FLUXO DE CAIXA: FERRAMENTA NA ? 3 Fluxo de caixa o registro e o controle sobre a movimentao

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    24-Aug-2018

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FLUXO DE CAIXA: FERRAMENTA NA ADMINISTRAO FINANCEIRA Joaquina Helena Vaz Langort Marques 1 Eduardo Mauch Palmeira 2 profpalmeira@gmail.com RESUMO No momento atual, de concorrncia do mercado empresarial, exigido das empresas maior eficincia na gesto financeira de seus recursos, no cabendo indecises, visto que as mudanas ocorrem cada vez mais rpidas. Muitas empresas tambm vm perdendo sua conti-nuidade por falta de administrao de caixa. O fluxo de caixa um relatrio que apresenta informaes atuais, portanto, evidencia de forma transparente e verdadeira a situao finan-ceira da empresa e indispensvel que o administrador financeiro esteja preparado para os novos desafios. Atualmente, preciso gerenciar com competncia todos os recursos financei-ros disponveis na empresa e o fluxo de caixa uma ferramenta indispensvel boa gesto das organizaes. O presente artigo trata da importncia do fluxo de caixa como instrumento de gerenciamento financeiro das empresas, com a necessidade de produzir mais e melhor, para um mercado mais exigente. Palavras-Chave: Fluxo de Caixa, Recursos Financeiros, Gesto Financeira ABSTRACT At present, the competitive business market, companies are required greater efficiency in fi-nancial management of its resources, not fitting indecision, as changes occur faster and faster. Many companies also have been losing their continuity for lack of cash management. Cash flow is a report that presents current information, so in a transparent and reveals the true fi-nancial situation of the company and it is essential that the financial manager is prepared for new challenges. Currently, it is necessary to competently manage all financial resources available within the company and the cash flow is an indispensable tool for the sound man-agement of organizations. This paper discusses the importance of cash flow as an instrument of corporate financial management, the need to produce more and better, to a more demand-ing market. Keywords: Cash Flow, Financial Resources, Financial Management 1 Aluna do Quinto Semestre do Curso de Administrao de Empresas da Universidade da Regio da Campanha URCAMP. 2 Orientador Mestre em Integracin Econmica Global y Regional, pela Universidad Internacional de Andalu-cia da Espanha (UNIA-ES), Graduado em Cincias Econmicas e Especialista em T.I. pela Universidade Catli-ca de Pelotas (UCPEL) RS/Brasil. Atualmente Economista da Universidade Federal do Pampa 2UNIPAMPA, Bag-RS/Brasil. Professor dos Cursos de MBA de Gesto Estratgica de Negcios, Gesto de Projetos, Gesto de Pessoas e Administrao Hospitalar Anhanguera Educacional S/A (Pelotas e Rio Grande RS/Brasil). Consultor e Palestrante da EMP Assessoria e Consultoria Empresarial. profpalmeira@gmail.com INTRODUO Com a globalizao da economia e com a crescente competitividade do mercado, a atividade financeira de uma empresa requer acompanhamento permanente de seus resultados, de maneira a avaliar seu desempenho, bem como proceder aos ajustes e correes necessrios. Em relao s condies atuais do mercado, para que uma empresa possa sobreviver e garantir sua continuidade, faz-se necessrio avaliar sempre a melhor alternativa dos custos e investimentos, aliando-os, s condies do seu fluxo de caixa, tanto no presente como no futu-ro, para que a mesma no venha a ter como resultado de suas operaes apenas prejuzos e dvidas impagveis. O fluxo de caixa uma ferramenta que auxilia o administrador financeiro na tomada de decises, pois prev o que ocorrer com as finanas da empresa, ou seja, a evoluo de equilbrio ou desequilbrio entre a entrada e a sada de dinheiro em um determinado perodo, possibilitando a adoo antecipada de medidas que possibilitem assegurar a disponibilidade de recursos para o atendimento das necessidades de caixa. muito utilizado nas empresas, devido seu fcil entendimento e tambm por conter informaes exatas da situao da empre-sa, permitindo ao administrador detectar variaes que possam ocorrer na capacidade de aten-dimento de seus compromissos. No processo de elaborao de fluxo de caixa, o administrador financeiro dever le-var em considerao a capacidade da empresa e qual o perodo que se pretende atingir, utili-zando tcnicas gerenciais para planejar, controlar as finanas da empresa e se projetar s vendas e os custos da empresa, buscando o equilbrio entre os prazos de compra e venda. De acordo com Barbieri (1995), o fluxo de caixa financeiro tem como objetivo prin-cipal fornecer informaes relevantes sobre os recebimentos e pagamentos de caixa da empre-sa, durante certo perodo, propiciando informaes relevantes sobre as movimentaes de entradas e sadas de caixa neste perodo. 1. CONCEITO E IMPORTNCIA DO FLUXO DE CAIXA 3Fluxo de caixa o registro e o controle sobre a movimentao de caixa de qualquer empresa, expressando as entradas e sadas de recursos financeiros, assumindo importante pa-pel no planejamento financeiro da empresa. Pode-se dizer que o fluxo de caixa um dos instrumentos mais utilizados pelo ad-ministrador financeiro na gesto empresarial, que consiste em um relatrio gerencial que, de forma resumida, informa toda a movimentao de dinheiro, sempre considerando um perodo determinado. A demonstrao do fluxo de caixa indica a origem de todas as entradas no caixa, bem como a aplicao de todo o dinheiro que saiu do caixa e ainda o resultado do fluxo finan-ceiro. Uma boa administrao necessita de informaes para que a atividade da empresa possa atingir seu objetivo final, que o lucro. A correta utilizao da ferramenta fluxo de cai-xa possibilita o conhecimento do grau de independncia financeira das organizaes, com base na avaliao do seu potencial para gerao de recursos no futuro, para saldar seus com-promissos e para pagar a remunerao dos seus empreendedores. Viabiliza, ainda, a avaliao da capacidade de financiamento do seu capital de giro ou se depende de recursos externos, permitindo conhecer a capacidade de expanso com recursos prprios, para implementar de-cises de investimento, financiamento, distribuio de lucros e/ou pagamento de dividendos. O principal objetivo do fluxo de caixa dar uma viso das atividades desenvolvidas, bem como operaes financeiras que so realizadas no grupo do ativo circulante, dentro das disponibilidades, e que representam o grau de liquidez da empresa. Assim, pode-se perceber que o fluxo projetado uma ferramenta que permite ao administrador financeiro controlar o ativo da empresa, qual a riqueza da mesma e o que gera o lucro. importante que se avalie tambm, que limitaes de caixa no se constituem em caracterstica exclusiva de empresas que convivem com prejuzo. Empresas lucrativas podem tambm apresentar problemas de caixa, como conseqncia do comportamento de seu ciclo operacional. O Fluxo de Caixa indispensvel para uma sinalizao dos rumos financeiros dos ne-gcios. Atravs de sua elaborao possvel prognosticar eventuais excedentes ou escassez de caixa, determinando-se medidas saneadoras a serem tomadas. A insuficincia de caixa pode determinar cortes de crditos, suspenso de entregas de materiais e mercadorias, causando a descredibilidade junto aos clientes e ser causa de descontinuidade em suas operaes. 4De acordo com Assaf (1995), a atividade financeira de uma empresa requer acompa-nhamento permanente de seus resultados, de maneira a avaliar seu desempenho, bem como proceder aos ajustes e correes necessrios. O objetivo bsico da funo financeira prover a empresa de recursos de caixa suficiente de modo a respeitar os vrios compromissos assu-midos e promover a maximizao da riqueza. Para se manterem em operao, as empresas devem liquidar corretamente seus v-rios compromissos, devendo como condio bsica, apresentar o respectivo saldo em seu cai-xa nos momentos dos vencimentos. Na administrao financeira, o fluxo de caixa um dos principais instrumentos de controle gerencial, sendo considerado por Matarazzo (2003), como imprescindvel na ativida-de empresarial e mesmo para pessoas fsicas que se dedicam a algum negcio. Por meio desse instrumento de controle gerencial possvel avaliar se a empresa auto-suficiente no financi-amento do seu giro, bem como prever sua capacidade de expanso com recursos prprios. O fluxo de caixa apresenta-se como um dos instrumentos mais eficazes na gesto fi-nanceira das empresas, permitindo ao administrador planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros para um determinado perodo, influenciando o processo de tomada de deciso. Possibilita tambm ao gestor, programar e acompanhar as entradas e as sadas de recursos financeiros, de forma que a empresa possa operar de acordo com os objeti-vos e as metas determinadas, a curto e a longos prazos. Para Braga e Marques (2001), o fluxo de caixa possui como uma de suas finalidades, servir de instrumento para avaliao da liquidez da organizao, ou seja, sua capacidade e garantia de pagamento das dvidas nas datas de vencimento, atravs das medidas de desempe-nho. Estas medidas podem ser classificadas como avaliadoras do grau de suficincia ou efi-cincia do negcio, ou ainda medidoras da capacidade de pagamento e do nvel de retorno associado a um determinado elemento patrimonial. Matarazzo (2003), destaca como principais objetivos do fluxo de caixa, avaliar alter-nativas de investimento, avaliar e controlar ao longo do tempo as decises importantes que so tomadas na empresa, com reflexos monetrios, avaliar as situaes presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para que no chegue a situaes de liquidez, e certificar que os excessos momentneos de caixa esto sendo devidamente aplicados. Analisando o fluxo de caixa como instrumento estratgico e ttico na gesto, muito comum em uma situao crtica de falta de liquidez de uma empresa a priorizao do caixa. 5Empresas em dificuldades nos negcios, concordatrias que estejam tentando evitar a faln-cia, colocam-se desesperadamente nas mos do fluxo de caixa para perseguir a sada de sua dificuldade. Pensar no fluxo de caixa da empresa sempre muito saudvel, quer a empresa esteja atravessando bons ou maus momentos. Na verdade, pensar pouco, pois o correto seria utilizar gerencialmente o instrumento (Frezatti, 1997). Esta utilizao estratgica do fluxo de caixa, acaba ficando quase que restrita s em-presas de mdio e grande porte, pois o processo de implantao e manuteno do fluxo de caixa projetado uma das principais dificuldades dos administradores financeiros de peque-nas empresas, que geralmente, so leigos em contabilidade, o que dificulta at mesmo a com-preenso e diferenciao de resultado contbil e financeiro, ou fluxo de caixa projetado com planejamento financeiro. Conforme S (2006), o fluxo de caixa projetado o produto final da integrao das contas a receber com as contas a pagar. Seu objetivo identificar as faltas e os excessos de caixa, as datas em que ocorrero, por quantos dias e em que montantes. E a partir do fluxo de caixa projetado que se faz o planejamento financeiro, que um conjunto de operaes de resgate de aplicaes financeiras, de captao e de aplicao de recursos, selecionado entre vrias opes possveis para conduzir aos melhores resultados. Ross, Westerfield e Jordan (2002) afirmam que o fluxo de caixa uma das infor-maes financeiras mais importantes que podem ser extradas de demonstraes financeiras. Indica a diferena entre o nmero de dlares recebidos e os que saram da empresa. O fluxo de caixa da empresa um dos eventos mais fundamentais nos quais so baseadas as mensura-es contbeis. Os gestores e os investidores em particular esto bastante interessados no flu-xo de caixa gerado pelos ativos da empresa. Este fluxo de caixa no somente o problema central de sobrevivncia da empresa, mas essencial para que os objetivos da empresa sejam alcanados. (Figueiredo; Caggiano, 1997). Silva (1996) afirma que o fluxo de caixa considerado um dos principais instrumen-tos de anlise, propiciando identificar o processo de circulao do dinheiro, pois, ele tem a capacidade de examinar as entradas e sadas de dinheiro que transitaram pela empresa, assim como o que ainda no aconteceu, mas que est projetado para o futuro. Assim, entre os vrios relatrios contbeis, a Demonstrao de Fluxo de Caixa tor-nou-se uma ferramenta indispensvel para uma boa gesto de qualquer negcio. 6Os principais objetivos da demonstrao do fluxo de caixa so avaliar alternativas de investimento; avaliar e controlar ao longo do tempo as decises importantes que so tomadas na empresa, com reflexos monetrios; avaliar as situaes presente e futura do caixa na em-presa, posicionando-a para que no chegue a situaes de liquidez; e certificar que os exces-sos momentneos de caixa esto sendo devidamente aplicados. (MATARAZZO, 1998). 2. POLTICAS DE ADMINISTRAO DO FLUXO DE CAIXA Segundo Lemes, Rigo e Cherobim (2002) a gesto do caixa a atividade da admi-nistrao financeira que objetiva a otimizao dos recursos financeiros, integrada s demais atividades da empresa. Uma boa administrao do caixa depende da harmonia entre as sadas e entradas, sendo que pode haver sobras e faltas de dinheiro, que obrigar o administrador financeiro a buscar solues para resolver situaes dessa natureza. O ciclo de caixa o perodo em que os recursos da empresa foram utilizados para o pagamento dos bens e/ou matrias-primas at o recebimento pela venda do produto acabado resultante (Lemes, Rigo e Cherobim, 2002). Assim, o ciclo de caixa depende das polticas que so adotadas pela empresa e estas devem ser estabelecidas, conforme a necessidade e de acor-do com as demais polticas internas. Ainda, de acordo com Lemes, Rigo e Cherobim (2002), existem formas para melho-rar o ciclo de caixa da empresa, tais como: - Reduo do tempo de compensao da cobrana: nesse caso necessrio que o adminis-trador procure minimizar o tempo que ocorre entre o pagamento feito pelo cliente e a efetiva disponibilizao do mesmo ao caixa da empresa; - Ampliao do tempo de pagamento: essa tcnica tem como objetivo o aumento do prazo para pagamento o mximo possvel, para que se ajuste com as entradas de caixa de forma a no deixar obrigar o administrador a buscar recursos fora da empresa a custos mais altos; - Reduo dos prazos de processamento administrativo: visa acelerar o processo da entra-da de cheques na tesouraria e a posterior utilizao dos mesmos, atravs de depsitos banc-rios; 7- A acelerao da cobrana de valores a receber: possui como objetivo principal acelerar o recebimento dos clientes, mediante descontos pelo pagamento no prazo ou antecipadamen-te; - Uso de meios eletrnicos: com a modernizao do sistema bancrio, hoje as agncias so mais eficientes facilitando o trabalho dentro das empresas atravs da comunicao e agiliza-o do processo de recebimento; - As melhores formas de cobrana: existem vrias formas de cobrana que podem ser estu-dadas e adaptadas para melhorar a eficcia do processo de recebimento e de cobrana dos valores a receber; - Ajustamento conveniente dos vencimentos: as despesas que so provisionadas devem ser ajustadas de acordo com o perodo em que o fluxo de caixa favorvel, atravs de negocia-es para definio das datas de pagamento. 3. O CAPITAL DE GIRO E O FLUXO DE CAIXA A administrao do capital de giro uma ferramenta que preserva a empresa, pois envolve um processo contnuo de tomada de decises voltadas principalmente para a preser-vao da liquidez da empresa, mas que tambm afetam sua rentabilidade (Braga, 1989). O capital de giro , segundo Braga (1989), os recursos aplicados no ativo circulante, formado basicamente pelos estoques, contas a receber e disponibilidades. Assim, as polticas internas na administrao do capital de giro iro definir o funcionamento interno da empresa, pois es-to relacionadas com a gesto dos ativos e passivos circulantes (Braga, 1989). O capital de giro tambm conhecido como capital circulante lquido (CCL) e vem a cobrir o descompasso entre os fluxos de pagamentos e recebimentos, sendo que quanto mai-or for o CCL menor ser o risco de insolvncia da empresa. Tambm no podemos dizer que se o CCL for alto a liquidez boa, pois se este for constitudo, por exemplo, por estoques an-tigos e de difcil venda, a boa liquidez ser ilusria. Da mesma forma, um CCL baixo nem sempre representa uma situao difcil. 8Conforme Martins e Neto (1985) o capital de giro corresponde ao ativo circulante de uma empresa, ou seja, o ativo circulante so os recursos que iro financiar o ciclo operacional que vai desde a compra das matrias-primas at a venda e o recebimento desta. O capital circulante lquido pode ser obtido atravs da seguinte equao, conforme Martins e Neto (1985): CGL (CCL) = Ativo Circulante - Passivo Circulante O prazo compreendido entre o intervalo de tempo da compra das mercadorias e o re-cebimento da venda conhecido como ciclo operacional, ou seja, esse perodo a empresa in-veste em suas operaes com o financiamento por parte dos fornecedores. J o prazo existente entre os pagamentos dos fornecedores e o recebimento da vendas conhecido como ciclo financeiro que, muitas vezes deve ser financiado com o prprio dinheiro da empresa ou pela busca de recursos de terceiros (Braga, 1989). Esse fluxo financeiro muitas vezes pode ser re-duzido por polticas internas que afetem a administrao do capital de giro. Existem polticas de gerenciamento do capital circulante que ajudam na sua adminis-trao para que os recursos sejam distribudos conforme sua necessidade. De acordo com Le-mes, Rigo e Cherobim (2002), so as seguintes polticas que podem ser adotadas para o bom gerenciamento do capital de giro: - Volume de investimentos necessrios no total do capital circulante: as polticas referentes aos investimentos devem ser rgidas para que a empresa busque o melhor resultado com os menores recursos possveis. - Distribuio dos investimentos ao nvel de caixa, valores a receber e estoques: o administra-dor financeiro dever levar em considerao o ramo de atividade para definir como ser dis-tribudo o capital entre os ativos circulantes; - Como sero financiados os investimentos: o volume de investimentos pode estar limitado utilizao de recursos prprios ou de terceiros, conforme a possibilidade de captao. 4. O CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAO DO FLUXO DE CAIXA 9 Para que as operaes internas da empresa sejam feitas da maneira correta e para o bom andamento das atividades, faz-se necessrio que os controles internos sejam eficientes para acompanhar todo o processo operacional, cada um em seu departamento. Para Attie (1992) o controle interno parte integrante de cada segmento da organi-zao e cada procedimento corresponde a uma parte do conjunto do controle interno. Isso significa que cada departamento ir possuir seus controles internos, visando sempre eficin-cia mxima do setor, evitando erros e possveis fraudes que possam ocorrer. Esses controles serviro para levantar informaes precisas em cada rea da empresa, no auxlio para a toma-da de decises. Estes controles internos facilitam a visualizao de problemas e possveis fraudes que possam ocorrer quando da entrada de informaes durante o exerccio das atividades da empresa. O controle interno faz parte da elaborao do fluxo de caixa, pois se no houver controle sobre o saldo disponvel da empresa, dificilmente o fluxo de caixa ter os saldos cor-retos com as programaes de pagamentos e recebimentos. Segundo Attie (1995) "a reviso do controle tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada no controle inter-no (...)". Desta forma, o controle interno deve ser revisado para que se possa confiar no mes-mo. Os principais controles internos que podem existir na tesouraria so, segundo Hoji (2001): fluxo de caixa, disponibilidades, aplicaes financeiras, emprstimos e financiamen-tos, contas a receber, contas a pagar, tales de cheques, cheques cancelados, cheques devolvi-dos, tarifas bancrias, fundos fixos de caixa, cheques emitidos e no retirados. 5. ADMINISTRAO: ENTENDENDO E PLANEJANDO O FLUXO DE CAIXA O planejamento do fluxo de caixa importante, porque ir indicar antecipadamente as necessidades de recursos para atendimento dos compromissos que a empresa costuma as-sumir, considerando os prazos para serem saldados. Com isso, os administradores financeiros estaro aptos a planejar com a devida antecedncia, os problemas de caixa que podero surgir, conseqncias de redues cclicas das receitas ou de aumento no volume dos pagamentos. 10A anlise e o planejamento do fluxo de caixa so ferramentas bsicas para a admi-nistrao de empresa, sendo que o fluxo de caixa assume importante papel no planejamento financeiro, constituindo num exerccio dinmico, que deve ser constantemente revisto atuali-zado na tomada de decises. Observa-se que o planejamento financeiro proporciona meios da empresa alcanar os seus objetivos, tanto a curto como a longo prazo e, alm disso, indica mecanismos de con-trole que envolvem todas as suas atividades operacionais e no-operacionais. Planejamento estabelecer e manter um plano integrado para as operaes consis-tentes com os objetivos e as metas da companhia, no curto e no longo prazo, que deve ser analisado e revisado constantemente, comunicado aos vrios nveis de gerncia por meio de um apropriado sistema de comunicao. (Figueiredo; Caggiano, 1997). importante ressaltar, que o planejamento mostra como o administrador pode apro-veitar uma grande oportunidade, pois, quando se planeja, pode-se visualizar cada parte da empresa. Ao mesmo tempo, o planejamento permite ver a empresa como um todo, o que vai ajudar a desenvolver mtodos e estratgias eficientes para o crescimento do negcio. Pode-se concluir que o planejamento o processo de deciso dos objetivos da em-presa. Atravs do planejamento os administradores podero tomar decises corretas e no mo-mento certo para que se possam realizar seus objetivos de uma gesto eficaz. Para uma perfeita anlise das informaes o Fluxo de Caixa de uma organizao de-ve apresentar uma estrutura com determinado grau de detalhamento, para que o administrador possa analisar, entender e decidir adequadamente sobre sua liquidez. Os Fluxos Operacionais representam todos os gastos relacionados com a produo e comercializao dos bens e servios da empresa. Deve conter como entradas a cobrana das vendas dos produtos/servios gerados e comercializados; como sadas os elementos que esto ligados gerao, administrao e comercializao de tais produtos como: pagamentos a for-necedores, gastos com servios pblicos, etc. Os Fluxos de Investimentos envolvem a aquisio e venda de ativos que sero utili-zados na produo de bens ou servios, a concesso e o recebimento de emprstimos, as mo-vimentaes relativas s aplicaes financeiras e as participaes em outras empresas. So consideradas entradas de Atividades de Investimentos: recebimento de emprstimos concedi-dos, recebimentos por resgate de aplicaes financeiras, recebimento por vendas de participa-es acionrias em outras empresas, etc. Como sadas pode-se citar: desembolso por conces- 11so de emprstimos, pagamento para aquisio de ttulos financeiros, pagamentos para aquisi-o de participao acionria em outras empresas. Os Fluxos de Financiamento equalizam o somatrio dos demais fluxos: no caso de sobras dos recursos, existe sada para aplicao; no caso de falta de caixa, existe resgate de investimento ou mesmo captao de recursos. Ao se projetar recebimentos e pagamentos com base em conhecimentos anteriores e expectativas futuras quanto ao que se espera do mercado, possvel se preparar para enfrentar dificuldades antes que elas ocorram. Assim, trabalhar com valores previstos e compar-los com o realizado (acontecido na data), alm de mostrar futuras faltas ou sobras de caixa, per-mite tomar decises antecipadas sobre aumento de compras, liquidaes, racionalizaes de custos, hora certa para fazer investimentos. O processo de planejamento do Fluxo de Caixa da empresa consiste em implantar uma estrutura de informaes til, prtica e econmica. A proposta dispor de um mecanis-mo seguro para estimar os futuros ingressos e desembolsos de caixa da empresa. Outro papel importante que desempenha o fluxo de caixa a possibilidade de evitar a programao de desembolsos vultosos para perodo em que os ingressos orados sejam bai-xos por questes de mercado, por exemplo. O planejamento do fluxo de caixa permite ao ad-ministrador financeiro verificar se poder realizar aplicaes em curto prazo com base na li-quidez, na rentabilidade e nos prazos de resgate. Evitar falta de recursos e conseqente crise de liquidez nas empresas ou, atravs do seu conhecimento, de forma antecipada, minimizar seus efeitos, representa uma das principais funes do fluxo de caixa. Atravs de uma adequada gesto de caixa pode-se reduzir substancialmente a neces-sidade de capital de giro, proporcionando maiores lucros em funo, principalmente, da redu-o das despesas financeiras. Da a importncia da reviso e anlise criteriosa do fluxo de caixa, pois s assim a empresa poder aferir os resultados. Pode-se identificar o planejamento como sendo uma ferramenta e estratgia primor-dial e necessria para uma melhor gesto no mundo dos negcios. De acordo com Maximiano (2000), o processo de planejamento a ferramenta que as pessoas e organizaes usam para administrar suas relaes com o futuro. uma aplicao 12especfica do processo decisrio. As decises que procuram, de alguma forma, influenciar o futuro, ou que sero colocadas em prtica no futuro, so decises de planejamento. possvel dizer que com a implantao do planejamento, os administradores tero as informaes necessrias para o processo de tomada de decises oportunas de seus neg-cios, sejam elas a curto ou em longo prazo. Pode-se dizer tambm que utilizando essa estrat-gia, as pessoas envolvidas no contexto, tero toda a organizao em suas mos, assim como os rumos que pode vir a tomar. 6. ABRANGNCIA DO FLUXO DE CAIXA O fluxo de caixa descreve as diversas movimentaes financeiras da empresa em de-terminado perodo de tempo, e sua administrao tem por objetivo preservar uma liquidez imediata essencial manuteno das atividades da empresa. Por no incorporar explicitamen-te um retorno operacional, seu saldo deve ser o mais baixo possvel, o suficiente para cobrir as vrias necessidades associadas aos fluxos de recebimentos e pagamentos. Deve-se ter em conta que saldos mais reduzidos de caixa podem provocar, entre ou-tras conseqncias, perdas de descontos financeiros vantajosos pela incapacidade de efetuar compras a vista junto aos fornecedores. Posies de mais elevada liquidez imediata, ao mes-mo tempo em que promovem segurana financeira para a empresa, apura maior custo de opor-tunidade. Ao apurar o saldo lquido destes fluxos monetrios, o instrumento do fluxo de caixa permite que se estabeleam prognsticos com relao a eventuais sobras ou faltas de recursos, em funo do nvel de caixa desejado pela empresa. O fluxo de caixa no deve ser enfocado como uma preocupao exclusiva da rea fi-nanceira. Mais efetivamente deve haver comprometimento de todos os setores empresariais com os resultados lquidos de caixa, destacando-se: - a rea de produo, ao promover alteraes nos prazos de fabricao dos produtos, deter-mina novas alteraes nas necessidades de caixa. De forma idntica, os custos de produo tm importantes reflexos sobre o caixa; - as decises de compras devem ser tomadas de maneira ajustada com a existncia de saldos disponveis de caixa. Deve haver preocupao com relao sincronizao dos fluxos de 13caixa, avaliando-se os prazos concedidos para pagamento das compras com aqueles estabe-lecidos para recebimento das vendas; - polticas de cobrana mais geis e eficientes, ao permitirem colocar recursos financeiros mais rapidamente disposio da empresa, constituem-se em importante reforo de caixa; - a rea de vendas, junto com a meta de crescimento da atividade comercial, deve manter um controle mais prximo sobre os prazos concedidos e hbitos de pagamentos dos clientes, de maneira a no pressionar negativamente o fluxo de caixa. Em outras palavras, recomenda-do que toda deciso envolvendo vendas, deve ser tomada somente aps uma prvia avalia-o de suas implicaes sobre os resultados de caixa (exemplos: prazo de cobrana, despe-sas com publicidade e propaganda, etc); - a rea financeira deve avaliar criteriosamente o perfil de seu endividamento, de forma que os desembolsos necessrios ocorram concomitantemente gerao de caixa da empresa. Uma adequada administrao dos fluxos de caixa pressupe a obteno de resulta-dos positivos para a empresa, devendo ser focalizada como um segmento lucrativo para seus negcios. A melhor capacidade de gerao de recursos de caixa promove, entre outros benef-cios empresa, menor necessidade de financiamento dos investimentos em giro, reduzindo seus custos financeiros. Dessa forma, o objetivo fundamental para o gerenciamento dos fluxos de caixa atribuir maior rapidez s entradas de caixa em relao aos desembolsos ou, da mesma forma, otimizar a compatibilizaro entre aposio financeira da empresa e suas obrigaes correntes. As principais reas que podem contribuir para melhor desempenho do fluxo de cai-xa, acelerando os ingressos ou retardando os desembolsos, insere-se basicamente nas fases do ciclo operacional. sabido que a extenso do ciclo operacional o fator determinante das necessidades de recursos do ativo circulante; ele administrado atravs de: - negociaes com fornecedores e outros credores visando alongar os prazos de pagamento; - medidas mais eficientes de valores a receber, sem prejuzo de vendas futuras, objetivando reduzir o volume de clientes em atraso e inadimplentes; - decises tomadas na rea com intuito de diminuir os estoques e incrementar seu giro; 14- concesso de descontos financeiros, sempre que economicamente justificados, na expectati-va de reduo dos prazos de recebimentos das vendas etc. O fluxo de caixa um processo pelo qual uma empresa gera e aplica seus recursos de caixa determinados pelas vrias atividades desenvolvidas. Neste enfoque, ainda, o fluxo de caixa focaliza a empresa como um todo, tratando das mais diversas entradas e sadas (movi-mentaes financeiras) de caixa refletida por seus negcios. Com o uso do fluxo de caixa possvel saber, se em um determinado perodo, uma empresa ter condies de pagar os compromissos assumidos, assim como conhecer as suas contas a receber. Geralmente, os compromissos assumidos so compras a prazo com fornece-dores, salrios de funcionrios, contas de luz, gua, telefone, emprstimos, ou seja, todas as contas a pagar. 7. MTODOS PARA ELABORAO DA DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA O propsito da Demonstrao dos Fluxos de Caixa propiciar informaes sobre os recebimentos e pagamentos de uma empresa durante determinado perodo. Secundariamente, objetiva prover ao usurio discernimento sobre os investimentos e atividades financeiras da empresa. Mais especificamente, a Demonstrao do Fluxo de Caixa pode ajudar investidores e credores a avaliar a capacidade da empresa de gerar fluxo futuro de caixa positivo, saldar as obrigaes e pagar dividendos. Por intermdio da Demonstrao do Fluxo de Caixa a empresa relata informaes para o usurio acerca da origem do caixa gerado e como esse caixa foi consumido. Alm de suas prprias operaes, isto , manufatura, compra e venda de bens ou prestao de servio a empresa pode gerar caixa pela venda de ativos, emisso de aes, contratao de emprsti-mos e financiamentos, entre outros. O uso das informaes contidas na Demonstrao do Fluxo de Caixa, conjuntamente com as demais demonstraes contbeis, pode ser uma ferramenta eficaz para a avaliao da liquidez, solvncia e flexibilidade financeira da empresa. importante ressaltar que o fluxo de caixa tambm apresenta suas limitaes, sendo uma delas, a incapacidade de fornecer informaes precisas sobre o lucro e sobre os custos 15dos produtos da empresa, isto porque as apuraes e demonstraes so realizadas pelo regi-me de caixa e no pelo regime de competncia. Existem dois mtodos para elaborar a De-monstrao do Fluxo de Caixa: mtodos direto e indireto. O mtodo direto demonstra os recebimentos e pagamentos derivados das atividades operacionais da empresa em vez do lucro lquido ajustado. Mostra efetivamente as movimen-taes dos recursos financeiros ocorridos no perodo. Com isso, demonstra os itens diretamen-te afetados pela movimentao de caixa. Sendo basicamente o espelho da movimentao da conta Caixa/Bancos. Divulga-se os principais componentes dos recebimentos e pagamentos de caixa em termos brutos, pelo ajustamento das vendas, custo das vendas e outras rubricas. A demonstrao pelo mtodo direto facilita ao usurio avaliar a solvncia da empre-sa, pois evidencia toda a movimentao dos recursos financeiros, as origens dos recursos de caixa e onde eles foram aplicados. As vantagens deste mtodo so: criar condies favorveis para que a classificao dos recebimentos e pagamentos siga critrios tcnicos e no fiscais; permitir que a cultura de administrador pelo caixa seja introduzida mais rapidamente nas em-presas; e as informaes de caixa podem estar disponveis diariamente. Como desvantagens do mtodo direto cita-se o custo adicional para classificar os re-cebimentos e pagamentos; e a falta de experincia dos profissionais das reas contbil e fi-nanceira em usar as partidas para classificar os recebimentos e pagamentos. O mtodo indireto, tambm chamado de mtodo de conciliao, aquele no qual os recursos provenientes das atividades operacionais so demonstrados a partir do lucro lquido, ajustado pelos itens considerados nas contas de resultado que no afetam o caixa da empresa. Demonstra indiretamente o fluxo financeiro atravs da comparao do saldo das contas do Ativo, Passivo e Resultados. As vantagens apresentadas pelo mtodo indireto so: apresentar baixo custo, pois basta utilizar dois balanos patrimoniais (o do incio e do final do perodo), a demonstrao de resultados e algumas informaes adicionais obtidas na contabilidade; e conciliar o lucro con-tbil com o fluxo de caixa operacional lquido mostrando como se compe a diferena. Como desvantagem deste mtodo pode-se citar o tempo necessrio para gerar as in-formaes pelo regime de competncia, para s depois convert-las para o regime de caixa (se isso for feito uma vez por ano, por exemplo, podemos ter surpresas desagradveis e tardia-mente). 16Tambm pode ser considerada uma desvantagem o fato do mtodo indireto somente eliminar parte das distores, na existncia de interferncia da legislao fiscal na contabili-dade oficial. Atualmente, cada vez mais pessoas fsicas se interessam por uma organizao finan-ceira mais eficiente. Existem hoje no mercado diferentes tipos de ferramentas que tem por objetivo facilitar a confeco do fluxo de caixa. Algumas empresas oferecem inclusive ferra-mentas especficas para pessoas fsicas e jurdicas, alm de excelentes manuais de funciona-mento e materiais didticos. 8. ANLISE DA GESTO DE CAIXA As empresas normalmente surgem atravs de uma idia de negcios proposta por empresrios que conhecem profundamente a funo tcnica a ser exercida, porm no se preocupam com a funo administrativa financeira da empresa. Esses empresrios acreditam que, produzindo bens de alta qualidade e demanda, esto dispensados de dedicar tempo boa administrao, relegando esta tarefa a funcionrios sem preparo, ao invs de contratarem al-gum apto para faz-lo em seu lugar. Empresa alguma poder crescer ou mesmo sobreviver, sem um gerenciamento adequado na rea administrativa. essencial a essa funo administrativa o conhecimento dos procedimentos financeiros e contbeis disponveis, bem como a sua melhor utilizao para o acompanhamento, controle, ajuste e projeo dos resultados da empresa. Atravs do fluxo de caixa procura-se analisar o deslocamento dos recursos financei-ros da empresa. Partindo-se do disponvel (caixa, bancos e aplicaes no mercado financeiro), pode-se verificar os caminhos percorridos por uma unidade monetria na empresa e,principalmente, de operaes que aumentam ou diminuem o nvel de caixa da empresa. CONCLUSO Para que uma empresa tenha continuidade, a condio ter recebimentos que supe-rem os pagamentos operacionais. O grande desafio para os administradores buscar um vo-lume adequado de caixa para a empresa, de forma a incorrer o mnimo possvel em riscos. A Demonstrao de Fluxo de Caixa uma importante ferramenta que auxilia na tomada de deci- 17ses e pode facilitar o trabalho dos administradores atravs das anlises de fluxos passados e previso de fluxos futuros. As informaes sobre fluxo de caixa so muito teis, porque alm da facilidade de entendimento e ferramenta auxiliar na tomada de decises econmicas, proporcionam aos usurios informaes contbeis como os investidores e credores, uma base para avaliar a ca-pacidade da empresa gerar caixa e valores equivalentes caixa e, as necessidades da empresa em utilizar esses fluxos de caixa. Porm, cabe ressaltar que importante, alm de prever e acompanhar, controlar todas as informaes, atualizando-as no processo gerencial de tomada de deciso, no momento oportuno, para que a empresa possa utilizar o fluxo de caixa como uma ferramenta de auxilio na busca de sua manuteno e crescimento. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS: Acesso em 05/10/2011. Acesso em 05/10/2011 Acesso em 05/10/2011 Acesso em 05/10/2011 ASSAF NETO, A. e SILVA, Csar A. T. Administrao do capital de giro. So Paulo: Atlas, 1995. ATTIE, W. Auditoria interna.So Paulo: Atlas, 1992. ATTIE, W. Auditoria interna.So Paulo: Atlas, 1995. BARBIERI, Geraldo. 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