Era uma vez.... uma porta

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    11-Mar-2016

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Continuao da obra "A porta" de Jos Fanha

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  • Textos e desenhos de alunos

    da EB1 de Praia de Mira

    Lucas, 2 ano

  • 2

    Introduo

    A propsito da visita do escritor Jos Fanha, a Biblio-

    teca Escolar da EB1 de Praia de Mira convidou os alunos

    a continuarem a obra A porta.

  • 3

    Concretamente, foi-lhes pedido que ilustrassem ou

    escrevessem um novo captulo do livro, partindo do

    seguinte tema:

    Os alunos no se fizeram rogados e deitaram mos

    obra.

    O resultado foi o que se segue.

    Era uma vez... uma porta!

    Imagina que chegavas ao p dela e

    que, com palavras mgicas, ela se

    abria, deixando-te passar...

    Escreve ou desenha as tuas aven-

    turas do outro lado da porta

    encantada.

  • 4

    Era uma vez Uma porta

    Era uma vez uma porta que eu abri e, depois de a ter aberto,

    vi que estava numa aldeia mgica.

    Nessa aldeia mgica, as casas eram feitas de gomas, os pas-

    seios de chupa-chupas, as estradas de chocolate e os campos de

    pastilhas.

    L tudo era divertido. As pessoas conheciam-se umas s

    outras e ningum era desconhecido.

    Mal se aperceberam da minha chegada, comearam a per-

    guntar quem eu era? O que fazia ali? De onde tinha vindo?

    Eu contei-lhes o que tinha acontecido e eles trataram-me

    logo bem. At conheci uma rapariga bonita que l vivia.

    Passado algum tempo descobri que nessa aldeia se poderiam

    concretizar sonhos mas eles tinham que ser verdadeiras e tra-

    balhados!

    Eu queria muito ser futebolista e baterista mas nunca tinha

    conseguido ser. L, poderia ser tudo isso.

    Com muito esforo e trabalho e aldeia realizou-me os meus

    sonhos.

    E foi assim que me tornei o baterista e ao mesmo tempo fute-

    bolista que hoje sou.

    Joo Tiago, 3 ano

  • 5

    Joo Pedro, 1 ano

  • 6

    Andr Rosa - 4E

  • 7

    Atrs da porta

    Roda maaneta!

    E, misteriosamente, a porta abriu-se.

    Atrs da misteriosa porta estava tudo muito escuro. Ao carregar

    no interruptor para acender a luz viu -se uma floresta mgica com animais e espcies de rvores de todo o mundo!

    Contudo, havia um problema um grupo de raposas, chamado Raposas Malficas, prejudicava aquele espao. A alcunha do seu

    chefe era Horrvel, porque mandava os outros fazer o mal.

    Assim, tudo naquela floresta era maravilhoso. Excepto as rapo-

    sas...

    Um dia, a senhora Pelinhos, que era uma coelhinha, deu luz

    pela primeira vez. Todos os animais, como era novidade, foram ver

    os coelhinhos.

    O leo Jubas perguntou:

    - J arranjaram nome para eles?

    - Sim, um Ablio, outro Armindo, e a menina Mara.

    - Ento, so dois meninos e uma menina? interessou-se o leo. Assim que as raposas souberam do nascimento dos coelhinhos

    planearam logo roubar um beb.

    No dia seguinte o Jubas foi a casa da Pelinhos e encontrou-a des-

    consolada a chorar. Tinham raptado o Ablio.

    O Jubas reuniu todas as tropas.

    Quem poder ter raptado o meu filho? - lamentou-se a Pelinhos.

    S podem ter sido as raposas! - Vamos j a casa delas! ordenou o leo ao grupo de busca. E se o disseram, melhor o fizeram. Trrrriiiimmm, tocaram eles

    campainha do covil das raposas.

    - Somos da proteco da floresta e queremos inspeccionar a vossa

    casa.

    Logo de seguida, ouviram algum a chorar era o Ablio. Meu filhinho! - disse a Pelinhos. As raposas ainda tentaram fugir, mas a casa estava rodeada de

    agentes que as apanharam. E l foram presas.

    A partir desse dia, atrs da porta tudo ficou maravilhosamente

    encantado e bonito. Andr Domingues 4 D

  • 8

    Era uma vez uma porta

    Era uma vez uma porta vermelha que ficava escondida entre

    dois montes e pela qual ningum tinha coragem de passar, pois

    ouviam-se muitas lendas.

    Eu, como sou curioso, decidi tentar entrar, para ver o que

    havia do outro lado dela. Porm, faltava-me a palavra mgica!

    Inventei 1001 palavras, mas nenhuma abria a porta. Quando

    estava prestes a desistir, disse: zs catraps, quero ver o que

    escondes atrs! e a porta abriu-se!

    Fiquei com um pouco de medo! Resolvi, no entanto, espreitar

    l para dentro. Foi ento que percebi que aquelas lendas no

    passavam de mentiras.

    Atrs da porta mgica, havia um mundo onde podia realizar

    todos os meus sonhos e fantasias. Era um mundo de magia.

    Fiquei l um bom tempo e diverti -me muito. Vi dinossauros,

    fadas, baleias, tubares, bonecos a ganharem vida e uma bruxa

    que se chamava Lica.

    No fim, para abrir de novo a porta, repeti a frase mgica zs

    catraps, quero ver o que escondes atrs mas, ela nem se

    mexeu. Para fech-la, era preciso outra frase mgica!

    Experimentei mais 1001combinaes, at que pensei na frase

    ideal e ordenei: zs catraps, fecha -te porta a atrs, e a por-

    ta finalmente fechou-se.

    E assim fui para casa, a pensar nas aventuras desse dia....

    Bruno Miranda 3 C

  • 9

    Rui Santos, 3C

  • 10

    Lus Gabriel 4D

  • 11

    Era uma vez uma porta

    Est a chegar o fim -de-semana, e eu estou ansioso, porque

    vou dormir em casa dos meus avs.

    Quando l vou, durmo num quarto sozinho, e nesse quar-

    to que passo os melhores momentos da minha vida.

    Quando chega a noite, a minha av deita -me na cama, d -

    me um beijinho, apaga a luz e vai-se embora.

    Foi numa dessas noites, que vi aparecer uma luz, vinda por

    detrs da porta do roupeiro. Levantei -me, abri a porta e...

    tudo aconteceu.

    Era a cidade mais bonita que j vira, tinha casas pequenas,

    carros pequenos que podamos conduzir, um parque gigante

    de carrossis, muitos doces... Era cheia de cor e de luz, poda-

    mos brincar muito, tinha muitos animais e no existia malda-

    de.

    Depois da brincadeira, chegava a fada, que nos chamava

    para a escola, para nos ensinar a ser sempre bons meninos.

    Quando eu e os outros j estvamos cansados de brincar, dei-

    tvamo-nos.

    Ao acordar, estava na minha cama. Levantei-me, abri a

    porta, e verifiquei que esta era s uma porta de roupeiro,

    vazio, sem luz, sem vida, sem cidade

    Como estou ansioso pela noite, para voltar a viver tudo

    outra vez!

    A minha av diz que eu sonhei, mas o meu corao diz que

    foi real.

    O Domingo findou, vou-me embora, mas mal posso esperar

    que chegue outra vez o fim-de-semana

    Diogo Clemente, 3 C

  • 12

    Era uma vez uma porta!

    Era uma vez uma porta!

    Mas essa porta era misteriosa, eu dizia nozes de ouro e a

    porta abria-se. Do outro lado, havia brinquedos, princesas e

    prncipes.

    Eu aparecia vestida de pirata porque l tambm havia

    navios. Por isso, fomos procurar um tesouro e, quando o

    encontrmos, abrimos uma arca. L, estavam fatos de Carna-

    val! Fizemos um desfile muito grande e foi engraado.

    Quando regressei a casa, s tinham passado segundos. Con-

    tei minha famlia a aventura e mais tarde fui para a cama.

    No outro dia, voltei ao lugar da porta, mas desta vez levei os

    meus pais e eles adoraram! Foram ao palcio ver as princesas

    e os prncipes e foram ao parque de diverses. Foi muito

    divertido. Ana Maria Alves, 2 B

    Joo Pedro Leal, 3ano

  • 13

    Francisco, 4E

  • 14

    Rodrigo, 4D

    A porta misteriosa do castelo

    Num dia de Primavera, andava eu na floresta a colher flores

    para trazer para casa, quando encontrei um castelo. Como

    nunca tinha entrado numa construo daquelas, aproximei -

    me. De repente, comecei a ouvir umas gargalhadas. Era a

    porta do castelo que ria.

    - Por que motivo ests a rir? perguntei porta

    - Esto a fazer-me ccegas.

    - Como isso possvel se no est a ningum?

    Depois de eu ter dito aquilo, a porta ficou invisvel. Depois

    voltou a mostrar-se, mas j no falava.

    Eu, como era muito curiosa, tentei entrar. Empurrei a por-

    ta, rodei a maaneta, mas ela no abriu.

    Por acaso, lembrei-me de dizer as palavras Porta ou por-to, abre-te j e ela abriu-se. Fiquei, ento, a saber que aque-las palavras eram mgicas.

  • 15

    Mal entrei, a porta fechou-se. Eu fiquei muito assustada e quis

    voltar atrs, mas a porta no se abriu para eu sair. Decidi, ento,

    saber o que havia dentro do castelo.

    Abri outra porta e, do outro lado, era um stio maravilhoso.

    Havia um lago que brilhava, patos de vrias cores, ces com

    vrias patas, princesas com coroas e vestidos feitos de gua Era um mundo mgico.

    - Como te chamas? perguntou algum. - Quem fala? retorqui, olhando em redor. - Estou aqui em baixo! continuou a fazer-se ouvir a voz. - Quem s tu? quis eu saber, ao ver o pequeno ser. - Sou um duende chamado Diferente.

    - Mas tu no pareces nada um duende. Tu s pequeno, mas no

    s nada parecido com um duende.

    - Pois, por isso mesmo que me chamo assim.

    Entretanto, o duende foi-se embora um pouco chateado e eu

    voltei a observar a linda paisagem. Dessa vez que vi uma coisa

    mesmo esquisita. Eram cavalos-marinhos a andar de bicicleta.

    Estava muito distrada a olhar, quando, de repente, ca num

    lugar esquisito.

    - Onde que eu estou? gritei muito aflita. - Ests debaixo de gua. Caste no poo dos pssaros. Aqui s

    vivem pssaros.

    - O qu? Pssaros debaixo de gua?

    - Tens que sair da! Se o rei te v podes ficar a presa para sem-

    pre.

    - Eu j me vou embora.

    Ento fui-me embora a correr, melhor dizendo, a nadar!

    Por fim, voltei ao stio onde tudo tinha comeado e a porta dei-

    xou-me sair.

    Afinal, no incio, esta no me tinha deixado voltar atrs porque

    queria que eu visse tudo aquilo que vi. E tudo o que vi no contei

    a ningum. Ficou em segredo, durante muitos anos, s para mim.

    Juliana Soares 4.E

  • 16

    A porta mgica

    Num dia de Inverno, como no tinha nada para fazer, fui

    para o meu quarto. A meio do corredor, uma porta atravessou-

    se minha frente. Eu ainda pensei que estava a sonhar, mas

    no. Era verdade.

    Do interior da porta soavam vozes e gargalhadas e, por isso,

    tentei abrir a porta pela maaneta, mas no consegui.

    De repente, fez-se silncio. Depois, ouviu -se uma voz que dis-

    se:

    - Observa as palavras mgicas escritas na porta. Para me

    abrires, tens que as ordenar e diz-las em voz baixa.

    Depois de vrias tentativas, enquanto eu dizia Abracadabra,

    ps de perlimpim -pim, abre j, a porta comeou a abrir -se.

    Ento, cheio de curiosidade, decidi entrar.

    Do outro lado da porta havia outro mundo, um mundo mgi-

    co. Havia coisas que no mundo real eram impossveis. Havia

    monstros lindos! Os gatos davam-se bem com os ces e voavam!

    Os ces falavam! As girafas tinham o pescoo muito curto! Os

    porcos andavam sempre muito limpos!...

    Era tudo muito esquisito, mas tornava-se engraado. E, de

    tudo aquilo, gostei, em particular, do co que falava. Achei -o

    fofo e decidi traz-lo para casa, para mostrar aos meus colegas.

    Mas quando estava para sair, a porta fechou-se e disse:

    - Nada pode sair do mundo mgico. Tudo o que sair daqui

    ir desaparecer, pois, l fora, o efeito da magia desaparece!

    Ao ouvir aquilo, tive uma ideia mas no a contei a ningum.

    Apenas disse porta para no se ir embora, pois eu no demo-

    rava nada.

    Ento, atravessei -a e fui chamar os meus amigos para eles

    verem o co que falava. Eles vieram, viram o co falante e, tal

    como eu, acharam-no muito querido.

  • 17

    Mas houve uma colega minha que gostou mais do gato que

    voava. Ela queria ficar com ele, mas eu disse-lhe que no podia.

    Ela comeou a fazer muitas perguntas e eu expliquei -lhe o

    motivo por que no valia a pena trazer o gato voador.

    A seguir, quando j saamos do mundo mgico, a minha me,

    que tinha ido minha procura, perguntou -me onde que eu

    tinha andado. Disse-lhe que tinha andado a passear com os

    meus amigos e ela l se contentou com a minha resposta.

    E para que aquele local de magia, onde tudo pode acontecer,

    no fosse descoberto por ningum, decidimos guardar o segre-

    do s para ns. Diogo Perdiz - 4. E

    Ana Rita, 1 ano

  • 18

    Bernardo, 2 ano

    Porta, Portinha

    Um dia, eu, o Eduardo e o Joo andvamos pelas ruas da

    aldeia e entrmos numa muito especial. Era a Rua das Porti-

    nhas.

    Quando acabmos de ver todas as portas, reparmos numa

    muito esquisita, muito estranha, diferente de todas as outras.

    Aproximmo-nos dela e como o Eduardo e o Joo andavam

    no circo a treinar palavras mgicas, olharam fixamente a por-

    ta, durante cinco minutos, e disseram as palavras mgicas:

    Porta, Portinha abre-te num instantinho. Mas nada aconteceu. Eles voltaram a experimentar, mas

    nada! S vigsima primeira vez que aquela porta se abriu:

    - Que estranho! exclamaram os dois, muito desconfiados.

  • 19

    Entrmos porta fora e fomos andando at um local plano, mas

    alto. Quando olhmos para baixo, sentimos uma pancada na cabe-

    a e uma dor horrvel. Camos no cho meio atordoados e, para

    nosso espanto, quando nos levantmos, estvamos num cemitrio.

    nossa volta havia vrios esqueletos e um cheiro horrvel. Assim

    que vimos aquele cenrio, desatmos a pedir ajuda e a fugir. Mas

    os nossos gritos de ajuda faziam aumentar, cada vez mais, o nme-

    ro de esqueletos que saam das sepulturas e se colocavam nossa

    volta.

    De repente, como fiquei muito atrapalhado, tropecei num pau e

    tive uma ideia genial. Peguei nele e comecei a arrancar as cabeas

    dos esqueletos. Cada vez que batia com o pau, os ossos at faziam

    fasca! Depois, como j estava cansado, passei o pau ao Eduardo e

    ele partiu-lhes as pernas. De seguida, o Eduardo passou o pau ao

    Joo para lhes partir os braos.

    Quando os esqueletos estavam sem as cabeas, as pernas e os

    braos, corremos um bocado e vimos um cartaz onde estava escri-

    to: Para sair deste pesadelo preciso enfrentar o rei dos esquele-tos!

    Ento, continumos a caminhar com muito cuidado e sempre a

    tremer. Entretanto, avistmos um tmulo muito grande, maior do

    que todos os outros, e o Eduardo exclamou:

    - Deve ser aquele o tmulo do rei dos esqueletos!

    A tampa do tmulo no estava completamente fechada. Ento,

    os trs empurrmos a tampa, com toda a nossa fora, e ela abriu -

    se. Eu, todo a tremer, tirei a chave que estava enrolada nas teias de

    aranha e metia-a no bolso.

    Subitamente, o esqueleto comeou a levantar -se, furioso e cas-

    murro, e eu, com medo, atirei a chave para o Joo. Ele foi abrir o

    porto, enquanto eu e o Eduardo travvamos o esqueleto.

    Mal o Joo abriu o porto, corremos a toda a velocidade l para

    fora. Ao sair, trancmo-lo bem e fomos embora, bem caladinhos.

    Quando chegmos a minha casa, comemos a falar daquela

    aventura. At parecamos uns detectives a recordar toda a nossa

    aco. O susto passou e ficmos, apenas, com a chave do tmulo

    como recordao. Miguel Pereira 4. E

  • 20

    Andr Rosa

  • 21

    A porta mgica

    Era uma vez um menino, que andava a brincar no sto de

    sua casa.

    Sempre que l ia, sentia curiosidade em espreitar por uma

    porta velha que l existia, mas tinha medo do que poderia

    encontrar...

    Um dia, a curiosidade foi maior, disse umas palavras mgi-

    cas: dim dom arroz chauchau, porco doce, vaca amarga,

    abre-te ssamo e a porta abriu -se de repente! O menino

    atravessou-a e ficou surpreendido com o que viu.

    Era uma grande cidade, onde todos os habitantes eram feli-

    zes, havia s sorrisos e boa disposio. Todas as crianas brin-

    cavam e riam, no havia guerras nem coisas ms, s coisas

    boas. Os jardins eram floridos e cheiravam a rosas, o sol bri-

    lhava como ouro, as pessoas pareciam uma s famlia, os ani-

    mais brincavam e saltavam pelas ruas.

    O menino passou horas a olhar para aquilo. No lhe parecia

    real, parecia um sonho!

    Depois de muito, muito tempo a olhar, resolveu entrar nas

    brincadeiras com os outros meninos. Estava to feliz que nem

    deu pelas horas a passar.

    Quando anoiteceu, o menino teve de voltar para casa. Sua

    me perguntou-lhe onde que ele tinha estado aquele tempo

    todo. Ele respondeu que tinha adormecido no sto e que

    tivera um sonho de encantar.

    Tinha decidido que no iria contar a ningum. Era o seu

    segredo.

    Sempre que estivesse triste, entraria naquela porta e, pelo

    menos, por algumas horas, esqueceria todos os males do seu

    mundo real.

    Joo Francisco Verssimo, 4 D

  • 22

    A PORTA MGICA

    Era uma vez um menino chamado Tom. Tinha quatro anos

    de idade, olhos negros como duas azeitonas e o cabelo casta-

    nho, com grandes caracis.

    Tom era um menino muito alegre e muito traquina. Sem-

    pre que via a porta aberta escapava-se para a rua para fazer

    alguma asneira. At que um belo dia, recebeu a visita do Sr.

    Carpinteiro que trouxe uma porta gigantesca, medonha, de

    cor castanho-escuro, bastante robusta com uma grande fecha-

    dura.

    A enorme porta veio substituir a porta velha e frgil da

    entrada da sua casa, separando-o de todos os seus sonhos.

    Um dia, sentiu-se muito triste e, p ante p, aproximou -se

    da grande porta, sussurrando-lhe:

    - Porta, portinha, queres ser minha amiguinha? Ento abre-

    te j!

    Tom repetiu estas palavras por vrias vezes, mas a porta

    no se mexeu, at que, de repente, como por magia, comeou

    a deslizar muito devagarinho ficando completamente escanca-

    rada.

    O menino ficou de olhos arregalados a olhar para a rua. No

    cu brilhava um lindo arco-ris, o jardim estava cheio de mar-

    garidas floridas e em cada flor pousava uma borboleta, que

    de flor em flor ia sugando o plen.

    Tom nem pensou, passou pela porta a voar em direco ao

    jardim onde correu atrs das borboletas. Saltou, pulou, rebo-

    lou-se na relva do jardim e, estafado, adormeceu.

    Quando acordou, viu que no tinha sado do seu quarto,

    que a robusta porta no se mexera, tinha estado a sonhar.

  • 23

    Da em diante, sempre que est triste, vai para junto da

    porta e baixinho diz as palavras mgicas:

    - Porta, portinha, queres ser minha amiguinha? Ento

    abre-te j!

    E a porta transporta-o, levando-o a viajar por continen-

    tes, oceanos, e at por outros planetas, onde vive as maio-

    res aventuras.

    Carlos Rafael Viegas, 4D

    Margarida, 2 ano

  • 24

    Daniel, 3 ano

  • 25

    Uma aventura atrs da porta!

    Tlim Dlo. E a porta abriu.

    Numa noite intensa de muita chuva, com relmpagos a riscar

    o cu, avistava-se um grande castelo. Diziam que era um vampiro

    que l morava e dele era aquele reino.

    A chuva caa quando um felino apareceu. Estava todo molha-

    do. Tive pena dele. Fui ao sapateiro e comprei-lhe umas botas, fui

    feira e comprei -lhe um chapu. Depois de vestido e calado,

    toda a gente dizia em coro, ao v -lo Olha quem ali vai, o gato

    das botas!.

    Juntos, decidimos ento ir at ao castelo. Quando entrmos

    vimos dois criados que nos guiaram at ao rei, de nome Futre.

    Chegmos l e reparmos que o rei tinha a cara verde e as suas

    orelhas cresciam a cada minuto. Era mesmo um vampiro!

    O gato das botas, como era muito esperto, foi pelas traseiras.

    Os relmpagos comearam a bater com a sua fria sobre o gigan-

    tesco e assustador castelo do rei Futre. Logo este se comeou a

    enraivecer! Desatou a fugir do castelo e a partir tudo o que via

    frente com a sua varinha de condo, que era mesmo a melhor

    varinha das fadas e bruxas das redondezas.

    Finalmente a tempestade passou! O rei voltou ao normal sem

    sequer recordar o que se tinha passado. Tambm, ningum lhe

    quis dizer, no fosse ele enervar-se outra vez...

    Eu e o gato aproveitmos e voltmos para o outro lado da

    porta, felizes por ter escapado de um perigo to grande.

    Do outro lado, o rei Futre acabou por morrer. No deixou

    saudades a ningum. Diz o povo que, depois da sua morte, sem-

    pre que se abre a porta, um grupo de serpentes vermelhas dana

    no escuro, ao som de uma msica arrepiante.

    J pensei ir l espreitar mas... tenho medo... Rodrigo Alcaide, 4D

  • 26

    Ruben, 2 ano

  • 27

    Era uma vez uma porta!

    Ol amiguinhos! Querem ouvir uma histria? Ento

    vamos ouvir esta:

    Era uma vez uma porta mgica que, quando se abria,

    mostrava um mundo lindo, mgico e glamoroso.

    Dessa porta via-se uma montanha russa, uma gelata-

    ria, uma piscina e at havia uma padaria, uma casa e

    uma priso!

    Esse mundo tinha um nome, chamava-se: O Mundo

    das Descobertas!

    Esse mundo era pequeno, mas divertimo-nos mesma.

    Tambm tnhamos de sair s 15:30h, seno ficvamos

    l para sempre! (Parece agradvel, mas no , ficvamos

    sem comer, sem beber, e sem ver os pais num quarto escuro

    fechados, sozinhos e sem amigos oio dizer que ainda l

    esto os espritos dessas crianas, presos no quarto escuro...)

    Ana Maria Cuco, 2 Ano

  • 28

    Textos e desenhos :

    alunos dos 1, 2, 3 e 4 anos da EB1 de Praia de Mira,

    (no mbito do concurso Era uma vez, promovido pela Biblioteca Escolar)

    Docentes envolvidos:

    Albina Costa

    Ana Micael

    Fernando Silva

    Hlder Jesus

    Lus Loureno

    Digitalizao de imagens:

    Cristina Joo

    Montagem e edio:

    Rosrio Figueiredo

    Biblioteca Escolar de Praia de Mira,

    9 de Maro de 2010