Crise Hipertensiva Enf Renata Flavia Especialista em Cardiologia Clnica e Cirrgica Mestranda em Enfermagem.

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    18-Apr-2015

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  • Crise Hipertensiva Enf Renata Flavia Especialista em Cardiologia Clnica e Cirrgica Mestranda em Enfermagem
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  • Epidemiologia Doenas cardiovasculares principal causa de morte (2000):Doenas cardiovasculares principal causa de morte (2000): Hipertenso arterial sistmica prevalncia estimada em 20 a 30% da populao adulta (>18 anos); Com o envelhecimento da populao, nas prximas dcadas a prevalncia tambm aumentar proporcionalmente.Com o envelhecimento da populao, nas prximas dcadas a prevalncia tambm aumentar proporcionalmente.
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  • Epidemiologia Pseudocrise pacientes assintomticos, sem leses agudas, necessitam reavaliaoPseudocrise pacientes assintomticos, sem leses agudas, necessitam reavaliao Literatura abordagem precria da crise hipertensiva:Literatura abordagem precria da crise hipertensiva: Cerca de 1% dos hipertensos pode apresentar crise hipertensiva; A crise ocorre, mais frequentemente, em pacientes previamente diagnosticados, mas que no adotam um tratamento adequado.
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  • Fisiopatologia ELEVAO RPIDA, INAPROPRIADA, INTENSA E SINTOMTICA DA PRESSO ARTERIAL, COM OU SEM RISCO DE RPIDA DOS RGOS-ALVO, PODENDO CONSTITUIR RPIDA DOS RGOS-ALVO, PODENDO CONSTITUIR UM RISCO IMEDIATO OU POTENCIAL DE VIDA. UM RISCO IMEDIATO OU POTENCIAL DE VIDA. COMPLICAO DA HIPERTENSO ARTERIAL CRISE HIPERTENSIVA
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  • Fatores de Risco
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  • Hipertenso - Fisiopatologia RESISTNCIA VASCULAR PERIFRICA X DBITO CARDACO PRESSO ARTERIAL ELEVAO DA VISCOSIDADE SANGUNEA VASOCONSTRICO ELEVAO: FREQUNCIA CARDACA VOLUME SISTLICO
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  • Classificao Diagnstica da HAS PAS (mmHg) PAD (mmHg) CLASSIFICAO < 130 < 85 Normal 130 139 85 89 Normal limtrofe 140 159 90 99 Hipertenso leve (estgio I) 160 179 100 109 Hipertenso moderada (estgio II) 180 180 110 110 Hipertenso grave (estgio III) > 140 < 90 Hipertenso sistlica isolada
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  • Crise Hipertensiva
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  • Crise Hipertensiva - Fisiopatologia Elevao dos nveis tensionais presso arterial diastlica:Elevao dos nveis tensionais presso arterial diastlica: Geralmente > 120 mmHg; Nveis relativamente pouco elevados tambm podem repercutir em complicaes como as glomerulopatias agudas e a DHEG.Nveis relativamente pouco elevados tambm podem repercutir em complicaes como as glomerulopatias agudas e a DHEG.
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  • Fisiopatologia A crise pode manifestar-se como urgncia e emergncia hipertensiva.A crise pode manifestar-se como urgncia e emergncia hipertensiva. Emergncia hipertensiva deteriorao rpida de rgos-alvo e risco imediato de vida.Emergncia hipertensiva deteriorao rpida de rgos-alvo e risco imediato de vida. Requer reduo, em minutos, da presso arterial. Na urgncia hipertensiva no h leso aguda de rgo-alvo.Na urgncia hipertensiva no h leso aguda de rgo-alvo.
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  • Emergncia Hipertensiva Situaes Caracterizadas Encefalopatia hipertensiva;Encefalopatia hipertensiva; Acidente vascular enceflico e/ou isqumico;Acidente vascular enceflico e/ou isqumico; Hemorragia intracerebral;Hemorragia intracerebral; Hemorragia subaracnide;Hemorragia subaracnide; Edema agudo de pulmo;Edema agudo de pulmo; Insuficincia cardaca congestiva;Insuficincia cardaca congestiva; Insuficincia ventricular esquerdaInsuficincia ventricular esquerda
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  • Emergncia Hipertensiva Situaes Caracterizadas Disseco da aorta;Disseco da aorta; Infarto agudo do miocrdio;Infarto agudo do miocrdio; Angina de peito instvel;Angina de peito instvel; Insuficincia renal progressiva;Insuficincia renal progressiva; Eclmpsia;Eclmpsia; Glomerulonefrite aguda.Glomerulonefrite aguda.
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  • Emergncia Hipertensiva COMPROMETIMENTO NEUROLGICO Hipertenso Acelerada ou Maligna Encefalopatia Hipertensiva PAM > 120 mmHg e hemorragia Retiniana bilateral, exudatos ou papiledema Cefalia, irritabilidade, alterao do nvel de conscincia; Edema cerebral induzido por elevao de PA que ultrapassa A capacidade de auto- regulao cerebral
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  • Emergncia Hipertensiva - Fisiopatologia VASOCONSTRICTORES CIRCULANTES: VASOCONSTRICTORES CIRCULANTES: NOREPINEFRINA NOREPINEFRINA ANGIOTENSINA II ANGIOTENSINA II NECROSE FIBRINIDE ARTERIOLAR: LESO ENDOTELIALLESO ENDOTELIAL DEPOSIO DE FIBRINA E PLAQUETASDEPOSIO DE FIBRINA E PLAQUETAS ISQUEMIA / LESO DE RGO-ALVO PERDA DA AUTO-REGULAO
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  • Histria Natural Se no tratada, tem alta mortalidade por dano cerebral, cardaco ou renal;Se no tratada, tem alta mortalidade por dano cerebral, cardaco ou renal; Sem tratamento, a sobrevida em um ano de 25% e de 1% em cinco anos;Sem tratamento, a sobrevida em um ano de 25% e de 1% em cinco anos; Com tratamento, a sobrevida em um ano de 90% e de 80% em cinco anos.Com tratamento, a sobrevida em um ano de 90% e de 80% em cinco anos.
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  • Diagnstico Quadro Clnico Manifestaes gerais:Manifestaes gerais: Anorexia, perda de peso, nuseas e vmitos, dor abdominal; Neurolgicas:Neurolgicas: Cefalia, viso turva, irritabilidade, convulso, dficit neurolgico focal; Fundo de olho: Exsudato;Exsudato; Hemorragias;Hemorragias; Papiledema.Papiledema.
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  • Diagnstico Quadro Clnico Cardiovasculares:Cardiovasculares: Dispnia, dor precordial; Estertorao pulmonar; Presena de sopros; Pesquisa de pulsos perifricos. Renais:Renais: Oligria; Uremia.
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  • Exames Complementares Exames laboratoriais:Exames laboratoriais: Hemograma; Uria, creatinina; Perfil eletroltico: Na, K, Ca, P, Mg Glicemia Urina tipo I: hematria, proteinria Eletrocardiograma:Eletrocardiograma: Sobrecarga ventricular esquerda; Alteraes isqumicas.
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  • Exames Complementares Radiografia de trax:Radiografia de trax: Cardiomegalia; Congesto pulmonar. TC trax e crnio:TC trax e crnio: Em presena de alteraes neurolgicas; Em suspeita de disseco artica.
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  • Tratamento Objetivo interromper o ciclo fisiopatolgico que leva ao aumento da resistncia vascular sistmica e da presso arterial, mantendo o dbito cardaco o e fluxo sanguneo renal adequados;Objetivo interromper o ciclo fisiopatolgico que leva ao aumento da resistncia vascular sistmica e da presso arterial, mantendo o dbito cardaco o e fluxo sanguneo renal adequados; Admisso em UTI;Admisso em UTI; Presso arterial reduzida de forma gradual PAM no deve ser reduzida em mais de 25% nas primeiras horas.Presso arterial reduzida de forma gradual PAM no deve ser reduzida em mais de 25% nas primeiras horas.
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  • Tratamento Drogas Parenterais DROGADOSEINCIOEFEITOSCOMENTRIOS VASODILATADORES Nitroprussiato de sdio (Nipride) 0,25 a 10mcg/Kg/min IV Imediato Nusea, vmito, contrao muscular, Droga de escolha PAM pr e ps- carga, DC PAM pr e ps- carga, DC Nitroglicerina (Tridil) 5 a 100mcg/min IV Taquicardia, rubor, cefalia Escolha na isquemia miocrdica, pr-carga Venodilatador, consumo de O 2 INIBIDORES ADRENRGICOS Propranolol 5mg IV cada 5min 5 min Bradicardia, Bloqueio AtrioVentricular, broncoespasmo, insuficincia cardaca Age por queda do DC Escolha em isquemia miocrdica e disseco artica Metoprolol (Seloken) 5mg IV a cada 10-15 min
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  • Tratamento Manifestao Clnica Neurolgica:Neurolgica: Evitar: Hipotensores com ao sedativa e agentes que diminuam o fluxo sanguneo cerebral;Hipotensores com ao sedativa e agentes que diminuam o fluxo sanguneo cerebral; Renais:Renais: Pacientes urmicos ou oligricos na vigncia de hipervolemia, hipercalemia, acidose metablica ou atrito pericrdico devem receber tratamento dialtico.
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  • Tratamento Manifestao Clnica Cardiovasculares;Cardiovasculares; Agentes vasodilatadores; Disseco artica vasodilatador + - bloqueador; IAM PA controlada com agentes vasodilatadores e -bloqueadores; Diurticos devem ser reservados para pacientes com congesto pulmonar.
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  • Assistncia de Enfermagem
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  • Intervenes de Enfermagem Monitorizar presso arterial;Monitorizar presso arterial; Observar alteraes no nvel de conscincia;Observar alteraes no nvel de conscincia; Monitorar sinais de congesto pulmonar;Monitorar sinais de congesto pulmonar; Acompanhar exames laboratoriais;Acompanhar exames laboratoriais; Monitorar ECG;Monitorar ECG; Monitorar efeitos adversos a medicamentos;Monitorar efeitos adversos a medicamentos;
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  • Obrigada! rflavia@gmail.com

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