Ecologia - Biomas Brasileiros - Embrapa

  • Published on
    02-Dec-2015

  • View
    41

  • Download
    6

Transcript

  • Pelotas

    Bag

    Bento Gonalves

    Passo Fundo

    Porto AlegreRIO GRANDE DO SUL

    SANTA CATARINAConcrdia

    Florianpolis

    PARAN

    CuritibaColombo

    Londrina

    MATO GROSSO DO SUL

    Dourados

    Corumb

    Campo Grande

    MATO GROSSO

    Cuiab

    RONDNIA

    Porto VelhoACRE

    Rio Branco

    AMAZONAS

    Manaus

    Boa Vista

    RORAIMA

    PAR

    Belm

    AMAP

    Macap

    MARANHO

    PIAU

    CEAR RIO GRANDE DO NORTE

    PARABA

    PERNAMBUCO

    ALAGOAS

    SERGIPE

    BAHIA

    TOCANTINS

    Palmas

    So Lus

    Teresina

    Fortaleza

    Sobral

    Natal

    JooPessoa

    Campina Grande

    Recife

    Macei

    Aracaju

    Salvador

    Cruz das Almas

    MINAS GERAIS

    Juiz de Fora

    Belo HorizonteSete Lagoas

    ESPRITO SANTO

    Vitria

    RIO DE JANEIRO

    Rio de JaneiroSeropdicaSO PAULO

    So Paulo

    CampinasJaguarina

    So Carlos

    GOIS

    Goinia

    DFBraslia

    1

    4

    10

    11

    3

    5

    8

    1632

    14

    13

    21

    22

    19

    29 31 38

    35

    33 36

    34 23

    25

    17

    26

    2728

    24 7

    2

    18

    9

    15

    639 40 41

    37 2830

    Atuao Potencialda Embrapa nos

    Biomas Brasileiros

    Ch

    ile

    Uruguai

    Argentina

    Paraguai

    Bolvia

    Peru

    Colmbia

    Venezuela GuianaFrancesa

    Suriname

    Guiana

    12

    Petrolina

    20

    1, 3, 4, 5, 8, 10, 11, 14, 15, 16, 17,18, 19, 20, 21, 22, 25, 26, 29, 30,31, 32, 33, 34, 35, 37, 38, 39, 40, 41

    8, 12, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20,21, 22, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34,35, 37, 38, 40, 41

    7, 17, 24, 27, 28, 30, 31,32, 33, 34, 35, 37, 40, 41

    2, 6, 8, 10, 11, 14, 15, 17, 18, 19,20, 21, 22, 25, 27, 29, 30, 31, 32,33, 34, 35, 37, 38, 39, 40, 41

    13, 15, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23,24, 25, 26, 27, 29, 30, 31, 32, 33,34, 35, 37, 38, 39, 40, 41

    2, 9, 17, 18, 30, 31, 32, 33, 34, 35,37, 40, 41

    1, 3, 4, 5, 8, 10, 11, 17,30, 31, 33, 37, 40, 41

    12, 30, 32, 33, 37, 40, 41

    7, 24, 33, 37, 40, 41

    2, 6, 8, 11, 15, 30,33, 37, 40, 41

    13, 17, 29, 30, 33,35, 37, 40, 41

    2, 9, 17, 18,33, 37, 40, 41

    1, 3, 4, 5, 10, 11, 33,35, 36, 38, 40, 41

    12, 33, 35, 36,38, 40, 41

    7, 24, 33, 35, 3638, 40, 41

    6, 33, 35, 36, 38, 40, 41

    13, 17, 33, 35,36, 38, 40, 41

    9, 33, 35, 36, 38, 40, 41

    Bioma

    Amaznia

    Caatinga

    Cerrado

    Pampa

    Mata Atlntica

    Pantanal

    Ordenamento,monitoramentoe gesto do territrio

    Manejo evalorizaodo bioma

    Produo agropecuria eflorestal sustentvel em reasalteradas e de uso alternativo

    Embrapa AcreEmbrapa Agropecuria OesteEmbrapa AmapEmbrapa Amaznia OcidentalEmbrapa Amaznia OrientalEmbrapa CerradosEmbrapa Clima TemperadoEmbrapa Meio-NorteEmbrapa PantanalEmbrapa RondniaEmbrapa RoraimaEmbrapa Semi-ridoEmbrapa Tabuleiros Costeiros

    Embrapa AlgodoEmbrapa Arroz e FeijoEmbrapa CaprinosEmbrapa FlorestasEmbrapa Gado de CorteEmbrapa Gado de LeiteEmbrapa HortaliasEmbrapa Mandioca e Fruticultura TropicalEmbrapa Milho e SorgoEmbrapa Pecuria SudesteEmbrapa Pecuria SulEmbrapa SojaEmbrapa Sunos e AvesEmbrapa TrigoEmbrapa Uva e Vinho

    Embrapa AgrobiologiaEmbrapa AgroenergiaEmbrapa Agroindstria de AlimentosEmbrapa Agroindstria TropicalEmbrapa Informtica AgropecuriaEmbrapa Instrumentao AgropecuriaEmbrapa Meio AmbienteEmbrapa Monitoramento por SatliteEmbrapa Recursos Genticos e BiotecnologiaEmbrapa Solos

    Embrapa CafEmbrapa Informao TecnolgicaEmbrapa Transferncia de Tecnologia

    123456789

    10111213

    141516171819202122232425262728

    29303132333435363738

    394041

    Unidades de Pesquias agroflorestalou agropecuria das ecorregies brasileirasBuscam solues tecnolgicas que contribuam para odesenvolvimento sustentvel das ecorregies e suaintegrao ao processo produtivo nacional.

    Unidades de Pesquias de produtosCentros de referncia onde a combinao de ganhostecnolgicos produz avanos prticos emdeterminado produto.

    Unidades de Pesquias de temas bsicosUnidades de pesquisa que concentram massa crtica erecursos suficientes para avanar a fronteirado conhecimento.

    Unidades de ServiosTm como atribuio promover, apoiar e executar amanuteno ou distribuio de produtos, processos eservios, gerados nos demais centros de pesquisa,visando a utilizao pelo segmentos agropecurio,agroindustrial e florestal.

    Capital do Estado

    Sede da Embrapa

    Pampa

    Cerrado

    Amaznia

    Pantanal

    Caatinga

    MataAtlnticaBiomas

    Brasileiros

  • Avanos no Manejo Sustentveldos Recursos Naturais

    Pelo que tem conseguido realizar em mais de 3 dcadas de existncia, a imagem da Embrapaest mundialmente associada a avanos tecnolgicos na agricultura tropical. No cumpri-mento de sua misso pelo desenvolvimento sustentvel do espao rural, a Empresa vemincorporando, em sua agenda, inovaes para adaptar-se s rpidas transformaes sociais,econmicas e ambientais ocorridas no diverso territrio brasileiro.

    Em termos globais, em vrios setores vivemos um momento de grande valorizao doscapitais social e natural. No meio rural, no vem sendo diferente, onde h de se fazer uso cadavez mais responsvel e efetivo dos recursos naturais, para garantir nosso desenvolvimentofuturo. Os biomas brasileiros apresentam vantagens comparativas em termos de diversidadebiolgica, que est intimamente relacionada nossa diversidade cultural. Alm disso,necessita-se assegurar acesso aos recursos naturais, a todos os setores da sociedade.

    Assim, no momento em que o Brasil tende a avanar em polticas de longo prazo, voltadas aodesenvolvimento sustentvel, disponibiliza-se, aqui, uma sntese do que a Embrapa temrealizado em termos do manejo de recursos naturais, nos diversos biomas brasileiros.

    Este conjunto de folhetos corresponde s aes que a Embrapa vem realizando, sistemati-camente, nos biomas Amaznia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlntica e Pampa, emtrs grandes linhas de pesquisa e desenvolvimento: Ordenamento, Monitoramento e Gestoem Territrios; Manejo e Valorizao do Bioma; e Produo Agropecuria e FlorestalSustentvel.

    Essas aes acontecem com desdobramentos nos centros ecorregionais, temticos e deprodutos, e nos servios da Embrapa, organizaes estaduais de pesquisa (Oepas) e demaisinstituies, associados aos parceiros locais, regionais, nacionais e estrangeiros. A atuaopotencial integrada das Unidades da Embrapa, como uma rede nas linhas de pesquisa edesenvolvimento nos biomas brasileiros, est ilustrada no mapa, que se encontra na contra-capa desta pasta.

    No seu conjunto, as informaes disponibilizadas permitem uma viso integrada do potencialde atuao em rede das Unidades da Embrapa nas questes relevantes ao futuro do Brasil.Espera-se que esse material estimule, nos diversos grupos de interesse, a percepo daexpressiva oferta de instrumentos tcnicos para balizar o uso sustentvel dos territrios, dosavanos j alcanados quanto ao manejo sustentvel dos diversos biomas e das opesagropecurias e florestais sustentveis para as reas onde a vegetao original foi removidaou alterada.

    Da mesma forma, espera-se, tambm, que essa percepo se reflita em avanos naproposio e na implementao de polticas pblicas, bem como na adoo de tecnologiasvoltadas ao uso sustentvel dos biomas brasileiros.

    Diretoria-Executiva da Embrapa

  • Estabelecimentos

    familiares da Amaznia

    so responsveis por

    58,3% do valor bruto de

    produo da regio

    CaracterizaoO maior bioma brasileiro ocupa, praticamente, um tero da rea do Pas. Suapaisagem composta de florestas ombrfilas abertas, florestas ombrfilas densas ealagadas, vrzeas, igaps, campinaranas e campos naturais.

    A regio caracterizada por dois grandes ecossistemas. A vegetao de terra firme ea de vrzea. Nesses ambientes, destaca-se a heterogeneidade florstica, que incluivrias espcies de grande valor econmico. Atividades extrativas envolvem diversasespcies como as madeireiras, medicinais, oleaginosas, frutferas, ornamentais,melferas, etc.

    Os solos de terra firme apresentam caractersticas fsicas adequadas para usoagrcola, com fortes limitaes quanto fertilidade natural, e esto sujeitos aogrande impacto ambiental pela reduo da cobertura vegetal original. As vrzeas eos igaps distribudos nas margens dos rios , com aportes anuais de sedimentos,ocupam superfcie de aproximadamente 6% da regio, com solos apresentando,em sua grande maioria, alta fertilidade e baixa acidez.

    Cerca de 18% da rea total da floresta j foi desmatada. As principais fontes dealterao da vegetao natural so: pecuria, plantios de gros em larga escala,agricultura familiar e explorao madeireira. Aproximadamente, 60% das vrzeas,cerca de 24,8 milhes de hectares, distribudos ao longo de inmeros cursos d'gua,esto localizados s margens dos rios Amazonas e Solimes, e de seus principaisafluentes da margem direita.

    Os estabelecimentos familiares da Amaznia so responsveis por 58,3% do ValorBruto de Produo (VBP) da regio, a maior participao familiar regional em VBP doBrasil, com apenas 37,5% da rea de cultivo e 38,6% dos financiamentos disponibi-lizados, sendo responsvel pelas principais lavouras de arroz, feijo, mandioca,milho, banana, guaran e cupuau, e extrativismo do aa. As reas inalteradas tmpotencial para adoo de prticas de manejo sustentvel de produtos florestaismadeireiros e no madeireiros, ambos com crescente valor de mercado nacional einternacional.

    Atuao da Embrapa em manejosustentvel dos recursos naturais

    No momento, a Embrapa atua no bioma Amaznia, principalmente, por meio deseus seis centros ecorregionais localizados na regio, Amaznia Ocidental (emManaus), Amaznia Oriental (em Belm), Acre (em Rio Branco), Amap (emMacap), Rondnia (em Porto Velho) e Roraima (em Boa Vista), buscando aproveitarsua complementaridade por meio de aes integradas, tambm envolvendo centrosda Embrapa localizados fora da Amaznia.

    Assim, as aes de ordenamento, monitoramento e gesto em territrios contamcom a participao complementar, principalmente dos seguintes centros depesquisa: Embrapa Solos, Embrapa Informtica Agropecuria, Embrapa Monitora-mento por Satlite e Embrapa Meio Ambiente. As aes voltadas ao manejo e valorizao da floresta so realizadas pela Embrapa Amaznia Oriental, EmbrapaAmaznia Ocidental e Embrapa Acre, contando com a participao da EmbrapaRecursos Genticos e Biotecnologia, na caracterizao gentica das espciesflorestais; da Embrapa Agroindstria de Alimentos e da Embrapa InstrumentaoAgropecuria, na valorizao de produtos da floresta; e da Embrapa MeioAmbiente, na valorizao dos servios ambientais.

    Na busca de opes sustentveis para as reas j desmatadas e reas de destinaoagropecuria, h ampla gama de atividades, incluindo culturas anuais para cultivona vrzea e em terra firme, com destaque para culturas alimentcias, especialmente,mandioca, arroz, milho, feijo-caupi e hortalias; fruticultura tropical, com espciesnativas e exticas, principalmente aa, cupuau, abacaxi, banana e citros; culturasde fibras; sistemas agroflorestais; manejo sustentvel de pastagens, integraolavoura/pecuria e lavoura/pecuria/floresta; culturas industriais com mercadoconsolidado, como dend, guaran e seringueira; sistemas de produo de peixes equelnios; e silvicultura de espcies nativas e exticas.

    Atividades voltadas agregao de valor a produtos agropecurios e florestais sorelevantes. Alm dos seis centros localizados na Amaznia, contribuem tambmnesse manejo, principalmente, os centros Embrapa Meio-Norte, Embrapa Arroz eFeijo, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Soja, Embrapa Mandioca e FruticulturaTropical, Embrapa Florestas, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Gado de Corte,Embrapa Agroindstria de Alimentos e Embrapa Instrumentao Agropecuria.

    Am

    azn

    ia

    Fo

    tos

    :E

    mb

    rap

    aA

    ma

    zn

    iaO

    cid

    en

    tal,

    ,E

    mb

    rap

    aA

    cre

    Em

    bra

    pa

    Am

    az

    nia

    Ori

    en

    tal

  • Am

    azn

    ia

    Na produo

    agropecuria e florestal

    sustentvel, h opes

    para a agricultura

    familiar e empresarial

    Ordenamento, monitoramentoe gesto do territrio

    Em razo da peculiaridade da Amaznia Legal, o Zoneamento Ecolgico-Econ-mico (ZEE) necessidade premente para dar suporte s polticas pblicas de usosustentvel de reas florestais e de produo agropecuria em reas alteradas. AEmbrapa tem participado da elaborao de zoneamentos dessa natureza, emtermos regional, estadual (Acre, Mato Grosso e Roraima) e de reas prioritrias (BR 163). Outro instrumento importante para planejamento do uso da terra e dosrecursos naturais o Zoneamento de Risco Climtico (ZRC), elaborado em conso-nncia com o ZEE. Em suporte ao Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abasteci-mento, a Embrapa vem gerando dados significativos para culturas agrcolas,visando diminuio dos riscos ambientais em sistemas sustentveis, para que essespossam ser incentivados por polticas de crdito rural, com descontos de amortiza-o mais atraentes.

    A Empresa tambm vem atuando, no Par, com monitoramento do impacto demudanas no uso da terra, em bacias hidrogrficas em Santarm e Paragominas, erealizando aes de suporte gesto de recursos naturais em escala territorial, comas experincias do , noMdio Tocantins.

    Projeto Gesto Participativa de Recursos Naturais (Gespan)

    Produo agropecuria e florestal sustentvelem reas alteradas e de uso alternativo

    A experincia das Unidades Ecorregionais da Embrapa na Amaznia, e a colabo-rao de outros centros de produtos e temticos de carter nacional, centros ecorre-gionais e parceiros, oferecem ampla oportunidade de produo agropecuria eflorestal sustentvel aos grupos de interesse da regio. Considerando que a Amaz-nia tem realidade estreitamente ligada produo agropecuria familiar e aosassentamentos rurais (que somam mais de 400 mil estabelecimentos), a Embrapaoferece uma gama de opes, buscando incorporar, de modo crescente, princpiosassociados transio agroecolgica, incluindo: alternativas queima no preparode rea para plantio (sistemas e ); sistemas agroflorestais (comsistemas agrossilvipastors); bubalinocultura; sistemas de produo aqcolas, comespcies regionais e exticas; plantios florestais com espcies nativas e exticas;sistemas de produo de hortalias, flores, plantas ornamentais, frutferas e plantasmedicinais regionais; opes em agroenergia (com nfase na dendeicultura).Tambm oferece sistemas de secagem de baixo custo de produtos agroflorestais;opes para agregao de valor a produtos agropecurios e florestais.

    A parceria da Embrapa no Programa de Desenvolvimento Scio Ambiental daProduo Familiar Rural na Amaznia ( MMA) valoriza os serviosambientais associados a sistemas sustentveis da agricultura familiar. Para ativida-des em larga escala, h disponibilidade de: sistemas de pastoreio rotacionado;plantio direto em reas de produo de gros; integrao lavoura/pecuria elavoura/pecuria/silvicultura, para reas de ocupao agropecuria e recuperaode reas em processo de degradao; dendeicultura como opo em agroenergia;plantios florestais com nfase em espcies nativas em arranjos diversificados; efruticultura com nfase em espcies nativas em cultivos diversificados.

    Tipitamba Bragantino

    Avanos nadomesticao de espcies nativas, tanto vegetais como animais, tendem a ampliar aoferta de produtos com potencial de conquistar novos mercados.

    Proambiente/

    Manejo e valorizaoAs experincias de manejo florestal de impacto reduzido, que vm sendo realizadaspela Embrapa e parceiros, desde o final da dcada de 1970, sero valiosos para aimplantao dos Distritos Florestais Sustentveis (DFS). Assim, a Empresa vematuando, em especial, no manejo madeireiro de impacto reduzido em escala empre-sarial, e no manejo florestal madeireiro e no madeireiro, em escala comunitria.

    O impacto do manejo sobre a diversidade gentica das espcies exploradas vemsendo estudado a partir do , tendo a Regio de Santarm, PA,como rea de estudo. A valorao de servios ambientais associados manutenoda floresta vem sendo feita como subsdio adoo de polticas associadas aoseqestro de carbono e ao desmatamento evitado, bem como estudos de manejode vrzeas e a criao de indicadores para validar cientificamente o conceito deprodutor de gua, visando a apoiar a implementao da nova Poltica Nacional deRecursos Hdricos.

    Na valorizao econmica de produtos, vm sendo realizados esforos de boasprticas na cadeia de produo e agregao de valor de produtos da floresta. Estu-dos na rea de etnocincia, com aspectos da floresta, envolvem a interao doconhecimento cientfico e dos conhecimentos dos povos indgenas e de populaestradicionais, com o reconhecimento da propriedade intelectual contribuindo paraampliar o uso sustentvel da floresta.

    Projeto Dendrogene

  • Atuao da Embrapa em manejosustentvel dos recursos naturais

    A Embrapa atua na Caatinga, principalmente por meio dos centros ecorregionaisEmbrapa Semi-rido e Embrapa Meio-Norte, com o apoio da Unidade de Execuode Pesquisa e Desenvolvimento de Recife (UEP Recife), vinculada Embrapa Solos,na realizao de estudos na rea de zoneamento e de um conjunto de centros deprodutos e temticos, particularmente nas reas j alteradas desse bioma.

    A conservao e o uso da Caatinga, em benefcio da sociedade, integram oprograma de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa. Os estudos dos recursosnaturais e socioeconmicos desse ecossistema refletem e apoiam polticas pblicase produtores, melhoram a qualidade de vida das famlias e contribuem para apreservao da fauna e da flora.

    A ampliao da oferta de gua para o consumo familiar e para as atividadesagropecurias via aes conjuntas com o Ministrio do Meio Ambiente (MMA)vem ocorrendo em projetos para o uso racional de guas salobras subterrneas naagricultura e na criao animal, resultando em gerao de renda e minimizando oefeito dos rejeitos da gua dessalinizada sobre o ambiente.

    J com o Ministrio do Desenvolvimento Social, e com as organizaes no gover-namentais (ONGs), as aes de pesquisa contribuem para aumentar a eficincia do

    , criando a cultura de gesto da gua no Semi-rido e da realizao do Zoneamento Agroecolgico da Regio Nordeste (Zane).Programa um Milho de Cisternas

    Caatin

    ga

    CaracterizaoA Caatinga um ecossistema exclusivo do Brasil e ocupa uma rea em torno de1.000.000 km em nove Unidades da Federao. A origem do nome indgena esignifica mata branca. A flora compreende cerca de 930 espcies, com ricadiversidade de estratgias para sobrevivncia aos longos perodos de falta de guana regio. Cactos, bromlias e leguminosas com troncos espinhosos e retorcidos se destacam na paisagem.

    Na fauna, os animais tambm se adaptaram s condies desse ecossistema.Adquiriram hbitos migratrios ou, ento, escondem-se do sol em abrigossombreados, saindo para caar noite. Entre esses representantes, as aves formamo grupo de maior representatividade.

    Dos biomas brasileiros, a Caatinga o menos conhecido, cientificamente, e apenas0,65% de sua rea est protegida por Unidades de Conservao. Contudo, o saberpopular tem identificado, entre espcies animais e vegetais, fontes de recursosdiversos para a convivncia do sertanejo com o Semi-rido: alimento para asfamlias, forragem para os animais, matria-prima na gerao de energia. Preparode remdios, entre outros usos.

    A riqueza natural e social da Caatinga importante patrimnio ambiental e culturaldo Brasil. A explorao inadequada afeta seu equilbrio ecolgico, provoca o desa-parecimento de espcies e a perda da biodiversidade.

    Realizadas em conjunto com instituies pblicas e privadas, alm de organizaesda sociedade civil, as pesquisas da Embrapa so voltadas para a preservao dosrecursos naturais e o aproveitamento da biodiversidade para a sustentabilidade daRegio Semi-rida, tendo como bons exemplos as frutas nativas umbu e maracuj-do-mato, a melinocultura e o ecoturismo, alm do monitoramento das reas deproduo de manga e uva no Vale do So Francisco, visando racionalizao do usode agrotxicos e atendendo s exigncias, do mercado, por produtos sem e comgarantia de frutos de qualidade.

    2

    A riqueza natural e social

    da Caatinga importante

    patrimnio ambiental e

    cultural do Brasil

    Fo

    tos

    :E

    mb

    rap

    aS

    em

    i-

    rid

    o,

    Em

    bra

    pa

    Ce

    rra

    do

    s

  • Caatin

    ga

    A vegetao da Caatinga

    uma das principais

    fontes de alimento para

    os rebanhos caprinos,

    ovinos e bovinos

    Ordenamento, monitoramentoe gesto do territrio

    O destaque o Zoneamento Agroecolgico da Regio Nordeste (Zane), onde foramidentificadas 172 unidades geoambientais agrupadas em 20 unidades de paisagemcom informaes sobre recursos naturais (relevo, solos, vegetao, clima e recursoshdricos), e recursos socioeconmicos (sistema de produo, principais produtos,estrutura fundiria e densidade demogrfica). O Zane fundamental no planeja-mento das polticas pblicas para o meio rural, onde aes relevantes acontecem nocombate desertificao com o plantio de espcies nativas e exticas para recupe-rao de reas degradadas por salinizao, minerao e aes humanas predat-rias. Alm disso, a pesquisa est avaliando a biodiversidade para promover o manejosustentvel com fins agrossilvipastoris, enriquecer a vegetao com frutferas nati-vas e recuperar as matas ciliares do Rio So Francisco. Tambm vm sendo elabo-rados Zoneamentos de Risco Climtico (ZRCs) para culturas e sistemas de produo.

    A Caatinga est dividida em oito ecorregies. Aes governamentais buscammelhorar a conservao do ecossistema e a gesto do territrio, tornando eficienteo planejamento, o monitoramento e o ordenamento das atividades desenvolvidasna regio. Esse bioma est referenciado em dados e informaes cartogrficas delevantamentos temticos e agroecolgicos executados pela Embrapa e pelo

    , em Pernambuco, na Bahia e em Alagoas. Os mapas so atualizados,identificando remanescentes da cobertura vegetal e o uso das terras, na escala1:250.000, que representa avano em detalhamento cartogrfico. Outras aespriorizam a instalao de reas para conservao e repartio dos benefcios.

    ProjetoRadam Brasil

    Manejo e valorizaoA Embrapa pesquisa a diversidade e o potencial econmico de espcies vegetaisnativas, principalmente as frutferas, as forrageiras e de uso mltiplo. A utilizao doumbuzeiro ( ), espcie exclusiva da Caatinga, exemplo de valora-o dos recursos naturais. O beneficiamento desse fruto um dos principais produ-tos da agroindstria familiar no serto, sendo consumido como alimento e usadocomo fonte alternativa de renda familiar.

    O umbu tambm recurso forrageiro para animais silvestres e domsticos. Pes-quisas de melhoramento gentico, formas de propagao vegetativa e processa-mento de doces, gelias, sucos e picles contribuem para a preservao dessa espciee apoiam o desenvolvimento da fruticultura. A associao desse cultivo com acriao de abelhas nativas busca atuar nos servios de polinizao de plantas nativasameaadas de extino, bem como de fruteiras de interesse econmico para aregio. Outras fruteiras nativas estudadas so o maracuj-do-mato, o araticum, agoiabinha e o croat. A parceria do Ministrio do Meio Ambiente com a EmbrapaSemi-rido reala o manejo para evitar a invaso de espcies exticas na Caatinga.

    Manejo florestal uma das principais linhas de pesquisa na regio. Estudos emsilvicultura e domesticao so feitos visando conservao de espcies e criaode alternativas sustentveis de manejo. Atividades com parcerias estabeleceramprotocolos para mediaes de campo para estimar a produo de vrias espciesnativas. Essas informaes ajudam a definir polticas pblicas e a desenvolver o setorflorestal no Semi-rido.

    Spondias tuberosa

    Produo agropecuria e florestal sustentvelem reas alteradas e de uso alternativo

    A criao de animais como alternativa promissora para o sertanejo tem, na vege-tao da Caatinga, uma das principais fontes de alimentao para seus rebanhoscaprinos, ovinos e bovinos. Estudos de manejo da vegetao nativa com plantasexticas resistentes seca potencializam a produo de forragem. O SistemaCaatinga/Bfel/Leguminosa (CBL) para a pecuria associa a Caatinga, no perodochuvoso, com o capim-bfel ( ), e uma leguminosa como fonte deprotena, na estao seca. Esse conhecimento disponibiliza incrementos na capaci-dade de suporte do ambiente para o desempenho animal.

    O incentivo de programas governamentais para a convivncia com a seca, como ocaso do , torna promissor o cenrio de produoagropecuria e florestal nessa rea. A oportunidade associada agroenergia apontaa cultura da mamona e do pinho-manso como opes promissoras.

    Algumas dessas tecnologias j esto em uso e fazem parte de programas ementidades municipais e estaduais, como: Bahia, Sergipe, Pernambucoe Rio Grande do Norte j dispem de mais de 100 mil cisternas construdas.

    Pernambuco e Rio Grande do Norte j dispem demais de 1.000 barragens subterrneas construdas.

    Cenchrus ciliaris

    Programa um Milho de Cisternas

    Cisternas

    Barragens subterrneas

  • Atuao da Embrapa em manejosustentvel dos recursos naturais

    A Embrapa atua no Pantanal, principalmente pela ao do Centro EcorregionalEmbrapa Pantanal, complementada, pela ao da Embrapa Gadode Corte e da Embrapa Agropecuria Oeste e com a colaborao de centros deproduto e centros temticos localizados fora da regio.

    Atualmente, os principais campos de atuao da Embrapa, no Pantanal, estorelacionados ao manejo da pecuria extensiva de corte, dos recursos naturais (flora efauna silvestres), recursos hdricos e pesqueiros, avaliao de impactos ambientais,agricultura familiar e subsdios para o turismo.

    No entanto, quando em 1975 foi criada, em Corumb, a Unidade de Execuo dePesquisa de mbito Estadual, a pesquisa se restringia a responder questes bsicasda pecuria extensiva de corte, principal atividade econmica da poca. Osprimeiros experimentos de introduo de forrageiras exticas tiveram resultadospouco expressivos, em razo da insuficincia de dados para a compreenso dofuncionamento dos sistemas da regio.

    Em 1986, com a transformao da unidade de pesquisa de Corumb em centroecorregional (Embrapa Pantanal), a equipe foi expandida quantitativa e qualitativa-mente, em diferentes reas do conhecimento. Com isso, foram feitos levanta-mentos dos recursos naturais existentes, houve um trabalho de conscientizaosobre o funcionamento do ecossistema e desenvolveram-se tecnologias de utiliza-o sustentvel desses recursos.

    Hoje, pode-se constatar que o Pantanal uma regio com adequados conheci-mentos tcnico-cientficos para a tomada de decises de uso sustentvel dos seusrecursos naturais, com a manuteno da sua biodiversidade.

    em menor escala,

    Pantan

    alCaracterizao

    A Plancie do Pantanal-Mato-Grossense caracteriza-se pela baixa altitude, poucadeclividade e ocorrncia de inundaes peridicas. As flutuaes da guacomandam os processos ecolgicos na regio, numa ampla variao temporal eespacial da paisagem, de habitats e de microhabitats.

    Essa paisagem na plancie bastante diversificada, sendo constituda por ummosaico de formas de vegetao e condies de inundao, desde formaesflorestais at amplas reas de campo, passando por vegetao de savana, camposcom arbustos e reas inundadas dominadas por plantas aquticas.

    Essa estrutura em mosaico, associada ao pulso de inundao, resulta em grandediversidade de espcies, bem como numa alta produtividade biolgica desseecossistema. A biota do Pantanal foi formada a partir das contribuies dasprovncias biogeogrficas circundantes, como o Cerrado, a Floresta Amaznica, aMata Atlntica, o Chaco e a Mata Chiquitana da Bolvia.

    As atividades econmicas tradicionalmente exercidas na Regio Pantaneira so apecuria de corte, a pesca (profissional e esportiva) e, mais recentemente, o agro-ecoturismo. A sustentabilidade econmica dessas atividades depende, diretamente,da manuteno da sustentabilidade ambiental, ou seja, da conservao dosrecursos naturais da regio.

    Atividades econmicas

    tradicionais so a

    pecuria de corte, a pesca

    e, recentemente o

    agroecoturismo

    Fo

    tos

    :E

    mb

    rap

    aS

    olo

    s,

    Em

    bra

    pa

    Pa

    nta

    na

    l

  • Pantan

    al

    Na produo de

    alimentos, a pesquisa

    busca informao para a

    agregao de valor com

    base no conhecimento

    tradicional e nos

    produtos locais

    Ordenamento, monitoramentoe gesto do territrio

    Como instrumento de suporte s polticas pblicas de ordenamento, monitora-mento e gesto territorial, em 1997 foi elaborado o Plano de Conservao da Baciado Alto Paraguai (PCBAP), sob coordenao do Ministrio do Meio Ambiente(MMA), com a participao da Embrapa, Sema/MT, Secretaria de Meio Ambiente deMato Grosso do Sul (Sema/MS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMS) eUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O Zoneamento Econmico-Ecolgico ( subsidia o gerenciamento da Bacia do Alto Paraguai (BAP) emtermos de planejamento dos espaos fsicos, socioeconmicos e ambiental.

    A Embrapa participa das redes de pesquisa, pesca e prospeco da biodiversidadevegetal do , em parceria com a Universidade dasNaes Unidas e o Centro de Pesquisa do Pantanal, que tambm apoiam o desen-volvimento sustentvel na regio.

    Na rede Programa Ecolgico de Longa Durao (Peld), a Embrapa est representadano , que busca obter, registrar, analisar e tornar disponvel,para a comunidade cientfica, informaes de como os diferentes compartimentosdo Sistema Pantanal respondem s variaes antrpicas, para subsidiar legislaes epolticas de desenvolvimento para a manuteno da qualidade ambiental.

    Dentre outras parcerias com a Universidade de Wageningen, na Holanda, aEmbrapa Pantanal vem fazendo o monitoramento e o exerccio de conservaomultiatores na Bacia do Rio Taquari.

    PCBAP)

    Programa Regional do Pantanal

    Projeto Peld Pantanal Sul

    Manejo e valorizaoOs estudos de longa durao dos processos biogeoqumicos e biofsicos no Pantanalpermitiram compreender sua dinmica e orientar formas de manejo mais adequa-das. Assim, a Embrapa dispe de tecnologias desenvolvidas e adaptadas paraembasar um sistema de produo pecurio sustentvel para a regio.

    Complementarmente, esto disponveis resultados para o manejo e a recuperaode recursos naturais, como as pastagens nativas. Tecnologias para o aproveitamentoda fauna silvestre, como o jacar, por exemplo, j foram desenvolvidas, bem como omonitoramento do seu estoque no Pantanal. Para criao dessa fauna em cativeiro,vrias normas editadas pelo Ibama esto embasadas nesses resultados.

    H 10 anos, a Embrapa Pantanal monitora os recursos pesqueiros da regio, indi-cando, anualmente, aes para sua manuteno, com base na legislao estadual,para definio de tamanho mnimo de captura para vrias espcies de peixescomerciais.

    Alm disso, tm sido feitas pesquisas sobre o crescimento, na natureza, das rvoresmadeireiras do Pantanal, bem como quanto estimativa de volume e biomassa damadeira fornecida por cada espcie.

    Produo agropecuria e florestal sustentvelem reas alteradas e de uso alternativo

    A produo agropecuria em reas onde a vegetao original foi alterada e asalternativas econmicas associadas constituem-se como reas de pesquisas recen-tes. Atualmente, esto sendo desenvolvidos projetos com agricultura familiar,apicultura, espcies vegetais de aproveitamento alimentar, medicinal e madeireiro.As pesquisas com agricultura familiar referem-se aos diagnsticos dos assenta-mentos de reforma agrria da Borda Oeste do Pantanal, na busca de solues para aalimentao de bovinos na seca, na avaliao de leguminosas de uso mltiplo e nacultura da mandioca.

    Na apicultura, est sendo elaborado o , a caracteri-zao fsico-qumica e sensorial dos tipos de mel, e desenvolvimento e adaptao detcnicas de manejo.

    Na rea de produo de alimentos, a pesquisa est orientada para a agregao devalor, a partir do conhecimento tradicional e de produtos locais. Sobre as plantasmedicinais, esto sendo pesquisadas a propagao e o cultivo de espcies exticase, principalmente, das nativas da regio, com o intuito de treinar e qualificarpequenos produtores para formar e produzir mudas, como alternativa de rendapara reduzir a presso do extrativismo.

    Calendrio Apibotnico Regional

  • Atuao da Embrapa em manejosustentvel dos recursos naturais

    A Embrapa tem atuado no Bioma Pampa em diversas frentes de pesquisa, desenvol-vimento e inovao, com foco crescente no manejo sustentvel dos recursosnaturais. Considerando-se a estreita relao desse bioma com a atividade pecuria,a Embrapa Pecuria Sul o Centro de Pesquisa com atuao mais intensa no manejoda vegetao nativa para fins pecurios. Esses estudos levam em consideraocaractersticas ecolgicas e socioculturais, contando com o envolvimento de dife-rentes segmentos, incluindo assentados, povos indgenas e populaes tradicionais.

    Em termos de outras atividades agropecurias e florestais, onde a vegetao carac-terstica foi substituda, ocorre a participao de um conjunto maior de centros daEmbrapa. Assim, a Embrapa Clima Temperado tem contribudo com opes agrope-curias sustentveis, incluindo aes integradas com os ministrios do Desenvol-vimento Agrrio e Desenvolvimento Social, suprindo demandas de assentados,povos indgenas e quilombolas.

    Por sua vez, a Embrapa Florestas vem ampliando sua atuao em resposta aocrescimento de empreendimentos florestais na metade sul do Rio Grande do Sul.Nos diferentes tipos de sistemas de produo agropecuria e florestal, maximiza-sea produo potencial com o aumento da eficincia do uso da terra e do trabalho,reduzindo os custos de produo e aumentando a rentabilidade e a sustentabilidadedo sistema produtivo. Para tal, identifica-se o potencial de diferentes sistemas decultura adaptados regio para recuperao do potencial produtivo do solo com omnimo uso de insumos externos, visando a estabelecer mtodos de manejoadequados para a transio da tecnologia da agricultura convencional para aagroecolgica.

    nos campos nativos, destacam-se: o controle de invasoras eplantas indesejveis em campo natural, especialmente de capim-annoni (

    ); estudos morfolgicos, agronmicos, de auto-ecologia e caracterizaodo ciclo biolgico da vegetao de campo natural; identificao, caracterizaoflorstica e composio dos campos naturais; potencial de produo e capacidade desuporte dos campos naturais; mtodos de avaliao da vegetao campestre;quantificao dos teores; e dinmica sazonal dos minerais (macro e micro) nosistema solo/pastagem/animal.

    Nas aes de pesquisaEragrostis

    plana Nees

    Pamp

    aCaracterizao

    Esse bioma abrange, principalmente, a metade meridional do Rio Grande do Sul, econstitui a poro brasileira dos Pampas Sul-Americanos, que se estendem pelosterritrios do Uruguai e da Argentina, e so classificados como Estepe, no SistemaFitogeogrfico Internacional. Tem como caracterstica marcante a tipologia vegetalherbcea e arbustiva, composta por hemicriptfitas, gefitas e nanofanerfitas,que recobrem superfcies com formas de relevo aplainadas ou suave-onduladas.

    As formaes florestais restringem-se vertente leste do Planalto Sul-Rio-Grandense e s margens dos principais rios e afluentes da Depresso Central. Aspaisagens campestres desse bioma so naturalmente invadidas por contingentesarbreos representantes da floresta Estacional Decidual e Ombrfila Densa,notadamente nas partes Norte e Leste, caracterizando um processo de substituionatural das estepes por formaes florestais, em razo da mudana do clima frio eseco para quente e mido, no atual perodo interglacial.

    O Bioma Pampa que se delimita apenas com o Bioma Mata Atlntica formadopor quatro conjuntos principais de fitofisionomias campestres naturais: Planalto daCampanha; Depresso Central; Planalto Sul-Rio-Grandense; e Plancie Costeira.

    Na conformao desse bioma, so consideradas as seguintes tipologias, com asrespectivas formaes remanescentes: Estepe como tipologia predominante,Savana Estpica numa pequena ocorrncia no extremo oeste do Rio Grande do Sul,Floresta Estacional Semidecidual e Decidual no centro e no leste daquele estado, asformaes pioneiras compostas pelos banhados e restingas, e o contatoEstepe/Floresta Estacional, o nico que ocorre nesse bioma.

    O processo evolutivo desse bioma est associado ao pastejo por fauna diversa degrandes herbvoros e, assim, a introduo ainda no sculo 17 de gado bovino eeqino nos campos, no parece ter acarretado danos expressivos biota doscampos, ainda que seja observado que a atividade humana ps-colonizaopropiciou significativa homogeneizao da cobertura vegetal, tanto nas reas deEstepe quanto nas reas de formaes pioneiras (fluviais e lacustres), comacentuada diminuio das espcies lenhosas arbustivas (hemicriptfitas) embenefcio daquelas dotadas de rizomas (gefitas).

    estimado que, entre 1970 e 2005, 4,7 milhes de hectares desse bioma foramconvertidos em outros usos. Vem tambm crescendo a infestao dos campos coma espcie extica capim annoni ( ).Eragrostis plana

    O processo evolutivo

    do Pampa est associado

    ao pastejo por

    grandes herbvoros

    Fo

    tos

    :E

    mb

    rap

    aC

    lim

    aTe

    mp

    era

    do

  • Pamp

    a

    Conservao, manejo

    e melhoramento de

    pastagens naturais so

    prioridades da Embrapa

    em pesquisa e

    desenvolvimento

    Ordenamento, monitoramentoe gesto do territrio

    Contribuindo para o planejamento ambiental da regio, e em parceria com outrasinstituies, particularmente com o Ministrio do Meio Ambiente, o Centro Ecorre-gional Embrapa Clima Temperado vem caracterizando esse bioma, o qual dsuporte ao planejamento do uso sustentvel do Pampa Meridional.

    Tambm em parceria com a Embrapa Pecuria Sul, a Embrapa Clima Temperadovem participando de aes lideradas por universidades da regio, voltadas conservao dos campos sulinos, que inclui a preocupao com o mapeamento doBioma Pampa, a extenso afetada pela implantao de lavoura e florestasplantadas, e o papel que a pecuria desempenha na conservao dos campos.

    Essa Unidade tambm atua na caracterizao de solos para uso agropecurio eflorestal, Zoneamento Ecolgico-Econmico (ZEE) para diversos municpios, eZoneamento Agroclimtico para o plantio de eucalipto, na poro Meridional do RioGrande do Sul.

    Manejo e valorizaoConsiderando a relao natural do Bioma Pampa com a atividade pecuria, aEmbrapa vem atuando, com nfase, no manejo e na valorizao desse bioma, asso-ciados conservao e ao manejo das pastagens naturais; ao melhoramento daspastagens naturais por meio de fertilizaes e de introduo de espcies de estaofria; avaliao agronmica de germoplasma campestre de ocorrncia natural; identificao, caracterizao, seleo e melhoramento agronmico de espciesforrageiras de ocorrncia natural com potencial forrageiro; ao desenvolvimento deprogramas estratgicos para o controle de parasitoses em bovinos e ovinos criadosem campo natural; aos estudos com fertilidade do solo para aumentar aprodutividade de campos naturais; aos estudos envolvendo tecnologias paraproduo de sementes de espcies forrageiras de ocorrncia natural, buscandoenvolver segmentos sociais representativos em processos de ao participativa.

    Produo agropecuria e florestal sustentvelem reas alteradas e de uso alternativo

    A Embrapa vem ampliando sua atuao em sistemas de produo agropecuria eflorestal em reas j alteradas, incluindo aes voltadas integrao lavou-ra/pecuria (especialmente em terras baixas); introduo e avaliao de espcies for-rageiras em terras baixas e em outras em regies agroecolgicas; estudos de siste-mas de semeadura e manejo de espcies de estao fria introduzidas em camponatural e de pastagens cultivadas; seleo e melhoramento de espcies forrageirasexticas e naturalizadas; tecnologias para a produo de sementes de espciesforrageiras exticas e naturalizadas.

    A implantao de sistemas silvipastoris uma iniciativa inovadora, recm-imple-mentada e atende as premissas de desenvolvimento econmico e social atreladas squestes de proteo e de aumento da sustentabilidade ambiental dos sistemasprodutivos. Plantios com espcies arbreas em sistemas silvipastoris podem,tambm, ser encarados como importante estratgia de desenvolvimento sustent-vel para esse ambiente, incluindo significativo percentual de reas com solos de altasuscetibilidade eroso.

    O resgate, a caracterizao e a conservao da rica agrobiodiversidade presente naregio, que inclui espcies agrcolas, frutferas nativas, exticas e medicinais, vmsendo intensificados, ampliando-se, assim, a oferta e a variabilidade de produtos.

    A adoo da abordagem de transio agroecolgica na poltica de assentamentosrurais tem incentivado a ampliao do foco em agroecologia com destaque para: osquintais orgnicos de frutas (que visam segurana alimentar em reas rurais eurbanas); o desenvolvimento sustentvel dos projetos de assentamento do RioGrande do Sul; a Rede de Referncia, composta por 18 propriedades representativasda regio (onde so desenvolvidas atividades de investigao, validao edisponibilizao de tecnologias); a produo e validao de insumos alternativospara uso sustentvel na agricultura familiar; e a gerao e adaptao de tecnologiaspara os sistemas de produo e aes integradas para o desenvolvimentosustentvel da agricultura familiar na regio sul do Rio Grande do Sul.

  • Atuao da Embrapa em manejosustentvel dos recursos naturais

    A Embrapa possui 15 centros de pesquisa 7so temticos (Agrobiologia, Agroindstria de Alimentos, Informtica Agrope-curia, Instrumentao Agropecuria, Meio Ambiente, Monitoramento por Satlitee Solos) e 8 so de produtos (Florestas, Gado de Leite, Milho e Sorgo, PecuriaSudeste, Soja, Sunos e Aves, Trigo, e Uva e Vinho).

    As linhas de pesquisa esto voltadas para a gerao, a adaptao e o desenvol-vimento de tecnologias e servios que atendam s demandas do setor agropecurio,combinando vantagem econmica, adequao ambiental e bem-estar social.Assim, as principais contribuies buscam orientar o planejamento e o uso susten-tvel da terra, fornecendo subsdios para a tomada de decises, com aplicaes dosensoriamento remoto, geoprocessamento, tecnologias de informao e mtodosde avaliao de impacto ambiental.

    As informaes tcnico-cientficas sobre esse bioma geradas pela Embrapa sodirecionadas para o desenvolvimento e o melhoramento de tcnicas, insumos eprodutos, desenvolvimento ou adaptao de mquinas e equipamentos, bem comode pesquisas sobre o manejo sustentvel dos recursos biticos e abiticos.

    Aes conjugadas das Unidades tm contribudo, de forma significativa, para amelhoria do desempenho de diversas cadeias produtivas do agronegcio, como asdo milho, do sorgo, do milheto, do leite, da carne, da soja, da mandioca, do trigo, dauva e do vinho, da ma, do morango, de sunos e aves, das florestas, entre outras,compatibilizando essa produo com os diferentes ambientes da regio e com seusfatores limitantes, contribuindo, assim, na formulao de polticas para odesenvolvimento desse bioma.

    ao longo da Mata Atlntica, dos quais

    M. A

    tlntica

    CaracterizaoEm 1500, a Mata Atlntica englobava a rea hoje equivalente a 17 estadosbrasileiros, estendendo-se continuamente por mais de 1.300.000 km , cerca de15% do territrio nacional. Tendo a colonizao se concentrado, at meados dosculo 20, na faixa costeira, esse foi o mais destrudo de todos os biomas brasileiros.Nesse bioma foram desenvolvidos os ciclos econmicos da cana-de-acar, doalgodo e do caf, seguidos por intensos processos de urbanizao e de expansoagrcola nos sculos 19 e 20.

    Atualmente, restam menos de 4% de sua rea original de florestas primrias, eoutros 4% em florestas secundrias. Apesar do processo de ocupao, o biomaMata Atlntica ainda abriga um dos mais importantes conjuntos de plantas e deanimais de todo o planeta, com significativa diversidade da fauna e da flora, eelevados nveis de endemismo, sendo citado pela Organizao das Naes Unidaspara a Educao, Cincia e Cultura (Unesco) como um dos brasileiros.

    Esses remanescentes, na sua maioria em reas de relevo fortemente ondulado,ainda preservam mananciais hdricos e a biodiversidade, agrupando, em apenas1 ha, mais de 450 diferentes espcies de rvores em matas, no sul da Bahia, e emserras, no Esprito Santo.

    Associadas Mata Atlntica, existem tambm outras paisagens como os mangue-zais, as florestas de restinga e o jundu da beira das praias e campos de altitude. Todasessas paisagens mantm grande relao de afinidade e complementaridade com aMata Atlntica, e esto igualmente sob forte presso de ocupao.

    No Nordeste, a Mata Atlntica tem pequenas ilhas remanescentes, e est reduzida a0,3% de sua rea original, excetuando-se o sul da Bahia, onde possui maioresfragmentos, tambm fortemente ameaados. Entre os grandes rios que atra-vessam os biomas, esto o So Francisco, o Doce, o Paraba do Sul, o Tiet, o Paran,o Ribeira do Iguape e o Paranapanema.

    2

    hotspots

    Os remanescentes

    do bioma abrigam

    um dos mais importantes

    conjuntos da

    biodiversidade

    do planeta

    Fo

    tos

    :E

    mb

    rap

    aF

    lore

    sta

    s,

    Em

    bra

    pa

    Tab

    ule

    iro

    sC

    os

    teir

    os

  • Ordenamento, monitoramentoe gesto do territrio

    Visando ao ordenamento e gesto ambiental territorial, a Embrapa realiza estudosem diferentes escalas. Utilizando, de forma conjugada, ferramentas de geoproces-samento, sensoriamento remoto e tecnologias de informao, oferece importantessubsdios para o planejamento ecolgico/econmico como tambm participa dearranjos institucionais, visando s polticas pblicas estaduais e municipais. NoZoneamento Agroecolgico do Nordeste (Zane), a Mata Atlntica apresenta duasunidades de paisagem, a baixada litornea e os tabuleiros costeiros. A baixadalitornea tem uso agrcola mais restrito, com o cultivo do cacau sombreado pelavegetao nativa remanescente (sistema cabruca). No tabuleiro costeiro, destacam-se o cultivo de coco associado a pastagens nativas e as culturas de subsistncia e fru-tferas adaptadas, especialmente, caju e mangaba. Devem ser estimulados oscultivos que evitem o revolvimento do solo (cana-de-acar, pastagens, culturasperenes e reflorestamento) e problemas com a necessidade de correo da fortedeficincia de nutrientes, impedimento natural em subsuperfcie e suscetibilidade eroso, mesmo em declives suaves.O Sistema de Monitoramento Agrometeorolgico (Agritempo) utilizado em vriosestados brasileiros, para diminuir os riscos climticos associados s polticas decrdito e seguro rural. A ferramenta permitide avanos no diagnstico e na elabora-o de cenrios ambientais, bem como no monitoramento ambiental. Destacam-seos diag-nsticos das guas no Submdio So Francisco, da recarga do AqferoGuarani e o monitoramento de focos de queimadas, todos induzindo novaspolticas pblicas de gesto ambiental territorial. Naquelas que visam ao manejo e qualidade de gua, destacam-se o programa pioneiro de gesto da suinocultura emSanta Catarina, e a parceria para implantao de barraginhas. A Embrapa estestruturando sistemas de informao ambiental, visando a democratizar esseconhecimento para a socie-dade. Os exemplos so o Sistema Nacional de ParcelasPermanentes (SisPP) da rea florestal, o Agritempo, o Brasil Visto do Espao, esistemas de gesto territorial para a agricultura e o ambiente.

    Manejo e valorizao do biomaA ocupao desordenada da Mata Atlntica tem levado extino de vriasespcies nativas com perda irreparvel de variabilidade gentica e a degradao degrande parte dos recursos naturais existentes. As polticas, os projetos de P&D e osprogramas de C&T buscam estratgias do desenvolvimento rural sustentvel e aaplicao do conceito de territorialidade, colaborando, assim, para a incluso social,com maior acesso terra, criao de emprego, gerao e distribuio de renda noespao rural, desafios importantes para o desenvolvimento do Pas.Nesse bioma, a pesquisa florestal rene informaes sobre a ecologia, a silvicultura ea utilizao de mais de cem espcies florestais brasileiras. A Embrapa testou tcnicasde recuperao de reas degradadas, trazendo benefcios ambientais para arecuperao de reas de Preservao Permanentes (APPs) e para as Reservas Legais(RLs), apoiados em inventrios da flora e da fauna, tanto para Florestas Ombrfilasquanto nas Florestas Estacionais. Assim, a Embrapa desenvolve metodologias paraviabilizar projetos florestais e agropecurios orientados para a valorao de serviosambientais, particularmente associados ao mercado de carbono, no mbito doProtocolo de Quioto.

    M. A

    tlntica

    Produo agropecuria e florestal sustentvelem reas alteradas e de uso alternativo

    O alcance dos avanos das tecnologias e servios, gerados na Mata Atlntica, extra-polam os domnios do prprio bioma.O cenrio de grande heterogeneidade de clima, relevo, fertilidade de solos, ocupa-o humana e diversidade sociocultural existente nesse bioma tem exigido soluestecnolgicas diversificadas que atendam as demandas e os desafios de diversascadeias produtivas, com repercusso local, regional ou nacional. Foram geradosconhecimentos e tecnologias para a recuperao de pastagens degradadas e suareincorporao ao sistema produtivo (com destaque para a integrao lavou-ra/pecuria), o desenvolvimento de cultivares de forrageiras e a seleo, multipli-cao e manejo de ovinos, sunos e bovinos para a produo de carne e de leite.Outras contribuies esto relacionadas ao aprimoramento dos sistemas deproduo de diversas culturas, aos avanos no manejo de solos tropicais (comdestaque para o plantio direto), ao melhoramento gentico e s preocupaes comos impactos ambiental, econmico e social de sua adoo, nichos de mercado,desenvolvimento de processos agroindustriais e segurana alimentar.Alm de tecnologias de recuperao de reas degradadas, a Embrapa desenvolve omelhoramento de espcies exticas florestais, visando ao mercado de madeira e areduo da presso sobre os remanescentes nativos. Alm disso, a Embrapa viabili-za sistemas de certificao da qualidade orgnica na produo integrada de frutas,florestal e selos de qualidade, bem como na indicao geogrfica, entre outros.

    A grande

    heterogeneidade de clima,

    relevo, fertilidade do solo,

    ocupao humana e

    diversidade cultural, tem

    exigido solues

    tecnolgicas diversificadas

    e sustentveis que

    atendam demandas e

    desafios de diferentes

    cadeias produtivas

  • Atuao da Embrapa em manejosustentvel dos recursos naturais

    A atuao da Embrapa no Cerrado envolve mais de 20 centros de pesquisa, comgrande importncia no centro ecorreginal Embrapa Cerrado. A converso de reasnativas de Cerrado em reas antropizadas causou vrias mudanas na paisagemoriginal desse bioma.

    Assim, em parceria com outras instituies de pesquisa e ensino, vrias Unidades daEmbrapa vm desenvolvendo estudos sobre caracterizao, avaliao, recuperaoe manuteno da biodiversidade do Cerrado, com o objetivo de preservar espciesnativas.

    Nesse aspecto, espcies vegetais tm sido objeto do ,coordenado pela Embrapa Recursos Genticos e Biotecnologia, e do

    , liderado pela EmbrapaCerrados.

    Projetos como esses trazem informaes sobre a recomposio da vegetao nativa,capacitao da populao local para preservao, conservao e manejo dosrecursos naturais do Cerrado e meios de vida sustentveis.

    Desses trabalhos, foram obtidas informaes sobre a caracterizao do ambientefsico, biolgico, social e poltico desse bioma, as quais contribuem para auxiliar ostomadores de decises na elaborao das polticas pblicas, no estabelecimento eno manejo de reas prioritrias de conservao e de uso sustentvel desses recursos.

    A construo de capacidades para o desenvolvimento de meios de vida sustentveltem proporcionado gerao de renda e incluso social nas comunidades.

    Projeto Plantas do FuturoProjeto

    Conservao eManejo da Biodiversidade do Bioma Cerrado

    Cerrad

    oCaracterizao

    O Cerrado j ocupou 207 milhes de hectares, equivalentes a, aproximadamente,24% do territrio nacional. o segundo maior bioma do Pas, e uma das 25 reas,no planeta, consideradas mais ricas e prioritrias para conservao. Esse biomaapresenta formaes vegetais variando desde campos abertos at formaesdensas de florestas, que podem atingir 30 m de altura.

    No Cerrado, so encontradas, aproximadamente, 12 mil espcies vegetais, dasquais 35% so das reas savnicas, 30% das florestas, 25% de reas campestres e10% ainda precisam ser mais bem estudadas quanto sua distribuio original, poispodem ocorrer em mais de um ambiente. Boa parte dessas espcies tem distribuiorestrita regionalmente, e alto nvel de endemismo.

    A fauna do Cerrado rica, apresentando 199 espcies de mamferos, 837 espciesde aves, 180 de rpteis, 150 de anfbios, 1.200 de peixes e 67.000 de invertebrados.Entretanto, a velocidade de converso de reas nativas de Cerrado em reasantropizadas causou a perda de, pelo menos, 55% da paisagem original do bioma.

    As principais ameaas ao ambiente natural so: eroso hdrica e elica dos solos;degradao dos diversos tipos de vegetao; perda de biodiversidade; e invasobiolgica causada por disperso de espcies exticas.

    Os solos do Cerrado so predominantemente antigos, fortemente intemperizados,cidos, profundos, bem drenados, com baixa fertilidade natural e elevada concen-trao de alumnio.

    O clima estacional, com um perodo chuvoso de outubro a abril, seguido por umperodo seco, de maio a setembro. Na poca chuvosa, ocorrem curtos perodos deestiagem, denominados veranicos. A precipitao mdia anual de 1.500 mm, e astemperaturas variam de 22C a 27C, em mdia.

    Trs grandes bacias hidrogrficas (Platina, Araguaia/Tocantins e So Francisco) tmsuas nascentes nesse bioma. O Cerrado faz fronteira e possui reas de transio comoutros grandes ecossistemas brasileiros, exercendo papel-chave no equilbrioambiental da Amaznia, da Mata Atlntica e da Caatinga.

    Pela origem das grandes

    bacias hidrogrficas

    nacionais, o Cerrado

    exerce papel-chave no

    equilbrio ambiental da

    Amaznia, da Mata

    Atlntica e da Caatinga

    Fo

    tos

    :E

    mb

    rap

    aC

    err

    ad

    os

    ,E

    mb

    rap

    aP

    ec

    u

    ria

    Oe

    ste

  • Cerrad

    o

    Espcies nativas,

    particularmente,

    fruteiras, medicinais e

    ornamentais vm sendo

    valorizadas em sistemas

    de produo com

    o Cerrado em p

    Ordenamento, monitoramentoe gesto do territrio

    O Zoneamento Agrcola desenvolvido em parceria com o Ministrio da Agricultura,Pecuria e Abastecimento _ e diversas outras instituies federais e estaduais _ importante instrumento de gesto territorial do Cerrado. O zoneamento tambmtraz benefcios ambientais, possibilitando melhor aproveitamento do perodochuvoso, reduzindo o uso da gua para irrigao e aumentando a capacidadeprodutiva da lavoura, assim como evitando a abertura de novas reas para plantio.

    Um dos objetivos principais do Zoneamento Agrcola definir as melhores datas deplantio para as principais culturas agrcolas de sequeiro. Desde que foi implantado,em 1995, provocou aumento de 42% na produo agrcola do Pas, e diminuiosignificativa nos gastos com seguro rural (Proagro), que considera regime de chuvasda regio, os tipos de solos e o ciclo de cada cultura agrcola.

    Para o Cerrado, destacam-se o Zoneamento Agrcola das culturas de soja, milho etrigo. Outro instrumento importante de monitoramento do Cerrado o mapea-mento de uso da terra e remanescentes de cobertura vegetal natural em fase final deconcluso. Esse esforo conjunto entre Embrapa, Universidade Federal de Uberln-dia, Universidade Federal de Gois, Ministrio do Meio Ambiente, Conselho Nacio-nal de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq) e Banco Mundial, vai gerarum mapa de cobertura da terra desse bioma com detalhamento e preciso at hojeno atingidos. Com esse estudo, ser possvel estimar a porcentagem de coberturanatural, o ndice de fragmentao da vegetao natural e o grau de preservao, ouuso antrpico, por bacia hidrogrfica, estado, municpio ou qualquer outra unidadede mapeamento.

    Manejo e valorizao do biomaSomente 2,5% do Cerrado est protegido por Unidades de Conservao, o que insuficiente para a preservao da sua biodiversidade. A valorizao dos recursosnaturais e o uso sustentvel da flora nativa, pela populao local, so alternativasconcretas para sua preservao. Das quase 12 mil espcies de plantas registradas,pelo menos 200 possuem algum potencial econmico, seja ele nutricional,medicinal, madeireiro seja ele forrageiro ou frutfero.

    Nesse bioma, experincias de manejo florestal e agroflorestal so bastante recentes,e tm apresentado resultados bem promissores. Sob o ponto de vista do agro-extrativismo, destacam-se espcies como pequi, baru, mangaba, cagaita, buriti,jatob, caju, arnica, mama-cadela, faveira, gueroba, murici, dentre outras. Osfrutos in natura, e produtos industrializados, como gelias, licores, sucos, compo-tas, doces, palmito e pequi em conserva, medicamentos, leos e ornamentos, socomercializados na Regio Centro-Oeste.

    A valorizao desse bioma tem sido conseguida por orientaes sobre propagao,plantio e aproveitamento de espcies nativas para o manejo de plantas nativas emseu ambiente natural (Cerrado em p), ou em plantios cujo objetivo diversificar aproduo, recuperar reas degradadas, recompor a Reserva Legal nas propriedadesrurais e implantar pomares e plantaes de fruteiras com fins comerciais. Essasaes tm sido praticadas em diversas comunidades locais no nordeste goiano, nosul e no sudoeste de Minas Gerais.

    Produo agropecuria e florestal sustentvelem reas alteradas e de uso alternativo

    At meados de 1960, as atividades agrcolas no Cerrado eram limitadas e direcio-nadas produo extensiva de gado de corte, porque os solos eram de baixa fertili-dade para a produo agrcola. Atualmente, as produes de soja, de milho, dearroz e de caf representam, respectivamente, 59%, 26%, 18% e 48% da produ-o nacional, graas irrigao e s tcnicas de correo e adubao dos solos.

    Apesar do sucesso na produo de carne bovina a qual representa 70% daproduo nacional , falhas no planejamento e nas tcnicas adotadas implicaram adegradao de muitas dessas reas. O Sistema Plantio Direto (SPD) surgiu, primei-ramente, para combater a eroso resultante do escorrimento da gua da chuva eauxiliar na preservao ambiental. Hoje, essa tcnica, associada com a integraolavoura/pecuria, mostrou que possvel recuperar pastagens degradadas com arotao de culturas anuais, ajudando a aumentar a produo de gros, carne e leite,sem a necessidade de abertura de novas reas.

    A Embrapa oferece opes para esse bioma, considerando os princpios da transioagroecolgica e da agrobiodiversidade, incluindo: plantios florestais com espciesnativas e exticas; sistemas de produo para hortalias, gros, fruteiras e plantasmedicinais regionais, e opes em agroenergia.

  • SEDE DA EMBRAPA

    UNIDADES DE PESQUISA

    Empresa Brasileira de PesquisaAgropecuria Embrapa

    Embrapa Acre

    Embrapa Agrobiologia

    Embrapa Agroenergia

    Embrapa Agroindstria de Alimentos

    Embrapa Agroindstria Tropical

    Embrapa Agropecuria Oeste

    Embrapa Algodo

    Embrapa Amap

    Embrapa Amaznia Ocidental

    Embrapa Amaznia Oriental

    Parque Estao Biolgica, PqEB,Av. W3 Norte (final), Ed. Sede70770-901 Braslia DFCx. Postal 40.315Fone: (61) 3448-4433Fax: (61) 3347-1041www.embrapa.bre-mail: sac@embrapa.br

    Rodovia BR-364, km 14(Rio Branco-PortoVelho)Cx. Postal 32169900-970 Rio Branco ACFone: (68) 3212-3200Fax: (68) 3212-3285/3284e-mail: sac@cpafac.embrapa.br

    Rodovia BR 465, Km 07(Antiga Rodovia Rio-So Paulo)Cx. Postal 74.50523890-000 Seropdica RJFone: (21) 2682-1500Fax: (21) 2682-1230e-mail: sac@cnpab.embrapa.br

    Parque Estao Biolgica, PqEB,Av. W3 Norte (final), Ed. Sede70770-901 Braslia DFCx. Postal 40.315Fone: (61) 3448-4433Fax: (61) 3347-1041e-mail: sac@embrapa.br

    Av. das Amricas, 29.501 Guaratiba23020-470 Rio de Janeiro RJFone: (21) 2410-9500Fax: (21) 2410-1090e-mail: sac@ctaa.embrapa.br

    Rua Dra. Sara Mesquita, 2270 Bairro PiciCx. Postal 3.76160511-110 Fortaleza CEFone: (85) 3299-1800Fax: (85) 3299-1833e-mail: sac@cnpat.embrapa.br

    Rodovia BR 163, km 253,6 (trechoDourados-Caarap)Cx. Postal 66179804-970 Dourados MSFone: (67) 3425-5122Fax: (67) 3425-0811Fone direto: (67) 3425-0991e-mail: sac@cpao.embrapa.br

    Rua Oswaldo Cruz, 1143 BairroCentenrioCx. Postal 17458107-720 Campina Grande PBFone: (83) 3315-4300Fax: (83) 3315-4367e-mail: sac@cnpa.embrapa.br

    Rodovia Juscelino Kubitschek, km 5, s/nBairro UniversidadeCx. Postal 1068903-000 Macap APFone: (96) 3241-1551Fax: (96) 3241-1480e-mail: sac@cpafap.embrapa.br

    Rodovia AM 010, km 29(Estrada Manaus-Itacoatiara)Cx. Postal 31969011-970 Manaus AMFone: (92) 3621-0300Fax: (92) 3621-0430e-mail: sac@cpaa.embrapa.br

    Trav. Dr. Enas Pinheiro s/nBairro MarcosCx. Postal 4866095-100 Belm PAFone: (91) 3204 -1000Fax: (91) 3276-9845e-mail: sac@cpatu.embrapa.br

    Embrapa Arroz e Feijo

    Embrapa Caf

    Embrapa Caprinos

    Embrapa Cerrados

    Embrapa Clima Temperado

    Embrapa Florestas

    Embrapa Gado de Corte

    Embrapa Gado de Leite

    Embrapa Hortalias

    Embrapa Informao Tecnolgica

    Embrapa Informtica Agropecuria

    Rodovia GO 462, km 12 Fazenda

    Capivara Zona RuralCx. Postal 17975375-000 Santo Antnio de Gois GOFone: (62) 3533-2110

    Fax: (62) 3533-2100e-mail: sac@cnpaf.embrapa.br

    Parque Estao Biolgica, PqEB,Av. W3 Norte (final), Ed. Sede 3 Andar70770-901 Braslia DFFone: (61) 3448-4378

    Fax: (61) 3448-4073e-mail: sac.cafe@embrapa.br

    Fazenda Trs Lagoas, Estrada Sobral-

    Groaras, km 4Cx. Postal D-1062011-970 Sobral CEFone: (88) 3677-7000 Fax: (88) 3677-

    7055e-mail: sac@cnpc.embrapa.br

    Rodovia BR 020, km 18

    (Braslia-Fortaleza)Cx. Postal 8.22373310-970 Planaltina DFFone: (61) 3388-9898

    Fax: (61) 3388-9879e-mail: sac@cpac.embrapa.br

    Rodovia BR 392, km 78, 9 Distrito

    Monte BonitoCx. Postal 40396001-970 Pelotas RSFone: (53) 3275-8100

    Fax: (53) 3275-8221e-mail: sac@cpact.embrapa.br

    Estrada da Ribeira, km 111Cx. Postal 31983411-000 Colombo PRFone: (41) 3675-5600

    Fax: (41) 3675-5601e-mail: sac@cnpf.embrapa.br

    Rodovia BR 262, km 4Cx. Postal 15479002-970 Campo Grande MSFone: (67) 3368-2000/2120

    Fax: (67) 3368-2150e-mail: sac@cnpgc.embrapa.br

    Rua Eugnio do Nascimento, 610 Bairro

    Dom Bosco36038-330 Juiz de Fora MGFone: (32) 3249-4700

    Fax: (32) 3249-4701e-mail: sac@cnpgl.embrapa.br

    Rodovia BR 060, km 09 (Braslia-Anpolis)Cx. Postal 218 Fazenda Tamandu70359-970 Ponte Alta-Gama DFFone: (61) 3385-9000

    Fax: (61) 3556-5744e-mail: sac@cnph.embrapa.br /

    sac.hortalicas@embrapa.br

    Parque Estao Biolgica, PqEB,Av. W3 Norte (final)70770-901 Braslia DFFone: (61) 3448-4162

    Fax: (61) 3272-4168e-mail: sac@sct.embrapa.br

    Av. Dr. Andr Tosello, 209 Baro GeraldoCx. Postal 6.04113083-886 Campinas SPFone: (19) 3789-5700

    Fax: (19) 3289-9594e-mail: sac@cnptia.embrapa.br

    Embrapa Instrumentao Agropecuria

    Embrapa Mandioca eFruticultura Tropical

    Embrapa Meio Ambiente

    Embrapa Meio-Norte

    Embrapa Milho e Sorgo

    Embrapa Monitoramento por Satlite

    Embrapa Pantanal

    Embrapa Pecuria Sudeste

    Embrapa Pecuria Sul

    Embrapa RecursosGenticos e Biotecnologia

    Embrapa Rondnia

    Rua XV de Novembro, 1452 CentroCx. Postal 74113560-970 So Carlos SPFone: (16) 3374-2477Fax: (16) 3372-5958e-mail: sac@cnpdia.embrapa.br

    Rua Embrapa, s/nCx. Postal 00744380-000 Cruz das Almas BAFone: (75) 3621-8000Fax: (75) 3621-8097e-mail: sac@cnpmf.embrapa.br

    Rodovia SP 340, km 127,5Tanquinho VelhoCx. Postal 6913820-000 Jaguarina SPFone: (19) 3867-8700Fax: (19) 3867-8740e-mail: sac@cnpma.embrapa.br

    Av. Duque de Caxias, 5650Bairro Buenos AiresCx. Postal 00164006-220 Teresina PIFone: (86) 3225-1141/3214-3000Fax: (86) 3225-1142e-mail: sac@cpamn.embrapa.br

    Rodovia MG 424, km 45Cx. Postal 151 e 28535701-970 Sete Lagoas MGFone: (31) 3779-1000Fax: (31) 3779-1088e-mail: sac@cnpms.embrapa.br

    Av. Dr. Jlio Soares de Arruda, 803 Parque So Quirino13088-300 Campinas SPFone: (19) 3256-6030Fax: (19) 3254-1100e-mail: sac@cnpm.embrapa.br

    Rua 21 de Setembro, 1880Bairro Nossa Senhora de FtimaCx. Postal 10979320-900 Corumb MSFone: (67) 3233-2430Fax: (67) 3233-1011e-mail: sac@cpap.embrapa.br

    Rodovia Washington Luiz, km 234, FazendaCanchimCx. Postal 33913560-970 So Carlos SPFone: (16) 3361-5611Fax: (16) 3361-5754e-mail: sac@cppse.embrapa.br

    Rodovia BR 153, km 595, Bairro Industrial,Zona RuralCx. Postal 24296401-970 Bag RSFone: (53) 3242-8499Fax: (53) 3242-8499e-mail: sac@cppsul.embrapa.br

    Parque Estao Biolgica, PqEB, s/nAv. W5 Norte (final)Cx. Postal 2.37270770-900 Braslia DFFone: (61) 3448-4700Fax: (61) 3340-3624e-mail: sac@cenargen.embrapa.br

    Rodovia BR 364, km 5,5Cx. Postal 40678900-970 Porto Velho ROFone: (69) 3901-2510Fax: (69) 3222-0409e-mail: sac@cpafro.embrapa.br

    Embrapa Roraima

    Embrapa Semi-rido

    Embrapa Soja

    Embrapa Solos

    Embrapa Sunos e Aves

    Embrapa Tabuleiros Costeiros

    Embrapa Transferncia de Tecnologia

    Embrapa Trigo

    Embrapa Uva e Vinho

    Estados Unidos da Amrica

    Frana

    frica

    Rodovia BR 174, km 08 Distrito IndustrialCx. Postal 13369301-970 Boa Vista RRFone: (95) 3626-7125Fax: (95) 3626-7122e-mail: sac@cpafrr.embrapa.br

    Rodovia BR 428, km 152 Zona RuralCx. Postal 2356302-970 Petrolina PEFone: (87) 3862-1711Fax: (87) 3862-1744e-mail: sac@cpatsa.embrapa.br

    Rodovia Carlos Joo Strass(Londrina-Warta)Acesso Orlando Amaral, s/nCx. Postal 23186001-970 Londrina PRFone: (43) 3371-6000Fax: (43) 3371-6100e-mail: sac@cnpso.embrapa.br

    Rua Jardim Botnico, 102422460-000 Rio de Janeiro RJFone: (21) 2179-4500Fax: (21) 2274-5291e-mail: sac@cnps.embrapa.br

    Rodovia BR 153, km 110Distrito de TamanduCx. Postal 2189700-000 Concrdia SCFone: (49) 3441-0400Fax: (49) 3442-8559e-mail: sac@cnpsa.embrapa.br

    Av. Beira Mar, 3250, Praia 13 de JulhoCx. Postal 4449025-040 Aracaju SEFone: (79) 4009-1300Fax: (79) 4009-1369e-mail: sac@cpatc.embrapa.br

    Parque Estao Biolgica, PqEB,Av. W3 Norte (final) Ed. Sede Trreo70770-901 Braslia DFFone: (61) 3448-4522Fax: (61) 3347-9668e-mail: sac.snt@embrapa.br

    Rodovia BR 285, km 294Cx. Postal 45199001-970 Passo Fundo RSFone: (54) 3316-5800Fax: (54) 3316-5801/5802e-mail: sac@cnpt.embrapa.br

    Rua Livramento, 515Cx. Postal 13095700-000 Bento Gonalves RSFone: (54) 3455-8000Fax: (54) 3451-2792e-mail: sac@cnpuv.embrapa.br

    USDA/ARS/OIRP5601 Sunnyside AvenueRoom 4-1193 Beltsville,MD 20705-5141 USAPhone: 1 301 504-4556Fax: 1 301 504-4528

    Agropolis InternationalAvenue AgropolisF-34394 Montpellier Cedex 05FrancePhone: (33) 4 6704-3743Fax: (33) 4 6704-7590Cel: (33) 6 7387-9592e-mail: embrapa@agropolis.fr

    Prdio do Governo de Gana Acrae-mail: coopinternacional@embrapa.br

    Laboratrios Virtuaisda Embrapa no Exterior

    Escritrio de Negciosda Embrapa no Exterior

    Telefones e endereos

Recommended

View more >