Dan ando na escola Teoria e metodologia da dan a Dan bia Aires de Souza.

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    07-Apr-2016

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  • Danando na escolaTeoria e metodologia da danaDanbia Aires de Souza

  • Para onde vai o ensino da dana?no Brasil alguns "desentendimentos" sobre ocampo de conhecimento da dana que j foram, vamosdizer, "resolvidos", em outras reas do conhecimentocomo a matemtica, a geografia, a fsica: na escola, emque disciplina a dana seria ensinada? Artes? Educao Fsica?

  • Ser que estaria na hora de pensarmos umadisciplina exclusivamente dedicada dana?Mas o que afinal a dana na escola? rea de conhecimento?Recurso educacional? Exerccio fsico? Terapia?Independentemente deste campo minado que, infelizmente, vem se formando ao longo dos anos entre profissionais que se consideram habilitados a ensinar dana, noto que, acima de tudo, a pluralidade que tem sem dvida marcado as atividades da dana e ensino no Pas.

  • nesta perspectiva da diversidade e da multiplicidade de propostas e aes que caracterizam o mundo contemporneo que seria interessante lanarmos um olhar mais crtico sobre a dana na escola.

  • POR QUE SER QUE A DANA RARAMENTE FAZ PARTE, DE MANEIRA CONTNUA E SISTEMATIZADA, DE NOSSO SISTEMA ESCOLAR?

  • O ensino de artes no Brasil tem sofrido as conseqncias de posturas racionalistas e dualistas arraigadas ao pensamento pedaggico brasileiro. Nossa escola formal est fundada em valores que h sculos tm valorizado o conhecimento analtico /descritivo/linear em detrimento do conhecimento sinttico/sistmico/corporal/intuitivo.

  • A dana de domnio pblicoSe por um lado o fato do Brasil ser um pas onde a dana de domnio pblico torna-o um pas democrtico, peculiar, vibrante e corporal, por outro tem excludo a possibilidade de estudarmos dana com maior profundidade, amplitude e clareza (e at mesmo menos riscos de leses para o corpo). Ou seja, o fato do Brasil ser um pas "danante" tem tambm alijado a dana da escola.

  • J no bastasse a idia de que a cincia da educao pertence a todos, a viso de que "danar se aprende danando" e nada mais na verdade uma postura ingnua em relao aos mltiplos significados, relaes, valores pessoais, culturais, polticas e sociais literalmente incorporados s nossas danas.

  • Pr-conceitos"expresso corporal", "educao pelo/do movimento", "arte e criao", "movimento e criao", etc. Coisa de mulher.

    Corpo pecaminoso.

  • Falta de conhecimentoA formao de professores que atuam na rea de dana sem dvida um dos pontos mais crticos no que diz respeito ao ensino desta arte em nosso sistema escolar.

    A dissociao entre o artstico e o educativo que geralmente enfatizada na formao destes profissionais nos cursos de licenciatura/pedagogia/magistrio tem comprometido de maneira substancial o desenvolvimento do processo criativo e crtico que poderia estar ocorrendo nas escolas bsicas.

  • Qual seria a contribuio da escola para o aprendizado da dana? "bom para relaxar", "para soltar as emoes", "expressar-se espontaneamente.

    Ser que as contribuies da dana no espao escolar esto relacionadas somente ao prazer e relaxamento?

  • A escola pode, sim, dar parmetros para sistematizao e apropriao crtica, consciente e transformadora dos contedos especficos da dana e, portanto, da sociedade. A escola teria, assim, o papel no de reproduzir, mas de instrumentalizar e de construir conhecimento em/atravs da dana com seus alunos(as),pois ela forma de conhecimento, elemento essencial para a educao do ser social.

  • Dana como forma de conhecimentoA construo de conhecimento no campo das artes implica trs tipos de saber diferenciados e, ao mesmo tempo, complementares (Reid, 1983): o conhecimento direto, sem intermediao das palavras , o conhecimento sobre as artes e o conhecimento de como fazer algo.Na rea de dana, estes conhecimentos equivaleriam a experimentar, sentir, fazer dana, enfim, para que construssemos um conhecimento da dana em si;

  • Dana e a educao do ser socialHoje no podemos mais ignorar o papel social, cultural e poltico do corpo em nossa sociedade e, portanto, da dana.Conceitos e regras sobre gnero, raa, etnia, classe social etc. esto/so incorporados durante nosso processo de ensino-aprendizado sem que muitas vezes nos demos conta daquilo que estamos construindo ou at mesmo (re)produzindo.

  • Quais so os contedos especficos da rea de danaSub-textos por Preston-Dunlop (1992) : movimentos, suas estruturas, ou seus aspectos coreolgicos . o trabalho com estes aspectos da dana que fazem com que possamos perceber, experimentar e entender em nossos corpos o qu, onde, como e com quem/o qu o movimento acontece.Contextos da dana:Este conhecimento inclui os elementos histricos, culturais e sociais da dana como histria, esttica, apreciao e crtica, sociologia, antropologia, msica, assim como saberes de anatomia, fisiologia e cinesiologia.

  • O distanciamento da linguagem da dana nas propostas de ensino...O forte preconceito em relao dana um motivo, inclusive, para muitos professores (as) atriburem outros nomes s sua atividades com dana (expresso corporal, educao pelo/do movimento, arte e criao, etc.), atitude essa que acaba por mascarar suas intenes, ao mesmo tempo que possibilita um maior acesso a pratica proposta ( Marques, 1997).

  • No que diz respeito a formao e ensino da dana na escola A formao de professores que atuam na rea de dana sem dvida um dos pontos crticos no que diz respeito ao ensino desta linguagem artstica em nosso sistema escolar.A dissociao entre o artstico e o educativo que geralmente enfatizada na formao dos profissionais nos cursos de licenciatura em pedagogia, artes, educao fsica, entre outros, comprometem o desenvolvimento do processo criativo e critico que poderia estar ocorrendo nas escolas. Professores de artes, educao fsica e do ensino fundamental (1 a 4 sries), vm trabalhando com dana nas escolas sem que tenham necessariamente tido experincias anteriores com esta linguagem artstica. A escassez de bibliografia especializada na rea, interfere significativamente na apropriao, ampliao dos conhecimentos em dana.

  • Quais as possibilidades de efetivao de um trabalho com dana que nos fornea elementos para educao do ser social?Poderamos introduzir em nossas salas de aula momentos de reflexo, pesquisa, construo e descontruo das danas, agindo de forma crtica na busca por transformaes almejadas em nossa sociedade.

  • Quais seriam os contedos especficos da dana?Em suma, os contedos especficos da dana so: aspectos e estruturas do aprendizado do movimento (coreologia, conscincia corporal e condicionamento fsico); disciplinas que contextualizem a dana (histria, esttica, apreciao e crtica, sociologia, antropologia, msica, assim como saberes de anatomia, fisiologia e cinesiologia) e possibilidades de vivenciar a dana em si (repertrios, improvisao e composio coreogrfica).

  • CARL ORFF (1895-1982)

    Compositor alemo ligado as tradies do seu povo, estabeleceu a fala, msica e movimento representam o trip no qual se assenta toda a proposta educacional de Carl Orff. A essa unidade Orff denominou de msica elementar em funo de estes elementos inseparveis formarem uma unidade presente na expresso inata das crianas e na dos povos primitivos desde o inicio de seu desenvolvimento.Para Orff, a educao deve :partir de experincias simples, acessveis compreenso das crianas, antepondo-se a qualquer conceituao terica;

    Exemplo: antes de conceituar ritmo, deve-se vivenci-lo por meio de passos e movimentos elementares (andar, saltar, correr, trotar).

  • ser aplicada na primeira infncia, por se tratar de um sistema primitivo, natural e fsico, seguindo um processo gradual e cumulativo (do mais simples para o mais complexo).O ritmo de palavras, de frases e o prprio nome da pessoa so utilizados como estmulo criatividade rtmica. As frmulas rtmicas vivenciadas reproduzem-se batendo palmas, golpeando o cho com o p, batendo nas coxas, no peito ou em outra parte qualquer do corpo. Faz-se uso de instrumentos de percusso fceis de tocar e bem-explorados.

  • EMILE JACQUES DALCROZE (1865-1950)

    Compositor e pedagogo suo criador da Rtmica, sendo este um mtodo de educao global, baseado no ritmo musical, vivido de forma corpreo-sensorial pelo indivduo .Preocupado em sanar os varios problemas de ordem rtmica e de coordenao motora, Dalcroze organizou o seu mtodo, visando integrao das faculdades fsicas e mentais do ser humano, potencializando-as no tempo e no espao, atravs da msica.

    OBJETIVOS: Melhorar as respostas nervosas, reforar a dinmica, intensidade do movimento, desinibir e resolver problemas de ritmo e movimento

  • Visita de CampoEspaos formais e no-formais de ensino que ofeream a dana enquanto elemento de ensino.

  • Objetivos: 1. Adquirir fundamentao terica e prtica da dana;2.Desenvolver habilidades didtico-pedaggicas do ensino e aprendizagem na dana;3.Desenvolver postura investigativa diante da realidade docente na rea da dana. Orientaes:Entrar em contato com um professor de dana e assistir uma aula;Ao chegar no local procurar a Direo, Corpo Tcnico Pedaggico ou o professor de dana, identificando-se como aluno de educao fsica da Faculdade Catlica Salesiana do Esprito Santo, que est cursando o 3 perodo de educao fsica, na disciplina dana, explicando o que foi solicitado;Aps autorizao procurar o professor dana do local, explicar o objetivo do trabalho para sua formao e seus objetivos;Observar a aula preenchendo o plano de aula (em anexo) com dados observados na aula do professor.

  • Modelo de Plano de Aula:Dados TcnicosInstituio:___________________________________Local de aula: ________________________________________________________________Nome do professor: _________________Data: ____ / ____ / _______Horrio: _______ s _______ Idade: _________ Outros dados: ________________________________________________________________ Perfil da turma: Contedo(s) / conhecimento que trata a educao fsica dana: Objetivo Geral: Objetivo (s) Especfico (s): Desenvolvimento Metodolgico / estratgias / formas de alcance dos objetivos: Recursos Materiais: Avaliao / verificao / concluso / certificao do alcance dos objetivos: Bibliografia Consultada / utilizada: Observaes: