DEFORmAO PERmANENTE Em mISTURAS ASFlTICAS

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    10-Jan-2017

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  • Em junho foi iniciada a operao de mais uma unidade fabril da GRECA ASFALTOS. Estrategicamente localizada no noroeste de So Paulo, a filial So Jos do Rio Preto ir proporcionar aos clientes da regio mais facilidade e agilidade na entrega das emulses asflticas produzidas pela empresa.

    NOVA FBRICA DE SO JOS DO RIO PRETONOVA FBRICA DE SO JOS DO RIO PRETO

    A GRECA Transportes est aumentando a sua capacidade de transporte

    para poder atender o crescimento da demanda no setor. Com a

    aquisio de novos cavalos mecnicos e de carretas, em conjunto com

    o monitoramento integrado, proporciona mais agilidade na entrega dos

    produtos GRECA a seus clientes.

    O Catlogo Sustentvel, da FGV, escolheu o ECOFLEX, asfalto ecolgico

    da GRECA, como o produto sustentvel do setor de pavimentao. Para

    mais informaes, acesse o site www.catalogosustentavel.com.br.

    AmPlIAO DA FROTA PRPRIA

    ECOFlEX SUSTENTVEl

    O mascote da GRECA ASFALTOS recebeu

    medalha de bronze na categoria Personagem

    Promocional no VIII Prmio Colunistas Promoo Paran que elege as

    melhores peas de design, marketing direto e

    promoo do estado.

  • LUTO

    Recentemente as cores da GRECA ASFALTOS foram acrescidas de uma tarja negra, em luto pela perda de seu scio-fundador, Belmiro Greca, ocorrido em 25 de maio.

    Os 89 anos por ele vividos so testemunha de uma laboriosa e frutfera existncia que culminou com aprecivel acervo de crditos ao trmino de sua vida. Este acervo, alm da gerao de atuante famlia, demonstra que Belmiro se notabilizou pelo seu sucesso profissional, ao fundar, em 1959, a B. Greca & Cia Ltda. e batalhar arduamente por sua consolidao.

    Essa iniciativa, ocorrida h quase meio sculo, se mostrou vencedora e hoje consolidada pela parceria com milhares de clientes atendidos por quatorze unidades plantadas em todo o territrio nacional ostenta com orgulho a filosofia que sempre norteou suas aes de muito trabalho com a mxima do querido patriarca: nossa obrigao atender os clientes com capacidade, pontualidade e honestidade.

    No entanto, no consideramos concluda a tarefa iniciada por Belmiro. Pelo contrrio. Entendemos que o seu legado moral aumenta nossa responsabilidade em trabalharmos mais e melhor para honrar a memria desse empreendedor que nos mostrou e nos embalou pela trilha de nossa vida profissional. E por toda sua participao em nossas vidas ns lhe dizemos: adeus e muito obrigado, pai e av.

    Famlia GRECA ASFALTOS.

    FIm DE Um CAPTUlO

  • bibLiOTeca dO asfaLTOs

    DEFORmAO PERmANENTE Em mISTURAS ASFlTICASCARACTERIZAO DA DEFORmAO PERmANENTE

    Da mesma forma que a fadiga, a deformao permanente um dos principais defeitos que ocorrem nos pavimentos brasileiros. A norma DNIT 005/2003-TER, que define os termos tcnicos empregados em defeitos que ocorrem nos pavimentos flexveis, classifica o afundamento como sendo a deformao permanente caracterizada por depresso da superfcie do pavimento, acompanhada ou no de solevamento, podendo se apresentar sob a forma de afundamento plstico ou de consolidao. De acordo com essa norma, a deformao permanente classificada considerando a sua ocorrncia, seja nas camadas de revestimento ou nas camadas do pavimento ou subleito. Quando o defeito ocorre nas camadas asflticas, o defeito pode ser denominado ainda como ondulao ou corrugao. O Quadro 1 apresenta o resumo da deformao permanente ou afundamento.

    O afundamento de trilha de roda a forma mais comum de deformao permanente e pode ter diversas causas, como o enfraquecimento da camada de binder e a repetio de tenses aplicadas ao subleito, sub-base ou base, com contribuio relativa de cada uma dessas camadas para a deformao total (Figura 1a). Outro tipo de afundamento por trilha de roda resulta na acumulao de deformao nas camadas asflticas. Este tipo de afundamento causado por misturas que possuem pequena resistncia ao cisalhamento, insuficiente para resistir passagem das cargas repetidas (Figura 1b) (FHWA, 1994). Nessa edio do Fatos & Asfaltos, ser dada nfase deformao permanente causada essencialmente pelas misturas asflticas.

    FATORES QUE AFETAm A DEFORmAO PERmANENTE

    O estudo da deformao permanente tem sido realizado por diversos pesquisadores. A investigao

    conduzida por Hofstra & Klomp (1972) em pistas experimentais indicou que a deformao de cisalhamento ocorre primeiro do que a densificao como mecanismo de deformao permanente.

    Eisenmamm & Hilmer (1987) concluram que a deformao permanente era causada principalmente pela deformao de fluncia sem mudana de volume. Na abertura ao trfego, denominada fase inicial, o aumento da deformao irreversvel que ocorre nos flancos dos pneus claramente superior do que nas zonas de irrompimento. Nesta fase inicial de abertura ao trfego a compactao das camadas do pavimento pelo trfego tem uma grande importncia na deformao permanente.

    Aps a fase inicial, o volume do material nas trilhas de rolamento aproximadamente igual ao volume das zonas de irrompimento adjacentes. Isto uma indicao que a compactao devida ao trfego est completa e que, a partir dessa fase, a deformao permanente causada essencialmente por deslocamento com volume constante. Essa fase considerada representativa do comportamento da deformao permanente durante a vida do pavimento (Eisenmamm & Hilmer, 1987).

    A deformao permanente em misturas asflticas um fenmeno caracterstico de altas temperaturas e ocorre preferencialmente no vero. Apesar da parcela de importncia da deformao permanente

    Quadro 1 defeito afundamento ou deformao permanente (adaptado do dNiT 005/2003-TeR)

    AFUNDAmENTO lOCAlIZAO OCORRNCIA

    plsticolocal devido fluncia plstica de uma ou mais camadas do pavimento ou do subleito

    de trilha devido fluncia plstica de uma ou mais camadas do pavimento ou do subleito

    deconsolidao

    local devido consolidao diferencial ocorrente em camadas do pavimento ou do subleito

    de trilha devido consolidao diferencial ocorrente em camadas do pavimento ou do subleito

    ondulao/corrugao

    ondulaes transversais causadas por instabilidade da mistura asfltica constituinte do revestimento ou base

    figura 1 afundamento ou deformao permanente (fHWa, 1994)

  • bibLiOTeca dO asfaLTOs

    ser relativa ao agregado, a poro devida ao ligante muito importante. Asfaltos que possuem caractersticas cisalhantes fracas (pela composio ou temperatura) reduzem a coeso da mistura, que tende a se comportar como uma massa de agregados desunida (FHWA, 1994).

    As caractersticas das misturas asflticas que afetam a deformao permanente so apresentadas no Quadro 2 (Sousa et al., 1991).

    AVAlIAO DA DEFORmAO PERmANENTE Em lABORATRIO

    Em laboratrio, diversos ensaios podem ser realizados para avaliar a resistncia deformao permanente das misturas asflticas. Dentre os ensaios mais utilizados podemos citar os seguintes:

    ensaios de compresso simples, com a aplicao de cargas estticas ou repetidas;

    ensaios de compresso triaxial, com aplicao de cargas estticas ou repetidas;

    ensaios de cisalhamento, com aplicao de cargas estticas ou repetidas; e,

    ensaios com cargas rolantes, em laboratrio ou em escala real.

    No Brasil, a Universidade de So Paulo (USP) dispe de equipamento desenvolvido pelo LCPC (Laboratoire Central des Ponts et Chausses), na Frana, denominado lornireur type LPC, do tipo cargas rolantes e simula a passagem sucessiva das rodas dos veculos possibilitando assim avaliar o comportamento deformao permanente de misturas asflticas.

    O ensaio realizado submetendo corpos de prova prismticos a um nmero elevado de ciclos ao da roda do equipamento, freqncia de 1Hz, temperatura de 60C. As medidas da deformao so realizadas para os ciclos 100; 1.000; 3.000; 10.000; 30.000. O afundamento determinado pela

    Quadro 2 fatores que afetam a deformao permanente de misturas asflticas (adaptado de sousa et al., 1991)

    PARmETRO FATOR mUDANA DO FATOR EFEITO NA DEF. PERmANENTE

    Agregado

    textura superficial lisa para rugosa aumenta

    granulometria descontnua (gap) para contnua aumenta

    forma redonda para angular aumenta

    tamanho aumento do tamanho mximo aumenta

    Asfalto rigidez aumento aumenta

    Misturateor de asfalto aumento diminui

    volume de vazios (1) aumento diminui

    Condies locais

    temperatura aumento diminui

    estado de tenso/deformao aumento da presso de contacto diminui

    repetio de cargas aumento diminui

    (1) quando o volume de vazios for inferior a 3%, o potencial de deformao permanente das misturas aumenta.

    mdia de 15 pontos de leitura. A carga adotada a de uma presso equivalente a 5,6kg/cm2. O limite da deformao, medido no ciclo 30.000, de, no mximo, 10% da altura do corpo de prova.

    O SHRP (Strategic Highway Research Program) estabeleceu um procedimento para avaliao das deformaes permanentes atravs das deformaes de cisalhamento plsticas que ocorrem nas misturas asflticas. O ensaio, denominado ensaio de cisalhamento simples cclico altura constante (RSST-CH, Repetitive Simple Shear Test at Constant Height), padronizado pela AASHTO TP7-01 e tem sido largamente utilizado no estudo da resistncia s deformaes permanentes de misturas asflticas.

    O ensaio foi desenvolvido a partir dos estudos de Sousa et al. (1994) que concluram que a deformao permanente que ocorre nas camadas asflticas se deve essencialmente ao fenmeno de deformao plstica por cisalhamento sem variao de volume, causada por tenses de cisalhamento existentes junto ao limite da rea de contato entre os pneus dos veculos pesados e o pavimento. O fenmeno de deformao plstica por cisalhamento sem variao de volume bem representado pelo ensaio RSST-CH.

    INFlUNCIA DO TIPO DE lIGANTE NA DEFORmAO PERmANENTE

    Para mostrar a influncia do tipo de ligante na deformao permanente fez-se uma srie de ensaios no RSST-CH. A mistura A foi confeccionada com asfalto convencional CAP-50/70 e a mistura B foi produzida com o asfalto borracha do tipo terminal blend com 15% de borracha incorporada. Os ensaios foram conduzidos na Universidade do Minho (Portugal) e os asfaltos foram fornecidos pela GRECA ASFALTOS.

    Nos ensaios RSST-CH os corpos de prova cilndricos possuem o dimetro e a altura de acordo com o dimetro mximo do agregado e podem ser extrados com sondas rotativas em campo ou de placas

  • bibLiOTeca dO asfaLTOs

    produzidas em laboratrio. Nos ensaios realizados nesse estudo, foram utilizados corpos de prova com dimetro de 150mm e altura de 50mm.

    O ensaio RSST CH realizado utilizando dois atuadores mecnicos, um horizontal e outro vertical, conforme esquema mostrado na Figura 2. O atuador horizontal controla a magnitude das tenses de cisalhamento aplicadas horizontalmente enquanto que o atuador vertical garante que o corpo de prova, ensaiado sob tenso controlada, mantenha a altura constante durante o ensaio. So realizadas oito repeties para cada mistura.

    O carregamento imposto ao corpo de prova caracterizado por um perodo de carga de 0,1s e por um perodo de repouso de 0,6s. Uma tenso de

    cisalhamento de 70kPa o valor recomendado a ser utilizado no ensaio RSST CH. A temperatura do ensaio foi de 60C.

    De acordo com a norma AASHTO TP7-01, o ensaio RSST CH deve ser conduzido at o corpo de prova atingir a deformao especfica de cisalhamento de 0,04545, que equivale a um valor limite para a trilha de roda de 12,7mm. O ensaio RSST CH permite estabelecer uma lei de deformao permanente das misturas asflticas em funo da temperatura a qual a mistura estar submetida no pavimento. Os resultados so apresentados relacionando o ESAL (nmero mximo de ciclos do eixo padro de 80kN) estimado que gera uma trilha de roda de 12,7mm nas misturas.

    A Figura 3 apresenta os resultados de resistncia deformao permanente, determinados atravs do ensaio RSST CH, relacionando o ESAL (eixos de 80kN) que gerou uma trilha de roda de 12,7mm nas misturas A (convencional) e B (asfalto-borracha).

    Os resultados mostraram que a mistura com asfalto borracha apresenta uma maior resistncia deformao permanente em relao mistura convencional. Esse ensaio foi desenvolvido pelo SHRP e, portanto, a profundidade das trilhas de roda admitida para 12,7mm. Para o caso de uma

    profundidade permitida superior, o valor da vida deformao permanente ser maior.

    CONClUSES

    O ensaio RSST CH carece ainda de calibrao para os materiais e condies regionais da dosagem de misturas asflticas. Entretanto, do ponto de vista de laboratrio, o ensaio mostra que possvel avaliar a influncia dos diferentes tipos de ligante na deformao permanente das misturas asflticas na fase de projeto da mistura. Para as misturas utilizadas neste estudo, os resultados mostram que o asfalto borracha aumenta de forma significativa a resistncia deformao permanente da mistura.

    Futuramente o Fatos & Asfaltos abordar a influncia do tipo de ligante na deformao permanente avaliada utilizando-se ensaios com cargas rolantes.

    Prof. Dr. Glicrio Trichs - Professor da Universidade Federal de Santa Catarina

    Eng. Liseane P. T. da Luz Fontes - Doutoranda da Universidade Federal de Santa Catarina Universidade do Minho, Portugal

    tecnologia@grecaasfaltos.com.br

    REFERNCIAS CONSUlTADASEisenmann, J. & Hilmer, A., 1987. Influence of Wheel Load and Inflation Pressure on the Rutting Effect at Asphalt Pavements Experiments and Theoretical Investigations, Proceedings, Sixth International Conference on the Structural Design of Asphalt Pavements, Vol. I, Ann Arbor, 392-403.

    Hofstra, A. & Klomp A.J.G., 1972. Permanent Deformation of Flexible Pavements Under Simulated Road Traffic Conditions. Third International Conference on the Structural Design of Asphalt Pavements. London, U.K.

    Sousa, J.B.; Craus, J.; Monismith, C.L., 1991. Summary Report on Permanent Deformation in Asphalt Concrete. SHRP-A/IR-91-103. Strategic Highway Research Program. National Research Council. Washington, DC, USA.

    Sousa, J.B.; Solaimanian, M.; Weissman, S.L., 1994. Development and Use of the Repeated Shear Test (Constant Height): An Optional Superpave Mix Design Tool. SHRP-A-698. Strategic Highway Research Program. National Research Council. Washington, DC, USA.

    FHWA, 1994. Background of Superpave Asphalt Mixture Design and Analysis. Federal Highway Administration, FHWA-SA-95-003. Lexington, KY, USA.

    figura 2 conjunto corpo de prova e pratos montados no equipamento RssT cH

    figura 3 esaL que origina uma trilha de roda de 12,7 mm nas misturas

    ES

    AL

    (8

    0kN

    )

    1,e + 07

    1,e + 06

    1,e + 05

    1,e + 04

    1,e + 03

    1,e + 02

    a b

  • cOMUNicadO

    Com o aquecimento das atividades econmicas e do maior ritmo nas obras pblicas em decorrncia do momento poltico brasileiro, est crescendo a demanda por produtos betuminosos, conforme era previsto. Como conseqncia, tambm esperada, comeam a surgir gargalos que inibem ou retardam a adequada entrega de produtos ao destino final, requerida pelo cliente. Para reduzirmos estes problemas a um patamar aceitvel, urge que todas as partes envolvidas no processo redobrem seus esforos na tentativa que viabilizar um resultado adequado atravs de aes conjuntas.

    Para tanto, estamos elencando um conjunto de aes a serem desenvolvidas por cada um dos agentes envolvidos no processo que, em conjunto com outras a serem sugeridas, podero, se adotadas, possibilitar uma maior agilidade ao sistema. Se com estas sugestes pudermos estender parte de nossas preocupaes de forma que todos os envolvidos colaborem e usufruam dos benefcios decorrentes, teremos atingido nossos objetivos.

    Medidas a serem implantadas e observadas:

    1 PElAS REFINARIAS (PETROBRS)- Aumentar a produo;- Aumentar a capacidade de tancagem;- Estender horrio de carregamento;- Agilizar a emisso da notas fiscais;- Implantar regime de cota se houver limitao;- Carregar aos sbados (adoo ou ampliao de ao);- Comunicar com agilidade qualquer anomalia no

    carregamento/produo;- Comunicar com antecedncia as paralisaes de

    refinarias para manuteno e procurar coincidir o perodo com o final de ano, iniciando-o em 20 de dezembro, poca mais favorvel a todos os envolvidos no ciclo de demanda destes produtos;

    - Readequar vazo dos bicos de carregamento.

    2 PElA DISTRIBUIDORA (GRECA)- Estender horrio de troca de notas;- Aumentar o nmero de frotas (ampliao da capacidade

    de transporte);- Otimizar a manuteno dos caminhes;- Aumentar os turno de oficinas e lavagem;- Contratar motoristas reservas;- Aumentar para 2 turnos a produo nas fbricas;- Carregar no sbado nas fbricas;- Comunicar o cliente com agilidade qualquer

    anomalia no carregamento/produo/entrega.

    DEmANDA CRESCENTE DE PRODUTOS ASFlTICOS BUSCA DE SOlUES

    3 PElO ClIENTE - Fazer os pedidos com antecedncia de, pelo menos,

    2 dias teis do carregamento;- Fazer programaes semanais, mantendo contatos

    dirios para validar os pedidos;- Fazer a previso de tempo de estrada adequado,

    lembrando que o caminho roda 600km em 24 horas, na mdia;

    - Avisar imediatamente qualquer alterao no consumo (quebra de usina, previso de chuva);

    - Assegurar tancagem adequada na obra (com capacidade de 2 dias de produo/consumo + o tempo de viagem do caminho at o canteiro);

    - Estender horrio de recebimento e descarga dos produtos;

    - Manter nas obras acesso para descarga por gravidade. Na impossibilidade de uso da gravidade, instalar bomba de descarga, pois agiliza o processo e evita lastro, que ocorre quando ela feita pela bomba instalada no caminho;

    - Manter nas obras adequadas instalaes e/ou equipamentos para descarga de asfalto dos caminhes.

    4 POR CONCESSIONRIAS DE RODOVIAS E RGOS PBlICOS (FEDERAIS, ESTADUAIS E mUNICIPAIS)

    - Planejar a execuo de obras rodovirias de forma que a demanda do produto asfltico ocorra de forma linear (constante) durante os 12 meses do ano, ao contrrio do que acontece atualmente, com maior consumo concentrado em apenas 6 meses, a partir de maio (nestes meses a demanda chega a atingir o dobro da quantidade). A viabilizao dessa sugesto desafogar sensivelmente as operaes das refinarias, distribuidoras e construtoras, permitindo a adoo de cronogramas fsicos e financeiros mais racionais e convenientes pelos agentes envolvidos no processo.

    5 POR TODOS (FATORES ImPREVISVEIS)- Trnsito;- Quedas de sistema;- Intempries temporais e regionais;- Acidentes;- Problemas com sade;- Produo fora de especificao;- Greves;- Quebras de caminhes na estrada;- Atraso na entrega de matrias primas para produo

    dos asfaltos e emulses.

    Atenciosamente, diretoria GRECA ASFALTOS.

  • gReca RespONsveL

    RODOVIAS SUSTENTVEIS Conforme vimos no ltimo Fatos & Asfaltos, a GRECA lanou uma campanha com foco

    em solues ambientais, econmicas e funcionais para as rodovias brasileiras.

    Obras de restaurao de rodovias e vias urbanas inevitavelmente causam impactos ao meio ambiente, pelo consumo de novos materiais, operao de usinas, trfego de veculos pesados e disposio de resduos. A tcnica de reciclagem, que envolve a utilizao de parte do pavimento existente misturado com diferentes aditivos, congrega uma das tecnologias que influenciam os custos e trazem benefcios ambientais.

    RECIClAGEm

    Como sabemos, reciclar significa reaproveitar materiais para algum fim, mantendo suas propriedades originais ou adequando-as s novas necessidades. Contribuindo, dessa forma, para a preservao do meio ambiente.

    A construo civil a maior geradora de resduos dentro dos centros urbanos e produz o equivalente a metade do lixo proveniente dessas reas. Cada metro quadrado construdo corresponde a 150kg de resduos descartados. Informaes como essas so bastante recentes, pois at h pouco tempo no se quantificava o impacto da poluio e dos resduos gerados por esse setor no meio ambiente.

    A cultura do desperdcio dificulta a realizao das boas prticas. Dentro do cenrio brasileiro atual deve-se dar uma ateno especial ao assunto. Algumas prefeituras j se conscientizaram e criaram leis referentes ao gerenciamento dos resduos gerados em obras. Esta uma obrigao de todos

    os municpios.

    PANORAmA NACIONAl

    A maior parte das cargas transportadas no Brasil feita por caminhes. Sem caminho o Brasil pra. Vamos alm, sem estradas o Brasil pra. Com a evoluo automobilstica, os caminhes esto mais velozes e as cargas mais pesadas. O desafio das rodovias acompanhar essas mudanas e proporcionar as devidas condies de trfego para que a economia no estagne.

    Porm, a manuteno da malha rodoviria no est acompanhando essa evoluo. A qualidade das matrias-primas disponveis est em declnio tanto pela sua escassez, como pela relao custo x benefcio que, muitas vezes, tem se olhado apenas o custo, trabalhando no limite das especificaes. A vida til do pavimento tem-se abreviado muito e sua manuteno , s vezes, ausente. Se no buscarmos alternativas como a reciclagem, em breve os recursos naturais sero raros e caros e viveremos em desequilbrio ecolgico acentuado.

    Este o ponto: no que estejamos consumindo muito; Estamos consumindo mais do que a parte que nos cabe. Atualmente a demanda de consumo internacional equivale aos recursos que 1,5 mundos podem nos oferecer (Global Footprint Network). No setor de pavimentao, destacamos alguns materiais que devem ser utilizados racionalmente: cimento

    asfltico, pedra, areia e cal.

    RECIClAGEm DE PAVImENTO A FRIO

    A implantao das tcnicas de Reciclagem de Pavimento sofreu muita resistncia no Brasil por diversos motivos, como: desconhecimento, resistncia a novidades, falta de equipamentos e de responsabilidade social.

    O pavimento composto por materiais como pedras, p de pedras, areia, cal, calcrio, cimento e asfalto. tudo misturado em usina a aproximadamente 160C, utilizando leos combustveis no processo de aquecimento. Por muitos anos esse processo se repete. Quando um pavimento atinge a fadiga, ele no proporciona mais segurana a seus usurios. O procedimento tomado at ento arrancar toda a capa, descart-la e iniciar um novo projeto. Porm, as tcnicas mais modernas de pavimentao reaproveitam o material envelhecido. Todo conjunto (pedra, asfalto, filler, etc.) pode ser reutilizado como camada de base, responsvel pela resistncia estrutural do pavimento, e de rolamento. Nesta edio do Fatos & Asfaltos vamos nos ater ao aproveitamento para base.

    capa do pavimento descartada em aterro.

  • O governo brasileiro tem recebido recursos de bancos mundiais para obras rodovirias. Tem se observado, nesses casos, a preocupao com o meio ambiente. Afinal, a tecnologia de reciclagem faz parte dos projetos de restaurao de rodovias. Podemos exemplificar com o Programa de Recuperao de Rodovias (SP) que recebeu apoio do BID. Uma das tcnicas adotadas foi a Reciclagem do Pavimento in situ, ou seja, o reprocessamento dos pavimentos ocorre no prprio local. No h necessidade de usinas a quente, tancagem trmica, nem de remoo do material escavado, acabando com o ciclo de carga, transporte, estocagem e descarga. Conclui-se que utiliza menos recursos naturais e contribui com a reduo de emisso de poluentes, gerados com o transporte e usinagem.

    Nos trechos reciclados pelo Programa foi aplicada a tcnica de Tratamento Superficial como camada de bloqueio de trincas, impermeabilizante e ancoragem da camada de rolamento. No CBUQ, foram adotadas faixas granulomtricas mais estruturadas - resistindo melhor s deformaes - e com maior rugosidade na textura - oferecendo maior segurana para os usurios, aperfeioadas com o uso do GRECAFLEX - asfalto modificado por polmero de alta tecnologia da GRECA ASFALTOS,

    proporcionando maior vida til ao pavimento com menor espessura.

    Atualmente o Brasil j possui tecnologia de reciclagem atravs de diversos equipamentos que trabalham com agilidade e baixo custo. So mquinas que fresam, cortam a camada do pavimento e a prpria mquina mistura todo esse material, homogeneizando-o, com adio de materiais virgens e fillers para aperfeioar granulometrias e melhorar a coeso. Substitui o trabalho da motoniveladora, da fresa e da usina de solo. Esse processo pode variar e receber apoio de outros equipamentos. O mais importante recompor todo o material que poderia ser desperdiado e reaproveit-los.

    A Reciclagem de Pavimentos a Frio uma opo econmica e ecolgica de restaurao de pavimentos. Alm de contribuir para a reduo de consumo de recursos naturais, proporciona reduo do consumo de energia eltrica de 60 a 80% em relao ao sistema de reciclagem tradicional com britagem, de transporte (que corresponde a grande parcela do preo do produto), de emisso de particulas e de rudos.Contribuio:

    Eng. Agnaldo Agostinho Gerente Tcnico-Comercial da GRECA/SP

    Eng. Msc. Armando Morilha Jr. Consultor Tcnico da GRECA.

    Mariana Rigotto Analista de Marketing da GRECA.

    gReca RespONsveL

    Endereo: Av. das Araucrias, 5126 - Araucria - PR - 83.707-000 - Fone: 0300-789-4262 - Fax: 41 2106-8601 - www.grecaasfaltos.com.br

    COORDENAO: Marcos Rogrio Greca / Mariana RigottoDIAGRAMAO: pontodesignPERIODICIDADE: Trimestral

    TIRAGEM: 3.000PR-IMPRESSO E IMPRESSO: Grupo Corgraf

    Crticas, comentrios ou sugestes de temas podem ser enviados para:fatoseasfaltos@grecaasfaltos.com.br

    Remoo pavimento.

    Novo pavimento reciclado e aprimorado com gRecafLeX

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