Frmas Para Concreto: Anlise Comparativa entre eles a etapa de lanamento de frmas para concreto

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    01-Jul-2018

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Graduando em Engenharia Civil. Escola de Engenharia Kennedy- jaimejuanvillar@gmail.com Graduando em Engenharia Civil. Escola de Engenharia Kennedy- jonas_acastro@hotmail.com Graduando em Engenharia Civil. Escola de Engenharia Kennedy-reneuzac@yahoo.com.br 4Engenheiro Civil. Professor de Concreto Armado I na Escola de Engenharia Kennedy hcorreafreitas@hotmail.com Frmas Para Concreto: Anlise Comparativa entre Formas Mistas e Formas Convencionaistendo como Referncia a Aplicao Em Vigas. Forms for Concrete:Comparative Analysis Between Mixed Forms andConventional Forms with a Reference to Application In Beams. Jaime Juan Villar Castro Jonas Arajo Castro Ren de Almeida Uzac Antnio Henrique Correa de Freitas4 RESUMO A constante evoluo da construo civil gerou uma maior preocupao com a melhoria de todos os processos, dentre eles a etapa de lanamento de frmas para concreto armado, a qual parte fundamental do processo de construo da estrutura, e possui gastos que so bastante expressivos na execuo da obra. Esta preocupao, aliada a fatores como constante busca em se melhorar os ndices de produtividade, reduo de custos, aumento da qualidade e a execuo da obra dentro do cronograma, faz com que seja de grande valia um estudo detalhado dos sistemas de frmas mista e convencional, seu dimensionamento e a melhor escolha dos materiais, o que acabar refletindo na mo-de-obra e nos demais itens, mesmo aqueles no diretamente ligados estrutura de concreto armado. Palavras Chave: Sistema de Frmas, Comparativo, Produtividade, Frmas Mistas, Frmas Convencionais. ABSTRACT The constant evolution of civil construction generated a greater concern with the improvement of all processes, among them the stage of launching forms for reinforced concrete, which is a fundamental part of the construction process of the structure, and has expenses that are quite Expressive in the execution of the work. This concern, coupled with factors such as the constant search to improve productivity rates, reduce costs, increase quality and the execution of the work on schedule, makes a detailed study of the systems of mixed forms And conventional, its design and the best choice of materials, which will eventually reflect on the workforce and other items, even those not directly linked to the reinforced concrete structure. Keywords:Mold Systems, Comparative, Productivity, Mixed Forms, Conventional Forms. 2 1. INTRODUO Desenvolvido na Europa em meados do sculo XIX, o concreto armado utilizado no Brasil desde o incio do sculo XX. Trata-se de um composto plstico moldvel, capaz de se conferir os mais variados formatos, composto de agregados grados e midos, cimento, areia e gua junto a uma armadura de ao (Santos e Oliveira, 2008). Na fase de execuo das estruturas de uma obra de concreto armado, alm de concreto e ao, indispensvel um conjunto de materiais que tm a funo de moldar e sustentar o concreto fresco denomina-se este conjunto como sistema de frmas. De acordo com Fajersztain (1992), o sistema de frmas conceituado como a estrutura que atua no processo de moldagem e sustentao do concreto fresco at que o mesmo atinja resistncia suficiente para suportar os esforos a que est submetido. 1.1 Contextualizao A norma brasileira regulamentadora das frmas e escoramentos para estruturas de concreto a NBR 15696, que passou a vigorar a partirde 15/05/2009. Esta norma regulamenta os projetos, dimensionamentos e procedimentos executivos das frmas e escoramentos, ou seja, ela fixa os procedimentos e condies que devem ser obedecidos na execuo das frmas e escoramentos para as estruturas de concreto moldadas in loco.De acordo com a NBR 15696 (2009),frmas so estruturas provisrias que servem para moldar o concreto fresco, resistindo a todas as aes provenientes das cargas variveis resultantes das presses do lanamento do concreto fresco, at que o concreto se torne autoportante. A madeira foi e continua sendo a matria prima principal, utilizada na confeco dos moldes para peas de concreto armado, principalmente no ramo predial da construo civil e constitui aquele que normalmente chamado de sistema convencional ou tradicional (Chade, 1986). Nesse sistema os materiais e os servios de carpintaria para fabricao e montagem podem ser fornecidos pela prpria construtora ou terceirizados por uma empresa especializada. Segundo a Techne (2009), a partir da segunda metade da dcada de 1970 viria a ocorrer uma grande transformao no mercado de frmas para concreto. Iniciou-se, ento, a fabricao industrial dos painis e escoramentos, previamente projetados. Com a pr-fabricao, 3 aumentaram-se as vantagens oferecidas pelos projetos de racionalizao, diminuindo as perdas dentro da obra e reduzindo as equipes de carpintaria. A utilizao de frmas mistas, que so painis modulares cuja estrutura feita de metal em conjunto com a chapa de madeira compensada, comeou a ser difundida no pas tambm nessa poca. Esse sistema pode ser comprado ou locado por meio de uma empresa especializada e esta trabalha em parceria com a construtora fornecendo no somente a frma e seus acessrios como tambm servios de engenharia como projetos, planejamentos e superviso tcnica. Devido ao grande impulso dado pelo BNH (Banco Nacional da Habitao) s habitaes em larga escala, o mercado brasileiro da construoassistiu entrada de frmas metlicas para concreto, inicialmente importadas (Santos e Oliveira, 2008). 1.2 Objetivos Apresentar e avaliar do ponto de vista de desempenho, a execuo da frma de viga para estruturas de concreto armado com nfase no comparativo entre os tipos de sistemas de frmas utilizados no Brasil - Convencional e Mista, com o intuito de determinar quais devem ser os fatores relevantes no processo de escolha adequada do sistema de frmas. 1.3 Justificativa Segundo NAZAR (2006), a importncia das frmas para concreto na concepo, na execuo e nos custos da estrutura de um edifcio, justifica plenamente um estudo detalhado do seu dimensionamento e a melhor escolha dos materiais. Na construo civil a etapa de lanamento de frmas parte fundamental do processo de construo da estrutura em concreto armado, com gastos que so bastante expressivos na execuo da obra. Com a constante evoluo da construo civil gerou-se uma maior preocupao com a melhoria de todos os processos, dentre eles a etapa de lanamento de frmas para concreto armado. De acordo com Searby (1986), as frmas para concreto armado utilizadas na construo de edifcios, representam em torno de 10% do custo total de uma obra, ou ainda, cerca de 50% do custo de uma estrutura e o prazo de sua execuo no raras vezes atinge entre 50% e 60% 4 do total, o que aponta o tamanho das repercusses que qualquer problema nessa etapa do empreendimento pode acarretar no preo total do produto final a ser comercializado. 1.4 Objeto Determinar as variveis preponderantes escolha do tipo de frma que se deve utilizar na execuo de vigas de concreto armado. Para isso ser feita uma comparao analisando os objetivos de desempenho, descrevendo o enfoque principal de aplicao das duas situaes informadas e considerando critrios tcnicos e econmicos para o dimensionamento das frmas de concreto e consideraes sobre os custos dos materiais e a incidncia no custo das estruturas. 2. REFERENCIAL TERICO 2.1 Sistemas de Formas Sistema de formas definido como uma estrutura provisria cujos elementos, quando combinados em harmonia, apresentam as seguintes funes (FREIRE; SOUZA, 2001). Moldar o concreto; Sustentar o concreto fresco at que este se torne autoportante; Permitir estrutura de concreto a textura desejada; Oferecer sustentao provisria para os servios de armao, posicionamento de passagens hidrulicas, eltricas e concretagem, tendo de resistir no s a cargas de seu peso prprio, mas tambm as de servios; Impedir a ocorrncia de choques mecnicos no concreto novo; Diminuir a perda de gua, auxiliando a etapa de cura. 2.2 Classificao dos sistemas de frmas Segundo Fajersztajn (1992), podemos considerar as frmas como um sistema que pode ser produzido em materiais de diversos tipos, so eles: integralmente de madeira, misto, integralmente metlico e hbrido. Sistemas de Formas de Madeira: Produzidos totalmente de madeira, tanto o molde quanto estruturao. So constitudas de painis de madeira compensada, tbuas e pontaletes de madeira serrada, podendo ser executadas de madeira tradicional, feitas 5 in loco ou de madeira racionalizada, com produo industrializada. So as mais utilizadas na maioria dos estados brasileiros e quando projetadas e executadas apresentam um timo resultado tcnico e econmico, alm de estarem incorporadas ao dia-a-dia da mo-de-obra vigente (Fajersztain, 1992). Sistemas de Formas Mistas: So constitudos de diferentes materiais. Geralmente o molde feito de compensado enquanto a estruturao metlica. Quase sempre a escolha feita a partir do prazo de sua utilizao (Fajersztajn,1992). Sistemas de Formas Metlicas: So integralmente metlicos, podendo ser de ao ou alumnio. So empregados em lajes, pilares, vigas e cortinas e o componente prazo decisivo para se adotar ou no a soluo, sendo que o comum a locao desse tipo de equipamento e no a aquisio pela empresa. aplicado geralmente em obras repetitivas, industrializadas e de grande volume de estruturas, pois desta maneira o custo com a compra de frma ser reduzido ao longo da obra (Fajersztain, 1992). Sistemas de Formas Hbridos:So constitudos de diferentes materiais, atravs da combinao de qualquer dos diversos subsistemas. Esses subsistemas podem ser a frma de madeira, metlicas, mistas ou solues com outros materiais como papelo, fibra de vidro, plstico, isopor e blocos de argila, concreto ou cermico (Fajersztain, 1992). 2.3 Requisitos dos sistemas de frmas Existem alguns requisitos que devem ser observados no processo de execuo das frmas para que estas desempenhem corretamente as funes para qual foram idealizadas.Segundo Barros e Melhado (1998), Souza (1995) e Searby (1986) tais requisitos so: Resistncia: Refere-se funo estrutural do sistema de frmas em servir de suporte ao concreto fresco, necessitando de resistncia suficiente para suportar os esforos provenientes do seu peso prprio, do empuxo do concreto, do adensamento e do trfego de pessoas e equipamentos (Searby, 1986). Estanqueidade:Significa evitar a perda de gua e de finos de cimento durante a concretagem, que causam bicheiras que comprometem a qualidade do concreto tanto no que diz respeito ao acabamento superficial quanto resistncia (Souza, 1995). Durante a concretagem de uma estrutura, poder ocorrer o vazamento de nata de 6 cimento caso a montagem dos painis da frma no esteja garantindo o perfeito fechamento das juntas. Baixa Aderncia:A frma no deve aderir ao mesmo, a fim de facilitar os procedimentos de desforma, sem danificar a superfcie do elemento estrutural. Geralmente a baixa aderncia garantida passando-se desmoldante na superfcie da frma que ficar em contato com o concreto. Quando chega o momento de retirada dos painis, se estes estiverem com uma alta aderncia superfcie da estrutura, ser necessrio aplicar um grande esforo para separar a frma do concreto, o que ocasionar a imperfeio da superfcie e at mesmo danos forma, prejudicando assim o reaproveitamento desta e potencializando uma perda generalizada na economia da obra e no tempo de trabalho previsto (Searby, 1986). Lanamento e Adensamento: Para proporcionar facilidade para o correto lanamento e adensamento do concreto, a frma deve ser concebida de modo a no dificultar ou oferecer obstculos mangueira da bomba, caso o concreto seja bombeado, e tambm ao vibrador (Souza, 1995). Rigidez:Significa apresentar resistncia deformao suficiente para manter as dimenses e formas previstas no projeto, ou seja, apresentar deformao adequada e controlada sem deslocamentos, apresentando assim geometria compatvel com as especificaes do projeto. De acordo com Barros e Melhado (1998), observa-se que a reduo de 10% na altura de uma viga interfere muito mais na resistncia mecnica do elemento estrutural que uma variao de 10% na resistncia do concreto. Posicionamento da armadura: Durante a etapa de execuo da estrutura, a armadura, tambm conhecida como ferragem, inserida no espao entre as frmas, portanto, esta deve estar bem posicionada para que o comportamento dos elementos estruturais no seja afetado, alm disso, o posicionamento incorreto das armaduras em funo de defeitos da frma poder afetar o cobrimento, que a camada de concreto que fica entre a armadura e a face externa do componente estrutural, e desta maneira comprometer a durabilidade da estrutura, j que a armadura ficar mais exposta ao meio externo (Souza, 1995). Textura superficial: Significa apresentar textura superficial compatvel com as exigncias do projeto, sobretudo nos casos de concreto aparente. Para que isso ocorra, a superfcie da frma deve possuir um revestimento liso e o molde dos painis deve 7 ser devidamente fixado na estrutura que o suporta, de modo que este no sofra ondulaes excessivas durante as utilizaes (Searby, 1986). 2.3Objetivos de Desempenho Na construo civil, assim como nos demais setores industriais, o mercado consumidor seleciona as melhores prticas e os melhores produtos, e a produo deve ser orientada para as necessidades dos usurios. Segundo Barros Neto (2002) os objetivos de desempenho mais utilizados so: qualidade, rapidez, flexibilidade e custos. Qualidade: Slack (2000) argumenta que qualidade fazer certo as coisas, porm essas coisas variam com o tipo do negcio. Qualidade um objetivo que todas as operaes devem zelar, afinal ela pode ser atrativa para que o consumidor retorne. A qualidade de um produto ou servio facilmente percebida numa organizao, visto que algo que o consumidor acha relativamente fcil de julgar numa operao. Rapidez: Segundo Slack (2000) rapidez significa quanto tempo os consumidores precisam esperar para receber seus produtos e servios. Quanto mais rpido a disposio de um produto ao consumidor, maior ser a probabilidade de compra, este o principal objetivo da rapidez entregar os bens e servios para o consumidor. Flexibilidade: Flexibilidade significa capacidade da organizao em se adequar a uma nova operao, estar preparado para alterar sua programao de produo. A flexibilidade a capacidade de reagir ao inesperado mantendo tratamento nico e individualizado ao consumidor. Isso d empresa a vantagem de flexibilidade. Custo: Para empresas em mercados que tem um forte apelo a preos baixos, o custo ser seu principal objetivo de produo. Mesmo naquelas outras em que o custo no seu principal enfoque, elas do importncia, visto que o dinheiro economizado ser acrescido ao seu lucro. Os custos de produo podem ser divididos em: custo de funcionrios, custo de instalaes, custo de tecnologia e equipamentos, custo de materiais. 8 3. METODOLOGIA Este artigo tem como metodologia o estudo comparativo entre dois tipos de formas, sendo eles o sistema convencional de madeira e o sistema misto. Sero utilizados, ainda, para dar sustentao a este estudo, a pesquisa bibliogrfica atravs de livros, monografias, artigos, boletins, teses, catlogos tcnicos e revistas especializadas, que explanem sobre os objetivos de desempenho e/ou que exprimam sobre a etapa de frmas para construo civil. Como auxlios pesquisa, foram efetuadas visitas tcnicas em obras de construo civil localizadas na regio metropolitana de Belo Horizonte. Para o estudo quantitativo do custo, tomaremos como referncia a execuo de frmas para execuo de lajes e vigas de um edifcio residencial localizado na Rua Teixeira de Magalhaes, bairro Floresta, Belo Horizonte/MG. Este edifcio residencial possui 04 pavimentos mais cobertura e adotaremos como parmetro a execuo das lajes e vigas dos 2,3 e 4 pavimentos, que so pavimentos Tipo. Cada pavimento tipo possui vigas de seo iguais a 14x50cm, 18x50cm e 20x50cm, com comprimentos variados. Consideraremos que as frmas das vigas sero reutilizadas verticalmente na estrutura, abrangendo assim a anlise de reaproveitamento, que uma das principais variveis na anlise de produtividade e na composio dos custos. Ser utilizado fundo de viga estruturado, com compensado de 15 mm para ambas as situaes, entretanto ser desconsiderado os materiais e mo de obra para execuo deste, uma vez que os fatores de desempenhos analisados sero os mesmos. As frmas devero ficar na obra at que as vigas da ltima elevao sejam concretadas, desta forma o comparativo ser efetuado considerando o tempo de execuo de praticamente toda a estrutura da construo.Consideraremos tambm que as vigas no iro mudar de seo ao longo da estrutura e que sero executados a concretagem de viga e laje simultaneamente. Desta forma obteremos duas solues de projeto a serem executados e por meio destas ser efetuado o levantamento de materiais necessrios para execuo dos dois tipos de forma. 9 A partir dessas consideraes, iremos fazer uma anlise comparativa dos gastos com uma forma de compensado convencional e uma forma mista, locada por meio de uma empresa especializada. No caso da frma convencional de madeira, ser utilizada uma das maneiras mais usuais de montagem para execuo do projeto e com relao frma mista ser utilizado o projeto de acordo com os painis disponibilizados pelo fornecedor. A partir das tabelas de materiais dos projetos ser executada uma pesquisa de preos para que, juntamente com o custo relativo mo de obra possa-se chegar aos valores gastos com a frma convencional de madeira e a mista. Sendo assim, para a composio dos custos, consideraremos as seguintes variveis: valores de compra dos componentes para execuo da frma convencional, valor de locao da frma mista, reaproveitamento das frmas e a produtividade, que ser dada considerando a montagem e desmontagem de ambas as formas. 3.1 Comparativo entre as frmas em relao ao tipo de montagem As frmas so classificadas de acordo com o material e pela maneira como so utilizadas, levando em conta o tipo de obra. Dos diversos tipos de frma existente, analisaremos nesse trabalho dois dos mais usados atualmente no Brasil. So elas as frmas convencionais de madeira e a frma mista. 3.1.1 Formas de madeira para Vigas A forma de madeira para as vigas so compostas basicamente por painis de face e fundo da viga, sarrafos, garfos e acessrios para nivelamento. (MAGALHES, 2000). Os painis, tanto os de face quanto os de fundo, so confeccionados em chapas de madeira compensada. Os sarrafos servem como reforo para os painis laterais resistirem aos esforos horizontais da concretagem e tambm como apoio do molde da viga nos garfos. Os mesmos trabalham como escora para os painis de fundo de viga e como travamento para os laterais, evitando deformaes horizontais excessivas. Alm disso, so eles que transmitem os esforos verticais do molde e da estrutura do molde para os pontos de apoio na superfcie. (MAGALHES, 2000). 10 Figura 1 - Frmas de madeira para vigas Fonte: Magalhes, 2000. As frmas das vigas geralmente so lanadas aps a concretagem dos pilares, somente no caso em que vigas, lajes e pilares so concretados ao mesmo tempo, tem-se a frma das vigas lanadas no conjunto de frmas para estas estruturas. Os painis para vigas so confeccionados tanto para as laterais quanto para o fundo da estrutura e podem apresentar estruturao longitudinal (sarrafos paralelos direo da viga), transversal (sarrafos perpendiculares direo da viga) ou ainda estruturao nas duas direes. As frmas podem apresentar ainda gastalhos, sarrafos de presso, e tirantes, sendo que estes tm a funo de resistir s presses laterais do concreto, atuam, portanto, como travamento das frmas. Figura 2 - Travamento de viga Fonte: Projeto Mills, 2017. 11 3.1.2 Formas Mistas para Vigas A utilizao do sistema de frma mista para vigas, de acordo com Nazar (2006), deve ser do mesmo raciocnio como as das frmas mistas para pilares, onde se tem mdulos de frmas que devem atender medidas especificas da viga. Para evitar adaptaes o projeto estrutural deve ter o mximo de repeties possveis em relao s dimenses de peas estruturais, assim evitando adaptaes e custo onerosos no previstos. De acordo com Santos (2009), no caso da aplicao das frmas mistas para vigas, os painis modulares, em geral, trabalharo em conjunto com complementos de frma convencional, isso ocorre quando a frma das laterais de viga fica confinada, no sentido vertical, entre o escoramento e a frma do fundo de laje, ou no sentido horizontal, entre duas vigas ou pilares. Em geral, somente a forma das laterais feita com o sistema de painis mistos e a frma do fundo de viga executada de maneira convencional (madeira). Isso acontece pelo motivo de a frma do fundo no poder ser desmontada antes da retirada do escoramento, o que, no caso de uma locao, gera um aumento no custo a cada dia que a frma fica presa no fundo da viga. Figura 3 Detalhe fundo de Viga Estruturado Fonte: Catlogo Mills, 2014. A forma convencional dever estar presente tambm como cunha de desforma, nos lados internos, na direo longitudinal das vigas para que os painis modulares no fiquem presos devido s suas deformaes em funo da presso exercida pelo concreto fluido. Se a cunha no estiver presente, a retirada correta dos painis, no momento da desforma, ser prejudicada. 12 Figura 4 - Planta de Forma Mista confinada Fonte: Santos, 2009. 3.2 Comparativo entre as frmas em relao aos Objetivos de Desempenho O processo de execuo dos sistemas de frmas deve atender aos objetivos de desempenho para que a estrutura seja moldada corretamente e para se obter os resultados planejados em relao ao custo e ao tempo de execuo das estruturas da obra. Os objetivos a serem analisados sero a qualidade, a rapidez, a flexibilidade e o custo, pois este sero os objetivos que apresentaro relevncia no processo de escolha entre os sistemas. Para cada objetivo, sero avaliadas as variveis que lhe dizem respeito para que, desta forma, a anlise comparativa seja feita de forma mais abrangente. 3.2.1 Qualidade A qualidade responsvel pelo bom desempenho da frma. Para que o sistema de frmas seja considerado de qualidade, ele deve atender as exigncias previstas na NBR 15696 (2009). Para comparar os dois tipos de frmas analisado em relao qualidade cabe detalhar cada uma dessas condies separadamente: Resistncia: Ambas as formas devem ser fabricadas com a garantia de que resistirs aes conjuntas da presso do concreto, peso prprio, peso da armao eas 13 sobrecargas previstas em norma.No caso da forma mista, h uma predefinio do fabricante quanto ao limite de presso admissvel, j no caso da forma de madeira, a presso admissvel ser definida de acordo com a sua estruturao durante a montagem da forma, ou seja, de acordo com os espaamentos inseridos. Estanqueidade: O sistema de frma deve ser estanque para garantir que a pasta de cimento existente no concreto no seja perdida durante a concretagem. Em ambos os tipos de formas a fuga da nata de cimento no local de emenda dos painis cria imperfeies, comumente chamadas de bicheiras ou brocas, que comprometem a qualidade do concreto. Rigidez: A frma deve possuir rigidez suficiente para no se deformar alm dos limites permitidos pela norma, j que se isso ocorrer, a geometria da pea moldada ser comprometida. Quanto ao seu travamento, as formas de madeira se deformam mais facilmente que as formas mistas, j que esta possui um mdulo de elasticidade maior. Sendo assim o nmero de travamentos ser sempre maior no caso da frma de madeira, contribuindo para uma menor produtividade no caso da montagem das frmas tradicionais, j que o tempo gasto para execuo dos travamentos desta tambm ser maior do que no caso das frmas mistas (Santos, 2009). 3.2.2 Rapidez Segundo Santos (2009), o tempo de execuo da estrutura, geralmente o que mais interfere no cronograma da obra. A estrutura de um prdio precisa ser executada o quanto antes para liberar as etapas, de fechamento e acabamento, por exemplo. A frma influi diretamente no prazo de execuo da estrutura e na anlise em questo, os itens a serem analisados sero o tempo de disponibilizao da frma para utilizao na obra e a sua produtividade. A frma convencional precisar de um planejamento especfico, visto que o processo de montagem das frmas realizado no canteiro de obra.Para que no aconteam atrasos, alm de executar um bom planejamento, dever ser garantida a contratao da mo de obra de qualidade, edever ser garantido o fornecimento dos insumos no tempo desejado, principalmente a madeira. No caso das formas mistas, a forma entregue no canteiro de obra, j disponvel para montagem da estrutura. importante que o fornecedor tenha estoque de produto disponvel 14 para ser entregue na obra no tempo planejado, sendo necessrio um planejamento de logstica no qual o fornecedor dever garantir o atendimento s necessidades da produo. 3.2.3 Flexibilidade Este objetivo de desempenho ser analisado em relao geometria das estruturas da edificao e tambm em relao frma propriamente dita, so nestes itens que a flexibilidade ir influir na comparao entre os dois tipos de frma. A frma de madeira se molda a qualquer tipo de estrutura, no havendo nenhum problema quanto funcionalidade. J em relao frma propriamente dita, o painel de madeira se mostra muito pouco flexvel, e seu reaproveitamento entre subsistema limitado. A frma mista normalmente no capaz de moldar a qualquer tipo de estrutura apesar de possuir diversas dimenses, se aplicada em estrutura com geometria extremamente recortada necessrio complementos de madeiras.Entretanto ao contrrio da convencional, apresenta uma grande flexibilidade em relao ao reaproveitamento na moldagem dos subsistemas. 3.2.4 Custo 3.2.4.1Anlise Qualitativa As variveis que compem o custo direto das frmas so os gastos com a mo de obra, transporte e com os materiais da frma propriamente dita.Fatores como prazo de execuo e nmero de utilizaes assumem papel decisivo no critrio a ser escolhido para execuo das frmas. Atravs dos grficos abaixo, foi analisado o custo global e unitrio para a execuo da estrutura de uma obra com a frma convencional e com a locao de uma frma mista, considerando que os painis desta no ficaro parados/sem uso na obra e desprezando o gasto com fretes. Percebe-se que o custo inicial da frma mista nulo por se tratar de uma locao. Este custo se torna crescente ao longo do tempo, sendo proporcional ao nmero de utilizaes ao longo do tempo de locao, consequentemente maior ser o valor acumulado do custo.O custo acumulado com a mo de obra necessria para montagem e desmontagem tambm contribui para o aumento linear do custo ao longo das utilizaes. 15 Figura 5 - Custo Global Acumulado das Frmas Fonte: Adaptado de FAJERSZTAJN, 1992. J o grfico da frma convencional apresenta um custo inicial mais alto, devido compra dos insumos, e ao longo do tempo trechos de crescimento linear, devido ao custo acumulado da mo de obra para montagem e desmontagem. O grfico apresenta ainda algumas oscilaes menores que so explicadas pela necessidade de reforma das frmas, e oscilaes maiores que acontecem devido necessidade de substituio do jogo de frmas, ou seja, as variaes ocorrem em funo do acrscimo de componentes, principalmente a madeira. Abaixo temos outro grfico, na qual apresenta o custo unitrio das frmas. Este custo no considera a mo de obra e dado em R$/m, sendo que a rea considerada no denominador relativa superfcie de estrutura executada com a frma. No caso da locao da frma mista, este custo constante na medida em que o nmero de utilizaes aumenta, pois o valor unitrio que cobrado no se altera ao longo do tempo. Portanto, quando se aumenta o nmero de utilizaes da frma, h o aumento proporcional da rea que esta moldou, porm, o valor da locao tambm aumenta a cada dia em que a frma fica na obra, isso faz com que o custo unitrio ao longo do nmero de utilizaes seja constante (Santos, 2009). Para a frma convencional, verifica-se que o custo apresenta um decrescimento inicial na medida em que o nmero de utilizaes aumenta isso acontece porque os componentes da frma so comprados pelo cliente, sendo assim, o valor gasto no varia ao longo das 16 utilizaes inicias e por isso, quanto maior for o nmero de reaproveitamentos, maior ser a quantidade de m de superfcie de estrutura que a frma ter executado e consequentemente menor ser o custo unitrio, contudo, possvel perceber que este custo decresce somente at um perodo, pois a necessidade de substituio do jogo de frmas faz com que o custo volte ao valor inicial, portanto o custo decresce somente at um determinado nmero de usos.(Santos, 2009). Figura 6 - Custo Unitrio Fonte: Adaptado de FAJERSZTAJN, 1992. 3.2.4.2Anlise Quantitativa Para que tenhamos um parmetro quantitativo quanto ao custo dos dois tipos de frma em questo, faremos um comparativo terico de acordo com a metodologia especificada anteriormente neste estudo. Projeto Conforme o item 6.3 da NBR 15696, toda montagem de frmas deve ser auxiliada por um projeto especfico, sendo que este deve ser executado por profissional qualificado. O projeto de frma dever conter todas as informaes necessrias para a montagem desta no campo, na fase de projetos que so feitos os clculos para o dimensionamento e tambm so definidos todos os materiais necessrios execuo do servio. As figuras abaixo demonstram, respectivamente, um projeto de frma convencional e um de frma mista para as vigas em questo. A partir destes, foram levantados os seguintes quantitativos de materiais: 17 i. Forma convencional: Para confeco de frma das vigas de um pavimento tipo foram necessrios 127,50m de chapa de compensado plastificado com espessura de 15 mm, 373,20m de Gastalho (Sarrafo vertical 1x3) e 576,96m sarrafo de presso (1x3), 23,00 Kg de pregos n 17x27mm, 176 barras de ferro de 50 cm (1/4 CA-25), 352 tensores, 4 esticadores e 25 metros de tubo de PVC . ii. Frma modular mista: Para confeco de frma das vigas de um pavimento Tipo ser necessrio 117,45m de painis modulares e 1,3 toneladas de acessrios (Tirantes, Porcas, Pinos, Parafusos). Na locao, o modo de cobrana a medio da metragem quadrada de frma na obra, ou seja, para o caso em questo, ser cobrado o valor de 117,45 m referente soma dos valores de rea de cada painel que foi enviado para obra. O restante dos componentes da frma modular mista considerado, por parte da empresa locadora, acessrio da frma, portanto, o custo destes j estar embutido no custo do m da frma locada. Figura 7 - Projeto de Forma Mista Fonte: Projeto Mills, 2016. 18 Figura 8 - Projeto de Forma Convencional Fonte: Elaborado pelo autor, 2017. Produtividade E difcil quantificar corretamente a produtividade, j que no so levadas em conta eventuais diferenas e variabilidades de mo-de-obra, por se tratar de um tema polmico e muito mais associado afinidade da mo-de-obra com determinado processo do que com a eficincia propriamente dita (Nazar, 2006). Segundoa fornecedora da frma mista, a produtividade de montagem + desmontagem do sistema de forma SL-2000 de 3,33 m/Hh. E segundo Filho (1990), a produtividade mdia para frma convencional, considerando a montagem e desmontagem de 1,28 m/Hh. As formas mistas apresentam uma maior produtividade,uma vez que se trata de um sistema de formas leve, projetado para montagem manual de maneira fcil e rpida, apresentando poucos componentes. (Mills, 2012). As frmas convencionais apresentam uma menor produtividade, pois precisa uma maior quantidade de componentes e micro operaespara sua montagem e deve ser fabricada na carpintaria antes de ser montada, fator este que influencia tambm no valor de produtividade. 19 Portanto, a partir dos dados de produtividade obtidos acima e atravs dos levantamentos de quantitativos, o valor total de Homem/Hora pode ser obtido atravs do calculo da rea total das faces dasvigas, no total de 381m. Para execuo desta rea utilizando a forma mista, sero necessrios 99,40 H/h, e para a execuo utilizando a frma convencional sero necessrios258,59H/h. Reaproveitamento Segundo Maranho (2000), a frma convencional, com compensado plastificado permite um reaproveitamento em mdia de 15 reutilizaes e a frma mista, segundo a Mills (2012), chega a 70 utilizaes para chapa de compensado plastificado e at 300 utilizaes para a estrutura metlica. No caso analisado, na qual consideramos somente a execuo das formas para as vigas, comtrs reaproveitamentos (entre pavimentos), ambas as formas atendero sem a necessidade de substituio do compensado ou da estrutura. 4. ANLISE E INTERPRETAO DOS RESULTADOS A partir dos dados obtidos por meio da execuo do projeto, na qual foi realizada a analise quantitativa dos materiais, avaliada a produtividade e o reaproveitamento, e com a pesquisa de preos de cada item que compem os custos dos dois tipos de formas, chegamos aos valores apresentados nas tabelas abaixo: Tabela 1 - Composio de Custos - Forma Mista Descrio Quantidade Unidade Custo Unitrio Perodo de locao Custo Total (R$) Painel SL-2000 117,45 M R$ 0,35 180 R$7.399,35 Tubo de PVC 3/4 64,96 M R$ 2,99 - R$ 194,23 Desmoldante para frmas 1,00 L R$ 8,03 - R$ 8,03 Mo de obra 99,40 H/h R$ 8,63 - R$ 857,82 Total R$8.459,43 Fonte: Elaborado pelo Autor (2017). 20 Tabela 2- Composio de Custos - Forma Convencional Descrio Quantidade Unidade Custo Unitrio Custo Total (R$) Sarrafo de Madeira Pinus 1''X3''' 950,16 M R$ 3,34 R$ 3.171,95 Chapa de compensado 15 mm 127,50 M R$ 61,94 R$ 7.897,35 Prego 17X27 23,00 KG R$ 7,75 R$ 178,25 Ao CA-25 6,3mm 88,00 M R$ 6,41 R$ 563,93 Tensor 352 P R$ 5,20 R$ 1.830,40 Esticador 4 P R$ 150,00 R$ 600,00 Tubo de PVC 3/4 25,00 M R$ 2,99 R$ 74,75 Desmoldante para frmas 1,00 L R$ 8,03 R$ 8,03 Mo de obra 258,59 H/h R$ 8,63 R$ 2.230,34 Total R$ 16.555,00 Fonte:Elaborado pelo Autor (2017). Por meio da anlise dos dados apresentados nas tabelas acima, possvel afirmar que houve uma diferena considervel no custo das duas formas, na qual a opo pela aplicao da forma mista mostrou sercerca de 49% menor que a forma convencional. Esta diferena entre sistemas ocorre principalmente, pois no caso da utilizao da forma convencional necessrio um custo inicial alto devido compra de insumos para confeco dos painis, principalmente os compensados, porem este custo tende a decrescer ao longo das utilizaes da forma. J a forma mista, o custo inicial praticamente zero, e cresce ao longo do tempo de locao, sendo proporcional ao metro quadrado de forma locada. Se desconsiderarmos os custos de mo de obra de ambas as formas, a Forma Mista apresentou um custo de 47% menor que a forma convencional. Quanto ao quesito mo-de-obra, nota-se tambm uma diferena considervel entre os tipos de formas aplicados, onde a forma mista apresentou um custo menorde aproximadamente 61%. Esta economia na mo de obra ocorre devido a maior produtividade de montagem e desmontagem do sistema e tambm devido frma mista no precisar ser fabricada no canteiro de obra, mostrandoser mais produtivo para o caso analisado. 21 5. CONCLUSO Conclumos atravs deste estudo que, nas circunstncias apresentadas para a obra estudada, o sistema de forma mistase mostrou ser mais vantajoso que o sistema de forma convencional, uma vez que apresentou menor custo para execuo do servio, sendo esteofator preponderante para a escolha deste sistema. Desta forma podemos afirmar que, para a execuo das vigas da obra analisada, a locao do sistema de forma mista o mais indicado e proporcionar uma economia no custo total da obra, em especifico no custo referente s formas, levando em considerao ainda a qualidade do produto final. Atravs dos objetos de desempenho analisados, conclui-se que as variveis preponderantes para que o custo da forma mista fosse menor,foi o alto custo da compra de insumos para fabricao da forma convencional eo menor custo com a mo de obra, devido diferena de produtividade dos sistemas. Pode-se observar que, a produtividade um dos principais objetivos de desempenho, sendo de extrema importncia que o construtor tenha conhecimento destes ndices para planejar sua construo antes da escolha do sistema de forma adotado para a obra. Vale ressaltar que, os outros objetivos de desempenho, como a qualidade, flexibilidade e a rapidez tambm devem ser levados em conta, j que estes influem no custo do sistema de frmas. A partir do estudo apresentado, sugere-se a execuo de estudos luz de determinar os limites de escolha ideal entre os diversos tipos de frma em uma viso global da obra. A partir do desmembramento de cada objetivo de desempenho apresentado, podem-se construir uma anlise que passe por cada tipo de frma para concreto armado e desta maneira determine at quando, em relao a cada objetivo desempenho, um tipo ser mais vivel que os demais. 22 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. Frmas e Escoramentos para Estruturas de Concreto, NBR 15696. Rio de Janeiro, 2009. BARROS, M.B; MELHADO, S.B, Recomendaes para a produo de estruturas de concreto armado em edifcios. Projeto EPUSP/SENAI. So Paulo, 1998. FARJERSZTAJN, H.; LANDI, F. R.Boletim tcnico da Escola Politcnica da USP. BT/PCC/60. So Paulo: EPUSP, 1992. MARANHO,G. M. Frmas para Concreto: Subsdios para a Otimizao do Projeto segundo a NBR 7190/97. Dissertao (Mestrado). Escola de Engenharia de So Carlos da Universidade de So Paulo. So Paulo, 2000. MILLS ESTRUTURAS E SERVIOS DE ENGENHARIA S.A. Produto e Servios. Manuais tcnicos. Formas.SL-2000Manual de Utilizao. Acesso em: 18 junho 2017. NAZAR,N. Critrios para Escolha e Dimensionamento de Frmas para Construo de Edifcios Habitacionais. Dissertao (Mestrado). Instituto de Pesquisas Tecnolgicas do estado de So Paulo-IPT. So Paulo, 2006. SANTOS, D.A. Anlise Comparativa entre frmas Mistas e Tradicionais para Concreto Armado tendo como Referncia os Objetivos de Desempenho. Centro Federal de Educao tecnolgica de Minas CEFET-MG. Belo Horizonte, 2009. SANTOS, R. E.; OLIVEIRA, B. J. A Armao do Concreto no Brasil: histria da difuso da tecnologia do concreto armado e da construo de sua hegemonia. In: Seminrio Nacional de Histria da Cincia e da Tecnologia. Niteri, 2000. SEARBY, A.B.Processo de Escolha de um Sistema de Frmas, IN: Simpsio Nacional de Tecnologia da Construo, n 2, 1986, So Paulo, SP. So Paulo: EPUSP, 1986. SOUZA, J.C.S. Qualidade na Produo de Frmas para Estruturas de Concreto Moldadas in Loco. Ps-Graduao em Engenharia da Construo Civil e Urbana, Escola Politcnica da USP, So Paulo, 1995.

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