Diagnsticos de enfermagem em terapia intensiva: mapeamento ...

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  • 307Rev Bras Enferm [Internet]. 2016 mar-abr;69(2):307-15. http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.2016690214i

    PESQUISA

    Anali Martegani FerreiraI,II, Elisiane do Nascimento da RochaII, Camila Tako LopesI, Maria Mrcia BachionI,III, Juliana de Lima LopesIV, Alba Lcia Bottura Leite de BarrosIV

    I Universidade Federal de So Paulo, Escola Paulista de Enfermagem, Programa de Ps-Graduao em Enfermagem. So Paulo-SP, Brasil.

    II Universidade Federal do Pampa. Uruguaiana-RS, Brasil.III Universidade Federal de Gois, Faculdade de Enfermagem. Goinia-GO, Brasil.

    IV Universidade Federal de So Paulo, Escola Paulista de Enfermagem. So Paulo-SP, Brasil.

    Como citar este artigo:Ferreira AM, Rocha EN, Lopes CT, Bachion MM, Lopes JL, Barros ALBL. Nursing diagnoses in intensive care: cross-mapping and NANDA-I taxonomy. Rev Bras Enferm [Internet]. 2016;69(2):285-93. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.2016690214i

    Submisso: 09-04-2015 Aprovao: 01-11-2015

    RESUMOObjetivo: identifi car diagnsticos de enfermagem em pacientes hospitalizados em UTI por meio do mapeamento cruzado de termos contidos nas anotaes de enfermagem, com a Taxonomia da NANDA-I. Mtodo: estudo exploratrio descritivo, mediante anlise retrospectiva dos registros de enfermagem em 256 pronturios de pacientes que estiveram hospitalizados na UTI geral de um hospital da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Extraram-se, dos registros, termos que indicavam condies que demandavam intervenes de enfermagem, realizou-se mapeamento cruzado dos mesmos com os diagnsticos da Taxonomia da NANDA-I e confi rmao em grupo focal de enfermeiros. Analisaram-se os dados utilizando-se estatstica descritiva. Resultados: identifi caram-se 832 termos e expresses que se referiam a 52 diferentes diagnsticos em nove dos 13 domnios da Taxonomia da NANDA-I. Concluso: este estudo permitiu identifi car diagnsticos de enfermagem presentes em pacientes hospitalizados na UTI, trazendo implicaes para gesto do cuidado, processo de formao de especialistas na rea e sistemas de informao.Descritores: Enfermagem; Diagnstico de Enfermagem; Processos de Enfermagem; Unidades de Terapia Intensiva; Classifi cao.

    ABSTRACTObjective: to identify nursing diagnoses in intensive care unit (ICU) patients by means of a cross-mapping of terms contained in nursing records with the NANDA-I taxonomy. Method: an exploratory, descriptive study with a retrospective analysis of nursing records in 256 medical records of patients that were hospitalized in the general ICU of a hospital in the western border of the state of Rio Grande do Sul. Terms indicating conditions demanding nursing interventions were collected from the records; cross-mapping of these terms with the NANDA-I taxonomy diagnoses was performed and confi rmed in a nursing focus group. Data were analyzed through descriptive statistics. Results: a total of 832 terms and expressions referring to 52 different diagnoses in 9 of the 13 domains of the NANDA-I taxonomy were identifi ed. Conclusion: the present study enabled the identifi cation of nursing diagnoses in patients hospitalized in ICUs, affecting care management, the training process of experts in the area, and information systems.Key words: Nursing; Nursing diagnosis; Nursing Process; Intensive Care Units; Classifi cation.

    RESUMENObjetivo: identifi car diagnsticos de enfermera en pacientes hospitalizados en UTI mediante mapeo cruzado de trminos incluidos en notas de enfermera con Taxonoma de la NANDA-I. Mtodo: estudio exploratorio, descriptivo, mediante anlisis retrospectivo de registros de enfermera en 256 historias clnicas de pacientes hospitalizados en UTI general de hospital fronterizo del oeste de Rio Grande do Sul. Se extrajeron trminos que indicaban condiciones demandando intervenciones de

    Diagnsticos de enfermagem em terapia intensiva: mapeamento cruzado e Taxonomia da NANDA-I

    Nursing diagnoses in intensive care: cross-mapping and NANDA-I taxonomy

    Diagnsticos de enfermera en terapia intensiva: mapeo cruzado y taxonoma de la NANDA-I

  • Ferreira AM, et al.

    308 Rev Bras Enferm [Internet]. 2016 mar-abr;69(2):307-15.

    Anali Martegani Ferreira E-mail: analimf@gmail.comAUTOR CORRESPONDENTE

    INTRODUO

    A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) caracterizada como um ambiente de internao para pacientes em estado crtico de sade e que necessitam de ateno especializada e cont-nua(1). Assim, a assistncia de enfermagem em UTI exige do enfermeiro identificao rpida e acurada das condies de sade de cada indivduo, devido gravidade e instabilidade dos pacientes e complexidade de ateno requerida. A aten-o sade ofertada pela equipe de enfermagem precisa estar organizada para compartilhar saberes e estratgias assisten-ciais, de modo a promover os melhores resultados ao pacien-te, juntamente com os demais membros da equipe de sade.

    Nesse contexto, a utilizao do Processo de Enfermagem, como mtodo de organizar abordagem clnica da profisso em UTI, favorece a identificao das condies apresentadas pelos pacientes que requerem interveno de enfermagem e tomada de decises teraputicas mais adequadas para atingir resultados pelos quais a enfermagem responsvel(2).

    A coleta de dados constitui-se na primeira fase do Processo de Enfermagem e parte integrante do processo diagnstico(3). O diagnstico de enfermagem (DE), segunda fase do Processo de Enfermagem, consiste na tomada de deciso clnica sobre a presena de uma resposta humana que requer interveno de enfermagem; o diagnstico atribudo fundamental para definir o plano de cuidados e resultados esperados(2,4).

    Nesse contexto, as linguagens especiais de enfermagem, den-tre elas, a taxonomia de Diagnsticos de Enfermagem da Nanda International (NANDA-I), desempenham importante papel ao descrever, de modo padronizado, um dos fenmenos de interes-se da prtica da profisso, apontando para as possveis reas de contribuio da enfermagem no cenrio de cuidados sade.

    Em determinadas regies do pas, ainda no comum o uso de linguagens padronizadas pela enfermagem, o que pode dificultar a migrao de registros manuais para sistemas informatizados. Tendo em vista a Poltica Nacional de Infor-mao e Informtica em Sade(5), a Enfermagem, tem como um de seus desafios, produzir informaes que sejam compa-tveis com sistemas de registro eletrnico.

    Os sistemas de classificao com linguagens padronizadas constituem-se em um conjunto de conhecimentos estrutura-dos, conceitos organizados de forma lgica, com base em suas semelhanas(6). Nesse sentido, identificar perfil de DEs junto a populaes pode contribuir para a melhor definio e compreenso da Enfermagem como disciplina.

    O conhecimento do perfil diagnstico de enfermagem den-tro de uma linguagem padronizada tambm contribui para

    subsidiar as aes de cuidado, gerenciais, de dimensionamen-to mais apropriado e educao permanente. Nomear as con-dies da clientela atendida na UTI que requer intervenes de enfermagem contribui para o fortalecimento da identidade profissional, a partir da visualizao clara dos fenmenos que so levados em conta no domnio da enfermagem.

    Assim, este estudo teve por objetivo identificar os diagnsti-cos de enfermagem presentes em pacientes hospitalizados em UTI por meio do mapeamento cruzado de termos contidos nas anotaes de enfermagem com a Taxonomia da NANDA-I.

    MTODO

    Aspectos ticosO estudo foi aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa

    da Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP).

    Desenho, local do estudo e perodoTrata-se de estudo exploratrio descritivo(7), de anlise docu-

    mental, realizado em uma UTI de um hospital geral da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, Brasil, no perodo de outubro de 2011 a abril de 2012. Essa instituio no utiliza linguagem pa-dronizada de DE. Esse perodo foi definido devido utilizao de dados desconhecidos, os quais, em intervalo de tempo me-nor que seis meses, poderia dificultar sua identificao(8-10).

    Populao e amostraNa primeira fase, o universo constituiu-se das anotaes de

    enfermagem contidas nos pronturios de pacientes atendidos no cenrio estudado, no perodo mencionado. A amostra no proba-bilstica intencional foi constituda pela totalidade de 256 prontu-rios de pacientes que estiveram hospitalizados na UTI, de outubro de 2011 a abril de 2012. Na segunda fase, a amostra constituiu-se de cinco enfermeiras assistenciais que atuavam no local de estudo, que constitui a totalidade de enfermeiras desta UTI que atenderam aos critrios de incluso: ter experincia clnica, entre dois e 10 anos, no cuidado a pacientes crticos e desenvolver atividades as-sistenciais na UTI, no perodo de coleta de dados.

    Para a seleo das enfermeiras, seguiram-se critrios(11) que correlacionam o tempo de experincia clnica da enfermeira com os nveis de conhecimento da prtica. Esses critrios dividem os enfermeiros em cinco nveis. O primeiro nvel de conhecimen-to caracteriza o enfermeiro com experincia clnica de at seis meses como principiante; nesse nvel, o enfermeiro utiliza-se de protocolos para determinar suas aes(11). O segundo nvel inclui enfermeiras com experincia prtica em situaes concretas com elementos significativos. O terceiro nvel, competente, inclui

    enfermera, se realiz mapeo cruzado de ellos con diagnsticos de Taxonoma de la NANDA-I y confirmacin en grupo focal de enfermeros. Datos analizados aplicando estadstica descriptiva. Resultados: se identificaron 832 trminos y expresiones relativos a 52 diagnsticos diferentes en 9 de los 13 dominios de Taxonoma de la NANDA-I. Conclusin: fue posible identificar diagnsticos de enfermera presentes en pacientes internados en UTI, con implicancias en la gestin de cuidado, en el proceso de formacin de especialistas en el rea y en sistemas de informacin. Palabras clave: Enfermera; Diagnstico de Enfermera; Procesos de Enfermera; Unidades de Cuidados Intensivos; Clasificacin.

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    enfermeiras, que apresentam noo do que importante em situ-aes especificas, so capazes de interpretar e analisar a situao do paciente. O quarto nvel, inclui enfermeiras proficientes, as quais identificam metas e especificidades das situaes clnicas e intervenes necessrias, bem como a redefinio destas quando necessrio, utilizando-se de habilidades adquiridas previamente, com a experincia prtica e conhecimento cientfico(11). O quinto nvel de conhecimento inclui enfermeiras com cinco anos de ex-perincia na rea de domnio, as quais apresentam julgamento in-tuitivo na tomada de deciso, de forma precisa e acurada, sendo elas caracterizadas como experts(11). Seguindo estes critrios, uma enfermeira foi classificada no nvel de conhecimento proficiente e quatro enfermeiras, no nvel expert(11).

    Protocolo do estudoO estudo desenvolveu-se em trs fases: 1) Identificao dos

    termos e expresses (termos compostos) contidos nas anota-es de enfermagem de pacientes hospitalizados em UTI, que indicavam disfunes, condies de sade, processos de vida, motivao para aumentar o bem-estar e condies de vulne-rabilidade apresentadas pelos pacientes, que necessitavam de intervenes de enfermagem; 2) Mapeamento cruzado dos termos e expresses com as caractersticas definidoras, fato-res relacionados, fatores de risco e ttulos de diagnsticos de enfermagem aprovados pela classificao da NANDA-I; 3) Va-lidao do mapeamento por meio de grupo focal com enfer-meiras assistenciais, que atenderam aos critrios de incluso.

    Na primeira fase, para identificao dos conceitos, termos e expresses, as informaes contidas nas anotaes de en-fermagem de cada pronturio de pacientes foram transcritas na ntegra e mediante leitura em profundidade e exaustiva, identificaram-se termos simples (palavras) e compostos (grupo de palavras), que expressavam condies que demandavam aes de enfermagem. Esses termos foram agrupados por si-milaridade e associao, considerando-se seu contexto e a relevncia do seu contedo no corpus de anlise. Depois, realizou-se a normalizao do contedo(12).

    Foram coletadas as seguintes informaes para a caracte-rizao dos pacientes internados na UTI: sexo, idade, etnia, diagnstico mdico, tempo de internao, escolaridade, pro-fisso, estado civil, tipo de internao (convnio ou particular) e procedncia. As anotaes de enfermagem de cada prontu-rio foram transcritas para um instrumento padronizado, em meio digital criado pelas pesquisadoras, e organizadas em or-dem alfabtica, em planilhas eletrnicas, para fragmentao em termos e excluso das repeties. O instrumento de coleta de dados dos pronturios foi composto pelas variveis: tipo de convnio, nmero do registro e do pronturio do paciente na instituio, nome do paciente, data de nascimento, idade, sexo, estado civil, religio, profisso, escolaridade, etnia, ci-dade de origem, data de internao e alta hospitalar, data de internao e alta da UTI, nmero de dias internados na UTI, motivo da internao, alta ou bito, lista de problemas e ano-taes de enfermagem. Cada instrumento foi identificado por um nmero, conforme a sequncia de coleta de dados.

    Na segunda fase, realizou-se o mapeamento cruzado dos ter-mos identificados nas anotaes de enfermagem com as

    caractersticas definidoras (CDs) e fatores relacionados e de risco dos diagnsticos aprovados pela classificao da NANDA-I.

    O mapeamento definido como processo de explicar ou expressar algo, por meio do uso de palavras com significado igual ou semelhante, utilizado para comparar dados de en-fermagem no padronizados com linguagens padronizadas(6). Esse mtodo permite realizar comparaes passveis de ava-liao entre termos de diferentes linguagens de enfermagem, para determinar sua equivalncia semntica(8).

    As regras estabelecidas para o mapeamento cruzado usa-das neste estudo foram as seguintes: 1) mapear usando o contexto da classificao de diagnsticos de enfermagem da NANDA-I; 2) buscar garantir o sentido dos termos e expres-ses contidos nas anotaes de enfermagem; 3) comparar os termos e expresses normalizados aos focos diagnsticos; 4) correlacionar os termos e expresses normalizados que reme-tem aos focos diagnsticos presentes nos conceitos diagnsti-cos; 5) comparar e ligar os termos e expresses normalizados com os conceitos diagnsticos, as caractersticas definidoras, os fatores relacionados e de risco dos conceitos diagnsticos (os quais continham os focos diagnsticos previamente identi-ficados); 6) identificar e descrever os possveis conceitos diag-nsticos de enfermagem; e 7) mapear os possveis diagnsti-cos de enfermagem nos domnios e classes da NANDA-I(6).

    O mapeamento cruzado possibilitou a identificao de correspondncias dos termos e expresses utilizados nas ano-taes das enfermeiras com os termos utilizados na classifica-o da NANDA-I. Revelaram disfunes, condies de sade, processos de vida, motivao para aumentar o bem-estar e condies de vulnerabilidade apresentadas pelos pacientes.

    Na terceira etapa, esses resultados foram validados por meio de grupo focal(13), envolvendo cinco enfermeiras. Esta tcnica permite a coleta de dados e avaliao qualitativa de dados, para determinar a opinio de um grupo sobre determinado assunto(13).

    Foram realizados quatro encontros do grupo focal, at a obteno de consenso. Durante os encontros, as enfermeiras foram questionadas sobre sua concordncia, confirmao e/ou a possibilidade de retirar ou acrescentar informaes re-lacionadas aos termos e expresses e ttulos diagnsticos de enfermagem, CDs, fatores relacionados e de risco. Para tanto, forneceram-se listas com o banco de dados de cada paciente e um exemplar do livro da classificao da NANDA-I 2012-2014, para possibilitar a anlise.

    Anlise dos resultadosOs dados foram analisados por meio de estatstica descriti-

    va (frequncias absolutas e percentuais).

    RESULTADOS

    Entre os 256 pronturios, verificou-se que 135 (52,7%) pa-cientes eram do sexo feminino. A faixa etria variou entre 15 e 96 anos, sendo 136 (53,1%) com idade acima dos 60 anos. A mdia de idade foi 58,95 anos ( DP 18,77) e a mediana 60,5 anos de idade.

    A partir da anlise das anotaes de enfermagem, identifica-ram-se 1.118 termos que indicavam condies que requeriam

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    intervenes de enfermagem: disfunes, condies de sa-de, processos de vida, motivao para aumentar o bem-estar e condies de vulnerabilidade apresentadas pelos pacientes. Aps a excluso das repeties, obtiveram-se 832 termos e expresses que compuseram o banco de dados deste estu-do. Com o mapeamento cruzado, obtiveram-se 52 diferentes ttulos diagnsticos de enfermagem, conforme mostrado na Tabela 1, com uma mdia de 4,6 diagnsticos por pacien-te, distribudos em nove dos 13 domnios da taxonomia da NANDA-I, sobressaindo-se os domnios segurana/proteo, percepo/cognio, eliminao e troca e atividade\repouso.

    O DE Percepo sensorial perturbada: visual e cinestsica foi retirado da taxonomia da NANDA-I, edio 2012-2014, todavia, encontra-se descrito nesta edio com indicao de

    Continua

    Tabela 1 Distribuio dos ttulos diagnsticos de enfermagem identificados em pacientes hospitalizados em Unidade de Te-rapia Intensiva (N=256), de acordo com os domnios da NANDA-I, Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil, outubro de 2011 a abril de 2012

    Domnio Ttulos diagnsticos de enfermagem e cdigos da taxonomia da NANDA-I f (%)

    1. Promoo da sade Proteo ineficaz (00043) 1 (0,39)

    2. Nutrio Volume de lquidos deficiente (00027) 26 (10,15)

    Risco de glicemia instvel (00179) 12 (4,68)

    Volume de lquidos excessivo (00026) 8 (3,12)

    Risco de desequilbrio eletroltico (00195) 7 (2,73)

    Deglutio prejudicada (00103) 6 (2,34)

    Nutrio desequilibrada: menos que as necessidades corporais (00163) 3 (1,17)

    Nutrio desequilibrada: mais que as necessidades corporais (00001) 1 (0,39)

    Risco de volume de lquidos deficiente (00028) 1 (0,39)

    Risco de desequilbrio do volume de lquidos (00025) 1 (0,39)

    3. Eliminao e troca Troca de gases prejudicada (00030) 103 (40,23)

    Diarreia (00013) 17 (6,64)

    Eliminao urinria prejudicada (00016) 4 (1,56)

    Constipao (00011) 3 (1,17)

    Motilidade gastrintestinal disfuncional (00196) 2 (0,78)

    4. Atividade/repouso Dbito cardaco diminudo (00029) 98 (38,28)

    Padro respiratrio ineficaz (00032) 52 (20,31)

    Mobilidade no leito prejudicada (00091) 24 (9,37)

    Perfuso tissular perifrica ineficaz (00204) 21 (8,20)

    Mobilidade fsica prejudicada (00085) 17 (6,64)

    Risco de perfuso tissular cerebral ineficaz (00201) 8 (3,12)

    Padro de sono prejudicado (000198) 5 (1,95)

    reviso, a qual sugere que sejam desenvolvidos estudos para elevar seu nvel de evidncias.

    Verifica-se que no foram identificados ttulos diagnsticos dos domnios 6 - Autopercepo, 8 - Sexualidade, 10 - Princ-pios da vida e 13 - Crescimento/desenvolvimento. No entanto, as enfermeiras participantes do grupo focal enfatizaram a neces-sidade dos seguintes diagnsticos: Baixa autoestima situacional (00120), Domnio 6 - Autopercepo e Disposio para religio-sidade melhorada (00171) e Domnio 10 - Princpios da vida.

    Outros diagnsticos no mapeados, porm, identificados pe-las enfermeiras do grupo focal, foram: Manuteno ineficaz da sade (00099) e Autocontrole ineficaz da sade (00078), Dom-nio 1 - Promoo da Sade; Sentimento de impotncia (00125) e Insuficincia na capacidade do adulto para melhorar (00101),

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    Tabela 1 (cont.)

    Fadiga (00093) 3 (1,17)

    Insnia (00095) 2 (0,78)

    Risco de perfuso tissular cardaca diminuda (00200) 1 (0,39)

    Risco de perfuso gastrintestinal ineficaz (00202) 1 (0,39)

    5. Percepo/cognio Confuso aguda (00128) 35 (13,67)

    Comunicao verbal prejudicada (00051) 21 (8,20)

    Risco de confuso aguda (00173) 20 (7,81)

    Negligncia unilateral (00123) 14 (5,46)

    Percepo sensorial perturbada: visual e cinestsica (00122)* 1 (0,39)

    Confuso crnica (00129) 1 (0,39)

    Memria prejudicada (00131) 1 (0,39)

    7. Papis e relacionamentos Processos familiares disfuncionais (00063) 1 (0,39)

    9. Enfrentamento/tolerncia ao estresse Ansiedade (00146) 22 (8,59)

    Capacidade adaptativa intracraniana diminuda (00049) 13 (5,07)

    Pesar (00136) 2 (0,78)

    11. Segurana/proteo Risco de infeco (00004) 121 (47,26)

    Desobstruo ineficaz de vias areas (00031) 75 (29,29)

    Integridade tissular prejudicada (00044) 64 (25)

    Hipertemia (00007) 46 (17,96)

    Risco de sangramento (00206) 34 (13,28)

    Hipotermia (00006) 15 (5,85)

    Integridade da pele prejudicada (00046) 14 (5,46)

    Termorregulao ineficaz (00008) 13 (5,07)

    Risco de choque (00205) 8 (3,12)

    Mucosa oral prejudicada (00045) 6 (2,34)

    Risco de integridade da pele prejudicada (00047) 2 (0,78)

    Risco de suicdio (00150) 1 (0,39)

    12. Conforto Dor aguda (00132) 146 (57,03)

    Nusea (00134) 14 (5,46)

    Conforto prejudicado (00214) 1 (0,39)

    Nota: * Esse diagnstico consta na edio 2012-2014 da taxonomia da NANDA-I para reviso.

    Domnio 9 - Enfrentamento/tolerncia ao estresse; Risco de que-das (00155), Domnio 11 - Segurana e Proteo; e Dor crnica (00133) e Domnio 12 - Conforto.

    Trinta e nove (75%) ttulos diagnsticos de enfermagem identificados so diagnsticos reais e 13 (25%), de risco. Con-siderando os domnios, os diagnsticos mais frequentes fo-ram: Dor aguda (n=146, 57,25%), Risco de infeco (n=121,

    47,45%), Troca de gases prejudicada (n=103, 40,39%), D-bito cardaco diminudo (n=98, 38,43%), Confuso Agu-da (n=35, 13,67%), Volume de lquidos deficiente (n=26, 10,15%) e Ansiedade (n=22, 8,59%).

    A Tabela 2 apresenta as caractersticas definidoras e fatores relacionados e de risco dos ttulos diagnsticos de enferma-gem mais frequentes, identificados no mapeamento.

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    DISCUSSO

    A partir da anlise dos registros de enfermagem contidos nos 256 pronturios de pacientes hospitalizados na UTI, veri-ficaram-se 52 diferentes ttulos diagnsticos. Enquanto outros

    estudos simplesmente analisam registros para a identificao de diagnsticos em determinadas populaes, esta pesquisa realizou a validao dos diagnsticos com enfermeiros atuan-tes no setor, que puderam agregar informaes aos registros, aumentando a confiabilidade dos resultados.

    Tabela 2 Distribuio das caractersticas definidoras e fatores relacionados e de risco dos ttulos diagnsticos de enfermagem mais frequentes, identificados em pacientes hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva (N=256), de acordo com os domnios da taxonomia da NANDA-I, Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil, outubro de 2011 a abril de 2012

    Domnio/Diagnstico

    Caractersticas definidoras f(%) Fatores relacionados ou de risco

    f(%)

    D2/ Volume de lquidos deficiente (00027)

    Diminuio do enchimento venoso 21 (8,20) Falha nos mecanismos reguladores 18 (7,03)

    Diminuio da presso sangunea 20 (7,81) Perda ativa de volume de lquido 13 (5,07)

    Aumento da frequncia de pulso 14 (5,46)

    D3/ Troca de gases prejudicada (00030)

    Agitao 37 (14,45) Mudanas na membrana alveolocapilar

    49 (19,14)

    Cor da pele anormal (plida, escurecida) 33 (12,89) Desequilbrio na ventilao-perfuso 28 (10,93)

    Taquicardia 14 (5,46)

    Respirao anormal (mudana no ritmo, frequncia, profundidade)

    14 (5,46)

    D4/ Dbito cardaco diminudo (00029)

    Variaes na leitura de presso 79 (30,85) Frequncia cardaca alterada 69 (27,95)

    Taquicardia 48 (18,75) Ps-carga alterada 29 (11,32)

    Bradicardia 37 (14,45) Volume de ejeo alterado 21 (8,20)

    Pele fria e pegajosa 37 (14,45) Contratilidade alterada 12 (4,68)

    D5/ Confuso aguda (00128)

    Flutuao na cognio-nvel de conscincia

    35 (13,67) Demncia 30 (11,71)

    Agitao 07 (2,73) Mais de 60 anos de idade 06 (2,34)

    Inquietao aumentada 04 (1,56) Flutuao no ciclo sono-viglia 05 (1,95)

    Flutuao na atividade psicomotora 02 (0,78)

    D9/ Ansiedade (00146) Ansioso 17 (6,64) Mudana no estado de sade 12 (4,68)

    Agitao 08 (3,12) Ameaa ao estado de sade 12 (4,68)

    Respirao aumentada 05 (1,95)

    Inquieto 04 (1,56)

    Insnia 04 (1,56)

    D11/ Risco de infeco (00004)

    Procedimentos invasivos 122 (47,65)

    Defesas primrias inadequadas 16 (6,25)

    D12/ Dor aguda (00132)

    Relato verbal de dor 117 (45,70) Agentes lesivos (biolgicos, qumicos, fsicos, psicolgicos)

    142 (55,46)

    Evidncia observada de dor 59 (23,04)

    Alteraes na presso sangunea 51 (19,92)

    Comportamento expressivo 44 (17,18)

  • Diagnsticos de enfermagem em terapia intensiva: mapeamento cruzado e taxonomia da NANDA-I

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    No domnio Nutrio, o DE identificado como mais frequen-te foi Volume de lquidos deficiente. Este diagnstico ocorre em situaes de hipovolemia, depleo dos lquidos corporais, trau-mas, sangramentos gstricos por lceras e cirurgias(14), situaes essas muito presentes em pacientes internados em UTI. Estu-do(15) identificou o DE Volume de lquidos deficiente em pacien-tes vtimas de trauma, e as CDs identificadas foram: frequncia de pulso aumentado, presso sangunea diminuda, enchimento venoso diminudo; e um dos fatores relacionados foi perda ativa de volume de lquidos (sangramento), resultados identificados tambm em nosso estudo.

    No domnio Eliminao e troca, foi identificada a presena do ttulo diagnstico Troca de gases prejudicada, o qual foi re-lacionado presena de secrees em vias areas, impedindo a realizao adequada das trocas gasosas, ao uso de suporte ventilatrio e a complicaes, tais como edema pulmonar e in-suficincia respiratria. Esse diagnstico tambm foi identifica-do outras pesquisas em pacientes internados em UTI(16-17) com disfunes respiratrias. Nesses estudos, as CDs evidenciadas foram dispneia aos pequenos esforos, gases sanguneos arte-riais alterados (70%) e, durante o exame fsico, constatou-se respirao anormal, por alteraes na frequncia, ritmo ou am-plitude, e taquicardia. Os fatores relacionados encontrados para esse diagnstico foram(16): desequilbrio na ventilao perfuso (100%) e mudanas na membrana alveolocapilar (89%), resulta-dos semelhantes aos encontrados em nosso estudo.

    No domnio Atividade/repouso, identificou-se como DE mais frequente Dbito cardaco diminudo, para o qual a CD mais fre-quente foi Variaes na leitura de presso e o fator relacionado, Frequncia cardaca alterada. Em estudo(18) conduzido com 51 pacientes internados em UTI, o DE Dbito cardaco diminudo foi identificado em 45 (88,24%) pacientes, tendo, como fatores relacionados identificados, contratilidade alterada e ritmo alte-rado, pr-carga e ps-carga alteradas e frequncia cardaca alte-rada. O DE Dbito cardaco diminudo est associado funo miocrdica comprometida, o que se relaciona presena de problemas cardiovasculares, que provocam alteraes no dbito cardaco(19). Esses resultados foram semelhantes aos encontrados em nosso estudo, pois os problemas cardiovasculares (35,9%) foram os mais frequentes, conforme as anotaes de enferma-gem de pacientes em estudo.

    No domnio Percepo/cognio, o DE mais frequente foi Confuso aguda. Em nosso estudo, esse diagnstico foi identi-ficado em pacientes em situaes clnicas, tais como acidente vascular enceflico, traumatismo cranioenceflico e hemorra-gias intracranianas. Este DE j foi identificado para pacientes vtimas de trauma(15) e com evidncias que indicam ocorrncia de grande magnitude na populao com mais de 60 anos(15,20).

    No domnio Enfrentamento/tolerncia ao estresse, o DE An-siedade foi o mais frequente. Este diagnstico compe as respos-tas humanas de enfrentamento. Estudo(9) verificou que pacientes hospitalizados em UTI vivenciam situaes de estresse, medo da morte, devido ao ambiente que impe tenso, podendo con-tribuir para aumentar a ansiedade. Em pesquisa(21) para valida-o das CDs do DE Ansiedade em pacientes com insuficincia cardaca crnica, foram identificadas CDs semelhantes s en-contradas em nosso estudo, tais como inquietao e insnia.

    No domnio Segurana/proteo, foi identificado o DE Risco de Infeco, para o qual encontrou-se o fator de risco mais fre-quente Procedimentos invasivos. Os fatores predisponentes para ocorrncia deste DE foram relacionados puno de acesso ve-noso, uso de tubo orotraqueal, terapia de ventilao mecnica, uso de traqueostomia, uso de drenos, incises cirrgicas, inser-o de sondas gstricas e vesicais, leses cutneas com rompi-mento de pele e destruio de tecidos. Risco de infeco em idosos est associado a alteraes fisiolgicas do envelhecimen-to, principalmente no sistema imunolgico, e o retardamento no processo de cicatrizao tecidual(22). Considerando que o pero-do de hospitalizao pode expor o paciente a procedimentos e a exames diagnsticos invasivos, esses fatores contribuem para o elevado risco para aquisio de infeces(22).

    Identificou-se a presena do DE Risco de infeco em pa-cientes que estavam em uso de ventilao mecnica, tubo orotraqueal, traqueostomia e aspirao de vias areas. Estas situaes contribuem para o risco de infeco, pois os pacien-tes nestas circunstncias no apresentam as defesas normais das vias areas superiores(23).

    No domnio Conforto, identificou-se o DE Dor aguda como mais frequente. As caractersticas definidoras e fatores relaciona-dos foram os mesmos descritos em outras pesquisas(19,24). Desta-cou-se o relato verbal de dor como a principal CD identificada pela enfermagem, na UTI em estudo, para identificar a existn-cia de dor. A resposta verbal pode ser espontnea ou solicitada e pode referir aspectos sensoriais, emocionais ou cognitivos para caracterizar a experincia dolorosa, caracterizando-se como padro-ouro para a avaliao desse sintoma(2,25).

    Nos domnios Promoo da sade e Papis e relaciona-mentos, os diagnsticos identificados apresentaram menor frequncia. Alm disso, no foram mapeados diagnsticos nos domnios Autopercepo, Sexualidade e Princpios de vida. Pes-quisa realizada em uma UTI no Sul do Brasil(26) no encontrou necessidades psicossociais ou psicoespirituais abordadas pelos enfermeiros, embora as autoras julgassem esses resultados esperados, considerando a gravidade e/ou risco iminente vida na UTI, o que tornaria as necessidades psicobiolgicas uma prioridade, e o consenso de ser conhecido o fato de existirem necessidades psicossociais alteradas, como isolamento social e problemas de comunicao no contexto da UTI.

    No presente estudo, as enfermeiras confirmaram, por meio do grupo focal, a presena de disfunes nos domnios Autopercepo e Princpios de vida, embora no haja anotaes nos pronturios que apontem para identificao de diagnsticos nesses domnios. Assim, ressalta-se a importncia de registrar sua presena(27). Para o domnio Sexualidade, no houve iden-tificao de diagnsticos. Acredita-se que esses achados esto relacionados s especificidades de sade dos pacientes hospita-lizados na UTI em estudo, em que a resposta humana sexualida-de pode no ser considerada prioridade na situao.

    O conhecimento do perfil diagnstico luz de uma lin-guagem padronizada de enfermagem auxilia na organizao das aes de enfermagem gerenciais e assistenciais. Uma vez que os DEs, as CDs e os fatores relacionados e de risco iden-tificados na UTI em estudo convergem para dados encon-trados na literatura, visualiza-se o conjunto de fenmenos

  • Ferreira AM, et al.

    314 Rev Bras Enferm [Internet]. 2016 mar-abr;69(2):307-15.

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    para os quais a ateno da profisso est voltada no contexto da terapia intensiva e para a resoluo ou preveno dos quais devem ser planejadas intervenes. Conhecendo as intervenes a serem implementadas, os enfermeiros podem antecipadamente planejar as atividades de cuidado direto, identificar a fora de trabalho necessria para implement--las e entender as necessidades de qualificao/aprimora-mento da equipe. Conhecendo os diagnsticos, podem ser criados protocolos de avaliao, de modo a se diminurem registros incompletos, que podem contribuir para falhas na assistncia; e isso tambm poder auxiliar na qualificao do cuidado em sade(28).

    CONCLUSO

    Este estudo permitiu identificar as situaes clnicas passveis de intervenes de enfermagem e verificar sua equivalncia

    com 52 ttulos diagnsticos de enfermagem da NANDA-I. Con-siderando os domnios, os diagnsticos mais frequentes foram: dor aguda, risco de infeco, troca de gases prejudicada, dbito cardaco diminudo, confuso aguda, volume de lquidos defi-ciente e ansiedade.

    Na prtica clnica, os DE identificados podem subsidiar a construo de um instrumento de coleta de dados de enfer-magem para pacientes hospitalizados em terapia intensiva; favorecem o investimento dos profissionais na busca de in-tervenes baseadas em evidncia, para a discusso de aes necessrias, afim de atender s reais necessidades de sade dos pacientes; alm do que, podem favorecer a criao de softwares de apoio ao registro do processo de enfermagem, incluindo a prescrio de enfermagem institucional informa-tizada. O perfil identificado pode contribuir para o fortaleci-mento da identidade profissional e esclarecimento do escopo da enfermagem em UTI.

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