Edio 35 Julho de 2012

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Edio 35 Julho de 2012

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    Vargem Grande do Sul e Regio - Julho de 2012 - Ano III - N 35 - Distribuio Gratuita

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    EDITORIAL

    O Jornal do Produtor uma publicao mensal, editado rua Quinzinho Otvio, 64, Centro, Vargem Grande doSul - SP. E-mail: jornaldoprodutor@gmail.comFone: (19) 3641-1392

    Jornalista ResponsvelBruno de Souza - MTb 46.896Diagramao, Fotos e ArtesRicardo Falco - Angelino Jr.

    PublicidadesFernando W. Franco - (19) 9310-5700Eduardo Manzini - (19) 9856-5661

    Circulao: Vargem Grande do Sul -Agua - guas daPrata - Caconde - Casa Branca Campinas

    ( Ceasa) - Divinolndia - Esprito Santo do Pinhal -Itobi Itapetininga - Mococa - Santa Cruz das

    Palmeiras - Santo Antnio do Jardim - So Joo daBoa Vista - So Jos do Rio Pardo - So Sebastioda Grama - Tamba - Tapiratiba Porto Ferreira -Ribeiro Preto - Tapiratiba - Em Minas Gerais

    Poos de Caldas - Sacramento e Arax.

    EXPEDIENTE

    IAC completou125 anos

    Dia Nacional do Caf celebrado comevento em Esprito Santo do Pinhal

    Em comemorao ao Dia Na-cional do Caf celebrado em24 de maio , o DepartamentoMunicipal de Agricultura de Es-prito Santo do Pinhal realizou noColgio Agrcola (ETEC Dr.Carolino Motta e Silva) um even-to com a participao da Coo-perativa dos Cafeicultores daRegio de Pinhal (Coopinhal) eo Sindicato dos Produtores Ru-rais.

    O encontro foi coordenadopelo engenheiro agrnomo IslFerreira, diretor de Agriculturae Abastecimento. Na ocasio,esteve presente o engenheiroagrnomo Joo Batista Vivarelli,diretor tcnico da CATI Regio-nal So Joo da Boa Vista, quefez uma explanao sobre a Ca-racterizao da Cafeicultura naMdia Mogiana.

    Na sequncia foram realiza-das as palestras Histria doCaf no Municpio de EspritoSanto do Pinhal pela historia-dora Valria Torres e Tendnci-as do Mercado do Caf de Qua-lidade por Paulo Henrique

    Encontro enalteceu a grande representatividade econmicasocial e cultural do caf no municpio e na regio

    Leme.O evento foi muito elogiado

    pelos participantes que ressal-taram a importncia da come-morao do Dia Nacional do Caf

    em Esprito Santo do Pinhal de-vido a grande represen-tatividade econmica social ecultural do caf no municpio ena regio.

    O Instituto Agronmico (IAC), deCampinas, completou 125 anos depesquisas agrcolas ininterruptas. Acomemorao do aniversrio, reali-zada dia 27 de junho, contou com aentrega do restauro do prdio D.Pedro II, sesso solene com home-nagens aos pesquisadores, servido-res de apoio, autoridades, produto-res rurais e instituies externas.

    Estiveram presentes na cerim-nia o governador do Estado de SoPaulo, Geraldo Alckmin, a secretriade Agricultura e Abastecimento doEstado de So Paulo, MnikaBergamaschi, deputados federais,deputados estaduais e polticos. Naocasio, o IAC apresentou tambmno aniversrio uma pesquisa inditano mundo: a descoberta de quanti-dade expressiva de isoflavona no fei-jo.

    Projetado por Henrique Florence,em estilo art nouveau, o edifcio foiconstrudo em 1888 e passou por re-formas e ampliaes antes de sertombado pelo Conselho de Defesado Patrimnio Cultural de Campinas(CONDEPACC) e pelo Conselho deDefesa do Patrimnio Histrico, Ar-queolgico, Artstico e Turstico(CONDEPHAAT). Mesmo com as mo-dificaes que esto diretamenteligadas evoluo do IAC o prdiomantm a fachada original h 100anos.

    O anncio de restaurao do pr-dio foi feito por Alckmin em 11 denovembro de 2011. A obra foi inicia-da em dezembro do mesmo ano erealizada pela empresa La Forma,contratada por Prego Eletrnico re-alizado em 30 de novembro de 2011.O investimento foi da ordem de R$756.500,00 e o recurso,disponibilizado exclusivamente peloTesouro do Estado de So Paulo.

    O Prdio D. Pedro II considera-do um dos cartes postais de Cam-pinas e smbolo do perodo imperialna cidade.

    Durante os 125 anos de atuao,o IAC desenvolveu mais de 900 va-riedades de 66 espcies de plantas,de elevada qualidade nutricional, altaprodutividade, resistnciafitossanitria e menor exignciahdrica. O Instituto dedica-se ao me-lhoramento gentico convencional deplantas agrcolas e aos pacotestecnolgicos que envolvem essas es-pcies, desde o plantio colheita,incluindo estudos de solo, clima, pra-gas e doenas e segurana e eficin-cia na aplicao de agrotxicos. Sosolues tecnolgicas que atendemdesde o pequeno at o grande pro-dutor rural.

    Evento reuniu representantes da cadeia produtiva de caf

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    Mdia Mogiana, uma importante produtora de cafRegio possui parque cafeeiro de 47.028 hectares distribudos em 3.489 propriedades com rea mdia cultivada de 13,4 has

    A regio de So Joo da BoaVista importante produtora decaf de qualidade no Estado deSo Paulo. Caracteriza-se pelapredominncia da cafeiculturade montanha, praticada nos con-trafortes da Serra daMantiqueira. Possui um parquecafeeiro de 47.028 hectaresdistribudos em 3.489 proprie-dades com rea mdia cultiva-da de 13,4 has. Estatisticamen-te prevalece a cafeicultura fa-miliar, embora a empresarialtambm tenha forte presena eparticipao nessa atividadeeconmica.

    A cultura tem forte tradio edesenvolveu-se plenamente apartir do ltimo quartel do scu-lo 19, com a introduo da es-trada de ferro na regio. Dotadade condies edafoclimticas ex-celentes para a cultura, temcomo nica restrio parte datopografia do seu territrio im-prpria a plena mecanizao.Esse fator limitante, emboraoneroso do ponto de vista eco-nmico, torna-se preponderan-te no aspecto social, pois geramais empregos e auxilia na fi-

    Raul de Oliveira Andrade FilhoEngenheiro Agrnomo

    xao de mo de obra.Sobrevivente de graves crises

    econmicas em safras anterio-res, seus atores sociais, econ-micos e institucionais tomarama iniciativa no s de preservara atividade, mas tambm deampliar a rea cultivada, melho-rando a competitividade atravsdo aumento da produtividade equalidade.

    Trs fatores bsicos motiva-ram o incremento da produtivi-dade: a depurao natural doscafeicultores pelo grau de efici-

    ncia dos tratos culturais e ino-vao tecnolgica, a utilizaode variedades mais produtivasna renovao de reas e a ado-o de diferentes arranjos deespaamento de acordo com adisposio do terreno, obtendoum ndice de rea foliar timo,permitindo assim maior produ-tividade por rea.

    A melhoria de qualidade fru-to da assimilao das recomen-daes das contnuas campa-nhas de qualidade promovidas,a saudvel competio existen-

    te nos diversos concursos mu-nicipais e a presena constantee incentivadora da regio nopdio do Concurso Estadual eoutros do gnero.

    Outra caracterstica marcanteda Mdia Mogiana a presenapujante de representantes de to-dos os elos da cadeia doagronegcio desde a pesquisa,ensino, infraestrutura de produ-o, preparo, industrializao,comercializao, marketing eexportao. Recentemente acadeia foi enriquecida com a cri-ao de um curso tcnico deCaf da Fundao Paula Souzae um curso profissionalizante debaristas.

    Cnscio do seu potencial ge-ogrfico, ciente que a qualidadevem se tornando aspecto fun-damental na conquista de mer-cados cada vez mais exigentesem termos de segurana alimen-tar e adequao scio ambiental,o cafeicultor regional oportunizaa fase de superao do foco naproduo da comoditie tradicio-nal e busca um novo desafio: ainsero e a crescente partici-pao no mercado de cafs es-peciais produto diferenciado dealta qualidade.

    Regio possui parque cafeeiro de 47.028 hectres

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    Festa da Batata 2012 promete atrair grande pblico

    Bruno de Souza

    J est tudo preparado paraa Festa da Batata 2012 emVargem Grande do Sul. O even-to ser entre os dias 25 a 29de julho, no Recinto de Expo-sies Christiano Dutra doNascimento e trar vriasatraes musicais e ainda aFAIR 2012, uma exposio vol-tada para o agronegcio.

    A programao inicia naquarta-feira, dia 25, com a du-

    Evento ser entre os dias 25 a 29 de julho, trazendo shows sertanejos e tambm exposio voltadas para o agronegcio

    pla Fernando e Sorocaba. J naquinta-feira, dia 26, JooCarreiro e Capataz animaro anoite. Na sexta-feira, dia 27,ser a vez do cantor LuanSantana se apresentar. Para osbado, dia 28, a dupla Edsone Hudson promete contagiar opblico com seus sucessos.

    O encerramento ser no do-mingo, dia 29, com Chitozinhoe Xoror fazendo um show deportes abertos a populao,

    sendo exigi-do na entra-da apenasum quilo dealimento nope r e c ve l ,

    que ser repassado s institui-es de caridade da cidade.

    Em meio a festividade, a Co-operativa dos Bataticultores daRegio de Vargem Grande doSul (Cooperbatata) e a Associ-ao dos Bataticultores da Re-gio de Vargem Grande do Sul(ABVGS) promovero a FAIR2012. O evento chega nesteano em sua terceira edio eter como finalidade levar so-lues em tecnologias, produ-

    tos e servios s necessidadesdos produtores e demais inte-ressados.

    De acordo com a organiza-o, dentro do Recinto de Ex-posies foi cedida uma reaque ser isolada das demaisatividades da festividade, ecom mxima segurana poss-vel. Para se ter ideia, a entra-da neste espao somente serfeita atravs de credenciaisfornecidas s pessoas que tminteresse nas reastecnolgicas, produtos e servi-os dos expositores. O pblicoem geral tambm poder en-trar, mediante a entrega de umquilo de produto no perecvel.

    Grande pblico esperado nesta edio do evento

    Programao ter apresentao de cavaleiros e amazonasalm das provas de arena

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    A Cooperbatata (Coope-rativa dos Bataticultoresda Regio de VargemGrande do Sul) promoveuum treinamento com seuscolaboradores da UnidadeSilos para operao deequipamentos KeplerWeber. O curso teve comotcnico orientador MoraciParode e abordou comoprincipais pontos a eficin-cia mxima na secagem,a armazenagem, a opera-o de secador e as m-quinas de limpeza.

    O treinamento degrande valor em todos osaspctos para os funcion-rios da Unidade Silos, poisagregou muito conheci-mento a prtica que jpossuam nos trabalhos derecebimento, secagem,beneficiamento, armaze-nagem e carregamento,tendo vrias orientaestambm em manutenode equipamentos.

    Treinamentos como esteso de extrema importn-cia, pois tornam os cola-boradores cada vez maiscapacitados tanto na par-te terica como prtica,para realizar um trabalhode maior qualidade e efi-cincia para atender os co-operados.

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    A 19 Hortitec - Exposio Tc-nica de Horticultura, Cultivo Pro-tegido e Culturas Intensivas trou-xe as perspectivas de mercado, aevolues tecnolgicas e as prin-cipais novidades aos produtores.O evento foi realizado entre os dias20 a 22 de junho, no Pavilho daExpoflora, em Holambra.

    Considerada hoje a maior feirade horticultura da Amrica Latina,reuniu cerca de 370 expositoresque apresentaro suas novidadespara produtores de diferentes se-tores do agronegcio: flores, fru-tas, hortalias, florestais e demaisculturas intensivas. Temos diver-sificado o rol de expositores, bus-cando sempre trazer novidades,integrar os vrios elos da cadeiaprodutiva e, dessa maneira, gerarnovos e bons negcios, comentaRenato Opitz, diretor da RBB Fei-ras e Eventos, empresa respon-svel pela organizao da Hortitec.A expectativa gerar negcios daordem de R$ 70 milhes.

    Entre os expositores nacionais einternacionais esto empresas das

    reas de tecnologia agrcola,ferramentas, estufas, embala-gens, vasos, telas, defensivos,fertilizantes, irrigao, semen-tes, mudas, bulbos, substratos,climatizao, biotecnologia eassessoria tcnica.

    Outro diferencial o nveltcnico do pblico que visitaa Hortitec. A fim de garantiresse perfil, os convites sodistribudos aos clientes atu-ais e potenciais dos prpriosexpositores, provocando umgrande encontro de negcios,cuja expectativa movimen-tar R$ 75 milhes. Somentevisita feira quem tem real in-teresse no setor e, por isso, aHortitec acabou por se tornarpassagem obrigatria paraprodutores e profissionais deagribusiness interessados emconhecer as tendncias domercado, trocar experincias,fazer e programar negcios.No ano passado a Hortitecrecebeu mais de 25 mil visi-tantes.

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    Marcando presena durante a 19 Hortitec, a BASF, empresa qumica lder mundial e umadas maiores fabricantes de defensivos agrcolas do Pas, apresentou o aplicativo para tele-fonia mvel intitulado Digilab Mobile, para usurios dos sistemas Android e iOS (Apple).

    Com a tecnologia exclusiva oferecida gratuitamente pela empresa, produtores ruraispodero capturar imagens de potenciais pragas, doenas e plantas daninhas feitas a par-tir de seus smartphones e compar-las s imagens existentes no banco de dados, que j

    conta com mais de 200 imagens em 15 culturas distintas. O objetivo fornecer respos-tas ainda mais rpidas para diagnsticos nas propriedades rurais e facilitar a tomada

    de deciso quanto ao controle de eventual praga ou doena, minimizando riscos deperdas.

    A tecnologia tem origem no servio Digilab, oferecido pela empresa desde2009 e que consiste em um microscpio digital capaz de capturar e aumen-

    tar a imagem aument-la em at 200 vezes junto a um software, queconta tambm com um vasto banco de dados e imagens das principais

    doenas, pragas e plantas daninhas. Em sua ltima verso tambmrecm-lanada, o Digilab tornou-se 2.0 e sua interface est mais

    gil e amigvel, alm de dispor de um GPS acoplado aohardware que possibilita o georreferenciamento das la-

    vouras.Embora o Digilab 2.0 j oferea mobilidade

    e rapidez, o Digilab Mobile visa, em paralelo,proporcionar um manuseio ainda mais sim-ples e de oportunidade. Com esse servio

    pioneiro oferecido pela BASF o produtor nopreci-sa mais enviar amostras de plantas ao laboratrio eesperar dias para obter o diagnstico. Basta fotografar umapossvel praga ou doena com seu telefone para que possacompar-la s informaes do banco de dados e obter umaresposta bastante precisa. Dado o retorno positivo que

    estamos obtendo em apresentaes da ferramenta em even-tos, estimamos algo em torno de dois mil downloads do aplicativo

    at o fim deste ano, finaliza Dieter Schultz, gerente de Servios eSustentabilidade da Unidade de Proteo de Cultivos da BASF.

    BASF apresentou durante a feira o Digilab Mobile, um aplicativo para diagnsticos de pragas e doenas no campo

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    A DowAgroSc iences ,uma das mais im-portantes empre-sas mundiais de ci-ncia e tecnologiapara o agronegcio, esteve entre os expo-sitores da 19 Hortitec. Durante o evento,ela apresentou uma ampla variedade deprodutos, como o Pulsor 240 SC, DithaneNT, Curathane SC, Sabre, Lorsban 480 BR,Tairel M, Platinum Neo e o Ellect.

    A Dow AgroSciences desenvolve produ-tos voltados para vrias reas de atuaoque incluem a proteo s lavouras, com ocontrole de pragas, vegetao e doenas,e o fornecimento de hbridos e biotecnologiade alta qualidade que garantem a produti-vidade de cultivos. Todas as solues le-vam em considerao as necessidades doagronegcio e tendo em vista a evoluodo setor no Brasil. Para isso, utiliza mto-dos inovadores e tecnologia avanada, le-vando sustentabilidade ao agronegcio eagregando valor para nossos clientes.

    Tecnologia disponvel a todosA Dow AgroSciences cresce lado a lado com

    o agronegcio brasileiro, desenvolvendo osprodutos, propondo solues para os proble-mas do campo e fazendo com que a mais altatecnologia esteja disponvel a todos.

    A companhia atua na rea de sementese biotecnologia, oferecendo ao mercado h-bridos de milho, sorgo, girassol, alm devariedades de soja. Destaque no mercadode milho e sorgo especiais no Brasil, a em-presa oferece uma gama de hbridos ideaispara cada regio. Ainda na rea de semen-tes, a Dow AgroSciences opera com desta-que com hbridos de braquiria que contri-buem para maior rentabilidade e produtivi-dade dos pastos.

    Em defensivos agrcolas, a DowAgroSciences oferece tecnologia inovado-ra, que aumenta a eficincia e a produtivi-dade da agricultura. Para isso, o investi-mento em pesquisa e desenvolvimento denovas solues constante. Assim, nossalinha de agroqumicos torna-se cada vezmais completa, atendendo s necessida-des do produtor rural em vrias culturasincluindo soja, milho, cana-de-acar, ar-roz e pastagens, com linhas de herbicidas,pesticidas e fungicidas. Equipe da Cooperbatata visitou o estande da Dow AgroSciences na Hortitec

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    Com uma plataforma empresarial ancorada na cincia aplicada ao desenvolvimento de solues tecnolgicas,a DuPont anunciou durante a 19 Hortitec novas solues de proteo para a cultura do tomate: a DuPontPrograma Tomate.

    De acordo com o engenheiro agrnomo Ademilson Villela, gerente de marketing da DuPont para HF, ametodologia desenvolvida pela empresa contribuir, sobretudo, para que o agricultor obtenha mxima pro-dutividade, alm de agregados de qualidade, na produo de sua lavoura.

    Villela assinala que o Programa Tomate est amparado na ao de uma linha de produtos de alta tecnologia.So fungicidas Equation Midas, Curzate BR, Kocide, Manzate WG e os inseticidas Rumo WG, Premio e LannateBR. Desenvolvemos o programa para auxiliar o produtor em sua principal preocupao, que proteger aslavouras contra os prejuzos da requeima, da pinta-preta, entre outras doenas, e tambm das pragas elagartas de difcil controle, explica Villela. O tomaticultor busca acima de tudo a obteno de plantas vigoro-sas, de alto potencial produtivo, pois esse o melhor caminho para que ele colha, tambm, rentabilidade, diz.

    De acordo com Villela, os produtos que integram o DuPont Programa Tomate apresentam formulaesmodernas, mais seguras e, em geral, so usados em doses reduzidas. O tomateiro constitui uma cultura dealta complexidade no tocante ao controle de pragas e doenas, afirma o gerente. Com a adoo de mtodosmodernos de proteo, o tomaticultor certamente tem ampliada sua oferta de frutos de qualidade, com maiorvalor agregado, acrescenta.

    Villela destaca, em particular, o sucesso que o programa de tratamento tem obtido, segundo avaliao dosprodutores de tomate, com a ao do novo inseticida da companhia Premio sobre lagartas de difcilcontrole. Trata-se de inseticida de ltima gerao, que chegou ao mercado h menos de dois anos. Esseproduto age com alta eficincia sobre lagartas que trazem prejuzos, como a traa do tomateiro, brocas elagartas, observa.

    Ele ressalta tambm a importncia do inseticida Lannate no programa da companhia. um produtoreconhecido por seu potente efeito de choque e amplo espectro. Ainda em relao a Premio e Rumo WG, ogerente da DuPont enfatiza que a aplicao dos produtos vem contribuindo para melhor manejo de pragas.

    No tocante aos fungicidas, Ademilson Villela lembra que todas as marcas atreladas ao Programa Tomateso conhecidas do produtor, segundo especificidades de aplicao. Equation, por exemplo, conta com umareputao de confiabilidade, pois h muitos anos gera resultados ao tomaticultor na proteo de sua lavouracontra doenas difceis como requeima, pinta-preta, observa o gerente.

    De acordo com a DuPont, embora o foco de sua participao na Hortitec se concentrou no tomate, progra-mas de tratamento semelhantes a esse foram desenvolvidos para proteo das culturas de uva, cebola,batata e melo, entre outras frutas e hortalias.

    Representantes da empresa DuPont apresentaram novas tecnologias durantea feira

    Arrancadeira de Batata

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    Pesquisa verifica potencialidade do sul deMinas Gerais para cultivo de oliveiras

    Verificar a potencialidade do sulde Minas Gerais para o cultivo deoliveiras. Com esse objetivo, oIfsuldeminas - Campus Muzambinhodesenvolve, desde fevereiro de2009, uma pesquisa de campo paraanalisar como a planta, tpica de cli-mas mais frios, pode ser produzidana regio. Iniciado com a ajuda daEmpresa de Pesquisa Agropecuriade Minas Gerais (Epamig), o tra-balho est sendo desenvolvido emetapas, com a expectativa de quea primeira colheita acontea no pri-meiro semestre de 2013, j que aplanta comea a produzir a partirdo quarto ano. De acordo com ofuncionrio Pedro Alberto da Sil-va, responsvel pelo projeto, aideia de iniciar a cultura de olivei-ras partiu da necessidade de en-contrar alternativas para os agri-cultores locais. Foram trazidaspara Muzambinho, 205 mudasproduzidas pela Epamig de Mariada F, que foram plantadas den-tro do campus, em uma rea de6.232 metros quadrados, em con-srcio com a lavoura de caf. Trstipos so cultivados: arbequina,barnea e grapola.

    Foram trazidas para Muzambinho, 205 mudas produzidas pela Epamig de Maria da F

    Segundo a revista InformeAgropecurio, publicada pelaEpamig, o Brasil o stimo maiorimportador mundial de azeite deoliva e o segundo de azeitona. Asimportaes so feitas de pasescomo Argentina, Peru, Chile,Espanha e Portugal. Anualmente,o pas investe cerca de R$ 600milhes para abastecer o merca-do nacional com 80 mil toneladas

    Trabalho est sendo desenvolvido em etapas, com a expectativa de que a primeiracolheita acontea no primeiro semestre de 2013

    de azeite e 35 mil toneladas deazeitona. Constatar essa depen-dncia do mercado estrangeirotambm foi um dos fatores quemotivou o trabalho.

    Alm de Pedro Alberto, fazemparte da equipe tcnica da pes-quisa o docente da UFLA, VirglioAnastcio da Silva; o tcnico emagropecuria Gentil Miguel da Sil-va; e os colaboradores Joo Ba-

    tista Zandomenighi, OsvaldoDaniel Felipe e Eduardo de PaulaAquino; o professor do CampusMuzambinho, Paulo Srgio de Sou-za; e os discentes do 5 perodode Engenharia Agronmica, LucasEduardo de Oliveira Aparecido eEstevan Teodoro Santana Penha.

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    Engenheiro agrnomoJoo Batista VivarelliDiretor tcnico da CATI

    Regional de So Joo da Boa Vista

    O Estado de So Paulo, consi-derado a locomotiva do pas, sem-pre foi caracterizado pelo extraor-dinrio desempenho dos setores daeconomia (indstria, comrcio, ser-vios) e a surge a pergunta: E aagricultura o elo fraco da cor-rente dos segmentos econmicos?

    No, ao contrrio, oagronegcio paulista esbanja di-namismo e contribuiu significati-vamente para colocar o Brasil notopo do mercado agrcola mundi-al na ltima dcada.

    Com apenas 3% da reaagricultvel do pas (o Estado ge-ograficamente pequeno) e umaestrutura fundiria bastante pul-verizada, onde 87,8% so peque-nas propriedades com menos de100 hectares, So Paulo o mai-or protagonista desta grandetransformao do Brasil em potn-cia agropecuria mundial, comgrandes perspectivas de se tornarlder mundial na produo de pro-tena animal e vegetal.

    O Estado de So Paulo o mai-or produtor de acar, lcool, la-ranja e borracha, detm o maior

    A importncia do agricultor para aeconomia do pas e tambm para a regio

    porto exportador decaf e tambm omaior corredor de ex-portaes de carne.Respondemos por 1/3do PIB do setor e 25%de todas as exporta-es do agronegciobrasileiro e a nossamicro regio de SoJoo da Boa Vista,contribui consideravel-mente com esse de-sempenho, ocupandoorgulhosamente a se-gunda posio noranking estadual do PIB agrcoladas 40 regionais geogrficas doEstado.

    Os paulistas tambm se desta-cam pelo pionerismo no uso deenergia verde e tambm pelaagregao de valor aos produtosagrcolas. Estudos comprovam queSo Paulo processa industrialmen-te cerca de 80% dos produtos ex-portados. Essa conjugao agri-cultura/indstria um dos pilarespara a pujana econmica do se-tor e gerao de emprego e ren-da e originou a denominada agri-cultura agroindustrial exportado-ra paulista.

    por essas razes que no dia

    28 de julho presta-mos nossa homena-gem a esses herisannimos que traba-lham numa atividadede cu aberto, reple-ta de inseguranas e,mesmo assim, con-tinuam persistentese apaixonados pelasua vocao. Sem-pre esperanosos,ele repetem solene-mente o gesto sagra-do de semear a se-mente generosa na

    terra acolhedora.

    Suportes prestados pelaCATI aos agricultores

    A CATI (Coordenadoria de As-sistncia Tcnica Integral) prestaassistncia tcnica e extenso ru-ral na em sua unidade regional deSo Joo da Boa Vista. Ao longodesses anos j foram 24 mil aten-dimentos que variam entre o re-cebimento de anlises de solo,consultas tcnicas, conservao desolo, recomendao de adubaoe controle de pragas e doenas,campanhas de vacinao, visitasa propriedades rurais. Tambmforam emitidas, 2 mil declaraes

    de Conformidades da AtividadeAgropecuria e mais 800 declara-es de Aptido ao Pronaf.

    A CATI ainda responsvel pelaelaborao de Planos de Investi-mentos Agronmicos, como a li-nha Feap (Fundo de Expanso doAgronegcio Paulista), que incluientre as linhas a aquisio de tra-tores e implementos agrcolas ajuros zero, bem como o levanta-mento preos e produo do mu-nicpio e a organizao de Dias deCampo.

    O rgo ainda desenvolve o for-talecimento das organizaes ru-rais e reunies tcnicas, sendoresponsvel pela atualizao dasunidades de produoagropecuria Lupa. Alm disso,ela atua em projetos como Pro-grama de Aquisio de Alimentos(PAA), a Cati Leite e a MicrobaciaII Acesso ao Mercado, que atu-almente est trabalhando comassociao de produtores deTamba e Divinolndia, buscandofortalecimento e agregao devalor aos produtos agrcolas.

    A Casa da Agricultura a portade entrada dos agricultores eestamos sempre a disposio parprestar esclarecimentos nas maisdiversas reas do agronegcio.

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    Fundecitrus orientacitricultores de Casa Branca aeconomizar na pulverizao

    O Fundo de Defesa daCitricultura (Fundecitrus) promo-veu no dia 5 de julho uma pales-tra sobre Tecnologia de aplicaovoltada para pinta preta e podri-do floral, em Casa Branca. Oevento foi aberto a citricultores,engenheiros agrnomos, consul-tores e interessados no assunto.

    Durante o evento, o pesquisa-dor do Fundecitrus Marcelo SilvaScapim orientou o citricultor so-bre os principais pontos deregulagem e calibragem dos equi-pamentos para a pulverizao dopomar com fungicidas utilizadospara controlar a pinta preta e apodrido floral, tambm conheci-da como estrelinha.

    A palestra tambm abordou apossibilidade de reduo do volu-me da calda utilizada na pulveri-zao, com a mostra de resulta-dos de pesquisas desenvolvidas noFundo de Defesa da Citricultura, equal a influncia do uso deadjuvantes para o sucesso do con-trole.

    De acordo com pesquisas doFundecitrus, a regulagem adequa-da dos equipamentos pode levara uma economia de at 50% de

    Evento mostrou como proceder no pomar parao controle de doenas fngicas

    produto utilizado nas pulveriza-es, alm tambm de proporcio-nar a diminuio da necessidadede outros recursos como tempo,gua e combustvel.

    Jornada do conhecimento

    A palestra de Casa Branca fazparte da Jornada do Conhecimen-to, promovida pelo Fundecitrus,em comemorao aos seus 35anos de fundao. Este ciclo deeventos, com palestras e dias decampo, ir percorrer 23 cidadesdo parque citrcola, abordando te-mas atuais e relevantes para afitossanidade dos pomares decitros.

    O Fundecitrus tem como umade suas misses levar informa-es at o citricultor edisponibiliza cursos, palestras etreinamentos sobre pragas e do-enas de citros, tecnologia deaplicao de produtos de formaa economizar os custos de pro-duo e realizar um manejo efi-ciente e responsvel do pomar.Solicitaes podem ser feitas pelotelefone 0800-112155. Mais in-formaes podem ser obtidas nosite www.fundecitrus.com.br.

    Divinolndia assinaconvnio para melhoria de

    estradas rurais

    O prefeito Ico e o vereador Nor,de Divinolndia, estiveram recen-temente na Secretaria de Agricul-tura e Abastecimento, em So Pau-lo, para assinatura de convnio vi-sando a conservao da estradaDVL 030, do bairro Macuco e Silvaao bairro Boa Vista.

    Segundo Ico, a conservao daestrada se faz necessrio uma vezque os bairros possuem grandeproduo agrcola. Com esse con-vnio, estaremos promovendo me-lhores condies para o escoamen-to da produo, alm de melhorar

    O vereador Nor e o prefeito Ico estiveram na Secretaria de Agricultura e Abastecimentoo apoio aos pequenos e mdiosprodutores rurais, facilitando a ati-vidade de assistncia tcnica de ex-tenso rural a esta populao.

    O prefeito lembrou ainda queessa estrada dar acesso ao terre-no onde ser implantado o novoaterro sanitrio. O vereador Nortambm comentou sobre o conv-nio. Neste trecho existem aproxi-madamente 30 propriedades ruraise a melhoria da estrada ir garan-tir mais agilidade no escoamentoda produo, gerando mais renta-bilidade aos agricultores, finalizou.

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    Com cerca de 150 profissionais,o corpo tcnico da Cooxup cons-tantemente atualizado para levarat os 12 mil cooperados da maiorcooperativa de caf do mundo, asmais recentes tecnologias e aesno campo. Entre 25 e 28 de junho,a equipe se reuniu na sede da coo-perativa em Guaxup, sul de Mi-nas Gerais, para debater algumasdessas novas tcnicas que auxili-am, principalmente, em uma la-voura mais sustentvel, diminuin-do o impacto ambiental e promo-vendo a qualidade de vida no cam-po.

    Segundo o superintendente deDesenvolvimento do Cooperado,Jos Eduardo Santos Jnior, a pre-ocupao com a sustentabilidade uma constante dentro da coope-rativa. Nossa responsabilidademaior mostrar aos cooperadosque eles podem e devem ter resul-tado econmico favorvel em suaatividade, mas nunca esquecer dasquestes sociais e ambientais. Oequilbrio desses fatores traduz emqualidade de vida para os produto-res e suas geraes futuras, avalia.

    Entre as principais aes difun-didas, de acordo com o coordena-dor de Desenvolvimento Tcnico daCooxup, Mrio Ferraz, esto asprticas de plantio que utilizammenos agrotxicos, aumentam aprodutividade e no agridem omeio ambiente. A agricultura bra-sileira no para de evoluir e de-ver da Cooxup levar ao coopera-do as novas tecnologias que estosendo aplicadas na lavoura. Soaes e conceitos que diminuem ouso de insumos agrcolas, econo-mizam gua, aumentam a produ-tividade e protegem o solo.

    Para Ferraz, o objetivo tanto doworkshop quanto dos eventos e in-formativos realizados dentro da co-operativa promover conhecimen-to para todos os tipos de produto-res do menor at o maior. Cercade 80% dos nossos cooperados sopequenos produtores que traba-lham com agricultura familiar. Porisso, a maioria dos projetos que

    Cooxup busca solues para aprimorar aagricultura sustentvel

    Workshop realizado com o corpo tcnico da cooperativa em Guaxup desenvolveutemas como reutilizao de gua na lavoura, adubos inteligentes e agricultura de preciso

    apresentamos podem ser adequa-dos de acordo com o perfil de cadapropriedade, conta.

    Menos gua e mais recurso naproduo do cereja descascado

    Entre as diversas palestras rea-lizadas pelo workshop estava a deReutilizao da gua residuria noprocessamento de caf. Ministra-da por uma equipe de pesquisado-res da Embrapa Caf, alm da pa-lestra, agrnomos e cooperados daCooxup puderam acompanhar ofuncionamento do SLAR projetodesenvolvido pela equipe quereutiliza a gua utilizada noprocessamento do Cereja Descas-cado por, pelo menos, trs vezes,gerando economia no processo.

    Segundo Sammy Fernandes, umdos responsveis pelo projeto, atcnica fcil de ser aplicada pe-los produtores e, alm de reutilizara gua, diminuindo drasticamenteo consumo (em alguns casos at90%), a gua residuria no pre-cisa ser descartada, podendo seraproveitada pelo produtor para ir-rigao da lavoura. um projetovivel fcil e barato e que podeser utilizado por pequenos e gran-des produtores. A tcnica tosimples que, assim que o produtortiver conhecimento, ele poder cri-ar outro projeto, inspirado no quedesenvolvemos, e aperfeio-lo,conta.

    A demonstrao do SLAR acon-teceu na Fazenda So Joaquim, que

    utiliza umprocessoparecidop a r areutilizara guautilizadana lava-gem doc e r e j adescasa-do. Se-gundo oprodutore coope-rado da

    Cooxup, Marcelo Pasqua, a ideiaveio depois de algumas viagens epalestras. Utilizo uma tcnica pa-recida h cerca de cinco anos, masvou aperfeioar o projeto com a de-monstrao dos pesquisadores,avalia. Alm de aproveitar a gua,o produtor utiliza a casca do cere-ja descascado (retirada no proces-so) como adubo, misturando comesterco de galinha.

    Imitando a florestaPlantio direto, controle biolgi-

    co, preparao do solo, entre ou-tras tcnicas tm contribudo para

    uma produo cada vez mais sus-tentvel e sem a utilizao deagrotxicos, inclusive na lavoura decaf. Segundo Ferraz, a prepara-o do solo, por exemplo, passoupor uma srie de quebra deparadigmas. Antigamente o cafei-cultor, antes de plantar, reviravatodo o solo, correndo um granderisco de eroso. Com as novastecnologias e mquinas apropria-das, o produtor aprendeu a deixaruma camada no solo que protegea raiz das plantas e contribui parauma terra nutrida, analisa.

    Outra ao modificada nesteprocesso foi o plantio direto, quesegue a lgica de uma floresta. Omaterial orgnico das prpriasplantas se transforma em adubo,reduzindo o uso de insumos e con-trolando processos de eroso, re-vela.

    As plantas de cobertura tambmauxiliam as lavouras, atravs deuma tcnica que pode utiliz-lasem qualquer momento do ciclo decultivo do caf e com resultadosimediatos, combatendo osnematides, umas das principaispragas do caf, e diminuindo o usode agrotxicos.

    Tcnicos da Cooxup acompanham demonstrao dos pesquisadores daEmbrapa Caf para reutilizar a gua do processamento do Cereja descascado

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    Embrapa promove evento para cadeia produtiva de batata

    Apresenta-o de novastecnologias emelhoramentogentico esti-veram entre ostemas discuti-dos durante aprogramao oevento realiza-do pela Em-presa Brasilei-ra de PesquisaAgropecuria( E m b r a p a )para a cadeiaprodutora debatata da re-gio de Vargem Grande do Sul. Aprogramao ocorreu entre osdias entre os dias 26 e 27 de ju-nho e teve incio com uma reu-nio sobre desenvolvimento denovas cultivares de batata na As-sociao Comercial e Industrial(ACI), contando com a participa-o de pesquisadores, produtorese representantes da Associao dosBataticultores da Regio de VargemGrande do Sul (ABVGS) e da Coo-perativa dos Bataticultores da Re-gio de Vargem Grande do Sul

    Encontro reuniu pesquisadores, produtores e representantes da ABVGS e Cooperbatata

    (Cooperbatata).A abertura do evento foi

    marcada por um debate sobre asituao e tendncias da culturada batata, bem como a demandade cultivares, as exigncias domercado de indstria, assim comoas tendncias da bataticulturabrasileira. No decorrer da progra-mao ainda foram apresentadosos avanos no desenvolvimentode novas cultivares, bem comonos programas da empresa demelhoramento gentico Solavita,

    da Agncia Paulista de Tecnologiados Agronegcios/Instituto Agro-nmico de Campinas (APTA/IAC),Universidade Federal de Lavras,Universidade Federal de SantaMaria (UFSM), Embrapa e parcei-ros. Outros temas tratados foramo manejo de doenas bacterianasem lavouras e as atividades daBasf. J durante a tarde, os par-ticipantes visitaram as estufasde melhoramento da Solavita,conhecendo tambm as parce-las demonstrativas e as lavou-

    ras das variedades da Embrapa.J no segundo dia a progra-

    mao trouxe um workshop doprojeto de melhoramento gen-tico da Embrapa, onde foramapresentados os caracteresprioritrios nas novas cultivaresda Associao da Batata Brasi-leira (ABBA) e da ABVGS. Naocasio foram abordados temascomo o melhoramento degermoplasma e o desenvolvi-mento de clones adaptados aagroecossistemas subtropicaise tropicais, suas reaes aosdi ferentes ecossistemas,estresses biticos e abiticos,entre outros assuntos do g-nero.

    Bruno de Souza

    Evento contou com palestras onde foram abordadas as novas tecnologias da bataticultura

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    O pesquisador Arione da SilvaPereira, PhD em melhoramentovegetal da Embrapa, comentou arespeito da importncia deste tipode atividade para a cadeia produ-tiva. A Embrapa promove esteevento anualmente nas principaisregies produtoras de batata dopas. O objetivo ouvir a cadeiaprodutora local, bem como apre-sentar e analisar os avanos obti-dos pelo programa e as associa-es da regio, afirmou. Procu-

    Evento apresentou e analisou avanos obtidos

    ramos sempre buscar e oferecercolaboraes, como no caso daempresa Solavita, a qual podemoscolaborar com seu programa de-senvolvido. Desta forma, procu-ramos gerar produtos, tecnologiae conhecimento, interagindo coma cadeia e as instituies, desta-cou o pesquisador.

    De acordo com o engenheiroagrnomo e pesquisador PedroHayashi, presidente da ABVGS,este evento de grande impor-

    tncia para a cadeia produtiva dabatata, pois so definidas estra-tgias para o desenvolvimento denovas variedades nacionais, umavez que o mercado consiste so-mente em variedades importadas,desenvolvidas em outros pases.Talvez o mais importante a pos-sibilidade de uma cooperao en-tre os melhoristas para juntos usarde novas tecnologias, comomarcadores moleculares e carac-terizao de clones. Estas tcni-

    cas requerem investimentos emequipamentos e profissionais es-pecficos, explicou. gratifican-te perceber que nossa cidade cadavez mais se destaca na cultura dabatata, sendo reconhecida pelasmaiores autoridades deste setor.No entanto, lamento que nossasautoridades polticos no re-conheam nosso talento agrcola,nem notando um importanteevento como este para nossa ci-dade, finalizou.

    O objetivo ouvir a cadeia produtiva de batata da regio afirmou Arione da Silva Pereira

    Pesquisadores, produtores e representantes da ABVGS e da Cooperbatata durante uma das visitas no campo

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    Exposies do Nelore e doCavalo rabe so destaques da 39 Eapic

    Durante sua progra-mao, a 39 Eapic (Ex-posio Agropecuria,Industrial e Comercialde So Joo da Boa Vis-ta) trouxe as exposiesde gado Nelore e cavalorabe. O evento ocorreuna primeira quinzena dejulho, no Recinto de Ex-posies Jos Ruy deLima.

    Entre os dias 7 e 8 fo-ram realizados na pistade grama os julgamen-tos da exposioranqueada do gadoNelore. O evento tempor objetivo o melhora-mento gentico e visa amelhor qualidade naproduo de carne.

    O Nelore uma raade gado bovino Zebu originria da ndia. Osprimeiros exemplares chegaramao Brasil no final do sculo XVIII,e rapidamente se tornaram araa de gado predominante norebanho brasileiro (85% do re-banho total). O Nelore a raabase para o cruzamento de gado

    Eventos reuniram criadores e representantes de importantes associaes nacionais

    de corte no Brasil.Os criadores da raa no Bra-

    sil se organizaram em duas en-tidades: a Associao Brasileirade Criadores de Zebu (ABCZ) ea Associao de Criadores deNelore do Brasil (ACNB), da qual

    a exposio sanjoanense fazparte.

    Com 50 anos de existncia, aACNB organiza os criadores eprodutores da raa e mantmum programa prprio de marcade carne: o Nelore Natural.

    Waldemar Yazbek,vice-presidente da So-ciedade Sanjoanensede Esportes Hpicos, o responsvel pela ex-posio do Nelore da39 Eapic.

    Cavalo rabeOs julgamentos do

    cavalo rabe da 39Eapic ocorreram nosdias 6, 7 e 8 na pistade grama do de Expo-sies Jos Ruy deLima. Ela ranqueadapela Associao Brasi-leira dos Criadores doCavalo rabe(ABCCA). Esta raa considerada uma dasmais belas e atrai umpblico de todas asidades.

    O cavalo rabe onico que consegue reunir ca-ractersticas que o possibilitarealizar bem funes nas reasdo esporte, trabalho e lazer. Oresponsvel pela exposio des-ta raa na 39 Eapic MarceloBertoldo.

    Cavalo rabe esteve entre as atraes da 39 Eapic

    Foto Eapic