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ELIZABETH KÜBLER-ROSS

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    25-Nov-2015

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  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS LUTO
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS Nasceu a 8 de Julho de 1926 em Zurique (Suíça), numa família da classe média Pai: Ernest Kübler, diretor de uma empresa mãe: Emma Kübler, dona de casa Pais tiveram um primeiro filho, Ernest depois foram surpreendidos por uma gravidez trigemelar da qual resultou o nascimento de três filhas: Eva, Erika e Elisabeth Com cinco anos: ficou doente com pneumonia (hospitalizada no hospital pediátrico de Zurique) Detestou o ambiente hospitalar pela frieza com que cuidavam das crianças, pelo ambiente inóspito
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS visita dos pais: sem comunicação oral e contato humano diretos (vidro entre visitantes e visitada) primeira experiência: ao lado de sua cama encontrava-se internada outra criança doente (seis anos), que estava muito mal, alternando períodos de consciência com períodos de inconsciência Um dia, esta criança disse a Elisabeth que iria partir, morrendo de fato, no espaço de vinte e quatro horas primeiro contato de Kübler-Ross com a morte humana, acontecimento que a marcou profundamente
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS contato com a morte humana: constante ao longo da sua infância 3º. ano da escola primária: uma das suas amigas, Susy, adoece com meningite e morre Uma das mortes que mais a marcou: a de um agricultor, amigo e vizinho dos pais: queda da macieira e fratura de coluna (poucos recursos da época, pouco a se fazer) O doente, consciente do seu estado, desejou morrer em casa Além da visita ao moribundo, Kübler-Ross e as suas duas irmãs também foram ver o corpo morto do seu vizinho
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS Quando jovem: trabalhou em um hospital colhendo sangue de doentes com doenças venéreas (maioria era formada de prostitutas) Constatação: muitas das pessoas doentes mostravam grande necessidade de encontrar uma mão amiga que as tocasse e ouvisse, além de tudo o que a tecnologia médica pudesse oferecer 1946: consegue emprego como assistente de laboratório no departamento de oftalmologia da Universidade de Zurique Chegou a comunicar diagnósticos a alguns doentes
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS Inicialmente cometeu alguns erros: comunicou alguns diagnósticos mais difíceis com eufemismos ou evasões Percepção: a transmissão da verdade de forma simples e franca era a melhor forma de comunicar certas notícias doentes: expunham os seus problemas de forma espontânea, permitindo a ela desenvolver a capacidade de escuta e de aconselhamento 1952: entra na Faculdade de Medicina de Zurique Durante formação: destacaram-se os casos de 3 doentes em fase terminal, que acompanhou em domicílio
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS Diversidade de reações perante a situação de fim de vida (estágios) 1958: casa-se e muda para os EUA e faz residência na área de psiquiatria o departamento de psiquiatria tinha internados os piores casos de transtornos mentais, que eram severamente medicados Ela, outro médico residente e a assistente social: iniciaram um programa de recuperação destes doentes (terapia ocupacional) Um médico neurologista: pediu a colaboração da psiquiatria para um doente que se encontrava na última fase de uma doença degenerativa, a esclerose lateral amiotrófica.
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS Kübler-Ross foi chamada: observou o doente e chegou à conclusão de que ele estaria se preparando para morrer Neurologista: considerou o diagnóstico ridículo estava persuadido de que o doente precisava apenas de medicação contra estado psicológico depressivo após 3 dias: o doente morreu percebeu, pela primeira vez: os médicos tinham problemas em estabelecer relação com os doentes que estavam na fase terminal da vida
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS 1961: seu pai adoece e tem que ficar hospitalizado (infecção generalizada) após uma intervenção cirúrgica no cotovelo Ao chegar ao hospital: depara-se com o desejo do pai em sair da instituição (ameaça de suicídio se não fosse para casa) Atende ao pedido do pai (sabendo da gravidade da situação), assina a alta e leva-o para casa Pouco tempo depois: o pai morre em casa, no seu leito, rodeado pelos cuidados da filha e da esposa
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS 1963: palestra para estudantes de medicina com uma adolescente com leucemia (terminal) Somente perguntas clínicas paciente começa a falar sobre seus sentimentos: como se sentia sabendo que tinha pouco tempo de vida e apenas 16 anos, como era não poder sonhar com um fim de curso e o que a motivava a viver cada dia Audiência: ficou emocionada e refletiu sobre os seus sentimentos e temores acerca da morte 1967: seminário âSobre a morte e o morrerâ A escolha de doentes em fase terminal para participar no seminário foi dificultada pelos profissionais de saúde
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS por duas razões A) por um lado, baniam a própria realidade da morte humana, negavam-na do seu hemisfério profissional, cujo objetivo era salvar vidas B) por outro, pensavam que seria prejudicial ao doente saber e falar sobre o seu real estado de saúde, especialmente se estivesse gravemente doente Apesar das dificuldades, as entrevistas com os doentes foram acontecendo inicialmente junto das suas camas mais tarde, realizavam-se num auditório, devido ao número elevado de participantes (ajuda do capelão do hospital)
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS No fim da entrevista: acompanhava o doente à unidade onde estava internado e regressava ao auditório Seguia-se um debate acerca da entrevista e também acerca dos sentimentos que cada um experimentara no contato com uma pessoa no final da vida as entrevistas confrontavam o público com a mortalidade e com as necessidades dos que se encontram numa fase final das suas vidas 1969: convidada a escrever seu primeiro livro sobre essa experiência (Sobre a morte e o morrer)
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS Nesse livro: defende que todos os doentes passam por vários fases emocionais antes de morrer Denominou as fases de âestágiosâ: reações emocionais experimentadas por todas as pessoas que enfrentam uma perda Os estágios são: Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo." Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo." Negociação: âDeixe que eu viva apenas até meus filhos crescerem." Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?" Aceitação: "Tudo vai acabar bem."
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido até o divórcio alega que estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem nem todos são experienciados por todos os pacientes afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois desses estágios Outros notaram que qualquer mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios Advogados criminalistas de defesa: réus que estão enfrentando a possibilidade de punições severas com pouca possibilidade de evitá-las experimentam estes estágios antes de se declararem culpados
  • ELIZABETH KÃBLER-ROSS KÃBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1969. KÃBLER-ROSS, Elisabeth. Morte â estágio final da evolução. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 1975. KÃBLER-ROSS, Elisabeth. Perguntas e respostas sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1979. KÃBLER-ROSS, Elizabeth. A morte: um amanhecer. São Paulo: Pensamento, 1991. KÃBLER-ROSS, Elisabeth. A roda da vida: memórias do viver e do morrer. Rio de Janeiro: GMT, 1998.