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    05-Mar-2018

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  • UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

    FACULDADE DE TECNOLOGIA VIII Workshop da Ps-Graduao da FT

    CONCRETO LEVE AUTOADENSVEL COM POLIESTIRENO EXPANDIDO DESEMPENHOS FSICOS, MECNICOS E ACSTICOS

    ARAUJO, Guilherme da Silva1; GACHET-BARBOSA, Lusa Andria2 1 Mestrando em Tecnologia, FT/UNICAMP, Limeira, So Paulo - araujo.guilherme.eng@gmail.com 2 Doutorado em Engenharia Civil, USP, So Paulo, gachet@ft.unicamp.br RESUMO - O presente projeto pretende caracterizar o concreto com Poliestireno Expandido como agregado e determinar seu coeficiente de absoro sonora. Espera-se que a combinao do concreto com poliestireno expandido (EPS) aumente o coeficiente de absoro sonora do concreto, comprovando ser um material bastante eficiente para a construo civil, uma vez que poder ser utilizado em sistemas de vedao. O uso do EPS como no concreto vem se desenvolvendo ao longo de anos; o material que facilmente encontrado em aterro sanitrio, passou a ser visto como agregado do concreto aps vrios estudos confirmarem o seu desempenho. Inicialmente, avaliou-se a necessidade do tratamento do EPS buscando evitar sua segregao. Para isso produziu-se dois traos, com e sem tratamento do EPS. Pode-se verificar que a correta dosagem suficiente para evitar a segregao do material e que a resina para tratamento do EPS influencia no modo de ruptura do concreto, deixando-o mais frgil. Palvaras-chave: Baixa Massa Especfica; Desempenho Acstico; Resistncia Mecnica; sistemas de vedaes. INTRODUO

    Misturas de concretos convencionais sofrem certas deficincias como, baixa

    resistncia trao, fragilidade e peso prprio elevado (MEHTA e MONTEIRO, 2008).

    O concreto leve estrutural se torna mais vantajoso quando substitui o concreto

    convencional em estruturas de elevado peso prprio como edificaes de mltiplos

    pavimentos e sistemas pr-fabricados (ROSSIGNOLO, 2009). O concreto leve com poliestireno expandido (EPS) obtido com parte ou totalidade do agregado sendo EPS, gua, areia e

    cimento Portland, (ABRAPEX, 2016). A produo desse concreto implica no somente no carter

    ambiental, mas tambm econmico, pelo baixo preo do EPS (CATOIA, 2012).

    Neste cenrio, essa pesquisa se prope a caracterizar o concreto leve auto adensvel

    com adio de EPS, a fim de produzir um material com potencial para ser usado em sistemas

    de vedaes e que melhore o desempenho acstico do concreto.

    METODOLOGIA

    Para o desenvolvimento da pesquisa ser adotada uma metodologia experimental.

    Buscando conhecer melhor o comportamento do concreto com EPS, foram moldados quatro

    tipos de concreto, a fim de analisar qual substituio traria maior resistncia mecnica e

    analisar a necessidade do tratamento do EPS para adiciona-lo ao concreto.

    Produo do Concreto

    Para fabricao do concreto utilizou o cimento Portland CP V ARI (Alta Resistncia

    Inicial) com massa especfica de 3,15 Kg/dm, a slica ativa utilizada apresenta massa

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    especfica de 2,20 Kg/dm e os agregados grados utilizados, C15 com massa especfica de

    1,15 Kg/dm e o tipo C05 com massa especfica de 1,51 Kg/dm (Angelin, 2014). A areia

    utilizada foi proveniente do municpio de Limeira e o EPS doado pela empresa Styroterm. O

    aditivo superplastificante utilizado foi o Tecnoflow e a resina utilizada foi base de PVC. Os

    concretos foram produzidos no Laboratrio de Materiais da Faculdade de Tecnologia da

    Unicamp e os corpos-de-prova permaneceram em cura at a realizao dos ensaios.

    Trabalhabilidade

    a propriedade que determina a facilidade e a homogeneidade com a qual o material

    pode ser misturado, lanado, adensado e acabado. Para determinao da trabalhabilidade foi

    realizado o ensaio de espalhamento segundo a norma ABNT NBR 15823-2:2010.

    Resistncia compresso

    A resistncia compresso a relao da carga de ruptura do corpo de prova (CP)

    pela rea da seo transversal do CP. O ensaio foi realizado segundo a ABNT NBR

    5739:1994 (Concreto Ensaio de compresso de corpos de prova cilndricos).

    Resistncia trao

    Na dificuldade de realizar um ensaio de trao direta (axial) no concreto, foi realizado

    o ensaio de compresso diametral prescritos na norma brasileira ABNT NBR 7222:2011.

    RESULTADOS OBTIDOS

    Pode-se perceber que a resina influenciou o modo de ruptura do concreto deixando-o mais frgil, como pode ser verificado na Figura 1 (a e b), essa mudana no benfica uma vez que uma das deficincias do concreto sua fragilidade. A resina trouxe um acrscimo resistncia compresso do concreto como pode ser visto no grfico da Figura 2, porm mesmo aqueles traos que no foram tratados com resina apresentaram resistncia maior que 20 MPa, o mnimo para ser considerado concreto estrutural. Figura 1 Comparao de ruptura - esquerda o trao com resina, a direta o trao sem resina. a) Trao I; b) Trao II

    Fonte: Autor

    Figura 2 Grfico de Resistncia compresso aos 28 dias do concreto

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    CONSIDERAES FINAIS

    Os resultados mostraram que a resina acrescentada para o tratamento do EPS mudou o

    modo de fratura do concreto deixando o concreto mais frgil e que o acrscimo na resistncia

    compresso dos traos com resina no so significativos. Portanto pode-se concluir que com

    a devida dosagem no necessrio adio de resina, sendo assim essa pesquisa no usar

    resinas para o tratamento de EPS.

    REFERNCIAS

    ANGELIN, A. F.; BARBOSA, L. A. G.; LINTZ, R. C.C. Concreto leve estrutural Desempenhos fsicos, trmicos, mecnico e microestruturais, Dissertao (Mestrado), Universidade Estadual de Campinas, So Paulo, 2014. ASSOCIAO BRASILEIRA DE POLIESTIRENO EXPANDIDO (ABRAPEX). O que EPS. Disponvel em . Acesso em: 27/05/2016. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. NBR 5738: Concreto Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova. Rio de Janeiro, 2015. ______. NBR 5739: Concreto Ensaio de compresso de corpos-de-prova cilndricos. Rio de Janeiro, 2007. ______.NBR 7222: Argamassa e concreto Determinao da resistncia trao por compresso diametral de corpos-de-prova. Rio de Janeiro, 2011. ______. NBR 15823-2: Concreto auto-adensvel. Determinao do espalhamento e do tempo de escoamento - Mtodo do cone de Abrams, Rio de Janeiro, 2010. CATOIA, T. Concreto Ultraleve Estrutural com prolas de EPS: Caracterizao do material e estudo de sua aplicao em lajes. Tese (Doutorado) Escola de Engenharia de So Carlos - Universidade de So Paulo, 2012. MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: Microestrutura, Propriedades e Materiais.1 Edio, So Paulo, IBRACON, 2008. ROSSIGNOLO, J.A. Concreto leve estrutural: produo, propriedades, microestrutura e aplicaes. So Paulo, PINI, 2009.

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