(COM)PASSO A (COM)PASSO COM A SNDROME DE ? Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome

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ANA ISABEL FEITEIRA TRINDADE (COM)PASSO A (COM)PASSO COM A SNDROME DE DOWN Volume II Orientador Cientfico: Professor Doutor Jorge Serrano Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Instituto de Cincias da Educao Lisboa 2010ANA ISABEL FEITEIRA TRINDADE (COM)PASSO A (COM)PASSO COM A SNDROME DE DOWN Volume II Trabalho de projecto apresentado para a obteno do Grau de Mestre em Educao Especial no Curso de Mestrado em Educao Especial: Domnio Cognitivo e Motor, conferido pela Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias. Orientador Cientfico: Prof. Doutor Jorge Serrano Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Instituto de Cincias da Educao Lisboa 2010 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down II Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias ndice Introduo ....................................................................................................... 11 1 - Enquadramento terico ............................................................................ 14 1.1 Educao Inclusiva ..................................................................................................14 1.1.1 Evoluo histrica da Educao Especial ................................................................ 15 1.1.2 Escola inclusiva: problematizao conceptual ........................................................ 24 1.1.3 Educao inclusiva: a realidade portuguesa ............................................................ 28 1.1.4 Os desafios da Educao Inclusiva ........................................................................... 31 1.2 Sndrome de Down ...................................................................................................34 1.2.1 Breve histrico ........................................................................................................... 35 1.2.2 Explicitao conceptual ............................................................................................. 38 1.2.3 Caractersticas ........................................................................................................... 43 1.2.4 Diagnstico ................................................................................................................. 52 1.2.5 Prevalncia ................................................................................................................. 53 1.2.6 Factores que contribuem para a incidncia da SD .................................................. 53 1.2.7 Estratgias educativas ............................................................................................... 55 1.3 A incluso de uma criana com SD no jardim-de-infncia ..................................63 1.4 A explorao da Msica como recurso educativo .................................................65 2 Enquadramento metodolgico ................................................................ 70 2.1 Caracterizao do projecto .....................................................................................70 2.2 Tcnicas e instrumentos de pesquisa de dados ......................................................70 2.2.1 Pesquisa documental ................................................................................................. 71 2.2.2 Observao participante ........................................................................................... 71 2.2.3 Entrevista ................................................................................................................... 72 2.2.4 Sociometria ................................................................................................................. 72 2.3 Procedimentos para a recolha e anlise de dados .................................................73 2.3.1 Pesquisa documental ................................................................................................. 73 2.3.2 Observao participante ........................................................................................... 74 2.3.3 Entrevista ................................................................................................................... 75 2.3.4 Sociometria. ................................................................................................................ 76 3 Caracterizao contextual da situao-problema ................................. 78 3.1 O contexto escolar ....................................................................................................78 3.1.1 Espao fsico e logstico ............................................................................................. 78 3.1.2 Recursos humanos ..................................................................................................... 79 3.1.3 Dinmica educativa ................................................................................................... 79 3.1.4 Preocupaes explcitas subjacentes escola inclusiva ........................................... 80 3.2 O grupo .....................................................................................................................81 3.2.1 Caracterizao estrutural ......................................................................................... 82 3.2.2 Caracterizao dinmica ........................................................................................... 82 3.2.3 Casos especficos do grupo ........................................................................................ 83 3.2.3.1 Histria compreensiva da aluna ................................................................... 84 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down III Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 3.2.3.2 Caracterizao do percurso escolar ............................................................. 85 3.2.3.3 Nvel actual de competncias ........................................................................ 85 4 Plano de Aco .......................................................................................... 87 4.1 Pressupostos tericos ...............................................................................................87 4.2 Problemtica/Questo de partida ...........................................................................89 4.3 Planificao, realizao e avaliao da Interveno .............................................90 4.3.1 Planificao a longo prazo ........................................................................................ 91 4.3.2 Desdobramento da planificao a longo prazo ........................................................ 95 4.3.3 Planificao, realizao e reflexo/avaliao, a curto prazo (semanal) ................. 95 4.3.4 Realizao da Interveno ........................................................................................ 95 4.3.5 Avaliao da Interveno .......................................................................................... 152 a) Avaliao contnua ................................................................................................ 152 b) Avaliao final ...................................................................................................... 158 Consideraes finais e recomendaes ......................................................... 161 Consideraes finais .........................................................................................................161 Recomendaes .................................................................................................................165 Referncias bibliogrficas .............................................................................. 167 Apndices e Anexos (volume II) .................................................................... I Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down IV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias ndice de Apndices e Anexos Introduo ....................................................................................................... V Apndices ......................................................................................................... VI Apndice I Ficha de Pesquisa Documental...........................................................................VII Apndice II Observao Participante ...................................................................................XII a) Protocolo ..................................................................................................XIII b) Anlise do registo de dados .....................................................................XXIV Apndice III Entrevista educadora do grupo .....................................................................XXXV a) Guio .......................................................................................................XXXVI b) Protocolo .................................................................................................XXXVII c) Anlise de Contedo ................................................................................XLII Apndice IV Teste Sociomtrico ..........................................................................................XLVIII a) Matriz .......................................................................................................XLIX b) Matriz Sociomtrica Escolhas ..............................................................L c) Matriz Sociomtrica Rejeies .............................................................LI Apndice V Planta da sala do grupo .....................................................................................LII Apndice VI Roteiros de Actividades ..................................................................................LIV Apndice VII Grelhas de registo de avaliao das sesses ..................................................LXXVIII a) Pela professora .........................................................................................LXXIX b) Pelos alunos .............................................................................................XCI Apndice VIII Loto de sons .................................................................................................XCVIII Apndice IX Folha de trabalho distribuda na sesso de actividades 10 ..............................C Apndice X Teste Sociomtrico (reaplicao) ......................................................................CII a) Matriz Sociomtrica Escolhas ...............................................................CIII b) Matriz Sociomtrica Rejeies .............................................................CIV Anexos .............................................................................................................. CV Anexo I Roteiro de Avaliao Diagnstica ...........................................................................CVI Anexo II Relatrio de Avaliao de Desenvolvimento .........................................................CXVIII Anexo III Relatrio de Avaliao .........................................................................................CXXI Anexo IV Canes e sons trabalhados nas sesses de actividade .........................................CXXIII a) Listagem ..................................................................................................CXXIV b) CD ...........................................................................................................CXXIV ndice de Quadros Quadro n. 1 Caracterizao estrutural do grupo .................................................... 82 Quadro n. 2 Planificao da Interveno, a longo prazo ....................................... 91 Quadro n. 3 Avaliao final dos resultados da interveno .................................. 159 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down V Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Introduo O presente volume assegura a continuidade da informao constante no volume I e integra o conjunto de apndices e anexos subjacentes ao desenvolvimento de todo o projecto de investigao-aco levado a efeito, de acordo com o ndice anteriormente apresentado. Tanto os apndices como os anexos constituem um conjunto de informao cuja consulta permitir uma mais profunda compreenso do contedo do corpo principal do trabalho. Nesta perspectiva, importa referir que os apndices englobam materiais elaborados pela autora, os quais prestam informaes relevantes para a compreenso do trabalho. Por sua vez, os anexos abarcam documentos no produzidos pela autora, mas que serviram de base para a construo do estudo, facilitando o seu entendimento. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down VI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndices Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down VII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice I Ficha de Pesquisa Documental Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down VIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ficha de pesquisa documental Documentos pesquisados: Projecto Curricular de Grupo 2009/2010 (PCG); Projecto Educativo do Agrupamento 2007-2010 (PE); Projecto Curricular de Agrupamento 2009/2010 (PCA); Regulamento Interno do Agrupamento 2009/2010 (RI); Roteiro de Avaliao (RA) da aluna considerada com NEE(2009); Relatrio de Avaliao de Desenvolvimento da aluna com SD (Outubro de 2009); Relatrio de Avaliao no final de cada perodo alunos com NEE (1. Perodo, Ano Lectivo 2009/2010). 3.1. O contexto escolar 3.1.1. Espao fsico e logstico 3 salas de actividades, sediadas num JI da Segurana Social, denominadas por sala 1, sala 2 e sala 3 (PCG); As instalaes so provisrias, aguardando-se a mudana para um novo centro escolar (PCG); A sala 3 pequena e est distanciada das outras duas. Tem casa de banho, ar condicionado, 3 janelas e um pequeno espao onde esto colocados os cabides. Tem sido equipada com o material necessrio s actividades (PCG); A componente de apoio famlia decorre nas salas 1 e 2, por no haver outro espao para o efeito (PCG); Espao exterior: relvado sinttico (sem equipamento fixo, com uma grade metlica); parque infantil (equipamento fixo variado, piso prprio de proteco para quedas). A utilizao do espao exterior intercalada com as crianas da instituio da Segurana Social (PCG). 3.1.2. Recursos humanos Recursos humanos do JI: 3 Educadoras de Infncia; 1 Animador (apoio famlia); 3 Assistentes Operacionais; 1 Professora de Msica; 1 Professor de Educao Fsica; 1 Professora de Expresso Dramtica e 1 Professora de Ingls (PCG). 3.1.3. Dinmica educativa As opes educativas, contempladas no PCG, visam uma abordagem globalizante integrada das diferentes reas de contedo num contexto facilitador de interaces sociais alargadas, que permita a cada criana construir o seu desenvolvimento e aprendizagem (PCG, p. 4). A metodologia aplicada ser sempre de acordo com a intencionalidade do processo educativo, a qual ter por base a observao, reflexo, planeamento, aco e avaliao (PCG). A sucesso de cada dia tem um determinado ritmo, existindo uma rotina que intencionalmente planeada pela educadora e do conhecimento das crianas, que sabem o que podem fazer nos vrios momentos, prevendo a sua sucesso. Isto porque as rotinas contribuem para um ambiente mais estvel e para uma maior autonomia (PCG). De acordo com o PCG, os objectivos propostos visam a aquisio, por parte das crianas, das seguintes competncias fundamentais: - Regras de vivncia em grupo; - Hbitos, regras de higiene e alimentao; - Valores ticos, tais como o respeito pelo outro e pela natureza; - A Expresso e a Comunicao. A sala encontra-se dividida por zonas com diferentes materiais pedaggicos, agrupados por objectivos a desenvolver, sendo estes: a casinha das bonecas, garagem, zona de jogos de mesa e jogos de tapete, computador utilizado pelas crianas, zona dos livros, zona da pintura, espao da modelagem, recorte, colagem e zona da actividade proposta do dia, onde podem ser utilizadas todas as tcnicas de expresso plstica ou outras que surjam no decorrer do dia, assim como dos interesses das crianas (PCG). O ambiente educativo ser organizado de forma a proporcionar e desenvolver a interaco social entre crianas e entre adultos e crianas, sendo este contexto a base do processo educativo, sendo tambm organizado em funo dos interesses e dos saberes das crianas, contribuindo para o processo de desenvolvimento/aprendizagem (PCG, p. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down IX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 5). De acordo com o PCG, a estrutura do dia desenrola-se do seguinte modo: - Incio da manh: reunio de grupo na zona das almofadas. Objectivos: explorao/trabalho de conceitos, valores, regras, vivncias sociais, lanamento das actividades do dia. Actividades: conversas, jogos, histrias/poesias/lengalengas, canes, - Durante a manh: actividades de pequenos grupos. Aps a reunio de incio do dia, as crianas dividem-se segundo as suas escolhas ou propostas, passando por vrias actividades ao longo da manh. - Final da manh: reunio de grupo. Reunio na zona das almofadas com algumas actividades, entre as quais se destacam canes, conversas e jogos; Preparao do almoo, procedendo-se higiene das mos, criando hbitos de higiene na vida quotidiana; Quando o tempo o permita, pode haver um pequeno recreio no final da manh. - Almoo: desenvolvimento de hbitos sociais e de sade, sensibilizao para bons hbitos alimentares. - Tarde: decorre de forma idntica manh. 3.1.4. Preocupaes explcitas subjacentes escola inclusiva As opes educativas sero sempre tomadas de acordo com a faixa etria, interesses e necessidades de cada criana, integrando um conjunto diversificado de actividades adequadas ao ritmo de cada criana, valorizando sempre os seus conhecimentos, competncias e motivaes (PCG, p. 4). Um dos objectivos visados pelos apoios educativos do agrupamento prende-se com o desenvolvimento de aces de formao ou informao, sobre temas relacionados com NEE, na escola ou na comunidade (PE, p. 7). O Regulamento Interno do Agrupamento contempla um subdepartamento de Educao Especial, constitudo pelas seguintes valncias: docentes de Educao Especial ao servio do Agrupamento; educao bilingue de alunos surdos; educao de alunos cegos e com baixa viso; equipa de Interveno Precoce e Centro de Recursos TIC para a Educao Especial (RI). O subdepartamento de Educao Especial tem por objectivos a incluso educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promoo da igualdade de oportunidades () das crianas e dos jovens com necessidades educativas especiais (RI, p. 36). Uma das prioridades educativas consiste em articular esforos com o Ensino Especial, no quadro de uma escola inclusiva, no sentido de promover o sucesso dos alunos com NEE (PCA, p. 16). A incluso dos alunos com necessidades educativas especiais nas escolas de ensino regular implica alteraes significativas de estruturao e organizao da escola. Assim, pretende dar resposta a estes alunos criando um sub-agrupamento de Educao Especial, o apoio pedaggico ao abrigo dos planos de recuperao e acompanhamento, o apoio famlia na Educao pr-escolar, os servios de psicologia e orientao e os servios de aco social escolar (PCA, p. 55). 3.2. O grupo 3.2.1. Caracterizao estrutural Sala 3 grupo formado por 13 crianas: 6 crianas do sexo feminino e 7 do sexo masculino (PCG); A faixa etria do grupo vai dos 3 aos 6 anos de idade: - 6 crianas (3 meninas e 3 meninos) tm 3 anos; - 1 criana do sexo feminino tem 4 anos; - 4 crianas (2 raparigas e 2 rapazes) tm 5 anos; - 2 meninos tm 6 anos (PCG). As crianas de 3 anos frequentam o JI pela primeira vez, sendo que as restantes vm de JI da rede social (PCG); Uma criana oriunda do Brasil (PCG). 3.2.2. Caracterizao uma sala que abriu pela primeira vez este ano lectivo, pelo que as crianas no se conheciam entre si, o que dificultou um pouco a sua adaptao (PCG); Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down X Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias dinmica A maior dificuldade imposta pelo grupo a disparidade de idades, de interesses e necessidades (PCG); As crianas mais velhas demonstram ter regras e um desenvolvimento adequado idade. Esto mais estimuladas e motivadas para aprendizagens, so participativas nas actividades, tm regras, so interessadas e, no geral, cumpridoras. Gostam de ajudar os mais novos (PCG); As crianas mais novas esto a adaptar-se bem ao JI, aos adultos e aos seus pares, a apreender as regras e rotinas da sala com facilidade. J notria alguma evoluo (PCG). 3.2.3. Casos especficos do grupo Uma das crianas tem Sndrome de Down, estando abrangida pelo Decreto-Lei 3/2008, de 7 de Janeiro, alnea a, apoio pedaggico personalizado e avaliada segundo a CIF (PCG); Irm gmea de um menino que tambm faz parte do grupo (PCG). 3.2.3.1. Histria compreensiva da aluna Nascida em 05/07/2006 (Relatrio de Avaliao de Desenvolvimento); Foi sinalizada equipa de Interveno Precoce a 16/08/2009, por diagnstico de trissomia 21, cardiopatia congnita, hipotonia e dificuldade de suco e alimentao (RA); Tem sido bastante estimulada pela famlia e pela Interveno Precoce (PCG) ; Tem sido submetida a vrias intervenes cirrgicas para corrigir a patologia cardaca, tendo-lhe sido efectuado um cateterismo em 2007. Em Maio de 2009, foi novamente submetida a cirurgia crdio-torcica (RA). Caracterizao psicolgica Teimosia que a caracteriza (Relatrio de Avaliao de Desenvolvimento, p. 1). Criana com humor varivel e um comportamento que pode ser facilmente irritvel RA (2009, p. 9). Aluna bastante expansiva (Relatrio de Avaliao no final de cada perodo alunos com NEE); Aprecia o estar em grupo (Relatrio de Avaliao no final de cada perodo alunos com NEE). 3.2.3.2. Caracterizao do percurso escolar No ano precedente a Interveno Precoce acompanhou-a em casa (PCG); apoiada pela equipa de Interveno Precoce: professora de 1. Ciclo, terapeuta da fala e terapeuta ocupacional (PCG); O apoio teve incio a 13/09/06 na valncia de fisioterapia. Posteriormente, em Dezembro do mesmo ano, iniciou a interveno na rea da terapia da fala. Em Junho do ano seguinte, iniciou a terapia ocupacional (RA); No ano lectivo 2008/2009, realizou-se a tentativa de prestar apoio educativo. Contudo, a criana manifestou alguma resistncia na aceitao da tcnica, pelo que o apoio foi indirecto (RA); Enquanto no frequentou a creche, os apoios foram sendo prestados no contexto domicilirio (RA); Integra pela primeira vez, no ano lectivo corrente, um contexto pr-escolar (RA). 3.2.3.3. Nvel actual de competncias De acordo com o Relatrio de Avaliao de Desenvolvimento: Encontra-se ao nvel dos 24 meses nas competncias locomotoras, manipulativas, visuais e de autonomia pessoal; Nas competncias de audio e linguagem, fala e linguagem e interaco social, encontra-se ao nvel dos 30 meses; Nas competncias cognitivas, situa-se ao nvel dos 18 meses; Grande progresso no desenvolvimento; Grafismo abaixo do esperado: apenas realiza rabiscos; Ao nvel das competncias visuais: consegue encaixar formas geomtricas; reconhece detalhes de uma imagem; combina duas e quatro cores; Ao nvel das competncias da audio e linguagem: compreende adjectivos relacionados com o tamanho; compreende a negao e executa uma ordem com duas instrues; Competncias de interaco social: teimosia associada problemtica da criana prejudica o desempenho em algumas tarefas, tais como partilhar brinquedos e esperar pela sua vez nas brincadeiras. Contudo, mostra interesse pelos irmos e companheiros de brincadeira (p. 2); Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ao nvel da higiene: lava as mos e seca-as; tenta escovar os dentes. Segundo o Relatrio de Avaliao relativo ao 1. Perodo: Boa adaptao escola; Progressos em todas as reas do seu desenvolvimento, sendo o aumento de competncias sociais o mais notrio; Est mais tempo nas vrias reas da sala; J comea a partilhar os brinquedos com os colegas; Entende determinadas dinmicas. No que concerne ao Roteiro de Avaliao (2009): Criana socivel, motivada para o brincar, que apresenta as dificuldades associadas sua condio; Possui um tempo de permanncia numa tarefa curto, sendo que a criana se distrai com facilidade; Compreende e executa ordens simples e j identifica um nmero considervel de objectos, imagens e situaes referentes ao seu dia-a-dia, estando a expandir cada vez mais o seu vocabulrio. Contudo, poucas so as palavras com significado que produz de forma inteligvel para o adulto. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice II Observao Participante Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias a) Protocolo Grupo: 3/6 anos Data: 21 de Dezembro de 2009 Durao: 1H Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Observadora participante: AT Alunos: A1 (Estrela), A2, A3, A4, A5, A6, A7, A8, A9, A10, A11, A12, A13 Actividade: explorao da cano Os sinos vo tocar e marcao do ritmo da cano Objectivos da observao: observar o comportamento dos alunos entre si, com a professora e para com a aluna com NEE observar o comportamento da professora, em termos da relao com o grupo e com a aluna com NEE observar o comportamento da aluna com NEE individualmente e para com a professora e colegas Hora Observadora Descrio de situaes e de comportamentos Notas complementares e inferncias 13:00H AT AT chega sala. Os alunos esto sentados nos bancos almofadados, visualizando um filme de animao. A1 est sentada ao lado da assistente operacional. A assistente operacional levanta-se, desliga a televiso e arruma-a num canto. De seguida, olha para os alunos e recomenda-lhes: portem-se bem, dirigindo-se depois para a porta de sada da sala. A1 vai atrs da auxiliar, que lhe diz: agora a aula de Msica. Vai professora, vai, apontando para AT. Posto isto, vira as costas e sai da sala, fechando a porta. A1 fica parada junto porta de sada, fixando o olhar na porta. De seguida, vira-se e fica parada a olhar para AT. AT chama A1 para junto de si, abrindo-lhe os braos. A1 corre de imediato em sua direco. Os restantes alunos mantm-se sentados nos lugares em que se encontravam, conversando uns com os outros. A1 chega perto de AT e abre os braos. AT baixa-se e diz a A1: vamos cantar, Estrela, vamos aprender uma cano nova, vamos?. Os alunos esto em silncio total, observando atentamente o filme. H muitas conversas paralelas, portanto no possvel perceber qualquer tema de conversa. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:05H A1 acena afirmativamente com a cabea. AT levanta-se e estende a mo a A1, para que se dirijam para junto dos restantes elementos da sala. A1 estende os dois braos e tenta subir para o colo de AT, que a agarra ao colo e se encaminha para junto das restantes crianas. Quando chegam junto do grupo, AT tenta colocar A1 no cho, mas A1 encolhe as pernas, impossibilitando que AT a coloque no cho, de p. Enquanto AT tenta colocar A1 no cho, A3 levanta-se do lugar e dirige-se para o banco do meio. A, tenta persuadir os colegas A2, A9 e A11 a deix-lo colocar correctamente o banco, dizendo o vosso banco est mal, no assim, deixem-me vir-lo, eu ponho-o bem. Os alunos mantm-se sentados a olhar para A3, que diz olhem que a educadora F no quer o banco assim. A2, A9 e A11 levantam-se, desviam-se do banco e A3 aproxima-se, virando o banco e colocando-o na posio correcta. Posto isto, todos os intervenientes na situao voltam a sentar-se nos seus lugares. AT senta A1 no banco junto a A2 (irmo gmeo de A1) e vira costas, dirigindo-se para a cadeira posicionada no centro do grupo-turma. AT senta-se e d incio aula, falando da festa de Natal realizada no passado dia 15 de Dezembro. So recordados momentos vividos na festa, na qual os pais das crianas fizeram uma pequena dramatizao. AT diz: foi muito bonita a vossa festa. Vocs portaram-se e cantaram muito bem e os vossos pais tambm encantaram. Estiveram todos muito bem, foi muito divertido, no foi? E cantaram to bem!. A12 diz: o meu pai fez de leo, uhaa (emite um rugido de leo, ao mesmo tempo que se levanta e lana a mo direita para a frente, imitando as garras do leo)! A2 diz: e a minha me era a tartaruga, esboando um sorriso. A7 coloca o dedo no ar. AT pergunta o que ele quer dizer, ao que A7 responde: ah, era s para dizer que a girafa era a minha me. A10 diz: e o meu pai era o elefante!, sorrindo. A4 balana o corpo para a direita e para a esquerda e diz: o meu pai e a minha me no fizeram de nada, Os alunos que se encontravam nesse banco haviam-no tombado, sendo que o banco no estava colocado correctamente. A3 parece bastante agitado e empenhado na tentativa de colocar o banco na posio correcta. Parece no descansar enquanto no atinge o seu propsito. A10 parece envergonhada, corando quando fala. A4 parece triste. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:10H no entraram na histria. AT diz a A4: mas tu entraste na cano e fizeste-o muito bem. De certeza que os teus pais gostaram de te ver e que tambm eles gostariam de ter entrado na histria, mas sabes que no dava para entrarem todos, no ? Houve pais de outros meninos que tambm no entraram desta vez e sabes o que vai acontecer? Entram na prxima festa. A4 responde: sim, o meu pai tambm me disse isso. AT fala da cano apresentada na festa de Natal: ento e quem que se lembra da nossa cano do Pai Natal que cantmos to bem na festa?. As crianas levantam-se imediatamente e comeam a cantar a cano, fazendo os gestos que correspondem s frases cantadas. AT diz, sorrindo: muito bem, muito bemolhem, mas ainda falando da vossa maravilhosa festa de Natal, eu j vos disse como fiquei encantada convosco e como adorei ouvir-vos cantar?. A6 responde: j, professora. J sabemos, todo o mundo nos diz isso. A4 diz prontamente: eu no cantei a cano de ingls. AT pergunta a A4: no cantaste a cano de ingls?! Mas eu vi-te na festa, cantaste a cano que ensaimos na MsicaPor que no cantaste a cano de ingls?!. A4 responde: ohporque fui casa de banho. Estava muito, muito aflito e quando voltei j tinham acabado de cantar, no esperaram por mim. AT diz a A4: pois, cantas para a prxima, boa? De qualquer forma, cantaste a nossa cano e j foi muito bom. AT diz para o grupo: por falar na nossa cano, agora lembrei-me como refere a msica, o Pai Natal anda cansado, no ? Pois olhem, eu falei com ele agora ao telefone, antes de vir aqui para a sala e ele disse-me que tambm j est cansado desta cano e que gostava de vos ouvir cantar uma cano nova de Natal. Ele diz que se portaram muito bem na festa e que cantaram muito bem, ele ficou muito contente, mas agora gostava de vos ouvir cantar uma cano nova. O que que vocs acham? Conhecem mais alguma cano de Natal?. A4 parece responder com convico. A4 parece desanimado. Os alunos acenam afirmativamente com a cabea a todas as questes colocadas pela professora durante o seu discurso. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:15H 13:20H A12 comea imediatamente a cantar a cano Pinheirinho e os restantes elementos da turma comeam a acompanh-lo, com excepo de A1, que os observa. AT aplaude o desempenho da turma e diz: muito bem, gostei! Cano bonita e muito bem cantada! Agora a minha vez de vos mostrar a cano que sei. Escutem com ateno para depois me dizerem se j conhecem. AT canta baixinho a cano Os sinos vo tocar. Toda a turma olha para AT, em silncio. AT diz: agora eu vou cantando a cano por partes, devagarinho. Vocs escutam e repetem a seguir. J sabem como funciona: vamos fazer a nossa mini orquestra dos pequenos cantores. Preparar.concentraosilncio (AT aguarda alguns segundos, olhando para cada elemento da turma, com o dedo indicador direito encostado nos lbios e sussurrando continuamente chiuuuuuu). AT comea a cantar a cano por partes: Natal, dlim, dlim, dlo e d a indicao aos alunos, com a mo direita, imitando um maestro, de quando devem repetir. Aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono as diferentes partes da cano. Natal, dlim, dlim, dlo (aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono). J se ouvem os sinos tocar (aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono). Natal, dlim, dlim, dlo (aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono). Natal, dlim, dlim, dlo (aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono). O menino ns vamos visitar (aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono). Durante este exerccio, A1 observa os colegas, especialmente A2 e balana o corpo para a direita e para a esquerda. A10 e A6 chucham no dedo enquanto ouvem a cano e cantam com o dedo na boca. AT diz: a cano no precisa de tocadores de cornetas, olhando para as alunas em questo, que se encontram sentadas lado a lado. A10 e A6 sorriem para AT e retiram o dedo da boca de imediato. De seguida, olham uma para a outra e sorriem. AT volta a cantar a cano, desta vez com acompanhamento de gestos nas partes do dlim, dlim, dlo (a mo direita balana para a esquerda-direita-esquerda); j se ouvem os sinos tocar (coloca a mo direita atrs da orelha direita); o menino (entrelaa as duas mos e balana os braos para a direita e para a esquerda, como que embalando uma criana) ns vamos visitar (coloca o dedo indicador direito junto ao A12, A3, A4 e A7 acompanham a cano com gestos. Os alunos parecem concentrados. A letra da cano : Natal, dlim, dlim, dlo; Natal, dlim, dlim, dlo; j se ouvem os sinos tocar; Natal, dlim, dlim, dlo; Natal, dlim, dlim, dlo; o menino ns vamos visitar. Todos escutam em silncio. Parecem bastante atentos. A1 parece danar ao ritmo da cano cantada pelos colegas. O sorriso esboado uma para a outra parece demonstrar alguma cumplicidade. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:25H olho direito). Durante este procedimento, os alunos olham para AT e imitam os gestos da mesma, ao mesmo tempo que vo cantando a cano. A1 imita os gestos, olhando para AT, enquanto vai cantarolando a melodia da cano. Finalizado o exerccio, A1 levanta-se do lugar, passa por AT e dirige-se para o cantinho das bonecas. A, pega numa pequena boneca que se assemelha a um beb e comea a emitir sons, olhando para ela. A1 fica posicionada de costas para os colegas e professora. AT vira-se para trs, chama A1 e diz-lhe: anda para junto de ns, Estrela, anda. Estamos aqui tua espera. A1 olha para AT enquanto esta fala, mas acena negativamente com a cabea e diz nah. AT volta a insistir com A1: v l, Estrela, anda para aqui para perto de ns. A1 volta a acenar negativamente com a cabea e pronuncia-se num tom de voz mais elevado: nahh, nahh. A1 volta-se de frente para a turma e coloca a boneca em cima da mesa da casinha das bonecas. AT vira-se para a frente e comea a cantar a cano com a turma. Os alunos acompanham AT e todos balanam os braos ao som do dlim, dlim, dlo. A1 acompanha a turma na parte do dlim, dlim, dlo, cantando dim, dim, do, do lugar onde se encontra, balanando os braos para a direita e para a esquerda. Nas restantes partes da cano, observa os colegas, ao mesmo tempo que balana o corpo, como que danando ao som da cano. AT volta-se para trs e torna a chamar A1 para se juntar aos restantes colegas. A1 pega na boneca com que brinca e dirige-se a AT, abrindo-lhe os braos como sinal de querer ir para o seu colo. AT pega em A1 e senta-a ao seu colo. AT volta a cantar a cano, acompanhando as frases com os gestos anteriormente trabalhados. As crianas imitam a professora, que balana a mo para a direita (dlim), para a esquerda (dlim) e uma vez mais para a direita (dlo), ao ritmo da cano. A1 olha fixamente para A2, seu irmo gmeo. A2 d algumas palmadinhas no banco, no lugar que se A1 parece ter interiorizado a melodia da cano, sendo que a acompanha sempre cantando com a. A casinha das bonecas situa-se a aproximadamente 1 metro atrs da localizao de AT na aula. Ao olhar para AT, A1 parece ter encontrado outro foco de distraco (atrs de AT) para onde dispersou a sua ateno. A1 parece estar a conversar com a boneca. A1 parece estar zangada. Responde, mas o seu olhar permanece fixado na boneca que tem ao colo. Os alunos cantam mais forte quando pronunciam o dlim, dlim, dlo, parecendo ser esta a parte que interiorizaram melhor. As crianas sorriem bastante. Parecem divertidas com o exerccio. A2 parece estar a convidar A1 para se sentar Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:30H encontra vago sua direita. A1 sorri para A2. A2 repete o gesto anterior e d algumas palmadas no banco, no lugar vago que se encontra sua direita. A1 comea a agitar-se, procurando sair do colo de AT. AT coloca A1 no cho. A1 dirige-se para A2. Chegada frente dele, olha-o fixamente, parada. A2 volta a dar umas palmadinhas no banco e A1 esboa uma pequena gargalhada, subindo para o banco e sentando-se ao lado dele. A1, sentada, mantm o olhar fixo em A2. A1 toca com a sua mo direita na face esquerda de A2. A2 olha para ela e A1 dirige o olhar para a boneca que tem na sua mo esquerda, a qual A1 embala como um beb. A2 faz caretas para a boneca e sorri para A1. A1 d gargalhadas. Esta situao repete-se trs vezes consecutivas. A1 emite sons para a boneca sempre que A2 lhe faz caretas. Os restantes alunos da turma focam a sua ateno nas brincadeiras de A1 com A2. Todos permanecem em silncio a observar as brincadeiras entre os irmos e sorriem ao v-los. A10, A6 e A12 do gargalhadas enquanto os observam. AT levanta-se e diz aos alunos: agora vo ser vocs os sininhos de Natal: tu s o dlim, tu s o outro dlim e tu s o dlo, (e assim sucessivamente, atribuindo a cada aluno um som do sino, tocando na cabea de cada criana medida que lhe atribui o som, pela ordem em que se encontram sentados). Os alunos repetem, aps AT, o som que lhes atribudo. AT pega num lpis que est em cima da mesa e diz: para a orquestra tocar, o maestro tem de a afinar. Preparados?. Os alunos respondem siiim! em unssono, num tom de voz ligeiramente elevado. AT comea a tocar com o lpis na cabea dos alunos, aleatoriamente, os quais produzem o som que lhe corresponde. AT toca na cabea de A1, mas A1 olha para AT, sem produzir o som que lhe corresponde. AT toca mais uma vez, mas A1 continua sem responder, focando a sua ateno na boneca. A12 diz a A1: diz dlim, Estrela, dlim!. AT toca uma vez mais com o lpis na cabea de A1, que volta a no responder. AT diz para a turma: olhem, vamos todos ajudar a Estrela. Quando eu tocar na cabea dela, todos vamos fazer o som que ela tem de fazer, que o dlim, boa?. Todos respondem sim. junto dele. A1 parece bastante satisfeita por se sentar ao lado de A2. A1 parece querer chamar a ateno de A2. A1 parece estar a conversar com a boneca sempre que A2 lhe faz caretas. A5 (dlim), A10 (dlim), A6 (dlo); A4 (dlim), A7 (dlim), A12 (dlo); A2 (dlim), A1 (dlim), A8 (dlo); A9 (dlim), A11 (dlim), A3 (dlo); A13 (dlim). Os alunos parecem animados e ansiosos por comear a actividade. Os alunos riem ao ouvirem os colegas e principalmente quando chega a sua vez. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:35H AT toca na cabea de A1 com o lpis e a turma diz em unssono: dlim. AT toca mais uma vez em A1 e a turma repete dlim. AT toca em A2, que diz dlim. AT toca em A5, que diz dlim. AT toca em A1 e a turma diz dlim. A1 sorri. AT toca em A1 e todos dizem dlim, inclusive A1, que repete dim, aps ouvir os colegas. AT volta a tocar em A1, a turma diz dlim e A1 repete dim. AT diz para a turma: agora vamos ouvir s a Estrela. Quando eu tocar na cabea dela, vocs j no respondem. Vamos ver como a vossa ajuda foi importante para ela aprender. AT levanta-se, vai junto de A1, baixa-se, curvando-se diante dela e diz: Estrela, agora gostvamos muito de te ouvir. Quando eu fizer assim (toca na cabea de A1 com o lpis), vais dizer dlim, est bem? dlim (tocando uma vez mais na cabea de A1 quando pronuncia o som). AT toca na cabea de A1 com o lpis e olha para ela. A1 sorri. AT toca na cabea de A1, ao mesmo tempo que diz dlim. A1 sorri. AT toca na cabea de A1, olha para ela e aguarda trs segundos, at que A1 diz dim. AT sorri para A1, diz muito bem, Estrela e aplaude. Os restantes elementos da turma comeam tambm a aplaudir, ao mesmo tempo que sorriem. A2 diz boa, Estrela!. AT comea a tocar nos alunos, aumentando gradualmente a velocidade com que decorre a actividade. A2 coloca o dedo no ar e pede para ir casa de banho. A4 diz: tambm tenho vontade, posso ir a seguir dele?. AT diz a A2 que pode ir casa de banho e que quando regressar A4 tambm pode ir e acrescenta que j sabem que s pode ir um de cada vez. A2 levanta-se e dirige-se para a casa de banho. A4 aguarda o regresso do colega, sentado no lugar. A1 levanta-se e vai para a casinha das bonecas, levando consigo a sua boneca. AT olha para A1 e chama-a para junto do grupo: anda, Estrela, vem cantar connosco. A1 encosta-se mesa da casinha das bonecas, tira a bandulete da cabea, ficando com ela na mo, e diz que no, gesticulando negativamente, em simultneo, com o dedo indicador direito e com a cabea. De seguida diz nah e pousa a bandulete em cima da mesa. Os alunos parecem ter compreendido o que AT disse, acenando afirmativamente com a cabea. Todos (alunos e professora) parecem expectantes quanto reaco de A1. Os alunos parecem satisfeitos com o desempenho de A1. Quanto mais depressa o exerccio decorre, mais a actividade parece diverti-los. Os alunos parecem ter as regras de sala de aula interiorizadas. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:40H AT vira-se para a frente e d continuidade aula, comeando a cantar a cano trabalhada. Os alunos acompanham-na. A1 recosta a cabea na mesa da casinha das bonecas e observa fixamente os colegas a cantar. AT vira-se para A1 e chama-a para se juntar ao grupo. A1 levanta a cabea da mesa, vira-se de costas para a turma e comea a brincar com o fogo que se encontra na casinha das bonecas. AT diz a A1: ns vamos ficar tua espera. Todos observam A1, em silncio. AT volta a cantar a cano com os restantes elementos da turma, com acompanhamento dos gestos. A1 permanece na casinha das bonecas a brincar, desta feita com um carrinho que encontrou no forno do fogo com o qual brincava. A1 est de p, recostada sobre a bancada da casinha das bonecas, tem a cabea deitada sobre o brao esquerdo e brinca com o carrinho com a mo direita, andando com ele para a frente e para trs. A2 regressa da casa de banho e senta-se no seu lugar. A1 larga o carrinho, dirige-se para a mesa do cantinho das bonecas e pega na bandulete, brincando com ela, abanando-a. AT interrompe a aula, vira-se para A1 e chama-a para junto dela. A1 no responde e mantm-se entretida a brincar com a bandulete, abanando-a e seguindo-a fixamente com os olhos. A3 diz para A1: anda para o p de ns, v l. A1 larga a bandulete, coloca os braos sobre a mesa e repousa a cabea sobre os braos. A1 observa fixamente A3. AT diz para A1: no queres vir cantar connosco agora?. A1 responde negativamente com a cabea. AT vira-se de frente para a turma e diz: a Estrela agora no quer vir. Quando ela tiver vontade de vir, vem para junto de ns, vamos esperar um bocadinho, que ela j vem. Entretanto vamos continuar com a nossa cano. Como que mesmo a nossa cano nova?. Todos os alunos da turma comeam imediatamente a cantar a cano. A1 tapa os ouvidos quando os alunos da turma cantam num tom de voz mais elevado e dirige-se para junto de A5, sentando-se ao lado dela. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:45H A1 faz queixa de A5, que, em jeito de brincadeira, lhe tapa a cara com a cortina da janela que se encontra por cima de ambas. A1 aponta para ela, olhando para AT e diz a Su!. AT diz para A1: o que foi, Estrela, que foi que fez a A5?. A1 pega na cortina e coloca-a em frente sua prpria cara, tapando-a. AT diz a A1: a A5 estava a brincar contigo, mas j no faz essa brincadeira, est bem?. A1 acena afirmativamente com a cabea e levanta-se, dirigindo-se para a casinha das bonecas. A1 coloca-se debaixo da mesa da casinha das bonecas, sentada com as pernas cruzadas chins. A, encosta a cabea num dos bancos e fixa o olhar na turma. AT levanta-se e vai junto de A1. AT baixa-se e pergunta a A1: gostas da cano?. A1 responde afirmativamente com a cabea e depois negativamente. AT volta a question-la no mesmo sentido: a cano bonita?. A1 acena afirmativamente com a cabea. AT questiona: e gostas de ouvir os meninos cantar?. A1 responde negativamente com a cabea. AT volta a questionar: no gostas de ouvir os teus colegas cantar?!. A1 volta a acenar negativamente com a cabea. AT diz para A1: olha, eu vou para o p dos outros meninos, est bem? Ficas a a cantar com eles, pode ser?. A1 responde afirmativamente com a cabea. AT levanta-se, pega na mesa debaixo da qual A1 se encontra e levanta-a, colocando-a ligeiramente ao lado, deixando A1 a descoberto. A1 olha para AT fixamente e de seguida gatinha at mesa, colocando-se novamente debaixo dela. AT pergunta a A1: queres mesmo ficar a escondida a cantar?. A1 responde afirmativamente com a cabea. AT diz para A1: est bem, mas quero ouvir-te cantar com os teus colegas. Olha que eu vou ficar de olho em tise no cantares venho buscar-te, combinado?. A1 acena afirmativamente com a cabea. AT dirige-se para junto dos restantes elementos da turma e diz: meus queridos sininhos, agora vamos tocar os sinos com as nossas mos, com palmas. Querem ver como?. AT exemplifica, cantando a cano e na parte do dlim, dlim, dlo, bate trs vezes as palmas, uma por cada palavra pronunciada. AT pede agora aos alunos que a acompanhem nesse exerccio, pois treze sininhos ouvem-se melhor que um. AT comea a cantar e os alunos entram imediatamente a seguir, batendo as palmas no stio correspondente. A1 olha fixamente para os colegas, do local onde se encontra. A1 parece no gostar da brincadeira e parece chamar a ateno de AT em jeito de aflio. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 13:50H 13:55H AT volta a cantar a cano com os alunos, acompanhando com palmas. A1 bate vrias vezes as palmas no dlim, dlim, dlo. AT diz: muito bem, to depressa que aprendem estes meninos e meninasento agora vamos deixar de cantar o dlim, dlim, dlo e nessa parte fazemos apenas as palmas, querem ver como fica?. A12 intervm e diz: no preciso professora, eu sei como , cantando e exemplificando (correctamente) imediatamente a seguir. AT diz: muito bem, que perfeito! Vamos agora todos fazer! Mas ateno, no se esqueam que para a orquestra estar afinada temos de cantar e bater as palmas todos ao mesmo tempo! E muito importante tambm conseguirmos ouvir-nos uns aos outros. Ento vamos l!. AT conta at trs e todos comeam a cano: Natal (batem 3 vezes as palmas); Natal (batem 3 vezes as palmas); j se ouvem os sinos tocar; Natal (batem 3 vezes as palmas); Natal (batem 3 vezes as palmas); o menino ns vamos visitar. A1 participa na actividade, do local onde se encontra, batendo as palmas no stio correspondente. A educadora da turma entra na sala. A12 cumprimenta a educadora com um ol, F!. AT pergunta turma: querem cantar a cano que aprendemos hoje para a F ouvir e dizer se gosta?. Todos respondem afirmativamente, gritando Sim!. Os alunos cantam e batem as palmas, sozinhos, enquanto AT faz os gestos da cano. A1 participa, do lugar onde se encontra, batendo as palmas, balbuciando algumas palavras e entoando a melodia da cano. A educadora diz para a turma: muito bem, gostei, linda cano, a seguir vo-me ensinar. AT aplaude as crianas e diz-lhes: comportaram-se muito bem e aprenderam tudinho! Agora a seguir quando o Pai Natal me telefonar a perguntar como correu a aula eu vou-lhe dizer que foram todos lindos e que estiveram com muita ateno, por isso ele pode continuar a embrulhar as vossas prendas!. A turma grita: Ehhhh! Viva!. A1 parece saber quando deve bater as palmas, embora no aplauda exactamente no stio certo nem o nmero correcto de vezes. A1 parece concentrada na actividade. A melodia entoada por A1 no exactamente essa. No entanto, parece estar a cantar consciente do ritmo da cano. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias 14:00H AT despede-se, dizendo: bom Natal para todos, com muitas prendinhas. Portem-se bem! Tchau, tchau!, mandando beijinhos para todos, ao mesmo tempo que acena com a mo, fazendo adeus. As crianas acenam a AT, fazendo adeus. AT sai da sala. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias b) Anlise do registo de dados Categorias Subcategorias Comportamentos observados Comportamentos dos alunos em grupo Entre pares - Os alunos esto sentados nos bancos almofadados, visualizando um filme de animao. - [Os alunos esto em silncio total, observando atentamente o filme]. - Os restantes alunos mantm-se sentados nos lugares em que se encontravam, conversando uns com os outros. - [H muitas conversas paralelas, portanto no possvel perceber qualquer tema de conversa]. - A3 levanta-se do lugar e dirige-se para o banco do meio. A, tenta persuadir os colegas A2, A9 e A11 a deix-lo colocar correctamente o banco, dizendo o vosso banco est mal, no assim, deixem-me vir-lo, eu ponho-o bem. Os alunos mantm-se sentados a olhar para A3, que diz olhem que a educadora F no quer o banco assim. - A2, A9 e A11 levantam-se, desviam-se do banco e A3 aproxima-se, virando o banco e colocando-o na posio correcta. Posto isto, todos os intervenientes na situao voltam a sentar-se nos seus lugares. - Os restantes elementos da turma comeam a acompanh-lo [a A12, que comeou a cantar a cano Pinheirinho]. - [A10 e A6, que se encontram sentadas lado a lado] olham uma para a outra e sorriem. [O sorriso esboado uma para a outra parece demonstrar alguma cumplicidade]. - [Os alunos cantam mais forte quando pronunciam o dlim, dlim, dlo]. - [As crianas sorriem bastante. Parecem divertidas com o exerccio]. - [Os alunos parecem animados e ansiosos por comear a actividade]. - [Os alunos riem ao ouvirem os colegas e principalmente quando chega a sua vez]. - [Quanto mais depressa o exerccio decorre, mais a actividade parece diverti-los]. - [Os alunos parecem ter as regras de sala de aula interiorizadas]. Com a professora - A7 responde [a AT]: ah, era s para dizer que a girafa era a minha me. - A4 responde [a AT]: sim, o meu pai tambm me disse isso. - As crianas levantam-se imediatamente [aps a questo de AT] e comeam a cantar a cano, fazendo os gestos que correspondem s frases cantadas. - A6 responde [a AT]: j, professora. J sabemos, todo o mundo nos diz isso. - A4 diz prontamente [para AT]: eu no cantei a cano de ingls. - A4 responde [a AT]: ohporque fui casa de banho. Estava muito, muito aflito e quando voltei j tinham acabado de cantar, no esperaram por mim. - [Os alunos acenam afirmativamente com a cabea a todas as questes colocadas pela professora durante o seu discurso]. - Toda a turma olha para AT, em silncio. - Aps a indicao de AT, os alunos repetem em unssono as diferentes partes da cano. - A10 e A6 sorriem para AT e retiram o dedo da boca de imediato. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - [Os alunos parecem concentrados. Todos escutam em silncio. Parecem bastante atentos] [enquanto AT canta a cano]. - Os alunos olham para AT e imitam os gestos da mesma, ao mesmo tempo que vo cantando a cano. - Os alunos acompanham AT e todos balanam os braos ao som do dlim, dlim, dlo. - As crianas imitam a professora, que balana a mo para a direita (dlim), para a esquerda (dlim) e uma vez mais para a direita (dlo), ao ritmo da cano. - Os alunos repetem, aps AT, o som que lhes atribudo. - Os alunos respondem siiim! [ questo colocada por AT] em unssono, num tom de voz ligeiramente elevado. - Os alunos produzem o som que lhe corresponde [que AT lhes atribuiu]. - Todos respondem sim [ questo de AT]. - A2 diz dlim [quando AT lhe toca com o lpis]. - A5 diz dlim [quando AT lhe toca com o lpis]. - A turma diz em unssono: dlim [indicao que havia sido dada por AT]. - A turma repete dlim [indicao que havia sido dada por AT]. - A turma diz dlim [indicao que havia sido dada por AT]. - Todos dizem dlim [aps AT tocar na cabea de A1]. - A turma diz dlim [aps AT tocar na cabea de A1]. - A2 coloca o dedo no ar e pede para ir casa de banho. - A4 diz: tambm tenho vontade [de ir casa de banho], posso ir a seguir dele?. - [Os alunos parecem ter compreendido o que AT disse, acenando afirmativamente com a cabea]. - Os alunos acompanham-na [a AT, na explorao da cano]. - Todos os alunos da turma comeam imediatamente a cantar a cano [aps questionados nesse sentido por AT]. - Os alunos entram imediatamente a seguir [a AT comear a cantar a cano], batendo as palmas no stio correspondente. - [Aps a contagem de AT] todos comeam a cano: Natal (batem 3 vezes as palmas); Natal (batem 3 vezes as palmas); j se ouvem os sinos tocar; Natal (batem 3 vezes as palmas); Natal (batem 3 vezes as palmas); o menino ns vamos visitar. - Todos respondem afirmativamente [ questo colocada por AT], gritando Sim!. - Os alunos cantam e batem as palmas, sozinhos [observando os gestos de AT]. - A turma grita: Ehhhh! Viva! [aps a indicao de AT quanto ao bom comportamento da turma]. - As crianas acenam a AT, fazendo adeus. Com o aluno com NEE - A2 d algumas palmadinhas no banco, no lugar que se encontra vago sua direita [dirigindo-se a A1]. - [A2 parece estar a convidar A1 para se sentar junto dele]. - A2 repete o gesto anterior e d algumas palmadas no banco, no lugar vago que se encontra sua direita [dirigindo-se a A1]. - A2 volta a dar umas palmadinhas no banco [dirigindo-se a A1]. - A2 faz caretas para a boneca [que A1 tem ao colo]. - A2 sorri para A1. - Os restantes alunos da turma focam a sua ateno nas brincadeiras de A1 com A2. Todos permanecem em silncio a Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias observar as brincadeiras entre os irmos e sorriem ao v-los. - A10, A6 e A12 do gargalhadas enquanto os observam [a A1 em brincadeiras com A2]. - A12 diz a A1: diz dlim, Estrela, dlim!. - Os restantes elementos da turma comeam tambm a aplaudir [o desempenho de A1], ao mesmo tempo que sorriem. - A2 diz boa, Estrela!. - [Todos (alunos e professora) parecem expectantes quanto reaco de A1]. - Os alunos parecem satisfeitos com o desempenho de A1. - Todos observam A1, em silncio [enquanto ela brinca na casinha das bonecas]. - A3 diz para A1: anda para o p de ns, v l. - A5, em jeito de brincadeira, tapa a cara de A1 com a cortina da janela que se encontra por cima de ambas. Individualmente - A12 diz: o meu pai fez de leo, uhaa (emite um rugido de leo, ao mesmo tempo que se levanta e lana a mo direita para a frente, imitando as garras do leo)! - A2 diz: e a minha me era a tartaruga, esboando um sorriso. - A10 diz: e o meu pai era o elefante!, sorrindo. - [A10 parece envergonhada, corando quando fala]. - A7 coloca o dedo no ar. - [A3 parece bastante agitado e empenhado na tentativa de colocar o banco na posio correcta. Parece no descansar enquanto no atinge o seu propsito]. - A4 balana o corpo para a direita e para a esquerda e diz: o meu pai e a minha me no fizeram de nada, no entraram na histria. - [A4 parece triste]. - [A4 parece responder com convico]. - [A4 parece desanimado]. - A12 comea imediatamente a cantar a cano Pinheirinho. - A10 e A6 chucham no dedo enquanto ouvem a cano e cantam com o dedo na boca. - [A12, A3, A4 e A7 acompanham a cano com gestos]. - A2 levanta-se e dirige-se para a casa de banho. - A4 aguarda o regresso do colega, sentado no lugar. - A2 regressa da casa de banho e senta-se no seu lugar. - A12 intervm e diz: no preciso professora, eu sei como , cantando e exemplificando (correctamente) imediatamente a seguir. - A12 cumprimenta a educadora [que entretanto chegara sala] com um ol, F!. Comportamento do aluno com NEE Com o grupo - A1 observa [os colegas enquanto estes cantam a cano Pinheirinho. a nica que no acompanha a cano]. - Durante este exerccio [de memorizao da cano], A1 observa os colegas (especialmente A2) e balana o corpo para a direita e para a esquerda. - [A1 parece danar ao ritmo da cano cantada pelos colegas]. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - A1 fica posicionada de costas para os colegas. - A1 volta-se de frente para a turma e coloca a boneca em cima da mesa da casinha das bonecas. - A1 olha fixamente para A2, seu irmo gmeo. - A1 sorri para A2. - A1 dirige-se para A2. Chegada frente dele, olha-o fixamente, parada. - A1 esboa uma pequena gargalhada, subindo para o banco e sentando-se ao lado dele [de A2]. - A1, sentada, mantm o olhar fixo em A2. - [A1 parece bastante satisfeita por se sentar ao lado de A2]. - A1 toca com a sua mo direita na face esquerda de A2. - [A1 parece querer chamar a ateno de A2]. - A1 dirige o olhar para a boneca que tem na sua mo esquerda [quando A2 olha para ela]. - A1 d gargalhadas [perante as brincadeiras de A2]. Esta situao repete-se trs vezes consecutivas. - A1 emite sons para a boneca sempre que A2 lhe faz caretas. - [A1 parece estar a conversar com a boneca sempre que A2 lhe faz caretas]. - A1 sorri [quando ouve a turma dizer dlim aps AT ter tocado com o lpis na cabea de A1]. - A1 repete dim, aps ouvir os colegas. - A1 repete dim [aps ouvir os colegas]. - A1 tapa os ouvidos quando os alunos da turma cantam num tom de voz mais elevado. - A1 dirige-se para junto de A5, sentando-se ao lado dela. - A1 faz queixa de A5, apontando para ela, olhando para AT e dizendo a Su!. - [A1 parece no gostar da brincadeira de A5]. Com a professora - A1 vira-se e fica parada a olhar para AT. - A1 corre de imediato em sua direco. - A1 chega perto de AT e abre os braos. - A1 acena afirmativamente com a cabea [para AT]. - A1 estende os dois braos e tenta subir para o colo de AT. - A1 encolhe as pernas, impossibilitando que AT a coloque no cho, de p. - A1 fica posicionada de costas para a professora. - A1 olha para AT enquanto esta fala, mas acena negativamente com a cabea e diz nah. - A1 volta a acenar negativamente com a cabea [para AT] e pronuncia-se num tom de voz mais elevado: nahh, nahh. - A1 pega na boneca com que brinca e dirige-se a AT, abrindo-lhe os braos como sinal de querer ir para o seu colo. - [A1 parece estar zangada. Responde (a AT), mas o seu olhar permanece fixado na boneca que tem ao colo]. - A1 comea a agitar-se, procurando sair do colo de AT. - A1 olha para AT, sem produzir o som que lhe corresponde. - A1 continua sem responder [a AT, aps o seu toque na cabea de A1], focando a sua ateno na boneca. - A1 sorri [quando AT toca cabea de A1 com o lpis e a observa]. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - A1 sorri [quando AT toca na cabea de A1, ao mesmo tempo que diz dlim]. - A1 diz dim [aps AT tocar na cabea de A1]. - A1 encosta-se mesa da casinha das bonecas, tira a bandulete da cabea, ficando com ela na mo, e diz que no [em resposta solicitao de AT], gesticulando negativamente, em simultneo, com o dedo indicador direito e com a cabea. De seguida diz nah e pousa a bandulete em cima da mesa que se encontra na casinha das bonecas. - A1 no responde [a AT, que a chama para junto do grupo] e mantm-se entretida a brincar com a bandulete, abanando-a e seguindo-a fixamente com os olhos. - A1 responde negativamente com a cabea [a AT]. - [A1 parece chamar a ateno de AT em jeito de aflio]. - A1 pega na cortina e coloca-a em frente sua prpria cara, tapando-a [para exemplificar a AT o que A5 lhe fez]. - A1 acena afirmativamente com a cabea [em resposta a AT] e levanta-se, dirigindo-se para a casinha das bonecas. - A1 responde afirmativamente com a cabea e depois negativamente [a AT]. - A1 acena afirmativamente com a cabea [a AT]. - A1 responde negativamente com a cabea [a AT]. - A1 volta a acenar negativamente com a cabea [a AT]. - A1 responde afirmativamente com a cabea [a AT]. - A1 olha para AT fixamente e de seguida gatinha at mesa, colocando-se novamente debaixo dela. - A1 responde afirmativamente com a cabea [a AT]. - A1 acena afirmativamente com a cabea [em resposta a AT]. Individualmente - A1 est sentada ao lado da assistente operacional. - A1 vai atrs da assistente operacional, que lhe diz: agora a aula de Msica. Vai professora, vai, apontando para AT. - A1 fica parada junto porta de sada, fixando o olhar na porta. - A1 imita os gestos, olhando para AT, enquanto vai cantarolando a melodia da cano. - Finalizado o exerccio, A1 levanta-se do lugar, passa por AT e dirige-se para o cantinho das bonecas. A, pega numa pequena boneca que se assemelha a um beb e comea a emitir sons, olhando para ela. - A1 acompanha a turma na parte do dlim, dlim, dlo, cantanto dim, dim, do, do lugar onde se encontra, balanando os braos para a direita e para a esquerda. Nas restantes partes da cano, observa os colegas, ao mesmo tempo que balana o corpo, como que danando ao som da cano. - [A1 parece ter interiorizado a melodia da cano, sendo que a acompanha sempre cantando com a]. - [Ao olhar para AT, A1 parece ter encontrado outro foco de distraco (atrs de AT) para onde dispersou a sua ateno]. - [A1 parece estar a conversar com a boneca]. - A1 embala a boneca como um beb. - A1 levanta-se e vai para o cantinho das bonecas, levando consigo a sua boneca. - A1 recosta a cabea na mesa da casinha das bonecas e observa fixamente os colegas a cantar. - A1 levanta a cabea da mesa, vira-se de costas para a turma e comea a brincar com o fogo que se encontra na casinha das bonecas. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - A1 permanece no cantinho das bonecas a brincar, desta feita com um carrinho que encontrou no forno do fogo com o qual brincava. A1 est de p, recostada sobre a bancada da casinha das bonecas, tem a cabea deitada sobre o brao esquerdo e brinca com o carrinho com a mo direita, andando com ele para a frente e para trs. - A1 larga o carrinho, dirige-se para a mesa do cantinho das bonecas e pega na bandulete, brincando com ela, abanando-a. - A1 larga a bandulete, coloca os braos sobre a mesa e repousa a cabea sobre os braos. - A1 observa fixamente A3. - A1 coloca-se debaixo da mesa da casinha das bonecas, sentada com as pernas cruzadas chins. A, encosta a cabea num dos bancos e fixa o olhar na turma. - A1 olha fixamente para os colegas, do local onde se encontra. - A1 bate vrias vezes as palmas no dlim, dlim, dlo. - A1 participa na actividade, do local onde se encontra, batendo as palmas no stio correspondente. - A1 participa, do lugar onde se encontra, batendo as palmas, balbuciando algumas palavras e entoando a melodia da cano. - [A1 parece saber quando deve bater as palmas, embora no aplauda exactamente no stio certo nem o nmero correcto de vezes]. - [A1 parece concentrada na actividade]. - [A melodia entoada por A1 no exactamente essa. No entanto, parece estar a cantar consciente do ritmo da cano]. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Comportamentos da professora Com o grupo - AT senta-se e d incio aula, falando da festa de Natal realizada no passado dia 15 de Dezembro. So recordados momentos vividos na festa, na qual os pais das crianas fizeram uma pequena dramatizao. AT diz: foi muito bonita a vossa festa. Vocs portaram-se e cantaram muito bem e os vossos pais tambm encantaram. Estiveram todos muito bem, foi muito divertido, no foi? E cantaram to bem!. - AT fala da cano apresentada na festa de Natal: ento e quem que se lembra da nossa cano do Pai Natal que cantmos to bem na festa?. - AT diz, sorrindo: muito bem, muito bemolhem, mas ainda falando da vossa maravilhosa festa de Natal, eu j vos disse como fiquei encantada convosco e como adorei ouvir-vos cantar?. - AT diz para o grupo: por falar na nossa cano, agora lembrei-me como refere a msica, o Pai Natal anda cansado, no ? Pois olhem, eu falei com ele agora ao telefone, antes de vir aqui para a sala e ele disse-me que tambm j est cansado desta cano e que gostava de vos ouvir cantar uma cano nova de Natal. Ele diz que se portaram muito bem na festa e que cantaram muito bem, ele ficou muito contente, mas agora gostava de vos ouvir cantar uma cano nova. O que que vocs acham? Conhecem mais alguma cano de Natal?. - AT aplaude o desempenho da turma e diz: muito bem, gostei! Cano bonita e muito bem cantada! Agora a minha vez de vos mostrar a cano que sei. Escutem com ateno para depois me dizerem se j conhecem. - AT canta baixinho a cano Os sinos vo tocar. - AT diz: agora eu vou cantando a cano por partes, devagarinho. Vocs escutam e repetem a seguir. J sabem como funciona: vamos fazer a nossa mini orquestra dos pequenos cantores. Preparar.concentraosilncio (AT aguarda alguns segundos, olhando para cada elemento da turma, com o dedo indicador direito encostado nos lbios e sussurrando continuamente chiuuuuuu). - AT comea a cantar a cano por partes: Natal, dlim, dlim, dlo e d a indicao aos alunos, com a mo direita, imitando um maestro, de quando devem repetir. - AT volta a cantar a cano, desta vez com acompanhamento de gestos nas partes do dlim, dlim, dlo (a mo direita balana para a esquerda-direita-esquerda); j se ouvem os sinos tocar (coloca a mo direita atrs da orelha direita); o menino (entrelaa as duas mos e balana os braos para a direita e para a esquerda, como que embalando uma criana) ns vamos visitar (coloca o dedo indicador direito junto ao olho direito). - AT vira-se para a frente e comea a cantar a cano com a turma. - AT volta a cantar a cano, acompanhando as frases com os gestos anteriormente trabalhados. - AT levanta-se e diz aos alunos: agora vo ser vocs os sininhos de Natal: tu s o dlim, tu s o outro dlim e tu s o dlo, (e assim sucessivamente, atribuindo a cada aluno um som do sino, tocando na cabea de cada aluno medida que lhe atribui o som, pela ordem em que se encontram sentados). - AT pega num lpis que est em cima da mesa e diz: para a orquestra tocar, o maestro tem de a afinar. Preparados?. - AT comea a tocar com o lpis na cabea dos alunos, aleatoriamente. - AT comea a tocar nos alunos, aumentando gradualmente a velocidade com que decorre a actividade. - AT vira-se para a frente e d continuidade aula, comeando a cantar a cano trabalhada. - AT volta a cantar a cano com os restantes elementos da turma, com acompanhamento dos gestos. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - AT dirige-se para junto dos restantes elementos da turma e diz: meus queridos sininhos, agora vamos tocar os sinos com as nossas mos, com palmas. Querem ver como?. - AT exemplifica, cantando a cano e na parte do dlim, dlim, dlo, bate trs vezes as palmas, uma por cada palavra pronunciada. - AT pede agora aos alunos que a acompanhem nesse exerccio, pois treze sininhos ouvem-se melhor que um. - AT comea a cantar [para a turma]. - AT volta a cantar a cano com os alunos, acompanhando com palmas. - AT diz: muito bem, to depressa que aprendem estes meninos e meninasento agora vamos deixar de cantar o dlim, dlim, dlo e nessa parte fazemos apenas as palmas, querem ver como?. - AT diz [para a turma]: Vamos agora todos fazer! Mas ateno, no se esqueam que para a orquestra estar afinada temos de cantar e bater as palmas todos ao mesmo tempo! E muito importante tambm conseguirmos ouvir-nos uns aos outros. Ento vamos l!. - AT conta at trs [para que todos comecem a cantar a cano ao mesmo tempo]. - AT pergunta turma: querem cantar a cano que aprendemos hoje para a F ouvir e dizer se gosta?. - AT faz os gestos da cano [acompanhando os alunos enquanto estes cantam]. - AT aplaude as crianas e diz-lhes: comportaram-se muito bem e aprenderam tudinho! Agora a seguir quando o Pai Natal me telefonar a perguntar como correu a aula eu vou-lhe dizer que foram todos lindos e que estiveram com muita ateno, por isso ele pode continuar a embrulhar as vossas prendas!. - AT despede-se, dizendo: bom Natal para todos, com muitas prendinhas. Portem-se bem! Tchau, tchau!, mandando beijinhos para todos, ao mesmo tempo que acena com a mo, fazendo adeus. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias A1 - AT chama A1 para junto de si, abrindo-lhe os braos. - AT baixa-se e diz a A1: vamos cantar, Estrela, vamos aprender uma cano nova, vamos?. - AT levanta-se e estende a mo a A1, para que se dirijam para junto dos restantes elementos da sala. - AT agarra [A1] ao colo e encaminha-se para junto das restantes crianas. - Quando chegam junto do grupo, AT tenta colocar A1 no cho. - AT senta A1 no banco junto a A2 (irmo gmeo de A1) e vira costas, dirigindo-se para a cadeira posicionada no centro do grupo-turma. - AT vira-se para trs, chama A1 e diz-lhe: anda para junto de ns, Estrela, anda. Estamos aqui tua espera. - AT volta a insistir com A1: v l, Estrela, anda para aqui para perto de ns. - AT volta-se para trs e torna a chamar A1 para se juntar aos restantes colegas. - AT pega em A1 e senta-a ao seu colo. - AT coloca A1 no cho. - AT toca na cabea de A1 [com o lpis]. - AT toca mais uma vez [na cabea de A1]. - AT toca uma vez mais com o lpis na cabea de A1, que volta a no responder. - AT diz para a turma: olhem, vamos todos ajudar a Estrela. Quando eu tocar na cabea dela, todos vamos fazer o som que ela tem de fazer, que o dlim, boa?. - AT toca na cabea de A1 com o lpis. - AT toca mais uma vez em A1. - AT toca em A1. - AT toca em A1. - AT volta a tocar em A1. - AT diz para a turma: agora vamos ouvir s a Estrela. Quando eu tocar na cabea dela, vocs j no respondem. Vamos ver como a vossa ajuda foi importante para ela aprender. - AT levanta-se, vai junto de A1, baixa-se, curvando-se diante dela e diz: Estrela, agora gostvamos muito de te ouvir. Quando eu fizer assim (toca na cabea de A1 com o lpis), vais dizer dlim, est bem? dlim (tocando uma vez mais na cabea de A1 quando pronuncia o som). - AT toca na cabea de A1 com o lpis e olha para ela. - AT toca na cabea de A1, ao mesmo tempo que diz dlim. - AT toca na cabea de A1, olha para ela e aguarda trs segundos. - AT sorri para A1, diz muito bem, Estrela e aplaude. - AT olha para A1 e chama-a para junto do grupo: anda, Estrela, vem cantar connosco. - AT vira-se para A1 e chama-a para se juntar ao grupo. - AT diz a A1: ns vamos ficar tua espera. - AT interrompe a aula, vira-se para A1 e chama-a para junto dela. - AT diz para A1: no queres vir cantar connosco agora?. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - AT vira-se de frente para a turma e diz: a Estrela agora no quer vir. Quando ela tiver vontade de vir, vem para junto de ns, vamos esperar um bocadinho, que ela j vem. Entretanto vamos continuar com a nossa cano. Como que mesmo a nossa cano nova?. - AT diz para A1: o que foi, Estrela, que foi que fez a A5?. - AT diz a A1: a A5 estava a brincar contigo, mas j no faz essa brincadeira, est bem?. - AT levanta-se e vai junto de A1. AT baixa-se e pergunta a A1: gostas da cano?. - AT volta a question-la [a A1] no mesmo sentido: a cano bonita?. - AT questiona [A1]: e gostas de ouvir os meninos cantar?. - AT volta a questionar [A1]: no gostas de ouvir os teus colegas cantar?!. - AT diz para A1: olha, eu vou para o p dos outros meninos, est bem? Ficas a a cantar com eles, pode ser?. - AT levanta-se, pega na mesa debaixo da qual A1 se encontra e levanta-a, colocando-a ligeiramente ao lado, deixando A1 a descoberto. - AT pergunta a A1: queres mesmo ficar a escondida a cantar?. - AT diz para A1: est bem, mas quero ouvir-te cantar com os teus colegas. Olha que eu vou ficar de olho em tise no cantares venho buscar-te, combinado?. A2 - AT toca em A2. - AT diz a A2 que pode ir casa de banho. A3 A4 - AT diz a A4: mas tu entraste na cano e fizeste-o muito bem. De certeza que os teus pais gostaram de te ver e que tambm eles gostariam de ter entrado na histria, mas sabes que no dava para entrarem todos, no ? Houve pais de outros meninos que tambm no entraram desta vez e sabes o que vai acontecer? Entram na prxima festa. - AT pergunta a A4: no cantaste a cano de ingls?! Mas eu vi-te na festa, cantaste a cano que ensaimos na MsicaPor que no cantaste a cano de ingls?!. - AT diz a A4: pois, cantas para a prxima, boa? De qualquer forma, cantaste a nossa cano e j foi muito bom. - AT diz a A4 que quando regressar A2 tambm, pode ir casa de banho e acrescenta que j sabem que s pode ir um de cada vez. A5 - AT toca em A5. A6 - AT diz: a cano no precisa de tocadores de cornetas, olhando para as alunas em questo [A10 e A6]. A7 - AT pergunta [a A7] o que ele quer dizer. A8 A9 A10 - AT diz: a cano no precisa de tocadores de cornetas, olhando para as alunas em questo [A10 e A6]. A11 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias A12 - AT diz a A12: muito bem, que perfeito!. A13 A14 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice III Entrevista educadora do grupo Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias a) Guio Temtica: incluso de uma criana com Sndrome de Down num jardim-de-infncia. Objectivos da entrevista: - Recolher informao para caracterizar o entrevistado. - Recolher informao para caracterizar a turma. - Recolher informao sobre a concepo do entrevistado de escola inclusiva. - Recolher informao para fazer o levantamento de estratgias e actividades implementadas na turma. - Caracterizar os casos emergentes. - Implicar o entrevistado no desenvolvimento do processo de investigao-aco. Entrevistadora: AT Entrevistada: Educadora do grupo Data: 18/12/2009 Designao dos blocos Objectivos especficos Tpicos Observaes Bloco A Legitimao da entrevista e motivao do entrevistado - Conseguir que a entrevista se torne necessria, oportuna e pertinente - Motivar o entrevistado - Garantir confidencialidade - Apresentao entrevistador/entrevistado - Motivos da entrevista - Objectivos - Entrevista semi-directiva - Usar linguagem apelativa e adaptada ao entrevistado - Tratar o entrevistado com delicadeza e receb-lo num local aprazvel - Pedir para gravar a entrevista Bloco B Perfil do entrevistado - Caracterizar o entrevistado - Idade - Habilitaes acadmicas e profissionais - Profisso - Motivaes - Experincias com crianas consideradas com NEE - Estar atento s reaces de entrevistado e anot-las por escrito - Mostrar disponibilidade e abertura para a compreenso das situaes apresentadas Bloco C Perfil do Grupo - Caracterizar estruturalmente o grupo - Caracterizar a dinmica do grupo - Caracterizar os casos especficos do grupo - Dados estruturais do grupo: . relacionamentos . aprendizagem . comportamentos . expectativas - Casos emergentes: . dados pessoais . percurso escolar . nvel actual de competncias . expectativas . enquadramento familiar . apoios educativos - Ter ateno aos comportamentos no verbais denunciadores de certas reaces ao discurso do entrevistado Bloco D Incluso no jardim-de-infncia - Caracterizar o Projecto Educativo e o Regulamento Interno no que diz respeito s crianas consideradas com NEE - Caracterizar a sua concepo de escola inclusiva - Preocupaes explcitas com as crianas consideradas com NEE - Atitudes e comportamentos dos adultos em relao s crianas consideradas com NEE - Prestar ateno s reaces de entrevistado e anot-las por escrito Bloco E Estratgias eficazes implementadas e a implementar - Fazer o levantamento de estratgias ou actividades que foram utilizadas para a incluso - Objectivos atingidos - Estratgias e actividades implementadas - Mostrar disponibilidade e vontade de ajudar a concretizar as solues encontradas Bloco F Dados complementares - Dar oportunidade ao entrevistado para abordar outros assuntos pertinentes e oportunos - Agradecer o contributo prestado - Vivncias - Constrangimentos - Agradecimentos Nota: Adaptado de Estrela (1986, pp. 355-357) Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias b) Protocolo AT - Boa tarde! Antes de mais, agradeo-lhe por me receber aqui na sua sala e por me disponibilizar este tempo para podermos falar um bocadinho acerca de si e da sua turma. Como sabe, sou a professora de Msica do seu grupo durante o ano lectivo corrente e encontro-me presentemente a frequentar o 2. ano do Mestrado Educao Especial: Domnio Cognitivo e Motor, pela Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias. Assim, o motivo desta minha entrevista est intimamente ligado frequncia do mesmo e ao trabalho que tenho de desenvolver no mbito do meu trabalho final de Mestrado, o qual, como tem conhecimento, desenvolverei com esta turma e que consiste na concepo, realizao e avaliao de um Projecto de Interveno na rea especfica do curso. Devo ainda assegurar-lhe que a si, enquanto entrevistada, bem como aos intervenientes e pessoas nela referenciadas, ser-lhes- garantida total confidencialidade, sendo que os dados sero tratados de forma completamente annima. Posto isto, creio que podemos dar incio entrevista propriamente dita. E De acordo. Vamos a isso. AT - Antes de mais, peo-lhe que me fale um pouco de si a nvel pessoal, cultural e familiar. E - (risos) Sabe que essa uma pergunta bastante difcil. sempre complicado falarmos de ns prprios, mas deixe-me pensar um pouco quer saber como eu sou, como me vejo, certo? Bem, eu sou uma pessoa calma, que gosta da famlia, de estar em casa, de sair com os que me so mais prximos, tenho duas filhas: uma de 24 anos (que j formada e j se encontra a trabalhar, em Lisboa) e outra de 20 (que est a tirar a licenciatura em Servio Social). Tenho 47 anos, vivo com a minha filha mais nova e sou divorciada. Sou oriunda de uma famlia de cinco irmos, todos nascidos em Portalegre. A minha vida tem-se desenvolvido praticamente aqui em Portalegre, AT - E quanto sua formao profissional, o que me pode dizer? E - Fiz a minha formao inicial na Escola Maria Ulrich, uma escola de educadores de infncia, em Lisboa, que presentemente uma escola superior de educao. Penso que a denominao do curso era mesmo Curso de Educadores de Infncia. Na altura, fiz o bacharelato, que terminei em 1984. Mais tarde, j em Portalegre, fiz um CESE, na rea da Superviso Pedaggica, que terminei em 2000. Ao nvel de trabalho, no incio, logo aps terminar o bacharelato, estive alguns anos sem trabalhar na rea e ainda cheguei a ir para fora do pas por motivos familiares. Quando regressei, comecei a trabalhar como educadora numa IPSS, durante cerca de sete anos. Depois passei para o Ministrio da Educao, como contratada, condio que mantive quatro anos. Aps este perodo, consegui a vinculao. Completarei vinte anos de servio em Maio do prximo ano. AT - Fale-me agora acerca da sua experincia de trabalho com crianas consideradas com NEE. E - Tenho j alguma experincia de trabalho com crianas com NEE. Trabalhei trs anos no apoio educativo, em jardim-de-infncia, no ensino regular. Tambm trabalhei trs anos numa instituio particular, de carcter religioso, onde estavam apenas crianas e jovens em idade escolar, com NEE. Este era um grupo de crianas com srias incapacidades fsicas, de sade, de comunicao, intelectuais, a todos os nveis. Alguns estavam em cadeiras de rodas O nvel de incapacidades era enorme. O meu trabalho com eles estava seriamente condicionado pelas suas graves limitaes. Em alguns casos, limitava-se ao fazer-lhes companhia, estar com eles, falar com eles, pouco mais havia a fazer. AT - Descreva-me a sua turma. E - A descrio que fao da minha turma consta do Projecto Curricular de Grupo que lhe cedi no me ocorre nada de novo a dizer, est tudo l posso referir algumas coisas, mas corro o risco de me repetir primeiro que tudo, devo referir que este o primeiro ano que trabalho com eles e vejo-os como um grupo com uma grande discrepncia de idades, que vai dos trs aos seis anos. Este grupo pode-se subdividir em dois grupos distintos, um dos quais muito desenvolvido, e tem muitas competncias adquiridas. O outro, por sua vez, por ser constitudo por crianas muito pequenas, ainda tem muito que desenvolver. Tudo isto torna-se complicado de gerir. No entanto, um grupo que teve uma boa adaptao ao contexto escolar, so amigos uns dos outros, so participativos, motivados, gostam de aprender coisas novas, so muito interessados, afveis, um bom grupo de trabalho. AT - E a Estrela, como a descreve? E - A Estrela uma criana que se adaptou bem, apesar de todas as condicionantes relacionadas com a sndrome que a afecta. Ela est bem integrada no grupo e tem vindo a fazer uma evoluo bastante positiva. muito meiga, mas tem uma grande determinao naquilo que quer. Chega a ser teimosa. Por vezes isola-se um Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias pouco, mas tambm gosta de conviver e brincar com os restantes. No incio s estava com eles, agora j brinca com eles. AT - Como v o percurso escolar da Estrela? E - Penso que tem ultrapassado bem as suas dificuldades e superado da melhor forma as suas limitaes. Tem feito um bom percurso desde que inicimos o ano lectivo. AT - Possui algum tipo de formao especfica para dar resposta a crianas com esse(s) tipo(s) de NEE? E - Fiz algumas aces de formao de curta durao, de dois ou trs dias, na rea do ensino especial. Para mim, contam mais as experincias que j tive por ter trabalhado com crianas com NEE. AT - Considera que suficiente? E - No caso especfico da Estrela, penso que sim, que suficiente. No sinto muita dificuldade, talvez pelo contacto que j tive com outras crianas com NEE, at porque anteriormente j tinha tido um caso de Sndrome de Down bem mais grave, com outras patologias associadas embora seja sempre bom apostar na formao AT - Quais os apoios educativos prestados a essa criana e como se articulam (local, periodicidade,)? E - (E. levanta-se, dirige-se ao placard onde se encontram as suas anotaes, tira o horrio correspondente aos apoios da Estrela e tr-lo consigo para a mesa onde est a decorrer a entrevista). Da equipa da Interveno Precoce vem a tcnica de Terapia da Fala, nas segundas e quartas feiras, da Terapia Ocupacional, nas segundas e teras e uma professora de 1. Ciclo, nas segundas, quartas, quintas e sextas (E. responde questo consultando o horrio). Normalmente as terapeutas vm sala e levam-na para outra sala, trabalhando fora do contexto de grupo. J a professora, por norma, fica com a Estrela dentro da sala. AT - Qual a postura adoptada pela Estrela na sala? E - A Estrela adora a casinha das bonecas, o local onde se aguenta mais tempo. o espao preferido dela. Gosta de mexer aqui, ali, gosta de explorar o espao instvel. Tambm gosta muito da pintura e de outros materiais de explorao, mas se por acaso se pinta na mo ou outra parte do corpo, no gosta. Detesta sentir o corpo sujo, fica logo comichosa, agitada. Gosta dos bonecos, de ver livros, abri-los e ver as imagens. Houve um perodo que ela passava muito tempo no cantinho da biblioteca a folhear os livros, para a frente e para trs, vezes sem conta. Alheava-se de tudo o resto. Na sala, a Estrela vai passando por vrias actividades e vai explorando aos poucos os materiais existentes na sala. Gosta muito de msica, alis, isso voc sabe melhor do que eu, a sua rea. As primeiras vezes que coloquei msica, um CD de canes infantis, foi-se colocar com o ouvido mesmo junto coluna do rdio para ouvir melhor. Ela participa nas actividades se pensar que eu no a estou a ver. No gosta de se sentir observada e caso isso acontea, no participa. AT - Quais as reas fortes da Estrela? E - Eu considero que os pontos fortes dela so a comunicao e a socializao. Nestas reas, ela surpreende pela positiva. Na rea da comunicao, no nos apercebemos facilmente que ela j se vai conseguindo expressar porque ela no muito receptiva ao dilogo espontneo nem estabelece grandes dilogos com os adultos e mesmo com as crianas. Contudo, se estivermos atentos, de longe, e a observarmos nas suas brincadeiras, vemos como ela fala e conversa, sobretudo com as bonecas. No outro dia, presenciei uma situao curiosssima. Eu trouxe um telemvel de brincadeira para a sala. Coloquei-o no cantinho das bonecas. Quando dei pela Estrela, estava ela sentada no banquinho a falar ao telemvel. Percebi que fingia estar a falar com a av e parecia parar, fingindo estar a ouvir o que a av lhe estava a dizer e depois voltava a falar, como se estivesse a responder ao que a av lhe tinha dito do outro lado. Manteve este dilogo de faz-de-conta durante alguns minutos. AT - Disse que outra das reas fortes da Estrela a socializao. Em que se baseia para fazer esta afirmao? E - Ah, sim, disse na rea da socializao porque ela uma menina muito emptica. Ela vai nos corredores do JI ou na rua e vai acenando s pessoas, vai fazendo adeus e sorri para elas. Cria, com o seu jeito de ser, interesse nas pessoas, consegue chamar a ateno delas com estes gestos. No muito efusiva nestas manifestaes nem estabelece grandes dilogos com as pessoas, mas chama a ateno pela sua simpatia. Parece saber seduzir as pessoas. Ningum lhe consegue resistir (sorri). Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XXXIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias AT - E as reas menos fortes? E - Sinceramente, tenho alguma dificuldade em catalogar isto. Pensar em reas menos fortes penso que neste aspecto se destaca a autonomia, sobretudo na questo das fraldas, que ela ainda usa. Neste aspecto, est muito dependente. Na alimentao tambm ainda se reflectem algumas limitaes, principalmente a comer a sopa, ou outro tipo de alimentos lquidos. Eu ajudo-a a comer a sopa, ela j vai levando algumas colheres boca, mas cansa-se muito rapidamente. O segundo prato, ela j consegue comer praticamente sozinha, sem ajuda, desde que os alimentos sejam atempadamente cortados, como bvio. Noutras reas da autonomia, a Estrela no manifesta grandes dificuldades: consegue-se deslocar sozinha, sobe e desce degraus sem auxlio, Uma outra dificuldade evidenciada pela Estrela est relacionada com a capacidade de concentrao, na medida em que atinge perodos bastante limitados de concentrao e a este facto ainda acresce a sua dificuldade em estar parada. Tem de estar em constante movimento. AT - Qual a receptividade dos restantes alunos para com a Estrela? Como que os colegas reagem presena dela na sala? E - Muito boa. Protegem-na, esto muito bem com ela, mas com um sentimento mais protector para com a Estrela. Isto tambm se deve ao facto de ela ser uma das crianas mais novas do grupo, e a sua estatura tambm ser ligeiramente inferior comparativamente com a dos colegas da sala da mesma faixa etria. Contudo, uma criana dentro do grupo. Todos a vem como colega e amiga. AT - Qual a relao que a Estrela mantm consigo? E - boa a relao estabelecida dela para comigo e de mim para com ela. Funcionamos bem e creio que o gosto de trabalhar uma com a outra mtuo. AT - E com os auxiliares e outros tcnicos que a acompanham? E - Todos tm uma boa relao com ela e a Estrela gosta de todos. Ela j conhecia as terapeutas, porque j haviam trabalhado com ela no ano anterior, em casa. Ela gosta de estar com todos porque sabe que ali tem pessoas totalmente disponveis para ela, que trabalham com ela individualmente sem ela ter de repartir a ateno dessas pessoas com mais ningum. Na sala, eu no tenho essa disponibilidade para ela. Assim, sempre que ela se apercebe que dia de receber algum, o seu contentamento notrio, bem como a sua ansiedade, olha muitas vezes para a porta. Como ela recebe acompanhamento de vrios tcnicos e muitas horas de apoio, h sempre gente a entrar e a sair. Quando algum desses tcnicos entra na sala ento, a euforia e ela corre em sua direco e abre os braos para eles. uma criana que necessita de ateno, o mais individualizada possvel. AT - Quais as estratgias que utiliza para a incluso da Estrela no grupo? E - No fundo, trat-la como uma criana integrada no grupo como qualquer uma das outras. Embora se aceitem coisas nela que nos outros no. No se exige dela o mesmo que dos outros, da mesma maneira que no se exige do grupo dos trs anos o mesmo que se exige dos de seis. No a pressiono tanto. Por vezes, ela no se quer juntar ao grupo, embora participe na actividade, de outro local, principalmente do cantinho das bonecas. Quando assim , eu no insisto muito com ela e deixo que seja ela a querer ter vontade de participar, junto do grupo, o que normalmente acontece aps um perodo de tempo a observar a actividade dos colegas. Quando ela mete uma ideia na cabea, dificilmente a convencemos a fazer outra coisa que no a sua convico. Temos de lhe dar tempo para ser ela, espontaneamente, a querer isso. s vezes, fao-a sentar nos bancos para ela ir adquirindo regras e perceber que tambm ela tem de aprender a cumpri-las, tal como os restantes elementos da turma. Lentamente, a Estrela tem vindo a adquirir regras e hbitos de sala. A minha principal estratgia de incluso trat-la o mais possvel sem diferena, que a relao estabelecida com ela seja semelhante estabelecida com as outras crianas. Tudo isto implica um trabalho muito diferenciado. Diferenciado mas normal do dia-a-dia do JI, adequado ao ritmo e s NEE de cada um. AT - Como planifica as suas actividades no sentido de ir ao encontro da diversidade e das necessidades de todos os alunos do grupo? E - As actividades so sempre planificadas no sentido de ir ao encontro da diversidade do grupo, englobando tipos de trabalho diferenciados, que visem o alcance dos objectivos propostos por todos, embora, como j referi anteriormente, as competncias a atingir sejam distintas para os diferentes grupos etrios as actividades coincidem, a forma e os critrios de desempenho que diferem. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XL Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias AT - A aluna participa em todas as actividades que so planificadas? Se sim, a criana beneficia de algum apoio para as realizar? E - Como a planificao diversificada, h coisas que a Estrela no faz, especialmente as que se direccionam mais para as crianas mais velhas. Mas dentro das suas competncias e da faixa etria dela, desenvolve as actividades. Para alm disso, contamos frequentemente com o apoio da professora de 1. Ciclo, que passa imenso tempo com ela na sala e lhe d um apoio mais individualizado, o que permite que ela participe de forma mais eficaz na maioria das actividades propostas para o grupo. AT - E a sua sala, como a organiza de forma a dar respostas s necessidades da Estrela? E - A sala est organizada dividida por diferentes reas, que tambm esto adequadas s idades das crianas. Vai havendo rotatividade entre os alunos, que vo passando pelos diferentes espaos, o que vai acontecendo de acordo com as necessidades e interesses dos alunos. A Estrela vai passando pelas diferentes reas tambm, que tento que sejam o mais adequadas s suas necessidades e idade. AT - Sentiu a necessidade de recorrer a algum tipo de auxlio face s caractersticas apresentadas pela Estrela? E No. O trabalho de terreno que j vivenciei com outros alunos com NEE e os apoios educativos prestados Estrela so suficientes para desenvolver o meu trabalho com ela. AT - A educadora est sozinha na sala de aula ou dispe de outros recursos humanos para trabalhar com esta criana? Se sim, quem e com que frequncia? E - Tenho a colaborao de uma assistente operacional, que me acompanha em horrio quase total, para alm da equipa de Interveno Precoce, cujo trabalho me tranquiliza, por apoiarem a Estrela mais individualmente. AT - De que recursos materiais se suporta para trabalhar com esta criana? E - No tenho materiais especficos para trabalhar com a Estrela. Os recursos materiais da sala so suficientes. Na Interveno Precoce, sobretudo as terapeutas ocupacional e da fala, que trazem alguns materiais de apoio para trabalhar com ela. Creio que so essencialmente actividades ldicas, jogos, esse gnero de material. AT - Como faz a avaliao desta aluna? E - Sempre baseada na observao. Vou observando os desempenhos dela e fazendo alguns registos peridicos. Depois, mais ou menos de trs em trs meses, por perodo lectivo, junto-me com os restantes tcnicos que a acompanham para fazermos um balano da situao dela. AT - Como considera que a Estrela se sente no grupo? E - Ah, sente-se bem, gosta de estar, sente-se integrada. Por vezes est isolada no mundo dela, mas tambm vai interagindo com os outros. Ela gosta de vir e nunca rejeitou essa ideia. AT - Quais foram as vantagens e desvantagens que esta criana trouxe para o ambiente vivido em contexto de sala de aula? E - As vantagens, para ela, o facto de estar em contacto com crianas como que se diz? Falta-me a palavra Crianas (E. hesita. Parece procurar a palavra certa, que no lhe ocorre). AT - Crianas ditas normais E - Sim, isso, crianas ditas normais, que contactam com ela e a estimulam, ajudando-a a desenvolver-se. As outras crianas apercebem-se das dificuldades da Estrela, tornando-se protectoras e defensoras dela. Todo o contacto com esta realidade faz com que elas encarem este tipo de situaes numa perspectiva natural, o que faz com que cresam com uma mentalidade que aceita a diferena e no discrimina. Ambos os lados beneficiam. Relativamente s desvantagens, esto relacionadas com a prpria Estrela, porque s vezes mais difcil dar-lhe o apoio de que ela necessitaria, portanto nem sempre se consegue chegar aos objectivos da forma que gostaramos. AT - Como tem a escola apoiado/respondido s suas solicitaes face a esta criana? E - No tm sido feitas muitas solicitaes, na medida em que o apoio j est estruturado e a ser desenvolvido. A situao est resolvida. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias AT - Qual a sua relao com a famlia da Estrela? E - muito boa: uma relao de cooperao, de parte a parte. A famlia est disponvel, aberta para ajudar a encontrar e a dar respostas s necessidades da Estrela. AT - Que mudanas poderiam ocorrer para maximizar a incluso desta criana na escola? E - Ela est completamente integrada. Sinceramente nada me ocorre. Acho que a incluso est feita. Ela tratada como outra criana, estando includa no grupo e no JI. Se calhar h sempre coisas que se podem melhorar, mas sinceramente neste momento, nada me ocorre. AT - Para si, o que (ou o que dever ser e/ou ter) uma escola inclusiva? E - tudo isto: o facto de aceitar e integrar, ao invs do apenas estar. aceitar crianas com dificuldades e capacidades diferentes. Estar verdadeiramente integrada no grupo, sem discriminaes no fundo, acho que isto. AT E pronto, chegmos ao fim. No entanto, no sem antes lhe agradecer a disponibilidade, a abertura e a gentileza com que me recebeu e respondeu s minhas questes. Este decerto um contributo determinante para o sucesso do Projecto ao qual me proponho alcanar. Como tal, muito obrigado. E No tem de qu, foi um prazer falar consigo. Espero ter estado altura das questes desafiantes que me colocou. Ah, e qualquer coisa que precise, disponha. Esteja vontade. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias c) Anlise de contedo Categorias Subcategorias Unidades de registo Perfil do entrevistado Caracterizao pessoal - sempre complicado falarmos de ns prprios; - sou uma pessoa calma; - [sou uma pessoa] que gosta da famlia; - [sou uma pessoa que gosta] de estar em casa; - [sou uma pessoa que gosta] de sair com os que me so mais prximos; - Tenho 47 anos; - A minha vida tem-se desenvolvido praticamente aqui em Portalegre. Situao familiar - tenho duas filhas: uma de 24 anos (que j formada e j se encontra a trabalhar, em Lisboa) e outra de 20 (que est a tirar a licenciatura em Servio Social); - vivo com a minha filha mais nova; - sou divorciada; - Sou oriunda de uma famlia de cinco irmos, todos nascidos em Portalegre; - cheguei a ir para fora do pas por motivos familiares. Formao profissional - Fiz a minha formao inicial na Escola Maria Ulrich, uma escola de educadores de infncia, em Lisboa, que presentemente uma escola superior de educao; - a denominao do curso era mesmo Curso de Educadores de Infncia; - fiz o bacharelato, que terminei em 1984; - em Portalegre, fiz um CESE, na rea da Superviso Pedaggica, que terminei em 2000; - Fiz algumas aces de formao de curta durao, de dois ou trs dias, na rea do ensino especial. Experincia profissional - logo aps terminar o bacharelato, estive alguns anos sem trabalhar na rea; - comecei a trabalhar como educadora numa IPSS, durante cerca de sete anos; - passei para o Ministrio da Educao, como contratada, condio que mantive quatro anos; - Aps este perodo, consegui a vinculao; - Completarei vinte anos de servio em Maio do prximo ano. Experincia de trabalho com crianas consideradas com NEE - Tenho j alguma experincia de trabalho com crianas com NEE; - Trabalhei trs anos no apoio educativo, em jardim-de-infncia, no ensino regular; - trabalhei trs anos numa instituio particular, de carcter religioso, onde estavam apenas crianas e jovens em idade escolar, com NEE; - [trabalhei com] um grupo de crianas com srias incapacidades fsicas, de sade, de comunicao, intelectuais, a todos os nveis; - Alguns estavam em cadeiras de rodas; - O nvel de incapacidades era enorme; - [tenho] trabalho de terreno que j vivenciei com outros alunos com NEE. Postura face ao trabalho desenvolvido com as crianas com NEE/tipo de trabalho desenvolvido - O meu trabalho com eles estava seriamente condicionado pelas suas graves limitaes; - Em alguns casos, limitava-se ao fazer-lhes companhia, estar com eles, falar com eles, pouco mais havia a fazer. Postura face necessidade de formao para dar resposta a alunos com NEE - No caso especfico da Estrela, penso que sim, que suficiente [a sua formao e capacidade de resposta face problemtica da Estrela]; - No sinto muita dificuldade; - embora seja sempre bom apostar na formao; - No [Senti a necessidade de recorrer a algum tipo de auxlio face s caractersticas apresentadas pela Estrela]. Concepo de escola inclusiva - o facto de aceitar e integrar, ao invs do apenas estar; - aceitar crianas com dificuldades e capacidades diferentes; - Estar verdadeiramente integrada no grupo; - sem discriminaes. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Perfil do grupo Caracterizao do grupo - A descrio que fao da minha turma consta do Projecto Curricular de Grupo; - vejo-os como um grupo com uma grande discrepncia de idades, que vai dos trs aos seis anos; - Este grupo pode-se subdividir em dois grupos distintos; - um muito desenvolvido e tem muitas competncias adquiridas; - outro, por ser constitudo por crianas muito pequenas, ainda tem muito que desenvolver; - grupo que teve uma boa adaptao ao contexto escolar; - so amigos uns dos outros; - so participativos; - motivados; - gostam de aprender coisas novas; - so muito interessados; - afveis,; - um bom grupo de trabalho. Metodologias de trabalho utilizadas no grupo - no se exige do grupo dos trs anos o mesmo que se exige dos de seis; - trabalho muito diferenciado; - [trabalho] Diferenciado mas normal do dia-a-dia do JI; - [trabalho] adequado ao ritmo e s NEE de cada um; - As actividades so sempre planificadas no sentido de ir ao encontro da diversidade do grupo; - englobando [as planificaes] tipos de trabalho diferenciados; - [planificaes] que visem o alcance dos objectivos propostos por todos; - as competncias a atingir sejam distintas para os diferentes grupos etrios; - as actividades coincidem [para todos os alunos do grupo], a forma e os critrios de desempenho que diferem; - a planificao diversificada; - [na sala] Vai havendo rotatividade entre os alunos, que vo passando pelos diferentes espaos, o que vai acontecendo de acordo com as necessidades e interesses dos alunos. Expectativas face ao grupo - complicado de gerir [dada a discrepncia entre as idades das crianas do grupo]; - este o primeiro ano que trabalho com eles. Organizao da sala - A sala est organizada dividida por diferentes reas; - [as reas] esto adequadas s idades das crianas. Recursos humanos da sala - Tenho a colaborao de uma assistente operacional, que me acompanha em horrio quase total. Casos especficos do grupo Caracterizao da aluna com NEE (Estrela) - muito meiga; - tem uma grande determinao naquilo que quer; - Chega a ser teimosa; - gosta de conviver e brincar com os restantes; - instvel; - gosta muito da pintura e de outros materiais de explorao; - se por acaso se pinta na mo ou outra parte do corpo, no gosta; - Detesta sentir o corpo sujo, fica logo comichosa, agitada; - No gosta de se sentir observada - uma menina muito emptica; - Cria, com o seu jeito de ser, interesse nas pessoas; - No muito efusiva nestas manifestaes [de empatia]; - chama a ateno pela sua simpatia; - Parece saber seduzir as pessoas; - cansa-se muito rapidamente; - Tem de estar em constante movimento; - [] uma das crianas mais novas do grupo; - estatura () ligeiramente inferior comparativamente com a dos colegas da sala da mesma faixa etria; - uma criana que necessita de ateno; - [necessita de ateno] o mais individualizada possvel; - Quando ela mete uma ideia na cabea, dificilmente a convencemos a fazer outra Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias coisa que no a sua convico. Estratgias utilizadas com a Estrela - trat-la como uma criana integrada no grupo; - [trat-la] como qualquer uma das outras; - Embora se aceitem coisas nela que nos outros no; - No se exige dela o mesmo que dos outros; - No a pressiono tanto; - eu no insisto muito com ela; - deixo que seja ela a querer ter vontade de participar, junto do grupo; - s vezes, fao-a sentar nos bancos para ela ir adquirindo regras e perceber que tambm ela tem de aprender a cumpri-las, tal como os restantes elementos da turma; - Temos de lhe dar tempo para ser ela, espontaneamente, a querer isso [o que pretendemos que ela realize] ; - A minha principal estratgia de incluso trat-la o mais possvel sem diferena; - A Estrela vai passando pelas diferentes reas, que tento que sejam o mais adequadas s suas necessidades e idade; - No tenho materiais especficos para trabalhar com a Estrela; - Os recursos materiais da sala so suficientes [para trabalhar com a Estrela]. Apoios educativos prestados e modalidades de trabalho adoptadas - equipa de Interveno Precoce; - tcnica de Terapia da Fala, nas segundas e quartas feiras; - Terapia Ocupacional, nas segundas e teras; - uma professora de 1. Ciclo, nas segundas, quartas, quintas e sextas; - Normalmente as terapeutas vm sala e levam-na para outra sala, trabalhando fora do contexto de grupo; - a professora, por norma, fica com a Estrela dentro da sala; - trabalham com ela individualmente; - sem ela [Estrela] ter de repartir a ateno dessas pessoas com mais ningum; - ela recebe acompanhamento de vrios tcnicos e muitas horas de apoio; - h sempre gente a entrar e a sair [tcnicos dos apoios educativos]; - contamos frequentemente com o apoio da professora de 1. Ciclo; - [a professora de 1. Ciclo] passa imenso tempo com ela [Estrela] na sala; - [a professora de 1. Ciclo] d [ Estrela] um apoio mais individualizado; - os apoios educativos prestados Estrela so suficientes para desenvolver o meu trabalho com ela; - cujo trabalho [da equipa de Interveno Precoce] me tranquiliza, por apoiarem a Estrela mais individualmente; - Na Interveno Precoce, sobretudo as terapeutas ocupacional e da fala, que trazem alguns materiais de apoio para trabalhar com ela; - Creio que so essencialmente actividades ldicas, jogos, esse gnero de material [material trazido pelas terapeutas ocupacional e da fala] ; - o apoio [educativo, Estrela] j est estruturado e a ser desenvolvido. Relao Educadora/Estrela - [procuro] que a relao estabelecida com ela seja semelhante estabelecida com as outras crianas; - boa a relao estabelecida dela para comigo e de mim para com ela; - Funcionamos bem; - creio que o gosto de trabalhar uma com a outra mtuo. Relao Estrela/Tcnicos que acompanham - Todos tm uma boa relao com ela; - a Estrela gosta de todos; - Ela j conhecia as terapeutas, porque j haviam trabalhado com ela no ano anterior, em casa; - Ela gosta de estar com todos; - [a Estrela] sabe que ali tem pessoas totalmente disponveis para ela; - sempre que ela se apercebe que dia de receber algum, o seu contentamento notrio; - ansiedade [notria sempre que a Estrela percebe que dia de receber algum dos tcnicos que a acompanham]; - [a Estrela] olha muitas vezes para a porta [quando percebe que dia de receber algum dos tcnicos que a acompanham] ; Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - Quando algum desses tcnicos entra na sala ento, a euforia [por parte da Estrela]; - ela corre em sua direco [dos tcnicos que a acompanham]; - [a Estrela] abre os braos para eles. Evoluo da Estrela - uma criana que se adaptou bem, apesar de todas as condicionantes relacionadas com a sndrome que a afecta; - tem vindo a fazer uma evoluo bastante positiva; - tem ultrapassado bem as suas dificuldades; - [tem] superado da melhor forma as suas limitaes; - Tem feito um bom percurso desde que inicimos o ano lectivo; - No incio s estava com eles, agora j brinca com eles; - Lentamente, a Estrela tem vindo a adquirir regras e hbitos de sala. Postura da Estrela na sala - Gosta de mexer aqui, ali, gosta de explorar o espao; - Houve um perodo que ela passava muito tempo no cantinho da biblioteca a folhear os livros, para a frente e para trs, vezes sem conta; - Alheava-se de tudo o resto; - vai passando por vrias actividades; - vai explorando aos poucos os materiais existentes na sala; - As primeiras vezes que coloquei msica, um CD de canes infantis, foi-se colocar com o ouvido mesmo junto coluna do rdio para ouvir melhor; - Ela participa nas actividades se pensar que eu no a estou a ver; - caso isso acontea [eu estar a observ-la], no participa; - Por vezes, ela no se quer juntar ao grupo; - Por vezes isola-se um pouco; - participa na actividade, de outro local, principalmente do cantinho das bonecas; - o que normalmente acontece [juntar-se ao grupo] aps um perodo de tempo a observar a actividade dos colegas; - Por vezes est isolada no mundo dela; - vai interagindo com os outros. Actividades preferidas na sala - adora a casinha das bonecas, o local onde se aguenta mais tempo; - o espao preferido dela [a casinha das bonecas]; - gosta muito da pintura e de outros materiais de explorao; - Gosta dos bonecos, de ver livros, abri-los e ver as imagens; - Gosta muito de msica. Nvel actual de competncias - no nos apercebemos facilmente que ela j se vai conseguindo expressar; - no muito receptiva ao dilogo espontneo; - nem estabelece grandes dilogos com os adultos e mesmo com as crianas; - [tem] as suas brincadeiras; - fala e conversa, sobretudo com as bonecas; - estava sentada no banquinho a falar ao telemvel [de brincar]; - fingia estar a falar com a av e parecia parar, fingindo estar a ouvir o que a av lhe estava a dizer e depois voltava a falar, como se estivesse a responder ao que a av lhe tinha dito do outro lado; - Manteve este dilogo de faz-de-conta durante alguns minutos; - Ela vai nos corredores do JI ou na rua e vai acenando s pessoas; - vai fazendo adeus e sorri para elas; - consegue chamar a ateno delas com estes gestos; - nem estabelece grandes dilogos com as pessoas; - Eu ajudo-a a comer a sopa; - ela j vai levando algumas colheres boca; - O segundo prato, ela j consegue comer praticamente sozinha; - [come o segundo prato] sem ajuda, desde que os alimentos sejam atempadamente cortados; - Noutras reas da autonomia, a Estrela no manifesta grandes dificuldades; - consegue-se deslocar sozinha; - sobe e desce degraus sem auxlio; - h coisas que a Estrela no faz, especialmente as que se direccionam mais para as crianas mais velhas; Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - dentro das suas competncias e da faixa etria dela, desenvolve as actividades; - [o apoio individualizado prestado pela professora de 1. Ciclo] permite que ela participe de forma mais eficaz na maioria das actividades propostas para o grupo. Avaliao da aluna - Sempre baseada na observao; - Vou observando os desempenhos dela; - [vou] fazendo alguns registos peridicos; - mais ou menos de trs em trs meses, por perodo lectivo, junto-me com os restantes tcnicos que a acompanham para fazermos um balano da situao dela. Incluso da Estrela no grupo - est bem integrada no grupo; - Ningum lhe consegue resistir; - uma criana dentro do grupo; - [a Estrela] sente-se bem [no grupo]; - [a Estrela] gosta de estar [no grupo]; - [a Estrela] sente-se integrada; - Ela gosta de vir e nunca rejeitou essa ideia; - Ela est completamente integrada; - Sinceramente nada me ocorre [para maximizar a incluso da Estrela na escola]; - Acho que a incluso est feita; - Ela tratada como outra criana, estando includa no grupo e no JI; - Se calhar h sempre coisas que se podem melhorar [para a incluso da Estrela na escola], mas sinceramente neste momento, nada me ocorre. reas fortes da Estrela - a comunicao; - a socializao; - Nestas reas [comunicao e socializao], ela surpreende pela positiva. reas menos fortes da Estrela - Sinceramente, tenho alguma dificuldade em catalogar isto. Pensar em reas menos fortes; - penso que neste aspecto se destaca a autonomia; - questo das fraldas, que ela ainda usa; - Neste aspecto [do uso das fraldas], est muito dependente; - Na alimentao tambm ainda se reflectem algumas limitaes; - [limitaes na alimentao] principalmente a comer a sopa, ou outro tipo de alimentos lquidos; - Uma outra dificuldade evidenciada pela Estrela est relacionada com a capacidade de concentrao; - atinge perodos bastante limitados de concentrao; - dificuldade em estar parada. Postura do grupo face Estrela - [receptividade] Muito boa; - Protegem-na; - esto muito bem com ela; - com um sentimento mais protector para com a Estrela; - Todos a vem como colega e amiga; - As outras crianas apercebem-se das dificuldades da Estrela; - tornando-se protectores e defensores dela. Vantagens que a presena da Estrela traz ao grupo - As vantagens, para ela [Estrela], o facto de estar em contacto com crianas ditas normais; - [as crianas ditas normais] contactam com ela e a estimulam, ajudando-a a desenvolver-se; - Todo o contacto com esta realidade faz com que eles [restantes elementos do grupo] encarem este tipo de situaes numa perspectiva natural; - [o contacto com a Estrela na sala] o que faz com que cresam [os restantes colegas] com uma mentalidade que aceita a diferena e no discrimina; - Ambos os lados beneficiam. Desvantagens que a presena da Estrela traz ao grupo - desvantagens, esto relacionadas com a prpria Estrela; - s vezes mais difcil dar-lhe o apoio de que ela necessitaria; - nem sempre se consegue chegar aos objectivos da forma que gostaramos. Relao escola/famlia - muito boa; - uma relao de cooperao, de parte a parte; - A famlia est disponvel; Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias - [a famlia est] aberta para ajudar a encontrar e a dar respostas s necessidades da Estrela. Respostas da escola a esta criana - No tm sido feitas muitas solicitaes; - A situao est resolvida. Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice IV Teste Sociomtrico Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XLIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias a) Matriz I - 1. Se tivesses que dar a mo a um colega para fazerem o comboio, quem escolherias? -------------------- Indica outro colega --------------------------- E ainda outro ---------------------------------- E quem no escolherias? -------------------- II - 1. Para realizar um trabalho de grupo, quem escolherias para trabalhar contigo? --------------------------- Indica outro colega --------------------------- E ainda outro ---------------------------------- E quem no escolherias? -------------------- III - 1. Quem gostarias de escolher para brincar contigo no recreio? ---------------------------------------------- Indica outro colega --------------------------- E ainda outro ---------------------------------- E quem no escolherias? -------------------- Nome: ----------------------------------------------------------------------- Idade ------------------------ Fonte: Adaptado de Estrela (1986, p. 382) Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down L Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias b) Matriz Sociomtrica Escolhas Sexo masculino Sexo feminino A2 A3 A4 A7 A8 A9 A12 A1 A5 A6 A10 A11 A13 N. de escolhas N. de indivduos escolhidos Sexo feminino Sexo masculinoA2 200 100 021 313 002 030 9 6 A3 330 022 003 211 100 9 5 A4 222 003 300 030 111 9 5 A7 300 002 133 011 220 9 5 A8 310 100 001 223 032 9 5 A9 012 003 321 200 130 9 5 A12 020 200 102 013 300 001 030 9 7 A1 010 022 201 100 333 9 5 A5 301 030 020 010 203 102 9 6 A6 020 012 030 003 301 200 100 9 7 A10 003 300 030 220 112 001 9 6 A11 333 020 212 100 001 9 5 A13 111 333 222 9 3 Totais por Critrio 362 422 436 244 442 022 657 100 533 465 434 101 111 Totais combinados 11 8 13 10 10 4 18 1 11 15 11 2 3 117 N. de indivduos por quem cada um escolhido 8 4 9 7 7 4 7 1 7 7 6 2 1 Legenda 1. critrio situao de classe 2. critrio situao de trabalho 3. critrio situao de recreio Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias c) Matriz Sociomtrica Rejeies Sexo masculino Sexo feminino A2 A3 A4 A7 A8 A9 A12 A1 A5 A6 A10 A11 A13 N. de escolhas N. de indivduos escolhidos Sexo feminino Sexo masculino A2 001 010 100 3 3 A3 111 3 1 A4 001 110 3 2 A7 001 010 100 3 3 A8 001 010 100 3 3 A9 100 011 3 2 A12 001 010 100 3 3 A1 100 011 3 2 A5 100 001 010 3 3 A6 100 010 001 3 3 A10 001 100 010 3 3 A11 010 100 001 3 3 A13 011 100 3 2 Totais por Critrio 201 002 134 210 122 010 010 100 111 221 210 111 001 Totais combinados 3 2 8 3 5 1 1 1 3 5 3 3 1 39 N. de indivduos por quem cada um escolhido 3 2 6 3 4 1 1 1 3 5 2 1 1 Legenda 1. critrio situao de classe 2. critrio situao de trabalho 3. critrio situao de recreio Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice V Planta da sala do grupo Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Planta da sala do grupo Legenda: 1. Cantinho das bonecas 2. Cantinho da garagem 3. Cantinho do computador 4. Cantinho da pintura 5. Cantinho dos jogos de mesa 6. Cantinho da Expresso Plstica 7. Cantinho dos jogos de tapete 8. Cantinho dos livros WC 8 7 6 5 3 1 4 2 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice VI Roteiros de Actividades Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 1 Data de interveno: 01/02/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: formas de dana. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Reconhecer as diferentes partes do seu corpo; d) Movimentar-se livremente sob sons vocais e instrumentais, para tal seleccionados; e) Enquadrar-se, de modo minimamente adequado, reproduzindo gestos e movimentos em coreografias elementares. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Apresentao da cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (15min.); Explorao das diferentes partes do corpo (15min.); Identificao de cada parte do corpo mencionada na cano com uma forma de dana (10min.); Intercalao das diferentes partes do corpo citadas na cano com o tipo de dana correspondente (10min.); Avaliao da sesso (5min.). Voz; Corpo. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - A chuva cai, cai. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 2 Data de interveno: 08/02/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: jogos de mmica e percusso corporal. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Produzir sons com o corpo e/ou com a voz de diferentes maneiras; d) Acompanhar canes com gestos e percusso corporal; e) Movimentar-se livremente sob sons vocais e instrumentais, para tal seleccionados. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Conversa com os alunos (5min.); Apresentao da cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (15min.); Acompanhamento da cano com batimentos corporais e gestos (15min.); Jogo de mmica (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Voz; Corpo. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - Trs animais simpticos; Objectos identificativos das caudas dos animais; Imagens ilustrativas dos animais citados e dos movimentos de percusso corporal correspondentes. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 3 Data de interveno: 15/02/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: sons do nosso corpo. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Produzir sons com o corpo e/ou com a voz de diferentes maneiras; b) Reconhecer as potencialidades sonoras do seu corpo; c) Identificar sons humanizados. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso da cano trabalhada na aula anterior (5min.); Jogo Vamos produzir sons (15min.); Jogo de reconhecimento de sons (20min.); Jogo o rei manda (10min.); Avaliao da sesso (5min.). Voz; Corpo. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano trabalhada na aula anterior; Imagens representativas dos diversos sons corporais; CD que contm diversos sons corporais. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 4 Data de interveno: 22/02/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: batimentos corporais. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Acompanhar canes com gestos e percusso corporal; d) Enquadrar-se, de modo minimamente adequado, reproduzindo gestos e movimentos em coreografias elementares. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso dos contedos trabalhados na aula anterior (5min.); Apresentao da cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (15min.); Dramatizao da cano (15min.); Jogo de batimentos corporais (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Voz; Corpo. Professora; Alunos. Imagens representativas dos diversos sons corporais. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 5 Data de interveno: 01/03/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: sons do meio prximo e da natureza. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Produzir diferentes sons com o corpo e com a voz; b) Fazer silncio para ouvir sons; c) Identificar sons isolados do meio prximo e da natureza; d) Associar o som ouvido imagem correspondente; e) Reproduzir sons isolados com a voz. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Identificao de sons do meio prximo (20min.); Jogo de reconhecimento de sons do meio prximo e da natureza (20min.); Jogo de reproduo de sons (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Sensibilidade acstica. Professora; Alunos. Lpis e papel; Rdio leitor de CD; CD com os sons a trabalhar; Cartes com imagens ilustrativas de cada som escutado; Jogo do loto dos sons. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 6 Data de interveno: 08/03/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: altura dos sons. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Produzir sons com o corpo e com a voz; d) Fazer silncio para ouvir sons; e) Identificar caractersticas dos sons: altura; f) Produzir sons graves e agudos; g) Reconhecer sons. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Conversa com os alunos (5min.); Explorao dos conceitos associados altura dos sons (5min.); Apresentao da cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (15min.); Explorao dos conceitos grave () e agudo (), com recurso s imagens representativas de cada um (5min.); Jogo de reconhecimento dos sons graves e agudos (20min.): Avaliao da sesso (5min.). Sensibilidade acstica. Professora; Alunos. Imagem do touro e do passarinho; Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - O touro e o passarinho; CD de sons; Tabela de imagens; Imagens dos sons reproduzidos no CD; Cartes com os smbolos (grave) e (agudo). Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 7 Data de interveno: 15/03/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: altura dos sons. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Apreender o significado da cano apresentada; b) Cantar a cano apresentada num registo grave e agudo; c) Reproduzir a melodia da cano apresentada num registo grave e agudo; d) Entoar frases num registo grave e agudo; e) Produzir sons graves e agudos com os materiais sua disposio; f) Identificar caractersticas dos sons: altura. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso dos contedos trabalhados na sesso anterior (5min.); Actividade vidrofone (20min.); Apresentao da cano (5min.); Explorao da temtica implcita na cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano/Explorao da cano com registos graves e agudos (20min.); Avaliao da sesso (5min.). Sensibilidade acstica. Professora; Alunos. Frascos de vidro; Colher; gua; Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - O meu maior amigo. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 8 Data de interveno: 22/03/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: intensidade dos sons. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Apreender o significado da cano apresentada; b) Cantar a cano apresentada segundo vrias intensidades; c) Reproduzir uma lengalenga de acordo com diferentes intensidades; d) Produzir sons com o corpo e com a voz, de acordo com diferentes intensidades; e) Identificar caractersticas dos sons: intensidade. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso dos contedos trabalhados nas aulas anteriores (5min.); Apresentao/explorao dos conceitos associados intensidade do som (5min.); Exerccios de explorao da intensidade do som (forte e piano) (10min.); Apresentao da cano (5min.); Explorao da temtica implcita na cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano/ Exerccios de apresentao e explorao de todas as intensidades do som (25min.); Avaliao da sesso (5min.). Sensibilidade acstica. Professora; Alunos. Imagens alusivas lengalenga; Rdio leitor de CD; CD com os sons a trabalhar; CD com a cano a trabalhar: - Gosto de flores. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 9 Data de interveno: 29/03/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: intensidade do som e grafismos associados. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada de acordo com diferentes intensidades do som; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Identificar caractersticas dos sons: intensidade; d) Reconhecer os grafismos associados s diferentes intensidades do som. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso dos contedos trabalhados na aula anterior (5min.); Apresentao da cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (10min.); Exerccios de consolidao da intensidade do som, com recurso cano (5min.); Apresentao e explorao dos grafismos associados s intensidades do som estudadas (15min.); Promoo de exerccios de memorizao dos grafismos associados s diversas intensidades do som (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Sensibilidade acstica. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - O coelho da Pscoa; Cartes com os grafismos correspondentes s diferentes intensidades do som. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 10 Data de interveno: 05/04/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: compreender o significado da letra de canes. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Compreender o significado da letra da cano trabalhada. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso da cano trabalhada na sesso anterior (5min.); Jogo de compreenso da letra de uma cano (30min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (20min.); Avaliao da sesso (5min.). Sentido rtmico. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - Adivinhas. 1 folha de trabalho para cada criana; Lpis de cor; Imagens representativas dos animais citados na cano. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 11 Data de interveno: 12/04/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: batimentos rtmicos. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Reproduzir ritmos corporais por imitao; b) Identificar ritmos; c) Produzir ritmos, individualmente. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Reviso da cano trabalhada na aula anterior (5min.); Actividade de adivinhas (15min.); Marcao de ritmos (20min.); Jogo de identificao de ritmos (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Sentido rtmico. Professora; Alunos. Imagens dos animais referenciados. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 12 Data de interveno: 19/04/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: batimentos rtmicos corporais e voclicos. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Reproduzir ritmos corporais por imitao; b) Reproduzir ritmos corporais e voclicos, em simultneo; c) Produzir ritmos, individualmente. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Promoo de diversos exerccios rtmicos: - Batimentos corporais (15min.); - Batimentos com vocbulos (20min.); - Diversificao dos batimentos e vocbulos (20min.); Avaliao da sesso (5min.). Sentido rtmico. Professora; Alunos. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 13 Data de interveno: 26/04/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: batimentos rtmicos com frases. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Compreender o significado da letra da cano trabalhada; d) Produzir ritmos, por iniciativa prpria; e) Reproduzir frases ritmadas; f) Reproduzir ritmos corporais por imitao. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Conversa com o grupo (5min.); Formulao de frases sobre a me (5min.); Promoo de exerccios rtmicos (continuao da aula anterior): - Batimentos com frases (20min.); Apresentao da cano (5min.); Explorao da temtica implcita na cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano/ Exerccios de consolidao de batimentos rtmicos com frases (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Sentido rtmico. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - Mezinha querida. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 14 Data de interveno: 03/05/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: instrumentos musicais de percusso. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Identificar ritmos; b) Cantar a cano apresentada; c) Reproduzir a melodia da cano trabalhada; d) Compreender o significado da letra da cano; e) Explorar materiais e objectos sonoros sua disposio; f) Utilizar instrumentos musicais de percusso. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Jogo de identificao de ritmo (5min.); Audio da cano Na loja do Mestre Andr e identificao da temtica implcita na mesma (5min.); Apresentao/explorao dos instrumentos musicais de percusso (30min.); Jogo de identificao dos instrumentos musicais de percusso (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - A loja do Mestre Andr; Instrumentos musicais de percusso. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 15 Data de interveno: 10/05/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: instrumentos musicais de percusso. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Reconhecer os instrumentos musicais de percusso; b) Cantar a cano apresentada; c) Participar numa dana de roda; d) Explorar materiais e objectos sonoros sua disposio; e) Utilizar instrumentos musicais de percusso; f) Participar numa banda em movimento. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Jogos de identificao dos instrumentos musicais de percusso estudados na sesso anterior (30min.); Explorao da altura dos sons dos diversos instrumentos musicais estudados (10min.); Formao de uma banda em movimento (15min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Placa ilustrativa da Loja do Mestre Andr; Instrumentos musicais de percusso. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 16 Data de interveno: 17/05/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: reconhecimento de sons dos instrumentos musicais de percusso. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Utilizar instrumentos musicais de percusso; b) Identificar os instrumentos musicais de percusso; c) Reconhecer auditivamente o som produzido por cada instrumento musical de percusso; d) Movimentar-se de acordo com sons de instrumentos musicais de percusso, para tal seleccionados. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Jogos auditivos de explorao dos sons produzidos pelos diferentes instrumentos musicais (55min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Instrumentos musicais de percusso; Imagens ilustrativas de cada instrumento e movimento correspondente; Venda para os olhos; Cordas. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 17 Data de interveno: 24/05/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: marcao de ritmo, andamento, diviso e compasso com instrumentos musicais de percusso. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano; c) Compreender o significado da letra da cano trabalhada; d) Marcar o ritmo, andamento, diviso e compasso da cano com percusso corporal; e) Marcar o ritmo, andamento, diviso e compasso da cano com instrumentos musicais de percusso; f) Utilizar instrumentos musicais de percusso. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Apresentao da cano (5min.); Explorao da temtica implcita na cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (15min.); Marcao do ritmo, andamento, diviso e compasso da cano (30min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Instrumentos musicais de percusso; Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - Gosto de brincar. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 18 Data de interveno: 31/05/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: criao do Cantinho da Msica. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Manusear materiais e objectos sua disposio; b) Explorar as potencialidades sonoras dos materiais sua disposio; c) Construir instrumentos musicais de percusso simples; d) Utilizar os instrumentos musicais de percusso construdos; e) Reconhecer o som produzido por cada um dos instrumentos construdos. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Criao do cantinho da Msica: - Construo de maracas e de pandeiretas (45min.); Jogos de explorao/identificao dos instrumentos musicais de percusso construdos (10min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos; Educadora; Assistente operacional; Terapeuta Ocupacional. Copos de iogurte; Caixas circulares de queijo; Caricas; Diversos materiais (arroz, acar, massa, gro, feijo, areia, pedras, paus); Tesoura; Fita-cola; Cola; Instrumentos musicais construdos. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 19 Data de interveno: 07/06/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: criao do Cantinho da Msica. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Manusear materiais e objectos sua disposio; b) Explorar as potencialidades sonoras dos materiais sua disposio; c) Construir instrumentos musicais de percusso simples; d) Utilizar os instrumentos musicais de percusso construdos; e) Reconhecer o som produzido por cada um dos instrumentos musicais construdos. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Continuao da construo do Cantinho da Msica: - Construo de reco-recos, tamborins e castanholas (45min.); Jogos de explorao/identificao dos instrumentos musicais de percusso construdos (10min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos; Educadora; Assistente operacional; Terapeuta Ocupacional. Caixas e latas com forma circular; Folhas ou sacos de plstico; Garrafes de 5litros de gua; Canas; Canetas de plstico (sem o filtro onde a tinta fica embebida); Botes; Pedaos de carto: 10cm x 5cm; Tesoura; Cola; Fita-cola; Instrumentos musicais construdos. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 20 Data de interveno: 14/06/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: discriminao de sons dos instrumentos musicais construdos. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Explorar as potencialidades sonoras dos instrumentos musicais de percusso sua disposio; b) Utilizar os instrumentos musicais de percusso construdos; c) Reconhecer o som produzido por cada um dos instrumentos musicais construdos. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Jogos de discriminao auditiva com os instrumentos musicais construdos nas aulas anteriores (55min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Instrumentos musicais construdos nas aulas anteriores; Imagens de cada instrumento com o movimento correspondente; Vendas para os olhos. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 21 Data de interveno: 21/06/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: preparao da cano a apresentar na festa de final de ano da escola. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar a cano apresentada; b) Reproduzir a melodia da cano apresentada; c) Compreender o significado da letra da cano trabalhada; d) Danar ao ritmo da msica; e) Utilizar instrumentos musicais de percusso; f) Marcar o ritmo da cano com percusso corporal; g) Marcar o ritmo da cano com instrumentos musicais de percusso. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Apresentao da cano (5min.); Explorao da temtica implcita na cano (5min.); Promoo de exerccios de memorizao da cano (20min.); Marcao do ritmo da cano (15min.); Dana livre com marcao do ritmo nos instrumentos (10min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com a cano a trabalhar: - Frias de Vero; Instrumentos musicais de percusso. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 22 Data de interveno: 28/06/2010 Durao: 1Hora Hora de incio: 13:00H Hora de concluso: 14:00H Tema: ensaio geral da cano a apresentar na festa de final do ano. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Cantar uma cano j conhecida, em grupo; b) Cantar a cano, acompanhando o seu instrumental; c) Marcar o ritmo da cano com instrumentos musicais de percusso. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Continuao da aula anterior (preparao da cano Frias de Vero para apresentar na festa de final de ano) (55min.); Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos. Rdio leitor de CD; CD com o instrumental da cano a trabalhar: - Frias de Vero; Instrumentos musicais de percusso construdos com o grupo. Intervenientes extra-actividade Educadora do grupo Pais Terapeuta Ocupacional da criana-alvo Terapeuta da Fala da criana-alvo Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Roteiro de Actividades 23 Data de interveno: 02/07/2010 Durao: 10Minutos Hora de incio: 19:30H Hora de concluso: 19:40H Tema: apresentao de uma cano na festa de final de ano da escola. Competncias a desenvolver: Ser capaz de: a) Apresentar uma cano em pblico; b) Cantar a cano, acompanhando o seu instrumental; c) Utilizar instrumentos musicais de percusso, acompanhando a cano; d) Danar, balanando o corpo, ao som da cano. Actividades/Tempo previsto Contedos Recursos Humanos Materiais Festa de final de ano: apresentao da cano Frias de Vero; Avaliao da sesso (5min.). Criatividade. Professora; Alunos; Assistente operacional. Rdio leitor de CD; CD com o instrumental da cano a trabalhar: - Frias de Vero. Instrumentos musicais de percusso construdos com o grupo. Balano crtico dos processos e resultados Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice VII Grelhas de registo de avaliao das sesses Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias a) Pela professora Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down LXXXIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XC Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias b) Pelos alunos Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice VIII Loto de sons Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down XCIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down C Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice IX Folha de trabalho distribuda na sesso de actividades 10 Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Respostas s adivinhas: 1 2 3 4 5 6 Expresso Musical NOME: ___________________________________ Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Apndice X Teste Sociomtrico (reaplicao) Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias a) Matriz Sociomtrica Escolhas Sexo masculino Sexo feminino A2 A3 A4 A7 A8 A9 A12 A1 A5 A6 A10 A11 A13 N. de escolhas N. de indivduos escolhidos Sexo feminino Sexo masculinoA2 011 002 230 323 100 9 5 A3 110 233 021 302 9 4 A4 332 213 121 9 3 A7 112 200 030 021 303 9 5 A8 200 020 032 111 303 9 5 A9 002 310 121 233 9 4 A12 232 123 311 9 3 A1 020 200 031 103 012 300 9 6 A5 011 030 323 102 200 9 5 A6 030 023 002 311 200 100 9 6 A10 330 003 210 121 002 9 5 A11 320 030 212 003 100 001 9 6 A13 311 232 123 9 3 Totais por Critrio 231 343 484 256 221 222 967 102 442 537 423 101 Totais combinados 6 10 16 13 5 6 22 3 10 15 9 2 117 N. de indivduos por quem cada um escolhido 5 4 8 7 2 2 9 3 6 7 5 2 Legenda 1. critrio situao de classe 2. critrio situao de trabalho 3. critrio situao de recreio Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias b) Matriz Sociomtrica Rejeies Sexo masculino Sexo feminino A2 A3 A4 A7 A8 A9 A12 A1 A5 A6 A10 A11 A13 N. de escolhas N. de indivduos escolhidos Sexo feminino Sexo masculino A2 110 001 3 2 A3 010 001 100 3 3 A4 010 101 3 2 A7 101 010 3 2 A8 111 3 1 A9 111 3 1 A12 001 100 010 3 3 A1 100 011 3 2 A5 010 101 3 2 A6 100 011 3 2 A10 011 100 3 2 A11 010 101 3 2 A13 011 100 3 2 Totais por Critrio 011 000 111 131 212 122 100 100 101 000 122 200 233 Totais combinados 2 0 3 5 5 5 1 1 2 0 5 2 8 39 N. de indivduos por quem cada um escolhido 2 0 2 3 4 3 1 1 1 0 3 2 4 Legenda 1. critrio situao de classe 2. critrio situao de trabalho 3. critrio situao de recreio Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Anexos Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Anexo I Roteiro de Avaliao Diagnstica Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXVI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXVII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXVIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Anexo II Relatrio de Avaliao de Desenvolvimento Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXIX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXX Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXXI Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Anexo III Relatrio de Avaliao Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXXII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXXIII Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias Anexo IV Canes e sons trabalhados nas sesses de actividade Ana Trindade (Com)passo a (com)passo com a Sndrome de Down CXXIV Universidade Lusfona de Humanidades e Tecnologias a) Listagem Faixa 1 A chuva cai, cai Faixa 2 Trs animais simpticos Faixa 3 Sons do corpo 1 Faixa 4 Sons do corpo 2 Faixa 5 Sons humanizados 1 Faixa 6 Sons humanizados 2 Faixa 7 Sons da natureza Faixa 8 Sons dos animais 1 Faixa 9 Sons dos animais 2 Faixa 10 O touro e o passarinho Faixa 11 O meu maior amigo Faixa 12 Gosto de flores Faixa 13 O coelho da Pscoa Faixa 14 Adivinhas Faixa 15 Mezinha querida Faixa 16 A loja do Mestre Andr Faixa 17 Para a frente Faixa 18 Gosto de brincar Faixa 19 Frias de Vero Faixa 20 Frias de Vero - instrumental b) CD