Felipe dos Santos Matias (Bolsista do PIBIC/CNPq)1; Gerson ... ? perceptvel na estruturao textual

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    12-Nov-2018

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RELAES ENTRE LITERATURA E HISTRIA EM O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS DE JOS SARAMAGO Felipe dos Santos Matias (Bolsista do PIBIC/CNPq)1; Gerson Luiz Roani (Orientador)2 1Universidade Federal de Viosa/Departamento de Letras, lippem@yahoo.com 2Universidade Federal de Viosa/Departamento de Letras, roani@ufv.br Resumo- A presente pesquisa investiga os elos de aproximao e afastamento entre a Literatura e a Histria na obra O ano da morte de Ricardo Reis, de Jos Saramago, mediante a leitura e compreenso de estudos crticos acerca da interlocuo entre a narrativa literria e a narrativa histrica, e a anlise terica-crtica do romance escolhido como corpus, principalmente no que concerne insero do jornal portugus O Sculo na malha narrativa. Essa pesquisa tem como objetivo principal contribuir para estudos tericos-crticos sobre o romance portugus contemporneo. Atravs da insero do jornal O Sculo na narrativa, Saramago faz com que a manipulao literria resgate e problematize a matria histrica, por meio do universo ficcional, redimensionando, assim, os diferentes dados e elementos histricos na sua criao ficcional. Palavras-chave: Literatura; Histria; O ano da morte de Ricardo Reis rea do Conhecimento: Lingstica, Letras e Artes Introduo A matria basilar das criaes do escritor Jos Saramago consiste na histria de Portugal, das suas razes medievais atualidade, marcada pelo novo panorama scio-cultural portugus, surgido aps a Revoluo dos Cravos de 1974 e, recentemente, pela adeso de Portugal Unio Europia. Com engenhosidade e criatividade incomuns, a Histria se torna um elemento estruturante das narrativas do criador de O ano da morte de Ricardo Reis (1984) e a manipulao literria redimensiona os diferentes dados e elementos histricos em um conjunto ficcional, diferente do universo de onde foram tirados. Nossa pesquisa investiga os elos de aproximao e afastamento entre a Literatura e a Histria na prosa de Saramago, mediante a anlise terico-crtica do romance O ano da morte de Ricardo Reis (1984). Em nosso pesquisa, investimos no estudo de um valioso recurso da estruturao narrativa de O ano da morte de Ricardo Reis, no que tange ao aproveitamento da Histria como matria essencial para a confeco do discurso literrio. Isto , observa-se que a presena do texto jornalstico fundamental para a criao da narrativa saramaguiana acima mencionada. Em O ano da morte de Ricardo Reis, as notcias da imprensa criam uma conformao aceitvel, no que concerne representao da poca reinventada pelo romance. Com base nisso, o exame dessa obra revela como elemento perceptvel na estruturao textual uma atenta e minuciosa utilizao de textos jornalsticos de 1936, extradas do jornal lisboeta O Sculo, o de maior circulao, em Portugal, naquele tempo. A narrativa saramaguiana recupera, de forma dinmica, textos de jornais de 1936, poca histrica focalizada pela fico literria. As notcias de jornal possibilitaram ao romancista refigurar a histria luso-europia da dcada de trinta, revelando a ascenso dos regimes ditatoriais de ndole fascista, a Guerra Civil Espanhola e a manipulao da imprensa pelos regimes totalitrios. No se restringindo s informaes veiculadas pelas diferentes notcias, o ficcionista joga tambm com o aspecto grfico dos jornais, servindo-se de ttulos, de fotografias e de suas legendas para ironizar, criticar e questionar os caminhos trilhados pela histria do incio do sculo XX. Levando em considerao o panorama dos estudos atuais sobre a obra de Jos Saramago, justifica-se a nossa pesquisa acerca do romance O ano da morte de Ricardo Reis, pois, nessa fico, a dimenso histrico-temporal enquadra e transforma, atravs da insero do factual na malha narrativa, a ao romanesca. A nossa pesquisa discute O ano da morte de Ricardo Reis como romance que proporciona uma reflexo muito fecunda, no que tange ao dilogo entre a Literatura e a Histria. Alm disso, cumpre ressaltar que no existem investigaes que comparam o romance de Jos Saramago com as notcias jornalsticas acerca da histria portuguesa e europia da dcada de trinta. O objetivo central que norteia a presente pesquisa contribuir para os estudos tericos sobre o romance portugus contemporneo, atravs de um estudo sobre a relao entre a Literatura e a Histria na obra de Jos Saramago. Materiais e Mtodos Na primeira etapa da pesquisa, procuramos estudar e compreender textos tericos que XI Encontro Latino Americano de Iniciao Cientfica e VII Encontro Latino Americano de Ps-Graduao Universidade do Vale do Paraba 3333focalizam as relaes entre Literatura e Histria. Tal procedimento foi necessrio, pois visou a obteno dos subsdios tericos para uma correta fundamentao e desenvolvimento da pesquisa, no que concerne natureza do dilogo entre as duas disciplinas. Cumpre mencionar que, nessa primeira etapa, procuramos estudar, tambm, a questo da intertextualidade, imprescindvel para o exame das relaes que os textos tramam entre si. Como autores que proporcionaram subsdios para a investigao destacamos as contribuies de Georges Duby (1989), Hayden White (1994), Peter Burke (1992), Paul Ricoeur (1997), Walter Benjamin (1994; 1989), Linda Hutcheon (1991), Mikhail Bakhtin (1993) e Julia Kristeva (1978). O segundo momento da coleta de dados consistiu na leitura crtica do romance O ano da morte de Ricardo Reis de Jos Saramago. Aqui, a anlise do romance confirmou a idia de que nesse autor e em sua produo ficcional prevalece o projeto de fazer histria atravs da fico literria. Como autores que proporcionaram subsdios para uma leitura terico-crtica do romance O ano da morte de Ricardo Reis destacamos as contribuies de: Saramago (1984); Machado (1977); Eminescu (1980); Real (2001); Marinho (1999), Arnaut (2003), Seixo (1999); Berne (1998); Kaufman (1991); Lepecki (1988); Lopes (1986); Reis (1998 e 2006); Roani (1998, 2002, 2006), Sapeca (1995), Schwartz (2004). Na terceira etapa, realizamos a leitura crtica de fragmentos do Jornal O Sculo, almejando o levantamento detalhado das principais referncias feitas pelo romance s notcias jornalsticas que abordam a histria europia de 1936. Nesse processo, delimitamos, no amplo conjunto das notcias sobre a situao da Europa, em 1936, um nmero menor de fragmentos noticiosos. Isto , os que focalizam a Guerra Civil espanhola e sua ressonncia na imprensa e na sociedade portuguesa, no perodo de 18 de julho a 08 de setembro de 1936. Aps a leitura crtica do jornal lisboeta O Sculo, foi organizado e analisado o material oriundo das leituras dos textos tericos, do texto romanesco e das notcias de jornal. A partir disso, realizamos a anlise do romance, situando a maneira como a obra realiza a representao de acontecimentos e fatos histricos. Em seguida, fizemos dialogar o texto histrico e o discurso romanesco. Com isso, foi empreendida uma comparao entre o romance e as notcias do jornal O Sculo, referentes ao ano de 1936. Essa comparao foi fundamental, pois as informaes histricas presentes no romance expressaram uma inegvel correspondncia com as notcias encontradas no jornal O Sculo. Na fase final da pesquisa, estudamos a maneira como as reflexes e os dados obtidos, na anlise comparativa do romance e dos textos jornalsticos, permitem uma aprofundada discusso terico-crtica sobre a representao e a escrita dos acontecimentos do passado humano pelos discursos da literatura e da histria. Resultados De acordo com Georges Duby, a histria foi sempre fabricada para reforar um poder, para uma reivindicao (DUBY, 1989, p. 73). A partir dessa afirmao, podemos dizer que nenhum discurso histrico neutro, pois h sempre uma manipulao da memria em funo de interesses subjacentes elaborao da escritura/narrao. E este um dos argumentos que foram utilizados contra o historicismo positivista, em funo de no ser possvel aceitar a memria como prova cabal do que aconteceu no passado. Para Le Goff a cultura quer um passado que possa usar (LE GOFF, 2003, p. 186). O modo como uma determinada situao histrica deve ser configurada, depende da sutileza com que o historiador harmoniza a estrutura especfica de enredo com o conjunto de acontecimentos histricos aos quais deseja conferir um sentido particular. Trata-se essencialmente de uma operao literria, criadora de fico, assim como Jos Saramago realiza no romance O ano da morte de Ricardo Reis. Nesse romance, Saramago utiliza a Histria como matria essencial para a confeco do discurso literrio, visto que a narrativa saramaguiana recupera textos de jornais de 1936. A partir do jornal O Sculo, o romancista portugus realiza uma interlocuo entre a Literatura e a Histria, pois ele refigura de maneira problematizadora e irnica a histria luso-europia da dcada de trinta. Segundo Aristteles, no em metrificar ou no que diferem o historiador e o poeta; a obra de Herdoto podia ser metrificada; no seria menos uma histria com metro do que sem ele; a diferena est em que um narra os acontecimentos e o outro fatos que podiam acontecer (ARISTTELES, 1995, p. 28). A partir dessa afirmao, observa-se que a diferena entre o poeta e o historiador no est no meio que empregam para escrever (verso ou prosa), mas no contedo daquilo que dizem: enquanto o poeta representa o verossmil e o necessrio, o historiador narra os acontecimentos que realmente sucederam. De acordo com Hayden White, a distino mais antiga entre fico e histria, na qual a fico concebida como a representao do imaginvel e a histria como a representao do verdadeiro, deve dar lugar ao reconhecimento de que s podemos conhecer o real comparando-o ao imaginvel (WHITE, 1994, p. 115). No romance XI Encontro Latino Americano de Iniciao Cientfica e VII Encontro Latino Americano de Ps-Graduao Universidade do Vale do Paraba 3334de Saramago, o real (histrico) equiparado ao imaginvel, resultando numa ficcionalizao da Histria pela arte literria. A partir da utilizao do jornal O Sculo na estruturao do texto literrio, Saramago reinventa a Histria. E no importa se o mundo concebido como real ou apenas imaginado, pois a maneira de lhe dar um sentido a mesma. Atravs da insero do jornal O Sculo na narrativa, Jos Saramago promove um dilogo entre a Literatura e a Histria, pois busca recompor dentro do romance O ano da morte de Ricardo Reis o ano de 1936, um ano conturbado pela ascenso na Europa dos regimes totalitrios, como o salazarismo, o nazismo, o fascismo, alm da Guerra Civil Espanhola, que culminou na morte de milhares de espanhis, e na ditadura do general Franco. Saramago utilizou-se de notcias jornalsticas veiculadas pela imprensa portuguesa com o intuito de evidenciar o discurso ditatorial salazarista, o qual manipulou milhares de pessoas em Portugal. O escritor portugus desconstri em O ano da morte de Ricardo Reis o discurso pr-Salazar dos jornais portugueses, a partir de comentrios e relativizaes que o seu narrador faz acerca das notcias que o personagem Ricardo Reis l do jornal O Sculo. Por meio da explorao das notcias do jornal O Sculo, Saramago conseguiu nos dar um panorama sobre os regimes fascistas, mostrando-nos o que foi aquele mundo do silncio e do receio, da esperana surda e do gesto cmplice, da rebelio e da impotncia. Mediante a presena das notcias jornalsticas, Saramago consegue reinventar em seu romance o ano de 1936, conforme ilustra o trecho a seguir: Ricardo Reis recebe no Alto de Santa Catarina as notcias do vasto mundo, acumula conhecimento e cincia, que Mussolini declarou, No pode tardar o aniquilamento total das foras militares etopes, que foram enviadas armas soviticas para os refugiados portugueses em Espanha, alm doutros fundos e material destinados a implantar a Unio das Repblicas Ibricas Soviticas Independentes (SARAMAGO, 1988, p. 264). A partir da leitura do trecho acima, percebe-se que o personagem Ricardo Reis toma cincia dos acontecimentos do mundo por meio da leitura do jornal lisboeta O Sculo. Com isso, observa-se que Saramago realiza em sua fico um resgate da matria e do discurso histrico, redimensionando os fatos e acontecimentos por meio dos comentrios e intervenes irnicas de seu narrador, o qual condena a passividade e a alienao de Ricardo Reis, alm de relativizar aquilo que o discurso jornalstico veicula. A presena do jornal O Sculo fundamental para a criao do universo ficcional saramaguiano, visto que produz na narrativa uma recomposio histrica aceitvel com relao poca focalizada no romance. No romance O ano da morte de Ricardo Reis, Saramago imagina os ltimos meses da vida do heternimo pessoano Ricardo Reis, recriando o clima de Portugal e da Europa de 1936, cuidadosamente entrelaando as malhas de uma fico de ps fincados na Histria. O livro se constri imagem da percepo do mundo do prprio Reis, o qual apenas assiste consolidao dos regimes totalitrios na Europa. Por meio da leitura dos jornais portugueses, principalmente do jornal O Sculo, o personagem Ricardo Reis se informa com relao aos fatos e acontecimentos que tumultuaram o ano de 1936: Minuciosamente, lia os jornais para encontrar guias, fios, traos de um desenho, feies de rosto portugus, no para delinear um retrato do pas, mas para revestir o seu prprio rosto e retrato de uma nova substncia, poder levar as mos cara e reconhecer-se, pr uma mo sobre a outra e apert-las, Sou eu e estou aqui (SARAMAGO, 1988, p. 87-88). O aproveitamento da notcia jornalstica por Saramago dentro de sua narrativa identifica-se com uma apropriao discursiva parecida com a tcnica da citao que para Grard Genette (1995) a forma mais explcita e literal da intertextualidade , visto que Saramago insere a notcia jornalstica (documento histrico) de maneira hbil, integrando-a de forma coesa e coerente ao universo ficcional da obra. Discusso Por Saramago pertencer ao perodo atual de (auto)crtica do recente passado lusitano, ele realiza na fico O ano da morte de Ricardo Reis uma leitura crtica do passado portugus e europeu, utilizando a ironia como um recurso de combate e de desconstruo. O romance O ano da morte de Ricardo Reis reproduz com discrio os arreganhos da mar autocrtica que dominou a Europa na dcada de 30, mostrando que Portugal, Espanha, Itlia e Alemanha se deixaram banhar no mesmo imundo lodo patritico, em nome da ordem e da disciplina (regimes nazista e fascista). Por meio disso, nota-se que Jos Saramago um escritor consciente da necessidade de se (re)construir a identidade e o passado portugus. Ele se inscreve, assim, na linhagem dos escritores portugueses contemporneos que aprenderam a revisitar de maneira crtica os domnios da Histria oficial, no somente para desvelar, ao nvel dos contedos, a sua presuno de poder apreender e domesticar o real, de modo a fornecer a frmula XI Encontro Latino Americano de Iniciao Cientfica e VII Encontro Latino Americano de Ps-Graduao Universidade do Vale do Paraba 3335da verdade que anula toda possibilidade de releitura: mas, sobretudo, chegou dvida fecunda que o lana num terreno onde a seduo da linguagem se faz mais poderosa o da conscincia de uma runa que preciso saber reverter em benefcio da construo de sua prpria ultra-passagem. Concordando com Lopes (1986), Reis (1998), Seixo (1999) Schwartz (2004) e Roani (2006), pode-se afirmar que em O ano da morte de Ricardo Reis, Saramago faz da Histria matria da literatura, estabelecendo um dilogo tenso com o passado, para buscar o sentido da contemporaneidade. Ciente de que a vida vivida no jogo do imaginrio que se torna senso comum e que a partir disso a histria contada, o discurso ficcional do consagrado escritor portugus revela a importncia e os limites da memria (individual e coletiva), que precisa ser permanentemente reativada, em relao a um passado que irrecupervel, runa e vestgio do que foi ou poderia ter sido. Dessa forma Saramago nos mostra que o imaginrio da fico, em face do imaginrio que se tornou determinao (Histria), pode, voltando-se para o passado, enquanto registro no presente, do que j no , apontar para o projeto (a utopia) de um tempo que poder vir a ser. A partir do que foi observado nos resultados, mister colocar que o romance de Saramago incorpora a concepo da modernidade sobre a fico, que no se v mais como expresso individual do sujeito ou do modelo mtico da nao, como fazia entender o Romantismo, nem o retrato do observado, como desejava o Realismo-Naturalismo, mas como espao e processo de construo de mundo, na diversidade da representao, na mesma medida de uma compreenso da Histria como discurso. Concluso Aps a investigao empreendida acerca da obra O ano da morte de Ricardo Reis, escrita pelo consagrado escritor portugus Jos Saramago, pode-se afirmar com convico que ela exemplar para o estudo das relaes entre a Literatura e a Histria, pois Saramago, com toda a sua maestria, recria em seu romance um cenrio histrico (o ano de 1936) para a ao e circulao de suas personagens, movimentando um primoroso conjunto de dados e elementos histricos, os quais foram extrados dos jornais da poca, principalmente do jornal lisboeta O Sculo. Ao inserir o jornal O Sculo em sua narrativa ficcional, Saramago trabalha em seu romance as mltiplas possibilidades de verdade acerca da Histria, estabelecendo, assim, um dilogo problematizador e instigante com o leitor. Alm disso, o romance O ano da morte de Ricardo Reis instaura uma questo fundamental perseguida pela narrativa portuguesa contempornea: a busca de uma nova identidade ou de respostas para o perfil identitrio de uma nao presa a sonhos grandiosos, que a Literatura e a Histria instituram, ajudaram a cristalizar e disseminaram pelos sculos seguintes. Diante desse cenrio cultural, a fico de Saramago empreende uma leitura crtica e relativizadora do passado portugus, refigurando no romance o ano conturbado de 1936. Referncias - ARISTTELES, HORCIO, LONGINO. A potica clssica. Trad. Roberto de Oliveira Brando. 6 ed. So Paulo: Cultrix, 1995. - DUBY, Georges e LARDREAU, Guy. Dilogos sobre a Nova Histria. Lisboa: Dom Quixote, 1989. - GENETTE, Grard. Discurso da narrativa. 3a ed. Lisboa: Veja, 1995. - JORNAL O SCULO, Lisboa, Grupo Jornalstico O Sculo. Publicao de janeiro a setembro de 1936. - LE GOFF, Jacques. Histria e memria. 5 ed. Campinas: Editora da UNICAMP, 2003. - LOPES, Oscar. Jos Saramago: As fronteiras do maravilhoso real. In: Os sinais e os sentidos Literatura portuguesa no sculo XX. Lisboa: Caminho, 1986. - REIS, Carlos. Dilogos com Jos Saramago. Lisboa: Caminho, 1998. - ROANI, Gerson Luiz. Saramago e a Escrita do Tempo de Ricardo Reis. So Paulo: Scortecci, 2006. - SARAMAGO, Jos. O ano da morte de Ricardo Reis. So Paulo: Companhia das Letras, 1988. - SCHWARTZ, Adriano. O abismo invertido. Pessoa, Borges e a inquietude do romance em O Ano da Morte de Ricardo Reis, de Jos Saramago. So Paulo: Globo, 2004. - SEIXO, Maria Alzira. Lugares da fico de Jos Saramago. Lisboa: Imprensa Nacional, 1999. - WHITE, Hayden. Trpicos do discurso. Ensaios sobre a crtica da cultura. So Paulo: EDUSP, 1994. XI Encontro Latino Americano de Iniciao Cientfica e VII Encontro Latino Americano de Ps-Graduao Universidade do Vale do Paraba 3336Referncias

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