Emergncia Psiqui Emergncia Psiquitrica Tatiana Silva F. Almeida Emergncia Psiquitrica.

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    07-Apr-2016

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  • Emergncia Psiquitrica

    Tatiana Silva F. Almeida

    Emergncia Psiquitrica

  • Emergncia psiquitrica

    1980, articulao da filosofia do servio de emergncia psiquitrica

    Qualquer situao de natureza psiquitrica em que existe um risco significativo ( de morte ou injuria grave ) para o paciente ou para outros,necessitando de uma interveno teraputica imediata.

  • Avaliao do paciente durante a consultaUtilize seus sentidos: - Viso - Audio - Tato - Olfato

    Entrevista focada na queixa principal e no motivo da procura ao atendimento.

  • Objetivos de um atendimento:

    Estabilizao do quadro: estabilizar sintoma alvo a ser abordado, geralmente aps o controle do sintoma, outros objetivos do atendimento podem ser atendidosEstabelecimento de uma hiptese diagnsticaExcluso de uma causa orgnicaEncaminhamento

  • Situaes Especiais Pacientes Psicticos

    Prejuzo grosseiro no contato com a realidade, manifestado por uma percepo inadequada e persistente do mundo externo( alucinaes e delrios ), ausncia de juzo critico e/ou conduta desorganizada.

    Psicose orgnica x psicose funcional

  • DADOS ANALISADOSPSICOSE ORGNICAPSICOSE FUNCIONALConscinciaGeralmente prejudicadaLcidaAteno Concentrao diminudaVarivel SensopercepoAlucinaes visuaisGeralmente auditivasOrientao Desorientao temporal Geralmente preservadaMemria Prejudicada Geralmente mantidaInteligncia Prejudicada Geralmente sem alterao significativaExame fsico, neurolgico e laboratorialComumente alteradoGeralmente sem alteraoDoena mental na famliaGeralmente ausenteGeralmente presenteUso de medicao diversaFreqente, podendo ser causa do quadroUso prvioInicio do quadroSbito Insidioso Funes cerebrais superiorAfasia, agnosia e apraxiapreservada

  • Situaes especiais:Pacientes Agressivos/Agitados

    No enfrentem.

    Avaliem e coletem informaes com familiares.

    Solicitem o auxlio dos seguranas sempre que necessrio.

  • Origem da agitao e/ou agressividadeQuadros psicticos purosQuadros de intoxicao exgena por substncias psicoativas (lcool e drogas)Quadros depressivos severos e/ou agudos ou quadros ansiosos. Quadros ps comiciaisQuadros metablicosQuadros neurolgicos/neurocirrgicos

  • Patologias orgnicas associadas a comportamento violentoPatologias sistmicasMetablicas ( ex, Hipoglicemia)Endcrinas ( ex, hipercortisolismo)Hipovitaminose ( anemia perniciosa)InfecciosasExposio ambiental ( ex, inseticidas organofosforados )Doenas reumticas ( ex, lpus eritematoso sistmico)Patologias intracranianasTrauma (recentes ou passados)InfecesNeoplasiasDefeitos anatmicosMalformaes vascularesAVCDoenas DegenerativasEpilepsia ou Sndromes epileptiformesIncluindo comportamento nos perodos ictais, pos ictais e interictaisSindromes parcias complexas, delirium pos ictais

  • Agitao/Agressividade

    Avaliao:Sintomas relacionados doena clnica?Necessidade de interveno rpida?Intoxicao/abstinncia?

    Medidas no-coersivas:Intervenes comportamentais/ambientaisIntervenes verbaisMantm agitao

    Melhora da agitao

    Paciente no-cooperativo:Medicao parenteralConteno mecnicaPaciente cooperativoMedicao oralREAVALIO PERIODICANecessidade de manter a contenoMonitorar efeitos adversosContinuao dos cuidadosNecessidade de avaliao diagnosticaTratamento especfico

    ALGORITMO DE MANEJO DO PACIENTE AGITADO

  • Tratamento farmacolgico para pacientes agitados, agressivos e psicticos ANTIPSICOTICOS : Haloperidol

    Ainda a mais segura droga disposio, com baixo comprometimento das funes cardacas e respiratrias

    Efeito negativo: possvel impregnao neurolptica; medicamentos atenuantes destes sintomas colaterais (biperideno e prometazina).

    Em alguns casos pode ser associado prometazina para efeito sedativo maior, ou evitar efeitos extra piramidais .

  • Haloperidol 1 ampola = 5 mg IM cada hora at controle e melhora da agitao e agressividade. Chegando-se at a dose de 20 a 30 mg./dia

    PRESCRIO

  • Impregnao NeurolepticaEfeitos extra piramidais agudosParkisonismo : bradicinesia. tremor de repouso. rigidez. perda de reflexo posturais.Acatisia.Distonias.Tremor fino.Sndrome Neuroleptica Maligna: A SNM caracterizada por hiperpirexia, alterao do nvel de conscincia, hipertonia, disfuno autonmica e insuficincia respiratria, podendo ainda ser encontrados rabdomilise e leucocitose.

  • CLORPROMAZINA Maior poder de sedao do paciente.Maior risco de depresso respiratria e hipotenso ortosttica.Uso com observao rigorosa do paciente.Risco aumentado quando usado por via endovenosaMuito usado em quadros onde a sedao mais necessria; agitao psicomotora intensa com auto e hetero agressividade (quadros de origem psictica).

  • Clorpromazina (1ml = 25mg) 2 a 4 ml IM de 06/06 horas.

    PRESCRIO

  • BENZODIAZEPNICOS:DIAZEPAM

    Sem efeito prtico nas emergncias quando usado em forma oral ou IM. Tambm usado em crises convulsivasAbsoro errtica IM

    OBS: 1 AMPOLA = 10 mg

  • MIDAZOLAM:

    Usado com indutor de sedao.

    Vantangens: incio de ao quase imediato, tempo de ao curto, existncia de antogonista

    OBS: 01 AMPOLA 15 mg (5mg/ml) IM, NOS CASO DE AGITAO E AGRESSIVIDADE INTENSAS.

  • Conscincia

    PsicomotricidadeAntipisicticos

    BenzodiazepnicosConteno Qumica

  • PACIENTE DEPRESSIVOS

    Investigao ativa do entrevistador

    Comportamentos suicidas : Ideao suicida, tentativa de suicdio, desejo de morrer x desejo de chamar ateno, suicdio

    Fatores relevantes: Inteno, letalidade e conhecimentos sobre mtodos.

    Fatores de risco: desesperana, histria de tentativas anteriores, histria familiar

  • AVALIAO DO COMPORTAMENTO SUICIDATentativa de suicdio grave (alta letalidade)Ideao persistentePouco suporte familiar/socialTranstorno psiquitrico graveBaixa adeso ao tratamentoPiora aguda do quadro psiquitricoInteno suicida reativaIndicao de tratamento intensivoExistem condies clnicas, sociais ou familiares de tratamento domiciliar??SimNoCAPS IntensivoInternao HospitalarPlano ou mtodo de baixa letalidadeBom apoio psicossocialComportamento auto-lesivo crnico, menor gravidadeIndicao de tratamento ambulatorialPouco benefcio com internao hospitalarCAPS semi-intensivo ou no-intensivoSimPiora do quadro?Algoritmo de avaliao e conduta no comportamento suicida

  • PACIENTE ANSIOSO

    Ansiedade patolgica

    Transtornos SomatoformesTranstornos dissociativosAtaques de pnicoReao aguda ao estresse Quadros de ansiedade orgnica

  • Sintomas somticos de ansiedadeMusculoesquelticos: aperto nos msculos,espasmos, dor lombar, cefalia,fraqueza, tremores, hiperatividade, resposta reflexa exagerada.Cardiovasculares: palpitaes, taquicardia, sensao de calor e frio, palidez, dor no peito.Gastrointestinais: boca seca, diarria, sintomas disppticos como bola que sobe e desce, nuseas e vmitos.Urinrios: polaciria.Relativos ao SNC: tontura, parestesias,cefalia.Respiratrios: hiperventilao, taquipnia aperto no peitoDiversos: sudorese, mos apertadas, agitao.

  • Pacientes ansiosos despertam impotncia e irritao na equipe, porm preciso lembrar que os sintomas so involuntrios.

  • Tratamento para pacientes ansiosos

    Tentativa de abordagem verbal,

    Tcnicas de relaxamento,

    Benzodiazepnico oral , de preferncia de curta ao.

  • USURIOS DE LCOOL E OUTRAS DROGAS.

  • Tratamento para usurios de lcool e outras drogasINTOXICAAO POR ALCOOL:

    Se possvel deixar em locais calmos e longe de estmulos.Observar: sinais de rebaixamento de conscincia , sinais vitais, glicemia .Em casos de coma alcolico , suporte clinico.

  • O QUE NO FAZER!!!!!(intoxicao)

    Glicose EV, sem critrio = risco de Sndrome de Wernick-Korsakov.

    Evitar benzodiazepnico pela ao cruzada e pelo risco de rebaixamento de conscincia, caso seja necessrio medicar, preferir antipsicticos

  • Dr(a) chegou um paciente psiquitrico pra o senhor(a) atender!!!!!!!!

  • Psiquitricooooooo, o que ele ta fazendo aqui???sou mdico(a) de doido no!!!!

    Vixe maria!!!!!!! ta agressivo ???!!!!

    Eita!!!!sei nada de psiquiatria , nem ia nas aulas

  • Chegou.e como ele esta??

  • AGRADECIMENTOS!!!!

  • INTOXICAO POR OUTRAS DROGASBarbitricos( Fenobarbital): rebaixamento da conscincia, torporosidade, coma ,UTI. Lavagem gstrica , carvo ativado

    Estimulantes ( anfetaminas , cocana, crack ): ao simpaticomimtica ( pupilas dilatadas,boca seca , hipertermia,taquicardia,sudorese,agitados, ansiosos). Suporte clinico,tratar agitao, risco de IAM.

    Perturbadores do SNC: Lsd ,maconha, ecstasy, inalantes. Quadros de ansiedade ate quadros de psicose.

  • Tipos de intervenoConteno verbal

    Conteno mecnica

    Conteno qumica

    O paciente tem o direito de receber o tratamento menos restritivo e invasivo possvel, apropriado a necessidades de segurana da equipe, suas e de terceiros.

  • Conteno mecnicaA conteno mecnica um mtodo:

    reversvel no altera o nvel de conscincia com menos efeitos colaterais do que o medicamentoso

  • Prevenir danos fsicos a outros e ao prprio paciente.

    Paciente deve ser informado sobre o que est acontecendo.

    Deve ser contido em decbito dorsal, mantendo posio de braos que possibilite acesso venoso

  • Conteno Qumicaltimo tipo de abordagem, sinal de falha de todas as anteriores.

    Vantagem: tranquilizao rpida

    Desvantagem: risco de iatrognia

  • Conscincia

    PsicomotricidadeAntipisicticos

    BenzodiazepnicosConteno Qumica

  • Indicao para internao

    Ato suicida, risco de suicdio ou de autoagresso

    Risco de homicdio ou de heteroagresso

    Desorganizao mental e/ou psicose produtiva com falta de cuidados mnimos e/ou agitao psicomotora e/ou exposio social.

    Exausto familiar decorrente de doena mental

  • Perda da autonomia psquica devido ao comportamento de busca e fissura por por substncias psicoativas

    Sofrimento mental intenso com solicitao de hospitalizao do paciente ou por falta de suporte familiar

    Risco de provocar iatrogenia ou exames/ procedimentos invasivos desnecessrios.

  • NO A DOENA QUE DETERMINA A INDICAO DA INTERNAO E SIM O TIPO DE ALTERAO PSQUICA A QUE O PACIENTE ESTA SUBMETIDO EM VIRTUDE DELA.

  • Tipos de Internao

  • VOLUNTRIA

    caracterizada pelo consentimento do paciente em ser internado, porm sendo necessrio a assinatura de um termo no ato da admisso

  • INVOLUNTRIA Aquela sem o consentimento do usurio e a pedido de um terceiro, devendo no prazo de 72 horas, ser comunicada ao Mistrio Pblico Estadual pelo responsvel tcnico do estabelecimento, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta. O trmino da internao poder ocorrer por solicitao escrita do familiar ou responsvel legal, ou quando estabelecido pelo psiquiatra responsvel pelo tratamento

  • As normas legais brasileiras mais recentes (lei federal n 10216/01 , portaria MS/GM n 2391/02 e as diversas leis estaduais sobre reforma da ateno psiquitrica) infelizmente no especificam quais os riscos que devem ser considerados pelo medico ao determinar uma internao involuntria

  • CRITRIOS PARA INTERNAO INVOLUNTRIA

    Critrio A

    Doena mental, Exceto transtorno de personalidade anti-social.

    Critrio B

    Risco de auto agressoRisco de HeteroagressaoRisco de agresso a ordem publicaRisco de exposio socialIncapacidade grave de auto cuidados.

  • COMPULSRIA:

    Aquela determinada pela justia, sempre levadas em conta as condies de segurana do estabelecimento, quanto salvaguarda do paciente, dos demais internados e dos funcionarios.

  • Continuar a fazer as coisas como sempre foram feitas e esperar que os resultados sejam significativamente diferentes uma boa definio de insanidade.

    (Einstein)

    OBRIGADO!

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