Concreto com adio de fibras sintticasReforo utilizando fibras sintticasEntre as adies utilizadas para melhorar certas caractersticas do concreto

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    27-Jul-2015

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Concreto com adio de fibras sintticasReforo utilizando fibras sintticasEntre as adies utilizadas para melhorar certas caractersticas do concreto, as fibras tem tido papel de destaque nos ltimos anos, sendo objeto de muitos estudos e desenvolvimentos. As fibras sintticas so empregadas principalmente para minimizar o aparecimento das fissuras originadas pela retrao plstica do concreto. Esta retrao pode ter diversas causas, entre elas destacamos a temperatura ambiente, o vento e o calor de hidratao do cimento. Sua aplicao depende das necessidades de cada obra, mas so utilizados normalmente em pavimentos rgidos, pisos industriais, projetados, tneis, reas de piscinas, pr-moldados, argamassas, tanques, canais de irrigao, blocos estruturais e reservatrios, entre outros. As fibras de polietileno estruturais corrugadas, alm de propiciarem a diminuio das fissuras, tentam conquistar espao na substituio total das fibras de ao, parcial ou total das telas de aos em algumas aplicaes do concreto. Malhas soldadas so usadas em lajes sobre o solo ou em pavimentos, para reduzir a fissurao devida retrao e aos efeitos trmicos. As malhas funcionam bem, se colocadas na posio correta, isto a um tero da altura da laje, a contar do topo da laje (no mnimo a 5 cm do topo). Elas so muitas vezes colocadas na posio errada, ou ento acabam sendo colocadas sobre o solo, na face inferior da laje, porque os suportes para suport-las so imprprios, ou porque so pisados durante a obra. Nessa posio funcionam mal, e no cumprem o papel esperado de reduzir as fissuras e de resistncias. Nestes casos as FIBRAS so um substituto excelente das malhas de ao, porque elas ficam distribudas em toda a espessura da laje. O resultado que as fibras so realmente capazes de ajudar a controlar a fissurao e os deslocamentos relativos das diversas partes em que fica dividida a laje fissurada. Com todas esta situaes, comum se encontrar fabricantes ou distribuidores de fibras sintticas que recomendam dosagem padro para qualquer tipo de aplicao, ignorando a ocorrncia de diferentes nveis de solicitao a que o material poder estar exposto. Este teor gira em torno de 900 a 1000 gramas por metro cbico.>> Fibras de polipropilenoA soluo para os problemas de natureza estrutural geralmente apresentam uma maior complexidade que os de origem superficial, pois envolvem projetos de recuperao das estruturas, demandando maior tempo e custo. J as fissuras do revestimento superficial podem ser evitadas apenas incrementando-se a argamassa com fibras sintticas. As fibras sintticas de polipropileno atuam no concreto em sua fase plstica, antes de seu endurecimento por completo, de modo a inibir a retrao hidrulica, ou plstica, minimizando assim o problema de exsudao. Exsudao a movimentao da gua de amassamento da argamassa, at a superfcie do revestimento, piso, ou afins, diminuindo a quantidade de gua disponvel para a reao com o cimento, causando assim a retrao e a fissurao prematura da argamassa. O benefcio proporcionado pela utilizao das fibras de polipropileno se deve ao fato das mesmas adsorverem gua, ou seja, conservarem gua ao seu redor, controlando a hidratao do cimento, minimizando assim os problemas acima descritos. Outro benefcio das fibras de polipropileno a reduo do efeito spalling (efeito de exploso da argamassa ou concreto quando submetido a elevadas temperaturas, devido vaporizao da gua presente nestes materiais), nestes casos, as fibras de polipropileno, quando submetidas a altas temperaturas (acima de 360), se fundem, formando micro-canais que permitem a sada do vapor dgua.Quando expostas a um calor muito intenso, as argamassas tendem a sofrer com a vaporizao da gua e a perda de massa do material cimentcio, podendo at mesmo sofrer uma ruptura imediata. A ocorrncia deste efeito no comum, pois geralmente as camadas de argamassa so muito mais delgadas que as peas que ela reveste, porm em situaes de incndio por exemplo, as placas de argamassa so as primeiras peas a se desprenderem, podendo gerar acidentes gravssimos. Vale ressaltar que da mesma maneira como ocorre com os outros materiais componentes da argamassa, as fibras devem ser corretamente dosadas, de acordo com o trao desejado, e com um comprimento coerente com a aplicao a que a argamassa ser destinada. Para o revestimentos de fachadas indicado a utilizao da FibroMac 6, que possui comprimento da ordem de 6,0mm, evitando assim problemas como o aparecimento de fibras superfcie garantindo a trabalhabilidade e aderncia da argamassa de revestimento. Dessa forma, estima-se que o composto formado pela adio de fibras sintticas de polipropileno a argamassa, possa ampliar as condies de uso deste material, melhorando assim suas propriedades internas e evitando problemas relacionados fissurao ou trincamento do revestimento superficial, possibilitando a construo de edificaes mais bem acabadas e bonitas. >>Apesar do ganho de desempenho que as fibras de ao proporcionam ao concreto, a adio das mesmas alter as condies de consistncia do mesmo e portanto sua trabalhabilidade dever ser ajustada ao tipo de aplicao. Por exemplo, na execuo de pisos e pavimentos, uma baixatrabalhabilidade poder resultar na exposio das fibras na superfcie. Tal situao representa somente um dano meramente esttico, em funo da oxidao das fibras expostas,uma vez que inexistente a possibilidade de eventuais perfuraes em pneus ou danos desta natureza, ou ainda prejuzos estruturais ao pavimento. Para evitar este tipo deproblema adota-se abatimentos (Slump) na ordem de 10 cm, j levando em conta a insero de fibras na massa. Atravs de ensaios e pesquisas realizadas junto Universidade de So Paulo (USP), comprova-se que, quando as fibras Wirand so utilizadas em dosagensusuais, que variam de 20 a 40 kg de fibras por metro cbico de concreto, estas no tm nenhuma influncia nas propriedades do concreto, tais como resistncias e suas propriedades intrnsecas. A contribuio das fibras se d nica e exclusivamente na ductilidade do concreto.Vale ressaltar ainda que a avaliao dos custos desta soluo est atrelada diretamente dosagem das fibras adotada, de acordo com cada projeto. Portanto a viabilidade econmica do concreto reforado com fibras de ao no deve ser baseada unicamente na comparao do seu custo unitrio com o custo da armao convencional, mas na economia global que ele pode proporcionar. Conclui-se portanto que para se obter sucesso em uma aplicao de concreto reforado com fibras de ao, deve-se levar em conta, alm do tipo

de fibra a ser utilizada, as propriedades da matriz de concreto, que deve ter a dosagem corretamente de modo a atender as exigncias de desempenho, trabalhabilidade, resistncias, etc.

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