Determinao de materia organica Anna Carolina

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    04-Jul-2015

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Fundao Regional Educacional de Avar Faculdades Integradas Regionais De Avar

Determinao de Matria Orgnica

Prof. Dr. Otvio Augusto Martins

Relatrio desenvolvido na disciplina de Qumica Orgnica, no curso de licenciatura em Qumica, pela aluna Ana Carolina Ferreira Lamego.

Novembro/2010 Avar SP

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Sumrio

Introduo Terica....................................................................................................03

Objetivo..................................................................................................................... 05

Materiais e mtodos..................................................................................................0 6

Resultados e Discusses........................................................... ...............................06

Concluso................................................................................................................. 07

Referncias Bibliogrficas................................................................................. ........08

Anexo........................................................................................................................ .09

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Introduo A gua importante para a manuteno da vida e a sua sanidade e utilizao racional so de impacto para a economia e preservao da sad e da coletividade. A gua para o consumo humano aquela cujos parmetros microbiolgicos, fsico-qumicos e radioativos atendem aos padres de potabilidade e no oferecem risco sade da populao. Essas guas so captadas de mananciais superficiais. De acordo com a origem e tratamento recebido, as caractersticas das guas potveis variam, sendo de grande importncia o conjunto de determina es fsico-qumicas que avaliam essas propriedades. Esses referidos ensaios so destinados verificao da qualidade de guas provenientes de poos, minas, gua mineral e de abastecimento pblico. (Lamego, 2010) A determinao do oxignio Consumido (DOC) fornece a quantidade de material orgnico, que oxidvel nas condies impostas durante o experimento. (Tratamento de gua, 2008) A informao sobre a quantidade do OC til para definir alteraes da qualidade da gua a ser tratada e indicar a afetividade do processo do tratamento aplicado, alem de indicar o desenvolvimento de microrganismo nas unidades de tratamento. (Tratamento de gua, 2008) Este mtodo se baseia na reao de oxidao por parte do permanganato de potssio (KmnO4) em meio acido, neste caso, utiliza-se o acido sulfrico (H2SO4), em funo do on sulfato no ser afetado pelo permanganato, que no o consome. (Tratamento de gua, 2008) O objetivo oxidar quantitativamente as substancias oxidveis nas condies da determinao. Por esse motivo necessrio adicionar o permanganato em excesso e trabalhar a quente. (Tratamento de gua, 2008)

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A seguir adiciona -se uma soluo redutora, neste caso, utiliza -se o oxalato, em quantidade estequiomtrica, ou equivalent e a permanganato adicionado previamente. (Tratamento de gua, 2008) Logicamente, ocorrera uma sobra de oxalato equivalente ao permanganato que tenha sido consumido pelas substancias oxidveis contidas na amostra. (Tratamento de gua, 2008) A sobra ou excesso de oxalato ser titulada com permanganato sendo que, o volume gasto ser igual ao consumido pela amostra. (Tratamento de gua, 2008) A titulao direta do excesso de permanganato adicionado com oxalato no vivel, em virtude da formao de composto de mangans intermedirios que apresentam cor marrom, dando-se completo descoramento com reduo at o on mangans II (Mn2+), de forma muito lenta. (Tratamento de gua, 2008) Este doseamento pode tambm ser realizado em meio alcalino bastando alterar o cido sulfrico por bicarbonato de sdio, em nosso caso, a escolha pelo procedimento em meio cido se prende ao fato que a matria orgnica de origem vegetal consome mais oxignio em meio cido, enquanto a matria orgnica de origem animal consome mais oxignio em meio alcalino. (Tratamento de gua, 2008) Oxido Reduo O processo de oxidao envolve a perda de eltrons por parte de uma substncia, enquanto que a reduo envolve um ganho de eltrons para a espcie qumica em considerao. Esta perda ou ganho de eltrons, formalmente, indicada pela variao do nmero de oxidao das vrias espcies envolvidas na reao considerada. Em qualquer reao de xido reduo, o nmero de eltrons perdidos pela espcie qumica que sofre oxidao deve ser sempre igual ao nmero de eltrons ganhos pela espcie que sofre reduo, de modo a manter a neutralidade de carga do meio. A

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relao entre o nmero de mols das substncias reduzida e oxidadas fixada pelo balanceamento da reao

Determinao Permanganomtricas Este mtodo volumtrico envolve uma reao de xido -reduo em meio cido, na qual ons MnO4- so reduzidas a Mn. Neste meio a espcie MnO4- um oxidante forte e sua semi-reao de reduo pode ser expressa por: MnO4- + 5e- + 8 H+ Mn + 4 H2O

Geralmente no necessrio o uso de indicadores um titulaes permanomtricas, pois um pequeno excesso de titulante confere soluo uma colorao violeta clara (rsea), que indica o ponto final da titulao. Embora seja mais comum titular a espcie redutora diretamente com a soluo de KMnO4 padro, em alguns casos, esa-se tambm a tcnica da titulao de retorno ( ou retrotitulao). Uma das desvantagens deste mtodo analtico a de no se poder preparar uma soluo padro de permanganato de potssio por simples pesagem do sal e posterior diluio adequada, visto que esta substncia no um padro primrio. Geralmente ela se apresent a contaminada com MnO2, o qual, dentre outros inconvenientes, tem a propriedade de catalizar a reao entre os ons MnO4- e as substncias redutoras presentes na guadestilada usada na preparao da soluo padro. Assim sendo, antes da padronizao da soluo de KMnO4 necessrio que o dixido de mangans seja eliminado por filtrao.

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Objetivo Determinar, atravs de titulao permangatomtrica, se a amostra de gua recolhida contm material orgnico. Procedimentos Adicionamos 100 mL da amostra de ua recolhida com uma pipeta volumtrica e transferimos para um erlenmeyer de 500 mL. Colocamos 10 mL de cido sulfrico a 25% e levamos para chapa aquecedora at que comeasse a sair vapor. Adicionamos 10 mL de soluo de permanganato de potssio a 0,0125 N com uma pipeta graduada. Levamos novamente para a chapa e aguardamos 10 minutos. Aps decorrido esse tempo, colocamos 10 mL de soluo de cido oxlico a 0,0125 N e homogeinizamos a amostra. Como a amostra ficou transparente, tivemos que titular com perman ganato de potssio at que ela ficasse levemente rsea.

Resultados e discusses A determinao de oxignio consumido indica a quantidade de

substncias oxidveis presentes na gua. No mtodo proposto, a amostra oxidada com ons permanganato em meio ci do. Aps a adio de excesso de ons oxalato, titula-se novamente com soluo de permanganato. Ento, quando a soluo de permanganato adicionada gua, ela consome todo o oxignio existente. Se o lquido fica transparente, sinal de que no houve excesso da soluo na amostra, indicando a existncia de matria orgnica na

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gua. Caso o lquido apresentasse a colorao rsea, indicaria que no contm quaisquer tipo de material orgnico na gua . O oxignio consumido pela

amostra (em mg/L) corresponde exatamente ao nmero de mL de permanganato de potssio 0,0 125 N gasto na titulao da amostra. De acordo com a RIISPOA, esse nmero deve ser inferior a 2 mg/L: Tabela 01. Oxignio consumido em titulao de permanganato de possio. n Volume de KmnO4 (mL) 1 0,8 Fator de correo cido oxlico 1,0515 O2 consumido (mg/L) 0,841

Como podemos ver, o valor obtido encontra -se dentro dos padres exigidos, portanto, a gua esta prpria para uso.

Concluso A partir dessa atividade, podemos concluir que esse mtodo usado por diversos laboratorios para analisar a qualidade da gua, que ser usada para consumo humano. O valor estava dentrodos parmetros exigidos e com isso, nosso experimento foi realizado com xito.

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Referncias Bibliogrficas TRATAMENTO DE GUA, 2010. Diretor Tcnico Eduardo Nascimento Pacheco, Engenheiro Sanitarista pela Escola Sanitarista de Mau. Disponvel em: http://www.tratamentodeagua.com.br/R10/Biblioteca_Detalhe.aspx?codigo=398 Acesso em 11/2010.

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Anexo

Oxignio consumido (mg/L) = volume da soluo de KmnO4 x fator de correo da soluo de cido oxlico.

Mg/L = 0,8 mL x 1,0515 = 0,8412 mg/L

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