Eficincia Urbana como Proposta de Sustentabilidade para o Bairro de So Cristvo, RJ

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    25-Mar-2016

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Uma histria ilustrada do processo de criao e desenvolvimento para uma interveno urbana que vai muito alm do verde; / Maro.2013 / Trabalho Final de Graduao / Universidade Federal Fluminense / Arquitetura e Urbanismo

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  • Francisco Eduardo Meyer

    Critrio de Sustentabilidade parao Bairro de So Cristvo, RJ

    Eficincia Urbana como

  • Eficincia Urbana como Critrio de Sustentabilidade

    para o Bairro de So Cristvo, RJ

    Francisco Eduardo Meyer Soares de Freitas

    Orientador: Vincius M. Netto

    Universidade Federal Fluminense

    Escola de Arquitetura e UrbanismoTrabalho final de Graduao

    Niteri /2012

  • Agradecimentos:

    Gostaria de agradecer a todos os amigos que me deram apoio e

    participaram consciente e inconscientemente da minha formao.

    Aos companheiros de repblica, novos e velhos, ao pessoal da

    Arquitetura, onde 5 anos insuficiente para conhecer vocs

    como deveria, e aos amigos inesperados, roubados aos poucos

    de outros cursos.

    Agradeo tambm a todas as conversas em aula, bares e cala-

    das. Sem elas, esse percurso no teria sido to proveitoso. E

    claro, a sempre presente galera de Terespolis. No importa se

    neste ou no outro hemisfrio!

    Ao meu orientador Vincius Netto, pelas boas conversas que

    tivemos, e a todos os funcionrios e professores da UFF que

    ajudaram a construir um pensamento que vai alm da academia.

    Dedico um agradecimento especial a Jssica, com quem amo

    partilhar a vida e por ser simplesmente muito mais do que eu

    poderia esperar, e a sua famlia, que desde sempre me faz

    sentir parte dela.

    Agradeo principalmente a minha me, sempre atenciosa, cuja

    ajuda e presena foi fundamental para a concretizao desta e

    de muitas outras conquistas. A minha irm, que desde pequeno

    me ensina a usar as palavras e a construir (tambm) com elas, e

    a famlia Meyer, que quando reunida tem sempre muitas

    histrias a contar e ensinar. Espero que esta se junte a elas.

    Muito obrigado a todos!

    Francisco Meyer

  • NDICE

    OBJETIVO ............................................................................................... 09

    1. ENTENDENDO A REA .......................................................................... 11 1.1. Localizao da rea-projeto ..................................................... 13 1.2. Histrico ................................................................................. 14 1.3. Atualidade ............................................................................... 17

    2. ANALISANDO ...................................................................................... 19 2.1. Elementos da Evoluo Urbana; Malha Urbana e Conexes com Entorno; Vias de Acesso; Ferrovias e Metr ......... 21 2.2. Centralidades; Atrativos; APACS e Bens Tombados ..................... 22 2.3. reas Verdes; Projetos Urbanos Previstos ............................... 23

    3. APROXIMANDO .................................................................................... 25 3.1. Limites da rea ......................................................................... 27 3.2. Levantamento das Edificaes; Usos .......................................... 28 3.3. Anlise Gera ............................................................................ 29 3.4. Mosaico Fotogrfico ................................................................. 31

    4. INQUIETAO ...................................................................................... 33 4.1. Orientao Terica ................................................................... 35

    5. PROJETO ............................................................................................ 41 5.1. Diretrizes ................................................................................ 43 5.2. Anlise Axial ............................................................................ 45 5.3. Loteamento; Edificaes Mantidas ............................................. 46 5.4. Afastamentos; Praas e Prdios ............................................... 47 5.5. Passagens ao Nvel Trreo ........................................................ 48 5.6. Gabaritos ................................................................................. 49 5.7. Usos ........................................................................................ 51 5.8. Ilustraes da rea Projeto ..................................................... 52 5.9. Circulando ............................................................................... 53 5.10. Circulao Adjacente ............................................................. 54 5.11. VLT Veculo Leve Sobre Trilhos ............................................. 55 5.12. Cortes e Sees ..................................................................... 56 5.13. Pavimentao; Infraestrutura Seo da Via Secundria .......... 57 5.14. Quarteiro-Modelo ................................................................. 58 5.15. Parque Linear ......................................................................... 59 5.16. Perspectivas Gerais ................................................................ 62

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ........................................................... 64

  • QUALQUER UM PODE DESLIGAR O RDIO E

    ABANDONAR OS CONCERTOS, NO GOSTAR DE

    CINEMA E DE TEATRO E NO LER UM LIVRO,

    MAS NINGUM PODE FECHAR OS OLHOS

    DIANTE DAS CONSTRUES QUE CONSTITUEM

    O PALCO DA VIDA CITADINA E TRAZEM A MARCA

    DO HOMEM NO CAMPO E NA SUA PAISAGEM.

    (Bruno Zevi)

  • O presente trabalho tem como objetivo propor uma soluo urbanstica para uma

    rea especfica do bairro de So Cristvo apli-cando diferentes conceitos de Eficincia

    Urbana como uma alternativa para melhor or-ganizao e aproveitamento dos espaos da cidade. Para tanto, no bastava aplicar e repe-

    tir os conceitos frequentemente observados nos modelos das cidades brasileiras, como a

    reproduo dos edifcios-torres ou condomnios-cidades, nem a soluo verde dos

    terraos-jardins e eco-vilas, mas sim, entender o funcionamento do bairro em questo e

    propor solues conscientes do entorno e das dinmicas da cidade, favorecendo a sus-

    tentabilidade intrnseca ao modelo.

  • 1 entendendo

    a r

    ea...

  • Localizao da rea-projeto:

    13

    n

    n

    Rio de Janeiro, RJ - Brasil.Bairro imperial de So Cristvo.

    imagens do google earth

    rea territorial aproximada: 4,1 km2 rea residencial: 0,6 km2 Populao residente: 2.6510Domiclios: 9.991Museus: 5 Unidade de sade pblica: 1 Escolas: 25 Praas: 13

    rea-projeto: 0,32 km2

    fonte: porta

    lgeo

    .rio

    .rj.g

    ov.b

    r

    n

    n

  • Identificada inicialmente como um aldeamento dos ndios Tamoios e aps a ocupao portuguesa, como Aldeia de Martinho, a regio onde hoje se encontra o bairro de So Cristvo possui ocupao intimamente ligada conquista do Recncavo da Guanabara.

    No ano de 1565, com a fundao da cidade do Rio de Janeiro, Estcio de S doa Companhia de Jesus uma sesmaria que se estendia do Rio Comprido Inhama. A regio foi ento desmembrada em trs grandes engenhos, dentre eles a Fazenda de So Cristvo, cujo nome deriva da Igreja erguida pelos jesutas em 1627, ento beira-mar.

    Aps a expulso dos Jesutas em 1759, as terras foram divididas em chcaras e stios menores, com uma ocupao mais efetiva, limites e propriedades definidas. A sede da fazenda de So Cristvo foi transformada no antigo Hospital dos Lzaros, hoje Hospi-tal Frei Antnio, e uma das melhores quintas foi adquirida pelo negociante atacadista Elias Antnio Lopes para construo de sua residncia, a Quinta da Boa-Vista.

    Histrico:

    primeira carta da baa do rio de janeiro (como era denominada na poca) e da cidade de So Sebastio. [1573-1578]

    igreja de so cristvo

    na elevao, detalhe para o antigo Hospitaldos Lzaros.

    Prximo ela passava o Caminho de So Cristvo que, alm de servir aos jesutas, era usado por moradores da cidade, via-jantes e tropeiros, em direo ao interior. Seu entorno era ocu-pado principalmente por pescadores e pequenos agricultores que cumpriam uma funo econmica de subsistncia para a cidade.

    fonte:www.museunacional.ufrj.br (editado)

    Com a chegada da Famlia Real em 1808, Elias doa sua propriedade para D. Joo realizando ainda uma enorme reforma do palacete a fim de adaptar a residncia para o monarca.

    detalhe para a aldeia de so martino, futuro bairro

    So Cristvo.

    14

    fonte:w

    ww.s

    ao-c

    ris

    tovao.c

    om (edit

    ado)

    fonte:w

    wwsao-c

    ris

    tovao.c

    om

  • fonte:http://portalgeo.rio.rj.gov.br

    rea de aterros na regio Antes

    da chegada da Famlia Real At 1905 com a concluso do

    Canal do Mangue.

    A partir de ento, deu-se incio a uma srie de intervenes no bairro, como a pavimentao de ruas, instalao de iluminao pblica, erradicao de pntanos e aterramentos. Foi defi-nido um novo litoral, e o acesso Igrejinha passou a ser feito por terra. Nesse perodo, So Cristvo se firmava como o territrio mais aristocrtico do Rio de Janeiro, visto que em suas proximidades se construam tambm as residncias de fidalgos e altos funcionrios da corte.

    Ao longo do reinado de Dom Pedro II, os limites do terreno so ampliados e o paisagista francs Glaziou contratado para projetar os novos jardins, em parte ainda preservados.

    projeto para a quinta da boa vista. Glaziou.

    O processo de modernizao continua: os sistemas de trilhos dos bondes so estendidos, assim como as redes de gua, esgoto e gs. A instalao de inds-trias ocorre de forma espontnea e a chegada de pequenos proletariados comea a mudar o perfil residencial do bairro para uma rea de interesse fabril. Fato que se intensifica com o fim do imprio em 1889.

    fonte:www.casaruibarbosa.gov.br

    15

  • 16

    Durante os primeiros anos de Repblica, So Cristvo entra em fase de decadncia e aban-dono. Somente com o governo de Pereira Passos, em 1910, a regio volta a atrair investimen-tos. Executa-se uma enorme reforma urbana na cidade e o bairro um dos mais afetados. Enquanto a abertura da Avenida do Cais estabelecia ligao direta com o centro do Rio de Janeiro, aumentando os fluxos, a modernizao do Porto dava incio ao aterramento de grandes reas praieiras, perdendo a identidade costeira nativa do bairro.

    Av. do cais. incio sec XX.

    Durante a dcada de 60, o bairro representava quase 50% do ICMS Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios do Municpio, e correspondia ao 4 maior parque industrial da Amrica do Sul.

    fato que impulsionou a construo do Pavilho So Cristvo em 1966 para exposio de produtos nacionais e estrangeiros.

    Porm, buscando moradia, estes ocupavam os

    morros e as reas no construdas, alterando completamente o perfil

    elitista do bairro.

    A pr-existnciade infraestrutura na regio impulsionava a

    ocupao fabril.

    Com a transformao do uso do solo residencial

    para industrial, atraa-se mo de obra de baixa qualificao, suprida em grande parte pelo

    excedente de ex-escravos e imigrantes.

    Entretanto, Em 1980 o Pavilho fecha e grande parte das fbricas que mantinham sede no bairro se transferiram para reas menos valorizadas, dando incio a uma nova fase de decadncia...

    fonte:www.vitruvius.com.br

    fonte: instituto pereira passos-rj. (editado)

    ... que nos leva aos dias de hoje.

  • 17

    SO CRISTVO

    Benfica

    Mangueira

    So Cristvo

    vasco da Gama

    museu

    museu?So Cristvo marcado pela grande concentrao de indstrias, galpes e casarios abandonados...

    ... sendo o comrcio de peas auto-mecnicas - que se estabilizou no bairro na segunda metado do sculo passado - uma das maiores referncias na cidade.

    Apesar da existncia de diversos monumentos histricos na regio,

    atualidade: o bairro faz parte da VII Regio Administrativa (RA) do Rio de Janeiro, homnima ao bairro, junto com Benfica, Mangueira e Vasco da Gama.

  • 18

    em 2007 (Ainda no governo do ento prefeito Csar Maia), o bairro ganha um adjetivo ao nome, escolhido como uma homenagem aos 200 anos da vinda da corte Lusitana ao brasil e Passa a se chamar oficialmente de Bairro Imperial de So Cristvo pelo decreto no 28302.

    Paralelamente, A regio que vinha sofrendo queda popula-cional desde o ltimo quarto do sculo XX, passou a apre-sentar um crescimento de quase 20% na ltima dcada.

    O que ser feito do bairro?

    fonte: IB

    GE (elaborao p

    rpria

    )

    e Segundo o Jornal o Globo, o preo do metro quadrado construdo, subiu de R$ 2.200 em 2004, para R$ 4.000 em 2010, ou seja, mais de 80% em 6 anos.

    20

    %

    no ano de 2004, foi desenvolvido o plano de reabilitao integrada de So Cristvo realizado pela caixa econmica em parceria com o governo francs.

    APESAR DE executada APENAS UMA MNIMA PARCELA DO PROJETO, A INICIATIVA REAQUECEU O MERCADO E TROUXE NOVOS INVESTI-MENTOS IMOBILIRIOS PARA A REGIO.

    M2 x $$!

    Aproveitando a centralidade e a facilidade de acesso ao bairro, a rea ainda ser alvo de dois mega-eventos nos prximos anos: as olimpadas de 2014, e a copa do mundo de 2016. Ambos Alterando completamente suas imediaes.

    tendo em vista este novo despertar do interesse imobilirio, ficamos com uma pergunta:

    fonte: porto maravilha

    fonte:

    porta

    l g

    overno d

    o e

    sta

    do

    fonte: portal governo do estado

  • 2 Analisando.

    ..

  • vias de acesso: ferrovias e metr:

    VIAS SECUNDRIAS

    VIAS PRINCIPAIS

    VIADUTOS

    FERROVIAS

    LINHAS DE METR

    estrada real

    antigo litoral

    topografia

    rea

    ELEMENTOS DA EVOLUO URBANA:

    21

    n

    Antes de iniciar o projeto, era necessrio conhecer um pouco mais das caractersticas do bairro. Para tanto, foram analisados diversos aspectos internos da regio e a forma como ela se conecta com o entorno.

    porm, a precariedade do sistema pblico e a no-racionalizao das rotas e demandas comprometem os fluxos e TOrnam o deslocamento local catico e sobrecarregado.

    h uma visvel diferena de densidade de ocupa-o no interior da regio em relao s suas margens. isso se deve aos limites impostos pela malha ferroviria ao sul e a oeste, e ao cemitrio e refinaria ao norte. Estas reas so pouco permeadas e mal valorizadas, prevale-cendo a ocupao informal ou fabril.

    so cristvomangueira

    benfica

    vasco da gama

    MALHA URBANA e conexes com entorno:

    A facilidade logstica e a localizao privilegiada do bairro, junto do Centro do Rio de Janeiro e das principais vias de acesso, tanto municipais quanto intermunicipais e estaduais, fazem do bairro um enclave estratgico do transporte carioca.

    ?

    contraditoriamente ao seu apelo virio, a VII RA Carece de rotas alternativas.

    uma das caractersticas mais

    interessantes da rea, e que teve grande influncia nas decises do

    projeto, foi a identificao do antigo do litoral.

    a partir dele foi possvel apontar as

    reas de ocupaes mais antigas e justificar a existncia dos grandes

    lotes industriais ao leste.

  • 22

    atrativos:

    CENTRALIDADES:

    eixo princip

    al

    eixo secUNDrio largo de benfica

    largo do pedregulho

    largo dA CANCELA

    rea

    1.5 km1 km

    2,5 km

    0,5 km

    5 km

    apacS E BENS TOMBADOS:

    APAC REA 1

    APAC REA 2

    APAC SUB-REA 1

    TOMB. NACIONAL

    TOMB. ESTADUAL

    existem dois eixos de deslocamento de grande importncia na regio: Um de carter local, que interliga os 3 principais plos comerciais...

    ...e outro, de maior fluxo, que compe o prin-cipal percurso centro x zona norte.

    a regio servida de diversos equipamentos culturais, esportivos, comerciais e histricos a uma distncia inferior a 2,5km da rea projeto.

    feira so cristvo

    cadeg

    col. pedro II

    quinta da boa vistarodoviria estao leopoldina

    maracanuerj

    cefetecpedregulho

    estdio so janurio

    museu do primeiro reinado

    zoolgicoobservatrio nacional

    i.n.t.o. igreja de so cristvo

    bairro santa genoveva

    so cristvo f.r.

    horto botnico

    reservatrio

    hospital frei antniomuseu do ndio

    GRES. Paraso do tuiuti

    igreja santa edwiges

    TOMB. MUNICIPAL

    Alm dos cones de arquitetura tombados nos trs nveis do patrimnio, foram ins-tauradas reas de Preservao do Ambien-te Construdo (APAC) que, como o nome diz, estimulam, com leis especficas, a preser-vao de aspectos como fachadas, gabari-tos e usos dos imveis nelas inseridos.

    o prprio centro do rio no se encontra a

    mais de 5km de distncia.

    rio de janeiro

    VII RA. So Cristvo

    II RA. Centro

    contraditoriamente ao seu apelo virio, a VII RA Carece de rotas alternativas.

  • REAS VERDES:

    23

    projetos urbanos previstos:

    PROJETOS PREVISTOS:

    10. PROJ. RUA BELA

    9. EXPANSO PQ. QUINTA BOA VISTA

    11. PROJ. RUA FIGUEIRA DE MELO

    12. proj. benfica

    PROJETOS REALIZADOS:

    2. C. DE TRADIES NORDESTINAS

    1. FAVELA BAIRRO TUIUTI

    PROJETOS EM EXECUO:

    4. FAVELA BAIRRO MANGUEIRA

    3. FAVELA BAIRRO VILA ARAR

    . REABILITAO INTEGRADA (CAIXA)

    5. C. R. VASCO DA GAMA

    7. EXPANSO MARACAN

    8. PORTO MARAVILHA

    6

    rea1 2

    12

    4

    6

    5

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    8

    9

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    11

    3

    n

    a VII RA, possui 27 reas livres classificadas como parques, praas e largos. Elas abrangem cerca de 7,5% da superfcie total.

    porm, o ndice mascarado pela existncia da quinta da boa vista e do zoolgico...

    ... com isso, bairros como Vasco da Gama e mangueira, vistos individualmente, no possuiram espaos verdes significativos.

    Abaixo esto relacionados os princi-pais projetos urbanos referentes a So Cristvo.

    de naturezas e objetivos diversos, poucos parecem levar em considerao o conjunto das obras para alm de si mesmos.

    A rea projeto representa um resumo da situao do bairro e no se encon-tra inserida em nenhum projeto atual.

    hey!

    Meu interesse , portanto, de despertar seu potencial latente, conectando-a conscientemente com os diferentes nveis da cidade, bairro e quarteiro.

  • 3 aproximando

    ...

  • 27

    companhia brasileira de petrleo ipirangaem funcionamento

    projeto porto maravilhaapesar de no compartilhar 100% das idias propostas, levei em considerao todas as informaes adquiridas sobre o mesmo para a definio do meu projeto, analisando desde a malha viria aos gabaritos e usos sugeridos.

    centro de tradio nordestinaProjeto recente (2003), restaurou o uso do pavilho so cristvo e o transformou rapidamente em visita obrigatria da cidade.Porm, seus acessos so bastante complicados, e apesar de no fazer parte da rea-projeto, propus algu-mas mudanas em prol do pedestre.

    Cond. minha casa minha vidaEM fase de concluso.Desnecessrio incluir o projeto na rea, uma vez que seus edifcios-torre no poderiam ser refeitos ;)

    rea projetosurpreendentemente excluda dos projetos em desenvolvi-mento, possui ntima ligao com o futuro porto maravilha e o Pavilho So Cristvo.Emparedada entre dois viadutos e polulada por diversas fbricas e galpes abandonados, a regio mantm-se vazia exceto nos horrios de chegada e sada do trabalho, quando funciona como rota de passagem devido sua proximidade com a av. Brasil.No centro encontra-se ainda a Igreja de So Cristvo, Uma das principais reminiscncias do bairro.

    Arquivo central - tribunal de justia do estadoconcludo (2004).

    A escolha da rea:

    Ambos os quarteires se encontram consolidados com ocupao densa e em grande parte histrica.O maior problema so as testadas de lote com a rua figueira de melo devido ao viaduto da linha vermelha. entretanto, um projeto para a rea j est em desenvolvimento.

    projeto rua belao projeto visa recuperar a ambincia perdida com a construo dos viadutos da linha vermelha

    n

  • 28

    levantamento das edificaes:

    para iniciar o projeto, era necessrio fazer um levantamento in loco das edifi-caes existentes.estabeleci trs grupos principais com os quais qualifiquei as construes em:

    alto valor arquitetnico;baixo valor arquitetnico;Gabarito elevado;

    O gabarito predominante de 3 pavimentos, conferindo com o liimte aprovado para a rea.

    Como esperado, os quarteires esquerda revelaram a maior parte das construes com valor arquitetnico /histrico, enquanto direita est concentrada a maior parte dos galpes industriais.

    1

    2

    3

    4

    1

    24

    3

  • 29

    n

    av. brasil

    r. mns. m

    anuel gomes

    r. benedito ottoni

    r. escobar

    os imveis localizados na rua escobar, prximos ao centro do bairro, so em sua maioria residen-ciais e comerciais. l, prximo ao prdio da EMOP (Empresa de Obras Pblicas -no 7-), Encontram-se os nicos restaurantes da rea-projeto.

    As ruas Mns. Manuel Gomes e Benedito Otoni apresentam diversos usos, mas pouca identi-dade. Na margem esquerda as oficinas mecni-cas disputam espao com os imveis aban-donados. Quanto margem direita, dominada por galpes, fbricas e ptios de manobra de caminhes. EM ambos os lados Existem ainda alguns edifcios residenciais, mas a maioria encontra-se depredada.

    interessante notar que a rea adotou usos diferenciados que seguem uma lgica longitudinal de ocupao.

    J na faces de quarteiro voltadas para a avenida brasil, o abandono claro. Com ocupao rarefeita, os nicos usos ainda encontrados so a armazenagem de cargas e aluguel de containers.

    USOS:

    residencial;comercial;industrial;institucional;abandonado;

    6

    7

    5

    8

    8

    6

    5

    7

  • 30

    n

    **

    PRAAS E PARQUES? NO!as pequenas ilhas de concreto e grama formadas entre as pistas de alta velocidade funcionam apenas como estacionamento. alm de Tornar a passagem de pedes-tres perigosa e sua permanncia desaconselhvel, isolam o acesso ao pavilho de exposies...

    PRAAs ou PARQUEs? Mais uma vez, NO!Mesmo sendo um logradouro pblico com um enorme potencial atrativo, reformado h 12 anos e frente da icnica igrejinha de So Cristvo, a praa continua sem receber um uso apropriado...Assim Como Lefrebvre (2002) alertava, ao difundir a ideia de que a rua reserva perigos, pode-se matar a riqueza da diversidade que ela nos proporciona. Porm, o mesmo pode acontecer se a ordem for inversa. No caso, a industrializao descuidada da regio foi uma possvel causa da marginalizao da praa.

    ! ?

    um viaduto incomoda muita gente, dois...!A existncia de dois elevados a uma distn-cia pequena trouxe consequncias negativas para a vizinhana, principalmente por no existir um tratamento adequado para seus impactos.

    Produtos do incio do sculo XX, os dois mega-quarteires rema-nescentes na rea dificultam a conexo interna do bairro e preservam uma estrutura indus-trial desatualizada do seu contexto na cidade.

    anlise geral:

    talvez a regio mais delicada de se projetar.Possui uma ocupao bem definida, porm mal resolvida. espontnea, mas precria. Histrica, e tambm ordinria.Seus casares se misturam no tecido construdo pelos consecutivos desmembramen-tos de lotes, Resultando em uma infinidade de padres que devem ser respeitados ou descartados conforme a situao.

  • 2.518 a quantidade de casas populares (35m2) que poderiam ser dispostas em apenas um dos mega-quarteires da rea.

  • 4 inquietaes

  • 35

    orientao terica:

    O termo desenvolvimento sustentvel j utilizado h dcadas, porm, devido a sua varie-dade de aplicaes, levou a uma equivalente variedade de sentidos. Isso parece torn-lo muitas vezes contraditrio de acordo com a inteno do interlocutor. Portanto, desconsid-ero logo de incio o discurso dogmtico de que o crescimento das cidades unicamente prejudicial ao meio ambiente. Este desentendimento fundamentalista prega a ecologia contra a economia assim como o Bem vs o Mal (Bjarke Ingels, 2009). Porm, No se deve entender o termo como uma afronta ao desenvolvimento, mas sim como uma alternativa de progresso.

    justamente nesse ponto que entra a eficincia urbana. segudo netto e krafta (2009), as dinmi-cas socioeconmicas intraurbanas mantm relao estreita com a morfologia da cidade. Isto , a forma como a cidade se distribui no espao fundamental para determinar a eficincia e os custos envolvidos nas trocas entre os agentes.

    Independentemente do que cada indivduo realize ao longo de seu dia, seu procedi-mento envolve deslocamentos e atividades localizadas, sequenciais. A eficincia desse

    procedimento envolve distribuio espacial de atividades e minimizao de distncias, ambas associadas forma urbana. (...) sustentabili-dade, por sua vez, incluira tambm a diversi-

    dade e longevidade (...) das interaes.(netto e krafta -2009)

    Existem Diversos componentes com potencial de influenciar a sustentabilidade e eficincia urbanas. Dentre eles, o tamanho, a forma, a densidade e compacidade da cidade, o processo de intensificao e descentralizao, uso do solo, dis-posio e tipo de edifcio, reas verdes e espaos abertos (jenkins, 1996) so essenciais para determinar a qualidade do modelo.

    A eficincia seria,

    Portanto, um estado do sistema urbano.

    no

    no

    logo, dentro do modelo de sociedade que encontramos hoje nas grandes cidades, tornaria-se insustentvel manter uma ocupao urbana rarefeita, do mesmo modo que seria impensvel manter uma ocupao despreocupada com o ambiente que a cerca.

  • 36

    ANtigamente, com a evoluo dos meios de tranportes e a diminuio do custo das viagens, dizia-se que a proximidade fsica no era mais obstculo. Com base nesse modelo, foram realizadas as expanses de diversas cidades norte-americanas, onde a utilizao do automvel chega a representar 92% dos deslocamentos e o uso do transporte pblico no supera 3% (ribeiro, 2007). O resultado o sprawl urbano, uma espcie de anttese das cidades compactas, e grande contribuinte da emisso de poluentes. PAra piorar, segundo suzuki (1999), apesar do crescente investimento em funo do automvel, o tempo mdio de viagem da populao tem crescido anual-mente em funo dos congestionamentos, tornando o sistema insustentvel.

    em pesquisa realizada pelo pnad (pesquisa nacional por amostra de dom-iclios, do ibge) nas dez principais regies metropolitanas brasileiras, o rio de janeiro obteve o pior ndice per-centual de pessoas que passam mais de uma hora no trajeto casa-trabalho.

    casa trabalho

    lazer

    casa trabalho

    lazer

    comparao esquemtica da distribuio de ativi-dades em modelo de cidade espraiada e compacta.

    Cara, cad meu carro?!

    fonte: observatrio das metrpoles - ippur/ufrj

    Los Angeles. Congestionamento em auto-estrada com 19 pistas de rodagem.

    Esse quadro pode ser interpretado de diversas maneiras. Porm, duas chamam-me a ateno: A falta de opes de transporte pblico eficientes, e os prob-lemas causados pela setorizao exclu-sivista do uso do solo, onde a moradia e o trabalho se localizam em pontos dis-tintos e distantes.

  • 37

    Cidades compactas e com uso misto tm a seu favor, portanto, menor dependncia do automvel e, consequentemente, menor consumo de energia. Distncias menores estimulam a caminhada e o uso da bicicleta que, por sua vez encorajam o uso dos espaos pblicos, favorecendo a vida em comunidade e aumentando o sentimento de segurana local. A compati-cidade diminui ainda os custos com instalao de infraestrutura urbana e, alm disso, tende a oferecer um ndice de hospitais, escolas e bibliotecas por habitante superior ao encon-trado em cidades espraiadas (burton, 2000).

    Porm, a concentrao excessiva pode contribuir para alteraes micro-climticas, nas quais a forma, implantao e altura dos edifcios influenciam diretamente na ventilao e no acesso solar. Podem tambm aumentar o consumo e utilizao de equipamentos climticos, rever-tendo os benefcios do sistema (Hui, 2001). segundo Chen (2008) existe uma densidade limite de 168 pessoas por hectare at a qual a cidade suporta absorver as atividades sem sofrer danos irreparveis. So cristvo, por sinal, encontra-se bem abaixo do valor, com apenas 64,65 pessoas por hectare.

    Tempo de viagensDiferentes meios de transporte em reas urbanas - porta a porta;

    fonte: seriesdesenhos.com fonte: sbt.com.br

    fonte: ancorador.com.brfonte: desenhosparaartscom

    fonte: vivoverde.comfonte: johnniewalker.com

    5 passageiros

    S motorista

    1/3 cheio

    Cheio

    Espao requerido por pessoa em diferentes meios de transporte a uma velocidade de 10km/h;

  • fonte: www.arct.cam.ac.uk

    Qual tipo de construo faz o melhor uso do solo?Apesar de frequente, essa pergunta dificilmente respondida. Isso porque sua aplicao depende inevitavelmente do local em que se deseja edificar. para nossa infelicidade, a maioria dos estudos so desenvolvidos no e para o hemisfrio norte, dificultando a compatibilidade com a nossa realidade. Ainda assim, alguns parmetros podem ser aproveitados.

    NO trabalho de Steemers (2003) so feitas diversas anlises das pesquisas de Leslie Martin, publica-das na dcada de 60. Nelas, martin analisa duas formas principais de construo, ptio e pavilho.

    PRINCPIO, o formato ptio consegue ocupar a mesma

    REA DO TERRENO, COM A MESMA CONDIO DE PROFUNDI-DADE DO EDIFCIO, E COM APROXIMADAMENTE UM TERO DA

    ALTURA NECESSRIA PARA UMA CONSTRUO NO FOR-MATO PAVILHO (MARTIN, 1972).

    38

    Reforando a teoria, temos o diagrama de Fresnel, onde a rea formada entre dois quadrados concntricos adjacentes sempre igual a rea do seu antecessor que por sua vez, possui a mesma superfcie do quadrado central.

    analogamente, podemos construir um edifcio esbelto de borda de quarteiro que possua a mesma rea de superfcie que um edifcio-torre, porm preservando o miolo da quadra-livre para outras atividades.

    Formato Pavilho: ocupao de miolo de quadra

    Formato ptio: ocupao de borda de quadra

    fonte: steemers (2003) fonte: steemers (2003)

    fonte: steemers (2003)

  • fonte: http://dcmud.blogspot.com

    fonte: www.thisislondon.co.uk

    39

    OU SEJA, O CENTRO DE MANHATAN PODERIA SER TODO SUBSTITUDO POR EDIFCIOS COM OCUPAO DE BORDA DE QUARTEIRO. Isso reduziria A ALTURA MDIA DE 21 PAVIMENTOS, PARA ESCALAS MAIS HUMANAS DE 7 PAVIMENTOS COMO, POR EXEMPLO, NO PLANO CERD EM BARCELONA.

    nO OBSTANTE, O PTIO OFERECE MAIOR ACESSO SOLAR S RUAS, O QUE PERMITE REDUZIR AS DISTNCIAS ENTRE AS FACHADAS, SEM PERDER QUALIDADE AMBIENTAL, EM TROCA DE MAIORES ESPAOS VERDES NO INTERIOR DO QUARTEIRO.

    optei pelo modelo de construo de ptios para o terreno em So Cristvo. Acredito que dessa forma os diversos benefcios ambientais e sociais para a rea, intrnsecos ao modelo, dialogariam positivamente com o entorno, de modo a preservar a caracterstica colonial remanescente do bairro, com seus casarios justapostos calada.

    ... e comercial em Baltimore, EUA (Baltimores Southwest Waterfront).

    exemplos de centros de quarteires pblicos em conjunto habitacional em Londres, ING (Olympic/east village)

    fonte: dcmud.blogspot.com/

    construes com testada junto calada, sem afastamentos laterais e de uso misto, privile-giam o uso do espao para o pedestre. Isso incentivaria a circulao, a permanncia e o senti-mento de segurana do mesmo nas ruas que, por sua vez, estimulariam os mais diferentes tipos de trocas e relaes scio-econmicas entre os indivduos, fundamentais para o desen-volvimento das cidades.

  • 40

    break time!

  • 5 projeto

  • 43

    DIRETRIZES:

    para isso, incorporei na malha atual as ruas a serem criadas pelo pro-jeto do porto maravilha e isolei as construes identificadas como de alto valor histrico/arquitetnico e de gabarito alto dentro da rea.

    Uma das prioridades do projeto foi estabelecer conexes melhores entre a rea e o seu entorno.

    pRIMEIROS ESTUDOS...

    ...

    proposta aDOTADA!

    n

  • 44

    o resultado foi um TRAADO mais unido MALHA existente e com quarteires mais acessveis ao pedestres, com propores prximas a 125x125m.

    onde antes existiam apenas 9 quadras, agora existem 24. Com isso a regio no s SE TORNOU mais permevel como tambm dobrou seu permetro para aproximadamente 10.120m!

    o que significa ISSO? sIMPLES: um aumento do nmero de lotes com a testada voltada para a rua! permitindo ASSIM uma maior diversidade de usos, maiores trocas scio-comerciais, melhor ventilao, acesso solar, etc.

    vias contnuas

    trecho a demolir

    n

  • 45

    Para verificar a eficincia desse novo traado, realizei uma anlise axial das ruas utilizando o software MINDWALK, que atravs de con-ceitos Da topologia CAPAZ DE RANQUEAR OS VALORES PROPORCIONAIS DE CONECTIVIDADE E ACESSIBILIDADE segundo aspectos globais (proximidade topolgica de um n com todos os ns do sistema) ou locais (proximidade de um n limitado a 3 passos topolgicos).

    nAS ANLISES de conectividade GLOBAL acima, pode-se notar uma diminuio considervel dos valores nas ruas Santos Lima e Figueira de Melo. Isso no significa que ELAS se toRnARAM menos acessveis, pelo contrrio, COMO o sistema recebeu novas opes de rotas, distribui-SE melhor a sobrecarga que antes era depositada prioritariamente neLas.

    J NA ANLISE LOCAL, PERCEBE-SE QUE AS RUAS PROJETADAS RECEBEM UMA GRADUAO SEMELHANTE, COMPROVANDO SUA INTEGRAO COM O SISTEMA, mostrando-se uma IMPORTANTE ALTERNATIVA PARA REDUZIR A DEPENDNCIA DE MOBILIDADE LOCAL DO BAIRRO COM A RUA FIGUEIRA DE MELO.

    ESCALA G

    RFICA

    MX.

    MN.

    R. FIG

    UEIRA D

    E M

    ELO

    R. sAN

    TOS

    lIMA

    R. FIG

    UEIRA D

    E M

    ELO

    antes dEPOIS

    antes dEPOIS

  • m46

    m

    O projeto contempla basicamente trs novos tamanhos de testada de lote, desenvolvidos em comum com a hierarquia de gabaritos.

    1

    1019

    2

    1120

    3

    1221

    5

    13

    6

    7

    14

    22

    8

    1516

    9

    17

    18

    23

    24

    4

    os lotes mdios, com 12m de frente, esto localizados nos quarteires de 1, 2, 8, 9, 12 E 14. respeitando o gabarito sugerido pela APAC de at 11m.

    j os maiores lotes, com 16m de testada, localizam-se onde o gabarito alcana maiores alturas: nos quar-teires 10 a 18.

    Os menores lotes, com 8m de testada, distribuem-se nos quarteires 3 a 7 de forma que as fachadas dos novos edifcios dialoguem com os ritmos pr-existentes.

    Essas dimenses diversifica-das INCENTIVAM uma ocupao variada do territrio, sendo extremamente benfica para a manuteno de uma cidade sustentvel. os usos podem ser melhor alocados de acordo com a sua necessi-dade espacial e suas funes podem ser continuamente renovadas.

    A preocupao em preser-var o patrimnio histrico e as edificaes de uso residncial ou gabarito elevado, implicou na manuteno dos edifcios identificados ao lado.

    Seus respectivos lotes, ainda que inalterados, ajudaram a delimitar o perfil dos novos terrenos.

    patrimnio a preservar; edificaes de uso residencial;Gabarito alto;

    Loteamento:

    EDIFICAES mantidas:

    n

    n

  • 47

    m

    m

    de maneira a controlar a taxa de ocupao do solo (TO) e o ndice de aproveitamento do terreno (IAT), Delimitei uma rea non-aedificante a 25m de profundidade do lote, Garantindo miolos de quadras amplos, venti-lados e com bom acesso solar.

    em favor da circulao do pedestre estabeleci um RECUO de 3m NA TESTADA DOS LOTES - con-forme TAMBM sugerido pelo plano diretor - ampliando as antigas e estreitas caladas da regio e adequando-as para arborizao.

    afastamentos:

    PRAAS e prdios;

    A partir DISSO obtem-se o possvel perfil construtivo para a rea projeto.

    edificaes mantidas;reas edificantes;rea livre

    A mistura do antigo com o novo, assim como as mltiplas reas verdes, garantem a diversidade, a valorizao da qualidade de vida e dos imveis.

    Beatley (2000), em Green Urbanism tambm sustenta que o urbanismo moderno deve ser abordado de forma mais ecologicamente responsvel em prol de uma melhor qualidade de vida e maior autosuficincia dos prprios ncleoS, ASSEGURADO PELA DIVERSIDADE.

    n

    n

  • m48

    passagens ao nvel trreo;

    paralelamente a sua funo de CIRCULAO, essas praas serviro para os mais diversos fins, como reas de lazer, de gastronomia ou de eventos scio-culturais.

    Inseridos na malha e indissociveis do modelo, os centros dos quar-teires sero destinados ao uso pblico peatonal.

    Segundo JAIN (2006), o Trnsito livre Entre Mercados fechados e reas de atividades ao ar livre surgere uma ampla gama de relaes, sendo funda-mental para o sucesso das conexes sociais de uma regio.

    Ao explorar novos percursos com escalas e contrastes espaciais variados, fomenta-se a curiosidade do pedestre, Garantindo uma experincia mais rica ao descobrir o territrio.

    n

  • 49

    GABARITOS:

    Analizando o entorno imediato rea, identificam-se duas realidades diferentes:

    1. APAC - Dentro da qual a altura para qualquer edificao a construir est limitada a 11m, ou 3 pavimentos.

    2. porto maravilha - vizinho ao projeto, possui lotes com gabaritos liberados a 50 pavimentos, Causando um verdadeiro atrito com o entorno colonial.

    perspectiva

  • 50

    m

    hmax = 39,5m / 12pav -> iat = 5,5;hmax = 25,0m / 7 pav -> iat = 3,5;hmax = 17,5m / 5 pav -> iat = 2,5;hmax = 11,0m / 3 pav -> iat = 1,5;

    area de pres

    ervao

    do Ambiente

    Cultural

    corte transversal aa;

    corte transversal bb;

    corte l

    ongitudinal c

    c;

    b

    b

    a

    a

    c

    c

    rESPEITANDO a legislao vigente, adotei como DIRETRIZ O CON-TROLE GRADUAL DO GABARITO. tENDO a Igreja de So Cristvo como PONTO DE PARTIDA CENTRAL a partir do qual o gabarito se elevar dos 11m at seu limite de 40m nas arestas mais dis-tantes.

    gabarito

    gabarito

    gabarito

    n

  • 51

    m

    USOS:

    Residencial;Comercial;misto;institucional;

    os novos lotes nos quarteires 1 a 9 sero majoritariamete mistos, exceto nas regio central, onde o comrcio deve ser MAIS ESTIMULADO.

    1 e 2 pav.

    comercial

    misto

    residencial

    3 ao 5 pav.

    6 ao 12 pav.

    Esquema de usos nos quarteires 10 a 18;

    A distribuio dos usos na rea-projeto dever ocorrer em sua maior parte, de forma espontnea, pois as necessi-dades da cidade iro ditar a sua prpria ocupao.

    os andares superiores AO 5o, SERO EXCLUSIVA-MENTE residnciaIS, garantindo o equilbrio e a variedade necessria para a dinmica do bairro.

    Nos quarteires 10 a 18, os dois primeiros pavimentos sero reservados para o uso comercial. Enquanto o 3o, 4o e 5o pav Sero DE uso misto.

    A diversidade de usos e atividades encontradas a pequenas distncias essencial para a sustentabilidade da cidade. segundo Jacobs (1961) Quanto mais intensamente ligadas e diversifica-das as atividades em uma rea, mais as pessoas tendem a caminhar.

    Entretanto, alguns lotes j despertam interesse para fun-es especficas. o caso do conjunto de armazns preservados no quarteiro 9, devido a sua locali-zao e escala, pode-ria alocar um mercado municipal, por exemplo.

    emop(exist.)

    terminal de vlt

    escola

    Mercado Municipal SUGERIDO

    hospital

    centro cultural

    n

  • ILUSTRAES DA REA-PROJETO:

    52

    Perspectiva da via primria

    perspectiva vista de pssaro

    perspectiva DAS BAIAS DE ESTACIONAMENTO

  • 53

    vias existentes; vias projetadas;vias existentes com sentido invertido;ACESSOS peatonaIS;percurso proposto DO vlt;Ciclovias propostas;

    Circulando: A diversidade nos meios de transporte tambm primor-dial para garantir a eficincia urbana.

    No esquema abaixo, ESTO INDICADAS as vias de automveis, bicicletas, peatonais e de vlt (veculo leve sobre trilhos) projetadas ou j existentes na regio, e sUAS respectivAs DIREES DE FLUXOS.

    n

  • 54

    Apesar de no estar inserida na rea projeto, a regio do entorno do pavilho de substncial influcia na distribuio do trnsito na rea.

    Circulao adjacente:

    Seu anel virio recebe um grande fluxo de diversas regies da cidade, principalmente pela existncia dos acessos ao viaduto da linha vermelha, refletindo NEGATIVAMENTE na qualidade de vida do entorno.

    Portanto, achei importante revisar sEU sistema virio analisando o acmulo de vias criadas no decor-rer do tempo, e sintetizando-as de acordo com a necessidade atual.

    Com essas melhorias no trnsito, foram conquistadas maiores reas livres para parques e/ou estacionamentos em volta do pavilho em benefcio dos frequentadores do mesmo.

    antes...

    pavilho so cristvo

    ... depois.

    pavilho so cristvo

    rea

    projeto

    m

    rea

    projeto

    VIADUTOS

    VIADUTOS

  • vlt de Melbourne

    55

    A escolha do vlt (Veculo Leve sobre Trilhos) SURGIU Da necessidade de se criar uma alter-nativa de transporte em massa com baixo impacto ambiental.

    meios de transportes e suas capacidades:

    m

    ramal projeto

    VLT - VECULO LEVE SOBRE TRILHOS:

    projeo do percurso vlt-porto

    + vlt projeto

    Com uma capacidade de transporte de pas-sageiros classificado entre nibus e metr pesado (15 a 35 mil p/h/s) e com sistema eltrico de alimentao, o vlt uma opo INTERESSANTE para o bairro.

    ao contrrio do Monorail que necessita de elevados para funcionar, o vlt pode circular inserido na prpria caixa de rodagem, Em faixa segregada ou no. Alm disso, possui RAIO de curvatura inferior, sendo de maior compatibili-dade com a malha urbana pr-existente.

    Um grande facilitador para a sua instalao, O fato do projeto do porto maravilha j contar com uma nova rede de VLT, conectando a praa mau rodoviria novo rio.

    justamente a partir da rodoviria que pretendo criar o ramal do projeto, interligando assim o bairro de so cristvo ao centro do rio.

  • m56

    cortes e sees:

    Sempre em conformidade com a ABNT e procurando trazer elementos naturais ao ambiente urbano, o projeto trabalha basicamente com dois tipos de vias: As principais e as secundrias.

    1 2

    3 4

    Edif. Preserv. - Sem afastamento

    Edif. projetado - afastamento de 3m

    o exemplo no 2 repre-senta as vias principais, constituidas por duas pistas de rodagem para veculos em geral, duas faixas exclusivas para vlt e uma ciclovia. Todas separadas por canteiros.

    O exemplo no 1 refere-se s vias secundrias. pro-jetadas para baixas velocidades. so compos-tas por uma faixa para trfego comum (incluindo nibus), uma ciclofaixa e dois canteiros laterais.

    fachada p

    reservada

    o 3o representa a situao mais extrema do projeto, onde Ambas as laterais, ocupadas por edificaes preservadas, possuem distn-cia mxima de 11m, obrigando assim a caladas mais estreitas e um nico canteiro.

    o no 4 foi determinante para a padronagem das vias principais por ser o nico trecho nessas vias ladeado por construes antigas, sem afas-tamento, e preservadas.

    Ed. proj. -

    afast d

    e 3

    m

  • 57

    m

    PAVIMENTAO:

    pavim

    entaes p

    ropostas

    segundo t

    ipos d

    e r

    uas

    infraestrutura - seo da via secundria:

    bloco intertravado de concreto

    bloco intertravado de concreto

    Paraleleppedo bloco de Granito

    asfalto placa de Granito

    asfalto com pintura

    asfalto placa de Granito

    asfalto com pintura

    ruas caladas

    ciclovia

    ciclofaixa

    tubo de drenagem

    dutos para energia

    poo de inspeo

    canteiro iluminao pblica

    dutos de telecom

    vala tcnica

    cet

    tubulao de gua

    tubulao de gs

    caixa de

    rede de esgoto

    de esgoto

    inspeo

    a PAVIMENTAO DAS RUAS NA REA-POJETO FOI REALIZADA ATRAVS DA CLASSIFICAO DAS MESMAS EM QUATRO GRUPOS DISTINTOS, VARIANDO DE ACORDO COM A QUALIDADE DO ENTORNO, INTEN-SIDADE DE USO E FUNO DESEMPENHADA.

  • 58

    Quarteiro-modelo:

    m

    o quarteiro ao lado ilustra as possibili-dades de ocupao. Nele podemos notar Os amplos acessos ao ptio interno originado pela configurao das futuras construes. Seu espao multi-uso potencializa as experincias indoor/ outdoor do usurio e a dinmica do bairro.

    devido ao bom acesso solar dos ptios, a iluminao pblica das praas e parques pode ser garantida com o uso de luminrias foto-voltaicas.

    Sun F

    lowers -

    Riss e

    Rosbjerg

    Calle M

    ayor -

    Granada

    O canteiro lateral direito recua em alguns trechos para oferecer baias de estacionamento, Pontos de nibus ou reas de contemplao e descanso.

  • 59

    Sua proposta surgiu da necessidade de afastar os futuros edifcios da rea de trfego intenso da av. brasil e dos elevados.

    Ao mesmo tempo em que alivia a poluio sonora e visual, este corredor verde valoriza o entorno.

    proble

    ma!

    SOLU

    O!

    ou

    Sua largura varia de 25 a 70m, permitindo o desenvolvimento de diversas atividades esportivas, de lazer e descano, tornando-o um importante equipamento urbano da regio.

    Parque Linear: localizado ao longo de toda a margem direita do projeto, o parque linear formado por um conjunto de praas conectadas entre si por passarelas e travessias-plataformas PARA PEDESTRES.

  • m60

    O parque foi pensado para atender a diversos usos diurnos e noturnos. Cada uma de suas praas aborda uma temtica diferente, unidos numa escala maior pelo paisagismo e ciclovia.

    a segunda praa explora o uso da gua como elemento interativo e decorativo!!!

    Centennial P

    ark A

    tlanta

    Millenium P

    ark C

    hicago

    voltada para o pblico infantil, A primeira praa equipada com brinquedos sensoriais e educativos.

    parque ibir

    apuera

    parque ibir

    apuera

    Alcazar -

    Crdoba

    estao v

    lt -

    sevilha

    a estao de VLT fica estrategicamente localizadA nA praa central. por nela converger um grande nmero de transentes, foi utilizado um paisagismo mais ordenado favoreceNDO a livre circulao.

    n

  • m61

    A praa seguinte aproveita sua localizao entre a estao de VLT e as praas esportivas, oferecendo um espao gas-tronmico distribudo em pequenos quiosques. Nela tambm est presente a ciclovia.

    Como acima j mencionado, as duas ltimas praas so dedicaDAs prtica de diversos esportes, Aproveitando aqui a maior largura do parque.

    Aterro d

    o F

    lamengo -

    RJ

    O parque tambm oferece espao para exposiES ao ar-livre de escul-turas, folies, etc.

    n

  • perspectivas gerais:

    62

  • 35

    "O homem o arquiteto de seu prprio destino".

    (Frank Miller)

    63

  • bibliografia:

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  • Fonte: C

    earences ^^

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