Edio 16 - GeoMag

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    23-Jul-2016

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Nova edio com um completo restyling da revista de geocaching e aventura.

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  • A g o s t o 2 0 1 5 - E D I o 1 6

    SUPLEMENTO DE VERO

    Grande Rota do Guadiana

    SW by Mystique*

    Viagem a Sul Pelo Interior

    Ilha das Flores

    Ilha de Porto Santo

    MEGA EVENTO

    Love Love... Aveiro! Uma histria de sucesso na organizao de mega eventos a norte de Portugal

    ALM FRONTEIRAS

    Viajamos at ao corao do imprio Maia, na companhia do Tiago Heleno.

    BARGAO_HENRIQUES Entrevista de carreira a um dos dinossauros do geocaching nacional.

  • GeoFOTO Julho 2015Vencedor - rjpcordeiro

  • Editorial................................................................. 04..

    Aldeias.histricas.-.Drave.............................. 06

    Cruzilhadas.......................................................... 14

    GC6.-.Cntaro.Magro....................................... 26

    Waymarking.-.Ghost.Bikes............................ 36

    Earthcaching.-.Tsunamis................................. 38

    Aores.Report.................................................... 42

    Gadgets.n.Gizmos............................................ 46

    GC6.-.O.passado.no.presente....................... 54

    Entrevista.de.Carreira..................................... 48

    Love.Love....Aveiro............................................ 70

    Ponto.Zero.-.Atributos.para.qu?............... 76

    Mandamentos..................................................... 80

    Castelos.de.Portugal.-.Castro.Marim....... 82

    Geocaching.de.A.a.Z.-.Pirat@...................... 89

    Alm.Fronteiras.-.Mxico.............................. 92

    From.Geocaching.With.Love......................... 110

    Geochurrascada.Geocoin.2009................... 112

    Algarve.-.GR15..................................................... 02..

    Alentejo.-.Costa.Vicentina............................. 08

    Norte.a.Sul.-.Viagem.pelo.Interior.............. 18

    Aores.-.Ilha.das.Flores.................................. 28

    Madeira.-.Porto.Santo..................................... 36

    Nota sobre Acordo Ortogrfico:Foi deixado ao critrio dos autores dos textos a escolha de escrever de acordo (ou no) com o AO90.

    Ana ValenteAnnie LoveAntnio CorreiaAntnio CruzFilipe SenaFlora CardosoJos SampaioLuis Filipe MachadoLus FreitasLus SerpaPaulo HenriquesPedro AlmeidaPedro LourenoRui AlmeidaRui DuarteSnia FernandesTiago BorralhoTiago HelenoTiago VelosoVitor Srgio

    Com o apoio :

    Crditos

    ndice

    SUPLEMENTO DE VERO

  • EDITORIALpor Rui Duarte

    4 Agosto 2015 - EDIo 16

    Infelizmente e num espao temporal de-masiado curto, utilizo estas minhas linhas para deixar outro voto de pesar aos familia-res e amigos de um membro activo da nossa comunidade...Aos que eram prxi-mos do Crisstomo (Jos Andrade), um sentido abrao.Seja qual tenha sido a verdadeira causa da partida prematura deste nosso compa-nheiro, acidente ou doena sbita, temos assistido na comu-

    nicao social a uma empolao dos peri-gos inerentes pratica deste nosso hobbie e consequentes ilaes, mais ou menos mode-radas, sobre a prtica do mesmo.Na realidade e visto que a palavra Aci-dente se traduz em evento inesperado (...) que ocorre de modo no intencio-nal, estamos, claro, na presena de um verdadeiro acidente. E, no h forma de evitar esses eventos... Est inerente na prpria

    palavra a inevitabilida-de e imprevisibilidade da ocorrncia.O que nos resta ento fazer, para tornar mais seguras as nossas actividades ao Ar Li-vre? No que concerne o Geocaching, admi-tamos que h caches cada vez mais longe, mais alto, mais fun-do, etc., resumindo, mais difceis de alcan-ar. Isto at pode ser consensual... Mas se dissermos que temos de admitir de uma vez por todas que nem todas as caches so

    para toda a gente, o caso capaz de mudar de figura. Aquele sm-bolo verde (ou outro) no nosso ecr teima em fazer sombra s dezenas de sorrisos que o rodeiam e mais tarde ou mais cedo l vamos ns, muitas vezes mal preparados, em busca de mais uma conquista. J todos o fizemos e no est na mente da maior parte de ns alterar pro-fundamente (s vezes nem ligeiramente) o nosso modus ope-randi... E contra mim falo. Mas a verdade

  • 5Agosto 2015 - EDIo 16

    mesmo esta, nem todas as caches so para toda a gente... Ou pelo menos, no o so para todas as circuns-tncias! Um exemplo? H uns anos achei que no fa-zia mal procurar a kit sobrevivencia-peni-nha [GCNF9M] a meio de uma volta de bici-cleta, tendo as botas de Btt como calado... ora, quem j tenha experimentado calar umas coisas destas sabe com certeza que os cleats (peas que esto aparafusadas na sola e que servem para prender as botas aos pedais) escorre-gam imenso, at em terreno plano, quanto mais numa encosta grantica como aquela onde se encontra a cache. A aventura no teve grandes conse-quncias porque no percebi onde estava escondida a cache... se soubesse, talvez tivesse arriscado al-cana-la. E arriscar mesmo a palavra! apenas um exemplo de uma cache que se recomenda ir acom-panhado (no estava), com calado apropria-do (no tinha), sem vento (e estava) e com a rocha seca (que por acaso at estava). De-morei alguns anos a

    voltar a tentar e curio-samente numa sema-na fui l duas vezes, uma (para o found) com o BTRodrigues e com o Jasafara e outra como guia da Silvana e Weed Hunter. Dife-rentes circunstancias com resultado com-pletamente diferente! Tenho tentado mudar um pouco a maneira de atacar estas mais desafiantes... mas nem sempre poss-vel. Como podemos ento mitigar esses proble-mas, inerentes nos-sa prpria forma de agir, sem termos de deixar de retirar o gozo que este hobbie nos proporciona? A mim, a minha grande mea culpa, o de andar quase sempre a solo... Ao longo destes, pou-cos, anos, e depois de ter tido a minha dose de sustos (talvez uma meia dzia deles, do gnero abre olhos), comecei de forma mais ou menos cons-ciente a tomar algu-mas precaues... ter sempre comigo um par de pilhas para o GPS, o telemvel com bateria carregada, gua extra no carro, deixar o PC adormecido com o G a r m i m B a s e C a m p aberto e o trilho que vou percorrer de-

    senhado, as listings das caches que vou tentar fazer tambm abertas no browser, etc.. Coisas simples e que tenho mesmo de fazer para preparar o trabalho de casa e que me podero ser muito teis numa eventualidade futura. Tenho geralmente o hbito de ir fazendo pirraa em tempo real a um grupo de ami-gos mais ou menos geocachers com fotos e afins dos locais por onde vou passando... quem melhor que eles para ajudarem num aperto? Sabem exac-tamente o nosso des-tino e percebem como mais ningum o que l vamos fazer.Provavelmente todos temos alguns pontos que podemos me-lhorar, seja qual for a nossa faceta mais intrpida! Faamos um pouco mais para ajudar os nossos ami-gos a conseguirem ajudar-nos quando nos virmos perante um destes eventos inesperados.Log de DNF na cache referida, em Junho de 2011 Esta foi o DNF do dia!Foi tambm a que provocou mais adre-nalina, claro.

    Atacando a dita por cima, saltei o muro na outra ponta , a cerca de 30 metros e logo a comearam as dificul-dades...

    Vindo colado ao muro, com os sapatos do btt a dificultar ain-da mais a caminhada, l vim chegando perto do gz (j era oficial, a batida cardaca j indi-cava -que ideia da tre-ta fazer isto sozinho-).

    No local, 0 metros para a cache e... isto no terreno 4, terreno 4 ali mais abaixo!!! O GZ devia dar uns dois ou trs metros afastado do local.

    Ora, abri a caixinha que levo sempre co-migo com o material e... esqueci-me do fato de Osga no carro... ;)

    Assim, ficou para ou-tro dia!

    PS - Pensar duas vezes antes arriscar seja o que for em circunstancias adversas ajudar cer-tamente a impedir que alguns incidentes se transformem em aci-dentes.

    Rui Duarte

    - RuiJSDuarte

  • GEOMAG.

    6 Agosto 2015 - EDIo 16

    ALDEIAS TPICAS

    D RAV EA a l d e i a m g i c a

    Por Lusitana Paixo

  • 7Agosto 2015 - EDIo 16

    De todas as aldeias tpicas que visitei em Portugal, guardo Dra-ve na memria como a mais singular, a mais genuna, a mais ver-dadeira das aldeias. Situada no distrito de Aveiro e integrada no Geoparque de Arouca, a Drave no chegam automveis, nem energia eltrica, nem mesmo saneamento bsico ou rede de te-lemvel. E no entan-to, coisas acontecem aqui: desabitada, mas longe de estar aban-donada, Drave tem uma dinmica muito prpria, centenas de visitantes ao longo do ano, e boa parte das casas deixam notar indcios de recons-truo, manuteno e obras de melhora-mento muito recentes.Mau. Ento em que ficamos? H vida ou no h vida em Drave?Encaixada num pro-fundo vale entre as Serras da Freita, So Macrio e Arada, Dra-ve surge como um solitrio aglomerado de cerca de vinte ca-sas, construdas nas encostas da cova,

    rodeada de leiras agr-colas em socalcos. Isolada, no verdadeiro sentido da palavra: Drave dista cerca de 4 quilmetros da aldeia mais prxima, Regou-fe. aqui que comea o percurso pedestre (PR14 Drave, Aldeia Mgica) que pode ser completado com tran-quilidade em cerca de uma hora, e que oferece certamente ao visitante a melhor perspetiva sobre a Drave: um prespio de xisto com uma ca-pela ao centro, cujas paredes caiadas e o telhado vermelho se destacam dos demais elementos, por entre tons de verde, casta-nho e cinza, no mais perfeito quadro serra-no.Existe outro aces-so pelo lado oposto da Serra, partindo do Santurio de So Macrio em direo Coelheira, uma bifur-cao direita indica-r o acesso a Drave. A partir deste ponto possvel levar o vecu-lo at umas centenas de metros da aldeia, o restante percurso ser

    completado a p, por caminhos estreitos onde ainda se avista, aqui e ali, o testemu-nho da passagem das carroas puxadas por animais, nas pedras gastas.O facto de no che-garem carros aldeia confere-lhe esta sin-gularidade, que nunca encontrei at hoje em nenhuma outra al-deia tpica: o silncio, apenas entrecortado pelos sons do rio que banha Drave e que divide o empedrado em dois aglomerados distintos, acessveis entre si atravs de uma ponte de pedra. L em baixo, as guas lmpidas abrem-se em lagoas que con-vidam ao refrescante mergulho. A natureza foi generosa: as ter-ras so frteis, nos ribeiros correm guas cristalinas, a paisa-gem deslumbrante, os rebanhos pastam tranquilamente nos socalcos sobranceiros aldeia.Longe, demasiado longe de tudo e de to-dos.

    O ltimo habitante de Drave partiu da aldeia no ano 2000. As pou-cas famlias que aqui residiram no passado dedicaram a sua vida agricultura e ao car-vo. Tempos difceis, acessibilidades muito reduzidas, comodida-des quase nulas. Algumas casas e currais de xisto, em avanado estado de degradao, j amea-avam runa. At que em 2003, uns visitan-tes um pouco mais curiosos e determina-dos chegam a Drave: so muito jovens, com idades compreendi-das entre os 18 e os 22 anos, e em pouco tempo fecham neg-cio com alguns pro-prietrios, tornando-se donos de quase um tero da Aldeia: oito casas e respetivos terrenos, um moinho, o espigueiro e a eira comunitria passam a servir a Base Nacional da IV do Corpo Nacio-nal de Escutas. Desde ento nunca mais abrandaram os trabalhos de recupe-rao e manuteno dos telhados, pontes,

    O facto de no chegarem carros aldeia confere-lhe esta singularidade, que nunca encontrei at hoje em

    nenhuma outra aldeia tpica: o silncio...

  • 8 Agosto 2015 - EDIo 16

    muros, acessibilida-des dentro da aldeia, construo e carpin-taria. Drave serve de ponto de apoio aos Caminheiros, como serve de ponto de encontro aos cami-nhantes, apaixonados e amigos da natureza, da tranquilidade e da genuinidade.Assim, bastante co-mum durante os fins de semana, encontrar a Aldeia cheia de vida e em grande alvoroo, entre jovens escutei-ros atarefados com as suas atividades e al-guns caminheiros, de mochila s costas, de passagem por aquela que comummente

    designada por Aldeia Mgica.Se forem egostas nas vossas descobertas, optem por visitar Dra-ve fora de poca, de preferncia durante o inverno e em dia de semana. Esta a me-lhor forma de lhe tirar o gosto, o sentido, de lhe absorver a pai-sagem e sobretudo, esse silncio, to raro e precioso.No que toca ao Geo-caching, o ex-libris da aldeia a cache Aldeia Mgica [Drave] [GC-1W2Z3], do Geodarc. Uma cache de 2009 bastante acessvel que apresenta um lis-

    ting muito completo, rico em informao til sobre a histria, a geografia e os acessos Aldeia.Um pouco mais arro-jada, mas igualmente fantstica, a multi-cache Entre o Cu e o Inferno [Drave - Arouca] [GC3BD23], uma proposta do daraopedal que con-vida o geocacher a ob-servar Drave sob uma perspetiva diferente e surpreendente.Por fim, se optarem por aceder a Drave pela pequena rota, no deixem de visitar pelo caminho a Entre Vales

    PR14 Regoufe Drave [GC1VWE2].No faltam bons moti-vos para visitar Drave, as festas da Senhora da Sade acontecem anualmente a 15 de Agosto. Uma data a no perder, ou a evi-tar a todo o custo depende do ponto de vista, do objetivo e da vontade.Fica o convite desco-berta!

    Texto / Fotografia:Flora Cardoso

    - Lusitana Paixo

  • 9Agosto 2015 - EDIo 16

  • 10 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 11Agosto 2015 - EDIo 16

  • 12 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 13Agosto 2015 - EDIo 16

  • 14 Agosto 2015 - EDIo 16

    A m i n h a c a c h e p r e f e r i d a

    C R U Z I L H A D A S

    P O R V A L E N T E C R U Z

    14 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 15Agosto 2015 - EDIo 16

    Certo dia, ao cirandar pelas inmeras pginas do Facebook dedicadas ao geocaching, encon-trei uma referncia que me despertou o interesse. O autor do anncio afianava que tinha descoberto aquela que ele considerava ser a melhor cache que j tinha encontrado. Logo de seguida, o autor enu-merava quo banais e desinteressantes eram o local e a listagem da pgina; sem paisagem, histria ou estrias. Po-rm, o recipiente era fa-buloso! E estava assim eleita a sua cache prefe-rida. Para as linhas que irei dedicar de seguida sobre este assunto no interessam quem era o geocacher ou qual era a cache. Alis, como inerente a estes artigos, esta tambm apenas uma opinio.

    Felizmente, todos te-mos gostos diferentes e valorizamos aspetos distintos neste passa-tempo. Assim, todas as perspetivas podem ser vlidas e no devem ser encaradas como certas

    ou erradas de forma simplista. No obstan-te, creio que possvel elevarmo-nos do ema-ranhado de conceitos e ditames para tentarmos destrinar o que melhor representa a qualidade no geocaching. Estare-mos assim mais perto de perceber de que forma poderemos tirar um melhor partido do passatempo. De for-ma onrica, poderemos at tentar construir verdades, cosendo as preferncias individuais, sobre o que o melhor para o geocaching.

    J todos ns passmos pelo desafio de expli-car a um desconhecido, amigo ou familiar o que o geocaching. Podere-mos ambicionar desper-tar-lhe o interesse pelo passatempo ou, sim-plesmente, fazemo-lo para o convencermos que, apesar de andar-mos procura de pls-ticos em locais inusita-dos, no somos doidos. Pela minha experincia, cheguei concluso que mais elucidativo (e talvez menos arris-

    cado) esclarecer como surgiu o passatempo do que explicar, de chofre, o que o geo-caching. Comecemos ento pela perspetiva histrica [https://www.geocaching.com/about/history.aspx]. Aquela que hoje considerada como a primeira cache (The Original Stash - GCF [http://coord.info/GCF]), surgiu sobretu-do porque, logo aps o governo americano ter cancelado a designada disponibilidade seleti-va, Dave Ulmer[http://www.geocaching.com/profile/?guid=a87da-256-f9f2-4444-b51e-04cbb3623d7e], em 3 de maio de 2000, quis testar se algum con-seguiria, pelas coorde-nadas, encontrar um recipiente escondido no meio da natureza. Para tal publicou o desafio num grupo de discusso [https://groups.google.com/forum/?hl=en#!-topic/sci.geo.satellite-nav/mchHczyzVHo] , incitando partilha de objetos no recipiente, e pediu aos utilizado-

    res para relatarem a experincia. Outros entusiastas tiveram a mesma ideia e, meses depois, Jeremy Irish [ h t t p : //w w w. g e o c a -ching.com/profile/?u=-jeremy] desenvolveu o conceito e criou a plataforma (www.geo-caching.com) que trans-formou a brincadeira num passatempo incr-vel! A matriz inicial do geocaching mesclava, numa escala geogrfica e global (geo), a desco-berta e partilha, atravs da tecnologia GPS, de locais que possuam al-gum tipo de interesse e que serviam para guar-dar temporariamente objetos (cache palavra de origem francesa usa-da entre exploradores pioneiros, mineiros e piratas). Da surgiu, de forma natural, a caa ao tesouro dos tempos modernos, como nor-malmente apresentado o geocaching.

    Durante muito tempo, o recipiente foi encara-do sobretudo como um meio para atingir um fim: visitar um local. A

    Durante muito tempo, o recipiente foi encarado sobretudo como um meio para atingir um fim:

    visitar um local.

  • 16 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 17Agosto 2015 - EDIo 16

  • 18 Agosto 2015 - EDIo 16

    essa descoberta esta-vam inerentes outras: encontrar o recipien-te e partilhar objetos. Contudo, e apesar de a dimenso do recipiente variar de acordo com as circunstncias e com o local, de um modo geral e mesmo sem consul-tar as caratersticas da cache j se sabia de an-temo o que se iria en-contrar. Nos primeiros tempos do passatempo, a generalidade dos re-cipientes tinham uma dimenso apropriada para a partilha de obje-tos e as possibilidades de escolha de locais eram vastas e variadas. Acho que j todos ns nos imaginamos como sendo os geocachers pioneiros em Portugal e nos interrogmos sobre quais seriam os locais onde colocara-mos as nossas caches. Depois, a evoluo do passatempo acabou por diversificar o tamanho e caractersticas dos reci-pientes. Se por um lado passaram a existir re-cipientes bastante ela-borados e apetecveis, surgiram tambm bas-tantes recipientes de-masiado pequenos para o contexto em que so

    inseridos. Por exemplo, torna-se particularmen-te frustrante encontrar recipientes micro na vastido isolada de uma montanha.

    Apesar de existir sempre espao para a descober-ta de locais interessan-tes, em concreto numa regio inexplorada (ou mesmo que fiquem prximos de caches que j existem, mas que re-velem algo de novo), natural que subsistam cada vez menos locais apetecveis. Assim, a criao de recipientes mais elaborados acabou por surgir como uma forma de diferencia-o. Os prmios podem tambm estimular essa criatividade. Para quem vai descoberta pode ser mais interessante encontrar um recipiente dedicado e criativo. Para alguns, a avaliao da qualidade de uma ca-che resume-se a isso. O problema est quando se desvaloriza o local e a suas idiossincrasias, e o nico aspeto relevante da localizao poten-ciar as visitas. Muitas destas caches podero no resistir ao perodo ps-fama ou aos pro-blemas de manuteno

    associados a uma co-locao mais suscet-vel s ms prticas de geocachers ou incom-preenso dos temveis muggles. No geocaching existe espao para as di-versas perspetivas, mas a inverso do conceito Conheo um local fan-tstico, ento vou criar uma cache para Criei um recipiente fantsti-co, ento vou procurar um local disponvel para o deixar parece divergir do paradigma do passa-tempo.

    Uma cache no pode e no deve ser apenas um recipiente. Creio que importante fazer essa distino. Arrisco-me a dizer que num DNF (Didnt Found it) tam-bm se pode descobrir a cache; apenas no se encontra o recipiente. Descobrir uma cache pode significar: ler a lis-tagem da pgina, fazer o percurso e visitar o local. Existem inclusive mui-tos pseudo-geocachers que passam por todas estas etapas, mas no sentem necessidade de encontrar o recipiente. Outros ainda insistem em permanecer sem registos online, estando

    no passatempo apenas pela partilha dos locais.

    Qual a minha cache preferida? Das que en-contrei, no tenho uma cache preferida, mas sim caches preferidas. Tenho tambm um con-texto preferido para en-contrar caches: a mon-tanha. Fugindo ao clich, a minha cache preferida no a prxima. Mas estar por certo num local fantstico. Ter uma listagem apelativa, pela histria ou estrias relacionadas. Ter um recipiente simples, ge-neroso e adequado, es-condido provavelmente atrs de uma pedra. No ser fcil l chegar, mas serei recompensa-do pela superao das dificuldades. Sei que nesse dia no quererei encontrar outra, quer porque a cache o exige ou o merece. E sei que, felizmente, ainda tenho muitas caches preferi-das por encontrar.

    Boas frias, boas desco-bertas e boas prefern-cias!

    Texto / fotos:

    Antnio Cruz

    - Valente Cruz

  • 19Agosto 2015 - EDIo 16

  • 20 Agosto 2015 - EDIo 16

    Existem duas dicoto-mias sempre presentes quando pensamos em termos geogrficos no nosso pas, pelo menos no que refere ao territ-rio continental. Refiro-me s dicotomias Nor-te/Sul e Litoral/Interior. Desde sempre, estas dualidades encontram-se presentes na for-ma como pensamos no nosso pas, originando mesmo algumas saud-veis rivalidades.

    Pensando nesta ideia, nada nos pareceu mais natural do que criar um Frente a Frente en-tre Norte e Sul. Em que geocachers das duas faces pudessem dizer de sua justia e nos dar a conhecer melhor as se-melhanas e diferenas entre as duas regies.

    Assim, para nos falar sobre o Norte, convid-mos o Nelson Amaral, geocacher de Sato e

    que d pelo nickname de Noslenfa. Nascido h 32 anos, encontra-se registado em Geoca-ching.com desde Abril de 2010 e conta j com mais de 7500 founds no seu currculo, espalha-dos por 11 estados, e owner de 11 caches no nosso pas, se contar-mos com os eventos por si organizados e com a Lab cache contabilizada no seu perfil. Do outro lado, mos-

    trando-nos a viso do Sul, temos a equipa Fi-lipona*, equipa fami-liar, natural do Algarve, constituda por elemen-tos entre os 21 e os 52 anos: o pai Joo com 52 anos, a me Ermelin-da com 48 anos, a ca-pit Filipa com os 25 anos e o irmo Joo, o elemento mais novo da equipa com 21 anos. Conheceram o Geoca-ching a 28/03/2012, numa conversa de caf,

  • 21Agosto 2015 - EDIo 16

    entre a capit e uns amigos. Conta-nos o pai Joo que: Quando che-gou a casa, explicou-nos como era o jogo: Me tu vais adorar, vais a umas coordenadas, nesse sitio esta uma caixa, colocas uma prenda e levas ou-tra. Ao que a me ter respondido: No achei piada nenhuma, dar uma prenda a uma pessoa desconhecida!. A verdade que como eles prprios dizem: Com o passar do

    tempo fomos aprenden-do mais e mais sobre o bendito jogo e hoje esta-mos viciados. Passar um fim de semana sem ca-char, para ns, o mesmo que ir a Roma e no ver o Papa. :) Nestes dois anos e meio, contam com mais de 4000 caches j en-contradas, sendo tam-bm os owners de 57 caches, das quais fazem parte as 31 caches do Powertrail Passeio dos

    Tristes, no Sotavento algarvio.Conheamos ento um pouco melhor o Norte e o Sul do nosso pas e o seu Geocaching, Que segredos esconde cada uma dessas regies? E porque cachar faz fome, que petiscos nos recomenda cada um dos convidados? O que mudariam eles no geo-caching da sua regio? E que caches nos reco-mendam? No percam

    as respostas a estas e muitas outras pergun-tas no Frente a Frente desta edio!

    Em primeiro lugar, obri-gado por terem acei-tado o convite. Desde sempre que a dicotomia Norte/Sul faz parte das conversas e discusses das gentes do nosso pas. Com o Noslen-fa a defender as cores do Norte e os Filipona* como representantes

  • 22 Agosto 2015 - EDIo 16

    das terras e das gentes do sul do pas, no po-damos deixar de come-ar este frente a frente com a pergunta: Como definem a vossa regio e as suas gentes?Filpona*: Em primeiro lugar ns que temos a agradecer o convite que nos foi dirigido, o qual aceitmos com muito bom agrado.A nossa regio, o Algar-ve, vocacionada para o turismo como todos sabem, sendo esta uma regio muito agradvel de se visitar durante todo o ano. Tanto pelas paisagens, praias, como pelas pessoas que vos sabem receber, com simpatia e carinho.

    Noslenfa: Antes de mais eu que agradeo o convite. Comeo por di-zer que vou tentar de-fender o Norte como deve ser. Na regio Nor-te possvel viajar do presente ao passado e sermos levados des-coberta de renovados encantos que nos fazem sonhar, deixando-nos com uma vontade de conhecer mais e regres-sar. Quanto s gentes do Norte, assim como em todo o lado, exis-tem as boas e as menos boas, as do campo e as da cidade, no entanto na sua maioria so gen-tes simpticas, amveis,

    abertas, hospitaleiras e sempre dispostas a aju-dar e que tm por tradi-o bem receber.

    Visitando a vossa re-gio, que pontos de in-teresse no podemos deixar de visitar?Filipona*: Como sabem, o nosso principal car-to-de-visita o sol e as praias, no entanto, o in-terior algarvio esconde rara beleza, que merece uma visita demorada.Noslenfa: Aqui apenas me vou referir aquilo que conheo e no propria-mente como ponto de interesse, pois em cada um dos lugares existem muitos pontos de inte-resse que deveramos visitar. Fao por isso uma pequena viagem. Depois de ter visitado e disfrutado de toda a Serra da Estrela, come-aria por uma passagem por Viseu (esta por ser de l, mas tambm por-que uma cidade amiga de quem a visita). De-pois faria um cruzeiro no Douro, por exemplo da Rgua ao Porto. J no Porto aproveitava o dia para conhecer e passear, especialmente na zona velha da cidade e na Foz, aproveitaria depois a noite para um pas-seio pela zona da Ribei-ra, disfrutando de tudo o que por ali acontece. Depois podamos ir em

    direo a Aveiro, atra-vessando toda a zona costeira at l, onde iriamos, certamente, encontrar agradveis surpresas pelo cami-nho. Ou ento ir mais para Norte e passar pelo bero da Nao ou apro-veitar uma ida a Braga e visitar o Sameiro ou o Bom Jesus. Daqui poda-mos seguir para a zona do Gers e viver mil e uma aventuras atravs das variadssimas ativi-dades disponveis e da natureza no seu estado mais puro, que no en-contramos em nenhum outro local em Portugal. Mais a Norte, o que co-nheo no muito mas certamente existem mi-lhares de locais magnfi-cos para visitar, conhe-cer e viver...

    Das viagens e dos locais que conhecemos, re-cordamos as paisagens e as aventuras, mas tambm aquele aroma e sabor daquele petis-co to nico que nunca conseguimos encontrar igual. Que iguarias gas-tronmicas podemos conhecer numa visita vossa regio, que no podemos mesmo deixar de experimentar?Filipona*: Neste caso concreto vamos defen-der o que nosso, Vila Real de Santo Antnio e o atum em todas as

    suas vertentes: temos a famosa moxama, a es-topeta, as ovas e o bife de atum. Existe ainda, os famosos e premiados choquinhos com tinta.Depois destas entra-das!!!, terminamos com os doces regionais: Dom Rodrigo, Lampreia de ovos, bolinhos de amn-doa e para finalizar, os doces e licores de alfar-roba e de laranja.S nos resta desejar-vos um bom GeoApetite.

    Noslenfa: Seria impos-svel descrever todas as magnficas iguarias que conseguimos encontrar, comeando com um cal-do verde onde podemos j usar alguns dos enchi-dos existentes pelas v-rias zonas do Norte (que nos deixam com gua na boca), passando pela truta, lampreia ou at mesmo o svel que po-dem ser acompanhadas com qualquer uma das diferentes broas de mi-lho que variam de zona para zona, ou quem sabe por um pastel de Chaves. No nos pode-mos esquecer tambm de pratos como a famo-sa francesinha, as tripas moda do Porto, o sar-rabulho, a posta miran-desa e o famoso cozido portuguesa. Terminar uma refeio sem um docinho tambm no seria muito boa ideia, da

  • 23Agosto 2015 - EDIo 16

    termos vrias opes como o leite-creme, uma grande variedade de doces conventuais, pudim Abade de Prisco, toucinho-do-cu, os vi-riatos, os ovos-moles de Aveiro, ou at mesmo as suas tripas, ou quem sabe um po-de-l de Ovar (h quem diga que h melhor, tambm no Norte, mas no conhe-o). No podemos tam-bm deixar de lembrar os variadssimos vinhos de diferentes castas, sem esquecer o famoso vinho do Porto ou o Fa-vaios como aperitivos, ou at mesmo digesti-vos.

    Muitas vezes, quan-do pensamos no Nor-te e no Sul, facilmente associamos o Norte a paisagens naturais, cheias de serra, com o verde como cor domi-

    nante, enquanto o Sul sinnimo imediato de extensos areais e mar. Na vossa perspectiva, a vossa regio e as suas potencialidades encon-tram-se bem desco-bertas e retratadas, ou a imagem que cada um de ns tem antes de vi-sitar qualquer uma das regies ainda bastan-te redutora?Filipona*: A pergunta no deixa de fazer sen-tido, uma vez que, quan-do se pensa no Algar-ve, pensa-se nas suas praias e extensos areais, mas o interior algarvio continua a ser uma zona desconhecida para mui-tos de vs.Graas ao Geocaching, vamos cada vez mais encontrando aqueles cantinhos maravilhosos e escondidos que nos preenchem o corao e merecem umas boas e

    prolongadas visitas.

    Noslenfa: Quanto ao Norte, a imagem conhe-cida acaba por ser ain-da um tanto ou quan-to redutora, pois alm das magnficas serras, paisagens onde o ver-de predomina, existem excelentes zonas cos-teiras, bem tratadas e preparadas para serem usufrudas por cada um de ns. Assim como tantos outros pontos de interesse que muitas vezes no so divulga-dos da melhor maneira, e que por vezes s quem dali que os conhe-ce.

    Pensemos agora um pouco mais na nossa actividade, o Geoca-ching. Consideram que as instituies da vos-sa regio conhecem o Geocaching? Valorizam

    a sua potencialidade tu-rstica para a regio?Filipona*: Pelo nosso conhecimento, as ins-tituies no tm ou no querem ter conhe-cimento desta ativi-dade. Havendo casos em que consideram os containers como lixo. No entanto existiu uma tentativa por parte do Municpio de Loul em divulgar o seu concelho e patrimnio, por meio do Geocaching.

    Noslenfa: Penso que essa uma questo que ainda no se encon-tra muito bem definida perante as instituies locais. O geocaching cada vez mais conhecido a nvel nacional e muitas instituies j ouviram falar dele, no entanto, no sabem ainda muito bem como funciona e a partir da tirar proveito

  • 24 Agosto 2015 - EDIo 16

    do mesmo, com vista a potenciar o turismo para a regio.

    Estando de visita vos-sa regio, que caches no poderamos deixar de procurar?Filipona*: S podemos pronunciar sobre aque-las que ns j logamos, no tirando o mrito s outras, aqueles que mais nos marcaram po-sitivamente foram:

    O Mouro e o Abismo (Letter [GC5CF6]) Localizada a norte de Olho, propor-ciona uma aventura numa gruta (cache nomeada 2014)

    Cerro da cabea Kar-ren Field (Tradicional [GCQJTW]) Loca-lizada a norte de Olho, uma cami-nhada pelo interior algarvio, terminando

    no alto do cerro, que d o nome a cache, de onde podemos apreciar uma mara-vilhosa paisagem.

    O segredo da gruta da caveira (Tradi-cional [GC1F66R]) - Local onde se mistura serra e mar, qualquer dos aces-sos uma aventura, sem mais comen-trios para que a supressa seja maior (cache nomeada 2014).

    Pergaminho perdido (Enigma [GC4PZ-MZ]) Um enigma com cabea, tronco e membros, aliado a uma espetacular aventura aqutica (cache vencedora dos prmios em 2013).

    Noslenfa: Essa uma pergunta qual no

    consigo dar uma res-posta concreta. Para mim o geocaching vi-vido de maneira diferen-te por cada geocacher e o que bom para mim pode no ser para os outros. O certo que no Norte existem caches para todos os gostos, feitios, dificuldades, ta-manhos, etc... A forma mais simples de fazer uma seleo ser pe-gar na listagem das ca-ches nomeadas para os prmios GPS e escolher umas quantas que vo de encontro aquilo que procuram.

    Muito se tem falado nos ltimos anos sobre a evoluo do Geocaching a nvel nacional. Um au-mento exponencial de caches em todo o pas, mas tambm o surgi-mento de grupos regio-

    nais de geocachers que procuram confraterni-zar e dinamizar o Geo-caching nas suas pr-prias regies. A vossa regio tem acompanha-do esta tendncia na-cional ou o geocaching nacional ainda cresce de uma forma bastante centralizada, a nvel dos grandes polos urbanos e suas periferias?Filipona*: Esta, sem dvida, a questo mais difcil de responder. A nossa regio tem acom-panhado a tendncia nacional, quer no bom, quer no mau, do que tem acontecido por este pas fora, pelo que no queremos dedicar mui-to tempo a este aspe-to. Salienta-se que, sensivelmente 2 anos, havia no Algarve cerca de 800 caches, hoje j ultrapassa o milhar, o

  • 25Agosto 2015 - EDIo 16

    que demonstra o cres-cimento da atividade na regio.

    Noslenfa: Sinceramen-te no sei responder a essa pergunta. Sei que existem diversos grupos de geocaching no face-book, espalhados pelas vrias regies do Norte do pas, sei que exis-tem grupos que marcam eventos onde se reali-zam as mais variadas atividades inerentes ao geocaching, seja apenas conviver, uma simples caminhada num percur-so ou algo mais comple-xo como uma descida de um rio em cannyoning, entre outros, mesmo que estes no sejam publicados como even-to no site do geoca-ching. Temos tambm por exemplo os 100es-pinhos que trouxeram um Mega para o Norte e que conseguiram mover centenas de geocachers por todo o mundo, dina-mizando dessa forma o geocaching nacional e at mesmo mundial.

    O que mudariam no Geocaching da vossa regio?Filipona*: Mudar seja o for numa regio mui-to difcil, uma vez que cada geocacher tem a sua maneira de ser, tem o seu estilo e isto que

    faz com que o Geoca-ching seja uma constan-te supressa. No entanto, esperamos sempre por novidades

    Noslenfa: Comeava por tentar filtrar a quan-tidade de caches que so publicadas, pois, para mim, hoje em dia aparecem em exagero, muitas vezes em locais sem qualquer interesse e com containers ainda com menos interesse. Depois, apesar de ser algo praticamente im-possvel, acho que por cada regio deveria ser feito um evento no m-nimo trimestral, onde deveriam comparecer os novos geocachers e onde lhes fossem ensi-nadas as boas maneiras do geocaching.A nvel turstico acho que algo tambm po-deria ser melhorado, mas no algo como criar percursos com caches infindveis como se tem visto surgir muito por a. Mostrar apenas o que mesmo essencial e o que interessa ver. Acho que seriam estas as principais alteraes.

    O GeoAcampamento ou as duas edies do Fo-toSafari em solo alen-tejano, so exemplos de iniciativas que, embora tenham decorrido fora

    das grandes cidades, conseguiram movimen-tar geocachers de todo o pas, sendo que houve mesmo quem tivesse feito centenas de quil-metros para participar nos eventos. Na vos-sa opinio, que outras iniciativas poderiam ser desenvolvidas, nas vossas regies, para trazerem geocachers regio?Filipona*: O grande pro-blema do Algarve pren-de-se com os elevados preos que se praticam na poca balnear, alia-do ao grande nmero de pessoas que nos vi-sitam, afastando a hi-ptese de se organizar neste perodo qualquer evento de grande mag-nitude.Pode existir a hiptese de organizar-se algo, fora da grande afluncia de turistas, visto que o nosso clima agradvel o ano inteiro. Vamos ter que aguardar para ver, pois ideias existem, falta concretiz-las.

    Noslenfa: Penso que a melhor forma de o fazer seria mesmo partir para atividades similares a estas, pois nelas existe um pouco de tudo que o geoaching nos pode dar, desde o magnfico convvio que vivemos s variadssimas ativida-

    des. O exemplo do Mega que se realizou no ano passado no Norte acaba por ser algo do gnero e mostrou trazer resul-tados que vamos voltar a ver este ano, numa outra localizao. Esta alterao de local na mi-nha opinio tambm muito positiva porque nos leva a conhecer ou-tras paragens, sem se tornar repetitivo.

    Para terminar, que con-selhos gostariam de deixar a quem pretenda visitar a regio?Filipona*: O grande con-selho que deixamos a todos os geocachers virem com calma, rela-xar e aproveitar tudo o que de bom o Algarve tem para vos oferecer.Um bom banho, nas c-lidas aguas algarvias, um delicio bolinho de amndoa e principal-mente disfrutar, disfru-tar e disfrutar das me-recidas frias!!!

    Noslenfa: No tenho mais nenhum conselho alm de todos os que dei nas respostas ante-riores... Aproveitem, vi-vam, sintam a todos os nveis quando estiverem pelo Norte.

    Texto: Bruno Gomes

    (Team Marretas)

    Fotos: Filipona* e Noslenfa

  • G C 6 - C N T A R O G O R D OPOR Z SAMPA

  • 28 Agosto 2015 - EDIo 16

    Em pleno corao da Serra da Estrela, a 1875, 1928 e 1916 metros de altitude, erguem-se, respecti-vamente, trs gran-des afloramentos granticos a quem o homem deu o nome de Cntaros: o Gordo [GCRYM3], o Magro [GCR9RW] e o Raso [GC1KD2B]. No seu conjunto estes gigan-tes, perenes sinfonia do tempo e auste-ridade das estaes, assumem-se como os mais icnicos smbo-los da Estrela. As suas peculiares formas, ta-lhadas pelas agruras do tempo, asseme-lham-se a ngremes miradouros, palcos de f e conquistas. Assim, perante a elo-quncia sedutora de tais gigantes, no se-ria de estranhar que o homem, neste caso o geocacher, fosse inca-paz de resistir ao seu chamamento, deter-minado a alcanar os seus cumes, inevita-velmente assinalando a sua passagem. Quem j teve o privil-gio de atingir tais mar-cas, nomeadamente o Gordo e o Magro, mais aventureiros que o afvel irmo Raso, seguramente tecer elogios rasgados a tamanhas conquistas,

    sendo que cada um a seu jeito, constituem feitos inegveis de superao pessoal, a ponto de ser difcil escolher entre um deles. Ainda assim, desta feita, decidi-me a uma nova ascenso pelo Gordo e respetiva cache, a qual, qui devido aos atuais es-teretipos da moda, tem vivido na sombra do famoso irmo Ma-gro.O tesouro, colocado no topo da emblem-tica formao rocho-sa em Dezembro de 2005 por nat_cache, tambm ele proprie-trio da cache de-dicada ao Magro, consequncia direta das suas aventuras de juventude pela neve e beleza da Estrela, per-sonificada na imagem dos Cntaros. Como evidente trata-se de caches local ou de natureza, cuja desco-berta, nas palavras do owner despertam o sentimento de aventu-ra e conquista., notas que, sem margem para dvida, caracte-rizam o desafio que alcanar estes secula-res tesouros.Cingindo-nos agora cache do Cntaro Gordo, esta trata-se de uma multi-cache

    constituda por trs distintos containers que dividem a con-quista do seu topo em trs progressivas etapas, sendo que cada um deles, aps a resoluo de um teste de conhecimentos, fornece as coordena-das para o prximo passo. Assim, a as-censo pode dividir-se em trs fases, com o respetivo contentor: um primeiro localiza-do na Lagoa dos Cn-taros, um segundo na Encosta do Cntaro Gordo e, por fim, um terceiro e o objetivo final, plantado no topo do volumoso colosso.Contudo, a sua con-quista comea bem antes disso. Pois, tendo em conta o isolamento do local, para se chegar at ao primeiro dos conten-tores ser necessrio percorrer um trilho de montanha com uma distncia aproximada de trs quilmetros, cuja durao dever rondar entre 75 a 100 minutos. O trilho, de-vidamente assinalado pelas caractersticas marcas e as tpicas mariolas, tem incio no Covo da Ametade [GC12J04], outro local emblemtico da Ser-ra da Estrela, situado aos ps do Cntaro

    Magro e bero do Rio Zzere, que parte em direo ao Vale da Candeeira [GC3A012], outro exemplo ex-traordinrio de vale glaciar. A certo ponto o trilho divide-se, de-vendo ento seguir-se pela esquerda rumo escondida lagoa. At aqui o percurso no apresenta grandes dificuldades, pois, no obstante tratar-se de um trilho de monta-nha, no apresenta declives significativos, constituindo o aqueci-mento ideal para o que se segue. Por outro lado, o trilho, por si s, um deslumbre para os sentidos, principal-mente quando percor-rido durante o perodo primaveril, quando o rosa, o branco e o amarelo, enchem as encostas dos vales de um colorido nico, isto enquanto o horizonte se v dominado pela imagem incomparvel dos trs altivos Cnta-ros.A caminhada inicial culmina na isolada Lagoa dos Cntaros, espelho plantado aos ps do volumoso Gor-do que, na sua altitude imensa, tal qual guer-reiro de orgulho des-medido, se ergue pe-rante o olhar de quem o ousa enfrentar. A

  • O GordoComo que gordo me convocam

    Se garboso me sinto

    E o espelho no me ilude

    Como que gordo me insultam

    Se sou o preferido do Sol nas madrugadas

    E nas noites a Lua dorme sobre mim

    Como que por gordo me tratam

    Se a grandeza em mim banal

    E de corpulento s tenho o meu ego

    Texto de Joo Gabriel Leito (publicado no livro Momentos

    da Montanha, Manteigas e a Serra da Estrela).

    29Agosto 2015 - EDIo 16

  • 30 Agosto 2015 - EDIo 16

    viso avassaladora e, por inmeras vezes, nos levar a ques-tionar se estaremos ns, pequenos seres, altura do desafio Ainda assim, e como se tal no bastasse, eis que o owner nos reserva uma primeira surpresa. Cada con-tainer encerra muito mais do que as sim-ples coordenadas para o prximo passo. Cada um deles um recet-culo de conhecimento e um teste sabedoria dos amantes da mon-tanha, sendo que s os mais bem prepa-rados sero capazes de passar prxima etapa.Assim, o seu con-tedo, para alm de um logbook, fotos e waypoints de ajuda ao caminho para o segundo container/cache, contm ainda uma espcie de chara-da numrica em forma de palavras-cruzadas dedicadas ao Evereste e suas conquistas, que depois de resolvidas fornecero as coorde-nadas para a segunda

    cache, a da Encosta do Cntaro Gordo. Deste modo e de sobreaviso, devero os conquis-tadores preparar-se fsica e mentalmente para a descoberta, levando consigo a in-formao necessria para a resoluo do desafio, o qual se re-pete na segunda ca-che, com semelhante repto agora dedicado prpria Serra da Es-trela.A estrutura invulgar da cache mais um dos motivos que a distingue e torna em-blemtica, sendo que nos primrdios da sua existncia era fre-quente encontrar re-latos de aventureiros menos preparados, que incapazes de res-ponder s perguntas se viam obrigados a regressar uma e outra vez, na esperana de, por fim, alcanarem a conquista do Cntaro. Quando questionado o owner acerca do conceito da multi-ca-che, nomeadamente a ideia das palavras-cruzadas com pergun-

    tas sobre o Evereste e a Serra da Estrela, ele responde que tendo a cache do Cntaro Gordo algum risco as-sociado, as palavras-cruzadas representam um esforo extra que o geocacher ter de fazer, demonstrando que tem mesmo vontade de con-tinuar o caminho. Por outro lado, a cache foi colocada pouco depois dos 50 anos da con-quista do Evereste, pelo que era um tema recen-te, e a Serra da Estrela por razes bvias.Infelizmente, depois da massificao do jogo, perdeu-se parte desta magia, livre-mente acedendo-se s coordenadas da terceira e ltima ca-che, sendo frequente atingir-se o container final sem encontrar os demais, nem re-solvendo os desafios propostos. Facto que ainda assim no abor-rece o owner. Porm, tal como o prprio refere a montanha e as caches de natureza representam na minha opinio um desafio

    pessoal, sendo a cache apenas a cereja no topo da serra. Ir direto a cache final o mesmo que comer a cereja sem a saborear!No entanto, mes-mo privando-nos de prazeres palatinos, o achado no perde nem um pouco do seu impacto, j que com-pletar a ascenso at ao cume da robusta figura , por si s, um feito de enorme reali-zao. Se, at Lagoa dos Cntaros o per-curso no apresenta dificuldades de maior, o mesmo no se pode dizer relativamente ao resto da caminhada, a qual se torna cada vez mais exigente medi-da que se avana no terreno. A abordagem ao se-gundo contentor, co-locado nos ombros do gigante, feita atravs de uma cumeada onde o trilho, devido s ro-chas e ao acumular da vegetao, bem menos evidente, alm de que a inclinao e alguns passos mais tcnicos por entre os

    A montanha e as caches de natureza representam na minha opinio um desafio

    pessoal, sendo a cache apenas a cereja no topo

  • 31Agosto 2015 - EDIo 16 31Agosto 2015 - EDIo 16

  • 32 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 33Agosto 2015 - EDIo 16

    rochedos dificultam significativamente a progresso no terreno. Todavia, medida que se alcanam novas altitudes, o cansao ver-se- compensa-do pelo crescendo da paisagem que, a cada passo dado, aumenta em escala e dimenso, vendo-se o horizonte dominado pelo exten-so Vale da Candeeira encabeado pelo vigi-lante Frago do Poio dos Ces [GC3A0EH] e a apaixonante Lagoa do(a) Pe(a)ixo [GCPF-JA]. A segunda parte do percurso, dependendo do cansao e desgas-te fsico, no dever demorar mais do que 40 a 60 minutos e a ltima etapa para o culminar da ascen-so. Chegando a este ponto e resolvidas as palavras-cruzadas acerca da Serra da Es-trela, o percurso pros-segue diretamente para o topo do Gordo, numa encosta menos acidentada mas bem mais inclinada, onde a grande quantidade de pedras soltas constitui

    um risco acrescido de queda, pondo tambm em perigo os compa-nheiros que sigam um pouco mais abaixo. Nada que o devido cuidado e ateno no previna, sendo que em pouco mais de 40 a 60 minutos, d-se por terminada a herclea conquista do mais corpulento dos Cnta-ros!A chegados, perante a vista transcendente, a cache imediatamente passar para segundo plano e a merecida conquista encher em pleno as medidas do nosso ego. Diante do nosso olhar vislum-bra-se um horizonte a perder de vista com a beleza da Estrela em toda a sua glria. No limite da viso alcana-se o casario das Penhas da Sade [GC20K33] e a sere-nidade das guas da Barragem de Viriato [GC1HKNV], enquanto que, a nossos ps, a ento imensa Lagoa dos Cntaros reduz-se a uma pequena gota de gua na vastido

    do Vale da Candeeira delimitado pelo Vale Glaciar do Zzere [GC45YPF]. E como se tal no bastasse, no outro lado da encosta, emergindo do fun-do do Covo Cimeiro [GC4KMH4] deter-minados a chamar a ateno, ergue-se o vistoso Magro e o t-mido Raso, coroados pelo cintilar da Torre.Neste momento os pensamentos voam perdidos nos vales e serranias E tentar descrever a sensa-o que vencer este desafio de todo im-possvel... Certamente ser esse sentimento o maior encanto que esta cache representa, sendo que todo aque-le que ouse enfrentar esta ambio jamais esquecer o que vencer este gigante. Depois do registo, a vontade de por ali ficar ser imensa e, quem sabe no fosse a in-quietude do tempo, por ali se permaneceria at o eterno acordar Infelizmente, havendo que regressar, poder

    optar-se por seguir a recomendao do ow-ner continuando em direo s pistas de ski ou, em alternativa, seguindo pela PR5M-TG ou Rota do Macio Central, descendo at ao Covo Cimeiro de regresso ao ponto de partida no Covo da Ametade, melancoli-camente voltando realidade.Mas a magia da cache do Cntaro Gordo no vive s do deslumbre da paisagem desta Serra Ela tambm fruto de histrias e memrias que des-de a sua publicao, porventura devido ao forte temperamento da montanha sempre sujeito imprevisibi-lidade das condies atmosfricas, marca-ram a sua conquista. Talvez por isso, s pas-sados quase quatro meses depois da sua publicao, o Cntaro (pelo menos o seu ter-ceiro container) veio a receber a primeira visita pelas mos da lendria equipa dOs Cacheiros Viajantes

    Mas a magia da cache do Cntaro Gordo no vive s do deslumbre da paisagem desta Serra

  • 34 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 35Agosto 2015 - EDIo 16

    (Cachapim, Ourios Cacheiros, Robin da Mata e Cache-a-lote), aquando da sua des-locao serra para celebrao dos 125 anos da Expedio Scientfica Serra da Estrella, comemorada com a colocao de uma cache homnima [GCVVZH], tambm esta uma das mais antigas do parque na-tural.

    No entanto, possivel-mente os momentos mais clebres da to-mada do Cntaro fica-riam inevitavelmente ligados ao 1 Acampa-mento Geocaching@PT [GC11Q5P], or-ganizado pela Limo e realizado entre 28 de Abril e 1 de Maio de 2007, onde num dos dias se inclua a conquista da cache do Gordo, cuja ascen-so, devido queda

    de neve, nevoeiro e perseguio de dois elementos da GNR (cfr. log do MAntunes), acabou por no passar da Lagoa dos Cnta-ros. Frustrao que inevitavelmente no ano seguinte, a 22 de Maio de 2008, desen-cadearia a realizao de um novo evento agora intitulado de Acampamento Tenho o Cntaro atravessa-do! [GC1AJ4X]. Po-rm, quem sabe por ironia do destino, o mau humor da mon-tanha viria a impor-se novamente, impos-sibilitando uma vez mais, a conquista do muito ambicionado tesouro. Ainda assim, nem tudo estava per-dido, pois, para alm de um timo evento (pelos logs mani-festo que a satisfao superou em muito a

    frustrao), o mesmo viria a dar azo co-locao da aclamada cache guas Radium [GC1CTPG], nas ru-nas do antigo Hotel da Serra da Pena, Sabu-gal. E, claro, como no h duas sem trs, eis que em 13 de Junho de 2009 agendado um definitivo evento com o elucidativo nome de Ou Vai ou Racha [GC1R8F1], sendo que, o grupo de forma vitoriosa finalmente partiu o Cntaro!

    Certamente, estas so apenas algumas das muitas estrias que este tesouro ter para contar Ou esta no fosse uma das mais brilhantes Estrelas desta serra, eterna-mente associada a milestones e efemri-des, conquistas e inol-vidveis momentos de deslumbre e satis-

    fao. Sentimentos reconhecidos pela co-munidade que a vem brindando com elogios rasgados e inmeros favoritos (com um r-cio de cerca de 80%), e concedendo-lhe o estatuto de nomeada aos prmios GPS da dcada.

    Mas, no fundo, tal como o owner refere, todos sabemos que o mrito no da cache da Serra da Estrela. A cache, se a conser-varmos, apenas a cereja, uma boa cereja do Fundo! Agora venham prov-la! At porque gordura for-mosura! ;)

    Texto: Jos Sampaio (ZSampa) e Pedro

    Loureno (nat_cache)

    Fotos: Jos Sampaio (ZSampa)

  • 36 Agosto 2015 - EDIo 16

    g h o s t b i k e sW A Y M A R K I N G

    P O R T M O B

    36 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 37Agosto 2015 - EDIo 16

    Numa altura em que cada vez mais a bi-cicleta vai ganhando adeptos, resolvi des-tacar um waymark pertencente catego-ria ghost bikes, por achar que um tema de vital importncia. As ghost bikes so na realidade memo-riais constitudos por bicicletas pintadas de branco, colocadas em locais onde ciclistas foram vtimas de aci-dentes rodovirios, em muitos casos mortais. Tm como objectivo no s homenagear o ciclista que ali ter perdido a vida, evitan-do que o trgico local permanea annimo, mas tambm chamar ateno para o direi-to dos ciclistas em via-jarem em segurana e para a importncia da s convivncia entre os vrios veculos que circulam nas estradas, onde todos tm direi-tos e deveres.

    Li recentemente que em Portugal, em 2014, os acidentes rodovirios que en-volveram bicicletas aumentaram 9%, o que se traduz em 19 vtimas mortais e 120 feridos graves. A lti-ma actualizao da le-gislao sobre o tema veio trazer mais direi-tos aos ciclistas, mas h ainda um longo ca-minho a percorrer.A primeira ghost bike ter surgido em Outubro de 2003, em St. Louis, nos Estados Unidos da Amrica, colocada por algum que assistiu a um acidente mortal que vitimou um ciclista. No local, foi colocada uma velha bicicleta, pintada de branco, e com uma placa indi-cando Cyclist Struck Here, assinalando o acidente ali ocorrido. O efeito desta aco nos automobilistas, e na comunidade em ge-

    ral, foi notria, e mais ghost bikes foram surgindo na cidade. A mensagem ter pas-sado entre a comu-nidade e dezenas de outras ghost bikes comearam a surgir em vrias cidades, pri-meiramente nos Es-tados Unidos e depois um pouco por todo o mundo. O site ghost-bikes.org ter surgido anos mais tarde, e possui registo de mais de 600 ghost bikes em mais de 200 cida-des no mundo, ainda que no tenha listada a totalidade de ghost bikes existentes. Em Portugal, actualmen-te, no h registo de nenhuma.O waymark que des-taco situa-se perto de Fort William, na Esc-cia, num cruzamento da estrada nacional A82, em homenagem a um ciclista de nome Jason MacIntyre, que ali perdeu a vida, ao

    ser atingido por um camio em Janeiro de 2008. Esta ghost bike foi colocada pela famlia um ano aps o trgico acidente.

    Na verdade este local no foi descoberto por acaso, tinha pre-viamente encontrado referncia ao mesmo online, e, como nunca tinha visto nenhuma ghost bike aproveitei uma viagem aquela regio da Esccia para o fazer, uma vez que tinha realmente que passar por aquela es-trada no trajecto de Skye para Glasgow.

    Fotos / Texto: Tiago Borralho

    Link: http://www.waymarking.com/

    waymarks/WMF6AJ_Ghost_Bike_Jason_

    MacIntyre_Fort_Wil-liam_Scotland_UK

    Na verdade este local no foi descoberto por acaso, tinha previamente encontrado referncia ao mesmo online, e, como nunca tinha visto nenhuma ghost

    bike aproveitei uma viagem aquela regio da Esccia para o fazer...

  • 38 Agosto 2015 - EDIo 16

    T S U N A M I ! ! ! !

    E A R T H C A C H I N G

    P O R B A R G O H E N R I Q U E S

    38 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 39Agosto 2015 - EDIo 16

    Chama-se tsunami (palavra japonesa composta pelos ter-mos: tsu porto e nami - onda) ou maremoto (do latim: mare - mar e mo-tus - movimento) deslocao de uma grande quantidade de gua atravs de uma srie de ondas com grande velocidade, comprimento de onda e perodo, geralmente geradas por sismos com epicentro no oceano. Este fenme-no pode tambm ser gerado por erupes vulcnicas explosivas, deslizamentos de terras ou, muito ra-ramente, pelo impac-to de meteoritos no oceano.Portugal, em virtude da sua posio geo-grfica, com vasta linha de costa e prxi-mo da fronteira entre as placas tectnicas Euroasitica e Nbia, tem sido sujeito aos efeitos de sismos de-vastadores ao longo da histria. Estes tm por vezes dado origem a tsunamis, como por exemplo no ano 60 antes de Cristo, 382,

    1531 ou em conse-quncia do fatdico e afamado sismo de 1 de novembro de 1755. A descrio feita pela sentinela presente neste dia no Forte do Bugio permitiu esti-mar uma amplitude mxima da onda ob-servada de 5 m e um perodo da onda de 10 minutos. Durante o sc. XX foram regis-tados instrumental-mente alguns eventos de pequena intensi-dade na rede de es-taes maregrficas nacionais, que no chegaram a produzir inundao marginal nem danos, como por exemplo em 1926, 1941, 1969 e 1975.O perigo de ocorrncia de tsunami em Por-tugal bem real, em especial nas regies do Algarve, Litoral Alentejano e Grande Lisboa, mas pouco conhecido pela popu-lao portuguesa.Atravs do EarthCa-ching e da sua faceta de sensibilizao, os geocachers nacionais podem, desde finais de Maio, contactar com a temtica dos

    tsunamis, em Lisboa, na EarthCache (EC) Tsunami!!!! - DP/EC73 [GC55V7Y], criada pelo eterno mestre danieloliveira.Esta uma EC bem elaborada e engenho-sa, que transporta para ambiente urbano e em permanncia, um tema difcil de mostrar na natureza, pelas suas caractersticas e baixa frequncia de ocorrncia.Atravs da listing da EC aprendemos al-gumas das diferen-as entre as ondas e vagas normais na agitao martima, habitualmente gera-das pelo vento, e as de tsunami. De uma forma mais completa interessa saber que as primeiras pertur-bam apenas a camada superficial do oceano, tm amplitude (altu-ra da onda) mtrica, comprimento de onda at cerca de 100m e viajam a uma velo-cidade at 60 km/h. Por sua vez, a energia associada s ondas do tsunami estende-se desde a superfcie at ao fundo do oceano.

    O comprimento de onda e a velocidade de um tsunami so muito superiores aos das ondas geradas pelo vento; no ocea-no profundo podem atingir os 200 km de comprimento de onda e 500 a 1000 km/h de velocidade mas, perto da costa, com a redu-o da profundidade ocenica, a sua velo-cidade diminui para algumas dezenas de quilmetros por hora. A sua altura tambm depende da profun-didade da gua. Um tsunami com apenas um metro em zonas de oceano profundo pode atingir dezenas de metros prximo da linha de costa. Ao aproximar-se da costa a sua energia concen-tra-se na direo ver-tical, devido diminui-o da profundidade, e na direo horizontal, devido diminuio da velocidade e do comprimento de onda (fig. 1). esta con-centrao de energia que as tornam to destruidoras e mort-feras quando chegam costa!

    Um tsunami com apenas um metro em zonas de oceano profundo pode atingir dezenas de metros prximo da linha de costa.

  • 40 Agosto 2015 - EDIo 16

    No local da EC, em ple-no Parque das Naes, como se de um labora-trio caseiro se tratas-se, temos a oportuni-dade (e tarefa!) de nos familiarizarmos com alguns dos parme-tros que caracterizam as ondas e o seu mo-vimento: amplitude, comprimento de onda e velocidade. No sen-do uma simples EC, apenas para faturar mais um smile em dois minutos, proporciona-nos um tempo agra-dvel e de excelente entretenimento (em especial se formos com amigos e crian-as!), medindo com-primentos e alturas, contando tempo e fa-zendo contas simples mas esclarecedoras, ao melhor estilo do que se pretende que sejam todas as aes de EarthCaching!Para esta, como para todas as outras ECs, importante que o

    visitante saiba bem o que vai encontrar, leia com a ateno a listing e cumpra os passos necessrios. Desta forma ter ga-rantida uma excelente lio e momentos de geocaching da melhor qualidade!Como complemento aos conhecimentos adquiridos e s tarefas desempenhadas nes-ta EC, importa ainda reter o que fazer em caso de tsunami:

    Um sismo pode ser en-tendido como um alarme de tsunami. Por isso, no caso de sentir um sismo de elevada magnitude, em que seja difcil per-manecer em p, abando-ne as reas costeiras de baixa altitude.

    Os tsunamis podem ser precedidos por uma sbita variao (subida ou descida) do nvel do mar. Este fenmeno deve tambm ser enten-dido como um alarme

    de tsunami. Lembrem-se do caso da menina inglesa que deu o alarme numa praia quando viu o mar recuar, durante o tsunami de Sumatra em 2004. Os ensinamentos que aprendeu na escola salvaram a vida a muitas pessoas que abandona-ram imediatamente o local!

    Um tsunami no uma onda isolada mas sim um conjunto de ondas que podem ser sepa-radas por perodos de tempo significativos. Em caso de ocorrncia de tsunami s dever retornar s reas costei-ras aps indicao das autoridades.

    A amplitude de um tsu-nami pode ser pequena num ponto da costa e muito grande a poucos quilmetros de distncia, por isso no minimize o fenmeno apenas pelo facto de no local em que se encontra a amplitude lhe parecer reduzida.

    Todos os tsunamis so potencialmente devas-tadores.

    Nunca se desloque para observar um tsunami de perto: quando estiver suficientemente prximo para o observar bem j no lhe conseguir escapar.

    Nunca tente surfar numa onda de tsunami: estas ondas no enrolam ou quebram como as ondas de surf.

    Durante uma emer-gncia de tsunami siga prontamente as instru-es da Proteo Civil, da Autoridade Martima ou de outras autoridades competentes.

    Referncias:http://idl.ul.pt/node/163

    http://www.ioc-tsunami.org/

    http://neamtic.ioc-unesco.org/

    Texto: Paulo Hen-riques / Fotos (ver

    referncias indicadas)

    Figura 1 Evoluo das ondas de tsunami ao se aproximarem da costa

  • 41Agosto 2015 - EDIo 16 41Agosto 2015 - EDIo 16

  • 42 Agosto 2015 - EDIo 16

    A O R E S R E P O R T- PALHOCOSMACHADO E PEDRO.B .ALME IDA -

    42 Agosto 2015 - EDIo 16

    VAMOS VER OS BALES EPORQUE NO VOAR?

  • 43Agosto 2015 - EDIo 16

    Realizaram-se nos Ao-res, no passado ms de julho, dois eventos de de Geocaching, Va-mos ver... os Bales... [GC5PCKV] e NIGHT GLOW Feel the Sky [GC5PM6H], cujo objeti-vo era e foi, levar alguns geocachers a voar sim, a voar de balo de ar quente, naquele que foi o primeiro evento de balonismo nos Aores. Este evento foi organi-zado pelos geocachers Palhocosmachado e Pe-dro.b.almeida e contou com o apoio da Learn to Appreciate e da Cma-ra Municipal da Ribeira Grande.

    Mais de 30 geocachers estiveram presentes no Aerovacas em Santa-na, local do 1 aeroporto da ilha de So Miguel, tendo-se conversado sobre Geocaching e tro-

    cado/visto trackables. Tambm se assistiram a duas demonstraes de voo com drones.

    O objetivo principal des-te evento consistia em assistir-se a toda a az-fama que existe volta duma largada de bales (quer em voo livre, quer em voo esttico neste caso), assistindo-se ao 1 Festival Internacional de Bales de Ar Quente dos Aores, que se rea-lizou de 1 a 5 de julho no concelho da Ribeira Grande.

    Na altura do 1 evento, infelizmente e devido s condies meteorolgi-cas, somente um balo (dos dezasseis presen-tes) conseguiu levantar voo

    Na manh deste dia, trs geocachers ligados organizao do evento e do festival tiveram a

    possibilidade de ter o seu batismo de voo livre em balo. Mais tarde, outros trs geocachers tambm andaram de balo.

    Decorreram ainda nestes eventos, dois concursos de trackables, tendo os dois vencedores ganho, cada um, um voucher para um voo em balo.

    Registe-se ainda que, na cesta de um dos bales presentes no festival, existia uma faixa relati-va GeoTour Ilha Verde/Green Island, a primeira GeoTour Portuguesa.

    Na noite do dia 4 de julho, realizou-se o 2 evento de Geocaching. Desta feita ligado a um espetculo de cor, msica e animao. Os geocachers, em nmero considervel, juntaram-se na entrada do campo de futebol da cidade da Ribeira Grande, conver-

    sando sobre geocaching e trocando/observando muitos TBs e Geocoins.

    De registar a presena neste evento de vrios geocachers-turistas, incluindo vrias famlias estrangeiras e continen-tais, que se encontravam de frias na ilha de S. Mi-guel, propositadamente para fazer a GeoTour. Depois, todos os geo-cachers se dispersaram pelo campo de forma a poder assistir ao im-pressionante espetculo que se seguiu, com nove bales em voo cativo, tendo o balo nmero seis, na sua cesta, a faixa da GeoTour Portuguesa.

    Texto: Luis Filipe Macha-do e Pedro Almeida

    Fotos: Fernando Resen-des, Lus Filipe Machado,

    Duarte Ne

    A atividade do balonismo em Portugal, est a ganhar cada vez mais relevncia a nvel nacional. O concelho da Ribeira Grande mostrou ser um concelho com timas caractersticas para voar, sendo que a beleza natural

    da ilha torna a experincia de voo nica

  • 44 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 45Agosto 2015 - EDIo 16

  • 46 Agosto 2015 - EDIo 16

    G A D G E T S N G I Z M O S

    46 Agosto 2015 - EDIo 16

    MAP COMPARE

    s daqueles que costuma fazer grandes passeatas com os amigos do geocaching e passas metade do dia a programar a voltinha porque nenhum de vocs faz ideia quais as caches que faltam aos outros?! Ento, este micro tutorial vai ajudar-te, MUITO!

    Estamos a falar de uma funcionalidade do Project-GC de nome Mapa de Comparao (em Portugus). Mas vejamos como funciona!

    1 - Na pgina principal do dito Project-GC selecionamos o separador Ferramentas e ento Mapa de comparao.

    2 Colocamos o nosso nick no campo Nome do perfil, assinalamos a caixa Nenhuma encontrada e ativamos o multi compare.

    3 Vamos adicionando os nicks do pessoal com quem queremos que o sistema cruze a informao. Po-demos observar que para este caso adicionei os nicks ZlPP, prodrive, hulkman e jasafara (o sistema completa os nicks medida que os vamos escrevendo).

  • 47Agosto 2015 - EDIo 16

    4 Seguidamente preenchemos os campos com a localizao das caches. Esta informao varia de Pas para Pas sendo que, para no nosso cantinho, poderemos ir at ao nvel concelhio. Este filtro est definido para o caso em questo como Portugal // Lisboa // Loures (Pas // Distrito // Concelho).

    5 Temos hiptese de aplicar uma variedade interessante de filtros sobre a seleo (dificuldade, terreno, tipo de cache, tamanho, etc.). Para exemplificar escolhemos utilizar apenas o filtro Tipo / Tamanho, para que nos apaream apenas as Multi-caches (de qualquer tamanho).

    6 O resultado aps um singelo click no boto Filtro passarmos a ter nossa disposio: Um mapa com a localizao das caches no encontradas por nenhum de ns (As 4 caches que nenhum encontrou).

    Uma lista (abaixo do referido mapa) onde temos diversas informaes: Cdigo GC, Nome da cache, Tipo,

    Localizao, D (dificuldade), T (terreno), Tamanho e FP (Favorito absolutos). Fig7.

    a papinha toda feita!

    Podemos seguir para as listings clicando nos respetivos GCcodes, ordena-las por qualquer um dos pa-rmetros e inclusive carregar as caches que quisermos (a totalidade ou no, dependendo das caixas se-lecionadas) para uma lista do nosso GPS Virtual e exportar/criar um GPX com a ditas mas sobre esta funcionalidade falaremos num prximo nmero da vossa GeoMagazine!

    Texto: Rui Duarte

    - RuiJSDuarte

  • 48 Agosto 2015 - EDIo 16

    ENTREVISTA DE CARREIRA

    B A R G O H E N R I Q U E S

    Por Rui Duarte

  • 49Agosto 2015 - EDIo 16

  • 50 Agosto 2015 - EDIo 16

    Ol Paulo, bem-vin-do GeoMagazine e muito obrigado por teres aceitado o convite para esta en-trevista. s uns dos comummente (e cari-nhosamente) chama-dos de Dinossauros deste nosso hobbie e nenhum repositrio sobre o Geocaching Nacional, que a revis-ta tambm acaba por ser, poderia alguma vez estar completo sem um testemunho teu deste gnero! Por isso, mais uma vez, bem-vindo a es-tas nossas pginas e obrigado por partilha-res connosco as tuas Estrias!

    GM - Mas, First Things First... Ests regis-tado no Geocaching.com h quase uma dzia de anos, desde meados de Setembro de 2003. Como que isso aconteceu? Como que aqui viste parar e como tiveste conhecimento de que existiam tesourinhos escondidos por a?BH - Ol. Antes de mais, muito obrigado pelo convite e pelas palavras que muito me honram!Cruzei-me com o Geo-caching meramente por acaso, ao procurar

    na internet informa-o sobre o sistema GPS.Desde criana sempre fui muito ligado Ter-ra, facto potenciado pela desafiadora d-cada que vivi no escu-tismo durante a minha juventude. Passei a olhar para as Cartas Militares como quem olha para um livro, lendo e interpretando a sua representao da superfcie terrestre como complemento do que realmente via no terreno. Sempre tive dificuldade em me orientar no Centro Comercial de Alvalade, mas nunca me per-di (demasiado...) no campo! Esta paixo cresceu ainda mais enquanto estudante de Geologia, ao conse-guir fazer correspon-der os pormenores da superfcie da Terra sua estrutura em pro-fundidade, o que abriu uma Caixa de Pando-ra entusiasmante!E o que que isto tem a ver com o Geo-caching, perguntam vocs? Bem, tem e muito, pois foi atravs do meu percurso aca-dmico e do trabalho em Cartografia Geo-lgica que contactei a primeira vez com os GPSr. Quis o acaso

    que, ao navegar pela internet para me ins-truir sobre o assunto, tropeasse num projeto muito interes-sante, que desde logo me despertou a aten-o: o Degree Con-fluence Project(http://confluence.org/). Mas o entusiasmo rapida-mente deu lugar de-siluso, uma vez que j no existiam con-fluncias disponveis para encontrar em Portugal. Bem, at ha-via perto da costa, l para as bandas da Fi-gueira da Foz, mas eu e os barcos no temos uma relao assim to afvel. Daqui at ter encontrado o Geoca-ching foram apenas mais uns quantos clicks...O vero de 2003 prometia! Depois de explorar um pouco o tema do Geocaching, registei-me no portal no dia 2 de setembro com o nickname PH (alcunha que j me acompanha h cerca de 30 anos e que at a minha me utiliza!). Mas rapidamente considerei que este hobbie tinha um enor-me potencial para ser praticado em famlia, pelo que 15 dias de-pois registei o nickna-me familiar que ficou para a posteridade:

    Bargao_Henriques (Bargo da parte da me e Henriques da parte do pai, como os filhos...)Trs dias depois fize-mos uma entrada de arromba, numa pri-meira visita em famlia a uma cache que ainda hoje existe aqui perto de casa. A visita foi boa, mas o log foi uma experincia e tanto...

    GM - O Degree Con-fluence Project, ora ai est um assunto no qual j tropecei meia dzia de vezes nos fruns mas que nunca me despertou verda-deira curiosidade, at agora! [risos] Podes explicar-nos do que que se trata na reali-dade?BH - Ora bem, travei conhecimento com esse projeto h mui-tos anos, por isso tive de ir rever o site para me relembrar de alguns pormenores. Basicamente a ideia consiste em registar a visita realizada a determinados pontos no nosso planeta, os Degree Confluence. Estes so os locais exactos no planeta onde se cruzam as linhas imaginrias dos meridianos e dos paralelos das coorde-

  • 51Agosto 2015 - EDIo 16

    nadas geogrficas (em datum WGS84). O que acabei de dizer parece estranho? Imaginem-se a olhar para o globo, onde observam linhas que percorrem a sua superfcie na vertical, unindo os polos (me-ridianos) e na horizon-tal, paralelamente ao equador (paralelos). Os meridianos divi-dem o planeta em 360 gomos de um grau cada, como gomos de uma laranja. Por sua vez os paralelos divi-dem o planeta em 180 fatias horizontais de um grau cada. Assim sendo, ao todo haver 64442 pontos na Ter-ra onde os meridianos e os paralelos equidis-tantes de um grau se cruzam (360x179+2, nos polos). Neste projeto escolheram

    os pontos localizados em zonas emersas ou perto de terra firme. Para Portugal foram ento selecionados 29 pontos, 14 na zona do Continente e 15 nas regies insulares dos Aores e Madeira. Destes, restam para registar apenas um ponto em Portugal Continental, a cerca de 6km da costa, a Sul da Figueira da Foz, e 9 nos arquiplagos dos Aores e Madeira, todos afastados da costa. Como exemplo de um Degree Con-fluence posso sugerir a atribulada aventura que resultou numa vi-sita frustrada ao local com as coordenadas 37N 8W, por um homem de negcios americano que, em 20 de outubro de 2002,

    se aventurou num bote de borracha em busca do local a cerca de 1 km da costa, na zona da Praia de Faro. Quase no voltava para relatar a histria! [risos](http://confluence.org/confluence.php?visi-tid=6185)

    GM - De volta ao Geo-caching. PH foi ento o primeiro registo? Este est online para a posteridade mas, pelo que vejo, sem qual-quer atividade, certo? Bargao_Henriques o Geocacher(rs, como famlia) a ter em conta quando falamos de ti?BH - Exato! O registo PH ficou esquecido no armrio do Geocaching e o Bargao_Henriques

    tem sido usado pau-latinamente em fam-lia, sozinho ou, mais frequentemente, com amigos!

    GM - Hum... tenho aqui nos meus apon-tamentos que o teu primeiro found teve a companhia de outros ilustres Geocachers, MAntunes (com o seu filho, sobrinho e o fa-moso Snoopy) e Lobo Astuto, j em Outubro de 2003, numa cache que me bastante querida, no s por-que fica perto de onde moro como por fazer parte de um conjunto de caches algo mti-co (Under...where?? [Ponte de Lousa] [GCGX69]) e por ter sido adoptada por al-gum que acabou por

    Desde criana sempre fui muito ligado Terra, facto potenciado pela desafiadora dcada que vivi no escutismo durante a minha juventude. Passei a olhar para as Cartas Militares como quem olha para um livro, lendo e interpretando a sua representao da superfcie terrestre como

    complemento do que realmente via no terreno.

  • 52 Agosto 2015 - EDIo 16

    se tornar num amigo, coisa que me comea a parecer simples de acontecer no contexto deste nosso hobbie. No a esta que te referes, certo? Ests a falar de um DNF, no registado no site? Pelas tuas indica-es estou inclinado a apostar na The Tin Man [Lisboa] [GC-G39A], por ser a que ainda hoje existe aqui perto de casa e por referires no teu log que We only found it at the second at-tempt. Acertei? O que aconteceu?BH - Precisamente! A primeira visita foi feita em famlia, cache The Tin Man [Lisboa] [GCG39A]. Passava todos os dias pelo lo-

    cal, por isso foi uma escolha fcil! L fomos ns dar um pequeno passeio com o mido (agora TBHenriques) e procurar uma tal de caixa que estaria por ali escondida... Pro-curmos um bocado, em todos os locais que nos pareceram adequados para es-conder uma coisa que desconhecamos, mas acabmos por desis-tir. Mas quem se iria lembrar de esconder uma caixa num local assim e logo neste bairro? claro que foi roubada, pensmos! E pronto, chegado a casa l fui registar a primeira visita frustra-da. Pensei um bocado e tomei a pior opo para classificar o log: Needs Archived!

    Passado muito pou-co tempo recebi um email de um desco-nhecido que, de forma muito cordial e sensa-ta, se apresentou e me interrogou sobre se tinha a certeza de que a cache havia desapa-recido e se haveria ne-cessidade de solicitar o seu arquivamento, porque o seu dono era um moo impecvel e cuidadoso, que fazia manuteno regular dita... Fez-se imedia-tamente luz e um raio gelado percorreu-me a coluna ao me aper-ceber da tamanha burrada que havia acabado de cometer! O melhor seria mesmo incinerar rapidamente o log antes que mais algum reparasse e varrer as cinzas para

    baixo do tapete digi-tal...Da troca de emails acabou por surgir o convite para uma ca-ada em conjunto a uma cache fresquinha, para conhecer quem to simpaticamente me ajudou e tambm o dono da cache que eu de forma incauta havia pedido para ar-quivar...Tal qual a Fnix, das cinzas do desastre anterior nasceu uma bela caada e foram lanadas as sementes de amizades que ain-da hoje perduram!

    GM - Ahaa... no admira ento que no desse com esse pedao de histria! Pegando no que dis-

    HTTP://COORD.INFO/GL1RHYVE

  • 53Agosto 2015 - EDIo 16

    se atrs, conta-nos ento a histria por detrs do primeiro found, o na Under... where?? [Ponte de Lousa] [GCGX69]. No eram portanto j teus conhecidos os com-panheiros da primeira aventura, foi mesmo o geocaching que vos juntou naquele dia?BH - Os companheiros dessa primeira aven-tura de Geocaching com sucesso eram-me realmente desco-nhecidos. Conheci o MAntunes atravs das mensagens que troc-mos e o Lobo Astuto apenas no local, ape-sar de ser meu vizinho de bairro.

    Devo ressalvar que a atitude corretssi-ma que o MAntunes teve para comigo no s preservou o bom nome da primeira ca-che que tentei desas-tradamente encontrar, como teve o condo de me introduzir ao Geocaching da me-lhor maneira! Todos tivessem ainda hoje atitudes assim e ter-se-iam evitado mui-tos arquivamentos de caches por frustrao do seu criador ou de-sistncias precoces de geocachers novatos e desorientados!

    Estes desconhecidos tornaram-se amigos e companheiros de caada, tendo-me levado ainda a conhe-cer muitos outros dos mais ilustres geoca-chers histricos, por quem ainda hoje nutro muita amizade!Quanto cache que procurmos, pro-porcionou-me sem dvida uma entrada pela porta grande no Geocaching! Uma ca-che com descrio que desperta desde logo a curiosidade, num local interessantssimo e com um contentor... Ao melhor nvel! (Nota pessoal: Oh meus ami-gos, uma cache assim, com quase 12 anos de vida e pouco mais de 150 visitas? Mas vocs andam a dormir???)Foi a excelente com-panhia nestes primei-ros tempos e a visita a caches muito interes-santes e bem elabora-das, como por exem-plo esta do 2 Cotas ou a vizinha Loca do Gato [Loures] [GCH0Z3] do clcortez, tambm en-contrada com a indis-pensvel companhia do MAntunes, que primeiramente mol-daram a minha forma participar e viver o Geocaching! Desta ca-ada retenho tambm

    o curioso facto de o GPSr do MAntunes, um daqueles Magel-lan que podiam ser usados como arma de arremesso, nos dizer que a cache se encon-trava a 9000 e tal km de distncia! S depois de ser reiniciado que encontrou o Norte Foi uma risota total!

    GM - And, what ups with the early logs in English? Just a way to relate with foreigners fellow geocachers or something else?(E porque escreveste os primeiros logs em Ingls? Foi uma forma de se relacionarem com os geocachers estrangeiros, ou hou-ve outro motivo?) [laughts]BH - Os meus primei-ros logs eram escritos em Ingls, seguindo as melhores prticas dos especialistas da poca. Fazia-o, com algum esforo, pelo facto de o Geocaching ser um jogo interna-cional, mas aos pou-cos passei a escrever apenas em Portugus. No entanto, nessa poca, as aventuras eram depois replica-das em Portugus e partilhadas no frum Geocaching@PT. Este tipo de convivncia

    bipartida, entre as ca-adas em grupo com os novos amigos e as longas e frequentes conversas e troca de ideias e alguns ga-lhardetes no frum Geocaching@PT, mar-caram de forma extre-mamente positiva os anos em que fui mais ativo no Geocaching.

    GM - J ouvi (ou li) so-bre isso de relatar as aventuras a posteriori no frum em qualquer lado mas no me re-cordo do contexto... soube tambm que acabou por se perder muita coisa na mu-dana de servidor ou similar, tal como se pode comprovar ao tentar aceder pelo link que disponibilizas nos logs. realmente uma pena perder-se essa parte importante das estrias volta deste nosso hobbie. Voltaremos temti-ca do Finder mais frente, agora um pou-co acerca do nasci-mento do Owner. Ao investigar o teu cur-rculo nesta vertente no se pode deixar de notar na enorme quantidade de caches que foste dando para adopo ao longo do tempo. A que se deve isso? Foi apenas a fal-

  • 54 Agosto 2015 - EDIo 1654 Agosto 2015 - EDIo 16

    HTTP://COORD.INFO/GL6DEQT

  • 55Agosto 2015 - EDIo 16

    ta de disponibilidade ou algo mais que te levou a desfazer-te delas? E, o pessoal que acabou por as adoptar tambm imenso, pelo menos uma dezena de geo-cachers diferentes... tudo pessoal altura j amigo ou nem por isso?BH - Entre janeiro de 2004 e setembro de 2009 publiquei, se no me engano, 48 caches e eventos. As caches foram quase exclusivamente colo-cadas em locais com os quais sinto grande afinidade, perto na terra da minha fam-lia ou da minha mu-lher, em zonas onde desenvolvi trabalho de campo durante longas temporadas ou em locais com interesse geolgico ou histrico.Duas delas foram co-locadas no terreno pelo MAntunes, que no parou de me in-centivar a colocar na prtica algumas das ideias que lhe revelava (A View To The North [Minde] [GC11WWT] e A View To The South II [Serra da Arrbi-

    da] [GC141H3]). E, tambm adotei uma EarthCache (The Col-lapse of Ribeira dIlhas [GC1KKJQ]) que a Salprata colocou den-tro de um dos meus quintais...Com o arrefecimen-to da minha atividade como geocacher e com a mudana de institui-o de trabalho, em 2007, deixei de colocar caches fsicas. Aliando a reduo da disponi-bilidade pessoal para fazer manuteno ao vigoroso incremento do nmero de visitas, vi-me na necessidade de doar para adopo muitas caches que havia criado e s quais tinha dificuldade em fazer manuteno, seja pela distncia, seja pela grande fre-quncia de manu-teno que algumas exigiam. Foi o caso de todas as do Alentejo, por ter deixado de l desenvolver trabalho de campo, e das de Lisboa e da zona entre Sintra, Mafra e Ericei-ra.A deciso de doa--las para adopo foi anunciada no frum

    Geocaching@PT e logo surgiram alguns voluntariosos amigos prontos a abraar os projetos que eu ha-via iniciado, como por exemplo o prodrive e o play mobil, ou outros que no conhecia to bem mas que prova-ram ter semelhante empenho!

    GM - Pelo que conse-gui apurar, e no f-cil dado o que falmos sobre as adopes, a tua primeira colo-cao aconteceu uns trs meses depois de te iniciares, a Granja dos Serres karren field [Sintra] [GCHJ8R] em Janeiro de 2004, certo? O Quando j sabemos [risos], ago-ra queremos o Por-qu e o Como! O local, extraordinrio, sem dvida merecedor de uma cache mas qual a histria dessa tua primeira incurso na partilha de locais com os restantes compa-nheiros?BH - O campo de lpias da Granja dos Serres um local mgico! Co-nheci-o durante uma sada de campo en-

    quanto estudante de Geologia, no final da dcada de 80, e des-pertou-me desde logo a ateno e afecto. Quando me iniciei no Geocaching considerei desde logo que aquele local merecia ser par-tilhado atravs deste hobbie, razo pelo que me aventurei a criar a minha primeira cache. Estudei o local duran-te vrias visitas, sozi-nho ou com a famlia, apliquei-me na criao da listing com o meu estilo prprio e na escolha cuidadosa do local para a esconder. E foi assim que nasceu a minha primeira cria-o no Geocaching!

    GM - Um ms depois da tua primeira Tra-dicional colocada, organizas um Evento a meias com outros geocachers, o 3. En-contro de Geocachers @ PT [GCHM6E]! Es-tamos a falar quase do incio do Geoca-ching em Portugal... era assim to simples arranjar pessoal que alinhasse neste tipo de convvio?! Ainda por cima, o primeiro

    Estudei o local durante vrias visitas, sozinho ou com a famlia, apliquei-me na criao da listing com o meu estilo prprio e na escolha

    cuidadosa do local para a esconder.

  • 56 Agosto 2015 - EDIo 16

    Evento oficial onde participas, logo como Organizador! Qual era a ideia e em que que consistia o Evento? BH - Confesso que j no me recordo de quem partiu a ideia para a criao desse evento, mas foi cer-tamente de um dos meus parceiros, Lobo Astuto ou Rechena. Ainda hoje, passados tantos anos, conside-ro que foi um evento pico!! Juntar cerca de 50 participantes num evento de Geocaching em 2004 equivale a um Mega da actuali-dade! [risos]O empenho e extrema diverso com que foi organizado colheram frutos da forma mais recompensadora, com a alegria e prazer dos participantes.O jogo consistia num jogo de orientao em que era necessrio completar uma de-terminada pontuao ao visitar locais pre-definidos, espalhados pelo Parque das Na-es, onde era neces-srio encontrar uma etiqueta escondida para registar um c-digo que l constava. O Ponto 9, na Torre da Galp, tornou-se mtico! Rebolmos de

    tanto rir ao assistir s tentativas infrutferas de muitos dos jogado-res para encontrarem a etiqueta, que se en-contrava mesmo nas suas barbas... Ser que a etiqueta ainda l est? Tenho de confir-mar... [risos]

    Para alm do jogo, este evento propor-cionou tambm exce-lentes momentos de convvio, tendo conhe-cido em carne e osso alguns dos nomes que apenas conhecia dos logs. Tambm inte-ressante foi o facto de termos conseguido angariar alguns patro-cnios, o que permitiu por exemplo oferecer um GPSr aos primei-ros classificados. E no podemos tambm esquecer as meninas da Red Bull que nos acompanharam! Vo ver as fotos do evento, v [risos]

    GM - E por falar em Primeiro, incontorn-vel claro, o Primeiro

    CITO em terras lusas, organizado por ti e pelo MAntunes, um ms depois deste Evento em Lisboa, precisamente no lo-cal agraciado com a tua cache, o 1st CITO Event in Portugal [Sintra] [GCHQH4], na

    Granja dos Serres. Uma vintena de aju-dantes responderam vossa chamada... o que esteve no gne-se deste vosso CITO, para alm do imenso lixo que se v nas fo-tos, claro.BH - A ideia da orga-nizao do Primeiro Cache In Trash Out em Portugal partiu do MAntunes, na se-quncia da visita que efetuou cache exis-tente no local. A ma-gia do local tem sido historicamente man-chada pela falta de civismo de alguns dos nossos conterrneos, que nem sequer se apercebem do mal que causam ao patrimnio comum, que tambm deles, com a deposi-

    o de lixos e entulhos em locais indevidos. Um local natural, m-gico mas sujo, um contrassenso enorme! Assim sendo, congre-gando os meritrios esforos de muitos geocachers que na-quele dia arregaaram as mangas para reco-lher pneus, entulho, lixo diverso e at um frigorfico, a iniciativa s podia estar desti-nada ao sucesso! Foi um evento fantstico, que terminou com um belo repasto em con-vvio ;-)

    GM - No obstante o que chamas de ar-refecimento, conti-nuam na tua posse mais de uma dzia de caches... de boas caches atrevo-me a dizer. Tens entre es-sas a menina dos teus olhos ou no h entre as tuas criaes (doadas ou no) uma ou duas preferidas? Tenho na tua Monsan-to Subterrneo [Lis-boa] [GCTV7D] uma All Time Favorite, da-quelas onde fiz duas verdadeiras visitas, e vivi duas excelentes aventuras! A primeira, a solo, deu azo a um artigo que publiquei nos Fruns (http://goo.gl/ga68Ef e

    A ideia da organizao do Primeiro Cache In Trash

    Out em Portugal partiu do MAntunes

  • 57Agosto 2015 - EDIo 16 57Agosto 2015 - EDIo 16

    HTTP://COORD.INFO/GL7XQHEN

    HTTP://COORD.INFO/GL14X2N1

  • 58 Agosto 2015 - EDIo 16

    http://goo.gl/d08nt0) e a segunda, com uma mozinha do Cortez, que me juntou a ti e aos teus filhos, Sil-vana e ao Jlio (Weed Hunter) numa belssi-ma (e fria) manh no Pulmo de Lisboa.BH - Sim, mantenho todas as caches que criei entre Ribamar e a Ericeira, as de Trs os Montes e mais al-gumas salpicadas por a... difcil estabelecer preferncias, porque cada uma delas tem uma justificao, en-quadramento e hist-ria prpria. Nenhuma foi colocada apenas porque sim ou para preencher buracos no mapa. Alis, buracos no mapa eram coisa que no faltavam na-quela poca! [risos]

    Para mim o Geoca-ching faz todo o sen-tido quando as caches so colocadas com apreo e dedicao pelo local e/ou pelo seu tema. Se quisesse apenas facturar teria escolhido seguir Con-tabilidade em vez de Geologia... E digo isto com o maior respeito pelos eventuais geo-cachers contabilistas, claro! ;-)Mas pronto, est bem... Penso que as Monsanto Subter-rneo [Lisboa] [GC-TV7D], Granja dos Serres karren field [Sintra] [GCHJ8R], Pe-nedo da Amizade [Sin-tra] [GCVJ73], O Mar e as Gentes [Ericeira] [GCQ05J] e Sabor Romano [Bragana] [GCVRZB] podero

    provavelmente ser aquelas pelas quais tenho maior apreo.Tambm no me pos-so esquecer da se-quncia de caches en-tre a Forte de Milreus [Mafra] [GCXMV2] e a S. Loureno Beach [Mafra] [GCQ2BN], colocadas antes de se comear a ouvir falar de Power Trails. No entanto, desde que toda a zona foi cilin-drada pela evoluo, pouco frequente re-ceber logs condignos e que espelhem a sen-sao nica que se ob-tm ao percorrer a p o trajeto sugerido, em paz, com uma vista de cortar a respirao e apenas com a compa-nhia do murmrio do mar e do chilrear de algumas aves. Apesar

    de algumas crticas que recebi na altura por ter colocado tan-tas caches to prxi-mas umas das outras (6 ao longo de 5 km), a inteno de cada uma delas foi mos-trar diferentes locais e histrias do bero da minha famlia, mas com o claro objectivo de obrigar as pes-soas a largar o carro e percorrer o percurso a p, o que nem sem-pre foi conseguido. Agora esse objectivo foi atingido, mas com um preo demasiado elevado para o meu gosto! Opinies...

    GM Olha [risos], fui um dos que cum-priu o teu desejo e fiz esse trajeto nas arribas prximas de

    HTTP://COORD.INFO/GL5FBR4

  • 59Agosto 2015 - EDIo 16

    Ribamar certo que no foi a p mas de bi-cicleta tambm mui-to agradvel! Vamos ento a outro tipo de caches, as EarthCa-ches! Seria de esperar que tivesses explo-rado mais esta ver-tente do Geocaching, ou no? H algum motivo especial para no temos mais ECs tuas para procurar? s (eras) mais adepto de teres containers fsicos, ainda que em locais de grande inte-resse geolgico?BH - Pois, verda-de... E o danieloliveira ainda tentou durante muito tempo incenti-var-me a desenvolver mais, mas na altura em que apareceram as ECs eu j estava em percurso descenden-te e, sinceramente, a necessidade de es-crever bons textos em ingls foi tambm um impedimento. Quem me conhece, ou me-lhor, quem conhece as minhas caches sabe que produzo quase in-variavelmente longos textos para as caches, cheios de pormenores sobre o tema escolhi-do. Sim, eu sei que so uma seca e que no so prticos de ler no smartphone! Descul-pem l qualquer coisi-nha, ok? ;-)

    Algumas das mi-nhas caches fsicas j cumpriam parte dos objetivos das ECs, como por exemplo a Quarrying and Mining in Pardais [Vila Viosa] [GCMV2Y] ou a Bre-cha da Arrbida [GC-W2P4], mas as ECs no existiam nesta poca. Os temas para novas ECs tambm nunca faltaram, ainda hoje mantenho algu-mas ideias em arqui-vo, mas faltou-me a energia para as criar... Mas ando aqui com algumas ideias dife-rentes, por isso quem sabe se no teremos mais algumas criaes minhas no futuro?

    GM Era uma exce-lente notcia! Tenho a certeza ler estas tuas linhas far sorrir uma boa franja de geoca-chers! Mas voltemos ao procurar caches [risos]. Lembro-me de um par de caches aqui na regio de Lisboa relacionadas com a tua paixo pe-las Cartas Militares e com o teu percurso acadmico, a Carto-grafia 101 [GC18J54] do almeidara e a Ser-ra de Loures e UTM [GC1GDVD]. Se na primeira vemos uma tua corrida ao FTF,

    falhada [risos], na outra no h registo de l teres passado. assim? No achas estranho que acabe por haver to poucas caches relacionada com o tema?BH - Olha, olha... Acho que nunca tinha repa-rado ou pelo menos j no me lembrava da Serra de Loures e UTM [GC1GDVD]...Essa umas das di-ficuldades que tenho atualmente quando me decido a procurar umas caches: conse-guir selecionar as que merecem! Um amigo at me ofereceu uma anuidade como Pre-mium Member, para poder ter acesso a algumas caches de muito boa qualidade que s assim esto acessveis, mas mes-mo assim no tirei o proveito merecido da oferta, apesar de ter reencontrado um pouco do prazer que h muito tinha com o Geocaching!Estou sempre a afas-tar-me do tema das perguntas... O tema da cartografia e da orien-tao no muito acessvel nem de fcil entendimento para quem no tem alguma experincia; veja-se o nmero de visitas que

    a Serra de Loures e UTM [GC1GDVD] teve em quase 7 anos de vida! Talvez isso justi-fique existirem poucas caches com este tema ou utilizando estes recursos... Tenho de arranjar oportunidade para visitar esta cria-o da salprata!

    GM Hum J per-cebi que assumi, er-radamente, ao ver o smbolo de Premium Member, que o serias desde sempre (ou pelo menos no se-rias um recente PM). E, isso no verdade, certo? Foi a primeira vez que te tornaste PM, com a oferta de que falas? H presen-temente (na realidade h j muito tempo) al-guma polmica acer-ca de ser pagante, por um lado devido diferena de valores cobrados na Europa e nos Estados Unidos, e por outro, exatamen-te pela controvrsia de existirem as PMOC (Premium Member Only Caches). De-preendo pela respos-ta acima que um assunto que no te incomoda, ou ? Esta redescoberta do gozo de procurar caches deve-se principal-mente a que motivos

  • 60 Agosto 2015 - EDIo 16

    (relacionados com a membership, claro)?BH J tinha sido PM quando essa modali-dade apareceu, por-que achei que deveria contribuir financeira-mente para suportar uma atividade que me dava tanto gozo. J no me lembro duran-te quanto tempo o fui, mas acabei por no renovar. A introduo das PMOC chateou-me bastante, por-que tive logo um log apagado na primeira cache desse tipo que apareceu em Portugal. Antes tinha sido PM para contribuir para o Geocaching, mas no me agradou a criao dessa modalidade de caches a fazer descri-minao entre quem as procura Mas o que me incomoda mesmo o valor da anuidade!Hoje, afastado como tenho andado, confes-so que j no me preo-cupo com o assunto. Com a dimenso que o Geocaching tem ad-quirido compreendo porque alguns owners tentem escudar as suas caches nesta modalidade, na es-perana de que estas apenas sejam visi-tadas por membros mais empenhados e, assim, fiquem mais

    preservadas e dura-douras. Por outro lado penso que isso viola o esprito original do Geocaching, no ?

    A redescoberta do gozo que referi deve-se essencialmente s visitas que fiz a uma srie de excelentes caches do ericeirapi-rates, que me foram diretamente aconse-lhadas por quem me ofereceu a adeso a PM. Agora resta-me menos de um ms para encontrar uma srie de delas que ain-da me faltam, seno depois ficarei com um amargo na boca...

    GM Ericeirapirates, um excelente novo nome no panorama geocachiano do dis-trito de Lisboa! Gran-des oportunidades de reveres as tuas arribas, sem dvida! Pelo que conheo do Jorge, aquilo que re-feriste h pouco so-bre te terem apagado um log de uma PMOC no acontecer nas caches dele! Garanti-do! O mais provvel que, caso no encon-tres uma cache dele e faas logo o registo de DNF (via smartphone) acabes por receber na hora um simpti-

    co email de oferta de ajuda! [risos]BH - As caches que ele tem criado so realmente muito in-teressantes, aliando locais fantsticos a temas interessantes e contentores... Bem, quem quiser saber tem MESMO de visitar algumas, como por exemplo a The Es-sence of Kontraband [GC54Z0J] ou a Lulla-by [GC56FG0]. E mais no digo!

    GM - Bem a prop-sito, exploremos o tema Amigos, uma palavra que vai, in-variavelmente, apa-recendo nas tuas respostas vamos por a ento [risos]! J tive oportunidade de perguntar ao Cludio Cortez (Geomagazine Abril 2015) o que so Os Expedicionrios. Podes revelar-nos mais desse vosso universo? Um pouco da Histria, das es-trias e das vossas aventuras?BH l, isso dava tema para uma revista inteira! No quero que as minhas respostas sejam demasiado repetitivas, mas a verdade que as ami-zades construdas no decurso desta ativi-

    dade foram determi-nantes para a forma como evoluiu a minha vivncia do prprio Geocaching. Expoen-tes mximos desta afirmao so o Gang da Hora de Almoo, de que podemos fa-lar mais frente, e o grupo Geocaching Expedicionrio ou mais simplesmente os Expedicionrios. E como poderei ainda esquecer a despedida de solteiro do MCA?Quanto aos Expedi-cionrios, esse um grupo de amigos com gosto pelas caadas em pequeno grupo, em especial daquelas que requerem cami-nhadas de vrios qui-lmetros, tendo como principal objectivo de visitar apenas uma cache. Ou seja, expe-rincias precisamente contrrias ao rumo que os Power Trail ac-tualmente seguem...A minha primeira ex-perincia deste tipo aconteceu com a vi-sita com um pequeno grupo Half a Mou-ntain [GCH744], em Novembro de 2003. Ainda que a caminha-da realizada no fosse longa, ficaram aqui lanadas as semen-tes para o que viria a acontecer mais tarde.

  • 61Agosto 2015 - EDIo 16

    Em Agosto de 2004 o MAntunes lanou o desafio, a mim e ao MCA, para o acompa-nharmos na vingana a um DNF na Fenda da Calcednia [GCGZCK]. Esta foi a primeira ex-perincia de caa de longa distncia que fiz. Tambm desta vez a caminhada para a ca-che foi modesta mas a longa deslocao des-de Lisboa com apenas um objectivo fixo le-va-me a consider-la como a primeira de vrias expedies que viriam a suceder nos anos seguintes.No ano seguinte, em Outubro de 2005, lan-mo-nos primeira expedio de 2 dias e a primeira a receber nome (From Heaven to Spiders Expedi-

    tion), desta vez j com a companhia do clcortez. No primeiro dia cumprimos o pri-meiro objectivo com a visita Stairway to Heaven [GC640F], no alto da Senhora da Peneda, onde travei conhecimento com alguns geocachers do Norte. Dormimos na Fenda da Calcednia e ao raiar da aurora lanmo-nos pelo vale do Rio Homem acima, em busca das Minas dos Carris e da ca-che Tou s aranhas [Gers] [GCPDB6], acompanhados pelas intemporais palavras de Torga:

    ...Galgados os muros ciclpicos da Calce-dnia, numa erudio feita custa dos ps, e

    guiado pelos milirios imperiais, segui a gei-ra romana at chegar Portela do Homem, onde as legies invaso-ras pareciam aquartela-das.Tranquei as portas da memria e, pela mar-gem do rio, subi aos Carris. Uma multido minava as fragas procura de volfrmio, por conta da guerra e de quem a fazia. Teixos e carvalhos centenrios a co m p a n h a ra m - m e quase todo o caminho. S desistiram quando me aproximei do cume da montanha, onde a vida, j sem razes, ten-ta levantar voo.Agora, sim! Agora podia, em perfeita paz de es-prito, estender a minha ternura lusada por toda a portuguesa Galiza per-

    corrida. Pano de fundo, o mar de terras baixas era apenas um cenrio esfumado; boca do palco reflectiam-se nas vrias albufeiras do C-vado a redonda pureza da Cabreira e a beleza sem par do Gers.

    Miguel Torga(Portugal, 1950)

    Estavam abertos no-vos horizontes e, para mim, o Geocaching nunca mais seria o mesmo!Esta primeira visita aos Carris e ao Pico da Nevosa ser-me-ia fisicamente bem dura, fruto de maleitas con-tradas no dia anterior, mas a recompensa recebida por to fan-tsticas paisagens faz rapidamente esquecer

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  • 62 Agosto 2015 - EDIo 16

    o esforo e deixa-nos completamente as-soberbados com este recanto da nossa na-cionalidade!Em Setembro de 2007 foi a vez de visitarmos a Heart of Darkness [GC1471Q] e o P de Cabril [GCZBTH], na Expedio com P e Corao, onde tive o enorme prazer de conhecer a preciosa Silvana, o Drager e o Sagitrio. Por esta ocasio criei o Yahoo Group Geocaching Expedicionrio, com o objectivo de facilitar a troca privada de in-formaes e combinar novas expedies.Em Outubro de 2008, com um grupo maior, voltmos Fenda da Calcednia e Minas dos Carris, mas desta vez passando pelas Minas das Sombras [GC1BVJ9], na Expe-dio Por Templos e Minas no Gers.Em Outubro de 2009 visitmos uma srie de caches na zona das Lagoas do Marinho, Mina do Borrageiro [GC1YX9N] e Rio Fa-fio, com mais umas voltas pela regio, na Expedio Tem-pos e Contratempos pelo Gers. Mas foi fofinho.... Foi uma ex-pedio memorvel,

    creio que com o maior grupo que alguma vez juntmos, em que tivemos a honra de, entre outras, visitar a fantstica homena-gem da Silvana Aos grupos expedicion-rios [GC1WRND]!

    Em Maio de 2010 vi-

    sitmos duas caches mticas colocadas por dois dos Expedicio-nrios, Na Linha do Douro [GC1BRPH] e La Ruta de Los T-neles - Barca dAlva [GC1C1W9], entre outras, na Expedio Chourios, alheiras e sapatos Michael Phelps na Linha do Douro!, com um even-to dedicado aos 10 anos do Geocaching pelo meio...

    Em Outubro de 2012 e 2013 voltmos ao modelo inicial de expe-dies, com um grupo mais reduzido (almei-dara, MAntunes, MCA e eu), com o objectivo principal de subir o Rio Sabor em busca da Sabor Transmon-

    tano [GC3HTHB]. Na primeira, designada Enterro das botas com sabor a chourio (e iogurte derrama-do), eu e o MCA opt-mos por interromper a progresso pelo rio a meio do percurso, por-que o trajeto estava a

    ser bastante exigen-te e tivemos algum receio do que ainda nos faltava. Assim dividimos o grupo e seguimos um carreiro at ao carro, encosta acima. O almeidara e o MAntunes completa-ram o fantstico per-curso e encontraram-se connosco no final. Em 2013 participei na minha ltima expe-dio, com o explcito nome Expedio a Trs os Montes 2013: A vingana!, em que completmos o per-curso iniciado no ano anterior ao longo do Rio Sabor e tambm calcorremos a zona do Parque Natural de Montesinho, entre a aldeia que lhe deu nome e a zona da Serra

    Serrada. Ainda quanto Sabor Transmonta-no [GC3HTHB], con-fesso que tenho al-gum receio que o meu primeiro log incute receio nos potenciais visitantes, porque ns os 4 fomos os nicos a visit-la desde que foi colocada, h mais de 3 anos. A verdade que o trajeto no assim to difcil (se at eu consegui percorr--lo) e a cache bem merecedora de muitas mais visitas! Posso replicar algumas das minhas palavras no log da segunda visita: Uma nota final para o facto de muito termos estranhado que, pas-sado mais de 1 ano, esta cache apenas te-nha ainda sido visita-da por ns! Deixem l o sof e metam-se ao caminho, porque vo ganhar uma experin-cia nica e memorvel! Garantidamente!!Estas foram as expe-dies em que tive o prazer de participar mas, pelo meio, exis-tiram diversas outras em que no pude estar presente, por exemplo na Rota do Contra-bando, na Serra da Estrela e em Marvo, organizadas por ou-tros expedicionrios.Apesar de estar longe de ser atltico e dado

    Estas foram as expedies em que tive o prazer de participar

    mas, pelo meio, existiram diversas outras em que no

    pude estar presente

  • 63Agosto 2015 - EDIo 16 63Agosto 2015 - EDIo 16

    HTTP://COORD.INFO/GLCE248E

    HTTP://COORD.INFO/GLPYEKQ

  • 64 Agosto 2015 - EDIo 16

    a grandes aventuras e desportos radicais, sempre vivi estas ex-pedies como forma de recarregar bate-rias para um ano de vida na urbe, respiran-do ares mais puros e explorando horizontes para l das serranias que antes conhecia.Comemos a dar nomes s expedies logo quase desde o incio, com base nos principais objectivos que nos moviam nes-se ano e em alguns dos acontecimentos que marcaram cada aventura. Por vezes so mesmo estra-nhos e indecifrveis para quem no nos acompanhou, mas re-presentam marcos na nossa vivncia.Estas expedies fo-ram mantidas num grupo relativamente

    restrito de amigos porque o objectivo foi sempre o de manter uma vivncia prxima e no mbito particular, sem massificao ou organizao de even-tos.

    GM Confesso que desde que li alguns dos registos das vos-sas aventuras no @PT, espero pelo dia em que tenha a oportuni-dade de vos acompa-nhar (talvez a fazer uma reportagem aqui para a revista)BH - Tambm espero que possamos re-tomar estas nossas caminhadas porque, mais do que pelo Geo-caching, fazem muito bem alma! E quem sabe se teremos a tua companhia? ;-)

    GM - Avanando no tema Amizade, pe-guemos no referido por ti Gang da Hora de Almoo!Poucos sero aque-les que frequentam fruns e afins deste nosso hobbie e que nunca tenham ouvido falar da dupla Bar-gao_Henriques e da-nieloliveira. Tivemos j oportunidade de entrevistar o Daniel em 2013, aquando da sua promoo a revisor (GeoAwareIB) mas queremos a tua verso dos factos [risos]. Diz-se boca pequena que o trou-xeste para o Geoca-ching (exatamente um ano depois do teu registo como Bar-gao_Henriques, em 17 de Setembro de 2004, curiosamente). Como aconteceu isso?

    E como passaram da para o mais que famosos Lunchtime Gang?BH - No sei que tretas acerca deste assunto que o danieloliveira vos contou na entre-vista de 2013 mas, se podemos assumir como verdade abso-luta que o Geocaching no era a mesma coi-sa sem o Daniel, no menos verdade que o Daniel no era o geo-cacher que se no fosse eu... Ahahahah-ahah Na realidade o Daniel j era geocacher antes de nascer, mas os cria-dores deste hobbie que se atrasaram um bocado a oficializar a coisa... Eu s dei um empurrozinho! Ah-ahahahahah

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  • 65Agosto 2015 - EDIo 16

    Quando me iniciei no Geocaching, em se-tembro de 2003, j o Daniel era meu colega de trabalho h 6 anos, no ex-Instituto Geol-gico e Mineiro. Mas ele, com o mau gosto que o caracteriza, optou por pertencer quele grupo de gajos estra-nhos que estudam Recursos Minerais Metlicos, l no fun-do do corredor... Ora o meu mundo girava em volta dos Recursos Minerais NO(!!!) Me-tlicos, por isso devem facilmente perceber a relutncia que tive em apresentar-lhe uma actividade to nobre como o Geocaching, no ? Ahahahahahah Na realidade, tirando as piadas tristes, o que escrevi at ver-dade. Trabalhvamos h 6 anos na mesma instituio, mas em temas diferentes e extremidades opostas do corredor, por isso nunca desenvolvemos trabalho em conjun-to. Foi na verdade o Geocaching que nos aproximou mais e que, atravs das muitas aventuras que vive-mos, cimentou a ami-zade desta dupla que ficar para sempre na Histria (na mi-nha, claro!), o Gang da Hora de Almoo (ou Lunchtime Gang, como ele prefere cha-mar). O facto de ter ele

    se ter registado exata-mente um ano depois de mim foi uma mera curiosidade, no um erro na fabricao da nossa geocoin, como algumas pessoas pensaram [risos]Acabmos por ficar conhecidos por esse nome por causa das frequentes incurses de Geocaching que fa-zamos durante o pe-rodo de almoo, no hesitando em comer apenas uma sandes a caminho de mais uma aventura! A nossa de-dicao ao Geocaching da hora do almoo era tanta que o revisor da poca, o Garri, chegou a fazer um esforo para publicar algumas caches durante a ma-nh, para ns termos oportunidade para mais uma aventura! A nossa inteno nunca foi propriamente a de batermos o record de FTF, apesar de pro-vavelmente o termos feito... A ideia era mesmo sair do gabi-nete e arejar a cabea ao vasculhar mais uns arbustos ou pedras! claro que no so-mos diferentes das outras pessoas, por isso rapidamente se comearam a juntar a ns uma srie de amigos de aventura. Apesar do decrscimo da minha actividade, o Daniel sempre ten-tou (e de que maneira,

    coitado!) motivar-me para mais uma sada, mas teve progres-sivamente cada vez menos sucesso... (mea culpa!) Ainda assim o esprito do Lunchtime Gang continua bem vivo no Daniel e em muitos dos lero estas linhas, o que eu ainda h uns meses pude constatar numa pas-seata em grupo pelo parque Florestal de Monsanto.As nossas aventuras tero sempre um local especial no cantinho das minhas mem-rias, certo, e ficaram mesmo gravadas na Geocoin que o Daniel props que fizsse-mos. Mais que mero trackable, um pe-dao de histria que ficou assim imorta-lizada de uma forma cheia de significado!

    GM Pessoalmente, tive oportunidade de vos ver juntos num excelente Evento de EarthCaching no Guincho, o 10 years of EarthCaches [GC4T91P], a tentar explicar a cerca de 50 curiosos o que era uma Plataforma Continental e como se comprovava isso, numa manh cheia de fenmenos geo-lgicos! Fui para mim um grande momento disto a que chama-

    mos geocaching no sendo eu grande adepto de eventos acabo por no saber se foi algo do gnero One Time Only ou se no (ou era) assim to raro fazerem este tipo de coisas em conjunto. O que te apraz dizer sobre o assunto? Lembras-te do dito Evento?BH - Sim, claro que me lembro! Creio que esse evento e o anterior Geologia+-Geocaching=Earthca-ching! [GC1DM08], que organizei no mbito da Geologia no Vero 2008 e das comemoraes do Ano Internacional do Planeta Terra, tero sido os nicos do g-nero em que participei com o Daniel. Embora ele tenha organizado muitos outros, nem sempre dou por eles a tempo ou tenho disponibilidade para participar.J tenho dito e escrito diversas vezes que o Daniel um gajo cheio de carisma e magne-tismo pessoal. Essas caractersticas aliadas a um vasto rol de co-nhecimentos cientfi-cos conferem-lhe ca-pacidades nicas para este tipo de eventos. Aconselho-os a to-dos! Mesmo que no sejam apreciadores do EarthCaching ou da Geologia, passaro

  • 66 Agosto 2015 - EDIo 1666 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 67Agosto 2015 - EDIo 16

    certamente um bom bocado e viro de l mais enriquecidos em conhecimento e con-fraternizao! ;-)

    GM Sem dvida, no h como passar ao lado desses aspec-tos do Daniel. Guardo desse dia, alm do excelente evento e de vos ter conhecido aos dois, o momento em que tu, com uma caneta munida de algo magntico numa das extremidades, nos mostraste o fen-meno que eu prprio tento apresentar na Praia do Baleal, na minha EarthCache Desenhos na Areia / Drawings in the Sand [GC49ZF0]! Disso e de ter visto o Clinmetro ao Daniel, j depois do evento!! Ahahahah!BH - Ahahahah Essa de teres visto o clin-metro do Daniel vai deixar muita gente a interrogar-se sobre o que estaremos a falar! Mas no vou ser eu a desfazer o enigma... A caneta munida de algo magntico numa das extremidades uma das ferramentas usadas pelos ge-logos que estudam

    minerais metlicos, servindo para identifi-car a presena de mi-nerais magnticos. coisa que nunca usei, porque a minha rea de actividade nunca o exigiu, mas quando vi aqueles nveis de pequenos fragmentos de minerais de cor ne-gra, sabia que muitos seriam certamente magnticos, da ter feito a brincadeira. A primeira vez que o fiz foi h muitos anos, no decurso de uma acti-vidade de escuteiros. Na ocasio levava uma antena de rdio CB na mochila, daquelas com base magntica para colocar no tejadilho do carro. Meti a antena dentro de um saco de plstico e depois andei com ela pela areia. Foi uma autntica festa para os midos! Ainda hoje guardo um frasco de vidro cheio de mag-netite colhida nessa ocasio...

    GM Parece-me que, de uma forma geral, cobrimos um pouco do essencial da tua Carreira de Geoca-cher resta-nos ex-plorar um pouco do presente! Comeaste nestas lides com a tua

    famlia qual a rela-o dela com o (pouco) geocaching que vais praticando? Os teus filhos so escuteiros, certo? O contacto com a Natureza j est im-plcito qual a posi-o deles em relao a este nosso hobbie?

    BH - Acabamos por fazer pouco Geocacing em famlia. Nos pri-meiros anos fazamos um pouco de vez em quando, em famlia e com amigos. At fomos presenteados com uma cache colo-cada na maternidade, no dia em que nasceu o nosso segundo re-bento, a First Light [GCN5Z4]. O RBHenri-ques teve direito a fa-zer o seu primeiro log apenas 3 dias depois de nascer, apesar de s termos registado o seu nickname no ano seguinte. Esta mais uma das prolas que guardmos ao longo destes anos, desta vez pela mo do FGV.Os midos gostavam muito do Geocaching, mas acabaram por ficar mal habitua-dos com as caches que existiam h uma dcada, pois quase

    todas eram regulares e tinham prendas in-teressantes. Aos pou-cos esse panorama foi mudando e eles foram ficando cada vez mais frustrados ao abrir as caches, at que deixa-ram de querer acom-panhar-me... triste, eu sei, em especial porque ainda por a existiro certamente muitas caches que fa-riam as suas delcias, mas no fcil saber de antemo quais so. Assim sendo, hoje em dia apenas consigo que me acompanhem em meia dzia de ca-ches durante as frias. Espero que nas prxi-mas semanas consi-gamos viver algumas buscas juntos!

    GM Como vs esta massificao de ca-ches e geocachers? O passar de ser uma actividade a praticar quase em segredo para algo j parte do lxico corrente de grande franja da so-ciedade? E a alterao do paradigma O Lo-cal tudo para Tudo local? BH - A massificao desta actividade o resultado que seria

    hoje em dia apenas consigo que [a famlia] me acompanhem em meia dzia de caches durante as frias

  • 68 Agosto 2015 - EDIo 16

    de esperar da sua evoluo. No fundo pode-se dizer que o Geocaching est a ser vtima do seu prprio sucesso, no ? Teci alguns coment-rios sobre este tema num artigo de opinio na edio 11 desta revista, onde afirmei que o Geocaching de antigamente o mes-mo Geocaching de hoje (salvaguardando obviamente a diferen-a avassaladora dos nmeros) e que para que o Geocaching cresa saudvel e com futuro basta que cada um o viva com esprito salutar de partilha e entreajuda, respeitan-do as poucas regras e os outros da mesma forma que gosta de ser respeitado. Creio que estas afirmaes reflectem bem a pers-pectiva que tenho so-bre este hobbie: cada um deve viv-lo sua maneira, mas sempre com respeito pelas regras e pelos outros! claro que actualmen-te h coisas que me desgostam profunda-mente, em especial quando a maioria dos logs que recebo nas minhas caches pouco mais que um mais uma! Tambm eu j escrevi alguns logs assim, certo, mas apenas em caches que realmente no deveria ter visitado, porque

    se no merecem o respeito de quem as criou, como recebero o respeito de quem as visita? Se calhar isso que pensa quem escreve a maior parte dos logs que as mi-nhas caches recebem hoje em dia, mas que-ro acreditar que no. Se assim fosse mais valeria arquiv-las a todas, mas prefiro pensar que a dedi-cao que coloquei na sua criao ainda possa ser apreciada e usufruda por quem as continua a procurar passados todos estes anos...Provavelmente o que falta uma postura mais forte por parte da Groundspeak, com regras mais rgidas sobre a criao de ca-ches, garantindo uma melhor qualidade e dedicao dos criado-res s suas criaes. Mas estas questes so muito relativas e difceis de avaliar... Alm disso quem sou eu para falar no as-sunto, uma vez que tenho em permann-cia algumas caches a necessitar de manu-teno?

    GM Ainda relacio-nado com a pergun-ta acima, para onde achas que caminha-mos? Este tipo de oferta levar-nos-

    saturao pura e sim-ples ou potenciar a criao de grupos v e r d a d e i r a m e n t e distintos de geoca-chers? Teremos os de Aventura, de Local, de Container, Urbanos, etc., quase seme-lhana do que co-mummente utilizado para descrever o tipo de cache?BH - Desde que me iniciei nesta activida-de que me cruzei com diversos tipos de pra-ticantes, com gostos e abordagens muito dis-tintas, o que no pode deixar de ser saudvel.O problema que vejo na massificao o facto de, com a pro-liferao de geolixo, se assistir a algum de-crscimo da qualidade mdia das caches. Isto leva a que os menos atentos ou menos participativos, como eu, possam sentir al-guma dificuldade em separar o trigo do joio e tenham difi-culdade em seleccio-nar boas caches para procurar. Eu sei que as caches boas so mui-tas, muitas mais do que alguma vez aspi-rarei a procurar! Quem seja metdico e des-penda algum tempo a ler antecipadamente listings, logs e fruns encontrar facilmente muitos bons tesou-ros debaixo do nariz. Mas eu ultrapassei h

    muito essa boa fase e agora fao pratica-mente apenas Geoca-ching no planeado, ou pelo menos pouco planeado, e nunca tenho muito tempo para dispensar com deslocaes ou bus-cas. Da a dificuldade que refiro em escolher bem o que irei procu-rar. Felizmente de vez em quando recebo umas boas dicas dos amigos... ;-)

    GM Chegmos ao fim desta nossa con-versa de amigos mas no podemos (no devamos) terminar nesta onda mais depressiva do que um excelente hobbie, agregador e poten-ciador de amizades e motivador de horas perdidas em comu-nho com a Natureza. Como tu mesmo te pa-rafraseias acima, h umas poucas regras a seguir e se tivermos algum bom-senso e respeito pelo prprio (e pelo Patrimnio, natural e edificado), teremos Geocaching por muitos e bons anos. Desafio-te portanto a olhares mais uma vez para o ba das tuas aventuras, recentes ou antigas, e apontes aos nossos leitores um par de caches que tenham para ti

  • 69Agosto 2015 - EDIo 16

    HTTP://COORD.INFO/GLD4J2T9

    os condimentos ne-cessrios para uma daquelas cachadas e deixes aqui essas recomendaes!BH Quando me per-guntam isso tenho uma resposta muito fcil: GreenShades! No desprezando a infinidade de boas ca-ches que povoam este nosso pas de Norte a Sul, criadas por ou-tros, penso que as ca-ches dos GreenShades sero sempre uma referncia incontor-nvel! Seja no alto da serra com a Stairway to Heaven [GC640F], nas fragas do rio com a Far away, so close [GCF508], nas arribas costeiras com a Half a Mountain [GCH744], a The Lonely Loo-kout [GCGGAY] ou com a The Nest of Jonathan Livingston Seagul [GCED51]

    (esta ainda no procu-rei), as expectativas no sairo de forma alguma goradas!

    Por outro lado, de uma forma global agra-dam-me quase todas as caches que fiquem em locais isolados, de preferncia altos, como por exemplo todas as que j referi no Parque Nacional do Gers.

    Mas tambm pos-so dar outro tipo de exemplos, mais pr-ximos das grandes ci-dades, mas ao mesmo tempo isoladas no es-pao e no tempo, como a Hanging Gardens of Babylon [GCA2D8], a Last Home of Ger-trude [GC54DD] ou a Vinhos da Arealva [GCQKTV] (j era bem tempo de algum ressuscitar esta ca-che!)

    Quem procurar caches deste tipo torna-se uma pessoa mais feliz e realizada!

    Eh p, reparo agora que era para referir s um par de caches Pacincia! ;-)

    GM Greenshades um nome muito consensual no que diz respeito ao Geo-caching com letra grande, sem dvida! Se tudo correr como esperado, quando sair este nmero da revis-ta terei seguido uma das tuas recomenda-es e acrescentada a de Vila Velha de Rodo ao meu leque de visitas!! Agrade-o-te mais uma vez, em nome prprio e no da GeoMagazi-ne, a disponibilidade e generosidade em partilhares connosco

    um pouco do Bar-go_Henriques Es-sencials [risos] no que diz respeito aos meandros do teu Geocaching.

    BH E eu agradeo o facto de se terem lembrado de mim e de me terem feito recor-dar quanto enriqueci com o Geocaching! ;-)

    Texto / Fotos: Paulo Henriques e Rui

    Duarte

    Nota do editor - Foi com muito agrado que vi nas-cer uma nova criao do Paulo, j depois desta en-trevista estar concluda! Desde h poucos dias po-demos contar com mais uma EC por terras de Eri-ceira e Ribamar, a Penedo Mouro [GC61XZ8].

  • 70 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 71Agosto 2015 - EDIo 16

    Love... muito Love em Veneza. Desculpem, em Aveiro, Portugal.

    O Love chega Veneza portuguesa, depois do estrondoso sucesso em Espinho, em 2014.

    Primeiro Ato!

    28 de abril de 2013: du-rante uma caminhada, Ignacius Team desafia um geocacher da Feira a criar um Mega Evento relacionado com a Via-gem Medieval. A Grou-ndspeak no autoriza o evento. Mas o sonho fica bem gravado nas men-tes e coraes de alguns geocachers idiotas .

    27 de outubro de 2013, Pavilho dos Bombeiros Voluntrios de Carregal do Sal: a ideia de um Mega Evento volta baila. Fica formada, oral-mente, a Equipa que vai coordenar o processo.

    6 de novembro de 2014, numa mesa beira da porta de um pequeno caf, exatamente em N 40 59.889 W 008 37.260, nascem os 100espinhos, o e-mail oficial e o perfil enigm-tico no Geocaching.

    No Geocaching nacional ningum suspeita o que pode ser esta Team. O seu avatar resume-se a uns espinhos. No h caches escondidas nem encontradas.

    Pouco a pouco, come-am a surgir as primeiras movimentaes, que comearam a criar fre-nesim e a dar origem a umas quantas especula-es sobre o que estava para acontecer...

    Nascem algumas caches espalhadas pelo pas.

    E, de repente, Eventos! Muitos eventos! Por todo o lado pela primeira vez na histria do Geo-caching nacional, todos os distritos portugueses e regies autnomas tinham um Evento mar-cado para data e hora iguais.

    E, sem que ningum contasse, comeam a surgir Eventos por toda a Europa e Norte da Am-rica.

    40 Eventos do mesmo owner... 100espinhos estavam na boca dos geocachers portugueses e no s. 40 eventos que divulgaram, quase em simultneo, um Evento na cidade de Espinho.

    Surgem entrevistas para blogs e podcasts estran-geiros. 100espinhos vai Prova Oral da Antena3 e tem direito a artigos em alguns jornais e revistas nacionais e locais, bem como grande destaque no billboard de Espinho.

    O Evento Love Love... Espinho [GC4RRF2] recebe dezenas de will attends. A Comunidade nacional comea a unir-se aos poucos.

    9 de junho de 2014: a Groundspeak envia um email que deixar os elementos dos 100es-pinhos extremamente satisfeitos: We are plea-sed to inform you that your upcoming event has met the criteria and been approved for Mega-Event status!. Morre o Evento Love Love... Espinho e nasce o Mega Evento Love Love... Espinho.

    14 de agosto de 2014: abrem as portas da NAVE de Espinho, N 40 59.972 W 008 37.359. Em poucas horas entram centenas de geocachers no espao do Mega Evento. So batidos re-cordes de assistncia.

    O vasto programa vivido por dezenas de geocachers. Caminha-das, escalada, zumba, bootcamp, pontes sus-pensas, touros mecni-cos, insuflveis, concur-sos, sorteios, passeios de bicicleta, DJ ao vivo, surf, saltos de avio, bokwa, gelados e bolas de Berlim... e dezenas de caches para todos os gostos.

    Os muggles de Espinho acolheram as centenas de geocachers presen-tes. Muitos participaram nos Eventos oficiais, tal era o seu esprito.

    Os objetivos do Mega Evento foram ultrapas-sados. O dever ficou cumprido. E os 100espi-nhos no quiseram parar. O Love tem de continuar!

    Segundo Ato!

    Com o mapa nas mos, Aveiro surgiu quase es-pontaneamente. E, nas vsperas do Natal, a Groundspeak aprovou. E foi esta a prenda de Natal dos 100espinhos a todos os geocachers.

    Aveiro... um fim de se-mana cheio de ativida-des que prometem a satisfao aos que nelas participarem. Entre mui-ta atividade fsica, corpo so e mente s, haver sempre muito convvio e algo menos agitado para fazer, uma cidade para conhecer, gastronomia para apreciar e muito patrimnio e natureza para desfrutar. Do mais radical ao mais calminho, para os mais exigentes e tambm com muita interao, as atividades agradaro com certeza a todos os que passarem pela bela cidade de Avei-ro. A componente ldica no faz esquecer a edu-cativa, assim o CITO est no programa, pois a res-ponsabilidade social no pode ficar esquecida.

    A Ria, os Ovos-moles, as salinas, os moliceiros e o farol muito mais havia a enunciar, mas jamais se esquecer o que a ci-dade tem para oferecer com muito Love!

    Texto / Fotos:

    Tiago Veloso e Antnio Correia

  • 72 Agosto 2015 - EDIo 1672 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 73Agosto 2015 - EDIo 16 73Agosto 2015 - EDIo 16

  • 74 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 75Agosto 2015 - EDIo 16

  • 76 Agosto 2015 - EDIo 16

    Atributos para qu?P O N T O Z E R O

    - B T A R O -

    76 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 77Agosto 2015 - EDIo 16

    Os atributos so cones nas pginas das geo-caches que fornecem informaes teis e muitas vezes impres-cindveis aos geocachers que preveem procurar ou estejam no tereno a procurar as geocaches. Existem vrias classes de atributos, tais como serem ou no necess-rios equipamentos es-peciais, alertas para pos-sveis perigos ao longo do caminho, e indicaes de condies nicas s quais o geocacher deve estar atento enquanto procura pela geocache.

    Claro que a maioria dos atributos opcional, mas uma correta seleo de atributos poder ajudar significativamente os geocachers a usufrurem e alcanarem e com se-gurana acrescida a tua geocache. Para alm de ajudar os geocachers na preparao da tua cache, j que possvel definir filtros nas Pocket Queries para se incluir ou excluir determinados atributos.

    possvel, atualmente, escolher quinze atribu-tos para cada pgina, sendo que acredito que no ser necessrio preencher por completo aquele retngulo que fica em baixo do mapa primrio no painel do lado direito da pgina, at porque muitas ve-zes, ao contrrio do que

    se pretende, informao a mais capaz ainda de confundir o geocacher.

    Vamos ento ver algu-mas situaes que sero essenciais para a correta utilizao dos atributos na pgina da tua geoca-che, se bem que este ar-tigo no pretende escla-recer o uso de cada um deles, exaustivamente.

    Como j referi, quase to-dos os atributos so op-cionais, mas alguns so obrigatrios e devem ser adicionados antes de uma geocache poder ser publicada. Outros, no sendo obrigatrios, so altamente aconse-lhados, de acordo com situaes especficas.

    ATRIBUTOS OBRIGAT-RIOS

    Wheelchair accessible / Acessvel a ca-deira de rodas

    O atributo da mobilidade redu-zida (Wheelcheir Accessible) tem uma particulari-dade. Sempre que o terreno escolhi-do for de 1 estre-la, significando que o terreno no oferece qualquer obstculo, por muito pequeno que seja, o atri-buto tem que estar presente.

    No entanto, pode

    haver indicaes de terreno supe-riores a 1 estrela em que a geoca-che continua a estar disponvel para quem se movimente numa cadeira de rodas. Por exemplo, uma geocache colocada no fim de um passadi-o plano, com o estacionamento a 500 metros: a distncia ainda relevante e est alcanvel para quem se movi-mente dessa for-ma. Neste caso, o atributo de Mo-bilidade Reduzida faz todo o sentido estar presente.

    De salientar que este atributo significa que um geocacher numa cadeira de rodas consegue des-locar-se at ao GZ e alcanar a cache. Trata-se de uma classifica-o global. Ter-reno 1 e atributo significar que o geocacher numa cadeira de rodas pode encontrar a cache sem acesso a outros meios.

    UV Light Re-queired / Luz ultravioleta

    Este atributo deve

    ser adicionado se nalguma etapa da tua geocache utilizaste tinta UV (ultravioleta) com indicaes imprescindveis ao progresso da aventura, e para a leitura das mesmas ne-cessria recorrer a uma lanterna/luz adequada.

    Wireless Bea-com Required

    Um Beacon um dispositivo sem fios que transmi-te uma pequena mensagem, a qual pode conter informao a ser usada para en-contrar uma geo-cache. As geoca-ches que incluam qualquer tipo de emissor wireless, como o Chirp, e que no tenham uma alternativa ao mtodo de prosseguir sem usar essa fun-cionalidade, tm que ser listadas como Mistrio, independente-mente do resto da progresso da cache. E a pgina da geoca-che tem que ter obrigatoriamen-te disponvel o atributo Wireless Beacom Required

  • 78 Agosto 2015 - EDIo 16

    ATRIBUTOS ESSENCIAIS PARA SITUAES ESPE-CFICAS

    Not Available at All Times / No Disponvel 24/7

    Se a geocache se encontra com acesso restrito, tal como dentro dos jardins de um museu, ou dentro de um caste-lo com horrio especfico, dever estar selecionado o atributo de no disponibilidade todo o tempo, assim como o horrio em ques-to dever estar explcito na pgi-na da geocache.

    Special Tool Required / Fer-ramenta espe-cial necessria

    Este atributo deve ser utilizado se para assinar o logbook ne-cessria alguma ferramenta ou outro dispositivo especfico para abrir a geocache. Por exemplo, uma chave, uma chave de fendas ou um man.

    De salientar que, por exemplo, um dispositivo que consiga executar caches do tipo

    Wherigo no considerado equipamento es-pecial, portanto o atributo de equi-pamento especial no necessrio para este tipo de geocache.

    Is field puzzle

    Este atributo deve ser utili-zado quando h algum puzzle ou jogo para resol-ver com o intuito de abrir a geo-cache ou aceder mesma, para que seja possvel assinar o logbook. Por exemplo, um cadeado de combinao para o qual neces-srio o cdigo.

    CONFUSO COM AL-GUNS ATRIBUTOS

    Teamwork Re-quired / Neces-srio Trabalho de Equipa

    Tem sido utiliza-do recentemente o novo atribu-to disponvel Teamwork Re-quired em muitas caches novas. No entanto saliento que o mesmo se destina exclusi-vamente a outro tipo de geoca-

    ches, geocaches onde necessria a colaborao de geocachers de localizaes dife-rentes (em geral, pases diferentes) para que seja possvel, atravs de dicas de outras caches distantes, fornecidas por um geocacher espec-fico daquela zona, chegar cache pretendida. Um tipo das antigas IMC - Internatio-nal Multi Cache.

    Portanto, se o ob-jetivo indicares ao geocacher para no ir sozinho tua geocache porque so pre-cisos dois indiv-duos para encher o tubo de gua (por ex.) para a geocache emergir, ento este no o atributo que deves escolher.

    Seasonal Access Only / Aces-so sazonal

    Este atributo serve para indicar que a cache ape-nas estar dispo-nvel em certas pocas do ano, de acordo com o que ter que ficar esclarecido na pgina da geoca-

    che. geralmente utilizado quando o local onde a geo-cache se encontra est indisponvel por questes de nvel natural, como por exem-plo, poca de ni-dificao de aves. Uma cache exem-plo a Just Get There (GC27FGF), onde claramen-te indicado na pgina o seguin-te: Seasonal / Sazonal cache: Visitable from August to No-vember / Visitvel apenas de Agosto a Novembro.

    Resumindo, acima de tudo, utiliza os atributos com bom senso e essen-cialmente para ajudar o geocacher.

    Espero que o artigo te-nha ajudado e ajude no futuro.

    Muito obrigado pela co-laborao.

    Texto:

    Bitaro (Vitor Srgio)

    Geocaching.com Volun-teer Geocache Reviewer

    Revisor Voluntrio em Geocaching.com

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  • 80 Agosto 2015 - EDIo 16

    Tem Calma

    M A N D A M E N T O S

    p O r T i A g O V E l O S O

    80 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 81Agosto 2015 - EDIo 16

    92 kms de carro + 16 kms a p + 4h19 de viagem + 40 + 3 litros evaporados de suor + 1 DNF = gritos com palavras feias + GPS atirado pela ribanceira e dor de cabea Que ganhas em perder a calma?

    Manter a calma fun-damental na vida de qualquer geocacher. E c estamos ns, caro amigo, a ajudar-te a simplificar a vida e a encontrar a calma perdida nas ltimas silvas a 14 metros do FTF.

    Em primeiro lugar, recorda-te que a vida feita de vitrias e perdas. Vais perder a

    calma? Para qu? En-trares em modo stress no vai mudar as coi-sas. O melhor deixar passar.

    Experimenta inspirar calma e profunda-mente umas cinco vezes. Imagina, na ex-pirao, o stress a sair de ti.

    Se isto for muito com-plicado, anda com uns filmes de gatinhos no telemvel. Ok, estava a brincar.

    Aps o momento de respirao, atrevo-me a sugerir um bruning. De facto, na minha vida essa tem sido a arma secreta para manter a paz e a cal-

    ma. Deita-te no cho. Barriga para cima. Pernas e braos bem abertos. E fica assim uns minutos. No fa-as mais nada. Exceto fugir de algum camio que venha na tua di-reo, caso tenhas cometido a loucura de te deitares numa es-trada.

    Por fim, lamento di-zer-te desta forma: no s perfeito. E est tudo bem. Tambm no s o melhor geo-cacher do mundo. J agora, neste brutal ataque tua pessoa, aproveito para dizer: tens muito a aprender. Feliz? Ou ests cheio de vontade para agre-

    dir-me? Deixa l. No vale a pena.

    Queres ver que at sou amigo? A prxima vez que fores s com-pras ao PD no dia dos 50% mete-te na fila mais longa. Levars a tua pacincia ao limi-te. E no haver cache alguma que te possa tirar da calma depois dessa experincia.

    Mantm a calma. Sor-ri. o melhor.

    Texto / Fotos: Tiago Veloso

    Nota do editor no confundir bruning

    com brunning ou ahahahaha

  • 82 Agosto 2015 - EDIo 16

    C a s t r o M a r i mC A S T E L O S D E P O R T U G A L

    P O R R U I J S D U A R T E

    82 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 83Agosto 2015 - EDIo 16

    Estar alojado a meros dois quilmetros de Castro Marim, passar nas imediaes do Castelo vrias vezes por dia e no tirar um par de horas para o visitar nem era de Geocacher! ;)Foi com isto no pen-samento que, mesmo debaixo de 38c, me dirigi cheio de con-vico para o monte do Castelo, nome por que conhecido o local onde est implemen-tada a fortificao, num intervalo entre a lanzeira da praia e o relaxar beira da piscina. O dito Castelo de Cas-tro Marim localiza-se na vila (Freguesia e Concelho) homnima, no Distrito de Faro e servia-se da sua po-sio dominante para defender a margem direita da foz do Gua-diana. Tinha como adversrio, na mar-gem oposta, o Castelo de Aiamonte. Pode-se comprovar in loco e sem dificuldade, do alto das suas mu-ralhas a referida (nos vrios sites) vista pa-normica sobre o rio, a zona do Sapal, a serra algarvia, a Espanha, as salinas e as praias (fruto da sua localiza-o em plena Reserva

    Natural do Sapal de Castro Marim). , ob-viamente, o grande Ex-libris da vila, sendo considerado um dos mais significativos monumentos da Ida-de Mdia portuguesa nesta regio.OrigensDe acordo com as prospeces arqueo-lgicas realizadas du-rante os anos oiten-ta, existe registo de ocupao humana no monte do Castelo des-de a Idade do Bronze (pr-histria, portan-to). Altura desde a qual foi ininterrupta a ocupao da foz do rio Guadiana, relacionada principalmente com actividades comerciais martimas no Medi-terrneo, pela mo dos Fencios, Gregos e Cartagineses, e final-mente pelos Roma-nos, estes j depois da destruio do local por um forte terramoto. do sculo VIII a.C. o mais antigo muro defensivo na zona do actual castelo, tendo sido acrescentadas outras estruturas nos sculos seguintes, principalmente com o crescimento do co-mrcio grego. Aquando da Conquista Romana da Pennsula Ibrica (altura em que

    as legies romanas se deslocaram para a regio a fim de poder atacar, pela retaguar-da, os domnios de Cartago) o rio Guadia-na servia como fron-teira entre duas das trs provncias roma-nas da pennsula, B-tica e Lusitnia. Com a povoao reocupada e a fortificao recons-truda, a zona tornou-se num importante centro de decises politicas e econmi-cas, de onde partiam as movimentadas es-tradas que ligava B-suris (Castro Marim) a Mrtilis Jlia (Mrtola, a norte), a Ossnoba (Faro) e Balsa, pela costa (Tavira, a oes-te) e Onoba Asturia (Huelva, a este).As posies romanas deram lugar ocupa-o Vndala e final-mente Muulmana, julgando-se terem sido estes ltimos a edificar o verdadei-ro castelo, de planta quadrada e munido das torres-circulares que ainda perduram nos seus vrtices.O castelo na poca MedievalDurante a reconquista da Pennsula Ibrica pelas foras crists, na dcada de 1230, as tropas de D. Sancho II

    de Portugal tomaram Castro Marim (logo depois de Mrtola e Aiamonte), altura em que foi promovida a repovoao do Algarve pela coroa, deixando esse assunto na mo das Ordens Militares. Ser sob o reinado de D. Dinis que se inicia-r a reconstruo da porta do castelo, e, al-guns anos mais tarde, fruto da assinatura do Tratado de Alcanices onde se estabeleciam os limites fronteirios entre Portugal e Espa-nha (Leo e Castela), o mesmo ordenou o reforo do Castelo e construo de uma barbac. Estas edifi-caes ficaram conhe-cidas como Castelo Velho e Muralha de Fora.Com a extino da Or-dem dos Templrios, Castro Marim seria doada nova Ordem de Cristo que fez do castelo a sua primeira sede, antes de rumar a Tomar j em 1357, 37 anos depois. Este acontecimento retirou a importncia estra-tgica da vila pelo que foi sendo despovoada, dando incio a um pe-rodo de reclamaes contra as Ordens do gnero, acusadas de promoverem a runa dos castelos algarvios,

  • 84 Agosto 2015 - EDIo 16

    com grande enfse no de Castro Marim. O Castelo foi tambm morada do Infante D. Henrique, Gro-mes-tre da Ordem de Cristo.O Rei D. Manuel I, em 1504, ao atribuir vila o Foral Novo, ordena nova reparao das suas defesas e mu-ralhas do castelo. En-contram-se no Livro das Fortalezas (livro escrito em 1509/10 por Duarte de Armas a pedido do rei e onde constam desenhos de todos os 56 castelos fronteirio do Pas) os registos destas obras. Aconselho vivamente a consulta da pgina da wikipdia, em ht-tps://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_das_For-talezas, onde se po-dem ver algumas das gravuras.A importncia do Al-

    garve, perdida com a sada da Ordem de Cristo, renovada com o incio da expanso martima portuguesa, fruto da sua proxi-midade com o norte de frica, tanto para apoio logstico e vigi-lncia martima como para defesa contra pi-ratas e corsrios. Castro Marim volta a ter importncia na histria portuguesa por ter sido para onde, durante a crise de su-cesso originada com a morte do jovem D. Sebastio em Alccer-Quibir, os elementos da Junta de Defesa do Reino fogem e atravessam para Aia-monte, entregando, mediante declarao escrita, o trono portu-gus a Filipe II.Ser a Guerra da Restaurao de In-

    dependncia (inicia-da em Dezembro de 1640) que devolver as terras a Portugal e promover nova re-modelao s defesas de Castro Marim, com novas e modernas li-nhas abaluardas, com-plementadas por duas novas fortificaes, o Forte de So Sebas-tio e o Forte de Santo Antnio (tambm co-nhecido por Revelim de Santo Antnio).O castelo nos Tempos Modernos (do ter-ramoto de 1755 aos nossos dias)O Terramoto de 1755 foi particularmente danoso para a vila de Castro Marim, em especial para a Igreja de So Tiago e para o prprio ncleo da vila, pelo que D. Jos I voltou a ordenar a recuperao das suas

    defesas no seguimen-to deste evento.Est classificado como Monumento Nacional desde Junho de 1910 tendo sido alvo de in-meras intervenes por parte da DGEMN, quer a nvel de recu-perao, consolidao e prospeco arqueo-lgica, como a nvel de adaptao e recons-truo, como o caso do Museu Arqueolgi-co no seu interior.CaractersticasO Castelo velho (ou Medieval) situa-se em posio domi-nante num monte, e apresenta uma planta quadrangular irregular (tambm designada de orgnica por se adaptar ao terreno onde est inserida), com quatro torrees circulares nos vrti-ces, ligados entre si

  • 85Agosto 2015 - EDIo 16

  • 86 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 87Agosto 2015 - EDIo 16

    pelo chamado chemin de ronde (caminho no topo dos muros). Pos-sui duas portas, locali-zadas a Norte e Sul.No interior, na praa de armas, existem edifcios adossados aos muros oeste e norte e, do lado este, as runas da antiga habitao do Alcaide (ou das autoridades, civis e eclesisticas), a alcova. Externo ao Castelo Velho con-seguem identificar-se ainda o que resta da torre de menagem e do seu baluarte.Protegidos pela bar-bac (muro exterior ao castelo propriamente dito e que a primei-ra linha de defesa, ao estilo dos fossos das fortificaes) esto as Igrejas de So Tiago, Santa Maria e a da Misericrdia, alm de alguns testemunhos arqueolgicos reco-lhidos na regio. Ao longo do seu adarve (m.q. chemin de ron-de) encontramos dois torrees quadrados, a Oeste e Este, e uma plataforma para uso da artilharia a Sul. Forte de So Sebas-tioO forte localiza-se a sul do Castelo, onde existia uma ermida da

    qual herdou o nome. Muita da importncia contempornea do local reside no facto de ser considerado o exemplar melhor conservado daquilo que foi a renovao do sistema defensivo da vila, em meados do sc. XVII (apesar disto e aquando da minha visita, em Julho de 2015, tinha algu-mas zonas exteriores vedadas ao pblico devido ao mau estado de alguns pedaos da muralha).A sua planta , mais uma vez, orgnica e possui cinco baluartes, com o porto principal a Norte, virado para o interior da vila. Estava ligado ao Castelo por um pano de muralha e entrada coberta.Forte de Santo Ant-nioO Revelim foi erguido sobre uma elevao conhecida como Ro-cha do Zambujal, a Este do Forte e servia como complemento das defesas, vigiando a travessia e nave-gao nas guas do Guadiana. Tal como o forte, e como j foi dito, teve a sua cons-truo ordenada na poca da Guerra da Restaurao, por D. Joo IV e seu Conselho

    de Guerra.Mais pequeno que os seus vizinhos, estava ligado tanto ao Cas-telo como ao Forte de So Sebastio e teve edificado no seu inte-rior a Ermida de Santo Antnio.As fortificaes e o GeocachingSomos brindados, presentemente, com poker de geocaches uma por cada fortifi-cao, e um VG como bnus. :)A primeira colocao, em 2006, da autoria dos geocachers NFrei-tas e AnaSofia, a Ca-che Marim [GCY2N3] e tem na sua listing o Guia perfeito da vila e dos seus monumen-tos. Com quase 6500 pageviews no seu registo passagem mais que obrigatria numa visita zona, escondida numa zona central e com hiptese de observar todos os fortes.De 2011 temos a [236] Castelo de Cas-tro Marim [GC2WYYB], pela mo da Team GeocacherZONE, com uma bonita e algo an-tiga foto da zona na sua listing, de onde se destaca o Forte de Santo Antnio na sua verso mais original,

    sem as obras que ago-ra adornam o local.De 2012, um clssico Matrixamp. Uma ca-che num VG!A nica que nos obri-ga efectivamente a entrar num dos locais, mais propriamente no Castelo, e que nos brinda, quer do gz mas mais propriamente do prprio Vrtice Geod-sico, com umas vistas verdadeiramente fan-tsticas!!Em 2013, os Si-mo&Anica, manel dgua colocaram a nica Multicache (to-das as outras so Tra-dicionais), apelidada de Revelim de Santo Antnio [GC4KAWE] e que nos oferece fotos das duas verses do local, com e sem as j referidas obras de be-neficiao.Em suma, (mais) qua-tro boas razes (se fossem necessrias) para se perder entre montes e muralhas na mui simptica loca-lidade que a Vila de Castro Marim!

    Texto / Fotos : Rui Duarte

    Fontes: Wikipdia / Direco Geral dos

    Edifcios e Monumen-tos Nacionais

  • 88 Agosto 2015 - EDIo 16

    p O r T E A M M A r r E T A S

    88 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 89Agosto 2015 - EDIo 16

    Depois de um passeio pela lngua mirande-sa na edio anterior, resolvemos ficar um pouco mais na regio Norte e vir at Valon-go conhecer o Pirat@. Geocacher com mais de 4400 caches en-contradas, define-se da seguinte forma:Chamo-me Vtor Ri-beiro e tenho 38 anos. Estou registado no Geo-caching desde abril de 2011 e at aqui tenho sido sempre um geoca-cher ativo. Sou natural e residente em Valongo, municpio que ajudei a conhecer atravs da colocao de algumas caches.Obviamente e tal como todos passei vrias fa-ses de geocacher, tipo dos benjamins at aos sniores. A minha categoria preferida Local seguido de Aventura. O meu local preferido para cachar o PNPG. H cerca de dois anos para c dedi-co-me muito a caches desafiantes fisicamen-te. iNtO tHe WiLd,

    Montanhas Nebulo-sas, eXTReMe ChaL-LeNGe (UTSF), LA Ruta de Los Tneles, Heart of Darkness e Valley of Darkness so al-gumas das caches que muito me orgulho de ter no meu currculo.Conhecido o geoca-cher, conheamos tambm o seu geoca-ching, atravs da sua prpria escolha de pa-lavras. Um alfabeto de definies que ajudam a definir o que este hobbie para este pra-ticante nortenho. Uma sopa de letras muito especial que passa-mos a conhecer j de seguida, enquanto o Pirat@ nos apresenta o seu Geocaching, de A a Z!A de Amizades: Con-fesso que no imagi-naria encontrar tantas amizades quando co-mecei esta atividade. Muitas e boas amiza-des ganhei, e tenho a certeza que no terminaro, acontea o que acontecer no fu-turo geocachiano.

    B de Bar do Pirata: A origem do meu nick vem do Bar do Pirata em Fortaleza (Brasil). Um bar nico que ape-nas abre s 2as. feiras e que me fez sentir um verdadeiro pirata. Inesquecvel.C de Conhecimento: A palavra que para mim melhor define o geocaching. Pes-soas, locais, geologia, matemtica, histria, cinema, desporto, animao, cincias e muito mais... Tudo isto conhecimento.D de DRAGO e Dra-gao88: Apesar de j saber o que era o geocaching foi o DRA-GO que me fez dar o click para iniciar a atividade. Drago88 foi o primeiro geoca-cher que encontrei por acaso numa cache.E de Earthcaches: Um tipo de caches de que gosto muito. Fenmenos naturais que exemplificam tudo o que a geologia tem para nos ensinar. Muitas vezes nem

    nos apercebemos das curiosidades que existem por debaixo dos nossos ps. Infe-lizmente as guidelines das earthcaches tm vindo a sofrer altera-es que no so do meu agrado.F de Fotografia: Sen-do a categoria Local a minha preferida gosto muito de regis-tar fotograficamente os magnficos locais por onde passo. No tenho uma mquina toda XPTO, apenas fao uso do telemvel mas suficiente para mais tarde recordar e ganhar vontade de voltar ao local.G de GPS, GeoPT, GZ, Groundspeak: Des-taco o Geopt.org que visito quase todos os dias apesar de eu ser pouco interventivo.H de Help Desk: Quem nunca precisou?!?! Quem nunca deu?I de International Spa-ce Station: A cache que eu (todos) gostava muito de visitar. Difi-

    E de Earthcaches: Um tipo de caches de que gosto muito. Fenmenos naturais que exemplificam tudo o que a

    geologia tem para nos ensinar.

  • 90 Agosto 2015 - EDIo 16

    cilmente ser possvel na minha gerao... Ou pr minha carteira!!.

    J de J estou com vontade de regressar: Muitas vezes ao fazer logs ou a recordar ou-tros d-me uma enor-me vontade de voltar a certos locais. Na ver-dade estou numa fase de repetir algumas caches.

    K de K!nder: Um geo-cacher mpar na cria-o de caches onde nunca repete um con-ceito. Quanto ao An-dr, munido de sim-plicidade e bondade. um bom exemplo na descrio da letra A.

    L de Log: Provoca sen-timentos e reaes quando recebemos o e-mail. Por vezes so magnficos mas em outras ocasies desi-lude-me bastante.

    M de Montanhas Nebulosas [GC-3C7J6]: A cache das caches. Fiquei sem palavras para fazer o log como tal fiz de forma diferente. 3 dias

    de caminhada, 3 dias de aventura, 3 dias de sofrimento, 3 dias de camaradagem, 3 dias de sorrisos, 3 dias de conquistas. Muitos to-pos alcanados e um resgate. Uma cache magnfica e memor-vel que recordo fre-quentemente.

    N de Natureza: Na natureza nada se tira a no ser fotos, nada se deixa a no ser pe-gadas, nada se mata a no ser o tempo, nada se leva a no ser lem-branas.... Por favor pratiquem este lema.

    O de Oito: Uma das peas fundamen-tais para a prtica de canyoning que cada vez mais convive com o geocaching e de que eu gosto bastante.

    P de PNPG: Parque Natural Peneda Gers. Um paraso do geoca-ching e das dores nas pernas. P de Cabril, Fenda da Calced-nia, Mina dos Carris, Rocalva, Roca Negra, prados, cascatas, ca-banas de pastores,

    Fichinhas, Sombrosas, Borrageiro, 7 lagoas, Pico do Sobreiro, Pico da Nevosa, Estepes, Fraga das Pastorinhas, Soajo, Serra Amarela... j devem estar com gua na boca.

    Q de Quando...: Quan-do agredida a natureza no se defende, apenas se vinga, uma frase tatuada no meu brao, de Albert Einstein que cada vez faz mais sen-tido.

    R de Roberto Costa (d3vil).S de Sorrisos: Muitos e muitos sorrisos o que esperamos ter em cada local e em cada aventura.

    T de Tascas: Local onde habitualmente termina um dia de ca-ches.

    U de Uma pequena floresta [GC1WEK7]: a minha primeira ca-che encontrada a 24-4-2011. Recordar viver.

    V de Vamos s ca-ches: Grupo de face-book bastante intera-

    tivo onde so dadas opinies, sugestes, partilhas e se combi-nam umas cachadas.

    W de Wwoooww-ww!!!: Reao quan-do sou surpreendido numa cache.

    X de Xuuupaaaaaa!!: Grito de guerra de um determinado grupo aquando de um found numa cache difcil.

    Y de Ying Yang [GC4HR2D]: Mais um exemplo do que para mim a melhor des-crio do geocaching (lembram-se da letra C). Uma boa cache que nos d a conhe-cer o significado deste smbolo.

    Z de Zangas: Infeliz-mente h muitas por a e bem retratadas em fruns muito bem referenciados. Feliz-mente ainda no me bateram porta.

    Texto: Bruno Gomes (Team Marretas)

    Foto: Vtor Ribeiro (pirat@)

    Z de Zangas: Infelizmente h muitas por a e bem retratadas em fruns muito bem referenciados.

  • 91Agosto 2015 - EDIo 16

  • 92 Agosto 2015 - EDIo 16

  • M x i c oA L M F R O N T E I R A S

    P O R T I A G O H E L E N O

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  • 94 Agosto 2015 - EDIo 16

    Qualquer geocacher que se preze, ao pon-derar uma viagem para o estrangeiro, leva sempre em con-ta o mapa das caches existentes nos poss-veis destinos. Mesmo que se trate de come-morar o 5 aniversrio de casamento com a sua cara-metade, como foi o nosso caso.O planeamento des-ta viagem ao Mxico foi feito com muito cuidado e ateno a todos os pormenores. Decidimos no optar por um dos pacotes das agncias de via-gens, que se limitam s conhecidas unida-des hoteleiras tudo includo. A razo para tal que para alm de turistas, tambm que-ramos ser viajantes, conhecer os pontos do nosso interesse, ao nosso ritmo, em vez de nos limitarmos s excurses promovidas pelos agentes turs-ticos nos hotis. Isso deu bastante trabalho, e tive que encontrar as melhores opes

    em termos de passa-gens de avio, hotis e transportes, indivi-dualmente.Depois de muita de-liberao, acabmos por nos decidir por uma viagem de duas partes: a primeira par-te, de 6 dias, em que nos iramos instalar em Tulum (o pueblo, no a zona dos resorts de praia), onde tera-mos dias de viagens e descoberta por nossa conta e medida; e a segunda parte, em que estivemos 4 dias na ilha de Cozumel, paraso dos mergu-lhadores, onde ira-mos entrar em modo descanso e relax num resort, tirando apenas um dia para dar a volta ilha num jipe aluga-do e encontrar muitas caches nesta pequena prola das Carabas mexicanas.Antes de relatar o nos-so roteiro, deixem-me contextualizar geo-graficamente o nosso destino. A pennsula Yucatn situa-se no Sudeste dos Estados

    Unidos Mexicanos, separando o mar das Carabas do golfo do Mxico. um grande pedao de terra quase plano e coberto por uma vasta floresta tropical.Sendo uma gigante plataforma crsica que quase no apre-senta rios superfcie, a gua flui atravs de rios e lagos subterr-neos, por entre rochas permeveis, o que faz com que a terra apre-sente muitas cavida-des e algares (sinkho-les), denominados localmente por ce-notes. Estes cenotes eram utilizados como fonte de gua potvel para os maias e eram tambm considerados sagrados para essa civilizao. Aqui, o povo de des-cendncia maia ainda subsiste, constituindo grande parte da po-pulao local. A civi-lizao maia foi em tempos muito prspe-ra nesta zona, tendo construdo grandes cidades, cujas runas

    podemos ainda teste-munhar hoje, incluindo as famosas runas de Chichn Itz e Uxmal.Recentemente, a po-pulao vivia basica-mente da criao de gado e plantaes, realidade que mudou drasticamente aps a fundao da cidade de Cancn, em 1970. A partir da, a economia passou a girar em tor-no do turismo, princi-palmente na zona da Riviera Maia. A Riviera Maia, a toda a zona da costa Este da pennsula, banhada pelo mar das Carabas, que se estende por 180 quilmetros em quase em linha recta entre Puerto Morelos a Norte e Punta Allen a sul, passando pelas cidades ultra tursticas de Cancn e Playa del Carmen, e pelo conhe-cido pueblo (vila) de Tulum.

    Dia 0: check-inChegados ao Aeropor-to de Cancn, aps 10 horas de voo e j ao

    A civilizao maia foi em tempos muito prspera nesta zona, tendo construdo grandes cidades, cujas runas

    podemos ainda testemunhar hoje, incluindo as famosas runas de Chichn Itz e Uxmal

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  • 96 Agosto 2015 - EDIo 16

    cair da noite, o nosso agente do rent-a-car esperava-nos para nos levar ao nosso carro, alugado por apenas 24 horas, com o objectivo de conhecer alguns lo-cais arqueolgicos que ficam longe, no cora-o da pennsula. Para o restante da estadia, iramos confiar apenas nos transportes pbli-cos, que acabmos por usar com frequncia e variedade. Conduzir at ao nosso primeiro hotel em Tulum foi ao mesmo tempo uma experincia engraada e entediante, pois a estrada composta por trs vias de cada sentido, em linha rec-ta, durante mais de 100 quilmetros.

    Antes de fazermos o check-in, passemos um pouco pelo pue-

    blo, e parmos para jantar numa casa de tacos, que estavam fantsticos. Ficmos surpreendidos com o preo da comida, mui-to barata comparada com o que nos iriam servir nos locais mais junto s praias, domi-nados pelos resorts e estabelecimentos mais tursticos. Alm disso era francamente boa, especialmente ao nvel dos saborosos temperos. J esta vila, apesar de estar tam-bm ela virada para o turismo, apresenta-se com uma verten-te bem mais tpica e genuna desta regio. Os edifcios, incluindo os estabelecimentos comerciais mais tou-rist friendly, so todos trreos e de uma sim-plicidade incrvel ao n-vel dos acabamentos.

    Todos eles bastante coloridos e pitorescos, principalmente os da avenida principal.

    Quanto s pessoas nativas, no geral, so simpticas q.b., mas no muito acolhedo-ras. D a ideia que no esto muito vontade com os estrangeiros, mas que olham para eles como forma de obter algum rendi-mento imediato. Os comerciantes so par-ticularmente agres-sivos nas tcnicas de venda e persuaso, o que acabou por surtir o efeito contrrio em ns. Eventualmente, acabmos por nos ha-bituar e at nos diver-tamos com isso.

    Dia 1 corao do Yu-catn:

    Para o primeiro dia, escolhemos ir de car-ro para o interior da pennsula, visitando alguns dos stios im-perdveis no que toca antiga civilizao Maia. Samos bem cedo, com o horrio relativamente aper-tado, mas acabou por sair tudo exactamente como estava planea-do.

    A primeira paragem foi nas runas de Cob. Estas so compostas por vrios aglomera-dos arqueolgicos, re-pletos de antigos tem-plos e tmulos maias. Na entrada, alugmos bicicletas e visitmos todos os locais, mais e menos escondidos, separados por estra-das de terra batida entre a selva tropical, pedalando de um lado

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  • 98 Agosto 2015 - EDIo 16

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  • 100 Agosto 2015 - EDIo 16

    para o outro e tirando muitas fotografias a cada conjunto de ru-nas.O ponto de maior inte-resse nestas runas a pirmide de Ixmoja, com cerca de 42 me-tros de altura, a mais alta de toda a pennsu-la Yucatn. , tambm, uma das poucas qual ainda permitida a subida a topo, o que neste caso cansativo mas recompensador. L no alto, consegui-mos vislumbrar uma vasta extenso de ter-ritrio, apercebendo-nos que a zona plana e coberta de selva at linha do horizonte. A descida vertiginosa, mas fez-se bem com as devidas precau-es.Estranhamente (ou talvez no) este local ainda no tem nenhu-ma cache publicada alusiva ao mesmo. No entanto, e mes-mo sem geocaching, acabmos por fazer um found interessan-te durante a nossa explorao. Descobri-

    mos uma pirmide de tamanho mdio que no vinha referenciada e ainda no tinha sido arranjada, pois esta-va engolida pela selva com rvores e arbus-tos sua volta. O subir ao topo desta runa fe-z-nos sentir uns ver-dadeiros exploradores l Indiana Jones, sentimento amplia-do pelo facto de no haver rigorosamente mais ningum naquela zona.De seguida, fomos famosa cidade ar-queolgica de Chi-cn Itz, patrimnio mundial da Unesco e uma das novas 7 ma-ravilhas do Mundo. Este local uma das principais atraces tursticas em todo o territrio mexicano, pelo que, ao contrrio das tranquilas runas de Cob, aqui tivemos que conviver com hor-das de turistas e ven-dedores de recuerdos. Apesar de ser uma vasta rea, visitmos todos os recantos, incluindo o Cenote Sa-

    grado (com a sua ear-thcache [GC2FN7V]) e a principal atraco: o Templo de Kukulcn (El Castillo [GCG9MY]).Consta que esta ci-dade era um centro das rotas comerciais da regio, constituin-do-se uma capital financeira de todo o territrio. Como est-vamos dentro do tem-po estipulado e sa-mos ainda a meio da tarde de Chichn Itz, fomos ao conhecido Cenote Ik-Kil onde nos pudmos refrescar (estavam mais de 40 graus nesta zona) nas suas guas profundas e escuras, enquanto aprecivamos a bele-za rochosa e bastante extica deste cal-deiro. Foi ptima, a sensao de flu-tuar no meio do lago, com gua a cair-nos em cima levemente, pingando das razes penduradas no alto da boca deste grande algar. Os cenotes, como este, foram para mim os locais que mais

    guardo na lembrana, tanto pela sua beleza, como pela frescura e diversidade natural.O regresso foi pautado por uma passagem na cidade de Vallado-lid, onde, depois de comermos os melho-res e mais saborosos tacos de sempre, vendidos ao preo da chuva numa roulotte, encontrmos uma ca-che escondida dentro do bem ajardinado p-tio de um pequeno ho-tel (Alux [GC17DGY]).

    Dia 2 Sian Kaan:J sem carro, fomos estao de autocarros ADO para apanharmos transporte para uma localidade situada um pouco a sudoeste de Tulum chamada Muyil. Trata-se de mais uma cidade arqueolgica, de tamanho menor, mas desta vez ain-da mais tranquila do que a de Cob. Muyil encontra-se embre-nhada na densa selva e marca o incio da Re-serva da Biosfera da

    Os cenotes, como este, foram para mim os locais que mais guardo na lembrana, tanto pela sua beleza, como pela

    frescura e diversidade natural.

  • 101Agosto 2015 - EDIo 16

    Unesco, chamada Sian Kaan. composta por uma grande diversi-dade de fauna e flora, bem como lagos, mar e canais, uns naturais, outros construdos pelos maias.Depois de visitarmos as runas, percorre-mos um passadio de madeira que nos levaria a atravessar a selva densa at uma das principais lagoas. No meio do passadio, subimos a uma torre de vigia de madeira, bastante alta e ver-tiginosa, tendo 3 pa-tamares. daqueles locais que ns, geoca-chers, pensamos in-variavelmente: ficava mesmo bem aqui uma cache! L do alto, bem acima das rvores

    mais altas, tnhamos uma vista panormica sobre toda a reserva natural simplesmente indescritvel. Apesar de a estrutura ser for-temente abanada pelo vento, ficmos ali um bocado a contemplar.Seguindo para a gran-de lagoa de Muyil, foi-nos possvel em-barcar para uma expe-rincia interessante: um pequeno barco leva-nos a atravessar a lagoa, seguindo por um estreito canal que d para outra lagoa ainda maior (Laguna Chunyaxche), onde chegmos a um outro estreito e longo canal. Neste ponto, o motor do barco desligado e apercebemo-nos que o canal tem uma sua-

    ve corrente que nos leva at um cais junto a uma pequena runa. Aqui, somos convida-dos a entrar na gua cristalina do canal, recostando-nos sobre um colete salva-vidas, sendo transportados pela suave corrente do canal, flutuando e serpenteando durante cerca de 30 minutos, certamente a meia hora mais zen que j vivi. Estvamos so-zinhos, eu e a minha esposa e a natureza nossa volta: gua doce, mangais inter-minveis que consti-tuam as paredes do canal, peixes e pssa-ros com grande diver-sidade.Esta experincia flu-tuante termina num

    outro cais de madeira, onde encontrmos o nosso calado, trazido pelo barqueiro, que nos esperava na outra ponta do longo pas-sadio, e que nos leva de volta. Uma viagem que nos custou cerca de 60 euros mas que valeu bem a pena.

    Dia 3 Runas e praias de Tulum:

    Dia de acordar cedo para evitar multides e apanhar um co-lectivo para as belas runas de Tulum, onde est a cache mais favoritada e tal-vez a mais antiga do Mxico: a virtual The Mayan Ruins Of Tulum [GC29B5].

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  • 103Agosto 2015 - EDIo 16

    Um colectivo um meio de transporte lo-cal, que consiste num conjunto de carrinhas de 12 lugares, identi-ficadas para o efeito, e que vo passando com uma frequncia de cerca de 5 a 10 mi-nutos por toda a es-trada da Riviera Maia (entre Tulum e Can-cn), parando ao longo de toda a via, onde houver passageiros para entrar. Um meio de transporte bastan-te verstil e barato: cerca de 2 euros por pessoa, independen-temente da distncia percorrida. Foi a nossa principal escolha para nos orientarmos por l. No entanto, 95% dos utilizadores eram trabalhadores locais, que iam parando junto s unidades hoteleiras onde trabalhavam.As runas de Tulum so a imagem de qual-quer postal, brochura ou folheto turstico da Riviera Maia. Uma grande cidade arqueo-lgica que, tendo sido usada como porto ma-

    rtimo, privilegiada com uma localizao beira mar, o que lhe confere um ar extico e paradsico. O Castil-lo, a maior e principal estrutura, fica mesmo beira da falsia, jun-to a duas belas praias entre as rochas que os turistas aproveitam para se refrescar no mar azul-turquesa. No entanto, neste dia o mar estava anormal-mente agitado e no havia quase ningum a banhos.Com o passar do tem-po, os turistas iam chegando em massa, mas j pouco impor-tava, pois no fim da manh, j tnhamos visitado todos os re-cantos e descansado um pouco na praia, pelo que samos do local em direco a Sul, onde comea uma longa extenso de praia de areia branca que nos propusemos a percorrer a p, en-quanto amos parando para uns merecidos mergulhos no mar quente. Acontece que

    acabaram por surgir uns pingos de chuva e um vento forte, que nos obrigou a procu-rar abrigo junto a uma cabana de madeira. Felizmente foi s uma pequena partida, o sol regressou em fora, quase instantanea-mente.O troo mais conheci-do desta praia chama-se Playa Paraiso, uma praia que tem sido bastante galardoada no Tripadvisor e afins. Ao longo do areal, a paisagem pautada por alguns resorts de madeira e restauran-tes luxuosos. No final da tarde, chegmos a um dos restaurantes, mesmo no final do areal, onde entrmos para um refresco num ambiente chill out, com vista para o anoi-tecer na praia, seguido de um delicioso jan-tar grandes vidas!O taxista que nos trou-xe de volta ao pueblo de Tulum foi quem nos informou do facto da cidade de Cancn ter

    sido fundada muito recentemente, em 1970, no seguimento de se estar a noticiar na rdio a festa de aniversrio da funda-o dessa cidade. Por-tanto, fez nesta data 45 anos.

    Dia 4 - Rio Secreto e Playa del Carmen:Mais uma viagem de colectivo, desta vez mais longa, levou-nos a um ponto de interes-se turstico virado para a aventura, chamado Rio Secreto. Tnhamos decidido reservar aqui um passeio porque a earthcache The Se-cret River [GC2NTRK] tinha chamado a mi-nha ateno. No me arrependi, apesar do elevado preo de en-trada.O Rio Secreto consiste numa visita guiada ao centro da terra bem, talvez seja um exage-ro, mas esse o sen-timento. uma expe-rincia em grutas, que nos leva ao complexo

    O Rio Secreto consiste numa visita guiada ao centro da terra bem, talvez seja um exagero,

    mas esse o sentimento.

  • 104 Agosto 2015 - EDIo 16

    sistema de rios sub-terrneos que existem em grande parte do subsolo da pennsula.

    Antes da visita, somos agrupados de acordo com os respectivos guias e levados em carrinhas para a zona da entrada das ca-vernas, onde nos so fornecidos todos os equipamentos neces-srios e nos so dadas algumas instrues. Depois de entrarmos na caverna somos transportados para um cenrio inacredi-tvel e de uma beleza surreal. Percorremos cerca de 1 km a andar e a nadar numa gua cristalina, por entre fantsticas formaes minerais, milhares de estagtites e estalag-mites, onde o silncio se ouve na perfeio.

    A dada altura, a minha esposa apanhou com as mos uma gigan-tesca e assustadora aranha cega, com apenas 6 patas, ani-mal completamente inofensivo, de acordo com o nosso simpti-co guia, Yayo.No final desta visita, ainda nos levaram ao refeitrio, onde nos deleitmos com um almoo mexicano que nos caiu muito bem.Depois da aventura, voltmos a apanhar um colectivo que nos levaria a Playa del Carmen, uma cidade vibrante onde pas-semos durante ho-ras entre as zonas de praia e ruas cheias de lojas. Antes de entrar-mos nos seus limites, ainda fizemos uma caminhada dentro do

    condomnio de resorts, onde pude encontrar algumas caches e dar uns bons mergulhos no mar. Dentro da cidade a rua mais turstica a Av. 5, paralela praia, onde os lojistas se encon-tram c fora a puxar literalmente todos os turistas que con-seguem para dentro dos seus estabeleci-mentos. Aqui, devido ao turismo, as coisas so bem mais caras do que em Tulum, es-pecialmente a comida. a lei da oferta e da procura. No entanto, o ambiente agradvel, com msica ao vivo, teatro e outros shows de entretenimento a cada passo.Grande parte das ca-ches so de qualidade duvidosa e muitas

    delas encontram-se associadas a esta-belecimentos como restaurantes e bares, onde os seus donos e empregados assu-mem a figura de guar-dies da cache, algo que no me agradou muito. Com o avanar da noite, decidimos ir jantar a um dos tais e s t a b e l e c i m e n t o s geo-refernciados com caches, e acabou por ser uma escolha acer-tada: um restaurante Venezuelano, com um ambiente familiar e boa comida. Trata-se da cache Cache-a-pa Plaza 28 - A Litt-le Bit of Venezuela [GC41H88]. No final do jantar, identifiquei a filha do dono pelas fotos na listing e pedi que me trouxesse a cache, para o ltimo found da noite.

  • 105Agosto 2015 - EDIo 16 105Agosto 2015 - EDIo 16

  • 106 Agosto 2015 - EDIo 16

    Dia 5 - Grand Cenote e Akumal:Comemos por nos dirigir a um estabele-cimento de aluguer de velocpedes e scoo-ters, onde alugmos duas bicicletas por 24 horas. Pusemo-nos ento a pedalar debai-xo de um calor intenso na direco de um dos cenotes mais conheci-dos da zona: o Grand Cenote, lar de uma earthcache, a Ceno-te-8 [GC1CWYG].Aps 5 quilmetros a pedalar chegmos cansados e desidrata-dos ao nosso destino onde nos pudemos vingar com a frescura do local. Este cenote era bem diferente do anterior, com gua translcida e passa-gens debaixo de terra entre dois algares principais. Aqui a vida aqutica era imensa, com muitos peixes e tartarugas que convi-vem com as pessoas que por l nadam, com aparente indiferena. As cores que as belas cavidades rochosas conferem quelas guas so dignas de um quadro pintado

    na perfeio. Fizemos bastante snorkeling, explorando cada re-canto rochoso. A vi-sibilidade era tanta que conseguiamos observar os mergu-lhadores a explorar as profundezas das ca-vernas submersas que se extendiam debaixo das paredes rochosas superficiais. Um au-tntico paraso.Apesar do nome, este cenote at relativa-mente pequeno, pelo que, aps algumas ho-ras deliciosas, decidi-mos regressar a Tulum para comer qualquer coisa, arrumarmos as bicicletas e apanhar-mos um colectivo para uma zona de praias e resorts: a baa de Aku-mal.Entre o local onde nos deixaram e a praia, passmos pela ca-che Camino Abierto [GC3P9X7], que se en-contra dentro de uma espcie de escolinha onde os trabalhadores dos hotis deixam os seus pequenos maias aos cuidados de uma prestvel voluntria que gere o espao, e que nos ajudou. A

    cache encontra-se dentro da pequena biblioteca da escola e trata-se de um dos livros da mesma.O resto da tarde foi passado em mais uma praia que se revelou paradisaca. Onde as ondas de um mar que tinha andado bastante agitado no chegavam at ns, devido ao formato da baa e aos corais que a protegem.

    Dia 6 Adis Tulum:Ainda tnhamos direito utilizao das bici-cletas at s 10 horas da manh, pelo que acordmos a meio da noite e, ainda de ma-drugada, pedalamos pela estrada em direc-o zona das praias, luz de uma lanterna que arranjei na noite anterior. Passados 6 quilmetros a um rit-mo lento, j a alva se fazia notar e pudmos observar um nascer do sol semi-encoberto na praia onde tnhamos jantado no terceiro dia. Depois de des-cansarmos por um par de horas, enquanto a GoPro fazia um time-

    lapse, regressmos para aquele que seria o ltimo pequeno-al-moo antes de sair-mos para a segunda etapa da viagem: Isla Cozumel.

    2 Parte Cozumel:Depois do check-out, apanhmos mais um colectivo que nos iria transportar com as malas de viagem a Playa del Carmen, onde embarcaramos no ferry para a ilha famosa entre os mer-gulhadores. O ferry si-tua-se perto desta ca-che virtual Playa del Carmen [GCD61A], outra das que de mais favoritos dotada.Chego concluso que neste tipo de ter-ritrio, as caches que mais vingam so pre-cisamente as virtuais e as earthcaches (que no so mais do que virtuais dissimuladas). Os motivos devem passar por dois prin-cipais factores ligados entre si: o desapare-cimento das caches fsicas e o facto de a maioria delas serem colocados por turistas

    Chego concluso que neste tipo de territrio, as caches que mais vingam so precisamente as virtuais e as earthcaches...

  • 107Agosto 2015 - EDIo 16

    que, como ns, passa-ram l umas frias e nunca mais voltaram. Depois h tambm aqueles casos das caches fsicas dentro dos estabelecimentos que, tendo sido tam-bm colocadas por tu-ristas, so guardadas por pessoas locais que ficam responsveis pela sua longevidade.Depois da travessia para a ilha de Cozu-mel, mesmo de frente a esta cidade mexica-na, desembarcamos numa outra cidade chamada San Miguel, bastante semelhante anterior, mas em ponto pequeno. O nosso resort o que fica mais afastado da cidade, em direco ponta sul da ilha.

    Aqui, passmos 4 dias com tudo includo, mais ao jeito de uma lua-de-mel. Duas si-tuaes marcaram a diferena nesta esta-dia. Numa tarde, reali-zmos um passeio de snorkeling, em que nos levaram de barco a alguns be-los recifes de corais onde nadmos entre variadssimos peixes e avistmos espci-mes como tubares, uma grande tartaruga marinha, uma gigante moreia verde, raias no fundo arenoso e uma grandiosa manta que nos ia circulando enquanto manteve a curiosidade no nosso grupo (dava a ideia que ns que ramos

    a atraco turstica). Infelizmente, devido a fortes correntes e pouca visibilidade, no pudemos visitar os re-cifes mais conhecidos e mais belos, como o de Palancar.O outro evento mar-cante foi o dia em que nos dedicmos a conhecer toda a ilha de Cozumel num Jeep Wrangler alugado. Durante este passeio visitmos imensas caches, colocadas ao longo de toda a zona costeira da ilha. Aqui, fora das zonas mais tursticas, consegue-se fazer um geoca-ching mais tradicional, como se consegue observar no mapa das caches de Cozumel. Perdi a conta ao n-

    mero de caches que conseguimos encon-trar. As que merece-ram mais destaque da minha parte foram as situadas no lado oriental da ilha, onde as praias so mais tranquilas e selva-gens e as paisagens, mais naturais e belas. Um DNF na Tobacco Free Beach cache [GC4XBXF], acabou por resultar num belo spot para dar um mer-gulho num paraso onde no se avistava ningum em qualquer direco. A Cozumels Stone Arches Earthca-che [GC2V7B3] tam-bm marcou um lugar com uma interessante paisagem.Mais a norte, a Cozu-mel Coconut Tex-Mex

  • 108 Agosto 2015 - EDIo 16

    [GCG933], deu-nos a conhecer o bar mais louco da viagem: o Coconuts. O cenrio, o ambiente diverti-do e descontrado, o papagaio assassino, as placas com dize-res sbios bastante humursticos, o sta-ff divertidssimo, a excelente comida e bebidas, o album de fotografias tudo do melhor! No admira que esta cache nesta zona, longe da rota dos cruzeiros, tenha tantos favoritos.Depois de virarmos para o interior da ilha, passmos por uma multi-cache que pre-tende mostrar uma propriedade que, apesar de particular, dedicada ao genu-no artesanato local: Mayaluum- Casa del Jaguar [GC5HZ7P]. Aqui, conheci o Sr. Fe-lipe, que nos recebeu na sua casa de braos abertos. Para minha surpresa, esta sim-patia nada tinha a ver com o mpeto de ven-der qualquer pea de artesanato, mas sim originava-se de uma genuinidade to gran-de como as centenas de esculturas e outros objectos (todos eles esculpidos e pintados mo pelo Sr. Felipe).

    A multi-cache passava em dois pontos no p-tio, coincidentes com esculturas extraordi-nrias de arte maia, e terminava dentro do expositor de artefac-tos, inserida num belo vaso pintado mo. Eu reparei que, apesar do Sr. Felipe saber como funcionava aquela es-pcie de jogo que ali estava na sua proprie-dade (deixado por uma canadiana residente temporria em Cozu-mel), ele prprio no percebia muito bem como que pessoas estranhas iam l parar. Como tal, acabei por lhe explicar como fun-cionava isto do geo-caching e que outras pessoas tinham rela-tado a experincia de ter visitado o espao. Notei que, ao ter per-cebido bem o concei-to, o Sr. Felipe ficou ainda mais grato owner daquela cache por ter dado a conhe-cer de forma altrusta aquela sua casa. Essa gratido, tambm a mostrou a ns, ao nos oferecer uma obra artesanal feita em arame dourado em forma de escorpio e um guia turstico das runas maias, onde, surpreendentemente, me escreveu uma de-dicatria!

    Fiquei feliz por ter conhecido este Sr. Felipe, de um enorme corao, simplicida-de, e genuinidade de sentimentos, como raro encontrar em algum. Antes de nos despedirmos, mos-trou-me os grandio-sos projectos que tem para aquele local, que espero que consiga concretizar com a aju-da do seu filho, e que estava em San Miguel a trabalhar, precisa-mente com a venda do artesanato feito pelo pai. Um grande bem--haja ao Sr. Felipe!

    Ainda antes de che-garmos a San Miguel, claro que ainda tnha-mos que visitar um outro interessante complexo arqueolgi-co: as runas maias de San Gervasio (Ixchels Altar [GCGKVC]). No seu auge, esta cidade maia albergava entre duas a trs mil pes-soas. Foi aqui que os maias tiveram o pri-meiro contacto com exploradores euro-peus (espanhis), aps um naufrgio nesta ilha em 1511. No so to grandio-sas como algumas das que visitmos na pennsula, mas ainda so de um tamanho

    considervel. Propor-cionaram mais um agradvel passeio a p pela selva, entre os bonitos complexos de runas.Chegando a San-Mi-guel, j estava to fartinho de caches que acabei por desistir ao perceber que as da cidade eram de baixa qualidade e, na maio-ria, mostravam bares, esplanadas, restau-rantes karaoke e cen-tros de mergulho. De GPS arrumado, acab-mos por aproveitar o fim de tarde para umas comprinhas, antes de irmos encher o dep-sito do Wrangler, para o devolver no resort, terminando assim um dia preenchido com um grandioso passeio.

    No final destas frias, mesmos no queren-do vir embora, teve de ser! Terminou assim o nosso roteiro de aven-turas em solo e mar mexicanos. Agora, para onde nos levar a prxima geo-aventura alm fronteiras? Se for to agradvel como foi esta, j fico muito contente!

    Texto / Fotos:Tiago Heleno

    (TiagoGH)

  • 109Agosto 2015 - EDIo 16 109Agosto 2015 - EDIo 16

  • 110 Agosto 2015 - EDIo 16110 Agosto 2015 - EDIo 16

    FROM GEOCACHING HQ

    WITH LOVE

  • 111Agosto 2015 - EDIo 16

    Este Vero, Portugal lanou o seu primeiro GeoTour, na pitoresca Ilha de So Miguel

    O mundo o nosso recreio e o geocaching ajuda-nos a descobri--lo. Se s como eu e combinas geocaching com as tuas viagens, os GeoTours apresen-tam-se como uma maneira original de descobrires o nos-so mundo enquanto passeias. Um GeoTour uma srie nica de geocaches que visam levar geocachers a passear numa re-gio especfica. Como geocachers, estamos sempre procura do prximo desafio a abordar ou da prxima aventura que nos faa seguir em frente. En-contrar todas as geo-caches listadas num Geotour a maneira perfeita de preencher essa necessidade de um desafio. Os GeoTours usam frequentemente os recursos das agn-cias de turismo locais, combinados com os de apaixonados geo-cachers, por forma a destacar as locali-zaes a no perder duma regio. As agn-cias de turismo so boas a promover as

    suas regies a pes-soas de todo o mundo e os geocachers gos-tam de trazer pessoas aos segredos mais bem escondidos dos seus quintais. Quando combinas essas for-as, o resultado pode ser muito especial. Aqui mesmo no meu prprio quintal, te-mos o GeoTour dos Parques Estatais de Washington, activo h j dois anos. Des-de que nasceu, o meu mural do Facebook tem sido preenchido com imagens incrveis tiradas no GeoTour pelos meus amigos geocachers. Foram colocadas geocaches em quase todos os Parques Estatais em Washington abrindo portas a incontveis aventuras. Muitos deles tem afirmado que esto gratos pelo facto do GeoTour os ter feito visitar Par-ques Estatais, que no teriam descoberto de outra forma. Eu sei que sempre que vir uma das geocaches listadas na Geotour, vou definitivamente parar para a encontrar.

    Porqu? Porque sei que uma geocache de qualidade numa bela localizao que de outra forma pode-ria nem ter considera-do visitar.

    Este Vero, Portugal lanou o seu primeiro GeoTour, na pitoresca Ilha de So Miguel. Conhecida como a Ilha Verde/Green Island GeoTour, esta srie tem 49 geocaches activas com um total combinado de 812 pontos de favorito enquanto vos escre-vo este artigo. Isto d uma mdia de mais de 16 pontos de favorito por geocache! De fac-to, geocaches inclu-das em GeoTours tm c o n s i s t e n t e m e n t e (em mdia) trs vezes mais pontos de favori-tos e so encontradas duas vezes mais do que geocaches no pertencentes a Geo-Tours.

    Neste GeoTour nos Aores, irs desco-brir piscinas naturais, cenrios vulcnicos, florestas exuberantes, jardins botnicos e be-las cascatas. Tambm

    irs gostar de apren-der sobre caractersti-cas geolgicas nicas da ilha do arquiplago.

    Com a crescente po-pularidade dos Geo-Tours (como o que existe agora no quin-tal portugus), sers capaz de utilizar estes GeoTours para pla-near as tuas prximas frias, em qualquer lugar. Com quase 60 GeoTours activos e muitos mais a surgir brevemente, incluindo o primeiro italiano (no Outono), nunca irs ficar sem destinos de frias fascinantes.

    Por isso, faz as malas e apanha o curto voo de 2h30m para a Ilha de So Miguel e o seu GeoTour Ilha Verde. A aventura espera por ti!

    Encontra mais infor-mao sobre o primei-ro Geotour portugus aqui: https://www.geocaching.com/play/geotours/ilha-verde

    Texto: Annie Love

    - G Love (Lackey)

    Traduo por Bruno Gomes (Team Marre-

    tas)

  • GEOCHURRASCADA 2009g E O C O i N

    p O r K E l u x

    112 Agosto 2015 - EDIo 16

  • 113Agosto 2015 - EDIo 16

    Desde 2008 e durante alguns anos at viajar para a Amaznia, tive o prazer de colabo-rar na organizao de algumas edies da GeoChurrasca-da, o Evento que a verdadeira rentre geocacheana depois das frias de vero em Portugal.

    Na edio de 2009 e 2010 cuidei dos as-petos grficos e da sinaltica do Evento e em 2009 desenhei tambm a respetiva geocoin. No ano se-guinte a geocoin ficou

    a cargo do Sandro dos Kitiara & Sal.

    J nessa poca ha-via uma indisfarvel venerao pela arte do nosso grelhador preferido, o JINunes, por isso rapidamen-te concluimos que a imagtica da geocoin deveria ser em sua honra. Naturalmen-te por isso, podemos apreciar um cartoon de um homem de avental e garfo na mo em frente a um foga-reiro fumegante... e ainda que parea estar em curso uma espcie

    de bomba atmica, felizmente ele sempre conseguiu cuidar bem das carnes, pimentos e demais comezainas grelhadas.

    A certa altura, o PL-Nauta sugere uma ideia genial... que a geocoin tivesse dois segmentos; um anel exterior e um disco inserido dentro dele, fixo a um eixo vertical, que ao girar imita os primrdios do cinema e o Zootropo. Assim, colocando o carton do Z em uma das faces do disco interior e o

    fogareiro na outra, ob-temos uma engraada iluso de tica quando o rodamos, aparecen-do ambos os dese-nhos sobrepostos. Ganda cena, Z!

    A restante sinaltica do Evento, bem como as t-shirts e as etique-tas de identificao dos Attendees utiliza-ram o mesmo dese-nho, mas colorido.

    Foram cunhadas um total de 250 geocoins em antique gold e an-tique silver.

    Texto / Fotos: Rui Almeida (Kelux)

  • https://www.facebook.com/geomagpt http://geopt.org/geomagazine/

  • A g o s t o 2 0 1 5 - E D I o 1 6 - s U M P L E M E N t o D E V E R o

    ALGARVE

    Descoberta da Grande Rota do Guadiana, percorrida pelo RuiJSDuarte.

    ALENTEJO

    A Mystique* percorreu a Costa Vicentina em busca das melhores caches.

    INTERIOR

    Os Valente Cruz seguem numa viagem de norte a sul pelas rotas do interior.

    MADEIRA

    Luisftas leva-nos a conhecer um pouco mais de Porto Santo.

    AORES

    descoberta da Ilha das Flores com Luis Serpa, um paraso no meio do Atlntico.

  • G R A N D E R O T A D O G U A D I A N A

    D E S C O B E R T A D A

    P O R R U I J S D U A R T E

    2 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 3sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    A Gr15 ficou pronta a percorrer j em 2015 (teve a apresentao oficial na BTL, em finais de fevereiro) e desde que vi as primeiras notcias sobre a mesma senti aquele misto de exci-tao e desnimo que geralmente acompanha este tipo de tomada de conhecimento excita-o por saber de mais um (certamente) exce-lente Percurso Pedestre (este de Grande Rota) implementado no nosso Pas e desanimo pela quase certeza de nunca o vir a trilhar. Ora, nunca digas nunca ;)

    As frias marcadas para a regio de Castro Marim este ano colo-caram-me mesmo em cima das placas da GR15 e cada passagem de carro ou de bike (que s trouxe graas a saber de um colega de traba-lho que estava alojado perto e tambm ser bt-tista) pela estrada que liga Castro Marim a Vila Real de Santo Antnio me deixava mais perto (mesmo sem o saber) de vir a cumprir os pouco

    mais de 60km lineares do percurso.

    Foi precisamente du-rante a nica vez que andei com o meu colega que lhe falei em fazer-mos o passeio no fi-cou entusiasmado por a alm. Hehe. No sei de seria da distncia, se de lhe ter falado em irmos s 06:00 da manh ou pelo vento norte que se fez sentir durante a toda a estadia e que assim nos iria complicar ainda mais a coisa. Acabmos por combinar comear de Alcoutim, depois de almoo e terminar pela tardinha em VRSA, evitando assim o ven-to frontal e o terem de nos ir buscar ao final combinao perde-dora j que se previam temperaturas acima dos 30c durante a tarde e mesmo no gostando, prefiro mil vezes um ventinho do que o calor infernal (que j se fazia sentir quando ter-minei, pelas 12:30).

    Assim, a solo depois da desistncia dele, arran-quei pouco passava das seis da manh, rumo a um percurso durssimo,

    misto de Litoral e Serra, tal como idealizado pela Associao Odiana.

    A rota tem cerca de 65km de extenso, atra-vessando os concelhos de VRSA, Castro Marim e Alcoutim por dezasseis das suas localidades, re-presentativas do Litoral, da Serra e do Barrocal [uma sub-regio algar-via, caracterizada pela existncia de Barrocos (elevaes calcrias que, geralmente, no atin-gem os 400 metros de altitude)] e com enfse no Rio Guadiana, claro.

    O percurso est excep-cionalmente bem mar-cado e s tive dvidas em dois locais, talvez por distrao e por saber que levava o percurso no GPS (o que aconse-lho, claro). No entanto, estranhei muito as pou-qussimas indicaes negativas (caminhos sinalizados como incor-retos, com um X) pois so, na minha opinio, muito mais simples de perceber e ver do que as que apontam o caminho correto.

    Achei o percurso bas-tante duro, pelo menos

    se efectuado por esta altura (inicio de Julho), j que o que est im-plementado uma es-pcie de ligao entre localidades, de Vilas a Aldeias, de Aldeias a Lu-gares, etc., sendo que as vilas esto praticamen-te ao nvel do Mar (e Rio) e os restantes l no topo das colinas (barrocos) e as exigentes subidas co-bram bem a conquista!

    A Rota comea em Vila Real de Santo Ant-nio, segue para Castro Marim, atravessa pelo interior da vila em dire-o a Monte Francisco, passa pelas localidades de Junqueira, Azinhal, Almada de Ouro, Alcaria, Odeleite, Foz de Ode-leite, entrando no con-celho de Alcoutim pela aldeia serrana de Corte das Donas, subindo o rio e passando pelas locali-dades de lamo, Guer-reiros do Rio, Laranjeiras e Montinho das Laran-jeiras at ao Miradouro do Pontal e Marmeleiro at que, chegamos vila de Alcoutim.

    Paisagem, patrimnio, etnografia, gastrono-mia, atividade fsica e

    O percurso est excepcionalmente bem marcado e s tive dvidas em dois locais, talvez por distrao e por

    saber que levava o percurso no GPS

  • 4 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    ar puro o que nos oferecido pelos ideali-zadores desta grande rota que serve tambm de como uma espcie de ligao entre a gran-de oferta de percursos pedestre no Baixo Gua-diana, aproximando o Litoral ao Interior Serra-no. Passei por inmeros troos onde a grande rota beija as mais pe-quenas e posso afirmar que praticamente todas as localidades de mdia dimenso tm trs ou quatro percursos inde-pendentes implementa-dos no terreno.

    Podia relatar com mais pormenor cada uma das ligaes mas acabaria por se tornar um pouco aborrecido pois mes-mo: rolar nos excelen-tes estrades nos vales (a rota desenrola-se quase na totalidade em estrades de boa quali-dade e 99.9% ciclvel), penar nas subidas mais ou menos complicadas, passar pelas pequenas localidades, aproveitan-do a desculpa de que as vistas so sempre fabu-losas para parar e tirar fotografias (e recuperar o flego)!

    Os nicos quilmetros fceis so mesmo os que separam VRSA de Monte Francisco (rectas planas) depois da so alguns minutos a rolar, muitos gastos a subir e alguns segundos apro-veitados a descer.

    Chamo especial ateno para alguns momen-tos: o troo entre VRSA e Castro Marim, pelas Salinas e monumentos de Castro Marim; a po-voao de Azinhal, onde existe um bairro muito bonito e arranjadinho com as estradas em calada; a ligao entre esta localidade e Alma-

    da de Ouro, onde toma-mos verdadeiramente contacto pela primeira vez com os caminhos que trilharemos nas ho-ras seguintes e temos oportunidade de ob-servar o Rio Guadiana; a muito bonita e rpida ligao entre Odeleite e Foz de Odeleite, cinco quilmetros paralelos ribeira com o mesmo nome e que me pare-ce mesmo ser o troo mais bonito (pelo menos daqueles que no so efectuados no topo dos morros); a estrada que liga lamo a Montinho das Laranjeiras, uma

    4 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 5sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16 5sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 6 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo6 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 7sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    muito bem-vinda estra-da de alcatro (dois qui-lmetros sempre junto ao Guadiana) que passa por quatro pequenas localidades ribeirinhas e ao longo da qual mere-cem destaque a peque-na povoao Guerreiros do Rio, muito castia, e a Vila Romana de Mon-tinho das Laranjeiras, alm da entrada esco-lhida para aceder a la-mo (sem dvida o mais bonito acesso de todos, imperdvel!); Alcoutim, claro, por ser o destino pretendido e significar realmente um achie-vement conseguir terminar com sucesso

    o passeio pela Grande Rota do Guadiana!!!

    Sem contar com Vila Real de Santo Antnio e Castro Marim, esta-mos em terrenos quase virgens de geocaching e contam-se pelos dedos das mos a quantidade de caches pelas quais passamos no decorrer destes quase 65 quil-metros cerca de uma dezena de caches per-feitamente espaadas e exequveis, mesmo para os que, como eu, optem por percorrer a rota de bicicleta e no queiram quebrar o ritmo (para isso esto l meia dzia de exigentes subidas)

    Temos ento as, por ordem: Castro Marim desde VRSA [GC4W-WZD]; Cache Marim [GCY2N3]; Travel Bug Hotel Castro Marim Portugal [GC2V1N5] ; Contrabando no Guadia-na [GC4QNZJ] ; Ncleo Museolgico do Azinhal [GC4PHFT]; Moinho das Pernadas [Odeleite] [GC15VRB]; Vista sobre o Guadiana [GC4PFFX]; Montinho das Laranjei-ras [GC1F0CE]; Percur-sos do Guadiana [GC-1F0E5] e 0817 - Corpo Bombeiros Voluntrios de Alcoutim [GC3GFWC]. Uma mistura saudvel e ecltica de caches, abrangendo um pero-

    do de 08 anos entre a colocao mais antiga e a mais recente (2006 e 2014), e pela mo de meia dzia de owners distintos. Uma seleo de Monumentos, Vistas e Natureza, numa pro-poro muito agradvel de temas que tem tudo para nos deixar com aquele extra smile, fruto de uma excelente manh/tarde em cima da bicicleta ou de um par de dias dentro das botas de caminhada e acreditem, vale mesmo a pena!

    Texto / Fotos: Rui Duarte (RuiJSDuarte)

  • C O S T A V I C E N T I N A

    S U D O E S T E A L E N T E J A N O

    P O R M Y S T I Q U E *

    8 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 9sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    Existem paixes na nossa vida. Umas mais arrebatadoras que outras.E falar sobre a Costa Vicentina, para mim, significa arrancar-me sorrisos despreocupa-dos. Daqueles que nos ocupa o rosto todo.Muitas dezenas de kms de costa magn-fica, quase selvagem nalguns locais, exer-cem um magnetismo determinante sobre mim. Como se me abraasse e fizesse parte.Calcorrear aqueles trilhos e sentir o po-der daquelas falsias, mergulhar na gua mais azul que conhe-o e ter o prazer de assistir ao pr-do-sol, so sensaes inex-plicveis, mas neces-srias e obrigatrias, para quem pretende disfrutar de um dos locais mais lindos do nosso pas.Talvez por isso, e mes-mo sem ter compa-nhia, incorri numa tour geocachiana a solo que apelidei de In-

    consequncia. Incon-sequncia, pelo desejo do desconhecido.

    Voltaria a repetir ve-zes sem conta. Foram 4 dias, 894 km e muito para contar , desde So Torpes at Sagres.

    As caches do Shadow Lord eram a minha grande curiosidade, todas as listings pa-reciam deliciosas. E claro, levava, na lista a mtica The Nest of Jonhatan Livingston Seagul e a cache, que lhe faz tributo GreenShades.

    Conheci geocachers espanhis e italianos, pernoitei duas noites nas Pousadas da Ju-ventude (Almograve e Arrifana-Aljezur), na verso camarata, onde acabei por fazer amizades relmpagos e passar duas noi-tes divertidssimas em festas de praia, Pousadas essas onde estavam um grupo de caminheiros e que nos fomos cruzando em algumas caches que fiz.

    Recordo-me e nunca me irei esquecer do espantoso pr-do-sol, com que me deliciei em Monte Clrigo, Aljezur, em que parei o carro no meio da estrada, coloquei os 4 piscas, sa a correr de mquina na mo, s para tentar reproduzir em foto, a espantosa paisagem, que estava minha frente. To forte foi a ligao, que volvido menos de 1 ano, fiz uma jornada de 24 horas, onde in-sisti ver nascer o sol, na cache Greensha-des.Partilho convosco uma road trip virtual de algumas caches (das que tive o prazer de visitar, claro). Acho que se visitarem parte, iro querer regressar. E regressar outra vez. E outra. Deliciem-se, tal como eu me deli-ciei, a absorver cada pedacinho desta costa maravilhosa.

    1. Furada do Norte (Milfontes PowerTrail #0) [GC1EXZJ]

    No tendo grande afi-nidade com PTs, este o pai dos PTs no nos-so pas.Lembro-me de o ter percorrido em 2008 e ter adorado, as paisa-gens enchem-nos os olhos e a alma. No sei o motivo, de no ter feito esta na altura, mas pareceu-me uma excelente sugesto para parar e recordar.

    2. O arcanjo de Mil-fontes [GC2KQ8W]No sendo uma cache para uma caminhada UAU, uma paragem bastante agradvel, num final de tarde, onde conseguimos uma panormica do que esta vila tem para nos oferecer.

    3. J-ATBASH-te Ba-nho? [VN1000F] [GCK8F1]Fazer este pequeno tesouro foi uma aven-tura daquelas.E ainda hoje me rio da figurinha que devo ter feito. Primeiro foi a escolha do caminho

    Calcorrear aqueles trilhos e sentir o poder daquelas falsias (...) so sensaes inexplicveis, mas

    necessrias e obrigatrias

  • 10 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    errado, depois foi o sentir algum receio e mesmo assim avanar.

    Esta coisa de andar sozinha tem piada, mas nem sempre. Re-cordo-me de chegar ao local das pequenas cascatas, e ficar felizat ver uma t-shirt dobradinha em cima de um tronco e no ver ningum no local. Corri que nem uma louca at ao carro. Re-comendada

    4. The Last Eagle (Cabo Sardo) [GCW-QFK]

    Local fantstico, com arribas de impor muito respeitinho.

    icnico visitar o Cabo Sardo. Local de pas-sagem obrigatria.

    Mar revolto e selva-gem. O sinal de GPS inconstante.

    5. FF08- The Hidden Bay (Zambujeira do Mar) [GL6KGEAQ]Um recanto daqueles que nos faz suspirar.

    Uma baa escondida, a Norte da Zambujeira do Mar, junta Herda-de do Touril.

    Para quem no tem 4*4, o melhor ir a p. Adorei o local.

    6. FF06 Alteirinhos (Zambujeira do Mar) [GC15G25]Praia oficial naturista.

    Um excelente passeio. Primeiro descer a es-cadaria toda e depois progressivamente co-mear a subir, serpen-

    teando por aquelas falsias brutais.

    7. FF01 Amalia Dream [Brejo-Ode-mira] [GC1566W]Um dos percursos mais bonitos, devido aos trilhos de acesso.

    Estacionando junto ao muro das flores pintadas (segundo um habitante local, foi a Amlia que as pintou), segue-se um trilho verde, de sombra, com um riacho sempre a acompanhar-nos.

    Chegados ao fim do trilhoUau, o azul distncia de umas escadas. O moinho (penso que seja devido existncia de 2 ms), compe a espantosa moldura.

    Recomendadssima.

    8. The Odeceixe Beach [GCPTXZ]O local fantstico e o misto da ribeira com o azul do mar, propor-ciona vistas nicas.

    A caminhada ainda longa, mas verdadei-ramente recompensa-dora. O GZ est bas-tante bem escolhido.

    9. Vale Juncal/Praia da Barradinha [GC1Y-VP0]Pequena praia, maio-ritariamente de cas-calho, onde desagua o Vale Juncal. Um ambiente muito sel-vagem, duma grande beleza.

    Aps descer a escada-ria e passar a ribeira para o outro lado, uma tentativa frustrada de subir, por um acesso,

    A.caminho.da.Nest

  • 11sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    Alteirinhos

    Amlia.Dream

  • 12 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    Greenshades

  • 13sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    de que acesso pouco tinha.

    Com o xisto todo o cuidado pouco. Aps desistir, ao regressar, reparei que havia tipo uma escadaria na lateral do vale e aps subir por ali, foi em poucos minutos que me meti l em cima. Fantstico local

    10. Praia da Carria-gem [GC1YVN0]Localizada na zona do Rogil, o acesso efe-tuado por terra batida.

    Praia calma e pou-co frequentada, tem como particularidade as dobras nas rochas provocadas por aco tectnica ao longo de milhares de anos.

    Esta Multi bastan-te interessante pois leva-nos a dois locais distintos.

    A aproximao ao primeiro ponto foi efetuado pelo areal errado, mas nada que um pouquito de esca-

    lada no resolvesse o assunto.

    O segundo ponto dis-tava bastante e no sabia se teria de andar dentro de gua.

    Devo dizer o Spot escolhido vale bem toda a caminhada na-quela praia magnfica.

    11. Monte Clrigo [GC2XG8Q] um local to simp-tico e com uma vista to deslumbrante, que merece obrigatoria-mente uma visita. E o pr-do-sol, nico.

    12. Free-dom[GC3PX1P]Para mim, uma das caches mais bem co-locadas de toda a Cos-ta Vicentina.

    No final, quando che-gamos ao GZ, no s liberdade que senti-mos. Um grande sen-timento de superao, de felicidade, arrebata qualquer um.

    Paisagens de cortar a respirao e um acesso com um QB de adrenalina.Fantstica e obrigat-ria.

    13. Headland[GC38HXZ] impensvel falar de geocaching na Costa Vicentina, sem referir a Headland.E para mim, ir ser o meu calcanhar de Aquiles, at um dia, tentar derrubar o muro psicolgico que separa o passo que tenho de dar para lhe conseguir chegar.Um dia Para j, alguns metros me se-pararam do tal pas-so.Uma aventura para quem gosta de sentir o corao bater. Ou no. Para todos os gostos, corajosos ou os me-nos corajosos Como diz o Prodri-ve, Confesso que

    fiquei um bocadinho desapontado em ter-mos de desafio. Na minha cabea tinha feito um grande filme cheio de adrenalina e passagens de cortar a respirao, mas afinal foi um passeio no par-que

    O local de facto fan-tstico e merece uma visita. Independente-mente de consegui-rem ou no chegar ao to almejado contai-ner.

    14. Praia do Canal / Pedra da Agulha [GC-1TA37]Situa-se a sul da Arri-fana, e uma praia de calhau rolado.

    Procurada essencial-mente por surfistas, no de acesso fcil.

    Tem vista privilegiada para a Pedra da Agu-lha, da o seu nome.

    O acesso, vai-se des-cobrindo conforme se desce, e ao chegar l abaixo, fantstica a

    Uma aventura para quem gosta de sentir o corao bater. Ou no.

  • 14 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    sensao de ter uma praia s para ns.

    O GZ escolhido, algo curioso e por si s, j merece toda a cami-nhada e descida at o local.

    Um dos meus locais favoritos. Recomen-dada.

    15. Praia de Vale de Figueiras [GC1TA34]Um extenso areal, onde encontrei a maior concentrao de surfistas por m2.

    Um ambiente zen, com direito a uma mega tenda, donde saiam vrios odores de in-censos. Algo surreal.

    Subindo a arriba, te-mos uma viso ampla de toda a praia.

    Sem complicar, reco-mendo a visita.

    16. Praia da Bordeira Numa outra perspe-tival [GL6NBKVQ]Praia com um areal a perder de vista, sendo uma das mais exten-sas.Romaria de escolas de surf e seus alunos, entravam e saiam da gua.Recordo-me que a distncia desde o PK, seriam cerca de 2km, at caixinha.Deparei-me com v-rios cenrios, confor-me aumentava a dis-tncia.O naturismo bem patente, nos locais mais ermos, onde me recordo de ver pesca-dores/as pesca, tal como tinham vindo ao mundo. Um retrato engraado A cerca de 60mts da cache apercebi-me

    que a abordagem no seria pelo areal e sei que subi a falsia com mos, ps e dentes. Com o xisto a partir-se nos ps, alapei-me a tudo o que encontrava at l acima.

    Mais um local com vis-tas brutais.

    17. Umayr Asayad [GC33969]Uma listing que adoa a boca.

    E quando chegamos ao local, uma paisa-gem de beleza singu-lar enche-nos o olho.

    Um passadio que nos leva a um miradouro, onde esperamos ouvir o canto de Badriyyah.

    Desconheo se as escavaes arqueol-gicas esto paradas, mas naquele povoado islmico sazonal de

    pescadores, teria sido efetuado a caa ba-leia.

    18. Praia da Murrao [GC1RT6C]Esta praia tem uma aura mgica. Os seus penedos e penedi-nhos, parecem ter sido erguidos, por criaturas escondidas, que no esto ao alcance da nossa viso. uma praia calma, pouco frequentada e procurada por natu-ristas e pescadores, situada a sul da praia do Amado.Merece muito ser visi-tada.

    19. The Nest Of Jona-than Livingston Sea-gul [GCED]Cache mtica e obri-gatria, nas escarpas

    Headland

  • 15sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    Monte.Clrigo

    brutais da Costa Vi-centina.

    No h muito para di-zer, pois h coisas que no se dizem, s se sentem.

    Percurso bem elabo-rado, com o seu QB de adrenalina que ter-mina num local com vistas de cortar a res-pirao.

    So tesouros e locais como estes que fazem jus ao geocaching.

    20. GreenShades

    [GC30HQ2]

    Um tributo mais do que merecido e que na minha opinio ofusca a Nest.

    Das caches mais bru-tais que tive oportu-nidade de fazer, tanto pelo acesso, como

    pela sua colocao fi-nal.

    A paisagem envolven-te esmaga-nos com a sua imponncia.

    Para mim, at agora a minha preferida

    21. Just Another S p o t [ C o r d o a m a ] [GC14EE5]

    Um miradouro enor-me com vistas magn-ficas sobre a praia de Cordoama.

    Vale a pena a visita.

    22. The end of the World [Sagres] [GC-12CRJ]

    Esta a cache mais a Sudoeste de toda a Europa, no Cabo de So Vicente. Ficamos mesmo com a sen-

    sao que chegamos mesmo ao fim do mundo.

    Local nico com um pr-do-sol inesquec-vel.

    Muitas caches ficaram por listar. Muitas h ainda por visitar.

    Alguns desafios que me parecem bastante deliciosos, tais como o PNSA MasterDegree Challenge [GC4M70T] e o Mareadouro da Escada [GC1TA3D].

    Noto que tem havido alguma massificao na colocao de novas caches, mas espero sinceramente que se fique por a.

    Existem locais que tm de se ser preser-

    vados. E esta Costa um desses locais.

    Prefiro mil vezes fazer uma nica cache num dia, e lembrar-me dela para sempre, do que 50 todas iguais.

    Mas isso sou eu e a minha singela forma de estar na vida e neste hobbie/jogo que nos leva a lugares ex-traordinrios.

    No coma a vida com garfo e faca. Lambuze-

    se!

    Roberto Shinyashiki

    Texto / Fotos: Snia Fernandes (Mysti-

    que*)

  • 16 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    Nest.l.em.baixo.

    Praia.da.Agulha

  • 17sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    Praia.Murrao

  • 18 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    V I A G E M P E L O I N T E R I O R

    N O R T E A S U L

    P O R V A L E N T E C R U Z

    18 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 19sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    Com a chegada do vero e das frias corremos desen-freadamente para as praias e muitas vezes esquecemo-nos dos tesouros perdidos no interior do nosso pas. Contrariando esta tendncia, seguimos por uma viagem rumo a sul em busca de uma interioridade aban-donada, tentando conciliar o patrimnio monumental e paisa-gstico com a satis-fao da vontade do corpo em se refrescar nas belssimas guas de inmeras praias fluviais, estendendo o marasmo ao sabor dos dias.Se tudo nas Beiras nasce da Estrela, deve subir-se a montanha para deslindar o cami-nho a seguir. Ao longo dos ltimos anos, a praia fluvial de Loriga [GC33QKV] tem vindo a ganhar adeptos e reconhecimento como uma das melhores do pas. As guas que descem da Garganta recriam as delcias dos seus veraneantes.

    Num intervalo do des-canso, pode-se ir na peugada dos passos esquecidos de Viriato [GC171VN]. Entrando na Cova da Beira, pas-sando pelA Moagem [GC4QYFG] espreita da cultura, prosse-gue-se descoberta da histria em Castelo Novo [GCGGC1], uma aldeia histrica que soube maquilhar-se com a passagem do tempo. Do alto da tor-re de menagem, ten-do como proteo os contrafortes da serra da Gardunha, o hori-zonte espraia-se num suspiro calmo.Ao percorrer o interior vamo-nos aperceben-do que faltam as pes-soas. Percorrem-se as estradas nacionais na esperana de um reencontro. Ocasio-nalmente cruzamo-nos com outros carros e, no raras vezes, at somos cumpri-mentados, como se fossemos um vizinho de trazer por frias. Contudo, a paisagem est sempre ao al-cance de um olhar, as

    noites enchem-se de estrelas e at a lua parece mais prxima. E ficamos assim, pr-ximo dos nossos pri-mrdios, a desejar que as noites amenas no terminem e que a ro-tina dos dias no nos volte a enganar a vida.A paisagem rida, mas bela. Ao virar de cada curva podemos ser surpreendidos com algum pormenor. Assim acontece em Idanha-a-Nova. Ao virar da curva, des-cobre-se uma viso magnfica que merece a nossa melhor aten-o e devido registo fotogrfico. A albufeira da barragem Marechal Carmona, emoldurada pelas ilhas [GC215Q7], pelo verde das rvo-res e pela tonalidade amarelada dos mon-tes uma apario encantadora. Para alm da beleza, o es-pao convida tambm a banhos e a despor-tos aquticos. A Festa Raiana, voltada para a agricultura, para as touradas e guerrea-das, mas tambm com

    boa gastronomia e muita animao, atrai milhares de visitantes, alternando anualmen-te a localizao entre Portugal e Espanha. Ainda pelas terras da Egitnia, torna-se obrigatrio visitar a perene Idanha-a-Ve-lha [GCNQZZ]. Ao sair-se do veculo somos levados para outro tempo. Sente-se o cheiro do abandono da juventude, mas o patrimnio histrico e cultural permanece inaltervel. Toda ela digna de registo, mas de salientar o lagar de azeite, o museu que existe perto do posto de turismo e a antiga S. E qual ser a aldeia mais portuguesa de Portugal? O concurso j decorreu h algu-mas dcadas, mas o epteto prevaleceu. Monsanto. Em Mon-santo [GC3GC42] no se faz sentir tanto o abandono. As ruas so ngremes, estreitas e atreitas ao turismo, que vai reinventando a interioridade da aldeia histrica. A meio, a

    Se tudo nas Beiras nasce da Estrela, deve subir-se a montanha para deslindar o caminho a seguir.

  • 20 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    torre do relgio marca a cadncia do tempo por estas bandas. O horizonte perde-se em qualquer vislum-bre da paisagem. L em cima, o castelo parece um sonho de penedos [GC3NCKR]. Vale a pena explorar os seus limites exterio-res, descobrir a antiga igreja e espreitar pelo arco do que vai sobre-vivendo ao tempo. D uma bela sesso foto-grfica; s empres-tar asas imaginao. Para completar este priplo, deve rumar-se a Penha Garcia. Com sorte, pode acertar-se no fim de semana da reconstituio medie-val. L no alto, o cas-telo vai controlando a vida que passa pelo vale. Em baixo, junto ao rio, encontra-se um tesouro geolgico em forma de icnofsseis. Pode descer-se pelo percurso ou seguir de carro at barragem e prosseguir depois a p. Para alm de fi-carmos a conhecer as Cruzianas [GC13D90] no pequeno museu e

    ver alguns moinhos, pode-se aproveitar a refrescante praia fluvial do Pego para ir a banhos. uma ver-dadeira piscina, enci-mada com uma bela cascata.Seguindo a viagem, antes de se entrar no Alentejo, os rios so portas para outras paisagens. Nas in-contornveis Portas do Rodo, depois do castelo [GC1NRAR] e das lendas, o rio Tejo esgueira-se por uma nesga de esperana em alcanar o Atln-tico. De longe, ou de perto [GCF508], de um lado ou do outro, o importante chegar l [GCF508]. As vistas so inesquecveis! A jusante, na margem direita, ergue-se o inexpugnvel castelo de Belver [GC48QRZ], que oferece vistas fantsticas para o rio e, em particular, para a praia fluvial do Ala-mal [GC1GPC1). Existe por ali um percurso pedestre que une as duas margens e que inclusive usa um pas-

    sadio ao longo do rio [GC2WZYM]. Mas no apenas o rio Tejo que atravessa portas. Ali perto, o rio Ocreza tambm o faz, nas Portas de Almouro, entre cobras, lagartos e cobres [GC12TRC].Rumo a sul, no se pode aceder plan-cie alentejana sem passar na portagem de Marvo. O castelo [GC2EFE0], com um esplndido jardim in-tramuralhas, o lti-mo reduto da memria contra a passagem do tempo. Mais abaixo, mesmo necessrio parar na Portagem para apreciar a ponte velha [GC4A8HC] e, naturalmente, a sua praia fluvial, que por sinal merecidamente bastante concorrida.Prosseguindo a via-gem, passando por Portalegre, todos os regressos a Elvas so um compromis-so de satisfao. Os motivos de interesse so muitos, desde o imponente Forte da Graa [GC34X55], que est a passar por

    um perodo de obras de requalificao, ao incontornvel aque-duto da Amoreira [GC13Y2K], s fortifi-caes envolventes e ao castelo [GC2JZ2X]. Indo ao encontro da fronteira, imperativo passar por Juromenha [GC2492G]. As runas da sua fortificao tm qualquer coisa de mgico e muito de belo! A paisagem que se avista e o majes-toso rio Guadiana que se estende aos nossos seus ps proporcio-nam uma sensao de grandeza. Sente-se a paz que provm do silncio que subsiste neste reino perdido.Nesta viagem pelo Interior, descoberta de um Alentejo intei-ro, importa acertar o calendrio com a festa das ruas floridas de Redondo. Trata-se de um espetculo de cor, imaginao e trabalho meticuloso. Entretan-to, pode-se conhecer parte da vila atravs da Porta da Ravessa [GC4X6QY]. Com uma nova aproximao ao

    A paisagem que se avista e o majestoso rio Guadiana que se estende aos nossos seus ps proporcionam uma sensao de grandeza.

  • 21sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 22 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    rio Guadiana, Monsa-raz oferece-nos uma viso grandiosa da albufeira da barragem de Alqueva [GCKQ09] e do que se alterou na paisagem da plancie com a sua construo. Pode visitar-se o cas-telo e a vila medieval [GC5MNWQ], calcor-reando as caladas gastas, e descobrir um conto de fadas [GC147F4] contado pelo vento. Do outro lado da albufeira, pas-sando pelo cromele-que Xeres [GC1AFH1], chega-se ao esque-cido Mouro, onde a sua fortificao um autntico tesouro me-dieval [GC2T95C]. O espao muito agra-dvel, revelando um mistura interessan-te de conservao e abandono.

    Alentejo. Longe do manto de gua da albufeira, a plancie torna-se rida e cada sombra uma pro-messa de descanso. O horizonte vai defi-nhando numa mira-gem insuspeita. A vida deambula em passos errticos e as gotas do suor saem-nos da alma. E no meio desta imensido, jaz, esque-cido, o convento do Tomina [GC1MN4P]. O caminho faz-se a montante de uma ri-beira, seca no auge da poca estival. Os trilhos dividem-se por estes meandros, furando a vegetao, como se fossem os caminhos da sobrevi-vncia. Com a aproxi-mao, o vale torna-se mais escarpado e as rochas mais salientes. E ento, como por ma-

    gia, surge no horizonte a torre sineira do con-vento. Duas encostas depois, reencontra-se a histria. O monte rochoso vizinho, que a Natureza recriara ao longo das eras, foi transformado num edifcio religioso que sustentou geraes. Agora, tomado pelas heras, parece estar a fazer o seu caminho de regresso ao mundo primevo. O abando-no conferiu-lhe uma mstica muito prpria. Parece perdido neste tempo, num priplo desconcertante em busca do seu sculo.

    Continuando a via-gem, Serpa aguarda-nos com um sorriso e a promessa de algum repouso. A zona his-trica espera a nossa visita e, num relan-

    ce, sobe-se ermida de Guadalupe [GC-191GY]. Um pouco mais a sul, as Minas de So Domingos [GC-NJ7E] so uma lio de geologia espera que algum lhe vire a pgina, enquanto as vises apocalpticas da Achada do Gamo, com as runas dos edi-fcios da explorao mineira, levam a nos-sa conscincia para um mundo distpico e distante. Prximo das vontades veraneantes do corpo, a praia flu-vial da Tapada Grande um reconforto ina-divel. A praia insere-se numa lagoa que convida aventura h largos anos, pro-movida por umas das primeiras caches que foram colocadas em Portugal [GC2012]. Ali perto, pode-se ainda

  • 23sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 24 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo24 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 25sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    desdobrar a aventura numa subida ao Gui-zo [GC5DVRB] que, embora Pequeno de nome, aambarca para si a paisagem num suspiro.

    Controlando a paisa-gem do rio Guadiana, Mrtola atravessou vrias pocas, povos e culturas, oferecen-do um patrimnio di-verso a quem quiser reencontrar-se com o passado. A montante do rio, torna-se im-

    perativo visitar o Pulo do Lobo [GC9E71]. As guas esgueiram-se entre os rochedos e precipitam-se numa cascata, esculpida pelo tempo [GC1G43Q] e digna de registo. A jusante, o rio apro-xima-se da fronteira e chega a Pomaro numa calma inquieta, alongando-se pelas margens. Com o cor-po pesaroso da longa viagem, aproximamo-nos do nosso destino. Mas antes, importa

    conhecer a albufeira da barragem de Ode-leite [GC1GBM8] e passar por Castro Ma-rim [GCY2N3].

    Depois, Algarve lito-ral. O trnsito demo-ra-se pelas estradas apinhadas, as praias enchem-se de vera-neantes, as toalhas colocam-se em espa-os exguos, as noites e as ruas fervilham de vida bomia, as estre-las tornam-se menos brilhantes e o siln-

    cio da plancie parece agora uma memria distante. O tempo de frias combina efeti-vamente com o Algar-ve, mas at l, longe das autoestradas, existe uma mirade de interesses numa in-terioridade esquecida que urge redescobrir! Boas frias e boas descobertas!

    Texto / Fotos: Valente Cruz (Ana Valente e

    Antnio Cruz)

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  • 26 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo26 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 27sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16 27sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 28 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    Ilha das FloresA O R E S

    P O R L U S S E R P A

    28 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 29sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    ILHA DAS FLORES. Nem precisa de muitas introdues, com este nome s pode ser uma ilha paradisaca, reple-ta de belezas naturais e monumentos geo-lgicos. Conseguem imaginar o Jardim de den? Pois a ilha bem mais bonita.

    Situada no grupo oci-dental do arquiplago dos Aores, um local pouco alterado pela mo do Homem, pos-suindo uma populao reduzida, mas muito simptica e acolhedo-ra, que nos faz sentir em casa, transmitindo uma sensao de con-forto e familiaridade.

    Passmos uma sema-na de frias nas Flores e ao fim desse tempo j conseguamos cha-mar a este local casa. Fomos recebidos de braos abertos, com grande hospitalidade por parte dos seus ha-bitantes, que pronta-mente nos ajudaram em tudo o que preci-svamos. Um gesto que nunca esquecere-mos.

    S isto justifica uma visita at este re-canto maravilhoso. Porm, mal sabamos ns que a experincia proporcionada pelo Geocaching local ia-nos proporcionar in-teressantes aventuras e deliciar os nossos olhos com paisagens, que nem em sonhos tnhamos imaginado.

    Histria e CulturaComo no restante ar-quiplago, a ilha apre-senta as mais diversas marcas temporais, que influenciaram ge-raes e vidas de pes-soas. Estas marcas so retratadas em al-gumas caches da ilha, que nos transportam para outros tempos, lembrando-nos que o mundo no feito s do presente.Comeando pela vila de Santa Cruz, temos uma cache mist-rio muito diferente do habitual, com um enigma bem original e cativante, Origami de Baleia [GC5E5KJ], referenciando a inds-

    tria baleeira da ilha. A antiga fbrica baleeira, agora museu, inaugu-rado no presente ano, mostra o processo que era usado na transfor-mao da baleia nos diversos produtos.Ainda na mesma vila, na sua periferia, existe uma cache que presta homenagem a uma fi-gura de grande impor-tncia, Baden Powell, an homage [Flores Azores] [GC3QM6D]. J no canto oposto da ilha, na cratera da Faj Grande, um local de beleza mpar, podem-se encontrar algumas caches associadas a uma vida passada, mas que ainda hoje preservada pelos locais - Chafarizes da Faj Grande [GC5A-QY6], levando-nos a percorrer as artrias da vila, contemplando estas edificaes que, outrora, tinham uma elevada importncia. Atualmente apenas decorativos, relem-bram-nos que nem sempre foi fcil aceder a este bem essencial vida a gua.

    Ainda do mesmo lo-cal, possvel ver um monte com uma casa no seu topo, Vigia da Baleia [GC25JVN], uma casa antiga, usa-da para o avistamento de baleias no oceano, quando ainda era per-mitida a sua caa nos Aores.Nesta bela faj existe uma aldeia, abando-nada nos anos 60, mas restaurada recente-mente para turismo rural, Aldeia da Cuada [GC4RNMB9], um es-pao singelo, devida-mente arranjado, um verdadeiro mimo para os seus visitantes.

    LagoasA ilha possui um con-junto de lagoas, des-tacando-se 7. Quase todas possuem uma cache, exceto a Lagoa Seca.Uma das imagens mais caractersticas das Flores a das duas lagoas, lado a lado, mas com uma diferena de cotas bem significativa. verdade que uma ima-

    Nesta bela faj existe uma aldeia, abandonada nos anos 60, mas restaurada recentemente para turismo

    rural, Aldeia da Cuada (...)

  • 30 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    gem vale mais do que mil palavras, mas uma paisagem ao vivo vale mais do que mil ima-gens. Volcano Hunt [GC1XBZ6] e Between two beauties [Flores Aores] [GC34MGJ] so as duas caches situadas nestas la-goas, a Lagoa Rasa e a Lagoa Funda. Um cenrio deslumbrante, que parece inexplic-vel e verdadeiramente mgico. Aconselho a que tentem encontrar uma vista sem ser a do miradouro, de forma a conseguirem ver estas duas lagoas, lado a lado. Dizer lindo muito pouco.

    Lagoa Negra/Black Lagoon [Flores Aores] [GC32CRA], uma cache localizada noutro par de lagoas, Lagoa Negra e Lagoa

    Comprida. Mais uma paisagem lindssima, centrada no corao da ilha, um local de passagem obrigatrio, que deixa qualquer um catatnico com a beleza que se respira deste miradouro.Um pouco mais frente, pode-se en-contrar a Lagoa Bran-ca Observao de Aves/Birdwatching [GC35TFH]. Esta la-goa encontra-se um pouco mais escondida e tmida, mas possui uma beleza nada in-ferior s restantes. O planalto em que esta est implantada con-segue cativar os seus visitantes, nem que seja para realizar um pouco da atividade de birdwatching.Tambm de fcil aces-so, possvel visitar a

    cache Lagoa da Lomba [Flores - Aores] [GC-33CAZ]. Uma Lagoa de dimenses consider-veis, mesmo ao lado de uma estrada, sendo fcil a sua contempla-o.

    Todo este conjunto permite um lbum de fotografias de fazer inveja aos amigos. Uma experincia ines-quecvel e um bom pressgio para a ilha, pois s agora estamos a comear.

    Trilhos

    A ilha das Flores con-ta com vrios trilhos, mas, atualmente, apenas 4 oficiais, com informaes no link: http://trilhos.visitazo-res.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/flores

    Como a maioria dos trilhos do arquipla-go dos Aores, estes tambm possuem os seus tesouros, real-ando as suas bele-zas. Alguns destes percursos so longos, mas certamente no ficaro indiferentes ao que tm para mostrar. Cada um bem diferen-te do outro, repletos de paisagens nicas e mpares.Trilho da Faj Lopo VazAqui descero a uma faj da ilha, de terreno inspito, com apenas algumas residncias de Vero. Foi neste lugar que os primei-ros povos da ilha se localizaram, devido s grandes encostas que os protegiam e por ser uma zona propcia para cultivo. Ao longo deste percurso so

  • 31sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16 31sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 32 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    encontradas 3 caches, sendo uma delas per-tencente bookmark GC6; Miradouro da Faj de Lopo Vaz [Flores Aores] [GC3874F]; Faj Lopo Vaz [Flores Aores] [GC38X4J], Lopo Vaz [GCK9AV].Trilho Lajedo Faj GrandeEste o trilho maior da ilha, mas a cada km -se presenteado com cenrios surreais, transportando-nos para uma tremenda euforia, deleitando-nos com cada porme-nor que surge. Como xtase final, possvel visitar um dos lugares mais famosos do ar-quiplago, e por mui-tos classificado como o local mais bonito do mesmo - Poo da Ala-goinha [Flores Ao-res] [GC5M16C]. De facto a sua beleza no tem precedentes! Um lugar que transborda magia em todo o seu arredor! Um fenme-no que no fcil en-contrar noutro lugar.Para alm desta ca-che, tambm pos-svel encontrar a do Miradouro do Lajedo (Lajedo Viewpoint) [GC33B2T].Trilho Miradouro das Lagoas Poo do Ba-calhau

    Este um dos trilos mais traioeiros, no pela sua dificuldade, mas por se encontrar a uma elevada altitu-de, sendo prefervel a sua realizao num dia de cu descoberto, pois correm o risco de ficarem rodeados de nevoeiro e assim no contemplarem a sua beleza. Beleza?! Sim, pois este um dos pontos altos dos tri-lhos oferecidos. Este tem o seu comeo nas Lagoas Negra e Comprida, passando de seguida na Lagoa Seca e posteriormen-te na Lagoa Branca, com as suas caches j antes identificadas. A segunda parte consis-te na aproximao Faj Grande, um local singelo e acolhedor, que seja para onde se olhe, v-se algo de ex-traordinrio e de belo. Impossvel ficar indi-ferente a esta beleza! Na descida at esta faj, pode realizar-se a cache Escada do Cu [GCXFPA], pertencen-te GC6.Se pensam que o trilho acabou e que j viram toda a sua beleza, en-ganam-se, pois no seu trmino encontra-se a Cascata do Poo do Bacalhau [GC3285K]. Esta ! Isto foi a rea-

    o que tive ao chegar a este lugar. No h palavras para descre-ver o quanto fants-tico este stio ! Um ponto final, perfeito para este trilho.Trilho Ponta Delgada Faj GrandeUm dos maiores tri-lhos da ilha, com 10km na sua extenso, loca-lizado na imponente costa noroeste.No decurso deste trilho desfrutaro de paisagens lindssimas, criando a sensao de estar em outro uni-verso, em que nada mais importa a no ser aproveitar este passeio. O percurso comea sensivelmente perto da cache O Farol mais ocidental da Euro-pa [Flores Aores] [GC32CBH]. Logo de seguida existe um mi-radouro com uma vis-ta privilegiada sobre o ilhu Maria Vaz, Ilhu Maria Vaz (Gadelha) [GC5PTJN].A meio do trilho tero de tomar a deciso de voltar para trs, ou continuar atravessan-do o Rubicon, Turning Point? Ponta da Volta? [GC35VKW]. Esta ca-che encontra-se numa parte do antigo trilho que sofreu uma derro-

    cada, mas no oferece perigo na sua procura.Na aproximao Faj Grande percorrero um caminho muito pe-culiar e inspirador de respeito, terminando junto da cache Ponta da Faj [GC365C4].Para alm do trilho da Faj de Lopo Vaz, aconselha-se que se tenha um meio de transporte no fim dos trilhos de forma a permitir o regresso s viaturas, pois a via-gem ainda grande e sinuosa.

    Pontos de InteresseComo j devem ter percebido, a ilha pos-sui inmeras belezas naturais, muitas delas assinaladas com ca-ches. Algumas so de fcil acesso, enquanto outras necessitam de uma procura mais mi-nuciosa.Rocha dos Bordes [Flores Aores] [GC32D48] e Mira-douro Rochas dos Bordes [GC57W0F] so duas caches que mostram a beleza deste cone. Um dos rostos das Flores, com uma fama que lhe precede. Este um daqueles pontos obri-gatrios para quem visita a ilha, sendo que

  • 33sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 34 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    a mesma tem acesso pela estrada regional, possvel de ser obser-vada de vrios ngu-los. A nica dificuldade conseguir fechar a boca.

    Ponta da Caveira [Flores Aores] [GC3224K] situada numa freguesia com o mesmo nome. Este local bem conhecido entre os locais, que vos levar a percor-rer um trilho de fcil acesso, sempre entre vegetao, que, sem darem por si, estaro perto do mar, num cenrio belssimo e imponente.

    No mesmo local, existe a cache Gruta dos Enxarus [Flores - Aores] [GC5DG1T], contudo esta s pode ser acedida via barco. Porm, este um lu-gar muito bonito, sen-do uma das poucas grutas da ilha.

    Por falar em grutas e barco, existe a Gruta do Galo [Flores - Ao-res] [GC5DQ61], tam-bm esta acessvel apenas de barco. Um

    dos ex-libris para mer-gulho, com uma lio de geologia de topo.

    E se ainda tiverem tempo, aproveitem o barco para fazer uma visita ao Ilhu de Monchique, A Europa Acaba Aqui [Flores Aores] [GC5DQ6D], a ponta de terra mais a oeste da Europa. S por isso vale a pena a visita, para alm disso, esta vem acompanha-da com um mundo subaqutico impres-sionante.

    Se quiserem fazer um piquenique, ou disfru-tar do cheiro do mar, visitem a Baa da Ala-goa [Flores Aores] [GC32C28]. Localiza-se num pequeno par-que de merendas, bem isolado da civilizao. Localizado junto ao mar, com uma paisa-gem deslumbrante, perfeita para terminar um dia de caa a te-souros.

    Na ilha tambm en-contram-se caches que satisfazem os de-safios dos mais aven-tureiros, comeando

    pela gua Mineral [Flores] [GC5M12C], que far percorrer a Ribeira da Cruz at s suas cascatas. Um lu-gar de indiscritvel be-leza e um verdadeiro recanto secreto.

    The View [Flores Aores] [GC5157G] outra daquelas caches que se no fosse este jogo, nunca se iria l. Uma caminhada mui-to agradvel de fazer, culminando com uma perspetiva completa-mente diferente sobre a Faj Grande.

    Um pouco mais a Sul, encontram a Lets Go for a Swim [Flores Aores] [GC3R115]. Um stio que no se encontra nos roteiros tursticos, mas que merece o seu desta-que na ilha. Levem mquina de fotografar, filmar e fato de banho, pois bem apetece dar um mergulho naque-las guas.

    J na encosta norte, podem encontrar um tesouro que requer um cuidado maior, cuja recompensa ainda

    maior, The Bay [Flores Aores] [GC3R0WG], para os amantes do mar e do limiar entre este e a terra. Um lu-gar nico e sem prece-dentes!

    Estas so algumas das caches que bem merecem uma visi-ta e o seu destaque, mas esta apenas uma lista, que muito me custou a escolher, pois para ser sincero, todas elas merecem um destaque! A ilha um pedao de cu, e qualquer canto magnfico! Desde as caches mencionadas, ao mais simples dos miradouros, a paisa-gem deveras bonita e cativante, encantan-do qualquer um. Tirem uns dias e faam tudo nas calmas, aprovei-tando bem o que a ilha tem para oferecer. Garanto que no se arrependero.

    Texto: Lus Serpa

    Fotos: Pedro Almeida

    A ilha um pedao de cu, e qualquer canto magnfico!

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  • 36 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    P O R T O S A N T OA I L H A D O U R A D A

    M A D E I R A

    P O R L U I S F T A S

    36 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 37sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    A ilha do Porto Santo tem 42,48 km de rea e 5.483 habitantes (censos 2011). Situan-do-se a apenas 40 quilmetros da ilha da Madeira. Apesar de se locali-zar muito perto no podia diferir mais da ilha vizinha... A Ma-deira destaca-se pela floresta Laurissilva e pelo verde das suas abruptas montanhas. O Porto Santo geo-logicamente muito mais velho que a Ma-deira e apresenta uma estrutura complexa e fortemente erodida. O seu solo arenoso, a pluviosidade baixs-sima (comparada com a da Madeira) e ex-tremamente plano.O Porto Santo mui-tas vezes apresentado como uma extensa praia de 9km com um pouco de ilha a acompanhar, sendo o destino de praia de muitos madeirenses que, principalmente no ms de Agosto, afluem em massa at a ilha vizinha. A ilha marcada por uma

    forte sazonalidade e isso notrio tanto nos preos praticados como nos servios disponveis. Ser ento o Porto Santo aquele destino para apenas uma es-capadinha de fim de semana? Julgo que no. A praia mantem os seus 9km de areia mas a ilha cresceu. Cresceu em atividades e no nmero de locais para visitar, stios que at ento eram do co-nhecimento de poucas pessoas. O geocaching foi uma das atividades que cresceu e ajudou a mostrar um novo Por-to Santo. A ilha j no se limita rotina diria de vila-praia, praia-vi-la com uma lambeca pelo meio. Agora h muito mais para ver e para fazer.Apesar da ilha ser no geral plana, apresen-ta de 9 picos e como de esperar, todos eles com uma ou mais geocaches. O Pico do Facho [GC3R57F] o mais alto, com apenas 516 metros de altitu-de, e tem ali mesmo

    ao lado o Pico Juliana [GC3R5BA]. Segun-do a histria, quando eram avistados pi-ratas acendiam-se fogueiras para avisar a populao e se a visibilidade permitis-se, eram visveis na ilha da Madeira, que recebia a informao com algumas horas de antecedncia para se preparar. O Pico Castelo (Percurso Recomendado 2) o que mais se destaca na paisagem pela sua forma em cone. Na sua base, um muito visita-do miradouro [GC4N-FHP] mesmo no fim da estrada. No topo e aps vrios degraus encontramos no s uma cache [GC374XD] como um jardim, uma panormica para grande parte da ilha e uma fortaleza do sculo XVI, smbolo da defesa das popula-es dos continuados ataques piratas Ilha. O Pico Branco (Per-curso Recomendado 1) tem para oferecer 3 caches, interessantes fenmenos geolgi-cos e uma paisagem

    bonita, com as mais altas montanhas da ilha sua frente e atrs uma costa re-cortada e moldada pelo Oceano Atlntico. O Pico da Ana Ferrei-ra sempre foi um dos pontos mais visitados da ilha. Uma estrada de terra conduz os vi-sitantes at zona da pedreira [GC1YZN6] onde podemos con-templar um leque de disjunes prismti-cas. No entanto, con-vidamos-te a ir mais longe e a explorar as duas geocaches situa-dos no topo do pico [GC3R58M] e [GC3W-0KE]. Para alm da excelente panormica para a ilha, caminhar neste pico d-nos a estranha sensao de andarmos em cima de teclas de um piano. Ali mesmo ao lado o Pico Espigo [GC3VT3N] e a sua crista descan-sam sobre o stio dos Morenos [GC4HJ5Y], local ideal para uma merenda e para uma visita ao miradouro da Ponta da Canavieira [GC3TKR1].

    O Porto Santo geologicamente muito mais velho que a Madeira e apresenta uma estrutura complexa e

    fortemente erodida.

  • 38 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

    Para alm dos picos poders explorar ou-tras zonas balneares. O areal de 9km a sul no o nico lugar onde poders fazer praia. O Porto Santo tambm tem outra praia paradisaca de cor turquesa, curio-samente uma praia de calhau, desco-nhecida da maioria dos seus visitantes: a Praia do Zimbralinho [GC3WA77], uma pe-quena baa situada a sudoeste da ilha entre o Pico das Flores e os Morenos. Esta pe-quena praia de calhau rodeada por falsias banhadas de guas cristalinas, digna de uma visita, sendo o seu acesso por per-curso pedestre.

    Na zona da Serra de Fora poders mergu-

    lhar na praia do Porto dos Frades [GC3TKJH]. Este local tambm ponto de partida para um percurso junto costa at a Ponta da Gal [GC3VZ97] (com a possibilidade de se continuar at ao por-to) onde encontrars algumas zonas para mergulhar. tambm no Porto dos Frades que poders visitar a Praia do Gasto [GC-3VZ7C], uma praia recatada com um percurso interessante que especialmente recomendada duran-te a mar baixa. Para finalizar, que tal umas piscinas naturais com gua cristalina e fun-do de areia? Poders optar pelo Porto das Eiras [GC3NHBW], selvagem e de di-fcil acesso ou pelo Porto das Salemas

    [GC374YK] com aces-so simples a veculos TT ou distncia de alguns metros para os que optarem por des-cer a p. Para usufruir destes locais obri-gatrio ir com a mar baixa pois s assim podero tirar proveito das piscinas. Em am-bos os locais um olhar desatento poder levar a que no se en-contrem as melhores piscinas. Explora os cantos do lado direito e sers surpreendido.

    Para alm dos picos e de zonas balneares mais remotas, existem tambm alguns locais mais distantes das estradas e da civiliza-o. Logo aps a Fonte da Areia [GC4TZA69], miradouro que um bom ponto de obser-vao de fenmenos

    geolgicos e da costa norte, encontrars uma rea com dunas. Neste local encontra-rs a cache Tesouro de Areia [GC4DWR0] e ters a sensao de estar num micro de-serto. Depois, entre o Aeroporto e o Campo de Golf, encontram-se uma srie de trilhos em terra que fazem as maravilhas dos aman-tes do Todo o Terre-no. As moto4 so um meio de deslocao muito popular e til nesta rea. Por c en-contrars mais algu-mas caches, algumas bastante acessveis e outras mais junto costa que requerem mais cuidados.

    As recentes caches, A vigia [GC5TRKZ] e Northern Coast [GC-5TRK5], sugerem uma

  • 39sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16 39sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

  • 40 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo40 Agosto 2015 - EDIo 16 - sUPLEMENto DE VERo

  • 41sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

    visita a outra rea re-mota da ilha.

    E j que falamos em remoto. Que tal uma visita a um dos 6 ilhus do Porto Santo, o Ilhu de Cima [GC58MP8]? Com a devida ante-cedncia podero contactar o Parque Natural da Madeira e agendar uma visita a este ilhu. Tero a oportunidade de efe-tuar uma visita guiada por um vigilante que vos dar informaes relevantes sobre o lo-cal.

    Para aqueles dias de maior preguia, h v-rios pontos acessveis na ilha que merecem uma visita. Para alm

    dos miradouros ante-riormente menciona-dos, tambm podero visitar os miradouros da Ponta da Calheta [GC3V5AN], das Flo-res [GC16F1H] e os miradouros da Portela [GC2DJE5] e das Lom-bas [GC3T4HX] ambos com os tradicionais moinhos de vento. O Porto Santo conta tambm com alguns espaos verdes. Des-tacamos pelo seu tamanho (5mil m2), por possuir um mini zoo e por o seu verde contrastar com o ter-reno rido em toda a sua volta, a Quinta das Palmeiras. Um autn-tico Osis no centro da ilha.

    J descobriram as mais de 80 caches de diferentes tipos e nveis na ilha? Ainda h mais. Podero efe-tuar vrias atividades ligadas ao mar (mer-gulho, windsurf, SUP, kitesurf e passeios de barco), hipismo, safa-ris de Jeep, passeios de bicicleta, utilizar os courts de tnis e de paddle ou quem sabe uma experincia de golf [GC3YZWW].O Porto Santo orga-niza vrios eventos durante todo o ano relacionados com as mais diversas temti-cas como concentra-o de motards, caa, rali, carnaval, festivais gastronmicos, com-

    peties de trail, etc. De entre todos estes destaco as festas de So Joo em junho e o Festival Colombo em setembro, que recria a chegada de Colombo ilha. Assim como cor-tejos, feiras e merca-dos ao ar livre e ainda uma srie de eventos noite.

    muito fcil de che-gar ilha, com o ferry, a partir da Madeira (2h30m), ou de avio at ao seu aeroporto internacional.

    A ilha dourada espera por ti!

    Texto / Fotos: Lus Freitas (luisftas)

    41sUPLEMENto DE VERo - Agosto 2015 - EDIo 16

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