Escola de Enfermagem e Faculdades de Enfermagem e de ...

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  • FACULDADE DE MEDICINA NOVA ESPERANA

    Reconhecida pelo MEC: Portaria n 1.084, de 28/12/2007, publicada no

    DOU de 31/12/2007, pgina 36, seo 1.

    ANAIS DA

    VIII MOSTRA DE TUTORIA DA FAMENE

    2012.1

    29 a 31 de MAIO de 2012

    ISSN 21756171

    MARIA DO SOCORRO GADELHA NBREGA

    Coordenadora do Evento

    JOAO PESSOA/PB

    2012

  • COMISSO CIENTFICA DO EVENTO

    Arnaldo Correia de Medeiros

    Ana Karina Holanda Leite Maia

    Cllia de Alencar Xavier Mota

    Danielle Serafim Pinto

    Edilene Bega Ferreira

    Fabrcio de Melo Garcia

    Ideltnio Jos Feitosa Barbosa

    Juliana Machado Amorim

    Maria Anunciada Agra de Oliveira Salomo

    Maria Leonlia de Albuquerque Machado Amorim

    Maria de Ftima Oliveira dos Santos

    Maria do Socorro Gadelha Nbrega

    Maria do Socorro dos Santos Oliveira

    Maria do Socorro Vieira Pereira

    Nadbia Almeida Borges de Souza Helland

    Patrcia Otvia Machado Amorim Santa Roza

    Vanessa Messias Muniz

    Solidnio Arruda Sobreira

  • TRABALHOS PREMIADOS NA VIII MOSTRA DA SEMANA DA TUTORIA DA

    FAMENE 2012.1

    1- ESTUDO DA EFICCIA DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DE DORES

    LOMBARES

    TUTORA: CLLIA DE ALENCAR XAVIER MOTA2

    ALUNOS: ALINE FREIRE CAVALCANTI DE MELO1; HANNA LETCIA NOGUEIRA

    RAMOS1; SUENNE DA CRUZ PORTO FERNANDES

    1

    2- FATORES DETERMINANTES PARA A HEPATOPATIA ALCOLICA

    TUTOR: IDELTNIO JOS FEITOSA BARBOSA2

    ALUNOS: EUCLIDES FERNANDES FABRICIO1; JOO FONTES CZAR JNIOR

    1;

    MARCO AURLIO SMITH FILGUEIRAS FILHO1; NAPOLEO VINCIUS NEVES DA

    LUZ COUTO RORIZ1

    3- A DOENA DE ALZHEIMER E O IMPACTO SOBRE O CUIDADOR

    TUTORA: JULIANA MACHADO AMORIM2

    ALUNOS: ANA CAROLINA DE MELO MACHADO LEA1; DIOGO ALVES

    RODRIGUES1; TAMRIS BAPTISTA SAMPAIO

    1; WAGNER WANDERLEY COSTA

    1

  • ESTUDO DA EFICCIA DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DE DORES

    LOMBARES

    (Trabalho Premiado)

    ALINE FREIRE CAVALCANTI DE MELO1, HANNA LETCIA NOGUEIRA RAMOS

    1,

    SUENNE DA CRUZ PORTO FERNANDES1, CLLIA DE ALENCAR XAVIER MOTA

    2

    A dor nas costas uma das queixas mais comuns relatadas pelos pacientes, geralmente

    associadas m postura, obesidade, trauma, doena inflamatria, infecciosa ou neoplsica,

    alteraes sseas, musculares e a leses discais. Evidncias bibliogrficas mostram que o uso

    da Acupuntura apresenta eficcia, em especial, no tratamento da lombalgia crnica. A dor

    lombar um oneroso representante de afeces do aparelho locomotor e uma das principais

    causas de absentesmo ao trabalho nos pases industrializados. A acupuntura, por sua vez,

    atravs do estmulo do acuponto, tem acesso direto ao sistema nervoso central, podendo ser

    um bom aliado no tratamento da lombalgia. Tm-se como objetivo deste trabalho coligir

    evidncias cientficas da efetividade da acupuntura como terapia no tratamento de lombalgias.

    Aps definio da problemtica, os estudos a serem consultados foram identificados por

    pesquisa em bases de dados eletrnicos (Medline, Lilacs, Scisearch, Scielo) e livros

    especficos. Foi elaborada uma estratgia de busca especfica, baseada na semelhana entre os

    estudos, as evidncias cientficas da terapia acupuntura sobre o tratamento de lombalgias

    foram agrupadas, coletadas e organizadas informaes. Shimitt et al. (2001) realizou estudos

    em pacientes com dores lombares e sintomas radiculares, tratados com a acupuntura, para

    analisar os benefcios que esta promove. A intensidade de dor foi aferida antes e aps o

    tratamento, em uma escala visual analgica de 100 mm. A mdia dos resultados demonstrou

    reduo de dor lombar de 59 mm para 19 mm, e da intensidade de dor radicular de 64 mm

    para 12 mm, j aps trs meses de tratamento. Entre trs e doze meses aps o final da

    acupuntura, 88% dos pacientes estavam satisfeitos com o tratamento. Constatamos, com esses

    dados, que h, ento, uma grande eficcia da acupuntura na questo do tratamento de

    lombalgias. O tratamento do paciente com LC deve incluir uma equipe interdisciplinar que

    desenvolva de maneira sistemtica habilidades de auto-regulao necessrias para a transio

    de reabilitao para manuteno de um estilo de vida ativo e independente, adicionando

    sistematicamente atividades especficas ao plano dirio ou semanal e o acompanhamento

    regular deve estimular a manuteno em longo prazo da mudana de comportamento.

    DESCRITORES: Dores Lombares. Acupuntura. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • FATORES DETERMINANTES PARA A HEPATOPATIA ALCOLICA

    (Trabalho Premiado)

    EUCLIDES FERNANDES FABRCIO1; JOO FONTES CZAR JNIOR

    1; MARCO

    AURLIO SMITH FILGUEIRAS FILHO1; NAPOLEO VINCIUS NEVES DA LUZ

    COUTO RORIZ1; IDELTNIO JOS FEITOSA BARBOSA

    2

    O fgado um rgo anexo do sistema digestrio. Considerado a maior glndula mista do

    corpo humano (uma poro endcrina e outra excrina), liberando secrees em sistema de

    canais para superfcie externa, ou tambm no sangue ou nos vasos linfticos. A hepatopatia

    alcolica provocada por uso abusivo e prolongado de etanol. O uso abusivo do etanol afeta,

    de modo significativo, o aparelho digestivo, mas a importncia do alcoolismo ultrapassa os

    limites dos rgos desse sistema. O objetivo principal deste trabalho foi estudar a patognese

    da hepatopatia alcolica, estudando de maneira mais profunda suas causas e sintomas. As

    informaes desse trabalho foram obtidas atravs de livros, de sites e artigos na internet, com

    suporte das sesses ministradas por nosso tutor. A hepatopatia alcolica provocada por uso

    prolongado e abusivo de etanol, no necessariamente ligada dependncia ao lcool, mas

    ligada a outros fatores predisponentes, genticos e ambientais (nutrio, vrus da hepatite B e

    C, entre outros). Os mecanismos de agresso induzidos diretamente pelo etanol esto

    relacionados ao estresse oxidativo e s modificaes da atividade de protenas, causadas por

    adio de acetaldedo e aldedos derivados da oxidao de lipdeos. Conclumos que a

    Hepatopatia Alcolica , em geral, composta por trs tipos de leses, na qual uma leso

    dificilmente ocorre de forma isolada, ou seja, a esteatose heptica se agrava e leva hepatite

    alcolica, que se no for corretamente tratada levar cirrose. Esta patologia pode ser evitada

    desde que o paciente diminua gradativamente a ingesto de lcool. A forma mais eficaz de

    no s tratar esta doena mais tambm de preveni-la atravs de campanhas

    conscientizadoras, voltadas para as crianas e adolescentes, que demonstrem os malefcios

    que o lcool traz para a sade.

    DESCRITORES: Hepatopatia Alcolica. Etanol. Fgado.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • A DOENA DE ALZHEIMER E O IMPACTO SOBRE O CUIDADOR

    (Trabalho Premiado)

    ANA CAROLINA DE MELO MACHADO LEA1; DIOGO ALVES RODRIGUES

    1;

    TAMRIS BAPTISTA SAMPAIO1; WAGNER WANDERLEY COSTA

    1; JULIANA

    MACHADO AMORIM2

    A doena de Alzheimer uma enfermidade degenerativa que origina declnio progressivo nas

    reas de cognio, funo e comportamento. Tal doena acomete boa parte da populao

    idosa, ocasionando a necessidade de um cuidador, a fim de que seja estimulada em atividades

    intelectuais e at em aes cotidianas como alimentao e higiene pessoal. Ao comprometer-

    se em cuidar de um paciente com Alzheimer, o cuidador tambm expe a prpria sade para

    realizar tal tarefa. O declnio do paciente e suas demandas especficas so fatores importantes

    de estresse para o cuidador. Estes apresentam altos ndices de sintomas psiquitricos -

    especialmente a depresso - prejuzos no sistema imunolgico, assim como altos ndices de

    conflitos familiares. O objetivo deste trabalho mostrar os impactos na sade dos cuidadores

    de pacientes com doena de Alzheimer. Foi feita uma reviso na literatura, trazendo a

    importncia de proteger a sade do cuidador do paciente com Alzheimer no mbito individual

    e familiar. Devido complexidade da tarefa recebida, os cuidadores da pessoa com Alzheimer

    abdicam das prprias atividades sociais e de lazer, a fim de continuarem focados na tarefa de

    cuidar do paciente, tornando-se, assim, heroicamente estressados. A maior parte das

    institucionalizaes de pacientes com Alzheimer decorrente do precrio estado de sade

    fsica e/ou mental do cuidador. O suporte social, engajamento em atividades comunitrias

    junto com outros cuidadores e at mesmo a realizao de atividades de interesse pessoal,

    fazem com que a tarefa do cuidador seja facilmente incorporada, causando mnimos danos

    sua sade. A prtica de terapias, seja familiar ou individual, proporciona um auxlio na

    aceitao da doena de Alzheimer e, principalmente, na conservao da sade dos

    responsveis por preservar o cuidador.

    DESCRITORES: Alzheimer. Doena Degenerativa. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • PNEUMOTRAX DE MANEIRA SIMPLIFICADA: FISIOPATOLOGIA E

    DIAGNSTICO

    ROBERTO CAVALCANTI CIRAULO NETO1; MATHEUS MELLO FREIRE DE SANTANA

    1;

    FILIPE GUEDES PEREIRA PIRES MENDONA1; FERNANDO ANDR COSTA DE

    SOUZA1; VANESSA MESSIAS MUNIZ

    2

    O pneumotrax foi a primeira doena reconhecida no espao pleural, sendo o acmulo anormal de

    ar entre o pulmo e a pleura, e pode ser causado por trauma, mas tambm pode ser espontneo,

    sendo diagnosticado por exames fsicos, observando a falta de ar e o cansao rpido do paciente.

    Os principais sintomas encontrados so: dor torcica, tosse, encurtamento da respirao,

    acelerao dos batimentos cardacos. Para se chegar a um diagnstico mais correto, atualmente,

    usam-se exames de radiografia ou ressonncia magntica, na tentativa de observar a coleo de

    lquido no espao pleural. Conforme as informaes elucidadas a partir da literatura sobre doenas

    pulmonares, com objetivo de abordar a patologia de forma simplificada, foi visto que o

    pneumotrax pode ser classificado em primrio quando no se identifica uma doena pulmonar

    concomitante, a exemplo de pneumonias; ou secundrio quando encontra-se uma doena

    associada como enfisema pulmonar. De acordo com biofsica respiratria, esse espao deve conter

    uma presso negativa, para que as prprias paredes do pulmo sejam atradas pelo espao pleural,

    fazendo com que o pulmo possa-se encher de ar. Como forma de tratamento, podemos citar as

    drenagens torcicas feitas por cateter, inserido entre os espaos intercostais, chegando at a

    cavidade pleural. Quando o quadro grave, a medida mais apropriada o uso de cirurgias

    torcicas, na tentativa de manter a troca gasosa por meio de equipamentos de oxigenoterapia.

    DESCRITORES: Pneumotrax. Diagnstico. Respirao.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • COCANA: DO FARMACOLGICO AO CLNICO

    CARLOS EDUARDO DE ARRUDA E SILVA1; MAXSON BRUNO PAIVA SILVA

    SANTOS1; MARCELO AUGUSTO BARRETO ALVES FONSECA

    1; GUSTAVO PALMEIRA

    SANTOS1; MARIA DO SOCORRO GADELHA NBREGA

    2

    A cocana um alcaloide (produto extrado das folhas da Erythroxilon, coca encontrada

    principalmente em pases da Amrica do Sul e Central). A cocana um estimulante do Sistema

    Nervoso Central. Ela atinge rapidamente o crebro, produz resposta intensa, o que a torna muito

    procurada como droga de abuso. Vale ressaltar que todos os efeitos produzidos pela cocana

    variam em funo da preparao, das doses, da forma de administrao e da frequncia de uso. O

    objetivo deste trabalho demonstrar o mecanismo de ao da droga e explicar sua ligao com a

    dependncia qumica que os indivduos constantemente adquirem. Para a pesquisa, foi realizada

    uma reviso de literatura como fonte de pesquisa: livros de farmacologia e guia de drogas, alm

    de pesquisas em sites cientficos de busca como o Scielo, referentes cocana e seu mecanismo

    de ao. O principal efeito e motivao provocados pelo uso da cocana nas doses habitualmente

    empregadas a euforia acentuada. Os tmidos tornam-se mais sociveis e aumentam a vontade

    de falar. Os sintomas adversos mais comuns da cocana so: acelerao do ritmo cardaco ou

    menos frequentemente diminuio. Dilatao pupilar, elevao da presso sangunea ou menos

    frequentemente diminuio da presso. Calafrios, nuseas e vmitos. Perda de peso consequente

    perda de apetite. Agitao, dores musculares, diminuio da capacidade respiratria e arritmias

    cardacas. A cocana provoca aumento do consumo de oxignio e, por outro lado, diminuio da

    capacidade de captao de oxignio. Caso uma pessoa esteja no limite da capacidade de

    oxigenao no corao, estar correndo risco de precipitar um infarto. Fazendo anlises acerca

    do nosso projeto, pudemos notar que, mesmo em pequenas doses, a cocana prejudicial,

    podendo ocasionar euforia, excitao e agitao. Em doses elevadas, pode provocar alucinaes.

    Aps o trmino do efeito da dose, o indivduo pode sentir-se deprimido e ficar tentado a usar

    outra dose para se animar etc. Quando o usurio para de usar ou reduz a quantidade utilizada,

    pode sentir depresso (tristeza), irritabilidade, ansiedade, cansao e insnia. Por isso, existe uma

    forte tendncia para a continuao do uso da droga.

    DESCRITORES: Cocana. SNC. Sintomas.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • USO DE CARVO ATIVADO NO TRATAMENTO DA INTOXICAO

    BRUNNO VINCIOS DA SILVA SOUSA1; GLAUCO ULYSSES DE OLIVEIRA

    1;

    MATHEUS NILO SANTANA1; EDGAR ESCOREL NETO

    1; VANESSA MESSIAS

    MUNIZ2

    O carvo ativado um material de carbono com uma porosidade bastante desenvolvida, com

    capacidade de coletar seletivamente gases, lquidos ou impurezas no interior dos seus poros,

    apresentando, portanto, um excelente poder de clarificao, desodorizao e purificao de

    lquidos ou gases. Este tipo de carvo obtido a partir da queima controlada com baixo teor

    de oxignio de certas madeiras, a uma temperatura de 800 C a 1000 C, tomando-se o

    cuidado de evitar que ocorra a queima total do material de forma a manter sua porosidade.

    Tambm possvel produzi-lo a partir da queima de ossos bovinos a alta temperatura. Seu uso

    considerado um dos mais eficientes tratamentos em casos de intoxicaes, sobretudo quando

    o socorro tardio. Ele adsorve a substncia txica e diminui a quantidade disponvel para

    absoro pelo sistema digestivo. Seus efeitos colaterais so mnimos. As substncias txicas

    adsorvidas nos poros so eliminadas com o carvo atravs das fezes. O uso clnico do carvo

    ativado baseado na sua propriedade absortiva. utilizado nos tratamentos em casos de

    intoxicaes e em substncias j adsorvidas, como nos casos de bases fracas ou aquelas com

    circulao entero-heptica, a qual interrompida por ao do carvo ativado. A substncia

    txica retida pelo carvo ativado eliminada com as fezes. As doses teraputicas variam

    conforme o tamanho e peso do paciente, alm da substncia a ser adsorvida. O tratamento

    consiste na aplicao de 50 a 100 gramas de carvo ativado diretamente no sistema digestivo

    da vtima, com repeties da dose aps perodos de 4 a 6 horas. A pesquisa foi baseada em

    sites cientficos de busca como Medline, Scielo e Embase. A administrao do carvo ativado

    no deve eliminar outras medidas usadas no tratamento emergencial das intoxicaes agudas.

    No deve ser usado na ingesto de agentes corrosivos ou destilados do petrleo. Dadas as suas

    excepcionais propriedades de absorver toxinas e atuar como curativo, o carvo deveria estar

    sempre mo em todos os lares. Sua utilizao quase universal quanto da gua, tanto do

    ponto de vista comercial quanto mdico. usado interna e externamente no combate aos mais

    diversos males, de envenenamento provocado por picadas de abelha e de outros animais a

    problemas metablicos.

    DESCRITORES: Carvo Ativado. Intoxicao. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • A QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES ACOMETIDOS PELA ESCLEROSE

    MLTIPLA

    ADRIENNE DOS SANTOS SILVA1; ALLANA EGLE DE ARAJO DANTAS

    1; MRCIO

    UBIRATAN DE MORAIS SANTOS1; NATHALIA PALITOT FERNANDES

    1; SYLVIO

    PAZ GALDINO DE LIMA JUNIOR1; MARIA DO SOCORRO GADELHA NBREGA

    2

    A Esclerose Mltipla (EM) uma doena adquirida do Sistema Nervoso Central, que se

    caracteriza por inflamao e desmielinizao no encfalo e na medula espinhal, sendo uma

    desordem autoimune que parece ocorrer em pacientes geneticamente susceptveis, aps

    exposio a fatores ambientais. caracterizada por mltiplas reas de inflamao da

    substncia branca do Sistema Nervoso Central. considerada a principal causa de

    incapacidade neurolgica em adultos jovens. uma doena crnica do foro neurolgico que

    incide, principalmente, em indivduos entre os 15 e 40 anos e do sexo feminino, e objeto de

    interveno dos fisioterapeutas. Por esse motivo, importante compreender os meios de

    avaliao da qualidade de vida de seus portadores. A Esclerose Mltipla constitui um grande

    desafio para a medicina. Enquanto a cura da mesma no conhecida, de suma importncia a

    atuao dos profissionais de sade com o objetivo de melhorar as atividades funcionais, com

    cuidado para no exacerbar os sintomas, fazendo-o retornar as suas atividades de vida diria,

    o mais breve possvel. A evoluo imprevisvel, muito variada e o paciente pode apresentar

    problemas visuais, distrbios de linguagem, de marcha, equilbrio, de fora e dormncias, que

    oscilam com perodos de pioras e melhoras. Apesar de ainda no existir cura para a esclerose

    mltipla, vrias terapias de tratamento mostraram ajudar ao diminuir o aparecimento de novos

    sintomas. O tratamento para esclerose mltipla busca o retorno das funes aps um ataque,

    alm de evitar novos ataques e prevenir a incapacitao do paciente. Para este caso,

    recomenda-se a fisioterapia aliada psicoterapia. Os imunossupressores e imunomoduladores

    so remdios capazes de aliviar ou reduzir os sintomas da esclerose. Ainda h casos em que se

    utilizam corticoides de antivirais. No h como prevenir a esclerose mltipla, no entanto, uma

    dieta balanceada de fundamental importncia, tanto para aqueles j atingidos por tal

    patologia como para os que ainda no a tm.

    DESCRITORES: Esclerose Mltipla. Doena Autoimune. Sistema Nervoso Central.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • PNEUMOTRAX COMO UMA COMPLICAO DA ACUPUNTURA

    AENNE TAVARES DE ANDRADE1; DALVA CARNEIRO ARNAUD DE LACERDA

    1;

    FILIPE LUS VASCONCELOS VISAN1; JOS DE LIMA MACHADO JNIOR

    1;

    PRISCILLA URQUIZA RODRIGUES DE MEDEIROS1; DANIELLE SERAFIM PINTO

    2

    A acupuntura um mtodo teraputico que se caracteriza pela insero de agulhas na

    superfcie corporal para tratar doenas e promover sade. A insero da agulha de Acupuntura

    estimula terminaes nervosas existentes na pele e nos tecidos subjacentes, principalmente

    nos msculos. A mensagem gerada por esses estmulos segue pelos nervos perifricos at o

    sistema nervoso central, deflagrando a liberao de diversas substncias qumicas conhecidas

    como neurotransmissores e desencadeando uma srie de efeitos importantes, tais como

    analgsico, anti-inflamatrio e relaxante muscular. Em maro de 2012, foi tomada a deciso

    pelo Supremo Tribunal Federal que apenas mdicos devem realizar esse procedimento. A

    Acupuntura segura, no entanto, quando realizada por profissionais sem a devida

    qualificao tem se revelado extremamente danosa. Os relatos de complicaes so muitos e

    variados: desmaios, leses em nervos perifricos, pneumotrax, hemotrax, infeco no

    pavilho auricular, meningite, encefalite e at bito. O presente trabalho objetiva explicar

    sucintamente o pneumotrax traumtico, por ser uma das complicaes mais frequentes

    observadas em casos de acupuntura. O pneumotrax provocado pela entrada de ar no espao

    pleural, compreendido entre as duas membranas da pleura. Em condies normais, entre as

    duas membranas, existe um espao virtual, que apenas contm uma fina pelcula de lquido

    lubrificante e cuja presso negativa, ou seja, inferior atmosfrica. A entrada de ar no

    espao pleural pode ocorrer quando, por alguma circunstncia, como uma ferida torcica ou a

    ruptura da superfcie pulmonar, se estabelece uma comunicao anmala entre esta estrutura e

    o exterior, quer seja atravs da parede torcica, dos alvolos ou das vias respiratrias. O ar, ao

    entrar entre o pulmo e a parede torcica, pode comprimir o pulmo e causar dificuldade para

    respirar. Alm disso, quando o pneumotrax grande, ele pode fazer com que o corao se

    desloque, levando a alteraes nos batimentos do corao e at morte. Diante do contexto,

    conclui-se que edificante obter-se conhecimento sobre o pneumotrax, bem como os riscos

    da acupuntura em relao ao mesmo, especialmente quando a prtica desenvolvida por

    indivduos sem conhecimento e treinamento clnicos em Medicina.

    DESCRITORES: Acupuntura. Pneumotrax. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • FAVISMO E ANEMIA HEMOLTICA

    GABRIELA PUZISKI FERREIRA DE MELO1; GABRIELA DE ALMEIDA COSTA

    RAMOS GUEDES1; ANA FLVIA AGUIAR RIBEIRO COUTINHO

    1; VANESSA

    MESSIAS MUNIZ2

    A deficincia em Glucose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) uma doena hereditria

    recessiva ligada ao cromossomo X, que desencadeia uma anemia hemoltica, causada pela

    incapacidade de detoxificar agentes oxidantes. O favismo uma exacerbao clnica dos

    sintomas observados na enzimopatia que geralmente assintomtica, at que seja associada a

    outros fatores externos, como a ingesto de fava. predominante em indivduos masculinos.

    A G6PD catalisa o primeiro passo da via das pentoses fosfato, produzindo NADPH, que

    crucial para a proteo das clulas contra o estresse oxidativo. Por manter a glutationa

    reduzida, ajuda-se a manter os estados reduzidos dos grupos sulfidrila nas protenas, incluindo

    a hemoglobina. A oxidao dos grupos sulfidrila leva desnaturao proteica, e, assim,

    formao de massas insolveis, os Corpsculos de Heinz, que se associam s membranas dos

    eritrcitos. Embora, a deficincia enzimtica ocorra em todas as clulas, mais grave nos

    eritrcitos, onde a via das pentoses a nica forma de gerar NADPH. Algumas variantes da

    deficincia da G6PD so susceptveis ao efeito hemoltico do feijo-fava, alimento bsico da

    regio do Mediterrneo. Assim, o favismo no observado em todos com a referida

    deficincia de G6PD, mas todos os pacientes com favismo apresentam esse dficit

    enzimtico. Os sintomas da anemia hemoltica incluem palidez, cansao, dores de cabea,

    aumento da frequncia cardaca, dispneia. Pode haver ainda a ictercia, ou seja, a colorao

    amarela da pele e das mucosas devido ao depsito excessivo da bilirrubina, que o fgado no

    capaz de eliminar adequadamente, devido destruio macia dos glbulos vermelhos. Em

    algumas formas de anemia, possvel que se produza uma esplenomegalia, ou seja, o

    aumento do tamanho do bao, rgo encarregado da destruio dos glbulos vermelhos, cuja

    atividade exagerada (hiperesplenismo) pode ser em boa parte responsvel pela hemlise. Os

    indivduos afetados do sexo masculino (hemizigotos) e do sexo feminino (homozigotos) tm

    uma atividade enzimtica reduzida, enquanto que os heterozigotos do sexo feminino tm uma

    expresso varivel da enzima, habitualmente ausente ou moderada, dependendo da inativao

    do cromossomo X. A pesquisa foi baseada em sites cientficos de busca como Medline,

    Scielo, BIREME e Embase, alm de livros de Bioqumica e Clnica Mdica. O tratamento

    consiste na preveno das crises hemolticas, constituindo-se na retirada do fator responsvel

    pelo desencadeamento das mesmas, neste caso, a fava, e dependendo das manifestaes

    clnicas, pode-se tambm fazer uma transfuso de papa de hemcias.

    DESCRITORES: Enzimopatia. Fava. Corpsculo de Heinz.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • DOENA DE ALZHEIMER

    MRCIO ROBSON SUASSUNA LIMA JNIOR1; VANESSA LACERDA ARAJO

    1;

    HAIANE LEITE DANTAS COELHO1; ANA ARACELE LIMA DE SOUSA

    1; NADBIA

    ALMEIDA BORGES DE SOUZA HELLAND2

    Doena de Alzheimer um tipo de demncia onde ocorre uma deteriorao gradual do

    crebro, afetando a memria e a linguagem, por exemplo. A doena inicia-se no tronco

    cerebral, mais precisamente no ncleo dorsal da rafe. Em seguida, o crebro sofre atrofia

    generalizada: hipocampo, regies parieto-occipital e frontal. H uma enorme queda na

    quantidade dos neurotransmissores acetilcolina, noradrenalina e serotonina. Conhecer as

    caractersticas, os sintomas, as fases e o tratamento dessa doena to comum entre os idosos.

    Com base em um caso tutorial, realizar pesquisas em meios diversificados, como livros,

    artigos e internet para obter informaes seguras a respeito do Mal de Alzheimer, e logo aps

    discutir com o grupo tutorial e com o tutor as informaes coletadas. Alzheimer

    caracterizado por ser incurvel, porm, com tratamento. degenerativa e gentica, mas no

    necessariamente hereditria. Seus principais sintomas so confuso mental, irritabilidade,

    agressividade, alteraes de humor, falhas na linguagem e desligamento da realidade. Pode

    permanecer durante anos assintomtica e no diagnosticada. Nota-se que, quanto maior a

    idade, maiores so as chances de ter Alzheimer. Alm disso, pesquisas mostram que mulheres

    so mais afetadas que homens. Para o diagnstico, ainda no existe um exame especfico.

    Assim, esse feito atravs da eliminao de outras enfermidades. J o tratamento feito

    atravs de inibidores da acetilcolinesterase (inibem a enzima responsvel pela degradao da

    acetilcolina, j que essa considerada um dos principais fatores da Doena de Alzheimer).

    DESCRITORES: Doena de Alzheimer. Demncia. Diagnstico.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • EFEITOS E CONSEQUNCIAS DA COCANA

    RENATA LARYSSA ARAJO BEZERRA1; KAELSON BRUNO LIMA BRASILEIRO

    1;

    EDMUNDO DE MELO XAVIER NETO1; MARIA DO SOCORRO DOS SANTOS OLIVEIRA

    2

    Drogas so substncias capazes de modificar a funo dos organismos vivos, resultando em

    mudanas fisiolgicas ou comportamentais. Podem ser classificadas como lcitas e ilcitas, de

    acordo com sua permisso ou proibio da lei para o consumo. Alguns exemplos de drogas lcitas

    so lcool e cigarros, e de drogas ilcitas so cocana, ecstasy, maconha (no Brasil). A cocana se

    insere entre as substncias utilizadas em diversos contextos da vida em sociedade, crescente entre

    os jovens, sendo a oitava droga de abuso no Brasil. A cocana um alcaloide branco, inodoro,

    cristalino, de sabor amargo, com propriedades anestsicas e vasoconstritoras, extrada das folhas

    da Erithroxylon coca, cujo nome qumico benzoilmetilecgonina. Por ser considerada uma droga

    estimulante do Sistema Nervoso Central, inibe a recaptao de serotonina, dopamina e

    noradrenalina na fenda sinptica, sendo responsvel pela sensao de euforia, loquacidade,

    alteraes cardiovasculares, irritabilidade, em indivduos que fazem uso dessa substncia. As vias

    de administrao da cocana so a intranasal, por inalao, e a introvenosa, uma vez que o

    cloridrato solvel em gua. A droga pode provocar alucinaes visuais, auditivas, tteis e ideias

    de perseguio. O uso continuado da cocana pode provocar os seguintes efeitos em mdio prazo:

    sentimento generalizado de aumento da energia vital, da sensibilidade e do otimismo; diminuio

    da agitao, irritabilidade e ansiedade, hiperexcitabilidade, insnia, lassido; modificaes na

    capacidade de ateno e percepo, alm de causar problemas orgnicos, como a ulcerao das

    mucosas nasais. Psicologicamente, o usurio pode ser acometido de depresso intensa, com risco

    de suicdio, desmotivao, sonolncia, irritabilidade crnica, ansiedade e psicose paranoide (o

    indivduo tem certeza que est sendo perseguido). frequente, tambm, infeco de pele (injees

    contaminadas), infeco na vlvula cardaca, AIDS e hepatite. A insero das drogas lcitas e

    ilcitas na vida cotidiana de diferentes segmentos sociais e as discusses que vm suscitando nas

    pautas de polticas pblicas de sade e cientfica justifica-se pelas consequncias nefastas que o

    uso das substncias acarreta sociedade, ocasionando um sofrimento que interfere,

    significativamente, na diminuio da qualidade de vida, independentemente da faixa etria, classe

    socioeconmica, cultura, raa e espao geogrfico.

    DESCRITORES: Cocana. Ansiedade. Drogas.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • TRANSTORNO DO PNICO

    RAYLANNE MARCELINO DE MEDEIROS1; JULIANA MARIA DA SILVA

    1; VANESSA

    VVIAN DE LIMA COSTA1; MARLIA ARANHA ALMEIDA

    1; NADBIA ALMEIDA

    HELLAND2

    O Transtorno de Pnico (TP) se caracteriza pela ocorrncia espontnea de ataques de pnico.

    Estes ataques duram quase sempre menos de uma hora com intensa ansiedade ou medo. A

    pessoa pode ter mltiplos ataques durante um nico dia at, apenas, alguns ataques durante

    um ano. Os ataques do pnico podem ocorrer acompanhados por agorafobia, em 30 a 40% dos

    casos, que o medo de estar sozinho em locais pblicos, especialmente, locais de onde uma

    rpida sada seria difcil em caso de ocorrer um ataque de pnico. O presente trabalho tem

    como objetivo levar ao conhecimento da patologia relacionada, uma vez que as crises de

    pnico esto entre os diagnsticos que levam os pacientes a procurar servios de emergncias

    mais frequentemente. O primeiro ataque de pnico, muitas vezes, completamente

    espontneo, embora os ataques, em geral, ocorram aps excitao, esforo fsico, atividade

    sexual ou trauma emocional. As pessoas, em geral, so incapazes de indicar a fonte de seus

    medos. Pode haver dificuldade de concentrao, palpitaes, falta de ar, sudorese, tremores,

    sensao de asfixia, dor ou desconforto torcico, nuseas, tonturas, desmaios, parestesias,

    dificuldade para falar e um enorme medo de morrer, entre outros. O ataque dura de 20 a 30

    minutos, raramente mais de uma hora. O TP de duas a trs vezes mais frequente no gnero

    feminino. No tm sido identificados determinantes tnicos ou diferenas socioeconmicas

    significativas. O abuso e a dependncia de lcool e drogas tambm so bastante prevalentes,

    sendo vrias vezes utilizadas como uma espcie de automedicao. O uso inadequado de

    benzodiazepnicos e sedativos hipnticos constitui-se em outra complicao frequente. O

    tratamento do TP apresenta duas etapas: a supresso das crises de pnico, usualmente com

    intervenes farmacolgicas, a saber, inibidores seletivos de recaptao de serotonina,

    tricclicos, benzodiazepnicos; e a correo dos comportamentos fbicos associados, por meio

    da terapia cognitivo-comportamental.

    DESCRITORES: Transtorno. Pnico. Medo.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • SINTOMAS DA ADRENOLEUCODISTROFIA (ALD) DURANTE AS FASES DA VIDA

    AMLIA MARIA FERNANDES DE S DUARTE FILHA1; RENATA BIERMANN CLEROT

    1; RENATA GIZANI DE MOURA LEITE;

    RENATA GIZANI DE MOURA LEITE1; PATRCIA OTVIA AMORIM SANTA ROZA

    2

    A adrenoleucodistrofia uma doena rara, responsvel por afetar o cromossomo X,

    transmitida pelas mulheres portadoras e que acomete, principalmente, os homens. Esta doena

    caracteriza-se por uma alterao do metabolismo dos peroxissomos, resultando em um

    acmulo de cidos graxos de cadeia longa, especialmente, no crebro e nas glndulas

    adrenais. Este acmulo est relacionado com a desmielinizao dos axnios, acometendo as

    transmisses dos impulsos nervosos e insuficincia renal. O respectivo estudo tem como

    objetivo dar nfase aos sintomas da adrenoleucodistrofia durante as fases da vida, para

    permitir um melhor diagnstico e tratamento da doena. Foi realizada uma pesquisa

    bibliogrfica da doena e sintomas da ALD. Existem diferentes formas da

    adrenoleucodistrofia. A neonatal manifesta-se nos primeiros meses de vida. Neste caso, os

    portadores apresentam um tempo de sobrevida de 5 anos. O quadro caracteriza-se por retardo,

    disfuno adrenal, deteriorao neurolgica, degenerao da retina, convulses, hipertrofia

    heptica, anomalias faciais e musculatura fraca. O tipo infantil a forma mais grave da ALD

    e manifesta-se entre os 4 a 10 anos de idade, sendo que o tempo de sobrevida gira em torno

    dos 10 anos. Os sintomas so: problemas de percepo; disfuno adrenal; perda de memria,

    da viso, da audio, da fala; problemas nos movimentos de marcha; demncia severa. A

    forma adulta mais leve do que a infantil, caracteriza-se por dificuldade de deambulao,

    disfuno adrenal, impotncia, incontinncia urinria e deteriorao neurolgica. O

    comprometimento do sistema nervoso central a principal causa de deteriorao fsica e

    mental e representa um desafio para os pesquisadores, por ser irreversvel. O tratamento

    definitivo para a adrenoleucodistrofia ainda no existe, porm, alguns estudos mostraram que

    o transplante de medula ssea e uma dieta baseada no "leo de Lorenzo" tm obtido xito.

    DESCRITORES: leo de Lorenzo. Adrenoleucodistrofia. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • HEPATOPATIA ALCOLICA OU DOENA HEPTICA ALCOLICA

    JSSICA MIRANDA LEMOS1; LARISSA XAVIER BORGES

    1; RAMON SAMPAIO DE

    FIGUEIRDO1; RENATA MARIA DE CASTRO MARTINS

    1; NADABIA ALMEIDA

    BORGES DE SOUZA HELLAND2

    A Hepatopatia Alcolica ou Doena Heptica Alcolica uma patologia que surge a partir do

    consumo excessivo de lcool com altas incidncias em quase todos os pases, inclusive no

    Brasil. , em geral, composta por 3 tipos de leses, que raramente ocorrem de forma isolada:

    esteatose heptica, hepatite alcolica e cirrose. A quantidade e a durao da ingesto alcolica

    podem ser consideradas os principais fatores de risco para o desenvolvimento da hepatopatia.

    Em homens, 40 a 80 g/dia de etanol produzem esteatose heptica, enquanto 160 g/dia geram

    cirrose. Mulheres so mais suscetveis ao desenvolvimento de leso heptica mais avanada

    com ingesto substancialmente menor de lcool (quantidades > 20 g/dia), quando comparadas

    aos homens. Esse fato atribudo a efeitos pouco compreendidos do estrognio e do

    metabolismo do lcool. O objetivo deste trabalho promover uma reviso de literatura sobre

    hepatopatia alcolica, patologia esta que foi tema principal de um caso clnico discutido numa

    sesso tutorial desta Faculdade. Essa doena acompanhada de alguns fatores de risco e entre

    eles esto a quantidade e a durao de ingesto de lcool, o sexo, sendo as mulheres mais

    suscetveis ocorrncia dessa patologia, devido ao metabolismo do etanol e das taxas

    hormonais, alm da associao com a hepatite C, que pode levar progresso da hepatite

    alcolica para cirrose. A cirrose uma das consequncias mais comuns da hepatopatia. A

    bebida metabolizada pelo fgado e quando se usa lcool em grandes quantidades e por um

    longo perodo podem aparecer alteraes nesse rgo. Esta se caracteriza pelo endurecimento

    do fgado, provocando ascite e varizes no esfago. A gentica, o fumo e a desnutrio

    tambm influenciam no desenvolvimento da Hepatopatia Alcolica. Como tratamento, o

    paciente deve ter abstinncia total do lcool, alm de fazer uso de glicocorticoides, caso

    contrrio, todo o organismo sofrer as consequncias. A discusso e reviso de literatura

    sobre esta patologia teve seu papel informativo e discursivo para os discentes e docentes da

    instituio e para a populao em geral, uma vez que o uso abusivo do lcool um fator que

    cresce, cada vez mais, em todos os pases, inclusive no Brasil.

    DESCRITORES: Esteatose. lcool. Metabolismo.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ABORTO ESPONTNEO

    JANIERE DE MOURA NBREGA1; LUIZ HUMBERTO RODRIGUES DE CERQUEIRA

    JNIOR1; MARCELA BRUNA ALVES FRANCIOLI

    1; NADBIA ALMEIDA BORGES DE

    SOUZA HELLAND2

    A prtica abortiva a expulso prematura de um embrio ou feto do tero, de forma artificial ou

    espontnea. Para ser classificado como aborto espontneo, necessrio que ocorra antes da

    vigsima semana e que o feto esteja pesando menos de 500 gramas. Muitas vezes, no se sabe

    definir exatamente a causa do aborto, porm, pode ser relacionado com alteraes genticas,

    anatmicas, hormonais, infecciosas, imunolgicas e outras. O objetivo do estudo foi identificar as

    possveis causas do aborto, bem como as formas de diagnstico na presena dos diversos sintomas

    que podem predizer o prognstico gestacional em mulheres submetidas a um protocolo de

    investigao e tratamento. O estudo foi baseado na anlise de um caso de tutoria realizado pelos

    alunos de uma faculdade. H dois tipos de aborto espontneo: o aborto iminente, o qual a mulher

    tem um leve sangramento seguido de dores nas costas e outras parecidas com as clicas

    menstruais; e o inevitvel, quando se tem a dilatao do tero para expulso do contedo seguido

    de fortes dores e hemorragia. So mais comuns, principalmente, acima dos 35 anos da mulher, j

    que tambm nessa faixa etria que aumenta a possibilidade de malformaes e anomalias fetais

    que levam ao abortamento espontneo. Entre os principais sintomas, destacam-se: sangramento da

    vagina, dor como cibra no baixo abdmen ou clicas abdominais e secreo abundante,

    proveniente da vagina sem sangue ou dor. Estima-se que 25% das gestaes terminam em aborto

    espontneo. Em cerca de 70% dos casos, esses embries so portadores de anomalias

    cromossmicas ou malformaes. O defeito pode ser hereditrio, causado pela exposio da me a

    certos medicamentos ou radiao, resultar de doenas infecciosas e outros fatores. Aps um

    aborto inevitvel, incompleto ou espontneo, qualquer tecido remanescente da placenta ou do feto

    deve ser removido pela dilatao do colo do tero seguido de curetagem. Sem essa precauo, a

    mulher est mais suscetvel a infeces e sangramento intenso. Sabe-se que de grande relevncia

    para a gestao o tipo de substncia ingerida pela gestante (p. ex: teratgenos), suas pr-

    disposies genticas e idade, pois todos esses fatores associados ou isolados podem ser um dos

    motivos para que ocorram complicaes durante a gravidez. Desse modo, necessrio que a

    mulher seja assistida e acompanhada pelo profissional da sade em uma tentativa de prevenir um

    possvel problema que possa impedir ou atrapalhar uma saudvel gestao.

    DESCRITORES: Aborto. Causas. Gestao.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ALZHEIMER: DIFICULDADE DE DIAGNSTICO

    MARIANA ESPNOLA GUEDES QUEIROGA LOPES1; LAS ALBUQUERQUE

    RIBEIRO1; LUANA CZAR MELQUADES DE MEDEIROS

    1; PATRCIA GONALVES

    SOUZA1; PATRCIA OTVIA AMORIM SANTA ROZA

    2

    A doena de Alzheimer tem esse nome devido a Alois Alzheimer, neurologista alemo que

    primeiro descreveu essa patologia. uma doena do crebro, degenerativa, que provoca

    progressiva deteriorao das funes cerebrais, como perda das habilidades de raciocinar,

    memorizar e alteraes no comportamento. Estima-se, no Brasil, que 1 milho e 200 mil

    pessoas sejam acometidas pela doena. O nmero de pacientes estimado em 35,6 milhes no

    mundo. Em razo do envelhecimento da populao global, esses nmeros aumentaro

    significativamente, em 2030, sero 65,7 milhes, sendo dois teros deles em pases em

    desenvolvimento. A finalidade do trabalho abordar o Alzheimer de maneira dinmica, tendo

    como foco principal o diagnstico da doena. Foram levantadas referncias a partir de livros e

    sites acadmicos, para uma melhor compreenso acerca do Alzheimer. As causas da Doena

    de Alzheimer so desconhecidas, mas sabe-se que existem relaes com mudanas nas

    terminaes nervosas e nas clulas cerebrais que interferem nas funes cognitivas. A doena

    tida como uma enfermidade de pessoas idosas. Por isso, o diagnstico tardio, j que os

    sintomas so confundidos com problemas normais do envelhecimento. Outro problema

    referente ao diagnstico que no existem testes especficos, com o paciente vivo, que

    estabelea de forma inquestionvel a doena de Alzheimer. O diagnstico feito por excluso

    de outras patologias, que podem evoluir tambm para quadros demenciais, parecidos com os

    do Alzheimer. Os sintomas esto enquadrados em quatro estgios de gravidade que vo de

    alteraes na memria a mutismo e deficincia motora progressiva. O Alzheimer, apesar de

    representar a forma mais comum de doena degenerativa cerebral que cursa com demncia,

    pode ter seus sintomas piorados atravs de um diagnstico tardio, onde o tratamento

    adequado, a base de medicamentos estimuladores ou inibidores colinrgicos, no ser atuante.

    DESCRITORES: Alzheimer. Demncia. Idoso.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ACHADOS NEURORRADIOLGICOS NA ADRENOLEUCODISTROFIA (ALD)

    CAMILA TEREZA CAMILO CLEROT1; VANESSA CODECEIRA DE MELO ALVES

    1;

    DANIEL DE ANDRADE MONTENEGRO FERNANDES1;

    PATRCIA OTVIA AMORIM

    SANTA ROZA2

    A Adrenoleucodistrofia (ALD) ligada ao X uma doena recessiva ligada ao sexo, exclusiva

    do sexo masculino, rara, sem predisposio por raa ou etnia. Est relacionada com vrias

    mutaes no segmento final do brao longo do cromossomo X, cuja funo sintetizar

    enzimas responsveis pela oxidao dos cidos graxos saturados de cadeia longa (AGSCL).

    Tal distrbio provoca o acmulo anormal destes AGSCL em diversos tecidos e fluidos

    corpreos, manifestando-se, clinicamente, em uma disfuno do Sistema Nervoso Central, da

    glndula supra-renal e dos testculos. O objetivo deste trabalho destacar a importncia da

    radiologia no diagnstico da ALD. As informaes aqui apresentadas foram obtidas atravs

    de pesquisas feitas em tratados de radiologia e neurologia, correlacionando a doena

    neurolgica com seus achados radiolgicos. O correlato radiolgico da doena uma

    desmielinizao simtrica, que procede em um padro posterior para anterior caracterstico. A

    tomografia computadorizada e a ressonncia magntica na ALD so, at certo ponto,

    especficas, apresentando reas de alterao de sinal ou densidade que comprometem a

    substncia branca periventricular posterior simetricamente, com extenso para o corpo caloso

    e em fases mais avanadas, a substncia branca anterior, os tratos corticoespinais, frnices,

    comissura anterior e vias pticas. A radiologia tem papel essencial para a avaliao inicial e a

    verificao da evoluo da doena. O prognstico da doena irreversvel e pode ser fatal,

    mas h possibilidade de inibir a sua progresso se o tratamento for precoce.

    DESCRITORES: Adrenoleucodistrofia. Radiologia. Sistema Nervoso Central.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • HIPERTIREOIDISMO: CAUSA, DIAGNSTICO E TRATAMENTO

    PATRYCIA MARIA GOMES DA FONTE1; REBECCA BURITI MATIAS

    1; EMMANOELA

    MORAIS ANDRADE1; MARIA ANUNCIADA AGRA SALOMO

    2

    O hipertireoidismo o excesso de hormnios tireoidianos, T3 e T4, devido alta produo desses

    hormnios na tireoide. Com isso, todos os processos do corpo iro funcionar de forma acelerada.

    uma doena, de incio, silencioso, que acometa mais as mulheres. O objetivo deste trabalho

    entender o que o hipertireoidismo, alm de compreender a sua causa, diagnstico e tratamento.

    Aps sesses de tutoria na FAMENE sobre essa doena, interessamo-nos pelo assunto e

    realizamos uma reviso bibliogrfica. A causa mais comum do hipertireoidismo a Doena de

    Graves, que ocorre quando o sistema imunolgico comea a produzir anticorpos que atacam a

    prpria glndula tireoide. Esses anticorpos exercem um efeito semelhante ao do hormnio que

    regula o funcionamento da glndula, o TSH, e levam ao crescimento e ao funcionamento

    exagerado da tireoide. O diagnstico feito atravs de exames de sangue, com a dosagem dos

    hormnios tireoidianos (T3 e T4), que se encontram aumentados, e do hormnio tireotrfico

    (TSH). O tratamento realizado com medicamentos que diminuem a produo desses hormnios,

    como o mentimazol, propitiouacil, betabloqueadores, ou tratamentos definitivos, como o cirrgico

    ou a utilizao de iodo radioativo. O hipertireoidismo leva a graves consequncias em todo o

    organismo, como, por exemplo, calor excessivo, emagrecimento, taquicardia, entre outros. Aps

    ser feito o diagnstico, necessita-se de tratamento clnico ou cirrgico em tempo hbil.

    DESCRITORES: Hipertireoidismo. Tireoide. Hormnios.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ICTERCIA NEONATAL E DEFICINCIA DE GLICOSE-6-FOSFATO

    DESIDROGENASE

    LAS DE LISBOA E LIMA1; LUDMILA BARBOSA OLIVEIRA

    1; MARLIA GABRIELA

    DE BARROS LIMA SANTOS1; MARINA POLIZELLI

    1; TATIANA LINS DE MIRANDA

    1;

    EDILENE BEGA FERREIRA2

    A ictercia neonatal pode ser decorrente da deficincia de glicose-6-fosfato desidrogenase

    (G6PD). Essa deficincia um erro inato do metabolismo que interfere nos processos de

    manuteno da estabilidade das clulas vermelhas do sangue, pois a enzima responsvel por

    impedir sua destruio precoce, levando a um quadro de crises hemolticas e ictercia

    neonatal, aps processos oxidativos, infecciosos ou ingesto de certas drogas. Para a

    realizao da pesquisa, foram utilizados artigos encontrados em sites cientficos, como Scielo

    e BVS. Alm de entrevistas e esclarecimento de dvidas com mdicos da cidade de Macei-

    AL. O objetivo deste trabalho relatar sobre o tema publicado, demonstrando a preocupao

    de diversos autores em relao s complicaes em neonatos com hiperbilirrubinemia,

    destacando a importncia de incluir um teste para a identificao da deficincia de glicose-6-P

    desidrogenases nos recm nascidos. Nos eritrcitos deficientes de G6PD, a diminuio da

    reduo do NADP em NADPH leva a um baixo potencial redutor que interfere na capacidade

    metablica oxidativa do organismo, ficando vulnervel hemlise por no conseguir proteger

    os grupos sulfidrilas da hemoglobina com formao de corpos de Heinz, com oxidao da

    membrana do glbulo, podendo levar a crises hemolticas de intensidade varivel e ictercia

    neonatal. Esta considerada a consequncia mais grave da deficincia de G6PD e que pode

    levar a kernicterus. comum acreditar que a hiperbilirrubinemia consequncia da hemlise,

    mas, na realidade, o nvel de hemoglobina e a contagem de reticulcitos nos lactentes so,

    geralmente, normais. A causa principal de ictercia neonatal em lactentes G6PD deficientes

    a incapacidade do fgado para conjugar a bilirrubina adequadamente, agravando a

    bilirrubinemia. Estudos recentes demonstram que 3,0% dos recm-nascidos do sexo

    masculino pesquisados so deficientes de G6PD, e um tero apresentou ictercia nas primeiras

    48 horas de vida com valores de bilirrubina maiores que 10 mg/dL. O caso mais grave ocorreu

    com um neonato com deficincia leve de G6PD, mas prolongada e intensa bilirrubinemia,

    evidenciando outros fatores associados hemlise. Outros estudos tambm reportam

    frequncia da deficincia de G6PD, variando entre 2% e 3% na populao brasileira. Os

    dados obtidos permitem afirmar que possumos 6 milhes de brasileiros deficientes de G6PD

    e, se 1% dos neonatos apresentaram episdios de ictercia neonatal de grau varivel, associado

    com deficincia de G6PD, poderamos dizer que 1,9 milho dos atuais brasileiros correram

    risco de ictercia neonatal grave, com risco de kernicterus. Ressalta-se, assim, a importncia

    da realizao de testes para a identificao dessa deficincia em neonatos.

    DESCRITORES: Deficincia de Glicose-6-fosfato Desidrogenase. Ictercia Neonatal.

    Recm Nascido.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ACUPUNTURA: UM CONHECIMENTO MILENAR

    CAROLINA DE SOUZA LOPES1; SIS COSTA JATOB

    1; GUSTAVO ALEXANDRE

    BARBOSA DA SILVA1; ANA LUIZA CABRAL MARINHO

    1; MARIA DE FTIMA

    OLIVEIRA DOS SANTOS2

    A viso tradicional da medicina chinesa sobre a acupuntura est profundamente ligada a

    teorias baseadas no Taosmo, sobre a dualidade Yin (o princpio passivo, noturno, escuro,

    frio) e Yang (o princpio ativo, diurno, luminoso, quente), essa dualidade consiste em manter

    um equilbrio entre elas e, dessa forma, as dores e as tenses so aliviadas. J na viso

    tradicional, a acupuntura consiste na aplicao de agulhas, em pontos definidos do corpo,

    chamados de "pontos de acupuntura" para obter efeito teraputico em diversas condies. No

    mbito da medicina chinesa moderna, com inspirao em sua medicina tradicional, vm se

    desenvolvendo tcnicas explorando as possibilidades teraputicas de regies especficas do

    corpo como o pavilho auricular (auriculopuntura), as mos e o crnio. Acupuntura um

    mtodo de estimulao neurolgica em receptores especficos, com efeitos de modulao da

    atividade neurolgica em trs nveis local, espinhal ou segmentar, e supra espinhal ou supra

    segmentar. O estmulo da agulha de acupuntura atinge reas do encfalo mais elevadas, como

    o hipotlamo e a hipfise, promovendo o equilbrio do funcionamento destes centros. Como a

    hipfise uma glndula, ocasionalmente chamada de glndula me, que coordena a funo de

    diversas outras glndulas do corpo, o efeito da acupuntura sobre este rgo afeta o

    funcionamento das glndulas suprarrenais, da tireoide, dos ovrios, dos testculos, e assim tem

    ao teraputica sobre a hipertenso arterial, dismenorreia, tenso pr-menstrual, disfunes

    da libido, e outras patologias. At o presente momento, sabe-se que a acupuntura afeta a

    expresso e ou liberao de serotonina, e dos peptdeos opioides beta-endorfina, meta-

    encefalina, e dinorfina. A colecistocinina, peptdeo envolvido no processo digestivo,

    antagonista da acupuntura. Considerando que a colecistocinina estimulante da secreo

    cida do estmago, temos, da, a compreenso do efeito benfico da acupuntura sobre as

    gastrites, lceras e na doena de refluxo gastroesofgico. A naloxona, inibidor da ao de

    opioides, muito utilizada em medicina antagoniza os efeitos da acupuntura. Em dado

    momento, postulou-se que a ao da acupuntura seria fruto apenas da liberao de endorfinas,

    entretanto, a rpida instalao da analgesia e sua durao maior que o tempo de aumento da

    quantidade de opioides pela acupuntura liberados demonstra que outros mecanismos esto

    envolvidos.

    DESCRITORES: Acupuntura. Terapia por acupuntura. Analgesia.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • SNDROME DO PNICO

    DANIEL GADELHA DE OLIVERA1; SHEILA MORENO HALLA

    1; SOFIA SANTOS

    DREA1; MARCELLA NASCIMENTO BRANDO

    1; MARCELLA ROLIM BENCIO

    CABRAL1; ANA KARINA HOLANDA LEITE MAIA

    2

    Os transtornos de ansiedade esto entre as patologias psiquitricas mais frequentes.

    Atualmente, entende-se que tanto fatores biolgicos quanto os psicossociais so

    etiologicamente importantes no diagnstico. O Transtorno do Pnico um tipo de transtorno

    de ansiedade que se caracteriza pela ocorrncia de ataques de pnico de forma sbita e

    persistente. As crises de pnico, geralmente, vm acompanhadas de taquicardia, tontura,

    nusea, dificuldade para respirar, calafrios, sudorese, distoro da percepo da realidade,

    medo intenso, sensao de morte, vertigens, tremores ou abalos, dor ou desconforto torcico,

    medo de enlouquecer, parestesias, dentre outros. comum o paciente apresentar agorafobia,

    que o medo de ficar s em lugares pblicos e com grande nmero de pessoas. Tais sintomas

    preparam o corpo para o perigo adicionando mecanismos de fuga. Os sintomas so

    desencadeados pela liberao de adrenalina que um neurotransmissor liberado em situaes

    de estresse. Diante do suposto perigo ocorre diversas modificaes no corpo como o aumento

    da presso arterial, aumento da frequncia cardaca e respiratria, contrao de certos

    msculos, dentre outros. O primeiro ataque de pnico costuma ser espontneo. Os ataques

    duram em mdia 20 a 30 minutos e raramente mais de uma hora. Preocupaes de morte por

    problemas cardacos e respiratrios podem ser o foco da ateno aos indivduos em crise.

    Taquicardia e dificuldades respiratrias levam os pacientes a temer profundamente a morte. O

    tratamento do Transtorno do Pnico inclui medicamentos como ansiolticos e antidepressivos,

    alm de psicoterapia. A estimulao magntica transcraniana repetitiva uma tcnica nova

    que est sendo indicada. A equipe de Sade Mental que assistem o indivduo no tratamento do

    Transtorno do Pnico so psiquiatras, psiclogos, terapeutas e assistentes sociais. Diante dos

    sintomas apresentados, o Transtorno do Pnico pode ser confundido com outras doenas

    graves, o que apenas deve ser descartado aps realizao de exames especficos. Se no

    tratado, o transtorno pode levar a srias complicaes, afetando a vida social e laborativa dos

    pacientes. O medo de apresentarem novas crises, muitas vezes, leva essas pessoas ao

    isolamento social, alterando o seu cotidiano e tornado-se incapazes de gerir a prpria vida.

    DESCRITORES: Sndrome do Pnico. Sintomas. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • SINTOMATOLOGIA DA DOENA DE ALZHEIMER

    VINCIUS PEDRO LIRA DE ANDRADE1; ALANA EMILLY ANDRADE DE SOUZA

    WANDERLEY1; AMANDA BRAGA SANTOS

    1; PEDRO VICTOR MENEZES ALVES

    1;

    CAMILA LOPES RIBEIRO LEO1; IDELTNIO JOS FEITOSA BARBOSA

    2

    A DA uma patologia neurodegenerativa progressiva e irreversvel, de aparecimento

    insidioso, acarreta perda da memria e diversos distrbios cognitivos. Esta afeta

    aproximadamente 10% dos indivduos com idade superior a 65 anos e 40% acima de 80 anos.

    O sintoma inicial caracterizado pela perda progressiva da memria recente. Com a evoluo

    da patologia, alteraes ocorrem na memria e na cognio, entre elas as deficincias

    lingusticas e visuoespaciais. Esses sintomas so acompanhados por distrbios

    comportamentais, agressividade, depresso e alucinaes. O objetivo do trabalho descrever

    a partir da literatura a sintomatologia da doena de Alzheimer. Utilizou-se de banner para a

    explanao do assunto, a pesquisa para elaborao do material foi baseada em sites cientficos

    como Scielo e Biblioteca Virtual em Sade, tendo carter descritivo exploratrio. O banner

    teve a proposta de levar o conhecimento da doena de Alzheimer aos jovens, adultos e idosos,

    mostrando-lhes a importncia de conhecer os sintomas. Em geral, o aspecto clnico a

    deficincia da memria recente, as lembranas remotas so preservadas at certo estgio.

    Alm das dificuldades de ateno e fluncia verbal, funes cognitivas deterioram com a

    evoluo patolgica. A lucidez do paciente no afetada, exceto quando a doena est

    avanada. Esses sintomas so acompanhados por distrbios comportamentais, como

    agressividade, alucinaes, hiperatividade, irritabilidade e depresso. Sintomas, como apatia,

    lentificao, dificuldade de concentrao, perda de peso, insnia e agitao podem ocorrer

    como parte desta. Em suma, fez-se um trabalho com o intuito de informar a populao sobre a

    doena, seus sinais e sintomas, e como diagnostic-la.

    DESCRITORES: Doena de Alzheimer. Diagnstico. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • A DOENA DE ALZHEIMER

    VANESSA DE OLIVEIRA HOLANDA1; ADRIANA FERREIRA DE PAIVA

    MADRUGA1; GERGIA PAIVA OLIVEIRA

    1; PAULO SRGIO FRANCA DE

    ATHAYDE JNIOR1; MARIA DO SOCORRO GADELHA NBREGA

    2

    A doena de Alzheimer uma doena relacionada com a morte das clulas cerebrais e atrofia

    do crebro. O indivduo passa a ter, progressivamente, distrbios no raciocnio lgico e de

    planejamento, bem como alteraes de linguagem e disfuno visuoespacial, tambm

    apresentando desinteresse por atividades habituais. O objetivo deste trabalho conhecer a

    importncia da doena de Alzheimer por no apresentar diagnstico especfico, ser

    progressiva e atingir cerca de 5% da populao brasileira, de acordo com o Ministrio da

    Sade. Ocorre atrofia cortical, com leses intraneurais por acmulo de protena e processos de

    hiperfosforilao. H tambm formao de placas senis, leses extracelulares por acmulo de

    protena amiloide envolvida por terminaes nervosas danificadas. A doena demora cerca de

    dez anos para apresentar os primeiros sinais clnicos, logo, importante a realizao de

    atividades mentais, aliadas a uma vida saudvel para uma adiamento nesses sinais. Antes dos

    65 anos, so mais frequentes distrbios de linguagem e reconhecimento visual, enquanto

    sintomas psicticos e de agitao predominam em pacientes mais idosos. Alm dos citados,

    podem ocorrer alteraes de equilbrio e fora muscular ausente. O diagnstico relacionado

    em um quadro clnico que exclua outras causas de demncias por exames de neuroimagem,

    revelando atrofia cortical e hipocampal. No h tratamento especfico, embora exista

    tratamento sintomtico com inibio da enzima acetilcolinesterase para que tenha uma

    diminuio da concentrao de acetilcolina em ncleos subcorticais especficos e em sinapses

    corticais.

    DESCRITORES: Doena de Alzheimer. Formao Hipocampal. Diagnstico.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • CIRROSE: UMA EVOLUO DA HEPATOPATIA ALCOLICA

    HELGA LARISSA DE LIMA BARBOSA1; MONALIZA GONALVES DA SILVA

    1;

    GABRIELA LOPES TIGRE1; MARIA ANUNCIADA AGRA DE OLIVEIRA SALOMO

    2

    O fgado um dos principais rgos vitais, que possui como funes: a secreo da bile; o

    armazenamento de ferro e algumas vitaminas; produo de protenas, exclusivamente a

    albumina; atua na degradao do lcool e outras substncias txicas e na destruio de

    hemcias velhas ou anormais. A hepatopatia alcolica promove alteraes nessas funes,

    causando hipertenso portal, ascite, hematmese, encefalopatia heptica, ictercia e por fim

    pode evoluir para uma cirrose. O objetivo principal deste trabalho foi estudar, de maneira

    mais profunda, as causas e os sintomas da Hepatopatia Alcolica, tentando interligar a

    fisiologia, a anatomia, a bioqumica e a histologia doena. O estudo do caso foi realizado

    atravs da consulta de livros e artigos acadmicos, juntamente com sesses tutoriais, nas quais

    discutamos com a orientadora sobre o caso. A cirrose heptica uma doena crnica que

    resulta de anos de agresses ao fgado, sendo caracterizada pela substituio do tecido

    heptico normal por ndulos e tecido fibroso. Ou seja, a cicatrizao do fgado, onde

    deveria haver tecido funcionante. Essa alterao do fgado leva ao bloqueio do fluxo

    sanguneo, causando insuficincia heptica. A cirrose causada por vrios fatores, sendo os

    mais comuns o excesso de lcool e as hepatites B e C. constituda de quatro estgios, no

    qual o ltimo o mais grave, necessitando do transplante de fgado. Conclumos que a

    Hepatopatia Alcolica , em geral, composta por 3 tipos de leses, que raramente ocorrem de

    forma isolada: esteatose heptica, hepatite alcolica e cirrose. Essa patologia pode ser evitada,

    desde que a ingesto de lcool fique sob comando pessoal de cada um. Uma das formas mais

    eficazes de medida preventiva campanhas de conscientizao do uso abusivo do lcool,

    desde a infncia e adolescncia nas escolas pblicas e privadas.

    DESCRITORES: Fgado. Cirrose. Hepatopatia Alcolica.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • INTOXICAO POR CARBAMATOS

    ANNA GABRYELA MEDEIROS AFONSO DE CARVALHO1; EMANUELLE

    CARVALHO CSAR FLIX1; JSSICA SILVA E LIMA

    1; NNNIVE GOMES DE

    QUEIROGA1; THAS TEIXEIRA BARBOSA PAIVA

    1; ARNALDO CORREIA DE

    MEDEIROS2

    Os inseticidas carbamatos e organofosfarados so compostos anticolinestecsicos, com

    variado grau de toxicidade para o ser humano. Estas substncias so muito utilizadas como

    inseticidas, fungicidas e parasiticidas na agricultura. O carbamato um frmaco

    colinomimtico de ao indireta, uma vez que atua inibindo a enzima acetilcolinesterase,

    provocando uma resposta colinrgica maior que a esperada, pois vai ocorrer um acmulo de

    acetilcolina na fenda sinptica. Para a elaborao do trabalho, foram realizadas pesquisas em

    artigos cientficos, mediante a reviso da literatura pertinente em sites como Scielo, BVS e

    Google acadmico, alm de pesquisa em textos acadmicos e livros de fisiologia e

    farmacologia referentes intoxicao por carbamatos. As manifestaes clnicas da

    intoxicao por carabamato (chumbinho) tm efeitos mais proeminentes sobre o sistema

    cardiovascular, respiratrio, gastrointestinal, ocular e sinapse neuromuscular, devido a uma

    exacerbao do sistema nervoso autnomo parassimptico. No sistema cardiovascular, os

    inibidores da acetilcolinesterase provocam bradicardia, pois diminuem a frequncia cardaca e

    tambm pelo fato de a acetilcolina ter efeito vasodilatador, pois estimula a liberao de NO

    nos vasos, quando estimulados por agonistas muscarnicos. No sistema respiratrio, ocorre

    aumento da secreo na arvore brnquica e contrao da musculatura lisa (broncoespasmo).

    J no gastrointestinal, h aumento da secreo e da motilidade, alm de relaxamento dos

    esfncteres. No urinrio, h aumento da mico. A estimulao parassimptica ps-ganglionar

    produz efeitos muscarnicos, que inclui bradicardia, miose, diurese aumentada,

    lacrimejamento e sialorreia, nusea, vmito, dor abdominal, hipersecreo brnquica e

    hipotenso. A estimulao pr-ganglionar simptica e parassimptica produz estimulao na

    glndula adrenal e glndulas sudorparas, assim como em muitos msculos lisos dos olhos,

    corao e glndulas salivares, levando taquicardia, hipertenso, palidez e hiperglicemia.

    A estimulao neuromuscular esqueltica (SNA) produz efeitos nicotnicos. Na

    hiperestimulao ocorre fasciculaes musculares, cibras, fraqueza muscular e tremores. O

    tratamento pode ser feito por meio do esvaziamento gstrico (lavagem gstrica) em

    associao com o uso de carvo ativado seguido de catrtico. Pode-se utilizar tambm um

    antagonista, como o sulfato de atropina, frmaco que bloqueia os efeitos muscarnicos,

    decorrentes da hiperestimulao colinrgica; ou um antdoto, como a Pralidoxima, que age na

    reativao enzimtica da colinesterase. As intoxicaes por Chumbinho representam,

    portanto, um caso de Sade Pblica, com elevada mortalidade, pois so amplamente

    utilizados nas tentativas de suicdio. importante que os profissionais de sade realizem o

    diagnstico precoce e um tratamento rpido e efetivo.

    DESCRITORES: Intoxicao. Carbamatos. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • HEPATOPATIA ALCOLICA

    GRIZELLE NUNES PEDROSA1; RASSA CHIANCA MAVIGNIER DE NORONHA

    1;

    MARCOS ANTNIO ARAJO CAMPOS1; MARIA DO SOCORRO GADELHA

    NBREGA2

    A associao entre bebida alcolica e hepatopatia conhecida desde a antiguidade. Os

    mecanismos fisiopatolgicos envolvidos no surgimento da leso ainda no foram

    completamente elucidados, acredita-se que fatores genticos, ambientais, nutricionais,

    metablicos e imunolgicos estejam todos envolvidos no processo de leso heptica. As

    mulheres so mais suscetveis que os homens aos efeitos adversos do lcool, desenvolvendo

    hepatite alcolica aps perodos mais curtos e ingesto de quantidades menores de etanol.

    Alm disso, a hepatite alcolica tambm evolui mais rapidamente nas mulheres. Pacientes

    com hepatite alcolica que no abandonam o etilismo fatalmente evoluem para cirrose. O

    prognstico, em longo prazo, depende grandemente da interrupo da ingesto de etanol,

    sendo que cerca de 15-50% dos casos de hepatite alcolica aguda hospitalizados evoluem para

    bito. A anamnese do paciente revelar um histrico de abuso crnico do lcool. O

    alcoolismo possui uma clara predisposio gentica e antecedentes de etilismo crnico em

    parentes prximos pode ser um indcio relevante. Os achados mais comuns ao exame clnico

    incluem nuseas, adinamia, febrcula com taquicardia, edema perifrico, aranhas vasculares e

    complicaes relacionadas insuficincia heptica e/ou hipertenso portal. Frequentemente,

    o fgado encontra-se aumentado de tamanho e levemente doloroso. A hepatomegalia resulta

    tanto da esteatose quanto da leso dos hepatcitos. Os principais diagnsticos diferenciais

    incluem hepatite viral (B, C), pancreatite crnica e neoplasias pancreato-biliares. O maior

    fator preditivo de mortalidade, no curto prazo, a presena de encefalopatia heptica. Estes

    casos podem se beneficiar de abordagens direcionadas para a reduo da leso, intensificao

    da regenerao e supresso da inflamao heptica. Os glicocorticoides so os frmacos mais

    comumente empregados para este propsito. Em longo prazo, os objetivos teraputicos

    incluem: melhora da funo heptica, preveno da progresso para cirrose e reduo da

    mortalidade, sendo que apenas a abstinncia alcolica capaz de resultar em benefcios nestes

    trs pontos. A restrio proteica est indicada apenas nos pacientes com encefalopatia

    heptica severa, uma vez que a restrio prejudica a regenerao e piora ainda mais a funo

    heptica. J o transplante heptico ortotpico vem sendo amplamente utilizado em pacientes

    com hepatopatia terminal. Pacientes com hepatite alcolica associada cirrose, especialmente

    aqueles com hepatite B ou C concomitante, devem ser avaliados periodicamente devido ao

    risco de carcinoma hepatocelular. A maioria das complicaes desse tipo de hepatite

    idntica ao observado na cirrose e incluem hemorragia por varizes esofagianas, encefalopatia

    heptica, coagulopatia, trombocitopenia, ascite, peritonite bacteriana espontnea e sobrecarga

    de ferro.

    DESCRITORES: Hepatite. Alcoolismo. Insuficincia Heptica.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • O MAL DO SCULO - ALZHEIMER

    RAFAELA LUIZA LEITE DPAULO1; MILENA MEDEIROS NIA JCOME

    1; PABLO

    DE SOUSA MARTINS1; HENRIQUE MONTEIRO GOMES

    1; DANIELLA DINIZ SILVA

    1;

    NADBIA ALMEIDA DE SOUSA2

    O Mal de Alzheimer trata-se de uma doena degenerativa que destri clulas do crebro lenta

    e progressivamente. O seu nome vem de Alois Alzheimer, um psiquiatra e neuropatologista

    alemo que, em 1906, foi o primeiro a descrever os sintomas assim como os efeitos

    neuropatolgicos da doena de Alzheimer, tais como placas e entranados no crebro. A

    prevalncia da demncia do tipo Alzheimer aumenta consideravelmente entre 65 95 anos.

    Aps os 80 anos, atinge de 15% a 20%, e de 40% a 50% aps os 95 anos. A demncia do tipo

    Alzheimer conceituada como uma sndrome clnica caracterizada pelo declnio progressivo

    em mltiplos domnios cognitivos como memria, linguagem e funes executivas,

    comprometendo o funcionamento social e ocupacional do indivduo. Cientistas britnicos

    descobriram uma forma de detectar o transtorno anos antes que apaream os sintomas. Trata-

    se de um teste para detectar no lquido cefalorraquidiano os nveis de uma protena, chamada

    beta-amiloide, que, acredita-se, joga um papel chave na enfermidade. O paciente submetido

    a um escner cerebral para detectar mudanas no crebro que poderiam indicar os primeiros

    indcios da doena. No entanto, no se encontraram tratamentos de preveno ou que reduzam

    a progresso do Alzheimer. A doena possui causa ainda desconhecida, tratando-se

    basicamente de hipteses geradas por inmeras pistas. Alguns estudos apontam como fatores

    de risco genticos a idade, o gnero feminino, a histria familiar positiva e a sndrome de

    Down. O quadro clnico costuma se dividir em trs fases. Primeiramente, o indivduo costuma

    estar alerta e socivel, mas seus esquecimentos frequentes comeam a interferir nas suas

    atividades da vida diria. A fase moderada dura de 3 a 5 anos. Iniciam-se dificuldades

    progressivas de reconhecimento das pessoas, de compreenso do que ouvido, de expressar o

    que dito, de nomear objetos e de executar tarefas motoras. A fase grave dura de 1 a 3 anos,

    ou mais. Os indivduos nesta fase necessitam da ateno, pois no conseguem mais realizar as

    tarefas comuns, como higiene pessoal e alimentao. At recentemente, a doena de

    Alzheimer era considerada intratvel. Felizmente, a situao mudou. Ns ltimos anos,

    provou-se que os medicamentos podem melhorar a funo cognitiva dos pacientes com a

    doena de Alzheimer, havendo evidncias de que o curso da doena pode ser modificado.

    DESCRITORES: Alzheimer. Demncia. Cefalorraquidiano.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • IMPACTOS DA EDUCAO SEXUAL E DOS MTODOS CONTRACEPTIVOS

    SOBRE A GRAVIDEZ PRECOCE: UM EFEITO SINRGICO

    INGRID REMARQUE DANTAS ALVES1; CAMILLA DE ALMEIDA FRANCA

    FALCO1; TADEU GUILHERME CORDEIRO LINS

    1; TEREZA NEUMAN DE

    OLIVEIRA MIRANDA NETA1; THAIS IRINEU MOURA ALENCAR FALCO

    1; MARIA

    LEONLIA DE ALBUQUERQUE MACHADO AMORIM2

    A presente pesquisa resultante de uma pesquisa bibliogrfica acerca das questes sobre

    gravidez precoce e os vrios mtodos contraceptivos, sugerindo que a educao sexual deva

    ser um processo construtivo, principalmente na educao de jovens e adultos. Diante disso,

    buscou-se refletir sobre novas contribuies para a educao e, em particular, a problemtica

    da gravidez prematura, que um fato social caracterstico dos dias atuais. A gestao tem um

    duplo efeito perverso, socialmente, um dos fatores de reproduo da pobreza e em relaes

    familiares, na maioria das vezes, h um impacto e consequentemente a falta de apoio dos pais.

    O objetivo deste resumo demonstrar que a educao sexual pode amenizar o alto ndice de

    gravidez imatura, discutindo diferentes mtodos anticoncepcionais disponveis atualmente

    para adolescentes, alm disso, debater a situao atual da gestao na adolescncia, abordando

    os riscos e as etapas de uma vida gestacional. Para realizao dessa pesquisa foram utilizadas

    as seguintes referncias: Scielo, Google Acadmico, Biblioteca Virtual de Sade, alm de

    dados bibliogrficos. Em termos qualitativos, os indicadores foram recolhidos por meio da

    leitura exploratria, seletiva, analtica e interpretativa, tendo como premissas as concepes

    sobre a gravidez na adolescncia e estratgias para a promoo da sade do adolescente,

    visando preveno da gravidez precoce. Importante analisar a gravidez no planejada tendo

    como perspectiva de preveno, as concepes de vulnerabilidade, com ncora no conceito de

    sade mais amplo, voltadas para as suscetibilidades populacionais, respostas sociais pela

    capacidade de mobilizao e participao, considerando as trs dimenses: individual, social e

    programtica. A gravidez precipitada decorre, principalmente, da no utilizao de mtodo

    contraceptivo e, em menor porcentagem, da utilizao inadequada desses mtodos. Nessas

    circunstncias, as aes de preveno assumem papel de suma importncia, devendo incluir

    no apenas a oferta de preservativos feminino e masculino e os demais mtodos

    anticoncepcionais, mas tambm a garantia de espao para que o adolescente possa falar de si

    prprio, trocar experincia e receber informaes que favoream a adoo de hbitos

    saudveis de vida.

    DESCRITORES: Educao Sexual. Mtodos Contraceptivos. Gravidez Precoce.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ABORTO PROVOCADO: RISCOS E COMPLICAES NA SADE DA MULHER

    ARIZLA EMILAINY MAIA DOS SANTOS1; CAMILA GUEDES GUILHERME

    1;

    CAMILA REGINA MEDEIROS BEZERRA1; JUAREZ SILVESTRE NETO

    1; LARISSA

    LEANDRO MEDEIROS1; JULIANA MACHADO AMORIM

    2

    Aborto a remoo ou expulso prematura de um embrio ou feto do tero, resultando na sua

    morte ou sendo por esta causada. Estimativas do Ministrio da Sade afirmam que so feitos

    no Brasil cerca de 1.200.000 abortos por ano, enquanto que a estimativa do Instituto Alan

    Guttmacher foi de 1.443.350. O aborto provocado expe a mulher a riscos e complicaes

    severas. Tais riscos variam consideravelmente, de acordo com as circunstncias nas quais

    feito o aborto. O objetivo principal expor as complicaes e riscos do aborto provocado para

    a sade das mulheres. Foi feita uma reviso da literatura existente sobre o tema, trazendo

    estimativas sobre a ocorrncia da prtica no Brasil. As complicaes do aborto provocado

    incluem perfurao do tero, reteno de restos de placenta, seguida de infeco, peritonite,

    ttano, e septicemia. As sequelas ginecolgicas incluem a esterilidade e tambm inflamaes

    das trompas e sinquias uterinas. O risco e a gravidade das complicaes crescem com o

    avano da gestao. As complicaes resultantes de abortos malfeitos podem levar morte,

    tanto quanto pode afetar as subsequentes gestaes, aumentando o risco de prematuridade,

    gravidez ectpica, abortamento espontneo e baixo peso ao nascer. Tais complicaes

    constituem um problema srio, principalmente para as mulheres residentes em comunidades

    pobres, com poucos servios mdicos disponveis. evidente que quanto menores os recursos

    econmicos das mulheres, piores as condies em que ser feito o aborto. importante, na

    conjuntura brasileira, ainda investigar a frequncia de abortos provocados. preciso que os

    pesquisadores tenham em mente os fatores subjacentes questo sobre qual a melhor

    metodologia a ser utilizada, para que os resultados contribuam para a resoluo desse

    problema de sade pblica, que o aborto provocado.

    DESCRITORES: Aborto. Complicaes do Aborto. Sade Pblica.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • RELATO DE VIVNCIA DE ACADMICOS DE MEDICINA EM GRAVIDEZ DE

    ALTO RISCO

    RENATHA FIGUEIREDO DE OLIVEIRA1; JACQUELINE MARIA BALBINO

    PEREIRA1; LUANA NOBREGA DA COSTA

    1; ARLEIDE ANDRADE MEDEIROS

    1;

    MARIA DO SOCORRO GADELHA NBREGA2

    A ateno pr-natal tem sido uma preocupao constante do Ministrio da Sade, o qual tem

    investido na capacitao de profissionais de todo o sistema de sade, atravs da criao de

    protocolos e da implementao de unidades de referncia. Os manuais enfatizam que o

    cuidado pr-natal deve ter como caractersticas primordiais a qualidade e a humanizao no

    atendimento gestante. O presente trabalho tem como objetivo relatar a vivncia de

    acadmicos de medicina em caso de gravidez de alto risco. Foi realizado uma visita domiciliar

    a uma paciente na Unidade de Sade da Famlia Ipiranga, no bairro Valentina Figueiredo, na

    cidade de Joo Pessoa, Paraba, na qual se realizou uma entrevista utilizando como

    instrumento um questionrio previamente elaborado. Nesta vivncia, observou-se o contexto

    socioeconmico e cultural a partir da escuta qualificada. O caso estudado foi o da I.N.S; 36

    anos, apresentando segunda gestao, quando a primeira o beb veio a bito horas depois,

    sem causa esclarecida. No pr-natal consta 74,5 kg, 1,53 m de altura, obesidade e P.A. de

    130x80 mmHg. Est com 32 semanas de idade gestacional, com uso de Metildopa (500 mg) e

    dieta hipossdica. Estudos mostram que a hipertenso feminina apresenta maior incidncia

    em mulheres com 35 anos, obesas e multparas, das quais poucas tm acesso medicao

    gratuita. Apesar da alta cobertura da assistncia pr-natal, a mortalidade materna decorrente

    da hipertenso arterial continua elevada, podendo-se presumir que um dos problemas

    relacionados seja a qualidade do atendimento pr-natal. A expectativa que muitas gestantes

    hipertensas tenham seu acompanhamento pr-natal considerado inadequado, principalmente

    em virtude de falha do profissional de sade e do servio de sade. A assistncia a gestantes

    deve garantir o fornecimento continuado de medicaes para as gestantes hipertensas, a fim

    de que haja melhoria do cuidado pr-natal e avano na meta de reduo das taxas de

    mortalidade materna e neonatal.

    DESCRITORES: Gravidez. Pr-Natal. Hipertenso.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ADRENOLEUCODISTROFIA: UMA ABORDAGEM MOLECULAR

    ARNALDO MOREIRA DE OLIVEIRA JNIOR1; BRUNNA POLARI LEITO

    1;

    SAMARA ALVES MIRANDA DE S1; THIAGO BENCIO MATIAS BRANDO

    1;

    WALRIA VIANA IBIAPINA1; MARIA DO SOCORRO GADELHA NBREGA

    2

    Trata-se de uma doena recessiva ligada ao X, causada por mutao no gene ABCD1

    (cromossomo Xq28). Com incidncia de 1 para 17.000-25.000 habitantes, constitui a terceira

    causa mais comum de insuficincia adrenal em homens, aps a adrenalite autoimune e a

    tuberculose. Resulta da produo de uma protena transportadora anormal dentro dos

    peroxissomos, que impede a oxidao dos cidos graxos de cadeia muito longa, provocando

    seu acmulo no crebro, crtex adrenal, testculos, fgado e plasma. Como consequncia,

    surgem desmielinizao do sistema nervoso central e IA primria. Dois fentipos clnicos

    principais foram descritos: ALD cerebral e adrenomieloneuropatia. A manifestao clnica da

    doena consiste inicialmente em alteraes de comportamento, da audio, da viso, da fala,

    da escrita, memria, da marcha, distrbios adrenais e nos casos mais avanados cursa com

    hipertonia generalizada, perda das funes cognitivas, motoras, convulses e disfagia. O

    diagnstico confirmado dosando-se os nveis plasmticos dos AGCML, Ressonncia

    Magntica mostrando leses desmielinizantes com distribuio em "asa de mariposa" na

    substncia branca parieto-occipital bi-hemisfrica, eletromiografia compatvel com

    polineuropatia tipo mielinoptico, pesquisa laboratorial para insuficincia adrenal e caritipo

    cujo gene defeituoso o ABCD1 localizado no lcus X9-28 do cromossomo X. O tratamento

    preconizado consiste na utilizao da mistura gliceroltrioleato/gliceroltrierucato (GTO/GTE),

    conhecida como leo de Lorenzo, combinada com dieta pobre em AGCML. Existem, ainda,

    terapias alternativas como transplante de medula ssea e imunossupresso, alm da utilizao

    de lovastatina e fenilacetato de sdio. Recentemente, o uso de suberoilanilida de cido

    hidroxmico (SAHA) trouxe resultados para a normalizao dos cidos graxos de cadeia

    muito longa, bem como o tratamento das inflamaes secundrias, mas por ser mais atual,

    ainda pouco utilizado. A ADL uma doena rara, neurodegenerativa, que necessita de

    diagnstico precoce para um melhor prognstico.

    DESCRITORES: Adrenoleucodistrofia. Insuficincia Adrenal. cidos Graxos.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • DANOS NEUROLGICOS CAUSADOS PELO USO CRNICO DA COCANA

    EMYLAINE FIRMINO DE VASCONCELOS1; MARIA TEREZA MIRANDA TOMAZ

    1;

    RAISSA BRGAMO DE ARAJO COSTA DE CARVALHO1; CLLIA DE ALENCAR

    XAVIER MOTA2

    A cocana pode exercer uma variedade de efeitos no crebro. Os maiores efeitos agudos

    resultam de nveis aumentados de substncias naturais circulantes no sangue, chamadas

    catecolaminas. A cocana age como inibidor na recaptao de catecolaminas, ocupando ou

    bloqueando os stios transportadores destas nas clulas neurais. O estudo descritivo de

    natureza qualitativa, obtido atravs de artigos (SCIELO e BIREME) e referncias

    bibliogrficas, refere-se s principais leses neurolgicas causadas pelo uso crnico da

    cocana. O uso crnico de cocana pode acarretar inmeras complicaes para o organismo do

    usurio, complicaes psiquitricas como os transtornos induzidos pela substncia (transtorno

    psictico, por exemplo) e os transtornos associados ao consumo (co-morbidades

    psiquitricas). Adicionalmente, podem ocorrer distrbios neurolgicos: isquemias, cefaleias,

    convulses e desordens motoras. Tanto a dopamina como outras substncias aumentadas no

    crebro podem produzir vasoconstrio e causar leses. Estas leses podem incluir

    hemorragias agudas e infarto no crebro (zona de morte celular, causada por falta de

    oxignio), bem como necrose do miocrdio, podendo levar morte. O uso prolongado de

    cocana produz anormalidades persistentes no funcionamento do crtex pr-frontal, que

    interferem no processo de tomada de deciso, podendo-se observar tambm alteraes na

    morfologia nos dendritos e nos espinhos dendrticos de neurnios que, inclusive, se estendem

    por muitos meses aps o incio da abstinncia e encontram-se associadas aos mecanismos de

    motivao, recompensa e aprendizado.

    DESCRITORES: Dopamina. Cocana. Leso.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • PNEUMOTRAX ESPONTNEO PRIMRIO

    AMANDA DE SOUSA OLIVEIRA1; ANA CAMILA CARTACHO DE PAULO

    MONTENEGRO1; DANIEL CONSERVA ARRUDA

    1; GESLEN GERNCIO MENDES DE

    LUCENA1; GIULIA LEMOS DE MENESES

    1; ARNALDO CORREIA DE MEDEIROS

    2

    O termo pneumotrax foi usado inicialmente por Itard, em 1803, e reconhecido como

    entidade clnica por Lannec, em 1819. Ele significa a presena de ar na cavidade pleural. Nas

    contuses, dois mecanismos podem ser responsveis pela leso pulmonar com

    extravasamento de ar para pleura: uma lacerao do pulmo pela compresso aguda do trax,

    ou uma espcula ssea, de uma costela fraturada, perfurando o pulmo. O pneumotrax pode

    ser classificado como espontneo, que pode ser primrio ou secundrio; traumtico ou

    iatognico. Entretanto, o caso mais comum de pneumotrax o do tipo espontneo primrio.

    A pesquisa foi realizada com base na anlise de dados da literatura acadmica de

    pneumologia, direcionada para casos de pneumotrax espontneo primrio. Pneumotrax

    Espontneo Primrio: Nesta modalidade de pneumotrax, no h doena pleural ou pulmonar

    subjacente bem como agente vulnervel no trax. Os fumantes so mais acometidos. O

    pneumotrax quase sempre unilateral e mais frequente direita. O acometimento bilateral

    simultneo ocorre em cerca de 2% dos casos. A causa mais frequente de pneumotrax

    espontnea a ruptura de blebs subpleurais nos pices pulmonares e poro cranial dos

    segmentos superiores dos lobos inferiores. O aparecimento dos blebs apicais pode estar

    relacionado a fatores genticos ou com a reduo de aporte sanguneo perifrico nos pices

    pulmonares em relao s bases, levando a uma isquemia focal, pequenas rupturas alveolares

    e formao de colhas subpleurais de 1-2 cm de dimetro. A impresso de que o fator

    desencadeante de pneumotrax espontneo seria o esforo fsico no est confirmado na

    literatura, uma vez que apenas 20% dos episdios de pneumotrax ocorrem durante ou aps

    atividade fsica intensa ou atltica. Cerca de 25% dos paciente poder apresentar recidiva

    ipsolateral at dois anos aps o primeiro episdio. A incidncia de pneumotrax hipertensivo

    neste grupo de pacientes no primeiro episdio chega a 3%, e a coexistncia de hemotrax

    chega a 5%. Nestes casos, o sangramento secundrio ruptura de aderncias pleurais apicais

    preexistentes, que so tracionadas durante o processo de colapso pulmonar. Foi possvel

    observar que a maior incidncia de pneumotrax est relacionada ao pneumotrax espontneo

    primrio. Deste temos apenas 2% correspondente bilateralidade da rotura dos blebs, sendo o

    maior percentual correspondente ao acometimento unilateral. Por fim, podemos listar que

    25% dos pacientes tm a possibilidade de recidiva.

    DESCRITORES: Pneumotrax. Pleura. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • DOENA DE ADDISON

    VITOR FIGUEIREDO NICODEMOS1; SEBASTIO DA SILVA OLIVEIRA JNIOR

    1;

    ANTNIA FELIPE DE ARAJO CARVALHO1; MARIA DO SOCORRO GADELHA

    NBREGA2

    A doena de Addison, tambm conhecida como insuficincia adrenal crnica ou

    hipocortisolismo, uma rara doena endocrinolgica. Ocorre quando o crtex da glndula

    adrenal deixa de produzir os hormnios cortisol e aldosterona. condio pouco frequente,

    com prevalncia entre 0,45-11,7 casos por 100.000 habitantes. Pode ser provocada por vrias

    causas, sendo as principais a doena autoimune (adrenalite autoimune), as doenas infecciosas

    granulomatosas como a tuberculose e a blastomicose e as doenas neoplsicas. Em pacientes

    imunodeprimidos, como os portadores de AIDS (Sndrome da Imunodeficincia Adquirida),

    pode ser devida a infeces por citomegalovrus e fungos. Esta pesquisa tem como objetivos

    conceituar a doena de Addison e pontuar suas caractersticas, como tambm informar como

    se adquire esta doena e como deve ser seu tratamento. Foram utilizados, na construo deste

    trabalho, pesquisas cientficas e o acervo bibliogrfico, de modo a explicar, evidenciar e

    permitir a repetio dos ensaios por outros pesquisadores. A apresentao clnica de

    insuficincia supra-renal primria pode variar desde um curso gradual de vrios meses at

    uma forma sbita, que habitualmente inclui nusea, vmitos, hipotenso grave, choque e

    desidratao. A apresentao de insuficincia suprarrenal crnica lenta e insidiosa na maior

    parte dos casos. Os sintomas so inespecficos e os doentes podem no ser diagnosticados

    durante algum tempo. Doentes com insuficincia suprarrenal crnica apresentam astenia,

    anorexia, emagrecimento, hipotenso, queixas gastrintestinais, hipovolemia e

    hiperpigmentao. Exceptuando a tendncia para hipercaliemia, os exames laboratoriais de

    rotina so inespecficos at ocorrer colapso da supra-renal, altura em que aparece

    hiponatremia, hipercaliemia, hipoglicemia, hemoconcentrao e deteriorao da funo renal.

    O tratamento consiste na reposio de doses fisiolgicas dos hormnios deficientes, que so

    os glicocorticoides e os mineralocorticoides. Os glicocorticoides podem ser repostos atravs

    da administrao via oral de derivados sintticos, preferencialmente a prednisona e a

    cortisona. A deficincia de mineralocorticoides deve ser corrigida pela administrao via oral

    de fluorhidrocortisona, alm de ser orientada uma ingesta adequada (normal) de sdio (sal). A

    doena de Addison uma doena de difcil diagnstico, principalmente nos estgios iniciais,

    por ser uma rara que atinge uma pequena parcela da populao. Seu tratamento contnuo

    atravs da terapia de reposio hormonal, porm, o uso constante de corticoides traz inmeras

    reaes adversas, a qual o paciente est sujeito a apresentar. Contudo, hoje esta melhor

    terapia para o paciente com essa doena.

    DESCRITORES: Doena de Addison. Manifestaes Clnicas. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • COMPLICAES CLNICAS E TRATAMENTO EM CASOS DE PACIENTES

    INTOXICADOS POR ORGANOFOSFORADOS

    AMANDA MEDEIROS FREITAS1; CANDICE CAROLINA DE MESQUITA COSTA

    1;

    CLUDIA MONTEIRO AIRES DE OLIVEIRA1; FELIPE COUTINHO MARQUES

    FERREIRA1; MARIA MONALLIZA BATISTA ARAJO

    1; MARIA DO SOCORRO

    VIEIRA PEREIRA2

    Os compostos organofosforados (OFs) so inibidores da enzima acetilcolinesterase (AchE),

    que inativa a acetilcolina (Ach). A Ach o mediador qumico da transmisso nervosa nas

    fibras pr ganglionares do SNA, nas fibras parassimpticas ps-ganglionares, algumas fibras

    simpticas ps-ganglionares e na placa mioneural. Ocorrendo um acmulo de Ach na fenda,

    haver uma hiperestimulao colinrgica que resultar nas manifestaes clnicas observadas

    na intoxicao por OFs. O objetivo deste trabalho conhecer as complicaes clnicas e

    tratamento em casos de pacientes intoxicados por organofosforados. Atravs do estudo e

    anlise de casos clnicos pela matria de Tutoria pelos alunos do terceiro perodo de Medicina

    da Faculdade de Medicina de Nova Esperana, e revises bibliogrficas de artigos

    relacionados ao tema retirado de bibliotecas virtuais como SciELO e Bireme, pode-se retirar

    os conhecimentos elucidados nesse trabalho. Os principais efeitos agudos da intoxicao por

    organofosforados ocorrem no Sistema Nervoso Autnomo, causando miose, lacrimejamento,

    salivao, excesso de secreo brnquica, broncoespasmo, bradicardia, vmitos, diarreia,

    incontinncia urinria e diaforese; Sistema Nervoso Central, causando convulses, agitao,

    sonolncia, coma; Juno Neuromuscular, causando tetraparesia, fasciculaes. Antes de

    iniciar o tratamento da intoxicao, os pacientes precisam ser descontaminados. Aps

    exposio drmica, as roupas devem ser retiradas e a pele deve ser lavada com muito sabo e

    gua. Aps ingesto, se houve vmito, as roupas devem ser retiradas. Lavagem gstrica

    tambm deve ser realizada. A equipe de atendimento deve usar mscaras, luvas e culos para

    evitar contaminao. Os organofosforados so um grupo de compostos qumicos amplamente

    utilizados em agropecuria como inseticidas, ocasionando intoxicaes acidentais em

    humanos. Os mesmos inibem a enzima colinesterase, provocando a sndrome colinrgica. A

    toxicidade desses produtos decorre principalmente de insuficincia cardiorrespiratria por

    comprometimento do sistema nervoso autnomo.

    DESCRITORES: Intoxicao. Diagnstico. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • PNEUMOTRAX ESPONTNEO PRIMRIO

    AMANDA DE SOUSA OLIVEIRA1; ANA CAMILA CARTACHO

    1; DANIEL CONSERVA

    ARRUDA1; GESLEN LUCENA

    1; GIULIA LEMOS

    1; ARNALDO CORREIA DE

    MEDEIROS2

    Nesta modalidade de pneumotrax no h doena pleural ou pulmonar subjacente, bem como

    agente vulnervel no trax (trauma). Os fumantes so mais acometidos. O pneumotrax

    quase sempre unilateral e mais frequente direita. O acometimento bilateral simultneo

    ocorre em cerca de 2% dos casos. A causa mais frequente de pneumotrax espontnea a

    ruptura de blebs subpleurais nos pices pulmonares e poro cranial dos segmentos superiores

    dos lobos inferiores. O aparecimento dos blebs apicais pode estar relacionado a fatores

    genticos ou com a reduo de aporte sanguneo perifrico nos pices pulmonares em relao

    as bases levando a uma isquemia focal, pequenas rupturas alveolares e formao de colhas

    subpleurais de 1-2 cm de dimetro. A impresso de que o fator desencadeante de

    pneumotrax espontneo seria o esforo fsico no est confirmado na literatura, uma vez que

    apenas 20% dos episdios de pneumotrax ocorrem durante ou aps atividade fsica intensa

    ou atltica. Cerca de 25% dos paciente podero apresentar recidiva ipsolateral at dois anos

    aps o primeiro episdio. A incidncia de pneumotrax hipertensivo neste grupo de pacientes

    no primeiro episdio chega a 3%, e a coexistncia de hemotrax chega a 5%. Nestes casos, o

    sangramento secundrio ruptura de aderncias pleurais apicais preexistentes que so

    tracionadas durante o processo de colapso pulmonar. Os vasos que sangram nestas

    circunstncias so oriundas da pleura parietal onde a presso sangunea maior.

    DESCRITORES: Pneumotrax. Doena Pleural. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • DOENA DE ALZHEIMER: ASPECTOS ETIOLGICOS

    DANIELLE DE OLIVEIRA ROCHA1; LAS CARDOSO DE CARVALHO GUEDES

    1;

    LAYO LEITE DE LUCENA1; MARINA COELHO ROCHA BARRETO

    1; TAYSA

    RAFAELLA SILVA HOULY ALMEIDA1; FABRCIO DE MELO GARCIA

    2

    A doena de Alzheimer (DA) caracteriza-se pela macia perda sinptica e pela morte neuronal

    observada nas regies cerebrais responsveis pelas funes cognitivas, incluindo o crtex

    cerebral, o hipocampo, o crtex entorrinal e o estriado ventral. Estudos de gentica molecular

    identificaram quatro genes associados com o maior risco de desenvolvimento da doena:

    APP, apoE, PSEN1 e PSEN2. No entanto, diversos estudos apontam para papel importante de

    outros genes, fortalecendo a hiptese de uma doena polignica e multifatorial. O trabalho foi

    realizado com intuito de identificar os principais aspectos etiolgicos da doena de

    Alzheimer. Reviso e anlise das informaes, com base na validade acadmica, no impacto

    cientfico e no valor da referncia epidemiolgica da doena de Alzheimer disponveis no

    banco de dados da SciELO e google acadmico, na biblioteca da instituio Famene. O fator

    gentico considerado atualmente como predominante na etiopatogenia da DA entre diversos

    fatores relacionados, como a toxicidade por agentes infecciosos, ao alumnio, a radicais livres

    de oxignio, a aminocidos neurotxicos e a ocorrncia de danos em microtbulos e protenas

    associadas. Esses fatores podem ainda atuar por dano direto no material gentico, resultando

    em uma mutao somtica nos tecidos. Diante dos fatores demonstrados, existe a relao

    direta entre altos nveis de colesterol sanguneo com aumento de risco de desenvolvimento da

    doena de Alzheimer e a alterao neuroqumica com a diminuio do neurotransmissor

    acetilcolina. Foi possvel analisar nesse estudo que o estabelecimento da DA deve-se ao

    acmulo de fatores genticos e ambientais, sendo o fator gentico considerado, atualmente,

    como predominante na etiopatogenia dessa doena. Desta forma, a gentica da DA mostra

    uma herana complexa, decorrente de diversos genes e da interao entre estes e o meio

    ambiente.

    DESCRITORES: Doena de Alzheimer. Aspectos Etiolgicos. Fator Gentico.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • TERAPIAS PROPOSTAS PARA O TRATAMENTO DA

    ADRENOLEUCODISTROFIA

    MARIA EUARDA LIMA DE MOURA1; PAULA LIMA KIRZNER

    1; ISABELA

    CARNEIRO BANDEIRA1; DANILO TAVARES SILVA

    1; AYANE NAYARA SIMO DA

    SILVA SOUSA1; FABRICIO DE MELO GARCIA

    2

    A Adrenoleucodistrofia (ADL) uma herana recessiva ligada ao sexo, que consiste numa

    alterao do metabolismo dos peroxissomos, ocasionando um acmulo de cidos graxos de

    cadeia muito longa (AGMCL) no organismo, sobretudo no crebro e nas glndulas adrenais,

    tendo como consequncia a desmielinizao da bainha de mielina. O tratamento inicial foi a

    restrio total de alimentos com a AGMCL e, posteriormente, utilizou-se os tratamentos

    nutricionais, baseados em leos medicinais. Com o avano da medicina, recomendam-se os

    tratamentos cirrgicos. O trabalho visa analisar as propostas de terapias para o tratamento da

    ADL. Os dados foram coletados de pesquisas realizadas no banco de dados do Scielo e

    Google Acadmico. As pesquisas foram realizadas na biblioteca das Faculdades de

    Enfermagem e Medicina Nova Esperana. As terapias propostas para o tratamento da ADL

    referem-se ao transplante de medula ssea, na qual aps o transplante houve o

    desaparecimento do dficit neurolgico e a ressonncia magntica mostrou atividade normal

    no sistema nervoso central, pois as enzimas deficientes na ADL esto presentes em excesso na

    transfuso, o que seria suficiente para influenciar o curso da doena. Outra proposta de

    tratamento consiste na terapia nutricional, restringindo a alimentao de cidos graxos de

    cadeia longa, pois como a patologia caracterizada pela presena de peroxissomos anormais,

    a sua ingesto ir contribuir para o desenvolvimento da doena. Atrelado terapia nutricional,

    o leo de Lorenzo atua interrompendo a sntese dos cidos graxos, estagnando a evoluo de

    algumas doenas desmielinizantes, como a ALD. Foi possvel analisar nesse estudo que a

    adrenoleucodistrofia uma doena de origem gentica ligada ao cromossomo X. Apresenta

    diagnsticos diferenciais para doena de Addison. As terapias ainda so restritas e no

    definitivas, dificultando, assim, a recuperao do afetado. A forma de tratamentos consiste na

    restrio alimentar de cidos graxos longos combinados ingesto do leo de Lorenzo.

    Tambm o transplante de medula ssea foi proposto como alternativa teraputica, porm, sem

    possibilitar a cura dos pacientes.

    DESCRITORES: Adrenoleucodistrofia. Desmielinizao. cidos Graxos de Cadeia Longa.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • A DOENA DE ALZHEIMER

    ELISA PERI AZEVEDO1; REBEKA MARIA BARRETO CABRAL DUARTE

    1; LVIA

    MACHADO DA NBREGA1; VVIAM RAYSSA MACHADO RAIMUNDO DE LIMA

    1;

    LLIA JORDANA PRES JORDO1; IDELTNIO JOS FEITOSA BARBOSA

    2

    A doena de Alzheimer (DA), caracterizada pelo neuropatologista alemo Alois Alzheimer,

    em 1907, uma afeco neurodegenerativa progressiva e irreversvel de aparecimento

    insidioso, que acarreta perda da memria e diversos distrbios cognitivos. Do ponto de vista

    neuropatolgico, observa-se, no crebro de indivduos com DA, atrofia cortical difusa, a

    presena de grande nmero de placas senis e novelos neurofibilares, degeneraes grnulo-

    vacuolares e perda neuronal. Em geral, a DA de acometimento tardio, de incidncia ao redor

    de 60 anos de idade, ocorre de forma espordica, enquanto que a DA de acometimento

    precoce, de incidncia ao redor de 40 anos, mostra recorrncia familiar. A DA de

    acometimento tardio e a DA de acometimento precoce so uma mesma e indistinguvel

    unidade clnica e nosolgico. Temos como objetivo transcrever e compreender o tratamento

    relacionado doena de Alzheimer, analisar suas causas e efeitos, bem como suas

    consequncias. Alm de diferenciar os graus e suas caractersticas, assim como suas

    manifestaes clnicas. A pesquisa para a elaborao deste trabalho foi baseada na anlise e

    na interpretao de livros e peridicos, alm dos sites cientficos de busca como Scielo. A

    doena de Alzheimer uma sndrome demencial de evoluo insidiosa. Por enquanto, no

    existe tratamento preventivo ou curativo para a doena de Alzheimer, existe uma srie de

    medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas. Os resultados no tratamento da doena

    so difceis e frustrantes, pois no h medidas especficas e a nfase primria o alvio em

    longo prazo dos problemas comportamentais e neurolgicos associados. Podemos finalizar

    este trabalho mostrando que a doena de Alzheimer a forma mais comum de demncia. As

    demncias, popularmente conhecidas como "esclerose", so um grupo de doenas que afetam

    o crebro. As reas da memria recente e da linguagem so as mais afetadas nessa patologia,

    levando a um progressivo prejuzo dessas funes.

    DESCRITORES: Demncia. Alzheimer. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • DOENA DE GRAVES

    RAISSA PINHEIRO DE LUCENA1; CANDICE PINHEIRO PEQUENO

    1; RSULA LIMA

    DE MEDEIROS1; AKYLLA TAYSE PESSOA DE FARIAS

    1; NYCOLLE SAMARA LEITE

    DE ALMEIDA1; MARIA DO SOCORRO GADELHA NOBREGA

    2

    A doena de Graves, tambm conhecida por bcio difuso ou doena de Basedow-Graves,

    uma doena autoimune que leva a uma anomalia no funcionamento da tireoide. Caracteriza-se

    pela presena de hipertireoidismo, bcio, oftalmopatia e, em certas ocasies, dermopatia

    infiltrativa ou mixedema pr-tibial. O objetivo deste trabalho conhecer a patologia da

    Doena de Graves como doena autoimune, onde 60% a 70% de hipertireoidismo surgem

    atravs da Doena de Graves. Metodologia: Nesta doena, os anticorpos iro ligar-se aos

    receptores de membrana do receptor de tireotropina (TSH), deste modo, h a ativao

    ininterrupta de secreo dos hormnios tireoidianos. Dentre os sintomas que no esto

    relacionados com o excesso de hormnio tireoidiano circulante esto: Oftalmopatias:

    exoftalmia (olhos saltados), retrao palpebral, olhos avermelhados, inchado ao redor dos

    olhos, sensao de olhos secos ou de presso nos olhos e, em raras ocasies, perda de viso e

    problemas na crnea; Dermopatias: normalmente ocorre a nvel pr-tibial ou dorso do p.

    Normalmente, as leses so assintomticas, todavia, podem ser pruriginosas e dolorosas.

    Bcio difuso; Hiperplasia linfoide; Acropatia tireoidiana. Pode ser diagnosticado pelo visvel

    aumento na tireoide, por USG (Ultrassonografia). E pela dosagem de T4 e TSH no sangue,

    alm de anticorpos contra a tireoide. Existem frmacos que auxiliam no controle sintomtico

    do hipertireoidismo causado por essa doena, por meio do uso de bloqueadores e na reduo

    da sntese de hormnios tireoidianos por meio da administrao de tionamidas, iodo

    radioativo ou cirurgia. Existem frmacos que tambm so utilizados nos casos de

    oftalmopatias, bem como cirurgias nos casos de estrabismo ou quando os msculos oculares

    encontram-se muito inchados; pode tambm ser realizada uma cirurgia plstica para corrigir a

    exoftalmia. A durao do tratamento de 6-18 meses. Fatores de um bom prognstico:

    glndula pequena (

  • DOENA DE ALZHEIMER: DIAGNSTICO DIFERENCIAL

    PEDRO ULISSIS MONTEIRO CARREIRO1; ELTON ENAS BATISTA DOS SANTOS

    1;

    AUGUSTO CESAR FONSECA BRAQSIL FILHO1; JOS RUBI PEIXOTO CUNHA

    JNIOR1; ALAN HARLEY FERNANDES DUTRA NEVES

    1; ANA KARINA HOLANDA

    LEITE MAIA2

    A doena de Alzheimer (DA) o tipo de demncia mais encontrada que evolui

    uniformemente a partir dos primeiros sinais de distrbios de memria at uma grave perda

    cognitiva. O objetivo deste trabalho informar os profissionais e acadmicos de sade sobre a

    importncia do diagnstico diferencial para a doena de Alzheimer. Descrio, anlise e

    reflexo de um caso clnico estudado durante a disciplina de tutoria. As aes foram focadas

    no diagnstico baseado em testes psicolgicos como a avaliao da capacidade cognitiva bem

    como a sua progresso, dficit na linguagem, raciocnio abstrato e funes motoras;

    aquisies de imagens cerebrais como tomografia computadorizada (TC) e ressonncia

    magntica que podem apresentar dilataes dos ventrculos cerebrais e alargamento dos

    sulcos corticais, particularmente nas regies frontal e parietal, especialmente em etapas

    avanadas da doena; exames laboratoriais como testes sorolgicos para sfilis e verificao

    dos nveis de vitamina B12 e folato; exames anatomopatolgicos que revelam dois aspectos

    principais que caracterizam a doena: placas extracelulares que consistem no peptdeo

    amilide (42 aminocidos) e emaranhados neurofibrilares intracelulares. Autpsia revela que

    a atrofia cerebral por perda neuronal generalizada difusa, porm, mais pronunciada nos

    lobos frontal, parietal e temporal. A bipsia da pele tambm pode revelar a concentrao das

    protenas tau e amiloide. Os inibidores da colinesterase constituem atualmente os mais

    proeminentes tratamentos aprovados para a DA, e so considerados o padro de cuidado para

    a doena discreta a moderada. Portanto a contribuio no diagnstico da DA faz-se necessrio

    uma ampla abordagem, contemplando todos os aspectos clnicos e patolgicos.

    DESCRITORES: Doena. Alzheimer. Diagnstico.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • OS EFEITOS DA COCANA NO ORGANISMO HUMANO

    JOS LACERDA NETO1; RICARDO VITOR CAVALCANTE PEREIRA

    1; IAN

    BUSTORFF FREIRE1; LEOMAR BENCIO MAIA SEGUNDO

    1; JORGE ABLIO

    PAZZETO1; MARIA DO SOCORRO VIEIRA PEREIRA

    2

    Originada da folha de arbusto da coca (Erytbroxylon Coca) que encontrada no Peru, Bolvia

    e Colmbia, principalmente, a cocana uma substncia que tem efeitos estimulantes no

    sistema nervoso central, sendo, portanto, uma substncia que atua com efeitos simpticos no

    organismo. Ela circula sob a forma de um p branco cristalino, inodor, de sabor amargo e

    insolvel na gua e, geralmente, usada na via de inalao. A cocana pode tanto servir para

    medidas positivas em anestsicos locais, como pode ser usada erroneamente pelo usurio e o

    torn-lo dependente. O objetivo foi o aprofundamento dos efeitos de drogas estimulantes no

    nosso organismo, principalmente a abordada no tema, a cocana. Para a realizao da

    pesquisa, foram utilizados artigos encontrados em sites cientficos, como Scielo e Google

    acadmico como tambm livros de farmacologia da Biblioteca da FAMENE acerca do tema

    abordado. A cocana atua inibindo a recaptao neuronal de algumas catecolaminas na fenda

    sinptica, o que desencadeia processos de elevao de autoconfiana, bem-estar, euforia e at

    mesmo efeitos afrodisacos, elevando o desejo sexual e retardando a ejaculao. Doses

    elevadas geralmente provocam insnia, agitao, ansiedade intensa, agressividade, vises e

    alucinaes e, em longo prazo, sintomas de irritabilidade, crises de ansiedade e pnico, apatia

    sexual ou impotncia, transtornos alimentares, dentre outros sintomas negativos que aparecem

    depois da sensao de bem-estar. O quadro de overdose depende da quantidade de cocana

    utilizada, sua via de administrao e o organismo de cada pessoa, porm, sabemos que, se

    usada pela via sangunea, seus efeitos so maiores. A tolerncia pela droga aparece e cada vez

    mais se tem a necessidade de maiores quantidades de cocana para uma mesma sensao. A

    cocana pode ser usada, ainda, na prtica mdica associada a anestsicos locais, pois ele atua

    de uma forma a constringir o vaso sanguneo para aumentar o efeito do anestsico. Por fim,

    quando dependente, o indivduo tenta largar a cocana e pode ser visto sinais da Sndrome da

    Abstinncia, caracterizada por alteraes psicolgicas notveis como: hiper-sonolncia,

    apatia, depresso, ideao suicida, ansiedade, agitao, irritabilidade, confuso, surtos

    psicticos e intenso desejo de consumo. Neste caso, o mdico dever avaliar muito bem o

    paciente e trat-lo de uma forma eficaz e cuidadosa. A cocana proibida em muitos pases no

    mundo e sua aplicao atualmente restrita a alguns procedimentos cirrgicos onde ela

    utilizada como anestsico local.

    DESCRITORES: Cocana. Efeitos. Sistema Nervoso.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • HEPATOPATIA ALCOLICA E SUAS RELAES COM A BIOQUMICA

    FISIOLGICA

    CAROLINNE ARAJO DE SARMENTO QUEIROGA1; GILSON MATHEUS SILVEIRA

    DE MELO1; JOS JOSIAS DE CARVALHO BATISTA FILHO

    1; LUIZ AMRICO

    SAMARCOS MAHON FILHO1; MARCELO CARVALHO VENTURA FILHO

    1;

    IDELTNIO JOS FEITOSA BARBOSA2

    O papel da ingesto etlica na gnese de leses hepticas conhecido h sculos. A excessiva

    ingesto etlica pode estar associada a importantes consequncias sociais e fsicas. A

    hepatopatia crnica alcolica a quarta causa mais comum de morte nos Estados Unidos,

    respondendo por mais de 25.000 mortes por ano. Foi estimado que, embora 90 a 100% dos

    alcoolistas mostrem evidncias de esteatose heptica, apenas 10 a 35% desenvolvem hepatite

    alcolica e 8 a 20% evoluem para cirrose. Existem fatores de risco para leso heptica

    alcolica, que so eles: a dose e durao da ingesta etlica, fatores genticos, fatores

    nutricionais, o sexo, infeco por vrus B ou C, exposio simultnea a hepatotoxinas e

    sobrecarga de ferro. O objetivo deste trabalho a caracterizao da hepatopatia alcolica com

    base nos conhecimentos bioqumicos sobre o metabolismo do etanol, bem como seus efeitos

    no organismo. Materiais e Mtodos: Para alcanar os objetivos da tutoria, foi utilizada uma

    metodologia indutiva qualitativa, na qual, atravs da anlise de vrias informaes, pde-se

    chegar a uma concluso. No caso clnico abordado nesta amostra, os alunos realizaram uma

    pesquisa em torno das informaes sintomatolgicas apresentadas no caso, tendo como

    resultado, o diagnstico da hepatopatia alcolica. A hepatopatia alcolica , em geral,

    composta por trs tipos de leses que raramente ocorrem de forma isolada: esteatose heptica,

    hepatite alcolica e cirrose. Por o lcool no possuir enzimas digestivas, sua absoro se d

    principalmente pela mucosa intestinal e a maior parte da sua oxidao (mais de 80%) pelo

    fgado. A principal via metablica do etanol a lcool desidrogenase, que tem como produto

    final o acetil-CoA. No alcoolismo, esta coenzima acentuar a lipognese e o excesso de

    triglicerdeos se depositar no fgado na forma de gotculas de gordura, resultando na

    esteatose heptica, problema inicial para o desenvolvimento da hepatopatia alcolica. Quando

    o paciente ingere uma grande quantidade de lcool, a segunda via metablica (sistema

    microssomal de oxidao do etanol) ficar super ativada, pois no haver NAD oxidado

    suficiente para suprir a primeira via. O consumo exagerado do NADPH na via microssomal

    provocar o estresse oxidativo e consequente dano celular s clulas hepticas porque a

    glutationa no ser reduzida, resultando na hepatite alcolica. A cirrose o estado terminal da

    hepatopatia alcolica, pois os hepatcitos destrudos no possuem regenerao.

    Evidenciamos, pois, que a hepatopatia alcolica grave, principalmente por afetar

    diretamente o fgado, este responsvel por grande parte das atividades metablicas do nosso

    corpo e, como consequncia, temos a alterao de diversos ciclos bioqumicos do organismo.

    DESCRITORES: Hepatite. Cirrose. Esteatose Heptica.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ESTRESSE: UMA ANLISE PSICOSSOCIAL

    ALEX RONALD MAURCIO SILVA DE ALENCAR1; JOS GLAUBER DE OLIVEIRA

    FIGUEIREDO1; MIKAELLA VASCONCELOS CIRILO DE CARVALHO

    1; RHAONNY

    RGIS GOMES ARAJO1; VALDENOR FERREIRA OLIVEIRA FILHO

    1; MARIA DO

    SOCORRO GADELHA NBREGA2

    O estresse uma reao a diversos estmulos fsicos, mentais ou emocionais. Certas situaes

    fazem despertar as nossas melhores qualidades ou aptides, mas se o nvel de tenso for muito

    elevado ou prolongado, podemos perder a capacidade de enfrent-lo e at mesmo adoecer,

    sendo, assim, inevitvel. Tal enfermidade uma defesa natural que nos ajuda a sobreviver,

    mas a cronicidade do estmulo estressante acarreta consequncias danosas ao nosso

    organismo. Se no conseguir criar essas estratgias, o organismo no ir reagir

    convenientemente diante dos problemas e dar sinais de cansao que podem afetar os sistemas

    imunolgico, endcrino, nervoso e o comportamento do dia a dia. A continuidade dessa

    situao afeta a pessoa, exaurindo suas foras e ela cai num estado de exausto, de estresse

    propriamente dito. Caso no consiga reverter o processo, as consequncias no tardaro a

    surgir: aumento da presso arterial, crises de angina que podem levar ao infarto, dores

    musculares, nas costas, na regio cervical, alteraes de pele, etc. O objetivo deste trabalho

    analisar a representao em questo na perspectiva de alunos do curso de medicina da

    Faculdade de Medicina Nova Esperana (FAMENE). Fez-se necessrio uma forma que

    inclusse os comos e os porqus do processo. A abordagem qualitativa foi realizada

    atravs de estudos na literatura especializada consoante discusso de casos clnicos que

    envolvessem o tema em questo. Nas ltimas dcadas, a expressiva mudana em todos os

    nveis da sociedade passou a exigir do ser humano uma grande capacidade de adaptao

    fsica, mental e social. Muitas vezes, a grande exigncia imposta s pessoas pelas mudanas

    da vida moderna e consequentemente a necessidade imperiosa de ajustar-se tais mudanas,

    acabaram por expor a populao em geral uma frequente situao de conflito, ansiedade,

    angstia e desestabilizao emocional. O estresse afeta a sade fsica e mental do ser humano,

    trazendo dificuldades em sua vida profissional, social e emocional, podendo lev-lo ao uso de

    drogas e a outros comportamentos de risco.

    DESCRITORES: Estresse. Sade Pblica. Qualidade de Vida.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • DA: UMA DOENA FAMILIAR

    MARINA DANTAS HENRIQUE; KARINE ABREU TAVARES; MICHELLE MEDEIROS

    BATISTA; NADJANINE LINHARES CASIMIRO; FRANCISCO DE SALLES GADELHA

    DE OLIVEIRA JNIOR; MARIA LEONILIA ALBUQUERQUE MACHADO AMORIM

    A doena de Alzheimer, DA, corresponde cerca de 50 a 60% dos casos de demncia; alguns

    estudos epidemiolgicos indicam que sua prevalncia dobra a cada cinco anos em pessoas

    com idades entre 65 e 85 anos. Tal patologia se caracteriza por degenerao cerebral primria

    de etiologia desconhecida, com aspectos neuropatolgicos e neuroqumicos especficos. A

    D.A. afeta, inicialmente, a formao hipocampal, o centro de memria de curto prazo, com

    posterior comprometimento de reas corticais associativas. Alm de comprometer a memria,

    afeta a orientao, ateno, linguagem, capacidade de resolver problemas e habilidades para

    desempenhar as atividades dirias. A degenerao progressiva e varivel, sendo possvel

    caracterizar os estgios do processo demencial em leve, moderado e severo. Cuidador uma

    pessoa, membro ou no da famlia, que, com ou sem remunerao, cuida do idoso doente ou

    dependente, habilitando ou auxiliando em suas tarefas cotidianas. Em relao ao perfil do

    cuidador, estudos constataram que a maioria deles recebe auxlio prestado por outros

    familiares. Nesses casos, h o predomnio de mulheres (73%), especialmente esposas e filhas.

    De modo geral, os cuidadores so casados, acima de 46 anos, possuem nvel superior

    incompleto, so religiosos, no apresentam histrico de depresso, e tem alto grau de

    resilincia. Vale salientar que 6% dos idosos vivem sozinhos. Conforme ocorre a mudana

    das fases da doena, as perdas vo se tornando cada vez mais reais e palpveis, isto , o

    familiar cuidador passa a viver a vida do portador da doena, sobrevindo com isso

    sentimentos de raiva, tristeza, angstia, medo, culpa e depresso. Apesar de vivenciar tal

    sobrecarga, pode-se experimentar sentimentos de prazer e conforto quando percebe-se que a

    partir da prtica do cuidar tem resultados positivos no tocante melhora do idoso. E desse

    modo, a linha tnue de diviso entre a vida do paciente e a do cuidador desaparece. O presente

    estudo trata-se de uma pesquisa bibliogrfica, que busca discutir a temtica "o papel do

    cuidador familiar em relao ao idoso com Alzheimer. A relevncia desse tema se destaca

    por ainda no existem polticas oficiais direcionadas para o cuidado com a populao idosa

    que desenvolve dependncia funcional e reconhecimento dos cuidadores de idosos na ateno

    cotidiana. A D.A. causa profundas alteraes no dia a dia, alm de trazer um abalo emocional

    ao ncleo, sendo, por isso, considerada uma doena familiar, o que impe necessidade de se

    programar medidas de apoio, tanto para o doente como para seus parentes.

    DESCRITORES: Doena de Alzheirmer. Cuidadores. Tratamento.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ADRENOLEUCODISTROFIA

    ATHOS AGRA LINS1; DAVI DE ASSIS CORDEIRO DE MELO

    1; GUILHERME BASTOS

    PALLITOT DE BRITO1; OSWALDO OLIVEIRA SOUSA NETO

    1; SOLIDNIO ARRUDA

    SOBREIRA2

    A adrenoleucodistrofia (ALD) uma doena gentica rara, ela caracterizada pela falta de

    produo da enzima ligase acil CoA gordurosa, isso ocorre devido a uma mutao no Xq 28

    do cromossomo X. Esta enzima encontra-se na membrana interna dos peroxissomos e est

    relacionada ao transporte de cidos graxos para o interior desta organela. O caso clnico de

    Adrenoleucodistrofia envolveu uma grande bioqumica, pelo fato de ser uma doena

    caracterizada por uma deficincia enzimal. necessrio tambm entender a fisiologia da

    transmisso do impulso nervoso para entender as implicaes provocadas pela ADL, tais

    como: perda dos sentidos e perda locomotora. Os primeiros sintomas comeam a aparecer a

    partir dos 4 anos de idade, e incluem alterao de comportamento (entre eles, o dficit de

    ateno e o isolamento social), alterao na audio e viso, dificuldade na fala, escrita e

    locomoo, problemas de memria, distrbios adrenais e hipertonia generalizada. O quadro

    evolui com a acentuao de tais sintomas, o que faz com que a pessoa passe a ter graves

    perdas nas reas cognitivas e motoras (inclusive dificuldade para engolir), problemas com

    convulses e at levar a morte do paciente. Os sintomas so provocados pela desmielinizao

    dos neurnios. desconhecida a forma como a destruio da bainha de mielina ocorre,

    embora se saiba que est relacionada com cidos graxos de cadeias muito longas.

    Recentemente, o uso de suberoilanilida de cido hidroxmico (SAHA) trouxe resultados para

    a normalizao dos cidos graxos de cadeia muito longa, bem como o tratamento das

    inflamaes secundrias, mas por ser mais atual, ainda pouco utilizado. Foram utilizados

    livros e artigos para basear a pesquisa. Alm de discusso com o orientador no Ncleo de

    Pesquisa e Extenso, com o estudo da doena, podem-se conhecer as deficincias enzimticas

    que iro causar a ADL, e seu tratamento. uma doena hereditria transmitida pela me,

    onde o paciente sofre a desmielinizao das fibras nervosas, acarretando problemas na

    transmisso do impulso nervoso, provocando no paciente uma srie de complicaes. No

    possui cura at o momento.

    DESCRITORES: Adrenoleucodistrofia. Tratamento. Prognstico.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

  • ADRENOLEUCODISTROFIA ADULTA E SUAS CARACTERSTICAS

    FRANCISCO BEZERRA DE VASCONCELOS NETO; DANIEL HENRIQUES TENRIO

    DE SOUZA; FELIPE HENRIQUES CAVALCANTE; ALINE CARVALHO; SOLIDNIO

    ARRUDA SOBREIRA

    A adrenomieloleucodistrofia uma variao da adrenoleucodistrofia que caracterizada

    como uma doena gentica que afeta o cromossomo X. Geralmente, ela se manifesta durante

    o incio da adolescncia ou durante o incio da idade adulta. O que ocorre nessa doena o

    acmulo de longas cadeias de cidos graxos, devido a uma suposta causa de um defeito no

    peroxissomo que responsvel pela degradao de cadeias acima de 24 carbonos. Isso reflete

    problemas tanto na adrenal como na membrana de mielina dos neurnios. Essa patologia

    atinge a suprarrenal, provocando uma diminuio de cortisol, induzindo, assim, a uma

    resposta hipofisaria, aumentando a concentrao de ACTH. O quadro-clnico consiste em

    insuficincia suprarrenal que provoca hipocortisolismo, gerando um quadro clnico

    semelhante a doena de Addison, alm de desmielinizao dos neurnios provocando ataxia,

    disartria, que a m coordenao dos msculos da fala, nistagmo que um reflexo que ocorre

    durante a rotao da cabea para estabilizar a imagem e podendo evoluir para paraparesia

    espstica ou tetraparesia espstica grave. O diagnstico pode ser feito atravs da dosagem de

    cadeias de cido graxos longos e por exames neurolgicos. A eletromiografia pode ser um dos

    testes usados para detectar a neuropatia desmielinizante. O exame de Ressonncia Magntica

    geralmente demonstra um comprometimento cerebelar, corpo caloso e da poro anterior do

    tlamo que justifica uma falha no equilbrio corporal. Alm disso, os pacientes com

    Adrenoleucodistrofia apresentam o sinal de Babinski positivo, que pode ser compreendido

    como uma falha reflexo de defesa no nervo cutneo plantar dos ps. Geralmente, os pacientes

    portadores de Adrenoleucodistrofia Adulta ou Adrenomieloleucodistrofia possuem uma

    sobrevida de dcadas, porm, vem a falecer devido insuficincia suprarrenal.

    DESCRITORES: Adrenomieloleucodistrofia. Doena Gentica. Diagnstico.

    ____________________________ 1 Discente do curso de graduao em Medicina da Faculdade de Medicina Nova Esperana FAMENE.

    2 Docente e Tutora do Curso de graduao em Medicina da FAMENE.

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