2.5

Figura 30 Detalhe da longarina de travamento (Fonte: Ilustrao do Autor)

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O tensor (figura 31) uma pea metlica utilizada para amarrar as formas. So colocados em pares, um de cada lado da forma, unidos atravs de uma barra de ferro, geralmente CA-25 com 6,3 mm de espessura. Seu objetivo tracionar esta barra, amarrando assim as formas (figura 32). Para tracionar a barra deve-se utilizar uma ferramenta chamada esticador (figura 33). Assim que a barra estiver tracionada, ela dever ser travada com a cunha do tensor. Importante, deve-se sempre verificar com o fabricante do tensor a sua capacidade de carga.

Figura 31 Detalhe do Tensor (Fonte: stio da internet da empresa Tensor)

Tensor

Barra de ferro

Figura 32 Detalhe do travamento das formas utilizando tensores (Fonte: Ilustrao do Autor)

Figura 33 Detalhe do esticador (Fonte: stio da internet da empresa Tensor)

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Vantagens e Desvantagens

Baseado na anlise das caractersticas do sistema estudado, esto descritas abaixo as principais vantagens e desvantagens em utiliz-lo. Vantagens Como neste sistema as formas so compradas e no alugadas, os gastos com as mesmas no sero alterados em virtude de atrasos no cronograma da obra. Sendo assim, este sistema recomendado para obras em que haja risco eminente de atrasos no seu cronograma, como por exemplo, empreendimentos

autofinanciveis. Pelo mesmo motivo apresentado, este sistema recomendado para

empreendimentos em que a velocidade de execuo da estrutura seja lenta, por exemplo, a execuo de dois ou menos pavimentos por ms. Pode ser fabricada na prpria obra. Como esta forma fabricada em madeira, matria-prima fcil de encontrar, a execuo da estrutura no depende de empresas locadoras de equipamentos, que geralmente esto localizadas nos grandes centros. No necessita de equipamentos de transporte vertical, uma vez que os painis e os acessrios so extremamente leves. Desenvolvido para ser montado junto com as formas de vigas e lajes, servindo estas como plataforma de concretagem dos pilares. Por esta razo, este sistema no indicado em empreendimentos onde so utilizados os chamados pilares solteiros. Desvantagens Como a fabricao artesanal, a qualidade da forma depende de vrios fatores, como por exemplo, mo-de-obra qualificada, matria-utilizando grades de madeira

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Histrico Este tipo de forma uma atualizao das primeiras utilizadas. Como antigamente, as formas eram fabricadas com tbuas de madeira, existia a necessidade de estrutur-las. Hoje em dia, apesar de no mais utiliz-las, a estruturao ainda muito til, mais por outros motivos, o principal deles criar um painel rgido com a finalidade de aumentar o nmero de reaproveitamentos (figura 34).Barra de ancoragem Pontalete 3" x 3" Longarina de madeira

C

A B

D

Sarrafo de presso

Porca de ancoragem

Figura 34 Forma de pilar utilizando grades de madeira (Fonte: Ilustrao do Autor)

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Projeto Os painis principais A e B so compostos por chapas de madeira compensadas com pontaletes pregados verticalmente, a um espaamento definido em projeto, e dois sarrafos 1 x 3 , um em cima e outro em baixo, pregados horizontalmente formando uma grade. No outro lado do painel so pregados os sarrafos de presso (figura 35). Os painis C e D, tambm chamados de fundos de pilar, so compostos por chapas de madeira compensadas e geralmente dois sarrafos. Estes sarrafos tm como finalidade unir as chapas e facilitar a montagem das formas.

Sarrafos 1" x 3" ou Pontaletes 3" x 3"

Sarrafo de Presso

Sarrafos 1" x 3"

FRENTE

VERSO

Figura 35 Vista parte frontal e traseira dos painis A ou B (Fonte: Ilustrao do Autor) Os painis A e B so estruturados horizontalmente com longarinas de travamento e estas travadas atravs de conjuntos de ancoragem. As longarinas de travamento, ou sanduches de madeira, podem ser substitudas por sanduches metlicos (ver figura 43 pgina 53). Os conjuntos de ancoragem so compostos de barras roscadas e porcas de ancoragem. O conjunto poder ser composto por uma barra e duas porcas, uma em cada extremidade, ou uma barra com uma chapa soldada em uma extremidade e uma porca na outra (figura 36).

Figura 36 Detalhe de conjuntos de ancoragem (Fonte: stio da internet da empresa Tensor)

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Nos casos em que as barras de ancoragem passam no meio do concreto necessrio o uso de tubos de PVC e estabilizadores plsticos (figura 37), conhecidas nas obras como chupetas (figuras 38 e 39). O uso de tubos de PVC tem como objetivo recuperar as barras de ancoragem, uma vez que elas ficam protegidas do concreto pelos tubos.

Longarina de travamento

Detalhe 1

Porca de ancoragem

Barra de ancoragem

Estabilizadores plsticos Tubo de PVC

Detalhe 1

Figura 37 Detalhe do travamento de uma forma de pilar utilizando conjuntos de ancoragem (Fonte: Ilustrao do Autor)

Figura 38 Detalhe do estabilizador plstico (chupeta) (Fonte: stio da internet da empresa Copls)

Figura 39 Vista do estabilizador plstico aps a concretagem (Fonte: stio da internet da empresa Copls)

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Os estabilizadores plsticos tambm podero ser reutilizados, para tanto devero ser retirados junto com a desforma dos painis. No caso dos tubos de PVC, seu reaproveitamento praticamente impossvel. Para aprumar as formas, so utilizados sarrafos de madeira ou aprumadores metlicos fixados na grade de madeira (figura 40).

Figura 40 Detalhe da fixao dos aprumadores tubulares (Fonte: Arquivo da empresa Doka) Vantagens e desvantagens Baseado na anlise das caractersticas do sistema estudado, esto descritas abaixo as principais vantagens e desvantagens em utiliz-lo. Vantagens Como neste sistema as formas so compradas e no alugadas, os gastos com as formas no sero alterados em virtude de alteraes no cronograma da obra. Sendo assim, este sistema recomendado para obras em que haja risco eminente de atrasos no seu cronograma, como por exemplo, empreendimentos

autofinanciveis. Pelo mesmo motivo apresentado, este sistema recomendado para

empreendimentos em que a velocidade de execuo da estrutura seja lenta, por exemplo, a execuo de dois ou menos pavimentos por ms. Pode ser fabricada na prpria obra. Como esta forma fabricada em madeira, matria prima fcil de encontrar, a execuo da estrutura no dependa de empresas locadoras de equipamentos, que geralmente esto localizadas nos grandes centros.

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Pode ser utilizado em pilares de grandes dimenses ou paredes por ser uma forma rgida. Esta forma pode ser utilizada tanto como pilar solteiro, quando montada em conjunto com as formas de vigas e lajes, porm, neste caso necessrio utilizar uma folga na parte inferior da forma.

Desvantagens Como a fabricao artesanal, a qualidade da forma depende de vrios fatores, como por exemplo, mo-de-obra qualificada, matria-prima de boa qualidade, equipamentos corretos e projetos feitos por profissional especializado. Produtividade baixa, o que eleva o nmero de operrios necessrios na obra. Pode ser transportado manualmente, porm, como os painis no so leves, a produtividade reduz. Se as formas forem fabricadas na prpria obra h necessidade de espao fsico.

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VIGA

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Frmas de vigas As frmas das vigas podem ser lanadas aps a concretagem dos pilares ou no conjunto de frmas pilares, vigas e lajes para serem concretadas ao mesmo tempo. O usual lanar as frmas de vigas a partir das cabeas dos pilares com apoios intermedirios em garfos ou escoras. Em geral os procedimentos para execuo de frmas de vigas so os seguintes: a) depois de limpos os painis das vigas, deve-se passar desmoldante com rolo ou broxa (providenciar a limpeza logo aos a desmoldagem dos elementos de concreto, armazenando os painis de forma adequada para impedir empenamento); b) lanar os painis de fundo de vigas sobre a cabea dos pilares ou sobre a borda das frmas dos pilares, providenciando apoios intermedirios com garfos (espaamento mnimo de 80 cm); c) fixar os encontros dos painis de fundo das vigas nos pilares cuidando pra que no ocorram folgas (verificar prumo e nvel); d) nivelar os painis de fundo com cunhas aplicadas nas bases dos garfos e fixando o nvel com sarrafos pregados nos garfos (repetir nos outros garfos at que todo o conjunto fique nivelado); e) lanar e fixar os painis laterais; n) conferir e liberar para colocao e montagem da armadura (ver prximo captulo); o) depois de colocada a armadura e todos os embutidos (prumadas, caixas etc.) posicionar as galgas e espaadores a fim de garantir as dimenses internas e o recobrimento da armadura; p) dependendo do tipo de viga (intermediria ou perifrica) executar o travejamento da frma por meio de escoras inclinadas, chapuzes, tirantes, tensores, encunhamentos etc., de acordo com as dimenses dos painis e da carga de lanamento a suportar; f) conferir todo o conjunto e partes e liberar para concretagem, verificando principalmente: alinhamento lateral, prumo, nvel, imobilidade, travejamento, estanqueidade, armaduras, espaadores, esquadro e limpeza do fundo.

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LAJE

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Laje Convencional Tipos de frmas Em geral as frmas so classificadas de acordo com o material e pela maneira com so utilizadas, levando em conta o tipo de obra. Veja na tabela as possibilidades do uso das frmas.

Frmas de madeira Muitas so as razes para as frmas de madeira ter seu uso mais difundido na construo civil. Entre elas esto: a utilizao de mo-de-obra de treinamento relativamente fcil (carpinteiro); o uso de equipamentos e complementos pouco complexos e relativamente baratos (serras manuais e mecnicas, furadeiras, martelos etc.); boa resistncia a impactos e ao manuseio (transporte e armazenagem); ser de material reciclvel e possvel de ser reutilizado e por apresentar caractersticas fsicas e qumicas condizentes com o uso (mnima variao dimensional devido temperatura, no-txica etc.). As restries ao uso de madeira como elemento de sustentao e de molde para concreto armado se referem ao tipo de obra e condies de uso, como por exemplo: pouca durabilidade; pouca resistncia nas ligaes e emendas; grandes deformaes quando submetida a variaes bruscas de umidade; e ser inflamvel. Frmas de tbuas As frmas podem ser feitas de tbuas de pinho (araucria - pinheiro do Paran); cedrinho (cedrilho); jatob e pinus (no-recomendado). O pinho usado na construo chamado de pinho de terceira categoria ou 3 construo ou IIIC. Normalmente, as tbuas so utilizadas nas frmas como painis laterais e de fundo dos elementos a

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concretar. Algumas madeireiras podem fornecer, ainda, pinho tipo IV Rio com qualidade suficiente para serem usadas como frmas na construo.

Chapas compensadas Normalmente so usadas em substituio s tbuas nos painis das frmas dos elementos de concreto armado. So apropriadas para o concreto aparente, apresentando um acabamento superior ao conseguido com painis de tbuas. Nas obras correntes so utilizadas chapas resinadas, por serem mais baratas e nas obras onde se requer melhor acabamento, exige-se o uso de chapas plastificadas, que embora de maior custo, obtm-se um maior nmero de reaproveitamento. No caso da utilizao de chapas recomendvel estudar o projeto de frmas a fim de otimizar o corte de maneira a reduzir as perdas. As bordas cortadas devem ser pintadas com tinta apropriada para evitar a infiltrao de umidade e elementos qumicos do concreto entre as lminas, principal fator de deteriorao das chapas.

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Solidarizao e reforo de chapas compensadas Quando for usar painis de chapas de compensados para moldar paredes, vigas altas, pilares de grandes dimenses e base para assoalhados (lajes) conveniente

reforar as chapas a fim de obter um melhor rendimento pelo aumento da inrcia daschapas. Para isso pode-se utilizar reforos de madeira (ripamento justaposto), peas metlicas ou ainda, mistos de peas de madeira e metlicas.

Complementos Os complementos e acessrios so utilizados para reforar e sustentar (solidarizar) os painis de tbuas e de chapas compensadas e podem ser peas nicas de madeira ou metlicas ou, ainda, conjuntos de peas de madeira e metal, como por exemplo: guias, talas de emenda, cunhas, placas de apoio, chapuzes, gravatas, escoras (mo-francesa), espaadores, estais, tirantes etc. Nos casos das peas de madeira, pode-se usar: sarrafos de "x2"; ripas de 1"x2", 1"x3"; caibros de 2"x3", 3"x4", 2"x4", 4"x5"; pontaletes de 2"x2", 3"x3", 4"x4" etc

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Veja na figura 2 o esquema geral de um sistema de formas para uma edificao de porte mdio

Frmas metlicas So chapas metlicas de diversas espessuras dependendo das dimenses dos elementos a concretar e dos esforos que devero resistir. Os painis metlicos so indicados para a fabricao de elementos de concreto pr-moldados, com as frmas permanecendo fixas durante as fases de armao, lanamento, adensamento e cura. Em geral possuem vibradores acoplados nas prprias frmas. Nas obras os elementos metlicos mais usados so as escoras e travamentos. Embora exijam maiores investimentos, as vantagens do uso de frmas metlicas dizem respeito a sua durabilidade.

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Frmas mistas Geralmente so compostas de painis de madeira com travamentos e escoramentos metlicos. As partes metlicas tm durabilidade quase que infinita (se bem cuidadas) e as peas de madeira tem sua durabilidade restrita a uma obra em particular ou com algum aproveitamento para outras obras. Veja na figura o esquema geral de frmas mistas em uma construo de mdio porte

Execuo das frmas Para a execuo de frmas na obra alguns cuidados devem ser levados em conta previamente a elaborao das frmas, como por exemplo: o recebimento e estocagem das peas brutas de madeira e dos compensados; a existncia do projeto estrutural completo com a indicao das prumadas e embutidos das instalaes prediais (gua, esgoto, eltrica, telefone etc.) e do projeto de frmas; e, preferencialmente, a existncia de uma carpintaria (central de frmas) com todos os equipamentos e bancadas necessrios. Alm disso, deve-se seguir as seguintes condies: a) Obedecer criteriosamente planta de frmas do projeto estrutural; b) Ser dimensionadas para resistir aos esforos:

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Peso prprio das formas; Peso prprio das armaduras e do concreto; Peso prprio dos operrios e equipamentos; Vibraes devido ao adensamento; c) As frmas devem ser estanques, no permitindo a passagem de argamassa pelas frestas das tbuas; d) Devem ser executadas de modo a possibilitar o maior nmero possvel de reutilizaes, proporcionando economia no material e mo-de-obra. Frmas de lajes Os procedimentos para lanamento das frmas das lajes dependem do tipo de laje que vai ser executada e geralmente fazem parte do conjunto de atividades da execuo das frmas de vigas e pilares. A exceo de lajes premoldadas que so lanadas a posteriori da concretagem das vigas usual, nos demais casos, (prfabricadas, moldadas in loco, celulares etc.) providenciar a execuo dos moldes em conjunto com as vigas, para serem solidarizadas na concretagem. Os procedimentos usuais para lajes macias so os seguintes: a) lanar e fixar as longarinas apoiadas em sarrafos guias pregados nos garfos das vigas; b) providenciar o escoramento mnimo para as longarinas por meio de escoras de madeira ou metlicas (1 a cada 2 metros); c) lanar o assoalho (chapas compensadas ou tbuas de madeira) sobre as longarinas; d) conferir o nvel dos painis do assoalho fazendo os ajustes por meio cunhas nas escoras ou ajustes nos telescpios; e) fixar os elementos laterais a fim de reduzir e eliminar as folgas e pregar o assoalho nas longarinas; f) verificar a contra-flecha e se for o caso de laje-zero, nivelar usando um aparelho de nvel (laser) a fim de garantir a exatido no nivelamento; g) travar o conjunto todo; h) limpar e passar desmoldante; i) conferir nos projetos das instalaes os pontos de passagens, prumadas, caixas, embutidos etc.; j) liberar para execuo da armadura (ver captulo seguinte); k) conferir todo o conjunto e partes antes de liberar para concretagem, verificando principalmente: nivelamento, contra-flecha, alinhamento lateral, imobilidade, travejamento, estanqueidade, armaduras, espaadores, esquadro e limpeza do fundo.

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Escoramento de madeira As escoras, tambm chamadas de pontaletes, so peas de madeira beneficiadas que so colocadas na vertical para sustentar os painis de lajes e de vigas. Atualmente, so muito utilizadas escoras de eucalipto ou bragatinga (peas de seo circular com dimetro mnimo de 8 cm e comprimentos variando de 2,40 a 3,20 m). No caso de pontaletes de seo quadrada as dimenses mnimas so: de 2"x2" para madeiras duras e 3"x3" para madeiras menos duras.

Os pontaletes ou varas devem ser inteiros, sendo possvel fazer emendas segundo os critrios estabelecidos na norma: a) Cada pontalete poder ter somente uma emenda; b) a emenda somente poder ser feita no tero superior ou inferior do pontalete; c) nmero de pontaletes com emenda devero ser inferior a 1/3 do total de pontaletes distribudos.

As escoras devero ficar apoiadas sobre calos de madeira assentados sobre terra apiloada ou sobre contrapiso de concreto, ficando uma pequena folga entre a escora e o calo para a introduo de cunhas de madeira.

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Escoramento metlico As escoras metlicas so pontaletes tubulares extensveis com ajustes a cada 10 cm, com chapas soldadas na base para servir como calo. Podem ter no topo tambm uma chapa soldada ou uma chapa em U para servir de apoio as peas de madeira (travesso ou guia). Os mesmos cuidados dispensados ao escoramento de madeira devem ser adotados para os pontaletes metlicos, tais como: usar placas de apoio em terrenos sem contrapiso, as cargas devem ser centradas e os pontaletes aprumados.

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Prazos para desformas A retirada das frmas e do escoramento somente poder ser feita quando o concreto estiver suficientemente endurecido para resistir aos esforos que nele atuarem. Um plano prvio de desforma pode reduzir custos, prazos e melhorar a qualidade. A desforma deve ser progressiva a fim de impedir o aparecimento de fissuras e trincas. Tambm indicada a utilizao de pessoal capacitado para executar a desforma. Sugere-se atribuir o encargo da desforma a, no mnimo, um auxiliar de carpintaria (nunca deixar a cargo de serventes), sob a superviso de um carpinteiro experiente ou um oficial pedreiro. Evitar utilizar ferramentas que danifiquem as formas ou mesmo a superfcie do concreto (nunca usar ps-de-cabra ou pontaletes). Na tabela a seguir, esto especificados os prazos de desforma definidos pela norma, tanto para concretos com cimento portland comum e cura mida como para concretos aditivados (com cimento de alta resistncia inicial):

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Laje Nervurada As lajes nervuradas so moldadas in loco. A conformao das nervuras obtida com a utilizao de elementos inertes, que podem ser blocos cermicos, blocos de concreto celular e poliestireno expandido (EPS), ou por meio de frmas. Algumas empresas oferecem sistemas de frmas prontas para esta conformao, fabricadas com materiais base de polmeros. As nervuras obtidas com a conformao so armadas e o concreto disposto convencionalmente. Com a utilizao de sistemas de protenso no aderentes (monocordoalhas engraxadas), pode-se tambm protender a armao das nervuras, possibilitando vencer maiores vos.

Moldes plsticos

A utilizao deste sistema est totalmente condicionada ao projeto estrutural, ou seja, s possvel sua utilizao, se a deciso de utiliz-lo for feita antes de projetar a estrutura, uma vez que, os moldes plsticos criam na estrutura nervuras que alteram o seu modo de trabalhar. Neste sistema, moldes plsticos fabricados em polipropileno so colocados lado a lado, e so apoiados diretamente sobre o escoramento, ou seja, sem a necessidade de utilizao das chapas de madeira compensadas.

Forma de lajes utilizando moldes plsticos

Detalhe do molde plstico

Caractersticas Confeccionada pelo processo de injeo, em polipropileno copolmero virgem, protegido contra raios UV (Ultra Violeta) da luz solar. Rigidez e estabilidade dimensional graas s nervuras paralelas em seu interior e treliadas nas bordas. Excelente resistncia a flexo, impacto e trao, necessria para suportar o peso do concreto e sobrecargas. Seu formato tronco-piramidal confere extrema facilidade para empilhamento e desfrma. Agilidade no manuseio , pois cada pea pesa apenas 3,3kg.

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Praticidade no transporte: um caminho com capacidade de 37m carrega 640 peas. Facilidade na estocagem: 500 peas empilhadas com altura de 15 unidades, ocupam uma rea de 13m. Cimbramento

Pode-se utilizar qualquer tipo de escoramento (formapronta, vigas metlicas ou vigas de madeira industrializadas), para tanto, necessrio que as vigas secundrias estejam posicionadas nas emendas dos moldes. Atualmente, algumas empresas locadoras de escoramento tm a disposio sistemas hbridos, complementados com alguns acessrios, com a finalidade de facilitar a montagem. Os moldes plsticos podem ser adquiridos ou locados pelo construtor.

Detalhe da utilizao de um sistema hbrido

Sistema Hbrido (destacado na figura acima): o escoramento de lajes feito por meio de perfs metlicos e cabeas para reescoramento especialmente adaptados para a utilizao conjunta com os moldes padronizados em polipropileno. Aliado utilizao conjunta com sistemas de escoramento ( que so constitudos basicamente por vigas de madeira, barrotes, escoras metlicas, forcados, trips e torres de carga. Para o reescoramento no necessita de recolocao de apoios pois as escoras e cabeas de reescoramento j so posicionadas para este fim.

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Projeto Deve conter os seguites projetos: projeto de escoramento de lajes, posicionamento dos perfis, reescoramento (cabeas de reescoramento). Escoramento + reescoramento3.60

CABEA DOKATEX 7,5CM

PERFIL DOKATEX

VIGA DOKA H20

ESCORA ECO 390 BR

0.00

CORTE AA

Apenas reescoramento aps desforma

3.60

CABEA DOKATEX 7,5CM

ESCORA ECO 390 BR

0.00

CORTE AA

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Execuo Primeiramente so colocados os trips, escoras, e/ou torres, e apoiadas sobre estes so colocadas as vigas de madeira principais, acima o barroteamento, depois so distribudos os perfis e as cubetas; posteriormente a armao e finalmente a concretagem e o adensamento. Observaes : 1- aconselhvel a pulverizao das frmas com material desmoldante para obter uma desfrma mais fcil e um melhor acabamento. 2-O dimetro do vibrador utilizado para adensar o concreto no deve exceder 40 mm. 3-O material que compe a frma est sujeito a contraes e dilataes trmicas cujas as deformaes so admissveis at ordem de 1%. 4-Aberturas feitas na nervura devem ser dispostas meia altura da laje, com dimetro inferior a H/3. 5-As aberturas na mesa da laje, se menores que 200cm, podem ser feitas em qualquer lugar, j as maiores no podem exceder a rea de um frma e seu posicionamento exige consideraes no clculo estrutural. Detalhes de execuo:

Colocando a armao das vigas, faixas e cantos

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Detalhe dos perfis

Utilizando torre

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Vantagens e Desvantagens

VANTAGENS Construo mais racional de lajes nervuradas. Dispensa o uso de compensados e inertes. Simplifica a armadura. Otimiza vos com maior envergadura. Comercializada base de locao. Reduo da despesa final da obra. Nervuras com larguras tecnicamente dimensionadas para alojar ferros. Estrutura segura, sem perigo de corroso precoce. Fcil desforma manual, sem ar comprimido. Disponibilizamos tambm Meias Frmas. tima acstica (escolas e faculdades) timos resultados no concreto aparente pois tm um reforo interno que estrutura a Frma e evita as imperfeies que poderiam ser geradas. possuem vrias dimenses e alturas atendendo a todos os tipos de projetos, garantindo deformaes mnimas na concretagem. o sistema no utiliza compensado para sua fixao, os travamentos metlicos fazem importante papel, alm de ajustar sua modulao, as escoras do reescoramento so fixas permanecendo aps a desforma, dando mais segurana e agilizando o andamento da obra. Custo, j que o consumo de concreto e de armao baixo. O sistema propicia ainda a reduo da quantidade de frmas convencionais. Isto acontece porque, por meio da utilizao dos elementos inertes, ou de frmas industrializadas, basta executar um tablado em nvel ou sob as nervuras, com escoramento bastante simples.

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DESVANTAGENS Desvantagens - Dadas as pequenas espessuras das nervuras e eventualmente alta densidade de armao, podem surgir problemas de concretagem. H ainda uma questo importante a respeito das lajes nervuradas. necessrio o uso de forro, pois do contrrio no h como passar instalaes eltricas, hidrulicas e de arcondicionado; por causa disso, e pela prpria espessura do composto laje, a nervurada faz subir o gabarito da edificao. A soluo laje nervurada mais o forro aumenta a medida entre pisos dos pavimentos de 2,70 m (aproximadamente para laje convencional) para 3,30 m, com perda de 60 cm. No cmputo total, quando h limitao da legislao urbana para gabaritos das edificaes, pode ocorrer a perda de um pavimento em funo dessa diferena.

Laje Pronta

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Lajes pr-fabricadas Podem ser divididas em dois grandes blocos: as que vencem pequenos vos (usadas em residncias e pequenas obras) e as produzidas para edificaes de grande porte com vos maiores. As primeiras utilizam elementos pr-fabricados (vigotas, nervuras treliadas pr-fabricadas), mas tm parte da execuo moldada in loco. Poderiam ser classificadas como lajes mistas. Lajes para pequenos vos Lajes nervuradas Composta de vigas ou vigotas pr-fabricadas de concreto armado, intercaladas com blocos de concreto ou de cermica. As vigotas possuem formato de um "T" invertido. Depois da montagem, lanada uma camada de concreto, a capa de solidarizao, que faz com que a laje transforme-se num conjunto nico.

Laje nervurada (foto: prof. Vitor Faustino Pereira) Nervurada protendida As lajes nervuradas podem ser executadas com vigas ou vigotas protendidas de fbrica, quando necessrio resistir a vos maiores.

Laje protendida (foto: Tatu)

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Nervurada treliada As lajes treliadas pr-moldadas tm como vantagem a reduo da quantidade de frmas. Hoje, utiliza-se o sistema treliado com nervuras pr-moldadas, executadas com armaduras treliadas. Vantagens - O mercado oferece uma srie de alternativas para execuo de lajes pr-moldadas com nervuras. Os elementos pr-moldados empregados na laje nervurada apresentam boa capacidade portante no momento da moldagem do restante da laje, reduzindo assim a quantidade de frmas e escoramentos em relao ao sistema convencional. Quando as lajes treliadas so executadas de forma nervurada, apresentam reduo do volume de concreto e armaduras. Desvantagens - A execuo da laje nervurada deve ser cuidadosa, pois pode apresentar trincas depois de pronta em razo da falta de aderncia da capa de concreto. Quando executada sem os elementos pr-fabricados, a laje treliada tem como desvantagem a baixa produtividade e a utilizao intensiva de mode-obra. O trabalho de armao demorado e h dificuldade de concretagem. Lajes para edificaes de grande porte J as lajes pr-fabricadas de concreto de grande porte podem servir de pr-lajes (leia box) ou de lajes acabadas. As lajes pr-fabricadas so empregadas em edificaes em que pilares e vigas so moldados in loco, recebendo depois capa de solidarizao de concreto armado com tela soldada, que varia de 5 cm a 10 cm. Em outro tipo de aplicao, tais como plantas industriais, grandes supermercados, mezaninos de reas comerciais etc., so utilizadas como laje acabada, junto com vigas, pilares e at fechamentospr-moldados.

Lajes alveolares do hipermercado Candia, em Piracicaba-SP (foto: divulgao)

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Vantagens - As peas chegam prontas na obra e so iadas at os pavimentos. Esse processo de montagem industrial aumenta a rapidez de execuo da obra, libera espao no canteiro, pois dispensa estocagem de material, elimina desperdcios e oferece boa produtividade. As lajes prfabricadas contam com controle de qualidade no processo industrial. Durante a produo, so controladas a umidade, cura, temperatura, adies ou tenso das cordoalhas, o que resulta em peas sem deformaes e com textura e colorao uniformes. Atualmente, as lajes pr-fabricadas mais usadas so alveolares (mais leves) e j vm protendidas de fbrica.

Desvantagens - A modulao das peas pr-fabricadas ainda no foi adotada pelo mercado como um todo. Por isso, importante o construtor administrar os elementos a serem utilizados em cada tipo de obra. A estrutura pr-fabricada tambm tem movimentao diferente da tradicional entre os seus vrios componentes. Se os elementos no forem utilizados de modo compatvel, podem gerar patologias inesperadas. Os custos iniciais dos pr-fabricados tambm so mais altos, e a escolha depende das necessidades especficas de cada obra ou da conjuntura econmica.

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MESA VOADORA

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Histrico

Este sistema, com certeza apresenta o maior ndice de produtividade. Contudo, sua utilizao exige alguns requisitos importantes, como por exemplo, a existncia de equipamentos para transporte na obra e uma estrutura com vrias repeties.

Corte tpico de uma forma e escoramento utilizando mesas voadoras

ARTIC LENU MBER

ARTIC LENU MBER

ARTIC LENU MBER

Projeto

O sistema consiste em montar uma mesa completa uma nica vez, ou seja, aps a primeira utilizao na concretagem de um pavimento ou trecho de estrutura, dever ser movimentada para outro pavimento ou trecho, sem que seja desmontada. Esta mesa poder ser feita utilizando torres de encaixe, escoras metlicas com alguns acessrios ou trelias. Cada um destes tipos de mesas voadoras possui vantagens e desvantagens, por exemplo, as mesas feitas com trelias so aconselhveis para grandes reas, uma vez que, podem ser montadas mesas de grandes dimenses, contudo, possuem limitaes para movimentao e altura. J as mesas feitas com torres de encaixe no possuem limitaes na altura, porm, necessitam que a estrutura possua as bordas livres ou com vigas de pequenas dimenses para sua retirada. As mesas feitas com escoras, por sua vez, so ideais para estruturas recortadas, onde pequenas mesas so fceis de movimentar, todavia possuem limitaes quanto altura. Porm, em qualquer tipo de mesa escolhida, h necessidade de estudar a melhor posio para retir-las. As mais usuais so: a borda da laje, o meio da laje, que dever ser fechado posteriormente ou uma plataforma.

ARTIC LENU MBER

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Posies mais usuais para retirar as mesas voadoras A seguir sero apresentadas as principais caractersticas destes trs modos de montar uma mesa voadora.

Elas podem ser feitas utilizando torres de encaixes , contudo, estas torres devero ter todos os seus componentes travados, a fim de, evitar quedas na sua movimentao.

Mesa Voadora feita com torres de encaixes (Fonte: Arquivo empresa Doka) Para movimentar as mesas feitas com torres de encaixe, devero ser utilizados macacos mecnicos. Estes macacos so encaixados nos tubos verticais da torre. Aps o recolhimento dos tubos telescpicos ou dos tubos roscados, pode-se moviment-las at o local onde sero retiradas com o auxlio da grua.

Detalhe da movimentao de uma mesa voadora feita com torres de encaixe

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Nas mesas feitas com escoras existe um suporte que une e trava a escora nas vigas que formam o assoalho. Este suporte pode ser fixo (simples ou duplo) ou flexvel. O flexvel permite que as escoras girem para facilitar a sada das mesas em trechos onde existam obstculos, como vigas invertidas, por exemplo. Para movimentar estas mesas necessrio o uso de um carrinho mecnico, que as leva at o local onde ela sero retiradas, com o auxlio de um garfo metlico preso a grua.

Mesa voadora feita com escoras

Detalhe de uma mesa feita com escoras que utiliza suportes flexveis

Detalhe do carrinho para movimentao das mesas

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Detalhe do garfo metlico para movimentao das mesas. Diferentemente das duas opes j apresentadas, a trelia com que feita a mesa, um equipamento exclusivo para este fim, ou seja, s serve para montar mesas voadoras.

Figura 159 Mesa voadora feita com trelia (Fonte: Catlogos das empresas Mills e Symons) Aps a concretagem da laje, atravs de dispositivos integrados a trelia, as mesas so desformadas e movimentadas at o lugar onde sero retiradas com o auxlio de uma grua (figura 160).

Figura 160 Seqncia para movimentao das mesas voadoras feitas com trelias (Fonte: Catlogo da empresas Mills)

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Vantagens e desvantagens

Baseado na anlise das caractersticas do sistema estudado, esto descritas abaixo as principais vantagens e desvantagens em utiliz-lo. Vantagens

Alta produtividade. Ideal para empreendimento onde existam vrios trechos com estruturas idnticas, como por exemplo, pavimentos tipo ou grandes trechos de lajes. Para tanto, devero ser o mais simples possvel, ou seja, no apresentar excesso de vigas, por exemplo.

Indicado especialmente para estruturas protendidas. Pois, nestes casos, as escoras de reescoramento podem ser colocadas aps a retirada total das mesas. Desta forma, elas no prejudicam a movimentao das mesas.

Toda a regulagem do escoramento feita atravs de dispositivos de regulagem, o que garante uma regulagem milimtrica.

Desvantagens

No caso das estruturas no serem protendidas, estudar a movimentao das mesmas para no interferir nas escoras de reescoramento. Elevada utilizao de equipamentos de transporte. O ideal a obra possuir uma grua especialmente para a movimentao das mesas. Necessita de pessoal qualificado para utilizar as formas. Deve-se verificar se na localidade onde a obra for executada, se existem empresas que locam estes acessrios, caso contrrio, a utilizao deste sistema deve ser descartada.

Se os equipamentos forem locados de uma empresa deve-se ficar atento aos custos de indenizaes, ou seja, o valor pago a estas empresas, na devoluo dos equipamentos, como forma de ressarcir eventuais perdas ou danos causados nos equipamentos. Neste caso, dever ser solicitado empresa locadora, um treinamento para limpeza e manuteno dos painis. Uma vez que, o alto custo de manuteno ou reposio destes painis pode comprometer o oramento da obra.

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PATOLOGIA

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Trabalho de Formas e Escoramentos

Precaues principais: Fissurao das peas de concreto. Elas tm como causa a deformao

acentuada da pea , com perda de resistncia . Deformao das frmas , por mau posicionamento , por falta de fixao adequada, por juntas mal vedadas, fendas, ou por absoro da gua do concreto.Levam a movimentao das frmas e resultam em fissuras no concreto.

Inadequao de frmas e escoramentos: Falhas mais comuns : Falta de limpeza e de aplicao de desmoldantes nas frmas antes da

concretagem, ao que leva a dirtores e embarrigamentos nos elementos estruturais( resultando a enchimentos maiores com conseqente aumento do peso da estrutura. Insuficincia da estanqueidade das frmas, o que torna o concreto mais poroso, por causa da fuga da nata de cimento, atravs das juntas e fendas prprias da madeira , com conseqente desorganizao dos agregados. Remoo incorreta dos escoramentos , o que provoca trincas nas peas.

Observaes :

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1- aconselhvel a pulverizao das frmas com material desmoldante para obter uma desfrma mais fcil e um melhor acabamento. 2-O dimetro do vibrador utilizado para adensar o concreto no deve exceder 40 mm. 3-O material que compe a frma est sujeito a contraes e dilataes trmicas cujas as deformaes so admissveis at ordem de 1%. 4-Aberturas feitas na nervura devem ser dispostas meia altura da laje, com dimetro inferior a H/3. (ver desenho abaixo) 5-As aberturas na mesa da laje, se menores que 200cm, podem ser feitas em qualquer lugar, j as maiores no podem exceder a rea de um frma e seu posicionamento exige consideraes no clculo estrutural.

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