ESTADO DA ARTE DE PRTICAS E MODELOS SUSTENT ? VI Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Porto

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  • VI Congresso Brasileiro de Gesto Ambiental Porto Alegre/RS 23 a 26/11/2015

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    ESTADO DA ARTE DE PRTICAS E MODELOS SUSTENTVEIS DAS UNIVERSIDADES

    Priscila Dias da Rosa, Michelle de Lourdes Botelho, Carlos Alberto Seifert Jr * Universidade Federal do Rio Grande. E-mail: prisciladias.rs@hotmail.com

    RESUMO As universidades so atribudas como instituies de alta relevncia no mbito educacional, seja na rea de ensino, pesquisa e/ou extenso. Desde sua origem, as propostas de manejo nos campi ou aes desempenhadas no interior das mesmas foram determinadas de acordo com a variao da demanda exigida no decorrer dos anos subsequentes. Em funo disso, alguns reflexos negativos foram percebidos dando sinais de alerta em virtude do manejo insustentvel no interior dos campi. Dessa forma, incluiu-se a temtica da gesto ambiental no contexto institucional, assim, instigando a discusso a cerca das prticas e modelos sustentveis e, mediante isso, incentivar a insero dos mesmos nas universidades. A partir disso, se viu a necessidade de elaborar um quadro esquemtico que contemplasse o estado da arte com prticas e modelos sustentveis adotados pelas Instituies de Ensino Superior IES.

    Para aproximar o leitor da compreenso sobre as aes adotadas pelas universidades e quais as temticas ambientais abordadas em cada IES aderiu-se a metodologia de relacion-las de acordo com alguns temas especficos, como: Licenciamento Ambiental, Resduos Slidos, Capacitao, Recursos Energticos e Recursos Hdricos. O aporte terico s se concretizou, em virtude da pesquisa bibliogrfica de publicaes sobre os temas acima propostos. Alm disso, por se tratar de documentos publicados, aumenta a confiabilidade dos dados obtidos, podendo ento, utiliz-los como modelos a ser seguidos em suposies de adeso de prticas ambientais em IES que no as aderiram at o devido momento. PALAVRAS-CHAVE: Ensino superior, Gesto ambiental, Sustentabilidade, Institucionalizao, Licenciamento. INTRODUO A crise ambiental que estamos vivenciando no se trata de um assunto recente, visto que vem se propagando h alguns sculos. Pode-se afirmar que um dos fatores relevantes desta crise o crescimento demogrfico desenfreado, j que vem se multiplicando em nmeros alarmantes. Este crescimento foi possvel pelo combate s doenas e pragas, aumento da produo alimentcia, melhoria nas condies de vida e pelos benefcios da revoluo industrial, variveis essas, que resultaram na diminuio das taxas de mortalidade e no aumento das taxas de natalidade. Sabe-se que o planeta finito, e se continuarmos nessa proporo, todas as invenes para a melhoria de vida no sero suficientes e o planeta no suportar. No apenas devido ao elevado crescimento populacional e sim pelo uso desenfreado e desnecessrio dos recursos ambientais, sendo que a pegada ecolgica poderia ser mais sustentvel e equilibrada. Conforme o Blog do Infoamazonia, em recente estudo, o cientista e professor do Kings college de Londres Mark Mulligan, projetou o tempo de vida da Amaznia que assustadoramente pouco mais de dois sculos. Assim, alm de perdermos um espao verde vital para a manuteno da vida no planeta, todos os recursos hdricos e a biodiversidade proveniente daquela rea sero extintas, sem falar na fonte de captao e armazenamento de carbono, responsvel pela regulao do clima (MEDAGLIA, 2015). Desta forma, pode-se afirmar que o ser humano necessita de uma mudana de paradigma frente questo ambiental. Nesse sentido, j existem inmeros esforos uma vez que os movimentos ambientalistas, que ganharam fora a partir dos anos 60 e 70, j obtiveram vrios resultados positivos, sendo um deles a Conferncia de Estocolmo. A mesma, segundo a Declarao da Conferncia da ONU no Ambiente Humano (1972), foi pioneira e fundamental na interao dos pases, no intuito de firmar compromisso com as lideranas dos envolvidos nesse acordo de forma a garantir a melhoraria da relao entre o homem e a

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    natureza norteando as questes de preservao e a melhoria do meio ambiente humano. No entanto, para alcanar a harmonia entre o meio ambiente e a humanidade se faz necessrio que haja a participao efetiva dos atores sociais que compem as comunidades, empresas, entre outras formas de organizaes populares. Essas podem dar sua contribuio significativa, como o caso das instituies que tem um papel de extrema importncia sobre a sociedade civil. Neste conjunto as Universidades tm um papel fundamental, visto que alm de formar profissionais que devem ter sua formao voltada proteo da vida humana tambm deve servir de modelo para a sociedade na relao com o meio ambiente. Desta forma, seria conveniente abordar as prticas e aes tomadas pelas universidades a fim de melhorar esta relao. Logo, este artigo traz um aporte terico, por meio de um estado da arte, visando o estmulo ao debate e institucionalizao de prticas e modelos sustentveis em instituies de ensino superior IES. Da mesma forma, promove uma breve reflexo sobre o tema e incita adoo de prticas e modelos sustentveis, ambos no mbito das IES. Sendo assim sero pontuadas prticas voltadas a diversas reas como, recursos hdricos, recursos energticos, resduos slidos, alm de mtodos e instrumentos de gesto ambiental. METODOLOGIA O presente trabalho foi realizado perante uma pesquisa bibliogrfica sobre o tema ambiental no mbito das IES. Nessa base documental foram includos artigos cientficos publicados, que revelassem as aes sustentveis adotadas pelas instituies de ensino, como tambm, a legislao pertinente ao cenrio institucional. Neste sentido, foram pesquisadas algumas universidades que aderiram e/ou rumam para a busca de aes mais sustentveis, resultando na organizao do estado da arte de prticas e modelos sustentveis das universidades. Dessa forma, observou alguns pontos relevantes ao assunto em questo, havendo a necessidade de relacion-los ao aporte terico e assim direcionar ao tema de interesse em destaque, associando-os as temticas, sendo elas: Licenciamento Ambiental, Resduos Slidos, Capacitao, Recursos Energticos e Recursos Hdricos (Figura 01). RESULTADOS E DISCUSSES Diante da diversidade de estudos e eventos realizados sobre as diferentes abordagens ambientais, pode-se verificar um vasto contedo de modelos e prticas passveis de reproduo nos plurais espaos socais, seja no mercado, sociedade civil ou poder pblico. Nesse contexto, principalmente a partir a Poltica Nacional do Meio Ambiente PNMA, instituda pela Lei Federal 6.938/81, vem se institucionalizando a cultura ambiental no territrio brasileiro, derivando para um complexo ordenamento jurdico sobre a matria ambiental, impondo s instituies a adoo de compromissos ambientais. A implementao da Poltica Ambiental traduz o incio de uma boa regulao, juntamente com o interesse de se readequar conforme a legislao pertinente. Outro aspecto colocado em pauta so as aes voltadas a um manejo mais adequado ou que demonstrem uma preocupao sobre a disposio final dos resduos slidos gerados no interior do campus. Em paralelo, a capacitao passa a ser um instrumento relevante em funo de proporcionar o debate sobre a questo ambiental, reduzindo as barreiras do conhecimento sobre esse assunto entre a sociedade, incluindo a comunidade acadmica, e as IES, instigando-as a uma conscientizao no mbito da Educao Ambiental EA. No que diz respeito ao recurso energtico pode-se afirmar que toda instituio de ensino consome, em grande escala, sendo esse o fator determinante para dar sequncia a operacionalidade de suas aes. Outra temtica abordada no quadro das prticas e/ou modelos sustentveis relata sobre o recurso hdrico e o seu uso exacerbado nas IES. Sendo esse um recurso escasso, limitado e de grande importncia. Sendo assim, para possibilitar a visualizao mais clara sobre as aes ambientais adotadas pelas IES, mostra-se como uma importante ferramenta a elaborao do estado da arte. Nesse sentido, foi organizado um

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    quadro sistemtico que contemplasse as aes j desempenhadas no mbito institucional, com nfase nos temas abordados na seo anterior, resultando na tabela 01.

    Tabela 01. Estado da arte de prticas e modelos sustentveis das universidades.

    ESTADO DA ARTE DE PRTICAS E MODELOS SUSTENTVEIS EM IES

    Autor/Ano Ttulo Palavra chave Link Relao com as

    Temticas Ambientais

    Catalo, Layrargues , Zaneti (2011)

    Livro UnB Sustentavel Universidade para o sculo XXI: educao e gesto ambiental na Universidade de Braslia

    Diversos artigos http://www.unb.br/administracao/decanatos/dex/naa/arquivos/Livro%20UnB%20Sustentavel_publicacao.pdf

    1, 2, 3, 4 e 5

    Furiam, Gnther (2006)

    Avaliao da Educao Ambiental no Gerenciamento dos Resduos Slidos no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana

    Educao Ambiental; Resduos Slidos; Universi dade.

    http://www2.uefs.br/sitientibus/pdf/35/avaliacao_da_educacao_ambiental.pdf

    2 e 3

    Ruscheinsky et al. (2014)

    Ambientalizao nas Instituies de Educao Superior no Brasil

    Diversos artigos http://www.bestbothworlds2014.sc.usp.br/AMBIENTALIZACAO.pdf

    1, 2, 3, 4 e 5

    Leme et al. (2011)

    Vises e Experincias Ibero- Americanas de Sustentabilidade em Universidades

    Diversos artigos www.projetosustentabilidade.sc.usp.br/.../Vises%20e%20Experincias.pdf de VYE IBEROAMERICANAS

    1, 2, 3, 4 e 5

    Tauchen, Brandli (2006)

    A Gesto Ambiental em Instituies de Ensino Superior: Modelo para Implantao em Campus Universitrio

    Universidades. Campus. Gesto Ambiental. Sustentabilidade.

    http://www.scielo.br/pdf/gp/v13n3/11.pdf 1,2, 3, 4 e 5

    Miranda, ngulo, Careli (2009)

    A Reciclagem de Resduos de Construo e Demolio no Brasil

    Reciclagem. Agregado. Argamassa. Concreto

    http://www.seer.ufrgs.br/ambienteconstruido/article/viewFile/7183/4909..

    1, 2 e 5

    PINTO (1999)

    Metodologia para a Gesto Diferenciada de Resduos Slidos da Construo Urbana

    Resduos Slidos. Gesto Ambiental. Reciclagem

    http://www.casoi.com.br/hjr/pdfs/GestResiduosSolidos.pdf

    1, 2 e 3

    LIMA (2008) O SGA como Ferramenta para Planejamento Ambiental em Empreendimentos da Construo Civil

    Construo Civil, Sistema de Gesto Ambiental, NBR ISO 14001, Aspecto Ambiental. Impacto Ambiental. Plano de Ao. Planejamento.

    http://www.ucg.br/ucg/prope/cpgss/ArquivosUpload/36/file/O%20SGA%20COMO%20FERRAMENTA%20PARA%20PLANEJAMENTO%20AMBIENTAL%20EM%20EMPREENDIMENTOS%20DA%20CONSTRU%C3%87%C3%83O%20CIVIL.pdf

    1, 2, 3, 4 e 5

    DIANA (2012)

    Gesto Ambiental da Universidade de Braslia: Avanos e Desafios

    Educao Ambiental. Gesto Universitria.Poltica e Gesto Ambiental.

    httpbdm.unb.brbitstream10483414612012_JoseMauricioLagesDiana.pdf

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    Campos (2012)

    Organizacin Internacional de Universidades por la Sustentabilidad y Medio Ambiente (OIUDSMA)

    Desenvolvimento Sustentvel. Meio Ambiente e Universidades.

    http://s3.amazonaws.com/academia.edu. documents/30874984/e-book-ii-jornada-iberomaericana-ariusa.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAJ56TQJRTWS MTNPEA&Expires=1431609526&Signature=nknWSrl4qGmWKOlaKDU1znpvbng%3D&response-content-disposition =inline#page=37

    1, 2, 3 e 4

    Engelman, Guisso, Fracasso (2009)

    Aes de Gesto ambiental nas instituies de ensino superior: o que tem sido feito.

    Prticas Ambientais. Desenvolvimento Sustentvel. Instituies de Ensino Superior.

    http://revistargsa.org/rgsa/article/view/115/56

    1, 2, 3, 4 e 5

    Frandoloso, Brandli, Scheffer (2013)

    Avaliao do parque construdo da universidade de Passo Fundo-RS, com base naeco-eficincia: o consumo de energia e o conforto dos usurios.

    Projeto de edifcios universitrios; eco-eficincia; eficincia energtica; desempenho trmico; conforto ambiental.

    https:// seer.imed.edu.br/index.php/arqimed/article/view/440/425

    1 , 3 e 4

    Kraemer (2003)

    O ensino universitrio e o desenvolvimento sustentvel

    Meio Ambiente, Universidade, desenvolvimento Sustentvel.

    http://www. comscientia-nimad.ufpr.br/2006/02/acervo_cientifico/outros_artigos/artigo_maria_ elizabeth.pdf

    1, 3 e 4

    Paula, Silva, Moreira (2014)

    Prticas sustentveis: A percepo dos servidores e alunos de uma instituio de ensino superior

    Prticas Sustentveis. Percepo Ambiental. Hbitos Cotidianos. Sustentabilidade. Disposio a Pagar.

    http://www.seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/26463/15458

    1,2, 3 e 4

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    IBEAS Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais 4

    Senna et al. (2013)

    Em busca de uma universidade mais sustentvel: Identificao e anlise dos aspectos ambientais de uma unidade de uma instituio federal multicampi de ensino superior

    Gesto Ambiental, Impacto Ambiental, FMEA, Universidade.

    http://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2013/I-005.pdf

    1, 2, 3, 4 e 5

    Termignoni (2012)

    Framework de sustentabilidade para instituies de ensino superior comunitrias

    Sustentabilidade, Desenvolvimento sustentvel, Instituies de ensino superior, Indicadores de sustentabilidade.

    http://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/1177/1/000438678-Texto%2bCompleto-0.pdf

    1, 2, 3, 4 e 5

    Vaz et al. (2010)

    Sistema de Gesto Ambiental em Instituies de Ensino Superior: uma reviso

    Sistema de Gesto Ambiental, Instituies de Ensino Superior, ISO 14.001.

    http://www.gepros.feb.unesp.br/index.php/gepros/article/view/327/314

    1,2, 3, 4 e 5

    Gonzaga, Silva, Arajo (2014)

    A Importncia dos Projetos de Extenso para a Sensibilizao Ambiental: um Estudo de Caso na Universidade Federal de Uberlndia

    Sensibilizao ambiental. Comunidade acadmica. Extenso universitria.

    httpwww.seer.ufu.brindex.phprevextensaoarticleview2758916079

    1,2, 3 e 4

    Marinho (2014)

    Universidades e sustentabilidade. Uma pesquisa em Instituies de Educao Superior Brasileiras.

    Sustentabilidade, IES, Desenvolvimento Sustentvel.

    httpsrepositorio.ufba.brribitstreamri169921PDF%20Final.pdfSuperior

    1,2, 3, 4 e 5

    Salgado, Cantarino (2006)

    O papel das instituies de ensino superior na formao socioambiental dos futuros profissionais.

    IES, Desenvolvimento Econmico e Socioambiental, Sustentabilidade.

    http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2006_tr560372_8269.pdf

    1,2 e 3

    Freitas et al. (2003)

    Diagnstico do grau de ambientalizao curricular no ensino, pesquisa e extenso e gesto na Universidade Federal de So Carlos - BRASIL

    Ambientalizao Curricular, Instituio, Pesquisa, Extenso.

    httpwww.ufscar.brcieculturadeniselivro_2.pdf

    1,2,3, 4 e 5

    Jacobi (2010) Sustentabilidade na Universidade de So Paulo

    1. Desenvolvimento Sustentvel. 2 Processamento de Resduos Slidos

    http://www.fsp.usp.br/site/dcms/fck/file/cartilha.pdf

    2, 3 e 4

    Palmas (2005)

    Anlise da Percepo Ambiental como instrumento ao Planejamento da Educao Ambiental

    Praticas Ambientais, Residuos Solidos

    http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/7708/000554402.pdf?sequence=1

    2 e 3

    Ribeiro et al. Gerenciamento de Residuos UNICSAL

    Residuos de Servio de Saude. Gerenciamento de Residuos.

    http://www.ufrgs.br/sga/SGA/material-de-apoio/textos/textos-apoio/links/III-047.pdf

    2

    Silva, Coelho, Silva (2012)

    Plano de Gerenciamento de Residuos Slidos Universidade de Goias.

    Gerenciamento de Residuos, Plano, Residuos Slidos

    http://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2012/I-013.pdf

    2

    Labarta, Vicente e Leguey (2009)

    Universidade de Alicante na Espanha Agenda 21; Desarrollo Local Sostenible; Gestin Residuos; Plan Movilidad Sostenible; Energas Renovables; Eficiencia Energtica; Accesibilidad

    rua.ua.es/dspac/bitstream/10045/16276/1/ComunicacionTecnicaAgenda21_Viema_UA.pdf

    1, 2, 3, 4 e 5

    Pineheiro et al. (2010)

    Produo de Resduos na FEUP Gerenciamento de Residuos. https://web.fe.up.pt/~projfeup/cd_2010_11/files/AMB105_relatorio.pdf

    2

    Fonte: Prprio autor

    Figura 01: Legenda da Temtica Ambiental. Fonte: prprio autor

    1 Licenciamento Ambiental

    Legenda 2 Resduos Sl idos

    Relao com as Bibliografias 3 Capacitao (Ed. Amb.)

    4 Recursos energ ticos

    5 Recursos Hdricos

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    Dentre as IES pode-se inferir que, a grande maioria, assumiu um histrico de autorregulao dos aspectos ambientais em seus campi no pas, necessitando a insero de instrumentos sugeridos pela legislao ambiental ou mediante Conferncias, com o intuito de auxiliarem nessa nova etapa regulatria. Neste contexto, um instrumental disponvel gesto ambiental em IES, a Agenda 21 Brasileira estabelecida na Conferncia Rio 92 (CORDANI; MARCOVITCH; SALATI, 1997). Sendo essa, uma ferramenta muito eficaz no processo de transformao dos campi universitrios, ampliando as possibilidades voltadas a IES, em funo do esforo de atribuir o desenvolvimento da universidade na insero de prticas sustentveis (LEME et. al, 2011). Ainda nesse contexto uma das preocupaes o desenvolvimento sustentvel, que contrariando algumas opinies a respeito dessa temticano significa impedir o crescimento econmico, mas sim garantir um desenvolvimento equilibrado com o meio ambiente. Algumas universidades j vm adotando essa abordagem em suas instituies, dando seu incio a partir da insero da educao ambiental. Assim, o desenvolvimento sustentvel atua como agente norteador das aes na gesto das IES possibilitando a adequao ambiental da mesma. Sendo que, como forma de viabilizar o controle de impactos ambientais sugere-se a implantao de um modelo de Sistema de Gesto Ambiental SGA, alicerado na anlise da legislao pertinente. Alm disso, o SGA deve fundamentar suas aes no ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Verificar e Agir), ferramenta essa que contribui na organizao do processo e sua melhoria contnua. Incentivando assim, a adeso de iniciativas e boas prticas nas universidades de acordo com essa ferramenta (TAUCHEN, BRANDLI; 2006). O PDCA se caracteriza como uma ferramenta de gesto da qualidade e tem como finalidade a melhoria contnua das etapas de um processo. Ademais, est fundamentado em um formato que permite que suas atividades sejam avaliadas de forma contnua e individual conforme figura 02. Porm, o processo estabelece uma relao de interao entre as aes de forma a garantir a melhoria contnua das mesmas sendo essas baseadas no planejamento no decorrer de cada etapa, identificando as causas dos problemas e, consequentemente, a soluo para os mesmos. Assim as IES passam a controlar os problemas no princpio.

    Ciclo PDCA Plan

    Do Check

    Act

    Figura 02: Ciclo PDCA. Fonte: Revista Cientfica INTERMEIO (2013)

    Desta forma, a partir da implementao do SGA as IES passaram a deter uma postura mais comprometida com o desempenho ambiental correto, tendo como conseqncia o uso racional dos recursos naturais. Outro fator essencial a avaliao dos impactos ambientais e seu respectivo controle, o que requer um estudo aprofundado e prvio das atividades desenvolvidas, uma vez que o manejo insustentvel adotado at os dias de hoje resultou na gerao de impactos no interior do campus o que, consequentemente, vem ultrapassando as barreiras do campus e atingindo tanto o meio ambiente externo, quanto a sociedade do entorno. Assim, algumas universidades optaram por adotar aes ecoeficientes mais voltadas ao consumo de recursos naturais especficos, seja a partir do manejo sustentvel dos recursos hdricos ou energticos. Como as universidades so infraestruturas amplas e complexas, no que tange a execuo de suas atividades, ficam condicionadas ao uso dos recursos energticos e hdricos. Entretanto, conforme aborda Catalo, Layrargues e Zaneti (2011), esse uso deve ser sustentvel, a exemplo da Universidade de Braslia (UnB) que adota aes de eficincia energtica em edificaes dos seus campi a partir do Laboratrio de Controle Ambiental e Eficincia Energtica (LACAM) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB. O LACAM ao se

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    inscrever no edital CT Energ do CNPq recebeu um financiamento no projeto de pesquisa Capacitao Laboratorial para Etiquetagem de Eficincia Energtica de Edificaes que gerou grandes incentivos para a universidade, alm de um aporte financeiro significativo em bolsas de estudo e na aquisio de equipamentos. As formas de evitar o desperdcio ou potencializar o uso dos recursos naturais so vrias, como a adeso a tecnologias ecoeficientes, tanto s de alto nvel, como instalaes de placas solares, como tecnologia de fcil acesso como troca de lmpadas comuns por lmpadas econmicas (LABARTA; VICENTE; LEGUEY, 2009). Ademais, as aes de Educao Ambiental EA esto intrinsecamente ligadas as vrias IES pesquisadas, sendo um importante instrumento da gesto ambiental por ser acessvel e tambm aplicvel a todas as prticas sustentveis, propiciando uma reflexo mais consciente, o que justifica a adeso da EA no mbito institucional. Um fator a ser destacado foi o dficit no que diz respeito s aes voltadas ao racionamento dos recursos hdricos, sendo que poucas das universidades pesquisadas tm aes voltadas diretamente a esse fim. Posto que lamentvel a situao atual dos recursos hdricos, por se tratar de um recurso essencial a vida, torna-se imprescindvel que as IES, como formadora de opinies e dispersora de conhecimento e aes, passem a dar mais visibilidade ao tema. No que concerne pesquisa, uma das universidades que abordam o tema dos recursos hdricos o campus Darcy Ribeiro da UnB que modificou a forma de abastecimento de gua, em funo de garantir o controle do consumo hdrico da universidade. Com isso, foi instalada uma vlvula redutora de presso que possibilitou a diminuio de presso da gua e, consequentemente, a reduo de desperdcio e consumo do recurso (CATALO; LAYRARGUES; ZANETI, 2011). As IES que passaram a buscar a adequao ambiental o fizeram por perceber a exigncia da comunidade acadmica e da sociedade a qual est inserida, mas tambm, pela necessidade de se adequar a legislao ambiental pertinente. Sendo assim, com o intuito de fomentar a busca pelo desenvolvimento sustentvel em sua instituio, alm de almejar pela adequao, no que diz respeito regularizao ambiental, a Universidade de Braslia aderiu a uma agenda 21 prpria para nortear suas aes, essa se baseou na agenda 21 brasileira. Com isso, foi possvel elaborar um programa denominado Programa da agenda 21 e ao analis-lo verificou-se suas fragilidades, ou seja, foi constatado que o documento no havia includo a definio de uma Poltica Ambiental para a UnB, como tambm, a ausncia do estudo para a implementao de um SGA para a mesma (DIANA, 2012). As IES que passaram a buscar a adequao ambiental o fizeram por perceber a exigncia da comunidade acadmica e da sociedade a qual est inserida, mas tambm, pela necessidade de se adequar a legislao ambiental pertinente. CONCLUSO A reflexo proposta neste trabalho de elencar as inmeras possibilidades existentes a cerca das prticas e modelos sustentveis no mbito institucional. Em conformidade com a temtica indicada pelo presente Congresso, trata-se de instigar a discusso ambiental e, posteriormente, estimular aes sustentveis voltadas s IES. De acordo com o estado da arte perceptvel visualizar a gama de aspectos e impactos que podem ser provocados dentro de uma instituio de ensino, se suas aes no forem devidamente planejadas e controladas. Nesse contexto, pode-se inferir que seus efeitos, negativos e/ou positivos, atingem a dimenso socioambiental. Dessa forma, a partir das pesquisas foi identificada como soluo a insero de instrumentos e ferramentas que apoiem a adeso da gesto ambiental no trato das universidades. Todavia as IES, em sua maioria, no esto correspondendo no tocante adequao legislao ambiental, uma vez que buscam esse ajustamento por meio de autorregulao. Esse fato contrape, muitas vezes, o objetivo da IES, ainda que sua inteno seja a melhoria da questo ambiental, correm o risco de estar em desacordo com a legislao pertinente. No entanto, aps a pesquisa, ficou claro que as universidades esto se empenhando em melhorar as condies ambientais, mesmo que recebam pouca ou nenhuma ajuda financeira dos rgos pblicos. Sendo assim, necessrio aludir este assunto com mais veemncia dado a importncia e alcance destas instituies.

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    Entretanto, das universidades pesquisadas, poucas detm em suas metas um conjunto de aes voltadas a vrios fins, ou seja, suas aes so voltadas a recursos especficos, e para alcanar a sustentabilidade em toda sua estrutura deveriam envolver todos os temas da figura 01. Assim, passa a ser elencado como instrumento mais adequado ao alcance desse objetivo, o SGA, que segundo Barbieri (2007), requer a formulao de diretrizes, definio de objetivos, coordenao de atividades e avaliao de resultados, alm de tratar as questes ambientais de modo integrado.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    1. BARBIERI, Jos Carlos. Gesto ambiental empresarial: Conceitos, Modelos e Instrumentos. 2. ed. So Paulo: Saraiva, 2007.

    2. BRASIL. LEI N 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981. Dispe sobre a Poltica Nacional do Meio Ambiente PNMA, Braslia, DF, 31 Ago. 1981. Disponvel em: Acesso em: 18 Set. 2015.

    3. CATALO, Vera Margarida Lessa; LAYRARGUES, Philippe Pomier; ZANETI, Isabel Cristina Bruno Bacelar. Universidade Para o Sculo XXI: Educao e Gesto Ambiental na Universidade de Braslia. Braslia: Cidade Grfica e Editora, 2011. Disponvel em: Acesso em: 30 de jul. 2015.

    4. CORDANI, Umberto G.; MARCOVITCH, Jacques; SALATI, ENEAS. Avaliao das aes brasileiras aps a Rio 92. Estudos Avanados, vol.11 no. 29, So Paulo, Jan./Abr. 1997. Disponvel em: Acesso em: 05 Set. 2015.

    5. Declarao da Conferncia de ONU no Ambiente Humano, Estocolmo, 5-16 de junho de 1972 Disponvel em: Acesso em: 15de Ago. 2015.

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