Fontes Chaveadas PC Manutencao

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    07-Jun-2015

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Manuteo de fontes chaveadas para computadores ( PC )

* Anlize de circuitos * Dicas de defeitos * Esquemas eltricos * Pinagem dos conectores * Substituio de peas

H alguns anos atrs, - na poca do XT - o conserto de fontes de micro fazia parte da rotina de qualquer tcnico em informtica. Com a chegada do 286 e a reduo de tamanho e custo (e qualidade) das fontes, a troca passou a ser comum, e raramente se consertava elas. Assim foi durante um bom tempo, at os dias atuais. Mas, hoje em dia a disparada do valor do dlar fez com que o custo das fontes - a maioria importada dos pases asiticos - subisse igualmente, o que faz com que o conserto das fontes pifadas se torne mais lucrativo que a troca. Muito dos que esto lendo esse texto agora provavelmente tem guardada em algum lugar uma pilha de fontes pifadas, e a esperana de algum dia poder consert-las e evitar a compra de fontes novas. O objetivo desse artigo ajudar aqueles que querem consertar essas fontes, mas no tem a mnima idia de por onde comear. UMA FERRAMENTA MUITO IMPORTANTE Antes de mexer nas fontes, seria interessante voc possuir aquela ferramenta importantssima para qualquer tcnico que trabalha com coisas que se liga na tomada: a lmpada serie. A construo dela simples, barata e economizar muitos fusveis, semicondutores, sem falar nos estouros e fumacinhas. Para ter uma lmpada serie na bancada, simplesmente acrescente uma tomada universal com uma lmpada incandescente em srie com o fio fase. Neutro e terra so ligados normalmente na rede. FONTE DE UM COMPUTADOR AT Tudo bem, eu sei que o interesse maior consertar fontes ATX, por serem as mais usadas atualmente, e tambm as que mais pifam, mas antes de partir para as ATX vamos conhecer uma fonte AT. O circuito delas se parece bastante, por isso o conhecimento do circuito da fonte AT facilitar o entendimento das ATX, que em sua maioria usam o mesmo circuito, com a adio de uma fonte stand-by e um regulador de 3.3 volts. Esse o esquema de uma fonte AT das mais simples.

A partir de agora,vamos estudar cada estgio da fonte, citando os possveis defeitos ao longo do texto, recomendamos que voc pesquise na internet e consiga esquemas bem legveis para estudar mais a fundo.

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ENTRADA DE TENSO, RETIFICADOR E FILTRO. Essa a parte da entrada da fonte. A maioria das fontes so exatamente igual nessa parte, e em alguns casos no h o filtro de linha com bobinas e capacitores na entrada. Como podemos ver, depois do fusvel h um termistor. Esse termistor um NTC, que diminui a resistncia conforme a temperatura aumenta. A utilidade dele nesse circuito amenizar o pico de corrente no momento em que se liga a fonte, para nodanificar os diodos, os capacitores ou a chave, que iria deteriorar os contatos em pouco tempo devido ao faiscamento. Aps o termistor, h um filtro formado pelos componentes T1, C1, C2, C3 e C4, que tem por funo evitar que o rudo gerado pelo chaveamento da fonte no seja propagado pela rede eltrica. Alm disso, o filtro desvia para a terra os eventuais picos de tenso vindos da rede, por isso importante sempre instalar o fio terra, ou na pior das hipteses, liglo ao neutro da rede. S1 a chave seletora 110/220 volts. Na posio 220 ela fica aberta e no tem nenhuma funo no circuito. A tenso da rede ser retificada e carregar os dois capacitores em serie com cerca de 150 a 170 volts cada um, conforme a rede. Com a chave na posio 110, o retificador passar a funcionar como um dobrador de tenso, fazendo com que igualmente cada capacitor se carregue com 150 a 170 volts, numa rede de 110 volts. Algumas fontes tm um circuito de comutao automtica com rel. Algumas fontes possuem em paralelo com os capacitores eletrolticos, (C5 e C6) um par de varistores, que entram em curto caso a fonte receba uma tenso acima do suportado, causando a queima do fusvel e protegendo o resto do circuito contra maiores danos. Geralmente esses varis- tores ficam envolvidos em um pedao de luva termo-encolhivel. DEFEITOS RELACIONADOS O estgio de entrada da fonte no costuma apresentar muitos defeitos, por ser um circuito bastan- te simples. Entre os defeitos relacionados entrada, podemos citar: - No liga, fusvel queima quando trocado: Ponte retificadora em curto, capacitores do filtro de linha em curto, varistores em curto. Tambm pode ser causado por curto no circuito chaveador. - No liga, fusvel queimado, mas no torna a queimar se for trocado: Termistor aberto, ou ponte retificadora aberta. - No consegue manter as tenses na sada estabilizadas: Capacitores do dobrador de tenso secos. CIRCUITO CHAVEADOR. Aqui temos a rea da fonte onde acontece boa parte dos defeitos, sejam eles defeitos visveis como a exploso dos transistores, ou invisveis, como a abertura dos resistores de partida. Essa topologia de conversor com dois transistores usada na maioria das fontes conhecida como "forward em meia ponte". Veja imagem ao lado>> O enrolamento que aparece no lado direito do desenho o primrio do transformador principal, e T2 o transformador de acoplamento. Reparando-se na ligao do T2, notamos que o pino 6 dele ligado em serie com o primrio do transformador principal, topologia essa que forma um circuito auto-oscilante. Esse circuito oscila por conta prpria at que a tenso no secundrio seja suficiente para alimentar o circuito de controle e ele passe a controlar o chaveamento dos transistores atravs do transformador T2. R3 e R6 so os resistores comumente chamados de resistores de partida. Eles servem para aplicar uma corrente mnima na base dos transistores, para que eles possam iniciar a oscilao. O valor mais comum para eles 330K. Q1 e Q2 so os transistores do circuito chaveador. Existem vrios transistores usados para essa funo, sendo os mais comuns: MJE13007, MJE13009, 2SC4242, NT407F, 2SC2335, 2SC3039, 2SC4106 e 2N6740. Eles chaveiam alternadamente, numa freqncia de cerca de 60 a 70 kilohertz.

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DEFEITOS RELACIONADOSComo eu disse antes, essa a rea da fonte onde acontece boa parte dos defeitos, e no caso das AT, a maioria dos defeitos. So eles: - Fonte queimando fusvel: Transistores em curto ou com fuga. Na maioria dos casos de queima dos transistores, os resistores e diodos ligados nas suas bases tambm queimam. - No liga, tem tenso nos capacitores do dobrador e os transistores esto bons: Resistores de partida abertos. - s vezes liga, s vezes no: Um dos resistores aberto. - Aquecimento excessivo dos transistores: Capacitores de acoplamento (C7 e C8) secos. Mais provvel de acontecer em fontes muito velhas.

RETIFICAO E FILTRAGEMAqui temos a parte da sada da fonte, onde raramente aparecem defeitos, salvo nos casos de travamento da ventoinha. Veja imagem ao lado >> No lado esquerdo do desenho, temos os enrolamentos secundrios do transformador principal. Aps ele, existem os diodos retificadores das sadas de +5 e +12 volts(esses diodos ficam no dissipador ), e alguns diodos menores que retificam a tenso das sadas negativas. A tenso pulsante que sai do transformador maior que a tenso das respectivas sadas. Os pulsos nas sadas dos retifica- dores de 5 volts tm uma amplitude media de 10 a 14 volts, e os das sadas de 12 volts variam entre 24 e 28 volts. Aplicando essa tenso de forma pulsada na bobina L1 e controlando a largura dos pulsos, temos a regulao da tenso na sada. L1 a bobina toroidal que fica depois do dissipador dos diodos. Na verdade so varias bobinas enroladas no mes- mo ncleo. Ela serve para armazenar a energia que o transformador manda pulsadamente e entreg-la para os capacitores. A razo de serem todas enrola- das sobre o mesmo ncleo manter a uniformidade das tenses nas sadas, independentemente da corren- te que est sendo exigida de cada uma delas. Se essa bobina queimar, prefervel reaproveitar os semicondu- tores da fonte e jogar o resto fora, pois os capacitores com certeza tambm estaro imprestveis devido a sobre-tenso que sofreram. Alm disso, bastante difcil achar uma bobina com as mesmas caractersticas da original, e se a bobina substituda tiver alguma diferena nas relaes de espiras, as tenses na sada ficaro desiguais, podendo, por exemplo, a sada de 12 volts ficarem com 16 volts. raro os diodos entrarem em curto; geralmente isso s acontece quando eles no tem um bom contato trmico com o dissipador, ou a fonte submetida a curto. Os resistores e capacitores cermicos ligados nos diodos servem para suavizar a comutao deles, diminuindo assim o stress da juno e aumentando a vida til deles. Os resistores em paralelo com as sadas servem para fazer um mnimo de carga na sada da fonte, para ela poder funcionar mesmo quando ligada fora da CPU. Tambm ajudam as tenses das sadas de menor corrente a no subirem demais, pois a corrente exigida delas inconstante e sempre baixa.

DEFEITOS RELACIONADOS- Fonte emite um "tic", mas no liga: Algum dos diodos em curto. - Funcionamento instvel e tenses altas nas sadas: Bobina toroidal em curto. - Uma das sadas com tenso anormalmente baixa: Capacitores dessa sada secos.

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ALIMENTAO DO CIRCUITO DE CONTROLEEsse circuito no chega a ser considerado um bloco, mas interessante falar nele devido aos defeitos que nele aconte- cem envolvendo esses poucos componentes.A alimentao do circuito de controle retirada do retificador da sada de 12 volts ( D23 ) nas fontes AT, e da fonte stand - by nas fontes ATX. Como ele ligado antes da bobina toroidal, no mo - mento que a fonte for ligada e o circuito auto - oscilante do primrio comear a funcionar, a tenso nele chegar a um valor suficiente para fazer o circuito de controle comear a funcionar bem antes que as tenses nas sadas cheguem aos seus valores nominais.

DEFEITOS RELACIONADOSOs nicos componentes que costumam apresentar defeitos nessa rea so os capacitores, e mais raramente o resistor, que pode abrir caso o integrado do circuito de controle entre em curto. Em todos os casos, a alimentao do circuito de controle fica prejudicada, podendo causar vrios defeitos diferentes: - No liga e fica emitindo um rudo. - Funciona fora do gabinete, mas ao conectar na CPU no consegue partir. - Liga, mas a CPU no inicializa: Nesse caso, isso acontece porque as tenses nas sadas esto abaixo do normal e / ou o sinal de "power good" est ausente. - Tenses baixas na sada, emisso de rudo e superaquecimento dos transistores.

CIRCUITO DE CONTROLE.Aqui temos a parte mais com- plexa da fonte e felizmente,com menor incidncia de defeitos. Veja imagem ao lado >> Esse circuito controla o chaveamento dos transistores do lado primrio atravs do transforma- dor de acoplamento T2,e geral- mente se baseia na tenso da sada de +5 volts, para regular todas as sadas. O integrado usado na maioria absoluta das fontes o TL494, que tem vrios"clones" de outros fabricantes, incluindo alguns com nomes bem diferentes, por exemplo: Ka7500 ( Fairchild e outros ), IRM302 ( Sharp ) e M5TP494N ( Mitsubishi ). Ele alimentado pelo pino 12.

Os pulsos de controle saem dos pinos 8 e 11, que so os coletores de dois transistores que ele possui internamente, e os emissores so os pinos 9 e 10.

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Aqui temos o diagrama interno do TL494Os transistores que controlam o chaveamento atravs do trafinho so Q3e Q4. Na maioria das fontes se usa o 2SC945, e mais raramente o 2SC1815. Ele pode e deve ser substitudo diretamen-te pelo BC639,encon- trado mais facilmente nas lojas,e geralmen- te so mais barato. Algumas fontes de alimentao chave - ada usam um outro transistor comum o 2N2222.

O 2N2222, que tem a pinagem diferente, e pode ser substitudo pelo BC337, invertendo - se a posio dele em relao ao original. Eles podem queimar quando os transistores do primrio queimam. Mesmo uma pequena fuga neles impede a fonte de partir. Geralmente as tenses de referncia e controle so aplicadas nos pinos 1 e 2 do integrado. Os pinos 15 e 16 nem sempre so usados, e quando so usados costumam ser ligados a circuitos de proteo,como sensores de corrente ou comparadores de sobretenso. O pino 4 a entrada de um comparador que serve para limitar o ciclo ativo. Quanto maior a tenso nele, menor ser a largura dos pulsos na sada. Nas fontes ATX esse pino bastante usado para controlar o liga/desliga da fonte, pois quando a tenso no pino 4 chega a cerca de 4 volts os pulsos na sada do integrado cessam, desligando a fonte. Os pinos 5 e 6 so do oscilador interno, e pelos valores do resistor e do capacitor ligado a eles se define a freqncia de oscilao da fonte, geralmente cerca de 60.70 kilohertz. O pino 14 a sada de um regulador interno de 5 volts. Se houver a tenso normal no pino 12 e o pino 14 estiver com 0 volts, muito provavelmente o integrado est com defeito.

DEFEITOS RELACIONADOS- Transistores do lado primrio queimados, foram substitudos mas a fonte continua no funcionando: Transistores Q3 e Q4 ou algum dos diodos com fuga. - Fonte no liga, ou fica com as tenses muito baixas nas sadas: Integrado com defeito, ou resistor R15 ( geralmente de 1K5 / 1W ) aberto.

POWER GOOD.Aqui temos o circuito de power good, encarregado de sinalizar para a placa me que as tenses esto dentro da faixa acei- tvel e que ela pode inicializar. Nas fontes AT o power good o fio laranja,e nas ATX geralmente o cinza. Esse circuito usado como exemplo alimentado pela linha de 5 volts e simplesmente inibe o sinal por algum tempo quando se liga a fonte. Existem circuitos mais elaborados, como os que usam o LM339, alguns com o Lm393, e algumas fontes chegam a ter um inte- grado supervisor especial que monitora todas as sadas e des- liga a fonte se alguma delas estiver fora da faixa de tenso aceitvel.

DEFEITOS RELACIONADOS- Fonte liga, e a CPU no inicializa, e as tenses esto normais: Ausncia do sinal de power good. - CPU no inicializa quando ligada, mas inicializa aps se pressionar o "reset": Sinal de power good sempre ativo, ou acionando antes que as tenses estabilizem.

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SENSOR DE CORRENTE.Esse circuito existe apenas em algumas fontes mais elaboradas, e serve para limitar a largura dos pulsos nos transistores do circuito chaveador, evitando que eles queimem no caso de ser exigida da fonte uma corrente maior do que ela pode fornecer. No canto direito superior do desenho, temos o transformador T3, que tem o primrio ligado em srie com o enrolamento primrio do transformador principal. O sinal no secundrio dele retificado, filtrado, passa por alguns resistores e aplicado no pino 15 do TL494, que como j vimos a entrada de um dos comparadores dele, que nesse caso usado para a proteo.

Veja a seguir o diagrama do sensor de corrente

A SEGUIR ESTUDAREMOS AS FONTES ATX:

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FONTES ATX - UM POUCO DE HISTRIACom a chegada dos ltimos processadores da famlia 486 e do barramento PCI, apareceu tambm a tenso de 3.3 volts, que mais tarde viraria um padro de mercado para a alimentao das memrias e do barramento do processador, a tenso conhecida como " VIO ". No comeo, essa tenso era gerada na placa me, por um regulador linear, a partir dos 5 volts da fonte. Com a chegada dos processadores Pentium alimentados com 3.3 volts, surgiu a necessidade de um regulador com maior capacidade de corrente, o que tambm exigia mais espao na placa. Alguns fabricantes de micros " de marca ", ( IBM, Compaq, HP e afins ), j haviam achado a soluo para esse problema : A prpria fonte j tinha uma sada de 3.3 volts, eliminando a necessidade do regulador na placa me. Alem disso, muitos desses micros tinham o recurso de poderem ser desligados via software, coisa que at ento era impensvel nos micros padro AT. Ao mesmo tempo, as placas me passaram a ter vrios dispositivos integrados nelas, eliminando a necessidade das famosas placas controladoras. Portas seriais, paralelas, entrada de joystick, e em alguns casos at mesmo som e vdeo passaram a fazer parte da placa. Como todo costume vira lei, essa tendncia virou o que hoje conhecido como padro ATX. Conectores prximos e agrupados, possibilidade de se ligar e desligar o computador via software, e uma nova fonte, com apenas um conector encaixado na placa, para o alivio de todos aqueles que j queimaram uma placa me por terem invertido os conectores da fonte. Bem, vamos para o que nos interessa: como funciona uma fonte ATX.

O QUE A FONTE ATX TEM QUE A AT NO TEM?Veja a seguir o diagrama de uma fonte ATX..

Como j analisamos os blocos comuns aos dois tipos de fontes, vamos ver agora os circuitos adicionais que a fonte ATX possui. O controle do liga/desliga da fonte ATX geralmente feito no pino 4 (dead time control) do TL494. A tenso nesse pino limita a largura dos pulsos na sada medida que aumenta. Se esse pino for levado a uma tenso de cerca de 4 volts, o chaveamento totalmente inibido. Alguns circuitos mais raros desligam a fonte desligando a alimentao do TL494.

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FONTE STAND-BYA fonte stand - by o maior ponto de incidncia de dedefeitos em fontes ATX, por vrias razes, entre elas o fato de permanecer sempre ligada e ser um cir- cuito delicado, se compa- ra do com a fonte principal. Como podemos ver, ela basicamente um circuito auto-oscilante com apenas uma chave ativa, e com a oscilao controlada pela tenso no capacitor C19. Existem algumas variaes. Como por exemplo o uso de um FET ao invs de um transistor bipolar no lado primrio. No lado secun- drio, temos dois diodos, sendo um ligado em um capacitor de filtro e na entrada de um integrado 7805. A sada do 7805 a sada de 5volts stand-by da fonte (geralmente um fio roxo), tenso que deve estar sempre presente, independente do micro estar ligado ou no. A outra sada retificada pelo diodo D28 e responsvel por alimentar o integrado de controle (o Tl494) com cerca de 24 volts. O capacitor C19 o maior causador de defeitos na fonte stand - by, pois ele continuamente subme- tido a ripple, tendo a sua vida til reduzida. A medida que ele seca, a capacidade dele de reter carga diminui, consequentemente reduzindo a tenso sobre ele e fazendo com que a oscilao do transistor Q12 aumente, aumentando tambm as tenses nas sadas da fonte stand - by, o que em longo prazo causa vrios defeitos, como a exploso dos capacitores C23 e C21, queima do integrado, queima dos resistores R13, R14 e R15, queima dos transistores Q3 e Q4, e por fim a queima do prprio transistor da fonte stand-by, que causa a queima do fusvel, ou de um resistor de 4,7ohms/2 watts que existe em srie com o primrio do transformador em algumas fontes. Devido a isso, muitas fontes novas pifam antes de completar um ano de uso, algumas no durando nem seis meses. Os que me conhecem, seja virtualmente ou pessoalmente, j sabem o que vou dizer nesse momento : A melhor soluo possvel para essa imperfeio no projeto a substituio do capacitor C19 por um capacitor de tntalo de 10 uf / 25 volts. Pelo fato do capacitor de tntalo ser quimicamente mais estvel que o eletroltico e no usar eletrlito liquido, a vida til dele praticamente infinita. Quanto ao valor, recomendo o 10uf /25V por ser o mais facilmente encontrado no comrcio, mas se o transistor chaveador dessa fonte for bipolar, pode ser usado um de 10 uF / 16v. Quem tiver capacitores de tntalo diversos em sucata tambm pode us-los, guardando apenas com a ressalva de que a capacitncia mnima recomendada 4,7uF, e a tenso mnima 16 volts para uma fonte com transistor bipolar, e 25 volts para um circuito com FET. Existem algumas fontes que possuem um circuito de feedback com optoacoplador, e no sofrem desse problema. Algumas tambm usam um circuito chaveador mais elaborado ao invs do transistor, como por exemplo o integrado TOP210.

DEFEITOS RELACIONADOS- No liga - Resistor de partida aberto, transistor chaveador queimado, primrio do trafinho aberto ( raro, mas acontece), etc. REGULADOR DE 3.3 VOLTS Existem basicamente trs mtodos para se ter uma sada de 3.3 volts numa fonte ATX, cada qual com suas vantagens e desvantagens. O mtodo mais comum o uso de um regulador linear alimentado pela sada de 5 volts, geralmente usando um FET de potencia (tipo o IRFZ48, ou o MTP60N03). A tenso no gate do FET controlada por um TL431 ou equivalente, cuja entrada ligada atravs de um divisor resistivo na sada de 3.3 volts, onde tambm ligado o source do FET. Esse tipo de circuito tem a vantagem de ser simples e conseguir uma boa regulao da tenso, e como desvantagem temos a quantidade de calor gerada, visto que uma parte da energia " perdida " no FET, que a converte em calor. O FET preso no mesmo dissipador que os retificadores das sadas de maior corrente, onde o fluxo de ar da ventoinha consegue mant-lo a uma temperatura aceitvel. Se o FET entrar em curto, o sintoma mais comum a fonte simplesmente desligar assim que for ligada, devido ao acionamento de uma proteo contra sobretenso nessa sada, proteo essa existente na maioria das fontes. Um FET queimado pode ser substitudo pelo IRFZ44 ou algum outro de caractersticas semelhan tes.

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O segundo mtodo, um pouco mais raro, simplesmente ter um retificador, bobina e filtro indepen- dentes para a sada de 3.3 volts. Nesse caso, ela uma sada como qualquer outra, passando inclu- sive pela bobina toroidal. Esse mtodo no dissipa calor como o regulador linear, mas no existe uma regulagem efetiva dessa tenso, podendo ela ficardemasiadamente alta ou baixa conforme a fonte e placa me que estiverem sendo usadas. O terceiro mtodo o mais eficiente, mas tambm o mais complexo : o uso de um regulador chaveado. Nesse caso, temos um FET controlado por um circuito PWM e uma bobina, com um extremo ligado ao FET e um diodo ao terra, e outro extremo ligado na sada de 3.3 volts. Em muitos casos, a portadora de referencia para o chaveamento desse FET retira- da do prprio TL494, sendo o circuito de controle do FET apenas um comparador, que compara a por- tadora com o sinal vindo de um amplificador de erro que monitora a tenso na sada. um circuito encontrado bastante em fontes IBM. Algumas fontes tem um fio que traz a referncia para a regula- gem dessa tenso diretamente do conector de sada, para garantir uma regulagem mais efetiva.

DEFEITOS RELACIONADOS- Liga e desliga - regulador em curto, fazendo que a tenso suba demais e a proteo desligue a fonte. - Computador no inicializa - Regulador inoperante, fazendo que a tenso nessa sada seja nula.

CONTROLE DE VELOCIDADE DA VENTOINHAAlgumas fontes - sejam elas AT ou ATX - possuem um circuito que controla e velocidade da ventoinha, e traz como vantagem a reduo do rudo da ventoinha, visto que ela vai girar com a velocidade ape- nas necessria para manter a fonte numa temperatura aceitvel, acelerando quando for necessrio. Como podemos ver, o variao da resistncia do termistor conforme a temperatura vai variar a polarizao na base do primeiro transistor, quevaria a tenso na base do segun- do e consequentemente a tenso que chega ventoinha varia junto, variando a velocidade dela. Algumas fontes mais elaboradas, possuem um sensor de corrente para a ventoinha que desligam a fonte no caso dela travar. Algumas fontes tambm desligam - se a temperatura subir demais. Geralmente esse termistor preso no mesmo dissi- pador dos retificadores, que o que mais esquenta quan- do a fonte funciona com carga.

DEFEITOS RELACIONADOSPor ser um circuito extremamente simples, o controle de velocidade da ventoinha dificilmente apresenta defeitos por conta prpria. Na maioria dos casos, a queima da ventoi- nha causa algum dano nesse circuito. - Ventoinha queimada, foi substituda, mas no gira - Tran- sistor driver de corrente aberto. - No varia a velocidade - Transistor em curto.

OUTROS TIPOS DE FONTES

Alem das j conhecidas fontes AT e ATX, existem outros tipos de fontes, sendo a maioria delas usadas em micros especficos. Alguns exemplos so:

ATX12VTambm conhecida como fonte para Pentium IV, uma fonte ATX comum, apenas tem um conector de 4 pinos que uma sada de 12 volts adicional, que a placa me usa para alimentar os reguladores de tenso do processador.

IBM (com 4 conectores de 6 pinos) Essa fonte, usada em vrios micros IBM, sendo os mais conhecidos os Pentiuns da linha Aptiva e 300GL, uma fonte AT modificada, que possui dois conectores comuns iguais aos da fonte AT e dois conectores adicionais que fornecem 3.3 volts para a placa me e placa rvore ( onde ficam os slots ). Alem disso, o liga - desliga controlado por um conector auxiliar de 3 pinos ligado na placa me, que possui um terra, a sada +5V stand-by (sempre ativa), e o pino PS-ON, que quando aterrado faz a fonte ligar.

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Compaq ( anteriores ao padro ATX )Algumas fontes dessa linha possuem a particularidade de no terem um regulador de 3.3 volts, mas sim de 3.4 ou 3.5, devido ao fato de alguns processadores Pentium funcionarem com essas tenses. Elas tambm possuem um retorno de terra e da sada de 3.x volts (geralmente fios branco e roxo), para uma melhor regulagem dessa tenso. Se ela for ligada com esses fios desligados, a falta de feedback faz a tenso subir demais e a proteo contra sobretenso desliga a fonte, por isso a maioria absoluta das fontes Compaq no liga fora do gabinete, apenas tenta partir e desliga.

ATX Dell e CompaqAs fontes ATX usadas em alguns micros dessas marcas possuem um conector ATX e um conector de 6 pinos igual ao das fontes AT, que tambm ligado na placa me. A pinagem do conector ATX total- mente diferente do padro e no possui nenhum pino de 3.3 volts, tenso essa que fornecida pelo conector auxiliar de 6 pinos. Algumas fontes desse tipo no possuem a sada de -5 volts.

PINAGENS DOS CONECTORES E CORES DOS FIOS

Conectores de alimentao AT P-8 P-9

1 PG

2 +5

3 4 +12 -12

6 1 2 5 GND GND GND GND

3 -5

4 +5

5 +5

6 +5

Conector AXT padro11 20

Conector AXT padro DELL11 20

1

10

1

10

1 3.3 5 GND 9 5VSB 13 GND 17 GND

2 3.3 6 +5 10 +12

3 GND 7 GND 11 3.3 14 15 PS-ON GND 19 18 - 5 +5

4 +5 8 PG 12 -12 16 GND 20 +5

3 1 2 4 4 +5 GND +5 GND 7 6 5 8 PG 5VSB +12 -12 11 10 12 9 GND GND PS-ON GND 16 15 13 14 17 +518 +5

19 NC

20 +5

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3.3V Auxiliar ( diversas fontes usam )

4 5 6 3 2 1 GND GND GND +3.3V +3.3V +3.3V

+12V Auxiliar ( para fontes pentiun I V )

4 3 2 1 GND GND +12 +12

Essas so as cores de fios mais comuns de cada sada da fonte:+5V - Vermelho +12V - Amarelo, raramente laranja +3.3V - Laranja, as vezes marrom -12V - Azul -5V - Branco +5VSB - Roxo PG - Laranja nas fontes AT, cinza nas fontes ATX PS-ON - verde, eventualmente cinza

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